terça-feira, 12 de novembro de 2013

GUEST POST: "QUE CURRÍCULO ÓTIMO, PENA QUE É MULHER"

A A. me mandou este relato sobre a mais pura discriminação. Depois empresários reclamam que faltam técnicos especializados... 

Equipamentos "masculinos"
Escrevo esse e-mail como um desabafo, sempre vejo mulheres compartilhando suas histórias e gostaria de contar a minha, que pode até parecer que aconteceu há décadas, mas não...
Moro em uma região onde a economia gira em torno do minério de ferro. 
O mercado de trabalho é muito competitivo, devido, em grande parte, ao número de trabalhadores que migram para cá, provendo mão de obra barata. Meu pai e irmãos (sou a única mulher) são mecânicos em empresas de mineração e, influenciada por esse meio e sempre admirando meu pai, resolvi também seguir essa carreira. Quando fiz essa escolha sabia do machismo na profissão e da dificuldade, mesmo para homens, de conseguir emprego, mas julguei que, com meu esforço e dedicação, eu teria alguma chance. 
Fiz o ensino médio integrado a um curso de aprendizagem industrial (semelhante aos cursos oferecidos pelo Senai) e, embora tenha recebido bolsa de estudos de uma empresa, não tive maiores oportunidades de ingressar como funcionária. Terminei o curso, que dava noções práticas de mecânica, eletrotécnica e eletrônica, como uma das primeiras da turma. Enquanto fazia alguns bicos como soldadora, resolvi tentar a prova para um curso técnico público muito concorrido na cidade. Passei em primeiro lugar; minha carreira parecia promissora, não é? Mas eu simplesmente não tive a  oportunidade de saber.  
Para obter o certificado de técnica em mecânica, eu precisaria realizar um estágio. Logo no primeiro dia de aula foi avisado na sala que os cinco primeiros colocados no processo seletivo deveriam ir à secretaria, pois uma empresa da região os cadastraria e ofereceria o estágio a partir do segundo semestre. No intervalo da aula fui até lá e qual não foi a minha surpresa ao perceber que os contemplados se tratavam literalmente dos cinco primeiros colocados, ou seja, eu e uma outra garota, que havia passado em terceiro lugar, fomos ignoradas; na lista constavam apenas os rapazes. Perguntei a uma funcionária e era isso mesmo: só homens.
Continuei empenhada nos estudos e no ano seguinte surgiu uma nova oportunidade, em parceria com outra instituição, que ofereceria cursos de capacitação em suas dependências. A escola contrataria alguns alunos, como auxiliares de laboratório. Novamente o que contava eram as notas, e dessa vez não fui excluída de cara, poderia participar de um curso na outra instituição; ao final desse, seriam escolhidos os contratados. Os cursos que seriam oferecidos eram AutoCAD [programa de desenho técnico de engenharia] e Soldagem, adivinha em qual me colocaram? 
Quase um vestido
Mesmo eu tendo claramente explicitado minha preferencia por soldagem, obviamente eu deveria ficar no curso mais adequado para mulheres, segundo eles. Desenho técnico é uma área importante, longe de mim criticar esses profissionais, mas não era a que me interessava, por que eu não podia escolher? Reclamei, fiz milhões de requerimentos e finalmente consegui trocar de curso, mas não adiantou nada, embora eu tenha tido um desempenho superior, afinal já tinha experiência na área, não fui escolhida. Como é que uma garota ia conseguir carregar caixas de eletrodos? Preparar peças? E imagina só como é que eu ia aguentar usar aqueles equipamentos de proteção malcheirosos de raspa de couro?
Já no ultimo semestre do curso, fui avisada por uma funcionária que em uma semana haveria uma nova entrevista de estágio. Preparei meu currículo, novamente esperançosa, e compareci no dia da entrevista. A moça que havia me falado da seleção ficou surpresa em me ver e perguntou o que eu fazia ali. Estava lá pra concorrer à vaga, é claro. Então ela pediu desculpas e me explicou que havia me informado da vaga para eu avisar meu namorado, que também fazia o curso -- as vagas eram só para homens. 
Eu não conseguia acreditar! Era uma frustração tão grande, que não consegui fazer nada, só deixei o currículo e fiquei lá fora, esperando pelo meu namorado (olha só! Eu tinha feito meu papel de mulher, avisei a ele). Enquanto voltávamos pra casa, ele me contou que, durante o processo seletivo, folhearam meu currículo e o consenso tinha sido: “Nossa, que currículo ótimo, pena que é mulher”.
Elas existem!
Durante todo o curso tentei outros estágios. As exigências para empresas se conveniarem com a escola eram grandes, o que diminuía bastante as opções. Fiz provas, dinâmicas, entrevistas, mas nunca fui chamada. Nessas outras situações, pode ser que eu tenha sido reprovada por outros motivos, talvez não tenham me considerado boa trabalhando em equipe, ou que eu não seja proativa ou qualquer desses quesitos que tanto ouvi falar. Mas não tenho como não suspeitar do fato de que, das cinco meninas da sala, a única que conseguiu o certificado foi a que aceitou continuar no AutoCAD.
Se eu tivesse fracassado por não ter sido esforçada, motivada ou mesmo inteligente o suficiente ficaria triste, mas nada se compara a esse gosto amargo, de não me ser permitido nem competir. Na época, seis anos atrás, eu não era feminista, nem tinha ideia de como lutar pelos meus direitos, e vejo aí a importância do feminismo se comunicar com as jovens, pois muitas feministas que conheço nem sonhavam com uma realidade diferente na adolescência. Naquela época, se soubesse um pouco mais, talvez tivesse escrito uma história diferente, lutado mais, talvez até contribuído para uma melhora para as garotas que ingressaram depois de mim.
Minha família sempre me apoiou muito, sempre deu muita força e incentivou que eu seguisse a carreira que quisesse. Mas me deixou um tanto triste ver que eles trataram a forma como tudo aconteceu com naturalidade, pois viam situações como a minha todos os dias trabalhando na área e já achavam aquilo normal.
Depois desses acontecimentos todos, parei de tentar ingressar em empresas, cursei Pedagogia, fiz concurso e acabo de iniciar o trabalho com orientação em uma instituição de ensino técnico e tecnológico. Quero lutar constantemente para incluir um olhar de diversidade nas ações da escola, preocupação que simplesmente não existiu quando era eu a aluna.

51 comentários:

Beatriz disse...

O que mais me incomoda são as pessoas que acham que isso é natural, que é um meio masculino, e a mulher não se sentiria a vontade trabalhando com tantos homens. Uma vez, eu estava entrevistando um agrônomo, um cara super culto, com um discurso bacana sobre a inserção feminina nessas áreas tradicionalmente masculinas.
Aí ele me conta que uma ex aluna dele estava concorrendo a uma vaga e o empregador perguntou o que ela faria se estivesse sozinha com um homem na fazenda e ele desse em cima dela. Nessa hora eu interrompi a história e disse que essa pergunta já era um assédio moral. O cara ignorou a minha intervenção e continuou contando que a moça riu, e falou que fosse um bom cliente da empresa, ela teria que saber contornar.
Fiquei muito assustada disso ter vindo de uma pessoa aparentemente não machista. Ele achou a resposta da moça bem humorada e bem colocada. E não se deu conta do absurdo que é perguntar isso.

Rafa K disse...

Inacreditável esse relato. Como que tem gente que ainda tem a capacidade de dizer que o machismo hoje em dia é uma invenção das feministas? Pelamor! É tão revoltante a situação dessa moça que eu não sei nem o que dizer.

Anônimo disse...

Cara autora:

Não sei onde você mora(talvez seja em MG),mas já pensou em tentar mudar de Estado??? No Rio,conheço mulheres técnicas em Mecânica,Eletrônica e Eletrotécnica que estão muito bem empregadas!

Enfim,é só uma sugestão!

Abraços!

Nath disse...

Essa é a primeira vez que comento apesar de ler o blog há um bom tempo. A., eu sei pelo que você passou. Trabalho com T.I. e sei o quanto as mulheres sofrem por escolherem profissões com maioria masculina; e claro também sei que provavelmente a informática é mais flexível que a industria. Enfim, FORÇA! Diria pra não desistir, mas como já está trabalhando em outra área aproveite para incentivar mais garotas a escolherem profissões técnicas. Eu sei quanto preconceito tive combater quando estudei na FATEC (SP) por ser uma das únicas mulheres da turma (de 80 alunos, eramos em 6 mulheres). Agora você está numa posição que pode ajudar essas garotas! Vamos mudando a mentalidade nos impondo e mostrando competência! (enquanto isso eu tento enlouquecer meu tutor que é um homem ~rústico~ mostrando que eu tenho tanta capacidade quanto ele para executar as tarefas aqui ;))

Amana disse...

Fico muito mexida com esse tipo de história. Atuo em um meio onde as mulheres são maioria - universitário, na área de psicologia - e vejo machismo em várias situações. Fico abismada quando paro para pensar em tantos espaços que nos são negados constantemente, de maneira mais ou menos explícita. Que bom que você tem consciência da discriminação! Deixa um gosto amargo, mas não permite que a gente engula essas coisas naturalmente...
Espero que você consiga conquistar outros espaços e leve para eles suas reflexões.
E pensar que tanta gente diz que não precisamos mais do feminismo hoje...

Ms.Minna disse...

Uma vez perdi um trabalho para o exército (haviam me contratado para uma acessória...nao darei mais detalhes para nao me expor) quando souberam que eu era mulher me descartaram.
Falaram que podia denunciar (descriminacao é crime por lei) mas achei melhor nao, pois como autônoma preferia nao ter fama de encrenqueira para nao perder outros clientes.

Ms.Minna disse...

Ah é a desculpa do exército era justamente essa eu nao ia me sentir a vontade no meio de tanto marmanjo

sabrina disse...

nojento mesmo,eu fico revoltada quando vejo essas empresas dizendo que falta gente qualificada,falta mão de obra,n falta porra nenhuma!
se parassem com o preconceito nojento,n só com mulheres mas com gordos,negros,pessoas mais velhas,as vagas seriam preenchidas bem rápido.
bando de fdp!!!

Juliana disse...

Estou procurando emprego, não em áreas como as citadas, mas olhando nos classificados de jornais e sites, sempre que há vagas para construçao e coisas do tipo há aquele aviso no anúncio: "somente homens, devido o trabalho ser pesado".
Eu fico pensando: e as mulheres que aguentam trabalho pesado? Aliás quem disse que basta ser homem para aguentar trabalhar em uma construção?
Meu irmão é fraquinho, não aguentaria o trabalho, eu tenho mais força que ele, só que tecnicamente ele teria mais chance em um trabalho desses que eu.
Mas tem um outro lado, anúncios para trabalhos tipicamente femininos, como secretária, vendedora, atendente, onde pede somente mulheres, acredito que seja a idéia de que seja mais fácil domar, digo trabalhar com mulheres.
O que me dói mesmo é a tal da "boa aparencia", é bobagem, eu deveria lutar contra isso, eu sei, só que quando olho uma vaga assim, eu nem mando currículo, fico encucada só de pensar: e se me chamarem? será que a minha aparencia é boa, sendo parda,cabelo volumoso?eu diria que sim,mas a resposta deles...detestaria fazer a entrevista e nunca ser chamada sabendo que o motivo foi o racismo sutil.

Sara disse...

Deve ser extremamente frustrante tanto esforço e dedicação e ter esse tipo de resultado que vc teve.
É incrível que ainda existam áreas que nem se aventa a hipótese da entrada de mulheres, na há nem mesmo banheiros femininos em muitas empresas.
Deve ser difícil pra vc sair da região em que mora, além do que mesmo saindo, não há garantias que possa ultrapassar as barreiras que lhe impuseram na sua região, mesmo com toda a sua qualificação.
Deveriam haver mecanismos para se denunciar esse tipo de situação, é injusto demais.
Com exceção de doação de sêmen, não vejo, que outro trabalho só um homem possa fazer.

Ms.Minna disse...

Juliana quando eu procurava emprego e vinha com o de "boa aparência" eu nunca ia, quando ia era descartada, sou branca, cabelos lisos castanho claro. Mas sou cheinha, tenho um nariz proeminente herança da minha ascendência judia. Alias um narigão mesmo, como das vezes que fui falavam que currículum fantástico mas depois nao me chamavam e um dos requisitos era "boa aparência" logo percebia o que era, e apesar de ter parecido em algum que outro comentário meu eu nao sou uma pessoa forte, sofri muito bullying por ser gordinha e ter um nariz (que pros homens é considerado ate sexy, mas nao em mulheres que tem que ter um narizinho delicado)
Enfim como sofri bullying já deixei de ir nessas entrevistas, comecei a trabalhar por conta própria. Melhor coisa que fiz, faço meu horário nao dou explicação pra ninguém..... Embora como comentei mais acima uma vez sofri preconceito por ser mulher e perdi um trabalho pro exército

MAS devo também falar que uma vez consegui um trabalho JUSTAMENTE por ser mulher, era para uma marca de cosméticos e eles queriam exigiam que a acessória fosse mulher... Consegui o trabalho mas admito que tb foi uma injustiça,

Anônimo disse...

Prazer, capitalismo.

Enquanto houver exploração de trabalho não pago, as mulheres sempre terão seus salários diminuídos frente aos dos homens. É interessante para o empresário poder contar com 50% da força de trabalho
obrigada a trabalhar por menos.

Não existe feminismo fora do socialismo.

Bruno S disse...

É inacreditável vermosainda hoje essa discriminação por gênero no mercado de trabalho. Ainda mais tendo empregadores que fazem isso abertamente.

O ideal seria dar o nome de que empresa colocou diretamente que a vaga era só para homens, mas como já se passaram alguns anos não acredito que essa possibilidade ainda seja factível.

Acho que a exposição de quem comete a discriminação é uma forma importante de combatê-la.

Se nas justificativas para só contratar homens está o trabalho pesado, que se coloquem exigências de capacidade física na seleção. Se a pessoa, seja homem é mulher é capaz de levantar X quilos, ou de movimentar equipamentos pesados que sejam, ela será apta ao serviço.

Anônimo disse...

A preferência pelo trabalho braçal masculino se justifica em razão da própria lei. De acordo com o art. 198 da CLT, o homem pode trabalhar erguendo 60 kg, mas a mulher, pela previsão do art. 390 consolidado, apenas poderá erguer 20 kg para o trabalho contínuo e 25 kg para o trabalho eventual. Na pratica, o labor braçal masculino pode ser mais explorado pelo empregador. Um só empregado pode fazer, conforme o texto legal, o trabalho de mais de 2 empregadas, sendo muito mais vantajoso e lucrativo a contratação do homem. E pouco importa se a mulher em questão é mais forte do que o homem. Caso o fiscal do trabalho constate que a empregada está carregando peso acima do permitido por lei, a empresa será notificada e multada. Por esse motivo, em especial na construção civil, a preferência é por empregados.

Sabrina disse...

Se eu vejo vaga pedindo boa aparencia eu nem mando curriculo,sou gorda e é certo que vou ser descartada.
Ja vi exigindo beleza para trabalhar com telemarketing .onde os clientes nem vão ver a cara dos atendentes!
Tb gostaria de trabalhar por conta própria,só n sei com o que.

Anônimo disse...

Querida, nesses casos a melhor opcao é recorrer ao Poder Judiciário, um advogado pode te orientar sobre o que fazer. Boa sorte.

Anônimo disse...

Que absurdo. País atrasado esse Brasil :/

Tânia B. disse...

Sou analista de sistemas e, aqui no sul, esse mercado ainda é um tanto machista. Eu sei que em SP essa situação é bem diferente (ainda bem!)

Quando estava procurando meu primeiro estágio tive muita dificuldade, e não era por falta de qualificação, eu tinha experiência anterior na área (antes da faculdade trabalhei meio ano como assistente de TI, vaga que consegui por indicação de um ex-namorado) e era a aluna com as melhores notas da turma. Um colega que foi selecionado pra um estágio ao qual eu concorri me contou que a empresa em questão não contratava mulheres para a área técnica. Demorei dois semestres para conseguir a primeira chance e, neste primeiro estágio (no qual havia uma boa porcentagem de mulheres), sofri assédio constante do chefe e tive que pedir as contas após 1 mês e meio de trabalho pois não aguentava mais essa situação.

Atualmente estou formada, empregada e meu trabalho é bem reconhecido. Mas ainda recebo os emails da faculdade com as vagas de estágio. E qual não foi minha surpresa ao receber, há cerca de um mês, uma vaga que dizia: "preferencialmente masculino". Consultei três amigos advogados e todos afirmaram: essa exigência é ilegal, mas infelizmente ainda existe.

José Carlos disse...

Oi Lola

Realmente, a situação é revoltante.

Mas, pelo menos nesse caso, dá para fazer muita coisa.

Olhe só: os recursos minerais são propriedade da União e sua exploração se dá diretamente pelo Estado ou em regime de concessão. Isso está na Constituição Federal, art. 176.

A mesma Constituição que consagra a igualdade e veda qualquer discriminação, inclusive a de gênero.

Assim, as empresas que realização essa atividade, SOB CONCESSÃO PÚBLICA!!!, estão obrigadas a observar os critérios da CF, inclusive quanto à igualdade de gêneros.

E mais: isso vale tanto para o concessionário, quanto para prestadores terceirizados, como empresas de manutenção de equipamentos, por exemplo.

A título de exemplo, lembro que nos casos de mão de obra análoga a de escravo, apurados em Guarulhos, nas obras do aeroporto, a OAS, contratada pela União, foi responsabilizada por fato praticado por uma empresa terceirizada. Por analogia, fica evidente que o mesmo raciocínio se aplica ao caso relatado no post.

E mais: o termo de concessão não precisa prever que não haverá discriminação de gênero para ela ser combatida. Isso é parte do ordenamento jurídico.

O caso descrito dá margem para ação judicial, reclamação junto ao Ministério do Trabalho, representação junto ao Ministério Pùblico (Federal E do Trabalho, na minha modesta opinião) e ação de indenização.

Isso aí é mais que revoltante, porque esse pessoal realmente não tem noção do manuseio da coisa pública.

E, por mais que a oficina de reparos dos equipamentos seja uma empresa privada, a autora relatou que a economia gira em torno da mineração.

E o minério, como eu disse, é nosso.

André Regis disse...

Que absurdo! É esse o mundo que nós queremos deixar pras nossas garotas? Um lugar onde elas não possam desenvolver plenamente suas habilidades e capacidades? Onde elas não possam ser plenamente felizes? Depois ainda dizem que machismo não existe, ou que, pior, é uma invenção das feministas. hahahaha

Conheço pessoas que trabalham num mundo bem machista: o da Gastronomia. A imensa maioria dos principais chefs de cozinha no mundo são homens, e pra uma mulher trilhar um caminho de sucesso nessa área ela tem que ter o dobro de esforço e perseverança. Ouvi histórias de cozinhas de restaurantes que até pouco tempo atrás não possuíam banheiro para mulheres. Mulher só serve pra cozinhar em casa pro marido e pros filhos, quando se trata de uma profissão: é coisa de homem.

Anônimo disse...

lendo os comentários das colegas vejo q é melhor trabalhar por conta própria msm, pq trabalhar em empresa sempre vai ter discriminação, tem mta gente trabalhando por conta e ganhando mto mais q pessoas q trabalham em regime CLT.

Sacanagem a mulher ter de ser bonita até pra trabalhar em telemarketing.

Anônimo disse...

Bom , fico triste em saber que isso ainda ocorre em nosso país.

Nunca passei por problemas em trabalho por ser mulher, também nunca tive muitas experiências profissionais.

Mas, apesar de não me sentir vítima de machismo,confesso observar que ele ainda existe em nosso meio corporativo.
Ainda que diluído,"de leve", mas existe.

Percebo a diferença de tratamento para com homens e para com mulheres. Observo que a figura masculina é sempre mais valorizada,mais exaltada e mais "digna". Enquanto a mulher é sempre vista como serviçal,"puxa-saco" de macho e rival de outras mulheres.

Love Gotic disse...

Sou bióloga e certa vez entreguei curriculo numa empresa que trabalha com projetos ambientais. Me ligaram sô para perguntar se eu não conhecia um homem com a mesma formação que a minha respondi: conheço homens com a mesma formação que a minha, mas não com a mesma competência vão #@&%€$£¥>§ΨΠ. Fiquei indignada e não era serviço braçal, mas administrativo . O que pensaram? Ô povo ignorante.

Anônimo disse...


Aguardava um post deste para poder comentar e expressar minha experiência. Primeiramente tenho que partir da premissa de que estamos em um país capitalista, com premissas capitalistas, e penso em como mudanças podem ocorrer dentro desta premissa, caso a variável seja modificada para o socialismo nada mais do que falo faz sentido. Sou empresário e possuo um 20 funcionários, em 4 anos de empresa foram 24 colaboradores, sendo de 4 saíram ou foram substituídos.
- O principal ponto que verifico aqui ou nos encontros de empresários são as licenças maternidades, e leis sobre gravidez, basicamente não posso saber se a pessoa está grávida ao contratar, não posso demitir no período de experiência, ou se for temporária, sendo assim na época de Natal ao contratar 4 pessoas para ajudar nas lojas, eu corro o risco de ser obrigado a ficar com a funcionária por mais 10 meses, mesmo sem precisar. Podem imaginar que isto não acontece, mas aconteceu nada menos do que 3 vezes. A situação se colocar em 4 alternativas, a primeira é dar aos homens os mesmos direitos que as mulheres possuem, a segunda é reduzir os direitos das mulheres a terceira é a que realmente ocorre, mulheres não são contratadas e são discriminadas e a quarta é a que considero mais lógica que é a discussão de leis pensando na real consequencia no mercado de trabalho, com a opção do homem ter a licença e dividir com a mulher, licença não remunerada como direito, restituição por parte do governo para as empresas, entre outras soluções que são realmente efetivas para todos, e não com ganhos unilaterias e consequentemente discriminção de gênero.

@vbfri disse...

"Ah é a desculpa do exército era justamente essa eu nao ia me sentir a vontade no meio de tanto marmanjo"

Na perspectiva masculina...

A mulher AINDA é vista como um ser relativamente incapaz. Os homens "precisam" nos proteger. Ora, não vamos contratá-la porque SABEMOS que você, oh ser incapaz de pensar por si só, não se sentirá à vontade. NÓS sabemos o que é melhor para você.

Da mesma forma, nós não queremos que você saia de casa para não se expor aos perigos deste mundo tão cruel...

Veja bem, não é machismo... É cuidado, amor e proteção. Você, mulher, ser relativamente incapaz, deve mesmo ficar em casa, cuidando das crianças. Nós (uga-uga) vamos cuidar de vocês, trazer a caça (bring home the bacon) e você só precisa cuidar do lar.

O mundo é cruel...

As mulheres já podem votar, dirigir carros, estudar... O que mais essas feministas querem?!?!

Licença que vou chorar agora um pouquinho!

Bru disse...

Oi Lola, te mandi um e-mail pedindo uma opinião sua sobre funk e feminismo. beijos

Anônimo disse...

Parece uma praga que está espalhada em quase todas as áreas. Conheço uma jovem mulher que se formou em med. veterinária, que gostaria muito de ter trabalhado com bovinos, mas não conseguiu emprego em lugar nenhum, apesar de ser qualificada e especializada. A desculpa é a mesma que aparece no post: você é fraca por ser mulher, você é frágil... mimimi. Ela acabou na clínica de pequenos e apesar de amar o que faz não realizou o verdadeiro sonho dela.

Me formei em biologia e uma vez um dos professores também me disse que por ser mulher eu não dava conta de fazer projetos voltados para área de ecologia/zoologia. Saí do laboratório dele e realizei meu projeto de graduação sozinha. Ficou muito melhor do que os projetos dos alunos homens deles!!

Jane Doe

Joana Guilhermina disse...

Lola, o que acha de começarmos uma campanha para boicotar todas as empresas que empregam mais homens que mulheres?
Eles são capitalistas, dão a vida pelo dinheiro. Se doer no bolso deles, podemos nos impor.
VAMOS PARA A LUTA QUE A HORA É ESSA!!! Quem compra produto de machista, está ajudando o machismo a crescer!
Tenho certeza que o feminismo aqui no Brasil ainda não foi para frente por causa do capitalismo. A mulher brasileira é manipulada pelo capitalismo. Ela compra esmaltes, roupas caras, maquiagem importada e ainda quer se dizer feminista. ISSO NÃO É FEMINISMO!!!
Apenas no dia em que todas as mulheres, inclusive as aspirantes a feministas, se libertarem das amarras do capitalismo nós teremos um movimento feminista forte no Brasil.
Só que esse trabalho deve ser gradual. Precisamos ir ensinando aos poucos que uma mulher não precisa de maquiagem, produtos de beleza etc. Ela precisa de CORAGEM E PAIXÃO para segurar a bandeira vermelha e levar esse país adiante!

Camila Malheiros disse...

Mulher para entrar no mercado tem que ser loira, magra e tonta (ou se fazer de tonta). Como disse a companheira lá em cima, até para trabalhar em telemarketing onde as pessoas não aparecem as exigências são essas.
Também já fui passada pra trás por muita mulher branca que rapidamente ganhava a simpatia do chefe mesmo trabalhando muito menos que eu.
O problema não é só de gênero, o problema vai muito mais além. Se combatermos só a questão do gênero e não pegarmos o cerne da questão, não vamos chegar a lugar nenhum.

otomes disse...

Posso estar errada, mas pelas informações parece que essa moça mora na mesma região que eu, Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. E é assim mesmo. Trabalho em um Instituto Federal de educação e nos cursos técnicos, tanto pós-médios quanto os integrados ao ensino médio o número de mulheres é baixíssimo, chegando a ter várias turmas formadas apenas por homens. Isso porque todo mundo "sabe" que mineração, mecânica, metalurgia não é coisa de mulher.


As raras meninas que conseguem entrar nas empresas tem que trabalhar 3 vezes melhor, pegar 2 vezes mais peso(afinal tem que mostrar que aguenta) e ter uma "conduta pessoal" muito mais recatada que os homens.

Há um tempo teve o caso de uma mulher que foi demitida devido a um escândalo de fotos nuas dela que o namorado colocou na internet. Houve processo e tudo, mas até a justiça aqui parece de séculos atrás, a empresa ganhou a causa alegando que a demissão não tinha nada a ver com o acontecido.

gwy disse...

Fiscal do Trabalho: eles existem? Onde vivem? Veja nessa sexta, no Globo Repórter.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Já viu essa notícia, Lola?

http://pstu.org.br/conteudo/danilo-gentilli-manda-tirar-v%C3%ADdeo-do-pstu-do-youtube

Essa é a liberdade de expressão dos reaças. Eles podem ridicularizar, humilhar, passar por cima das leis, ninguém pode criticar senão é mal humorado, mal amado, interesseiro, mas se alguém faz o mesmo com eles ficam bravinhos, processam, ameaçam.
No fim das contas, eles são uma piada pronta.

Anninhah disse...

"
Se nas justificativas para só contratar homens está o trabalho pesado, que se coloquem exigências de capacidade física na seleção. Se a pessoa, seja homem é mulher é capaz de levantar X quilos, ou de movimentar equipamentos pesados que sejam, ela será apta ao serviço."

Concordo, Bruno.

MonaLisa disse...

Lola, vc não acha que isso tem a ver com o assedio que a mulher sofre em ambiente masculino? Tipo, uma porção de idiotas dando em cima?

Topei uma vez um emprego de demonstração em um shopping. Fui um dia e não voltei mais. Praticamente a cada 5 minutos aparecia um imbecil pra ficar me cantando, pedindo meu telefone.

Essa cultura de homem brasileiro de ficar se jogando pra cima de toda a mulher, eles acham que a mulher "escolhe" uma área masculina pra "distrair" a "atenção" dos machinhos no trabalho?

Se a lei sobre a assedio fosse levada a serio no nosso pais não acabaria essa discriminação?

Lidiany CS disse...

Isso aconteceu comigo tb.
Fiz um curso em eletricidade geral e industrial no SENAI. Nunca deram oportunidade para mim nem para as outras (duas) mulheres da turma, mesmo sendo nós as melhores e com as maiores notas.
O curso acabou indo pro lixo e virando título, hoje sou Engenheira de Computação e atuo na área de análise de sistemas. Fui a única mulher da turma e perdi uma vaga de estágio para um colega homem, detalhe é que a seleção foi feita por um professor homem. Hoje eu sei que nessa empresa não trabalha uma única mulher. Atualmente trabalho na área pq sou concursada, mas as oportunidades ainda são muito restritas e tenho poucas colegas mulheres. Principalmente aq no Nordeste esse problema é crônico, mas felizmente no Serviço Público vence o melhor, independente do sexo e eu consegui ser aprovada em vários concursos, podendo escolher.
Atualmente curso mestrado e em breve pretendo junto com outra colega de curso montar um projeto de extensão para incentivar o ingresso e permanência de mulheres na área de TI.

Anônimo anonimato disse...

A autora quer nos convencer é "tão capacitada" que só não não consegue um bom emprego porque existe um complô de empregadores "machistas" contra as mulheres?

Será que alguém acredita nisso? Se um empregador misógino deixa de contratar uma mulher altamente capacitada e prefere colocar um homem sem a mesma capacitaçãom além de misógino, ele é burro. Nenhum capitalista esperto seria tolo de deixar de contratar alguém tão capacitado. Agora, dizer que NINGUÉM a contrata só porque é "mulher", porque existe uma complô de empregadores "machistas" contra as mulheres, é conversa pra boi dormir.

Ademais, só fato de ser feministas já mosra o quão "capacitada" é a autora deste guest post.

Carla Fonseca disse...

Puxa, eu também sou da área técnica, mas tive um pouco mais de sorte, faz 13 anos q terminei o técnico e nunca fiquei muito tempo desempregada, mas é triste ver q até hoje não alcancei um salário compatível com o dos meninos que se formaram comigo, embora tenha lutado todos estes anos. A boa notícia é q as coisas estão mudando, hoje em dia os entrevistadores não me perguntam mais por que eu escolhi esta profissão e tenho visto até mais chefes mulheres. A luta continua!

Erres Errantes disse...

E quando não lhe contratam por causa da sua aparência? Outro dia me chamaram para uma entrevista numa escola tradicional da minha cidade. Depois, tive acesso às anotações da psicóloga do RH que fez a minha entrevista e entre elas tinha comentários sobre a minha aparência, até sobre a cor do meu esmalte. Certamente o fato de eu ter mestrado não pesa nem um pouco, o que falou mais alto foi a minha falta de roupas finas.

Erres Errantes disse...

Engraçado que a moça depois foi estudar Pedagogia, uma carreira tradicionalmente feminina. Acho que ela não quis se arriscar a ser tolhida novamente. Acho que no lugar dela, eu faria a mesma coisa.

Aline disse...

Oi A. eu também sou da área de tecnologia, sou programadora e administradora de redes de computadores, monto servidores, e mexo com manutenção de hardware. Área tipicamente masculina.
As pessoas acham que meninas devem seguir fazendo web designer, que é mais feminino, mas eu fui escolher logo a parte mais "pesada".
Fiz curso técnico e como você, passei em primeiro lugar na prova, tinham mais 3 meninas na minha sala e só eu segui a área de tecnologia, só eu consegui estágio, mas isso foi por pura sorte.
Minha mãe tinha uma amiga que precisava de alguém de confiança para ajudá-la na empresa e me chamou, eu estava registrada como auxiliar administrativo e comecei a resolver problemas nos computadores da empresa quando o responsável não estava lá. Ele achou interessante e eles me ofereceram o estágio.
Saindo de lá, me mudei para Campinas, onde eu iria fazer faculdade, mais uma vez bem colocada, com bolsa de estudos.
Chegando em campinas, comecei a trabalhar em uma loja de informática como vendedora e fiquei ali por 6 meses, quando um professor meu me indicou para uma vaga de suporte técnico. Fiquei nessa empresa por 4 anos e lutei muito para mudar de cargo, conseguindo chegar a analista de testes e OEM, mas não consegui chegar onde eu queria e ainda tinha que ouvir sempre que mulher dá muito problema no trabalho(eramos em 2 mulheres) e saber que eu ganhava bem menos que os homens de lá.
Quando sai da empresa, imediatamente comecei a lecionar em uma escola técnica, que me deu um salário igual a dos homens e hoje eu sou a única professora de lá. E eu dou aula de cursos como programação, hardware e servidores. Trabalhei como free lancer em programação algumas vezes. Lá na escola, eu ajudo com a rede, com a manutenção dos computadores, com ajustes técnicos, etc.
Não sei pra onde minha carreira vai, não quero desistir... Eu tive sorte. Pena que muitas mulheres não têm essa sorte.

=(

Aline disse...

Ah... Meu irmão é sócio em uma empresa de tecnologia e recentemente contratou uma soldadora.
Primeiramente ele separou currículos de PESSOAS capacitadas, depois deu uma prova numerada para as PESSOAS fazerem e avaliou essas provas sem saber de quem era, selecionou as duas melhores PESSOAS da prova, que por coincidência eram mulheres.
Fez um teste prático e contratou a estagiária atual.
Ela disse que fica muito contente pois até então era descartada por ser mulher.
Meu irmão deu risada e disse que tendo uma irmã na área de tecnologia ele não poderia nem pensar em descartar nenhum currículo. Mas eu sei que isso foi bem mais além do que eu ser dessa área, ele está começando e ajudando a mudar algo!

=D
Dá pra não ficar orgulhosa?

Elaine disse...

Fiz estágios em duas empresas de computação. A primeira me deixou como estagiária por 2 anos e não me contratou, apesar de eu trabalhar igual e com o mesmo conhecimento que meus colegas. Tenho visto outras meninas serem chutadas após o fim do estágio e só homens serem contratados lá. A segunda vez eles ficaram super ressabiados que eu tivesse casado porque eu era da área técnica e super requistada, então seria complicado caso eu estivesse grávida ou estivesse pensando em ter filhos. Meus colegas eram casados, com bebês recém-nascidos, e como é responsabilidade total da mulher cuidar de criança, não tinham essa preocupação.

Felipe disse...

Por coincidência, ontem assisti o filme Terra Fria, com a Charlize Theron, que conta uma história real de assédio a mulheres e machismo no ambiente de trabalho (uma mineradora de ferro). Foi a primeira ação coletiva por assédio sexual nos EUA. Bem legal o filme.

Ms.Minna disse...

Aline que irmão maravilhoso o seu,
Os currículuns deveriam ser assim sem nome nem foto,,,,, so um número que identifica, após selecionado, buscar pelo número os dados da pessoa para entrar em contato com ela

Anônimo disse...

O cara vai lá faz uma conta no google com nick de anônimo só pra vir aqui dizer que a moça é mentirosa. Puta que o pariu Lola.

Joyce Oliveira disse...

Eu sou técnica de hardware há 15 anos, em empresa familiar. Não consegui estágio em outras empresas enquanto cursava o colégio, justamente por ser garota. A única oportunidade que apareceu foi para atendente de lan house. Hoje em dia faço curso de Manufatura Aeronáutica na FATEC de São José dos Campos e até o momento, não arrumei estágio na área. A única oportunidade que apareceu foi para mexer em papelada num projeto de pesquisa, sem nenhum tipo de remuneração ou contato com a área técnica. Estou ficando desanimada e creio que essa minha faculdade vai acabar na gaveta. Já tentei estágio em diversos locais, e nunxa fui chamada. Em um, sei que fui eliminada por ser mulher, pois colegas de classe foram chamados pra emtrevista e disseram que a psicóloga não me chamou pq não contratam mulheres.
Estou seriamente pensando em abrir um negócio próprio, de consultoria na área de Manufatura, e aí tentar me inserir no mercado.
A area em q estudo não inclui nengum tipo de força física, então nem essa desculpa dá pra aceitar.

Leandro disse...

E daí se o empregador não quer contratar mulher? Agora, querem obrigar os caras a contratar vocês? O politicamente correto acabou com a liberdade de associação e de contratos. Agora não se tem mais o direito à livre escolha.

Qualquer dia, o politicamente correto vai querer nos obrigar a nos relacionar com mulheres feias, porque "discriminar é errado", e não podemos discriminar em nada, nem nas nossas relações mais íntimas.

Anônimo disse...

Olá,
é a primeira vez que eu escrevo no site, apesar de aconpanha-lo há um tempo.
Eu entendo o que a autora fala e acredito estar em uma posição parecida. Ainda estou cursando Eng Mecânica em umas das melhores instituições do Brasil e tenho interesse na parte mais prática (estruturas, soldas). Sou um dos melhores alunos da minha turma. Mas, como sou gay, algumas pessoas não me levam a sério e não acreditam que eu sou realmente capaz dessas coisas "masculinas".
Enfim, queria deixar meu apoio a A. e lembrar que mesmo sendo homem também não tenho não tenho as mesmas chances.

Carla Fonseca disse...

Muito! Até eu estou com orgulho do seu irmão! Hehehe!

Anônimo disse...

Sou mulher, m considero feminista, mas infelizmente eu entendo o fato dos empregadores preferirem empregados homens.

É questão de sobrevivência das empresas e maximização dos lucros.

Em geral, empregadas mulheres dão mais problemas do que empregados homens. E não é só com relação a gravidez e licença maternidade não. O absenteísmo das mulheres é muito maior. Se o filho adoece ou tem que ir ao médico, geralmente é a mãe que acompanha, ou seja, é ela quem falta ao trabalho.

A dupla ou tripla jornada sobrecarrega as mulheres e elas apresentam mais atestados médicos devido dores na coluna e articulações, etc.

E em um mundo capitalista, é óbvio que as empresas escolherão os empregados que darão mais lucro.

Concordo com o anônimo empresário que para diminuir isso, homens deveriam ter os mesmos direitos das mulheres com relação a licença maternidade e estabilidade pós parto.

Anônimo disse...

Tenho uma colega que fez técnico em elétrica, tecnólogo e agora está na engenharia, e que não conseguia emprego por ser mulher. Enquanto isso ela teve que ministrar aulas para se sustentar. Depois de um tempo ela conseguiu emprego na área, mas foi complicado, até porque muitas empresas querem pagar menos de dois mil reais para alguém com engenharia.
Me formei em engenharia química, área predominantemente feminina, mas de vez em quando vejo vagas na área destinadas a homens, sendo que eu como mulher, poderia muito bem exercer.
O bom é que as mulheres estão entrando em cursos que antes só eram masculinos, engenharia civil era um deles, mecânica e elétrica ainda possuem poucas mulheres, mas geralmente são elas as melhores nos cursos. E esse lance de homem ser melhor que mulher é balela, dou aulas particulares de cálculo e o que eu mais tenho são alunos homens com problemas na área que supostamente eles deveriam dominar, enquanto isso as mulheres possuem raciocínio mais rápido.