segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"SER EU É DIFÍCIL", DIZ MENINA DE 13 ANOS

Recebi este relato desesperado(r):

"Meu nome é L. Tenho 13 anos, já tentei contar minha história para algumas pessoas, mas elas apenas dizem que eu quero chamar a atenção. Meus pais me repreendem muito. Eles simplesmente não entendem como eu sou, não entendem que não sou perfeita. Meu pai trabalha embarcado, e os quinze dias que ele está fora são uma maravilha, ninguém nem olha pra mim dentro de casa. 
Mas quando ele chega minha mãe quer dar uma de atenciosa, o que me dá raiva. Ela me espanca, frequentemente com cabides de madeira, cintos, vassouras, chinelos, e me chama de várias coisas, como inútil, imprestável, ridícula, arrogante, retardada, doente, lixo...  O pior é que meu irmão me odeia. Ele me odeia mesmo. Ele me bate, me chuta e manda eu fazer as coisas dele. Minha mãe finge que não vê isso. 
Um dia li em algum lugar que os animais são espancados antes de serem abatidos e resolvi virar vegetariana. Quando me recusei a comer carne no almoço, eles começaram a gritar, falando que eu não ia chegar a lugar nenhum com essa encenação, então eu voltei a comer. 
O pior é que se eu esquecer de lavar um copo, minha mãe faz a cabeça do meu pai e ele me espanca. Tenho várias marcas por conta disso. 
Já tentei me matar com remédios uma vez, mas não deu certo. Quando eles descobriram, foi mais uma surra e não falaram mais do assunto. Eles dizem que eu sou a derrota da família, que ninguém gosta de mim por isso. Não sou bonita, nem magra, e a única pessoa em que eu tinha conforto era a minha avó, ela me entendia e me fazia carinho quando eles me batiam, mas ela morreu e a minha mãe me culpa, por eu ter contado os meus problemas para ela. 
Já tentei cortar os pulsos também, não deu certo. Desculpe a palavra, mas minha vida é muito fodida. Não sei mais o que eu faço. Não tenho namorado nem amigos. Nem nada. Choro todas as noites antes de dormir, mas vou sorrindo para a escola. Ser eu é dificil. Quero me matar."

Minha resposta: Sinto muitíssimo por tudo isso que vc está passando. Sempre me revolto ao ver que pessoas que deveriam amar e cuidar bem de seus filhos os maltratam. Pais têm que tornar a vida de crianças e adolescentes mais fácil, não mais difícil. Eu não entendo essa mentalidade de que é preciso bater pra educar, de que se deve espancar os filhos pra que eles aprendam. Aprendam o quê? Que os pais são totalmente despreparados? Que eles não têm um pingo de criatividade, e que só sabem tentar resolver conflitos através da violência? Sério mesmo que é isso que os pais querem ensinar aos filhos, que violência é algo bom e justificável?
Seu irmão, pelo jeito, já aprendeu isso. Assim como ele bate em vc, ele muito provavelmente vai bater na mulher e nos filhos quando formar sua família, a tal "família tradicional" que os conservadores tanto querem salvar (salvar do quê, né?). E assim se perpetua a violência. Não por coincidência, os conservadores são os que mais defendem as tais "palmadas educativas". Está na bíblia, dizem eles. 
E tudo isso baseado num conceito de propriedade privada absurdo, de que só porque os filhos "são deles", eles podem fazer o que quiserem. E é aquele negócio: já que bater é tão bacana, já que funciona tão bem, já que é tão eficaz pra criar ótimos cidadãos, por que permitir que apenas pais e membros da família batam nas crianças e adolescentes? Vamos deixar que todo mundo bata! Estranhos na rua, amigos dos pais, professorxs -- vamos todos bater nas pessoinhas em formação! Porque aí sim o mundo ficará melhor, mais pacífico! Perdão pelo sarcasmo, mas fico indignada com essas coisas.
Todo o modo como crianças e adolescentes são tratadas na nossa sociedade me parece errado. Há toda uma hierarquia ditatorial nas famílias que não permite que muitas crianças (e principalmente meninas, porque obviamente há o recorte de gênero também, como pode ser visto na sua história) não tenham voz. Num livro lindo e triste da Toni Morrison, O Olho Mais Azul, a narradora, uma menina negra de 9 anos, descreve como é o relacionamento entre crianças e adultos na família:
“Os adultos não falam conosco -– eles nos dão instruções. Eles dão ordens sem dar informação. Quando tropeçamos e caímos eles olham rapidamente pra gente; se nos cortamos ou nos machucamos eles perguntam se somos loucas. Quando ficamos resfriadas, eles balançam a cabeça em reprovação por nossa falta de consideração. Como, eles nos perguntam, vocês querem que qualquer um faça alguma coisa quando vocês todas estão doentes? Não podemos responder”.
E ela não está falando da família disfuncional do romance! É um bom resumo de como muitos pais veem os filhos como problemas, obstáculos.
O que eu quero dizer é que vc não está sozinha, L. Pode acreditar que há milhões de meninas da sua idade na mesma situação. Mas a maior parte sobrevive, L., então nada de pensar em se matar, tá bom? Por favor, tire isso da sua cabeça. 
Vc provavelmente está passando pelo pior período da sua vida. De toda a sua vida que, se vc permitir, vai chegar até os 80, 90 anos. Só que ela não vai ser assim f*dida pra sempre. Ela melhora. É que quando a gente é jovem e dependente dos pais (de péssimos pais, como os seus), não temos liberdade nem muitas escolhas. Mas, já já, vc poderá fazer boa parte das suas escolhas. Amigos e namorados aparecerão com o tempo, vc vai ver. Não tenha pressa.
Não tente contar sua história pra muita gente, porque a maioria vê meninas de 13 anos como seres inferiores que estão de mimimi, como se a vida que vc leva fosse um mar de rosas. Mas vc não pode continuar apanhando, L. Isso não é permitido por lei. Existe um Estatuto da Criança e Adolescente, que vc deve ler para saber quais são seus direitos como cidadã.
O Brasil, assim como tantos países em desenvolvimento, é um lugar que não gosta de criança, e muito menos de adolescente. Chamamos todos de "menor de idade", e vemos adolescentes como inimigos perigosos. A cada caso de adolescente que mata alguém, vociferamos para que a maioridade penal caia para 16 anos. 
E, óbvio, vamos querer que esta mesma maioridade caia para 14, 10, 8... Se uma criança de 6 anos cometer um crime, vamos querer puni-la com as leis dos adultos também. Porque a intenção de quem pede a redução da maioridade penal não é reabilitar ninguém. É simplesmente punir. E eu fico ainda mais triste quando vejo que pessoas ligadas a movimentos sociais, como feministas, adotam esse discurso punitivista, mas essa é outra história.
Muito mais adolescentes são mortos neste país do que matam. Só que a gente se comporta como se eles, vocês, fossem o problema. A gente vê uma comoção incrível pra reduzir a maioridade penal, mas só defensores de direitos humanos (que são detestados pela turba) falam em defender adolescentes.
Por mais que nosso país tenha uma infra-estrutura muito ruim para lidar com esses graves problemas sociais, vc não deve aceitar tudo calada. Há um telefone para denúncias, o número 100 (e o Disque Denúncia 181, se vc é de SP).
Então ligue e denuncie. Sobre o seu irmão, não sei se ele também é adolescente, suponho que seja, mas, de qualquer jeito, ele não pode continuar batendo em vc. A Lei Maria da Penha também vê violência de irmãos como violência doméstica.
Peço para que vc não se renda, L. LUTE. Vale a pena lutar.

UPDATE! Email recebido da L. em 4/9: "Eu conversei com os meus pais e eles concordaram que a minha vida seria bem melhor se eles me ajudassem em vez de me baterem. Graças a Deus nem precisei utilizar os recursos que você me disponibilizou, mas agora minha vida está melhorando. 
Quando sua resposta veio, me senti acolhida, respeitada e feliz. Pelo menos uma pessoa me entendia. Você.  Então, tomei coragem de dizer que eu estava me sentindo acuada com a minha própria vida, não estava legal e estava sem vida. Com a sua ajuda, consegui conversar com os meus pais e estamos em fase de transição. Muito obrigada. E me senti muito feliz porque você publicou meu desabafo. Obrigada de novo".

Muito obrigada pelo retorno, L.! São coisas assim que me fazem continuar com o blog. 

101 comentários:

Anônimo disse...

lola,essa sua tentativa de demonizar a família tradicional está patética.o caso dessa menina é exceção e não a regra.na enorme maioria dos casos a família tradicional é muito importante para xs filhxs.porque não publica relato de gays que abusam das crianças por eles adotadxs?

Layana disse...

Puxa Lola, sábios conselhos. É difícil aconselhar quando a vontade que dá é pedir o endereço da menina e mandar logo a polícia lá... a gente fica com vontade de sair resolvendo tudo, quando vc consegue fazer com a que solução parta dela mesma, para que aprenda a se defender.

Parabéns.

aiaiai disse...

L.,

A Lola já falou tudo o que eu gostaria de falar. Só entrei aqui para dizer que estou torcendo para que você seja forte e passe por essa fase ruim da vida. Vai melhorar. Estude, concentre-se em acumular conhecimento e descobrir-se para que, em breve, vc possa construir sua vida sozinha. Sua família não te merece. Mas o mundo merece você! Pense nisso.

Bela Campoi disse...

Cara L., não desanime, menina! Meu irmão era um bruta montes e me bateu muito: até quase meus 18 anos apanhei dele. Crie forças, não se entregue!

Anônimo disse...

Nossa, é difícil até dizer alguma coisa num caso como esse! Autora, não se mate!!! Posso apenar certificar o que a Lola disse a vida tá assim agora, mas vai melhorar e ser boa depois!! Então se você se matar, você terá vivido só a parte ruim, pois o melhor ainda está por vir!! Força porque toda essa porcaria vai passar!!

Anônimo disse...

Querido L., que relato triste!!

Se você tiver alguém para ficar com você, como um tia ou outro parente, procure ajuda e denuncie. Filme com seu computador e a agressão....

Mas como a Lola disse, isso vai passar. Não desista!

Eu sempre encontrei força na oração. Ia no grupo de jovens do centro espírita, e encontrava força e consolo.

Sinta-se fortemente abraçada!

Anônimo disse...

Lolinha, só não entendo uma coisa... famílias 'não tradicionais' não tem esse tipo de problema? Pessoas que se casam e moram na mesma casa são mais problemáticas que pais solteiros, casais homossexuais e etc?

Qual modelo de família você sugere, pra evitar esse tipo de comportamento dos país?

Você sempre bate nessa tecla, mas tipo... não vejo lógica. Alguém me ajuda a entender?

Anônimo disse...

Tenho 28 anos. Passei a infância e adolescência vivendo coisas muito parecidas com as deste relato. Tive diversos problemas de saúde por conta disso: depressão profunda, transtorno alimentar, automutilação, abuso de substâncias, vida profissional prejudicada.

Para a pessoa que disse que roer as unhas até sangrar pode ser uma versão mais light da automutilação, sim, é. A medicina enxerga desta maneira.

O maior problema é que a gente acaba acreditando no que os pais/cuidadores com comportamento abusivo nos dizem. E passamos a nos odiar. E a dor interna é tão grande que SIM, a automutilação DOI MENOS. Quem nunca passou por isso jamais vai entender.

Eu não me corto mais. Meus vícios estão controlados. Mas ainda tenho muitas dificuldades em realizar coisas que, aparentemente, são fáceis para todo mundo. O primeiro passo sempre é reconhecer que, não importa o que os outros digam, nós temos valor. Quem define isso não é seu pai, sua mãe, seus amigos nem seu namorado ou namorada.

Quanto antes esta menina procurar ajuda profissional, maiores as chances de sair desta situação sem maiores sequelas psicológicas. Além disso, é urgente que saia deste ambiente doméstico violento o mais rápido possível. Desejo que seja muito forte. Eu passei por coisas muito parecidas. Tentei suicídio mais de uma vez. Felizmente, encontrei médicos e terapeutas que me ajudaram. E aos poucos a gente vai reconstruindo a vida que nos roubaram.

Minha mãe só parou de me bater quando ameacei chamar a polícia. Funcionou. Chame, se necessário. Polícia, bombeiros (eles são treinados para lidar com pessoas em surtos de descontrole emocional). O mundo é muito maior do que a sua casa. Existem muitas possibilidades aí fora esperando por você.

Por favor, seja forte.

Anônimo disse...

Querida L,

Sua situação realmente é muito triste, comovente e desesperadora, além de profundamente revoltante.
Não desista de vc mesma querida, não desista. Eu tb apanhei muito e sofri diversas humilhações durante a infância e adolescência, e muitas vezes parecia mesmo que acabar com a vida seria a solução mais feliz, para o sofrimento ir embora de vez. Te entendo muito.
O que eu fiz? Com 17 anos comecei a trabalhar, guardava uma parte do dinheiro que ganhava, não conseguia guardar tudo, porque meu pai me obrigava a entregar uma parte pra ele para colaborar com as despesas da casa.
Mas guardei por um ano, depois disso, quando fiz 18 anos, um dia, saí de casa como se fosse trabalhar, mas estava com cartão do banco na mochila, algumas roupas, documentos e etcs básicos e fugi, entrei em um ônibus e fui embora morar com uma amiga que morava em uma cidade maior.
Nunca mais voltei pra casa, não foi fácil, foi duro, tive que trabalhar muito, fui secretária, garçonete, animadora de festas infantis, trabalhei em supermercados, tudo pra não precisar depender financeiramente dos meus pais e pouco a pouco as coisas foram se ajeitando. Consegui fazer faculdade e hoje estou casada.
Querida, não existe solução fácil ou a mesma pra todo mundo, ainda hoje sinto muito forte as consequências de tudo que passei, vira e mexe preciso voltar pra terapia, busco ajuda emocional, é muito difícil, mas te digo, os momentos lindos e felizes que conquistei na vida já compensaram cada minuto de sacrifício.
A Lola está certa, tente ler e se informar sobre seus direitos, tente denunciar, tente talvez se aproximar de alguém de confiança que possa te ajudar nisso tudo, porque passar por tudo isso sozinha é muito duro.
Boa sorte e força L, tenho certeza que vc tem pela frente uma vida que pode valer a pena sim, e longa, e esses anos de sofrimento, apesar de nunca ser possível apagar, vão ser a minoria de sua vida. Com certeza.

Anônimo disse...

Triste relato. Nem sei o que dizer a pobre garota. Mas Lola, sera que denunciar a familia surte algum efeito? Ta certo que a situacao dela eh insuportavel, mas o que acontecera quando o conselho tutelar for apurar as denuncias? Sera que a familia nao se irritara ainda mais e as punicoes aumentarao? Ou se ela for retirada da familia, para onde ela ira? A situacao dela tem que mudar, claro, mas acho uma situacao muito complicada.
Maria Lia.

Elaine Pinto disse...

Que relato terrível. Gostaria imensamente de dar um grande abraço na L.! Quando penso que ela tem quase a mesma idade da minha sobrinha, meu coração se apequena, muito mesmo!

Ela não merece essa família - ou melhor: essa família é que não a merece. O Conselho Tutelar não poderia ser acionado? É um caso muito delicado, ainda mais se ela não tiver mais nenhum parente além dos pais.

Querida L., um beijão e muita força para você. Na escola não há ninguém com quem você possa conversar sobre o assunto? Um/a professor/a, coordenador/a, orientador/a?

Anônimo disse...

Este seu post me lembrou uma nota aberta que um diplomata brasileiro divulgou no facebook em 2010.

https://www.facebook.com/note.php?note_id=454431141879&id=552558111

Ele passou por episódios terríveis durante a infância e adolescência, por ser homossexual.

Apesar de tudo, já adulto, passou em letras na UNICAMP e após formado passou no concurso para diplomata, com um excelente emprego, salário ótimo, viajando o mundo com seu companheiro.

Aí é como ele mesmo descreve:

"Se eu estou feliz hoje? Muito. Ainda bem que não decidi me matar. Valeu a pena resistir só para me dar a chance de ter essas memórias, e de saber que outras tantas memórias semelhantes estão por vir. [...]

Eu quero dizer aos adolescentes isto: aguentem. É ruim agora. Mas depois melhora, melhora muito."

Anônimo disse...

Vou dar uma dica, como leigo, mas me pareceu a situação. Está em inglês e não há dados em português sobre esse tema, mas acho que com um tradutor dá pra pegar a ideia dos textos: http://www.daughtersofnarcissisticmothers.com
Acho que ela vai se identificar e saber que não está sozinha e talvez, quem sabe, encontrar uma solução.

Anônimo disse...

L. querida, você com certeza está passando por uma fase f*dida, mas nunca deixe de acreditar que você é muito maior que isso tudo e que você superará toda essa dor um dia.
Meus pais também me batiam, meu irmão também, e gritavam coisas horríveis pra mim.
Eu tenho 20 anos agora, sobrevivi. Sairei de casa muito em breve.
Você também sobreviverá e encontrará uma vida linda para viver logo, logo.
E, não importa o que te façam ou te digam, lembre-se isso não te define, você é maior que isso.

Ah, e procure o conselho tutelar, querida. Você não merece ser tratada assim, eles não podem fazer isso. Você pode se livrar dos abusos.

Beatriz Oliveira disse...

Muito triste sua história.
Pra mim, é difícil saber o que você está sentindo. Sou filha única, quase nunca falei com meu pai e tenho uma mãe maravilhosa.
De qualquer maneira, acho que você deveria denunciar seus pais na polícia sim. Por mais que isso não faça eles te amarem, será um susto para eles. Você só tem a ganhar.

lola aronovich disse...

Anon das 11:50, vc perguntou:

"Lolinha, só não entendo uma coisa... famílias 'não tradicionais' não tem esse tipo de problema? Pessoas que se casam e moram na mesma casa são mais problemáticas que pais solteiros, casais homossexuais e etc? Qual modelo de família você sugere, pra evitar esse tipo de comportamento dos país? Você sempre bate nessa tecla, mas tipo... não vejo lógica. Alguém me ajuda a entender?"

Anon, famílias "não-tradicionais" nem são consideradas famílias pelos conservadores. Nem eu e meu marido somos vistos como uma família, já que não temos filhos. Imagina então os casais gays, que não são considerados nem casais! TODAS as famílias não tradicionais (mães solteiras, casais gays que adotam ou tem filhos próprios, comunidades em que filhos são criados juntos etc etc), além de não serem consideradas famílias, são vistas como os conservadores como o fim da civilização. Ontem e hoje mesmo no post sobre automutilação alguns idiotas vieram dizer que automutilação é a consequência do fim da família tradicional. Qualquer problema no mundo, pra esses reaças, é culpa do fim da família tradicional. Só que aí a gente mostra que as famílias tradicionais não são tão maravilhosas assim. É bem provável que as famílias não tradicionais tenham problemas. A diferença é que ninguém fica culpando a família tradicional pelos problemas de uma família não tradicional, entende? Já o contrário acontece o tempo todo.
O primeiro anônimo, decerto um troll, perguntou por que não publico relatos de crianças que foram adotadas e depois abusadas por casais gays. A resposta é simples: porque nunca recebi um relato desses. Deve existir, mas eu nunca recebi. Agora, crianças abusadas por pais héteros têm de monte. Pesquisa da USP mostrou que, no hospital pesquisado, 7 em cada 10 crianças (a maior parte meninas) atendidas por abuso haviam sido abusadas pelo pai ou padrasto. Não estou dizendo que todas as famílias tradicionais são desestruturadas ou disfuncionais, mas falar da família tradicional como se fosse a salvação da lavoura é absolutamente ridículo.

Anônimo disse...

L. Sinto Muito por isso que vc está vivendo. Eu fico muito impressionada de como existem pais despreparados e obviamente sem qualquer condição psicológica de terem filhos.
Sei que ouvir que vai passar não te ajuda em nada agora, mas é verdade, essa situação não vai durar para sempre. Não deixe que essas agressões te definam, vc é muito mais importante que tudo isso.

lola aronovich disse...

Anon das 11:58, me fale mais dessa sua experiência. Acho que dá um guest post muito interessante. Como eram esses maus tratos que vc sofria da família, como foi sua decisão de fugir de casa, como eles reagiram (porque eu fico pensando também no desespero deles -- vc avisou, deixou um bilhete, alguma coisa?), como foi recomeçar sua vida sozinha?
Se vc quiser, me mande um email: lolaescreva@gmail.com

Gostaria também ouvir conselhos pra L. de assistentes sociais, do Conselho Tutelar, etc. Eu pensei nisso ao responder: ela pode ser transferida de lar? Pode ser alocada a uma outra família? (E não sei se isso é necessariamente melhor, depende da família). Enfim, depois que a L. denunciar o que vem sofrendo da família, o que é feito? Alguém vai falar com a família? Se alguém puder responder...

R.B. disse...

Não se pode generalizar o movimento feminista e qualquer outro pelo que um ou outro membro faz e/ou defende. Falando em generalização, vc acaba de fazer isso, Lola, com relação à família dita tradicional que o segmento religioso defende. O que eu entendo por família tradicional, da qual sou a favor, é um homem, uma mulher e filhos, e não o abuso dos mesmos. Acho difícil somente conversar com uma criança que esteja fazendo algo errado quando ela tem menos de 5 anos. Mas tbm espancar o filho só pq ele "é meu" não tem sentido algum. Não tem sentido algum a violência (demonstração de poder, talvez) e espero que a L consiga agir. Mas tbm acho que a gente pode e deve se meter em casos assim. Mandar a polícia lá seria uma boa :)

Anônimo disse...

L., eu também apanhei muito, sofria demais quando criança e adolescente, além da tortura psicológica com os xingamentos. Hoje me considero livre, saí de casa com 18 anos, e até hoje (26 anos), as vezes ainda pratico auto-mutilação, tenho surtos depressivos, mas estão cada vez mais escassos. Tenho muitos amigos, namorado, fiz faculdade, levo uma vida feliz sim. Mesmo com algumas sequelas que teimam em aparecer de vez em quando.
Portanto, força aí. Você não tem algum parente em quem confia para poder contar os abusos que sofre e sair dessa casa?

Anônimo disse...

Querida, eu passei por coisas semelhantes e desejei morrer muitas vezes. Nunca tive coragem de tentar acabar com minha vida mas eu era uma menina muito triste e cheia de problemas. Não via perspectiva para o meu futuro e tinha medo de virar um zero a esquerda, sem profissão, sem condições financeiras, sem namorado, sem nada. Como a Lola disse sabiamente existem perspectivas MUITO melhores pela frente. (Só pode melhorar né?) Me dediquei aos estudos, me dediquei ao trabalho quando consegui um e hoje sou uma mulher realizada profissionalmente, mãe de dois filhos lindos e (ainda) casada. Tenho independência financeira e emocional. Acredite, tudo vai melhorar! Vc é muito jovem ainda. Estou torcendo por você. Bjs

André disse...

“Os adultos não falam conosco -– eles nos dão instruções. Eles dão ordens sem dar informação."

As vezes fazemos isso por falta de preparo (crianças não vem com manual), as vezes por falta de tempo (crianças custam caro), as vezes pelo imediatismo da situação (lembra a piada dos tomates?), as vezes por maldade mesmo.

"Quando tropeçamos e caímos eles olham rapidamente pra gente;"

Primeiro para ver se está tudo bem, se estiver aproveitamos pra dar bronca.

"... se nos cortamos ou nos machucamos eles perguntam se somos loucas."

Já sabemos a resposta, perguntamos para salientar que aqueles 500 avisos que demos sobre a faca ser perigosa deveriam ter sido escutados.

"Quando ficamos resfriadas, eles balançam a cabeça em reprovação por nossa falta de consideração."

Falta de consideração por não calçar o sapato quando avisamos sobre o chão frio, ou não colocar o casaco quando avisamos sobre o tempo gelado, etc.

"Como, eles nos perguntam, vocês querem que qualquer um faça alguma coisa quando vocês todas estão doentes? Não podemos responder”.

Poderíamos explicar as vantagens da medicina preventiva. Ou filosofar para a falta de remédios eficazes para resfriados, já que são causados por vírus. Também podíamos relembrar o drama que as crianças fazem para tomar remédio, não importa quão gostoso ele seja. Mas no fim acabamos não acreditando que alguém vai estar prestando atenção.

Anônimo disse...

andré deve estar louco,como se alguém pudesse evitar pegar resfriado,se cortar,tropeçar.
os pais dela são ruins mesmo,nem sei o que falar para ela.

não sei como é em outros países mas aqui filho é visto como propriedade mesmo,como os pais sustentam o filho tem que calar a boca e fazer tudo que os eles querem,na hora que eles querem,como se fosse um escravo.
e se reclamar é mal agradecido,como se os pais fossem perfeitos e não fizessem nada errado.

tb queria ler o relato da moça que fugiu de casa e força para autora desse posta para aguentar tudo isso.

Anônimo disse...

Querida L.,

Como muitas outras crianças, eu tambem passei por uma situação semelhante a que voce passa. Minha mae me batia muito e ria da minha cara quando eu dizia que ia denunciar. E eu posso te dizer com certeza: Essa fase passa, tudo fica melhor a medida que voce cresce. Não desista, por favor. Se voce se der uma chance daqui a alguns anos tudo isso vai ser passado. Tenho 20 anos e ainda nao sou completamente independente, mas conquistei meu espaço e respeito da minha familia. Algumas dicas que me ajudaram:

- Descubra do que voce gosta. Sua escola tem aulas extracurriculares? Musica, dança, leitura, esportes.. se nao tiver use a internet, da pra aprender até frances de graça! Alem de ocupar seu tempo, vai aumentar sua autoestima e te ajudar a querer continuar vivendo.

- Estude. Eu sei que voce é nova e talvez ainda nao saiba o que quer fazer no futuro, mas comece a pensar. É o conhecimento que vai te dar independência financeira.

- Faça planos sem compromisso. Pense em alguma coisa que voce quer muito fazer no futuro, mas sem se cobrar em excesso por isso. Tem coisas que a gente nao tem oportunidade de fazer mesmo (eu ainda não consegui estudar balé contemporâneo), mas muitos dos seus sonhos voce vai ter oportunidade de realizar (eu estou indo morar na inglaterra daqui a duas semanas!).

- Evite brigas e ignore as ofenças. Eu perdi a conta de quantas vezes pedi desculpas por coisas que eu nem entendi ou que nao tinham sido minha culpa, só pra acabar com a gritaria e com as brigas. No pior dos casos, tente nao dar motivo pra brigas e ficar na sua. Eu sei que é frustrante e dificil mas daqui a algum tempo eles vao começar a te respeitar.

- Não desista de seus ideais ou planos. Sem brigar, diga apenas que nao quer comer a carne e que tem seus motivos. Sua mae acha o seu gosto por arte/esportes/musica uma besteira? diga apenas que voce gosta.

E a coisa mais importante que eu aprendi até agora: A maioria das pessoas que te machucam são pessoas tristes, frustradas ou que sofreram tbm. Elas nao pensam no que estao fazendo, agem por impulso ou seguem o padrao. 'Minha mae me bateu e eu nao morri, vou bater em voce tbm'. É Triste e extremamente irresponsável.

Anônimo disse...

Veja como é o senso comum, quando vi 13 anos pensei "putz, mas nem deve ser tão grave assim". Caí nessa ideia de que adolescentes e crianças não sofrem de verdade, que claro é uma ideia equivocada (e sei disso por experiência). O caso é sério, como o de muitas crianças e adolescentes que são ignorados e diminuídos. Assim foi comigo. Aliás, mesmo que aos olhos das pessoas o sofrimento seja exagerado, para quem sofre a dor é grande. Cada um tem seu limite.

Tente seguir em frente menina. Como a Lola disse, é uma fase complicada que passa. E por mais irônico que pareça, eu consegui fazer amigos quando desencanei com isso. Uma hora a situação muda.

Força.

Paula disse...

fico p*** com essas historias... depois eu eh que sou a ruim de nao querer filhos!

ter 13 anos ja uma fase horrorosa pra todo mundo.. pra quem passa por ela e pra quem ta junto
(L., vc diz que nao eh bonita...nao sei como esta a sua aparencia agora, mas acredite: ela melhora!!)

mas num ambiente desses nao tem condicao! essa menina ha de ter um parente, grupo comunitario, congregacao religiosa... alguem que a de abrigo!

alguem do Conselho Tutelar, com a palavra pf!

Anônimo disse...

Liga não menia autora do post!!

Com 13 anos minha vida era fudida como a sua e o tempo passou e superei!!

Sou feliz como jamais imaginei ser. O tempo passou e costumo dizer que paguei toda a minha cota de sofrimento nesta época.

Agora só sou eu mesma e mega feliz !!

Anônimo disse...

Sou o anônimo das 11h50

Oi Lola, entendi seu raciocínio!

É que quando você ressalta essa questão da 'família tradicional', tinha a impressão de que você estivesse criticando o modelo de família tradicional, como um ambiente mais propício a essas situações de agressão, negligência e etc.

Acho importante valorizar a família (de todos os tipos). Um lar estruturado é muito importante para o desenvolvimento das pessoas. Se alguém coloca um ser humano no mundo, ou a adota um, deve pensar nisso com mais cuidado.

As relações (novamente, de todos os tipos, inclusive as de amizade), parecem ter entrado na onda do 'descartável' e muitas vezes o egoísmo impera.... enfim, reflexões pra outra hora.

Obrigada por responder!
Abçs
Boa sorte pra L., que ela encontre forças pra resistir.

Anônimo disse...

Querida L., eu gostaria de escrever algo que pudesse te ajudar, mas a anônima das 11:52 já falou por mim.
Eu tbm tive uma infância e principalmente adolescência muito violenta. Pensava em suicídio todos os dias por quase uma década. Me automutilava. E com certeza essa parte difícil da minha criação deixou sequelas: tenho dificuldade em realizar coisas que são fáceis para outras pessoas, tenho problemas nos meus relacionamentos, tenho depressão, ansiedade. Preciso tomar remédios e faço terapia. Mas na sua idade eu não tinha ninguém para compartilhar o "meu inferninho particular". Aproveite essa oportunidade que a
Lola lhe deu e ouça palavras amigas e de força, elas ajudam!
Se for preciso, chame a polícia, os bombeiros, fale para a diretora de sua escola, conte sua situação para alguma professora que seja compreensiva.
Seus pais tem problemas emocionais sérios. Por exemplo, minha mãe teve uma infância mais violenta que a minha (isso não justifica as atitudes dela, mas ajuda a entender), apanhava muito, de sangrar, e presenciou outras situações terríveis. Ela cresceu, e copiou o que sofreu quando criança, mas com menor intensidade, ainda bem!
Tente humanizar seus pais, guardar ódio nos faz muito mal. Mas lembre-se, humanizar não é o mesmo que tolerar. Você não merece viver com tanta violência.
Pde parecer longe ou quase impossível, mas a vida melhora :)
Tenha força!

André disse...

Anônimo 15:35,

O trecho que eu comentei foi o do livro da Toni Morrison, O Olho Mais Azul.

Anônimo disse...

Denuncie. É o melhor q vc faz por vc mesma e até pela sua família.

Tendo em vista o q vc passa, ir para uma família adotiva não será uma má idéia.

E não descuide nunca dos seus estudos. Eles farão com que vc possa ser alguém para o mercado de trabalho. Para não precisar depender deles nunca nunca nunca mais.

Assim vc garante que quando estiver adulta e voltar a este endereço, será só de visita, e não para ficar.

Só não se esqueça do que viveu para que no momento em que tiver que cuidar de alguém não repetir o mesmo padrão. Não se permita nem dar a "palmadinha educativa" pq pode acabar no descontrole. E aí o resto da história vc já sabe, né?

Bj mocinha. Estamos todos torcendo por vc. O seu momento está super-complicado. Mas vai passar.

André disse...

Paula,

Você tem medo de se tornar sádica como os pais da autora do texto? Eu não creio que é a maternidade que cause isso.

bruna disse...

Teve alguém que falou "a lola está tentando destruir a família tradicional a todo custo, a história da L. é exceção, a maioria é muito feliz, blábláblá". Mais uma vez a Lola como a destruidora de lares, hahahaha.

Essa família tradicional é aquela que te obriga a casar com uma pessoa de outro sexo (mesmo que você seja homossexual, ou bissexual, ou assexuado, ou simplesmente não tenha encontrado a pessoa ideal pra você), tenha filhos (mesmo que você não tenha estrutura emocional para suportar filhos, ou que você não se considere em condições financeiras, ou que você tenha distúrbios sexuais - pedofilia por exemplo, ou que você simplesmente não goste de crianças, ou que você simplesmente não queira filhos por priorizar outras realizações pessoais), trabalhe para manter essa família (mesmo que você deteste seu emprego, mesmo que você precise trabalhar 20 horas por dia, mesmo que isso te impeça de estudar e evoluir, mesmo que isso te tire tempo de aproveitar a própria família), tenha carro, casa, microondas e azar dos pobres que não conseguem manter esse padrão médio - afinal, a culpa é deles mesmos, o que vale é a pura meritocracia.

Todo mundo se vê obrigado a formar essa família tradicional, alguns resistem, mas a maioria cede à pressão, e o resultado são casamentos infelizes, filhos traumatizados e por aí vai...

Aposto que quando a pessoa casa porque realmente quer, por amar seu parceiro/parceira/parceiros, ela fica mais feliz e disposta a aturar os dissabores do cotidiano, ela não vai ter um ataque de raiva só pq alguém esqueceu de lavar um copo...se ela estiver mais satisfeita com sua vida, se ela optar por ter uma vida mais simples e priorizar um trabalho por amor (e não um por obrigação) com certeza ela vai ter mais bom humor quando chegar em casa, e não vai descontar toda raiva nos outros membros da família.

Tudo tem um preço. E essa família tradicional imposta também tem um, e ele é bem alto.

As famílias não tradicionais normalmente rompem com uma situação padrão para garantir que os membros dessa família realmente sejam mais realizados pessoalmente.
Tente viver uma semana com alguém frustrado e cheio de problemas emocionais...não é fácil!
Todos temos problemas emocionais, faz parte de ser humano, mas quando você pode assumir que ama alguém do mesmo sexo, ou que ama mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ou que está feliz sem filhos, fica mais fácil contornar as outras questões, os outros problemas intrínsecos a todo ser humano.
Frustração numa vida inteira não faz bem para crianças e seres vivos em geral. É simples. Se todo mundo pudesse viver do jeito que realmente gosta, o mundo seria mais feliz :)

Crisálida Azul disse...

O fato da menina ter 13 anos me faz identificá-la com a personagem Cecília, do livro As Virgens Suicidas. Quando questionada pelo psiquiatra sobre qual era o motivo de sua tentativa de suicidio, ela responde algo assim: "Claro que você não entende, você nunca foi uma menina de 13 anos..."
Livro maravilhoso, recomendo muito!
E para a menina do post... força!

Ah, visitem meu blog novo de poesias/textos, está bem no comecinho, seria legal se alguém visse HAHAHAHA

Anônimo disse...

Polícia. Ministério Público. Vara da Infância. Pelamordedeus alguém leva essa criança para um lugar mais seguro???
Isso ultrapassou os limites da violência doméstica... Sinto cheiro de crime de tortura...

Anônimo disse...

Querida autora desse post: eu não faço a mínima ideia do quão horrível é a situação. Por mais que eu tenha passado por situações ruins ao longo da minha vida, eu não faço a mínima ideia de como você se sente. Mas, de uma pessoa que já se sentiu muito mal em relação a si mesma, eu só queria dizer pra você não acreditar no que a sua família diz: você não é inútil nem estúpida e nem feia. Eles é que são idiotas e problemáticos. Saiba que você é muito forte e que eu torço muito por você. Procure alguma ajuda e denuncie: sua família não merece ter você por perto. Não se esqueça que há muita coisa boa na vida, apesar das muitas dificuldades.
Você é maravilhosa.
Estou aqui torcendo por um guest post onde você conta como se livrou da sua família opressora.
Um abraço!!

Paola disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paola disse...

Vc não pode contar a sua situação e se abrir com algum tio/a ou primo/a?
Ou com algum professor q vc goste?
Acredito q essas pessoas possam ajudar a melhorar a sua vida... ^^

Anônimo disse...

Amo minha mãe e minha avó, mas durante a infância e a adolescência sofria demais com a violência doméstica. Em qualquer sinal de desobediência, eu era agredida fisicamente. Não era sistemático, mas era com certa frequência. Depois dos 13 e 14 anos, as agressões passaram a ser verbais. Mas, quando tinha 16 anos em uma discussão com minha avó, ela levantou a mão pra me bater. Eu segurei o braço dela no ar e falei: - Você nunca mais vai me bater, ouviu! Chega. A expressão dela foi de surpresa total. Ela realmente não esperava minha reação. Obviamente, ficou irritadíssima, e falou um monte de besteiras. E depois disso nunca mais sofri nenhuma agressão física. Talvez, se você reagir, com algum instrumento (vassoura, etc), todos eles fiquem mais espertos. Mas, o ideal mesmo é você procurar a polícia e o Conselho Tutelar.

Abraços e boa sorte!

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Procure alguém que possa te ajudar. O conselho tutelar de sua cidade, a assistente social ou a pedagoga da sua escola, ou professores de confiança e atitude que te ajudarão a melhorar sua situação (fuja de quem apenas quer colocar panos quentes).
Crianças e adolescentes não podem ser espancados, ameaçados, explorados de nenhuma forma.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Lola, na minha cidade, quando ocorre uma denúncia no conselho tutelar, a família denunciada costuma ser visitada por profissionais, geralmente assistente social, psicólogo ou conselheiro, que conversam com a família, procuram saber o que está acontecendo, tentam resolver a situação.
Dependendo da gravidade e da reação da família, o menor pode ser encaminhado pra alguma casa-lar, pra casa de algum parente próximo, a família pode perder a guarda, enfim. Mas primeiro eles tentam resolver a situação com a própria família.

Anônimo disse...

Se há uma coisa que me deixa chateada, é saber que neste exato momento uma criança, ou um adolescente, está sendo espancado em casa.
O que está acontecendo com esta criança/pré-adolescente é abuso, sim.
Você deu boas instruções, Lola! Obrigada por apoiar essa menina! E, sim, eu penso que ela deve denunciar seus pais e irmão. Quando se há lei, as pessoas se contém em suas iras. Esses pais têm algum problema psiquiátrico, ou é maldade mesmo. Eles precisam responder por este crime. Esta menina estaria morta, mas eles não aprenderam...
Fico tão chateada, porque sou uma mulher casada com uma outra mulher. É tão difícil para gente ter um filho, Lola. E quando temos, amamos com toda nossa força. Você precisa ver as tantas família homoafetivas que conheço e conseguem dar uma estrutura de afeto aos filhos, sejam eles adotados, ou vindo deles, da sua genética. Tenho dezenas de amigas que estão loucas para maternarem. Um dos casais, além de engravidarem de trigêmeos, há alguns meses, adotaram uma menina de dez anos. Uma menina parda. Elas amam tanto a criança, que a menininha já deixa ser abraçada, ser cuidada de um jeito que nunca foi. Ela era fechada, arredia, sorria pouco e tinha um olhar entristecido. Foi devolvida duas vezes por casais...Heterossexuais e brancos. A G. já mudou de feição. Está muito fofa, muito linda! É um docinho de menininha!! Minhas amigas são brancas, os filhos são brancos. Mas aceitaram amar a pequena, assim, como ela é.
Então, eu fico chateada com casais que tiveram a benção de ter um filho e não conseguem cuidar bem dele. Puxa, vida! Minha vontade é tirar essa menina da casa dos pais e adotá-la. Juro! Mas eu sei que não posso fazer isso. Só me resta pedir a Deus que a ajude a ser mais forte, corajosa e lutar para ser feliz. Estude e muito, pequena grande guerreira! Leia bastante. Se esforce nos estudos. Faça uma faculdade. Lute para ter sua independência financeira. Um dia, quando você tiver condições financeiras e idade, saia desta casa e procure fazer uma terapia.
Receba meu abraço carinhoso, com todo o meu carinho e com minhas orações!

Ana Clara disse...

L., muita força pra você!
Sugiro que você procure o maior número possível de órgãos públicos pra denunciar a sua situação. Faça como se sentir melhor. Vá lá, telefone, faça denúncia anônima... O que você quiser. Já dou a dica: no Conselho Tutelar e no Ministério Público Estadual provavelmente você vai encontrar pessoas que vão tratar sua situação com muita atenção.

Você também pode procurar na internet se no fórum da sua cidade existe Vara da Família ou, melhor ainda, Vara da infância e da juventude. Se você estiver encontrando dificuldade em conseguir informações ou em encontrar apoio, lá podem te ajudar.

Telefone, mande e-mails, mande cartas, vá até lá pessoalmente, faça o que for preciso, mas não desista de se fazer ouvida!

Anônimo disse...

Lola,quero te pedir desculpas pelos links que postei por aqui( fórum/blogs machistas).
Fiquei tão indignada com tantos textos machistas e ate racistas também.E sei que não é bom dar atenção a isso,mas é que nunca me deparei com tanta maldade,rancor,achava que não existia homens que pensavam daquela maneira.Vi ate na internet vários denunciando esses fóruns...

Mais uma vez desculpa,e sucesso com o blog.

Ana Clara disse...

Ah, outra sugestão: passe pouco tempo em casa. Tente se ocupar com algo do seu interesse. Passe o dia estudando na biblioteca do seu colégio ou da sua cidade, passe as tardes com amigos e outros parentes, faça atividades extracurriculares se seu colégio oferecer. Na minha cidade, as associações de bairros costumam oferecer cursos de idiomas graça. Alguns colégios públicos têm times de vários esportes e oferecem treinamento de graça para jovens em idade escolar. Se existe uma universidade pública (ás vezes, até algumas particulares) na sua cidade, provavelmente ela oferece vários cursos gratuitos pra comunidade. Universidades que possuem curso de psicologia geralmente oferecem atendimento gratuito. Talvez você precise de apoio profissional. Se não tiver como pagar, é uma boa opção. Cursos de direito frequentemente oferecem atendimento gratuito para pessoas que não possuem condições de pagar advogado.

Cyberia disse...

Ai, gente, que relato triste... Fiquei muito penalizada. A menina tem só 13 anos e olha o inferno que está passando... Concordo plenamente que precisa haver denuncia. Mas me pergunto como a vida dela vai mudar depois disso, se é que vai... Será pra melhor? Espero que sim, por que ela já está numa posição MUITO ruim.

Força, L. A vida vai melhorar a medida que você crescer. Estude, se esforce, e logo que puder trabalhe para não depender desses "pais" bizarros! Não desista. Uma vez, numa época em que eu também queria morrer, sonhei com meu falecido avô e ele me disse só 1 frase: "Virão dias melhores". Ele estava certo.

Luis disse...

Trágico. A família em que se nasce determina muita coisa na sua vida, e ela pode ser um paraíso ou um inferno.

André disse...

Acho que o comentário do Anônimo 19:01 poderia ser apagado.

Keli disse...

Querida L. gostaria de poder te abraçar muito forte, mas sendo impossivel, sinta-se abraçada. Olha, passei por varias coisas muito ruins na minha infancia, fome, negligencia, espancamentos, abusos, qd eu tinha sua idade minha mãe me chamava de vagabunda e me dava surrar absurdas até marcar meu corpo todo, ela incetivava meu pai a fazer o mesmo e meu irmao tb. Um dia eu fui a uma venda perto de casa e pedi para o moço me vender duas colheres de chumbinho, veneno para rato, ele ficou me olhando, parece que ele sabia, no fim ele vendeu, eu levei pra casa e fiquei segurando aquele pacotinho nas mãos por horas, eu pensava em tudo, escrevi uma carta me despedindo e falando sobre os abusos, até escrevi para quem deveria ficar um outro parco brinquedo que eu tinha, e ai depois de horas nao tive coragem de tomar. Toda vez que eu apanhava eu pegava o pacotinha nas mãos e depois desistia. Me sentia uma fraca por isso, mas na verdade eu estava sendo era forte! Um dia comecei a pensar que eu precisava me concentrar nos estudos, para poder ir embora dali e eu continuava apanhando e aquilo nao me atingia mais por dentro, so fisicamente, eu colocava blusas de manga longa e seguia pensando que aquilo só me fortalecia, fortalecia minha vontade de sair dali. Qd eu tinha 20 anos eu tive a chance, e fui, pareceu uma eternidade, mas hj vejo que nao, foi rapido, passou logo, e aqueles anos de tortura so me fortaleceram para me tornar nao uma pessoa perfeita, mas sim alguem que espera melhorar no dia a dia. Sofri muito, muito mesmo, mas esse sofrimento ficou em parte no passado. Acredite vai passar, e isso so vai te fortalecer. Estarei em pensamentos por voce, nao desanime, pense em voce, nao desanime. Fique bem querida, fique bem. Beijo. K.

lola aronovich disse...

Tem toda razão, André. O comentário passou batido por mim. Vou deletá-lo. Desculpem.

Anônimo disse...

Coragem, L! Pode demorar, mas mais dia menos dia você será dona da sua vida e poderá escolher estar ao lado apenas de quem te faz bem (pelo menos na vida pessoal). E NUNCA, NUNCA,se esqueça: você tem valor, os covardes da sua família é que não têm! Se você não tem amor e proteção, é por falta de responsabilidade e sanidade da sua família, não por falta de merecimento seu. Nunca perca a esperança!! Um grande abraço, boa sorte!! Ângela.

Anônimo disse...

Sawl -The Rebel


Criança NÃO DESANIME! Sim, criança pois só um pedófilo considera uma menina de 13 anos mulher.
Sou filha única, trabalho como arquiteta e até hoje embora bem sucedida meu pai e minha mãe me cobram de ter filhos.
Sou casada, mas, nem eu nem meu marido pretendemos(no momento) ter filhos.
Admito que minha infância e adolescência foi complicada, por ser tímida, filha única e ter tido uma educação muito repressora e conservadora da parte dos meus pais.
Mas, não chegava nem perto do que vc tá passando.
Meu conselho de mulher adulta: converse com uma professora de confiança sobre o que vc tá passando em casa com sua misógina(e desculpe a expressão) PODRE família!
Eles NÃO te merecem como filha e irmã!
Seus pais são pessoas ruins e seu irmão, coitado, mais tarde se tornará um homem adulto que irá agredir mulher e filhos e se a mulher tiver amor próprio irá levá-lo à cadeia!
Tomara que o ciclo de violência dessa família acabe pra que não aconteça tragédias.
Especialmente com seu IRMÃO!
Sei que parece contraditório, mas, seu irmão tem o risco bem maior de ter a vida desgraçada que vc.
Você é uma menina corajosa, que embora, tenha momentos de fraqueza(como qualquer pessoa), é forte, vai estudar, trabalhar, passar em uma boa universidade, arrumar um ótimo emprego, conseguir amigos e amigas que irão ver a pessoa incrível que você é, e conhecer um bom homem que será seu companheiro(não necessariamente marido), mas, acima de tudo se tornará uma mulher FORTE, INDEPENDENTE, GUERREIRA, e NADA te abalará porque vc já passou pelo pior, de ter uma família que invés de te educar e amar, foram rudes e canalhas com você!
Mas, teu irmã...COITADO!
Será do tipo valentão, que dificilmente arrumará amigos pois ninguém quer amizade com quem se teme.
Será do tipo que não aceitará NÃO de uma mulher, NÃO de um técnico de algum time de qualquer esporte, NÃO de um trabalho pois mostrará comportamento antissocial.
As mulheres com quem terá maior relacionamento serão garotas de programa(NÃO querendo desvalorizar estas profissionais, mas, só elas irão aguentar o tipo de homem que seu irmão poderá se tornar).
Será um homem raivoso e amargo.
Poderá até casar e ter filhos com uma mulher, mas, DIFICILMENTE, conseguirá ficar casado com uma "amélia" que aguentará suas agressões e covardia! Se for uma mulher com amor próprio, irá denunciá-lo à polícia.

Enfim, você revelando pra um adulto de EXTREMA CONFIANÇA e CARÁTER o que tá acontecendo com você, não apenas irá se salvar, como salvará seu irmão também. Seus pais são pessoas doentes(moralmente falando) e que precisam mudar radicalmente a forma como te tratam e como estão estragando teu irmão.

Abraço menina!
Não esqueça: Força, Foco e muita Fé!!!!
Fica com Deus!

Sawl - The Rebel

MonaLisa disse...

Passei por esse inferno qdo tinha a sua idade, L.

Meu pai trabalhava 6 dias e folgava 3, nesses 3 dias ele ficava bebendo o dia inteiro até a noite, cheirava pó. E voltava, queria janta e não tinha e ele começava a discutir com minha mãe, depois comigo. Quando tinha janta, a casa tava limpinha ele arrumava outro motivo pra brigar. Não chegava a me bater, mas ficava me chamando de vagabunda e fazia terrorismo psicológico, eu não conseguia ir bem na escola, não conseguia me concentrar.

Eu implorava pra minha mãe separar e ela não queria.

Pra nos livrar desse inferno, eu pedi pra minha madrinha que mora no bairro do lado, se a gente não podia dormir na sala dela qdo meu pai folgasse. E assim a gente fazia, qdo dava 10 da noite, eu minha mãe e meu irmão pegavamos o travesseiro e iamos a pé na casa da minha tia, pra dormir lá. Meu pai chegava e não sabia onde a gente tava.

Então eles entraram num acordo e meu pai se comprometeu a não voltar pra casa qdo ele folgasse. Mas as vezes ainda, qdo ele entrava pra trabalhar as 2 da tarde, ele bebia e ficava enchendo, mas não tanto qdo ele vinha com o diabo no corpo e dizia que a culpa era da bebida.

Ai mudaram o horario dele de serviço e ele folgava sabado e domingo. E ai ele arrumou uma amante em outra cidade todo fds sumia pra casa dela e a idiota da minha mãe aceitou.

Qdo eu comecei a namorar, eu dormia todo fds na casa do meu ex e meu pai veio dar chilique, mas eu já tinha 19 e falei pra ele que então ele que contratasse alguém pra trabalhar no comércio dele (já que eu trabalhava lá de graça) que eu ia procurar um emprego e sair de casa, e ele parou.

Um dia, eu tava com meu ex no meu quarto pq a gente ia dormir aqui e meu pai chegou bebado e começou a me ofender de novo, mas foi a última vez que aceitei. Sai de casa e fui morar com meu ex, mas eu disse que se fosse o caso, eu moraria até na rua, faria programa, mas não voltaria pra casa mais. Meus parentes ficaram desesperados. E até que enfim ele resolveu ir morar com a amante dele, pra eu voltar pra casa.

Hoje me dou super bem com ele. Com minha mãe é o contrário agora, vivo em pé de guerra com ela, acho que ela tem raiva de mim por ele ter saído de casa, e se irrita muito facilmente comigo. Não falo com faz 5 meses.

Mas pelo menos tenho a paz que eu procurava.

Luiza Original disse...

"Polícia. Ministério Público. Vara da Infância. Pelamordedeus alguém leva essa criança para um lugar mais seguro???
Isso ultrapassou os limites da violência doméstica... Sinto cheiro de crime de tortura..."

Exatamente. Me deu arrepios ler alguns comentários aqui, minimizando, dizendo "liga não, foque em você!", como se o relato fosse só briguinha de aborrescente com os pais.

Isso é CRIME, menina do post. Conselho Tutelar nesses vagabundos. Abuso de menor é CRIME. Sua "família" é composta por incapacitados e você deve ser afastada dessa gente, antes que acabe morta só porque foi vista com um menino na praça.

Anônimo disse...

Lola, por favor, nos dê um retorno sobre a L., ok? Escrevi mais cedo. Estava tentando dormir e não consegui. Estou tão preocupada com essa garotinha. Por favor, tente ajuda-la, fazer contato com o conselho tutelar da cidade dela. Essa criança está te pedindo socorro. É apenas uma criança. Estou há horas triste. Só em pensar nessa criança, eu choro. Geralmente sou muito forte, mas quando se trata de maus tratos com criança e adolescente, idosos, animais fico assim.
Por favor, envia, de vez quando, notícias, contando se ela está bem. A L. não pode sentir-se sozinha neste mundo. NÃO PODE!
Desde, agradeço sua ajuda!

Anônimo disse...

e ainda me chamam de louca,quando digo q certas pessoas deveriam ser castradas.
deveria ser tudo controlado,todos deveriam passar por testes psicológicos antes de ter autorização do estado para ter filho e se fosse constatado q n tem condições,castra de uma vez.

são uns fdp,denuncie eles menina,conte isso para algum parente,é um absurdo,lixos!!!

Caroles disse...

Lendo esse texto antes de dormir sinto que meu sono se evaporou. L., procure ajuda. Tu disse que já tentou falar com pessoas que não te ouviram, mas alguém com certeza vai te ouvir. Tu precisa de um adulto do teu lado pra denunciar essa tua família. Infelizmente ser uma menina de 13 anos não é fácil mesmo, e as pessoas não escutam, não dão importância a nossa dor - mas nem todos são assim. Alguém vai te escutar. Procure essa pessoa.
E L., a gente cresce e vê cada vez mais que não éo que nos falam que somos em casa. Tu não é inútil, tu não é um lixo. Tu é forte e vai sobreviver a tudo isso. Mas sério, procure ajuda. Fica bem. Tod@s torcemos por ti!

Gabriela Barbosa disse...

Também apanhei muito da minha mãe...Uma longa história! Já meu pai nunca me bateu,muito pelo contrário: sempre foi a favor do diálogo!Eu planejava,aos 18 anos,prestar concurso para Caixa Econômica e Banco do Brasil e sair de casa.Sempre fui muito estudiosa e o que me fez aguentar essa barra foram os estudos e a música clássica (eu tocava em uma orquestra jovem e viajava sempre que tinha apresentação fora do Rio). Minha mãe foi ficando cada vez mais amarga pelo fato de eu não ter correspondido às expectativas dela como filha.Acabou pegando um câncer e morreu 1 ano depois que descobriu a doença!

É estranho falar isso,mas só comecei a "viver" verdadeiramente depois da morte da minha mãe! Hoje tenho 29 anos,sou professora de inglês e de português e atuo nas redes estadual e municipal do Rio. Meu sonho é trabalhar com cinema! Meu pai é meu grande amigo! Também tenho um namorado maravilhoso e muitos amigos legais.Viajo e leio bastante e adoro escrever. Vou deixar aqui o link do meu blog: www.detudoumpoucorj.blogspot.com

Se minha mãe ainda fosse viva,eu estaria bem longe do Rio. Fisicamente,sou a cara dela (ela era linda!),mas psicologicamente,não tenho nada dela!

L., sei que é difícil.Há muito tempo eu não pensava nessas coisas que aconteceram comigo e,lendo esse post,minhas lembranças vieram à tona! Aguente firme e ocupe seu tempo com coisas que você goste de fazer! Assim que puder,saia de casa e vá viver a sua vida! NUNCA DEIXE DE ESTUDAR!

Beijos e boa sorte! Sua história me comoveu demais!

Anônimo disse...

Tenho uma história parecida com meus pais, tentei me matar 3 vezes aos 16-17 anos, passei um tempão no hospital. Por favor, procure ajuda. Parece impossivel quando a gente está naquele lugar sombrio, mas PASSA. Pais não são uma parte permanente da sua vida. É difícil de acreditar, eu também não acreditava..

Anônimo disse...

Oi Lola e L.!É difícil como assistente social sugerir algo sem conhecer a pessoa pessoalmente, sem saber profundamente do caso, mas à princípio em casos assim o primeiro passo é acionar o Conselho Tutelar. Ela mesma pode ligar e fazer uma denúncia anônima. Eles irão até a casa ou enviarão uma notificação aos pais para comparecerem ao Conselho e agirão como se alguém de fora do meio familiar tivesse feito uma denúncia de maus tratos contra a adolescente. A partir daí o caso passa a ser acompanhado de perto pelos conselheiros. Na maioria das vezes as agressões param, há uma mudança de atitudes dos pais, pois na maioria das vezes os mesmos sequer enxergavam o que faziam como violência. A colocação em família substituta, casa de familiares ou casa lar é medida extrema e que somente é utilizada em casos excepcionais, quando há risco para vida da criança e/ou adolescente e não há mais nenhuma intervenção possível na família de origem. Espero ter contribuído!Violência cntra criança e adolescente é crime, deixa profundas marcas e não há motivo em esperar o tempo passar!Em alguns casos uma intervenção consegue inclusive restaurar o vínculo familiar!Lívia

SUZANA disse...

Eu espero que ela procure ajuda profissional algum dia, porque ainda corre risco de se relacionar com um agressor e te desejo sorte e que aconteçam coisas boas na sua vida na minha aconteceu mas demorou .

Anônimo disse...

sabe Lola, eu ainda não tenho filhos, sou casada há um tempo. Apesar de me considerar membro de uma família de três: eu, meu marido e uma gatinha superciumenta e dona do pedaço. Fico triste quando meu marido recebe convites de casamento dos residentes e todos sem exceção endereçam somente com o nome dele, acho que colocar o família depois do nome não caberia, mas pelo menos "e Sra". É um momento de invisibilidade que me deixa triste. Desculpe ter fugido do tema do post.

Anônimo disse...

Queridas L. e Lola,

Nunca comentei aqui (adoro o blog, tem aberto muito a minha cabeça), mas o caso da L. me fez lembrar de mim mesma na época dos 13 aos 15 anos – embora minha situação tenha sido muito mais leve do que a da L. Eu me sentia muito sozinha e angustiada nesta fase, talvez por estudar em um colégio em que o bullying rolava solto e por não ter amigos. E não tinha apoio em casa.
Meu pai era mais ausente, distante emocionalmente. Já minha mãe era muito “estourada”, tinha surtos mais agressivos, me criticava... Na infância, cheguei a apanhar em alguns destes surtos de irritação da minha mãe. E na adolescência, sofria pressão para usar roupas da moda e ser mais enturmada. Lembro de uma vez em que não quis vestir um jeans strech com 11 anos, no provador, e minha mãe disse: “Você é uma cafona! Todas as meninas da sua idade (!) vêm ao shopping bonitinhas, e você vem desse jeito, sua desleixada!”
Com uns 15 anos, foi a fase mais difícil, pois estava deprimida e queria fazer terapia. Como não tinha independência financeira, precisava conseguir conversar com meus pais e fazê-los pagar. E eles eram super contra. Nossa! Fiz uma pequena greve de fome (foi uma medida desesperada) para conseguir que eles pagassem o tratamento, pedi para outros parentes (adultos) tentarem conversar com minha mãe... No fim, consegui começar a terapia.
Eu me lembro de como chorava sem ter com quem desabafar, pois não tinha um amigo, um parente mais distante em quem confiar... Eu me sentia (e estava) sozinha, e sem os recursos que um adulto teria (independência financeira para procurar ajuda ou sair de casa, mais maturidade...). É uma fase muito difícil, L, e como disse a Lola, provavelmente a pior da sua vida, mesmo. Mas passa! Tenha certeza que passa!
Por isso, o que eu posso dizer é que siga em frente. Sobreviva a este período, porque a grande tendência é melhorar! Depois que saí do colégio, e à medida que fui amadurecendo e passando por mais experiências, tanta coisa mudou! Eu fiz amigos, participei de um grupo de teatro, aprendi a dançar, fiz parte de grupos maravilhosos, desenvolvi minha criatividade, passei a acreditar na minha beleza (eu que era um patinho feio) e a ser valorizada. Graças à terapia e a outros processos de cura, hoje também me dou bem com minha mãe . Portanto, a vida muda muito, há muita esperança para você! Tenha coragem, siga, se quiser, os outros conselhos acima e procure algum tipo de ajuda (terapia, algum professor ou orientador na sua escola ou até mesmo faça uma denúncia) e boa sorte!

Anônimo disse...

Lembro que desde os 8, 9 anos eu tinha uma ideia fixa: sair de casa. Passava horas imaginando o dia em que eu iria crescer e morar sozinha. Na minha cabeça eu jogaria verdades na cara da minha mãe e nunca mais voltaria pra falar com ela, ficava imaginando ela velha em um asilo e eu não voltaria pra vê-la. A minha mágoa era tão grande, mas não maior que a culpa que eu sentia por desejar tudo isso. A situação que eu vivi não era tão dramática quanto a da L., mas teve um pouco de tudo: indiferença, sarcasmo, surras, cobranças, criticas e o que mais doía, as agressões do meu irmão, mais novo, mas que logo aprendeu que era melhor do que eu. Aos 19 saí de casa para fazer faculdade e de repente parecia que minha família tinha ficado perfeita, de longe eles pareciam amáveis e cheguei a sentir saudade, tanto que depois de 5 anos voltei, quando meu curso acabou. Fiquei dois anos, suficientes pra perceber que sim, eles estavam errados, não eram monstros, mas tiveram filhos por obrigação, por que é assim que tem que ser. Hoje eu os perdoo. Quero ser mãe um dia, mas apesar de conviver bem com eles penso em como quero ser diferente em tudo.

june_miller disse...

olha, eu só digo UMA coisa.

Quando se livrar dessas pessoas, nada de perdoar, visitar, aceitar só porque "são seus pais". Já lí inúmeros casos assim e mesmo depois que o filho (já adulto) torturado dá abrigo ao pai ou mãe idosos, o abuso físico termina mas o verbal continua e o filho aceita porque que "são seus pais", etc. NÃO tenha gratidão a essas pessoas só porque te deram a luz. Elas te criaram como um lixo, não como a pessoa maravilhosa que é. Ninguém merece ser tratado assim. No Brasil se tem essas ridícula idéia que devemos perdoar tudo que vem dos nossos pais, aceitar tudo, e ajudar na velhice. Não precisamos não. Não com esses tipo de pais que você tem. No máximo, deixe-os em um asilo e nunca os visite. Pais devem dar amor, compreensão, apoio e sim, castigos, mas castigos não são tortura.

Não os perdoe. Nem no leito da morte deles. Esses "arrependimentos" de leito de morte é um modo de aplacar consciência deles. De dizer que, apesar de tudo, fizeram o certo e a filha os ama. Não. Eles precisam saber que fizeram algo de errado. Estou cansada de ler histórias assim. Assim que puder trabalhr, se manda daí e nunca mais olha na cara dessas pessoas. E não se esqueça de dizer tudo que tem para dizer.

Anônimo disse...

L, aos 14 anos vc poderá começar a juntar uma graninha como Jovem Aprendiz. A rede de conemas Kinoplex contrata, e existe em muitos estados brasileiros. No post vc não diz de onde é, mas se no Rio tem a fundação Mudes e o CIEE que recrutam jovem-aprendiz, no seu estado também deve ter um órgão de respeito para intermediar a busca das empresas e dos adolescentes interessados.

Jovem Aprendiz é um projeto do governo federal em que o adolescente ganha meio salário mínimo, aprende uma profissão da área administrativa/contábil e pratica nas empresas conveniadas. Sempre em meio período, num horário que não atrapalha a escola.

Na empresa em que trabalho vi pessoas começarem como jovem aprendiz, os chefes gostarem do trabalho e acabarem contratando, com carteira assinada, plano de saúde e salários em torno de R$ 1.200,00 , pagando curso e tudo.

Pode ser um começo para a sua independência, para sair deste quadro de abuso em que vc se encontra.

Então já é: completou 14 anos, se inscreve no Jovem Aprendiz. Seu esforço vai te levar longe.

BJ,

Aurea

Zí disse...

Eu já tive esse pensamento de que bater resolvia os problemas das crianças, nem meus cachorros escapavam. Infelizmente é isso que nos é ensinado e é nisso que acreditamos por grande parte da nossa vida. Acho que L deve continuar lutando. Não posso dizer que sei o que ela esta passando, mas do fundo do coração espero que ela consiga superar essa vontade de morrer, uma vontade que eu também já tive e superei. L te desejo força, não desista.

Larissa disse...

li esse post e lembrei das minhas alunas de 13 anos que se cortam, li e fiquei pensando que quem escreveu poderia ser uma delas. :(

Anônimo disse...

Parece que eu vi o retrato da minha adolescência nesse relato da L.
Passei por as mesmas coisas na mão da minha mãe. Hoje, perdoei.
O que posso dizer para vc é que estude, se esforce para um dia sair dessa casa.

Anônimo disse...

L, escreva para seu pai uma carta e explique o que esta acontecendo, parece que ele não sabe muito bem o que estão fazendo com você, acredito que sua mãe é infeliz e desconta muito em você.
Se não der certo faça uma lei de silêncio, quem sabe vão perceber.
Ou arrume algo para desabafar, uma pessoa, um curso.
Estude muito e seja independente.

Elaine Pinto disse...

Faço coro com o Anônimo das 23:35, estou preocupada com a L. Gostaria muito de um retorno sobre a sua situação! Se ela estiver na área de Porto Alegre, estou à disposição para o que for preciso.

lola aronovich disse...

Pra todo mundo que estava preocupada com a L. e pedindo novas informações, acabei de receber um email dela agora, que incluí como update no final do post.
Estou muito feliz. E comovida.

Elaine Pinto disse...

Fico feliz com o desfecho, embora um pouco cautelosa. Ninguém muda assim, de uma hora para outra, então aguardemos. Bom perceber que a L. teve abertura o suficiente para dizer o que estava errado na dinâmica familiar e os pais reconhecerem isso. Talvez no futuro, se eles recaírem no antigo comportamento, ela saberá exatamente como chamá-los a atenção.

Abração pra você, L., e muita força!

Ana Carolina Silva Biscalchin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Lolinha, sua linda maravilhosa, posso falar uma coisa? (vou falar por aqui porque não tenho twitter. E não é sobre o guest post, é um pensamento sobre seu twitter que eu adoooooro, diga-se!! Lola, já viu este vídeo? Acredito que sim, mas se não, lá vai: http://www.youtube.com/watch?v=ZiPMdgCuxbw Pensei, um pensamento solto aqui que nem sei se é legal/eficiente, que poderíamos aplicar a mesma coisa, por analogia, quanto às pérolas mascus, ou seja, "stop talking about it". Porém, reitero, foi um pensamento solto que não sei se é adequado/bom/ruim/qualquer outro adjetivo. O que você acha? No mais, seu blog está ótimo como sempre! Beijos!

Nívea Pacheco disse...

Lola, você disse que nunca viu um caso de maus tratos de crianças por homossexuais. Eu, que sou defensora incansável dos direitos individuais e, por consequência, dos homossexuais, fiquei estarrecida com o que vi aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=9guQd0ifzWg&feature=share

A maldade humana não tem gênero, cor, idade, classe social, nacionalidade....
Triste, MUITO triste.

Lilith Moon disse...

Ana Carolina e Lola, nunca viram casal gay que abusa de criança? Olhem isso então, saiu em rede nacional:

http://www.youtube.com/watch?v=c0HC1w1jqIw

O caso dessa menina não é regra de família tradicional porcaria nenhuma. Senão o caso desse garoto seria regra para os gays.

Conheci, inclusive no meu antigo emprego, crianças que eram furto de família tradicional e que não sofriam maus tratos, assim como conhecia aquelas que não eram fruto deste tipo de família e também não sofriam maus tratos. Assim como tive alunos que eram de família tradicional e eram problemáticos e alunos que não eram de família tradicional e que eram tão problemáticos quanto.

Conheci pessoas na minha vida, de família tradicional que eram felizes e bem cuidadas, inclusive um grande amigo que faleceu devido a uma doença, que os pais dele eram literalmente a imagem da família tradicional amorosa, que cuida dos filhos e faz tudo por eles.

Assim como conheci pessoas e outros tipos de família que eram felizes e bem cuidadas.

E também conheci pessoas de família tradicional e não tradicional que eram maltratadas e infelizes.

Ou seja, saindo da bolha do preconceito, o problema não está na modelo de família e sim no ser humano. A maior prova está no caso dessa menina (que ainda bem foi resolvido) e no caso desses dois homossexuais citados no vídeo.

Anônimo disse...

“A cada caso de adolescente que mata alguém, vociferamos para que a maioridade penal caia para 16 anos.”

Mas o Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo com maioridade penal aos 18 anos!

http://en.wikipedia.org/wiki/Defense_of_infancy#Ages_of_criminal_responsibility_by_country

Acho que há uma mistura de alhos com bugalhos no post. Violência doméstica contra crianças e adolescentes é um troço execrável, mas misturar isso com a questão da maioridade penal é outra coisa. Até a super-citada Suécia, que foi um dos primeiros países a criminalizar pais que batem em crianças, é mais rígida na sua definição de maioridade criminal penal do que o Brasil.

Anônimo disse...

Só agora eu li o update. Ahh, graças a Deus! Desde que li o seu post, naquele dia, estava preocupada com esta criança. Espero que haja uma mudança real nesta família.
Lola, viu como você é importante, viu como seu blog ajuda muita gente?
Abraço carinhoso, L.! Abraço carinhoso, Lola!

WICKED WOMAN disse...

Converse sempre com os seus pais sobre como está se sentindo L., que seja uma nova fase da sua vida, bem diferente de como era antes. Sinta-se abraçada!

Anônimo disse...

L., que vc tenha força nesse momento de transição. Não desista!

Lola: é meu primeiro comentário em seu blog. Para lhe lembrar do trabalho maravilhoso que faz aqui. Por favor, não feche o bloguinho.

De uma psicóloga, hoje feminista, antes, reaça.
Thais

Anônimo disse...

será que o problema de uma vida inteira se resolve assim, com uma simples conversinha?

Anônimo disse...

Concordo contigo. Aqui no Brasil, temos essa cultura ou tradicao de que os filhos tem que ter seus pais idosos nas suas casas. Acho que alem de cultural isso tambem vem de um fundo religioso. Nossa! Aqui na minha cidade por exemplo, o filho que deixar seu pai e mae num asilo é totalmente discriminado socialmente, como se isso fosse socialmente algo inaceitavel, como se fosse um crime! Nunca se questionan, porque será? Porque esse filho quis fazer isso? E esse idoso(a) que pai/mae foi? Como criou? Como educou? Como formou? Sera que chegou a amar seus filhos? Nunca questionam isso. Muito provavel é que esses idosos, um dia foram os responsaveis por um lar e familia disfuncional. E os traumas que acompanham esse filho quem sabe ate a idade adulta? Minha opiniao, é que num asilo esses idosos quem sabe serao muito bem tratados, quem sabe muito melhor do que esses idosos quando foram pais trataram seus filhos na epoca. Acho ridiculo essa mentalidade que acredito q impera aqui no Brasil. Nos EUA, por exemplo, é tao comum os americamos deixarem os idosos em asilos. Lá isso ta mais pra regra do que excecao!

Anônimo disse...

Nao sei se eu consegui me expressar direito. Eu quia dizer que quem sabe agora num asilo esses pais serao muito melhor tratados do que eles mesmos ja trataram seus filhos.

Anônimo disse...

Patético é vc querendo fugir do Ponto! E essa garota não é exceção! A mesma coisa acontece comigo! Então pare de se importar só com o seu mundinho e olhar só pro que te interessa. Existe um mundo gigante aq fora, e nele há de tudo. Não diga o que vc não sabe

Anônimo disse...

Lola!
Posso te contar uma coisa tenho 12 anos e sempre fui corrigida pelos meus pais por tapas socos xingamentos e outros mais o problema que sao sao separados e minha mae mora em outro cidade e eu moro com a madrasta e o arrogante do meu pai eles me batem e meu irmão e só o exemplo que eles falam pros amigos com esse e meu filho maravilhoso e essa e a mais ou menos ou seja vc e um lixo bem nesse momento apanhei da madrasta levei 20 tapas e cu chamada de vagabunda 7 vezes pq ela estava fazendo arrumar meu quarto igual escrava eu sofro desde 6 anos e sempre quis fazer b.o mais n consigo espero que leia e publique minha história bjs Victoria

israel disse...

seja forte pois os fortes se sobrepõem e sempresai vitorioso força

Anônimo disse...

- Oie L.
- muito triste oq vc escreveu . vou te dar meu conselho . ñ pq sou mais velha ou experiente na vida . pq tbm tenho 13 anos i passo TUDO que vc passa . procurei sites para me dar consolo . pq minha mae me chinga me bate muito . ja chegou a dizer q me odeia . agr msm ela me deu um "Tapa na cara" . ja pensei em me matar . mais ainda tenho minha avo tbm . ela é a única q me ama na minha vida . fora deus ... ela me dar carinho me beija .. o tempo inteiro . minha mae grita . me fala coisas orriveis . me chama de vagabunda,ordinaria,imprestavel,desgraça,i outros nomes q eu tenho ate vergonha de citar ... eu frequento a igreja ja a um bom tempo . leio a biblia .. ... meu irmaos me odeia ... minha mae ja disse na minha cara q preferia ter so meus irmaos como filho ... ja pensei em denunciar ela sim ... mais apesar de tudo EU AMO MUITO ELA CARA . e tudo q eu queria éra q ela me amasse tbm ... nunca abracei minha mae ..... meu padrasto bebe muito .. i quando ta bebado me chinga . ja tentou ate bater na minha mae . ele quebra tudo dentro de casa . minha mae ta doente .. ela tem sindrome do panico ... mais toda santa noite eu oro por ela . i entrego a deus .... minha familia e bem sucedida ... meus amigos dizem q sou linda e ñ merecia passar por isso ... mais ñ é questao de beleza .... estude muito ... msm q tenha q sofrer em silencio ... deus é justo ... e ame sua mae acima de tudo ta amiga ? amém :'(

Anônimo disse...

Nossa,moro em minas gerais,na cidade chamada arcos,passo pela mesma coisa,minha madrasta faz eu brigar com meu pai,meu pai sempre acredita nela,ela me odeia e meu pai ta comecando a me odiar tambem....muitas vezes pensei em me matar,mais nao compensa nao,queria era sair de casa e ir pra bem longe e tentar construir minha vida,so tenho 13 anos,mais tambem nao tenho dinheiro pra fazer isso,e tenho muito medo do meu pai que sempre fala que quer me colocar em um reformatorio~...e me chamo anna clara

Samuel Greco disse...

Eu tbm sofro isso desde qndo meu pai largou minha mae e agora ele só fica na casa da namorada e qndo volta sempre se estressa fácil e me promete ser espancado tem qro me matar mas vou tentar resistir até 15 anos pois meu pai vai me deixar essa casa e vai morar com a namorada ..........

Anônimo disse...


Já passei por isso más não por tudo isso é que minha mãe só pede para mim fazer as coisas em quanto meu irmão está no quarto e depois minha mãe me chinga de vagabunda fala que só ama meu irmão e já não basta minha mãe fazer a cabeça do meu pai que ele já está ficando do lado dela.Olha o meu conselho é que você procure alguém denuncie e se essa pessoa não acreditar prove filme tudo ou mostre as marcas da violência e conte o que realmente aconteceu

Bruna Marcella disse...

Tenho 17 anos, não trabalho no momento, por que minha mãe pegava meu dinheiro além de eu receber pensão e dela n me dar nada, eu n tinha dinheiro pra comprar minhas coisas pq sobrava mt pouco, então decidi sair, trabalhava no Hospital São Paulo que era muito longe da minha casa, todo dia e ainda estudava pra n ter nada no dia do pagamento, achei melhor sair. Enfim, não me dou bem com ela, ano passado no dia 31 de outubro ela me agrediu, fiquei com vários hematomas então fugi de casa pro interior de São Paulo na casa do meu pai, lá fiz um boletim no qual gerou um processo de injuria e mala tratos, só que o concelho tutelar me fez voltar, não sei se tinham esse direito mais falaram que meu pai seria preso pela minha guarda ser da minha mãe. Eu namoro aqui em São Paulo, e meu pai disse que achava melhor eu ficar por aqui msm, acho que ficou acuado com algo, então imagina, não gosto da minha mãe, e pode ter certeza que é um sentimento recíproco, processei ela, oque infelizmente n deu em nada por n ter um advogado já que meu pai pulou fora, e ter que viver ao lado dela? Pode imaginar como vivo? Como o concelho tutelar que deveria me proteger me faz voltar pra casa? Fui no IML, tenho provas que ela me agrediu, ano que vem faço 18 anos em março, vou noivar logo logo e casar, meu namorado, apesar de ter 19 anos, tem uma ótima profissão e ganha muito bem, oque facilita muito, graças a Deus, e como ela sabe que ano que vem vou ir morar com ele cada dia fica mais difícil, ela me ameaça muito mais agora por que ela vê que o concelho tutelar n faz nada, ela ainda diz, "não tenho medo de polícia, já bati uma vez e não aconteceu nada, Bato duas três, quantas eu quiser" se perguntar pra ela ela vai falar mt mal de mim, por que é falsa, dissimulada e mentirosa, mais se perguntar pra qualquer outra pessoa da familia, vão falar que n entente por que ela me trata assim, quando sai de casa meu familiares disseram que eu demorei pra fazer isso, que não sabiam como eu aguentava, pra ver como ela é, e não gosta do meu namorado ainda por cima, e n posso vê-lo! Ela afasta de mim a única pessoa que me da paz, n saio com ele, nem com amigas, nem faço nada, queria mt sair de casa pra já, todos falam pra eu esperar completar os 18 anos, mais ninguém compreende como e difícil

Anônimo disse...

Eu me identifiquei bastante com essa menina. Muitas vezes eu fui espancada pela minha mae, teve vezes que ela quaze me matou. Sem falar nas humilhaçoes, ela sempre defendeu o filho dela que eu merecuso a chamar de irmao, por que eu odeio ele, por causa dele a minha vida e´ tao ruim. Eu tambem estou penando em me suicidar, mas eu nao tenho caragem, eisso e´ a unica coisa que me impede. Eu tambem nao tenho amigos , nem namorado, e olha que eu ja sou velha tenho 17 anos.Mas ao ler o seu depoimento eu me certifiquei que eu nao sou a unica, existem varias ouras como eu

Anônimo disse...

Patetico e VC q n save ima for q qm apanha senti VC e um insensibel sem coracao VC n san de nadas q deus to perdoii por seu egoismo espero q nenhum dos deus filhos se um dis VC river passe por isso q ela e EU tmos pass and pq so deus now compreende realmente

Anônimo disse...

Ae eu foçe VC eu denunciaria isso é crime

Virgilio Ribeiro disse...

Ta eu era assim para as pessoas fazia ser oque eu nao era muito me despresava muitos meninos me inguinorava para eles eu era motivo de mico ate que um dia eu mudei e falei para mim vc eu mesmo fazer oque eu gosto estuda e amar a Deus hoje eu tenho namorado amigas e amigos aqueles que me inguinorava hoje eu falo se vc\mesmo mudar pra que meu namorado muitos fala que ele e feio mais eu gosto dele assim como ele e nao adianta muda para as pessoas mais oque vc acha de vc desida ser sempre vc e se feliz com poucas coisa

Anônimo disse...

Estou tendo dificuldades para fazer minha filha de 11 anos entender que, estudar é muito importante. Ela não tem muito interesse em leitura, pesquisas de algo relacionado as matérias das quais precisa estudar. Só quer usar o computador para jogar. Já tirei o celular dela, exclui as redes sociais que ela tinha. Não sei o que fazer? Ela é uma boa menina! Só não tem interesse nos estudos. Por gentileza alguém me ajuda!

Avô de menina ou menino de 13 anos disse...

Eu fico muito triste, sou avó e ao contrário, minha neta não aceita carinho,parece me odiar.Triste ver que adolescente, precisa de atenção carinho, e, existem direitos e deveres..de ambas as partes. Denuncie pois, mesmo que os ame, não pode ficar sendo tratada mal. Não responda, a eles, procure O Conselho Tutelar, com certeza, sua mãe será orientada.

Anônimo disse...

Eu também passo pelo mesmo, sofro muito com isso, minha mãe fala mal de mim pra todos, mesmo o que eu não sou, isso me magooa, por que eu tenho depressão, já tentei ajuda, pedi pra ir em um psicólogo mas ninguém me leva, eu me corto desde os 12 anos já faz 2 anos que me corto, ninguem nunca me entende, só queria mesmo a ajuda de algum profissional e poder sair de casa nem que seja pra um abrigo

Anônimo disse...

fico triste por pensar que ainda há muitos adolescentes que sofrem com vários tipos de agressoes tanto físicas como psicológicas, até o fato dos pais ou pessoas mais velhas querer subestimar os adolescentes os chamando de crianças ou dizer pra eles que eles não entendem das coisas e não precisam ser ajudadas já é uma forma de bullying, pois vc estará colocando sentimentos de inferioridade nele.É Por isso que cada vez estamos formando uma sociedade mais violenta e doentia, pois são poucos os que realmente se importam com os sentimentos dos filhos na fase em que eles mais precisam de amor e carinho, vale lembrar que um dia eles também se tornarão adultos, e o comportamento deles vai refletir o tipo de criação que eles receberam na tenra idade. Só dizendo que sou a favor da maioridade penal mas eu acredito que não vai adiantar nada se as pessoas ainda não querer aceitar que os adolescentes devem ser respeitados,assim como os adultos e que eles não são mais crianças. Eu sofri vários traumas na minha adolescência e cheguei a entrar em depressão, sofria em silêncio, pois as pessoas gostavam de me dizer palavras para eu me sentir inferior ás outras e isso me fez com que eu não contasse o que sentia para ninguém e desenvolvi uma forte fobia social,além de outros problemas. Mas graças a Deus eu consegui passar por tudo isso,e apesar de eu ter melhorado muito, ainda estou tentando esquecer de alguns traumas que passei na minha adolescência, o que está sendo difícil, pois de tempos em tempos, essa dor volta, e eu fico muito triste com isso,pois isso está atrapalhando em várias áreas da minha vida.

Valdice Nunes disse...

Eu tenho 13 ano sô que eu nao quero fica parada eu quero fasse um coisa da vida pra Nao da pra ruiam porfavo ser voc te um crinca ir nao pode leva mim liga 75982689168 Boro em feira de santama Barril rocinhaaa