sábado, 21 de setembro de 2013

GUEST POST: "VEGANISMO FEMINISTA? MAS O QUE ISSO TEM A VER? FAÇA-ME O FAVOR!"

Nenhuma ligação entre animalização de mulheres e especismo, imagina


Quando Daniel Kirjner se apresentou e se disse estudioso de uma área que inclui feminismo e especismo -- achar que seres de uma determinada espécie são superiores e devem ter direitos que são negados às outras --, pedi pra que ele escrevesse sobre isso. 
O tema não é novo aqui no blog, mas já faz tempo que não publico nada sobre este assunto tão importante. Creio que eu não ser vegana não me impede de me interessar pelo tema, e de aplaudir quem o estuda. Por exemplo, a ligação entre masculinidade e consumo de carne é, pra mim, fascinante. Ilustro este post do Daniel com algumas imagens emblemáticas de como a publicidade (e o senso comum) reforçam essa ligação.
Fiquem com o post do Daniel, que é doutorando em Sociologia pela Universidade de Brasília.

Um acontecimento importante ocorreu este ano dentro da luta vegana feminista. O congresso Fazendo Gênero, o de maior porte sobre o tema no país, conseguiu viabilizar, graças principalmente aos esforços da professora Patrícia Lessa, um Simpósio Temático sobre as interseccionalidades entre as relações de gênero e espécie, do qual participei com um trabalho na semana passada. 
Não consigo descrever minha emoção. Quando comecei a estudar esta abordagem, há pouco mais de três anos, via uma resistência enorme por parte dos Estudos Feministas para falar sobre especismo. Mas, surpreendentemente, em pouco tempo, mudanças bastante significativas aconteceram. Hoje há muita representatividade para trabalhos feministas, como o meu, dentro do movimento social de direitos animais; um número consideravelmente maior de feministas que se abstêm do consumo de sofrimento animal; além de espaços mais amplos para o diálogo com as pessoas que discordam desta abordagem. Há uma boa perspectiva futura para este pensamento. 
Mas, voltando no tempo, quando eu ainda não era visto como um acadêmico da área, mas como um homem inventando uma forma esquizofrênica de desarticular o feminismo por dentro, algo ocorreu que me deixou bastante engasgado. Estava em uma conversa com um grupo de desconhecidos, após a primeira aula de uma disciplina de História, que tinha pensado em fazer. Neste grupo havia duas feministas, que colocavam pontos interessantes em favor de uma revisão queer da teoria da história.
Conversas, como sempre, vão e vem, e eventualmente falei que algumas autoras, principalmente nos Estados Unidos, buscavam estudar as raízes comuns entre as opressões de espécie e gênero, e que eu estava estudando isto. Uma das historiadoras, a que eu via como a mais articulada e inteligente  da conversa, virou as costas para o grupo e saiu revoltada pelo corredor dos subterrâneos do departamento, me deixando falando sozinho. Ela não quis saber dos argumentos. Apenas disse: “Mas o que é que tem a ver?! Faça-me o favor, viu?”. Confesso que achei aquela uma atitude bem indelicada, me afetou muito. Mas não julgo a atitude dela e sempre quis continuar o debate. 
Este texto é precisamente isto: uma curta resposta para esta pergunta “o que é que tem a ver?”. Trata-se apenas da minha posição, fruto de meus estudos. Se a leitora ou o leitor não pensa valer a pena, tem liberdade de fazer como minha colega de universidade e ir embora; é um direito inalienável. Mas também pode continuar a leitura e exercitar a curiosidade que, na minha opinião, é o motor maior da empatia pela alteridade, uma das maiores qualidades do pensamento feminista.
Vamos à pergunta. Creio que a resposta principia no domínio do corpo. Através do controle da sexualidade e dos sistemas reprodutivos femininos, o patriarcado se apropria do poder geracional da sociedade. Ele define os limites da sexualidade e propõe um caráter puramente instrumental para as relações afetivas. 
Em suma: a cultura patriarcal cria uma ideia de sexo vocacionada para a reprodução. A mulher é pintada como um ser irracional movido por uma ultra-sensualidade. O único indivíduo colocado como capaz de conceber o sexo “correto” é o homem, que, consequentemente, é visto, muitas vezes, como possuidor do monopólio do consentimento. Por isso, constantemente, em casos de estupro, a sociedade culpabiliza a vítima por ser sexual demais e causar a violência. 
Algo semelhante acontece na domesticação de animais. A reprodução da maioria dos não-humanos do planeta é, em larga medida, direcionada para o consumo. O controle da vida sexual dos animais é completo e absoluto. Não lhes é permitida a possibilidade de expressar o desejo próprio que os habita, nem de exercer consentimento. Suas expressões de vontade individual, nesta dinâmica, são vistas como um desvirtuamento de um ideal restrito de reprodução imposta por uma cultura capitalista. Assim como as mulheres, a maioria dos não-humanos em nossa sociedade não possui o direito de expressar livremente seus desejos, e vive para ser objeto de desejo de uma cultura patriarcal, sexista e especista. 
Mulheres e animais partilham, em níveis diferentes, de situações análogas. Sofrem com a reclusão em ambientes domésticos controlados, com a masculinidade que se afirma através da agressão e de comportamentos predatórios, com a lógica da caça, na qual o representado como mais forte tem o “direito natural” de oprimir o mais fraco; com o essencialismo, que prega que as diferenças fisiológicas entre indivíduos os define e distribui hierarquicamente no mundo como dominantes e dominados. Todos estes elementos povoam, indubitavelmente, a opressão social de gênero e de espécie e, talvez, possuam o poder de indicar uma nova reflexão para o feminismo. 
Uma das maiores evoluções que ocorreram no pensamento humano foi a constatação que as diferenças de raça e gênero não resultam de características essenciais que se revelam na biologia dos indivíduos, mas sim que são identidades sociais complexas, psico-relacionais, construídas no seio das interações entre os indivíduos. Creio que cabe ao pensamento feminista questionar a noção essencializada de espécie, para assim entender melhor, de um lugar mais empático, a cruel coexistência entre humanos e animais. 
"Tofu é carne gay", diz anúncio alemão especista e homofóbico

113 comentários:

Amana disse...

Muito legal!
Tô voltando do Fazendo Gênero agora, e acho que a melhor parte do evento foram justamente essas discussões mais conectadas com novas visões, com perspectivas que complexificam o feminismo e que conectam nossa luta com outras explorações - como a de espécies, da terra, do trabalho infantil e de países/regiões periféricas.
Não sou vegana, mas tenho cada vez mais me sensibilizado pela causa. Tenho diminuído o consumo de carne, pensando em todas essas questões. Para mim, o problema não está em nos alimentarmos de outros animais, mas o modo de produção envolvido nesse consumo. Sei que muitxs que defendem o veganismo o fazem por considerarem inconcebível nos alimentarmos de outros bichos, mas onde me conecto com a causa é quando penso a produção em larga escala e completamente violenta a que bichos e pessoas estão envolvidas na produção de carne para consumo humano.
Esse vídeo de 6 minutos é bem forte e diz muito sobre isso: http://www.filmsforaction.org/watch/without_saying_a_word_this_6_minute_short_film_will_make_you_speechless/
Abraços!

Anônimo disse...

Para feministas tudo gira ao redor das mulheres e tudo é opressão.
Quanta baboseira,vou continuar com meu churrasquinho.

Anônimo disse...

http://julimacastro.wordpress.com/2013/09/18/cuidado-com-o-que-posta/

olha isso lola!

Zrs disse...

Estou me tornando vegana, justamente por não conceber que animais possam ser torturados, enjaulados, possam viver sob condições as mais terríveis possíveis para que eu possa me alimentar. Não sou contra o consumo de carne em si, muitas sociedades o fazem, os animais o fazem, mas só a nossa sociedade é perita em torturar e massacrar para que possamos comer nosso franguinho assado de domingo ou o bacon no lanche. Achei que nunca seria capaz de viver sem alimentos de origem animal e estou aos poucos conseguindo, vocês não fazem ideia de como isso é libertador.
Agora,infelizmente não conseguimos nos livrar de tudo, mas o que for possível creio que podemos e devemos fazer, pois se somos contra a tortura humana, também temos que ser contra e combater a tortura animal.

Eva disse...

Bem, sou vegetariana tem pouco mais de um ano e meio, e foi uma das melhores decisões que já tomei na vida. Enquanto o feminismo foi um caminho natural de descoberta, parar de colaborar com a opressão e assassinato dos animais foi algo que me tornou melhor enquanto ser humano.

Giselle Quintiliano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Giselle Quintiliano disse...

Sou vegana , vegetariana até muito antes de conhecer o feminismo mesmo, e já tinha percebido esse sexismo em volta do consumo de carne , porém nunca tinha visto por esse lado . (Peta é uma das ongs vegetarianas q mais me dão nojo , usam sexismo pra chamar a atenção). Adorei o post , muito esclarecedor. p.s: Adorei ti conhecer na quarta-feira no pequeno discurso feminista no bosque do CH xDD!

Anônimo disse...

Lola, vc já namorou ou ficou com alguma mulher?

Suzana Neves disse...

Bom o texto!

Anônimo disse...

Li varias vezes o post ,mas a frase " O que é que tem a ver?" nao sai da minha cabeça.

lola aronovich disse...

Anon das 13:51, acho que sua pergunta deveria estar nos comentários do post da Bau, mas vamos lá. Não, nunca namorei ou fiquei com uma mulher. No meu mundinho privilegiado, eu sequer tive AMIGAS lésbicas. Só quando entrei na UFSC mesmo, e aí eu já tinha 35 anos. Eu nunca nem fui cantada por uma mulher! Bom, já escrevi um pouco sobre isso aqui e aqui.

Robson Fernando de Souza disse...

Ótimo artigo =) Senti saudade do tema Direitos Animais por aqui.

Lola, convido você a conhecer o meu blog Veganagente: http://veganagente.consciencia.blog.br

Depois de visitá-lo, talvez não lhe reste mais nenhum motivo pra continuar não sendo vegana nem caminhando na transição ao veganismo.

lola aronovich disse...

Robson, querido, escreve um post pra cá dando um passo a passo de como se tornar vegano. Ou é melhor ser vegetariano primeiro? Eu não estou preparada ainda, sinceramente. Ainda gosto demais de carne. Mas a minha consciência dói, e sei que seria mais saudável se não comesse carne. Bom, se puder, escreva um post. Aí vc divulga mais o seu novo blog (parabéns por ele, aliás!).
Ei, conheci a sua namorada na UFABC. Mundo minúsculo!

Anônimo disse...

Sou gay e vegetariano. A uns dois anos atrás um canal de televisão fez uma materia sobre casais vegetarianos. Para minha agradável surpresa eram dois casais, um hetero e um casal gay (dois homens). No entanto, no dia seguinte havia um artigo escrito por um militante vegetariano num site criticando a emissora por mostrar um casal gay, pq isso só reforçava o estereótipo de que homem que não come carne é coisa de viado! No artigo, o tal militante fazia questão de dizer que ele era muito macho e que a maioria dos vegetarianos eram héteros, que a associação entre vegetarianismo e homossexualidade era danosa ao movimento. Para minha (mais uma) agradável surpresa, o tal artigo foi alvo de várias criticas de mulheres (sim, mulheres!) chamando o cara de machista e homofóbico. O tal artigo, dias depois, desapareceu do site, e nunca mais se falou nisso.

Caroles disse...

Já faziam anos que eu não comia nenhuma carne além de peixe e muito de vez em quando frango, daí há 2 meses resolvi cortar tudo. Foi bem fácil pra mim, mas às vezes sinto falta de comer sushi, devo admitir. Penso que eventualmente quero me tornar vegana, mas acho que é importante essa fase de "transição". Achei o post muito interessante, eu sinceramente nunca tinha pensado na coisa toda por essa ótica feminista... Eu só não consigo mais comer nenhum tipo de carne sem pensar que aquilo é um bicho morto. Não aproveito, só fico enojada.
Robson, adoraria ver um post teu falando de veganismo, e adorei teu site! Coloquei nos favoritos.

Robson Fernando de Souza disse...

Ótima ideia, Lola =) Posso escrevê-lo em breve (só não garanto que vá escrever nos próximos 4 dias, já que vou ter um trabalho a entregar).

Sinceramente não recomendo a passagem pelo vegetarianismo não vegano. O ideal é parar primeiro com os alimentos de origem animal (incluindo que têm ingredientes secundários de origem animal) e em seguida começar a abolir outros produtos, não alimentícios, com ingredientes de origem animal e verificar quais marcas de quais produtos são testadas ou não em animais.

E obrigado por estar gostando do Veganagente =) Você vai adorar ainda mais à medida que conhecer mais e mais o conteúdo dele.

Sobre Dani, ela é literalmente um amor. Nunca pensei em encontrar uma linda daquela nesse mundo e nos apaixonarmos mutuamente. ♥

Robson Fernando de Souza disse...

Obrigado, Caroles! =)

Maíra Kaminski disse...

Eu voltei do Fazendo Gênero ontem e tive o privilégio de participar do Simpósio Temático que o Daniel apresentou. Foi gratificante ver que já existem trabalhos sobre isso, e que a discussão está em um nível avançadíssimo. Todos os trabalhos foram ótimos e até Margareth Rago participou do Simpósio e adorou as discussões.

Lúcia disse...

Li o texto com uma indagação, pois uma "amiga", essas de facebook :-) , lésbica e vegana dizia que não era possível ser feminista e não vegana, alegando que as fêmeas são exploradas na produção de alimentos de origem animal. Confesso que encontrei senso na afirmação, porém esperava que o artigo explicasse aqui mais sobre isso. É possível ser feminista comendo carne? Pois é... acredito que talvez seja uma visão mais budista (talvez, não estudo tão afinco religiões), mas eu não consegui entender uma visão política que deixasse feministas como fake pq comem carne... sim, é uma visão discriminativa de espécie, de considerar um putro ser inferior e comê-lo. Mas não entendi a visão de que isso desqualifique uma pessoa como feminista... desqualifica?

Anônimo disse...

lola, acho que uma boa saída para quem gosta e não consegue abrir mão da carne vermelha ainda, é descobrir locais que vendem alimentos kosher. Aqui no Rio tem uma marca chamada Korin, dei uma olhada no site....e vi que eles fazem um trabalho bem legal, é ligada a religião messiânica, fundada no Japão por Meshu Sama.
Fica a dica. bj grande

Patty Kirsche disse...

Puxa, muito interessante! Eu sempre achei que mulheres são tratadas como animais. Não só porque somos vistas como pedaços de carne, mas porque somos tratadas como animais domésticos mesmo. É essa a lógica que leva homens a sequestrar meninas e mantê-las num porão para estuprá-las. Se somos animais, podemos ser compradas e/ou roubadas.

Anônimo disse...

Esse assunto é interessantíssimo, pra quem quer saber mais, recomendo: http://questoesplurais.tumblr.com/post/45787358744/a-ligacao-entre-o-consumo-da-carne-e-o-machismo ,
os dois blogs do Robson,
o papacapimveg.com, opiniaovegana.sitenl.net,
http://feministcurrent.com/7375/the-peta-complex-on-post-feminist-activism-gender-and-veganism/

Ainda não sou vegana, mas estou em processo. Pra mim é difícil porque não como uma diversidade muito grande de alimentos, e ao mesmo tempo não consigo mais comer carne, então tenho que aprender logo (:

Anônimo disse...

Aconselho o Tumblr em inglês chamado Go Vegan Or Go Fuck Yourself.

“Being vegan is easy. Are there social pressures that encourage you to continue to eat, wear, and use animal products? Of course there are. But in a patriarchal, racist, homophobic, and ableist society, there are social pressures to participate and engage in sexism, racism, homophobia and ableism. At some point, you have to decide who you are and what matters morally to you. And once you decide that you regard victimizing vulnerable nonhumans as not morally acceptable, it is easy to go and stay vegan.”

Gary L. Francione

Anônimo disse...

"Mas não entendi a visão de que isso desqualifique uma pessoa como feminista... desqualifica?"

Como a gente fala com frequência por aqui, não nos cabe desqualificar feministas (a não ser em questões diretamente machistas). Muito mais importante que isso, é apresentar às feministas "convencionais" o feminismo interseccional, esse sim tem como premissa combater todos os tipos de opressão (machismo, racismo, homofobia, transfobia, ableísmo, especismo e muitos etc.). Geralmente, quando alguém se torna feminista (ou se descobre, como alguns preferem dizer) é natural perceber que existem outras formas de preconceito além do sexismo e que todas estão interligadas, sendo assim meio complicado "ser umx combatente do machismo" quando podemos "ser combatentes de todas opressões". O blog que eu linkei agora há pouco questoesplurais.tumblr.com é sobre isso.

Ráisa Mendes disse...

Eu acho muito interessante a proposta do veganismo (entendo veganismo como a renúncia a qualquer alimento de origem animal ou que inclua tais alimentos em sua composição/mistura), mas também acho que é uma prática ainda inviável em muitas realidades.
Moro no interior, não sou vegetariana e conheci recentemente uma menina, vegetariana, que se mudou para a cidade onde moro faz pouco tempo. Sendo apenas vegetariana ela disse que está passando alguns perrengues aqui. Vai lanchar numa padaria: só tem pão de queijo como opção. Vai numa pizzaria: só tem pizza 4 queijos. Leite ou carne de soja por aqui? Nem pensar. Se o vegetariano, em muitos contextos, já se vê em situações desse tipo, imagino que para um vegano seja muito pior. Não dá para viver só de alface e tomate, existem inúmeros nutrientes importantes para o organismo que não podem ser excluidos da alimentação. Muitos dos alimentos para esse tipo de público são encontrados apenas em supermercados de grandes cidades e....localizados em bairros nobres, com preços mais altos. Espero estar errada, mas acredito que só mesmo as pessoas pertencentes a uma elite intelectual e econômica tem condições de manter uma vida saudável e serem veganas ao mesmo tempo.

jacmila disse...

Veganos consomem mtos derivados de soja, não? E quase toda a produção de soja mundial é transgênica, não?
E veganas e afins q tingem o cabelo? a tintura tem metais pesados danosos ao meio ambiente, não?
E q se vestem com roupas feitas por trabalhador@s em regime neo-escravista?
E viajar de avião?
E o álcool, as drogas, os antidepressivos?
Como ser 100% coerente?

Anônimo disse...

Nunca nada, sempre tem a primeira vez! acho vc um máximo Lola se vc me quisesse.... Hahaha Bjos

lola aronovich disse...

Ha ha, fui cantada por uma lésbica pela primeira vez na vida! Pena que seja uma lésbica anônima. Pode ser qualquer um(a), até um mascu, eca! Cantada anônima não vale. Mas agradeço o esforço, queridx.


Robson, adorei conhecer a Dani! Ela é realmente encantadora. E ela te contou como chegamos ao seu nome, né? Acho que ela disse algo como "meu namorado tem um blog", e daí chegamos a vc. O mundo é muito pequeno mesmo!

jacmila disse...

O clip do documentário Samsara não me impressiona pq é a realidade. O q choca mta gente é dizer o seguinte: cerumano tem q dar um tempo de fazer filho.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Respeito o veganismo, mas tenho que dizer que não concordo muito com ele.
Acho que se formos por esse caminho não vemos comer nada, afinal plantas também são seres vivos e quem não se alimenta de carne se alimenta delas.
Claro que sou contra o mal trato de animais, rodeios, a forma bárbara como se dá o abate de animais a serem consumidos, enfim, mas na questão da alimentação, acho que não tem muita saída. Você vai comer um ser vivo, planta ou animal e se o animal carnívoro tiver a chance, você vai ser o jantar dele.
Enfim, desculpe a brincadeira, mas é mais ou menos isso.

Geraldo Pereira disse...

Veganismo e feminismo. Subtítulo: como comer.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

lembrei ate que o canal publico de justica considera segundo locutor "direitos humanos=direito dos homens".

É apenas violencia simbolica mas se fica abismada com isso mas é,ate a justica no brasil ta assim,alheia.


É, estamos mas perto dos bichos do que da humanidade.

Nenhum animal deveria ser morto ou nenhuma violencia,mas tambem penso em cadeia alimentar,mas admiro os veganos.

Robson Fernando de Souza disse...

hehehehehehe Ela contou =) Mundo pequeno mesmo, mesmo quando milhares de quilômetros separem nossas casas =)

day xvx disse...

Laurinha, pelo amor ao bom senso! Como assim, não comer plantas/vegetais? Como assim você tá comparando comer vegetais (que não tem sistema nervoso - ou seja, não sente dor, viu Laurinha?), com uma refeição cheia de dor e exploração (tanto animal quanto humana, por quê afinal de contas, a exploração do trabalho humano nos frigoríficos ultrapassam a "normalidade" - o documentário Carne e Osso mostra uns 10% do que acontece nos frigoríficos, com os homens e mulheres que são explorados diariamente, pra ter uma salário de miséria e sofrer maus tratos e serem humilhados por seus patrões).

Não entendi direito se foi brincadeira da sua parte, ou se você realmente fez essa comparação.
Espero que consiga compreender que plantas não sentem dor, ao contrário de SERES HUMANOS (racionais e irracionais).

Abraços.
Day xvx

Zrs disse...

O problema maior em si nem é o fato de se comer carne ou produtos derivados de origem animal, o problema maior é a forma como a nossa sociedade ocidental encarcera e tortura animais para que possam nos servir de comida

Ah, claro, os testes em animais para os medicamentos e cosméticos também.

Varias sociedades desenvolveram suas formas de medicina sem precisar recorrer a esses métodos extremamente cruéis aos animais, assim como várias outras sociedades se alimentam de animais, mas não os torturam como nós fazemos (vide a forma como são "criadas"as galinhas, porcxs, a vacas (para servirem de leite e queijo), etc,et tc).

Que não se consiga parar de comer carne eu entendo, agora dizer que não tem nada de mais nesse processo, que é a lei da vida, a cadeia alimentar, acho triste e profundamente lamentável.

day xvx disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
bruna disse...


Laurinha, a diferença básica entre as plantas e os animais é que os últimos sentem dor, eles têm sistema nervoso central, o que não ocorre com as plantas. Nosso mundo é sim um mundo "irreversível", e nós somos destruidores, mas nós podemos atenuar essa destruição ;)

E teve alguém mais acima que comentou que é vegano, feminista, mas toma amtidepressico, então não vale pq nãot em coerência...mais errado impossível! Ninguém aqui quer glamourizar dando uma de vegano. É bem simples, quanto menos animais mortos, melhor! Se a sua vida depende de algum ingrediente de origem animal, como algum remédio, em casos excepcionais, não te, problema. Uma exceção, como no caso de alguns remédios, não justifica todo esse consumismo voraz e violência contra os animais. Só pq uma vez por ano vou usar algum ingrediente de origem animal não significa que "o mundo não tem jeito, vou matar vários animais pelo meu puro prazer e não tô nem aí". É uma grande diferença! Bom senso, por favor!
E hoje já existe tintas de cabelo sem origem animal, alternativas para roupas cosméticos e a tendência é só aumentar!

Lola, adorei esse guest post. Vamos falar mais sobre feminismo e veganismo, os dois estão muito conectados ;***

veganaeagora.blogspot.com disse...

Olá Lola, acompanho seu blog há pouco tempo, mas tempo suficiente pra curtir muito seus textos, sempre muito bons! Tomei um susto quando li o título, estava pronta pra me decepcionar, já que várias pessoas desconsideram o veganismo e o vegetarianismo como causa pela qual devemos lutar. Direitos animais só pra cachorros e gatos e blá blá blá... Aquele preconceito imbecil que os veganos e veganas estão de saco cheio de ver e ouvir. Que bom que sua opinião sai do senso comum! Indico o livro "A política sexual da carne" e acho que a mulher vista como pedaço de carne a ser consumida assim como os animais fazem parte de praticamente a mesma coisa! Desculpa os erros! Abraços!

Anônimo disse...

Super indico o livro "A política sexual da carne", sou nutricionista vegetariana, sempre que posso faço opção por pratos veganos. Meu vegetarianismo veio pela questão ética, mas posso garantir que alimentar-se sem carnes é muito tranquilo e acessível. O veganismo também é acessível, a dificuldade é mais uma questão pessoal, de hábitos e preferências alimentares. Fiquei super feliz com esse post, considero o feminismo e o especismo muito interligados!

Vanessa Soares Bartelega disse...

Gostei do artigo!! Já pensava nessa abordagem e fico feliz que hoje há debate sobre o assunto! Quanto ao veganismo, quem ainda não é, mas está tentando adotar essa "dieta", gostaria de deixar minha experiência: há dez anos vegetariana e apenas 1 ano vegana. Simplesmente a melhor coisa que eu fiz na minha vida! Como é bom sentir prazer em se nutrir de vida!Alimentos coloridos, cheirosos, alimentos vivos, cheios de enzimas refletem na sua disposição, humor e saúde. No início é difícil quebrar hábitos enraizados, mas depois seu paladar se adapta a novos sabores. Vai estudando o assunto, aprendendo a rica culinária vegana. É muito mais fácil do que a gente imagina. É só começar!!!

Anônimo disse...

Concordo com Jacmila, como ser 100% coerente? Quase tudo o que consumimos hoje em dia tem alguma parte vinda de animais. Lembro que uma vez conversar com um mulcumano que estava comendo gelatina e ele nao sabia que era feita de tutano de porco. Sabemos muito pouco sobre a origem do que consumimos, nao da pra ficar pesquisando sobre tudo. Eu sou feminista e bastante ativa no movimento e como carne sim, nunca vou parar, e nao acho que ser feminista te obrigue necessariamente a ser vegano.
Maria Lia.

jacmila disse...

Vanessa e demais veganos, crudivoristas (conheci um extremamente magro, tipo anoréxico mesmo), repito a pergunta: vcs usam muitos derivados de soja não? e sabem q quase toda soja produzida no mundo é transgênica não?

E aquela castanha de caju deliciosa produzida por mãos de crianças q perdem as digitais no processo?
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/09/20/criancas-do-rn-perdem-as-digitais-na-quebra-da-castanha-de-caju/

Tvz dê pra contar nos dedos produtos/serviços q não envolvam sofrimento animal e exploração do trabalho humano...O caminho é consumir pouco e ser bem seletivo e cuidar pra não usar as pessoas e descartá-las.

Anônimo disse...

Um(a) feminista que já possui tais informações aqui expostas e ainda não está se esforçando sinceramente para tornar-se vegano(a), deve pensar duas vezes antes de se declarar feminista.

elen disse...

por que será que sempre tem alguém como a jacmila que acha que vegetariano e vegano se entope de soja?
é como se não existissem legumes,frutas,arroz,feijão,macarrão para comer,assim que a pessoa para de comer carne,a única opção que tem é soja...
parece mais uma das inúmeras desculpas esfarrapadas que as pessoas dão para explicarem porque não vão parar de comer carne.

eu sou vegetariana e não como soja,não gosto,fui parando de comer aos poucos até não sentir mais falta de carne,outros conseguem com mais facilidade.

e eu não vejo incoerência nenhuma,de alguma forma temos que começar e parar de maltratar os animais só para o nosso prazer.
espero que chegue o dia em que eles não sejam mais torturados e usados pelo homem em nada.
quanto mais gente parar de comer carne menos animais serão mortos,quanto mais gente boicotar empresas que testam produtos em animais,menos empresas farão isso.

não esperava esse tipo de postura de gente que frequenta um blog feminista,imagina se as mulheres pensassem assim,já que sempre fomos escravizadas e empregadas dos homens desde que o mundo existe,ninguém tinha que fazer nada e deixar por isso mesmo.

Becx disse...

Ser vegano nao quer dizer combater a poluição, evitar trabalho escravo, e tudo mais que vc falou. Vegano é Não consumir produtos derivados de animais. E uma concepção de que nenhuma espécie tem direito sobre a vida e a morte. outra.

Zâmike Zeny disse...

Que texto foda! E bem complexo pra o meu nível, rs.

Vivemos sendo conscientizados desde no nascimento, fomos conscientizados a comer carne, a seguir uma religião etc. Depois que crescemos passamos a decidir qual conscientização queremos nos submeter, mas essa busca só acontecerá se algo nos incomodar. Eu por exemplo, conheci o feminismo porque ele defende a homossexualidade, os gêneros, logo me defende. Então o feminismo está me conscientizando há alguns meses. Mas como conscientizar aqueles que não querem ser conscientizados?

Essa é uma das maiores dificuldades dos intelectuais e "intelectuais".

Porque as pessoas simplesmente fogem, assim como fez sua colega universitária. Ignoram, não acham importante.

Curiosamente, essa semana em conversa sobre o vegetarianismo no trabalho, eu que não sou vegetariano nem penso em ser - mas concordo com a Lola, vale ver/ouvir o que os que são ou defendem tem a dizer - na conversa, a interlocutora falou "O homem precisa de carne!" (é bem comum eu ouvir essa frase quando surge esse assunto), daí falei que mais do que comer carne por precisar, a espécie humana come porque está acostumada a comer carne e se nega a pensar sobre não comer outras espécies. A conversa morreu ali, eu sendo totalmente ignorado.

O mundo não valoriza gente inteligente porque poucos são os pensadores e muitos são os ignorantes que movem suas vidinhas tendo um PREconceito qualquer como base e se recusando a ouvir/ver/ler o que grandes pessoas na história da humanidade deixaram gravado/registrado.

Daí você estuda pra caramba, faz mestrado, doutorado, defende uma tese... Mas só alguns reconhecem o seu seu esforço, lógico que esse conhecimento faz um bem enorme pra quem adquire, mas mesmo assim morre cercado por insipientes. :(

Anônimo disse...

Eu não consumo carne vermelha há seis anos e de peixe e frango faz um ano. Quanto a ovos, opto por caipira de um sítio que cuida das criações e não as mata para venda ou consumo próprio, mas esta é uma escolha pessoal minha e não imponho isto a ninguém, foi também uma questão de saúde devido meu colesterol alto. A última vez que fiz meus exames o meu colesterol(que dizem não tem cura) está baixo, fora que açúcar que consumo é mascavo ou mel, evito produtos industrializados, bebo suco natural e quanto a leite? De soja preferencialmente. Foi uma opção pessoal e não critico quem gosta de um bom churrasco, bife, carne assada, pois meu marido adora, inclusive mal passada que ele sendo um catarinense adora.

jacmila disse...

Um cheiro fétido de cagação de regra no ar...

Julia disse...

Acho engraçado essas pessoas que nem a jacmila que vem com esse papinho de "sua vida é uma mentira", como se tomar uma atitude que não mude o mundo todo no mesmo dia fosse te fazer a pessoa mais hipócrita do universo. Muito fácil se colocar nessa posição, cruzar os braços e não fazer nada porque não pode fazer tudo. É o caminho certinho pra manter tudo como está.

jacmila disse...

"Compreendo que as feministas suspeitem de qualquer um que lhes digam o que fazer. Em nenhuma parte do livro digo explicitamente que as feministas deveriam parar de comer carne. Acredito que meus leitores cheguem a essa conclusão a partir do conhecimento que o livro abre. Mas meu papel não é de ditar regras ou ser autoritária. Eu acho que algumas feministas associam o veganismo com esse tipo de autoritarismo e isso é um outro motivo para a relutância."http://blogueirasfeministas.com/2012/07/a-politica-sexual-da-carne/
Aí surge uma pessoa anônima emitindo a seguinte estultície:
"Um(a) feminista que já possui tais informações aqui expostas e ainda não está se esforçando sinceramente para tornar-se vegano(a), deve pensar duas vezes antes de se declarar feminista."
Aí decido: não me declaro porra nenhuma, não quero ser porra nenhuma perante quem quer q seja, já q tem tanta gente a fim de trucidar quem não segue a sua cartilha. Recuso=me a prestar contas do meu feminismo e da minha dieta a gente autoritária, quero distancia de gente assim, seja vegana ou churrasquenta!

Robson Fernando de Souza disse...

Laurinha, o que é veganismo pra você? E quais as razões que você acredita serem orientadoras do veganismo?

Gabii disse...

Essa ligação entre opressão sexista e especista está muito bem posta no livro: "O homem e o mundo natural" autoria de Keith Thomas.

Ótimo texto!

Luiz disse...

Bom, como sou judeu não posso fazer muito juízo de valor a respeito do que os outros comem na sua intimidade porque não há nada mais esquisito que os rituais judaicos para definir aquilo que pode e que não pode ser comido.

Talvez a loucura mais evidente para um judeu que vive no Brasil é não poder comer carne de porco. Para prevenir essas tentações em função do contato com os cristãos, minha mãe sempre dizia que Deus proibira os judeus de comerem carne de porco e caso coméssemos a carne começaria a revirar no nosso estômago até sair de lá e que D'us nos castigaria severamente. Nunca corri o risco de experimentar até pouco tempo atrás.

Cada um adota a loucura alimentar que quiser. Eu mesmo adoto a loucura alimentar judaica (Quando possível), mas um ser humano achar que quando ele adota uma determinada loucura alimentar isso faz dele um ser portador de uma moral e de uma ética superior é de uma breguice sem tamanho.

Fez bem a debatedora em virar as costas e não ouvir o que você tinha para dizer. Realmente em seu texto não tem nada de novo nem de bom. Esse tipo de loucura ao comer, meus antepassados judeus já o pratica a quase 6 mil anos. Nós, pelo menos temos uma explicação dogmática para a estrovenga, D'us proibe. Você tenta dar um lustre científico onde não existe ciência alguma. Apenas um conjunto pessoal de dogmas para o qual você busca adeptos.

Boa tarde.

jacmila disse...

Excelente comentário o do Luiz. Foi um tapa de luvas de pelica ou um soco de luvas de borracha ecológica, vai da loucura de cada um@...

Anônimo disse...

Descompasso total com a realidade. O que é mais relevante, o feminismo ou o veganismo?
Daqui a pouco entra outra fator na equação feminista e tudo fica mais diluído e sem sentido! péssimo post.

day xvx disse...

Acho que já li esse post umas 5 vezes e não consigo ver ligação entre veg(etari)anismo e feminismo. Sou vegetariana e feminista (inclusive, acho até estranho estar se afirmando isso ou aquilo :~~), mas não consigo ver ligação. Acho que são causas e lutas diferentes. Não acredito que pra defender uma coisa seja necessário defender outra. Lógico que há coerência em desejar uma vida livre de exploração e lutar por isso, em ambos os casos, claro, mas são coisas diferentes. ;~


Abraços.
Day xvx

lola aronovich disse...

Anônimx, pra mim, nenhum post que faz pensar e rende um bom debate pode ser considerado péssimo. Não tem nada a ver com o que é MAIS feminista, se veganismo ou feminismo. Não é uma competição. O que o Daniel, autor do guest post, e várias outras pessoas nos comentários estão dizendo é que veganismo, especismo, TAMBÉM são pautas feministas. Aliás, cada vez mais. Tem um livro famoso que se chama FAT IS A FEMINIST ISSUE (gordura é um assunto feminista). Mas sabe, vc pode deixar uma lacuna e completar com o que vc quiser: ________ é um assunto feminista. Porque é difícil mesmo pensar em algum tema que não mereça uma reflexão feminista.
Eu pessoalmente não concordo que pra ser feminista tem que ser _________ (inclua aqui algum pré-requisito). Eu acho estranho que uma pessoa, sei lá, de direita se diga feminista, mas não estou aqui pra cassar carteirinha de ninguém. Insisto que não tem clubinho pra determinar quem é ou não feminista. Mas, claro, essa é a minha opinião, e tem gente que discorda de mim.
Agora, vem cá, antes de decidir que um post é péssimo, que o tema é irrelevante, responda: vc não vê conexão entre masculinidade e consumo de carne, por exemplo? Quero dizer, vc não vê a sociedade dizendo que carne é coisa de macho, que homem tem que ser carnívoro, que tofu é coisa de gay etc? Vc nunca parou pra pensar que, assim como em tudo no nosso mundo, na comida também temos padrões? Que certas comidas são vistas como "femininas" (chocolate, por exemplo), e outras como "masculinas"? (compare como são as propagandas pra chocolate e pra carne: em quais comerciais vemos um "prazer proibido"? Em qual vemos a pessoa tendo orgulho do que está comendo?). Vc não vê que, em muitos meios, mulher ainda é considerada uma sub-espécie? E que considerar uma mulher algo não-humano é meio caminho andado pra sua objetificação? Vc não acha esses temas interessantes? Eu acho! Muito!

Anônimo disse...

Nossa jacmila, então não vamos ser feministas porque é impossível livrar todas as mulheres da opressão machista? Você mesma já respondeu à questão do não ter como ser 100% coerente: "O caminho é consumir pouco e ser bem seletivo e cuidar pra não usar as pessoas (e eu acrescento: e os animais não-humanos) e descartá-las."
E como já disseram, dá pra ser vegano sem comer 1g de soja.

"Nós, pelo menos temos uma explicação dogmática para a estrovenga, D'us proibe. Você tenta dar um lustre científico onde não existe ciência alguma. Apenas um conjunto pessoal de dogmas para o qual você busca adeptos."
Olha meu caro, tu faz o que tu quiser da tua vida, mas tua argumentação não faz sentido nenhum. Você diz que ter uma explicação dogmática legitima um comportamento, então vamos discriminar homossexuais porque "Deus" quer assim?
E é mentira por acaso que animais não-humanos são torturados, escravizados e mortos pra nós nos alimentarmos?

"O que é mais relevante, o feminismo ou o veganismo? "
Você se dá conta que esse mesmo ~argumento~ é usado muitas vezes pra desqualificar o feminismo? E repetindo uma frase que super serve de mantra pra vida: uma causa não impede a outra.

"Lógico que há coerência em desejar uma vida livre de exploração e lutar por isso, em ambos os casos, claro, mas são coisas diferentes." Mas isso não seria suficiente para unir as causas? Duas opressões, diferentes em seus pormenores, é claro, mas que seguem o mesmo princípio de um grupo subjugar o outro.

E deve ser um pouco mais complicado pra quem mora no interior e bastante mais complicado pra pessoas de baixa renda, mas felizmente, cada vez mais vem surgindo pessoas interessadas em compartilhar receitas e dicas relacionadas ao veganismo. Uma coisa que percebi é que não tem como ser vegano no brasil se você tem preguiça de cozinhar.

elen disse...

também já ouvi várias vezes o que o luiz disse ,que quem não come carne se acha superior.
não tem absolutamente nada a ver,seria hipocrisia minha e de todos pensar desse jeito,já que todo mundo comia carne.

só que nós nos importamos com a dor dos animais ao contrário de muita gente,que está pouco se lixando e os vegetarianos é que são atacados com as piadas e argumentos mais ridículos possíveis.

eu nunca enchi o saco de ninguém falando de vegetarianismo.

o ser humano pensa q é superior aos outros seres vivos mesmo,posso dar um exemplo : do lado da minha casa tem uma mulher que deixa seu cão sair na rua para passear,só que depois de um tempo o bicho quer entrar em casa e ela não deixa.
o cachorro as vezes fica esmurrando o portão e nada,ele fica na rua até de noite,com sede e com fome e quando eu vi isso passei a dar comida e agua para ele.
os vizinhos acham engraçado o bicho se esguelando no portão e dão mil e uma desculpas para o pq daquela nojenta fazer isso,ah é porque ela n ouve direito,tá velha,isso e aquilo,pode ser que n escute bem mesmo,eu n sei,mas será que ela tb tem alzheimer e esquece que o cachorro tá na rua o dia inteiro?

agora imaginem se fosse um dos netos dela?? ah... ai a coisa ia mudar de figura,com certeza todo mundo ia se revoltar,achar um absurdo! mas como é um cachorro ,que se foda.

Anônimo disse...

Já diria o Bikini Kill (banda punk feminista):
Eat meat, hate black, beat your wife/
It's all the same thing(...)

melissa disse...

Sou vegetariana a um ano e essa frase do luiz só mostra como o homem se acha superior aos animais.

"mas um ser humano achar que quando ele adota uma determinada loucura alimentar isso faz dele um ser portador de uma moral e de uma ética superior é de uma breguice sem tamanho. "


Ser contra os animais serem torturados é loucura?sabem o que fazem com pintinhos que não servem? simplesmente jogam eles vivos numa máquina para serem moídos,é insanidade achar isso absurdo...
nem vou falar do resto ,que eu nem gosto de lembrar,no youtube tem alguns videos para quem quiser ver como os animais são muito bem tratados.

Nós não nos achamos melhor que ninguém,vocês é que pensam que animais não merecem respeito e nem o mínimo de dignidade e quem tenta respeitar os bichos ainda está se achando demais...
No meu bairro tem uma senhora que acolhe os animais do rua e eu ajudo sempre que posso com ração,dinheiro,as vezes ajudo a cuidar dos bichos e acredita que de vez em quando aparece alguém revoltado comigo,porque segundo eles,eu deveria estar ajudando as pessoas...os animais que se danem,tenho quase certeza que essas mesmas pessoas que me enchem o saco,também não ajudam pessoa nenhuma.

e jacmilla qual ação você acha que vai dar algum resultado,não fazer nada ou as pessoas começarem a parar de consumir coisas de origem animal?

Joane Farias Nogueira disse...

Achei a postura do Luiz um pouco arrogante por desqualificar a visao e os sentimentos do Daniel em relacao ao consumo de carne e a dominacao de especies.Nos feministas passamoa constantemente por isso,entao, tento tomar cuidado p nao fazer o mesmo. Deus e uma loucura p muita gente. Judeus tb sao desrespeitados por nao comerem carne ou pelo jejum e seus motivos invalidados da mesma forma. Ia ser bom prestar atencao Luiz.

Anônimo disse...

sabem pq tem gente que vem com esse papinho de vegetariano se sentir superior?
pq estão tão agarrados a idéia de que comer carne é essencial,de que os animais estão aqui para servir a gente,que mesmo vendo e sabendo a forma cruel q eles são tratados,preferem fingir que n sabem de nada e ainda debochar de quem tem coragem de ver a realidade.

vejam ótimos argumentos para continuar comendo carne:

eles estão aqui para isso: certo... o ser humano é o fodão do universo.

ser vegetariano é caro: 1 folha de alface 50 centavos,1 kg de carne 9,00.

não dá para comer fora : verdade,n existe restaurante,onde tem de tudo,até legumes!

ninguém vive sem carne: como é q existe vegetarianos então???? como é q depois de 2 anos sem carne ainda to vivo?

vegetariano só come soja: é,só tem soja e carne para comer no mundo todo,tá certo.

os animais comem outros animais: mas n é o ser humano q é racional?


Joane Farias Nogueira disse...

Acho que e algo humano explorar outras especies. Quanto ao consumo de carne e o feminismo,sou obrigada a concordar c a jacmila ha uma cagacao d regra enorme nos coments. Nao acho q tomar antibioticos te faca menos vegan e nem q comer carne te faca menos feministas.Tomar yakult tb nao. Mas comer carnes, apostar em rinhas de galo,conscientemente consumir produtos de origem animal ou c fracoes me fazem desconfiar de vc. Assim como querer q as mulheres e as feministas sejam como vc quer q elas sejam p considera-las como tal.

Joane Farias Nogueira disse...

Como e a saude de um vegan? So a titulo de curiosidade. E nao e pq vc , anonimo,se adaptou a td mundo pode ou vai se adaptar. De novo vcs querendo pautar a vida alheia pela de vcs. E seres humanos nao sao so seres racionais. Ao inves d cagar regra p outros,nao ia ser legal tentar acabar c os maus tratos ao inves de desqualificar os outros?

Anônimo disse...

Olá Lola!
eu sou o anonimo que falou que o post é péssimo.
Eu não decidi que o post é péssimo, eu achei péssimo!
Eu acho ( não decido ) que algumas coisas, embora tenham algum sentido, são totalmente em descompasso com a realidade.
Não acho que deva ter disputa entre veganismo e feminismo, veganismo é uma bobagem para meia duzia que pessoas que se acham melhores que as outras pq não comem carne, uma mistura de hipocrisia e ingenuidade que tira o foco das questão que são realmente relevantes.

comer carne não torna ninguém machista nem intolerante, assim como comer chocolate não torna ninguém homossexual. Mulheres e homens comem carne e chocolate e se existe algo que diferencia quem come de quem não come, deveria ser as feministas as primeiras a saber que não é o "gênero alimentício" que faz essa diferenciação.

De qualquer forma adorei receber uma resposta! Adoro o blog!

Anônimo disse...

PRIVATIZAÇÃO DA UNIVERSIDADE JÁ!

ABAIXO OS ACADÊMICOS PARASISTAS DO DINHEIRO PÚBLICO!

José Rezende Jr. disse...

Se não conseguimos ser 100% veganos, que tal 50%? Só aí já salvamos metade dos animais que hoje são tratados como seres inferiores (por não terem polegar opositor e cérebro tão grande qto o nosso), vivem em condições abomináveis (eu ia dizer "inumanas") e são torturados e mortos a sangue frio em nome do nosso "prazer".

Aqui vai minha modesta contribuição, com os nomes de alguns fabricantes de cosméticos e produtos de higiene que não fazem testes em animais (e qdo eu digo "não fazem testes em animais" eu quero dizer que não os deixam cegos para conferir se o shampoo X causará alguma irritação – ainda que leve – aos nossos olhos, nem os esfolam vivos para ver se o perfume Y causará algum desconforto às nossas sensíveis peles humanas). Lembro-me de três, mas existem outras: Granado, L'Occitane e Phitoervas.
Tem shampoo, sabonete, desodorante, perfume, hidratante, creme anti-rugas, batom, creme de barbear, loção pós-barba etc etc etc. Ou seja, dá pra gente se cuidar sem causar sofrimento a quem não tem nada com isso (os animais). Não é legal?

Quem tiver outras contribuições, escreve aí!

bjs,

Anônimo disse...

Sou a mesma anon das 18:35
"Como e a saude de um vegan?" Olha, isso depende. Uma dieta vegana equilibrada supre todas as necessidades humanas de nutrientes. Mas aí vai de cada um né? Assim como existem onívoros saudáveis e não saudáveis, o mesmo ocorre com veg(etari)anos. Eu percebo uma tentativa (no geral claro) de veganos aproveitarem que mudaram sua alimentação e já a equilibrarem de maneira saudável mas isso não é regra.

"Não acho que deva ter disputa entre veganismo e feminismo, veganismo é uma bobagem para meia duzia que pessoas que se acham melhores que as outras pq não comem carne, uma mistura de hipocrisia e ingenuidade que tira o foco das questão que são realmente relevantes."
Tu tá meio que repetindo ideias que já foram rebatidas aqui, então apenas zZZZZzzz

Anônimo disse...

Mas animais também comem carne. Vide leões (alguns até devoram seres humanos). Se tem dúvida, passeie numa selva...

Anônimo disse...

Mas animais também comem carne. Vide leões (alguns até devoram seres humanos). Se tem dúvida, passeie numa selva...

é ,mais animais n tem escolha e n são racionais como seres humanos .

joane,vc é a prova do que eu disse,quem quer se adapta sim,só q muitos n querem,e não vão parar.
ninguém morre por parar de comer carne,acha q eu parei de um dia pro outro? levou uns 3 meses para eu conseguir parar de vez.

são os seres humanos q exploram os animais,vc quer q eu critique quem?

o q irrita é essas desculpas vazias e sem sentido,falem logo q estão se lixando para os animais,mais verdadeiro ...

Laurinha (Mulher modernex) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leandro disse...

Naõ vai demorar para o movimento vegan fazer lobby para proibir a criação de gado, e o consumo e a venda de carne. E vai ver, daqui até um welfare state para animais teremos. Já estou até prevendo:

ONGs vegetarianas pressionam pela proibição do abate de gado e governo cria lei proibindo o abate de gado.

ONGs vegans pressionam pela proibição da venda de carne. A partir de agora frigoríicos, açougues, buffets, serão proibidos.

ONGs vegatarianas pressionam pela proibição do consumo de carne. Governo cria lei proibindo o consumo de carne. Quem comer carne levará penas mais condenáveis do que um homicida.

ONGs vegatarianas pressionam para que o governo cuide da saúde e do bem-estar dos animais. Logo teremos um welfare state para animais: um SUS fornecendo saúde para animais, vamos ter até escolas para aimais, alojamento público...

Já estou prevendo o que vai acontecer....

Laurinha (Mulher modernex) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
bruna disse...

Me irrito muito com essas desculpas vazias e argumentos infundados contra o veganismo.

A maioria das pessoas acha que a saúde de um ser humano depende do consumo de carne e leite. E quem disse isso? As pesquisas financiadas pelos próprios frigoríficos e pela indústria da carne em geral (a mesma tática que a camel usava quando dizia que "os médicos preferem/fumam camel"). Há cinco anos sou vegetariana e nesse último ano cortei o leite e os ovos também...e a minha saúde é melhor do que de muito carnívoro por aí. E não, eu não como só soja e castanha. Meu prato sempre foi variado, e continua muito variado, pois eu retirei apenas 3 ingredientes da minha dieta, há ainda um mundo de opções deliciosas.

Aceitem, alimentação é sim cultural. E como qualquer outro caso de opressão, está sim ligado ao feminismo. Se vc não consegue ser vegetariana, fique tranquila, ninguém vai lhe desqualificar como feminista. Apenas admita que vc se rendeu à cultura alimentar tradicional, e está pouco se fudendo para o sofrimento animal (aquela coisa beeeeem distante, que acontece num local sem janelas e afastado do centro da cidade, e que as vítimas sequer sabem falar sua língua, ou tem o rosto parecido com o seu, e que os únicos humanos que entram em contato direto com toda essa violência são trabalhadores pobres e vulneráveis, a maioria sofrendo de depressão ou alcoolismo).

E outra: vamos pelo menos dar uma chance ao veganismo. Eu sei que não é fácil recusar carne pois a pressão é de fato muito grande, mas é possível e é o mais correto a se fazer. Façamos por amor aos animais. Esse argumento basta.

Só vamos ser honestos. É triste minimizar o sofrimento alheio (mesmo que a vítima não seja humana) só pq vc se beneficia do status quo.

Leandro disse...

"Aceitem, alimentação é sim cultural."

Só falta dizer que leões, lobos e cães são carnívoros porque é cultural... Eu diria que nós, seres humanos, temos desejos e vontades individuais e voluntárias na alimentação. Por exemplo, você é vegatariana e não come carne, há pessoas que gostam de comer carne. Por isso, você tem todo o direito de ser vegatariana ou o que vc quiser, mas NÃO DEVE OBRIGAR TODO O MUNDO A SER VEGATARIANO.

Anônimo disse...

Hitler também foi um vegatariano fanático e entusiasta dos alimentos naturais, era também um abstêmio. Heinrich Himmler compartilhava do ódio de Hitler por álcool, e ordenou que a SS promovesse a produção de sucos de frutas e água mineral como substitutos. Os nazistas também promoviam a fitoterapia, e as fazendas da SS em Dachau foram rotuladas como "o maior instituto de pesquisa de plantas medicinais da Europa".

Leandro disse...

Sim, Bruninha, eu me lembro muito bem. Quando a medicina era livre, antes do politicamente correto dominar a cena, o cigarro era receitado por médicos. Que coisa, né? Boa era essa, né? Onde de 1990 pra cá, não teve praticamente inovação cientiica ou industrial. Nenhuma. E isso porque gente chata como você, quer que o estado atrapalho a liberdade de progresso e inovação.

Anônimo disse...

"como esses anônimo que vieram com esse papo de que se você não é vegetariano é uma criatura insensível ao sofrimento de um animal, alienado, que sua carteirinha de feminista tem que ser cassada, etc."

kkkkk tive que rir cara, tá bom,então a pessoa é sensível ao sofrimento do animal mas continua comendo carne? imagina se n se importasse,hipocrisia pura.

quando eu vi um documentário sobre o modo bacana como os bichos são tratados,eu chorei cara! depois daquilo n tem como pensar em comer um animal.

já q n é a própria pessoa q tem q matar o animal para comer,é fácil fechar os olhos e dizer q sente muita peninha e continuar comendo bife,galinha...
quem come carne está financiando toda a matança.

e a bruna está certa é totalmente cultural,na china comer cachorro era normal,acho q agora estão proibindo,quando o povo aqui do brasil vê isso,acha absurdo!
mas pq ? todo mundo n come bicho morto?

aqui tem o link do documentário que eu vi,se alguém tiver coragem e estômago para aguentar tanta barbaridade,só sei q eu n vejo isso nunca mais,muito triste!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0p04RS3FdsM

Leandro disse...

"E outra: vamos pelo menos dar uma chance ao veganismo."

Chance a que? À proibição? Nós sabemos muito para onde essa agenda leva. "chance ao veganismo" é querer proibir a produção, o comércio e consumo de carne.

"Façamos por amor aos animais. Esse argumento basta.",

Engraçdo, vocês tem amor aos animais, mas não tem amor pela humanidade, pois senão o argumento pró-vida já bastaria contra o aborto....

Leandro disse...

"a diferença básica entre as plantas e os animais é que os últimos sentem dor, eles têm sistema nervoso central, o que não ocorre com as plantas."

Como vc sabe? As plantas são arrancadas da terra e devem sentir muita dor nesse momento. Vamos parar de comer planta?

Anônimo disse...

Lola, Lola, Lola!!!!! Passei aqui correndo. É madrugada e eu dei uma escapada do trabalho que já não estava rendendo, só para recuperar o fôlego!
Mas não consegui sair sem deixar um comentário.
Não imagina como fiquei feliz com o post! Feliz que alguém, dos blogs que leio, tenha começado a tocar nesse assunto - Tudo a ver, sim!
Li alguns comentários, também gostei muito (de alguns), o que posso dizer, para os que querem se tornar vegetarianos é que comessem, só isso. Cada um vai encontrar uma dificuldade diferente, mas todas são equacionadas com o passar do tempo.
Volto aqui comais tempo, quem sabe receitas...

Sara disse...

As analogias são até pertinentes, mas abarcar essas ideias dentro do feminismo como mais uma reinvindicação é toda a munição necessária que o patriarcado gostaria de ter contra nós, sob alegação de que o feminismo quer destruir a sociedade até mesmo na sua dieta instituída milenarmente.
Embora não pratique o veganismo ou outras modalidades de restrições alimentares, sou simpatizante as ideias que eles propõem.
Mas creio q o feminismo já tem problemas muito mais graves que afetam a vida das mulheres diretamente pra tentar resolver, e dar carona a um tema tão controverso ainda em nossa sociedade, seria contraproducente.
Mas isso não nos impede de apoiar essas causas, mas fazer delas pautas de reinvindicação, ainda não.

nina disse...

Lolinha, querida.

Acho ótima a ideia de um post com passo a passo. Mas sabe, tem um blog - o Papacapim - que tem um passo a passo também, assim como vários posts delícias, tanto de receitas quanto de histórias que a autora posta sobre o trabalho voluntário no campo de refugiados.

Eu recomendo muito, pra todo mundo que gosta de comer. Porque convenhamos, a maior parte dos alimentos que consumimos nem são de origem animal. E acho mesmo que você gostaria do jeito que a Sandra escreve.

Bjos

nina disse...

Ah, esqueci do link: http://www.papacapimveg.com/

donadio disse...

Eu como carne, e não tenho a menor intenção de modificar isso. Não acho que seja uma questão política; os animais não fazem parte da polis. Se as pessoas não querem comer carne, isso é problema delas, mas a minha alimentação é minha.

Acho que o conceito de "especiesismo" é completamente furado. Racismo é achar que os negros (ou asiáticos, ou judeus, ou...) são menos capazes, menos inteligentes, menos honestos, etc. Sexismo é achar que as mulheres (ou os homossexuais, ou bissexuais, ou travestis, etc) são menos capazes ou menos inteligentes, ou menos honestos. Todas essas idéias são obviamente falsas; as mulheres e os negros não são menos capazes, inteligentes ou honestas que os homens ou os brancos. Mas cães e bois são evidentemente menos inteligentes e menos capazes que seres humanos (tanto, que o conceito de honestidade nem sequer faz sentido se aplicado a eles).

Acho mais: que o conceito de especiesismo é inerentemente racista e machista. Ele põe um sinal de igual entre negros e bois, e entre mulheres e ratos. Como se a opressão sofrida por negros e mulheres fosse da mesma natureza que o uso de animais por seres humanos. Quando uma organização pelos "direitos dos animais" comparou as condições em que as galinhas são tratadas com o Holocausto, isso não foi libertador nem anti-preconceituoso. Foi, para ser bem direto, anti-semita.

Uma boa análise dessas coisas pode ser lida aqui: http://www.savanne.ch/right-left.html#singer

entre outras formas de como a direita se utiliza de discursos que tem uma vaga aparência esquerdista para fazer avançar seus propósitos.

Anônimo disse...

Quanto fanatismo e complexo de superioridade por parte desses anônimos vegetarianos que apareceram por aqui.
Credo.
Chamando de ignorantes pessoas que não concordam com eles.
Tô fora.

Anônimo disse...

É uma causa bonita, mas tendo a concordar com o Donadio quando ele diz que essa teoria de especismo acaba é soando racista e sexista, ao comparar o sofrimento humano com o de animais.
Aliás, por falar nisso, não por acaso, as mensagens do PETA sempre acabam soando assim e são consideradas ofensivas por muita gente.
No mais, também acho que não tem nada a ver com feminismo.
Nem toda luta por direitos é feminista. Lutar contra a poluição, o desmatamento e causas do tipo, não tem nada a ver com direitos iguais entre homens e mulheres, é mais uma luta global. Também vejo o vegetarianismo assim.

Anônimo disse...

Estou enxergando uma grande contradição nesse tal especismo.

Primeiro dizem que não podemos nos alimentar de outras espécies porque não somos superiores à elas. Legal.

Então quando usamos o argumento da cadeia alimentar, aí já dizem que somos racionais, logo superiores aos animais e então temos condição de sair da cadeia alimentar e eles não.

Tô doido ou mais alguém pensou nessa contradição??????????

Bárbara Bastos disse...

Lola,
Fico muito feliz de ver você dar espaço a esse tema no seu blog, e por ter abertura para refletir sobre ele sem preconceito. Eu sou vegana e feminista, e enxergo as duas questões envolvendo diferentes vítimas de uma mesma postura opressora. Enquanto não combatermos essa postura, vamos variar as vítimas, mas continuar tendo opressão neste mundo.
Sobre o que Donadio questionou do especismo (ou especiesismo), está faltando um elemento essencial na sua análise, que a comparação entre gêneros ou entre espécies (por exemplo) deve considerar as semelhanças/diferenças que são RELEVANTES para nortear como nos relacionamos como cada uma. Um exemplo é que existem diferenças entre homens e mulheres, entre diferentes raças, mas essas diferenças não são relevantes para ocupar a maioria dos empregos. Entre animais humanos e não-humanos, existem diferenças cognitivas, mas também existem semelhanças fisiológicas, como a capacidade de sentir dor, o que não faz sentido é levar em conta a diferença cognitiva ao decidir se é aceitável moralmente infligir dor a um animal que pode sentir isso de forma semelhante a um humano. Assim como não faz sentido negar uma vaga de emprego a uma pessoa porque ela tem uma determinada cor de pele, se o que está em jogo aí é a capacidade de executar determinadas atividades onde a cor não influi.

Anônimo disse...

Concordo demais, 100% com a Sara e com o Donadio.
Simpatizo muito com a causa, embora não seja vegetariana, mas respeito quem seja. Agora de lá a falar que veganismo e feminismo andam juntos, para mim é demais. A gente, feminista, já tem coisa demais pra se preocupar. E embora não desmereça a causa, não acho que entra na pauta feminista. E querendo assim, abraçar todas as causas do mundo, a gente perde o foco. Perde simpatizantes. POrque eu sou feminista dita “radical”. Mas adoro um churrasco. Porque eu me sinto a vontade suficiente para me assumr assim. Mas e as novas mulheres, que até gostariam de abraçar o movimento, mas dai pensam « poxa, vou ter que parar de comer carne para poder lutar por um salário justo ? Não quero »

E claro que os animais merecem respeito..mas vocês estão comparando um frango a uma mulher, é isso ? Entendi bem? Eh para a gente ficar feliz com isso ? Entendo perfeitamente a parte do : não é porque sempre foi assim que tem que continuar. Mas fazendo essa comparação, de direito da vaca = direitos feministas, muita gente vai entender que a gente fala que a diferença entre os animais e os humanos é a mesma que entre um homem e uma mulher. Por favor meninxs me tranquilizem e me digam que vocês acham que tem mais diferença entre um pato e um humano do que entre um homem e uma mulher, não ?


Lilith

Anônimo disse...

Barbara, muito legal o seu comentário ( mesmo). Claro que não é porque uma vaca não sabe usar internet que nos dá o direito de maltrata-la. Mas não acho , exatamente por essa razão, que defender os direitos dos animais seja defender o direito das mulhers. Porque uma vaca não tem as mesmas capacidades dos humanos, mas uma mulher tem sim a mesma capacidade do que o homem. E o negro a mesma que o branco, e o gay a mesma que o hetero (sim, essas causas são similares). Mas não o pato e os seres humanos. Então não vejo porque deveria ser uma luta femnista. Eh uma uma luta global. Alias, trabalho com um grego, cara mais machista que ja cruzei.. é vegetariano.

Lilith

Anônimo disse...

Vc esta doido anon de 11:12 .
Eu n acho q o fato do homem ser racional o torne superior,apenas diferente.
Nós podemos parar e pensar q n é justo tanta crueldade com animais
só para nos satisfazer sendo q isso n é necessario,todo mundo pode muito viver sem carne.
Agora os animais n tem escolha ,se n comem outros animais morrem.

WICKED WOMAN disse...

Eu sou vegetariana há quatro anos e estou iniciando no veganismo e apesar de ser um pouco difícil de se adaptar no começo, realmente é muito libertador! Achei o post interessantíssimo, pois eu nunca havia relacionado o veganismo com o feminismo.

donadio disse...

"Agora os animais n tem escolha ,se n comem outros animais morrem."

Ah, então existe uma diferença fundamental: os outros animais não têm escolha, nós temos (e, como temos, também temos uma solução fácil para todo o problema: exterminaremos todos os animais carnívoros, isto é, "assassinos", de forma que nenhum animal mais morra para servir de comida aos outros. Vai bagunçar um bocado a ecologia do planeta, mas a justiça será feita).

Acho que essa diferença é muito mais importante do que a semelhança de sentir dor. Afinal, não me parece razoável que eu perca meus direitos quando estiver anestesiado.

Anônimo disse...

Kkkkkkkk que drama donadio!
O fato deles sentirem dor é muito importante,a solução para vc é matar todos os humanos? N é mais fácil n comer carne?

Ta hilário os comentários,só prova como tem gente q pensa mesmo q é superior a todas as especies,ficam revoltados com a idéia de ter q respeitar outros seres vivos e chegam ao ponto de dizer q queremos extinção do ser humano.

eu gosto de carne disse...

sou feminista e adoro carne, cacem minha carteirinha se quiserem

Flavio Moreira disse...

Ainda pretendo escrever sobre assunto, mas aqui vai um comentário rápido.
Creio que a questão do veganismo/vegetarianismo parte de um princípio que é pessoal, individualizado e não chega a propor medidas concretas e abrangentes que afetem coletivamente a sociedade.
Para além do debate entre se é feminista quem come ou deixa de comer carne - há coisas interessantes a serem pensadas aqui, com bons argumentos prós e contras - acho que podemos pensar que, como movimento global e não exclusivamente feminista, é preciso pensar, por exemplo, em alguns fatores que impedem que a possibilidade do veganismo/vegetarianismo atinja todas as pessoas:
- lobbies do agronegócio, que tem forte influência não só no nosso congresso, mas nos principais congressos do mundo;
- desperdício que afeta toda a cadeia alimentar, da produção à distribuição (segundo dados da FAO, quase 40% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos em algum ponto, e parece que mais intensamente nos lares);
- acesso à alimentação saudável e de qualidade: se conseguíssemos eliminar o consumo/exploração de animais, teríamos, hoje, como garantir alimentação saudável para todas as pessoas? Eu não quero comer frutas, verduras e legumes com agrotóxicos e essa é uma parte do agronegócio que mais tem poder político; produtos orgânicos podem chegar a custar 50% mais caros do que os produzidos com a ajuda de pesticidas e é preciso lembrar que eles nã fazem mal só à nossa saúde, mas principalmente à saúde dos trabalhadores do campo e espécies nativas de plantas e animais, como insetos polinizadores; fora a questão dos transgêneros - e não é só soja (vide os casos escabrosos envolvendo a Monsanto);
- mudar hábitos alimentares também passa pela educação de base, a mesma que pode acabar com a opressão de gênero, de orientação sexual e a opressão social.
Acho que a articulação do movimento feminista com o movimento vegano/vegetariano passa por essas questões, que estão acima da concepção de quem é "mais feministas" ou quem está mais certo porque come/deixa de comer animais. E que devem se articular com outros movimentos - ecológicos, contra exploração do trabalho infantil, tráfico de órgãos e de pessoas etc.

donadio disse...

"O fato deles sentirem dor é muito importante,a solução para vc é matar todos os humanos? N é mais fácil n comer carne?"

Não foi isso que eu disse. Ao contrário, disse que nós temos escolha, portanto podemos parar de comer carne.

Mas como leões, cães, gatos, doninhas, raposas, águias, mosquitos, não têm escolha, nós podemos exterminá-los, de forma que zebras, coelhos, ratos, cobras, não sejam mais "assassinados".

jacmila disse...

Como fazer um bifinho de li ci o so:

esquente bem uma frigideira de ferro, coloque óleo e os bifinhos de alcatra previamente temperados com mto alho, sal e pimenta da jamaica

Acompanhamentos: salada, mta salada. e legumes também!

Anônimo disse...

Quais espécies os veganos protegem? Quero dizer, percevejo e barata também são animais, não?

Anônimo disse...

“Então quando usamos o argumento da cadeia alimentar, aí já dizem que somos racionais, logo superiores aos animais e então temos condição de sair da cadeia alimentar e eles não.

Tô doido ou mais alguém pensou nessa contradição??????????”
Quem associou ser racional com ser superior foi você. Justamente por nós termos essa inteligência mais desenvolvida e por termos criado conceitos como moral e ética, é a nós que cabe preservar o ambiente e evitar sofrimento de animais não-humanos.
“ E querendo assim, abraçar todas as causas do mundo, a gente perde o foco.”
Não quando estamos falando de feminismo interseccional, porque a proposta dele é justamente essa. Pra mim veganismo e feminismo tem tudo a ver, então eu vou adotar pra minha vida, mas isso não quer dizer que eu vá impor essa ideia a todxs feministas.
“Por favor meninxs me tranquilizem e me digam que vocês acham que tem mais diferença entre um pato e um humano do que entre um homem e uma mulher, não ? “
Claro que sim, mas não é essa a questão. A comparação reside nas duas coisas serem formas de opressão que não se justificam (não que exista alguma forma de opressão que se justifique, mas enfim). E em outros pontos que o texto já abordou e não quero ficar repetindo, muitas pesoas já indicaram links sobre o assunto, e eu recomendo-os novamente, é importante ler sobre isso, mesmo que a discordância permaneça, afinal é assim que se constrói o conhecimento, não é? :)
“acesso à alimentação saudável e de qualidade: se conseguíssemos eliminar o consumo/exploração de animais, teríamos, hoje, como garantir alimentação saudável para todas as pessoas?”
Não vejo a relevância dessa pergunta, já que é obviamente impossível implantar o veganismo de um dia para o outro. A intenção é ser uma mudança gradual, que caminhe junto com outras questões de sustentabilidade (porque veganismo também é sustentável).
“Mas como leões, cães, gatos, doninhas, raposas, águias, mosquitos, não têm escolha, nós podemos exterminá-los, de forma que zebras, coelhos, ratos, cobras, não sejam mais "assassinados".”
Como estou com preguiça (e pressa) vou colar uma resposta do Robson a esse tipo de afirmação, que já comentou aqui nesse post e tem blogs relacionados aos direitos de animais humanos e não-humanos: "É imputado aqui um falso objetivo ao veganismo: tentar moralizar também os animais não humanos. Os veganos geralmente não trabalham com a ideia de torná-los agentes morais tais como os seres humanos – mas sim apenas de considerá-los pacientes morais nas relações entre animais humanos e não humanos – nem com a de interferir na Natureza não humana exportando aos biomas um sistema ético que nenhum animal poderá entender. Aqui também está caracterizada uma falácia reductio ad absurdum, por tentar derrubar as ideias veganas prevendo uma improvável situação futura absurda ou ridícula resultante da concretização delas."

bruna disse...

Uma coisa é viver livremente na selva, nas mesmas condições que os outros animais, e quando estiver com fome caçar, dando chance de fuga para quem for caçado - o que acontece com leões e zebras, por ex.

Outra coisa, bem diferente, é inseminar vacas artificialmente, afastá-las prematuramente de seus filhotes, usar seu leite até seus órgãos infeccionarem, encarcerar frangos, vacas e porcos em espaços tão apertados que os animais se estressam a tal ponto que começam a adquirir "comportamentos de ansiedade generalizada", mordendo-se, deixando de comer, brigando com seus pares. Enchê-los de antibióticos nas próprias rações, modificá-los geneticamente, a ponto de um peru, hoje, não conseguir viver mais do 4 anos se livre, e não conseguir caminhar sozinho, por seu peito ter sido feito muito grande em comparação com o resto do corpo (um monstrinho).

Uma coisa é viver na natureza selvagem, caçando e vivendo sob o mesmo céu que os outros animais. Outra coisa é encarcerá-los, engravidar as vacas e porcas de maneira que nunca seria aceito se feito com seres humanos.

Os animais da pecuária nascem pra morrer cedo, vivem pouco, mas intensamente mal, são afastados de sua família (sim, eles têm família) e de sua organização social natural (sim, eles também tem hierarquia social!), viajam longas horas sem água e sem comida, apertados, em caminhões sem nenhuma estrtura para protegê-los do frio ou calor intenso, para serem abatidos cruelmente por trabalhadores mal pagos e frustrados, que descontam sua raiva em animais que não podem se defender. Muitos morrem nesse trajeto, mas os lucros da pecuária são tão grandes que não tem problema. Alguns animais doentes são deixados em valas para morrer, pq é mais barato para a indústria do que contratar um veterinário e ajudar a curar o mal que eles mesmo causaram.

Agora, quem interfere no curso natural das coisas? A pecuária industrial (hoje a predominante) é natural?

Pra quem fica com medinho dos agrotóxicos, saiba que a pecuária é muito pior. Sim, o agronegócio tem graves e inegáveis defeitos que precisam urgentemente serem solucionados, mas a pecuária é muito pior. Além de causar grande sofrimento animal (que muita gente simplesmente não se importam, pq animais de pecuária não conseguem escrever guest post), a carne que você come, querido carnívoro convicto, é cheia de antibióticos e hormônios que muito provavelmente prejudicam seu fígado, pulmões, estômago, intestino e tantas outras coisas que ainda nem foram descobertas. A menos que vc mesmo crie sua vaquinha, dê você mesmo comida feita por você mesmo, e a mate para comer, vc não pode ter certeza de sua saúde tanto assim.

Plantar vegetais, legumes, e outros alimentos em regime de comunidade é muito mais ecológico que qualquer sistema de pecuária existente, mesmo o pequeno pecuarista polui muito o meio ambiente.

Eaí, qual será o outro argumento superficial que os tradicionais e zelosos pela cadeia alimentar vão lançar agora?

Anônimo disse...

E baratas e ratos? Se aparecerem na suas casas vocês matam ou colocam gentilmente pra fora?
Ih, matou um rato, e nem foi pra comer, olha só como você é um hipócrita que diz que ama animais mas não ama. Carteirinha de feminista tá cassada.

Flavio Moreira disse...

Bruna, creio que seu comentário sarcástico "quem fica com medinho de agrotóxicos" surgiu em resposta ao meu comentário mas acho que você errou o alvo. Não sou seu "querido carnívoro convicto" (você não me conhece, não sabe o que eu como nem como me alimento - se seu comentário não foi pessoal, foi uma generalização e, nesse caso, me inclui, ainda que involuntariamente), nem disse, em nenhum lugar do meu comentário, que as questões levantadas não eram importantes, nem que a pecuária era melhor ou pior - e concordo com você, ela é muito ruim, sim. Mas um problema não anula o outro e estão todos interligados.
Eu posso tentar resolver a minha necessidade pessoal plantando meus próprios legumes e verduras ou comprando de produtores que não utilizem pesticidas, mas quantos têm essa mesma possibilidade? Nós temos o privilégio de optar pelo veganismo/vegetarianismo. Mas essa não me parece ser a realidade para a maioria das pessoas.
Só estava tentando levantar mais alguns pontos de discussão que me parecem pertinentes, de maneira civilizada.
Numa discussão que procura esclarecer e, através do contraditório, estabelecer possibilidades de reflexão e mudança, acho dispensável a linguagem agressiva, o sarcasmo e o ataque gratuito.
Se puder, lembre-se de que eu não estou contra você.
Abraços

Sara disse...

ai Lola como me divirto com essa caixa de comentários, rrrsssssssss, essa do rato foi de matar......

Anônimo disse...

baratas e ratos invadem a casa dos outros e transmitem doenças.

Anônimo disse...

primeiro, matar insetos, ratos, aranhas e outros animais dedetizáveis na impossibilidade de definitivamente repeli-los não é tratá-los como escravos, mas sim defender a saúde humana – em outras palavras, é matar por legítima defesa


É sabido entre os veganos que é impossível viver sem matar absolutamente nenhum animal, uma vez que se vai continuar inevitavelmente matando animais que intratavelmente representem ameaça à saúde e vida humanas, como vermes patogênicos, insetos vetores de doenças e pragas agrícolas, e até o caminhar na rua ou em casa acaba matando animais minúsculos como formigas, ácaros, embuás e pulgas. O que o veganismo defende, na verdade, é a abolição da exploração animal e a consequente minimização máxima das mortes animais causadas por seres humanos.

Joane Farias Nogueira disse...

Esse é o problema, anônimo 23 DE SETEMBRO DE 2013 00:05, eu não sou a prova do que vc tanto fala porque eu assumo abertamente que gosto de carne e que não vejo que isso seja um problema. Quase todas as outras espécies se alimentam de criaturas vivas, mas por vc ser ser humano acha que é especial o suficiente para poder superar o instinto sempre. Não é por vc ser um ser humano que é melhor do que qualquer outra espécie.
Não são desculpas vazias, a realidade é que nem todo mundo se adapta a tudo. Não é uma desculpa, é uma realidade. A adaptação não é só física, mas até mesmo cultural.
Ninguém morre se ficar sem carne, mas nem para todo mundo isso é viável. E VOCÊ NÃO É MELHOR DO QUE NINGUÉM POR CAUSA DISSO, NEM MAIS HUMANO E NEM MAIS FEMINISTA. Seres humanos exploram animais, mas é possível minimizar isso. Eu até apoio que seja dado um tratamento digno, mas não me sinto na obrigação de parar de consumir carne.

Julia disse...

Ei não sou vegetariana mas não estou me lixando para os animais. Se eu tivesse que matar para comer, não comeria. Até porque como de tudo, a carne eu poderia substituir por berinjela empanada, por exemplo. Mas eu simplesmente não consigo enxergar a carne no meu prato como uma vaca ou um porco mortos.

Malu disse...

Eu gostaria de saber em quais fontes você baseou a seguinte afirmação: "Uma das maiores evoluções que ocorreram no pensamento humano foi a constatação que as diferenças de raça e gênero não resultam de características essenciais que se revelam na biologia dos indivíduos, mas sim que são identidades sociais complexas, psico-relacionais, construídas no seio das interações entre os indivíduos." Nós seres humanos somos mais um animal no mundo, e é só olhar para a nossa história evolutiva que você irá perceber que sim nós temos uma natureza humana; que sim existem diferenças de gênero, comprovadas por diversas pesquisas. Vários de nossos comportamentos são encontrados em TODAS as culturas, inclusive em tribos muito remotas. Como você me explicaria isso?

Mari disse...

Lola, estava pensando em te enviar uma pergunta sobre este tema, mas antes achei este post. Legal já ter sido abordada aqui a relação entre feminismo e veganismo. Existe um livro muito bom sobre este assunto, A política sexual da carne – a relação entre o carnivorismo e a dominância masculina, de Carol J. Adams. Que pena que você não é vegana, Lola! Poderia ajudar muuuuuito a causa! Força, não é difícil!

FaBiNho__X disse...

Realmente, estou vegano faz alguns meses... isto é muito libertador. A anos não comia ovo nem bebia leite, mas os derivados indiretos ainda aceitava. Foi após o VEGFEST em Curitiba com algumas palestras, mas especialmente a do Daniel, que linkou estes dois universos que estão super conectados (ao meu ver)... Parabéns Lola, e meus agradecimentos ao debate e da "insistencia" do Daniel!