terça-feira, 13 de agosto de 2013

GUEST POST: POR QUE OS ANJOS NÃO FALAM

Em fevereiro a D. me enviou este relato que, além de brilhantemente escrito, obedece todos os pré-requisitos para arrebentar nossos corações e nos fazer refletir. É longo, mas vale muito a pena ser lido.

Sou a caçula de um casal que se acomodou numa vida a dois mais do que infeliz, mas absolutamente tradicional. Somos uma família constituída por pais heterossexuais, a mulher ficando em casa e o homem saindo pra trabalhar. É esse o cenário ideal para a criação de um novo ser humano, diriam os reaças, né? Bom, devo dizer que com a gente não funcionou. Mais do que não funcionar: nas horas de desespero é DIFÍCIL encontrar algo de positivo nessa união. Meu noivo costuma dizer nesses momentos que sem ela eu não teria nascido. Naturalmente, muitas e muitas vezes ao longo da minha vida eu preferia que isso também não tivesse acontecido.
Explico: dos sete (até onde lembro) aos dezesseis anos fui abusada sexualmente. O meu algoz não foi um professor, um amigo da família ou um tio distante. Foi o meu único irmão, cinco anos mais velho. É sério. Não sei porque faço isso, mas sempre sinto a necessidade de reafirmar, já que a maioria das pessoas fica totalmente perplexa e chocada. O que é bem irônico, na verdade: nos tempos finais, quando eu já resistia mais do que permitia, ele (chamarei aqui de V) me mostrava diversos contos eróticos e textos falando do incesto como uma prática natural, até merecedora de incentivo. Acho que por um longo período acabei acreditando que era super comum mesmo, pelo que V me mostrava na internet.
Não acho que seja necessário que eu dê todos os detalhes sórdidos aqui, mas a coisa começou "leve" e evoluiu pra "doentia". Eu era uma criança extremamente inteligente e aplicada na escola e em minhas atividades e, claro, acabava não fazendo muitos amigos. Ser asperger (autista social) e ser gordinha também não eram características exatamente atraentes dentro do universo infantil. Sofri bullying feroz em todos os cantos e de todas as formas (psicológicas e físicas) e não tinha professor ou diretor consciente ou preparado o bastante para agir. Não adiantava me mudar de colégio, de curso... O processo sempre se repetia sem direito à trégua. 
Inevitavelmente comecei a fazer terapia desde muito cedo, mas também não me sentia mais protegida ou capaz de encarar. A orientação materna era bastante objetiva nesse sentido: já que eu tinha que continuar vivendo cabia a mim tomar atitudes, considerando que os que deviam não o faziam. Chegar em casa com o caderno mais uma vez rasgado ou com um arranhão no braço era sinônimo de mentiras (ou surras, se elas não fossem convincentes o bastante). Um dos meus tios me levava a casa dele e me batia até eu conseguir me defender, pra que eu aprendesse. Meu pai não parava de trabalhar e só aos finais de semana tinha tempo, que ele usava pra descansar, retribuindo com gritos e palmadas quando nós o interrompíamos.
Só me restava o V. Ele me dava atenção, me consolava quando eu estava triste, brincava comigo quando eu não tinha mais com quem brincar. E, bem, cobrava por isso. Uma das primeiras memórias que tenho é que eu deveria fazer nele sexo oral e aí ele me deixaria desenhar meia hora no Paint (o computador do quarto era dele). Alguns beijos de língua e jogaríamos videogame juntos por algumas horas. E assim ia, a relação se estreitando e se tornando a cada dia mais torturante pra mim. 
Aos oito anos, sentada no sofá, esperando meu pai chegar, disse a minha mãe aos prantos que meu irmão me tratava como prostituta. Lembro vivamente da cena. Ela pediu detalhes e eu expliquei genericamente, dentro do meu medo de ser discriminada e de sofrer reprimendas. No dia seguinte, após me dar banho, papai disse que eu não podia deixar que ninguém mexesse no meu corpo sem que eu permitisse. O discurso foi bonito e consolador, mas de pouco adiantou na prática. Menos de seis meses depois tudo voltou a se repetir e só parou quando eu já estava no ano do pré-vestibular.
Foi o meu irmão quem tirou a minha virgindade. Foi o meu irmão quem me depilou pela primeira vez. Foi com ele que conversei quando finalmente menstruei, quando ele explicou o quanto a partir dali era importante tomarmos cuidado. Foi ele quem me deu minha primeira pílula do dia seguinte, quando a camisinha estourou. Foi ele que me achou desmaiada na banheira quando eu tentei me matar pela primeira vez, aos treze anos de idade. Foi ele quem tentou conversar comigo no hospital, nas tentativas seguintes. Enfim. era ele o grande personagem da minha vida, pro bem e pro mal. Ou era isso que eu achava.
Poucos anos atrás eu conheci o meu grande amor, que hoje é meu noivo. Ele é estrangeiro e durante um ano e meio o mundo virtual foi tudo que tivemos pra cultivar a nossa relação. E foi com a ajuda dele que eu me dei conta. Caiu a ficha: eu tinha sido abusada! Foi durante uma conversa em que ele questionou o motivo de eu ser tão subserviente aos homens, apesar da minha forte personalidade. E eu soltei, sem pensar, sem refletir, num sopro de libertação o "é que eu já fui abusada". 
Foi com o apoio, o carinho, a paciência e a dedicação dele que, com esforço, comecei a percorrer esse tortuoso caminho de lembranças, de análise, de superação. Foi dele também a responsabilidade por eu começar a enxergar as coisas com mais profundidade do que conseguia no início. Porque a princípio o V era o vilão. Eu era a vítima. Eu precisava me curar e precisava denunciar o V. Denunciar o V me ajudaria a curar, afinal, o V ainda vivia sob o mesmo teto que eu. Estava tudo muito claro.
E lá fui eu de novo falar com a minha mãe... Entre soluços agudos e engasgos eu fui falando tudo. Que tinha continuado. Que não tinha parado. E o quanto isso tinha f*dido a minha vida. Ela ficou surpresa. Depois revoltada. Muitas críticas, muita raiva direcionada ao seu primogênito, que ela já enxergava como se fosse um caso perdido. Contou que o pai dela também "passou a mão nela algumas vezes". E parou por aí. 
De prima eu achei que era porque ela precisava se acostumar com a ideia, somatizar aquilo tudo. Mas não demorou tanto pra eu ligar os pontos. Sempre que eu tocava no assunto ela mostrava a mesma postura. É bem verdade que ela se tornou mais participativa no meu dia a dia, mais interessada e até liberal. Mas não rolava mais nada. Ela não se interessava em participar da minha terapia. Não queria conversar comigo a respeito, quando eu tinha crises lembrando de tudo. Ela não fez nada, como ir falar com o V, ou falar com meu pai, ou se aconselhar com alguém. E as coisas só pioraram.
À luz da verdade eu me tornei intolerante. Intolerante, no caso, à família da minha mãe. Porque eu entendia que eles também não tinham prestado atenção em mim, não tinham sido cuidadosos o bastante comigo (e estamos falando daquele tipo de família em que todo mundo se mete nos problemas de todo mundo e trata como se fossem seus). As reuniões sociais que já não eram agradáveis se tornaram sinônimos de afogamento em terra firme. Era essa a sensação de continuar guardando esse segredo. 
As vezes em que eu disse pra minha mãe que eu contaria viraram um escândalo. "PRA QUE você vai contar? EM QUE isso vai mudar as coisas? JÁ ACONTECEU, você tem que superar! SÓ VAI DAR CONFUSÃO! SEU PAI VAI MORRER (é, meu pai teve dois AVCs antes dos meus catorze anos, é diabético e hipertenso)! ELES VÃO SE AFASTAR DAQUI, vão achar que V fez isso com as meninas (tenho primas)! E O PIOR, eles vão ME CULPAR! PORQUE EU NÃO TRABALHAVA! EU ESTAVA DENTRO DE CASA E EU NÃO CUIDEI DE VOCÊS".
Eu logo notei que em casa não teria apoio e comecei a planejar minha vida pra sair daqui o mais brevemente possível. Me isolei, lógico. O resto da família ouvia da minha mãe que era normal, tinha a ver com o meu namoro. Mas o V sentiu. Sentiu muito, na verdade. Apesar de tudo, enquanto eu me mantive cega pra tudo que ocorrera, éramos amigos. Eu participava da vida dele, ou melhor, da não-vida, já que aos quase trinta anos ele vive trancafiado em casa, cuidando de canais de jogos online, sem sair sequer pra ir a esquina. Este ano ele veio falar comigo.
Chorando muito, ele disse saber porque eu estava distante, porque eu queria logo sair de casa. Olhou nos meus olhos e confessou saber o que tinha feito comigo. Em meio ao papo, provavelmente o mais franco que já tive na vida, ele confidenciou que aos seis anos foi abusado por dois adolescentes que moravam no nosso condomínio. Que tinha sido um único episódio, mas que tinha sido marcante o suficiente para ele, por exemplo, questionar a própria sexualidade e não ver problemas em fazer certas coisas comigo.  
Ele não se justificava, mas tentava explicar um pouco de quem era, um pouco do irmão que eu não conheci. O relato foi muito comovente e arrebatador. Apesar de não conseguir ainda perdoá-lo (como admiti a ele), consigo entendê-lo. Consigo vê-lo também como vítima. E consegui enxergar enfim que as responsabilidades iam muito, muito além. Eu falei a ele que antes de sair de casa pretendia contar a todos, porque eu achava errado e injusto eu sair como a filha pródiga que vai casar e não dando a minha verdade. 
Ele concordou com sinceridade, acrescentando que "não sabia o que fariam com ele e nem sabia se teria coragem de contar a parte dele". E mais uma coisa: aproveitei a oportunidade pra confirmar com ele que mais do que contar, nossa mãe tinha visto tudo acontecer. Quando eu tinha uns doze anos ela tinha nos surpreendido juntos e disse apenas que "contaria pro meu pai se continuássemos de safadeza", o que evidentemente não fez, pelos problemas de saúde dele. E se limitou a isso. Era uma memória que ao revisar eu achava que só podia ser criação da minha cabeça. Bom, não era.
Numa última tentativa de obter o socorro materno, me pus no quarto dela e, com muita calma, contei todo o lado do meu irmão nessa história. Ela não acreditou numa palavra e acha que isso tudo é "desculpa dele" pro que fez. Quando eu disse que se fosse verdade ela era mãe de dois filhos abusados sexualmente e perguntei se ela se sentia minimamente responsável, ela foi categórica em dizer que não, que na época dele se o deixou com a nossa "avó bêbada" foi porque precisava trabalhar pra ajudar a pagar as contas e que na minha ela tinha feito de tudo, não trabalhava mais e só saía quando as empregadas podiam tomar conta da gente. 
Acho que esse longo relato mostra que não é à toa que as vítimas não falam. Abrir o jogo com a minha mãe, essa que deveria priorizar o meu bem estar sobre todas as coisas, só serviu pra me mostrar o quanto as aparências, o quanto a estabilidade da família e o quanto o próprio rabo (com o perdão da palavra) estão em primeiro lugar em sua escala de importâncias. O mais triste é que eu sei que não se limita a ela. Muito possivelmente, se eu tivesse contado a todos, a coisa não seria tão diferente assim. 
Foram várias as vezes em que vi minha mãe presenciar surras que eram verdadeiros casos de polícia dadas pela cunhada nas sobrinhas e não dizer uma palavra. A recíproca, claro, existia. Parece que o que acontece dentro de um lar se torna irretocável, inquestionável, e são nessas paredes que as piores atrocidades se repetem. Não importa se a sua consciência está tranquila, importa o que a vizinha acha de você como cidadão, como filho, como pai e como irmão. Isso é doentio. É enlouquecedor estar em casa e saber que nela você não vai ter apoio, só exclusão e desamparo. 
É incrível que pessoas teoricamente estranhas demonstrem mais empatia do que quem te pariu. Pessoas que expõem sem receio opiniões como as que você tem, Lola, SALVAM as vidas de gente como eu. Abusados sexualmente, estuprados, homossexuais, transgêneros, gordos, anoréxicos, enfim, todos os extirpados da malha social encontram na maior parte das vezes em desconhecidxs corajosos como você apoio e colo. E isso é sensacional. De verdade.
Esse texto enorme e cansativo é pra agradecer por isso. E, se você resolver publicá-lo, pra mostrar pra galera aí fora que passa por isso tudo e tem que se fechar em si mesmo que a solidão de vocês não é total. Existe gente que passa pelo mesmo. Existe gente que passa por coisas parecidas e de formas diferentes. Todos sabem o quanto dói. E todos, sem distinção, podem se unir. Podem transcender e encontrar um caminho pra liberdade, pra felicidade. É isso que eu tenho tentado fazer, um dia após o outro.

Minha resposta: Que horror, que horror. É muito triste ver como crianças são totalmente dependentes dos adultos que deveriam cuidar delas, e que tantas vezes fazem um péssimo trabalho. Essa do seu tio te bater também me deixou com muita raiva. 
Entendo, pelo seu relato, que no momento vc esteja com rancor mesmo da sua mãe, que não impediu seu abuso, que viu vc ser abusada aos 12 e não fez nada, que quer abafar o assunto, e que sabe que, se sua história for exposta, ela, sua mãe, será vista como a pessoa que não trabalhava fora e mesmo assim não impediu que dois de seus filhos fossem abusados. Entendo perfeitamente sua raiva. Pelo jeito, sua mãe é uma pessoa muito passiva, incapaz de tomar as rédeas da situação e de assumir responsabilidades. E mais ligada a aparências, ao que os outros vão dizer ou pensar dela, do que a coisas mais sérias. Mas, sinceramente, não sei o que a exposição que vc pretende fazer pra toda família vai ajudar. Vc acha que isso pode impedir novos abusos, como o da sua cunhada com as suas primas? Qual é o objetivo, fora expor seu irmão e sua mãe? (e vc, óbvio).
Acho fantástico que vc tenha conseguido conversar com seu irmão sobre tudo isso. Deve ter sido um alívio, não? Claro que ele foi abusado! Não há por que não acreditar nele. Boa parte dos abusadores teve experiência de abuso. Infelizmente, isso é muito comum. É como vc diz: isso não justifica, não faz com que vc o perdoe, mas ele também foi vítima -- que depois virou abusador, algoz. 
Eu já recebi alguns poucos emails de rapazes que, quando adolescentes, haviam abusado sexualmente de irmãs mais novas. E eles se sentiam horríveis, queriam morrer, queriam se entregar à polícia, anos depois dos abusos. Queriam ser perdoados pelas vítimas para que, talvez, eles mesmos pudessem se perdoar. E eles também tinham sido abusados. Histórias muito parecidas como essa do seu irmão.
Seu irmão, como vc diz, vive uma vida horrível. Talvez essa seja a punição que ele encontrou para si. Ele está fazendo terapia? Pois devia, D. Fale com ele. Tente ajudá-lo, dentro do possível, dentro do que isso pode TE fazer bem. 
Querida, estou muito feliz que vc esteja conseguindo escapar de tudo isso. Que bom que vc encontrou uma pessoa como seu noivo! E que vc sobreviveu até aqui pra contar sua história. Vc é uma sobrevivente, D. E agora vc tem a vida toda pela frente, e merece ser feliz. 
Muito obrigada pelos grandes elogios ao meu humilde bloguinho. Eu sofro muito com as histórias que vc e tantas outras pessoas me mandam. E vejo como eu fui e sou privilegiada por não ter passado por nada disso, que é tão comum. 
Vou publicar sua história como guest post, sem o seu nome. Vai demorar um pouquinho, porque tenho um monte de outras histórias de horror na fila. Mas vou publicar.

Resposta da D.: O único psicólogo que eu tive coragem de contar foi um que tive na mesma época que falei com a minha mãe pela primeira vez. O cara falou em suma o seguinte: que era normal. De verdade. Que achar no corpo da irmã ou do irmão de outro sexo um "caminho para descobertas" (é, eu lembro da expressão) era uma prática muito comum. Citou História pra comentar o assunto e disse que eu não deveria sentir culpa ou me sentir mal. Eu só estava "brincando de sexo", uma coisa tão importante na vida adulta, com alguém de grande confiança.
Sim, eu acho o cidadão um maluco. Mas devem existir correntes na psicologia (e em tantas outras ciências, independente de seus ramos) que dão embasamento pra esse tipo de ponto de vista. 
Sobre o porquê de eu querer contar pra todo mundo: a história é mais brutal. V. abusou sexualmente da minha prima mais velha. A vida dela foi totalmente roubada e acredito que isso (e as surras que levou quando pequena, entre outros abusos emocionais) tenha contribuído. Ela é muito fechada. É uma conchinha. Nunca mais se abriu. E eu quero, eu preciso salvá-la, cara. 
Vejo na exposição da história à família uma chance, talvez a única chance. E existe uma pessoa que eu acho que tenho a obrigação de contar, e ela é o meu pai. As ações (e omissões) dele contribuíram pra toda essa situação e ele de nada sabe, e sempre é por causa de sua saúde. Não acho justo, sabe? Ele merece ter a mesma chance que eu dei a minha mãe de se analisar em cima disso e, quem sabe, encontrar formas de se redimir como homem e como pai, comigo, com meu irmão e principalmente, com ele mesmo, que desconfio que vá ser muito mais abalado do que ela foi.
Por último, o V. Bom, ele definitivamente tem, assim como eu, uma série de problemas de fundo psicológico e emocional. Mesmo. Eles vinham sendo apresentados desde a infância. Largou os estudos ainda adolescente e se trancafiou dentro de casa e a maior justificativa era sempre o próprio peso. As mentes estreitas cismaram então: era tudo uma questão de dieta. Ele ainda acredita nisso. Não adianta eu lembrá-lo que uma época esteve magro e ainda assim tinha crises de pânico em público, quase chorando, achando que os outros olhavam pra ele. Não adianta eu dizer que abuso sexual não se cura perdendo alguns quilos.
Eu tenho amor por ele, sabe. Apesar de não conseguir ainda perdoar. Já desejei muito mal, já desejei o pior, tudo isso misturado com gratidão e carinho por ele ter sido meu norte por tanto tempo. Mas nunca deixei de tentar ajudar. Porque como você falou, eu sou uma sobrevivente, e eu me orgulho demais disso! 
Muito grata pela resposta. Eu não imaginei que viesse tão prontamente e fiquei muito feliz. Me sinto sim privilegiada. Porque é um privilégio encontrar num mundo tão grande e tão cheio de preconceito gente que entende e te abraça.

82 comentários:

Lily disse...

Puxa vida, que relato foda. Acho assim... vendo de fora, é obviamente uma família inteira problemática (não no mau sentido, mas como uma característica mesmo). Os pais obviamente têm problemas e abriram mão da criação dos filhos, pois era mais fácil na situação cansativa em que viviam. Hoje que eu sou mãe vejo essas coisas com o olhar de mão, não tem jeito. Mas em nenhum momento eu permitiria uma coisa dessas na minha casa. A coisa de esconder da família é ridícula. Essa mãe tem sérios problemas. Eu ficaria ao lado dos meus filhos em primeiro lugar. O difícil, de fato, seria lidar com a situação, suas duas crias ali, passando por esse problema. De forma alguma eu tiraria os olhos do meu filho mais velho, se soubesse que isso estava acontecendo, ainda mais ficando em casa. Foi muita omissão. Sinto muito pela moça do relato e acho que ela é MUITO esclarecida, especialmente por conseguir observar com carinho, porém sem conivência os distúrbios do irmão. Muita força para você aí, moça.

Marina P disse...

Obrigada por compartilhar seu relato e por ajudar outras pessoas que passaram pos situações semelhantes a se sentirem menos sozinhas e a verem como é possível sim sair do ciclo de violência e ter um relacionamento bacan - a maioria tem muita dificuldade para voltar a confiar em alguém. Tenho usado alguns relatoa aqui do blog com pacientes e o resultado é muito bom. O seu eu indicarei com certeza.

Olha, não sei qual fou a lógica ilógica que o psicólogo usou para fazer a leitura do que você falou pra ele, mas nenhuma teoria defende que é normal ser estuprada pelo irmão, sério! Talvez o psicólogo seja mais um que não sabe o que é estupro (ai gente, que ódio dessas coisas...) ou, pior, que sabe e continua achando normal se for entre irmãos menorea de idade. Sério, temmuito profissional ruim por aí e pelo que tenho lido aqui no blog e ouvido por aí, tenjo colegas de profissão seriamente precisando fazer um mea culpa e trocar de emprego. No mínimo.

Abraço e parabéns pela coragem em compartilhar sua história conosco!

Anônimo disse...

Parabéns garota! Falar sobre isso e colocar a sua família, na minha opinião, por mais doloroso que seja pode ser o caminho para curar essas feridas.

Eu sou psicólogo e estou envergonhado e enojado com a postura pseudo-científica do psicólogo que te atendeu.

Força garota! Você é uma inspiração!

L. G. Alves disse...

Que história triste! Que horror! Fiquei com o coração apertado ao ler. É realmente uma sobrevivente. Eu não sei se no lugar dela contaria ao pai, que é doente. Mas é um caso sério demais. Além dela, ainda a prima. E o irmão também. E essa mãe? Que mãe é essa? Desejo o melhor para você.

Caroles disse...

Bah esse post foi um soco no estômago... Fiquei muito triste e perturbada. Me entristece profundamente que existam famílias assim. Às vezes penso que a minha tem problemas, mas daí leio esse relato e calo a boca rapidinho...
E que psicólogo é esse! Digo, já me falaram que certas descobertas sexuais/do corpo de outro sexo são normaos entre irmãos ou primos, mas isso que foi relatado foi abuso! Leio umas coisas aqui que me fazem ficar assustada com o nível dos profissionais de psicologia que estão soltos por aí!
D., tu com certeza é uma sobrevivente. E tu tem que continuar fazendo o que é melhor pra ti. Muita força!

Marcela disse...

Obrigada a quem escreveu o relato e à Lola. Leio o blog com frequência, nem sempre concordo, mas a abertura que existe para o sofrimento do outro é a mais legítima expressão de compaixão, cuja etimologia é "sofrer com". E bom, compaixão não foi inventado pelo cristianismo.
Também tive experiências de abuso com meu irmão mais velho, eu tinha oito e ele, doze anos. Ele já faleceu. Depois disso, essa história que sempre ficou muito pior. Contei para minha mãe, e ela interpretou isso como um atentado contra a memória dele. E só comentou que também tinha sido abusada. Me pergunto se ele também foi. Acho que sim. Por algumas circunstancias, acho que ele sofreu muito com isso. Com a mesma idade, fui abusada por um tio. E minha mãe sabe disso, e segue falando a respeito dele como se nada tivesse acontecido.
O que me fica é essa necessidade de jogar luz e ar em historias como essa, para que deixem de ruminar nos subterrâneos. Não posso dizer que isso se resolveu depois que abri isso para mãe e irmã (que também foi abusada). O fato é que essa corrente precisa ser quebrada, e como fazer isso é a busca de todxs nós.
Um abraço, e não estamos sozinhxs. Não estamos!

Bia G. disse...

:(
Terrível, Lola. Mais terrível é saber que vários outros (muitos outros) acontecem aqui do nosso lado e nem percebemos... mas temos que perceber! Temos que abrir os olhos, acreditar nas crianças....

Meu dia ficou um pouco cinzento agora...

Aninha disse...

E aqui vai mais um abraço, querida. Parabéns por ter sobrevivido e nunca desista. E saiba que o companheiro que te ajudou foi apenas o seu apoio, a força toda é sua.

Mas lendo o seu relato, me chamou atenção um ponto, que talvez você deva refletir (não sei se estou falando bobagem, foi só a impressão que veio do relato mesmo).

Talvez (ênfase no TALVEZ) quando sua mãe te viu com seu irmão quando você tinha 12 anos ela não tenha visto um abuso e sim uma fornicação, por assim dizer, consentida. Porque se ela viu assim, talvez diminua um pouquinho a culpa dela (que é enorme) nesse episódio específico. E pode te ajudar a encarar o episódio com menos raiva. Mas é só uma reflexão, eu não estava lá e não sei como foi.

Anônimo disse...

Pesado. Fico feliz dela ter tomado as redeas da própria vida, ela merece muito muito ser feliz!

Antonio Pereira disse...

À garota do post: por favor assista o filme Festa de Família, do Thomas Vinterberg. O personagem decide fazer umas revelações durante um almoço de família. A coragem dele talvez possa te dar alguma motivação.
Eu também acho que a verdade deve ser dita! Vá em frente! Pra superar nossos fantasmas do passado temos que enfrentá-los.

Anônimo disse...

Eu tenho 3 irmãos e duas irmãs e essas histórias parecem irreais para mim. Na minha infância, meus pais eram muito protetores. Nunca dormi na casa de uma amiguinha ou primos quando era pequena e era bastante vigiada. Na época não entendia ,mas hoje fico satisfeita por isso.

Achei o relato da D, muito forte. E consegui entender perfeitamente ela ficar dividida entre afeto e raiva.Nem sempre as coisas são tão claras como algumas pessoas acham.
Enfrentar a situação de frente é muito corajoso e talvez seja a única maneira de acabar com essa praga que é o abuso sexual infantil.

Anônimo disse...

Lola, infelizmente, é muito mais comum do que parece.
Sofri o mesmo.
O mesmo.
Minha mãe e familiares reagiram igual.
Minha prima também foi abusada por ele e optou por negar, enquanto eu contei a tod@s que achava que podiam me ajudar, mas foi em vão.
Também ouvi que era normal.
Não é normal. É frequente e horrível, não normal.
Fiquei com fama de louca, de problemática,tudo se voltou contra mim, eu abri a caixa de pandora e ela só me atacou.
Achei que dizer tudo me protegeria, foi o contrário.
Eu apodrecia em praça pública pra que me ouvissem, sem direção.
Tudo que ela disse só pode ser verdade, porque é assustadoramente real.
No meu caso, ele nunca foi meu amigo. Batia-me por outros motivos, e permanecia odiosamente em silêncio nos ataques. Eu também, algo me calava, me desesperava, eu só me esquivava e queria fingir que dormia pra não acreditar no que ocorria.
Nunca esqueço quando fui chamada de mentirosa, mas me deram uma chave no quarto que minha mãe arrombou no primeiro desentendimento. Era como se disse: sei que é verdade,por isso dou a chave (como se fosse só nessas horas). Mas não admito, senão terei que tomar providências.
Tios professores..todos diziam que era grave o que eu contava, mas se esquivavam...
Como eu disse quando cresci:"se você tinha que escolher entre uma filha mentirosa e um filho abusador, é mais suportável ficar com a primeira alternativa".
Doeu. Muito. Dói até hoje. Dói demais.

Ta-chan disse...

D. que historia horrível!
Mas é tão bom ver que vc está lidando com isso de uma forma tão aberta.Espero que vc e a sua família consigam se resolver.

Anônimo disse...

Ol´,V e Lola

eu passei por uma situação não tão traumática de abuso sexual, mas de abuso verbal constante por parte de minha mãe e negligência total por parte de pai, que nos deixava passando fome, enquanto ele ia aos melhores restaurantes, festas,cinema, fazia faculdade etc.
é muito difícil perdoar quem mais deveria ter amado a gente.
sou maníaca depressiva e vivo querendo me suicidar em virtude desta situação conturbada que ainda não superei e ao contrário da autora do post, ainda não tive a felicidade de encontrar alguém que me entenda. me sinto tão mal, tão sozinha, só penso em morrer.
a minha mãe ainda por cima, me criou para ser uma boa cristã e não falar nada sobre meus sentimentos feios, tais como mágoa, ódio, raiva. então, passei muito tempo sem confrontá-lo e quando me irritava com ela, me sentia culpada.
eu, a vítima me sentia culpada.
há pouco tempo falei tudo o que tinha que falar e ela me pediu perdão disse que me amava, que era uma péssima mãe, mas continua fazendo coisas que me fazem mal, que não vem ao caso.
Para vcs terem uma ideia, minha mãe falava para mim e para minha irmã que tínhamos 4 e 5 anos que ia nos abandonar e fugir com o ex namorado porque não prestávamos, éramos ruins, porque derrubamos algo no chão sem querer, como qualquer criança faz. nós piramos, lógico, temos vários problemas e dificuldades no amor e na vida e agora ela quer perdão.
não acho que seja errado perdoar e acho que já perdoei, mas até onde isto tira a minha dor.
força para todos os que sofrem.
obrigada lola pelo espaço. se parar com o blog, talvez tenha como manter os guests. talvez

medb hErenn disse...

cacete...
temos em comum o fato que nossas mães tbm foram abusadas e pouco ou nada fizeram para nos proteger ou consolar... mas que horror (como diz a Lola)! gente, isso é pesado demais...realidade é foda =/

Ana Carolina disse...

D.,
É uma história horrível, doída de ser ler, mas ao menos tem "final feliz": que você, apesar dos abusos, apesar da mágoa dos adultos que não fizeram nada por você, conseguiu sair sã dela, vai para sua própria família e vai fazer as coisas diferentes.

Também entendo que sua relação com seu irmão seja muito, mas muito mais profunda do que uma visão de mundo preto-no-branco pode sugerir. E que você também queira salvá-lo, assim como à sua prima. Assim como imagino que sua mãe esteja se enganando a respeito de várias coisas, de ter uma filha abusada sob o próprio nariz, de ter dois filhos abusados, para diminuir a própria culpa diante disso tudo.

Só posso desejar força a você! Força e que você consiga seguir sua vida a partir de tudo o que já passou...

Anônimo disse...

D. Vc é uma guerreira!! Vc é forte demais! Passar o que vc passou e conseguir dar a volta por cima, se manter lúcida é coisa de gente de fibra, de garra! Nunca se esqueça da vencedora que vc é.

Letícia

A.A disse...

Terminei o post chorando.
Eu sinto muito mesmo.

Já contei aqui minha história de horror e sei como é ser abusada, mas nunca de alguém tão próximo(no meu caso foi um primo, um chefe e um colega).

Espero que você supere e se quiser conversar, estou a disposição.

Paulo Tarso disse...

Estes guest posts, são uma arma poderosa na guerra cultural, e na desconstrução social.Interessante como o termo "família tradicional" se torna algo tenebroso e hediondo em todos eles.
Parabéns Lola, você e excelente no que faz.

Anônimo disse...

Pessoal,

aqui é a D do post!

Tô escrevendo pra agradecer o carinho enorme de todos ao ler e ao se darem ao trabalho de comentar, seja elogiando a minha força ou apontando direções. Muito obrigada, gente, de verdade!

Quando escrevi esses e-mails pra Lola queria fazê-lo para agradecer em forma de prosa (no caso, contando a minha história para que pudesse talvez ajudar outras pessoas)toda a coragem e apoio que encontrei nesse blog pra começar a entender, reagir e enfim superar. Hoje, seis meses depois as coisas estão muito melhores comigo e com todos ao meu redor, devo dizer. Já enviei um guest post pra ela com atualizações e vocês saberão. Mas quis comentar aqui pra que todos vocês que se importaram soubessem que no momento atual da minha vida eu estou feliz, segura e me curando, aos poucos. É o que eu desejo pra qualquer um que passe pelo que passei ou por horrores semelhantes.

Joana disse...

D mais um abraço pra vc! Não tenho noção de nada disso que vc contou, é mto difícil imaginar uma situação dessas, só torço para que vc consiga encontrar um caminho que lhe traga paz e felicidade, pois vc merece, assim como todos envolvidos na sua história. Não sou mto religiosa, mas tenho fé de que tudo na vida pode sempre melhorar! Bjs pra vc!

Lígia disse...

sempre quando eu leio esses posts o que me vem à cabeça é "e se estiver acontecendo ou tiver acontecido com alguém que eu conheço?"

porque essas coisas sempre acontecem dentro de casa, às escondidas. a gente que está de fora muitas vezes não tem como saber.

tenho história de estupro na minha família (não de sangue, mas de criação). uma prima minha foi estuprada e engravidou, aos 15 anos. hoje tem uma menininha.

mas e todas as outras que não vêm à tona?

D, seu relato foi bem pesado para mim. muito mesmo. sua relação com seu irmão deve ser uma coisa muito complicada. nossa, nem dá pra imaginar.

vi seu comentário e vi que ele foi bem otimista. estou ansiosa para ler o resto da história!

Anônimo disse...

É verdade, os reacionários entendem que o melhor ambiente para uma pessoa formar seu caráter é numa família incestuosa e estupradora. Nota 10 para você, Lola.

Agora vá protestar pelos direitos humanos do estuprador.

Da direitona disse...

Nao acreditei no gust post justamente por ela dizer que sofre de asperger. As pessoas com trastorno do espectro autista sao muito ingênuos e nao conseguem detectar maldade alguma. Um dos exercícios que fazemos no consultório psiquiatra onde trabalhava era oferecer as crianças uma história de um roubo. A criança com transtorno do espectro autista nunca consegue detectar que foi roubo, ela pensa que o outro pegou sem querer, por engano o objeto do primeiro. O mesmo com estupro, elas nao percebem que foi uma maldade. Esse é o ponto que mais diferencia os autistas das pessoas "normais".
Mas enfim, digamos que a autora nao tivesse posto esse ponto, pois vejo que atualmente é "status" afirmar que "tenho toc" "tenho síndrome disso" talve por esse mito que os loucos mais inteligentes tivessem algum transtorno desses.

Enfim, em segundo lugar fico abismada uma vez mais a lola defendendo o estuprador...

Terceiro lugar: a mulher em casa cuidando dos filhos nao é o que os reaças acham como modelo perfeitos, ok ,sei que ja estou incluída dentro dos reaças, tudo bem, se ser capitalista, empresaria é ser reaça,maçom orgulho sou. Enfim, mas se de mutuo acordo se tomou essa decisão, acho que nao somos ninguém pra questionar,

Rodrigo disse...

Lagrimei lendo, e olha que sou bem insensível. Sinta-se abraçada.

André disse...

É incrível como as famílias conseguem interferir tanto nas vidas uns dos outros e ainda assim guardar tantos segredos. Nas reuniões de família, meu pai ficava feito um leão em cima das minhas irmãs quando um determinado tio estava presente. Talvez esse tio tivesse alguma história obscura no passado, embora eu nunca tenha sabido de nada.

Anônimo disse...

Seu irmão é um monstro, é sim um vilão abusar e maluco, não é sua a responsabilidade pela vida desse crápula. Vou te contar uma coisa, fui abusado com 09 anos de idade, foi triste, me prejudicou, mas nunca toquei em um fio de cabelo das minhas irmãs, SEU IRMÃO É UM MONSTRO, ao contrário do que diz a LOAL, NÃO CONVERSE COM ELE, saia de casa e ROMPA as relações com esses monstros que te criaram, VOCÊ É UMA VÍTIMA, NÃO TEM OBRIGAÇÃO DE ENTENDE-LOS E NEM DE AJUDA-LOS, FUJA DELES.

Anônimo disse...

Eu acho que você deve tirar férias do blog sim, pois eu adoro o seu trabalho mas...você está se repetindo muito (nos temas dos posts e na maneira de escrever). Talvez, se você postasse apenas 1 vez ou 2 por semana poderia elaborar melhor os seus temas. No fundo, acho que o blog deixou de ser um desafio prazeroso pra você e se tornou uma imposição dos outros que você se põe a si mesma. Você é inteligente, vivaz, espírito livre...Não deve se estreitar tanto. (Amora)

Liz Santiago disse...

Cacete! Desculpa... Mas esse relato foi uma porrada.
Que moça forte! Passar por tudo isso, cercada de dor e tristeza e sozinha? Felizmente hoje ela parece caminhar com as próprias forças. Nunca passei por nada minimamente parecido, e serve pra me lembrar que apesar das crises que já tive na vida sou muito privilegiada. Acho que o que levo comigo a partir dessa estória é que o espirito humano é forte. Mesmo com todas as provações, ela resistiu e se reergueu.
Olha D., desejo fervorosamente que você seja muito feliz! Coração e vontade você certamente tem.
Beijo

Liliana Soares disse...

D, eu sei que a intenção do seu post foi arrebentar corações, mas sério, você não sabe como foi a minha alegria que tive ao ler o seu post... Me senti como se tivesse encontrado uma "alma gêmea", sério... Também tenho Síndrome de Asperger (Mas nunca fui adequadamente diagnosticada... Os únicos diagnósticos "definitivos" que tive foi o de PDD-NOS quando criança, porque tenho hiperlexia, e de depressão quando adolescente... É horrível a quantidade de comentários "ableistas" e machistas que as garotas "aspies" escutam ao longo da vida... A justificativa MENOS PRECONCEITUOSA do porque eu "não ser aspie" que ouvi de um PSIQUIATRA foi a de que "pessoas com asperger não se apaixonam e não se comunicam"!), era gordinha quando criança, "nerd", sofri bullying a vida toda (Já me trancaram em um banheiro, já fizeram "rodinhas" para me baterem e já sofri Slut Shamming por um sexo que não fiz, por exemplo), sou de uma família "tradicional" (Leia-se heterosexual, conservadora, cristã e classe média), nunca sofri estupro mas a quantidade de assédio que eu sofro DESDE CRIANÇA não tá no gibi... E além do mais, sou bissexual... A única coisa que traz felicidade para minha vidinha são meu sonho de virar mangaká (Coisa que ninguém apoia, sempre me chamam de doida, infantil, etc...) e o ativismo virual (A propósito, Lola obrigada, pois você foi uma das minhas "mães" no feminismo... Você deve não me conhecer, pois não costumo comentar, mas eu sou sua grande fã! Sempre que ligo o computador venho ver se tem algum post novo!)
P.S: Tem face? Me add, por favor... :)

Mariane disse...

A "família tradicional", que os evangélicos homofóbicos tanto defendem, é uma falácia.

Vanessa disse...

D, força para você. Se você acha que deve seguir apoiando seu irmão, tudo bem. Mas em primeiro lugar vem você. Se você não estiver bem com isso, em qualquer momento, por qualquer motivo, larga de mão. Todo mundo aí é adulto e pode se virar. Siga lutando.

Da direitona, VAI TOMA NO CU. Pronto. Já que, como vc disse é status ter síndrome, pega essa sindrome de Tourette pra vc, ok? _|_

Barbara O. disse...

Olá D., olá Lola

D. vim aqui só para reiterar as mensagens de apoio para o seu sofrimento e reconhecimento da sua coragem. Viva feliz de agora em diante! Espero de coração que seu noivo, que já se mostrou uma pessoa tão legal, continue te apoiando. Entendo perfeitamente seus sentimentos mistos em relação ao V. É tão perplexizante que carinho e abuso possam andar juntos! E não só no caso do abuso sexual, mas no caso de outros abusos também. Poder e afeto, diferente do que muitos pensam, na prática, muitas vezes andam juntos. Espero que você e V. possam procurar ajuda e torço para a recuperação de ambos. Que você possa seguir em frente e que ele nunca mais abuse de ninguém.

Lola: eu acredito que você está desconstruindo uma narrativa que opõe estupradores de vítimas como se fossem água e óleo, como se você sempre soubesse em qual destas posições todo mundo envolvido em abuso se encaixa. Mas a realidade, lamentavelmente, é muito mais complexa. Você já chamou a atenção para como o problema da pedofilia tende a ter esta característica de perpetuação: quem sofreu está mais propenso para abusar. Acho a sua atitude muito corajosa e necessária para um feminismo maduro e qualificado. Persista! Beijos às duas guerreiras!

Verô! disse...

"Da Direitona", você é psicóloga mesmo? Pois seu conhecimento sobre Asperger me causou vergonha alheia. Não há receitinha de bolo para diagnosticar a síndrome, alguns sintomas podem se sobressair a outros. Convivo com uma asperger, ela é capaz de identificar comportamentos inadequados - roubo, por exemplo - embora tenha uma dificuldade maior para isso. A propósito, o relato da D. não traz qualquer indício que desqualifica a possibilidade dela ter asperger, note como ela racionaliza os atos do irmão.

D. me solidarizo por você. Não posso te dar sugestões pois felizmente nunca passei por algo do tipo. Meus pais são divorciados, mas isso não impediu que eu crescesse num lar amoroso e tivesse uma infância muito boa - viu reaças? Mais um exemplo de que família tradicional não é a única coisa "boa" para crianças.

Lola, imagino que esse blog te dê um imenso trabalho especialmente pelo assédio moral que você sofre. Se você decidir encerrar suas atividades aqui eu compreenderia. Entretanto esse blog deve salvar a vida de muitas pessoas, sério! O que você acha de convidar alguém para te ajudar a atualizar o blog? Dividir responsabilidades pode ser bom para você.

Anônimo disse...

Ah não, outro post de estuprador em família tentando ser perdoado !!

Não aguento, sério, será q a Lola está com algum problema?

P****, incesto é errado,abuso de crianças é errado, não pode. Que merd@ é essa de um monte de irmão comendo as irmãs até cansar e depois pedir desculpas??

E pior, encontrar quem perdoe e quem publique e apoie !!



Anônimo disse...

E claro que esse babaca estuprador sabia o que fazia, até orientação sexual e pílula deu para irmã...

Estuprador, canalha criminoso

L. G. Alves disse...

Discordo. Eu não acredito que esteja se "repetindo muito", Lola. Eu gosto dos seus posts e todos são relevantes. E sobre o irmão da D. Como disse um rapaz aí, há pessoas que foram abusadas e estupradas e não se fizeram o mesmo com outras pessoas, muito menos com a irmã ou a prima. Certamente há problemas mentais nele que eu nem imagino quais sejam, mas se ele for se tratar vão descobrir. É importante que ele seja motivado a procurar ajuda. Na verdade o que seria bom era uma terapia em família, também. E ela disse que a situação melhorou, então espero que realmente esteja.

Cristiane disse...

Lolinha, é por esses relatos que tu não deves nem pensar em deixar o bloguito subir no telhado, viu?
Felicidades pelos muitos anos com o teu maridão!

E à querida e sofrida menina que compartilhou esse relato tão triste, força e sucesso pra continuar enfrentando a dureza da vida com alegria.

MCarolina disse...

Da direitona,

Existem muitos níveis de Asperger. Assim como todas as formas de autismo não existe 8 ou 80. Tem gente que apresenta todas as características, outras algumas poucas. Pesquise um pouco o assunto e verá que sua afirmação não faz sentido.

Anônimo disse...

D aqui de novo!

Aproveitando pra esclarecer uma coisa e deixar minha opinião sobre outras.

Primeiro, o asperger: Recebi cedo o diagnóstico. Na verdade, minhas características chamaram a atenção na escola e dentro de cada de um jeito que foi inevitável não buscar ajuda profissional desde que eu era muito novinha (cinco, seis anos). Ao contrário do que alguém disse, não é legal ter um distúrbio, transtorno pra mim. Nem dizer que tenho. Muitos amigos quando souberam do meu diagnóstico puderam me entender mais, mas muita gente também o usa pra me rotular. Aliás, é um rótulo meio sem fundamentos acreditar que todas as pessoas que estão dentro do espectro autista devem apresentar os mesmos sintomas, da mesma maneira e nos mesmos momentos na vida. Existem tantos níveis de autismo que hoje que alguém ao redor de cada um de vocês provavelmente possui em algum grau essa disfunção.

E bom, eu me sinto na obrigação de defender a Lola. Porque se ela defende estupradores pelas coisas nas quais, sinto dizer, eu também defendo. Eu não sinto necessidade de excluir o meu irmão, de fugir dele, de vê-lo sofrer. Já tive esses sentimentos sim, mas hoje, pra ser bem sincera, consigo conviver de boa. Até o meu limite. Até onde me faça me sentir bem, me sentir tranquila e em paz. Ajudá-lo pra mim tem a importância de basicamente ver um ser humano que sofrendo superando um trauma e, principalmente, não repetindo o que ele fez comigo com outros. Hoje estamos afastados, mas isso não significa que se ele me procurar e eu tiver vontade não vou tentar auxiliá-lo. Compreendo que o limite de outras pessoas seja diferente e que elas achem necessário estar em tempo integral distante de quem as machucou, e creiam-me, tem dias que comigo é assim, mas na maioria do tempo desde que a verdade veio a tona eu levo as coisas de forma mais natural, mais tranquila. Se eu um dia tiver filhos, meu irmão será "titio" deles? Desconfio que não. Mas quando eu me sinto a vontade e ok com isso eu posso sim ser de algum modo sua irmã.

Por favor, não condenem uma pessoa que ajuda tanta gente que sofre opressão, omissão e todos os tipos de violência por ela ver os muitos algozes em suas diversas formas, inclusive na humana. Também acredito que a exclusão completa de uma pessoa não é realmente necessária, se pudermos ajudá-la a viver bem em comunidade, independente do que isso signifique. Sejamos mais abertos e tolerantes. É isso.

P.S. A menina que me procurou, se quiser, procuro de volta sim. Aliás, quem quiser que eu procure de volta é só passar os contatos de algum jeito. Abraços.

Anônimo disse...

Oi, D.!
Obrigada por me ajudar a contar o que passei para minha família!
Não foi nada físico, mas foi algo que me marcou a família ainda mantêm laços com a pessoa.

(e fica me perguntando 'pq vc não gosta de fulaninho?')

Obrigada Lola!
Enviei cópia oculta pra vc.
Hahaha

Ana disse...

Puxa, depois de toda essa história triste e tocante, depois dos comentários de tanta gente que se sente acolhida e menos só, ainda tem pessoas que vem criticar????
Só posso dizer que são pessoas frias, sem empatia, vazias.
Vão fazer melhor se vocês sabem!
Lola, deleta essa gente.
E moça do post, fico feliz que você está melhor, e superando tudo isso. Fique bem. Você é muito forte e merece tudo de bom.

Anônimo disse...

Me sinto meio no dever social de usar esse espaço, no relato de uma vítima de abuso sexual, para conscientizar as pessoas sobre algumas informações importantes:

- por trás de uma vítima de abuso, SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE existem adultos negligentes. Adultos que não ensinam a criança a se proteger, que não fazem ela se sentir segura o suficiente para denunciar e que não a protegem como deveria. Na família, na escola, na sociedade. VOCÊ pode estar sendo o adulto negligente na vida de alguma criança.

- Abusadores geralmente têm história de vitimização, e isso vale não só pra violência sexual, mas para violência física, psicológica e negligência também.

- Mães negligentes com abuso sexual tem mais chances de terem sido também vítimas de abuso sexual.

- A criança vítima de abuso SEMPRE dá sinais de que há algo errado: retraimento, comportamento agressivo, comportamento sexual inadequado para a idade. Por isso digo com segurança que sempre há negligência quando há abuso.

- Crianças com déficits cognitivos OU de habilidades sociais são mais vulneráveis a abusos.

Peço que todos aqui fiquem de olho nas crianças ao seu redor, pois todos nós temos a obrigação de não permitir que essas situações se perpetuem.

Anônimo disse...

Acho q este blog realmente está no fim.

Liliana Soares com preguiça de logar de novo disse...

"Da direitona" (HAHAHA! Até o nome faz rir!), você é neurologista ou psiquiatra agora?!!!! Até autistas GRAVES percebem quando está sendo maltratado, imagina quem tem as formas mais leves! Vem cá, você aprendeu isso em um curso do senai ou pesquisou na internet?! XD

Ps: D, sobre o contato no face, acho melhor você me procurar (A foto e o nome são os mesmos), já que você está anônima... Bj! ;)

Liliana Soares disse...

Tem gente que acha que entende de autismo/asperger só porque assiste Amor à Vida ou leu artigo de revista/internet... São comentários como essx "Da Direitona"(Só faltou dizer que não existe como aquele Michael Savage, outro baba ovo de direita) que me fazem chorar sangue, Lola ... Espero um dia escrever um Guest sobre isso... Não há quem represente os autistas aqui no brasil (Médicos e pais não contam), quase não há campanhas de conscientização... Enquanto no exterior diversos tipos de ativistas colaboram com o movimento da neurodiversidade, por aqui, a maioria nem sabe que ele existe, ou ignora... E nem preciso falar de "feministas" ableistas, né?!

@dddrocha disse...

Ah, que horror D. - Sinceramente, não sei como conseguiu escrever com tanta lucidez e auto controle. Espero que sua vida seja sempre tranquila de agora em diante, que seja um pouco feliz nessa vida.

Eu super concordo que deva expor a situação pra família sim. Eles são responsáveis pelo que houve e devem ter consciência disso. Se não reagirem, pelo menos você fez o certo.

Bruna Souza disse...

Esse relato me deixo muito pensativa sobre a sorte q tive até hoje, com 16 ano ir ao ienes, de não passar por uma situação dessas. Acho que meus pais de alguma forma sempre foram conscientes do que eu poderia sofrer como ser inofensivo que é a criança. Mas pelo que conheço, nenhuma das duas famílias demonstra te. esse pensamento, pelo contrário, minhas avós tiveram muitos filhos emuito cedo. Por outro lado pode ser que elxs estejam querendo evitar eexatamente isso. mas por consequência isso me deixou bem longe de qq experiência como esta.
A única situação em que me senti em risco foi quando minha mãe me pedira para ir ao mercado da rua de baixo (q costumava ser pacífica, e é aí onde se encapa o perigo) e uma mulher me abordara na rua msm e começara a perguntar sobre meus dados pessoais (nome, idade, endereço, emprego dxs pais) e eu, ao me sentir perdida e intimidada numa situação completamente inédita na minha vida (e tbm a única, tirando as vezes q um louco ligava no orelhão da escola e pedia informações pessoais dxs alunxs), respondi na maior sinceridade àquela mulher, da qual as intenções sempre imaginei... ela me comvidou para ir à sua casa brinca c/ sua pseudo-filha qq dia. Eu concordei para me livrar dela logo e ao voltar pra casa contei tudo pra minha mae (até hj tenho alívio por ter feito isso, vai q ela me intimidava outra vez e eu nunca mais parasse de brincar com a filha dela?
Depois mostrei a casa pra minha mãe, e por sorte nunca mais a vi.
A vdd é q eu posso não ser ouvida mts vezes em casa, posso brigar com meus pais 24h/dia , mas sempre vou ser grata por ñ cederem qnd eu queria ir ao cinema sozinha, ou sair com as amiguinhas sem nem saber o onibus certo pra voltar pra casa direito. Via as meninas andando de onibus por ai à qq hira e achav maus pais careta e incomprensivos . Com seu blog, Lola, aprendi a compreendê-los melhor e o porquê de suas preocupações. Preocupações q mtas vezes ñ existem nos lares dos adolescentes. Como no caso desse post.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Acho que esse post é mais uma prova da importância de que pessoas que passem por um abuso procurem ajuda, pra não se tornarem abusadores ou passivos diante de outros abusos, como no caso da mãe da autora.
Força pra você.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

E eu continuo não entendendo tanta agressividade com a Lola.

Quem não tá satisfeito, tem um X ali no lado direito, bem no alto. É só clicar e pronto.
Eu, hein.

Anônimo disse...

Tava achando que só eu vi coisas demais, mas me pareceu no fim do relato que ela condena mais a mãe omissa do que o irmão estuprador. Eu ia ficar quieta mas me pareceu outro relato absolvendo estupradores. Quer dizer, o cara estupra a irmã seguidamente por anos, mas ele tem uma justificativa, foi abusado por dois adolescentes um dia.

Se todos os estupradores vieram com essa conversa vão ser perdoados?
Tem alguma coisa muito errada nisso aí.

Anônimo disse...

E a cereja no bolo é quando aparece gente agradecendo pelos pais não a terem deixado botar os pés pra fora de casa e agradecendo por terem sido vigiadas. O problema é essa, né? Não somos vigiadas e controladas o suficiente. Vai que tem um pobrezinho solto por aí que foi abusado quando era criança e resolve te estuprar..

Vanessa disse...

O mundo seria melhor se as pessoas não pensassem tanto no que o outros vão pensar/falar. Quanto ao relato, deu um nó na garganta, forte demais.

Anônimo disse...

Muito triste o relato. Que relação complexa a autora tem com o irmão. A autora “humanizar” o irmão é natural, ele é a pessoa mais próxima e que mais marcou a vida dela. Agora do ponto de vista coletivo, ele é um estuprador, um humano que perdeu a sensibilidade humana e estragou a vida de outra pessoa.

Não importa o seu passado, não importam as intenções, importam os atos!! Estuprador é estuprador, ponto. É humano? Claro. Merece estar sob a tutela dos direitos humanos? Claro. E justamente por acreditar nos direitos humanos que eu defendo o direito do oprimido e o direito da justiça onde eu quero é que ele vá para cadeia como qualquer outra pessoa que cometa um crime. A autora sentir toda esta mistura de sentimentos pelo irmão é totalmente compreensível. Agora esta onda de “vamos entender o lado do estuprador” me dá medo.

Tenho muito medo que comece surgir feministas novinhas com um discurso do “poxa, vamos entender o lado do estuprador também, veja bem o que ele passou....” Todo opressor pode ter uma triste história por detrás, todo machista, todo ditador, todo estuprador também tem seus passados. Isso não muda em NADA seus atos. Ah...dizem que Hitler era pobre quando criança e reza a lenda que foi rejeitado por uma judia..... e né, sabemos o resultado. Vamos entender o seu lado e ouvir sua história também?

Ci. disse...

Minha mãe reagiu, sobre o abuso que sofri de meu pai, da mesma forma. Ignorando-me, embora eu também tenha falado. Na semana seguinte a que contei discuti com meu pai e tive de ouvir dela que deveria compreender o "problema do meu pai" e não agir assim. Eu tinha 8 anos.
Como algumas pessoas disseram é mais comum do que imaginam.
Para você D eu deixo minha solidariedade completa, embora nossas histórias se diferenciem (fui abusada durante anos por um tio, irmão dele e por um vizinho,mas pelo meu pai foi uma única vez), sei o que significa essa mistura de sentimentos, essa convivência cotidiana com a dor.

Abusadores de crianças criam situações que nos prendem, criando sentimentos de culpa, medo,conivência, prazer, nojo e de que está tudo muito fora do lugar de uma maneira que dói muito mesmo.

Você é muito corajosa e na minha opinião deve contar para todos, institucionalizando a verdade e impedindo que seu irmão repita com uma terceira pessoa o que você passou. No entanto, na minha avaliação, penso que seu irmão sabe o que fez. Tem clareza do que fez com você. Sinto muito por ele ter sido estuprado, mas isso não justifica, pode explicar ele ter sentido necessidade de reproduzir, mas jamais justificará ele ter agido assim, processualmente, intencionalmente.

Independente do que você sinta por ele, seu irmão é responsável pelo que fez. Pessoas como eles têm de ser alijadas do convívio social, ainda que vivam circunscritas à família. O estrago que causam é para vida toda. Tenho 51 anos e lembro de coisas como se tivessem acabado de acontecer.

Lidar com isso é processual, temos de aprender a ressignificar, porque jamais esqueceremos.A terapia é importante nesse caminho.

Para você Lola, essa atrocidade que aconteceu com a D, a coragem dela, sua especificidade como asperger em não perceber intenções, a dor que sente e sentiu não justifica você ter aberto seu blog para um guest post de um estuprador. É como penso e é como avalio sua publicação sobre o depoimento da D.


Anônimo disse...

Eu tenho uma solução pra galera que tá reclamando. De agora em diante, todo relato de estupro, tem de vir com a seguinte descrição do cara: "ele era um monstro, o demônio encarnado, o odeio, nunca vou perdoar e tomara que morra!" Assim, cada um na sua caixinha, o mundo vai continuar preto e branco e vocês vão ficar felizes.

Ou será que pode deixar as vítimas falarem da forma que lhes for natural? Elas não tem mais propriedade pra falar sobre o que aconteceu com elas do que vcs lendo por aqui?

Sara disse...

Em vez de colocar uma plaquinha nas casas com dizeres "LAR DOCE LAR", seria muito mais apropriado uma escrito "HOSPICIO"...

Anônimo disse...

Não Anônimo das 23:54, a cereja do bolo são haters com problema de interpretação de texto. Crianças(deve ter sido essa parte que vc perdeu)realmente devem ser vigiadas e bem cuidadas. Se acha que não, nunca deve ter tido uma sob sua responsabilidade.
As minhas, ao contrário de mim e dos meus irmãos (que tb foram bem protegidos apesar de serem homens e vão bem, obrigado), dormem fora, mas têm celular e sabem que podem ligar até de madrugada que eu busco. Tb sabem que ngm pode encostar neles sem sua permissão e estou sempre atenta ás mudanças de comportamento. É impossível proteger alguém completamente, mas dá para parar de fingir que nada acontece e que o mundo é um lugar seguro.

Aurelio Moraes-Jornalista disse...

Lola, veja este preconceito contra mulheres e faça um comentário
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=669821996379846&set=a.528017610560286.129414.528015650560482&type=1&theater

Luana disse...

Laurinha (Mulher modernex)

A Agressividade é porque um mundo preto no branco é muito mais confortável.

No post do estuprador e em outros, apareceram vários relatos de vítimas de pessoas próximas e familiares. Nenhum relato de alguém que tenha denunciado um familiar. Quando a vítima conta para alguém,salvo raras excessões, a família abafa o caso. Então o discurso de "vamos punir os monstros" fica vazio. Na prática ninguém vai ser punido, mas continuamos fingindo que sim. Se esse tabu não for derrubado, nada vai mudar. É preciso que a sociedade fale do assunto, em casa, no trabalho, na novela...E isso inclui discutir os aspectos mais complicados da situação.

Da direitona disse...

Liliane vc NAO TEM ASPERGER. Mania das pessoas gostarem de se auto diagnosticarem. Vc mesma diz que nao foi diagnosticada. Depressão e outros sintomas nao sao exclusivos do asperger.

O asperger que esta dentro do espectro autista NAO percebe maldades e mas intenções.

Da direitona disse...

Vero nunca disse ser psicóloga. Falei que trabalhava num centro psiquiátrico, e psiquiatria é distinto a psicologia

Aos outros que me xingaram : xingar é coisa típica de quem nao tem argumentos

Flora Valls disse...

Da Direitona, diagnosticar os outros sem ao menos conhecê-los é totalmente inadequado, pelo amor de deus.

Anônimo disse...

D.

Volto a repetir, seu irmão é um monstro,esse papo de que a vítima do estupro faz também, francamente nao me convence, ao menos uma pessoa com EMPATIA por outro ser humano não vai causar em terceiros a dor que sofreu, foi e e assim comigo, creio que é assim com várias vítimas de violência, o estupro do seu irmão apenas libertou o monstro que ele é, e dou graças a deus pelo fato dele viver isolado em casa, e peço a gentileza que o mantenham assim para o bem e a segurança de todos.

Anônimo disse...

Como um legítimo Aspie com quase 30 anos cuja condição nunca lhe permitiu sequer namorar, trabalhar fora ou sair da casa dos pais, não acredito em quase todo mundo que se auto-intitula Aspie. São muitos que se rotulam autistas ou anti-sociais só porque preferem ficar em casa ao invés de sair pra dançar ou porque têm menos de 100 amigos no Facebook. A direitona está certa em desconfiar.

Mas é muito diferente avaliar crianças e adultos com ASD. As crianças são muito inocentes, mas a maioria dos Aspies por volta dos 20 anos já sofreu o bastante pra trocar a confiança ingênua em todo mundo pela desconfiança generalizada, ainda mais quando já fomos diagonosticados e sabemos que temos essa tendência. Eu não consigo diferenciar boas de más intenções, nem mesmo nos casos de roubo ou estupro. Mas eu já sei que acreditar cegamente em todo mundo só traz resultados ruins, então eu desconfio.

Eu achei o relato da D. legítimo, independente do diagnóstico.

lica disse...

Fico chocada com a quantidade de gente que se manifesta ter passado por situações iguais...

Fui criada em uma 'família tradicional', ou quase, já que tinha um irmão 10 anos mais velho, fruto do primeiro casamento da minha mãe.

É louco pensar em como minha mãe nos criou livres, andando de calcinha pra todos os lugares, tomando banho de tanque com primas e primos, tomando banho de porta aberta, dormindo na casa de amiguinhas e etc... Até hoje, se preciso passar roupa, vou até a área de serviço de calcinha e sutiã, numa boa...

Sempre tive uma separação absolutamente clara entre nudez e sexo e gostaria de criar meus filhos dessa maneira, mas com tantos relatos, passei a ter medo.... me pergunto: como evitar um abuso, sem criar os filhos com uma visão errada sobre nudez e sexo? Será que ser uma mãe atenta seria suficiente pra notar situações de risco antes que se concretizem, sem transmitir esse medo pras crianças?

Anônimo disse...

Gente o que mais me incomoda é o povo vociferando contra a garota (D.) que deveria denunciar o irmão, que a Lola ta defendendo estupradores, que as pessoas são isso ou aquilo por ter sido criadxs por pais superprotetores...
Gente vcs estão sendo tão ou mais babacas do que os mascus, que nojo desse povo que tem opinião pra tudo principalmente pra vida alheia, e o que o outro deveria fazer, aff gente ridícula!! Fora, claro os psicologos/psiquiatras de plantão que acham que podem diagnosticar a pessoa por meio de algumas descrições que são citadas por aqui, pfff... vergonha alheia de vcs!
Se a D. consegue conviver com o irmão e de certa forma perdoá-lo quem são vcs pra se meter na vida dela?? Se a Lola tem uma opinião diferente quanto à estupradores, ou qualquer que seja o assunto, vc pode discordar mas vc não tem o direito de achar que a sua opinião vale mais ou está mais certa do que a dela, isto se chama egocentrismo!
E se as pessoas que foram superprotegidas estão bem com isso e são gratas aos pais por isso, vc não tem o direito de condená-las, muito menos seus pais, ninguém pediu a sua opinião sobra a criação alheia!!!
Nossa Lola te entendo por estar cansada, é cada defensor do seu próprio ego/ponto de vista, que chega a ser um show de bizarrices!!

Lucas disse...

Sem entrar nesse tiroteio que já virou regra por aqui, apenas atentar pra um dado.
Quem diz que o estuprador do guestpost é um monstro sem empatia que decidiu fazer mal ao outro, vocês leram?
O abuso começou aos 7, o rapaz é 5 anos mais velho, ou seja, era uma criança de 12 anos, criada numa família completamente desestruturada e tendo sofrido um estupro já, além de possivelmente ter outros transtornos.
Acho que ninguém em sã consciência tentaria diminuir o papel dele no trauma da D., mas vocês juram pra mim que colocam essa figura no mesmo patamar de um adulto plenamente formado e consciente que violenta crianças sistematicamente, ou outras mulheres adultas?
A revolta é compreensível quando se trata desses temas, mas às vezes aqui eu vejo reações dignas do público do Datena.

Ci. disse...

Lucas, o estuprador arrependido é de outro guest post. Preste atenção. É sobre essa posição da Lola, como feminista, de abrir seu blog para um estuprador, a origem de grande parte dos posts irados de leitores.

Abusadores de crianças só começam a agir depois que fazem 21 anos, e são legalmente considerados adultos. Claro. O desenvolvimento dessa doença não é processual, não tem detonadores, em hipótese alguma. Virou adulto, pimba, abusa.

Minha ironia é para dizer-lhe que sua opinião é que permanece digna do público do Datena. Em que pese o irmão da D. ter 12 anos quando começou a abusá-la, ele sabia o que estava fazendo e, obviamente deveria ter tido acompanhamento médico e estar longe do convívio de pessoas às quais ele pudesse abusar sexualmente.

Se temos esse tipo de instituição no Brasil é outra discussão.

No entanto, isso não aconteceu e ele perpetuou os abusos, tirou sua virgindade, usava camisinha, comprou pílula do dia seguinte. Pense, se aos 16 ela disse que mais resistia que permitia, ele tinha 21. Entendi que depois disso é que estuprou a prima. Perceba como a situação vai se complexificando.

Outra coisa, a família da D. não é desestruturada. Tem pai ausente, que trabalha o tempo todo e não se responsabiliza pelo cotidiano e educação dos filhos; mãe "dona-de-casa" que finge não ver o que acontece, por ser conveniente. É uma família comum, estruturada como mandam as relações de reprodução de poder socialmente instituídas. Tudo com direito ao almoço de domingo com macarrão, frango ou carne assada, salada, sobremesa e televisão na sala, depois, muito provavelmente. Absolutamente normal, comum. Esse é o modelo de família considerado padrão e funcional, com segredos inimagináveis ocultos em prol do bem estar da família brasileira.

Anônimo disse...

Nossa,que relato. É bizarro e triste ver o quão frequente são os relatos como os da D., e pior mesmo é ver as famílias tratando tudo com indiferença. E o que foi aquele psicólogo? Será que eu li direito? São várias as opiniões sobre o incesto, mas a questão é que ela foi abusada pelo irmão. Abuso é abuso, e não há justificativas pra isso.
Que moça corajosa.

Liliana Soares disse...

"Da direitona", "auto-diagnóstico"??!!! Me faça rir!!!! Deixa eu desenhar para você: EU TENHO DIAGNÓSTICO, só não é de asperger propriamente dito (Eu tenho diagnóstico de PDD-NOS, desde os 4 anos, ou seja eu oficialmente estou no espectro autista, sim)... E não, "NÃO PERCEBER MALDADE" NÃO É UM SINTOMA ~OBRIGATÓRIO~ (Esse nem é um dos "sintomas oficiais"! Leia o DSM IV e o CID-10, por favor) DO ESPECTRO AUTISTA, ASSIM COMO ENTENDER IRONIAS OU NÃO BRINCAR DE FAZ DE CONTA TAMBÉM NÃO É, por exemplo... E eu tinha essa "inocência" quando eu era mais nova (A maioria dos meus bullies eram pessoas que eu considerava amigas, pessoas que se aproveitaram de mim por mais de 7 anos e eu não percebia)... Já passei por vários psicólogos e TODOS ELES disseram que eu tinha AS, mas só um PSIQUIATRA OU NEUROLOGISTA PODE DIAGNOSTICAR e eu tive a falta de sorte de ter um que vem com pérolas como "aspies não se comunicam", entendeu agora???? E sem falar que ninguém precisa ter TODOS os sintomas para ter a doença, não? Queria eu ter "só" a depressão como você disse, mas eu já tenho depressão por causa da vida de merd@ (Vai dizer que eu tenho tourette agora? Usar o clichê de "não teho argumentos"?) que eu levo, tendo que aguentar barulhos, luzes, pessoas sem noção vindo me abraçar, tendo que TREINAR expressões faciais no espelho, precisando LER livros de "auto-ajuda" para saber como me aproximar de alguém!!! E além do mais é fácil fazer suposições sobre a vida de desconhecidos e dar uma de médico na internet só por causa de uma pesquisa que você fez e um comentário que você leu, difícil é acreditar que essa mesma pessoa pode ser a "criança doentinha" da sua rua ou a "menina estranha" do colégio comentando anonimamente, né?! E concluo dizendo, tudo isso que eu escrevi, eu não diria nem metade com a linguagem falada, o pouco que falasse seria "errado" (Minha prosódia é péssima, aprendi a falar no "tempo certo mas do jeito errado") e sem olhar nos seus olhos...

Anônimo disse...

Queria entender como uma mae negligente, relapsa, omissa, pode ter se preocupado com a filha que ja era abuusada com 5 6 anos a ponto de percorrer uma boa duzia de medicos a fim de desvendar um comportamento autista da filha, que estranho pq qd a mae nao ta a trabalhando tava deixando os filhos com alguem ou simplesmente fechava as portas qd pegava o irmao atacando a irma. Que estranho. Lola seu blog caiu em descredito por causa de textos assim, sequencias tendenciosas de textos, primeiro sobre estuprador arrependido, depois sobre vitimas reacas, nem vou comentar, depois sobre estupradores bonzinhos que sao perdoados por irma negligenciada mas diagnosticada com precisao, estranho. Da um tempo mesmo, se reinvente, namore seu marido sortudo e volte com td pra fazer o otimo trabalho que fazia antes desse transe louco que vc se encontra. No seu blog nao ha so leitores de 15 a 20 anos, acredito que ha uma grande qtd de leitores mais velhos, mas vividos e mais experientes que adoram seu trabalho e que querem ler coisas menos tendenciosas como esses ultimos textos. Subestimar nossa inteligencia esta sendo um tiro no seu pé. Acorde!

Anônimo disse...

"Acho que ninguém em sã consciência tentaria diminuir o papel dele no trauma da D., mas vocês juram pra mim que colocam essa figura no mesmo patamar de um adulto plenamente formado e consciente que violenta crianças sistematicamente, ou outras mulheres adultas?"

Ele violentou outra prima da D., provavelmente quando não era mais criança, continuou a violentar a D. depois de adulto (ela tinha 16, ele 22). Além disso, pelo que ela conta, ele se assemelha a um frio manipulador, estrategista, um psicopata, independente do abusou que sofreu anteriormente. Esse é o perigo de se preocupar com a humanização do agressor antes de conseguirmos humanizar a vítima. As pessoas falam como se "adultos plenamente formados e conscientes que violentam crianças" em nosso país fossem denunciados e punidos severamente por um sistema que coloca a vítima em segurança após a denúncia. Nem o adulto nem o adolescente que estupra responde pelos seus crimes ainda para que fiquemos aqui nos debatendo para compreender o lado do agressor. O relato da D. é muito forte. Mas eu só posso dizer pra ela o que diria pra qualquer vítima: a culpa não é sua. Além disso, a atitude dele, segundo o relato dela, é de um psicopata sim.

Anônimo disse...

Lucas,


Como se viu recentemente, pessoas de 12/13/14 anos são capazes de perversidades imensas. Repito o V. É UM MONSTRO.A moça não precisa ter compaixão nenhuma por ele.Se quiser que tenha, mas que não precisa não precisa.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

O problema é que tem gente que não percebe que existe uma diferença entre entender um ato e concordar com um ato.
Entender o que leva alguém a cometer um crime é uma ótima maneira de tentar evitar que outros crimes aconteçam.
Quem não quer entender esse processo, está no seu direito, mas ficar nessa de que se você busca entender o que transformou um monstro em um monstro (vamos colocar assim então) está concordando ou defendendo o ato, já está enchendo né.

Anônimo disse...

De todo esse guestpost, a unica parte q concordo é justamente essa fala do psicologo que a moça do texto visitou.
Nunca vou conseguir enxergar o sexo da maneira como a maior parte das pessoas enxerga, como algo pecaminoso, nojento, e pior até mesmo entre as feministas, o sexo para mulher é visto como uma carissima concessão, e para os homens aquele velho clichêt de que todos eles são ávidos e sedentos de sexo em tempo integral (me poupem).
A sexualidade humana é um dos últimos tabus, onde pouquissimas pessoas se atrevem a falar com franqueza.
Eu mesma não irei usar meu nome habitual aqui, pq meus parentes e amigos (por minha fortissima recomendação ) leem esse blog, e posso sem querer chocar algumas sensibilidades.
Eu acredito firmemente que a vasta maioria da humanidade necessita de sexo, desde bem cedo na vida, creio tb que os que sublimam , ignoram, ou reprimem essa necessidade, desenvolvem problemas que se refletem em sua saúde fisica ou mental.
Considero criminoso o pedófilo que violenta ou abusa de forma egoista de uma criança.
Mas a sexualidade se aprende tambem, e acho natural que seja dentro do âmbiente em q vivemos, venho de uma familia de muitos irmãos (ou melhor varias irmãs e um único irmão).
Era muito comum que meu irmão mais novo que eu, me espiasse escondido embaixo da cama, algumas vezes tb, o peguei me descobrindo enquanto eu dormia, ele tinha uma curiosidade muito grande sobre o corpo feminino, eu por outro lado pra ser sincera achava até engraçado essa curiosidade toda, briguei com ele, e até dei uns cascudos nele , algumas vezes, por isso, mas nunca jamais me senti ofendida, muito menos violentada.
Tb vi diversas vezes esse irmão fazendo brincadeiras bem sensuais com outras irmãs , vizinhas e vizinhos próximos, sempre achei engraçado ver a carinha que faziam quando eram surpreendidos.
Hoje somos adultos, temos nossas familias, e somos muito amigos.
Sei que o relato da D. é bem diferente do meu, mas com sinceridade não me pareceu que ela tenha sofrido violência por parte do irmão, afinal quando tudo começou ele tinha 12 anos de idade e ela 7, portanto eram crianças, e foram se descobrindo como (na minha opinião) acertadamente o psicologo afirmou.
Me choca um pouco quando percebo que muitas mulheres vêem o sexo como uma concessão e não como prazer, será que em nenhum momento houve algo de positivo na experiência da D.
Essa culpa que nós mulheres carregamos por fazer sexo é natural ou nos foi ensinada, pq percebi que a D. transfere essa culpa para o irmão, para sua mãe, para seu pai, seu tio , psicologo, jamais admitindo que ela em algum momento quiz as experiências que ela viveu, porque uma mulher não pode sentir prazer na descoberta da sua sexualidade, isso é inadmissível.
Pra mim não é sem motivo que muitas mulheres fantasiam com o estupro, pois essa fantasia lhes tira toda a culpa do prazer que por ventura ela sinta.
Por favor D. não se sinta ofendida por meu comentário, só vc deve saber avaliar o que sente de verdade, mas essas foram as impressões que eu tive da sua historia.

Nuba6of9Kau disse...

Da direitona: e eu não acredito é que vc seja psicológa/psiquiatra porque a baboseira que vc falou sobre AS passa longe da verdade.

Psicóloga/psiquiatra confundindo AS com autismo clássico?

Psicóloga/psiquiatra confundindo as características da AS na infância com a fala de um adulto com AS?


Tá bom ¬¬

Denise disse...

Tocante o post! Um dos melhores que li, e olha que sou fã do blog e da Lola. 
D. fiquei impressionada com a qualidade do seu relato, a serenidade em analisar a questão (o que acredito não deva ter sido nada fácil), a maneira positiva de encarar o futuro. Realmente não existe “preto no branco”, o ser humano é muito complexo e as relações em família são sempre cheias de nuances. Fico feliz que vc tenha sobrevivido a isso e tenha encontrado no seu noivo o amor/carinho/afeto que sempre mereceu.
Sério, estou até sem palavras para descrever o quanto gostei do post (e olha que isso não é fácil de acontecer comigo...rs).

Da direitona com orgulho disse...

É realmente verdade que a geracao atual sabe ler no sentido de decodificar letras e palavras mas é completamente iletrada porque nao sabe interpretar textos.

Por ultima vez vou repetir : nao sou psiquiatra ou psicóloga.
Eu TRABALHEI num instituto psiquiátrico, o que é muito diferente.

Será que terei que repetir pela 12o vez? Ou dessa vez da pra entender.

Outra coisa eu desconfio muito quando alguém vai dizendo "tenho asperger, tenho toc, tenho autismo" . Existe SIM uma tendência as pessoas se auto titularem dessa forma se se acham meio anti sociais, ou com algumas manias, isso é fato. Mas claro que a maioria dos leitores da lola que sao adolescentes nao o sabem porque ainda nem saíram do casulo.

Por ultimo e nao menos importante estuprador é criminoso, independente do que ele passou na infância ou o diabo. Qd vc vai prestar vestibular e reprova, acaso importa que aquele dia vc recebeu uma noticia horrível e nao conseguiu se concentrar? Nao. A mesma coisa estupro. Fato é: criminoso tem que pagar pelo o que fez,
E com certeza direitos para pessoas direitas. Porque devo trabalhar metade do ano para pagar bolsa preguiça? Para pagar que vagabundos tenho os mesmos direitos que cidadoes de bens?

Mas claro que adolescentes de 20 anos nao entendem tudo isso. Ok, como disse churchill ate os 30 se vc é comunista é porque tem bom coração, mas passado essa idade é porque vc ê um imbecil

Lucas disse...

"O problema é que tem gente que não percebe que existe uma diferença entre entender um ato e concordar com um ato.
Entender o que leva alguém a cometer um crime é uma ótima maneira de tentar evitar que outros crimes aconteçam.
Quem não quer entender esse processo, está no seu direito, mas ficar nessa de que se você busca entender o que transformou um monstro em um monstro (vamos colocar assim então) está concordando ou defendendo o ato, já está enchendo né."

Obrigado por sua lucidez. Já serve de resposta pra todo o resto.

Sara disse...

Direitona c orgulho, amei sua frase, essa vai pra minha coletânea....

Anônimo disse...

Obrigada por postar esse relato, eu não consegui ler ele todo. Passei pela mesma coisa, porém me calei, porque era o que eu conseguia fazer na época, faço terapia e tento colocar a minha cabeça em ordem, é muito dificil de falar sobre o assunto e às vezes eu tenho medo de odiar, de sentir raiva e acabo travando. Hoje estou desconfiada de ter asperger também, mas ainda estou lendo bastante sobre o assunto, assistindo filmes e tentando prestar atenção no meu comportamento.