quinta-feira, 20 de junho de 2013

GUEST POST: PELAS MULHERES ESQUECIDAS DO TRANSPORTE PÚBLICO

Os protestos nas ruas conseguiram seu primeiro resultado concreto, que foi a redução das passagens. 
É uma vitória, sem dúvida, mas pouco ou nada se fala dos lucros absurdos das empresas de ônibus. 
Eu me lembro (inclusive porque morava em SP na época) quando Erundina tentou enfrentar essas empresas e foi massacrada pela mídia. E, por incrível que pareça, ainda hoje, as pessoas veem os gigantescos lucros privados em cima de um serviço essencial como algo aceitável, natural, "é assim que as coisas são", enquanto concentram sua revolta unicamente no poder público.  
Outra coisa que vem sendo esquecida das reivindicações é quem anda no transporte público. Não é surpresa pra qualquer um que pega ônibus que a maior parte dos usuários é mulher. E mulheres costumam ter prioridades que muitas vezes são ignoradas pelos homens. Portanto, o Coletivo Feminista Pagu - Baixada Santista escreveu este post para trazer essas questões para a pauta principal.

Diante de todas as manifestações que ocorreram, ocorrem e ocorrerão por todo o território nacional a respeito da Luta Nacional Contra o Aumento das Passagens, fica a reflexão: e as mulheres? O que o transporte público pode oferecer às mulheres? Aliás, no que elas são prejudicadas por ele?
Não é novidade para quem está presente no movimento feminista o quanto as mulheres sofrem quando o assunto é transporte público. E, pasmem, 55% dos usuários do transporte público na Grande São Paulo são mulheres! Isso pode em grande parte ser explicado pela diferença salarial entre homens e mulheres. Em média, homens ganham 66% mais que mulheres com o mesmo nível de escolaridade, chegando a uma diferença de 185% em certos cargos, como o de diretor. 
Tendo em vista que em média as mulheres utilizam o sistema três vezes na semana, pelo menos, para ir e voltar do serviço, a perda monetária é muito maior, proporcionalmente aos seus rendimentos, do que a dos homens. Afinal, mesmo que as mulheres ganhem menos, o valor da passagem é igual.
Como as mulheres são maioria em funções de baixa remuneração e que necessitam de menor qualificação, qualquer aumento tarifário pesará mais sobre elas. E esta situação as torna mais dependentes do transporte público, mais expostas aos abusos cometidos por outros passageiros e, às vezes, até por motoristas e cobradores. Também essa dependência do sistema público de transporte mantém a mulher em situação de vulnerabilidade quanto ao estupro/assédio sexual, uma vez que a imensa maioria de linhas passa em péssimos horários durante a madrugada e a noite.
O desrespeito à mulher no transporte público é outro assunto muito abordado por nós do meio feminista. Não faz muito tempo que explodiu nas redes sociais da nossa militância um blog que tinha o objetivo de disseminar o assédio de mulheres no transporte coletivo. Esse blog foi denunciado, e depois disso apareceu mais outro de tanto que era -- se assim podemos dizer -- a demanda. Fazia-se upload de vídeos e fotos em que homens expunham seus órgãos sexuais e começavam a se masturbar próximos às mulheres que estavam, muitas vezes, em pé no transporte coletivo. O fato de que uma mulher não pode estar dentro de um ambiente fechado que seu corpo já se torna público, que não merece nenhum respeito, é chocante. A “mão boba” é conhecida: é o que as mulheres recebem dentro do transporte público lotado depois de um dia inteiro na escola, faculdade ou trabalho.
A demora na chegada do transporte também contribui para colocar a vida da mulher em risco. O que para muitos homens chega a ser apenas um empecilho tedioso é, na verdade, para as mulheres longos minutos ou, muitas vezes, horas de apreensão e insegurança na espera do ônibus. Inconscientemente, só pelo fato de estar ali parada, muitas vezes sozinha, a mulher teme a figura do estuprador à espreita. É isso que o patriarcado faz conosco. É um medo tão enraizado que não tem como escapar. Não sendo suficiente a demora, ocorre que normalmente os pontos de transporte são mal iluminados e mal estruturados, ocasionando um local propício para que a cultura de estupro coloque em prática toda a sua força.
Existe também o fator da má distribuição de rotas do transporte público. Quantas vezes temos que fazer longas caminhadas à noite em ruas pouco iluminadas porque a rota do ônibus não cobre determinada região? Qual é a sensação que temos ao fazer isso? O medo é o primeiro sentimento. Não é medo de assalto, é aquele medo de estar sendo seguida, de que qualquer um pode estar à espreita e querer te submeter ao “sexo” forçado. Sexo entre aspas porque isso nunca foi sobre sexo, isso sempre foi sobre dominação, sobre subjugar o outro. Esta é uma das armas do patriarcado para manter as mulheres com medo: o estupro. E pessoas com medo são mais fáceis de dominar, de controlar.
Mas aqueles que não vem o espaço público como pertencente também à mulher poderiam perguntar: "Que mulher é essa que utiliza o transporte público para sair à noite ou de madrugada?". Respondemos: são profissionais domésticas, inspetoras escolares, merendeiras, cozinheiras, arrumadeiras, faxineiras, profissionais da área de saúde, professoras, estudantes, mães, e em alguns casos prostitutas (elas existem e são gente)... A lista é enorme: são essas mulheres que precisam andar no escuro por ruas pouco ou nada iluminadas, que precisam parar em pontos desertos; que pegam ônibus com poucos passageiros, ou com passageiros demais. 
Há que se levar em conta também o medo de denunciar a violência sofrida e se expor piorando a situação. Quantos casos ouvimos de mulheres brutalizadas no transporte público que contam baixinho, furtivamente para a família e/ou para algumas amigas e pedem silêncio? Quantas conhecemos que se culpabilizam por serem brutalizadas? Deixemos claro que a culpa não é da vítima. Embora possa ser daquelas pessoas que vendo o abuso evitam ajudar porque "a mulher está pedindo".
O patriarcado age quando nenhum desses temas expostos aqui é considerado na luta pelo transporte. E por quê? Por que é tão difícil pensar na situação da mulher em relação ao transporte coletivo? Porque a opinião da mulher é secundária e, infelizmente, seus interesses também. Talvez nenhum desses tópicos tenha sido considerado pelo simples fato de que a sociedade brasileira ainda culpabiliza a mulher que sai à noite. Afinal, quem mandou ser mulher e sair à noite? O transporte público não tem nada a ver com isso.
Por isso precisamos criar uma campanha feminista dentro da Luta Nacional Contra o Aumento das Passagens. Vamos levantar cartazes com os nossos problemas. Não podemos ficar invisíveis nessa luta, por mais que para parte da sociedade nossas reivindicações sejam secundárias. Para as mulheres, não são.

27 comentários:

Rodrigo Souza disse...

Já tive que me enfiar literalmente entre um homem que estava se encostando numa moça no trem. Pedi desculpa pra ela, pois acabei empurrando-a mais pro corredor e estacionei meus 130Kg entre o cara e ela. Mal imagino o sofrimento dela, pois herdei a localização e o bafo de cachaça do indivíduo por duas estações até o puto sair. A cara dela era mistura de nojo e medo.

Tem que aproveitar o movimento e fazer barulho mesmo.

Anônimo disse...

É um verdadeiro absurdo o que acontece com as mulheres dentro do transporte público, a primeira vez que presenciei uma situação do tipo eu ainda era uma criança de 9 anos e nunca vou esquecer a cena de um homem aparentando uns 65 anos se masturbando atrás de uma moça em um ônibus lotado aqui em SP...

Liana hc disse...

Já teve época em que 4:40 da manhã eu já tava lá no ponto do ônibus, muitas vezes sozinha, local perigoso, rua mal iluminada, sem policiamento, atrasos eram comuns. Eu sempre saía de casa segurando uma presilha tipo palito, de metal e bem afiada. E assalto nunca foi lá uma grande preocupação na minha vida, meu medo era de sofrer alguma violência sexual.

Isso não é só uma questão de perder o horário de compromissos, mas também de segurança dos/as usuários/as desses transportes. A nossa realidade demanda mais atenção dos empresários do setor e do governo, não dá só para esperar que as pessoas se virem com o podem e tenham a sorte de nada lhes acontecer. Mas só muda alguma coisa se exigirmos providências mesmo, voluntariamente eles não farão nada.

Anônimo disse...

Só postando um link caso apareça alguém - aka mascu - reclamando q 'homi tb sofri'
http://eschergirls.tumblr.com/post/51952633697/cristheweirdo-objectification-and-men-by

IsabelaBM disse...

Aqui em Curitiba os panfletos entregues nas manifestações falam que a melhoria do transporte publico também é uma questão de gênero.Mas Lola,eu sinto que o movimento tá sendo invadido irremediavelmente por reaças, e cada vez mais tá se tornando um Marcha Com Deus Pela Liberdade 2, eu ainda não desisti de participar dele mas cada vez to mais desanimada e assustada!

Lili Marie disse...

Mascus criam blog atá para ensinar assédio em transportes públicos!!!

Tudo tende à evolução, menos a alma mascu! rs

Mayra Carvalho disse...

poxa lola,
concordo total com o post, mas outra coisa que pouco vejo falando (me perdoe caso já tenha sido falado nos coments de outras postagens ou se li as postagens sobre os protestos de qualquer jeito) é a respeito do machismo gritante nos atos direcionados a dilma.

fui na segunda e terça aqui em SP, e ouvi coisas do tipo "dilma puta" - como se puta fosse ofensa- e na terça a atrocidade maior, ao meu ver, num cartaz que dizia "bruno engravida a dilma, chama o macarrão e o bola".
cara, como assim?

além do uso de "puta" como ofensa essa incitação descarada à violência? e não sei se fica pior o fato de que a pessoa que segurava o cartaz era uma mulher.
enfim, assim que tiver a foto em mãos, eu te mando.

não sou petista e nem fanática pela dilma, "apenas" fiquei horrorizada com a satisfação das pessoas em achar que se ofende uma mulher a chamando de puta dentro de uma manifestação que corria muito bem, obrigada.

sei que essas distorções no discurso dos atos vem sendo debatidas, mas não vi nenhuma menção a gritos como esse, portanto se eu fui redundante ou desviei o do assunto deste post, por favor me perdoe e tome isso como um desabafo, pois pra mim foi demais pra processar.

Anônimo disse...

Hoje vou fazer o papel do mascu (coloquei um X no local dos palavrões/xingamentos):

====INÍCIO DA TROLLAGEM MASCU====

""A mulher que sofre abuso dentro de ônibus não é uma mulher virtuosa, pois é óbvio que estava usando roupas curtas ou justas.

Somente as virtuosas que se vestem com roupas dignas sabem se valorizar, pois não é possível que, dentro de um ônibus lotado de búfalos, a mulher (vulgo X) continue tentando se valer da objetificação do seu corpo (ou seja, empoderação feminazi) para conseguir um lugar para sentar!

Somente mulheres X (que não tem cérebro, só X) usam roupas justas e curtas para conquistar a simpatia dos búfalos e conseguir um lugar para sentar no ônibus. Portanto somente mulheres X são abusadas nos ônibus.

Perceba nas entrelinhas: isso NÃO são direitos iguais! E é exatamento isso que as feminazis querem, que somente as mulheres possam se sentar nos ônibus. É o sexismo propagado pelo marxismo cultural através do feminazismo.

Lembram da época racista nos EUA, quando os negros deveriam ceder seus lugares aos brancos? E da época nazista na Alemanha, quando os judeus deveriam sair da calçada se alemães estavam passando? Pois saibam que na Índia e em outros países elas conseguiram vagões privativos de X nos metrôs! E depois elas ainda dizem que não são feminazis!

Mas os búfalos não são burros. Se as X são abusadas por búfalos dentro do ônibus, bem feito para elas! Quem mandou se vestir como um X só para continuar se empoderando?

A Real é essa, que a mídia vive manipulando esses dados de estupro no transporte público. Mas não vamos nos deixar abater por isso, somos Guerreiros da Real. Se você ver uma mulher de roupa justa e curta dentro do ônibus lotado, passe a mão nela! Dificilmente ela vai sair gritando e ninguém, além da X, vai perceber o que você fez. Só assim esses X vão começar a aprender que os búfalos não vão deixar elas tomarem nossos lugares no ônibus.

Diga NÃO ao empoderamento feminazi dentro do transporte público! Diga NÃO ao sexismo e a reserva de bancos para feminazis dentro dos ônibus!""

====FIM DA TROLLAGEM MASCU====

Anônimo disse...

Desisti de voltar a estudar porque teria de fazer faculdade a noite. Pegar onibus e a faculdade é meio afastada. Nao tenho medo que me assaltem mas que me estuprem e na situação de ter que ir a aula 5 dias a semana durante 10 meses por ano, voltando quase a meia noite num ponto de onibus que demora 1hora pra chegar e super escuro, as chances de ser estuprada eram muito grandes.

Fico em casa. E nao vou melhorar de vida, lógico. Se no Brasil tivesse faculdade a distancia por internet como em muitos países nao duvidaria em fazer

Anônimo disse...

Isso é o que o patriarcado nos trouxe. As mulheres acharem que ser somente assaltada é sair no lucro. Eta patriarcado maravilhoso!

Anônimo disse...

ja existe faculdade a distância no brasil faz tempo

Anônimo disse...

Sobre o que a Mayra Carvalho disse, eu também fiquei de cara. Não sou petista e nem gosto da Dilma, mas achei super idiota (pra dizer o mínimo) a turma chamando a Dilma de sapatão e de puta, como se fosse xingamento, dizendo que ela não deveria ter nascido (vi até um meme profanando De Volta Para o Futuro sobre voltar no tempo e impedir que a mãe dela ficasse grávida) e outras merdas.
Também não sei o que esse povo pensa que vai acontecer se ela sair da presidência. O pessoal não ta sendo muito racional nesse sentido.

Sara disse...

Absurdo total anon 20.35hs abdicar dos estudos por medo da violência que possivelmente sofrerá caso resolva estudar, qts mulheres não devem passar por isso, minha filha tb corre riscos, mas pelo menos o trecho q ela percorre a pé é bem pequeno, mas sempre ficamos com medo.
Não bastasse isso tem a injustiça do polemico preço das passagens.
Em reais, o salario mínimo e preço das tarifas.

Em Paris
Passagem $ 3,55
Salario mensal $ 3.942,00

E. Nova Iorque
Passagem $ 2,25
Salario Mensal $ 2.730,00

Buenos Aires
Passagem $ 0,50
Salario Mensal $ 1.325,00

Brasilllllll zil zil zil
Passagem $ 3,20 (Pelo menos queriam isso)
Salario mensal $ 678,00

Ta difícil não se revoltar ....

Rebecca souza disse...

VOLTando a comentar no blog,hoje fui na manifestação de Belém,eu estava meio assim como manifestante antiga,com essa revolução do facebook,e olha,devia ter seguido meu coração.Cartazes como ``O Brasil é de jesus``,``dilma sapatão não sabe governar não``,´`redução da maioridade penal``,e o auge``Mais gostosas,menos dilmas``.Cara,eu não sou pt,tenho ódio pela construção de Belo monte(MIlito no movimento Xingu vivo),mas,se o gigante que acordou é machista,homofobico e reaça,me desculpe,mas,eu vou dormir e esperar ele ter sono.

Camila disse...

É absurdo ver que o protesto que começou pedindo pra baixar a tarifa do ônibus tenha se tornado um protesto contra as mulheres, pois foi essa a conclusão que cheguei depois de ver os assuntos mais falados no twitter e fotos como essa

http://info.abril.com.br/noticias/blogs/trending-blog/twitter/no-dia-da-vitoria-preconceito-brilha-no-twitter/

Anônimo disse...

Eu estranho muito a falta de comentários das mulheres que fizeram minha cabeça na época da eleição: Lola, Amanda, Estrada Anil, Carol Nogueira e muitas outras, sobre as manifestações que tomaram conta do Brasil. Pode percorrer os blogs das nossas amigas militantes: nem uma linha a respeito. Peremos a crítica?

Anônimo disse...

Aqui em Manaus rolou um cartaz: "Piroca na Dilma", pra quê isso? O cara quer dar um estupro corretivo na Presidenta? Ou acha que ela tá precisada de pica, porque senão perde o juízo?
Acho que muita gente confundiu a manifestação com carnaval.

taí o cartaz infeliz http://twitpic.com/cya0dm

Fórmula de Bhaskara, uma amazonense descrente nesse tal gigante.

Cris disse...

Hoje (ou ontem, sei lá - dia 20/06, que seja) pela manhã, pego o jornal odioso que só assino pra ter acesso a editais do judiciário.

e eis a matéria de capa:

http://www.redetribuna.com.br/jornal/noticias/2268/misses-vao-as-ruas-sem-descer-do-salto


foi aí que eu tive certeza daquilo que já suspeitava: protesto virou carnaval da direita coxinhosa. e agora eu não to nem com sono de tanto medo de haver um golpe de estado. os congressistas em brasília estão se movimentando nesse sentido, não tenho muitas dúvidas. :(

Becx disse...

Fui numa passeata que um cara e ava com um cartaz'Dilma gorda'depois no fórum veio todo feliz perguntar quem tinha tirado foto pra postar. Veio uns apoiando outros criticando, eu entri na discussão e adivinha oque saiu? Um 'é só uma piada'vc não tem senso dw humor e lá no último um 'vai arrumar um namorado'eu ri alto do panaca. Mas a piada é a nosso custo, pois idiotas como esse só atrasam a nossa luta

Priscila MR disse...

Aqui em São Carlos foi levantado essa pauta por uma menina e o pessoal ignorou.

Anônimo disse...

Existe mas nao do curso que eu gostaria de fazer.
Existem de comercio, administração, etc.

Anônimo disse...

E a solução seria?

Leila Silva disse...

Já me entregaram panfletos em um terminal de ônibus em São Paulo me "ensinando" a não usar legging ou roupas apertadas em ônibus ou nas ruas pois isso provoca o estuprador em potencial... pff

Madressilva disse...

sobre assédio sexual,recomendo que a autora do blog assistas os seguintes videos:

http://www.youtube.com/results?search_query=mulher+melancia&oq=mulher+melancia&gs_l=youtube.12...68.419.0.2168.3.3.0.0.0.0.405.652.1j1j4-1.3.0...0.0...1ac.1.11.youtube.nASWJ9a4vPQ

a coisa fala por si só.resta pergunta: como nós mulheres brasileiras queremos respeito se aceitamos tais bizarrices com o aval do movimento feminista? vamos mesmo chegar á algum lugar? o defeito é só dos homens?? Ficar nos fazendo de vítima sem atacar o que gera tais situações é a solução??

Ana Lucia

Madressilva disse...

Pois é Leila,é nosso direito nos reduzirmos á objetos sexuais,provocarmos os homens ao máximo...no final,são eles os tarados que só tem sexo na cabeça....pff!!

Cora disse...


o q é isso, madressilva? vc tá dizendo q o respeito à mulher é condicional?

é isso mesmo?

vc está mesmo dizendo q uma mulher só merece respeito qdo o homem acha q ela se comporta do “jeito certo”? pq isso é bem subjetivo, né? veja q em alguns países, mostrar os cabelos já é considerado comportamento inapropriado q justifica canalhices por parte dos homens.

condicionar o respeito à mulher ao modo de vestir ou ao trabalho ou ao comportamento é forma de justificar td e qq violência q se cometa contra a mulher, afinal, o homem pode sempre se justificar responsabilizando o comportamento ou a vestimenta da vítima pela violência cometida e com a anuência da sociedade!!

uma mulher (ou um homem) cis ou trans, pode trabalhar expondo o corpo q, ainda assim, continua sendo digna de respeito. o repeito é divido à pessoa humana, independente da forma como ela se veste.

uma mulher q expõe o corpo não se reduz a objeto. ela apenas expõe o corpo. quem a reduz a objeto q pode ser tocado e violentado é a sociedade q diz q ela não merece ter sua integridade física resguardada ou sua vontade respeitada apenas por ter seu corpo exposto.

e isso é um absurdo, madressilva. vc não percebe?

qdo um homem dança de forma sensual ou simulando sexo, as mulheres gritam, assoviam, aplaudem, passam a mão (se o homem permitir), dão cantadas. mas, quase sempre, sem violência física ou verbal. a mulher respeita o homem como indivíduo. pq com a mulher não pode ser assim? pq os homens não podem gritar, assoviar, aplaudir, passar a mão (se a mulher permitir), dar cantada... mas sem q haja violência, sem q se ultrapassem limites, sem q se passe por cima da vontade do outro, sem q se desrespeite? pq os homens não podem ver td mulher como um ser humano q sente, deseja e merece respeito?

pq o respeito condicional à mulher é defendido até por mulheres?

vc não percebe como o respeito condicional desumaniza a mulher?

vc não percebe q o fato da mulher melancia agir assim te ofende tanto justamente por conta desse respeito condicional q vc defende?

o q gera tais situações é a roupa da mulher ou o fato da mulher ser respeitada apenas condicionalmente, madressilva?, da mulher ser respeitada apenas enqto exibe os comportamentos “permitidos”, "aceitos" para ela pela sociedade (pelos homens)?

não seria vc q não ataca o q gera “tais situações”?

Anônimo disse...

Olha, eu acho que as bandeiras feminista aí seria o respeito aos assentos para gestantes e a coibição de da "sarração" etc, do assédio, que acontece em geral nas linhas mais 'humildes'.

Mas um argumento me intrigou, diz que a grande maioria que usa o transporte público são mulheres devido a imensa desigualdade social entre homens e mulheres e que as mulheres corresponderiam a uma porcentagem de 55% (isso é imensa maioria aonde ?)
Gostaria de saber qual o distribuição de gênero entre a população de grande São Paulo(que não foi divulgado) para contextualizar essa razão. Além tem esse dado ? Em geral a pupulação feminina tende a ser maior, o que não mostraria nenhuma desigualdade nessa taxa aí.


Luiz