segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

VOCÊ ESTÁ NUMA SITUAÇÃO DE ABUSO?

Acho que só não recebo mais emails de mulheres pedindo ajuda contra a violência doméstica que sofrem porque a maioria das pessoas que me leem é jovem, e muitas leitoras ainda não tiveram um relacionamento amoroso e muito menos se casaram. 
Mas olha, toda semana tem pelo menos um pedido de SOS. 
Pra tentar ajudar, traduzi as questões abaixo que tirei daqui. Vale também para quem está começando um namoro. Qualquer uma dessas manifestações deve servir de alerta vermelho pra sair fora do relacionamento imediatamente. 
  
Estou numa situação de abuso?
Como está seu relacionamento?
Seu parceiro:
Te humilha?
Age ou olha pra você de forma que te assusta?
Controla o que você faz, quem você vê, com quem você fala, onde você vai? (Cabe aqui um parênteses: dez em cada dez mascus recomendam instalar programas espiões nos computadores das companheiras, a fim de vigiar seu comportamento nas redes sociais e nos emails. O irônico é que eles se consideram "desapegados". Aliás, tantas das perguntas podem ser respondidas com um sim por quem está com um mascu que não resta dúvida: relacionar-se com misóginos é um comportamento de risco. Caia fora o quanto antes).
Te impede de ver seus amigos ou familiares?
Pega o seu dinheiro ou cartão de crédito, faz com que você lhe peça dinheiro, recusa-se a te dar dinheiro?
Toma todas as decisões?
Te diz que você é uma péssima mãe ou ameaça tirar ou machucar seus filhos?
Te impede de trabalhar ou estudar?
Age como se o abuso não fosse nada, ou que é culpa sua, ou até nega que haja abuso?
Destrói a sua propriedade ou ameaça matar seus animais de estimação?
Te intimida com revólver, faca ou outras armas?
Te empurra, te esbofeteia, te sufoca, ou te bate?
Te força a tirar as queixas?
Ameaça cometer suicídio?
Ameaça te matar?
Se você respondeu “sim” a qualquer uma dessas perguntas, você pode estar num relacionamento abusivo.

Essas questões não são muito diferentes dessas (clique para ampliar), que constam numa ótima cartilha lançada pelo governo. Você pode lê-la inteirinha aqui.
A cartilha também traz algumas respostas a esta clássica pergunta: "Por que as mulheres aguentam tanto tempo a violência doméstica?". Eis os principais motivos:

Medo de romper o relacionamento.
Vergonha de procurar ajuda e ser criticada.
Esperança de que o parceiro mude o comportamento.
Por sentir-se sozinha e não contar com pessoas que a apoiem.
Medo de não ser aceita na sociedade como uma mulher sem marido.
Dependência econômica dos parceiros para o sustento da família.
Nem todas estão preparadas para viver um processo de separação.

O importante é apoiar, ajudar, cooperar. Não julgar. Julgar só faz que a mulher que é agredida, e que já está com a autoestima muito baixa, se sinta ainda pior.
Lembrando que, claro, violência doméstica também pode acontecer num relacionamento lésbico, e a Lei Maria da Penha se aplica. Pra transexuais ainda é difícil, mas já houve jurisprudência.
E homens cis (idenfificados como homens desde o nascimento) também podem ser agredidos por suas companheiras, e, neste caso, devem denunciá-las. Mas não através da Lei Maria da Penha, que foi criada para combater o tipo predominante de violência doméstica no Brasil, que é o de gênero, contra a mulher. Por isso a lei também vale para irmão que agride irmã, ou filho que bate na mãe (acredite, isso existe).
Este excelente vídeo do lindo Tião Simpatia, que tive o prazer de conhecer, explica tudo direitinho e de uma forma fantástica: através da literatura de Cordel e da música. Assista e divulgue, que ele é muito didático.
Não creio que a punição do agressor seja a melhor saída. Prefiro que ele reflita sobre o que fez e possa ser reintegrado à sociedade, para não bater mais na companheira ou nos filhos. A única forma que isso pode ser alcançado é atráves de uma ampla discussão sobre o modelo de masculinidade.
Esta é uma reportagem de 2 minutos minutos e meio sobre um grupo de recuperação de homens que existe em Minas. Em sete anos, o programa já atendeu a 400 homens. Como explica um psicólogo que trabalha na ONG: a mudança se dá "através da reflexão, a partir de colocar em xeque os modos de exercer a masculinidade, os modos de ser homem". Um participante, o comerciante Radamés, diz: "Pra você ser macho não precisa usar o que a gente está acostumado pela cultura, de disputar, de ganhar a coisa na voz, na força, não é isso. A gente acaba aprendendo um pouco mais da sensibilidade de ser homem".
Nossa, eles querem discutir o modelo de masculinidade que leva à violência? Que misândricos! Dá pra ver que eles odeiam homens tanto quanto as feminazis odeiam! Aham, querer mudar padrões de comportamento que são terríveis pra toda sociedade (ou homem que bate na mulher é feliz?) não tem nada de anti-homem. Anti-homem, a meu ver, é naturalizar um tipo de comportamento masculino ("homem sempre foi assim e sempre será") e dizer que um homem não tem condições de mudar.  

Vamulá, gente, todo mundo acabar com a violência doméstica. Se você é vizinhx ou familiar e presencia um abuso, meta a colher! Se você sofre violência, denuncie. E se você é o agressor, compreenda que este é um gravíssimo problema social que destrói famílias, e busque ajuda para mudar.  
 
Disque Denúncia – Central de Atendimento à Mulher: 180
Polícia Militar – 190
Em SP existe o Gevid (Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica), criado no ano passado pelo Ministério Público.

94 comentários:

Anônimo disse...

Acho que faltou dizer que muitas mulheres não saem do relacionamento abusivo por medo do que o atual parceiro faria de pior se fosse ex-parceiro.

Como ameaçar matá-la ou a família se ela chamar a polícia.

Caroles disse...

A pior coisa sobre discutir esse tipo de comportamento é ter que ouvir o clássico "É, mas tem mulher que gosta..."
Esses dias no Jornal Hoje passou uma matéria sobre violência doméstica e o número assustador de denúncias que o disque-denúncia recebe todo dia. Tava indo tudo bem, daí no fim da matéria eles falam que a maioria das mulheres acaba retirando a queixa e voltando pros seus maridos. Daí colocam um delegado falando algo tipo "É, elas ficam chorando, dizendo que amam eles, que elas tavam erradas, daí né..."
Poxa, que ótima maneira de terminar a matéria. É claro que foi só passar isso que meu tio já comentou que quem faz isso é porque gosta de apanhar. E eu contei até mil pra não gritar.

Paula disse...

sei lá, eu não sou tão otimista assim...
esse tipo de coisa tem que ser feita ANTES da agressão... a gente educa criança e adolescente, adulto se aplica a lei... os agressores podem até ter esses grupos de apoio: mais ainda assim, no máximo em regime semi-aberto...

essa matéria d'A Liga mostra isso claramente:

http://www.youtube.com/watch?v=XnkX3wcDDoE

(aliás, vale a pena ver todo o programa)

agressor tem que ser afastado da sociedade até 2a ordem... enquanto a mulher, se precisar, faz um profissionalizante ou algo do gênero..
se papai e mamãe não ensinaram que o seu direito de balançar o pulso termina onde começa o nariz do outro, a polícia tem que ensinar...

Lord Anderson disse...

Quando lembro de todos os casos de violencia domestica que presenciei quando criança, os que vi quando trabalhei com assistencia social eu digo que cada "mereceu", "é pq gosta", 'coisa fez", me enojam e revoltam.

muita coisa melhorou, mas esse impeto de condenar a vitima ainda é muito forte em nossa sociedade.

e o pior é que o pessoal não entende que assim tb se tornam parte dessa violencia.

Rosanna Andrade disse...

Sabe, as questoes da cartilha linkada me fizeram refletir sobre o protagonista da novela das 8.

O cara cabe direitinho em algumas caracteristicas de um homem que pode ser violento: controla amizades, roupas e horarios da namorada; a impede de trabalhar, alega que ela n precisa trabalhar pq ele cuidara dela. E isso na novela assume um tom de cuidado, amor. Embalada pela nojenta musica "Esse cara sou eu".

Um dia q eu qse tive um treco assistindo foi qdo ele atendeu o celular da mocinha da historia. Era a ligacao de uma agenciadora de modelos (q na vdd era uma traficante de mulheres) que estava incitando a garota a voltar com ela p a Turquia. O cara atendeu foi grosseiro e disse que a sua namorada n ia viajar com ela e desligou.

Achei surreal! Tudo bem q a atitude dele acabou ajudando a elase livrar (por um tempo) de ser traficada novamente, mas ele n sabia disso! E qdo ela foi com suas proprias pernas, pra passar 3 meses num trabalho num cafe, ele terminou o relacionamento! Por causa de fucking 3 meses, alegando q ela n precisava do dinheiro pq ele cuidaria dela e do seu filho de outro relacionamento.

Qdo ela viajou ele n esperou um mes pra voltar c a ex. E qdo a mocinha retornou e eles reataram, ele de vez em qdo deixa claro q nunca a perdoou por ter viajado, q ela nem tentou compreende-lo.

Acho q eu nunca vi um retrocesso tao grande em novelas atualmente qto esse relacionamento. A novela eh importante por tocar na questao do trafico de pessoas. Mas ao mesmo tempo endeusa um modelo de parceiro perigoso e controlador.

N entendo um cara q faz a pessoa perder oportunidades de crescer na vida ser colocado como um cara legal. Eh bem mais provavel q esse tipo de pessoa destrua a carreira da outra, torne-a dependente financeiramente e emocionalmente do q a salve de uma rede de trafico internacional. Muito triste!

Bruno S disse...

O difícil na resposta dessas perguntas é que algumas das atitudes abusivas são vistas como carinho ou cuidado, como proteção.

Assim como as atitudes abusivas vão se tornando mais intensas conforme o agressor vai se sentindo mais no controle da situação.

E acho que o caminho passa mesmo pela reeducação de todos nós. Mesmo quem não age assim e nem sofre abusos deve estar de olho no que estão passando amigos e familiares.

Sara disse...

Me desculpe Lola, quando vc escreve algum post que não me agrada ou que não seja relevante pra mim, ou ainda que eu não tenha nada a acrescentar eu simplesmente leio e nem comento.
Mas não gostei desse post, infelizmente eu sou um tipo de mulher que marcou X em quase todos os itens dos testes que vc postou.
Mas não me senti representada. achei válido a reportagem extensa
identificando os tipos de homens que podem ser possíveis agressores, ainda mais porque tudo o q é relatado ali acontece de fato, sou testemunha disso.
Mas nunca vou me conformar de que um homem que faça tanto mal para uma mulher fique IMPUNE mesmo depois de ela reunir coragem para
denuncia-lo, pq não é nada facil, tenho conciência q eu e muitas outras mulheres não fazem denuncia e não só pelos motivos alistados nesse post, o principal deles sequer foi mencionado que é o MEDO de morrer, nossas leis não nos defendem desse tipo de criminoso, e quando vemos que até mesmo mulheres instruidas de exelente situação econômica são mortas da mesma forma q são cotidianamente as menos favorecidas, que menssagem vc acha que é passada a quem esta nessa situação???? pois eu lhe digo, não ha esperança, e vc que esta passando por esse tipo de situação que se vire de alguma forma, e não conte com as instituições e autoridades.
Sei q sua intenções devem ter sido as melhores, em ter reunido todo o material q vc juntou para escrever esse post, mas não trouxe consôlo nenhum saber que muita gente acha que criminosos como esses merecem apenas frequentar alguma escolinha pra aprender boas maneiras.
Desculpe o desabafo...

Anônimo disse...

"Meter a colher" é complicadíssimo, Lola :(

Meu pai e minha mãe viviam num campo de guerra, um inferno - os dois se separaram, e meu pai arranjou uma namorada, também divorciada, que tinha acabado de sair de um relacionamento abusivo.

Eu tinha ficado super feliz, até descobrir que meu pai é tão terrível pra ela e os filhos dela quanto foi pra minha mãe e eu - e olha que eles só tem alguns meses de namoro, deveriam estar ainda na fase cor de rosa e perfeita.

Na minha cabeça, eu fico pensando... "eu devia avisar? dar meu telefone?"
"mas ela não sabe os sinais? ela já passou por isso antes, por que passa de novo?"
"que poder eu tenho? os filhos dela não deveriam fazer algo? e agora?"

jacmila disse...

Olá Sara. concordo totalm. c/ o q vc disse. Não é nada agradável ver a cara de deboche desses homens repetindo o refrão:"num dá nada êêê". Acho bem aflitivo toda essa impunidade e pessoas militantes prontas pra te xingar de reaça, de direita, e por aí vai se vc manifesta seu desagrado. A lei m@ da penha é bonita mas na pratica o q temos ainda são pessoas despreparadas, de mentalidade bem curta, justamente as pessoas q deveriam dar os devidos encaminhamentos das denúncias. Ameaça, intimidação, coação,violência física e verbal não são crimes perante a lei?

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Sabe,a raiz de todo problema está na ausencia do feminismo ser ensinado nas escolas.

Mirella disse...

anon das 16:01,

vou meter a colher na sua metida de colher. Acho que vc poderia conversar com ela, sim. Sei lá, mal não vai fazer, e muitas vezes a mulher não sabe como agir. Dê seu apoio. Infelizmente, nestes momentos acredito não ser possível esperar que as pessoas mais próximas dela cumpram o papel de apoio. Sei lá, conversa de boa com ela, mostra esse post...
E com seu pai, sem chances de conversar?

André disse...

Anônimo 16:01,

Essa é a mesma pergunta que eu me faço, porque pessoas problemáticas ainda conseguem novos relacionamentos, mesmo quando está na cara que se trata de um péssimo partido?

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Se tivessemos desde periodo escolar todxs contato com feminismo separariamos o joio do trigo mais facilmente.
Aqueles que maltratasse nao seriam mais por questao de masculinidade do patriarcado,ignorancia que faz-se misogina, e sim por maldade mesmo, misogina.

Anônimo disse...

E como a gente faz quando é o pai que bate na gente? Eu posso ir na Maria da Penha tbm?

lola aronovich disse...

Pode sim, anônima das 16:50. A Lei Maria da Penha vale pra toda violência de gênero (ou seja, contra a mulher, que costuma ser a grande vítima) que acontece em ambiente doméstico. Vá a uma delegacia da mulher e procure seus direitos.


Sarinha querida, mas ninguém está defendendo a impunidade. É só que a punição (com privação da liberdade, por exemplo) deve ser apenas um dos caminhos. Punir, por si só, não recupera muita gente. E a gente quer também que essa pessoa seja recuperada, não? Que, quando ela sair da prisão, ela não volte a cometer este crime com outra pessoa. No caso de violência doméstica, os agressores são bem parecidos. Eles aprenderam a resolver conflitos com violência. Aprenderam que mulher é inferior. Precisam desaprender. Precisam repensar o que é ser homem. Creio que esses centros de recuperação para agressores fazem isso muito bem.

Sara disse...

Eu mesma ja quebrei muito a minha cabeça pensando em qual seria a solução pra essa realidade de tantas mulheres Lola, e te juro não consigo imaginar uma solução viável, é complexo demais esse tipo de situação, envolve a educação machista q a sociedade continua aceitando como normal, e mais, o homem que se envolve nesse tipo de crime, em grande maioria é um cidadão muito respeitavel, trabalhador, alguns tem bom nivel de escolaridade, poucos tem antecedentes criminais, só por isso ja fica mais dificil ainda convencer autoridades e a sociedade em geral que aquele pacato cidadão na verdade é um crápula, não bastasse isso tem o fato muito bem comentado na reportagem inclusa no seu post , de q a violência não é rotineira, ela vem em ciclos de explosão, e nos intervalos, esse tipo de homem se comporta como se fosse o melhor, mais generoso e amavel dos homens, deixando a cabeça da mulher que é submetida a essa situação em uma confusão mental , pois ele se mostra um monstro em certos momentos e em outros ele é capaz dos gestos mais nobres que se possa imaginar, dando demonstrações de amor que só se vê em filmes.
Analisando a situação toda, fica muito dificil prevenir esse tipo de violência, mas o q eu penso é que se uma mulher chegou no ponto de fazer a denuncia contra um homem destes é pq a situação se tornou tão insustentável q a vida dela esta por um fio, e essa denuncia deveria receber todo o apoio das autoridades e da sociedade, e acho q as penas deveriam ser até agravadas relativas as penalidades normais e de mesma natureza em outras circunstâncias, pois creio que receber uma agressão de um companheiro que supostamente deveria te amar e respeitar são muito mais graves que recebe-las de um estranho.
Outra coisa que eu acho que nossos governantes deveriam fazer é campanhas massivas que conseguissem atingir toda a população concientizando a sociedade que a violência doméstica não deveria mais ser tolerado por ninguem.

Anônimo disse...

Quando eu e minha irma éramos pequenas meu pai agrediu minha mãe três vezes e teria agredido mais se ela não tivesse ido na delegacia da mulher denunciá-lo.
Segundo conta ela, ele tomou um esporro da delegada desses que deixam a gente com vergonha de existir.
Não sei se foi pelo esporro ou pela possibilidade de ser preso se houvesse reincidência ele nunca mais levantou a mão prá ela.
E minha família, mesmo nada perfeita, foi poupadas de vivenciar um fim que poderia ter sido bem trágico.

Pili disse...

Curioso, hj mesmo eu estiquei a mao pra mae de uma amiga minha, que tem um arranjo familiar muito similar ao meu. Me sinto meio panaca fazendo isso mas mesmo assim, acho que pedir ajuda nao é vergonha. Vergonha é fugir dos problemas.
Eu disse à essa "tia" que achava muito cruel o comportamente de certos pais e maes perante seus filhos pq a importancia que eles tem em suas vidas é inigualavel. E crescer, se sustentar, etc, nao muda isso. Alguns pais nao se responsabilizam por certos julgamentos, grosserias e desrespeitos e, por mais que os filhos nao dependam deles, esse comportamento será sempre destrutivo.
... Bom, a mae dessa amiga tentou me ajudar como pode.
Mandou eu estudar lá umas teorias da religiao dela.
Affffffe. Sinceramente, eu não quero saber de nenhum pensamento que explique, justifique, desculpe ou naturalize essas agressoes. Pq elas nao sao naturais. Elas sao atos intencionais de uma pessoa violenta!
Eu nao quero saber porque nem como os familiares estao sendo violentos... Eu quero que eles parem.
Enfim,
Um homem que comete violencia de genero não está apenas agredindo uma pessoa.
Está marcando pra sempre toda uma familia.

Anônimo disse...

Não quero ser advogado do diabo, mas tem mulher que age assim também. Conheço um casal onde o agressor é a esposa. As perguntas que vc colocou, o marido responderia 'sim' pra várias delas.
Mulher qdo dá empurrão em marido raramente machuca fisicamente, mas não quer dizer que seja correto...
:(

MonaLisa disse...

Não tem muito a ver com o post, mas ontem a noite, sai pra comprar um lanche rapido, eu estava de blusa branca e sem sutiã, quando de repente começou um toró de chuva, cheguei no lancheiro, visivelmente sem graça com a blusa molhada, marcando com os braços cruzados cobrindo os seios e tinha o lancheiro e mais dois caras lá.

E o lancheiro ofereceu o avental dele pra me vestir pra cobrir meus peitos, eu aceitei.

E tava passando no fantastico a reportagem sobre o trafico de mulheres. Quando começou o papo entre os 3 primeiro falando sobre como deve ser terrivel... mas... "tem mulher que gosta da coisa né?"... "acha que ela não sabia onde tava se metendo"... "acreditar que vai espanha pra dançar"

Eu queria sair correndo dali, mas com aquela chuva estava impossível. Mas fiquei refletindo lendo esse post, que aqueles 3 seriam mais um desses maridos que se fingem de santos pros clientes, mas batem nas esposas porque 'elas gostam'. Ou culpam a mulher que é estuprada pela roupa.

Nojo eterno.

suelen disse...

me desculpe mas eu n concordo com algumas coisas,como é que fica a historia que eu li aqui da mulher que morava na frança(n lembro se era lá mesmo) ,vivia com um lixo de marido.
ela conseguiu se livrar dele,veio para o brasil,dai ele choramingou um pouco e ela voltou para ser novamente maltratada?

ela realmente não tem um pingo de responsabilidade no proprio sofrimento? ele já estava bem longe,n teria como fazer nada com ela.

Anônimo disse...

Triste demais...
Quanta dor isso causa/causou... Repassei a cartilha aos meus contatos.

Parabéns pelo post!
Coragem, mulheres!

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Anon das 18:16

O que ocorre é o seguinte, a lei maria da penha não tem como principal objetivo vigiar e punir, e sim educar, é o que chamam de aspectos "pedagógicos". O objetivo inserir na cultura popular na marra que não se pode bater em mulher e ponto final.
Inserir homens na lei, afetaria o caráter pedagógico da lei que é ensinar "bater na mulher é errado", fosse "bater no companheiro é errado" já ficaria complicado demais para o "folclore popular".

Sim, é algo infantil que chega a ser simiesco, porém, a grande maioria dos homens abusivos e seus apoiadores tem mentalidade de macaco e só dá para ensiná-los fazendo macaquice.

Anônimo disse...

o que deve ser dificil num relacionaento abusivo é esta zona cinzenta onde o cara não chega a bater fisicamente, nem ameaçar, mas maltrata verbalmente, diminui a pessoa, só ele dá a última plavra nas coisas etc..
Como identificar isso como abusivo, se nós mulheres mesmas fomos criadas sendo machistas?
Como identificar a posição submissa da muler moderna em nós mesma quando não somos agredids fisicamente?
Complicado mesmo.

Além dos sinais do homem agressor seria legal sabermos mais de como as mulheres criam mecanismos psicológicos de defesa numa situação destas (ex.negação, achar o cara coitado, se culpar, etc etc..)


Ana disse...

Lola, a gente espera que um agressor se recupere, acho que ninguém discute que a recuperação sempre é o melhor.
No entanto, isso não pode significar impunidade, e, sobretudo, risco maior para a vítima. Não posso aceitar que a violência doméstica contra a mulher seja um crime "menor", que não mereça punição. Merece sim. Recuperação é outra coisa. Não podemos ser negligentes e tolerantes para com a violência. Violência é coisa séria, gera mortes, traumas, destruição de pessoas, de crianças, não é pouca coisa. Por que, em nome da "recuperação", esse crime não deve ser punido??? Essa postura, de fechar os olhos para um crime, não me parece a mais adequada, a mais efetiva nem a mais justa. Como vão ficar as vítimas enquanto seus algozes ficam livres fazendo "cursinhos de recuperação"? Não quero menosprezar tais "cursos", não os conheço, não posso opinar, mas acho profundamente injusto, desrespeitoso e inclusive perigoso para as vítimas a idéia de que não haja punição para esses crimes.

Anônimo disse...

Sendo homem, posso perguntar uma coisa?

"E homens cis (idenfificados como homens desde o nascimento) também podem ser agredidos por suas companheiras, e, neste caso, devem denunciá-las. Mas não através da Lei Maria da Penha, que foi criada para combater o tipo predominante de violência doméstica no Brasil, que é o de gênero, contra a mulher."

Denunciar a parceira? Pra quê?

No artigo 129 do código penal, não prevê que a agressora deva ficar a uma distância mínima do agredido, a pena é pequena demais para pensar que ela vá fazer uma "visita obrigatória ao presídio feminino". Na melhor das hipóteses ela vai pagar uma cesta básica e estar livre para agredir de novo.

Além disso, ao saber que foi denunciada, ela vai aumentar o contingente de violência e obrigar o rapaz a retirar a denúncia. Fora que ela pode muito bem provocar alguns machucados em si mesma, falar que fez para se defender e aí é a vítima quem vai para a cadeia. Afinal, é como disse um policial, pela lei o homem está sempre errado.

Além disso, os homens que são vítimas de violência doméstica recebem nenhum tipo de auxílio. Muito pelo contrário, o machismo é o que faz com que eles sejam, na verdade, motivo de piadas e chacotas. Ajuda de psicólogo? Só pagando, porque não existe uma ong, uma entidade que ofereça a mão para um cara que esteja nessa situação.

Sei que o foco aqui é o combate à violência doméstica especificamente contra as mulheres. Mas é preciso admitir que os homens sofrem violência doméstica SIM. E é preciso combater esse tipo de violência, estudar, entender, trabalhar, conscientizar. Até porque a figura do abusador já foi naturalizada como sendo tipicamente masculina. E o que vejo por aí são apenas iniciativas que reforçam essa naturalização misândrica.

A única solução possível no caso do homem? Terminar o relacionamento e sumir do mapa. E torcer para que ela (ou a justiça, caso ela entre com queixa de abandono) não o encontre.

P.S.: Antes que alguém argumente que os homens sejam fisicamente mais fortes, se ele usar a força, vira automaticamente o algoz na situação.

E ele pode sair facilmente do relacionamento? As pouquíssimas pesquisas feitas acerca do tema mostram que não é tão fácil aos homens saírem de uma relação abusiva. Os motivos são - ironicamente - os mesmos que prendem as mulheres a maridos agressores.

jacmila disse...

"Sabe,a raiz de todo problema está na ausencia do feminismo ser ensinado nas escolas."

Trabalho diretamente com estudantes com idades partindo dos 15 anos e desde q atuava no ensino fundamental sempre procurei desconstruir papéis de genero, machismo, sexismo.

É trabalho de formiginha mesmo, pois é um ambiente misógino, machista, LGBTIQ pra lá de fóbico e tudo isso partindo especialmente de "colegas".

Então é como pisar em ovos, é um terreno minado, onde sempre tem adolescente com os nervos à flor da pele descarregando a raiva nas profas mas bem quiridos com os profes.

Esses dias encontrei um ex aluno e ele pediu desculpas por ter sido tão inconveniente e agressivo e justificou: "é pq eu apanhava muito do meu pai, tanto q até me afastei dele".

Mônica disse...

"nossas leis não nos defendem desse tipo de criminoso"

Sara,

nenhuma lei defende ninguém de coisa nenhuma...

porque, convenhamos, o que é uma lei além de um amontoado de palavras num papel?

o que pode nos defender de alguma coisa são políticas públicas, ações concretas que façam valer as leis.

não estou dizendo que todas as leis são perfeitas e que não poderiam ser melhoradas.

mas vejo que existe uma tendência de botar tudo na conta da lei.

daí o que se faz é criar mais e mais leis que, no fim das contas, não vão mudar nada se não houver um sistema eficaz para aplicá-las...

no caso da violência doméstica, precisamos de muito mais estrutura, mais apoio à vítima, para começar...


Ju disse...

Caroles,
também preciso contar até 1000 pra não perder as estribeiras. E na maioria das vezes não consigo contar até 10, aí já viu..

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Rosanna,
você falou TUDO sobre a novela e o Téo.
O cara é um perfeito babaca e é pintado como príncipe. Fico puta com isso!
Mas a namorada dele, Morena, é uma moça humilde, sem instrução, com um sub-emprego, mãe solteira. É um prato cheio pra esse tipo de canalha se aproveitar. Tomara que eles não terminem a novela juntos, de qualquer maneira já cansei dessa novela chata.

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Suelen,
esse post é o "Meu ex francês é um psicopata". Além desse cara ser um psicopata (que manipula, mente, engana melhor do que você imagina) ele não era só o marido dela, era o pai do filho dela. Isso muda tudo. O cara não "choramingou" e ela voltou pra ficar com ele. Ele passou 40 dias no Brasil se fazendo de arrependido e santo pra ela, a família dela e pros amigos dela. E todo mundo acreditou nele.
Então ela não é culpada pelo sofrimento dela e nem gosta de ser maltratada porque NINGUÉM gosta.

Mônica disse...

quem comete um crime tem que ser punido por isso, mas a punição - prisão por exemplo - não é solução para o problema da violência doméstica.

a punição é só a resposta para o crime, NÃO É A SOLUÇÃO.

(até porque se fosse, convenhamos, o problema já deveria estar resolvido a essa altura do campeonato, né?)

de que adianta propagarmos somente a punição dos agressores, se vivemos numa sociedade machista que vai fatalmente acabar "produzindo" mais agressores?

por isso precisamos de tudo que possa ajudar, grupos de apoio para os agressores inclusive.

Anônimo disse...

Pessoal, eu já liguei para o 180 e o atendimento me decepcionou ao extremo. A atendente, mesmo ouvindo do que tanto eu estava sendo xingada, os chutes na porta, se limitou a passar a delegacia da mulher, que fecha às 17h na minha cidade. E disse para eu ir até fazer a denúncia. Eu tive que passar das 17h até as 8 da manhã do dia seguinte trancada,esperando pro vagabundo drogado perder o efeito da cocaína e ir dormir. Na delegacia, minimizaram o assunto como briga de irmãos.
O fato é que ainda que haja leis, telefone pra ligar, etc, o preparo e a cultura das pessoas que têm que lidar com as vítimas é raso, orientado ao machismo, desinteressado e pouco compromissado. Eles só se movem quando a agressão já se deu, e se movem beeem lentamente. Quando minha mãe teve o braço quebrado por esse filho drogado dela, a delegada insistia na pergunta:"tem certeza? Ele pode ir preso, já pensou?". Por fim, ele se livrou de tudo indo passar umas semanas numa clínica de drogados, e voltou, impune. Com certeza ele fará de novo, e de novo e de novo.
Elaine Telles

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

"Fora que ela pode muito bem provocar alguns machucados em si mesma, falar que fez para se defender e aí é a vítima quem vai para a cadeia. "


Homem se defender nao deve ser utilizando de agressao nao.

Se ela faz em si mesma,acho q se é descoberto pela policia.

Anônimo disse...

E quanto aos idosos que sofrem violência domesticas ?
E as crianças agredidas pelos pais ?
Vamos criar a lei vovó/ vovô da penha?
A lei Juninho da penha?
Não seria melhor criarmos politicas publicas de apoio social, e psicolôgico as familias em inicio de ciclos de violência, independente de gêneros ?

To só perguntando Lola

Nivaldo Brás disse...

PREVENÇÃO

Ainda é o melhor remédio. Buscar informações confiáveis, como uma ficha limpa. Lembrar que "pau que nasce torto morre torto".
É comum VER nas reportagens a mulher defender seu HOMEM mesmo com seu olho roxo e a boca sangrando.
Mas existe a CO-DEPENDÊNCIA onde as mulheres acham que é seu destino CUIDAR desses perversos. Uma missão DIVINA. Beleza e charme não INDICA a personalidade das pessoas. infelizmente as adolescentes são os alvos preferidos. Tanto pelo relógio biológico que CEGA quanto pela própria criação em casa. As feministas são mulheres mais vividas. Tente explicar esses problemas para aborrecentes. Te chamam de quadrado. Fora de moda. Só acontece com os outros. Todos fomos adolescentes. sabemos como funciona essa parte da vida. Dantes não existia informações hoje existe mas continuam os problemas.

Ju disse...

Estava lendo o comentário de boa até que... "E o que vejo por aí são apenas iniciativas que reforçam essa naturalização misândrica."

Tava demorando...

Ju disse...

Elaine, como você se sente quando ouve ou lê coisas como "se apanha é porque gosta", "apanha porque é burra", "hoje em dia tem até lei, se quisesse não apanhava mais".

Eu nunca passei por essas coisas e meu sangue ferve de raiva.

Priscila disse...

Anônimo das 19:55

http://www.inclusive.org.br/?p=20478

http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2010/08/projeto-de-lei-poe-em-foco-violencia-a-crianca/

Anônimo disse...

Ju, eu espero que a pessoa nunca tenha que passar por isso, porque ela sentirá vergonha ao se lembrar das palavras dela e como não adianta nada querer sair da situação, buscar ajuda e ninguém ajudar.
Para mim, só resolveu quando eu saí de casa, ou seja, eu fugi da situação, mas a situação continua por lá.
Elaine Telles

jacmila disse...

Vc está numa situação de abuso?
Sim. Trauma. Medo de levar um tiro pelas costas do vizinho surtado alcoolatra. Acho suspeito q ele esteja tão quieto. Mas neste caso fico bem contente por não abandonar o campo de batalha.
Pq o machismo é abusivo e a impunidade tb. Concordo q não são leis no papel q vão resolver, isso é óbvio. Mas não é um abuso monstruoso q seja o agressor merecedor das atenções, das reeducações enqto as vitimas é q carregam o estigma?
e a mentalidade ainda é assim:
- o vizinho te agrediu? mereceu, quem mandou ser antissocial, não fazer o papel de quirida?
- o colega de trabalho te assediou? culpa tua, tem q se dar o respeito.
- foi estuprada? pediu
- foi injustiçadx? é carma, não acredita em deus, são as vidas passadas. Já ouvi essa: "deus quer q eu suporte estas provações". deus sádico, povo masoquista.

como faz falta educação fundamental de qualidade!

suelen disse...

Ju,eu ainda discordo,pq ela ja conhecia ele e sabia muito bem como ele era.

e n sei pq ainda usam essa desculpa de que tem um filho.
n entra na minha cabeça como alguém pode achar q é melhor uma criança viver numa casa cheia de ódio,do que viver com pais separados mas felizes.

isso n é só nesse caso,muita gente empurra um casamento com a barriga com essa desculpa.
meus pais mesmo,viviam um inferno,n tinha agressão mas era briga e berros quase todo dia,depois de anos q foram se separar, e me minha mãe me deu essa desculpa,foi por mim,sei...

eu me senti muito melhor,depois q eles se separaram.
ela achava mesmo q eu adorava viver na gritaria e discussão todo dia?

Anônimo disse...

HAHAH uma vez quando eu tinha 14 eu fui "meter a colher" durante uma briga entre meu irmão e a namorada dele acabei foi apanhando... Depois disso ele e a guria viviam brigando - ela apanhando; e por ai vai, meses depois eles podiam se matar que eu não faria nada. Eu não consigo entender direito pq a pessoa simplesmente não some! Sei lá muda pra outra cidade etc. mas eu imagino o que a pressão+ilusão de que "vai ficar tudo bem" deve causar. obs a polícia também não fazia nada.

Anônimo disse...

Eu fico muito triste com histórias de violência, abuso nas relações, e falo isso para homens e mulheres, infelizmente é muito difícil se livrar da pessoa, aquilo fica sempre rondando.

EU me preocupo, observo os sinais sempre, e converso com as amigas para que façam o mesmo.

Anônimo disse...

Lola, so um ps. A cartilha foi elaborada pelo ministerio publico de sao paulo e foram feitas varias campanhas de divulgaçao nas ruas para o publico.
O grupo do Gevid e encabeçado por mulheres que se dedicam demais a causa. :)
Natalie

Fernanda. disse...

mas Lola o que fazer se alguém próximo de você está em uma relação abusiva e não importa o que os outros digam essa pessoa não sai? Eu tenho uma amiga de infância que está a alguns anos namorando uma pessoa que já abusou dela de diversas formas. Como nós somos praticamente da mesma familia, eu e muitos familiares já tentamos ajudar ela de várias vezes. Veja bem, eles não moram juntos, são muito jovens ainda, ela só tem 17 anos e ele acho que nem chega a vinte. Eles sempre terminam e voltam. Ela já se afastou de muitas pessoas por conta dele, e não faz nada sem "pedir" pra ele. Tem muita coisa que ela nem me conta, só fico sabendo depois, quando eles brigam e ela acaba falando. No momento estou morando em outra cidade e nem tô podendo muito dar apoio a ela. Mas me preocupo, porque sei que é bem sério. Envolve todo um histórico de relacionamentos abusivos na familia dela, baixa auto-estima e tudo mais, por isso tento entender ao invés de julgar, mas não sei o quanto isso funciona. Sinceramente não sei como ajuda-la, me sinto impotente em ver algo assim perto de mim e não poder mudar essa situação. Eu mesma já estive em um relacionamento abusivo na minha adolescência, nada assim tão grave. Hoje percebo que eu deixava ele me tratar mal porque não achava que merecia ser bem tratada, que era melhor está com ele do que sozinha. Imagina só, uma menina de 15 anos pensando assim? Pois é, mudei e vi que mereço ser bem tratada como qualquer pessoa, e que não existe desculpa para o abuso. É muito comum a gente julgar, e cômodo, julgar essas mulheres. Mas não devemos cair nesse armadilha de sempre culpar a vítima em casos como esse. É um tipo de violência que exige um olhar bem mais atento e sensível a particularidades e a nossa cultura que diz o tempo todo que não somos nada sem um parceiro. daí fica difícil convencer essas mulheres que elas ficarão bem, e não precisam por isso tudo.

Anônimo disse...

anonimo das 22 e pouco: a vitima nao é obrigada a mudar de cidade para viver em paz, nao é ela quem tem q ser punida com exilio

elaine, eu lembro de vc do outro post. vc tem um irmao drogado q nem o irmao da minha mae. continuo na torcida pra q ele morra logo e deixe sua mae em paz.

Anônimo disse...

infelizmente muitas vitimas de abusos assim só terão paz quando seu agressor morrer mesmo....

Anônimo disse...

Eu já acompanhei a história de algumas mulheres que viviam relacionamentos abusivos. Em nenhum desses casos houve violência física, nao havia dependência econômica e todas eram instruídas. Havia porém uma variável em comum: a dependência emocional. Elas eram/sao emocionalmente dependentes de homens que as tratavam/tratam como capacho. Elas tem uma dificuldade imensa de se enxergarem como seres humanos completos e achavam/acham que se deixarem dele serao como "aleijadas sociais".
Na minha singela opiniao, essa é uma das faces mais crueis e debilitantes do machismo - a mulher é condicionada desde a mais tenra idade a se perceber como algo incompleto, incapaz de funcionar por si e que invariávelmente precisa de um homem/filhos para se tornar e ser identificada como gente.
Acredito que esse seja, mesmo que inconsciente, um dos motivos por que é tao difícil sair de uma relacao abusiva.

Algumas dessas conhecidas conseguiram se livrar e "renasceram" depois desses relacionamentos. Outras infelizmente ainda estao presas e vao continuar assim por muito tempo.

Aninha

jessica disse...

Lola, preciso de ajuda, de alguem que possa me orientar nesse momento, explico:

Estou gravida a duas semanas, e não quero ter esse filho de jeito nenhum, ja tentei conversar com minha mãe, com alguns amigos, mas todos são contra e nenhum está disposto a ajudar. Não tenho dinheiro para pagar um aborto(Pra isso teria que trabalhar pra conseguir)e o problema disso é que levaria muito tempo, e eu não posso esperar, quanto mais cedo eu tomar os comprimidos abortivos melhor...estava pensando em conseguir um dinheiro de algum amigo e posteriormente paga-lo (sem ele saber o motivo do emprestimo)

São tantas duvidas, tantas coisas...fico na internet o dia inteiro pesquisando sobre e não consigo me sentir segura, preciso de ajuda...tenho medo que algo possa acontecer a mim, pois vou fazer de tudo pra não ter esse filho...O que faço lola??Preciso de ajuda!!De orientação, de uma luz!

eu sei que deve ser dificil pra voce, mas por favor lola, me ajuda

Anônimo disse...

Concordo com a Sara, das 15:18. Minha irmã esta passando por isso. Ela poderia responder 'sim' a quase todas as perguntas. Nossa familia esta sendo ameaçada, ele telefona diversas vezes por dia,entra a força em nossa casa e empurra meus familiares, que sao mais velhos. Ameaça nossas crianças e primos, ameaça mata-la. Ele é policial federal. Estamos com as maos atadas. Nao sabemos o que fazer, a policia nao ajuda muito. Temos medo de levar o caso adiante e ele matar ela ou meu pai. Uma escola de boas maneiras jamais seria suficiente para nos trazer paz e segurança. Sinceramente não sabemos o que fazer.

Anônimo disse...

@Anônimx da 0:24

Sim, é errado isso, mas estamos em um país onde são as vítimas quem recebem a punição pelo crime. Ou onde denunciar é um crime mais sério e punido com mais rigor do que matar ou estuprar.

Até no congresso/senado vemos isso: o único que vai pra cadeia quando estoura um escândalo de corrupção é quem revela o esquema. Isso quando não o matam para esconder o esquema.

E isso, infelizmente, é um câncer que ataca a sociedade de tal forma que não adianta mais denunciar. E enquanto isso continuar, leis como a maria da penha não terão o efeito desejado.

E à vítima continuará restando só a punição do exílio e o convívio com o trauma de ter sido vítima de violência. Justo de quem mais confiava.

Isso devia acabar, mas, enquanto interesses escusos estiverem acima das necessidades da população, essa injustiça não vai acabar.

Priscila disse...

Lola, super errado o comentário sobre homens não poderem/deverem usar a Maria da penha. Se for violencia domestica eles devem SIM se utilizar dela. Tem jurisprudência sobre, e de fato há casos onde a violência domestica, as vezes inclusive física, é direcionada ao homem. Da mesma forma relacionamento entre homens homossexuais, mulheres lesbicas e trans tb devem se valer da Lei Maria da Penha.

jacmila disse...

" É um tipo de violência que exige um olhar bem mais atento e sensível a particularidades e a nossa cultura que diz o tempo todo que não somos nada sem um parceiro."
Disse tudo Fernanda!

Estou esperando por um post da lola dedicado exclusivamente a esse assunto. Tvz não pela propria lola - q fala sempre do "maridão" rs - mas alguém experiente - como eu rs - Pois essa é mesmo a mentalidade dominante em nossa cultura: mulher só e feliz é visto como ameaça! não to exagerando.

Anônimo disse...

" o machismo é o que faz com que eles sejam, na verdade, motivo de piadas e chacotas."
Olha que legal, concordamos que o machismo deve ser combatido. Que os preconceitos de gênero criados pelo patriarcado também fazem mal aos homens!Seria você um homem feminista?

Anônimo disse...

suelen,

a menina claramente diz no texto que acreditava q ele tinha mudado...

Anônimo disse...

Sei que o foco aqui é o combate à violência doméstica especificamente contra as mulheres. Mas é preciso admitir que os homens sofrem violência doméstica SIM.

Os homens não costumam morrer desse tipo de violência... Embora eu concordo com boa parte do seu discurso, as mulheres são as que correm o maior risco de morte na mão desses caras idiotas

Anônimo disse...

E quanto aos idosos que sofrem violência domesticas ?
E as crianças agredidas pelos pais ?
Vamos criar a lei vovó/ vovô da penha?
A lei Juninho da penha?
Não seria melhor criarmos politicas publicas de apoio social, e psicolôgico as familias em inicio de ciclos de violência, independente de gêneros ?

To só perguntando Lola



Ela não prometeu acabar com todos os crimes... Ela é um ser humano só.

Anônimo disse...

Olá Lola.
O problema do abuso não acontece comigo porque desde que descobri o feminismo tenho conversas com meu namorado e ele até que me compreende bem. É um garoto bacana.
O problema Lola, é a minha irmã. Ela mora no mesmo quintal que eu, onde existem 2 casas. O meu cunhado é um mascu, não totalmente assumido ou com ódio mortal pelas mulheres, mas suas atitudes o revelam.
Ele tem surtos de raiva, controla minha irmã e sempre liga pra ela acusando-a de estar com outro homem, porque ele ‘ouve voz de homem’ ao lado ela. Ele está ficando louco eu acho, ele não era tão assim antigamente. Já vi vários surtos de raiva dele, mas o pior aconteceu a um certo tempo e depois disso ninguém aqui em casa (exceto minha irmã e a filha menor dela cujo pai é ele) convive bem com ele. A minha sobrinha mais velha nunca o chamou de pai (ele é padrasto dela), e a menor que é filha dele já está começando a perceber as mudanças repentinas de humor do pai e como qualquer criança de 7 anos, abre a boca. Ele grita sempre e sem precisar com ela e depois age como se não tivesse feito nada, começando na mesma hora a sorrir e fazer brincadeiras com a filha. Ela é esperta, Lola, e começou a se defender, argumentando até. Ela conta para a mãe e recentemente fez um desenho dele com um chinelo na mão (ele nunca bateu nela, mas olha a inteligência) e a boca dele tudo riscada, com frases soltas e escritas ao lado "o pai tá bravo comigo" e "o pai é bravo e brigou comigo denovo".
Houve um tempo que ele chegou a acusar todas nós de estarmos colocando a filha dele contra ele Lola, entre outras coisas absurdas.
Uma vez minha irmã quase se separou dele, mas ele a ameaçou dizendo que levaria a filha e as coisas que eles (na verdade só minha irmã usa, ele deixou de ajudar a um tempo) usam para trabalhar como autônomos. Minha irmã é um amor de pessoa, sempre fez tudo para todas nós e para ele. Tudo na boca sabe Lola? Típica mulher submissa e com medo. E ela é tão incrível! Depois dos 30 anos prestou concurso e cursou enfermagem, é uma mãe e irmã maravilhosa. Mas eu tenho pena por ela conviver com ele. E ele não é de todo ruim, quando ele bebe inclusive, ele vira o melhor e mais engraçado homem do mundo (e quando tem visita em casa também, mas...).
Lola, acontece que é terrível viver assim. Ele nunca bateu em ninguém daqui, mas seus surtos e atitudes típicas de um stalker me assustam. Tenho medo de ele fazer alguma coisa Lola. E tenho pena da vida que minha irmã é obrigada a levar por causa dele (ela nunca reclama para nós, mas a vejo chorando). Tenho medo do próximo surto de raiva dele, de ele voltar a ofender minha irmã, mãe, sobrinha e a mim.
Sinto vergonha de quando me passa pela cabeça o pensamento de que, quando eu tiver minha própria casa, estarei livre. Porque não conseguirei Lola, sou muito emotiva e apegada, não conseguiria abandonar minha família. E por conviver com isso há anos, cheguei até a ficar doente. Me ‘curei’ a alguns meses de uma depressão por causa de tudo isso e o feminismo foi quem mais me ajudou. Estou confiando mais em mim, mas sinto que estou de mãos atadas. Porque Lola, sempre que tento conversar sobre essas coisas de feminismo, mudanças, a minha própria mãe me condena e ri de mim. O machismo está impreguinado nela, e minha irmã que é bem mais receptiva, tem medo de mudar. É triste Lola, mas busco forças aqui, no seu blog e em outras páginas feministas. Só não sei o que fazer.

B. 17 anos.

Anônimo disse...

Como já disseram em outro post aí, é fácil mandar a gente abandonar a nossa masculinidade. Tentem vocês perder sua feminilidade, para ver se é bom. Raspem os cabelos, parem de se depilar, se envolvam em atividades majoritariamente masculinas.

Maria Valéria disse...

Me desculpem, mas nao acredito que um abusador tenha condições de ser " recuperado"
Se alguem conhecer algum estudo ou estatística que prove que estou errada, por favor, me mostre que quero ver,
Beijos

Camila Fernandes disse...

Acho tão surreal a pessoa se envolver em um relacionamento desses! Ano passado eu conheci um cara, em outra cidade, e decidimos começar um relacionamento. Ele era um amor, carinhoso, dedicado, romântico. Só que ele parecia ser MUITO controlador. Não ficamos juntos tempo o bastante para eu descobrir, porque com menos de um mês eu preferi terminar. Ele era do tipo que me ligava uma, duas vezes e, se eu não atendesse, continuava ligando. Dez vezes. Eu não entendia. Se eu não vi a primeira ligação, por que diabos eu veria a décima? Deixa uma mensagem, eu retorno quando puder. Ele achava uma boa ideia eu ir trabalhar na empresa dele para "ficar sempre ao seu lado". Ah, sim: chegou a dizer que não gostava do meu estágio porque "roubava" o tempo "dele" comigo. Acontece que eu aprecio demais a minha independência e individualidade, meu espaço pessoal, meu direito de ficar sozinha quando preciso, sabe? Até meus pais já entenderam isso e respeitam muito, embora eu ainda dependa da ajuda deles financeiramente. O cara nunca chegou a ser violento nem nada, então eu imagino que algumas pessoas poderiam confundir isso com 'amor demais', 'preocupação demais'. E estava tudo naquele clima de começo de relacionamento, ciuminho, querer ficar juntinho, tudo mundo fofo... Mas, gente, era ÓBVIO que um dia isso ia dar problema, né? Começa com "seu trabalho toma muito tempo" e logo, logo vira "eu não quero que você trabalhe".

Não duvido que possa ter gente psicopata que realmente finge ser legal e depois, quando consegue 'prender' a pessoa, muda completamente. Mas será que isso é a regra? Acredito que as pessoas dão muitos sinais sobre o gênio controlador - ou muito dependente, ciumento demais, agressivo - e não podemos ignorar isso, nem relevar, achando que é "amor".

Anônimo disse...

Lola vc viu isso?

http://www.naosalvo.com.br/desafio-aceito-19-tirando-um-nerd-da-friendzone/

faz dias q eles estão nessa onde de friendzone de um cara q tinha uma amiga e queria alguma coisa com ela e ela não, e dai não acompanhei mas parece q a galera tava toda do lado do cara, pressionando pra acabar com a "friendzone" do cara

yulia2 disse...

Pega o seu dinheiro ou cartão de crédito, faz com que você lhe peça dinheiro, recusa-se a te dar dinheiro?
Toma todas as decisões?
_________________

eita, mas isso é ROUBO não????

Felipe Barreto disse...

A Ana teceu um excelente comentário. Ela foi cirúrgica na crítica dela. Assino embaixo.

Se os homens que agridem mulheres forem, tão somente, obrigados a participar de programas de reabilitação, então a violência contra a mulher será praticamente descriminalizada, e isso poderia estimular mais condutas violentas contra elas.

Sem punição, a violência desencadearia, para os agressores, uma obrigação meramente socioeducativa, como se eles fossem inimputáveis, ou seja, não pudessem ser responsabilizados pelos seus próprios atos, ou como se eles tivessem cometido um crime leve. E a violência física é um crime grave. Portanto, a punição a esse tipo de delito deve ser rigorosa, para que seja gerado na sociedade um sentimento dissuasivo, sustentado pela intimidação.

Conscientização e expectativa de punição certa e rigorosa devem andar juntas. Se existe a ausência de qualquer uma delas, então o efeito social que se objetiva alcançar se torna impraticável.

O trânsito é um exemplo lapidar. Se nos preocuparmos em apenas educar os motoristas, o caos no trânsito não será resolvido. Se nos preocuparmos em apenas punir os motoristas, também não lograremos êxito em civilizar o nosso trânsito. Apenas a conscientização intensa e disseminada, combinada com a expectativa de punição rigorosa e severa, resolveria o problema.

Hamanndah disse...

"Anônimo disse...

Como já disseram em outro post aí, é fácil mandar a gente abandonar a nossa masculinidade. Tentem vocês perder sua feminilidade, para ver se é bom. Raspem os cabelos, parem de se depilar, se envolvam em atividades majoritariamente masculinas.

5 de fevereiro de 2013 10:53"

ô Anônimo analfabeto funcional:

Nós apenas lutamos contra o machismo e o abuso e não contra os homens

Ser um homem masculino não quer dizer que você tenha que abusar verbalmente/fisicamente de uma mulher, entende?

Masculino é diferente de abusador emocional e fisico

Se você não agredir sua mulher/namorada/etc, você não vai perder sua masculinidade

Você entendeu, finalmente, que masculinidade nada tem a ver com agredir mulheres ou quer que desenhemos?

Mirella disse...

"Como já disseram em outro post aí, é fácil mandar a gente abandonar a nossa masculinidade. Tentem vocês perder sua feminilidade, para ver se é bom."


"""""Masculinidades""""": controlar a mulher, bater, ameaçar, estuprar, matar...


""""""Feminilidades"""""": depilar, não fazer coisas majoritariamente masculinas (seriam elas estuprar, matar etc?), cortar o cabelo.


ahahhaa, um gênio da argumentação.
É tão difícil assim abrir mão de agredir alguém? E chamar isto de "masculinidade", ainda por cima. E você tá comparando isso com atitudes cosméticas? hahahahah mas é muito idiota.

Ju disse...

Agredir mulher e" parte da sua masculinidade, seu misandrico?

Renata* disse...

Elaine Telles, lembro de você contando sua história. Espero que você sempre tenha força pra lutar contra isso.
Você não tem ninguém pra te ajudar? Pra sair de casa por um tempo até que alguma coisa seja feita? Pra você conversar, te apoiar?

É ridiculo imaginar que a própria vítima tenha que se exilar pra evitar o abuso, mas é o que muitas vezes acontece (como também aconteceu comigo e com outras mulheres que conheço), e talvez seja alguma "solução" temporária até que seu irmão seja retirado de casa.

Queria muito ter uma fórmula pra te ajudar a se livrar dessa situação.

---

Falando em abuso, me deparei com as nojentas tirinhas de Cyanide e Happiness.
O que faz uma pessoa achar essas tirinhas engraçadas??
Banaliza o estupro, o abuso sexual..

http://www.explosm.net/comics/197/
http://www.explosm.net/comics/262/
http://www.explosm.net/comics/110/
http://www.explosm.net/comics/133/
http://www.explosm.net/comics/105/
http://www.explosm.net/comics/101/

jacmila disse...

Aninha 14:27 seu comentário foi direto ao ponto e peço sua permissão p/ publicá-lo na minha pg no FB Machismo na Ilha da Magia.

O povo olha feio pra "mulher sem homem".

A dependencia emocional atinge mtas mulheres e numa cultura machista como a nossa são vistas e tratadas como "aleijadas sociais". É assim no meu trabalho, é assim na vizinhança.

Caso da minha mãe: está até hoje com seu abusador; qtas x na minha infancia e adoles. tive q ve-la de olho roxo. Ouvia o surtado ameaça-la com revolver. Cheguei a pensar: então acabem com isso, botem a arma pra funcionar. Até hj fico impressionada por ter tido esse pensamento.

É mto traumatizante pros filhos, lola.

Sinto mto mas desta x vários comentários não estão lhe fazendo eco com esta coisa bonita de reeducação. Os relatos aqui são mto chocantes.

Nigel disse...

"Sabe,a raiz de todo problema está na ausencia do feminismo ser ensinado nas escolas."

QUÊ? Sempre soube que essa foi a maior ambição de vocês, encher as escolas e as cabeças das crianças com sua ideologia.

Anônimo disse...

Sugestão para quem acredita que isso é o "normal" da curva . Fique longe dos homens vai ser melhor pra todos.

Priscila disse...

Nigel das 16:20:

a disciplina de Direitos das Mulheres já foi aprovada no currículo escolar de pelo menos dois estados.

E em várias universidades nos EUA já existe a disciplina Women's Studies (ou algo assim) há muito tempo.

Chore mais, vamos.

Mônica disse...

B. 17 anos,

tenho uma sugestão que talvez possa te ajudar...

Não tente convencer a sua irmã ou sua mãe de que seu cunhado é um mascu, porque elas me parecem que não estão preparadas para enfrentar essa realidade.

Nem fale de feminismo diretamente porque talvez elas tenham preconceito.

Se elas perceberem a sua intenção, vão se mostrar reativas, não vão estar abertas para entender.

(Pense que talvez seja tão duro para elas admitir essa realidade que seja mais fácil viver em negação.)

Trate sempre desse assunto como quem não quer nada, como se não esperasse nenhuma reação, nenhuma mudança, como se não tivesse tanta importância.

Nunca fale da situação da sua irmã. Conte sempre uma história de uma terceira pessoa, da novela, de um livro... Ou seja, fale da história de sua irmã como se estivesse falando de outra pessoa.

(Sabe aqueles interrogatórios de Law and Order em que os detetives contam uma história com a qual o investigado se identifica e ele acabe se abrindo?)

Assim, como quem não quer nada, talvez elas te ouçam. Fiquem mais receptivas às tuas ideias. Esqueçam o preconceito.

Talvez depois de um tempo elas mesmas tomem uma atitude porque vão estar compreendendo a situação de outra forma.

Eu sei que isso talvez seja muito pouco para o tamanho do seu problema. Mas acho mesmo que pode ajudar.





Cora disse...

"Sempre soube que essa foi a maior ambição de vocês, encher as escolas e as cabeças das crianças com sua ideologia."


Por quê? É só a sua ideologia que pode ser defendida e difundida pra sociedade? Ou você acha que o que defende não é uma ideologia?

Cora disse...

Idosos - Estatuto do Idoso e Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso

Criança e adolescente - ECA e Conselhos Tutelares

Ju disse...

Fico feliz que a Lola tenha a mesma opinião que eu sobre a Lei Maria da Penha.

E o choro é livre mesmo, Nigel. Fique à vontade.

Anônimo disse...

Jacmila, sinta-se a vontade!

Todos os dias nos é repetidos a exaustao, nos filmes, séries, novelas, revistas, comerciais (sem contar os malditos contos de fadas) que nossa vida será miserável se nao tivermos marido/filhos.
A dificuldade de se enxergar como ser humano completo e funcional por si só torna essas mulheres extremamente suscetíveis a violência física e emocional.
Eu tive uma colega da faculdade que repetiu aquela "celebre" frase - "ruim com ele, pior sem". O cara era um parasita emocinal, e ela apesar de ser uma mulher feita, dona do próprio negócio e instruída nao se sentia capaz de viver sem ele.

Aninha

Cora disse...

Sem tempo hj! Como tem muitas falas com as quais concordo e me identifico, vou apenas assinar embaixo!!

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Paula e Ana,

totalmente de acordo com as duas. Educamos crianças, adolescentes e a sociedade em geral. Agressor deve ser punido. Ressocializado, sim, mas não sem antes ser punido. Esta é também uma ação educativa, pois mostra que a sociedade não aceita agressões.

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Sara,

Eu tb já quebrei muito a cabeça pensando nisso. Essas situações me angustiam e me revoltam muito, me dá um aperto no peito, um nó na garganta! A solução é fortalecer socialmente a mulher. Só uma mulher que se sabe forte é capaz de rejeitar a violência. Só uma mulher que se reconhece autônoma é capaz de reconhecer tb os sinais, e sair do relacionamento antes dele se tornar abusivo. Enqto a mentira da inferioridade feminina for culturalmente aceita e disseminada, mulheres cairão nessa armadilha, justamente por se acreditarem fracas demais para contrapor, fracas demais para reagir. Ao invés de tirar a força da mulher, temos que fazê-la reconhecer a força que tem.

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Aninha tá certíssima.

A crença na fraqueza feminina, mentira repetida há milênios, e na qual muitas caem, é q mantém essas mulheres agredidas presas na espiral da violência.

Sara disse...

Cora eu percebo tanto no post como nos comentários, q o que fica mais evidente para a maior parte das pessoas é a atitude imcompreensível da mulher permanecer em um relacionamento abusivo, tb concordo com os possíveis motivos q foram alistados para q isso aconteça, e esse da mulher se sentir incapaz e incompleta pode mesmo ser o motivo que prende muitas mulheres a essa situação.
Porem com ajuda psicológica, existe alguma possibilidade da mulher sair desse ciclo de violência.
Mas existe outro que pra mim é o mais poderoso e intransponível e contra esse é que não vejo nenhuma saída, quando um homem não se conforma em terminar o relacionamento abusivo, e faz ameaças reais a vida da mulher, como ja sabemos , esse tipo de ameaça muito frequentemente é cumprida, sabemos tb que as leis não estão conseguindo nos proteger, basta ver o tanto de mulheres que mesmo tendo ascesso a justiça e delegacias da mulher, morrem assim mesmo, portanto não entendo como tem tanta gente q não consegue entender o porque de uma mulher continuar nesse tipo de relacionamento, pra mim parece muito obvio "medo de morrer".
Eu falo por experiência, qdo não ha outra alternativa a gente aprende a viver ou sobreviver de qualquer forma, e nunca vou esquecer o que Natascha Kampusch uma garota austríaca que foi sequestrada quando tinha dez anos de idade em 1998, permanecendo sob custódia de seu raptor por mais de oito anos, até sua fuga em 23 de agosto de 2006, ela disse depois que conseguiu escapar do seu sequestrador, "Eu tinha q aprender a conviver com ele, senão eu não sobreviveria".
Uma mulher que resolve sair de um relacionamento desses esta jogando uma roleta russa, e muitas não tem coragem de jogar...

Pryscila disse...

Meu queridão passou no teste e eu nem estaria com ele se assim não fosse, porque hoje, depois dos 30, sou gata (loba?!) escaldada. Tenho sorte e desejo o mesmo para as queridonas todas. Mas já vi situações terríveis de violência física e/ou psicológica de perto, com difícil desvencilhamento da vítima. Tristeza.
Vou divulgar teu post, Lola. Beijos!

Sara disse...

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2011/03/por-que-tantas-mulheres-apanham-caladas.html

Nesse post maravilhoso a Lola falou sobre esse caso da Natascha K.

Cora disse...

vc tá certa, Sara.

existe sim esse componente do medo de morrer. do medo de ver filhos ou parentes morrerem.

porque o risco de morte É REAL! é MUITO real!!

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olha só isso: o horror! o horror!

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/02/05/homem-tenta-atropelar-persegue-e-mata-a-ex-com-30-facadas-ela-havia-pedido-protecao-um-dia-antes.htm#comentarios


e isso aqui então? como q alguém pode pensar em fazer algo assim com outra pessoa, ainda mais uma ex-companheira?

http://cofemac.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=8359&Itemid=9999

atenção pra esse "inconformado" do título. cabe td nessa manchete, menos essa palavra.

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.

mas eu ainda acho q a cultura q dissemina essa ideia da inferioridade feminina e da posse (não tem jeito, esse negócio de posse é muito patriarcal e determina a ruína de mulheres qdo estas se envolvem com homens de baixo autoestima) é q alimenta a força desse homem abusivo (q se acha no direito de matar), alimenta a fraqueza da mulher (q permanece junto dele) e alimenta a leniência da justiça.

td tem a mesma causa e está relacionado com o status social da mulher.

eu não vejo como mudar essa situação a não ser mudar o status social da mulher. claro q isso acontecerá a longo prazo. e pra acontecer são necessárias punições e campanhas.

mas pra resolver esse medo, só fortalecendo a mulher.

jacmila disse...

Uma vez ouvi essa dum rapaz, jovem e instruído:

"entre 4 paredes pode tudo"

Ele admitiu tranquilamente q dava sopapos na companheira por ciumes. Bom q ela deu um pé na bda dele...

O fato é: a mulher ainda é o saco de pancadas number one dos homens covardes, sem carater, psicopatas.

Aposto q depois dos encontros de reeduçação vão todos pro buteco mais proximo comemorar a impunidade e debochar dxs educadorxs.

Sara disse...

Me desculpem mas eu acho q nenhuma mulher por mais empoderada que ela esteja, nada vai protege-la de um homem machista que tenha colocado na cabeça que aquela é a única mulher que lhe interessa na face da terra.
Cora vc mesmo colocou links de reportagens sobre homens que ficaram totalmente cegos as leis, a sociedade, a religião, esse tipo de homem não respeita nem teme nada.
Alias a religião é uma grande fomentadora desse tipo de raciocínio, a biblia adverte sobre a ira do marido ciumento, (mulher não tem esse direito, nem ha passagem alguma relatando vingança por ciúmes de mulheres).
A sociedade incorporou esse tipo de sentimento de posse do homem em relação a mulher, e muitos deles simplesmente agem de acordo com o q aprenderam.
Como vc disse esta ainda muito longe o dia em que esse tipo de aprendizado deixe de ser regra.
Enquanto isso meu conselho as mulheres que forem vitimas desse tipo de situação, e que aprendam as mesmas tecnicas de dominação a que foram submetidas, nos falta a violência que geralmente esse tipo de homem sabe muito bem aplicar, mas ela não é imprescindível, e da pra sobreviver a esses tipos, até com certa dignidade.
Eu sou uma sobrevivente, mas com toda sinceridade, só vou me sentir realmente segura no dia q esse homem não existir mais.

Nigel disse...

"Por quê? É só a sua ideologia que pode ser defendida e difundida pra sociedade? Ou você acha que o que defende não é uma ideologia?"

Eu não disse que quero que ideologia de direita seja ensinada nas escolas. Só acho que deveriam passar conhecimento da forma mais neutra possível, sem favorecer um movimento em especial.

Anônimo disse...

"Agredir mulher e" parte da sua masculinidade, seu misandrico?"

De certa forma, é. Poder é masculinidade, e a melhor forma de obter Poder é por meio da força.

FÁBIO disse...

Anônimo disse...
"Agredir mulher e" parte da sua masculinidade, seu misandrico?"

De certa forma, é. Poder é masculinidade, e a melhor forma de obter Poder é por meio da força.
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Comentário sem noção, agredir mulheres, crianças, idosos e ate mesmo outros homens e coisa de canalhas, masculinidade não tem nada a ver com isto, demonizar a natureza masculina e um golpe muito baixo.

Cris Jolie disse...

Li que alguém comentou aqui como péssimos partidos conseguem novos relacionamentos. Eu acho que sei:têm muitas mulheres ainda, que sempre acham que a culpa é da ex, e que o homem , se errou, ainda pode mudar.

Se traiu é porque a companheira não o satisfez, se bateu é porque a mulher mereceu. É assim que estes elementos, conseguem novas companheiras, onde eles a subjugam da mesma forma da anterior.Estes caras , que de bobos não têm nada, já procuram um perfil de mulher.

Anônimo disse...

Eu tenho tido problemas sérios com um stalker esses dias. Embora eu não tenha um relacionamento propriamente dito com ele, marquei um sim em bastante das opções.
Veja bem, mesmo eu não tendo nada com ele (ele se aproximou de mim como um amigo, depois surtou) ele tenta controlar as roupas que eu uso, como uso meu cabelo, etc. Com a diferença de que o objetivo não é que eu não chame a atenção de outros homens, mas que fique de acordo com o gosto dele. Ele faz isso tentando acabar com a minha auto-estima quando eu coloco algo que ele não gosta, e sugerindo o que ele acha bonito e sexy logo depois. É cheio de elogios, declarações de amor, presentes caros enviados direto pro meu endereço (que eu nunca disse pra ele qual era), visitas surpresa.
Quando surta, ele tem ataques de ciúme, me xinga, fala que sou fria, que faço ele sofrer de propósito. Quando eu resolvo ignorá-lo, ele fala coisas horríveis, ameaça se matar, usa frases frias e psicologia barata do tipo "ok, meu bem estar não é mesmo sua obrigação. Deixa pra lá." ... E ele faz isso até eu me sentir culpada de falar com ele de novo, depois voltam os elogios.
Isso pode ser considerado como abusivo? Fazem cinco anos já, e eu já não sei mais como agir.

Priscila disse...

Anon das 09:38

Claro que é abusivo. O cara tá te PERSEGUINDO. Se deixar, ele pode começar a se sentir "injustiçado" e acabar fazendo mal a alguém da tua família.

Anônimo disse...

Quais são as penalidades reais ao agressor?
UM agressor recorrente, outras mulheres sofreram agressões, fizeram a denúncia e arquivaram. Ele fez atualmente agrediu inúmeras vezes a atual namorada, inclusive neste final de semana.
Com a denúncia, e com esse histórico, o que pode acontecer com ele?

Vanessa A C disse...

Eu tenho uma conhecida que se envolveu com um rapaz que é traficante. Ele a obriga a traficar, ela quer abandoná-lo, mas ele bate nela e disse que agora ela só sai dessa vida se ela for presa ou se ela morrer. Existe alguma ONG que possa ajudá-la?
Ele vive ameaçando ela, a família dela. Faz rondas de carro na casa da mãe dela durante o dia e a noite. Ela e toda a família estão com muito medo. Ela que muito se livrar dele, mas não sabe como. Teme pelos filhos, mãe e avós.

Anônimo disse...

Na teoria, Vanessa, ela deveria procurar a polícia, contar a história, entrar em um programa de proteção à testemunha e desaparecer da face da Terra.

Na prática é mais fácil mandar matar o campeão e desovar o corpo por aí, a polícia vai tratar como queima de concorrência e o caso será arquivado.

Anônimo disse...

Sara, de certa forma tbm penso como vc, parece nao ter o q fazer. Porem em meio a aflição de um relacionamento super abusivo,quase um carcere privado, agressoes fisicas e verbais e com muito medo pelas ameaças de nao aceitar o fim do relacionamento, (inclusive ataques de pessoas q sempre diziam q eu estava naquela pq queria e so eu sabia o qto eu nao queria),eu resolvi recorrer ao poder sobrenatural da fé. Busquei ajuda em uma igreja universal e aprendi usar uma fé q funciona em um Deus q funciona! Recorri ao Senhor Jesus fiquei na dependencia dele, e disse q se Ele nao me ajudasse eu estaria perdida, q ou Ele mudava esse homem ou arrancava ele do meu caminho q eu ja nao aguentava mais tanta desgraça e escravidão! E sabe o q aconteceu? Em menos de 15 dias Deus criou uma situação q nao tinha nada a ver com essa pessoa e fez ele ser suspeito do ocorrido e quem ficou com medo foi ele e ele foi embora!Graças a Deus! "E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." Salmos 50:15. Nao é religiao, mas tem coisas q só Jesus é a saída! Q Deus abençoe a todos!

Anônimo disse...

Ola pessoal eu preciso de uma ajuda ,um conselho . Eu na época conheci alguem e quanto passou um tempo ele começou a me agredi ai comecei a ter problema de saúde a ficar fraca e confussionei .ele tinha chegado querendo comida fui eu fala que ele se virasse que se Ajuda se mas nesse momento que eu sabia a escada pra pedi ajuda ele me acarrou pelo braço e me chutou ai pedir meu filho no hospital geral de guarulhos .isso me levou a fica na UTI depois que fui me recuperando me separei dele mas o meu ódio por ele e que ele não pagou pelo crime .ele ainda anda na rua todo malicioso tirando uma com minha cara oque faço pra ter justiça .eu me sinto mal só de olhar pra ele .o nome dele e luiz roberto silva ramos oque faço