segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

GUEST POST: PROIBIDA A ENTRADA DE CRIANÇAS

Como todo mundo que me lê sabe, não tenho filhos. Foi minha decisão, e a do maridão também, claro. Não tenho nada contra crianças, mas elas não fazem parte do meu dia a dia, e não sinto falta
Já fui muito mais intolerante com a presença de crianças incômodas em certos locais. Creio que ninguém gosta de viajar com um bebê chorando a viagem toda (imagino que o próprio bebê e os pais do bebê também não gostem). E é péssimo ir ao cinema, ao teatro, a um concerto, e ter um guri sentado atrás de você, chutando o seu assento. Já a criançada correndo num restaurante nunca me incomodou. 
Eu tento ser mais compreensiva porque não é fácil criar filhos, e porque não acho justo que pais (e principalmente mães, que ainda são as que arcam com a responsabilidade maior na criação dos filhos) devam abdicar dos prazeres da vida (ahn, entendo que ter filhos também pode ser considerado um prazer, mas estou pensando em situações de lazer). E porque acredito que crianças cresçam mais saudáveis em lugares onde sua criação não esteja restrita apenas a seus pais, mas à toda a comunidade. Não posso defender um conceito de coletividade se sigo exigindo que crianças sejam vistas como propriedade (e responsabilidade única) dos pais.
Falar é fácil; ser toda tolerante ao ver uma criança dando piti é bem diferente. 
Sempre ouvi falar de como os franceses, por exemplo, gostam mais de animais que de crianças. Que tem um monte de restaurante onde você pode levar seu cachorro, mas não pode levar o filho pequeno. Mas esses dias li um artigo de uma americana afirmando que as crianças francesas são muito mais educadas que as americanas e inglesas, e o maior motivo, segundo ela, é que os franceses não creem em gratificação imediata. Não li o livro, que se chama, traduzido, Crianças Francesas Não Jogam Comida, ou algo assim.
Por que estou escrevendo tudo isso? Porque a Loisiana me enviou o texto abaixo. E como minha introdução já está maior que o guest post, melhor parar. Com a palavra, a Loisiana.

Há algum tempo atrás fui informada que não poderia frequentar um hotel porque lá eram proibidas crianças menores de 12 anos. Eu me senti discriminada. Segundo o hotel, esta medida era para não estragar o clima romântico do local.
Fiquei muito indignada e achei que aquilo não podia ter embasamento legal! Como assim, gente? Alguém bota uma placa na frente de uma boate proibindo a entrada de idosos para não estragar o clima agitado do local?
Triste foi minha descoberta! Vários restaurantes e hotéis pelo mundo afora estão fazendo isso, proibindo a entrada de crianças! Vejo que a PEDOFOBIA vem crescendo muito e fico bastante assustada. Afinal, a pedofobia deve ser tão combatida como qualquer outro tipo de intolerância.
Fico de verdade chocada com piadinhas do tipo "Criança é que nem peido, cada um só aguenta o seu".
Esquecemos nós que fomos todos crianças? Crianças são apredizes da vida... Puxa! Quem é que não tolera alguém que ainda está aprendendo a conviver?
Eu e o marido sempre frequentamos vários hotéis, pousadas e resorts. Muitos em lugares conhecidamente românticos, e sempre frequentado também por famílias. Nunca achei que o fato de ter uma criança que passa correndo por nós ou que janta ao lado, e eventualmente fala alguma coisa em um tom maior, quebrasse o nosso clima romântico. Para mim o clima romântico se dá entre duas pessoas que se gostam e estão ali para se curtir e não vão dar a mínima se volta e meia toparem com uma criança. Se toda e qualquer presença de criança destruísse clima de romance, seríamos todos filhos únicos e de pais separados.
Para mim isso é intolerância. Eu tenho uma filha que não perturba ninguém. Mas uma vez estávamos no Costão do Santinho e uma excursão com diversos casais, todos sem filhos, pertubou muito nossa estadia. Os adultos tomaram conta de toda a piscina. Bebiam muito, falavam gritando, jogavam uns aos outros na piscina, e não tinha nenhuma plaquinha proibindo a entrada de gente sem noção em lugar nenhum.
Cabe a todos o bom senso. A proibição de crianças pra mim é absurda.
- Pare de se comportar como se tivesse seis anos. 
- Mas eu tenho seis anos.

345 comentários:

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Josiane Caetano disse...

Tbém acho absurda a proibição de criaças em locais públicos. Mas só fui entender isso quando eu tive a minha filha. Antes dela, o que eu queria era sossego. Mas, pensando bem, lembro-me que, na época em que eu era cinéfila ( agora com a minha filha é quase impossível ir ao cinema 2 vezes por semana) que nas sessões de desenhos eu fazia questão de assistí-los apenas em salas com crianças, pois gostava de ouvir as gargalhadas delas em coro. Acho que tudo é uma questão de sensibilidade e nem todos a tem.

Anônimo disse...

Eu confesso que também não gosto de crianças em ambientes comuns, e não tenho a menor vontade de ser mãe,mas discriminação não pode ser aceita em parte alguma mais.Se formos segregar tudo o que não suportamos no ser humano, homens e mulheres viveriam em cidades separadas, e difícil, mas devemos sempre tentar praticar a empatia.

Anônimo disse...

Não se preocupem, no futuro acredito que seres humanos serão gerado em tubos de ensaio, e incubadoras.

Aline disse...

Eu acho isso muito complicado. Eu gosto de crianças, e quero adotar uma criança, quando eu puder.
Mas eu entendo que tem crianças que querem passar um tempo longe de crianças, até mesmo pais com filhos ou pessoas mais idosas.
Hoje, eu tenho duas cachorrinhas e para levá-las eu preciso buscar um hotel que aceite animais. Tudo isso é cultural, em alguns países da europa, nascem menos pessoas do que morrem, em outros é equilibrado, em outros nascem muito mais do que morrem.
Acredito que os hotéis precisam sim, ter estrutura para receber crianças: comidas adequadas, ambientes para eles e dependo do tipo de hotel, até mesmo monitores para cuidar das crianças.
Não sei se isso é pedofobia. Eu amo crianças, gosto de pegar no colo, fazê-las rir. Mas tem momentos em que eu quero estar tranquila, sem me preocupar com crianças. O que os hotéis fazem é abranger um nicho de pessoas que querem viajar sem crianças, mas que não necessariamente odeiem crianças...

Claudia disse...

Acho absurda a proibicao de criancas em certos lugares, mas entendo a proibicao em certos hoteis e restaurantes. Se o local eh uma pousada romantica, para que levar os filhos? Existem hoteis otimos para familias. Eh questao de se adequar. Uma coisa eh proibicao em teatros, voos etc, outra eh em um local onde os donos escolhem quem querem servir. Sinceramente se eu quero um final de semana romantico com meu namorado nunca vou para um hotel fazenda repleto de criancas. A autora do post falou que a filha dela eh quietinha, mas da pra fazer excecao. Mas um absurdo maior aconteceu com uma das minhas melhores amigas. Ela mora com o marido em um apartamento muito pequeno, num predio onde a maioria das pessoas sao solteiras ou casadas sem filhos. Quando o filho dela nasceu ha um ano o choro estava incomodando muito os outros moradores e foi inclusive pauta da reuniao de condominio proibir casais com filhos no predio. Ela nao sabe o final da historia pq afinal ela ja estava mesmo de mudanca (nao da pra criar um filho num apartamento de 30m2). Mas vem a questao: sera que no dia a dia nos vamos nos segregar tanto assim?

Anônimo disse...

Que coincidencia, Lola!
Passei por ums situação parecida essa semana.
Tentando me hospedar em um hotel no interior de SP, durante a ligação quando disse que éramos um casal com uma criança de 2 anos, o atendente disse que eles não costumavam aceitar crianças porque era um hotel pra executivos que trabalhavam cedo, por isso não poderia ter barulho a noite.
Fiquei chateada e acredito que o hotel não tenha o direito de fazer tal coisa.

Carol NLG disse...

Desculpem, mas discordo da autora.

Crianças estão aprendendo e tem que ser ensinadas? Claro. Mas crianças são, sim, responsabilidade dos pais, que não deveriam repassá-las aos demais.

Não estou dizendo que a autora seja o caso. Mas vejo demais, principalmente em aviões, crianças mal educadas, correndo, chutando cadeiras, gritando, etc. Vejam, não estou falando de bebês e infantes, que ainda não conseguem entender todo aquele ambiente e choram por dor/medo. Estou falando de crianças com mais de 2 anos. E os pais, em geral, reclamam e acusam qualquer pessoa que faça cara feia de ser um odiador de crianças.

E, realmente, essa é uma realidade que eu presencio bem menos em vôos na Europa (as crianças tendem a ficar mais quietas) ou África (pouquíssimas crianças, sobretudo na áfrica saariana). Em vôos nos EUA e América Latina, é bem mais usual que eu veja esse tipo de problemas. Ah, meu trabalho exige que eu viaje muito, por isso essa descrição.

Eu não odeio criança. E, em geral, culpo os pais pelo mal comportamento, não as crianças. Como elas vão saber que não, não é aceitável chutar a cadeira da frente sem parar, correr pelos corredores e gritar, se ninguém disser?

Acho que determinados ambientes deveriam, sim, ser para determinados públicos. Não vejo problemas. Há cruzeiros para idosos, que querem descansar sem a agitação dos mais novos. Já vi cruzeiros que proíbem menores de 50 anos! Há cruzeiros em que são proibidas crianças, há restaurantes em que são proibidas crianças, etc.

A filha da autora pode ser quietinha. Mas ela, certamente, não é a regra. Infelizmente, pelos pais entitled, que consideram que seus filhos perfeitos não podem nunca sofrer com um "não" na vida.

Não odeio crianças. Mas, em determinados momentos, não as quero por perto. Se houvesse um vôo que tivesse a propaganda de "child-free", ainda que um pouco mais caro, sim, eu pagaria.

Anônimo disse...

Lola tá transformando o blog no Classe Média Sofre, é isso?
Primeiro, o post do menino que foi barrado. Agora, esse post em que a moça está chateda porque não pode ir a um resort romântico! #whitepeopleproblems
Não gosto de criança berrando em nenhum lugar, mas sei que é uma criança. Não dá pra odiar, não dá pra reclamar. Todos fomos crianças.

Anônimo disse...

Também não quis ter filhos, mas tenho sobrinhos e o assunto me preocupa muito. Porque acredito que a longo prazo, isso nos afeta a todos. Essas crianças serão adultos com filhos um dia afinal, não?

Realmente, o problema não são as crianças é a falta de educação. E o que mais vejo é criança mal-educada e, confesso, que o que mais me irrita não são as malcriações dos pequenos é o reforço que os pais dão. As vezes acho que eles não tem nem mais consciência de quando os filhos estão incomodando. Nada de bom pode vir disso, e usar argumentos como: "ah, mas é só uma criança"; "ele é tímido"; "ele comeu muito doce" e por aí vai são apenas um jeito de não encarar o desafio.

É chato ter que lembrar a criança o tempo todo que é importante dizer "obrigada"; que ela tem que ficar quieta no cinema; que ela tem que tratar bem os mais velhos, ensiná-la a conversar, mas é fundamental. Não adianta se esquivar, porque se você faz isso, mais tarde, os outros é que irão se esquivar da criança pentelha que você criou.

É muito triste escutar, não vamos na casa da fulano porque o filho dele é insuportável. Escuto tanto isso. O pior é que é verdade quase sempre.

Triste história.

Anônimo disse...

Frescura define. Penso que os intolerantes devam permanecer nas suas residências e ponto.

Sara disse...

Eu tenho duas filhas, q agora ja são adultas, mas nunca as levei a lugares q não fossem apropriados pra crianças, desculpe a autora deste guestpost, mas crianças podem sim ser bem desagradaveis.
Com exceções de lugares publicos como bancos ou repartições, se não temos com quem deixar as crianças ai sim elas tem q ser toleradas por todos, mas um lugar q se escolhe pra lazer de adultos NÃO.
Ha tantos resorts e hoteis com equipes especializadas em crianças, querer leva-las a um dirigido a outro tipo de público é não ter consideração com a própria criança.

Lilian Soares do Nascimento disse...

Olha só. Hotel não é um local público. E acho que selecionar um público alvo não se trata necessariamente de discriminação. Há sempre de se perceber o contexto, o propósito da coisa.

Afinal, não deve ser permitida a entrada de crianças em boates, não é mesmo? É só um exemplo.

Acredito também que crianças devam ser educadas sim no e para o coletivo, afinal, temos vida pública e privada e quanto mais cedo inserir as crianças nesses dois mundos, melhor. Mas, é claro que a responsabilidade maior sobre as crianças é sempre dos pais.

Anônimo disse...

Fiz um curso em São Paulo e lá pelas tantas senti falta de crianças no hotel, que era no centro da cidade. Pois não é que no dia seguinte baixou um ônibus cheio de crianças que estavam num concurso para modelo infantil? Foi uma festa!

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Eu ADORO crianças! ^_^
Mas um problema que eu percebo muito, é que nessa era de "Plástico e Prozac" muitos pais não dão atenção adequadas a elas, preferindo calá-las com brinquedos para poderem trabalhar e curtir mais a cuidar delas apropriadamente. Isso termina por deixá-las carentes, e como elas percebem que os pais/mães dão "atenção" quando elas fazem besteira, elas passam a fazer besteira sempre afim de suprirem a carência. =/

Anna D disse...

Eu não acho tão absurda assim a proibição de crianças em determinados locais. Para quem não tem filhos, como eu, pode ser extremamente desagradável crianças pulando, gritando, batendo e fazendo criancices irritantes. Acho que bom senso deve prevalecer. Qual é o problema em ter barrada a entrada dos casais munidos de pequenas fontes intermináveis de irritaçao? Sempre que vou viajar, opto por lugares que não oferecem diária com criança inclusa. E esses lugares ainda são a maioria. O exemplo que a autora do guest post dá vai a um extremo para tentar justificar que adultos também sabem incomodar. É óbvio que sabem, e é óbvio também que sempre haverá adultos sem noção em algum lugares, mas a maior parte das crianças é sempre sem noção e pode sim acabar incomodando ou estragando o clima de lugares e de casais que não querem filhos e não gostam da algazarra provocada por eles.

Carol NLG disse...

Ah, só pra deixar claro.

Sim, eu percebo o tanto que meu raciocínio poderia ser usado pra justificar qualquer tipo de discriminação. Como clubes que só aceitem loiras com IMC 18, ou restaurantes que só aceitem brancos.

Mas há uma diferença sutil: a probabilidade de os demais clientes serem efetivamente incomodados no seu objetivo final de uso do produto ou não. A verdade é que crianças, pela sua própria características de "aprendizes do mundo", ainda não tem a sensibilidade (ou a educação!) de fazer ou deixar de fazer alguma coisa, ou, muitas vezes, a capacidade para. Como eu poderia reclamar de um recém-nascido chorando no avião? Ele não pode evitar! Mas eu posso reclamar de um executivo mal-educado que esteja gritando durante um vôo noturno. Essa é a diferença.

Beto Grangeia disse...

É difícil me expressar sem parecer um odiador de crianças. Mas o que acontece se eu, adulto, começar a correr e gritar em um restaurante como algumas crianças? Certamente serei contido de alguma forma. Na maioria dos lugares eu seria convidado a me retirar, o que não acontece (suponho) com crianças.

Quero dizer, crianças e adultos não tem os mesmos direitos e responsabilidades.

O que não falta é matiné onde é proibida a entrada de maiores de 18 anos. Não me sinto discriminado por isso. Meu tempo para isso já passou. O tempo das crianças frequentarem (alguns) restaurantes ainda há de chegar.

Acho, inclusive, que o problema que muitos pais tem na educação de seus filhos seja o de querer tratá-los como pequenos adultos.

Bruna disse...

Olha, em certos hotéis e restaurantes não acho a proibição de crianças ofensiva assim, e sinceramente não caracterizaria como pedofobia. Há mercado pra tudo, e acho que se a autora quiser, pode boicotar o hotel em questão mesmo quando estiver sem a filha. Mas é uma questão de nicho de mercado. Por exemplo, há, como já dito, excursões de idosos; há excursões focadas no público familiar, nas quais crianças são super bem vindas; e há lugares com um vibe lua de mel, que são focados no público adulto. Tem espaço pra todo mundo. Nem todo hotel tem que ser um Disney resort e nem todo restaurante tem que ser um McDonalds, não importa o quanto o filho de fulano seja um anjinho.

Anônimo disse...

acho que qualquer estabelecimento deve ter o direito de escolher seu público alvo, respeitando a constituição: não discriminar. mas, se por um lado, há hoteis que querem atrair público gay, porque não pode haver outros que pretendem atrair pessoas sem filhos? por outro lado, proibir... acho complexo...

Beto Grangeia disse...

Quem acha que criança não tem potencial pra acabar com clima em hotel nunca assistiu ao episódio de Chaves em Acapulco.

aiaiai disse...

Eu sou mãe de um menino que hoje está com 14 anos e acho certíssimo que tenham hotéis que ñ aceitem crianças menores de 12 ou 14 anos.

Primeiro porque o hotel tem que ter preparo p receber público até essa faixa etária, principalmente comida e lazer. Então, quem quer focar em público adulto, ñ precisa investir em preparo p crianças se determinar q não aceita crianças.

Segundo, se o hotel quer ter público mais adulto, os adultos podem fazer coisas - festa, zoação, etc - que não vão ser adequadas se tiver criança no local.

Terceiro, a filha da autora do post pode ser educada e não incomodar ninguém. Mas, o que se vê em geral, principalmente em hotéis mais caros, são crianças sem educação e pais que não fingem q não vêem. E elas incomodam muito mesmo. Se um adulto me incomoda eu posso chamar a atenção, pedir a alguém do hotel que faça algo. Se for uma criança não posso falar diretamente e se falar com os pais provavelmente vou levar um "é só uma criança" pela cara.

Acho que a autora do post poderia rever sua revolta. Existem muitos hotéis excelentes para cada faixa etária.

Querer ir para um hotel romântico com o seu filho/filha é meio egoísta também. Afinal, a criança não vai ter nada para fazer no tal lugar romântico. Pensa bem!

Quer ir com o seu marido, deixa o filho com alguém e vá. Eu fiz isso várias vezes. meu filho ficava feliz em ter um final de semana diferente na casa de um tio ou dos avôs, e nós dois curtíamos nosso merecido descanso romântico.

Anônimo disse...

Eu não suporto criança pequena. Para mim, elas podem ser até ignorantes de muitos fatos da vida, mas não inocentes. A maioria já tem uma boa noção do que incomoda os outros, mas nem ligam.

Anônimo disse...

Loisiana, mas você já parou pra pensar por que que cada vez mais as pessoas nao querem criancas por perto?
Acredito que você é uma ótima mae, seu marido um ótimo pai e sua menina uma crianca adorável. Mas o número de pais sem nocao e consequentemente filhos mais sem nocao ainda também tem aumentado assustadoramente.
Existe uma enorme diferenca entre comportamento "de crianca" e crianca mal educada. Acredito que a maioria das pessoas nao se incomoda com uma crianca brincado, ou quando ela chora por medo/dor/frio, mas é a visao do inferno quando um infante se joga no chao e comeca a fazer aquele show de manha, quando empurra, grita e chora por qualquer coisa.

Eu tenho uma parenta que foi meio que "segregada" das reunioes de família justamente por que ela nao tem controle nenhum sobre os filhos. Ela um dia ficou meia hora no meu apartamento - meia hora - e terminei com meia dúzia de pecas de decoracao quebradas, paredes riscadas e parte das roupas do meu armário no chao.
Esse cenário se repetiu em todas as casas de todos os parentes que ela levou os filhos. Resultado - Ninguém mais a quer por perto!

Me desculpe, mas nao se trata de "pedofobia". Acredito que existe bem pouca gente de fato "pedofóbica". O problema é que dizer "nao" e impor limites para as criancas virou "abuso de menores" e o resultado ta aí!!!

Mena disse...

Isso é apenas um nicho de mercado, há inúmeras opções de hotéis e restaurantes para as famílias. Se estivesse faltando opções de lugares para a autora ir, eu apoiaria sua "causa". Como não é o caso, só deixo registrada minha discordância ao texto.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Acho que é a primeira vez que vou discordar totalmente de um post desse blog.
Acho que seria errado se fosse uma coisa geral ou se a maioria fizesse isso. E está longe de ser o caso.
Mas sou totalmente a favor que possam existir meia dúzia de hotéis mais propícios somente a adultos.
Imagine um casal que tem filhos pequenos, que resolve tirar um fim de semana de descanso, uma segunda lua de mel, outros adultos para conversar sem que o tema caia sempre no tema crianças ou sem ter que ficar se policiando nas conversas, enfim...
Acho que é super saudável.

suelen disse...

eu não quero ter filhos e tenho a impressão que as crianças não vão com a minha cara.

como disseram ai,tem muita criança mal educada e chata,eu n consigo entender tanta veneração por crianças,como se fossem os seres mais puros do universo,quando isso está bem longe da verdade,vejo quase todo mundo mimando e fazendo todas as vontades,sem limite nenhum,q é por isso que muitas ficam insuportáveis.

uma amiga minha disse que quando a sobrinha dela faz algo errado ou xinga,ninguém repreende,só falam "ai que gracinha!" ,quando ela crescer e continuar do mesmo jeito,não vão achar tão bonitinho e não vão entender pq a garota é assim.

Vivi disse...

Gente, sério que vcs aceitam numa boa estabeleciamentos que não aceitam crianças?
Não estou dizendo bares , mas será que isso não é discrimiantório não? Assim, na lógica do "estabelecimento pode ter liberdade pra recusar" não abrimos margem pra barrar negros, pobres, etc?
Não vou dizer que nenhuma criança nunca me incomodou, mas o incomodo não vem só dela, vem do adolescente sem noção, é da voz irritante da madame, do tom irritante do homem que fala com a esposa, do perfume forte do vizinho, do carro poluidor e barulhento etc...
A vida é assim, devemos mudar os comportamentso para serem mais agradáveis claro, mas não podemos querer um ambiente 100% limpinho/quietinho/asséptico..Isso é meio utópico não é não?
Desculpe se estiver falando besteira, mas tive esta sensação ao ler os comentário por aqui.

abraço

jacmila disse...

"mais um post classemediasofre" diria a patrulha ideológica. Sou mãe de 2 e se um dia rolar o privilégio duma estadia em hotel, espero q seja esse aí citado no post, q não permita crianças menores de 12. Aliás, escolheria um hotel anti familia, dessas nucleares, tradicionais, monogamicas, fechadinhas, urgh.

Teresa Silva RJ disse...

Acho que, diante de pais sem noção e que não dão educação aos filhos impondo limites a eles, os estabelecimentos estão se protegendo proibindo a entrada de crianças para garantir a paz do ambiente. Umas histórias pra ilustrar:

Uma vendedora de livraria viu um menino jogando os livros das prateleiras no chão diante do olhar omisso da mãe. Ela foi chamar a atenção do menino e ouviu algo como "Você tá aqui pra arrumar". A mãe, muda estava e muda continuou.

O falecido ator Paulo Autran, em uma entrevista, explicou por que não hospedava crianças na sua pousada em Parati (cara, por sinal). Um dia, um menino filho de um casal de hóspedes (que o deixou com uma babá na pousada e foi velejar) estava arrancando as plantas do jardim pela raiz. Paulo Autran pediu ao menino que parasse com aquilo. A resposta do menino "Fala com o meu pai que ele paga". Pra evitar mais aborrecimentos, ele passou a não aceitar mais crianças como hóspedes. Dessa história podemos tirar várias conclusões: casal que não dá atenção e educação ao filho, criança mimada que pensa que pode tudo por que o pai paga os prejuízos e sabe-se lá em que adulto ele vai se transformar.

Um cronista de um jornal do Rio ficou com fama de detestar crianças por que reclamou da bagunça que elas faziam nos restaurantes e declarou que buscava restaurantes que não aceitassem crianças. Diante da repercussão negativa, ele escreveu uma segunda crônica contando o que via: pais que chegavam nos restaurantes para jantar às 9 da noite levando bebês de colo e pedindo em restaurante japonês carne moída e purê de batata para dar para a criança. Daí a meia hora o bebê quer dormir no seu berço e começa a chorar. Os pais, em vez de pedirem a conta e irem embora, ficam balançando a criança, o que a faz chorar ainda mais e deixa todo mundo em volta com raiva.

Barbara disse...

Mas hotel não é lugar público! Fosse assim eles tb não poderiam proibir entrada de animais de estimação. Sou a favor. Existem milhares de hoteis, por que vc insiste em querer levar sua criança exatamente naquele que não pode??

No hotel em que fiquei na minha lua de mel, não recebiam crianças abaixo de 12 anos. Acho bom, é uma coisa de nicho, vc vai pro hotel pra uma ocasião específica, quer mais romantismo, não combina mesmo o ar familiar. Tem N hoteis amigáveis pra crianças, com atividades, boas áreas de lazer, monitores e tudo o mais.

Magrelinha disse...

Eu não gosto de crianças, não sei se quero ter filhos algum dia, e sim, algumas são muito inconvenientes (e sabemos de quem é a culpa: dos pais).

Esse tipo de hotel são chamados de "hotéis de charme" e eu adoro o conceito deles. Tenho uma tia que tem uma pousada assim, e é maravilhosa. Hotéis de charme são direcionados a CASAIS, que procuram não só por momentos românticos, mas que tb querem relaxar, e é difícil relaxar quando se tem criança por perto.

Ano passado fui para uma pousada lindinha com meu marido. Ficava no meio do mato, totalmente bucólica, chalés lindos e confortáveis, cardápio legal, macaquinhos que vinham comer em nossas mãos. Seria tudo perfeito se não tivessem crianças. Não conseguimos ficar muito tempo na piscina pq os filhos dos outros comandaram aquilo ali. Passavam correndo e trombavam nas cadeiras, pulavam na piscina e caía água em nossas comidas e bebidas. E o pior é que os pais viam e não faziam nada. O erro foi nosso que aceitamos ficar em um lugar assim. Longe de mim chegar num hotel que permite crianças e reclamar, mas é importante que tenhamos alternativa. Agora só queremos hotel de charme, e só ficaremos em um hotel normal se na cidade que estivermos não tiver essa opção.

Seria intolerância se hotel nenhum permitisse mais crianças. Mas existem conceitos para todos os gostos e necessidades. Quem tem filhos e quer levá-los, pode escolher um hotel que permite e tenha estrutura para eles. Quem quer levar seu animal, idem. Quem quer ficar só com seu amado(a), tb tem essa opção. Essa diversidade é maravilhosa e deve continuar existindo.

Agora o que me cheira a intolerância é a mesquinhez de muitos pais, que por serem pais acham que seus filhos são as coisas mais lindas do mundo (compreensível), e querem impor que todos devam amar e terem paciência com eles. Já estive em um voo que pelamordejesuis. Uma mulher e a filha (já grandinha) ficaram ao meu lado. A criança berrava, chorava, chutava a poltrona da frente (coitada da pessoa que estava lá). Era extremamente mimada. O avião estava decolando e ela começou a gritar exigindo que a mãe levantasse para pegar não sei o que (sendo que anteriormente a mãe havia oferecido e ela recusado). Era óbvio que a criança estava incomodando TODO MUNDO. Eu que estava do lado mais ainda. Fiz cara feia mesmo, bufei, uma hora a menina pulou em cima de mim e eu repreendi, e a mãe não fazia NADA. E ainda ficou me olhando com cara feia. Quando o avião decolou, eu pedi pra comissária me colocar em outra poltrona. Sempre que eu puder evitar a convivência com os pequenos, eu o farei. Acredito que a filha da autora do post seja educada, mas sabemos que a maioria das crianças não são assim.

Anônimo disse...

Acho completamente aceitável ter locais que não permitem a presença de crianças, principalmente em hotéis.
Alguém citou a;i que achou ruim um hotel focado em executivos que acordam cedo não ter aceito seu filho de 2 anos... Tem dó!

Anônimo disse...

Além de discordar com um texto, uma vez que no mercado turístico tem espaço pra tudo, o que sua filha vai fazer no hotel romântico? Amiguinhos? Ops não, ela é a única criança lá. Ficar na piscina pulando na água com dois ou três casais? Não gostar da comida nada apropriada para crianças que provavelmente vai ser servida?

Se faltassem opções de hóteis para famílias..mas definitivamente não falta.

Nem diria classe média sofre, achei "sem noção sofre" mesmo.

PS: quanto ao comentário do vôo child-free, se existisse, seria a primeira da fila!

Andrea disse...

ok, agora essa pessoa não pode reclamar se um casal, hetero ou homo, está beijando na frente do filho, como já vi mt acontecer... se o lugar é romântico e a pessoa quer levar o filho, não deveria ser proibido, mas tb a pessoa que levar não pode reclamar de coisas do tipo...

Magrelinha disse...

Teresa, assino embaixo do que vc disse. Enquanto os pais não educam seus filhos, quem não tem filhos ou educa os seus, procura evitar essa convivência.

Acho justo.

ViniciusMendes disse...

Tenho medo do argumento "é nicho de mercado", pq ele fácil, fácil justifica qualquer tipo de discriminação. Vejo com tranquilidade uma ponte com "pq esse casal gay se beijou nesse lugar hetero? Não é homofobia, é nicho de mercado!"

Mas eu concordo que criança as vezes pode ser complicado, por exemplo, por mais que eu entenda que a mãe de uma criança pequena tem direito de se divertir, na minha cabeça é difícil de entender você levar uma criança de 2, 3, 4, 5 anos pra assistir um filme legendado que começa as 11 horas da noite... A criança (que não sabe ler) OBVIAMENTE vai ficar entediada, vai ficar incomodada pq tá com sono e vai incomodar, e eu acho que uma coisa dessas é falta de respeito, tanto com as pessoas do cinema quanto com a própria criança, que vai ficar de 2 a 3 horas entediada em uma situação em que qualquer coisa que a divirta ou distraia é inapropriada... Algo que incomodaria do mesmo jeito um adulto.

Mas não cabe ao cinema (ou ao hotel, ao clube, ao shopping, ao restaurante) ter essas percepções, e sim aos pais.

L. disse...

a Carol NLG disse TUDO o que eu ia dizer.
Também preciso viajar vez ou outra e esbarro com o mesmo problema.
Da última vez que voltei de um vôo internacional tinham crianças esperneando na fila do embarque pq queriam ficar correndo e os seguranças não deixaram. Adivinhem, eram TODAS brasileiras, e os pais, pra variar, achando tudo "normal". Porque deve ser muito normal ter a cria correndo na plataforma de embarque a sei lá quantos metros do chão e chutando o pessoal da fila, não é mesmo? ¬¬
Se os pais soubessem educar as crianças, esse tipo de situação não aconteceria.

Desculpa mocinha do post, mas os pais sempre tendem a achar que seus fedelhos são uns santinhos. E mesmo que sejam, são exceções.

E como a Carol, eu também não teria problemas em pagar a mais por um vôo (ou locais) "child-free".

Layana disse...

Pois é, tenho 2 filhos e nunca me incomodei com isso, nunca faltou lugar pra nós irmos. Um ou outro canto q não se possa levar criança não faz a mínima diferença na nossa vida. E sabendo educar, como vc deve estar fazendo, daqui a pouco tempo vc vai ver que nem vai parecer que ter criança seja problema.

Letícia M. disse...

Concordo com você! Não odeio crianças, inclusive pretendo ser mãe, mas o que mais vejo são crianças mal educadas por falta de imposição de limites.

ViniciusMendes disse...

Esse post e o anterior tem uma coisa engraçada em comum:

A maioria dos comentários reclamando que o texto foi classemediasofre são bem... classemediasofre.

clara disse...

esses tempos fui ao cinema, assistir um filme para adultos, legendado, numa sessão que era ás 22 horas. uma mulher havia levado seu filho pequeno que não parava de gritar e chorar durante o filme. obviamente a criança estava aborrecida em ficar lá por duas horas, num horário que ela queria estar dormindo, vendo um filme que ela não estava entendendo. a culpada de tudo isso é a mãe, mas me perguntei como o cinema não impediu que fosse levada uma criança de colo pra uma sessão totalmente inadequada para ela, visto que há filmes próprios para crianças, e aqui na minha cidade há ainda sessões que são de filmes de adultos para pessoas com filhos pequenos poderem levar seus filhos também. enfim, não quero impedir que pessoas com filhos deixem de ir ao cinema, eu adoro cinema, pretendo ter filhos um dia, mas já há essa opção para os pais, por que ir numa sessão que não é adequada para crianças com uma criança pequena? aí já é ser sem noção demais, é se achar o centro do universo e achar que o choro do seu filho é música para o ouvido de todos.

Jéssica disse...

Bem, com certeza sou pedofobica então, mas no sentido de medo mesmo: Tenho enxaquecas fortíssimas que me deixam de cama que são desencadeadas por barulho agudo constante, o tipo de barulho que crianças fazem qd abrem o berreiro. Eu evito ir a lugares que tem chance de haver criança (e qd vou, levo remédio e fujo de onde elas estão =P).

Aline disse...

Não quero ter filhos, Lola... Difícil a sociedade aceitar quando digo isto... Mas é uma decisão minha, somente. Não levo jeito com criança. Isto não quer dizer que eu não possa achá-las queridas ou rir com suas peripécias, ou me encantar com a inteligência e esperteza delas... Afinal, ninguém nasceu adulto... Mas já fui intolerante com elas, quando adolescente principalmente, falta completa de paciência... Depois percebi que precisamos ter paciência e hoje já consigo lidar melhor com situações que envolvam crianças... E é engraçado, pq elas gostam de mim, mesmo com minha total falta de jeito eheheh... Meu irmão adora crianças, já trabalhou com elas inclusiva durante uma época de estágio... Mas ele também não quer ter filhos... Acho uma questão bem complicado então... Alguns lugares, é complicado mesmo ter aquela criançada correndo de um lado para o outro, como em determinados restaurantes quando estamos lá tentando conversar e elas correm em volta das mesas... Por outro lado, entendo que para os pais deve ser difícil passar por situações onde não podem entrar nos locais por causa de seus pequenos... Enfim, não tenho uma opinião formada sobre o assunto ainda...

Iara disse...

Tadinhas das crianças!A culpa não é delas,mas dos pais que não sabem educar....minha mãe me levou a todos os lugares e eu nunca aprontei,azar o meu se aprontasse!Mas concordo com muita coisa dita aqui,existem crianças que os pais educam e inclusive curtem sair com eles,mas tem crianças que são emocionalmente abandonadas e fazem de tudo para chamar a atenção.De qualquer jeito é fácil falar,mas eu encarei uma viagem de dez horas em um avião com um recém nascido que não parava de chorar.Todo mundo ali queria jogar a mãe pela janela,mas ela era muito novinha e parecia não saber o que fazer.Fiquei com pena dela,mas o choro da criança me irritou profundamente,dava uma agonia...também já passei por piscinas que não se pode entrar devido a bagunça das crianças...mas tenho péssimas notícias,no mundo atual crianças mal educadas não são nosso único problema...os adultos estão cada dia piores,fumam onde não podem fumar,estacionam onde não podem estacionar...enfim,crianças mal educadas crescem e viram adultos piores ainda....

mandybg disse...

Não quero ter filhos.
Não suporto crianças.
(bla bla bla, ja fui uma)

Em geral as crianças não sabem se comportar em locais publicos. Natural, estão em processo de desenvolvimento. Aprendendo as "regras de compolrtamento social".

Mas sinceramente? Que aprendam longe de mim! Que gritem, esbarrem em coisas, fiquem melequentas, ranhentas, LÁ LONGE.

Em geral, pais que não educam.
PAciencia, a tal da "pedofobia" em locais publicos é justa.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Eu acho realmente uma grande falta bom senso, e até mesmo empatia com a criança, levá-la a um lugar adulto. Ela não vai ter absolutamente nada de bom para fazer, não vai se alimentar adequadamente pois o paladar ainda não aceita comida adulta(muita ácida, picante, amaga, salgada...) e por não entender que os pais precisam de privacidade tem o risco de estragar o clima.

Acho muito mais ético até mesmo com a criança pedir para algum amigo ou parente levar ela a um parque temático e ainda pagar o ingresso de todo mundo para compensar.

André disse...

Não se preocupem, com a queda da taxa de natalidade logo não haverá crianças para incomodar ninguém.

Jéssica disse...

Eu também não me importaria de pagar a mais por um lugar child-free, pelo menos garanto que não vou me estressar.

E é o que falaram: se um adulto incomoda, vc pd reclamar, mas vc perde esse direito se for uma criança incomodando.

E me desculpe, mas as pessoas ESCOLHEM terem filhos, pq eu tenho q ser responsabilizada pela escolha e falta de educação de outra pessoa?

Tb acho bastante irritante a cultura brasileira de veneração de crianças.

Bruna disse...

Vinicius, criança cresce. Ela não vai ser excluída de certos ambientes pra sempre, só durante um pequeno período. Ninguém vai deixar de ser gay ou negro com o tempo. É diferente.

Outra coisa, como já dito, precisa ter investimento extra pra abrigar criança em hotel. Tem que ter monitor, segurança extra nas piscinas, menu diferenciado no cardápio, playground. Ficar um hotel que seja 'child-friendly' é melhor porque pressupõe uma série de confortos que vão tornar a estada da criança melhor. Mas coloca uma criança num hotel que não tenha nada pra ela fazer, nenhuma outra criança pra brincar. Não vi ser interessante pra ela, pros pais, pra ninguém.

Rafaela disse...

Discordo totalmente do post. Não acho que há nenhuma pedofobia no caso relatado. O que não falta nesse mundo é hotel e restaurante que permitam crianças. Acho ótimo que as pessoas tenham várias opções de lugar para frequentar. ^^

Meus pais, por exemplo, não alugam mais as casas (vizinhas a onde moro) pra pessoas com crianças (do mesmo jeito que não alugam pra quem ouve música alta ou fica fazendo festa). Criança gosta de brincar, correr e pular, só que era um inferno ouvir gritaria enquanto eu e minha irmã precisávamos estudar.

Tem criança educada? Sim, mas está longe de ser maioria. E ai de você se reclamar que a criança tá incomodando. Além de não adiantar nada, vc ainda é capaz de receber olhares tortos e sair como a "vilã mal comida e intolerante que odeia criancinhas". Parece que a criança é feita de cristal e nunca pode ouvir um "não" na vida.

Os pais muitas vezes são tão sem noção quanto os filhos. Já vi gente levando filho pequeno (2~8 anos) pra assistir filme legendado cuja temática envolvia inseminação artificial. Não vejo lógica nas mães que arrastam a cria pra lugares onde é óbvio que ela ficará entediada e, consequentemente, perturbará todo mundo a sua volta. Não é obrigação de ninguém ter que aturar filho dos outros. É tudo uma questão de (falta de) bom senso.

Por isso não entendo pq reclamar que certos hotéis e pousadas românticos não aceitam crianças. Imagina se um casal tá no quarto, f*dendo e fazendo barulho, e a criança ouvindo tudo? rs

Achei absurdo quem reclamou do lugar não aceitava criança pq tinha hóspedes empresários que precisavam acordar cedo. Por favor, né? Pergunte a um insone, como eu, como é ruim acordar cedo após uma noite mal dormida... =S

PS.: falar que, ao proibirem crianças, vão acabar proibindo a entrada de negros, gays e sei lá mais quem em certos locais me pareceu uma bela falácia da ladeira escorregadia.

Eva disse...

Desculpa, mas desta vez preciso discordar. Não tenho filhos, e é provável que não os tenha nunca, e não tenho a menor paciência com crianças. Óbvio que se eu visse uma criança sendo maltratada, eu iria interferir. Que eu ia entender se fosse uma criança muito pequena, que ainda não tem nenhuma forma de comunicação de quando algo incomoda e então, ela chora.

Mas o mais comum é criança que já fala, anda, corre, chutando as pessoas, jogando coisas, chutando cadeiras, berrando - e os pais ou acham bonitinho ou não fazem nada pra educar os pimpolhos. Eu não me incomodo com crianças educadas, mas ela são a imensa MINORIA. Então eu sempre opto por lugares "child-free", a menos que o lugar tenha área de lazer que seja própria para crianças, monitores e coisas do tipo, porque ai elas estarão se divertindo, num lugar próprio, com outras crianças e com gente pra ficar de olho nelas.

E não, se o lugar tiver muitas crianças, for lugar para crianças, eu não vou até esse lugar.

Eu não entendo bem porque as crianças são desse jeito. Acho (veja bem, só acho, não tenho certeza) que seja uma mistura de falta de preparo de muita gente pra ter filhos com falta de noção dos adultos, que acham que os filhos podem fazer o que quiserem, inclusive incomodar os outros.

Eu entendo que crianças são seres em formação, mas sim, a obrigação de educar essas crianças é dos pais, a menos que uma criança não tenha pais (ou pais com quem possa contar), então passa a ser obrigação de toda a sociedade. Se não houvesse lugares próprios para crianças, com estrutura própria para crianças, eu compreenderia perfeitamente. Se criança fosse tratada com descaso em TODOS os lugares, okay, eu aceitaria que, talvez, "pedofobia" existe. Mas não acredito ser o caso.

Carol NLG disse...

L, só um adendo:

nao sao soh as crianças brasileiras nao. Alias, pela minha experiencia, as piores sao as americanas. Ou, no caso, os piores pais.

Porque nessa sua historia, as crianças espernearam de nao poderem sair correndo. Jah vi em voos nos EUA pais irem brigar com seguranças que impediram seus lindos e especiais floquinhos de neve de brincar com os controles do finger. E houve quem desse razao pros pais - exclamaçao

Crianças francesas sao educadas, dentro da minha experiencia, e alemas tambem. As asiaticas parecem que nem estao no voo, de tao caladas. As italianas jah lembram mais as americanas.

Camila F. disse...

Bom, acho a revolta da Loisiana um pouco exagerada. Sou do time das que não pretendem ser mães, mas não odeio crianças - trabalho com elas. A questão de existir hotéis e restaurantes que não aceitam crianças a incomoda da mesma forma que existem muitos hotéis e restaurtantes que não aceitam fumantes e animais de estimação - pra mim uma maravilha pois não fumo e apesar de amar animais acho que eles não pertencem em cozinha ou perto de alimentos; nada mais irritante do que achar pelos na minha comida.

Creio que isso possa soar como pedofobia, mas não vejo dessa forma. Como você mesmo falou o hotel quer manter o clima romântico. Ou pessoas querem ter reuniões de trabalho durante o almoço e não querem ser incomodados por crianças correndo ou gritando. Eu por exemplo não gostaria de estar presente naquele restaurante onde a mãe deixou o filho fazer xixi num penico sentado à mesa. Muitas criançãs sabem se comportar em locais públicos, mas existem muitas também que infelizmente não sabem porque os pais acham que elas podem fazer o que bem entendem.

Isso não deveria se tornar um problema pois com a internet hoje podemos pesquisar e achar restaurantes-hotéis-resorts que ofereçam aquilo que queremos. Antigamente não tínhamos essa ferramenta.

E outra, precisamos parar de achar que tudo é fobia e discriminação. Não vejo nada demais no hotel restringir a entrada de crianças. Tenho certeza que, mesmo sendo mãe, se eu estivesse viajando com o marido(a)-namorado(a) comemorando uma data romântica etc... e uma criança ao lado começasse a berrar até eu ficaria emputecida. Um exemplo bem conhecido é o da cena de Sex and the City onde a Carrie e Big se encontram no meio de dois quartos, um deles o da criança chorando sem parar.

Nivaldo Brás a seu Dispor disse...

QUEM CRIA E OS AVÓS.

É a nova moda, que não é tão nova assim. Muitas crianças são criadas pelos avós ou colocados em creches com pessoas sem um minimo de preparo. Alias, que quer ter filho DEVE se preparar em tudo. Ter filho é um "SACRIFÍCIO" onde se é mãe e pai 24 horas sem direito a folga. Tem mulher que acha lindo a barriga de grávida.
Tá e daí? Ruim não é passar no vestibular e sim ficar quatro cinco anos estudando. Muita gente acha que ter filho e como uma gravidez. PARE! Filho é um teste de paciência, seriedade e cumplicidade entre a dois. Sei de Pai que cai fora disso e mães que só sabem BERRAR com seus rebentos. Quantos deveria ter deixado o p***o nas calças. Conheço mulheres que foram abandonadas com duas, três crianças (raro homens. Infelizmente já fui em lugares que tinham crianças terríveis e, pasmen, brasileiros. As crianças estrangeiras até estranhava de quietas. Mas vai muito da educação dos país. POR CAUSA de uns a MAIORIA PAGA.

Eli disse...

Eu tenho pedofobia, se eu puder ficar longe de crianças eu vou ficar. Não é q eu realmente tenha medo ou raiva delas, o q me preocupa são os pais (principalmente as mães). Geralmente eles deixam os filhos largados e se por alguma razão acontece alguma coisa (pq eles n sabem cuidar dos filhos) com os filhos deles, a culpa é sua.

Foi assim comigo uma vez, eu estava entrando no prédio, tinha uma menina (de uns 3 ou 4 anos) bem no portão do prédio pro lado de fora, enquanto os pais tavam fazendo n sei o q no carro q tava estacionado em frente. Qndo abri o portão, pra fechar n dava pra soltar pq ia bater com tudo no rosto da menina, então eu fui fechar devagar mesmo, qndo fechei a menina tinha enfiado o dedo no vão do portão, claro q ela fez o maior escândalo, na hora eu achei q tinha acontecido algo pior e entrei em pânico, a mãe veio correndo e começou a brigar comigo "Olha o seu tamanho pro dela!", devia ter respondido "pois é, por isso mesmo vc q devia estar cuidando dela", no fim meu irmão q tava comigo me defendeu e falou o q eu n conseguia falar.

Só estou contando isso pra dizer q se vc quer ter um filho vá em frente mas n obrigue os outros a ser pai\mãe tbm, a responsabilidade é toda sua.

Sara disse...

Se for pra contar as barbaridades q ja vi as "crianchas" fazendo, não ia caber nesse post.
Mas o vôo child-free viria a calhar.
Uma vez num vôo internacional, vi uma garotinha dar uma bica na bandeja de comida literalmente voou comida para todos os lados foi uma beleza....
Mas minhas filhinhas tb aprontaram pra caramba, a mais velha qdo tinha uns 7 anos foi ao banheiro do avião, e voltou com um longo rabinho feito de papel higiênico, que ela nem havia notado q carregava....
A infância passa tão depressa, (embora para os pais pareça eterna), custa pensar mais nos pequenos na hora de escolher um lugar pra ir? alem de vc proporcionar momentos felizes pra eles, estara sendo educado e gentil com quem não tem obrigação nenhuma de aturar seus pimpolhos.

Luciana disse...

Concordo completamente com a Carol NLG!

Safira Solitaria disse...

Não sei. Acho que não consigo ter uma opinião formada.

Moro num grande condomínio de prédios, e aqui tem uma piscina, que no verão fica cheia de crianças (claro). Às vezes desço pra tomar sol e fico lá. As crianças não me incomodam... (nem as escuto na verdade, não presto atenção). Mas uma vez teve uma moça que estava tomando sol do meu lado, levantou e disse: "argh! odeio essas crianças berrando!".

Então não sei. Acho que tem gente que realmente odeia crianças. Isso é algo a se pensar. É correto PODER odiar crianças? Porque a maioria aqui do blog acha errado odiar grupos específicos de pessoas.

E tem algo que eu discordo, sobre o pessoal dizendo que o hotel quer atingir um público-alvo e por isso barra as crianças e então a atitude se justifica. Discordo porque se o hotel (ou qualquer outro estabelecimento) quer atrair um tipo de público, ele não precisa proibir os outros, os outros é que não vão querer ir lá. Ex: uma boate gay não precisa barrar os héteros. Os bares não precisam barrar crianças. Será que o hotel não precisa melhorar a sua "imagem" de forma que casais com crianças simplesmente percebam que lá não é o melhor lugar para eles?

Anônimo disse...

Pessoas sem filhos (e pessoas com filhos que querem um descanso) têm todo o direito de contar com espaços onde possam se hospedar/jantar sem guris correndo pelos corredores, gritando, zoando na piscina, chorando, fazendo birra, etc. Há n lugares que não apenas aceitam crianças, mas também têm toda uma infraestrutura para atender melhor à clientela família, incluindo atividades, playground, e até menu apropriado para pequenos. Levar criança para hotel de adultos pra quê? Para ninguém se divertir (criança e adultos)? Acho um egoísmo. A gente já convive com filho "dosotro" em quase todos os lugares, dêem um descanso, né.

Mariana disse...

medo de alguns comentários aqui.

Natasha disse...

Realmente a veneração por crianças existe no brasil,minha prima teve um filho,eu fui conhecer,depois de um tempo minha mãe me disse que eu deveria ver ele de novo,eu perguntei pq e a resposta foi pq ele estava gordinho.

Sério... e dai? eu deveria ir até a casa dela,só pra ver que ele engordou?se ele soltar uma bufa,eu deveria ir lá cheirar e dizer que tem perfume de rosas?
Coisas banais transformadas em coisas maravilhosas!

E o pior é que se ele engordar quando for maior,ninguém vai ficar babando nele,vão é ofender o garoto,pressionar para emagrecer,fazer piadas.

Também vejo isso em programas tipo idolos,os jurados humilham quem n canta bem,mas quando é uma criança que n tem talento nenhum,eles respeitam e se for idoso tb( afinal idosos merecem todo o respeito do mundo,só por serem idosos,o caratér n importa).

Não quero dizer que queria que as crianças fossem humilhadas,mas se é pra respeitar,tem que ser com todo mundo.

Moema L disse...

@ Vinicius Mendes

Eu nem ia comentar mais li seus comentários e concordo em gênero numero e grau com os dois.

Acho que os pais precisam de um pouco mais de consciência e não os lugares saírem proibindo, até porque como já foi dito, todos nós já fomos crianças. Alguém aqui era um robô sem vontade própria? acredito que não. claro que não estou dizendo que ser mal criado é lindo mas faz parte de ser criança agir como criança.

Alguns lugares como Cruzeiros para idosos ou mesmo pousadas para casais acho Ok, mas cinema, condomínio, restaurante e outros acho um exagero.

L. disse...

Oi Carol, eu sei disso! mas nesse evento que contei calhou de serem brasileiras rs.
Já passei por outros causos também com crias americanas, mas deixa pra outra hora :P

Eléa Rocha disse...

Eu tenho 68 anos, casada com três filhos de 42, 38 e 32 anos, casados
e com filhos, netos que amo. Sempre que podemos eu e meu marido passamos as férias junto com todos êles e nunca essas crianças uma de 10anos, gêmeos de 9 e outra de 6deram trabalho nenhum nos hotéis. E no entanto acompanhei o meu marido numa reunião de negócios em Canelas e não pudemos dormir uma noite porque duas mulheres e um homem fizeram uma baderna tamanha que fui à portaria e exigi que se chamasse a polícia. Agora acho que a criança copia os pais, assim de quem é a culpa?

Anônimo disse...

ViniciusMendes disse...
Esse post e o anterior tem uma coisa engraçada em comum:

A maioria dos comentários reclamando que o texto foi classemediasofre são bem... classemediasofre.

melhor comentario do post

Anônimo disse...

Infelizmente, a falta de educação de crianças está generalizada. Então, por vias das dúvidas alguns lugares não devem aceitar crianças mesmo. Ponto final. Quem deve agüentar choros, manhas e bagunça em geral são somente os pais. Vocês que tem filhos não podem jogar a sua responsabilidade nas costas dos outros. Eu não tenho filhos e não quero cuidar e nem conviver com crianças chatas, mal educadas e pidonas ( que ficam pedindo coisas o tempo todo).

La Gi disse...

como mãe de dois (quase três hehehe) deixei de ir a vários lugares porque é simplesmente chato de ir com crianças. principalmente quando elas estão ou com fome, com sono, nervosas. graças ao santíssimo Deus, não dão ataques (a não ser no maldito caixa do supermercado cheio de quinquilharias) mas o que se vê por aí é se enlouquecer... e os pais? cara de tansos, sem saber o que fazer, enfiando doces (açúcar, alou) pra calar a boca das crianças. quem precisa ser educados são esses pais tansos....

Valéria Fernandes disse...

Eu li vários comentários e concordo com vários, tenho pouco, aliás, a acrescentar. Mas vamos lá:

1. Há hotéis familiares e os focados em outros nichos. Existirem hotéis para executivos ou focados em casais em lua de mel não significa que não se odeia crianças. Aliás, a maioria dos hotéis aceita crianças disponibilizando até cama extra para uma delas no quarto dos pais. Canso de fazer reserva e essa opção é quase universal.

2. Criança precisa de espaço próprio, lugar preparado para que ela possa brincar, gastar energias. Há hotéis que não tem estrutura e aceitam crianças. Acho que se deveria lutar para que hotéis que aceitam crianças oferecessem serviços próprios. Aliás, se acontecer alguma coisa por falta de estrutura, duvido que os pais não irão reclamar e não será manchete no Jornal Nacional.

3. Ser uma criança ativa, fazer alguma bobagem, querer correr, é normal. Ser mal educado e contar com a conivência dos responsáveis, não é ser uma criança normal, é ser projeto de adulto desajustado. Muita gente contou casos aqui, eu teria mil outros para contar. Um dos problemas que percebo como educadora e pessoa comum é que muitos pais não querem dizer “não” aos filhos e filhas, mas se ofendem enormemente se alguém toma para si, por necessidade, a função de educar. Normalmente, esses pais e mães acham que seus filhos são educadíssimos, ou usam da desculpa de que “é coisa de criança”. Não é, não.

4. lugar público é praça, praia, parque, etc. Esses lugares são abertos para crianças sempre. Hotel é negócio e pode estabelecer um público alvo. Não ter crianças como público alvo não é problema, especialmente quando temos tantos hotéis a escolher. Discriminação seria não aceitar crianças com necessidades especiais ou negras ou... estabelecendo distinção entre elas. Criança é público especial que merece ser tratado com carinho, respeito e cuidado.

5. Criança precisa de seu espaço e aprender independência. Pais viajarem sem os filhos vez por outra é muito saudável. Nem sempre é possível para a maioria viajar, ou deixar filhos, mas é bom e normal. Eu cresci em uma família em que minha mãe achava que era atentar contra a unidade familiar viajar sem mim ou meu irmão. Minhas experiências de acampamento na praia são das piores lembranças da infância. Minha mãe também me levou durante anos a toda reunião de igreja, fila de banco, hospital. Eu não tinha escolha até uns sete, oito anos. E não podia correr, nem fazer nada do gênero, tinha que me fingir de estátua ou teria que me entender com ela depois. Arrastar crianças para todo o lado nem sempre é divertido para a criança.

Não tenho filhos, nem filhas. Espero ter um dia. Não tenho problema algum com crianças e quando estas são mal educadas, minha insatisfação se volta contra os pais. A criança não tem culpa de não ser orientada, repreendida, de ser arrastada para lugares impróprios, de ser obrigada a ficar acordada até tarde, de pai ou mãe não levar nem um brinquedinho ou papel e lápis para que a criança se divirta. Voltando ao ponto, não sou solidária com a autora do texto, peço, sim, reflexão.

Dany disse...

Acredito que o problema seja por conta das crianças mal educadas, mas e os adultos mal educados? Vamos barrá-los também? Respeito quem não gosta de crianças, mas proibir crianças em lugares públicos é discriminação. Sou mãe de um menino que é muito mais comportado que muito adulto por aí. E mesmo se não fosse, ele poderia ser discriminado.

Zwara disse...

coitadinha da autora!
ela deve sofrer bastante com a heterofobia também! e claro que com as muitas pessoas que a discriminam por sua escolha de ter filhos, afinal todos sabemos que mulheres com filhos são incompletas!

7 bilhões de pessoas no mundo e vem me falar em pedofobia. haja paciência!

Anônimo disse...

Oi, Lola, sempre leio e quase nunca comento, mas acho um tanto assustador que a maioria das pessoas não consiga lidar com crianças.

Como assim? A que nível de infantilidade chegamos, que nem conseguimos ter paciência com crianças? Queremos ser sempre nós as crianças, será isso?

Acho que todo mundo tem que ter paciência e ser gentil com criança sim, como se exigiria que fossem com qualquer adulto, e guardadas as devidas proporções. Como assim os pais querem que os outros tenham paciência? Adultos que tenham o mínimo de civilidade tem sim, que entender e respeitar as necessidades de uma criança, mesmo que não sejam os seus próprios filhos.

Meu filho é muito educado e tranquilo, mas quando está com sono ou fome ele faz manha sim, como toda criança. Criança não tem que ser bonitinha para os outros, não! Não tem que ser boazinha só para parecer bonitinha para os outros.

Desculpem, mas acho que a maioria que escreveu aqui já passou da idade de achar que o mundo tem que se adaptar sempre às suas necessidades e ao seu conforto. Meio absurdo gente assim esperar maturidade de uma criança de mais de três anos, como alguém escreveu aí em cima.

Liz

Nah. disse...

Muita gente vive reclamando de criança, nunca vi. Eu mesma não tenho o "dom" de lidar com crianças, mas não as detesto. Acho que muita gente esquece que também foi criança, née? E sempre alegando coisas idiotas como "criança de hoje é...". O problema não são as crianças, é a falta de paciência dos outros e de vontade de conviver com o mundo do jeito que ele é...

Patricia disse...

Ai, gente, eu só queria dizer que me incomoda esse discurso dos pais não saberem educar as crianças e a culpa delas terem comportamentos incômodos e sem noção é só deles. Conheço casais que tiveram filhos de temperamentos MUITO difíceis, criança não é uma tábula rasa, gente, elas fazem coisas sem noção por conta própria muitas vezes. Nem sempre são coisas facilmente contornáveis (o que você faz com uma criança que bate a cabeça na parede até sangrar quando é contrariada?), e os pais não esperam que vão ter crianças endiabradas.
Sei que vai ter gente que vai dizer que algumas são caso de psiquiatra/psicólogo, mas olha, a gente não reclama da psiquiatrização da infância?
Empatizo com o sofrimento de alguns pais de realmente não saberem como lidar com certos comportamentos que são sim difíceis de lidar e não acontecem por culpa deles.

E também queria dizer que por mais que eu ache sem noção levar crianças em certos lugares (e não, eu não gosto de crianças) ao mesmo tempo fico pensando que bosta que é você querer ter um filho e isso significar ser ostracizada e só poder participar da sociedade enquanto pai/mãe.

No mais, acho total sem noçãozice da autora do post querer levar uma criança num hotel romântico, embora entenda que talvez ela queira curtir o clima do lugar e não tenha com quem deixar a criança ou não consiga se desvincular dela. Acho que se crianças não atrapalham o romance pra você, pensem que podem atrapalhar o clima de romance dos outros. O triste é pensar que as pessoas andam tão sem noção que os lugares estão tendo que proibi-las de levar crianças, o que concordo que seja bastante problemático.

Samuel Vitorino disse...

Olha, posso estar expressando uma opinião preconceituosa da qual venha a me arrepender no futuro, mas crianças não são uma minoria discriminada como mulheres, não-branc@s, não-héteros, etc.

É claro que fazem parte da categoria de grupos vulneráveis como mulheres, idosos e portadores de necessidades especiais, mas aí já é outro assunto.

Como alguem disse aí em cima, todos já fomos crianças e todas as crianças (a menos que morram ou adquiram alguma doença Peter Panesca)um dia deixarão de sê-lo, então a 'discriminação' dos lugares públicos citados no texto deixaria de valer.

A filha da autora pode sim ser um anjinho, mas ela é assim sempre? Ela é a regra?

E pedofobia? A nossa sociedade vem sistematicamente agredindo, humilhando e perseguindo crianças em geral?

Como disse acima, posso estar sofrendo de uma visão estreita, mas assim é como as coisas me parecem no momento.

Ana disse...

Gente mal educada, que incomoda, há em todas as idades. Aliás, os adultos mal educados costumam incomodar bem mais. Entendo quem não goste de criança, mas, a julgar por grande parte dos comentários, o mundo está se tornando hostil para com elas.
Educação sim, mas para todos.
E tolerância e bom humor para com as diferenças. Crianças tem comportamentos próprios para a idade, adolescentes também, velhos idem. Será que queremos uma sociedade onde só os adultos tenham espaço? Vamos aprender a lidar com as diferenças, gente.

Lays, mãe e tudo o mais. disse...

Não acho que a proibição de crianças em alguns ambientes seja discriminatória, mas fruto de total falta de noção dos pais, que insistem em levar crianças em ambientes completamente inadequados.

Por exemplo, é de cair o c* da bunda ver crianças pequenas acompanhando os pais em filmes com violência explícita, ou restaurantes que não são preparados para recebê-las. É ruim para as crianças - que se aborrecem, ficam chateadas, presenciam cenas e conteúdos que não estão preparadas - quanto para os outros adultos, que se sentem constrangidos e incomodados.

Eu sei o quanto uma criança pode ser inconveniente, porque sou mãe de uma menina. E trazê-la ao mundo foi uma escolha minha, então não acho justo impor a presença dela à pessoas que não estão inseridas em um contexto que não esteja preparado para ela.Depois que Elanor nasceu, só fui ao cinema em ocasiões muito especificas, com filmes que eu fazia questão de ver (e neste caso,Elanor ficou com a avó). Deixei de jogar RPG e os passeios e viagens que faço a levam em consideração, para que todas as pessoas envolvidas sejam satisfeitas. Acho que é uma questão de civilidade, que a criança aprende ao notar o cuidado que os pais têm em respeitar o espaço alheio.

Há que se entender que a maternidade/paternidade é uma escolha que exige sacrifícios, limitações e responsabilidades. E atualmente, muitos pais não têm assumido estes aspectos de sua escolha. E eu acredito que manter uma criança mal educada dentro de um ambiente não adequado para ela não vai ensiná-la a se comportar, mas vai reforçar a idéia de que ela pode tudo por ser criança.

(só para não dizerem que não penso no outro lado: também acho o fim da picada aquelas pessoas que vão à colônias de férias e programas familiares e reclamam porque as crianças estão fazendo bagunça na piscina.)

Cássia disse...

Tanta gente reclamando que, oras, tudo bem proibir crianças porque a maioria não tem educação. Sério que só criança não tem educação? A própria autora contou sobre um local onde ela estava, um monte de adultos se comportando absurdamente mal. E é assim em qualquer lugar. Eu não tenho filhos, mas acho um absurdo proibir crianças em tantos locais. Elas existem, não adianta querer segregar. E, para mim, criança correndo pelo restaurante é igual adulto falando alto no celular. Não, mentira, a criança me incomoda muito menos.

Lilian Soares do Nascimento disse...

Completamente absurdo certas pessoas afirmarem pelos comentários que isso se trata de discriminação com crianças VS adultos comparando a situação com negros VS brancos ou heteros VS homo.

Crianças são seres humanos inimputáveis. Elas não respondem por seus atos. Elas precisam de limitações adequadas para a sua faixa etária. Francamente.

Não faz nenhum sentido diferenciar adultos entre si ou crianças entre si. Agora é preciso sim que crianças tenham a sua liberdade de atuação limitada aos ambientes essencialmente adultos.

Anônimo disse...

Eu não acho absurdo não. Acho uma delícia a ideia de ir num lugar que não vai entrar crianças berrando e mães e pais nervosos! E isso é bom para os pais, também, aí eles tem lugares para namorar.

Anônimo disse...

Povinho ta chato demais.

Anônimo disse...

Me passa o endereço que esse hotel deve ser ótimo para namorar!

Anônimo disse...

Acho criança um saco! Desculpe-me, mas é um saco quando dão piti então, e a gente tem que fingir que está tudo bem. E quando a mãe e o pai deixam a criança esgoelar e simplesmente não fazem nada. Mega falta de respeito com quem está em volta.

Koppe disse...

Eu acho que proibir crianças em algum lugar é uma medida que parece extrema, mas que se foi tomada algum motivo deve ter.

Hotéis e restaurantes são comércios que normalmente cuidam muito a opinião e as vontades dos clientes. É bem possível que, antes de um lugar desses tomar essa decisão e criar uma regra assim, tenham acontecido muitas reclamações de clientes incomodados de alguma forma pela presença de crianças.

Eu já vi muitos relatos de coisas absurdas que crianças fazem em locais públicos, e pais e mães negligentes passam a mão na cabeça, com um sorrisinho no rosto a desculpa universal "ah, mas ele/ela é uma criança...". Também já vi relatos absurdos de atitudes de pais, como trocar fralda de bebê na mesa do restaurante.

Não li todos os comentários, mas outra coisa que poucos aqui lembraram foi o lado das crianças. Nem sempre uma criança fica feliz, à vontade ou entretida em locais assim. Já vi muitas vezes pais e mães sendo praticamente cruéis, querendo que uma criança fique horas sentada numa mesa, sem nada pra fazer, parada e quietinha, enquanto os adultos se divertem e conversam coisas de adultos, que pra criança não tem a menor graça. Muitas vezes uma criança está "aprontando", "fazendo arte" ou "incomodando" porque foi a única forma que encontrou de passar o tempo em um lugar extremamente tedioso para ela.

Muita gente fala que os adultos "child-free" deveriam aprender a ter mais sensibilidade com relação às crianças, mas eu acho que isso também está faltando em muitos pais e muitas mães por aí.

Quanto a cinema, as crianças são o menor dos problemas. Muito antes de se preocupar com crianças eles deviam colocar bloqueadores de celular, porque a má educação de adolescentes e adultos incomoda muito mais no cinema do que a de crianças.

Anônimo disse...

ue ?!! mas o mundo não está melhor ? agora estão reclamando de crinças sem limites ? que coisa mais reacionaria.

MCarolina disse...

Acho que o maior problema, assim como acontece com os cachorros, são os pais (no caso dos cachorros são os donos). O que eu mais vejo são pais que não inibem o mau comportamento dos filhos, parece que tem preguiça de fazer alguma coisa. Fora os que preferem ignorar os próprios filhos e os jogam para outras pessoas cuidarem. Se a criança está chutando a cadeira de alguém, o pai/mãe tem a obrigação de mandar o filho parar e pedir desculpas. Se o filho não parar tem que se retirar e pronto. Mas você vê algum pai fazendo isso? Em hotéis a presença de criança incomoda alguns hóspedes que querem sossego, ou que querem o contrário, esse clima de casa de swing. Não é discriminação, é questão de nicho. Digo isso porque tenho cachorro e o que mais vejo são donos mau educados e sem noção, e quem leva a culpa são os bichos. No caso das crianças, se os pais fossem menos sem noção com certeza menos gente se sentiria incomodada. Agora, se a pessoa realmente não gosta de criança (ou cachorros), aí não tem o que fazer nem o que conversar.
Quero ver, eu tenho um cachorro e pretendo ter um filho. Vai ser o terror, hohohohoho.

Ingred Araujo disse...

Percebi que realmente não gosto de crianças.
Sei que já fui criança e é por isso que não gosto.
Compreendo que os menores possam se sentir estressados em um ambiente que não foi adequado a eles. Inclusive é muita irresponsabilidade dos pais querer levar uma criança a um lugar assim.
Mas grande parte das que incomodam são as grandes. Aquelas que já tem (ou deveriam ter) noção de como se comportar em alguns lugares.

Gabriela Barbosa disse...

Sou professora de Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública do Rio(Prefeitura e Estado)! Posso te dizer com conhecimento de causa que:

SE ESTÃO FAZENDO ISSO É PORQUE ESTÁ MAIS DO QUE PROVADO QUE OS PAIS DE HOJE EM DIA NÃO SABEM DAR LIMITES AOS SEUS FILHOS! ACHO QUE ISSO,NA VERDADE,É ATÉ "BOM" ACONTECER PRA VER SE ESSES PAIS SE TOCAM E PASSEM A IMPÔR LIMITES,PORQUE,MINHA GENTE,A COISA TÁ FEIA!

Caroles disse...

Hotel não é lugar público né, se eles quiserem proibir a entrada de crianças eles podem muito bem fazê-los, a mesma coisa com restaurantes. Não sei se concordo, mas é assim.
Eu amo crianças, e acho que o problema maior são, sim, os pais. Desculpa, mas tu ir a um restaurante e ter que ficar ouvindo uma criança berrar a refeição inteira NÃO é agradável e atrapalha SIM... E os pais muitas vezes tão sentados ali do lado, sem nem se importar, nem falar nada. Como assim? Não entendo muito bem isso de criança ser responsabilidade de todos e não só dos pais... Se eu chegar numa criança assim e mandar parar de berrar, será que os pais vão gostar? Se eu fizer uma criança sentar porque tá atrapalhando correndo de um lado pro outro, será que os pais não vão se indignar?

Eu fui au pair nos Estados Unidos por 2 anos e acredito sinceramente que crianças de QUALQUER parte do mundo são mais educadas do que as americanas... E eu fazia extra em uma família britânica e acho que as crianças inglesas são bem parecidas com as dos EUA. E o problema é toda uma sociedade que coloca as crianças como DEUSES... Se tem criança perto, nossa, ela é o centro total das atenções. Quando eu era criança e meus pais estavam conversando com adultos, eu não tinha permissão pra ficar me intrometendo e querendo chamar atenção... Não era meu momento. Mas nossa, minhas kids lá eram muito mimadas, os pais estavam numa conversa com visitas e elas tinham que fazer DE TUDO pra que os olhos se voltassem pra elas... E se voltavam! Era só elas chamarem que tudo parava pra prestarem atenção no que elas tinham a mostrar e dizer. Eu achava absurdo. Elas berravam com os pais e com todo mundo, achavam realmente que podiam fazer o que quisessem e quando quisessem, não tinham respeito nenhum pela propriedade alheia, etc... E não eram só as crianças que eu cuidava! Eram TODAS as que eu conheci... É um nhénhénhé infinito da parte dos adultos no que diz respeito às crianças. Eu amo muito as minhas kids, não trocaria meus anos de au pair por nada, elas me irritavam mas comigo andavam direitinho, me tratavam muito melhor do que tratavam os pais... Só que bah, é uma geração que eu não sei como vai ser quando adulta.

Anônimo disse...

Achei ridiculo alguns comentarios comparando a proibição de crianças em locais de lazer e a proibição de homossexuais, negros, etc.

Alguns lugares simplesmente não são apropriados para crianças, o problema é que a grande maioria dos pais são muitoooo sem noção, e levam as crianças a estes locais e elas obviamente ficam incomodadas e incomodam.

Conheço um casal que grita com o filho, bate, deixam ele assistir a filmes de adulto (filmes de luta, ação) etc. Resultado a criança bate em todos os amiguinhos, grita, faz manhã.

Ninguém é obrigado a aturar o resultado de uma péssima educação parental. Enquanto a educação das crianças não melhorar, o mundo não vai melhorar e teremos cada vez mais locais com a opção child-free.

Lilia disse...

É no mínimo um pensamento preguiçoso achar que um lugar barrar crianças é o primeiro passo para barrar gays, negros ou outras minorias. É preguiçoso também medir com a régua de seu filho (educado, meus parabéns) com o filho de outras pessoas que não tiveram a mesma criação que a sua.É justo que os lugares escolham seus públicos e dediquem sua infraestrutura a atender da melhor forma possível seus clientes, mesmo que com isso tenham que preferir receber apenas determinadas faixas de idade.

Lígia disse...

Geralmente eu me incomodo mais com os pais, que gritam mais alto que a criança pra ela se calar - e são grosseiros, violentos. Também percebi que quando os filhos são bem educados, não fazem escandalos e perturbam os outros como os mais mimados. E sim, acho um absurdo proibir crianças em restaurantes e hotéis. Quando trabalhava com cerimonial tive um desentendimento com a fotógrafa que disse que era falta de educação levar criança à casamentos. ¬¬

Anônimo disse...

#whitepeopleproblems ??????

Todo mundo tem problemas. Uns piores, uns não tanto assim, mas ainda sim problemas. Ou só gente pobre pode sofrer nessa vida? Hipocrisia manda lembranças...

Larissa disse...

Eu sou completamente a favor de locais que não permitam crianças e tb dos que permitem. Nada contra as crianças, só acho que o comerciante tem o direito de destinar seu estabelecimento a um público que vai ficar freguês justamente por não permitir crianças.

TODAS as cidades turísticas tem opções de hospedagem para casais e para famílias, é só procurar.

E Lola, por favor, pare de publicar esses posts cheios de mimimi

Anônimo disse...

Oi Lola.
Td bem?

Eu faço uma observação.
No post:
"O FEMINISMO NÃO IMPEDE QUE COMETAMOS ERROS PESSOAIS"
Vc publicou uma mensagem raivosa e machista do mascu, mal amado e revoltadinho do Nivaldo Brás contra mim(que incluía ele alegar que "me joguei nos braços do primeiro", como ele se referiu ao meu atual marido, entre outros julgamentos moralistas e machistas na minha vida pessoal), mas, NÃO publicou minha resposta a ele.
Sempre gostei do seu blog e sempre tive consideração por vc, mas, fiquei magoada com sua atitude em relação ao meu comentário. Parece até que vc ficou do lado deste acéfalo.
Enfim, continua meu carinho e admiração por vc, mas, tb minha mágoa.

Sawl - The Rebel

Luiza disse...

Eu gosto de crianças e gosto de ouvi-las brincando, no geral. Se bobear, eu sou a tia que eles conheceram ali na piscina que começou a brincar junto.

Mas som de criança brincando em lugar apropriado é bem diferente de criança mal educada à mesa, no avião, se jogando no chão do shopping. Pra essas eu não tenho nenhuma paciência, e culpo somente os pais por permitirem que elas façam o que quiserem.

Sou a favor dos hotéis child-free e child-friendly, todo mundo fica feliz.

Anônimo disse...

Ah Lola...... Você está perdendo o melhor da festa, o melhor da vida..... Ficando só com o osso. Quem vivenciou o primeiro sorriso, a primeira descoberta, o amor fundamental em se criar outro ser humano, mesmo com todos os percalços existentes e com a longa jornada na tarefa, sabe do que sao feitas as mais fortes emoções da vida.

Anônimo disse...

Totalmente off-topic.
Em um site sobre Guerra dos Tronos, eis que me deparo:

"Ok. Não sei o que é feminismo, quem sabe você que foi criada desde pequena a base dele.
(...)
Só pelo uso do termo [mascu] já deu pra ver que é leitora assídua da personagem mais patética do cenário feminista brasileiro, a qual já foi destruída num debate contra um adolescente de 14 anos há uns anos atrás."

Eu ri muito desse otário!

Parabéns pelo ótimo trabalho, Lola!
Os posts mostrando como esses idiotas são um bando de desgraçados estão funcionando!

Site: http://www.gameofthronesbr.com/2013/01/sobre-feminismo-e-as-cronicas-de-gelo-e.html#ixzz2KduBJU13

Anônimo disse...

GENTE, Aldous Huxley nos fez uma visita do além! Que pena que preferiu permanecer como "o anônimo das 11:25"...

Anônimo disse...

O "proibir" deixa a gente com um pé atrás né? Mas eu acho que não é discriminação. Na verdade é uma situação bem complicada, a criança mimada começa a incomodar as pessoas em volta e daí os funcionários são os "premiados" para irem pedir com o maior jeitinho para os pais acomodados darem um jeito no diabinho. E quando o fazem, geralmente os pais ficam contrariados.
Até agora não tinha ouvido falar desses lugares, eu frequentaria muito feliz, tenho um irmãozinho extremamente mimado e já basta aturar suas manhas quando saio com ele.

Uma coisa que acho genial são os cartazes, geralmente em restaurantes, que dão um toque nos pais de maneira bem-humorada tipo: "Unattended children will be sold to the circus" "Children left unattended will be traded for donuts" e etc.

Sobre isso de crianças em cinemas passando filmes adultos, tem vários lugares que tem o chamado Cine Materna, que são sessões para pais levarem seus filhos pequenos, achei uma iniciativa bem legal porque não impede os pais de irem ao cinema até a criança crescer e também não atrapalha os outros, já que todo mundo lá vai estar na mesma situação.

lola aronovich disse...

Sawl, querida, desculpe se não publiquei seu comentário em resposta ao mascutroll Nivaldo. Não foi minha intenção. Vou tentar procurar onde está o comentário no meio do spam. Também tenho que ver se ela não foi automaticamente mandada pra caixa de spam, por um motivo ou outro. Ocorre que, do jeito que eu leio os comentários, eu só vejo as primeiras doze linhas, por aí. Vc deve ter escrito mais do que isso, e aí seu nome ficou lá embaixo, ilegível pra mim (só consigo ver a mensagem toda depois de publicá-la). Mas sabe o que vc pode fazer pra que um comentário seu nunca mais seja deletado? Abra uma conta no Google e passe a assinar como Sawl the Rebel. Aí não tem erro. Tem muito comentário anônimo que eu leio com má vontade, porque 99% dos trolls são anônimos. E, digamos, pelo menos 60% dos anônimos são trolls. Eu só não fecho a opção de comentar como anônimo porque sempre tem alguém legal que não tem conta, que não sabe abrir conta, ou que simplesmente não quer se identificar. Mas eu gostaria que todas as pessoas bacanas tivessem conta (nem que fosse com pseudônimo). Facilitaria muito o trabalho da moderação!

Elaine Andrade disse...

Discordo totalmente deste post. Eu trabalho com crianças e amo, mas nas minhas férias por exemplo eu prefiro ficar bem longe delas. Se fosse para um resort com o marido eu adoraria ficar em um ambiente SEM CRIANÇAS. E não é por isso que sou preconceituosa ou odeie criança, simplesmente eu quero descansar e acalmar o corpo e a alma.

Anônimo disse...

Minha filha de oito anos, lendo o post ao meu lado aqui no sofá tá tentando entender do que se trata. Ela me perguntou o que é pedofobia e ficou surpresa por saber que há pessoas que não querem crianças por perto, "nossa, mas o que a gente faz de errado". Difícil explicar que ela, só por ser criança, é um potencial incômodo pra muita gente. Na boa, se a imensa maioria de crianças é assim tão mal educada como alega as pessoas que contrariaram o ponto de vista da autora do post, fico pensando que essas devem ter sido as últimas crianças bem educadas de nossa civilização. Pena que, ironica e coincidentemente, não são pais.

CSM disse...

Pra mim esse argumento de "todo mundo já foi criança" lembra muito aquele outro dos "pró-vida", que dizem que eu só sou a favor do aborto pq já nasci. Não tenho direito a ter opinião só pq já fui feto um dia? Tenho que idolatrar todas as crianças só pq já fui uma? Não, né.

Shey disse...

Sério que tem gente que confunde ter ambientes apropriados para crianças com "pedofobia" ( pedofobia, hauahaum faz-me rir)?

Bora então liberar puteiro e boate pra molecada então? Afinal, é discriminatório, qual a diferença entre isso e proibir negros e gays, né?

Por favor, viu...

Anônimo disse...

Uma vez fui no (extinto) Parque da Mônica com meu priminho e não me deixaram entrar na piscina de bolinhas com ele porque eu era adulta! Onde já se viu? Me senti descriminada! ADULTOFOBIA! #chatiada

Aline A. disse...

Olha, Lola, no geral eu adoro seu blog, principalmente a caixa de comentários. Mas hoje eu me senti no blog do Reinaldo Azevedo.

Ana Luisa Maya Uludüz disse...

Adorei o post e achei muitos comentarios super pertinentes. A certeza sobre esse problema nao tem nada a ver com segregacao, pedofobia, preconceito em si. E a falta de educacao o mal da humanidade. Fui uma criancinha bem quietinha, que idolatrava minha mae solteira, pois ela trabalhava o dia inteiro e eu passava o tempo que estava em casa com a empregada da vez e, minhas irmas, bem mais velhas, nao tinham nenhuma obrigacao em assumir essa funcao. Hoje sou dona de casa por opcao e mae de duas meninas adoraveis, mas que sabem deixar qualquer um louco quando resolvem tirar a fantasia de anjo...
E eu nunca achei ofensivo ou incompreensivel que alguns hoteis ou restaurantes optem pela nao permissao de criancas. Aprendi nesses 5 anos como mae e relembrando minha infancia, que alguns ambientes que para nos adultos podem se puro prazer, pra uma crianca e uma tortura. Um exemplo foram nossas ferias em familia em Roma. Foi a literal visao do inferno, com direito a pedido pra ir pra casa feito pela ja exausta de tanto chorar, minha filha de 4 anos, na Fontana di Trevi. Como pais aprendemos com isso e prometemos nao mais repetir roteiros assim. E muito facil conhecer a zona deconforto de uma crianca, e com certeza, nao e num boutique hotel ou num restaurante da moda as 10 da noite.
Somos nos, os pais, que deveriamos respeitar as criancas e o ambiente social que as inserimos. Ate nos resorts, super kids friendly, e um porre encontrar criancas semnenhum limite, que incomodam as pessoas e ate outras criancas e parecem estar sozinhas ali. Eu sou sempre a chata que pergunta: essa crianca tem mae? Mas minhas filhas nao incomodam ninguem e nao deixam de ser criancas.
Hoje os pais ocupadissimos com sua vida profissional, esquecem as criancas com as babas, que se tornaram itens tao imprescindiveis e necessarios nas familias modernas, que os pais acabam desconhecendo seus proprios filhos. Foram inumeras as vezes que vi criancas em hoteis dormindo com as babas em quartos separados dos pais, comendo em mesas separadas, entrnado na piscina segurando a mao daquela que na verdade e asua mae. Mas o que os pais esquecem nessa hora e que baba nao educa, babanao se importa com o que ou quanto o seu filho come, baba nao e mae do seu filho, portanto nao tem obrigacao de ama_lo, isso com raras excecoes.
Os franceses sao esse exemplo de intolerancia, pois adoram defender o estereotipo com propriedade. Uma amiga parou de ir a jantares na casa de uns amigos franceses quando vivia em Paris porque os filhos do casal permaneciam no banheiro, sim NO Banheiro, durante todo o evento, pra nao incomodarem as visitas.
Tuuuuudo isso foi pra dizer: pais, estabelecam limites a rotina dos seus filhos. Criancas criadas anarquicamente, sem hora pra banho, pra comer, pra dormir, nao faz de vcs pais e maes exemplares do tipo neo hippie da liberdade e amor. Crianca gosta de rotina e se sente protegida assim. Esse conceito nao e militar nem o que quer que queiram rotular. E mostrar sua presenca na vida dos seus filhos. Mas se isso nao for possivel por conta do seu trabalho e a baba tiver que cumprir obrigatoriamente esse papel, dispense a ajuda profissional pelo menos aos domingos e quando viajarem de ferias em familia. Os momentos que terao com seus filhos, bons ou ruins, pagarao qualquer esforco.

Ana Carolina disse...

Concordo com vários comentários do post. Este hotel específico não aceita crianças? Há outros que aceitam - e mais, que estão preparados para cuidarem das necessidades das crianças. Imagina que legal para sx filhx ir pra um hotel sem área de brinquedos e nem nada para distrai-lx, que beleza de férias, hein?

Eu me lembro, quando menina, de padecer de tédio intenso quando meus pais iam a algum restaurante de adultos ou compromisso de adultos e me levavam - e isso que minha mãe desde meu nascimento sempre preferiu programas em que todos pudessem participar.

E achei o termo "pedofobia" pesado para o contexto. Crianças, no genérico, são um grupo social oprimido? São diminuídas e agredidas por serem crianças? Não, né. Há lugares e lugares para se levar crianças, ou alguém aqui questiona que uma boate NÃO é lugar para crianças, por exemplo?

Jéssica disse...

Para as pessoas reclamando que adultos sao piores que criancas:
- Se um adulto for inconveniente, voce pode: Reclamar com ele, reclamar com a chefia/administracao/gerencia, denunciar, chamar a policia.
- Se uma crianca for inconveniente, o que voce pode fazer? NADA! Voce nao pode dar uma bronca em um filho que nao e' seu, nesse ponto a ideia de "coletivo" e' completamente esquecida.


E realmente, falar de "pedofobia" em uma sociedade que trata criancas como deusas, e que COBRA que pessoas tenham filhos, principalmente mulheres, e' ridiculo. Alem de toda a cobranca sobre se vc e' mulher vc obrigatoriamente tem que amar criancas do fundo da sua almae querer ter filhos, ou voce e' um monstro.

Bruna disse...

Legal é ver uns 100 comentários falando que os pais tem que "saber educar", de gente que não faz ideia de como é educar. Tipo, como se tivesse fórmula certa, como se fosse fácil.

E principalmente gente falando de criança "abandonada emocionalmente", de "pais querendo se divertir" em um site FEMINISTA, onde sempre se fala da pressão colocada nas mães, principalmente as que trabalham fora. Ou seja, se a mulher quiser ter filho, ela tem que dar o jeito de educar ~do jeito certo~, dar atenção emocional para a criança, e deus a livre de querer jantar fora, ter algum lazer ou diversão né, porque coitadas dos adultos que estão tendo a DIVERSÃO ESTRAGADA pelos filhos das outras pessoas.

Aline disse...

Perguntei mais cedo para um priminho se ele gostaria de acompanhar o pai e a mãe dele em um hotel pata pessoas namorarem e ele disse: ÉCA!!! Claro que não. Ri muito.

Crianças não querem ir em determinados lugares e pais insistem em levá-las.
Essa semana eu vi um pai com uma criança em um daqueles cangurus no meio de uma festa de carnaval. Um bebê de colo e o pai com uma cerveja na mão... eu acho que crianças deveriam ser proibidas nesses lugares, para o bem delas.
E levar uma criança em um motel? Provavelmente é proibido.
Minha mãe conta que a 26 anos atrás, eu fiquei muito doentes, e tive que ir para São Paulo, passar por um médico da USP, minha mãe pegou um táxi(pagando um dinheiro que ela não tinha) e foi para São Paulo. Chegou lá de madrugada, cerca de uma hora da manhã, seríamos atendidas bem cedo no dia seguinte e ela quis se hospedar em um hotel e vários hotéis mais baratos proibiam nossa estada, no hotel que ficamos ela teve que mostrar minha certidão e provar que era minha mãe, por que, segundo o dono do hotel, ele não queria ninguém fazendo maldade com criança no estabelecimento dele.
Não acho que estejam errados.
Eu nunca fui uma criança normal, nunca gostei de brincar, correr, gritar. provavelmente por causa desse doença que eu tive, que pouco dá em criança e raramente é diagnosticada, tuberculose óssea.Sempre preferi ler e ficar na minha. Mesmo assim meus pais me levavam somente em restaurantes onde eu poderia ficar com outras crianças se eu quisesse...
Eu sempre tentei atrapalhar meus pais o menos possível, por que, segundo a minha vó eu dava muito trabalho por ser uma criança doente, mesmo depois de curada.

Jéssica disse...

"Pena que, ironica e coincidentemente, não são pais."

Varios comentarios foram de pais ou maes, e pessoas que trabalham com criancas, reconhecendo que criancas podem ser um incomodo.

Anônimo disse...

Tenho horror as criancas de hoje em dia, super mal educadas e birrentas. Quero mais e que essa moda francesa chegue no Brasil, um sonho poder almoçar fora, fazer compras e descansar sem criança por perto!
Fui uma criança educadissima e muito querida, nao era sofrido pra mim ser educada e silenciosa e minha mãe me criou completamente sozinha! Então realmente não entendo essas criancas horrendas e seus pais que não sabem controla-las, eu e minha mãe somos exemplo de que é perfeitamente possível criar uma criança decente mesmo com todas as dificuldades. Criança mal educada não tem desculpa! Quero distancia delas e desses pais frouxos!

Anônimo disse...

Pessoal tá reclamando de criança em avião? Really? HA HA HA Faz um avião ronco ou pum-free, então, que eu também tô pagando a mais. E tem que checar se o palato é mole no check-in.

Concordo que existam lugares com público direcionado, e não vejo tantos problemas em limitar o acesso à crianças (mas proibir acho polêmico, e se fossem idosos?) ou animais.

Mas no resto, francamente... essa geração tá estragada. Tolerância precisando ser exercitada.

Tassi Bach disse...

Faço minhas as palavras do Anônimo 23:24.
Parece que todos os que discordam do post foram as últimas crianças bem educadas da face da terra! A responsabilidade da formação de uma criança vem também da sociabilidade. "Ah, mas eu quero falar palavrões sem ter que aturar a cara feia dos pais do pirralho da mesa ao lado!" Essas atitudes negativas sobre as crianças, vão interferir na formação social delas. Imaginem vocês sendo barrados na maioria dos locais públicos que vão, não podendo conhecer outros lugares por que vocês não serão aceitos lá. Almoço todos os dias com o meu filho em um restaurante que tem como público alvo universitários e funcionários de um centro tecnológico. Nunca tive problemas em comer lá com o meu filho de 3 anos, só por estar com uma criança ou por ser um lugar "impróprio" para crianças. Da mesma maneira que alguém iria chamar atenção de um adulto que está incomodando (falando com a gerencia do hotel/restaurante ou pedindo diretamente) o faça com os pais da criança-monstro, oras! Peça para que o estabelecimento tome providências de advertir os pais da criança, mas não queiram que TODAS as crianças parem de ter vida social com os pais!

Tassi Bach disse...

PS: Se eu disser que acho extremamente errado cães passeando nos parquinhos onde crianças brincam, vão me achar extremista. Mas cansa pedir para que os donos dos cães coloquem seus bichanos para fazer suas cacas em outro lugar que não seja onde meu filho senta para brincar. Quem sabe proibindo, né? ¬¬

Anônimo disse...

Vocês estão só na superficie, as crianças são só a ponta do iceberg da chatice, ABORRECENTES, estes deveriam serem congelados, e despertos la pelos 21 anos, Deus me livre.

Anônimo disse...

Concordo com o Samuel Vitorino, obviamente o que está acontecendo não é discriminação, já que crianças não são uma minoria.
Crianças não são um grupo oprimido, não tiveram toda uma história de verdadeira discriminação e preconceito.
Um estabelecimento proibir a entrada de crianças é justificável, pois se trata de uma faixa etária com comportamentos e necessidades específicas. Coisas que gays, negros, mulheres, por exemplo, não possuem.

Anônimo disse...

Ah, e sobre ser classemédiasofre/whitepeopleproblems/etc: o post realmente é, e como disseram muito bem, os comentários também são. O problema não é se incomodar com coisas que podem se encaixar nessas categorias, vimos aqui que todo mundo se incomoda, mas sim achar que está sendo oprimido ou gravemente injustiçado por conta dessas questões.

Ana Sea disse...

Crianças exigem estrutura específica. "Todo mundo já foi criança", pois é, eu sei e me lembro. Meu pai trabalhava viajando e eu passava ~semanas~ em hotéis executivos sem poder sair do quarto, só com livros e o Cartoon Network para me distrair, porque o hotel não oferecia parquinhos, monitores e nem tinha outras crianças para brincar comigo, apesar do hotel não as restringir. Ao mesmo tempo, adorava quando papai finalmente tirava férias e íamos para hotéis-fazenda, com piscinas com toboáguas, gincanas e um mooooonte de outras crianças!

Não acho justo proibir, exatamente - o meu pai literalmente não tinha outra opção senão me levar com ele, visto que não temos nenhum parente e ele viajava por períodos longos demais para me deixar com babás, por exemplo! - mas acho mais do que certo que o hotel deixe claro que não possui estrutura adequada para crianças, de forma que a família considere melhor seus planos. Tanto quanto para os outros hóspedes, que simplesmente não tem obrigação de aturar barulho no ramo de hotelaria - onde boas noites de sono e tranquilidade são mercadoria -, quanto para que a família não saia frustrada e culpe o hotel por não poder atendê-los adequadamente com comida e entretenimento apropriados. O exemplo que a autora deu do Costão do Santinho foi ótimo - não se pode obrigar todo um grupo de hóspedes a mudar sua atitude só porque tem uma criança presente!

Anônimo disse...

Nossa nunca pensei que fosse encontrar tanta gente intolerante num blog que dia sim, dia também defende a tolerância, a diversidade. Tanto egoísmo, tristes.

Anônimo disse...

Tem criança que é simplesmente uma peste, não importa como foi criada. Achar que a gente nasce como uma folhinha em branco para ser preenchida com as cores que nossos pais escolherem é pura besteira.

Anônimo disse...

O fato é que crianças são sujeitos de direitos como qualquer adulto, seja ele homem, mulher, hetero ou homo, caucasiano, negro ou oriental, ateu ou religioso. Como tais, tem também o tal direito de ir e vir, queiram os adultos-românticos-necessitados-de -descanso ou não. Por serem, além de sujeitos de direitos, hipossuficientes, merecem proteção especial, como os idosos e deficientes. Assim, barrar uma criança em algum lugar só é admissível para assegurar a integridade dela, e nunca dos adultos presentes.

ViniciusMendes disse...

A Lola não publicou um comentário maior que to com preguiça de repetir, então vou ser mais direto:

1 - Argumentar que não se permite crianças por uma questão de nicho de mercado é sim bem esquisito e serve pra discriminar qualquer um, já que existem produtos exclusivos pra heteros, gays, lésbicas, negros, homens, mulheres e tudo mais... Não deixam de ser nichos de mercado próprios dependendo do que se propõe vender. Não é uma questão de comparar a criança com a situação do negro, mas de lembrar que o argumento de proibir alguém de algo por uma questão de nicho em si é complicado.

2 - Eu não sei lidar com criança, não gosto de lidar com criança, não quero ter filhos e achei bem ofensivo comparar crianças com animais de estimação ou comparar ter filhos com fumar, sem falar em quem falou como se não sair com a criança fosse o mesmo que colocar ela na gaveta de meias até voltar pra casa.

3 - Ainda to achando boa parte dos comentários bastante classe média sofre.

A Casca da Cigarra disse...

Eu encarei agora esta dificuldade: recebi bolsa para fazer parte de meu doutorado no exterior mas não conseguia moradia pois as mais baratas, destinadas aos estudantes, não entendiam que uma estudante pudesse ser mãe e ir ao exterior com seu filho de 3 anos e me recusavam. Até que escrevi franca e sincera à senhoria de uma das casas compartilhadas e ela que me recusara uma suite por achar que os demais hospedes poderiam se incomodar com a presença do meu filho, me escreveu um e-mail muito sensível dizendo de como admirava a minha decisão de não interromper a vida acadêmica e de contar com o apoio irrestrito de meu seu marido - que decidiu ir comigo para estar com nosso filho enquanto eu faço a pesquisa. Ela então nos concedeu um quarto duplo (com uma salinha de estudos e uma varandinha para que Benjamin possa brincar).

Brenda disse...

Fugindo um pouquinho só do tema, eu também sou daquelas que não tenho vontade de ter filhos. Estou na casa dos 30, já com casamento em vista, e vou ver como resolver isso com o namorado, já que ele tem vontade.
Acho totalmente legítimo o direito das mulheres não terem filhos, como acho legítimos todos os motivos, sem desmerecer nenhum. Esse negócio de que "a mulher só se realiza quando é mãe" é uma grande falácia.
Hoje, um pouco mais madura e analisando minha trajetória de vida, percebo que o desejo de não ser mãe provém principalmente de um trauma de infância e adolescência.
Tive um relacionamento abusivo com minha mãe, que pelo que me lembro começou quando meus pais se separaram, eu tinha uns 11 anos. Meu pai literalmente nos abandonou, e minha mãe era dona de casa, ficamos numa situação difícil.
Ela teve que trabalhar fora, o que nunca gostou, e a partir de então minha vida virou um pouco de inferno psicológico. Embora ela tenha ficado comigo e com meu irmão, todos os dias ela dizia que nós atrapalhavámos a vida dela, que tínhamos tirado a liberdade dela, que meu pai estava muito bem pois não tinha filho pra se preocupar.
Nossa, eu me lembro de ficar bem triste, de chorar muitas vezes, de me sentir um estorvo. Tinha pena dela e não tinha coragem de responder nada. Cheguei ao ponto de fazer tudo para agradá-la: deixar escolher meus amigos e minhas roupas, deixar ela decidir o meu futuro, enfim...
A grande reviravolta aconteceu quando eu fui prestar vestibular e ela queria escolher meu curso, um que ela considerava que eu ia ganhar mais dinheiro para sustentá-la e "pagar" tudo o que ela fez por mim. A partir daí comecei a entender que o que ela fazia era abuso e resolvi não concordar. Foi um Deus nos acuda!
A partir daí comecei a fazer as coisas que achava certas para mim, o que nem sempre correspondia às expectativas dela. Então ela, de certa forma, me excluiu da vida dela, apesar de morarmos na mesma casa.
Uma das coisas boas de tudo isso é que me tornei uma pessoa mais esforçada, estudiosa, porque quero ganhar a minha independência e sair de casa, tenho fé em Deus que isto está cada vez mais perto.
Mas vejo que muito do meu desejo de não querer ter filhos provem das coisas que minha mãe falou no passado. Um dos motivos que me faz não ter filhos é o medo de perder a minha liberdade, tranquilidade...

A Casca da Cigarra disse...

http://loslaboresylosdias.tumblr.com/post/40802440226/muito-mais-dificil-do-que-ser-uma-mae-que-estuda-e

jacmila disse...

Vou engorossar o coro c/ a Gabriela Barbosa: A COISA TA FEIA!
Tb sou profa no ens. fundamental e se for descrever as cenas q presenciei nesses 13 anos, dá um livro. E o q constato é q justamente xs barraqueirxs full time é q estão tendo filhos - e começam cedo. E - pra engrossar o caldo da hipocrisia - sempre tem uma patrulha ideologica e/ou um jesusteama pra dizer q tá tudo otimo.

Anônimo disse...

Uma vez jantei ao lado de uma família em que um dos membros era deficiente mental. Falava mais alto, ria e chamava atenção. O restaurante devia ter proibido a entrada dele, ou isso só se aplicaria à crianças?

Presumir que toda criança incomoda é preconceito. Não tem outro termo para definir isso.
Tb não é diferente das boates no exterior que tiram da fila os mais gordos, velhos ou feios, já que né, a presença de pessoas que não são lindas atrapalha a diversão dos outros.

Eu não tenho filhos, mas repudio essa sociedade cada vez mais intolerante e pasteurizada.

maria lucia palma Latorre disse...

O Paulo Autran tinha um hotel em Parati onde ela não aceitava crianças. Uma vez numa enrevista a Marilia Gabriela perguntou se ele não gostava de crianças e ele disse: alguma coisa como : gosto mas na casa delas.

Carol NLG disse...

Pra quem disse que sugerir ambientes child-free é restringir a liberdade dos pais:

DE JEITO NENHUM! Eu não acho que porque uma pessoa virou mãe ou pai tem que passar a ser APENAS isso, 24/7. Pelo contrário.

Quer coisa mais saudável que sair só com o cônjuge de vez em quando? Ou um namorado, caso não seja casado? Certíssimo. E sim, pais tem que se envolver mais na criação. Aquela história dos pais saírem com amigos e a mãe ficar em casa? Não! Dá pra ser pai/mãe presente sem estar com os filhos em tempo integral!

Não sou mãe. Mas não preciso ser pra saber que crianças podem ter seus temperamentos próprios, mas isso não impede os pais de educarem direito. Se os pais sabem que os filhos não podem encarar determinado programa (por exemplo, o caso da criança que batia a cabeça na parede sempre que contrariada) não levem o filho pro tal programa!

Se por conta disso terão que adiar uma viagem, por não terem com quem deixar o filho, aí sinto dizer que problema deles. O bem estar da criança tem que, sim, vir em primeiro lugar.

Dani Andrade disse...

Pra quem não sabe, existe o Cinematerna, que é uma sessão de cinema especial para mães com bebês. As luzes do cinema ficam um pouco acesas, o ar condicionado fica mais fraquinho, tem lugar e inclusive fraldas, lenços, pomadinhas pra trocar a fralda dos bebês. Assim ninguém fica incomodado se um bebê der uma choradinha ou uns gritinhos, porque todos vão entender!!! As sessões são abertas, todos são bem vindos, mesmo quem não tenha crianças, então avós, tios, amigas são permitidos. Eu super recomendo! Foi muito bom enquanto consegui fenquantar com a Layla, que agora não para mais quieta então ficou impossível. São aceitos bebês até 18 meses e depois dessa idade depende da classificação do filme, quando é classificação livre vira uma festa, criança de todas as idades podem ir e é muito legal! Pra mães e pais que muitas vezes não têm opções de lazer sendo bem aceitos com seus filhotes fica a dica então!
Eu fiquei chocada com alguns comentários totalmente intolerantes a crianças, vc pode até não gostar mas tolerância e respeito são fundamentais! Mais empatia galera!

Patrícia Gomes disse...

Nunca vi esse tipo de proibição em espaço brasileiros EM COMPENSAÇÃO é como se houvesse, pois em restaurantes, por exemplo, não há cadeira alta, não há banheiro separado, não há espaço específico para brincarem ao invés de ficarem correndo entre os espetos da churrascaria. É igual ao lance com os cadeirantes: faz a rampa, bota 50 graus e nao tem cadeira que suba sem a pessoa cair. Mas tudo bem, alguém ajuda, a pessoa entra NO RESTAURANTE, só não consegue ir ao banheiro, que é "ADAPTADO" mas a porta É ESTREITAAAAA. Aí faz o quê? Chama o maitre e leva a pessoa no colo? Putz, qta cidadania! É assim que ocorre com relação às crianças: sem placas mas com recado arquitetônico bem dado.

Andrea disse...

Impressão minha ou todos os pais que comentaram aqui disseram que seus filhos são bem comportados, muito educados, verdadeiros anjinhos?!

Anônimo disse...

crianças criadas pela 'coletividade', leia-se: governo.
Resumindo, teus filhos não são seus, são do estado.
Repugnante esse blog, 1984 manda lembrança

Talita disse...

Entendo a colocação da mãe do post. Mas como professora e observadora social percebo que existem muitas crianças que não são educadas ou sabem se comportar socialmente. E que seus pais também não se esforçam para fornecer tal educação. Percebo que atualmente as pessoas não estão dispostas a assumir a responsabilidade pelas crianças, nem mesmo seus pais que ESCOLHERAM tal responsabilidade. Se hoje é tão claro a ausência de respeito e autoridade das crianças para com seus professores que são seus responsáveis na educação formal é justamente porque os pais não estão dispostos a ensinar em caso o conceito de respeito. O problema da má educação de crianças, que é algo muito recorrente, é que essas crianças se tornaram adultos e provavelmente adultos ruins que prejudicarão toda a sociedade.

Magrelinha disse...

Aposto que muitas das mães que ficaram revoltadas com os comentários possuem filhos que não conseguem controlar.

Gente, ninguém aqui é contra a existência de crianças ou a favor de maus tratos. Ninguém aqui vai bater ou xingar o filho alheio se ele for uma peste. Mas falta noção a muitos pais! Odeio essas justificativas geracionais do tipo "no meu tempo as crianças eram mais educadas", mas porra, nesse caso deve ter algum sentido! Do contrário não existiria apelo para lugares child free. Vejam os relatos das professoras, que são pessoas que passam 8 horas por dia convivendo com filho alheio! Se alguém entende de criança, com certeza são elas que ficam com todos os ônus e bônus dessa convivência.

O que tem de relato de pai que vai brigar em coordenação de escola pq a professora repreendeu o filhinho sagrado dele não está no gibi! Um monte de casal jovem está tendo filho, se munindo de um monte de manuais a la Piaget, e mesmo assim não conseguem colocar rédeas em suas crias. Ao mesmo tempo que foi um avanço a lei da palmada, tb criou-se a noção de que criança pode tudo. Se ela destrói, é pq é o desenvolvimento dos sentidos dela e blablabla.

Ao mesmo tempo tem um monte de pai e mãe sem noção que quer parir e continuar levando vida de solteiro. Vamos parar de hipocrisia. É claro que se vc vai colocar filho no mundo, terá de fazer sacrifícios. Ninguém está falando para parar de se divertir e viver 24 horas por dia em função da cria. Mas é sem noção querer ir em restaurante a noite com criança a tira-colo, ou em hotel direcionado a casais. Pergunte a qualquer criança o que ela prefere: ir para um evento adulto e chato ou ficar em casa dormindo? É óbvio! É egoísmo dos pais quererem impor a presença de crianças em lugares como esses. A criança não gosta, as pessoas ao redor não gostam, e os únicos felizes com a situação são os pais que seguem a lógica do "pari, posso tudo, e o resto que se lasque!".

Querem mais empatia, mas é o que falta em vcs em relação aos seus filhos e ao resto da sociedade.

Bruna disse...

@ outra Bruna, que disse:

"E principalmente gente falando de criança "abandonada emocionalmente", de "pais querendo se divertir" em um site FEMINISTA, onde sempre se fala da pressão colocada nas mães, principalmente as que trabalham fora. Ou seja, se a mulher quiser ter filho, ela tem que dar o jeito de educar ~do jeito certo~, dar atenção emocional para a criança, e deus a livre de querer jantar fora, ter algum lazer ou diversão né, porque coitadas dos adultos que estão tendo a DIVERSÃO ESTRAGADA pelos filhos das outras pessoas."

Olha só, o feminismo defende que as mulheres tenham liberdade pra ter ou não filhos, por exemplo, sem serem perturbadas pela sociedade. Também defende que pais e mães trabalhem juntos na educação de seus filhos, sem o trabalho todo cair nas costas da mãe só porque ela é a mulher ali.

Ninguém aqui tá dizendo que mães ou pais não devem mais jantar fora ou coisa assim. Todo mundo tem direito ao lazer. Todo mundo, entende? Inclusive a criança, que deve estar num ambiente que seja divertido e interessante pra ela, e os outros adultos, que não têm a menor obrigação de aturar os filhos dos outros, quando estão fazendo uma escolha consciente de estar num ambiente sem crianças (caso de um hotel ou restaurante child-free).

Outra coisa, criança precisa de supervisão e atenção SIM. Até pela segurança dela.

Anônimo disse...

Eu acho q uma coisa ´e discriminaçao outra bem diferente sao locais voltados a atender um perfil de clientes.
proibir crianças em shopping, parque, ruas, ou todos os restaurantes e hoteis seria preconceito sim.
mas eu nao vejo nada de errado em locais que se voltam a atender um publicos alvo e espeficfico como por exemplo um hotel pra executivos, um resorte exclusivo pra casais sem filhos ou solteiros ou ate um predio exclusivo pra esse publico. pq nao pode se ter espaçoes coletivos e tb os mais voltados pra grupos ??? nao vejo nada de errado nisso. ninguem é obrigado a aguentar os gritos e choros de bebes e crianças dos outros o tempo todo 24 h por dia, assim como ningum é obrogado a aguentar animais em todos os restaurasntes, mercados etc.

Anônimo disse...

esta caixa de comentarios é a mais medonha que vi, conseguiu ficar pior que a do homem que foi barrado na formatura. estou horrorizda.
não tenho filhos, não tenho paciência, mas esta intolerância de vocês chega dar medo.
e quando vs decidirem que também são intolerantes a outro grupos? vão barrar também?

Anônimo disse...

Então, eu sou mãe de 2 e concordo parcialmente com o post e parcialmente com alguns comentários.

Particularmente eu prefiro selecionar hotéis ou resorts que possuem algum tipo de entretenimento para crianças.
E isso, pra minha família, exclui hotéis tipicamente românticos.
Tipo, um hotel com mais entretenimento pra adultos, pra nós fica fora de cogitação, pq é injusto com nossos filhos.

Fazemos muitos programas tipicamente familiares, selecionados para casais com crianças da faixa etária das nossas.

Mas também frequentamos lugares públicos, como restaurantes, sem o menor problema.
Desde nossa mais velha recém-nascida, ela ia no sling pra todo canto conosco.
Qdo chegava o sono ela simplesmente dormia, no sling ou no carrinho. E a maioria dos nossos amigos faziam a mesma coisa, acho que a criança acostuma a dormir com o barulho.

Mas na maioria dos comentários que li (não li todos), a culpa recai sempre nos pais!!!!!!

Meus filhos não são robozinhos extremamente obedientes (e acho um absurdo essa necessidade das pessoas cobrarem comportamento adulto de uma criança), mas tb não são os mais travessos.
Por mais que a educação seja rígida, criança é criança. Bebês choram. Crianças chora.
E não é por isso que vou me isolar do mundo até meus filhos entrarem na adolescência.

Pelo que eu já percebia antes de ter filhos, e ainda mais depois de tê-los, eu decidi "tocar o f*da-se"!!!!!


Se adultos, que tem entendimento, não conseguem ou não querem seguir regras simples de convivência, arriscam-se descumprindo leis, pq espera-se que uma criança seja obediente, um modelo de perfeição de comportamento?
Um bando de hipócritas.

Ah podem vir falar que quem fala isso é pq não sabe educar os filhos, que eu não sei impor limites, blá, blá, blá...
Mas se os adultos teriam que ser um poço de maturidade não são, pq espera-se que crianças sejam?

Quer adestrar seu filho como um cãozinho? Ótimo. Mas nao espere que eu faça o mesmo.
E não farei.

Sente-se incomodado?
Mude de lugar.

Ah, e pras mães cinéfilas, tem o CINEMATERNA.
Assim ngm reclama!

Anônimo disse...

"Uma vez fui no (extinto) Parque da Mônica com meu priminho e não me deixaram entrar na piscina de bolinhas com ele porque eu era adulta! Onde já se viu? Me senti discriminada! ADULTOFOBIA! #chatiada"
HAHA boa!

Eu acho que tem muita gente usando de má-fé nos comentários. Ninguém disse que todas as crianças são mal-educadas, nem que não podem correr nem fazer um pouco de barulho. O problema são as que saem chutando os objetos, gritando diretamente com estranhos, jogando coisas pra cima, etc. E também do jeito que falam parece que isso é uma tendência que logo todos os lugares vão adotar, pfvr né. Meia dúzia de espaços PRIVADOS que não permitem crianças não afetam ninguém.
Esse termo pedofobia, que merda hein? Eu no geral não sou muito fã de CONVIVER com crianças, mas jamais faria alguma coisa que afetasse negativamente uma. E pra vocês verem como existe esse pensamento de que crianças são sagradas e quem não acha tudo que diz respeito a elas divino merece arder no fogo do inferno, é só dar uma olhada nos comentários, porque levantamos o debate já estão dizendo que odiamos crianças, que queremos fazer torta com elas, teve uma que até disse isso pra filha que ficou triste, obviamente. Pois diga pra sua filha que eu desejo que ela seja muito feliz agora, brinque tudo que puder e quando for maior desenvolva um senso crítico apurado a ponto de debater todos tipos de assuntos, mesmos os polêmicos, sem achar que deve-se ignorar o que acontece a nossa volta.

Anônimo disse...

Também concordo parcialmente com o post.Eu também não sou muito fã de crianças, principalmente as menores de três anos.Por isso, sempre evito ir a casa de amigos ou parentes onde tem crianças "hiper ativas" demais e também prefiro ir a lugares onde eu sei que não haverão crianças.No entanto, crianças são um ser humano como nós, com vontades e desejos próprios e o pior: um ser humano em desenvolvimento, portanto, acho injusto as pessoas só culparem os pais pelos comportamntos desagradáveis desses pequenos seres humanos.Não dá para adestrar uma criança e em algum momento, ela sempre dará trabalho.Eu mesmo fui uma criança bem quieta.Sempre dizia obrigado,por favor, com licença, nunca gostei de pular, correr, nunca falei palavrão e, no entanto, mesmo assim, eu ainda dei trabalho para os meus pais e os constrangi várias vezes, como toda criança.Além do mais, acho muita hipocrisia adultos de um país onde tem comercial dizendo onde não se deve fazer xixi vir criticarem as crianças!


Luca

SeekingWisdom disse...

Gente! Li o post e não tinha intenção de comentar, mas fiquei estarrecido com a maioria dos comentários aqui. O que é isso minha gente?
Se eu fosse criança com a consciência de hoje estaria, pra dizer um mínimo, ultrarevoltado com esses comments. A essas horas esse post já estaria sendo atacado no meu grupo de ódio contra adultos na deep web (Mwahahaha).
Aliás, recado para anônimo das 23:58: a piscina de bolinhas é só o começo, MWA-HA-HA! Anônimo das 23:24 dê meu endereço para sua filha, precisamos nos unir!

Pessoal, respondam, quem faz as leis? Quem pensa e estrutura os espaços públicos? Quem faz o marketing? Quem vende o modelo ideal de família (nunca verás criança mal educada no comercial de margarina)? Quem idealiza a gravidez, a maternidade e a paternidade?

Quem pensa que um hotel não é um espaço público pense de novo. Ele oferece um serviço essencial para as pessoas. É o mesmo com padarias, restaurantes, consultórios médicos (e já fui em um que pedia para deixar as crianças longe). Enfim, é um espaço compartilhado com a sociedade e ele é projetado por/para ela. O que acontece se todxs os estabelecimentos começarem a atender um nicho menos complicado, que não exija atenção especial, que não perturbe outras pessoas.

Como a Lola mencionou no post vivemos em sociedade e a criação das pessoas também é nossa responsabilidade (claro, muito menor no campo íntimo). O problema é que vocês estão olhando para a questão limitando-se ao espaço individual (e aí fica como o Vinicius disse, classe média sofre).
Eu concordo que possam existir espaços mais direcionados a encontros e tudo mais. Mas o que acontece exagerando isso ao extremo? Como é a vida de lazer dos adultos que são pais? Ela deve ser extinta? Nosso ideal de lazer não parece ser completamente incompatível com filhos, por que? Será que não há prazer compartilhado? Será que os espaços públicos não devem ser estruturados pensando em famílias com filhos também (não em cifras, please)?
Penso em ser pai então me preocupo com o estilo de vida moderno. Será que é possível educar bem uma criança com tantas exigências profissionais e culturais? O mercado de trabalho é muito opressor, para a mulher mais pois é acrescido da opressão de gênero. Será que uma sociedade melhor (leia filhos capazes de tornar-se cidadãos conscientes) pode nascer em solo tão infértil?
Um exemplo de como não pensamos nas crianças são as festas de aniversário infantil da classe média: para todo mundo, menos para crianças.
Senti muita falta de empatia para com os pais aqui. Tem gente que esqueceu o que é ser criança pelo jeito.
Minha tia pode ser classificada como pedofóbica, rs. As paredes do prédio e do apartamento dela davam choques (Horror memories). Também tem uma incrível tendência dos mais velhos te tratarem como criança ad eternum...
Enfim, acho importante refletir um pouco mais pra fora do umbigo, se possível.
Abraços! Phillipe

SeekingWisdom disse...

HuahuahuAHUHAUHAUHAuhauhauhuHAuhuhuahuha que troll burro! 1984 - desculpe n resisti.

Anônimo disse...

'Sente-se incomodado?
Mude de lugar.'

Tipo, pra Marte? Porque só em outro planeta não existirá gente nascendo, crescendo e se reproduzindo.(pelo q sabemos)

Adoro a ideia europeia de que é sua obrigação fazer com que seu filho não vire um problema para a sociedade. Você vive em sociedade, ele vai viver também. Não pense que vai conseguir educá-lo do jeito que você bem entender e que você está certa.Cedo ou tarde ou você ou ele sozinho - o que é pior pq ele vai sofrer mais, uma vez q vc não ensinou a ser de outra forma - vão levar na cara.

Nos EUA, as crianças são tão mal educadas assim é porque pra eles, o direito a fazer o que bem querem com seus filhos é muito maior. Se você presenciar uma criança mexendo perigosamente em uma pilha de latas de massa de tomate,por ex., no supermercado e for pedir pra ela ir ficar do lado da mãe e ter cuidado porque pode se machucar, provavelmente os pais (que não estavam olhando ela antes) vão aparecer instantaneamente do seu lado e mandar você cuidar da sua vida. Não importa se a criança está correndo risco de vida, ou você pede pra polícia tomar conta ou você está fora do seu direito de interferir na vida do outro.
Mas no que se refere a convivência social, não viu a família que ganhou desconto em um restaurante por ter crianças bem comportadas?
http://r7.com/90Kv

As pessoas valorizam sim a aceitação social. Tenho certeza que você não vai ficar em um lugar no qual as pessoas comecem a olhar torto e você passe a ser considerada um problema para a gerência por causa da criança que você insiste que não deve seguir as regras do estabelecimento/da sociedade mas apenas as suas próprias. Eu não deixaria meu filho brincar comuma criança dessas, pois provavelmente se o seu filho batesse no meu, você não acharia nada de mais. Se você quer criar seu filho para que resolva suas brigas sozinho ok. Mas eu me recuso a criar o meu convivendo com pessoas que acham normal não ensinar o respeito primordial ao próximo.

Anônimo disse...

Lembrei de um relato que me falaram sobre a Alemanha: 2 crianças e 1 cachorro brincando na calçada perto de um árvore, em completo silêncio.

jacmila disse...

"Quem pensa que um hotel não é um espaço público pense de novo. Ele oferece um serviço essencial para as pessoas"

Hotel=serviço essencial?
Encontrei a pousada mais em conta do mundo, chama-se "mynha caza"

just seekingfun

Renata disse...

Nossa, nunca pensei que logo aqui, no blog da Lola, fosse encontrar tanta gente intolerante. Medo desses comentários. Ninguém é obrigado a gostar de nada, nem de ninguém, mas conviver é fundamental. Gente mal educada, criança ou não, deve ser repreendida e até expulsa dos lugares. Mas proibir a priori é discriminar não tem outra palavra, desculpe. Vôo child free??? Pelamordedeus esse foi o comentário mais classemédiasofre da vida.

Lays, mãe e tudo o mais. disse...

Já falo desde o início, minha filha não é uma santa. Ela faz birra, grita, corre, faz manha... é uma criança como outra qualquer. E justamente por isso é que me preocupo em frequentar ambientes que sejam adequados a ela.Meu lazer é direcionado a programas que possamos fazer juntas, os que não são adequados para ela não entram na lista ou são deixados para quando eu possa ter alguém tomando conta dela.

E isso porque minha filha foi escolha minha! Eu escolhi ser mãe, e asssumir os ônus e bônus da coisa. Assim sendo, não acho que seja justo que eu imponha a outras pessoas, que não fizeram essa escolha, a presença dela em ambientes que não foram pensados para recebê-la.

Aliás, fala-se muito em empatia, tolerância, mas não se pensa que arrastar uma criança a um ambiente não preparado é falta de empatia com a própria criança! Ou alguém discorda do fato de que lugares como boates e afins não são adequados para crianças?

Em tempo: deixei de ver todas as séries que eu acompanhava antes de ser mãe, por não achar que esse tipo de filme é adequado para crianças. Devo acusar as emissoras de pedofobia, porque elas não passam programação child-friendly 24 horas por dia?

ViniciusMendes disse...

@jacmila

Então faça o favor de dividir com a gente a fórmula mágica pra transportar sua casa com vc na hora de viajar, pq eu sinceramente desconheço! :D

@Renata

Né? Quem tem filho que ande de ônibus! #classemediasofre

Também ando me perguntando quantas pessoas que tão falando com tanta propriedade dos europeus e americanos já saíram do país...

Renata disse...

Esse pensamento de que "até gosto de criança desde que super educada e bem longe de mim" é o mesmíssimo de que quem diz "não tenho nada contra homossexual, mas não vem querer se beijar na minha frente" . Que coisa...pô agora porque eu me irrito com idoso lento na minha frente no caixa vou sair por ai advogando o direito de ir num supermercado "vôzinho free?" rsrsrs Que tal trabalharmos a nossa intolerância para sermos uma sociedade mais inclusiva. Sempre! Não só quando me interessa ou não só até "neguim querer tirar a minha paz no meu hotelzinho de charme"

Anônimo disse...

Este blog atrai pessoas que defendem a diversidade, a igualdade, tolerância e a união? MY GOD!!!! Horrorizada com os comentários! Daqui a pouco vão propor ritalina na entrada dos hoteis e restaurantes como prato principal para crianças!
SOCORRO, Ligia Senna (blog cientista que virou mãe), veja isso aqui!!!!

Lola, pensarei 2x em voltar ao seu blog. Não sou este tipo de gente, intolerante e agressiva contra quem não pode se defender.

Um dos poucos que diz o que penso:

"Nossa nunca pensei que fosse encontrar tanta gente intolerante num blog que dia sim, dia também defende a tolerância, a diversidade. Tanto egoísmo, tristes."

Marcia Cristina andrade disse...

Pessoas que não tem maturidade para aturar acessos de birra, peraltices e afins, definitivamente não devem ter filhos. Aliás, não devem conviver em sociedade, pois os adultos são capazes de fazer coisas bem mais desagradáveis e nocivas. Bebês e criancinhas não matam, não estupram, não fraudam, e mesmo assim alguns imaturos imbecis sentem aversão a eles. Quanto aos hotéis e pousadas que proibem a entrada de crianças, nada que um bom processo na justiça não resolva.
Criança mal educada é uma coisa. Criança levada é outra coisa completamente diferente. Graças a Deus que o meu tem muita saúde pra bagunçar bastante e muita educação para respeitar coisas razoáveis, não as pirações de algumas mentes nazistas que nunca foram crianças na vida...

Anônimo disse...

Acredito que todos podem conviver harmoniosamente num espaço, desde que haja noção. Filho chorando? Vai lá fora, acalma a criança. Não obrigue todos a aturar isso. Criança está chorando de sono? Ela é prioridade. Vá pra casa e respeite que ela quer dormir. Levar a criança num ambiente repleto de adultos? Leve distração para ela, e assim que ela começar a não parar, chegou a hora de ir embora. Os pais tomam tanto direito para si, passando por cima dos outros que esquecem principalmente de respeitar seus filhos e suas necessidades, só pra se impor e impor que todos têm que engolir o incômod e principalmente, não achar um incômodo.

Adriana disse...

Aqui na Europa a pessoa vai na agência de viagens e pede uma brochura de hotéis "para família" ou uma de "adults only", e pronto, cada um na sua. Ninguém aqui se deu conta, mas metade dos hotéis de Cancun e Riviera Maya são adults only. E da Jamaica idem, e da República Dominicana idem. Qual o problema? Acho fantástico: os adultos não tem que aguentar criança barulhenta, as crianças não tem que aguentar adulto beberrão. Eu acho um hotel romântico um lugar completamente inapropriado para crianças, quietas ou não. Criança tem que ter parquinho, tobogã, hotdog e outras crianças pra brincar, não um bando de adultos em lua-de-mel em volta.

SeekingWisdom disse...

Acho que nem seria necessário réplica mas whatever. Acho que o ponto sobre serviço essencial. Qualquer pessoa que saia de sua cidade por mais de 1 dia precisa de um teto, logo hotel, pousada, qq coisa digna.

Segue um link do escola kids (hehehe found some fun) que explica a distinção entre o público e privado.

http://www.escolakids.com/cidades-espacos-publicos-e-privados.htm
Phillipe

Anônimo disse...

"'Sente-se incomodado?
Mude de lugar.'
Tipo, pra Marte? Porque só em outro planeta não existirá gente nascendo, crescendo e se reproduzindo.(pelo q sabemos)"

Desde que tive filhos passei a conviver com todo tipo de pais e filhos.
E o que o anônimo talvez não tenha percebido ainda é que crianças são seres dotados de personalidade, como qualquer pessoa. Vc pode ensinar, mas não pode obrigar.
Vc pode educar, mas não vai estar 24/7 com eles.

Conheço crianças que são anjos na frente dos pais (super rígidos, que ensinam regras de convivência pros filhos, como o anônimo citou), mas longe deles são detestáveis.

Conheço pais extremamente rígidos que tem filhos apáticos, certamente devido a tanta repressão. As pessoas acham lindo, dizem 'que crianças educadas!' Ficam sentadinhas, não falam alto, não correm, não brigam.
Conheço pais igualmente rígidos com filhos insuportáveis.
Conheço pais extremamente amorosos com filhos endiabrados, mas a maioria dos pais mais tranquilos que conheço tem filhos mas aceitos socialmente, isto é, não tão birrentos.

Não existe apenas criar com anarquia ou com vara de marmelo.
Existe criação com apego.
Meus filhos são educados. Mas são crianças. São seres humanos com personalidades próprias. Assim como nós, adultos, tem dia que estão ótimos, e tem dia que estão da pá virada.
São educados no geral, mas continuam sendo crianças! Fazem coisas de crianças. Fazem birra de vez em quando. E não espero que não façam.
Agora, quem espera que criança aja como adulto (supondo que adulto não faça birra, se comporte, obedeça todas as regras de boa convivência o tempo todo, não tenha mau humor...), bom, esse aí tem um problema sério... vai viver frustrado, ou criar filhos apáticos.

Quem não gosta de criança, é só sair de perto qdo vir uma!
Ninguém é obrigado a ficar num lugar que não lhe agrade. Ou perto de alguém (adulto ou criança) que não goste.

Ah, e premiar família com desconto por ter filhos bem comportados... como fazemos com um animal de estimação, damos um biscoitinho de prêmio? Se serve pra vc, que bom!
Pra mim e pra minha família não serve.
Estou bem assim.

bruna disse...

Realmente as crianças francesas são mais comportadas. Vi pouquíssimas fazendo escândalos ou manha.

Uma conhecida americana, que tem três filhos, me disse que é muito difícil sair com eles nesses ambientes tipo em restaurantes, pois os franceses olham torto se as crianças passam um pouco dos limites, tipo exigindo que ela faça algo logo!

Backes disse...

Legal que depois de 149 comentários, ninguém citou o direito universal de todos os clientes/consumidores, o direito ao BOICOTE. Não gostou da política do hotel, boicote nele. Sério, é assim fácil.

É mto mimimi por pouca coisa!

[]s

Barbara Pires disse...

Hotel não é espaço público, definitivamente. Espaço público é aquele de propriedade do poder público, e mesmo este pode ser restringido(horário de funcionamento, vestimenta, por ex). E de qualquer forma essa discussão nem é relevante, porque a imensa maioria dos hotéis permitem crianças, proibir é que é exceção. Não é como se estivesse havendo segregação, tá muuuuuuito longe disso.

Mônica disse...

Como a própria autora do post falou, as crianças estão "aprendendo a conviver". Logo, não acho que elas tenham necessariamente que ter acesso a todos os tipos de ambientes. Aos poucos elas vão aprendendo como se portar nos lugares e a medida que aprendem vão ganhando espaços nesses lugares. Não tenho filhos ainda. Mas quando os tiver, não vou levar a lugares (restaurantes, hotéis, teatros...) em que elas ainda não saibam se comportar adequadamente PARA NÃO PERTURBAR as outras pessoas, da mesma forma como não vou jogá-las numa piscina de adultos enquanto elas não souberem nadar...

Essa história de que os adultos é que devem entender e ser tolerantes, afinal "elas são só crianças", NÃO É BEM ASSIM. Esses adultos têm o direito de obter o lazer esperado quando vão a determinados lugares. De ouvir uma boa música e ter uma boa conversa quando vão a um restaurante romântico... De ver uma peça de teatro ou um filme no cinema sem ouvir gritos e choro de crianças... Afinal, é para isso que elas vão e esses lugares e é uma tremenda falta de respeito ESTRAGAR o lazer dessas pessoas.

E infelizmente tenho que concordar que cada vez mais as crianças são endeusadas, que os pais não sabem dizer não, não sabem impor limites e isso é um grande problema.

Acho realmente grave estarmos ensinandos as crianças que elas podem ser sempre o centro das atenções, que elas podem perturbar as demais pessoas impunemente, que todos têm de estar 100% do tempo ao inteiro dispor delas e fazer todas as suas vontades.

É claro que educar os filhos é dificílimo, é compleso e não tem receita certa. Mas tem uns momentos em que me parece claro que os pais fazem a escolha errada, que é a escolha de autorizar o filho a perturbar as outras pessoas.

Certa vez, num ônibus lotados, tinham três meninhos que inventaram uma brincadeira qualquer que envolvia abrir e fechar a porta do banheiro a cada dois minutos mais ou menos. Fui falar com a mãe deles e perguntei se ela podia pedir a eles que, caso eles não estivessem mesmo precisando ir ao banheiro, parassem de fazer isso porque o cheiro estava ficando muito ruim.

Nesse momento, eu achei que ela iria conversar com eles e, de repente, ver se eles não podiam inventar uma outra brincadeira, afinal, deveria ter várias outras que eles podiam inventar e que não envolvesse abrir e fechar a porta do banheiro o tempo todo.

Mas não. O que ela fez foi começar a berrar comigo, me chamar de vários nomes, armar um barraco no ônibus só porque eu pedi para ela pedir aos filhos que parassem de abrir aporta do banheiro.

A "lição" que ela resolveu dar aos filhos foi de que eles poderiam ignorar completamente as outras pessoas presentes e fazer o que bem entendessem, mesmo que estivessem incomodando.

E isso me parece obviamente preocupante já que vivemos em sociedade e devemos aprender a levar as necessidades das outras pessoas em consideração. E devemos aprender isso desde cedo.


Ághata disse...

Fala sério...

É cada guest post. O nível do blog da realmente decaindo.

Sério Mesmo que vocês tão achando ruim que um hotel voltado para casais, para clima romântico, NÃO aceite menores de 12?? Sério??
Tá difícil saber quais são os motivos??

Mônica disse...

Gostei muito do comentário da menina que foi au pair porque também vivencio várias situações em que os adultos param tudo o que estiverem fazendo para prestar atenção na criança sempre que ela quiser (e tem umas que têm que ser o centro das atenções o tempo inteiro).

Acho importante ensinar uma criança que ela não deve interromper uma conversa e "esperar a vez de falar". Isso é ensinar que ela tem que aprender a ouvir e não só a falar. Até porque, dentro da casa dela e até pode ser o centro das atenções o tempo todo, mas fora não, né?

Mas esses debates ficam sempre difíceis porque os pais normalmente não conseguem admitir que os filhos que eles tanto IDOLATRAM importunam as outras pessoas. Normalmente os pais acham que os próprios filhos são sempre uns anginhos e que todo o resto do mundo tem que pensar igual.

Acho até que os pais ficam EMBRIAGADOS pelos próprios rebentos e perdem um pouco da noção.

Uma vez eu estava num elevador em um ponto turístico, estava lotado de gente, e entrou um guri correndo e batendo das pessoas. Logo depois de ser empurrada pelo guri, olhei ao redor para entender o que estava acontecendo e vi que pai do guri vinha atrás FILMANDO ELE. Eu devo ter feito uma cara bem espantada, já que o pai resolveu me dar uma explicação. Ele disse: "Desculpe. Ele é meu filho."

Tive de me segurar bastante para não responde algo do tipo "Ah, bom, claro, tá tudo explicado agora, essa informação de que ele é teu filho muda tudo. Tá tudo certo, ele pode sair empurrando todo mundo num elevador lotado, já que ele é teu filho e isso faz dele, tipo, o rei do mundo. Aliás, agora que vc explicou, acho até que todo mundo deveria mesmo sair da frente para a magestade passar. E também para não atrapalhar esse vídeo maravilhoso do piá correndo pra cá e prá lá que com certeza vai entrar para história da humanidade."

Realmente essa frase (Desculpe. Ele é meu filho) ficou na minha cabeça porque não consigo entender como o cara achou que dizer isso para mim teria alguma relevância.




Bruna disse...

Outra Bruna,

Meu comentário não se referia a locais declaradamente "child-free", mas sim a todos os outros cem comentários de gente reclamando das crianças no geral, em restaurantes e vôos e no mercado. Você leu o que as pessoas estão dizendo?

Agora, você leu o que eu escrevi? Onde eu disse que criança não precisa de supervisão e atenção? O que eu estou questionando é esse tal "abandono emocional", essas cobranças que estão colocando na criação alheia, vindas principalmente de gente que não faz ideia de o que é criar, educar ou cuidar, só sabe falar mal mesmo.

Anônimo disse...

Nossa geração é muito mimada. Todo mundo acha que o seu filho é a coisa mais preciosa do mundo salve salve. Pelamordeus pra quê levar uma criança pra um hotel romântico? É ÓBVIO que ela vai atrapalhar SIM, fora que pra ela mesma vai ser um saco, nada apropriado.
É nessas que a gente vê mães e pais levando bebês pra praia embaixo do sol do meio dia, pra bares com música alta, pra cinemas em sessões à noite e em filmes não apropriados.
Um bando de egoístas que querem ser pais mas não estão dispostos a abrir mão de nada.
Façam um favor a vcs, a sociedade e principalmente aos seus filhos: NÃO TENHAM FILHOS, se não estão dispostos a se doarem pra eles.

Alice

Mônica disse...

Não acho que deveria ser necessário proibir a entrada de crianças em qualquer lugar que fosse. Mas acho que os pais deveriam ter bom senso e não levá-las para lugares não adequados. Como muitos falaram, nem a criança vai gostar de estar em um ambiente onde não tenha nada de atrativo para ela.

Mas como muitos pais (e parece que cada vez mais) não tem esse bom senso, não sou contra a proibição quando se trata de um ambiente em que a presença da criança possa vir a estragar a experiência que deveria ser vivenciada no ambiente (cinema, teatro, restaurante).

Em aviões, ônibus etc. sou contra proibição de crianças porque não há ali um propósito de lazer propriamente dito. Mas aí seria bem importante que os pais buscassem desde cedo ensinar a criança que ela deve respeitar o espaço das outras pessoas (não gritar, não chutar, não empurrar etc.) Até porque se elas não aprenderem isso quando crianças, duvido que vão aprender depois de adultas.

Tenho certeza de que se fosse eu a crianca da história do ônibus que contei num outro comentário, minha mãe teria dito para eu parar de abrir e fechar a porta do banheiro o tempo todo. E isso não me teria feito nenhum mal, pelo contrário.

Bruna disse...

Sério, agora fica uma dúvida, depois de todos esses comentários. O que é uma criança mal educada para vocês? Uma criança que chora, corre, fala alto, ou seja, uma criança normal? Teve gente falando mal de criança que pula? REALLY?

Má educação para mim é criança que dá escândalo sem motivo, que para mim são a minoria, e olha que eu frequento vários lugares com crianças e destinados a crianças. E mesmo esses pais eu não julgo, porque só quem já cuidou de uma criança em um tantrum sabe como é complicado.

Agora, criança sendo criança eu acho ridículo alguém reclamar. Ela tem tanto direito de estar em qualquer local e agir como criança. Essas pessoas falando que "os pais tem que educar" esperam que eles façam o que? Coloquem uma coleira elétrica? Reprimam a criança para não incomodar adulto chato e intolerante? Pelo amor, né. Criança não é cachorro, vocês estão confundindo educar com adestrar.

Para mim essa caixa de comentários está sendo uma grande demonstração de que, mesmo leitores de sites progressistas, gente socialmente consciente, também só enxerga o seu.

Jane C. disse...

"Eu tenho uma filha que não perturba ninguém." Claro que não...Para os pais,seus filhos são sempre uns anjos,os dos outros é que perturbam.
Existem milhares de estabelecimentos que aceitam crianças,muito mais do que os que não aceitam.Hospedem-se lá e sejam felizes!E deixem para quem não quer a presença de crianças a opção de terem lugares livres delas.Pra mim, esse é o típico "mimimi" de quem quer ter filho e não quer abrir mão de nada.Ter filho implica em renúncias.Seu filho,sua escolha-e não a da humanidade inteira.

A Casca da Cigarra disse...

Chocada, digo: cresçam logo queridas que a coisa não anda bem pra vocês.

Ághata disse...

Não vou nem entrar no mérito da criança estragar clima. Por uma questão de segurança da própria criança e pré-adolescente, hotel ou motel nenhum voltado para casais (leia-se, basicamente, Sexo) deveria aceitar crianças. É óbvio, é evidente!

Mônica disse...


"Nossa nunca pensei que fosse encontrar tanta gente intolerante num blog que dia sim, dia também defende a tolerância, a diversidade. Tanto egoísmo, tristes."

Anônimo das 04:22,

da próxima vez que vc se for a um restaurante, teatro ou hotel, por favor, me avise.

Vou sentar na mesa ao lado, na cadeira atrás de ti ou pegar o quarto da frente e me comportar como algumas crianças se comportam

Vou chutar, berrar, correr, quebrar coisas...

Depois a gente fala de intolerância de novo, tá?

Bruna disse...

@ xará:

Sim, mas a autora tá reclamando de um hotel romântico que não aceita crianças. Esse foi o grande problema dela - que num universo de trocentos hotéis, ela queria ficar justamente no que não aceitava crianças, não oferecia qualquer tipo de diversão pra filha dela, etc. Não apenas é uma coisa sem noção, porque poxa, não é como se faltasse opção de hotel nesse mundo, mas também é sacanagem com a própria criança, que não vai ter nenhuma opção de lazer, nenhum coleguinha pra brincar.

Voos? Mercados? Ônibus? Não tem mesmo que excluir crianças, aí concordamos. É um saco que os pais não deem educação aos filhos e não os supervisionem, mas aí realmente não acho que se pode excluir. E vou te dizer, tenho muito mais problema com adolescente e adulto mal educado em voo e ônibus do que com criança pequena.

Quanto a abandono emocional: além de você, só vi uma pessoa falando nesses termos. A maioria aqui tá reclamando de criança mal educada, que quer chamar atenção, perturbar os outros, etc, etc, e os pais não brigam, não chamam atenção, e ainda ficam furiosos quando alguém expressa algum tipo de descontentamento. Pelo número de relatos aqui, deu pra perceber que é um problema grande. Se você tem um filho, é sua responsabilidade, mais do que do resto do mundo, ensiná-lo a respeitar os outros. Se você está num voo e seu filho tá chutando o assento da frente, é sua responsabilidade chamar atenção dele. Se ele está jogando macarrão na mesa ao lado, é com você impedir que ele faça isso. Faz parte de ter filho.

Anônimo disse...

Por que será que pessoas que não tem filhos acham que sabem criá-los? falar é fácil, mas a prática é diferente, o problema é que para a maioria crianças não são seres dotados de direitos, são coisas a serem possuídas, queria é me ver livre de pessoas que não suportam crianças!

Andrea disse...

"Quem não gosta de criança, é só sair de perto qdo vir uma!"

Quer dizer então que, se eu estiver no cinema, assistindo um filme teoricamente adulto, e tem um pai/uma mãe sem-noção com uma criança barulhenta, EU tenho que ir embora?! É isso?

"Nossa geração é muito mimada. Todo mundo acha que o seu filho é a coisa mais preciosa do mundo salve salve."
Triste, mas verdade.

MCarolina disse...

Tassi Bach disse...
PS: Se eu disser que acho extremamente errado cães passeando nos parquinhos onde crianças brincam, vão me achar extremista. Mas cansa pedir para que os donos dos cães coloquem seus bichanos para fazer suas cacas em outro lugar que não seja onde meu filho senta para brincar. Quem sabe proibindo, né? ¬¬

Se eu disser que acho extremamente errado crianças soltas sem supervisão constante em espaços públicos vão me achar extremista. Mas cansa pedir que seus pais vigiem seus filhos quando estou acompanhada da minha cachorrinha e quaro ter um momento calmo, conversar com alguém, sem que uma criança fique atormentando a minha cachorrinha o tempo todo. E quando digo o tempo todo, é o tempo todo mesmo. Ninguém aparece para levar a criança. E eu que tenho que falar que ela não pode encostar no cachorro e correr, gritar etc. Fora que a conversa com a minha companhia já acabou né?
Pois então, Tassi Bach, eu não levo minha cachorrinha em parquinhos infantis. Você leva seu filho a lugares onde tem cães e o deixa sem supervisão, atormentando cães e donos como a maioria dos pais?

Pandora disse...

Sou solteira e sem filhos, mas quando o hotel ou restaurante diz: "Proibido crianças!" ele já sai da minha lista!

Pandora disse...

Ah, a proposito da educação das crianças, observo que a classe média tem muita dificuldade de impor limites a seus rebentos, a prestar atenção neles quando estão em lugares públicos, fazer com que eles respeitem os profissionais que cuidam deles e até mesmo os professores.

Ane disse...

Lola, tem tanto comentário não consegui ler todos, mas aqui vai minha opinião:

eu tb nao quero filhos, pode ser q mude de ideia, mas nao. sou professora, mas criança pequena em lugar que nao deveria estar, fazendo birra e causando irrita mto. eu sei. nao é culpa da criança, e sim dos pais.

acho que a coisa ta ficando tão feia com relação a educação que começa bem isso mesmo. nao sei se chega a ser pedofobia, mas tem lugares e lugares sabe? igual povo q leva cachorro em shopping e lugar de comer, viagem total. falta de noção. enfim...heuaheu falei e nao falei nda...

Renata disse...

"Para mim essa caixa de comentários está sendo uma grande demonstração de que, mesmo leitores de sites progressistas, gente socialmente consciente, também só enxerga o seu."

Disse tudo, tou bem chocada com essa discussão. Uma coisa é não querer ter filhos outra é começar a defender que as crianças devem "ficar de fora para não incomodar nem a minha nem a minha cachorrinha".

Vamos proibir crianças no cinema? Ok e os adolescentes que ficam chupando o canudo até a última gota do copo? Os jovens que ficam se agarrando? Os adultos que falam e teclam no celular? Os idosos que peidam?? Gente inconveniente tem de todas as idades, até parece pelos comentários daqui que ser inconveniente é exclusivo de crianças.

Quer ter o direito de escolher quem é digno de usar o quarto ao lado aluga uma casa ao invés de ir num hotel...compra um avião e vai ser feliz sozinho na vida ;-)

Ane disse...

Lola, uma dica apenas, nao tem como mudar o provedor do blog? é mto ruim esses comentarios do blogger, nao da nem pra responder a quem a gente quer, tem q postar o nome da pessoas etc...só uma sugestao msm
bjao

Anônimo disse...

Filme tem classificação etária.
Sou mãe mas não sou retardada, Andrea.
Mas se vc estiver num mercado, padaria, metro, parque e uma criança te incomodar (ou todas), é mais fácil vc sair.
Não estou dizendo criança que bate em estranhos ou mexe em coisa alheia e os pais justificam, mas criança que corre, grita, q eventualmente faz birra.
Como eu disse meus filhos fazem coisas de criança, e qdo faltam com educação, são repreendidos. E nem por isso estou livre de julgamento de pessoas como tantas que comentaram aqui, e nem livre das birras.,

Anônimo disse...

Todo esse papo das pessoas se acharem o centro do mundo me lembrou o caso de uma colunista do IG, de comidas e restaurantes. O caso é o seguinte, a moça em questão, gravida, quis ir com seus amigos almoçar num dos restaurantes mais badalados de São Paulo o Ritz, que estava com uma gigantesca fila de espera na porta, como é usual aliás. Ao chegar no local pediu pra ter atendimento prioritário por estar grávida.

Foi colocada no bar, sentada, tomando suco, enquanto aguardava sua mesa. Ficou INDIGNADA. Ela deu piti e fez post no blog do portal IG, pq achava que tinha o inalienável direito de bem comer no Ritz na HORA QUE ELA QUISER,passando na frente de TODOS os que estão na fila. Foi informada, de que como ela estava acompanha de seus amigos (3) não seria possível, se somente ela quisesse passar na frente seria permitido, aos amigos não.

E se ofendeu.

Olha o absurdo da situação. A pessoa escolhe comer num restaurante com uma fila de espera gigantesca, nem preciso comentar a infinidade de restaurantes que tem em SP, sem fazer reservas, e quer passar na frente de todo mundo junto de seus amigos só pq está grávida.

É ridículo, é patético. É se achar muito o centro do universo.
Ignorar completamente a falta de respeito que é passar na frente das demais pessoas, que estão esperando na fila muito antes dela. Pra uma coisa totalmente supérflua.

A pessoa se foca tanto na sua necessidade que esquece que as outras pessoas tb tem necessidades.

Alice.

Moema L disse...

@ Renata

Estou tão abismada quanto você...

Fora que muitos estão respondendo a quem descorda com uma grosseria absurda.

Muita gente falando de comportamento de criança como se fosse o fim do mundo,o cumulo da mal criação quando na verdade são comportamentos normais de uma criança.

Criança que faz barulho? toda criança faz barulho isso não é ser mal criado.
Criança que chora? Ela ainda esta aprendendo a se expressar, é logico que vai chorar.

Não são adultos.

Estão colocando criança como se fosse a pior coisa do mundo para se ter por perto.

Eu não gosto de gente mal educada no entanto tenho que conviver com elas, não gosto de gente intolerante mas tenho que conviver (e ler muitos comentários) delas,não gosto de gente que mal trata o garçom, mas nunca vi nenhum restaurante proibindo a entrada, logo tenho que conviver com elas.

Sei lá só acho tão estranho pessoas querendo proibir crianças de agirem como crianças, isso que eu, por exemplo, não tenho a menor vontade de ter filhos no entanto não os vejo como pequenos monstros prontos para destruir minha paz e adoro quando passeio com os meus cachorros e elas vem todas contentes querendo passar a mão nele, faz lembrar de mim quando criança também querendo passar a mão nos cachorros.Isso definitivamente não tira minhas paz.

Anônimo disse...

Algumas pessoas comentaram do absurdo de alguns comentários contra crianças ou sobre a falta de educação. Eu sou de classe media baixa, ou seja, tenho acesso a muitas coisas, mas não tenho carro, por exemplo. Por isso, sou usuária de transporte publico. Já vi crianças sapecas e brincando com seus pais de uma maneira que não pertubava os outros passageiros. Mas, já vi tb crianças birrentas, mal educadas ao extremo e que os pais simplesmente não corrigiam o mau comportamento. Infelizmente, a 2a descrição é a + comum. A situação fica pior em shopping cê ter, pois parece que o acesso a alguns bens materiais transformam algumas famílias em famílias reais e, consequentemente, seus rebentos em príncipes e princesas...

Renata disse...

Beleza Alice, qual a solução? Porque uma, ou várias grávidas são folgadas devemos achar normal que alguns restaurantes possam proibir gestantes? Acho que não...

Não acho que tenha alguém aqui defendendo o direito da criança ser mal educada, inconveniente, chutar as pessoas ou berrar no ouvido de outras.

Quem está de acordo com a autora do texto defende apenas que crianças normais possam dormir no quarto ao lado ou sentar no café da manhã no mesmo ambiente que casais em Lua de mel, sem que isso seja um grande problema para nenhum dos dois.

Imagino que não é porque o casal está em lua de mel que eles vão querer transar no piano do bar do hotel, então porque esse seria um lugar inapropriado para crianças?

Agora se a criança está esfregando o bolo na cortina do hotel ou se o adulto está bêbado na piscina essas pessoas, esses indivíduos, devem ser repreendidos, ou até expulsos...eles não todo mundo da mesma faixa etária.

Anônimo disse...

No meu ultimo emprego, o dono da empresa levava os filhos para o escritório pelo menos uma vez por mês. Gente, nem bom dia as crianças diziam. O básico da boa educação. Elas tiravam tudo do lugar, sujavam o espaço do café, pegavam canetas coloridas, post-its ou qualquer outra coisa bem colorida e levavam pra casa, isto é, o material de trabalho do escritório. Ao utilizar o banheiro, simplesmente deixavam-no imundo. Pra fechar com chave de ouro, ele dava a entender as vezes que gostaria que eu cuidasse das crianças enquanto iria resolver alguns problemas. Fazia isso, por que eu sou mulher e todo mundo acha que mulheres tem a obrigação de Gostar de crianças e, principalmente, de cuidar delas (não importa se você é uma mulher graduada numa das melhores faculdades do Brasil, você tem que...). Eu tenho alta tolerância a crianças, mas, me recuso a interagir quando não estou afim, e não, eu não acho que tenho obrigação tolerar mau comportamento de crianças.

Carolina disse...

Eu acho que os defensores das crianças nos comentários realmente acham que as crianças estão sendo atacadas. Eu li todos os comentários e pouquíssimos são de fato agressivos contra crianças.
Eu acredito que crianças não devem ser tratadas como adultos, mas muito cedo elas já entendem o que é esperado delas e são capazes de agir de acordo. Chorar por fome, tédio, cansaço ou frio/calor é normal, mas costuma ser falta de planejamento dos pais.
Eu também já fui au pair no EUA e sei bem o que é cuidar de uma criança. Eu cuidava de 4 (2 meses, 2 anos, 6 anos e 8 anos) e muitas vezes levava as 4 para passearem comigo. Buscava sempre lugares apropriados, onde elas pudessem se divertir, mas se o ambiente era um restaurante, eu deixava muito claro o que esperava deles, afinal tinha outras pessoas ali querendo fazer uma refeição. E mais, dava a hora da soneca do de 2 meses, eu estava em casa. Nesse caso, a prioridade tinha que ser dele, a necessidade dele era mais importante.
Tinha dias que eu ficava exausta, mas não deixava de garantir que as crianças se divertissem e que elas aprendessem a respeitar o espaço dos outros. Eu sei a dificuldade que é cuidar e educar uma criança, mas os pais não tem o direito de abrir mão desse trabalho. Dizer que é coisa de criança não é suficiente, tem que educar.
Os pais devem saber respeitar os limites das crianças (físicos mesmo) e devem ensinar às crianças o limite da sociedade. Eu vi a menina de 2 anos urrar de sono 12h da noite porque a mãe preferiu sair e não colocou a menina pra dormir. Sono doí, fome doí. Os pais devem entender a necessidade dos filhos. Já vi mãe falando "meu filho tem que aprender a dormir com barulho, porque eu não vou deixar minha vida social", isso não pode. Ter filho dá trabalho e tem sim que abrir mão de um monte de coisas.
Agora, não importa o motivo, você pode até ser compreensível e tal, mas criança chorando é uma coisa horrível, é incômodo demais. Então, qual o problema de querer frequentar um lugar que não tenha crianças. Não vejo mal algum alguns lugares definirem o público.
Os pais das crianças que eu cuidava tinham um dia por mês para um encontro romântico e eles procuravam lugares sem crianças. Eles odeiam crianças? Não, mas eles queriam ficar tranquilos, sem gritaria, sem agitação. Eles já tinham isso em casa, não estavam procurando isso na rua. Mesma coisa comigo, quando eu saía com minhas amigas que também eram au pairs, procurávamos ficar distante de crianças.
E recomendo isso para todos os pais e mães, tenham um dia por mês, por semana, a cada 15 dias para saírem com amigos ou namorar, sem crianças, sem nada de criança por perto. É ótimo, descansa e você volta pra casa morto de saudade do seu pequeno.
Não vejo mal em lugares que proíbam a entrada de crianças, acho muito aceitável mesmo, assim como acho ótimo os lugares feitos pras crianças. Não é ódio, nem intolerância, só uma necessidade de descanso. E quem gosta de choro no pé do ouvido durante a refeição, não faltará opção de lugares liberado para crianças.

Anna disse...

quando meu filho estava com 2 anos descobri que havia hoteis que nao aceitavam crianças ao pesquisar hoteis para uma viagem. e quer saber, achei ótimo porque não gostaria de ir, desavisadamente a um lugar onde nao fossemos bem recebidos.

Bruna disse...

Obrigada, Carolina, pela explicação inteligente e bem articulada, falou tudo que eu queria dizer, mas muito melhor do que eu. ;-)

Anônimo disse...

caro(a) anonimo das 18:52.

Certamente voce nunca ficou gravida(o). A lei do prioritário existe pois: gravida não consegue ficar muito tempo em pé; não consegue ficar mais de 2 h sem ir ao banheiro; não pode ficar longos periodos em jejum; os pés incham, ao contrário dos seus ou dos meus. Passei por 2 gravidez, e entendo perfeitamente o que significa atendimento prioritário. Eu não conseguia ficar esperando 2h na fila do Ritz como consigo ficar agora.

Neste país, um direito precisa virar lei mesmo senão gente como voce não respeita.
Mulheres com crianças de colo, grávidas, idosos e deficientes físicos DEVEM SIM ter atendimento prioritário em TODOS os lugares.

Vamos esperar voce ficar idoso para entender.

Anônimo disse...

Renata é exatamente esse meu ponto.Porque forçar a presença de uma criança num hotel que diz claramente que seu público alvo são casais, lua de mel e etc? Taí meu paralelo com a grávida, claro que eu acho que ela deve ter atendimento prioritário em serviços de necessidade básica (bancos, repartições públicas e etc), mas escolher um restaurante super badalado e querer passar na frente dos outros é extrapolar seu direito. Pais com crianças pequenas podem frequentar a maior parte dos hotéis, diria que mais de 90%, o contrário é que é exceção. Porque forçar sua presença, porque invadir a esfera do direito alheio?

Quem está em lua de mel, não quer ouvir criança chorando de noite. (E sim é normal crianças CHORAM mesmo ué!). Quem está em lua de mel dificilmente va achar elgal estar na piscina com uma turma de crianças brincando de jogar àgua umas nas outras, dando gritinhos e etc ( O que mais uma vez, é SUPER normal pra crianças).
Um hotel com esse público alvo vai ter o que pra criança fazer? Degustação de vinhos?

Eu mesma adoro crianças, convivo numa boa, não me importo nem um pouco em ter crianças nos ambientes que eu frequento usualmente. Mas e se eu quiser um ambiente com outra proposta? Como um hotel desses românticos? Exatamente pelo fato de que crianças normais aprontam mesmo, é a coisa mais normal crianças gritarem, correrem, brincarem, pular na piscina, cantar alto...Isso é ser criança e eu espero que as crianças sejam assim mesmo, mas não é SEMPRE que vc quer ficar num ambiente infantil.

Não dá pra dizer que é a mesma coisa ir num restaurante familiar, daqueles que enchem no almoço domingo que são frequentados por famílias, bebês, avós e etc. E um bistro francês, com mesas pequenas, reservas pra tarde da noite e meia luz.
Não é a mesma coisa. Pô, imagina, vc quer ter uma noite romântica com seu marido e vai num dos restaurantes desses franceses, mais intimistas, e leva seu bebê de 6 meses. Vc é uma pessoa puta egoísta! Se o seu bebê começar a chorar, coisa que é inevitável, por fome, sono e etc, vai incomodar todo mundo.

Eu acho que a gente vive numa época muito egoísta. Pra mim isso de querer que a criança frequente TODOS os ambientes irrestritamente é exemplo disso. Repare que a discussão aqui é pra adaptar as crianças aos passeios dos adultos. O que está errado, são os pais que devem se adaptar as necessidades das crianças.
E gente não dá, quando vc vira pai as coisas mudam. Cada idade da criança vem com concessões, se não quer fazer concessões não sejam pais.

Eu moro na praia e vejo MUITO bebês de meses indo a praia com os pais no sol do meio dia. Sabe? Normalmente são turistas que não querem perdera oportunidade de ir a praia, mesmo com bebês.

É tudo face da mesma moeda. Essa geração egoísta, que acha que o mundo tem que te servir e que suas necessidades vem na frente das demais.

Alice

poeticadepensee disse...

Discordo da autora do guest post e achei um tremendo exagero usar o termo pedofobia.

Como já disseram inúmeras vezes, existem diversos hotéis com preparos para as crianças e eu, sem filhos por opção, não sou obrigada a aturar malcriação e barulho e lugares inapropriado dos filhos que outras pessoas ESCOLHERAM ter! E se escolheram ter filhos, que escolham locais apropriados para levá-los!

Quanto a quem reclamou de pessoas que leem um blog feminista cobrarem mães de educarem seus filhos como se isso fosse um abuso, também acredito que a educação é obrigação dos pais, não exclusiva da mãe, porém quem opta por ter crianças, precisa sim educá-las e isso não é nenhum bicho de sete-cabeças!




Anônimo disse...

Anonima 19:59, eu conheço a existência da lei, não estou discutindo isso.

Somente acho o caso que eu citei um absurdo. Ela NÃO PRECISA ficar de pé em fila de nenhum restaurante, podia muito bem ter ido comer em qualquer outro local.
Segundo, nesse caso especifico, ela sequer ficou de pé. Leia novamente, foi fornecido um local pra ela ficar sentada, tomando suco, com seus amigos enquanto aguardava uma mesa.
Não acho justo uma pessoa só pq está grávida passar na frente de várias outras que chegaram muito antes, pq quer comer num restaurante que tem fila enorme.

Pode ter certeza absoluta que eu nunca faria uso desse direito fornecido de para passar na frente das pessoas em restaurantes caros.

Minha índole não me permite tirar vantagem das outras pessoas dessa forma. Se eu quiser comer em algum local lotado, ou faço reserva ou espero na fila.

Aliás outras pessoas com dificuldade de ficar de pé muito tempo também aguardam como obesos e idosos.

Alice

Carol disse...

Concordo com o anônimo das 02:19, tem coisa pior que adolescente? E eu acabei de sair da adolescência e pqp gente, adolescente é muito chato e mal educado porque literalmente não passam de crianças querendo ser adultos

Anônimo disse...

Sawl - The Rebel

Oi Lola.

Desculpe pelo mal entendido querida. EU tinha interpretado que vc não queria postar minha mensagem, foi mal.
DETESTO aquele babaca moralista e machista do Nivaldo Brás. Imbecis como ele que impedem o crescimento deste país.
Prometo criar uma conta do Google(com o mesmo pseudônimo).
Não to mais magoada,kkk.
Abraço.


Sawl - (ainda,kkk) The Rebel

Carolina disse...

Uma vez estava na fila da lotérica e tinha uma senhorinha, bem velhinha atrás de mim. Obviamente, dei passagem a ela e disse que ela deveria passar pro início da fila. Ela olhou pra mim e falou: "se fosse num supermercado, numa farmácia, num banco ou qualquer coisa necessária, eu passaria, mas vim aqui fazer um jogo, não faz sentido eu passar na frente de vocês pra uma coisa como essa".
Eu achei surreal, porque ela era muito senhorinha, mas se ela não queria passar na frente não tinha como forçar. Naquele caso, mesmo não sendo algo útil, eu acho que ela deveria passar na frente afinal ela estava em pé.
Agora imagina se ela agiria assim para furar uma fila gigante num restaurante badalado. Imagino que não. Até os direitos devem ser usados com bom senso.
É como o caso da loja ter que praticar o preço divulgado, já foi julgado que em certos casos, o erro de digitação é claro, a diferença de preço é absurda e que o cliente forçar a compra do produto pelo valor errado que foi divulgado é considerado má-fé do cliente.
Bruna, eu acho que quando se trata de crianças os ânimos ficam muito exaltados e tudo parece ofensa, quando na verdade são só regulamentações que fazem a sociedade andar melhor.

Renata disse...

Só para esclarecer eu não tou aqui pra convencer ninguém a gostar de ter um bebê chorando ao seu lado enquanto janta nem a ter 3 filhos como eu tenho. Da mesma maneira não tenho nenhuma esperança de fazer com que o meu avô goste de ter um casal gay se beijando na mesa ao lado, ou que ele tenha um monte de amigos gays, como eu tenho.

A tolerância não significa gostar de tudo, achar tudo maravilhoso. Pelo contrário, tolerância significa aceitar e incluir aquilo que não gostamos, que por alguma razão nos incomodam mas mesmo assim entendemos que eles estão no direito de estarem ali.

Toda vez que excluimos, que proibimos, a priori sem dar chance para o indivíduo estamos sendo intolerantes e preconceituosos, simples assim.

Eu gosto poder sair pra jantar sozinha com o meu marido sem ter que cuidar das minhas filhas? Claro que sim, agora o filho dos outoas me incomodam? Nem um pouco, desde que não seja eu que tenha que embalar tá tudo certo ;-)

Veja, fazendo o paralelo com as au pairs...sou médica, trabalho com doentes terminais. Quando eu saio a noite para relaxar não quero ouvir falar em doença. Tenho então o direito de achar certo proibir que pessoas em tratamento quimiterápico frequentem os mesmos restaurantes do que eu só para "não quebrar o meu clima" "não prejudicar o meu merecido descanso e relaxamento". Acho que não...

n disse...

Engraçado que a L reclama que não pode levar sua pimpolha pra um hotel porque ela supõe que TEM o direito de levar a criança pra qualquer lugar, e os outros que aguentem!
Vc tomar uma decisão por escolha sua (porque, salvo raríssimos casos de estupro, ninguém mais é obrigado a ter filho) e querer que todo o mundo se dobre a seus pés é patético. E achar que seus genes, justamente os seus, são tão f*dásticos que vc TEM o direito de replicá-los e a sociedade inteira é obrigada a se adaptar, suportar, é egoísmo.
E depois vem dizer que os que não querem ter filhos é que são egoístas...
Sim, eu sou childfree, não, não gosto de crianças (e não tenho vergonha de assumir isso) e a minha decisão, querida L, não afeta em nada a sua vida. Não tenho a menor afeição por crianças, mas isso não significa que as maltrate, apenas que as evito o quanto puder.
Mas a sua decisão, sim, afeta a minha vida. Já não basta o egoísmo de colocar MAIS uma pessoa num mundo que já tem mais de 7 bilhões competindo pelos mesmos recursos, porque, claro, que a SUA progênie é especial; vc ainda quer que a gente te louve. Que a gente engula a presença do seu anjinho em lugares onde abertamente vão pessoas que não querem conviver com "anjinhos", porque VC deseja.
Discordo da Lola em vários pontos do post, principalmente no quanto ela se justifica por não ter filhos (mas não é mais intolerante etc etc) e na ideia de que a responsabilidade da educação não é apenas dos pais. É SIM, apenas dos pais, pois a decisão de ter as crianças também foi apenas deles! Repito: ninguém mais tem filho obrigado, então, se optaram por ter, o mínimo que se espera é que arquem com as consequências e responsabilidades!
"Ah, mas eu quero viajar e não tenho com quem deixar meu filhote..." - paciência, então fique em casa;
"Ah, mas esse restaurante não tem cardápio pra crianças..." - vá em outro que tenha
"Ah, ele tá fazendo birra, mas é só uma criança..." - é SUA criança, então a obrigação de mantê-lo comportado é sua, não minha!

Posso até estar sendo meio grossa, mas, desculpem, é que não aguento mais essa ladainha... os pais tem que entender que não, os filhos deles NÃO são tão fantásticos que merecem que a sociedade inteira lhes saúdem... são só mais um exemplar de bípede pelado, como todos nós.

Ah, sim, e a respeito da afirmação que a filha da L é super quietinha... olha, pode até ser que seja, mas o que vejo por aí é que todas as maiores pestinhas sempre são "super quietinhas" na opinião dos pais...

Kika disse...

http://viagem.uol.com.br/ultnot/2012/11/08/hoteis-so-para-adultos-sao-opcao-para-casais-que-procuram-descanso.jhtm

É tão simples, qual o problema de existir hotéis para pessoas que querem descanso? As que estão em um passeio romântico? poxa será que essas pessoas não têm esse direito? Quer dizer que quem não têm filhos, não têm direito a querer sossego e procurar um lugar apropriado para isso? Afinal o post fala de um hotel exclusivo para pessoas que querem curtir um clima romântico. Crianças , que brincam e fazem suas artes saudáveis, não me incomodam, afinal, criança tem que brincar mesmo. Agora odeio criança mal educada, são coisas bem diferentes. Têm muitos pais sem noção sim. E tem aqueles que mesmo educando, seus filhos tem uma personalidade forte e é difícil, nem sempre a coisa funciona. Então, se for para tirar férias é muito válido sim.
Agora , não conseguir conviver com crianças, pelo simples fato de elas serem crianças, tem algo errado aí. Que fique bem claro, criança correr, brincar e até umas manhas, faz parte. Criança mal educada é outra coisa.

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