domingo, 6 de janeiro de 2013

GUEST POST: PROPOSTA DE REFORMA PARA A MÃE NATUREZA

A Luciana, que tem um blog, escreveu este texto divertido quando estava grávida e no ápice de sua revolta com a desigualdade entre gêneros.

Querida Mãe Natureza,
Tudo bem? Desculpe a petulância em te escrever, eu sei que a senhora é muito ocupada, mas a senhora deve ter meu cadastro aí e deve poder ver que estou grávida, né? 4 meses e meio já, pois é, o tempo voa... E mulher grávida é assim, fala o que vem na cabeça e muitas vezes tem umas ideias que não teria em outras circunstâncias, não é mesmo? Coisas dos hormônios.
É que tem uma questão que anda me incomodando bastante, sabe?
Já reparou que quando um casal decide engravidar não existe opção senão a MULHER encarar o processo e abrir mão de um monte de coisas? Olha, dona Mãe Natureza, não estou reclamando do privilégio de se gerar um ser, longe disso. Eu mesma adoro ficar grávida, mas cá pra nós, encarar enjoos, aumento de peso, estrias, discriminação no trabalho, dores por todo o lado, incontinência urinária, hemorróidas, coceira na barriga, limitações de movimentos, mudanças de humor repentinas, andar de pata, diabetes gestacional, entre muitas outras coisas, não é lá muito agradável, é? Claro, cada sintoma tem um porquê de existir, afinal estamos gerando um ser com pele, ossos, órgãos e cabelo, eu sei!
Na verdade nem é ter esses sintomas o que mais me incomoda, e sim o fato da gente passar por tudo isso enquanto O PAI da criança continua lá INTACTO e levando sua vida normalmente, sabe? Acredita que até já ouvi falar de homens que duvidam que a oscilação de humor e crises de choro e raiva que as grávidas têm durante toda a gravidez de vez em quando, não têm nada a ver com a explosão de hormônios dentro delas? É muito chato isso. Meu marido mesmo acha que meus atuais e frequentes lapsos de memória não passam de desculpa, veja só!
Por isso, eu gostaria muito de propor uma pequena reforma, dona Mãe Natureza, por favor não me leve a mal. Olha, não precisa ir lá na origem da fisiologia masculina e sair mudando uma porção de coisas pra gente poder se alternar com eles não. Mas que tal fazer assim: a gente gera e os homens sentem os sintomas?
Tava pensando mais ou menos o seguinte ó, veja se é possível mexer os pauzinhos aí:
Que tal AS MULHERES poderem curtir sossegadas os três primeiros meses e se focarem nos exames, em tomar o ácido fólico de cada dia e lerem tudo sobre o desenvolvimento daquele serzinho que recém formou os dedinhos, enquanto os HOMENS sentem todos os enjoos, vomitam até as tripas só com o cheiro da comida e têm tonteiras e muito sono?
Por que cá pra nós, Mãe Natureza, é meio contraproducente esse negócio de vomitar enquanto temos alguém lá dentro que depende do que comemos, né não? Mas se quem vomitar for o PAI, então problema resolvido, não acha?
Outra coisa... e esse negócio da gente ter esses desejos abruptos e incontroláveis de comer tantas coisas impróprias como pedaços gigantes de torta de nozes ou brigadeiro com colher? Não, o pior não é comer, imagina Mãe Natureza, mas sim os níveis de glicose e os tantos quilos a mais depois, né? Mas como eu sei que tudo na casa da senhora tem um equilíbrio, que se a gente come em excesso esse excesso tem que ir pra algum lugar, então que vá pra ELES. Assim, a gente continua cuidando pra que nosso bebê não nasça com cara de torta de prestígio ou banana caramelizada, enquanto as calorias a mais migram felizes pro papai da criança. Não te parece muito mais justo? Sem falar que depois, quando a gente estiver amamentando, os quilos a mais vão embora de qualquer forma, não é isso que todos falam?
Assim acho que ficaria tudo muito mais harmônico, Mãe Natureza. As relações entre homens e mulheres ficariam mais estreitas e cheias de compreensão. Afinal, dá pra imaginar conexão mais forte que essa: minha barriga crescendo, mas meu marido perdendo o equilíbrio, tropeçando e andando com a mão apoiada na lombar inferior? Minha pele se esticando todinha, mas ele saindo correndo feito um louco atrás do melhor creme pra passar na barriga DELE pra ELE não ter estrias? Eu conseguindo dormir a noite toda, pra me sentir revigorada dia após dia (super importante pra saúde do bebê!), enquanto ele se levanta a noite toda pra fazer xixi, ou acorda com um chute nas costelas?
Eu seguindo com todas as minhas atividades normais até o final da gravidez enquanto ele sente as dores nas costas, os pés inchados e todo o desconforto típico associado à esta etapa? Eu dando à luz ao bebê, o ajeitando carinhosamente nos meus seios pra mamar pela primeira vez e me preparando pra amamentá-lo em livre demanda por pelo menos 6 meses mais, enquanto o pai sente todas as dores do parto e rachaduras no mamilo?
Tudo isso não contribuiria pra torná-los ainda mais engajados na maternidade e não lhes daria a oportunidade de finalmente poderem participar ativamente e entenderem TODO o processo, dona Mãe Natureza? Pensa bem.
Ah, mais uma coisa, Mami Natureba (desculpa a intimidade, mas é que depois de ter falado tudo isso, me senti tão próxima da senhora). Tem algumas coisinhas que a senhora não precisa se preocupar muito em mudar porque dá muito bem pra viver com elas, viu? Tipo, a maravilhosa sensação de borboletas na barriga, os cabelos que de repente adquirem um brilho espetacular, a pele mais sedosa e lisa impossível, e o mágico retardamento do crescimento dos pelos da minha perna que me permitem depilar somente a cada três meses. Pode deixar tudo desse jeitinho, tá?
Ah, mas se quiser passar essas unhas quebradiças pra ele, também agradeço!

89 comentários:

suelen disse...

texto divertido!
cada vez menos tenho vontade de ter filho,depois de ler todas a alegria que é engravidar,diminuiu ainda mais.

SEM-NOME disse...

Impossível não gostar desse texto!! Lindíssimo! :D

Anônimo disse...

a natureza não foi mãe com as mulheres, foi madrasta.

Anônimo disse...

A gravides, e a maternidade são os maiores calcanhares de aquiles do feminismo, e da liberdade feminina,se abre mão de um monte de coisas na vida, e ao contrario do que dizem, muitas vezes só se colhe decepção, principalmente de o ser gerado for menino,e repetir durante a vida, todos os estereótipos patriarcais que tanto oprimem as mulheres.

Rob disse...

Vish,depois dessa o bloguinho vai encher de mascu dizendo que as feministas querem mudar a natureza e prejudicar os homens e bla bla bla.
Serio meninas,brace yourselves,mascus is coming!

Anônimo disse...

A paternidade e uma mera construção social, o dia que os homens sentirem todos estes efeitos colaterais, e forem tratados como incubadoras como nos, ai eles vão poder falar e exigir alguma coisa referente a "paternidade"

aiaiai disse...

perfeito! agora, é só esperar a mãe natureza efetivar essa pequena reforma proposta. De minha parte, apoiado.

Anônimo disse...

hahahahahahahahaha
Adorei! Muito espirituosa ela! E cheia de razão, claro.
Motha Nature, escuta a sua filha aí, gata. Dá nada não.
;-)

Ps.: Lola, parabéns pelo blog... como sempre. Beijos.

Anônimo disse...

Nina.

Olha eu tenho 26 anos, e digo com convicção que a maternidade não esta nos meus planos, não tenho a menor vontade de ser mãe,tenho pavor alias. Sempre me preveni, mas caso aconteça, eu faria um aborto numa boa, acho que meus planos de vida são muito maiores do que ser a mãe, esposa de alguém.
minha vida, meu corpo, meus sonhos, minhas regras.

Paula disse...

bom pras que curtem, mas ainda to esperando um texto sobre o direito de NÃO QUERER passar por todo esse processo...

com um blog tão diverso e extenso, ainda aguardo um texto sobre as pressões que mulheres que não querem ser mães sofrem...

Anônimo disse...

Fácil, basta as feministas redobrarem os esforços nas críticas ao patriarcalismo, que no futuro os homens passarão a engravidar também, acabando com as desigualdades socialmente construídas.

A inveja do falo explica muita coisa nesse post...

Mas vamos dar um desconto, afinal ela está grávida, mas dar um desconto não seria machismo, pois estaríamos tratando a mulher como um ser temporariamente mais fragilizado devido à gravidez?

Criamos leis que melhorem a vida das mulheres quando estão grávidas ou as tratamos como os homens, em nome da igualdade?

Estou confuso...

Aline disse...

Anonimo das 13:36 - Rob, bem que você avisou!!! hahahah incrível como não se precisa de uma bola de cristal para prever os comentários dos mascus.

Seus "argumentos" são tão infundados e repetitivos que me fizeram rir. De verdade. Não cabe uma discussão aqui a respeito de tanta baboseira.

obs. Inveja do falo? Ah claro, é e-xa-ta-men-te isso que mostra o post!!!
Você é quem deveria ter inveja, mas de ter um cérebro...

Anônimo disse...

Concordo Paula... Filhos estão longe de meus planos... melhor ainda, nem fazem parte dos meus planos... Mas sempre tem quem diz que daqui uns anos mudo de ideia... Puts, não mudei de ideia até hoje no auge dos meus vinte e poucos, pq mudaria depois? Não quero filho, quero trabalho, igualdade e um mundo melhor... Ah, mas aceito plantar uma árvore e escrever um livro.

Koppe disse...

Um texto sobre esse assunto, que talvez vocês achem interessante, é esse:
http://www.desfavor.com/blog/2012/06/desfavor-explica-o-lado-negro-da-gravidez/

"Tenho certeza que, para quem quer e para quem tem a estrutura econômica e emocional necessária, deve ser ótimo. (...) quer engravidar? Vai fundo. Mas SAIBA o que te espera, porque a sociedade é canalha, ela só te conta o lado bonito e romantizado da gestação. As derrotas ninguém conta."


Quanto ao guest post... se sem passar por nada disso tantos de nós já não gostam da idéia de ter filhos, se a mudança proposta acontecesse talvez fosse o fim da humanidade...


E sobre o parto, existem outros pontos de vista que deveriam ser melhor discutidos: http://www.orgasmicbirth.com/files/u1/OrgasmicBirth-Absoluta-Online.pdf
Existe um certo livro de uma certa religião que diz que as mulheres sentirem dor no parto seria "vontade divina", mas há quem questione isso.

Anônimo disse...

Criamos leis que melhorem a vida das mulheres quando estão grávidas ou as tratamos como os homens, em nome da igualdade?

A questão não são as leis ou tratar como homem, mas sim o pai da criança ser mais ativo durante a gravidez. Será que vc não leu que o próprio marido dela achou que ela tava fingindo algumas coisas? Tá precisando ler com mais atenção, hein!

Anônimo disse...

A Natureza é justa.

Anônimo disse...

Esses sao alguns dos 23612846284682374692 motivos que me fazem passar milhas e milhas distante da maternidade.
E concordo com o/a Anônimo(a) das 12:19 - a maternidade é o calcanhar de Aquiles do feminismo. Nao o fato de escolher ter filhos em si, mas o modelo de maternidade - aquela sacralizada, abnegada, sofrida (e como adoram enaltecer o sofrimento)- que é pregado, até mesmo por feministas.
Enquanto esse modelo nao for alterado, acho muito difícil conseguirmos grandes progressos.

Ana

Josiane Caetano disse...

Acho que um dos maiores indícios que os homens e mulheres estarão no mesmo patamar dos direitos e deveres será quando a responsabilidade dos filhos REALMENTE for dividido entre o casal. Na prática, quem precisa fazer os "sacrifícios", especialmente na área profissional ainda é a mulher.
Acredito que a função deste texto muito bacana é mostrar que já que coube as mulheres o aspecto físico da gravidez, pelo menos seria interessante que os homens ficassem com os aspectos não físicos dela. No final das contas, todos os aspectos acabam ainda sobrando só para as mulheres...

Claudia disse...

Discordo de absolutamente tudo o que foi escrito no texto. E dai se somos nos a sofrer por todo esse tempo com os efeitos da gravidez? A Natureza quis assim, a evolucao quis assim, nao da pra mudar. Serio que alguem imagina mesmo que um dia poderemos passar os enjoos matinais para os homens, dividir os kilos e as estrias ganhas com a gravidez? Nao sei se este post foi brincadeira, mas achei muito sem graca. Vamos nos concentrar em coisas mais uteis e lutas reais, nao em questoes imaginarias.

Sara disse...

Podemos questionar e quem sabe até mudar o patriarcado, denunciar a desigualdade com q as religiões nos tratam, podemos mudar as sociedades, mas a natureza essa é IMUTÁVEL.
E ca entre nós ela nos sacaneou legal heimmmm.

Anônimo disse...

Eu não consegui nem terminar de ler o texto de tanta vergonha alheia dessa pessoa.

Ou isso era para ser piada? Porque se eu não li até o fim, talvez lá no fim esteja escrito "isso é só uma piada".

Olha, kiridinha, filho é SO DA MÃE! Esteja preparada porque TUDO é responsabilidade sua!

Quando muito, um pai pode lavar umas roupas sujas, fazer arrotar, trocar umas fraldas. Isso ajuda? Acho até que sim, assim como deixar o próprio banheiro arrumado também ajuda e muito!

Agora, você não quis ficar grávida? Ficar grávida é isso aí! Não é "um momento mágico quando se gera um pequenino ser mágico envolto em purpurina mágica com o cantar dos anjos ao fundo". Então, levanta desse sofá, vai começar a preparar as coisas, porque sua vida de mãe só começou.

Vai lá padecer no paraíso!

Sara disse...

Koppe muito obrigada por linkar esse texto

http://www.desfavor.com/blog/2012/06/desfavor-explica-o-lado-negro-da-gravidez/comment-page-1/#comment-56622

sobre gravidez, foi o melhor texto q eu ja li sobre o assunto, o mais realista, eu ja mandei até para minhas duas filhas, e acho q todas as mulheres deveriam ler esse texto antes de pensarem em engravidar, para pelo menos estarem bem concientes do q lhes espera.
A gravidez não é uma etapa que não vai deixar marcas de todos os tipos emocionais e fisicas nas mulheres.
E deveria trazer mais reflexão aos q são contra o aborto, e acham q não ha nada demais em passar por uma gravidez e entregar o filho para adoção depois.

James Hiwatari disse...

Mal posso esperar pelo dia que gravidez vai deixar de ser visto só como uma coisa feminina. Afinal de contas, homens também podem ter útero. Por mais divertido que tenha sido ler este post, fiquei um pouco desapontado com o cissexismo evidente (e fonte do humor). Nem tanto pelo cissexismo da autora, mas pelo fato de que a única razão que esse post faz sentido é porque gravidez masculina ainda é um fenômeno visto como anormal.
Quer dizer, quando a sociedade se der conta que homens podem gerar bebês e mulheres podem doar esperma, quem sabe esses problemas a que a autora não encontrem por fim uma solução?

Suelen disse...

Homem n sofre na gravidez.n ajuda e na hora de educar sobra pra mulher.
Claro que n são todos mas dá pra dizer q é a maioria,quando minha mãe estava gravida.ficava muito cansada e n conseguia ficar em pé muito tempo cozinhando.
Meu pai fez comida 1 dia e disse q n aguentava mais,tiveram que comer nos meu avós.
Bela ajuda!

Coisas como essa tb me tiram a vontade de casar,n tenho nenhuma.
Ainda n sofri pressão pra ter filho,só as expressões de choque,quando digo que n quero ter um.
Meu pai raramente faltava pra levar a gente no medico,sempre era a minha mãe,quando troquei de escola com uns 13 anos,quem fez a matricula fui eu pq ele n quis ir.

Ju disse...

Gente, óbvio que esse texto é uma brincadeira!!

Isso só mostra como as mulheres são tratadas com desigualdade na nossa sociedade. Nós damos origem ao mundo (nome muito propício aquele quadro) e ainda somos discriminadas.

Prevejo o dia em que mulheres grávidas vão receber muitos privlégios, todos justos. Na Europa, com a queda da natalidade, já está quase assim. Estão quase implorando pras mulheres engravidarem lá. Vai vendo...

Anônimo disse...

'Já reparou que quando um casal decide engravidar não existe opção senão a MULHER encarar o processo e abrir mão de um monte de coisas?'

Mas isso é uma contradição tão absurda que tem que ser muito burr@ pra não ver.
Se o 'casal' ESCOLHEU engravidar é claro que existia também a opção de NÃO engravidar.
Esse povo é tão desesperado pra bancar a vítima que perde o senso do ridículo

Lu Azevedo disse...

Quanta honra ter um texto meu publicado aqui nesse espaço que eu tanto admiro e aprendo! Obrigada, Lola!

Esse post foi escrito há um ano e meio atrás, numa tentativa de encontrar um pouco de humor na revolta que eu sentia naquele momento com os hormônios e mudanças acontecendo à todo vapor... dores, cansaço, limitações, enjoos, vida profissional estagnada... e meu marido lá, bonitão na fita, levando sua vida normalmente. "Mas eu não estava carregando um filho NOSSO?" - pensava eu - "Então porque só eu tinha que sentir tudo? Porque só eu tinha que aguentar a cara de desagrado do chefe ao saber que mais uma geóloga estava grávida? Porque só cabia à mim adiar a carreira ou mesmo mudá-la completamente (como eu acabei fazendo)? E porque raios eu não conseguia provar daquele peixe que meu marido comia com tanto gosto, sem vomitar?"

Enfim, muito frustrante. Por isso, seria muito bacana se pra amenizar e colocar tudo (um pouco mais) em pé de igualdade, a gente pudesse gestar o bebê sem o medo de perder o emprego, sem sofrer intolerância com os sintomas que sentimos e que consomem sim nossa energia, bagunçam um tanto o lado emocional e finalmente, contar com um pouco (ou um tanto!) mais de participação em casa. Já ajudaria bastante!

Luiza disse...

"A Natureza é justa."

Com certeza, mascu. É por isso que vocês tomaram um pé na bunda e que nenhuma mulher quer vocês. Gene ruim não é passado pra frente.

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Eu entendo a autora do post, até já coloquei aqui a fisiologia da gravidez. Mas, pra mim, o melhor mesmo seria o respeito, o reconhecimento e divisão de tarefas vindo dos homens. Os enjoos, dores e estrias poderiam ser considerados marcas de orgulho se o cara não trocasse a mãe dos filhos dele por uma mais nova e com tudo em cima.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

James Hiwatari,

Secundo com a força de mil sóis.

Jéssica disse...

Sinceramente, o papo de "homens também engravidam!" me irrita, um homem trans passou boa parte da vida como mulher, sofrendo no machismo e sendo menosprezado. Em termos culturais, que para mim é o que importa, um homem trans é muito mais semelhante a uma mulher biologica que um homem biologico, eles também costumam ter bem menos a noção de entitlement, e eles sabem como é o medo diario do estupro. E para fechar, um homem trans pode se arrepender e destransicionar, voltando a ser mulher.

Em outra palavras: "Homens também engravidam!" não ajuda EM NADA a melhorar a vida das mulheres, relativizar a questão só serve para ela ser menosprezada. Reconhecer que "Homens também engravidam!" não ajudaria em NADA as mulheres com carga tripla de trabalho, porque o marido vagabundo não divide as tarefas, só serve para desviar o foco que esse é um problema causado pelo menosprezo dos homens em relação às mulheres.

suelen disse...

SARA chorei de rir com esse texto do lado negro da gravidez.
meu deus... agora mesmo que tenho certeza que nunca vou ter filho.

mas tem mulher q tem sorte, a esposa do meu primo n sentiu quase nada durante a gravidez e depois q teve o bebe,ela quase n sentiu dor.

Núbia Rocha disse...

HAHAHAHAH

e tem um vídeo ridículo daquele ''Mulheres do trono'' que a tal da Helena Tanure fala uma coisa grotesca do tipo (em tom de crítica, como não?):

''As mulheres hoje passam horas na suas jornadas de trabalho... Não vêem seus filhos pequenos crescerem, ou ainda pior abrem mão do dom especial de se ter um filho''



Minha senhora, ter um corpo feminino não dita regra que vc tem que parir uma criança.

é uma ignorância social tão grande dessas pessoas que pensam que, em via de regra, ser mãe é um ''dom'' quase que como uma obrigação de toda mulher.
Além do mito de que todo o processo de se ter um filho é maravilhoso...

Quer dizer, algumas pessoas pensam que, além da obrigação de engravidar, as mulheres também deveriam ficar mega felizes com essa ''mágica'' da natureza.


é claro que muitas mulheres querem ser mães e estão felizes com isso... Mas esses mitos acerca da maternidade devem ser desfeitos.

E as mulheres que não querem ser mãe tb devem ter sua escolha respeitada!


além de que, vamos distribuir melhor os papéis sociais dos gêneros paras os homens terem um papel mais ativo na criação dos filhos pfvr.

Danissima disse...

E depois da gravidez, vem a amaentaçao... a mae levanta de madrugada, amamenta, troca a fralda, sente fome, come, escova os dentes, deita e começa tudo de novo...
este processo de repete, dia e noite, 24/7... e depois o pai da criança diz que a casa esta uma bagunça e reclama que esta cansado do trabalho!!!

Se a natureza desse um pouco mais de EMPATIA para as pessoas, ja ajudaria.

Anônimo disse...

A Mãe Natureza, ou então mesmo Deus se acreditas neles, são antes de tudo muito sábios.

Que bom que a coisa não é como se descreve no post, como a autora quer, por isso seria egoísmo demais.

Cada coisa que a gente lê hoje em dia.

Anônimo disse...

Poque será que os cientistas não criam um útero artificial? Seria realmente inviável? Ou questões ligadas a misoginia e ao machismo são impeditivos?

Eu tenho muita curiosidade acerca do assunto, mas não encontro quase nada a respeito.

Vão alguns links como sugestão de leitura:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2007000500028

http://www.ghente.org/temas/reproducao/utero_artificial_prefacio.htm

Quem sabe, daqui a alguns anos, a humanidade poderá se reproduzir de maneira menos sofrida pra metade da humanidade? O tema é polêmico.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Hmmm... Esse papo de que os homens "não ajudam nas coisas" e ainda trocam por uma com "tudo em cima", me deixa... Perplexa.

Sempre pensei que eles ajudassem a esposa com miminhos, cozinhando coisinhas todas especiais para evitar avitaminose e satisfazer seus desejos diferentes, fazendo chazinhos mágicos para elas se sentirem melhorzinhas e sem tanto enjoo, fazendo carinho e cafunézinho nelas ouvindo o que elas pensam, sentem e sonham, acordando de noite para cuidar delas dando os carinhos e atenções especiais que elas tanto precisam, fazendo planos abraçadinhos de noite, sem nunca deixar de dar prazer e amor sempre que a amada precisar. ^__^


Sempre pensei que fosse assim. Sei lá.

Juliana disse...

Não entendo a falta de empatia que as pessoas têm pelas grávidas.
Tem uma senhora rabujenta que sempre diz que quando vai ao banco, ela passa na frente se a pessoa é grávida, pois: "ela escolheu engravidar, eu não escolhi envelhecer, ela que se toque e me dê a vez." E a criatura enche a boca pra dizer que criou três filhos! três filhos e uma porra dessas não tem um pingo de solidariedade com outra mulher!

Gravidez, assim como envelhecimento é um processo natural.Uma mulher pode escolher ser mãe, mas ela não pode escolher entre gerar o bebê no seu corpo, ou botar um ovo e deixar em casa protegido no quarto até nascer. A mulher não tem o controle sobre as mudanças físicas e psicológicas, fica frágil e necessita de cuidados especiais. Ela precisa da mesma solidariedade que essa senhora chata que já é idosa.

Frases assim são clássicas:"no onibus sempre dou vaga pra idoso e deficiente,agora se for grávida não, quem mandou engravidar, fica em pé,bem feito!".

Eu queria entender a razão das pessoas terem raiva de grávidas.Sério mesmo. Gravidez é tão normal, não é errado, não é pecado, e todo mundo veio de uma barriga alheia. Porquê a raiva?a falta de empatia?

Sempre ouço: "na hora de fazer não pensou nisso agora tô nem aí". O que uma coisa tem a ver com a outra? é quase como uma punição: transou, a barriga tá denunciando pra todo mundo ver, então já que fez algo tão "Ugh! sujo" que arque sozinha: gravidez.

Tenho raiva de mulheres/mães que não são solidárias com grávidas. Elas passam pelas mesmas dificuldades e preconceitos e ainda assim, querem que a outra se dane. A falta de empatia dos homens incomoda, porém ver outras mulheres sendo tão mesquinhas me deixa p...da vida.

Engraçado que na hora de passar a mão na barriga e dizer o que a mulher tem que comer, o que tem que fazer,todo mundo dá pitaco. Na hora de acompanhar ao médico ou segurar as compras, o povo foge. O foco é sempre na criança. Não sou contra o bem-estar do bebê, sou a favor do bem-estar de ambos, chega desse blá-blá-blá de achar que mulher tem sofrer porque...engravidou,que coisa feia!

A grávida não é uma "sem-vergonha" que se "aproveita" porque está grávida.Não pretendo ter filhos, talvez mude de idéia, no entanto estou sempre atenta a essas coisas. A falta de paciência com as futuras mamães me indigna.

O mundo será melhor quando as pessoas se tocarem que grávidas não querem roubar o lugar no onibus ou na fila. Elas só querem compreensão.

Anônimo disse...

E por isto que até o final deste secúlo, o islã vai dominar o ocidente !

Jéssica disse...

(Além disso, a maioria dos homens trans está ocupado demais tentando parecer másculo e frequentemente sendo machista para ser aceito por outros homens para fazer algo tão "feminino" quanto engravidar)

Fernanda disse...

amigas, sou mãe e falo que não é o calcanhar de aquiles do feminismo não, Claro, isso se vc tiver convicção total de quem vc é, do que vc quer, e o que quer passar para um filho. Vejo garotas aqui se baseando num modelo "tradicional" (machista) de ser mãe e de ter um filho, a abnegação total. E amigas, vcs são FEMINISTAS! tomem posse disso na vida de vcs! A mulher que abre mão de td pra ser mãe não era mulher antes, e não se tornou mulher depois. Se tornou mãe. Uma MULHER MÃE é outra coisa!É uma mulher que sabe o seu valor, que sabe quem é, antes mesmo de ser mãe, e não se esquece disso após ser mãe. Sabe que ela tendo seus direitos físicos, psicológicos e espirituais resguardados, poderá dar ao seu filho o melhor; Quer um mundo melhor SIM, e não que td se foda,mas seu filho fique bem. Isso não existe, o filho dela está nesse mundo!

Vocês são MULHERES!MULHERES FEMINISTAS! Saibam o seu valor! E se acontecer de serem mãe (que sim, é maravilhoso,mas dá um puta trabalho,mas trabalho não quer dizer que seja ruim), tomem posse da sua condição de mulher, e coloquem em prática aquilo que vcs acreditam! Dá certo, e eu garanto!

Koppe disse...

Anonimo(a) das 19:10, por mais importantes e úteis que sejam os avanços da ciência, não consigo deixar de pensar que essa idéia de úteros artificiais pode ser um passo na direção do Admirável Mundo Novo.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Não podemos nos esquecer que gravidez varia de pessoa pra pessoa. Tem quem tenha enjoos e quem não tenha e assim por diante.
Tem mulher que relata que durante a gravidez não podia sentir o cheiro do pai da criança e outras que dizem que nunca sentiram tanto desejo sexual.
Acho que é honesto que as mulheres compartilhem os possíveis lados ruins de uma gravidez, mas não acho que focar só no lado ruim ajuda ou ficar comemorando porque não quero engravidar e portanto não vou passar por isso.
Eu também não pretendo ter filhos, mas não é porque nunca vou engravidar que estou isenta de na vida nunca ter hemorroidas, enjoos, estrias, depressão,...

Fernanda disse...

E esse texto postado sobre gravidez??Querem um relato legal? Fiquei grávida, nao tive enjoo, não tive estria, engordei 12 kg e voltei ao normal depois. Conheço gente que se ferrou toda. Conheço quem teve parto normal e amou. Conheço quem teve parto normal e odiou. Conheço mãe de 2 filhos que teve uma gravidez totalmente diferente da outra. Quer dizer, gravidez,parto e filhossssss (principalmente! seres diferentes, personalidades diferentes!) são RELATIVOS E INDIVIDUAIS, cada um tem o seu e a sua experiência!

Fala sério, agora querem generalizar até isso! E vindo de alguém que não passou pela experiência! Desculpem DE NOVO, mas pra saber sobre isso, só passando por isso!

Anônimo disse...

A única maneira do feminismo dar certo, é mudando a natureza dos gêneros. Não tem outro jeito.

Ju disse...

Juliana,
sério que vc já ouviu esse tipo de coisa faladas para grávidas?? Eu já li, incluse aqui no blog, de coisas horríveis que se escuta na sala de parto, de enfermeirxs e médicxs, mas na fila do banco tbm?? Se disserem coisa assim na minha frente, nem sei o que eu faço. É muita falta de repeito, me deixa puta tbm!


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Raziel, sorte de quem tiver filhx com vc...

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Anon 18:53
Egoísmo?? Tá doidx?
Cada coisa que a gente lê hoje em dia.

Anônimo disse...

Lola, vc já deve ter visto: olha q legal:
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/01/06/por-uma-sociedade-melhor-meninos-deveriam-brincar-de-boneca-e-de-casinha/

Vindo de um rapaz é demais!!! Ele dá bonec@s de presentes, adorei!

O pior de tudo é ver os coments dos mascus rídiculos... socorrooooooo
Bjo

Anônimo disse...

Não entendo essa relação automática entre feminismo e a clássica vontade-de-não-ter-filhos. Como se o desejo de ser mãe, querer encarar o desafio de formar um ser humano, tornasse a mulher "menos" feminista. Esse pensamento fica implícito muitas vezes.

Sou feminista, e muito. Tenho um filho de quase um ano. Sim, a gravidez pode ser do pior ao melhor dos mundos, mesmo a mulher querendo o filho. Uma série de fatores pode influenciar o estado da mulher grávida. Ou não. Sou defensora do aborto, admiro e muito as mulheres que não querem ter filhos, apoio totalmente essa decisão. Mas amo ser mãe, sempre quis ser, sou provavelmente mais feminista agora, depois que meu filho nasceu e desde já luto para transformá-lo num homem respeitoso, de caráter sólido e, sim, feminista. Esse mundo misógino e violento me apavora.

Acho que o objetivo da autora do post foi sim, fazer um bem-humorado paralelo entre as exclusividades (muitas delas ruins) da mulher em relação ao processo de gestação com o feminismo, mas daí achar que todos os percalços da gravidez são medonhos, traumáticos e retratam o desequilíbrio de gêneros, acho um exagero.

No mais, para as mulheres que querem engravidar, que querem ter filhos, as dificuldades da gestação praticamente se dissipam quando se vê seu rebento pela primeira vez. Elas quase desaparecem. Assim como a mais hormonalmente e fisicamente das gestações torna-se um peso opressor quando a mulher não quer ter aquele filho.

Anônimo disse...

Viu esse comercial Lola?

http://www.youtube.com/watch?v=NTxUWQ2IE6s

Precisavam fazer um comercial assim aqui no Brasil

Bianca disse...

Oi Lola! Primeira vez que comento aqui, mas já venho lendo seu blog a um tempo. Muito bom o texto, realmente deve ser muito difícil enfrentar todos os problemas (e delícias!) da gravidez sozinha. Mas entre os pedidos, sei que a tal mãe natureza talvez não pudesse ajudar muito, mas colocaria não sofrer preconceito no trabalho. Veja bem Lolinha, MORRO de medo de engravidar e correr risco de perder emprego. Faço engenharia, área que a maioria das pessoas aponta como dos machos (risos pq né) e tenho receio de além do preconceito de eu ser mulher, ter que abrir mão de ser mãe para não perder meu emprego ou algo do tipo.
Mas enfim, adoro o blog, tem me aberto os olhos pra um milhão de coisas! Beijos Beijos.

Dani Andrade disse...

Essa história de mudar de ideia pode acontecer, viu?
Eu dizia que jamais teria filh@, inclusive fiz um aborto quando tinha 20 anos. Mas quando tinha uns 27 anos a coisa mudou, vinha de dentro de mim uma vontade louca de ter filh@, mas eu queria me estabilizar e ter mais grana e sempre tem uma prioridade, mas acabou rolando, eu engravidei do meu noivo (estamos há 7 anos juntos)eu estava com 29 e foi logo depois de ter perdido minha mãe e resolvi encarar.. mergulhei de cabeça e posso dizer que sou muito realizada em ser mãe e sou uma mãe bem consciente e responsável. E passei a ser ainda mais feminista depois de ser mãe (de menina!)

Concordo 100% com o texto, seria bem melhor assim!

Mas sabe que meu marido meio que engravidou junto comigo? Ele engordou 7 quilos, tinha desejos e me acompanhava nos meus, sempre! Eu fiquei taradona e ele amou essa parte! Foi bem bacana! Tenho até pensado em um irmão ou irmã pra passar tudo de novo hahah
Pra mim, ser mãe está sendo tão recompensador que até esqueci da parte chata!
Parabéns à Luciana pela maternidade, é uma grande experiência e responsabilidade!

Cética disse...

Se tem uma coisa que é nociva,às mulheres,é essa ideia idiota de que ser mãe é padecer no paraíso e de TODAS as mulheres nasceram pra ser mães,ham ham... lembro quando era pequena,de ter lido uma entrevista com Brigitte Bardot,na qual ela dizia que,quando estava grávida,era como se um câncer tivesse crescendo dentro dela,na boa,na época fiquei super chocada e blá blá,mas hoje em dia,não condenaria mulher alguma por dizer isso,a empatia seria imediata.

Anônimo disse...

Traduzindo: para vocês o bem bom, para nós, a bucha. kkkk
Sou culpado até pelas dinâmicas da natureza. Meu pai...

Anônimo disse...

Como dizem aqui, toda piada tem um discurso por trás.

Anônimo disse...

Vou ser pai e não é fato que passamos a gravidez intactos.Pelo menos eu não estou passando.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

A paternidade e uma mera construção social, o dia que os homens sentirem todos estes efeitos colaterais, e forem tratados como incubadoras como nos, ai eles vão poder falar e exigir alguma coisa referente a "paternidade"
-------------------------------------
Cara, se está tão preocupada, não tenha filhos. É um direito seu. Só porque os homens não sofrem tudo isso eles não tem direito a paternidade?

Anônimo disse...

Pois é...
Homens e mulheres são diferentes! O indivíduo pode até querer alterar este fato por meio do discurso, mas não passará de fantasia e imaginação.
Ou "onde está o seu deus agora, feminismo?" rsrsrs
Bruno

Anônimo disse...

Eis o problema do discurso feminista: as diferenças entre homens e mulheres são exaltadas enquanto geram privilégios, mas quando geram qualquer tipo de ônus, transformam-se em "bandeiras de luta".
Ou seja, há muito do pensamento feminista que é, sim, mesquinho, equivocado e que, quando interessa, simplesmente nega ou ignora a realidade.
Bruno

Lays, mãe e tudo o mais. disse...

Quando amigas me perguntam sobre como é ser mãe, eu respondo que é uma coisa muito legal e realizadora, se você estiver consciente e disposta a encarar a tarefa.

Porque sim, vão haver incômodos, vão haver mudanças - a maior parte de forma permanente - e a mulher tem que estar ciente de que gravidez e maternidade, embora não sejam o sétimo círculo do inferno, também não é um eterno comercial da Johnson & Johnson´s.

E no fim acredito que seja esse o problema. Da mesma forma como o casamento é vendido como uma das supremas realizações femininas, a maternidade é pintada com cores extremamente suaves, de forma a ignorar as dificuldades e mudanças que ela traz, perdurando muito tempo depois da gravidez/parto. Como mãe de uma menina, batalho todos os dias para dar a ela a educação mais libertária possível, ao mesmo tempo em que me angustio vendo o mundo em que ela está vivendo.

Por isso mesmo, a maternidade deve ser uma ESCOLHA, e não uma imposição social. E essa escolha - tanto pela maternidade, quanto pela não-maternidade - não deve ser alvo de críticas, visto que ambas são exercício de decisão feminino.

Juliana disse...

Ju, infelizmente sim! aliás sobre não querer dar vaga no onibus tenho várias amigas e conhecidas que são assim,se for idoso tudo bem, se for grávida,não levanta, pois "não é problema meu". Aí eu viro a chata quando critico.

Esse comentário dessa senhora me deixou fula da vida, principalmente na parte que ela disse ter tido três filhos.

A falta de solidariedade entre as mulheres é revoltante.

Ju disse...

Esqueci de agradecer à Jessica pelo comentário. Penso assim tbm. Coisa mais chata essa conversa.

-----

Mascu burro, o feminismo vem dando certo há muito tempo. Percebeu não?

Denise disse...

O texto é engraçadinho, mas o problema não é a mãe natureza, é a relação que cada mulher tem com o seu parceiro. Eu tive enjôos, engordei, fiquei com um peito maior que o outro e quase morri. E sabe de uma coisa? Passaria por tudo de novo. Amei a minha gravidez, com pés inchados e tudo. Passar isso para meu marido? Nem pensar! A gravidez foi MINHA, só minha. O parto foi ruim, pois quase morri. Mas, a vida é assim. Nem tudo são flores e antes de ser ter filhos precisa-se acima de tudo ter maturidade e querer ter filhos.
Se eu fisesse uma sugestão a mãe natureza seria a de dar a todo homem e mulher a infertilidade como default. Daí, somente as pessoas que realmente quisessem ter filhos os teriam. Esse negocio de engravidar fácil faz com que muita gente não de valor a sorte que têm.

Anônimo disse...

Tenho 21 anos, e apesar de todos dizerem que eu ainda sou mto jovem e que vou mudar de opinião, tenho minhas convicções... Não sonho em ser mãe, nunca me imaginei tendo filhos e abdicando dos meus sonhos por eles... Talvez, se eu engravidasse, eu abortaria, mas é algo q sempre evito, e não é pelo fato da mulher gravida passar por tudo isso, e sim, pq eu não quero ser mãe e esse direito me assiste, pq o útero é meu e eu DECIDO.

kawa-chan

Anônimo disse...

Isso é o verdadeiro "dar murro em ponta de faca".
Que coisa mais inútil esse texto.

"Por isso mesmo, a maternidade deve ser uma ESCOLHA, e não uma imposição social. E essa escolha - tanto pela maternidade, quanto pela não-maternidade - não deve ser alvo de críticas, visto que ambas são exercício de decisão feminino."

Eu concordo plenamente com você.

Entretanto, ficou assustado quando usam esse tipo de argumento "pró-escolhas" como apoio ao aborto, o que não me pareceu o seu caso nas "entrelinhas".

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Ju,

Obrigada! Mas sei lá, sempre achei que esses cuidados não fossem mais que obrigação dentro do relacionamento. Eu era um tipo de mascu esquisito que pensava que todo homem cuidava da esposa grávida com toda a dedicação e que essa história da maioria não cuidar era conspiração feminista para vilanizar os homens.

Mas esses dias descobri que no Interior é inclusive comum o homem bater na mulher grávida porque ela não fez o serviço de casa direito. Achei Assustador e fiquei horrorizada e tive até pesadelos. Uma amiga diz que eu vivo no Mundo do Algodão Doce rs.

Lays, mãe e tudo o mais. disse...

Anônimo das 16:58:

"Entretanto, ficou assustado quando usam esse tipo de argumento "pró-escolhas" como apoio ao aborto, o que não me pareceu o seu caso nas "entrelinhas"."

Errado, o argumento pode e deve ser utilizado como apoio ao aborto sim. A maternidade não pode ser imposta à mulheres que não a desejem, em nenhuma hipótese. Ponto.

Anônimo disse...

Super divertido o texto! Imagina se alguém inventasse uma máquina que permitisse à mulher transferir sua gestação para o homem e, em seguida, o governo aprovasse uma lei que, se uma mulher não quer ter um bebê, o pai biológico seria obrigado a levar a gravidez em diante. O quão rápido vocês acham que o controle de natalidade deixaria de ser um problema?

Anônimo disse...

Super divertido o texto! Imagina se alguém inventasse uma máquina que permitisse à mulher transferir sua gestação para o homem e, em seguida, o governo aprovasse uma lei que, se uma mulher não quer ter um bebê, o pai biológico seria obrigado a levar a gravidez em diante. O quão rápido vocês acham que o controle de natalidade deixaria de ser um problema?

7 de janeiro de 2013 20:00


"NÃO É ÉTICO FORÇAR AS PESSOAS A CARREGAR UMA GRAVIDEZ!!!!" Os homens gritariam.

"NÃO DIGA!!!" As mulheres responderiam.

Joana disse...

Gostei MUITO do seu blog.. Está de parabéns!!!

Anônimo disse...

"homens também podem ter útero" "gravidez masculina ainda é um fenômeno visto como anormal"
"quando a sociedade se der conta que homens podem gerar bebês e mulheres podem doar esperma, quem sabe esses problemas a que a autora não encontrem por fim uma solução?"

Até onde podem ir os delírios do culto ao gênero? Fisiologia importa, biologia importa, sexo importa (e não vão deixar de importar por causa dos delírios de cultistas do gênero, nem por causa do borrão sem sentido com que querem cobrir a realidade). A espécie humana é sexualmente dimórfica, homens e mulheres são realidades biológicas, não ideias dentro da cabeça de pessoas que preferem ignorar noções elementares de biologia em cultação ao gênero e suas distorções absurdas da realidade.

James Hiwatari disse...

É, alguns homens trans podem ter tido experiências de misoginia, podem ter passado por experiências semelhantes às das mulheres (cis). Podem também ter virado extremamente machistas por causa do "dever" de reforçar sua masculinidade. Podem. Talvez. Tem tanto tipo de homem trans quanto de cis.

E isso é parte do que eu quero dizer. Cisexismo é sexismo também. As experiências negativas de pessoas trans têm a mesma raiz que o sexismo. Cissexismo é machismo, sexismo e homobia combinado com uma fixação por genitais e determinismo biológico.

Como é que aceitação de homens grávido pode melhorar a vida de mulheres grávidas? Óbvio que tem aquele jeito não muito legal de "agora que afeta homens, a gente se preocupa". Mas também...
Se aceitação de homens grávidos acontece porque temos menos cissexismo (e isso também implicaria em aceitação de mulheres que doam esperma, por exemplo), isso significaria que temos uma maior flexibilidade em aceitar diferentes papeis de gênero, o que significaria que qualquer homem não seria tão pressionado para não fazer nenhum tipo de trabalho doméstico ou de cuidar de crianças. O que significaria que mais homens dividiriam suas tarefas domésticas com as parceiras com mais igualdade, e aí (e tudo que eu falo aqui é obviamente se referindo a casais monogâmicos que ao menos aparentam ser heterosexuais) temos um começo de solução para os problemas de jornada tripla, isolamento, falta de apoio e tudo isso que afeta mulheres durante sua gravidez.

Pra resumir, homens grávidos por si só não são a solução mágica que vai resolver todos os problemas do mundo. Mas poderiam ser parte de um processo para chegar lá.

PS: é justamente porque tanto homem trans sente necessidade de virar extremamente machista como parte de seu processo de transição que devemos falar mais sobre esses homens que decidem engravidar ou fazer coisas que são ditas "femininas". Temos que mostrar que há mais maneiras de ser homem, assim como há muitas maneiras de ser mulher, pra que as pessoas não se sintam pressionadas a assumir certos papeis e acreditar em certas coisas para se sentirem aceitas pela sociedade.

Anônimo disse...

"Errado, o argumento pode e deve ser utilizado como apoio ao aborto sim. A maternidade não pode ser imposta à mulheres que não a desejem, em nenhuma hipótese. Ponto."

Nesse ponto eu discordo, no caso do aborto são outros 500, mas o resto está certo no meu ponto de vista.

Vanessa disse...

Não querer ser mãe, eu respeito. De verdade. É uma escolha. Legal.

Mas me assusta ler isso de uma menina de 21 anos: " nunca me imaginei tendo filhos e abdicando dos meus sonhos por eles".

A maternidade exige muito, exige muita disposição e muito sacrifício. Mas depois que a gente descobre que TUDO nessa vida exige disposição e sacrifício, me parece uma demonização com a maternidade, sabe?

Sim, antigamente as mulheres deixavam de ser seres pensantes e passavam a ser apenas mães. Se anulavam.

Mas isso é escolha. É possível ser mãe e correr atrás do que é importante para si, dos seus sonhos. Uma vida não anula a outra.

Inclusive, descobri que em relacionamentos românticos a gente também abdica de muita coisa. Não se engane achando que é só a maternidade que exige da gente.

Anônimo disse...

Credo gente quanta raiva nos comentários.

Ser mãe é um desafio e tanto, mas quem falou que é PÉSSIMO.

Alguém já comentou acima, e vou concordar total, que negócio é esse agora de que a mulher pra se afirmar totalmente TEM QUE abominar ser mãe??????

Gente a natureza é essa aeee mesmo, vamos encarar as coisas que não podem ser mudadas de forma madura, e lutar pra mudar as que são realmente injustas.

James Hiwatari disse...

Pro anon das 8:54 - então explica como é que um em cada 2000 bebês é intersexo...

Mirella disse...

Sei lá....


Vai ver não é achar que é necessário "abominar" ser mãe. Vai ver muitas já abominavam, mas tinham filhos mesmo assim. E, com as coisas mudando, mais mulheres se sentem confortáveis para falar que "maternidade? não, obrigada".

Lays, mãe e tudo o mais. disse...

Só eu que não consegui ver essa raiva toda???? Eu não vejo qual o problema de "meninas" de 21 afirmarem que não querem ser mães e abdicarem de sonhos. Realmente não vejo.

Acho, pelo contrário, uma postura muito mais consciente do que ter filhos e depois dizer a eles que "eu arruinei a minha vida por vocês".

Anônimo disse...

Trans cultistas de gênero adoram fazer a questão descarrilhar, sempre jogam alguém nos trilhos do trem... De preferência alguém com alguma anormalidade genital de nascença.

Em poucas frases, para não perder muito tempo com seus delírios e descarrilhamentos da questão, James Hiwatari: Intersexos não negam a realidade biológica dos sexos. Pare de jogar pessoas intersexo nos trilhos do trem!


PS: Intersexo é um termo genérico que engloba muitas anormalidades. Por exemplo, uma condição intersexual comum é a abertura da uretra no pênis de um menino estar na base ou no corpo do pênis, em vez de estar na ponta.

Ter um micropênis é também uma condição intersexual comum.

Ter uma condição intersexual que torna difícil para quem observa determinar se um bebê é um menino ou uma menina, é muito, muito raro.

Anônimo disse...

Porque vocês não param de ter filhos de uma vez? Assim a humanidade entra logo em extinção só rindo mesmo.
Quanto mais eu conheço as mulheres mais eu tenho medo delas, principalmente se elas ditarem as regras do mundo.

James Hiwatari disse...

Exatamente por terem tantos tipos de condições em que uma pessoa pode ser intersex é que é uma situação bem mais comum do que se pensa. Não é raro, coisa nenhuma.

Pra quem acredita que só existe homem e mulher, macho e fêmea porque NATUREZA disse assim e BIOLOGIA comprova, esses são os exemplos mais fácies de dar pra provar que não é bem assim.
Fora todos os animais que fazem todo tipo de transformação com relação ao sexo.

Nem a natureza, nem a biologia dizem que só pode homem e mulher e ponto. É simples assim.

Anônimo disse...

É por isso que as pessoas intersexos não querem ter nada a ver com as pessoas trans. Elas querem um espaço próprio e um espaço para se curar de todos os abusos médicos e sociais. Elas não querem ter nada a ver nem se associar com pessoas trans porque pessoas intersexos não se vêem como trans. Elas se vêem como pessoas normais com uma condição médica.

A maioria das pessoas intersexos que eu conheço não querem ter nada a ver com as pessoas trans. Elas simplesmente querem um espaço que é livre de pessoas trans. Elas não querem que as pessoas trans assustem os pais de crianças intersexos para empurrá-los para a sala de operação. É por isso que ativistas intersexos como eu queremos um espaço para nós mesmos para nos curar de todos os abusos médicos e sociais. Nós simplesmente queremos o nosso próprio espaço sem pessoas trans porque trans vão causar mais danos e mais danos para as crianças e bebês intersexos. É ruim o suficiente ser visto como um rato de laboratório e uma aberração da natureza pela medicina e pela comunidade científica. Em cima disso tem trans que tentam trabalhar com a gente, pensando que vão ter contato com os verdadeiros anormais. O que, como resultado, irrita muito as pessoas intersexo como eu. É por isso que as pessoas intersexos não querem ter nada a ver com a comunidade trans e querem distância das pessoas trans.

N.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Virilidade...

Bem que o nosso amigo James Hiwatari poderia dar umas aulinhas aos mascus sobre o que é ser viril.


Tou gostando de ver tua moral, cara =]

James Hiwatari disse...

Nunca disse que intersex é trans. O que eu disse é que a natureza não é tão simplista como se pensa.

Tem pessoa intersex que é tambpem se identifica como trans (inclusive trabalho com uns) ou que tem experiências parecidas porque acabam passando pela mesma situação de terem sido marcados com um determinado sexo na certidão de nascimento e depois de adultos perceberem que não é assim que são.
Mas as semelhanças param por ai.

Eu conheço e trabalho com ativistas intersex. Já ouvi de várixs deles sobre como trans realmente não tem nada a ver com eles e como é importante que LGBT vire LGBTI. Também ouvi muitas histórias de pessoas que são tanto T como I, e que se sentem bem com as duas identidades. Cada pessoa é diferente, não dá pra generalizar o movimento todo desse jeito (assim como naõ dá pra generalizar ativistas trans, ou feministas, ou nada).

Agora, nada disso foi parte do meu argumento. Eu falava de diversidade. De que é possível (e comum) sair da falsa dicotomia macho-fêmea.

Anônimo disse...

meu feminismo é contra papeis de genero, mas reclamar da natureza/biologia é um mimimi que nao serve pra nada.

mulheres pode ter ou nao filhos, ponto. nós escolhemos engravidar ou nao. se queremos ser maes e nao queremos passar por esse processo, podemos adotar, assim como os homens. se queremos educar crianças mas nao sermos as unicas responsaveis, podemos ser professoras, assim como os homens. se nao gostamos de crianças, podemos passar o resto da vida sem conviver com elas, assim como os homens.

os homens nao podem escolher ter filhos sozinhos. eles só podem encontrar uma parceira q queira ter filhos (e por isso é tao importante q essa parceira seja uma mulher empoderada e ciente da decisao q tomou, pra q ela nao seja usada como incubadora sem ter certeza de q é aquilo q ela quer).

fazendo as contas, nós temos o ônus e o bonus de engravidar: criar um filho só nosso, se assim quisermos, e passar pelo processo da gravidez, se assim escolhermos. quem nao quer nada disso, nao engravida, é muito simples. engravidar nao faz parte da vida como envelhecer, gravidez é escolha, nao é fatalidade.

eu nao tenho raiva nenhuma de gravida, sou a defensora numero um das maes solteiras (minha mae foi uma, sei como é dificil ser a unica responsavel por tudo), mas mesmo assim nao aguento mimimi de quem escolheu ter filho.

geralmente eu tenho uma paciencia enorme justamente por saber q o aborto nao é legalizado, logo essa escolha nao é totalmente livre, mas um monte de mulheres tem sim escolha, se previne, pode fazer um aborto seguro e ilegal, e quer ter filhos.

quer filhos, pq sabe q eles dao prazer. ter filhos é uma decisao tremendamente egoista pq vc ta pensando no prazer q aquela pessoa q ainda nem existe vai te trazer, e tudo bem ser egoista, só nao vale ficar pagando de martir depois. aquela pessoa nem existiria se nao fosse a sua escolha de bota-la no mundo para te dar alegrias. vc escolheu ser responsabilizada pela felicidade e bem estar dela. oq eu mais vejo sao pais dizendo q escolhem ter filhos para fazer bem a eles, se doarem, etc. oq nao faz o menor sentido. da para fazer o bem sem escolher ter filhos. aquele filho nao precisaria da sua doaçao se vc nao tivesse colocado ele no mundo. tenham filhos e assumam as redeas da sua decisao.

Anônimo disse...

O problema é que trans gostam de usar constantemente o nome intersexo para justificar sua existência ou sua transição para seus amigos e familiares. No fim isso só acaba irritando as pessoas intersexos.

Sinceramente, acho que um monte de trans olham para intersexo ou por justificação ou por um álibi para sua cirurgia de redesignação sexual. Alguns trans têm essa fantasia de desejar ser intersexo. Eles têm essa ilusão de querer ser intersexo e vão fazer grandes esforços para reivindicar ser intersexo, inclusive falsear uma condição para justificar a sua transexualidade e sua CRS para seus amigos e familiares. É por isso que eu acho que alguns que afirmam ser intersexo são realmente nada mais do que transexuais em negação profunda e não podem admitir isso. Assim, eles tentam se agarrar ao nome intersexo para ter desculpa e justificação. É por isso que as pessoas intersexos estão profundamente chateadas com as pessoas trans, quando elas tentam usar o nome intersexo para seus próprios ganhos.

Honestamente, por que qualquer trans em sã consciência iria querer reivindicar ou ser intersexo? Como uma pessoa biologicamente nascida intersexo, posso dizer que não é nada divertido e nenhuma festa ter nascido intersexo. É muito difícil ser intersexo e você tem todos os problemas de saúde que vem com ser intersexo, desde o nascimento até a morte. Ter esse gene extra destrói sua saúde por toda a vida e até mesmo te coloca em risco por todas as condições associadas, como problemas auditivos e até mesmo problemas cardiovasculares e problemas ósseos. Além disso tem seus hormônios, desde a hora do nascimento até a morte, e você não pode fugir disso. Acima de tudo, medicamente e cientificamente, você não chega a ter um gênero. Quando se é declarado que você nasceu intersexo, a comunidade médica e científica te rotula como um gênero biológico indeterminado e isso fica com você por TODA A VIDA. É por isso que nascer intersexo não é divertido e não é nenhuma festa.

N.

James Hiwatari disse...

Anônimo 00:44

Me pergunto que tipo de gente trans* você conhece. Realmente, não me admira que você não goste desse pessoal. É até meio hipócrita, considerando que se fala muito de "porque eu escolheria ser trans* se é uma coisa tão difícil?" como parte do discurso para ser aceitx pelo "mundo cis". Falta no mínimo uma boa dose de empatia...

Boa sorte no teu ativismo. Se vc fala desse jeito pro mundo lá fora eu espero que te escutem mais, pois essas coisas que você falou precisam ser ouvidas mais vezes. E eu sei que é difícil, mas quem sabe dá pra tentar não generalizar tanto assim a comunidade trans*? Nem todo mundo acha que intersex é só uma saída fácil pros seus problemas. ;)

Anônimo disse...

Anônimo do dia 8 de janeiro de 2013 22:29

Você acabou de ganhar uma fa! Sério mesmo! Seu comentário deveria ser publicado em todos jornais, revistas, deveria ser impresso e colado nos postes e pontos de ônibus.
Pode nao ter ficado claro, mas também tenho muito respeito e empatia por maes e grávidas. Acho que elas merecem sim todos apoio, compreensao e respeito. Fico mortificada em saber como as parturientes sao mal tratadas nos hospitais e acho que o prossional de saúde que pratica esse tipo de violência deveria ser severamente punido.
Mas também me irrita essa martirizacao da gravidez e da maternidade. E foi isso que eu disse no meu comentário anterior - essa sacralizacao, esse desejo de "canonizacao" (por algo que muitas vezes foi escolhido), só traz miséria para as maes e nao maes.

Digo mais uma vez - enquanto esse modelo de maternidade nao mudar, nao vamos sair do lugar!

Ana

Myriam Scotti disse...

Eu ficaria bem satisfeita se a igualdade nos cuidados com o bebê fossem divididos igualmente...mas isso será uma conquista a longo prazo...por enquanto, ainda somos nós que abrimos mão de muitas coisas em prol da maternidade!

Anônimo disse...

É muito nojento o modo como as pessoas intersexos são arrastadas para dentro da política trans. Quer você ache que intersexo é uma condição médica ou um terceiro sexo, em geral, intersexo não é trans ou queer. Mas a gente sabe como feministas liberais gostam de usar pessoas menos privilegiadas, como pessoas intersexos e pessoas com deficiências, para provar um ponto. :)

Nathaly Moraes disse...

Quando digo às pessoas que não pretendo ter filhos, logo me perguntam 'por quêêêêê?????' assim, desse jeito, cheio de interrogações, cara de susto, pensando que eu sou uma bruxa má que come criancinhas ao molho madeira!!! Afff!! Digo e repito e me dá muita canseira ter de me justificar sempre, mas não pretendo ter filhos porque eu não quero e ponto. Acredito que o que mais conta nessa história de ter filhos é o desejo real de querer tê-los. Eu não tenho um pingo de vontade!! Penso que a gravidez deva ser um fardo pra quem não queira engravidar. Quando você deseja algo, planeja e realiza, você (e eu!) encontra prós e contras, abre mão disso pra conquistar aquilo, tem sacrificar algo para santificar outra coisa e assim por diante. Toda escolha tem 02 lados: o bom e o ruim. Escolhi não ter filhos, sou casada há 05 anos e meu marido é um comigo. Quem quiser ter filhos, que tenha e seja feliz! E quem não quiser, não tenha e seja feliz também...