sábado, 1 de dezembro de 2012

O RISO DOS OUTROS


Minha primeira aparição no documentário

Algumas leitoras viram meu rosto maroto nas chamadas de um documentário que vai passar hoje na TV Câmara (anote os dias e horários: hoje, às 23 horas, amanhã, às 2 hs e 23 hs, e dia 5, às 5:30), e me cobraram explicações. Então lá vai. 
O documentário, de Pedro Arantes, chama-se O Riso dos Outros, tem 52 minutos (talvez possa ser visto aqui e também no youtube). Eu recebi um dvd no final da semana retrasada. Fiquei surpresa ao ver meu nome na capa. Tá escrito assim: “Com Antonio Prata / Danilo Gentili / Jean Wyllys / Laerte / Lola Aronovich / Nany People / Rafinha Bastos”. Parece meio um jogo dos sete erros, né? Qual o nome totalmente desconhecido da lista?
Vi o doc e gostei muito. Incrível como eles conseguiram entrevistar tanta gente importante (tirando essa tal de Lola aí). O Riso dos Outros faz vários questionamentos sobre tipos de piadas, censura, limites do humor, o politicamente incorreto, alvos de piadas, protestos sociais, entre outros temas sempre interessantes.
Começa mostrando trechos de shows de cômicos stand up que eu nunca ouvi falar. Certo, os únicos brasileiros que eu conheço são mesmo esses ex-CQC. O que me chamou a atenção é que se eu tivesse que diferenciar o que cada um diz, não conseguiria. Parecem iguais. O tipo de humor que eles fazem é também bem parecido. E rasteiro. O destaque, infelizmente, fica pra única comediante mulher mostrada em ação, Marcela Leal, que faz chiste sobre a vida sexual de sua vizinha gorda. Ninguém ri. 
Depois, na entrevista, ela defende aquela piada do Rafinha sobre como é bom pruma mulher feia ser estuprada. A comediante Nany People explica: o universo do humor é extremamente masculino, e mulheres são vítimas constantes dessas piadas. “Até as poucas mulheres que fazem humor fazem um humor muito machista”. Lá estava a Marcela pra não deixar Nany mentir.
Outra coisa que chama a atenção é como alguns dos humoristas parecem totalmente sem noção. Tipo a pobre Marcela justificando a piada de estupro dizendo que “a gente brinca com todo tipo de preconceito, a gente brinca com gente feia, com gente gorda, tudo”. Sério, olha os exemplos que ela dá! Mais falta de noção quando um outro humorista afirma que politicamente incorreto é defender causas desnecessárias. Ou o Rafinha achando que a primeira Marcha das Vadias não teria acontecido sem sua colaboração –- ele nos deu uma causa pra lutar contra! Mas esse cara é tão repulsivo que até na entrevista, defendendo sua piada, ele inclui uma pausa que deve considerar hilária: “Não quero que mulher feia seja estuprada... apesar de ter muita que merece”.
Ao ver o doc, descobri que a Preta Gil é uma muleta no humor brasileiro. Quando a noite não tá rendendo e o público não ri, o humorista faz uma piadinha falando que a Preta Gil é gorda, e o pessoal gargalha. O doc mostra Gentili fazendo isso e em seguida dando bronca na plateia por ter rido daquilo. Depois eu digo que as piadas que esses comediantes do status quo falam não têm absolutamente nada de inovadoras. São velharias. Já escrevi aqui: coisa de gente preguiçosa e sem criatividade que não é capaz de pensar em algo novo. E mesmo assim se acha moderna.
Várias cenas da marcha das vadias de SP são exibidas, e a militante Tica Moreno é entrevistada. Eu só apareço pela primeira vez lá pelo vigésimo minuto, e algo que eu achei muito legal da edição foi que, nessa primeira vez, eu apareço rindo pacas.
Sabe o estereótipo que falam de feminista ser um bicho frustrado e mal-humorado? Pois é, minha primeira aparição é chorando de rir. Eu tô falando de como o tataravô do Rafinha já contava aquela piada velha e ultrapassada do estupro. E minha participação risonha é bacana também porque, fora gente do público, poucas pessoas riem no documentário. Acho que só tem eu e a Nany gargalhando mesmo.
Outro ponto da edição que eu gostei bastante é um que mostra vários humoristas repetindo o cansado clichê “É só uma piada”, e aí venho eu e digo: “É um insulto e eu acho que é uma demonstração de ignorância de uma pessoa dizer 'É só uma piada'. Nada é só uma piada”.
Depois a equipe do doc vai até Buenos Aires entrevistar um produtor (que diz: “o humor deve gerar uma mudança na conduta, na forma de se ver o mundo, e quando isso se realiza, está fazendo arte”) e uma comediante lésbica. Fica a impressão que pra encontrar humoristas que querem transformar, só indo prum outro país. E não tem isso de “o público quer esse tipo de humor batido e discriminatório”. Como diz o ator e palhaço Hugo Possolo (com quem dividi uma mesa redonda em setembro), “Quem se curva demais pro público fica de quatro pra ele. E nunca mais se ergue”.
Outras frases que eu destaco no doc:
Laerte, cartunista: “Acho que nenhum bom humorista vai perder tempo fazendo uma piada leviana sobre raça, sobre gênero”.
André Dahmer, cartunista: “Se humor precisa de uma vítima, façamos a vítima certa, né? Porque tem tanta gente que merece apanhar, por que bater nos negros, ou nas mulheres, né?, que já apanharam bastante...”
Antonio Prata, escritor: “Quando você ofende alguém que não pode ser ofendido pelo poder dessa pessoa, esse humor é grande. É passar a mão na bunda do guarda. Essa é uma piada que eu acho ofensiva pro guarda, mas o guarda tem uma arma e um cassetete, é engraçado porque você tá se arriscando. Passar a mão na bunda do mendigo?...”
Danilo Gentili: “Minha pretensão com a comédia nunca é denunciar, nunca é nada. É só destruir mesmo.”
Ana Maria Gonçalves, escritora: “A pessoa que quer contestar tudo isso, ela é colocada hoje em dia como alguém que é careta, enquanto que é realmente o contrário. A gente deveria pensar nessa inversão de sentidos em que foram aplicadas essas duas expressões, o politcamente correto e o politicamente incorreto.”
Hugo Possolo: “Qualquer manifestação artística tem a possibilidade de se expressar de uma maneira transformadora ou de uma maneira conservadora. Portanto, toda obra de arte, de uma maneira ou de outra, é política”.
Jean Wyllys, deputado federal: “A Coca-Cola faz política. Quando a Coca-Cola vende um estilo de vida, ela faz política. Desculpa aí, mas você precisa aprender, dilatar o seu conceito de política, pra não cair nessa estupidez de afirmar que você não tá fazendo política. É claro que você tá fazendo política.”

Certo, e o que eu estou fazendo ali? Os produtores do doc me enviaram um e-mail no final do ano passado, quando eles ainda estavam elaborando um projeto para atender ao edital da TV Câmara. Aceitei ser entrevistada, o problema era quando e onde. Em março fui dar uma palestra e uma aula inaugural na UFRJ, e a equipe do doc se deslocou de SP pro Rio pra filmar a palestra inteira (que não foi usada na versão final do doc). Na semana seguinte, fui para a Faculdade de Direito de Franca. Antes da minha palestra, eles me entrevistaram durante quase duas horas. Como a equipe era muito gente boa, o papo foi descontraído. Por isso que eu tô rindo.
Depois da entrevista o Pedro, o diretor e quem fazia as perguntas, se revelou um leitor do meu blog. E disse que o achava muito divertido. Um grande elogio.
Eu estava preocupada com o atraso do doc em ficar pronto. Sempre existe o risco de você ser retratada de uma forma pouco lisonjeira. Lembrei do Woody Allen fazendo um documentário sobre o personagem do Alan Alda em Crimes e Pecados, em que ele é comparado ao Mussolini. Mas acho que o doc não faz isso com ninguém, nem com Rafinha e Gentili. E olha que ridicularizar quem fala besteira não é nada difícil!
Bom, é isso. Fiquei feliz por ter participado, e adorei o resultado. É um ótimo documentário, que pode gerar boas discussões em sala de aula. Talvez eu use em algum curso de extensão, se eu não achar estranho mostrar um doc em que eu apareço.
Eu dizendo que não tem isso de colocar preconceitos de um lado e piadas do outro, como se não tivessem associação.

149 comentários:

Márcio disse...

Rafinha Bastos e Danilo Gentili são só uns pedacinhos de merda inúteis querendo pagar de fodões.Sinceramente espero pelo dia que eles levem uma surra bem dada e sejam estuprados só pra ver se depois a "graça" das piadinhas de estupro continua.

Patty Kirsche disse...

Bacana, Lola. Espero poder ver em breve. Realmente, Rafinha Bastos e Gentili são repulsivos. O Gentili usou a palavra certa: destruir. Porque é o que vejo nesse "humor" que eles fazem, um constante movimento de destruição de minorias. Principalmente mulheres, porque machismo não existe, né?

Dani Libardi disse...

Ah, que ótimo que vc tá nesse doc, Lola. Foi feito por veteranos meus, já tinha ouvido falar mas não sabia que vc estava nele. Vou assistir!

Flora disse...

Legal Lola, já tenho meu filme para sábado a noite!

Beijos

Anônimo disse...

Onde? Em qual canal? Quero muito assistir.
Parabéns, Lola!

Felipe disse...

Estupro como punição é algo bem errado, também, Márcio.

Lola, você já viu os stand-ups do Louis? Ele sim parece saber fazer piadas com assuntos polêmicos.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wu9q4sM1vmc
e
http://www.youtube.com/watch?v=A3WAHr1CcvY

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Os outros horários dos outros dias é de madrugada/manhã cedo?


Vou tentar nao perder.

Vanessa A. disse...

Muito importante a fala do Jean sobre fazer política. As pessoas, em geral, tem como ideia de política um bando de homens engravatados fazendo leis. E toda escolha é política.

Sobre humor, quando ele fala sobre o homem branco e heterossexual, sempre é mostrando o quando o mundo é injusto com ele, colocando em mil situações chatas, do tipo uma velhinha puxar papo sobre a chuva na fila de espera do banco. Que dó deles, né?

Anônimo disse...

Desculpem aí, agora que me liguei onde vai passar. Isso que dá ser lesada.

Anônimo disse...

Ana Maria Gonçalves, escritora: “A pessoa que quer contestar tudo isso, ela é colocada hoje em dia como alguém que é careta, enquanto que é realmente o contrário. A gente deveria pensar nessa inversão de sentidos em que foram aplicadas essas duas expressões, o politcamente correto e o politicamente incorreto.”

Que perfeita! *-*

Anônimo disse...

"A pessoa que quer contestar tudo isso, ela é colocada hoje em dia como alguém que é careta, enquanto que é realmente o contrário. A gente deveria pensar nessa inversão de sentidos em que foram aplicadas essas duas expressões, o politcamente correto e o politicamente incorreto.”

Poxa é isso aí! Tem algo mais conservador que aplaudir e dar risada dessas piadas que defendem pontos de vista, er, conservadores??

E Gentili e Rafinha Bastos mais uma vez não perderam a oportunidade de mostrar como são desprezíveis.

Anônimo disse...

Zombaria como arma antifeminista:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2005000300008

Vii Zedek disse...

LOOOOLA muié! quando for pra internet, posta porque eu quero ver o doc.

A última foto eu pensei que estava dançando o hula.

Sofia Lannis disse...

agora deu ainda mais vontade d assistir!

não sei como mts pessoas não percebem q esse humor do "politicamente incorreto" é o msm q existe dsd sempre
lembro qdo essa onda d stand up começou a bombar aki no brasil, eu não entendia pq tanto alvoroço
ja q o conteudo é o msm
espero msm q isso mude um dia

Anônimo disse...

Adorei a dica!
Vou tentar ver, se a dissertação deixar :p

Ah! E já vai pra minha listinha de argumentos a fala da Ana Maria Gonçalves. Simplesmente perfeita para os dias de hoje (em especial quem dá aula para adolescentes - público alvo do CQC e Pânico)!!

Anne disse...

Lola estrela de cinema *_*
Eu conheci o Laerte Coutinho em um programa de humor, do Marcelo Adnet na MTV, não sei mais se ainda existe por que a emissora saiu da parabólica, mas achei muito massa esse "androginismo" moderno dele.

Anônimo disse...

Vou assistir, só pra rir da sua cara gorda. Foi convidada para o programa e ainda fala mal dos outros participantes e revela o conteúdo antes da transmissão? Quanta ética profissional? Por que tanto ódio? Não serviram lanche?

Rose disse...

“Não quero que mulher feia seja estuprada... apesar de ter muita que merece”. Que bom, agora estou beem mais tranquila em saber que ele só quer se divertir com o sofrimento das vítimas. Além disso, conhecendo o nível de alienação (pra não dizer estupidez e ignorância) dos fieis seguidores do dito humorista, é deveras tranquilizador saber que ele ~não quer~ que as moças feias sejam abusadas, apesar de ser a maior fonte de inspiração para o seu...revolucionário humor de antigamente.
Assistir um show de humor hoje (com raras exceções)é algo parecido com aqueles freak shows do séc passado, onde as pessoas iam se divertir vendo o sofrimento alheio.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Arrasando como sempre, Lola. E acho que com a força que a internet tem hoje em dia é mais uma prova que vc não é desconhecida e está fazendo a diferença.

Nessa história toda, o que acho mais legal (e não sei se acontece no documentário) é quando esses "comediantes" (entre aspas mesmos, já que pra mim não tem a menor graça) é quando eles ficam nesse grito de "censura, censura", sem perceberem que quem quer censurar são eles.
Eles querem o direito de dizer o que quiserem, mas não querem que as pessoas tenham o direito de discordarem deles ou criticarem, dizerem que não gostaram, que acham que eles fazem um desserviço à várias bandeiras importantes. Liberdade de expressão só pra eles e pra quem ri das bobagens deles.

Gabriel Nantes de Abreu disse...

Preciso assistir! Vai ser muito legal saber como é sua voz pra imaginar quando estiver lendo as coisas do blog.

Nadja G. disse...

Lola, parabéns pela participação no documentário! Deve ser muito interessante.

Meu comentário não tem tanto a ver com este post, mas é que hoje vi uma cena que me deixou enojada. Lembrei muito de você e de tudo que você escreve sobre a sociedade machista e da educação nessa sociedade. Bom, só pra fazer um link com o seu post, você mencionou Buenos Aires, onde eu moro, e a cena aconteceu aqui.

Eu escrevi sobre ela no meu humilde blog, se quiser dá uma olhada: http://seviranosquase30.blogspot.com.ar/2012/12/e-de-pequeno-que-se-aprende-ser-idiota.html

Beijos

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Na minha opinião um problema não é haver muito humor machista, homofóbico e transfóbico... O problema é ter pouco humor feminista, heterofóbico e cisfóbico, de forma que isso acaba gerando uma hegemonia cultural inconsciência.


Enfim, alguém sabe se dá para ver tv câmara na internet? Não tenho tv em casa.

Anônimo disse...

Ótimo post. Nem vou precisar de ver o documentário, que já está todo aqui no site.

Pili disse...

Aaaah!!! DIVULGAÇÃO RELÂMPAGO!!!!
JÁ!

Sara disse...

Muita modestia sua dizer q é uma desconhecida Lola, ja te disse q vc é a única celebridade que eu tenho foto tipo papagaio de pirata ao lado no meu facebook rrssss.
Mas fico muito feliz que suas idéias alcancem mais pessoas e por outros meios alem desse blog que ja ajuda tanta gente e de tantas maneiras Lola.
Muito sucesso pra vc sempre, e eu mesmo não gostando muito de TV , vou ver esse documentário, é sempre bom te escutar, e todas as oportunidades q eu tiver quero aproveitar.

Anônimo disse...

Humor feminista é ótimo. Adoro o SCUM Manifesto!!!

Anônimo disse...

Masculinistas/MRA's: Você sabe o que é exatamente igual ao feminismo? O nazismo.
Feminista: é mesmo?
Alguém que não se identifica como feminista: é mesmo?
Toda a humanidade: é mesmo?
Plâncton marinho: é mesmo?
Hitler: é mesmo?

Rita de Cássia Santos disse...

Poxa, Lola. Seria muito legal que o DVD fosse disponibilizado. Seria um excelente instrumento de trabalho.
beijos e parabéns!

A.H.B. disse...

Legal, vou assistir! :3 Nesses canais públicos sempre tem alguma coisa interessante e são dos poucos espaços na mídia para documentários e programação com conteúdo crítico, que não seja repeteco das besteiras da mídia corporativa conservadora.
E concordo com a Patty Kirsche, esse pessoal do CQC é repulsivo.

Marta SP disse...

Que legal Lola ! Não vou perder ! Parabéns ! bisous

A.H.B. disse...

@Vanessa A. - bem observado, eu também gostei da frase do Jean Willys. :)
Vejo muita gente se dizendo "apolítica", ou dizendo que arte, humor e outras manifestações culturais são apolíticas. Isso é uma besteira, esse tipo de trabalho sempre manifesta alguma visão de mundo do autor, seja deliberadamente ou não.

Luciana disse...

Dá para assistir ao documentário aqui:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/DOCUMENTARIOS/429921-O-RISO-DOS-OUTROS-(DIRECAO:-PEDRO-ARANTES).html

(não consegui assistir pelo site, mas baixei e já assisti ^^ Muito bom)

ufa disse...

Lolinha, achei pra baixar aqui: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/DOCUMENTARIOS/429921-O-RISO-DOS-OUTROS-%28DIRECAO:-PEDRO-ARANTES%29.html

Anônimo disse...

Segundo o raciocínio da Lola e dos politicamente corretos, seriados como o Chaves, que todo o mundo olha e rí, nunca deveriam existir, pois incentiva o bullying contra gordos (Barriga e Nhonho), contra magros (o Madruga), contra velhos (Dona Clotilde e Dona Neves), contra "buchechudos" (Kiko). Em suma, não existiria mais piada, pois tudo seria considerado uma ofensa contra alguém.

Francamente nunca ví graça neste CQC, e nem no Pânico, nem no Zorra, nem na Praça, acho que eles não tem graça nenhuma. Nenhum destes programas de humor atual tem graça. Aliás, o humor atualmente perdeu a graça. Nenhum destes programas de humor moderno superam o seriado Chaves ou os antigos programas de humor do Chico Anysio.

Camila Strongren disse...

pra quem não tem tv

http://www.camara.leg.br/internet/tvcamara/?lnk=ASSISTA-A-TV-CAMARA-PELA-INTERNET&selecao=VIVO

Evelin disse...

O documentário já estava disponível no site! Dá pra assistir online a qualquer momento!

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/DOCUMENTARIOS/429921-O-RISO-DOS-OUTROS-(DIRECAO:-PEDRO-ARANTES).html

Juba disse...

Lola, amei! Acabei de assistir. Sabe onde adquiro uma cópia?

Nathália disse...

Acabei de ver o documentário. Achei ótimo. Parabéns pela participação Lola. Fiquei muito espantada pelo tipo de piadinha que tem nesses stand-ups, não pensei que eles baixassem tanto o nível. =(

Camila Strongren disse...

Adorei!

*-*

momento romântico, assisti "junto" com a minha namorada que mora em minas e ficamos comentando via skype!

nada melhor do que ter temas inteligentes pra uma conversa por relacionamento não ficar só nos mimimis de sempre

Anônimo disse...

Acabei de ver e amei.
Iria ter muita vergonha de aparecer rindo naqueles takes finais.
Virada Cultural? Really?
Vou utilizar com certeza em sala de aula.
Moca C.

Anônimo disse...

Rafinha Bastos é considerado o cara mais influente do twitter e insiste em defender a posição de que não é um "formador de opinião", simplesmente se isentando de qualquer responsabilidade que seus comentários possam trazer...

Fabiola disse...

Acabei de assistir, vc estava maravilhosa Lola!!! :)

Aliás achei muito bom o documentário, as falas do Jean foram impecáveis, assim como os dos outros. E pela fala de certos comediantes deu para perceber a ignorância intelectual deles em relação ao assunto!

A.H.B. disse...

poxa, só vi agora que tinha na internet, eu assisti na TV mas com uma transmissão bem ruim.

Bom, documentário assistido!
Nossa, aquele pessoal do cqc e os outros comediantes de stand-up são muito cretinos. Eles ficam se fazendo de bebezões mimados, com argumentos infantis, mas acho que é uma atitude muito deliberada, realmente voltada para o público-alvo de jovens reacinhas consumidores desse tipo de humor.
Mas quanto aos comentaristas do vídeo, adorei a participação d@ Laerte, do Jean Wyllys e da Lola. :3 Sempre bom ver pessoas legais fazendo comentários pertinentes.

E como falaram, achei um ótimo documentário para ser passado em sala de aula e promover discussão.

Patricia Azeredo disse...

Acabei de ver o documentário e adorei! A discussão foi ótima e deixou bem clara a falta de graça desses defensores do status quo disfarçados de humoristas. Nunca vi tanta piada ruim junta!

E os argentinos estão a anos-luz na nossa frente em termos de stand-up, hein?

Lola arrasou, maior intimidade com a câmera ;)

Beijos de uma leitora assídua que só agora se manifestou por aqui.

Marina disse...

Estava sem ter o que fazer, entrei no blog bem a tempo, consegui ver quase todo o documentário. Achei muito bom! Acho que esses humoristas "politicamente incorretos" mostraram toda sua ignorância, realmente não entendem que piadas, assim como qualquer discurso, transmitem valores. A questão não é proibir esse ou aquele tipo de piada, mas sim pensar: que tipo de valor você quer passar? Você quer reafirmar o status quo ou contestá-lo? Para mim, o humorista tem que ser contestador, revolucionário. Todos os bons humoristas são assim, e neste documentário há ótimos exemplos deles: o Laerte, gênio; o André Dahmer, que faz tirinhas que são um soco na cara da sociedade; e o Antonio Prata, cronista incrível (esses são os que eu reconheci). Os outros comediantes, Rafinha, Danilo, Mauricio Meirelles, aquela sem graça da Marcela Leal, são incrivelmente conservadores e nem se dão conta. Achei ótimas as falas do Jean, e as suas, claro. Engraçado ouvir a sua voz! Enfim, ótimo documentário!

m. disse...

Adorei Lola :)
Muito bom o documentário, o mais legal é que mostra um debate balanceado entre os dois lados. Todos tem o seu espaço, mesmo que os argumentos de um dos lados sejam pífios.
Gostei especialmente da parte em que você diz que o "politicamente correto" é um termo da direita, do status quo, usado para difamar quem critica (vc disse isso de outra forma... há tempos que eu tentava verbalizar isso e não conseguia, obrigada!)
Fora isso, foi legal ouvir sua voz, visito seu blog todos os dias (embora não comente muito), então tenho um diálogo mental todos os dias com vc. Mas nunca tinha ouvido sua voz e a visto falar.
Seu blog é um espaço muito importante. Sempre indico.
<3
beijo!

Camila Strongren disse...

"Nathália disse...
Acabei de ver o documentário. Achei ótimo. Parabéns pela participação Lola. Fiquei muito espantada pelo tipo de piadinha que tem nesses stand-ups, não pensei que eles baixassem tanto o nível. =("

confesso que também fiquei chocada... em pensar que no começo do stand up eu ria desse tipo de piada.

A diferença é: eu evolui, o humor deles não!

Teresa Silva RJ disse...

Lola, André Dahmer e Ana Maria Gonçalves juntos? Que maravilha! Adoro ver gente que gosto/admiro defendendo as mesma ideias.

Alexandre Gabarra Marcati disse...

Assisti e gostei muito.
Dá pra ver o doc online pelo site da câmara: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/DOCUMENTARIOS/429921-O-RISO-DOS-OUTROS-(DIRECAO:-PEDRO-ARANTES).html

Julia. disse...

Lola, os horários das reprises ("amanhã, às 2 hs e 23 hs, e dia 5, às 5:30") são de madrugada/manhãzinha ou 14h e 17:30? Eu acabei de ver e achei ótimo, queria recomendar pra todo mundo mas fiquei confusa com os horários...

Ah, e vou aproveitar pra dizer que o seu blog é ótimo, os textos são muito bons e esclarecedores, além de serem uma fonte de links válidos pra iniciantes como eu que querem saber mais sobre feminismo. Obrigada!

A.H.B. disse...

@Camila e Nathália: verdade, eu bem que imaginava que esses stand-ups fossem ruins e que ia ter muita piada reacionária, mas o nível deles é realmente muito baixo. E ainda vendem esse lixo como "humor de alto nível".
Lamentável ver que mulheres que fazem stand-up ficam tentando copiar seus pares homens, ao invés de oferecer uma alternativa. :(

Anônimo disse...

Documentário também disponível no youtube http://www.youtube.com/watch?v=PRQ1LuBWoLg

Carolina Lucas Paiva disse...

Documentário maravilhoso!
Gostei que foi bem equilibrado, e às vezes rolava um bate-bola ali, com um falando exatamente o contrário do outro. Muito legal, porque não te deixa em uma zona de conforto. Em algum ponto, você se pega questionando a si mesmo e o que acha engraçado, qual é o limite, se existe limite de fato, etc.

Enfim, um dos humoristas (não lembro o nome, infelizmente), disse que processar humoristas era uma forma de censura, pois o humorista não teria a liberdade de falar sobre qualquer coisa (jura? Devido processo legal, garantia de contraditório e ampla defesa e um sistema recursal ampliativo são censura agora?).
E a Marcela Leal falando que o humorista não deveria ser responsabilizado pelo o que diz.
O que incomoda a eles é o fato de que a liberdade de expressão implica responsabilidade. Você pode falar o que quer, mas será responsabilizado pelo o que disser. Isso só é possível em uma sociedade livre, pois o meu direito termina quando começa o do outro.
Querer ter seu direito respeitado, mas chamar de censura a crítica dos outros é, no minimo, não fazer a menor ideia do que significa liberdade de expressão.

Eu tenho um palpite sobre como essa onda de "mimimi odeio o politicamente correto" surgiu: porque hoje o feedback das pessoas é instantâneo. Você fala uma coisa, e no segundo seguinte já tem várias pessoas opinando sobre a sua fala. Agora some isso a nossa tendência atual de querermos ser eternos adolescentes (de forma geral) e, tcha-ram! Pessoas reclamando por serem responsabilizadas pelo o que falam pipocam por todos os lados.
Acho que a responsabilidade sobre a própria liberdade assusta.

Anônimo disse...

Lola, conheci você e seu blog por indicação do André Dahmer no Twitter. Vocês dois, Laerte, Possolo, Nany ... no mesmo doc ... Certamente verei.

Verônica disse...

O documentário é maravilhoso, eu quase passei mal tendo que ver aquelas piadas horrorosas, de mal gosto e falta de respeito total e de tato com o ser humano. Por exemplo, a piada do cara sobre fazer sexo com mulheres feias.

Vale a pena fazer estômago forte e assistir aquelas piadas nojentas pelos contrapontos e contrastes maravilhosos de falas que o documentário apresenta. Eu amei a sua fala Lolinha (não poderia ser diferente), da Ana Maria, Antônio, todos falaram muito bem, amei esse rapaz que falou sobre bater em quem já apanha, mulheres, negros, etc.

A piadinha instantânea inocente do Rafinha Bostas sobre "...apesar de eu achar que tem algumas que merecem... hahahrr, brincadeirinha" meio que resume ele como pessoa e mostra o que é engraçado na visão dele. Ele falando que acha legal as mulheres lutarem e falarem mal dele, etc. eu tive que rir, sem comentários. Enfim, é isso, amei :)

Bisteca disse...

sobre os comediantes engraçado que eles nunca fazem piada sobre o estuprador em vez da vitima, sobre o racista ou sobre alguém q tem preconceito a piada é sempre com a vitima ou a minoria.. nunca com alguém q não sofre nenhum tipo de preconceito... acho que eles não tem capacidade pra criar uma piada boa e sim apenas as ofensivas contra minorias pq zoar minoria é fácil.

Bisteca disse...

engraçado que os comediantes nunca lançam piadas sobre alguém que não sofre nenhum tipo de preconceito ou piada sobre se mesmo ou uma piada com uma critica construtiva, acho que eles não tem capacidade pra isso alias é mais fácil zoar a minoria do que maioria.

Alexandra disse...

Acabei de assistir o doc e adorei! Ficou muito bem montado.
Mas, olha, só queria mesmo dizer que, gente, sério que essa Marcela ganha pra fazer os outros rirem? Porque tudo bem, eu não acho graça em nenhum desses babacas, mas no caso dela, nem a platéia acha graça! Ninguém riu de NENHUMA piada. NENHUMA. Fiquei até com pena. Mentira, achei pouco. rs

Marcela disse...

Nossa, Lola, como foi bom ouvir você falando!
Vi o documentário e achei ótimo. Claramente, ele está defendendo um lado, né? Fiquei chocada com algumas piadas preconceituosas e não sabia que esses caras poderiam ser piores do que me parecem...
Esse Danilo Gentili é uma pessoa repulsiva, não entendo como alguém gosta de vê-lo falando qualquer coisa. Me parece alguém sem nenhuma compaixão ou respeito pelas pessoas.

Anônimo disse...

Lola Diva!
Em uma dessas fotos seu rosto redondo parece de boneca. Acho que é mais uma coisa pra quebrar a imagem de "feminista machão".
Fiquei a fim de ver, parece legal esse doc.
Beijo

sabrinaaquino disse...

Oi lola!
Acabei de ver o documentário!!!
Que legal que vc apareceu para dar seu aporte (excelente como sempre)!
Tenho lo link aqui da tv câmera para assistir on line ou baixar. EXCELENTE!!!! Todos deveriam ver.
Bjocas!!!!!

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/DOCUMENTARIOS/429921-O-RISO-DOS-OUTROS-%28DIRECAO:-PEDRO-ARANTES%29.html

bruna disse...

Acabei de assistir e achei bom demais!!!!
Espero que pelo menos um desses comediantes sinta-se envergonhadx depois de assistir a esse documentário!
É impressionante a diferença de argumentação entre os dois lados... eles só sabem resmungar "é só uma piada" e etc...
Parabéns Lola, arrasou!!

Sara disse...

Lola sua participação foi ótima, mas gostei muito tb da participação do Antonio Prata, do Laerte e do Jean W.
Tb achei q o Danilo Gentili pelo menos foi bem sincero e disse sem rodeios a q veio, ele pode não ser bom humorista mas como valorizo a sinceridade, ponto p ele tb.

André disse...

A maioria desses espetáculos stand up são péssimos e só reproduzem preconceitos.

Anônimo disse...

Concordo em apenas uma frase com a Marcela Leal... que é bom rir, entretanto, não precisa utilizar de preconceitos e ofensas para fazer rir... Um exemplo disso é o programa britânico Monty Python.

Mariana disse...

Lola,tanto o Rafinha Bastos quanto o Danilo Gentili são completamente overrated... não entendo pq tanta gente dá bola para eles. Não são engraçados e estão longe de ser esse personagem intelectual que eles acreditam ser.Sabe quando alguém começa a falar algo que é tão absurdo que dá até preguiça de argumentar com a pessoa? É assim que eu me sinto em relação a eles!
No mais, adoro vê-la em qualquer lugar, sua opinião é sempre muito bem vinda! Torço para algum dia você vir aqui pra SP dar alguma palestra!!

Abraços!

Valéria Fernandes disse...

Estou assistindo agora o documentário. só uma coisa a dizer, temos uns humoristas que realmente são muito escrotos. Detestáveis mesmo.

Anônimo disse...

Curioso que o Jean Willys era participante assíduo do CQC e já foi -e conversou muito animadamente- no "Agora é Tarde" do Danilo Gentili. Agora que vocês disseram tudo isso, eu acho que aquele cara que fez um exame de próstata numa matéria do CQC não era o Rafinha Bastos; ele é muito macho pra ter feito uma coisa daquelas, só pode ter sido um dublê. kkkkkkkkk

Anônimo disse...

Márcio disse...

Rafinha Bastos e Danilo Gentili são só uns pedacinhos de merda inúteis querendo pagar de fodões.Sinceramente espero pelo dia que eles levem uma surra bem dada e sejam estuprados só pra ver se depois a "graça" das piadinhas de estupro continua.
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Quanta "inteligência" da sua parte... É aquela velha idéia superficial de considerar certa punição desumana só para quem você gosta ou concorda contigo e os outros que se fodam com os maiores suplícios imagináveis.

decomposta disse...

Legal o documentário!!

Vocês perceberam que, no final do doc., quando aparece a reação do público a duas piadas machistas, tem somente homens gargalhando? as mulheres estão ou com um risinho "de simpatia" ou com a cara fechada mesmo. Vão lá ver, está no minuto 48:09 e 48:34, do vídeo do youtube.

Como não dizer que esse tipo de humor só tem interesse na classe privilegiada? Se os homens estão rindo, então beleza, não importa se metade (ou mais da metade) da população não ache graça.

Anônimo disse...

Foda é que tem muuuuito sujeito politicamente correto que rola de rir com esse tipo de piada condenada aqui e depois vem de mansinho pra internet criticá-las. Pior que quando você pega um sujeito desses com a boca na botija ele responde: "Pô, cara, eu ri mas eu nunca faria uma piada desse tipo". ????????????????????????

Anônimo disse...

Anônimo disse...

Segundo o raciocínio da Lola e dos politicamente corretos, seriados como o Chaves, que todo o mundo olha e rí, nunca deveriam existir, pois incentiva o bullying contra gordos (Barriga e Nhonho), contra magros (o Madruga), contra velhos (Dona Clotilde e Dona Neves), contra "buchechudos" (Kiko). Em suma, não existiria mais piada, pois tudo seria considerado uma ofensa contra alguém.

Francamente nunca ví graça neste CQC, e nem no Pânico, nem no Zorra, nem na Praça, acho que eles não tem graça nenhuma. Nenhum destes programas de humor atual tem graça. Aliás, o humor atualmente perdeu a graça. Nenhum destes programas de humor moderno superam o seriado Chaves ou os antigos programas de humor do Chico Anysio.
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Não nos esqueçamos de Chaplin, que imagino que a Lola -uma cinéfila- deve gostar muito.

Nuba ofKau disse...

Lembro quando começou a ficar na moda o stand-up comedy:
1- uma reportagem na Veja.
2- uma entrevista com os representantes no Jô Soares. 3-Depois esses mesmos representantes vão fazer um programa juntos num outro canal. 4- Aí uma entrevista com eles numa rádio grande.
5-E depois uma reportagem num jornal falando sobre como esses comediantes eram populares no twitter.
E também um show de humor gravado em Brasília antes das eleições...esse eu não lembro se foi antes ou depois do quê, mas chamou bastante atenção da mídia que disse que era "provocativo/polêmico". Eu lembro porque o meu pai (que é um carneirinho) me contava, pois eu não tenho TV.
Bom, a cada novo destaque na mídia a admiração do meu pai pelos rafinhas e gentillis crescia um pouco...ele se empolgava mesmo pra falar deles.
E apesar de eu achar que meu pai é um dos homens mais burros, sem opinião e sem personalidade do mundo, bem...ele é o padrão.
Quer dizer: A mídia diz que o público gosta de tal coisa e o público começa a gostar dessa coisa. Não é o público que gosta de algo e vem a mídia que somente noticia.

Então quando vem alguém que gosta de CQC falar sobre qualquer coisa eu já dou menos crédito pra opinião desse alguém...isso porque mesmo que não se trate de uma pessoa reaça, com certeza é uma sem percepção política. Sério, a inteligência de alguém que fala "eu sou racista mesmo" depois de soltar a piadinha racista está muito acima da inteligência dos fãs de CQC (e as duas pessoas assumidamente racistas que eu conheci provaram mesmo sua inteligência quando deixaram de ser racistas {inclusive abraçando a causa negra}, enquanto um mar de "preconceituosos" continua sem sem enxergar seu racismo até hoje, e por isso mesmo continua sendo racista, só uma experiência que vale como exemplo, não tô defendendo o racismo...mas sim a consciência).


E gentilli/rafinha parecem o tio chato que quase todo mundo tem. Aquele que no almoço de família não pára de fazer gracinha, que após uma piada ofensiva já vem com "é pavê ou pacomê", e que quer dar opinião sobre tudo. Um tiozinho que quer chamar atenção e que ninguém da família aguenta.
Já o marcelo tas parece o tio "intelectual" que não tem nada de intelectual, que acompanha as conversas da família sem nem entender, só mantendo a cara de arrogante e evitando falar pra não ser pego.

Danizita L. disse...

Rafinha e Gentili.São caras desse tipo que estão transformando o humor brasileiro em um circo de horrores, são burguesinhos que fazem humor para outros burguesinhos, são conservadores sim , porque refletem tudo que a Burguesia sempre fez: pisar nos mais oprimidos e abafar os protestos. Covardes que não se atrevem a mexer com gente poderosa e só atacam negros, mulheres, homossexuais, pessoas fora do padrão de beleza.Ou seja, quem SEMPRE levou porrada, eles são tão inovadores quanto andar pra frente

Anônimo disse...

decomposta disse...

Legal o documentário!!

Vocês perceberam que, no final do doc., quando aparece a reação do público a duas piadas machistas, tem somente homens gargalhando? as mulheres estão ou com um risinho "de simpatia" ou com a cara fechada mesmo. Vão lá ver, está no minuto 48:09 e 48:34, do vídeo do youtube
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Assim como elas ririam mais do que os homens se fosse uma piada que generalizasse os homens como burros bebedores de cerveja fanáticos por futebol.

Rob disse...

Tá chique,Lola.Aparecendo em docs e tudo mais!Vc já foi pra Franca?Que bom,pq to pensando em ir estudar praqueles lados.Quem sabe um dia a gente se tromba,vou querer uma foto.Não vou perder esse doc por nada!

D-Dimensões disse...

(OFF) Lola, fiquei um pouco desapontado em ver tão pouca mobilização de blogs feministas ontem, no dia Mundial de Combate à AIDS. No dia da Consciencia Negra eu pude aprender bastante e rever boa parte dos meus conceitos com a ajuda de diversos blogs. E foi ótimo. Sabe, ainda que muita coisa seja só repetição do que já existe por aí, ter um dia para ser bombardeado com informações sobre algum tema acho bem interessante. E eu senti falta disso ontem. Principalmente eu que me considero meio preconceituoso com relação a AIDS. Morro de medo do treco, ao ponto de ter medo de quem tem o treco também...

Enfim, não entenda isso como um "você TINHA que ter escrito", só como um "poxa, eu fiquei esperando... mas tudo bem..." =)

decomposta disse...

Anônimo das 11:48,

Acho que sim, que as mulheres presentes em show de stand-comedy iriam rir com piadas que dissessem que os homens são bobos bebedores de cerveja. Mas não vamos fingir que o contexto de discriminação entre os dois grupos (homens e mulheres) é o mesmo, porque não é. Uma piada sobre encoxamento e abuso no transporte coletivo é ofensivo porque esse é um problema real que as mulheres que utilizam esse transporte tem que enfrentar diariamente, e que tem bases em uma sociedade machista e misógina, que vê as mulheres como seres inferiores, como objetos. Uma piada sobre como os homens são bobos bebedores de cerveja é ofensiva por dizer que os homens são bobos, mas não há equivalente cultural para isso, esse não é um problema real na vida dos homens, eles não são discriminados por beberem cerveja (pelo contrário) e muito menos existe uma ideia geral de que os homens são inferiores por serem "bobos".

Portanto, por mais que sua observação seja verdadeira, de que aquelas mulheres ririam nesse caso, não funciona como um equivalente para a piada ofensiva direcionada às mulheres, de modo que a oposição não anula o problema. Aliás, desconfio eu que os homens também achariam bem engraçado essa piada que você citou, como parecem achar no caso de piadas que descrevem o homem como um bobão que não sabe se controlar. Não acha?

Katy disse...

Excelente vídeo.

E o que é a Marcela Leal falando que comediante não é formador de opinião? Cada coisa!

Agora, vc, o Jean, o Laerte, a Nanny e vários outros, falaram muito bem.... mtas palmas para vcs!

JJ.AA disse...

Otimo documentario! disponibilizaram no youtube : http://www.youtube.com/watch?v=PRQ1LuBWoLg&feature=g-all

Rosa de Paiva Lopes disse...

Acabo de assistir!
Lola eu fiquei preocupada, não ri de nenhuma piada...
E a Marcela? Pois é eu ainda tenho dificuldade pra entender mulheres q apoiam condutas como a do Bastos.

No geral eu gostei do Doc!

Anônimo disse...

Eu aposto meu salario mais o 13° que estes " comediantes" de stand-up são mascus, os mesmos que ficam escrevendo abobrinhas em blogs mascus, pois o discurso e igualzinho !

Mário Marinato disse...

Lola, que documentário bom! Muito obrigado pela dica.

Anônimo disse...

Sim feministas, experimentem passar a mão na bunda do guarda que tem uma arma e um cassetete, kkkk,mas por favor me chamem para ver, juuuuuuro que vou rir....do que o guarda vai fazer kkkkkkk

Anônimo disse...

Esquerdistas defendendo a censura no Brasil, eu tive que viver para ver isto !

Karina disse...

Lola esta é a primeira vez que comento, apesar de acompanhar seu blog há algum tempo, por sorte li seu post antes de começar o documentário. Fique horrorizada, esta é a palavra certa. Mas também me senti confortada por saber tudo existem pessoas inteligentes, críticas e atuantes como vc e como o Jean.

JuDolores disse...

Assisti ainda agora... por recomendação de Alex Castro... Pense que alegria quando vi a Lola nele heheheeh

Muito bom!

Anônimo disse...

Para Anônimo IMBECIL das 10:32

O que há de mal em exame de próstata? Caso vc não saiba seu acéfalo imbecil TODO HOMEM(independente de: idade, orientação sexual, raça, etc) deve fazer a partir de uma certa idade.
Porque Rafinha é "muito macho" pra ter feito e sim quem fez foi um dublê.
Se continuar com esta mentalidade ridícula, vc pode ficar doente e não vai se tratar porque vai ficar de VIADAGEM achando que um "dedinho" pode tirar sua masculinidade!
Homem que faz exame de próstata é MACHO e esclarecido!
Se tem tanto medo deste exame é porque vc não é muito homem, e se vc vangloria tanto o escroto do Rafinha Bastos é porque não passa de um ENRUSTIDO que sente atração por este cara babaca! kkkkkkkkk



Sawl

Jairo disse...

Muito bom o doc. Vi ontem pela net com minha namorada que está longe, comentando pelo skype e foi gritante a diferença na qualidade de argumentação de cada lado. TODOS os comediantes falavam praticamente a mesma coisa. Foi bom estar com outra pessoa ali na hora pq eu tava achando que estava olhando com parcialidade e tals.

Jean mandou muito nos comentarios, Laerte parecia que queria mandar todo mundo se foder logo e foi bacana ouvir a voz da Lola.

Eles deixaram claro que nunca vão sair dessa zona de conforto desgraçada que só reforça preconceitos e estereotipos. péssimos comediantes e preguiçosos até como pessoa mesmo. Deploravel.

Anônimo disse...

PARA Anônimo das 13:11.

Ô imbecil foi um comediante HOMEM que fez a sugestão da "piada de passar a mão na bunda do guarda" não foi nenhuma mulher nem feminista!
Leia melhor, ou então vai pra escola seu analfabeto funcional!


PARA Anônimo Anônimo das 13:26

Ô babacão, ninguém tá defendendo censura, nem nada.
O que falta de estudo não faz com a pessoa né?
O que se DEVE ter é noção, bom senso, não censura, nem "olha como sou fodão, digo que como crianças e sou o máximo"!
Ninguém tá proibindo nada. Pode se brincar com tudo desde que haja inteligência para discernir brincadeira de ofensa.
Fazer piada de estupro, racismo, pedofilia, genocídios, etc, é coisa de babaca filhinho de papai que teve do bom e do melhor na vida e acha que pode sacanear todas as pessoas que são menos favorecidas do que ele.
O dito "humor politicamente incorreto" destes pseudo-humoristas não é coragem, ousadia e sim COVARDIA coisa de mauricinho escroto que não sabe ser inteligente nem engraçado.

Sawl

Anônimo disse...

Como sempre acontece.

Homem faz piada misógina: OH MEU DEUS! Você é tãooo engraçado! MAIS!

Mulher faz piada "misândrica": PUTA MERDA, VOCÊ FEDE. VOCÊ É TÃO INCRIVELMENTE IDIOTA. E RACISTA, E SEXISTA. VOCÊ FAZ A MENOR IDEIA DE COMO É SER UM HOMEM? É TÃO ESTRESSANTE. UGH! MISANDRIA É REAL E NÃO PARA SE FAZER PIADA.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

Para Anônimo IMBECIL das 10:32

O que há de mal em exame de próstata? Caso vc não saiba seu acéfalo imbecil TODO HOMEM(independente de: idade, orientação sexual, raça, etc) deve fazer a partir de uma certa idade.
Porque Rafinha é "muito macho" pra ter feito e sim quem fez foi um dublê.
Se continuar com esta mentalidade ridícula, vc pode ficar doente e não vai se tratar porque vai ficar de VIADAGEM achando que um "dedinho" pode tirar sua masculinidade!
Homem que faz exame de próstata é MACHO e esclarecido!
Se tem tanto medo deste exame é porque vc não é muito homem, e se vc vangloria tanto o escroto do Rafinha Bastos é porque não passa de um ENRUSTIDO que sente atração por este cara babaca! kkkkkkkkk



Sawl
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KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Cara, você não entendeu nada do que eu falei. Foi um comentário irônico, uma crítitica ao fato de considerarem o Rafinha misógino -ele é tão misógino que fez exame de próstata num programa de tv.

Vanessa A. disse...

Vi o doc agora e, sabe, ainda bem que parei de ver CQC rápido. Não vejo graça em 90% das piadas desse povinho que é tão revolucionário quanto Zorra Total.

E é engraçado que eles escolham uma profissão que tem a palavra como meio e não querem ser responsabilizados por isso. Toda profissão tem um ônus, eles querem ficarem ricos, famosos e que ninguém os incomode? Então que deem um passo além da "zona de conforto" e comecem a honrar o título de inteligentões que têm.

Tem gente que nada mais é do que desperdício de recurso na humanidade.

Anônimo disse...

Para Anônimo das 15:00 que era das 10:32

Eu dou o braço a torcer quando erro.
Foi mal manolo. Humor também é rir de nosso erros.
kkkkkkkkkkkk
Desculpa pelo imbecil e todas as trollagens violentas, poxa cara te interpretei mal!
Não saquei a ironia e tenho humildade de admitir quando erro.
Abraço cara.
Viva o humor (desde que ele seja livre, brinque com todos e nao ofenda ninguém).

Sawl

Anônimo disse...

"Rafinha misógino -ele é tão misógino que fez exame de próstata num programa de tv."

fazer exame de prostata não exime ninguém de ser um misógino, quanta ignorância e falta de noção, pelo amor! homens não perdem mesmo a oportunidade de ficar calados quando é pra defender os preciosos rabos uns dos outros... só falam merda e só se afundam mais na própria

Anônimo disse...

Adorei o documentário!
Sobre a questão de humor com reflexão temos o ótimo exemplo de George Carlin:
http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_526380&feature=iv&src_vid=iN-ZdSCbJCo&v=E4yXL6l8Yns

Anônimo disse...

Anônimo disse...

"Rafinha misógino -ele é tão misógino que fez exame de próstata num programa de tv."

fazer exame de prostata não exime ninguém de ser um misógino, quanta ignorância e falta de noção, pelo amor! homens não perdem mesmo a oportunidade de ficar calados quando é pra defender os preciosos rabos uns dos outros... só falam merda e só se afundam mais na própria
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Não tenho obrigação de defender ninguém, seja homem ou mulher, mas você já viu algum misógino fazendo questão de falar que fez exame de próstata ou fazê-lo em uma matéria de um programa com a audiência do CQC? E eu acho que devem prender mesmo o Rafinha, ele é muito malvado. A essa hora ele deve estar quebrando lâmpadas fluorescentes na cabeça de homossexuais na Paulista.

Anônimo disse...

Anônimo das 15:00 que era das 10:32

Eu dou o braço a torcer quando erro.
Foi mal manolo. Humor também é rir de nosso erros.
kkkkkkkkkkkk
Desculpa pelo imbecil e todas as trollagens violentas, poxa cara te interpretei mal!
Não saquei a ironia e tenho humildade de admitir quando erro.
Abraço cara.
Viva o humor (desde que ele seja livre, brinque com todos e nao ofenda ninguém).

Sawl

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Eu tenho uma opinião diferente da do pessoal aqui quanto ao humor, mas obrigado por se desculpar. Vejo aqui muitas respostas absurdamente insultosas a idéias muitas vezes nem tão contrárias ao que é defendido aqui e pensei que o desrespeito fosse o padrão.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

"Rafinha misógino -ele é tão misógino que fez exame de próstata num programa de tv."

fazer exame de prostata não exime ninguém de ser um misógino, quanta ignorância e falta de noção, pelo amor! homens não perdem mesmo a oportunidade de ficar calados quando é pra defender os preciosos rabos uns dos outros... só falam merda e só se afundam mais na própria

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Se eu sou ignorante, você me insultando também não mostra muita inteligência.

liatadaiesky disse...

Lola, amei o doc. Tbm fiquei horrorizada com o nivel atual das piadas... De dar vontade de vomitar. Achei o posicionamento de vcs extremamente elucidador e convincente. Espero q todos q vejam o doc. consigam refletir sobre esse modo de fazer piada e quem sabe, mudar de idéia. Parabéns!
Abraços,

PS: confesso q adorei ouvir sua voz... Achei super garotinha... Rsrs

Flavio Moreira disse...

Lola:
Ótimo o documentário e muito boa a sua participação.
Aos anônimos que não entenderam que a liberdade de expressão tem limites, como bem colocou o Jean Willys, pensem que as palavras, como os atos, têm consequências e geram responsabilidades. Não se pode sair falando barbaridades sem que seja preciso responder por elas. O respeito passa por aí.
Interessante também o contraponto de um dos comentaristas de que a piada é transformadora a partir do momento que ela brinca não com o oprimido, mas com o opressor (a analogia de passar a mão na bunda do guarda). Quando o poder dominante é o alvo, o humor pode sim transformar.
Parabéns, Lola, por sua participação!

Anônimo disse...

mto bom o doc, lola. pulei os primeiros minutos pq nao mereço ouvir essa gente contando coisa nojenta como se fosse engraçado. a tal marcela é completamente retardada, acha q comediante tem q ter free pass pra falar oq bem entender hahaha coitada, né. mas em termos argumentativos o mais burro ali era o gentili, sem duvidas

Thays disse...

Achei muito legal, Lola!

Expressou o que eu sempre penso ao ouvir alguma piadinha na tv com estes 'grandes humoristas'.

Thays disse...

Achei muito bom Lola!

Abordou sobre aquilo que precisava, de uma forma inteligente.

Anônimo disse...

Muito bom o documentário! Legal te ver em um filme!
Interessante que eles mesmos admitem que não estão nem aí pra ofender alguém ou não.
E com "tantas" mulheres humoristas pra escolher, tinha que ser justo essa Monica Leal, que é fraquinha até pros níveis de danilo e etc. Que bom que tinha tanta gente legal e com bons argumentos mostrando a problemática do "é só uma piada"

Anônimo disse...

É isso aí Lola! Amei a proposta do doc e as pessoas escolhidas (até o idiota do Rafinha - muito bom um doc assim p/ as pessoas poderem comparar as diferentes problematizações sobre o tema e talvez caírem na real). Parabéns, grande abraço!!! Ragusa

Anônimo disse...

Tá no youtube
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=PRQ1LuBWoLg#!

Gabriele Albuquerque Silva disse...

Acabei de assistir, gostei muito. Jean Wyllys, André Dahmer, Laerte, Nany, Lola e mais uns que não peguei o nome ARRASARAM. Ficou muito bom, dá para ser ver bem o contraste destas falas com a superficialidade do humor dos humoristas mantenedores do status quo. Ficou um doc muito rico e questionador, parabéns pela participação Lola!

Samira B disse...

Entrei no seu blog pra dar uma conferida 5 min antes do programa ser exibido na TV Câmara. Vi e gostei. Parabéns.

Carol A. disse...

Excelente documentário Lola. Ele dá voz para os 2 lados e conta com a participação de pessoas que admiro muito (você inclusa). O Laerte ja admiro ha um bom tempo pelo seu trabalho de cartunista e acompanhei toda a sua "transformação". Ele levanta uma bandeira importante sobre nossos identidade de gênero.

Bjs,

Anônimo disse...

No youtube, já está cheio de garotos ofendidos pois tem gente q ousa criticar os ''comediantes'', vai entender. Teve gente falando q está triste por ver a juventude tão politicamente correta ou q a tolerância só vai existir quando mulheres, negros, gays etc conseguirem rir de si mesmo... Isso não faz o menor sentido.

Mas enfim, amei sua participação, Lola! Alguns desses comediantes trabalham na MTV, eu não tinha a menor ideia q eles faziam esse tipo de humor baixo, q só serve pra pisar nos outros..

Carol A. disse...

O Rafinha Bastos realmente acha que não tem responsabilidade pelo conteúdo que ele transmite. Ele já deixou isso claro em uma entrevista que vi. É impressionante que alguém que trabalhe com comunicação pense dessa maneira.

Anônimo disse...

“a gente brinca com todo tipo de preconceito, a gente brinca com gente feia, com gente gorda, tudo”

brincar com gente feia não tem nada demais. O problema é brincar com estupro. Muito bem colocado pela Lola a associação do estupro com violência e não com sexo. Valeu, Lola.

Luara Tanuri disse...

é só analisar o tipo d argumentos d quem defende as "risadas custe oq custar". são tão fracos q dá pena. Nesse humor ñ existe arte, é mediocre, mas tem sempre alguém q continua rindo...

Lola, vc é linda!

Beijos

Anônimo disse...

Escolheram justamente os piores horários para passar o filme.

Anônimo disse...

Eu sempre gostei de humor-negro, não vou negar, mas creio que num mundo onde a liberdade de expressão está ameaçada o negócio é realmente não levar a sério, mas isso é difícil de fazer quando você está cansado de ser reduzido à nada, sempre as mesmas piadas idiotas e babacas, sobre peso, etnia, cor até do esmalte do mindinho, que nem um entrevistado falou: O comediante que é de categoria elevada não precisa ficar fazendo essas piadinhas idiotas o tempo todo, é CLARO que sempre vai haver piadas idiotas, o negócio é não levar a piada para o mundo 'real', tudo bem, você ouve a piada, ri e esquece, mas tem gente que não faz isso, leva a piada para frente, que vira o bullying, cyberbullying e a fim, daí como você vê, leva desgraça à vida de várias pessoas, realmente não existe como fazer uma disassociação "Ai, porque piada fica ali e a vida continua". É que nem o Gentilli falou, tem gente que quer "destruir" mesmo. Tem umas partes que aparece uma mulher de preto em um stand-up, as piadas delas são tão idiotas que quase ninguém ri da plateia (sobre uma pessoa gorda), tem gente que não tem a menor noção mesmo das coisas. Não é questão de ser moralista, politicamente correto, é ter bom-senso, meu. Eu levo umas piadinhas idiotas a sério, sendo que tem gente que não leva. Acho que se você tira sarro de você mesmo, beleza, pode tirar, mas precisa fazer isso com estupro, por exemplo? Precisa?

isa disse...

12:07 é quando a Marcela Leal faz a piada de gordo e ninguém ri. É muito constrangedor mesmo... não para os gordos, mas para a "comediante" mesmo.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

“a gente brinca com todo tipo de preconceito, a gente brinca com gente feia, com gente gorda, tudo”

brincar com gente feia não tem nada demais. O problema é brincar com estupro. Muito bem colocado pela Lola a associação do estupro com violência e não com sexo. Valeu, Lola.

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Esse é justamente o problema. A maioria das pessoas não é contra piadas preconceituosas e só reclamam quando pisam no calo deles, ignorando que a piada pode ter ofendido outra pessoa mesmo sem ter ofendido elas. É aquela coisa, o sujeito é nordestino e adora piada de gordos, feios, cariocas, paulistas, gaúchos, loiras, mas quando falam do Nordeste...

isa disse...

Nota #1: André Dahmer e os editores são gênios da metalinguagem. Tem aquela expressão "piada de boteco", né? O André (um cara hiperinteligente) é entrevistado em um boteco e os copos de cerveja vazios se multiplicam sobre a mesa ao longo do documentário.
Nota #2: Fiquei constrangida com a Marcela Leal em 12:07 porque ela não fez piada, ninguém riu e talvez tivesse gente querendo o dinheiro do show de volta.
Nota #3: De que lado você está da piada? Esse lado define se você ri de quem "passa a mão na bunda do guarda" ou se ri de quem "chuta o mendigo".
Quem ri do mendigo muitas vezes é mendigo fazendo papel de bobo da corte.

Unknown disse...

Belíssimo documentário!!! Espero que muita gente veja e coloque os neurônios pra funcionar com mais cuidado! ;)

Parabéns pela ótima participação, Lola! Foi muito legal te ver falando!

Camila Strongren disse...

pra quem não leu esse artigo da Carta Capital, tem tudo a ver com a discussão:

http://www.cartacapital.com.br/politica/o-perfeito-imbecil-politicamente-incorreto/#.ULyzaOkuTNg.facebook

ana ferraz. disse...

Tem esse link, ele revela bastante porque o público ri desses comediantes meia boca. e é engraçado: http://www.vice.com/pt_br/read/a-fila-do-comedians-nao-tem-a-menor-graca

Maria disse...

Eu não ia comentar, mas fiquei muito chocada de ninguém ter comentado: Sério que colocaram Chaplin ao lado de Chavez, Zorra Total e Chico Anísio? Tipo: SÉRIO MESMO?
REVEJAM os filmes do Chaplin e se perguntem: por que ele foi EXPULSO dos EUA e por que o Chico Anísio/Zorra Total (não tenho muito conhecimento de causa sobre Chavez, mas o que conheço me dá a impressão de ter a profundidade de uma colher de chá) é adorado pelxs conservadorxs?
O Chaplin é o cara que faz o humor que "passa a mão na bunda do guarda", o Chaplin é o operário que é explorado (e sacaneia o patrão sem perceber), é o barbeiro judeu que troca de lugar com o ditador nazista e fala de sonhos belos em um discurso, é o doce mineiro que se encanta por uma prostituta e quer vê-la feliz, é o garçom apaixonado pela menina pobre de circo, é o pai que luta com todas as forças para amar seu filho, é um dos cachorros mortos, é o oprimido e não o opressor.
E Chico Anísio? E Zorra Total? São programas que tratam mulheres como objetos, negrxs como animais, a esquerda como imbecil... São aqueles que CHUTAM os cachorros mortos, são os opressores.
Sério, galera, vejam Chaplin antes de falar qualquer coisa sobre um dos maiores mestres do cinema.

Camila Strongren disse...

Aliás, tem um livro que vou reler, pra quem tiver afim de uma leitura mais pesada sobre o tema:

A violência sutil do riso, do Proust

Renata X. disse...

Amei o doc! Tem muita gente linda com ótimos depoimentos que valem ser destacados. Por isso que amei vc ter destacado a fala do Gentili (que não tá na categoria gente linda, mas ok), pq é isso ai, ele pode ser um bacaca, um comediante mediocre que tá lá p ganhar umas risada e pronto. Não que isso me faça respeitá-lo como comediante, mas prefiro quando as pessoas são sinceras, mesmo quando a sinceridade é "sou homem, sou branco e sou hétero e to cagando p luta de vocês"

Luiz Prata disse...

Doc excelente.
Esse humor baixo e rasteiro (pior do que eu esperava), além de revelador sobre a disposição de reafirmar preconceitos antiquíssimos, revela ainda uma incompetência e/ou falta de vontade de fazer algo melhor.

E a questão foi muito bem sintetizada pelo humorista argentino, que disse que não lhe agrada o humor que ri da vítima, mas o que ri do carrasco.

Anônimo disse...

Anon 13:36, não acho que essa comparação tenha a ver. Fazer piada com gente feia... a feiura é subjetiva, o que é feio pra mim pode não ser pra vc. Piada de bêbado tbm, vc não ofende ninguém especificamente. Nem piada de papagaio, só se os protetores dos animais reclamarem.

As outras que vc citou: carioca e paulistas não são minorias oprimidas. Piada de loira geralmente são piadas machistas e de gaúcho geramente é homofóbica. Piada de baiano (preguiçoso, lento) tem um fundo racista. Então tem que ver essas diferenças.

Sphynx disse...

Rafinha Bastos é mesmo um bundão. Agora que ele finalmente atacou outro playboyzinho zé ruela (Huck) por uma boa razão (dirigir bêbado), ficou com medo de processo e pediu desculpas na velocidade da luz.

Depois vem esse pessoal e fala que protestar contra o humor ofensivo dirigido a minorias é querer censura. Se o Huck dirige bêbado e depois não quer ser alvo desse humorista por isso, e consegue calar o dito humorista porque tem condições de contratar um grande escritório de advocacia, por que é que as mulheres devem aceitar ser alvos de piadas sobre estupro?

Pelo visto o Rafinha já viu que atacar rico dá problema, agora é que ele só vai mesmo fazer "humor" com quem não tem voz.

Marília Libório disse...

Lola vc é linda !!! Legal ouvir e ver vc falando, sempre ficava imaginando vc falando seus post's. O doc é ótimo! Sabe aqueles amigos que falam "é só uma piada", pois então darei o documentário de presente! rs rs

Sphynx disse...

Esse comentário é muito pertinente, vou colar ele todo:

"Eu não ia comentar, mas fiquei muito chocada de ninguém ter comentado: Sério que colocaram Chaplin ao lado de Chavez, Zorra Total e Chico Anísio? Tipo: SÉRIO MESMO?
REVEJAM os filmes do Chaplin e se perguntem: por que ele foi EXPULSO dos EUA e por que o Chico Anísio/Zorra Total (não tenho muito conhecimento de causa sobre Chavez, mas o que conheço me dá a impressão de ter a profundidade de uma colher de chá) é adorado pelxs conservadorxs?
O Chaplin é o cara que faz o humor que "passa a mão na bunda do guarda", o Chaplin é o operário que é explorado (e sacaneia o patrão sem perceber), é o barbeiro judeu que troca de lugar com o ditador nazista e fala de sonhos belos em um discurso, é o doce mineiro que se encanta por uma prostituta e quer vê-la feliz, é o garçom apaixonado pela menina pobre de circo, é o pai que luta com todas as forças para amar seu filho, é um dos cachorros mortos, é o oprimido e não o opressor.
E Chico Anísio? E Zorra Total? São programas que tratam mulheres como objetos, negrxs como animais, a esquerda como imbecil... São aqueles que CHUTAM os cachorros mortos, são os opressores.
Sério, galera, vejam Chaplin antes de falar qualquer coisa sobre um dos maiores mestres do cinema."

Quem conhece a biografia de Chaplin sabe que ele foi pobre durante a infância e, se bem me lembro, boa parte da adolescência. Mas pobre mesmo, de a família passar períodos de fome, de não conseguir pagar o aluguel e ir mudando para bairros cada vez mais marginais. Ele enriqueceu, mas nunca fechou os olhos para as injustiças sociais, a desigualdade, a exclusão, os abusos das autoridades. O personagem dele é um pobre, mas ele não faz da pobreza o objeto do humor, não no estilo "vejam como pobre é ridículo e tosco", coisa que vários humoristas brasileiros fazem para o público de classe média-alta, ele tem um senso de inconformismo (e humanismo) que esses "humoristas do status quo" nunca vão entender, muito menos vão conseguir ter.

Também quero comentar algo sobre o Chaves. Pessoalmente eu acho incrível como o Chaves tem uma forma de humor bastante, por assim dizer, inocente, bobinha mesmo, até bastante previsível e repetitiva, mas extremamente eficaz. Pastelão puro, no melhor sentido. Que inclusive, embora sem a sofisticação de Chaplin, usa algumas fórmulas chaplinescas, como o protagonista pobre, ingênuo e atrapalhado que enche todo mundo de pancada, e frequentemente também leva, e a ridicularização de pessoas cheias de pose.

Talvez quem já seja adulto não tenha muita paciência para o humor simplezinho e infantil do programa, mas eu garanto que Chaves passa longe do tipo de humor de um Zorra Total ou de um Turma do Didi (que eu ouvi dizer que vai sair do ar, parece).

Anônimo disse...

E essa idéia de "passar a mão na bunda do guarda" também não seria preconceituoso. Agora todos os policiais são fascistas filhos da mãe que merecem ser desrespeitados? Os policiais honestos não devem gostar muito disso.

Anônimo disse...

Na minha pergunta das 10:40 era pra ter um ponto de interrogação na primeira frase(rs), mas acho que dá pra entender.

Camila Strongren disse...

Sphynx concordo com oq vc disse sobre o Rafinha, só colocaria um adendo:

O que o Luciano Hulk fez foi boçalidade, e qlqr umq ue tivesse feito, seria boçal tbm! Mas ele especialmente por ser (bem ou mal) uma figura pública, mas que bom que a blitz não deixou passar em brancas nuvens.

Mas o que me surpreendeu, foi o tom de completa agressividade que o Rafinha usou. Eu até concordo com o que ele disse, mas ele teria outras mil formas de questionar o Hulk pela sua atitude, e ele foi baixo, rasteiro. E acho que isso já diz muito sobre o carater dele.

Camila Strongren disse...

Para o Anônimo das 10:40

Acho que a questão de passar a mão na bunda do guarda foi uma metáfora... Quer dizer, não é metáfora a figura de linguagem correta, mas sim uma "metonímia", ou seja, uma parte representando o todo!

Então falar em "passar a mão na bunda do guarda", seria o msm que dizer: desafiar as autoridades, desafiar o status quo.

Sacou?

Camila Strongren disse...

Uma errata, o livro que indiquei é "Proust, a violência sutil do riso", autora: Leda Tenório da Motta

Pryscila disse...

Que baita documentário! Acabei de assistir no Youtube. Meus amigos cartunistas dando show de consciência e profissionalismo. E a participação linda da Lola! UAU! Beijo!!!!!!!

Belisa disse...

Lola, o documentário é muiiiito bom! Amei! Vou compartilhar milhares de vezes! Adorei suas falas!

Anônimo disse...

Camila Strongren disse...

Para o Anônimo das 10:40

Acho que a questão de passar a mão na bunda do guarda foi uma metáfora... Quer dizer, não é metáfora a figura de linguagem correta, mas sim uma "metonímia", ou seja, uma parte representando o todo!

Então falar em "passar a mão na bunda do guarda", seria o msm que dizer: desafiar as autoridades, desafiar o status quo.

Sacou?
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Eu entendi desde o começo de que não era uma coisa no sentido literal, mas usar o guarda como metonímia não acabaria sendo um resquício daquela velha identificação do policial como um opressor, um "malvado" e etc.?

Robson Fernando de Souza disse...

Parabéns pela aparição, Lola =) Ainda não vi o documentário, mas tenho ele guardado pra ver aqui quando tiver tempo (atualmente tô dividindo o tempo entre gravar vídeos pro meu vlog e ir à facul).

Terezaporto disse...

Adorei o doc. Muito bom dar uma voz para suas palavras Lola. Parabéns.

Vivi disse...

Lola, vi o documentário ontem! Gostei bastante mesmo, parabéns para vocês!
Deu para notar mesmo a polarização de rafinha bastos e companhia e o outro lado que quer mudar isso! Assustei (não gosto de stand up)pela baixa qualidade do stand up e a nojentisse deles..Aquele de óculos escuro é o Danilo Gentili? Que cara panaca! e a mulher tb? Só conhecia o R. bastos e me deixou enojada saber que tem uma legião..
Agora a argentina eu ameii! E do fundo do coração, não é que é muito engraçado este tipo de humor? Muito mais que os reacionários.(aliás não vejo graça nenhua no humor destes r bastos e comp.)

A desculpa que eles dão do só estamos reproduzindo o que as pessoas pensam e acham graça como neutro é atestado de burrice né..
Como se as mesmas pessoas não pudessem rir do Chaplin por exemplo.
Abraços!

'Caroline disse...

dá pra assistir aqui gente, no youtube:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=PRQ1LuBWoLg

Está ótimo e é maravilhoso ver a Lolinha rindo *--*

rebeca disse...

Muito bom o documentário, muito bom mesmo. Ao final fica aquela tristeza em saber que essa galera do stand up só fala esse monte de baboseira pq tem público, pq tem um monte de otário pra rir, se não tivesse eles não estariam falando o monte de asneiras que falam. Então o que se tem que mudar é a cabeça das pessoas, pq no momento que não se existir mais massa crítica pra essa baboseira que eles chamam de comédia, se irá existir mais tanta gente idioya pagando de humorista.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Lola, não sei se já viu, coluna na Folha sobre o documentário e vc sendo citada:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/1199882-kkk.shtml

Bjus.

Anônimo disse...

Eu assisti o documentário. Você tem uma voz tão doce! Imaginava sua voz mais grave, tanto o quanto seu discurso. Olha como a mente da gente trabalha com esteriótipo: pra ser uma mulher feminista tem que ter voz grave, rs. Mas, o bom é que te humanizou, te deixou mais perto do público que gosta de ler seu blog (como eu, por exemplo). Além, disso o documentário é transgressor e não valida o humor babaca de Bastos e Gentilli (ô caras babacas, viu). Maria.

Dani Carmona disse...

vc foi maravilhosa Lola. Quando te vi la, fiquei supeeeeer feliz!!! todo mundo q indico esse doc. sempre me refiro a vc. Suas afirmações sempre coerentes e muito bem fundamentadas!!! Adoro seu trabalho!

Lígia disse...

Já tinha assistido ao documentário assim que saiu e, lendo os posts mais antigos aqui do blog, fiquei com vontade de ver de novo. Parabéns pela participação, Lola!

Gostei do documentário por várias razões, e uma delas foi a de conhecer e gostar bastante da opinião de algumas pessoas, como o Jean Wyllys e o Laerte.

Quanto ao Rafinha Bastos, Danilo Gentilli, etc, nem tem o que falar. Piadas grotescas, sem graça, ofensivas, que chegam a nos dar vergonha de estar ouvindo. Especialmente as piadas da única mulher comediante, da dupla branco/negro e daquele cabeludo da MTV (não sei o nome dele) são tão repugnantes que eu cheguei a quase não acreditar que eles falaram aquelas coisas e, mais, que o fizeram com o intuito de causar o riso.

Gosto da idéia de que os politicamente corretos são vistos como caretas, quando na verdade são libertários, enquanto são os defensores do politicamente incorreto que não conseguem se desprender da visão retrógrada que, como você mesma colocou no documentário, está aí há séculos (e portanto, o texto deles não é bom, eles não são geniais, nem pensando do ponto de vista artístico, já que não estão criando nada.

Adoro seu blog, Lola.

Jurandira Goncalves disse...

Poxa, Lola, não te conhecia. Te vi no documentário e te achei muito bacana. Você cita bons comentários de outros participantes, mas alguns dos melhores são também os seus. Cheguei aqui no blog por acaso e você acabou de ganhar uma leitora...
Abraço,

Leo disse...

Poxa, Lola li agora que vc gravou suas cenas lá no IFCS... uma pena que eu não soube dessa sua aula inaugural, pois teria ido lá te ver. Sou mestrando da FE da UFRJ. Um beijo