domingo, 30 de dezembro de 2012

GUEST POST: FILHA E IRMÃ MAIS VELHA

A Bá mora em Porto Alegre e cursa publicidade. Acho que ela está sendo um pouco injusta com a irmã e com os pais. Mas, de fato, existem privilégios e desvantagens em ser a filha ou irmã mais velha (ou o filho/irmão). Creio que nunca tratamos deste assunto no blog. E eu sou a mais velha...

Queria compartilhar minha história com as demais leitorxs do blog, porque nunca li nada parecido com o que vivenciei, e acho impossível ser a única.
Sou de família de classe média alta, sempre ganhei todos os brinquedos, atenção e carinho que precisei. Fui filha única até os cinco anos. Até que ganhei uma irmã.
Um ano depois, meus pais se separaram. Eu e minha irmãzinha nenê, a Dô, continuamos morando com a minha mãe. Dô era bebê, ocupava muito a minha mãe/vó, enquanto meu pai vivia em suas funções de emprego, casa, e namoradas (sempre nos deu atenção, mas um final de semana sim, outro não). Eu tinha mais duas primas, também pequenas, o que consumia meus avós e tios. Resumindo: fiquei sozinha.
Sozinha, tinha que entender que meus pais tinham se separado. Que eu era a mais velha e tinha que dar o exemplo (frase que eu mais ouvi na vida). Quando minha irmã ficava gripada, eu não podia comer sorvete. Quando eu ficava, ela podia, porque ela era menor e eu tinha que entender. Ela ganhava tudo o que queria, nunca estava errada nas brigas, vivia me batendo com todo o tipo de objeto (escova de cabelo, caderno e afins), mas ai de mim se eu revidasse, porque eu era maior e tinha que cuidar dela. Eu, com sete anos, tinha que apanhar quieta, ficar sem sorvete, enquanto ela, quando com sete anos, era a rainha. Porque ela sempre será a mais nova e eu, a mais velha.
Assim fui crescendo, minha irmã também. Lembro de vários casos tensos na minha pré-adolescência, como por exemplo minhas amigas indo dormir lá em casa, querendo conversar, e eu tendo que aturar a minha irmã de 8 anos junto (sendo que nunca dividi quarto com ela), porque ela era menor e eu não podia excluí-la. Com o tempo, fui fazendo minhas escolhas religiosas e me tornei ateia. Já era bissexual e militante anti-homofobia desde os 14 anos.
Quando me percebi ateia, com 16 anos, entendi que não, não era culpa minha. Não era culpa minha que eu era "revoltada" com meus pais, que não suportava a minha irmã e discordava da minha mãe em quase tudo. Eu não estava errada em reclamar de falta de atenção e injustiça em casa e, principalmente, não era ciuminho. Meus pais foram injustos e abusivos, principalmente nos castigos (apanhei, fui castigada por coisas ínfimas, minha irmã jamais).
Um dia não pude mais me controlar e joguei tudo isso na cara da minha mãe, quando a Dô repetiu de ano e foi consolada por ela, enquanto eu quase fiquei em recuperação, mas passei sob a ameaça de não poder mais sair de casa a não ser pra ir pra escola. Porque a minha irmã tem "desvio de atenção", enquanto eu era só preguiçosa mesmo. Resposta da minha mãe: sou uma MIMADA sem LIMITES e ela e meu pai me mimaram muito. Sim, querida mãe, até os meus cinco anos eu fui mimada, mas os anos de repressão, cortes e excesso de limites com os quais fui punida por ter sido mimada anularam a existência de qualquer mimo na minha vida, obrigada.
Hoje em dia tenho 18 anos, sou considerada um desastre, já que sou gordinha, feminista, ateia, bissexual e inteligente, enquanto a pobre da Dô é magrinha, e ingênua, como minha mãe. Sim, eu terminei muito melhor que ela, mas ainda sim, todos os dias eu penso em como minha vida teria sido diferente, quantas das minhas três tentativas de suicídio não teriam existido se minha vida não tivesse mudado tão drasticamente aos 5/6 anos, quando eu era apenas uma criança, não a mais velha.

167 comentários:

Marcelo disse...

Sua mae te odeia porque voce é ateia e feminista. Enquanto tivermos a familia burguesa e tradicional o feminismo e ateismo estarão sempre ameaçados. Estou cansado dessa hipocrisia inclusive dentro da nossa propria casa.

Adriano Matos disse...

Acho que seus pais deviam sim, ter reparado que você não estava adaptada e corrigido o rumo, sozinhos ou com aconselhamento profissional. No entanto, eles também estavam erram, têm seus próprios problemas. Lembra aquela música da Legião? "Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você, o que você vai ser quando você crescer".

Bá, você não tem obrigação de amar seus pais e sua irmã, só de buscar ser feliz. É uma pena a oportunidade perdida de ter bons amigos dentro de casa, mas não é uma tragédia. Se ame e encontre quem te ame que alivia o peso do passado. Minha opinião.

Eu fui último filho por três anos, depois nasceu meu irmão. Não aceitava. O beliscava, batia nele escondido. Um dia, sonhei que ele morria. Acordei dolorido. Depois desse sonho o aceitei como "tendo tomado meu posto". Somos amigos. Nunca deixei ninguém de fora bater nele :)

Pedra do Sertão disse...

Esse negócio de "dar o exemplo", "cuidar dos mais novos", "ceder" e outras coisas mais como assumir os irmãos mais novos, quando da morte de minha mãe dariam uma novela...por isso, entendo suas colocações! Porém, passei para desejar um 2013 bem diferente...além de paz, prosperidade e alegrias para nossos seguidores...meu desejo é que haja mais poesia para alegrar a vida!

Abraço do Pedra do Sertão

Carlos disse...

Além de você do relato ser da mesma cidade que a minha, temos / tivemos a mesma história de vida, porém você é mulher e eu homem...

Eu como irmão mais velho e sendo criado por pais separados, no meu ver foi muito bom, pois hoje eu sou independente em todos os sentidos... isso que ocorre contigo é normal, eu passei por isso e muito mais...

Siga em frente... "mate" seus sentimentos, pessoas sem sentimentos se dão melhor na vida... ah e outra... emagreça que isso a ajudará muito, pois nossa sociedade nos julga pela aparência e/ou dinheiro.

Anônimo disse...

desculpa, mas isso é ridículo. Não quero minimizar seus problemas, que são de fato grandes pra você, mas é totalmente injusto generaliza-los em uma tese de "filhos únicos/não únicos"! Poxa, quanta gente no mundo não tem irmão?! é a coisa mais natural do mundo! O seu problema não está ligado ao fato de você ter uma irmã, e sim ao fato de como você lida com isso... você tem que aprender a perceber que seus problemas não vem da sua irmã, e parar de descontar sua raiva em como você foi criada. Claro, todos temos problemas de criação, aceite-os e tente supera-los! Só não tente generalizar sua situação.

Caroles disse...

acho um pouco exagerado, mas entendo. quando eu tinha tua idade eu também pensava assim, mas foi por aí que acabou a revolta. eu sou a mais velha de três, meus pais também são separados desde os meus 7 anos, sempre me achei injustiçada, sempre senti que era a "menos amada". Hoje, aos 23, depois de morar longe de casa por 3 anos e meio (sou de Caxias e moro em PoA também ;) ), eu percebo que nunca foi assim. Nós também somos muito injustxs com nossos pais e irmãos... Mas leva um tempo e algumas experiências pra percebermos isso. Não quero desprezar tua dor ou algo assim, longe disso... Mas força, porque passa ;)

Anônimo disse...

aaa... a anônima acha mesmo que só é possível ser mimada enquanto filha única?! ser mimada é algo que vai além dos presentes e das restrições! Lendo esse post a impressão que tive foi, sim, a de uma menina mimada que culpa os pais e a irmã por tudo que aconteceu na vida dela, se colocando como uma super-vitma. Mas isso tem a ver com a idade também, 18 anos ainda somos muito inconsequentes e dependentes da ideia de familia, com o tempo, quando a autora ficar independente, provavelmente vai aprender que esse estado de irmã é dos mais naturais do mundo, e que o fato de ela ser gordinha e a irmã magrinha não é algo tão doloroso quanto parece.

Talita disse...

Entendo bem o que a pessoa da carta fala. Também fui durante toda a minha vida preterida em relação a minha irmã. Mas sabe apesar de toda a dificuldade que passei na adolescencia, hoje considero que a minha irmã foi a maior prejudicada. Porque diante das circunstancias eu tive que me virar e ser forte para as coisas da vida. Ela ainda hoje adulta, tem muita dificuldade de tomar decisões e ser independente. Se envolve em relacionamentos destrutivos e sempre é submissa aos namorados. O que quero dizer é que as dificuldades nos tornam mais fortes... pense nisso!

Anônimo disse...

Engraçado que comigo, sempre foi o contrário (Apesar da diferença não ser tão radical assim), mas minha irmã (mais velha) sempre foi a preferida. Temos 20 e 24 anos, e ainda moramos com nossos pais, mas ela já ganhou carta, carro, academia, roupas sem ser aniversário e natal, sempre tem razão (na visão da minha mãe) e eu sou sempre a que não passa no vestibular, a revoltada, etc, etc.
Hoje entendo (Apesar de não concordar) que de uma maneira ou de outra, os pais sempre escolhem um preferido, apesar de não admitirem.

Izabela de Lima disse...

Se tem uma coisa que me parece horrível (pois dei sorte de ser filha única, então nunca senti isso na pele) é essa diferenciação de tratamento que os pais têm com seus filhxs. E às vezes não é nem por ser o mais novo, ou o mais velho. Uma amiga minha, que era a filha do meio, sofria muito com, sei lá, essa injustiça de tratamento com a irmã mais velha dela. E as duas ainda dividiam o quarto, pra piorar. Essa irmã ficava vendo tv até tarde (e bem no ano do vestibular dela ainda), roubava as coisas dela... Era um inferno.

Dani disse...

Não acho que ela está sendo injusta. Acho que os pais são muito errados em fazer esse tipo de predileção e só quem viveu algo parecido é capaz de entender.
A vida é dura em famílias assim, e é pior ainda quando os irmãos são especiais e você não.
Espero que tenha muito sucesso e não precise de sua família pro resto da vida, Bá.
Boa sorte.

Anônimo disse...

Eu sou filha mas nova e pra mim as coisas foram diferentes,sempre fui comparada com a minha irmã mas velha ,pois aos olhos da minha mãe ela era perfeita e eu não era,um saco!Pior mesmo foi quando ela casou e foi morar no meu quarto e eu tive q sair e dar o lugar para o casal e quando veio os filhos dela,pronto adeus privacidade e sossego em casa.Pra vc ver q tanto a mais nova quanto a mais velha pode se dar mal.

MCarolina disse...

Talvez meu comentário soe meio como defesa da sua mãe, mas pense nisso. Seu pai abandonou sua mãe para cuidar de duas crianças sozinhas (aparecer fim de semana sim, fim de semana não, é praticamente abandono), fora as outras crianças que você comentou.É muito difícil cuidar de criança pequena, e acabam mesmo jogando para a mais velha. Já vi gente reclamando disso, e olha que foram famílias que se mantiveram juntas em relativa harmonia. A mais velha, mesmo sendo criança, acaba tendo que cuidar das outras, apanha...é sim irresponsabilidade dos pais, mas é algo que acontece bastante.
Outra coisa que deve contar muito nesse caso e simplesmente afinidade. Provavelmente sua irmã e sua mãe sejam pessoas parecidas, enquanto você tem pensamentos que divergem do que sua mãe pensa, e então seu relacionamento com ela fique mais conturbado. Pena que você tem pai e mãe sem noção, mas faça um esforço para deixar pra lá e focar na sua vida e na pessoa que você é hoje. Pegue o exemplo negativo deles para buscar coisas melhores e construtivas.

Bizzys disse...

Eu também passei por isso... Sou a filha mais velha e tenho um irmão (5 anos mais novo).

Meu pai morreu quando eu era criança e minha mãe estava grávida, ela criou a gente sozinha.

Por eu ser a mais velha, sempre ouvia esse negócio de "dar exemplo". Meu irmão vivia no meu quarto, mexendo e estragando as minhas coisas. Nós sempre brigávamos, eu batia nele também, minha mãe me castigava por isso mas eu continuava mesmo assim.

Para piorar, meu irmão nunca fazia nenhum serviço doméstico porque, de acordo com a minha mãe, isso "não é serviço de homem". Ele não arrumava a própria cama! Era minha obrigação também... Eu me rebelei contra isso, mas demorou anos.

Minha mãe sempre foi mais tolerante com os erros dele. Assim como a autora do guest post, eu era obrigada a ser uma aluna exemplar (sob pena de ser tirada da minha escola se tomasse recuperação), enquanto meu irmão quase tomou bomba e nunca foi castigado.

Isso é revoltante sim. Não adianta as mães falarem que "amam os filhos igualmente", quando está claro, pelas ações delas, que preferem um deles. Eu me sentia muito injustiçada em casa. Ainda precisava ouvir sermão, tipo "você não gosta de mim nem do seu irmão", "seu irmão sempre foi carinhoso, você é que o odiava", etc etc.

Só depois que saí de casa é que esses problemas acabaram.

Eva disse...

Por um lado, a autora está sendo um pouquinho injusta com a irmã, sim. Mas não vejo onde está sendo injusta com os pais. Sinceramente, irmão mais velho não é pai, não é mãe, não tem que dar exemplo e tem que ser, apenas, criança também. É muito difícil ser irmã mais velha, eu também sou, e é impressionante como quando você ganha irmãos, esquecem que você também é pequeno e não é capaz de compreender algumas coisas sob o mesmo ponto de vista dos adultos. Okay, pais são humanos, e como humanos, erram, mas é algo para se pensar.

Marcia disse...

não pude me conter...dentre tantos outros post e guest posts, esse deveria ser incluído em outa categoria: um desabafo do tipo "classe média sofre".

Camila Gois disse...

Eu também passei por isso. Hoje, com 30 anos, perdoei minha mãe... e minha irmã também, acho que ela não teve culpa. Foi muito difícil para mim, muito mesmo. Até hoje, para minha mãe, tudo na minha irmã é melhor... mas, aprendi a não ligar mais.
Abraço

Anônimo disse...

Olha, eu também sou filha mais velha, minha irmã mais nova tem 6 anos de diferença de mim. Quando eu era criança as vezes eu me sentia injustiçada também e achava que meus pais gostavam mais dos meus irmãos mais novos, mas agora que sou adulta vi que não era isso! Eu sou a mais velha, é de se supor que com 6 anos eu entendia muito mais coisas do que minha irmãzinha que era um bebê! Com 8 anos eu também entendia mais coisas do que minha maninha de 2 aninhos!

Ter crescido me mostrou muitas coisas, dentre elas que meus pais não são perfeitos, são humanos como eu e erram! Mas mamis e papis sempre se esforçaram para fazer o melhor por todos os filhos. Mesmo quando fizeram algo que me fez sentir injustiçada eles estavam tentando fazer o melhor! E eu sou grata por isso!

Não seja tão dura com seus pais, moça! Você disse que não é ciuminho, mas é isso que está parecendo no seu texto! E como você não gosta da sua irmã? Entenda que irmãos mais novos geralmente enxergam os mais velhos como exemplos, como protetores... deve ser horrível para sua irmã perceber que você não gosta dela! Isso é cruel! Tente conhecê-la, conversar com ela!

Eu faço isso o tempo inteiro com meus irmãos, somos melhores amigos na verdade. Agora somos três adultos que se amam profundamente e contam uns com os outros para tudo. E vou te falar, ter meus irmãos próximos de mim me faz uma pessoa melhor, eu faço questão de mostrar para os dois que a irmã mais velha deles estará sempre por perto para apoiá-los em tudo. E eu sei que a recíproca é verdadeira!

Sem rodeios... cresça, moça! Você já tem 18 anos e sua irmã 13, suponho. Ela está na fase crítica da adolescência, você já passou por isso! Custa dar um apoio? Ouvir a versão dela para os fatos? Se os seus pais realmente a mimaram muito, a culpa não é dela, certo? Escute a versão dos seus pais também, seja solidária com eles... sua atitude causa conflitos e sofrimento para todo mundo que está ao seu redor e certamente te ama. Isso é egoísmo demais.

Mariamne

rafaela disse...

eu te entendo totalmente, é muito dificil ser a irmã mais velha, eu tive um irmão quando ja tinha 13 anos. e em uma das fases mais dificeis que é a pré - adolescencia eu fui deixada de lado, porque ele era só um bebe..eu amo meu irmão mas ter de ajudar a cuidar dele, agir como se ele também fosse meu filho foi muito dificil, e acabou matando qualquer vontade de um dia me tornar mãe...........acho que alguns pais não servem para ter dois filhos, eles não sabem distribuir a atenção, e sempre deixam de lado um dos dois.

Anônimo disse...

Irmãos mais novos são uma praga.

Anônimo disse...

Também sou a mais velha, mas ao contrário da Bá, sempre tive todas as minhas vontades realizadas ao meu bel-prazer. Às vezes reclamam que me mimaram demais, mas o que está feito, já está feito. Acho que ela deveria se impor mais e sentar para conversar direito.

Erres Errantes disse...

Pois eu sou a caçula e nunca tive nenhum privilégio, pelo contrário, minhas irmãs e irmão podiam tudo por serem mais velhos e eu, nada, porque era pequena. E ainda assim, eles me perseguinam e quando me batiam, minha mãe mandava calar a boca se eu reclamasse muito.
Como vocês veem, sempre arranjamos sarna para nos coçarmos, ou seja, sempre temos do que reclamar.

Erres Errantes disse...

Eu adoro os posts assinados pela Lola, mas, sinceramente, alguns guest posts me dão preguiça. Este guest post mesmo, que chororô sem fim. Já passou da hora da moça se desapegar da família e esquecer esses traumas infantis, não? O mundo é beeeeeeem maior que o nosso círculo familiar, e às vezes vale bem mais a pena também.

suelen disse...

eu sei como é isso,é um absurdo mesmo mas meus pais não foram tão abusivos quantos os seus a ponto de passar a mão na cabeça do meu irmão se ele fizesse algo errado.

me enchiam mesmo era pra ficar vigiando ele e isso foi até ele estar com uns 19 anos,agora n me pertubam tanto.

eu deveria vigiar ele em casa,se ele saisse ,chegava ao cumulo de minha mãe querer q eu disesse a hora e com q roupa ele tinha saido.

se ele mentia pra onde ia ,ela primeior brigava comigo,depois q ele chegava brigava com ele tb.
isso era um absurdo,o idiota mente e a culpa é minha?

se ele n falava a verdade pra ela pq falaria pra mim?
pq ela n implantou um gps nele de uma vez?!

quando eu reclamava disso,só dizia q eu tinha q tomar conta dele pq eu era a mais velha,bla ,bla,bla.

quer dizer,eu n podia fazer mais nada o dia todo,deveria só ficar vigiando,pq talvez ele tivese algum problema mental q eu n conhecia e n pudesse tomar conta de si mesmo.

na escola tb,ele queria q eu ficasse vigiando ele no intervalo,só podia ta sacanagem!
claro q eu ignorei isso.


lembrei agora do seriado todo mundo odeia o chris,quando os irmãos dele faziam algo errado,a culpa era dele,ele n fez nada mas é a culpa é dele.

Ísis disse...

como a classe média sofre, como são grandes os seus problemas...

Anônimo disse...

Cruzes. Eu nunca comento aqui, mas sempre leio porque acho que esse blog tem bons posts. Só que esse post em particular...

A mãe dela tá certa, é uma mimada sem limites sim. 18 anos com cabeça de 10. E o mais impressionante foi a frase "tenho certeza que terminei muito melhor do que ela". O quê diabos você terminou com 18 anos? No máximo o ensino médio.

Classe média sofre total esse post.

Dica: cresça. Pare de ser mimada e chorar pela atenção que você, supostamente, não teve no passado, pare de chorar porque "ela podia comer sorvete e eu não". Aproveita e desce do pedestal porque você NÃO é melhor que a tua irmã ou do que a sua mãe só porque você é gordinha, feminista, ateia e inteligente.

Quando você fizer isso, tua vida vai melhorar.

suelen disse...

tem gente dizendo q isso é frescura de classe media,eu n sou de classe media e isso acontece com qualquer um.
preconceito idiota.

é aquela baboseira q eu ouço direto,fulano tem um problema maior,sofre mais,portanto o seu problema n é nada e vc é um fresco idiota...

M black disse...

(bá),conheço tua mãe, e tua irmã e tua familia. E por você ter pedido que eu comentasse, aqui vai:
Digo o seguinte: Eles são de fato "injustos" contigo, o que acontece é:

Você não é a filha que sua mãe desejou. Você não é calma, feminina, no padrão estético e comportamental esperado para uma "garota". Sim, sua mãe, joga isso na sua cara, e por mais indireto que seja, não é nada sutil.

Ninguém esperava uma menina gordinha, efusiva, que cuida pouco de si e questiona a todos a sua volta. Não sei quanto a causa. Sabe a história do "ovo e da galinha"??? Então... Na tua concepção, tua mãe te tratando assim (e sim, para vocês que estão lendo, o que ocorre é absurdo dentro desta familia) foi o que CAUSOU todos teus transtornos e problemas, e falta de "amor" (como tu mesma coloca que amor não é nato nem obrigatorio aos pais).

Pra mim, isso apenas AUMENTOU teus problemas da primeira infância. Você não nasceu como o "planejeado", não se tornou o "esperado". Seus pais tentaram novamente... Ora, o casal perfeito, estavel economicamente, bonitos, precisa de uma cria a altura, ou no caso após a separação, uma filha que correspondesse às expectativas terríveis da sua mãe, ou que coubesse perfeitamente alienada nos braços dela.

Te digo o seguinte: TU NÃO É obrigada a entrar no padrão para agradar a tua mãe, mas para ter a tenção que te foi negada, só fingindo um papel que não é seu. Ao menos enquanto estiver sendo financeiramente sustentada, ou não trabalha ao longo da faculdade.
Amenizar conflitos? O silencio. Tu mesma diz e mostra que está amortecida com tantas ofensas que sofre em familia. É cruel, mas uma outra mascara possivel.
Agora, quer o enfrentamento??? Já sabe, eu sei: Se sustente e seja bem sucedida, sapateie na cara dessas pessoas que te pisaram, suma, vá viver sua vida. (Esta é a opção que naturalmente vai tomar curso, mas você sabe que é a longo prazo).

Renata disse...

Ah cara, eu sou a mais nova de 3 (todos homens).

Eles tiveram as festas, as farras, a diversão, as boas escolas, as viagens, as roupas boas, a atenção dos nossos pais.

Pra mim sobraram as obrigações e os castigos, as roupas velhas deles, as escolas públicas.

Ficar isolada foi a minha infância, já que eles só sabiam me sacanear, me xingar, me bater e ninguém nunca fez nada contra isso.

Eles podiam fazer o que queriam, sair a hora que quisessem, dormir onde quisessem, levar pra casa quem quisessem, meus pais davam dinheiro pra eles fazerem o que quisessem. E eu? HA-HA. Vai lavar louça, babaca.

Mas é só por eu ser mulher. Eles são homens, então, podem tudo.

Hoje em dia tá um pouco melhor, de tanto que eu reclamei. Ainda mais que nos vemos pouco.

Mas entre os 3, minha mãe teu seu favorito e meu pai também.

Os pais da autora do post fizeram errado no tratamento diferenciado, assim como os meus e como os pais de praticamente TODO mundo que eu conheço que tem irmãos/irmãs.

Anônimo disse...

18 anos ainda é level 2 no jogo da vida. Tem que comer muito arroz com feijão antes de querer analisar as coisas.

Eu não entendo nada de bissexualidade, mas me pareceu que isso é arma de manobra na guerra de atenção contra sua mãe.

Os filhos não entendem qual é o papel deles na família, e é isso que gera toda esse tristeza.

Eu também não entendo nada de suicídio, mas é uma pena saber que existe uma pessoa de 18 anos que já tentou se matar 3 vezes.

Núbia disse...

Olha Lola só tenho a agradecer sobre seus posts, pois cada vez me identifico mais e mais com eles... E alguns me trazem certas dores, como esse aí, que me faz remeter momentos não tão belos da minha infância, pois tb sou irmã mais velha e até hoje meus pais dão um tratamento diferenciado pra minha irmã... (na verdade meu pai nem tanto. Meus pais são separados... Porém na família de minha mãe e minha mãe principalmente ainda fazem diferenciações e DAS GRANDES).
Uma pessoa aí em cima falou que esse desabafo mais parece com o de uma pessoa mimada que teve tudo na vida e culpa os pais e a irmã pelo fracasso.

Sabe, podemos até ter um discurso que pareça mimado aos olhos de alguns... Mas quem são essas pessoas pra julgar a nossa dor?

é por isso que te agradeço... ao mesmo tempo que fico um pouco incomodada por ler coisas que me remetem a um passado doloroso, me sinto melhor e acolhida de ver o TANTO de pessoas comentando como se sentem por terem passado por uma situação semelhante e dando seu apoio a essa menina.

Nós não estamos sozinhx nessa.

Bjs

Anônimo disse...

Lola fale sobre isso:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1208114-estagiaria-de-direito-morre-apos-suposto-estupro-em-sp.shtml

diana disse...

Eu tenho a sua idade, irmã mais velha, família classe média alta, bissexual, ateia e faco comunicacao também. Aqui em casa eu tive os mesmos problemas de diferenciacao de tratamento com o meu irmão mais novo (mas por questões de gênero), porém achei o seu relato muito imaturo.

É difícil julgar a vida familiar de alguém por um texto e talvez você não tenha verbalizado bem a situacão. Mas as queixas dos seus pais não são em relacao ao tratamento que eles deram pra vc, mas do fato de vc achar q o tratamento dela era "melhor" (não é bacana mas também não é razão pra tanto ódio).

E falar que vc terminou melhor do que a sua irmã ,desculpe a expressão, mas foi ridículo.. Ela tem 12-13 anos, vc se comparar com ela é inviável e parece que vc só esta se auto-afirmando em relacao a ela. Em nenhum ponto vc falou da sua relacao com ela, ou dos defeitos dela em si (ficar com raiva pq a sua irma reprovou e seus pais apoiaram ela, além de minimizar o problema dela foi muito infantil da sua parte), vc passou uma imagem de péssima irmã.

Concluindo, sim eu posso estar sendo injusta nessa observacao, mas o relato pareceu um classe média sofre travestido de luta social e colocar a culpa nas suas tentativas de suicidio no nascimento da sua irmã foi algo que eu não consegui entender. Você passou a imagem de alguém frágil, mimada ,despreparada para a vida e q fica de mimimi....

Maiê F. Rezende disse...

Muitas famílias têm a tendencia de classificar os filhos de maneira permanente: Um é bom, o outro é ruim, um é inteligente, o outro é burro...

Privilegiar um filho em detrimento do outro é muito mais comum do que parece. E claro que causa mágoa e revolta.
A autora do relato é ainda muito nova,depois de um tempo essas coisas deixam de doer tanto. O importante é não deixar quie essas experiências te definam, nem seus relacionamentos futuros.

@vbfri disse...

História da minha vida... Em termos. Eu era filha E neta única até meu primo (homem, filho de um tio homem, que carregaria o nome dos HOMENS da família) nasceu e reinou absoluto.
Só que com um agravante: a minha madrinha (mãe dele), pessoa a quem EU era MAIS APEGADA na VIDA morreu. Meses depois do parto.
Do dia para a noite, a minha vida virou de cabeça para baixo. A pessoa que eu mais amava (mais do que amava meus pais), morreu e EU tive que "cuidar" (aos SETE anos) do meu primo... Porque, coitadinho, não tinha mãe.
NINGUÉM passou a mão na minha cabeça quando ela morreu. Ele tinha MESES de vida e virou o centro das atenções do mundo, do universo. E era desse jeito: ele ficava doente e eu não podia ir à piscina, não podia tomar sorvete, não podia brincar do lado de fora. Eu ficava doente e dane-se, né?
Uma vez, na páscoa, ele "roubou" o meu ovo de páscoa (era louca com chocolate branco e a minha tia encontrou um ovo galak... PRIMEIRA VEZ).
Lá pelas tantas, estava meu tio e meu primo se esbaldando no MEU chocolate. Não me ofereceram NEM UM PEDAÇO. Do que era MEU.
Mas, eu era mulher, era mais velha e TINHA QUE ENTENDER que o pobrezinho não tinha mãe (em compensação, foi criado com avós, pai, tia e bisavós).
Anos depois os meus pais se separaram. Novamente, ninguém veio me dar apoio. Ninguém se importou. Não, meu pai não era mais presente. Não, meu pai não dava a mínima. Sim, eu tinha uma irmã mais nova (que amo de paixão) e EU tive que assumir as rédeas da criação dela. Porque minha mãe estava um caco e meu pai não dava a mínima.
Virei órfã de pai vivo.
Meus avós nem se tocaram.
Rebelei, revoltei, tentei chamar a atenção, tentei me matar...
Hoje sou mais eu. Meu primo continua mimado e continua achando que as mulheres (TODAS) nasceram para servi-lo. Aliás, meu tio também. E meu avô.
No fim das contas, sabe o que mais? Você vai passar por isso. Dói? Pra caramba.
Só que sua família tem as limitações dela, assim como a minha.
Eu acho melhor aceitar isso como sendo as limitações deles. Eles vão (ou não) quebrar a cara lá na frente. De alguma forma acredito que isso vai prejudicá-los sem você precisar interferir.
Tudo vai melhorar (JURO), quando você sair de casa.
Um grande beijo.

Anônimo disse...

A M black esclareceu muita coisa, principalmente para quem veio aqui julgar cheio de razão.

Desqualificar a dor alheia é sempre uma atitude odiosa.

Carla disse...

Eu sinceramente acho que a questão não é bem ser a criança mais velha, mas o modo como os pais agem, no seu caso eles tem predileção pela mais nova, mas há vários casos em que o contrário ocorre.
Eu sou a caçula e sempre achei que essa era a pior posição que se podia ter em uma família.Meu irmão era um bully e meus pais nunca faziam nada, diziam que era natural e eu deveria saber me defender, mesmo meu irmão sendo homem e 6 anos mais velho, além de que ele me exigia obediência, que eu nunca lhe dei, por isso apanhava, e de novo meus pais diziam que era bom para mim.E quando havia discussões em que eu estava claramente certa minha mãe não fazia nada, dizia que mãe não pode tomar partido.Conviver com ele foi literalmente sofrer bullying em casa.
Depois eu cresci, aprendi a argumentar e expliquei meu ponto para minha mãe, e ela entendeu; então a vida melhorou bastante, ele continua me enchendo, mas agora eu tenho ajuda.

Como eu falei em cima, por muito tempo achei que essa era a pior posição que se podia ter em uma família, mas cresci, fui conhecendo pessoas, alguns irmão mais velhos que viviam a mesma situação que você, outros caçulas que viviam o mesmo que eu e percebi que a questão não é a ordem que se nasceu, mas sim como os pais trataram.Eu até conheci uma que vivia o mesmo que você, sendo a mais velha de duas meninas, e mesmo sofrendo tanto ela achava que ser caçula era pior, pois os irmão mais velhos que ela conhecia eram sempre bullys.

Não sei qual é pior, ou se há um pior, mas sei que ambas as situações afetam a confiança e a autoestima, mas um dia agente cresce, amadurece e endurece, e aprende a ser autosuficiente e confiante com o que é, mesmo que demore e tenhamos que aprender sozinhos

E não guarde tanta magoa dos seus pais, eles só queriam o seu bem, mas não sabiam como fazê-lo, ser pai também é um aprendizado e muitas vezes eles erram; no dia em que eles descobrirem o que te causaram eles vão se arrepender muito, vão sentir muita dor, nesse dia eles te pediram desculpas, mesmo que sem palavras.

Luiza disse...

Eu não tenho como dar pitaco dessa vez, porque sou filha única e nunca vou entender como é a dinâmica entre irmãos.

E me enche essa história de que quem é filho único é mimado. Eu não sou, não. Desde pequena eu gostava de dividir tudo com outras crianças.
Tem os que são mimados e o próprio crescimento os amadurece e tem os que viram os intragáveis. E tem os que os pais nunca mimaram, como eu. Tem de tudo nessa vida.

Anônimo disse...

Achei você uma mimada sim. Você poderia reclamar se seus pais abusassem sexualmente de você ou te deixassem passar fome. Problemas de primeiro mundo, nem no blog da Lola a gente escapa deles.

Ana disse...

Há muitas pessoas minimizando a questão das relações familiares na estruturação do indivíduo. Não acho que a moça seja mimada ou que o problema dela seja pequeno. Ao contrário. Essas primeiras relações serão o parâmetro para as outras que ela vier a construir na vida. Não quer dizer que seja um "karma", mas é a base, e o que ela vai fazer com isso depende de muitas coisas: dela mesma, das pessoas com quem ela cruzar, das experiências que viver, dos livros (e blogs :)) que ler, etc.
Acho também muito clássica a história dos pais que geram rivalidade entre os filhos. A rivalidade não vêm do nada, vem de privilégios e pequenas ou grandes diferenças afetivas, de tratamento, aceitação e acolhimento entre os filhos. E os reflexos disso não são pequenos.
Força aí, menina. Você tem uma vida pela frente. Procure quem a aceite como você é.Você vai encontrar.

Ana disse...

Um fácil fácil falar das dores alheias. Não importa a dor, quem sente precisa ser acolhido. Claro que durante a vida, vamos falando, expondo, e enfim entendendo algumas coisas. mas tudo virá com o tempo. tempo de se perdoar, de perdoar os outros pois todos erramos, e fazemos isso infinitas vezes.
Tenho dois filhos de pais diferentes e infelizmente sim, eles tem um mapa de vida completamente diferente um do outro. o que eu posso fazer? tratá-los iguais? não, eles são diferentes, receberão amor diferente tb. mas tão intenso em suas particularidades. eu dou um abraço na Ba, que seu caminho seja belo, que as peças se encaixem!

Anônimo disse...

Entendo CADA palavra do texto, sei como é isso.

Bá disse...

Nossa, nunca pensei que esse post seria publicado. Quase chorei de orgulho, aqui. Valeu, Lolinha!

Agora percebi que eu fui muito sucinta no post, omiti a humilhação verbal e o estupro mental que eu sofro por parte da minha mãe pra não deixar o post muito longo, tá realmente bem light, admito, mas mesmo assim fico indignada com alguns comentaristas que não tem a capacidade de fazer um mínimo exercício de empatia. Milhões de agradecimentos a todos os comentários de apoio, vocês são uns lindos. <3

Anônimo disse...

Gente, se é assim, NINGUÉM aqui pode reclamar de nada, porque né, tem gente passando FOME.
E as criancinhas na África?
Seus ingratos!

Anônimo disse...

Parem de julgar a menina, vocês nem a conhecem. Parem de menosprezar o problema alheio.

Anônimo disse...

Desculpae, mas isso foi a coisa mais CMS que eu já li no blog. Recomendo a mocinha procurar terapeut@.


Lola, e a estagiária do escritório de advocacia, do suposto estupro? Somente um mês depois essa informação saiu. E claro, já li que a menina queria dormir com o chefe, ficou bêbada, se enganou e pegou qualquer um, se arrependeu e se matou.

Empatia pra q?

Anônimo disse...

E aqueles que dizem que meu post é CMS, gostaria de convidá-los a viverem em uma casa onde são chamados de "trastes idealistas", "monte de bosta que deveria ter engolido pedras na infância pra manter os pés no chão" e afins por causa de sua ideologia política, sem nem comentar as ofensas por motivos de biotipo e orientação sexual.

Anônimo disse...

É difícil dizer algo num caso como esse. Não tivemos acesso às versões dos pais, avós, da irmã, dxs namoradxs dos pais.

A autora do guest é ainda jovem e precisa elaborar melhor seus sentimentos.

O post apresenta uma garota que acha que está correta em tudo e diversas outras pessoas que estariam sendo injustas, equivocadas, preconceituosas. Se eu fosse amiga da garota, eu diria: tenta entender os outros com mais complexidade, isso te tornará também mais complexa.

O fato de sermos ateus, de termos expressões sexuais abertas, de sermos feministas, de sermos gordos não nos torna superiores aos demais. Quando essas escolhas e/ou características se tornam razão para odiarmos, quando se tornam justificativa para nos afastarmos e classificarmos todos os que estão ao nosso redor como "errados", elas deixam de ser ferramentas críticas.

Veja o último parágrafo: considero-o bastante equivocado. Chega a ser machista a maneira como a mãe e a irmão são entendidas.

Então abraço, feliz ano novo. E boa tentativa de elaborar teus dilemas familiares.

Bá disse...

E realmente, a M. Black frequentou minha casa, conhece minha família e pode dar uma opinião mais esclarecida a respeito. Agradecimentos.
Quem somos nós pra julgar, né?

CSM disse...

Como a Diana falou, a situação pode ser verdadeiramente difícil, mas a maneira que a autora coloca me pareceu um monte de "mimimi-ai-de-mim-cómo-sufro". A sua vida é horrível pq vc é a mais velha? Pois tem muitos casos de irmãos mais velhos que são mais paparicados/queridos/mimados que os mais novos. Ser mais velho, do meio ou mais novo não determina nada. Se sua família é problemática, isso é ruim pra vocês duas, não apenas para você. E bancar a vítima não ajuda em nada.

CSM disse...

Aliás, como irmã mais nova, sempre achei irritante quando via meus amigos (que eram irmãos mais velhos) com comentários tipo "eu tinha tudo que eu queria até meu irmão chegar!" Primeiro que a culpa do nascimento não era do irmão, e depois pq aprender a dividir as coisas deveria ser um bom aprendizado pra vida, mas pra eles parecia que era algum tipo de punição que o caçula-malvado trazia...

Bá disse...

Li mais de um comentário a respeito do fato de eu ser atéia, gorda e bisseuxal não me fazer melhor que ninguém.

Perdão se foi essa a impressão que eu causei no post, o que eu quis dizer é que fujo completamente do ideal de padrão. Qualquer um que compartilhe dessas características vai entender quando eu digo que NÃO É FÁCIL suportar os comentários preconceituosos e carregados de intolerância vindos de pessoas que deveriam ser aquelas que dão amor, cuidam e protegem.

Não consigo entender também esse pessoal do "seus pais só tem obrigação de te dar teto e pão". Jura?! Jura mesmo?! Jura que vocês consideram justo ter dois filhos, dar teto e pão pra um e tudo que houver de bom no mundo, incluindo amor, carinho, compreensão, confiança, cumplicidade, atenção etc pra outro?!

Poxa, espero sinceramente que vocês reflitam mais a respeito antes de terem filhos.

Anônimo disse...

Eu acho bem triste ler esses comentários de minimização do sofrimento alheio. Gente que já viu pessoas, claro, passando por problemas maiores que a Bá, mas problemas esses que também seriam considerados "classe média sofre" por quem já observou de perto a situação do Congo.
Essas comparações de sofrimento maior/sofrimento menor são completamente relativas e aleatórias e a única maneira de fazer justiça é NÃO FAZER essas comparações e compreender, sim, o sofrimento alheio por menor que seja.
Conheço pessoalmente a Bá, ela é bem rejeitada pela mãe porque não cabe no padrão menina perfeita patriarcalista com valores cristãos, passou a vida vendo a irmã ser disparadamente a preferida, mas todas as frustrações desse tipo que ela teve desde crianças não passam de chororô porque os pais dela casualmente tinham grana?
Tá na hora de mudar os conceitos.

B. M.

Anônimo disse...

O post é tipo um Dom Casmurro , ela mostra o ponto de vista dela e declara ele como verdade absoluta.


Ser ,ate@,crente,gord@,magr@, bisexual,hetero,homo,trisexual,pansexual não é atestado de superioridade ou inferioridade viu.


CSM disse...

"E aqueles que dizem que meu post é CMS, gostaria de convidá-los a viverem em uma casa onde são chamados de "trastes idealistas", "monte de bosta que deveria ter engolido pedras na infância pra manter os pés no chão" e afins por causa de sua ideologia política, sem nem comentar as ofensas por motivos de biotipo e orientação sexual"

Ok, sua situação não é fácil, mas daí a colocar a culpa na sua irmã tem uma diferença bem grande.

Anônimo disse...

Lembrei do filme Bem vindo à casa de bonecas.
Acho que as pessoas subestimam demais as consequências das relações familiares durante a infância. Não é preciso ser abusado sexualmente ou passar fome para sentir-se machucado, certas palavras e atitudes podem ferir muito mais.

Inaie disse...

Eu sou mãe de duas meninas - uma de 16 e outra de 14 anos, e já não sei quantas vezes fui ACUSADA de gostar mais de uma que da outra.

Sinto muito pelas tentativas de suicidio, pelo sofrimento e pela solidão.

Espero que você e a sua familia se entendam, aparem as arestas e continuem a caminhada.

Força!

Você já tem 18 anos, está na faculdade, pode fazer as suas próprias escolhas. As faça com cuidado e assuma a responsabilidade por elas.

Sem julgamento, por que não me cabe, mas muita gente passa por bocados muito piores e não tenta se matar. Escolha seu caminho com cautela e seja feliz!

Aline disse...

Olá, Bá!

Não pretendo absolutamente questionar o seu sofrimento, mas permita-me dar minha opinião (afinal, é pra isso que vc está publicando esse relato num blog alheio, certo?).

Não dá pra saber muito da sua realidade, mas suas palavras demonstram certa imaturidade da sua parte. Quer dizer, seus pais erraram com você, e talvez ainda errem, mas para mim ficou claro que você assumiu uma posição de vítima (e de alguém superior pelas suas orientações e escolhas) e se recusa a analisar a situação de uma perspectiva mais ampla.

Além disso, parece-me que o ódio que você sente pela sua irmã é injustificado. Algo como um sentimento da sua infância que você quer preservar. Isso fica claro quando você solta a absurda expressão "terminei melhor que ela". Terminou o quê? E ela, por acaso terminou alguma coisa? Tomar bomba não estragou a vida dela, certo? E, bem, ela não é responsável por ter sido mimada, e talvez você pudesse ser uma ótima irmã pra ela, inclusive neutralizando uma possível influência negativa da sua mãe.

Meu conselho é: tente problematizar a sua visão das coisas. O que é inadmissível não deve ser esquecido, mas certas coisas devem ser superadas para que você cresça e siga em frente. Questione-se. Fale o que você acha e sente para a sua família, mas tente adotar uma postura madura. Ninguém vai te respeitar enquanto você não fizer isso. E depois que disser o que tiver que dizer, tente cuidar da sua vida sem ficar jogando as coisas na cara o tempo todo. Lute para conseguir sua independência, vai ser a melhor coisa da sua vida, inclusive vai melhorar sua relação com a sua família. E tente não ser cruel com sua irmã, ela ainda é uma menina. Ajude-a a ser uma mulher forte, justa e de boas convicções.

Abraço

Anônimo disse...

Bem, lendo os comentários ficou mais claro para mim o que está acontecendo.

O perfil da autora é bastante comum em Porto Alegre. Estuda publicidade, é uma pessoa que recebeu educação bastante refinada (provavelmente sabe inglês e mais alguma língua, provavelmente se gabe dos seus "gostos" artísticos), é de família com bastante dinheiro (os cursos de comunicação são os que atraem o perfil mais endinheirado da população).

Isso estabelece uma série de contradições complicadas. O espírito libertário e coletivo do feminismo e do ateismo se chocam com a educação arraigada de desrespeito, insensibilidade, distinção e violência típicos da classe média portoalegrense.

Acho que há uma verdadeira luta de classes dentro da tua casa e no teu coração. Você acha que é totalmente diferente dos teus pais, mas ainda há muito em você parecido com eles.

Largue o curso de publicidade, que é uma vergonha para qualquer pessoa decente. Largue também a família. Alugue um apartamento ou vá morar com algum colega. Arranje um emprego, dê aulas particulares de inglês, pense em um outro curso. A vida vai ser dura, mas você vai seguir um caminho seu.

Ou você muda a maneira como se relaciona e aquilo que faz ou então tudo vai seguir na mesma.

Boa sorte. Seja valente.

Bá disse...

Aline e CSM:

Primeiramente, obrigada por lerem o guest-post e se incomodarem em responder, já significa bastante coisa pra mim.

Segundo, eu não ponho a culpa na minha irmã de MANEIRA ALGUMA, mas é inevitável que eu venha a ter desavenças e não ter estrutura pra suportar ela perto de mim. Lógico, ela é praticamente uma criança, mas eu tenho dezenove anos, também não podem me cobrar tamanha paciência e maturidade.

Sobre "terminar melhor do que ela", quis dizer em termos. Sei que não esclareci isso no post, mas eu com 14 anos já era mais independente que ela (entendo que eu tenha dado a impressão de ser 100% dependente dos meus pais, por ainda não me sustentar financeiramente e para alguns isso ser a única coisa que importa, mas me refiro ao modo comportamental e social). Ela faz o que é mandado, não LAVA O CABELO sem perguntar se pode, repete as "verdades" que lhes são doutrinadas pela família, não dorme uma noite sozinha, não sabe arrumar uma cama. Quis dizer que a vida vai ser muito dura com ela, assim como já está sendo e provavelmente será ainda mais comigo, porém devido aos anos de descaso dos meus pais, eu acabei me tornando deveras capaz de me virar sozinha; creio que assim que me ver financeiramente livre, apesar dos buracos na minha construção psicológica, não vou sentir falta de meus pais.

Entendo o posicionamento de vocês, porém os convido a fazerem um exercício de empatia colocando-se no lugar de alguém que nasceu e cresceu, desenvolveu toda sua estrutura psicológia e construiu toda sua visão de "eu" dentro de um lugar onde era constantemente menosprezada, julgada "inferior" e, principalmente, que cresceu acreditando que a culpa era SUA por ser diferente.

suelen disse...

além do desprezo pelo sofrimento dos outros,vejo muito a santificação dos pais.

pais são santos,puros,perfeitos,estão sempre certos e como fazem o imenso favor de te sustentar(q na realidade é obrigação,pelo menos até os 18 anos)o filho deve calar a boca e aguentar tudo.

se reclama de algo acontece isso aqui,é mimada,fresca,idiota.

Bá disse...

(Só pra esclarecer: larguei PP e hoje curso psicologia, o que eu evitava JUSTAMENTE porque minha família dizia que eu ia morrer de fome)

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Em outras palavras: Tua mãe quis que tu substituísses o ex-marido na educação da filha. Afinal, ela no fundo julgava ser incapaz de fazê-lo sozinha por ser "só uma mãe separada".

Patriarcalmente Típico.

Bá disse...

Suelen, tirou as palavras da minha boca.

Anônimo disse...

Sou filha única e passei por tudo que você descreveu, com a diferença de que não havia uma irmã que tivesse um tratamento melhor. E depois de me assumir ateia as coisas pioraram. Possivelmente não teria sido melhor se você fosse filha única, já que o problema, foi a falta de capacidade parental. Meu conselho é se distanciar emocionalmente dessas pessoas, não vai doer quando você conseguir. Apenas sair de casa não soluciona, pois conheço pessoas que muitos anos depois de saírem continuam a sofrer com esse tratamento diferenciado(essas pessoas sendo meus próprios pais).

Nuba ofKau disse...

Ah, não concordo com o que muitos comentaristas estão falando, que este é um post "classe média sofre" e que a autora é mimada mesmo e blablablá.

Acho que ela pode não ter expressado a gravidade da coisa por querer omitir detalhes e/ou pra não soar dramático. Dá pra sentir nas entrelinhas que tem uma mágoa verdadeira, de descaso dos pais. E descaso dos pais (ou qualquer coisa do tipo, como expectativas irreais dos pais ou superproteção) é prejudicial pra criança em famílias de qualquer classe social.

Também não acho que a autora demonstra imaturidade no post, ela fala como quase toda pessoa de 18 anos. Não se amadurece de uma hora pra outra e tendo uma infância difícil é mais difícil ainda amdurecer.


E outra que é estupidamente simplista pensar que uma infância/adolescencia difícil se resume a passar fome, ter necessidade material ou ver a mãe sofrer violência doméstica.

Nuba ofKau disse...

E isso me lembrou dos dois filhos de um casal conhecido meu. O mais novo era muuuuuiiito rejeitado, tanto que todas as visitas em festinha de aniversário ou coisa do tipo percebiam...mas os pais achavam que não.

Com certeza se o menino crescer e reclamar disso num guest post como esse vai chover gente pra falar que ele é mimado e que não faltou nada pra ele, foi alimentado e tudo mais. ¬¬

Anônimo disse...

Se fosse eu, dava um adeus a esses pais e irmã, seguiria com a minha vida, seria independente. Odeio esse negócio de filho predileto. Também sou irmã mais velha e acho que irmão tem que dar uma força sim, mas não criar um filho.

Nuba ofKau disse...

anônimo do dia 30 às 15:47...sério: se vc não sabe nada sobre bissexualidade pára de dar pitaco na bissexualidade dos outros.

Anônimo disse...

"suposto estupro"

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1208114-estagiaria-de-direito-morre-apos-suposto-estupro-em-sp.shtml

Sara disse...

tb sou a mais velha de 5 irmãos, e nem todos do mesmo pai, o q supostamente deveria me despertar mais ciumes ainda, mas CIUMES, é uma palavra q não faz parte da minha vida, nem nos relacionamentos amorosos, ou de amizades, quanto mais de irmãos, me desculpe nunca vou poder te entender, não gosto de gente ciumenta, e esse parece ser mesmo o seu caso.

Pipoca disse...

Bá,
A minha mãe sempre foi uma pessoa diferente da família dela. Assim como você, a mãe dela preferia as outrasfilhas. Mas o que acontece é que isso não diz nada sobre você. Isso só diz algo dela.
O que você é é independente de como a sua mãe te vê, e talvez você tenha que colocar na cabeça que você não deve procurar a aprovação da sua mãe. Você deve traçar o seu caminho sozinha. Foidificil pra minha mãe, mas em algum momento ela se libertou de querer afirmação da minha avó. Ela é simplesmente diferente, assim como você. A sua irmã é muito nova, e está numa posição muito confortável pra poder tomar uma atitude. Deixa ela.
O que eu queria dizer é que você pode mesmo estar frustrada com a situação, mas não tem nada que você possa fazer pra mudar. Então tente ficar em paz com a sus família, mas asssim que puder pule fora.
E sempre acredite em você.

Anônimo disse...

Moça do post: vc deve estar sofrendo muito. Um(a) analista poderia te fazer muito bem, te ajudar a compreender melhor essas questões difíceis p/ que vc possa se desenvolver e se constituir como uma pessoa singular e mais contente com vc mesma. Caso vc tenha condições, ou então vc pode procurar um serviço gratuito ou mais em conta, existem sempre clínicas assim nas universidades ou mesmo em centros de referência/saúde. Um abraço Ragusa

Carla disse...

Bá,

Tenho um irmão 5 anos mais velho que por puro ciúme nunca permitiu que fôssemos amigos. Se sentia injustiçado mesmo sendo o predileto da minha mãe, considerado o mais inteligente, sem quaisquer obrigações domésticas, etc.

É natural a rivalidade entre irmãos e de fato a impressão que fica para o mais velho é sempre de que o caçula recebe todas as atenções quando isso se dá principalmente pela fragilidade da criança menor e não por predileção dos pais. Não sei maiores detalhes da sua história, mas se um dia você escolher ter filhos verá como é difícil tratar igualmente crianças de idades distintas. E sim, existe a questão da afinidade, é preciso aprender a lidar com isso.

O que meu irmão nunca percebeu é que muito mais do que atenção dos nossos pais eu adoraria ser mais próxima DELE.

Pra gente ficou tarde demais, espero que para você e para sua irmã, não.

De resto, de nada adianta ficar remoendo fatos como o da sua irmãzinha querer fazer parte das reuniões das meninas mais velhas na sua casa... Isso é absolutamente normal. Bola pra frente.

Camila Strongren disse...

off post: vejam só, rafinha faz um comentário machista imbecil, aparece gente sensata querendo discutir, e começa a chover mascus com a misogenia típica

Bá disse...

Seus comentaristas lindos e maravilhosos, cada vez me lembrando o porquê de eu ter torcido tanto pra esse post sair no blog da Lola: MUITO obrigada por todas as palavras de apoio <3

Eu faço análise, sim, desde os sete anos. E torço pra que minha mãe faça o mesmo, mas é difícil. Agradeço imeeeensamente pelas palavras de apoio, cada vez que ouço/leio uma opinião favorável a mim, lembro que não é culpa minha; que não to louca, isso pode parecer pouco, mas significa muito pra alguém que passa o que eu passo. Gracias. <3

Anônimo disse...

É quase inevitável ler esse post e automaticamente pensar "classe média sofre".

São problemas comuns dessa idade, brigar com o irmão, se sentir menos amado pelos pais, se achar fora do padrão e ai vai uma lista imensa. Tudo de ruim que acontece parece gigantesco, desde o sorvete que deixou de tomar até a ameça de castigo...

Tenho certeza de a maioria das pessoas que tem irmão vai contar uma história super parecida, e ai chegamos a conclusão de que todos os pais do mundo são realmente terríveis. Mas a verdade é que os nosso pais são apenas humanos e também erram como qualquer um, só que é muito difícil para nós como filhos admitirmos que eles não são super heróis. É normal que em determinada idade acabamos nos dando conta do fim do nosso sonhado conto de fadas da infância.

Dizer que esse tipo de história é comum, não é minimizar de forma alguma o sofrimento de quem escreveu, mas apenas mostrar que muitas pessoas passam por isso e superam (ou não). Agora, o que ela vai fazer com tudo o que aconteceu é uma decisão dela. Já que tem dinheiro devia fazer terapia e resolver se vai sempre olhar para o passado pensado no quanto foi injustiçada por não poder conversar com as amigas porque a irmã mais nova atrapalhava ou que isso aconteceu, mas muitas outras coisas boas também aconteceram e ajudaram a ser quem ela é.

Sinceramente essa história de ser independente, sair de casa, procurar emprego etc não parece que vai te ajudar em nada, porque o teu problema é outro, é não encontrar um lugar para ti na tua família (ou o lugar encontrado é do patinho feio, sempre rejeitado), fugir não vai resolver nada. Quando alguém diz que é perseguido, sofre maus tratos físicos e psicológicos, não existe possibilidade de diálogo ai sim, foge que não há outra alternativa. Mas o teu conflito parece ser mais sobre quem tu é e como lidar com isso, tanto que tu é bem categórica sou bissexual, ateia, feminista etc para muitas pessoas isso não é uma questão importante. Sou ateia e feminista, mas isso só muda meu modo de olhar o mundo, nem sou mais triste ou feliz por isso. Agora, ter emprego, estudar, ter bons amigos e um relacionamento bacana, isso é uma questão para mim, pois isso determina diretamente a minha vida.

Desejo tudo de bom e que você consiga lidar melhor com o que aconteceu na tua vida.

Anônimo disse...

Pra não julgar aqui, só recomendo uma coisa pra autora do post: terapia. Procure umx profissional com quem você tenha afinidade, porque tem muita coisa a ser trabalhada aí. Ainda mais como aluna de psicologia, você já deve saber o quanto é importante resolver questões da infância pra ter uma vida adulta mentalmente e emocionalmente saudável.

Anônimo disse...

Desculpa mas achei esse post uma frescura. Se você tivesse falado como se fosse um problema isolado e pedindo ajuda pra lidar com isso, tudo bem. Mas analisar seu caso como se fosse assim pra todo mundo que tem irmão foi ridículo.
Isso é como VOCÊ lida com a sua vida, e não como o mundo dita as relações familiares.
Tenho duas irmãs, sou a do meio e nunca tentei suicídio por causa disso.
Pelo amor, é cada uma...

Ártemis disse...

Vei, que caralho de post é esse!!!!!!

Sou filha mais velha e eu GANHEI um irmão. Ganhei. Ele era briguento, medroso e tudo, eu o adorava. Muitas vezes eu tive que ceder, muitas e muitas vezes ele quebrou meus brinquedos. E sei que fui guia dele nos tempos difíceis. Tem 23 anos, e pra sempre meu irmãozinho.

Juliana disse...

Não sei se meu outro comentário vai sair (blogger tá chato hj, apareceu um erro), mas lendo seus comentários agora Bá, só posso dizer que estou tentando te entender, mas "Lógico, ela é praticamente uma criança, mas eu tenho dezenove anos, também não podem me cobrar tamanha paciência e maturidade." . Exatamente, sua irmã só tem 14 anos!
Sobre o cabelo,a cama, dormir sozinha, são coisas tão bobas que empobrecem seu argumento. Vc já tem 19, sofreu muito, então a meu ver já dá pra cobrar mais maturidade de uma pessoa que passou tanta coisa e consegue refletir sobre isso, do que para uma pessoa que nunca teve uma preocupação na vida.
Não estou rejeitando seu sofrimento, mas algumas coisas que vc levanta são muito infantis.
Olha meu pai nos deixou quando eu tinho os tais 14 anos. Eu sofri pra cacete, tive que assumir uma família, foram tempos complicados e com 19 anos, eu era muito madura para minha idade.
Com 14 eu era despreocupada com a vida,a "criança" da casa, mas isso não é um crime. É desproporcional dizer que terminou melhor que ela, ela nem começou a viver, e vc não tem idade para ter terminado nada moça!
Eu entendo um pouco a parte de não superar um problema familiar que te afetou profundamente, a mágoa que fica e nós nos achamos no direito de têla, afinal só nós sabemos o tamanho do nosso sofrimento. Eu sei disso.O caminho é procurar sobreviver em meio ao caos, e quando ele passar, superar. Se a mágoa fica, temos que pelos menos direcioná-la junto a nossa maturidade, com 19 anos eu não me permitia continuar pensado como quando tinha 14. O que passou fica, mas nossa cabeça e nossa força tem que mudar.
Então sim, eu vou ser a tia-chata e te cobrar mais maturidade sim, porque apesar dos 19, vc tem babagem suficiente para ser mais madura.
..............
Sobre o sofrimento da Bá ser muito "mimimi", que há "broncas" maiores, só achei que faltou uma melhor colocação no post, e só. Estou ak morrendo de cólica, e pensar que a vida da Bá foi muito pior que essa maldita cólica, não faz a minha dor diminuir, se eu fosse me queixar de dor agora e meu irmão disesse: "para de reclamar, não leu o post da menina? ´ta melhor que ela" eu o mandaria pra casa do k----


Ninguém é obrigado a ter empatia, mas se existem problemas mais significantes porque não sair de casa e resolver? Minha cólica e a vida da Bá podem não ser páreas para a fome no mundo, porém todos não tem suas preocupações e dores?

Mariana disse...

Bá, longe de querer te julgar ou qualquer coisa, mas acho que você se expressou mal no seu guest post. Só consegui entender o que de fato acontece contigo com os comentários das suas amigas aqui (e depois com os seus próprios comentários), que esclareceram que o problema maior é a intolerância da sua mãe com a sua personalidade e suas ideias e não a preferência por sua irmã. No meu entender, as pessoas julgaram seu post como "classe média sofre" por conta dos exemplos que vc escolheu pra ilustrar a situação (e tb por falta de empatia, vamos combinar).

Fui criada como filha única (meus pais são separados desde antes de eu nascer, sempre morei com a minha mãe), então não entendo a dinâmica da relação entre irmãos. Mas posso te dizer que ser (criada como) filha única não é um mar de rosas, já que existe uma tendência de os pais terem expectativas irreais a respeito do futuro dessa criança, que não tem com quem dividir esse peso e, assim, termina tendo menos direito de "fracassar" ou até de seguir um caminho diferente do esperado. Tive uns conflitos com isso quando minha vida profissional ficou "aquém do que poderia ser" (tb fiz publicidade, não deu certo), mas hoje, com o tempo, estou bem resolvida com minha família depois de ter feito outras escolhas.

Pelo que entendi, sua vida não é mais difícil porque vc se tornou "a mais velha" aos 5 anos, mas porque vc é diferente das expectativas da sua família. Isso ficou claro só quando vc citou os casos de violência verbal da sua mãe. Pais erram muito às vezes e, acredite, eles infelizmente tb vão prejudicar o futuro da sua irmã com essa atitude (vc mesma reconheceu isso em um dos comentários).

Acho que vc foi mal-interpretada pq omitiu alguns detalhes no post e escolheu exemplos mais prosaicos, daí a impressão de que "classe média sofre". O que não justifica alguns comentários que dizem que só pode reclamar quem sofre abuso sexual dos pais, passa fome, etc. Seguindo essa lógica, todo mundo que tem uma vida razoável tem que ser conformista e adeus ativismo e luta por qualquer mudança...

No mais, vc só tem 18 anos, muita coisa pode mudar depois disso. Boa sorte.

carol disse...

Primeiro, acho errado minimizarmos a dor alheia. Até porque, algumas coisas aparentemente bobas, doem muito por todo um significado psicológico por trás. Já chorei por coisas racionalmente muito idiotas, mas que tinha forte conotação sentimental. O que saberia quem não me conhece sobre o meu sofrimento?

Depois, não é uma questão de ser irmã/irmão mais velho ou mais novo, ou do meio que é o problema. Eu sou irmão mais velha, ouvi muito essas de "tem que dar o exemplo", "tem que cuidar". Esperei até os 15, 16 ou 18 anos para conseguir certas coisas que para minha irmã foram dadas aos 12 ou 13 anos. Minha família não chegou a me magoar como a Bá relata que a dela fez, mas mesmo assim, tinha dias que eu chorava. Com certeza as atitudes diferentes dos meus pais em relação a mim e a minha irmã, contribuíram para moldar os nossos caráteres, pelo menos em parte. Por isso acho injusto que os pais tratem tão diferentes seus filhos e filhas. Não que eu defenda uma igualdade total, somos muito únicos para isso, mas quando o tratamento pra um dos filhos é degradante, isso machuca, magoa, fere. E a culpa é dos pais, eles que são adultos, eles que são responsáveis.

Quanto a Bá, gostaria de te dizer, garota - pelo pouco que conheci de ti neste post - que as coisas vão melhorar. 18 anos é uma idade de muitas transformações, foi a idade que eu me descobri lésbica e tive que lidar com a minha homossexualidade frente a minha família. Foi um período difícil, mas todas essas questões que eu enfrentei me fortificaram e hoje eu me sinto mais de acordo comigo mesma e - pelo menos parcialmente - liberta do que a minha família e a sociedade esperava de mim. E viver a própria vida do teu jeito é a melhor conquista que tu pode ter ;)

P.S.: sair de casa ajuda muito, pena que envolve sempre ter dinheiro para pagar as contas.

Caroles disse...

Tem um monte de gente falando que ai é claro que pais têm preferidos mimimi... gente, é óbvio. Pais são humanos, alô. Ninguém aqui é criança. É natural que os pais se identifiquem mais com um filho do que com outro. Mas isso NÃO quer dizer que amem mais um do que o outro! É simplesmente uma questão de afinidade.

Juliana Rocha disse...

Eu sou a filha mais nova, mas a única mulher. Diferença de 5 e 4 anos para os meus irmãos. Fui bajulada por ser a "princesinha" da família até uns 12 anos. Daí em diante tive que aprender a substituir minha mãe quando ela não estava e a cumprir o papel de dona de casa. Sempre que não cumpria esse papel direito o bicho pegava. Sinto que é assim até hoje. Passei minha adolescência numa grande revolta e depressão por além de tudo não conseguir ser princesa e nem dona de casa. Apesar disso me trazer algumas sequelas como baixa autoestima, consegui me livrar do pior (bulimia, vício em anfetamina)e não culpo meus pais. Eles tiveram uma educação que os levou a isso. O feminismo tem me libertado disso e se um dia eu decidir ter filhos eles não vão ser educados assim. E não é por causa de anos de terapia e antidepressivos. É por causa do feminismo e da Lola, que me mostrou o caminho dele. :)

Thaís Toledo disse...

Ba,
Senti que você subestima um pouco as capacidades dela, de entender, de ter empatia por você (a forma que você escreveu deixou muitos mau-entendidos, do tipo você é a inteligente? WTF se comparar em inteligencia com uma criança? E que subestimada foi aquela do deficit de atenção? sua irmã pode ter a doença sim oras)
Com 13 anos eu lia a veja, achava que meninas eram todas idiotas e fúteis, me aproximava pouco delas pois achava que meninas eram todas traiçoeiras (coisas que o machismo faz por você, odiar o seu próprio gênero, não confiar, não abrir a guarda), mas eu me descobri, percebi que o que eu odiava não era as meninas/coisas de meninas , mas como o mundo queria definir o que era ser menina. Descobri amigas maravilhosas. Isso tudo nos dez anos subsequentes. Acho que é muito injusto com uma criança de 13 anos ser definida pela irmã mais velha assim. sobre ela fazer sempre o que é mandada... sinceramente o que você preferiria? Que ela se rebelasse e ficasse ao seu lado (só com 13 anos) para ser tratada da mesma forma que você? Ela teve a lição em casa (pelo que você descreveu), ela só está se comportando da forma que precisa para receber o apoio que necessita, o carinho que precisa (ou não, talvez esse seja o jeito dela, a personalidade dela, mas isso só vai saber se conhecer de verdade a sua irmã). Você já tentou falar com ela (com empatia, você conhece bem) sobre o feminismo? Sobre ser independente? Perguntar com curiosidade genuína sobre os planos dela para o futuro?
Talvez tudo o que ela queira também seja te conhecer. Talvez vocês possam ser uma o apoio da outra... (obviamente tudo isso é uma visão otimista de toda a situação, mas não é impossível).

Jéssica disse...

Sou filha única, mas conheço algumas famílias ao meu redor com irmãos, e gostaria de fazer um resumo de como essa relação ocorre, JUNTO com a classe social da familia, já que as pessoas estão desqualificando por ser um problema de classe média.

Família 1: Irmão mais velho (18) e irmã mais nova (14). O irmão é descaradamente preterido pela irmã, tendo menos acesso a dinheiro, a sair e sendo culpado em brigas. É uma família Classe C, "classe média-baixa". Resultado? O irmão justifica os machismos dele baseado em como ele é preterido pela irmã, e além de ter raiva da irmã, tb tem raiva de mulheres. Ah, ele tb é obrigado a cuidar dela e carregar ela nos saidas com os amigos.

Família 2: Irmão mais velho(+- 26), irmã mais nova (22). É uma família rica, do tipo que dá carro quando entra na universidade, e tb muito machista: Apenas o irmão ganhou um carro, o irmão batia na irmã sem punição, o irmão berrava com a própria mãe, ele era chamado de "homem da casa", pq a familia era divorciada, ele tinha muito mais acesso a dinheiro e liberdades, e o motivo era claramente pq ele era homem (além de q, ele não fazia tarefas domesticas, nem msm sua propria comida). No momento, a irmã está sendo ameaçada de ser expulsa de casa por pressão do irmão. Situação atual: A irmã está muito perto de ter a condição financeira necessaria para sair de casa, e possui um bom curriculo com um namoro estavel. Enquanto ele é tão insuportavel q não fica mais q uns poucos meses com uma namorada, embora tb estava se saindo bem no trabalho. Obviamente, eles tem raiva um do outro.

Família 3: De novo Classe C, irmã mais velha (+- 30) e irmão mais novo (24). Ambos receberam o mesmo acesso a dinheiro, liberdade e oportunidades pela família, e nunca se dizia que um era melhor que o outro. Existe uma pequena predileção pela irmã, por ela se esforçar mais, mas que não prejudica o irmão. Essa é a única família que eu conheço em que um irmão gosta do outro e sabe que pode contar com o outro.

E tenho certeza absoluta que esse problema tb ocorre em famílias mais pobres, ficando ainda mais grave quando se junta com machismo, como só permitir que o mais velho, o homem ou a mulher da família estude (já vi todas as 3 situações, com diferentes "motivos"). Na família da minha mãe, Classe D, só o mais velho teve o direito de estudar até a universidade com a ajuda da família, minha mãe precisou completar o ensino médio já com mais de 20 anos, enquanto trabalhava.

Dani Andrade disse...

Bá, eu te entendo completamente. Eu tbm passei por situações muito ruins. Fui filha única por 10 anos e eu queria muito uma irmã, eu não tinha ciúme, eu ajudava minha mãe a cuidar da minha irmã, ficava inclusive sozinha em casa com ela - aos 10 anos. Apanhei com um cabo de vassoura porque não quis entrar na piscina e segurar minha irmã no colo quando eu tinha 14 anos, minha mãe disse que estava criando um monstro e não uma filha, eu sempre era cobrada pra ser o exemplo pra minha irmã, eu sempre era ameaçada se não passasse de ano iria estudar no colégio público que tinha na frente do meu que era bem mais fraco, eu nunca peguei nem recuperação, passei de primeira nos dois vestibulares que fiz e com boa colocação, claro apenas em faculdades públicas pois meu pai disse que não queria mais pagar pra eu estudar, quando ele pagava meu colégio - que muitas vezes ele deixava atrasar - ele jogava o carnê de pagamento na minha frente e dizia: vê se estuda! Fui muitas vezes proibida de sair de casa, ir a festas, à praia, sem motivos apenas porque eles não queriam. Quando passei nos vestibulares tive que escolher um curso apenas e comecei a trabalhar, com 17 anos e assim tive um pouco mais de liberdade, pois tinha meu próprio dinheiro. Com uns 20 anos em uma briga com minha mãe ela me chamou de vagabunda, me deu um tapa no rosto e uma mordida no braço que ficou uma semana roxo, nesse dia eu saí de casa. Fiz minhas malas e vazei. Fiquei morando 1 ano fora de casa depois voltei, mas morava num quarto separado atrás de casa, quando comecei a namorar com meu atual marido fui me mudando pra casa dele ele me deu um espaço no armário dele, eu deixei uma casa boa onde não tinha que pagar nada pra ir morar numa kitnet e dividir contas com meu namorado mas fui viver com uma pessoa que me respeita e que eu amo e respeito. Enfim, minha mãe faleceu, e meu pai nos pediu pra voltar a morar com ele já que ficaria praticamente sozinho, pois a minha irmã que eles tanto defendiam e admiravam (igualzinho como seus pais fazem com sua irmã, e pelo mesmo motivo, dizem que minha irmã tem Distúrbio de Défcit de Atenção e Hiperatividade - TDAH)hoje não para em casa, não dá bola pra ninguém. Ela sempre foi a coitadinha, a boazinha, eu sempre levava a culpa pelo que ela fazia de errado. Quando eles foram passar umas férias na praia deixaram o armário de comidas trancado pra eu não ter o que comer. Muitas, muitas, maldades. Eu sei o quanto dói, vc não é mimada. Desculpa o desabafo, deixo meu abraço solidario, é bom saber que não estamos sós! Força e um ótimo 2013!

Menina disse...

Querida, eu também sou a mais velha e sempre ouvi que minha irmã "não entendia". Minha avó, falecida, chamava minha irmã de santinha, eu e meu irmão chamávamos ela de Santinha do pau oco. As brigas eram sempre eu com ela e meu irmão com ela. Raríssimas vezes eu com ele, que também é mais novo. Quando meu pai ficou desempregado minha mãe desabafava comigo, que na época tinha 10 anos, eu tinha acabado de perder meu avô, que eu amava e que me mimava mais que qualquer pessoa nesse mundo. Eu não era a mais velha pra ele, era a neta preferida. Meu pai é alcoólatra. Com 12 anos sofri um abuso de um primo do meu pai, mas eu não contei pra ninguém, por medo sim, não apenas dele, mas de magoar minha avó, de deixar minha mãe preocupada com outras coisas além dos problemas que ela já tinha.
Eu dividia tudo com meus irmãos. Comecei a trabalhar aos 13. Entregava panfletos pra ganhar uns trocados, pra comprar algumas coisas pra mim e pra ajudar em casa. Aos 15 ganhei uma bolsa de estudos em uma escola particular, consegui com muito custo juntar os 150 reais para minha matricula e uniforme. No dia da matricula fui pegar o dinheiro no meu cofrinho e havia desaparecido. Isso mesmo! Sabe o que aconteceu? Meu pai havia pego, para pagar dívida de bebida. Chorei muito. Minha mãe tinha um amigo que ao ficar sabendo daquilo, não só deu o dinheiro para que eu pudesse fazer a matricula, como me deu um bicicleta para ir para a escola por que era longe e pagou minhas inscrições para o vestibular anos depois. Com 16 comecei a trabalhar em uma multinacional a tarde/noite e sempre que eu comprava algo era para mim e para minha irmã, ou para meu irmão e para minha irmã. Por que? Porque ela fazia um escândalo quando não comprávamos para ela. Ela ficava entre meus amigos e irritava a mim e a eles. Comecei a ser voluntária e ia a igreja para agradar minha mãe. Minha melhor amiga morreu de câncer. Eu fui estuprada. Mais uma vez fiquei em silêncio. Passei por um aborto em silêncio. Não queria preocupar ninguém. Sai do lugar onde eu trabalhava. Trabalhei em outros lugares. Viajei com o pessoal do grupo de voluntários, sem gastar um centavo. Corri atrás das coisas. Minha irmão teve HPV, por ter feito sexo sem camisinha com o namorado, mesmo já tendo ouvido milhares de vezes como isso é errado. Eu ficava morrendo de raiva dela. Ela sempre maltratou todas as namoradas no meu irmão. Hoje ela destrata a esposa dele, faz pouco caso dela, fala mal dela.
CONT...

Menina disse...

Eu sou bem sucedida, ganho bem. Ela? Está fazendo faculdade, lutando para se bancar. Eu me banquei na faculdade também. Me entendo bem com ela hoje. Sei que tudo que aconteceu só serviu para que eu fosse uma pessoa melhor, mais justa. Não estou falando sobre os abusos e sim sobre ser a mais velha, a mais responsável. Eu brincava pouco, preferia ler, mas nunca fui impedida disso. Eu deixava de comer porcaria para que minha irmã e meu irmão pudessem comer, eu não tomava sorvete quando eles estavam doentes(isso quando tinha sorvete para tomarmos). Minha família passou grandes apertos, não passei fome por caridade alheia. Comi arroz com sardinha ou com banana, as vezes puro. Meu irmão nunca reclamava. Minha irmã corria na casa da minha avó e pedia carne ou frango. Minha avó brigava com minha mãe por não pedir pra ela.
Eu tenho depressão. Tive várias crises, quando era adolescente inclusive. Chorava sozinha e falava com uma fotografia do meu avô, perguntava por que ele tinha que ter morrido e me deixado com tanta responsabilidade.
Quando passei em 4º Lugar em uma faculdade publica, meu pai me perguntou: "Por que não foi a primeira?". Minha mãe me parabenizou. Minha irmã decidiu estudar música. Ninguém disse nada a ela.
Hoje depois de muito refletir, eu percebo que eu tomei a responsabilidade para mim. Eu não precisava. Tenho amigas que são as mais velhas e nunca ligaram para o "você tem que ser o exemplo".
Reflita, pense se você não está puxando a responsabilidade para você. Seja livre e tente ser feliz. Se você tem depressão, tome remédios, faça tratamento. Por mais injusto que pareça o que seus pais/avos fizeram eles te viam como alguém mais forte e isso não quer dizer que não te amaram/te amem.

Beijos

Jéssica disse...

Apenas complementando o meu outro post, o que eu quis dizer com aqueles exemplos foi que esse problemas ocorre com diversas familias, de diferentes classes sociais, e que são problemas relevantes, pois afetam profundamente a forma como a pessoa se vê e vê os outros (como o caso do irmão ter seu machismo fortalecido quando é tratado de forma superior ou inferior).

E sinceramente, os pais "são humanos que também erram", mas errar e causar traumas de forma constante na personalidade de alguém são coisas bem diferentes. Pessoas assim simplesmente não deveriam ter filhos.

E concordo com a opinião de alguns: Obtenha independencia financeira e caia fora, conviver com pessoas assim não te faz bem algum e você não tem a obrigação de amar sua família. Até lá, dependendo da situação você tem as opções de aguentar calada ou bater de frente com eles, e eu não tenho como sugerir uma das opções, pq isso depende muito da sua propria situação, principalmente a financeira.

Anônimo disse...

"Tem um monte de gente falando que ai é claro que pais têm preferidos mimimi... gente, é óbvio."

Não, não é óbvio ter preferidos. Se vc acha isso, espero que não tenha filhos. E aos pais e mães que compartilham da sua opinião, eu acho que deveriam ao menos fazer com que essa "preferência" (que vc acha óbvia) não seja transformada em privilégios, em tratamentos desiguais, em "um é melhor que o outro", em rótulos e papéis diferenciados que tanto fazem sofrer. Esse tipo de atitude não é justa, não é adulta, não é construtiva. Amor é outra coisa. É tratar com o mesmo carinho, o mesmo respeito, o mesmo afeto pessoas que evidentemente são diferentes. Os filhos são diferentes, mas os pais não podem tratar a um com mais amor e a outro com menos.
A gente reconhece quando os pais são igualmente afetuosos com os filhos quando esses são amigos e unidos. Mas irmãos ciumentos, rancorosos e amargos uns com os outros, pode apostar, é fruto de uma profunda sensação de injustiça gerada pelo desamor e diferenciação de tratamento pelos pais.

Jéssica disse...

Outra coisa: É perfeitamente aceitavel que uma mãe ou um pai tenha predileção por um dos filhos, mas definitivamente não é aceitavel que eles os tratem de forma diferenciada, principalmente em relação a recursos e afeto.

Anônimo disse...

Lola

Você já viu essa página no Facebook ?
http://www.facebook.com/Loboinsanidade

Um absurdo! Usando a Tarja Humor Contoverso o Facebook permite que páginas como essa (e muito piores) se mantenham na net. Já foi polêmica nos EUA e na Austrália essa política deles.

outras páginas de "humor controverso" têm "piadas" que comparam negros a animais,pregam ódio aos nordestinos...

@vbfri disse...

Pô, a galerinha caga-regra não dá trela, né?
Quer dizer que se a família dá comida, água e tals, não estupra, tudo vale?
Espancar pode, então? Humilhar também?
Aí a Bá é CMS? Sério? Vocês sabem o que é encherem o saco de vocês diariamente? A vida de vocês é mar de rosas?
Beleza, parabéns pra você. Recolha sua estrelinha na saída.
Problemas são problemas. E passar fome de afeto é tão ruim (ou pior) do que passar fome de comida.
Até planta, que não tem cérebro, gosta de carinho. Ser humano NECESSITA de amor tanto quanto necessita de água.
Não devemos minimizar o problema de ninguém.
Empatia vai bem, viu, gente?

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Assunto difícil esse, principalmente pra quem é filha única como eu e não tem essa vivência, apesar de me incomodar um pouco na pré-adolescência com certas comparações entre primas...
Mas acho que não é raro ouvirmos relatos de irmãos ou irmãs que se sentem preteridxs por um motivo qualquer, talvez até pelo fato da família se identificar mais com um que com o outro, nossa tendência de enxergar melhor o lado de quem se parece mais com a gente. Enfim.
Mas você é jovem, forte, daqui há um tempo vai ser totalmente independente e aprender a lidar com isso. Principalmente com a ideia de que nossos pais, nossa família em geral, não é perfeita.
Abçs.

vendesedrogas disse...

Acho engraçado esses pais que chamam os filhos de mimados como se eles não tivessem a menor responsabilidade nisso...

Aqui em casa é o contrário. Eu sou a segunda filha, mas é a minha irmã mais velha quem teve mais oportunidades, quem sempre teve um melhor relacionamento com meus pais e teve todos os privilégios de sair quando quisesse, e quando ela trazia as amigas aqui em casa eu tinha que deixar elas em paz e não podia entrar no meu quarto.
A desculpa é que ela "é mais fácil de lidar" porque eu... bem, segundo minha mãe, sou mais esperta e inteligente...
Já me conformei com isso, até porque o privilégio da minha irmã enquanto cresciamos não trouxe nada pra ela na vida adulta. Ela ta, no minimo, tão na merda quanto eu.

Maxwell disse...

Só eu que percebi que em nenhum momento ela diz que tem algum envolvimento afetivo com a irmã? Ela a trata como parte do problema.

Mas esse negócio de ser pai e mãe é comlicado mesmo.

Anônimo disse...

"E aqueles que dizem que meu post é CMS, gostaria de convidá-los a viverem em uma casa onde são chamados de "trastes idealistas", "monte de bosta que deveria ter engolido pedras na infância pra manter os pés no chão" e afins por causa de sua ideologia política, sem nem comentar as ofensas por motivos de biotipo e orientação sexual."


Amiga, além do que vc é, eu fui obesa. E nem por isso boto culpa em ninguém. E eu te chamei de CMS sim. E novamente aconselho terapia (de verdade, sem nenhuma intenção, pq foi o que me ajudou/ajuda muito).

CSM disse...

Um monte de gente contando histórias de como eram preteridos em favor do irmão/irmã. Tenho certeza que e minha irmã viesse falar de mim, ia contar uma penca de histórias em que ela foi "preterida". Da mesma forma eu tenho várias histórias de como eu fui preterida a ela. Por isso eu acho super difícil passar a mão na cabeça de qualquer pessoa quando se trata desse assunto, pois é uma questão muito de ponto de vista.

Mariana. disse...

Oi Ba, tudo bem?

Eu tenho 23 anos, sou filha do meio e tenho várias histórias de "injustiça" para contar no âmbito familiar.

Poderia citar vários exemplos em relação tanto ao irmão mais novo (que hoje tem 19) quanto a irmã mais velha (que tem 27 e já não mora mais conosco). E tenho certeza que tenho razão nas minhas reclamações.

Mas você acha que minha irmã mais velha também não tem as histórias de injustiça dela? E meu irmão mais novo (que é a pessoa mais relex do mundo) também? Tudo depende do ponto de vista. Algumas vezes eu reconheço que fui privilegiada em detrimento de um dos meus irmãos, e o inverso tbm aconteceu. Pais não são perfeitos e irmãos não são iguais. Isso é normal.

É claro que em algumas famílias acontece predileção. Isso nem sempre gera injustiça. É uma questão de afinidade (minha mãe e meu irmão são mais afinados, por exemplo), nem por isso eu fiquei com escolas piores, quarto pior, roupa pior (até pq não é de predileção material que estamos falando).

Meus pais provavelmente erraram, provavelmente a educação que eles me deram (que não foi exatamente igual a dos meus irmãos, justamente porque cada pessoa é única) interferem muito no que sou hoje, em como penso e ajo.

Ainda sim, reconheço que nem tudo o que der certo ou errado na minha vida vai ser consequência da minha criação, embora isso interfira. Muita coisa vai ser mérito ou demérito meu mesmo. Não culpe seus pais por tudo. E reconheça que seus êxitos tem o dedo deles tbm, além do seu próprio esforço.

Anônimo disse...

Sinceramente, acho isso normal. Só a nossa sociedade "certinha" acredita que os filhos são amados da mesma forma. Existem preferidos, sim. Na minha casa, isso sempre foi bem claro. Eu sou a mais velha, mas não foi por isso que eu fui a princesa da casa. Quando eu nasci, em uma época em que não existia ultrassom, minha mãe não queria levar para casa de jeito nenhum uma menina. Deu "Upa!" para convencê-la. Meu irmão, menino, mais novo, sempre teve todos os privilégios. Isso que é comentado de que eu tinha que ser o exemplo, ficava sem sorvete quando ele estava gripado (e ele não, além de fazer questão de tomar na minha frente), ele ganhava presente no meu aniversário, enfim, esse tipo de coisa sempre aconteceu em casa e sabe de uma? Eu via o mesmo acontecer com todas as minhas amigas que tinham irmãos mais novos. É normal. Também como filho preferido E homem, ele sempre teve privilégios de ganhar a maior mesada, poder sair com o carro do meu pai, poder voltar de madrugada, coisas que eu não tive. Eu conquistei o que tenho - aos 40 anos - tudo por mim mesma. Até o apartamento dele foi meu pai quem comprou.
Acho que porque na minha infância "criança não tinha querer" e nunca se ouviu falar em terapia, em aceitação, em nada disso - criança se corrigia com uma boa surra e pronto - e porque sempre foi muito claro que meu irmão era o filho preferido, isso nunca me afetou de verdade. Eu via a situação como uma questão dos meus pais e não como culpa minha. E algo que não ia mudar. Nunca mudou mesmo. Até hoje é assim, ele é o homem perfeito, eu sou cheia de defeitos.
Não acho que o fato de ser ateia, bissexual, etc sejam a causa desse comportamento dos pais. A questão é que a filha preferida é outra. Pelo mesmo motivo que eu prefiro lasanha a macarrão, até como macarrão, quando não tem lasanha. A culpa não é do macarrão. Com o perdão da comparação esdrúxula. Quanto mais cedo a pessoa aceitar isso e parar de tentar mudar a situação, mais cedo deixará de sofrer. Não dá para mudar a cabeça dos outros. Simone.

Vivian disse...

Eu tb tenho problemas em casa. E Muita gente pode reclamar o tanto que for de classemediadofre e mimimi, mas tudo que uma pessoa tem até sair de casa, aí pelos 18 ou pelos 20, é a sua FAMÍLIA, para o bem e para o mal.

Esse é um sério problema que observo na mentalidade da nossa população nesse momento - e tenho quase certeza de que é por que vivemos num país com muita gente na linha da probreza ainda: quem tem casa, comida, roupa e pais não tem do que reclamar.
Parece que as pessoas tem que parir as crianças e só dar comida, roupa e educação, que o resto é desimportante. Que o respeito e amor que os pais darão aos filhos não tem inportância.

É um absurdo essa mentalidade, a personalidade das pessoas é formada conforme o jeito que elas são tratadas em casa! Hoje, com 27 anos, ainda me pego tentando corrigir vícios de comportamento e problemas no meu dia a dia por que minha mãe e meu pai me ensinaram epiricamente a ser assim. Se eles fossem diferentes, eu teria um comportamento e personalidade diferente, podia ser uma pessoa melhor ou pior.

Acontece que nem todos se dão conta, mas a sociedade é formada pelas pessoas que levam adiante as qualidades e defeitos de seus pais! O negócio é que as pessoas deveriam ter carteira de habilitação para serem pais, por que não é qualquer um que deveria ser autorizado para isso, é muita coisa triste que se vê por aí, sem falar as pequenas sequelas psicologicas que podem arrasar um ser humano como a da nossa guest.

Peço um esforço mental de todos aqui nessa situação:

--> se vc nasceu numa família linda e maravilhosa, parabéns, de verdade te invejo. passe adiante o respeito q vc aprendeu quando tiver a sua família.

--> se vc nasceu numa família de merda (como a minha), uma novidade que demoramos a nos dar conta: nem todos nasceram, existem famílias maravilhosas mesmo! É sério mesmo! Pais e mães que querem ser pais e mães,e tratam os filhos com educação e com respeito! O mínimo que você precisa fazer - se quer realmente ser feliz - é se dar conta disso, e evoluir para ter a sua própria família com respeito e amor. Não existe isso de que todo mundo reclama de alguma coisa, que o ser humano nunca esta satisfeito. Existem problemas MESMO e reclamações legítimas. Não se conforme, existe um mundo (familiar ao menos) onde as pessoas não pisam nas outras. Vai ser necessário muito esforço e auto conhecimento pra vc entender e tentar melhorar nisso, e ainda não chegará a 100%. Mas você tem bem mais chances de ser feliz no futuro do que foi no passado.

Eu estou trabalhando serimente minha personalidade para não repetir os erros detestáveis dos meus pais. Sei que eles são apenas humanos, mas eu tb sou, e lamento muito ter que ter sido submetida a uma série de situações que só atrapalham meu raciocínio e minha vida hoje.

Só um exemplo: recentemente eu estive em um relacionamento abusivo, e demorei a me dar conta. E quando me dei conta, logo percebi que aprendi com meus pais como um homem trata uma mulher. Agora estou aprendendo que não é só da maneira que meus pais viviam que os relacionamentos existem, que homens podem tratar bem as mulheres, mas uma mulher como eu vai ver um cara agressivo e vai achar normal, se não se der conta e trabalhar a personalidade. Já uma mulher criada em ambiente familiar que respeita mulheres vai ver um cara agressivo e vai se afastar dele, por logo ver que ele tem um problema.

Problemas em casa estão intrinsecamente relacionados a problemas em sociedade. O micro forma o macro, ignorar isso é ignorar como melhorar a sociedade.

O negócio é bola pra frente, aprendi muito e todo dia continuo aprendendo a viver sem me colocar em situações que me façam sofrer, tentando desaprender o que aprendi em casa. Não dá pra desistir e eu estou nessa pra ser feliz.

Boa sorte pra ti, Ba. Não sei se pra vc é fácil contratar psicólogos, pra mim não foi, mas procure leituras, tem as pencas livros sobre comportamento, e isso tem me ajudado horrores.

vivian disse...

Mais uma contribuição: muita gente dizendo que é normal pais terem o preferido, que é normal irmão menor ser carregado pra lá e pra cá.

Gente, parem. Isso NÃO é normal. Pode ser comum, mas não é normal. Minha família tem o filho preferido - minha mãe cansou de dizer que queria muito ter tido um filho homem - mas conheço inúmeras que não tem. E como deve ser bom ser filho e ter irmão nessas famílias!
Não dá pra escolher, mas tb não dá pra aceitar que isso é normal e repetir isso com os filhos que teremos.

E esse lance de carregar irmão mais novo: bom, deste mal eu não sofri, e por isso estou aqui pra dizer que na minha famímia a minha autonomia enquanto indivíduo era respeitada. Eu não era a babá, eu era a irmã mais velha, e podia sim fechar a porta do quarto quando minhas amigas me visitavam, ela chorava e reclamava, mas eu tinha direito à privacidade. Nunca fui obrigada a conviver com a minha irmã mais nova (somos em três, eu sou a mais velha) em nenhuma circunstância. Hoje me dou muitíssimo bem com ela, mas todos os momentos que passamos juntas eu também quis passar ao lado dela, desde quando era nenê.

Por isso, Bá, vc deve ficar ligada: não é a tua irmã que escolheu o modo como ela quer ser tratada, teus pais decidiram isso, não é culpa dela. E pelos teus comentários, isto esta prejudicando ela intensamente também. Está fazendo mal pra vocês duas. Vai ser difícil superar essa cortina da preferência e vc tentar se dar bem com ela, tb não sei que tipo de ser humano ela está se tornando sendo tão mimada... mas avalie ela de fora, se fosse uma menina da sua rua, vc se daria bem com ela? É um bom filtro.

Boa sorte pra ti, um grande abraço cheio de empatia ^^ provavelmente estudando psicologia vc vai se entender bem melhor e isso vai te ajduar enormemente, e vc pode consultar com os seus colegas grátis ainda =)

Beijos Vivian de Porto Alegre tb!

Monica disse...

Juro que não entendendo essa atual mania RIDÍCULA de minimizar o sofrimento alheio. Se você se incomoda tanto com a Fome, Miséria, Desnutrição, Guerra e afins, faça algo para combatê-las e não fique de "mimimi garota mimada, vá lavar a louça etc"

E também queria muito saber o porquê dos comentários "Classe média sofre" se esse é um problema de personalidade e que atinge desde famílias que moram em casa de barro até às de Classe AAA.

Sou a irmã mais nova e tinha que ouvir que "meu irmão era ótimo, nunca ficou de recuperação, então NEM OUSE ficar". Então, Bá,esse tipo de predileção varia mais dos pais do que da "posição de nascimento".

Sim, minha prefere meu irmão. Mas nem por isso eu cresci revoltada ou com raiva. Por que EU SEI que, para o que eu precisar, ela vai estar comigo para o que der e vier e que, mesmo eu não sendo tão parecida com ela, ela também me ama muito e deseja o melhor pra mim.

Ter mais afinidade com o outro filho não é o problema e sim quando esse sentimento se transforma em privilégios absolutos para um e maus tratos e descaso para o outro. E sinto muito que esse seja o seu caso e o da maioria.

O que eu posso dizer a você? Em primeiro lugar, dê duro para conseguir sua independência financeira e SAIA DE CASA. Você vai se sentir realmente viva.

Não sou muito mais velha do que você, mas tive mais tempo para processar esse tipo de situação e o que eu gostaria de te dizer é que, para o bem e para o mal, os pais são humanos e tanto acertam maravilhosamente como erram feio.

Veja tanto a sua mãe como sua irmã de uma forma humana e desprendida, tente perdoar sua mãe pelo que ela te fez [infelizmente existem pais totalmente despreparados para a função e que não se dão conta disso], veja se dá para fazer algo pela sua irmã [ela ainda é uma criança e totalmente inconsciente da realidade da vida] e siga sua vida.

A gente aprende que as pessoas não são como gostariam que fôssemos e, na maioria dos casos, não vão mudar. Por isso tente se libertar dessa mágoa e tocar sua vida de forma mais leve e feliz. Acredite, só faz bem.

Esse tipo de sofrimento nos ajuda a crescer e, quando o processamos da maneira correta, nos torna pessoas melhores e melhorando conseguimos fazer do nosso meio um lugar melhor =)

Bá,

Te desejo toda a sorte do mundo e que esse 2013 venha cheio de coisas boas pra ti!

Um grande abraço.

corpsecake disse...

Sou a mais nova, a gordinha ateia e feminista, e sempre fui tratada diferente. Meu irmão mais velho era o que recebia mais atenção, mesmo que fosse pouca a todos, porque meus pais sempre foram muito ocupados e meu pai extremamente machista. Ele ditava as ordens e fazia o que queria, enquanto minha mãe só concordava de cabeça baixa.

Bá, também tenho 18 anos, e pergunto-me às vezes, como teria sido, e também se as tentativas de suicídio frequentes não existiriam, se minha família fosse diferente.

Desejo-lhe muito amor e força nessa jornada tão difícil que é a vida.

Carla , disse...

a mesma das 16:46


Meu Deus, esse povo parece não conseguir ter empatia alguma.Eu concordo que ela não tenha se expressado muito bem aqui, mas pode-se ler claramente nas entrelinhas que isso é muito mais que rivalidade de irmãos.Esse caso, ao meu ver, não é igual ao da maioria de vocês, coincidentemente também de classe média; não se trata de maior afinidade ou algumas predileçõezinhas, trata-se de pais que, pelo visto, não conseguem aceitar quem a filha mais velha tornou-se, enquanto a filha mais nova é tudo que pediram, logo eles não conseguem amar como deviam a mais velha, mas continuam exigindo dela tudo que a posição de pais lhes permite, o que é muito diferente do que ter mais afinidade.Não se trata de não poder tomar sorvete, sair, relaxar na escola etc...Trata-se, pelo que eu entendi, de não ser amada e ser destratada enquanto assiste ao outro receber tudo isso que lhe falta, e justamente das pessoas mais importantes nesta fase.

Uma coisa é ter mais afinidade, gostar mais de um, outra é amar somente a um e dar somente a esse coisas essenciais, como atenção e apoio.

Ela ainda é nova e pelo visto escreveu esse guest-post no calor da raiva (ou no frio da tristeza), logo ela não deve ter refletido tanto a questão, por isso aparenta ter tanta raiva da irmã.

Julia disse...

A menina diz que tentou se matar TRÊS VEZES nego vem falar em "classe media sofre"...

Anônimo disse...

todo filho mais velho é obrigado pelos pais a assumir a paternidade do irmao mais novo. os pais retardados em vez de usarem camisinha botam filho no mundo pra outra criança cuidar.

minha mae é só 8 anos mais velha que o irmao e minha vó sempre protegeu o caçula, tirando tudo dela pra dar a ele. minha mae começou a trabalhar com 17 anos pra ajudar em casa, se matava de trabalhar, e a idiota da minha vó pegava o dinheiro dela e dava pro meu tio, q vagabundeou até ter 30 anos na cara.

Anônimo disse...

adorei os comentarios da Vivian, expressaram bem oq eu gostaria de falar

Ártemis disse...

Chegay. Trabalhei, cheguei em casa bonitinha e agora vou comentar trecho por trecho.

"sempre ganhei todos os brinquedos"
Bacana, hein?

"Eu tinha mais duas primas, também pequenas, o que consumia meus avós e tios. Resumindo: fiquei sozinha."
MAH OI???
Eu SÓ tinha meu irmãozinho, quatro anos mais novo. Um demoniozinho adorável <3

" Que eu era a mais velha e tinha que dar o exemplo "
ÓBVIO!!! Eu tenho dois meninos. O lance é ctrl+c/ctrl+v rs. Sempre falo, a gente só cria um, os outros se criam copiando o mais velho rs. Ser mais velho garante que seus pais vão ser totalmente dedicado a você por anos, vc terá uma atenção exclusiva que nenhum outro irmão terá. Tem que vir com alguma ressalva. Crianças mais velhas tem sim mais capacidade de entender do que as mais novas. Dã.

Acontece muito de eu ter que tirar uma coisa dos dois prq o mais novo aprontou, fazer o que? Tento conversar com o mais velho, explicar o castigo do irmão, tentar uma compensação. É a vida em família.


"Quando eu ficava, ela podia, porque ela era menor e eu tinha que entender. "
SIIIIIM, é pra ser IGUALITÁRIA e não igual. Nos ataques do caçula, o primogênito ainda fala "eu era assim, né, mãe?". Do mesmo jeito que EU não como sorvete se eles não podem, que em casa não tem refri. Ter família é sim um trabalho de todos.

"vivia me batendo com todo o tipo de objeto"
Crianças de dois anos. Aiai.
Enfim, o mais velho também não pode bater no mais novo. Só se defender, segurar ou nos chamar. Não é porque alguém erra que te dá o direito de errar!

"como por exemplo minhas amigas indo dormir lá em casa, querendo conversar, e eu tendo que aturar a minha irmã de 8 anos junto"
Ah vá. Irmãos mais novos servem pra encher o saco mesmo rs. Eu tb me irritava horrores com isso, hj percebo que poxa, meu irmão só queria estar junto de mim :)

"Não era culpa minha que eu era "revoltada" com meus pais, que não suportava a minha irmã"
Fia, tu não tem obrigação de gostar da tua irmã, teu pai ou tua mãe. Eles podem ter sido péssimos pais, vc pode se sentir desamada. Agora CULPA? Menos, né. Isso é quase um classe-média-sofre! Vc pode sim ter motivos, mas isso aí que tu elencou é tipo A VIDA normal de irmã mais velha.

"mas os anos de repressão, cortes e excesso de limites com os quais fui punida por ter sido mimada anularam a existência de qualquer mimo na minha vida, obrigada."
Bah.
Eu nunca fui mimada, devo me jogar no chão? Nunca tive mil brinquedos, nunca tive um playmobil.
Se tua irmã é preferida e vc preterida? Talvez. Mas vc é de um remorso com tua irmã e coisas COMUNS e NORMAIS vc tá chilicando. Vc deve ter seus motivos. Mas sinceramente, reveja seus conceitos.






Ártemis disse...

Jabá

http://mamaecintia.blogspot.com.au/2012/12/irmaos-mais-velhos-e-irmaos-mais-novos.html

Sara disse...

quanta idiotice dessa turma q ACHA que quando passamos a condição de pais automaticamente não podemos mais ter defeitos, nem preferencias nem vontades (rsssss)quanta ingenuidade.
Pra quem não sabe maternidade ou paternidade não confere a ninguem perfeição.
Somos a mesma merda q todo mundo.
Temos nossas preferencias SIM, afinidades tb.
Tem filho que vc se da melhor outros q vc só suporta , tem uns casos q nem isso, infelizmente.

Anônimo disse...

Família é um inferno mesmo. Ser pai, mãe, irmã e irmão não são papeis sociais importantes (talvez somente o papel de mãe tenha sido importante em certa classe social durante algum período), então ninguém está preparada para isso. Aos poucos sinto que isso está mudando, que as pessoas estão aprendendo que, sem Deus ou outros subterfúgios, precisamos nos cuidar e compreender um ao outro.

Quando as pessoas dizem que o post é classe média sofre estão deixando de considerar que nem todo sofrimento de indivíduos de classe média é desprezível. Pelo contrário, ter conforto material é o horizonte de todas as utopias, sejam comunistas ou capitalistas. Se o Brasil continuar melhorando, em algum momento angústias edipiana vão se tornar mais evidentes e generalizadas.

Outro ponto: o feminismo é uma criação de coletivos de mulheres aburguesadas, cujo funcionamento há algumas décadas pôde ser extrapolado para coletivos diversos, inclusive de trabalhadoras. Todos têm muito a aprender com os dilemas da burguesia, principalmente aqueles que têm interesse em que a produção da vida humana não seja sinônimo de produção de lucro.

Os teus dilemas, Bá, tem a ver com o círculo social no qual você nasceu, mas também as soluções esse mesmo círculo pode elaborar: terapia, exercício, universidade, ócio para leitura, ócio para organizar coletivos e entrar na vida pública. Lembre, você nunca conseguirá sair dessa sozinha. Se junte a pessoas, converse com elas.

Concordo com quem diz que você deve sair de casa e ir viver sua vida. Discordo de quem diz que você deve fazer isso para mostrar para sua família que você se deu bem. O ressentimento não vai te levar a lugar nenhum. Espero não ser rude ao dizer que nesse sentido parece que você não foi nem um pouco além de sua irmã. Amor, paixão e luta social são combustíveis melhores do que ressentimento. E combustíveis que, felizmente, sobram em alguns membros da tua classe social desconfortáveis com essa mesma classe.

Mas eu também acho que você não está tão desconfortável assim. Que está usufruindo o melhor de dois mundos: o conforto do dinheiro dos teus pais; a beleza rude das ideias de luta por igualdade. Em algum momento você precisará de uma ruptura. E, bem, conheci diversas pessoas como tu. Geralmente, a burguesia vence. Boa sorte, espero que em ti vença o amor.

Nuba ofKau disse...

Agora acabou a leva de comentários acusando o post de CMS e começou a de comentários dizendo que "ai, eu passei por isso e não fiquei assim como você ficou, inveje minha capacidade emocional"

=P

Cherry B disse...

Eu entro no Lola quase todos os dias, porque eu ADORO os posts. Mas esse, viu... Não achei CMS, mas com certeza achei meio bobo. Nãovou dizer que você é mimada, mas eu acho que esses anos de rejeição te tornaram convencida. Como assim? É simples, você se acha melhor porque não foi tão"amada". Você se julga mais inteligente, mais esclarecida, quase uma sobrevivente. Você soou muito special snowflake quando você falou que aos 14 anos já era bissexual e ativista. Cara... Que bom pra você. Só porque sua irmã não tem essa visão de mundo, não quer dizer que você terminou melhor que ela. Ela pode nunca desenvolver esse tipo de sensibilidade política, e é direito DELA. Não te torna melhor. Ao invés de ficar reclamando, você podia tentar mostrar ideias feministas, entre outras coisas. Eu tenho certeza que ela tem inteligência o suficiente pra entender. Ah, pra mim a parte mais injusta foi quando você falou que ninguém brigou com ela por ela repetir, já que ela tinha "desvio de atenção". Caso você não saiba, esse é um problema sério. Seus pais provavelmente brigaram com você porque sabiam que você tinha capacidade de passar por média. Ela não, já que ela tem um TRANSTORNO DE APRENDIZADO SÉRIO. Dica: tente sair desse pedestal que você criou pra si própria, e tente analisar a situação com maior imparcialidade. Seus pais erraram, mas com certeza eles não foram esses monstros que você os faz parecerem. Eles te faziam dormir no porão e só te davam pão e água? Com certeza não. Se esforce para pensar em momentos legais que você tiveram juntos, que provavelmente existem. No mais, eu achei esse post desnecessário.

Dani Andrade disse...

Cherry B, só pra te esclarecer, esse trantorno de parendizado sério que vc disse, pode nem existir, vc sabia??
Muitas e muitas crianças vêm sendo diagnosticadas com TDH/TDHA apenas pra facilitar a vida dos pais.. exemplo: ahh a criança é muito agitada, não para quieta? então dá um remedinho que ela melhora e fica igual as outras. Você já ouviu falar em indústria farmacêutica? é, eles querem vender muuuito remédio, eles querem que muitas crianças sejam diagnosticadas com TDHA, é lucrativo!

Minha irmã tomou remédio um bom tempo, e hj não toma nada, acabou o transtorno então? cadê a hiperatividade?

Ela era e é malandra, isso sim! E aproveitou que a chamaram de "ah coitadinha, ela tem problema" pra sambar na cabeça dos meus pais, aproveitou pra fazer de tudo, ganhar tudo pq ela era a coitadinha que tinha problema! Ela foi muito esperta e é até hoje! Repetiu de ano e ganhou viagem mesmo assim e eu não podia nem pegar recuperação! Que justiça é essa?

A briga da autora do post não é com a irmã, mas imagina como é viver numa situação onde o outro ganha tudo, tem direito a tudo, pode tudo e vc não?

É classe média sofre? e daí? se for? classe média não pode sofrer?
Ahhh me poupem!

Len disse...

Nao acho que vc esteja exagerando,sempre disse que a maior " culpa" da briga entre irmaos sao os pais que dao tratamento diferente.Quando vc tem irmao mais novo as pessoas agem assim mesmo.A impressao que tive foi que seus pais jogaram a responsabilidade de cuidar da irma em vc.Uma responsablidade de adulto,que alguem 5 anos mais velho nunca vai dar conta

Passei por isso,tenho 20 anos e uma irma de 14 que é uma PESTE de mimada,dorme na cama com os pais ate hj,nao lava nem um talher e sabe qual vai ser o presente dela de 15 anos?Uma viagem a Paris (eu pedi um notebook de aniversario e me negaram)

nao se sinta obrigada a gostar ou engolir injustiças,espero que seus pais vejam o quanto erraram,fique bem =)

Luiza disse...

A Vivian foi muito feliz nos comentários dela, gostei.

"Parece que as pessoas tem que parir as crianças e só dar comida, roupa e educação, que o resto é desimportante. Que o respeito e amor que os pais darão aos filhos não tem importância."

Esse é bem o pensamento dos pró-vida, né? Obrigar a mulher a ter o filho, depois foda-se se ele vai virar uma pessoa equilibrada ou um nutcase.
E olha que eu nem estou falando que foi o caso da autora do post. Estou partindo da premissa que ela e a irmã foram, no mínimo, aceitadas, ainda que não planejadas. Agora imagina quem não queria filho de jeito nenhum e não pode abortar.

Aí vem esse monte de comentário de gente que nunca apareceu por aqui só pra falar de CMS. Sinto cheiro de pró-vida, também.

Nane disse...

Eu sou filha do meio ( um irmão mais velho e uma irmã mais nova). Meu irmão teve sempre vantagens e privilégios pelo fato de ser homem ( o que me levou a ser feminista). Mas admito que em relação a minha irmã fui muito favorecida. Minha mãe preferia muito mais a mim. E era tantas injustiças cometidas contra minha irmã que eu sentia muita pena dela e eu mesma ficava contra minha mãe.
Cada um tem uma história ...

Lilian Soares do Nascimento disse...

Vc tem ciúmes da sua irmã, sim. Ou até pior; isso evoluiu para uma raiva, um ódio mesmo.

Olha só. Eu sou a irmã do meio. Filha única entre dois homens. Quando o caçula nasceu, eu fiquei muito enciumada, a maior atenção foi para ele e aos 7 anos escrevi uma carta dizendo que ia fugir. O meu pai desocbriu e me deu uma surra daquelas.

A fase de ciúmes não passou facilmente e era muito comum eu repetir as injustiças e diferenças de cuidados e responsabilidades, epecialmente porque eu ERA MENINA e tinha obrigação de ajudar a minha mãe nos serviços domésticos, enquanto meus irmãos, por serem homens, não.

A bem da verdade, eu fui aprendendo a criticidade, a bater de fernte com meus pais, a defender a mim e as minhas ideias enquanto meus irmãos, não. Excesso de proteção não é algo bom.

Então, por uma questão de pespectiva eu me sinto muito feliz por ter me tornado quem sou. Poderia estar reclamando como você, mas, não. Acho que me transformei numa pessoa muito bacana e admirada pelos meus pais e familiares, por mais que eles discordem muito de mim. Não há outra saída, entende? Eu não dou outra brecha que não seja a resignação de saberem que sou alguém forte, e por isso, admirável.

A minha dica é para que vc mude a perspectva sobre si mesma. Volte-se mais a você e evite ficar se comparando a sua irmã. Aprenda a se amar e a sentir orgulho de quem você se tornou. De verdade e não da boca pra fora.

Feliz ano novo pra todos nós!

Vivian disse...

Nunca antes na história desse blog vi um post tão cheio de mimimi.

Ainda bem que já voltamos à programação normal.

Anônimo disse...

Tenho um prima irresponsável quando o assunto é filhos.
Ela aos 21 anos de idade traiu o namorado e para segurá-lo engravidou de propósito.
Não deu certo.O cara foi morar em outra cidade e lá se casou e teve uma filha agora.
Quando o filho nasceu,a minha prima deixou ele aos cuidados da mãe dela.
O menino era criado pela avó enquanto ela badalava por aí.
Anos depois começou a namorar outra pessoa e o filho sempre no canto.
Nessa época a mãe dela morreu e aí ela teve que cuidar melhor do filho.
Só que ela se casou e teve uma filha.A menina é a xodó da minha prima.
É muito mimada e paparicada pela mãe,tudo é ela...a princesinha da família.
A mulher só fala da garota,só posta foto da garota,só dá atenção a garota...
E o filho? É ignorado.
Ficou triste no batizado da irmã porque a mãe só dava bola pra ela.
Nem chamava ele pra tirar as fotos.
Minha mãe estranhou e tentou dar atenção,e nessa descobriu que o menino está tirando notas baixas na escola de tão triste que está.
Ela foi então perguntar a minha prima como o garoto está na escola. Ela respondeu que ele está super bem!
A bajulação com a filha é tanta que ela nem sabe direito como o filho está.

Anônimo disse...

Vejo muita gente aí falando sobre sr irmão mais velho, mais novo, ser filho único. Bom, sou a mais nova, com quase 5 anos de diferença para minha irmã mais velha. Já tivemos muitas brigas, quando eu era criança e, ela, adolescente. Enfim, o tempo passou, crescemos, e hoje eu vejo que a melhor coisa que os pais podem fazer pelos filhos é dar irmãos a eles. São essas pessoas, os irmãos, que estarão ali para sempre. A garota do post pode não concordar comigo, mas entenda: não é culpa da sua irmã ter sido criada diferente de você. Mas, você é jovem ainda - sei que esse argumento é irritante, mas quando eu tinha 18 anos eu tinha pensamentos diferentes dos que tenho hoje.
Ah, tem uma coisa que eu discordei, e alguém já disse: ser ateu, ter determinados atributos físicos ou qualquer outra coisa, não é atestado de superioridade.

Anônimo disse...

Fiquei chocada com alguns comentários menosprezando os sentimentos da moça do guest post. Sou filha única e não sofri o problema, mas sempre fiquei intrigada com esse tratamento preferencial dado ao caçula, que eu via ocorrer na família da minah mãe, do emu pai, dos meus amigos. Os caçulas podiam quebrar tudo, bater nos outros irmãos, não faziam nenhum trabalho doméstico etc. e os irmão mais velhos eram sempre culpados por tudo, não podiam revidar nada, tinahm que ser umas Helenas (especialmente se fossem mulheres as mais velhas e homens os mais novos). Acho que a questão não é de "filho predileto" - acho isso até tolerável, pq é nromal que um pai ou uma mãe sinta mais afinidade com um filhos do que o outro, mas o que deve ser pensado é o privilégio que se dá a esse filho predileto, que geralmente é o caçula, considerado sempre um ser frágil, indefeso e inocente. Esses exemplos são tão abundantes, que quando era criançaeu morria de medo de que meus pais "me dessem um irmãozinho". Minha solidariedade à autora do post. E quem disse que esse post é classe média sofre é muito insensível para comparar tal desabafo com uma queixa "não tenho iPod" ou "minah empregada faz tudo errado".

Caroles disse...

Anon de ontem às 21h11: é bem fácil pegar uma parte de um post de alguém e modificar o que a pessoa quis dizer, né? Sim, eu disse que é óbvio que pais têm filhos preferidos - porque é. Mas depois esclareci que "preferido" por questão de afinidade, e que isso NÃO QUER dizer que se ama um filho mais e outro menos. E também não dá o direito aos pais de privilegiarem um filho, ou tratarem mal outro. Isso é cruel. Mas, por exemplo, minha mãe é muito mais amiga da minha irmã, porque as duas são muito parecidas. Mas nunca faltou afeto pra mim e pro meu irmão. Nunca faltou nada, aliás. E aí? Devo condená-la?
Essa história de amor incondicional e igual a todos os filhos é mito. Só faz as pessoas -principalmente mulheres, mães - sentirem que são inadequadas no papel de mãe ou pai por se sentirem mais próximos de um filho ou até por às vezes não gostarem muito de um filho , por causa de atitudes ou opiniões. Mas isso é normal, é humamo. Ninguém vira x-man porque tem um filho, por favor. Não é normal ser cruel, mas isso a gente não deve ser com ninguém. Eu acho que quem pensa que pais não tem preferidos (preferidos, não privilegiados) ainda pensa que pais são super humanos que sabem tudo e nunca erram. Bem pelo contrário, né? Vamos crescer.

Btw vou ser mãe sim, e com certeza vou cometer uns erros, como todo mundo... Mas tenho certeza que criarei filhos maravilhosos e felizes. Como minha mãe criou. Mesmo tendo uma preferida. :)

Anônimo disse...

"Bá", eu também sou a irmã mais velha, e, como você, sempre senti que não era bem a preferida... Também apanhava da minha irmã 3 anos mais nova (levei muita unhada e chegava a sangrar) e não revidava. Ainda assim, eu consegui construir uma relação de amizade com a minha irmã, eu ignorava não só por medo de apanhar, mas eu entendia que ela era pequena. Ela sempre foi protegida, mas desde criança eu sempre fui mais independente, não gostava de andar de mãos dadas, amava ir pro colégio, então acho que não senti tanto quanto vc. Minha mãe foi bem mais rígida na minha educação, sempre, mas eu não vejo isso como ruim, nem pra mim, nem pra ela! Como já comentaram antes, eu hoje sou independente e bem resolvida, enquanto minha irmã passa por dificuldades de "sair do ninho" e enfrenta uma depressão por conta da pressão de viver com a mãe aos 20 e tantos e não ter emprego. E eu tento dar apoio a ela, porque depois que saí de casa, minha mãe passou a ser rígida com ela como era comigo!
Na boa? Ela é sua única irmã. Você não soube lidar com isso na infância, mas hj vc é grandinha e pode superar este problema. Eu sei que não sou a preferida da mãe nem do pai, rs, mas eles também me amam do jeito deles e isso não me incomoda!
Acho que você nunca foi maltratada por sua mãe, só criada de forma meio errada, isso deixa sim marcas, mas tá na hora de superá-las, não? Ser o preferido, o centro do universo, às vezes é muito pior. Como vc mesma falou, sua irmã repetiu de ano, e provavelmente nunca vai conseguir ser livre e independente, sempre vai precisar da sua mãe. Curta a sua independência e faça uma terapia pra superar isso e entender os motivos da sua mãe pra ter criado vcs assim, e da sua irmã pra ter "tomado espaço" - às vezes ela era simplesmente uma criança carente e que precisava chamar a atenção, por isso te batia. Resolva essas coisas internamente, entenda e perdoe, só assim vc vai ser completamente livre. E tente reconstruir essa relação com mãe e irmã, e sua mãe que aguente as consequências de criar uma filha que vai depender pra sempre dela, vc não precisa se intrometer na relação das duas e cobrar que sua mãe seja com ela como foi com vc!

So

Jana disse...

Faz um tempo que quero escrever aqui no blog sobre a minha descrença na humanidade. Falta empatia, falta compaixão, falta qualquer tipo de sentimento positivo em todos os aspectos, em todos os níveis e classes sociais. A menina diz que tentou suicídio e tem gente vindo falar em "classe média sofre"? Eu não tenho esperança de um mundo melhor, quando as pessoas não conseguem ser solidárias ao sofrimento do outro. A primeira infância tem muito mais importância na nossa vida adulta do que muita gente aqui pode supor. Acho que a sociedade mudaria e muito, se as pessoas pensassem mais antes de ter filhos e principalmente, procurassem aprender a ser pais. Filhos não são parte da decoração da casa e tem muita gente que não sabe disso, infelizmente.
Pra moça que escreveu o post, faça terapia. Família a gente não escolhe e não deve amar por imposição. Procure pessoas que te respeitem como você é, que te amem como você é, viva a sua vida, a terapia te ajudará a superar as lacunas deixadas por pais que não souberam dar o que você precisava, e que não era nem brinquedos, nem conforto. Crianças precisam de muito mais do que casa, brinquedos e comida.

Magrelinha disse...

Gente, vamos falar a verdade? Não existe um padrão que dita que tem que ser mais paciente com o irmão mais jovem e mais duro com o mais velho, e nem o contrário. Pelos comentários aqui é possível perceber que teve gente que sofreu justamente por ser o caçula, outros são filhos únicos e sofreram bastante também. O ponto é outro e é justamente uma observação que quase ninguém tem coragem de fazer.

Vamos direto ao ponto: não é porque é pai e mãe que eles nos amarão e nos protegerão acima de tudo. Tem mãe e pai que gosta mais de um filho do que de outro. Tem mãe e pai que só tem um filho e mesmo assim o trata como merda, enquanto outros filhos únicos são tratados como reis.

Meu pai morreu tem 4 anos e apesar de amá-lo muito e de ter muitas saudades dele, eu sei que estava longe de ser a preferida. E olha que eu era a caçula dos 4 filhos e a que mais passou tempo com ele. Uma de minhas irmãs mais velhas, que quando nasceu ele nem quis reconhecê-la e só foi vê-la pessoalmente quando ela já tinha 5 anos, virou o xodó dele. E ele gostava de deixar bem claro que eu nunca seria motivo de orgulho como ela era, pq ela era mais bonita, era loira dos olhos azuis, fez direito e eu história, pq sempre namorava caras que eram considerados bons partidos, enquanto eu só me envolvia com "trastes"... e por aí vai.

Em relação à minha mãe eu era filha única, e mesmo assim nada impediu que ela fosse negligente. Passei minha infância inteira sendo criada pela empregada. Quando ela conheceu o atual marido era claro que ela priorizava as vontades e necessidades dele em detrimento às minhas. Hoje ela é um amor comigo e está tentando ter o tipo de relação que eu não tive na infância, mas já é tarde demais. Não fui ensinada a ter esse tipo de laços. Não a julgo, não culpo o que ela fez, não tenho raiva, mas aprendi a ser de maneira diferente e nunca serei a filha chiclete de mãe.

Então carãaan, pais não são seres desprovidos de defeitos. Alguns são bem escrotos com os filhos, aliás. Mas ninguém tem coragem de dizer isso pq se criou o mito de que eles nos amam acima de tudo, e esse mito é ainda pior em relação às mães.

À áutora do post só digo o seguinte: eu sei que dói não ser alvo da admiração de nossos pais, mas com certeza outras pessoas te admiram e irão te admirar no decorrer de sua vida. Se aproxime delas. Família é a que a gente escolhe.

Danissima disse...

Autora,

eu, também, sou irma mais velha.

vc deve ter sofrido bastante ao ter sido "abandonada". Acredito que exista motivos para a tua revolta, mas por mais "pentelha" que a tua irma seja, pode ser de bom proveito para a tua vida se vcs conseguirem superar esse "passado" e construirem uma boa amizade daqui pra frente.

Tenho uma dica de leitura: "Perdas Necessarias", de Judith Viorst. Tem um capitulo sobre a relaçao entre irmaos. Acho que vai ser legal para vc.

Boa sorte!

Anônimo disse...

Tentar suicídio 3 vezes é só para chamar atenção. Quem quer morrer morre mesmo. Aposto que tomou alguns medicamentos, como a maioria das mulheres que querem chamar a atenção.

Você está desesperada querendo chamar a atenção da sua família. Mesmo sendo gorda, lésbica, feminista e atéia, ainda não conseguiu isso. O que mais falta?

Tenho irmão mais novo e que teve muitos privilégios. Eu tive alguns outros tipos de privilégios por ser mais velha.
O maior prejudicado nisso tudo foi ele, que é muito dependente em algumas coisas.
Mas ele é meu melhor amigo e isso não afetou de forma alguma a nossa relação.

Concordo com quem disse que o maior presente que os pais podem dar aos filhos são irmãos.

Anônimo disse...

Bá, discordo da Lola com relação a sua postura, acho que você NÃO ESTÁ SENDO NEM UM POUCO INJUSTA, nem com sua mãe, nem com sua irmã.
Não há justificativa para tamanha DESIGUALDADE de tratamento (que fossem ou "rígidos" com ambas, ou "permissivos" com ambas; ocorreu que, além do tratamento desigual em acontecimentos equivalentes, você ainda foi obrigada a ser a parte prejudicada diante dos privilégios concedidos à sua irmã).
Esse tipo de criação dada à sua irmã é meio caminho para criar delinquentes, ou seja, pessoas que não são biologicamente psicopatas mas foram ensinadas que o mundo TEM DE girar à sua volta, então passam a vida a esperar ou EXIGIR tal mimo das outras pessoas. Nesse sentido, ainda bem que vc não foi o "alvo" dessa criação deturpada.
Sua mãe, ao ter esse tipo de reação quando você desabafou toda a verdade "entalada", parece completamente DESEQUILIBRADA - daquele tipo que a sociedade não julga como tal. Onde já se viu, pelo histórico que você expôs, não te dar um mínimo de atenção?!!! Talvez a verdade que você desabafou AMEACE o mundo "certinho" que ela acredita ter construído; talvez se ela te ouvir, o mundo dela desabe - o que seria realista e ético - afinal, é melhor reconstruir o próprio mundo sobre verdades do que manter um mundo de mentiras/aparências.
Torço para que você, ao longo dos próximos anos, consiga curar essa dor e, um dia, não sentir mais raiva - porque a raiva corrói quem a sente. Um passo muito importante foi você ter falado tudo o que pensa.
Abraços,
Thata

Carla disse...

Acho que você deveria conversar com sua irmã. Vai que ela te acha um exemplo e te admira e você nunca percebeu.

Anônimo disse...

Também não é atestado de superioridade ter passado dos 18, ter 20, ter 30, ter 40 etc. anos. Você pensar diferente de quando tinha 18 anos não quer dizer nada sobre o relato da autora do post, mas sim, tem a ver tão-somente com a sua própria história (que parece ter sido bem diferente da história da autora). Aliás, esse tipo de "argumento" supostamente sobre maturidade, na verdade é mais um preconceito que lembra bem aquela grande "lição" (nem lembro o autor), reproduzida aos quatro ventos pelos "neo" conservadores e liberais: ser socialista aos 20 é normal, mas continuar socialista (= não ser capitalista) aos 40 é burrice.

Anônimo disse...

Uma das coisas mais NEFASTAS quando alguém desabafa como vc, autora do post, fez agora:
É aquele tipo de gente que diz: " Poderia estar reclamando como você, mas, não. "
Ou seja, para esse tipo de "mentalidade", você seria uma pessoa "fraca", e ela, a "dona da mentalidade", sente-se "forte" no sentido de se sentir SUPERIOR a você ("eu poderia estar reclamando como você" é a pior besteira que li nesses comentários).
Como se, primeiro, o sujeito compreendesse toda a sua dor - coisa que não fez, senão não falaria essa m****; segundo, como se você não tivesse, moralmente (sim, porque o fulano se colocou como superior MORAL), o direito de sentir o que você sente (ou: já está grandinha pra isso, ou: quando você "amadurecer"/ ficar mais velha, você vai resolver isso tal qual eu resolvi na minha vida).
Você, autora, aqui, contou uma parte ínfima da sua história; claro, cada leitor/@ lê e compara à própria história, aos conhecimentos que adquiriu sobre si ou outra@s. Mas dizer que vc precisa "amadurecer", que seu problema é ciúme da sua irmã, que você está "reclamando" pq é fraca por não ter "superado" "ainda", ah, meu, VSF!!!
Desconfio de gente que ACHA que sofreu muito (medindo a experiência alheia com sua curta régua) e se julga superior porque se ACHA "bem resolvido". Ai ai ai... Fica a dica já pra escolher terapeuta: se @ profissional falar uma vírgula nesse sentido, isto é, te julgar ao invés de dar suporte para sua superação, procura outro na hora! (Sim, pq tbm há terapeutas nesse "nível".
Por fim, você tem todo o direito de sentir o que sente e NÃO É FRACA coisa nenhuma por causa disso.
Aos poucos, você encontrará seu próprio caminho de superação (singular), pois você já está nessa busca.
Thata

Francine Barrionuevo disse...

Achei tudo um tanto exagerado e infantil. Com certeza sua mãe tem defeitos e falha com vc e com sua irmã tbém. Vc tem expectativas em relação a ela assim como ela tem em relação a vc, talvez seja hora de sentar e conversar como adultos. E não ficar se sentindo odiada. Pq sinceramente não me parece que sua mãe te odeie assim. Acho que as duas precisam aprender a lidar com as suas diferenças.

Thata disse...
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Thata disse...

se vc acha q esse tipo de abuso/ violência se restringe à classe média, vc deveria conhecer um pouquinho mais da realidade de pessoas/ famílias excluídas economicamente.

Thata disse...

Concordo inteiramente com vc, an. de 30/12 16:33.

Thata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thata disse...

Bá, isso é gente que sai dando "opiniões" sobre assuntos que têm mais é que sentar e aprender. Sempre digo: quando alguém sai falando sobre algo que não conhece, fala besteira.
A opressão de gênero foi minimizada tanto quanto esse problema mais específico que vc apresentou. Mas fica difícil para algumas pessoas estabelecer relações entre as coisas né... Inclusive essa gente subestimando a violência psicológica. Foda.

Carla disse...

Uma palavra: terapia. Sério. Aos 18 ainda dá tempo de consertar muita coisa.

Fernanda disse...

18 anos...Falta sabedoria e bom senso.Muita água vai rolar, e talvez vc ainda nem saiba direito o que está passando na cabeça dos seus pais. Talvez, ao invés de uma inimiga, sua mãe te veja como aliada, pra cuidar de uma criança que surgiu no meio de uma crise.

Sou a unica mulher no meio de homens. NO MEIO. Passei a vida toda ouvindo que eu tinha que aprender a fazer serviços domésticos, e eles não, pq eu sou mulher. Ouvi mais de milhão de vezes que eu tinha que casar virgem (?), enquanto meus irmãos levavam namoradas em casa. Quando minha mae soube q nao era mais virgem, foi A decepção da vida dela. Mas meu pai deixava camisinha na gaveta dos meus irmãos, pra eles usarem.

Hoje, tenho 30 anos, sou casada e mãe de uma menina. Vou criar minha filha diferente. E o que passou,passou, e as vezes ainda fica,mas aprendi a abstrair (a sabedoria q só os anos trazem!)

Se vc sabe o que é melhor pra vc, faça,mas nao bata de frente. E procure ir atrás do que quer pra vc. Se nao tá bom, trabalhe pra correr atrás das coisas para sua vida. E vá vivê-la. Quando ela for só sua, vc vai poder ser/fazer o que bem entender, sem dever contas a ninguém, e sem precisar cuidar da sua irmã.E com o tempo vai perdoar e até sentir saudades de muitas coisas.

Eli disse...

Me pergunto o qnto isso n é só realmente ciúmes... Eu sou a filha mais nova e sempre tive ciúmes do meu irmão com a minha mãe, ele tinha a vida que bem queria, podia fazer o q quisesse, me batia. Eu não podia reclamar e se fizesse algo bem pequeno já levava bronca. Mas ao mesmo tempo ele também sentia muito ciúmes.

O que mudou tudo foi quando ele morreu. O que eu sinto agora é um vazio incontrolável, eu queria ter dito tanta coisa pra ele q n fui capaz, e agora eu vejo q a culpa nunca foi dele.

Pare de olhar pro seu próprio umbigo, tudo o q eu vejo é uma criança querendo atenção, vc n mudou nada desde os seus 5 anos. Tem gente q tem tanto motivo pra chorar e sorri e tudo o q vc faz é procurar culpados. Desculpa mas n vou passar a mão na sua cabeça :(

Thata disse...

É que você não percebeu que o SEU problema eram ciúmes. Não é o que foi exposto pela Bá e esclarecido por um/@ amig@ dela.
Sua triste história é completamente diferente, inclusive porque a morte muda TUDO (de alguma forma).
Mas medir todas as histórias colocando a possibilidade da morte, tira todos os meandros da vida real, acaba com qualquer análise/ conclusão, pois diante da morte tudo perde valor.
Entretanto, se fosse para pensar na possibilidade da morte (a que tod@s nós estamos sujeitos a cada minuto), mais realista pensar em quem esteve mais próximo dela, ou seja, a Bá, que, com 18 anos de vida já se aproximou da morte três vezes. Isso realmente devia fazer as pessoas pararem para refletir.

Thata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thata disse...

Jana, não perca esperança não! Tenho certeza absoluta de que sou muito mais "pobre" economicamente que esse povo que está a dizer que o post é CMS, e jamais julgarei dessa forma estúpida.

Thata disse...

Aqui tentando entender a "lógica" utilizada por quem se esforça pra não compreender a diferença entre ciuminho, mimo, afinidade maior de um "parent" (mãe, pai) com um dos filhos, e VIOLÊNCIA psicológica (algumas vezes pior que uma porrada na cara), VIOLÊNCIA física, manipulação, crueldade. Pelamor, né, raciocina um pouco antes de falar qualquer besteira!
(foi mal, ficou como resposta ao comentário anterior mas era pra ficar como outro comentário)

Thata disse...

Lola,
Estava a procurar um artigo (que guardei... em algum lugar...), e reencontrei este, que queria muuuuito enviar a você e à Nádia Lapa.
Interessantíssimo porque se trata de artigo de uma psicóloga, no qual ela analisa o estado psicológico de homens misóginos:

Ódio do homem pela mulher pode ser doença e chama-se misoginia
por Tatiana Ades

"Em consultório constato que essas afirmações e esse ódio provêm de frustrações amorosas. São homens incapazes de lidar com relacionamentos e, por esse motivo, colocam a culpa de seu mal-estar na mulher e essa se tranforma num ser monstruoso que merece ser exterminado.

Sim, não é exagero, eles chegam a citar a mulher como responsável pelo estupro e agressões físicas que recebem; afirmam que elas estão simplesmente recebendo o que merecem."


http://www2.uol.com.br/vyaestelar/misoginia.htm

Ressalvas: [1] Discordo quando a autora analisa a misoginia de forma a-histórica; [2] suponho que quando a autora escreveu "antropocentrismo", referiu-se a "androcentrismo".

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Para Bá:
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=37&art=143
Família e Transtornos Emocionais

"Pode parecer estranho mas, de fato, o que interessa considerar aqui é o exercício da maldade, tortura e crueldade. Mas não se trata da maldade, tortura e crueldade clássicas e francas. Aí ficaria muito fácil diagnosticar a dinâmica familiar deturpada. Mas não, o que nos interessa é o exercício da maldade, tortura e crueldade exercidas velada e dissimuladamente. Esse tipo disfarçado de crueldade e maldade inclui toda espécie de chantagens
emocionais, cerceamentos de liberdade, desrespeito, omissões e opressões que familiares dirigem uns contra os outros de forma surda, calada e, muitas vezes, socialmente irreprimível.

Esse tipo de família onde existem pessoas capazes de gerar ansiedade e mal estar emocional em outros familiares, constitui aquilo que chamamos de Família de Alta Emoção Expressa. (...)

Na maior parte das vezes, o discurso de tais famílias nos dá a impressão de que todos são ótimos e desejam ardentemente o bem estar dos demais. Mas, avaliando com mais cuidado, surdamente, nas entrelinhas e dissimuladamente, veremos que, as coisas são feitas de forma a piorar o estado emocional dos demais ou de alguém, especificamente."
(grifos meus)

O que me espanta MAIS não é a existência desse tipo de abuso, mas sim, como tantas pessoas DESCONHECEM completamente este tipo de abuso, e, PIOR AINDA, desqualificam a pessoa que o sofreu.

Anônimo disse...

Lilith Moon:

Menina, você pode estar completamente certa, porém no seu post, tu deixaste a tua revolta, ciúme, ou o que for falar mais alto que a voz da razão, tanto que tu soubeste mais se expressar nos comentários, esclarecendo melhor as coisas.

A maior prova, ao meu ver, disso que eu falei é quando tu se comparas a tua irmã menor, falando que terminou melhor que ela. Me desculpe as palavras, mas é imbecil uma mulher de 18 anos, começando a vida adulta, se comparar nesse sentido a uma pirralha de 13 que mal saiu da infância. Não é por nada não, ficou parecendo coisa de "classe média sofre", mimimi, "mamãe não comprou meu doce e etc". Até porque ser gordinha, bissexual, ateia e feminista não te faz melhor do que ninguém o que te faz melhor como pessoa é teu caráter.

Outra, vá atrás dos seus sonhos por você, e não para provar a seja lá quem for, que você pode. Siga a sua vida, seja bem sucedida seja lá o que for que isto signifique a você), mas faça por você. Não fique alimentando esse ódio, ou rancor, ou ciúme, porque isso não te leva a nada, só vai te consumir e te puxar para baixo (e isso pode piorar a tua depressão e te levar novamente a tentativas de suicídio).

E por último, comece a ver a sua irmã com outros olhos. Talvez a menina possa estar gritando pela a sua ajuda, mas a sua cegueira, não te permite ver. Ou um dia ela pode precisar de você.

Ah e uma observação a um comentário que li:

Déficit de atenção é uma doença séria sim, eu tenho caso de uma pessoa com esse problema na família. A garota pode ter se aproveitado do problema? Pode. Mas não é por causa disso que vamos desmerecer essa doença.

Luiza disse...

Li o artigo sobre os misóginos e fiquei aqui imaginando se alguns mascus estão aceitando nossos conselhos e indo se tratarem.

Daniela disse...

É complicado... Li o relato todo meio aflita, já que passei por situações semelhantes quando criança e adolescente. Sou três anos mais nova que a minha irmã, e ela sempre foi um exemplo de perfeição aos olhos da minha mãe: loira, alta, olhos verdes e principalmente, magra. E eu, com meus 1,63 de altura, gordinha, dentes tortos e tímida, era um erro a ser corrigido. Sofri de depressão, anorexia, não conseguia me relacionar direito com as pessoas, não conseguia SORRIR por causa dos meus dentes. A revista Boa Forma era a minha bíblia (lia até comendo).
Minha mãe investiu em "curso de manequim", Ensino Médio particular, book fotográfico, enquanto eu sempre estudei em escola pública, e por mais que tirasse ótimas notas, isso nunca foi valorizado. A minha mãe até me levou para bater umas fotos junto quando foram fazer o book da minha irmã. Meio contra vontade, lá fui eu. Lembro que as pessoas falavam "ela é bonitinha, mas esse dente..." Pra uma adolescente já cheia de neuroses, isso é a morte!
Na hora de comprar roupas então! Nosso roupeiro era coletivo: minha mãe comprava calças jeans e blusinhas curtas e coloridas (bem diferente dos meus gostos) e tínhamos que dividir. Roupas que ficavam ótimas nela, ficavam esquisitas no meu corpo desengonçado. E as pessoas comparavam, obviamente.
Eu ainda sofro com as cicatrizes que ficaram, mas é como alguém disse ali em cima: isso me tornou mais forte e seleta nas minhas relações.
Tenho neuroses com meu corpo até hoje, e sofro muito com isso. Ainda sou insegura para sorrir, apesar de ter corrigido meus dentes com aparelho ortodôntico. Mas sou feliz. Escolhi uma pessoa maravilhosa pra dividir a vida, tenho um filho fantástico que é criado num lar livre de preconceitos e com muito amor, e tenho muitos planos ainda.
A minha irmã? Ainda sofre da síndrome da modelo mal-sucedida, tem dois filhos criados pela minha mãe, e é casada com um alcoólatra.

Meu marido uma vez me perguntou de onde eu tiro forças para continuar falando com a minha mãe. Mas é uma coisa que ele não entende... Acredito que se eu falasse isso tudo pra ela, ELA mesma não entenderia. Então, preferi fazer as pazes com esses meus traumas e usá-los a meu favor, do que viver amargurada e colocando a culpa disso nos outros.



Mônica disse...

Bá,

ignora esses comentários de quem acha que vc não soube se expressar muito bem no seu post, que nos comentários vc se explicou melhor do que no post etc.

Vc está expressando o que sente e, de certa forma, elaborando o problema.

Não tem jeito certo e errado de se expressar quando se fala disso.

Se é a história do sorvete que vc quer contar, conta. Vc não tem obrigação de escolher só "os piores exemplos" para convencer os outros de que o seu problema é sério.

Eu sou filha única e, teoricamente, não deveria entender nada do que vc falou. Mas acontece que eu me identifiquei um monte com a tua história. O teu post foi muito bom para mim. Me fez pensar muito. Te agradeço por tê-lo escrito.

Todo mundo sabe que tem problemas muito piores no mundo. Mas isso não tira o direito que vc tem de se expressar.

Anônimo disse...

é incrível como as pessoas não se esforçam para se colocar no lugar dos outros. alteridade. sério, se a menina ta sofrendo não é bacana ficar apontando "você só tem 18 anos" a experiencia dela é essa e é válida sim. Pais são pessoas e todos cometem erros, mas é uma irresponsabilidade tanta diferença entre irmãos e irmãs.
Coragem moça. os obstáculos nos fortalecem. não se perca. força! <3

Anônimo disse...

Bá,não se incomode com os comentários negativos. Você não está sozinha nesse seu relato - sou filha mais velha e entendo bem até demais o que você descreveu. Sou bem mais velha que você e, se posso ajudar, é comparando com minha história e te dando as seguintes dicas:

1. não culpe a sua irmã. Ela não tem nada com isso - o problema está na sua mãe. Como já falaram antes, se aproxime de sua irmã, seja amiga dela, não a julgue, explique por que você fez as suas escolhas. E espere. Pode ser que no início ela não te leve a sério e continue sendo a filhinha da mamãe. Mas vai chegar um dia em que ela te dará razão, se inspirará nas suas experiências e terá mais jogo de cintura para não sofrer tanto quanto você sofreu. Sua experiência a ensinará a fugir dessa roubada familiar e, acredite, saber que você ajudou a evitar o sofrimento alheio é muito bom.

2. capriche na terapia. Mude de terapeuta, se necessário. E aceite que não tem como mudar sua mãe (que tem os próprios fantasmas pra lidar) nem mudar o que já passou. Ela errou na criação de vocês e não te amparou quando você precisava. Tente aceitar que isso deu errado, não tem como consertar (é passado!) e o jeito é seguir em frente.

3. Aprenda a ignorar a opinião negativa da sua família. Você é inteligente, você é capaz, você tem personalidade. Evite se deixar abater pelos comentários deles. Se não podem ajudar, melhor não levar a sério o que dizem.

4. Ficar calada e evitar confrontar a família pode ser desagradável e ferir o nosso orgulho, mas é útil pra evitar mais violência. Eles já deixaram claro que não querem saber sua opinião, então emita-a somente para quem quer ouvi-la e poupe-se de mais stress. Você não vai convencê-los a mudar, infelizmente. Melhor aceitar isso e seguir sua vida do que ficar tentando mudá-los, sem sucesso algum. Mais tarde até irão te admirar por ter opinião forte. Mas isso é só mais tarde. Agora é motivo para mais violência pra te enquadrar.

5. obtenha independência financeira e saia de casa, mas sem brigar. Sua relação com a família vai melhorar com a distância e daqui a alguns anos vocês poderão conviver minimamente bem. Não sei qual a situação da sua mãe, mas a minha virou outra pessoa depois que a mãe e a sogra morreram, e isso facilitou muito o nosso convívio. Não somos as melhores amigas, mas também estamos bem longe do horror que foi a infância e adolescência. A distância nos civilizou.

6. Já falei de terapia, né? Pois então. Capriche na terapia pra que você não repita em outras relações o que você aprendeu na relação com sua família nem se prejudique ou faça escolhas ruins para você por conta do tratamento horrível que recebeu.

Porque, por mais que o pessoal aqui diga que isso é mimimi e classe média sofre, só quem passou por uma família que persegue a filha "diferente" sabe o peso que todos esses julgamentos têm, e o quanto prejudicam sua vida. Cuide-se. Não vale a pena jogar a sua vida fora por conta de opinião de gente que não respeita sua personalidade.

Ana Maria M. disse...

Me identifiquei com esse post e ele me lembrou de muitas coisas ruins da minha infância.

Até os 5 anos fui criada pela minha tia-avó, pois meus pais trabalhavam o dia todo. Quando eu tinha 6 anos nasceu a minha irmã, e daí minha mãe parou de trabalhar para cuidar dela e de mim também. Foi como se ela falasse "agora vou ser sua mãe", quando na verdade eu tinha muito mais afinidade com a minha tia-avó.

Começando por aí, nunca entendi o porquê da minha mãe ter me deixado para ser criada por outras pessoas, e depois ter saído do emprego só quando minha irmã nasceu. Além disso, desde os 6 anos sempre fui tratada exatamente como a menina que escreveu esse post, tendo que ser adulta e o "exemplo" para a irmã sendo que eu mesma ainda era criança.

Quanto mais velha fui ficando, parece que a situação piorava. Até porque desde os 13 anos já me interessava por feminismo, lia livros e era bastante politizada, coisa que minha mãe não gostava. Além disso comecei a cortar a pintar meu cabelo como bem queria, coloquei piercing, etc. Acabei virando a filha esquisita, rebelde, e com quem a minha mãe dizia abertamente que tinha vergonha de sair junto por causa das roupas e cor do cabelo, que na época era roxo.

Na adolescência tive muitas brigas com a minha mãe e algumas com o meu pai. Posso dizer que tentei explicar para eles o que eu sentia e ensiná-los a me respeitar não sendo a filha perfeita que eles imaginavam, mas a minha própria pessoa. Com o tempo as coisas melhoraram um pouco, mas aos 17 anos tive que fazer terapia com uma psicóloga por cerca de 6 meses, e só assim aprendi a perdoar meus pais e deixar as coisas ruins da minha criação para trás.

Hoje eu moro em outra cidade, longe de casa e faço o que bem entender. Tenho uma relação boa com os meus pais por causa da distância, e também porque sinto que agora eles me amam como eu sou, mas não foi fácil chegar aqui. Morando sozinha tenho mais confiança em mim e por isso posso facilmente ignorar quando fazem alguma crítica sobre o meu trabalho, faculdade, etc. Faço o que eu gosto e o que eu sei que é bom para mim.

Esse post me lembrou de algumas feridas, e, apesar de não tratar de abusos ou coisa mais séria, achei bem triste. Me lembrei de uma matéria que vi na tv uma vez, na qual um repórter perguntava aos pais se eles tinham um filho preferido e eles diziam que sim. Uns era o mais velho, outros o mais novo, mas achei incrível eles admitirem abertamente assim, sem pensar nos danos que isso pode trazer à criança.

Carolina Lucas Paiva disse...

Desabafos sobre relação familiar é sempre complicado de se analisar, justamente porque cada um interpreta de um jeito, de acordo com suas vivências e mágoas, fator que pode distorcer as coisas.
Temos a tendência de dar maior importância ao que nos magoa, por nos marcar mais. Neste aspecto, as coisas boas que os pais fazem ficam anuladas por causa das ruins.
Não dá para minimizar o sofrimento dela, como se não fosse nada. Outra coisa ridícula é dar uma de mestre supremo e dizer "aconteceu a mesma coisa comigo e eu superei porque sou foda, você tá de mimimi".

No meu caso, sempre fui tratada como filha única, apesar de ter irmãs por parte de pai (eles moram em outro estado). Meus pais são separados desde que eu tinha 6 anos de idade. Não lembro de ter sofrido pela separação deles em si, apenas sentia falta do meu pai, que mora em outro estado. O problema veio depois, pois meus pais não souberam lidar um com o outro depois da separação. Eles nunca conseguiram conversar sem brigar, as mágoas eram muitas. Meu pai sempre foi presente em minha vida, mas como não conseguia ter uma conversa normal com minha mãe, não teve informações suficientes sobre coisas importantes como a escola, consultas médicas e viagens, o que aumentou as mágoas que ele tinha em relação a minha mãe. Nosso contato se dava por ligações e visitas nas férias.
As mágoas eram tão grandes que eles acabavam descontando em mim às vezes. Era comum que eles falassem mal um do outro na minha frente, me cobrando uma posição, ou que me comparassem um com o outro de forma pejorativa. Eu não me esqueço de duas situações em particular:
1- Minha mãe dizendo para eu sair de perto dela, na sala, pois eu estava "a cara do meu pai" e isso lhe dava nojo. Eu tinha 7 anos.
2- Durante uma viagem de ônibus com meu pai (18 horas de viagem), ele se confundiu em uma parada e não subiu no ônibus na hora marcada (eu estava dentro do ônibus dormindo) e o ônibus partiu sem ele. Eu tinha 8 anos e me apavorei, fiquei paralisada, chorando. Com a ajuda de um táxi, o pai conseguiu alcançar o ônibus e entrou, poucos minutos depois. Na hora não me disse nada. Depois das férias, já em casa, recebi uma carta dele, em que ele me criticava por não ter tomado uma atitude, culpando minha inércia na má educação que estava recebendo em casa, xingando minha mãe e se lamentando por não ter "me consertado". Disse também que não queria uma filha medrosa e inútil como a minha mãe.

Era um saco as comparações, eu me policiava para não parecer muito com minha mãe quando estava com meu pai e vice-versa. Óbvio que eles interpretavam a minha mudança de comportamento como alienação parental, lavagem cerebral, etc. Se eu discordava de um, era porque o outro estava "fazendo minha cabeça".
Isso segue até hoje, e eu tenho 21 anos. Eles não vão mudar. Aprendi a ser mais imparcial e a analisar as coisas observando os dois lados. Não sinto raiva deles, pois compreendo que eles não estavam querendo me machucar. O foco não era eu, eram as mágoas deles.
Eu deixei a raiva de lado e aprendi a ver o lado positivo disso tudo, a me empoderar. Não fiz isso sozinha, precisei de apoio. Quando cresci, desabafei com amigos e alguns parentes, e o apoio que eu recebi deles foi essencial para eu mudasse minha visão.
É por isso que esse discurso de "ain, isso é classe média sofre", "ain, a mesma coisa aconteceu comigo e eu superei pq sou foda" é, além de babaca, nocivo.

Vivian disse...

Guria!

Achei um livro de uma autora que gosto muito.

Pais Tóxicos, da Susan Forwads.

Fala sobre a educação que recebemos dos nossos pais e como isso afeta o nosso comportamento.

Achei nesse link:

http: // www . mediafire . com / ?w3p93uvlmu2f34l

Beijos!

I. disse...

Eu vou comentar um tempo depois do post, mas espero que quem escreveu ainda esteja lendo. Me identifiquei horrores com seu perfil (gordinha, ateia, bissexual e filha mais velha de duas irmãs) e com a sua história. Em partes contou a minha vida, mas eu sempre fui mais quieta e durante muito tempo só aceitei, o que obvio que acabou com toda a minha sanidade mental na adolescência. A principal cobrança era da magreza (fui eu quem já disse em outros posts do pai que me comparava com a prima em uma filmagem nossa na piscina "olha como ela sua prima e magra etc" e da mãe que só me comprava roupa preta quando eu tinha oito anos já que preto emagrecia). Minha Irma sempre foi a tal princesa da casa, eu era a mais inteligente, mas ela valia mais por ser a mais magra, a mais bonita. Os conselhos pra ela eram sobre nao engordar e eu tenho pena ate porque esse ano que passou foi o terceirao dela, e ao invés de estudar ela tinha academia todos os dias da semana e minha mãe pegando no pe a cada gramo há que ela ganhasse. Resultado? Passou em nada e vai pro cursinho. No fim os pais prejudicam os filhos e nao sabem. Meus pais nao tem maturidade para ser pais as vezes. Conforto material passa longe do sentimental.

E por ter sido mais quieta eu sofri. Com doze anos eu passava o tempo entre as listas de porque eu deveria morrer e os livros. Tinha poucos amigos e minha mãe nao gostava de quase nenhum, então só os via na escola, da qual sai aos quinze anos pra morar sozinha em um apartamento bancado por eles em uma cidade maior. Para estudar "numa escola boa" segundo minha mãe. Lá sofri bullying, cuidei de um apartamento sozinha e tinha que manter boas notas. So que assim, eu comecei a pedir por uma ajuda aos quinze anos e minha mãe ignorou, disse que era frescura. Enquanto eu mantivesse aparências tudo estaria ok. Problema de classe media? Pode ate ser. Só comecei uma terapia quando eu tive um breakdown físico e parei ate de falar com as pessoas, tinha crises de pânico de sair de casa. E tive péssimos terapeutas, ate achar uma que prestasse foi difícil.Tenho faculdades largadas, passei em relacionamentos abusivos, tentei me matar duas vezes. Como morava sozinha então ficava dias sem comer, só chorando, me cortando e dormindo (em compensação minha irma se formou lá, no aconchego do lar, sem saber ligar nem o fogão. Minha mãe diz que a escola nao e boa mas e melhor do que ela acabar como eu). Hoje aos vinte anos depois de uma boa terapia, com o feminismo, em um curso que resgatou minha vontade de fazer algo e morando novamente longe deles eu estou bem. Mas
precisava ter passado por tudo isso? Nao precisava.

Nao os perdoei, nãos os odeio, dependo financeiramente deles ainda por um tempo, infelizmente. Só tento me manter blindada a isso e me confortar na família que me ama, como a minha vo, que sempre esteve me apoiando. Desejo que vc se recupere e que as coisas melhorem pra vc com melhoraram pra mim. Nao se obrigue a amar quem nao te ama, e as pessoas só mudam por elas mesmas. Ainda sofro um pouco com as lembranças mas tento cada vez mais colocar isso pra longe de mim. Um bom ano pra vc, anos novos sempre sao uma chance de recomeco!

Anônimo disse...

Eu sou filha única, e nunca senti nada disso na pele, mas presenciei coisas em casas de amigos que mostram demais essa história de existir um filho preferido, ou um que é mais cobrado.
Não acho que nada disso seja classe média sofre, as coisas que acontecem em casa são as que mais nos afetam, e temos todo o direito do mundo de nos sentirmos mal ("Ah, mas tem gente sofrendo do outro lado do mundo de problemas muito piores" na minha opinião, assim ninguém reclamava de nada, já que dá sempre pra imaginar alguém numa situação pior do que a gente). Mas não acho que você deva culpar sua irmã, que não deve ter feito muita coisa pra poder ganhar o posto de preferida.

priscilla disse...

estou vendo o post só hoje, espero que a Bá ainda esteja acompanhando!

primeiro: procure estar entre pessoas que realmente te amem e te deem importância, amigos que te apoiem quando as pernas parecerem não aguentar mais tanto peso!

segundo: vc está na faculdade, se for pública, tente pedir auxílio para moradia/alimentação.. se particular, tente bolsa de estudos, fies, monitoria, etc... faça estágio, bico, dê aulas de apoio, qualquer coisa! mas tenha uma renda mínima para se manter sozinha...

eu tive um período bem complicado em casa, cheguei a ficar 2 anos sem nem olhar na cara da minha mãe e sem quase falar com a minha irmã, que sempre apoiava minha mãe contra mim... nosso relacionamento melhorou muito depois que eu saí de casa, aos 20 anos (hoje estou com 30).

na época, foi bem complicado, eu era universitária também.. fazia estágio em período integral de dia e à noite ia para a faculdade.. fiquei morando em pensão, quarto compartilhado, comendo mal.. mas sobrevivi!

apesar de tudo o que sofri, de ter até pensado em voltar pra casa da minha família por causa das adversidades, eu digo que morar sozinha foi a melhor decisão que tomei na vida...

Anônimo disse...

O filho preferido existe, sempre existiu...Cada um de nós tem a capacidade de se aproximar de alguém mais ou menos por questão de afinidade...O que ocorre é que a ignorância e a nossa sociedade cegam nossos pais para reconhecer tal fato e lidar com ele. No fim, são os filhos menos prediletos que ficam marcados para sempre pela dor da indiferença...

Izacsdantas Izabel Dantas disse...

Vi o postsóagora Ba esperoque vc ainda esteja acompanhando..
O que também me motiva a escrever aqui no blog até mais do que a autora do post é a posição da Lola e de tantos outros leitores menosprezando a dor de Bá. Oras este é um blog que também fala de feminismo e pelo que eu saiba até hj muitas das queixas são menosprezadas pelo simples fato de serem feitas por mulheres. Se me recordo também o feminismo é contra a violência a mulher seja física ou psicologica..este post relata um caso de viol~encia psicólogia de uma garota pobre que passou a vida sendo preterida por seus pais e isso simplesmente foi desprezado pela maioria dos comentários e minimizado por vc Lola. Ai eu pergunto :QUAL O CRITÉRIO??? A viol~encia psicológica só é inaceitavél se for feita por homens a mulheres??? Será que tantxs feministas aqui só se engajam na causam pq é vantajoso a si mesmx e não por querer um mundo melhor a todoxs???? è o que me parece algo incoerente sem critério, subjulgado. Como varios comentarios abordaram parece que é claro em nossa sociedade que se vc tem um filhx basta dar a elx casa comida e roupa lavada (como lembro as feministas aqui a não muito tempo também era a opinião da sociedade sobre o que bastava a mulher...Filhxs por acaso são seres inferiores???)E ai me veio na cabeça aquela canção: A gente não quer só comida a gente quer comida e dignidade...♪ Eu completo a gente quer adultos capazes de ter filhos com responsabilidade, com generosidade, que mesmo sendo humanos imperfeitos tenham a sensibilidade e caratér de tentar acertar melhorar...que não ajam como li em alguns coments aqui achando normal tratar filhos de maneiras diferentes porque é assim mesmo...Oras vamos ser machistas pq o mundo é assim mesmo???NÂO!!! Uma leitora perguntou empatia pra que???Como assim pra que ?! pra que da mesma forma que queremos que as pessoas empatizem e colaboram com o feminismo possamos colaborar com os outros e não sermos apenas hipocritas!Vamos ser seres humanos melhores cpazes de priorizar problemas como a fome na africa mas sem desmerecer a dor de alguém seja lá por que for...pois também temos nossas dores e nosso desejo e sermos acolhidos, de não perdermos nossa humanidade em meio a tanta brutalidade e tantos problemas as vezes aparentemente quase impossiveis de resolver...Ass. leitora mais pobre do que quem veio aqui só pra dizer que é probelma de CMS que trabalha de monitora de escola e ve todos os dias criançãs desenvolverem uma série de disturbio psicologicos, envolvimento com drogas e outras desgraças causados pela violência psicológica que sofrem de seus pais e espera por um mundo mais justo onde as pessoas pensem melhor antes de assumir a responsabilidade de por um outro ser humanos no mundo!Ps: A vc Ba desejo que se trate (isso é fundamental) e ainda seja muuuito feliz!!! Na torcida...!

Anônimo disse...

ola lola eu tenho 10 anos e a minha irma 13 anosela nao pode ver eu com 1 boneca que elaquebra eu ja namorei 10 vezez eos deiz ela namorol onome dela é karol e eu bianca
queria que vc dece um jeito

Anônimo disse...

Bom no meu caso é diferente eu sou a mais nova quer dizer era até os 5 até meu irmaozinho nascer eu tinha problemas sim pq eu era a frágil quieta e magrela rsrs era quase uma estranha mas meu problema era com minha irmã mais velha desde que eu era pequena minha mãe e meu pai quase que faziam questão de deixar bem claro que ela era a preferida o pq eu não sei ela era rebelde , falsa ladra e tudo q há de pior e eu ajudava cuidar do meu irmaozinho estudava e era muito certinha e nunca entedi o fato de eles não gostarem de mim , sempre q eu pedia algo ao meu pai ele dizia q não davae tal a vinha minha irmã e ele se virava em 10 pra de tudo pra ela e eu não ligava , eu me sentia muito sozinha não sei se eles por eu aparentar uma criança muito fagil eles queriam que eu fosse muito forte mas eu não era ai eu cresci e e com 13 anos eu tinha que carregar meu irmão até no banheiro , minha mãe se separou e eu tive q cuidar dela e do meu irmão pq ela entrou em depressão e minha irmã morava com meu pai então eu era quem cuidava dos dois foi muito difícil pq ela ficou muito tempo doent e eu la sempre ajudando minha mae ficou melhor e eu e meu irmão fomos morar com nossos pais e minha irmã teve o primeiro filho com 15 anos e eu quem cuidava por incrível q pareça eu não reclamava mas então eu comecei a me revoltar pq reuniões de escola ninguém ia repeti vários anos de série parei de estudar e pra completar minha mãe jogou na minha cara q gostava mais da minha irmã só pq as vezes eu não concordo com ela e pq eu odeio fazer serviço doméstico e minha irmã é una santa so pq ela faz , eu nunca entedi o pq eles gostam tanto dela ela ja roubou o dinheiro dos dois mais de uma veze ja não tem mais os dois primeiros filhos estão com com pessoas da minha família e mesmo assim sempre q podem pisar em mim eles fazem isso ja faz tanto tempo e eu ainda não consigo me acostumar sabe eu também so filha deles e tipo eles até quando eu estava doente eles ficavam v se não fica doente pq tem q ficar te levando no medico , eu nunca entedi o pq se ter tanta raiva de mim , bom agora eu tenho q passar com psicológico mas não fui até agora eu nunca falei nada pra nenhum dos dois
Axo q sou a unica mais nova q os pais desprezam viver assim é horrível mas é a vida bju

Anônimo disse...

Eu passo por essa situação mas só tenho 12 anos. Sou a filha mais velha e minha irmã tem 8 anos.
Antes dela nascer eu recebia toda a atenção do mundo,até que um dia minha mãe chegou em casa com aquela peste e desde então passei a ficar sozinha, sem atenção, sabe o que é você sentir todo dia que não é AMADA, eu sei como é se sentir assim. Apanhando quieta sem poder se defender,e quando me defendo fico de castigo, ela é intocavel, apesar de ser mais forte que eu ,tenho que aguentar tudo isso minhas colegas quando vem aqui em casa percebem isso.
Já tentei falar com meus pais sobre isso e eles dizem que isso é só o que eu penso, que eles me amam e me dão atenção igualmente, mas eles MENTEM sobre isso.
Eu não sinto amor pela minha mãe como todas as outras crianças.
Porque eu sinto que ela também não me ama.
Mas a minha avó me dá todo o amor que a minha mãe não me da, conto tudo para a minha avó ,segredos que eu não conto para a minha mãe. Eu acho isso errado da irmã mais nova ser intocavel e a queridinha da mamãe, acho que temos o mesmo direito , eu não pedi para nascer então quando a mãe vai ter um filho ela tem que pensar bem antes de dar amor só a um filho , pois ela deu a luz aos dois igualmente , os dois são do mesmo sangue, da mesma família e merecem o amor igualmente. Quando eu tiver meus filhos vou dar a eles todo o amor que faltou para mim, vou amar eles igualmente , pois sei o que é passar por isso e não é bom.
Eu achava que era a única mais depois desse seu post percebi que passamos por quase a mesma situação.
Levo castigo sem ter culpa,levo xingões sem precisar.