sábado, 15 de setembro de 2012

GUEST POST: VIZINHOS QUE SE ACHAM OS DONOS DA RUA

Não costumo publicar guest posts de brigas pessoas, mas este mexeu comigo, me identifiquei. Durante muitos dos quinze anos que vivi em Joinville, sempre na mesma casa, tive graves problemas com os vizinhos de uma casa em frente, que insistiam em ouvir música em volume altíssimo. Muitas vezes eles também colocavam suas caixas de som na rua e faziam festas que duravam o dia inteiro, às vezes começando às 8 da manhã, seguindo sem parar até a madrugada, até que os "convidados" (menores inclusos) caíssem de bêbados. Era um inferno. Outros vizinhos nossos, também professores, não aguentaram e se mudaram. Fiz abaixo-assinado na rua. Recebi ameaças de morte. Levei à justiça. Foi, sinceramente, o pior problema de toda a minha vida.
Quem morava naquela casa em frente eram homens: pai, dois irmãos adultos, um da minha idade, e um filho pequeno de um desses irmãos. As mulheres que passavam em suas vidas os abandonavam rapidamente. Eles se consideravam os donos da rua, até por serem os moradores mais antigos. E a maior raiva que tinham de mim era por eu ser mulher. Como eu, uma mulher, podia querer falar de igual pra igual com um homem e pedir-lhe pra parar de demarcar seu território com barulho?
Claro, problemas com vizinhos são comuns. Quase todo mundo têm, e quem têm sabe como podem afetar nossas vidas da pior maneira possível. E obviamente que há vizinhos problemáticos de todos os sexos, raças, classes sociais, orientações sexuais, religiões, e lugares. Mas grande parte do comportamento antissocial desses meus vizinhos vinha do fato de serem homens. Eles acreditavam que eram "merecedores" (o tal do entitlement) de tudo, que podiam tudo. Porque cresceram ouvindo isso.
Essa história da Jacqueline me lembrou muito o que passei. Jacque tem 52 anos, é arte-educadora, e mora em Florianópolis desde 1992. Eis seu relato (com fotos que ela me enviou).

Desde que  construí minha casa em 1996 em uma rua -- chamada de "servidão" -- que  tem acesso à praia por uma trilha nas dunas (onde as mulheres não se aventuram em caminhadas solitárias), tenho tido vários problemas com vizinhos homens-machistas -- fofoqueiros, maledicentes, desocupados, alguns explicitamente alcoólatras, barraqueiros.
São vizinhos das duas extremas do meu terreno e, pra piorar, se uniram a mais três moradores da minha rua. Três deles são pedreiros, dois deles com problemas de alcoolismo (o meu jardineiro diz que eles "não têm mulher pra cuidar deles", por isso são assim). Eu já acho que  qualquer mulher minimamente inteligente recusa-se a conviver com esses tipos.
Como fiz uma casa um tanto exuberante para os padrões das casas da rua na época, e  ainda sou daquelas pessoas que  não gosta e nem têm tempo de fazer política da boa vizinhança, zanzando pelas redondezas para mostrar como sou boazinha, esses sujeitos ficaram mordidos e me elegeram o bode expiatório do lugar.
Um deles, morador de uma das extremas, já morava ali quando comecei a construir ao lado e não disfarçou seu descontentamento. Sempre se deu  ares de dono do pedaço juntamente com seus amigos. Este cidadão foi obrigado a fechar a abertura de sua varanda por ordem judicial, num processo em que saí vencedora. Desde então, ele quer dar o troco.
Me fiz de invisível durante muitos anos, aguentando quieta e calada vários absurdos que  vi e ouvi, em que esses homens estavam diretamente envolvidos. Só para  citar um episódio: um dos vizinhos, notório alcoólatra, berrava meu nome na frente da minha casa, no meio da madrugada.
Porém, no final de 2010, o tal vizinho foi berrar impropérios enquanto chutava o meu portão. Horrorizada, eu via a cena deprimente pela janela da cozinha; como eu não me juntava a ele no "barraco", ele resolveu bater no portão com uma enxada.
Continuei calada, esperando a criatura se acalmar.
Passou uma semana, e ele interceptou minha entrada com o seu carro. Tive que parar no meio da rua mais adiante, entrei em casa e gritei: "Você é um covarde! Vou agora chamar a polícia!" A viatura apareceu mais de uma hora depois.
Bem, a partir daí meu relato é também de denúncia à total inoperância, incompetência e descaso das instâncias que deveriam me apoiar e inibir essas atitudes. Fiz um BO que  resultou em uma audiência. O "conciliador",  não merecedor desta denominação, não leu o processo, não me deu a palavra e ainda saiu do recinto que,  vim a saber mais tarde, não possui câmeras, e foi quando ouvi mais ameaças de um dos vizinhos. Eu queria ir embora dali e acabei assinando a extinção desta representação. E me arrependo disso.
Em julho deste ano houve a audiência no pequenas causas (danos no meu portão por causa dos chutes e enxadadas do ensandecido) e -- pasme! -- novamente uma conciliadora (uma mulher com um olhar amedrontado) não leu o processo e não me deu voz. Tudo como antes, só que desta vez o vizinho me fez ameaças mostrando uma lista de amigos dele digitada num papel (entre eles um notório pequeno traficante da rua, espancador de mulheres e morto recentemente num acidente de moto). Desta vez resolvi não encerrar o processo.
O resultado é que este vizinho e seus amigos estão me intimidando na rua de várias formas: um deles, também pedreiro, de bicicleta, se agarrou na traseira do meu carro. Outro, tatuador-surfista-machista, que mora na outra extrema do meu terreno, fica berrando e xingando para meu cachorro parar de latir. Os cachorros dos parceiros dele podem latir à vontade e andar soltos pela rua.
E tem crime de calúnia também, já que um dos vizinhos espalhou para pessoas que não me conhecem, moradores recentes desta rua, que sou a pior pessoa deste mundo. Uma delas, uma menina de uns 12 anos, voltando da escola com meu filho de 15, chegou a dizer que me viu correndo com meu carro pela rua (que ainda é de areia) tentando atropelá-la! Isso me aborreceu muito, já que sou daquelas extremamente cuidadosas na direção. Por conta disso, estou deixando meu carro em outra rua e terei que me endividar para construir outra garagem com acesso pela rua paralela.
Também fui ao centro de referência à mulher vítima de violência desta cidade e tive que ouvir da assistente jurídica que eu deveria fugir, me mudar da rua porque, segundo ela, nada pode ser feito, que as instâncias policiais e jurídicas não vão resolver nada mesmo, só fugindo.
Também liguei para o 180. Enquanto relatava meu caso, a atendente, bem treinada, repetia o tempo todo "compreendo", "compreendo", para no fim me dar todas as orientações que já segui e que só me fizeram perder tempo, paciência e credibilidade na justiça.
Constato que as instâncias de proteção e defesa da mulher vítima de violência aqui na minha cidade e, me parece, em todo o Brasil, só existem pra "inglês ver" -- na prática não valem de quase nada.
Enquanto as pessoas que trabalham diretamente nestes casos (atendentes do 180 até juízes) continuarem com mentalidade tacanha, despreparados ou pouco sensíveis a esta doença social revoltante  que  é o machismo, pouco vamos avançar.

173 comentários:

Andressa disse...

Que história de horror! Tenho bastante medo que algo assim aconteça comigo. É curioso como os homens têm tanta revolta com mulheres independentes, não é mesmo?

O mais triste de tudo isso é que a gente sempre fica dividida naquela linha do "lutar pelos meus direitos" e o medo de sofrer uma possível agressão mais intensa...e no fim, quem fica com a sua liberdade cerceada é o menos empoderado da situação.

Ariane disse...

Tenho uma dica. Vá para a imprensa.

Renata disse...

Lola, esse post casa com um que gostaria de propor há algum tempo: sobre mulheres que moram sós. Moro somente eu, minha mãe e minha avó e estamos neste prédio há 2 anos, onde nunca tivemos problemas. No prédio anterior, contudo, o vizinho de baixo resolveu transformar a nossa vida num inferno depois que sua esposa faleceu. Ele dizia que a minha avó ficava despejando água que infiltrava o apartamento dele, ao aguar as plantas da janela – quando ela apenas regava as plantas com um copinho. O pior é que ele só vinha reclamar com a minha vó (de 88 anos) quando a minha mãe não estava, e ficava querendo entrar no apartamento à toda custa. Além de gritar da janela: Pare de jogar água, Dona Maria! Dizia que nunca tínhamos resolvido um infiltramento, do qual sabíamos há mais de 10 anos, quando isso nunca foi verdade: assim que a minha mãe soube do dano, tratou logo de mandar consertar... Além de dizer aos quatro ventos na vizinhança que uma vizinha nossa, uma senhora que tem alguns problemas mentais e que mora só, era assim por "falta de homem".
O pior de tudo ficamos sabendo na semana passada. A nova moradora mora com sua mãe, irmã e filhinho mais novo, de uns 3 anos, que recentemente foi diagnosticado com autismo. Desde que chegou, o infeliz do vizinho quis mostrar quem mandava por lá, indo reclamar de barulho por arrastar de móveis e outras coisas, sempre com muita arrogância. Mas a questão agora é que ele colocou a nova moradora na justiça devido ao barulho que a criança faz. E ele continuava gritando na janela: Se é doente, dê reméeedio! Ao saber disso minha mãe disse quase ter vontade de chorar de raiva!

A grande questão é que quando comentei estas histórias com amigas de trabalho, que moram com suas mães e filhos e sem a presença de um macho protetor, elas relataram já ter sofrido de problemas semelhantes. De haver sempre esse macho que quer botar ordem e moral na casa da mulher sozinha! A mãe de uma amiga, professora do turno noturno, foi indagada pelo vizinho sobre o que fazia fora à noite e respondeu: FAÇO PONTO ALI NA RUA!!!

Estamos agora na torcida para que o ex-vizinho mala leve um belo de um sermão do juiz por ser um verdadeiro animal, inapto à existência em sociedade. E, em seguida, um processo por caluniar e ofender a criança.

Não conheço as leis para esta área, mas deveria haver uma ouvidoria na delegacia da mulher só pra resolver questões de coações deste tipo.

Nina FitzLee disse...

Admiro a coragem de continuar na mesma rua - eu acho que no meu caso, já teria vendido a casa e me mudado pra longe. Dá um certo medo de enfrentar vizinhos. A gente ouve cada história... e lógico que as autoridades competentes não fazem nada.

Roberta disse...

Tenho uma ideia: por que não juntamos uma força-tarefa para visitar a Jacqueline, e também os vizinhos dela, para intimidá-los, ou contratarmos alguém para "calar" um desses vizinhos "para sempre"?

Gabriela disse...

Concordo com a ariane;vá a imprensa.Se faça visível.
Tenho passado pelo mesmo problema aqui em casa.Um pessoal aqui faz festas todo final de semana.Começa de tarde e vai até umas seis da manhã.Só funk pornográfico.Toda vez q tento fazer uma coisa sou impedida pelos meus familiares.Tive q ligar pra polícia escondida.E eles vieram.Mas foi só a viatura virar a esquina q eles ligaram o som de novo.E sim isso é descaso da polícia.Andei me informando sobre pertubação da ordem pública e a polícia pode prender esses arruaceiros por desobediência.Se a polícia te manda abaixar ou desligar o som e vc não o faz está cometendo crime.Mas eles mesmos dizem q é só esperar eles irem para aumentar o som de novo.Agora vou recorrer ao ECAD.Execução pública de música é crime.
P.S.
Ao ler essas notícia só consegui pensar nos nossos queridos mascuzinhos.
http://acapa.virgula.uol.com.br/mobile/noticia.asp?codigo=20278

Roberta disse...

Desculpa pelo comentário anterior, Lola! Não devemos escrever algo que incite a violência, mas vendo como uma cidadã é desmerecida de sua residência dessa forma... É enfurecedor!
E eu entendo o que a Jacqueline passa, porque a minha família também sofre disso. Moramos no centro da cidade, sempre tem tráfego na nossa rua, sempre tem moto "com o escapamento aberto" por aqui, carros com som turbinado tocando funk em som altíssimo de madrugada, um "traficantezinho" que faz "baladas" que varam a madrugada até amanhecer, um vizinho que acha que meia-noite do domingo é o momento perfeito pra começar a tocar violão...
E nunca denunciamos nada porque "Pra que arranjar briga com quem sabe onde moramos?"
O medo de ter a (pouca) paz de seu lar perturbada realmente intimida muitos brasileiros, que viram reféns desses folgados.

Anônimo disse...

tenho uma ideia contrate 5 brutamontes para dar um susto neles, que de repente eles ficaram bonzinhos,eles são covardes querida qualquer pressão igual,ficam com rabinho atras das pernas.

Futuro milionário disse...

Se essa mulher pudesse portar armas, não aconteceria isso. Mas a lola e o resto da esquerda quer continuar confiando no estado pra se defender, dá nisso aí.

Anônimo disse...

O problema dela é muito grave, porque se quase todos os vizinhos dela são psicopatas, ela que sai de mentirosa porque eles inventam calúnias. Só vejo duas opções aí: mudar de casa (eu já teria feito isso há muito tempo) ou conseguir provas substanciais desses abusos.

Fernando Borges disse...

Nossa, nem consigo imaginar a sensação de impotência e constante preocupação que essa senhora deve sentir.

Na rua em que eu moro, acontece algo semelhante. O vizinho da frente coloca as caixas de som do lado de fora da casa (no quintal) e deixa na maior altura. Mesmo com fone de ouvido e com música tocando, fica difícil não ouvir os funks que ele coloca pra tocar. A questão não é o gênero musical, mas sim a altura.

Pra vocês terem uma ideia, nos dois anos de cursinho que eu fiz, eu não podia estudar em casa. A aula terminava 13hs e eu tinha que ficar no cursinho até 21hs. Se eu fosse tentar estudar em casa, não conseguiria. Na faculdade a mesma coisa.

Ele faz festas praticamente todos os finais de semana e mesmo durante a semana ele deixa o som ligado ininterruptamente. Dois vizinhos já se mudaram por causa dele.

Imagina um cara que deixa música tocando até 2 da madrugada num dia de semana. Segunda, terça etc.

E ninguém se atreve a ir reclamar, pois é um indivíduo muito violento e alcoólatra. A polícia já foi chamada algumas vezes, anos atrás, mas nunca deu em nada.

É uma dor de cabeça horrível. Agora eu me esforço para ligar o foda-se e ignorar, mas é difícil.

Futuro milionário disse...

Os mesmos que defendem a presença maior do Estado, qualquer forma de socialismo ou interveniência estatal cedo ou tarde irão sofrer invariavelmente pela mão do Estado.

Cada um tem o que merece.

Romualdo disse...

Também tenho uma dica: venda sua casa e mude-se para outro local, pois a barra é mesmo da pesada.

Maria Valéria disse...

Sinceramente, aconselho a autora a filmar/ gravar tudo com celular ou câmera,para ver se assim eles acreditam.

Eu sou super chata com barulho, meu perfil e " auditivo" - sou mais estimulada por som do que por visão e outros sentidos.

De vez em quando tem gente que vai cantar/ falar alto na pracinha em frente do apto, e raro.

Se for dia de trabalho, me incomoda pacas, porque nao consigo dormir com gente falando, cantando ou gritando,

Eu sou medica, no dia seguinte tenho que atender e obvio que as pessoas estão ali para serem atendidas e nao vão querer saber se eu dormi bem ou mal.

Já briguei muito com policia no telefone e normalmente eles nao fazem nada, mandam vc descer e fazer BO na delegacia, como se vc pudesse passar a madrugada sem dormir fazendo BO,
Só mandam viatura quando eu insisto.e insisto mesmo, porque sou chata,

Quando o barulho vem de outro prédio, e pior ainda, isso acontecia muito em SP, a policia nao vinha se VC nao tirasse o pijama e fosse VC falar com o porteiro do outro prédio, só vinha a policia se vc nao conseguisse resolver sozinho ( e já escutei as respostas mais variadas, desde " vc tem razão, vou mandar parar com o barulho", ate as mal educadas" nao posso fazer nada porque sao moradores e estão fazendo festa, e direito deles")

vá tomar banho, esse assunto me incomoda muito.de boa, amiga do guest post, filme e grave, ande com a câmera do celular escondida, e liga na hora que ouvir as brigas.dai quem sabe eles acreditam,Ahhff.
Beijos,

Sara disse...

Acho que esse post ilustra bem o que é que as autoridades policiais e judiciais nos proporcionam.
Engraçado é que se vê tanta gente criticando mulheres que por anos suportam relacionamentos abusivos
com homens agressivos, e fazem mil comentários sobre a atitude delas, chamando-as de masoquistas, mulher de malandro, sem vergonha.
Como criticar a passividade de uma mulher que apenas luta para sobreviver a violência dos homens, sem um respaldo efetivo da justiça e da policia?
Acho deprimente o número enorme de mulheres que procuram a justiça para se defenderem do machismo de seus companheiros e acabam mortas fazendo parte de estatisticas escandalosas, acho que não há BACKLASCH pior que isso, pois cada vez que isso acontece TODAS nós mulheres nos sentimos intimidadas.
Tb acho que o motivo principal do ódio dos vizinhos da Jaqueline é a sua independência.
Deve ser bem insuportavel para um machista a imagem de mulher que não precisa de nenhum deles para viver.
Afinal ela é o simbolo da nova mulher.

Anônimo disse...

Quando aos 'conciliadores', acho que vc pode reclamar na ouvidoria de justiça.
Seria muito bom ter a consultoria de um advogadx experiente ou em direito da mulher ou em direito civil (acho que é onde se enquadra seu caso).
Seria ótimo se vc conseguisse algo pela promotoria... alguém pra levantar essa bandeira... (vc tem td uma documentação sobre o descaso dos serviços de segurança e justiça pública devido ao fato de ser mulher)
Outra, chamar a atenção da imprensa (quem sabe ao lado de um promotor de justiça) pode ser muito bom (pra vc e pro promotor, se ele for do tipo que gosta de uma visibilidade).
Espero que não aconteça, mas da próxima vez que for fazer um B.O. ou a alguma audiência, relate a tal lista e deixe claro (registrado em pauta) que se algo acontecer (de pior, esperamos que isso não ocorra) é por incompetência do orgão (talvez mexendo com os brios desse povo algo aconteça de bom pro seu lado).
Outra: procure coletivos dispostos a ajudar... seja com orientações ou com mobilização...
Coloquei esse link num comentário no post passado, talvez dê pra adaptar: http://jezebel.uol.com.br/um-chamado-para-os-homens-decentes/

"Chacota. Em 1993, 50 membros da Ku Klux Klan marcharam através de Austin, Texas. Cinco mil pessoas anti-Klan se juntaram para zombar deles. Melhor de tudo, algumas centenas se alinharam na rota da passeata e cobriram os Klan. Até a mídia engoliu essa, e o Klan pareceu ridículo. A dor que eles queriam causar não foi atingida com ódio, mas com escárnio. Os delinquentes juvenis são como a Klan em 1993: anônimos em seus lençóis bem lavados, e ameaçando, em fato, uma minoria. Vamos usar nossos números superiores e metaforicamente cobrir os garotos que não sabem se comportar. Eles são socialmente inadequados, perdedores imaturos. Vamos dizer a eles, em tom alto e claro, na frente de seus amigos."

Mobilize amigxs, familiares, conhecidos. Não se cale.
Digamos que esse caso é o mesmo das cantadas que as mulheres levam na rua só que em uma proporção bem maior.
Alguns baixam a bola quando são interpelados, outros ficam raivosos com a 'afronta'. Seus vizinhos são desse tipo e precisam de um belo corretivo.

Thays Mossi disse...

Acabei de receber um bilhetinho de vizinhos de prédio, que estão se mudando e que eu coqunheci, dizendo assim: "Os outros são como você. Tratar bem aos outros é tratar bem a si mesmo. Obrigado pelo tempo de convivência"

Convivência é uma coisa difícil mesmo, às vezes a gente não consegue acertar nem com quem tá dentro da nossa casa, as chances disso acontecer fora de casa é menor...

Enfim, só compaurtilhando a coincidência que me aconteceu aqui, porque pegar o bilhete na porta foi a última coisa que eu fiz antes de ler o post.

Eu concordo plenamente que tudo o que te aconteceu é absurdo. E não que eu ache que vc deva fugir, mas, se vc tá infeliz aí, qual é a moral de seguir vivendo desse jeito? Eu entendo que vc tá no seu direito de querer mudar a situação - até porque ela está muito errada -, mas até que ponto vale a pena comprometer o seu sossego por ter razão numa discórdia?

O Guri disse...

Meus pais disseram que o feminismo é coisa de filinho de papai mimado que não tem o que fazer e que isso não me interessa. Que logo eu ia sair com o saco protestando na rua.

Aí aparece um texto assim.

Pelo menos não estou tão sozinho.

{Um Guri Entre Gurias!}

Anônimo disse...

bom, a polícia aqui até que funciona direito nesses casos. como aí tá assim, acho que a solução vai mesmo mais pro lado do que a ariane falou. imprensa. e tenha em mãos as suas reclamações anteriores porque aí a polícia vai ficar com vergonha e agir. espero.

e leve em conta TODOS os crimes cometidos, inclusive os contra a honra. aliás, principalmente esses.

só digo que a briga vai ser dura, sim. as pessoas fazem o inferno em posturas passivo-agressivas pra que vc seja a louca da história.

desejo que tudo dê certo.

meu problema é mesmo com vizinho cafa. o cara era casado qdo vim pra cá. parecia ser solícito e eu, que cresci no meio de homens e sempre achei normal uma mulher falar com homens e ser gentil, dei corda sem querer. afinal, se moro sozinha, não vou ter macho nenhum aqui pra ser meu representante pra qdo eu for falar com homens, né? pelamor. e ele era casado, coisa que me fez, acho eu, nem pensar que o cara podia estar a fim.

pois é. deu umas semanas e o cara pega e me interfona pra me chamar pra ir ao cinema. foi um inferno até que ele se separou e enfiou outra mulher na casa dele. os barracos agora são com essa. brigas homéricas... esquema tapas e beijos. mas, sinceramente, enqto ele tem alguém lá pra brigar com ele, fico mais tranquila. pq, numa época em que só tinha ele no meu andar, eu ficava em pânico. aí sempre torço pra ele estar apaixonado por alguém e me esquecer.

natalia disse...

Concordo com a Ariane. Coloque a boca no trombone. Entre em contato com a rádio CBN, penso que eles não se negarão a fazer uma reportagem. Você tem que ser cercar de todos os lados. Tem que deixar bem claro que se algo acontecer com você, todos saberão que já havia procurado o Estado para lhe proteger. Você é uma cidadã digna. Portanto, o estado deve agir a seu favor e não se omitir.

Drica Leal disse...

Concordo com Ariane. Se as instâncias responsáveis não resolvem, bote a boca no trombone, chame a imprensa, tv, o que for. Esses sujeitinhos que se acham reis do seu pedacinho costumam tremer na base com uma exposição pública de maior alcance. Sabem que serão socialmente condenados fora do seu pequeno domínio, pois ninguém vai aplaudí-los fora da gang. E quanto mais gente souber, melhor, pois eles vão ter que pensar duas vezes antes de tentar qualquer coisa contra você com tanta gente de olho neles. Além do mais, os que deveriam ter te ajudado se constrangerão quando a incompetência deles for exposta na mídia e talvez comecem a agir.

Quase tive problemas com vizinho uma vez. Um bêbado também, que batia na esposa. A rua onde eu morava na época não tinha passagem para o caminhão do lixo, então eu tinha que colocar numa pracinha, na frente da casa dele, na hora que o caminhão ia passar. Umas duas vezes cachorros rasgaram o lixo, então quando eu estava passando ouvi o sujeito dizer que se eu colocasse lá novamente, que ele iria colocar lixo na minha porta.Eu muito calmamente me virei e disse com firmeza e sem alimentar a voz: " Vá, mas quando for, vá armado. Porque vou te expulsar da minha porta debaixo de uma surra de facão, vou batendo em você com um facão até deixar seus escombros na porta da sua casa." Provavelmente ele Não imaginava que eu, tão quieta, seria capaz de reagir a seus impropérios e ficou chocado. Nunca mais sequer olhou na minha cara. Mas no seu caso, eles parecem ser mais perigosos que esse bêbado falastraão que era meu vizinho...

Drica Leal disse...

* aumentar a voz

Anônimo disse...

Civilidade, civilidade.... Falta civilidade neste mundo!

LisAnaHD disse...

Jacqueline, você nem tomou em conta checar a vizinhança antes de comprar o terreno e depois quando decidiu construir a casa? A vizinhança é da pesada e seu relato é assustador, com o agravante da coisa vir desde 1996. Você não teme pela segurança de seu filho?

lola aronovich disse...

Anônimo das 19:52, que recomenda que Jacqueline vá até a Ouvidoria. Ela já fez isso. Eu tirei essa parte do seu texto porque já estava longo demais (tirei algumas outras também). Aqui vai o que ela escreveu no original: "Tive o trabalho de ir pessoalmente na ouvidoria da defensoria pública onde denunciei as estratégias d@s 'conciliador@s'. Novamente perdi meu tempo pois me deram uma resposta, por e-mail, não assumindo qualquer responsabilidade e ainda me culpabilizaram, alegando que eu, por estar nervosa, distorci os fatos."

Durante esse tempo todo que tivemos problemas com nossos vizinhos em Joinville, muita gente recomendou contratrar "capangas" pra dar um susto neles. Deve ter sido o que mais ouvimos. E claro que considerei isso. No desespero, a gente pensa em qualquer coisa. Uma das coisas que mais percebi de como tudo isso nos fazia mal é que ficávamos (o maridão também, que sofreu quase tanto quanto eu, se bem que ele não sofreu ameaça de morte, e o ódio que tinham dele não se comparava ao que tinham sde mim, porque ele é homem. O pai dos vizinhos, o patriarca, cuspia quando eu passava na rua pra levar meu cachorrinho pra passear, por exemplo) fantasiando formas de tortura e de morte. Minha fantasia favorita é quais super poderes eu gostaria de ter pra acaba com o som, com a casa deles, e com eles. Eram realmente pensamentos ruins que não fazem parte da nossa índole.
Mas não acredito que violência seja a resposta para a violência.

Bruno disse...

Temos que fazer algumas ponderações aqui. Esses vizinhos não fazem nada do que relata a autora do post por machismo, é por falta de educação mesmo. Mesquinhez mesmo. O sujeito foi obrigado a fechar a varanda por causa da autora do post (sabe-se lá por que), e acha que tem o direito de retaliá-la por isso. É o tipo de picuinha entre vizinhos que não distingue gênero.
Sobre os conciliadores não precisam ler o processo, a eles cabe tão somente tentar levar as partes a um acordo, explicando a elas as vantagens do acordo, ele não julga nada, e também nada impede que ele saia da sala durante a conciliação. Muitos fazem isso inclusive para que as partes possam conversar sozinhas e ver se chegam a um acordo. No primeiro caso, o caso penal, a autora do post não precisava assinar a extinção da representação, era só dizer que não tinha acordo, levantar e ir embora.
Outra coisa que me causa estranheza é por que alguém se endividaria, tocaria uma obra, mudaria o carro de lugar, tudo por causa de uma bobagem dita por uma criança?

Anônimo disse...

Eu também tenho "ótimxs" vizinhxs. Um que está com a fossa vazando e contaminando o lençol freático de todxs xs vizinhxs há meses, outro que TODO final de semana chama xs amigxs Pavarotes para fazer karaokê no volume máximo, também tem um que fica soltando 'cabeção de nego' durante a MADRUGADA para espantar pombos, outro que sobe no muro à noite e fica atrás do pé de papoula bisbilhotando nosso quintal, outros que dão para parte detrás do meu terreno e me impossibilitam de sair de camisola e/ou curtir um solzinho, pois saem para suas sacadas e ficam me encarando no "MEU QUINTAL". Em resumo, estou cercada de idiotas!

Bem, já tomei providência e resolvi quase todos os problemas, exceto a questão dos nojentos que ficam bisbilhotando. Quanto a isso eu não posso fazer nada. ¬¬'

Enfim, você tem todo direito de denunciá-los - foi o que eu fiz e deu certo - e cabe à polícia detê-los, pois a "lei do silêncio-RJ, ou silêncio urbano-SP(?)" garantem a você esse direito - teoricamente, ao menos.

Sobre a lei do silêncio, conheça seus direitos:

http://www.produzindoeventos.com.br/legislacao/mitos-e-verdades-sobre-a-lei-do-silencio/

Se as autoridades (in)competentes não fizeram nada a respeito, para fazer valer os seus direitos procure a imprensa. Pelo menos vai garantir sua integridade física.

Mas posso te dar um conselho com toda a sinceridade? Bem, seus/suas vizinhxs parecem ser coniventes com esses trastes, não é?! Isso pode tornar-se perigo. Se você puder se mudar daí, mude-se.

Boa sorte.

Anônimo disse...

Sou Promotor de Justiça e gostaria de informar à autora do texto, bem como aos demais leitores que passam por problemas semelhantes, que o grande problema se chama "prova". Nós que trabalhamos no dia a dia com isto, já "vimos de tudo" nessa vida. Mas de tudo mesmo. Assim, embora inicialmente a palavra da vítima tenha seu crédito, sozinha não é apta a comprovar o alegado (a própria autora diz que todos ou quase todos os vizinhos estão, injustamente, contra ela). Destarte, dou como sugestão que a pessoa que vivencia o problema instale uma ou duas câmeras, que capte som, pois aí na hora do "vamos ver" não "terá choro nem vela" (desde que ela consiga superar "os conciliadores" e decida prosseguir com o feito. Detalhe: tenha paciência, pois na primeira vez que o processo for para frente, se seus vizinhos forem primários e de bons antecedentes, eles terão direito a um benefício que se chama transação penal: pagamento de prestação pecuniária ou prestação de serviços à comunidade. Boa sorte.

Elaine Telles disse...

Eu senti na pele o descaso do poder público e da polícia. Tenho um irmão drogado e vagabundo, que fica todo macho dentro de casa, com dois idosos(meus pais) e uma mulher (eu).Na rua ele até fala fininho. O caso é que ele acha ok me agredir, ou tentar me agredir física e verbalmente, me roubar dinheiro, objetos de valor, e quando eu tentava me proteger, corria pro meu quarto e ficava trancada lá por horas, sem alimentacão, água ou banheiro. E ele do lado de fora tentando quebrar a porta a pontapés e me xingando de puta, vadia, piranha,etc.. eu só tinha 17 anos. Das diversas vezes que chamei a polícia, eles disseram que viriam e não vieram. Liguei para a delegacia da mulher, a atendente disse que não havia o que fazer, por ser irmão. Fui pessoalmente fazer B.O.e quando cheguei lá, fizeram pouco caso das agressões, e disseram estar fechando e dava pra esperar até o dia seguinte (eram 16:47). Enfim, saí de casa pra escapar das agressões. Fosse esperar polícia ou poder público, seria espancada e roubada diariamente.

Anônimo disse...

Olha Bruno eu adoraria concordar com você, mas, infelizmente, a implicância de vizinhos com mulheres independentes não costuma ser apenas uma questão de falta de educação.
No mês de agosto minha tia (que mora sozinha com meu avô, um idoso de 84 anos) teve um grave problema com um de seus vizinhos, com diversas ameaças (meu avô inclusive chegou a ser agredido) a sua integridade física. O problema durou cerca de 10 dias e se resolveu, milagrosamente, quando meu irmão e meu tio se mudaram temporariamente para a casa dela. Você acredita mesmo que subitamente a falta de educação foi resolvida?

Anônimo disse...

Cuidado com os animais, é muito comum, principalmente em briga de vizinhos, eles serem envenenados.

Anônimo disse...

Se o porte de arma fosse permitido, não só ela poderia ter uma, mas tb os vizinhos.
E, ainda que fosse permitido, agressão, tentativa e homicídio são crimes.
De que adiantaria?!
Sério que vc acha que andar armada faz o mundo melhor?!?

LisAnaHD disse...

Caramba, um vizinho que já morava aqui antes de nós, veio nos perguntar se nos oporíamos a que ele construísse uma piscina no quintal dele e que ele tb teria de cortar umas árvores da divisa entre as duas propriedades (notem bem, árvores dele).

Carlos disse...

Vocês sempre me criticam pelos meus comentários (quando são publicados)... mas acredito que tenho todos os tipos de vizinhos, a maioria eu ignoro... vamos aos tipos:

- O vizinho educado que sempre faz questão de dar bom dia, boa tarde e boa noite;

- Os fofoqueiros... quando não têm certeza de alguma informação... especula sempre da pior maneira possível;

- Os que não "fedem" e nem "cheiram";

- Os que se endividam até a alma para terem carro do ano;

- Os alpinistas sociais: que tem apenas "amigos ricos";

- Os que fazem questão da tua atenção pelo cara ser menos feio que eles.

Aceito críticas e adicionais de mais tipos de vizinhos.

Anônimo disse...

Mas que texto mais forçado, ela só tinha problemas com vizinhos homens ?
A mulher brigou com a parte masculina da rua inteira, mas só tinha ela de mulher naquela rua ?

Só homens são maus vizinhos então ?
alguém mais alem de mim notou um certo padrão ? qual o objetivo ?

Anônimo disse...

Sou de Florianópolis também e posso dizer que se você for esperar pela polícia, espere sentada porque ou chegam horas depois, ou nem aparecem.
A imprensa daqui, no geral, também é uma merda. Então acho melhor tentar gravar isso e recorrer à justiça mesmo, pra ver se alguém ajuda.

Leandro disse...

Eu imagino que se ela não está satisfeita, que mude de lugar nao é? O que vejo é que ela quer desrespeitar os direitos dos proprietários da rua.

“São vizinhos das duas extremas do meu terreno e, pra piorar, se uniram a mais três moradores da minha rua. Três deles são pedreiros, dois deles com problemas de alcoolismo (o meu jardineiro diz que eles "não têm mulher pra cuidar deles", por isso são assim). Eu já acho que qualquer mulher minimamente inteligente recusa-se a conviver com esses tipos.” - Ah, claro. Ela queria o Brad Pitt e o Tom Cruisse como vizinhos (isso se eles quisessem ela como vizinha). Já ví q o problema desta mulher é com pedreiros...

“Uma delas, uma menina de uns 12 anos, voltando da escola com meu filho de 15, chegou a dizer que me viu correndo com meu carro pela rua (que ainda é de areia) tentando atropelá-la! Isso me aborreceu muito, já que sou daquelas extremamente cuidadosas na direção. Por conta disso, estou deixando meu carro em outra rua e terei que me endividar para construir outra garagem com acesso pela rua paralela.”
- Aqui só há UMA versão sobre os fatos, teríamos que ouvir a menina. Como vão assegurar com 100% de certeza que ela não estava a 100km p/h e quase atropelou a menina? Como vão afirmar com 100% e certeza que é calúnia? Não tô acusando ninguém, apenas digo que só há uma versão dos fatos. Outra coisa: menina de 12 anos, mãe de filho com 15? O filho tem 3 anos a mais que a mãe? HAHAHA

"Também fui ao centro de referência à mulher vítima de violência desta cidade e tive que ouvir da assistente jurídica que eu deveria fugir, me mudar da rua porque, segundo ela, nada pode ser feito, que as instâncias policiais e jurídicas não vão resolver nada mesmo, só fugindo."
- É o que deveria faer se não gosta do lugar. Algum motivo tem pra eles não gostar de você, né? Deve ser muito chata e esnobe, ninguém gosta de gente assim...

“Também liguei para o 180. Enquanto relatava meu caso, a atendente, bem treinada, repetia o tempo todo "compreendo", "compreendo", para no fim me dar todas as orientações que já segui e que só me fizeram perder tempo, paciência e credibilidade na justiça.”
- Tadinha, perdeu todos os processos na justiça, né? Há algo errado, e não é com os vizinhos...

Werner disse...

Esse caso não é de machismo não, é porque o judiciário não funciona mesmo. Sou homem, forte, passo pela mesma situação, praticamente igual, e nada se resolve. Já ouvi de delegado a promotora de justiça que eu deveria abandonar minha casa, porque os vizinhos se acham no direito de fazer o que quiserem. E, de acordo com o judiciário, tem mesmo! Não dão voz a vítima, não lêem o processo, nem com advogado meu caso foi resolvido. E se você reage, ainda sai como monstro da história. Quando os vizinhos se juntam para incomodar alguém, eles geralmente vão até as últimas consequências. Por isso, minha dica para a moça do guest post é : muito cuidado! Se você conseguir algo na justiça, parabéns, mas comece a procurar sua nova casa, porque isso não vai parar. Se nesse país não resolvem nem assassinato, imagine perseguição de vizinhos! E outra, ponha câmeras de segurança, até para ter prova material, mas mude-se. Porque se você continuar nessa casa, sua vida não terá paz, infelizmente digo por experiência própria.

Koppe disse...

Roberta disse...
Não devemos escrever algo que incite a violência,


A violência como meio de defesa é válida e muitas vezes necessária.

Observe que a pessoa já tentou resolver de forma não-violenta e não deu. Se a coisa passar dos limites, é melhor usar de violência do que ser vítima dela.

Fernando Borges disse...
Na rua em que eu moro, acontece algo semelhante. O vizinho da frente coloca as caixas de som do lado de fora da casa (no quintal) e deixa na maior altura.
E ninguém se atreve a ir reclamar, pois é um indivíduo muito violento e alcoólatra. A polícia já foi chamada algumas vezes, anos atrás, mas nunca deu em nada.


Eu recomendo tentar sabotar as caixas de som, de preferência de forma destrutiva. Algo lançado de longe e que o vizinho não consiga detectar a origem, de preferência quando for noite escura e ele estiver bêbado. Aqui na vizinhança esse tipo de coisa já aconteceu com bailões de música ao vivo, terreira de umbanda e igreja evangélica que faziam esse tipo de coisa que incomoda os vizinhos. Eu pessoalmente nunca participei porque consigo dormir até no trabalho com uma serra circular ligada no mesmo recinto, mas se me incomodasse eu não pensaria duas vezes.

Futuro milionário disse...
Se essa mulher pudesse portar armas, não aconteceria isso.


Eu acredito que quando as leis são estúpidas elas devem ser quebradas. Recomendo sim que essa mulher arranje uma arma pra deixar em casa, de preferência mantendo segredo sobre isso. Se algum dos indivíduos passar do portão, fogo nele. É melhor responder processo por homicídio e posse ilegal de arma do que ser vítima de agressão ou coisa pior. Vejam isso.

Maria Valéria disse...
Sinceramente, aconselho a autora a filmar/ gravar tudo com celular ou câmera,para ver se assim eles acreditam.


Excelente idéia. Reunir todo e qualquer material que possa servir de prova. E falar com pessoas que possam servir de testemunhas também. Gravar ele gritando na frente de casa com uma webcam e postar no YouTube também pode ser uma boa idéia.

Anônimo disse...
Seria muito bom ter a consultoria de um advogadx experiente ou em direito da mulher ou em direito civil


Outra excelente idéia.

Drica Leal disse...
Concordo com Ariane. Se as instâncias responsáveis não resolvem, bote a boca no trombone, chame a imprensa, tv, o que for.


Poderia criar um blog sobre isso. Colocando nele as descrições de cada problema que acontecer, scans de documentos, fotos do portão quebrado, etc.

lola aronovich disse...

Leandro é mascutroll e nunca falou algo que preste neste espaço. Mas permiti o comentário dele só pra que vcs vejam o nível intelectual de um mascu. Percebam sua capacidade de compreender um texto quando ele fala desta frase:
"Uma delas, uma menina de uns 12 anos, voltando da escola com meu filho de 15, chegou a dizer que me viu correndo com meu carro pela rua (que ainda é de areia) tentando atropelá-la!"
Eu achei que estava bem claro, mas o mascutroll escreveu:
"Outra coisa: menina de 12 anos, mãe de filho com 15? O filho tem 3 anos a mais que a mãe? HAHAHA"

Pois é, Leandro, hahaha.
E gostei também como ele automaticamente denominou os vizinhos como os proprietários da rua. O que o texto critica (que existam pessoas que se sintam as donas do pedaço) pra ele é a realidade indiscutível.


O anônimo das 2:54 também deixou claro que não leu o texto. Parabéns, mascutrolls! Sempre comprovando a opinião nada lisonjeira que as pessoas têm de vcs!

La Mamacita disse...

Jacqueline, infelizmente com vizinhos como esses nem a justiça resolve. Mas não pode desistir: encontre alguem de um jornal, de uma tv, junte os vizinhos do bairro, não só da rua e façam queixa pública. Talvez de certo. Essas pessoas são covardes.
Em Joinville todos os vizinhos, não só a Lola, estavam inconformados pelo barulho infernal. Só que ninguem fazia nada. Quando a Lola e o Sílvio (maridão) foram passar um ano nos USA, os nojentos mal fizeram barulho. Era uma briga pessoal contra minha filha. Inclusive esses vizinhos não eram totalmente más pessoas. Uma vez estava arrumando as plantas do lado de fora e um cara passou com uma criança bebê na bicicleta. A criança prendeu a perna na roda, e o cara, amigo do vizinho, com uma lata de cerveja na mão, não conseguia parar de andar. O vizinho correu, retirou a criança e procurou um vizinho com carro pra levar a criança no hospital. Fiquei pasma com a rapidez que o vizinho, meio bébado também, conseguiu auxiliar a criança.
Durante esse ano que fiquei sozinha na casa, se teve uns três barulhos foi muito. Eles faziam pra provocar e irritar à Lola. De propósito. De machões que eram. Era um perigo. E a nossa casa lá era tão bonita. Com jardim feito por mim. E todos os outros vizinhos eram ótimos. Amigos. Menos os bébados psicopatas. La Mamacita

Anônimo disse...

O caso me pareceu uma mistura explosiva de conflitos (gênero, classe, etnia), mas alguns traços do texto sugerem que não é certo ver a autora como uma "vítima", pura e simplesmente.

Ela deixou claro que tudo começou porque não tem paciência para fazer política de boa vizinhança e então os vizinhos a escolheram para bode expiatório (foi isso mesmo? acho que há mais coisas aí).

Para essas pessoas, laços são muito importantes. Você não cria laços com os vizinhos porque é "boazinha", mas sim porque todos precisam de todos, de igual para igual. Há hierarquias implícitas, que cabe conhecer (e que certamente passam pelas hierarquias de gênero).

Do início ao fim, o texto é um desfilar de preconceitos e chavões de classe. Diversos comentários não escapam disso.

Acho que aí está o núcleo dos ressentimentos de parte a parte. De um lado, pedreiros, alcóolatras, solteiros, fofoqueiros, irracionais, machistas, de outro a burguesa, sofisticada, consumista, racional, acionando as instituições.

Ou, invertendo o ponto de vista e olhando desde a conceituação dos pedreiros: de um lado as pessoas gente boa, da comunidade, envolvidas, que se ajudam, se querem bem, tem honra. De outro, as pessoas cínicas, que olham os outros de cima só porque tem dinheiro, querem que todos os respeitem sem que tenham que colaborar na comunidade etc. É um conflito bem brasileiro.

Um bom livro para entender os procedimentos de fofocas, agressões e as melhores maneiras para resolvê-los é "Os estabelecidos e os out-siders", do sociólogo Norbert Elias.

Por fim, Lola, esse livro mostra que a questão de "ser homem" é fundamental, mas ela está cruzada por diversas outras: ser da comunidade ou não, querer integrar-se a ela ou não, ser rico ou não (para aquela comunidade) e assim por diante.

Acho que dois "ethos" estão se enfrentando aí: o ethos burguês individualista e o ethos comunitário. Uma verdadeira tragédia.

E olha: alguns comentários aqui estão no último nível da arrogância de classe.

jacmila disse...

Olá pessoal, obrigada pela força. Estou na batalha: agitando as mulheres da vizinhança q também foram incomodadas e agredidas, algumas estão com medo claro, abaixo assinado -esses dias me ligou uma moça da campanha de uma notória candidata a prefeita,perguntando quantas assinaturas eu havia colhido mas como não passavam de 30 não houve interesse em levar adiante a divulgação - achei de um oportunismo indecente. Quanto a segurança dos meus filhos: o mais velho não mora mais comigo, está num bairro distante daqui e o mais novo fica bastante na casa do pai, num bairro vizinho. Além do que a principal característica dessa corja é que são todos uns coiós=covardes. Vão até o ponto onde se sentem impunes - lembrando q a rua não tem casas do outro lado, o que os deixa mais à vontade para atuarem de forma estúpida.

Ana disse...

Eu não concordo totalmente com o comentário do anônimo das 10:38 aqui de cima, mas acho que vale a pena todo mundo ler, inclusive a autora do post. Eu também fiquei muito incomodada com como a palavra 'pedreiro' foi usada quase que como um xingamento (sim, três deles são pedreiros; mas e daí? No resto do texto não vem nada para justificar por que foi necessário explicitar a profissão dos caras, logo, o que posso presumir é que a palavra foi usada para desmerecê-los de alguma forma ou classificá-los como alguma coisa). A questão de classe aí também me parece óbvia, além da de gênero que a autora do post enfatizou.

jacmila disse...

Agradeço pela força de vários comentários e estou seguindo os conselhos. Quanto aos comentários dos "detetives mascus", eu já os esperava. Estão me pintando de burguesa - e quem não é, historicamente falando?, racista - os mascus vizinhos são todos brancos, só um q é moreno e o mais abonado e escolarizado, acho; rica!!! ah quem me dera! rsrsrs. essa nova garagem vai me endividar por anos a fio. Mas o que me deixa até contente é o fato de eu ser mesmo uma mulher independente com autonomia suficiente prá alugar a casa, dar um tempo ou até mesmo morar na rua paralela bem menos incivilizada por conta de ter mais casas. Na verdade estou confirmando o ditado: há males que vem para o bem. Sorry mascus mas não sou sofredora.

Lilian Soares do Nascimento disse...

Absurdo. Se vc quer saber... Enxadada no portão dá uma bela justificativa para um assassinato em legítima defesa! Vá saber se ele queria entrar na casa com o machado atrás de você?

Muito desanimada com a nossa "justiça".

jacmila disse...

Ethos comunitário? os mascus se unindo pra farrear, incomodar, berrar, xingar, intimidar, coagir...que ethos mais nobre, hein?

jacmila disse...

Agradeço as recomendações e estou seguindo quase todas - instalação de câmeras e armas estão fora do meu orçamento e, no caso da arma, só se for aquela de choque. Outra coisa que ficou bem evidente em certos comentários: como tem mascus com ódio de mulher independente, não? Eles precisam de tratamento psicológico urgente!

Anônimo disse...

Eu não sei como e nesta cidade citada, mas em São Paulo se solicitada ,a policia chega sim, e a taxa de atendimento e das mais altas do mundo,quem assiste o programa policia 24 hs, sabe que 80 % dos casos atendidos pela policia e de desentendimentos familiares, e entre vizinhos, o que as vezes acaba em tragedia.
Fica fácil esculachar a policia,( telhado de vidro todos querem tacar pedra) mas eu pergunto, que outro órgão publico chega e faz o que a policia faz ? o policial não e so agente de segurança, acaba sendo assistente social, psicologo, agente de saude em casos de trastornos mentais,conciliador ets.
cade o resto do estado ? ficar teorizando, e vendo tudo de uma forma aristocrática, intelectualizada distante, não ajuda muito não ! cade os órgãos de assistência publica?, de assistência social?, cade o judiciário ?
Já diz o ditado, quando tudo esta bem, o povo esquece de DEUS e amaudiçoa a policia, mas basta estar em perigo que lembra de DEUS, e chama a policia.

Anônimo disse...

Qual a diferença de algo sem civilidade, parta de um branco ou negro?

Laurinha (Mulher modernex) disse...

É um absurdo. Já tive alguns pequenos problemas com vizinhos, mulheres e homens, por causa de barulho - som muito alto até tarde, brigas no meio da rua de madrugada, festas no meio da rua, em frente à casa - mas nada que chamar a polícia não resolvesse.
No meu caso, acho que como eles incomodam muita gente e quando a coisa fica feia, todo mundo da rua já denuncia, a polícia vem rapidinho. É como dizem, a união faz a força.
No caso da autora do guest post, infelizmente se uniram contra ela e ainda usando da intimidação, da força física, da violência.
Lamentável. Eu a aconselharia a não desistir, mas tomando muito cuidado, porque infelizmente, como ela mesma constatou, situações de violência como essa são complicadas e pode aumentar a raiva dos caras e terminar tudo muito mal.
Atualmente estou trabalhando no setor de serviço social e vejo que infelizmente, na questão de violência contra a mulher, muitas se encontram em um beco sem saída, mesmo procurando os centros de referência. Parece que as coisas ainda estão engatinhando, há pouca informação, @s próprios profissionais esbarram em muitas coisas na hora de tentar colaborar com mulheres, vítimas de ameaças e violência, a maioria delas vinda de seus companheiros.
Tente procurar um bom advogado, uma delegacia de mulheres.

Anônimo disse...

O que exatamente alguém independente incomodaria outra? muito pelo contrario, quanto mais independente forem as mulheres, menos seremos burros de carga.
Deixem de vitimismos baratos senhoras !

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Ah, lembrei de uma história que aconteceu com a gente quando eu ainda era criança.
Morávamos minha mãe, minha vó e eu. Um dia, os meninos estavam jogando bola na rua e a todo momento acertavam na nossa casa. Minha mãe pediu pra eles parar e eles não paravam.
Aí um deles acertou a janela de vidro e quebrou. Minha mãe falou q ele ia ter que pagar e ele falou que não ia, que o pai dele tinha falado que não tinha homem pra cobrar.
Nem sei se o pai do menino falou aquilo mesmo, mas minha mãe ficou com tanta raiva que foi até na porta da casa do menino e ficou chamando pelos homens da casa. Ninguém apareceu e o menino sumiu, ficou assustado de uma mulher reagir.
Depois a mãe do menino veio toda envergonhada perguntar quanto custava e dar o dinheiro.

jacmila disse...

Renata
Concordo com vc da importância de nos aprofundarmos mais sobre as mulheres q moram sós. Pois nós somos alvo não só dos homens machistas mas também das mulheres machistas. Sou discriminada por algunxs "colegas" de trabalho por gostar da minha condição de "mulher sem homem". A sociedade brasileira ainda está bem atrasada, alguns comentários aqui dão a dimensão deste atraso. Disseram q eu fiz por merecer a violência dos vizinhos já q não fui adequadamente sociável. Só digo uma coisa: homem carente e surtado e turrão tem que se tratar. Faço a minha parte no meu trabalho pedagógico mas quando eu chego em casa quero me dar o direito de ficar quieta no meu canto, sem contato social com vizinhos ignorantes e machistas. E teve comentário dizendo q sou obrigada a baixar a cabeça pra eles, pelamor!!!

Anônimo disse...

anônimo das 10:38, essa é uma forma bem plausível de ver... mas... pq 'os caras da comunidade' precisam se incomodar tanto com 'a burguesinha individualista'?
Se uma pessoa não quer falar com vc, pra quê gastar tempo e energia chamando a atenção dessa pessoa???
Pq 'a comunidade' não pode deixar alguém que claramente não quer fazer parte dela viver em paz?
É tão criminoso assim?

Zé das Couves disse...

À autora do guest post:

Já que você parece decidida a ficar e lutar pelos seus direitos, o que você deveria tentar fazer é arrumar provas do que está ocorrendo. Sua situação é complicada, porque simplesmente bater às portas do judiciário sem uma coletânea robusta de provas resultará em derrota na certa. Ponha-se no lugar do(a) juiz(a): Problema de vizinhança onde todos dizem que o problema é uma pessoa, enquanto essa pessoa diz que o problema é toda a vizinhança. Sem conhecer nenhum dos envolvidos, a quem você daria razão? Sei que é chato, mas você não imagina a quantidade de louc@s que procuram o judiciário para resolver "problemas" de vizinhança. Uma enorme parcela daqueles que propõem a ação é composta justamente pelo vizinho problemático. Por isso, tente se colocar no lugar de quem vai ver esse problema pela primeira vez sem conhecer ninguém, consiga elementos para provar que você está com a razão. Outra coisa: quando alguém fizer uma reclamação, não leve imediatamente para o lado da perseguição. Realmente, ter o vizinho ao lado com cachorro latindo incomoda DEMAIS. Por mais que a reclamação seja mal-educada, acho que não deveria ser simplesmente ignorada, pode ser que ele tenha razão nesse ponto. Há coleiras que desestimulam os cachorros a latir, não custa nada.

Leandro disse...

"Uma delas, uma menina de uns 12 anos, voltando da escola com MEU filho de 15, chegou a dizer que me viu correndo com meu carro pela rua (que ainda é de areia) tentando atropelá-la!"
- Eu não tinha me ligado neste detalhe. Ela é que tem um filho de 15 e não a menina... Mas tirando fora isso, a Lola só me chamou de "mascutroll", mas não respondeu aos meus questionamentos. Aqui só estamos lendo UMA versão dos fatos, tem de ouvir o outro lado também, teria de ouvir esta menina tb.

Pelo que está subententendido, esta mulher que quer se apossar da rua à força, passando por cima dos vizinhos. Se ela pudesse, ela passaria um trator por cima deles. E este não é jeito de resolver as coisas. Uma sociedade para se manter minimamente civilizada, tem de ter plenos direitos de propriedade. Um vizinhos novato querer passar por cima dos moradores mais antigos constitui uma incivilidade. Se ela está insatisfeita, então que mude de lugar.

Anônimo disse...

Se todos os outros estão contra você, talvez o problema não sejam os outros ?!!

simone disse...

"Ou, invertendo o ponto de vista e olhando desde a conceituação dos pedreiros: de um lado as pessoas gente boa, da comunidade, envolvidas, que se ajudam, se querem bem, tem honra. De outro, as pessoas cínicas, que olham os outros de cima só porque tem dinheiro, querem que todos os respeitem sem que tenham que colaborar na comunidade etc. É um conflito bem brasileiro."

Ah, tá. Pessoas de bem ficam ameaçando outras verbalmente e fisicamente, batendo com uma enxada no portão alheio?
Se eles acham que a vizinha é esnobe, arrogante ou o que for, direito deles; mas isso não dá direito a eles de a destratarem e ameaçarem dessa forma.
Se não gosta de alguém, ignore, essa pessoa não tem obrigação de se fazer gostar por ninguém.
É a mesma lógica torta desses homens que mexem com a mulher na rua, ela faz cara feia e eles começam a xingar e ameaçar, como se ela tivesse obrigação de gostar ou corresponder positivamente. Não, não tem.

Sara disse...

Atualmente estou trabalhando no setor de serviço social e vejo que infelizmente, na questão de violência contra a mulher, muitas se encontram em um beco sem saída, mesmo procurando os centros de referência. Parece que as coisas ainda estão engatinhando, há pouca informação, @s próprios profissionais esbarram em muitas coisas na hora de tentar colaborar com mulheres, vítimas de ameaças e violência, a maioria delas vinda de seus companheiros.[2]

Pois é Laurinha, tenho uma amiga que por bem pouco não foi morta por seu ex-companheiro, apenas pq não queria mais se relacionar com ele, depois que ele jogou acido no carro dela e do pai dela, depois que ele tentou enforca-la, depois que ele ameaçou até matar as filhas dela, depois que ele jogou o proprio carro dele contra o dela (diga-se de passagem ele jogou o carro mais barato q ele tinha, porque é rico e tem muitos carros caros), depois de tudo isso só ai ela teve coragem de ir denuncia-lo, pois até então ela procurou de todas as formas viver em paz com esse canalha.
Finalmente quando começaram as audiencias, esse crápula inventou toda a sorte de mentiras contra ela, e pior ele pode pagar bons advogados, para se ver livre dele sequer indenização por todos os danos q ele causou ela pediu, seu único desejo é nunca mais vê-lo em sua vida.
É uma injustiça total , e não sei se ela realmente vai conseguir sobreviver.

Sara disse...

Alias o nome dessa amiga que falei no meu comentário anterior é DENISE que era o nome q eu usava aqui, em homenagem a ela.

Sara disse...

Jacmila vc tem toda razão de se sentir descriminada, pois apesar de eu ser casada, tenho muitas amigas solteiras ou divorciadas como é o caso dessa amiga q citei a Denise, e todas elas note bem TODAS elas falam que são descriminadas, que são pouco convidadas para irem em festas de pessoas casadas, e o mais triste de tudo é que ja cansei de ouvir algumas 'amigas' casadas falarem que não chamam mulheres solteiras em suas casas pois temem q seus maridos caiam em tentação ou q sejam seduzidos pos essas mulheres, tem uma inclusive que tem uma rede de lojas e ODEIA que seu marido atenda VENDEDORAS, que segundo ela essas vendedoras ficam esfregando os seios no rosto do seu marido para conseguirem melhores vendas (veja só o absurdo a que chegam).
Quando escuto esse tipo de coisa perco a fé na humanidade, mas não da pra ser cega e não admitir q isso infelizmente existe sim.

LisAnaHD disse...

Anon 10:38 seu comentário é educativo. Antes de construirmos uma casa é prudente averiguarmos o local para constatar se estamos no mesmo patamar sócio-econômico da vizinhança. Construir uma casa um pouco melhor do que a vizinhança, está bem. Mas construir uma casa exuberante em meio a casas modestas é imprudência, como que um insulto aos da classe que ali estao estabelecidos, pior ainda causando que algum vizinho perca seu conforto, como ter de fechar um lado da varanda. Bem, isso nao é bom para nenhuma das partes.

Junto a Ernest Elias, citado por Anon 10:38, vale a pena ler Abraham Maslow e sua teoria das necessidades individuais, pois ele descreve o comportamento humano dentro de cada patamar social. Maslow foi um psicólogo russo-americano (nascido nos EUA de pais judeus russos), cresceu em extrema pobreza e perseguiçao social já na infância, por ser judeu. Qdo criança Maslow foi dignosticado como mentalmente instável. Como psicólgo, ele insistia na importância em focarmos nas qualidades positivas das pessoas em opsiçao a tratá-las como um "saco de sintomas".

(Nos EUA, estudar Maslow tb faz parte do curso de Administraçao de Empresas para que o empresário esteja devidamente preparado para lidar com seus funcionários, com seus clientes, fazer negócios com o exterior. Para quem lê em inglês e se interessar sobre Abraham Maslow, sugiro começar aqui
http://en.wikipedia.org/wiki/Abraham_Maslow
a página traduzida para o português está um nadica se comparada ao texto em inglês)

simone disse...

"O que exatamente alguém independente incomodaria outra? muito pelo contrario, quanto mais independente forem as mulheres, menos seremos burros de carga.
Deixem de vitimismos baratos senhoras !"

Não é vitimismo, é a realidade. Mulher independente, que não tem medo de fazer e dizer o que pensa, não abaixa a cabeça pra homem, incomoda homem machista e territorialista, que acha que quem dita as regras é ele. É o que acontece com esses vizinhos.
Infelizmente, muitos se encaixam nesse caso.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Sara, há pouco tempo fiquei sabendo de um caso de uma estudante de psicologia que fui estuprada pelo ex-namorado.
Ela procurou ajuda no Centro de referência à mulher na nossa cidade, teve ajuda de psicólogos, acesso à informações, denunciou, mas infelizmente o cara continua livre, leve e solto, aguardando um julgamento que sabe-se lá quando vai acontecer e se vai dar em alguma coisa.
Pra piorar tudo, o cara ainda mora perto da vítima, fica muito em um bar próximo, rindo cinicamente toda vez que ela passa e cercado de amigos. O filme dele nem se queimou por causa disso.
Sem falar no medo que ela tem de sofrer nova violência.
Antes de conviver mais com pessoas do meio, eu pensava que esse tipo de injustiça acontecia mais com quem era mais vulnerável socialmente, tinha pouca informação, enfim, mas cada vez mais, vejo que qualquer mulher pode passar por algo assim a qualquer momento e ficar por isso mesmo.
Esse setor de políticas públicas pra mulheres ainda precisa se desenvolver e muito.

LisAnaHD disse...

Jacqueline, se vc se interessar pelo livro de Ernest Elias, citado por Anon 10:38, o texto está disponível online.

Começaram a sacrificar a Jacqueline por ela usar a expressao "pedreiro" ao se reportar a alguns vizinhos. Foi um deslize, MAS nao vamos fazer disso o centro da conversa, pois o Guest Post apresenta um assunto comum a muita gente e há comentários que trazem muito para que possamos aprender sobre conflitos ou ampliarmos os conhecimentos que já temos e, assim, lidarmos melhor com conflitos. O importante é que Jacqueline avalie a situaçao em que está vivendo desde há 15 anos, para que ela possa considerar qual das opçoes vai favorecê-la daqui pra frente (ela disse num comment que pode se mudar de casa).

Entendo que o objetivo do Guest Post é ajudarmos Jacqueline e se para isso tivermos de apontar alguma falha dela, está bem se o fizermos sem sarcasmo e sem desmerecê-la. Se o propósito é ajudarmos, para isso é preciso agirmos com civilidade.

LisAnaHD disse...

Hierarquia de Necessidades.
A pessoa tem que ser coerente com aquilo que é na realidade "... temos de ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow

Liana hc disse...

Filmar, mesmo que com o celular, e procurar a imprensa seria uma boa ideia. Tenho certeza de que o machismo tenha a sua parcela de influência nestes casos, mas a coisa costuma incluir um âmbito ainda maior de problemas. Eu já estaria procurando outro lugar para morar. Não concordo com essa ideia de "os incomodados que se mudem", mas todo mundo tem os seus limites, vai de cada um saber até onde comprar uma briga vale mesmo a pena.

Anônimo disse...

Sou advogada e já me deparei com alguns casos de brigas de vizinho...o que mais me deixa indignada é que o judiciário e o ministério público praticamente obrigam as pessoas a fazerem acordo sem muitas vezes observarem a gravidade da situação. Entendo que isso seja feito com o intuito de desafogar o Judiciário com uma enxurrada de processos existentes, mas agir de forma leviana às vezes pode gerar transtornos muito maiores posteriormente...

Maria disse...

Jacmila, já até imagino o bairro que você mora... Também sou de Florianópolis, infelizmente casos assim por aqui são muitos. No verão, piora. Sim, é uma cidade turísitica, mas quem mora aqui trabalha, estuda... Mas chegando a temporada, dá até vontade de sumir daqui. Casas de dois quartos alugadas para 10 pessoas, que fazem festa e algazzara até de manhã. Esse tipo de 'turismo' ninguém quer por aqui, não!
No Norte da Ilha é mais comum ver pessoas que vêm tentar a sorte na capital. Tem muita gente honesta e trabalhadora, mas também tem muita gente que vive de 'bico', trabalha umas semanas em algum lugar e depois ficam em casa sem fazer nada, só bebendo e procurando sarna pra se coçar, arrumando confusão e fazendo amizade com os traficantes da região. A polícia sabe muito bem quem são os "istepôs", mas por alguma razão misteriosa não fazem nada... Outro dia estava fazendo minha caminhada na praia, como todos os dias. Já eram 21 hrs, e um cara começou a andar atrás de mim, de um lado pro outro. Chegou uma hora que não aguentei, me virei e perguntei o que ele fazia atrás de mim... ele se assustou, mas continuou como se nada estivesse acontecendo. Liguei na hora para a polícia, a atendente me informou que não tinha nenhuma viatura por perto, e mesmo que tivesse, "esses malas saem correndo quando vêem o giroflex, nem adianta..." Tive que pegar um pedaço de madeira que estava na praia e ameaçar o cidadão. Na hora ele se mandou. Acho que você não deve se mudar, afinal é SUA casa, SEU espaço. Assim como os brutamontes dos seus vizinhos querem defender o espaço deles, defenda o seu. Te aconselho a contatar com o programa do Hélio Costa, ele adora colocar no ar a cara desses "fios desencapados". Boa Sorte!

LisAnaHD disse...

fui baxar o livro, mas o texto foi retirado... alguém reclamou, pois a obra ainda nao está em poder público, porém há vários links que nos levam a textos e mesmo tese sobre o livro em questao.

OS ESTABELECIDOS E OS OUTSIDERS
Norbert Elias e John L. Scotson
Gênero: Ciências sociais
Editora: Zahar
Páginas: 224 - R$ 34,90
"Uma pesquisa de campo numa cidadezinha inglesa no final dos anos 50 lança luz sobre os mais recentes debates sobre as relações de poder. Um valioso instrumental para a análise de questões de grande atualidade: violência, discriminação e exclusão social. Tardiamente consagrado como um dos cientistas sociais mais importantes do século XX, Elias vem tendo pouco a pouco sua grandiosa, e já clássica, obra publicada no Brasil por Jorge Zahar Editor."
http://www.buqui.com.br/ebook/estabelecidos-e-os-outsiders-os-520908.html

Sara disse...

Laurinha esse erro de achar que só com pessoas pouco favorecidas ou esclarecidas que são atingidas pela violência do machismo é muito comum, talvez porque vejamos diariamente nos jornais os crimes que a população das camadas mais baixas são vitimas, e isso é natural pois vivemos numa injusta pirâmide social, mas a violência machista esta muito bem distribuida em todas as faixas, não queria mas ja fui testemunha e vitima tb desse tipo de violência.

jacmila disse...

É preciso ver in loco para entender. E ainda assim tem gente q quer entender com sua própria visão de mundo. Algumas pessoas deturparam ou não entenderam bem o que eu escrevi. As fotos mostram a tal varanda do vizinho q ele teve q fechar por ordem judicial - porque é lei mesmo, não se pode ter uma varanda aberta na extrema de outro terreno. E por eu ter falado q são pedreiros - tem outra designação mais elegante, mais politicamente correta? afffs. Ganham a vida como pedreiro e se divertem bisbilhotando a vida dos outros. E não são todos os pedreiros q fazem isso. Ter q escrever uma obviedade dessas me dá desanimo...Acho até bem pior do q esta situação da minha rua, sinceramente!

Sara disse...

Não desânima não Jacmila, continua lutando por seus direitos, embora seja uma luta muitas vezes ingloria, vc tem todo direito de defender os seus.
Quanto ao povo "sensível" demais que as vezes posta aqui, releve, nem vale a pena, qualquer palavra é tomada por preconceito, não acho q vc esteja errada por não querer ficar "puxando o saco" desses machistas idiotas q te atormentam, tb não gosto de fazer isso com quem quer q seja, procuro tratar todos indistintamente com urbanidade, mas nada mais q isso.

jacmila disse...

Zé das Couves (divertido esse seu pseudônimo): o senhor sabe como é morar na ilha de santa catarina? aqui é a ilha dos bichos, dos cachorros especialmente. Deve ser uma média de 3 cães para cada habitante. Só um vizinho - policial federal - tem 5 (cinco) cachorros. Tempos atrás tinha um vizinho perto dele q explodia fogos quase todos os dias para calar esses cães. Então tá: vou adicionar na minha lista de providências: alugar uma coleira de choque, já q só o meu cachorro late e só eu tenho a obrigação de fazer isso.

Anônimo disse...

De Márcia:

Minha cara, não cheguei a ler os comentários aqui, então não sei se alguém já sugeriu: comece a gravar e se necessário ponha na internet. A justiça brasileira assim como muitas outras é injusta e só quando há comoção em peso é que ela resolve fazer alguma coisa.
Não tenha vergonha de fazer isto, no final, se eles te fizerem algum mal quem vai sofrer é a sua família, afinal, você se resumirá a só mais uma folha de óbito.
Abraços.

jacmila disse...

Tem um tal de Leandro q diz cada absurdo: "se apossar da rua". Não, quero simplesmente o direito de ir e vir, direito à propriedade. Essas coisas que, garanto, vc também quer.
E não sei se foi ele, mas alguém/algunxs ficaram perturbadinhxs com a palavra "exuberante". Não se avexem: tem casas bem melhores, mais exuberantes do que a minha nesta rua. A mentalidade tacanha é essa mesmo: tem q ser bem "quirida", bem humilde, dançar a dancinha da "comunidade" pra não merecer agressões. Eita povinho sem educação básica!

jacmila disse...

Anônimos:
esses outros não passam de meia dúzia.
Os demais tem medo.
Como vcs, que estão anônimos.
Homúnculo é assim mesmo:
Tem espírito de horda

B. de Campos disse...

Ups! Vou postar de novo meu comentário porque eu cliquei no link errado. O texto era pra vir aqui, hehe :)

Leitores do blog, vamos divulgar isso aqui:

http://www.allout.org/pt/actions/mtv

Vamos assinar para que a MTV não mantenha a parceria com o blog Testosterona, depois das postagens incentivando a violência contra as mulheres, gays e trans!

Lolinha, se você puder dar um destaque a essa campanha, ajudaria muito. Eles precisam de 10.000 assinaturas.

Um beijinho pra todos!
=*

Drica Leal disse...

Esse post também me fez retomar algo que venho pensando há algum tempo: como é difícil provar uma ameça! Ameaçar alguém é crime, mas nunca dá punição porque é quase impossível provar. Será que vamos ter que andar com câmeras e gravadores em tempo integral numa tentativa de que os babacas que adoram ameçar e intimidar finalmente tenham o que merecem?

danka umbert disse...

Sei de vários casos inclusive eu mesma já fui vitima de coação e constrangimento. Nesta rua que habita homens sem ter nada o que fazer o machismo impera e é um localismo absurdo, decadente, imoral.

Anônimo disse...

Dá uma pesquisada da instalação de câmeras de segurança, é uma tecnologia que barateou muito. Acho que só uma (com som) pegando bem a frente da casa seria o suficiente.
Vc precisa de provas... esses processos já ajudam, mas como falou o promotor, na hora de ir ao juiz, tem que ter provas materiais.
Boa sorte! ;)

MARCI disse...

Sei que isso é verdade o machismo tem que acabar, a falta de consideração e respeito. Machismo arcaico e decadente tem que acabar. Triste demais essa situação, para TODAS AS MULHERES.

LisAnaHD disse...

Meu comentário, em resposta ao relato do Guest Post, poderia ter sido a apresentaçao de um estudante de Sociologia (e mesmo Psicologia), familiarizado com "O Processo Civilizador" e "Os Estabelecidos e os Outsiders", ambos de Norbert Elias.

Um rapaz de Brasília foi morar nos EUA pra ganhar dinheiro e depois de uns 15 retornou cheio da grana. Ele vinha de um bairro da periferia de Brasília e nem chegou a fazer o curso secundário. Nos EUA aprendeu um inglês de rua, que servia para se virar. De volta a Brasília, comprou um apto em um condomínio da alta classe, achando que pq teve dinheiro para comprar a propriedade já fazia parte da tchurma. Sentiu-se tão excluido que acabou por vender o apto e foi morar no meio-ambiente a que ele pertencia, melhor do que a periferia de antes de sair de Brasília, mas ainda assim longe da alta classe. Isso nos mostra que o dinheiro novo não é o que realmente nos faz subir na escala social e nem nos manter na escala social mais alta. A escolaridade, o estudo, o conhecimento são os fatores que nos ajudam a subir na escala social, pois supoe-se que ao melhorarmos nossa educação nos tornamos pessoas preparadas para melhor entendermos nossos semelhantes e, assim, lidarmos adequadamente com conflitos pessoais. Sim, existem muitas pessoas analfabetas, pedreiros com pouco estudo, sapateiros, garis, todas portadoras de sabedoria, uma vez que sabedoria e conhecimento nem sempre caminham juntas.

No Guest Post, Jacqueline é a pessoa com melhor preparo intelectual e escolheu morar numa vizinhança a que, pelo relato dela, ela não pertence dada sua posição sócio-econômica. Construiu uma casa exuberante em meio a casas modestas, forçou judicialmente um vizinho a fechar parte da varanda, não quer manter laço nenhum com os vizinhos, já esteve diante da justiça duas vezes fora as vezes em que buscou assistência policial e em nada saiu vencedora - venceu na demanda para forçar um morador a fechar um lado da varanda dele. Por que Jacqueline ainda insiste em morar nessa vizinhança após ter tido seu portao agredido a machadadas? Afinal, ela tem condiçoes de se mudar. Da mesma forma como Jacqueline se sente incomodada morando lá, os vizinhos também se sentem incomodados com a presença dela morando na vizinhança.

Para Jacqueline, morar num país livre e, com o dinheiro ganho honestamente, ela compra o terreno onde bem entender e constroi a casa como ela quiser. Fazer amizade com vizinhos em nada lhe interessa, mesmo pq os vizinhos nao fazem parte do círculo social dela. Para os vizinhos em questao, ela poderia ter construído uma casa no meio-ambiente e classe social a que ela pertence. Desestruturar o espaço geográfico de pessoas que estavam lá estabelecidas num grupo coeso, dentro de um mesmo parâmetro sócio-econômico (inferior ao de Jacqueline) foi o que ela fez, segundo o pensamento dos tais vizinhos.

Compreendo como os vizinhos se sentem, mas isso nao quer dizer que endosso o comportamento deles. Compreendo o que há por trás dos conflitos entre classes sociais, apenas isso. O que (ainda) nao se compreende é o porquê de Jacqueline insistir em viver assim. Falta uma peça nesse quebra-cabeça: o que realmente levou Jacqueline a escolher morar onde mora?

Anônimo disse...

Não tenho muita coisa a acrescentar, pois já falaram tudo que eu diria. Mas pelo que você descreve, eles vão te incomodar com tudo mesmo, o cachorro é só uma pequena parte disso. E quem te orienta a comprar coleira de choque pro teu cachorro, devia usar pra ver como é bom, há outras maneiras de educar o animal, e isso é cruel. Eu tive problemas com vizinho machista, eles acham que porque é mulher vão levar a melhor, no meu caso enfrentei ele e fiz ele pagar a caixa de correspondência que ele amassou toda a pauladas(no meu caso a polícia adiantou), pois estava no banho e demorei a atendê-lo para pegar a bola de futebol que toda hora caia no meu pátio. Espero que consiga resolver teu problema com as dicas dadas nos comentários aqui.

Kika

Anônimo disse...

@Drica
É... tá pra isso msm... mas o índio Juruna já sabia disso! hehe

LisAnaHD disse...

Jacqueline, as pessoas comentam baseadas na informaçao do seu Guest Post. Ninguém tá sabendo que na sua casa há tantas outras residências de luxo. Conforme a gente lê o esclarecimento que vc dá em seus comentários, vamos sabendo de outros dados e isso já teria mudado na avaliaçao do Guest Post.

Como é isso entao que com tantas residências luxuosas, o que implica pessoas de alto poder aquisitivo pelo menos em comparaçao aos tais vizinhos, como é que você se vê sozinha nessa "luta sem causa" perante a (in)justiça?

Sinceramente, acho sua situaçao séria o suficiente para ser estudada em sala de aula como uma liçao sobre leis e como lidar com conflitos pessoais, mas para isso acho que Lola teria de ter postado MENOS da experiência dela e MAIS da sua. Sorry, Lola, sem ofensas.

Anônimo disse...

Formação de QUADRILHA NÃO É GRUPO COESO!!!

Anônimo disse...

Conheço JAQUELINE e sei que o absurdo da situação procede. Esta servidão é um FOCO de homens machistas e o Machismo neste nível de preconceito contra a mulher tem que acabar!!!As mulheres do RIO TAVARES E DE FLORIANÓPOLIS MERECEM MAIS RESPEITO!!!!

Raquel disse...

Se eu pudesse dar um único conselho pra Jacqueline seria, cuide de seus cachorros! Adestre para que não comam comida do chão e nao os deixe sem vigilância próximos a portão de grade!
Toda história lembrou muito uma situação que passei com minha família quando eu ainda era adolescente! Meus pais compraram um terreno em um loteamento que estava começando e construíram uma casa muito boa! Bem melhor que as demais casas que foram construídas na rua. Era bem claro que tínhamos um padrão de vida bem melhor que os demais vizinhos, muitos moravam em casas ainda nao terminadas, mas isso nao nos impedia de cumprimentar a todos e até mesmo socorrer vizinho que precisou ir a hospital e nao tinha carro. Mas um dia, envenenaram meu cachorro! Foi a pior cena que já vi na vida! Chamamos o Veterinario que chegou em menos de 10 minutos, mas não deu tempo, ele morreu! O veterinario disse que pela rapidez da morte, e pela rapidez do enrijecimento, provavelmente deram o veneno liquido direto na boca com uma seringa. Meu cachorro não andava na rua nunca, mas o portao era de grade e ele super dócil. Envenenaram nosso cachorro em plena luz do dia, no portão de casa, com a gente em casa. Olha o nível de absurdo dessa situação! Também já achamos macumba jogada no quintal! Parecia filme de terror! O pior de tudo era ver a todos e nao saber quem fez aquilo, é angustiante!
Não quero parecer classista, mas pra mim isso é inveja! E não éramos ricos, longe disso, mas parece que só por vc ter uma condição financeira melhor isso gera raiva em algumas pessoas, parece que ofende! Eu queria muito entender isso, essa maldade no coraçao das pessoas.
Eu acho que esse caso pode nem ser de machismo, pode ser que seja inveja mesmo. Claro que situações machistas provavelmente sobrevieram em consequência, mas não sei se esse seria o cerne da questão! Esse mundo é muito complicado! Ainda tento acreditar que existem mais pessoas que más, mas as vezes fica difícil!

Leandro disse...

Jacmila, é o que eu disse: "Uma sociedade para se manter minimamente civilizada, tem de ter plenos direitos de propriedade." O problema é que aqui estamos tendo UMA versão dos fatos. Será que o problema são os vizinhos? Tem gente que tá sempre reclamando sobre vizinhos, muda de lugar e é sempre os vizinhos que não prestam. A pergunta é: será que o problema são os vizinhos? Eu pelo menos nunca tive problemas com vizinhos. Será que não foi você que invadiu um espaço que não lhe pertence? Não é você que está ocupando um espaço que não lhe pertence? É como eu já disse: se não está satisfeita com o lugar onde mora, mude-se de lugar. Mas não queira passar o trator por cima dos antigos moradores, até porque é incivilidade, eles moram há mais tempo no local.

Carlota disse...

Olha, Jacmila, concordo com quase tudo no seu guest post. Acho muito válida a questão de você estar escancarando o seu problema e não se deixando vencer, pois, como já disseram e é bem óbvio, você está apenas exigindo o seu direito de ir e vir e ser respeitada.
O que fazem com você é violência. E não importa o pq fazem isso, não tem justificativa. É violência e ponto final.
Porém, pra ser bem sincera, você soa bem arrogante hora ou outra. Acho que não tem necessidade, ou tem?
E outra, o que comentaram acerca do pedreiro não foi você chamar ele de pedreiro, e não de um nome mais adequado, até pq ele não existe. O que foi indagado foi: Qual é a importancia de um dos seus vizinhos ser pedreiro ou não? Isso muda algo? Fica parecendo que o fato de ele ser pedreiro justifica as suas ações:
"Ah, mas eu convivo com pedreiros, e eles são violentos e sem educação".
Você não disse a frase acima, mas as vezes parece que é isso o que você quer passar.
Me soa como um preconceito.

LisAnaHD disse...

. . . . que na sua casa há tantas outras residências de luxo
ooopsss... que na sua RUA há tantas outras residências de luxo...

A espontaneidade deu lugar à regra e à repressão na vida privada.
http://obrigahistoriaonline.blogspot.com/2010/01/nobert-elias-o-processo-civilizador-vol.html

jacmila disse...

LisAnaHD:
Quer dizer então que esta meia dúzia de homúnculos criminosos são, para vc e demais intelectuais de gabinete, um "grupo coeso" e eu escolhi "morar numa vizinhança a que, pelo relato dela, ela não pertence dada sua posição sócio-econômica" - nesta vizinhança, como eu já disse, quase todas as casas estão num padrão classe média (a minha no caso) e até mesmo classe média alta. O único coitadinho, segundo o seu sociologismo absurdo, é o pobrezinho do pedreiro alcoólatra q mora num barraco clandestino, os demais da corjinha, no momento esfacelada devido ao falecimento do maissurtadodetodos, que aliás era de classe média, residem em boas casas de ótimo padrão; "forçou judicialmente um vizinho a fechar parte da varanda, não quer manter laço nenhum com os vizinhos" - antes eu tentei o diálogo "bem quirida" e ele me escorraçou e não tenho tempo e não quero mesmo - dá licença? bater papo com esses homúnculos. Seu discurso baseado em obras laureadas é simplesmente nauseante! Vem aqui dar uma investigada, fazer um trabalho de campo antes de despejar esses julgamentos sociológicos onde pobre é bom e rico é mau. É bem capaz desse pedreiro ganhar mais do que eu, que sou professora municipal. Por que vc não pede pra ele investir no estudo, sair dessa lama pútrida do machismo e parar de gritar na frente das casas onde moram mulheres sozinhas frases do tipo "quero b.."???

Zé das Couves disse...

"jacmila disse...
Zé das Couves (divertido esse seu pseudônimo): o senhor sabe como é morar na ilha de santa catarina? aqui é a ilha dos bichos, dos cachorros especialmente. Deve ser uma média de 3 cães para cada habitante. Só um vizinho - policial federal - tem 5 (cinco) cachorros. Tempos atrás tinha um vizinho perto dele q explodia fogos quase todos os dias para calar esses cães. Então tá: vou adicionar na minha lista de providências: alugar uma coleira de choque, já q só o meu cachorro late e só eu tenho a obrigação de fazer isso."

Não, não sei. Realmente, numa relação de vizinhança há uma série de nuances que só quem está na situação pode aferir. Não precisa dar choque, hoje em dia já tem coleiras que inibem o latido sem machucar o cão. Mas, pelo que você narra, se você resolver esse problema vão arrumar outro pra implicar né... Bom, só posso sugerir que você arrume meios para registrar esses abusos, vai facilitar muito sua vida da próxima vez que você recorrer ao judiciário.

Tatiana Vieira disse...

Sou mulher, sou feminista e não sou troll - sou da paz! E tenho que concordar com o anônimo das 10:38. Desde que comecei a ler, achei a mulher arrogante, esnobe e preconceituosa. Nada que justifique o comportamento dos vizinhos, claro!

jacmila disse...

LisAnaHD
Precisa mais atenção na leitura: não foi "machadadas" foi uma enxada que o surtado deu no meu EXUBERANTE portão.
E vou responder à sua intrigante questão, de porque continuo insistindo em morar aqui: porque eu venço pela insistência, porque adoro meu EXUBERANTE jardim, cultivado por mim com EXUBERANTE dedicação, porque um deles já morreu e os demais estão no caminho - o q me agrediu deve ter enfisema pulmonar, fuma demais, vive tossindo, coitadinho. Eu, de minha parte, sinto-me EXUBERANTE!

Elisa disse...

Jacmila,

Desculpe, mas em vários momentos, tanto no post quanto nos comentários você soa arrogante. Não , não estou dizendo que seus vizinhos estejam certos, mas sim que você reproduz uma série de preconceitos contra tudo e todos a sua volta. Quanto a atuação dos conciliadores, como já foi dito, eles não tem que conhecer o processo, devem apenas tentar intermediar um acordo, e podem sair da sala,para deixar as partes conversarem.

Anônimo disse...

Gente, diversos comentários continuam cruzando a legitimidade do ponto de vista feminista com a arrogância e a prepotência do ponto de vista de classe (digamos, profissional liberal minimamente endinheirado). Feminismo não usa de distinção de classe para estabelecer-se.

A autora revela uma série de problemas sociais profundos, entre eles, alcoolismo, provavelmente falta de saneamento básico, falta de formação educacional mínima, inoperância das instituições sociais e machismo.

O machismo é um dos pontos a serem analisados. A autora precisa entender esse complexo de abandonos e fracassos.

O Norbert Elias revela outras coisas: o fato de homens não estarem casados significa que eles não são valorizados pelas comunidades à sua volta. Ou seja, é um traço de alienação e ao mesmo tempo abandono.

Ao invés de procurar entender o complexo de razões sociais que levam alguém a agir como age, a autora e vários comentaristas partem pra acusações individuais.

Feminismo é olhar as relações e não as essências. Esses sujeitos não são assim porque nasceram assim. Logo, se a autora quer mesmo mudar as coisas, deve entender como a comunidade funcionar e começar a se inserir nessa comunidade e agir nela.

Ficar de cima e de fora, nada ajuda. E, volto a dizer, não é postura feminista.

LisAnaHD disse...

Por que vc não pede pra ele investir no estudo, sair dessa lama pútrida do machismo e parar de gritar na frente das casas onde moram mulheres sozinhas frases do tipo "quero b.."???--16 de setembro de 2012 19:12

Jacqueline, eu nao sugiro nada ao cara a que vc se refere pq ele nao enviou um Guest Post pra Lola publicar. Sua casa pode ser uma residência modesta se comparada aa minha (ou nao), sua casa pode ser uma residência modesta se comparada aa da Lola (ou nao), porém comparando sua casa com a dos tais vizinhos que a incomodam, sua casa é uma afronta ao padrao deles e vc até usou o termo exuberante e, antes mesmo de vc se mudar pra onde mora, durante a construçao da sua casa, vc já estava tendo sério problema com o vizinho. De qq maneira, considerando seu vocabulário e a maneira como vc se expressa em resposta ao meu comentário, passo a acreditar que vc faz por merecer o tratamento que vem recebendo e a lei nao te tá o mínimo respaldo. Tatiana Vieira, 19:20, nao errou o alvo. Arriverdeci.

Anônimo disse...

Eu não tinha lido todos os comentários da autora.

Agora que li que ela denomina seus vizinhos como "homúnculos", desisto de discutir.

Quando a falta de respeito e de empatia chega a esse nível, realmente não há mais o que fazer.

Meu diagnóstico no comentário das 10:38 estava correto: há profundo ressentimento de classe na autora.

Acho lamentável que você, Lola, hospede um texto com tão abertos preconceitos e simplificações.

Sara disse...

Acho totalmente absurdo que tantas pessoas aqui ainda defendam a canalhice sem tamanho que esses machistas estão perpetrando contra a autora desse post, como se a violência fosse justificada sob certos pontos de vista.
Da até vergonha alheia ler esses comentários.
NADA justifica a violência com que a Jacmila esta sendo tratada absolutamente NADA.
Alem do que ninguem ter que ficar lambendo botas de ninguem para viver em sociedade, seja la entre pobres ou ricos.
É muita prepotencia os argumentos q estão apresentando aqui para justificar esses LIXOS que foram acusados no post.

Stella Maris disse...

Compactuo com Anônimo 20:15 e noto que a mulher é maldosa e até mesmo cruel, já pensaram que ela é professora em rede pública?

jacmila disse...

Quero agradecer a Lola por postar meu relato e aos comentários úteis e solidários dos anônimos, da Sara, Maria, Renata, Andressa, Nina, Roberta, Marci, Gabriela, Maria Valéria, Elaine Telles por seu relato dramático e vou me valer das suas palavras: esses covardes até falam fininho quando estão fora do território deles. Essa meia dúzia de homúnculos - sinto decepcionar os que me acharam esnobe, entre outros atributos e, devido a eles, merecedora de linchamento, mas não é toda a vizinhança, é só meia dúzia - já andou baixando bem a bola por conta dos trâmites jurídicos.

Leila disse...

Gente, agora vocês vão atacar a pessoa que está sendo agredida??? A vítima é NOVAMENTE a culpada???
Culpa dela, claro, que foi morar onde não devia. Culpa dela, que não foi simpática com os donos da rua. Culpa dela que se acha no direito de ter uma casa bonita ou "exuberante". É crime? Não pode? Assim como não pode usar saia curta, roupa "exuberante", andar em lugar escuro a noite? O que mais vocês vão achar para culpar a vítima? Ela tem que ser simpática, procurar seus "iguais" para ter direito a MORAR???? Francamente, não sei que feminismo é esse.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Tô impressionada com a direção que os comentários estão tomando.
Quer dizer então que se vocês antipatizam com a vítima, porque não gostaram do jeito dela, a empatia acaba?
Eu não gosto da minha vizinha, porque a acho antipática, metida, fechada demais, o que for, aí a partir desse momento não sinto empatia por uma violência que ela venha a sofrer.
Me desculpem, mas a lógica do machismo é exatamente essa. Não sentir empatia pelo "outro", sendo o outro uma pessoa com quem você não se identifica.
Homens não se identificam com mulheres e mulheres não se identificando com outras mulheres, por não pensarem e não se expressarem exatamente da mesma forma.

lola aronovich disse...

Pessoas queridas, também estou impressionada com a falta de empatia que alguns e algumas de vcs estão demonstrando. A Jacqueline já fez a via crucis pra tentar resolver o grande problema que tem. Ela está lutando sozinha. Tudo que ela pede é um pouco de solidariedade. Ela não pede pra que resolvamos o problema. Ela nem pede pra que nós lhe dermos razão. Só empatia. E, em vez disso, vem gente dizer "os incomodados que se mudem", como se estivéssemos na quarta série, e não falando do maior investimento financeiro que fazemos na vida, que é a nossa casa. Ou vem gente questionar a J sobre por que ela não pesquisou o tipo de vizinhos que teria antes de comprar o terreno (como se certas atitudes fossem fáceis de constatar numa visita ao local, ou como se uma situação não pudesse mudar radicalmente durante 16 anos). É claro que J está agressiva! Quem não estaria numa situação dessas? Se eu estivesse escrevendo no auge das minhas brigas com os vizinhos, quando um deles, bêbado, encostou seu punho fechado no meu rosto e disse que iria buscar o revólver que ele guardava em casa pra me despachar pro inferno, ou quando outros jogaram bombinhas em cima de mim e do meu cachorrinho idoso quando fomos passear, eu também estaria escrevendo de um jeito revoltado. Pode ser a primeira vez que vcs estão escutando essa história, mas sabem quantas vezes a J a contou, sem que absolutamente nada fosse feito? CENTENAS. Ponham-se no lugar dela e não sejam tão rápidos e irresponsáveis em julgá-la.

LisAnaHD disse...

Ninguém defendeu "esses LIXOS que foram acusados no post", Sara. Deixe de lado suas emoçoes e opinioes pessoais e vc poderá melhor avaliar o que lê. Muitas vezes temos certeza de que estamos com a razao em algum conflito e sabendo (seja ouvindo ou lendo) opinioes diversas, mesmo nada agradáveis para nós, temos a oportunidade de aprender algo a nosso favor. E nem sempre o que está a nosso favor nos parece, a princípio, a nosso favor.

Luiz Prata disse...

NADA justifica ameaças, intimidação, berros de baixo calão, calúnia.
E os conciliadores NÃO deram à autora o direito de dizer o lado dela.

Não acho que a autora seja arrogante: mais me parece um misto de exaustão e stress por conta da situação tensa e por estar sendo acusada aqui por alguns comentaristas. Chega um momento em que a gente não aguenta e a paciência some, eu sei como é. Agir feito lady/lorde numa situação estressante, só tendo muito "sangue de barata".
E mesmo que ela fosse arrogante, os vizinhos ainda estariam errados ao apelar para a intimidação e todo o resto que foi relatado. Eles atravancam a vida dela, danificam o portão com chutes e enxadadas, xingam aos berros e ainda são amigos de traficantes; e tem gente aqui que ainda acha que eles são os "mocinhos" e ela a "vilã"? Fala sério... NINGUÉM merece esse tipo de coisa, sendo ou não arrogante. Que tal se colocar no lugar dela tendo que lidar com pessoas com tal comportamento agressivo?

Ela não fez nada de ilegal. Eles sim. Quem relativiza ou "ameniza" os crimes deles por causa das atitudes dela está agindo da mesma forma que aqueles que culpam as mulheres vítimas de estupro. No caso da Jac, é a "arrogância", o "desnível social", a "exuberância"; no caso das estupradas, é a "roupa curta", a "bebida" a "atitude provocante". Parem pra pensar e reflitam.

Reclamaram aqui que ela os chamou de "homúnculos"? Sinceramente, pelo péssimo comportamento deles, a palavra foi até leve.

Anônimo disse...

Olha, quem dividiu a vida entre mocinhos e vilões foram Luiz Prata, a autora e a própria Lola. Estou tentando chamar atenção para a estrutura social que está na base de tanta violência, em momento algum disse que esses homens são mocinhos, a não ser, é claro, a partir do ponto de vista deles mesmos.

Contudo, preconceito e chavões de classe, pelo visto, são algo bastante aceito por alguns setores do feminismo, o que é bem triste.

O machismo dos envolvidos é um dentre inúmeros problemas sociais. Deveríamos nos importar um pouco mais com esses problemas, até mesmo para que o machismo pudesse ser dirrimido. Enquanto os problemas continuarem na base, a violência continuará sendo a maneira de resolver os conflitos. Injustificável, por certo, mas objetivamente a única maneira no repertório daqueles homens, alcóolatras, com trabalhos precários, com poucas possibilidades de entrar em relações profundas, constituir família, aprofundar sua educação formal etc.

Ao perder a noção das bases, ficamos em acusações duais (vilões, mocinha) e na desumanização desses homens.

Humanizá-los, em busca das raízes de seu comportamente, é o único caminho que se espera de um feminismo que se queira profundo.

Continuar vê-los como meros bandidos ou, menos que isso, como bichos, como quer a autora e alguns comentadores aqui, é o que eu menos espero de feministas. A responsabilização penal ou civil dos atos deles não deveria ser a ÚNICA régua de medida da nossa compreensão.

Valkoinen Kissa disse...

Same here. Eu, minha mãe e minha irmã morávamos no interior (eu vim estudar na Cidade Grande), num pacato bairro de classe média. Até que uma vez foi pra casa ao lado uma família extremamente barulhenta: marido e mulher que viviam se engalfinhando e dois filhos típicos pitboys. Eles colocavam um pancadão no último volume TODO SANTO DIA. Reclamações não adiantaram, nem mesmo no dia em que fui confrontá-los, munida de caneta e papel, pedindo nomes e RG's para o B.O.; o que funcionou por uns dias foi uma mensagem impressa que deixei em sua caixa de correio, com o artigo da lei sobre perturbação da paz e uma mensagem tipo "Preparem-se para as consequências!", hahahahaha. No fim demos sorte e eles se mudaram. Mas eles, e todo o mundo no geral, mesmo prestadores de serviço, sempre levaram o pessoal de casa pouco a sério por não ter um hômi pra cuidar de nós. Uma droga.

Luiza disse...

Jaqueline, você tem TODO O DIREITO de continuar morando exatamente onde está!

NINGUÉM é obrigado a dar bom-dia, boa-tarde, boa-noite, boa-madrugada para ninguém. Se esse povo da sua rua é dado a malandro que fica pra cima e pra baixo de casa em casa, eles tem é que aprender que pessoas são diferentes e que respeito é bom e todo mundo gosta. Se não vão com a sua cara, existe uma solução simples e prática: te ignorar. O que é exatamente o que eles NÃO fizeram.

Não se preocupe com as palavras que você escolheu para se expressar. A partir do momento que sua segurança é ameaçada, e sua integridade pessoal também, o direito do agressor se esvai.

Por favor, volte aqui novamente para nos contar a quantas anda sua história. E mantenha-se segura.

Letícia disse...

Olha, eu acho que se você já tentou de tudo e não conseguiu nenhuma vitória com a justiça e com a polícia, não adianta ficar dando murro em ponta de faca. Mesmo que você venha a conseguir algo, eles no máximo vão ter que fazer alguns serviços comunitários e pronto. Depois de um tempo as provocações vão acabar voltando, seja de um vizinho ou de outro, e você vai entrar em uma guerra que nunca terá fim e só te trará aborrecimentos e stress, ainda mais se eles te ameaçarem. Não se trata de desistir ou perder, mas sim de proteger sua integridade física e psicológica. Você tem que avaliar se vale a pena brigar e se aborrecer todo dia por causa de um problema que provavelmente não terá fim.
Eu sei que deve ser frustrante pensar em deixa-los impunes, mas o seu bem estar deve vir primeiro. Se eu estivesse no seu lugar, me mudaria.

Maiê F. Rezende disse...

Muitos dos problemas entre vizinhos têm a mesma origem dos problemas no trânsito. É que algumas pessoas acham que a rua é uma extensão de sua casa. Os donos da rua, tumultuam as vias e as vizinhanças.
Talvez uma câmera consiga gravar os absurdos que a Jaqueline vive.Com provas desse tipo talvez as autoridades finalmente façam algo.

Sphynx disse...

Ah, o Judiciário. Sempre li em entrevistas autoridades desse poder subestimando as "brigas de vizinhança". Quando, com a reforma do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal passou a julgar só recursos que tiverem repercussão geral, muitos comemoraram: "agora não vai mais chegar causa de briga de vizinhos para o Supremo julgar". O novo presidente do Superior Tribunal de Justiça esses dias mesmo declarou: "Sabe o que foi julgado uma vez na Corte Especial? O caso do dono de um rottweiler que tinha foro privilegiado porque era procurador da república. O cachorro dele matou o papagaio do vizinho. Eu gosto de animais, mas não faz sentido um assunto desse vir parar num tribunal superior."

O que eu quero dizendo isso, defender que os tribunais superiores devem julgar causas corriqueiras? Não. Só chamar atenção para o que o Judiciário anda entendendo como sendo uma boa prestação jurisdicional. A morosidade da justiça sempre foi um problema tão grande (digo, sempre mesmo, até o Hamlet inclui "the law`s delays" entre os grandes males da humanidade, hehe) que os tribunais parecem achar - ou esperar com muita fé - que reduzir a carga de processos, por si só, vai dar mais justiça ao cidadão.

Que tornaria o trabalho dele, Judiciário, mais célere, não se duvida. Mas que deixaria o país mais justo, fica a questão.

Muitas brigas de vizinhos, como é o caso dessa, obviamente não são casos simples e que as partes consigam resolver numa conciliação. Basta ver como a autora se sentiu repetidamente ignorada pelo Judiciário, que parece ter criado uma ânsia de conciliar para não precisar julgar. Não que conciliar seja ruim, muito pelo contrário, mas acho errado pressionar (porque já ouvi muitos casos que não me pareceram nada menos que pressão) as partes, e às vezes até os advogados, a conciliar, quando o caso obviamente não é conciliável e exige uma decisão de mérido do Judiciário.

A única medida que me parece viável tomar é o que já falaram mais acima, inclusive um promotor: colher provas e arranjar testemunhas das atitudes abusivas dos vizinhos, procurar um advogado e ingressar direto com a ação cabível, seja cívil, ou até penal.

A propósito, eu concordo que tenha machismo envolvido nisso. Não tanto no sentido de "arre, não suporto ver mulher independente, tenho que tornar a vida delas um inferno, como ousam viver sem um homem provedor?", embora eventualmente possa até ser isso, mas com certeza deve ser no sentido de "uhn, só tem mulher aí, então eu posso sair falando grosso que ninguém lá vai me enfrentar".

Sara disse...

Lisana HD não ha como contemporizar com esses homens que estão agindo com violência contra a Jacmila, ainda q ela fosse arrogante, marruda e o que mais quisessem chama-la, pelo simples fato que ela NÃO teria como responder na mesma altura que esses machões.
Esses patifes estão intimidando FISICAMENTE a autora desse post, e só por ai ja perderam a razão, se eles tivessem queixas legitimas contra ela, que procurem a justiça como ELA esta fazendo incansavelmente pelo q falou.
e SINCERAMENTE não posso entender como é que o que soa como arrogância ou empafia pode prejudicar quem quer que seja, se este é o motivo do ÓDIO dos vizinhos da Jacmilla, (muito embora eu ,pelos relatos acredito que seja mesmo é o velho e ruim machismo), o maximo que seria direito desses canalhas responderem a ela seria com igual desprezo ou arrogância NUNCA com violência.

Sofia disse...

E depois de escrever um mega comentario, apagou-se sozinho. Em resumo, sou policial, casada com delegado, e assim como vocês, sofremos com vizinhos. A lei não nos dá muita margem de autuação além de dar uma bronca, ou de fazer um termo circunstanciado (aqueles que acabam em uma cesta básica na justiça). Nós estamos tão desprotegidos quanto vocês, a atuação policial é limitadíssima netses casos, caso contrário, respondemos abuso de autoridade e vamos pro olho da rua (enquanto os corruptos nunca vão, enfim...). Enquanto vivermos em um país que não investe em educação e cidadania, vamos todos aguentar abuso. Vocês não fazem ideia do que aguentamos em nosso trabalho, ninguém mais respeita as 'autoridades'. Salve-se quem puder...

Sofia disse...

Ai, ai, gente, deixa eu dar uma notícia ruim pra vcs: a polícia está praticamente de mãos atadas nestes casos. A lei não nos dá nenhum respaldo pra agir nestes casos de perturbação de sossego envolvendo vizinhos. Eu sou agente de polícia, meu marido é delegado, moramos em uma cidade do litoral catarinense e temos problemas frequentes com dois vizinhos, de duas casas uma ao lado da outra. Agora em 7 de setembro eles incomodaram na noite da vespera, no feriado o dia todo, no sábado e um restinho no domingo. Pensam que chanar a viatura e ir lá, identificando-se como delegado, adianta alguma coisa? Não adianta. E não, não dá pra prender ninguém por nada, no máximo registrar um bo, que vai resultar num termo circunstanciado, em que o vizinho vai pagar uma cesta básica e voltar a incomodar depois. Um casal de amigos, tb policiais, passou pelo mesmo tb, ela quase perdeu o bebê numa noite por causa do estresse com a música e a discussão entre o marido e os vizinhos (a gravidez era de risco e o repouso era a orientação médica). Então, sinto em lhes informar que a polícia pouco pode fazer além de ir ao local e esperar ser respeitada, porque infelizmente nossa lei é tão frouxa que frequentemente somos destratados, desrespeitados e humilhados em nosso trabalho e em nossas casas, e estamos tão desamoarados quanto vocês enquanto vivermos neste país que não investe em educação e cidadania...

Bruna B. disse...

Futuro milionário disse...
Se essa mulher pudesse portar armas, não aconteceria isso. Mas a lola e o resto da esquerda quer continuar confiando no estado pra se defender, dá nisso aí.


É CLARO, porque a solução perfeita para o problema seria ela matar todos os vizinhos, só que não.
Mascus, essas antas que pensam que tudo se resolve na base da violência.

Sara disse...

anon 23.19 quer dizer q se sofremos algum tipo de violência de quem seja mais pobre do q nós , tira todo nosso direito de nos defender ???
Larga de ser alienado cara.

Mirella disse...

"Ela não fez nada de ilegal. Eles sim. Quem relativiza ou "ameniza" os crimes deles por causa das atitudes dela está agindo da mesma forma que aqueles que culpam as mulheres vítimas de estupro. No caso da Jac, é a "arrogância", o "desnível social", a "exuberância"; no caso das estupradas, é a "roupa curta", a "bebida" a "atitude provocante". Parem pra pensar e reflitam.

Reclamaram aqui que ela os chamou de "homúnculos"? Sinceramente, pelo péssimo comportamento deles, a palavra foi até leve."


Concordo plenamente.

A pessoa não tem o direito de usufruir de sua própria casa em paz e ela deveria fazer o que, agradecer? Ahh que absurdo, já sei, ela deveria dar a outra face, né?

Até onde sei, ela apenas está colhendo o que "plantou" quando resolveu "ousar" enfrentar o vizinho com construção sem permissão. Logo se vê com que tipo de pessoas ela está lidando: quem não tem respeito nenhum à lei nem ao próximo.

Aí o que não falta é uma cambada de desocupado que, obviamente, vem dar razão àqueles que perturbam uma pessoa em sua própria casa.

Ela está incomodada? E daí que seguiu a lei e pagou os impostos? Ela que se mude, né?

E claro que a culpa é dela. Sempre é.

A minha dica para Jacqueline é a mesma que todos já deram, apenas não sei se já respondeu isto: alguém mais na sua rua sofre com estes moradores? Nestas horas você precisa se juntar. A única coisa que você quer é seu direito de viver em paz e você terá de lutar por isto, se for com mais pessoas será mais fácil.

Anônimo disse...

Eu não sei se alguém já comentou, mas tenho um conselho a dar à autora do post:

PROTEJA SEU CACHORRO.

Não duvido nada que, cedo ou tarde, algum desses pilantras pense em se "vingar" de você através do cão, e jogue carne envenenada por cima do muro.

Infelizmente, isso é muito mais comum do que se imagina... Até porque a novela "Avenida Brasil", ainda por cima, não deu nenhum bom exemplo nesse sentido. :-(

Mila disse...

Eu passaria a gravar todas as ações e colocar no Youtube. Além disso, entraria em contato com a corregedoria de todo e qualquer órgão que disse a ela que nada pode ser feito, pegando provas gravadas desse descaso. É so jogar na mão de um jornalista depois e já era. Redes sociais podem ajudar no barulho também.

Claro que existe a solução de dar o troco e intimidá-los bastante, mas pelo visto a pessoa do post não é afeita a isso, se fosse já teria tentado com certeza.

Liana hc disse...

Gente, se a autora do guest post é arrogante ou não, isso não é o mais grave na situação.

Sim, existe um contexto para tudo, para agressores e agredidos, e sim, devemos tomar cuidado com desumanizações e dualidades. E fazer um exercício mental e botar agressor no divã é interessante. Isto posto, em nada muda o fato de que lidar com pessoas violentas coloca a todos, envolvidos diretos e a sociedade, numa posição que deve ir além de possíveis análises sociológicas e também exige uma resposta prática, contundente e repressiva para punir e servir de exemplo.

Educar e prevenir ainda é o melhor caminho, e eu não poderia concordar mais com isso, só que não funciona em 100% das vezes. E isso se deve a algo chamado livre arbítrio, que exige responsabilidade, e quando esta falha, exige responsabilização.

A questão aqui não é de formar times com torcidas, mas de ser claro que tem determinadas situações que são tão graves que se sobressaem a tudo e são inaceitáveis.

Carola disse...

Olha, pode ser que eu esteja completamente errada, mas, a grande maioria dos comentaristas que acusou a autora do guest post de ser arrogante, não estava justificando o ato de violência que ela está sofrendo. Bem ao contrário.
O que foi ressaltado aqui, inclusive por mim, é que ela está correta em lutar pelos seus direitos, e que está sim sofrendo violência, e essa violência não é, e nem deve ser, justificada por nenhuma de suas ações.
Entretanto, me parece que ela é arrogante e preconceituosa ao falar que o vizinho é pedreiro, como se isso importasse algo na história toda...
Enfim, também não concordo com " os incomodados que se retirem", mas alguns comentaristas sugerem que ela procure um outro lar exatamente por estarem preocupados com a integridade física da autora. Já que, como ela mesmo disse, ela procurou bastante ajuda e não houve resultado algum.
Outra coisa Lola, apesar de ela já estar estarrecida com a situação, e até mesmo estressada não lhe dá o direito de falar com arrogância com pessoas que muitas vezes estão tentando entender melhor a situação para poderem ajudá-la. Essa é uma justificativa esdrúxula.
Se fosse assim, todo mundo poderia sair por aí sendo arrogante com gente com não tem nada a ver com seus problemas. E não é bem assim, ou é?
Enfim, concordo que por vezes parece que estão invertendo o papel da real vítima do caso citado, e isso não deve ser feito. Porém, respeito é essencial, e algumas pessoas parecem esquecer dele.

Erres Errantes disse...

Na periferia onde moro, essa questão do barulho é terrível. também. Todos os domingos, o vizinho arreganha o porta-malas do carro e liga o som nas alturas, bem ao lado da minha casa. Com tamanho barulho, não posso ver TV nem ouvir música. Terminei agora o mestrado e tive aprender a estudar com o barulho dos outros, porque se não tivesse desenvolvido essa habilidade eu não teria sequer concluído o Ensino Médio.

Eu não reajo porque temo pela minha vida, pois o vizinho em questão leva a vida de maneira claramente duvidosa, e por isso se acha no direito de cometer esse tipo de abuso no espaço público. No meu caso específico, não é uma questão de machismo, pois, se meu companheiro reagisse, ele ficaria igualmente exposto ao risco. Aqui só quem tem respeito é quem dispõe de armas de fogo para seu bel-prazer.

LisAnaHD disse...

Sara 07:26, eu tb nao entendo como é que a polícia ainda nao fez nada particularmente depois do cara dar enxadadas no portao da Jacqueline. Eu nunca estive a favor dos caras. Até achei o caso apresentado no Guest Post válido para uma sala de aula, pois casos assim os livros didáticos de escolas americanas (colegial e faculdade) apresentam para os alunos avaliarem, ENTAO, eu usei o relato dela para apresentar um hipotético, mas possível, trabalho escolar, e foi aí que ela desandou achando que eu a estava atacando etc. etc. Como eu li que ela é professora, achei que meu exemplo seria bem recebido. Ledo engano.

Sim, sou da opiniao de que os caras deveriam ser intimidados pelas autoridades, mas isso nao acontecendo, me ocoreu explorar o assunto da maneira como fiz citando sociologia e... desandou.

Tereo disse...

acho que o drama da jacqueline vai continuar,pois até sofia que é da polícia e o marido é delegado ambos passam por aborrecimento com vizinho.em santa catarina me parece que a polícia é uma aguinha morna que deixa os marginais se sentindo confortáveis com o que fazem.

Mariana. disse...

isso não é calúnia. caluniar é atribuir a outrém autoria de determinado crime.

isso que fizeram com vc é injuriar. ou melhor, difamar.

mas enfim. revoltada com a sua situação. :/

Anônimo disse...

Florianópolis é um antro de pessoas imaturas, irresponsáveis e desequilibradas. Nada justifica a atitude desses vizinhos, mas também é certo que as coisas não teriam chegado a esse ponto se a autora do texto também não tivesse uma parcela na culpa situação.

maisfazer disse...

A sensação de impotência que fica é assustadora. Já me mudei por causa de uma vizinha louca, eu particularmente não sei te ajudar, pois numa situação semelhante desisti e parti para outra.

Ramon Melo disse...

C******, vocês escrevem demais!

Vou manter meu comentário curto e grosso: ser arrogante não é crime na lei brasileira. Não é nem antiético. É um direito das pessoas em sua esfera privada.

Intimidação, por outro lado, é crime e é isso que importa.

Jacqueline, procure as redes sociais. Monte uma página no Facebook, crie uma conta no Twitter, abra um perfil no Tumblr. Documente tudo com fotos, vídeos e gravações. Denuncie essa situação.

Duvido que resolva o seu problema a curto prazo, mas trará visibilidade ao assunto e garantirá sua integridade física. Agradeço a você por trazer à tona uma realidade que eu, como homem, não seria capaz de reconhecer por mim mesmo.

Mariana. disse...

sabe, gente... em casos assim, as pessoas adoram argumentar "ahh mas quem reclama é que é chato, nós estamos nos divertindo, seus caretas mal amados!"

O problema é que a opinião dessa gente moderna que talvez não precise levantar cedo no outro dia e não necessita usar o fds pra descansar (nada contra) ou simplesmente aguenta esse rítmo de vida, é irrelevante. Isso mesmo: a opinião sobre o reclamador não vem ao caso. Não importa se é um velho chato e rabugento. Isso não dá a ninguém o direito de invadirem o espaço desse velho, chato e rabugento.

Isso eu digo no caso de música alta. O que a acontece com a autora do guest é beeeeeeeeeeeem pior.

Super a favor da opinião de qm sugeriu reclamar nas redes sociais. tem sido útil. Vide o caso da garotinha que denuncia o que acontece na escola dela no fb e tem feito o maior sucesso.

Juliani disse...

Que situação horrível! Mas eu não me mudaria, seria o mesmo que dar força para que eles continuem com esse comportamento. Se eu fosse ela me limitaria a evitar ao máximo o contato com esse tipo de gente e nunca responder as provocações. Se as autoridades as quais ela recorreu foram incompetentes em ajudá-la, certamente existem meios legais para obrigá-los a rever sua postura. O sistema pode ser falho mas as leis existem e temos que correr atrás de que elas sejam cumpridas. A luta dela deve ser não só contra os vizinhos mas contra as autoridades que toleram o comportamento deles quando não deveriam, porque estão pondo em risco a segurança dela.

Anônimo disse...

Sara, obrigado pelo alienado. Mas é bom saber que as feministas de plantão aqui são todas favoráveis aos "sistemas repressores" e que ao objetivarem o mundo usam e abusam de conceitos sociológicos, mas quando chega na hora de objetivarem seus próprios preconceitos de classe são rapidinhas em dizer que sociologia não serve pra nada, é coisa "de gabinete" e de "alienados".

É triste dizer, mas a maior parte das pseudo-feministas que comentam aqui são de classe média e podem ter vencido o machismo mas ainda estão longe de ter vencido os limites de sua classe.

Sara disse...

O garoto anon das 16.59, se vc da tão pouco valor a sua própria vida a ponto de relativar sobre conjuntura social de um bandido que te assalte e queira tirar sua vida, não exija isso dos outros, tenha total certeza que desejo um mundo muito mais justo do que esse q vivemos, mas para mim é alienação total vc achar que so podemos ter o direito de se defender de uma violência sofrida depois que o mundo se tornar justo.
E pra encerrar lamentável é sua atitude, que alem de não ajudar em absolutamente NADA as classes menos favorecidas ainda lança sobre elas a pecha de que a pobreza é geradora de criminalidade APENAS, sendo que isso em boa parte é uma falácia bem destrutiva e ofensiva na minha opinião.

Anônimo disse...

Sara, você sabe com o que trabalho, o que faço da vida? Então não venha com suposições.

Lista de conselhos obtidos num blog feminista: contrate capangas, compre armas, mude de casa... é mesmo um blog feminista ou é um blog fascista?

Eu disse e repito que o fato de a autora buscar reparações civis ou penais é algo legítimo. Ponto. É assim que se faz. Não tem outra.

O preocupante é a gente, como feminista, pensar a partir do código penal. Ou então a partir de categorias lombrosianas, como você faz, cinicamente.

Mais uma coisa: para a autora, dos pedreiros "homúnculos" aos juízes, conciliadorxs, advogadxs, policiais, delegadxs, ninguém na sociedade presta ou sabe o que faz. Apenas ela, a nobre professora municipal, cercada por selvagens.

Algo está muito errado com o nosso feminismo, não está?

Autocrítica urgente.

Anônimo disse...

Lola querida,não poste tei endereço não,tem muito doida pela net capaz de te perseguir pra te fazer mal,abraços!

Sara disse...

Anon 23.46, como talves vc deva ter percebido e muitos outros que postam aqui, NÃO sou uma pessoa muito letrada nem tão pouco muito culta, cresci em um ambiênte que talves ilustre o grupo fragilizado que vc esta insistentemente querendo antagonizar com o grupo ao qual pertecem pelo menos a maioria das pessoas q postam aqui.
E gostaria de dizer pra pessoas q pensam como vc que vivem associando a pobreza e miséria com a criminalidade, falta de civilidade, machismo e todas as outras mazelas que vc citou, que isso soa a quem vive nessas condições como mais um insulto a ser carregado.
Passei boa parte da minha infancia morando ao lado de uma FAVELA na periferia de São Paulo e das mais pobres te garanto, e embora alguns
ali procurassem sobreviver prejudicando seus semelhantes, a grande maioria apesar de todas as condições adversas, fazia como minha mãe viuva, lutava com dignidade e NUNCA precisou de indulgencias de pessoas que pensam como vc, e acham que criminosos devem ser analizados sociologicamente, e que me desculpe não acrescentam absolutamente nada de útil a essas classes menos favorecidas.
Hj minha situação é totalmente diferente, mas isso não me fez esquecer de onde eu vim, e como se pensa e vive num lugar assim.

Felipe Andrade disse...

Acho que vale a pena investir na instalação de algumas câmeras externas disfarçadas. Podem servir como prova mais tarde.
Também não me mudaria de casa, seria como dar aval para que os trogloditas continuem fazendo o que fazem.

Anônimo disse...

Sara, você deixou bem claro qual é sua posição de classe atualmente. É a mesma das leitoras aqui. Mas não te preocupa, os setores de classe média, como o teu, são os mais aparelhados para ter novas ideias. Pena que vocês não venham usando essas possibilidades.

Em segundo lugar, pobreza é tenebroso. Me espanta ver que alguém que sugere ter sido pobre romantize a tal ponto a pobreza. Além disso, combater a pobreza não é combater os pobres, como vocês propõem aqui.

Alcoolismo, falta de educação formal, machismo, falta de saneamento básico, recurso à violência como forma principal de se posicionar diante de conflitos são problemas extremados por situações de pobreza. Ou você está sugerindo que não?

Tua posição frente a esses problemas mostra que faz tempo que você se distanciou dos problemas a respeito dos quais alega ainda se importar.

Sara disse...

anon 14.28 notei uma certa desconfiança sua sobre o relato q te fiz.
Bom se esse é o caso ainda tenho uma prima que mora exatamente na mesma casa q eu morei um dia na periferia de S Paulo, poderia levar vc la, basta q vc queira e tenha coragem de ir rrrsss.
Não tenho pq mentir, e a realidade da pobreza ou miséria tem aspectos muito ruins , SIM, mas te garanto que essa gente tem muita coisa boa tb, coisas q vc pelo jeito nunca entenderá, e não é romance.
Vc se referiu a Cesare Lombroso, que eu nunca havia ouvido falar, mas que pelo pouco q li não era um lunático, e tb acho que um tipo criminoso pode nascer em qualquer classe social, não é "privilégio" dos mais pobres, e se estes estão em maior numero nas nossa cadeias é apenas pq não tem recursos para se safar.
Mas pelo jeito é tempo perdido tentar dialogar com vc, não me envergonho de dizer q ja pensei assim no meu passado tb, eu era muito jovem, condição que eu imagino que vc deva ter tb.
Portanto só o tempo me fez entender as coisas como eu entendo hj, talvez ocorra o mesmo com vc, OU NÃO.

Mila disse...

Acho que todo mundo já teve problema com vizinho que se acha dono da rua. Quando criança, tive uma vizinha que matou todos os meus gatos (eram sete ou oito no total), porque, segundo ela, eles a incomodovam. O castigo veio a seguir: depois da morte dos meus gatos, ratos começaram a invadir as casas da vizinhança, inclusive a dela. A filha mais nova, uma adolescente ridícula e mimada, implicava comigo porque era criança e gostava de brincar na frente da minha casa. Como ela trocava de namorados com certa frequência, talvez pensasse que eu iria contar para a mãe dela (francamente, por que uma criança de sete anos se importaria com a vida alheia?). Como o mundo dá voltas, adivinhem quem ajudou essa vizinha quando ela esteve doente? Minha família.
Hoje não tenho mais problemas com vizinhos, talvez porque sejam idosos e pouco dados aos "agitos".

Anônimo disse...

gato é um bicho que não fica preso no quintal e ter 7 ou 8 soltos na vizinhança é um abuso! eles cagam para todo lado e as gatas fazem ninho para dar cria por todo canto.

Anônimo disse...

Sara, nunca seremos entendidos e nem compreendidos por todos; talvez nem pela maioria.

Clementina Neves disse...

Incrível a experiência aqui relatada. E o que é mais desanimador é ver que não é um caso isolado, e que como tantas outras ficam com a mesma solução: nenhuma! No que puder ajudar para que se altere o rumo das resoluções, conte comigo.

Clementina Neves disse...

Incrível história ... é muito mais que um problema de vizinhança. No que estiver ao meu alcance para garantir um desfecho diferente de tantas outras similares... conte comigo.

Joana Miranda disse...

Ter maus vizinhos é um inferno mesmo. Também me identifico um pouco com esta história. Tenho uns vizinhos com um rotweiller violentíssimo, um dia entrou em meu quintal e me assassinou um dos meus pequenos cães. Os donos não estão nem aí. Não quis entrar para a justiça na altura, mas hoje me arrependo.

vanessa e albertt disse...

Eu passo por esse mesmo mal na minha rua Lola eu moro aqui desde que nasci e minha familia tambem, aqui proximo na rua mesmo tem um bar eles se acham os donos da rua e costumam colocar o som muito alto como se fossem os donos da rua nem ligam se tem alguem doente ou com dor de cabeça ou precisando durmir, quando querem fazer festa eles trancam a rua toda e nem se importam com o que os outros pensam, isso é um desrespeito as pessoas que residem.Mas se a gente tenta fazer igual eles querem reclamar .Isso tem que ter um fim, vamos lutar para que isso acabe! Juntos contra a musica alta nas ruas!

vanessa e albertt disse...

Eu passo por esse mesmo mal na minha rua Lola eu moro aqui desde que nasci e minha familia tambem, aqui proximo na rua mesmo tem um bar eles se acham os donos da rua e costumam colocar o som muito alto como se fossem os donos da rua nem ligam se tem alguem doente ou com dor de cabeça ou precisando durmir, quando querem fazer festa eles trancam a rua toda e nem se importam com o que os outros pensam, isso é um desrespeito as pessoas que residem.Mas se a gente tenta fazer igual eles querem reclamar .Isso tem que ter um fim, vamos lutar para que isso acabe! Juntos contra a musica alta nas ruas!

Neto disse...

alternativa 1:
compre um sistema de música bem potente e deixe tocar o dia inteiro. obs: coloque músicas que eles não gostem.
alternativa 2: mudar de lugar.
anternativa 3: junte-se a eles na bebedeira.
alternativa 4: compra uma metralhadora e mata todo mundo.
alternativa 5: oferece cerveja envenenada para todos eles.
alternativa 6: casa com algum.
alternativa 7: entenda que pessoas são problemas, more num sítio bem longe de pessoas (mesmo assim aparece algum chato). as pessoas não gostam de pessoas que são felizes sozinhas, principalmente as gregárias

Você não conseguirá mudar a mentalidade dos seus vizinhos. infelizmente o lugar que você mora não tem pessoas legais, não há o que fazer. se você não quiser mudar, terá que tolerá-los.

a propósito, você fica o tempo inteiro em casa? é aposentada? não trabalha?

outra coisa: porque você não gosta de música?

talvez vc deveria ter nascido bahiana
kkkk

to brincando, mas pode ser verdade

miguel
mika13c@hotmail.com

grace disse...

nossa ,estou passandopelo mesmo problema , o pior é que tenho filho pequeno que não pode mais tirar soneca da tarde tem que dormir quando eles deixam e muitos dos safados dos meus vizinhos apoiam as atitudes dessa criatura, sinceramente não sei mais o que fazer se fico quieta sou errada se tomo uma atitude continuo sendo errada é a justiça do brasil que só fortalece os errados

Omar disse...

Eu sou homem, e te digo que fico indignado com sua história. Agora também lhe digo a mais pura verdade: O Brasil é terra de ninguém, então voce tem duas opções:

1) Fugir desse local
2) Comprar um revólver matar uns dois ou três e ser presa.

Infelizmente é assim que as coisas funcionam nesse país sem lei.

jacmila disse...

Grace:
Os fatos me fizeram ter a seguinte convicção: enquanto um moooonte de gente se fizer de omisso e, pior, culpabilizar as vítimas, essas coisas feias - geralmente perpetradas por pessoas do genero mascus(lino) - vão continuar, como se fosse o "normal".

Anônimo disse...

Contrata um bom advogado...você pode processar eles por danos materiais(seu portão destruído)ou danos ao meio ambiente (ou seja, o ambiente em que você vive)também pode processar por perturbação de sossego alheio...isso é crime; se informe com um advogado e verá que isso pode lhe render um bom dinheiro porque se for provado que eles realmente encomodam e fazem barulho direto é causa ganha! ...ou então, quando eles estiverem fazendo barulho, liga pra policia e se eles disserem que nao podem fazer nada, liga 5 minutos depois e diga que vc atirou num vagabundo e vc quer saber o que fazer com o corpo! Tenho certeza que aí eles vem correndo e pegam o sem vergonha no flagra... E... se nada disso funcionar....arruma uma arma de mira a laser, mira a laser nao tem erro! com silenciador é claro!...ninguém vai ouvir nada, e ninguém vai ter provas. Quando os marmanjoes estiverem todos reunidos...faz a festa! Acaba com eles...um por um...e depois se muda...dizendo que está com medo porque o lugar que voce mora há anos está ficando muito violento!Rsrsrsrsrs

Escola Ana Maria Machado disse...

Procurando sobre o que fazer contra vizinhos que infernizam a vida dos outros encontrei esse blog e li a história da moça...Vivo algo parecido aqui na Bahia: coloquei uma escola de ensino fundamental há uns 8 anos e desde então meus vizinhos me infernizam, falando mal do ensino da escola e até da minha vida pessoal. Eu nunca fui de sentar no bar para fazer politica de boa vizinha e isso causou raiva e despeito de um grupo que se junto a um ex-pai de de aluno para fechar minha escola. Eles fizeram fofocas e me intimidaram de várias maneiras. Perdi alunos e esse ano acabei fechando a escola para não prejudicar aquilo que mais lutei pra conseguir: o nome do meu estabelecimento está sendo caluniado e manchado. Estou muito triste porque a escola era um sonho e nela coloquei anos de minha vida e investimentos que não poderei mais recuperar. Não sei ainda o que vou fazer para continuar na profissão, pois estou em depressão. Mas por outro lado consigo ver que eles estão felizes...devido aos comentários que eles fazem em voz alta. Sinto vontade de dar o troco a cada uma deles mas acho que o melhor é deixá-los curtir a tão sonhada vitória deles em ter destruído o que eu mais amava na vida: uma escola que se preocupava em ensinar muito mais que conteúdo as crianças. Até hoje os pais me procuram para sasber porque desistir e meus ex-alunos demonstram tristeza por não poder frequentar a escola. Me aconselharam a vender o prédio e recomeçar a escola em outro lugar:mas se eu fizer isso, aí sim eles terão atingido seu objetivo maior que é de me tirar daqui porque que nunca compartilhei as mesmas ideias que eles.

lola aronovich disse...

Educadora da Escola Ana Maria Machado, espero que vc consiga reabrir a escola no mesmo prédio, no mesmo bairro. Não desista de seus sonhos. Deixe que os "donos da rua" falem mal, e ou não dê ouvidos, ou tente processá-los por calúnia e difamação. Se vc quiser contar aqui a sua história com mais detalhes, escreva um guest post que eu publico. Pode mandá-lo pro meu email: lolaescreva@gmail.com
Força!

jacmila disse...

Olá educadora da Escola Ana Maria Machado. Sou a pessoa do guest post sobre os vizinhos. Ontem mesmo o mais explicitamente alcoolista estava aos berros diante da minha casa. Chamei a polícia q não apareceu. Aliás floripa está abandonada pelo poder público. Cada um q se vire pela sua segurança, é torcer pro onibus q se está não seja incendiado, q sua casa não seja invadida, q um surtado não nos use como alvo de seus recalques. E essas pessoas estão contando com a impunidade, a própria polícia, juízes, não dão atenção a problemas entre vizinhos, justamente pq a maioria culpabiliza a vítima - o q os vários comentários desse post confirmam. Aquela mentalidade bem típica da nossa cultura hipocritamente "cordial". Sim, procuro tratar com cordialidade a todos, inclusive foi o q fiz com esse cidadão alcoolista, mas logo mantive distancia porque trata-se daqueles q fixam os olhos no corpo da mulher, o olhar malicioso full time- e nós q trabalhamos com pessoas, somos exímias na interpretação da linguagem corporal. Pessoas recalcadas, invejosas, machistas estão sempre em busca de bodes expiatórios. Uma mulher empoderada, independente, costuma ser um dos alvos preferidos, infelizmente. Também sou educadora e me solidarizo com vc. nosso trabalho é mto desgastante e mtos acham q devemos estar a postos 24hs. Venci a depressão sem usar medicação, fazendo jardinagem, ficou lindo, o q atiçou ainda mais a inveja do vizinho e deu no q deu rs. Não podemos perder o senso de humor, um dos motivos deu adorar este blog, a Lola tem um humor special - oi Lola! amo-te! Qdo vens pra floripa? - Fique firme e conte cmgo.

Susi disse...

Moro aqui com minha filha de 21 anos somente e também estou com problemas com meus vizinhos, só que com as crianças deles que insistem em jogar bola e bolinha com pedaços de madeira na frente da minha casa sem contar a gritaria e os palavrões, antes(quatro anos atrás) eu pedia pra parar de nada adiantava, é portão quebrado, vidro, carro amassado, impedem até os carros de passar na rua já chamei a polícia diversas vezes e nada adianta eles até riam dos policiais hj minha paciência já ta esgotada já saio aos berros e aí começa s discussão me mandam ir pra todos os lugares possíveis e impossíveis e até calar a boca, sou autônoma trabalho em casa meus clientes chegam ouvir os palavrões e a gritaria fico desconsertada e nervosa, já falei com pais (que claro dão razão para seus filhos) afinal...incomodar os outros pode mas na frente da casa deles nãooo, também não tenho tempo pra ficar fazendo social com vizinho,saio pra fazer serviços externos também e chego cansada com dor de cabeça quero descansar um pouco e nem isso eu consigo. fico na minha casa tentando fazer meu trabalho, já fui fazer BO dizem que nada podem fazer, me orientaram o conselho tutelar e fui até lá e pasmem tenho que informar o nome de todas as crianças e dos pais endereço (isso até tenho), mas como vou conseguir os nomes, batendo na porta deles e dizer "olha vou abrir um processo no conselho tutelar e preciso do seu nome completo e do seu filho"? enquanto isso faço tratamento médico (psiquiatra) já estou tomando medicação forte, e tudo isso por conta de filhos cujos pais não tem capacidade de ensinar o básico pra essas crianças que é respeito e educação. Estou decidida me mudar daqui, é desagradável porque é minha residência e sair pra pagar aluguel em outro lugar(e sem ter condições financeiras) é humilhante. Já nem sei que providências tomar!!!

jacmila disse...

Olá Susi:
Sou a Jacmila, autora deste post e moro na ilha de SC, li seu relato q deu a entender q vc tb mora aqui - melhor não darmos maiores detalhes por questões de segurança, já q, vai saber do q esses pais são capazes. Se vc leu os comentários deve ter percebido q poucas pessos se deram conta do óbvio- e q deveria servir para todos os posts deste blog - RESPEITO. Mas tem taaanta gente disposta a xeretar e incomodar a vida dos outros neste país cheio de contradições, pouca educação e pouca cidadania! O meu caso ainda está pendente na justiça, mas o tal vizinho surtado está caladinho. Umas 3 semanas atrás o amiguinho dele, o tal pedreiro, bêbado, gritou de novo na frente do portão, aí vou mais uma vez na delegacia da mulher fazer BO. No seu caso são menores de idade com pendores sádicos, devem se divertir te deixando à beira dum ataque de nervos. Vamos torcer q não sejam adultos como esses meus vizinhos. Da próxima x chame uma viatura da polícia. Só tenho certeza de uma coisa: não fazer nada é pior e as estratégias tem q ser civilizadas.

jacmila disse...

Susi:
Reli e constatei q vc tb chamou a polícia. Então é dar os endereços no conselho tutelar e ainda denunciar as estratégias desses órgãos (in)competentes para nos fazer desistir no Ministério Público, temos direito à denúncia anônima e eles é q tratem de fazer seu trabalho, pago pelos nossos impostos. Seria ótimo se a imprensa - q aqui é totalmente vendida, censurada, desse ampla cobertura para essa realidade q já é corriqueira. Força.

Anônimo disse...


Só um pouquinho do que vivo...

Estou vivendo um momento muito desagradavel com dois vizinhos, um deixa o carro morar em frente a minha casa, não posso nem fazer manutenção na calçada e nem deixar meu carro do lado de fora... sou obrigada a guardar o carro na garagem. Ele poderia muito bem colocar em frente a casa dele, mas tem espirito de perseguidor, só deixa para nos provocar. Eu vivo controlando meu marido para não acionar as "AUTORIDADES", e pelo relato da senhora acima, vejo que é o melhor que faço. O que eles fazem é só nos expor mais ainda. Mas acreditem... tenho fé e procuro a cada dia aperfeiçoar ainda mais minha fé em Deus e paciência, porque estou certa mediante fatos muito mais complexo que Deus resolveu para mim, que verei o fim deste deboche(no momento eu choro só de pensar e sentir a agonia desta senhora), admiro pela energia que tem. E agradeço a dona do blog pelo post e a oportunidade de desabafar.

Anônimo disse...

vivo o inicio de seu problema e já estou de mudança. o vizinho que me vendeu o terreno, se arrependeu,não para de queimar lixo,é 24 horas uma maldita chaminé, o vento taz tudo para baixo, e a maconha,...ficam o tempo todo com hostilidades pelo lado deles, no murico de diviza que eles fizeram baixo, eles olham, pulam em meu quintal, cantam musiquinhas, dizem aos outros coisas horriveis, não teem ética,nem religião, não teem moral,calniadores, maconheiros, opressores ,causadores de doenças, são issso aí e mais,bom, essa parte de me caluniar, se danaram, por que , as, pessoas já sacaram a deles, e alguns vizinhos nem olham mais para eles, não é a primeira vez que reclamam de cheiro ruim, fumaça e etc...nossa' eles pegam lixo dos outros para queimar, e na casa deles não vai, o fedor vem para baixo, na minha, fui parar até no hospital,com falta de ar e pressão alta, chega, chamei a policia e bombeiros e ninguem sequer , apareceu, resolvi vender a casa que construi com sacrificio a preço de banana e vou tentar ser feliz em outro lugar, na ceteza de que Deus me fara justiça. por que os homens que deveriam me proteger, nada fizeram...que eles se danem todos,
é besteira achar que Brasil é país de justiça, pois não é,to indo e , aliás feliz da vida,peço a Deus vizinhos melhores,

Stacey Sleck disse...


Meu ex-namorado me deixou três meses atrás, depois de eu o acusou de ver alguém e him.I insultar o quero de volta na minha vida, mas que se recusam a ter qualquer contato com me.I estava tão confusa e não sei o que fazer , assim que eu chegar para a internet ajuda e vi um testemunho de como um lançador de magias ajudá-los a obter o seu ex-costas para que eu contato com o lançador de magias e explicar o meu problema com ele e ele lançou um feitiço para mim e para assegurar-me de três dias que o meu ex vai voltar para mim e para a minha maior surpresa, o terceiro dia meu ex veio bater na minha porta e pedir forgiveness.I estou tão feliz que meu amor está de volta e não só isso, Ele me pediu em casamento, e estamos recebendo soon.once casado novamente obrigado por me ajudar a conseguir meu namorado de volta para mim, você é realmente talentoso e gifted.If você precisa dele para ajudá-lo a enviar-lhe a: spellcasttemple@gmail.com é a única answer.he pode ser de grande ajuda e eu não vou parar de publicar, porque ele é um homem maravilhoso spellcasttemple@gmail.com

Anônimo disse...

Tem um grupo de caras do morro do horacioperseguindo uma mulher com foto montagem,difamação,estão comentando que da pra mexer no corpo dela via celular,alguem sabe algo a respeito disso?

Sampaio Izabel disse...

Izabel
Tenho um vizinho ou melhor o Demonio que veio morar do lado de minha casa no qual moro a 22 anos não sei mais o que faço ja fomos ate na justiça e nada foi resolvido como ja disse moro a 22 anos e ele mora a seis anos mais ele insiste em dizer que roubei um metro do terreno dele como so se ele fosse dono a mais tempo que eu e isso não e o caso o que eu acho é que ele tem uma inversão de valores muito grande pois se voces compram um terreno e o ex dono mente sobre o tamanho quem enganou ele foi eu ou o exdono? acho que o ex dono voces não acham mais ele disse que nunca vai deixar eu e minha familia em paz enquanto a gente morar do lado dele to pagando por coisa que não fiz acho que ele deveria pedir explicação da pessoa que o enganou e não de mim sofro muito com isso meu marido não pode estacionar o carro em frente a nossa casa que ele bate as unicas vagas na rua que não possuem garagem ele ocupa colocando o carro e a moto so pro meu marido não ter onde estacionar ja instalei uma camera pra gravar inclusive as ofensas que eles falam pra nos mais na delegacia as imagens nao valeu de nada pois o delegado disse que poderia haver armação nas filmagens se uma imagem não vale mais como prova o que vale então um corpo de uma pessoa morta no chão que eo que acho que eles estão esperando que aconteça para poder agir.

Luiz disse...

Olha eu sei o que é isso tinha um cara na minha rua que era som a madrugada inteira não importava o dia da semana, parou pq casou, mas demos graças a deus. Agora o bairro ta um inferno só com som alto e trafico de drogas (tudo envolvido) E pra variar uma família nova faz isso que teus vizinhos faziam, Som altíssimo o dia e madrugada toda, domingo de manhã impossível dormir. E era uma casa para família de área de risco, mais como em Campo Largo no Paraná o que manda é a politica, colocaram logo os cabos eleitorais do partido da situação. Imagine o que estamos passando pois ameaças gente armada ninguém querendo testemunhar pois abrimos contra eles, os bagunceiros do bairro todos vão testemunhar. E o que podemos fazer é que nem os outros vizinhos vender a casa e sair daqui. Gostei muito do teu Blog, dando chance pra nos desabafar. Grato.

Anônimo disse...

Carissímo,
Eu passei pelo problema ..na verdase passo, pelo problema com uma garagem de ônibus que fica de frente para as janelas do meu Ap. Poluiçao sonora e atmosferica de altissimo grau. Sabe o que é uma fila de 20 onibus ligados ao msm tempo..é de enlouquecer. Adquiri si drome do panico, transtorno de ansiedade e varias doenças respiratorias...procurei todos os orgaos possiveis ate ir parar no Ministerio Pub. E sabe o que foi feito? ARQUIVARAM o meu processo sob alegaçao de um processo anterior do municipio ha 7 anos...e que nao tem nada a ver com a minha denuncia. ISSO É BRASIL! ONDE EU ACHAVA ALGUMA ESPERANÇA POSSO DZ QUE FOI UMA DECEPÇAO !!

Anônimo disse...

Nossa! mas e aí, se mudou já?
Aqui onde moro também tem problemas, sou super quieto e gosto de silêncio, quando fui reclamar de um vizinho por causa do cachorro dele latindo o tempo todo os outros vizinhos não gostaram e os tormentos começaram, aguentei varios tipos de provocações barulhentas por 1 mês, quando decidi comprar uma bateria (instrumento musical) desde então eu toco bateria de manhã, meio dia, e a noite, isso a quase um ano já, e não vou parar, toco com as janelas abertas, já recebi ameaça de morte na caixinha do correio, mas não vou parar, uma porque gosto e outra porque eu não consigo aceitar a idiotice que fizeram comigo a troco de nada, tudo porque o que eu queria era silêncio, uma pessoa que quer silêncio geralmente é uma pessoa que não incomoda.

Anônimo disse...

Penso que não adianta dar murro em ponta de faca quando o que menos temos no Brasil é um povo educado. Povo "Bão", mas sem educação. Infelizmente. Se prestarmos atenção. Em cada 10 vizinhos pelo menos 2 são arruaceiros, 7 não se incomodam com eles e apenas 1 tenta fazer valer seus direitos. Esse "um" normalmente é uma pessoa que teve estudo e provavelmente não perdeu muito tempo assistindo a Globo. Com isso o "choque" cultural e intelectual é enorme. Eu sinceramente mudaria daí por tudo que relatou. Não por receio de algum atendado mais sério, mas porque voce parece estar sozinha nessa luta e não estamos num país muito civilizado para achar que não havera mais retalhação contra voce. Saia daí.

Anônimo disse...

Eu estou sofrendo um monte com vizinhos arruaceiros, é som alto, pedras pregos no pneu. Só pq eu entrei na justiça pelo volume quase que diário "noturno" que era impossível dormir. Filmamos e ganhamos. Não adiantou fazem ainda pior, somos ameaçados e os vizinhos são iguais as três figurinha do nada vê nada ouve nada fala. Testemunha impossível, ninguém fala para não passar pelo o que estamos passando. É incrível paguei pelo o imóvel e eles ganharam da prefeitura e nós estamos tendo que "fugir" pq se não como disseram "nois vamo fecha vocês", é brincadeira que país injusto onde a lei não manda nada, era um bairro excelente de se morar agora a prefeitura acabou com nosso sossego. Obrigado Lola por este espaço para podermos desabafar e ver que não estamos sozinhos nesta briga infernal.

Desativado com sucesso disse...

O que fazer com vizinho que faz suas reformas e empurra o resto do material (areia, cimento, etc.) pra sua porta? Lava a calçada e não pega o restante do material, não coloca em um saco e deixa para o carro do lixo levar? Já estou cansada com isso, nunca chamei a atenção deles pelo fato deles serem folgados e a partir disso começarem a fazer pirraça. Será que devo conversar com a dona da casa avisando que vai chamar a prefeitura? Nossa não aguento mais, eles fazem a reforma e eu que tenho que limpar a sujeira no final do expediente. Teve uma vez que eles lavaram a porta deles e empurraram o resto da areia e cimento pra minha porta, pra não arrumar confusão eu limpei tudo e enchi 4 sacolinhas de supermercado de areia e cimento. Bando de folgados!!!

Anônimo disse...

Sou administradora, tenho residência e escritório da empresa em minha casa. Há oito comprei um imóvel em bairro residencial da Zona Sul de Porto Alegre - RS. Nestes oito anos venho sendo rivalizada e ameaçada pela minha vizinha porque ela ficou descontente com a construção (declarado pela própria). A vizinha que se acha mais do que eu porque diz morar há mais de trinta anos na rua já deu problema para o construtor porque invadiu o terreno com uma coluna de alvenaria da sua casa que avança para a área que é de minha propriedade. Ainda, não pude construir o meu muro dos fundos porque ela tem um muro elevado, todo rachado. O construtor para poder tocar a obra não buscou os seus direitos, então, quando comprei, como leiga, não me dei conta. Acontece que a tal vizinha pode ser uma grosseira mas não é nenhuma leiga, pelo que diz ser psicóloga. Há oito anos tinha no seu pátio um criadouro de pombos alimentados com ração e fezes de cinco cães que se acumulavam por diversos dias. Ao colocar na rua o seu lixo em qualquer dia e hora sem respeitar a coleta do DMLU, deixava o lixo mau acondicionado até com fezes dos animais, inclusive aos finais de semana, muitas vezes vindo a se espalhar para a rua e até indo parar na minha porta. Quando tentei falar com educação, me ofereci para ajudar, mas ela foi agressiva e vulgar, me disse absurdos e palavrões. Mas pelo menos resolveu o problema das fezes dos animais, o problema das pombas, não posso acusar, mas assistia todo amanhecer alguém de dentro da casa dela usar uma arma de dardos para matar as pombas, não sei se foi instinto mas aconteceu de diminuir muito o numero de aves por lá. Mas para piorar o problema de lixo na rua no verão, o mau cheiro e proliferação de moscas e baratas me envergonham tanto que nem mais recebo visitas na minha casa.Para amenizar o problema vinha limpando a área, calçada, meio fio e juntando o lixo da porcalhona, mas cada vez ficou pior e me preocuoei que pudesse colocar algum veneno para me contaminar, Então denunciei para o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) de Porto Alegre, mas até hoje nada fizeram. Outro problema que plantou uma planta Boungaville do tipo vistosa com espinhos junto a divisa de frente, mas que pela falta de poda, invade a entrada principal do meu terreno/casa, me obrigando a ter despesas com podas frequentes. Recente ela resolveu implicar com as podas e chegou ao cúmulo de vir tocar no meu portão para agredir e dizer impropérios, me ameaçou de infernizar a minha vida, jogou pedras, galhos e troncos da planta atingindo o meu carro estacionado,machucou a mim e ao meu poodle. Registrei ocorrência policial - BO mas nem o nome da tal eu sabia para fazer a denúncia. Mas foi precaução para ficar registrado formalmente. Não sei mais o que fazer, não consigo resolver amigavelmente e acho que posso ter mais prejuízos. É uma lástima pois acho que o fato de ficar quieta para não me expor e aos meus clientes, a fez se sentir poderosa e cada vez criar mais coragem para seus absurdos. Agradeço desde já os seus comentários e orientações. Abs