quinta-feira, 10 de maio de 2012

O MASCULINISMO COMO ELE É

"Aquele lá é um mascu", sussurra a amiga. "Eca", responde a outra.

Nesta segunda a BBC traduziu do inglês pro português um artigo que foi logo republicado pelos principais jornais do país, como Estadão e Folha. O assunto? Masculinismo. Quer dizer, masculinismo como o paraíso na Terra, mais ou menos como aparece na página da Wikipedia (onde não há uma só crítica).
Eu sempre digo que o masculinismo teria razão de existir se fosse para rediscutir o papel do homem na sociedade e o conceito ultrapassado do que é visto como masculinidade. É péssimo (pros homens e pras mulheres) esse conceito arcaico de homem provedor, homem pegador, homem que precisa tomar a iniciativa nos relacionamentos e sair com quantas mulheres puder para não ser chamado de brocha ou v*ado, homem que não pode chorar, homem que aprende a resolver conflitos na base da porrada. 
Sou totalmente a favor do fim do serviço militar obrigatório, de campanhas que incentivem os homens a fazer exame de toque pra detectar câncer de próstata, da pílula anticoncepcional masculina, do homem ter tanta responsabilidade quanto a mulher para evitar a gravidez e para criar a prole, do combate ao estupro nas cadeias, de homens não serem pintados pela mídia como babacas inúteis incapazes de manejar um aspirador em pó, de homens não sofrerem preconceito se escolherem profissões predominantemente femininas (professor de séries iniciais, enfermeiro, empregado doméstico etc).
Mas preste atenção nesta grande revelação: nenhum dos sérios problemas descritos acima foi criado por feministas em particular ou por mulheres em geral. São tradições e velhos preconceitos que se perpetuam no sistema e ideologia que nós feministas combatemos: o patriarcado, o machismo. Ou seja, se o masculinismo realmente se opusesse a esses problemas, lutaria contra o patriarcado e o machismo.
Mas não. O que fazem os mascus? Inventam que o patriarcado acabou, e que agora vivemos num matriarcado (ou, como dizem alguns mais graciosamente, numa “sociedade b*cetista”). Negam que mulheres, gays, negros, sejam grupos historicamente discriminados. Juram que a verdadeira vítima hoje em dia é o homem branco e hétero. E elegem as feministas como suas inimigas número 1. Ou as mulheres (eles consideram que toda mulher é feminista).
Uma das centenas de diferenças entre feministas e masculinistas é de cunho ideológico. Enquanto feministas somos em grande parte de esquerda e lutamos para transformar o mundo, 99% dos masculinistas são de (extrema) direita. E não querem mudar o mundo -– querem voltar atrás. Querem voltar à década de 1950, quando eles não competiam com as mulheres (que, segundo eles, não trabalhavam fora. Mulheres pobres sempre trabalharam fora, mas para mascus, pobres não existem), quando eram os únicos provedores da casa, quando as mulheres “prestavam”, quando não existia essa porcaria de divórcio, que, junto com o feminismo, chegou para destruir as famílias de bem.
Outra diferença é que nós feministas temos orgulho de lutar pelas nossas causas. A maior parte de nós têm nome e rosto. Já os mascus... Como levar a sério um movimento que se esconde por trás de pseudônimos como ArlindãoViril, Puscifer Casey, Enigmático e Realístico, Barão Kageyama e Lobo Sagrado? Não é só no Brasil que eles usam nomes fake ou são anônimos. Nos outros países também. É só ver quem o artigo da BBC menciona. Tente encontrar esses caras. O sul-africano não existe. Se você digitar o nome do americano no Google, encontrará uma foto dele com metade da cabeça raspada, metade cabeluda, uma imagem mandando o feminismo se fu, e um artigo em que ele chama os indianos de lixo. Um líder nato.
Aqui no Brasil, os mascus idolatram um guru que até hoje ninguém sabe se, antes de desaparecer, estava tirando uma da cara deles. Eles já tentaram bolar um movimento. Fizeram até um logo. É este:
Pausa pra rir. Uma porta com um pênis ereto, é esse o símbolo deles? Eu juro que não invento essas coisas! Não tenho criatividade pra tanto.
Os mascus alegam que escondem rosto e nome porque vivem num matriarcado, e, se espalhassem seus ideais a quatro ventos, seriam despedidos de seus empregos por suas chefas mulheres (se tem um lugar onde mulheres estão em posição de poder, esse lugar é no mundo mascu). 
Mas eles mesmos dizem que não se deve falar sobre masculinismo com ninguém, inclusive com amigos de longa data e familiares, porque são logo tachados de loucos, misóginos, e pega-ninguém. Isso porque eles adotam um vocabulário próprio como mangina (pior insulto pra homem, mistura de homem + vagina), matrix, metendo a real, feminazis, gayzistas, GPs (garotas de programa), civis (todas as mulheres que não sejam GPs), e vadias (todas as mulheres). Isso os mascus mais educadinhos. Os mais extremistas -– e o que varia entre uma e outra facção é apenas a intensidade do ódio -– preferem termos como merdalheres e bostalheres. Esses são os mascus sanctos. Dois de seus líderes estão presos por fazerem ameaças e manterem um blog de ódio em que propõem estupro corretivo para lésbicas, sexo com “novinhas” (meninas de até 12 anos), morte a mulheres, gays e negros, e atentado a bomba no centro de ciências humanas da UnB, para assim eliminar vadias e esquerdistas.
Sim, nossos mascus, esses seres pacíficos que, a julgar pela matéria da BBC, apenas querem lutar por seus direitos, têm ligação com o massacre de Realengo. Em quase todos os crimes recentes de ódio contra mulheres há um dedo mascu. O atirador de Oslo, Noruega? Confere. O americano que abriu fogo numa aula de aeróbica, matou três mulheres e feriu nove? Confere. Outro que separou meninas de meninos numa comunidade Amish e matou as meninas? Confere. O assassino do Massacre de Montreal, que matou 14 mulheres e feriu outras dez (e quatro homens)? Confere. A lista é longa. Esta é apenas uma amostra grátis.
E os mascus que não pegam em armas para matar mulheres? Bom, esses, além de tentar justificar os massacres citados, também defendem outros crimes. Uma das maiores vozes do masculinismo americano (lá chamado de Men's Rights Activists, ou MRA) disse que, se fosse chamado para ser jurado num crime de estupro, mesmo que todas as provas apontassem que o acusado é culpado, votaria por sua absolvição. Outro postou na internet os nomes completos e endereços residenciais de feministas radicais, para que elas fossem “visitadas” por mascus. Eles idolatram um sujeito que se suicidou ateando fogo a si mesmo em frente a uma corte de justiça nos EUA. Isso porque sua mulher tinha se divorciado dele uma década atrás por ele bater nela e na filha, e a corte -- que estranho! -- não queria lhe dar a guarda da menina (ah, ele também não pagava pensão).
Portanto, mascus não são um grupo cuti-cuti como a BBC faz parecer. Aqui nossos mascus não têm coragem sequer de se assumirem mascus, porque a vergonha alheia é tremenda. Nos EUA eles são muito mais organizados... e este ano, pela primeira vez, foram chamados por uma ONG pelo que realmente são: um grupo de ódio. (Para acompanhar as loucuras do masculinismo americano, recomendo este blog -– em inglês -– escrito por um homem, que tem como missão zombar dos misóginos).
Então você nunca verá um grupo mascu fazer campanha defendendo o fim do serviço militar obrigatório pra homens. Eles não estão interessados nisso, até porque é raríssimo hoje em dia um brasileiro que não queira se alistar ser convocado. Não. Mascus querem que o serviço militar continue obrigatório, para que eles possam continuar não sendo convocados mas possam continuar reclamando do privilégio feminino. E, quando mulheres se alistam no exército, eles afirmam que as forças armadas estão com os dias contados e que o estupro vai aumentar (culpa das mulheres que se alistam, óbvio).
Você não vai ver mascu fazendo campanha por um mutirão de toque retal para detectar câncer de próstata. Claro que não. Eles fazem piadinhas com homem que se submete a esse exame. Eles chamam os inimigos de “fio-terristas”, porque a pior coisa que pode acontecer nas suas mentes homofóbicas é ter alguma coisa colocada no ânus (a menos que você seja mulher. Aí seu ânus tem que ser rosa). Não, nada de mutirão. Eles só se queixam que homens não façam exame, para exemplificar como o governo gasta dinheiro público apenas com mulheres.
E por aí vai. Pra completar, eles são o suprassumo da incoerência. Ao mesmo tempo em que se declaram eleitores de Bolsonaro e Malafaia e lamentam o fim da família, alardeiam que homens deveriam fazer “greve de casamento” (como se alguma mulher em sã consciência quisesse casar com eles) e satisfazer sua sede insaciável por sexo (lembre-se: só homens gostam de sexo) saindo somente com garotas de programa.
Mas mesmo um “movimento” totalmente frouxo das ideias como o masculinismo tem potencial pra crescer. Ele atrai o rapaz que se acha bonzinho mas não conquista garotas e conclui que elas só gostam de cafajestes. Ele atrai o “politicamente incorreto” que não pode mais contar suas piadas preconceituosas sem ser criticado por seu preconceito. O sujeito que batia na esposa até ela pedir divórcio. O carinha que não consegue conceber que uma mulher seja melhor que ele na universidade ou no trabalho. Em suma, o masculinismo atrai os homens que sentem-se merecedores do que lhes foi prometido por nascerem homens, merecedores de um mundo que felizmente está começando a ser contestado. 
E é por isso que eu faço questão de divulgar o masculinismo como ele é. Para que os incautos não sejam enganados por reportagens cor de rosa como a que foi publicada pela grande mídia esta semana. E grande mídia, por favor, saiba quem você está divulgando positivamente: anônimos covardes cheios de ódio.

617 comentários:

«Mais antigas   ‹Antigas   601 – 617 de 617
Unknown disse...

Nos Estados Unidos, atualmente a Indústria de Litígios deturpou um feminismo em uma série de jurisprudências que beneficiam mulheres, não pelo feminismo, mas sim por um - atualmente lucrativo - mercado aos advogados(Indústria do Divórcio). O que criou um estado de Misandria que causa malefícios não apenas aos homens cis, mas às mulheres e homens trans*

O que ocorre é que os masculinistas brasileiros tentam importar a Situação Americana(a chamada Misandry Bubble), para a situação brasileira(Que é o Marianismo).



Ainda assim, mesmo que REALMENTE HAJA Misandria nos EUA(Movida pela indústria de litígios), os masculinistas falham gravemente:

http://www.singularity2050.com/2010/01/the-misandry-bubble.html

Esse é um texto longo, que aborda a situação deles. E é duramente criticado que o "Men's Rights Activism", é um movimento sem base. Um movimento deveria ter se iniciado com um "Think Tank", que deveria desconstruir ideias e reconstruir outras, depois tal grupo deveria divulgar essas ideias em palestras e artigos a meios acadêmicos de formadores de opinião, e por fim, deveria-se iniciar um ativismo por base na nova filosofia
E o que ocorre são meia dúzia de "intelectuais de internet" falando achismos no twitter.


Acho que ideias e fatos feministas e masculinistas americanos, deveriam ser pinçados com cuidado, há muita coisa útil, mas também há influências não tão sutis vindas da Indústria de Litígios Americana.
Indústria de Litígios essa que a poucos anos processava músicos de sucesso por "plagiar" acordes que as empresas patenteavam esperando alguém usar para poder processar.

Unknown disse...

Você colocou os machistas e masculinistas no mesmo saco. Alias, mesmo dentro destes grupos a enorme subdivisões.
Se você pegar tudo o que dizem as feministas acharia a mesma coisa. Não leve a sério o que um grupo restrito diz na net ou numa mesa de bar.

O masculinismo é realmente necessário, pois apesar de ter objetivos próximos ao do feminismo ele atuará nas situações em que o homem é injustiçado, pois nestas o feminismo não se preocupa em gastar energia.

Imagine um homem tentando ser professor primário e sofrendo discriminação. Qual movimento feminista faria uma passeata na porta da escola apesar de todos eles buscarem a igualdade.

Sou um masculinista e espero nos próximos 15 anos fundar um partido masculinista no Brasil. Aconselho as feministas a tentarem o mesmo.

Ciro Monteiro disse...

Engraçado essa coisa do imaginário. Essas noções de conspirações parecem com as obras de ficções e mitologias sobre amazonas. A idéia de uma nação governada por mulheres parece povoar a imaginação. Lembro me de um quadrinho de Conan, em que ele vai para uma ilha de amazonas, que sequestram os homens, que transam com elas a força e depois são mortos, e as mesmas assassinam os bebês homens. Tem até uma passagem de uma delas envergonhada por ter dado a luz a um filho homem... Conan, que não segue quase nenhuma conduta moral, inclusive comumente agride mulheres física e verbalmente em várias histórias, tem como única exceção da sua amoralidade o apreço pela vida de crianças indefezas.

Essa história do Conan tem muita similaridade com os discursos dos homens sendo oprimidos por um "matriarcado" hoje. Até mesmo com a idéia maluca de grupos feministas que querem exterminar bebês masculinos.

Uma coisa que parece ser um exercício difícil para muitos é diferenciar o imaginário da realidade.

A reativação desses mitos como realidade no mundo moderno é um forte indício que não somos tão tão racionais como pretendiamos. A racionalidade ainda parece uma qualidade a ser conquista para humanidade.

Hamanndah disse...

Lola, como faço para denunciar um blog mascu como apologia a violencia? Seguinte, tem um blog em agregadormasculino que postou que é perigoso receber conselhos de mulher para paquerar outra mulher. No post, ele fica com raiva da blogueira que deu alguns conselhos sobre isso e mostra a fotografia de uma mulher levando um soco e ele escreveu no blog que era isso que mulher feminista merece: levar soco de homem. A imagem da mulher levando soco continua lá. Pode-se denunciar? A quem?Hamanndah

Hamanndah disse...

Claudio Velasco

Eu acabei de sair de um blog masculinista mostrando um homem batendo numa mulher e o blogueiro apoiando. Detalhe: a mulher não bateu no cara antes. Vc acha certo, Claudio Velasco, homem bater em mulher sem ela ter batido nele antes. Presta atençao: se uma pessoa, homem ou mulher, bater em outra pessoa, mulher ou homem, a outra pessoa tem o direito de defender-se, sim, favor não distorcer os fatos.

mas o blogueiro escreveu que, se uma mulher disccorda do homem e é feminista, tem que levar soco na cara

Vc que se diz masculinista, você apoiaria a escrita do bloqueiro?

Hamanndah

lola aronovich disse...

Hammandah, eles são muito nojentos mesmo, né? Denuncie na Safernet e na Polícia Federal. É o jeito.

Unknown disse...

Infelizmente, como o feminismo mantem o monopolio dos estudos de genero, existe a pressuposicao de que ser anti-feminista eh ser sexista ou misogino. Por isso acaba-se nao discutindo toda a parte relevante dos estudos masculinos. As teorias de Farrel ou de kosteski sobre o homem descartavel e o ginocentrismo sao nao apenas discordadas, mas tambem ignoradas ou subsumidas dentro de estruturas lexicas e uma terminologia feminina que permite que as feministas continuem surdas aos modelos narrativos culturais que colocam a experiencia do homem no centro. E fala-se do patriarcado e do machismo como se fossem paradigmas conclusivos. infelizmente, o site da Lola nao faz nada de diferente. Eh um site de propaganda e quer apresentar o movimento masculino de maneira diminuida, apontando os seus radicais. Mas quem eh inteligente ja sabe que esse moviment0 NAO eh um retorno dos tradicionalistas. Se alguem quiser dar uma olhada, procure a literatura dos movimentos masculinos, e vera que existe muita coisa razoavel, discutivel, interessante, e que o anti-feminismo pode ser uma postura academica como qualquer outra - uma vez que o feminismo nao eh o dono e proprietario absoluto da verdade ou da justica. Nao ha nenhum motivo para dar uma primazia epistemologica ao feminismo e suas narrativas culturais - mesmo os seus dogmas mais convincentes estao expostos ao mercado das ideias e podem precisar se adaptar. Mas isso nunca vai acontecer enquanto a surdez for voluntaria e enquanto pessoas como Lola selecionarem propositalmente apenas as partes estupidas e radicais para debater com ela - mantendo assim facilmente sua aparencia de mais inteligente.

Unknown disse...

Primeiramente não comentarei sobre todos os assuntos abordados em seu texto, muito bem escrito por sinal. E tentarei ser o mais sucinto possível, afinal o blog é seu e seus leitores devem estar mais interessados em suas postagens.

Quero, de inicio, abordar o papel do homem em nossa sociedade desde a Pré-historia até o século XX.O homem sempre teve esse papel de "provedor e protetor".

Quando referi-me à Pré-historia, quis citar um período especifico: O Mesolítico, onde, e segundo historiadores, as principais características eram: O domínio do fogo, desenvolvimento da agricultura, domesticação e animais, a divisão do trabalho por sexo, ou seja, o homem "provedor e protetor" e a mulher "lar e filhos"

São quase 12 mil anos e posso até arriscar que isso esta intrinsecamente implantado no pensamento masculino. Mas uma cultura de milenar não se muda de um dia para o outro como se fosse a pagina de um livro.Talvez por isso muitas feminista ainda considerem os homens como seres toscos.

Outro ponto que chamou-me a atenção foi a sua pergunta: "Mas é totalmente normal que feministas foquem nos problemas das mulheres, não nos dos homens (os homens não têm um movimento pra eles?"(sic). Talvez com o tempo teremos que resolver os nossos problemas e algumas bandeiras sejam levantadas como:
1 - Que o pai fiquei com a guarda do filho é a mãe terá o compartilhamento da "visitas";
2 - Que a decisão de abortar seja também do homem, afinal, a partenogênese humana - dizem- só ocorreu uma vez na história;
3 - Que seja mudada a Constituição que a obrigatoriedade do serviço militar, que seja obrigatória ou facultativos para ambos;
4 - Que o não-querer-da-paternidade não entre em conflito querer-da-maternidade;
5 - Que a mesma licença maternidade seja estendida ao pai e nas mesmas condições;
6 - Que seja obrigatório o uso da Lei Maria da Penha quando o homem for a agredido, alguns juiz aplicam outros não e outras possíveis e prováveis.

Só espero que as feministas tenham paciência e que esperem pela desconstrução do machismo milenar uma vez que a construção do feminismo teve fomentadores importantes como: Charles Fourier, Simone de Beauvoir, Antonio Gramsci entre outros. Talvez como o tempo possamos viver em uma sociedade onde direitos e deveres sejam iguais para ambos e que possamos abolir leis que falsamente querem resgatar essa diferença histórica, que nunca antes fora reivindicada até o seculo XX.Contudo enquanto isso não acontece não ridicularizem os homens. Afinal alguns podem serem bons parceiros.

Prometi ser breve, mas as palavras vieram fluindo, e acabei estendendo demais o assunto. Não tenho o dom da palavra escriva, mas defendo meu ponto de vista.

Sérgio de Freitas Carneiro, mecânico, 52 anos e casado há 32 anos.

Unknown disse...

Eu também acho que alguns movimentos feministas abusam,que muitas feministas promovem uma injusta e infundada demonização do gênero masculino.Achava que o tal "movimento masculinista" era uma coisa séria,que seus membros eram homens inteligentes,que almejavam,além de defender a honra masculina,uma mudança de costumes,o fim da tradicional ideia de que o homem deve ser o forte,o auto-suficiente,o sexólatra sem sentimentos,o pegador... Mas bastou ler sites e assistir a vídeos de masculinistas,pra perceber que são todos reacionários,defensores de ideias conservadoras,contra-revolucionárias e patriarcais,sendo o movimento feminista e suas ações o único alvo de seus protestos.
Na verdade,os masculinistas são machistas que não querem ser chamados de 'machistas',por isso se auto intitulam 'masculinistas',uma palavra nova,que parece 'mais leve'.Aí,todo mundo pensa que é um movimento legítimo de reação contra os abusos do feminismo.
Todo homem tradicional (machista) tende a simpatizar com discursos de "honra masculina",e acaba confundindo isso com seu machismo.Talvez por isso o movimento masculinista atraia tantos homens.
O interessante é perceber que quase todos eles nunca expõe seus rostos,nem seus nomes,talvez por vergonha da opinião.
Não sou feminista,mas confesso que,ao ler os textos aqui escritos por homens,e compará-los com os escritos por mulheres...Odeio dizer isso,mas me dá até vergonha de ser homem.O discurso feminista é muito mais inteligente e coerente.

Anônimo disse...

É engraçado como eles falam de sistema dominado pelo feminismo. Talvez isso seja verdade atualmente. Mas pensei que os homens fossem superiores o suficiente pra virar a mesa em qualquer situação, à qualquer momento. Não são a força, coragem e honra da sociedade? Não sou feminista, na verdade abomino o feminismo tanto quanto abomino o masculinismo. Estou generalizando, mas não estou totalizando, até porque conheço homens respeitáveis, que não feministas ou machistas, apenas realistas mesmo, limitados a própria realidade em si. Masculinistas odeiam mulheres, digo por experiência própria. Falam que é um assunto deles, mas promovem todo tipo de detrimento ao sexo feminino para se sentirem superiores pelas falhas que cometem como seres humanos, mas não admitem. Esmeralda Castro - SP.

Blaffert disse...

Cara, sério, vc não tem vergonha na cara

Anônimo disse...

É triste ver tanta gente aqui confundir atitudes e crimes machistas com reinvindicações masculinistas. Tá certo que a maioria dos homens só quer ter do que reclamar, mas quando a gente começa a generalizar, estamos sendo preconceituosos. Masculinismo é uma vertente do feminismo, ambos contra o machismo criminoso.

Anônimo disse...

Os caras apoiam quem estupra e mata mulheres e é ela quem tem que se tratar??

Anônimo disse...

Eduardo, sou homem e tenho plena consciência de que os preços mais baixos ou 'vip' em boates é uma das taticas mais escrotas e machistas para atrais mais homens (que bebem mais e por isso gastam mais). Agora compare isso com show, por exemplo, TODXS pagam o valor de tabela. 😉

Anônimo disse...

Muito maneiro o blog. Só uma dica: tente transferi-lo para o WordPress. Aqui parece que ensina direitinho (sem perder seguidores, posição no SEO etc).
http://www.ferramentasblog.com/2011/02/como-migrar-do-blogger-para-o-wordpress-org-migrando-seu-blog-tutorial-completo.html
Abraço

Gabriel Hanke disse...

O verdadeiro masculinista luta contra o machismo, contra o femismo, contra vitimismo, aceita que homem e mulher devem fazer trabalhos domesticos, pelo fim do preconceito a ambos sexos em certas profisseos e por igualdade JUSTA.

Unknown disse...

Querida, o masculinismo busca direito sociais e jurídicos,e quebrar a imagem de homem provedor,o texto claramente não tem uma fonte adequada com informações falsas como o masculinismo ser contra o feminismo,o exemplo que você citou é machismo nos buscamos igualdade porque não se sentem atendido pelo feminismo,porque nem feminismo o homem pode ser

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