sexta-feira, 27 de abril de 2012

É POSSÍVEL VIRAR LÉSBICA?

Sei que este post vai gerar polêmica, que vou ganhar mais meia dúzia de haters por causa dele, e que ele estará cheio de equívocos proferidos por uma leiga. Mas venho querendo escrevê-lo faz tempo, e se nem no meu próprio bloguinho pessoal posso escrever o que eu quero, vou escrever onde?
Eu, como várias outras mulheres hétero, passei a maior parte da minha vida sem ter amizade com lésbicas. Tudo bem, talvez minha técnica de handball fosse lésbica, mas ela não era necessariamente minha amiga, e sua orientação sexual não tinha a menor importância pra mim. Nunca fui cantada por uma mulher, pelo menos não que eu tenha notado. Não sabia muito sobre lésbicas, e não pensava muito nelas.
Aí eu fui fazer mestrado na UFSC. E lá havia muitas lésbicas. Quer dizer, não que eu soubesse. Porque junte a minha total falta de gaydar a uma grande dose de ingenuidade e você entenderá porque eu pensava que duas moças que moravam no mesmo apê havia dez anos eram apenas colegas de quarto. Quando me aproximei mais deste casal e contei isso pra elas, nós rimos. E percebi que elas têm birrinhas parecidíssimas àquelas que eu tenho com o maridão (“Você não me ouve mais”, etc).
No doutorado conheci outra mulher que veio a ser uma das pessoas mais doces e gentis que conheci nos últimos tempos. Aliás, em toda a minha vida. Mesmo que ela esteja em Floripa e eu em Fortaleza e a gente não tenha mais tanto contato, vou amá-la pra sempre. Bom, ela, que agora tem mais de 50 anos, é lésbica. Mas nem sempre foi assim. Até os 30 e poucos anos, ela foi casada com um homem. Tem três filhos homens, todos adultos (e héteros), e se dá super bem com eles. Ela me contou que ainda sente tesão por homens, mas se identifica como lésbica. E ela só se apaixona por mulheres. Olhando pra trás, ela constata que sempre se interessou por mulheres.
Através dela, conheci suas amigas, a maior parte lésbicas. Elas são muito unidas, todas se conhecem. Admito que fiquei um pouco decepcionada ao ver que lésbicas, inclusive lésbicas feministas, também gastam tempo falando de esmalte. Mas todas foram simpáticas comigo. Enfim, isso não tem nada a ver com o tópico.
Mas, ao conhecer mais lésbicas, vi que não era nada incomum que mulheres “se descubram” lésbicas depois de uma certa idade. Uma ex-professora minha, lindíssima, que já tinha sido casada com homens, estava, depois da menopausa, “experimentando” se relacionar com mulheres. E gostando, pelo que ouvi falar.
Pois é, essa é a primeira parte polêmica: mulheres podem “virar” lésbicas, ou nossa orientação sexual já nasce definida? A maior parte das pessoas LGBT acha que não é uma opção, e se recorda da primeira vez que se sentiu atraíd@ por alguém do mesmo sexo, ainda bem criancinha (assim como eu me lembro de quando aquele jogador de futebol mexeu comigo). Se pensarmos que orientação sexual é uma opção, abrimos as portas para religiosos e psicólog@s homofóbicos que insistem que é tudo uma questão de caráter e que homossexuais podem ser “curados”, ou seja, podem virar héteros. Mas será que é igual pra todo mundo?
Por outro lado, me parece bem restritivo afirmar que uma mulher (ou um homem) hétero não pode buscar novas experiências com alguém do mesmo sexo. Eu não digo que a gente pode treinar nosso olhar, que a gente pode aprender a achar atraentes pessoas gordas ou mais velhas ou com algum defeito físico? Que a gente pode tentar se “descondicionar” do que a sociedade nos dita como normal e aceitável e padrão? Então por que não poderíamos fazer isso em relação a pessoas do mesmo sexo? Se podemos ampliar nossos horizontes pra, sei lá, gostar de paladares inéditos e diferentes, por que não poderíamos ampliar nosso desejo sexual?
Claro, falar é fácil. Fazer é que são elas. Neste momento da minha vida, eu sinto que teria que nascer de novo pra poder me sentir sexualmente atraída por mulheres. Mas vai saber o que pode acontecer no futuro... Afinal, já ouvi uma mulher que foi hétero a maior parte da vida perder o marido (geralmente nos casamos com homens um pouco mais velhos e, pra piorar, eles costumam morrer mais cedo que a gente) e, depois de amargar a solidão, testar outras pairagens. O argumento dela, que me pareceu bastante sólido, foi: “Estou com 55 anos. Tem muito homem que não quer nada com mulher mais velha. Já lésbicas não têm essa frescura. E então, eu devo desistir da minha sexualidade e ficar sem fazer sexo até morrer, ou posso tentar me relacionar com pessoas do mesmo sexo?
Este é o segundo ponto polêmico dessas minhas divagações, porque sugere que lésbicas são lésbicas por não conseguirem homem. E nada mais distante da realidade, óbvio. Primeiro que lésbicas não querem homem. Depois que, se quisessem, elas são lindas e inteligentes e provavelmente conquistariam qualquer cara que quisessem. 
Tenho certeza que a imensa maioria das lésbicas é lésbica desde que se conhece por gente e, se algum dia fez sexo com homem, foi só pra tentar se adequar ao que um mundo homofóbico e machista esperava dela. Fez e não gostou, ou fez e não achou aquilo tudo, ou fez e concluiu categoricamente que aquela não era sua praia, e tratou de se assumir lésbica. Mas estou pensando em mulheres que se consideram hétero a maior parte da vida, e resolvem experimentar. A gente ouve sempre falar que a sexualidade feminina é mais fluída, menos estanque, que a masculina. E o mundo permite um maior contato físico entre mulheres –- um contato físico necessário que pros homens só é permitido aos praticantes de esportes. Também ouvimos falar que não é de todo raro mulheres que se identificam como hétero terem, na adolescência, alguma experiência com outra mulher. Mas uma mulher se interessar por outra mulher, ou inclusive transar com outra mulher, não faz dela lésbica, sequer bissexual. Acho que ela tem que se identificar como tal, e essa identificação vai além de encontros furtivos. Talvez, como disse essa minha amiga querida, a atração pelo mesmo sexo inclua não só sexo, mas também amor e outras intimidades.
Bom, eu tenho muito mais dúvidas do que certezas, como já deu pra notar. Mas será que a descoberta da homossexualidade é igual pra toda mulher? E, voltando ao título, é possível virar lésbica?

190 comentários:

Jac disse...

Opa, um post que é minha área! ahahahha

"Mas será que a descoberta da homossexualidade é igual pra toda mulher?"

Não... algumas já nascem tendo a certeza. Outras chegavam a amar homens for real e os desejarem até que... mudou.


Odeio fazer propaganda do meu blog, mas acho que vem muito a calhar no post:

Homossexual: nascença ou escolha? – Parte 1
http://flexoeslesbicas.wordpress.com/2011/02/27/homossexual-nascenca-ou-escolha-parte-1/

Homossexual: nascença ou escolha? – Parte 2
http://flexoeslesbicas.wordpress.com/2011/03/05/homossexual-nascenca-ou-escolha-%E2%80%93-parte-2/

Aliás, há muitos comentários nos posts com diferentes pontos de vistas =)

Anônimo disse...

Engraçado que eu estive falando esses dias sobre isso com um amigo meu e ele afirma que apenas as mulheres podem "virar gays" e que isso não acontece com os homens. Não concordo, acho que se acontece com mulheres, acontece com homens. E vice-versa. Sejamos justos ao menos nisso...

"Mas uma mulher se interessar por outra mulher, ou inclusive transar com outra mulher, não faz dela lésbica, sequer bissexual." - Verdade. Pelo menos é o que eu acho. Eu acho que isso se aplica a outros casos interessantes como quando um homem é gay mas casado com uma mulher. E têm filhos. Entende? Com certeza ele fez sexo com ela, lol. O que não quer dizer que ele seja hetero, já que sabe que é gay (apenas não assumido).

"Acho que ela tem que se identificar como tal, e essa identificação vai além de encontros furtivos. Talvez, como disse essa minha amiga querida, a atração pelo mesmo sexo inclua não só sexo, mas também amor e outras intimidades." - E concordo mais ainda. É isso aí. As pessoas dizem que a escolha sexual é definida devido a que sexo (masc/fem) sentimos atracção. Existem bissexuais. Bom, "a coisa" está para além disso. Não é nada simples.


Obrigada, Lola.
Gosto muito de seu blog :)

Anônimo disse...

Gostei do seu post. Eu acredito que a sexualidade humana é mais complexa do quer agente imagina.
Não acho que a pessoa possa ser capaz de virar lésbica, se ela ao longo da sua vida se identificou como hétero; Uma mulher que passou a vida toda como hétero, e passa a ter interesse por mulheres, significa que ela abriu os olhos para um desejo adormecido nela, que talvez uma mulher amável, bonita tenha o feito despertar.
O que eu penso sobre isso é que não tem haver com sexo ou orientação sexual, e sim com amor. Para alguém passar a se relacionar com mulheres depois de uma vida inteira com homens, alguma garota deve ter feito o seu coração balançar, ela tenha se identificado com ela, se apaixonado. E o fato dela também ser uma garota não a incomodou. O amor, na minha opinião, ele não olha se você é homem ou mulher, você simplesmente ama. E quando o relacionamento acabou, elas podem ter tentado de novo com outras mulheres. Por que não? Passaram a vida toda com homens, o que custa procurar sua alma gêmea com alguém do mesmo sexo?

Orientação Sexual é o que você se identificou desde pequena. Seja lésbica, hétero ou bissexual.
Só que isto não significa que voce só vai se relacionar com aquele sexo ao longo da sua vida. Se voce se apaixonar por alguém do mesmo sexo, ou sexo oposto... Já foi! Isso pode mudar completamente a sua visão, e pode despertar o que em você não tinha despertado dentro de si antes. O que, enquadrando num padrão, a tornaria ''bissexual''.
Só que isso não significa que a humanidade inteira é bissexual. Além do mas, pessoas como voce Lola nunca se relacionaram com pessoas do mesmo sexo.
Pra mim, talvez elas sejam bissexuais, e não sabiam disso. Ou Podiam já até ter sentido atração por mulheres, só que não se apaixonaram por nenhuma, e como gostavam também de homens, pensaram que eram héteros.

Também elas podem simplesmente ter se apaixonado por alguém do mesmo sexo. Como ocorreu com Ennis Del Mar, do filme O Segredo de Brokeback Mountain. Ele não era gay, não se relacionou com nenhum homem além do Jack ao longo do filme; Já Jack, era obviamente gay tendo casos com outros homens... Ennis não. Só amou o Jack, e o fato dele ser homem foi apenas coincidência do destino.

É muito complicado, a sexualidade humana é bastante complexa.

Anônimo disse...

Lola, o post é bem interessante, mas achei forçado quando você diz que: "Depois que, se quisessem, elas são lindas e inteligentes e provavelmente conquistariam qualquer cara que quisessem. "
Nem todas as lesbicas são lindas e inteligentes, assim como nem todas as mulheres heteros são lindas e intleigente, nem os homens hetero, e nem os gays.
Fora isso,um post irretocavel.

André disse...

Na natureza é muito comum haver troca de sexo segundo alguma condição ambiental. Então não vejo porque não haver mudança na orientação sexual, que deve ser muito mais fácil fisiologicamente de se fazer.

André disse...

Acho que tem um pouco a ver com esse e outros posts: http://bulevoador.com.br/2012/04/34732/

Carlo disse...

Eu imagino se a Lola realmente tem Phd e tudo mais.

Contradições demais nesse texto. Se as pessoas podem se descondicionar para "experimentarem" o que quiserem, então elas podem fazer o processo inverso e você cai novamente na questão do "Nasceu assim ou não?".

Outra coisa é essa mania de querer considerar qualquer atitude não feminista ou revolucionária com vã. Alguém discutir de esmalte ou uma roupa é normal, da condição humana. Discutimos até como está o tempo. Essa vanidade só é um problema se for só pelo que a pessoa se interessa e mesmo assim, pra quem defende a liberdade, tem que deixar cada um fazer o que quer.

Pior é sua definição de lésbica (homossexual ou bissexual) onde transar com alguém do mesmo sexo sequer interfere nessa definição. Homossexual, como palavra, não é um rótulo é um fato. Está dormindo com pessoas do mesmo sexo, você é pelo menos bissexual.

Mas fazer o que, cada um acha o que quiser, só espero que perceba a miopia da lógica que está usando.

Anônimo disse...

Adorei o post.
Sempre achei que eu fosse hétero, mas de alguns anos pra cá, me descobri tendo desejos por mulheres. Hoje me considero bi. Mas acho que foi um despertar, sempre fui assim, só que não tinha consciência, a pressão social para a heterossexualidade eh muito grande.
Christina

LuísaOliveira.F. disse...

parabéns pela postagem, foi como uma música: "Pq eu nunca pensei nisso?".
Este assunto ainda vai rolar muito, em um país como o nosso, é muito difícil ver mulheres héteros se interessar por esse assunto.
Me tirou muitas duvidas.
Muito obrigada por postar isso, vou ficar esperando pela próxima.

Rebecca disse...

Oi Lola!

Como sempre, adorei o post =) Acho que está bem escrito e que todas esses "poréns" são bastante naturais, para todos que reflitem sobre esse assunto.

Acredito realmente que a sexualidade vai muito além do que se faz e com quem se faz, e tem muito mais a ver com o que se sente.

Afinal, como em todas as outras áreas da nossa vida, nem sempre todos os rótulos que recebemos e que nós mesmos nos damos correspondem a realidade.

Tudo de bom pra você, e muito obrigada por continuar escrevendo ;)

Beijos!

LuísaOliveira.F. disse...

Lola minha querida, eu postei algumas partes do seu post em meu blog, logico que coloquei sua autoria lá.. mas claro se vc não gostar eu posso deletar.. beijos.

Anônimo disse...

Sempre achei complicado ver uma pessoa e ter que defini-la como 'homem', 'mulher', 'negro', 'índio', 'judeu', 'cristão', 'funcionário público', 'empregada doméstica'... quase sempre meu olhar era direcionado à pessoa, não a um conceito. Então cresci achando que o importante não era se a pessoa que vc gosta é homem ou mulher, e sim o fato de vc gostar dela. De amá-la. Tive umas paixonites por amigas, mas que foram devidamente podadas (por ambas as partes) pelo ditame machista. Minhas experiências com homens não foram lá gandes coisas, mas por fim, sou muito feliz no meu casamento, pois amo meu marido, independente do gênero, sexo, cor etc.
Enfim... não acredito nesse negócio de 'orientação sexual' não... isso é só mais um conceito teórico e bobo que querem enquadrar a gente. (sabe essas coisas que correm soltas na academia?! 'analisar a situação tal a partir da teoria tal', e vc vê a pessoa fazendo malabarismos para tentar encaixar uma observação segundo uma linha de pesamento em que diz que isso ou aquilo tem que ser assim e tal, mas que nem sempre é possível...).
~lala

Bruno S disse...

Desconfio que nesse caso a única regra válida é o famoso "não há regras".

Acredito também que os casos de pessoas que se "descobrem" depois de uma certa idade pode ter com uma história de vida tentando se adequar ao que se espera dela.

Por exemplo, a mulher se sentia atraída por outras desde nova. Mas aquilo era "errado", então ela negava essa possibilidade.

Depois te casar, ter filhos, separar, já ter cumprido as "obrigaçãoes" que a sociedade esperaria dela, talvez seja mais fácil se sentir livre para se assumir homossexual.

Anônimo disse...

Me considero hetero,pq nunca fiquei com mulheres(nem me apaixonei por uma),não paquero mulheres,quando olho pro corpo de uma mulher não sinto tesão,no entanto,admito que a idéia de ficar com uma mulher não me causa repulsa,pelo contrário.Isto posto,acho possível vc ter uma orientação sexual "dominante" digamos assim,e a depender de "n" fatores: curiosidade,tesão ocasionamento por uma determinada situação,etc...,se relacionar com alguém do mesmo sexo.Acho que tudo isso ai, vale pros homens tmb,a diferença que eles negam até a morte, são mais camuflados,quem participa de grupos de encontros sexuais(bp,orkut,sexlog,sexo com café e afins)sabe que os carinhas não tem problemas em se relacionar com outro homem,embora,no dia a dia,nenhum assuma,como algunas mulheres o fazem.


Cética

Anônimo disse...

Lola, adoro o seu blog, e confesso que pelo título, você iria se assumir ou estaria em algum romance lésbico. rsrs (preconceito da minha parte? Não, que isso).
Sou homem, gay, assumido e pelas minhas experiências, digo que nada na vida é concreto.
Como assim?
Olhe, já vi tanta coisa quando o assunto é sexualidade humana que não duvido mais de nada.

Muitas pessoas são ingênuas quanto a isso, mas posso afirmar que a sexualidade humana é mais complexa do que se parece.
Já vi muitos casos de homens, que são são afeminados, são casados e ficam varialvelmente com homens.
Ou de amigos gays que também transam com alguma amiga, mas não experimentam sexo com outros mulheres. Também casos de homens que passaram a vida toda com mulheres, com fama de pegadores, que em determinado momento da vida, experimentam outros coisitas mais e acabaram gostando de bananas. Entende?
Não dá pra dizer que fulano é X e fulana é Y, o ser humano é apto a experimentar outros sabores, outras sensações.
Tenho a teoria que já nascemos bissexuais, mas de uma forma ou de outra, acabamos por termos certas preferências. Eu, por exemplo, não descarto a possibilidade de, algum dia, ficar com mulheres.

Se sentir bem com a sua sexualidade, sem pressões, é um dos primeiros passos para a felicidade. E não precisa esfregar isso na cara dos outros.

Abraços!

Anônimo disse...

Acho q sim porque nós mulheres somos mais bonitas e agradaveis do que os homens,mas mesmo assim eu só tenho tesão por homens q são tão complicados mas nos fazem felizes.

Anônimo disse...

Vcs não acham estranho e complicado termos que nos assumir por categorias?!
(Isso sempre me incomodou muito.)
Pq simplesmente não aceitar que somos um universo de multiplicidades?!

Anônimo disse...

E se for o contrário? Bem, quando eu tinha uns 8 anos, eu tive meu primeiro namoradinho, que na verdade era uma namoradinha. Uma menina da mesma idade que eu, a gente brincava de casinha, ela o pai e eu a mãe. A gente até se beijou umas vezes (sim, na boca), minha mãe viu, levei uma surra enorme até sangrar (de verdade) e fui afastada da minha amiga. Depois disso nunca mais tive interesse por meninas, na faculdade tive muitas amigas lésbicas, uma delas se tornou minha melhor amiga, mesmo assim não tive mais interesse por meninas. Talvez isso volte algum dia, por enquanto estou noiva de um rapaz que é uma joia rara e meu companheiro em discussões feministas. Mas creio que não vou ter problema algum se eu me interessar novamente por uma menina, e acho que a minha mãe não vai me espancar novamente, hoje em dia ela não é mais tão forte. rsrsrs

Anônimo disse...

Acho que ser ou não ser lésbica/gay não é só uma questão de orientação sexual, mas também trata-se de uma escolha pessoal e, por vezes, política.

Rebeca disse...

Oi Lola, sou sua fã e leio TODAS as suas atualizações!

Bem, esse post me balançou. Tenho 35 anos, estou no meu segundo casamento, tenho dois filhos e me achei nesse momento um pouco confusa.
Sempre fui aquela menina bonita que todos os meninos querem namorar, e sim, namorei e transei com todos os caras que quis, sem culpa e sem preconceito nenhum. Mas eu sempre me senti atraída pelo corpo feminino. Sempre gostei de admirá-las, folheava revistas masculinas desde muito criança (pegava escondido do meu pai) e tive uma experiência "esquisita" com uma prima mais velha. Digo esquisita porque eu sentia MUITO prazer com aquele contato extremamente sexual, mas eu tinha uns 11 anos e tinha certeza que aquilo estava errado. MInha prima tb é hétero (ou pelo menos demonstra isso), também casou, também tem filhos e aparentemente é feliz assim.
Eu continuo adorando transar com homens e nesse momento meu maridão me satisfaz completamente, mas meu desejo por mulheres não morreu. Eu ainda me sinto atraída por um corpo bonito, mal consigo evitar minha cara de trouxa quando eu vejo uma bela mulher de biquini... Mas eu não me vejo namorando com uma mulher, convivendo com ela, me apaixonando... A questão é puramente sexual: tenho desejo de transar, e pronto! Isso seria um comportamento masculino??? Não sei!
Só sei que não sofro por isso... é como se fosse uma fantasia que eu quisesse experimentar, apenas isso...

Alexandra Rivera disse...

Olá Lola. Senti-me um pouco incomodada com a parte do post que diz:

"Se pensarmos que orientação sexual é uma opção, abrimos as portas para religiosos e psicólog@s homofóbicos que insistem que é tudo uma questão de caráter e que homossexuais podem ser “curados”, ou seja, podem virar héteros. Mas será que é igual pra todo mundo?".

Psicólog@s homofóbic@s? Essa é uma expressão praticamente paradoxal, pois as normas éticas que regem essa profissão são rígidas nesse ponto e tornam INCONCEBÍVEL um psicólogo expressar homofobia. Uma colega homofóbica da minha sala desistiu no primeiro ano de faculdade, eles não aguentam o perfil de tolerância exigido do psicólogo. Acho que vc confundiu o que aconteceu recentemente, do projeto político "cura gay", de um deputado da frente parlamentar evangélica e misturou esses religiosos com psicólogos, o que não tem nada a ver, pois os psicólogos em geral são CONTRA esse projeto (inclusive eu, estudante de psicologia). Você sabia que se um psicólogo ousar "tratar" a homossexualidade em consultório ou fazer uso de seus credos religiosos e concepções subjetivas que estejam fora da ciência, ele tem seu CRP cassado? Ele PERDE o direito de exercer sua profissão! Há muitos casos que exemplificam essa exigência do Conselho Federal de Psicologia.

Psicologia é ciência, e simplesmente não cabe um cientista "achar que tudo é uma questão de caráter".

A resposta para suas perguntas, partindo de diversas abordagens, é simples. A psicanálise expressa algo que sinceramente, do meu ponto de vista, faz bastante sentido: todo ser humano tem uma disposição bissexual. Sexualidade não é apenas atração sexual, paixão, ato sexual, é um termo muito mais amplo, é a fonte de nossa energia e interação com as pessoas, o meio, as experiências, tudo. Essas mulheres das quais você falou, que tiveram um relacionamento a "vida inteira" com um homem e, posteriormente, resolveram "experimentar" com uma mulher, na realidade já tinham uma disposição sexual anterior para isso. Não é uma questão de opção, Lola, se fosse seria muito mais fácil: todo mundo escolheria ser heterossexual para não sofrer, concorda? Oras! Porque se orientação sexual fosse questão de opção, eu poderia simplesmente escolher entre ser hetero, bi ou gay, e não é bem assim que funciona.
Eu tenho amigas heterossexuais que dizem que gostariam de "experimentar", mas que simplesmente não se sentem sexualmente atraídas por mulheres e ponto.

Orientação sexual não é questão de opção, é questão de CONDIÇÃO. E é por isso que a agressão e preconceito com pessoas que não seguem o padrão de "relação matrimonial monogâmica heterossexual" tem que acabar.

Alexandra Rivera disse...

Pra esclarecer melhor o que estou dizendo, se puder, dê uma olhada no texto que publiquei há um tempo a respeito desse tal "Projeto Cura Gay":

http://xdgirll.blogspot.com.br/2012/04/estao-querendo-evangelizar-ciencia.html

Marina disse...

Eu sempre me senti atraída por mulheres, desde criança e eu tinha, sim, consciência disso.
Morei até meus 17 anos em uma cidade pequena e bem típica no interior de SP. Lá, era praticamente impossível ter alguma coisa sem a cidade inteira ficar sabendo. Durante esse tempo todo, eu ficava com garotos e tal, mas nunca tinha me apaixonado "pra valer"
Quando mudei pra capital, comecei a experimentar e achei que era a minha coisa, que eu nunca iria querer saber de homens mais. me apaixonei por uma garota que, embora também gostasse de mim, tinha muito medo de compromisso. sofri muito por causa dela durante uns dois anos, até que, de repente, eu cansei dela! eu achava que a amava e que nunca iria conseguir me envolver com outras pessoas, mas cansei de ser palhaça e resolvi me afastar.
pouco tempo depois rolou um clima com um amigo meu, com quem eu até já tinha dado uns beijinhos, mas que gostava de mim de maneira não correspondida. fiquei "mexida" por ele, e resolvi chamá-lo pra sair. estmaos morando juntos há mais de um ano, sou completamente apaixonada por ele e, hoje sei, eu nunca amei aquela ex que me fez sofrer, eu gostava dela de um jeito meio doentio, mas amor, não, não era!

eu ainda sinto atração por mulheres, óbvio! e sei que se um dia acontecer algo com o meu 'gordinho', eu voltaria a sair com mulheres. não me considero nada, nem lésbica, bi e muito menos hetero! acho que essas palavras me limitariam muito!

Pili disse...

as palavras servem pra ajudar a entender, pras pessoas se comunicarem melhor, entrarem em contato com outras pessoas, etc...
mas não passa disso.
a palavra em si não traduz uma pessoa.

bom,
na minha vida cabem muitas palavras. BIssexualidade é uma delas, mas eu custumo falar apenas sexualidade.
Existe a minha, pessoal, única, impossível de se repetir em outro indivíduo que não eu.
E existe a humana, geral, referente à esse tipo de ser vivo que somos.

na minha visão pessoalíssima de sexo a descoberta é mais importante que as decisões.
acho mais fácil tirar o tempo necessario pra me entender antes de me construir.
Sou meio contemplativa... procuro minhas respostas a partir da percepção e compreensao do que já tenho em mim.

Mas, falando hipotéticamente, genéricamente, acho que ser humano consegue virar quase tudo que quer. Nossa capacidade de autodeterminação é irada!!

E, considerando qualquer pessoa que já tenha uma certa idade, poxa... a gente é o que a gente faz da gente. Por isso que é bom assumir as rédeas disso aí... antes que alguém assuma por você. hahah.

Anônimo disse...

"Que a gente pode tentar se “descondicionar” do que a sociedade nos dita como normal e aceitável e padrão? Então por que não poderíamos fazer isso em relação a pessoas do mesmo sexo? Se podemos ampliar nossos horizontes pra, sei lá, gostar de paladares inéditos e diferentes, por que não poderíamos ampliar nosso desejo sexual?"

Que lindo Lola isso que vc de abandonarmos a ideia de gênero e de comportamentos que nos foi condicionado e nos transformamos em outros A velha idéia de quebra de paradigmas. Claro ,desde que seja um hétero, né? Agora vai dizer que um homossexual pode abandonar sua condição e virar hetero. O mundo cai na tua cabeça, vira homofóbica e perde até teu emprego.


Que bom que tal mudança servisse tanto para heteros ,quanto para homos, né verdade?

Veja só quanta hipocrisia. O hetero pode abandonar sua condição para reverter padrões e condicionamentos.

Não, em hipótese alguma quero mudar a condição de homo. Não, não quero, mas esse seus discursos de mudanças de condicionamentos só é aplicável aos heteros, mas quando é o outro vc critica. Isso para mim soa hpocrita

Carol M disse...

Alexandra, quando a lola fala em psicolog@s homofobic@s ela está se reerindo a gente do naipe de Marisa Lobo e Silas Malafaia, que apesar de portarem diploma de psicologia, usam algumas das ideias dessa ciencia pra dizer que é possível a tal cura gay.

A Marisa Lobo está tendo o diploma cassado (acho, me corrijam se não for assim) e alega estar sofrendo perseguiçao religiosa por parte do CFP.

Kika disse...

Eu não acredito que ninguém "vira" homossexual, um dos relatos diz: tenho tesão por homens, então ela era bi, talvez não notasse os sinais. A outra diz que por falta de opção( homem)e como não queria ficar sem sexo, optou pelo mesmo sexo. Mas se pararmos para pensar, nos presididos há muitos casos em que a mulher ou até o homem, depois de um certo tempo preso e sozinho(sem visita)passa a ter relacionamento com o mesmo sexo, porém quando sai, volta a se relacionar somente com sexo oposto. Então poderá ser conveniência, carência, falta de sexo? Muito complexo não?

Anônimo disse...

Faço este depoimento como anônimo, para não expor nossa intimidade sem necessidade, mas é verdadeiro. Minha esposa namorou primeiro com rapazes, depois se relacionou com outras garotas e militou em um movimento homossexual, mais tarde "descobriu" que era bissexual. Um dia nos conhecemos e estamos juntos há mais de vinte anos.

Ex-hétero que virou ex-lésbica? Acho que não: apenas uma pessoa com uma história individual. Por que é preciso rotular uma pessoa como heterossexual ou homossexual e cobrar que se porte de acordo?

De minha parte, acho que orientação sexual é como lateralidade. Há destros, há canhotos e há ambidestros. Um canhoto pode, se for obrigado, aprender a usar a mão direita, o que não significa que não tenha uma tendência natural. E um ambidestro pode usar uma mão ou outra dependendo da tarefa ou do momento, conforme sua história e seu capricho. Qual o sentido de querer enquadrá-lo como ex-destro ou ex-canhoto?

ADORO disse...

PRIMEIRO, RELIGIOSOS E PSICOLOGOS NÃO SÃO HOMOFOBICOS.
CONHEÇO UMA MULHER QUE RESOLVEU QUE NÃO GOSTARIA QUE HOMEM NENHUM A TOCASSE POR CAUSA DE MÁS EXPERIÊNCIAS COM HOMENS NA INFÂNCIA. NÃO ACREDITO QUE O SER HUMANO NASÇA HOMOSSEXUAL HÁ MUITAS IMPLICAÇÕES PARA QUE ELE SE TORNE, CADA UM DENTRO DO SEU CASO E DA SUA HIS´TORIA. CONHEÇO UMA MÃE QUE DESEJOU DEMAIS TER UM FILHO HOMEM E QUANDO SUA MENINA NASCEU ELA SE COMPORTAVA COMO UM MENINO. O SER HUMANO É TÃO COMPLEXO QUE POR ENQUANTO NEM A MEDICINA NEM NÓS MEMSOS PODEMOS AFIRMAR NADA PRECISAMENTE, CASA EXPERIÊNCIA E CADA CASO É DIFERENTE DO OUTROL EXISTE SIM MULHERES QUE SE RELACIONAM COM OUTRAS POR COMPLETA CARÊNCIA. MAS ESSE É UM ASSUNTO PARTICULAR, NÃO ACHO QUE DEVIA SER IMPOSTA A QUEM NÃO É OU QUE NÃO ACHE RAZOAVEL COMO QUEREM FAZER.

Carol M disse...

A mudança de condicionamento é interessante quando tem um objetivo libertador. De proporcionar as pessoas formas de se ver a vida além das amarras sociais impostas e que muitas vezes só trazem frustração.
Discutir condicionamento para reforçar padrões limitadores e fazer pessoas reprimirem seus desejos é uma grande bobagem.

francisco tiago disse...

É possível virar lésbica? Ou virar gay? Se nasce gay/lésbica ou se torna gay lésbica?

Bom, a partir da minha experiência, desde que me entendo por gente conheço o meu desejo.

Se nasci/ me tornei assim ou assado, é o que menos me importa saber. Importa saber que devemos ser sujeitos dos nossos corpos e da nossa sexualidade, então vale aqui a autonomia, a descoberta, a entrega, a imaginação, a ousadia, o permitir-se, o provar...

"Se eu sou homem, se eu sou mulher (hetero, homo, bi, pan, pluri e o escambau), eu sou sujeito e posso ser o que quiser"

Bárbara disse...

Oi Lola.

Você tocou em um ponto importante: teórica e políticamente o termo opção sexual é inaceitável. E empiricamente, vou te falar, ele também não me parece muito cabível, não.

É mais comum conhecer mulheres que "se descobrem lésbicas" do que homens que "se descobrem gays". Digo isso pelas histórias de amigos e amigas que ouço. A minha teoria de botequim é de que mulheres são criadas desde pequenas pra casar e serem mães, enquanto homens são criados pra brincar de carrinho, de espada, ser um super herói.

Entende a diferença? Em um você diz à menina que é legal ter aquele papel dentro daquele modelo de família heterossexual. Com o menino, você ensina a ele os papéis sociais, como ele pode ser grande fora de casa. E, claro, ser heterossexual está implícito para os meninos também, mas não é o foco, entende?

Essa construção, inclusive, não é feita só pelas brincadeiras de criança, mas em toda a representação cultural da diferença sexual (sic).

Acho que tudo isso dificulta muito a saída do armário.

Agora a experiência pessoal: a primeira vez que eu me senti atraída por alguém, foi por uma menina e eu tinha 6 anos.
Depois disso me relacionei com homens até os 16, quando resolvi que me identificava "no mínimo" como bissexual.

Só aos 21 eu tive coragem e condições psíquicas de me assumir pra mim mesma como lésbica. Hoje em dia faço o melhor sexo da minha vida e, principalmente, prefiro me relacionar EMOCIONALMENTE com mulheres.

Não que eu não tenha amado homens. Os amei, mas como "amigos com benefícios", entende? Fiz planos de casar e ter filhos com eles, e jurei algumas juras de amor acreditando nelas de verdade. Mas no fim do dia, quando eu volta a ser "eu" e não mais "a namorada", preferia criar meus filhos sozinha do que com um homem.

Aos poucos a possibilidade de casar com uma mulher e criar filhos com ela foi se materializando na minha cabeça.

Perceba, porém, que quando essa materialização aconteceu pra mim, era pq eu estou "emprestando um modelo" que na minha cabeça era EXCLUSIVO dos meus relacionamentos heterossexuais, e adaptando ele às minhas necessidades como indivíduo. Mas essa possibilidade nunca me foi apresentada.

Enfim, é essa minha teoria de boteco e minha história de "descobrir que POSSO SER lésbica".

Jacqueline disse...

Eu acho que muita gente está confundido questões de sexo com gênero e identidade, e vice-versa. Explico.
As crianças nascem com sexos diferentes, tornam-se homens ou mulheres e adotam padrões de sexualidade e reprodução diferentes a partir de uma caracterização própria de gênero que é construída socialmente pela delimitação de dois territórios opostos e separados por fronteiras culturais praticamente intransponíveis e alienantes. Mas daí, transpor isso para a formação de identidade, torna-se um absurdo, pois sou eu que, por questão ou outra, posso sentir-me mais inclinada a gostar de rapazes ou de mulheres.
E evidente, isto muda de acordo com as minhas impressões e ideias de mundo que faço, além das formas com as quais me relaciono com as pessoas.

Logo, acredito que o melhor é se relacionar de forma aberta com o mundo. Podemos citar o caso do Laerte. Ele é um homossexual, bissexual, cross-dresser ou o que? Penso que ele é apenas uma pessoa que, depois de anos vivendo na pele de um homem, sentiu o forte desejo de viver como uma mulher. E assim o fez.

Pili disse...

Ah, Lola, esqueci de falar dos esmaltes. risos.

eu também não tenho paciencia pra salões de beleza e tendencias de moda, mas ocorre que o cuidado com o corpo e a saúde como um todo nos faz mais feliz, né... então fazer/cuidar as unhas é importante sim... e pintar é pra quem já gosta aproveitar a deixa e brincar com as cores. ;)
Eu já saí com um cara que tinha as maos e unhas sempre muito mal cuidadas e, na boa... não anima.

agora, é mito que lésbicas cuidam mais das mãos por que precisam. (Dizem que as mãos teriam muita importância pro prazer sexual na falta de 'outras coisas"). Lésbicas cuidam bem das mãos porque se cuidam como um todo, ué.
Quem tem esse cuidado a mais com as mãos sãos os instrumentistas! violonista, guitarrista, cavaquinista, etc... pianista e musicistas em geral tambem, mas principalmente quem toca instrumento de cordas!
Aí sim, cuidar das unhas (e maos) com frequencia é importantissimo.

Linda disse...

Uma vez ouvi numa palestra (que assisti numa igreja, com a miha mãe!) que apesar dos bebes nascerem com sexo biológico, eles nascem sem genero, sem sexualidade. A sexualidade é construida pelo meio durante a infancia. Apesar de o palestrante depois ter dado a entender que uma criança que cresce num lar que preza pela moral e os bons costumes não se tornaria gay, eu concordo com a primeira parte do que ele disse. Eu acredito que genero e sexualidade são construções sociais. Só que ao contrario do que foi dito na palestra, eu não acredito que seja possivel determinar um só fator (de influencia na infancia) que seja igual pra todo mundo. A sexualidade humana é muito complexa.

Eu gosto da teoria das cores da Jac:
http://flexoeslesbicas.wordpress.com/2011/03/05/homossexual-nascenca-ou-escolha-%E2%80%93-parte-2/

Pra mim, ela resume tudo.

Rah Sandara disse...

Olá Lola, como sempre seus postes são ótimos para reflexão e cheios de poréns como nós seres humanos.

Pela minha experiência não acredito em heterossexualidade nem homossexualidade, tanto um quanto outro tem como único proposito limitar nossas opiniões e padronizar nossos desejos. Somos seres humanos somos complexos, mudamos de opiniões, gostos e estamos sempre nos reinventando. Estamos tão acostumados a sermos padronizados, que até sem perceber tentamos padronizar. Fulano é gay e pronto, é impossível ter prazer com alguém do outro sexo. Sempre existe a possíbilidade, o que não quer dizer que a pessoa irá conseguir.

Sim na natureza existem animais das mais diversas espécies que tem relação sexual com outros do mesmo sexo. Isso já quebra a teoria de ser escolha ou anti-natural, quer coisa mais natural do que animais que vivem na natureza apenas com que necessitam, eles não possuem o conceito escolha como nós. Quando se tratam de seres humanos nós nos baseamos não apenas no ato sexual mas também em outros fatores da relação, qualquer homem podem se apaixonar por outro depois de anos se envolvendo somente com mulheres e tendo prazer nessas relações, isso porque mudamos, nossos desejos e aspirações também mudam.

Nossas sexualidade deveria ser livre e não limitada.
Beijos e tenha um ótimo dia.

Patrick disse...

Na Arábia Saudita, o contato entre pessoas solteiras de diferentes sexos é tão restrito, proibido e punido, que o relacionamento homossexual envolvendo héteros acontece com frequência. Esse é o cenário é descrito na reportagem The Kingdom in the Closet, da revista The Atlantic.

Alexandra Rivera disse...

Carol M

Como você mesma disse, Carol, a tal da psicóloga está tendo seu CRP cassado. Se a Lola estava falando de uma corjinha (no caso 2 que você citou, apenas) de psicólogos que defendem essa porcaria de projeto, ela deveria especificar, pois da forma que foi falada no post parece que há uma imensidão de psicólogos homofóbicos, o que é, como eu disse e como provado pelas exigências do CFP, inconcebível.

Ela dizer que está sofrendo perseguissão religiosa é a babaquice mais contraditória que já vi, pois quem está querendo impor dogmas religiosos próprios nessa história é ela, e não o CFP. Gente hipócrita é FODA.

Jacqueline disse...

Acho que para ilustrar ainda mais, cabe deixar esse link:
http://mevejacomosou.blogspot.com.br/2012/03/homens-incriveis-que-nasceram-mulheres.html

Até então, acredito que prefiro os homens às mulheres para ter uma "relação amorosa". Mas, não achar esses caras um tesão por eles terem nascido com uma vagina, não é possível.

A referência é mínima, minha gente. Mínima e muito subjetiva.

suellen nara disse...

Loooola,
acompanho isso aqui a um tempinho mas nunca dei as caras.
sabe, as vezes eu brinco que sou lésbica para evitar homem que me dá dor de cabeça, mas a ironia é que as mulheres me dão maaais dores de cabeça ainda, não sei como os homens nos aguentam, enfim,tem homem que diz que penso que nem eles, e tem mulher que me diz que sou "mais macho que muito homem", aí eu fico meio traumatizada com isso tudo.
"viada" melhor definição de um amigo para o que eu sou. hehe.

escreva lola, escreva!!!!

Niemi Hyyrynen disse...

Hum eu acho que é bem isso, a pessoa não "opta" por sua sexualidade ela apenas vivencia, tem, descobre ou aflora.

No caso dos Ht's é implicito aceitar e é senso comum dizer que vem de "fabrica", "default". Pq nessa perspectiva não há a culpa embutida pelo preconceito de massa.

Já a pessoa homoafetiva tem que lidar com a aceitação de si mesma, de sua sexualidade de sua orientação, passa por um processo de admitir que o que ela sente por pessoas do mesmo sexo é "normal", ela tem que vencer os conceitos absorvidos pela cultura.

Talvez, num futuro onde haja uma sociedade mais igualitária e menos preconceituosa as pessoas não tenham que "descobrir" sexualidade alguma, vão apenas vivenciar sem culpa.

Cristiane disse...

Lola, quero agradecer a vc pelo seu blog, pois ele com seus posts e guest posts tem me mostrado o mundo. Da mesma forma, quero agradecer a todo mundo que comenta, tenho aprendido muito sobre a diversidade humana.

Com certeza, tenho me tornado uma pessoa cada vez menos preconceituosa, desde que conheci seu blog há uns 3 meses.

LisAnaHD disse...

assistam tb sobre GIA, que foi uma linda e famosa modelo americana que se acabou ainda bem jovem
http://www.youtube.com/watch?v=AkGlAKwLG2M&feature=related

Título Original: Gia
Título em Português: Gia - Fama e Destruição
Ano: 1998
Gênero: Drama
Idioma: Legendado (Português, Inglês, Espanhol)

Sinopse: Em tom de documentário é narrada a vida de Gia Maria Carangi (Angelina Jolie), uma jovem da Filadélfia que tenta a sorte em Nova York e logo se torna uma das top models mais requisitadas do mundo, sendo inclusive capa da Vogue e da Cosmopolitan. Mas sua fama meteórica vem acompanhada de uma paixão homossexual por Linda (Elizabeth Mitchell), que se tornaria o grande amor da sua vida mas era um relacionamento instável. Esta insegurança no amor, na família e em diversos momentos da sua vida a transformam em uma viciada em heroína, sendo que esta dependência às drogas cada vez mais incontrolável provocaria sua decadência.
"Filme Completo Legendado"

LisAnaHD disse...

ai ai ai só falta que alguém diga que eu estou implicando em que a desgraça de Gia tenha sido pelo relacionamento homossexual... não, não foi... foi pelas drogas, OK?

Gerliani disse...

É queer!
Ou teoria queer.
Sexualidade é mesmo fluida...como diz a música que Chico canta..."O que será que será..."

Concordo com a mocinha aí em cima: o negócio é vivenciar sem culpa. E negar essas possibilidades não vai mudar a cabeça de pessoas que pensam que homossexualidade é uma doença. Conheço muitas mulheres que depois de anos em relações heteros optaram por namorar mulheres, e são felizes.

Juliana Laet disse...

Bom, eu sou lésbica e sei disso desde os 14 anos. Mas acho que não fui SEMPRE assim, só que as circunstâncias me fizeram ser o que sou hoje. Num primeiro momento sei que fui lésbica por causa do desgosto que me causavam os homens e o fascínio que me causava uma mulher forte, determinada e também as frageizinhas. Mas a questão de atração sexual eu sempre recriminei pela criação evangélica que tive. Por isso acho que até minha lesbiandade como ela é hoje, foi formada ao longo dos tempos por mim. Pela liberdade que me dei durante todo esse tempo.

Mas a verdade é que eu acho que as sexualidades são construídas na sociedade. É a sociedade que constrói um heterossexual, bi, homo, trans, travesti, intersexo, etc. Não é nascer lésbica por causa de um gene.

Espera-se numa sociedade heteronormativa que sejamos heteros, porque é a partir da heterossexualidade que se compreende o mundo que é heterossexual. Mesmo as relações homossexuais se pautam pelas normas heterossexuais, ou as normas que a gente conhece. Logo, vc também não nasce heterossexual. Vc entende que o heterossexual é o único caminho possível porque vive numa cidade heteronormativa.

Se em vez disso nossa sociedade fosse homonormativa, já pensou quão estranho seria alguém SE TORNAR heterossexual?

Augusto disse...

Acho que por, geralmente, mulher ser mais sentimentalista (sentimentalismo criado pelo machismo) é mais fácil desta mudar sua orientação sexual. Já homens é mais difícil, mas acho que isso é culpa do machismo, psicologicamente os dois, em minha opinião, devem ter as mesmas chances de mudar orientação.

Carol M disse...

Tb acho que não existe orientação pré definida a se modificar ou ser modificada, acredito na sexualidade fluida (gostaria de ler mais sobre isso, se alguém puder indicar bons textos).

A gente não precisa ficar se categorizando em caixinhas, podemos nos apaixonar por homens hj e mulheres amanhã, sem nada de absurdo ou moral nisso.

Me considero bi exatamente por ver as relações com essa fluidez, mas tb pode não ser nada disso, hehehe.

Anônimo disse...

O que é um antinomiano?

Fefa disse...

Lola, sou leitora assídua e por isso vou me permitir fazer um comentário desabafo, que não é o foco do post mas...não consigo me controlar: fiquei triste com a parte de "lésbicas feministas que falam sobre esmalte".
Acredito que o dia que não teremos mais problemas será aquele que abolirmos os estereótipos, inclusive o da feminista que não pode falar de esmalte. Não devemos ser escravas de um mundo q impõe a beleza, mas para quem usa como diversão, hobby, que mal tem? homens e mulheres podem gostar disso, sem que isso os tornem fúteis.
E será que feminismo é só falar de coisas "sérias" e não falar de um simples esmalte, para distrair?

Anônimo disse...

Feminista pode sim usar batom, esmalte, pintar o cabelo, alisar o cabelo, enrolar o cabelo, enfim ser feminista não é matar a vaidade. Ser feminista É NÃO SER ESCRAVA DA VAIDADE QUE O SISTEMA QUER IMPOR... vaidade moderada não é anti-feminista... assim como beber com moderação não faz da pessoa alcoólatra.
Fêmea Feminista

Juliana Nz disse...

Descobri que sou bissexual essa semana assistindo o documentário " Não gosto de meninos".
Como faço parte de uma família muito tradicionalista, sempre tentei negar esse desejo (que já o tenho desde criança MESMO). É complicado quando você não se aceita por medo do que as pessoas que você mais ama no mundo vão pensar de você, e é mais complicado ainda você não se realizar por esse medo. E embora sejam assim, a minha irmã é a única que tem a mente mais aberta e me aceitaria se eu fosse azul e com três olhos.
Não vou contar para a minha família, até porque tentariam me exorcizar. E acho desnecessário já que com as pessoas que eu me relaciono e sinto atração não diz respeito a ninguém, mas se eventualmente perguntarem, não vou negar, pois seria uma falta de preconceito e respeito comigo mesma.
Eu tenho um namoradO, e ele sabe da minha orientação e não foi nada pejorativo quando descobriu ( não propôs nenhum menage á troá, como certamente um machista faria) e nessas horas o que você mais precisa é de um apoio. Não que seja uma coisa ruim você se aceitar, mas a sociedade o torna um fardo muito grande e você se sente oprimido mesmo tento consciência disso.

Hoje eu sei que não era feliz antes de me aceitar.

Anônimo disse...

Sabe o que é engraçado? E vou até colocar Anônimo aqui pq sempre difícil se assumir nesse aspecto. Eu já tive fases de achar que era homossexual, e outra fase de querer ser homossexual, ser lésbica. A primeira fase era por ser uma Weirdo. Pq não queria ser "mulherzinha", não queria discutir esmalte, como você disse, enfim, não queria o estereótipo de mulher para mim, foi depois que vi que havia outras como eu, sentia um pouco de inveja das que se contentavam com esses assuntos, e sentia até que era atraída por elas, tinha inveja das curvas etc... acho que era isso. Depois quando me mudei para SP e senti a liberdade de comer Váaaaaarios homens, também saí de coração partido algumas vezes e resolvi tentar ser lésbica, por estar cansada, sem paciÊncia. O fato é que ... na primeira tentativa, a menina acabou me beijando e eu tive uma sensação horrenda de estar beijando uma criança, um gosto de fígado na boca. Foi horrível. Para piorar, esta menina começou a me perseguir, ligar, insistir e perguntar se eu já havia virado lésbica!!! Eu me senti realmente na pele de um homem, quando mulher começa a ser chata.

Anônimo disse...

Depois de novo. Eu me relacionava com um "fuck buddy" mas ele era meio folgado.... INventou uma história de que tinha uma amiga interessada em fazer sexo com outra mulher (rs, e eu puta velha, sabia que isso queria dizer ele inventando tudo isso para se dar bem com as duas ao mesmo tempo agora....) De repente a menina começou um contato virtual comigo (ele passou, óbvio) e eu falei para ela que não estava gostando disso pois sabia que era armação dele. BOm, por fim, acabei ficando mais amiga dela e combinamos de sair nós duas juntas para ir a um bar de lésbicas em SP. Lá na frente, fiquei com um pouco de medo de algumas figuras lá da frente. Eram mulheres meio fortes, meio "butchers" que juro, tive medo de apanhar se alguém suspeitasse que eu estava brincando com a causa.... Bom, andamos mais de carro, e de repente tive uma visão> Vi, andando na calçada, um loiro de quase 3 metros, lindo e daí foi mais forte que eu. Desisti de ser lésbica. A menina (com muita atitude, admito) quis conversar com o cara (acho que era pra me agradar, rs) conversamos, combinamos todos de entrar em uma balada.

Anônimo disse...

Mas tinha um amigo do cara, que eu não curti, e que me curtiu (claro) e o loirão curtiu a menina (claro) Eu estava frustradíssima, mas ainda assim, tentando manter a dignidade. O carinha veio tentar a qualquer custo ( eu pedi autorização para a menina se poderia dispensar o cara com a desculpa de que era lésbica e que nós duas éramos um casal, mas que eu realmente não ligaria se ela saísse pra um canto com o loirão) E fiz isso. Ele alucinou. Ficou mais grudado ainda. Bom, enfim, foi engraçado ficar provocando o cara (é tão surreal como eles caem) Nisso, a garota deve ter tido a brilhante ideia de oferecermos ao loirão de irmos as duas dar pra ele (Eu pensei, nossa, por mais que este homem seja something else, eu não quero ir de brinde pra motel.) Ela insistiu por umas 3 horas e eu cada vez mais beuda. Bom, acabei, na maior vibe paz e amor, pensando em catar o cara, mesmo que estivesse a mina junto, daí já tinha a experiência lésbica e matava dois coelhos com uma cajadada só. PRA QUÊ??? CONTINUA....

Anônimo disse...

??? Fomos. O CARA ESTAVA NO CÉU. LARgou o amigo no hotel e fomos só os três (imagina a frustração do amigo??) Bom... foi uó. É muito chato, eu não estava atraída pela menina, apesar dela ser loira, peituda etc... eu achava que até coisas que me intimidavam no papel (fotos de símbolos sexuais etc,) poderiam ser indicio de homossexualidade, mas na prática é uó. Eu queria pegar o cara... e fiquei me sentindo sobrando.... Saía do bolo, largava os dois, estava no maior tédio e arrependida. Daí resolvi voltar depois e por uma ironia maluca do destino (juro, é muito esquisito) eu e o loirão, tivemos um "momento" de sintonia completa corporal e Câmera lenta de filme, o mundo parou à volta. O que vocês preferirem. E a loira surtou. Disse que tinha de ir embora! Que estava tarde etc. BOm.... Fomos todos embora, e eu, ainda em ritmo paz e amor, pensei> Nossa, tive minha experiência "threesome" com gente do bem, foi muito saudável e inofensivo. PRA QUÊ.... no dia seguinte, quando voltei do trabalho havia milhares de mensagens do cara (Ele já estava de volta ao SUL... e ligou dizendo que estava apaixonado) E também tinha mensagens furiosas da garota no msn falando que o loirão havia pedido telefone meu pra ela (So os dois trocaram telefones) e ela stava furiosa, falando que EU A USEI pra pegar o cara....... Surtada... Louca, com SANGUE NOS ZÓIO. Continuei vendo o cara. Nós namoramos, ele conheceu minha família, e durou pouco pq era muito longe, mas eu desde o começo avisei> SE VOCE PENSA QUE A EXPERIENCIA A TRES vai rolar de novo, está enganado.

Anônimo disse...

Se essa for a sua intenção, não quero nada com você.... Mas ele realmente era legal, desapegado, gente boa... não teve julgamentos contra mim por causa da forma como nos conhecemos etc. Mas vejam que loucura? AS duas experiências que eu tive foram traumatizantes de mulheres encarnando. Eu acho que pode haver uma experiencia com alguém do mesmo sexo mesmo se você não é homossexual, e eu torço para que seja com alguém por quem você se sentiu atraído de verdade, e não forçar a barra, pois p ex, eu sou heterossexual e não me atraio por 100% dos homens. O que dirá QUALQUER mulher que apareça.

LisAnaHD disse...

resposta ao Anon das 15:50
Oscar Wilde era um antinomiano, como ele expressa em "De Profundis", carta escrita enqto ele passou uns dois anos na prisão, condenado por homossexualismo (na verdade a condenação é por praticar sodomia).

A pessoa antinomiana segue o antinomianismo, doutrina teológica na qual se crê que pela fé e pela graça de Deus um cristão está livre de todas as leis, incluindo as leis morais da cultura em que a pessoa vive.

(Coincidentemente estou lendo "De Profundis", que… de certa forma, tem a ver com o assunto do post, pois Oscar Wilde foi condenado à prisão por um caso homossexual. Dia desses, Dri Caldeira trouxe à baile Oscar Wilde em “O Retrato de Dorian Gray” e conversa vai e conversa vem, etou lendo o livro com uma amiga virtual lá da Cidade Maravilhosa. Obrigada, Dri.)

Anônimo disse...

Agora o mais absurdo!!! O fuckbuddy que havia tramado nosso encontro para entrar no meio, ficou sabendo (por ela, até hoje não entendo pq ela foi contar) E veio tirar satisfação comigo> Pq eu havia levado outro cara? PQ eu não topei com ele e com o outro sim...Bla bla bla. e eu falei que pq ele era mAL INTENCIONADO, queria ludibriar todo mundo, estava tentando tirar vantagem. O outro estava lá, na inocência e foi premiado... ponto, e por fim das contas eu também, pq conheci um cara muito legal, com quem me relacionei e ficamos amigos depois. Por esse aspecto foi ótimo. Hoje não me relaciono com mais nenhum dos três, o ex namorado por distanciamento e etc. mas tenho certeza que ele gosta de mim e é recíproco, agora a mina surtada e o ex fuck buddy ofendidinho, foi por minha opção mesmo. Sempre eles surgem do nada em alguma rede social, em msn com novos endereços, ATÉ HOJE!!!! E eu fujo.

Anônimo disse...

Enfim, se não houvessem tantos rótulos, como já dizia a escala Kinsey de homossexualidade, as pessoas viveriam mais livremente sem querer classificar suas experiências particulares. Foi isso que eu tirei de lição. Eu, até hoje, acredito ser hetero pois não tenho vontade alguma de ficar nem abraçando mulheres... Eu realmente só olho para mulheres para sentir o grau de ameaça quando entro em algum lugar com meu marido, JURO, é imbecil mas eu faço isso. E quando eu estava solteira, eu nem notava as mulheres no recinto. Diferente quando é uma imagem de TV ou revista FEITA para provocar ou incitar desejo sexual.

Anônimo disse...

Bom, eu coloquei ao todo 8 posts passados MENOS O: Lèsbicas e feministas tudo a ver. Aliás. NADA A VER. Eu sou feminista pq eu quero reivindicar respeito de homens que eu me importo, amo, tenho tesão etc. AGORA se eu fosse lésbica, realmente estaria CAGANDO.... pegaria uma mina e ia viver feliz sem me dar conta da existência dos homens. É por causa desses comentários que o orgulho lésbico se infla e que eu até fico com vontade de ser lésbica mas INFELIZMENTE não dá.

Juliana Laet disse...

Acho que o problema todo está em querer realmente enquadrar as pessoas em tantas classificações.
Ser lésbica subentende mil coisas. Mas existem lésbicas que gostam de pênis, sei lá, isso a desqualifica como lésbica?
E o que é um homem-lésbico, por exemplo?
O que é um intersexo?
Daqui a pouco a sigla que hoje é LGBTTTI vai ter umas 30 letras e ainda assim não vai abarcar todas as identidades.

Mylena M. disse...

Recentemente vi um vídeo a respeito do assunto que achei bem interessante, falando da sexualidade de um ponto de vista mais biológico, explicando um pouco sobre ser ou não uma opção... acho que vale a pena dar uma olhada: http://www.youtube.com/watch?v=Gn0R-gb9SMc&feature=plcp
Eu, particularmente, não acho que seja uma opção... acho que é uma coisa que está na gente, e ao longo da vida é que a gente vai se conhecendo e descobrindo do que gosta, o que não gosta e quanto gosta ou desgosta das coisas...mas isso sou eu, é claro!
Sinceramente tenho tantas impressões sobre esse assunto que fica até difícil compilar tudo aqui sabe!? Já participei de alguns cafés filosóficos sobre esse assunto... e cooooooomo rendeu, rsrs

Ana Torres disse...

Acho que todo mundo é bissexual e poligâmico, ou até pansexual por natureza (humana). O que mais se manifesta pode ser apenas uma duas possibilidades dessas tantas, mas isso não faz de nós todos diferentes uns dos outros, somos todos homo sapiens sapiens.

Anônimo disse...

Oi Lola, post muito importante para fazer o pessoal sair da zona de conforto e pensar. Gostei bastante. Vou fazer alguns comentários.
Sexualidade é complexa. Freud chegou a conclusão de que somos todos bissexuais ao nascer, a orientação vai se definindo e hoje a psicologia compreende que ela vai se redefinindo ao longo da vida. Desejo não é predeterminado, não é genético. É mais definido por questões externas do que internas. Então, sim, se nós nos permitirmos, poderemos nos interessar por pessoas do mesmo sexo.
Na verdade, a sigla LGBT é muito mais uma forma de dar visibilidade as pessoas que escapam da heteronormatividade e seria bem melhor mesmo se não houvessem rótulos. Mas eles são necessários hoje, talvez no futuro não mais. Talvez no futuro, homens também passem seu tempo conversando sobre esmaltes, existe uma mudança nesse sentido. Vc já deve ter lido a Judith Butler, recomendo estudar o filósofo Deleuze, que nos apresenta uma forma libertária de ser no mundo. Deleuze é apaixonante. Um grande abraço, Ragusa.

Lilization disse...

Escolha certamente nao eh. (nao tem acentuacao, cedilha nem til neste pc, perdoe-me!) Mas ao menos no meu caso, sinto que nao nasci gostando de mulher e nem de homem! Simplesmente me apaixonei por um cara, depois por uma mina e isso atraiu meu olhar para outros individuos a minha volta. Ate os 10 anos, nada me atraia, eu nao tinha aquela tal curiosidade natural por ninguem. E mesmo quando tive, veio mesclada em fatores sociais, tipo roupas estilosas, atitudes legais e amizades muito fortes (ate hoje tenho o problema de pegar todxs xs amigxs!)
Hoje em dia, so me apaixono por mulher. Talvez isso signifique que sou lesbica, talvez nao. O que importa eh que, assim como nao escolho me emocionar ouvindo um album do The Strokes, tbm nao escolho torcer o pescoco ao ver um gatinho sem camisa, mas nada disso esta nos meus genes (acho eu). Isso nao me faz sofrer menos se ficar sem qualquer uma dessas coisas (por elas mesmas, claro. Os motivos pelos quais eu ficaria sem The Strokes sao certamente bem menos traumaticos do que a guria que eu amo). Talvez a homossexualidade esteja escrita nos genes das minhas exs, isso eu nao saberia explicitar. Mas supondo q nao vivessemos num mundo tao reacionario, isso importaria? A minha resposta pessoal eh nao.
By- Maria Liliane, dona de uma colecao de 75 esmaltes, hahaha!

Anônimo disse...

Um post assim, recheado mais de dúvidas do que certezas, é indício do quão plural é a sexualidade humana.

Creio, sim, que existam inclinações, tendências, ou orientações (como se costuma dizer). E que é a partir delas que a sexualidade individual será construída. Sim, porque nossa sexualidade me parece uma resultante de certas tendências e orientações do nosso desejo e de práticas que nos permitindo ou não.

Um exemplo: alguém pode ter uma orientação bissexual e exercer sua sexualidade de forma hétero por conta da pressão social -- tendo em vista que a heteronormatividade pode fazer até pessoas com orientação predominantemente homossexual a insistirem em relacionamentos héteros.

Como disse, eu acredito que temos sim uma orientação sexual para a construção da nossa sexualidade (e essa orientação, mesmo sendo fluida, aponta para alguns lugares e delimita certas escolhas). E acredito nisso por experiência própria (até porque é impossível olhar o mundo a não ser com os nossos próprios olhos, e o atravassamento do Outro em nós só se dá a partir desse filtro).

Sou heterossexual, sempre me interessei exclusivamente por mulheres, mas houve uma ocasião em minha vida que eu fiquei curioso sobre como seria uma experiência homossexual (questionava se não seria um resíduo de preconceito que me afastava de cogitar ter uma experiência dessa) e fui tê-la. Fiquei com um amigo bissexual (mas com mais inclinação homo) e a experiência foi horrível, tão ruim que dei um jeito de a parar no meio. Com isso, vi claramente que em mim (e só posso falar por mim) existe uma clara orientação do desejo.

Não estou fechado a mudanças nessa orientação, mas sempre tive a impressão (e depois dessa experiência narrada, a impressão se tornou mais forte) de que eu precisaria nascer de novo para desejar um homem. Portanto, me parece que as mudanças descritas no post e nos comentários pressupõem uma orientação bissexual (ainda que não percebida antes).

Bom, mas o campo da sexualidade humana é aberto demais para permitir certezas estanques...

I.B.

Marcela disse...

Acho sensacional aquele comentário da Lindsay Lohan: "Eu não sou lésbica, a minha namorada que é!"

Anônimo disse...

Fefa, liga não. Tem umas roceira que se dizem feministas, é isso. Esmalte, penteado, maquiagem é coisa de gente esnobe da cidade. Nois veve no campo, na lida, uai. Lá num tem dessas coisa não. Basta um bainho e uma aguinha de cheiro e tá baum. Tipo grabriela, sacô?

Alex disse...

Acho que numa população mundial de 7 bilhões de habitantes a diversidade é imensa. Há pessoas que se percebem homossexuais desde muito cedo, como eu; com 07 anos de idade, os colegas do meu irmão, 05, 06, 07 anos mais velhos do que eu e na faixa etária dele, enfim, meninos entrando na adolescência, despertavam em mim uma coisa estranha, que eu não sabia direito o que era. Não era bem desejo sexual, já que eu, tendo 07 anos de idade, ainda tinha um corpo imaturo e por isso incapaz de manifestar a libido de forma inteira. E há pessoas que descobrem a homossexualidade mais tarde. Há também os bissexuais, que eu acho que são mais numerosos do que os homossexuais. Penso que, já mais velhos e maduros, muitos bissexuais conseguem deixar de lado suas barreiras à homossexualidade e então se permitem relacionar-se com pessoas do mesmo sexo. Eu acho que, na verdade, já nascemos gays, heteros ou bissexuais. Mas muitos bissexuais só conseguem deixar de lado suas barreiras às relações homoeróticas mais tarde. Tenho uma amiga hetero que tentou se relacionar com uma mulher. Ela disse que, apesar de gostar da companhia da mulher com quem teve um breve romance, sexualmente ela não se sentia satisfeita com essa ex. Já com os homens ela costuma não gostar tanto da companhia, mas se sente satisfeita na cama. Vai entender. Acho que você se esqueceu de levar em conta os bissexuais. Não que não exista quem descubra sua homossexualidade mais tarde. Mas eu acho que muitas dessas pessoas que se "tornaram" homossexuais, na verdade, são bissexuais que só conseguiram se livrar das barreiras ao homoerotismo e à homoafetividade quando estavam mais velhas.

Rê_Ayla disse...

Já fui "apedrejada" em grupo de discussão de gênero pela minha opinião... Mas lá vai:

Eu sou contra classificações - não concordo com essa coisa de classificar as pessoas em bi, hetero, homo e sei lá mais o quê. Acho que isso diminui demais a aceitação de tudo e que reduz as possibilidades de felicidade das pessoas.

Não me vejo como pertencente a nenhuma dessas classificações. Pra mim é melhor ser uma pessoa que gosta de pessoas. Hoje sinto atração por homens... mas e daí se amanhã eu tiver atração por mulheres ou árvores? Já experimentei sexo com mulheres porque tive vontade e daí? Isso me tornou lésbica? Ou me fez ser bi? Ou me tornei menos hetero? Sei lá... acho que classificações limitam demais o que podemos ser (e por ter essa opinião, fui acusada de querer negar a identidade alheia... oras, EU sou contra, mas não sou contra que os outros sejam a favor)

s@ndr@ disse...

Acho sensacional aquele comentário da Lindsay Lohan: "Eu não sou lésbica, a minha namorada que é!"

eu não sou héter@, meu marido é que é.

Perguntinha tola: por que não me interesso por TODOS os homens, só por alguns?

Anônimo disse...

Isso tudo, sem falar na "assexualidade", que sequer foi citada até agora em qualquer comentário (nem no meu, feito às 18h09). Realmente, somos muito plurais. E é de uma imbecilidade sem tamanho o imperativo que nos quer enquadrar em normas, em médias, na tal da aurea mediocritas (ou seja, na mediocridade do ouro).

I.B.

Anônimo disse...

Rê_Ayla:
excelente o seu comentário sobre a recusa -- para si mesma -- de uma identidade classificadora. Acho que uma postura como a sua não nega a identidade alheia, mas simplesmente acolhe a multiplicidade (de si mesma e das pessoas ao seu redor, mesmo daquelas que, como todo o direito de agir assim, façam da própria classificação uma importante questão identitária).
I.B.

Anônimo disse...

Desculpem o erro no meu comentário anterior. Quis escrever "com todo o direito de agir assim".
I.B.

aiaiai disse...

Eu acho que todo mundo pode mudar de orientação sexual quando quiser. Mas, só quando quiser. O que não pode é o pessoal querer impor, seja a família, a igreja, o médico, etc.

Acho que isso ocorre mais com as mulheres porque para o patriarcado ñ é tão horrível uma mulher se relacionar com uma mulher. Já homem com homem é "o horror, o horror". Por isso os homens tem mais medo do que as mulheres de assumir uma mudança de desejo.

Então, acredito que tem muito mais homem que chegou a um ponto da vida que quis se relacionar com outro homem e não o fez do que mulheres na mesma situação.

Como nós já somos discriminadas de qq jeito, fica menos difícil assumir que mudou. Eu acho.

Eu tive um caso de paixão por uma mulher quando era adolescente. Quer dizer, ela tb era adolescente. Éramos muito amigas e um dia a gente simplesmente sentiu vontade de se beijar. Naquela época - final dos 70 - e na minha turma - carioca - isso era bastante comum. Nem ficamos chocadas. Nós tínhamos namorados, mas naquele dia nos sentimos atraidas e nos beijamos. Foi legal. É uma lembrança bonita que eu tenho da adolescência. Não chegamos a namorar, mas continuamos amigas até o vestibular nos separar em faculdades diferentes.

Mais tarde tive uma experiência de relação a 3 com outro homem e uma mulher. Nós três éramos muito amigos, bebemos todas e começamos a transar. Foi ótimo. A amiga desse caso é minha amiga até hoje. Ela nunca teve relacionamentos com mulheres e é até um pouco preconceituosa.

Já eu não sou nada preconceituosa, tenho várias amigas lésbicas, me relaciono com elas, dou maior força quando precisam e luto, todo dia, para que esse preconceito ridículo e absurdo acabe. Meu lance, por enquanto, é com homens. Mas se um dia pintar um tesão por uma mulher eu vou me jogar. Tesão é tesão, né?

Alex disse...

Acho que as classificações são úteis, mas não esgotam a diversidade humana. Classificar as pessoas em homo, bi, heterossexuais certamente vai englobar um grande número de pessoas, mas certamente haverá quem não se enquadre em nenhum desses esquemas. Os assexuados, por exemplo. Acredito que existem pessoas que simplesmente não têm interesse sexual. E não se trata de pessoas doentes ou anormais, mas tão-somente de exceções aos esquemas majoritários. Somos 07 bilhões de pessoas, numa população mundial que ainda não parou de crescer. Dentro desse universo a diversidade é muito grande. Acho que o erro é usar as classificações para distinguir o normal do anormal, o doentio do saudável. Mas as classificações em si mesmas são úteis, ajudam a dar uma visão geral de um quantitativo muito grande de uma coisa qualquer, seja gente, seja flores, seja tanta coisa.

Anônimo disse...

aiaiai:
apenas para alimentar um pouco o debate, e porque fiquei curioso, gostaria de saber o que você entende por "quando quiser".

Pergunto isso porque eu não acho que as pessoas possam mudar a orientação sexual quando quiserem. Acho que elas até podem descobrir novos aspectos de uma orientação que já exista. Mas não acredito que possam mudar. Se isso fosse possível, pessoas muito religiosas, que querem "servir a deus" (sou agnóstico, mas sei que existem pessoas para quem a religião tem um papel importante na vida) e se veem em conflito porque se "descobrem" desejando alguém do mesmo sexo, poderiam mudar a orientação por quererem permanecer em comunhão com as suas próprias crenças. Por causa da existência (comum) desse tipo de conflito, é que fiquei curioso para saber o que você quis dizer com o "quando quiser".

I.B.

Anônimo disse...

Último comentário de hoje!

Alex:
concordo muito com o que você acabou de escrever sobre a utilidade das classificações (e a impossibilidade de elas esgotarem em si todo o espectro do humano).

I.B.

Anônimo disse...

"Como nós já somos discriminadas de qq jeito, fica menos difícil assumir que mudou. Eu acho." Na verdade, é bem o contrário... a lesbianidade é invisível na sociedade, porque a sexualidade da mulher é invisível tb, ainda. Somos objetos e não sujeitos. Duas mulheres morando juntas não causa espanto (como a Lola relatou), mas se duas mulheres se assumem enquanto casal aí vc verá a misoginia disparar em altos níveis. Porque essas mulheres estão declarando que sua sexualidade existe independente de um falo (numa sociedade falocêntrica). A sigla agora é LGBT justamente por causa disso: as lésbicas não existem. Então algo que nem tem a possibilidade de existir me parece mais problemático do que algo combatido o tempo todo (a homossexualidade masculina). Entende? Quantas vezes eu já ouvi bobagens do tipo "lésbicas são mulheres que não experimentaram um pinto". Nossa sociedade é absurda, se fala o tempo todo em sexualidade feminina e ao mesmo tempo não se fala nada. Nosso desejo não existe na cabeça de muita gente (inclusive mulheres). Enfim, acho uma violência muito grande a que as lésbicas sofrem, é como se elas fossem sempre amiguinhas,fala sério né?

Anônimo disse...

Hoje já consigo identificar lésbicas quando vejo uma. Demorou mas aprendi a ler os sinais. Idem com gays.

Anônimo disse...

É possível virar assexuad@?

Anônimo disse...

Só queria comentar a parte em que você diz que uma mulher ter experiências homossexuais não faz dela lésbica, sequer bissexual. Eu acredito muito nisso. Acho que as mulheres costumam ter uma sexualidade mais... diversificada. Falando por mim, nunca senti atração por mulher alguma, nunca experimentei, só sinto atração, fico e me apaixono por homens... e adoro me masturbar pensando em mulheres. Claro que a imaginação é outro assunto, a gente imagina muitas coisas que nem faria... Então, talvez a nossa sexualidade não seja assim tão restritiva, deve depender muito do momento e da curiosidade.

Anônimo disse...

Na minha opinião sim. Na verdade não sei se é virar, mas acredito que parte da nossa sexualidade é também cultural. Como você disse essa questão pode motivar o discurso homofóbico de que gays podem ser "curados", um absurdo. Mas eu acredito que muitas pessoas podem desenvolver a sexualidade de acordo com a cultura e educação e quem tem mais desejo por pessoas do sexo oposto pode passar a vida toda satisfeito assim. Ou não. Uma hora essa pessoa pode se sentir livre para viver um desejo que ela nem tinha percebido que tinha ou ter um desejo que ela não tinha. Não sei se estou sendo clara, mas aos 15 anos vi duas mulheres se beijando e senti nojo (conto isso com vergonha). Mesmo com essa idade eu mudei depois. Vivi muita coisa, conheci um mundo fora da casa dos meus pais e hoje acho isso a coisa mais normal do mundo. Se eu tinha sido educada para sentir nojo, como eu poderia sentir atração por mulheres? Quando minha cabeça mudou, minhas reações mudaram, meu sentimento mudou. Não me sinto sexualmente atraída por mulheres hoje, mas essa possibilidade não me assusta nem um pouquinho.

Carol disse...

Eu achei esse post muito interessante e é uma coisa q eu tbm sempre fico pensando, especialmente depois q conheci feministas radicais q dizem ser lésbicas por escolha política, sempre achei isso estranho pq pra mim tesão não é algo q vc escolhe, vc simplesmente sente...
E tudo isso me fez ficar pensando tbm: e o contrário? Um/a homossexual de vida inteira de repente começar a ter desejos hetero (genuinamente, e não por forçação de barra da sociedade/igreja/etc). Será q rola?

sex pistol disse...

Não sei se é possível virar lésbica, acho que isso já se manifesta na mulher e ela apenas decide vivenciar isso.Agora, em que idade isso rola, se é na adolescência ou a partir de uma experiência heterossexual que não deu certo, não é muito preciso.

Anônimo disse...

Eu também acho que a nossa sexualidade vai muito além dos conceitos que podemos criar.

Tem um blog muito bom que fala sobre assexualidade mas lendo eu aprendi muito sobre sexualidade também:
http://www.assexualidade.com.br/blog/

Edson disse...

Como já foi dito aqui a sexualidade é complexa, mas isso é um pouco ruim para aqueles que tem mentes pequenas, porque essas pessoas acabam achando que a sexualidade é uma opção e como vcs sabem não é.

Eu sou homem gay e nunca senti atração por mulheres e talvez nunca venha sentir, mas se um dia sentir atração por mulher sei que não será uma escolha/opção, e sim de uma forma natural.

Uma das coisas que mais me irritam é ouvir que ser gay é uma opção. Se fosse opção, muitos não optariam ser gay por causa do preconceito e sofrimento.

Panthro disse...

Nhé... Nem funciona assim. se você se sente atraída por mulheres, é lésbica. Se se sente atraída por homens, é hetero. Se varia, é bi.

A grande questão é que mulheres não são muito de sexo. É bizarro demais, mas é verdade. Eu tenho uma amiga que se apaixonou por uma menina. Ela não gostava do sexo com a menina, mas o resto compensava. Isso seria impensável pra mim, mas todas as mulheres com quem eu conversei concordaram que se encontrassem um parceiro romântico com o qual o sexo não fosse lá essas coca-colas abdicavam do sexo pra continuar com o parceiro.

Sabe deus o que vai na cabeça das mulheres. Não sei se é uma questão cultural essa de lidar com prazer sexual ou se é biológico mesmo. Porque homem se masturba até pra relaxar pra dormir, mas pra mulher tudo é tabu, tudo é travado, tudo é cheio de complicações mentais... Eu acho que é sequela de uma criação abusiva. E a menina que disser que nunca teve uma criação abusiva pense em quantos nãos levou quando levou quando era criança pelo simples fato de que menina não se comporta assim.

No final das contas eu acredito de verdade que por essas e outras que as estatísticas mostram que existem mais gays que lésbicas. Não que nasçam mais gays. Eles só são menos treinados pra abdicar do seu próprio prazer.

sex pistol disse...

Bom, dizem que o sexo para a mulher é subjetivo.

Bruna disse...

Estou um pouca cansada, mas não poderia deixar de comentar neste post.
De fato sinto que fui contemplada por diversas colocações, os comentários estão realmente muito interessantes!
Eu, gênero feminino, ocupante da prateleira hetero e uma pesquisadora da sexualidade humana (ainda que a pesquisa seja mais experimental - literalmente- do que científica, mas é também), gosto tanto deste assunto que poderia falar sobre isso dias.
Eu sou alguém que tentei ser lésbica. Tentar ser hétero nunca tentei porque essa parte já estava socialmente colocada de forma muito simples.
Casei-me com homens, namorei mulheres antes, durante, depois. Meu primeiro marido tinha certeza que eu "viraria" lésbica. De fato nada disso aconteceu.
Ao que vejo ainda há muitas confusões em diversos aspectos. Primeiro, para discutir sexualidade ainda temos que discutir gênero e a grande maioria das discussões de gênero são tão erradas e superficiais. Para além do biológico da sua identidade(s) há tantos poréns.
Eu gosto de brincar, brincadeira que não é brincadeira, que minha identidade de gênero é travesti. E gostar, bem, gostar eu gosto de homem, mas só de homens femininos, delicados e que preferencialmente discutam sobre esmalte (não poderia deixar de brincar com isso, mas é verdade).
Seria eu o oposto do sexo?
Não estou colocando aqui minha questão pessoal como desabafo nem procurando respostas. É só que eu acho que a gente ainda está vendo tudo isso errado.
Eu já acreditei que todos éramos bis e o meio ia nos levar para tal lado ou lados. Mas isso me soa tão ultrapassado e simplista também.
Nem nos relacionar, de fato, nos relacionamos! Vivemos simulacros de vida, simulacros de relacionamento. E quando alguém deita no teu peito e respira e você consegue vislumbrar um sussuro de que de fato há outra vida, que há vida, essa consciência vem com identidades de gênero e orientação sexual?
Eu entendo a necessidade de haver todas as denominações. Neste trânsito no mundo já fui muito mais militante, entendo bem tudo isso. Mas o ser, o tal do ser, aquele que pisca como um vaga-lume do outro lado do Atlântico, o ser não é nada disso.
Sempre gostou de homem e agora gosta de mulher? Vai fundo! Se achava gay e agora teve um amor hetero? Viva isso intensamente. Acha essencial militar contra as opressões contra gays? Milite, porque nós precisamos mesmo de vocês.
Da minha parte continuo aqui, meio Laerte, Meio Camille Claudel e muito Alexandra Kollontai. Meio dragão da sorte.
E acho lindo podemos discutir tudo isso, só falta uma grande mesa para nos sentarmos e vermos os olhos uns dos outros.

Luiz Flávio disse...

Post muito interessante, Lola - particularmente porque é palpável que ele nasceu de uma dúvida honesta. A coisa complicada da sexualidade como tema de discussão é que, ultimamente, a experiência dela é muito empírica. A gente só realmente entende o que vivencia na carne - e o que eu imagino é que existem tantas sexualidades quanto existem pessoas.

Eu sou homossexual - e isso é algo que é certeiro pra MIM. É uma coisa orgânica eu gostar de homens e não de mulheres, a ponto de eu não conseguir abstrair bem o que torna uma mulher atraente. Mas isso é só a minha vivência. Quando a questão é "será que podemos nos tornar de uma sexualidade diferente", se se trata de escolha, de genética, de sabe-se-lá-o-quê, não há uma resposta fácil. Acho que haja um aspecto genético - é meio difícil explicar de outra forma a minha experiência - mas acho que o certo é pensar que é nem santa, nem vitoriana, nem prostituta, nem libertina, mas todas ao mesmo tempo (ou seja, todos os fatores influem sem que seja possível dizer QUAL deles é o fundamental. Provavelmente porque todos são, em medidas que se alteram ao sabor do acaso). Agora, acho que é possível fechar o cerco contra a questão da tal cura gay simplesmente denotando que essa linha de pensamento é uma pressão contra a pessoa, contra sua integridade humana. Sexualidade não é doença, e tratar qualquer forma de sexualidade consensual e consciente como patologia é um atentado contra os direitos fundamentais do ser humano. Mais que uma questão científica, se trata de uma questão fundamental de manifestação da própria urbandade.

Anônimo disse...

Meu primeiro relacionamento homossexual foi na faculdade. Numa festa, a irmã de uma amiga me cantou, gostei da cantada e depois de alguns dias, transamos. Mas foi apenas sexo e gozei sim, maravilhosamente, gozei como costumava gozar com homens.Da segunda vez foi numa festa. Foi uma bela suruba na verdade e eu muito bêbada. Tinha usado maconha tb, e acordei numa cama estranha, nua, com mais duas mulheres e um homem. Nem me lembro o que aconteceu, mas deve ter acontecido tudo. Quando eu saía pra balada, eu priorizava os homens, mas não descartava de cara uma cantada feminina. Cansei de ficar com um cara, mas dava uma escapada pra receber sexo oral de alguma mulher no banheiro. É aí que eu sei que não sou lésbica: eu não consigo fazer sexo oral em mulheres. Não consigo, travo. Já tentei umas 2 vezes, mas as mulheres perceberam, riram e pediram pra eu parar. Beijo à vontade, mas não consigo usar minha boca pra dar prazer. Mas adoro receber sexo oral, ser penetrada com consolos, mas não consigo fazer isso com outra mulher. Ultimamente, tenho um caso com um casal aqui da minha cidade. Ela é juíza aqui e ele é procurador de um município próximo. No começo ela só queria ver eu e o marido transando. Agora ela já me beija, me toca, já tentou fazer sexo oral, mas ele não deixou. Nossos encontros são profundamente excitantes, volto pra casa exaurida. Mas feliz por não ter de fazer sexo com ela, só dela fazer sexo comigo. Será que sou uma lésbica passiva, isso existe?

Anônimo disse...

Vou compartilhar o modo como eu via as coisas, para explicar o meu envolvimento com mulheres. Cresci com a ideia de que deveria encontrar a minha alma gêmea (e permaneço com ela, para ser bem sincera), mas era muito, muito difícil encontrar a alma gêmea por perto. Até que um dia parei e pensei: pô, o que é uma alma gêmea senão uma pessoa com a qual você se sinta bem? Se já é tão difícil encontrar essa pessoa por aí, por que me limitar só aos homens? As mulheres não seriam capazes de nos fazer sentir tão bem quanto? Eu sei que isso pode soar um pouco estranho, porque muitas mulheres assumem não ter atração sexual por outras mulheres, como você, Lola, e eu não digo que tinha. Eu só... sei lá, me permiti. Tive um relacionamento de dois anos com uma mulher e, bem, ela não era a minha alma gêmea, mas eu tentei. Assim como agora eu estou tentando com um homem. Já tive uma época em que me assumia 'lésbica', mais pela pressão de pertencer a um grupo só de lésbicas que me olhariam torto se eu dissesse o contrário. Ainda me olham, por eu ter deixado de me envolver com mulheres. Mas e daí? Hoje eu não digo nada, nem lésbica, nem hetero, nem bi... o que isso importa? Nunca escondi das pessoas com as quais eu me relaciono a minha história, e penso que se uma pessoa não aceita que eu tenha tido experiências como essas, esta pessoa definitivamente não é a minha alma gêmea.

Veriana Ribeiro disse...

Oi Lola. Faz tempo que leio seu blog, e nunca havia comentado. Achei bem interessante o texto porque sou bissexual e recentemente uma amiga "se descobriu" também bissexual e foi perguntar pra mim se era normal ela, aos vinte e poucos anos só agora descobrir isso. E olha que ela é novinha.

Eu descobri que tinha atração por mulheres logo que entrei na universidade, por volta dos 18. Primeiro achava que era admiração, ai um dia conheci uma garota e senti desejo. Nunca passei pelas crises do "o que é isso e o que eu sou". Eu senti o desejo, da mesma forma que sentia com homens, identifiquei que sim, estava atraída, e tentei conquista-la. Com o tempo comecei a ficar com outras mulheres, assim como continuava sentindo atração por homens. Em alguns momentos ficava mais com um sexo do que outro, mas ambos sempre estiveram bem presentes na minha vida sexual e amorosa.

Depois que comecei a me denominar bissexual, fui rever quando isso começou e lembrei que desde muito nova, criança mesmo, eu achava o corpo feminino bonito. Gostava de ver mulheres peladas em revistas

Acho que numa sociedade que prega tanto o heterossexualismo é normal alguém que sente atração pelos dois sexos pender para o sexo oposto por um longo tempo. Vocês sente atração por aquele sexo, e ele é o considerado "normal", aí as vezes você fica tentando enganar, fingir ou ate mesmo ignorar a atração pelas pessoas do mesmo sexo. Ai você vai dizendo pra si mesmo que é só um grande carinho por aquela amiga ou uma enorme admiração por aquela mulher, e só depois com o tempo que você percebe que na verdade o sentimento é muito parecido com o que você tem pelos homens. Um pouco diferente do que quando você só tem desejo por um sexo. Mas essa é uma analise a partir da minha (curta) experiência de vida.

Luiz Prata disse...

Concordo, basicamente, com o que disseram os Anônimos de 11:06, 13:02 e 13:59, Bárbara, Niemi, Juliana Laet e Carol M.

Trata-se de algo mais fluido, como uma versão mais solta e menos classificativa da Escala Kinsey.
Por conta disso, acho que "virar" seja um termo equivocado ao pressupor uma duas condições estáticas com uma mudança entre elas. Parece-me algo mais fluido e aleatório do que isso.
Também não é "escolha", pois ninguém decide conscientemente se interessar por homens ou mulheres, simplesmente acontece. Mesmo dentro de uma mesma orientação sexual: tempos atrás conheci duas gêmeas idênticas e me apaixonei apenas por uma delas, sentindo pela outra apenas amizade.
Eu não decido "vou me apaixonar por Fulana", ou "por uma mulher com altura X, idade Y, cabelo Tal"; o sentimento, involuntário, pode me guiar para outra completamente diferente e inesperada.

Quanto ao que foi dito pelo anônimo de 13:57, que disse que "Agora vai dizer que um homossexual pode abandonar sua condição e virar hetero. O mundo cai na tua cabeça, vira homofóbica e perde até teu emprego. (...) mas esse seus discursos de mudanças de condicionamentos só é aplicável aos heteros, mas quando é o outro vc critica.", e sobre a preocupação de não dar munição para os homofóbicos, vai uma resposta/dica:
– Quando a "mudança" for de origem interna, do aspecto aleatório dos sentimentos ("O amor tem suas próprias razões") e se puder aplicar para a situação inversa, OK, beleza, sem problemas.
– Por outro lado, quando for de origem externa, pressão de algum grupo, seja da família, do trabalho ou da religião, temos um problema sério de homofobia, uma vez que a pressão e as "terapias" são sempre no sentido de homo para hétero, e têm uma conotação de "cura", "recuperação", considerando a homossexualidade como "errada" e "inferior".
Vale lembrar que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde e os Conselhos Federais de Medicina e Psicologia, homossexualidade NÃO é doença e não pode ser "curada". Qualquer tentativa nesse sentido é charlatanismo.

Lord Anderson disse...

Aiaiai (sempre imagino alguem chamando vc assim ao vico, rs)

eu discordo de que a homosexualidade feminina seja mais "chocate" para o patriarcado.

Acho que isso só ocorre com alguns casais femininos (jovens, "bonitas", "femininas") e ainda assim pq mexe com a tal fantasia da maioria dos caras acharem que esse casal pode virar um trio com ele.

Se formos ver, varias sociedades hiper machistas, como os antigos gregos, romanos e japoneses, colocavam tantas barrerias na convivencia entre os generos que o desenvilvimento amoroso entre os homens acabam sendo comuns.

E na maioria das vezes vistos com bons olhos por representam uma forma mais "avançada" da camaradagem masculina, sempre tão louvada.

Romance e sexo entre os samurais ou os guerreiros espartanos era considera bem superior ao relacionamento com mulheres, principalmente devido a elas serem vistas como inferiores.

Lord Anderson disse...

Que mimimi

Alguem esta com uma dor de cotovelo foda

Lord Anderson disse...

Hum, livros, leitura, uma das minhas paixões.

Leio avidamente desde os 9 ,10 anos, graças ao incentivo de uma professora otima que tive ,que me ajudou a ver todas as possibilidades infinitas que a literatura oferece.

Mas tb que livros fornecem conhecimento, mas não definem carater por si. É possivel ler muitos livros e ser completamente arrogante, a ponto de querer que tudo gire em torno de si. de querer ser o cento do universo.

É possivel até ser babaca a ponto de passar dezenas de post falando que ia embora de um blog, mas continuar voltando.

Mas, vamos ignorar tais coisas.

Foge do tema do post.

Vivi disse...

Gente na boa, será que a pergunta "é possível virar lésbica?" não está errada?
Sei lá, se a pessoa acaba ficando com alguém do mesmo sexo depois dos 30 ela ficou com alguém depois dos 30 e só.
Fico pensando se é assim que temos que definir as coisas...
Será que sexualidade não é mais ampla do que homosexual-bisexual-heterosexual?
Será que sexualidade é definida pelo que "pensamos" ou o que pelo que "fazemos"?
Estas são perguntas que temos qu responder

Anônimo disse...

Eu, como lésbica, só sei que já vi mulheres de todos os tipos.

Mulheres casadas e com filhos que tinham desejos sexuais por outras mulheres. Ou hétero que não tinha desejos sexuais por mulheres, mas que se apaixonou por UMA mulher.

É preciso separar sexo e sentimento.
Eles estão bastante conectados, mas em algum momento, algum deles vai prevalecer. E aí? Segue-se o instinto? Mas o instinto se confunde...

Cada ser humano é de um jeito, alguns mais fáceis do que outros. Mas basta tentar se sentir bem, seja qual for a "loucura" que for viver.

Camila Fernandes disse...

Lola, tem uma maneira engraçada de ver o assunto. Pense nisso como um problema de linguística, certo? Quando você diz "eu sou heterossexual" significa que você se sente atraída (e, consequentemente, se relaciona, se apaixona, etc) por pessoas do sexo oposto. Então, experimente dizer "eu estou heterossexual". Significa apenas que você está, hoje, em um relacionamento com alguém do sexo oposto. Ou que, sei lá, nesse exato momento passou um jogador de futebol na sua frente que te fez muito certa da sua heterossexualidade, nem que seja só por um minuto. Mas amanhã, quem sabe, não é?

Certo, a gracinha aí de cima foi só para mostrar que, na minha opinião, o problema está antes nos rótulos do que nas pessoas. Não é para levar a sério, viu?

"Agora falando sério"...
Quando Freud diz que todos nós nascemos potencialmente bissexuais, ele não quer dizer que todo mundo tem que se relacionar com homens E mulheres. Significa que existe a possibilidade de uma pessoa se sentir atraída tanto por um gênero quanto pelo outro, e isso é determinado durante a vida. Não concordo com tudo o que Freud escreveu (e a Psicologia mudou muito desde então), mas nesse ponto em acho que ele tem sua razão. "Potencialmente", a sexualidade humana não se restringe a mulher x mulher, ou mulher x homem.

sex pistol disse...

Porra, Black, tu voltou cara?
porra eu falei para tu relaxar e ficar de boa e você volta?!
Deixa o Lord A, na dele cara!
Você vai ganhar ainda mais antipatia da galera, qual é o ponto disso?
Ele vai ficar com a mesma opinião dele e você vai continuar se desgastando.As pessoas não são o que você quer que elas sejam, desiste cara e aceita!
Porra, não existe imposição de pontos de vista, cada um aceita o que lhe convém.É perda de tempo você continuar enchendo a caixa de comments,ninguém vai parar para te rebater, pelo simples fato que você se mostrou incompatível emrelação a convivência com a galera do blog.Tu já fez tua escolha, agora deixa o fluxo seguir.
Eu tô de boa aqui, o post que eu não concordo, simplesmente passo ligeiro e nem comento, não rebato comentaristas mais agressivos, e pulo comments que não me agradam!
Isso é ter maturidade para conviver dentro de uma comunidade, mesmo que virtual!
Vá para uma comunidade ou blog onde você se sinta a vontade, para evitar esse tipo desgaste, e segue sua linha!
Fica na paz aí...

Djla disse...

...''Depois que, se quisessem, elas são lindas e inteligentes e provavelmente conquistariam qualquer cara que quisessem''

Desculpa,leia seu blog há um certo tempo nunca comento mas dessa vez me deixou assim meio passada essa afirmação.
Em qualquer opção sexual existem pessoas feias e burras.( lógico que o conceito feiura pode ser discutido) Ser lésbica não significa ser linda e inteligente.
Me parece que vc fiz quiser fazer um elogio e perdeu a mão.
Eu vivo muito no meio gay então posso falar com certeza mesmo.
Fora isso ótimo post.

Anônimo disse...

Acompanho este agradável blog há algum tempo e hoje me surpreendi de maneira muito positiva considerando ser tema novo por aqui.
Ao meu ver ninguém vira lésbica. A descoberta da homossexualidade é um processo inerente ao autoconhecimento.
Isso significa dizer que a sexualidade, no sentido mais amplo possível, é um dos inúmeros campos a serem investigados por aquele que se propõe ao autoconhecimento.
Ninguém vira lésbica ou se mantém neste "status" por puro condicionamento cerebral como se fosse possível a auto programação para olhar para esta ou aquela pessoa. Normalmente se inicia este processo quando se presta atenção para onde o cérebro costuma enviar os olhos a despeito dos padrões sociais. [risos]
Infelizmente vivemos em uma sociedade predominantemente machista em que até mesmo a "classificação" lésbica acaba sendo consequência de um conceito que mantém a figura masculina no centro das atenções, exemplos: é lésbica porque não gosta de homem; é lésbica porque nunca teve um homem de verdade; é lésbica porque se decepcionou com os homens ou ainda porque seu homem se foi e blablabla...
Não! não se vira lésbica por esse ou aquele motivo...em verdade o que ocorre é a alforria absolutamente subjetiva de se permitir buscar uma pessoa que preencha ausências, supra necessidades, compartilhe objetivos, sacie desejos... quando a pessoa é encontrada, se torna objeto dos tantos e tantos "afetos soltos" que por muitas vezes assim permanecem por puro recalque.
E é tão simples entender porque uma mulher, após 30 anos de relação amorosa com um homem, passa a se relacionar com uma outra mulher e a perceber sexualmente a figura feminina. É como o efeito da música...
Existe um momento específico da vida de todos nós em que o rock, por exemplo, embala as aventuras juvenis "pseudo rebeldes" trazendo a sensação latente de vida pulsando nas veias... depois de alguns anos a maturidade prefere ouvir, por exemplo, uma boa MPB para esquecer as tantas contas a pagar e dia cansativo do trabalho.
Não quero dizer com isso que ser lésbica é sinal de maturidade [risos]. Isso seria minimamente idiota.
Quero dizer apenas que o detalhe mais bonito no presente momento acaba contagiando todo o resto. Assim as outras tantas coisas se tornam muito mais lindas.

Não se vira lésbica.
Na verdade a mulher se descobre lésbica quando percebe que seus "afetos soltos" repousam perfeitamente em outra mulher.

[sofia ns]

Camila Fernandes disse...

Lola, um adendo. Você diz que se pensarmos que a orientação sexual é uma escolha, abrimos espaço para a ideia de cura, de mudança, e uma série de preconceitos. Entretanto, o outro lado também é complicado. Se entendemos que é algo nato, que não dá para mudar, fica aquela coisa de que a pessoa tem que ser aceita porque, coitada, "não é culpa dela", "ela nasceu assim". Parece que é um grave defeito, mas a gente faz vista grossa porque não tem outro jeito. Talvez isso promova mesmo uma aceitação maior, porém, pode ser usado para ainda inferiorizar a pessoa, vitimizar, entende? Fica aquele ar de que o mundo está fazendo o favor de te aceitar por que você nasceu com um probleminha, mas tudo bem.

O fato é que, independente da razão, quem acha que ser sair do padrão heterossexual é ser uma aberração sempre vai arrumar argumentos. Seria ótimo se as pessoas simplesmente aceitasse a sexualidade alheia (ou pelo menos ignorassem e fossem cuidar da própria vida, já estaria de bom tamanho) sem ter que ficar procurando um motivo, uma explicação para isso.

Achei que esse acréscimo cabia aqui, pois eu mesma não tinha pensado na questão assim até um amigo militante me dizer isso.

sex pistol disse...

Porra, cara
Carai, velho...
Se acha que tá errado faz um blog seu e junta gente para comentar na bagaça, fazendo contraposição de idéias, caso você ache que tenha razão.Fazer isso aqui não adianta nada.

Dri Caldeira disse...

Gente, eu acho possível sim, depende de diversos fatores, sei lá se tô falando bobagem, até da carência da pessoa. Mas tenho uma coisa a dizer p/ black dhalia:
BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ...BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ!! BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ, BLÁ-BLÁ-BLÁ, BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ!!!

Camila Fernandes disse...

Gente, saindo completamente do assunto, não tem um grupo de discussão ou chat do blog da Lola, não? Tem tanta gente aqui que eu adoraria trocar ideia! Sem congestionar a caixa de comentários do bloguinho, claro.


:D

lola aronovich disse...

Gente, muitíssimo obrigada pela paciência pra todas as minhas dúvidas e por compartilharem tantas experiências aqui no blog. Estou amando os comentários, de verdade. E aprendendo demais com vcs, pra variar. Acho que hoje os trolls até deram uma folguinha, ou foi impressão minha?
Claro, tem o cara que, por discordar de alguma opinião, já vem duvidar do meu doutorado... E tem o Black Dahlia. Ai, que preguiça de mascutroll carente! Sex Pistol, já que foi vc que trouxe este demente pra cá, por favor, faça o favor de levá-lo pra longe. Explique pra ele que há vários blogs mascus que ele tanto adora onde ele pode comentar à vontade, inclusive falando mal de mim e dos comentaristas daqui, se quiser. Mas ficar vindo aqui pra vomitar essas besteiras é muita idiotice.


Camila, não se acanhe em conversar com as outras pessoas por aqui mesmo! Adoro ver as ideias que vcs trocam. Só seria melhor se não houvesse tantos anônimos. Gente, abram uma continha no Google, criem um avatar! Aí fica mais fácil papear!

Dri Caldeira disse...

Eu às vezes me pego pensando em determinada lésbica, em como seria se fossemos eu e ela, um casal... mas daí vem essa minha chatice, essa minha "caldeirada" e eu vejo que homo ou hétero, eu não tenho muita paciência pra relacionamento.

Luara Tanuri disse...

É possível virar lésbica? acho q ñ. assim como tb ñ é possível virar hetero ou gay, pq esses rótulos são ilusões. "o amor gosta d mudar, gosta d se dar e pode aparecer onde ninguém poderia supor", diz uma letra da Adriana Calcanhoto. É possível p alguém q sempre se relacionou com homens se permitir uma relação d troca amorosa e sexual com uma mulher, pq ñ? isso ñ é virar lésbica (p uma mulher) ou virar hetero (p um homem), isso é sexo e pode ser amor tb, poderia e deveria ser mais simples.

Clara disse...

Aproveito o relato da 20:59 e pergunto: por que estar bêbada é uma condição recorrente quando se trata de sexo casual homo, bi, surubas e que tais? Quem nunca ficou ou ficará bêbada, como eu, tem chance de experimentar algo parecido ou sem chance, porque sem muito álcool na lata não acontece nada?

Anônimo disse...

lola, adorei seu post! vou deixar meus dois centavos aqui... apesar de ser engenheira, adorar assistir futebol, gostar de dirigir, odiar fazer compras e não fazer as unhas, rs, eu sempre gostei mesmo de homem. uma época percebi que era homofóbica e comecei a frequentar lugares gays pra (desculpe o termo, mas é isso) me acostumar com a coisa. eu queria ver casais gays, o que até então era fora da minha realidade, até achar que é uma coisa normal. e hoje acho normal :) bom, nessa época, pensei 'por que não?' e beijei uma menina. não achei graça nenhuma e cheguei 'a conclusão que não era a minha praia. beleza. fast forward uns cinco anos - faz uns 4 meses que entrei no armário! de repente comecei a ficar com uma grande amiga, e além de admirar ela muito (não é a toa que ela sempre foi amiga), gosto muito dela também. brinco com ela que ela me tirou do bom caminho :) não sei no que isso vai dar, se vou me apaixonar e vamos namorar e casar e viver felizes para sempre - mas de qualquer forma, me parece uma coisa que pode acontecer com qualquer um - tipo assim eu me apaixonar de repente (deus proteja!) por um pagodeiro :) não conheço todos os pagodeiros do mundo, só sei que não me apaixonei por nenhum até hoje. mas nesse mundo com 7 bilhões de pessoinhas, como é que garante? :)

g.s.s. disse...

Uma coisa que me ocorre, e sei que é algo que alguns psicanalistas concordam, é que o ser humano na verdade é bissexual. Vou falar do meu caso, pois apesar de viver há anos em uma relação heterossexual, eu já tive amores platônicos por algumas meninas no decorrer da minha vida. Já senti muita atração, apesar de não ter concretizado um envolvimento real. Hoje sinto que isso não me é tão comum, até pq sou bem apaixonada pelo meu namorado, mas na adolescência eu tive paixonites tanto por meninas quanto meninos. E cheguei a conclusão de que tenho atração pelas pessoas, pelo que elas são e representam pra mim, e que isso vai muito além das questões de sexo ou gênero. Acho que a sexualidade humana é muito, mas muito mais flexível e inconstante do que comumente se pensa. Claro, existem pessoas que tem a orientação muito forte para o homo ou hetero. Mas existem também muitas pessoas em que essas questões são mais abertas, de momento, gente que ao se sentir atraído ou apaixonado por alguém, vê algo muito além do sexual. Rotular a sexualidade humana é um grande problema, na minha visão não se pode cercear a possibilidade de mudanças no desejo sexual e afetivo humano. A bissexualidade ainda é algo que muita gente acha absurda e não consegue compreender, talvez até mais do que a homossexualidade. Tem gente que acha que o bissexual só age por modismos, só finge que gosta de todos pra aparecer, coisas assim.

Anônimo disse...

Clara - no meu 1º sexo feminino, eu estava sóbria. No 2º, não bebi pra enfrentar a suruba, estava bebendo pq era uma festa e com certeza o fato de estar bêbada fez eu aceitar participar de uma suruba. Isso não é uma coisa q a maioria das mulheres com 19 anos estejam acostumadas a fazer, eu acho, desde que não sejam usadas como escravas sexuais por seus pais. Cada besteira que a gente é obrigada a responder, viu?

Dri Caldeira disse...

E outra: como saber entender que uma determinada atração que eu possa sentir por uma mulher é passageira?

Dri Caldeira disse...

Lola - não entendi pq lésbica usando esmaltes te aborreceu. Existe alguma impossibilidade em ser lésbica e sentir-se feminina? Agora fiquei mais confusa...

Dri Caldeira disse...

6ª feira, todo mundo sai e abandona o blog... que coisa.

Ellen disse...

Dri Caldeira
você nao é casada com um sargentão?
Ou já deu umas porradas nele e se separou?

nina disse...

Bem, Lola. Acho - com tudo que vem com um achismo - que até a forma como nos vemos em relação a nossa sexualidade pode ser fruto do meio. Não algo do tipo 'influência dos amigos, da mídia', essas baboseiras. Mas como vestir, comer, e outras formas de comportamento. Se a construção social condenou por séculos os homossexuais, acabamos por tornar 'normal' o heterossexual, o homem+mulher. Mas e se nossa sociedade privilegiasse o relacionamento homossexual, como algumas sociedades antigas fizeram (guardadas as proporções, já que em algumas só era admissível o relacionamento entre homens do mesmo status social, porque mulheres eram seres inferiores)?

Não sei, talvez estejamos só entrando num momento em que as pessoas tem alguma liberdade pra experimentarem.

LisAnaHD disse...

Gente, a Ellen De Generes é conhecida no Brasil? pois ela é garota propaganda da Cover Girl... maquiagem.

Olha, Dri, com suas caldeiradas e tudo o mais, tenho cá comigo que vc nunca ficará sozinha na vida seja homo ou seja hétero vc é pra viver em parceria.

Anônimo disse...

hm! eu acho que a gente não vira lésbica nem vira gay ou hétero. eu acredito em gostar de pessoas. desde muito cedo, senti tesão por mulheres (sou uma) e por homens. lembro até hj da minha professora de primeira série ainda qdo eu tinha 6 anos. senti tesão por ela. e, graças aos céus, eu achava que isso era natural e não abafei isso em mim. cresci tendo tesão por pessoas, homens e mulheres. isso nunca foi realmente uma questão pra mim pq eu achava que todo mundo era assim. era mais fácil até antes de minhas amigas começarem a namorar. depois disso, passei a entender que eu era meio diferente. mas aí minha personalidade já tava formada.

sempre atraí mulheres. sempre! e sou super mocinha, freeeeeeesca demais com certas coisas. ou seja, aquele estereótipo da lésbica macho não poderia ser o motivo de eu atrair tanta mulher. eu acredito qeu seja algum jeito de eu me mexer, me comportar, sei lá. curiosamente, atraio muita mulher que se achava hétero até então (uma disse que eu era perfeita, mas que meu único defeito é que sou mulher hahaha). hahahah. mandei algumas pro psi.

mas uma coisa é interessante: as meninas sempre se abraçam, se beijam, mandam recados dizendo que amam, andam de mãos dadas. como falei acima, só mesmo qdo a questão sexual mais adulta surgiu é que isso ficou mais claro em mim e pra mim. tanto é que demorei um mês pra entender que eu tinha uma namorada na primeira vez (eu já era adulta). os outros descobriram antes de nós. comentaram, ela me contou e eu pensei:"gente, eles têm razão". a gente namorava no início ainda sem o sexo! bem início de namorico até virar namoro.

demorei um pouco pra ter algum relacionamento com mulher, mas beijei algumas que se mostraram interessadas. e aí fui vendo que tbem gostava disso. a pele macia, a boca, sei lá. ao mesmo tempo, sempre fiquei com caras.

na minha cabeça, acho que são gavetas diferentes. eu sinto preconceito qdo eu fico com mulher e depois volto a ficar com homens pq as meninas que só ficam com meninas me acham meio que traidora do movimento. ou acham que eu fico com homens pra mostrar pra alguém. eu acho que minha sexualidade é flutuante. eu não decido nunca o que eu quero ser. de repente, me vejo atraída por alguém e é isso. e tbem não gosto de ficar com uma mulher e um homem ao mesmo tempo. já fiquei e vi que não é por aí. muitos caras já ficaram excitadíssimos qdo souberam dessa minha bissexualidade pq acharam que seria festinha com duas mulheres pra sempre. e não é. pra mim, não é.

mas uma coisa que eu queria dizer é que minha atitude muda se fico com mulheres ou com homens. é louco, mas fui reparando: minhas mulheres sempre foram fortes, seguras, inteligentes, até meio gordinhas e um pouco mais novas ou da mesma idade que eu. eu agia com elas com muita segurança, mais pegada e meio que enchia o peito ao lado delas. já homens... sempre são BEM mais velhos que eu e eu me sinto numa posição de ser cuidada. enfim, isso não é problema pra mim (tanto é que, qdo namorei mulheres, beijava na rua, andava de mão dada e nunca sofri preconceito e nem pensava no assunto), mas um dia ainda vou pra um psicanalista pra ver se alguém me explica essa diferença... [e, não, nenhuma se parecia com minha mãe!]

resumindo: eu não virei nada. eu nasci assim, com uma sexualidade flutuante. e, ah, não costumo me definir como bissexual. talvez por eu achar tudo natural, me sinto igual às minhas amigas héteros. nunca senti necessidade de me denominar alguma coisa diferente das minhas amigas. eu esqueço que sou diferente delas na sexualidade... se alguém pergunta, eu costumo dizer que eu sou eu, prazer. mas, se alguém quer explicação, digo basicamente o qeu disse aqui.

LisAnaHD disse...

LoLa, e nada ainda da Vanity Fair? droga... a capa deste mês tem 4 mulheres, todas de branco (me parece)... vi no supermercado... peguei a revista pra checar pra te mandar... custa 6 dólares e meio pesadinha pro correio... botei de volta na prateleira. Queria tanto que sua assinatura já tivesse desencalhado e chegado aí a primeira revista! -- Você vai postar sobre o evento em Jacobina, BA? tem vídeo pra gente ver?

aiaiai disse...

para o I.B. que pediu p explicar melhor o "quando quiser": específicamente, estou querendo dizer: quando tiver desejo sexual/amoroso. To falando de tesão e de paixão, não de "alinhamento com a religiosidade". No mais, acho mesmo q o mundo seria melhor se cada um pudesse exercer o seu tesão sem se preocupar com o que os outros vão pensar e, claro, se os outros tratassem cada um de sua própria sexualidade sem interferir na de ninguém.

Lord, acho que eu não fui muito clara nesse ponto, mas o que quis dizer é que é menos chocante para a própria pessoa. Para o resto do mundo é ainda, infelizmente, chocante uma pessoa ter um relacionamento homossexual. Eu acho que é mais fácil para uma mulher se aceitar lésbica do que para um homem se aceitar gay.
Uma mulher já é levada a se sentir inferior de qq jeito na sociedade patriarcal. Então, já sofre a discriminação...um pouco mais - sendo lésbica - não é uma grande mudança na vida pessoal. Ainda mais se o desejo for grande.
agora, para um cara é mais difícil ele largar a posição de privilegiado, de dominante, de todo poderoso que a condição de hetero lhe dá.
Concordo com você que o preconceito contra lésbicas é total e irrestrito. Eu conheço muitas e sei como elas sofrem. Até eu sofro só por ser amiga delas. Já teve gente me dizendo que eu não deveria andar sozinha com lésbicas...tipo "vão pensar q você também é". Eu rio para não chorar.

Antonio Coyote disse...

Lola, querida, adoro seu blog etc e tal, bora pular essa parte?

Acho que uma coisa importante que você poderia tratar (se já não tratou, eu não sei, não acompanho seu blog desde o começo) é a diferença entre HOMOSSEXUAL e HOMOAFETIVO.

Claro que existem estudos sobre isso, as ciênciais sociais e biológicas já desvendaram muitos aspectos da sexualidade humana que simplesmente não são divulgados como informação de interesse público por decisões midiáticas e políticas. Mas é meio como se:

HOMOSSEXUAL/HETEROSSEXUAL/BISSEXUAL/PANSEXUAL/ASSEXUAL = orientações sexuais, pelo que você sente desejo e (em quase todos os casos) com quem você transa ou gosta(ria) de transar.

HOMEM/MULHER/TRANSGÊNERO/ANDRÓGINO = identidade de gênero, tem origens biológicas e psicológicas mas tem mais a ver com sociedades, sejam elas tribais ou capitalistas.

HOMOAFETIVO/HETEROAFETIVO/BIAFETIVO/PANAFETIVO/ANAFETIVO = por quem você se apaixona, com quem você se relaciona e quer constituir uma família ou coisa assim. No Brasil não há muita informação, mas bsata procurar por homoromantic/heteroromantic que você encontra informações mais precisas.

Claro, isso se relaciona com o Kinsey em vários aspectos (como a própria possiblidade de nossa orientação sexual mudar), mas são descobertas mais recentes. É importante esclarecer, pois no Brasil é permitida a união civil homoAFETIVA que, embora na maioria esmagadora dos casos se refira tambem a homossexuais é uma aliança/união baseada no afeto em seus termos estritos.

Sei lá, acho que informação nunca é demais nesse mundo tão confuso em que vivemos. Claro que pra mim é mais fácil dizer "eu sou eu" do que dizer que sou um homem bissexual heteroafetivo ou coisa que o valha, mas já é uma afirmação mais complexa, mais condizente com todos os espectros da pessoa.

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Christina disse...

Na minha humilde opinião, é possível não apenas virar lésbica e homens virarem gays, mas gays virarem hétero e todas as outras possíveis combinações. Acho que nossa sexualidade é algo dinâmico por natureza e só não o é na prática, porque nossa sociedade não permite. O caminho que um homossexual trilha para assumir sua orientação sexual acaba por ser um caminho sem volta. E dúvidas não são permitidas pela sociedade.

Dri Caldeira disse...

Ellen - não sou casada não. Ele é um namorado especial. Mas casar de novo, dormir, acordar, todo santo dia, não aguento mais não. E peraí, ainda que eu fosse casada, eu não poderia me sentir atraída por uma mulher? Não fico paquerando mulher pq nem sei como fazer isso e vou confessar: teria vergonha, pq como nunca fiz, ficaria forçado e eu poderia fazer uma pessoa muito legal passar rídiculo. E pro seu governo, o sargentão ontem tava de serviço. Mas hj NÃO!!

Dri Caldeira disse...

LisAna - sim, eu pelo menos conheço Ellen DeGeneris, ela substituiu a Oprah no programa diário que o canal GNT passa aqui. Adoro ela. Não é tão inteligente feito a Oprah, mas ela compensa no humor. Nem me lembro que ela é lésbica e é casada com a atriz Portia de Rossi.

Dária disse...

Acho que tem vários aspectos de nossa sexualidade que só aprendemos com o tempo... não me parece que se "vira lésbica" exatamente, mas que, talvez, a maioria das pessoas sejam em princípio bissexuais, e tenham mais uma preferência do que uma orientação sexual exatamente. Já ouvi de um amigo gay, que se identifica como tal, que foi por um tempo apaixonado por uma mulher, uma colega de curso. Acho possível! Embora 95% de suas relações tenham sido com homens, seria possível simplesmente se descobrir atraído por uma mulher. Não me parece absurdo! Da mesma forma não me parece absurdo que eu - mulher e auto-identificada como hétero - tenha 100% das minhas relações com homens, um belo dia me sinta atraída por uma mulher.
Para mim é quase como aquele amigo que vc via como um irmão, mas um dia... um clima, um gesto, uma palavra, um toque... algo fez nascer um desejo de uma forma que não conhecia.
Se me identifico como heterossexual é porque num primeiro olhar são os homens que me atraem, são por eles normalmente que nutro um desejo puramente físico, mesmo sem conhecer. Talvez ser hétero signifique apenas que pruma mulher me interessar demandará um esforço maior do que para sua versão masculina.
Lembro de um post que comentaram sobre meninas que beijam outras em boates, em tom de crítica, como se quisessem aparecer. Tenho em mim a sensação que nem sempre querem, que dançar com uma amiga e embarcar em brincadeiras, em piadas de duplo sentido, em provocações, pode despertar nossos desejos.
Acho que as mulheres, por criação, por ter relações mais íntimas com amigas, por compartilhar com estas suas curiosidades juvenis, mais facilmente se abrem para experimentar ainda que comumente se interessem por homens. Assim como estas mesmas relações íntimas faz com que as vezes não percebamos uma atração nascendo com uma amiga querida, e só notemos com o tempo, com a maturidade, com o descobertas e autoconhecimento.
Seria mais difícil para nossa sociedade que um homem passasse pelas mesmas experiências, apenas isto.

poetisa disse...

OI lola, vc xó esqueceu de se questionar, ou dizer uma coisa, q escrevo pra vc.
Já parou pra pensar que muitas mulheres antes de se assumirem plenamente como lésbica, ou sairem do armario é por conta da familia, e que muitas (como foi meu caso até os 23 anos) ficou com homens pra que a familia nao desconfiasse..
Bjs

Carolina disse...

Lola parabéns por seu blog, gosto muito de ler seus posts!
Segundo o desenvolvimento psicossexual a orientação sexual será formada até os 6 anos da criança. Mas devemos pensar que temos uma cultura muito forte que determina ser homem com desejos estritamente masculinos e ser mulher com desejos estritamente femininos. Acredito que por isso muitas pessoas 'guardem' sua orientação sexual no inconsciente para num determinado da vida torná-lo consciente e ativo. E o mesmo acredito que aconteça aos homens gays...
As terapias de conversão são proibidas, apesar de existirem no Brasil dentro de igrejas e ilegalmente. Nos EUA elas são legais. Mas o que acontece é que essa pessoa submetida a conversão vai viver para o resto da vida controlando seus desejos por pessoas do mesmo sexo, semelhante ao que acontece com um dependente químico. Será que essa pessoas conseguirá ser feliz? Tenho minhas dúvidas!
Bem, acho que para ajudar no entendimento dessas situações adversas relativas a orientação sexual podemos usar a Escala Kinsey, que possui 7 categorias:
0 - exclusivamente heterossexual
1 - predominantemente heterossexual, apenas eventualmente homossexual
2 - predominantemente heterossexual, embora homossexual com frequência
3 - bissexual
4 - predominantemente homossexual, embora heterossexual com frequência
5 - predominantemente homossexual, apenas eventualmente heterossexual
6 - homossexual
7 - assexuado

Concordo com o leitor que diz que a sexualidade humana é muito mais complexa do que podemos imaginar. Realmente é... nisso já sou mestre e ainda não há respostas para várias perguntas que tenho!

Bjos, Carol.
www.blogsexualizando.blogspot.com

sex pistol disse...

Bom, comentando sobre o post: eu acho que não deveria existir rótulos para designar uma pessoa sexualmente, tipo a pessoa é gay, hétero, bi... acho que isso reforça ainda mais categorizações e diferenciações em nossa sociedade, favorecendo preconceitos.Acho que cada pessoa deve exercer sua sexualidade e seus gostos e se abster de rótulos para descrever sua sexualidade.

sex pistol disse...

Acredito que isso seria uma visão mais libertária da sexualidade e a pessoa seria realmente livre para exerce-la do modo que desejar.

Anônimo disse...

Eu desde pequena me excito horrores com foto de mulher pelada (meu padrinho tinha playboys no cesto do banheiro, escondidas por baixo dos gibis). Até hoje nunca tive uma experiência sexual com outra mulher, mas morro de vontade. Só não vou atrás porque pro meu namorado, eu me relacionar com outra mulher seria tão traição quanto se fosse com um homem.

E também nunca me apaixonei ou tive vontade de ter um relacionamento sério com mulher, apenas com homens. Inclusive, a esmagadora maioria dos meus amigos são homens, e sempre que eu entro num emprego ou curso novo, em pouco tempo viro "bróder" dos caras. Acho que é questão de identificação, mesmo.
Mas fantasio um monte com sexo com mulheres, e assisto bastante porn com femmes transando. Mas pornografia boa, em que as duas realmente parecem sentir prazer uma com a outra. Quando eu vejo que o negócio tá meio forçado já caio fora.

Outra coisa engraçada: eu não gosto de dykes (as "machinhos"), só femmes. E não gosto de homens magrelos e delicados, prefiro os gordos-fortinhos ou musculosos, com coxas e braços grossos e fortes, de preferência barba. Às vezes me sinto meio mal como feminista por curtir esses esteriótipos tão mainstream, mas fazer o que...

Anônimo disse...

Olha, meu percurso foi o contrário, vivi muitos anos com uma mulher e depois com um homem. Para mim foi uma questão de amor mesmo (para os religiosos deve ser sem vergonhice)eu sinto que posso amar e posso me relacionar sexualmente com um ou outro, não o faço ao mesmo tempo, nunca vivi relacionamentos abertos, mas o gênero da pessoa não importa, por muito tempo até pensei que fosse só mulher mesmo, mas depois vi que não importa e acho até estranho que não seja assim para todo mundo. E hoje vou optar pelo anonimato, gostaria de explicar mais aqui as razões, mas preciso ir. Adorei a temática, evidentemente, infelizmente não pude ler os comentários.
Abraço

Anônimo disse...

Sou a anônima das 12:51
A escala de Kinsey é excelente, acho que é o mais próximo de explciar a minha sexualidade. Esqueci de citá-la no meu comentário.

Acho que no fundo o sex pistol tem razão.

Se você andar por aí em blogs gringos, vê que as pessoas estão pirando demais com classificações.
Genderqueer, asexual, demisexual... precisa disso?

- Lyanna

Anônimo disse...

Nasci mulher, Sempre fui muito "sexual", desde cedo me relacionei fisicamente com outras pessoas. E, desde criança, sabia que gostava de meninos e meninas (como a música de Legião). Só que a partir da adolescência fiz minhas escolhas, não namoro com mulheres, apesar de sentir mais tesão por elas. Sou bi? Ou serei lesbica por preferir sexualmente mulheres? Ou hetero por só me relacionar amorosamente com homens? Isso envolve muuuito mais do que com quem você transa ou quem você deseja.

J.

Anônimo disse...

lyanna, pois é. pra mim e pra minha vida, não preciso de nada disso. e seria bem melhor que as pessoas se vissem como pessoas que têm características individuais. só que eu acho que, exatamente para que se possa falar disso, as pessoas criam as denominações. acho que são atalhos para que se possa discutir uma ideia já embutida nas denominações. pra minha vida pessoal, dispenso tudo isso. mas reconheço a importância de que essas denominações existam pq, pra uma coisa existir, principalmente pra quem não sente isso na pele, talvez as denominações sejam bem importantes...

LisAnaHD disse...

Recomendei em outro post, algum tempo atrás, agora cabe perfeitamente bem para o assunto de que trata esse novo post.

"O Poço da Solidão", da escritora inglesa Radclyffe Hall. Romance publicado em 1928, tem como tema o amor lésbico. O livro segue a vida de Stephen Gordon, uma mulher da classe alta.
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Well_of_Loneliness

Eu li esse livro há mais de 15 anos... o encontrei jogado no chão, quase despedaçado, sob uma prateleira de livros num sebo lá pelas quebradas da Av. São João com a Alameda Nottman, em Sampa City... e o livro, dado o estado, nem me foi cobrado.

LisAnaHD disse...

e pra quem achar MIXURUCA o texto da Wikipédia, cujo link postei, basta optar pelo texto em inglês e terá uma riqueza de informação... que logo mais poderá fazer parte da sua educação... formação.

Anônimo disse...

Nascença ou escolha? É o tipo de dualidade que provoca falsas polêmicas e não ajuda a compreender melhor as questões postas para as maneiras de se relacionar sexualmente na contemporaneidade. É preciso tomar mais cuidado com os constantes dualismos vazios dos quais muitos "rebeldes" partem.

Caracala disse...

teste,

mudei meu nick para Caracala.

Sex pistol

Caracala disse...

Vai ficar como Caracala mesmo, não consegui alterar o nome de meu perfil.Logo, sex pistol sai e fica Caracala

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Pra mim sempre pareceu que existem homossexuais que já nascem assim e pessoas que são bissexuais, que por condicionamento acham que sentem atração somente pelo sexo oposto e um dia descobrem que pessoas do mesmo sexo também as atraem. Também acho que às vezes ocorre a questão da fantasia.
Eu sou hétero, sinto atração sexual por homens, é por eles que sinto o tal "amor romântico", mas já me aconteceu algumas vezes de me sentir atraída, de alguma forma, por algum corpo feminino. Ficou só no plano das ideias e não sei se no mundo real eu realmente teria vontade de prosseguir na vida real.

Anônimo disse...

Para aiaiai:
Acabei de ler sua resposta. Eu é que tinha entendido mal o seu ponto, então. Você não se refere a mudar a orientação sexual pela ação da vontade (ou do querer), mas buscar uma prática diferente em razão do desejo (anterior, portanto). Agora entendi... Obrigado.
I.B.

Anônimo disse...

PAREM DE ACHAR QUE É A LOLA NOS GUEST POSTS. Meu deus, isso me irrita profundamente. Vocês não sabem ler? Antes de começar o post ela sempre fala "AH, isso é um email que eu recebi e bláblá"

silvia disse...

É claro que é possível virar lésbica, mesmo porque esta pode ser uma escolha política e, não, simplesmente, sexual.

LisAnaHD disse...

Caracala?
Marco Aurélio Antonino, 188-217 dC?

caramba, vc voa alto, hein?
mas justamente esse imperador?
tá querendo disputar com Nero? rs... rs...

Luca disse...

Olha, acredito que a questão do homossexualismo muitos vezes vá além do sexo. Acho que uma mulher pode sim se tornar lésbica não por se atrair sexualmente por outra mulher, mas por questões de afinidades mesmo. O mundo é muito machista e muitas de nós pode não se sentir confortável em um relacionamento hétero, com toda a opressão que sociedade nos faz sofrer.Em um relacionamento entre mulheres há mais igualdade, interesses em comum do que em um relacionamento entre homem e mulher.

Julia disse...

Achar que o casal que morava junto há dez anos no mesmo apartamento eram apenas colegas de quarto não tem nada a ver com ingenuidade, Lola, tem a ver com heteronormatividade e heterossexismo: presumir que todo mundo é hétero. As pessoas sempre martelam essa da falta de gaydar, mas o problema é outro, bem diferente; não é que pessoas heterossexuais são "ingênuas" (aliás, isso sugere que presumir relação bi/homossexual é alguma espécie de maldade), é que elas tendem muito mais a serem heteronormativas do que nós.

Caracala disse...

Caracala, é o nome de um imperador romano, que fez as famosas termas, mas também é o nome de uma banda de hardcore underground de Los Angeles.Acho mais foda que o Suicidal Tendencies, se você já ouviu falar.Abraço

Caracala disse...

Sobre bandas de hardcore feministas, as chamadas riot girrrrls, dá uma olhada no bikini kill e no L7, se tiver interesse.

Diego Rodrigo disse...

Acredito que é tudo uma questão de tédio. Todas as escolhas são tomadas quando estamos com tédio da coisa oposta. Não é que qualquer entediado vá virar gay, mas é o pontapé inicial para quem já tem certa tendência. Como meu amigo diz, "somos seres sexuais" e todos nós podemos nos sentir atraídos por qualquer, do mesmo sexo ou do sexo oposto.

Claro que um "machão" do sertão nunca irá admitir, mas TODO MUNDO já sentiu um negócio estranho, mesmo que tenha dito para si mesmo: isso não é pra mim.

Mulheres podem virar lésbicas? Ser alguma coisa é muito radical hoje em dia! Apenas não estamos alguma coisa. Os héteros apenas não estão homossexuais eternamente...

http://leituralight.blogspot.com

Anônimo disse...

Venho de uma família preconceituosa, católica fervorosa e cheia de medo de torrar no fogo do inferno.
Mas graças a evolução das gerações, nasci livre disso.
Mentira, nem tanto assim. Nunca tive preconceito com homens gays, mas mulheres gays me causavam estranheza.
Cresci, obtive os meus próprios conceitos, para terror dos meus pais aderi ao espiritismo e passei a ter amigas lésbicas. Muitas amigas lésbicas.
E sabe o que isso me trouxe? Uma pureza enorme! Uma fé que o que deve existir é o amor, pelo amor. Seja ele por homem, mulher, como for...
Hoje convivemos todos. Eu, meu marido, os amigos e amigas héteros e os amigos e amigas gays. Amo todos! E quando estamos todos juntos eu mal me lembro quem é gay, quem é hétero. Somos todos amigos. Pessoas que amam, que brigam, que sentem raiva, que se ajudam.
Muito interessante seu texto, mas eu, no meu caso, nunca parei pra pensar muito nisso. Como disse, eu simpliquei tudo pelo amor e pelo que faz cada um feliz.

Anônimo disse...

"Mulheres podem virar lésbicas? Ser alguma coisa é muito radical hoje em dia! Apenas não estamos alguma coisa. Os héteros apenas não estão homossexuais eternamente..."

Pera lá, não confunda estado com condição, hein? Podemos relativizar mas tem um limite aí. Cada um fale por si que dá mais certo.

Carol M disse...

Caracala, ganhou um ponto pelo avatar de Kwabara.

Curto L7, mas tem umas letras fraquinhas as vezes q me decepcionam.

Dária disse...

ahh, tbm me lembrei da escala de Kinsey quando li, mas nem citei no meu post... sempre fico com a sensação que a maioria de nós está no "predominantemente..." qualquer coisa, absolutamente não somos é quase nada.

Caracala disse...

Carol M,

gosta do Bikini Kill?
Abraço

Anônimo disse...

Bem, existe um mundo de possibilidades, até pq cada ser humano é diferente. Até posso admitir que tem aqueles q mudam de lado por curiosidade, por decepção com o outro sexo, por falta de opção, por influência, porém...nestes casos eu creio que normalmente a pessoa volta atras, seja por ser hetero ou homo.
Agora a minha tese é de que nascemos homossexuais, o que nos faz crer que somos heteros, é a sociedade. Nascemos numa família hetero, em sua grande maioria com valores religiosos anti-homos.Conhecemos amiguinhos do colegio filhos de casais heteros, temos, tios, tias, primos, primas, avós...todos heteros. A melhor amiga vem contar que beijou um menino, aquele garoto da classe diz que quer "ficar" com vc. As novelas, os filmes nos apresentam casais Heteros, em cenas se carinho, amor, sexo, romance, brigas e traições TODAS HETEROS. Como que um ser que vive numa sociedade extremamente heterossexual pode conceber a idéia de ser homo? Isso sem discutir o fato de que ouvimos que homossexual é loucou, doente, sem vergonha e pecador (e ninguém quer ser nenhuma dessas coisas). Muitas vezes, em algum momento, apesar de termos aquela leve lembrança de ter sentido algo diferente por alguém do mesmo sexo, essa lembrança é esquecida, por não ser natural, ou por não prestar atenção mesmo naquela, "coisa estranha". A Heterossexualidade está incutida na cabeça das pessoas desde a barriga da mãe. Existem pessoas que conseguem abrir esse armário (pra si próprio) desde cedo, existem aquelas que não conseguem, nem sabem fazer isso...levam anos pra entender o que se passou consigo a vida toda...precisam de um BOOMMMM na sua vida pra acordar!!!Neste meio tempo namoram, se casam, tem filhos com alguém do sexo oposto. Finalizando, tenho certeza de que uma pessoa que nasce em uma sociedade em que a homossexualidade não seja tabu e nem hostilizada, e que o assunto seja tratado na vida social e na mídia como deve ser tratado "normal", essa pessoa terá a possibilidade de desde cedo descobrir a sua real identidade sexual, sem futuras frustrações...mas essa sociedade está longe de ser conquistada.

Adoro seu blog Lola...
Rubia, lésbica consciênte(rsrs) desde os 7anos,casada com uma mulher a 5anos, e feliz!!! :)

babichagas disse...

Adorei o post Lola.
Também tenho mais dúvidas do que certezas nesse aspecto.
Rubia seu comentário realmente mostra uma maneira bem diferente de pensar.
Mas eu acho que pode haver um fundo de razão nisso, apesar de eu pensar que na verdade nascemos todos bissexuais. De uma maneira ou de outra imagino que todos tenham ao menos curiosidade de experimentar ficar com homens e com mulheres. Mesmo que seja simplesmente curiosidade e que a parte afetiva e sexual seja atraída apenas por um dos sexos.

Drica Leal disse...

Li todos os comentários, e o que mais me impressiona quando esse tipo de discussão vem à tona é a quantidade de depoimentos anônimos sobre atração, amor, tesão, por pessoas (ou alguém específico) do mesmo sexo, mas que não se concretizam por "n" motivos.

É muito triste uma sociedade onde as pessoas tenham que se reprimir dessa forma, que não possam vivenciar seus sentimentos e desejos de forma plena em nome de uma heteronormativade compulsória, inquestionável, que tem feito muitas pessoas infelizes, frustradas, incompletas. Isso só me faz admirar muito mais os bi e homossexuais que vivem sua condição/orientação/escolha (sim, acredito em todas essas possibilidades quando se trata da sexualidade e afetividade humanas, não acho que exista apenas uma causa para definir o ser/estar sexual ou afetivo e alguém)abertamente, apesar de todo o preconceito e discriminação.

Anônimo disse...

babichagas e Drica Leal
Também concordo com vcs. Muita gente é infeliz pela pressão social, mas é muito libertadora a sensação de viver quem vc realmente é. Agora se o assunto é bissexualidade, Freud ja dizia "todos nascemos com uma predisposição à bissexualidade, e ao longo do desenvolvimento, acabamos por reprimir o desejo pelo mesmo sexo (tornando-nos heterossexuais) ou o desejo pelo sexo oposto (tornando-nos homossexuais). E seguimos carregando vestígios e aspectos da sexualidade que foi reprimida, devido à predisposição para a bissexualidade." E ai vem o fato de que alguém que reprimiu o sentimento, em algum determinado ponto da vida vai expressar isso. Eu ja nasci gay...experimentei sexo e relação hetero e definitivamente não rolou rsrsrs nada ficou reprimido...deixa pra lá hehe.
abraços.Rubia.

Edu_H_ disse...

Lembrei de um diálogo de Tudo Sobre Minha Mãe. Quando Manuela, contando sobre sua "amiga" que aceitou o marido travesti responde a interjeição de Penélope Cruz:
-As mulheres são mais tolerantes, mas isso é bom!
- Somos burras…
- …e um pouco lésbicas.

Anônimo disse...

Verdade, acho isso engraçado. O hetero é obrigado a rever todos os seus conceitos com relação a sua sexualidade porém se um homossexual inventar de querer ser hetero vão maldizer o coitado até as últimas. Acho que muitos gays de hoje em dia reproduzem o comportamento intolerante que sofreram anteriormente e isso não pode acontecer. O gay mais do que ninguém tem de respeitar a total diversidade. Então vamos abrir espaço para discutir também aqueles que eram dito homossexuais e passaram a ser heterossexuais!

Nyckynha disse...

Esse video é sobre homens homofobicos

http://www.youtube.com/watch?v=F0wTXsTBLPY

Nos homens deve ser um desejo mais latente pelo simples fato de serem muito restrigidos quanto a demonstroçao de carinho com outro homem.Em história vemos o verdadeiro homem e não essas coisas falsas que existe hoje.Homens indianos andam de mãos dadas.

A mulher por não ser restrigida tanto(apesar de algumas amigas minhas acharem que mulher andar de mão dada com outra já é sapatão).Elas com demontraçoes de carinho sao desencanadas e portanto a maior parte das meninas nessas demonstraçoes não vem com segundos sentidos ou nem passam pela cabeça esse sentido.
Dizer que mulher é mais fluida so por causa de demostrarem carinho é coisa de mascu.Eles dizem isso pq é assim com eles que acontece, por serem muito repreedidos consigo proprios, e o desejo latente acontece se for demonstrarem com outro homem carinhos,portanto uma conclusao mascu.
Temos sempre notar esse detalhe machista.Sempre.

Nyckynha disse...

E sobre mim digo que até duvidei mas vi que sentia mesmo era atraida,mas não tao significatemente(significantemente na infacia,até fantasiava isso na infacia na hora de satisfazer-se sozinha, hj nem tanto), por roupas sexys,provocantes e não pelas mulheres ou pelos manequins femininos de loja(somente algumas vezes esse ultimo).Sempre quando vejo mulher completamente nua nem sinto repulsa ou atraçao.Vi que meu negocio é só homem mesmo.Apesar de achar que pele sempre é pele e boca sempre é boca,mas pra mim eu nao gastaria meu bendito tempo com mulheres ao inves de homens.Homens me completam.

Abraço.

Anônimo disse...

Lola, amo seu blog! Mas não consigo mais dormir pois passo a noite inteira clicando de um link ao outro e querendo ler tudo de uma vez. hahaha
Vou comentar sobre esta parte post especificamente:
"Mas uma mulher se interessar por outra mulher, ou inclusive transar com outra mulher, não faz dela lésbica, sequer bissexual. Acho que ela tem que se identificar como tal, e essa identificação vai além de encontros furtivos. Talvez, como disse essa minha amiga querida, a atração pelo mesmo sexo inclua não só sexo, mas também amor e outras intimidades."
Não sou muito afeita a rótulos... acho q a sexualidade é complexa demais para ser guardada em caixinhas etiquetadas! No meu caso, sempre me relacionei "amorosamente" (não curti a palavra, mas não achei outra pra usar agora...) com homens, é sempre por eles q me apaixono, já fui casada e tenho filhos. Sou muito bem resolvida sexualmente desde muito cedo e por isso sempre me permiti viver outras histórias como beijar, transar, satisfazer curiosidades, com mulheres, com gays, com bis, com mascus (pois é... por pura curiosidade mórbida...) e nunca me vi encaixada num padrão pré-determinado. Não me considero bi, tampouco hétero. Sexualidade pra mim é uma coisa plural.
To pra te mandar um e-mail sobre "toda mulher tem uma história de horror pra contar"... mas não vou misturar as coisas por aqui.
Beijão
Mari T.

PS: desculpe se usei algum termo q tenha sido ofensivo a alguém, ainda to tentando me adaptar as boas maneiras ao falar sobre a diversidade.

Jayjay disse...

Na minha opinião ninguém pode mudar de sexualidade. Acredito que no caso de pessoas assim, o que acontece é que, pelo fato delas gostarem de determinado sexo (na maioria pelo oposto) acabam deixando passar ou até mesmo não percebem a atração pelo mesmo sexo, devido o desejo pelo sexo oposto ser tido como "natural" acaba que a pessoa possa se "descobrir" somente em determinada parte da sua vida.
Se isso fosse possível, eu certamente iria ter conseguido me tornar heterossexual, quando fiz de tudo pra conseguir o mesmo.
Também acredito que pessoas que já sentiram atração ou paixão(nem que fosse uma vez sequer) por pessoas do mesmo sexo ou oposto, sejam sim bissexuais. Até porque bissexual é bissexual, homossexual é homossexual e hétero é hétero. Tiro como base eu mesma. Que sempre fui lésbica. Nunca tive desejos sexuais ou sentimentais por homens. Portanto, acredito que homossexuais não podem sentir o mesmo, até porque isso já seria outra definição: a de bissexual.
Me incomoda muito uma coisa -não sei se isso é por causa do machismo ou o quê- o fato da maioria das mulheres que se dizem lésbicas, terem sentido algo por homens. Fico pensando, o por que disso, já que com homens gays, a maioria é gay de fato e é muito difícil de encontrar algum que se diz ter tido sentimentos por mulheres, mas dai já é outro assunto... seria interessante que você escrevesse algo sobre isso, Lola. Adoro seu Blog!
Bom, essa é minha opinião: ninguém vira lésbica ou gay. Na verdade a pessoa é bissexual e descobriu depois.

Anônimo disse...

gostei muito do que li, pois, estou tentando descobrir si a minha esposa, e ou não e lesbica, pois não tem muito afeto por homen. ja estou casado a 48 anos, sempre presatndo atenção. algumas vezes, ela pedia para eu usar batom, para fazer sexo. o ato era um tanto violento por parte dela, pediu varias vezes, para eu fazer uso do batm. ela não tem muita vontade de fazer sexo comigo, ela si relaciona muito gay e acha muleres bonitas. como descobrir, tenho procurado por lesbica na minha cidade mas ninguem informa. sou de presidente prudente sp, caso alguem possa me ajudar, fico agradescido.

Anônimo disse...

Olha, eu não acredito que uma mulher que seja hetero convicta vá se sentir atraída por outra mulher. Eu, por exemplo, adoro exatamente as diferenças entre os sexos. O que me atrai é a masculinidade e pronto. O áspero da barba, o cheiro, os pelos, o grave da voz, a força, o aconchego daquele corpo forte. E não suporto homens que tenham qualquer delicadeza que me lembre o sexo feminino. Vocês podem me considerar preconceituosa, mas homem de brinco, mãozinhas finas, voz delicada, vaidoso ao extremo, to fora!! E não ficaria com uma mulher nem que os homens fossem extintos da terra. rsrs

Anônimo disse...

Nossa, esse assunto se parece bastante com o que sinto, tenho 35 anos, desde a adolescência tive variações sobre atração, me apaixonava por cada menino bonito que via, na maioria das vezes ficava com eles, mas mantinha uma amizade cheia de expectativas, tipo, como seria beijá-la tinha vontade mas nunca aconteceu, fui amadurecendo, conheci meu atual marido e simultaneamente já na Universidade conheci outra amiga, foi mais forte, pensava nela até nas horas mais impróprias, mas tbm nunca aconteceu, casei e depois de 10 anos experimentei com uma pessoa q não me despertava o menor interesse, mas o ato, nossa!!! foram algumas vezes q vão ficar na memória. Ultimamente tenho pensado muito em um dia ter coragem de me assumir bissessual , não sei, sou casada, mas parece que sempre falta algo.

Anônimo disse...

Olha eu tenho 14 anos e sei q sou bisexual me apaixono por mulheres e e tenho atracao por homens e nao concordo que mulheres viram lesbicas porque nao conseguem homens e estou desposta a esconder minha sexualidade e quando chegar a hora me casar normalmente. Bom e so minha historia e otimo post amei.

Anônimo disse...

Galera ten 22 anos tenho um filho de 3 fruto do meu primeiro namoro,fomos morar juntos .comecei a trabalhar e la conheci uma lesbica,gente me apaixonei pela garota sem tër rolado em selinho se quer entre nos. Lqrguei meu amarido pra ficar com elaestamos juntas ha 2 anos com muito amor e muito felizes

Anônimo disse...

gostaria de saber como posso ganhar competiçoes de desfile naminha escola se nenhuma das minhas amiga s gosta de mim elas me acham muito falsa e ingnorante meu sonho é dser modelo nenhum menino me acha bonita muitas pessoas vivem falndo que sou mais sao minha famila eu queria uma vez na vida ser popular e que alguem gostase de mim pelo que eu sou vocce pode me ajudar a parar de ser criansona e me tornar uma mocinha afinal eu tenho 12 anos de idade e gostaria que minhas amigas se interessasemm por mim naum so elas como os meninos!!!

adriana sexyshop disse...

hahahahah realmente gerol polemica mesmo m ais eu gostei muito do poste e da polemica

Anônimo disse...

Minha mãe virou lésbica, ta está se relacionando com uma mulher tem uns 8 meses (de acordo com o que presumo), eu não consigo entender, sempre fui livre de preconceitos, o irmão da minha mãe (meu tio)é homossexual desde a adolescência, e tenho uma outra tia por parte de pai também homossexual (casada), eles eu entendo perfeitamente,eu sempre frequentei boate gls (e nunca fiquei com mulheres) mas minha mãe não consigo entender... como uma pode uma mulher que foi casada, se divorciou, só namorou homens, do nada ficar com uma mulher? Nunca conversamos sem brigar sobre esse assunto, até porque ela não é muito de dizer a verdade, mas uma vez enquanto discutíamos eu perguntei se ela alguma vez já tinha se interessado por mulher antes que só assim eu conseguiria entender por se tratar de uma opção sexual que foi "suprimida", ela respondeu que se fosse pra eu entender e aceitar, ela diria que sim, ou seja, na minha visão a resposta dela foi não, ela nunca sentiu nada, nenhum tipo de atração por mulheres antes... No fundo acho que minha mãe está com uma mulher por mágoa de homens, pelo relacionamentos frustados que teve com homens no passado, nosso relacionamento não é tão bom desde a minha adolescência, agora fica cada vez mais impessoal e frio, coisa que estranho pois sempre fomos mais amigas do que mãe e filha.

Anônimo disse...

MELHOR TEXTO Q LI EM TODA MINHA VIDA VIDA AMEI DEMAIS ADORO LER COISAS SOBRE LESBICAS SOU FACINADA POR ISSO ..... AMEI MUITO BEIJO

Anônimo disse...

Provavelmente aquelas que se descobriram mais tarde são bissexuais que viveram o seu lado hétero a vida toda e só depois resolveram experimentar o seu eu-lésbico...

Anônimo disse...

a minha filha tem 14 anos agora que ela optou para essa parte a minha maior preocupaçao e que a garota que ela se relacionou tem 21 anos e muito preocupante o que eu devo fazer eu nao tenho preconceito eu tento apoiar pois o que me preocupa mais e que a minha filha depois disso ficou sem apetiti o que eu devo fazer como eu devo lidar com isso

Anônimo disse...

eu fico muito preocupada com a saude dela a animaçao dela para escola dimimuiu ela so tem 14 anos mais parece que tem mais ela ja sabe o que quer euas vezes eu me assusto com as deciçoes dela sabe o que ela me disse ao tempo atras mae nao fica com medo pois eu nao vou fugir com a minha namorada quando eu for morar com ela eu te aviso mae eu to indo e muito dificil para aceitar ou melhor entender isso ao mesmo tempo que ela ta com a garota ela fala que nao lesbica e diz mae vc nao entende como nao uma coisa que esta fazendo minha amiga do blog me ajuda eu devo levar ela ao pisicologo ou eu deixo rolar pois o falatorio da familia e demais para a minha cabeça e que eu devo fazer

Anônimo disse...

lola o que eu devo fazer a minha filha tem somente 14 anos ela ta namorando uma menina de 21 anos e ja estao pensando em morar juntos o que eu devo fazer o meu caso e serio nao tenho preconceitos somente preocupaçao com a minha filha ela e muito nova para isso o que eu faço lola me responda com urgencia por favor esse e um pedido de mae que esta desesperada e que nao sabe como agir me ajude obrigado espero resposta

Anônimo disse...

a minha filha tem 14 anos agora que ela optou para essa parte a minha maior preocupaçao e que a garota que ela se relacionou tem 21 anos e muito preocupante o que eu devo fazer eu nao tenho preconceito eu tento apoiar pois o que me preocupa mais e que a minha filha depois disso ficou sem apetiti o que eu devo fazer como eu devo lidar com isso

lola aronovich disse...

Querida mãe desesperada, entendo a sua dor. De fato, 14 anos não é idade pra namorar sério e muito menos pra morar junto. Como é seu relacionamento com a sua filha? Converse com ela, converse também com a namorada de 21 anos, e diga que não é preconceito, que vc não se opõe de maneira alguma que sua filha seja lésbica, que vc dá todo apoio à orientação sexual de sua filha, mas que 14 anos é cedo demais pra se envolver tão seriamente com alguém. Explique que, se ela fosse hétero e se apaixonasse por um rapaz de 21 anos, sua atitude seria a mesma. Diga que vc não tem nada contra elas namorarem, mas, enquanto ela for menor de idade, ela não vai morar com ninguém fora da família. Sua filha vai ficar revoltada, talvez, mas tomara que a namorada entenda. Tente ser amiga das duas. Eu não sei porquê, mas me veio à cabeça ENDLESS LOVE, filme do Zefirelli (acho) do começo da década de 80, com a Brooke Shields. Acho que é sobre uma menina de 14 anos que se apaixona por um rapaz um pouco mais velho, e toda a família é contra. Não sei se estou falando besteira, mas é o que me veio à mente.
Alguém tem alguma sugestão pra dar pra essa mãe?
Boa sorte!

Ana Carolina disse...

Cara mãe, o problema é a idade de sua filha. Com 14 anos a gente acha que todo amor é eterno, que tudo é imediato ao mesmo tempo agora, mas com mais idade sabemos que as coisas não são assim. Que ainda é preciso muito mais idade e maturidade para um relacionamento a sério, independente se com homem ou mulher.
O ponto é esse, a idade, a impossibilidade de um relacionamento sério ou mesmo a manutenção de uma casa agora. E seria problemático da mesma forma se fosse um namorado e não uma namorada.

lola aronovich disse...

Mãe da menina de 14 anos, perguntei lá no Twitter se alguém tinha alguma sugestão pra vc, e uma moça pediu pra que vc entrasse em contato com a HELENA ( https://www.facebook.com/helena.paix?fref=ts ). Ela e outras pessoas têm um grupo secreto de pais de homossexuais. Peça a ela pra te adicionar ao grupo. Assim, vc poderá trocar experiência com outros pais em situação parecida. O twitter da Helena é @helenapaix
Tenho certeza que eles vão poder te ajudar!

Lorena disse...

A moça fui eu, Lola!

Sim, pode entrar em contato com a Helena, ou comigo mesmo! Temos um grupo de pais e tb temos um grupo para as meninas lésbicas que passam por dificuldades de aceitação, dificuldades com a família, com a sociedade, etc, e outro para meninos, na mesma situação. Todos os grupos são secretos. Se sua filha quiser, também pode entrar em contato conosco, ok?

O email do grupo de apoio para lésbicas é: grupodeapoiogal@gmail.com

É só nos escrever contando a sua história!

Lorena disse...

E o email de grupo de apoio aos pais é esse: grupoapoiopais@gmail.com

Bom, é isso. Precisando (quem precisar), pode contar conosco! ;)

Anônimo disse...

Caros eu sou casada tenho 3 filhos dois meninos e uma menina tenho 35 anos sempre gostei de homem, mas estou vivenciando conflitos na minha vida neste exato momento pois acho que estou apaixonada por uma mulher, e sou muito correspondida e estou sofrendo com tudo isto estou muito perturbada e confusa não sei o que fazer e estou até querendo fazer terapia, não sai com ela ainda, mas sei que vai acontecer.....