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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

COSTUMA FALHAR

O ruim de escrever sobre religião, geralmente contra, é que o assunto pode espantar leitores. Não que eu tenha muitos no momento. Sei que às vezes pareço dura com a direita cristã, mas ela gosta de divulgar asneiras assim, como esse folheto exigindo o boicote ao funeral do Heath Ledger. Essa é a igreja mais radical, a God Hates Fags (algo como Deus Odeia Bichas, bem ofensivo mesmo), que pensa que tudo que acontece de ruim no mundo vem como punição divina contra essa “pouca-vergonha” que está aí, e defende pena de morte para gays. Agora a ira é contra o Heath porque ele interpretou um homossexual, e Deus, aparentemente, além de odiar homossexuais, também odeia atores que interpretam homossexuais. O pior é que essa igreja não está sozinha na sua pregação do ódio. Eu defendo a liberdade de expressão, e acho que até essa gente fanática com sérios e evidentes problemas mentais deve ter o direito de expressar sua opinião (e de boicotar o funeral do Heath – como se ela tivesse sido convidada!). E eu também defendo a liberdade de me expressar contra eles. Não tenho grandes entraves contra religiões que pregam paz e amor. Mas a direita cristã quer a destruição do mundo, sob a graça de Deus. E eu gosto do meu mundinho.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

VÁRIAS INDICAÇÕES E UMA MORTE

Saíram as indicações pro Oscar, aquela cerimônia que no fundo ninguém sabe como (se?) vai acontecer, devido à greve dos roteiristas. Será uma festa de tapinhas nas costas como a do Globo de Ouro? Ou vai haver astro discursando? Nenhuma surpresa enorme nas indicações. É chato que um filminho tão meia-boca como “Juno” e outro melhorzinho, pero no mucho, como “Conduta de Risco”, tenham sido lembrados em tantas categorias, enquanto filmaços como “Sweeney Todd” e “Senhores do Crime” apareçam discretamente. Gostei das nomeações de “Onde os Fracos Não Têm Vez”, “Sangue Negro” e “Desejo e Reparação”. Não gostei que o brasileiro “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” tenha ficado de fora da disputa pra melhor filme estrangeiro (por pouco. Chegou no meio de nove pré-selecionados).

O pessoal especializado considerou surpreendente a inclusão do Tommy Lee Jones na corrida pra melhor ator (por “No Vale das Sombras”). Ele não entrava em nenhuma previsão. Mas é só ler as críticas pra ver que é dele a performance mais elogiada de 2007 (eu não concordo muito. Acho que ele só está interpretando a si mesmo). Nessa categoria, torço pelo Viggo Mortensen desde criancinha.

E todo mundo chiando: como que um desastre como “Norbit” (recordista em indicações aos Razzies, as Framboesas de Ouro, dadas aos piores do ano) entra pra melhor de qualquer categoria? Não é a primeira vez, nem será a última, que as indicações do Oscar batam com as da Framboesas. Eu me lembro de “Con Air”, só pra dar um exemplinho.

Mas todas essas análises supérfluas ficam um tanto eclipsadas com a morte do Heath Ledger, né?