segunda-feira, 26 de junho de 2017

GUEST POST: EXPERIÊNCIA COM UM ALUNO MISÓGINO FÃ DE BOLSONARO

Recebi este email da F. 

Olá, Lola. Tudo bem? Gostaria de compartilhar contigo uma das experiências mais marcantes que passei como educadora de Ensino Médio. Aconteceu esse ano, e ainda me sinto um pouco incapaz e abalada com a situação. O título é autoexplicativo, então vamos aos fatos...
Sou professora de Literatura de algumas tradicionais escolas. Escolas de excelente ensino e das quais me orgulho muito de fazer parte.
Por mais que pareça masoquismo para alguns, eu amo a minha profissão, gosto de lidar com adolescentes e já estou nessa rotina há quase uma década. Nunca pensei em ser outra coisa na vida, sempre fui apaixonada por Literatura e esse me pareceu ser o caminho natural se percorrer. A Literatura, por sinal, salvou a minha vida em tantos aspectos que não poderia enumerar todos!
Não tenho filhos (nem pretendo ter) então acabo me envolvendo muito nas vidas dos meus alunos, pessoas que aprendi a respeitar. Eu tive uma adolescência pobre e de periferia, então tinha muitas ressalvas quanto a meninos ricos tais como esses que hoje eu ajudo a educar. A verdade é que esse pessoal tem problemas que, na minha cabeça juvenil, gente rica nunca deveria ter. Posso citar abandono, abuso físico e sexual, assédio moral, entre várias situações que pensamos estar longe de famílias abastadas.
A história que vou contar é sobre um desses meninos que passou em minha vida. O caso é que eu nunca tive problemas com estudantes, eu sempre fui muito próxima deles (mesmo ministrando uma disciplina que não é muito atrativa a essa faixa etária) e sempre desenvolvi atividades dinâmicas, divertidas e multidisciplinares, pois sabemos que não é fácil "enfiar" Barroco ou Parnasianismo pelas goelas deles. Vou chamar esse moço de Homero.
Homero chegou até nós com um histórico de expulsão de outras duas escolas da capital. Ouvimos de colegas que trabalhavam nessas outras instituições que iríamos aguentar uma "barra", que esse garoto era problemático e que era extremamente dissimulado. Eu ouvia àquilo tudo cabisbaixa e pensando em como meus colegas poderiam formular tais considerações acerca de um menino de (na época) 15 anos. Até então, eu não sabia o porquê dele ter passado por isso, e como gosto de desafios, logo quis "adotar" o caso dele para mim.
Quando entrei para dar aula, percebi que Homero era muito quieto e que estava sempre com um livro nas mãos. Ele lia compulsivamente, mas uma literatura muito específica: livros sobre economia, estratégias de convencimento, estudos de especialistas que "venceram" na vida etc. Eu sempre me aproximei dele para conversar e para tentar entendê-lo, mas ele pouco me dava atenção (tanto a mim como a seus colegas). Aos poucos, no entanto, ele foi "mostrando as garras".
A primeira vez em que vi o machismo de Homero foi num debate de interpretação de texto em que coloquei para eles a música "Pretty hurts", da Beyoncé, em comparação com um poema de Cecília Meireles. Homero levantou a mão e pediu para falar. Deixei que falasse e me senti enjoada. Resumidamente, o rapaz afirmou que "esse papo de padrão de beleza" era coisa de "feminista gorda de perna peluda". 
Eu me senti tão chocada que não conseguia nem sequer formular uma frase coerente. Em tempos de "escola sem partido", tento me policiar ao máximo para que o que eu diga não pareça imposição de ideologia, mas não consegui colocar panos quentes na situação. Me recompus e expliquei a ele, com dados e alguns exemplos, que infelizmente mulheres morriam todos os dias em busca de um padrão que dificilmente é alcançado. Homero riu, fez uma negativa e abaixou a cabeça. As colegas dele ficaram visivelmente constrangidas, sem contar a maioria dos meninos que pude observar.
Posteriormente, descobri com o professor de História que Homero contestou uma questão da prova de sua disciplina porque não concordava com os dados da escravidão no Brasil que se encontravam ali. Segundo ele, o trabalho escravo foi necessário e fazia falta. Novamente fiquei bestificada. O professor perguntou de onde ele havia tirado isso. Segundo ele, suas inspirações são pensadores "de fora do MEC": Olavo de Carvalho, Danilo Gentili, Kim Kataguiri e, claro, Bolsonaro e cia. Confesso que não fiquei surpresa, infelizmente.
Em situações posteriores, sempre que tinha oportunidade, Homero disferia alguma piadinha, algum comentário misógino (devidamente rebatido por mim sem que ele se propusesse a continuar a discussão), até que chegou ao seu ápice. Vou contar como foi.
Um dos trabalhos que fizemos foi o julgamento de Capitu (de Dom Casmurro, de Machado de Assis). A turma foi dividida entre o grupo dos juízes, acusação, defesa e imprensa sensacionalista. Homero ficou no grupo dos juízes. Nos processos de desenvolvimento dos argumentos, descobri que ele mandou uma colega de grupo calar a boca porque ela era uma “mulherzinha” e não deveria falar mais alto que os homens do recinto. Quase tive uma síncope de tanta raiva.
Chamei os dois separadamente para conversar, tentei ouvir a versão de cada um e ele negou que a situação houvesse acontecido daquela forma. Disse ter sido mal interpretado e jurou que pediria desculpas. De fato pediu mesmo, mas foi uma cena deplorável. Estava claro que ele estava fingindo arrependimento, mas optei por manter a postura de adulta e dar uma chance a ele. Podia ser o jeito de falar, algo assim. Até que ele piorou nas suas posturas.
Homero usou o celular de um amigo para humilhar, ofender e xingar uma de nossas estudantes. E a mim. Essa menina negra linda, a quem chamarei de Juliana, é uma das melhores alunas do colégio. Ela recebeu ameaças de surra e comentários terríveis acerca de sua cor, sua religião e sua naturalidade (a menina é baiana). Em uma das mensagens, Homero (que, óbvio, não se assumiu) disse que ela iria apanhar quando saísse da escola. Ah! Claro, e era para ela ME levar consigo, que ele ia "dar umas" na minha cara também.
Juro que quando recebi as mensagens da Juliana, já sabia que tinha sido o Homero. Quando cheguei em casa chorei muito, me senti fracassada... Não com as ameaças, que eu sabia que não se concretizariam, mas com a minha incapacidade de ensinar alguma coisa para esse menino. Não dava para ignorar, a escola procurou a delegacia e um BO foi aberto.
Quando questionado, Homero negou tudo. Seu pai foi chamado à escola, assim como foi em todas as outras situações que relatei. A sua postura? Bem, ele apoia incondicionalmente o seu rebento dizendo que “opinião não é crime” e que se a escola não tinha como provar, não deveria chamá-lo para resolver questões menores.
Homero acabou de completar 16 anos e é um fascista fã do Bolsonaro que sonha em ser político, como já me relatou. No fim, Lola, eu pergunto a você: quem é o grande errado dessa história? É o pai omisso? É a educação que recebe em casa? É a falta de exemplos? Descobri recentemente que a mãe de Homero está com câncer, quase morrendo. O lar é claramente disfuncional... De onde vem tanto ódio desses adolescentes ultraconservadores que estão surgindo AOS MONTES por aí? O painel é assustador, mesmo.
Eu deveria ter comemorado quando ele pediu transferência da escola. Mas não comemorei. A justificativa foi de que ele não tinha amigos (e não tinha mesmo... Ninguém concordava abertamente com aquilo que Homero dizia) e estava com algumas notas baixas. Me senti perdida e um tanto inútil. Já recebi inúmeros pais que me procuram para receber dicas de como lidar com seus filhos adolescentes e de como dialogar com eles. Ironia! Nunca tive filhos, como lhe falei, mas aparentemente tenho respostas que eles não têm. Os filhos deles têm um carinho e um diálogo comigo que não têm com os pais... Já Homero, que tanto precisava de uma luz, entrou e saiu da mesma forma, e eu não pude atingi-lo.
Sei que não podemos mudar o mundo e encaro a minha profissão como um dom. Claro que a minha trajetória em escola particular, com todas as condições estruturais e ganhando bem (para a realidade brasileira), não pode ser considerada um ato de altruísmo perfeito se comparada à trajetória dos colegas guerreiros que estão nas escolas de periferia onde eu mesma estudei um dia. Mas, mesmo assim... Meu “dom” não pôde mudar alguém que precisava MUITO.
Me sinto um pouco desesperançosa. Gostaria muito de ouvir a opinião de minhas/meus colegas de profissão que acompanham seu blog. Já lidaram com um caso “Homero”? Como foi? Como conseguiram superar?
Muito obrigada por ler. Desculpe qualquer erro, mas escrevo um pouco emocionada e tendo a ficar prolixa!

64 comentários:

Anônimo disse...

Olha, eu tenho um certo receio da geração que está por vir.
De um lado, vemos pessoas jovens com mentes críticas, criativas... de outro, uma galera que tá sendo doutrinada por doutores de facebook.
Gente totalitária que não admite o debate. Só o que lhes interessa é "refutar". Não se conversa por querer aprender com o outro ou ter uma visão diferente... o papo é mostrar que é vencedor, printar, mostrar pro clã, uma necessidade de ser superior...
E as redes sociais expandiram isso ainda mais. Hoje a galera tem mais medo não de postar racismo, homofobia, misoginia e outros preconceitos às claras. Dando merda, só falar que é opinião e está sendo perseguido pelo sjw. Está sendo ensinado a essa geração que tudo pode, sua opinião é mais importante que a do colega, que é legal mitar sendo troll...
Eu não sei onde esse povo vai parar com essa mentalidade.

Anônimo disse...

Tem jeito não, infelizmente.
Ser professor em Universidade é uma coisa, no ensino médio (e particular) é outra completamente diferente, para poucos mesmo, só os vocacionados e com muita coragem.
Parabéns pelo seu posicionamento e atitude, muita força na caminhada.

Anônimo disse...

Pode ser pessimismo meu, mas eu tenho muito receio dessa geração.
A gente cresceu numa era de informações rápidas e práticas, numa era que você pode expandir seus círculos sociais e que há diversos nichos com diversas pessoas.
Há pessoas que usam isso para fomentar criatividade, discussão com qualidade.
Mas tem gente que só usa para tocar o terror. Hoje o papo não é aprender uma visão diferente da sua. O papo hoje é se sair vencedor, é printar e mostrar pro clã. "Mim refute". As pessoas estão mimadas o suficiente para só considerar quem for a favor da sua opinião. Fodace as outras.
Jovens sendo doutrinados em teorias da conspiração maluca por outros malucos de Internet ou gente de má-fé rindo da manipulação alheia. Pedir o mínimo de respeito hoje é ser politicamente correto.
Politicamente correto é coisa de petista esquerdopata feminazi gayzista dos direitos humanos. E isso é coisa que cidadão de bem não é.
E hoje cê tem que mitar. O clã te respeita se deixar as feministas nervosas. Aparece em qualquer post e fala a coisa mais absurda e seja famoso com a indignação dos sjw.
Enquanto cê faz isso, tá lá seus pais batendo palma pro tatuador bandido e mandando a polícia descer o cacete no petista pelo horrível crime de não concordar com eles.
Vida que segue.

Anônimo disse...

Enquanto lia, pensava o tempo todo que o perigo será, de fato, genuíno quando o moleque encontrar "amigos".

Isso foi em escola particular? Porque a autora falou em "meninos ricos". Esse tipo de situação jamais teria ficado sem solução onde estudei, graças a Deus. Contudo, o único caso mais "parecido" que sei é de um moleque um tanto problemático. Ele já xingou a professora de Artes de termos impróprios (puta, vagabunda, etc.) apenas porque ela dava notas ruins (e merecidas, já que ele não ia bem). Tentou jogar uma cadeira nela, já bateu em vários colegas por discussões e outros motivos bestas (inclusive em mim! olha que eu não discuti, o que eu fiz foi me defender de outra coisa que ele fez inicialmente; não sei até hoje por que ele fez aquilo de início). O lar dele era problemática, a sala inteira sabia. Com o tempo ele foi melhorando, já que recebeu apoio da escola e de um(a) psicólogo(a) para que melhorasse. Hoje em dia ele fica andando de skate pela praça, não tem um futuro promissor nem aparenta ser violento como antigamente. Claro que eu comentei dele ser o mais parecido, não quero dizer com isso que o Homero e meu ex-colega eram iguais, mas eles têm algumas semelhanças. Ah! O Bolsonaro não era uma figura conhecida na época, caso alguém esteja se perguntando.
Até tive outro colega que era claramente homofóbico, algo que descobrimos em uma discussão sobre o assunto. Diria que 90% da classe apoiava o casamento homoafetivo, 5% estava em dúvida, outros 4% eram católicos que eram contra o casamento, mas não tinham nada contra os homossexuais em si. O 1% era esse colega. Aparentemente ele era fã do Bolsonaro, mas nunca teve maiores intenções, como ser político, além de ser bem burrão, nunca chegaria a algo assim mesmo.

Fugindo do assunto... gente, eu nunca fiz trabalho para julgar a Capitu. Parece que estava pedindo para ouvir merda do rapaz (achei até que o que a coisa ruim que ele disse não seria sobre uma colega, mas sobre a personagem... e mulheres em geral). É até um jeito interessante de descobrir melhor sobre o que pensam os alunos.

Anônimo disse...

Homero é um exemplo de como deveria ser o pensamento dos demais alunos que, infelizmente para a nossa sociedade, são doutrinados na ideologia esquerdista/feminista por professores hipócritas. #somostodoshomero# #somostodosbolsonaro#. Endireita Brasil! Aqui em casa meus 2 filhos são criados corretamente por nós mesmos, o pai e a mãe. E quando a escola tenta esquerdar pro lado deles nós mostramos os 2 lados - o certo e o errado - logo eles entendem que a esquerda é doente e responsável pela derrocada desta nossa sociedade Brasileira.

Anônimo disse...

To só olhando os que se dizem liberais e que passaram a apoiar Bolsonaro. To só olhando que tipos de pessoas eles estão ajudando a criar.

Anônimo disse...

Acho que toda essa aceitação que o extremismo esteve ganhando nada mais é do que um "efeito mola". Movimentos feministas, negros, LGBT, etc. ganharam uma tremenda força recentemente. Agora, está ocorrendo o resultado de tudo isso. Por mais que tenha surgido mais gente que apoia e luta a favor da igualdade, também há as pessoas que passaram a ver como os membros dos movimentos como exagerados. Nesse grupo de pessoas, estão tanto os que já eram preconceituoso e continuam, como aqueles que não tinham muitas tendências a serem "ruins", mas que pegaram desgosto da ideia apenas por ser aparentemente exagerada. Não, eu não tenho nenhuma fonte disso ou algo parecido, é apenas o que me aparenta com a análise de pessoas que conheço. Convivo com muita gente diferente. Sobre o termo "efeito mola", eu descobri com os vídeos do Pirula, que sequer é extremista de direita (já aviso isso, pois o início do vídeo dele pode causar essa impressão): https://www.youtube.com/watch?v=BWXBcto1Rj8 achei essa expressão excelente para explicar a realidade que eu via ao meu redor. Essa geração problemática que citaram nos comentários me aparenta ser efeito disso, sim. Eles querem meramente ser os "do contra", tendo tanto influência de quem já estava sofrendo com o efeito mola quanto pela própria raiva que a pessoa cria. Deve ser um porre mesmo ouvir os coleguinhas e a mídia, todos os dias, falando em direitos das mulheres, gordos, negros, gays e afins, quando a pessoa que escuta isso não "enxerga" a realidade dos menos favorecidos. Mesmo que enxergue, ouvir a mesma coisa o tempo todo não é pra qualquer um.

Anônimo disse...

Hoje, as pessoas nao tem mais medo de dizer que sao de direita, meu bem.

Antes, vc dizer q era de direita, vc era visto como "mal", perverso e ninguem falava nada.

As coisas estao mudando. Esta nascendo sim uma direita forte e ta vindo com tudo.

E parte disso é culpa desses movimentos ditos "progressistas", que dentro desse grupos de esquerda, ha sim pessoas tao fascistas quanto.

O jogo ta virando mesmo.
O mundo gira minhas caras.

Uma mulher exibindo o corpo, antes, pelos conversadores, era chamada de VULGAR. Hoje, pelas feministas, é chamada de OBJETIFICADA.

Os "progressistas" viraram os conservadores de tempos atras.

O mundo gira.

Anônimo disse...

Tenho dois alunos terra planistas, eles juraram que irão me provar "a verdade" na próxima aula. Estou ansioso para ver tal façanha.

Cão do Mato disse...

O pior é que o Bolsonaro está crescendo nas pesquisas. Fim dos tempos...

Rafael Cherem disse...

Eu por vezes acompanho um canal no youtube de um conservador, e o público dele majoritariamente é gente muito jovem, aqui na Lola acredito que a maioria dos comentaristas desse viés é jovem também, não ultrapassando os trinta, na minha modesta opinião, creio que o conservadorismo dá uma sensação de segurança contra uma realidade "liquida", noções como religião, família, uma postura contrária aos direitos das mulheres, LGBTS e negros,o discurso "lei e ordem" o moralismo, isso tudo norteia o adolescente, dá uma sensação de segurança e de ordem,eles ganham quem admirar, quem odiar, e o porque disso, então acho que essa sensação de ordem é muito sedutora ao adolescente desses tempos.

Não vejo de todo mal que a esquerda seja questionada em suas premissas, o que me apavora é que esses questionamentos são todos baseados em teorias da conspiração sem qualquer base na realidade,e ai queridos pode vim qualquer coisa.

Anônimo disse...

O rapaz citado é um sociopata como muitos doutrinados e com comportamento, verborragia, atitudes semelhantes a seus "gurus" como citados no post, caso nada seja feito e continue o nosso país com pessoas sem busca por conhecimento, sabedoria, mas sem atitudes fanáticas de ler apenas um autor, assunto e sim pesquisar as mais variadas formas de construir seu caráter, responsabilidade pelo que escreve, diz e respeito acima de tudo o quadro pode piorar em um breve futuro. Mencionar sobre escravidão sem ao menos ler um livro de Joaquim Nabuco, dizer ser a exploração do continente africano ser um "mal necessário" sem buscar uma obra literária de Joseph Conrad ou ovacionar o avanço das tropas estado unidenses que praticamente dizimaram os povos indígenas e ignorar o livro Bury My Heart at Wounded Knee do autor e historiador Dee Brown é defender o "vencedor" e ignorar que muito sangue, vidas inocentes foram ceifadas e o tal "senso comum" prega isso, mas prefiro saber que os verdadeiros vencedores estão mortos, pois preferiram isso a viverem de joelhos, sobreviverem com restos.
Quanto ao rapaz vale a pena ler esta matéria.
"Psicopatas e sociopatas compartilham uma série de características, incluindo a falta de remorso ou empatia pelos outros, a falta de culpa ou a capacidade de assumir a responsabilidade por suas ações, um desrespeito às leis ou convenções sociais, e uma inclinação à violência. Uma característica fundamental de ambos é uma natureza enganosa e manipuladora."

http://www.psicologiadirecta.pt/content/qual-diferen%C3%A7a-entre-psicopata-e-sociopata

Anônimo disse...

Não entendi como uma professora de escola particular, que diz lidar há anos com adolescentes, ficou desconcertada com um moleque comum desses. Pra dar aula em escola particular, com pressao da direção, dos pais e dos próprios alunos ou vc desenvolve casca grossa ou não se cria. E um moleque que le muito mas tem como referencias Olavo de Carvalho, Gentile... essa conta não fecha. Mesmo que a pessoa se restrinja a literatura econômica, como diz o relato, se vc lê qualquer coisa séria (e qdo sr lê bastante a gente acaba encontrando coisa de qualidade e aprendendo a diferenciar o q temn qualidade), mesmo assim a pessoa vai descobrir o embuste que são esses caras. Essa pessoa do relato parece com a caricatura q esses moleques fazem de professoras de esquerda (meio tontas, impressionaveis, bem intencionadas mas perdidas na vida). As profes que conheço colocam um moleque desses no bolso num piscar de olhos.

Anônimo disse...

Não é fácil. Já encontrei um caso desses na Universidade, o moço tentou me agredir após uma aula em que debati aborto. Ambas as posições, favoráveis e contrárias eram possíveis de defesa, mas ele quis me agredir por que na concepção dele o debate não deveria existir. Saiu da faculdade, mas irá se formar em outra. Abri processo disciplinar, não deu em nada...

Eu vejo essa parte da direita aplaudindo ódio e me pergunto como eles não percebem o quão danoso isso será para todos nós. Esses jovens são 'do contra' por que não existe para eles um discurso político que acolha suas dores. O que a direita oferece é válvula de escape, mas não é solução para os problemas desses homens brancos com forte inaptidão social. Então, como todos os medrosos, eles precisam destruir outros discursos que acolhem dores que não são as suas.

São massa de manobra fácil, não é atoa que acusam todos os 'inimigos políticos' de o serem, só podem refletir nos demais a sua própria inaptidão para o mundo.

Haverá resistência contra eles, mas resistir a esse mar de ódio irá custar para sociedade. Teremos mais adultos disfuncionais, mais doentes mentais sem tratamento, mais violência de gênero, racial, mais suicidas dispostos a fazer fama por meio da violência. E ainda tem quem diga que a direita não é vista mais como má. Ela ainda é. A questão toda é que agora há uma geração disposta a ser má, como forma de espalhar o niilismo, e responsabilizar o mundo por suas dores. Essa fase da discordância exagerada é só a primeira fase, haverá outras piores...

Cara amiga do post, fique forte. Ele não será o último bolsominion da sua carreira, e ensinar a ouvir e tolerar as diferenças nunca foi tão importante quanto é agora. Devemos resistir, mais do que nunca.

Anônimo disse...

Faço suas palavras as minhas.

Sou fã do blog e não deixo de ler nenhum post !!

mulhersemprelinda.com

Anônimo disse...

"Homero é um exemplo de como deveria ser o pensamento dos demais alunos que, infelizmente para a nossa sociedade, são doutrinados na ideologia esquerdista/feminista por professores hipócritas. #somostodoshomero# #somostodosbolsonaro#. Endireita Brasil! Aqui em casa meus 2 filhos são criados corretamente por nós mesmos, o pai e a mãe. E quando a escola tenta esquerdar pro lado deles nós mostramos os 2 lados - o certo e o errado - logo eles entendem que a esquerda é doente e responsável pela derrocada desta nossa sociedade Brasileira."

Discordo. Achar que mulher deve falar em tom mais baixo que o homem é um machismo dos grandes. Graças a Deus fui bem educada por um pai e uma mãe que sempre se respeitaram como casal, homem e mulher, e me respeitaram com uma filha do sexo feminino. Até notei, infelizmente, doutrinação exacerbada por parte de alguns (não todos) professores, mas isso não é motivo para concordar com o extremismo nojento do tal Homero, que chega a ponto de querer partir para a violência. Ameaçar já é um crime terrível. Se ele tivesse partido para a violência sem motivo, da forma que ameaçou, teria sido mais criminoso ainda. Defender uma sociedade de valores com base na ideologia da direita não é a mesma coisa que defender criminosos extremistas da direita. Homero não passaria de um bandido escorioso se tivesse mantido a palavra de bater em outro ser humano que não fez nada de errado, pior ainda: que tipo de homem bate em mulher? Respondo: um marica, covarde.

Anônimo disse...

"Não vejo de todo mal que a esquerda seja questionada em suas premissas, o que me apavora é que esses questionamentos são todos baseados em teorias da conspiração sem qualquer base na realidade"

Vou ter que dizer que concordo e ainda adicionar uma coisa. Conheço pessoas razoáveis e intelectuais de esquerda, assim como esquerdistas burros e exagerados, que só repetem o que ouviram. Infelizmente, não conheço quase ninguém de direita que seja razoável e intelectual, de verdade, é muito difícil. Como não me identifico com a esquerda, é até muito triste pelo meu lado. Pessoas que só repetem o que ouviram, indo contra tudo da esquerda sem questionar apropriadamente, temos aos montes hoje. Gente que se convence tão facilmente com teorias da conspiração são um reflexo do quão ruim está a situação intelectual da sociedade brasileira. Esse jeito de falar sem pensar nas consequências também mostra o quão patética está a situação jurídica e, acima de tudo, moral do país.

Fabrício disse...

Não sou educador. Acho que vários mestres são necessários pra formar um ser humano!
No caso da professora a educação é "pelo amor e respeito". Acho interessante que outros mestre como talvez, o professor de história mencionado, eduque alguns alunos com "confrontação e disciplina", de forma agressiva mesmo, como convém um fascistinha ou a um sociopata egoísta-narcisista.
No final tal aluno vai ter uma 'educação completa" para o desenvolviemnto do caráter!

Anônimo disse...

O Anônimo das 15:59 comentou que em escola particular as coisas não funcionam assim, que em escola particular professor X ou Y colocaria o Homero no bolso... Acho que essa galerinha está bem distante do que seria o ambiente dos Maristas, Objetivos, Dom Boscos da vida... Estou falando de escolas de ELITE, de gente RICA, entendem?
Escola particular é antro de direita, filhote. Eu trabalho em escola particular e todo mundo tenta ser o mais isento possível. Não se cala ninguém em um debate, não se impõe ideologia a ninguém. "Colocar aluno no bolso" não é ser educador. Fica mto fácil vc, na autoridade que possui (adulto, mais velho, mais educado) dentro de sala de aula, cagar na cabeça de um adolescente extremista. A intenção é fazê-lo refletir e mudar as suas atitudes ou agir como tirano e "lacrar" na frente da turma?
"Colocar" um Homero no bolso é fazer com que ele tenha mais ódio e mais argumento para ser um cuzão. E digo mais: não é atitude de educador.
E tem outra: estamos repletos de gente que lê demais e só fala/faz merda. Ou vcs por acaso acham que Olavo de Carvalho não lê compulsivamente? Acham que esse pessoal não é mal-intencionado e canalha? Eles não são burros, por isso estão crescendo.

Anônimo disse...

E o suposto pai das 12:49 ou não leu todo o relato ou é um maníaco tanto quanto esse moleque Homero. Onde já se viu ensinar a um filho que mulher não pode levantar a voz e se impor respeitosamente? Onde já se viu ensinar a um filho que escravidão foi um mal necessário? Onde já se viu ensinar a um filho que mulher negra tem que apanhar?
Prefiro acreditar que esse demente ou não leu tudo ou é uma criança bolsominion querendo aparecer.

Anônimo disse...

Eu sou a professora desse relato e gostaria de responder ao anônimo das 15:59.
Não fale de coisas que vc não conhece! Eu já lidei com tudo quanto é tipo de problema pessoal de aluno. De pai que abusava sexualmente da filha a mãe que cheirava cocaína com o filho na frente dos amiguinhos. Parece fanfic? Parece, MAS NÃO É.
Eu não quero colocar estudantes do bolso. Nunca quis. Ensino literatura porque acredito piamente que ela pode mudar a vida das pessoas. Ela mudou a minha vida.
Aproveito para lembrar a vc, que provavelmente não é professor, sobre a nossa lida do dia a dia em uma sala com 35 alunos podres de ricos, ricos de forma que vocês nem imaginam. Não se consegue NADA no berro e imposição. Até parece que vocês n conhecem adolescentes. Até parece que vocês não foram adolescentes.
Eu sou professora e JAMAIS "coloco aluno no bolso". Eu os respeito e respeitava até mesmo o Homero. Ao invés de xingar e espernear, eu debato, mostro argumentos, dialogo... Quem ACHA que ganha coisas no grito é essa gente cada vez mais antipática e mimada, carente de atenção que fica promovendo ataques pessoais a quem usa uma palavrinha errada. Uma parte grande da esquerda não sabe conversar, explicar, dialogar e quer somente impor a sua ideologia. Vocês sabem que é assim.
Sinceramente, faço muito mais nas salas de aula dessas elites do que na internet cagando regra e xingando no twitter.
Me desculpem pelo desabafo, mas é essa a verdade. Sou feminista, mas tenho odiado algumas escolhas e debates feministas. Sou de esquerda, mas tenho me envergonhado de alguns colegas de ideologia.
E o Homero lia muito SIM. Ainda lê. Ou vc por acaso acha que a direita é formada só por gente burra e rasa?

Anônimo disse...

"vc por acaso acha que a direita é formada só por gente burra e rasa?" - 95% é

Felipe Roberto Martins disse...

Boa noite.

Situação difícil, não sei como agir...

Eu como Professor, acho que neste caso, pouco pode ser feito..., infelizmente.

Professora não fique triste, pois você lutou!!!

Somos a Resistência Sempre.

Homero pode ter mais problemas, talvez até patológicos (tive esta sensação).

Abraços.

Anônimo disse...

Sim tudo verdade eu comprovo eu estava la foi lindo, eu era o aluno Aquiles.

Anônimo disse...

Tenho um ex marido que descobri ser machista, mas nunca se interessou por política. Tivemos um filho e nos separamos. De uns tempos pra cá ele anda postando coisas do Bolsonaro, intervenção militar etc. E algumas coisas sobre aborto, daquele tipo "na hora de fazer foi bom " que acho o cúmulo da hipocrisia vindo de um cara que mal vê o filho e faz o possível pra não dar um centavo a mais, pq se pudesse não dava nada.
Aí eu vejo que essas pessoas não estão somente sendo "doutrinadas", mas alguns apenas se identificam na hipocrisia e encontram semelhantes pra destilar todo seu ódio e machismo, pq no fundo é o que realmente são. Sei que esta falando de adolescentes, mas meu ex tbm é jovem na faixa dos vinte e poucos anos, e já vi pessoas mais novas e com mais cabeça.
Eu já tentei conversar e ser uma boa influência pra ele, pensando no bem do meu filho, mas sinceramente desisti. É um misógino egoista até o fundo da alma e se acha superior a qualquer mulher. Invés de ajudar alguém que não merece prefiro ajudar ao meu filho e a mim, pq alguns casos vc tem que abandonar antes que te contamine.
Não desanima, pensa nas pessoas que estão abertas a aprender algo bom.

Anônimo disse...

Legal

Anônimo disse...

Cara 17:52:

A direita não é só feita por gente burra, pelo contrário, para formar o pensamento hegemônico há que se ter muito planejamento, pesquisa, propaganda, etc...

Agora um garoto de 15 anos que admira Bolsonaro? É um coitado que não lê. Não tem nem o que falar. E um professor sabe que um aluno não lê. É muito estranho vc reafirmar que ele lê, depois de ter citado como referência dessa pessoa Gentile e Olavo de Carvalho - eu quando adolescente leria toda a "obra" deles em duas semanas, com quinze anos tinha tempo e sempre adorei ler, então essa estória está muito sem pé nem cabeça, não encaixa um menino que lê e não forma um pensamento minimamente crítico, mesmo que à direita. O Bolsonaro é um idiota, por favor!

Achei estranho o relato sim, e não estou convencida que é real. Conheço muito bem o ambiente escolar, já lidei muito com adolescentes. Com a minha experiência de vida jamais me deixaria abalar por mais um moleque querendo aparecer.

E não só eu, professores que lidam com adolescentes lidam com isso todo dia, de uma ou outra forma.

Quando falo "colocar no bolso" não quero dizer humilhar, rebaixar, mostrar superioridade... mas por favor, a nossa maturidade e experiência tem que servir para alguma coisa, né? Se não servir nem pra levar um moleque a parar de se exibir na sala, olha... e, assim, não é nada profissional achar que vai salvar pessoas, nem psicólogos e psiquiatras se arrogam tanta importância.

Um professor que estuda e prepara uma aula cativante já está fazendo muito! Se fizer amigos, se puder ser um modelo e ajudar em outras questões também é legal. Mas agora tomar como ponto de partida "mudar a vida das pessoas" pode levar a esse absurdo como se deixar desconcertar por um moleque exibido qualquer (e sério, tem moleque demais assim na rede privada, por isso estou achando essa história tão irreal, como que a pessoa lida com adolescentes e se espanta com isso? perde o chão?)

Anônimo disse...

Oi, tbem sou professora. 20 anos em escola particular e faz em pública concomitantemente . Me chamou atenção pque os "pensadores de direita" q vc cita não defendem o trabalho escravo. Vc estava preparada para rebater? Se aceitou esse argumento, volta três casas e se prepare melhor.Cada vez mais os alunos têm de recusado a aceitar ideias prontas. As de esquerda e as de direita tambem. E possível rebater e convencer sim. Mas me parece que no caso é uma consequência do e ele está vivendo em casa. A maioria não é tão radical e.esse é um caso extremo. São os silenciosos que não se propõem ao debate que se tornam impermeáveis.Esses que me preocupam.

Anônimo disse...

Podem parar o trabalho intensivo de psicólogos e psiquoatras que a colega já é capaz de detectar sociopatia pelo relato de terceiros. Gênio.

Anônimo disse...

20.06.17: Sem essa desculpa de "Sub- raça", blogueira censora!10:21 - é por causa dos políticos que sempre compraram votos daquele povo com comida e água. Povo sem escolas, sem alimentação e sem água, mantidos em uma situação de luta pela sobrevivência constante pelo poder dos políticos coronéis da região mais pobre do Brasil. Por isso lá os políticos do PT e etc sempre tem mais votos, pois esses sabem bem como fazer a política do pão e circo. Criaram quase um outro povo na região, totalmente desnutrido e subdesenvolvido.

Enquanto no Sul e Sudeste o povo tenta, com muita luta, dar o mínimo de educação e civilização aos filhos (com o governo sempre atrapalhando), nem que seja para eles saírem pra sempre desse País miserável, no NE as pessoas nem tem essa ambição, pois não tem noção do que acontece a nível nacional. A fome e a sede são urgentes, e eles se preocupam primeiro em comer e beber: hoje, amanhã, depois de amanhã, ano que vem, etc... são escravos do sistema político desse país nojento. E as idéias esquerdistas propagadas nesse espaço contribuem e muito para que a situação naquela região continue como sempre foi. Esquerda caviar, como a da blogueira, agradece e aplaude. Com a função de continuar a ininterrupta lavagem cerebral das coitadas das cearenses famintas e desnutridas, a blogueira recebe seu soldo mensal do governo e dos partidos políticos corruptos de esquerda, oriundos do butim do $ público, afim de perpetuar a situação caótica da sociedade do NE, que já persiste a 200 anos,  e que continuará assim, se esse absurdo continuar. Idéias esquerdistas propagadas nesse espaço, como feminismo, LGBTS e PT são os responsáveis pelo atraso do povo da região. E às gordas hipócritas censoras desse blog aqui, não adianta deletar a postagem, pois ela voltará, porque a verdade tem que ser exposta para algo ser mudado, e de nada adianta esconder o sol com a peneira furada de vcs. Canalhas!

Anônimo disse...

Disse tudo, autora do texto. Os argumentos que imperam entre muitas feministas e aqui tb, é xingar os outros, chamar de mascu, insinuar q é gay, debate zero, intolerância 10.

Anônimo disse...

Tenta segurar o riso. Pelo menos tenta.

Anônimo disse...

Não sei o que é pior, a sua falta de empatia ou reafirmar que a história é irreal.
Não vou discutir com vc, não preciso ficar provando nada. Agora só uma dica, anônimo das 21:19: você não é a medida das coisas. Se vc leu ou deixou de ler, se leria em duas semanas ou dois dias, n significa q seja parâmetro para as demais criaturas da face da terra. É mto narcisismo e megalomania achar q as pessoas se comportariam como vc, segundo suas palavras "eu me comportaria da forma x, logo, todos seriam assim... se eu lesse eu faria assim e assado, logo, ele tbm faria e vc está mentindo". E outra: vc n é professor, n sabe o q é estar ali, n diga como eu tenho q me comportar pq vc n sabe. "Trabalhei com adolescentes" é diferente de estar ali, dia após dia, lidando com eles durante anos.
A mensalidade dessa escola, especificamente, é mais de 1700 reais por mês. Pensa numa realidade dessas!
Se eu fiquei espantada com a atitude do menino é por que lido com gente diferente desse público. As escolas em que eu dou aula têm disciplinas regulares de filosofia, sociologia, direitos humanos e atualidades. Garotos como o Homero estão aumentando SIM, mas são exceção em meios bem educados. Além disso, esse público reaça se esconde nas sombras e só se manifesta em chans e redes sociais atrás de fakes. Vc sabe disso.
Enfim... Se acha mesmo que eu teria o trabalho de escrever um texto desse tamanho para inventar mentiras, sinto lhe dizer: meu tempo é precioso. O seu não é?
Ah, e respeite os professores! Vc já precisou de alguns um dia, mesmo que há mto tempo.

Anônimo disse...

Doente é você. Pq esse tipo de comentário passa? Não entendo.

Karina Beatriz Espindola disse...

Estamos juntas na caminhada cara colega, sou estudante de Letras porém curto mais linguística que literatura, eu já dei aula e sei exatamente como é isso de vc querer salvar e não conseguir, se sentir incapaz, tbm já passei por algumas com alunos que tentei de tudo e sabe do que mais nós fazemos nossa parte que os perdeu foram os pais pela falta de base e educação!!
Bjs!!

Anônimo disse...

"Segundo ele, o trabalho escravo foi necessário e fazia falta. Novamente fiquei bestificada. O professor perguntou de onde ele havia tirado isso. Segundo ele, suas inspirações são pensadores "de fora do MEC": Olavo de Carvalho, Danilo Gentili, Kim Kataguiri e, claro, Bolsonaro e cia. Confesso que não fiquei surpresa, infelizmente."

Só por esse trecho em específico, já dá para avaliar o relato da professora como sendo mentiroso.

Dentre as pessoas citadas por ela, NENHUMA JAMAIS DEFENDEU A ESCRAVIDÃO. O que faz todo sentido. Afinal, Nem Olavo, nem Bolsonaro e muito menos Kataguri descendem de oligarquias tradicionais brasileiras, cujo passado revela o caráter escravocrata de tais famílias.

Se eu tivesse de adivinhar a origem étnica da professora, diria que é negra. Pois atualmente, o movimento negro vem insistindo na tecla do vitimismo para vender a ideia de que o problema da escravidão é de cunho racial QUANDO NÃO É. Basta olhar para a África e comprovar o sem-número de guerreiros africanos capturados por tribos rivais e ainda tratados feito escravos pelas tribos vencedoras, todas de diferentes etnias africanas; ou seja, NEGRAS.

Anônimo disse...

a) Sou professora de Historia e sinceramente nao me surpreende encontrar bolsominions em escolas de elite eles querem manter seus previlegios e entao nao aceitam movimentos sociais.

b) O problema e encontrar em escolas publicas e de classe media pois nestes casos os adolescentes estao puxando o saco de uma classe que nao e a deles e eles nao aceitam

Rafael Cherem disse...

Sim.O debate público está muito raso.

titia disse...

E é por esse discurso imbecil que eu sei que o 22:56 nunca pisou no nordeste e não sabe porra nenhuma sobre a região além do que a mídia manipulada e parcial diz sobre o nordeste. Ai, não é lindo quando um idiota se mostra como o idiota que é? Não sabe nada sobre o nordeste e quer cantar de salvador da pátria.

Agora, com a autoridade concedida a mim pelo fato de ser nordestina, não ter faltado às aulas de geografia no ensino fundamental e médio, estudar numa das mais conceituadas universidades de Pernambuco e ser capaz de conseguir informações por meios que não uma mídia comprada, decreto que o anon das 22:56 é um idiota e toda palavra sua sobre a situação das regiões do Brasil deve ser desconsiderada como chilique de ignorante querendo vender ideologia de ódio e promover a ignorância.

donadio disse...

"É o pai omisso?"

Não me parece que o pai desse rapaz seja omisso. E sim que apoia ativamente os absurdos do filho, talvez até os incentive.

Anônimo disse...

Se um(a) professor(a) não consegue dobrar um moleque de 16 anos é bem possível que essa pessoa esteja na profissão errada.

Anônimo disse...

23:54

Não faz tanto tempo assim que precisei de professores, acabei de sair do mestrado.

Mas se vc é mesmo professora, sinto muito, vc corresponde exatamente à imagem que bolsominions fazem de professores: assusta com qualquer moleque mimado falando asneiras em sala de aula. Como um professor sobrevive sendo assim tão frágil? Até agora só conheci adolescente que vê professores dessa forma, os adolescentes burrinhos e de direita, que acham que professores são uns bobões patéticos querendo salvar o mundo.

E esse papo de que alunos da elite são mais educados (hahahah, really?), colocando até valor da mensalidade torna tudo mais patético e irreal.

Além do mais, como vc está mais preocupado em defender que pessoas de direita não são burras, que o menino lê sim (mesmo ele se mostrando um ogrinho bobo), e por ter se importado mais com isso do que com o fato de eu ter te dito que sua postura não é profissional (como um professor não se ofende com isso?), então acho que vc só está trolando a Lola e não é professor coisa nenhuma.

Anônimo disse...

Hoje em dia é necessário ter preparo para enfrentar essas situações. A direita e seus pensadores têm florescido no Brasil e vejo na classe educadora um grande desconhecimento do assunto, em vista dos vícios adquiridos pela sistemática educacional da esquerda.

A coisa antigamente resolvia-se no calaboca e naquilo que uma professora de Niterói fez, basicamente partindo para ofensas, porém hoje em dia os alunos dispõem de instrumentos para não permitir tal coisa - e estão usando.

Independente de se concordar ou não com tais ideias (não concordo com a maioria delas) é imperativo que elas sejam conhecidas na fonte primária, ou seja, o que afinal teria Olavo de Carvalho dito sobre escravidão? Quais são suas ideias, quais suas posições?

Para alcançar essa informação você não pode confiar nem na opinião alheia, nem em vídeos de 5 minutos extraídos de outros de 2, 3, 4 horas (tais como os vídeos do Curso Online de Filosofia dele, são aprox. 400 aulas desde 2009). O educador precisa ter a coragem de se expor a essas ideias e assim formar uma opinião forte, embasada, lúcida para combater as distorções das opiniões emprestadas de terceiros, quartos e quintos. Se existe um jeito de vencer essa briga, é com informação advinda da fonte e não de outro lugar. E a fonte está viva, mora nos EUA e responde emails e mensagens diretas no Facebook. Responde mesmo.

Não adianta tapar os ouvidos, fazer lalala, bruxificar Olavo, isso não funciona porque saindo da sala de aula qualquer um tem acesso a tudo o que ele pensa e escreve. Olavo ensina sim a combatividade ideológica e é preciso compreender seus métodos para não chegar ao ponto de um moleque que mal saiu das fraldas desmoralizar publicamente a autoridade máxima em sala de aula.

Minha sugestão é que a professora conheça essas ideias na fonte, o que pode ser feito de algumas formas: uma delas é pagar cerca de sessenta reais por mês para ter acesso a toda audioteca/viodeoteca e transcritos do COF (Curso de Filosofia), só com isso você já desbaratina qualquer Kim TaKatiguria, Nando Moura e outros da vida porque essas pessoas só repetem o que ouviram, não leram e se leram, não entenderam. A outra alternativa é procurar esse curso na Internet, em torrent se acha a maior parte desse material (as duzentas primeiras aulas com certeza, que já é base de estudo para anos). Idem para a série True Outspeak e fica a dica: é nela que se discute a questão da escravidão com mais profundidade.

Com 12 anos, li grandes clássicos da filosofia e da política (meus pais eram, na melhor definição da palavra, eruditos) mas não quer dizer que de fato eu tenha entendido o que ali estava, no máximo isso me possibilitou fazer uma exposição, um discurso sobre as obras tais e tais de fulano e cicrano. Até uma criança de 12 anos consegue fazer isso, note. A professora me pareceu excessivamente impressionada com o rapazinho e seus livros e pelo visto esqueceu que um dia já teve 15 anos também e, como todo adolescente nessa idade, pegou discursos emprestados para dar voz à própria rebeldia. Sendo ela a adulta, cabe a ela tratar a questão como adulta. E a forma adulta de fazê-lo é conhecer profundamente as ideias que não concorda e debatê-las com afinco quase religioso na seara da razão. Olavo desmoralizaria esse garoto em 3 minutos.

Anônimo disse...

Para alcançar essa informação você não pode confiar nem na opinião alheia, nem em vídeos de 5 minutos extraídos de outros de 2, 3, 4 horas (tais como os vídeos do Curso Online de Filosofia dele, são aprox. 400 aulas desde 2009). O educador precisa ter a coragem de se expor a essas ideias e assim formar uma opinião forte, embasada, lúcida para combater as distorções das opiniões emprestadas de terceiros, quartos e quintos. Se existe um jeito de vencer essa briga, é com informação advinda da fonte e não de outro lugar. E a fonte está viva, mora nos EUA e responde emails e mensagens diretas no Facebook. Responde mesmo.










to pra ver alguém da esquerda com uma coragem desse tamanho
até porque 99,999999999999999999% das pessoas que falam mal do prof. mudariam de lado só escutando a primeira, SÓ A PRIMEIRA aula do COF, no necrológico já entrariam em crise existencial kkkkkkkkkkkk


e até hoje não achei a gramatica latina do prof. napoleão pra vender =( a saraiva descontinuou em 2013 e em sebo online tá tudo esgotado

Anônimo disse...

Não sou negra não, amigos. Sou branca, do cabelo liso, hetero, cis, casada, bem status quo. A diferença é que nasci na periferia.
A Lola sabe quem eu sou de verdade. Qualquer pesquisa no Google e ela facilmente me encontra na rede. Mesmo pq, meu nome é extremamente peculiar. Gostaria, inclusive, que se ela lesse meu comentário, confirmasse o que eu digo, porque vou te contar viu...
Já vi que os anônimos que estão falando abobrinha só estão querendo irritar mesmo. Adoram cagar regra em trabalho de professor, mas não fazem o mesmo com os outros profissionais. Ninguém chega em um engenheiro p/ dizer: "ai, acho q vc n desenhou isso aqui direito". Ninguém chega em um médico pra falar "ai, sua letra n me agradou, seu jeito de falar é isso e aquilo". Mas professor? Não, professor é subprofissional, precisa de dicas e pitacos de TODO MUNDO porque é o único trabalhador que não sabe lidar com a própria profissão e com seus desafios. Melhorem.
Acham que pra dar aula basta se enfiar num jaleco p/ ficar fazendo macacada e dando patada em estudante. Acham que sabem fazer o trabalho de um professor até melhor, mas só acham mesmo. O país está dessa forma porque nem num debate sadio vcs sabem respeitar um profissional da educação. Já chegam falando que é mentira, que não sabem dar aula, dando carteirada de mestrado, querendo ensinar a trabalhar... WTF.
Eu sei o meu valor, sei que estou na profissão que escolhi e se fosse tão medíocre como querem me fazer parecer, não estaria onde estou por tanto tempo.

Mas se vc é mesmo professora, sinto muito, vc corresponde exatamente à imagem que bolsominions fazem de professores: assusta com qualquer moleque mimado falando asneiras em sala de aula. Como um professor sobrevive sendo assim tão frágil?
Me passa seu contato então, flor. Me ensine a dar aulas depois com sua infinita sabedoria e achismos. Vc n me conhece, n sabe de onde eu vim para me chamar de frágil. Tenho o direito SIM de ficar chocada com gente como o Homero pois 99% dos meus alunos não são assim. São meninos da elite, mas são pessoas excelentes. Apenas aceitem que o opressor pode sim ser consciente.

E esse papo de que alunos da elite são mais educados (hahahah, really?), colocando até valor da mensalidade torna tudo mais patético e irreal.
Talvez tenha lhe faltado algumas aulas de interpretação de textos pois eu NÃO DISSE QUE A ELITE É MAIS EDUCADA, mas que eles possuem mais acesso ao conhecimento SIM. E o valor da mensalidade é esse mesmo, e nem é a escola que cobra mais das que dou aula (e olha que moro num lugar relativamente pequeno). Irreal é vc pensar que não existam escolas que cobrem esse valor. Qualquer jogadinha no Google e vc acha, flor.

por ter se importado mais com isso do que com o fato de eu ter te dito que sua postura não é profissional
Aceito críticas de alguém da área, alguma pessoa que me conheça, conheça o meu trabalho ou a minha trajetória, não de anônimo da internet. Sabe pq? Pq professor é o único profissional que vcs se acham no direito de ensinar a trabalhar o tempo todo. Reflitam um pouco sobre isso.

acho que vc só está trolando a Lola e não é professor coisa nenhuma.
Sou professorA, e a Lola sabe que sou. Dei a ela meus locais de trabalho, meu currículo lattes está lá se ela quiser ver, só não tenho que prestar contas a você, pois meu e-mail foi dirigido a ela, educadora como eu.

Anônimo disse...

Se um(a) professor(a) não consegue dobrar um moleque de 16 anos é bem possível que essa pessoa esteja na profissão errada.
Não estou em sala de aula p/ dobrar ninguém não. "Ensinar", conhece esse verbo?
"Dobrar" é para os progenitores, que possuem essa função. E podem espernear à vontade, jamais trataria qualquer aluno meu com desrespeito, impondo ideologia ou ridicularizando.

Anônimo disse...

"Só por esse trecho em específico, já dá para avaliar o relato da professora como sendo mentiroso."

A mentirosa é a professora, né? Não o moleque. Jamais o moleque. Vocês são podres.

Anônimo disse...

Oi, tbem sou professora. 20 anos em escola particular e faz em pública concomitantemente . Me chamou atenção pque os "pensadores de direita" q vc cita não defendem o trabalho escravo. Vc estava preparada para rebater? Se aceitou esse argumento, volta três casas e se prepare melhor. Sério que eu vou ter que pedir para você voltar e ler o texto? O mal de vocês é que não entendem o que leem, ou leem sem prestar atenção (e eu achando que esse problema era exclusivo dos meus alunos de 14, 15 anos...)
Eu não dou aula de História, dou aula de Literatura, ele escreveu essas asneiras na prova de HISTÓRIA, como está escrito no texto.

Anônimo disse...

"... nem psicólogos e psiquiatras se arrogam tanta importância."
Imagine professor, né? Essa profissãozinha mequetrefe. Quem eles pensam que são achando que podem influenciar as pessoas a serem melhores! Achando que podem mudar a vida de alguém! Se ponham nos seus lugares, tias! (ironia)
Parabéns pelo pensamento. Você me enojou RUDE.

Anônimo disse...

12:28

não é hierarquização de profissões. é uma questão de especialidade, nem psicólogos e psiquiatras tem tanta certeza de salvar os pacientes, eles sabem que apenas tem ferramentas para auxiliar no processo.

e professor que quer salvar os alunos não os respeita em nada, apenas está se projetando neles e os usando pra tentar descontar suas neuroses. o relato nesse ponto é infantilizado que dói.

Anônimo disse...

Oi F., primeiro queria lhe dar os parabéns, essa profissão não é pra qualquer um, ser professor exige paixão, coragem, eu sei disso, minha família é cheia de professores, tenho muitas tias professoras, que eu sempre vi trabalhando muito, aos finais de semana sempre encontrei elas corrigindo provas e trabalhos, minha mãe também é professora (educação infantil), e meu pai já deu aula em cursos técnicos e o que eu vejo é que tem que existir muito amor envolvido.

Você fez o que pôde no caso do seu aluno. Com esse talvez não tenha surtido diferença mas acredite, professores mudam vidas! Nem todos os casos tem solução, mas continue acreditando no seu potencial de ensinar.

Um grande abraço.

Anônimo disse...

À autora do post: não sou professora, mas acho que posso opinar na minha posição de aluna tbm. Entendo e admiro sua vontade de mudar um pouco a vida de seus alunos através do conhecimento, afinal esse é o papel da educação mesmo.
Mas entendo um pouco a opinião da colega que te chamou de mentirosa, não nessa parte, mas quando disse que vc exagerou. Pq por mais que vc queira mudar a cabeça de seus alunos, tem que entender que pra tudo há um limite, e esse limite é a vontade da própria pessoa, e ngm tem que se desesperar por isso. Pq o rapaz tem todo direito de acreditar em machismo, escravidão e o que mais ele quiser.
Vc como professora pode observar seus alunos e aproveitar pra debater esses assuntos em sala de aula dando uma outra visão sobre, mas se ele vai aceitar ou não, vc fez o seu papel. Com certeza dentre vários alunos, muitos vão se beneficiar disso.
Pq vc jamais vai conseguir mudar todos, vc falou que o Homero era o que mais precisava, mas talvez isso seja uma meia verdade. Pq o Homero precisava, assim como precisava reforçar pra todos os outros alunos, que não, mulher não tem que abaixar a voz pra homem, e que não tinha nada de errado com a aluna negra, sua cor, sua religião, nada.
Imagino pelo seu relato que vc deve ter essa posição com seus alunos, mas só estou querendo dizer que existem muitos lados nessa história e nenhum é mais importante, então não fique desgostosa por não atingir todos, apenas faça o melhor possível seu trabalho.
Pra mim é como o feminismo, não adianta apenas ficar se opondo aos machistas, tanto brigando quanto tentando dialogar e ensinar algo a eles. Em primeiro lugar, o feminismo precisa mudar a cabeça das mulheres, pras elas entenderem que são livres e não devem se submeter a nada. Pq assim ficará cada vez mais difícil os homens exercerem seu machismo.
Algumas pessoas acreditam naquilo que lhe convém, não interessa que vc tenha as melhores intenções e argumentos.

Anônimo disse...

Discordo do anônimo das 14:37. Vc está sendo infantil e agressivo ao tentar diminuir a profissão dos professores. Professor n tem hierarquia nenhuma com profissional da saúde, vc errou sim em querer colocar uma profissão como maior ou menor. Pare que está feio. As justificativas foram piores ainda.
Professor muda sim a vida de seus alunos. Não falo só num micro, mas num macro aspecto também. Às vezes ficamos mais tempo com nossos professores do que com nossos pais e família. Conheço de perto professores que mudaram a vida de seus alunos. Se nenhum desses passou pela sua vida, essa deve ser a provável justificativa para tanta empáfia e amargura.
Pare de ser elitista. Professor é uma das poucas profissões que ainda podem mudar o mundo. Não compare um professor com um psiquiatra ou psicólogo pq, veja! São áreas de atuação absolutamente diferentes.
Ao invés de atacar a colega a chamando de mentirosa, poderiam ter mais empatia e parar de achar que nesse mundo maravilhoso de vcs o determinismo funciona, todos são iguais e se comportam da forma como vcs querem q eles se comportem.
Está na cara que vcs não conhecem a atual direita e nem seus frutos. Abaixem um pouco a cabeça e vejam que vcs não sabem tudo sobre todas as coisas.
No mais, solidariedade à colega de profissão que teve que ouvir tanta bosta de gente que se acha acima do bem e do mal com suas fórmulas prontas de como um ser humano deve ser ensinado.

Anônimo disse...

15:42

não estou tentando diminuir ninguém e nenhuma profissão.

nem acho que sei tudo. sei o que há à volta no mundo, percebo que os jovens estão sendo influenciados (como sempre foram, não é nenhuma novidade) por um discurso superficial de meritocracia da direita, e as vozes dessas pessoas (que não surgiram agora, sempre existiram) estão chegando cada vez mais perto, com ares de verdade irrefutável.

não acho que seja fácil lidar com adolescentes, e acho que professores podem ser um modelo e influenciar positivamente os alunos.

mas...

esse relato não faz sentido.

uma professora sofrer por não ter alcançado um aluno é normal, mas é só isso: normal, acontece. por isso a infantilidade do relato, não dá para acreditar que uma pessoa adulta imagine que é a fada mágica que vai curar os males dos adolescentes. se vc assumir esse papel eles vão rir de vc, se não na cara, pelas costas.

um bom professor influencia muito os alunos com uma aula descente, com respeito ao intelecto dos alunos. pode mudar a visão de mundo dessa forma. ponto.

o relato é irracional também porque esse menino não existe: ou a pessoa lê muito ou vota no Bolsonaro. as duas coisas ao mesmo tempo não dá.

no relato parece que é a voz do aluno descrevendo o que causou na professora, que fica representando o papel de tonta que nunca viu um moleque exibido na vida. adolescentes exibidos existem aos montes. só eles mesmos se acham assim tão diferentes e especiais.

lola aronovich disse...

Não se preocupe em provar nada pra trolls não, professora! Todo guest post que publico vem troll dizer que é fanfic, que isso nunca aconteceu, que eu que inventei... Quando modero esses comentários, deleto todos, porque são ridículos. Mas hoje tive que ficar longe da internet durante muitas horas, e deixei a moderação aberta. Então os trolls fazem a festa. Mas que se danem os trolls. Eles passaram ANOS dizendo que meu marido não existia, acredita? Que as fotos que eu colocava aqui com ele eram tudo photoshop, ou um ator contratado... Então é óbvio que vão querer desmentir um relato totalmente verossímil como o seu.

Anônimo disse...

Oi, Lola! Obrigada pela confirmação. Infelizmente fiquei besta de ver como as pessoas se apropriam das situações e como é fácil apontar dedos e dizer que as pessoas estão mentindo.
Pq eu inventaria uma mentira dessas, gente???
Vc sabe quem eu sou e facilmente pode comprovar tudo q eu disse. Tenho foto do B.O., das ameaças por WPP, da minha prova de redação em que a proposta era escrever uma NOTÍCIA e o garoto escreveu como o Temer poderia otimizar os gastos do poder executivo (oi?)...
No mais, respirei fundo e vi q não dá para discutir com vc, anônimo de 16:58. Quer ser tão cagador de regra e me vem com um "descente". Sou professora e dou aulas DECENTES, não acho q sou uma fada mágica e tenho o direito sim de ter me sentido mal por ver que um estudante passou pela minha vida e não pude fazer nada. Não me sinto assim por querer mudar o mundo, mas por ver que ESSE garoto está completamente perdido na vida e infelizmente se agarrou aos piores exemplos possíveis. Sabe o que é? Eu levo a minha profissão a sério porque amo o que faço.
Obrigada ao anônimo de 15:42 pelo apoio.
Anônimo de 14:58: eu não acho que posso mudar o mundo, mas me senti mal com ESSE caso específico porque ESSE garoto vai desabar a qualquer hora. A mãe está morrendo, o pai é maluco e o filho se cobre de ódio para se fazer aparecer, para se afirmar. Ele está gritando por socorro. Os outros alunos já são devidamente atendidos, desenvolvo projetos na minha escola e inclusive ganhamos um prêmio nacional de igualdade de gênero. O que me incomodou no Homero foi ver que mesmo um garoto inteligente pode ser sim seletivo, manipulador, preconceituoso e racista. E por vontade própria.
A história desse menino é uma das muuuuuuitas situações inusitadas pelas quais passei nesses anos de sala de aula e garanto a vocês, se ficaram dando chilique e me chamando de mentirosa POR ISSO, se borram nas fraldas no dia q souberem as coisas q já enfrentamos nessas escolas da elite. Fanfic nenhuma é capaz de representar.
Enfim, paz. A dica de sempre continua valendo: quem fala mal, dificilmente consegue fazer melhor. Rosnam e rosnam na internet, balem e balem na vida real.

Anônimo disse...

(Viviane)
Professora F., parabéns pela disposição de tentar ajudar seus alunos! Se ter ideais e tentar usar sua profissão para alcançá-los é infantilidade, sou mais uma que quer morrer assim.
Agora, acho que você teve muita sorte por o colégio particular ter levado o caso a sério e feito o BO. A maioria dos colégios não ousa contrariar os "clientes", para não perder mensalidades...

Anônimo disse...

A anonima de 27 de junho de 2017 06:07 é "professora de historia" e acha que a elite quer manter os seus "previlegios".

Só podia ser de esquerda mesmo, to rindo aos montes aqui.

Anônimo disse...

Esse é o Brasil do futuro. Ame-o ou deixe-o!

Anônimo disse...

Esse rapaz tem um belo futuro na política.

Anônimo disse...

Nesses casos não tem pedagogia tem que mandar as bolsonetes para puta que pariu

Anônimo disse...

Oi professora! Acho que você contou sua história com o intuito de abrir um debate de como tratar esse geração que se espelha em reaças, infelizmente se deparou com pessoas que não conseguiram contribuir e somente criticar. Neste momento temos que nos manter firmes e ter paciência algumas pessoas vão nos ouvir e mudar de opinião outras vão continuar com seus delírios só pq não querem ouvir que estão erradas. A verdade que não podemos ajudar a todos e iremos influenciar somente alguns para pensar fora da caixinha nesses tempos em que ódio está presente todos os dias, força na sua jornada e um abraço!

Anônimo disse...

Eu acho, na verdade, que muitos desses anônimos só queriam um afagozinho no ego mesmo... "Ai, eu li tal coisa quando tinha 5 anos de idade", "ui, eu leio Stendhal, Aristóteles e Olavo de Carvalho desde os 11".
Anônimo de 11:43, no fundo eles só querem biscoito mesmo. É muito fácil ter lido toda a biblioteca de Alexandria atrás da tela de um pc e de um perfil anônimo, né? rs

Anônimo disse...

Tenho 23 anos e não faz muito tempo que terminei a escola. Na minha epóca não havia estudantes tão reacionários, apesar de ter estudado em uma escola cara. É assustador este crescimento de jovens reacionários, a poucos anos, ao menos na minha percepção, isso não existia. Se isso continuar, teremos um futuro sombrio, retornaremos à idade média. É impressionante a arrogância dos alunos que acham que sabem de tudo e não querem aprender com os professores. Leem livros de "pensadores" sem o menor valor acadêmico e se acham donos da verdade a ponto de não aceitar a resposta correta em uma prova de história por achar que é uma questão de opnião, quando, na verdade, trata-se de fatos. A escola tem uma responsabilidade social, tem que propor uma educação que forme cidadãos, que emancipe, sobretudo, os oprimidos.