segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

UMA HISTÓRIA DE RACISMO MUITO COMUM

Vi esses dias uma moça que não conheço, Sulamita, contar o que se passou com ela pertinho aqui de casa, nas Lojas Americanas do Shopping Benfica, em Fortaleza. 
É uma história típica de racismo, que já aconteceu e continua acontecendo com a grande maioria dos negros: ser olhado com desconfiança ou seguido ao entrar numa loja, e várias vezes acusado, detido e revistado, às vezes com violência. 
Em tempo: eu já fui mal atendida nessa mesma loja quando comprei lá uma barra de chocolate que tinha vermes dentro, e os gerentes levaram um tempão até aceitarem me devolver o dinheiro e ainda disseram que não se responsabilizavam pelo que vendiam. Nada a ver com racismo no meu caso, mas eu boicoto a Americanas desde 2010. 
Fiquem com a história da Sulamita:

Abordada, constrangida, racismo. Três palavras que resumem um pouco da minha noite de ontem, 20/12/2016, na Loja Americanas do Shopping Benfica. Fui comprar lembrancinhas de fim de ano e cartões de natal, cheguei na loja, dei várias voltas, e percebi que um dos seguranças sempre estava por perto. Tudo bem, afinal eu ia comprar e o fato dele estar ali não era problema pra mim. Comprei o que tinha que comprar, passei no caixa e paguei. Ao colocar meus dois pés para fora da loja, o segurança me abordou e pediu que eu me dirigisse a um local mais no canto para verificar minhas sacolas. Fui sem reclamar, afinal, em época de Natal as lojas têm vários casos de furto e não vi problema. 
Fui em direção à mesa do atendimento ao cliente e ele pediu mais uma vez para continuar andando e me dirigir para um local mais recuado. Chegando nesse local, estavam lá as duas gerentes da loja. Nisso, pego o cupom fiscal e começo a abrir as sacolas das Americanas. Mas não era isso que ele verificar. Fui "convidada" a abrir minha mochila e outra sacola de madeira que carregava comigo e despejar tudo o conteúdo. 
Já estava achando a situação estranha, inocentemente não tinha percebido do que aquilo se tratava até o segurança dizer: "Tá vendo? Tudo produto da loja". Os produtos aos quais ele se referiu eram de uma cesta natalina que eu havia ganhado naquele mesmo dia no trabalho. Isso foi o que tentei argumentar. Você acha que alguém acreditou? 
O segurança seguia com o tom de ironia: "Cesta? Do seu trabalho?! Eu vi você pegando esse salgado e colocando na sacola". Pedi para ver as filmagens onde eu estaria supostamente furtando o produto, tem várias câmeras lá, ninguém me mostrou nada, sequer cogitaram olhar. 
Repeti a história da cesta de Natal várias e várias vezes, até que eu disse que ligaria para uma companheira de trabalho que poderia confirmar minha história e dizer inclusive tudo o que tinha na cesta. Ao terminar a ligação, comuniquei que minha amiga estava vindo com o cupom fiscal da compra dos produtos e que uma advogada estava sendo acionada. 
A partir daí, o segurança mudou de postura, disse que não me acusou de nada, e as gerentes tentaram argumentar que em nenhum momento houve constrangimento, que era política da empresa, que na verdade foi um mal entendido e que nem houve agressão, já que o segurança não fez contato físico comigo. O segurança, depois desse momento, entrou coincidentemente em intervalo de trabalho e não voltou mais, mesmo eu passando ainda uma hora na loja. Minhas companheiras de trabalho chegaram e deram todo o apoio. 
As gerentes, ao perceberem que realmente as providências seriam tomadas, pediram os códigos dos produtos. Imagino eu, numa vã tentativa de formar prova contra mim e pensando depois com calma, era algo que elas poderiam ter feito desde o começo para verificar se o produto era ou não da loja.
Toda essa situação, meus amigos e amigas, é racismo. Eu não era a única pessoa saindo daquela loja lotada naquela hora da noite, mas fui a única abordada. Não me mostraram filmagens ou apresentaram qualquer prova concreta do meu suposto furto. O argumento do segurança aceito pela gerência foi: eu tinha passado muito tempo andando na loja, pegando produtos e descartando, Eu tinha uma sacola com produtos semelhantes aos vendidos na loja e ele supostamente me viu colocando um desses produtos na minha sacola pessoal, Eu ainda tive a audácia de inventar uma história de cesta natalina do trabalho. 
Então... Eu não poderia estar em dúvida quanto aos presentes e demorar para escolher? Eu não poderia entrar com mochila e outra sacola que não fosse da loja? Eu não poderia ter comprado produtos semelhantes aos da loja que não fossem de lá? Quer saber, Eu poderia ter feito todas essas coisas. O problema, meus amigos e amigas, é que isso foi feito por uma NEGRA. 
Se você puder compartilhar essa história e ajudar a espalhar minha voz, eu agradeço de coração. Se você quiser duvidar, isso é um problema seu. Ainda tô sentindo a dor desse constrangimento e dói muito.

46 comentários:

Julianatsume disse...

Toda a solidariedade a moça do post. Eu nunca fui abordada assim, mas odeio entrar nessas lojas e passo longe de shoppings pq detesto a desconfiança com que sou recebida, tipo “quem deixou essa pobre entrar". Prefiro lojas do povão como eu, sem frescuras. E olha q detesto fazer compras, é um mal necessário. Interessante que uma vez precisei comprar um sapato e foi aquela chatice: seguranças me vigiando, vendedores me ignorando, uma merda. Só que eu precisei trocar e quando fui lá de volta após a faculdade, o tratamento foi outro. Depois me toquei q era pq estava com uma blusa da universidade, ou seja, eu era gente, uma estudante. Já percebi varias vezes a situação se repetir.
Shoppings e bancos são lugares que me deixam nervosa, pq me sinto vigiada. Tenho inveja das moças brancas q podem ir ao banco de shortinho e chinelo, eu sempre tenho q me arrumar toda para me sentir adequada e não uma suspeita em potencial. Mas nessas horas ser mulher é um pequeno privilégio, meu irmão q é homem e tem cabelo crespo grande sofre muito mais com essa desconfiança.

Anônimo disse...


a) Lola sou sua fã desejo te sorte e paz em 2017.

b) Sou negra com orgulho e acredito que devemos sempre reagir apelarmos para justiça mesmo que demore pois não devemos nos calar diante do racismo.

c) O pior é ver imbecis tentando convencer que racismo é vitimismo que no Brasil não existe racismo e os casos na internet também são muitos olha o caso da filha do Bruno Gagliasso

Anônimo disse...

Eu sou branco e já aconteceu situação semelhante comigo pelo menos umas 3 vezes. Inclusive nas Lojas Americanas.

Anônimo disse...

Sim 17:04, também sou branco, bem claro e isso aconteceu comigo, infelizmente. Aposto que, se eu estivesse de terno e gravata, isso não teria acontecido.

O mais irônico disso tudo é que muitos ladroes entram de terno e gravata para roubar as lojas e os seguranças nem desconfiam.

Anônimo disse...

Sou branca e minhas colegas são em maioria brancas estudantes do IF.E percebemos o mesmo na saída da escola:nenhum vendedor da loja se aproximar.

Cão do Mato disse...

Geralmente eles ficam no pé quando a pessoa entra com mochila ou sacola. Sou branco e isso já aconteceu diversas vezes comigo, inclusive quando eu entrava em lojas empurrando o carrinho de bebê do meu filho.

Anônimo disse...

Eu já vi isso acontecer inúmeras vezes em lojas, drogarias, padarias, aeroportos...
Se você se parece "menos europeus" lá vai o segurança atrás, como uma sombra =(

Jane Doe

Anônimo disse...

Estou indignado pelo o que aconteceu com Sulamita, mas não queira fazer disso o seu prato para justificar o feminismo Lola. Porque feminismo é uma obra de Satanás.
Seu pai Karl Marx admite isso: "Assim, eu perdi o direito ao céu, Sei disso perfeitamente. Minha alma, outrora fiel a Deus, Está destinada ao inferno."
Esse é o fim de quem trilha esse caminho, não queira levar almas inocentes para o caminho da perdição, se converta enquanto é tempo, Jesus os aguardam, siga a Igreja Católica, porque somente nela há salvação.

Luciana disse...

Revoltante...

Rodolfo Abrantes disse...

Isso infelizmente é um mau do Brasil, é aquele preconceito meio que disfarçado ( em termos porque é óbvio o que aconteceu).Mais não permita que isso te deixe paranóica, vá em todos esses ambientes sem medo, porque é isso que pessoas racistas querem fazer você se sentir humilhada e evitar ir a esse lugares.


O que importa é se você tem ou não do dinheiro para consumir, o resto não é importante.

Bjsssss

Anônimo disse...

Comportamento bem babaca hein?E ainda há pessoas que acham que não existe racismo no Brasil!Força para vocês duas! Que em 2017 todo o machismo, racismo e LGBTfobias se tornem dinheiro nas nossas contas!

fococristao disse...

A loja é responsável, sim, pelo que vende.

Anônimo disse...

Fanatismo religioso nunca foi o plano de Deus e de seu maior representante na terra, Jesus Cristo, que por sinal nunca julgou e sempre defendeu que amassemos um ao outro. Se você julga e condena o outro por fazer algo diferente de você, que prefere usar a bíblia de escudo pra destilar seu preconceito, você certamente não entendeu o que Jesus queria. E não feministas estão certas sim por validarem todas essas coisas como motivo pra lutar, pois elas, diferente do que os preconceituosos pensam, lutam por mais justiça e igualdade, e era isso que o filho de Deus queria. Ele não se sacrificou pra que você tentasse bancar Deus e apontasse o dedo pro diferente dizendo quem vai ou não pro inferno.
Repense bem suas atitudes e veja se elas estão indo de encontro com toda a jornada de Jesus na terra e pelo o que ele lutou. Ainda da tempo. Mas seja como for, diferente dos fanáticos religiosos, Jesus e seu pai, Deus Pai Todo Poderoso, ama a todos sem distinção e isso inclui você. Agora se você vai se fazer digno desse amor, seguindo os ensinamentos de Jesus, isso só cabe a você. Mas Deus nos ama a todos. Pena que nem todos que se dizem o cristão realmente retribuam esse amor.

Anônimo disse...

Com certeza acontece bem mais com pessoas negras por motivo de racismo, mas infelizmente nessas lojas, basta você ir mais desarrumado pra ou te destratarem ou nem chegarem perto pra te atender. Se você é branco, basta você ir mais bem arrumadonho que logo você se encaixa no padrão deles. Mas se você é negro, nem sempre isso vai resolver por que eles vão te olhar e ja ficar com as anteninhas ligadas.
Uma grande pena isso acontecer num país onde mesmo quem tem pele branca, possui algum antepassado indígena e/ou negro, em 98% dos casos (porcentagem não oficial, mas pode ter certeza que é a maioria do país).

Anônimo disse...

Infelizmente tenho visto que os seguranças em lojas ficam a atrás das pessoa e até seguindo a pessoa numa pressão. Não numa loja especifica mas em várias, o que é extremamente constrangendor. No meu caso estava com roupas simples em alguma loja que não lembro e notei que estavam me seguindo. Fiquei extremante constrangida e acho que fiz uma reclamação verbal se tinha algum problema acontecendo? No meu caso foi apenas pelas roupas simples. Já percebi que se você vai arrumado te tratam bem e com roupas simples até seguem... Entra a questão do consumismo da aparência onde a roupa foi a determinante para a postura da loja. No meu caso não me seguiram depois que disse que estava me sentido sem privacidade para comprar.

Anônimo disse...

Ah faltou comentar sou branca e já me seguiram e eu não estava com bolsa ou sacolas grandes. Estava com uma bolsa pequena/ média com carteira. E me seguiram. eu estava demorando para escolher os produtos mas também aconteceu quando fui rápido na loja pois no caso o determinante foi a roupa como já disse no comentario anterior estava com roupas simples mas limpas e passadas e não eram velhas. Apenas roupas simples...agora se for de bolsa cara, anel de ouro o tratamento muda nas lojas...

Anônimo disse...

Moça, eu sou branca e se saio de casa de shortinho e chinelo minha família diz que eu pareço uma empregada doméstica. Talvez se eu tivesse cara de branca gringa isso não fosse problema, ou no meu caso é só classismo mesmo, vai saber. Engraçado vc ter comentado isso, pq tb já tive inveja de gente com cara de "rica" e pode andar de qualquer jeito na rua.

Deivid luz disse...

Muito xororo, ao invés de ficar se lamentado, processa a loja e pronto. O ônus da prova é de quem acusa. Agora ficar com esse vitimismo por ser negro,branco ou amarelo. Processo e pronto. Quanto todo mundo começar a processar as empresas abusam das PESSOAS, tenho certezas que essa pratica vai diminuir muito.

Eu gostaria muito que tivesse acontecido comigo.

Anônimo disse...

Que triste. Infelizmente é só um dos muitos. Engraçado o brasil ser o pais mais missegenado e o que mais acontece essas palhaçadas!! Nem em Berlim passei por isso. Nem na china e nem no Canadá...nem em michigan...creio que nao passaria na maioria dos paises que ainda nao visitei! mas no brasil sim. Por isso que nao curto shopping!! Impressionante que nas lojinhas do centro que tem chineses fica tudo pequeno a mão de todos sem cameras ngm é seguido nem nada do tipo. Adorooooo uma pena nao vender roupas se nao era la q eu ia sempre.

Anônimo disse...

Achei que só eu boicotava as Americanas! No começo deste ano fui comprar alguma coisa pra fazer um lanche rápido com duas colegas de trabalho, estávamos na região e não havia nenhum lugar decente pra almoçar. No fim elas acabaram se distraindo e indo olhar outra coisa na loja e eu lá tranquila pegando refrigerante gelado, salgadinho, biscoito e colocando na cesta. Nisso eu percebo que tem alguém me observando mas tô ali na minha e aproveitei pra dar uma olhada em preço de kit shampoo+condicionador e aí vi um segurança quase colado em mim, olhei bem pra cara dele e falei "então moço, tá precisando de ajuda?" e comecei a encarar ele, e ele a me encarar de volta, nisso minhas amigas chegaram e por fim fomos todas passar no caixa e o cara simplesmente perseguindo a gente! Achei um horror e falei que nunca mais iria voltar lá. Nós estávamos todas muito bem arrumadinhas, sem sacolaiada nem nada e aconteceu isso. Cheguei a fazer uma reclamação no Reclame Aqui que foi simplesmente apagada.

Em uma outra loja Americanas, de outra cidade, estou com a minha mãe, uma senhora de 86 anos procurando um saco de meias esportivas pra ela (que nao pode usar sapatos sem meias grossas, por um problema de saúde) e lá vem um segurança mosca varejeira cercando frango na gente, falei pra minha mãe "Deixa o saco aí que a gente compra na Renner" e na hora de sair o cara não queria ver a nossas bolsas? Só que minha mãe é advogada aposentada e não deixou barato e aí pra evitar confusão liberaram a gente.

Detalhe que eu e ela somos loiras (naturais), olhos claros e naquele primeiro caso que contei todas nós éramos brancas também. Então pode sim rolar racismo e eu nem duvido mas acho que nesse caso é uma postura das Lojas Americanas mesmo, que enquanto não mudar não vai ver a cor do meu dinheiro honesto.

Anônimo disse...

Sou branca e nunca aconteceu nada do tipo comigo, até porque eu evito entrar em loja com muita sacola (ou tento amarrar/lacrar). Mas se eu estiver muito casual, eu fico nervosa em shopping, porque rola um julgamento sim. Por isso que evito entrar em loja pequena e um pouco mais cara, porque sempre tem aquele vendedor de sorriso amarelo te medindo.
Se pra mim que sou branca classe C já é desconfortável, imagino que deve ser 2x pior pras pessoas negras... minha solidariedade à moça do post.

Maria Isabel de Castro Lima disse...

O racismo é mais uma das mazelas brasileiras da qual não conseguiremos nos ver livres tão cedo.A única vacina contra racismo é educação para a cidadania, para o coletivo, um trabalho de base, com redução das desigualdades sociais. O que mais me espanta é quando pessoas de uma certa classe social têm o desplante de dizer: "ah, ficam se fazendo de vítimas, nem é tanto assim". Inclusive alguns negros, que são cooptados por esse discurso calhorda. Lola, continuemos na luta. Super beijo.

titia disse...

Meu total apoio pra moça. Que nojo! E o safado do segurança, inventa que viu a moça colocar salgado sem pagar na cesta e nem é homem o suficiente pra admitir o que fez. Eu vivo de calça, camiseta e tênis e nunca reparei se me seguiam ou prestavam mais atenção em mim por causa disso, sou tão avoada que só perceberia se o segurança buzinasse pra mim, mas já ouvi várias histórias sobre isso. Juro que nem sei porque continuam até hoje com essa besteira de seguirem as pessoas com roupas simples e as pessoas negras. Qualquer um com meio neurônio já sabe que nesse país, meu amigo, se você tem medo de apropriação indébita você tem que se preocupar é com os que usam terno e gravata... e não só os de Brasília...

Daniela S. disse...

Racismo se aprende. Hoje estava pensando a respeito. Na minha família tipicamente brasileira de ascendência nordestina tem de tudo, mas a raiz forte é negra e indígena. Toda vez que digo algo de cunho racista me surpreendo e vou buscar isso lá na minha vó que me ensinou coisas bonitas mas também as feias. Ela era galega e se casou com um negro. Eram outros tempos e provavelmente havia nela algum ressentimento por meu avô que ela depositou todo na cor da sua pele e isso reverberava na gente. Ele morreu antes dela. Ela o amava muito. Por amor a eles procuro identificar meu racismo todos os dias e não reproduzir. Isso mata. Dói de todos os lados.


Daniela S. disse...

Boicotemos as Lojas Americanas!!!

Anônimo disse...

eu sou sempre vigiada... e não ando de mochila nem sacola. Não gosto, só ando com uma bolsa-carteira na mão. Mas não é racismo não, devem achar que vou esconder os produtos no cu, normal.

Anônimo disse...

Apenas os ignorantes consideram vitimismo tudo.
Ela não ta de chororô, ta relatando o que aconteceu com ela. E queira você ou não, acontece mais com pessoas de cor SIM. Existem até vídeos mostrando isso, é só procurar. Ela acionou advogado, então não ficou só na reclamação. Isso é importante ser contado pras pessoas saberem como essas burrices são comuns.

Cão do Mato disse...

Se a pessoa não anda com mochila nem sacola, como vai fazer na hora em que for comprar alguma coisa em alguma loja? Vai sair levando tudo na mão?

Anônimo disse...

Isso se chama RACISMO FINANCEIRO.
Todo mundo ja passou por isso que seja pobre. TODO MUNDO.

Anônimo disse...

Tenho pele negra. Que eu me lembre acho que nunca aconteceu nada de ruim comigo nas lojas Americanas, mas os casos envolvendo racismo são muito comuns lá, ainda mais em Salvador/BA. Já me senti ''vigiada'' em uma loja da C&A durante uma época, me sentia constrangida tanto que até deixei de ir nessa loja e ainda cancelei o cartão da C&A que eu tinha. As vítimas devem mesmo processar esses locais imediatamente e nunca mais frequentar a loja.
.......

Lola vc soube de uma médico chamado Luiz Águila: cardiologista, na manhã desta terça-feira, deixou muita gente indignada com o post que fez em seu Facebook. “Sabe porque tantas mulheres apanham? Porque desrespeitam seus companheiros. Respeitem e serão respeitadas. Nossas avós não apanhavam porque respeitavam. RESPEITO É FUNDAMENTAL”, dizia a postagem. Esse monstro fez apologia a violência.
http://www.jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/com-estilo/medico-gera-polemica-no-facebook/?f

Anônimo disse...

O reclame aqui é cheio de denúncias de racismo que são quase sempre ignoradas.

Anônimo disse...

Agora só por apontar que alguém está se vitimizando a pessoa já vira ignorante?

Você não é o dono da verdade pra decidir o que é ou não vitimismo, e se na opinião do cara a mulher ta se vitimizando não é porque você discorda da opinião dele que faz com que ele seja ignorante.

Anônimo disse...

Racismo e elitismo. Se você é ou parece ser pobre ou mais humilde financeiramente, irão te olhar torto. Se você for negro mais ainda, e se for negro e parecer pobre, aí lascou então. E não, nem todo mundo passou por isso. Um branco rico certamente não tem essa preocupação. E nunca deve ter tido que passar por isso se for rico de berço. FATO

Anônimo disse...

Titia, eu presto atenção em vc.

Bjo

Anônimo disse...

Nossa, lendo esse caso, eu torço, torço muito para que um dia a titia ou a Lola fossem fazer compras nas lojas americanas e um segurança começasse a segui-las e acusa-las!!!


Ahahah, não iria sobrar NADA desse segurança, iria ter que pedir desculpas e sair com o rabinho no meio das pernas!!! Eles acham que toda mulher aceita levar desaforo pra casa! Ahhahaha

Ezco Musaos disse...

Chamar de vitismismo qualquer relato de uma situação que envolve discriminação é demonstração de ignorância sim. Se você se dói tanto com a constatação de um fato, problema seu.

Unknown disse...

E você é o dono da verdade? O diferentao, que sabe tudo sobre racismo e é capaz de julgar alguém sem nem conhecer a pessoa? Você não é ignorante, é racista. Por isso tá doído com o post...

Anônimo disse...

É exatamente isso. Não tem nada a ver com racismo, e sim com o fato de estar com uma mochila.

O resto é conspiranóia.

Anônimo disse...

Se eu não sou dono da verdade, você muito menos pra dizer o que é ou não vitimismo, ainda mais sem o conhecimento necessário sobre as situações ditas vitimistas.
Agora toda vez que alguém contar uma situação de eacismo, machismo ou homofobia não pode por que está sendo vitimista, mesmo que tenha agido perante a situação.
Vitimismo que muitos falam normalmente é um negro que relata um episódio de racismo (tipo um branco que acha absurdo um negro quando reclama de uma situação da qual ele (o branco) nunca passou), uma mulher que fala sobre um problema de machismo (sabe, a mulher quando reclama e o cara que vem e fala de vitimismo quando ele jamais passou por isso nem nunca se pos no lugar dela, por exemplo) ou quando um lgbt passa por uma experiência ruim de homofobia (e logo vem um hetero pra dizer que querem superioridade só por quererem ter o direito de fazer o mesmo que qualquer hetero pode fazer).
O que isso te diz?
Pra mim, seria vitimismo se de repente a pessoa falasse que foi discriminada por que um estranho na rua não falou saúde quando ela espirrou.
Aqui nem chega a ser questão de opinião não, por que o que não falta é pessoas discriminando atras de uma opinião. E sim, não saber a fundo sobre uma determinada situação e querer opinar sobre ela ( como hoje em dia as pessoas parecem fazer sobre tudo) é ser ignorante. Procure no dicionário e quem sabe entenderá.

Anônimo disse...

Tem gente aqui que esquece que tem uma diferença entre opinar e julgar, ofender e condenar. O que tem de juiz sem diploma e faculdade de direito é brincadeira viu, principlamente na internet.
Agora não pode mais nem relatar um episódio de racismo que se tenha sofrido que logo aparece um juiz pra dizer que é vitimismo. Tipo quando você relata que sofreu assédio e a galera cai emcima de você por que sentou no colo de um outro cara, o que aparentemente te obriga a aceitar e achar bom a investida de todos os caras do planeta. Aquele velho dormiu com um, então deve muito bem dormir com todos.
Fala sério

Anônimo disse...

Como já aconteceu comigo, fica a dica, caso algum segurança de loja tente te levar para uma "salinha reservada" chame IMEDIATAMENTE a polícia e fale sobre cárcere privado. Provavelmente antes da PM chegar já te liberaram porque eles sabem que estão errados. Não se submeta a NENHUM tipo de revista corporal e nem permita que toquem nas suas coisas, todos esses procedimentos são ilegais, chame o 190, peça para seus amigos ligarem para o 190, documenta tudo, filma, grava audio discretamente (você não precisa de autorização judicial pra isso) e mete processo depois.

Anônimo disse...

Que ela meta um processo nessa loja e o segurança pague caro por ser um cretino! Se ela não tivesse o apoio das colegas de trabalho e conhecimento pra protestar, poderia até ter sido presa ou extorquida. Imagina o quanto isso acontece com pessoas bem mais humildes que não conseguem se defender.

Uma pessoa que faz isso merece pagar, e a loja que é conivente, também.

Anônimo disse...

Sou branca, tenho cara de rica e raramente saio mulambenta, e NUNCA tive essa preocupação de estarem me vigiando, ou então tenho tanto costume de não ser observada por seguranças que se alguma vez me observaram, nem percebi. Aliás, aconteceu uma única vez quando eu tava com minha irmã, numa lojinha de bijuteria beeeem mequetrefe, a vendedora ficou seguindo a gente, parecia achando que a gente ia roubar, quase que eu falo: “vc tá me achando com cara que vai roubar pulseira de 9,90?”

Anônimo disse...

O racismo existente nos mais diversos ambientes é tão óbvio que impressiona. Já saí de loja de roupa cujo alarme apitou diversas vezes (erro de vendedor ao não retirar todas as etiquetas de alarme ou erro da máquina mesmo). Sabe quantas vezes fui abordada ou revistada? Já consumi até alimentos (que estavam comigo antes de entrar na loja) em lojas americanas e afins e nunca, jamais fui abordada. Vou ao banco de short e chinelo, ao contrário da moça que comentou que precisa se arrumar muito pra ir ao shooping.

Por que nunca fui abordada?

Sim, porque sou bem branca, tenho cabelo liso e por aí vai.

A forma como pessoas fora desse padrão são tratadas não é racismo? Conspiração? Conta outra!

Mila disse...

Essa de "produtos da loja" é papo furado. Praticamente toda loja tem aquele negócio na porta que apita quando o produto não passa pelo caixa. Imagine agora se vc compra um produto numa loja num dia anterior e tem de dar satisfações se voltar à loja usando um produto que comprou lá.
Quem é negro sabe que por mais bem vestido e aparente ser um consumidor qualquer da loja, vc é sempre suspeito. Não à toa que ladrões de lojas de produtos finos é gente branca metida num terno ou sapato de salto. Não tem cara de maloqueiro, sacomé.

Anônimo disse...

Eu espero realmente que vc tenha processado esta loja, e com causa ganha certeira! Pois somente com esta atitude estas pessoas passam a respeitar mais o próximo... Infelizmente o povo brasileiro é muito preconceituoso, eu achava que era em todo lugar mas aqui parece que bate o recorde... Viajei pros EUA ano passado e me senti extremamente humilhada no aeroporto, eles nos tratam como criminosos, tive que ser revistada com outras pessoas antes de entrar no avião, tirei o tênis, passaram um papel estranho para detectar drogas, enfim horrível... Não estava sozinha se tivesse teria chorado. Um americano viu aquela cena e ficou horrorizado, começou a reclamar com os seguranças que aquilo que eles estavam fazendo era ridículo, que no país dele não tinha isso e olha que eu imaginei que fosse ser humilhada na chegada do aeroporto, pelos americanos... Fui muito bem tratada lá, eles foram incrivelmente simpáticos e em nenhum momento me senti constrangida! Tenho vergonha deste Brasil!