sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O ÚLTIMO TABU: MULHERES REVELAM SEUS ARREPENDIMENTOS SOBRE TER FILHOS

Meu querido Flávio Moreira me enviou um artigo que ele traduziu. Foi publicado no jornal britânico Independent e escrito por Kashmira Gander. 
Como a gente sabe, falar abertamente sobre as dificuldades da maternidade ainda é um tabu. Dois anos atrás, eu publiquei um guest post de uma leitora que afirmava odiar ser mãe. Foi uma enorme polêmica nesta sociedade de maternidade compulsória que raramente aceita discutir depressão pós-parto (que não é o tema do artigo da Gander).

Da dor do parto até ensinar uma criança a como navegar em nosso mundo bagunçado, ser mãe é um trabalho duro e implacável que transforma a vida da mulher da noite para o dia. 
Ainda assim, falar abertamente sobre as dificuldades da maternidade ainda é um tabu, e admitir que se arrepende por ter tido filhos é considerado passar dos limites. Um estudo preliminar feito com 23 mães pela socióloga Orna Donath, da Universidade Ben-Gurion, em Israel, recentemente desencadeou um debate feroz ao destacar que um número desconhecido de mães se arrependeu de dar à luz, e tentava distinguir entre ambivalência e puro arrependimento.
Para as mulheres que lutam para lidar com sentimentos de arrependimento, a internet é um refúgio onde elas podem falar anonimamente sobre questões como mudanças de estilo de vida a dinheiro. A página do Facebook "Eu me arrependo de ter tido filhos" está cheia de tais relatos.
"Amo meus filhos.
Odeio minha vida".
Uma mãe (que não trabalha fora) de uma criança de 7 anos de idade e de um de 4 escreveu que ela tem "grandes arrependimentos”. "Eu os amo, mas não sou feliz. Eles tiraram toda a minha liberdade, não posso ter um emprego, meu marido mal ganha o suficiente para as férias. Eu era comissária de bordo, livre como um pássaro antes de ter filhos. Agora só faço os intermináveis trabalhos domésticos".
Outra mãe escreveu sobre como ela está tendo dificuldades com sua filha de três anos que não dorme. Descrevendo um incidente em que ela vomitou de stress depois que sua filha só dormiu por duas horas, ela disse: “Nós não temos vida. Meu marido ajuda muito, mas mesmo ele está perto de desabar. Não temos família ou amigos. Nenhuma rede de apoio. O que eu faço?”
No site Mumsnet uma mulher desesperada escreveu: "Eu amava a minha antiga vida. Meu marido queria muito um filho e eu adiei isso por muito tempo, só por saber que não é minha vocação. Eu cedi depois de muitas discussões, pensando que eu iria me ajustar". 
"Sinto que minha maravilhosa vida foi virada de cabeça para baixo. Ainda não me sinto uma mãe. Sinto tanta falta da minha antiga vida que me dá vontade de sair de casa e abandonar meu marido e meu filho". 
Alguém que postou pensamentos semelhantes terminou com o apelo: "Por favor, não me odeiem, é o que estou querendo dizer. Eu na verdade me considero uma pessoa bastante carinhosa".
Outras mães escreveram como seu arrependimento se resume ao pai de seu filho. Uma dessas mulheres escreveu no site de perguntas e respostas Quora que ela queria ter um bebê "desesperadamente", mas, em parte, achou a maternidade dura quando percebeu que seu marido tornou-se um "mentiroso compulsivo, abusivo e controlador".
"Ainda sinto muita culpa porque me arrependo de ser mãe. Não porque eu falhei, mas porque não quero ser uma mãe. Não consigo explicar por que eu me sinto assim, eu só sinto". 
Robin Simon, professora de Sociologia na Universidade de Wake Forest, especializada em efeitos sobre a saúde mental de pais e mães, diz que é difícil admitir tais emoções porque elas "desafiam as normas sociais sobre a santidade da maternidade". 
Arabella Russell, conselheira na instituição beneficente Relate, que fornece aconselhamento para casais, diz que há uma visão comum de que ter um bebê será "fantástico", mas que a realidade "pode ser um choque para o sistema". 
“É completamente normal sentir-se arrependida, estressada, cansada, entediada e frustrada", diz ela, acrescentando que a aparência de que outras mulheres estão levando a maternidade "como sopa no mel" pode ser enganadora, já que as pessoas se sentem culpadas por admitir seus verdadeiros sentimentos.
"Se você está achando difícil ser mãe, não se reprima. É muito importante ser capaz de falar com seu parceiro ou um membro da família sobre isso", salienta Russell. Conversar em fóruns de internet, inclusive Mumsnet e Netmums e usar serviços como o Relate, também pode ajudar.
Ela aconselha outros pais ou membros da família que estão preocupados com o bem-estar de uma mulher para incentivá-la a discutir seus sentimentos, para que ela veja que as emoções que está sentindo não são anormais.
Tenha cuidado para não julgá-las, pois estes são sentimentos muito difíceis e podem fazer as pessoas sentirem-se culpadas. Se isso persistir e falar sobre isso não aliviar a mãe depois de um tempo, você pode sugerir que ela vá ao médico. Entretanto, cuidado com sinais de depressão pós-parto, que é uma questão diferente e precisa ser tratada".  

128 comentários:

Anônimo disse...

Off topic mas nem tanto.
A Linda Jornalista Fernanda Gentilli assumiu romance com outra linda jornalista se libertando assim das marras do heterossexualismo compulsório, mas os babacas estão dizendo que ele "so usou o pobre do omi ´para engravidar, e o iludiu por sempre ter gostado de mulher"
http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2016/09/fernanda-gentil-assume-namoro-com-priscila-montandon.html

O que esta gente não entende e que sim mulheres sentem mais atração pro mulher do que por homem, sim mulher não sente atração alguma por pênis, pode ate se apaixonar pelo portador de um entorpecida pelo "mito do amor romântico, mas ate pelo fato de o prazer da mulher estar ligado a área externa da vagina, ao tão desconhecido dos omis clítoris, pênis não causa prazer nem atratividade alguma a mulheres alem de ser visualmente desagradável, portanto seu falocentrismo cultural e fail. E sim mulheres quando descobrem o amor entre nós, destroem o patriarcado, eu mesma já fiz muita hétero convicta virar sapa, portanto aceitem que doi menos omis, voc~es são obsoletos.

Anônimo disse...

Eu acho que já passou da hora de a humanidade evoluir em seu processo de procriação,nós já temos tecnologia o suficiente para criar meios de livrar metade da população das violências da penetração, gestação e parto. Fora toda limitação social que isto acarreta as mulheres.

Charle Coimbra disse...

Não quero ser desrespeitoso com anom 13 acima, respeito sua opinião, por isso estou tentando não rir. Mas tá difícil!!

Patrick disse...

E os mesmos reaças que jogam pedras nas mães que se arrependem de ter filhos são contra toda estrutura de apoio a maternidade, como creches, só pra dizer o mínimo.

Anônimo disse...

Quando eu vejo casos como a da Jornalista Fernanda Gentili eu me dou conta de como a heterossexualidade compulsória e ruim e opressiva as mulheres, os homens (Tirando os gays) não sabem como e ruim levar uma vida de mentira tentando se adequar a uma situação que não lhe e natural apenas para ser "aceita' em uma sociedade estruturalmente misógina, machista e homofóbica, eu imagino o sofrimento desta moça durante 15 anos tendo que usar uma mascara reprimindo seus desejos. Dela e da maioria das mulheres.

Anônimo disse...

Não é mais coerente que ela seja bissexual? Ela tava com esse marido há anos. Depois que teve o filho separou. Achei que ele que não tinha aguentado a barra.

Anônimo disse...

Criar/cuidar de uma criança não é trabalho pra uma pessoa sozinha. Isso é trabalho para toda a comunidade. O fato é que uma pessoa só não consegue dar conta de uma criança sozinha, principalmente nos primeiros meses e anos.

Anônimo disse...

Acho que já passou da hora das pessoas quererem impor a maternidade a outras pessoas. Eu acabei de me formar, tenho 23 anos, e toooda vez que vou visitar algum parente todo mundo pergunta quando vou casar e engravidar. É incrivel, ninguém quer saber se eu quero mesmo, não perguntam quais são os meus objetivos de vida, acham que a maternidade é a coisa mais IMPORTANTE a se fazer quando é mulher.
Eu não acho nem um pouco bonito a pessoa ter alguém e abrir mão de tudo na vida por causa dessa pessoa.

Anônimo disse...

Robin Simon é uma famosa professora e socióloga. Por favor corrijam isso na tradução. (obs. lógico que foi um homem que traduziu o texto...)

Anônimo disse...

O conceito de bissexualidade e um dos mais opressivos que existem para as mulheres em termos estruturais de sociedade. E mesmo que existam mulheres bi que eu não acredito, vamos raciocinar; ae uma mulher tem mesmo a "opção" de escolher entre os dois, porque escolheria em alguma hipótese pelo lado que é o vetor direto só machismo e que dificilmente lhe proporcionará prazer e compreensão?
Porque escolheria o pior para si, pressão social estrutural talvez?

Anônimo disse...

Eu concordo, O lesbianismo entre as mulheres e como a gravidade, basta um empurrãozinho. Até porque mulher se força a gostar de piroca por questões sociais, mas no fundo gostam mesmo é de bater bolacha

Anônimo disse...

Por favor troll, não use a Fernanda Gentilli e nem a psicologia para fazer a sua típica trollagem e sensacionalismo barato em sua guerra doentia contra homens e mulheres heterossexuais. Com esse comportamento vc não demonstra não ter o menor respeito por ela e por mulher nenhuma.

Quanto a maternidade eu concordo que ainda forçam muito a barra para a mulher ter filhos, para mulheres de baixa renda, negras e interioranas então que querem conquistar sua independência financeira e sabemos o quanto é difícil para mulheres nessas condições o tempo está sempre contra e as pessoas não querem nem saber se uma mulher tem uma casa própria para morar, o que interessa é que arranje um homem e vá parir e olha que eu já ouvi desaforos e fui constrangida até mesmo por ginecologistas (todas mulheres ainda por cima) sobre esse tipo de situação por eu já ter uns 30 e poucos anos e ainda não ter tido filhos.

Anônimo disse...

Eu acredito de verdade que com a luta social das mulheres dando cada veis mais frutos, e cada vez mais mulheres se emancipado e se empiderando, as mulheres serão e gigante maioria lésbicas ou assexuais, daí a limitação social da maternidade será muito menor em nossa realidade.

Anônimo disse...

Esses tempos atrás eu estava na casa da minha mãe, com meus 3 filhos, e eles lá, brincando sem parar. Minha mãe falou algo como 'nós amamos eles, mas é tão difícil, tem horas que dá vontade de fugir'. Ela não estava falando dos meus, ela estava falando dos dela. Talvez se isso tivesse sido dito há 15 anos eu teria surtado e achado que minha mãe era alguém sem coração. Mas hoje, sendo mãe, não só compreendo, como também sinto isso. O amor por eles transborda, mas a satisfação com a maternidade real não é completa. E eu realmente não consigo entender como isso pode ser um choque para as pessoas. Isso que eu nem sequer me arrependo, pelo contrário, muitas vezes tenho vontade de ter mais (o que também soa como um absurdo, 'como assim um monte de filhos''não tem tv''3 já é demais' etc). Parece que se arrepender de ter tido filhos não é como se arrepender de qualquer coisa na vida.

Demorô... Partiu! disse...

Olha, eu gosto de pênis; acho um brinquedo sensacional. O único problema dele é que vem um homem junto.

Anônimo disse...

Nunca quis ter filhos, nunca na vida. Eu lembro quando era criança de questionar um tio meu por ter adotado um bebê. Não entendia porque uma pessoas quereria tanto ter um filho depois de ter recebido a dádiva de não ser capaz de engravidar. Ele falou que um dia eu entenderia. Uma hora eu teria vontade de ter filhos. Eu deveria ter uns 10 anos. Hoje tenho 33 anos e entendo o lado dele, mas continuo não querendo filhos. Tenho gatos e já me incomodo de não poder fazer nada sem pensar em como eles ficarão. Vou passar a noite fora, eles tem comida e água suficiente? Vou fazer uma viagem, quem vai dar comida e limpar? O cara do gás vai entrar, se a porta ficar aberta por muito tempo, eles podem fugir. Não estão comendo, tem que levar no vet. Tudo isso já me dá uma canseira. Imagina criança! Não consigo imaginar lidar com um monte de gente te dizendo o que fazer, ter que escolher escola, ter que levar e buscar na escola, ter que ajudar no dever de casa, ler pra elas. Eu leio pra mim. Sim, amo os meus gatos, mas hoje não os teria. Imagina esse arrependimento se tivesse filhos! Não é justo colocar novos seres no mundo sem ter a certeza de que quer passar por tudo isso. CERTEZA. Pode ser que depois você se arrependa, mas pelo menos já de início, você tem que ter certeza de que quer. E se informar. Se você acha que vai ter uma vida livre com filhos a resposta é não, não terá. É assim que é. Se for ter filhos saiba disso. Saiba também que as pessoas te criticando não vão oferecer apoio e não é responsabilidade delas fazer isso (o ideal é que pelo menos ficassem calados sem criticar). Foi decisão individual ter filhos, é você que vai lidar com isso. Pra mulher, acho ainda mais grave. Homens podem se arrepender e abandonar, mulheres não podem. Então quando planejarem filhos, mesmo com o parceiro do lado, saiba que pode acabar tendo esse projeto de vida sozinha. Acho que é compromisso demais pra mim. Cansei só de pensar...

Anônimo disse...

O mascutroll que assistiu muito cine prive* veio com tudo hoje!


* lembro que era uma frase recorrente: "só uma mullher sabe dar prazer para outra mulher". Sempre usado como argumento para a cena lesbica do filme, que os punheteiros (como eu era na epoca) adoravam.

Rafael Cherem disse...

Sob estresse qualquer um se arrepende do que fez, e exercer a maternidade é sim muito barra pesada, nós homens não temos ideia do que é, a começar pelo parto e o risco de MORTE que o envolve,é uma grande missão, mas como tudo na vida escolher ter filhos implica em uma série de renuncias e ao que parece essa mitologia criada em torno da maternidade acaba por prejudicar a tomada de decisão, quando há tomada de decisão.

Anônimo disse...

Há alguma agenda feminista de demonização da maternidade?

Mila disse...

Grande parte dos problemas que eu possuo com minha mãe vieram da maternidade compulsória. Ela é uma pessoa antiga e católica. Que foi criada com a mentalidade que ser mãe é padecer no paraíso. Que mãe tem que amar filho.
Cada vez mais conversamos sobre isso. Sem rancor. Eu sei que ela tem medo de eu sentir raiva por ela, mas com o feminismo eu entendi cada vez mais que um monte de coisas pesaram.
A pressão por ter que ter sua própria família. Quarenta anos? Vish, tem que ter filho imediatamente senão pode nascer "com doença". Se deixar para ter filho mais tarde, ih, quer morrer antes do seu filho crescer?
Ser negra também não ajuda muito. Uma das características mais marcantes que nos diferenciam da mulher branca é que a mulher negra tem nos seus filhos alguma esperança de companhia na fase adulta e na velhice. Também somos as mais pobres. Filhos também tem esse papel de amparar a mãe na velhice.
Por causa do feminismo eu tenho solidariedade a ela, ao invés de cobranças e acusações. É claro, não sou perfeita, mas as circunstâncias mudam. Eu gostaria que outras mulheres tivessem a chance das escolhas que minha mãe e a mãe de tantas outras não tiveram - a chance de falar abertamente que não queriam ou não estavam preparadas para a maternidade sem serem julgadas como mães desnaturadas (e olha que louco essa palavra, é a mulher que contraria a "natureza" de ser mãe).

natalia disse...

Bom, eu não sou mãe. Mas acho estranho alguém se arrepender de ser mãe, enquanto os filhos ainda são pequenos. Se fosse uma questão de decepção porque o filho se tornou ladrão, assassino, etc, eu ainda entenderia. É por que dá trabalho? Eu ajudei minha mãe nos cuidados com quatro irmãos. Tirando uma irmã que era bem doentinha, os demais, quando pequenos, eram bem tranquilos. Ninguém passava noites sem dormir. As crianças dormiam bem. Meus sobrinhos também não são problemáticos.
Agora que a maioria é adolescente, nota-se que a maioria é bem preguiçosa no quesito estudo, mas dizer que são difíceis de lidar, uma decepção para a família e humanidade, não, não são.
Então desculpe se não sinto empatia porque a fulana não tem mais tanta liberdade, mas a fulana não sabia disso? O bebe não deixa a mãe dormir? Deve ser horrível, mas isso vai passar.
Hoje, na minha casa, tenho um sobrinho de quase três anos. Ele mexe em tudo. Tenho que falar não umas dez vezes, mas, mesmo assim, todos os dias não vejo a hora de chegar em casa e abraçá-lo. Ele é arteiro, mas amoroso.

Anônimo disse...

O cara acha que falar sobre a realidade da maternidade é demonização. Esse é o tanto que é difícil ser mãe, o importante é não falar sobre o assunto.

Anônimo disse...

A maternidade é o divisor de águas do feminismo. O que está no texto não é só um tabu na sociedade, é algo a ser calado também dentro do movimento feminista.

Pouquíssimos temas provocam tanta loucura coletiva, alucinação e ataques agudos de pieguice quanto o assusto procriação. É mais fácil fazer um frango entender a teoria das cordas do que ter uma conversa racional ou fazer qualquer avanço sobre o assunto.

Além da lavagem cerebral pró-maternidade que começa já na vida uterina, no momento em que ultrassom mostra "menina", qualquer tipo de menção a educar pessoas sobre as responsabilidades e as dificuldade de se criar crianças é visto como genocídio, infanticídio, eugenia, castrações forçadas em massa. E a discussão de um tema fundamental para a libertação feminina morre sem nem ao menos ter começado.

Eu vou repetir ad nauseam et infinitum: enquanto o mito do amor materno não for arrancado pela raiz, como a erva daninha que é, nenhuma mulher - mãe ou não - em lugar nenhum do mundo vai ser livre;
Não haverá avanço na questão do aborto e da contracepção;
A violência obstétrica jamais vai acabar;
Violência doméstica e violência infantil continuarão sendo a regra;
Mulheres continuarão presas a vidas que não querem;
Mulheres continuarão presas a ciclos de violência e pobreza,
Nunca haverá melhoria da assistência a primeira infância e da educação;
Vamos todas continuar sendo reféns do nosso sistema reprodutivo;
Seremos eternamente tratadas como matrizes reprodutoras;
Vamos continuar excluídas das ciências, dos nóbeis, da política e dos grande feitos...


Jane Doe

Anônimo disse...

Já se vende o brinquedo deparado em lojas para adultos.

Anônimo disse...

(Viviane)
Anon de 14h37 disse algo muito importante: essa ideia de responsabilidade exclusiva da mãe é característica da cultura ocidental, além de ser bem recente, mais ou menos de meados do século XX. Penso que precisamos desconstruir esse mito e colaborar mais com as mães. Palavra de uma mãe eternamente grata a todos os que ajudaram a tomar conta da filha para eu poder estudar, trabalhar ou simplesmente ter uma hora de descanso...
#ajudeumamãe

Anônimo disse...

Sim, é um absurdo dizerem que a Fernanda Gentili usou o ex marido para poder ter um filho (como se fosse necessário uma mulher se casar para isso). Já passou pela cabeça de vocês que ela pode ter amado genuinamente esse homem, ter sido feliz com ele, ter achado que seria para sempre e inclusive sentir prazer sexual e ter acabado e agoooora, ela estar vivendo tudo isso com outra pessoa, que por acaso é mulher?

Alícia

Anônimo disse...

Engraçado que na minha família somos 3 mulheres jovens, perto dos 30, e nenhum parente faz pressão nenhuma. Nem minha vó que tem 80 anos. Ps: Nenhuma das 3 quer ter filhos. Eu até poderia mudar de ideia em condições ideais, mas nunca pra eu ter q cuidar sozinha.

Anônimo disse...

Anon 14:59, pq logico que um homem traduziu?

Anônimo disse...

Realmente uma mulher q tem 3 filhos ou mais hoje em dia é vista como louca. Eu mesma arregalo os olhos qd vejo uma mulher jovem com mais de 2 filhos. A minha vó de 80 anos só pariu 3, mas também ela se separou cedo e os 3 q ela tem foram com 1 ano de diferença.

Anônimo disse...

Sempre que se fala em lésbicas, lesbianidade e libertação das mulheres da heterossexualidade compulsória, aparece alguém pra empurrar pinto pras mulheres voltarem "ao lugar delas", pra empurrar lésbicas pra dentro da heterossexualidade, falando em bissexualidade, etc.

Isso é cultura do estupro, é apoio e incentivo ao estupro "corretivo" de lésbicas.

Anônimo disse...

Concordo com vc. Tenho 2 cachorros e eles dao trabalho. Me preocupo com eles ao mesmo tempo que tenho preguiça de cuidar. Uma deles ta com problema no ouvido e to tendo q acordar de madrugada pra dar o remédio. Eu cuido com muito amor mas sei q uma criança demandaria muito mais do meu tempo e atenção. Pra mim não dá.

Anônimo disse...

Com certeza.Lesbofobia.

Anônimo disse...

"Por favor troll, não use a Fernanda Gentilli e nem a psicologia para fazer a sua típica trollagem e sensacionalismo barato em sua guerra doentia contra homens e mulheres heterossexuais. Com esse comportamento vc não demonstra não ter o menor respeito por ela e por mulher nenhuma."

Só porque você diz é verdade, lógico. Você que parece ser troll com esse comentário sem nexo tentando reprimir a colega que põe em xeque as crenças do status quo ou então tá muito desesperada com a heterossexualidade sendo questionada, hmmm... "guerra doentia contra homens e mulheres heterossexuais" kkkkkk quanta insegurança hein?

P.S: o nome da jornalista é Fernanda Gentil, não Gentilli. Tira o macho da cabeça pelo menos um pouco, é libertador e faz tão bem... :)

Prof. Ane Santos disse...

A sociedade pressiona que a mulher tenha filhos mas, se algo dá errado, a culpa cai apenas sobre a mãe - que não compareceu na escola, que não soube educar, etc. E o pai, onde fica nisso tudo? Se ela se sente infeliz, pressionada, o mínimo que a sociedade deve propiciar é apoio, não ser taxativa de dizer que a mulher é má, etc.

Anônimo disse...

Oi Natália, antes de ser mãe pensava como você, por também ter ajudado minha mãe a criar meus irmãos, mas, quando me tornei mãe, o peso da responsabilidade ser minha, de não saber se estou criando bem outro ser humano, de muitas vezes não saber se estou sendo muito rígida ou muito frouxa e diversas outras questões me fizeram ver e sentir na pele quanto a maternidade é solitária, por mais ajuda que se tenha, e como essa solidão pode ser desesperadora, entre muitas outras coisas que passei a sentir. Resumindo, quando é de fato com a gente, nossa visão pode mudar. Então, entendendo perfeitamente quem se arrepende, embora nunca tenha me arrependido.

Anônimo disse...

"Já passou pela cabeça de vocês que ela pode ter amado genuinamente esse homem!"
Não!
O que me passa pela cabeça e que ela foi forçada por toda uma estrutura social a fingir que amava um homem sendo que sempre foi apaixonada por mulheres. o que me passa pela cabeça e quantas milhões de mulheres passam por esta situação e como o "feminismo" mainstream liberal ainda mantem o status quo da heterossexualidade feminina sendo que deveríamos ter foco na desconstrução disto.

Anônimo disse...

Nem atração por homem mulher sente, se sentisse revista de nu masculino não venderia só para gay.

Anônimo disse...

Diabetes e considerado algo natural humano e nem por isto devemos nos conformar com ele, maternidade e a mesma coisa.

Alessa disse...

Minha mãe foi mãe aos 17 e 20 anos. Não sabia o que isso significava, e por não ter direito ao próprio corpo, teve uma vida difícil e de privações. Nossa relação sempre foi complicada.
Tive filho aos 31 anos. Não tinha certeza do que queria, mas nossa sociedade hipócrita não nos dá direito de escolha. Meu filho tem algumas complicações. Apenas aos 3 anos e 5 meses dormiu sem acordar pelo menos 6
vezes a noite. Gasto todo meu salário com seu tratamento, que não está disponível na rede pública. Sempre me pego pensando em como seria bom voltar no tempo para ter uma vida difrente da que tenho hoje. E ainda me perguntam qdo vou ter outro filho. Quanta insensibilidade dessa gente...

Anônimo disse...

E desde quando lésbica gosta de pau? Se a mulher casou e teve filho com um homem obviamente ela não é lésbica!

Anônimo disse...

As ovelhas adestradas patéticas tremendo nas bases e fazendo todo tipo de malabarismo argumentativo péssimo e acrobacias mentais muito ruins por causa do temor da queda final da ordem heterossexual.

Continuem, por favor. Apesar de todos esses números velhos e manjados serem um saco (pun intended) cada movimento de vocês nessa corda bamba prenuncia e acelera a queda, que será muito divertida e satisfatória :)

Flavio Moreira disse...

Olá, Anon 14:59. Obrigado por esclarecer - você pode ver que a Lola já corrigiu.
De fato, não conheço Robin Simon e eu poderia ter feito uma pesquisa antes - mas eu fiz a tradução meio corrida, na minha hora do almoço, no trabalho, porque achei o assunto interessante, inclusive porque vejo isso muito perto com uma amiga muito querida que passa por esse problema - não ter uma "rede de proteção familiar e de amigos", que possam ajudar e dar apoio. Moramos em cidades diferentes, hoje, porque ela precisou se mudar devido ao emprego do marido e na nova cidade ela engravidou - eles queriam ter filhos, que fique claro. Só que foi uma barra muito pesada, mesmo ele sendo um marido bacana, que divide as tarefas domésticas quando chega do trabalho. Sempre conversamos sobre essa "sacralização da maternidade" e de como ela é uma imposição cruel a todas as mulheres, mesmo às que querem ter filhos.
Mas, em relação ao seu comentário, não acho que o fato de eu ser homem interfere na minha capacidade de traduzir um texto. Tradutores, independente de gênero ou orientação sexual, não sabem tudo - nem são obrigados a saber, embora sempre devam pesquisar sobre os assuntos de suas áreas de tradução. Essa não é minha área, faço porque gosto e de maneira informal. E sempre peço à Lola para dar uma boa revisada e trocamos ideias sobre as minhas dúvidas.
Mas obrigado, mesmo, pela sua observação gentil, polida e humilde.

Anônimo disse...

Três mitos bonitinhos.
Unicórnios.
Gnomos.
Mulheres 100% hétero.

Anónimo disse...

Natalia, esses seres humanos que encontraram na internet o diario que nao ligam mais de escrever e colocar toda sua frustração infelizmente.Vc ve o homem fazer isso? Sério mesmo mulheres desse blog, EH LOGICO QUE TEM HORAS QUE TUDO DA NO SACO, cachorro , gato, mae , pai ,amiga, TUDO,nao precisa falar nossa queria nao ter mãe , pq sem minha mae seria mto melhor affeeee que mundinho de bosta vcs "feministas" criaram na cabeça de vcs,CRESÇAM EMOCIONALMENTE PELO BEM DE VCS.

Anônimo disse...

A maternidade e sem duvidas o maior calcanhar de Aquiles para o empoderamento feminista. E um dos pilares do machismo estrutural em nossa sociedade.

Anônimo disse...

Bom, eu sou bi, mas continuo preferindo me relacionar com mulheres. Para mim é mais fácil enfrentar os problemas tidos entre duas mulheres do que sustentar um relacionamento com alguém do sexo oposto, onde toda pressão da sociedade e da familia e inclusive do parceiro são MIL VEZES MAIORES conosco pra que tudo "dê certo" e qualquer coisinha a culpa sempre cai sobre as mulheres, ou seja, se ela está em uma situação de maus tratos e relacionamento abusivo por parte dos homens sempre arrumam um jeito de culpá-la por isso, dizendo que ou ela colaborou pra isso ou permitiu que o parceiro abusasse dela (não somente no sentido sexual). Enfim, são várias coisas que me fazem crer que pelo menos PRA MIM me relacionar com mulher é bem melhor e me dá muito mais segurança, e já tendo experimentado o sexo entre os dois, posso afirmar que com mulher e mil vezes melhor e mais prazeroso para uma mulher sim, sem a violência da mecânica penetrativa.

Quanto a maternidade para mim e algo tão distante, irreal e louco que não sei nem como comentar, mas e evidente observando de um certo distanciamento mas tão próximo do assunto por ser mulher que da para notar que a maternidade e sim uma barreira para a emancipação feminina na sociedade, e como se fossemos vistas e criadas para sermos "encubadoras naturais"

A. disse...

Eu não tenho dúvidas que o maior problema da maternidade (quando desejada) é a total solidão materna. A mãe é a única verdadeiramente responsável. Não conheço nenhum pai que divida totalmente a tarefa de criar uma criança. Nenhum. Nenhum. Ajudar, dividir tarefas quando chega do trabalho, é uma coisa. Outra, bem diferente, é deixar a carreira em fogo brando, é abrir mão de projetos, é a sociedade te tirar do "páreo". A maternidade é uma condenação para as mulheres. Talvez as ricas, com poder de pagar e delegar responsabilidade, consigam seguir a vida profissional e social no mesmo patamar que os pais. Mas para a imensa maioria das mães, a maternidade significa, sim, a saída do mundo dos "normais" e a entrada em uma vida de segunda categoria do ponto de vista profissional e social.
palavras de uma mãe que não se arrepende, mais que não pode negar a realidade.


Anônimo disse...

"E desde quando lésbica gosta de pau? Se a mulher casou e teve filho com um homem obviamente ela não é lésbica!"

Meninas nem são treinadas, adestradas, desde a mais tenra infância para as relações heterossexuais, o casamento com um homem e a maternidade né? Na nossa sociedade não existe heterossexualidade compulsória: empurrar pau pra cima de todas as pessoas do sexo feminino, forçação da heterossexualidade, idealização da heterossexualidade, romantização da heterossexualidade, naturalização da heterossexualidade, normatização da heterossexualidade, nada disso existe pra gente cega, burra e/ou cínica que adora negar a realidade por pura conveniência hipócrita ou será por medo?

Jane C. disse...

Espere até você ter um, Nathalia, aí você diz se realmente é tão estranho assim não gostar de ser mãe. ;)

Anônimo disse...

Verdade, A.

Em muitas espécies na natureza as fêmeas se agrupam e se ajudam com os cuidados e provimento das crias. Só no patriarcado mesmo que as mães são isoladas e forçadas a terem sozinhas toda a verdadeira responsabilidade em relação à criação das crianças.

Isso é uma aberração da natureza e uma total crueldade para com as mães e para com as crianças também.

donadio disse...

"Só no patriarcado mesmo que as mães são isoladas e forçadas a terem sozinhas toda a verdadeira responsabilidade em relação à criação das crianças."

Isso nem é o patriarcado, é o capitalismo mesmo, com sua família nuclear. Em sociedades feudais ou escravistas, bem patriarcais, as mulheres mantinham esse tipo de rede de apoio mútuo para o cuidado das crianças, sem que a dominação masculina sofresse um arranhão com isso.

Anônimo disse...

Ah, donadio, nem começa com suas deturpações e seus mansplainings toscos e manjados não. A anônima falou sobre as mulheres - especialmente as mães - serem de alguma forma isoladas do resto da sociedade, o que sempre aconteceu no patriarcado, muito antes do capitalismo - que apenas intensificou isso com a nuclearização da família. Mesmo antes da consolidação do capitalismo essas redes de apoio que existiam entre as mulheres não eram livres e autônomas, em sua maior parte, ficavam em um espaço segregado, confinado, sob o controle de um ou mais homens.

clarissa disse...

Mas, gente... Por que raios para ser feminista não pode gostar de sexo com homem? Desde quando ser lésbica se tornou imperativo? Eu sou feminista e gosto de sexo com homem, sim! Sou hétero mesmo! Nunca na minha vida tive atração sexual por mulher, pra mim, a ideia de transar com uma é semelhante à de transar com um animal de outra espécie ( no sentido de não ter tesão nenhum, mesmo!como não tenho tesão pelos meus gatos!); e isso não me faz menos feminista! PELAMOR!! Qualquer tipo de ditadura é burra, no meu entendimento: tanto a de ser quanto a de não ser mãe, hétero, homo, solteira, casada, tanto faz! Eu sempre quis ser mãe e nunca quis ser dona-de-casa, e tá tudo certo, gente! Tenho 2 crianças e adoro a maternidade, gostei de estar grávida, gostei de parir, de amamentar, gosto de vê-las crescer... assim como gosto de estudar, de trabalhar e de ter a minha grana... assim como gosto de transar com o meu marido, e sempre gostei de transar com homem... e acho pênis bem atraente (vide Zulu), e tenho orgasmos com penetração e clitorianos... por favor! generalizar é que nos enfraquece! Separar pra conquistar: é isso que o patriarcado faz desde sempre e a gente continua caindo como patinhas: só é feminista se isso ou aquilo; só é mãe se pariu normal, se amamentou até os 2 anos, ou só é feminista se odeia homens ou é lésbica, ou não quer ter filhos... ad infinitum et ad nauseam... Feministas querem igualdade de direitos! Queremos ser julgadas pelas nossas habilidades não pelas nossas formas! Queremos mesmas oportunidades de trabalho! Queremos sair às ruas sem sermos atacadas! Queremos que nossas vidas sexuais não definam nosso caráter! A meu ver isso é que importa: direitos! Ou vamos trocar a cagação de regra do patriarcado pela cagação de regra das mana...
#prontofalei

Anônimo disse...

Transar com um animal de outra espécie é o que vc faz com seu macho, querida. Não tenta inverter as coisas não, que sexo lésbico é entre iguais, não compare com bizarrices como zoofilia, sua lesbofóbica nojenta! Heterossexualidade que tem muito a ver com zoofilia (um ser humano sendo fodida por um bicho peludo e grosseiro).

titia disse...

Fui fruto da irresponsabilidade dos meus pais, nasci quando eles eram muito jovens. Minha mãe diz que não se arrepende, mas mesmo assim sei o quanto ela sofre por causa da maternidade, as consequências dos erros que ela cometeu na criação minha e dos meus irmãos dura até hoje, e vi em primeiríssima mão como a pressão dos outros acabou com ela. Meu pai queria ser pai, mas isso não o impediu de ser uma merda de pai quando teve filhos. De todos os erros cometidos na nossa criação, os dele forma os piores. Ele traumatizou todos os filhos, foi negligente, violento e só pensou em melhorar depois de velho. Ou seja, querer ser pai ou mãe já não garante porra nenhuma, você pode querer muito um filho e ainda assim ser um péssimo pai/mãe, imagine quem tem filho não querendo! Esse mito da maternidade é extremamente nocivo não só pras mulheres mas pras crianças também, e se as pessoas realmente se importassem com as crianças não forçariam as mulheres à maternidade.

Mas, como sempre, a questão não é o bem estar, é somente controlar a mulher. A maternidade compulsória e o mito do amor materno são o maior cabresto que sociedades machistas podem colocar sobre a mulher e imagine se vão abrir mão desse controle pelo bem estar das pessoas! Todo post sobre creche pública e aborto é uma prova de que as pessoas não importam, as mulheres não importam, as crianças menos ainda; o que importa pra essa sociedade lixo é o controle sobre a mulher.

Ah, dona Natalia, desculpe furar sua bolha cor de rosa mas ficar com seu sobrinho e entregar de volta pra sua irmã/irmão no final do dia ou da semana não conta como experiência de maternidade. Não chega nem à ponta do iceberg da maternidade, na verdade. Você só vai saber como é a maternidade REAL (e não, não é tão bonita assim) quando você mesma for mãe.

Anónimo, vai tomar no cu logo que isso é falta de macho.

Anônimo disse...

Grande feminista essa que considera outras mulheres animais sub humanos, muito feminista mesmo. Parabéns!

titia disse...

Clarissa, nem ligue. Se não for troll mascu dando chilique tentando se passar por radfem, é uma radfem e nenhum dos dois tem direito de cagar regras sobre ninguém.

Anônimo disse...

Eu vivi para ver uma feminista dizer que sexo com lésbicas e semelhante a sexo com animais, tudo para defender o fato de ser ralo de homem. Quando falamos sobre a norma heterossexual, nós estamos falando sobre uma série de estruturas sociais dolorosas e opressivas que mantêm os desequilíbrios de poder.
A norma é o patriarcado, a supremacia branca, classismo, heterossexismo, cissexismo, e uma série de outros sistemas de privilégio, tudo embrulhado em uma pequena frase.
Somos educadas em uma cultura que tenta empurrar essa norma para nós – e um dos principais objetivos do feminismo é esmagar essa norma e substituí-lo com idéias sociais que sejam mais justas, equalitárias e equilibradas.
São normas sociais que nos dizem que devemos ser donas de casa e mães, e nada mais. São normas sociais que nos dizem que devemos fazer todo o possível para agradar e atrair os homens e, em seguida, definir-nos em relação a esses homens.O feminismo é um movimento que é baseado em quebrar normas.

Anônimo disse...

"e tenho orgasmos com penetração e clitorianos..."

Há tá bom conta outra, se isto não for fake de homem não digo nada. Todo orgasmo feminino esta ligado ao estimulo direto no clítoris, não existe orgasmo feminino baseado na penetração.

Anônimo disse...

essas radfem parecem mascus de chan's. só postam merda!

-.-"

Anônimo disse...

Pênis parece um tumor canceroso em estágio avançado, certeza que é uma doença aquela protuberância horrorosa pendurada junto com um saco murcho de carne com dois grandes nódulos dentro.

Depois os homens tem a cara de pau de chamar os lábios vaginais de cortina de carne. Cortina de carne é aquela excrescência nojenta que eles tem no meio das pernas na frente do buraco do cu ridículo deles.

Anônimo disse...

Esses comentários tão melhor que show de stand up. Tem gente querendo cagar regra até na gozada alheia, vide 12:49

Sueli disse...

Colega, me explica como a humanidade existiria com todos sendo gays? Existe sim a norma hetero, mas isso n significa q só existe gay, ridículo. Tem de tudo, gay, hetero, bi, lesbica, trans... vc ta fazendo a mesma merda q o patriarcado, impor uma norma, de q todas as mulheres são lésbicas.

lola aronovich disse...

Esses trolls falando mal de pênis parecem ser os mesmos falando mal de radfems...

Marcia disse...

Concordo.

Anônimo disse...

Olha, com a inseminação, o sexo não é mais necessário. Todos poderiam ser assecuais sem gerar problemas para a humanidade.

Anônimo disse...

Gente não é tão absurdo o que 13:12 disse. Já é possível fabricar máquinas com aparência humana. Já ouviram falar sobre admirável mundo novo? Eu ando pensando que ainda veremos muitas coisas estranhas acontecerem num futuro próximo.

Anônimo disse...

Me perguntam por que eu defendo tanto o Governo do Temer? Eu não gosto dele e nem votaria nele, eu defendo a verdade: quando vejo que as críticas se baseiam em mentira, eu tento esclarecer a verdade: aconteceu com a PEC 241, quando começou a falarem dela em JANEIRO, eu compartilhei no grupo do Whatsapp da escola que eu trabalho, na época eu cheguei a comentar com um colega como o nosso Sindicato não falava nada naquilo, agora que a Dilma caiu começam a falar que é um projeto do "Governo Golpista" etc e tal! Ora, se é um projeto que está desde o ano passado com o risco de ser aprovado no Congresso, o que tem a ver com ele? Da mesma forma a Reforma na Previdência, que não foi criada hoje e a Reforma do Ensino Médio que não acaba com Artes, Filosofia, Sociologia e nem Educação Física! Há muita desinformação, o que a reforma propõe é que com exceção de Português, Matemática e Inglês TODAS DISCIPLINAS SÃO OPTATIVAS, então essas disciplinas estão igual Física, Biologia, Química, História, Geografia, Espanhol etc. O aluno tem que escolher as disciplinas que quer, ou vai fazer o Ensino Médio Voltado para a área das Humanas, ou das Exatas. Igual o que acontece no Ensino Superior e em muitos países. Agora o boato da hora é que o Ministro da Educação disse que é preciso "acabar com as regalias dos professores", nem o Ministro da Educação e nem ninguém do MEC falou essa famigerada frase, ao contrário da desastrada fala do Lula sobre políticos e servidores concursado, essa não saiu em nenhum jornal e não tem nenhum vídeo, se alguém tivesse falado teria saído pelo menos nos Jornais de Oposição como a Carta Capital. Além disso, ele desmentiu em comunicado.
http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=39721

Anônimo disse...

Olha eu entendi o sentido do que a Clarisse quis dizer. Ela não quis dizer nada de mais. Mas tristemente ela foi muito infeliz na comparação, acabou soando ofensivo pra lésbicas.
No mais, sobre o tema maternidade: não sou mãe. Até já me passou pela cabeça. Para mulheres hétero, como eu sou, a maternidade vira uma questão na vida, como se fosse uma obrigação mesmo. Senão vc não viveu. Não é uma mulher completa (essa ouvi de uma tia, e olha que é até mente aberta).
Mas não me senti obrigada a ser mãe. Digamos que foi mais suave essa pressão pq por outro lado há um consenso não declarado na minha família em que vc precisa de uma estrutura financeira boa para ter filhos. Pq ter filho tem que criar bem e a gente tem q se sustentar ao mesmo tempo, viver etc. Ou seja: eu teria que ser muito bem sucedida ou escolher um pai p meu filho pelo bolso.
Talvez por me iludir que eu prefiro conviver com pessoas e não com dinheiro, eu tenha escolhido ter relacionamentos sem pressão de ser mãe. Outro fator é que nunca me interessei realmente em ser mãe. Talvez isto esteja ligado a dificuldades afetivas, psicólogicas e pra me relacionar com minha mãe. Embora hoje tenhamos um relacionamento hoje muito bom.

Anônimo disse...

Mulheres que queiram parir,que segurem a onda.Querer uma rede de apoio só por um capricho é demais, né! Agora, se o método de prevenção falhou,aí sim,essas tem o meu respeito e solidariedade. O casamento e a maternidade é péssimo para a saúde mental e física da mulher. Tenham trabalho e dinheiro e aí terão a LIBERDADE.

Anônimo disse...

Olá sou a 17:23 e venho me corrigir aqui para não soar ofensiva também: a frase "Para mulheres hétero, como eu sou, a maternidade vira uma questão na vida" etc não ficou legal, venho me desculpar.
A maternidade vira uma questão para todas as mulheres independente de sua opção sexual.
Por favor me digam se há algo a mais inadequado.

Anônimo disse...

(Viviane)
Off topic:
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-uma-nova-prova-contra-feliciano-no-caso-patricia-por-nathali-macedo/

Lola, você soube disto? Sugestão para próximo post.

Aninha disse...

A caixa de comentários aqui ficou um pouco fora do tema, mas queria fazer uma observação sobre a maternidade...

Eu fico me perguntando se um dos problemas de ser mãe hoje não seria o fato de que criar uma criança hoje é bem mais complexo do que era 20 anos atrás (por exemplo).
Falo do meu recorte classe média, mas vejo todas as "necessidades" de uma criança e me assusta a quantidade gigantesca de trabalho e dinheiro. E não falo só das questões materiais (celular, etc), como também que vc vai ter que dedicar um tempo enorme para deslocar essa criança para as atividades, bolar uma lista de atividades, se tiver problemas com bullying, tem que ir atrás de psicólogo, e investir na carreira futura... Tenho a sensação que minha geração foi mais fácil de criar, eu vinha a pé da escola para casa e ficava brincando no quintal ou na casa de algum vizinho... Não estou dizendo que é necessariamente ruim, só que ficou bem mais complexo e acho que isso está desgastando mais as mulheres no geral. O que mais vejo é mulher escrava da agenda dos filhos, sendo motoristas dos mesmos e com nenhum tempo para si própria. Isso não parece sadio.

O que vocês acham?

Hele Silveira disse...

Tive filhos porque escolhi. Fiz a escolha absolutamente consciente de que eu iria DE-TES-TAR a fase em que fossem recém nascidos e a infância. Meu, que SACOOOO! Passei por tudo isso o melhor que pude. Hoje, minhas filhas tem 15 e 13 anos, respectivamente e a vida é completamente outra. Sempre penso que hoje, não teria minhas meninas maravilhosas se focasse apenas na chatice que é cuidar de um bebê. Não julgo a quem se arrependeu da maternidade. Pessoas tem o direito de se arrependerem do que for, inclusive de terem filhos e quem não gosta de ler isso, certamente, deve gostar é de hipocrisia. Menos máscaras e obrigações, por uma vida mais feliz e sem arrependimentos - com filhos ou não.

Anônimo disse...

Ui, quem falaria mal de pênis maravilhosos, falos divinos, sagrados e perfeitos? Só pode ser troll, é claro!

Não pode falar nada sobre pintos que ofenda os portadores, eles ficam muito irritadinhos e as veneradoras deles ficam chateadas, que dó...

Obs: quem começou falando em "radfem" foi a titia...

Anônimo disse...

Sim, 18:23. Opção sexual é inadequado. O melhor é Orientação sexual.

Anônimo disse...

Flávio,

a observação não se referiu à sua suposta menor capacidade de traduzir um texto por ser do sexo masculino, e sim ao fato de que você pressupôs, sem quaisquer motivos para tal, que a respeitada e conhecida Dra. Simon é um homem.
A invisibilidade feminina é uma realidade, especialmente nas áreas de produção intelectual. Quantas vezes na história às mulheres não foi relegada uma posição de coadjuvante ou de total apagamento? Antes de entrar na defensiva, pese seus privilégios masculinos e faça uma autocrítica.
Logicamente podemos embarcar na discussão de que errar é humano e que foi algo pontual, afinal, muitas vezes não há indicação de gênero na língua inglesa. E de que não há, socialmente, essa premissa de que todo argumento de autoridade vem de um homem. Assim como podemos dizer que as experiências relatadas no texto são pontuais e que não há sentido em apontar o tabu da maternidade. É esse seu objetivo em um blog feminista? Por ser colaborador da Lola, não esperava esse tipo de argumento desonesto.
Se meu comentário foi curto, foi para fazer com que as pessoas refletissem sobre a posição privilegiada do homem no discurso, e para não desvirtuar o tema.
De nada.


Anon 14:59

Anônimo disse...

Lola, você devia fazer mais posts sobre filmes feministas e filmes com personagens femininas fortes e inspiradoras :)

Anônimo disse...

00:16, orientação sexual é muito inadequado, por que não falar apenas sexualidade?

lola aronovich disse...

A culpa por não ter visto que Robin Simon é mulher, e não homem, foi minha. Eu sempre reviso o que é publicado, e passou. Se eu tivesse procurado imagens das obras de Robin Simon, como geralmente faço, provavelmente levaria a alguma foto da autora. Mas, enfim, alguém avisou logo, eu corrigi, e tudo bem. Não é motivo pra ficar pegando no pé do Flávio, que me faz um enorme favor em traduzir artigos. Espero que ele, e outras e outros, continuem fazendo! Há vários artigos muito bacanas que eu gostaria de colocar traduzidos aqui no blog. Voluntárixs, por favor?

Anônimo disse...

Faltou Deus na listinha KKKKK

Anônimo disse...

Deus não é um mito bonitinho, é horrendo e deprimente.

Anônimo disse...

Embora a maternidade seja a mais importante de todas as profissões — exigindo maior conhecimento do que qualquer outra área humana — jamais se deu importância ao preparo para essa função.
(Elizabeth Cady Stanton)

Com o passar dos anos, descobri que a maternidade se parece muito com uma ordem religiosa, para cujo ingresso se exige que a candidata renuncie a todas as posses terrenas.
(Nancy Stahl)

O simples cuidar de um bebê já era trabalho suficiente para provar que a realidade não era nem de longe parecida com a vida ilusória daquelas publicidades.
(Cristina Chen)

A maternidade é mais desafiante do que ser atriz. Frequentemente, digo que preciso voltar ao trabalho só para poder descansar.
(Michelle Pfeiffer)

Atingir um equilíbrio entre o ritmo inato de necessidades da criança e o atendimento materno, sem frustração excessiva nem intrusão ou sufocação de sua individualidade, constitui tarefa difícil de ser realizada pela mãe mediana de nossa cultura.
(Margaret Mahler)

A alegação masculina que as mulheres encontram realização através da maternidade e da sexualidade reflete o que os homens acham que os realizaria se eles fossem mulheres.
(Valerie Solanas)

O macho tenta convencer a si mesmo e às mulheres — teve melhor êxito convencendo as mulheres — de que a função da fêmea é parir e criar filhos e relaxar, confortar e impulsionar o ego do macho; função que a torna permutável com qualquer outra fêmea. Na verdade, a função da fêmea é se comunicar, curtir, amar e ser ela própria, insubstituível por nenhuma outra; a função do macho é produzir esperma. Agora nós temos bancos de esperma.
(Valerie Solanas)

A maternidade é uma coisa estranha, podemos ser o nosso próprio cavalo de Troia.
(Rebecca West)

Anônimo disse...

Eu não critico uma mulher ou casal por não querer ter filhos ou mesmo se arrepender depois de já ter tido, mas não precisa ficar falando. Depois que já teve é melhor cuidar com todo cuidado e amor (pai e a mãe). Imagine o sentimento de rejeição e consequente problemas emocionais que podem ser gerados na criança ficar ouvindo ou perceber apatia e rejeição dos pais, ainda mais da mãe que costuma se apegar mais e ser mais amorosa.

Anônimo disse...

Sou lésbica e não fico nessa de xingar órgãos sexuais (nem masculinos, nem femininos). Coisa de gente perturbada isso aí!

Anônimo disse...

Será que estão nascendo múltiplos anti-cristos?

Geraçãozinha preguiçosa e mimada. Se espalham em fotos felizes do Facebook e acabam em uma armadilha.

Minha vó já reclamava como dava trabalho, na verdade difícil é conhecer uma mulher que não diga isso.

Denise disse...

Eu! Traduzo do espanhol ou do ingles. :)

Worm Tail disse...

Excelente post. Essa historia de que toda mulher tem instinto maternal e nasceu pra ser mãe é conto do vigário e dos grandes. O problema não é só a sociedade forçar a mulher à maternidade. O problema é também exigir que ela sustente a fachada da Mãe Santa e que sofra sempre calada.

Deixo aqui uma frase espirituosa do site "Odeio Ser Mãe":

"Ter filhos é igual a uma piscina gelada. A primeira idiota pula e depois fica fingindo que a água está uma delícia, só para outras idiotas pularem também."

Anônimo disse...

Estranho pq sou 102% hetero

Anônimo disse...

É mesmo, é?

Anônimo disse...

"Nem atração por homem mulher sente, se sentisse revista de nu masculino não venderia só para gay."

"Diabetes e considerado algo natural humano e nem por isto devemos nos conformar com ele, maternidade e a mesma coisa."


Duas doentes mentais; dentre varias q comentam aqui.
Se eu não consumir pornografia masculina eu não sinto atração por homens, então tá né.
Colocar uma doença no mesmo patamar da maternidade, vai se tratar pessoa!

Rachel disse...

Eu conheço alguns homens que largaram a carreira para estar mais disponível para a família e participar verdadeiramente na criação dos filhos. É muito inspirador de ver!

Anônimo disse...

Tenho 30 anos atualmente e essa dúvida de quando ter filhos está me atormentando. Casei há pouco tempo, mas eu e meu marido estamos juntos há muitos anos. Problema é que meu marido quer esperar bastante tempo ainda...Porque ele trabalha muito e não poderia se dedicar ao filho como gostaria, no momento, já que fica pouco em casa. O problema é que biologicamente sinto que não posso adiar muito, até pra ter mais disposição mesmo. Ao mesmo tempo vejo minhas amigas com bebês e tenho medo de aguentar o tranco!!Porque realmente parece BEM desafiador. E ainda por cima existe a pressão da família, que sempre cobra um neto, um sobrinho, etc. Difícil demais essa decisão!

Anônimo disse...

Eu sempre leio todos os comentários de posts sobre maternidade.Só pra constatar o quanto o feminismo precisa avançar nesse debate. Pq é impressionante como é difícil discutir esse assunto sem utilizar de argumentos acusatórios. De um lado aquelas que são mães julgando cruelmente as que optaram por não ter filhos (egoístas, insensíveis). Do outro lado, as que escolheram não ser mães julgando de forma igualmente cruel aquelas que engravidaram (estúpidas, manipuladas pela sociedade). E quem segue sofrendo com isso são as mulheres. Todas. Pq não sei se vcs repararam, mas com essas acusações de ambos os lados, sobra o que?
Sou mãe de dois, então vou falar da experiência da maternidade pq esse é meu lugar de fala. Tive filhos por opção. Foi absolutamente planejado.Quis muito engravidar, tenho um marido bem bacana, que divide as responsabilidades comigo e amo demais os meus filhos. Não me arrependo de nada.E não sofri pressão para ter filhos. Minha vida profissional e acadêmica ia muito bem, obrigada.
Mas é óbvio que em alguns momentos, mesmo que tudo isso tenha sido escolha minha, eu sinto o peso da responsabilidade. Sinto o cansaço, me sinto perdida, tudo isso. Porque ser mãe é difícil pra caramba! Exige uma energia enorme, tanto física quanto mental. E sabe o que torna tudo mais difícil? A falta de apoio. Porque, sim, nós precisamos de apoio. Sim, um casal não basta pra dar conta de uma criança (muito menos a mãe sozinha). E, sim, a criação de uma criança é responsabilidade de todos. Crianças são membros da sociedade. E que bosta de sociedade é essa em que "cada um com seus problemas e dane-se"? Que bosta de sociedade é essa que nega apoio às mães?
Quando eu vejo mulheres aqui dizendo que é um absurdo que mães esperem receber apoio pq "ninguém tem obrigação com o filho dos outros", sinto uma dor enorme.
Vocês percebem que com esse raciocínio a gente justifica a falta de apoio em qualquer circunstância?
Por isso eu questiono até que ponto esse arrependimento relatado no texto tem a ver com a maternidade em si. Na minha opinião, o desespero é muito mais fruto da ausência de uma rede de suporte do que qualquer outra coisa.
É fruto dessa sororidade seletiva. Que só vai até a página dois.
Tranquilizem-se. Ajudar uma mãe não faz com que vcs tenham responsabilidade eterna por uma criança. Tenham certeza de que os pais seguirão sendo as pessoas mais implicadas em todas as decisões relativas aos filhos. Mas ajudar é bacana. Faz de vocês solidários. Só isso. Ao fim do dia vcs continuarão voltando suas casas e seguindo com seus projetos. A única diferença é que uma mulher, uma irmã, se sentirá mais amparada.
Enquanto houver feministas com esse discurso de exclusão em relação às mães, a gente não avança um centímetro. E o patriarcado segue feliz e contente jogando toda o peso do mundo em nossas costas.

Mari Caroni

Anônimo disse...

Conheço muitas pessoas que tem filhos, em varias faixas etárias e percebi que nenhuma dessas pessoas falam o quão bom é ter filhos.
Todos falam a mesma coisa, filho é bom, mas é tão dificil ao mesmo tempo...ou seja, não tem nada de bom.
Ouço as mesmas reclamações sempre: todo o meu dinheiro é para coisas dos meus filhos, não sei mais o que é uma noite bem dormida, não tenho mais liberdade, não consigo mais sair a noite..
Eu até cheguei a ter vontade de ter filhos, mas hoje não quero mais.

donadio disse...

"Mesmo antes da consolidação do capitalismo essas redes de apoio que existiam entre as mulheres não eram livres e autônomas, em sua maior parte, ficavam em um espaço segregado, confinado, sob o controle de um ou mais homens."

Pois é, moça. Por isso que eu escrevi, embora você tenha feito questão de não ler, que

"em sociedades feudais ou escravistas, bem patriarcais, as mulheres mantinham esse tipo de rede de apoio mútuo para o cuidado das crianças, sem que a dominação masculina sofresse um arranhão com isso."

Anônimo disse...

O que eu questiono é que mães (todas as que eu conheço) não querem que ninguém se meta da criação dos filhos. Elas não querem dicas, palpites, novas informações. Querem fazer as coisas do jeito delas e eu respeito isso. Só me confunde quando elas falam isso e depois falam em rede de apoio. Ou você tem essa criação em comunidade ou você tem a sua criação do jeito que você quer. Não dá pra ter os dois.
Minha mãe fica com minha sobrinha pelo menos 3 vezes por semana no período da tarde e todo santo dia tem que ouvir que fez alguma coisa errada para o padrão da minha cunhada e irmão. Deu algo que eles não queriam que ela comesse, deixou ela assistir algo que eles desaprovam, deixou brincar de algo que eles acham errado (minha mãe não pune, muito menos batendo, então não é nada que de fato faça sentindo). Se eu fosse minha mãe, mandava se foderem.
Duvido muito que índia da tribo reclamaria de algo que a índia mais velha fez com o filho dela, independente de ser sogra.
De novo, tem que escolher: quer ser filho criado em comunidade, com rede de apoio ou quer seu filho criado do seu jeito? Não dá pra ter os dois.

Anônimo disse...

Faz logo esse filho antes que seja tarde demais 30 ja ta velha pra parir depois dos 35 é gravidez de alto risco

Anônimo disse...

Rede de apoio pra quem está doente, com fome,sem teto e dignidade. Quer colocar mais um ser no mundo pra Rider com a vida dele e a do planeta, arque com as consequências.Como disse a anônima ai em cima.Ninguém gosta que chame atenção dos filh@s delas,viram leoas.Por isso essa geração está insuportavelmente mimada.A vida é dura pra cacete,ninguém está com saco pra cuidar de crianças não.

lauda disse...

Reclamam dos conservadores mas fazem o mesmo querendo impor sua própria visão.

lauda disse...

Quis dizer o mesmo mas você foi muito mais brilhante.

Anônimo disse...

Gente egoísta é quem quer gerar mais criança em um planeta superpovoado, com milhares de crianças abandonadas. Ter sua(s) própria(s) criança(s), feita(s) a partir do seu próprio material genético, gestada(s) e parida(s) por você mesma ou por sua esposa, é o cúmulo do egoísmo, da insensatez e da insensibilidade quando se considera o mundo onde essa(s) criança(s) nasce(m). E é patriarquismo sim, é seguir de forma cega ou cínica o imperativo capitalista patriarcal heterossexual da reprodução desenfreada, "frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a".

Quer muito cuidar de criança? Tem vocação ou aptidão para isso? Adote ou faça trabalho voluntário em abrigos, orfanatos, procure ajudar mães que você conheça. Existem muitas crianças já nascidas que necessitam de todo cuidado, afeto e atenção que você pode prover.

Anônimo disse...

"Mulher esperta não procria".

Laura disse...

Isso é sério. Só vemos notícias de pais que abusam, matam (como vingança contra mãe das crianças) e não estão nem aí mesmo para os filhos. Aí quando as mães resolvem também dizer que não aguentam ficar com o fardo de cuidar sozinhas de crianças, são aberrações. O grande problema é que os homens não querem dividir as responsabilidades com a criança. Na hora de falar que quer ter filhos, tudo é lindo e parece que você vai ter uma família super harmoniosa. Aí o pai simplesmente não cuida da criança pq sabe que a sociedade vai cobrar da mulher, não dele.
Perco as contas de quantas mulheres que têm filhos vêm me falar para não ter. Muda a vida (para pior). O bebê é lindo, mas se você tiver planos de crescimento pessoal ou profissional, não é um caminho viável.

Anônimo disse...

'Gente egoísta é quem quer gerar mais criança em um planeta superpovoado, com milhares de crianças abandonadas. Ter sua(s) própria(s) criança(s), feita(s) a partir do seu próprio material genético, gestada(s) e parida(s) por você mesma ou por sua esposa, é o cúmulo do egoísmo, da insensatez e da insensibilidade quando se considera o mundo onde essa(s) criança(s) nasce(m). E é patriarquismo sim, é seguir de forma cega ou cínica o imperativo capitalista patriarcal heterossexual da reprodução desenfreada, "frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a".'

Até nisso a homossexualidade pisa e humilha a heterossexualidade.

Heterossexualidade - além de não ser satisfatória e precisar ser socialmente forçada, obrigada, propagandeada, naturalizada, normatizada - tem muitos riscos de gerar crianças indesejadas ou mesmo desejadas, causando hiper povoamento e a ruína do planeta, degradando cada vez mais a mãe terra e acabando com seus recursos. Nojo!

A homossexualidade não sofre desses problemas, está livre disso... e junto com a assexualidade e a abstenção sexual - ou pelo menos a abstenção da prática da penetração pênis-vagina - são soluções para o problema da superpopulação.

Anônimo disse...

Falando só por mim, eu também acho que mulher esperta não procria em uma sociedade machista de bosta feito a nossa, já que se fala tanto em empoderamento, não consigo pensar numa coisa que deixa a mulher mais vulnerável na sociedade do que ter filho. Negócio já começa antes da criança nascer. É que ainda existe um ranço religioso muito grande na sociedade então é meio que crime falar nisso, onde já se viu né mas a verdade da vida é essa. Pra arrumar emprego a conversa muda, a responsabilidade na mãe, a cobrança na mãe é maior em tudo, se mulher já naturalmente se fode as mães se fodem o triplo porque é o que se espera delas e nunca menos. Dependendo da carreira que você segue ter filho é suicídio. Homem nenhum perde emprego por isso e sinto muito gente, empoderamento é dinheiro no bolso. Com dinheiro você tem liberdade de ação, liberdade de escolha, liberdade de não depender de favor, de governo, de creche, de ex-marido, de avó, de médico te tratar como gente, de ficar ou não com aquele companheiro, de estudar, de não estudar, ISSO É PODER. O resto é discurso. E é discurso que ainda convence as mulheres que ter filho é uma coisa mágica fundamental e que você precisa passar por isso para ser uma pessoa completa. Somos treinadas pra isso desde muito cedo, mulher tem que sempre que estar cuidando de alguém e se colocando no fim de todas as filas (até no feminismo é assim muitas vezes). Isso é o que eu penso e cada um faz o que achar melhor.

Anônimo disse...

Não façam (mais) filhos, por favor, eu imploro!

Anônimo disse...

Você entendeu tudo errado. Por favor, releia o comentário dela quantas vezes forem necessárias ate entender o que ela quis dizer

Anônimo disse...

"Aí o pai simplesmente não cuida da criança pq sabe que a sociedade vai cobrar da mulher, não dele. "

Isso porque a maternidade é uma punição para a mulher, não para o homem. Notem que para o homem ser um bom pai: estar presente, cobrar e atribuir responsabilidades, cuidar quando for necessário é uma exceção para os homens, pois é opcional. Homens acham que posar no facebook e levar a criança para dar um passeio no shopping uma vez por semana é ser um bom pai; eles acham que pagar 200 reais de pensão é um exagero e exploração da vagabunda (quem ironicamente eles escolheram para ser mães de seus filhos), mas não sentem pena de gastar esse valor com balada, outras mulheres e bebida. Para o homem, ser (ou pelo menos parecer) um bom pai é muito fácil.

Enquanto isso, a mulher que faz tudo isso não faz nada mais que a obrigação. Podem ver como se baba ovo dos poucos pais solteiros que existem. As mulheres são cobradas mais e mais pela criação dos filhos, são responsabilizadas com qualquer coisa que aconteça a eles... são taxadas de mães desnaturadas. O entendimento que eu tenho é que os homens podem renunciar à paternidade, as mulheres não. E nem seria humano, a criança não pediu para nascer.

Anônimo disse...

Todos os dias tem uma mulher grávida diferente no meu bus.Vejo elas com aquele barrigão,com ar de cansaço,passando a mão na barriga tentando amenizar o mal estar.Indo trabalhar com os pés inchados.Fico com pena e exausta só de pensar na batalha que ela vai enfrentar.Homem não tem empatia com nada ligado a bebês/crianças,enxoval e outras fofurices.Homem quer é B*.Acordem manas,acordem."Homem é capaz de atravessar um rio de catarro,com vômito até o pescoço se ele souber que tem uma b* no final." Valerie Solanas.

Anônimo disse...

Não se reproduzam, por favor, eu suplico!

Anônimo disse...

Omi só 'escarra' em mim com preservativo.Parir? só se for ideias e ideais. Tô fora.Essa matriz fode com as mulheres.

Anônimo disse...

Preservativo pode falhar, não é garantia que uma mulher não vai engravidar se um homem ejacular dentro do seu canal vaginal.

Anônimo disse...

Não é certo, mas é a realidade: Se tiver filhos, são as mulheres que serão as responsáveis. Se ela precisar de "rede de apoio" serão mulheres, provavelmente já sobrecarregadas com as próprias vidas, que se disponibilizarão. 'Ah, mas o pai...'. Sim, o pai tem obrigações e não irá assumi-las, exceto em raríssimos casos. Então, trabalhemos com a realidade, não com o que a gente gostaria que fosse a realidade. Eu torço muito pra que as coisas mudem rápido pra que mulheres não tenham que decidir entre ser mãe e ser gente. Mas essa é a realidade atual. Eu nunca quis ter filhos ainda bem. Nunca foi algo que mexeu comigo. Mas vamos dizer que eu quisesse muito ter filhos, só os teria se fosse rica. Tendo dinheiro você compra a sua rede de apoio e não fica desesperada entrando na justiça pra pedir mixaria pra malandro.

Anônimo disse...

"Dificilmente seria racional uma mulher que não deseja engravidar expor seu colo uterino ao hiperfértil fluido seminal, quando o que ela busca não é a gravidez, mas prazer sexual. O prazer sexual da mulher não depende da presença de um pênis na vagina; nem o de um homem. Portanto, precisamos perguntar por que essa introdução continua sendo, talvez mais que nunca, descrita como normal, ou relação sexual completa. Já aceitamos que as lésbicas e os gays que não optam pelo prazer dessa forma têm relações naturais e normais. Só aos heterossexuais se exige o desempenho sexual da maneira ortodoxa, como se imitassem os patriarcas e buscassem povoar a terra, o que é a última coisa em que pensam. A explicação parece estar na natureza simbólica da relação sexual como ato de dominação."

Germaine Greer (A Mulher Inteira, págs. 109-110, Aborto)

Anônimo disse...

Essa questão maternidade é muito louca.Enquanto umas matam,espancam ou doam os filhos outras que não podem ter ficam tão doentias quanto.Acabam roubando crianças de hospitais,sequestram na rua,vide o caso Pedrinho.Rarríssimas são as mulheres que não se descabelam com a maternidade.Ora é instinto maternal ora repulsa por ter parido.Não procriar continua sendo a melhor saída.Mesmo pobre e com baixa escolaridade a mulher sem filhos é mais livre que as outras em igual condição.

Anônimo disse...

Olha, depois de ler os novos comentários sugerindo que nós, mulheres mães, devemos "lidar com a realidade e não com o que gostaríamos que existisse", parei por aqui.
Acho que vou focar nas páginas de feminismo materno pq mães são mal vistas aqui.
Parabéns pra vcs que pregam um feminismo excludente. E boa sorte nessa vida solo, pq rede de apoio não é importante só pra mães. Então qdo estiverem se sentindo sobrecarregadas no trabalho, respirem fundo e danem-se. Pq a realidade é essa, foi escolha de vcs estar ali etc.
Um grande abraço para todas e todos e sigam em paz.
Mari Caroni

Anônimo disse...

Amém! Que mais pessoas pensassem dessa maneira,seria o ideal.

Anônimo disse...

PARABÉNS!

Anônimo disse...

donadio, aprende a ficar mais caladinho, quietinho na sua e a fazer menos mansplaining, menos é mais.

Anônimo disse...

Mari Caroni

Se vc ainda ler comentários gostaria de deixar um depoimento. Eu sou uma que disse aqui não querer ser mãe. Mas não sou contra maternidade de jeito nenhum, acho que as mães devem ter toda nossa empatia e apoio. A maternidade deve ser e pode! ser um evento feliz para ela e sua família.

Eu apenas disse que não lido bem com a maternidade pq para mim tem sim algumas dificuldades, há uma limitação social e econômica que acontece. Eu fico querendo evitar isso mas não significa que eu ache que as mulheres que optaram ou mesmo nos casos não planejados são culpadas de alguma coisa.

Tb concordo que é uma pena que algumas venham falar sobre a maternidade nos termos "lidar com a realidade e não com o que gostaríamos que existisse", isso não é nada feminista. No feminismo mulher precisa apoiar mulher, todas as realidades opressoras estão aí firmes e fortes contra nós e precisamos estar unidas e termos empatia e rede de apoio umas com as outras.

Por isso que eu, uma nao-mae e feminista saúdo vc mãe feminista e peço desculpas pela falta de empatia de alguns/algumas aqui. Nem todas não-mães pensam desta forma. Tudo de bom e fique bem.

Anônimo disse...

Complementando comentário anterior

"Quando eu vejo mulheres aqui dizendo que é um absurdo que mães esperem receber apoio pq "ninguém tem obrigação com o filho dos outros", sinto uma dor enorme."

Justamente por ver que é muito assim no mundo, talvez algumas feministas aqui estejam mais denunciando isso do que acusando mães. Pq sabem que é uma faceta cruel do capitalismo, do patriarcado, essa contradição: vc deve ser mãe a qualquer custo, mas rede de apoio não é para todos. Há sempre um preço a pagar econômica e socialmente, seja qual for sua escolha. Tipo perpetuando/conduzindo à riqueza ou pobreza por exemplo.

Acho que na verdade há mais ressentimento contra a sociedade nos discursos contra a maternidade aqui do que acusações contra mães. Sei lá eu senti assim. Mas realmente isso pode se confundir num ataque a escolha de ser mãe. Aí acho que cabe muito mais uma auto reflexão de cada uma sobre: a leitura da realidade x estado psicológico individual.

Eu mesma, infelizmente não estou dando conta da minha própria vida neste momento. Pra mim maternidade seria algo não planejado e punitivo. Há mais opções de se resolver esses momentos de dificuldade sem a maternidade, mas é a minha visão. Algumas aqui fazem elogio da não maternidade. Acho que falar abertamente sobre isso pode dar mais opções de escolhas para as pessoas, de se sentirem bem também não sendo mães. Existe uma obrigação social ainda, contraditória, sobre ser mãe.

Maternidade pode ser algo feliz sim. ou nao. talvez não seja pra todas e acho que é o tema do post, talvez por isso apareçam tantas aqui postando opiniões quanto a não ser mãe;

Tb não acho ok algumas tratarem maternidade como equívoco ou algo a ser evitado. Acho ok quem não se sente bem com ela, como no meu caso. Acontece. Infelizmente ela pode ser uma punição pra quem na verdade não deseja ser mae.

Mas acredito que deve ser uma escolha. Uma escolha com alegria, como algo positivo e estruturado. E que mulheres possam fazer essa escolha, qualquer que seja, com apoio e empatia.

Embora tenha que concordar sim que pode ter sido ofensivo ou demonstração de falta de empatia para com quem escolheu ser mãe. Para essa situação acho que é preciso explicar que não é contra mães, é contra obrigações sociais e suas demandas e cobranças contra as pessoas.

De novo, espero sinceramente que nos mulheres possamos superar diferenças e colaborar umas com as outras. Ofereço minhas desculpas desde já e peço que diga onde podemos melhorar em nosso posicionamento. Para mim seria importante continuar com colaboração de mães, como a Mari Caroni.

Anônimo disse...

Sou uma dessas que fiz alguns comentários sobre não ter filhos MAS não contra mães.A anônima do dia 05/10 às 12:32 falou tudo,conseguiu expressar direitinho o que eu não consegui.

"Para essa situação acho que é preciso explicar que não é contra mães, é contra obrigações sociais e suas demandas e cobranças contra as pessoas".

donadio disse...

"donadio, aprende a ficar mais caladinho, quietinho na sua e a fazer menos mansplaining, menos é mais."

A lógica e a coerência do seu argumento são irrespondíveis.

Anônimo disse...

Essa é a intenção. Shiu! Zip!

Anônimo disse...

uau, parabéns, parece até homem querendo empurrar a namorada ou a amiga pra beijar outra mina e satisfazer seu tesão!!! show

Anônimo disse...

"sou hetero/bi"
"LESBOFOBICA!!!!"

Anônimo disse...

deusa amada, sequer existe isso de "sexualidade natural". não é lésbica e nem hétero o natural. a sexualidade existe desde muito antes do patriarcado. tá tão cheio de troll nesse blog que eu me pergunto se são mesmo feministas radicais ou mascu querendo causar treta. fala sério.