quarta-feira, 11 de novembro de 2015

"ME SINTO CONSTRANGIDA DIANTE DAS MULHERES"

A G. quis compartilhar esta auto-reflexão conosco (e saber as nossas histórias também):

Lola, tudo bem? Acho foi há um ano que comecei a ler seu blog com frequência, e, depois de um tempo, comecei a lê-lo todos os dias. O que aprendi contigo e com os guest posts não está no gibi. Muito obrigada.
Neste ano de 2015 tenho passado por várias crises, mas tenho aprendido muito com elas, que acabam fazendo com que eu entenda cada vez um pouco mais sobre mim.
Uma das coisas que percebi há umas três semanas, depois de relembrar vários episódios de minha vida e de me observar no dia a dia, foi o seguinte: me sinto ligeiramente (ou muito, dependendo do caso) intimidada com as mulheres. Tenho amigas mulheres, é claro, e com algumas delas me sinto total e completamente à vontade. Mas com muitas (muitas mesmo) fico tentando agradar, fico pensando que não estou agradando, se estou sendo exagerada, fico me achando boba na frente delas. 
E nem sempre é assim com os homens. Muitas vezes com eles fico bem mais risonha, solta, sou eu mesma. É claro que isso não é regra, mas quando tenho uma amizade com algum homem, sem intenções de sexo (pois isso também é um fator que me deixa artificial na frente de um homem: se ele quer algo a mais, não consigo manter a amizade e me afasto), geralmente a relação flui muito mais do que com as mulheres. Não parecemos tão distantes. Muitas vezes me sinto mais distante das mulheres.
Até mesmo por esta questão o feminismo anda me fascinando: não só venho entendendo o histórico de repressão que nós sofremos (no passado e no presente), como venho me aproximando mais deste universo, tão rico, tão meu, no qual ainda me nego a mergulhar profundamente. 
(Apenas uma contradição: outro dia me vi no vagão das mulheres no metrô -- ainda não tenho opinião formada, mas o fato é que eu estava nele -- e me senti feliz em meio a tantas outras mulheres, pensei: uau, engraçado, me sinto segura entre elas, me sinto em casa, aconchegada. Fiquei observando-as, curtindo o momento e curtindo nossa energia feminina.)
Na verdade quando falo de constrangimento frente às mulheres, falo de mulheres da minha idade, aproximadamente, e algumas vezes de mulheres consideradas bonitas pelos padrões vigentes. Então isso me fez pensar se este meu embaraço frente às mulheres seria algo relativo a uma homossexualidade não muito bem trabalhada por mim. 
Comentei isso com meu namorado (pois felizmente nos sentimos à vontade para nos abrirmos um com o outro) e ele opinou que poderia ter mais a ver com a tal da competitividade entre as mulheres, aquela que a sociedade tanto estimula. Concordei na hora, e pensei que realmente fazia sentido. Foi como um “clique”, parece que entendi tudo (quem dera, né?) naquele momento. A homossexualidade seria mais “simples” -- entre muitas aspas --, pois não é algo que me amedronte. Mas a competitividade, sim, é complexa, visto que é um problema a ser resolvido –- ao contrário da homossexualidade, que em si não carrega problema nenhum.
É, acho que o problema é esse mesmo: fomos criadas (e somos, ainda) para competirmos entre nós, para vermos sempre quem é melhor, para chamarmos a outra de feia, ou piranha, ou fresca, ou mulherzinha. Somos estimuladas a dizer: "me dou melhor com homens do que com mulheres". Triste perceber que este mito foi se espalhando e funcionando: hoje em dia várias mulheres, assim como eu, de fato se sentem mais livres ao lado de amigos homens. 
É chato se ver como um produto de valores tão equivocados. Mas é libertador, também. E agora, por descoberto este problema, tenho tentado olhar para as mulheres de uma forma menos boba, tenho exercitado um olhar mais de igual para igual, tenho tentado ser menos medrosa. Tento agora olhar as mulheres que admiro sem achá-las muito melhores que eu, sem me diminuir.
É claro que tudo isso está ligado a uma característica que rege minha vida desde muito pequena: a insegurança. Tudo o que faço é movido por esta força (ou melhor, fraqueza), e infelizmente minha relação com as mulheres não poderia deixar de ser afetada pela baixa autoestima. É uma pena, de verdade, perder tanto tempo de vida se relacionando com outras pessoas de uma forma tão torta, carente e frágil. Mas é muito bom entender finalmente isso.
Ainda tenho sofrido vez ou outra pensando em algumas mulheres das quais eu adoraria me aproximar e não consigo, graças a esta minha visão ainda distorcida da realidade. Mas faz muito pouco tempo que entendi isso (apenas umas três semanas, como disse), e são muitos anos pensando de forma equivocada. Não resolverei isso da noite para o dia. 
Mas irei resolver, tenho certeza, pois outras crises vieram e, como recompensa, veio também a compreensão do problema que gerou a crise. Prefiro sofrer para solucionar algo do que ficar com um sofrimento que me acompanhará a vida inteira, apenas por medo de encarar estas questões.
Fiquei com muita vontade de escrever para ti porque, além de precisar colocar isso por escrito como forma de organizar um pouco as ideias, fiquei pensando se outras leitoras do seu blog também não se sentem assim em relação a algumas mulheres que admiram, ou com quem convivem. Seria bacana ouvir outras mulheres falando sobre isso. 

Meu comentário: Querida G., gostei muito do seu relato, principalmente porque ele é otimista. Você vê uma crise, uma descoberta sobre si mesma, como um meio de crescer. Não como algo que se deve temer. É bom pensar assim, pelo menos de vez em quando.
Eu concordo com o seu namorado. O velho "não me sinto à vontade perto de mulheres", vindo das mulheres, faz parte da nossa socialização. Aprendemos isso desde criança -- que mulheres não podem ser amigas, que mulher não é de confiança, que cedo ou tarde vai roubar o namorado. Daí pra repetir sem pensar "Prefiro trabalhar com homens" é um pulo. 
Acho que até eu, feminista desde menina, já devo ter proferido essas palavras ridículas quando era jovem. Mas eu falava sem pensar, sem realmente parar pra refletir que esse discurso machista é negativo para todas as mulheres (afinal, eu sou mulher. E mesmo que eu me sentisse "um dos caras", os caras sempre vão me ver como mulher, não como um deles).
Mas não tenho certeza se já me senti constrangida diante de alguém. Quero dizer, uma situação pode ser constrangedora (uma boa dica é: saiba rir de si mesma), às vezes eu sou a rainha das gafes, e às vezes eu não tenho vontade de socializar (geralmente no fim de um dia cheio -- tudo que quero é tirar o sutiã e os sapatos).  
Já faz alguns anos que percebi que prefiro a cooperação à competição. Aprendi isso na minha vida acadêmica: em 1998, ao fazer uma especialização em inglês em Joinville (praticamente a turma toda era de mulheres -- professoras ou secretárias), decidi ajudar todo mundo que precisasse. Eu era a única sem graduação cursando pós, mas, ironicamente, era uma das melhores da turma. E tive um excelente relacionamento com todas.
Na graduação não foi assim, mas, chegando ao mestrado na UFSC, novamente vi que estávamos no mesmo barco, e que deveríamos nos ajudar, em vez de competir. Às vezes um pouco de competição era inevitável (só havia uma bolsa, por exemplo, e eu e uma amiga empatadas para ficar com ela). Mas não permitíamos que isso interferisse na nossa amizade. Só sei que o clima era muito melhor sem essa imposição de ter que superar xs colegas.
Acho que o feminismo é legal até pra fazer a gente pensar no nosso relacionamento com mulheres. Não vou concluir que uma mulher é bacana só por ser mulher, mas talvez eu tente empatizar mais, talvez eu tente me colocar mais no lugar dela. O que não quer dizer que eu sempre consigo.

143 comentários:

Odara disse...

Puxa! Me identifiquei muito com o relato!
O que eu tenho compreendido do meu processo se encaixa bem com a parte da resposta da Lola:
"E mesmo que eu me sentisse "um dos caras", os caras sempre vão me ver como mulher, não como um deles)."...
Eu acho que eu queria ser "um dos caras" na minha adolescência e juventude para fugir da opressão. Afinal, "os caras" não são oprimidos, são livres.
Só fui me dar conta de como isso é cruel comigo mesma e reforça o machismo ao entender o feminismo!
Agora é a luta da desconstrução (interna e externa) ;)

Bizzys disse...

Eu gostei do post. Ao contrário da autora, eu sempre tive mais amigas mulheres, mas eu costumava me sentir meio constrangida em ambientes com mulheres bonitas/dentro do padrão, por sempre ter sido considerada feia por colegas, e tal. Eu ficava com vergonha e me achava inferior. Felizmente, isso passou.

Lembro que quando comecei a ir na academia, uns 3 anos atrás, eu nem trocava de roupa com todas no vestiário, por vergonha. Eu também sempre tentava manter o cabelo penteado e outras coisinhas. Depois vi que estava sendo boba. Hoje não estou nem aí, saio descabelada mesmo, tiro a roupa e mostro as pernas peludas mesmo, troco de roupa na frente de todo mundo, porque sei que ninguém ali é melhor do que eu - nós todas somos mulheres, todas estamos no mesmo barco.

Eu gosto de estar na companhia de mulheres, conhecidas ou não. Eu também me sinto segura e mais à vontade. Adoraria trabalhar num ambiente de maioria feminina, mas infelizmente na minha área (TI) é difícil. Hoje sou uma das duas mulheres de uma equipe de 20 pessoas, e acho um horror. Quem diz que mulher é falsa, traiçoeira e ruim de trabalhar é porque nunca lidou com homens em seu "natural". Quando estão em um grupo misto, os caras parecem bonzinhos, mas quando junta "os brothers", meu deus do céu, é de chorar. Até das namoradas os caras falam mal, adoram contar o que fizeram para enganar/humilhar as moças, fazem piadas de traição, falam mal de mulheres em geral, repetem ideias machistas e senso comum... E sim, também falam mal uns dos outros e querem puxar o tapete de quem não gostam. Sei que existem homens e mulheres mau-caráter, mas as pessoas em geral só sabem criticar a falsidade das mulheres e nunca falam dos homens. Para mim isso só colabora com essa ideia de competição e nos afasta umas das outras.

Fico feliz que a autora do post esteja resolvendo seus conflitos. Boa sorte para ela.


Anônimo disse...

"Prefiro cooperação à competitividade" Perfeito

Anônimo disse...

Esse relato é interessante, mas não me identifico muito com ele. Minhas melhores amigas sempre foram mulheres, com raríssimas exceções passageiras. Tenho um tumblr, e sigo muitas pessoas do exterior. Todas mulheres. Ainda não cai num tumblr de um cara que não tivesse uma enxurrada de posts preconceituosos. Óbvio que tem mulheres que postam muita coisa da pior espécie, mas parece que é mais fácil encontrar mulheres com cabeça aberta do que homens. Literalmente o único que eu achei que daria certo, com dois anos de eu o seguindo, se revelou uma pessoa trans não binária.
Por mais que preconceitos façam parte do senso comum, os homens parecem menos dispostos a abrir mão do discurso de ódio. Existem muitas "brincadeiras" masculinas, que basicamente dizem que macho é superior, ser homem é superior, ai de quem for feminino/afeminado, etc, que parece que é como eles constrõem laços de amizade entre eles. Trabalhei com um cara que colocou um imã feminista na geladeira do trabalho, e que ficava contando piadas de estupro pros colegas homens.
Meu namorado é homem e eu o amo muito, amo meu pai e gosto de alguns poucos amigos. Mas pra mim esse machismo que eles usam pra se ligarem a outros "machos" acaba gerando um afastamento.

Anônimo disse...

E nem sempre é assim com os homens. Muitas vezes com eles fico bem mais risonha, solta, sou eu mesma.
_
Isso fique bem soltinha entre os predadores, ate a hora que um deles te estuprar, e isto acontece cedo ou tarde. Você diz que frequenta este e outros blogs feministas há algum tempo, então deveria estar mais que na hora de ligar o sensor de perigo referente aos opressores.
E um lembrete, mulheres não estupram, então pode ficar sossegada entre nós.

Odara disse...

Puxa! Me identifiquei muito com o relato!
O que eu tenho compreendido do meu processo se encaixa bem com a parte da resposta da Lola:
"E mesmo que eu me sentisse "um dos caras", os caras sempre vão me ver como mulher, não como um deles)."...
Eu acho que eu queria ser "um dos caras" na minha adolescência e juventude para fugir da opressão. Afinal, "os caras" não são oprimidos, são livres.
Só fui me dar conta de como isso é cruel comigo mesma e reforça o machismo ao entender o feminismo!
Agora é a luta da desconstrução (interna e externa) ;)

Sara Marinho disse...

Então, me sinto bem mais a vontade perto de mulheres, é com elas que sou eu mesma. Me sinto constrangida é perto dos homens, e interpretei que tenho dois motivos: 1. minha mãe me criou para ter medo de homens, obviamente ela tinha seus motivos, mas hoje que sou adulta e sei me defender, tenho esse constrangimento desagradável perto de homens; 2. Infelizmente se eu for muito legal com um cara, em regra ele vai achar que estou interessada em ter algo com ele, então acabo não jogando conversa fora com homens dos quais eu já não seja próxima porque seria mal interpretada e odeio passar por esse tipo de situação. Eu acho esse segundo motivo mais preponderante, porque não me sinto constrangida perto de gays, eu sei que eles não vão me interpretar mal, e que eles não vão ter interesse em mim de todo jeito, então sou mais natural com eles.

Anônimo disse...

As mulheres são muito competitivas entre si, isso é fato

Anônimo disse...

Eu já acredito que espaços mistos são um desserviço as mulheres conviver com homens e muito cansativo e problemático me sinto muito mau entre eles, onde eu trabalho olho para eles e tento, mas e difícil enxergar humanidade são grossos,machistas, abusadores,mecânicos, não tem empatia. Eu acredito que espaços de convivência entre homens e mulheres deveriam serem separado, transportes coletivos, locais de trabalho, academias, escolas, universidades etc.

Anônimo disse...

"minha mãe me criou para ter medo de homens, obviamente ela tinha seus motivos"
Sua mãe tinha toda razão, basta ver os noticiários diários.

"Infelizmente se eu for muito legal com um cara, em regra ele vai achar que estou interessada em ter algo com ele, então acabo não jogando conversa fora com homens dos quais eu já não seja próxima porque seria mal interpretada e odeio passar por esse tipo de situação"

Aff, tai uma das situações mais chatas que existem, você da um simples bom dia para um homi e el já cha que você ta pagando pau pra ele, eu fecho a cara pra todos mesmo.

Camila Bezerra disse...

Meu rápido testemunho de estar entre outras mulheres e mulheres apenas: fui a uma festa chamada "Lady's Night" e só entrava mulher (cis ou trans). Em toda minha pouca experiência com baladas, foi a festa mais legal (tirando o DJ que era meio fraquinho) que eu já fui. Depois de um tempinho olhando umas as outras de rabo de olho, as mulheres de diferentes grupos acabaram dançando juntas, se ajudando (quando uma tava já bastante tonta, as outras, mesmo desconhecidas, não a deixavam cair), se divertindo e sorrindo. Não tinha competição, não tinha antipatia... foi uma noite gloriosa. Gostaria que todas as mulheres se tratassem assim todos os dias.

Anônimo disse...

Tudo o que a autora falou pode ser resumido em um conceito fundamental: socialização de gênero.

Anônimo disse...

"As mulheres são muito competitivas entre si, isso é fato"

As mulheres são ENSINADAS a serem competitivas entre si e a manterem homens, e não elas, no foco. Pronto, arrumei pra você.

Anônimo disse...

Camila Bezerra to ligada, festa hétero e a coisa mais chata que existe, tudo gira em torno de "como chamar a atenção de suas excelências as pirocas" um saco isto.

Anônimo disse...

Meu rápido testemunho de estar entre outras mulheres e mulheres apenas: fui a uma festa chamada "Lady's Night" e só entrava mulher (cis ou trans)
_
Mew que sonho, uma festa pra gente se soltar, sem ter por perto a assombração do assedio/paquera e olhares te devorando de cima abaixo de homens babacas, por mais iniciativas assim. Eu odeio ir nas baladas GLS e ver que eles deixam entrar homem hétero, aff, muito desagradável estar em um ambiente para se sentir segura entre "as suas" e ver estes espaços serem invadidos e colonizados por figuras totalmente peixes fora dagua.

Anônimo disse...

"Gostaria que todas as mulheres se tratassem assim todos os dias"

basta que mais mulheres entendam este conceito de sonoridade camila, e para isto que o feminismo existe e por isto não podemos aceitar a colonização masculina no movimento, por mais espaços somente de mulheres, e no futuro somente mulheres entre mulheres.

Anônimo disse...

A moça se sente mais a vontade entre homens, culpa do patriarcado. A moça se sente mais a vontade entre mulheres, culpa do patriarcado.
Ainda bem que esse patriarcado é bem democrático nesse sentido.

Anônimo disse...

O assunto do guest post de hj é uma contradição no meu feminismo também (junto com gostar de dançar música sertaneja, hehe). Desde muito cedo eu me dava melhor (e tbm brigava) com os meninos. Com 5 anos era chamada pelas coleguinhas para defende-las dos meninos que ficavam levantando as saias e pentelhando enquanto a gente brincava... Fui mandada para diretoria várias vezes na escola por brigar com meninos, e mesmo depois de adulta não pestanejava em me defender (e defender as amigas) dos caras na balada. Já passei por várias situações de medo, ser perseguida, ameaçada, porque ousava meter a mão na cara de quem metia a mão na minha bunda. E me irritava com a passividade das meninas, com a fragilidade, a submissão, só hoje consigo entender o sistema oppressor que coloca muitas de nós nessa posição.
Ao mesmo tempo que brigava com (e como) os meninos/homens também me divertia com eles… não gostava de brincar de bonecas, preferia brincar de super-heróis, e no colegial enquanto as meninas faziam caminhada ou dançavam axé nas aulas de ed. Física, eu jogava futebol e volei de areia, sem medo de me sujar ou machucar.
Sempre que um primo ou amigo dizia “duvido que vc faça isso” eu tinha que provar que eu era capaz… pular em cachoeira, cruzar rio com correnteza, correr no meio do pasto cheio de boi, montar em cavalo bravo, subir na árvore mais alta (passava ferias no sítio da família). Nunca deixei que me chamassem de “”mulherzinha””, eu era corajosa e forte. Minha mãe dizia que ela “tinha um moleque em casa” e eu me orgulhava disso.
Já quando adolescente e na faculdade também me dava melhor com os “caras”… bebia, jogava truco, sinuca e geralmente tava na roda de bate-papo com eles e não com elas, já que o assunto era sempre dieta, depilação, namoro… Sempre achei que eles eram mais interessantes, aventureiros e engraçados.
Hoje em dia, já entendo muitas coisas que antes não fazia idéia (obrigada a esse bloguinho!). Entendo que as meninas são criadas para serem fracas, não reagirem, “se comportarem”, ganham panelinhas de brinquedo e não jogos de montar, que estimulam a criatividade e desenvolvimento intelectual. Sei que a culpa maior é de como a sociedade nos manipula para acharmos que só valemos pelo nosso corpo e beleza, delicadeza e instinto maternal. Minha empatia aumentou muito depois de entender isso, e hoje tento ajudar e ensinar aquilo que aprendi.
Também percebi que nem sempre os caras são engraçados, muitas vezes são babacas, como Gentili e cia. (antes eu gostava dele), e eu que não tinha senso crítico para perceber isso.
Ainda tenho dificuldades de encontrar boas amigas, ainda tenho mais facilidade de conversar com os caras. No trabalho (Universidade) os assuntos com eles são sobre ciência, política, algum assunto do momento que leva a discussão (saudável) de horas. Com elas as conversas ainda caem no de sempre: unhas, armário planejado da cozinha, algum programa de TV, receitas… Sei que generalizações são burras, mas vejo o mundo feminino (a minha volta) muito superficial. Apesar disso, hj se minha mãe me chamasse de moleque (no sentido de corajoso, forte), eu responderia: moleque não, sou uma mulher empoderada! O empoderamento é necessário!
Meu “desabafo” não foi uma crítica às mulheres, mas a minha contradição como feminista que ainda se dá melhor no “mundo masculino”. Acontece que esse mundo não precisa mais ser exclusivo dos homens, ele tem que ser aberto à nós e por nós. Esse mundo é de liberdade, respeito e incentivo a nossa capacidade física e intelectual. Esse mundo tem que ser para todos.

Marie Curie

Anônimo disse...

Sempre tive poucos amigos bem próximos, pessoas com quem realmente eu gosto de estar junto. Diria que são 50% homens, 50% mulheres.
Na adolescência era mais próxima de alguns meninos. Nunca parei pra pensar no motivo. Acho que éramos como átomos de carbono que entravam em ressonância e formávamos um anel de benzeno =P. Eu tive sorte com esses amigos. São pessoas de quem lembro com muita ternura e que nunca me fizeram mal.

Mas me sentia intimidada pelas mulheres mais velhas da minha família, pois eram extremamente conservadoras. Infelizmente, nesse aspecto, as mulheres da minha família sempre bateram de longe os homens.
Com o tempo eu aprendi a identificar de onde vem o desconforto - não pelo fato de serem mulheres, mas pelo fato de propagarem o machismo com a mesma devoção e convicção que um fanático religioso.


Jane Doe

Anônimo disse...

Senta lá Cláudia!!

Os homens TAMBÉM são muito competitivos entre si!!
A competitividade feminina é mais ordem cultural pqxdesde crianças mulheres são ensinadas à serem inimigas das outras, já os homens sentem necessidade de puxar o tapete dos outros, de trair e sair espalhando fofoca, mas claro jogaram tudo nas cistas das mulheres!! Isso é fato.
Esse negócio de "amizade sincera de homens" é falácia e mito porque o que mais vejo é homem falando mal do outro pelas costas e roubando mulher do outro.
Amizade masculina sincera é uma das maiores mentiras já criadas. Fato.

Anônimo disse...

Sylvie

Sobre a competitividade feminina, a considero muito mais cultural que biológica(diferente da competitividade dos homens que beira à violência física!).
Meninas são ensinadas à serem inimigas umas das outras e PIOR são ensinadas não por notas, estudo ou brinquedos e sim uma competitividade ensinada pra conquistar, agradar machinhos babacas que não valem o chão que pisam!

Existe sinceridade em amizades com homens e também amizade com mulheres.
Existe falsidade em amizade com mulheres e TAMBÉM amizade com homens!
O caráter, a lealdade, a generosidade NÃO tá no sexo da pessoa!!
Tenho ótimos amigos e amigas. Já fui sacaneada por supostas amigas e TAMBÉM por supostos amigos!!
Aliás já vi MUITOS homens falsos por ai.
O que importa é a pessoa ser legal e autêntica nada mais.

Vicky_ disse...

Comigo já é o contrário rsrsrs
Me sinto mais relax com outras mulheres, quando são homens inconscientemente eu acabo tentando me mostrar algo de valor/legal, sendo que eu não tenho nenhum interesse no cidadão.

Antes tinha mais amigos garotos, hoje é igual pra igual, sinto que está melhor assim.
Estou desconstruindo isso atualmente.

Anônimo disse...

15:59, não há contradição.
Uma mulher que se sente mais à vontade com homens porque julga que homens e mulheres tem características inerentes e que as características masculinas são melhores, o faz por causa do patriarcado.
Uma mulher que se sente acuada em presença masculina porque creceu ouvindo que "homem não se controla", "você tem que se comportar, senão é agredida mesmo", também o faz por causa do patriarcado.
Não tente desacreditar existência do patriarcado tentando passar por semelhantes situações distintas.

Mila disse...

Dá para enxergar a situação sob diversos prismas.
Ainda temos muita dificuldade de confiar em mulheres. As amizades femininas são demonizadas, somos tratadas como falsas umas com as outras e que somos rivais. De fato, há muita perpetuação desses mitos de que a mulher compete e deve temer a outra.
Quando eu li o livro da Naomi Wolf, o Mito da Beleza, pude entender melhor como se dá esse processo de colocar mulheres umas contra as outras. Percebi as coisas que fazemos para sermos aceitas no meio de outras mulheres, como a preocupação com o corpo e a aparência, a obrigação de falar de homem e como pouco falamos sobre nossos objetivos e nossas carreiras. E sim! Como pouco falamos de besteiras, contamos piadas e somos engraçadas umas com as outras.

Anônimo disse...

Eu sinto mais atração por mulheres do que por homens. Não quero engravidar embora minha disse desde que me conheço por gente que é importante formar um lar etc. Diferente das meninas que opinaram até aqui, eu não me sinto bem com homens. Sempre querem me levar pra cama, não entendo essa fixação genteeee. Tow de saco cheio de homens assim. Será que eu sou gay???? Nossa estou pirando com isso...

F. disse...

Tenho bons amigos, mas nada supera a cumplicidade que tenho com minhas amigas em todos os sentidos. Aquela coisa de quem se entende sem precisar falar, dos sonhos que envolvem também filhos, decoração, beleza, mas muito mais futuro, carreira, mundo, felicidade. Falamos de tudo com uma liberdade que só encontro nas mulheres. Aliás, adoro fazer novas amigas. Amo trabalhar com mulheres. Desejo que a autora do relato também encontre na vida dela essa alegria que é encontrar uma irmã em cada amiga que se faz.

Anônimo disse...

"Diferente das meninas que opinaram até aqui, eu não me sinto bem com homens. Sempre querem me levar pra cama"
Sim claro porque lesbicas não sentem tesão em mulher e não querem leva-las para cama(#Soquenão).

Anônimo disse...

Anônimo das 16:36: exemplo de um homem que não sabe nada sobre mulheres e só repete machismo e senso comum em forma de """"""piada""""""

Anônimo disse...

Gente vocês já viram este estudo sobre sexualidade feminina?
https://br.vida-estilo.yahoo.com/post/132671086675/n%C3%A3o-existem-mulheres-h%C3%A9tero-apenas-homossexuais

Anônimo disse...

Anon 16:36

Deixa tua namorada / esposa bonitinha proximo de um 'brother' seu pra ver o resultado...

Anônimo disse...

Sim claro porque lesbicas não sentem tesão em mulher e não querem leva-las para cama(#Soquenão).
_
A diferença mascu babaca e que paquera de uma mulher e muito menso invasiva e ofensiva que assedio masculino, e mulheres não penetrar portanto representam muuuuiito menos perigo para outras mulheres.

Anônimo disse...

Eu prefiro amizade feminista e com conteúdo. Eu percebo hoje em dia uma penca de mulher que se acha fodona e independente, mas repete as mesmas merdas machistas de sempre e ainda é cachorrinha de homem. Esse tipo geralmente não tem assunto interessante pra falar, normalmente são mulheres que acham que estão em pé de igualdade mas no fundo são machistas pra caralho.

Anônimo disse...

Anon 16:49

A esther vilar disse isso ha decadas que as mulheres sao mais lesbicas do que heterossexuais, nao no sentido sexual, mas sim na preferencia de ter contato.

Anônimo disse...

Aproveitando a deixa, que tipo de mulher desperta tesão nas lésbicas? Aquela militante que não se maqueia e tem axila peluda ou as mulheres que despertam tesão nos homens, que cuidam da vaidade.

Anônimo disse...

Tem umas que falam de dar no primeiro encontro como se fosse fodonas, realmente não vejo problema nisso. Mas no fundo desses discusso eu ainda sinto que elas estão ali pra agradar.
Como se fosse uma falsa liberdade, reclamam de homem machista mas vivem chorando por um.
Falta empoderamento e consciêntização do que é o verdadeiro feminismo, pq muitas acham que é só viver em balada pegando homem e ainda continuam usando o sexo pra tentar segurar homem.

Anônimo disse...

17:01
Difícil saber já que a maioria das mulheres é hetero mas eu gosto de mulher com pouco peito, de cabelo curto, mas com rostinho de boneca. Também não curto muito com bundão

Anônimo disse...

ain Esther villar, pq será que ele acredita tanto nela só pq ela é machista né, mas quando o blog da Lola centenas de mulheres falam as mesmas coisas óbvias não dão ouvidos.

Anônimo disse...

Cadê a sororidade das rad que tavam xingando as putas que são putas por opção lá no outro post?
Muito se fala em sororidade, mas na prática ta difícil. Ter sororidade com quem faz escolhas diferentes da nossa não rola, né?

Anônimo disse...

Eu acho o gosto feminino mais variado que o masculino, teve até uma pesquisa que saiu em relação a isso os homens dão valor a mulher de raça branca enquanto na pesquisa feminina não havia algo relacionado a cor de pele, acho que no machismo mulher é status mesmo.

Rê Bordosa disse...

Para 11 de novembro de 2015 15:24,

Prefiro conviver com um homem, um predador, um repolho, ou uma caneca do que com uma pessoa que nem você, que não perde a oportunidade de botar pra baixo uma moça que ta aqui dando seu depoimento e tentando melhorar.

Anônimo disse...

Até parece que é só rad que raxa as minas, cade sua soridade tbm, tá igual ao mascus perguntando pelas feministas nas matérias de estupro...

Anônimo disse...

Toda essa discussão em torno do guest post me lembra aquelas cientistas que deram uma palestra falando das mulheres na ciência e de sua importância e depois de todo um discurso super empoderado, explicações, dados de pesquisa, sugestão de formas para mudar a situação vêm com o "eu amo trabalhar com homens", "Nunca tive problemas com homens, mas sim com as mulheres", "Se você é mulher no meio de muitos homens, aproveite esta VANTAGEM" e o pior de todos "É importante ter mulheres na ciência porque elas que formam as crianças e eu nem sei se quero que isso mude". Estas mulheres não entendem nada de feminismo e depois de um belo discurso, cagam pela boca, com o machismo de sempre. É foda.

Rê Bordosa disse...

Eu gosto de conviver com pessoas interessantes, independente de gênero.
Acho muito contraditório isso de querer desconstruir gênero e ficar dividindo o mundo em masculino e feminino.
Entre conviver com um homem gente boa e uma mulher gente boa, tanto faz, na dúvida escolho os dois.
Entre uma mulher idiota, racista, babaca, elitista e um homem gente boa, escolho o homem.
Entre um homem idiota, racista, babaca, elitista e uma mulher gente boa, escolho a mulher.
Simples assim!

Anônimo disse...

Rad não racha mulher.
Rachou, não é rad. Pronto, assim fica fácil.

Anônimo disse...

Só na sua cabeça que mulher prefere panicat, toda mulher que eu conheço praticamente acha até feio aquelas mulheres com voz de pato rouco.

Anônimo disse...

Eu queria amizades feministas e sinceras, como a anonima falou eu tbm to cansada dessas mulheres tiradas a independente mas que choram por não terem casado e nem tido filhos, morrem de medo de ficar pra titia, e ainda fazem de tudo pra agradar homem!!!

Anônimo disse...

Não existe mulher 100% hétero, já foi provado cientificamente isto.

Rê Bordosa disse...

11 de novembro de 2015 15:29,

"Eu acredito que espaços de convivência entre homens e mulheres deveriam serem separado, transportes coletivos, locais de trabalho, academias, escolas, universidades etc."

Vá pros países árabes, querida! Lá tem muitos lugares assim.
Bizarro isso de "feminista" querer limitar mulheres a ambientes femininos ao invés de ensinar os homens a respeitarem.

Anônimo disse...

Rê Bordosa existe uma grande diferença entre proteger mulheres em espaços de emponderamento entre nós, e limitar mulheres, nós somos limitadas e entre homens, não podendo nos sentir livres, vestir o que quisermos e agir como quisermos sem sermos assediadas mortas e agredidas.

E pare com isto de "ensinar homens" isto não e obrigação de feminista, e homens não aprende nada perca de tempo, eles não capacidade empática. Pare também de vir em espaços feministas ficar pagando pau pra macho, assim você só se queima miga, para apenas pare.

fernanda melo disse...

Eu gosto de estar entre mulheres mas sinto um mal estar se a mulher for do tipo que se acha gostosona. Mas em relação a beleza não importa. Tenho amigas lindas e outras nem tanto. Já percebi que tem mulher que se afasta da outra por causa dessa competitividade idiota que nos ensinaram. Agora fazer amizade com homem pra mim é um pouco difícil por que cai naquelas historias do cara achar que eu quero dar pra ele. Afs

Anônimo disse...

Sempre escuto a palavra sororidade, me vem à mente uma orgia lésbica.

Palavra feia da porra.


Anônimo disse...

E por que não pode dar para o amigo ?


Melhor que dar para o inimigo, uai

Anônimo disse...

Não tenho problema em ter amigas coloridas, já tive algumas (sou homem). O problema é se um dos dois começar a fantasiar outras coisas.

Anônimo disse...

Sou do tempo que a galera falava amizade colorida. Hoje chamam de P.A (pinto amigo)

Anônimo disse...

Ao contrário do que houve com a autora, os homens é que foram a desgraça da minha vida. Passei o ensino fundamental e médio inteiro fugindo dos homens porque eles eram a praga. Poucas mulheres na minha vida me causaram problemas ou me fizeram mal. Os homens? Não tinham outro propósito nessa terra além de me prejudicar. Só conheci homens legais na faculdade, no curso de artes, onde as pessoas geralmente tem uma cabeça mais aberta e ser babaca deixa de dar status. Não creio que segregação seja a solução pra nada, mas se os babacas pudessem ser isolados do convívio com pessoas minimamente educadas minha vida já seria 90% melhor.

Tanto quanto um carro último tipo, uma mansão e qualquer outro símbolo de status, 17:14. Pra machista mulher é troféu pra fazer inveja pra outros machos e depósito de porra.

Anon das 16:44 a diferença é que lésbicas, até onde eu saiba, não gritam obscenidades pras mulheres na rua, não torcem o braço, não metem a mão e nem ameaçam as mulheres que dizem não-e nem quebram o braço ou estupram a mulher que as rejeitou por ter dito não.


16:36 eu acho que já vi essa... onde foi, mesmo? Num livro de piadas, no tratado do falecido Alita, num livro de contos de fadas, ou me contaram no Primeiro de Abril?

Anônimo disse...

Se tem uma coisa que nunca seria meu amigo seria um pau.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

Se tem uma coisa que nunca seria meu amigo seria um pau.


=> E eu que pensava que história da feminista lésbica era apenas esteriótipo.

Rê Bordosa disse...

Anônimo 11 de novembro de 2015 17:44,

Diferença nenhuma. É engraçado como dá pra pegar o discurso de machistas e de algumas feministas e não muda nada, só muda a assinatura.

"Mulher é uma joia preciosa, precisa ser protegida. Não deve sair no meio de outros homens com o corpo descoberto porque é perigoso. Mulher não deve ficar sozinha na presença de um homem. Não separamos mulheres em espaços destinados a elas por maldade não, nãaaaao, é para protegê-las!"

Já ouvi isso de um árabe conservador... Mas é exatamente seu discurso!

Eu não quero uma cela feminina confortável... Um "espaço feminino" que me proteja! Eu quero liberdade para andar onde eu quiser, entre homens e mulheres, por espaços mistos! Vestir o que eu bem quiser, onde eu quiser sem ser incomodada!
Não é papel das feministas educar os homens? O que você entende por educar? Porque eu não to falando de pegar na mãozinha e dizer o be-a-bá "olha, você tem que nos respeitar", não! Educar também é protestar, é criar leis! É fazer barulho até que eles entendam!
Lamento, moça, mas eu não quero "espaços femininos" eu quero acesso ao mundo inteiro!

Anônimo disse...

Anon 17:10

Todas as mulheres bonitas que nao tem independencia financeira, tem o mesmo comportamento que a esther vilar cita no livro dela. Ou seja, todas as bonitas pobres!

Eli disse...

Quando eu era criança eu brincava com os meninos, mas pq não tinha meninas na minha rua, ainda assim eu achava brincadeira de "meninas", tipo boneca e essas coisas chatas pra caramba. Mas na escola eu tinha uma melhor amiga. Problema é que como eu vivia no meio de meninos sempre inventavam rumor de que a gente tava namorando, ou que a gente se gostava e bla bla bla.

No ensino médio eu fui estudar numa escola mais distante e acabei me distanciando desses amigos todos (hoje em dia dou graças a deus, pq ia dar treta com certeza). Eu fazia magistério e só tinha meninas na minha sala. Eu amava. Mesmo com as briguinhas e os grupinhos (o que tem em qualquer turma), era bem tranquilo. Não tinha menino mexendo comigo, chamando minhas amigas de feias, nem nada disso, era tipo o céu.

Depois fui pra Letras e só tinha um par pingado de homens de novo. Nesse meio tempo eu fiz amizade com uns 3 homens diferentes e os 3 queriam coisa a mais, obviamente não deu certo e eu saí como a "má" da história. Foi aí que eu percebi que depois que você passa da puberdade não existe mais amigos homens, eles não vão mais te tratar como igual.

Por todas essas minhas experiências, por ter sido importunada por homens e por ter sido tratada como um ser humano por mulheres que eu sempre dou preferência à amigas mulheres. Quando um homem se aproxima meu corpo se encolhe de medo, eles me assustam, me intimidam.

Anônimo disse...

Sempre que escuto a palavra masculinismo vem à mente uma orgia gay bem animada com os rapazes reclamando das mulheres enquanto fazem um bom troca troca.

Palavra feia do kralho!

Anônimo disse...

É esteriótipo sim!

Femininismo tá dissociado da questão de sexualidade. Há tanto heteros quanto lésbicas no movimento, diferente dos mascus que são "pseudo heteros".

Anônimo disse...

Não força a dizer que toda mulher é gay, talvez exista mesmo essa tal heterossexualidade compulsória mas ao meu ver os homens são mais homo que as mulheres.

Anônimo disse...

Seu escrever por aqui que jamais seria amigo de uma perereca, iriam apagar ou me xingarem que machista isso, que mascu é aquilo...

Agora demonstrar ódio e/ou desprezo a homens e caracteristicas masculinos, aí tá liberado...

Anônimo disse...

A verdade é que mulher tem medo que a outra fique com o namorado dela, duvido que uma mulher não fique intimidada ao sair pra balada com uma amiga bonita, lembrando que é o mesmo que ocorre com os homens tbm duvido que homem não fique intimidado.

Anônimo disse...

Diva

A questão é a seguinte sobre amizades...

Tem amiga mulher bacana, tem amiga mulher escrota. Tem amigo homem legal, tem amigo homem babaca!
Tem "amiga" falsa, tem amiga verdadeira. Tem "amigo" falso e tem amigo verdadeiro.
É tão difícil usar massa encefálica porra?!!
Não se deve deixar de ter amigas por causa de ensinamentos machistas de merda, e só mesmo tempo não se deve deixar de ter amigos porque tem muito cara idiota e sem noção mas também tem muito homem legal que a gente pode ter uma amizade bacana.
Entenderam meu ponto de vista?
Sobre o anônimo das 16:36, é só um mascu IMBECIL, acéfalo, sem caráter que não merece atenção nenhuma. Só mais um palhaço fracassado neste palco da vida.

Anônimo disse...

vcs já escrevem isso o ano todo, não sabe lidar com o fato de um pau não ser atraente?
vivem falando que o odor vaginal mas se esquecem que seus paus fedem tbm. Tem nojo de chupar perereca e por assim vai. O pau de vocês é um órgão como outro qualquer e não tem gosto de chocolate ou nutella.

Anônimo disse...

E a leitora que negar que 9 ódio aos homens, ainda que minoritário, não corre solto por aqui, está sendo hipócrita

Anônimo disse...

Ódio não desprezo ela falou que não quer ter um pau amigo e daí, melhor que fingir que gosta de buceta e na hora H agir com nojinho igual vcs fazem, assume logo que não gosta e não fiquem com mulher.

Rê Bordosa disse...

"Se tem uma coisa que nunca seria meu amigo seria um pau."

Cada um é cada um, mas... Pau nunca esteve entre meus critérios pra escolher amizade.
Imagina a cena:

-Oi! Você quer ser minha amiguinha?
-Mostra aí! Hummm, tamanho mediano, veiuda, leve inclinação à direita. Ok, beleza! Amigos!

Anônimo disse...

Sei que não são todas. Mas essa postura de agressão permanente a homens de algumas feministas, afasta muitas mulheres do feminismo.

O fato é que a maioria das mulheres simplesmente gostam de homens. Parece que tem gente que tem dificuldade de lidar com isso.

Anônimo disse...

O ser humano geral é inseguro quando se trata de namorados(as). Isso independe do sexo, e tb da questão de beleza ou falta desta.
Antes de eu casar convivia com duas garotas no meu círculo de amizade.
Uma namorava um cara bonito(não sou hipócrita, ele era bonito mas NUNCA tentei nada com ele nem vice versa, sempre fui leal às minhas amizades) e eu saia de bia com eles.
A outra menina era noiva de um gordo horroroso, idiota e machista. Vivia fazendo piada nojenta e só ela ria.
Uma vez saímos juntos(eu, eles e um paquera meu) pro shopping e eu notava que ele dava piscadas pra mim e sorrisinhos estranhos.
Quando meu paquera foi comprar sorvete, eu tava olhando uma loja de roupa e o gordão chegou(não sou gordofobia mas ele era um escroto convencido) e perguntou se não poderíamos sair sozinhos, eu disse que não e se me falasse de novo contaria pra minha amiga, ele tentou agarrar minha cintura e dei uma cotovelada nele.
Resultado? Ele contou a versão DELE ora minha então amiga que terminou nossa amizade mesmo eu contando minha versão.
E até hoje eu e minha amiga que agora casou com o namorado boa pinta estamos firmes e fortes.
Já respondendo, se fosse o "bonito" que desse em cima de mim, faria a mesma coisa!!

Anônimo disse...

Você falou tudo de algumas, não da maioria.

É diferente dos masculinistas em que TODOS tratam mulher como "depósito de esperma", ofendem, agridem, ameaçam na internet.
Enfim a postura de agressão deles contra as mulheres é ainda PIOR do que das chamadas rads com os homens em geral.
Esses mascus não aceitam que a maioria das mulheres gostam de homens, só que eu falo homens, não de moleques mimados, misóginos de porão como eles são.

Anônimo disse...

Não aceitam o fato de a mulher raramente goza com penetração, não aceitam tantos fatos que nos cansam.

Anônimo disse...

Parece que o jogo virou né kiridinho!!!

É só uma minoria de mulher tratar homem como eles tratam elas que eles ficam chateados né, eu acho bem feito, não que eu queira me igualar a homem mas eu acho bem feito ver mulher por aí que não liga pra sentimento de homem.

Anônimo disse...

Esses é o mal ,Mulher gosta de mas homem não gosta de mulher, se mais mulheres tratassem homens como só pra usar e jogar fora seria perfeito pra elas.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

Não aceitam o fato de a mulher raramente goza com penetração, não aceitam tantos fatos que nos cansam.

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Hã, tipo assim, vc é legião. Há mulheres que gozam com penetração e outras não, não vejo tendência nem regra nenhuma sobre isso.

Vc é que parece obcecada com a ideia de muitas mulheres gostem de piroca. Isso parece te tirar do sério, hahaha

Anônimo disse...

Eu sempre me dei melhor com mulheres. Os homens me intimidam e também sempre sinto que se for muito simpática, se der muita abertura, vai rolar um clima de "ela está a fim de alguma coisa".
Tenho um único amigo homem, um amigão do peito mesmo, há muitos anos já. Mas há uma gigantesca diferença de idade entre nós, que acho que, no fundo, é responsável por eu me sentir a vontade com ele tanto quanto com minhas amigas mulheres.
Gosto dos homens, mas, infelizmente, ando gostando menos. Quanto mais percebo a extensão da opressão, que eu sempre soube existente, mais jamais tinha visto com tanta clareza quanto nos últimos anos, mais perco a vontade de me aproximar deles... Isso me chateia, não gostaria que fosse assim.

Anônimo disse...

"A outra menina era noiva de um gordo horroroso, idiota e machista. Vivia fazendo piada nojenta e só ela ria.
Uma vez saímos juntos(eu, eles e um paquera meu) pro shopping e eu notava que ele dava piscadas pra mim e sorrisinhos estranhos."

"Sei que não são todas. Mas essa postura de agressão permanente a homens de algumas feministas, afasta muitas mulheres do feminismo."

Pra mim esses 2 tipos de mulheres na verdade é o mesmo. Mulher que fica defendendo homem, normalmente namora um machista/babaca e fica com mimimi "mas meu irmão é legal". "ain, eu amo o meu pai".

Cada uma aqui se assumiu feminista depois de muita reflexão. Não vamos suavizar o discurso só porque você é uma Maria Mole. A sua ficha também vai cair. E se não cair, só lamento.

Anônimo disse...

Anonimo o problema não é gostar de piroca, o problema é quando ela é murcha e pequena como a sua e nem esbarra no clitóris.
Hahaha.

Anônimo disse...

Lolinha, pra divulgação: pequena lista de grandes mulheres inventoras

http://www.nodeoito.com/mulheres-inventoras/

Anônimo disse...

Existe uma razão bem clara para mulher "raramente gozar com penetração". Homem RARAMENTE sabe trepar.

Anônimo disse...

Eu nunca entendi essa parada de "feminista hétero" como podem ser contra homens e ao mesmo tempo sentirem vontade de transar com homens? Não tem o menos sentido, eu li os comentártios acima e fica claro que feministas são anti homem, não gostam de pênis, não gozam nunca com penetração acham que e uma violência contra a mulher qualquer tipo de penetração por um homem, defendem zonas de exclusão entre homens e mulheres enfim tudo o que prega o feminismo eu vi aqui, dai vem uma e diz:
"Tem feminista hétero"
Cadê a logica?

Anônimo disse...

Então não trepem com homens, fiquem bem longe de homens, não se relacionem com homens, e muito simples resolver o problema de vocês poxa.

Anônimo disse...

"Tem feminista hétero"
"Cadê a logica?"

A lógica é que feminista não é baba ovo de homem.Se você não acredita que existe feminista hétero, problema seu. Ninguém se importa.

Anônimo disse...

Gostei muito do relato e me identifiquei. Sou uma das que dizia "me dou melhor com homens do que com mulheres", mas diferente da autora, sempre achei que comigo foi devido ao fato de ter um irmão. Ou seja, cresci ser irmãs, e embora tivesse coleguinhas e até gostasse de "brincadeiras de menina", cresci achando natural amizade com o sexo oposto. Na adolescência achava chato aqueles "papo de meninas", sobre roupas, maquiagem, unhas.. confesso que até hoje esse papo "mulherzinha" me incomoda um pouco (embora use maquiagem, faça unhas, etc) acho superficial, e com os homens as conversas fluem sobre vários assuntos mais interessantes, mas enfim.. sei que essas coisas são construções sociais, fazem parte da nossa socialização, e o blog também me ajudou a enxergar tudo isso. Hoje em dia, tenho o privilégio de trabalhar e ter amizades em ambos os sexos (inclusive uma grande amiga e um namorado melhor-amigo)e concordo com a Lola, o feminismo é importante também pra gente melhorar nosso relacionamento umas com as outras.

Anônimo disse...

Eu sempre tive muitas amizades masculinas mais por causa do meu gosto musical diferente da maioria das mulheres daqui que preferem axé-music, pornôgode, forrócha, sertanejo, pancadões, micaretas e não tratavam muito bem as meninas que não gostavam dessas coisas. No caso das rockeiras, algumas agiam de forma até pior do que as micareteiras. Em cidade de interior então nem se fala, a coisa piorava ainda mais. Amizades com feministas nem sempre funcionam para mim tbm porque percebi que tenho uns gostos, opiniões e estilo de vida que não tem muito a ver com muitas feministas que eu vejo tbm. Claro que hoje em dia tenho algumas amigas. Só que o mais incrível é que a pessoa que eu mais faço confidências ainda é um amigo homem e me sinto a vontade conversando com ele sobre muitas coisas até mesmo delicadas da minha vida.

Anônimo disse...

Não é feminista que não goza é a maioria das mulheres suas antas. Só que vocês veem a gente falando isso aqui, ou não devem ter convivência com mulher mesmo até as machistas falam dessa dificuldade de atingir orgasmo.

Eu acho que tem muito homem aqui que não sabe nem o básico de uma mulher, tudo que eles aprenderam foi o que os homens falaram sobre elas.

Anônimo disse...

Homem achando que só feminista que não sente orgasmo, eles são burros ou estão testando a nossa paciência...

Anônimo disse...

20:28
Até parece, duvido confiar em deixar um homem amigo com sua mulher dentro de casa
não sejam hipócritas kkkk, mas só mulher que é falsa né!

Anônimo disse...

Primeiro feminismo não é contra homem é contra machismo que vem inclusive de mulheres. Só aí não preciso nem ir além né!

Então vamos por a cabecinha de cima pra pensar pelo menos algumas vezes, faz bem pra saúde!!!

Anônimo disse...

Ah e pq os misoginos e machistas não deixam as mulheres em paz? já que mulher é tudo vagabunda e depósito de porra e os homens são picas das galáxias!

Fiquem com homens e nos deixem em paz literalmente, valeu!

Anônimo disse...

Gente por favor, não deem atenção a esse troll. Ignorem as bobagens dele.

Eu até gosto de falar sobre maquiagem, esmaltes e coisas do tipo. Mas não gostava de falar sobre novelas, faustão, micaretas e esses assuntos que a maioria delas gostavam. Elas por exemplo concordavam que homens agarrassem mulheres a força em eventos no estilo micareta, elas criticavam mulheres que reagiam ao assédio agressivo desses caras. Então como não gostava de axégode e nem concordava com os esquemas machistas desses tipos de evento, não sobrava muito assunto com elas e claro por outro lado elas começavam a hostilizar quem não se identificavam com esses assuntos e interesses. Então acabava tendo mais assuntos em comum com alguns homens. Mulheres que tem mais amigos homens tbm é vista de forma preconceituosa por esses 'clubes da luluzinha' e por homens machistas tbm.

Vicky_ disse...

Machistas e pseudo feministas em relação as RadFem(querem me chamar assim, então chamem):

Se eu comento com frequência = Não tenho nada pra fazer, sou uma guria de 10 anso que odeia omi.

Se eu comento raramente = Sou uma oportunista e provavelmente odeio o Lola (não odeio, discordamos em vários pontos, mas nosso relação é neutra e um tanto positiva, ela jamais mereceu os ataques que sofre)

Sabe de uma coisa coisa, vocês podiam plantar batata, aí eu compro na vendinha e faço batata frita, muito mais legal. Não quer feminismo radical no mundo, pois foda-se.

--------

Eu já disse umas coisas bem machistas, hoje me arrependo demais, inclusive disse que homem era melhor para amizade que mulher... Na boa, viva a Sororidade!
E que a cada dia sejamos menos machistas. u.u)/

Anônimo disse...

Violência é o homem querer trepar como uma britadeira e ainda ficam crente que tá arrasando, o que tem de mulher reclamando disso não é brinquedo, muita mulher já velha que nem sabe o que é orgasmo. Pq será que a verdade incomoda tanto eles...

Anônimo disse...

"Primeiro feminismo não é contra homem é contra machismo"

Isto para mim soa como falacia, homem e machismo são sinônimos, mulheres não são machistas reproduzem o machismo, e feminismo e para liberta-las desta praga que foi enraizada na cabeça de todas nós desde que nascemos, feminismo e sobre emponderamento feminino e sonoridade.

Amazona Misândrica disse...

Rio tanto do conceito de feminista usado pelos leigos, pq somos todas clones umas das outras, é por isso que não tem briga entre feministas.
No post anterior, éramos vadias liberais capitalistas gananciosas trepadeiras de 1000 paus. Neste post somos lésbicas e falsas, odiadoras de homens; amanhã seremos esquerdistas comunas contra a família cristã tradicional; sexta? Castradoras de homens caretas odiadoras de sexo. Decidam-se logo, por favor! Quero saber qual parte da ditadura feminazi gayzista drag queen misândrica capitalista comunista hedonista castradora contra a família cristã vamos implantar em cada dia.



_______
(Isso é uma ironia, galera)

Anônimo disse...

"Só que o mais incrível é que a pessoa que eu mais faço confidências ainda é um amigo homem e me sinto a vontade conversando com ele sobre muitas coisas até mesmo delicadas da minha vida"

Faça um teste fique com pouca roupa bêbada sozinha perto dele, dai você vai ver o que acontece.

Anônimo disse...

AMazona,

que tal todos esses adjetivos juntos? kkkk

Anônimo disse...

Vocês conseguem ser capitalistas na hora de pagar a conta do motel ( deixam o macho opressor pagar ) e socialistas na hora de querer dividir as riquezas que não produziram. kkkkk

Carol Pirlo disse...

O mundo vai cair para os mascus, mas a rad feminazi aqui teve mais amigos homens que mulheres. Uma boa parte se deve à minha pouca paciência com papos que eu considerava fúteis entre as amigas, coisas que elas são condicionadas a repetir para validar o papel de "feminina" no mundo. O jogo está virando hoje, conheci muitas meninas feministas, inclusive ex-validadoras, que foram as únicas a me estender a mão no momento que eu mais precisei sem ficar me julgando ou jogando o dedo na minha cara.
Chega uma idade que a gente não pode vacilar na frente de homem. Eles mesmos adoram gritar pelos quatro cantos que não existe amizade entre homens e mulheres. Tomam um não, reclamam de friendzone, daí a perseguir ou estuprar é um pulo.
Dado isso também estou fazendo a minha parte para contribuir com a ditadura de todos os adjetivos aí, ajudando a empoderar cada vez mais meninas e a reforçar a confiança que as mulheres devem ter entre elas.

Anônimo disse...

Amizade com homem e algo que não faço a minima questão.

Anônimo disse...

20:50,

Fiz o teste, não aconteceu nada!
A Lola também fez o teste e não aconteceu nada:

"Uma vez eu desmaiei, enquanto jogava pôquer com amigos durante o almoço no escritório, e quando acordei estava numa cadeira de rodas no hospital. Tenho certeza que sequer passou pela cabeça dos amigos e colegas que me levaram até o hospital e chamaram meu pai de abusar de mim sexualmente. Sinto muito, mas você tem que ser uma pessoa doente, sem coração, sem caráter, pra se aproveitar de alguém que está precisando de ajuda."

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2008/11/minha-mais-terrvel-histria-de-horror.html

Anônimo disse...

Hoje no programa Encontro teve matéria sobre a campanha "Você não está sozinha" sobre abuso sexual no metrô

http://globoplay.globo.com/v/4601064/

E uma menina que desenvolveu um aplicativo para mapear assédios na rua também deu entrevista

http://globoplay.globo.com/v/4601048/

Achei muito legal, apesar de no final aquele Carpinejar tentar defender cantadas mas no geral foi muito produtivo. O que vocês acham?

Anônimo disse...

Homens otarios, façam o favor de calar a Boca e vazarem daqui. Vão se alistar no exercito e morrer.

Anônimo disse...

"A mulher prefere comprar um sapato a ter um orgasmo."

Isso parece coisa de homem ruim de cama mas que acha que se garante porque banca a mulher (e seus sapatos). Existe um nome pra esse tipo de homem: Corno.

Anônimo disse...

Entre homem e sapato, prefiro sapato. Homem n vale nada. Vale mais se masturbar sozinha.

Anônimo disse...

Vibrador >>>>>>>>>>>>>> homem

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkk

O Alain ficou chateado. Não fique, Alain. Não dá pra competir com um negócio de gira e é movido a pilha. Se inventarem um vibrador que corte grama e morra na guerra, homem vai se tornar uma coisa completamente obsoleta.

Anônimo disse...

Alain Mobral: se você gosta tanto assim de machos, acredita que rola é tudo de bom e todo mundo sofre por falta disso, guarde esse pensamento pra você. De preferência, chame seus amiguinhos fracassados mascu trolls da sua laia e vão bater uma bronha coletiva, e se isolam pra sempre de mulheres. Não vão fazer falta.

Anônimo disse...

"Pau nunca esteve entre meus critérios pra escolher amizade.
Imagina a cena:

-Oi! Você quer ser minha amiguinha?
-Mostra aí! Hummm, tamanho mediano, veiuda, leve inclinação à direita. Ok, beleza! Amigos!" Kkkkkkkkk kkkkkkkkk! Rê Bordosa, adoro seu senso de humor. Deixa essa caixa de comentários cheia de raiva e rancor mais leve.

Anônimo disse...

Então a Estherzinha pensa igual a um homem com chifres.

Mikaela T. disse...

Escrevi um e mail com quase a mesma essência desse e espero que seja publicado.
Também me identifiquei muito com o que foi escrito, porém antes o desconforto que sentia era por não me encaixar no padrão de feminilidade e heteronormatividade, ser instrospectiva e insegura também. Hoje é por ser feminista e estar com mulheres pouco ou nada empoderadas, com baixa autoestima e machistas. =\

Anônimo disse...

Eu me sinto intimidada por mulheres.

É meio que por inveja - acho mulheres sagazes, lindas, maduras, e eu sou mulher e nem sou nada disso. Aliás, ainda me considero "menina" e tô na casa dos 20! Sou bi e só fico com homem por causa disso também... Tenho medo de ser julgada pelo senso crítico feminino.

Thai-chan disse...

Eu nunca entendi essa de se dar melhor com homens, a minha vida inteira sempre tive mais amigas mulheres e até hoje tenho so uns dois amigos homens. O que acontecia é que eu não era legal ou bonita o bastante pra andar com os caras quando era mais nova, e hoje descobri que é rarissimo uma "amizade hetero" sem segundas intenções e quando percebo isso me afasto. Lembro de que quando eu era menor, essa fala de me dou melhor com os meninos era um tipo de status, já me senti inferiorizada por ser diferente nesse sentido, hoje, felizmente, não penso mais assim. Quanto a me sentir intimidada perto de mulheres bonitas, não me lembro de ja ter me ocorrido, as vezes sinto uma certa admiração, pois ainda sou apegada ao padrão de beleza e gostaria de ter o corpo ou estilo delas

Anônimo disse...

como pessoa do sexo feminino fui socializada como mulher então logicamente reproduzi inúmeros conceitos patriarcais, lembro claramente da minha mãe falando que era melhor eu passar com médico homem, que não dava pra confiar em outras mulheres, lembro também de uns absurdos que meu pai falava e vc vai crescendo com isso e à medida que reproduz esses conceitos, essas "verdades" fabricadas culturalmente, vc vai também ganhando aprovação. Da família, dos colegas, do grupo. Aprende a xingar a amiguinha de vagabunda, aprende que a culpa é da saia e que homem é o centro do mundo.

já fui dessas que participava de comunidade no Orkut no estilo "O Feminismo Não Me Representa" até que uma hora comecei a acordar pra vida, nem sei direito como que foi isso.

hoje em dia eu até brinco me autodenominando "feminazgul", porque só feminazi não dá não, tem que ser mais que isso pra enxergar esse mundo e o tamanho do problema.

o feminismo é importante sim e por isso que o patriarcado vai usar todas as armas possíveis pra combater. Imagina que perigo pra velha ordem um bandão de mulher empoderada, ciente dos seus direitos, que venceu a socialização que fez dessas mulheres inimigas artificiais, que se une em movimentos, que cria voz política, que faz acontecer e que dá uma banana para os velhos machismos... é de fato uma revolução.

não sei que é propaganda de sabonete ou pensamento iluminado mas a tal história que "a revolução começa no nosso corpo" é verdade. É na cabeça, é no campo das ideias, é desconstruindo todas essas verdades artificiais com fatos, números, com GRANA e com movimento coeso. Eu, pessoalmente, acredito que o empoderamento do indivíduo é necessário para o empoderamento do grupo. E isso só nós podemos fazer por nós mesmos. Do resto, quem quer corre atrás.

Anônimo disse...

Senhoras e senhores, um minuto da atenção vossa:

"The hardest part about being a woman is figuring out what to wear" (Caitlyn Jenner)

http://www.buzzfeed.com/kristinharris/caitlyn-jenner-the-power-of-the-woman-hasnt-been-unleashed#.qt1xRaWmk

Sábias palavras para alguém que passou mais de sessenta anos de sua vida como um adorável homem hétero branco e rico, não acham?

Marcia Baratto disse...

Os últimos trolls: vão plantar batata, também quero fazer batata frita, assim como a irmã radical do outro comentário (gente, borra fazer um churrasco vegano com as leitoras da lola?).

Eu me identifiquei muito com o post, e acho ótimo esses relatos de descoberta e autocrítica. Precisei e preciso desconstruir muito machismo em mim, e relatos assim acalentam a minha alma, pois mostram que mesmo imperfeita, sou sim importante para o feminismo, da mesma forma que ele é importante para mim.
Moça post, obrigada! Sua reflexão me trouxe luz e esperança, valeu mesmo por compartilhar. Penso que uma das coisas mais tristes que o machismo faz conosco é que nos ensina o tempo todo que temos de ter medo de sermos nós mesmas (também sofro muito com insegurança), siga no caminho da coragem de ser quem você é, não vale a pena viver de outro jeito.

Anônimo disse...

"Seu escrever por aqui que jamais seria amigo de uma perereca, iriam apagar ou me xingarem que machista isso, que mascu é aquilo.." De jeito nenhum. Vc é ecológico, aproveita e faça amizade com sapos e rãs também, só não com mulheres.

Achei o post uma graça, no melhor sentido da palavra. Parabéns para a autora por conseguir ser delicada, otimista e objetiva, espero que faça muitas amigas.
Quando uma mulher diz que prefere ser amiga de homens, meu sangue começa a esquentar, mas eu entendo que o problema é também comigo. Desde criança não gostava deles: brincavam de forma violenta e agrediam as meninas por atenção. Na adolescência, achava que eles tratavam bem só as meninas bonitas: me enganei, eles desprezavam todas. Hoje, escolho não ter contato com homem. Sou cordial e respeitosa (pq ao contrário de mascus, não quero que homens sejam estuprados, meu respeito não é fingido) mas não quero conversa, nem amizade, nem nada.

Dan

B. disse...

"mulheres não são machistas reproduzem o machismo"

Ainda essa palhaçada? Pra mim isso é pra tirar o das mulheres da reta...

Quanto ao post: penso a mesma coisa que a Rê Bordosa, gostos de pessoas LEGAIS, sejam mulheres ou homens. DE modo geral, me sinto mais a vontade com amigas, mas nem isso é definitivo, já que um dos meus melhores amigos, pra quem conto coisas delicadíssimas, é homem. Se bobear, ele sabe mais sobre mim do que meus pais!

Acho chato de isso de dividir homem do mal X mulher amiga e boazinha. Eu acho lindo esse conceito de sororidade, pelo menos da forma como o blog da Lola aborda: parar de demomizar mulheres e ver que podem ser boas amigas...mas o conceito furado de sororidade do Face já é ridículo: todas as mulheres são legais, não são bandidas, etc. Mas é só discordar que a sororidade acaba e te chamam de "cadela do patriarcado" pra baixo...uhu...


No meu ensino médio (escola= antessala do inferno) fui humilhada de todos os lados, por meninos e meninas...e tinha amigos e amigas...as meninas me humilhavam por ser feia e inteligente (na boa, elas eram burras p caramba) e os meninos me humilhavam por...ser feia e não ser "agradável a seus olhos" (sim, eles eram burros tb).

Alguém aí falou que quando os homens se reúnem, só sai merda e tenho que concordar, mas quando grupos de mulheres se unem tb sai cada desaforo...tenha a impressão de quando muita gente preconceituosa se une (home ou mulher), o "comportamento de turba" só piora.

Vicky_ disse...

Churrasco de batata deve ser ótimo, papo bem, papo vai. rsrsrs

Rafael disse...

Olha a desunião. Desunião no post, desunião nos comentários. Mulheres gastando quantidades imensas de energia só para brigar entre si. Mulher recriminando mulher que gosta de pau, mulher recriminando mulher porque não gosta de pau e por aí vai.

Houvesse um pouco mais de pragmatismo, brigariam juntas (e não entre si) e fariam a sintonia fina das diferenças só depois.

É a mesma desunião que gerou comentários maldosos contra a Lola no episódio do site fake.

É a desunião que faz com que seja infelizmente comum escutar de lábios femininos que "odeia feminista".

Custa algo vocês serem menos intransigentes? Menos intolerantes? Não com homens, mas com suas irmãs de gênero?

donadio disse...

"mulheres não penetrar"

Sei, as mulheres não têm dedos.

donadio disse...

"Aproveitando a deixa, que tipo de mulher desperta tesão nas lésbicas? Aquela militante que não se maqueia e tem axila peluda ou as mulheres que despertam tesão nos homens, que cuidam da vaidade."

Sei, porque se uma mulher é militante, ela nunca se maquia nem se depila, e evidentemente não existem mulheres que nem se maquiam nem militam (evangélicas, por exemplo, são como os unicórnios: só existem nos contos de fadas).

Mas se você está realmente curioso, divirta-se:

https://www.google.com.br/search?q=casais+de+l%C3%A9sbicas&espv=2&biw=1600&bih=775&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0CAcQ_AUoAmoVChMI-7eyyKCLyQIVRoyQCh1TJQBb

Marcia Baratto disse...

Vicky_ dá para temperar batatas com mostarda, molho shoyo e alho. Embrulha em papel alumínio e manda para a churrasqueira...Delícia!
Eu faria um churrasco com carne também, mas não quero ofender as veganas, já que a companhia delas é bem legal.
Nota: será que mascu aparece em churrasco com churrasqueira mulher e feminista? KKKKK, tenho sérias dúvidas.

Anônimo disse...

Lola...seu blog deveria se excluído da Internet e você expulsa do Brasil por estimular o ódio e conflitos num pais já cheio de ladrões criminosos e corruptos.Não precisamos de feministas por aqui porque a Lei concede os mesmos direitos do homem para a mulher.Quanto AK que VC ensina por aqui que a utilidade desprendermos literatura inglesa?Exatamente de um pais que invadiu...roubou...dominou dezenas de outros povos tornando-os colonias forçadas?? O feminismo surgiu na Inglaterra e nos Est. Unidos como forma de contrapor a União Soviética onde mulheres tinham AAS mesmas oportunidades do homem mas havendo respeito entre ambos oque no ocorre qui onde o feminismo colocam s mulheres como vitimas mas um vez que são tratadas como iguais agem como vitoriosas.Basta ver propaganda politica que diz s mulheres serem maioria Da população e nas universidades.A maioria DS mulheres buscam diploma.Homens buscam conhecimento.Mulheres fazem vestibar para engenharia e quando são reprovadas fazem um curso de pedagogia.Homens quando são reprovados num vestibular dde engenharia e é reprovado desiste de fazer
Faculdade.

André Almeida disse...

Lola, obrigado por existir, obrigado por escrever. Seu blog ajuda muitas pessoas que não têm coragem ou oportunidade de conversar sobre certos assuntos que devido ao conservadorismo (fruto da ignorância) permanecem tabus nas mesas de jantar, nos púlpitos e no público.
Não se importe com as manifestações de ódio, fruto da inveja.
Continuemos. O amor será sempre a nossa melhor resposta. Continuemos!

Marcia Baratto disse...

Anonimo das 15:26, parei de ler seu comentário na 3 palavra, mas que bode amarrado é esse? Vaza daqui!

André Almeida também acho o blog da Lola fantástico! Lola lindona, para cada mané que odeia, existem muitas mulheres que amam mais por conta desse espaço (homens também!). Fique firme, só que importa incomoda tanto.

Anônimo disse...

Nossa, a cada post eu tenho um insight. Me identifique demais. Obrigada Lola e a menina que compartilhou conosco.

Death Neko disse...

Me identifico completamente. E olha que já estou no feminismo há vários anos. Me sinto extremamente envergonhada falando com outras meninas, pensando que elas vão me achar idiota ou não terão vontade de falar comigo. Sou muito tímida, o que agrava.

Danielle Borges disse...

Lola e G,
Acho que nosso principal problema é falta de alto estima de gênero. Mulheres adoram falar mal do próprio genero como se não pertencessem ao mesmo. É o famoso: " mulheres são mais competitivas", "piores chefes", "piores motoristas", menos leais", "mais desequilibradas emocionalmente" e por aí vai. Quem fala e quem ouve e concorda se considera a exceção. Triste. Fico triste de pertencer a um gênero cuja característica marcante é falar mal de si mesmo. Pior: vejo mulheres com filhas mulheres repetindo este discurso, ou seja, ensinando a filha que ela é inferior. Sensato, leal, bom, inteligente e legal é o outro. Estranho demais. Pessoas são rotuladas por pertencer a um determinado gênero e não por seu caráter, qualidades e defeitos.
G, eu sempre tive muitas amigas mulheres e nenhum amigo homem. Lógico que tenho vários colegas homens, mas eles nunca estão por perto quando eu preciso de apoio. Foram relacionamentos mais superficiais. Particularmente, acho que minhas relações de amizade com o sexo oposto são distantes e, por isto, menos conflituosas. Por outro lado, minhas relações com mulheres são mais profundas, na hora do desespero são minhas amigas que me apóiam. Agora, relações mais próximas são também mais conflituosas. Lido bem com isto. Pessoas não são perfeitas, principalmente de perto, mas valem muito a pena. Foi minha experiência. Relaxe e converse sem travas, nem receios. Pode confiar. No quesito relações humanas (agora vou estereotipar), levei muito mais chumbo de homens.
Lola, amei a frase: " você pode até achar que é um dos caras, mas eles nunca vão te ver assim". Certinho. Não tente ser um dos outros. Seja você e orgulhe-se disto.

Danielle Borges disse...

Kkkk....muito bom!!!

Danielle Borges disse...

É o que eu mais adoro nas mulheres: senso de humor inteligente, elegante e espontâneo.

Danielle Borges disse...

Assino embaixo

Danielle Borges disse...

Minha história de vida foi exatamente esta.

Anônimo disse...

Infelizmente concordo com você.
Tenho pavor da frase: "toda mulher gosta de ser protegida."
Prefiro não ser ameaçada

Guidi Vieira disse...

Grata Danielle Borges, sou eu a G do guest post. Adorei o "Pessoas não são perfeitas, principalmente de perto, mas valem muito a pena. Foi minha experiência. Relaxe e converse sem travas, nem receios. Pode confiar." Bonito!
E grata a todos que também mandaram carinho, e foi bom saber que algumas mulheres se identificaram - desta forma poderemos trocar e juntas perder o medo de nos conhecermos.
Beijos e muito grata à ti, Lola por ter publicado e comentado tão carinhosamente o texto. E por seu lindo trabalho em prol do feminismo.

Jana disse...

homens tendem a apoiar outros homens sempre. as mulheres quando podem se viram umas contra as outras. é muito mais fácil ver intriga e mimimi em grupos de amigas do que em grupos de amigos homens.

Jana disse...

perfeito!

Julia disse...

Nossa G, me identifiquei muito, inclusive estava ontem mesmo pensando sobre como meus relacionamentos com mulheres sempre foram bem mais estranhos do que com homens. Também tenho um problema de insegurança geral, com homens e mulheres, mas com as mulheres sempre foi pior principalmente porque desde criança outras meninas foram muito mais cruéis comigo do que meninos (estou falando de crianças da mesma idade que eu, com homens adultos a história é outra...). Eram as meninas que faziam bullying, que me excluíam das brincadeiras, escondiam minhas coisas. Os meninos me convidavam para brincar de carrinho com eles. Na adolescência isso continuou: as meninas diziam que eu tinha que me arrumar mais, que eu sempre usava as mesmas roupas para sair, criticavam muito a minha aparência, as minhas coisas baratas, a minha timidez. Diziam que eu era frígida porque não falava o tempo todo sobre namorados e artistas da moda. Minhas amizades com mulheres sempre foram uma busca constante por aceitação e até hoje fico sem estreitar muito os laços por medo de me expor demais e ser ridicularizada depois. Para mim umas das coisas mais difíceis em aceitar no feminismo foi eliminar a desconfiança e o ódio por outras mulheres da minha idade.

camila santos disse...

Quando esse constrangimento é homossexualidade ele é confundido com inveja, olhem os comentários ninguém falou de homossexualidade só de inveja...

Camilla Pellegrine disse...

Tô passada. Meu nome citado nesse bloguinho patrocinado com verba pública. Uma funcionária pública federal disseminando ideologia pró violência com o dinheiro dos meus impostos. Passada total.

Feminismo pode ser rezumido em uma palavra = implantação de doutrina marxista anti-família pró-promiscuidade. Isso é o que eu afirmo.

Na condição de professora universitária vossa senhoria deveria estudar o trabalho "Before I Do: What Do Premarital Experiences Have to Do with Marital Quality Among Today’s Young Adults?" publicado na Universidade da Virginia. Demonstra de forma contundente que quanto mais parceiros sexuais a pessoa tem, pior a qualidade do casamento e mais susceptível a separação e fragmentação da unidade familiar.

Feminismo é a maior arma do marxismo teorizado por Georg Lukacs para destruir a sociedade, arruinando os relacionamentos entre homens e mulheres, acabando com o casamento e a família, que é a base da sociedade. Estratégia de Guerra Fria do Comunismo, obra de Engenharia Social de sociedades secretas que pretendem construir uma nova sociedade planejada artificialmente.

Passem mal, babem, chora bebê. O único lugar do mundo onde a ideologia feminista encontrou campo fértil para disseminação é nos Estados Unidos da América, país liberal, democrático, onde o direito a diversidade de pensamento é verdadeiramente respeitado. Nunca vi nenhuma ditadura de esquerda respeitar diversidade de pensamento ou permitir a divulgação de ideologia diversa a do Estado.

lola aronovich disse...

Eu perdi a parte em que seu insignificante nome foi citado. Nem sei que é vc. E mostre que meu blog é patrocinado com verba pública. Cadê os anúncios? Eu não vejo nenhum. Cadê o dinheiro dos "seus" impostos? (como se funcionários públicos não pagassem impostos).
O resto das besteiras que vc fala é b-a-b reaça.