sexta-feira, 31 de julho de 2015

GUEST POST: ASSÉDIO NA RESIDÊNCIA MÉDICA

Relato da L.:

Oi Lola, acompanho seu blog há bastante tempo e devo dizer que ele mudou a minha forma de pensar sobre a vida. Me fez entender melhor o machismo, como ele influenciou a minha formação e como, apesar de tudo, eu sou uma pessoa muito privilegiada. 
Resolvi escrever esse guest post sobre uma situação que vivi há uns 4 anos, que infelizmente é muito comum. Confesso que hoje os acontecimentos não me afetam tanto, e ter feito terapia ajudou nesse processo, mas por muito tempo foi algo bem doloroso. Gostaria de compartilhar minha experiência para tentar ajudar outras mulheres que estejam passando por isso, mostrar que é algo comum e que é possível reagir.
Antes, uma pequena apresentação necessária para o entendimento dos fatos. Estou usando o meu email real, então, caso resolva publicar meu relato, peço que não me identifique. Quanto aos outros personagens da minha história, usarei nomes fictícios. 
Nefrologia: ramo da urologia que se
dedica ao estudo da fisiologia e das
doenças dos rins
Sou médica, formada em uma renomada faculdade federal. Fiz residência médica (especialização) em pediatria em outra faculdade de renome. No último ano da residência temos um mês de opcional, que nada mais é do que um mês em que podemos escolher em qual setor ficar. Como pretendia fazer uma subespecialização em nefrologia na faculdade que me formei, entrei em contato com um antigo professor, o Carlos, solicitando passar o mês lá. Esse professor sempre teve uma má fama na faculdade, de ser grosseiro, machista e dar em cima das alunas. Mas não me importava com tais comentários, pois ele sempre me tratou bem. 
Esse mês que passei lá foi ótimo. Fui bem acolhida por toda equipe, inclusive pelos atuais residentes. Porém, ouvia diversas reclamações dos residentes de lá sobre o Carlos, que os tratava de maneira grosseira o tempo todo. Já comigo, o Carlos sempre foi simpático, elogiava sempre o meu desempenho, dizia que eu era uma médica promissora. Ao final do mês recebi nota máxima na avaliação, com muitos elogios. Terminei o mês disposta a retornar ao hospital para fazer minha sonhada especialização em nefrologia pediátrica.
Prestei então concurso para três grandes serviços de especialização e passei para todos, inclusive o chefiado pelo Carlos. E foi lá que escolhi ficar, por ser no hospital que me formei, por ter sido bem acolhida, mesmo tendo ouvido de diversos médicos mais velhos que deveria escolher outro serviço.
Cheguei no primeiro dia da nova residência feliz, finalmente iria estudar o que sempre sonhei. E recebi a primeira bomba. No primeiro encontro com Carlos, onde ele nos explicaria sobre o funcionamento do serviço, ouvi a seguinte frase:
- Você só está aqui porque eu quis. Eu aumentei a sua nota na prova prática, senão você não passaria.
Fiquei desconcertada, não soube o que responder. Como já disse, eu sempre fui muito estudiosa, sempre passei para concursos por mérito. Nunca pedi ou insinuei a ele que me desse qualquer tipo de ajuda. E a prova disso é que havia passado para dois outros ótimos hospitais onde ninguém me conhecia. Hoje sei que essa frase já tinha como objetivo me deixar submissa, mostrar o poder dele. 
Éramos quatro médicos residentes no total, eu, a Joana, que havia entrado comigo, e mais dois do ano anterior (a residência tem duração total de dois anos). Inicialmente fiz amizade com a Joana, trabalhávamos bem juntas. E não ouvi mais nenhum comentário daquele nível do Carlos. Pelo contrário, recebia diversos elogios, sempre voltados ao meu desempenho como médica. Cheguei a acreditar que o Carlos não era uma pessoa tão ruim como pintado por todos ao meu redor (santa inocência). Com o passar do tempo, eu, Carlos e Joana criamos uma amizade. Viajamos juntos para congressos, discutíamos casos, mas tudo de maneira profissional. 
Com o tempo, os "elogios" do Carlos para mim e para Joana evoluiriam. Ele fez um convite para que fizéssemos diversos trabalhos ao fim da residência juntos, para atendermos juntos em seu consultório. Sabe, Lola, os últimos anos de residência em medicina são de muita ansiedade. Estava louca para exercer minha especialidade, as oportunidade são poucas. Convites desse tipo de um professor conhecido são vistos como uma grande oportunidade de crescer no início da carreira. 
Mas a partir daí as coisas mudaram. Carlos passou a nos convidar para almoçar com ele, para ir em sua casa tomar champanhe, passou a elogiar nossa beleza e forma física... E por último veio nos anunciar que havia terminado o seu relacionamento (na época ele namorava uma ex-aluna).
Percebi que o interesse dele na gente era puramente sexual. Me culpava por ter sido tão inocente. As evidências eram enormes! Não queria nada com ele, estava noiva, ia casar. Já a Joana, solteira, demonstrou interesse nele. Logo, Carlos e Joana começaram a namorar. 
Nesse meio tempo tive uma briga com a Joana (por motivos alheios à residência médica) e nos afastamos um pouco. O primeiro ano terminou, entraram mais dois novos residentes, e meu inferno começou. Carlos passou a me agredir verbalmente, criticar meu trabalho, ao mesmo tempo que passava a mão na cabeça da Joana. Levava ela para almoçar no nosso horário de trabalho, enquanto eu atendia as crianças. Deu a ela diversas regalias que sempre foram negadas aos residentes (como um dia de folga na semana, um armário para guardar os pertences). Quando havia algum procedimento interessante a ser feito alegava sempre que era a vez da Joana. Nos procedimentos mais chatos, era sempre a minha vez de fazer. Emendava feriados para viajar com a Joana (enquanto os outros residentes trabalhavam). 
Fazia reuniões de serviço com os residentes onde exaltava todas as qualidades da Joana e criticava todos os defeitos meus e dos outros residentes. Chegava a ser caricato. O clima foi ficando insuportável. Os outros professores estavam cientes da situação, achavam um absurdo tudo isso, mas ao mesmo tempo não queriam enfrentá-lo, pois ele era o chefe do serviço.
Perdi toda a vontade de estudar. Ia ao hospital obrigada. Minha autoestima ficou no pé. Achava que aquilo era o fim da minha carreira, que eu era um fracasso, que era tudo culpa minha. Chorava constantemente em casa. Até que o ano acabou. Na minha última semana ainda ouvi mais ofensas dele, dizia que eu era uma pessoa manipuladora, que não tinha compromisso. Me proibiu de frequentar o serviço, falou que nunca mais ia aceitar a minha presença em nenhum local que ele trabalhasse. Uma outra residente, que iria para o segundo ano, não aguentou a pressão. Fez prova novamente e foi para outro hospital. Pra você ver como a situação era crítica. Ela preferiu jogar um ano de estudos fora, recomeçar do zero, a ter que passar mais um ano aturando as ofensas do Carlos.
Fui convidada por um outro professor do hospital para fazer mestrado. Aceitei, pois sempre sonhei em ser professora. Mas já nas primeiras reuniões ele me falou para darmos preferência a marcar reuniões fora do hospital. Não queria que Carlos me visse com ele, para não dar problema. Me senti muito mal. Não era justo que eu mais uma vez fosse prejudicada quando o Carlos era o agressor!  
Decidi então romper todos os vínculos. Larguei o mestrado, passei a procurar locais para trabalhar de forma independente. No início foi muito difícil. Não conseguia nenhuma oportunidade, achava que o Carlos estava certo e eu era realmente incapaz. Ou que ele realmente tivesse conseguido acabar com a minha imagem. Mas com o tempo tudo foi ficando melhor. 
Oportunidades foram aparecendo. Passei em um concurso para médico de um grande hospital universitário, montei meu consultório, fiz diversos contatos profissionais. Apesar de não ter feito mestrado nem virado professora, tenho muito contato com alunos, posso passar a eles minha experiência e isso me faz bem.
Hoje estou crescendo na carreira, tenho uma boa relação com todos os colegas que me cercam. Não tenho mais nenhum contato com o Carlos e a Joana. Hoje levo o que aconteceu como uma experiência sobre o que eu NÃO quero ser no futuro. Sobre como não agir caso um dia eu chegue a ser chefe de serviço. Aprendi a acreditar em mim mesma, e que ninguém, por mais poderoso que seja, pode mudar o meu futuro. E o principal, aprendi a ser menos inocente. Sei que é errado julgar alguém baseado nas opiniões de terceiros, mas quando todos falam algo sobre uma pessoa, vale a pena ficar com o pezinho atrás. Alguém que lhe trata bem quando maltrata todos ao seu redor sempre terá um interesse oculto por trás disso, que pode lhe fazer bem ou não.

117 comentários:

Anônimo disse...

Virtudes do medo -- Gavin de Becker:

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/07/sinais-que-voce-deve-temer.html

Anônimo disse...

Se você tivesse alguma dignidade, teria saído da residência no momento que soube que entrou por favorecimento.

@vbfri disse...

O pior é que isso SEMPRE acontece. A pessoa vai, adverte a outra, avisa, falta desenhar e a galera não acredita.
Fica aquela, "ain, mas fulanx é tãaaaao bonzinho comigo! NUNCA que iria fazer esse tipo de coisa." A louca (ou o louco) fica sendo quem alertou. Até a galera cair em si.
Mas, aí, normalmente, é tarde demais.
Falo isso porque esse comportamento é típico de psicopata social (ou o que a galera tende a chamar de sociopata) e existem mulheres e homens sociopatas.
Recentemente, uma pessoa que me era bem próxima, começou a me manipular. Bem nesse estilo mesmo... Começa sendo a pessoa mais gentil do mundo e depois começa a fazer vc duvidar de tudo. Da sua capacidade, da sua competência, da sua SANIDADE MENTAL.
Enquanto isso, todos à sua volta, caem que nem patinhos nas gentilezas dx psicopata... Que, mais dia, menos dia, faz mais uma vítima.
Essa pessoa psicopata que me apareceu é desse jeito. Parece um anjo caminhando no mundo, de uma delicadeza ímpar. Como veio há apenas dois anos de uma outra cidade, ninguém conhecia aqui.
Quando eu descobri as garrinhas, não adiantava eu gritar ao mundo. Porque aí a "louca" já era eu. Essa pessoa prejudicou a minha reputação, me fez me sentir um lixo e foi bastante tempo de terapia e eu descobrir algumas mentiras que foram feitas ao meu respeito, para eu cair em mim mesma.
E eu só comecei a desconfiar quando essa pessoa deu um fora imenso comigo. Veio me falar que eu era um lixo humano pq eu tinha afastado pessoas X, Y e Z da minha vida. E aí uma das pessoas (Z) eu não tinha tido uma rusga sequer (mas x psicopata) achou que sim.
Aí é que eu falei "opa! tem algo errado" e comecei a cavar o que estava acontecendo (debaixo do meu nariz).
Agora, elx está fazendo uma nova vítima, sugando dinheiro, tempo, carinho. Se aproveitando pra caramba.
Aí a gente tem que assistir.
As maiores dicas que eu posso dar são: NUNCA acredite em uma pessoa que parece ser boa DEMAIS. A pessoa boazinha-inha-inha é manipuladora. SEMPRE.
Segunda dica: se alguém lhe falar que fulaninhx é uma pessoa má, por mais que você ache que quem falou é loucx, coloque um pé atrás com fulaninhx. Principalmente se for uma pessoa que parece um anjo na Terra.
Terceira dica: perceba o relacionamento da pessoa boazinha-inha-inha com família e amigos de longa data. X psicopata costuma não ter vínculos de longa data (amigos antigos, relacionamentos duradouros).
No caso dessa pessoa, ela não tem UM amigo de infância e os próprios irmãos não falam mais com ela. Nem os filhos. E nunca teve um relacionamento duradouro.

É uma situação tensa e MUITO, mas MUITO mais comum do que imaginamos.

Rê Bordosa disse...

Anônimo 11:44,

Larga de ser otário! A moça deixou bem claro que entrou por mérito. Ela deveria sair da residência que sempre sonhou só porque um babaca resolveu se apropriar de um mérito que é dela? Ela provou que é capaz, passou inclusive pra outras residências onde esse sujeito não estava. Mérito dela!
No mundo ta cheio desse tipo de gente que quer desmerecer a conquista dos outros, que quer roubar o crédito.
A mulher sofre assédio no trabalho e a culpa é dela? Ta serto! Típico comportamento machista, culpar a mulher!

Rê Bordosa disse...

@vbfri,

Já cai na mão de gente assim também. Pessoas muito religiosas, que adoravam pregar religião, "moral" e "boa conduta" para os outros... Pessoas com papel importante na comunidade, em suas instituições religiosas.
Um discurso que usavam muito para atacar era justificar com "só faço isso pelo seu bem", "só digo isso para o seu bem"... Meu bem porra nenhuma!
Hoje tenho um pé atrás com gente certinha, religiosa demais, limpinha demais.

Vicky_ disse...

Anon 11:44, assuma sua identidade antes de ofender a mulher nesse nível, covarde.

Sério meu, não sei legislação, mas há não uma forma de vocês, residentes, denunciarem o cara e processa-lo? Quero ver a licença de um desgraçado desses sendo caçada!

Já sofre assédio em hospital quando era menor, me sente tão mal por não saber o nome do cara para poder denunciar. Esse cara já fez mal a mulher demais.

Rê Bordosa disse...

Vicky,

Existe legislação, assim como existe para estupro, mas é o mesmo caso: geralmente a vítima acha que a culpa é dela, sente vergonha, se sente desamparada, tem medo pelo agressor ser uma figura de renome dentro da instituição... E quando há uma denúncia, nem sempre a justiça condena e sempre aparece um Zé arruela como o anônimo 11:44 pra julgar.

Raven Deschain disse...

Gente, desculpem o off-topic. Mas preciso divulgar o trabalho da minha amiga e tatuadora Flavia. Ela faz um execelente trabalho aqui em Curitiba. Se houverem leitoras interessadas é só falar com ela.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150731_tatuadora_mulheres_violencia

Ela faz o trabalho sem cobrança pra vítimas de violência doméstica que não tenham condições de tratar sua cicatrizes.

Anônimo disse...

Se avisaram a L logo de cara que o Carlos era um babaca manipulador ela deveria ter escolhido um dos outros dois hospitais, temos que tomar distância desses loucos.

Marjorie

Rê Bordosa disse...

Muito bacana, Raven!

Rê Bordosa disse...

Marjorie,

Discordo! Ela deveria abrir mão da especialização em nefrologia por conta de um babaca escroto? Até quando vamos ter que recuar?
Não acho que a mulher tem que se privar de frequentar algum curso porque lá tem um babaca. Não acho que as mulheres devam se dar ao trabalho de ficar fugindo, se limitando pelos babacas... Eles que tem que aprender a nos deixar em paz!
Machismo a gente atropela e passa por cima!

Raven Deschain disse...

Ah sobre o post.. .

Puts não sei como dizer sem ser ofensiva, mas aí vai:

Se tu fosse minha amiga, conhecida, afins e eu te avisasse eu ia dizer: migs, cê tem mais é que se ferrar.

Agora, bora tentar me explicar. Não acho que vc tenha culpa por esse cara ser um mané. De jeito nenhum. Tu tem seus méritos, é uma guria inteligente e torço pra que se dê muito bem. Mas se as pessoas te avisam, escute! Fique de olho. Preste atenção. Porque se UMA pessoa te fala algo de outra, pode ser fofoca. Se várias pessoas falam, provavelmente é verdade. Quem ensinou que não devemos julgar alguém com base na opinião de terceiros? Devemos sim. Se chama aprender com a experiência alheia. E acho tb que se ainda der tempo vc deve denunciar esse babaca.

Dito isto: não acho de verdade que tenha que se ferrar. Mas fica difícil não fazer um "EU TE AVISEI". Já me ferrei muito, muito, muito, por não ouvir ninguém e sempre fico triste quando vejo os outros fazendo isso. No más, boa sorte. Felicidades.

Rê Bordosa disse...

Acho que se num lugar tem um misógino, aí que as mulheres precisam meeeeeesmo se apropriar desse lugar. Até que o babaca se sinta desconfortável, até que ele se sinta sem ambiente e peça pra sair!

@vbfri disse...

Rê Bordosa,
Existem essas pessoas em todos os cantos. Esse é o problema.
O que me deu raiva é pq eu já tenho uma pessoa assim na minha família. Já conheço o modus operandi. Ter caído na lábia de uma pessoa psicopata me deixou com muuuuita raiva. Todos os sinais estavam presentes. Em momento algum demonstra qualquer tipo de emoção em relação aos filhos, amigos, cônjuge e, quando demonstra, você vê que é uma coisa meio forçada.
É megalomaníaca e narcisista. Normalmente conseguem ocupar posições de destaque e não medem esforços para isso, pisando em quem quer que seja.
Normalmente entram mesmo em grupos religiosos e são tidos como pessoas impecáveis. Aliás, é onde conseguem fazer mais vítimas. Quando as pessoas se dão conta, depois de MUUUUUUUUUITO tempo, x psicopata corta laços com o grupo e encontra outro.
É muito difícil você identificar e punir um psicopata social, porque eles têm essa aura de santidade, cara de anjo, pose de anjo e os danos que eles provocam são muito mais emocionais do que qualquer outra coisa. No máximo, dão prejuízos financeiros, então é esfera civil, apenas.
E não existe tratamento, remédio, exorcismo que dê jeito.
Esse professor tem todas as características. Provavelmente se for diante de um conselho de ética, ou de medicina, ou mesmo diante de um juiz, vai se fazer de vítima, chorar lágrimas de crocodilo e dizer que está sendo injustiçado.
Agora, se várias vítimas se unirem e denunciarem, talvez dê em alguma coisa. Mas é preciso MUITA gente para isso. E dá trabalho, e força a gente a reviver um monte de m... e é cansativo.
E, provavelmente, quando ele for pego, vai apenas mudar de cidade e fazer novas vítimas.

Raven Deschain disse...

Mas Rê. Se fosse a única oportunidade, mas ela tinha outras. Ela tinha escolha.

Anônimo disse...

Rê Bordosa

Pelo que eu entendi do texto os outros dois hospitais também tinham a mesma especialização, pq ela escolheu justo o que tinha esse cara? Ou seja, ela não teria que abrir mão da especialização.

Marjorie.

Anônimo disse...

Pode até nem ter nenhum interesse oculto,
mas alguém que nao trata bem as pessoas nao serve pra ser meu-minha amigo-amiga

@vbfri disse...

Porra, Raven.

Ela já tinha feito a residência lá. O cara virou amigo dela. Ela foi super bem na residência e passou para fazer a especialização lá. É óbvio que ela ia escolher o lugar onde ela já conhecia, onde já sabia quem seriam os colegas dela, etc. Quem não faria o mesmo?
A merda toda é essa. O psicopata NUNCA aparenta, num primeiro momento, ser o fdp que é. E ele envolve a vítima, faz se sentir querida, amada, e depois joga a pessoa no chão, pisa, faz estripulia.
E, não tenha dúvida, ano que vem vai ter uma outra pessoa caindo nas garras desse cara.
E a louca vai ser a L. que foi alertar.
E vão falar que é por causa da rusga que ela teve com a anta... tão boazinha... nossa... me trata tão bem...
Mais empatia, pls.

Rê Bordosa disse...

Mesmo assim, Raven... Eu não gostaria que as mulheres evitassem espaços machistas, eu gostaria que elas se apropriassem desses espaços, que os modificassem de dentro pra fora... É meio utópico eu sei, mas eu queria ver mulheres entrando em ambientes machistas e chutando os caras de lá, ou pelo menos tentando, rsrs.

O que complicou é que ela não conseguiu "ler" o sujeito logo de cara, por isso não chegou com aquele espírito "vou chutar uns traseiros" e quando percebeu tava numa situação complicada... Mas não a julgo, pois como a @vbfri disse, não é fácil identificar os sociopatas, eles são especialistas nesse tipo de enganação, é o jogo deles.

Rê Bordosa disse...

Não sei o porque da escolha, Marjorie... Mas me pareceu que ela já conhecia o hospital, gostava do ambiente, se sentia a vontade lá... Independente do critério, acho que é direito dela estar ali e o bacaca é quem deveria deixá-la em paz.

@vbfri disse...

O que acontece com esse tipo de psicopata social, no caso específico desse médico, é que ele já se sente confortável o suficiente para ser escroto na frente de outras pessoas.
Ainda assim, CERTEZA que ele dava um jeito de parecer que a incompetente era ela, que a errada era ela pra TODO mundo.
Algumas pessoas já tinham sacado e alertado, outras não.
Mas, normalmente, as vítimas são mulheres, e quando elas alertam, são as "histéricas" ou as "birrentas" ou as "incompetentes" que têm um tipo de vendeta contra o professor pq repetiram a matéria, ou foram mal avaliadas.
Até provar que focinho de porco não é tomada, eles já se safaram de MUITA coisa.

Leiam este texto: http://www.contioutra.com/pessoas-como-o-meu-filho-conseguem-manipular-psicologos-com-facilidade-um-texto-sobre-psicopatas/

Rê Bordosa disse...

@vbfri,

Acontece, por mais que estejamos "vacinadas" contra esse tipo de gente, sempre aparecem uns mais sagazes, com novas táticas, ou que nos pegam em um momento de fragilidade.
Recentemente cai numa armadilha dessas. Tava tudo na minha frente, pequenos fatos isolados, era só ligar os pontos... Quando me dei conta quase morri de raiva!

Raven Deschain disse...

Puxa gente, eu sei.. mas avisaram. Já tinham dito que o cara era um babaca. Ela foi poliana de achar que "ele é legal comigo. Todas somos.

Anônimo disse...

Por culpa do 'machismo' da ex-namorada (ex-aluna) dele e da joana, que esse tipo de comportamento masculino existe. Agora viram que o machismo atual é o resultado da aceitaçao feminina (maioria das mulheres heterossexuais)?

Se tu fosse enfermeira nao estaria reclamando nao é?

Raven Deschain disse...

Isso é verdade. Obrigada pelos seus pontos de vista.

@vbfri disse...

Raven, sério. Leia o texto que coloquei o link. É quase a história desse cara item por item.
E é o que a Re Bordosa falou. A criatura chega bem no momento de fragilidade, estão todos os pontos ali, e quando a gente liga os pontos, a gente fica com raiva DA GENTE!
E não adianta a gente alertar.
Eu estou vendo a criatura que me prejudicou fazendo farofa com VÁRIOS amigos meus. Essa pessoa acabou de destruir um casamento de 15 anos onde a outra pessoa tem QUATRO filhos.
E eu já tentei alertar o pessoal. Só que a esta altura do campeonato, todo mundo me trata como louca. Acha que estou com raiva da criatura.
Quando eu fui contar para uma amiga minha que se gaba de ter amplo conhecimento em psicologia e psiquiatria, e que JÁ conviveu com psicopatas, ela ficou um tempão achando que a louca era eu. Até que eu desenhei tudo para ela e ela caiu em si. Aí essa minha amiga começou a enxergar.
Ninguém acredita.
Detalhe: a irmã da criatura tentou me alertar VÁRIAS vezes e eu achava que era implicância.
A pessoa é MUITO manipuladora. Sério. Vocês não imaginam como esse tipo de gente engana bem.
E mulher é tudo histérica, né?

Ingrid Bezerra disse...

Acho que a pessoa na maioria das vezes costuma acreditar primeiro no que vê para só depois dar algum crédito ao que dizem. Por isso que a princípio ela preferiu acreditar na versão Carlos que ela via. Isso é comum infelizmente. Porque as vezes também acontece o contrário. Eu acho complicado julgar ela, eu acho que eu teria feito o mesmo que ela até...

Vicky_ disse...

É exatamente o que estou falando, também já cai na lábia de outras pessoas, e embora seja uma adolescente e isso é infelizmente MUITO comum, sempre haverá anons como o das 11:44 perto do seus ouvidos e costas.

Basta ver o antigo post da mulher que entrou para indústria do moda aos 18 anos e sofreu demais. O monte de merda comentando "Já tinha idade para saber no que estava se metendo". Ou seja, adolescentes já são "grandes" o bastante para serem culpadas por estupros, mas basta ver as que viram ativistas (como uma certa jovem no Oriente Médio) muitos jovens e xingam elas de piralhas e qualquer porcaria.

Não creio, nem toda pessoa manipuladora é sociopata, mas toda pessoa sociopata é manipuladora. Transtorno de personalidade anti-social é infelizmente algo tenso para a sociedade ter de aturar, mas não é uma porcentagem GRANDE da população, felizmente.

Eu sou feminista, mas tenho um transtorno de personalidade e vocês não imaginam O QUANTO eu me culpava por cada vez que era enganada, aquela raiva de se mesma, sabem.

@vbfri disse...

Neste exato momento estou vendo essa pessoa enganando uma amiga minha que trabalha há MAIS DE UMA DÉCADA com pacientes psiquiátricos.
Essa amiga minha achou que EU que era borderline.
Ou seja: a louca sou eu.
Para uma pessoa que trabalha há muito tempo com pacientes psiquiátricos.
E que me considera como filha. Ou seja, que me conhece há mais tempo do que conhece x psicopata.
A criatura está enganando essa minha amiga.
Pensa.
Dá vontade de chorar.
E eu tenho que ouvir: "ain, mas fulaninhx é TÃO prestativx. Ain, mas fulaninho parece um anjo flutuando na terra. Ain, tadinhx dx fulaninhx... TÃO injustiçadx"...

Anônimo disse...

'Dra' tu deveria questionar a joana (que provavelmente tirou nota maior com ajuda e consentiu com o assedio dele).

O machismo atual é 100% feminino.

Anônimo disse...

Acho que alguém amava Carlos, mas não foi correspondida.

nadiaschenker disse...

Lendo o texto me pareceu que tudo estava bem enquanto o Carlos tratava ela bem (foda-se como ele trata os outros). Aí a situação se inverteu... repentinamente. E aí ela ficou sem chão. Vcs já viram isso acontecer na vida de vcs??? Eu já. Muitas vezes. E, sinceramente, ainda que a questão do machismo possa estar envolvida em alguns casos, isso é um outro problema. Bom, ainda bem que a moça se recuperou.

Rafael Cherem disse...

Cadê o machismo?

Ingrid Bezerra disse...

Hahaha, e como tem moralista com o comportamento psicopático que se faz em igrejas! Num curso que eu fazia tinha um colega de turma que só falava em Jesus, Bíblia, família, essas coisas o tempo todo e fazia o pessoal amar ele, seduzia geral com esse discurso todo a ponto de ser quase canonizado (mas não por mim, porque cago e ando pra toda essa merda, isso fazia eu ter uma imagem ruim para as pessoas perto dele. o santo.). Ele é um homem casado, com filhos, velho e do tipo que acusa gays, feministas, etc de destruir família, decidiu dar em cima de mim, mas escondidinho, sem ninguém ver. Chegou a falar várias coisas obscenas pra mim e eu apavorada de nojo disse que ele jamais teria chance (ele até me acusou de ser preconceituosa por dispensá-lo!!! hahaha). Acontece que eu achei um abuso tão grande da parte dele, a hipocrisia dele me deu NOJO infinito e eu fiquei com vontade de mandar prints de coisas que ele me escreveu para a esposa e filhos dele. Mas aí aconteceu uma coisa estranha e eu senti sem mais nem menos que não devia fazer isso, não por ele, mas por algo que senti e não sei explicar. Dias depois fui surpreendida por ele perto da minha casa, e ele estava fardado e armado me olhando de maneira que eu li como ameaçadora. Eu não fazia ideia de que ele era policial, mas depois juntei as peças e me liguei que quando eu o dispensei eu havia dito também que ele devia pensar na esposa dele e imagino que ele deve ter entendido isso como uma possível ameaça a família dele. Bem, depois disso ele se empenhou muito em me provocar perto de outras pessoas que o julgam como um homem santo de Deus (e eu uma demônia das Pomba Giras do inferno. Prefiro minhas Pombas Giras <3 ) me colocando sempre pra baixo da moral maldita dele. Se eu reagisse, certamente ele sairia como bonzinho e eu como a má. Por causa dele criei um trauma profundo de gente assim, "boazinha", moralista do caralho.

Anônimo disse...

Dra da postagem, porque nao gravou ele confirmando que te deu melhores notas (e pra as outras tambem) e o denunciou? Problema resolvido. Qualquer celular de hoje faz isso.

Ingrid Bezerra disse...

31 de julho de 2015 13:41,

porque provavelmente ela não esperava que ele fosse dizer isso, né! Quem é que espera uma coisa dessas?!

Rê Bordosa disse...

Ingrid Bezerra,

Esse tipo de gente odeia mulheres livres e homossexuais... Afinal, quem os gays e "vadias" pensam que são para "estragar a família Brasileira" assim na cara dura, na frente de todo mundo, enquanto eles tem todo o trabalho de fazer isso na surdina sem ninguém saber? Que audácia!

Obs: pomba gira é amor! <3

@vbfri disse...

É pior. Esse tipo de gente engana até a sombra.
Vocês viram o caso do cara que matou o leão? Tá na cara que é mais um psicopata.
"O caçador americano, alvo dos militantes da causa animal em seu país, defendeu sua boa fé e manifestou seu arrependimento em um comunicado divulgado na terça-feira, sem dar sua versão dos fatos. Segundo uma ONG do Zimbábue, o leão teria sido atraído para fora da reserva de Hwange, depois caçado, ferido com uma flecha e finalmente morto após ficar 40 horas encurralado."
Você lê esse parágrafo e já vê a contradição do cara.
Tipo, não sabia o que estava fazendo. Defendeu que era uma boa pessoa.
Detalhe é que ele JÁ TINHA SIDO CONDENADO por ter CAÇADO ILEGALMENTE um urso.
E não sabia que estava fazendo errado com o leão.
Aham. Tá.
Papai Noel chega em dezembro, ok?

@vbfri disse...

Pomba gira é amor, meeesmo! <3

Ingrid Bezerra disse...

Mas olha gente, apesar de tudo acho que também é bom não generalizar com esse negócio de que todo bonzinho pode ser manipulador, falso, psicopata. Existam bonzinhos e bonzinhos. Digo isso porque existem muitos tipos de bonzinhos e inclusive eu faço parte de um desses tipos, sou boazinha por natureza, do tipo que já se ferrou pelos outros em nome da santa bondade e também suspeito de que a bondade supre minhas carências (não sou perfeita).

Recentemente onde eu estudo, peguei uma turma que tinha muitas dificuldades na matéria de modelagem de roupas (criar manualmente aqueles moldes que tem nas revistas de costura), como eu sou boazinha e tenho mais experiência nessa arte, eu ajudava muitas colegas a ponto de perder muito tempo ajudando. Eu fazia isso pensando que o melhor a se fazer é ajudar para que todos fiquem juntos. Além de mim, também tinha outros que eram avançados nessa área, mas apenas eu ajudava os outros que tinham dificuldade. Bem, acontece que aconteceu coisas que eu não esperava e nunca havia acontecido antes. As pessoas que eu ajudava começaram a ficar muito dependentes de mim, a ponto de na maior cara de pau praticamente pararem de se esforçar e pedirem para eu fazer o trabalho deles! Foi ai que eu comecei a agir como megera do mal porque comecei a me negar a ajudar, fingir que não escuto quando me chamam. Precisei fazer isso porque eles estavam se aproveitando de mim já, já estava no limite do abuso!

Como eu não sou perfeita, a minha dificuldade se encontrava na operação das máquinas, na costura e montagem de roupas. Sabe o que me fizeram?! Começaram a sabotar a minha máquina! E não tinha como eu me defender diante da professora, porque as máquinas sempre estragavam nas minhas mãos, logo eu que tinha dificuldades no manuseio das mesmas.

Não sei o que aconteceu ou porque começaram a fazer isso comigo, só sei que me fodi porque fui ser boa e porque talvez esse povo começou a pensar mal de mim por qualquer motivo que seja (será pelas minhas roupas de piriguete?! Será porque aparento ser falsa por ser boazinha? será porque me leram como falsa ruindosa por começar a me negar a ajudar depois que me senti extorquida?).

Viver é tão difícil. Caralho!!! Por isso que sou um bicho do mato.

Ingrid Bezerra disse...

Oh!!!!!

Salve nossas Pomba Giras!

Salve Maria Padilha! <3

Hahahahaha

Tá bom, tá bom. Parei! hahahaha

Rê Bordosa disse...

Salve!!! <3

D Stoffel disse...

Não existe almoço grátis... sabe aquele cara que vai ser super cavalheiro pagando um jantar pra você, óbvio que tá querendo coisas em troca.

Por isso que tem homem que diz prefiro prostituta já que eu vou ter que pagar mesmo. Acreditam que nós somos objetos e que nós temos um preço. Ela deu um tapa na cara dele e não aceitou o que ele queria foi ótimo, você não está a venda.

Por isso a corrida do homem para o sucesso eles querem dinheiro, carro e mulher que pra eles é um objeto, eles tem que aceitar que mulheres não estão a venda e que não somos obrigadas a dar nada em troca a eles por eles serem "legais" com a gente.

@vbfri disse...

Ingrid,
A questão do psicopata é que ele aparenta sempre a mesma emoção. Nunca perde a pose. Nunca está mal. Nunca demonstra tristeza. Parece ser uma pessoa super equilibrada. A forma que ele trama é altamente convincente. Chegam a parecer santos. Você NUNCA o vê fazendo algo errado (claro, até você se ferrar MUITO). Ainda assim, ele faz parecer que a vítima É ELE.
Esse é o problema do psicopata "bonzinho". Enquanto você briga, xinga e chora, ele está com a cara MAIS lavada do mundo, apontando o dedo para você e chamando você de histérica. E que OLHA o que ELE teve que aguentar!!!!!
Até VOCÊ perceber que foi manipulada por um psicopata, até VOCÊ acha que a louca é VOCÊ.
Porque aquela pessoa é TÃO boazinha e SÓ queria o seu bem.
E OLHA o que você fez!!! Surtou com ela, a pobrezinha, sem QUALQUER motivo.
É F-O-D-A!
É o que estou falando. A criatura que me ferrou por último, está agora sugando uma amiga minha que trabalha há ANOS com pacientes psiquiátricos.
E eu já tentei alertar. Mas como eu sou uma pessoa "exagerada", "intensa", "mimada", ela acha que eu que estou de mimimi.
E eu só liguei os pontos que estavam debaixo do meu nariz quando eu peguei essa pessoa numa mentira tão, tão, tão grande, e com a cara mais lavada do mundo, que eu COMECEI a perceber que tinha algo MUITO errado.
Precisei de algumas consultas com a minha psicóloga até absorver aquilo. Quando a minha psicóloga me passou o texto do filho que manipula psicólogos, eu me senti a pessoa mais otária do mundo.
Porque eu JÁ tinha tido experiência com psicopata DENTRO da minha própria família.

Anônimo disse...

Também me dou mal pela minha mania de ser boazinha. Entrei pro grêmio do colégio e percebi que o presidente era do tipo desse Carlos que perturbou a vida da L, mas eu pulei fora do Grêmio quando vi que a intenção dele de chamar algumas garotas pra chapa era somente pra usar da influência como presidente para tentar transar com a gente. Uma pena pq eu queria estar lá pra ajudar a melhorar a escola. Ainda sai como errada da situação.

Ainda acho que não devemos nos manter numa situação ruim só para querer tentar dar uma lição de moral nessas pessoas, muitas vezes nem adianta e também pq isso gera muito stress.

Marjorie

@vbfri disse...

E vejam, até hoje eu culpo A MIM, pela minha ingenuidade.
Com a quantidade de sinais, que eu JÁ conheço, eu caí na lábia de mais um ser desses na minha vida.
E, não tenham dúvida, se não fosse essa mentira, que eu peguei no pulo, eu JAMAIS teria percebido que o problema era com o ser... E continuaria achando que a louca era eu.

Jesse disse...

Raven, fiquei emocionada com o trabalho da sua amiga. Eu tenho cicatrizes muito grandes e visíveis, que são fruto de um acidente, e não de violência doméstica. Tenho pensado muito em fazer tatuagem para resgatar minha paz com o meu corpo. Obviamente, a despeito de as minhas cicatrizes me causarem sofrimento, não é nada parecido com a situação de mulheres que as têm por terem sido vítimas de violência. Mas pela minha experiência pessoal com as minhas marcas eu posso alcançar o imenso significado que esse serviço que sua amiga está prestando para essas mulheres.

Ingrid Bezerra disse...

Estou compreendendo @vbfri.

Também desconfio de pessoas sem emoção, soa falso e forçado. Pior é quando a gente nem percebe e entra na arapuca deles, como o seu caso. A falta de emoção mesmo parece um tipo de egoísmo do tipo que a pessoa só se importa consigo mesma e para conseguir o que quer se faz de pessoa mais feliz do mundo e resolvida (isto pode soar atraente pra muita gente).

Rê Bordosa disse...

Ingrid Bezerra,

Também sou esse tipo de boazinha... Pior que eu acho que tenho uma placa na testa escrito "trouxa". Na internet minhas ideias aparecem mais que a imagem (e na imagem posso selecionar uma foto menos "miguxa")... Mas pessoalmente sou muito "miguxa". As pessoas que me conhecem pessoalmente já pensam "oh, que fofa! Ela é uma mistura de robô fofinho do Big Hero com cabelo loirinho de princesa da Disney e olhinhos claros de bonequinha, e tem voz de criança! Aposto que eu posso sacaneá-la muito e ela vai continuar um docinho".
Na tentativa de conseguir uma aparência menos afável eu cortei meu longo cabelo e pintei de ruivo e fiz um monte de tatuagens, piercings... Mas acho que não funcionou muito. Além da aparência tenho que aprender a mudar minhas atitudes e ser menos miguxa. :P

Ingrid Bezerra disse...

É mesmo! Lindo o trabalho da amiga da Raven! Lindo lindo!!! <3 <3 <3

@vbfri disse...

Ingrid,

A questão é que essas pessoas fingem muito bem. Inclusive elas parecem empáticas. É o lobo vestido na pele de cordeiro.
A fantasia é MUITO bem feita.
Aí uma ovelha descobre e tenta alertar as outras e por causa do alarde, as outras a julgam como louca.
Aquela ovelhinha, tão dócil, tão bonitinha, tão amiga, tão carinhosa, não PODE ser um lobo.
Cai a noite, o lobo engole mais uma ovelha.
E, assim, ele segue. Até acabarem as ovelhas, ou as poucas que restam perceberem a máscara.
Porque é a ovelha mais linda, mais pura, mais branca do rebanho.

@vbfri disse...

Rê Bordosa disse:
Também sou esse tipo de boazinha... Pior que eu acho que tenho uma placa na testa escrito "trouxa".

Somos duas.

Mas há a diferença entre a pessoa "boazinha-inha-inha" e a pessoa que é boa.

A questão é: aquela boazinha que parece perfeita. E parece nunca fazer nada errado. E que é vítima do mundo. E que quando é pega na mentira, na manipulação, chora copiosamente e finge arrependimento.

Leiam o texto que coloquei o link. Esclarece muito o tipo de "boazinha-inha-inha" que falo.

Anônimo disse...

Rê Bordosa

Você tem que aprender a ser menos amiga dos uzomi e ser mais amiga das mulheres. E antes que me esqueça, se livre da sua tal coleção de chicotes, é coisa de psicopata.

D Stoffel disse...

Outra coisa que pode ser notada é a "necessidade" do homem de exercer poder sobre a mulher. Chegaram até o ponto de criar até religiões pra isso. No oriente médio eles tem um medo terrível das mulheres se emanciparem, tanto que tem lugares que a mulher não pode sair sem um homem da família do lado e tudo disfarçado de cultura é claro.

Aqui não é diferente a mulher pode até sair sozinha mas se acontecer alguma coisa a culpa recai sobre ela, isso é uma forma de manipulação disfarçada de conselho :Se você sair, se você beber, se você fizer sexo, mulher não pode chegar em casa tarde... e assim as mulheres vão sendo manipuladas pela sociedade.

Vicky_ disse...

Ingrid, malz, estávamos falando dos caras que se DIZEM ser bonzinhos, geralmente esses tipos têm esqueletos em casa e dinheiro sujo o suficiente para surpreender um policial experiente.

E é exatamente isso, resumidamente, sociopatas são aqueles caras amigos de todo mundo, mas melhor amigo de ninguém. São o pacote "Chefe Legal/Cara Bacana/ Conhecido divertido", mas estranhamente ninguém conhece a fundo eles, por são isso, superfíciais, não há muito abaixo da superfície, e o que há nós não temos estômago suficiente para aguentar.

Podem passar meses sem contanto com nenhuma pessoa conhecida/familiar e não se sentir nada mal ou deslocado, pois contanto social não lhe faz falta. E pensar que o protagonista de Laranja Mecânica já me assustava.

Anônimo disse...

Lendo o texto da vbfri e dos depoimentos aqui, vejo que tenho muitas das características de uma psicopata.

@vbfri disse...

Vicky: EXATAMENTE.

Algumas características do psicopata social (sociopata):
- são pais ausentes (quando têm filhos);
- são altamente sociáveis, engraçados, interessantes (mas não há notícia de amigos de infância e costumam ter pouco ou nenhum contato familiar);
- conseguem contar histórias envolventes e reverter a culpa de praticamente QUALQUER situação;
- são megalomaníacos (normalmente não têm crédito em banco NENHUM, mas andam com carros importados/roupas da moda/bolsas de marca);
- são narcisistas (muitas fotos DELES no facebook, sempre muito bonitos, elegantes)
- são inteligentes;
- excelentes atores;
- relacionamentos amorosos tendem a ser MUITO curtos;
- não assumem responsabilidade por nada e, quando confrontados, aparentam profundo arrependimento, mas repetem a ação;
- pedem dinheiro emprestado. Sempre. Pagam normalmente as primeiras vezes e depois param de devolver (normalmente pedem quantias cada vez mais elevadas);
- quando contrariados, passam a ignorar a pessoa. Pode ser mãe, marido, esposa, filho, irmão.
- acima de qualquer suspeita. Sempre.
Superficialmente parecem anjos. São bonitos, simpáticos, educados.
Dentro de casa, são manipuladores, traiçoeiros, cruéis. Física ou verbalmente, eles pegam a pessoa mais próxima e sugam até a última gota de sangue. Sem remorso.
Então eles pegam as pessoas que são VERDADEIRAMENTE BOAS.
Só que as pessoas que são VERDADEIRAMENTE BOAS são pessoas que se estressam, que se frustram, que choram, que brigam.
Eles não.
Então, para a sociedade, a pessoa louca (psicopata) é a que é normal.
Porque ela é uma constante, sempre. Sempre educada, sempre gentil, sempre prestativa.
É por baixo dos panos que ela atua.


Rê Bordosa disse...

Anônimo 14:53,

"Você tem que aprender a ser menos amiga dos uzomi"

Eu não tenho amigo "uzomi" eu tenho amigos homens.
E até parece que psicopatia se restringe a gênero... Cuidado que pensando assim você fecha a guarda para psicopatas homens, mas abre para psicopatas mulheres, daí quando menos esperar uma delas já entrou na sua vida e fez um estrago.

Não vou me livrar da minha coleção de chicotes. Adoooooooooooooooooooro! Se for psicopatia, que seja.

Rê Bordosa disse...

Alguns dos piores psicopatas e golpistas que conheci até hoje são mulheres... Temos que ter sororidade com as outras, mas não dá pra bobear e achar que mulher é tudo boazinha não.

@vbfri disse...

Anon de 15h:

"Lendo o texto da vbfri e dos depoimentos aqui, vejo que tenho muitas das características de uma psicopata."

Provavelmente, só de vc achar isso, demonstra que você NÃO é um psicopata.

Psicopatas NUNCA se reconhecem como tal.

O narcisismo deles é TÃO elevado que eles se acham as pessoas mais incríveis do mundo. E eles não se importam com o que as pessoas pensam.

Você pode até ter um transtorno de personalidade. Mas, psicopatia, acho difícil.

Vicky_ disse...

Gente, há um assunto importante que tava aguardando o tema bater pra poder falar sobre:

Eu sou Borderline, até uns tempos atrás ficava buscando texto sobre mulheres que também tinham e seus relatos. Mas óbvio também que buscava textos médicos também, e vi uma padrão horrendo nas pessoas que buscam os textos...

Eram mulheres que viviam com misóginos, apanhavam, iam pelo Google e as vezes caiam nessa matérias e comentavam "poxa, o meu namorado/marido é exatamente assim. agora sei que é uma 'doença', vou dar força para ele ir pro psicologo![blah blah elale já me ameaçou de morte blah"

DESGRAÇA, isso não é Boderline, a pessoa lê os 'padrões sintomáticos' e pensa que o cara tem, querem saber como a maioria dos caras Borders agem? Pensem no Kurt Cobain, quando o cara sentia ciúme tentava SE matar e nunca espancou uma namorada. A maioria do pessoal com Border se pune mais do que pune a terceiros.

Nem sociopatas os caras são, são misóginos, e infelizmente essas mulheres não se tocam. Eu queria desafabar isso, por que acho um erro MUITO sério.

Rê Bordosa disse...

Exato, Vicky!

Ao contrário do Borderline o psicopata não se altera, não perde o controle. Quando fere, é aos outros, não costuma ser a si mesmo, ele nunca se coloca em situação de desvantagem.
Passar a mãozinha na cabeça e dizer "é dodói" é de lascar.

@vbfri disse...

Rê Bordosa disse:

"Alguns dos piores psicopatas e golpistas que conheci até hoje são mulheres..."

Sim. Exatamente. Infelizmente, a psicopatia social (a sociopatia) é mais comum em mulheres. A psicopatia mais grave (tipo maníaco do parque, Dexter, etc, os que efetivamente cometem crimes e são pegos) é mais comum em homens.

O que não quer dizer que não exista psicopata grave mulher ou sociopata (psicopata leve) homem.

Apenas a incidência de um e de outro é mais comum em um sexo.

O psicopata social (sociopata - só que sociopata não é a terminologia correta) não comete crimes graves. Às vezes não comete crime nenhum. Mas é manipulador, traiçoeiro, e deixa um rastro emocional de destruição enorme.

Quando cometem crime, normalmente é fraude, estelionato, falsificação de documentos, etc.

E, normalmente, em nome de laranjas. Manipulam alguém, de preferência, pra fazer o trabalho sujo. Então, raramente é preso/condenado.

@vbfri disse...

Vicky,

Então, uma das minhas melhores amigas é border. Uma outra amiga tb é.
Quando a minha OUTRA amiga, que trabalha há anos com pacientes psiquiátricos (e tá feito patinha com a criatura psicopata) veio falar que EU devia ser border, eu fui correndo ver o que era, como era, fui conversar com a minha psicóloga e com meu psiquiatra.
Tanto um quanto o outro (psicóloga e psiquiatra) riram da ideia. Aí me explicaram o que era border.
Depois eu descobri das minhas amigas.
O border é intenso e não costuma fazer mal a qualquer ser que não ele mesmo. O psicopata é o contrário.
O border briga, xinga, se apaixona, desaba... É atropelado, faz merda, risca o carro do ex.
O psicopata não vai fazer nada disso. Nunca.
N-E-V-E-R.
E psicopata não tem tratamento. Border tem.
E eu concordo, essa de passar a mão na cabeça é de lascar.

Vicky_ disse...

Plz, a maioria das pessoas que tem o transtorno é homem, sem dúvida alguma. E eu não creio que esse transtorno é 'puramente genético', sério.

Rê Bordosa, quase todos os escrotos que conhece eram homens, e as poucas mulheres escrotas não chegavam a fazer um terço do que os homens da lista fizeram.

Só há UMA mulher até hoje que considerei misóginia, e tenho pena dela, sei que futuramente ela vai sofrer muito na mão de um homem. É blogueira, além de mulher ainda por cima é bissexual e muito jovem (poucos anos mais velha que eu) e já escreveu coisas HORRÍVEIS em textos, meu.

Ela nem é desses sites reaças, é de um site de animes, pensei que ela havia se conscientizado com tempo, mas voltei no site e ela não mudou quase nada.

Mil vezes mais fazer "união" com mulher branca que com homens, já tive traumas e já basta.

Rê Bordosa disse...

Anônimo curioso,

Sou switcher.


Vicky,

Conheci dos dois gêneros, infelizmente.
Foram igualmente danosos à minha vida.
A diferença entre eles foi basicamente no modo de agir: enquanto a mulher tava atrás de grana, favores, escrava e alguém pra criticar e descontar as frustrações... Os homens estavam atrás de sexo e grana.
A "grana" parece ser um ponto chave pra todo psicopata.


Ana Clara,

Você quer punir masoquista com chicotada? Nooooooossa, muito eficiente, né?
Larga de ser burra!
Sem contar que bater em mulher, para ela deixar de "oprimir mulher" é no mínimo hipócrita.

Anônimo disse...

"Se você tivesse alguma dignidade..."
É sério isso?
Não sabe ler não? Foi o staff de merda quem falou isso. A moça passou por mérito e ele para não perder a fama de maior juba da savana falou essa pérola. Aff

Anônimo disse...

Puxa! Lendo a história da L parece que estou de frente com a minha própria! Entrei num estágio em um lugar super conceituado e o meu professor é supervisor lá, ele já tentou transar comigo mas eu achei que era culpa minha, pq ele estava de separação e talvez estivesse sem querer provocando ele.

Anônimo disse...

Convivo muito com pessoas da área de saúde. Já conheci 3 médicos psicopatas, sendo 2 homens e 1 mulher. Será que é próprio da profissão? Será que é um campo de trabalho que atrai esse tipo de gente pelo "status de doutor", grana e poder sobre o corpo das pessoas?
Um desses médicos é todo sorridente e incrivelmente educado, um coroa até charmoso. Parece super compreensivo e bonzinho, até alguém discordar dele ou fazer algo mínimo que lhe desagrade. A expressão do rosto e o tom de voz mudam na hora, mas em poucos segundos ele ta bonzinho de novo, sem fazer esforço, é bizarro!
A primeira atitude estranha que notei foi ele fechar a cara e dizer que enfermeira fulana era burra, na frente do paciente, e depois continuar conversando na maior simpatia. Na hora pensei - Que falta de ética com a colega. Homem que sai xingando profissionais mulheres não costumam ser boa coisa - Mas depois pensei - foi só um deslize, todo mundo erra - Engano meu. Eu deveria ter seguido meus instintos.

Anônimo disse...

Tenho o pé atrás com gente boazinha-zinha-zinha.
Como faço parte de um segmento religioso percebo logo o discurso e as ações de gente pura, mas que não se sustenta

Anônimo disse...

Não é simples assim Vicky
O meio médico é o mais corporativista de todas as galáxias. Certeza que se denunciassem sofreriam retaliações profissionais. Talvez para a vida toda.

Anônimo disse...

táhh Super claro homem quer estar acima da mulher em todos os aspectos
a virilidade é uma noção relacional, construída diante dos outros
homens, para os outros homens e contra a feminilidade. Essa forma de dominação masculina é patologica também é uma visão falo-narcisistica.
A questão da dominação sexual é um exemplo a dominação sexual passiva do homem é vista como desonra acreditando-se que ele faz o papel da mulher. Já a mulher aceita essa dominação desde a infância quando ela sorrir, aceita interrupções, as pernas que não devem ser abertas. Basta notar que os homens fazem o contrário e isso não mudou as mulheres usam o corpo como forma de subordinação ao masculino.
É importante discutir a questão da dominação masculina em todos os aspectos.


boa sexta!

Anônimo disse...

Até quando vamos ter que recuar? (2)

@vbfri disse...

Anônimo de 16:12 falou:

" Será que é um campo de trabalho que atrai esse tipo de gente pelo "status de doutor", grana e poder sobre o corpo das pessoas?"

Sim. Sim. Sim.

Anônimo disse...

odeio essa cultura de achar que mulher gosta de ser dominada que isso é natural odeiooo
eu odeio quando um homem abre as pernocas fechem as pernas.

Anônimo disse...

Odeio quando mulheres agridem homens no metro com suas bolsas pq querem todo o corredor só pra elas.

Odeio quando mulheres recebem uma gentileza e nem olham pra sua cara e agradecem, ou pior, fazem cara de cú pq se ofenderam.

Rê Bordosa disse...

Que dó, que dó! SQN!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

D Stoffel disse...

Essa forma do homem abrir as pernas e as das mulheres fechar , é querendo nos obrigar a nos recolher como mulheres e também e ser sorridente, alegre , submissa de ser dominada, e que gostamos disso, porque sim.

Mas é só um papel , e pra você se calar e aceitar a submissão. Atribuem isso a características femininas com explicações de que é porque nós somos mais fracas e delicadas entre outras, tudo pra fazer a mulher acreditar que o papel social dela é realmente esse, de tomar pouco espaço e que a ambição dela está no sucesso do homem ou de estar ao lado de um homem mesmo que ela tenha uma carreira bem sucedida.

Os homens podem começar a chorar mesmo a venda do machismo está caindo.

Anônimo disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK QUE BURRO

Rê Bordosa disse...

-Vegeta, qual o grau de sofrência de um sujeito que vem a um blog feminista chorar?
-Acima de 9000!

Anônimo disse...


a mulher adota um papel secundário na sociedade fazendo papéis irrelevantes o papel social feminino é irrelevante pra sociedade. HÁ pouco tempo atrás cozinhar era papel de mulher quer dizer irrelevante, foram os homens começar a cozinhar e a coisa começou a ficar chique! começaram a ter chefs de cozinha homens cozinhar virou coisa da alta sociedade. A mesma coisa com cabelelero que agora é hairstylist .Temos que ter em mente que o nosso papel é secundário somos um mero objeto decorativo perante a sociedade, temos que quebrar isso, já temos uma presidente, mas o nosso lugar ainda continua sendo os espaços privados e sem reconhecimento, nosso passo é mais longo. Gosto dos debates mais profundos do blog eu vejo os users muito superficiais, falar de quantos chicote tem. Vamos falar do que nos afeta nesse mundo com o pouco de espaço que temos.

Anônimo disse...

O 17:42 vai libertar as mulheres impondo a elas o que devem ou não devem falar em um blog feminista.

Ta "serto".

Anônimo disse...

Então chooora, mascu... então chora...

Anônimo disse...

Quando esse tipo de coisa acontece você tem de expôr. Prejudicada você já será de qualquer maneira se ficar quieta, como inclusive foi descrito no relato. É preferível arriscar e ver se é possível resolver a situação apelando pra alguma instância superior à pessoa que pratica o assédio (sempre tem, como o Conselho de Medicina).

E, claro, não usar o ocorrido para generalizar.

BLH

Vicky_ disse...

Vários caras chamando a outra de falsa, tudo isso comentando em anônimo, quanta ironia.

..............

É realmente interessante, eu pensava que nunca havia ficado muito perto de alguém com esse transtorno, mas levou tempo até eu me dar conta, deixo o relato para talvez alguém que esteja em dúvida se convive com alguém que tenha Transtorno de Personalidade Histriônica:

Creio que conhece um Histriônico com traços de sociopata(a versão leve do transtorno), então já devem imaginar o quanto o tipo era nocivo. Embora eu ligue demais para as opiniões alheias, o cara conseguiu mais que ninguém fazer eu duvidar de MIM mesma várias vezes.

Era exibicionista, mas gente, conseguia ter uma falta de empatia assustador, além de se fazer de amigo para depois ficar mandando indiretas e te jogando na lama a todo momento. Usava da ótima aparência para adquirir vantagens em qualquer lugar.

Foi HORRÍVEl. Ele ainda sente empatia em certas situações (dava para ver que era verdadeiro), era quase vegetariano, falava bem da mãe e crianças, mas o resto ele mandava para casa do caramba. Enganava pessoas e depois vinha até mim e um amigo contar os detalhes e se gabando.

Quando eu disse que ele lembrava o Raito Yagami (um personagem de anime), ele sentiu como um elogio e disse que faria o mesmo que o personagem, que usaria da beleza, sexo e fala mansa para subir de posição na sociedade.

Duvido mesmo que ele mataria alguém, não tinha jeito pra isso, mas que que ele era capaz de largar a maioria das pessoas sem sentir saudades eu tenho certeza.

Ele citava poucos detalhes de tudo que fazia e opinava (característica tanto de histriônico quanto sociopata), as poucas vezes que falava mais que monossílabos eram assuntos que só interessavam a ele, admitia que era educado só por conveniência, pior ainda: Te dizia oi, perguntava como estava, depois de uns minutos de conversa dizia na cara dura "Perguntei como estava, mas na verdade nunca me importei" e ria, e você ficava com aquele sorriso amarelo.

Ele tinha algumas amizades de longa data, que se importavam muito com ele, mas com a maioria das pessoas era ríspido. Adora chocar, se mostrar, manipular, odiava perder(Até para mim, que era pouco mais que uma criança na época, ele era um adolescente) e apesar de adorar fazer um teatro, maior parte do tempo estava sempre apático, sentia um tédio avassalador.

Cheguei várias vezes a me sentir a vilã, mas me toquei meses depois, Histriônicos não admitem que são, nem desconfiam que são. Enfim, o desgraçado me fez ter crises.

Raven Deschain disse...

Já vou ler Virginia. Tava num treinamento e só voltei agora. Mas gostei da discussão. Pensando agora, acho que nunca convivi com ninguém assim, talvez por isso a dificuldade de empatia.. mas assim! Puta merda! Que loucura. O-o

Gente, obrigada pelos elogios a Flavia. Ela é a melhor pessoa que conheci esse ano. Quem for de Curitiba e região, podem procurá-la.

Anônimo disse...

Oi pessoal, eu sou a autora do post. Em primeiro lugar queria dizer que fiquei felizona em ver meu relato aqui (sou uma fã boba da lola).

Mas respondendo algumas perguntas. Quando ele me falou aquela frase no primeiro dia me deu realmente vontade de desistir. Mas aquela altura não dava mais pra voltar atrás. Eu já havia aberto mão das outras vagas que também tinha passado.
Depois de um tempo, contei essa história a outro professor do serviço. Ele me disse que isso era um absurdo, minha prova havia sido excelente, ninguém havia manipulado nada. Ele queria mostrar poder mesmo. E o outro ainda pergunta porque não gravei isso. Quem sai por aí com um gravador ligado o tempo todo? Eu hein...

E aos machistas de plantão, não, eu nunca tive interesse sexual no Carlos. Ele tem um biotipo totalmente diferente do que me atrai. E eu estava noiva, prestes a casar.

E hoje eu sei o quanto fui idiota. Como eu disse, foi um aprendizado, nunca mais caio nessa. Mas ele era altamente convincente. Ele sempre manipulava as histórias de uma maneira a provar que ele era o injustiçado, que o errado era sempre o outro. Ele fazia grosserias horríveis com um residente, mas com a desculpa que ele havia falhado. Em outro momento, era uma gentleman com as enfermeiras. É até difícil explicar. Além disso, eu era recém formada, insegura, ele me prometia uma carreira. O hospital universitário que ele trabalha é um dos melhores do Brasil. Eu havia me formado lá. Muita coisa conta, sabe. Além do mais, haviam outros professores excelentes lá. Todos me tratavam bem, me ensinaram muito, só que ninguém queria enfrentar o Carlos. Preferiam ignora-los, o discurso era "A gente sabe que ele está errado, mas não vale a pena criar inimizade, até porque depois de um tempo vocês saem, e a gente continua aqui com ele".

Anônimo disse...

O que pode se fazer Para essas agressoes parar, se deixamos um homem nos assediar isso nao e naturaliza o machismo? Pq se na china nao e permitido tem que ser banido aqui,ou vamos deixas homens avaliar nossos corpos nos assediar. EU nao quero continuar sendo o sexo subordinado, o sexo que aceita tudo calado.

Anônimo disse...

Outro fato, ontem estava conversando com uma colega médica que não conhece o Carlos pessoalmente. Ela me perguntou como foi a minha experiência com ele e eu contei esse relato. Ela me responde "eu tenho a impressão que ou a pessoa ama muito ou odeia muito ele, não tem meio termo".

E ele é realmente assim, ou te trata maravilhosamente bem, ou faz da sua vida o inferno na terra. É um psicopata, com certeza, e como todos, consegue fazer várias vítimas. Meu relato foi no sentido de alertar outras pessoas, quem sabe não ajuda alguém numa situação semelhante?

Anônimo disse...

Autora do Post, vc disse que não tem mais contato com o Carlos e a Joana, mas nunca soube através de outras pessoas que fim ela levou? Porque pessoas como o Carlos não se apegam a ninguém, vêem os outros como utilitários. A pergunta não é SE ele vai deixá-la, é QUANDO... Quando ela vai deixar de ter utilidade e ser trocada por um "modelo" mais novo?!

Lynne disse...

Gente, desculpa eu tar aqui fazedo propaganda, mas fiz um blog pra falar sobre relacionamentos abusivos.

Estou aceitando relatos pra quem quiser compartilhar e conversar, não há mtos lugares na net pra falar sobre isso.

https://avozquenaosecala1.blogspot.com/

Anônimo disse...

Teve uma pesquisa que homens tinha que responder a caracteristicas das esposas e eles as avaliaram de uma forma muito superficial, Como se fosse qualquer mulher. Ja as mulheres nao.isso quer dizer que sim nos somos vistas Como objetos ate pelos maridos.

Lynne disse...

Sobre o tema do post, há sim mtas pessoas assim, e justamente elas acabam com a vida dos outros muitas vezes sem motivo.

Psicopatas dificilmente são criminosos, eles fazem tudo de maneira sutil e debaixo dos panos. Um exemplo: Triangulação: "a Fulana disse que vc é burro", pra tirar a culpa dele/a próprio/a e ainda ver o circo pegar fogo entre ambas as partes caso briguem.

A única solução? Ignorar solenemente, fingir q não existe e se possível se afastar e não dar corda. Se os outros dão corda, bem, paciência. Um dia a máscara cai.

Lynne disse...

Anon 19:41 sim, o que me dá mais raiva é que quando os homens me rejeitaram, foi por motivos objetificáveis. E pasmem, quando me aceitaram também.

Não vejo problema algum em rejeição, ngm é obrigado a ficar com ngm, mas até qdo aceitam os homens aceitam por coisas banais e fúteis como aparência ou qualquer coisa q não tenha nada a ver com a personalidade.

Não digo todos, q generalizar é bem chato, mas vários.

Anônimo disse...

A dona do post é vítima, sem sombra de dúvida.

Mas sobre professores-patroes ou qualquer pessoa que trata o outro mal...
Uma coisa é a gente nao ver que essa pessoa trata os outros de forma ruim
Outra coisa é a gente ver e preferir manter os laços porque a pessoa nos trata bem, nao importando que trate os outros de forma ruim.

Conheci uma pessoa que tratava mal diversas pessoas. Um certo dia, numa mesa de bar, alguém comenta sobre essa pessoa, e uma das pessoas da mesa, que sabia sobre esse comportamento, diz "falei com XXXX esses dias". Varios indagam " Voces se falam?" E a pessoa responde "sempre me tratou bem". Nesse dia, passei a ver essa pessoa com outros olhos, nao servia mais pra estar no meu circulo de amizades.

Panthro disse...

Uai, e pode isso? Digo, do cara namorar uma subalterna? Pq se fosse na empresa em que eu trabalho, um dos dois ia ter que pedir transferência, porque é óbvio o conflito de interesses.

Anônimo disse...

Pelo que sei eles tiveram um filho e continuam junto. Mas não faço idéia de como é essa relação... A Joana tinha uma família desestruturada, não tinha amigos de longa data. Eu comecei a me incomodar com ela quando passei a perceber que ela agia de maneira diferente de acordo com o nível social da pessoa. Era um amor com os professores, mas tratava mal os técnicos de enfermagem... Foi mais ou menos nessa época que comecei a me afastar dela.

Panthro disse...

E eu não acreditava em gente manipuladora assim até encontrar uma. Na época que meu namorado trabalhava com psicologia, teve uma mulher que se apaixonou pelo médico. Ela largou a carreira dela, fez outra faculdade e entrou pra trabalhar no mesmo lugar pra ficar perto do médico (que era casado, com dois filhos). Aí ela começou numas de jogar uns contra os outros. Todo mundo que era de alguma forma próximo do médico, ela foi afastando. Chegou ao ponto de inventar pra duas meninas que eram super amigas, só andavam pra cima e pra baixo o tempo todo que uma tinha dito que estava afim do noivo da outra. E o estranho é que contando assim, todo mundo diria que isso é ridículo e que é óbvio que iam perceber. Só que ela tinha um poder de mexer com as pessoas e manipulá-las de forma a acreditarem que ela era super bacana. Estilo "All About Eve", tão ligados?

Só que eu acho que isso tem a ver com algum tipo de linguagem não-verbal, porque não funcionava comigo. Eu achava ela meio errática, o comportamento não parecia ter muita coerência. Acho que é porque eu não entendo sinais e tal, asperger, enfim. Eu sei que no final, as pessoas iam percebendo o que estava acontecendo, mas só quando já estavam fora da jogada, de forma que qualquer pessoa que entrava rapidamente desconsiderava os avisos como "inveja" ou qualquer coisa do gênero. O próprio médico só percebeu que tinha alguma coisa estranha quando ela começou a ligar pra mulher dele, até então achava que ela era só uma funcionária dedicada. O grau de ilusão dele era tão grande que teve gente que chegou a desconfiar que ele sabia e estava tendo alguma coisa com ela. Mas até aí, todo mundo em algum momento tinha se aproximado dela e acreditado que ela era super gente fina.

Bizarro, né? Fico pensando quantas dessas pessoas existem por aí!

Anônimo disse...

Sofri assédio moral na residência médica desde o primeiro dia ,de um único preceptor. ( os outros alternavam elogios com críticas, quase sempre construtivas ).
Esse preceptor que me assediava nunca foi pelo lado sexual. foi pelo lado da minha " burrice", me humilhava e destratava na frente de outros residentes, de outros funcionários , de outros professores,...Dizia que um aluno do 5o ano de medicina era capaz de raciocinar melhor do que eu. Nunca consegui discutir um caso direito com ele, pois ficava paralisada,travada, com medo de que ele ia me dizer. Ele percebia e se aproveitava pra me jogar pra baixo
Quando vc eh residente, tudo o que os seus professores te falam eh " lei " , vc acredita piamente no que eles te dizem, e se ele dizia que eu era burra,incompetente,...bem. Eu acreditava,
Passei os três anos de residência médica acreditando no que aquele cara dizia , mesmo tendo outros professores que confiavam no meu potencial.
Na época, eu não sabia que isso tinha nome ( assédio moral) e que poderia ter denunciado o preceptor a ouvidoria da faculdade. Mas no fim, acho que não adiantaria.os outros professores, no fundo, sabiam o que ele fazia comigo.
Quando tinha casos para discurtir com ele, passava mal antes, sentia um nó na boça do estômago. Chorei várias vezes e quis largar a residência, mas aguentei firme, o último dia em que precisei discutir um caso com ele : 30 de novembro de 2001, depois fiquei aliviada, porque não tinha mais plantões nem estágio de ambulatório,não precisaria mais olhar na cara dele nem discurtir casos.
Não fui uma residente perfeita e mereci, sim, críticas, na época, mas nunca do modo como ele colocava, me reduzindo a uma garota burra que não sabia raciocinar, e fazendo ameaças veladas de me expulsar da residência porque eu não era inteligente o suficiente para estar ali.
Minha residência terminou em janeiro de 2002, peguei o certificado de residência e enfiei dentro da gaveta pra nunca mais usar, comecei a trabalhar em outra área, na qual acabei fazendo pôs graduação depois ( medicina de família e comunidade ) , e atuo nessa área ate hoje, muito feliz com a minha nova escolha,
Escolhi trabalhar em outra área, até hoje não sei o quanto pesou somente o assédio moral ou o fato de eu ter achado hematologia desgastante( embora muito interessante ) . Ficou uma ferida do passado, na qual não quero e evito mexer. Foi uma fase da vida da qual não tenho saudade nenhuma nem gosto de recordar.
Ainda bem que tudo passa, e que hoje sou outra pessoa.
Não fui ao encontro de ex residentes de hematologia ( que outro professor organizou com muito carinho e me convidou) porque não queria reviver a ferida e não sabia se esse cara ia estar lá,
Nunca mais vi esse cara, mas se o visse não sei qual seria minha reação, só queria ver ele tentar me enfrentar hoje, mais segura, mais vivida, com 40 anos de idade, pra tomar uma bordoada na cara ( no sentido figurado ) e ver se ele teria coragem de mexer comigo agora, eu duvido.
Nunca permitam que isso aconteça com vocês, e se acontecer denunciem, eu não denunciei porque não sabia que isso era passível de denúncia. Nem sei porque terminei o estágio, minha vontade foi de ter largado no meio, e nem sei por que fiz questão de pegar um diploma que só serviu pra trancar na minha gaveta, acho que fui até o fim pra provar pra aquele babaca e pra mim mesma que eu conseguia. Consegui, mas a que preço ...? ...
Enfim página virada, força e coragem a todos que passam por isso,
Pra ser preceptor ou professor universitário deveria haver um psicotécnico, não eh qualquer babaca que deveria estar ali, precisa amar o ser humano, tratar o outro com respeito, carinho e paciência... Triste que muitos babacas ou até psicopatas estejam infiltrados nesse meio , e acabando com a auto estima dos outros.

Maria Valéria


Kittsu disse...

Nossa, Panthro! Já sei qual o objetivo de vida mais nobre dos Aspergers nesse mundo. Anticorpo contra psicopata. Vocês são tipo... os batmans da nossa gotham! Superpoder: Bullshit immunity. Caraca, que lindo! Fiquei fã.
Eu tenho essa certa facilidade em analisar as pessoas e montar um perfil de forma que consigo uma certa previsibilidade quanto ao que esperar delas. Mas isso não evitou as passadas de perna que levei de sociapata e gente ruim, e nem evita os que estão atuando na vida da minha família atualmente, especialmente porquê as outras pessoas não tem a mesma percepção e são levadas como boizinhos pra onde o manipulador quer. É chato. Tem uma parasita na minha família que é uma semeadora da discordia enviada pelo próprio inferno: fala mal de todo mundo pra todo mundo, assedia moralmente o próprio filho, joga a família (especialmente o pai que não tem muita inteligência emocional) uns contra os outros, faz a cabeça do povo como uma criança brinca de massinha. E o pior: tem um dom absurdo pra encontrar outros psicopatinhas que nem ela! Aí faz amizade, toca o terror e depois a amizade se desfaz por alguma intriga. É um padrão muito bem delineado.
Imunidade a manipulação é um puta superpoder que vocês tem.

Raven Deschain disse...

Asperger me lembrou um filme lindo e triste que ci outro dia...

Mary e Max.

Chorei que nem uma menininha.

Kittsu disse...

Porra raven, tu queria chorar que nem um poste? rsrs

Raven Deschain disse...

Huahua besta essa expressão neh? Desculpe.

Anônimo disse...

E triste ver como as mulheres enfrentam a vida tendo que ter esses obstaculos, sao assediadas moral e sexual, encaram duplas jornadas pra ganhar um salario baixo, sempre em cargos inferiores, sempre tendo que provar que sao capazes de fazer algo que homens fazem sem questionamentos, desencorajadas a almejar cargos grandes. Sabe eu nao me espanto nao ter todo mt comentario masculino, e uma coisa da qual eles preferem se omitir, e mais facil. MAs eu vou dizer as mulheres que nao deixem de dar preferencia a outras nessas horas vemos como e dura a vida de uma mulher nos encontramos dificuldades em todos os lugares.

Anônimo disse...

EU ja reparei isso que pra um homem a mulher que ele ta ou outra nao faz diferença, ele nao ve diferenca entre uma mulher ou outra a nao ser fisicamente
EU perguntava pro meu ex amor pq VC ta comigo, ele nao sabia responder.

Anônimo disse...

Eu acho q hj foi um dia de reflexao mais do que psicopatia, com os comentarios maravilhosos aqui da pra perceber qual o papel relegado a mulher na sociedade. De estar Ali pra ser a mao de obra barata, a garçonete que leva tapinha na bunda de clientes e ainda tem que sorrir, a funcionaria que ganha favores pra deitar com o chefe. Somos vistas Como algo que se pode pegar, comprar, violar. Pra mim isso basta hj foi um dia pra EU perceber mais uma vez que so pelo meu genero eu sofro abusos que eu jamais sofreria se tivesse um penis

Anônimo disse...

Gente, fiquei com um pouco de medo depois de ler esses comentários. Eu também sou boazinha, as pessoas quando me conhecem me adoram, mas sou na minha quietinha (não tímida, quietinha de fico na minha cuidando da minha vida só), tenho poucos amigos (2), não tenho nenhum amigo de infância e apesar de ter me formado na escola há apenas 2 anos, não mantenho contato com ninguém da minha turma, e eram mais de 100 colegas. Não me dou bem com meus pais, tenho um comportamento duplo: com eles eu sou uma pessoa bem desagradável, disso eu tenho consciência, mas com outras pessoas eu sou um "anjo", como descreveram, não sei o que eu tenho mas as pessoas gostam de mim do nada (?). Sou inteligente, acima da média, me formei em primeiro lugar no ensino médio, na faculdade tenho as melhores notas da turma em um curso fodido de exatas, só não manipulo ninguém. Quero dizer, tem meu noivo, as vezes eu manipulo ele, eu sei que faço isso conscientemente mas eu nunca fiz pra prejudicar ele, eu amo ele, só manipulo pra evitar certas brigas ou conseguir coisinhas bobas que eu quero, nunca fiz nada com a intenção de magoar ele. Mas eu sei manipular ele tão bem que se algum dia eu quisesse prejudicá-lo em algo, conseguiria sem muita dificuldade, e isso me deixou com medo agora, eu sou psicopata? Algum tipo de "psicopata adormecida"? Porque nunca prejudiquei ninguém, só tenho as características mesmo. Agora lembrei da minha psicóloga também, contava umas histórias nada a ver pra ela gostar mais de mim, e quando eu fazia algo errado, e tinha consciência de que fiz algo errado "segundo ela", eu distorcia os fatos e contava a história de outro jeito pra ela me dar o suporte que eu queria, ao invés de ficar falando onde eu errei, essas coisas.

Anônimo disse...

Anônimo de 01:04, meu caso é parecidíssimo com o seu e trago a mesma preocupação faz um tempo. Ao ler a respeito, também consigo identificar em mim alguns traços de psicopatia muito embora, na prática, acredito que eu não passe de um inibido socialmente. Sinto, inclusive, o tal "tédio avassalador" que foi mencionado. Espero que seja apenas uma impressão nossa pois admitir que há uma anomalia em nosso cerne, nos perceber como monstros, seria algo praticamente impossível de lidar pelo menos para mim.

Vicky_ disse...

Anon das 01:44, ninguém aqui é especialista em sociopatas, mas creio que a maioria concorda que talvez, veja, você pode pesquisar pelo internet os dez tipos(são três grupos) de Transtorno de Personalidade e vê se se encaixa em algum, caso nao, provavelmente é outro fator:

Primeiro, só por admite algumas características, já podemos supor que transtorno narcisista e o transtorno histriônico não parecem ser muito a sua, mas muitos dos transtorno é comum haver manipulação, pois a pessoa tem sentimentos de modo diferentes das demais pessoas, mas não nota isso.

De qualquer forma, se isso está prejudicando pessoas do seu círculo social (pergunte a elas), está na hora de ir a um psicólogo ou terapeuta. Alguns dos dez há formas de amenizar, outros só suportando mesmo.

Manipular com tanta facilidade as pessoas não é bom sinal (eu sou border e sou péssima mentirosa).

Panthro disse...

Eu ri do "chorar que nem um poste"!

Eu não sei se funciona sempre, Kittsu, mas até hoje tem funcionado. Acho que é porque essas pessoas usam esses canais mágicos que vocês usam pra comunicar sentimentos, indiretas e tal. Como eu sou completamente cego pra essas coisas, falha. E pra piorar, quando ela percebia que não estava funcionando, porque eu mantinha a minha po-po-poker face (que seria a mesma até se tivesse funcionado, diga-se de passagem) ELA PEGAVA EM MIM!!

Aí danou-se, porque se pegam em mim começa o DANGER! DANGER, WILL ROBINSON! DANGER! na minha cabeça. Aí eu comecei a prestar mais atenção ainda pra tentar entender porque diabos ela estava pegando em mim. Então talvez a gente seja um alarme mesmo.

O que eu sei é que você tem mais chace de ser asperger se tem pais bipolares. Mas não se sabe se é uma questão de genética ou se ser criado com a alteração emocional extrema influencia o bebê a ficar cego pra isso.

Panthro disse...

Pessoa anônima: Ser psicopata não é ruim per se, é um traço de personalidade. Muitos cirurgiões, por exemplo, são psicopatas. Eles usam sua capacidade de desligar a empatia pra uma causa positiva: conseguir cortar uma pessoa pra curá-la. Os psicopatas tem essa habilidade de desligar completamente a empatia e não sentir nada do que a outra pessoa está sentindo. Isso é uma habilidade, como você usa depende de você.

Quanto a ser manipulador, você não precisa ser psicopata pra isso e parece que todo mundo faz isso em maior ou menor grau. Minha mãe sempre chegava e falava: "Quem é o meu filho lindo?" antes de pedir alguma coisa. Quando a gente era bem pequeno, funcionava, depois deixou de funcionar, a gente já perguntava "tá, mãe, o que você quer?". E nem precisa ser emocionalmente: Você pode esconder um argumento contrário só pra pessoa concluir o que você quer.

A questão que eu acho aqui é que ao fazer isso você tira a liberdade da pessoa de discordar de você. Eu sei que essa é uma postura meio radical minha, mas eu sou cheio dos radicalismos. Eu acho propaganda uma coisa horrível, porque é um tipo de manipulação dessas. Você pode estar querendo o melhor pra pessoa, mas a pessoa pode não querer o melhor pra ela ou não concordar que aquilo é o melhor. Quando se trata de crianças, não dá pra esperar que elas compreendam as coisas. Crianças não funcionam direito, elas comem até vomitar e choram porque estão com sono mas não vão dormir. Elas não sabem nem mesmo como funcionam ainda. Aí nesse caso a gente explica e, se não funciona, manipula ou obriga. Mas tratar adultos como crianças é meio condescendente, não é?

Quanto a distorcer histórias, como diria o Renato Russo, mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. Normalmente as pessoas gostam de serem os heróis das suas próprias histórias e isso é natural. Só que a gente não é. Muitas vezes a gente age de formas que não gostaria. E a gente precisa aceitar isso. Não estou falando do caso do post, tá? Tem vezes que a gente se sente culpado de coisas que NÃO fez. Por exemplo, a menina foi trabalhar com um cara manipulador escroto que ficou assediando ela, moral e sexualmente. Isso não é culpa dela, é culpa dele.Essa coisa de "ain, ela se colocou nessa situação" é ridículo. Ela se colocou na situação de ser estagiária, isso não é desculpa de abusarem do poder. Se não, ninguém mais pode ser aluno, ninguém mais pode ser funcionário, ninguém pode estar numa situação de poder inferior porque isso é desculpa pra ser abusado. A culpa foi do doido e ponto.

Estou falando de casos assim: Imagine que ela tivesse uma bolsa de estudos e que se perdesse tivesse que largar a faculdade. E tivesse ido muito mal numa prova e estivesse com medo de perder a bolsa. E resolvesse flertar com o professor (tudo subentendido, não é como se ela estivesse transando com ele, estavam apenas conversando) pra ver se melhorava a nota. Se perguntada se faria isso, provavelmente diria que nunca. Mas aí chega na situação e a pessoa age pior do que gostaria. Acontece. Aí eu acho que é melhor assumir pra si mesmo que falhou e na próxima vez vai tentar ser melhor do que inventar desculpas.

Vou dar um exemplo pessoal ao invés de um teórico agora. Eu sou superpacifista, riponga e tal. Aí um dia os vizinhos resolveram dar uma festa, colocaram o som do carro no máximo. Em dois carros, com músicas diferentes, o que pra mim já é a morte. Isso foi 4 da tarde. Quando foi 10 da noite, fui lá e pedi pra baixarem o som, porque no dia seguinte eu tinha que trabalhar e já passava das 10. O cara disse que não ia baixar e se eu quisesse que chamasse a polícia. Na hora eu entrei em fúria e taquei um murro na cara dele. Estava certo? Não. Gostaria de ter agido assim? Não. Mas nem sempre a gente age como a gente espera de si mesmo. Da próxima espero conseguir manter a calma e agir como uma pessoa.

Rê Bordosa disse...

Raven,

Também chorei litros com Mary e Max.

Ingrid Bezerra disse...

Yay!!!

Adorei ler os comentários desta postagem. Muita informação interessante e um debate muito amor. Queria ver mais comentários bacanas assim aqui no blog, especialmente porque não houve ataques de trolls para destruir o negócio.

Rê Bordosa, sei bem o que é isso de parecer que tem um "trouxa" colado na testa. Também acho que a aparência digamos, doce, faz as pessoas terem mais atitudes em se aproveitar da gente. Eu sou uma pessoinha de 1,44m de altura que há quem diga que tenho fuça de adolescente. Quando eu era magra muito magra, notava que as pessoas se aproveitavam para me tratar como criança (mesmo eu sendo maior de idade na época). Engordei e ganhei um pouco mais de respeito. E sobre o visual, as vezes fico pensando se eu não me visto tão bitch (além do gosto pessoal) para dar um impacto, sei lá, porque já me peguei querendo usar um vestidinho de babadinhos mais meigo, mas mudei de ideia porque naquele dia não queria parecer infantil aí fui de lycra marcando todas as minhas curvas. É chato isso as vezes, mas eu amo a minha altura e meu cabelo (que bate quase no joelho - ainda chego lá!).

Você deve ser muito bonita. <3

Oss casos relatados nos comentários são de arrepiar. Esse em especial do Panthro então... é interessante como esse tipo de pessoa que o Panthro mencionou tem também uma alto estima sinistra. Nossa! Se ela teve forças para causar tanto inferno, tanta intriga entre tanta gente é porque ela de alguma forma tinha a certeza de que o cara ficaria com ela. My God!

Panthro disse...

Pois é, tem gente que é bizarra. No trabalho já aconteceu de um cara me chamar e a minha colega pra uma reunião pra expor uma idéia dele, depois de muito conversar a gente concordou que era uma idéia boa e quando fomos apresentar pros gerentes, ele disse que nunca tinha dito aquilo e que nunca tinha chamado a gente pra reunião nenhuma. Tipo, fica parecendo que a gente é doido e eu até acreditaria (estou sempre pronto pra duvidar da minha sanidade) se a minha colega não estivesse comigo durante a reunião. E ele não precisou nem piscar pra mentir na cara dura. E todo mundo adora ele, porque ele é cheio das gentilezas.

Medo dessa gente!

Raven Deschain disse...

Ai Panthro que inveja! Eu queria tanto socar meus vizinhos que ouvem sertanejo no último o dia todo! Huahua

*sou mais bélica

Donna Nyckynha disse...

"(característica tanto de histriônico quanto sociopata), as poucas vezes que falava mais que monossílabos eram assuntos que só interessavam a ele, admitia que era educado só por conveniência, pior ainda: Te dizia oi, perguntava como estava, depois de uns minutos de conversa dizia na cara dura
"Perguntei como estava, mas na verdade nunca me importei" e ria, e você ficava com aquele sorriso amarelo."

Vixe,entao um garoto q mal conheci, de alta classe ate, era um grande histrionico.So foi saber da minha existência q queria por-me pra baixo.Tambem era tipo uma perseguiçao de alguma forma.No primeiro dia q nos vimos ele falava umas doideiras e queria q eu desvendasse,eu so ficava achando graça mesmo.Acho q frustrado,nos dias seguintes,começou como tipo a se vingar.
Acho q ele tinha algum odio d mulher tbm pq ele considerava a mae biologica uma "puta"

E os psiquiatras danando remedios pra certas doenças...
aspergers,vcs sao uns amores

Vicky_ disse...

Donna, ele tinha amigos que nunca apresentava para nós, era estranho, dizia "Eu? Sou um livro transparente, respondo toda pergunta excerto as que não são da conta dos outros", ou seja, 95% da vida dele.
Nem quem namorava ele dizia quem era.

Segundo o mesmo, ele tinha uma amiga cursando Psicologia, e que ela dizia que ele tinha um comportamento meio estranho, mas embora falassemos sobre o comportamento dele, jamais admita ser histriônico, dizia que se sentia ofendido por por que achar que ele queria ser o centro das atenções (tanto que a criatura se 'auto apelidava' de "King" e "Príncipe", pqp).