sábado, 30 de maio de 2015

GUEST POST: MEDO DE SAIR DE CASA

A C. me enviou este relato: 

No momento em que escrevo este texto, o relógio marca 2:51 da manhã. Depois de muito rolar na cama, decidi te escrever.
Estou com medo de sair de casa.
A história que tenho para contar infelizmente é comum, praticamente banal. Mas estragou meu dia, me tirou o sono, e achei que se houvesse uma pessoa que pudesse ser solidária, serias tu.
Ontem tivemos um churrasco em família na minha casa. Meu namorado atravessou a cidade para participar da festa, e por volta do meio dia, fui buscá-lo na parada de ônibus. Na minha rua há uma casa com uma pequena obra, e passei por três homens jovens que aparentavam ser pedreiros em horário de almoço. Precisei atravessar a rua e passar em frente a eles, e quando o fiz, começaram a gritar para mim.
Como sempre, os ignorei e passei reto. Nunca respondo a cantadas.
Na volta, eu vinha acompanhada do meu namorado, contando o ocorrido. Eles não estavam mais no mesmo lugar, tinham atravessado a rua, pareciam estar trabalhando num carro que estava estacionado. Disse ao meu namorado, “Ah, lá estão eles. Bando de desocupados”.
Não sei se me ouviram, ou se foi o olhar de raiva que meu namorado dirigiu a eles, mas o fato é que novamente começaram a gritar. Eu, que já estava com raiva, e muito aborrecida de não ter respondido da primeira vez que passei, olhei para eles. Tive certeza de que estavam gritando para nós.
Nisso, me enfureci de vez. Ora, já era o cúmulo me importunassem sozinha, mas não se intimidaram nem com minha companhia? Mostrei o dedo do meio. Gritaram mais. Gritei de volta, mandei tomar no c*, perguntei se não tinham trabalho para fazer. Começaram a insultar meu namorado, coisas do tipo “seu bunda mole, não vai defender a tua mulher?” Meu namorado até ameaçou atender, mas não deixei que fosse para a briga.
Cheguei em casa nervosa, com mais raiva do que qualquer outra coisa. Contei o que tinha acontecido pra minha família... E eles riram!
Minha tia e minha avó fizeram questão de me dizer que era bobagem, que eu “não deveria dar bola”, que se eu respondesse ficava pior. Minha mãe, ao me ouvir dizer que eu devia ser respeitada, afirmou veementemente que “isso nunca vai acontecer”.
Moro com minha mãe apenas, meu pai faleceu (e nunca foi de grande ajuda); mas coincidentemente hoje havia homens em casa, por causa da festa. Confesso que, apesar de ser algo machista, eu esperava que pelo menos se oferecessem para ir falar com os tais pedreiros. Meu tio fez uma cara de paisagem, meio “veja só”, e voltou para a carne. Meu avô não disse nada.
Depois disso, passei mal. A única pessoa que me deu apoio incondicional foi meu namorado. Chorei muito, estou muito magoada com a minha família.
Veja: sei que cantadas são comuns e "inofensivas". E sei que “devemos” (aspas, muitas aspas) ignorá-las. Mas Lola, eu passo em frente àquela casa duas vezes por dia, sempre sozinha. Ultimamente, tenho passado na rua às 7 da manhã porque sou bolsista na universidade. Durante o semestre, se preciso de qualquer aula à noite, chego entre 9 e 10 horas. São horários desertos, estou sempre sozinha, e há um terreno baldio logo em frente. 
Sou uma moça de 52 Kg. Meu namorado segura meus dois braços imóveis com uma mão -- e eles são três homens inteiros. Três homens fortes, jovens, desaforados, que não se intimidaram nem quando eu estava acompanhada. Geralmente essas cantadas param quando a mulher responde, mas tive a impressão de que xingá-los só os deixou mais violentos.
Eu estou com medo. Me tira o sono pensar em tudo que três caras poderiam fazer comigo. Porque a resposta é: qualquer coisa. Não há absolutamente nada que eu possa fazer para me defender de três adultos.
Pensei em falar com o dono da casa. Mas francamente, tenho medo que ele ache engraçado. Tenho medo que me diga que não tem nada a ver com isso, que eu desperdicei seu tempo, e que os homens vão continuar trabalhando. Quase nunca vejo o pessoal da casa, não sei se há mulheres na família, ou que tipo de gente são. 
Se o chefe da obra não me ajudar, não sei o que fazer. Talvez possa procurar no meu condomínio outras mulheres que tenham queixas -– muitas das minhas vizinhas passam pela rua todos os dias. Talvez eu não tenha sido a única a me incomodar.
Quanto mais penso no assunto, com mais raiva fico –- três marmanjos sem nada pra fazer me tiraram o sono porque eles resolveram que podem cantar mulher na rua. Por mais que eu pense que “não foi nada”, o fato é que eles são maioria, mais fortes, raivosos, e eu estou vulnerável. Sinto que corro risco. Nada garante que irão me fazer algo, mas ao mesmo tempo, nada garante que não irão. Da próxima vez que eu passar ali, se gritarem para mim, o que eu vou fazer? E se ficaram com raiva hoje?
Tudo que fiz foi andar na rua. E agora estou com medo de fazer isso de novo... Me desculpe o desabafo, Lola. Vou ver se consigo dormir.

Meu comentário: Você tem razão em estar apreensiva e furiosa, C. Eles não têm qualquer direito de te agredirem, te ameaçarem. Estão tentando marcar território. São uns covardes.
Acho que todas as suas sugestões são válidas. Veja com outras mulheres se elas também estão enfrentando problemas com eles. Fale com o dono da obra, explique o que está acontecendo, e exija que ele tome providências. E converse também com sua família. Conte pra eles que não é brincadeira, que você realmente está com medo (e com razão), que tem um terreno baldio em frente e você tem que passar por ele tarde da noite e que, se eles te atacarem, serão três contra uma. E lembre que existem muitos casos desse tipo -- casos demais pra que a gente possa descartar ameaças como brincadeira.
É preocupante também envolver seu namorado. É ótimo que ele te dê todo o apoio, mas não queremos que isso termine numa tragédia. Quando casos assim acabam em assassinato, as causas são chamadas de "motivos fúteis". Eu o manteria afastado.
Infelizmente, polícia não adianta nada nesses casos
Outra opção é ir junto com outras pessoas da sua família falar calmamente com os agressores. Talvez escrever uma carta? A palavra-chave é "calmamente", sem nervosismo, sem se exasperar. Sem que é difícil, por isso que talvez escrever uma carta seja melhor.
E explicar bem didaticamente, fazendo o possível para deixar as emoções de lado, que o que eles estão fazendo não é engraçado, que este é um problema real que atinge milhares de mulheres, que você tem o direito de passar por uma rua sem ser incomodada, que como eles se sentiriam se isso acontecesse com a mãe ou irmã ou filha deles? (sei que este não é um argumento muito saudável. Afinal, eles deveriam te respeitar de qualquer jeito. Mas creio que fazer essa conexão com as mulheres da família deles ajuda a criar um pouco de empatia, a fazê-los pensar). 
E recomende pra eles que, a partir de agora, todas as palavras que vocês porventura trocarem sejam "Bom dia" ou "Boa noite", de uma forma respeitosa. Posso estar sendo ingênua, mas talvez funcione. Eu sempre aposto no diálogo (e muitas vezes levo uma rasteira). 

99 comentários:

Anônimo disse...

quando convém o machismo é otimo, né? os homens opressores da família tinham que armar briga com outros opressores, para ajudar a oprimida feminista que é fodona,empoderada, que n precisa de macho.
e onde ela foi ameaçada? ela xingou os caras e eles xingaram de volta, isso é ameaça?

Anônimo disse...

Isso mesmo, Anônimo das 11:50. Continue se fazendo de besta e cego pra fazer pouco do problema dos outros. Desconfio que com gente da sua laia não adianta tentar explicar, coisa que a autora do post fez muito bem.
Moça do post, no seu lugar eu estaria com a mesma reação. Infelizmente, é muito provável que esses elementos tenham a mesma mentalidade do daí de cima, nem enxergam que mexer com mulher na rua é falta de respeito e que a vítima tem o direito de responder.


Dan

Anônimo disse...

Spray de pimenta na bolsa, moça.

Anônimo disse...

Quando fui molestada sexualmente num ônibus minha mãe disse que o cara "gostou de mim". Quando contei que um ex meu me estuprou, só de eu mencionar que o cara era meu namorado, me ignoraram. Quando confrontei um namorado dizendo que não era legal ele ter metido a mão no meio das minhas pernas depois que eu já tinha dito "não", ele nem olhou na minha cara - e quando eu insisti ele deu o "me desculpa" mais furado do mundo.

Foi a risada da família da autora que me deu mais raiva.

Agorafobia sempre tive. Agora só não confio em ninguém.

Camila D disse...

Sim, o pior de tudo é que muitas vezes familiares culpam a mulher com o pretexto de "pq tu foi responder/revidar os xingamentos?" ou "quem manda andar a essa hora na rua e desacompanhada?"
Desse jeito essa merda nunca muda, ainda mais se a família vê isso como normal, o tão conhecido "é assim que as coisas são".
Pode seguir o conselho da Lola, mas sempre tenha um plano B. Leva spray de pimenta na bolsa, por segurança, e tente lidar com esse medo. Converse com seu namorado também, e veja como ele pode ajudar, até mesmo ir com vc, já q sua família nã liga, falar com o mestre de obras sobre a conduta dos trabalhadores dele. Não é justo vc ser privada de sua liberdade de ir e vir por conta de um bando de machistas desgraçados.
Boa sorte!

Não sei se cabe comentar, mas já sofri assédio em plena luz do dia na rua, e outra vez estava com minha irmã mais velha, ambas as ocasiões eu passava por rodovias, mas o maximo de distância da rua.
Nas duas vezes que os caras pararam o carro pra oferecer carona e insistindo (esse que me abordou de dia gritou de dentro do carro pra eu entrar enquanto eu ignorava), peguei o que vi pela frente e grudei com tudo na lataria do carro, e ambos cantaram pneu e vazaram. Ainda bem né, pq eu fiquei com medo dps que, sei la, vai que voltassem e tocassem o carro por cima ou sabe zeus oq mais.
Só sei que fico insana com esse tipo de coisa, essa invasão, e pior, ser tirada do meu sossêgo pra me tratarem como um pedaço de carne. Não tinha muito mais oq fazer na hora, agi por impulso, mas fiz o melhor que pude. Deveria mesmo é ter anotado as placas e denunciado, mas com toda a raiva e medo que se senti nesses momentos, nem me liguei.
Tem casos que temos que agir com violência por segurança própria, não adianta.

Julia disse...

Anon 11:50, nem toda feminista pensa assim. Eu por exemplo sei que vocês não passam de trastes que não servem pra absolutamente nada. Alguns enchem a boca pra falar que protegem mulheres, mas vocês são agressores de mulheres. A-G-R-E-S-S-O-R-E-S e C-O-V-A-R-D-E-S. É isso o que são. Ontem li um dizendo que defende "mulheres virtuosas" hahaha
Limite para ser escroto. Taí uma coisa que homem não tem.


Julia disse...

Desculpa, gente.
Acho que exagerei quando disse que homem não serve pra nada.

Serve pra morrer na guerra.


Agora sim

Tchau.

Anônimo disse...

Kkkkkk E como fica as mulheres q agridem e matam homens, criancas e mulheres Júlia?
Kkkkkkkkk ah já sei ,é só 1%? Kkkkkkkk

Anônimo disse...

Eu entendo perfeitamente a sua indignação e seu medo, os caras são covardes e abusados.

Mas nesse caso, reagir é bobagem. Falar com o dono da obra provavelmente não vai adiantar nada, e pode até piorar a situação.

O bom estrategista reconhece qual guerra vale a pena entrar, e em qual se deve recuar. Brigar em todas as frentes irá trazer mais baixas que vitórias.

Kittsu disse...

O foda é ter que agir civilizadamente com esse tipo de imbecil. Mais foda ainda é a própria família ridicularizar dessa forma. .. Parece que até a mulher sendo patente as pessoas preferem ficar do lado dos machos.

Julia disse...

ô anon 15:02, alguma mulher já te agrediu???

Espero que sim. Adoraria dar um abraço nessa linda <3

Kittsu disse...

Hahahaha bicha bruta!

Julia disse...

hahahahahaha kittsu, minha mãe fala que eu sou muito 'agreste'. Isso porque ela nem vê o que posto na internet rs

Anônimo disse...

Esses idiotas covardes por estarem em grupo, sentem-se à vontade para desrespeitar e ofender os outros. Tenho um nojo tremendo de gente assim.

Anônimo disse...

Bando de escrotos. Devem ser revoltados porque têm um emprego de merda, aí querem descontar em quem passa na rua e não tem nada a ver com o fato deles não terem estudado.

Moça, não ligue para esses abutres, eles não vão fazer nada com você. Passe por este local ouvindo música e não se sinta intimidada. Isso não passa de revolta com a própria vida.

Kittsu disse...

Hahahaha bicha bruta!

Morgana disse...

Algo parecido aconteceu comigo nas últimas semanas. Estava eu voltando da faculdade, meio-dia, tudo normal. Passei pela mesma passarela que ando todos os dias. Por ser um lugar isolado sempre fico apreensiva, mas até aquele momento nada tinha acontecido. Então passa um homem dee bicicleta do meu lado, e é nesse instante que ele diz "por você batia uma" e em seguida põe a mão dentro das calças. Na hora eu nem consegui reagir, de tão chocada. Só continuei andando. Acho que foi melhor assim. Eu sou do tipo que sempre responde a esses tipinhos escrotos, mas dessa vez eu estava sozinha (sem ninguém por perto, a não ser o machistinha). Acho que também não reagi devido a surpresa. Já sofri diversas agressões verbais na rua, mas nunca desse jeito, tão explicito e asqueroso. Senti muita repulsa e raiva daquele nojento. E também arrependimento por não te-lo confrontado. Vontade mesmo é de dizer umas poucas e boas.

Donatien Alphonse François disse...

Discordo de você Lola, ela tem que envolver o namorado sim, ninguém precisa ter o meu porte físico para impor respeito diante de machistas, o que conta é a atitude, os próprios deram a deixa. Não se trata de lutar, mas de conversar e deixar claro que ela está acompanhada, faça isso com o mestre de obras ou com quem se responsabiliza pelo local, que ele diga que não aceitará essa falta de respeito com a namorada dele, é preciso ter pulso firme e não abaixar a cabeça jamais e se preciso for chamar a policia sim, fazer boletim de ocorrência e até gravar os insultos como prova. Claro que isso não é um método infalível, mas me parece ser a atitude mais correta nesse caso. Boa sorte!

Anônimo disse...

Sinceramente acho pouco razoável escrever uma carta. Verificar se outras mulheres foram ameaçadas e tentar falar conjuntamente com o encarregado da obra parece ser um caminho mais viável. Uma outra alternativa é você solicitar a algum amigo mais distante (=não conhecido na rua) que seja mais forte e calmo, que vá, junto com outros amigos conversar com eles.
A ideia não é realizar uma briga, mas que eles conversem com eles e digam que muitas mulheres estão incomodadas com a situação. Levar a sua família lá, só vai te expor e a eles (seus familiares) ainda mais.

Anônimo disse...

Escrever uma carta de nada adiantará, pois eles nem devem saber ler.

O que é necessário é educá-los a não fazer isso mais, talvez um grupo feminista de apoio para fazer uma dinâmica com eles, citando exemplos de que isso não é legal.

Anônimo disse...

Vocês acham que essee caras tão realmente ligando pro desconforto de vocês? São um bando de peões que mal devem ter ensino médio... Convencer um homem esclarecido e minimamente inteligente com o feminismo é mole, mas uns caras desses ai vâo morrer brutos, não tem feminismo que dê jeito... Essa julia é algum tipo de mascu disfarçado? Achar que misandria vai mudar alguma coisas só pode ser atitude de adolescente revoltadinha heim...

Priscila Leone

Zero disse...

me lembrou o vídeo do Porta ironizando isso. que o pedreiro é obrigado por contrato a cantar toda mulher que passa. kkkk

"ninguém precisa ter o meu porte físico para impor respeito" - Donatiel

cheira a Thomas, não? kkkk

porte físico é groselha, fosse assim chinês de 1m65cm não matava um homem com as mãos (e mata.) duvida pesquisa por chineses lutando no Google.

Zero disse...

vocês deveriam gostar de pedreiro. afinal é classe trabalhadora oprimida por empresário branco burguês.

antes de não entenderem a ironia.

acho que feminismo deveria se separar da politica. (minha opinião apenas).

claro que eles não tem direito de mexer com mulher na rua, mas não é sobre isso que estou falando.

Anônimo disse...

não tem nenhuma milícia ou algum traficante poderoso na sua área??? sei lá, às vezes esses caras ajudam mais que "gente de bem"..

Donatien Alphonse François disse...

Zero "cheira a Thomas, não? kkkk"

Eu tenho 2 metros de altura e peso 200 kg, sou fisiculturista e strongman, minha simples presença intimida e muito, qualquer machistinha de merda que gosta de mexer com mulher na rua, pude comprovar isso diversa vezes com amigas e familiares. E como deixei bem claro ninguém precisa ter o meu parte físico para impor respeito, o que conta é a atitude. Agora em qual parte do meu comentário eu me gabei disso, ou dei a entender que me acho melhor que os outros por isso? Você faltou nas aulas de interpretação de texto?
Na verdade eu sou o meio termo entre você e o Thomas, duas faces da mesma moeda, não odeio meu gênero e nem me acho o máximo por ser homem.

Anônimo disse...

Off topic:

Lola você está apoiando seus colegas ou está do lado da sua presidenta?

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2015/05/professores-e-servidores-da-ufc-realizam-paralisacao-na-reitoria.html

Taty disse...

O feminismo luta pela igualdade social,política e econômica de homens e mulheres.
Se os homens servem pra morrerem na guerra,as mulheres também servem pra morrerem na guerra desculpa mas isso já é misandria.

Fabiana Lopes disse...

Pela minha experiência de quem sofre disso desde os 11, é isso: esses caras são que nem cachorro que fica latindo quando a gente passa: se você demonstrar medo aí que você os encoraja. Atitude é tudo mesmo, walk like a boss

Anônimo disse...

Cadê seu post sobre o caso do Piauí???
Sério. Cadê? Mais um caso de menores estuprando menores. E aí? Cadê o post??

Zero disse...

p/ Donatiel

não me acho mais ou menos por ser homem (gênero) e sim pelo que sou como pessoa mesmo.

não interpretei mal, entendi perfeitamente, apenas achei semelhante aos "diálogos" do Thomas (que a proposito, virou parâmetro pra ruindade).

lembra quando tu também achou uma frase minha semelhante as dele? foi isso apenas.

tenho 1m80 e +/- 100kg, não malho. também já impus respeito por porte físico.

mas é mais pelo jeito que olho pras pessoas (cara de maluco) tenho os olhos muito escuros, é bem louco de olhar nos olhos.

e convenhamos, Donatiel. machistinha só é valente com mulher, tanto eu ou você achar foda intimidar esses covardes é até vergonha kkkkk

Kittsu disse...

Rapaz... Tu deve ser um ótimo ponto de referência. "Onde fica lugar x?" "Ah, logo ali à esquerda daquele minotauro descomunal". Rs

Kittsu disse...

Relendo o caso, parece que é num condomínio. Nesse caso acionar o sindico e fazer uma reclamação formal ajudaria. Exigir que o sindico faça seu papel de garantir a tranquilidade e convivência pacífica entre os condôminos.

lola aronovich disse...

Cobranças, cobranças... E ainda por cima de anônimos. Cobram sem ter no mínimo a coragem de assinar o nome.

Sobre a paralisação que houve ontem, todos nós professorxs estamos bem revoltados com a situação do país. Mas muita gente acha que agora não é momento de greve. Ainda mais no final do semestre. Eu vou terminar minhas aulas este semestre. Tem disciplina que falta duas aulas pra terminar. Até parece que vou deixar pendente.
A situação da UFC é complicada. Pra quem não faz parte, é difícil entender. E não estou com muita vontade de explicar. É só que já houve dois plebiscitos entre professores, um em 2010 e outro em 2012, e em ambos a maioria dos professores não quis ficar com a ANDES. Votaram pelo PROIFES. A chapa da ADUFC que apoiava a ANDES perdeu a reeleição (por poucos votos, mas perdeu). Agora estamos sozinhos -- independentes, digamos. Mas não sinto que há clima pra greve, pelo menos não agora. A UFC foi uma das últimas federais a entrar em greve em 2012. E isso não é uma coisa minha ou de um ou outro professor. É decisão democrática da maioria.

lola aronovich disse...

Anon das 20:36, não vou escrever sobre o caso hediondo do Piauí. Já foi difícil encontrar palavras pra escrever 140 caracteres no Twitter. Não tenho o que dizer, só o óbvio -- que é um caso revoltante e que deixa a todos indignados, espumando de raiva. Quero que os responsáveis sejam punidos, dentro da lei.
Já cedi a cobranças na sexta retrasada pra escrever sobre outro caso bárbaro. E eu odeio escrever post óbvio, post em que eu não tenha nada de minimamente original pra falar. Post só pra mostrar minha revolta com uma barbárie? Isso é óbvio. Post só pra ter um monte de comentário típico de portal de notícias, com gente pedindo castração e pena de morte pros culpados (independente da idade dos caras)? Não, obrigada.
Além do mais, eu dependo do meu tempo pra escrever. E, sabe, posso estar super ocupada. Só fiquei sabendo do caso do Piauí ontem, por exemplo. Porque antes estava em Goiânia. Tive que preparar duas palestras enormes, de uma hora cada, sobre temas diferentes. São várias horas de voo. No aeroporto de Goiânia nem tem wi-fi. Se não estou na frente de um computador com internet, eu não tenho acesso à informação, porque não tenho (nem quero ter) celular. Se não me avisam, eu nem fico sabendo da maior parte das notícias. Tipo: o feminicídio que aconteceu em Petrolina no início de maio. Eu só fiquei sabendo recentemente. E foi um feminicídio no restaurante universitário no meio do almoço! Eu sempre falo de trotes, de violência em universidades. E só fiquei sabendo desse caso horroroso 3 semanas depois!
Enfim, não devo explicações a ninguém.
(Nossa, ficou tão longo que vou ter que dividir em duas partes).

lola aronovich disse...

2A PARTE
Meu blog não é uma página policial. Acho ridículo que gente que me odeia, gente que nem me lê, fique me cobrando pra escrever sobre assunto x, w ou y. Eles nem vão ler. Eles só fiscalizam e mentem, mentem muito. Tipo: dizem que eu não falei nada quando o Ghiraldelli desejou o estupro da Sheherazade. Eu fui uma das primeiras a tuitar condenando a declaração do nojentão. Assim que fui avisada, escrevi um tuíte. Não quis escrever um post porque acho o Ghiraldelli insignificante (e nada de esquerda; pra mim, é um reaça qualquer). E porque quem decide o que vale um post ou não no meu blog sou eu. Uma stalker disse que "feministas" não defenderam a Geisy Arruda. Imagina! Tem uns 3 ou 4 posts aqui sobre o que aconteceu na faculdade com a Geisy. Eles mentem descaradamente.
Mas é o que eu falei semana passada: quando acontece um caso terrível desses como o do Piauí (e quase toda semana tem um caso assim), o pessoal procura gente pra culpar. E um dos primeiros alvos acabam sendo ativistas de Direitos Humanos. Eles são linchados junto com os criminosos.
É simplesmente ridículo. Acontece um caso de estupro coletivo e culpam as feministas por não escreverem sei lá quantos milhares de posts esse pessoal acha apropriado feministas escreverem? Como se "feministas" fosse um grupo coeso. Como se esse pessoal que cobra desse a mínima pro que feministas escrevem.
Só por escrever um comentário vai vir gente dizer que estou na defensiva. Imagina se eu escrevesse um post...
Agora, se alguém quiser escrever um guest post sobre o caso do Piauí, eu publico. Mas não pode ser um post óbvio de "Que horror". Isso é óbvio. Se uma das vítimas quiser falar aqui, claro que tem todo o espaço que quiser. Se alguém puder contribuir com algo que não esteja nos jornais, eu publico. Se alguém quiser escrever um guest post sobre algum protesto que teve no Piauí sobre o caso, eu publico. Mas tem que ter algum enfoque mais particular. Só copiar notícia de jornal e dizer que estamos revoltados? Meu blog não é pra isso.
Lutar contra a cultura de estupro é muito mais do que falar sobre um caso específico. A ironia-mór é ver misógino que faz piadinha com estupro o tempo todo cobrando que feministas falem sobre o caso!
Eu tô perdendo a paciência com a internet... Ainda bem que vou tirar uns dias de folga no Corpus Christi (preparem-se para falsificar tuítes meus, trolls!).

Anônimo disse...

Veja só que coisa mais chata essa. Tem cara que não entende, uma coisa é elogiar uma pessoa, outra é passar uma cantada, o que é completamente grosseiro, desrespeitoso...Eu tenho 24 anos e quando tinha 22 fui estudar fora, numa cidade que eu nem conhecia, e morar sozinha.

A princípio eu não passava muito medo não, na verdade eu ficava até tranquila demais, mesmo nunca tendo ido aquele cidade, eu trabalhava a tarde e estudava pela manhã, mas quando dava 18:15, 18:30 eu ia embora sozinha do centro pra minha casa, no horário de verão era tranquilo, porém quando era horário normal, 18:00 horas já tava escuro. Eu passava em um local onde ficavam muitos rapazes andando de bicicleta, e eles começaram com essa bobeira, um gritava olha a gostosa, e ai começava - Nossa que rab...Vou comer você e etc, eu ficava morrendo de medo, e uma vez um deles me seguiu, cheguei até a contar pro meu noivo que eu achava que tinha um cara me seguindo e ele me falou pra tomar cuidado e tal..Depois disso passei a andar mais rápido e sempre mais atenta, porém a palhaçada não parou, só tive paz depois de algumas semanas, acho que eles mudaram o local em que ficavam...Sei bem como é esse medo todo, a sociedade tem que mudar esse pensamento de que cantada é algo normal, inofensivo, pois não é não.

Rô disse...

Oi C.
Li e reli o que você postou e impossível ficar alheia ao seu problema.
Estive lendo sobre a delegacia da mulher, fui ler sobre assédio moral e queria poder ajudar de alguma forma.
Conforme fui pensando em seu problema mais me identifiquei com a resposta da Lola.
Não envolver o namorado, isso é super sério. Falar novamente com toda sua família e principalmente com sua mãe e apostar na empatia ( sábias palavras da Lola).
Eu até pensei e comentei com ela no twitter sobre você fazer um B.O e pedir ajuda na delegacia da mulher, ou na delegacia de seu bairro. Mas, pensando com mais calma, lembrei de quando dava aula para adultos, nada enternecia mais, do que a presença materna e o pedido de uma mãe.
Até os mais durões se dobravam.
Acho que o B.O. só iria fomentar mais ódio e o momento não é para isso. Eles têm que parar de mexer com você e te respeitar, te deixar em paz.
Puxa, seu avô, será que eles não respeitariam o pedido de um avô e de sua mãe?
C. saiba que mesmo sem conhecê-la, estou torcendo por você. Também sou mãe, tenho uma filha miúdinha como você e como não querer bem uma pessoa que passa por um momento tão delicado?
Estarei sempre acompanhando no blog e espero que tudo isso se resolva com calma e diálogo, para te preservar de qualquer sentimento de vingança ou ódio.
Abraços

Rô disse...

Lola, por um lapso e falta de prática de escrever em blog, às 22:07, ficou um (Rô disse), só que sem nenhum texto.
Desculpas!

Julia disse...

Gente, não é que a Priscila Leone é mulher mesmo :O
Desculpa ter te ofendido te chamando de homem, Pit.

Só sendo mulher (trouxa) mesmo pra defender homem.
Eles mesmos sabem que são uns bostas mas tem mulher que não aceita rs

Donatien Alphonse François disse...

Zero você não entendeu nada e continua escrevendo meu nome errado, é "Donatien" com N no final.

Você já escreveu aqui varias vezes e deixou bem claro a sua baixíssima auto estima, seja porque motivo for, também disse que odeia seu gênero, seu pai, etc. O Thomas por outro lado, se acha o máximo por ser vegano, se orgulha de "ser bem dotado" (kkkkkkkkk) tem um ego inflado e gigantesco, ou seja, um é o oposto do outro. Eu por outro lado não vou a nenhum dos extremos, gosto de ser quem sou, mas não tenho ilusões de grandeza, não me vejo como o pica das galáxias, sou de boa, não tenho nada a ver com o Thomas. Também não disse que acho "foda" intimidar machistas, mas é fato que acontece, e nem me dava conta disso até uma amiga minha comentar, mas o que conta na hora H é ter atitude, não necessariamente ser grande e forte. Quando eu era criança apanhava muito até aprender a me defender, de nada adiantava ser o maior da sala e não ter atitude, ser covarde. Tenho uma amiga que é comerciante, ele é pequena e gordinha, todo mundo a respeita, até bandido, porque ela sabe ter postura e cobrar respeito, sem precisar xingar ou mostrar o dedo, apenas com atitude certa. No geral, as pessoas me respeitam não por eu ser bem maior que elas, mas porque as respeito em primeiro lugar, contudo, já tive que dar um prensa num babaca que achou que podia passar a mão na minha filha, apenas por ela estar usando um short curto.

Zero, eu sou muito protetor com as pessoas da minha família, sendo que a maior parte é mulher, teve uma ocasião que essa mesma amiga, que também é minha cunhada, foi atacada pelo cachorro do vizinho, enquanto eu o espantava, o dono dele atiçava o maldito pra cima dela. Eu fiquei furioso, esbraveja na rua, dizia que se ele não parece ia matar o cachorro e ele junto. Minha amiga morre de medo desse cachorro, que acabou fugindo de mim, ela disse para eu deixar pra lá. Mas se ela dissesse: mata e trás ele em pedaços, eu traria, de tanta raiva que senti.

Donatien Alphonse François disse...

Kittsu

Eu sou tímido, detesto chamar a atenção, mas essa do "ponto de referencia" é bem assim mesmo. kkkkkk

Anônimo disse...

Não sei o que é pior nessas horas: A escrotice dos assediadores ou a reação da própria família, que não leva a sério.

Camila D disse...

Meu, tu deve ser um "armário", dá uma força pra moça do post heheh

Donatien Alphonse François disse...

Camila D

Eu gosto de você... Você é legal! ^_^

pp disse...

Nossa, entendo perfeitamente esse problema do assédio na rua. Aliás, toda mulher entende neh. Fiquei na dúvida quanto a como proceder, então não darei opinião nesse caso. Só acho que colocar namorado ou outro homem pra ir brigar com os pedreiros é a pior opção.

Mas C., entendo seu sofrimento e medo, mas acho que também não farão nada com você. A grande maioria é desrespeitosa por falta de educação mesmo, ser violento fisicamente com uma mulher é outra história (sim, há infinitos casos de violência contra as mulheres, mas é a minoria dos homens que comete esses crimes). Portanto, eles devem ser só uns toscos mesmo. Não quero dizer que vc não deve fazer nada, mas apenas para não ficar com tanto medo de sair.

E Lolinha, vc nunca fez palestra em BH? Meu sonho é te conhecer! Falo de vc todos os dias pro meu namorado! ahahah

E essa Júlia só pode ser um masco querendo manchar as feministas. Se for uma mulher mesmo ou é doente ou teve um super trauma na vida, tipo foi estuprada pelo pai.

Zero disse...

p/ DonatiEN

fiz só uma ironia com sua frase, não com você pessoa. e não sei o que se passa na sua cabeça, então não vou "acertar" sempre o que queres dizer.

sobre aparência, conquista e vida social não tenho estima mesmo.

mas tenho orgulho das minhas (poucas) outras qualidades.

praticamente todo mundo que conheci sempre me teve como inteligente, apesar de eu ver apenas "logico". mas não curto "auto-felação" kkkkk

==PIADA OFF==
e vocês, hein, mulherada. babando pelo (ui) armário DonatiEL, quando também falei que sou grande, mas não recebi nenhum comentário, claro sou beta, ele alfa e a porra toda.
==PIADA END==(Favor não levar a serio)==

Anônimo disse...

homens sao o maior lixo da face da terra.

odeio. ja passei por todos os absurdos possiveis e imaginaveis com eles.

quero distancia, tenho medo, nao confio.

na rua, ou eu mostro o dedo do meio ou guspo quando mexem comigo.

boa sorte e força pra moça do post

adriana.

Julia disse...

Querida pp, não se faz esse tipo de insinuação. Há muitas mulheres que foram estupradas pelo pai. Tenha mais respeito.

Eu nunca fui estuprada, mas poderia ter sido. Pense mais antes de escrever besteiras principalmente se for pra defender homem. Sério, eu sinto muita vergonha alheia por mulher que faz isso. Minhas orelhas até esquentam.
Não faça isso, por favor.
Obrigada.

pp disse...

Julia, realmente fui infeliz e peço desculpas às mulheres que já sofreram esse tipo de violência. Minha intenção foi dizer que um ódio desse tem de ter algum trauma muito grande como causa, mas não que quem sofre isso fica como você. Mas tinha de ter dito isso de outra forma em respeito às vítimas desse tipo de abuso. Elas são grandes vitoriosas por sobreviver a esse tipo de coisa. Fui infeliz mesmo.

Agora, as coisas que vc fala são com certeza de mascu querendo queimar o filme ou de alguém com problema psiquiátrico. Homem só serve pra morrer em guerra? Procure ajuda médica.

Anônimo disse...

Nessa horas o machismo servem bem, né ? Claramente forçando a barra para que namorado e parentes fossem arrumar briga pra defender a honra da moçoila.

Julia disse...

pp, ódio de verdade é isso aqui ó:

http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2015/05/vitimas-de-estupro-coletivo-tiveram-perda-de-memoria-afirma-delegado.html

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2015/05/29/casamento-e-sagrado-porque-nao-e-crime-estuprar-a-esposa-na-india.htm

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,menina-e-estuprada-por-colegas-em-escola-na-zona-sul-de-sao-paulo,1689804


Além do mais, homem adora uma guerra. Ama violência. Nunca reparou, não?
Eles vão se sentir ótimos matando uns aos outros. Acredita em mim.

Anônimo disse...

Quanta falta de autocrítica. Fazer vários comentários enormes (do tamanho de um post) com puro mimimi. Percebe-se sua falta de paciência com a internet, sua falta de paciência com tudo e com todos na verdade. Mais cedo fiz um comentário perguntando se vc tinha visto um video, deixei o link e vc deletou. Ok, talvez tenha pensando que fosse mascu, mas eu só conheço a Esther Vilar através do seu blog: http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/02/o-machismo-nao-fica-mais-impune.html
Antes desse post a única anti-feminista famosa que eu conhecia era a Phyllis Schlafly. Está óbvio que você está na defensiva sim, Lola. Você briga com feministas radicais, feministas negras, apaga posts de mulher pra deixar post de macho. Lamentável!

Anônimo disse...

Ela não se acha, ela é a dona do blog! Não gostou? Então cai fora!!!!

Anônimo disse...

Eu não acho que a moça deve falar com os caras. Não adianta falar nada, lixos assim nao tem cérebro para saber que assediar mulheres é uma coisa ruim, eles fazem pq gostam e pronto, nao tão nem ai se a mulher sofre ou não, o que eu acho q a moça tem q fazer, é evitar passar em frente desse lugar perigoso sozinha, dar um jeito de trabalhar e estudar em lugares que o caminho nao seja tão perigoso como terrenos. Claro que eu sei que nao é fácil mudar de emprego e faculdade, mas pelo menos tenta, é até bom ela falar pra família que está pensando em largar a faculdade por causa disso, pra família ver que a coisa é séria. Minha irmã trabalhava num consultório que todo dia ia um mendigo la assediar ela, ninguém fazia nada, até q a minha mãe fez ela sair de la, passamos dificuldades, mas foi melhor do que o risco dela ser estuprada.

Uouo Uo disse...



thank you

سعودي اوتو

Anônimo disse...

Anon das 05:06 da próxima vez que quiser espernear porque seu comentário com links pra sites de ódio não foi aprovado, por favor, faça isso em um comentário só, ok?

Anon das 03:00 (se é que é outra pessoa, e não o flooder birrento) a Lola já deixou bem claro que não aceita comentários com links ou qualquer outra coisa de ódio. Se você até hoje não sabe disso é porque nunca leu o blog, só veio aqui pra criar polêmica e, mal aí, mas gente chata querendo desviar do assunto em questãojá tem um bocado. Ah, e tem muito mais comentário de mulher que de homem aí no post.

Raven Deschain disse...

Porra Lola! Cadê o post falando sobre as Borboletas do Afeganistão??? Cadê??? Vai deixar passar???

Ai gente, sério. Que canseira.

Hum.. . Odeio concordar com o Donatien, mas preciso. Isso aconteceu comigo. Passava todos os dias na frente de um boteco perto de casa e os caras enchendo a paciência. Um dia me enchi e mandei se foder. No outro dia de manhã, bati lá e falei com o dono do bar, pedi pra ele conversar com os clientes, é uma falta de respeito, o blah blah blah todo. E?? Nheeee, necas.

No outro dia ainda, pedi pro meu marido enorme e barbudo ir lá. Ele nem precisou erguer a voz. Só pediu e eles pararam.

Nojento neh? Só sou digna de respeito pq já tenho dono. Eca.

C, não sei mesmo que conselho te dar. Eu ando sempre com um taser na bolsa.

Anônimo disse...

Pode ser grande (o que eu duvido muito) mas não é a prova de balas, facadas, choques, fogo e vejam só urraria de dor com um simples chute no saco e faria xixi nas calças com um spray de pimenta.

Anônimo disse...

Vc dá um chute no saco do cara. No outro dia ele aparece com uma arma. Sou a favor de se defender, de todas as maneiras, mas os comentários aqui fazem parecer que isso resolveria o problema. Imagine ela com um spray de pimenta contra três homens. Melhor não imaginar.


Dan

Maria Fernanda Lamim disse...

Olha, moça do post, passei por isso duas vezes. Sei como e terrivel sentir esse medo e essa raiva. vou te dizer o que fiz das duas vezes- e funcionou.
Na primeira vez eu tinha 11 anos (pois e, homem e babaca mesmo). um garçom de um restaurante ao lado da minha casa me dizia gracinhas sempre que eu passava a caminho da escola. Contei para a minha avó (que era uma velhinha de 1,50m mas morava nesse predio ha anos e todos a conheciam.) Ela foi diretamente ao gerente do restaurante- portanto, falar com o chefe da obra pode funcionar sim, mas nao va sozinha!) Minha avo deixou claro que se o assedio nao parasse, chamaria a policia, pois eu so tinha 11 anos. O cara depois dessa nao me deu nem bom dia mais.

A segunda vez foi esse ano (agora eu tenho 33 e sou mae de um bebe de 10 meses). Eu estava dentro de casa, e estava rolando uma reforma na fachada do meu predio, entao tinha uns caras trabalhando em um andaime perto da minha janela. Um deles me falou uma besteira pela janela. Falei imediatamente com a sindica do predio, ressaltando o fato de que eu estava sozinha em casa com o meu bebe (pois e: machistas adoram falar que a gente sofre assedio pq sai na rua a noite, mas e quando acontece dentro de casa e durante o dia?)

A sindica me deu o telefone do responsavel pela reforma. Liguei, descrevi o assediador e ele me disse que as providencias seriam tomadas. o cara foi despedido e nenhum dos outros sequer olhou pra mim depois disso.

Sei que nao e sempre assim, que muitas denuncias nao sao levadas a serio. Mas eu acho que nao custa tentar. o que nao da e aturar isso calada. quanto mais mulheres denunciarem, menos esse tipo de coisa tende a acontecer, pq o medo sera um bom conselheiro. Força e boa sorte!

Anônimo disse...

Julia arrasando como sempre *-*

Ídola!!

<3 <3 <3 <3

Anônimo disse...

/\ Fãs da Julia chegando, curioso que 90% são anônimas

E ainda tem gente que perde tempo tentando convencer a Julia de que misandria não é feminismo... a moça que já disse em vários posts "misandrica com orgulho", "a misandria tá pouca ainda, tem que ter mais", e coisas do tipo. Só observo a adolescente revolts

Raven Deschain disse...

Poos eu tb amo a Julia e não sou anônima! =)

Julia, tamo junto!

Anônimo disse...

Não me orgulho do que vou contar mas na rua de casa começou uma obra e tanto na ida quanto na volta comecei a ouvir diariamente todo tipo de gracinha. Falar que eu sou linda, que sou gostosa e não sei o que td bem mas na hora que a coisa começou a ficar intimidadora, à noite, coloquei o problema para meu pai.

Papai foi lá com dois tios meus, todo mundo acompanhado de seus melhores amigos, o Primo Taurus, o Primo Glock e o Primo Rossi e fez a eles, bem, uma oferta que eles não puderam recusar =)

Os gracejadores passaram a virar de costas quando me viam descendo ou subindo a rua.

Donatien Alphonse François disse...

Zero "sobre aparência, conquista e vida social não tenho estima mesmo"

Aparência é a coisa ais fácil de mudar e isso pode influenciar muito na sua vida social e possíveis conquistas, pense nisso, afinal você ainda é jovem.

Anônimo disse...

Raven é a favor da misandria no feminismo tbm?

Raven Deschain disse...

Como posso ser a favor de um troço que nem existe? xD

Donatien Alphonse François disse...

"Pode ser grande (o que eu duvido muito) mas não é a prova de balas, facadas, choques, fogo e vejam só urraria de dor com um simples chute no saco e faria xixi nas calças com um ."

Se se refere a minha pessoa, sim sou enorme mesmo, acredite se quiser, a realidade não vai mudar para se ajustar a sua descrença. Não sou a prova de balas, facadas e choques, como qualquer outro ser humano, mas nem preciso ser, porque não sou metido a herói, não caço bandidos por aí, nem tenho inimigos declarados; e como é bem sabido eles preferem pessoas que julgam não ser capazes de reagir, por isso nunca fui assaltado mesmo morando numa cidade violenta, caso fosse manteria a calma e na primeira oportunidade reagiria adequadamente. Chute no saco já levei, dói mas não dói tanto assim, choque elétrico de taser não funcionou comigo, spray de pimenta irrita os olhos e a mucosa do nariz, fica difícil de enxergar e respirar, mas não causa incontinência urinária, que eu saiba.

Raven "Nojento neh? Só sou digna de respeito pq já tenho dono. Eca."

Sim, infelizmente é assim que eles pensam. E de qualquer forma é dever do marido/namorado defender sua companheira, caso ela não possa fazer isso sozinha, o que não quer dizer sair na porrada, mas tomar uma atitude firme. Também não significa que você valha menos como pessoa, mas sim que eles não valem nada.

Anônimo disse...

Ué, se não existe porque a Julia vive defendendo misandria e dizendo que é misandrica com orgulho? Não faz sentido xD

Raven Deschain disse...

Me prove que a misandria dela mata. Estupra. Mutila.

Aí a gente conversa.

Donatien, é terrível. EU sei disso. Não entendo qual a dificuldade desses caras de entenderem tb.

Anônimo disse...

Realmente misandria não mata, estupra, mutila, etc.

Mas então vc apoia discurso de ódio aos homens? Porque essa é a misandria que a Julia prega aqui. Que eu saiba nem a Lola concorda com misandria no feminismo.

Anônimo disse...

Me poupem, quem defende a Júlia, então porque apagar comentários de raiva dos mascus? Porque são só comentários, ninguém aqui morre por ler eles, enquanto ficar na net, n fazem mal algum as merdas que eles falam.
Isso aí tira toda a moral da pessoa em se revoltar com algo, tá criticando a violência dos homens sendo violenta e pregando ódio, vai resolver tudo mesmo.

Julia disse...

Eu não prego nada. Estou aqui de boa dando a minha opinião assim como macho vem aqui pra ficar com conversinha de "o meu é maior que o seu".

O primeiro anon disse que "quando convém o machismo é ótimo". Eu expliquei de maneira educada que "não, homens são agressores de mulheres e não servem pra nada".
Falei alguma mentira?

Perceba que eu apenas disse a mesma coisa que ele, só usei outras palavras.

Anônimo disse...

Que eu saiba nem a Lola concorda com misandria no feminismo.

Tenho que discordar disso, apesar da Lola dizer que é contra, permite comentários como os da Julia, se quisesse e visse algo de errado já teria apagado, os dos mascus ela apaga.

Raven Deschain disse...

Ai meu saco. Pq mascus influenciam um doente como o Wellington a matar um monte de crianças. a Julia não tá influenciando ninguém a merda nenhuma. ¬¬

Hur dur ngm morre pelos comentários dos mascus.. .

No seu mundo onde não existe deep web neh?

Donatien Alphonse François disse...

Raven, acho que é simplesmente falta de empatia da parte deles e de vergonha na cara também, com uma boa dose de mentalidade de rebanho, eles se sentem mais a vontade para agirem assim quando estão acompanhados de outros babacas.

B. disse...

Pelo menos o teu namorado te deu apoio, em vez de dizer "ain, não dá bola, se responde fica pior".

Namorado esse que sai da aula as 23h e vai andando pelo meio do mato.

Como disse a Lola: Durma-se com um privilégio desses"

Julia disse...

"Namorado esse que sai da aula as 23h e vai andando pelo meio do mato.
Como disse a Lola: Durma-se com um privilégio desses"

Uma vez estava numa viagem de trabalho e um colega bateu na porta do quarto do hotel:

Xy - Vamos dar uma volta na praia?
Eu - Essa hora?
Xy - É.
Eu - Não, brigada.

E lá foi ele passear na praia. Deserta. Às 23h.

Desgraçado.

Anônimo disse...

Tá serto Raven, mascu falando merda influencia meio mundo, feminista falando merda n influencia ninguém kkkkk
Eu sei que eles influenciam, mas eu quis dizer q as pessoas desse blog, cagam e andam para o que eles falam, sendo assim, n haveria problema deixar as bostas que eles digitam aqui.
Vcs acham mesmo que a má fama do feminismo se deve só a raiva dos machistas e que comentários como os da Julia, cheios de ódio n influenciam em nada? Uma boa parte devemos as feministas sim, tem várias por aí, falando essas mesmas merdas ou piores do que ela diz, daí o movimento inteiro leva a fama de odiar e querer que homens morram.
É realmente podre ver como fuzilam os machistas mas mulher falando merda ou fazendo, ganha tapinha nas costas.

Raven Deschain disse...

Pra vc ver como as pessoas são burras, neh? Um ou dois comentários na internet e elas já tão julgando um movimento inteiro.

Zero disse...

os nego se doendo por comentário de mulher. ¬¬

é uma vergonha pra qualquer homem saber que existem esses desperdícios de ossos e sangue em nossa espécie.

misandria? serio isso?

foda-se que tem homens se fudendo pelo mundo, seja por outros homens seja por mulheres, essa coisa "proteger os amiguinhos" é muito infantil, cara..

cresçam, masculistas...

Julia disse...

"daí o movimento inteiro leva a fama de odiar e querer que homens morram"

Olha, o que eu vejo mesmo é que homens estão super de boa. Eles infestam qualquer comunidade, blog, espaço feminista para:
Debochar
Atrapalhar
Diminuir
Trollar
Desviar

assuntos, conversas e pautas feministas.
E fazem isso com a cara de pau peculiar que eles têm. E quando alguma feminista os manda ir para o raio que os parta eles vão embora.
Brincadeira rs

Eles continuam lá. E ainda chamam os amiguinhos.
E começam a conversar uns com os outros e a se lamber, e a defender a escrotice uns dos outros. Enfim, essa coisas que homens costumam fazer.

Eu.não.tenho.mais.paciência.


Só a Deusa pode me julgar.
E tenho dito.


cianaly disse...

Lola, vc estava em Goiânia palestrando em algum evento? Nossa, se eu soubesse teria ido te ver. Que pena!

Juba disse...

Donatien, se não for incômodo, mata a minha curiosidade sobre o motivo de ter escolhido esse nome? Parece tão diferente do que você comenta...

Anônimo disse...

Noossa, os caras te insultam e perguntam se o seu namorado não vai reagir???
Eles fazem de propósito para provocar, nos humilhar. Tenho nojo de quem diz que cantada não tem a ver com relações de poder.
Eles acharam que tinham poderes sobre ela quando estava sozinha. E quando estava acompanhada fizeram o mesmo para ter poder sobre o namorado, o atual "dono da propriedade com vagina" que andava pela rua exercendo o seu simples direito de ir e vir.

Anônimo disse...

Um desabafo meu : eu estava voltando da escola e indo para minha casa quando um homem, que estava no telhado de uma loja, provavelmente instalando alguma coisa, começou a assobiar e mostar um sorrisinho escroto para mim. Eu, que já estava de saco cheio com todas as cantadas, simplesmente virei pra ele e perguntei bem alto, de modo educado mas bastante autoritário, se ele trabalhava naquele lugar, porque eu falaria o que aconteceu para os superiores dele por ficar assediando uma menina menor de idade. Ele simplesmente ficou branco e chocado por eu ter reagido e ignorou o que eu estava falando, fingindo que não era com ele (nessa hora tinha algumas pessoas que estavam vendo a situação). Foi a primeira vez que eu respondi a uma cantada e não me arrependo, a minha conclusão é que a maioria desses homens só querem se sentir os "fodões do pedaço", mas quando a mulher reage eles enfiam o rabo entre as pernas igual a um cachorro medroso. Acho que o melhor seria reagir (claro que depende da situação, se o lugar não é tão isolado e o assediador está a uma certa distancia ), porque eles mesmos utilzam o silencio das mulheres como desculpa que elas gostam ou que eles não estão fazendo nada de errado.

Rafaela

Donatien Alphonse François disse...

Juba

Eu sou francês por parte de pai, mas nascido no Brasil, apaixonado pela literatura francesa escolhi o nome de um dos seus maiores expoentes o "Divino Marquês" ou Marquês Sade, para ser o nome do meu canal do Youtube, tanto pela sonoridade quanto pelo fato de ser ateu, anti clerical, sem "papas" na língua para criticar religião, que era o que eu queria fazer. Já me disseram que esse nome tem um quê de sofisticação que eu mesmo não tenho, sou rustico, até um pouco bruto, não necessariamente violento.

Anônimo disse...

Essa história de não sair a noite é A MERDA ESCROTA DO CARALHO DA MINHA VIDA, porque minha vida seria TÃO MAIS SIMPLES E TÃO MELHOR se eu simplesmente pudesse trabalhar de dia e fazer a poha da faculdade a noite

Mas as aulas terminam 23h e eu sou MULHER, como que vou pegar ônibus e andar 5 quarteirões desertos a noite até chegar em casa? Todo dia? Por isso ainda dependo dos meus pais, não consigo me sustentar sozinha ainda, e isso é uma BOSTA! É nessas horas que eu queria ser HOMEM, me revolto toda vez que eu penso "CARALHO EU PODIA ESTAR GANHANDO MEU DINHEIRO, MAS NÃO POSSO, TENHO QUE ESCOLHER ENTRE FACULDADE OU TRABALHO PORQUE NÃO POSSO ANDAR SEGURA A NOITE, PORQUE SOU MULHER!!"

Anônimo disse...

E sim, eu já tentei emprego de dia mas é foda, meu curso tem aula de manhã e a tarde, não durei muito tempo porque tava faltando muita aula. Aqui tem a opção de fazer meu curso noturno, mas não dá, não dá, tenho medo de andar a noite sozinha aqui. O jeito é seguir aprendendo programação e webdev pra trabalhar de freelance aí pela internet, mas mesmo assim vou continuar dependendo dos meus pais até me formar, uma MERDA.

Anônimo disse...

Ou criar um site/aplicativo e torcer pra ele me deixar milionária. Por enquanto é isso, to na sorte, lendo e indo em palestras sobre empreendedorismo e tal.

Bizzys disse...

Misandria não existe. Mas deveria existir. No dia em que as mulheres começarem a devolver na mesma moeda todas as agressões que sofremos dos homens, aí sim eles vão ter um problema sério. Infelizmente, enquanto a gente só comenta na internet que "a coisa X é falta de guerra pra morrer", somos consideradas misândricas odiadoras de homens, enquanto eles estupram/torturam/matam/agridem mulheres diariamente e isso nunca é considerado ódio, é sempre um fato isolado, um psicopata qualquer, crime passional, etc etc.

Em tempo: também adoro a Julia. <3

Anônimo disse...

Verdade, Bizzys :)

Julia disse...

Muito amor sendo espalhado nesta caixa de comentários <3

Raven, Bizzys, anônima, tamos juntas!

Gle disse...

Tô até agora rindo do "Bicha Bruta" kkkkkkkkkkkkk!

Sobre anônimos dando pitaco do que deve ou não ser feito no blog da Lola: Por que vocês não vão chupar parafuso até virar prego? Sério, não tem mais nada pra fazer, não? Blogspot, wordpress, etc. não são pagos não, viu? Façam seus blogs à vontade!

Vamos ao post! Eu geralmente só ignoro esses caras de cantadas gratuitas. Dificilmente faço algum gesto. No máximo olho com cara de brava (aliás, eu sempre tenho cara de brava >.< ). Massssssssss, a atitude da moça é natural. Às vezes o sangue sobe e a gente "explode", normal. Acredito que eu não faria nada, muito menos diálogo. Se mesmo ignorando, os caras continuarem falando, eu iria sim na delegacia fazer um boletim de ocorrência, mesmo que a polícia não estivesse nem aí. Pelo menos se acontecesse algo com vc, saberiam. Num primeiro momento, eu avisaria sempre minha mãe, no horário de saída e volta pra casa, para que ela "fique de olho". Conversaria com ela e falaria que não é brincadeira, que vc realmente está com medo do que eles possam fazer. Acredito que numa conversa séria, ela entenderá e passará a te ajudar nisso. No mais, ignore. A obra logo acaba e esses idiotas não estarão mais por perto (tomara!). Beijo, querida!

Anônimo disse...

Julinha querida, fui agraciada com o nome de uma das divas do rock brasileiro, linda e feminista a Pitty (Mas só no Priscila Leone, pois meu sobrenome é diferente). Eu defendo homens sim, o que eu não defendo é machismo, achar que só porque alguém tem pênis (ou se identifica como homem nos casos de trans) merece ser rechaçado e odiado é a mesmíssima coisa que os mascus fazem só que com mulheres, não ajuda em nada e denota um tom de adolescente revoltada que levou fora do gatinho da escola. Se você não luta por igualdade você não é feminista, pois até onde eu sei feminismo busca isso e igualdade significa incluir os 2 lados, pois se ficarmos só entre nós mesmas acaba que vamos virar um circlejerking que não muda nada.

Priscila Leone

Julia disse...

Priscila, o meu feminismo é só para mulheres e luta por empoderamento e libertação feminina e a misandria faz parte disso. O meu feminismo não precisa de homem para nada.

E eu não quero verdadeiramente que homens morram na guerra como disse lá em cima porque para todos os homens morrerem em guerras teriam que ter muitas guerras. E você sabe o que acontece com mulheres em guerras, não? São estupradas e torturadas por homens.

Mas não posso negar que às vezes penso num mundo sem homens e meu coração se enche de alegria. Imagina a paz. Mas como esse mundo não vai existir eu tenho pelo menos direito de reagir como me convier sim. E se é com misandria, que seja. Eu considero isso o ápice de libertação das mulheres que são socializadas para sorrirem enquanto homens cagam na nossa cabeça.

Anônimo disse...

Toda vez que mulheres se reúnem em círculos umas com as outras, o mundo se cura um pouco mais.

Fala Mulher Selvagem

Gabriela disse...

Eu já passei por isso. Teve duas ruas de meu bairro que tive que deixar de passar porque comecei a receber cantadas e não deixei barato. Em uma delas, mesmo se eu passasse do outro lado da rua, os rapazes me xingavam de "vadia", "putinha". Fiquei meses sem passar por lá, desviando o caminho (era meu caminho de trabalho) e só voltei a andar lá quando soube que o restaurante onde esses babacas trabalhavam de entregadores fechou. Mas eu me sentia impotente. Ter que desviar caminho por causa de gente idiota que não me deixava ir e vir em paz pelo único fato de eu ser: mulher. E de ter me defendido do assédio. Dentro de meu bairro onde moro desde que nasci.

Me solidarizo com o post. Amiga, se for o caso, chame a polícia, grave, denuncie, faça barulho. Não deixe nenhum idiota te tirar a paz.

Anônimo disse...

Júlia,



Na sua visão tacanha mulheres são anjos sem asas, um mundo de paz sem homens jamais existiria, mulheres antes de serem mulheres são seres biológicos, e teriam de lutar para sobreviver de todo modo, desencana desse fanatismo.