segunda-feira, 15 de setembro de 2014

UMA EVOLUÇÃO POSSÍVEL: MENOS CARROS, MAIS BICICLETAS

Venho acompanhando meio de longe a polêmica em torno das novas ciclovias em São Paulo, cidade em que morei durante 16 anos, até 1993. 
Antes de mais nada, só uns avisos: não ando de bicicleta desde os meus 15 anos, por aí. Nunca fui muito boa nisso, me faltava equilíbrio. Se a bicicleta tivesse rodinhas, ou se fosse um triciclo, seria mais convidativa pra mim. Que mais? Não sou fã de carro. Desde que cheguei em Fortaleza, quase cinco anos atrás, ainda não peguei no volante. Aliás, minha carteira de motorista venceu. Talvez eu a renove, mas não sinto falta nenhuma de dirigir. Mesmo.
De todas as cidades onde morei (na ordem: Buenos Aires, Rio, São Paulo, Joinville, Florianópolis, Detroit, Fortaleza), a que menos gostei foi SP. Hoje até gosto de visitar, mas, na época, eu tinha chegado ao meu limite. Fui assaltada lá três vezes. E detestava a poluição, que barrava as estrelas. Mas o pior era o trânsito, e olha que estou falando do trânsito de vinte anos atrás. Era inviável morar numa metrópole dessas. 
Campanha nos anos 1920
Em 2010, o Estado de SP recebia 1.200 novos carros todos os dias. Na capital, são 680 veículos novos sendo emplacados a cada dia. A cidade já tem 7 milhões de veículos, ou seja, um carro para cada duas pessoas. Além de lotar todo o espaço e poluir o ar, os carros matam. Em 2009 houve 1.382 mortos em acidentes de trânsito na capital, contra 1.301 vítimas de assassinato. 
Os números de SP são assustadores. Vão mesmo contra qualquer bom senso. 
Segundo um engenheiro de transporte, apenas 20% dos paulistanos andam regularmente de carro. No entanto, esses 20% ocupam 80% das vias públicas. Não é muito democrático, é? Fica menos ainda se pensarmos que, em todos os governos, as políticas "públicas" (não parecem privadas?) são feitas focando só os carros. 
E qualquer administração que ofereça alternativas ao monopólio dos carros enfrenta enorme resistência. Quando Luiza Erundina e Marta Suplicy investiram nos corredores de ônibus, a galera chiou. 
Agora é a vez de Fernando Haddad (também do PT), que promete investir em ciclovias, virar alvo. É uma guerra urbana: os 20% que andam de carro veem a cidade como sua, totalmente sua, unicamente sua, e não aceitam dividi-la com mais ninguém -- nem motos, nem ônibus, nem bicicletas, e muito menos pedestres. Esquecem-se que carro não é liberdade. É opressão social
Semana passada, uma professora e pesquisadora, referência em semiótica no Brasil, deu uma bola fora ao reclamar contra as ciclovias em SP e ainda, pra piorar, associar a cor vermelha (padrão internacional para faixas de bicicletas) com propaganda do PT. 

O senador e candidato a vice-presidente pelo PSDB, Aloysio Nunes, também se posicionou: contra as ciclovias, a favor dos moradores de Higienópolis. Aqueles que foram contra um metrô no bairro, porque traria gente "indesejável". Os mesmos que protestaram contra a construção de um shopping (que hoje eles adoram). 

Uma cidade do tamanho de SP tem hoje apenas 60 km de ciclovias. 
O atual prefeito, Haddad, quer aumentar esse número para 400 km até o final do ano que vem. Além de todas as vantagens possíveis (diminuição do trânsito, da poluição e do barulho, economia para a cidade, saúde para quem pedala), um efeito colateral das ciclovias é aumentar a segurança urbana. Já pensou nisso? Foi com a ajuda das ciclovias que Bogotá conseguiu reduzir drasticamente a criminalidade em suas ruas.
É simples: pra combater a criminalidade, é muito melhor ter mais gente nas ruas do que ruas desertas.
Fui convencida disso quando estive na Universidade Federal de Juiz de Fora, no ano passado. Lá, eles abrem as portas do campus nos fins de semana, para que cidadãos possam caminhar e pedalar. Muito mais eficaz que manter uma universidade lacrada e monitorada por guardas. Ocupar o espaço urbano deveria ser a palavra de ordem. 
É preciso sim superar a cultura do automóvel. É preciso refletir: de quem é a rua?
Campanha nos anos 20:
carros como máquinas
mortíferas
Em 1920 muita gente achava que ruas eram espaços públicos para crianças brincarem. Nada andava mais rápido que 16 km/h. Uma rua era como um passeio público, em que você só precisava se desviar de animais ou outras pessoas. Aí vieram os carros, que no início foram vistos como máquinas da morte, pois atropelavam -– e matavam –- pessoas, principalmente crianças. 
A relação dos cidadãos com a rua mudou. A rua pouco a pouco virou um lugar de carros, não de gente ou bicicletas. O fato é que essa relação entre pedestres, ciclistas, passageiros de transporte público, e motoristas de carro não é algo natural, que surgiu de repente. É uma construção social. E, como tal, pode ser desconstruída. Por que uma cidade privilegia os carros? Quem ganha com isso?
Uma das muitas casas
abandonadas em Detroit
Eu morei um ano em Detroit, Michigan. Felizmente, aluguei um lugar que ficava pertinho da faculdade, a quatro quarteirões, então era possível ir andando. Quando precisava pegar ônibus para ir a algum outro lugar não era muito bom (mas também não era um desastre, é só que demorava). Detroit é tida como uma das piores cidades americanas no que se refere ao transporte público. Por quê? Porque Michigan foi o estado em que ficavam todas as grandes montadoras de veículos (foi, não é mais. Hoje Michigan está falido justamente porque as montadoras, para aumentar os lucros, saíram dos EUA à procura de países onde podem pagar salários incomparavelmente menores e ainda ganhar isenções fiscais, como o Brasil). 
E obviamente não interessa às marcas de carro ter bom transporte público. Elas fazem lobby para que o transporte seja o pior possível, para que todas as pessoas precisem de um carro (a propósito, foram elas também que mataram o carro elétrico). 
Também morei em Joinville, conhecida como "a cidade das bicicletas", pois tem uma para cada quatro habitantes. Durante algum tempo eu dei aula na Tupy, que ficava a 1,5 km da minha casa, então eu ia andando. Quando dava a saída da fábrica, era um mar de bicicletas. Imagina toda essa gente indo de carro, ou lotando ônibus. E Joinville está longe de ser bem equipada em matéria de ciclovias. 
Tem um vídeo maravilhoso sobre como Copenhagen virou a cidade das bicicletas a partir dos anos 70. Hoje 55% dos habitantes da capital da Dinamarca vão de bicicleta para o trabalho todos os dias. São 350 km de ciclovias. É a capital com menor índice de congestionamentos urbanos na Europa. Mas nem sempre foi assim. E foi a pressão popular que fez com que Copenhagen mudasse de atitude.
Copenhagen nos anos 1930
O arquiteto Jeff Risom explica que havia centenas de bicicletas na Copenhagen da década de 1930, mas nos anos 50 chegaram os carros. Se olharmos fotos da cidade entre as décadas de 50 e 70, não veremos bicicletas. Só que, nos anos 70, com a crise do petróleo, as pessoas passaram a exigir (“como os paulistas devem fazer”, acrescenta Risom) mais opções de transporte. Foram os cidadãos que saíram às ruas para pedir ciclovias. 
Bicicletada em São Paulo
No começo, como toda mudança, ficou um pouco congestionado. Mas, à medida que mais pessoas começaram a deixar o carro em casa e adotar a bicicleta, mais espaço foi aberto para esse meio de transporte. E olha só, os dinamarqueses têm um alto padrão de vida. Não teriam dificuldade pra comprar um carrão. Só que lá carro não é status, é locomoção. E bicicletas são o meio mais rápido, barato, e não poluente de chegar a um lugar.
Os ciclistas em Copenhagen andam a 20 km/h, em média. Acha pouco? É porque você assiste muita Fórmula I, ou porque você fica fantasiando com a potência do seu automóvel. A velocidade média dos carros em SP é de 13 km/h. 
Aqui tem um texto muito bom rebatendo as principais críticas feitas às ciclovias de SP (que são muito parecidas às críticas feitas às ciclovias em qualquer lugar). 

Combater a cultura do automóvel é superar mitos, é parar de ver carro como símbolo de status e masculinidade, e admitir que outras alternativas são mais que possíveis -- são urgentes. 
Desde quanto estacionamentos são mais importantes que calçadas, máquinas têm mais prioridades que pessoas? É como o Patrick lembrou: muitos prédios públicos não oferecem creches para que seus funcionários possam deixar os filhos enquanto trabalham. Mas oferecem estacionamentos, com vigias. No nosso mundo, babás para carros são mais fundamentais que babás para crianças. 
Carros estacionados em cima de faixa
para bicicletas, em SP
Eu vou e volto andando de casa pra faculdade. Fiz essa opção, e paguei muito mais caro, para poder viver perto do meu trabalho. Assim, ganho em tempo e economizo no transporte. Não é perfeito: as calçadas são esburacadas, sujas, e muitas vezes ocupadas por carros e motos que decidem que precisam estacionar bem ali onde os pedestres passam. Os motoristas tampouco respeitam as faixas de pedestres (se não respeitam as calçadas, vão respeitar uma faixinha numa rua que eles têm certeza que pertence a eles?). 
O momento mais bacana no meu trajeto não acontece todos os dias. É quando, durante alguns segundos, o trânsito dá um suspiro. É o tempo que demora pro sinal abrir e todos os automóveis voltarem. Mas durante aqueles segundos, a cidade é outra. É silenciosa, calma, o ar é melhor. Nesses raros instantes, eu imagino como seria viver num lugar em que a cultura do automóvel não fosse tão predominante.

86 comentários:

ufa disse...

Hamburgo, na Alemanha, quer proibir a circulação de carros na cidade até 2034. Imagina a delícia que vai ficar a cidade
http://vadebike.org/2014/02/rede-verde-hamburgo-proibir-circulacao-carros/

Anônimo disse...

é fernando hadad, ao invés de kassab, não?

Gle disse...

Aqui na região tem bastante ciclista. Apesar dos motoristas não respeitarem, nem mesmo NAS CICLOVIAS, a galera não desiste. E eu acho LINDO. Primeiro pelo bem que faz a saúde e segundo pela coragem dessas pessoas em andarem de bike no BlumenHell! (eu parada já tô suando, imagino essas pessoas que andam de bike!!!) Acho que o inverno esqueceu de aparecer por aqui este ano :(

Sara Marinho disse...

No Brasil também tem o problema do calor né, o sol de meio dia não ajuda ninguém. Mas para distâncias menores e locais com clima mais ameno, ciclovia é o ideal mesmo...
No meu local de trabalho anterior, não tão distante da minha residência, eu considerei ir de bicicleta, mas desisti devido ao perigo...Não animo de ir de bicicleta nem na padaria perto de casa só de medo dos motoristas barbeiros da minha cidade...

Camila Bezerra disse...

Brasília - Adotei a bicicleta aqui depois que instalaram as primeiras ciclovias que iam até o meu trabalho, foi unir o útil ao agradável. Apesar disso, fica complicado explicar pros colegas como eu, tendo um carro, deixo ele em casa três vezes por semana (seriam mais, se houvesse segurança pra sair a noite de bike do trabalho) pra chegar suada e cansada no trabalho. Mudar a cultura das pessoas é bem complicado, mas vamos tentando e dando exemplo um passo de cada vez.

Anônimo disse...

as faixas vermeçhas parecem mesmo propagando do pt, pq não amarelas ou brancas.

Anônimo disse...

Moro perto da principal via do meu bairro e é um horror isso.
Apesar de eu ter acesso fácil ao comércio e a transportes públicos, as poluição do ar e sonora são um inferno!
É o dia todo ouvindo barulho dos carros, motos e onibus correndo pra lá e pra cá sem parar. Barulho esse que começa lá pelas 5 da manhã e vai até meia noite, ou seja, é bibi e fonfon o dia inteiro! E tudo isso de janela fechada pq se for abrir...o som piora.
E qd dá uma folga durante a semana e tenho a chance de dormir até mais tarde? É cama com os carros berrando nos ouvidos.
E a poluição do ar? Minha saúde sofre demais pq tenho alergia e a casa fica cheia de poeira depositada no piso e nos móveis tendo que limpar toda hora. São gastos e mais gastos com consultas e remédios anti-alérgicos isso pq vivo no Rio que é uma metrópole altamente poluída e longe da praia como a maioria dos cariocas. E qd olho pro horizonte só vejo cortando o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, uma espessa camada amarelada de poluição. É tão triste...
Minha alergia só melhora(e desaparece)qd saio da cidade, da área poluída. E qd não saio, os fds dão uma amenizada pq diminui o barulho e a sujeira, mas não é suficiente.
Porém bom mesmo são os feriados. Prefiro mt vezes ficar em casa do que viajar pq é notório o qt a cidade muda, sabe? O som reduz, se escuta melhor as aves, se vê um pouco as estrelas(nos dias de semana não se vê nenhuma!)e o ar fica bem mais leve, mais fácil de respirar e a paisagem mais nítida.
Porém nos vendem a ideia falsa de que carro é tudo que precisamos pra viver bem e aí o bicho pega somado com a péssima qualidade proposital do transporte público pra forçar a galera a ter mesmo carro

MonaLisa disse...

Eu adoro andar de bike, queria ir pro trabalho com ela, mas não tem onde deixar e não tem bicicletário.

Minha musa inspiradora é minha avó, que mesmo com 75 anos anda de bike pra lá e pra cá, sobe morro íngreme pedalando.

E essa cultura de carro ser status é ridícula mesmo. Pra que comprar carro que anda a mais de 200 km/h se você só pode andar no máximo a 110 km/h no Brasil?

Patrick disse...

Eu morei na cidade de Mossoró (RN), onde a temperatura chega comumente a 36 ou 38 graus durante o dia. Trabalhava de terno e gravata e ainda assim ia de bicicleta pro trabalho.

É uma questão de organização: eu decidi que ia de bicicleta e a partir daí me preparei pra isso. Comprei um mini guarda-roupas que instalei no trabalho e me trocava no banheiro. Em seguida, procurei uma lavanderia próxima também ao local de trabalho, onde deixava os ternos quando precisavam ser lavados. E almoçava ali por perto, portanto só me deslocava no começo da manhã ou no fim do dia, quando as temperaturas eram agradáveis.

É curioso que no Brasil reclamamos do calor, mas essa cartada do clima também era muito usada nos países nórdicos para combater a cultura da bicicleta ("o quê? andar de bicicleta aqui na Dinamarca? com esse frio? bibicleta é coisa de país mediterrâneo ou tropical!" - bradavam os coxinhas de lá).

Eu me sentia muito melhor para enfrentar o dia quando ia trabalhar de carro do que de bicicleta.

Hoje em dia, morando em Natal, vou a pé ou de ônibus pro trabalho, pois os motoristas aqui respeitam menos os ciclistas do que em Mossoró, embora aqui na capital todo mundo goste de dizer que os motoristas do interior dirigem "pior".

Flavio Moreira disse...

Sobre a professora da PUC, segue aqui um excelente texto do Prof. Wilson Roberto Vieira Ferreira: http://cinegnose.blogspot.com.br/2014/09/professora-da-puc-aponta-suposto-perigo.html

Nele,anônimo das 15:15, você poderá constatar que as ciclovias de Winterthur, na Suíça, Bristol, na Inglaterra, e de Madison, nos EUA, são vermelhas. Propaganda do PT? Ou simples paranoia?

Flavio Moreira disse...

Em relação à bike em São Paulo: acho extremamente perigoso, porque o trânsito é muito caótico e motoristas, em geral, parecem ter raiva de quem pedala.
Além disso, as vias são extremamente irregulares e naquelas em que não há ciclofaixa e se é obrigado a andar pela calçada, a situação não é melhor.
Mas o que realmente me impede de andar de bike na cidade são suas ladeiras. Moro em um bairro cheio delas e só de pensar em encará-las em cima de uma magrela já me deixa cansado.
Claro que depende de condicionamento, por isso pretendo comprar uma bike nova até o fim do ano (estou sem há alguns anos) e retomar as pedaladas.

Patrick disse...

Aliás, outro preconceito que temos internalizado: o suor.

Num país de desigualdades e "castas", como o nosso, estar suado - ainda que por apenas 20 minutos, enquanto o corpo se adapta após chegar ao trabalho de bicicleta, a pé ou de ônibus - é sinônimo de ser trabalhador braçal e desqualificado. Se for negro, então, o preconceito redobra.

Anônimo disse...

as faixas vermelhas vindo de um partido que faz acordo com qualquer um pra se manter no poder,julgo como propaganda.

lola aronovich disse...

Flavio querido, bom texto esse que vc recomendou. Não sabia disso do Itaú espalhar estações de bicicletas chamadas de "projeto de sustentabilidade", enquanto o projeto de ciclovias do Haddad é "obsessão", mania, autoritarismo.


Patrick, eu estava pra te escrever! Queria ver se vc pode redigir um guest post sobre voto em lista, explicando direitinho o que é, porque ainda não foi votado, essas coisas. Acho que é o jeito mais rápido (talvez o único jeito, pelo andar da carruagem?) para que as mulheres possam ser 30% do Congresso.

Samira B disse...

Você viu a troca de twitters entre Marcelo Tas e Eduardo Jorge sobre o assunto? Marcelo Tas considera que quem não anda de carro tem a "vida mansa"... Que bolha é esta a desta criatura?

Bru disse...

Aqui em Porto Alegre tb tem essas bicicletas do Itaú. Nunca usei, então não tenho uma opinião.
Mas assim, eu AINDA acho que, tendo em vista as características de alguns locais do Brasil, ir de bicicleta pro trabalho e voltar, ou então ir a pé, é luxo. Não estou dizendo que é "rico", mas tem privilégios sim.
Não é todo mundo que pode ir de bicicleta, pq não tem onde deixar, não tem bicicletário, como disse a Monalisa.
Sem contar que aquela pessoa que levanta as 5 da matina será que vai se sentir segura pra nadar de bicicleta nas ruas ainda meio escuras? E se for mulher, andando de bicicleta, aí já viu!

Ir andando pro trabalho é privilégio sim. Não to condenando quem "pode", pelo contrário, estou felicitando...

Beijinhos, Lola.

Flavio Moreira disse...

Pois é, Lola. Não é incrível essa distorção?
E a ciclovia não é um complemento ao serviço do Itaú? Ou ao do Bradesco, que tem um projeto similar?
Em Paris, a prefeitura inaugurou, em 2007 o Vélib, que contava 10 mil bicicletas e 750 estações. É gratuito! Você retira a bike em um ponto e pode devolver em outro.
Em 2010 foi a vez de Londres fazer o mesmo, mas bancado também por um banco, o Barclays. Mas o princípio de funcionamento é similar ao Vélib.
Claro que é uma ilusão querer um sistema similar, com a mesma abrangência, gratuito e de qualidade fornecido pela Prefeitura, por isso o Bike Sampa (do Itaú) é feito em parceria com a Prefeitura (olha a complementaridade aí), mas só aparece o nome do banco... e o serviço não é gratuito.

Raven Deschain disse...

Hum. Tem uma garota de programa aqui no terminal usando um vestido vermelho. Deve ser propaganda do PT.Vou lá dar uma lição nela. Peraí. Haha


Incrível. Mudam os lugares mas as brigas são as mesmas. Aqui em Curitiba motorista tá cagando pra todos. Xinga a velhinha. A criança. O cachorro. O cliclista. A rua parece uma extensão do pau deles (no caso das mulheres... Sei lá... Nunca vi mulher xingando ninguém, mas elas não dão seta). Mas ninguém quer ciclovia porque vai atrapalhar o trânsito. Dafuq?

Beatriz Correa disse...

Lola, aqui no Rio rbm tem essas bikes do Itaú, q aqui o povotem costume de chamar de "laranjinhas". Antes tinha só na zona sul, mas hj msm cruzei com umas 10 delas no centro da cidade, e parece q vão espalhá-las pela zona norte tbm.
Nunca cheguei a usar pq, além de não circular mt pelas regiões onde elas estão, sou péssima sobre 2 rodas xD
Mas soube de algumas amigas q usam e acham a mão na roda (perdão pelo trocadilho)

Sara disse...

Post excelente Lola, tb sou a favor de soluções para o transporte público, q aqui em São Paulo, não encontro outra palavra pra descrever que não seja caótico e traumático.
Acho dificílimo encontrar uma solução ideal, por causa do tamanho do problema.
Sou muito a favor das ciclovias, mas a verdade é q o tamanho da maior parte das vias onde elas estão instaladas, pelo menos aqui no meu bairro é muito pequena, mal cabem o número absurdo de carros, que dirá as bicicletas que terão q travar uma luta desigual com essa avalanche de carros.
De qualquer forma é uma tentativa q espero q vingue, adoro andar de bicicleta, mas estou meio cética se isso vai funcionar.
Outro problema que concordo com a crítica da professora, é q realmente São Paulo tem poucos lugares planos que são favoráveis as bicicletas, qse todos os bairros tem relevo muito irregular, aqui no meu bairro a maioria das ruas tem nome de serra pra vc ter uma ideia, é Serra de Bragança, Serra do Japi etc etc...
Estou disposta a colaborar no que for possível, o carro aqui nessa cidade esta ficando cada vez mais inviável, o transporte público, precisa e merece ser prioridade pra qualquer governante.

Domingos Tavares disse...

Essas bikes laranjinhas são uma ótima forma de fazer propaganda pro Itaú.

Ao menos em Brasília (onde tem o Bike Brasília), o serviço é pago: 10 reais por ano, sendo que pode usar por apenas uma hora. E tinha a logo do GDF, que foi trocada pelo brasão oficial (por causa das eleições) apenas nas estações.

E no caso de Brasília, parece que essa cidade foi feita sob medida para carros. Boa parte das pessoas que trabalham no Plano Piloto moram em alguma satélite. Ou no Entorno. E para essas pessoas, ir para o trabalho de bicicleta é completamente inviável, visto que percorrer mais de 20KM a pé ou de bicicleta é inviável, sendo que as ciclovias construídas estão apenas na região central da cidade. E em vias como Estrutural, EPTG, EPIA, EPAR, etc. não há sequer intenção de fazer isso.

Anônimo disse...

Paulistana aqui!! Nao da pra acabar com os carros (gente com alguma dificuldade de locomocao, distancias muito grandes...) Mas da pra diminuir e as ciclovias sao ótimas. So que alem de só pintar a faixa, pq nao educar quem quer andar de bike e os motoristas para respeitar a bike? O problema eh implantar e não tentar ensinar as pessoas. Essa eh maior crítica que tenho ouvido de amigos (ate mesmo os de direita)

Anônimo disse...

Adriana A.

Oi Lola, tudo bem? Moro em Jaraguá do Sul (do ladinho de Joinville), e aqui as pessoas tem o costume de andar de bike, tanto é que o atual prefeito investiu bastante em ciclovias. Como moro praticamento no centro, não sei dizer como os bairros ficaram nessa questão.
Há menos de um mês eu e meu marido compramos uma bicicleta cada, e hoje faço uso dela para trabalhar.
A sensação de liberdade é tão gostosa, que depois que você começa a utilizar não quer mais se desfazer!

Recomendo a todos mesmo.
Além de ser MUITO saudável e barato.

Flavio Moreira disse...

Raven, o que houve com Curitiba? Até onde eu sei, era considerada uma das cidades mais civilizadas do Brasil. Não sei se foi propaganda enganosa, mas na época do Jaime Lerner (ele foi prefeito, né?) a cidade era tida como modelo de mobilidade urbana.
Você relatar essa incivilidade das pessoas é de entristecer qualquer um...
Quanto à educação para o trânsito, o que vejo mais são os grupos organizados de ciclistas que fazem muito esforço para conscientizar o público em geral mas, como não tem apoio, suas iniciativas acabam não repercutindo.
Também acho complicado essa história de fazer propaganda do Itaú (ou de qqr empresa), principalmente agora, com esse banco financiando campanha presidencial...

pp disse...

Muito bom seu post Lolinha! Estou aprendendo a andar de bicicleta aos 27 anos (sim, 27) pq aqui em BH tem muita gente adotando esse meio de transporte, mesmo sendo uma cidade com muitos morros. Estou super animada com a liberdade que terei, vou em vários locais de bike.

O que me dá preguiça é uma coisa tão positiva virar mais um motivo de briga entre PT e PSDB, como em SP. Preguiça.

Anônimo disse...

Meu carro tem um motor de 6 cilindros em linha com 4,1 litros de deslocamento (4x maior que o motor de um popular), anda 6 km com 1 litro de gasolina, tem 4,74m de comprimento, 1500 kg e geralmente eu ando sozinho.

Quando passo por um grupo de ciclistas e vejo qualquer referência que seja uma passeata/protesto ecológico eu reduzo uma marcha e mantenho a velocidade da via, porém com o motor berrando só pra eles poderem me ouvir destruindo o planeta.

Sério agora, mesmo o 1º parágrafo que eu escrevi sendo verdade eu sou totalmente a favor de políticas públicas a favor das bicicletas, por mais que minha bicicleta quase nunca rode seria ótimo que o trânsito fosse menos intenso.

Lidiany CS disse...

Eu detesto carro, se pudesse morar perto do trabalho evitaria a todo custo, poderia ir a pé ou de bike. Não vou trabalhar de ônibus pq infelizmente aq em Aracaju o transporte público é péssimo, meus colegas que andam de ônibus são frequentemente assaltados (dentro do ônibus mesmo).
Aq tem muitas ciclovias e muita gente que visita a cidade elogia pela beleza e arrumação, mas infelizmente vejo muita gente reclamando que para usar no dia a dia as ciclovias são problemáticas: muitas param em lugar nenhum, algumas avenidas simplesmente não tem e em alguns lugares parece q o ciclista tem q voar pra atravessar a avenida...
Outra coisa muito chata são os pedestres fazendo caminhada ou passeando na ciclovia, aq é moda fzr isso. Eu só pedalo nos finais de semana e msm assim já passei por uns episódios de assédio que não me dão segurança pra vir tds os dias do trabalho às 19 da noite de bike. Aí o jeito é ir de carro mesmo, mas carro é realmente uma coisa completamente inviável para o futuro, é chato, dá problema, tem q dar manutenção, gastar, botar gasolina, pagar seguro...
Se eu pudesse tb ñ dirigia mais...

=/
Ps.: estou rindo aq com essa ideia de que ciclovia vermelha é do PT, aliás aq em AJU td que o gov. pinta o povo diz q tem a ver com a cor do partido, só rindo com isso. Alguém votaria no pt pq a ciclovia é vermelha? ahahaah

Viviane Menezes disse...

Sobre a nobre professora Santaella: no ano passado, quando eu ainda estava no mestrado, comprei o principal livro dela (tese publicada), por insistência da minha orientadora. O livro, de mais de 400 páginas, é tão repetitivo que até hoje não consegui passar da página 50... Agora posso imaginar o porquê...

Anônimo disse...

"Hum. Tem uma garota de programa aqui no terminal usando um vestido vermelho. Deve ser propaganda do PT.Vou lá dar uma lição nela. Peraí. Haha"

Como você sabe que ela é garota de programa?

Danilo "aeghavitabkoik" disse...

"No Brasil também tem o problema do calor né, o sol de meio dia não ajuda ninguém. Mas para distâncias menores e locais com clima mais ameno, ciclovia é o ideal mesmo..."

Resposta: O fator climático do Brasil é horrendo. Eu só ando de bike porque meu prédio é de frente pra praia e mesmo assim só ando aos sábados. Mas ciclovia seria o ideal em qualquer ponto da cidade tanto nas rolas quanto nas avenidas.

Anônimo disse...

http://dpedal.wordpress.com/2011/06/14/a-bicicleta-no-japao-enviada-por-uma-ciclista-de-nagoya/

Patty Kirsche disse...

Olha, eu adoro a ideia de andar de bike, mas ela infelizmente não funciona pra quem precisa rodar 40-50km pra chegar ao serviço como eu. A Grande São Paulo é cheia dessas questões... Mas vamos ver se o transporte público melhora. O Governo está construindo uma faixa exclusiva de ônibus pra melhorar a mobilidade de quem faz Guarulhos-São Paulo, tomara que dê certo.

Eu acho que "azelite" de São Paulo já têm vício de dominar todo o espaço público mesmo. Odeiam qualquer governo que não arranje lugar pra rodarem com seus carros. É por isso que o Maluf passou tanto tempo roubando e fazendo incríveis obras viárias. E é por isso que o PSDB não sai do governo também. Porque toda vez que as eleições para o governo se aproximam, o governo estadual investe em alguma obra de efeito paliativo na melhoria da fluidez. Há quatro anos foi a construção das faixas intermediárias da marginal do Tietê. Agora teve a construção de mais faixas na Rodovia Ayrton Senna... E vamo que vamo... ¬¬

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Não posso falar de São Paulo, porque estou em BH e penso que a solução por aqui seria mesmo a melhora do transporte público. Não conseguiria imaginar ciclovias resolvendo o nosso problema de transporte porque é comum pessoas trabalhando e estudando em locais muito distantes de sua residência. Então sou a favor de ciclovias, mas acho que simplesmente não é prático pra maioria.
Eu tenho carro, mas três vezes por semana faço um trajeto de ida e volta de oitenta quilômetros de ônibus. Detesto dirigir, detesto ficar procurando vaga pra estacionar e prefiro enfrentar o horário de pico pensando na vida, ouvindo uma musiquinha de olhos fechados do que concentrada no trânsito que não anda.
Só que depender de ônibus, principalmente em horário de pico, não é fácil. Os ônibus vão amontoados de gente, a maioria em pé, todo mundo já cansado.
Quando o ônibus chega é uma confusão pra entrar, principalmente em pontos em que as pessoas não respeitam as filas. Minha mãe já chegou a cair embaixo de um ônibus parado porque foi empurrada pela multidão que queria entrar depressa. Como não aconteceu nada sério, ela não se machucou, hoje ela até faz piada com a situação, fala que não sentiu nada, quando assustou já estava deitada no chão, mas o povo mesmo a tirou de baixo do ônibus, carregou ela pra dentro e quando assustou já estava sentada na janela, mas ela poderia ter se machucado.
Acho que sem a melhora no transporte público, essa cultura de cada vez mais carros na rua só tende a aumentar.
E o que as empresas de transporte público querem é cada vez mais gente andando de ônibus, só que em lotação máxima, sem conforto nenhum.

Claudio disse...

Isso nunca vai acontecer, pois o homem compra carro pensando em mulher, já a mulher compra para não passar por constrangimentos em transportes públicos.

Como combater isso? Não tem como...

Fê Aruh disse...

Aqui em casa não temos carro. Moro em São Paulo e tenho o privilégio de morar próxima a uma estação do metrô (que também é meu trabalho).
Fazemos tudo à pé e é muito triste constatar o desrespeito dos motoristas aos pedestres e ciclistas. Várias vezes, ao levar minha filha pra escola, os carros ultrapassam o sinal de pedestres, ou então, quando alguma alma civilizada pára na faixa para atravessarmos, o carro de trás buzina loucamente.
Viramos todos animais pois é uma situação muito estressante.
Aqui perto de casa uma ciclofaixa é montada aos finais de semana e feriados e, AINDA ASSIM, sempre escuto pessoas reclamando que "a medida é um absurdo, onde já se viu ocupar uma faixa de trânsito para os ciclistas? Ciclistas devem pedalar no Ibirapuera!"
É bem isso que você disse disse. Os motoristas, que são minoria, acham que as ruas pertencem à eles e não aceitam dividi-la com outros cidadãos.
E ainda temos que ouvir apresentadores de TV boçais reclamando das ciclovias do Haddad.

Marcia Alvim disse...

Eu não tenho coragem de andar de bicicleta no Rio de Janeiro, porque tem muita gente que dirige como louco. Acho válida a opção, mas prefiro andar a pé, usando um tênis com bom amortecimento.

Patrick disse...

Errata!

Onde eu escrevi Eu me sentia muito melhor para enfrentar o dia quando ia trabalhar de carro do que de bicicleta.

Leia-se "Eu me sentia muito melhor para enfrentar o dia quando ia trabalhar de bicicleta do que de carro."

Patrick disse...

E para essas pessoas, ir para o trabalho de bicicleta é completamente inviável, visto que percorrer mais de 20KM a pé ou de bicicleta é inviável, sendo que as ciclovias construídas estão apenas na região central da cidade.

O incentivo à bicicleta não é apenas para quem faz todo o trajeto utilizando-a. No caso de Brasília, a pessoa pode vir de uma cidade satélite de metrô e fazer apenas o trecho final, da estação até o lugar de trabalho, de bicicleta. O uso conjunto bicicleta+metrô/trem/ônibus é poderosíssimo.

P.S.: Lola, vou planejar um post sobre voto em lista.

Maria Valéria disse...

Moro em Campinas, e adoraria poder ir de bike pro trabalho,
Porem, so se pensar em passar pela avenida orozimbo maia e / ou pegar aquela subidinha da rua coronel quinino ( que muda de nome em direção ao bairro taquaral ) de bicicleta tenho pavor de ser atropelada.
Aqui nao tem ciclofaixa ( somente na lagoa do taquaral e avenida norte sul aos domingos e feriados das 7 as 13 hs interditam duas faixas pra bicicleta, ou seja aqui ainda se considera bicicleta como lazer e nao como meio de transporte.) o pessoal daqui dirige muito mal, nao da seta, fecha cruzamento, para em fila dupla, de que jeito vou andar de bike no meio desses trastes ? Mesmo que sejam vias de trânsito mais lento, tenho medo !
E se um dia esse milagre acontecer de colocarem ciclofaixa e / ou.os motoristas se tornarem mais educados, eu tambem nao poderia fazer isso no inverno ou quando anoitece cedo, so no horário de verão.omde trabalho ainda tem muito assalto de noite e se for a pé, bike, vc e obrigado a andar por uma rua que e bem estreita e deserta, eu nao arrisco !
Pé : tem um ponto de ônibus em frente do meu apto, mas nao tem linha que leva direto ate meu trabalho, mas ate o shopping.sim....comédia...ne..kkk se quiser parar de usar carro demora menos eu ir a pé ( 35 minutos )

Victor disse...

Eu só acho que deveriam investir mais em infraestrutura adequada para bicicletas.

Eu não costumo usar bicicleta, mas costumo ir e voltar a pé para a faculdade, que esta a cerca de 4.5 km de onde eu moro. Já perdi 20 k este ano, só com esta caminhada, de 131kg para 111kg. Ainda estou acima do peso, mas quero perder peso por questões de saúde e também, que nenhuma mulher é obrigada a achar um obeso "lindo". Eu sou feio e tenho que mudar isto.

Se mais pessoas passarem a usar bicicletas e andarem a pé, os benefícios a saúde, meio ambiente, etc; será bom para todos.

Patrick disse...

Alguns dados extraídos do ebook Mobilidade Urbana - O que você precisa saber:

- 0,15% das estruturas viárias são destinadas a bicicletas. 99,85% aos carros.

- o custo para construir as vias públicas apenas para os veículos estacionarem, no município de São Paulo, foi de R$ 21 bilhões.

- Em São Paulo, os cidadãos acreditam que o congestionamento do pico da tarde acontece porque a maioria dos veículos disponíveis está circulando simultaneamente. A realidade, no entanto, é que apenas 15% deles estão nas ruas.

Manu SA disse...

Lola, eu moro em São Paulo há 15 anos, me desfiz do carro menos de um ano depois de ter chegado aqui, simplesmente porque dirigir na cidade era desgastante e me colocava louca. Eu, que sempre fui uma pessoa educada e emocionalmente equilibrada, me percebia diversas vezes esmurrando o volante e xingando. Sem contar que muitas vezes demorava mais tempo para chegar nos lugares de carro que de metrô/ônibus.

Desde então, faço uso exclusivamente de transporte público, apesar de todas as dificuldades que o sistema apresenta (e são muitas). Sou professora em duas instituições que encontram-se em lados opostos da cidade e ainda faço doutorado em outro canto. Em dias normais passo cerca de 3h e 1/2 me deslocando pela cidade, com chuva ou falha em alguma parte do sistema isso pode subir para 5h. É fácil? Claro que não! Mas não seria melhor de carro, tenho certeza.

Os problemas de mobilidade urbana alcançaram níveis insuportáveis em São Paulo. É ruim para todo mundo, para quem depende de TP e para quem utiliza automóveis. Não sei se as pessoas têm consciência do impacto disso na qualidade de vida e na sua saúde, tanto física quanto mental.

Não acredito (e creio que o Haddad tb não) que a criação de ciclovias seja a solução completa para o problema, mas faz parte dela. A expansão da malha metroviária caminha a passos lentos (sob responsabilidade do governo do estado, há 20 anos nas mãos do PSDB, veja só). Já a significativa expansão das faixas exclusivas para ônibus do ano passado para cá, teve impacto positivo na vida de centenas de milhares de pessoas que economizam entre 20 e 45 minutos em seus trajetos, mas é uma medida que curiosamente (ou não?) também vem sendo rechaçada pelos mesmos que reclamam das ciclovias.

Pedestres e ciclistas não são respeitados, ou melhor, não são bem-vindos em São Paulo. A sensação é que perderam completamente a noção de que a cidade é para as pessoas. O mais chocante é saber que a maioria das pessoas que reclamam das mudanças, são as mesmas que viajam para as grandes metrópoles mundiais, andam nos metrôs fedidos e sujos de Nova York e Paris sem reclamar, admiram as bicicletas e os bicicletários de Amsterdã e super aprovam as altas taxas cobradas para circular de carro nos centros. Por que aqui tais medidas são tão mal aceitas? A gente sabe a resposta: complexo de vira-latas e desejo de manter o status quo de elite privilegiada em detrimento do coletivo. Alias, coletividade é um termo que não existe no vocabulário dessas pessoas.

Eu estou muito feliz com as medidas impopulares de Haddad e torcendo para que muitas mais venham até o final de seu mandato. Adoraria utilizar a bike, hoje exclusiva para os finais de semana por medo, como meio de transporte no dia-a-dia. Ainda que fosse para alguns dias onde os trechos de deslocamento são menores.

Dentre os meus critérios de escolha de candidatos (nível municipal, estadual e federal), encontra-se pauta voltada para os problemas de mobilidade urbana. Não quero linha de crédito para comprar carro, quero transporte público eficiente, quero viver em uma cidade que priorize as pessoas e o convívio coletivo.

Abs

Maicon Vieira disse...

Santaella deve ler leitora do Constantino, só pode. Afinal, ele acusou o PT de usar a logomarca da copa para fazer propaganda subliminar do comunismo.

Adoraria que a cidade daqui (Lagarto/SE) tivesse várias ciclovias, seria viável e até barato já que ela não é muito grande.

Anônimo disse...

Lembro de ter lido, anos atrás, que muitxs trabalhadorxs em São Paulo iam a pé ou de bicicleta para seus trabalhos, com os morros, com o tempo que fosse, porque ou não tinham o benefício do vale transporte, ou precisavam do dinheiro deste para as despesas de casa. Esse mimimi todo de que as ciclovias não são necessárias é coisa de classe média sofre chateado porque está perdendo espaço que usava pro seu carro, nada mais. Gostaria de ouvir quem é pobre e precisa de fato dessas opções opinando, não quem sequer considera que haja outro modal além do carro.

Anônimo disse...

[OFF]Lola, respeito muito sua opinião e vivo dando uns pulos por aqui. Queria - se possível - saber mais sobre essa história dos arquivos do tal "agent orange" (de um fórum rad-fem). Grande abraço.

Anônimo disse...

Eu sou de SC. Cresci numa cidadezinha do interior e depois morei em três cidade do litoral. SC tem o segundo transito mais violento (selvagem, insano, psicopata, enlouquecido) do país.

Andar de bicicleta e muitas vezes a pé era uma tarefa inglória e perigosa por lá. Em todos os lugares que eu morei já tentaram propositalmente me atropelar, principalmente quando eu estava de bicicleta. Eu conheci um sujeito que adorava "dar susto em ciclista" e segundo ele "essa era uma raça deveria ser extinta" e bicicletas banidas do planeta.

Eu acredito que ciclovias, melhores calçadas (por que gente, as calçadas são uma vergonha), transporte público decente e estradas bem conservadas são fundamentais para melhorar a mobilidade de todo mundo. Agora nada disso resolve se não civilizar o povo para ocupar esses espaços.

Jane Doe

Anônimo disse...

' Ainda estou acima do peso, mas quero perder peso por questões de saúde e também, que nenhuma mulher é obrigada a achar um obeso "lindo".'

Bobagem heim

Meu marido é beeeeem gordinho e eu não quero que ele perca uma grama sequer S2 pra mim é o homem mais lindo do mundo.

Anônimo disse...

Quem fala que ciclovia diminue criminalidade está precisando dar uma voltinha no aterro do Flamengo e pode ser de dia mesmo viu....

Raven Deschain disse...

Então Flavio. Não diria enganosa, diria uma verdadinha exagerada. O transporte público, quando comparado a outros lugares é ótimo, e a ideia de ruas exclusivas pra ciclismo no fim de semana, ainda é pouco, mas é bom tb. Mas os motoristas... Ah os motoristas. Mesmo com o sinal verde pra ciclovia ou pedestres é melhor contar uns dois, três segundos... Quando alguém dirige sem podar, sem xingar e dando seta já pensamos que não é daqui!

Lidiany, aqui em Cwb é ciclovia compartilhada. Pense o pesadelo. Você andando tem que desviar das magrelas, você pedalando tem que desviar dos pedestres, cachorros e afins. Haha

E nem sempre todo mundo se vê. Ja fui atropelada por um ciclista. Pelo menos foi engraçado.

Anônimo disse...

Alguém aqui mora em São Caetano do Sul?Queria saber se lá o trânsito é melhor que em São Paulo...

Rosa disse...

O sonho de todo arquiteto e urbanista não é bem uma cidade com ciclofaixas ou ciclovia, é uma cidade com integração intermodal. Basicamente você quer que as pessoas possam andar a pé confortavelmente (o que significaria ter um desenho universalizado, não só acessível),bicileta, carro, metrô, ônibus e trêm. O importante aí é que a população possa alternar entre meios de transporte para cobrir grandes distâncias, isso significa por exemplo que, se o seu trabalho não exige que você se movimente entre vários lugares distantes durante o dia, você não precisa ir de carro e sim de um bom sistema transporte público, com uma malha que cubra toda a cidade.

Ok, eu sei que seria um sonho uma cidade assim. Era capaz até de você ver a Branca de Neve cantando com os passarinhos no parque - se ela existisse - mas, algumas estão bem perto disso simplesmente porque a 20/30 anos atrás elas enfrentaram as críticas e começaram a implantar um plano de mobilidade (expressão do momento é "mobilidade urbana" porém só falam do carro quando dizem isso. Meu diploma grita toda vez que escuto um âncora falando que "SP precisa de mobilidade urbana" e a câmera mostra um engarrafamento como se mobilidade urbana só acontecesse na pista de rolamento...). Enfim, acho super legal que políticos estejam dispostos a colocar sua popularidade em risco para levar pra frente planos que, a longo prazo, farão com que as cidades sejam daqui a 10, 20 ou 30 anos lugares mais agradáveis de se viver.

A quem acha que por causa do calor isso inviabiliza as bicicletas: o Brasil é um país tropical e morando no Nordeste - bem pertinho da Linha do Equador, a região onde o sol incide com mais força em todo o mundo - sei beeem o que é um sol inclemente de meio-dia. Só que você não sai para o trabalho ao meio dia, sai às 6/7 da manhã e volta às 6/7 da noite. E ninguém sugere longas jornadas de bicicleta, são percursos de curtos a intermediários e transporte coletivo de qualidade para conectar longas distâncias. De mais a mais não se planeja ciclovia/ciclofaixa sem pensar em arborização, o que no caso de SP seria um efeito colateral muito bem vindo. Para todo problema há uma solução, o que falta mesmo é boa vontade (e uma pitadinha de empatia).

Anônimo disse...

Estou morando numa cidade em que a bicicleta é o principal meio de transporte da população, eu mesma uso a bike para me deslocar aqui. Mas a cidade é bastante plana e não é muito grande, então as bicicletas são muito viáveis sim. Eu sou super a favor das ciclovias em Sampa, mas como já foi dito, a geografia de são Paulo não colabora muito. São muitas ladeiras e as distâncias são longas demais. Vale a pena para que não mora muito longe do trabalho, mas para a maioria da população a melhoria do transporte público é muito mais urgente. Mas eu concordo plenamente que devemos acabar com essa cultura do carro! Meu pai mesmo mora mega perto do metrô e mesmo assim não abre mão do carro por nada, me irrita isso. Meu apê em sampa é longe do metrô, mas eu prefiro pegar um ônibus, chegar no trem e depois pegar o metrô, é mais rápido do que usar o carro e o trânsito de são Paulo para mim é insuportável, não dá mais. Minha qualidade de vida melhorou demais aqui na cidade onde estou, pena que estou aqui temporariamente e vou ter que voltar para sampa um dia :(

Verô!

Maria Valéria disse...

Em 2007 fiz um curso em Munique, Alemanha, numa dessas tardes eu e os alunos fomos dar um passeio de bicicleta com a professora.
Alugamos uma cada um, andamos pelas ruas e depois fomos para um parque da cidade ( Englischgarten ) .
Detalhe, e que nao me lembro de haver ciclofaixa, em Munique, as bicicletas transitavam no meio da rua,junto com os carros e eram respeitadas ! ....uma delicia !
Que sonho de consumo que pudesse ser assim aqui no Brasil, ne.
Aqui nao se respeita o ciclista nem na ciclofaixa, que dira no meio da rua.
A questão nao seria somente abrir ciclofaixa, mas mudar toda a educação no trânsito.

Cão do Mato disse...

Texto muito bom! Mas o PT podia parar de incentivar a indústria automobilística, você não acha? De que adianta o Haddad aqui querer que as pessoas andem de bike, enquanto a Dilma lá incentiva a fabricação de carros?

donadio disse...

Para achar que ciclovia e bicicleta prejudicam quem anda de carro, é preciso ser, além de motorista, idiota.

O que prejudica a mobilidade do meu carro são os outros carros, ora essa. Quanto mais gente andar de bicicleta/ônibus/metrô, mais rápido os carros que sobrarem podem andar.

Quando você estiver preso com seu carro num engarrafamento, pense como seria bom se todos aqueles carros na sua frente de repente se transformassem em... bicicletas.

Raven Deschain disse...

Meldels Jane Doe. Será que conhecemos o mesmo cara? Ele era caminhoneiro, namorado de uma amiga e disse que quando via ciclista ou pedestre sozinho ele dava uma "atropeladinha"... Oo

Eu e ela nos olhamos, eu fui embora e uns dias depois eles terminaram. Eu,hein?

Camila Fernandes disse...

Oi, Lola! Ando sumida aqui do blog, mas recentemente ouvi sobre um assunto e gostaria de compartilhar com você. Não tem nada a ver com o post, mas é bem interessante!

Em viagem a Tiradentes, MG, fiz um passeio turístico com um guia que nos mostrou uma imagem de Maria grávida, Nossa Senhora do Ó, ou a Expectação do Parto. Ele também disse que existe a Nossa Senhora do Leite, Maria amamentando Jesus. Eu não fazia ideia! Aí ele explicou que a Igreja passou a renegar as imagens, por considerá-las impróprias. Por isso hoje a gente quase não vê. Maria grávida não combina com a ideia de "virgem" e "pura", e o ato de amamentar foi considerado imoral pela Igreja. Agora, para simbolizar esse momento, é mais comum encontrar imagens da Anunciação de Nossa Senhora (o anjo Gabriel contando a Maria que ela espera um filho de Deus) ou da Imaculada Conceição, que é totalmente "casta".

Tentei pesquisar mais sobre o assunto, mas encontrei pouca coisa. Na Wikipédia, tem o seguinte parágrafo:

"No começo do século XIX, mudanças no culto mariano começavam a estimular o dogma da Imaculada Conceição, o que não combinava com aquela santa em estado de adiantada gravidez, como a retratava a iconografia, estimada pelas mulheres à espera da hora do parto.

Muitas imagens foram trocadas pela da Nossa Senhora do Bom Parto, vestida de freira, com o ventre disfarçado pela roupa, ou mesmo pela imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, mais condizente com os ventos moralistas de então.

Somente no fim do século XX se voltou a falar e pesquisar o assunto, tendo-se encontrado imagens antigas enterradas sob o altar das igrejas."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_do_%C3%93

Sei que é a Wikipédia, mas eles citam livros como fonte e bate com o que o guia, também pesquisador da história mineira, contou. Vou conferir as fontes!

Não sou cristã, mas nasci numa família católica e achei esse assunto intrigante e muito atual, com tanta gente manifestando um machismo absurdo em relação amamentação em espaços públicos, e o controle sobre o corpo da mulher, quando grávida. Ainda mais sendo o Brasil um país com tantos católicos. Não sei se você já conhecia o assunto, mas quis trazer ao menos como uma curiosidade :D

Um beijo!

Flavio Moreira disse...

Complementando o comentário da Manu SA, muita gente que reclama daqui (SP), de fato volta da Europa falando maravilhas do sistema de transporte de Londres ou Paris. A comparação deixa claro o quanto o governo PSDB deixou a desejar na questão do metrô:
O de Paris tem 303 estações e 214 Km de extensão; o de Londres tem 270 estações e 402 Km de extensão; o de São Paulo tem 65 estações e 75 Km de extensão.
Sendo que em termos de habitantes só a cidade de São Paulo tem mais de 11 milhões, enquanto Londres tem 8 milhões e Paris quase 2 milhões e meio.
Então vale elogiar o metrô mal-cheiroso de Paris, mas querer um sistema de transporte público abrangente e acessível em São Paulo, não?
Difícil. E o duro é que parece que o Alckmin vai ganhar no primeiro turno... triste, isso.

Bizzys disse...

Aqui em BH tem ciclovias, mas são bem poucas e foram implantadas apenas em bairros nobres. Quase não vejo ciclistas usando-as, não nos dias de semana, pelo menos.

Andar de bicicleta não seria viável para mim, pois moro num bairro bem distante do Centro. Infelizmente, para me deslocar gasto mais ou menos 2h por dia, sempre em metrô ou ônibus lotados. Apesar disso, não gostaria de ter um carro, acho um gasto desnecessário. Pretendo me mudar futuramente para um bairro próximo ao Centro - assim como a Lola, prefiro pagar mais um pouco para ter mais conforto e mais facilidade de locomoção.

Gostaria muito que houvesse melhoras no transporte público de BH, principalmente no metrô. Recentemente foi implantado um sistema de BRT na cidade, mas ele ainda é bastante falho e os ônibus estão sempre cheios também. E para quem pega ônibus comuns, que não usam os corredores especiais, o trânsito continua complicado.

Quando eu era adolescente e morava em uma cidade do interior, ia para todos os lugares de bicicleta, mesmo sem ciclovia. Era bem tranquilo, nunca sofri nenhum acidente... Sinto falta de andar de bike, mas acho que, pelo menos por enquanto, adotar esse hábito novamente não seria possível aqui em BH.

Anônimo disse...

Você sou eu rs, passo exatamente pelas mesmas coisas, sonho em me mudar.

Anônimo disse...

"Alguém aqui mora em São Caetano do Sul?Queria saber se lá o trânsito é melhor que em São Paulo..."

SC tá uma bosta. Desde que o Tortorello morreu, isso aqui virou mais uma bagunça. O antigo prefeito recebeu uma graninha para deixar construir prédios a torto e a direito, e o trânsito, que era de cidade tranquila, virou trânsito de animais estilo SP.

Anônimo disse...

O que é melhor, aguentar um cheiro por alguns minutos e poder se deslocar muito melhor do que aqui, ou o metrô linha verde com carinha de descolado da Paulista mas que entope e só tem poucos km?

Síndrome de vira-lata é o caralho.

Anônimo disse...

Acho engraçado que o povo que se acha superior, mais inteligente, culto, chic, blablabla e que adora a Europa e os Estados Unidos adora copiar o que não presta, tipo consumismo exagerado e racismo, mas exigir meios de transporte público decentes e acessiveis a todos, bem como saúde e educação digna, ninguém quer. Ridículo isto. Uma coisa que eu não entendo também é saber que os recursos naturais estão acabando e gostaria de pedir aos leitores inteligentes e mais informados que eu sobre o assunto que fizessem um guest posto sobre isto para nós, e todo mundo querer ter quatro carros e 4 filhos! gente, a água e comida estão acabando! não é o bolsa Louis Vuitton nem a Pajero 4 x 4 , é a água, meu caro amigo!
Eu acho que ninguém luta pela saúde pública e educação pública de qualidade porque é status, ter dinheiro para conseguir ser maltratado em plano de saúde e enganado por escola particular.
Carol H

Anônimo disse...

Para mim esse fenômeno de celibato e castidade nas religiões é algo que não consigo entender.

Se o homem inventa religiões, e gosta tanto de sexo, porque não inventou uma religião liberal, ao invés desse culto todo à castidade?

Ou a intenção é "travar" o prazer só do povo e fazer tudo nas sombras?

Anônimo disse...

Patrick, seu lindo ( com todo respeito)
Qualquer mudança cai no pensamento do alcóolatra, como eu ouvi dizer: bebo porque tá frio, bebo porque tá quente, bebo porque to feliz, bebo porque to triste.
Gente, se nós colocarmos o cérebro pra funcionar, achamos soluções para os pequenos incômodos como vc fez.
Eu por exemplo, não sou muito fã de bicicleta, mas se tiver que encarar eu encaro. Mas ´so ando de ônibus e caminho muito, pois não gosto de carros. Todo mundo me acha louca, porque ganho razoavelmente bem, sou concursada e como assim eu não tenho carro? porque esta excentricidade?
primeiro, não gosto de dirigir, queria ter um carro com motorista, igual madame de novela das 8, hahaha
segunda, polui,consome uma parcela de sua renda enorme e traz pouquíssimos benefícios comparados ao stress e a aporrinhação do trânsito, mas eu sou uma alienígina, comm planos de dominação mundial. hahah
Carol H

Anônimo disse...

Patrick,
concordo plenamente com o lance do suor também.
é muito preconceito, e por causa dele haja ar condicionado congelante nas repartições públicas e desperdício de energia elétrica também, porque funcionário p´bulico não pode emitir uma gota de suor.
Preferivel uma sinusite, otite por semana.
Suor é coisa de pobre, afinal.
Carol H

Anônimo disse...

Flávio Moreira,

O pior que se descobrem que é uma parceria entre o banco e a Prefeitura, vão dizer que há mutreta.
Não que isto seja impossível, mas sempre vai ter que dizer que o PT é culpado por todas as mazelas do universo.
eu não entendo, o pessoal que vota no Maluf, porque diz que ele rouba, mas faz ser obcecado pelo PT desta forma, sendo que se fosse pra ser ético não pode votar nem no pt nem no maluf.
na realidade, tem raiva que apesar de todos os pesares ( o pt não é perfeito e eu não apoio a roubalheira de ninguém ou de nenhum partido), o pt conseguiu realizar objetivos que os coxinhas ñunca conseguiram: tipo redução de miséria, mais universidades, economia melhor etc.
Carol H

Anônimo disse...

É preciso ter coragem para inovar, isso o Haddad provou que tem, mas SP não o quer mais.

Anônimo disse...

Fê Aruh,

é isso aí! gente é menos importante que carro! e da-lhe a psicopatia do volante.
tem mororista de carro que chega a acelerar quando vê faixa de pedestre.
Carol H

Anônimo disse...

Sou pedestre, não tenho carro e nem bicicleta. Uso apenas o transporte público e meus pés para locomoção. Moro na região central de São Paulo, centro velho, e com ou sem ciclovia vejo a mesmíssima situação: ciclistas que não respeitam sinalização, que descem aquela avenida São João à toda velocidade (semana passada uma senhora e uma criança quase foram atropeladas na parte da manhã sendo que estavam atravessando no VERDE para pedestres, houve um princípio de confusão e os ciclistas e seus amigos fugiram), enfim. Com ou sem bicicleta, brasileiro é um bicho criado pra ser folgado desde pequeno, pra não respeitar regras, pra não cooperar em nada e só levar vantagem. E aí pergunto, que bom que os ciclistas querem direitos, mas como eles poderiam ser fiscalizados e até multados quando cometem eles próprios irregularidades que podem em última análise até custar a vida de uma pessoa? Quer ter direito, tenha dever também. Ah, mas isso ninguém quer..............

Anônimo disse...

Compare os solos das cidades, entenda sobre geologia. Dai vc vem aqui me contar pq o metro demora a sair

Anônimo disse...

Caracas Raven... nao duvido nadinha que seja o mesmo (mundo pequeno da p****). Esse cara e caminhoneiro e tambem gosta de "assustar" motoristas de carros pequenos quando esta no caminhao.

Na boa, os testes psicologicos para tirar a carteira de motorista deveriam ser mais restritos... essa gente nao tira licenca para dirigir, tira porte de arma!!!!

Jane Doe

Google disse...

"pagar salários incomparavelmente menores e ainda ganhar isenções fiscais, como o Brasil"

Você quis dizer: China

Flavio Moreira disse...

Ok, como você parece querer trazer o debate para os aspectos técnicos, porque não nos explica essa questão dos solos e justifica porque isso seria impedimento para a implantação do metrô de forma mais abrangente e mais rápida? Mesmo que as diferenças geológicas sejam assim tão grandes, a tecnologia atual não possibilita a construção de linhas subterrâneas?
De fato, não sei se o solo de Londres é feito de manteiga e o nosso de adamantium, mas eles conseguiam fazer isso no século XIX e nós em pleno século XXI ainda não temos capacidade?
É só uma questão geológica mesmo?

Flavio Moreira disse...

Um texto bacana que defende as ciclovias e aponta os preconceitos de quem é contra: http://www.linhadireta.org.br/noticia/p/?acao=vernoticia&id=42439

Anônimo disse...

"Compare os solos das cidades, entenda sobre geologia. Dai vc vem aqui me contar pq o metro demora a sair"

Sem contar os processos de desapropriação que se arrastam séculos no judiciário. O buraco, de fato, é muito mais embaixo.

Anônimo disse...

"De fato, não sei se o solo de Londres é feito de manteiga e o nosso de adamantium, mas eles conseguiam fazer isso no século XIX e nós em pleno século XXI ainda não temos capacidade?
É só uma questão geológica mesmo?"

Não kiridu, é de ocupação de solo urbano mesmo.

Patrícia Vaz disse...

Eu já cogitei várias vezes comprar uma bicicleta, mas aqui em Curitiba é bem complicado já que existe realmente essa campanha "atropele um ciclista hoje"....

Beatriz Medeiros Noleto disse...

Eu não sei em SP, mas pela minha experiência do Rio eu dou um pouco de razão às críticas. Ciclovia mal feita é igual a nenhuma ciclovia. Aqui só as das praias e lagoa servem, isoladamente.
Ainda assim, não é seguro andar de bicicleta à noite, e em lugares como a Vista Chinesa é perigoso a qualquer hora.
As cilovias não têm comunicação, você tem de atravessar no meio dos carros (sem sinalização) e andar um tempão no meio do trânsito normal até chegar em outra ciclovia. Seguro para caramba. Sem falar em quanto faz bem para a saúde respirar a fumaça dos carros com os alvéolos bem abertos por conta do exercício físico.
Eu sei que é meio o dilema do ovo e da galinha, é poluído, perigoso e desconectado do transporte público porque as pessoas não andam de bicicleta ou as pessoas não andam de bicicleta porque é poluído, perigoso e desconectado do transporte público?
Acho que não dá para aplaudir toda e qualquer iniciativa de criar ciclovias (ou faixas, que são desrespeitadas pelos motoristas), nem generalizar toda crítica como pró-carro.

Beatriz Medeiros Noleto disse...

Correção. Na Lagoa, a via é de uso misto entre ciclistas e pedestres.
E você não vai ser considerado um profissional sério se você estiver suado. Só de andar na rua ao meio-dia no verão já é problema.

Beatriz Medeiros Noleto disse...

donadio

Infelizmente, acho que nenhum desses idiotas lêem a Lola.

Raven Deschain disse...

Ih Beatriz. Leem sim. Mas não aprendem porríssima nenhuma.

Raven Deschain disse...

Oras, como eu sei que ela é gp???? Eu perguntei. Sou muito sociável e ela era muito bonita. Inclusive falou que vai votar na Dilma... Haha

Olha caixinhas de leite integral são quase todas vermelhas. Seria subliminar?

Anônimo disse...

Gente mas o que aconteceu com Curitiba?Sempre ouvi falar que aí era uma cidade ímpar no Brasil, onde havia segurança, transporte público de qualidade e o trânsito era bem mais seguro!

Patrícia Vaz disse...

Olha, eu acho Curitiba uma cidade boa, mas não ótima, o transporte público realmente é muito melhor do que em outras cidades mas tem que melhorar muiiiiiiito ainda, e o transito é infernal, porque os motoristas em sua grande maioria são mal educados e agressivos o tempo todo.

Washington Assis disse...

Legal o texto. Fiz um curta documentário sobre bicicleta em São Paulo. Será exibido no Canal Futura em abril de 2015. O nome é Ciclo Urbano.