terça-feira, 16 de setembro de 2014

"PAREM VOCÊS BRANCOS DE AGIR COMO SE SOUBESSEM O QUE É SER NEGRO"

Milena, o gatinho Salem, e Ana (Yoshi), autora deste post

Hoje estreia Sexo e as Negas, minissérie que vamos boicotar. Para marcar minha posição no protesto, publico o lindo desabafo de Ana Thaís, de 20 anos, estudante de design gráfico, bolsista, bissexual, e que também tem um blog.  

Sou negra. Não morena, nem moreninha. Não sou mulata, e não lhe dou liberdade de me chamar de nega. Não sem antes me conhecer e saber minha realidade. Começo esse desabafo assim, desaforada, porque estou farta de ser taxada de tudo que é coisa por ser negra, por ser mulher. 
Acho um absurdo ver esse bando de branco se dizendo representante de nós, negros. Como você representa algo que não faz parte da tua realidade? Que você apoie, simpatize, lute ao lado, mas não se coloque a frente, não fale por nós. 
Temos voz, sabemos falar por nós e acredite, só nós podemos responder por nós. Só quem sofre o racismo velado na pele diariamente é quem pode reclamar das mazelas que é ser negro num país de maioria negra, mas que age como branco, porque assim nos foi imposto. É tão triste saber que se declarar negro é motivo de discriminação, de chacota, de redução. 
Vocês brancos têm o péssimo costume de se meter em tudo, querer validar tudo, dizer amém ao que acham que lhes convém, ao que acham que é da sua alçada também, mas tenho uma coisa a lhes dizer: não é. Eu não preciso do teu amém para dizer que sou negra, que me assumo com meu cabelo crespo, com meus traços negros, com minha realidade negra. Não é você quem valida isso, sou eu. 
Sou eu quem acorda todos os dias e aprende a se orgulhar da cor e da origem um pouco mais. Quando eu digo que não vou alisar meu cabelo porque você acha bonito, eu estou dizendo que não vou alisar porque amo meu cabelo natural. Quando eu digo que meu corpo é meu, que a minha vida sexual pertence à mim e que eu não levo uma vida promíscua só porque você quer, eu estou dizendo pra você parar de agir como se todo negro tivesse pênis grande e toda negra desse pra todo cara que a quisesse. 
E quanto a esse povinho metido a escritor negro, se comparando a mais negros... É, estou falando do tal do Miguel Falabella. Querido, você não é o Spike Lee. E você pode até escrever sobre a sua realidade, mas sinto informar que sua realidade é misógina, racista. Você é bem famoso por criar bordões que diminuem. “Eu tenho horror a pobre”, já dizia teu personagem, o Caco Antibes. 
Tua série me causa asco e a tua defesa me causa tanto nojo que eu até ri, tamanha ‘ridicularidade’ do que estava escrito. Você tanto diz defender as negras e a forma como elas vivem, diz tanto não vulgarizá-las que simplesmente começou teu texto objetificando a moça que você disse ter contribuído para o título da tua série. 
Eu não sou representada por sexo e badalação. Me coloque como alguém que batalha, me descreva como uma rebelada que se mostrou dedicada aos estudos e não ao que todos dizem que serei. Eu sou pobre, e muitos negros também, mas as camareiras, as professoras, as domésticas, as ambulantes, as putas, são muito mais dignas que as descritas em séries feitas de brancos para brancos. 
Cláudia Durans, candidata a vice-
presidente pelo PSTU, e autora
deste ótimo artigo
Eu li no Blogueiras Negras na semana passada o que levarei para toda a minha vida: só um negro pode escrever sobre o que é ser negro, sobre a vida negra... Então parem vocês brancos de agir como se soubessem o que é ser negro. Vocês não têm a mínima ideia da delícia e da dor de ser o que somos, quem somos, como somos. Escrevam sobre vocês, a realidade de vocês. Dizer que escreve sobre um negro pra por dois negros atuando num elenco de 30 atores brancos, e dizer que assim está dando oportunidade ao negro... Sinto dizer, mas nem mesmo os pombos gostam de comer migalhas por toda a vida. 
P.S.: A Ana (Yoshi) escreveu uma resposta no seu blog a vários comentários equivocados deixados no post.

119 comentários:

Raven Deschain disse...

Perfeito.

Anônimo disse...

Agora vai vir um monte de comentarista dizerndo " sim sim, é verdade...."

O negocio nem começou e já ta todo mundo metendo o pau. Depois acham ruim quando julgam a marcha das vadias. Aí falam " mas tem que conhecer as razões do movimento, blabla".

Como assim empregadas são mais dignas que retradas nas séries? Mas dignas que quem? Se a série nem começou?

E o Falabela falou sim que a negra era linda, agora todo cumprimento é objetificar? Se uma das reclamações mais comuns é que a beleza é sempre loira de olhos verdes? Na hora que fala que uma negra é linda, pronto, é objetificação.

Tem hora que é tão dificl acompanhar a logica, que desisti.





Anônimo disse...

Sou mulher, branca, heterossexual e apoio as causas negra e LGTB. Tenho total consciência de que não sei o que é passar pelo que os negros ou homossexuais, trans passam. Gente, eu sou arrogante, mas isto é demais né? dizer que sabe mais do que a pessoa que foi barrada na porta do prédio por causa da sua cor ou perdeu oportunidade de trabalho por seu jeito de "menina" é o fim.
Sei o que é ser mulher, sofri abusos sexuais, assédio, fui humilhada, diminuída e maltratada por isto, logo posso dizer uma coisa ou outra sobre isto.
Carol H

Bruna disse...

Onde tá aquele gif de aplaudir de pé quando a gente precisa dele?

Mandou muito bem, garota. Eu acho que assim como homens podem ter empatia pela causa feminista, assim como cis podem lutar pelas pessoas trans, que brancos também podem lutar por um mundo em que os negros não sejam discriminados, estereotipados, sacaneados diariamente.

Mas quando não se vive o problema, com o perdão do trocadilho, na pele, a gente tem que sentar um pouquinho e ouvir quem realmente entende do que está falando. Apoiar sim, lutar sim, mas usurpar a luta alheia pra aparecer, nunca!

Anônimo disse...

Lindo texto.

Anônimo disse...

Desculpe, mas só negros podem escrever para negros? Sobre a realidade sofrida dos negros? Não posso eu, branco e morador da períferia, que ando de ônibus e venho conversando com domésticas, manobristas e porteiros, que sou chamado as vezes para defender alguem que foi preso, que escuta balas ao longe escrever sobre isso?Porque sou branco?Minha querida, estude um pouco de história e literatura, pergunte a Lola sobre os escritores brancos que se insurgiram contra o modelo escravocrata, ouça raps feito por brancos que descrevem exatamente a realidade dos bairros pobres de todo o mundo, não estão validando, estão narrando o que vêem.Outra coisa, custa ver a série antes de opinar?
Rafael

Gle disse...

Lendo este texto, lembrei de uma professora da Faculdade, Tânia Maria da Silva, negra, escritora, professora e revestida por uma alegria contagiante! Tive uma disciplina de poucos créditos com ela, mas foi uma das professoras que me marcou na faculdade de um jeito tão positivo, que nem sei como explicar. Tenho certeza que se até naquela época existia algum preconceito de minha parte, passou a não mais existir.

Existe um outro negro que conheço (americano) que é Gerente de Relações Internacionais em uma multinacional que trabalhei (de origem Sueca). Ele falava (há 4 anos atrás) pelo menos 5 idiomas. Peeensa num cara gente boa!

Enfim, temos que aprender a deixar de lado essa coisa de que negro é pobre, etc. São pessoas dignas como qualquer outra. Seja professor(a), gerente, analista, técnico, estagiário, auxiliar, não importa! Eles têm a mesma oportunidade que nós (pelo menos deveriam ter, né!)

Muito lindo o texto dessa moça! Ela falou o que nós brancos realmente não sentimos na pele. É fácil falar de algo quando não se trata de nós, do nosso dia-a-dia. Essa merda de série já encheu o saco sem nem ter começado. O Falabella que vá cuidar "das brancas dele"!

Anônimo disse...

Blablabla pare de falar em nome de TODOS os negros para TODOS os brancos. Toda generalização eh burra e todo estereotipo, fútil

Humberto Fois-Braga disse...

Não sei não! Por que um branco não pode escrever sobre um negro, e vice-versa? Um hétero sobre um gay, e vice-versa? Uma mulher sobre um homem, e vice-versa? Afinal, o poeta é um fingidor...basta saber se ele finge tão completamente! Não gosto destas percepções de guetos literários e de representações. Se fosse assim, nunca poderia existir livros e filmes de ET, sobre antigos impérios, sobre animais etc...enfim, nunca poderíamos criar vozes narrativas múltiplas, e estaríamos condicionados/presos a narrar somente a partir do que sou "contigencialmente". Agora, veja bem: defendo a polifonia e polissemia, defendo que vc possa escrever sobre TUDO e TODOS, desde que seja uma representação honesta, sincera - não estou defendendo este programa da Rede Globo ou qualquer outro, não é isto, porque eu acho que a questão principal não é QUEM escreve, mas COMO escreve (embora entenda que exista no panorama da indústria cultural menos autores de minoria do que negros, gays, mulheres etc.). Creio que quanto mais gente escrever de maneira digna sobre as minorias, mais se constrói uma sensibilidade democrática.

Humberto Fois-Braga disse...

Correção do meu texto acima: "embora entenda que exista no panorama da indústria cultural um maior número de autores representantes da maioria simbólica do que de minorias, tais como negros, gays, mulheres etc."

Humberto Fois-Braga disse...

Agora, embora descorde de algumas premissas do post, queria parabenizar a autora (Ana Thaís) - texto lindo, poético! Adorei lê-lo.

Anônimo disse...

Só preto pode escrever sobre preto?

Só branco pode escrever sobre branco?

Quanta histeria pra uma série que nem mesmo estreou ainda.

Anônimo disse...

Esse post me lembrou esse aqui, Lola: http://escrevalolaescreva.blogspot.cz/2013/07/a-expulsao-de-um-negro-de-uma-marcha.html

Desculpe a sinceridade mas me doeu, como pessoa negra, ver você e várias meninas branca se sentindo no direito de decidir o que é ou não racismo.

Você não sabe. Nunca vai saber. Nunca vai poder decidir se aquilo que uma pessoa negra afirma ser racismo é ou não.

Para você entender melhor, esse tipo de coisa vindo de gente branca é como quando um homem quer te convencer de que aquele assédio asqueroso que você sofreu foi um elogio.

Como alguém colocou nos comentários do post que citei acima, muito "brancoexplicanismo". Muito e muito doloroso. Os comentários daquele post são um festival de triggers que você nunca vai entender.

Carol disse...

Entendo a autora e concordo em vários pontos.
Só não entendo esse "não fala de negro se você não é negro", "não fale de mulher se não é mulher". Se é pra somar, por quê não?
Também entendo que nesse caso não foi pra somar.
Não sou negra, mas sou gorda. Posso não saber o que é ser negro, mas sei o que é preconceito. Tenho empatia.

Eduardo Braga disse...

Que texto exagerado! Haverá vários atores negros no seriado e não só as quatro protagonistas! Batalhem para haver mais autores e roteiristas negros mas não critiquem quem quer dá oportunidades a atores negros de trabalhar só porque é branco!!! Então o Spiker Lee não poderia desenvolver e não teria competência para criar um personagem não negro??? Criar personagens femininas bem resolvidas com sua vida sexual não deveria diminuir mulher nenhuma, muito menos negras! Quem costuma achar isto é gente ultra-religiosa dogmática que coloca sexo como pecado e algo errado! Trocar as atrizes por atores homens negros "pegadores" resolveria a questão do sexo no seriado??? Ou transformá-las em personagens desinteressadas por sexo só envolvidas no trabalho e cuidado com a família!!! Outro argumento equivocado do texto é querer provar que Miguel Falabella é pré-conceituoso porque criou um personagem caricato no antigo seriado "sai de baixo"! Pois o personagem era justamente para debochar dos homens brancos, ricos privilegiados e pré-conceituosos! O humor inteligente não seria o que debocha do opressor??? Não use o argumento do personagem "Caco Antibes" para chamar o Miguel de racista, este exemplo é esquizofrênico!!!

Cão do Mato disse...

NÓS é que achamos que todo negro tem pênis grande??? São vocês que insistem em dizer isso o tempo todo! O próprio homem negro (e muitas mulheres negras) é que insistem em reduzir os caras negros a um simples falo...

Anônimo disse...

Abre os comentários Lola, você tem que pagar alguém para tomar conta do Blog, conseguir uma publicidade, até blog pornô tem publicidade.

Anônimo disse...

Olha... Nada contra suas palavras, mas a impressão que tive ao ler que você esta num país que massacra negros. Nunca esqueço uma vez um vez um escritor negro (foi numa revista Veja) que comentou que criou isso de racismo foi o próprio negro. A maioria dos brancos não ligam isso de cor o que vale é o caráter da pessoa. Só porque uns poucos falam merda acha que opinião é todos. Para aí. freia um pouco suas palavras, pois ofende. Falar assim no modo geral tem alguma definição? Não critique... Traga soluções. monte um Blog com soluções do que deve ser feito.

Ana Torres disse...

Eu sou branca e ainda custa pra cair minha ficha do racismo presente em campanhas como "somos todos macacos" e em séries como "sexo e as negas". Por isso amo textos esclarecedores sobre esses assuntos. Tenho irmão e pai negros, além de outros parentes, mas, incrivelmente, nasci feito leite. E sei que nunca vou saber o que é ser negro. Acho muito importante botarem a boca no mundo como nesse texto e no da candidata a vice-presidência. Continuem! =)

Luiza somente Luiza disse...

Essas "criaturas" mal sabem interpretar um texto, ter empatia por um desabafo, nem sei se sabem ler e escrever direito, e ainda querem escrever sobre algo (preconceitos de gênero e raça) que passa longe de suas vidas.

Muitos comentários são a "extensão e comprovação" do texto, de que não é a mesma coisa um branco escrever por um negro.

É "generalizar", "frescura", "também sou chamado de branco azedo", "somos todos negros", "sou branco mas moro na periferia e ando de ônibus" etc.., justamente porque nunca sofreram racismo desde a infância (seja direto ou "velado")

Essas pessoas que querem escrever sobre os negros, e que relevam o que eles chamam de "casos leves", "bobeira", "exagero", nunca assistiram TV com seus amiguinhos vendo que todos os heróis são branquinhos, nunca passaram pela situação de ouvir um amiguinho dizendo: você é o negão, porque só tem o negão para você escolher, mesmo que ele não seja o personagem que você quer, nunca brincaram com suas amigas com barbies brancas, enquanto elas se sentiam princesas, e as personagens que parecem com você são escravas e empregadas nos filmes e novelas.

O mesmo vale sim para homens querendo protagonizar no feminismo.

Não é que não possam escrever (nada é tão radical), mas que não tem propriedade para escrever como quem sofre esses preconceitos de gênero e cor.

Aline XD disse...

Acredito que qualquer um possa escrever sobre qualquer assunto.
Mas o espaço dado aos negros e negras na mídia como protagonistas, como pessoas e não caricaturas é tão pequeno, e os autores negros e autoras negras tem pouca ou nenhuma visibilidade.
Então acho errado sim esse pouco espaço ser dado a um autor branco, uma narradora branca, e principalmente porque trata as negras de uma perspectiva que geralmente é usada para animalizar e objetificar a cultura negra.
Sou descendente, mas não sou negra, se os coletivos de negras e negras dizem que é racismo, é a voz deles que vou ouvir.

Luiza somente Luiza disse...

E tudo que foi dito no texto, o Cão do Mato só se atentou na questão do tamanho dos pênis dos negros.

Dá para ver com que cabeça certos "homens" pensam.

Anônimo disse...

OFF TOPIC

Vcs viram o video que o drauzio varella lançou hoje sobre homossexualidade? AMEI https://br.mulher.yahoo.com/blogs/preliminares/drauzio-varella-surpreende-ao-falar-sobre-152040562.html

Anônimo disse...

Se só um negro pode saber e escrever sobre oq é ser negro.. o mesmo não vale para o branco? Não quero ofender ninguém, acho que todos têm de lutar pelos seus direitos... é só que em algumas opiniões o preconceito se justifica com preconceito, generalizando as pessoas para criar o estereótipo do opositor.

Anônimo disse...

Sou mulher , negra, trabalho na construção civil (sim, sou pedreira) e embora concorde com vários pontos achei o tom da autora bem exagerado. Só negros podem escrever sobre negros? Então só gays podem escrever sobre gays? Sério? Desde que sejam retratados de forma correta, sem preconceitos, porque um branco não pode escrever sobre negros? "Ah, mas não é a realidade do Falabella" E daí? A série pode se corrigir SE for ruim, e passar a apresentar uma melhor caracterização (gente, nem estreiou ainda) . As mulheres protagonistas tem empregos " baixos", mas não acho que esse seja o problema, afinal, nenhuma negra tem emprego " baixo", não é mesmo? Até agora só sabemos do nome da série (que ok, é ruim) e a profissão das protagonistas, sequer sabemos quais outros personagens existirão e como serão representados. Entendo a visão da autora, mas acho que é pra beeem menos por enquanto

Jéssica disse...

Esse povo do "não pode mais escrever sobre negros?!" só pode estar de brincadeira...

Não sou negra, sou branca, então vou dar um exemplo que conheço, ser mulher. É claro que mais personagens mulheres são importantes (se bem escritos!), é questão de representatividade. Mas é bem diferente um homem adicionar mais mulheres com papéis importantes em filmes de ação, políticos ou de ficção científica, e um homem decidir criar um filme ou livro chamado "A Vida das Mulheres", onde narra como é viver como uma mulher nesse mundo, e o que as mulheres passam, ele não tem conhecimento para isso. Quantas vezes você já viu personagens femininos escritos por homens reagindo a estupro, abusos ou assédio de maneira totalmente fora da realidade? Mas a maioria dos homens não é nem mesmo capaz de reconhecer que não sabem o dano que o machismo causa na vida das mulheres, e muito menos acham que precisam aprender sobre isso, a maioria não veria problema em escrever um livro neste tema.

Acredito que o paralelo com a questão dos negros sendo escritos por brancos seja bastante semelhante.

(e essa história me lembra que esses dias li os posts de duas indianas e hindus, que estavam chocadas pois DIRETO recebiam comentários ou ofensas de pessoas brancas falando que elas não estavam representando a cultura delas da maneira correta! (mas eles, brancos usando roupas hindus indianas, estavam 100% corretos!))

André disse...

Anônimo 13:39,

Esse é um país livre, você pode ler a Veja se quiser. Mas evite tentar explicar a realidade para terceiros usando a Veja como fonte, é constrangedor.

Aline J disse...

Concordo plenamente que os brancos não sabem e nem nunca vão saber o que é sofrer racismo e nem podem falar pelos negros, o que acham ou não ser racismo. E também concordo que um branco não deve tomar as rédeas do movimento negro (Que sentido faria?), mas ajudar como pode, no entanto, achei um tanto exagerado na parte do "branco não pode escrever sobre negro".

Tipo... Como assim um "branco não pode escrever sobre um negro?" A mesma regra vale para "mulher não pode escrever sobre homem" ou vice versa? Um escritor hétero não pode ter um personagem gay em um livro, por exemplo? Claro, estou falando aqui de escrever sobre essas pessoas com características boas, como um gay que não serve só pra ser engraçado, uma mulher que não quer macho e um negro livre de estereótipos, não a cagada que o Miguel Fallabela fez.

Só minha opinião.

Anônimo disse...

"Outro argumento equivocado do texto é querer provar que Miguel Falabella é pré-conceituoso porque criou um personagem caricato no antigo seriado "sai de baixo"! Pois o personagem era justamente para debochar dos homens brancos, ricos privilegiados e pré-conceituosos! O humor inteligente não seria o que debocha do opressor??? Não use o argumento do personagem "Caco Antibes" para chamar o Miguel de racista, este exemplo é esquizofrênico!!!"

Sou negra e concordo totalmente com essas afirmações. Sempre vi o Caco como crítica. Demonizar o Falabela por conta desse personagem é como, na rua, querer bater na no ator que faz o vilão da novela.

Anônimo disse...

Lola, você não tem nenhum(a) estagiárix (escravx) para moderar e liberar os comentários?

Anônimo disse...

Até quem é branco no Brasil é preto também. Nos EUA, se você tem um bisavô negro, marca lá: "afrodescendente", mesmo que sua pele seja clara. Só que parece que estão querendo dicotomizar aqui também, criando essa guerra negros x brancos, essa polarização. Gente, vamos esperar a série estrear primeiro pra depois cair matando? Não seriam as mulheres e os negros os primeiros que deveriam se posicionar CONTRA PREJULGAR AS PESSOAS?

Anônimo disse...

acho que esse foi um dos textos mais mal/pessimamente interpretados dos últimos meses.

ou os comentaristas estão mal informados ou mal intencionados.

LeiDe Mamariquinha disse...

"Você não sabe. Nunca vai saber. Nunca vai poder decidir se aquilo que uma pessoa negra afirma ser racismo é ou não."

Por isso acho que marcha das vadias é elitizado mesmo eu sendo loira branca eu noto isso.Muitas feministas que preferem a frente coisas americanizadas, brancas voluveis que mais se encontra nessa marcha,classe media.Prefiro MMM tem mais cara da gente trabalhadora,pe no chao,do Brasil,das periferias.

Quando se tem negros que estejam pertubando a ordem,um outro negro reconhecera.
Muitas vezes sao gente com transtornos psiquiatricos.Negros nao tem mesmo as mesmas oportunidades .O país é sim racista.Sorry.

Anônimo disse...

off, apenas compartilhando com vocês um comentário genial que vi por aí rsrs:

"Deus fez o homem e a mulher. Ok!
Agora se ele quisesse que apenas homem e mulher vivessem juntos, os dois nasciam COLADOS.
Se nasceram separados é porque ele quer que cada um faça sua escolha(viver sozinho, com uma mulher ou com um homem)."

Anônimo disse...

Pq brancos não podem escrever sobre negros, pra que brancos escreverem sobre negros?

Anônimo disse...

Miguel falabella aquele que já fez uma peça ridicularizando estupro.

Anônimo disse...

Essa história toda é uma palhaçada,o povo supostamente luta contra preconceito mas estão julgando a série sem ver e pelo comercial parece que são mulheres negras independentes,que transam com quem querem,se for isso mesmo,qual é o problema?

Só negros podem falar de negros? Sério? Vamos acabar com todos os filmes,séries,porque grande parte das histórias,senão todas,não foram vividas pelos autores.

E com isso tudo ,dá para ver que tem gente que acha que a palavra de alguém de uma minoria é lei e que uma pessoa só fala por todos,se ela diz que é racismo,então é.
Como fica os negros que também acham isso uma palhaçada,acham que a série vai ser legal,não se ofendem de serem chamados de nega/nego? A palavra deles não vale nada?

Danilo "aeghavitabkoik" disse...

Resposta: O racismo têm que ser analisado sobre uma ótica ampla. Na verdade, o Brasil nunca foi racista. O racismo seria uma privação dos direitos civis dos negros e isto nunca existiu no Brasil. Uma coisa é você não gostar de negros, outra coisa é você além de não gostar, também privar o direito civil do negro.

Ora, Martin Luther King lutou pelo o que? Ele lutou pela negação da privação dos direitos civis dos negros americanos. Os negros não podiam entrar em estabelecimentos, igrejas, bares, shoppings etc. Isto é o racismo puro atuando e não mero preconceito. O racismo é além de preconceito.

Chamar negro de macaco? Isso é puro clichê social. Porque macaco até macaco branco existe, ou por acaso o Macaco Uacari é pintado de branco?





Júlia disse...

Pois é. Sinceramente!

Anônimo disse...

Falabela disse que viu uma negra curvilínea e quis fazer esse program quanto deboche

Anônimo disse...

Ele foi preconceituoso sim, nada a ver fazer essa série se incomodou a mim que sou branca imagina as negras, a globo bota negra rebolando na tv, objetificando, ela só vai mais uma vez fazer isso, com o aval do homem branco.
Afinal pra eles tá tude bem não é com eles que fazem piadas e preconceito então tudo é frescura

dani disse...

Deveria ter crminalização não só do racismo , como da misoginia e homofobia.

D Stoffel disse...

E o Falabela falou sim que a negra era linda, agora todo cumprimento é objetificar?

Falou que era linda por que era corpulenta segundo ele mesmo, se isso não é objetificar...

Anônimo disse...

Claro que o Brasil é racista não somente isso é bastante preconceituoso em tudo só se aturam mesmo porque os negros vieram cair aqui e por racismo ser criminalizado, pq senão ia ser uma argentina ou portugal.

Anônimo disse...

A negra neste país e todas as mulheres servem de enfeite, senão for do jeito que o homem deseja é descartável!! tanto que é uma polêmica a não depilação da mulher, pois a mulher ficara "feia" (parecida com homem como se mulher não tivesse pêlos), e sendo que os homens daqui não são os mais higiênicos. Os homens daqui são os que menos podem exigir estão totalmente atrasados.

Anônimo disse...

Penso que existe uma grande diferença entre: "só um negro pode escrever sobre o que é ser negro" e "só um negro pode escrever sobre negro". Sobre negros, qualquer um pode e deve escrever. Sobre como é ser negro. Desculpa. Não tem como. Só sendo negro.
Eu vivo defendendo minhas amigas gordas quando elas sofrem preconceitos. Posso imaginar como elas se sentem, mas como elas realmente se sentem... só elas sabem. Acho que é por ai.

D Stoffel disse...

Ainda não engoli esse papinho da libertação feminina, queria acreditar mas parece mais objetificação e a maioria das negras não gostaram, se eu fosse negra também não iria gostar sinceramente.

E não gosto das obras dele no fundo eu acho que ele é o próprio caco antibes.

LeiDe Mamariquinha disse...

"Pq brancos não podem escrever sobre negros, pra que brancos escreverem sobre negros?"


pq com brancos é quase uma obrigaçao estereotipar os negros e coloca-los como seres a sombra do branco tambem.É isso.
Eles nao vivenciam o que o negro passa.

Graças que hoje em dia temos programs pra auxilia-los a escrever suas historias como o da biblioteca nacional que acho q auxilia por ex.

Quando os negros falarem, os brancos falam.

LeiDe Mamariquinha disse...

"Ainda não engoli esse papinho da libertação feminina, queria acreditar mas parece mais objetificação e a maioria das negras não gostaram, se eu fosse negra também não iria gostar sinceramente."


Quando é um homem branco que inicia isso...sinceramente, nao dá.Qualquer objetificaçao.

Anônimo disse...

Que tal uma opinião contrastante sobre o assunto?
http://caras.uol.com.br/tv/protagonista-de-sexo-e-nega-karin-hills-fala-sobre-polemica-achei-maravilhosa

Seguindo a lógica do post, a atriz que é negra entende muito bem o que é racismo e já sofreu com isso. Portanto imagino que a opinião dela seja válida. Por outro lado, ela dificilmente atacaria a produção de que ela faz parte, sendo umas das atrizes principais. E ai? O que acham?

natalia disse...

Não adianta. Podem falar o que quiserem que eu não vou boicotar um programa sem ter assistido a um único episódio. Tem mais: sou branca, mas minha adorada avó materna, era negra e só não escrevo sobre negros porque não tenho o dom, se tivesse, escreveria. Escreveria sobre brancos, negros, azuis, amarelos, o que me desse na telha.

Jonas Klein disse...

Olá Lola e Ana Thaís, Ana eu sei que você talvez não vá leva nem em consideração o que vou dizer por eu ser homem, moreno claro, hetero, e de direita, talvez eu seja bem o tipo de pessoa que você não gosta, mas como ninguém e obrigado agosta de ninguém, desde que você me respeite como eu sou, assim como eu respeito você como é, eu já me dou por contente.

Existe uma coisa que uma verdade incontestável, que e o fato de todos nos independente de como somos lamentavelmente sofremos em maior ou menos proporção alguma descriminação ou injuria.

Em função disso que sei que sofro descriminação de alguma pessoa de cada grupo de pessoas que não e totalmente igual a mim, E isso dai e uma realidade que eu acredito que pode muda um pouco pra melhor, mas viver em um mundo totalmente sem discriminação alguma, pra mim e apenas mais uma utopia, e como toda utopia será para sempre apenas uma utopia (que eu acho lamentável nesse caso).

Eu por exemplo sofro preconceito sabe por que??? por ser Gaúcho, e Ana Thaís se você navega bastante na internet e lê bastante comentários você deve saber que (embora nem todas as pessoa ajam assim) Gaúcho por esse brasil a fora e chamado e acusado de ser tudo de ruim que você possa imagina só por ser gaúcho.

Por isso que devemos luta para no futuro ter alguma lei no brasil que criminalize a descriminação de gênero (a começa pelo machismo), homofobia, xenofobia entre outras formas de discriminação, na mesma proporção do que já e criminalizado o racismo atualmente, só dai em e que as coisas tendem a melhorar.

Um abraço

Anônimo disse...

"E não gosto das obras dele no fundo eu acho que ele é o próprio caco antibes."

Eis aqui um bom exemplo do tipo de pessoa que discute com o ator ou atriz que interpreta um personagem desagradável quando o encontra na rua.

Barbara Dalalana disse...

Lamento te dizer, a vida nao eh assim.

Se voce nao construir o dialogo com gente diferente de voce, nunca vai poder falar por voce mesma ou pelo Movimento Negro.

Isso eh apenas um adendo. E um conselho, forte.

LeiDe Mamariquinha disse...

"ela dificilmente atacaria a produção de que ela faz parte, sendo umas das atrizes principais. E ai? O que acham?"


Ela nao quer perder emprego na maior emissora do país.Ela sera contra?
So os de coragem.

Anônimo disse...

Essa mesma lógica serve para homens que acham que podem dizer o que é ou não machismo.

Anônimo disse...

"Se só um negro pode saber e escrever sobre oq é ser negro.. o mesmo não vale para o branco? "

Se vc não tiver vergonha na cara de falar sobre como é difícil ser branco no Brasil, fique à vontade.

Anônimo disse...

Mulher analisar homem, criar altas teorias e o cacete tudo bem, agora um homem falar sobre mulheres, vamos queimá-lo?

Negros podem escrever sobre brancos?

Coreanos podem escrever sobre japoneses?

Em que ponto termina o racismo e começa a psicagem?

Maria Valéria disse...

Tudo bem que ninguém pode julgar um programa que nem estreou e ninguém assistiu , ainda,

Mas , a minha indignação ja começa pelo título : achei , no minimo, de um profundo mau gosto.
Se o título ja e de mau gosto, o que esperar da serie ?...

Nao sei se somente negros podem escrever sobre negros.
Tem um livro aqui em casa ,de literatura infanti juvenil : Por uma semante de paz ( Ganymedes José ) - pois bem, uma das passagens do livro retrata uma menina negra sofrendo racismo, retrata tão bem que eu, branca, senti na pele quando li e chorei muito,
( sempre choro quando releio , me coloco no lugar da personagem )...
Entao acho que autores brancos podem, sim, escrever sobre negros e ate sensibilizar as pessoas quanto ao racismo. So que depende de como aquilo e escrito,ne...
;)

Ana disse...

Não acho que o problema seja um branco escrever sobre negros. O problema é não haver negros falando sobre negros, nem sobre brancos, nem sobre qualquer coisa. A questão é os negros não terem voz, quando são maioria na nossa população. Eles não têm voz nem visibilidade. É ridículo dizer que se "abriu oportunidades" para... quatro atrizes negras! Gente, qual é a proporção de negros na nossa população? E qual é a proporção de negros na televisão brasileira? Especificamente, na Rede Globo?

Domingos Tavares disse...

@Humberto Fois-Braga
Não sei não! Por que um branco não pode escrever sobre um negro, e vice-versa? Um hétero sobre um gay, e vice-versa? Uma mulher sobre um homem, e vice-versa?

Porque ele corre o sério risco de falar bobagens e de pregar preconceitos sobre eles.

A não ser que seja feita uma pesquisa profunda. E mesmo assim, a experiência não é feita em primeira mão, mas sim de segunda mão, onde detalhes importantes acabam se perdendo e se contaminando pela visão de mundo que aquela pessoa tem.

E tudo o que uma pessoa escreve carrega um pouco da visão de mundo dx autorx. Eu mesmo já falei muita merda sobre negros, gays e mulheres. Até porque eu sou nenhum dos três. Hoje, depois de muito escutar negros, gays e mulheres falando sobre a realidade que vivem, eu me envergonho de ter dito aquelas bobagens. E estou ciente que eu sei absolutamente nada do que é ser negro, gay ou mulher. E eu só soube que o que eu dizia era bobagem porque vi pessoas com esses perfis diferentes escrevendo e falando sobre o que é estar em sua própria pele.

Afinal, o poeta é um fingidor...basta saber se ele finge tão completamente! Não gosto destas percepções de guetos literários e de representações.

O que x poeta escreve ou declama são os próprios sentimentos. Não tem como uma pessoa escrever um bom poema sobre o que outra pessoa está sentindo. No máximo seria algum tipo de especulação sobre o sentimento alheio. Não tem como fazer uma declamação convincente se essa pessoa não passar o que sentiu ao ler aquelas estrofes.

Se fosse assim, nunca poderia existir livros e filmes de ET, sobre antigos impérios, sobre animais etc...

Não sei se você percebeu, mas esses filmes sempre são sobre o que x autorx acha sobre aquele tema e não sobre a visão do alvo do tema em si. Afinal, não temos como saber como é a vida, o que pensa(va), o que diz(ia), como é(era) a personalidade de alguém que morreu há milênios atrás, de um ET ou de um animal que não se comunica verbalmente com humanos.

Mas negros, homossexuais e mulheres podem escrever sobre as suas vidas e experiências. Hoje. São seres humanos alfabetizados e que (nos países lusófonos, pelo menos) falam português tão bem quanto qualquer branco, héterossexual ou homem falaria. Então por que não permitir que essas pessoas falem por si?

enfim, nunca poderíamos criar vozes narrativas múltiplas, e estaríamos condicionados/presos a narrar somente a partir do que sou "contigencialmente".

Se for parar pra pensar, já é assim. A diferença é que apenas um tipo de gente é homologado para ser uma espécie de porta-voz de todxs. Normalmente uma pessoa branca, heterossexual, rica e, na maioria das vezes, de gênero masculino.

E essas pessoas, como era de se esperar, narram a história de pessoas muito diferentes delas a partir desse "o que sou contigencialmente". O resultado é que frequentemente saem obras recheadas de preconceitos onde as pessoas com o perfil retratado na obra não se identificam.

Domingos Tavares disse...

@Jonas Klein
Por isso que devemos luta para no futuro ter alguma lei no brasil que criminalize a descriminação de gênero (a começa pelo machismo), homofobia, xenofobia entre outras formas de discriminação, na mesma proporção do que já e criminalizado o racismo atualmente, só dai em e que as coisas tendem a melhorar.

Como dizia o Google: Você quis dizer: discriminação? Até porque o verbo descriminar existe, mas significa exatamente o oposto do que você quis dizer.

De qualquer forma, o que você sugere é o que movimentos sociais de esquerda fazem há séculos. O movimento feminista está lutando contra o machismo desde que começou, lá no berçário da primeira onda.

E a criminalização do racismo foi uma vitória importante da luta do movimento negro - que é de esquerda (aliás, quando você tentar imaginar um movimento negro de direita, lembre-se que o tucanafro de Roraima tem uma presidente branca e loira).

Mas isso foi o suficiente? Não. O racismo continua? A todo o vapor, como você pode ler logo acima no guest post. E criminalizar o racismo impede que as pessoas sejam racistas? De jeito nenhum. E o que mais temos são exemplos de pessoas sendo racistas nesse país.

E essa obra do Fallabela não é o primeiro caso de racismo na mídia e nem será o último. Infelizmente.

Anônimo disse...

Parabéns pelo posicionamento e pela força. Ótimo texto.

Cellophanem

Jonas Klein disse...

Domingos, cara um errinho de português qualquer comete as vezes, ate porque eu só fiz um comentário eu não escrevi um artigo pro meu blog, onde ali sim eu além de toma muito cuidado pra não tropeça no português, eu uso três corretores ortográficos, para não passa nenhum erro grosseiro desapercebido.

Quanto ao assunto racismo, sei que ele continua forte ainda, mas pense bem, se não tivesse uma lei que combatesse isso com firmeza, você acha que não seria muito pior?????

Agora contra as mulheres por exemplo os caras misóginos (machistas que de héteros não tem quase nada, a maioria), dizem qualquer coisa a respeito das mulheres e as acusam de tudo e mais um pouco, e fica tudo bem pois não tem lei que puna isso, dizem que novo código penal a discriminação de gênero passara a ser crime, mas e dai quando será aprovado esse novo código????

Por ultimo eu sei que tem gente preconceituosa dentro da direita, mas um dos dogmas da direita e ser contra qualquer forma de preconceito, e isso qualquer pessoa que já tenha estudado a fundo que ser de direita atualmente sabe, tanto que dentro da direita tem negros, Gays, mulheres, prostitutas, ateus etc. pois para ser de direita ninguém precisa concorda com tudo que a direita pensa, basta apenas você concorda com a maioria das posições comuns da direita (eu acho 2 de cada 3 já esta bom) e pronto você de direita.

Eu particularmente concordo com o pensamento da direita quase que na sua totalidade, mais e nos aspectos políticos e econômicas. Já nos aspectos culturais e filosóficos, eu já sou mais moderado ficando próximo ao centro.

Boa noite



Anônimo disse...

O Spike Lee faz filmes sobre brancos. Ele sabe o que é ser branco?

Erika disse...

Nossa, essa Ana Yoshi precisa amadurecer bastante as ideias!
Um dos textos mais fracos que já li aqui, Lola.

Humberto Fois-Braga disse...

Ao Domingos Tavares:

Meu caro, obrigado pelo debate e pelo tempo em analisar os trechos do meu comentário. Mas, só quero deixar claro o que talvez a minha escrita não tenha vazado corretamente: eu sou a favor de que todos possam escrever sobre todos, desde que haja respeito; ao mesmo tempo, defendo uma maior inserção da minoria na "indústria cultural", enquanto produtoras de conteúdo. Talvez tenha discorrido muito (péssimos hábitos acadêmicos, quem sabe? rs) para dizer algo tão simples! Mas, queria pontuar algumas coisas:

1. Concordo em termos com o seu posicionamento a respeito de visão de "segunda mão", e de experiências deturpadas. Porém, me pergunto: o que seria uma "experiência de segunda mão"? Creio que qualquer experiência (mesmo as dos negros, gays - meu caso, mulheres) vêm filtradas por toda a bagagem e contexto cultural que ele traz pra cena das relações. Talvez, a questão é que não acredito em uma experiência "real" ("primeira mão") em oposição a uma de "segunda mão". Acho que estamos esbarrando numa questão epistêmica, de predisposições na construção do discurso: fenomenológica e relacional em oposição à uma emanativa da obra? Não sei, só cogitando, talvez me aproximando perigosamente da "morte do autor". Mas, enfim, creio que todo texto é alegórico, e enquanto tal a responsabilidade é também do leitor.

2. Sobre a questão de ter que sentir, na poética, pra ser convincente, bom, eu acho que é importante, mas não necessário. O que me interessaria, mais do que o posicionamento "real" do sentimento dx poeta seria o processo de recepção - aqui, me preocuparia mais uma leitura crítica e de posicionamento. Mais uma vez, vejo uma questão de predisposição - a sua tônica no autor eu jogo pro leitor apto a decodificar e a se relacionar com o texto - mas, tudo bem, tenho que admitir que nem sempre temos estes leitores formados satisfatoriamente em interpretação.

(Continua porque o Blog não deixou na mesma postagem! rs)

Humberto Fois-Braga disse...

Continuando...

3. Sobre livros de ETs, etc... foi uma ironia (rs), mas acato sua perspectiva, que me fez pensar a respeito! Achei excepcionalmente forte (e bonita) esta passagem da sua fala: "Mas negros, homossexuais e mulheres podem escrever sobre as suas vidas e experiências. Hoje. São seres humanos alfabetizados e que (nos países lusófonos, pelo menos) falam português tão bem quanto qualquer branco, héterossexual ou homem falaria. Então por que não permitir que essas pessoas falem por si?"
Só quero deixar claro que eu também acho importantíssimo que estas pessoas falem por si, que elas tenham esta permissão outorgada pela crítica e, principalmente, pela indústria cultural que atinge o grande público: foi isto que eu quis dizer no meu post - infelizmente, a minoria não tem voz, e "plagiando" Spivak, acho que o subalterno tem que poder falar. Eu defendo imensamente que a minoria tenha direito à voz, só não defendo que elas possuam exclusividade no lugar de fala, criando uma ditadura de quem pode e quem não pode se manifestar sobre determinados assuntos - repito: sou a favor que a minoria fale, e fale alto e em múltiplas vozes, mas acredito que a sensibilidade para as causas de um negro possa vir de um branco, etc (mas aí estamos voltando nos tópicos 01 e 02).

4. Sua quarta intervenção ratifica o que eu disse acima - acho que o recorte que o senhor fez do meu texto, sem levar em consideração a continuação da minha linha de raciocínio, não foi justo, pois fez parecer que estivesse argumentando contra a minoria; mas, por favor, se possível, leia novamente o que escrevi pra perceber que no contexto eu quis dizer exatamente tudo aquilo que o senhor argumentou neste momento.

Bom, fiquei surpreso e agradecido pelo tempo dedicado a me responder, analisar e argumentar a partir de meu comentário. Imensamente grato pelo debate saudável e bem articulado! Espero ter deixado claro meus argumentos, e aprecio e respeito o seu: não quero te convencer do meu (que presunção seria a minha!), mas adoro poder discutir respeitosamente - como é este o caso - múltiplas visões e entendimentos de um tema. Mas, no final, tirando alguns pontos, vejo que defendemos questões bastante parecida, principalmente no que tange à importância da multiplicação de vozes da minoria. Abraços!

Nivia disse...

Antes de tudo, você é um ser humano e o Falabella também é. Isso é maior que diferenças de gênero, cor, orientação sexual, classe social. Apenas uma vez na sua vida tente enxergar isso em você e nos outros. Você compreenderá o mundo com mais intensidade. Falabella pode escrever algo sobre mulheres negras que você discorda, mas tentar impedi-lo de falar não é o caminho. Seja menos agressiva e busque mais o diálogo.

Anônimo disse...

Ok, entendo todo o contexto desse texto, mas sabe oq me incomoda?
Ser chamada de branca quando eu não me sinto assim.
Ser posta como opositora, descreditada e desabilitara por falar de algo que não sou, mas jogada numa posição ao qual não me reconheço.
Se eu não sou ninguém para dizer se vc é morena, mulata ou parda, quem é vc pra sair me taxando de branca?!
Me reconhecer como branca seria me "colocar no meu lugar" nesse debate, mas onde fica meu orgulho mestiço?
Minha experiência de ter mãe branca, pai negro e vó índia?

Anônimo disse...

Rafael das 11:51. Se você quer mandar alguém estudar literatura, comece você estudando o canone literário brasileiro e pare pra pensar poque a história da literatura é repleta de homens brancos famosos e carentes de outras minorias. Pq mais uma vez não dar a voz a quem é a minoria em vez de mais uma vez ela ser contada pela voz de quem domina?

Anônimo disse...

Lola, me desculpe, mas acho o caso do protesto contra a série, um pouco extremista, principalmente partindo de uma candidata do PSTU. Concordo com alguns argumentos dela e da autora do post, principalmente se transpormos para a nossa identidade minoritária seja mulher, negro, gay, etc. Mas tive que retomar a um caso que me parece semelhante que é o Django livre do Tarantino. Na época vc criticou a passividade dos negros no filme, comentou sobre a opinião do Spike Lee, dizendo que o entendia, mas, não foi num tom tão enfático quanto nesse caso atual. Penso que temos que ter cuidado com alguns grupos. Como a comentarista falou acima, certos excluem indivíduos por acharem que não se encaixam. Ao pensar na representação do outro, considero que basta ter sensibilidade sobre o tema. Por exemplo, no caso da mulher, temos o Almodóvar, homem, especialista em retratar o feminino no cinema!

Anônimo disse...

Lola, viu o debate presidencial desta noite e a lambada da Luciana Genro no Aécio?
Saudades das suas coberturas políticas, como em 2010.

Melissa disse...

Lola, a Cláudia Durans é candidata a vice-
presidente pelo PSTU.

Anônimo disse...

Cláudia é vice pelo PSTU, não PSOL.....

Aline disse...

Tudo muito válido, mas pra eu recusar qualquer coisa pelo título e por chamadinhas na TV o material precisa ser muito pior que isso, sorry. Não tem como escapar de uma visão estreita das coisas, simplesmente isso.

lola aronovich disse...

Putz, eu pus PSOL? E vcs só corrigiram agora?! Obrigada pela correção, mas sejam mais rápidas da próxima vez, por favor.


Não vi o debate. Estava vendo Masterchef e escrevendo um artigo (continuo escrevendo o artigo agora). O que a Luciana falou pro Aécio? Amanhã vou falar sobre política, mas não aqui no blog. MISTÉRIO...

Anônimo disse...

(teclado sem acentos)

E ai gente boa, assistiram a serie? Suuuuuuuuuper racista ne, SO QUE NAO.

Anônimo disse...

Quando o assunto é racismo, sua audiência é uma desgraça, Lola.

Esse clima "iusbranco?" desanima profundamente.

Carol F. disse...

Isso me lembrou a entrevista que li há pouco tempo no Estadão com a escritora africana Chimamanda Ngozi no Estadão.
Ela disse: Quando fui ao Brasil (2008) amei o pais, me senti confortável. Perguntei sobre raça e fiquei assustada com quantas pessoas me disseram que não havia problemas. Todas elas eram brancas. E pessoas que pareciam negras aformavam que sim, existia um problema. É a história que o mundo conta sobre si mesmo, que existe esse maravilhoso ponto em que todo mundo é caramelo eestá tudo bem. Não está. http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,americanah-e-um-alivio-da-ficcao-contra-o-racismo,1559274

Anônimo disse...

Olha, sou branca que sempre apoiou o movimento negro e principalmente sou defensora das cotas nas universidades.
Mas sinceramente o alarde em cima desse seriado foi exagerado, ao meu ver. Aliás, não falo por maldade, é que fico confusa mesmo: quando em Avenida Brasil foi retratada uma família suburbana que enriqueceu graças ao jogador Tufão, bem como retratava um típico subúrbio carioca, choveu críticas de todos os lados falando que "como assim é um subúrbio e mal tem negros, afinal a maioria da população dos subúrbios é negra/mestiça etc". Agora botam 4 protagonistas negras moradoras da periferia (em que a maioria das pessoas é negra/mestiça, seja no Rio, em SP ou em qualquer lugar do país)numa evidente SÁTIRA ao seriado americano fútil "sex and the city" e também vemos chuvas de críticas ANTES do programa estreiar!! Gente, assim fica difícil.
Claro, Falabella cresceu no subúrbio, mas é branco quase nórdico, é evidente que por mais que construa alteridade não sabe exatamente o que é ser negro. Mas sério que isso é o motivo pra repudiar a série? Não podemos ver sobre o que se trata antes?

EM TEMPO: eu mal dei atenção pra hamada dessa série, mas com a negativa repercussão resolvi ontem assistir à estreia pra saber qualé. Não achei racista e as personagens não são estereotipadas, AO MEU VER. O que vi foi um esforço de reproduzir a luta dessas mulheres pobres e negras diante da realidade opressora. É JUSTAMENTE O CONTRÁRIO DO QUE VCS ESTÃO DIZENDO!

EM TEMPO 2: a autora do poste nunca se deu conta que Caco Antibes, famoso personagem de Falabella, é justamente uma SÁTIRA ao pensamento classe-média-sofre? Falabella mostra sempre uma sátira a um juízo de valor; quem conhece suas obras sabe. Falabella não é Manoel Carlos, este sim, reprodutor de elitismo e que jamais conseguiria escrever sobre a periferia.

Anônimo disse...

Rafael das 11:51. Se você quer mandar alguém estudar literatura, comece você estudando o canone literário brasileiro e pare pra pensar poque a história da literatura é repleta de homens brancos famosos e carentes de outras minorias. Pq mais uma vez não dar a voz a quem é a minoria em vez de mais uma vez ela ser contada pela voz de quem domina?

Eu conheço a literatura brasileira, e seu aspecto elitista, sobretudo a literatura do começo do século XX, e acho uma pena que negros tenha tido poucos negros em destaque,no entanto, na minha postagem digo que não há sentido em negar voz a brancos, indigenas, japoneses, ou o que for escreverem sobre as realidades em que vivem e vivem os seus semelhantes de outras etnias,e claro, sobre racismo também, particularmente tenho uma visão sobre o tema que pode diferir da visão de alguem que vive uma outra realidade economica e social diferente da minha,porque não posso falar sobre isso sendo branco?Essa é a questão do texto, a autora diz que nenhum branco pode escrever sobre a realidade do negro, mas e quando essa realidade é próxima, senão a mesma? Porque o Falabella não pode falar sobre isso sendo branco? Não há sentido, se ele se equivoca ou distorce a realidade que os negros o desmascare.
Rafael

donadio disse...

Homem branco, hetero e cis aqui.

Sex and the city é uma merda, com aquelas pobres coitadas tentando casar a qualquer custo. Se Sexo e as nega for pelo mesmo caminho, vai ser uma merda também. E a série começa mal por que o título é ruim, remete a uma série ruim, e coloca as mulheres negras como se fossem outra categoria sexual - existem homens, mulheres, e "negas".

Agora, pode ser que a série seja melhor do que promete. Quem sabe; e a gritaria em relação a ela com certeza não vai fazer com que piore. No mínimo vai fazer com que os autores pensem um pouco mais na próxima bobagem que vão escrever.

Concordo com o que foi dito acima sobre o personagem Caco Antibes ser uma caricatura, uma crítica a um certo tipo de ser humano infelizmente muito encontradiço lá por São Paulo, e em outros redutos de classe média alta. Não sei é se é eficiente como crítica; quando a paródia é "bem feita demais", acaba sendo indistinguível daquilo que procura criticar.

Me contaram uma vez, não sei se é verdade, de um vídeo em que os estereótipos de raça apareciam invertidos, numa tentativa de sensibilizar os brancos para os problemas enfrentados pelos negros. Mas aí um espectador (branco) interpretou da seguinte forma: "ainda bem que não são eles quem estão por cima, se não, como mostra o vídeo, seria ainda pior".

Enfim, tomara que a série não reforce, deliberadamente ou não, estereótipos de raça e gênero. Mas não sou otimista, até por que o público da emissora quer validar os seus próprios preconceitos, não vê-los questionados, e vai pressionar por isso, deixando de assistir se mexer nas feridas, e quebrando recordes de audiência se reassegurar que o mundo é assim mesmo e é assim que é bom.

Y ♥ disse...

Gayatri Spivak, uma autora indiana, tem um trabalho chamado "Can the subaltern speak?" (Pode o subalterno falar?) e a cada texto que eu leio sobre esse Sexo e as negas eu me lembro mais das idéias dela.
Basicamente ela fala que o dominador NUNCA pode falar pelo dominado, por que este não tem a experiência do que fala, e depois define níveis de subalternidade que eu vejo muito nos movimentos, (inclusive no feminista).
Esses níveis definem quem é mais ou menos subalterno e com isso como suas vozes são ouvidas (por ser uma negra cis ainda eu sou menos subalterna que uma moça trans, que tem sua própria identidade questionada. Logo por sofrer menos nunca poderia eu dizer como é o sofrimento dela). O Falabela do último nível de dominação deveria procurar conhecer o trabalho dessa autora e parar de se colocar como o herói, voz do oprimido, uma vez que nunca vai poder falar por nós.

Anônimo disse...

Então, se um branco não pode falar por um negro, esperemos um negro chegar nessa posição do Falabella para escrever. Enquanto isso, não toquemos no assunto. Vamos escrever sobre brancos e pronto. Pois somos brancos.

Assim não mencionamos nenhum negro, não contaremos historias sobre eles, não falaremos sobre o que não somos.

Ai vão vir falar que somos racistas, pois não colocamos negro nenhum na novela, no seriado, e "cadê a visibilidade, minha gente?"

Não torrem!

Anônimo disse...

Monte de exagero. Falaram da serie antes da estreia, ou seja, pré julgaram.

A serie não tem nada de narrativa sob o ponto de vista de uma mulher branca. As personagens principais são as 4 mulheres negras e não a personagem da Claudia Gimenez como falaram. E as mulheres parecem ser poderosas, trabalhadoras, vão atrás do q querem. E se o q elas querem é um homem, ql o problema? Mulher hetero gosta de homem, não é mesmo? E gostar deles e querer um, não diminui em nada a mulher. Namorar é bom e faz bem a saúde. Gostar e querer um homem é diferente de se deixar subjugar por ele.

Pra mim, esse tipo de boicote é um exagero, pra não dizer contraditório. Quer dizer, vamos boicotar um seriado onde as personagens principais são mulheres negras, mas vamos continuar assistindo as novelas onde as negras são apenas serviçais. Vai entender isso.

Yoshi disse...

Resposta à meu próprio desabafo:
Ontem foi publicado um texto meu aqui no blog da Lola. E o que li nos comentários me fez perceber mais uma vez que lemos tão pouco que pecamos na interpretação. Não estou me pondo como um exemplo em língua portuguesa, muito pelo contrário, me bato até hoje no lance dos porquês. Nunca consegui memorizar aquela regrinha chata de como usá-los.
Mas o que li foi MUITA coisa com interpretação oposta ao intuito do texto em si. Vi minhas palavras distorcidas e remendadas. Não vou dizer que sofri, que chorei... Na verdade, achei até engraçadas as coisas que li, mas resolvi explicar o ponto tão abordado no meu texto. E lá vamos nós!
"Só um negro pode escrever sobre o que é ser negro, sobre a vida negra... Então parem vocês brancos de agir como se soubessem o que é ser negro.
Juro pra vocês que não achei que essa frase que é logo explicada na frase seguinte fosse gerar 80% dos comentários publicados. Gente, é ÓBVIO que qualquer pessoa pode escrever sobre o que quiser, o que meu desabafo fala é sobre a propriedade que as pessoas tomam sobre aquilo que não lhes cabe, que não lhes é vivido.
Eu sou negra, certo. Sei falar daquilo que EU vivo. Posso lhe dizer com propriedade de como é ser negro, de como me sinto quando sofro discriminação. Mas eu não sei como um índio se sente perante mesma situação ou similar. Não sei como um japonês se sente, como um branco se sente. Sou bissexual, e sei como foi horrível ficar ouvindo que eu era indecisa, que "isso" era porque eu queria chamar atenção, que eu dizia ser por estar na moda. Eu posso falar sobre o que senti sobre isso, mas não posso falar com propriedade sobre como uma travesti se sente, posso imaginar, mas não dizer com propriedade sobre isso.
Revoltei-me contra esse domínio branco na escrita a respeito de negros porque é o que mais tem sido feito ao longo dos anos e nada mais justo que meu povo tenha voz. Que meu povo possa falar de si, da forma como se vê e do modo como se sente perante a cada coisa dita por alguém que não sabe da missa o terço, sobre nossa realidade. Mas eu não desejo isso só para negros. Claro que não! Eu quero ver mulheres brancas ou negras, homens cis ou não, índios, homossexuais, anões, ET's e seja lá mais quem for escrevendo sobre como vê sua própria realidade. Isso não é apartheid, é deixar ainda mais claro a realidade de cada um, visto por esse cada um.
Tendo em vista todos esses argumentos apresentados por mim, acredito que fique esclarecido que eu não sou extremista, nem racista. Até a próxima, pessoal.

Anônimo disse...

Yoshi,

Onde o seu "povo" não pode falar,cantar, escrever e poetar sobre o que vive? seu texto pareceu que apenas negros podem falar de negros e seus problemas.

Anônimo disse...

Negona aqui. NEGONA. Eu gosto de ser negona porque é exatamente o que sou, no alto do meu 1,83 de altura.

Assisti, não achei racista mas os depoimentos dos caras me incomodaram um pouco. Nada que eu já não tivesse visto antes da vida, então zero inovação. De resto, vou continuar assistindo.

Thomas disse...

Gente, além de eu escrever bem pra caralho, ser extremamente culto e compor apenas argumentos irrefutáveis, vou fazer uma revelação: segundo meus cálculos, sou pelo menos 50% negro, com margem de erro de uns 10% pra cima. Isso mesmo, posso dizer que sou um negrão ou morenão (vai depender da sua interpretação de tons de pele) de 1,90m, tatuado, saradinho e que se encaixa com louvor no estereótipo dos negrões pauzudos. Também cresci na periferia de São Paulo e minha família tem muitas mulheres negras, a maioria mães solteiras e tal, aquele roteiro de sempre.

Eu tava no maior hype pra odiar essa série por causa do nome escroto. Mas como tenho orgulho de minha honestidade intelectual e sinceridade emocional, devo admitir que assisti ao primeiro episódio ontem e achei... ok. Não vi má intenção na série, não me senti ofendido com nada. Nada ali pareceu muito longe da realidade que conheço, apesar que concordo que a série é bem clichê e previsível.

Quanto ao fato de brancos não poderem escrever sobre negros ou sei lá, eu acho o seguinte. Prefiro não apressar julgamentos até ver a obra pronta. Se o cara é branco e souber criar uma obra bem feita sobre negros, não vejo problema. Até porque, eu cresci na periferia de São Paulo e o meu melhor amigo, que foi criado comigo... é branco. O cara é branco e sempre foi mais fudido do que eu, não teve pai, era mais pobre, sempre morou em casas de um cômodo. O cara é branco, branco pra caralho, mas nasceu e viveu como um negro, entre negros, brancos e tudo quanto é fudido das ruas da periferia de São Paulo. Esse cara poderia escrever uma história sobre negros, ele teria a bagagem de vida e empatia necessária pra no mínimo ter uma ideia mais realista de como é ser negro. O cara cresceu em meio a muitos negros, ia nos mesmos rolês com a gente, tomava geral e apanhava da polícia com a gente, sofria preconceito com a gente e via a gente sofrendo preconceito, fumava baseado conosco e jogava basquete e futebol na favela com a galera. Dizer que um cara desse não é capaz de escrever sobre negros seria subestimar de maneira ofensiva a capacidade do ser humano de sentir empatia. E esse meu amigo não era o único, o que tem de branco fudido na periferia de sampa, muitos de vocês não fazem ideia.

Nem discordo muito do texto. Meu post não é bem sobre isso. Só queria deixar dois centavos aqui.

Tchau.

Anônimo disse...

"Eu não sou representada por sexo e badalação. Me coloque como alguém que batalha, me descreva como uma rebelada que se mostrou dedicada aos estudos e não ao que todos dizem que serei."

Afinal ela tem a mesma personalidade e visão de mundo de todos os outros negros, que obviamente não gostam de sexo e badalação e são rebelados dedicados ao estudo por definição. Ela não quer representação de negros, ela quer uma representação fiel DELA na Rede Globo.

"Eu sou pobre, e muitos negros também, mas as camareiras, as professoras, as domésticas, as ambulantes, as putas, são muito mais dignas que as descritas em séries feitas de brancos para brancos."

A série nem tinha estreiado e ela já sabia como eram as personagens, bem como a dignidade delas (porque sexo e badalação deve ser característica de gente indigna), mas a previsão de futuro dela acabou dando bem errado.

LeiDe Mamariquinha disse...

" Esse cara poderia escrever uma história sobre negros, ele teria a bagagem de vida e empatia necessária pra no mínimo ter uma ideia mais realista de como é ser negro. O cara cresceu em meio a muitos negros, ia nos mesmos rolês com a gente, tomava geral e apanhava da polícia com a gente, sofria preconceito com a gente e via a gente sofrendo preconceito, fumava baseado conosco e jogava basquete e futebol na favela com a galera. Dizer que um cara desse não é capaz de escrever sobre negros seria subestimar de maneira ofensiva a capacidade do ser humano de sentir empatia. "

Mesmo assim,se ele nao for atento o suficiente,nao sera a mesma coisa nao.
Ele é branco e é representado desde quando nasceu nas midias e nos altos cargos.

LeiDe Mamariquinha disse...

"Ela não quer representação de negros, ela quer uma representação fiel DELA na Rede Globo."


O que ela nao quer é esteriotipo.

Luiza somente Luiza disse...

"Quando o assunto é racismo, sua audiência é uma desgraça, Lola.

Esse clima "iusbranco?" desanima profundamente". (Anon 17 de setembro de 2014 06:57).

Exatamente. Já é difícil falar de feminismo com esse monte de "iuzomi", quanto mais de racismo para leitores "provavelmente" de maioria branca. E geralmente ainda tem a turma Mascu que já vem com pacote completo: machista, racista e homofóbico.

LeiDe Mamariquinha disse...

"Ai vão vir falar que somos racistas, pois não colocamos negro nenhum na novela, no seriado, e "cadê a visibilidade, minha gente?""

E o paternalismo branco continua...

A visibilidade deveria está em dar voz aos negros.
Cade os negros autores/diretores?
Enquanto isso nos EUA...

LeiDe Mamariquinha disse...

Conclusao:O negocio nao é esteriotipar.
E dar mais voz ao negro.Deixar tudo na mao do branco é canalhice.

Um branco pode falar sobre negro?pode.Mas o que é realidade quase sempre, hein?!

So pessoa de muita empatia(ainda corre risco de errar feio)

Ou alguém que conviveu perto a realidade como o rpz que Thomas descreveu.Mesmo assim, nunca mesmo, será a mesma coisa.Pq?Pq nao temos a representatividade do negro,principalmente na voz,nos bastidores.

Se eles tivessem voz estes esteriotipos que os brancos escrevem quase nao existiriam.

Anônimo disse...

Lei de mamariquinha,

Eu quem disse: ai vão vir falar que somos racistas, pois não colocamos negro nenhum na novela, no seriado, e "cadê a visibilidade, minha gente?"

E não sei se você leu o comentario inteiro, mas antes disso eu falo algo do tipo: "enquanto os negros não tem essa posição para escrever - leia-se: no momento é tudo dominado AINDA pelos brancos-, os brancos escritores devem fazer o que? Ja que a autora do texto fala que branco não pode escrever sobre negro? Então se branco não pode escrever sobre negro, e NO MOMENTO ainda não temos negros na televisão, resta o que? Não comentar nada?

Entendeu? Onde está o paternalismo nessa frase? So me pergunto como 'paliar' o problema enquanto não tem escritores negros.

donadio disse...

"Eu quero ver mulheres brancas ou negras, homens cis ou não, índios, homossexuais, anões, ET's e seja lá mais quem for escrevendo sobre como vê sua própria realidade."

Yoshi, eu sou homem, branco, hetero e cis. Mas a "minha realidade" inclui mulheres, negros e negras, lésbicas e gays e bissexuais, etc. Por que (viu, eu também tenho problema com esse negócio de junto ou separado, com ou sem acento) a "minha realidade" não se resume à minha majestosa subjetividade; ela é composta pela presença dos outros, que são, por definição, diferentes de mim.

E se eu não puder compreender isso, é a "minha" própria "realidade" que eu estou deixando de entender - e aí qualquer coisa que eu venha a escrever sobre a "minha realidade" de homem branco, hetero, cis, etc., vai ser de uma enorme falsidade (provavelmente desandando em male tears sobre a ditadura gayzista das negras misândricas, ou coisa que o valha).

donadio disse...

"Ele é branco e é representado desde quando nasceu nas midias e nos altos cargos."

Você já foi à zona rural de Santa Cruz do Sul?

Eu já. É cheio de gente branca - bem branca, descendente de alemães - e pobre, miseravelmente pobre. Trabalham na roça de sol a sol, ganham uma miséria, as casas não tem água quente, etc. Essa gente está "representada" na mídia e nos "altos cargos"? Na minha opinião, não está. Os Sirotskys e os Caldas, que é são os ditadores da mídia no estado, não tem um pingo de solidariedade com estas pessoas. Se perderem a terrinha e forem ocupar latifúndio, a Zero Hora pede a cabeça deles, independente da cor da pele. Se fizerem greve, a Zero Hora publica editorial pedindo repressão policial, e a cor da casca é o que menos importa.

É claro que ser negro torna as coisas ainda piores. Mas não há nenhuma solidariedade dos brancos realmente ricos para com os brancos pobres. Muito menos na mídia.

Ah, eu nem sei por que estou falando isso; afinal eu não sou descendente de alemães, "não entendo a realidade deles". Só fui lá e vi, vi a miséria profunda, vi a ignorância, vi a exploração brutal das multinacionais do fumo no lombo deles, vi gente que não sabe falar português direito, mas que não tem acesso à escola no dialeto "alemão" deles. Eu realmente não posso sentir o drama dessa gente, não é, sendo um falante fluente do português, habitando a zona urbana, tendo eletricidade 24 horas por dia - eu só posso entender o que é uma vidinha de classe média - é isso?

Anônimo disse...

Sinceramente dei muita risada em ver como a futurologia de vcs deu errada. Negros, representadíssimos, gostando da série, audiencia bacana, povo comentando positivamente... realmente, prejulgar não tá com nada.

Anônimo disse...

Tavam literalmente julgando o livro pela capa. Depois do primeiro capítulo quem escreveu esse texto deve ter ficado com um pouco de remorso.

http://www.vernovelas.com.br/2014/09/sexo-e-as-negas-16-09-2014.html

Anônimo disse...

Para quem acha que a série só fez sucesso, um texto que pode jogar alguma luz no debate nos fazer perceber que há várias formas muito sutis de discriminação no discurso da série: http://blogueirasfeministas.com/2014/09/o-sexo-e-as-negas-racismo-e-estereotipos/

Anônimo disse...

Os números do sucesso da série vieram do "Instituro as Vozes me Disseram".

Anônimo disse...

Ja vi mais de uma vez as pessoas criticando o Miguel Fallabel pelo antigo bordao de um antigo personagem do "Sai de baixo", 'Caco', que dizia que odiava pobre. Claramente, escancaradamente, pra nao deixar absolutamente nenhuma duvida, esse personagem sempre foi o vilao da historia. Era comedia, mas o comportamento dele sempre era reprovavel, o que fazia o uso da frase apenas mais um reforco do quanto ele NAO representava um exemplo de conduta. Acredito que na hora de criticar qualquer coisa que seja, as pessoas precisam ser coerentes. Critique-se o que ha para ser criticado, sem aumentar as coisas. O personagem do Caco nao pode ser usado para acusar o autor de ser preconceituoso, apenas nao faz o menor sentido, era justamente o oposto: "vejam esse cara, ele tem preconceitos e age como um idiota, essas coisas estao relacionadas...".

LeiDe Mamariquinha disse...

"Na época vc criticou a passividade dos negros no filme, comentou sobre a opinião do Spike Lee, dizendo que o entendia, mas, não foi num tom tão enfático quanto nesse caso atual."

Lola tem dessa falha,ja prestei atençao nisso.Quando sao diretores de fora ela sempre tenta os advogar.

Me parece muito,posso está enganada, ser um pouco da ilusão ao qual somos condicionados de achar as coisas de fora melhores,esperando sempre o melhor vindo deles.

Quando sao retrogrados essa ilusao de que as coisas de fora sao melhores é muito maior,é totalmente do discurso deles.O Brasil é um nada.

Anônimo disse...

Estava eu aqui acompanhando o debate quando me deparo com isto:

"Gente, além de eu escrever bem pra caralho, ser extremamente culto e compor apenas argumentos irrefutáveis, vou fazer uma revelação: segundo meus cálculos, sou pelo menos 50% negro, com margem de erro de uns 10% pra cima. Isso mesmo, posso dizer que sou um negrão ou morenão (vai depender da sua interpretação de tons de pele) de 1,90m, tatuado, saradinho e que se encaixa com louvor no estereótipo dos negrões pauzudos."

Thomas, estou apaixonada. Além de lindo e inteligente, é modesto!
Fiquei super excitada com a sua descrição, posta uma foto aí pra gente ver...


Patty Kirsche disse...

O que é isso de margem de erro de 10% pra cima? Margem de erro sempre cobre o resultado duma pesquisa de forma espelhada para mais ou para menos...

LeiDe Mamariquinha disse...

Donadio,querido,não estou falando de estratificação econômica mas de cor da pele.


anonimo 05:01
A palavra correta depois de tantos seculos, é pra já.É pra já autores negros.
Mas no momento nao existe,so existe brancos estereotipando,a grande maioria é assim.
Ate encontrar um branco que escreva de acordo com os preceitos negros...vixe.
Enquanto isso existe um monte de negros autores aguardando, pra nao viverem debaixo desse paternalismo branco.


Muito pertinente esse texto do blogueirasfeministas,principalmente pra esses que brandam vitoria.Vitoria que infelizmente nao veio e ja estava previsto nao acontecer.


Anônimo disse...

o que acho engraçado é a generalizaçao que o autor da mensagem faz: ou seja parte -se do presuposto que a situaçao da negra é a mesma do homem negro ...o que chega a ser uma blasfemia.O homem negro tem tudo em nosso país.A mulher negra nada.Tanto isso é verdade que se cria um programa chamado ""o sexo e as negas'' em tom pejorativo e nao irá ocorrer nada.O proprio negro ri da mulher negra pois quase todos que alcança um certo status dá as costas a mulher negra tratando logo de arranjar uma branquinha.Há uma enorme oferta de mulheres para o homem negro....e há uma grotesca falta de homem para as mulheres negras.estudos recentes apontam que somente 25% das mulheres negras viram a ter um relacionamento satisfatório algum dia se comparado com mulheres brancas...Isso ocorre porque enquanto as mulheres brancas estao cada vez mais preferindo fivar com negros(com apoio das mulheres negras) O HOMEM BRANCO EM 90% DOS CASOS PREFIRIRÁ SEMPRE UMA BRANQUINHA PARA RELACIONAMENTO SÉRIO.

Anônimo disse...

TUDO O QUE AFIRMEI NO COMENTARIO ANTES SOBRE O DESPREZO QUE A MULHER NEGRA (nao o homem negro que a discrimina)SOFRE NA SOCIEDADE É CONSTATADO NESTE ARTIGO:
http://blogueirasnegras.org/2013/06/14/sindrome-de-cirilo-e-a-solidao-da-mulher-negra/

Anônimo disse...

Falam de preconceitos e estão prejulgando a série. Talvez nem seja mais o sujo falando do mal lavado. E eu soube que uma tal de Beatriz Lourenço disse que não é necessário homem branco e rico pra falar de pobres e negras porque o movimento negro se representa por si só. Isso é como evitar homens no movimento feminista, o que pra mim é ódio. Agora das cotas raciais esse movimento não reclama e depois ficam dizendo que não querem privilégios e que não são vitimistas.

Anônimo disse...

Machado de Assis era negro , se vc não sabe...

donadio disse...

"Donadio,querido,não estou falando de estratificação econômica mas de cor da pele."

E? Desde quando alguém representa alguém por ter a mesma cor da pele? O Pelé representa todos os negros deste país? O Joaquim Barbosa? Então por que a Xuxa ou o Aécio Neves representariam todos os brancos?

Anônimo disse...

"Machado de Assis era negro , se vc não sabe..."

Um negro escrevendo sobre brancos! O que sabe um negro da realidade de um branco! Pq os brancos não procuram quem os representem?

não, pera........

Anônimo disse...

"o que acho engraçado é a generalizaçao que o autor da mensagem faz: ou seja parte -se do presuposto que a situaçao da negra é a mesma do homem negro ...o que chega a ser uma blasfemia.O homem negro tem tudo em nosso país.A mulher negra nada.Tanto isso é verdade que se cria um programa chamado ""o sexo e as negas'' em tom pejorativo e nao irá ocorrer nada.O proprio negro ri da mulher negra pois quase todos que alcança um certo status dá as costas a mulher negra tratando logo de arranjar uma branquinha.Há uma enorme oferta de mulheres para o homem negro....e há uma grotesca falta de homem para as mulheres negras.estudos recentes apontam que somente 25% das mulheres negras viram a ter um relacionamento satisfatório algum dia se comparado com mulheres brancas...Isso ocorre porque enquanto as mulheres brancas estao cada vez mais preferindo fivar com negros(com apoio das mulheres negras) O HOMEM BRANCO EM 90% DOS CASOS PREFIRIRÁ SEMPRE UMA BRANQUINHA PARA RELACIONAMENTO SÉRIO."

Dados dos Instituto As Vozes Racistas Me Disseram, obviamente.

Anônimo disse...

Sou negra com muito orgulho, e ainda estou analisando a série, primeiro, a série é uma paródia do seriado Sex and city, que contava a estória de 4 mulheres, independentes com vida sexual ativa, realizei um trabalho sobre a série. O que vi no primeiro episódio foi 4 mulheres pobres, que trabalham e têm vida sexual ativa e escolhem seus parceiros, achei interessante ao falar da mobilidade urbana. Claro depois de muita luta, mulheres negras estão estudando mais, buscando melhorar, estas mulheres querem se ver na televisão

Anônimo disse...

Mas afinal o que esta, e muitas outras pessoas querem? Estão sempre reafirmando que são negras, como se fossem portadoras de alguma doença. A vida é injusta. Quem realmente tem capacidade, se torna o Joaquim Barbosa. Aos outros sempre resta o rosário de reclamações e lamentos. Se alguém tem culpa destas pessoas terem nascido negras, foram seus antecedentes, que lhes legaram o patrimônio genético. Basta desta supervalorização que muita gente banal procura, apenas apoiada no momento atual, onde está na moda a choradeira dos oprimidos. Porque os negros acham que tem que justificar a todos os outros?
Somos diferentes, alguns nascem com maiores aptdões, outros incapazes, esta é a roleta aleatória da vida. Vamos parar de classificar tudo para desculpar nossa normalidade. Quer ser tratada como uma pessoa talentosa?
Tenha talento, ou o obtenha através de árduo esforço. Simplesmente isto. Não faz sentido o bla bla bla de cor, de orgulho , etc. Todos temos que lutar para sobressair em meio á multidão medíocre.

mateoacioli disse...

Concordo e discordo, Concordo pois sou fortemente contra o racismo, Mas tambem sou contra o preconceito de todas as formas, O preconceito do Branco x Negro existe faz seculos, assim como o Homem X Mulher, Mas se voce chamar TODOS os brancos, e achar que todos nós agimso desta forma, é humilhante, Não me ponho na sua pele, não sei o que voce passa por todos os dias, não sei como voce se sente, E nunca sonho de sentir,Apenas estou dizendo que falar que todos os membros que possuem uma pele branca agem da mesma forma,é tão humilhante quanto dizer que todo negro é um ladrão.

mateoacioli disse...

ps : como eu vim parar aqui ? QQ