sábado, 13 de setembro de 2014

GUEST POST: NÃO QUERO SER REDUZIDA AO MEU PESO

A P. me enviou este email:

Não te conheço, mas posso lhe dizer sem dúvidas que você tem sido uma boa amiga para mim. Nunca pensei em te escrever por não saber bem sobre o que falar. Nunca fui vítima de nenhuma violência física ou sexual, meu pai nunca foi agressivo com minha mãe, nunca tive namorados agressivos. Eu nunca nem tive namorados. 
Sempre fui uma menina gordinha, séria, nerd e com fama de brava. Aos 11 anos nenhuma das crianças na escola queria ser minha amiga. Porque eu era gorda. Uma vez cheguei em casa chorando muito e ao falar com meu pai pelo telefone ele me disse pra não chorar, que essas pessoas não mereciam minhas lágrimas. Desde então eu não chorei mais em público, e passei a revidar os comentários maldosos. 
Quando me diziam que eu era gorda, respondia: e você que é burro?! Que não vai passar de ano? Assim a escola que me odiava passou a me chamar de má -- porque eu não abaixava a cabeça aos abusos deles. 
Aos 14 anos e 97 kg eu vivi um dos piores anos da minha vida, todos da minha turma me detestavam, eu era vitima constante de piadas e abusos emocionais. Sentia vergonha de contar isso em casa, minha mãe dizia que eu precisava emagrecer, ser mais vaidosa, mas eu já havia desistido disso. Eu não queria mudar meu corpo, queria mudar a forma como as pessoas me tratavam. 
Isso aconteceu no ano seguinte com a entrada de um menino novo na escola. Ele era muito bonito e mesmo assim queria ser meu amigo. Todas as meninas queriam ficar com ele, mas era pra mim que ele guardava um lugar ao seu lado. Por ele me ver de uma forma diferente, as pessoas passaram a me ver assim também, e os meus últimos três anos na escola foram de popularidade e, surpreendentemente, de emagrecimento. No fim do terceiro ano eu pesava 74 kg. 
Algumas pessoas me perguntavam se eu estava doente, mas eu estava feliz. Ficava com caras, não era mais zoada por ser gorda. 
Pouco antes do vestibular eu perdi meu pai e fiquei completamente perdida na vida. Fiz o vestibular, passei numa universidade federal e comecei a morar numa república com colegas. Não estava magra, mas meu peso havia deixado de ser uma questão para mim até recentemente. 
Comecei a engordar descontroladamente. Eu não me preocupava, até que perdi todas as minhas calças jeans. Quando desisti de fazer com que elas entrassem no meu corpo, doei todas e segui em frente. 
No entanto, eu te digo que tem sido muito difícil. Não, as pessoas não me zoam na universidade. Pelo contrário, hoje eu tenho amigos maravilhosos. Mas todAs as minhas amigas vivem falando de dietas e regimes. Não importa quanto elas pesem, todas querem emagrecer. Três das minhas amigas mais íntimas estão em regimes radicais atualmente. Uma delas está tomando remédios tarja preta, outra perdeu 14 quilos nos últimos dois meses. Todas as conversas são monotemáticas. 
Eu não quero emagrecer, Lola. Eu estou no meu último semestre da faculdade, estudando freneticamente para concursos futuros, não tenho como investir nem tempo nem dinheiro para emagrecer agora, mas eu estou triste porque quando minhas amigas estão comigo, elas falam de como elas estão perfeitas agora, o que me diz indiretamente de quão eu estou desajustada. Eu sei que não é a intenção delas, mas é isso que está posto na nossa sociedade. 
Ontem fui numa aula e encontrei uma amiga que não via há muito tempo. Enquanto conversávamos, ela olhava incessantemente pra minha barriga. Eu disse a ela: eu sei que estou gorda, não precisa ficar olhando. Ela deu risada e me mandou fechar a boca.
Por que eu preciso fechar a boca?! Por que as pessoas não podem simplesmente cuidar de suas próprias vidas? Para evitar esse tipo de comentário e observação eu tenho evitado sair de casa, não vejo as pessoas com quem eu costumava sair, nunca mais fui a barzinhos e shows que eu gostava. Não quero que me olhem como se eu fosse apenas minha barriga. 
Evito todas as pessoas que me fazem bem porque algumas me fazem mal sem perceber. 
Eu sei que estou gorda, Lola. Estou 24 kg acima do meu peso ideal, mas o que anda pesando mesmo são as pessoas reduzirem tudo que eu sou a 24 kg.

Meu comentário: Não deixe de fazer as coisas que você gosta de fazer e de sair com quem você gosta por causa de meia dúzia de gente que te faz mal. É uma droga mesmo ser vista como "a gorda", mas certamente você tem amigas e amigos que não limitam você a sua barriga. Agora, essas conversas monotemáticas são um saco mesmo. Não é possível que até na faculdade só se falem peso! Acho que entre o pessoal mais politizado não é assim, ou é também?

63 comentários:

Anônimo disse...

Não precisa ser reduzida ao seu peso. Basta dar uma reduzida no seu peso. E essa de falta de tempo e dinheiro para emagrecer não cola. Dependendo do que você come agora é possível economizar comendo menos e melhor. E se você está gorda porque come muito, comendo menos para emagrecer você vai é ganhar tempo.

Anônimo disse...

as pessoas dizem o que as outras devem ou não fazer o tempo todo pra tudo.

Fau disse...

Anônimo querido, reduza-se à sua insignificância. Se não sabe dizer algo que preste, cale-se e vá embora. Não sabe ler? Aprenda.

Marta Martins disse...

Numa boa? Alguma de vocês já tomou algum medicamento tarja preta pra emagrecer? Pq todo esse preconceito e choque por alguém tomar algum?
Eu sou uma pessoa muito ansiosa e frequentamente descontava essa ansiedade em cmpulsão alimentar. Resultado, eu q há uns 2 anos já tava gordinha vinha engordando cada vez mais. Então procurei uma nutrologa e estou fazendo dieta e tomando os temidos tarja preta pra tratar a compulsão e tem sido só felicidade pra mim.
Não vou falar de balança... Mas vou falar que to mais disposta, comendo bem, comendo de maneira correta e isso tem me dado muita disposição. Minhas costas pararam de doer... E com a ajuda do remédio to conseguindo parar com meu vício em refrigerantes (eu chegava a tomar 2 litros de coca cola por dia, não era fácil parar). Então, não é crime precisar de ajuda de um remédio... Espero um dia atingir um nível de reeducação alimentar em que eu possa dispensar essa ajuda e comer umas besteiras de vez em quando, sem neuroses. Mas esse pontapé inicial é mais difícil e eu não sei se estaria levando tão de boa essa dieta hipocalórica se não tivesse tendo essa ajuda química no meu organismo.

Anônimo disse...

"Anônimo querido, reduza-se à sua insignificância. Se não sabe dizer algo que preste, cale-se e vá embora. Não sabe ler? Aprenda."
Bobinha, se você não gostou do que eu disse, me rebata com argumentos ou recolha-se à sua ignorância. Eu falo o que EU quiser e quem tem que gostar do que eu digo é a MODERADORA do Blog, não você. Beijinho, tá?

Ana Fernandes disse...

Depois dizem que gordofobia é frescura, que só estão preocupados "com a saúde" quando na verdade estão tentando te enfiar no molde do que a sociedade acha correto. AP não pare de sair, aproveita sua vida, aproveite esse restinho da vida universitária, saia com pessoas diferentes, vá aos barzinhos, NÃO DEIXE DE FAZER NADA por causa de pessoas que estão tão alienadas que só conseguem ver beleza e aceitar a "norma". Vc não quer emagrecer, e nem deve querer, vc é perfeita e linda do jeitinho que é!!. E estar gorda não é sinônimo de estar doente, cuide da sua alimentação, faça atividades fisicas regularmente pq fazendo isso, independentemente do seu peso, vc vai estar saudável (muito mais do que muita gente que faz dieta loucas, toma medicamentos, que te fazem magra, mas nunca saudável) !! Bjuss ;)

Lizi Edler disse...

Eu não consigo entender por que SEMPRE quando um texto versa sobre autonomia em relação ao próprio corpo alguém comenta que "isso não aconteceria se você tivesse tal comportamento". Acho que isso retrata, justamente, a importância de se discutir, exaustivamente, o que significa liberdade e aceitação, principalmente, quando se trata de uma mulher que NÃO QUER, e não precisa, se encaixar em determinado padrão.
A vida dela não se tornaria, magicamente, melhor se ela fizesse dieta, se emagrecesse, porque aceitação é um processo interno, totalmente pessoal, cada um descobre seu próprio caminho de felicidade e bem-estar.
A autora escreveu, com todas as letras, "não quero emagrecer", e mesmo assim insistem que é isso o que ela deve fazer! Queria que houvesse o mesmo empenho por parte da sociedade em desestruturar preconceitos quanto há para padronizar as preferências e escolhas das pessoas.

Anônimo disse...

ah, e esqueci de dizer que, com o meu breve relato, a verdade também é que a sociedade sempre te arranja um jeito de te cobrar em alguma coisa.

"se é gorda, é preguiçosa! emagreça!
"se é magra, vai malhar, vai comer! fique panicat!"
"se é panicat, só pode ser burra e fútil!"
"se é solteira, arranje um namorado!"
"se é casada, tenha filhos!"

"tá em forma, casada, com filhos e trabalha, só pode ser uma péssima mãe! tem que se dedicar aos filhos!"

não dá pra escapar!
ou a gente cede e enlouquece, ou a gente vai viver do jeito que acha melhor e ficar apenas entre os que querem a gente bem.

um beijo.

Anônimo disse...

pro anônimo esquentadinho:

"Não precisa ser reduzida ao seu peso. Basta dar uma reduzida no seu peso. E essa de falta de tempo e dinheiro para emagrecer não cola. Dependendo do que você come agora é possível economizar comendo menos e melhor. E se você está gorda porque come muito, comendo menos para emagrecer você vai é ganhar tempo."

A autora nunca mencionou que queria emagrecer. Ela diz que queria que as pessoas a vissem além de seu peso, porque ela é muito muito mais do que um monte de estereótipos sobre pessoas gordas.
Antes do tamanho do seu corpo, ela é um ser humano.

Anônimo disse...

", não tenho como investir nem tempo nem dinheiro para emagrecer agora"

Ser gorda sai mais caro do que comer regradinho. Não precisa comprar nada light ou diet. Tem que parar com pão, coca-cola (qq uma), não tem que ficar enchendo a cara de adoçante porque é pior, toma seu cafezinho com açúcar que vai te saciar muito mais rapidamente, mas né não preciso ensinar o padre a rezar o pai-nosso, toda pessoa gorda é megaexpert em todas as dietas do mundo, só precisa seguir e isso meu bem, não tem remédio tarja preta que resolva não.

Ser gorda gasta mais não só em comida como em remédio e em roupa, já que roupa pra gordo é no mínimo uns 30% mais caro que a "normal". Eu lembro o inferno que era pra comprar qualquer coisa que não me deixasse quadrada e que não ficasse escondido em um cantinho da loja beeeeeeeeeeeem longe das roupas das magrinhas.

Emagrecer fez muito bem pro meu bolso. Só que antes de tudo eu precisei tratar da cabeça.

Tudo que gastei (inutilmente) em academia, procedimento estético, nutricionista, endócrino, essa turma toda aí eu poderia já ter ido direto no terapeuta que me adiantaria um lado fenomenal. Mas paciência, pelo menos o recurso existe.

Anônimo disse...

Autora, eu também sofri bullying e sei o quanto isso influencia na nossa vida. E é como vítima de bullying ainda tratando os problemas que me vieram dessa época que eu te digo: não deixe de fazer o que você gosta, de sair, de se amar como você é por causa de gente neurótica. Se a conversa não lhe interessa, não converse-ou dirija o papo pra um tema que lhe interesse. Se te mandarem emagrecer, responda; não tenha medo de dizer que há coisas mais importantes pra você que se encaixar num padrão, ou que você está num momento difícil demais pra se preocupar com isso. Pode constranger as pessoas? Talvez. Mas constranger o patrulhante do peso alheio em geral é a única maneira de fazê-lo tomar um simancol básico. E se eles não se importam em constranger você, por que se preocupar em devolver o favor? Força e toda a minha solidariedade pra você.

Marta Martins, o seu caso não é de pessoas tomando remédios sem prescrição por causa do efeito colateral da perda de apetite (é o que essas pessoas tomando tarja preta pra emagrecer fazem). Seu caso é de uma necessidade real de medicação, e uma vez sanado o desequilíbrio que te fez precisar do remédio, fazer uma dieta saudável pra perder peso ficou mais simples. This easy. Não se incomode com o seu tratamento, siga-o e seja saudável e feliz.

Anônimo disse...

E lá vem a lola, fazer apologia a obesidade, como se ser gorda fosse algo bom...

Anônimo disse...

Marta,

É diferente tomar remédios para compulsão, depressão, e outras comobidades que nos fazem engordar.
A questão é o uso indiscriminado de tarjas pretas que são objetivamente emagrecedoras (as chamadas "boletas", também usadas por caminhoneiros para se manterem acordados, porque são estimulantes perigosos quando usados da maneira errada). Conheço várias mulheres que encomendam tarja preta no mercado negro, algumas dessas mulheres nem mesmo gordas são, outras são mas nem tanto, que poderiam resolver o problema com terapia e nutrição. Esses tarja pretas estimulantes, com uso errado, levam ao ganho de peso super rápido assim que se larga deles, e ao mesmo tempo o uso a longo prazo tem vários efeitos colaterais, e o remédio perde a efetividade conforme se ganha tolerância. Então, com ESSES, sem acompanhamento médico, não tem como vencer. É um jogo cruel que mulheres se submetem, correndo riscos tremendos.

Sou super a favor de acompanhamento médico e tratamento medicamentoso quando necessário, mas uso de tarja preta sem acompanhamento é um problemão :(

Raven Deschain disse...

Odeio os comentários desse tipo de post.

Anônimo disse...

Caramba, ser gordo é ruim, mas ser gordA na nossa sociedade é muito pior.
O tempo todo somos cobradas, só cobrança...
Como viver nessa sociedade sem ficar louca?????

Anônimo disse...

Custo a acreditar que uma pessoa passa a infância só "apenas" por estar acima do peso.

Graciema disse...

Nossa, impressionante como sempre tem um retardado querendo cagar regras. Nesse post ele abre os comentários, como anônimo, e ilustrando bem a parábola do pombo enxadrista, acha que está abafando.

Thata disse...

Tratamento com profissional qualificado e responsável que prescreve um remédio ""tarja preta"" (hand face): Ó-T-I-M-O.

Se você conhece alguém que toma remédio "tarja preta" SEM prescrição médica, isso é tráfico de entorpecentes (não "sabia"?).

Então, se tem "atitude" para cair em generalizações inúteis e estigmatizadoras, por que você não adota a ATITUDE CONCRETA e não superficial de DENUNCIAR quando conhece alguém que faz "uso indiscriminado" dos tais remédios?
Porque, convenhamos, bem INCOERENTE ser conivente com tráfico (remédio NÃO RECEITADO POR MÉDICO)quando se trata de alguém que conhece, e vir com esse discursinho genérico ignorante.

Anônimo disse...

Como os gordos capitalizam em cima da obesidade!!! Quanto mais confete melhor, né, meninas?

Anon 13:17, concordo com seus apartes.

No fundo, os gordos sabem que chamam a atenção onde quer que vão, mas alguns não passam sem a merecida visibilidade, mesmo às custas do bem-estar e da estética.

Anônimo disse...

Engraçado, a autora do post vem dar satisfação sobre o peso dela, que ninguém pediu, e pensa que desmerecer a dieta das amigas a tornará coberta de razão em permanecer gorda. Eu, hein?

Anônimo disse...

Minha cara Thata, 99,9% do mundo se droga pra cair no esquecimento, do açúcar à heroína; só sobram umas estranhas como eu, que vivo à base de café, cada vez mais alerta, cada vez mais insone, cada vez mais cônscia da insanidade humana. Bjs

Maria Valéria disse...

Engraçado que não vejo essa pressão para emagrecer em cima dos homens gordinhos.

Ana disse...

Lola, o que houve que ultimamente há tantos ignorantes e analfabetos funcionais comentando por aqui? Não será a mesma pessoa (ignorante e analfabeta) que faz vários comentários? Sério, alguém que não sente vergonha de expor seus preconceitos e sua ignorância, que não entende o significado de um texto onde a autora diz textualmente que não quer emagrecer! Chega a dar um cansaço...

Thata disse...

Anonimo das 22 : 00, 13 / 09,

Eu não sei se "99,9%" do "mundo" "se droga" "para cair no esquecimento".
Eu não sei se você está "cada vez mais cônscia" de algo ou não.

Do que sei, escrevi claramente no comentário acima, desnecessário reescrever.

Thata disse...

Concordo com Anônimo 13/09 21:03 e com Maria Valéria.

Não tem a menor comparação a pressão, a exclusão, a discriminação e a violência sobre as mulheres gordas, em relação ao que os homens gordos passam.

Anônimo disse...

A pressão vem das próprias obesas, Maria Valéria. Os homens não reclamam, não se fazem de coitados, não pedem confete nem enveredam para o mundo plus size. Bjs. ;)

AH disse...

Olha, como alguem que foi gorda a vida toda, vou falar, comentei poucas vezes; mas o post me inspirou.
Nasci já gorda - quase 5kg, e sempre fui a criança "fofinha". Apesar disso, sempre tive amigos, minha família sempre enfatizou o quanto eu sou linda e inteligente, independentemente do meu tamanho - graças aos deuses não preciso me preocupar com isso. Uma vez, por conta de uma intolerancia adquirida a lactose, comecei a passar mal direto e não sabia o motivo. Fiz tooodos os exames, de hemograma a tomografia, e tudo ok, só o de lactase que deu alterado. No meu caso especificamente, toda a minha família por parte de mãe é assim como eu - altos, e corpulentos, alguns sendo gordos e outros não. Meu metabolismo é extra lento e ambos os meus pais tem hipotireoidismo. Essa conjunção de fatores faz com que eu faça hemogramas em média 3 vezes por ano, doo sangue regularmente, tenho uma dieta regrada com muita fruta e vegetais e faço exercicios - caminhada e pilates - ao menos 5x por semana.Roupas e calçados sempre encontrei facil e baratos - me recuso a pagar mais de 100 reais numa calça, por exemplo, e tenho mais roupas, muito bonitas, inclusive do que posso usar. Sempre tive namorados, ficantes e rolos, e se fico sozinha é porque quero. A questão é: quando alguem que eu não conheço direito me ve comendo meu prato normal, vem com paidinhas e falas do tipo, que dó dela, ta com vergonha de comer na minha frente. Isso inclusive aconteceu com um namorado que dizia que me amava e pedia o que diabos eu comia quando nao tava com ele, dizendo que eu tinha que me cuidar pra viver muito tempo. Sou obesa mórbida? Não. Pra terem ideia, visto 50 e tenho 1,75m. A saúde, como vai? Muito bem obrigada. Trabalho, estudo, faço de tudo. Porque raios tenho que aguentar gente que não tem nada a ver comigo querendo meter o bedelho na minha vida? E a colega do post, porque tem que encontrar tantos comentarios assim, tentando oprimir ela, sendo tão preconceituosos assim? Cara, vão viver as proprias vidas. Se emagrecer é facil e bom e poupou o rico dinheirinho de vcs, continuem suas vidas, mas não tentem diminuir os outrs. Sério, é triste.

Anônimo disse...

Excesso de peso é visto até como falha de caráter. Querida autora, não deixe de fazer o que gosta, tenha consciência que existe gente de todo tipo e tamanho e essa é a beleza da vida.
E vou te dizer uma coisa no melhor sentido: vá procurar sua turma! Literalmente!
Existe gente como eu, que não se importa com o corpo alheio. Geralmente é um povo ligado a militâncias, a artes, filosofia... gente legal. Você só precisa conhecer essas pessoas e ser livre ao lado delas. Ame seu corpo e perdoe a ignorância de quem quer te colocar numa calça 38. Você não precisa disso.

Anônimo disse...

Anon das 21:19, eu fui completa e absolutamente excluída a minha vida escolar inteira por ser quieta, calada, tímida e "pouco feminina". Quando comecei o ensino fundamental eu era sim totalmente solitária, porque todo mundo achava que eu não 'merecia' que falassem comigo-exceto se fosse pra me recriminar por não ser como eles queriam. Só tive amigas nos últimos anos do EM, pq algumas pessoas entendiam que ser diferente não é problema. Mas a maioria esmagadora me excluiu. Se me excluíram só por ser tímida (um traço da minha personalidade! Algo que eu não podia evitar e sou até hoje!) então com certeza vão excluir alguém por causa da aparência, mais ainda se fosse uma menina. Você não acredita? Tira as calças pela cabeça.

E anon das 00:34, antes de querer comparar as reações de homens com as de mulheres coloque a mesma pressão nos dois gêneros e aí vc pode fazer a comparação. Em toda a minha vida escolar NENHUM menino foi excluído por ser feio, gordo, baixo ou qualquer coisa relativa à aparência, enquanto eu fui excluída por não me maquiar, não alisar o cabelo, não usar brincos e nem passar perfumes. Ah, e homens frustrados com a gordofobia realmente não vão pra moda plus-size; não, eles viram mascus babacas que em primeiro grau vomitam ódio às mulheres na internet e em último grau atiram em meninas inocentes na rua.

Viviane Menezes disse...

Eu gostaria de fazer um relato pessoal, para a autora e quem mais tiver paciência em ler:
Sempre estive acima do peso ideal e brigando com a balança. Porém, nos últimos quatro anos, engordei 15kg e atingi um peso (80kg) maior do que eu tive aos nove meses de gravidez(72kg). Grande parte desse ganho de peso atribuo ao estresse no trabalho, que era e ainda é para mim um ambiente com pessoas muito hostis (e sei exatamente o que a autora quer dizer com a gente passar a ser vilã quando reage às agressões: afinal, queriam que eu aguentasse tudo calada?).
Pois bem, no início de 2014 devido tentar emagrecer. Hoje (em setembro) já eliminei os 15kg, e posso dizer que aprendi muito com esse processo. Principalmente a não julgar ninguém que não quer ou não consegue emagrecer. Porque sim, você sente fome, mau humor, suas conversas giram em torno da dieta e, quando finalmente consegue emagrecer, muita gente pergunta se você está doente. Além disso, conheci pessoas que, assim como eu, encontravam na compulsão alimentar alívio para as mais diversas dores da alma. E cheguei à conclusão de que comida pode ser usada como droga, o que me faz sentir como os membros do AA em recuperação, evitando o primeiro contato com ela. Como psicóloga, sei que meus problemas continuam no mesmo lugar, só esperando a solução ou uma troca por outra compulsão (como, de resto, acontece com muita gente no AA, que ninguém se engane).
Por isso, peço a todos empatia pela autora e por todas as outras pessoas na mesma situação, pois "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que se é".

Anônimo disse...

Para a autora do guest Post: é muito bom saber que você se aceita, porque isso é o mais importante. Sendo magras, gordas, altas, baixas, etc, nós é que temos que nos aceitar. Independente do seu tipo físico, as cobranças vão acontecer de qualquer forma. Eu sempre fui muito magrinha, e o que mais ouço é que devia engordar, que não devo ser saudável, que devia comer mais, fazer uma dieta de engorda.... Enfim, muitas bobagens. E isso vai ser assim sempre, então o segredo é não ouvir. Finge que não é com você, ou se fizer mais o seu estilo, explica pra pessoa que ela não tem nada com isso.

Emagrecer nunca será uma solução. Tenha isso em mente. As coisas não vão mudar. ;)

Sobre os remédios tarja preta, que muita gente comentou: olha gente, tomar remédio não é demérito pra ninguém. Tem gente que precisa de óculos, tem gente que precisa de remédio tarja preta. Simples assim. Bons médicos nunca receitariam esses medicamentos para quem não precisa deles. A maioria nem é só para emagrecer: eles são para controlar a ansiedade, as compulsões e dar maior qualidade de vida ao paciente. O emagrecimento é consequência.

Melissa

Anônimo disse...

Amar seu corpo. Se gostar. Não sar a mínima para opinião dos outros. Tudo isso é incrível. Porém estamos carecas de saber que obesidade e sobrepeso levam a probelmas de saúde graves, portanto, parem de tratar o sobrepeso como "ah, ser gorda é legal, foda-se..." Não é bem assim, gordofobia é terrível? Sim. Porém infarto, diabetea, hipertensão também são. Eu estou dazendo dieta. Não to nem aí com o que dizem do meu corpo, estou preocupado mesmo é com minha saúde. Quero viver bastante tempo ainda.

Anônimo disse...

Anon das 9:13, concordo que o sobrepeso pode gerar doenças. Mas nada impede que uma pessoa gorda tenha uma boa saúde. Nem todo mundo que está gordo come mal e/ou não faz exercício. Tem muito magro com a saúde muito pior que os gordinhos. Fica a dica aí.

Anônimo disse...

Sempre que vejo uma criança gorda sinto pena. Pais e mães que deixam os filhos crescerem gordos são irresponsáveis de expor as crianças a problemas de saúde precocemente. Hábito alimentar se constrói desde a infância. Morrer aos 40 anos de infarto ou outro problema ligado à má alimentação não é legal.
Depois de adultos, o melhor mesmo é correr atrás do prejuízo. Emagreça e tenha uma vida saudável. Se não consegue emagrecer sozinha procure ajuda profissional. Garanto que sai mais barato emagrecer que ter que tratar doenças graves no futuro. Boa sorte.

Anônimo disse...

Cara das 09:13 legal que sua preocupação maior seja a saúde. Mas deixa eu te dizer uma coisa: magreza não é sinônimo de saúde. Eu estou no meu peso ideal, sou magra, mas meu colesterol é alto por motivos genéticos. Meu avô nunca foi gordo, mas tem pressão alta e precisa tomar um monte de remédios. Minha avó sempre foi magra mas morreu de diabetes. Meu pai é magro, mas teve que colocar um estêncil no coração pra evitar infarto. Meu irmão parece um palitinho, mas tem o maior índice de colesterol na minha família direta. Minha mãe é a mais cheia de corpo, mas os índices dela (colesterol, triglicérides, etc) são os melhores de toda a família, ela tem a dieta mais equilibrada e faz pilates. Na minha família os mais "gordos" em geral são os que tem as melhores dietas e fazem mais exercícios. Então, que tal pensar melhor antes de dizer que uma pessoa que não seja magra é necessariamente doente? Na verdade, pode ser bem o contrário.

Anônimo disse...

Marta, existe uma diferença entre tomar remédio tarja preta para ansiedade - e o emagrecimento vir como uma consequência, por causa da compulsão alimentar - e tomar remédio só para emagrecer. Minha mãe tomou (receitado por um médico!), e isso causou muitos danos à saúde dela. Foi o remédio que acabou desencadeando a pressão alta, que hoje, anos depois, ela precisa controlar com o maior cuidado.

Se você está fazendo o acompanhamento adequado, seguindo uma alimentação saudável e o seu médico é uma pessoa responsável, isso é ótimo. O fato de você estar se sentindo melhor é um indicativo de que está funcionando bem pra você. Mas eu também tenho amigas e amigos tomando remédios - para emagrecer e pra ganhar músculos - sem qualquer responsabilidade, por conta própria ou receitados por médicos que estão mais preocupados em ganhar dinheiro (mesmo que colocando em perigo a saúde do outro) do que em tratar dos pacientes. E eu fico sim em choque se alguém me diz que está tomando um remédio desses "para emagrecer". O que é completamente diferente do seu caso, né?

Anônimo disse...

Gordo e saudável? Ah, conta outra vai. Querer ser gordo "poque sim" é uma coisa, agora falar que sobrepeso não causa doenças é muita burrice. Magroa ficam doentes? Óbvio que ficam, mas até minha avó caduca sabe que a obesidade piora muito os casos de problemas de saúde. Essa de que gordura é saudável não colou não.

Aline disse...

Querida P., não se deixe afetar pelo que algumas pessoas podem achar de você! Evite antecipar tanto o que as pessoas pensam quando te veem, você pode estar errada quanto ao que pensam de você. Viva sua vida plenamente. Há muita gente legal e aberta no mundo, se joga, ame a vida, arrisque!

O importante é a gente cuidar da saúde, sabe? Se alimentar minimamente bem, sem neuras, tentar fazer alguma atividade física e, especialmente, tentar guiar sua vida num caminho que te faça feliz, sem grandes estresses, porque isso também faz muito mal pra nossa saúde física e psicológica.

Só te aconselho a tentar não julgar tanto outras pessoas que estão no processo de emagrecer. Cuidado para não fazer o mesmo que você acha que fazem com você. Sim, tem muita gente que fica paranoica com peso, faz loucuras, etc. Mesmo essas pessoas podem ter uma questão complexa por trás disso tudo, então não dá pra taxá-las automaticamente de fúteis e vazias e gordofóbicas. Há muitas pessoas que não são mesmo felizes com o corpo que têm, e também não são muito saudáveis, então reeducação alimentar e exercício físico são escolhas sábias que trazem uma melhora global pra qualquer pessoa. Como alguém com alguns quilos a mais que está tentando emagrecer e que vive num ambiente de pessoas muito abertas, críticas e libertárias, te falo: às vezes a gente encarna um discurso de que é preciso se amar do jeito que somos e tal, de que academia e dieta é coisa de gente alienada e corrompida pelo padrão de beleza inalcançável, etc. etc. Acontece que às vezes essa postura pode nos levar a julgar os outros, nos sentir superiores a eles. Isso não é legal. Isso também nos leva a diminuir a importância de levarmos uma vida saudável. Não tô dizendo que é o seu caso porque não te conheço, mas sei que tem muita gente assim, que acaba desprezando quem prioriza uma vida saudável. O lance é entender que cada um tem uma relação com o corpo, e que é normal não estar contente com excesso de peso, assim como com outras coisas. Nem todo mundo que faz dieta e academia é vazio e gordofóbico. Nem toda mulher que quer perder cinco quilos é bitolada. Pra vc ter uma ideia: sou doutoranda em literatura, muita gente me acha super intelectual, e eu sou da turma que tinha certo preconceito com gente muito ligada ao corpo. Agora quero perder uns poucos quilos, percebi que gosto mais de mim quando estou mais magra, me sinto mais bonita. Estou tentando me reeducar com uma nutricionista e até estou gostando de malhar. Aceitei que dar importância ao meu corpo e querer ser mais magra e mais saudável não me torna menos "intelectual" nem me impede de enxergar a beleza em corpos de todos os tipos.

Portanto, P., siga sendo feliz como você é, cuide de seu corpo (acredito que nosso corpo é mesmo nosso templo) e de sua alma, e tente não criar um bloqueio com pessoas que têm uma relação conflituosa com seu próprio peso, mesmo que pra você isso pareça irrelevante. Suas amigas podem estar falando muito disso no momento porque é assim mesmo, mas é uma fase. Elas também não devem ser reduzidas ao peso que têm.

Anônimo disse...

Como ex-obesa (no auge pesava 107kgs para 1,70m), entendo bastante sobre isso de ser julgada pela forma. Como todo mundo me revolvei, me isolei, achei que o mundo era horrível, que eu era a certa e a sociedade inteira estava errada, amaldiçoei todas as lojas de roupas por não fazerem nada usável no meu tamanho, fiz todas as dietas possíveis (inclusive jejum), tomei muito tarja-preta, perdia e ganhava 10kgs com a facilidade que o vento muda de direção.

Aí quando estava já completamente sozinha, me achando o resto da humanidade, vivendo só pra enfiar alguma coisa na boca, com a pele toda arregaçada de estrias, com gordura hepática e sem saber o que era sexo há uns 3 anos (não porque faltavam oportunidades, tem gente que curte gorda sim. Mas porque eu não me achava ok em mostrar o corpo e fugia mesmo de qualquer aproximação), resolvi procurar ajuda e fui a um grupo de Comedores Compulsivos Anônimos. Vendo os depoimentos daquelas pessoas eu me via também e comecei a perceber melhor o que estava fazendo comigo. Essa teimosia, essa revolta infantil, esse mimo, o desregramento, esse não aceitar limites - nem os do corpo. Só nisso eu já comecei a fechar a boca e o ponteiro da balança foi baixando.

A partir desse grupo decidi investir em uma terapia voltada especialmente para pessoas obesas. Minha primeira tentativa não foi muito boa porque era mais voltada para pessoas na fila da bariátrica mas não desisti e achei uma psicóloga maravilhosa, ex-obesa, que só faltava ler pensamentos rsrsrsrsrsrsrs e ouvir verdades de alguém assim faz muito mais sentido. Fora que ela já era uma vovó e mesmo dando "broncas", tudo era feito com muita ternura e um profissionalismo não impessoal.

Três sessões com ela foram suficiente para que eu enxergasse tudo o que ainda não tinha visto nas sessões dos CCA. Ela era adepta à Terapia Breve, muito mais eficiente que passar 10 anos pra resolver um probleminha de infância que poderia ser matado em 3 ou 4 frases bem colocadas. Só não serve pra todo mundo, porque tem gente que é realmente muito teimosa e mimada, fica fazendo birra e esgarçando o corpo até não ter mais como. Pra mim, serviu.

Emagreci ao longo de um ano quarenta e dois quilos, sem pressa, até porque não engordei esses quarenta e tantos quilos de um dia pro outro. Besteira querer o negócio pra ontem. Não segui nenhuma dieta específica, não fiz blog, nem contei a ninguém que estava ativamente em processo de emagrecimento. Com uns vinte quilos a menos as pessoas já comentavam bastante mas eu me fazia de surda, por um motivo bem simples: o mesmo ouvido que escuta o elogio, escuta a crítica. O mesmo ouvido que escuta um "nossa, você está linda!", ouve também o "mas emagrecer tanto assim não vai te deixar toda pelancuda?". Se você é gorda e suscetível a críticas, a primeira providência é justamente parar de buscar a aprovação dos outros e trabalhar a sua aprovação, fazendo o que for necessário com coragem e determinação para se sentir bem.

Mantenho o peso há seis anos, sem cirurgia, sem remédios, sem balão gástrico, sem pelanca e aprendi a gostar de mim.

Mas tudo isso só foi possível quando cuidei dos aspectos psicológicos da minha obesidade primeiro, porque as dietas e os remédios só me prejudicaram. É nessa parte que os obesos falham, geralmente. Excesso de peso pode causar várias coisas, porém gordura é sintoma também. Sem encarar isso é mais fácil continuar se revoltando e se enganando com planos alimentares ridículos e já vai fazendo a poupancinha pra pagar o preço disso lá na frente. Não deixa de ser uma escolha.

Escolhi viver bem comigo e pra isso, tive que emagrecer já que nunca me aceitei gorda de verdade. Quem se aceita gordo não se isola, começa daí. Se os "amigos" enchem o saco, arruma outros, não se retrai por isso. Eu só não queria pagar o preço de ter um corpo magro, já queria pronto, toma a pilulinha mágica e puff. Ou que a sociedade inteira mudasse pra me aceitar, tadinha! O quanto perdi de tempo e ganhei de peso nessa brincadeira me dizem como eu estava errada em agir assim.

Anônimo disse...

Lendo alguns comentários e morrendo. Ser linda independe do peso, claro. Ser linda tem mais a ver com autoconfiança. Porém, digam tudo de bom que existe em ser gorda, só não digam que é saudável, por favor. Vejam dados sobre doenças cardíacas. Entrem no site da sociedade brasileira de endocrinologia e leiam sobre os fatores de risco que a obesidade acarreta.
Fala que gorda é gostosa, é quente, é linda... só não fala que é saudável peloamor. É a mesma coisa que falar que coca cola faz bem pra saúde. Na juventude os problemas do sobrepeso podem não aparecer, mas mais cedo ou mais tarde eles aparecem.

Dicona prazamiga gordinha: Alimente-se com sabedoria.

Anônimo disse...

http://m.estadao.com.br/noticias/vidaeestilo,estudo-mostra-que-e-possivel-treinar-o-cerebro-para-desejar-comidas-saudaveis,1559346,0.htm

Maria Valéria disse...

A diferença entre mulheres e homens gordinhos nao esta na vitimizacao, muito menos na cobrança vinda so das mulheres,

Homens gordinhos nao escutam " se vc nao emagrecer não vai arrumar namorada " ....pode ate ser que alguns escutem isso no colégio,mas depois que passa a fase da adolescência isso acaba !... Nao conheço nenhum gordinho solteiro, todos estão : casados, namorando ou de rolo.
Ja as gordinhas e outra estória, ne,

Homens gordinhos nao vêem a namorada perder o T*** por eles porque engordaram,
So vi UMA amiga me dizer que perdeu o T** pelo namorado quando ele engordou ( se bem que hoje esta casada com ele,gordinho !) ; ja o que escuto de amigos homens " ja avisei pra minha mulher, que se ela engordar e perder o corpinho que tinha eu largo " , ou entao, pior, nao larga, mas arruma um monte de amante
E as vezes nao e nem ficar gorda nao, basta uns quilinhos,e sair do padrão de beleza idealizado por eles
Mas a pança de churrasco e cerveja com a qual eles enchem a cara eles podem ter, ne !?barriga masculina e aceitável,feminina motivo pra divórcio :/

Entao, vc nao escuta de um homem " ai porque sou feio,ai porque sou gordo, mimimi" porque a sociedade aceita homem gordo, mas mulher gorda nao.

Conheci umas 4- 5 mulheres que fizeram a bariatrica e um único homem( um amigo meu ) ; mesmo assim esse meu amigo nao deixou de casar e ter namoradas, mesmo quando era gordo.
Ja as amigas...nem todas estão tão bem assim :/

Claro que tem mulher gordinha feliz, tem homem que adora mulher gordinha,que nao liga, que ate preferem etc, mas vamos combinar que são exceções ? Nao e o que vejo por ai no dia a dia por ai.
Ja os homens gordinhos normalmente nao estão nem ai!
Essa a diferença,

Anônimo disse...

Melhor comentário. Inspirador! Obrigada.

Maria Valéria disse...

Anônima das 11:44 , se vc puder , faça contato comigo através do blog para deixar o telefone da psicóloga com quem vc fez essa terapia.

Eu fui magra a vida inteira mas de uns anos pra cá comecei a ganhr peso fácil.
Nao estou gorda, mas estou beirando o sobrepeso.
As amigas / homens dizem " qual e,nao precisa emagrecer , agora que vc ta com corpo de gente, gostosa, etc" mas eu nao me sinto bem assim,
Sempre fui acostumada a comer errado( na verdade , desde a faculdade, quando fui morar sozinha, pq em casa minha mãe controlava ) e agora estou pagando o preço.
Se vc puder deixar um comentário no meu blog, com o telefone da psicóloga,agradeço. Nao irei publicar, somente apagarei e fico com o telefone.
Obrigada.

Anônimo disse...

"A pressão vem das próprias obesas"

Claro, assim como racismo vem das pessoas negras e a homofobia vem dos gays.

Bjs, pessoa escrota ;)

Anônimo disse...

Ana, a autora do post não quer emagrecer e o que nós outras temos a ver com isso?

Thata, quer droga prescrita ou traficada, ambas têm o mesmo objetivo: esquecimento.

00:34, não exagera. Muitos rapazes gordinhos vão pra academia, se bombam pra ficar com um corpo legal. Os que não conseguem, tocam a vida e pronto. Masculinismo tem outras causas.

11:44,"Escolhi viver bem comigo e pra isso, tive que emagrecer já que nunca me aceitei gorda de verdade. Quem se aceita gordo não se isola, começa daí."

Melhor e mais verdadeiro comentário deste post.

Quanto eu não daria para que todas parassem de se autopunir e mudassem o pensamento como você fez. Parabéns com louvor+. Você viu que tudo faz parte de um mesmo esquema, né? Eu também descobri o caminho das pedras há uns seis anos e jamais vou sair dele.


A anon das 17:25 confunde rejeição com pressão. além de não ter educação. A rejeição não é capaz de obrigar à ação. Quem pressionou a Fabiana Carla a fazer uma bariátrica, você sabe? Eu acho que foi ela mesma, por questões de saúde. Tanto que continua 'gordinha'...

Quem mais propagandeia os malefícios da obesidade é a medicina oficial e com razão. Fosse eficaz essa pressão, há muito as gordas deixariam de sê-lo. Quem rompe a inércia e toma as rédeas de sua própria saúde e estética sabe que a pressão vem de dentro e a rejeição tb.


Mª Valeria, tudo com relação à mulher é diferente. Homem não fica sozinho, nem hétero nem gay. Mulher sozinha é o que mais tem, independente/ da razão. Só acho que os homens reclamam menos das 'pressões' externas. Eles aguentam firme, fazem o que podem ou se drogam, se embebedam.

O verdadeiro problema dos homens é a falta de ereção e não os quilos extras. Nada a ver com o que a sociedade pensa ou não, né? Mulher não tem problema com ereção 'dela', se o gordinho der conta, tá de boa...e se ele tiver ereção com a gordinha, tá de boa tb.

Você já percebeu o sofrimento atroz dos homens que estão perdendo cabelo? Por que eles sofrem? Pela rejeição externa ou pela aversão interna?

O vitimismo é muito mais comum nas mulheres, por razões culturais, talvez. Os mascus reclamam sim, mas não se culpam pela rejeição. Culpam as mulheres.

Maria Valéria disse...

"O verdadeiro problema dos homens é a falta de ereção e não os quilos extras. Nada a ver com o que a sociedade pensa ou não, né? Mulher não tem problema com ereção 'dela', se o gordinho der conta, tá de boa...e se ele tiver ereção com a gordinha, tá de boa tb. "


Verdade, mas de boa ?? Agora nem esse problema os preocupa mais, porque existe viagra -:p

Anônimo disse...

pois é, esqueci do Viagra...viu como os homens dão um jeito sem precisar do mimimi infindável? :)))

FireHead disse...

Tu sabes e reconheces que és gorda. Sentes-te mal ou infeliz com isso? Não, pois não? Então, o que é que importa o resto?

Marcia Baratto disse...

Gordura não é doença. Para o imbecil godofóbico que fica repetindo senso comum, fazer ler direito o próprio link que recomenda: obesidade pode ser fator agravante, mas não é fator determinante.
Sabe interpretar o que isso significa? Talvez não, mas que tal começar com o básico: agravante - diferente -determinante.

Pode guardar o seu preconceito e ódio para si, nenhuma gorda precisa deles.

Anônimo disse...

Cara Marta Martins,

Comecei a tomar benzodiazepínicos sem saber que causavam dependência quando me separei do meu ex marido e tive crises de pãnico e ansieda. O remédio em si pode ser muito útil na fase inicial de um problema tal como o seu de compulsão alimentar, ou o meu, transtorno de ansiedade. Ocorre que hoje, por não ter tido o devido acompanhamento, sou viciada em benzodiazepínicos. Os profissionais que te acompanham e vc mesma devem te fazer buscar outros meios de segurar as ondas de tristeza, ansiedade, etc. então, não é o caso de demonizar o ansiolítico, mas de saber usá-lo, mas com orientações de bons profissionais, que eu infelizmente não tive.
Espero que as pessoas reflitam sobre o que verdadeiramente acontecem dentro de si mesmas e usem, o que quer que seja, ansiolítico, exercícios, shakes com consciência.
Carol H

Anônimo disse...

Caramba, é impressionante como sempre tem umas desgraças pra destilar seus preconceitos quando se fala de gordofobia. A menina não disse que tem compulsão alimentar, ninguém sabe se ela come porcaria, mas, óbvio, já pressupõem que ela precisa CORTAR TUDO porque, se é gorda, é porque insiste em comer demais.
Eu como muito, amo comer e não abro mão de nada de que eu goste. Não sou magra, mas tampouco sou gorda. Minha melhor amiga, no entanto, come pouco. De vez em quando despiroca e se dá ao luxo de comer alguma porcaria, mas, no geral, se alimenta muito melhor e em porções muito menores do que eu -- embora seja mais alta. Quando a gente vai almoçar, por ex, o meu prato dá dois do dela. Ela pesa mais ou menos trinta quilos a mais do que eu, levando um estilo de vida parecido -- nós duas somos meio sedentárias. E aí, kd seu deus agora? Existem muitos motivos que possam levar uma pessoa a ficar acima do peso. Não é porque você comia loucamente, fez dieta e emagreceu que seja simples assim pra todo mundo.

Anônimo disse...

E se eu quiser assumit esses "riscos" todos? Problema meu né ? Se liga

Anônimo disse...

Marta Martins, vi uma amiga tomar, por cerca de dois meses. Resultado: perdeu 7 quilos, perdeu o sono, perdeu o sorriso, perdeu a paciência... e ganhou muita agressividade. Eu não a reconhecia. E ela não era gordinha, era obesa, ou seja, teria que tomar isso por um bom tempo. Por sorte, não aguentou mais tanta tensão e parou. Entendo que uma ajuda nem sempre é ruim, mas o melhor caminho é não depender desse tipo de coisa.

Anônimo disse...

A todas/todos que querem mudar: mudem! Não há problema, se você acha que irá se sentir melhor. A todos/todas que não querem mudar: não mudem! Você só devem satisfação a vocês mesmos. O que não dá é deixar gente escrota comandar o que você acha sobre si mesmo, ou o que vai fazer, querer, onde irá, etc.

B disse...

Meu pai do céu, como tem comentário "patrulha da alimentação correta" aqui...

Anônimo disse...

Não, anônimo, ela não tem que reduzir o peso dela pra "bastar" pra você. Ela não tem que fazer nada pra você, aliás. Você é que tem que aprender a viver em sociedade.

Anônimo disse...

Marcia Baratto, gordura não é doença, mas gordura dentro do corpo é sim. A doença se chama obesidade.


CID 10 - E66 Obesidade
CID 10 - E66.0 Obesidade devida a excesso de calorias
CID 10 - E66.1 Obesidade induzida por drogas
CID 10 - E66.2 Obesidade extrema com hipoventilação alveolar
CID 10 - E66.8 Outra obesidade
CID 10 - E66.9 Obesidade não especificada

Marcia Baratto disse...

Não, não é.

Sociedade Brasileira de Endocrinologia:
http://www.endocrino.org.br/o-que-e-obesidade/

"A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, entre outras."

Mais propensão, fator de risco, nada igual a determinação.

Sobre o CID, a classificação não é exclusiva para doenças, favor interpretar corretamente.
CID - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde

Vamos ser mais honestos...

Sequer a obesidade pode ser considerada um problema relacionado à Saúde, se não estiver acompanhada de outros sintomas que prejudicam a qualidade de vida e/ou significam risco de morte.


Obesidade é doença quando a pessoa gorda sofre como pressão alta, ou diabetes, ou apresenta problemas nas articulações, ou tem dificuldades respiratórias, ou desenvolve gota, ou pedras na vesícula e, até algumas formas de câncer. Ou um mix de algumas dessas coisas.

Tá gordo? Tá sofrendo algum dos trecos acima? Sua vida pode melhorar se você além de emagrecer, fizer o tratamento adequado.

Tá acima do ICM de 24, mas seu exames estão ok, você não sente dor levando sua vida normalmente, você não está doente, simples assim.

Então pode carregar o seu estúpido preconceito para outro lugar, por que aqui ele não cabe.



Anônimo disse...

Não vejo problema no nome comprido da sigla CID. Obesidade é uma síndrome de infinitos sintomas e abre porta para várias complicações fatais. Tá certo que não existe doença e sim doente. Quem está obeso sabe muito bem onde lhe dói o sapato.

Acho tão risível sua tentativa de minimizar o mal que faz estar muitos quilos acima do peso ideal... Fosse assim, minha cara, a fila da bariátrica tinha 4 ou 5 gatos pingados. Mas sabe, ela dá voltas e voltas no quarteirão.

Tá gordo? Pois é, nossa anfitriã está com um treco chamado esteatose hepática, sintoma direto da obesidade, que não é o fim do mundo, mas levará a consequências fatais se não tratada.

Acho que você está só defendendo seus interesses particulares e não o bem-estar das que o perderam pra obesidade e não conseguem recuperá-lo. E não é preconceito estúpido que está ferrando com a saúde das pessoas, viu? O buraco é mais embaixo, e talvez você faça parte dele.

Anônimo disse...

A "Organização Mundial de Saúde" (OMS) define a saúde como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades".

Adianta estar com os exames normais e viver se isolando ou se culpando, comendo compulsivamente, se alcoolizando ou se drogando para emagrecer (falta de bem estar mental)? Ou sofrer bullying, discriminação, rejeição que leva ao mal-estar social?

Anônimo disse...

Minha amiga estava 10 quilos acima do que seria ideal para ela, bonita e "gostosa" (quem olhasse diria que ela só precisava perder 2 ou 3 quilos), e a nutricionista a classificou como obesa. Obesa. Tá na hora da gente repensar o que fala quando diz que "isso é comprovado, no índice de sei-lá-o-quê é doença", porque essas definições seguem e se modificam de acordo com a sociedade. E a nossa sociedade está cada vez mais doente por magreza.

Anônimo disse...

O peso ideal vai até o IMC 24,9. Era exatamente o meu IMC antes da dieta. Com mais 10 quilos eu estaria com IMC 29,01. Mais 2 1/2 quilos e eu estaria obesa.