sábado, 17 de maio de 2014

GUEST POST: A CULTURA DO ESTUPRO ESTÁ PRESTES A GANHAR UMA SANTA

Marina me enviou este relato:

Meu nome é Marina, sou educadora e trabalho com estudo do meio, o que significa que oriento crianças e jovens em viagens pelo Brasil e exterior.
Recentemente, em uma dessas viagens, estive com um grupo de estudantes em Santana do Cariri, região do Crato, Ceará.
Dentre muitos estudos que os jovens fizeram, nos deparamos com um fato curioso, o processo de beatificação de uma menina assassinada em 1941, e decidimos, com os alunos, investigar sobre o que se tratava.
Fomos recepcionados por alguns rapazes em uma capelinha rústica no meio de uma estrada e começamos a tomar contato a com história da garota.
Nos contaram que nos anos 40, a jovem órfã chamada Benigna Cardoso da Silva, com então 13 anos, sofria constantes assédios de um jovem chamado Raul Alves, uns dois anos mais velho que ela. Este, diante de sucessivas negativas da moça às suas investidas, armou uma tocaia para tentar estuprá-la e, não conseguindo praticar a violência sexual, matou a menina a facadas. Assim é narrada a saga de Benigna (há um blog pela sua beatificação):

"Raul, que ficara à espreita [no rio onde a menina foi pegar água], por trás de uns arbustos, ao vê-la com o pote, aproximou-se e fez-lhe propostas amorosas, recusadas categoricamente por Benigna. Enlouquecido, levado por uma força demoníaca, Raul sacou um facão e ameaçou mata-la, caso não aceitasse (o relacionamento sexual). Benigna, de corpo franzino e aparência anêmica, movida por uma força sobre-humana, defendeu sua castidade, a todo o custo, da monstruosidade de seu algoz. Pediu, implorou em nome de Deus, mas, num gesto de fúria, Raul cortou-lhe os três dedos da mão. Ainda assim ela se debateu, e ele então lhe atingiu a testa e os rins (com o facão). O golpe fatal, no pescoço da menina, quase decepou a cabeça desta. Diante da tragédia, Raul fugiu, deixando o sangue virgem da menina escorrendo pelas pedras. [...]
"Foi para defender sua pureza que ela preferiu morrer traspassada pelos golpes que lhe atingiram a mão, a testa; o pescoço e as costas. A sua castidade, no entanto,  foi preservada, e pura ela se apresentou no céu."

Uma história triste, que se repete até hoje todos os dias, não fosse o fato de haver um grupo de religiosos e devotos querendo canonizar a menina sob o título e égide de "heroína da castidade".
Quando tomamos ciência dessa intenção, eu e algumas meninas do grupo ficamos revoltadas e nauseadas; não só pelo fato da glorificação da castidade (e em todo o julgamento moral e religioso ligado a essa questão), mas também pelas diversas manipulações feitas na trajetória da menina para que todo um discurso pela culpabilização da vitima e opressão da mulher fosse construído.
Pra começar ninguém sabe como a menina realmente se parecia, já que não há um só registro fotográfico dela.
Na verdade, segundo a pessoa que nos atendeu na capela, tudo que se sabe sobre os fatos foi baseado no registro do religioso Cristiano Coelho (padre da época da morte de Benigna), em memórias de contemporâneos e na confissão do assassino.
Diante disso foi chamado um artista para representar a figura da menina: branca, cabelos levemente ondulados, bíblia na mão e aparência muito jovem.
Ainda mais revoltante é o subtexto do discurso em favor da santificação da menina, que literalmente louva o fato dela não ter cedido a tentação e ter morrido defendo sua "honra", não cometendo assim nenhum pecado, mantendo-se virgem.
Ao sair do santuário algumas meninas do grupo, muito abaladas, indagaram ao professor delas porque escolher uma só mártir, já que milhares de mulheres foram, são e serão violentadas e mortas ao longo do tempo.
Pior ainda: glorificar uma criança morta porque ELA não "cedeu a tentação"?
Essa é para mim é a parte mais horrível de todo o circo armado em torno da figura da garota, porque diz claramente que a mulher que é estuprada é culpada, que de alguma maneira, se o ato sexual não consentido é levado a cabo, aquela mulher não tem mais valor moral.
Joga no lodo da acusação todas as mulheres violentadas diariamente que sofrem caladas, que não reagem para não serem mortas diante do terror das violências praticadas.
Não obstante, exime da culpa o algoz, o homem, já que na história o tal Raul cumpre pena, se arrepende, se converte e morre perdoado do "mal passo" dado.
Clique para ampliar
Além disso, canonizar uma heroína da castidade em pleno século XXI dá as mulheres a clara mensagem de que o nosso valor está em um mero ato sexual, e de que aquelas que exercem sua sexualidade livremente não são dignas, e portanto podem e vão ficar sob o arbítrio da sociedade.
De fato, como a Lola muito bem me lembrou, Benigna não seria a primeira moça a ser beatificada por defender sua castidade (a narrativa de Benigna, aliás, é parecida com a da italiana Santa Maria Goretti, morta em 1902, canonizada em 1950). Mas não deixa de ser chocante, num Nordeste onde a mulher começa a se empoderar, diante da inclusão no mercado de trabalho, diante de benefícios pagos a elas, que a Igreja Católica mais uma vez recrudesça o discurso. 
exaltação de uma figura como Benigna, louvada por sua castidade, coloca todas nós em uma posição de inferioridade e risco. Ainda mais num lugar como o sertão nordestino, onde o patriarcado, o machismo, a cultura de estupro e a  culpabilização da vítima (sem falar na pedofilia), ainda seguem firme e ocorrem em bases diárias (como em muitos outros cantos do Brasil -- quiçá em todos).
A triste história distorcida de (mais) uma menina assediada sexualmente, morta e enaltecida por isso, nos mostra que a cultura do estupro e a opressão da mulher estão, infelizmente, longe do fim.

52 comentários:

Fernanda disse...

Quando li esse post, lembrei um pouco da história de Santa Luzia:
http://noticias.cancaonova.com/conheca-a-historia-da-santa-protetora-dos-olhos/
Isso mostra um pouco das dificuldades de empoderamento de mulheres tendo como figuras santas que são beatificadas por preferirem a morte, os sacrifícios, a ceder ao pecado (como se estupro fosse uma questão da mulher ceder ou não).

D Stoffel disse...

lola tenha cuidado com os comentários nos outros posts apareceu um monte de machista nazista querendo criticar, Esse blog não é pra machista a ideia deles não nos representa, e também ficaram falando que abortar é errado, então homem larga a mulher sozinha pra ela criar filho também é errado,sendo que eles mesmo mandam abortar, como são burros e se contradizem o tempo todo, vão passar a vida toda se masturbando ou então tomando chifre de mulher. Desculpe foi um desabafo é pq eu nunca tinha visto tanta burrice e homem maluco como vi no outro post.

D Stoffel disse...

É por essas e outras que o homem brasileiro tá sendo cada vez mais trocado pelo europeu, americano, etc... A falta de educação para a mulher é tanta que chega dar nojo. Eu fiquei com nojo de ler eles, tratando as mulheres como se fossem "putas" desculpe o termo, e ainda querem pedir respeito. E CONSEGUEM SER MAIS VULGARES QUE AS MULHERES QUE TANTO XINGAM.

verdadecatolica disse...

Ela foi beatificada pois era religiosa, casta e foi mártir. Castidade é uma valor religioso e você é uma preconceituosa de merda, aos desvaloriza-lo e ataca-lo dessa forma.

E outra, já se informou sobre estupros na cadeia ? Sabe que as maiores vítimas de estupro são os homens ? Ah, sim, você não quer saber de igualdade e sim de privilégio.

Carol Bianchi Sampaio disse...

Bom dia mestre Lola :-)

A única coisa que eu não concordo em todo esse debate sobre estupro é a discriminação por orientação sexual que sempre aparece no tema. A tratativa dada a questão da violência sexual entre gêneros diferentes é muito diferente em relação a violência sexual intergênero.

Quando o deputado Jean Wyllys chama uma audiência pública para tratar do tema "Sexualidade na primeira infância" e defende que a criança tem "o direito" de manipular orgão genital de adultos isso é considerado correto e qualquer oposição é definida como "extremistas homofóbicos" ou "intolerantes religiosos".

O professor e membro da comissão presidencial de direitos humanos Luiz Mott escreve um artigo chamado "Pedofilia Já enquanto estou com tudo encima" e o assunto é tratado como um direito de expressão e liberdade sexual. A reação de parlamentares contra esse artigo foi taxada de "extremismo homofóbico" e de "intolerância religiosa".

O comentário posto acima sobre a questão dos presidiários é muito séria, porque aquilo vira uma escola da violência sexual. A banalização da violência e a formação de grupos de autodefesa no sistema carcerário é preocupante. Essas organizações criminosas nada mais são do que grupos de autodefesa, pessoas que se organizam na ilegalidade com o objetivo de criar mecanismos de defesa contra o sistema.

Quando a violência sexual contra crianças é direcionada a pessoas do mesmo gênero, quando um homem defende o abuso sexual de crianças masculinas, parece que existe uma tolerância muito grande dentro do movimento feminista porque qualquer posição contrária pode ser visto como "coisa de reaça". Quando uma mulher homossexual aparece com uma "leitinho" é tratado como algo bonitinho relacionado a liberdade sexual.

Violência é violência.
Violência gera violência.

As estatísticas mostram uma verdade incontestável. A criança que sofre abuso e violência, seja de uma pessoa do mesmo gênero ou de gênero oposto, é um futuro agressor em potencial.

Ao defender um tipo de abuso sexual e ser contra outro tipo de abuso sexual estamos alimentando o gato de Schrödinger, estamos criando pessoas com stress e traumas que podem ou não explodir na idade adulta.

Musicista Feminista disse...

"Sangue virgem", tipo até o seu sangue fica poluído depois q vc transa...
Do jeito que eles escrevem todas as que foram estupradas deveriam ter pedido para ser mortas a facadas, para preservar a castidade...como se fosse uma escolha, de querer ou não ser estuprada...

Tots poly disse...

PARA "verdadecatolica" disse...

Castidade é mostrado na bíblia como valor divino mas NÃO aparece na bíblia que somente "mulheres" tem que ser "puras" enquanto homens podem transar com meio mundo!
A "castidade" imposta pela igreja foi uma forma de oprimir e culpabilizar SOMENTE as mulheres por tudo!
Eu era católica fervorosa, vivia indo às missas, casei VIRGEM com meu ex-marido, deixei de trabalhar e estudar pra ser uma dita mulher "direita" e o que ganhei em troca? Fui humilhada, agredida, traída pelo meu então marido e toda vez que pedia conselho do padre, ele me mandava "ser paciente e edificar o lar"(hoje vejo como fui tola e manipulada!).
Quando meu ex tentou me estuprar, foi a gota d'água, e contei pro padre que prontamente me CULPOU porque segundo a igreja católica mulher solteira que trepa é "puta" mulher casada que não trepa com o marido(ou segundo vocês beatos reaças, "servir o marido", afinal pra vcs sexo é só para o HOMEM), não está sendo uma "mulher de bem".
Me separei, o padre não fala mais comigo(fiquei chateada, hoje eu mando um "foda-se" pra ele!), tive alguns namorados(e transei com eles, kk). E recentemente, trabalho no meu escritório de arquitetura e tenho um marido maravilhoso.
Agora que sou uma mulher "desvirtuada" sou feliz e livre e garanto eu tenho muito mais amor e fé em Deus dentro de mim porque sou boa com os outros, sou generosa, ajudo crianças necessitadas, e sinceramente não vejo NENHUM padre(nem pastor, digo pq tenho amigas que quiseram que eu me tornasse evangélica, e recusei pq maior parte das igrejas reina exploração e hipocrisia!) ajudando crianças necessitadas, pessoas humildes e doentes! Só vejo dos padres e pastores muito julgamento moral e arrogância!
E francamente, se um traste tentasse me estuprar, tá mais fácil eu matar ele do que deixar que ele me matasse, porque eu tenho que SACRIFICAR minha vida por um criminoso?!
E o texto da Albertina(do RS), quer dizer o cara mais velho que ela, com idade de ser pai dela, vocês NÃO o consideram um estuprador e sim um homem "acometido de paixão"?! Que merda é essa! Vocês tiram a culpa do homem até quando se trata de crime deste tipo?!
Não é a toa que na igreja tem tanto pedófilo. A culpa não é de quem estupra e sim de quem foi violentado mesmo que seja um menino ou menina de 8 anos!! É só lembrar o quanto condenaram e até excomunharam uma menina de apenas 9 anos que foi submetida à uma aborto pq além de ter sido estuprada pelo padrasto ainda corriam risco de vida, e no entanto NENHUMA palavra contra o estuprador foi falado pelos padres(aliás só faltou os padres chamarem o padrasto pra ser sacristão, afinal um pedófilo a mais não faz diferença né?). Então o que se diga de uma garota adolescente e uma mulher adulta se for vítima de violência sexual né? É culpa automática!
Então eu digo, vocês vomitam machismo, moralismo e regras mas são um bando de hipócritas que exploram, abusam e tratam os(as) fiéis como ovelhinhas!
Dane-se a "virtude" de vocês que só serve pra oprimir e cagar regras e criar "santas" que só servem pra culpar as vítimas de estupro!
Viva a minha liberdade que garanto não faz mal a ninguém!

Luiza Bairros disse...

Eu já tinha ouvido essa históriam, mas nunca tinha pensado nesse viés. Realmente, os reliosos pensam que se a menina tivesse um namorado e transasse com ele, já não teria o mesmo valor. Se você é estuprada, de certa forma a culpa é sua pq não morreu defendo sua castitade. Se fosse pura msm não teria deixado que o estupro ocorresse. Se vc foi estuprada então, a culpa de certa forma, é sua.
Horrível tudo isso.

Sara disse...

A posição que as religiões colocam a mulher é inaceitável, mas infelizmente os religiosos tem uma bíblia para apoiá-los, em deuteronômio 22.23, a pena que uma mulher deve sofrer por ter sido estuprada é a morte, ela deve defender sua castidade de todas as maneiras possíveis.
Não importa que ela esteja sendo ameaçada de morte ou mesmo paralisada pelo medo, se ela não gritar por ajuda, deve morrer.
Parece q uma mulher q viva sua sexualidade do jeito q a faz feliz, não tem valor algum para a sociedade machista patriarcal e seus filhotes as religiões abraâmicas.

Débora Alencar disse...

Vale lembrar que a região do Cariri (Onde se encontra a cidade do Crato) já foi alvo de um Serial Killer. Este matou 7 jovens mulheres na região. A menos de 12 anos, minha tia foi uma delas.

Raven~ disse...

Levaod ppr uma força demoníaca...


Aham. Verdade sei lá o... Preconceituoso de merda é tu! Aliás q vocabulário xulo pra alguém tão de dels assim. Não t tem
ergonha de orar com essa boca suja?

Raven~ disse...

Nossa maldito celular. Fico parecendo um mascu escrevendo assim... XD

Tots poly disse...

Para Raven

Não foi o "Verdade Católica" que comentou Raven fui eu, Tots.
Querida, eu falo palavrão pq é do meu jeito, mas, não quis lhe ofender nem nada, mas, tb não esperava por uma "lição de moral" da tua parte! Por acaso uma pessoa não pode ter tatuagem, não pode contar piada, ou até falar alguma palavrão(que eu postei alguns sim pra elucidar meu sentimento à alguns fatos que me aconteceram).
Se vc escrevesse alguma besteira ou algo errado eu não viria lhe dar lição de moral.
Não me entenda mal, mas já passei por muito julgamento por minhas escolhas e não preciso de mais julgamento.
Não tenho nada contra vc Raven, até sempre gostei de seus comentários, mas, não fiz nada contra vc pra ter me atacado de forma desnecessária.
Não precisamos ter inimizade nem amizade, mas apenas um debate "sem julgamentos" dos importantes artigos da Lola neste blog!
Abraço.

Teresa Silva RJ disse...

A cultura do estupro já tem uma santa: a própria Maria Goretti citada pela Lola. Ela é santa canonizada e padroeira das vítimas de estupro. Mas, com todo o respeito a uma criança martirizada, ela é a vítima de estupro perfeita: 11 ou 12 anos, virgem, resistiu ao estupro e, agonizando no hospital com ferimentos de uma adaga de 30 cm(!), perdoou o estuprador antes de morrer e desejou encontrá-lo no céu. Depois que cumpriu a sua pena, o estuprador se recolheu em um convento, onde trabalhou como jardineiro até morrer.

E a história de Benigna não é parecida com a de Maria Goretti, é idêntica: reparem nos detalhes de que ela foi morta a facadas por resistir ao estupro e o estuprador se arrependeu e se converteu na prisão. Com todo o respeito a outra menina martirizada quer tenha existido ou não, parece uma história criada pelos moradores da região pela necessidade de uma santa local. Aí entra a questão das pessoas precisarem de "seres superiores" para adorar e louvar.

Barbara O. disse...

É horrível. Por outro lado, se a igreja católica insistir em ser tão horrível, talvez propicie mais apostasias, e isto seria ótimo!

Anna Milani disse...

'que na história o tal Raul cumpre pena, se arrepende, se converte e morre perdoado do "mal passo" dado.'

Se todo estuprador se arrepender e não pagar pelos pecados em um lugar bem fodido, que chamamos de Inferno [claro, quem tiver religião], eu só digo uma coisa:
Olá, Lord Lúcifer.
Eu é que não vou querer ficar num céu onde a pecadora é a mulher que sofre um estupro, enquanto o cara é perdoado e vira santo.

Na boa, eu sou espírita, e larguei a religião católica justamente por isso: Não há religião mais machista que essa [talvez os Testemunha de Jeová]; E quando eu ouvir uma pérola machista na religião que frequento, ADEUS. Afinal, não precisamos de igreja para acreditar em Deus.

Verdadecatolica [hehehehehe, nem um pouco religioso] Vai se ferrar [pra não dizer outra coisinha, estou tentando ser mais educada, sabe]. Você é um eca de pessoa. Homens sofrem nem 5% dos estupros que mulheres sofrem, então vai louvar seu deus machista e deixa de encher o saco, religioso de merda.

Aí é que nós vemos como a sociedade é cega. Santificar uma mulher por sua 'castidade'? É uma escolha ser casta ou não, e não é da minha conta se ela quer ser casta ou não! O que eu acho o cúmulo é condenar as mulheres que NÃO querem ser castas e submissas. Vem dizer na minha cara que mulher é 'livre' agora.

Nem o poder de dar SUA virgindade quando quiser é dela, é do homem, é da maldita igreja que caga regra. Seguindo a lógica inteligente dessa manada de jumentos, a mulher que não quiser morrer e TER que ceder [Notem o 'ter'] é puta, não merece o céu, porque não morreu por sua 'castidade'.
AH, GO FUCK YOURSELF!

[Desculpe pelas palavras, mas é que é um desabafo que eu queria sair à muito tempo]

Raven~ disse...

Tots Poly vc é o verdadecatolica? Eca.

Raven~ disse...

Ah bom, daí vc vai me dar licença, mas falar pra pessoa que ela é uma preconceituosa de merda e depois vir me dizer que quer um debate sem julgamentos... Bom, acho que inicia uma inimizade comigo querendo ou não.

Raven~ disse...

Ahn Tots Poly... Relendo os comentários vi que vc respondeu o verdadecaquetica e eu... Também. Que manezice.

Julia disse...

E repararam no ~enlouquecido~ e
~levado por uma força demoníaca~?

Tots poly disse...


Oi Raven.
Td bem querida? Acho que houve apenas um mal entendido, rsrs.
NÃO sou o ridículo do "verdadecatólica", felizmente. :)
Foi mal pelas palavras um pouco duras. Sofri mt com meu ex-marido, ex-professores, ex-sogra e tive que me endurecer pra me reerguer, eu era uma "bundona", kk fraca e manipulável, mas, enfim, hoje sou feliz. :)
Quanto à questão das "santas" só são uma forma de julgar de forma hedionda as vítimas de violência sexual e "perdoar" o estuprador!

Julia disse...

Eu não conheço muito sobre santas católicas, mas parece que muitas seguem esse mesmo roteiro.


A Gianna Beretta Molla era uma médica italiana que, ao descobrir que tinha um fibroma no útero, preferiu fazer uma cirurgia arriscada para preservar a gravidez do que um aborto. Ela teria dito: "Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!".

Foi beatificada pra servir de exemplo.

Julia disse...

Fui procurar pelas santas e achei essas pérolas.

Santa Luzia (Lúcia de Siracusa) - "Diocleciano vendo que nada a convertia, mandou jogá-la em uma casa de prostituição, cheia de homens sedentos de um corpo virginal como o de Luzia, mas foi em vão: ninguém conseguia tirar Luzia dali. Nem mesmo uma junta de bois conseguiu. Os soldados saíram envergonhados por não conseguir tira-la dali. Seus pés eram como se estivessem fincados no chão, como raízes de plantas. (As virgens naquele tempo tinham mais medo de perder a virgindade do que uma cova cheia de leões)."

Santa Cecília - "Estando só com o noivo, disse-lhe Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal."

Santa Inês - "foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo Agnolo. Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela. Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo seu corpo. Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e o ressuscitou."

pedro c. disse...

À D Stoffel.

Você une todos homens como se fossem um ente sobrenatural. Diz que defendem certa posição e "eles mesmos mandam abortar". Eles quem? Seu namorado não representa ninguém além dele próprio. Suponho que falou por experiência.

Não quer igualdade? Vejo que isso é discurso vazio para sua pessoa, já que não suporta discordâncias nem em comentários. Você só quer privilégios.

D Stoffel disse...

se os homens não querem que a mulher aborte, pq tem tanto pai que nem liga pro filho, tiveram que fazer campanha pra os pais assinarem o nome na certidão dos filhos, uma vergonha, e depois ainda querem criticar o aborto, e privilégios se tu podes podemos também.

Julia disse...

pedro c., existem muitos homens que mandam sim abortar. E tem os que abandonam a mulher grávida e por isso ela resolve abortar. É disso que a D Stoffel está falando.

Tots poly disse...

Eu fico muito incomodada como esta pressão religiosa na vida sexual das mulheres pode ser tão danosa.
Quando eu tive namoradores, tinha tesão claro, mas, eu não deixava passar do beijo porque "moça de bem ESPERA por seu príncipe".
Ele chegou, e era advogado de família tradicional. Me tratava com suposto "respeito" vivia dizendo que o principal motivo de estar comigo é pq eu era "moça de família"(como eu fui idiota!).
Na noite de núpcias ele NÃO foi carinhoso. Foi violento e impaciente e minha primeira vez foi dolorosa. Depois debochou de mim dizendo que estava sangrando feito "porca"!
Passou o tempo e só fazíamos sexo durante meu ciclo reprodutivo, mas, FELIZMENTE não engravidei do traste! E o mesmo homem que elogiava "minha virgindade" tinha agora se tornado crítico e reclamava que eu era "fria como peixe"!
Depois soube que quando erámos noivos ele tinha outra mulher, e antes dela vivia se envolvendo com prostitutas(sem querer desmerecer estas moças, apenas expondo um fato sobre meu ex). E casado comigo ainda se envolvia com elas.
Peguei DST(dele claro! nunca o traí e não tinha outro além dele!). Passei por um tratamento doloroso e quase me separei dele. Ele pediu "perdão"(só lembrar que muitos assassinos, estupradores e pedófilos tb pedem um suposto "perdão" pra conseguir redução de pena!) e a babaca aqui perdoou! Meses depois ele me agrediu e disse que se eu me separasse dele, ele me matava! Me separei mesmo com medo. Arrumei namorados e alguns deles transei no primeiro encontro e NÃO me arrependo!
Hoje sou casada com um homem incrível e sou feliz!
Então, eu digo NÃO CAIAM neste papo moralista-reaça-puritano-castrador que considera TODA mulher que faz sexo "vadia".
Não somos SANTAS nem PUTAS, somos mulheres. É tão difícil entender isso?

Tots poly disse...

Quanto à questão das "santas", acho revoltante que mais uma vez a igreja castra, humilha e ainda aponta o dedo pras mulheres(e até meninas) vítimas de violência sexual por elas terem SOBREVIVIDO ao estupro!
Como mais uma vez é defendido que mulheres façam com que os estupradores a matem ANTES de serem violentadas! De preferirem lutar por sua genitália do que lutar por sua vida!
NENHUMA mulher quer ser estuprada! É tão difícil entender?! Se um canalha encosta uma faca no pescoço de uma mulher ou até mesmo um revólver NÃO há mulher comum que resista! Não temos obrigação de sermos "santas" que farão com que o criminoso nos dê um tiro nas nossas caras ou corte nossas gargantas! Até o mais macho dos homens quando tem uma faca envolta do pescoço quando tá na cadeia, não faz resistência ao estuprador!
Praticamente todo ser humano quer viver (ou sobreviver)! Esfregar em nossas caras que o estuprador NÃO tem culpa de ser um criminoso covarde e nós que somos culpadas da violência é de uma falta de humanidade e falta de caráter impressionante destes padres!!
Não me arrependo de ter largado a igreja! Melhor do que ter me tornado mais uma carola imbecil que apoia padrecos reaças machistas e moralistas que cagam regras em cima de nós mulheres!

Anônimo disse...

Caso idêntico em Santa Catarina:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Albertina_Berkenbrock

Julia disse...

Tots poly, que história horrível.
Sinto muito pelo que você passou.

Ainda bem que você largou a igreja. É o que eu acho que toda mulher deveria fazer.

Anônimo disse...

Essa igreja catolica é mesmo uma droga!e o pior de tudo é que faz com que varias mulheres jovens fiquem abobalhadas, com a auto estima baixa por causa dessas ideias idiotas.Ainda bem que eu já sai dessa religião,gostaria q outras tivessem um pouco de luz e caissem fora,passei anos da minha vida me sentindo uma pecadora ,agora só dou risada , mas na epoca era sério.

Raven~ disse...

Huashua foi sim Tots.

E eu tb sinto muito pelo que vc passou. Ninguém deveria sofrer assim.

Tots poly disse...

Para Júlia e Raven

Valeu pela preocupação meninas. Sim, sofri, mas, tem pessoas que sofreram muito mais do que eu.
Estou bem agora, trabalhando, viajando pra várias cidades(quando estou de férias do trabalho) e casada com um homem de verdade invés de um traste misógino.
Quando leio os artigos deste blog vejo que o que fiz de certo era ERRADO e o que fiz de(supostamente) errado era o CERTO, hehe.
Abração meninas. :)

Anônimo disse...

A igreja católica valoriza a castidade. A igreja católica também valoriza mártires. A menina coincidentemente, de forma verdadeira ou não, junta os dois e poderá ser canonizada.

Considerando a circunscrição ao universo católico, qual é o problema?

Rafael

Anônimo disse...

que triste esse post!! O unico ponto bom foi ver que tem gente igual a tots poly, que dão a volta por cima, mesmo tendo sido doutrinadas desde sempre.
E como um religião quer ter moral se na hora que precisamos dela a unca resposta é : "seja paciente e edifique seu casamento?" você fez muito bem de amndar esse padre a merda.

E não sei como mulheres catolicas podem achar uma boa ieia beatificar uma mulher que a unica coisa "santa" que ela fez foi ter reagido a um estrupro. Se fosse hoje , ainda falariam: " mas reagiu porque? todo mundo sabe que não tem que reagir.. morreu de besta".

Acho mesmo que a raiz de todos os males é essa pribição sexual, que a mulher so tem valor pelo o que ela NAO FAZ. E dai vem a papagaida que mulher tem que se valorizar, que não tem valor por si so.. e pronto, como a mulher não existe mais como pessoa, e sim como uma buceta andante, està pronto o machismo.

lia

Anônimo disse...

"A posição que as religiões colocam a mulher é inaceitável, mas infelizmente os religiosos tem uma bíblia para apoiá-los, em deuteronômio 22.23, a pena que uma mulher deve sofrer por ter sido estuprada é a morte, ela deve defender sua castidade de todas as maneiras possíveis".

Sara, é bom ver todo o contexto antes de comentar. É justamente isso que os religiosos fazem, citam versículos isolados para justificar seus jogos de poder.

No Caso de 22:23, está falando de uma virgem desposada (noiva) que propositalmente se deita com um homem (cede às suas investidas). E veja que ambos são dignos de morte. Isso fica claro no texto a seguir:

"E se algum homem no campo achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então morrerá só o homem que se deitou com ela;
Porém à moça não farás nada. A moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo, e lhe tira a vida, assim é este caso". Deuteronômio 22:25-26.

Aliás, os próprios religiosos usam os textos que lhes convém e descartam os que não lhes convém, como por exemplo, que Jesus é descendente de uma prostituta gentia (Raabe), e que na Bíblia o feto ainda não era considerado uma vida:

"Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. Mas se houver morte, então darás vida por vida".
Êxodo 21:22-25.

Na Lei do "Olho por Olho, Vida por Vida", se ocorre o aborto, o "causador" é apenas multado, ou seja, ele não tirou uma vida (caso fosse, teria que pagar com sua própria vida). Mas se na contenda ele acaba matando a mulher, aí sim, a vida dele deve ser tirada. Isso mostra que o feto ainda não era considerada uma vida.

Anônimo disse...

"A igreja católica valoriza a castidade. A igreja católica também valoriza mártires. A menina coincidentemente, de forma verdadeira ou não, junta os dois e poderá ser canonizada".

Ainda bem que você confessa que é a Igreja Católica, e não a Bíblia:

"Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração". - 1 Samuel 16:7.

Há muitos "santos" na aparência e na vida social que tem o coração negro quando estão por trás dos bastidores, e muitas pessoas dadas como hereges e impuras que possuem um coração de ouro.

Aliás, na Bíblia nenhum santo tinha boa fama. Jesus mesmo, era chamado de beberrão, comilão, amigo de cobradores de impostos, adúlteras e prostitutas, e estava do lado oposto do sistema religioso e político da sua época.

Ou seja, o próprio Jesus nunca seria santificado pelo Vaticano.

Anônimo disse...

Sou ateia e justamente por isso acho inapropriado julgar quanto dos dogmas religiosos de alguém. Imaturo, pra dizer o mínimo. Se dentro da ótica católica é correto santificar uma criança supostamente vítima de um agressor isso em nada muda minha vida, minha fé ou no caso, a ausência dela.

Anônimo disse...

Por isso eu fico com tanto medo nessa vida... Sei que como mulher vou acabar passando situações difíceis, e eu já tive que me desvencilhar de um cara - que eu conhecia e supostamente era meu amigo - pra não ser agarrada a força e sabe-se lá o que iria acontecer.

Aí eu fico pensando em como pra evitar o sofrimento de ser culpada pelo que aconteceu comigo, pra evitar o que o machismo vai colocar no meu caminho, eu teria que evitar de ser estuprada mesmo que eu morra no processo.

E isso é horrível, colocar a minha sexualidade acima da minha vida, mas o mundo é uma bosta mesmo...

Anônimo disse...

Carol,

Eu nunca encontrei nenhuma fonte séria que confirmasse esses "acontecimentos" do Deputado Jean Wyllys e do Professor Mott - que eu nem conhecia até começar esse papo maluco de "defesa da pedofilia".

Aliás, é fácil demais colocar militantes de gênero como defensores da pedofilia. Estratégia usada desde o início dos tempos, coisa mais velha do mundo. Parabéns pra quem criou o hoax.

Anônimo disse...

"porque eu tenho que SACRIFICAR minha vida por um criminoso?!"
acho que essa frase da Tots Poly resume tudo!!!!

Anônimo disse...

Nossa, nunca vi tanta besteira num post só. Como católica praticante acho lindo o gesto que está sendo feito, mesmo sendo no Nordeste. Nunca li um texto falando tantas bobagens.

Brenda B.C disse...

Sou feminista e católica. E por isso digo: "nem tanto ao céu, nem tanto à terra".

Creio que a autora do guest post exagerou, fez muita tempestade com um copo de água. Eu concordo que a religião católica tem uma ala bem radical, assim como o feminismo também tem. E não concordo com nenhuma das duas.

A suposta garota que defendeu a sua castidade até a morte foi escolhida para ser santa justamente por defender algo que a religião católica valoriza, que é a castidade de homens e mulheres. Na religião que eu estudo há anos é essa recomendação: os dois sexos tem que ser castos, e não apenas um. Quanto à isso dificilmente a igreja vai mudar de opinião. Cada um deve escolher seu caminho.

Só que em nenhum lugar na minha religião eu li que a mulher que é estuprada e não consegue se desvencilhar vai ser excluída pela igreja ou julgada de qualquer forma. Cara, eu nunca ouvi isso em nenhuma das inúmeras igrejas que frequentei. Não sei quais são os padres que atenderam as pessoas dos comentários acima, eu lamento que isso tenha acontecido, mas não é catolicismo.

Eu não acho que pela radicalidade e ignorância de alguns padres eu vou culpar a religião católica inteira, entende? É muito generalizante e um tanto ridículo. É falta de pensamento crítico na minha opinião.

Existe ala no feminismo que prega o lesbianismo para todas as mulheres, que prega que mulher não pode transar com homem porque sempre será estupro. Quer dizer que por causa dos delírios radicais de alguns eu vou deslegitimar o feminismo inteiro? Isso não é injusto?

Eu acho que o que falta pra alguns é conhecimento de causa pra poder comentar. É a velha história do "vamos nos aprofundar no assunto para poder comentar com sabedoria depois".

Outro ponto: se uma pessoa comete um crime, por pior que esse crime seja, se ela se arrepender verdadeiramente depois, ela tem o perdão de Deus. Porque Deus é amor e perdão. E Ele perdoa as pessoas que verdadeiramente se arrependem. No passado eu tive um namorado que me bateu. Eu levei o caso à polícia, mas não fui à frente com o processo, só me separei dele. Durante anos nutri uma raiva profunda dele.

Recentemente ele me procurou, disse que tinha se arrependido do que fez, que estava frequentando uma igreja evangélica e que estava mudado. Disse que Deus o perdoou e que eu deveria perdoá-lo também. Eu disse que o meu perdão cabia unicamente a mim e não queria mais vê-lo.

Um padre conselheiro meu me disse que eu deveria perdoá-lo. Mas eu disse que seria da boca para fora porque eu não sentia isso. Aí o padre perguntou se eu desejava o mal à ele. Eu disse que não, só não queria ter contato com ele mais. Então ele disse para eu não me aborrecer mais com isso e perdoá-lo quando sentisse isso no meu coração. Não houve julgamento, ningém me forçou a nada, enfim.

Por isso digo, há religiosos e religiosos. Não se pode julgar uma religião inteira por causa de alguns exagerados e fanáticos.

Talita disse...

Pena que estive offline durante o FDS e agora não tenho tempo de ler todos os comentários, como comentei lá no Twitter, conheço esse tipo de história, conheço outras santas que se tornaram santas por essa mesma causa e cresci escutando esse discurso "Você precisa casar virgem, olha que bonita a história da menina "x", ela preferiu morrer do que perder a virgindade". Tentando puxar agora pela memória acho que nunca cheguei a achar essa 'uma linda história de santidade', mas lembro que ficava pensando como seria se acontecesse comigo... mas nunca cheguei a formular claramente esse outro lado: Quem não morre será indigna (e CLARO, a culpa será da vítima, que provavelmente também é uma desobediente e certamente foi atacada por não estar usando burca...). Se acontecer com você fique beeem quietinha.
Como sou bobinha... pensando agora: QUE HORROR!

Sara disse...

anon 9.19hs
Não mudei nada o contexto, não invente vc desculpas para os absurdos q a biblia prega em relação as mulheres.
As condições q são apresentadas da mulher citada tanto no versículo q citei como no seu é a mesma, não se trata de uma mulher q tenha consentido em se "deitar" com um homem e sim a tal da "desposada" a questão é que a biblia impõe as mulheres que estejam sofrendo um abuso q usem de todos os meios, até o risco da própria vida para preservar sua castidade.
Se vc acho q isso é justo, eu NÃO ACHO.
Realmente a biblia fala q a mulher q é estuprada no campo, longe da presença de outras pessoas, deve ser preservada, pois supõe q essa mulher tenha gritado pedindo ajuda, mesmo q tenha corrido risco de vida, mas ja determina q a mulher q passe pela mesma situação dentro de uma cidade e não grite por socorro, deva morrer, não levando em conta q muitas mulheres ficam paralisadas diante de uma violência, ou mesmo q poderiam estar sobre ameaça de uma arma.
A biblia prega claramente nesse versículo q a castidade e virgindade de uma mulher é o q ela tem de mais valor, até mesmo mais que sua vida.

Julia disse...

Atéia hipócrita das 12:01, mas muda a vida de outras meninas/mulheres católicas que são levadas a acreditar que o que de mais importante elas têm é a castidade.
Leia o comentário da Talita às 16:17 que você vai entender.
O seu ateísmo limpinho não serve pra quase nada.


"Nossa, nunca vi tanta besteira num post só. Como católica praticante acho lindo o gesto que está sendo feito, mesmo sendo no Nordeste. Nunca li um texto falando tantas bobagens."

O que quer dizer o ~mesmo sendo no Nordeste~?

Anônimo disse...

A virgindade masculina e feminina são consideradas virtudes valiosíssimas para a moral cristã. Recusar-se, até a morte, em ter relações sexuais fora do casamento é santidade na certa.

Anônimo disse...

Aliás, na Bíblia nenhum santo tinha boa fama. Jesus mesmo, era chamado de beberrão, comilão, amigo de cobradores de impostos, adúlteras e prostitutas, e estava do lado oposto do sistema religioso e político da sua época.

Ou seja, o próprio Jesus nunca seria santificado pelo Vaticano.

_____________

Ele era um safadinho? rsrs

Anônimo disse...

Há sempre mais de uma forma de se ver uma história. Sempre quando ouço histórias de santas da igreja católica, vejo mulheres muito corajosas e com muita autonomia. E é por isso que elas mereceram reconhecimento.
Se uma mulher luta para manter sua virgindade ou para ter o direito de fazer sexo, realmente não importa.
As mulheres devem lutar pelo que elas querem.
Não sejam tolas, queridas feministas, de acreditar que vocês estão quebrando padrões, quando, na verdade, estão só criando mais um.
Ao invés de rejeitarem a história e ficarem tecendo críticas óbvias, poderiam aproveitá-la para ampliar a questão. Afinal, são as paroquianas e os paroquianos da capelinha quem precisam entender que o estupro não é culpa da mulher e vocês que sabem disso são quem deveriam dizer (com todo o respeito, é claro).
A não ser que vocês prefiram se reunir no blog para discutir o quanto vocês estão certas e o quanto todas as outras formas de pensamento estão erradas.

Anônimo disse...

O cara mata tenta estuprar e mata uma criança e a culpa é do capeta, se o padre é pedófilo a culpa é do capeta, o pastor rouba o dízimo e a culpa é do capeta, o cara chifra a esposa e a culpa é do capeta, o filho usa drogas e a culpa é do capeta, bateu o carro a culpa é do capeta, ficou doente a culpa é do capeta, desemprego é culpa do capeta. Esse papo de tirar a responsabilidade dos indivíduos, do governo e da sociedade, é um dos aspectos mais prejudiciais das religiões.

Anônimo disse...

Sawl


Anônimo(a) ingênuo(a) das 00:07 a virgindade masculina NUNCA foi cobrada por padre nenhum!
Eu já fui católica(hoje não sigo religião nenhuma, só acredito em Deus) e todas as cobranças de "castidade e pureza" SÓ em cima das mulheres!
Todo padreco que assisti missas cobrava "pureza" só das mulheres, e pureza diga-se "virgindade"(como tb soube que mt "virgem" fazia sexo oral e anal com namorados ou até caras sem mt intimidade, kkk).
Em todas as missas sempre assisti "padrão duplo", homens devem sustentar a casa, mulheres devem "cuidar da casa. Homens devem casar com "mulheres direitas"(engraçado que nenhum padre dizia que homem tinha que ser "homem direito"!) e as mulheres claro, tinham que ser as "direitas".
Mandei todo esse machismo, moralismo e hipocrisia e estes padrecos pra merda e hoje sou muito feliz.


Sawl - Always the rebel

Anônimo disse...

Quando li essas histórias de santas, eu lembrei imediatamente de duas figuras do panteão católico: santo Agostinho e dom Bosco. Dom Bosco era um dos padroeiros, suponho, não lembro mais o título deles, de uma antiga escola. Eu lembro que um dia contaram a história dele; foi beatificado pq resgatava crianças de rua. Adotava, dava estudo, teto, comida, roupa, tudo pra centenas de crianças. A escola tinha uma outra beata também, mas da religiosa eu nem lembro do nome, só que ela foi beatificada por... ter se recusado a entrar pra prostituição. E à castidade de dom Bosco, nenhuma menção. Oi, é sério? Se pra uma mulher basta não transar pra ser santa, por que não beatificam todas as freiras do mundo? E as milhares de mulheres que não trabalham com prostituição, por que não foram beatificadas? Por que a beata da escola não teve que cuidar de crianças, salvar milhares de vidas nem fazer mais nada além de não transar pra ser santa?

E Agostinho: em inglês existe uma palavra pro homem que transa demais, sem critério nenhum e com qualquer uma. O equivalente masculino do nosso "vadia", esse termo é manwhore (man-homem + whore-promíscuo, vadia). Bom, sabe o que tem a ver? Se você abrir um dicionário atrás da palavra "manwhore", tá lá uma foto de santo Agostinho. Desde criança ele fazia explorações e jogos sexuais com as coleguinhas; na juventude, seu lema era "Dá-me a castidade, mas não agora". O sujeito era mais 'rodado' que fita de ginasta olímpica e mesmo assim virou santo. Ok, ele pode ter se arrependido e passado o resto da sua vida casto... mas por que ele mesmo assim foi canonizado se a virgindade é um atributo indispensável dos santos católicos? Por que nenhuma santa católica é uma 'rodada' arrependida que dedicou o resto dos seus dias à castidade? Por que as santAs TEM que ser virgens mas pros santOs é opcional? Ah, e pra quem for falar sobre Maria Madalena: é, hoje ela é santa, mas na idade média era sacrilégio e proibido por lei colocar o nome Madalena numa menina por causa do passado de Maria Madalena. E será que esse pessoal canonizando essa garota do post faria o mesmo com Maria Madalena se ela não tivesse sido a primeira a testemunhar a ressurreição de Jesus-fato que praticamente "obriga" os religiosos a terem alguma consideração com ela?

Bom, sei lá e nem quero saber. Foi por causa de coisas como essas que eu praticamente fugi da igreja.