sexta-feira, 14 de março de 2014

REVANCHE ATRAVÉS DE FOFOCA

A R. me enviou este relato:

Olá Lola, sou muito fã do seu trabalho e acompanho o seu blog, por isso só consigo escrever sobre isso a você.
Lola, há uns dois anos tive um namoro de menos de três meses. Eu tinha 17 anos e era virgem; o namoro acabou depois que ele me obrigou a ter relações sexuais com ele, algo que não gostaria de descrever. Na época tive muito medo que alguém descobrisse, e me escondi em casa por semanas, já morava sozinha pois estava começando a faculdade, então me tranquei e nunca falei nada a ninguém.
Quando voltei à ativa descobri que ele já estava namorando outra menina e não dei atenção a isso, só conseguia sentir repulsa por esse ex-namorado.
Retomei a minha vida aos poucos mas ainda chorava todos os dias sozinha pensando no que aconteceu. Eu vim do interior e fui criada ouvindo que isso acontece com as mulheres somente porque elas permitem, pensei que se alguém soubesse nunca se aproximaria de mim e que eu nunca mais conseguiria alguém que me respeitasse ou quisesse algo sério. 
Conheci outro rapaz na faculdade, um pouco mais velho que eu, começamos a conversar e nos tornamos amigos. Nossa amizade foi mudando e meses depois, veja só, eu estava apaixonada por ele. Começamos a namorar, contei a história toda a ele que disse que acreditava em mim e que também já havia sofrido abusos em relacionamentos anteriores e não queria que eu me sentisse culpada por nada. 
O que eu não podia esperar era que o primeiro rapaz com quem eu tinha namorado logo saberia do meu novo relacionamento e se sentiria no direito de ficar revoltado. Ele voltou a me perseguir, criou perfis fakes em redes sociais para me mandar recados, ficava vindo à cidade nos finais de semana e rondava a rua à noite. O porteiro sempre ligava avisando que o tinha avistado pela rua. 
Esse ex me procurou na casa de amigos em comum, me pediu desculpas e tentou reatar, eu obviamente neguei e pedi que ele não me procurasse nunca mais. Então ele disse diante de amigos que nunca me deixaria em paz e que iria infernizar a minha vida. Eu disse ok, e nunca mais nos falamos. 
Hoje, quase dois anos depois, eu já mudei de casa, emprego e faculdade, me afastei de amigos que tínhamos em comum e estava muito feliz até ir a minha cidade natal (também não ia lá há mais de um ano). Chegando lá eu descobri que esse ex simplesmente havia me detonado em tudo e para todos, havia dado detalhes íntimos meus, criado vários contos eróticos sobre mim e espalhado para quem quisesse ouvir, havia dito também que sou uma pessoa desonesta que uso muitas drogas e que me vendi para ele. 
Imagina notícias assim numa cidade pequena de interior! As pessoas me olhando com cara de reprovação nas ruas, os cochichos, antigos amigos fingindo que não me viam ou falando de forma estranha comigo, evitando me olhar nos olhos. Os poucos que falavam comigo me perguntavam se eu já havia casado ou como fazia para me sustentar na cidade grande. Eu olhava nos olhos de todos e respondia com firmeza fingindo nem saber de nada, mas por dentro eu estava sangrando de tristeza. 
Não aguentei passar mais que dois dias na minha cidade natal e voltei para casa destruída. Por mais que eu saiba que aquilo tudo era mentira, que as pessoas que ouviram e acreditaram não mereciam minha preocupação, não havia como não ficar arrasada. Desde a infância eu sempre temi por minha reputação, nunca bebi ou fui de ir a muitas festas ou ficar com muitos rapazes justamente para "não dar o que falar", mas nada havia adiantado. Ninguém me reconhecia na cidade por ser uma das poucas a sair para estudar fora numa universidade pública, pelos trabalhos voluntários que fiz, por ser uma pessoa gentil e inteligente. Todos me reconhecem apenas por um monte de mentiras inventadas por um desconhecido.
Agora é que tomei consciência de que estou sendo só mais uma vítima de uma revanche machista medievalmente conhecida. Acredito realmente que essa pessoa seja doente e precise de um tratamento psiquiátrico com urgência, e estou tentando pensar nisso para não ficar me culpando, para não ficar revivendo os abusos e me sentindo suja, estou tentando não chorar a cada hora.
Temo pelas proporções que isso possa tomar e esse foi um dos motivos de ter te procurado, queria ver se você que está vendo de fora, que me respondesse se há alguma forma para tentar barrar isso. Juro que já pensei até em processos mas acho que eu não teria testemunhas. Por favor, Lola.

Minha resposta: R., Sinto muito por tudo que você passou (pela sua descrição, parece que seu ex te estuprou) e ainda está passando. Olha, é incrível como isso é comum. Primeiro, isso de um cara, mesmo já em outro relacionamento, "jurar" que vai te perseguir e infernizar sua vida. 
Segundo, isso de tentar estragar a sua reputação. Imagina se o cara tivesse fotos íntimas suas, ou um vídeo de vocês fazendo sexo. Alguma dúvida que ele já teria espalhado pra toda a internet? É o que se está chamando de pornografia da vingança (e que estados americanos estão começando a criminalizar. Seria bom que virasse crime aqui também). 
Como seu ex não  tem nada disso (ainda bem!), ele apelou pro velho e eficaz método de falar mal. E sempre vai ter gente que acredita, fazer o quê.
Acho que você agiu bem em cortar todo tipo de relação com ele. Não respondeu emails, teve que terminar amizade com amigos comuns... Isso geralmente faz o cara desistir.
Tente não dar bola pra fofocas. Eu sei que é injusto, sei que a gente se sente muito vulnerável, sei que é asqueroso que as pessoas acreditem em mentiras contra nós, sei como é horrível que as pessoas vejam quem foi vítima como culpada. Sei disso porque sou caluniada todos os dias na internet. E o que você faz ou deixa de fazer é totalmente irrelevante. Eu estou num casamento monogâmico há 23 anos, mas isso não impede que inimigos inventem mentiras. A última foi que eu tentei arrastar pra cama um homem casado. Pô, o único homem casado que eu arrasto pra cama é o... meu marido. 
E esse tipo de calúnia não fica no âmbito da internet. O reaça que inventou e espalhou isso divulga o meu endereço residencial nas redes sociais e diz que tem espiões na rua onde eu moro. Quer dizer, é óbvio que se trata de gente muito, muito perturbada. Mais uma prova que, pra ser chamada de vadia, você não precisa fazer absolutamente nada -- basta ser mulher. 
Mas siga em frente e tente não se deixar afetar. Você sabe o seu valor. Quando voltar a sua cidade natal, fale com quem importa. Se há pessoas que eram ou são importantes pra você e que estão acreditando nessas calúnias, é com elas que você deve falar. Mas falar calmamente, sem se exaltar. E só com elas. Nada de tentar convencer toda a cidade, porque isso não funciona. O melhor é simplesmente ignorar, mostrar que isso não te atinge. Você não mora mais nessa cidade do interior, nem vai muito pra lá, então deixa pra lá. Com o tempo, elas vão esquecer, vão encontrar outras mulheres pra falarem mal, ou -- olha eu sendo otimista incorrigível de novo -- vão perceber que não há nada de errado no fato de mulheres fazerem e gostarem de fazer sexo.
Tudo isso é feito pra te atingir. Se não te atinge, é sinal que não funcionou, que o seu ex fracassou. Mas tome cuidado com ele. Tomara que ele já tenha desistido. Você tentar um processo por calúnia e difamação contra ele equivaleria a trazê-lo de volta pra sua vida. E, claro, seria complicado, você precisaria de testemunhas.
Entendo como isso tudo dói, como você se sente destruída. Mas, como você mesma disse no seu email -- que isso é só uma revanche machista medievalmente conhecida --, você sabe como este mundo é machista. Quem acreditar nas mentiras de um desconhecido, ou de um reaça qualquer na internet, é gente que quer acreditar. Gente tão ruim quanto o seu ex. Gente que não merece nem o nosso "bom dia". 
Cabeça erguida. Não se deixe afetar por todo um sistema que vive pra julgar e condenar mulheres por simplesmente fazerem o que homens fazem.

97 comentários:

Sara disse...

R. lamento tudo o q vc esta passando, achei as sugestões da Lola muito boas.
Mas eu tomaria outras atitudes, pagaria até matéria em um jornal contando sobre, como esse canalha do seu ex-namorado te coagiu a ter relações com ele, e qualquer outro podre q eu soubesse dele, não me faria de rogada em contar tb.
Eu só acho triste que as garotas hje em dia tenham tanta preocupação em querer ser aquele modelo que o patriarcado impõe, "a mocinha virgem e casta pronta para arrumar um excelente casamento com um rapaz de ótima familia".
O que vão ganhar com isso??? não é melhor ser o que realmente vc quer ser, a maior parte de nós quer se realizar sexualmente, quer conhecer pessoas interessantes, enfim quer ser feliz, o que ha de tão errado nisso, pq se privar, apenas para manter uma fachada de moralidade, pra no fim ainda por cima encontrar uma peste de um canalha como esse seu ex-namorado, que alem de ter te estuprado ainda espalhou todos esse boatos pela cidade.
A impressão q ficou, é que vc cultivou uma imagem de mocinha de moral ilibada que foi estupidamente quebrada por esse seu ex namorado, melhor teria sido que vc apenas tivesse se preocupado em ser feliz, e quem quisesse falar que falasse, alias como estão fazendo, sem nem mesmo vc ter dado motivos.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

R, a maior vingança contra uma pessoa ou pessoas que tentam nos fazer mal é ser feliz, conquistar nossos objetivos. Se você fica triste, se deixando magoar por fofocas bobas, o seu ex está conseguindo o que quer. A Lola deu ótimos conselhos. Quando voltar na sua cidade natal se aproxime de quem vale a pena, saia, se divirta, não dê ouvidos para os fofoqueiros, fale com as pessoas que você gosta a verdade, que o seu ex é um amargurado e pronto.
Lola, e o mais estranho é como a nossa cultura tenta mascarar tantos casos de violência e perseguição com vítimas do sexo masculino. Hoje vi o começo do programa da Ana Maria Braga, ela estava falando sobre ex's que atrapalham as vidas das pessoas e adivinhe... Todo mundo só falava de mulheres, como mulheres infernizam ex-maridos, ex-namorados, suas atuais parceiras... Nenhuma palavra sobre mulheres que são perseguidas, apanham ou até morrem nas mãos de ex-companheiros.
Não sei se o programa seguiu nesse tom porque fiquei tão enjoada e aquele programa é tão ruim que desliguei.

Ana disse...

Uma pena o relato da moça... Espero que as coisas deem certo pra ela.
Só uma coisa me deixou com um pé atrás: o fato da Lola ter defendido a criminalização da revenge porn. A tipificação de uma conduta como crime não é o que vai impedir a conduta de ser praticada. A maioria das feministas já sabe disso, gente! É o mesmo argumento a favor da descriminalização do aborto. E da descriminalização do uso de entorpecentes, aliás, é o argumento-chave da descriminalização de qualquer coisa.
Não quero dar argumento pra reaça, mas quem defende a descriminalização do aborto e, ao mesmo tempo, defende a criminalização de outras condutas, está sendo no mínimo incoerente. O sistema prisional como um todo falha no seu objetivo declarado de "ressocialização", mas obtém sucesso na função de opressão e controle social de todos que nele adentram, inclusive familiares e amigos do apenado, bem como os agentes do estado, duplamente penalizados, ao mesmo tempo perpetradores e vítimas da violência institucionalizada.
Nossa luta como feministas de esquerda deve ser contra qualquer tipo de opressão. Não sejamos coniventes com a barbárie do sistema prisional.Há outras formas de reparação de danos e prevenção e resolução de conflitos mais eficazes e menos brutais.

Anônimo disse...

Também concordo com a Sara, ficou a impressão que você sempre fez de tudo para ter uma imagem de moça casta, que não bebe, não faz isso e nem aquilo, e o seu ex quebrou essa imagem. Já que ele quebrou, aproveite. Vá a festas, fique com quiser. Sabe porque ? Porque o povo fala mesmo. Fazendo ou não fazendo, eles falam. E ntão , é melhor fazer de uma vez, assim pelo menos eles podem até ser fofoqueiros, mas não mentirosos

Anônimo disse...

Ai meu Deus menina, que chata você é.. não bebo pro pessoal não falar de mim, agora que não sou mais virgem ninguém mais vai me respeitar.. puxa, se você acha que quem transou antes do casamento nunca vai achar alguém que a respeite, parabéns. Você segue a filosofia mascu. !
Vai viver sua vida, e claro que fofoca incomoda, mas fale com quem vale a pena. O resto , que se dane.

Anônimo disse...

"Desde a infância eu sempre temi por minha reputação"

Eu ri demais.

A vida te colocou esse cara no seu caminho justamente pra te mostrar como é errado querer ser a lindona pros outros. Tá aí, não fez nada de errado e tá levando a fama.

Processa o fdp e para de querer ser o que você não é, senão daqui a pouco outro aparece até você aprender.

MonaLisa disse...

Nem liga, faça cara de paisagem toda vez que vierem falar dele e mude de assunto.

Anônimo disse...

Ana, ninguem aqui falou de prisao, e sim de crime.

A pena, se for condenado, é outra historia. Pode ser prestacao de servicos comunitarios ou pagamento de multa a vitima, por exemplo.

Agora o que os defensores da criminalizacao do aborto querem, em sua maioria, é a pena de prisao mesmo, pois segundo eles um homicidio estaria sendo cometido, sem chance de defesa para a vitima e por motivo superfluo, como eles dizem.

A meu ver sao duas situacoes bem diferentes e nao ha contradicao nem hipocrisia em defender a criminalizacao do "revenge porn". E arrisco prever que a maioria dos proximos comentaristas tambem vao discordar de voce.

(estou sem acentos aqui)

Anônimo disse...

A empatia demonstrada em certos comentarios aqui realmente me comove.

Unknown disse...

Nossa, todo mundo ai falando "Aiin, para de tentar ser a menina casta!!" bem, se ela quer ser casta e pura e nao bebe, nao fuma e nao vai a festas, qual o problema? Nao vejo nada de errado NELA, quem esta errado eh cara!!

Anônimo disse...

Gente, o cara a estuprou, a difamou e vcs ainda cismando com o fato de ela querer ser "casta"? A menina foi violentada! De resto, a pessoa muitas vezes passa anos reagindo a um padrão que colocaram na cabeça dela desde a infância.

Faz isso não, gente!

Júlia disse...

Não é? Também me espantei com a frieza dos comentários aqui. Coitada da menina, ter que passar por isso tudo e depois näo ter empatia nem de feministas...

Anônimo disse...

Abusada, será? Será que não é MAIS UM CASO em que a mulher se arrepende de dar depois fica se fazendo de vítima? Com essa história de reputação aí, não sei viu...

Anônimo disse...

Não Unknow, ninguém está falando que ela não deveria ser casta. Se ela quiser ser, sem probelamas. O caso é que ela disse sempre ter medo da reputação. Reputação é o que os outros pensam de você. Fazer por si mesmx, perfeito. Não fazer para "não ficar falada" não ganha minha empatia mesmo!!!

Anônimo disse...

O que você sugere, Ana? Pagamento de multa? Cesta básica? Trabalho voluntário? Até parece..

Anônimo disse...

Que acha o que, anon 13:05. Isso é o machismo que foi ensinado a ela, e funciona muito bem em cidades pequenas? Em que mundo você vive?
O problema não é a "chatice" dela...

inquietar disse...

Só por curiosidade: porn revanche já é crime, não?

Encaixa nos artigos de difamação e injuria, e com agravante de aumento de 1/3 da pena.

"Difamação

Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa."

" Injúria

Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa."

" Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido: (...)

III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria."

Acho ainda, que dependendo do caso, poderia entrar tb como ameaça:

" Ameaça

Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa."

Ou ainda:

"Divulgação de segredo

Art. 153 - Divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa"

Da mesma forma que há uma tipificação especifica que aumenta a pena da injuria quando ela é realizada com base em aspectos racistas, poderia existir uma tipificação para porn revanche. mas dizer que não há nenhuma legislação é exagero, não?

(to perguntando mesmo, nao to afirmando.)

Eu sei que as penas sao baixas, mas se aplicadas com o maior valor e acompanhadas por indenização por dano moral provocariam um efeito repressor, não?

E de qualquer forma, acho que faz sentido que a destruição da reputação de uma pessoa tenha uma pena menor do que estupro/assassinato dessa pessoa.

Não acho que seria saudavel equiparar esse tipo de crime a estupro e considera-lo crime hediondo - a equiparação tende a aumentar a ocorrencia do crime de maior impacto, ao inves de diminuir a ocorrencia daquele que teve a pena aumentada.

Anônimo disse...

Não sei porque algumas de nós mulheres ainda querem passar a impressão de ser uma moça certinha, correta, de família.
A autora do post se importa muito mais com o que vão pensar dela, do que ela quer pra sua vida.
Óbvio que ninguém gosta de fofoca sobre sua vida, mas se as pessoas simplesmente acreditam nas forfocas sem sequer investigar a fonte, não merecem sua atenção, sua preocupação.
Acho que serve de lição o fato de vc tentar passar uma imagem que não é verdadeiramente sua, e VÁ VIVER SUA VIDA, sem se importar com os outros, na boa.
Se vc acha que o seu "principe" nao vai te querer pelo fato de vc não ser virgem, que bom pra vc, pois é cara é um babaca mascu nojento.
E se estão falando mal de vc sem motivos, vá lá e dê motivos pro povo. As pessoas falam pq tem boca e acreditam pq tem ouvidos.

Anônimo disse...

Me solidarizo com vc, e gostaria de estar ai pessoalmente te dando um abraço e para andar com vc de cabeça erguida pela sua cidade, sinta isso.



O que posso te falar é, erga sua cabeça e vá viver, faça um esforço sobre-humano (pois é difícil sim), mas vença isso, e porque digo isso, porque EU nunca "dei motivo" e até o momento não aconteceu comigo o que aconteceu com vc, mas vc acha que não falam de mim? claro que falam, as pessoas falam sempre, se vc "dá motivo" vc é descarada se vc "não dá motivo" vc é sonsa, sei que falam isso de mim, que as quietas são as piores, que eu com certeza devo ser uma peste e por ai vai, ou seja FALAM mesmo, a gente as vezes é que não se dá conta, vc tomou um choque pois foi algo de proporção maior, mas creia as pessoas que acreditaram no que ele disse, o fizeram porque quiseram acreditar, entende o que eu digo? elas só precisavam de uma pontinha de motivo.

Erga sua cabeça e não permita que isso estrague sua vida, não permita que ele vença.



Um forte abraço. Vá ser feliz porque vc merece

Izabel

Anônimo disse...

R, muito chato isso que você está passando. Ver vítima de difamação é um porre mesmo. Qdo eu era novinha tive um namorado que falou cobras e lagartos de mim para uns amigos. A sorte é que os caras eram mesmo meus amigos e a fama dele de fofoqueiro e babaca foi o que pegou. E não liga pro povo da cidade não. Cidade pequena é dureza, mas não dê tanta importância para o que o povo fala. Esse tipo de maledicência é um clássico da literatura, mas acho que você deve dar mais valor pro que realmente importa na sua vida: estudos, trabalho, amigos leais, etc. Também acho que você não deve processar o cara não, só vai atrair esse sujeito de volta pra sua vida. Uma coisa que o pessoal andou falando aí (e que eu acho que vc pode tomar como lição), é parar com essa bobagem de cultivar imagem de certinha porque, bem, você já deve ter percebido que não adianta nada. Se você não bebe pq não gosta, pq teve um parente alcoólatra e tem receio ou por qquer outra razão pessoal, ótimo, não beba mesmo. Agora se vc não bebe para manter pose, bem, não vale a pena. De fato, cultivar essa imagem de santa é a melhor forma de se tornar um imã para machistas babacas como esse seu ex. Abra a mente e se conheça melhor, sem preconceitos. Você só vai ganhar com isso. E mais importante de tudo, nem está no seu email mas não custa dizer, nunca julgue outras mulheres que não tem imagem de santa. O melhor que você pode fazer e tirar dessa história é ajudar a espalhar o fim desse preconceito pelo mundo. No mais, como dizia minha avó: bosta pra quem não me gosta.

Anônimo disse...

O problema não é a cidade pequena e sim a cabeça pequena que dá importância ao que os outros dizem.

Se for o caso de processar, processe. Ainda mais levando em conta que certas coisas supostamente aconteceram enquanto a autora era menor de idade.

Mas ficar no banco da vítima parece que é mais gostosinho né? Desperta pena nas pessoas, ganha passadinhas de mão na cabeça.

Reputação, faz-me rir. Ganhou o que com isso? Levou a fama e nem deitou na cama, olha que beleza. É, a vida ensina!

lola aronovich disse...

Eu me espanto com a falta de empatia de alguns/algumas comentaristas aqui, que obviamente não têm coragem de assinar o nome. Devem ser trolls, só pode!

Aline disse...

passei pelo mesmo há 15 anos atras. e sempre morei em cidade grande.

lola aronovich disse...

Pessoas queridas, não tenho tempo pra fazer um post sobre isso, mas fica o convite: hoje, sexta-feira, 14 de março, às 18 horas, haverá uma mesa-redonda na UFC pra gente falar de desafios, lutas e conquistas das mulheres. Acho que vai ser muito bacana. Eu vou participar. Pra quem é de Fortaleza: venha, por favor! É grátis, não precisa se inscrever, é só chegar lá. Mais informações nesta página do Facebook.

Isadora disse...

Nossa... Realmente um balde de água fria, depois de ter lido a resposta compreensiva e empática que a Lola deu à moça, ter de ver o nível de frieza de alguns comentários por aqui. Tem gente que até insinuou que a guria mereceu passar por tudo isso pq quer "pagar de santinha"! Tive até que reler pra ver se era isso mesmo, e o pior é que era...
E, sinceramente, ficar falando mal e constrangendo meninas que têm a imagem de certinhas (que em alguns casos nem é procurada, só é atribuída, assim como a de "puta") não deixa de ser uma forma de opressão. Sei por mim mesma, que nunca deixei de fazer algo que quis por causa dos "outros", mas SEMPRE fui taxada de certinha, de santa e tudo o mais, simplesmente porque sou estudiosa, não tive muitos namorados e sou uma pessoa discreta, reservada... Foi uma imagem imposta à mim, e que não me agrada nem um pouco, porque eu não sou isso! E, cara, o fato de eu não ter tido muitos namorados é simplesmente porque não me apaixono da noite pro dia, e sou um tanto introvertida, e tal... Mas NÃO né, gente! Tem um pessoal que já pensa "ah, ela é assim pq quer pagar de santinha"!
Então, não sei se tem gente que vai entender, mas só quis dizer que esse negócio de ser taxada de certinha às vezes pode ser quase tão irritante quanto ser taxada de "puta, vagabunda", entre outros.

Anônimo disse...

Desde a infância eu sempre temi por minha reputação, nunca bebi ou fui de ir a muitas festas ou ficar com muitos rapazes justamente para "não dar o que falar", mas nada havia adiantado. Ninguém me reconhecia na cidade por ser uma das poucas a sair para estudar fora numa universidade pública, pelos trabalhos voluntários que fiz, por ser uma pessoa gentil e inteligente. Todos me reconhecem apenas por um monte de mentiras inventadas por um desconhecido.

Agora é que tomei consciência de que estou sendo só mais uma vítima de uma revanche machista medievalmente conhecida.


"Desde a infância eu sempre temi por minha reputação"

"nunca [....]justamente para "não dar o que falar""

Ela dá um imenso poder aos outros. O que os outros pensam, o que os outros falam.

Quem tira de si o seu próprio poder e deixa na mão de alguém está a um passo de se tornar vítima. No caso da pessoa que escreveu o post, infelizmente ela já deu esse passo.

"Ninguém me reconhecia na cidade por ser [......]."

Leia-se: ninguém me reconhecia e da forma que eu queria. Ou seja, eu preciso de reconhecimento e que ele seja dado exatamente nos termos em que desejo. Necessidade de controlar os outros, o que eles falam, o que eles pensam e como eles reagem.

"Agora é que tomei consciência de que estou sendo só mais uma vítima de uma revanche machista medievalmente conhecida."

Falta agora a consciência da pessoa que é vítima de si própria, do ego descontrolado, do desempoderamento e da necessidade de controlar o que não lhe pertence.

"A vida te trata como você se trata" (Luiz Gasparetto)

Vejo também uma certa fantasia em achar que todos dão importância ao que ela fez ou deixou de fazer. Novamente, ego fora de controle.

pp disse...

R., na sua idade eu ficaria bem incomodada se as pessoas pensassem que tenho vários parceiros, que faço isso ou aquilo. Hoje, já indo para os trinta, eu juro que não me incomoda MESMO. Essa criatura parece ser muito doente, se distancie o máximo possível, mas quanto ao que tão achando de você, se liberte! Com o tempo você vai conseguir!

lola aronovich disse...

Ai, ai... Falou de "ego fora de controle", é mascu. Não falha nunca. Mascus aparecem em TODOS os posts que falam de abusos e violências contra mulheres pra falar que a culpa é da vítima. SEMPRE. Empatia? Só pelo estuprador/abusador/agressor/assassino etc. Esses dias teve uma menina de 14 anos que foi executada pelo ex-namorado, de quase 18. Mascus COMEMORANDO, dizendo que não tem pena de "mulher de bandido" (uma menina de 14 anos), que ela mereceu, e tudo mais que eles falam em todos os casos. Só não falaram que a menina estava "se vitimizando", porque, bom, ela morreu.

pp disse...

Só completando...

Você mesma viu como isso de ficar fazendo as coisas para os outros não falarem é bobagem. Você sempre teve o maior cuidado, foi certinha, e mesmo assim aconteceu de ser alvo de fofoca. Ou seja, a gente tem é que fazer o que quer da vida, aproveitar ao máximo.

Me lembrei de um caso de uma amiga da faculdade. Ela era louca com um colega nosso, a maior atração, dava até pra saber quando ela tinha cruzado com ele no corredor, pois ela ficava toda diferente. Não era um caso pra relacionamento sério, e ela nunca quis transar pq o pessoal da sala saberia. Resultado: não aproveitou, passou anos na vontade, e mesmo assim o povo fazia fofoca (e o menino não inventava nada). Ou seja, aproveitem a vida, se depreendam da cabeça dos outros!

Anônimo disse...

Apesar de não ter sofrido a violência que a moça do post sofreu, sei como ela se sente, pois eu passei boa parte da minha vida em uma cidade pequena do interior. Esses lugares só perdem no quesito machismo para países como Afeganistão e Arábia Saudita.

Em tais cidadelas mulher é sinonimo de puta - principalmente jovens solteiras - essas são tratadas como maníacas sexuais que vão transar em qualquer lugar, a qualquer momento com qualquer coisa que lembre um falo - virtuosas senhoras casadas que vão a igreja toda semana estão (parcialmente) salvas do rótulo.

Se tivesse como processar o cara de alguma forma seria um banho na alma da R., mas a fama de vadia numa cidade pequena é para sempre... mesmo que você prove o contrário, as pessoas vão continuar achando que você mereceu.O machismo por essas bandas é estrutural e inabalável...


Jane Doe

Elaine Pinto disse...

Olá, querida R. Sinto muito mesmo que você esteja passando por isso. Fico me perguntando se é necessário que você retorne à sua cidade natal. Se você puder cortar laços, corte: não vale a pena retornar a um local que não te faz bem. Mas se tem família por lá, tente se concentrar nela e esqueça os demais. Sei que é difícil, mas com o tempo tudo vai ficando mais simples. Não passei pelas mesmas situações que você, mas também saí de uma cidade razoavelmente pequena para ir estudar fora, morar sozinha, essas coisas. Conforme fui fazendo a minha vida nessa outra cidade, me desliguei completamente de onde vim, indo apenas visitar meus pais e minha família que lá ficaram.

Eu te compreendo sobre a questão de manter uma imagem casta. Acho que há muita falta de empatia nos comentários porque só quem é mulher, jovem, e mora em cidade pequena para saber o inferno que é isso. Infelizmente, R., como você está vendo agora, isso é impossível na sociedade machista em que vivemos. Até mesmo quando não fazemos nada, basta aparecer a palavra de um homem difamando que qualquer reputação que você tenha, ilibada que seja, não contará de nada. Então, entre num processo de se desvencilhar desse sistema: não dê tanto peso ao que os outros pensam de você. Vale a pena e é libertador. Curta seu namorado, foque em seus estudos. Seja feliz. Beijão!!!

Anônimo disse...

A falta de empatia dos comentarista tão de lascar, viu.

Bom, R. é uma pena que você tenha passado por isso. O cara é um maluco ególatra que acha que o mundo gira entorno do umbigo dele. Infelizmente, o estrago já foi feito na cidade e não tem como voltar atrás. O jeito é correr atrás de se explicar (que b*sta, hein) pra quem te interessa. No resto, não há o que fazer mesmo.

E sempre mantenha distância desse fulano maluco porque ele não presta, não presta mesmo. É estuprador e caluniador.

Beijos e força.

Ana disse...

Gente, é sério isso, a criminalização de uma conduta não impede que ela seja praticada, não serve de exemplo, não diminui a incidência da conduta e não diminui a reincidência. O que afeta o comportamento das pessoas é uma miríade de fatores socio-econômicos. É nesse aspecto que deve se travar a nossa luta.
O objetivo do meu comentário anterior foi alertar para o perigo de cair no senso comum de que prender "bandidos" é solução pra alguma coisa.
Devemos nos dar conta, especialmente aqueles de nós que se identificam ideologicamente com a esquerda, do caráter de opressão do sistema penal. Devemos buscar uma ruptura de sua lógica punitivista, positivista e higienista.

Nelia disse...

Essa correlação cidade pequena-mente pequena é universal, não é só aqui nas terras tupiniquins que acontece. Cidades pequenas dos EUA ou da França são até piores que aqui. Gente reacionária, conservadora, fanático-religiosa. Portanto, não vale a pena sofrer por isso. R, vc não vive mais lá, então o importante é a reação dos que te amam, esclareça a situação com eles e peça apoio. Viva do jeito que quiser viver, e não deixe nunca outrem definir o que você é. Força!!

Anônimo disse...

Sawl

Para anônimo ridículo das 13:50

Pelo que a menina descreveu foi violência sexual SIM, porque ela não queria e o cara botou pressão pra ela transar com ele. Violência sexual não é só com arma ou ameaça, também é com pressão e intimidação.
Mas, mesmo que ela tivesse tido sexo consensual com ele, se este fosse homem de verdade(coisa que ele NÃO é, e nem o sr que questiona a menina também não merece ser chamado de homem!) invés de um moleque, um COVARDE, ele NUNCA iria expor a garota dessa forma!
Mesmo que fosse consensual, e na sua linguagem barata, vulgar e machista ela tivesse se arrependido de "dar" pro cara, NADA é justificativa pra ele fazer a canalhice que fez!
Tenho nojo por este tipinho de sujeito. O cara tem namorada, não tá nem aí pra situação da ex, mas, vê a garota levando uma vida normal, namorando um cara bacana tem ataque de "piti" como se ela fosse uma "propriedade" dele invés de um ser humano e decide expor a mulher. É um babaca, viadinho e covarde. Tenho uma porrada de definições pra este sujeito, mas, o melhor castigo seria ele ser preso ou no mínimo processado, que é isso que esta garota deve fazer!
Alguns criticaram a garota, mas, na boa, se preocupando ou não com reputação nós mulheres somos sendo sempre julgadas.
Um homem pode aparecer em um vídeo de uma orgia com várias mulheres que ele será considerado o "garanhão", "comedor", etc. Uma mulher aparece com um único cara que geralmente é o namorado ou marido e é xingada abaixo de vadia. Maldito machismo!
Mas o que esperar de imbecis como este anônimo e outros anons covardes que aparecem de forma escondida pra perpetuar preconceitos?!
Infelizmente a internet se tornou o refúgio de misóginos, racistas e outros trastes que esquecem que foram mulheres que os trouxeram ao Mundo! Um bando de preconceituosos que se batesse todos em um liquidificador gigante daria a maior quantidade de merda do Mundo!
Faça o seguinte anônimo, tenha uma filha, veja o machismo que ela sofrerá na pele só por ser mulher e se torne um homem de verdade(coisa que vc não é)!
Quanto à garota que ela própria se livre destes conceitos machistas de comportamento, e assim ela poderá ser feliz!

Sawl - Always the rebel

Caroline Montagner disse...

Desculpem o off-topic, mas vi essas fotos, tive o trabalho de contar e não há como não achar ridículo... das 100 atrizes consideradas como mais bonitas da tv brasileira, surpresa! 6 são negras (isso mesmo, 6 de 100) e 45 tem olhos claros!
Acho que erraram, é a tv escandinava!
Segue o link, para quem quiser ajudar a escrachar nos comentários:
http://www.terra.com.br/diversao/infograficos/tv/atrizes-mais-bonitas-da-tv//

Anônimo disse...

Pois é, to estranhando esses comentários. O que houve pessoal, não dormiram bem? Estão com raiva da vida? Sincronizaram as TPMs aqui no blog? Porque por favor ne, a menina contando uma historia de sofrimento e vocês praticamente xingando ela. Daqui a pouco vem um guest post sobre estupro e vcs vão dizer "que menina chata, fica de mimimi só causa de estupro, vc e um quarto das mulheres já sofreram abuso, é a vida querida bola pra frente e vamos parar com esse vitimismo aí" -,-

Sara disse...

O q alguns aqui julgam q seja "EMPATIA", é validar que garotas continuem a seguir, ainda q hipocritamente as normas de conduta moral impostas por nossas sociedades machistas???
Eu até posso tentar compreende=las, mas jamais vou concordar que seguir essas normas injustas que são impostas a nós mulheres é o único jeito de se viver, temos que nos rebelar contra isso, não continuar lutando para não tirar as máscaras de respeitabilidade que nos obrigam a usar.

Nelia disse...

E mudando um pouco de assunto, mas não tanto. Vcs viram a "homenagem" que o DCE da UFRGS fez às mulheres no dia 08 de março? Coisa mais ridícula e mascu.
http://noticias.terra.com.br/educacao/homenagem-de-alunos-da-ufrgs-ao-dia-da-mulher-gera-criticas-na-web,c34fb834ca1c4410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Ana disse...

Não sei se me fiz clara no comentário anterior, mas o ponto é que para mim não é admissível ser a favor de um sistema penal que promove o genocídio da nossa juventude negra e pobre, que reduz os apenados e seus familiares a uma condição sub-humana. Para mim é impossível aceitar isso.

Quando me referi à contradição entre defender a descriminalização do aborto e admitir a legitimidade do sistema penal, em nenhum momento pensei em hipocrisia, mas em falta de conhecimento e diálogo de algumas feministas com outras pautas da esquerda. Acredito que esse seja um espaço de aprendizado; como eu mesma aprendi aqui muito sobre assuntos que nunca tinham me passado pela cabeça. Infelizmente, a discussão sobre alternativas penais raramente transpõe o universo acadêmico e, quando transpõe, ainda que timidamente, se segue uma enxurrada de comentários na linha do "tá com pena leva pra casa".

Enfim, a questão é que eu tento lutar, a meu modo e com as armas que estão a meu alcance, apesar de todas as minhas falhas, contra as formas de opressão. Acredito que esse seja o ideal de muitos leitores e leitoras do blog também. Mas sigo afirmando que defender um grupo oprimido e compactuar com a opressão de outro grupo chega a ser inverossímil.

A quem interessar possa, recomendo um textinho:
http://www.fd.unb.br/index.php?option=com_zoo&task=item&item_id=33&Itemid=1469&lang=br
O link pra dissertação tá na página. Mas pra quem estiver sem tempo ou com preguiça, só o abstract já dá um mindfuck do caralho.

Se houver interesse, posso recomendar mais uma penca de livros e artigos sobre o assunto.

cérebro em funcionamento disse...

Ela escreveu:
"Desde a infância eu sempre temi por minha reputação"

Se tivesse escrito:
"Adoro sexo, faço a torto e direita, não canso, é uma delícia e caaaaaagueiiiiiii para o que os outros pensam"

Muda alguma coisa gente?
Muda ela ter sido forçada a fazer sexo? Muda alguma coisa com relação a injúria e difamação do ex?

vamos lá, 10 minutinhos para pensarem!!!

Anônimo disse...

Infelizmente isso é muito comum. Hoje tenho 19 anos e aos 14 namorei um garoto com a mesma idade, não tivemos relação sexual alguma, até porque eu era muito jovem e nem pensava nessa possibilidade, mas adivinha, logo depois que terminamos fique sabendo que "ele tinha me comido". Aos dezoito passei pela mesma situção, sai com um garoto, até mais velho, por volta dos 23 anos, fiquei com ele apenas uma noite (não transei com ele) e agora, depois de mais ou menos 4 anos, meu atual namorado jogou na minha cara sobre essa situação. Infelizmente quase todas as mulheres irão passar por isso, principalmente na adolescencia, garotos/homens adoram de gabar.
Depois que comecei a ler o blog da lola não me importo mais com esse tipo de coisa, apesar de ser horrivel ouvir pessoas falando de coisas que você não fez, não dou muita bola.

Anônimo disse...

FORA DO ASSUNTO,
mas queria comentar a campanha da Beyonce para eliminar a palavra BOSSY (mandona). Palavra essa usada para desencorajar mulheres a serem líderes. Fiquei curiosa mas vi pouco do assunto. O nome da campanha é I'M NOT BOSSY,. I'M THE BOSS.

Julia disse...

Ano 13:50 Mascu detectado.

Julia disse...

Qual o problema deve povo com a palavra "reputação"?
Ela se preocupou com a reputação dela então tem mais é que se ferrar pra deixar de ser trouxa? É isso?
Anon 14:45. Ser vítima não é gostosinho. Ser vítima de estupro não é gostosinho. Ser vítima de difamação não é gostosinho.
Quer trocar de lugar com ela?

Não entendo essa implicância com a palavra vítima. A pessoa é estuprada e depois perseguida e difamada e tem que agir como se fosse tudo normal?

Ana Carolina disse...

Já aconteceu isso comigo, mas numa proporção muito menor. Decidi que se a pessoa acreditasse nas abobrinhas do "ex" (fazia questão de dizer que nunca foi atual, então ex o quê, né), então a amizade nem valia tanta coisa assim.

Mas às vezes até compensa contar SUA versão dos fatos para alguma pessoa próxima para ver se as coisas atenuam. E, de qualquer forma, não é algo que fará diferença na sua vida nem no médio e nem no longo prazo - logo aparece outra fofoca, as pessoas se esquecem e em cinco anos não haverá muita diferença prática na sua vida.

Julia disse...

Lola, vou estar em Fortaleza nas próximas semanas. Se tiver um evento como esse na UFC enquanto eu estiver por aí com certeza eu vou!

Elaine Pinto disse...

"O q alguns aqui julgam q seja "EMPATIA", é validar que garotas continuem a seguir, ainda q hipocritamente as normas de conduta moral impostas por nossas sociedades machistas???"

Não. É compreender porque ela tomou tal atitude e mostrar que, infelizmente, é algo que não dá certo e, mesmo que desse, não vale a pena. Muito simples e fácil de dizer sem massacrar a menina que, pelo que pude compreender do post, acabou de sair da adolescência.

Aline disse...

Anônimo 17:06 comigo aconteceu o mesmo, anos depois fiquei sabendo que o meu primeiro namorado tinha me "iniciado" em certas práticas sexuais como: sexo anal e menage a trois entre outras coisas.... Quando fiquei sabendo eu disse "ah é? Estou tão surpresa com a novidade como vc, pois nao sabia que eu tinha feito todas essas coisas!" E ficou por ali. Quem me conhece de verdade sabe que é mentira, e quem nao me conhece e pensa que é verdade ou mentira é indiferente.
Claro que eu olho pra tudo isso com humor 10 anos depois que isso aconteceu e hoje estou com 35 anos, mas na epoca 25 anos eu fiquei com vergonha e muito chateada,

EllenG disse...

R, passei pela mesma situação. Quando tinha 15 anos, começou um boato que eu tinha um relacionamento amoroso com uma amiga, ela também com 15 anos.
Na época, fiquei arrasada, chorei horrores, me xingava porque lembrava de uma vez que andamos de braços dados, falando das nossas paqueras, e fiquei meio que pirando pensando no que eu fiz que originou esses boatos... só sei que teve gente que afirmava que me viu beijando essa minha amiga sendo que é totalmente falso, gente que eu nem conhecia e não conheço até hoje, quase 15 anos depois.
É horrível quando inventam coisas sobre a gente, mas vai passar! As pessoas falam mal mesmo, nao tem jeito, por mais legal que vc seja, se pisar na bola 1 vez, já era! Se vc nao pisou na bola tbm, nao importa! vc é uma vadia...
Por sorte, consegui passar por isso tendo altas conversas comigo mesma, já que nao tive muito apoio de outras pessoas, é importante que VC saiba que nao tem culpa de nada.
Se fosse uma amiga sua passando por isso? aposto que vc viria com todos os motivos justos para convence-la que ela nao tem culpa de nada. Nao seja dura com vc mesma! Às vezes, a gente quer que alguém fale isso, mas se ninguem falar, vc tem que falar pra vc mesma, como um mantra.
Boa sorte, tudo vai melhorar!
Bjs,
Ellen

Anônimo disse...

Ana disse...
Uma pena o relato da moça... Espero que as coisas deem certo pra ela.
Só uma coisa me deixou com um pé atrás: o fato da Lola ter defendido a criminalização da revenge porn. A tipificação de uma conduta como crime não é o que vai impedir a conduta de ser praticada. A maioria das feministas já sabe disso, gente! É o mesmo argumento a favor da descriminalização do aborto. E da descriminalização do uso de entorpecentes, aliás, é o argumento-chave da descriminalização de qualquer coisa.
Não quero dar argumento pra reaça, mas quem defende a descriminalização do aborto e, ao mesmo tempo, defende a criminalização de outras condutas, está sendo no mínimo incoerente. O sistema prisional como um todo falha no seu objetivo declarado de "ressocialização", mas obtém sucesso na função de opressão e controle social de todos que nele adentram, inclusive familiares e amigos do apenado, bem como os agentes do estado, duplamente penalizados, ao mesmo tempo perpetradores e vítimas da violência institucionalizada.
Nossa luta como feministas de esquerda deve ser contra qualquer tipo de opressão. Não sejamos coniventes com a barbárie do sistema prisional.Há outras formas de reparação de danos e prevenção e resolução de conflitos mais eficazes e menos brutais.

14 DE MARÇO DE 2014 12:38

--


Que coment mais sem noção. Vc quer comparar a criminalização do aborto (q deveria ser direito de qualquer mulher) com um ato de vingança baixo como revenge porn? Sério? Até porque aborto ser crime mata mulheres e revenge porn estar nessa festa acaba E também mata vidas (veja os casos de linchamento público, de suicídio das vítimas!). Se fomos seguir sua lógica então pra que existem leis.. Vamos todos dar a mãozinha aos criminosos enquanto adolescentes se matam porque seus ex namorados resolveram vazar vídeos e fotos íntimas.


Toda feminista sabe que informação é importante. Conscientização é justamente a arma de feministas tais como a Lola q com textos assim pode abrir os olhos de alguns meninos q estejam pensando em arruinar a vida da ex, mas leis existem por uma razão. Talvez temendo ir parar na justiça eles parem. Me lembro de um coment de uma menina num post do tipo q disse q o ex da irmã desistiu de vazar ftos nuas dela quando os pais dela disseram q iam processá-lo. Então tá vendo, funciona. Na maioria das vezes não são mestres do crime q fazem isso, são simplesmente ex namorados covardes

Anônimo disse...

Muita força para você querida. Passei por situação bem semelhante aos 18 anos.

Comecei a namorar com um rapaz de 23 anos, em pouco tempo, coisa de 1 mês, vi que não tinhamos muito em comum, resolvi acabar, ele chorou muito e concluiu que eu estava fazendo isso porque ele não tinha carro! Fiquei com pena (mania de ser boazinha) e namoramos mais 3 meses.

Resolvi então acabar mesmo, apesar do choro(e me sentindo muito culpada). Comecei a receber ligação de colegas me chamando para sair, um tentou me beijar do nada e outro, com quem eu jogava War frequentemente, tentou me agarrar em sua casa, a irmã dele apareceu e fugi. Eu não entendia o que estava acontecendo.

Então um amigo me contou que meu ex tinha contado a todos que eu era uma vagabunda que dava de "todo jeito", e por isso todo mundo queria sair comigo. Nem sexo tinhamos feito!Não por reputação ou algo assim, eu simplesmente tinha pânico de engravidar.

Não desmenti nada das calúnias, afinal, e se eu "desse de todo jeito", algum problema? Ora, eu só "daria" (odeio essa expressão) para quem eu quisesse.

Não foi fácil, fiquei umas semanas reclusa, só saía para trabalho e faculdade, tinha medo da maneira com que os colegas me olhavam. E olha que não foi em cidade pequena, e sim em Recife.

Isso foi há 19 anos, mas pelo jeito não mudou nada. Continuamos sendo julgadas o tempo inteiro, não importa o que façamos. Triste.

Anônimo disse...

Discurso decorado de aulinha de direito penal .Lindo na teoria

Anônimo disse...

Ela agiu exatamente como o patriarcado espera (santinha de araque, sem ser uma coisa de dentro mas voltada para os outros, para a reputação, para ser aceita na sociedade como uma """"pessoa boa""""") e ganhou o que o patriarcado dá. Tá tudo dentro de uma coerência lógica incrível. Também não tenho essa empatia fajuta que eu duvido que vocês tenham, simplesmente porque isso significa validar o machismo.

RavenClaw~ disse...

Off topic:

Lola e comentaristas. Alguns já devem conhecer. Eu assino o feed da Aline Valek e ela enviou um video do Alex Boyé outro dia, e fiquei assim *-*. O cara é muito bom! Esse é um dos vídeos dele -http://m.youtube.com/watch?v=cbvWWzjPM2A-, e ver como ele pegou uma música bobinha até, e com uma melodia diferente e um ótimo video resignificou a música toda é lindo! Indico. =D

RavenClaw~ disse...

Só li o post agora e tou abisamada com a quantidade de gente doidoooooooooona nesse mundo. Como assim estuprou a menina? Como assim disse pra todo mundo q ela era uma vadia? Como assim divulgam o endereço da casa de alguém na internet? Como assim a menina tá de mimimi? Meldels. Para! Quero pedir demissão da raça humana!

Letícia Penteado disse...

Querida, receba o meu abraço.
Estou horrorizada com a destrutividade e a doença desse cara. Parece coisa de filme de terror.
É muito difícil quando os nossos maiores medos se realizam, e pelo que você escreveu isso que você está passando sempre foi um medo seu.
Ninguém merece ter a sensação de que cada risada, cada cochicho, cada olhar de lado é para a gente, baseado numa mentira que não temos como desmentir porque o mentiroso tem mais crédito do que a gente. Porque as pessoas, como a Lola muito bem colocou, querem acreditar. O escândalo fica mais gostoso quando gira em torno de uma pessoa cuja reputação era até então "ilibada", quando é mais destrutivo. Schadenfreude.
A gente pode ficar aqui falando até perder a voz que você está melhor sem a presença de quem se afasta de você por conta dessa difamação que você está sofrendo. E, racionalmente, você sabe que isso é verdade. Mas a realidade é que dói, né? Dói se decepcionar com as pessoas assim, dói se sentir sozinha, se sentir execrada, moralmente linchada. E dói, principalmente, sentir que a culpa disso é, de alguma forma, sua. Se você já conseguiu superar esse último item, parabéns! Se não, desejo que consiga em breve. Porque ele é o pior de todos, o que mais machuca, porque é o que nos impede de acolher a nossa própria dor, de legitimar o nosso próprio sofrimento. E vem do machismo introjetado, vem dos anos e anos de imersão na cultura machista e é o mais difícil de a gente expurgar. E, tendo em vista o que você disse sobre os seus cuidados para não ficar mal-falada, imagino que você talvez ainda tenha isso também dentro de si (essa sensação de que cabe a você se manter "fora de problemas").
O ponto positivo (lá vai o ponto positivo, né? Ah, essa necessidade que a gente tem de buscar um ponto positivo, hahaha) é que agora você pode conseguir se libertar das amarras da preocupação com a sua reputação, quero dizer, agora que sabe que não é algo que está de fato sob o seu controle, infelizmente.
Eu, pessoalmente, processaria o cara sim. Porque eu sentiria raiva demais, me sentiria injustiçada demais e ignorar isso só me faria sentir, sei lá, passiva, acovardada. Eu quereria colocá-lo no lugar dele. Mostrar que não tenho medo dele. Expô-lo como o sociopata que ele é. Acho que "o que vem de baixo não me atinge" só é mesmo legal quando não atinge de fato.
Mas isso sou eu - eu, pessoa com a minha história, o meu temperamento, as minhas vivências. Não pensaria menos de mulher nenhuma que escolhesse não processar ou algo assim. Entendo perfeitamente não estar a fim de interagir ainda mais com ele por conta de um processo, por exemplo, como a Lola também falou.
Força aí.

Anônimo disse...

Desculpa não ter a ver com o post, mas já viu isso Lola?
http://www.ninalemos.com.br/2014/03/14/isso-tem-que-parar-e-e-urgenteencoxadores-tem-comunidade-no-facebook/

Marilia disse...

R., que pena que você tenha que passar por isso! Espero que você tenha forças para superar.

Mas fique tranquila. Fofocas incomodam, mas o incômodo passa com o tempo. Também nasci e vivi por um bom tempo numa cidade pequena que mais parece um antro de fofoqueirxs. Pra você ter uma idéia, quando eu tinha uns 12 anos e nem sequer tinha beijado um rapaz na boca já diziam por aí que eu era "fácil". 12 anos!
E essa história se repetiu durante toda minha vida no ensino fundamental e médio, falavam horrores e eu simplesmente não entendia porque motivos, ficava incomodada pensando se eu eu estava "dando motivo" pra falarem. Até hoje eu não entendo porquê. Lembro de outro namoradinho que tive quando estava na oitava série do ensino fundamental, uma vez passamos um feriado juntos, quando voltei pra escola ele veio brigar comigo pois tinham falado pra ele que eu estava em uma festa e tinha ficado com várias pessoas. E eu tinha passado o feriado todo com ele!! Outro namorado/ficante que eu tive tentou fazer outras brincadeiras sexuais comigo porque segundo ele, "tinham dito por aí que eu curtia". Também chegou a um ponto em que uma garota que havia se aproximado de uma das minhas melhores amigas foi perguntar pra ela se era verdade que eu era "revoltada assim" porque tinha aids (isso minha amiga depois me contou gargalhando). Imagina??? E eu poderia contar mais um milhão de histórias. Até que chegou a um ponto que eu simplesmente parei de me importar. Parei de procurar os "motivos" que eu poderia estar dando para falarem, pois fazendo ou não fazendo sexo, ficando ou não ficando com quem eu queria ficar, indo ou não indo a festas, bebendo ou não, sempre arranjavam o que falar e ficavam criando boatos fantásticos. Depois fui pra faculdade e fui me afastando cada vez mais da cidade, e passei a me incomodar menos ainda. Hoje eu tenho uns poucos amigos de lá e nem converso muito com algumas pessoas porque sei que elas puxam assunto só pra fazer fofoca depois. Portanto, se você já está longe, se fica tanto tempo sem voltar pra sua cidade natal, aposto que você irá superar. Faça novos amigos na sua cidade nova, curta seu namorado, a faculdade, enfim: faça o que você tiver vontade! Seja feliz! Vai passar, pode crer que vai! Te desejo forças pra superar, cabeça erguida :)

Anônimo disse...

Eu tentaria reunir provas das mentiras que ele disse e processaria.

Anônimo disse...

Pra todo mundo que tá dizendo que não tem empatia com ela pq ela se submeteu ao patriarcado, era santinha de araque e tudo o mais: quem aqui NUNCA trocou de roupa pra evitar ouvir besteira?
quantos tem que passar anos mantendo sua sexualidade em sigilo por medo da reação de familiares e também por medo de violencia de desconhecidos pordem fazer?
Quem nunca evitou passar por algum lugar ou por alguem com medo de sofrer um abuso?

Enfim, aconteceu parecido mas com menores proporções comigo: quando eu fiquei com um menino pela primeira vez (fiquei com ele e passei o resto da festa com medo de os outros verem, ou meus pais mesmo descobrirem). Quando cheguei em casa minha mãe pergunta o que eu estava fazendo porque os meus "amigos" gritaram "chama a trepadeira, chama a vadia que os pais dela chegaram". Nos dias seguintes a fofoca tomou conta da van em que eu ia pra escola e o motorista, um sábio e religioso senhor evangélico, exemplo de homem de deus, que soube educar seus filhos muito bem, resolveu dizer pra todo mundo que eu era mesmo uma puta, que nao tinha religião e ADORAVA sentar do colo dos meninos na van, mesmo quando tinha lugar pra sentar... e pra melhorar meus pais ainda preferiram acreditar nele por algum tempo...

Não é questao de se fazer de santa, mas dizer que com 14 ou 15 anos todo mundo ja compreende as armadilhas do patriarcado, ja tem definido tudo o que quer, ja ta pronto pra sair transando por ai sem se importar com o afastamento da familia e dos amigos é demais né gente?

Julia

Anônimo disse...

Se dá é puta, se não dá é puta, prefiro dar então. Mais fácil. Pelo menos to gozando enquanto falam mal de mim.

Patty Kirsche disse...

Poutz, pior que tem homem que faz isso... É nojento demais. Mas sabe de uma coisa? Pelo menos depois que a gente sabe que o desgraçado fez algo assim, tem a certeza de que o melhor é cortá-lo da vida de vez. E já vai tarde, chorume!

Anônimo disse...

Sinceramente? Não faça nada. Não processe esse escroto da humanidade. Ele quer voltar pra sua vida. E mais, você pode até processar, mas o ser humano é tão repugnante que prefere acreditar em fofocas ao invés de uma sentença judicial. Uma vez difamado ou caluniado, sempre será lembrado por isso. Não tem o que fazer. Mas você tem como manter esse LIXO HUMANO bem longe de você. Criatura patética, é um recalcado e deve morrer de raivinha porque você ainda não o abordou para tirar satisfações. Ele quer voltar a falar contigo, a te perturbar. Se você mora em outra cidade, reconstrua sua vida. Nada é definitivo. E quando você voltar pra sua cidade natal, fica de boa, porque essa gente rasteira não vive na sua pele pra saber a verdade. Quanto mais você for indiferente a esse LIXO que te difamou e a essa gente, melhor! Sei que é difícil, mas acredite, o tempo passa, você conhece novas pessoas e tudo muda. Caso tais fofocas prejudiquem sua vida profissional, aí sim recomendo que faça uma B.O. contra esse lixo. Acredito que isso tudo esteja afetando sua alma. Não fique assim. Isso não é o fim do mundo. Tudo passará e você ficará bem. Não vá fazer loucura por causa desse babaca. Ignore, seja indiferente e bola pra frente. O mundo é grande, a vida é maior ainda. Não desanime.

Sara disse...

Em momento algum eu pensei em NÃO ser solidaria com sua situação R.
Eu apenas penso que garotas jovens como vc não tem q se esforçar tanto para corresponder a um padrão que a sociedade machista determina, pq muitas vezes, como foi no seu caso é um esforço para alcançar o vento, que só vai te trazer frustrações.
Ao q parece sua família deve ser destas mais tradicionais, e sua educação muito provavelmente é o que te fez buscar a aprovação do meio social onde vc vivia.
E fico pensando por alguns comentários aqui, se mesmo tendo noções sobre o feminismo, se muitas meninas ainda não estão buscando essa aprovação de gente machista, ou pior se mães não estão ensinando isso a suas filhas e parentes, apenas para que elas (suas filhas e parentes) sejam mais aceitas por essa sociedade.
Eu não sei se estou sendo ignorante, mas, esse tipo de comportamento não perpetua a injustiça com q nós mulheres somos tratadas?
O que eu ensinei as minhas filhas é bem parecido com o q o anon das 14.19 hs disse..
-Se vc acha que o seu "principe" nao vai te querer pelo fato de vc não ser virgem, que bom pra vc, pois o cara é um babaca mascu nojento.

E mais sempre disse a elas e tb para TODAS as pessoas que conhecemos e que venham criticar a moral delas pra mim, que a virgindade delas não esta no mercado matrimonial, não esta a venda como parte da transação para um casamento futuro.
Que se alguem gostar delas, eu espero q seja apenas por elas mesmo, não por uma moralidade forjada a duras penas pra elas.

Anna Milani disse...

R, sinto muito pelo que houve com você. Quanto ao fato de você não querer uma reputação considerada 'ruim', sair e se divertir sozinha ou com amigos, transar sem compromisso e etc... Bem, é um direito seu. Eu pessoalmente não faço tudo o que o patriarcado impõe. Eu saio de noite, eu bebo e durmo com quem eu quero.

E sim, eu, juntamente com outras garotas que têm atitude, sou a segunda pior criatura do mundo, depois de Lúcifer [Palavras de um vizinho fanático-religioso], porque eu sou LIVRE. Não adianta. Sempre vão arrumar um jeito de fazer fofoca de mulher.

Criticam a saia curta, a sua maquiagem de 'rameira' e veja bem, te criticam TAMBÉM se você usa calça e não usa maquiagem. Não tem como escapar, o jeito é dar um dedo médio para quem fala da sua vida. É A SUA VIDA. Quem manda nela é você.

Força aí pra você, R, e que esse seu ex vá à m#rda :D

Anônimo disse...

OFF TOPIC:
http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/03/ufscar-vai-apurar-trote-com-calouras-simulando-sexo-no-campus-video.html

"O episódio ocorreu durante a Calourada, evento tradicional de recepção dos alunos, que ocorre dentro da universidade e que faz parte do calendário oficial da instituição. A tarefa passada para as estudantes era seduzir, com cantadas e xavecos. Depois dessa etapa, elas começam a tirar algumas peças de roupa e no chão do ginásio da UFSCar simulam atos sexuais enquanto os outros alunos gritam e invadem a quadra."

??

Julia disse...

Anon..quer dizer mascu das 15:01, ela é vítima de si própria. O carinha não tem nada a ver com isso? Nesse caso a palavra "vítima" é ok? Entendi.

Me fala sobre o ego de um homem que depois de um relacionamento terminado e já estar até com outra mulher, se acha no direito de infernizar e perseguir a ex.
Seria a vontade de controlar o que não lhe pertence? humm
Mas faça uma análise detalhada. Estou interessadíssima em saber como vocês pensam.

Anônimo disse...

Mais um off topic (esse me deu nojo de ler):

http://oglobo.globo.com/blogs/villardo/posts/2014/03/14/o-sexo-o-whatsapp-527649.asp

Anônimo disse...

Já chega de notícias pra mim por hoje!

http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2014/03/13/aluna-de-12-anos-tem-cabelo-raspado-por-conversar-com-menino-de-16-527490.asp

Julia disse...

De novo esses gaúchos fazendo merda?? Tá difícil, hein?

fuiobrigada disse...

Conhecer o trabalho de Jane Elliot desconstroi qualquer preconceito - negros, "trolls de internet, ou fora dela", machistas e até outras mulheres que infelizmente alimentam este tipo de atitude... https://www.facebook.com/fuiobrigada/posts/451840184902225?stream_ref=10

Letícia Penteado disse...

Sara,
Quando falamos de empatia, não falamos de concordar. Não falamos de validar atos, palavras. Falamos de acolher sentimentos e pessoas.
Empatia não é algo que se faz com a cabeça. É algo que se faz com o coração.
Tá, o príncipe é sapo. Mas dói gostar de um sapo. Dói que o sapo rejeite a gente. Dói. Empatizar com essa dor não é dizer "rebaixe-se ao nível do sapo". Nem é dizer que o sapo não é sapo. É só reconhecer que, sim, a gente sente isso e é uma merda sentir isso.
É horrível ter que peitar o mundo toda vez que se sai à rua. É horrível ser falada. Mulheres já são tratadas com desrespeito, mulheres com fama de vadia, então, pior ainda. Eu sei disso e algo me diz que você sabe também. Mas eu já me acostumei. Ela ainda não. Eu já estive não acostumada a isso um dia e lembro de como me senti desamparada, sozinha. Passou, sim. Mas o fato de que um dia vai passar não quer dizer que, no hoje, no agora, não esteja doendo. São coisas diferentes.
Seria realmente tão incompreensível que uma jovem não queira esse sofrimento para si, que queira evitá-lo? Seria tão incompreensível que ela tenha introjetado que caberia a ela impedir que isso acontecesse, que ela teria controle sobre isso? Entende onde quero chegar? Ela é a vítima aqui.
Você não está errada. É só que você está falando dos atos e dos fatos, quando, talvez, diante de um relato íntimo e doído assim, fosse melhor falar de sentimentos. Pelo menos num primeiro momento. A "lição de moral", digamos assim, poderia ficar para depois.
Quando a gente toma uma porrada da vida, o que nos ajuda a nos reerguermos é alguém nos abrace enquanto choramos, que nos ouça e nos ouça chorar, sem ceder ao impulso de simplesmente enxugar nossas lágrimas e nos dizer que vai ficar tudo bem, que já passou, etc. Precismos acolher, não julgar. Ouvir, não silenciar.
Afinal, essa pessoa abriu o coração dela para mostrar um sofrimento muito real, muito válido.

Letícia Penteado disse...

Teve um anônimo ali em cima que disse que empatizar com a autora reforça o patriarcado. NÃO. Empatia é o que fará o patriarcado ruir. Empatia é abrir mão de certo e errado, de ganhar ou perder, de concordar ou discordar, de culpar, de julgar, para encontrar a pessoa por detrás das palavras e dos atos. É se abrir para sentir junto com alguém algo que não é confortável de sentir. Mas que essa pessoa precisa de companhia para conseguir atravessar. É uma dádiva.
Ninguém é obrigado a empatizar, mas, num espaço feminista, ouvir pessoas rindo do sofrimento de outras, e tratando a própria palavra empatia com desprezo é muito desalentador. Especialmente quando não se trata de um inimigo, um agressor, mas uma vítima.

Maria Valéria disse...

Faço minhas as palavras da Letícia Penteado as 00:33 e 00:37 de hoje.
Clap clap clap!!!!

Aline disse...

Corrijam-me se eu estiver errada mas eu percebi que isso é coisa de homem jovem, comigo aconteceu quando eu e meu entao namorado tínhamos 23, com a moça do post quando ela tinha 18, muitas daqui tb nessa idade...

É isso mesmo? É doença que so atinge homens jovens? Espero que sim, porque eaí temos esperança de que tem cura naturalmente

Anônimo disse...

se eu fosse vc, jogaria o mesmo jogo e pagaria na mesma moeda.

comece um boato que vc viu o cara com outro homem: um negro lindo de 2 m de altura... e que deve ser por isso que ele broxava com vc...

vai pegar fogo que nem em pólvora..

Sara disse...

"Se dá é puta, se não dá é puta, prefiro dar então. Mais fácil. Pelo menos to gozando enquanto falam mal de mim". anon 22.00hs


A M E I !!!!!!!

RavenClaw~ disse...

Huashuahsu gostei da sugestão do anon aí encima. Ou então espalha q ele só fala merda de vc pq tem pinto pequeno e não quer q ninguém descubra. Mas falando sério. Gente... Vão se tratar.

Anônimo disse...

Ah, realmente essas estorias de passividade me desanimam demais. Nao havera mudancas se continuarmos igual ovelhas. Veja: a lei esta do seu lado.
https://www.facebook.com/cnj.oficial/photos/a.191159914290110.47167.105872382818864/641770162562414/?type=1&theater

Ana Carolina disse...

Mas sinceramente tem comentários aqui que dão vontade de chorar. Então a autora é culpada por ser "certinha" e que é tudo um castigo por ela ser "certinha"? E é assim que vocês acolhem mulheres?

Ah, tá. Tá certinho.

E fecho com a Letícia das 0h37

Anônimo disse...

Tô passando por algo semelhante agora. Me envolvi com um colega da faculdade que foi mt falso comigo.

Porém com o passar do tempo a máscara foi caindo e descobri que além de ser misógino, faz a namorada(quem ele escondeu no início)de escrava doméstica, sexual e que está dando um golpe pra pegar a grana dela.

Só que um dia explodi e falei mt coisa que tava travada e ainda continuei uns dias depois. Ele se assustou, ficou puto e passou a me ignorar.

Além disso vi que uns amigos dele, que por coincidência ou não ele tentou me passar pra eles(ele queria que esses amigos me pegassem, mas não aceitei, estão me ignorando também!

E por que, minha gente? Mt provavelmente ele contou alguma mentira sobre mim ou contou o quanto sou braba. Não sei bem o que falou, mas achei escroto demais me ignorarem por...sei lá! Só porque dei um basta no amiguinho que vinha cada vez com mais abuso pra cima de mim?

O mais curioso disso tudo é que depois da dura que dei, o sujeito não me cumprimenta mais, mas sempre me olha com mt medo, com o rabinho entre as pernas.

E pra quem acha que isso só acontece com homens jovens, é mentira, viu?
Pois o ser em questão do meu caso tem 33 anos! E não 15 ou 17.

Anônimo disse...


Da mesma forma que muitas leitoras, que aqui escreveram, também fui vítima da revanche de um ex namorado insano. Eu poderia detalhar aqui tudo que sofri, mas, às vezes, prefiro nem relembrar a história toda. Esse tipo de coisa é mais comum do que se imagina. O que eu posso dizer pra leitora é que só me recuperei quando parei de me preocupar e quando parei de buscar explicações para o que aconteceu comigo. Antes disso, tive depressão, emagreci 7 kg em um período de 6 semanas. Eu tinha tanto nojo de tudo que ele estava fazendo comigo, que em certos episódios chegava a vomitar. Meu corpo sentiu a avalanche emocional a que fui submetida. Eu fiquei tão tão mal que uma infecção de garganta conseguiu me derrubar. Por conta da infecção, precisei ir ao médico 4 vezes, em cinco dias! Não havia remédio que aplacasse a dor que eu sentia. Depois disso, meus pais viram que eu precisava de ajuda. Comecei com terapia e remédios. Talvez, seja o caso de você buscar esse tipo de ajuda. É bem válido. Eu sei que você deve estar se perguntando: por que eu?? O que eu fiz pra merecer isso?? Com a minha auto estima restabelecida, aprendi a parar de fazer esses questionamentos, porque eles não aliviam o sofrimento, eles intensificam. É injusto o que ele fez? É! Mas já está feito, não adianta se martirizar e se recriminar. O mundo está cheio de imbecis e algumas vezes temos a infelicidade de tê-los em nosso caminho. Por muito tempo, também chorei por conta das coisas que ele dizia ao meu respeito, mas não adianta.. Eu parei de me importar. Querem acreditar no que ele diz? Paciência. Isso só pode significar que não me conhecem o suficiente e que, portanto, não merecem minha preocupação. Só me recuperei quando me libertei, quando parei de me preocupar e sofrer com o que ele dizia ao meu respeito. Continuei sendo a mesma pessoa de sempre. Apenas seja quem você é. Com o tempo, algumas pessoas percebem que você não é exatamente o que ele diz. Outras não - mas isso é problema delas!
Agradeça por vocês morarem em cidades diferentes, terem círculos sociais diferentes. Esse não é o meu caso. Moramos na mesma cidade, temos a mesma profissão e nos formamos na mesma faculdade. Então, imagina a extensão da porcaria toda. Agradeça que ele está longe. Siga a sua vida. Eu acredito que tudo que vai, volta. Vai chegar o dia dele.
Sobre processar, por algum tempo me culpei por não tê-lo processado ou tomado alguma medida judicial. Mas quer saber? Quanto mais distante desse louco, melhor. Eles jogam baixo, muuuito baixo. Com certeza, só daria mais incomodação. Se ele merece ser processado? Merece. Mas nem sempre a justiça irá dar a resposta ou a compensação que buscamos. O melhor mesmo é seguir em frente..

Anônimo disse...

Tem uma comentarista frequente aqui que a máxima dela é a do imperativo do gozo. Eu não consigo acreditar que é uma mulher e que seja feminista, só pode ser um fake mascu. Só faz comentários dita regra, impõe o seu modo de ser a todo mundo, sempre criticando a vítima, de um individualismo assustador em suas "propostas" que sempre apontam para uma falta de empatia com o outro, só conselho egocentrado. A questão nunca é superar um problema, seja individual ou social, ela só quer "causar". É um tipo de feminismo que com ele quem é que precisa de machismo? Quero dizer: a pessoa escolhe exatamente as 'mesmíssimas' armas do machismo e do que há de mais danoso na sociedade para suas ações como feminista (?).

Vamos lá: A R. disse que sempre foi uma garota comportada nos padrões e que ainda assim a sociedade a recrimina porque prefere acreditar num moleque que a estuprou do que na conduta dela, e obviamente a garota passa por dilemas, culpas, etc. E ela se preocupa com isso porque afinal trata-se claramente de preconceito, injustiça, etc... E ela não está mais suportando essa injustiça. Aí as feministas (?) mandam, exigem que ela suprima todo o sofrimento dela imediatamente, ridicularizam e esculacham a garota. Inventam coisas que não está no texto, suposições, suposições como a cidade dela fez... Segundo vocês a garota está completamente impedida de se descobrir, de superar as coisas no seu tempo. De aprender a lidar com os problemas por ela simplesmente não ser quem vocês acham que ela deveria ser? Para vocês a chave dos problemas é gozar e dar barraco?

"Temo pelas proporções que isso possa tomar e esse foi um dos motivos de ter te procurado, queria ver se você que está vendo de fora, que me respondesse se há alguma forma para tentar barrar isso. Juro que já pensei até em processos mas acho que eu não teria testemunhas."

Sério mesmo que é assim que vocês ajudam alguém que não sabe o que fazer diante de um problema que está passando? Vocês leem um guest post de uma garota anônima e já têm um juízo fechado e completo sobre quem é essa pessoa? Como foi toda a vida dela, etc? Absolutamente tudo? E o maior crime dela é que ela é faz parte de uma minoria social e está se dando conta disso...

É mais fácil lidar com comentários de mascus declarados do que com esses de feminista-mascu...

Anônimo disse...

Queria dizer que sou solidária à autora do guest post, acho lamentável que mulheres ainda passem por essas coisas e com todo apoio de uma sociedade absurda, machista, que só destrói e desagrega.

ISSO POSTO, vem aqui a minha crítica à dona do blog.

Eu não consigo ver benefício em permitir em um blog com comentários moderados que certas coisas passem pelo crivo de pelo menos duas pessoas, Lola e sua mãe, seja em conjunto ou alternadamente. Não vejo qual a necessidade dessa pseudodemocracia de "ah as críticas também devem ser publicadas" se elas só servem para revitimizar uma mulher que já sofreu e continua sofrendo. Se falarem de parcialidade, e daí? E também me parece um baita infantilismo a coisa do mascu, mascu, mas mulheres ou supostas mulheres falando horrores e afrontando a sororidade tudo bem, mas como assim? O que não falta no mundo é 1. mulher machista, 2. feminista desinformada.

Não é de agora que eu leio coisas simplesmente horrorosas vindas inclusive de comentaristas habituais. Não horrorosas na minha opinião, Sandra, mas horrorosas na opinião de qualquer ser humano com meio cérebro funcional e alguma empatia pelo semelhante. Alguém abre seu coração e conta uma história de horror e o povo vem tacar pedra, analisando a vítima e não o algoz, dizendo que a culpa é dela por ser santinha, por dar poder aos outros, por não sei o que e esses comentários são aprovados? Tudo bem que outros comentaristas menos delirantes criticam esses pontos de vista, mas justifica re-tacar pedra em uma mulher pra dizer "olha como tacar pedra é errado" e permitir que isso aconteça, sendo cúmplice, comparsa no linchamento? Ainda mais sendo uma pessoa tida pelas mais jovens como porta, introdução ao mundo do feminismo, uma voz realmente ativa na internet - meio esse muito hostil para as mulheres?

Cadê o respeito a essas mulheres? Deve estar junto com a coerência e a sororidade lá na ilha de Lost, porque aqui tá me custando ver.

Moderar comentários dá trabalho? Ler um por um dá trabalho? Dá, mas e a consideração pelas VÍTIMAS não vale esse esforcinho extra? Se não vale, eu não vejo diferença nenhuma disso para comportamentos tipicamente machistas - muito do machismo e das não-mudanças, da imobilização vem justamente da inércia. Do vai dar trabalho, então não façamos nada.

Lamento demais por todo mundo que expõe uma história aqui pra servir de carne aos leões. As pessoas deveriam repensar se devem ou não compartilhar coisas para serem vitimizadas de novo com a conivência de quem na teoria devia estar protegendo essas mesmas pessoas e permite, por omissão, que continuem tacando as malditas pedras.

Anônimo disse...

Sempre que eu encontro um mascu, eu faço das 3 peneiras de Sócrates minha arma. Pena que nenhum deles passa da primeira, rs.

Lola, deveria fazer o mesmo. Até porque, somos mulheres fortes e determinadas, não precisamos difamar o próximo pra nos auto afirmar em sociedade.

Sara disse...

Pro mascu anon.das 22.04hs
vc tal qual uma serpente venenosa veio aq em um espaço feminista se passando por uma mulher, q eu duvido q seja, espalhar seu veneno, criar discórdia e animosidade onde não existe nenhum motivo pra isso.
Critica as posições de quem quer apenas que mulheres e garotas se libertem dos papeis estabelecidos pra elas por uma sociedade machista, q não levam em conta suas individualidades e reais aspirações, é verdade que eu defendo q as mulheres se livrem mesmo destes papéis, e q levem a vida com mais prazer ou gozo, como vc diz -porque vc acha q não temos esse direito mascu nojento???
Eu diferente de vc mostro minha cara, esta ai é só ampliar pra ver, e falo diretamente com vc sem subterfúgios ou insinuações.
Não vivo nas sombras como vc, falo o q penso e sou mulher e não um mascu como vc insinua, alias conheço a Lola de longa data, ela sabe onde moro, quem eu sou.
Acho lamentável q vcs covardes mascus usem sempre essa mesma tática de entrar nos cometários apenas pra soltar veneno e deixar um rastro de sujeira e contaminação.
Sei tb q tudo o q vcs querem é q nós mulheres, principalmente as mais jovens, continuemos presas as normas que o machismo dita do q seja uma mulher honesta, pra continuarmos sendo manipuladas e usadas , mas sinto muito mascu, não conta comigo pra esse seu projeto podre.

Aline disse...

Anônimo 18:52 adorei o que vc escreveu porque eu tb consegui me "livrar" de me sentir mal com o que aconteceu quando eu simplesmente parei de me perguntar "por que ele fez isso? O que eu fiz pra ele? Por que ele é tão imbecil". Dizer que também fiquei doente na epoca, no caso,meu tive gastrite e uma alergia por todo o corpo que ficava avermelhado coçando toda vez que ele me tocava!
Enfim, hoje em dia, anos depois do que aquilo aconteceu vejo que no mundo tem mais imbecis do que imaginamos, o bom é que hoje identifico mais rapidamente é já nao tento justificar nninguem, é imbecil, eu caio fora, e sem tentar dar muita explicação, tenho um colega que é imbecil, ciumento, e nem somos nada mais que colegas, é possível que ele invente alguma coisa a meu respeito algum dia, mas é daí quem quiser acreditar nele que acredite, assim mais fácil pra que eu faça um filtro entre pessoas imbecis e pessoas que vale a pena.

Anônimo disse...

Ok, ok, fui eu que escrevi o comentário anterior sobre a Sara. Pensei aqui e acho que me excedi, desculpa Sara, não quero brigar com você. É que sei lá, as vezes algumas coisas me incomodam e acabo escrevendo ou falando sem refletir muito sobre o que estou fazendo... talvez eu seja um pouco como você Sara =\ Mas desculpa pelo que escrevi, foi no impulso mesmo. Você tem boas intenções apesar de tudo, pelo menos é uma feminista a mais para melhorar o mundo. Foda-se o que eu escrevi, continua participando no blog, algumas pessoas não vão gostar de todos os seus comentários, como eu, mas é a vida.

Anônimo disse...

Sara, eu sou a anônima das 22:04. E mostro tanto a minha cara quanto você. Não faz a menor diferença se possuo uma foto ou um nome no meu comentário. O que importa é o que eu falei.

Eu só vejo você esculhambando as autoras do guest post, fazendo discursos atravessados e ridicularizando. Não fui a primeira a notar e criticar essa sua postura por aqui. Este também não foi o primeiro post. E infelizmente você não é a única ou único que faz isso.

Também não entendo você querer validar seus argumentos com o fato de conhecer a Lola e ela saber seu endereço. A sua postura e o seu discurso de incompreensão e falta de empatia com o outro não muda com esse fato. Ela só muda no momento em que você tomar consciência de que faz, sair da defensiva e não mais o fizer. Já falaram por aqui, guarde suas palavras de ordem para um momento mais adequado e não as direcione para quem está sofrendo.

E quando eu falo sobre o "imperativo do gozo", estou querendo dizer que há no discurso e nas posturas uma exigência em se ter prazer e gozo a qualquer custo em todas as esferas da vida o tempo inteiro e a todo custo, de maneira desenfreada, irresponsável, sem levar em conta os limites e a alteridade. O prazer é princípio da vida, mas em desmedida é mortal. Se estamos falando de nós mulheres, sim, nos é vetada qualquer possibilidade de prazer na vida, mas não é disso que estou falando, preste atenção...

Te peço uma coisa, se possível, viva a sua vida da sua maneira. Não exija que ninguém a viva como você. Principalmente de alguém que sofreu um abuso, cada pessoa tem um tempo diferente para lidar com as coisas, para se conhecer e supera-las.

Sara disse...

anon 11.49hs
Pra mim faz muita diferença se vc vem aq me esculhanbar e não mostra a sua cara.
Se eu expus q conheço a Lola é apenas pq vc com sua peçonha veio insinuar q eu sou um mascu enrustido.
Nunca em nenhum momento eu desrespeitei quem quer q seja, basta q vc leia meus comentários para saber disso.
O q vc chama de consciência muito provavelmente é bem diferente do q eu penso q seja, portanto meu querido, guarde seus conselhos ou melhor os enfie onde bem lhe aprouver.

Anônimo disse...

Eu concordo totalmente com a Sara. E também soucomentarista assídua aqui. Acho um absurdo que algumas comentaristas pedem a Lola de bloquear comentários diferentes do esperado.

Sabe, a autora do guest post sempre disse que se provou de varias coisas para não ser falada. Pois bem, o que eu digo é: serviu de que?

Não quero que ela sofra, claro que não. Mas isso é para dizer: "olha só, se você joga conforme as regras do aptriarcado, é isso que ele te dá em troca.". Nuinguém aqui quer que a autora sofra, se ferre, se dane. O que a gente quer é dizer as meninas: parem de se privar apenas para agradar aos homens, pais, primos. Vivam a vida conforme a vontade de vocês, porque no jogo do patriarcada, a gente não ganha NUNCA.

A autora to post disse que sempre jogou segundo as regras do patriarcado, então não pode achar ruim quando o jogo se torna contra ela, porque isso é o esperado.

Sara, vc é minha ídola! Beijo enorme!

Unknown disse...

Obrigada anon.6.06hs, é bom q alguém pelo menos compreendeu o meu ponto de vista.
Em hipótese alguma quiz recriminar a garota do post, pois sei q é bem sofrido o q ela esta passando, mas tudo tem um lado bom, pq não tirar uma lição de tudo isso, que é exatamente essa q vc falou, não tem como mulher nenhuma ganhar no jogo q o patriarcado nos propõe...

Sara disse...

Obrigada anon.6.06hs, é bom q alguém pelo menos compreendeu o meu ponto de vista.
Em hipótese alguma quiz recriminar a garota do post, pois sei q é bem sofrido o q ela esta passando, mas tudo tem um lado bom, pq não tirar uma lição de tudo isso, que é exatamente essa q vc falou, não tem como mulher nenhuma ganhar no jogo q o patriarcado nos propõe.

Anônimo disse...

Anônimo disse: 14 de março de 2014 15:01
["A vida te trata como você se trata" (Luiz Gasparetto)

Vejo também uma certa fantasia em achar que todos dão importância ao que ela fez ou deixou de fazer. Novamente, ego fora de controle.]

...Citações de Gasparetto em Blog que refere a direitos e feminismo ?...Surreal...
A questão vai muito além do individual. É social.Dentro de um site que refere justamente a conscientização da mulher (feminismo), não cabe exemplificar a mulher e sua conduta geral diante do machismo usando o exemplo da autora do tópico. Fora que a autora do tópico é humana e como ela SE trata, ou deixa de SE tratar, não justifica o machismo explícito no Brasil. Mesmo a frase faça sentido na questão individual, a questão vai muito além, afinal, quem já não temeu comentários sobre a reputação pessoal em certo momento da vida? 98, 99% ...E quantas são _necessariamente_ estupradas por isso ? Alguém?
Então o anônimo das 15:01, passou a impressão de que sendo a mulher responsável como se trata, não se pode torna-la uma vitima...? Oi ?!! Continua sendo vítima, SIM...Como se o estuprador, ES-TU-PRA-DOR (não um Duende), o responsável de fato , o algoz, tivesse que ser deixado de lado, porque sempre existiu a mediocridade humana... UMA VÍRGULA... Vejam o indice de estupro na Europa. Devemos nos conscientizar individualmente em como nos tratamos, sim, alias o próprio feminismo já conscientizou sobre isso, mas além do individuo, vivemos dentro de uma sociedade como indivíduos, logo devemos e temos a obrigação de colocar esses estupradores no lugar deles, conscientizar o masculino também, alias, como um cara que estupra se trata ?.
Se te roubam o carro você não faz um B.O ? Ou vai para casa se culpar porque foi você quem atraiu isso ? Não, não, você perdeu o carro, vai levar a lição da “vida”, o bandido e o diabo a quatro junto, sendo o algoz responsabilizado de FATO. Não somos obrigadas, por mais que nos valorizemos, a conviver com estupradores em meio a um transporte PÚBLICO, por exemplo (a mulher pode se tratar como uma rainha que eles chegam em qualquer uma).
Vejamos o exemplo da Europa. As europeias são tão humanas quanto as brasileiras, a frase “vida te trata” é válida para elas idem, mas o estupro lá tem um índice mínimo. Como se explica ?. Lá , eles consideram o indivíduo E a sociedade, onde vítima é vitima, e estuprador é estuprador, e o algoz vai para cadeia. Lá a mulher não é considerada produto ou objeto de prazer deles... Na Suécia, as mulheres (e homens) andam nus em casa, porque a nudez é algo natural, e como é algo natural eles se veem além do corpo físico ou beleza, a mulher é muito mais do que a nudez. Nos parques PÚBLICOS em Berlin, as mulheres (e homens) ficam nus, e os homens conseguem controlar os instintos ... que coisa.. não !!!! e são bem másculos, muito amorosos também. Vejam a diferença do Brasil !, mesmo estando a mulher vestida, sempre tem um babaca que vira o pescoço (as vezes nem querem, mais parecem necessitar afirmar a masculinidade), e isso tudo ao meu ver porque para o brasileiro, não todos, a nudez é considerada algo vulgar, pois eles não conseguem enxergar a mulher além do corpo físico e beleza (ainda mais que as brasileiras são consideradas de beleza impar). Pelo que observo, o machismo no Brasil, impede que a mulher brasileira se coloque como a europeia, são eles que não querem que a mulher seja vista além de um corpo, querem a mulher objeto e submissa.
O Gasparetto tem ótimos conceitos no que diz respeito à prosperidade, seus cursos referente ao tema são bem famosos , mas no assunto valorização da mulher, ou como ela SE trata, sorry, é bem confuso, e muitas vezes machista, além de que na teoria explica que devemos nos valorizar, mas na pratica, seus conselhos se resumem em fazermos o jogo dos homens, meio contraditório. Temos mesmo que sermos como eles gostaríamos que fossemos , ou como somos no real: pessoas e não objetos, ? Fora que ficar só no individual, é para casos especiais, pessoas que precisam mesmo mudar atitudes.

Anônimo disse...

“Anônimo disse...
Abusada, será? Será que não é MAIS UM CASO em que a mulher se arrepende de dar depois fica se fazendo de vítima? Com essa história de reputação aí, não sei viu... “
>>>>>>>>>>Cretino....

“cérebro em funcionamento disse...
Ela escreveu:
"Desde a infância eu sempre temi por minha reputação"

Se tivesse escrito:
"Adoro sexo, faço a torto e direita, não canso, é uma delícia e caaaaaagueiiiiiii para o que os outros pensam"

Muda alguma coisa gente?
Muda ela ter sido forçada a fazer sexo? Muda alguma coisa com relação a injúria e difamação do ex?

vamos lá, 10 minutinhos para pensarem!!! “

>>>>>>>>>Cérebro em funcionamento _vírgula_ cretino .
Dá próxima vez coloque cérebro entre aspas.





“Anônimo disse... 14 de março de 2014 18:12
Ela agiu exatamente como o patriarcado espera (santinha de araque, sem ser uma coisa de dentro mas voltada para os outros, para a reputação, para ser aceita na sociedade como uma """"pessoa boa""""") e ganhou o que o patriarcado dá. Tá tudo dentro de uma coerência lógica incrível. Também não tenho essa empatia fajuta que eu duvido que vocês tenham, simplesmente porque isso significa validar o machismo.”
>>>>>>>>>>> Patriarcado insiste em rotular, né ? não somos exatamente putas ou santas, somos seres humanos normais, (fazer sexo não torna nenhuma mulher puta).

Anônimo disse...

Valeu Lola...