quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

GUEST POST: MELHOR ABORTAR

V. me enviou este relato:

Acho muito lindo a galera "pró-vida-do-feto-a-mãe-que-se-lasque" falando para dar o bebê para adoção. Falando que é uma vida... Falando que "tomara que a Cruella De Vil que não quis o bebê-lindo-fofo-cuti-cuti se arrependa para sempre do que fez."
Vou dar a MINHA opinião. 
Meus pais não me queriam. Sério. De verdade. Eles eram novos e inexperientes e nenhum dos dois tinha lidado com crianças na vida. Meu pai foi criado pela avó, sem outras crianças em volta. Minha mãe era a filha mais nova. 
Enfim. Engravidaram. A gravidez foi uma lama em si, porque a médica-gênia da minha mãe fez as contas da gravidez levando em conta um ciclo regular (que não era o caso) e eu teria sido concebida quando o meu pai estava curtindo as férias em outra cidade. 
Ou seja. Uma gravidez inteira deles brigando é seu, não é. Uma gravidez inteira dos meus avós (pais do meu pai) duvidando da paternidade (e com razão, afinal foi A MÉDICA quem falou que a minha mãe estava com UM MÊS A MAIS do que efetivamente estava).
Quando eu nasci prematura, a médica se retratou. Disse "É, realmente, este é um bebê prematuro!" Tô falando, gênia! 
E, claro, sou a cara do meu pai. 
Meus pais se casaram cinco meses depois. Ambos na faculdade. Por causa da situação financeira da família (tanto do meu pai quanto da minha mãe), nunca me faltou nada material.
Querem saber o que me faltou? Carinho. Amor. Cuidado. 
Minha mãe me mandava calar a boca o tempo todo. Meu pai me espancava. E isso não é o pior.
O pior é olhar nos olhos deles e ver aquela expressão de "preferia que você não tivesse nascido". 
Meu pai, com o tempo, separou-se da minha mãe. Minha mãe sempre falou "filho acaba com a vida de uma pessoa. Se eu pudesse voltar atrás, não teria tido filhos."
Minha avó paterna tem o mesmo discurso.
Meu pai, que eu vejo umas três vezes por ano (isso que moramos na mesma cidade), hoje em dia é todo docinho por whatsapp. Minha mãe parece esquecer que eu existo. Se não sou eu para ligar pra ela (que hoje mora em outra cidade), a gente não se fala. E quando ligo, ela reclama da vida.
Meu pai queria abortar. Minha mãe, que cresceu em lar católico apostólico romano, entendia ser isso um "pecado", porque "já que fez, que assuma". 
Eu tive uma educação totalmente violenta e incrivelmente incoerente. Se num dia eu era espancada (com cinto, desde os dois anos) por não comer, no outro dia, se não comesse, faziam comidinha especial. Um dia eu deixava o quarto bagunçado e nada acontecia; semana seguinte, apanhava e ficava de castigo. 
Olha, desculpaê...
Vocês que dizem que somos a favor do aborto porque "já nascemos", eu digo: eu sou a favor do aborto PARA MINHA VIDA. Se eu pudesse voltar no tempo, eu falaria para a minha mãe me abortar. 
E, olha, pra ser bem sincera, hoje, com mais de 30 anos, eu amo a minha vida. Amo, amo, amo.
Só que: 
Foram anos de terapia, psiquiatra, psicólogo, remédios, tudo. A primeira vez que quis tirar a minha vida eu não tinha nem dez anos. 
Você nascer num lar onde os seus pais estão visivelmente incomodados com a sua presença não é legal.
Não é legal MESMO.
Então, pensem por cinco minutos como seria viver com pais que odeiam você. Com pais que por pressão pensam que são obrigados a "aguentar".
Eu ODIEI a minha infância. Eu DETESTEI a minha adolescência. 
A minha vida foi melhorar sabem quando? Quando eu saí disso tudo. Quando eu, com o MEU DINHEIRO (sem depender mais de um centavo deles) fui atrás de montar a minha vida e cuidar da minha saúde mental. 
Agora vou falar sobre adoção: tudo lindo na teoria. Milhões de casais querem.
Vem cá... Vocês acham MESMO que a família dessa mulher vai DEIXAR ela colocar pra adoção? 
Vocês acham o quê? Que a mulher grávida, lá pelo sétimo mês, vai conseguir esconder a barriga? 
Na hora todo mundo é "ah, dá pra alguém criar". Aham. Em seguida joga na cara que ela "abandonou o filho".
Honestamente? Melhor abortar
Melhor abortar do que ser linchada socialmente por dar para adoção (ainda que para algum parente criar). 
Melhor abortar do que criar o filho de qualquer jeito (como eu fui criada).
Melhor abortar do que ter raiva do próprio filho.
Em tempo: Minha mãe é uma pessoa ótima. Meu pai também. São inteligentes, são engraçados, são gente boa. Qualquer um ADORARIA os meus pais. Mas só eu sei o inferno que vivi. Minha mãe tem doutorado em engenharia. Meu pai convence você a comprar uma passagem para passar o verão em Mercúrio no ano de 2145, fazendo você sonhar com a viagem. 
Eu amo os meus pais. E eu sei que, do jeito deles, eles me amam também.
Mas esse amor é porque hoje nós somos, uns para os outros, mais fotos em porta-retratos do que pais e filhos. 

126 comentários:

Lavoisier disse...

http://damn.com/p/this-is-what-everyday-sexism-feels-like-to-a-man-must-watch/

na verdade não é um comentário, mas um link q achei vc, lola, poderia gostar.

não achei outra forma de enviar... admito q não procurei muito... :))

Anônimo disse...

Vcs tentam criar argumentos para validar o aborto mas n conseguem,é uma mais ridiculo que o outro.
Mais do mesmo,quem n for abortado vai ter uma vida horrivel e se seus pais n pensaram em aborto sua vida será um mar de rosas.

Mulher Qualquer disse...

Tenho certas ideias antifeministas, ainda assim, sou totalmente a favor do aborto: Se a mãe quer abortar, aborte, é um grande favor à criança.

Minha "mãe"(que eu chamo de Parideira, não consigo chamar de mãe) é uma nordestina semianalfabeta que me teve para segurar meu pai, o resultado foi que cresci sob negligência, seja um pai sem quase nenhuma habilidade em criar uma filha, seja sob uma parideira que achava que escola era luxo e achava que fazia um grande favor ao cumprir a obrigação de me alimentar, diversos problemas de saúde se desenvolveram por ela nunca ter me levado ao médico pois "só Deus curava". Sofri bullying por não poder tomar banho pois minha parideira achava que a água iria acabar. Não me dava roupas pois dizia que já tinha as dadas pelos políticos e dava sinal verde para o marido dela me espancar e me assediar pois dizia que "homi é assim mesmo".

Minha parideira, por sua vez, de uma família com quinze filhos, foi a única indesejada, fruto de um estupro marital ocorrido em uma briga.

Hoje já não tenho mais contato com a parideira, cortei todos os contatos, troquei inclusive e-mail e telefone depois que saí de casa. Se um dia ela descobrir onde moro e vier ao meu apartamento, direi aos seguranças que tem uma mendiga maluca na minha porta, e mandarei que a expulsem.

Obrigada pelo desabafo

RAQUEL LINK - me falaram que ia ter bolo disse...

Ai complicado, a pessoa pode querer muito o filho, como acontece em vários casos e ainda assim vir a odiar o filho, ou não odiar a pessoa em si, mais odiar o ato de ter tido filho, ou ter tido filho com aquele marido ( depois que acaba o relacionamento).

Acho difícil afirmar que a pessoa deve abortar porque vai odiar o filho, porque na época podia adorar a ideia e depois vir a odiar e daí? vai matar o filho adolescente por conta disso.?

A decisão de abortar por todas as suas complicações medicas( afinal não é como tirar unha encravada) deveria ser um pouco mais racional.

Nem pro lado ' bebe cutiti' e nem pro lado ' eu vou odiar essa criança'. enfm

Izabela F. disse...

Olha, Lola, é complicado... Falo da minha posição de mãe. Também engravidei sem nenhum planejamento, nem estava mais namorando o pai do meu filho. Estava no 4º período de faculdade e nunca tive experiência com crianças. Apesar de sempre assumir uma posição favorável ao aborto, EU optei por ter o meu filho. Não vou colocar panos quentes na questão: sim, um filho não planejado, quando se é muito jovem e não se está preparado, principalmente financeiramente, e quando o casamento entre os pais não é uma opção viável(igual no meu caso) "atrapalha" sim a vida, principalmente, da mãe. Amo muito meu filho, nunca o culpei pelas MINHAS escolhas, mas em muitos momentos penso que minha vida seria muito mais fácil se eu não o tivesse. Hoje ele está com 4 anos e eu consegui retomar uma boa parte da minha vida. Eu tomei a experiência de me tornar mãe como uma oportunidade de reavaliar a minha vida e as minhas escolhas. Cresci, assumi a responsabilidade pelas MINHAS escolhas e me tornei adulta. Coisa que parece não ter acontecido com os pais da autora do gestpost...Qualquer dia desses escrevo a minha história pra vc, Lola... Beijos!

Patty Kirsche disse...

Todo post sobre aborto aparece gente chamando feto de criança. Aula de embriologia passou longe, né? Ignorância cansa...

Anônimo disse...

Sou fruto de uma gestação indesejada e minha infância e adolescência foram uma merda de vida.(desculpe o palavreado)
minha mãe e meu pai não me queriam e isso é nítido, pela forma como me tratavam como uma coisa indesejada, negligenciada, humilhada, espancada e culpada por ter estragado a vida deles.
Faço terapia, tomo alguns remédios e tento viver a minha vida. sou a favor do aborto e concordo plenamente com o texto. eu preferia MIL VEZES ter sido abortada.

Anônimo disse...

Não precisa de muito esforço pra perceber que esse texto pró aborto foi inventado pela própria Lola.
Tenta de novo Lola,essa não colou.

Rodrigo disse...

Bem, isso é UM depoimento. No mundo há filhos desejados que foram criados em circunstâncias ruins, filhos indesejados mas que no fim tudo acabou dando certo, etc. Há todas as combinações possíveis e imagináveis, e no fim você acaba vendo que essa coisa de família dar certo ou não é meio imprevisível. Veja que a própria autora, no fim, acabou amando a própria vida - então, foi uma coisa boa ter nascido. O sofrimento anterior? Sofrimento não é privilégio nem exclusividade de filhos indesejados. A história da autora é quase um exemplo de afirmação Nietszcheana.

Felipe disse...

Se eu pudesse voltar no tempo e aconselhar meus pais, tb pediria para ser abortado. Minha infância e adolescência foram uma grande merda: surras por coisas ridículas, humilhações em público e rejeição.
Cansei desse povinho pró-vida, nem discuto mais, mando ir à merda. Essa mania de medir a vida alheia com a própria régua e a incapacidade de sentir empatia cansa demais.

Anônimo disse...

Eu sempre bato nessa tecla: a questão do aborto não é sobre o início da vida é sobre maternidade/paternidade!

Se a mulher NÃO QUER ser mãe, ela simplesmente não deve ser! E o aborto possibilita esse "não ser".

Agora, para a autora do guest post, o desejo de ter filhos não garante que durante a infância dessa criança não haja problemas e traumas. E a falta de desejo também não é pré-requisito para transformar a vida dela num inferno. É lógico que a probabilidade de se ter problemas nessa situação é maior, mas, não podemos transformar nisso em uma regra, pois as relações humanas são muito complexas.

E outra coisa, dizer que a maternidade é algo da natureza feminina é muita mentira. Tem um monte de mulher que não deveria ter parido na vida.

Ana Carolina disse...

E supondo, apenas supondo, que além de tudo a sociedade não julgaria a mulher de todas as formas por dar a criança para adoção.

Legalmente, na prática, essa possibilidade é quase impossível.

O Conselho Tutelar/Justiça vai fazer de todas as formas com que a mãe fique com a criança. Ameaçando de processo e cadeia, inclusive. Não interessa se ela não quer, se ela não tem condições, vai ser quase impossível dá-la voluntariamente para adoção.

Um exemplo prático: http://www.interativa87.net/2014/01/cidades-mae-quer-doar-crianca-que-tem.html

E todo o julgamento que essa mulher anda recebendo por não ter condições de cuidar do bebê adequadamente.

lola aronovich disse...

Anon das 11:59, eu não invento guest posts. Eles chegam até mim. São vivências e conhecimentos que não são meus. Este relato é de uma leitora que gosto muito, e que já colaborou com outro guest post. Ela foi deixar um comentário no post sobre aborto na Espanha ou sobre a "mãe-cadáver" no Texas (não lembro qual, porque ambos foram publicados no mesmo dia, mês passado), e não conseguiu, então me mandou por email. Eu gostei tanto do texto que decidi publicá-lo como guest post.
Mas não tem nada a ver comigo. Eu não gostaria de ter sido abortada, não. Sou muito feliz e sempre fui feliz e recebi muito amor dos meus pais. Concordo com o que o Rodrigo disse: sofrimento não é exclusividade de filhos indesejados. Mas a autora traz pontos interessantes, principalmente sobre a adoção (o velho argumento "pró-vida" de "não quer criar? Dê pra adoção"), que não é tão simples.


Eu fico muito triste de ver comentários do tipo "preferia ter sido abortado". Bom, não foi. Agora aproveite ao máximo sua vida. Vc pode fazer dela uma coisa muito boa.

Zrs disse...

Entendo a autora do post, a vida nem sempre é uma dádiva, principalmente quando não se é amada dentro de casa.

Beleza que agora ela está viva e tenha que viver, e creio que é isso que a autora está fazendo; mas serve como alerta e reflexão sobre a questão do direito de escolha e que deixar nascer nem sempre é o melhor caminho.

Sara disse...

o aborto devia ser um direito da mulher, pois a gravides acontece dentro do seu corpo, e negar esse direito alem de todos os problemas que isso pode acarretar, como exemplo esse post, ha muitos outros.
Essa falácia de que entregar o filho para adoção no fim da gravides, é uma das mais ridículas q já ouvi.
Quando se faz esse tipo de afirmação , não se leva em conta o desgaste físico e emocional de uma gravides, que diga se de passagem é enorme, não há bolsa estupro q possa pagar as perdas de uma mulher em uma gravides, principalmente físicas.
A gravides deveria ocorrer somente e unicamente quando a mulher estivesse disposta e preparada para isso, qualquer proposta fora disso é uma violência contra ela.

Anônimo disse...

Eu apanhei muito na minha infancia. O meu genitor era sádico, gostava de usar chicote , até tinha mais de um para escolher qual usar na gente , éramos vários irmãos. Batia por qualquer coisa , bastava ele estar nervoso por algum motivo pessoal dele. No entanto, eu não gostaria de ter sido abortado. Quando cresci, fui trabalhar e , embora mantivesse contato , mais por causa da minha mãe, nunca tivemos nenhuma conversa próxima. Depois que minha mãe morreu , já há alguns anos eu não falo com ele. Sei que, por lei, se ele não puder se cuidar sozinho, vou ter que ajudar a pagar um cuidador ou enfermeira...ms não vai passar disso.

Pro Choice disse...

Amei teu texto e me identifiquei.
Mas tb quero ver a proprietária do blog publicar o q escrevi no post anterior a este já q o assunto é tão espinhoso qto

Anônimo disse...

Melhor era ter abortado mesmo.
http://m.youtube.com/watch?v=iv9Gv_-VrL0

Helena disse...

Destoando um pouco dos outros comentários, eu achei esse um dos melhores textos do blog e com certeza um dos melhores que já li sobre o tema.

Julia disse...

"Vcs tentam criar argumentos para validar o aborto mas n conseguem,é uma mais ridiculo que o outro."
Se vivêssemos num país menos machista e religioso o argumento de que a mulher não quer levar a gravidez adiante seria mais do que suficiente. Se formos pensar com racionalidade, precisa mais do que isso?

antesqamortemesepare disse...

o comentário da mulher qualquer tem pana pra manga. sabem q é lei não abandonar pais idosos. vez por outra ouço casos de idosos q foram o cão chupando manga mas @s filh@a ou as esposas - olha só, maioria do genero feminino - ter q dar papinha, limpar a caca do tal idoso. Portanto cuide mesmo pra essa tua parideira não t achar...

Juliana disse...

Acho muito absurda essa discussão sobre se é melhor abortar ou não abortar. Isso é algo muito particular da situação de cada mulher que engravida. Por isso mesmo, acredito que nem Estado nem igreja têm o direito de interferir nessa decisão.
Só acho que este post prestou um baita desserviço à adoção. Não é essa coisa impossível e distante que o texto faz parecer - certamente existem muito mais filhos adotivos por aí do que a autora do post imagina, e que ela não sabe porque pesa um estigma sobre a adoção que faz com que os adotados prefiram não falar sobre isso. Sim, eu fui adotada e não vejo o menor problema em falar a respeito.

Anônimo disse...

Penso o seguinte - filhos NÃO DEVEM JAMAIS SER OBRIGAÇÃO de nenhum tipo.

Se não está preparado, ou simplesmente não os quer NÃO OS TENHA. NÃO ter filhos DEVE ser uma opção. E o aborto é uma opção de não ter filhos.
Chega de "mimimi...ai o fetinho", "mimimi...ai a vidinha", "mimimi ai o anjinho que xissuis mandou"...

A questão é que quando alguém engravida e não pode optar por ter ou não, a sorte está lançada. Tudo pode terminar como no fim da novela - todo mundo feliz, ou as coisas podem terminar muito mal pra todo mundo...

E geralmente, quanto tudo termina muito mal o povo "mimimi fetinhu di deus" tira o c* da reta e 99% das vezes o rojão quem segura é a mulher.

Jane Doe

Anônimo disse...

"Faço terapia, tomo alguns remédios e tento viver a minha vida. sou a favor do aborto e concordo plenamente com o texto. eu preferia MIL VEZES ter sido abortada".

A coisa mais sem sentido que já vi.

Sinceramente, porque vocês não se matam então?

Ah, porque vocês amam viver não é?

Minha esposa também teve uma infância de dar dó. A mãe dela deu ela para adoção, dos três filhos, só ela foi doada. Viveu um inferno com os pais adotivos, espancamento era pouco. Se casou com um homem paralítico, aos 16 anos, só para se ver livre da mãe (o pai, q era a única pessoa q ela amava, morreu, até hoje ela acredita que a mãe o matou envenenado, pra verem a mãe amorosa q ela tinha). Foi outro inferno com o marido, q se achava dono dela, por ela não ter parentes no RJ, não ter para onde ir, não saber nada da vida, não ter estudo.

Diversas vezes ela tentou se matar, mas faltou coragem. Hoje ela é feliz, e estamos tentando tirar a mãe dela do alcoolismo, e se possível trazê-la para viver conosco. A pessoa q a mãe dela maltratou a vida inteira, é a única pessoa q hoje está estendendo a mãe para ela.

O problema é que vocês acham que a vida boa é uma vida sem sofrimento. Todo sofrimento pode ser superado.

Meu, vê o casal que teve a única filha morta na Boate Kiss. Hoje eles adotaram uma criança, estão ajudando orfanatos e criaram uma ONG. Mas vocês só pensam em chorar e reclamar da vida.

O passado não volta, mas vocês tem o HOJE para criar o futuro.

R. Mart's.Lva disse...

V, minha mãe confessou certa vez que também não queria me ter, mas teve, e a agradeço por ter me dado esta oportunidade - e por ter abraçado a causa. Inclusive eu disse que se reencarnasse mil vezes as mil vezes gostaria de ser o filho dela. Então a mesma recordou o que disse e confessou ter ficado feliz em saber disto por ter dito coisas sem pensar no passado. Mas eu a entendo perfeitamente, não fui uma criança fácil, dei [e ainda dou] mais dores de cabeça do que meus outros três irmãos juntos. Por ser grato a minha vida, mesmo que indesejada, o aborto não deve existir? Por você não ser grata a sua o aborto deve existir? A causa não é tão simples assim.

Anônimo disse...

Perguntem para o mendigo se ele queria ter sido abortado. Ou melhor, pergunta se ele quer morrer. Pergunta para o presidiário. Ou pergunta para alguém que está lutando contra o câncer. Pergunta para a mulher mais gorda do mundo, q mal consegue sair da cama. Pergunta para uma criança que passa fome na África, se ela queria morrer.

Todos esses ainda tem o HOJE, a vida, para lutar, para viver, para buscar a felicidade. Tem pessoas maravilhosas que não foram planejadas, e crianças que foram planejadas e cresceram em boa família e viraram um demônio.

Tem gente que nasce na lama e supera, vira exemplo de vida. E tem gente q nasce em berço de ouro e termina na lama.

Aborto é escolha da mulher, é entre a consciência dela e vai afetar os que estão em volta dela, não o governo ou a igreja, esses não tem direito a opinar nada. Mas justificar dessa forma aí é ridícula.

Quem acha que preferia ter sido abortado, tem várias formas de se suicidar sem sentir dor.

Imagina se antes de vc nascer, alguém pudesse te mostrar sua vida até hoje (13/02/2014), e dissesse:
-vc vai querer passar por tudo isso?
-E depois disso, o que vem?
-Vai depender de você.

O que vc escolheria?

Maria Fernanda Lamim disse...

Eu sempre digo isso: quem diz "fez? Agota assuma!" pra uma mulher com gravidez indesejada na verdade nao pensa na crianca, no horror que e nao ser desejado.sou professora ha 16 anos e digo que pelo menos 30% das maes que conheco teria feito melhor abortando. E isso em varias classes sociais! Ser mae e uma tarefa e tanto; se nao quer encarar, pelo bem da crianca e melhor nao ter mesmo.
Para a autora, sinto muito por tudo o que vc passou. Aproveite agora sua independencia e construa sua vida da maneira que lhe fizer mais feliz, vc metece isso. E se tiver filhos, faca tudo diferente com eles! ;)

Lia d' Assis disse...

Eu agradeço seu relato, tão sincero... Realmente é fácil condenar uma mulher que aborta ou dá seu filho para a adoção, difícil é ser uma das partes envolvidas. De qualquer forma, eu não defendo o aborto, e sim a sua descriminalização. Defendo sempre que a decisão tem de ser da mulher. Ela quem deve decidir se deve ou não levar uma gravidez adiante e se tornar mãe. Porque estar grávida não é, de fato, ser mãe. E a maternidade devia ser um direito, não um dever da mulher.

Anônimo disse...

No Brasil, 46% dos nascimentos não foram planejados (dados do IBGE), e a maioria dessas crianças deve ter uma infância normal. Seus pais te trataram assim porque eles não prestam, não porque não puderam fazer aborto.

joana disse...

mimimi engravidei sem querer mimimi n tenho como cuidar mimimimimimimimi

ter responsabilidade na vida sexual n precisa né,aborta e pronto.
pq quem vem com essa conversa de que foi "sem querer" n se deu ao trabalho de usar proteção.

zuleica jorgensen m nascimento disse...

Sou uma mulher na terceira idade, e achei i post muito interessante.
Tive uma vida comum, dois casamentos, três filhos ótimos, quatro netos maravilhosos. Fiz três abortos na minha juventude e jamais me arrependi disso. Foram gestações indesejáveis, em momentos complicados de minha vida, e nunca deixei ninguém me dizer se fiz bem ou mal. Tratava-se da minha vida e não aceitaria que ninguém desse palpite.
Não tenh o religião, sequer acredito em Deus, e sempre achei que não precisava de religião alguma para ser uma boa pessoa. Mas também nunca tentei doutrinar alguém pelo ateísmo.
Fico indignada com essas pessoas que acham que podem simplesmente dizer o que outros devem fazer com suas vidas. Ter filhos ou não, a hora de tê-los ou não é do interesse exclusivo da mulher.
Toda essa conversa sobre aborto, pode ou não pode, me parece de uma hipocrisia sem fim. É só chegarmos a uma clínica de aborto para perceber isso.
Sou totalmente a favor do aborto, e de que a legislação o aprove para que seja efetuado, com toda a segurança necessária, nos hospitais públicos do SUS.

Daniel Terense disse...

Perfeito esse comentario da Jane Doe. Eu so queria acrescentar que, se vc n quer a criança ou n ta preparada, aborte, de pra adoçao, etc. Mas a partir do momento q vc decidiu ter o bebe e criar, vc tem a obrigaçao de ser a melhor mae/pai possivel. Se vc n ta preparadx, o problema e seu, a criança n tem culpa de nada. Por isso eu acho injustificavel o comportamento de pais como os da autora do guest post.

Anônimo disse...

Juliana, acho que você entendeu errado. A autora apenas quis comentar o fato de que muitos dizem que quem não quiser ter o filho, que não aborte, leve a gestação adiante e doe o filho quando nascer e que isso é muito simples. Quando na verdade não é. Quem tenta doar o filho que acabou de nascer entra numa espiral de burocracia e hipocrisia. A Assistente social praticamente obriga a mulher a ficar com a criança, por meio de constrangimento/terrorismo, dizendo que dinheiro não é desculpa, que a mãe tem que ficar e blablabla. Quando a mãe é irredutível, ela vai bater na porta do pai, da avó, da tia, da sogra, da família inteira, querendo obrigar alguém a ficar, "já que a mãe irresponsável não quer, tem que ter alguém na família que tenha coração e queira". Isso demora dias a resolver, a mãe é obrigada a cuidar da criança, entende? Os pró-feto dizem que é muito fácil doar, que tem uma fila de gente doida pra ficar com o bebê, e na realidade, não é nada disso. Só hipocrisia para tentar obrigar a mulher a ficar com o filho não desejado. O desserviço na realidade é dessa gente, que mente que tudo vai ser fácil e lindo. Depois a mulher que se ferre com a realidade.

Renata disse...

Concordo! O feto não desenvolve sentimentos, não desenvolve a racionalidade, dentro da barriga. Em certo tempo, nem sistema nervoso tem. Quando as pessoas notarem a diferença entre uma criança no primeiro choro, e uma fecundação, vão parar com o mimimi e perceber como o aborto pode mudar a vida de uma mulher. Pros pró-vida, toda criança nasce em berço de ouro. Pura ingenuidade, né? Todo caso é um caso.

JULIA disse...

Que bom que vc ama a sua vida. Que bom que conseguiu "montar" uma nova história. Parabéns. Você diz que pediria para sua mãe te abortar e adiante fala em linchamento social da mulher que entrega o filho para adoção.
Vc deve amar muito a sua mãe por se preocupar mais com o suposto julgamento moral que ela sofreria se tivesse escolhido fazer isso do que com o fato de que um aborto apagaria a sua história, pois você sequer existiria.
Não dá pra trabalhar com suposições. Assim como não podemos afirmar com certeza que uma criança entregue para a adoção será mais feliz do que se tivesse sido criada pelos pais que não a desejaram, também não dá para ser categórico e dizer que a criança planejada-desejada será mais feliz. Todas as OPÇÕES são legítimas. Com o seu discurso você está deslegitimando a opção da adoção.

Anônimo disse...

http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/265-generos-em-noticias/23277-espanholas-registram-corpo-em-cartorio-contra-reforma-da-lei-do-aborto

Anônimo disse...

Só eu acho que, pela presença integral de mascus no blog, a direita reacionária está perdendo? Grandes apelos, muito mimimi, sempre a mesma argumentação. A Lola ter stalkers reaças só pode significar algo muito bom: the esquerda is winning, bitches!

Julia disse...

OFF TOPIC
Vídeo interessante sobre assédio na rua.
http://m.youtube.com/watch?v=SDYFqQZEdRA

Indianxs têm feito muitos vídeos legais sobre isso. As mulheres de lá precisam de toda a ajuda possível mesmo..

E o vídeo postado pelx Lavoisier eu já tinha visto, acho que a Sara postou aqui. Fantástico!

Sozinho, como der... disse...

preferia mil vezes ter sido abortada. Mesmo.
:`(

Anônimo disse...

"Todo post sobre aborto aparece gente chamando feto de criança. Aula de embriologia passou longe, né? Ignorância cansa..."

Pois é, vamos usar a linguagem para desumanizar ao máximo esse "amontoado de células" e assim sentir um pouco menos de culpa por matá-lo.

Anônimo disse...

O problema aqui não é o aborto. O problema é que as crianças no Brasil são muito maltratadas, mesmo as desejadas.

Recomendo "História das Crianças do Brasil", Mary del Priori.

Ana Carolina disse...

Juliana

Não entendi de forma alguma como desserviço à adoção. Entendi como desconstrução do argumento, falacioso, de que se uma mulher não deseja um filho, basta dá-lo à adoção. Quando fazer isso pela via legal, e não por debaixo dos panos, é quase impossível.

Até porque as crianças em abrigos hoje são filhas de pais que perderam o poder familiar por alguma razão - e não por mulheres que abriram mão deste poder. Aliás, se uma mulher largar uma cestinha na porta de um orfanato, hoje, vai ser procurada e processada pelo abandono de incapaz, por mais que não tenha a menor condição de cuidar da criança.

Ninguém está falando aqui da adoção em si e nem do papel dos pais adotivos.

Anônimo disse...

Que coisa mais sem pé nem cabeça pra tentar usar como argumento...

Vamos resolver a questão assim: Pega os filhos de pais que cogitaram um aborto e não fizeram e a gente pergunta assim: "quem preferia ter sido abortado levanta a mão"

Pronto.... se a maioria preferir ter sido abortado a gente aprova a lei...

Anônimo disse...

Concordo. Eh uma otima resposta para um post esquisofrenico! Como assim preferia ter sido abortado e hj ama a vida, e como os pais eram dois monstros, mas sao gente boa? Fazer terapia eh algoq todo mundo deveria fazer, sorte dessa pessoa que fez, pq todo mundo teve, tem e tera problemas... falta mesmo empatia no mundo, falta pensar que o que te aconteceu e vc nao superou, outros podem superar. Nao sou a favor do aborto, sou a favor de encarar a vida e as consequencias das nossas atitudes, pq ate parece que abortar eha mesma coisa de "lavou, tah novo". Normalmente tambem vai ficar um trauma pro resto da vida.

Anônimo disse...

Aborto é uma questão complicada, mas a mulher é quem tem que decidir. Minha mãe e meu pai tentaram me abortar, mas como tinham pouca instrução e pouco dinheiro, o método que eles usaram não funcionou. Tenho uma vida boa, e meu pai sempre foi super babão comigo, acho que gostou da experiência de ter um filho. Contudo, minha mãe, que sempre cuidou direitinho de mim, nunca apresentou afeto. Era como se eu fosse criada feito um bichinho que devia crescer fisicamente saudável. Sofri muito por causa disso, especialmente quando comparo o tratamento que ela dá a meu irmão, cheio de carinho. Ele foi um filho desejado.

Cada caso é único, mas filhos indesejados podem deixar marcas muito desagradáveis para mães e filhos.

Loup~garou disse...

Que depoimento ridículo, na moral. Tem gente que teve uma criação muito boa e não chegou aos 30 nessa realização toda que a autora faz questão de pontuar.

Esse post não é sobre aborto, é sobre uma vida qualquer, com seus altos e baixos. Se a escolha da mãe dela foi não abortar, isso deve ser respeitado e fim de papo.

Uma mulher que decide abortar está certa, é feminista, é livre, é funkeira bagarai. Quando outra mulher, que é igual a ela, decide pelo oposto, é acusada de ter cometido um erro, de ter sido influenciada pela religião e pela família.

As estruturas são importantes, mas vocês abusam ao delegar toda responsabilidade a elas. Quando a mulher se empoderar de fato, não terá mais como culpar o mundo pelo seu sofrimento, então vão treinando para encarar de frente a responsabilidade pelas casualidades.

Anônimo disse...

As pessoas condenam muito quando alguém diz que não queria ter nascido e para criticar sempre usam aquele discurso de livro de auto-ajuda dos vencedores fortes que lutaram contra tudo e todos e hoje são cheios de sucesso e felicidades. Nem levam em consideração tantas coisas que diferenciam cada ser humano.

Anônimo disse...

Sempre questiono as pessoas próximas a mim que são contra o aborto sobre essa questão da adoção. Eles são contra o aborto, mas são os primeiros a humilhar e apontar o dedo a uma mulher que mantém a gravidez sendo adolescente, não tendo condições de cuidar da criança, não sendo casada, etc. Acho muita hipocrisia! Abortar não pode, mas passar pela gravidez sem ser humilhada também não? Um dos comentários descreveu bem a realidade quanto a adoção, é praticamente impossível conseguir por a criança para adoção. Onde quer que você tente deixar a criança (hospital, corpo de bombeiros, igreja), sempre haverá o julgamento moral.

Adna Rosa

Juliana disse...

Anônimo das 14:59, seu comentário foi muito esclarecedor. Como o texto não abordou o tópico com essa profundidade, não tinha pensado dessa forma, mas agora entendi.

Anônimo disse...

Entendo totalmente a situação. Meus pais até me queriam e meu pai é maravilhoso, mas minha mãe é alcoólatra e viciada em cocaína. Minha infância e minha adolescência foram um inferno e não teve um dia em que não desejei que ela tivesse tido uma overdose durante a gravidez e sofrido um aborto.

Anônimo disse...

Eu sou espírita. E uma coisa que eu sempre dizia é que, apesar de defender o aborto pra qualquer mulher que não possa criar uma criança, eu não o faria. Porque eu não podia escapar à minha evolução, porque eu sou responsável por outra vida, e por aí vai.
Aí eu me dei conta de que eu teria a criança só pra me punir, como se fosse culpa de deus. Eu tenho problemas psiquiátricos, eu não tenho maturidade alguma pra ser mãe, e possivelmente um filho meu sofreria muito na minha mão. Sem falar que meus problemas provavelmente são genéticos e meu filho provavelmente passaria a vida inteira de psiquiatra em psiquiatra.

Aí, por ter baixa auto estima e me sentir mal o tempo todo, eu teria um filho só pra piorar minha vida e jogar a culpa em deus, no destino e sabe se lá mais quem. Não seria justo. Seria só um mecanismo da minha mente doente.

Hoje em dia eu não sei mais se eu abortaria ou não. Eu sou capaz de sentir amor por uma criança, mas a vida dela seria horrível, e eu seria uma péssima mãe. E eu seria mãe pelos piores motivos possíveis, também. Isso não é justo, certo? Eu não posso culpar deus nem ter uma criança só por causa de culpa.

Anônimo disse...

Não estou entendendo a dificuldade que as pessoas estão tendo em separar vontade de morrer da vontade de não ter nascido. Pular de um prédio, dar um tiro na cabeça, são coisas que exigem uma ação proativa. Não nascendo, você simplesmente não seria confrontado com essa escolha, porque VOCÊ NÃO TERIA EXISTIDO. Vocês nunca ouviram aquela música do Queen? " I don't want to die, but sometimes I wish I'd never been born at all". Pois então, não é difícil, gente.

E o post não é idiota, não. É muito triste uma pessoa saber que não foi querida por aqueles que a geraram. Os pais aprendem a amar, sim, eventualmente os filhos saem de casa e os pais até podem retomar a vida, mas isso não apaga jamais aquele sentimento de se saber indesejada.

Muitos disseram isso, que ser desejado não é garantia de felicidade. Não é, mesmo. Mas jogar com a vida de uma pessoa, "deixa nascer e vamos ver o que acontece, não posso tirar porque sou católica", é uma roleta. Se eu engavidasse e tivesse a menor dúvida quanto ao meu desejo de ter um filho, abortaria de qualquer jeito. Não quero por nos ombros de uma criança o peso do meu arrependimento depois.

Por fim, quanto à adoção: morrendo de rir de vocês que acreditam que é só chegar com o bebê, falar que quer doar, e ir pra casa sem barriga e sem bebê. Uma dica, pesquisem sobre o processo, pra não ficarem fantasiando nas discussões. A melhor chance pra quem quer doar o bebê é achar quem queira e dar por baixo dos panos, "adoção à brasileira". Mas cuidado, se te pegarem depois vão te prender, vejam um caso recente dessa semana.

Anônimo disse...

Anônimo disse...
Concordo. Eh uma otima resposta para um post esquisofrenico! Como assim preferia ter sido abortado e hj ama a vida, e como os pais eram dois monstros, mas sao gente boa? Fazer terapia eh algoq todo mundo deveria fazer, sorte dessa pessoa que fez, pq todo mundo teve, tem e tera problemas... falta mesmo empatia no mundo, falta pensar que o que te aconteceu e vc nao superou, outros podem superar. Nao sou a favor do aborto, sou a favor de encarar a vida e as consequencias das nossas atitudes, pq ate parece que abortar eha mesma coisa de "lavou, tah novo". Normalmente tambem vai ficar um trauma pro resto da vida.

13 DE FEVEREIRO DE 2014 16:35


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Se alguém aqui precisa de empatia é vc! Nem todo mundo que aborta fica com trauma (óbvio, levando em conta a quantidade de mulheres q o fazem) mas ter filhos podem causar esses traumas.. E vamos parar com a hipocrisia de querer dizer q vcs pró-vida estão preocupadas com traumas das mães!

E enfim, só de quem já passou por depressão (por ex) pra saber que ir na terapia, tomar remédio, etc não é ir ali contar os probleminhas e pronto! é algo que te afeta profundamente. Se a autora do post é feliz hj isso é uma grande vitória


Os comentários dessa vez estão piores q de costume, vergonha da ignorância alheia

Anônimo disse...


Um dos melhores depoimentos que já li.

Anônimo das 13:41:

Você poderia ser menos ofensivo (ou cretino no caso), "se matam então?"
que coisa pra se falar, hein?


Raquel

Anônimo disse...

Só eu que acha incoerente alguém que é pró-vida criticar uma pessoa que sofreu rejeição dos pais e expressou que gostaria de ter sido abortada com a MORTE da pessoa por suicídio?

Pró vida só enquanto é fofinho? oi?

Anônimo disse...

Como alguem se diz espirita e apoia o aborto?
Feminismo n combina com religião pelo simples fato de nenhuma aprovar isso,
assim é mole ser religioso,só pega o que te serve e o resto ignora.
E vendo pela ótica espirita essa moça nasceu nessa familia porque quis,tudo é o resultado do que fizemos em vidas passadas.

Pandora disse...

Eu sou totalmente a favor do direito ao aborto para as mulheres... Acho o fim não ter direito a meu próprio corpo.

Mas, vou te contar uma coisa nega, quanto a coerência dos pais: isso não existe. Nenhum pai por mais que ame consegue ser coerente... e ninguém jovem ou novo, planejando ou não está pronto para ter um filho... todos comentem erros, alguns menos, alguns mais... e os filhos levam isso na boa ou não, depende muito "da hora, da cor e do cheiro".

As coisas pelas quais você passou fazem parte da vida...

E, assim como respeito a posição das mulheres que independente de qualquer contexto decidem abortar, respeito as das mães que independente de qualquer contexto decidem ter seus filhos... Nem todas são maduras, ponderadas e tal, mas muitas delas mesmo se o aborto fosse uma instituição legal e socialmente aceitável optariam por ter o rebento e não me inclino a dizer que elas não deviam ter feito isso, cada um sabe de si.

Agora, em relação a criança, o Brasil tem um longo caminho em relação a cuidar bem de sua infância e consegui fazer valer os direitos das crianças e estabelecer limites a ação violenta dos pais...

Lamento por você, pois sei[por motivos quase que inversos aos seus] o que é ter a impressão que era melhor não ter nascido e que seus pais fizeram uma péssima escolha quando decidiram gerar uma criança.

Julia disse...

Anon 16:21. Considerar que mulheres têm direito a um aborto digno e dentro da lei e acabou o assunto nem pensar, ne? Vamos fazer uma enquete idiota com os filhos indesejados... Vamos esperar os filhos indesejados crescerem e puderem opinar numa enquete estúpida. Considerar a vontade da mulher está fora de cogitação...

Julia disse...

Loup~garou, quando a mulher se empoderar de fato.. e também puder fazer um aborto seguro, de fato.. e não tiver religião pressionando e jogando culpa na cabeça dessas mulheres, aí sim não poderemos mais culpar o mundo e o patriarcado pelo que você chama de "casualidades". Por enquanto vamos dar a César o que é de César.

Anônimo disse...

Sentimentalismo barato é uma porcaria. "Imagina se antes de vc nascer, alguém pudesse te mostrar sua vida até hoje", sério?

Ninguém ia mostrar nada e nada ia ser visto. Não existe uma pessoa pra decidir/pensar se ela queria a possível vida ou não. Não existe uma pessoa para ser privada da tal vida. Antes das 12 semanas não tem nem o menor lampejo do que um ser humano é.

Parece que os pró-vida-do-feto acham que tem uma pessoinha em miniatura lá no meio, gritando "me salve! me salve! eu quero viver minha vida, casar e ter filhos e morar numa casinha com cerca branca!"... haja saco, viu.

Anônimo disse...

eu seria super mal agradecida se falasse que meus pais me maltrataram ou não me deram carinho. do jeito deles, deram sim. mas eu já pensei várias vezes que nasci no momento errado, na família errada... meu pai tem 3 filhos, contando comigo (só eu com a minha mãe) e nenhum fala direito com ele. ele nunca criou grande vínculo e os dois casamentos dele terminaram num inferno (o inferno aqui em casa durou uma boa parte da minha vida). eu sinceramente não ligo muito pra ele, não sinto falta. minha mãe assumiu a minha criação sozinha, mas ela foi muito desequilibrada psicologicamente por muitos anos. gritava comigo qdo eu, por exemplo, estava doente e tossia durante a noite. qdo eu mais precisava dela, ela se irritava, ficava furiosa.
eu tb só consegui ser o que eu sou me afastando um pouco da minha família. felizmente minha mãe se recuperou e nos últimos anos (o que coincidiu com o fato de ela se separar, finalmente, do meu pai) ela tem se tornado uma boa companheira. mas não acho que eles deveriam ter tido uma filha... nunca vi meus pais como um casal e nunca vi minha casa como um lar de uma família.

Renata disse...

Eu entendo o sentimento da autora do post, mas este tipo de reflexão não contribui com o debate sobre despenalização do aborto. Porque gera uma falácia. Estamos a ouvir uma PESSOA com uma história NASCIDA. No caso do aborto, a única pessoa que existe é MULHER...
Não dá para fazer "de volta ao futuro".
Ser a favor do aborto porque crianças são maltratadas, porque apanhou em casa, foi negligenciada etc e tal DESRESPONSABILIZA quem desejou, planejou e ainda assim , bate, espanca, maltrata e negligencia uma criança.

Renata disse...

Concordo completamente com a a Izabela F.
Trata-se de amadurecer e assumir a escolha por ter ou não ter.

E depois de uma certa idade, apesar de tudo, fica muito complicado jogar merda na cara dos pais.

Anônimo disse...

Ah Lola, achei esse guest muito triste, fiquei chateada pela infância da moça... Mas daí a achar que este é um bom argumento pró-aborto... bem, neste ponto, discordo educadamente de vc, ta? Acho que a maioria de nós tem traumas de infância, mas daí a achar que deveríamos ter sido abortados por isso... Bem... é uma coisa muito pessoal, e por isso mesmo não serve como um argumento para defender uma causa... minha opi.

Gostei mais da questão que a Lia levantou, ela diz que não é a favor do aborto, mas sim da sua descriminalização. Eu concordo, não saio por aí dizendo que aborto é uma boa solução, que todas que estão descontentes com a gravidez devem faze-lo, que o embrião é uma massa amorfa de células sem qualquer valor e por isso ninguém sentirá culpa, que um filho acaba com a vida da mulher... pois acredito que não seja assim... cada caso é um caso...
mas defendo plenamente a descriminalização do aborto, justamente para garantir o direito de assistência segura e de qualidade para a mulher que deseja abortar, pois essa é uma decisão muito pessoal e bastante difícil para que seja ainda por cima ilegal.


Acho que seria mais fácil conquistar corações para esta questão focando na descriminalização do aborto, e não nas supostas vantagens do aborto para as mulheres. Porque, né, se os argumentos dos reaças já estão batidos, esses controversos argumentos "científicos" sobre quando começa a humanidade e consciência do embrião, também - já que a ciência não entrou em consenso sobre estas questões. Acho focando nisso, fica um bate boca muitas vezes desrespeitoso e interminável...

Um abraço, adoro seu bloguinho!

Anônimo disse...

Antes das 12 semanas não tem nem o menor lampejo do que um ser humano é.

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Poxa... isso é mesmo um argumento sério?
Sou pró escolha da mulher, sou a favor da legalização do aborto, mas não uso para isso argumentos falaciosos... dê uma olhada neste ultrasson de 11 semanas, e me diga, com o que parece a imagem? http://kacris.bebeblog.com.br/43402/Ultrassom-morfologico-11-Semana/

Nem um lampejo do que um ser humano é? uma massa amorfa de células?
Por favor, vamos discutir com maturidade... não vamos dar uma de falsos cientistas para "ganhar" a discussão...

Anônimo disse...

"E vendo pela ótica espirita essa moça nasceu nessa familia porque quis,tudo é o resultado do que fizemos em vidas passadas."

Negativo, ela nasceu nessa família por afinidade de valores. Nem sempre quem reencarna conhece a família terrena e isso de "tem dívida pra pagar" é mentira, não funciona assim.

Fonte: as vozes me disseram. Literalmente.

Anônimo disse...

Calma ai!
O feminismo nao aceita pessoas religiosas pq como alguem disse ai todo religioso por regra nao eh a favor do aborto? E se a pessoa fugir dessa regra, ta errado tbm? aH, nao...

Eu nao tenho crenca alguma mas nao tem nada MAIS ARROGANTE, PESSUNCOSO E PREPOTENTE essa onda INFANTIL e COMPETITIVA de DUVIDAR do feminismo alheio. PQP, serio! Feminismo nao eh servico militar q vc precisa passar numa avaliacao pra ser aprovado!
Ta parecendo com aquele post sobre funk e dentre outros. Que se a pessoa discordar da ideia, ela provavelmente tera sua ideologia questionada.
"O MEU feminismo eh diferente do SEU feminismo q nao possui validade alguma"...de tanto ler isso to comencando a me questionar o que eh o feminismo atualmente. FRANCAMENTE.

Anônimo disse...

E ainda tem feminista(zinha, diga-se de passagem) que faz piada(zinha) a respeito da religiao alheia. Na boa, to me sentindo de volta ao ensino medio, onde as pessoas desrepeitavam as outras por bobagem(zinha).

Vem ca, oh ANONIMA DAS 23H10, tu se acha mais esperta pq nao tem religiao? Nao, cara. Vc agindo assim so torna uma pessoa sem credibilidade. So os ateus/agnosticos merecem respeito?

Luiza disse...

"No Brasil, 46% dos nascimentos não foram planejados (dados do IBGE), e a maioria dessas crianças deve ter uma infância normal. Seus pais te trataram assim porque eles não prestam, não porque não puderam fazer aborto."

Não planejados é diferente de não desejados.

Natascha Fox disse...

Acho que estão entendendo errado o que o post fala. Em nenhum momento a moça fala que ser desejado é garantia de felicidade. Minha mãe é a coisa mais importante na minha vida e ela me ama muito, somos muito amigas, mas eu sofri para caralho na vida, é assim mesmo. Mas o que a moça quer dizer é que existir já é difícil, mas com pais que te odeiam, te deixam saber que és indesejada... é pior que qualquer coisa que eu possa imaginar. Vocês sabem muito bem o quanto é terrível a dor de ser criticado ou maltratado por alguém querido. O que ela diz é: nenhuma criança precisaria passar por isso se o direito ao aborto existisse. Simples. Muita gente adora falar de adoção, mas tenho certeza que essa também é uma realidade muito difícil pra criança e nem todas as mulheres querem esse futuro para o feto. E quando, ó caralho de asa, vão parar de repetir camisinha, proteção... as mulheres engravidam, não se cuidam, nos erramos... Vamos pagar criando uma nova existência por isso? Nós temos o direito de escolher quando, como, onde e com quem queremos ter filhos e se queremos. Acabou-se.

Anônimo disse...

Bem, eu sou a filha mais nova de duas irmãs, quando meus pais engravidaram de mim a situaçao financeira era caotica, minha irma do meio tinha apenas 2 anos de idade. Eu fui muito bem criada dentro das possibilidades que podia, faltou algo? algumas vezes sim, mas eu preferia nao ter nascido, nao por trauma ou por ter sido mal tratada, amo minnha familia e tenho otimas relaçoes. mas planejamento familiar é tudo, um filho é um peso, uma responsabilidade, eu sei que quando nasci minha mae foi privada de seus sonhos pra ser mae integralmente e se dedicou absolutamente por isso. ela é a mae perfeita pra mim. me bateu? algumas vezes. nas minhas irmas tambem, mas nunca ouve incoerencia ou odio, ela e meu pai sempre souberam oque tavam fazendo. Mas eu preferia ter sido abortada pelas circunsctancias, hoje minha mae teria outra qualidade de vida, minhas irmas tambem, a relaçao dos meus pais seria menos desgastante, me sinto um peso, nao que eles demonstrem mas é so ver como foi sofrivel a situaçao deles frente a uma situaçao economica do pais nada favoravel, foram tempos dificeis de forma geral e cuidar de tres crianças é privar-se e priva-las, minha irma mais velha acabou por se tornar co-mae. ela perdeu o senso de divertimento e passou a ser extremamente responsavel com apenas 7 anos. por isso concluo, eu nao nascendo teria "dado" outro rumo a historia de minha familia. mas ja que me deram a oportundade sou grata e reconheço todos os esforços deles por mim.

Anaísa Pereira disse...

Essa do dar pra adoção eu sempre achei bizarro pq simplesmente eu sei que minha mãe nunca ia me deixar fazer isso, nunca mesmo. E como pela legislação brasileira basta algum parente querer a criança que ela não vai pra adoção, não funciona mesmo.

Julia disse...

Olha anon das 0:30, não acho que a anon das 23:10 estava fazendo piada. Inclusive eu fiquei com medo. Sou agnóstica mas morro de medo de fantasma, espírito.. Não me cobrem coerência neste caso, por favor :(

Anônimo disse...

Eu li meio que por cima alguns comentários e acho meio estranho que AINDA tenha que se dizer isso:

Ninguém QUER o aborto. Ninguém acha o aborto lindo, louvável ou que deve ser feito com a mesma frequência que se tira o tártaro do dente.

Pessoalmente eu acho que essa deve ser a última saída. Meu sonho como feminista é que todo mundo tenha acesso ao contraceptivo de sua preferência (inclusive a esterilização voluntária), que médicos não sejam um bando de mercenário pé no saco e que não mintam e nem omitam detalhes sobre o usos desses contraceptivos, que todo mundo tenha acesso a contracepção de emergência quando algo der errado e que todos os homens assumam sua responsabilidade no ato de prevenção!! Hey guys... CAMISINHA NÃO ARRANCA PEDAÇO DO PAU!!!

Por fim, o aborto seguro e sem coação deve ser uma opção pelo único motivo que eu já citei anteriormente: ter filho(s) ou não deve ser uma opção.

E na boa gente - ficar discutindo o que pode vir a acontecer no futuro - que NINGUÉM pode saber - de uma criança ou dos pais caso se faça o aborto ou não é igual a cachorro correndo atrás do próprio rabo - ninguém vai sair do lugar!!!


Jane Doe

Anônimo disse...

Compartilho de uma história semelhante, mas ainda não me recuperei. Aliás, dos meus 22 anos, não teve um único dia que eu não desejasse está morta.

André disse...

Anaísa Pereira,

Quando se entrega a criança para adoção não podemos decidir quem irá adotá-la. Então qual o problema de um parente adotar a criança?

Fernanda disse...

Nossa, mas quase que virou seminário de autores de auto-ajuda, hein? Creimdeuspai. Que medo dessa cafonice.

Eu já tinha me manifesado em comentários anteriores a esse respeito. A existência é problemática; conflitos são inerentes a qualquer vida, ja sabemos. O que a autora traz como argumento, baseado na sua experiência pessoal (o que por si só ja deveria provocar no mínimo um tom de respeito), é que quando você nasce no seio de uma família totalmente despreparada para recebê-lx e descontente com a sua chegada, você já sai com uma desvantagem imensa. Eu vivi isso, e posso corroborar o testemunho.

Não sou infeliz, aliás, sou uma das pessoas mais leves da minha família, muito serena e com muito humor; mas isso sou EU e minha família e minha criação não colaboraram em nada aqui. Porém, é inegável o tempo, a energia, o desgaste emocional (principalmente na adolescência, que é uma fase crítica onde você olha pra trás e começa a compreender a sua história) de uma criança que tem que aprender a desvencilhar a sua vida da tristeza dos pais, do abandono, da negligência, da falta total de responsabilidade, etc. Enfim, como se não bastasse as dificuldades normais da vida, você ainda tem que correr atrás desse prejuízo, até compreender e aceitar que a sua vida pode se desvencilhar da vida dos seus pais e de todas as cargas que vieram nesse relacionamento.

Mas haja terapia, haja resiliência, haja compaixão... não é facil não.

Só para constar: hoje tenho 30 anos e sou bem sucedida no que faço, tenho a sorte de ser muito amada por amigos muito leais, etc. Adivinhem? TODA VEZ que minha mãe está por perto, ela começa a bradar aos quatro ventos como a criação dela foi decisiva para que eu me tornasse quem sou. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!! É muita cegueira, viu?

Anônimo disse...

Muitos comentários arrogantes, ignorantes e preconceituosos vindos de algumas feministas, depois ficam ofendidas e se fazem de desentendidas quando tem posts como o anterior que fala da agressividade, intolerância e falta de respeito pelo próximo(principalmente pela próxima), vindo de algumas feministas.

Anônimo disse...

V continua...
São as pessoas acima de qualquer suspeita.
Muitos acham que o estupro (por exemplo) ocorre só em vielas escuras com desconhecidos. O que faz do estupro ser tão cruel é que ele é cometido pelo pai. Pelo irmão. Pelo avô. Por pessoas que vão à missa e que fazem caridade. Por isso é tão difícil acreditar na vítima.
Com a violência doméstica é a mesma coisa. Por que a vítima não saiu de casa? Por que ela não procurou ajuda? Por AMOR, gente. Porque ESSE é o tipo de amor que ela conhece.
Quanto à adoção, as famílias do meu pai e da minha mãe são ricas. Vocês acham que os meus avós permitiriam que eles me dessem para adoção? É CLARO QUE NÃO! Eles fizeram o que? Ofereceram todo o apoio material. Escola, natação, médico, dentista. Eu era a "pobre menina rica", que ninguém entendia porque era tão infeliz.

Anônimo disse...

V continua ainda...
E ainda hoje vejo que poucas pessoas ( meus pais inclusive) entendem qual é o drama de não ter sido cuidada.
Afinal eu tive "tudo do bom e do melhor".
Na boa? De nada adianta bens materiais sem base emocional.
Muita gente foi criada como eu? Certamente. Mas NINGUÉM merece isso. Ninguém.
Em tempo, na minha família tenho alguns casos de crianças que foram dadas para a avó criar. O linchamento moral das mães ATÉ HOJE é algo repulsivo. Ninguém nem fala dos pais.
E essas crianças hoje são adultos, algumas já com filhos. São pais amorosos e presentes. Mas não foi fácil para eles tb serem abandonados pelos pais. Se eles prefeririam, como eu, não terem nascido? Não sei...
Eu dei aqui a MINHA opinião PESSOAL.
Porque EU acho que se é para colocar uma criança no mundo, ou se esforce para ser o melhor pai possível para aquela criança ou não tenha.

Anônimo disse...

V ainda...
E dar para adoção é como alguém falou... a justiça faz um escândalo para a mãe mudar de ideia. Não dá pra fazer de forma anônima. E não dá para levar uma gravidez de forma anônima, exceto em casos raríssimos. TODOS JULGAM. TODOS DÃO PITACO. E o que não falta é gente para dizer "imagina, essa criança vai ser uma bênção na sua vida".
Não fui bênção nenhuma na vida da minha. E conheço poucas pessoas que foram bênçãos nas vidas das respectivas famílias.
E pra quem falou para eu me matar, velho, na boa...
1) vc acha que eu não tentei?
2) que lógica bizarra é essa? Aborto não pode, mas suicídio sim?
3) aborto não pode, mas espancar, maltratar, humilhar uma criança tb é sim? E a esquizofrênica sou eu?
Também não entendo quem acha que eu deveria odiar a minha vida e os meus pais até hoje.
Não os odeio.
Valeu a pena ter vindo? Por mais feliz que eu tenha me tornado, ainda não.
Eu me esforço para que, um dia, eu sinta gratidão por eles terem me colocado neste planeta, mas isso tem a ver com as MINHAS CRENÇAS PESSOAIS. Eu acredito que sou filha deles por algo que tinha a aprender. Mas isso é algo que me conforta à noite e não vale de nada para quem ainda tem uma vida infeliz.
Eu sei o que eu passei. Eu sei o que foi a minha vida. Eu encontrei formas de lidar com ela.

Anônimo disse...

V final...
Mas eu acho que ninguém merece ter que lidar com isso. Ninguém merece passar por esse tipo de situação. Ninguém merece olhar os olhos dos pais e ver que eles não queriam que você estivesse lá.
Eles foram obrigados a me amar. A me dar comida. A me levar e buscar da escola.
Mas esse tipo de coisa deveria ser feito porque a pessoa QUER. Não porque ela se sente obrigada por uma pressão social escrota.
Não é muito melhor que a criança venha ao mundo desejada? Ou com os pais que engravidaram sem querer, mas que ficam felizes por ter aquele serzinho por perto?
Ouço muitos pais dizendo "não sei o que faria sem meus filhos. Não foram planejados, mas hoje não sei quem eu seria sem eles."
Bem, eu sei. Meus pais (que até usam esse discurso) hoje não lidam mais com filhos. Minha mãe é super bem sucedida (errei no post, ela tem mestrado, não doutorado) e meu pai é um bon vivant.
A vida, meu povo, nunca é preta e branca... Ela é muito mais complexa até do que os 50 tons de cinza...

Loup~garou disse...

@Julia:

Bom dia!

O problema é que o seu César é uma abstração capaz de receber toda a culpa por séculos sem mexer um graveto para acabar com o seu sofrimento. Ele vai rir dos seus esforços lá do trono em que você imagina ele, durante os seus 80 e poucos anos, e pouca coisa vai mudar.

Então você tem que dar os seus pulos, e isso significa tomar posse das circunstâncias ao invés de ficar (só) reclamando de externalidades. Falar é fácil, eu sei, é um esforço brutal e constante fortalecer o próprio corpo, mas é possível.

"Aaaaaah, mas a cultura politicasocialeconomicareligiosamilenar - PUM!" Morreu.

Anônimo disse...

V mais uma vez...

Fernanda, eu te amo! É EXATAMENTE ISSO!

Minha mãe tb super tem certeza que fez um ÓTIMO trabalho criando AS FILHAS (ela e meu pai trouxeram mais uma criança para este mundo... a minha irmã considera A MIM como figura materna).
Meu pai, anos depois, teve mais uma filha com a minha madrasta. Aos dois anos (DOIS) a minha irmã falou para a minha madrasta "papai não me ama". E ela falou isso de forma casual, sem tristeza, sem rancor, sem nada... só constatou um fato. Tipo, o céu é azul. Está quente. Meu pai não me ama.
Criança SENTE essas coisas. A sorte dela é que ela foi muito desejada e amada por todos os outros membros da família.

Carina disse...

Muito triste, mas interessante a visão do filho nessa discussão.

Acho que, quando se fala "se fez, tem que se responsabilizar", ninguém pensa que o objeto dessa responsabilidade é uma pessoa, e não um gato.

Anônimo disse...

Aos que estão comentando "se vocês prefeririam ser abortados, por que não se matam?" e "vocês acham que uma vida boa é uma vida sem sofrimento? vocês só reclamam da vida": dane-se se vocês conhecem uma história linda de superação, não vou admitir que se banalize desse jeito o sofrimento do outro.

E daí que teve um casal que a filha morreu na tragédia da Boate Kiss e adotou uma criança? No que isso influencia na vida alheia? Nas dores alheias?

Não se pode sequer ter o direito de ser sincero e reconhecer: eu entendo agora que tudo isso está acontecendo comigo por causa de decisões tomadas antes de eu ter nascido? De decisões que não foram minhas mas que eu sofro as consequências? E nem precisamos entrar na questão do aborto: no caso da autora do guest post, talvez o ultimato não fosse um simples nascer/não nascer, mas sim a decisão por se ter um filho sem ter consciência da devida responsabilidade. Mas e aí? Tem gente que simplesmente nunca terá essa capacidade de cuidar. Amar não é uma decisão. E aí?

É uma prepotência tremenda essas pessoas que, em vez de serem compreensivas diante do desabafo do outro, preferem assumir aquela postura do sábio severo e dizer sem educação nenhuma pra tomarem vergonha na cara porque tem gente que sofre mais. Sinceramente, você não acha que toda pessoa com a saúde mental abalada (por n motivos) já não ouviu isso? O que mais tem é gente querendo atirar pedras do que parar para ouvir de verdade. Ah, danem-se vocês.

Anônimo disse...

André, não há problema algum em algum familiar querer adotar o bebê se a mãe não o quiser. O problema é quando alguém quer os obrigar a isso, por coerção, por constrangimento. E o problema nem é esse. O problema é os pró-feto dizerem que basta doar e está tudo lindo e perfeito. E na verdade, o processo de doação não é fácil. Não dá pra chegar no hospital, ter o filho e deixar o filho lá, tem um processo, um assistente social te coagindo a ficar com o filho. "Por baixo dos panos" é ilegal, e se for descoberto, é cadeia. Além de tudo, tem o julgamento social. A mulher grávida só é respeitada quando é casada, classe média, tem estrutura. Caso não se enquadre nesses pré-requisitos, é julgada. "Mas já tem filho, porque engravidou de novo? Aff, pobretona e tendo filho" "Nossa, adolescente engravidou, vamos massacrar" "Nossa, grávida e solteira, que ridículo". E por fim "aff, vai ter filho pra doar. Vabagunda sem coração, por que não se previniu?" Mesmo que a pessoa tenha se previnido e não tenha funcionado (ainda hoje recai sobre a mulher a responsabilidade de se previnir).

Anônimo disse...

ao anônimo das 05h25:
Se você quiser, a Lola sabe quem eu sou. Peça a ela meus contatos e a gente conversa, ok.

Aos outros: super agradeço quem entendeu o meu desabafo.

A quem ficou de mimimi que minha vida podia ser pior ou eu poderia ter me matado ou que não acrescentei em nada ao debate do aborto... tira as calças pela cabeça.

Haters gonna hate e fico feliz que pelo menos tem gente que entende e se sentiu validada. Pq é uma droga crescer com gente dizendo que a vida é linda, é uma bênção, que gravidez é mágico. Vc se sente um lixo, como se todo mundo tivesse vendo algo que vc sequer compreende.
Um dia a gente descobre que a grande mentira da sociedade é essa: "que a vida é perfeita e todas as pessoas são felizes".
Desculpa, não são.
Mas o incrível é que quando você vê que a vida é uma lama, mas é o que tem para hoje, que ontem foi um inferno, mas hoje não, aí você começa a fazer as pazes com a sua vida...
E ela pode ser bem bonita. Mas daí a dizer que é super lindo nascer.... ahhhh.... mas não é meeeeeesmo.
V.

Anônimo disse...

V. falando... (1a parte do comment q se perdeu)
Confesso que não esperava abrir o blog ontem e me deparar com o meu texto. E vou dizer: não é fácil. Era pra ser um comentário e muito do que falo era mais uma resposta a comentários anteriores do que uma linha coerente de pensamento.
Esse texto eu escrevi de uma vez só, sem verificar pontuação, ortografia, nada...
Dito isso, passo a reflexões...
Primeiro, sinto muito quem se sentiu desconfortável, enojado, etc. A vida é assim mesmo, tá? E não considero esquizofrenia ter ODIADO a minha vida e HOJE amá-la. Como alguém bem disse, dei a volta por cima. Mas NÃO sou grata por ter nascido. 1 ano e meio de uma vida que eu amo NÃO APAGAM mais de 30 de inferno,  lidando com monstros como depressão, ansiedade e falta de auto estima e autoconfiança.
NENHUMA criança merece passar por isso. Nenhuma.
Acho esquizofrênico, na verdade, pró-vidas não serem pró-qualidade-de-vida. Porque eu sou MUITO pró-qualidade-de-vida. Sou mesmo.
Se é pra dar uma vida de merda para o seu filho, não o tenha.
Quanto a filhos não planejados: nem todos têm a minha experiência. Óbvio. Conheço muitos filhos não planejados e que viraram crianças felizes e saudáveis. MAS ISSO TEM A VER COM OS PAIS.
O que muitos não parecem perceber é que tem gente que não deveria ter filhos NUNCA. E eu sei o que é ser criada por pessoas assim.
Meus pais são pessoas ótimas, que todos os que conhecem adoram. Mas eles não são bons pais. Até hoje, eles não são pessoas preparadas, com "dom" para filhos. Será que é difícil entender isso? Vocês não conhecem pessoas assim? Hoje eu compreendo mais eles, mas é pq me afastei deles como pais e hoje converso e convivo com eles em outro patamar de relacionamento. Hoje conheço as virtudes deles pq me afastei emocionalmente.
O que muitos parecem não perceber é que são pessoas "boas" que cometem crueldades. Não são os monstros tipo Dexter... Não são só os psicopatas...

Marina disse...

Tem um monte de gente explicando q adoção é difícil por causa da burocracia e tal e tal..Ok, concordo!Mas gente, e vc gestar um bb indesejado por 9 meses?e o Parto? E todas as consequências no corpo?E no social?Imagina vc lah com um barrigão e as pessoas no seu trabalho te perguntando "qual é o nome?" e blábláblá e vc responde "Vou dar pra adoção"..Sério, alguém vê isso como possível no nosso país???Isso td é bem intenso e não deve ser menosprezado..Entaum fica que para "doar" o bb, tem td a questão da burocracia, mas tem tbm td q questão psicológica, física e social da mulher gestar e parir uma criança que naum deseja ter!

Anônimo disse...

Por favor Lola, volte a escrever seus textos aqui,tem mulheres reais, com questões reais sendo prejudicadas por posturas machistas e antiquadas, aqui não é consultorio de psicologia.

Anônimo disse...

Carina,
V falando...
Nem gato merece ser tratado com descaso, mas é isso mesmo... As pessoas se esquecem que não estamos falando de um gato. De um peixe. De uma tartaruga. Mas de uma criança.
Não, gente, tudo não fica bem no final.
Eu ser feliz hoje foi fruto de muita teimosia. Nem todos tem a sorte de dar a volta por cima. E ninguém merece MAIS esse fardo. Alguém falou isso e eu agradeço. A vida já é difícil por si só.
Que as crianças venham, no mínino, desejadas...

Anônimo disse...

"Não planejados é diferente de não desejados."

Não me venha com essas frases clichês - é exatamente a mesma coisa. Os pais não desejavam um filho(a). Eles aprenderam a gostar da criança com o tempo.

Marcelo Veigt disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelo Veigt disse...

Saindo um pouco desse tema de aborto, mas ainda nessa questão de relações intra-familiares, gostaria de fazer algumas considerações:
Pelo que observo, quando se tem um filho o mais comum seria gostar desse filho, é socialmente "recomendado" digamos assim, porém, não gostar não justifica tratar mal alguem, afinal, no "mundo dos adultos" não gostar de alguém e tratar e tratar bem esta pessoa é totalmente aceitável, assim como não gostar e tratar de forma neutra. Sobre seus pais, de acordo com o relatado eles não são "pessoas boas" afinal, porque eles fazem o que descrevi acima com outros adultos porém nao fariam com uma criança... neste ponto podemos observar como eles veem o que podemos chamar de direitos das crianças em relação aos direitos dos adultos, pode ser observado a posição de dominação e opressão que os adultos exercem sobre as crianças por exemplo. Vou terminar por aqui, embora hajam infinitos pontos para alongar esse texto.

Anônimo disse...

Saindo um pouco desse tema de aborto, mas ainda nessa questão de relações intra-familiares, gostaria de fazer algumas considerações:
Pelo que observo, quando se tem um filho o mais comum seria gostar desse filho, é socialmente "recomendado" digamos assim, porém, não gostar não justifica tratar mal alguem, afinal, no "mundo dos adultos" não gostar de alguém e tratar e tratar bem esta pessoa é totalmente aceitável, assim como não gostar e tratar de forma neutra. Sobre seus pais, de acordo com o relatado eles não são "pessoas boas" afinal, porque eles fazem o que descrevi acima com outros adultos porém nao fariam com uma criança... neste ponto podemos observar como eles veem o que podemos chamar de direitos das crianças em relação aos direitos dos adultos, pode ser observado a posição de dominação e opressão que os adultos exercem sobre as crianças por exemplo. Vou terminar por aqui, embora hajam infinitos pontos para alongar esse texto.

Anônimo disse...

Nossa, quanta bondade! "Os pais não desejavam um filho(a). Eles aprenderam a gostar da criança com o tempo". Traduzindo: "Criança, nasce e cresce, enquanto eu aprendo a gostar de você com o tempo. Se eu não conseguir gostar, desculpa aeee!Pode ser que você se sinta rejeitado, mal, isso lhe traga depressão,problemas pessoais, de relacionamento, faça você se tornar um ser humano infeliz, mas vc se vira ae e paga um analista, quando der, ok?"

Aninha disse...

Acho muito triste quando alguém diz: preferia ter sido abortado.

Beatriz disse...

Absolitamente incrível este post.

Maria Fernanda Lamim disse...

Hm, comentario meio nada a ver: algum anon ai mencionou que "feminismo e religiao nao combinam pq todas condenam o aborto". Iso nao e verdade: o paganismo naocondena. Alem, e claro , de nao ser impossivel.seguir uma religiaoe ao mesmo tempo questionar alguns de seus dogmas. Tanto e que existe o grupo "Catolicas pelo direito de decidir".

Julia disse...

Loup~garou,
que bom que você apareceu pra me mostrar a verdade. Estava aqui refestelada no sofá achando que o patriarcado (e as religiões) iriam devolver tudo que tiraram das mulheres ainda com um cartãozinho de pedido de desculpa. Seria fofo!
Se isso acontecesse eu nem aceitaria mesmo. E ainda faria César engolir o cartão.

Mas obrigada pela preocupação.

Anônimo disse...

"Vem ca, oh ANONIMA DAS 23H10, tu se acha mais esperta pq nao tem religiao? Nao, cara. Vc agindo assim so torna uma pessoa sem credibilidade. So os ateus/agnosticos merecem respeito?"

Hoje eu sou "espiritualista independente", mas minha família vem de uma longa tradição kardecista, várias gerações. Com 14 anos de idade eu toquei sozinha meu primeiro centro de estudos nessa área. O tempo foi me mostrando que essa linha era defasada, especialmente por um certo ranço católico nos ensinamentos (p.ex., noções deturpadas de sofrimento e entrave de prosperidade), daí eu ter partido para outros caminhos, embora respeite a posição da minha família de continuar com os centros.

"Olha anon das 0:30, não acho que a anon das 23:10 estava fazendo piada. Inclusive eu fiquei com medo. Sou agnóstica mas morro de medo de fantasma, espírito.. Não me cobrem coerência neste caso, por favor :("

Realmente eu não estava brincando. Mas nem precisa ter medo dessas coisas, é melhor entender e aprender como funciona. Ajuda muito. O que se chama de espíritos, espiritualidade, tudo faz parte do mesmíssimo mundo em que vivemos.

E só pra reforçar: isso de "fez, paga", dívida de reencarnação etc., é tudo bobagem. A coisa é bem mais sofisticada.

Marina P disse...

"Como alguem se diz espirita e apoia o aborto?Feminismo n combina com religião pelo simples fato de nenhuma aprovar isso,assim é mole ser religioso,só pega o que te serve e o resto ignora.E vendo pela ótica espirita essa moça nasceu nessa familia porque quis,tudo é o resultado do que fizemos em vidas passadas."

Como? Bem, é só a gente entender que assim como somos espiritas e temos nossas crenças, outras pessoas têm suas crenças também. Como espírita kardecista eu detestaria viver numa sociedade que me forçasse a agir como evangélica, budista, católica, judia ou ateia, simplesmente porque eu acredito no espiriismo kardecista. Se a gente que tem religião for tentar criar leis baseadas na nossa doutrina, vamos viver violentando todos os outros que acreditam emcoisas diferentes de nós. Eu, como espírita e levando em conta a minha compreensão atual do espiritismo e a minha forma pessoal de me relacionar com essa doutrina, não acredito que abortaria, provavelmente em nenhuma situação. Mas isso sou EU e mesmo eu posso um dia mudar de ideia (pessoas se convertem a outras religiões, inclusive). Se você entende que não se deve abortar, não aborte. Se voce entende que uma pessoa nasceu numa família como a da autora do guest post porque escolheu (eu, como espírita, acho essa leitura extremamente literal, mas ok, tem quem veja assim), aplique isso à sua vida. Se você acredita que estamos pagando pelo que fizemos em vidas passadas (outro ponto de vista literal, na minha opinião), busque fazer a sua própria reforma íntima baseada nessa premissa. Opine, diga o que pensa, etc.mas não julgue as pessoas, não diga de que jeito tem que ser a fé dos outros, não suponha que o que você diz faz algum sentido pra todo mundo e, principalmente, lembre-se de que o estado é laico! Eu defendo a descriminalização do aborto e o acesso democrático a esse procedimento, o que não quer dizer que eu ache que fazer um aborto seja uma boa ideia para mim. Ter uma religião e ser feminista é, para muitxs de nós, um exercício constante de alteridade e liberdade.

Anônimo disse...

Anonima, realmente lhe entendi errado. Jurei q estava debochando da fé espirita. Perdoe me pelo mal entendido.

Marcelo Mello disse...

Sabe, Lola. Um certo dia destes estava lendo as merdas que você escreve a meu respeito. Você e suas amigas feministas tem uma noção completamente errada da minha pessoa.
Posso citar vários pontos, mas vou começar com o ponto acerca de "eu não ter nada a perder" e "minha vida estar destruída". Não sei de onde vocês tiraram isto. Se eu realmente não tivesse nada a perder, você acha que a senhora ainda estaria viva? Você realmente acha que aquele Delegado Federal pilantra que me arranjou 6 anos e 7 meses forjando um inquérito ainda estaria andando por aí?

Vou te ser sincero, as vezes eu desejaria muito não ter nada a perder, não ter dinheiro e ser mais um zé-buceta na vida. Apenas para que eu pudesse dizer: "Acho melhor abortar", pegar uma .40 e descarregar na sua cabeça logo após apagar aquele dito Delegado.

O mais divertido é que no Brasil a pena máxima é de 30 anos. Ou seja, eu poderia apagar você, o Delegado, poderia até mesmo estuprar e matar uma vagabunda feminista (Nunca havia pensado em estuprar uma mulher, mas vou te ser sincero, depois de 1 ano escutando aqueles papos de estuprador e depois desta merda toda, acho que hoje teria coragem de fazer assim como TENHO de matar), a pena máxima é de 30.

Por isto, Lola, o seu blog assim como toda sua área de formação, seu doutorado e todo o caralho que você ostenta não passam de "achismos" sem nenhuma fundamentação lógica e racional.

Por isto, lhe digo. O dia que você ver que um Delegado Federal em Curitiba foi assassinado, é bom que você sinta medo, pois você será a próxima. Eu não sou de mandar outros fazerem o serviço, eu mesmo faço.

Não tem o que se preocupar, pois eu tenho algo a perder. E é por este motivo que vocês dois ainda estão vivos.

Eu andei pensando se processaria ou não você, mas é uma perca de tempo. Você é um lixo. É uma mulher feia, sempre foi feia a vida inteira. Você não vale o que come. Eu vou gastar o meu dinheiro com o que me faz feliz, fazendo festa com putas e viajando pelo mundo.

Agora adicione este PS a sua coleção e diga para os seus informantes que eles estão errados.

Marcelo Mello disse...

Eu sou 100% a favor do aborto, principalmente de esquerdistas. O aborto não precisa ser feito na gestação, ele pode ser feito quando o feto cresceu mesmo, quando ele se tornou uma vagabunda gorda e escrota com doutorado em "a arte da ciência da porra nenhuma" e hoje fica de mimimi em blogs na Internet.

O aborto poderia ser efetuado com uma .40, descarregando na cabeça.

Bárbara disse...

Quanta gente perturbada nesse mundo. Lola, como é que você aguenta isso?

Bárbara disse...

(Estou me referindo a esse Marcelo e outros mascus, ok? Só para ficar claro)

Anônimo disse...

Tudo printado e devidamente denunciado :-)

Anônimo disse...

Gente, eu sei que ameaçar mulher não dá nada nesse país, mas como pode ameaçar um delegado e ainda ficar solto?

Marcelo Mello disse...

Denunciado a quem? O pior que pode acontecer é eu voltar para cadeia onde eu vou passar 1 ou 2 anos. Como tenho nível superior, vou ficar junto com a petralhada aqui na Papuda no DF. Como já tenho passagem em cadeia, já entro com moral elevada.

Irei voltar a minha rotina de um livro por dia. Não irá mudar nada. Uma hora a minha pena acaba e eu ganho o direito de sair desta latrina de país.

Onde está a 'tolerância' esquerdista? A verdade é que ela não existe, nunca existiu. Se for me denunciarem me denunciem em CWB, assim quando for dar o depoimento vai ser o Flúvio, quando ele tirar as algemas eu mato ele. Pego uma caneta e enfio nos olhos daquele filho da puta quando ele estiver digitando.

A cadeia é sofrimento, e tudo que não mata fortalece. Os meus anos em cárcere serviram como a Antônio Gramsci, pude estudar a fundo o quão doente é o esquerdismo, as raízes de tudo isto. Adolf Hitler escreveu sua obra quando estava em cárcere. A natureza é cruel, por que a vida não deveria ser?

Toda sociedade que passou por sofrimentos hoje é um local evoluído. Todos os tigres asiáticos. China, Japão, Coréia do Sul. Sem dor, sem resultado. Diferente do que mascus dizem, o valor de um homem não pode ser definido pelas lutas que ele pratica, ou se ele pega ou não pega mulher. O homem é definido por sua coragem em lutar contra as adversidades. Eu não tenho medo de apanhar para Polícia Federal, não tenho medo de cadeia, você pode tirar a liberdade de um homem, mas jamais irá poder tirar seus valores morais. É por isto que os Sanctos continuaram. Por que eu me recusei a fazer delação premiada. Eu morro na cadeia mas não entrego meus amigos.

Sthefany Feminista disse...

Marcelo é um preso político, essa é a verdade.

maxwellman disse...

Que sujeito louco! Esse Marcelo Melo deveria ser preso imediatamente!

lola aronovich disse...

O blog tá bem devagar hoje, como todo fim de semana. Mas pelo menos a audiência fiel dos mascus sanctos a gente tem! Não tem remédio controlado que funcione com um psicopata, né?


Sthefany "Feminista", vc acabou de entregar sua identidade.

Luciana Batista disse...

Marcelo, você é doente.

Marcelo Mello disse...

Todo mundo ameaça a Lola de morte. O Marcelo Tas, que para variar é esquerdista. O Rafinha Bastos do CQC. Todos que discordam da Lola são psicopatas, são pessoas doentes. As pessoas normais de acordo com Lola Aronovich são as que estão enfiando santas em suas vaginas, são as que concordam com isto. Se você não é a favor disto, você é mascu e deve apodrecer na cadeia.

Me desculpe, Lola, sou doente mental. Você está certa. Afinal, eu não estou espancando mendigos negros obviamente drogados em uma marcha das vadias. Eu não fico por aí escrevendo textos do tipo "Meu moleque ideal".

O problema deste país é que os esquerdistas são pessoas cruéis. Se fosse os militares, eu teria direito a ir embora do pais, afinal: "Ame-o ou deixe-o". Mas para os esquerdistas não, o objetivo é fazer com que eu fique aqui e sofra. Que o estado gaste recursos e dinheiro com o único objetivo de me fazer sofrer. É por isto que a carga tributária nesta merda é alta. As pessoas pagam 3 meses de trabalho apenas para que o dinheiro seja aplicado em prisões, em salário de promotor das 'diversidades' e coisas do tipo.

O objetivo não é corrigir ninguém, e sim torturar pelo simples fato de não concordar com absurdos legais estilo PLC122 e coisas do tipo.

Pena de morte não, pena de morte implica no fim do sofrimento. Eu tenho que ficar vivo né, eu tenho que ser mandado para cadeia para 'ser estuprados pelos negros', já que na concepção dos esquerdistas na prisão só tem negros e eles são estupradores.

Bem isto.
Vamos colocar todos que tem uma briga conjugal na cadeia para que as prisões fiquem super-lotadas. O melhor de estar preso é não pagar imposto. Fazia questão de meter bicuda naquela porta quando atrasavam minha 'blindada', esquerdistas tem obrigação de me alimentar.

Anônimo disse...

marcelo, mascus, não passam de una rejeitados, levaram fora de mulheres igual a aquele cara que fez o massacre do realengo, gente como ele e como você, precisam de um tratamento psicologico pra poderem andar soltos por aí. É com morte que resolve as coisas? Não parece palavras de um homem crescido, tenho dó, pena de uma pessoa impontente, que tem de resolver as coisas no pior jeito. Ameaçando a lola só mostra o quanto é inferior a ela e quer mostrar que tem medo de ela te expor.

lola aronovich disse...

Vai ser a segunda e última vez na vida que te respondo, Marcelo (a primeira tinha sido um tweet, quando vc saiu da cadeia e resolveu mandar ofensas e ameaças pros seus desafetos, via Twitter). Eu nunca disse que o Marcelo Tas me ameaçou de morte. Aliás, nem o Rafinha. Que eu saiba, o Rafinha nunca me dirigiu a palavra (ao contrário do Gentili, que nunca me ameaçou de morte, mas mandou os seguidores dele me atacarem). Mas o Tas (que só é esquerdista na sua escala política, pois Tas é mestre de cerimônias em eventos do DEM) me mandou dois emails, em 2011, ameaçando me processar. Sim, ameaça de processo é uma ameaça -- que vc também me fez em várias ocasiões. O Tas desistiu porque pegou muito mal pra ele, já que todo mundo, tirando meus haters habituais (reaças e mascus), ficou contra ele. E, depois disso, nunca mais se falou no assunto.
Eu recebo muitas ameaças de morte, e não acho, nem de longe, que todas vêm de vc. Imagino que vc não considere suas mensagens a mim ameaças de morte.
Eu não defendi de jeito nenhum os dois ativistas que fizeram aquela performance na Marcha das Vadias do RJ no ano passado. Pelo contrário, critiquei a performance, e fui muito criticada por algumas feministas pela minha "falta de sororidade". Quanto ao homem de muletas que foi expulso da Marcha das Vadias DF, deixa de ser mentiroso. Quando que ele foi espancado por alguma manifestante?
Interessante vc falar nesse tema, porque vc está repetindo exatamente o que escreveu várias vezes no site Homem de Bem, que os anonymous conseguiram derrubar. Já que vc é tão fodão, por que não assume que é o autor do site? Só tem coragem de assumir pros seus coleguinhas do Chan, e até de lá vc foi banido. No seu julgamento vc não foi tão valentão, foi?
Pra todo mundo que conhece a sua história (tirando, talvez, os channers), vc é a imagem do perdedor clássico. Um psicopata, sem amigos, sem mulheres, perdido no amargor do seu ódio. Um cara que bateu na própria mãe. Um cara que odeia tanto a si mesmo que, pra não ter que pensar muito nisso, decide odiar negros, homossexuais, mulheres, esquerdistas (até o Tas é esquerdista pra vc). Não faz nenhuma diferença vc morar no Brasil ou em outro país. Seus demônios são internos, e vc nunca se livrará deles. Vc é doente (não sou eu que estou dizendo, são os psicólogos que te absolveram de cumprir pena já na sua primeira condenação, por racismo, na UnB, alegando insanidade), e pelo jeito não há cura pra sua doença.
Agora com licença, que eu levo uma vida feliz e sem traumas, e tenho mais o que fazer do que falar com um total loser. Não sou sua psicóloga. Não sou sua amiga. Não quero sua morte, nem o seu estupro, nem a sua tortura. Quero apenas que vc pague pelo ódio que propagou e continua propagando (vc e o Emerson). Vc foi condenado a 6,5 anos de prisão. Quero que cumpra esta pena. Quero que, na cadeia, vc seja reabilitado a viver em sociedade, mas não acho isso possível. Então quero que vc não possa mais ameaçar pessoas de morte, ou pregar "estupro corretivo" pra lésbicas, ou pedir a "legalização do estupro", ou oferecer recompensa pra quem matar um deputado (ou uma presidenta). Vc pode ter um blog/site, como qualquer reaça. Vc não pode ameaçar nem exigir a morte ou estupro de ninguém. Mas vc sabe disso. Até uma pessoa doente como vc consegue ver a diferença.
Seus comentários de agora em diante não serão aprovados. Vc já teve palco suficiente por hoje.

Anônimo disse...

Uaaaaau!
Lola, você samba na cara dos haters, e não perde a pose!! Marcelo deve, no fundo, se sufocar sabendo que é um flopado! Será que, se ele virar michê, ele realiza o sonho dele de tocar numa moça? :( *bater, já bateu na mãe, falta arrumar uma moça pra dominar, né?*

Anônimo disse...

Wow, quando aquela porcaria da Veja chama um babaca de babaca, é que o grau de babaquice da pessoa extrapola qualquer babaca que já tenha vindo a este mundo. O "maluco" (porque é fácil se fingir de louco quando suas ideias são tão inaceitáveis que somente sendo loucos para pensar assim, e mesmo assim você nao é louco, é só "brasileiro metido a espertão") deveria ter vergonha de sair numa revista tão ruim quanto a Veja e ainda ser criticado nela.

MoranguinhoSincera disse...

Marcelo voce é feio e pobre,da pra ver pela camiseta e cadeira baratas da foto de perfil,nao deve nem ter saído da propria cidade,forever alone que vai ter sexo só com profissionais pagas e isso se elas acharem teu pinto e vc tiver dinheiro,cabeça pequena=penis pequeno.
#Devolvendo

Ronaldo disse...

nunca li tanta bobagem num texto só, pqp quer dizer por ter tido uma infancia infeliz era melhor nem ter nascido???? para mim esta mulher é uma depressiva e potencial suicida, não me convence sua argumentação que hoje ela é feliz, se fosse verdade e ela fosse feliz hoje, significaria a cura de suas feridas, o que não é o caso...

@dddrocha disse...

Infelizmente isso acontece com mais frequência do que gostaríamos.
Que você seja feliz, V.

vivian disse...

lola, voce pode passar pra essa menina do relato o meu email e perguntar se ela entra em contato comigo?

eu passei por exatamente a mesma situação =(

e tenho 29 anos e ainda não consegui resolver isso na minha cabeça.
a menina diz que hoje se ama e ama a vida dela. me deu esperança de sentir isso também.

pode publicar esse comentário.
deixe público que mais pessoas passam por isso.

obrigada!

Anônimo disse...

É claro que é cheio de mimi , só ela entende o que passou , agr quem são vocês para julgar a vida dela se a mesma afirma que teve uma vida difícil ?
Só quem passa por isso sabe o tamanho do sofrimento.
Eu passo até hoje por isso, a minha mãe reclama de ter que me sustentar ,olha que eu não faço divida nenhuma, ela diz que ia me abortar e meu pai que é um doce de pessoa não deixou . Não tem agressão física, mas tem psicológica que eh bem pior . Quando eu era pequena tentei me matar várias vezes escondida e eu pensava - Eu preciso morrer para ela gostar de mim. Eu tentava imaginar a reação dela ao encontrar o meu corpo, sei lá no fundo eu acho que queria tirar essa culpa que ela me fez carregar e carrego até hoje.
Pensava que morrendo ou não faria diferença ou a mudaria e essa era minha missão.
Apesar de tudo isso sou e sempre fui muito dedicada aos estudos , a filha do meio , a que sempre deu menos trabalho, que é a mais independente... Hoje faço faculdade , estou desempregada há um ano , mas estudo porque quero passar em um curso e dar uma vida melhor para os meus pais , mas a minha mãe não me aprova , nunca aprovou meus estudos. Ela sempre pagou curso pros meus irmãos que não se interessam em estudar e eu sempre que quis estudar tive que dar meu jeito , passar em escola técnica de graça. Apesar de tudo eu a perdoo, mas todas as noites penso que preferia ter sido abortada e embora não tenha hoje coragem para tentar me matar espero ansiosamente por um acidente que tire a minha vida.

Anônimo disse...

Matar não é tão grave como impedir que alguém nasça, tirar a sua única oportunidade de ser. O aborto é o mais horrendo e abjeto dos crimes. Nada mais terrível do que não ter nascido