quinta-feira, 3 de outubro de 2013

GUEST POST: TORNANDO-SE VEGAN EM DEZ PASSOS

Na caixa de comentários do ótimo guest post do Daniel sobre veganismo feminista, mais de uma pessoa pediu sugestões sobre como abandonar o consumo de animais.
Pedi então ao Robson, colaborador frequente aqui do blog, que escrevesse um post bem didático sobre o assunto. Robson é autor do blog Consciência e recentemente começou um outro blog, o Veganagente, dedicado a assuntos veganos. 
Pra quem quiser deixar de comer carne e qualquer outro produto de origem animal, este post é uma verdadeira aula:

Muitas pessoas afirmam não ter força de vontade suficiente para abandonar de uma vez por todas o consumo de alimentos de origem animal e caminharem para o veganismo. 
Passam pela dor de se assumirem egoístas por não conseguirem o impulso necessário para mudar a alimentação e ainda darem valor demais ao sabor de alimentos como carnes, laticínios e pratos ovolácteos em detrimento do sofrimento, já bastante conhecido por elas, dos animais vítimas da pecuária e da pesca. Se você se identifica com elas, este post é para você.
Compreendendo a dificuldade de pessoas como você de vencerem os prazeres viscerais, relembramos que nem todo mundo tem a mesma capacidade e força de mudar rapidamente para o vegetarianismo estrito, o primeiro grande passo na transformação em vegano. 
Enquanto algumas pessoas conseguem essa mudança em poucas semanas ou mesmo dias, muitas outras demoram meses ou mesmo anos (cons)cientes de que precisam mudar a alimentação mas empacadas no lacto ou ovolactovegetarianismo ou no consumo de carnes, sem força de vontade suficiente para continuarem a transição.
A você que se identifica com esse segundo caso, trago este guia de dez passos para facilitar e, quem sabe, até promover sua transição, tirando-o da aflição de continuar consumindo alimentos que você sabe que são frutos de intolerável exploração animal. É improvável que funcione para 100% das pessoas, mas é esperado que dê certo pelo menos para um percentual razoável de quem está nessa situação.

1. Comece a experimentar a culinária vegana
A culinária livre de alimentos de origem animal é imensamente diversificada, com milhares de pratos e bebidas a serviço das pessoas ávidas por sentirem prazer no paladar, incluindo opções que substituem diretamente suas versões comuns, como hambúrgueres, queijos, bolos, coxinhas, pastéis, tortas, pizzas, até churrascos. E há pratos veganos para todos os gostos, restrições alimentares e condições financeiras.
Comece por consumir alimentos veganos em restaurantes vegetarianos vegan friendly. Neles você terá à disposição milhares de combinações de pratos deliciosos. Se não gostar de um ou outro prato vegano que comeu, monte outros nas próximas vezes que for comer fora. Persista na tentativa-e-erro até encontrar pratos que agradem o seu paladar.
O passo seguinte é começar a fazer em casa seus próprios pratos veganos, priorizando os que tenham ingredientes mais econômicos e fáceis que possam substituir em qualquer refeição de qualquer dia da semana o que você estava comendo até então. Evite nesse início pratos como macarronadas e frituras.

2. Pesquise sobre a saúde dos veganos, como eles se mantêm saudáveis
Se você ainda tem medo de não obter nutrientes suficientes na alimentação vegana, leia os pareceres de instituições alimentares que aprovam o vegetarianismo estrito como opção alimentar saudável. Se for trabalhoso ler páginas e páginas desses documentos, basta ler os seus resumos (abstracts), que você já terá uma noção de que não existe risco em aderir à alimentação vegana, havendo somente os cuidados de balancear bem os alimentos de suas refeições, suplementar a vitamina B12, e tomar todos os dias alguns minutos de banhos de sol para o corpo produzir vitamina D.
Sugestões de leitura são os pareceres da Academia Americana de Nutrição e Dietética (AND, antiga Associação Dietética Americana), o parecer conjunto da AND e da Associação de Nutricionistas do Canadá, o material do Physicians Comittee for Responsible Medicine e o parecer do brasileiro Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região sobre dietas vegetarianas.

3. Pesquise sobre os impactos ambientais e de exploração humana da pecuária e da pesca
Antes de se impelir, por exemplo, a assistir a documentários com cenas fortes de sofrimento animal, comece por materiais mais leves, como os relatórios e notícias sobre os impactos ambientais da pecuária e da pesca e também reportagens sobre exploração de mão-de-obra em fazendas de gado e empresas frigoríficas.
Conhecer a imensa pegada ecológica e o regime de superexploração trabalhista dessas atividades será um grande incentivo para você começar a deixar de ver graça e no consumo de alimentos de origem animal e passar a encará-lo negativamente. Essa providência também vai reforçar em você a empatia pelo meio ambiente e pelos seres humanos vitimados pela indústria desses alimentos.
Materiais ambientais recomendados são os relatórios Livestock’s Long Shadow, Livestock and Climate Change, TerraClass, Priority Products and Materials e o documentário legendado Meat the Truth. Recomenda-se também a busca por conteúdo que denuncie os impactos ambientais da pesca. Já sobre a exploração humana, são recomendados o site Repórter Brasil, o hotsite Moendo Gente, o documentário Carne e Osso e diversas reportagens sobre superexploração de mão de obra no site do Instituto Humanitas Unisinos.

4. Leia materiais que refutem as crenças carnistas
Um outro passo muito importante é por abaixo todas as suas antigas crenças sobre as supostas inviabilidade do veganismo e aceitabilidade do consumo de alimentos de origem animal. Isso deve solucionar as maiores dúvidas que você ainda tenha sobre o não consumo de produtos do sofrimento animal, livrar você da insegurança que lhe resta e não retroceder perante argumentos opositores do veganismo.
Isso se dará pelo contato com as refutações dos mitos e falácias carnistas. Sem nenhum argumento racional funcionando em favor dos alimentos animais, continuar consumindo-os vai se tornar ainda mais insustentável dos pontos de vista ético e psicológico. Somado isso aos passos anteriores, a relutância vai diminuir mais e mais.
Conteúdo recomendado para a leitura nesse passo são os guias de falácias e de mitos do carnismo no blog Veganagente, os quais, juntos, refutam mais de 200 argumentos opositores do veganismo.

5. Assista a documentários pró-veganismo e vídeos de abate
Os documentários em favor do veganismo derrubarão o restante da sua relutância em aderir ao vegetarianismo estrito. Depois de assisti-los, você não verá mais por que continuar consumindo alimentos de origem animal. O sabor e o cheiro deles já deverão ser bem inferiores a todo o conhecimento que você já juntou sobre como é negativo persistir em seu consumo, além do fato de que você já terá adorado a culinária vegana, encontrando nela um porto seguro e um novo mundo de delícias.
Comece pelos vídeos mais leves, com A Engrenagem, A Carne É Fraca, Uma Vida Interligada e Troque a Faca pelo Garfo. Em seguida você parte para os mais pesados, como Terráqueos e From Farm to Fridge, e também vídeos que mostrem abates de animais, incluindo de peixes morrendo asfixiados depois de tirados da água por pescadores.

6. Exercite a definitiva rejeição psicológica pelos alimentos de origem animal
O último passo para transformar seu antigo apego às carnes, aos laticínios, aos ovos e aos derivados apícolas é processar psicologicamente tudo o que você agora vê de errado no consumo desses alimentos e converter esse conhecimento em nojo deles.
A partir daí, eles não serão mais associados, em sua mente, a sabor, prazer e alegria de comer, mas sim a sofrimento não humano e humano, escravidão, mutilações, mortes, sangue, dor, destruição ambiental... E isso com certeza vai tirar de você os últimos resquícios de resistência ao veganismo, já que os alimentos de origem animal terão passado a ser psicologicamente vistos por você como não alimentos, tanto quanto carne humana e leite canino.

7. Consulte dicas de como ter uma transição saudável e segura para o veganismo
É essencial você obter dicas de como levar adiante, com tranquilidade, segurança e até conforto, sua transição ao vegetarianismo estrito e, em seguida, ao veganismo. Há duas maneiras de consegui-las: primeiro, assistindo ao vídeo que gravei, em duas partes, para o canal Consciencia.VLOG.br; segundo, obtendo essas dicas através de contato com pessoas já veteranas no veganismo.

8. Solucione suas dúvidas restantes
Muito importante também será tirar as últimas dúvidas que ainda inibem você de abraçar por completo o veganismo, e que nem as respostas veganas a mitos e falácias carnistas, nem os documentários, nem as dicas para uma boa transição puderam responder completamente. Isso você poderá fazer pelo contato com veganos veteranos e com autores de blogs que respondam às questões dos leitores. Uma dica é usar o formulário de perguntas na barra direita do Veganagente (link alternativo no Ask.fm).

9. Comece a substituir os produtos não alimentícios que contenham ingredientes de origem animal
Já no vegetarianismo estrito, o próximo passo que você vai dar rumo ao hábito de consumo plenamente vegano é substituir os antigos produtos não alimentícios que contenham ingredientes de origem animal, como por exemplo glicerina comum, sebo bovino, lanolina e cera de abelha, por alternativas veganas, livres desses componentes. Não se trata de deixar de consumir, por exemplo, sabonetes, cremes dentais e xampus, mas sim trocar de marca, procurando quais marcas são livres de ingredientes de origem animal.

10. Comece a verificar listas de empresas que testam ou não testam seus produtos em animais
A consulta a listas de empresas que ainda hoje subsidiam ou realizam por conta própria testes em animais é um dos passos mais complicados, mas é muito necessária ao se adotar um comportamento de consumo minimamente ético. Existem listas e arquivos de SACs disponíveis na internet brasileira, tendo destaque as listas do site da ONG Projeto Esperança Animal e do PETA e o grupo SAC Vegano no Facebook.
O veganismo é frontalmente contrário à exploração e tortura de animais em testes de segurança e qualidade, buscando pressionar as empresas a abandonarem os modelos animais desses testes e adotarem modelos alternativos. Você compreenderá isso melhor ao assistir a documentários como Não Matarás.

Realizando esses dez passos, você já poderá se considerar plenamente vegano e terá se livrado do peso na consciência de não ter forças suficientes para aderir ao veganismo mesmo simpatizando muito com ele. Mas tenha em mente que nem todo produto testado em animais você conseguirá deixar de consumir, como remédios e combustíveis. O veganismo tem limites em suas práticas, como eu explico na série de vídeos Os Limites do Veganismo, mas isso não significa que é ok continuar consumindo produtos sujos, alimentícios ou não, que você pode substituir com facilidade.
O veganismo, na medida do possível, promove a libertação da consciência e o abraço de uma ética livre de contradições sobre a dignidade dos animais não humanos. E isso será percebido com muito prazer por quem conseguir derrubar suas resistências internas à veganização. Comece a seguir esses dez passos já!

125 comentários:

Leandro disse...

Começou a cruzada vegan agora. Começa assim: trocando idéias, informações, discutindo, aí já tem o tal "dia mundial sem carne" e daqui a pouco vão pro plano legislativo... aí começam proibindo os rodeios... é questão de tempo para proibirem o comércio e o consumo de carne. é sempre assim, começam pelas beiradas e daqui a pouco...

Anônimo disse...

Bom, vou ler alguns dos links, mas tenho a impressão de que a máxima que minha mãe sempre diz também vale aqui: Todo exagero faz mal.

Até onde eu conheço, o veganismo é um exagero. Acho que apenas adotar algumas das práticas é mais saudável pro corpo e pro planeta...

Mas valeu Lola, vou ler a respeito.

Maíra disse...

Muito bom o post!
Obrigada, Lola, por ajudar a difundir e conscientizar as pessoas sobre o veganismo!

Fui ovo-lacto-vegetariana por 4 anos e atualmente sou vegana há exatos 11 meses! A parte mais complicada, ao menos para mim, foi cortar os laticínios, mas após me conscientizar, nunca mais voltei a me sentir "tentada" a consumi-los! Atualmente digo que sou uma vegana muito feliz e bem resolvida! Minha saúde é ótima, meu colesterol abaixou, minha rinite alérgica e asma foram curadas e nunca mais fiquei doente (adeus resfriados e gripes)! Me tornar vegana foi uma transformação, um divisor de águas! Não há nada melhor que consumir alimentos naturais, vegetais, e ficar com a consciência tranquila de que não estou colaborando com a tortura dos animais e que estou cuidando da minha saúde!

Beijo grande pra vc e parabéns para o Daniel pelo post!

Anônimo disse...

Pessoalmente, nunca me dei bem com o vegetarianismo. Não porque não goste de animais, ou por achar impossível viver com uma dieta estritamente vegetariana. Só acho os adeptos do veganismo pessoas cansativas, difíceis de lidar. Boa parte deles (não todos, óbvio, antes que venham colocar palavras na minha boca) parece ter uma crença fanática, quase religiosa, na superioridade do seu estilo de vida. Já vi muitos vegans falando coisas absurdas, como que os seres humanos são naturalmente vegetarianos, ou que a agricultura causa muito menos impactos que a pecuária (eu visitei os sites indicados nos links, mas não me convenci muito. Mesmo que a agricultura necessite de menos terras, o uso de pesticidas e fertilizantes artificiais pode ser tão danoso quanto qualquer coisa que a pecuária inflinja, e a produção de orgânicos não é o bastante para suprir a demanda nem hoje, imagine em um mundo com muito mais vegetarianos).

Além disso, o vegetarianismo, como muitas ideologias, tende a inventar seus próprios opositores, talvez como uma forma de auto-validação. O "carnismo" citado no texto é um exemplo. O que diabos é "carnismo"? É uma referência às empresas que lucram com o comércio de produtos de origem animal? Ou existem movimentos populares a favor do consumo da carne? Existem ONGs "carnistas" que mostram vídeos com animais lentamente morrendo por contaminação por agrotóxicos em seus sites, da mesma forma barata e apelativa que muitos sites vegans? Não sei não, heim.

Anônimo disse...

logo logo os ecoterroristas irão enfiar o veganismo guela abaixo.
é a ditadura verde chegando.
nada se compara a um churrascão gostoso com aquela carne vermelha de dar água na boca.se acompanhado de uma cervejinha melhor ainda!

Sara disse...

Achei esse post válido, comer carne incomoda minha consciência.
Mas penso que mudar esse hábito tão arraigado no mundo, e passar a respeitar toda vida animal com o mesmo respeito que a vida humana merece não é factível.
Não vejo possibilidades de mudar tão estruturalmente o mundo, como seria necessário para que isso venha a ser realidade.
Além do que esse mundo já apresenta problemas tão mais graves prementes de desrespeito pela própria vida HUMANA, que soa fútil se envolver nessa cruzada, embora como já disse, considere essa causa justa.

Paula disse...

li meio por alto, pq agora to mei sem tempo... mas faltou ver a principal providencia: aprender a cozinha!

Sim, isso muda a sua vida...


depois eu volto para dar os meus pitacos (sou ovolacto)

enquanto isso, fiquem com o melhor video sobre vegetarianismo do YT:

os veg vao se identificar e dar risada, os que comem carne podem aprender algumas coisitchas:

http://www.youtube.com/watch?v=Qv4sibGT-NQ

souza disse...

sara
se as pessoas continuarem pensando como vc ,o sofrimento dos animais não vai mudar mesmo.
nada impede q se lute pelos problemas dos seres humanos e ao mesmo tempo lutar pelos dos animais,é só mais uma desculpa vazia de quem n se importa com os bichos.

Zrs disse...

Perfeito Lola

Estou no caminho do veganismo, não porque considere que não precisamos de alimentos de origem animal, acho sim que precisamos, por isso a suplementação da B12.

Entretanto me causa muito sofrimento a forma como encarceramos e torturamos os animais para que possam nos servir de alimento, cosméticos ou remédios.

Sou antropóloga, trabalho com comunidades indígenas há mais de uma década e a relação que eles tem (quando vivendo plenamente em seus territórios)com os animais, com a caça, com o que lhes serve de alimento é quase religiosa, tamanho o respeito, tamanha a diferença com a nossa sociedade.

Boa parte da cultura indiana também tem essa relação com os animais, são, muitos, vegetarianos, mas consomem leite, entretanto o tratamento dado as vacas é muito diferente do tratamento que damos a elas na nossa sociedade.

Enfim, debate tão importante, principalmente por dar voz aqueles que não tem voz e são escravizados na nossa sociedade: os animais, não falantes.

souza disse...

. aí começam proibindo os rodeios..

devia ser proibido mesmo,usar o animal para puro divertimento,q legal,quanto amor!
touradas tb,os desgraçados enfiam lanças no boi e o povo retardado se divertindo com isso,eu torço sinceramente para q o boi saia pisoteando todo mundo que está lá.

Zrs disse...

Sara

Não acho fútil lutar por todas as formas de vida, a nossa sociedade ocidental que preconiza isso, outras sociedades consideram fundamentais todas as formas de vida, porque conectadas.

Anônimo disse...

Engraçado q essa semana li uma matéria sobre isso veganismo no Yahoo, segue: http://yahoo.minhavida.com.br/alimentacao/materias/10042-vegetarianos-dividemse-em-quatro-categorias

Mah disse...

Eu sou ovolacto faz mais de 8 anos, não parto para o veganismo porque acho que limitaria muito a minha alimentação.
Têm muitas pessoas que falam que sentem dó dos animais mas não conseguiria viver sem carne, e se a pessoa realmente acha que não consegue não vejo problema nenhum em incentivar a redução do consumo. Se todo mundo cortasse o consumo de carne pela metade seria a metade dos animais morrendo para alimentar, e para mim um pouco é melhor que nada.
Concordo com o que escreveram em cima, que tem vegetarianos que são fanáticos e querem obrigar os outros a mudarem, o problema é que sempre tem pessoas que querem que o mundo sejam iguais a ela.

Anônimo disse...

Lembrei do açougue humano em Cloud Atlas.
Só não consegui achar uma foto pra colocar aqui....
Esse filme é mt bom!!!

Anônimo disse...

"Enfim, debate tão importante, principalmente por dar voz aqueles que não tem voz e são escravizados na nossa sociedade: os animais, não falantes."

Suponho que os papagaios não sejam "escravizados".

june_miller disse...

Nada contra veganos, mas sinto falta dos posts da Lola. Quase não visito mais aqui, os posts são quase sempre experiências próprias do que as opiniões de Lola sobre esse ou aquele assunto pertinente a mulher, feminismo, movimento gay.

Eu esperava que ela fosse comentar a entrevista da Samantha Geimer (a menina que Roman Polanski abusou) porque a reação dela na época sobre o abuso foi parecida com a minha experiência, mas não aconteceu. Bem, fica para a próxima.

lola aronovich disse...

June, se vc não vem mais aqui pro blog, então não fale sobre o que não sabe. Sempre tem opinião minha aqui sobre um monte de assuntos. Mas eu publico entre 3 e 4 guest posts por semana, porque eles ampliam muito o alcance da minha experiência, do meu conhecimento, dos meus interesses, que são limitados (como os de todo mundo).
E também porque, mesmo que editar, ilustrar, colocar links em guest posts dê trabalho, eu não teria a menor chance de escrever sete posts por semana.
Mas deve ter blog de gente profissional, que vive disso, que atualiza o blog todo dia e publica sete ótimos textos por semana.

Hamanndah disse...

Leandro

Os rodeios devem ser proibidos, pois são cruéis para com os animais

Sei que a alimentação vegetariana é a mais justa para com os animais ditos irracionais indefesos não serem tanto vítimas das pessoas que comem carne..inclusive eu

Eu, infelizmente, ainda não sou vegetariana

Mas, quanto á proibição de rodeios, sou plenamente a favor, Leandro.

Já imaginou você ser "montado" e esporeado, com esporas que ferem sua pele e sem poder se defender, e com pessoas aplaudindo?

Só um mascu nojento como você para achar isso bom e "natural"

Saudações

Anônimo disse...

Vá fazer um safari na África e observe a natureza. Animais matam uns aos outros para se alimentar, é a realidade, a cadeia alimentar. Se os bois fossem onívoros e tivessem a capacidade cerebral dos humanos, estariam fazendo churrasquinho de gente também, pode ter certeza. Não é porque o ser humano tem capacidade de criar ferramentas e sistemas sofisticados para conseguir alimentos que a nossa tática é menos natural ou ética que a de um leão que pega o almoço 'com suas próprias mãos'. Se as focas ficassem com pena dos pobres peixinhos morrendo sufocados, já teriam sido extintas há muito tempo. Além disso, se é pra levar a sério mesmo essa questão é preciso ser consistente. Não comer carne por pena dos bichinhos e usar remédios (e procedimentos médicos) testados em animais é hipocrisia.

donadio disse...

Bom, besteira todos os comentários que falam sobre "ditadura verde" ou sobre a proibição do consumo da carne.

Mas eles mostram bem claro qual é o problema do "vegetarianismo político": colocar no mesmo patamar a exploração do homem pelo homem e o uso (bem natural e "animal") que fazemos de outras espécies.

Claro que os reaças de todos os tipos se entusiasmam ("viu no que deu dar direitos para os negros, os judeus, as mulheres? agora, consequência lógica, vem os direitos das vacas e das ratazanas")

Mas evidentemente uma coisa não tem nada a ver com a outra, e embora corramos o "risco" real (oba!) de termos direitos iguais para homens e mulheres, negros e brancos, homos e heteros (com as consequentes e necessárias proibições de discriminação e violência contra essas pessoas), não corremos risco nenhum de o consumo de carne ser proibido.

Não, pelo menos, até que algum movimento pelos direitos dos animais, protagonizado pelos próprios animais o exija.

Coisa que eu não estou vendo, ninguém está vendo, e ninguém vai ver.

Zrs disse...

Existem diversos outros tipos de sociedades humanas onde a tortura e o encarceramento animal não são premissas.

Talt disse...

Eu tenho uma dúvida sobre o veganismo: o que pensam sobre criadores domésticos? E se eu criar umas duas galinhas no meu quintal, com amor e carinho, e usar seus ovos não-fecundados na minha alimentação?

Leandro disse...

“Já imaginou você ser "montado" e esporeado, com esporas que ferem sua pele e sem poder se defender, e com pessoas aplaudindo?

Só um mascu nojento como você para achar isso bom e "natural"”


- Ninguém disse que bom e natural. Eu não curto rodeio (nunca gostei). Mas não acho que tem que ser proibido.

Agora, você é contra montaria? Então segundo você por causa do tal "sofrimento animal", teríamos que proibir até veículos de tração animal, como cavalo e carroça? A propósito, falando em veículo, o que vocês, ambientalistas e vegans, sugerem na questão do transporte? Pois segundo vocês, carro não pode, pois polui. Veículoi de traçaõ animal (que sempre foi usado) não pode pois maltrata os cavalos. O que vocês sugerem? Que andemos a pé?

Sara disse...

Sousa e Zrs amo os bichos e tento respeitar todos, mas bem diferente de muita gente q faz questão de frizar q gosta mais de bicho que de gente, eu não penso assim, ainda prefiro lutar por gente especialmente as mulheres que são muito injustiçadas em todas as sociedades, mas espero q um dia quando essa minha luta ter ficado no passado e a sociedade humana seja mais justa com todos e haja igualdade de direitos entre os humanos, ai sim nos voltemos a pensar em nosso papel em relação as outras formas de vida no nosso planeta.
Não vou me engajar nessa luta,(por enquanto) mas considero que seja positivo que existam muitas pessoas que já se preocupem com isso, te garanto.

Marina Porot disse...

Parafraseando 11:25

"Pessoalmente, nunca me dei bem com o feminismo. Não porque não goste de mulheres, ou por achar impossível viver com respeito a elas. Só acho os adeptos do feminismo pessoas cansativas, difíceis de lidar. Boa parte deles (não todos, óbvio, antes que venham colocar palavras na minha boca) parece ter uma crença fanática, quase religiosa, na superioridade do seu estilo de vida. Já vi muitos feministas falando coisas absurdas, como que não existem mulheres machistas, ou que transexuais sejam mulheres de verdade (eu visitei os sites indicados nos links, mas não me convenci muito. Mesmo que um mercado de trabalho igualitário seja mais justo e aumente a força de trabalho, quem é que vai cuidar dos filhos em casa?)

Além disso, o feminismo, como muitas ideologias, tende a inventar seus próprios opositores, talvez como uma forma de auto-validação. O "machismo" citado no texto é um exemplo. O que diabos é "machismo"? É uma referência às empresas que lucram com a venda de produtos para que as mulheres se encaixem num padrão de beleza? Ou existem movimentos populares a favor da supremacia do homem? Existem ONGs "machistas" que mostram vídeos com homens sendo ultrajados pela ditadura gayzista? Não sei não, heim."

Entende agora o que os veganos/vegetarianos escutam todo dia? Sou vegana e diversas vezes não precisa falar um 'a' sobre a minha alimentação e já ouço esse seu discurso.

Obs.: Usei o feminismo apenas como exemplo, não acredito que o veganismo seja tão ou mais relevante que ele, mas que são duas lutas diferentes que podem ser batalhadas ao mesmo tempo, uma causa não invalida a outra.

Graciema disse...

Eu acho que o carnismo, nesse caso, seja a pressuposição de que apenas com carne se pode ter saude. Não sou vegetariana hoje, mas fui criada assim, até os 15 anos. Ai nas aulas de ciencia a professora falava da importancia da carne pra uma boa saúde, e eu olhava e pensava: ok, tenho um bom crescimento, boa, saude, bom rendimento escolar, não sou subnutrida, sou o que? Um ET? Um mutante? (Vegans me corrijam se eu estiver errada).

Embora goste de animais, não chego a ter essa empatia de me sentir mal pq um animal está morrendo para me alimentar. Me incomodo muito não com a morte deles, porque a meu ver a morte é atributo de todo ser nascido, mas com as vidas que os animais levam nos criadouros industriais e com os impactos ambientais dessas criações, bem como os testes em animais, para os quais existem alternativas. Dai opto por usar os produtos isentos de testes em animais, reduzir o consumo de carne e outros derivados, e comprar ovos e leite de criadores de pequeno porte, com uma vida melhor pros bichos e aproveitamento de resíduos na alimentação deles (galinhas são um dos melhores recicladores de lixo domestico existentes.

Mas identifico muito esse desdém pelos vegetarianos e veganos (minha irmã ainda é). Como se fosse uma...sei lá, traição evolutiva sair voluntariamente do topo da cadeia alimentar e comer vegetais apenas. Mas tem uns vegetarianos pentelhos também..tá vc com seu prato lá, desfrutando sua refeição e o cara: e ai, como está o cadáver (a carne)? Sabe que ela vai ficar 3 dias no seu intestino...

Jéssica disse...

Rebatendo alguns pontos dos comentários:

"Já vi muitos vegans falando coisas absurdas, como que os seres humanos são naturalmente vegetarianos"
Pesquise sobre o assunto, vai descobrir que nosso corpo é muito mais semelhante ao dos herbivoros que o dos carnivoros, principalmente em relação a dentes e sistema digestivo. Também não é a toa que tantas pessoas tenham intolerância a lactose. E por fim: Até uma gazela é 'capaz' de comer carne, isso não quer dizer que carne faz bem para ela (como se comer carne assada fosse muito dificil).

"ou que a agricultura causa muito menos impactos que a pecuária "
Olá, você sabe que vacas comem? Você sabe que cerca de 70% da agricultura é destinada a alimentação na pecuária? Que supondo que 1 vaca alimente uma pessoa, tudo que ela comeu até ser abatida alimentava 8? Que se estima que não haveria fome no mundo se não houvesse mais pecuária? Na verdade, se as pessoas reduzissem seu consumo de carne pela metade já se estima que o problema da fome seria muito minimizado.

"@Sara: precisamos nos preocupar com os seres humanos, não com os animais"
Você leu a parte que fala da exploração humana (e inclusive escravidão) na pecuária?



Por fim, sobre a B12: Deficiencia em B12 não é exclusividade dos veg/vegans, cerca de 40% das pessoas que comem carne tem deficiência de B12, e cerca de 60% das veg/vegan tem essa deficiência. Obviamente há uma relação entre deixar de comer carne e perder B12, mas me irrita quando as pessoas parecem assumir que falta de B12 é exclusividade de quem não come carne.

Jéssica disse...

@Talt
"Eu tenho uma dúvida sobre o veganismo: o que pensam sobre criadores domésticos? E se eu criar umas duas galinhas no meu quintal, com amor e carinho, e usar seus ovos não-fecundados na minha alimentação?"

Olha, até onde eu me informei não existe consenso. Há pessoas que acham ruim o que você falou de qualquer forma, já que as galinhas não estão vivendo de forma livre e provavelmente vão ser mortas antes da hora. Também há quem não veja problemas, já que não há crueldade ou abuso nesse caso.

Jéssica disse...

Ah, e o argumento "na natureza animais são comida!".

Você vê leoas torturando gazelas para matá-las? Ou lobos encarcerando coelhos em jaulas imundas por toda a vida deles? Ou tigres matando quantidades de caça extremamente superiores do que eles precisam para sobreviver? Já viu algum não humano deixar um bezerro morrer de fome de proposito porque assim a carne é melhor? E matar lentamente com água fervente, já viu? Talvez tirar a pele com o bicho vivo e deixá-lo agonizando até a morte?

O único argumento minimamente plausivel para "natural" são a fazendas familiares em que as pessoas criam de forma não-industrial e matam só o necessário para comer. Mas algo me diz que não é desse jeito que bilhões de animais morrem todo ano.

Anônimo disse...

Eu acho q todos deveriam parar de comer carne mas n encho o saco de ninguém pq isso tem ser desejo da pessoa ,ninguém vai fazer nada forçado.
Só n dá para aguentar tanat desculpa esfarrapada,seria mais honesto falar q n está nem ai para os bichos,pq dizer q sente muito pelo sofrimento deles e continuar comendo carne n cola.
Outro ai disse q pq tem alguns veganos e vegetarianos que se sentem superiores aos outros,ele n vai nem tentar...aham faz sentido...
O anom de 12:58... Pq tem gente q insiste q devemos agir como os animais? O ser humano é diferente por ter a capacidade de raciocinar mas já vi q n são todos.
Então vai lá,começa a comer carne crua,a transar com os próprios pais e irmãos,comer as suas fezes,lamber a bunda com a língua....

Helen Pinho disse...

nossa que grande risco que corremos imagina PROIBIR RODEIOS?! bó que gente louca ¬¬

daí vem essa ditadura verde e transforma tudo em alface.

aí que cansativo.

--

foi falado aqui que tem vegano fanático, troque vegano por pessoas. tem pessoas fanáticas e que não respeitam a opinião e ações dos outros, se metem sem ter a opinião solicitada, isso vale pra veganos, carnívoros, pra todos. é muito pesar que cada um pode comer o que está no seu prato sem importunar o outro?

Anônimo disse...

O debate é sempre salutar, as críticas dos vegans ao sistema de produção industrial de alimentos são válidas, provocam a reflexão, e com certeza tem provocado mudanças. Para engrandecer o debate, seira interessante que a Lola abrisse espaço no blog para alguém que lida com cultura animal.

Tenho alguns questionamentos:

1- Sou mineiro, o consumo de carne é tradição por aqui nos mais variados tipos, algumas receitas são um verdadeiro patrimônio cultural pois além de alimento servem para a sociabilizçãoe até nosso reconhecimento como pertencente a tal lugar, como o veganismo se porta nesses casos?

2- Outro ponto que incomoda nessa pregação, a existência de uma economia voltada para a produção de carne e que gera principalmente trabalho e renda, será que não é só modernizar os meios de produção?

Rafael

Ðani_el disse...

Excelente! Obrigado! =)

Anônimo disse...

Nossa, um post inteiro cagando regra.Brigado Lola.

Essa é a origem de muitos preconceitos, quando um grupo se coloca como portador da moral e da razão em face de outro.Massacres já foram feitos em nome disso.

ma1w disse...

Eu sou ovolacto. Gosto muito dos alimentos veganos. Em geral, são muito bem temperados. Por não terem carne ou leite, tenho a impressão que há uma preocupação maior com o sabor. Muitas vezes usam temperos exóticos, o que cria um efeito muito bom.

Tenho alguns parentes e conhecidos que são veganos. Eu percebi que os que tiveram mais facilidade de adotar essa dieta também gostavam muito de cozinhar. Isso ajuda na hora de selecionar os ingredientes e a experimentar receitas novas.

Entretanto, a parte que me incomoda no veganismo é a tentativa de criar aversão ao consumo de produtos de origem animal. Eu acredito que se uma pessoa resolve seguir o veganismo é porque ela gosta disso. E não porque ela tem rejeição à carnivoria. É parecido com o que acontece com pessoas gordas. Se alguém acima do peso resolve emagrecer, que seja porque gosta de ser magra. Não porque rejeita outros gordos ou sua própria gordura.

Maria Valéria disse...

Bem, eu fico com receio de tocar nesse assunto,
Nao gosto muito de carne, alias,nao como carne bovina porque nao suporto o gosto.
Prefiro comer peixe, e mais raramente frango e carne de porco..Alias, gosto mais de massas do que de carne e acabei desenvolvendo deficiência de B12 , porque nao e e meu hábito comer carne,( ja fiz exames e nao tenho outras doenças,foi por falta de carne mesmo)
Uso muito o ovo, de uns tempos pra ca.
Eu sou do time que entende as causas de cada um, mas que gosta de ser deixada em paz, sem ninguém me apontando o dedo enquanto como uma linguiça ( como bem disse a Graciema)
Tem um prato que jamais experimentarei, o tal do foie gras., que e um patê de fígado de ganso caro pra caramba que e produzido com o ganso trancafiado num cubículo,judiando dele pro fígado ficar com a consistência ideal( gorduroso) pro patê .eu jamais comerei uma coisa sabendo que o animal foi tão judiado assim para se obter o alimento, nao tenho coragem.
Nao sei de onde vem a carne que como ( pouca,alias ), mas se souber que e de um lugar onde tem crueldade com os animais vou procurar me informar sobre criadores mais responsáveis que vendem esses produtos ( assumo : mea culpa e preguiça de ter ido atras antes, pode ser que depois de ler esse post eu me vá me informar sobre)
Mas recentemente uma amiga quis provar o tal do foie gras na minha frente, eu disse que nao queria, que nao comia por convicção,, mas respeitei e deixei que ela comesse em paz, sem ficar enchendo o saco nem patrulhando,( detalhe : ela detestou e nunca mais vai comer, uma a menos para comer esse coisa !!rsrs)

donadio disse...

"Só acho os adeptos do feminismo pessoas cansativas, difíceis de lidar. Boa parte deles (não todos, óbvio, antes que venham colocar palavras na minha boca) parece ter uma crença fanática, quase religiosa, na superioridade do seu estilo de vida."

Aaaaaah, mas feminismo decididamente não é um estilo de vida, é um movimento de luta por certos objetivos políticos. E aí não tem conversa, ou as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, ou não tem. Não dá pra Fulano ter uma regra e Beltrano outra regra diferente. Mas em que diabos Beltrano comer carne incomoda o estilo de vida vegetariano de Fulano?

Maria Valéria disse...

Quanto aos rodeios, touradas , afins,nem e o assunto do post, mas acho que devia ser proibido e ponto final.
Nao vejo justificativa para alguém achar que esta se divertindo desse jeito,, espetando , montando em cima de um bicho que ta quieto, na dele.

donadio disse...

"Que supondo que 1 vaca alimente uma pessoa, tudo que ela comeu até ser abatida alimentava 8?"

Supondo que nós achemos indispensável multiplicar a população humana do planeta por 8, esse é um argumento irrespondível.

Mas como multiplicar a população humana do planeta por 8 é uma péssima idéia por 3.737 outros motivos... é um argumento irrelevante.

Anônimo disse...

Donadio, veganismo também é um movimento que luta por certos objetivos políticos...

donadio disse...

"Você vê leoas torturando gazelas para matá-las?"

Eu vejo muito poucas leoas, torturando gazelas ou não. Mas as minhas gatas torturam meticulosamente besouros, cigarras, morcegos, passarinhos, baratas e gafanhotos que eventualmente caiam em suas garras, sim (os passarinhos eu tento impedir, por que tenho pena, os morcegos também, por que tenho medo que transmitam doenças para as minhas gatinhas, as cigarras e gafanhotos eu não me preocupo, as baratas eu acho bom que morram, mas piso em cima se estiver por perto e acabo com a brincadeira).

Não, os animais, mesmo quando são adoráveis, não são entidades éticas.

Anônimo disse...

Alimentos que parecem vegetarianos, mas não são: http://yahoo.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/16868-conheca-nove-alimentos-que-parecem-vegetarianos-mas-nao-sao

Marina Porot disse...

Donadio, usei o exemplo do feminismo apenas porque é o tema recorrente do blog e então daria para a pessoa entender, mas o veganismo também é um movimento, nenhum dos dois é "apenas" um estilo de vida, não é apenas cada um comendo seus alimentos de origem não animal no seu canto.

Beltrano comer carne interfere na vida de Fulano, se eles vivem numa mesma sociedade por diversos motivos, morais e ambientais incluídos. Mas mesmo que não faça diferença para o Fulano, faz diferença para o animal em questão, esse é o ponto do veganismo.

Agora, uma coisa é a pessoa não concordar com o movimento, outra é vir com argumentos furados de "membros desse grupo são chatos" e por isso eu não dou crédito a ele.

pedro disse...

Aaaaaah, mas feminismo decididamente não é um estilo de vida

e quem disse q ser vegetariano,vegano é estilo de vida?também é um movimento que luta contra o massacre e tortura dos animais,para que eles sejam respeitados.
suas palavras só demonstram como tem ser humano q se acha superior a outros seres.
se os seres humanos fossem tratados desse jeito,nunca que isso seria tratado com tão pouco caso.
existem humanos canibais e se isso de repente se espalhasse,o discurso seria o mesmo? ah deixa fulano matar seu vizinho e comer,o que tem errado,se não está atrapalhando em nada o modo dos outros se alimentarem,está ok!?

anon de 12:58 os animais da áfrica tem um fogãozinho a lenha para cozinhar a carne? se vc acredita mesmo q somos idênticos a eles,passe a comer carne crua,duvido q consiga sequer engolir sem vomitar.
passe a correr atrás de animais e mate eles vc mesmo como fazem os bichos na áfrica.

Lu disse...

Pra virar vegano da noite pro dia tem que ter dinheiro e tempo. Fiquei mais ou menos um mês sem comer carne e reduzi bastante o consumo de ovo e laticínios (até porque tenho intolerância à lactose). Tive um problema de saúde por causa de baixa imunidade, provavelmente por causa da falta de proteína. Provavelmente. Não sei cozinhar e eu achei difícil encontrar substitutos, coisas com soja por exemplo são caras e quase inexistentes em supermercados de bairro. Voltei a comer carne, mas só no almoço, não como na rua. Quando tiver dinheiro o suficiente pra procurar um nutricionista e comprar os alimentos vou tentar de novo. É muito fácil parar de comer carne, é questão de costume, não senti falta do gosto nem morri de vontade em churrascaria... Uma dica é começar a adotar o veganismo "por baixo", seguindo os 4 passos do PETA, por exemplo, deixar de visitar zoos e circos e deixar de vesti-los é um começo.

Anônimo disse...

Gente, é sobre o post de fesa pessoal mas se postar lá agora ninguém vai ler e acho muito importante.

Tem gente dizendo que portar faca é proibido.

Isso é ERRADO. Não existe proibição, quem diz que há está caindo em LENDAS.

Repito: Podem portar facas, se a polícia embaçar, vá para a delegacia e faça o PM mal informado passar vergonha e aprender um pouco sobre a lei.

NÃO EXISTE LEI QUE PROÍBA.

Porte de arma de fogo é proibido, salvo raríssimas quase impossíveis de acontecer exceções, infelizmente, pois as armas de fogo são o maior equalizador de forças que existe. (E salvo profissões beneficiadas com esse direito)

Em suma, podem portar faca SIM.

Zrs disse...

Conversando com minha tia, muito curiosa por me ver começar a tentar a viver sem carne, disse que os animais, segunda a bíblia, foram criados para nos servir. Pois é, seculos atrás, não muito distante, a religião, entre outros fatores, também eram justificativas para escravizar pessoas... o tal do "sempre foi assim e sempre será".

Um dos cernes da questão não é que a natureza é bondosa, fofa, que gatinhos não "castigam" suas presas, e tal, e tal, mas a forma como concebemos e tratamos de outras formas de vida.

Todos morreremos, fato. Alguns sendo comidos por outros e todos sendo alimentos para o reino vegetal. Entretanto a crueldade, o encarceramento e a tortura irrestrita são atributos especiais e caros a nossa sociedade ocidental.

Anônimo disse...

Marina Porot, você se deu ao trabalho de modificar todo o meu comentário, mas parece não ter se dado ao trabalho de considerar nada do que leu. E querer colocar mulheres no mesmo patamar que animais? Engraçado VOCÊ estar fazendo isso.

Quanto a outra ali:

"Você vê leoas torturando gazelas para matá-las? Ou lobos encarcerando coelhos em jaulas imundas por toda a vida deles? Ou tigres matando quantidades de caça extremamente superiores do que eles precisam para sobreviver? Já viu algum não humano deixar um bezerro morrer de fome de proposito porque assim a carne é melhor? E matar lentamente com água fervente, já viu? Talvez tirar a pele com o bicho vivo e deixá-lo agonizando até a morte?"

Primeiro, existem coisas tão ruins quanto isso na natureza, desde piranhas e hienas comendo as entranhas de suas presas ainda vivas , orcas "brincando" com as focas e leões-marinhos que caçam por horas antes de matá-los de vez, e venenos que matam de forma extremamente lenta e dolorosa. Segundo, você está pressupondo que a prática da pecuária envolve necessariamente essas práticas torturantes e grotescas, o que simplesmente não é verdade. Se quiser, exija dos criadores melhores condições para os animais, mas daí a condenar o próprio ATO de comer carne é uma enorme distância.

Anônimo disse...

Tem muito porta voz da editora abril e da rede globo aqui! Repetem acriticamente as falácias publicadas pela mídia de massa.

Veganismo se trata justamente de consistência! Para quem está interessado, recomendo muito a leitura de Gary Francione, Luciano Carlos Cunha e Steve Best.

Quando aos anti-veganos (os carnistas) podem espernear o quanto quiserem, o veganismo veio para ficar tanto quanto a igualdade racial e de gênero.

José Rezende Jr. disse...

Ao contrário do que pregam certos textos religiosos, não creio que a mulher tenha sido criada para servir ao homem, nem os animais para servirem aos seres humanos. Sou contra a supremacia branca, a supremacia masculina, a supremacia hétero, a supremacia dos humanos sobre os bichos etc. Mas estas são as minhas convicções, apenas.

Helen Pinho disse...

mudanças de hábitos exigem esforço, mudança (obviamente), determinação.

produtos industrializados para veganos geralmente são mais caros, como produtos para outras minorias, como diabéticos por exemplo. mas cozinhando em casa, acho que o preço não varia muito. aqui em porto alegre começo inclusive pessoas que usam soja como substituto da carne por causa do preço. proteína de soja certamente é mais barata que carne aqui.

Ráisa Mendes disse...

Lola, acho que seria interessante escrever um post falando sobre a experiencia social de alguém vegano. Esses dias eu estava vendo TV e uma nutricionista disse que o vegetarianismo/veganismo é saudável desde que não prejudique a sua vida social.
Por exemplo: a pessoa vegana vai para um aniversário, onde a maioria dos quitutes terão alguma relação animal (o bolo leva ovos e leite, muitos doces são misturados com manteiga e ovos tb, quando os salgadinhos não possuem recheio de carne, possuem recheio de queijo), como ela vai fazer para comer nesse ambiente? Levar a marmita dela? Perguntar a todo momento se esse ou aquele quitute foi feito a base de ovos e/ou leite? Não comer durante a festa inteira? Não ir na festa? rs
Pode parecer beiteira, mas é um hábito que vai afetar demaaaaais a rotina da pessoa e ela pode passar por indelicada ou até mesmo se excluir dos círculos de convivencia.

Junior disse...

Dentro da minha ignorância sobre o assunto, o Veganismo me parece uma solução irreal para um problema real.
Se as empresas tem práticas abusivas na produção de alimentação, não seria mais produtivo legislar sobre isso e impedir tais práticas de ocorrerem?

Os árabes tem restrições que soam absurdas dentro da nossa cultura para comprar nossa carne. Ex: um abatedouro de aves aqui do estado, teve que se adequar as exigências de localização/direção/horário para abater as aves, para poder vender para os países árabes do oriente médio.

O veganismo me parece realmente extremo e ineficiente para combater a violência contra animais. É como combater violência contra a mulher fazendo com que as mulheres não se relacionem mais com homens.

donadio disse...

"Donadio, usei o exemplo do feminismo apenas porque é o tema recorrente do blog e então daria para a pessoa entender, mas o veganismo também é um movimento, nenhum dos dois é "apenas" um estilo de vida, não é apenas cada um comendo seus alimentos de origem não animal no seu canto."

Certo. Mas, se é um movimento político, então tem objetivos que são incompatíveis com os objetivos de outros. E aí cabe a cada um concordar ou discordar desses objetivos, mas não é possível clamar pela tolerância dos outros quando se é fundamentalmente intolerante.

Beltrano comer carne interfere na vida de Fulano, se eles vivem numa mesma sociedade por diversos motivos, morais e ambientais incluídos. Mas mesmo que não faça diferença para o Fulano, faz diferença para o animal em questão, esse é o ponto do veganismo.

O fato de as pessoas dirigirem automóvel, usarem luz elétrica, fazerem cirurgia para redução de peso, usarem salto alto, interfere na vida dos outros, se vamos a esse nível de generalidade. Vivemos em sociedade, precisamos interferir na vida uns dos outros, e precisamos, até certo ponto, ser tolerantes com essa interferência. Não temos cada um de nós direito a um mundinho particular, isento da interferência alheia. Mas é diferente você interferir na minha vida por que você usa marca-passo, ou por que você gosta de cerveja, do que você interferir na minha vida por que acha que eu não devo fazer certas coisas.

E se o "ponto" do veganismo é que faz diferença para o animal, então eu acredito que é um movimento político que deve ser combatido e impedido de obter qualquer poder sobre a vida das pessoas. Porque eu não acredito na igualdade entre animais não-humanos e pessoas, e acho que essa é uma fantasia perigosa quando se politiza.

Agora, uma coisa é a pessoa não concordar com o movimento, outra é vir com argumentos furados de "membros desse grupo são chatos" e por isso eu não dou crédito a ele.

Bom, eu não sei se os "membros desse grupo são chatos" ou não, mas eu sei que querem me retirar um direito que eu considero fundamental: o de decidir, dentro do razoável, o que eu como e o que eu deixo de comer. Então, chatos ou não chatos, eu preciso me opor a esse movimento, tanto quanto preciso me opor a quem quer me impor estereótipos de gênero ou fantasias sobre o sobrenatural.

Ou seja, enquanto for um "estilo de vida", e não interferir com o meu próprio "estilo de vida", para mim é irrelevante: não concordo, não faço parte, não quero fazer parte, mas não me incomoda, não me machuca, não me diz respeito. Quando deixa de ser um "estilo de vida" e passa a ser um movimento político, é intoleravelmente opressivo, sou contra, e combato com todas as minhas forças. Lamento se isso fere as sensibilidades de quem quer me impor algo com que não concordo, mas a intolerância não é minha.

donadio disse...

"suas palavras só demonstram como tem ser humano q se acha superior a outros seres"

Sim, eu creio que seres humanos - todos, inclusive você, não apenas eu - somos capazes de falar, pensar, escrever, fazer poesia, música, pintar, contar estórias, viver em sociedades complexas sem perder a individualidade, contar, somar, subtrair, extrair a raiz quadrada, integrar e derivar, fazer sexo sem ser apenas para reproduzir, mas por afeto, lembrar o passado, planejar o futuro, entender conceitos jurídicos complexos, sentir compaixão uns pelos outros, mesmo aqueles que não conhecemos ou de quem não gostamos.

E eu não acredito que nenhuma outra espécie do planeta seja capaz dessas coisas. Isso é ser "superior" para você?

Se é, então nós somos sim superiores. Mas, superiores ou não, nós somos incomensuráveis, e vivemos de acordo com regras que os outros animais não são capazes de entender, e portanto de obedecer ou desobedecer livremente. Regras, portanto, que somente se aplicam a nós, e não aos outros animais.

Eli disse...

Deve ser legal escolher o q comer... pq de "rejeição psicológica" de alimentos eu entendo: tenho distúrbio alimentar seletivo rs

Infelizmente o post não é pra mim, mas boa sorte pra quem tá tentando ser vegano!

Patty Kirsche disse...

Bom, eu sou a favor da luta pelos direitos dos animais. Acho muito importante pensar nessa questão, inclusive fui ovolactovegetariana por algum tempo. O que eu questiono é essa visão de que parar de comer tudo de origem animal é 100% bom pra saúde. Não é bem assim. O ser humano é onívoro e sem dúvidas adaptável, mas os substitutos da carne não são tão saudáveis assim. Os derivados da soja são bastante polêmicos. Eu tenho algumas reservas com relação a eles. Quase ninguém fala, mas tanto a proteína de soja quanto o glúten causam flatulência em pessoas predispostas. Tudo bem que não mata, mas causa um desconforto. E a gente precisa consumir os aminoácidos essenciais de alguma forma.

O meu questionamento é se não podemos encontrar um ponto de equilíbrio nessa história. Acontece bastante de rolar meio que uma "briga", fica parecendo que quem come carne é "inferior". Ao mesmo tempo, percebo também muita falta de informação sobre as dietas vegetarianas. Aquela velha piada de que "plantas tb sofrem"; é estranho perceber o quanto não se sabe que vegetais não têm sistema nervoso.

Anônimo disse...

Sobre a biologia do ser humano e se somos onívoros, carnívoros ou herbívoros, recomendo estes vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=4wboI-ewLrY
http://www.youtube.com/watch?v=SOhXPRhHEWY

Anônimo disse...

Olhem como animaizinhos não fazem mal a ninguém:



03 de Outubro de 2013•08h31 • atualizado às 09h35
China: onda de ataques de vespas gigantes mata 42 e deixa 1,6 mil feridos

Os ataques de vespa são mais comuns nesta época do ano no país asiático; médicos foram enviados para tratar pacientes nas regiões mais afetadas

Uma incomum onda de ataques de vespa causou 42 mortes e deixou quase 1,6 mil feridos na província de Shaanxi, no norte da China, nos últimos três meses, confirmaram nesta quinta-feira autoridades de saúde. Das mais de mil pessoas que sofreram picadas do inseto, 206 seguem hospitalizadas, de acordo com os dados divulgados pela Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar chinesa, que pediu a todas as autoridades que "façam os maiores esforços para minimizar o número de mortes".

A província chinesa mantém ativo o alerta desde fim de setembro, quando foi percebido o aumento das mortes em relação aos anos anteriores. Os ataques de vespa são mais comuns nesta época do ano no país asiático. As autoridades locais divulgaram informação aos cidadãos sobre como se proteger das picadas, e pediram que todos os estados se integrem para combater esta onda e destruir os ninhos de vespas que existem em áreas muito povoadas.

Vespas gigantes perseguem vítimas e matam dezenas na China Vespas gigantes perseguem vítimas e matam dezenas na China

Médicos foram enviados às regiões mais afetadas, especialmente as rurais, que são de mais difícil acesso, para tratar os pacientes mais críticos, explicou a comissão. A causa do aumento destes ataques ainda é desconhecida, disseram as autoridades à agência oficial Xinhua.

As altas temperaturas registradas nos dois últimos meses em Shaanxi deixaram os insetos mais ativos, explicou à agência Huang Rongyao, um especialista do Bureau Florestal da cidade de Ankang, uma das mais afetadas pelos ataques.

june_miller disse...

Lola, eu sempre digo para mim mesma que não vou mais comentar em como você gerencia o blog, mas eu não consigo. Acredite que é mais por admiração pelo que você escreve do que por critica mesmo. Sempre que leio o comentário de algum mascu (como alguns falam do bolsa família, politíca de cotas, etc) aqui no blog que você não responde eu me pergunto porque você não faz um post sobre isso. Ou sobre empatia. Ou quando leio alguma notícia, ou entrevista, me vejo perguntando o que a Lola vai dizer sobre isso. Mas ou que vejo mais aqui são testemunhos. Eu leios os testemunhos e acho que eles são importantes, mas sinto falta da sua visão.

Eu falei sobre a Samantha porque a entrevista dela dá uma perspectiva diferente sobre o abuso sexual. Ela diz que o que Polanski fez com ela foi errado, sim. Mas que o ato em si não teve consequencias tão terríveis quanto a reação dos outros e a terríveis críticas contra si e sua mãe que ela teve que ouvir da imprensa e de outras pessoas (sem falar todo o circo da imprensa). Quando li a entrevista pensei que você falaria sobre os assunto. Aqui tem muitos posts sobre abuso sexual, Samantha traz uma lado diferente. Mas tudo bem, como disse em outros posts, o blog é seu. Eu continuo vistando semanalmente.

Vitória disse...

Não sou vegetarianan, mas me espanta o ódio que as pessoas tem deles.

Quanto comentário senso comum falando do "fanatismo" vegetariano. Oi, deixa eu te contar, existe fanatismo em vários grupos humanos, desde religiosos até ideológicos. Eu como feminista já fui chamada de fanática um monte de vezes, e o que seria ser fanática? Lutar pelo que acredita com paixão? Então eu sou fanática! Só que ao contrário de outros fanatismos eu não vejo feministas ou veganos se suicidando em atentados terroristas e matando pessoas. Falar que tal pessoa é fanática é um ótimo jeito de desqualifica-la sem nem ouvir o que ela tem para dizer, e aposto que vários comentaristas que chamaram o autor do post de fanático nem leram o que ele escreveu.

E mesmo não sendo vegetariana acho curioso esse ódio que as pessoas tem do vegetarianismo. Será que é pq os vegetarianos questionam verdades universais tanto propagadas pelo senso comum? Será que é pq, de certa forma, eles não só questionam como conseguem refutar essas verdades, já que hoje temos inúmeros exemplos de vegetarianos mais saudáveis do que muito atleta por aí? Será um desconforto por alguém questionar hábitos tão culturalmente sancionados que vc nunca pensou em alterar? Ou um certo recalque ético em pensar que existem pessoas tão preocupadas com o mundo em que vivem que mudaram até seus hábitos mais corriqueiros para poupar sofrimento à seres de outras espécies?

Muitos aqui falam que veganos se acham moralmente superiores aos demais, e embora deva existir gente assim (não duvido), já vi veganos sendo acusados disso só por anunciarem a escolha que fizeram. Basta dizerem "Oi, não como esse prato pq tem carne" ou "Oi, não irei ao show pq é em um rodeio", e aí já vem gente dizer que fulano "se acha". Parece que a simples existência deles incomoda. Será que esse julgamento de "se acham moralmente superiores" que vcs tanto fazem não é pq, no fundo, vcs concordam com isso?



Anônimo disse...

donadio

ser capaz de pensar nos faz diferente dos animais n superior,mas se vc pensa q é o fodão por isso,fazer o q.

e baseado nesse argumento de o ser humano ´pode raciocinar e as outras especies n, q as pessoas pensam q os animais estão aqui para nos servir,para nos alimentar sendo torturados desde a hora q nascem até a hora da morte,para nos divertir naquelas touradas engraçadíssimas,rinhas de galo e para fazer ridiculos casacos de pele arrancando a sangue frio a pele dos animais quando ainda estão vivos.

Anônimo disse...

kkkkkkk uma vespas atacam algumas pessoas e isso justifica a crueldade com milhões de animais todos os anos.
cada vez mais hilário os argumentos.

Wellington Fernando disse...

O duro dessa história toda é que todo mundo faz drama se preocupa com o sofrimento dos bichinhos, mas quase ninguém se preocupa com o sofrimento humano de gente que cata lixo para não morrer de fome. Engraçado que na hora de comprar veneno para matar ratos, baratas e pernilongos ninguém é vegan. Fora os que usam remédios e drogas que foram testados antes em cobaias animais. Eu até concordo e aceito o vegetarianismo, mas o veganismo já é papo de fanático.

Rodolfo disse...

O ser humano não teria evoluído biologicamente para a forma que temos hoje sem o consumo de carne. Isso foi comprovado pela ciência. Há muitas teorias, desde as características inigualáveis da proteína animal, desde o fato de que, se não fosse o consumo de carnes, o ser humano não teria descoberto a cocção_ e sem a cocção, que nos poupou um tempo valioso na digestão, nos uniu em comunidade, e deu a nosso corpo a proteína permeabilizável, bem provavelmente não teríamos saído das árvores.

Há outra questão a ser pensada: consideremos que todo o mundo vire vegetariano. Seria palco para a extinção de várias espécies animais. Ou vocês acham que haveria alguém que criaria gado bovino apenas por estimação, ou porcos e aves? Seria o fim definitivo do mundo rural, milhões de famílias relegadas à miséria, sem o interesse financeiro do leite e da carne. Em pouco tempo, vacas seriam animas tão raros de serem vistos quanto micos leões dourados. Ou seja, o veganismo decretaria a extinção de várias e variadas espécies. Ou será que alguém criaria porcos, que dispende um custo tremendo (sei disso porque sou veterinário), tão somente para a produção de estrume agrícola?

Penso que a realidade em que deveríamos trabalhar é a de abates humanizados, e manejo animal humanizado. Os animas sofrem enormemente_ as matrizes suínas ficam a vida toda confinadas em uma grade de retenção onde não se pode mover literalmente um músculo, e o boi passa por fome programada antes de ser abatido, além de inúmeras agruras.

Tornem-se vegan quem quiser ser, mas não façam disso uma utopia raivosa contra os que jamais serão (eu jamais serei, por inteira vontade: adoro um filé com fritas).

Ráisa Mendes disse...

Caro Anônimo 3 DE OUTUBRO DE 2013 17:36:

Muito obrigada pela notícia, agora estou convencida que preciso ir para a China comer as vespas de lá...ahahahahahahah.

Yvanna. disse...

Gente, a menina da foto "Veganismo - por si, pelos animais..." SOU EU! Essa foto é MINHA! :O chocada! Como é que ele conseguiu essa foto?????

Fernanda disse...

não sou vegana mas tenho uma alimentação muito cuidadosa. acho o consumo de carne no Brasil um exagero. Uma orgia mesmo. Não tem organismo que aguente tanta carne...

Com relação às pessoas que acreditam que são mudanças dificeis, acho que segmentar as lutas é didatico, mas traz essa sensação: "nossa, é tanta coisa pra mudar...". Sim, mas a mudança é uma só. É uma questão de consciência e ponto. Não de consciência politica, essa aquisição intelectual (não a desmereço mas não é dela que estou falando): é a evolução da consciência humana. Não é que o ser humano vai entender que o animal não merece o sofrimento; é que NENHUM sofrimento tem sentido. Uma primeira e unica mudança; e todas as "lutas" são acatadas e transformadas no unico meio possivel de a vida se manifestar.

Fernanda disse...

E para quem usa o (péssimo) argumento de que os animais matam outros animais para comer, so queria dizer que até hoje nunca vi um leão com um estoque de zebras no freezer, just in case.

Lúcia disse...

Só gostaria de publicar meu comentário quanto ao documentário "a carne é fraca".
assisti esse documentário, e enquanto realizadora audiovisual eu o achei absurdo. As falas são cortadas, claramente há edição rumo aoutro significado. Respeito os outros porque nunca vi, mas esse especificamente esse eu acho um dos piores documentários que vi, com frases distorcidas, com cortes anti-éticos qdo pensando em documentário...
acho que os veganos conseguem fazer mto melhor q isso...

Anônimo disse...

ai que preguiça!!!!!!!!!!!!!
SEria tão melhor se cada um cuidasse da sua vida sem querer dizer como é melhor viver, né?

Anônimo disse...

quanta idiotice.........

acho HILÁRIO esse povo com pena dos animais e q esquece toda a exploração HUMANA envolvida na produção de alimentos, mesmo os "vegans"

mas ter dó de gente não dá ibope né? salvem os yorkshires

Anônimo disse...

se vc não planta sua própria comida

se vc não planta o necessário para fazer vc mesmo suas peças de vestuário

se vc tem um computador em casa

se vc usa celular

se sua casa não é totalmente preparada para ser 100% auto-sustentável em todas suas necessidades (água, energia, saneamento)

se vc toma ou já tomou remédios

se vc tem ou usa automóvel

se vc consome soja

se vc compra bens q não são produzidos localmente e de fontes confiáveis, q não empregam exploração humana

e ainda assim acha q sendo vegan, está fazendo um grande bem......

desculpe, mas vc é um hipócrita do caralho, além de um iludido

não confunda opção alimentar com salvação do mundo. E não trate opção alimentar como baliza moral.

Anônimo disse...

"Por exemplo: a pessoa vegana vai para um aniversário, onde a maioria dos quitutes terão alguma relação animal (o bolo leva ovos e leite, muitos doces são misturados com manteiga e ovos tb, quando os salgadinhos não possuem recheio de carne, possuem recheio de queijo), como ela vai fazer para comer nesse ambiente? Levar a marmita dela? Perguntar a todo momento se esse ou aquele quitute foi feito a base de ovos e/ou leite? Não comer durante a festa inteira? Não ir na festa? rs"

ninguém tem obrigação de ler livros de culinária vegana pra agradar uma visita, APENAS ACHO

a pessoa q leve sua marmita e deixe de xaropada, sem querer ficar doutrinando os outros

mas na prática naõ é isso que acontece

na prática, vegan acaba socializando só com vegan, pq os malucos entendem melhor suas manias

até aí eu não vejo problema..... melhor assim q torrando o saco de alguém ou reclamando q só dão batata frita pra ele(a) comer - q é bem vegan.

Anônimo disse...

As altas temperaturas registradas nos dois últimos meses em Shaanxi deixaram os insetos mais ativos...Altas temperaturas causadas por que? Efeito estufa. Causado por que? Metano? Que vem de onde? Fezes de animais. Portanto, antes de vir com falácias tente refletir um pouco. Insetos não encarceram humanos em jaulas. Tem gente que dá uma preguiça...

Zrs disse...

"...E mesmo não sendo vegetariana acho curioso esse ódio que as pessoas tem do vegetarianismo. Será que é pq os vegetarianos questionam verdades universais tanto propagadas pelo senso comum? Será que é pq, de certa forma, eles não só questionam como conseguem refutar essas verdades, já que hoje temos inúmeros exemplos de vegetarianos mais saudáveis do que muito atleta por aí? Será um desconforto por alguém questionar hábitos tão culturalmente sancionados que vc nunca pensou em alterar? Ou um certo recalque ético em pensar que existem pessoas tão preocupadas com o mundo em que vivem que mudaram até seus hábitos mais corriqueiros para poupar sofrimento à seres de outras espécies?"

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Disse o que eu queria dizer.

souza disse...

vitória esfregou a verdade na cara de todos,adorei!

Anônimo disse...

e o dilema ético de veganos que cuidam de caes e gatos? é possivel seguir o veganismo mesmo comprndo racoes, privilegiando uns animais em detrimento de outros? sou ovo lacto vegetariana, cuido de caes e gatos e nao sei o que fazer...

Vitória disse...

Aiii preguiça eterna de quem vem desqualificar qualquer tentativa em diminuir o sofrimento dos animais com o papinho furado de "OHHHH E OS SERES HUMANOS QUE SOFREM?". Então para eu defender um tenho que cagar pro outro? Sério mesmo que tem gente que raciocina dessa forma? O engraçado é que conheço inúmeros vegetarianos lutando pelos direitos humanos, participando de movimentos sociais, se juntando a índios pelo direito à terra, e que com certeza fazem mais pelas pessoas do que qualquer defensor virtual da humanidade.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

No último post sobre o assunto, fiz uma brincadeira, depois me arrependi porque acho q foi uma brincadeira infeliz e acabei saindo da conversa porque quando voltei já estavam rolando várias agressões dos dois lados, por parte de anônimos.
É um assunto sobre o qual tenho pouca ou quase nenhuma informação. Fiquei com uma dúvida. O que mais incomoda veganos é o consumo de carne em si ou o tratamento dado aos animais durante o abate?
Desculpem a ignorância no assunto.

Sara disse...

preguiça eterna da é ver gente com mentalidade tão estreita ao ponto de querer que todos pensem como ele.
Cada um deveria ter o direito de escolher quais são suas prioridades e poder lutar por elas.
Pouquíssimas pessoas podem se dar ao luxo de lutar pelo que acreditam, pois sobreviver nesse mundo já toma quase todo o tempo da maioria das pessoas, agora esperar que passemos a vida inteira lutando e se engajando em todas as causas que a humanidade apresenta (justas ou não) é no mínimo irreal pra não dizer outra coisa menos educada.

Ana disse...

Não sou vegana, mas sei que o vegetarianismo prega também a agricultura orgânica. Daí não ser válida a ideia do excesso de terras usadas, nem a escassez de alimentos, nem o de prejuízo ambiental causado por fertilizantes e agrotóxicos. Mas em todo caso é preciso repensar o modelo econômico. Enfim...

Bárbara Bastos disse...

Laurinha,
Veganxs defendem os direitos dos animais de não serem explorados pelos seres humanos, logo independente do tipo de abate ou do que vão fazer com o animal (comer, tirar lã, usar como fábrica de ovos, etc.), somos a favor de uma mudança de hábitos para abolir essa exploração. O problema não é com as pessoas que comem carne individualmente, é com a permanência desse hábito na sociedade...

Diê disse...

aproveito a matéria para sugerir um ótimo e genial blog de culinária vegana:
http://www.papacapimveg.com/

Kittsu disse...

conhecem o Kefir? o treco é fantástico. você mesmo fabrica sua suplementação de b12, k, b1, probiótico violentissimo (no bom sentido) e inibe infecções... o trem é brabo.
Muito bom pra qualquer dieta, todos deveriam usar.

Becx disse...

Oh no, ,jose! DAQUI A POUCO VÃO NOS TIRAR OS RODEIOS???? NÃÃÃO. Como viveremos sem rodeios, como, COMO? COMOOOoooooo?

Graciema disse...

Sempre tem um engraçadinho para ver desqualificar as lutas dos outros né? Ah, mas vocês estão se preocupando com os bichos, e tem gente morrendo de fome...ah, mas a sociedade moderna tai acabando com o mundo, e você se preocupando com os direitos das mulheres..ah, mas...tem (insira problema mais importante aqui). Acho que tem um post antigo da Lola sobre pessoas que não ajudam.

Mas concordo com uma fala do Donadio. Enquanto movimento político, e contra a permanência desse habito (de comer carne) na sociedade, me desculpem, mas me oponho. Não aceito virem regular o que eu como, por imposição.

A alimentação nas nossas sociedades tem muito mais marketing, nuances, decisões políticas por terra, conhecimento, água e ordenamento mundial de trabalho, e para mim é um tema importante, necessário e fascinante, inclusive e principalmente as criações extensivas e intensivas de animais. Mas colocar o veganismo estrito como a única opção alimentar e de consumo eticamente aceitável me parece demais.

Graciema disse...

Sempre tem um engraçadinho para ver desqualificar as lutas dos outros né? Ah, mas vocês estão se preocupando com os bichos, e tem gente morrendo de fome...ah, mas a sociedade moderna tai acabando com o mundo, e você se preocupando com os direitos das mulheres..ah, mas...tem (insira problema mais importante aqui). Acho que tem um post antigo da Lola sobre pessoas que não ajudam.

Mas concordo com uma fala do Donadio. Enquanto movimento político, e contra a permanência desse habito (de comer carne) na sociedade, me desculpem, mas me oponho. Não aceito virem regular o que eu como, por imposição.

A alimentação nas nossas sociedades tem muito mais marketing, nuances, decisões políticas por terra, conhecimento, água e ordenamento mundial de trabalho, e para mim é um tema importante, necessário e fascinante, inclusive e principalmente as criações extensivas e intensivas de animais. Mas colocar o veganismo estrito como a única opção alimentar e de consumo eticamente aceitável me parece demais.

Helen Pinho disse...

vir com essa lorota de que "querem proibir que eu coma carne" é um argumento tão válido como, na luta por direito iguais para homossexuais, aquele que diz "olha a ditadura gayzista, todos vão ter que ser homossexual agora". não, o mundo não vai ser obrigado a ser vegetariano ou vegano. a discussão é sobre uma temática importante, que discute hábitos ditos como verdades absolutas na alimentação, ética e respeito, mas a sua alimentação é uma decisão pessoal. talvez muita coisa mude na produção de carne e produtos derivados (e eu espero que mude mesmo), mas daí a achar que terá uma lei proibindo o consumo de carne tem uma distância enorme.

donadio disse...

"vir com essa lorota de que "querem proibir que eu coma carne" é um argumento tão válido como, na luta por direito iguais para homossexuais, aquele que diz "olha a ditadura gayzista, todos vão ter que ser homossexual agora". não, o mundo não vai ser obrigado a ser vegetariano ou vegano."

Pois é. Mas isto ficou esclarecido quando foi bem claramente dito que o veganismo não é apenas um estilo de vida, mas um movimento político - pelos "direitos dos animais", o que obviamente significa um movimento político para que todos os seres humanos deixem de comer carne.

Portanto, não é lorota. Acredito, é claro, que existam pessoas que são vegetarianas ou até mesmo veganas, e que não se incomodam com o que outros comem. Mas também existem pessoas, pelo menos entre os veganos, que acham que a minha dieta é uma questão política. Isso é inaceitável.

E o paralelo correto, é claro, não é com o movimento gay. Este, até onde eu saiba e tenha visto, é um movimento pelo direito dos homossexuais de serem, bem, homossexuais. Não é um movimento pela obrigatoriedade da homossexualidade, é um movimento pelo direito a ela. Se houvesse um movimento pela obrigatoriedade da homossexualidade, um movimento que define o heterossexualismo como inimigo, como algo a ser suprimido, então eu também seria contra: o corpo é meu, os órgãos sexuais são meus, eu não posso ser obrigado a fazer com eles o que eu não quero fazer, com quem eu não quero fazer.

Mas não é o caso. Não se trata de um movimento pelo direito a não comer carne (direito que está bem estabelecido, não sofre restrição legal nenhuma, e as restrições sociais que sofre são insignificantes comparadas com as que sofrem os homossexuais), mas de um movimento pela proibição (ou pela supressão através de algum outro mecanismo, não sei) do consumo de carne.

Então, de novo, não é a mesma coisa. Parece-se muitíssimo mais com o movimento auto-intitulado "pró-vida": um movimento em prol de uma restrição inaceitável dos direitos das pessoas, em nome dos supostos "direitos" de organismos vivos que não são pessoas.

Helen Pinho disse...

a fato de ser um movimento político não quer dizer que obrigará o mundo a comer isso ou aquilo, pode no entanto lutar por ou mudar a questão de produção e distribuição. se existem pessoas no movimento que gostariam que tu, eu ou qualquer outra pessoa tivesse a nossa alimentação monitorada, essas pessoas não representam o movimento nesta questão. da mesma forma que tem pessoas em outros movimentos que podem até pessoalmente ser a favor de coisas específicas que defendem, mas não representam a coletividade e nem a sua luta.

donadio disse...

"a fato de ser um movimento político não quer dizer que obrigará o mundo a comer isso ou aquilo, pode no entanto lutar por ou mudar a questão de produção e distribuição. se existem pessoas no movimento que gostariam que tu, eu ou qualquer outra pessoa tivesse a nossa alimentação monitorada, essas pessoas não representam o movimento nesta questão. da mesma forma que tem pessoas em outros movimentos que podem até pessoalmente ser a favor de coisas específicas que defendem, mas não representam a coletividade e nem a sua luta."

Bom, quem representa o movimento em questão? Por que é um movimento sem nenhum protagonismo dos seus supostos beneficiários, os animais. Não sei se tem um comitê central (embora tenha certeza de que, se tem, não conta com nenhum não-humano na sua composição); se tem, não sei qual é a posição deste a respeito da produção e do consumo de carne. Estou falando do que vi e li aqui, e aqui eu vi e li pessoas sendo claras a respeito: os animais tem direito à vida, o veganismo é um movimento político pelos direitos dos animais, e como (ainda) não é possível comer carne sem matar animais, a consequência lógica é ser um movimento político contra a produção e o consumo de carne. Se pela proibição ou não, aí não sei - mas também há anti-abortistas que se dizem contrários à proibição do aborto, e esperam que, através de educação, doutrinação, melhoria das condições, incentivos à maternidade, sei lá que mais, o aborto se torne uma coisa muito rara.

Então vamos deixar as coisas claras. Se é um movimento pelo direito a não comer carne, sou a favor, embora ache meio irrelevante, por que não vejo restrições reais a esse direito (não mais, por exemplo, do que ao direito de não beber álcool). Mas se é um movimento contra o meu direito de comer carne, então sou contra, e acho radicalmente incompatível com todos os movimentos que eu apóio (socialismo, feminismo, anti-racismo, pelo direito ao aborto, pela igualdade entre todos os seres humanos, pela liberdade de orientação sexual, etc.)

donadio disse...

Outra coisa que me causa uma certa espécie é a história de que o consumo de carne é "ocidental".

Os chineses certamente comem carne (inclusive, em algumas regiões da China, carnes que nós, culturalmente, consideramos inaceitáveis). Os japoneses também. Os muçulmanos, idem. Os maias e astecas comiam carne (além de fazerem sacrifícios humanos, sem os quais, eles acreditavam, o Sol se recusaria a nascer de novo), e os incas idem. Os tupi-guarani não só comiam carne, mas também carne humana (o que também era o caso dos maoris). Então o consumo de carne não me parece ser "ocidental", mas generalizado. É verdade, existem duas religiões importantes, e "não ocidentais", o hinduísmo e o jainismo, que proíbem o consumo de carne. Bem coerentemente, também proíbem o aborto, como convém a religiões extremamente patriarcais e (no caso do hinduísmo pelo menos) classistas.

Robson Fernando de Souza disse...

"Enquanto movimento político, e contra a permanência desse habito (de comer carne) na sociedade, me desculpem, mas me oponho. Não aceito virem regular o que eu como, por imposição."

Então você é contra a proibição do consumo de carne humana e carne de animais domésticos (como cães e gatos)?

donadio disse...

"Então você é contra a proibição do consumo de carne humana e carne de animais domésticos (como cães e gatos)?"

Que coisa, me desculpa, estúpida.

Obviamente, só é possível consumir carne humana matando seres humanos. Mas matar seres humanos é proibido. Então não é possível comer carne humana, porque o homicídio é proibido. Não tem nada a ver com leis dietéticas.

Quanto a cães e gatos, não me consta que seja proibido comê-los. Não temos, no Brasil, o hábito de fazê-lo, só isso.

E, claro, matar o gato do vizinho para fazer churrasco é proibido por que o gato do vizinho é propriedade do vizinho.

Cada uma.

Jéssica disse...

Ignorando os comentários senso-comum, apenas para rebater o mito do aniversário:

- Vegetarianos e veganos se socializam na boa com as outras pessoas, menos aquelas pessoas babacas que vão encher o saco do veg/vegan durante toda a saida com piadinhas, é claro.

- Se um veg ou vegan é chamado para comer em um lugar, a pessoa vai simplesmente escolher pratos que sejam veg/vegan. No caso de churrasco, uma amiga minha vegana sempre leva uma ou outra coisa vegana para fazer na churrasqueira, e inclusive as outras pessoas que comem carne costumam pegar parte do que ela faz, então ela sempre leva extra.

- Caso seja impossivel uma opção não-animal no local, simplesmente se come antes de sair.

E agora, você está falando que outras pessoas vão achar "indelicado" um veg ou vegan não comer carne, e ainda estão dizendo que é a gente que quer controlar a alimentação de vocês?

No último churrasco que eu, essa amiga e meu namorado (que evita comer carne mas não é veg) fomos pouco depois de sairmos um mané começou a fazer piada de vegetariano e quis colocar detergente em uma batata assada que sobrou, porque não tinhamos que ter trazido a batata. Mas sabe, nós temos amigos de verdade que brigaram com o cara por ele estar nos ofendendo. Sabe, amigos que entendem que você não queira comer carne.

E daí vem esse pessoal falar que seu direito de comer carne é que está sendo monitorado, claro. Ouvi tantas historias de veganos colocando detergente em carne para ninguem comer, super comum.

donadio disse...

"E daí vem esse pessoal falar que seu direito de comer carne é que está sendo monitorado, claro. Ouvi tantas historias de veganos colocando detergente em carne para ninguem comer, super comum."

Não é "esse pessoal", são os próprios veganos, que escreveram aqui, bem claro, preto no branco, ou preto no lilás, que o veganismo é um movimento pelos "direitos dos animais".

E de fato, nunca vi ninguém colocando detergente em carne para ninguém comer. Mas também nunca vi ninguém colocar detergente em batata, até porque, coisa absolutamente espantosa, quem come carne geralmente também come batata (e rúcula, e beringela, etc; nunca vi ninguém defender uma dieta exclusivamente carnívora, o que seria um completo absurdo).

d67058d2-2d3a-11e3-801a-000bcdcb8a73 disse...

Raísa, também gostaria que algum vegano falasse sobre isso por aqui!

Como é a vida social de alguém que não come nenhum alimento de origem animal.

Meu namorado não come carne. Há vários restaurantes que a gente não frequenta porque não têm opçãos para ele (o que eu acho um absurdo, por sinal).

Ele, quando vai em festas, costuma comer algo antes pra não correr o risco de passar fome...

E isso que ele come derivados de leite e ovos... imagina quem não come nada disso!

Se alguém se pronunciar sobre isso, seria interessante!

bruna disse...

hahahaha, o donadio se acha superior (acha o ser humano superior) porque é mais inteligente! hahaha na visão do donadio, um sociedade ideal só teria pessoas com QI superior a 130, sendo que os deficientes mentais e pessoas com QI reduzido são inferiores, assim como os animais são inferiores pq não são inteligentes (leia-se: não podem comentar nos posts da Lola ou ligar um computador) hahahhahaha que piada...argumentos fracos fracos, como sempre!

bruna disse...

E outra: que história mais absurda essa de justificar como plenamente aceitável a exploração animal só pq eles têm menos capacidades cognitivas que os seres humanos. Por essa lógica cruel os deficientes mentais deveriam ser subjugados também.
Nós protegemos os que não têm condições de fazê-lo; protegemos o mais fraco, o mais sensível e com menos capacidade de se defender (oq se encaixa perfeitamente aos animais).

Maria Valéria disse...

Para quem postou dia 4 outubro as 18:20
( desculpa,nao consigo copiar seu nome,ta em código...rsrs)

Bem, eu nao sou vegetariana mas tenho varias restrições alimentares , a principal de nao conseguir comer carne bovina,
So por isso ja passei aperto em algumas festas ( poucas, pois a maioria sempre teve outras opções de salgadinhos sem carne bovina, como coxinha, empada,bolinha de queijo, etc)
Ja passei aperto , fome e vergonha na casa de amigos,sim, na casa de amigos que fizeram lasanha com carne e me disseram " vc vai comer so salada porque você e muito fresca e precisa aprender a comer de tudo, se vc passasse fome vc nao pensaria assim" .
( essa minha amiga mora na praia,sabe quando vou visita- lá de novo? Nunca ...se ela quiser que venha na minha casa )
Entao, so pelo fato de ter uma intolerância que e incomum ja fui destratada e olhada como se eu fosse um ser extraterrestre,
Alem disso, tenho aversão a cheiro de leite, consigo tomar leite so se misturar com chocolate ou se for vitamina de frutas,por causa disso, nunca me dei bem nem suporto queijo com gosto muito semelhante ao leite, como o requeijão e catupiry,que estão presentes em quase todos os pratos e salgadinhos vendidos no Brasil e sou obrigada e perguntar antes qual queijo que vai, pra decidir se peço o prato,se como o salgado ou nao,, ou se der , pedir pra retirar o catupiry do prato.( do salgado nao da, porque ja costuma vir pronto )
Em festas,tenho que ver , se alem de nao ter carne bovina no salgado, se nao tem catupiry ou requeijão,senao nao como e e prefiro passar fome e comer em casa depois,
Imagino que no caso do seu namorado ele vá se dar bem em restaurante italiano, pizzaria,pois ha varias opções de massas sem carne.
Com certeza, a sociedade e muito intolerante com quem tem alguma restrição alimentar.A minha e mais contornável porque e uma carne so, e como as outras.porém como se trata de uma aversão e nao de uma doença , tem gente que me olha como se eu fosse uma fresca que tem que aprender a comer de tudo e a se enquadrar nos moldes que " todo mundo faz"
Difícil !!

myrkur disse...

muito bom o post, sao dicas realmente uteis pra quem ta começando.
muito bons os comentarios, principalmente dos carnistas doídos. reafirmaram minha decisao de restringir cada vez mais meu circulo proximo a veganos, aspirantes a veganos ou pessoas que respeitem meu veganismo e tenham consciencia de que o consumo de carne é sim desnecessario, antiético e cruel e, no que diz respeito a nossa realidade, uma mera questao de vaidade e falta de boa vontade.

beijos

donadio disse...

bruna, perdendo a compostura, e, junto com ela, a razão:

"hahahaha, o donadio se acha superior"

Gostaria de saber onde você leu isso, porque eu com certeza não escrevi.

"(acha o ser humano superior) porque é mais inteligente!"

Outra distorção completa. Primeiro, eu nuncz disse que somos superiores aos animais, e muito menos que isso seria por que somos mais inteligentes. O que eu disse, e mantenho, é o seguinte: os animais não podem entender as nossas regras, e portanto não podem obedecê-las ou desobedece-las livremente; logo, essas regras não se aplicam, e não podem se aplicar a eles. Falar em "direitos dos animais", portanto, é falar de algo que não tem possibilidade lógica de existir - ou então é chamar de "direito" algo que nada tem a ver com direitos, e, portanto, no fim das contas, banalizar o conceito.

"hahaha na visão do donadio, um sociedade ideal só teria pessoas com QI superior a 130,

Também gostaria de saber onde você leu isso, por que eu com certeza não escrevi.

"sendo que os deficientes mentais e pessoas com QI reduzido são inferiores,

Não sei o que você chama de "inferiores"; eu não uso esse termos (pode conferir, só usei aqui na caixa de comentários quando citando outras pessoas). Sim, as pessoas mais inteligentes são mais inteligentes, e as pessoas menos inteligentes são menos inteligentes. Algumas são tão pouco inteligentes que não conseguem aprender a ler e escrever, ou mesmo a falar. E sim, isso torna impossível para elas participarem plenamente da sociedade; se não conseguem ler, não vão poder frequentar escola; se não conseguem falar, não vão poder se comunicar. Não vão poder ler o que você escreve, não vão poder entender o que você diz, não vão poder se posicionar a respeito, achar que você está certa ou errada. Se você acha que isso é "inferior", bom, é você quem acha isso. Não eu. Mas nem você nem eu votaríamos em uma delas para presidente, ou contrataríamos uma delas para recepcionista, ou tentaríamos explicar a elas a diferença entre as antinomias kantianas e as contradições hegelianas.

"assim como os animais são inferiores pq não são inteligentes (leia-se: não podem comentar nos posts da Lola ou ligar um computador)

Bom, sim, exatamente: não podem, entre muitíssimas outras coisas, ligar um computador ou comentar no blog da Lola. Você acha que podem? Não? Então, veja que coisa extraordinária, você concorda comigo. A única diferença é que você usa a palavra "inferior" para dizer isso, e eu não uso.

"hahahhahaha que piada...argumentos fracos fracos, como sempre!

Mas talvez eu tenha me enganado, e você afinal discorde de mim, e ache que os animais podem sim ligar computadores e comentar no blog da Lola. Nesse caso, acho que o argumento fraco é seu, que a piada é o seu argumento, e, francamente, que você está completamente iludida a respeito da realidade.

Bárbara Bastos disse...

Donadio,
Quando se fala em direitos dos animais não se defende que eles tenham todos os direitos dos humanos, mas apenas aqueles que são relevantes para eles, como o direito de não serem explorados, aprisionados, torturados, assassinados, etc. Por que defender o direito de não sofrer para seres que têm a capacidade biológica de sofrer parece ilógico para você?
Quando vc chama o veganismo de "um movimento contra o meu direito de comer carne", vc soa igual a um machista que chama o feminismo de "um movimento contra o meu direito de bater na minha mulher", ou como um racista que reclama da "ditadura do politicamente incorreto", etc...
Eu fico escandalizada em ver pessoas que dizem defender direitos humanos serem tão reacionárias à ideia dos direitos animais, afinal o que se pede é para tirar o foco do próprio umbigo para levar em conta o sofrimento alheio. E mesmo se for impossível para essas pessoas levarem em conta a dor e o sangue derramado dos animais, ao menos considerem que os campeões de precarização do trabalho são os frigoríficos e a campeã de trabalho escravo é a pecuária. Então o mínimo que vcs teriam de fazer é criar e matar os animais que consomem. Recomendo verem:
o filme Carne, osso:(http://globotv.globo.com/globonews/globonews-documentario/v/carne-osso-mostra-a-dura-rotina-de-quem-trabalha-em-frigorificos-no-brasil/2557412/)
e essa matéria:
http://reporterbrasil.org.br/2013/07/quem-sao-os-pecuaristas-da-lista-suja-da-escravidao/

@dddrocha disse...

Não li todos os comentários, mas entendo as boas intenções da Lola ao publicar o guest-post.

Fui vegetariana por 1 ano e consegui ficar bem doente e fraca. Infelizmente é um estilo de vida pra quem mora em grandes centros e tem alguma grana e tempo. E não venham me dizer que não, porque atualmente moro do lado de uma capital e quase não tem opções veganas nos supermercados daqui, e quando tem, o custo é muito alto.

Não acho que o veganismo vai mudar o mundo e a forma como o consumimos, acredito que medidas conscientes tenham melhores resultados. Ou os vegans deixam de comprar o Iphone? Deixam de comprar em alguma loja que utiliza mão de obra escrava? Ou deixam de consumir as castanhas que apagam as digitais das crianças do RN?

Mais uma coisa, a maioria massacrante dos vegans tem um discurso de superioridade e acham que quem come carne é um bando de estúpido.

Meu marido foi vegetariano por 8 anos e acabou desistindo também por causa do difícil acesso a alimentos de qualidade, porque passar 8 anos da vida comendo arroz, feijão e soja é de doer né.

E pra finalizar, concordo que a crueldade com os animais e todos as consequências que o consumo excessivo de carne acarreta é um problema muito sério e deve ser combatido urgentemente, mas sabemos também que a plantação de soja prejudica o clima. Então, o problema é com todas as formas de consumo e acredito que se as pessoas começarem a praticar a moderação, os resultados serão mais efetivos.

Anna disse...

''Mais uma coisa, a maioria massacrante dos vegans tem um discurso de superioridade e acham que quem come carne é um bando de estúpido.''


Sério? Dê uma olhada nos comentários aqui de quem é vegan/vegetariano e dos que são contra e veja quem se acha superior (tipo o tom agressivo do seu coment.) E não é questão de achar que quem come carne é estúpido, afinal a boa maioria dos vegetarianos/vegans já comeu carne em algum ponto, mas não tem como negar que vem muito mais ódio de quem come carne do que ao contrário (leia o primeiro comentário da Vitória que fala mt bem disso), é por isso que deixo de ler caixas de comentários em posts, matérias sobre o assunto


''Meu marido foi vegetariano por 8 anos e acabou desistindo também por causa do difícil acesso a alimentos de qualidade, porque passar 8 anos da vida comendo arroz, feijão e soja é de doer né.''

Sou vegetariana há vários anos e como muito mais que arroz, feijão e soja (assim como todos os veg q conheço). E nada de produtos mirabolantes ou importados, como coisas que aprendi a fazer, a cozinhar. Sem falar que tem gente que come carne e tem uma alimentação péssima


''os vegans deixam de comprar o Iphone? Deixam de comprar em alguma loja que utiliza mão de obra escrava? Ou deixam de consumir as castanhas que apagam as digitais das crianças do RN?''

Bem, não tenho nem quero iphone, obviamente não compraria numa loja que sei que utiliza trabalho escravo e sinceramente não lembro a última vez que comi castanha, mas essa não é a questão. Segundo a sua lógica e de alguns aqui ou a pessoa faz tudo de uma vez ou não faz nada. Complicado assim né?


Se você e seu marido tiveram uma má experiência com o vegetarianismo, não queira colocar todos nós que estamos tenho uma experiência muito boa no mesmo barco que vcs

Bárbara Bastos disse...

@dddrocha, existe uma infinidade de alimentos veganos disponíveis em qualquer supermercado, o que geralmente gera essa sensação de falta de opções é procurar um único substituto para cada produto de origem animal. Tipo trocar carne por soja, leite por leite de soja, manteiga por margarina, etc. Mas cada item desse pode ser substituído por várias coisas diferentes, pra começar o que substitui a carne são as leguminosas (feijões, lentilha, ervilha, grão-de-bico), que podem ser preparados de infinitas maneiras (salada, strogonoff, bobó, feijoada, pastas como hommus, etc.). Dá pra fazer leite vegetal de várias coisas (o de amêndoas é um dos melhores) e dá pra fazer sanduíche com uma infinidade de coisas tb.
Eu não posso falar por todos os veganos, mas a maioria que conheço procura saber de onde vem outros itens que consomem (não só comida) e tb boicotam o que usa trabalho escravo.
E o principal destino da soja plantada no Brasil é ração de animais "de corte"...

bruna disse...

@dddrocha a sua alimentação continua precária se vc só come arroz feijão e (agora) carne. Nós precisamos de muito mais que isso! Já ouviu falar no prato colorido, quanto mais colorido (e natural - não industrializado) melhor?
Você vai continuar doente, talvez não por falta de b12, mas por falta de outras vitaminas também muito necessárias.

O mundo é cheio de diveeersos ingredientes, não sei porque o pessoal fica tão doido por tirar apenas 3 ingredientes de sua dieta ( carne, queijo e ovos - 4 se contar o iogurte e outros derivados).
Sou vegana e como mais ou menos 120 ingredientes, meu prato está sempre cheio, e eu sempre saudável!
E outra, o preço da carne é absurdo, o queijo então...e o iogurte, são todos muito caros! Minha vó era bem pobree só comia carne uma vez por semana, pq era caro naqueles dias. E continua caro. É caro financeiramente, é caro para o meio ambiente, e caro para sua saúde.
Moro no interior, não sou rica, e não sou uma super cozinheira, mas encontro tudo o que preciso. Principalmente vegetais orgânicos. Várias pequenos produtores sustentam-se com a venda de vegetais e legumes orgânicos aqui em minha região.

As pessoas só precisam se abrir para o novo, para sabores novos, sem medo! Paladar é cultural! Nós aprendemos a gostar de algo ;)

bruna disse...

O paladar é algo extremamente subjetivo, cultural. E isso explica porque algumas comunidades comem cachorro, outras comem vacas, e outras abominam o consumo desses animais. Há tribos que comem a carne do inimigo (humano) pois acreditam que assim absorvem o seu poder.

Quando pensamos em almoços de família, em festas, aniversários e outras comemorações, normalmente lembramos daquele lendário frango ao molho especial, ou churrasco....acabamos ligando momentos de felicidade ao sabor do alimento. Pra mim, essa é a parte mais difícil em se tornar vegano ou vegetariano. De um certo modo, é como se o veg rejeitasse seu passado, suas boas lembranças, as tradicões de sua família. Como não ligar o natal a alguma carne específica? É um momento bom, de união de amigos e família, juntos compartindo um alimento. Compartir alimentos é algo de certa forma profundo e que aprofunda os laços de união entre as pessoas.
Então é natural pensar que tal alimento é muito saboroso, porque na verdade o que está em jogo não é o sabor do alimento em si, mas o bom momento que aquele alimento nos traz à memória, o cheiro, a textura...
Mas será que o momento de união de uma família justifica a destruição de outra (animais de fazenda também têm família!)?
Quando me tornei vegetariana, conscientizei que as boas lembraças permaneciam, e aos poucos fui deixando de associar essas boas lembraças à carne em si. Há anos sou vegetariana, e já criei outros laços afetivos com outros alimentos. Minha família me aceita como vegetariana, e apesar da maioria continuar comendo carne, eles aceitam dividir comigo pratos veganos (por exemplo o arroz com carne foi substituído por qrroz com fungi).
Não é fácil mudar uma tradição, e o movimento feminista sabe bem disso. Mas é preciso mudar algumas tradições. Sei que algumas pessoas temem perder sua identidade com isso, mas há situações em que simplesmente devemos abraçar o caos: o mundo muda o tempo todo, nós não somos eternos, insubstituíveis, nós mesmos mudamos. E isso é bom, pois através da mudança vem a evolução. Às vezes passamos por retrocessos, mas é sempre na tentativa de melhorar.
Nós podemos melhorar como seres humanos e mostrar misericórdia e amor àqueles que são mais fracos que nós, que facilmente poderiam ser dominados (como hoje o são). Nós podemos proteger ao invés de violentar.
Ser veg é ir contra costumes, tradições, e às vezes contra a sua própria família. É libertador, assim como ser feminista!

bruna disse...

Toda vez que leio ou escuto algum argumento coxinha contra o veganismo, daqueles bem falaciosos, do tipo: sempre foi assim; nós só somos o que somos hoje por ter consumidor carne; se deixar de comer carne vai ficar doente e morrer - o mundo está perdido, entre outros...não consigo não associar aos argumentos falaciosos que outrora foram contra à libertação dos escravos ou ao feminismo. 2 exemplos:
Não podemos permitir que mulheres trabalhem fora pois isso vai destruir a família, pois crianças precisam da constante supervisão da mãe. Se as mulheres se comportarem como homens profissionais, a família será destruída! Hahahahaha, super falacioso né?!
Ou
Não podemos libertar os escravos pelo próprio bem deles, pois eles não saberiam o que fazer com sua liberdade de escolha e com o seu salário. Escravos só sabem obedecer, eles vão ficar perdidos e em sofrimento. - eu sei, é absurdo, mas li alguns documentos históricos que continham essas pérolas.

Ráisa Mendes disse...

bruna, vc disse quase a mesma coisa que eu quis questionar em relação ao comportamento vegano em festas de pessoas não veganas. O ato de comer não é, pelo menos atualmente, só para nos alimentarmos, é um ato de socialização tb. Demonstramos nosso carinho pela pessoa que estimamos dando bonbons, chocolates, fazendo um bolo para um aniversário surpresa. São atitudes que ficam mais restritas quando a pessoa é vegana pois muitos desses alimentos que costumamos presentear não poderão ser mais presenteados rs...um outro leitor até falou que um vegano vai se dar bem só em eventos de pessoas veganas tb e eu concordo em partes com ele. Em muitos casos a pessoa vai passar por mal educada e inconveniente se for rejeitar a comida da casa dos outros e mais mal educada ainda se deixar de ir no evento pro causa da comida...é cultural? sim, é cultural e por isso eu tenho mt curiosidade em saber como um vegano conseguiu permanecer nos mesmos circulos de amizade, já que o "comer" é uma atitude vista também como de integração social.

bruna disse...

@ráissa mendes, um vegano ou vegetariano faz a mesma coisa que um intolerante à lactose faz. Um intolerante à lactose normalmente resusa sorvete, porque lhe faz muito mal, e se a pessoa que ofereceu o sorvete ficar ofendida, me desculpe, mas ela é muito idiota em pensar que alguém precisa passar mal só para agradar o outro.
Eu penso muito nas pessoas, e tendo sempres er educada e gentil com quase todo mundo. Tento tratar muito bem minha família, meus amigos e as pessoas que passam por minha vida.
Quando me tornei vegetariana nenhum amigo meu se afastou. Na verdade, quem mais incomodou foi o meu pai. Quando me tornei vegana então...em todos os almoços e jantas e comemorações em que sou convidada eu sempre falo pra pessoa que ela não precisa fazer nada especial pra mim, que eu posso comer depois em casa, e que uma salada já tá ótimo (por aqui todo mundo come muita salada, mesmo os carnívoros). Eu sempre tento com calma explicar para a pessoa que o produto de origem animal que ela me ofereceu parece muito bom e agradeço por pensar em mim e fazer algo trabalhoso, digo que ok os outros comerem, que não me incomoda (mesmo me incomodando muito, e meus amigos mais íntimos sabem disso, mas eles são incríveis, entendem e me apoiam, mesmo optando por continuar comendo carne), que não é pra fazer nada especial, que é só seguir a festa que eu me viro. Já passei festas comendo só salada, ou pão. Nesses casos, eu digo que já comi antes de sair de casa, pensando em não atrapalhar os outros. Explico que eu não como produtos de origem animal por ter pena dos animais sofrerem tanto, que simplesmente me bloqueia e eu não consigo comer. As pessoas mais legais entendem e não insistem. O meu pai sempre que me vê manda eu comer um bife, há anos explico para ele o porquê da minha escolha, mas ele não entende. Nós não brigamos, porque eu e ele temos bom humor. Outras pessoas simplesmente parecem ter uma especialização em nutrição. Falo que sou vegana e surge uma meia dúzia de nutricionistas informais. Eu sempre tento permanecer bem humorada e sempre respondo: meus exames estão ótimos, tomo suplemento (mesmo não tomando) e se precisar eu volto a comer ovos ou peixe, que não sou radical, mas que prefiro não comer. Pronto, pra maioria isso é um cala boca educado. Algumas outras ficam preoucupadas. Mas é a vida. A maioria das pessoas que eu convivo diariamente não são vegetarianos, e nós vamos em paz! Tão em paz que uma tia de 50 anos tornou-se vegetariana, e eu não fiz doutrinação, ela simplesmente refletiu e optou pelo vegetarianismo por amor aos animais e pela saúde. Me viu indo a almoços, continuando sendo querida com as pessoas, não sendo excluída, me viu saudável e viu que era possível, que não era algod e outro mundo. Sinceramente, fiquei bem feliz.
Enfim, pra mim, o veganismo e um alívio e não influencia substancialme na minha vida social.
Agora, se alguém ficar ofendido com a sua escolha pessoal, e não lhe quiser mais como amigo, não se preocupe: você não perdeu um amigo, você se livrou de um mala!
Para mim, agradar ao outro e seguir uma vida segundo nossos próprios princípios e convicções são dois valores distintos, e quando em choque meus valores prevalecem. Não compactuo com machistas, não rio de uma piada machista só para ser aceita. Eu não preciso ser aceita porque eu não estou sozinha, e se eu me sentir um pouco sozinha eu tenho amor próprio suficiente para enfrentar essa solidão. Mas feministas não estão sozinhas, vegetarianos não estão sozinhos, e veganos também não. São em momentos que você seguir em frente, evoluir como ser humano que você percebe quem te puxa pra frente e quem te arrasta pra trás. Minha conduta é a minha consciência quem dita, e não os amigos ou família. Mas claro, minha consciência atualmente está mais ou menos em sintonia com as leis: não mato e nem penso em matar, ou roubar, ou falsificar. Mas sou a favor do aborto. Mas as leis também podem ser questionadas e mudadas. Ou seja, minha conduta é a minha consciência que dita, e não tem nada melhor!

@dddrocha disse...

Anna

Não escrevi em tom agressivo, apenas constatei o que acontece no mundo e você acabou de ser a prova viva do que eu disse.
Pegou tudo que escrevi e distorceu como se eu estivesse atacando a comunidade vegana. Não disse em momento nenhum que estava aqui pra impor a minha experiência a TODOS que não consumem produtos de origem animal. Pelo contrário, contei a minha experiência, pois é através dela que posso falar do assunto sem ser muito leiga.

Também não disse que a nossa alimentação é arroz e feijão, mas disse que pra quem é vegetariano e mora num lugar como aqui, acaba se reduzindo a esses três produtos nas refeições principais e é óbvio que a saúde fica essa merda.

bruna disse...

Meu comentário anterior está cheio de errinhos de digitação, mas acho que dá pra entender a ideia. Eu fico feliz em poder esclarecer esse tipo de dúvida.

@dddrocha disse...

Bárbara

Eu sei que existe uma grande infinidade, trabalho com culinária.
Mas minha vida não consegue se ajustar à essa alimentação. Passo mais tempo comendo fora que em casa e sempre que posso, seleciono melhor o que vamos comer. E na minha casa também não comemos carne todos os dias, tentamos fazer um consumo mais consciente.

@dddrocha disse...

bruna

Minha alimentação vai muito bem, como respondi à Anna, expliquei como funcionava pra ele (existem muitos fatores na vida das pessoas que influenciam em ter uma boa alimentação ou não, e não acho que preciso ficar explicando todos eles).
Nossa vida e nossa região não nos permite ter uma vida vegana decente, e eu nem quero, porque o problema não é esse, e sim a forma como as coisas acontecem, o consumo excessivo etc.
Trabalho no ramo culinário e é bem provável que eu vá morrer de fome se começar a restringir minha alimentação.


Nada contra quem é vegano, só acho que essa não é a resolução dos problemas. A conscientização é pelo excesso, porque muita gente não vai deixar de consumir esse tipo de produto nunca.

Anna disse...

ddrocha, me diz aonde eu ''peguei tudo e distorci''. Eu simplesmente comentei embaixo do que você escreveu

''Não escrevi em tom agressivo''

''os vegans deixam de comprar o Iphone? Deixam de comprar em alguma loja que utiliza mão de obra escrava? Ou deixam de consumir as castanhas que apagam as digitais das crianças do RN?
Mais uma coisa, a maioria massacrante dos vegans tem um discurso de superioridade e acham que quem come carne é um bando de estúpido.''



enfim, não é todo mundo que aguenta tantos comentários cheios de generalização, falando vegs são assim, são assado.. Como se as pessoas só por terem uma alimentação semelhante seguissem o mesmo manual. É cansativo ver isso

@dddrocha disse...

Anna

Uma coisa é você ler e interpretar com a sua defensiva ofensiva.
Outra coisa é escrever uma crítica e a pessoa ler e perceber que não xinguei, não ironizei e nem ridicularizei quem faz essa opção.
Se você defende algo é perfeitamente natural ser questionado a respeito, ou vai me dizer que apenas os animais são importantes?

E tem mais uma coisa, vocês (não todos os vegans obviamente) precisam parar de achar que as pessoas estão ofendendo vocês, em nenhum momento disse algo do tipo, mas falei do discurso de superioridade sem agredir ninguém. E mais, ficar querendo impor o tipo alimentação pras pessoas é um saco e ninguém respeita isso. Se alguém quiser saber eles vão perguntar ou pesquisar na internet e até podem chegar ao blog da Lola.

Apenas parem de agir assim. Da mesma forma que respeito quem não quer comer carne, espero que me respeitem também.

Bárbara Bastos disse...

@dddrocha

Acho que a grande discordância aqui é que enquanto os veganos falam de animais, os onívoros falam de consumo, comida, dieta. São abordagens totalmente diferentes ao assunto. Se alguém gosta de uma comida que eu acho ruim, isso é problema dela, se alguém come comida gordurosa, tb não é da minha conta. Mas se as pessoas fazem isso violando direitos fundamentais de outros animais, a situação é totalmente outra, porque entra um terceiro personagem na história, há uma vítima, e eu sendo contra essa agressão entendo que posso ao menos questioná-la. Acho que para se avançar em qualquer debate sobre esse assunto é necessário que se fale de mesma coisa...

@dddrocha disse...

Eu não ia voltar mais nesse post, mas vi essa matéria hoje e achei importante compartilhar:

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/9-produtos-que-contem-ingredientes-animais-em-sua-formula-e-voce-nem-sabia/

Dos animais presentes na alimentação humana, 45% é utilizado para fabricar artigos não-comestíveis:

- Sacolas plásticas
- Pneus de carro e de bicicleta
- Cola de madeira usada em instrumentos musicais
- Biocombustível
- Fogos de artifício
- Amaciante de roupas
- Shampoo e condicionador
- Açúcar branco e mascavo
- Pasta de dentes

Ou seja, no mínimo bizarro. Continuo afirmando que a briga dos veganos está do lado errado. O excesso é errado.

Anônimo disse...

O excesso de consumo também é errado, tanto quanto o machismo, racismo e especismo. Mas o consumo de produtos de origem animal é um dos maiores excessos de desperdício de recursos naturais que existem.

donadio disse...

"Acho que a grande discordância aqui é que enquanto os veganos falam de animais, os onívoros falam de consumo, comida, dieta."

Há muitas discussões que cabem dentro deste tópico.

Duas delas são as que você cita: os animais, e seus supostos direitos, e a dieta humana.

Outras são, direitos e sua relação com a dor ou a compaixão, a indústria de carne e a pecuária e as relações que se estabelecem dentro de cada uma, ou com o meio ambiente, a importância do protagonismo nos movimentos sociais, a possibilidade de mudar a sociedade a partir de posicionamentos dos consumidores, etc, etc, etc, podendo até mesmo chegar à "civilização ocidental" contraposta às civilizações "não ocidentais" ou à não-civilização.

Para mim, essas discussões são separadas. Não acredito que carne faça mal à saúde como uma espécie de justiça cósmica para os "assassinos de animais", nem que as relações que se estabelecem na indústria de carne sejam nefastas porque essa indústria seja nefasta em si mesma. E acho que os defensores dos "direitos dos animais" incidem muitas vezes numa confusão interessada entre essas coisas.

Quanto ao fundo, não posso evidentemente falar por todos os "onívoros" (nem creio que estes constituam qualquer tipo de todo homogêneo, ou sujeito social identificável), mas acredito que os animais não têm direitos, que os seres humanos evoluíram como onívoros e não como herbívoros estritos, que uma dieta humana saudável inclui tanto animais como vegetais, que a base ontológica do que chamamos "direitos" não é a dor, mas a personalidade, que toda produção capitalista, seja industrial, agrícola, ou pecuária, é um problema por ser capitalista, não por ser pecuária ou agrícola, que os problemas ambientais causados pela pecuária ou pela indústria de carne não são particularmente danosos comparados à agricultura e à indústria em geral, que o protagonismo é fundamental nos movimentos sociais e impossível no "movimento pelos direitos dos animais", que não é possível mudar a sociedade a partir das relações de consumo, e que a "civilização ocidental" é muito menos excepcional do que querem tanto os seus defensores quanto os seus detratores. Mas, de novo, isso sou eu; outras pessoas que comem carne e não vêem problema nisso provavelmente têm opiniões muito diferentes em relação a cada um desses tópicos. Afinal, ao contrário do veganos, nós onívoros decididamente não somos um movimento político, e não temos nenhuma identidade nem nada em comum exceto o fato de comermos carne (em proporções muitíssimo diferentes, com toda probabilidade).

Anônimo disse...

gostaria de perguntar a um vegano se ele já visitou uma plantação de soja....e depois vem com essa de defender a natureza e os animais,se a alimentação dos carinhas detona o meio ambiente!!! é uma foda.....é muito pendantismo e flata de conhecimento de causa...

Anônimo disse...

Muito bom o post, ajuda a refletir e talvez dar o primeiro passo nesse caminho tão complicado atualmente que é o veganismo.

@ddrocha
Existem substitutos para todos os produtos que você listou aí, é só procurar. Através da internet é bem fácil encontrar listas de empresas que não usam nada de origem animal em seus produtos e nem fazem testes animais nos mesmos.

Eu fico impressionado de como as pessoas gostam de carne a ponto de terem medo que algum dia o consumo seja proibido.

O que os que pensam assim não raciocinam é que se isso ocorrer certamente será daqui a centenas de anos em uma sociedade muito mais evoluída onde as pessoas não irão lamentar isso como uma terrível ditadura (como alguns colocaram) pois serão educadas de maneira diferente da nossa.

Eu acredito que é natural na evolução do pensamento humano buscar uma maneira melhor de se viver e ampliar isso ao máximo de indivíduos possíveis.

Hoje em dia quem defende animais e até evita matar insetos pode ser considerado um louco, um exagerado mas não se enganem acontecia o mesmo com aqueles que queriam o fim da escravidão a séculos atrás.

Alguns dirão "há mas é diferente pois nesse caso estamos tratando de humanos".

Só que dá mesma forma que hoje dizem "são só animais" naquele tempo se dizia "são só escravos".

Na verdade o que acabou levando a abolição da escravatura não foi o fato dos escravos serem humanos, e sim a empatia que as pessoas perceberam que tinham com eles. O fato de que eles sofriam, tinham medo, sentiam tristeza e dor, coisas ruins que tanto evitamos.

E por fim atualmente as pessoas começaram a perceber cada vez mais que as demais espécies animais embora não sejam capazes de raciocinar, também sentem todas essas coisas. É daí que nasce a nossa empatia com eles.

Eu também não acho certo uma pessoa tentar inferiorizar outras por comerem carne, mas o que vejo muito por aí são pessoas que se surpreendem quando alguém declara que é vegan, depois criticam esse modo de vida e daí quando o vegano explica seus motivos ficam incomodadas (ora por ser diferente do ponto de vista comum da atual sociedade, ora pelo tema do sofrimento fazerem as pessoas se sentirem mal)e começam a dizer que vegan se acha,que é chato etc.







Edna Mara disse...

Pelo jeito vc não conhece nada de veganismo