segunda-feira, 15 de abril de 2013

UM PROGRAMA DE TV EM ESTADO DE PÂNICO

Ontem foi um dia triste. Minha gatinha querida morreu, e eu não fiz praticamente nada além de escrever um post sobre ela. Lá pelas dez da noite, veio o tweet de um leitor, querendo saber se as mulheres protestando no Pânico eram de verdade ou contratadas. Só aí fui saber que Pânico estava passando na TV, e fui lá ver. 
Mas não dá. Não sou obrigada. Ninguém merece ver algo tão péssimo. Vi a cena de algumas mulheres protestando na porta do auditório (não tenho a menor ideia se o protesto era real ou parte do show; tô inclinada a assinalar a segunda opção), e percebi que o programa estava jogando todas suas fichas na "polêmica" entre Gerald Thomas e Nicole Bahls. 
Vi um tal de Emilio (o apresentador, suponho) reclamar da "histeria" das redes sociais e bradar que "as feministas mais radicais [estão] na porta da emissora fazendo uma manifestação". Alguma mulher fala em off "Caramba" e "Eu acho legal". Prossegue Emilio: "Claro que nós vamos dar voz a essas... a essas... moças" (a pausa diz tudo). Sabrina Sato defende que "não pode ter preconceito com Gerald Thomas", porque "pode ter sido uma encenação, uma brincadeira". 
O Pânico inventa que não poderia passar a matéria: "Se essas mulheres [as feministas na porta] ficarem aí fazendo escândalo aí eu vou ser obrigado a cortar, e vai ficar por isso mesmo" (note que as opções são entre mostrar ou não mostrar a matéria, não em criminalizar o ato de Gerald). E são anunciadas outras atrações. Foi nesse momento que fui ver o primeiro episódio da nova temporada de Mad Men (não gostei muito não), porque a única emoção proporcionada pelo Pânico é que no intervalo comercial aparece propaganda do CQC, e aí a gente tem que fazer uma eleição mental pra escolher qual é a pior atração humorística/jornalística da TV.
Mais de uma hora depois começa a atração principal, que é a matéria com a Nicole e  Gerald. "Que dupla!", anuncia Emilio, o que me lembrou Pedro Bial dizendo "O amor é lindo!" pra descrever o relacionamento de dois BBBs enquanto o país inteiro falava de um possível estupro no programa (vale lembrar, BBB também é um programa jornalístico).
Entre muitas bundas de panicats que ganham a mixaria de R$ 2 mil por mês (o salário de Nicole, agora que ela foi promovida a repórter, é de 5 mil), a matéria tão divulgada começa com... mais bundas. Vários closes de mulheres sem voz fazendo ginástica para fortalecer os glúteos. Até que chega na estrela principal, Nicole, se exercitando na praia, o que é uma oportunidade pra câmera filmar cada detalhe de seu corpo. Ela não fala quase nada. 
Os dois sujeitos do Pânico, um tentando se passar por Nicole, com o nome de Me Come, e um imitando o Luciano Hulk, anunciam que a ex-panicat agora fará entrevistas com eles. Ela não parece muito feliz. Eles vão até a casa dela vasculhar sua gaveta de calcinhas. Ela precisa vestir todas as calcinhas, uma por cima da outra, num curto espaço de tempo. Não entendi se essa parte é jornalística ou humorística. 
Daí os três chegam à livraria onde haverá a noite de autógrafos do Gerald Thomas. Nicole repete várias vezes que está nervosa com sua estreia. Ela abraça Giulia Gam (quando o repórter pede que as duas troquem um selinho, Giula, simpática, declina e vai embora). Imita o Barbosa do TV Pirata (pra lembrar, provavelmente, que a nossa TV já viu dias melhores) com Ney Latorraca, que diz que ela é gostosa. Erra o nome do Guilherme Fiúza e o declara ex de uma socialite. Fala alguma coisa que nem registrei com outro jornalista-reaça, Arnaldo Jabor. 
Seus colegas a preparam para enfrentar Gerald ("Ele é maluco, você tem que tomar cuidado"). Tudo isso entrelaçado com declarações sérias (e descartáveis) do psicólogo Jacob Goldberg, um habitué do programa. Sua função parece ser a de dar suporte intelectual ao Pânico ("uma sociedade adulta tem que se acostumar com uma liberdade maior" -- acho interessante como ele não aborda a questão de gênero em nenhum instante).
E chega a vez de Gerald entrar em cena. Ele autografa livros, os repórteres se aproximam, eles trocam amenidades sem graça, ele se abaixa e tenta abrir a calça do cara imitando Hulk, passa a mão nas pernas do cara imitando Nicole, e finalmente na própria Nicole. Põe a mão por baixo do vestido dela, tenta levantá-lo. Todos riem, menos Nicole (e Gerald -- faz parte do seu show não rir nem sorrir). 
Essas cenas são cortadas por declarações de Gerald, em que ele diz que, como o sobrenome da ex-panicat é Bahls, saco em inglês, ele quis ver o que tinha lá embaixo -- "Peraí, deixa eu ver o sexo dela" -- ou seja, um chistezinho transfóbico. Gerald repete o que afirmou durante a semana: chama o Brasil de "país de quarto mundo" e critica os moralistas e caretas. Corte para populares na rua afirmarem que também agarrariam Nicole.
Um exemplo preciso de como o psicólogo está lá pra blindar o programa vem em seguida. Diz Goldberg: "Essa cena [Nicole confusa, rindo, Gerald bagunçando seu cabelo] mostra que existe uma relação entre Nicole e Gerald de parceria. Os dois estão participando de uma cena. Não se pode considerar que o Gerald tenha sido vilão ou tenha agredido a Nicole. De qualquer maneira, cumpre registrar que a Nicole é irresistível". Quer dizer, foi só uma brincadeira entre dois "parceiros" (em situação de total igualdade!). E, claro, ninguém resiste à gostosa, repetindo o que Gerald, humoristas do programa e populares na rua já haviam dito.
Ainda na noite de autógrafos, Gerald passa "um exercício pra Nicole se soltar" (foto ao lado). Ele mostra seu elitismo ao ensinar Nicole a falar "porta" (não porrrta, com sotaque do interior; "Fala português direito" e "Volta pro Paraná", diz ele a sua parceira). Depois o repórter pede que Gerald aconselhe seriamente Nicole a como fazer sucesso na sua estreia. E ele responde pra ela: "Chupe bem um pinto. Três vezes ao dia e gargarejo depois". 
Corte para o programa com auditório, que aplaude fervorosamente a matéria tão esperada. Algum convidado diz que Gerald é o maior diretor de teatro do Brasil, um gênio, e Nicole concorda: "ele é polêmico, ele é conhecido, quem vê a notícia da forma que saiu acha que choca um pouco, mas assistindo a matéria as pessoas vão entender que ele não é agressivo". 
Emilio explica que foi tudo uma brincadeira, e que ele não vai entrar no mérito se foi de mau gosto ou não: "Claro que a gente não quer em momento algum, como é que eu vou te falar, a gente quer que a mulher seja violentada, claro que não, claro que a violência contra a mulher é um grave problema social, todo mundo sabe disso, ninguém é bobo, ninguém tá assistindo o programa meia noite achando que a gente tá aqui incitando a violência contra a mulher, nem o Thomas". Na parte em que ele diz que "todo mundo" é contra a violência contra a mulher, a câmera enfoca bundas de panicats. 
Quando Emilio está fazendo o merchan do encerramento do programa, Nicole interrompe: "Ô Emilio, ô Emilio, mas eu não dou apoio pra ninguém porque ele no contexto da matéria [sic], mas se fosse na rua, eu ia processar, ia fazer o barraco todo". Emilio, impaciente, responde: "Eu sei, Nicole, o que eu tô falando pra você é o seguinte [...]: isso aqui é um programa de humor, e ele tem que estar no plano do humor, pelo amor de Deus".
O "pelo amor de Deus" suplicante de Emilio resume bem o desconforto do Pânico. Claro que o programa deve estar feliz com a repercussão e com a audiência, mas quando as redes sociais passam a condenar a "brincadeira", a coisa sai de controle. Eles -- tanto o Pânico quanto o Gerald -- querem o ibope e a polêmica, mas desde que ninguém leve nada muito a sério. É só uma piada!
O revoltante é que a cultura de estupro em que estamos submersxs inspire um programa de TV (e a TV é uma concessão pública) a achar que tudo bem fazer piada em cima da violência sexual. Creio que foi tudo uma armação sim. Não sei até que ponto Gerald improvisou ou seguiu um roteiro, mas o assédio a Nicole era incentivado pelo próprio programa num contexto em que, quando ela é apresentada como repórter, a câmera foca em sua bunda. 
Portanto, agora acho que a gente está errando o alvo. Gerald não é nada, apenas um Corsa com síndrome de Mercedes, pra usar suas palavras. Um babaca total que fez o que o programa esperava de um babaca total. Mas Gerald vai voltar pra Londres ou Berlim ou sabe-se lá onde um gênio com nome inglês que fala porta direito está morando agora. 
E o Pânico vai continuar. E Nicole vai seguir vendendo sua dignidade por 5 mil reais. E o jornalismo vai continuar se confundindo com humor. E a TV brasileira vai seguir sendo um oásis de bundas femininas que -- como ensina a própria TV -- são irresistíveis e devem ser agarradas.
É realmente esta a TV que queremos?

115 comentários:

SeekingWisdom disse...

q show de horrores Lola.
Phillipe

ana disse...

eu fico muito triste que ela não seja responsável o suficiente pra não tomar uma atitude quanto a isso. ela tá dando um péssimo exemplo e eu acho que ela SABE DISSO. é muito triste mesmo. ela só se importa com a fama e esses míseros 5 mil. ela tá visivelmente desconfortável com a situação, mas mesmo assim ela continua a DEFENDER o velho tarado que inclusive chama ela de puta e diz que ela não merece respeito (eu vi isso tudo no face desse nojento). eu não subestimo a inteligência dela. ela sabe o que ta acontecendo. ela nega pra si mesma, mente pra si mesma e pro público. muito, muito triste.

Anônimo disse...

Que triste tudo isso.
Com certeza foi montagem o das feministas, e me estranha que eles nao tenham contratado mulheres com um jeitão masculino para interpretar essas feministas, porque a intenção era ridicularizar o movimento.
Infelizmente com esse tipo de programa eu fico pensando, e me desculpem o que eu vou falar mas fico pensando se a mulher nao é mesmo mais burra que o homem. Aceitar participar desse tipo de programa, achar que vale a pena ser humilhada porque se tem um corpao, aceitar participar de algo tão humilhante, ser humilhada e ajudar a humilhar todas as mulheres, pessoas do teu mesmo gênero. Sinceramente nao pode ser que existam tantas mulheres (essas tal panicats) que sejam tão burras e tão insolidarias com o seu mesmo gênero.
Muito triste. Se as mulheres fossem mais únidas e se recusassem a participar desses programas, se elas deixassem de achar que porque tem um corpao sao superiores. Deixaríamos de ser tão constantemente humilhadas (sou mulher sim).
Como feminista, o mais inteligente e nao dar nenhuma publicidade a esse programa como eles estao conseguindo agora. Por isso duvido que realmente haviam feministas ali, se tivessem feministas nao seria por causa do espetáculo entre Nicole e gerard, mas sim pra denunciar este programa tão deprimente, triste, e nauseabundo

Beatriz G. disse...

Só tenho vontade de vomitar, vomitar e vomitar. Porque o programa é uma porcaria misógina e porque pessoas ao meu redor (da família!) assistem.

Vou sentar e vomitar. Bj.

Deart´s - Sonhos Possiveis disse...

Eu achei chocante, pois tem matérias em que "há brincadeiras" que levam pra sexualidade onde você ve nitidamente que é uma brincadeira. E nesta matéria a moça estava nervosa com sua estréia e pra mim ela foi coagida fez porque tem que fazer e aceitou, calou a boca, mas se olhar pra sua fisionomia você vê nitidamente que ela não gostou...mas a direção fez com que ela a"acreditasse" que foi uma brincadeira...O idiota forçou a barra, ele colocou força e brutalidade pra falar que foi uma brincadeira....aquilo lá é um gênio? Só se for pros malucos que idolatram um idiota daqueles...me poupe....

Abraços
Andrea gasques

Anônimo disse...

As emissoras de televisão abertas do Brasil são não mais vomitadores de miséria em "informação", "cultura" ou "notícia". Programas de auditório como Pânico são um dos mais acéfalos televisivos e seus espectadores são pessoas catatônicas, alienadas. Quem assiste este tipo de coisa é alienado ou fruto de uma miséria cultural propagada pelos meios de comunicação do Brasil, pois faz parte de um protocolo de manipulição de massas e deixa a maior parte do povo brasileiro vítima de embustes, ignorância.

Anônimo disse...

Gerald Tomaz foi simplesmente nojento, abalizado no nosso machismo estrutural. E tem pai de família concordando com a cafajestada!
O pior é a nota de desculpas do babaca:"mulher não deve ser tratada como objeto, mas também não deve se vestir como tal." É a cultura do estupro: a culpa é do figurino de Nicole. Ridículo!

Anônimo disse...

Não consigo entender porque zombam das meninas que são do interior e falam diferente, são tão fofinhas.
Já tive uma namoradinha que falava assim, e sempre que ela falava "porrrta", minha reação era "vomitar arco íris" e abraçar ela beeem forte e gostoso, olhar nos olhinhos dela e beijar a testinha dela e sorrir pra ela e abraçar mais *__*

Patty Kirsche disse...

Ah, mas esse Emílio sempre foi um escroto que trata as mulheres como crianças estúpidas. Esse "pelo amor de Deus" pra Nicole é igual ao "vamos pelo menos explicar pra Sabrina" que ele largou várias vezes. O programa é um lixo, feito de machista pra machista. É doloroso mesmo que exista concessão de TV pra emissoras interessadas em exibir algo tão grotesco assim no Brasil. Por mim, essa porcaria sairia do ar amanhã mesmo.

Dayane disse...

è por isso que eu acho EXTREMAMENTE COMPLICADO discursos que incentivam as mulheres que é SUPER LEGAL vc uqeer ser cm uma Panicat, uma mulher fruta e etc, dizendo que isso é liberdade sexual. Cm vc mesma disse Lola, é uma venda de dignidade, tds estão vendo a mulher sendo maltratada, usada, humilhada, colocada cm um nada. tá lá pra todo mundo ver!Ela é apenas "A gostosa,uma bunda" e pra quem fala que "normal, ela está ali exercendo sua liberdade" é nessas horas que vemos que a mulher em questão não tem liberdade NENHUMA, onde até quando ela é nítidamente violentada por um terceiro fora do programa, ela é coagida a se calare repetir o coro "estou ciente disso, estou aqui pq quero". É triste, muito triste essa realidade.

Anônimo disse...

Lola, olha o que o tal do Tony Goes escreveu... Foi só uma brincadeira do Thomas com a Nicole Bahls, né? Ai, que nojo desse cara!

http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/1262735-assedio-de-gerald-thomas-foi-contra-a-caretice-dos-dias-de-hoje.shtml

Anônimo disse...

É incrível como ela não deu um tapa na cara desse otário.Dignidade não tem preço, e quem não precisa chupar pau para vencer na vida sabe disso e não teme perder o emprego.

M disse...

isso me deixa intrigada com uma coisa..sera mesmoque a midia não deve ser redularizada?


sera memsoque a midia nao deve ter limites?

sera que toda essa liberdade de imprensa bque tem medoda ditardura que essa mesma imprensa ajudou e que eles nos fazem engolir não é só um jeitodeles continuarem fazendo o que qurem nãoimposta o mau que faça??

será que a imprensa nãodeveria ser mais regularizada como passou a ser na Inglaterra??

Anônimo disse...

O programa tem um histórico de misoginia que vai além das Panicats. Não faz mto tempo existia o quadro "Vou ou Não Vou" onde os comediantes iam nas praias e colocavam adesivos nas anônimas (que não recebiam nada por isso) classificando as mulheres entre: "Vou" (Gostosas) e "Não Vou" (Feias).
Mas "era só uma brincadeira" e "as mulheres que participavam, escolhiam participar"

Anônimo das 08:39
"Muito triste. Se as mulheres fossem mais únidas e se recusassem a participar desses programas, se elas deixassem de achar que porque tem um corpao sao superiores. Deixaríamos de ser tão constantemente humilhadas (sou mulher sim)"

Não acho que a Nicole, a Sabrina e as Panicats se acham superiores pq tem um corpão. Mas eu acho que elas acreditam que pq tem esse corpão, elas devem "aproveitar" e usar esse corpão para construir uma carreira e ganhar dinheiro.

É a velha história machista do "Se vc é bonita, use isso. Se não for, é melhor ser inteligente"

Anônimo disse...

como vocês interpretam ele ter passado a mão nos homens tambem? ele tentou estupra-los tbm ?

vamos ser sensatos e analisar o contexto. O cara é um idiota, num programa idiota, com uma mulher idiota, tudo faz parte do teatro, o programa é machista, o cara e a mulher tbm são!

Sou em defesa da liberdade, em defesa das mulheres que não querem ser assediadas, mal tratadas

mas francamente, não dou a minima pra essas panicats,temos que nos preocupar com as mulheres batalahdoras que querem fugir do machismo e dessa cultura porca de ostentação,consumismo e beleza padronizada

nem todas mulheres são iguais, nem todas as mulheres fazem parte de nossa luta, apenas por serem mulheres, reflitam sobre isso!

Estamos perdendo o foco, entrando na futilidade, permitindo que nossas ideias se afastem de uma causa SÉRIA, e se tornem uma revolta sem causa mais para amaciar o ego narcisista.

Anônimo disse...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=354813994629096&set=a.349738338469995.1073741826.349735701803592&type=1&theater

"Se para você não passou de uma brincadeira, brinque também: complete com seu rostinho, ou da sua mãe, irmã, esposa..."

Anônimo disse...

Sinceramente não entendo o porque de tanto alarde...
Aquelas mulheres do Pânico sabem que ao entrar lá são mais corpo, bunda, do que qualquer outra coisa. A meu ver elas não só estão cientes, como aprovam,essas tais situações embaraçosas já que, 2x por semana são só peitos e bundas, apalpadas E BURRAS em rede nacional, sim, elas são conscientes disso. Elas se respeitam?? Respeitam os telespectadores?? Os entrevistados?? A meu ver, quem está na chuva é pra se molhar e de coitadinhas, nada teem!!!

Anônimo disse...

lola espero que aceite meu comentario anterior, não quis ofender, é apenas uma critica construtiva pra fortalecer o ideal que eu e mtxs percebemos está se perdendo!

Anônimo disse...

O Jacob Goldberg é meu contraparente então vou postar como anônima. Na família, ele é um reconhecido charlatão, a turma só da risada com as pataquadas dele e quem o leva a sério. É hilário - e trágico - vê-lo apresentado na TV como autoridade em psicologia. Lembra que ele era o psicólogo do Marcelinho Carioca em sua época mais violenta? Pesquisem e descubram mais e mais. O cara gosta de um marketing pessoal mas não fala uma coisa que faça sentido. E vão ver o estado psicológico da família mais próxima dele! Em casa de ferreiro...

Mirella disse...

Enquanto uma mulher gostosa irresistível for desculpa para estupro, vou sair por aí dando chute em saco de cretino.
Afinal, se uma gostosa provoca o seu pênis, a sua cretinice provoca o meu pé.
Depois é só sair rindo e dizendo É UMA BRINCADEIRA GENTEEEEEEE, SEUS MAL HUMORADOS.

E não sei se foi armado, mas não duvido nada que tenham decidido tratar como armado ao verem que isto é mais ~aceitável~. E o Pânico é um lixo sim, mas isto não justifica naturalizar e reforçar a cultura de estupro. É nojento e se você põe panos quentes em qualquer aspecto deste circo de horrores, é tão nojento quanto.


Uma coisa interessante a respeito desse Geraldinho é como ele fez sua fama. Sigo o Gustavo Chacra no twitter e o vi comentando sobre o ~renomado~ diretor.
Geraldinho, na década de 1990, ia para os EUA divulgar o ~enorme~ sucesso que fazia por aqui, numa época em que as informações não eram averiguadas facilmente, já que a internet tinha um tamanho ínfimo. O jornalista comentou que era muito comum pessoas construírem seus nomes e referências assim.
Os comentários dele foram "O Gerald Thomas inflava a importância pessoal dele em NY em uma era pré-internet. Agora seria difícil de enganar."
"Antes da Internet, foi fácil para um diretor de teatro brasileiro vir a NY e dizer em SP que era importante. Hoje, não daria para enganar".

Mirella disse...

Anon das 11:12



O meu feminismo não escolhe quais mulheres defender.
E é abuso sim, independente de serem homens ou mulheres. Mas não se pode negar a recorrência histórica deste tipo de abuso em mulheres.

Anônimo disse...

Nojo, repugnância, tristeza tudo!!! Me recusei a assistir. Obrigada Lola por analisar e nos informar. Pelo menos, vi muitas críticas conscientes nas redes sociais e sites de notícias, estes últimos, bastante populares. Mas infelizmente, muitos compactuam com a opinião deste programinha baixo!
Sarah

Anônimo disse...

Acho o pânico o ápice do que tem de pior na tv. Deve ganhar do Ratinho.
Só se promove em ridicularizar programas e pessoas.

Anônimo disse...

"mas francamente, não dou a minima pra essas panicats,temos que nos preocupar com as mulheres batalahdoras que querem fugir do machismo e dessa cultura porca de ostentação,consumismo e beleza padronizada"

A partir do momento que você está escolhendo, segundo seus padrões, quais mulheres devem ser "protegidas", você é parte do problema. Pense nisso um pouco.

Hugo disse...

Foi exatamente como eu esperava. Por essas e outras que praticamente não assisto mais TV.

Anônimo disse...

Falou tudo, Lola. Também acho que o foco da revolta tá errado. Deixem o babaca pra lá, é só um babaca, uma hora ele morre e passa.

Vamos nos revoltar com o programa naturalizando a babaquice, ensinando adolescentes que e "cool" ser babaca.

Anônimo disse...

Anônimo das 11:12

A indignação não é só pela Nicole e pelas outras meninas que trabalham no programa. O problema é como o que aconteceu reflete na sociedade como um todo. O problema é como a cultura do estupro acha que o que aconteceu ali não foi uma violação. O probemla é que a não ser que o cara apareça do nada e pegue a menina que estava andando na rua a força, sempre existe um porém: ela não deveria usar essa roupa, ela não deveria beber, ela não deveria provocar ele desse jeito (e mesmo na situação que eu citei há quem diga "ela não deveria estar andando sozinhha")

Devemos lutar, não pela Nicole, ela pode se defender sozinha e escolheu não fazer isso. Mas sim para que isso não aconteça mais, para não existam mais programas como esse que coloquem uma mulher na posição que ela foi colocada.

Elaine Telles disse...

Anon das 11:12,
o problema ali é eles tentarem naturalizar a "brincadeira", passá-la em rede nacional e dizer que tem que rir, é humor. O público que assiste esse lixo engole e acha que ok tratar mulher assim. Afinal, é só humor, quem não ri é sem graça, é mimimi. E daí é um pulo pra fazer o mesmo no metrô, no ônibus, na rua, na frente dos amigos, na sala de aula, afinal, é tudo muito engraçado.
Anon das 10:10, Raziel, é você? Mesmo jeito de escrever...

Anônimo disse...

O que eu achei mais nojento e revoltante foi o repugnante do Emílio se referindo com um ar como se as feministas (contratadas - ÓBVIO) estivessem la pra atrapalhar o humor do pânico, como se não passassem de um bando de desocupadas e mal comidas...
que nojo, que nojo dessa gente desse programa!

Adriana

Gabriela Barbosa disse...

O Feminismo vai ser sempre visto como um grupo de mulheres histéricas,exageradas,que não têm o que fazer e que vê preconceito em tudo! Vai por mim,pois muita gente não achou "nada demais" nessa "brincadeirinha" aí!!!

Anônimo disse...

a melhor parte é saber que esse "intelectual" de nome inglês que fala porta direito mora bem longe daqui. que por lá fique!

Anônimo disse...

Alguém percebeu que os outros 2 repórteres tb ficaram constrangidos ao serem tocados intimamente pelo babaca do Gerald Thomas? Tem até um momento em que o Ceará aparece segurando o próprio vestido qd o cara se aproxima dele de novo.
Ninguém ali gostou de ser tocado assim sem permissão e ninguém discutiu isso.
Se preocuparam apenas em mostrar que a Nicole pode ser tocada pq é mulher e gostosa!

gabriel disse...

vocês só ficam revoltadas com um suposto estupro, só quando é com mulher?
esse cara passou a mão nos homens também,cadê alguém defendendo eles,revoltados pq foram violentados?

Marina disse...

Há muito tempo não assistia o Pânico, ontem assisti apenas para ver como eles justificariam este fato. Acabei assistindo o resto do programa e vi que eles fazem um esforço imenso para continuar renovando as atrações que já estão a muito cansativas e repetitivas. Apelativo, como sempre foi. A matéria da Nicole foi lamentável, e a tentativa de justificar do apresentador foi pior ainda. Dava pra ver o constrangimento na cara da Nicole. E sobre Gerald, achei triste. Mais um babaca que acha que é super culto mas não passa de um babaca.

Felipe disse...

Pobres panicats! Tão inocentes....Repito, essas mulheres reiteram o machismo, por isso tb devem ser alvos das críticas. Defender toda e qualquer mulher é dar tiro no pé, elas estão cagando pro feminismo.

Giovanna Ferreira disse...

Ñ poderia estar mais de acordo!! Antes eu via o Panico e como a maioria do público que ve esse programa achava tudo muito normal e engracado, só agora tomei consciencia de quao baixo e ridiculo é esse programa,que trata mulheres como se fosse objetos de decoracao do programa.

Anônimo disse...

Esse foi o legado que a ditadura militar nos deixou...Anos depois vemos que os censores da mídia, hoje, são, entre outras celebridades e pseudointelectuais, esses "comediantes"...Misoginia, pode. Homofobia, pode. Burrice, pode. Mas não pode contra-argumentar, pois "isso fere a liberdade de expressão". Na verdade, eles são as buchas de canhão de uma elitezinha conservadora e porca que defende seus privilégios midiáticos com unhas e dentes...Enquanto a Argentina tenta regulamentar a mídia com sua "ley de medias", aqui no Brasil, vemos essas coisas, e ai de quem protestar, de quem falar em regulamentação da imprensa...Países muito mais democráticos que o nosso, tem leis que regulamentam a imprensa e, segundo andei pesquisando, a lei argentina é muito mais branda que a da Inglaterra e da França. Será que em países como a Inglaterra programas como "Pânico" teriam vida longa?
E mais, alguém sabe quando venceu a concessão da Globo, da Band e de outras redes de comunicação?Viva a "liberdade de expressão"...

Anônimo disse...

"gabriel disse...

vocês só ficam revoltadas com um suposto estupro, só quando é com mulher?
esse cara passou a mão nos homens também,cadê alguém defendendo eles,revoltados pq foram violentados?"

Engraçado, pq qdo as feministas lutam por assuntos relacionados as mulheres vcs reivindicam que nós apoiemos aos homens também, porém qdo as feministas manifestam algum apoio que beneficie os homens (caso da prop. da Gilette, Licença Paternidade, alistamento militar) Vcs sempre conseguem uma maneira de criticar e dizer "mimimi nós não ligamos pra isso, mulheres é que são frescas, deveriam encarar isso com mais racionalidade mais mimimi" . AH! da um tempo vai. Cadê o movimento Masculinista pra criticar isso? ah já sei, estão numa reunião regada à toddynho, discursando sobre as tonalidades possiveis de um cú. Indo desde o rosa bebe até o preto-marrom-bordô- 33.

Anônimo disse...

"Claro que a gente não quer em momento algum, como é que eu vou te falar, a gente quer que a mulher seja violentada, claro que não, claro que a violência contra a mulher é um grave problema social, todo mundo sabe disso, ninguém é bobo, ninguém tá assistindo o programa meia noite achando que a gente tá aqui incitando a violência contra a mulher, nem o Thomas".

Mas será que seu espectador boçal enxerga do mesmo jeito?

Emílio SEMPRE foi um babaca completo.

Anônimo disse...

Felipe, PARE COM O MANSPLANING!!!

Keli Alexandre disse...

"porque a única emoção proporcionada pelo Pânico é que no intervalo comercial aparece propaganda do CQC, e aí a gente tem que fazer uma eleição mental pra escolher qual é a pior atração humorística/jornalística da TV."

Natália disse...

Só sinto uma coisa por esse programa ridículo: vergonha alheia

Andre Regis disse...

Já assisti muito esse programa e gostava demais dele. Como um ex-telespectador assíduo penso que uma das coisas que fazem com que o programa "funcione" é justamente o papel da mulher nele. As gostosas que participam de quadros que as ridicularizam, as mulheres fora do padrão de beleza que são escrachadas por este motivo, as bundas que ficam balançando e balançando e balançando, a burrinha que fala bobagem pra divertimento dos outros... Dá a impressão que o programa é um grande clube do bolinha em que os homens são os talentosos protagonistas e as mulheres só são aceitas para serem diminuídas. É o velho esquema do opressor-oprimido. Sei que posso parecer contraditório mas ainda assim acho que proibir um programa desses de ser exibido não é a melhor solução e pode, de uma forma geral, causar mais prejuízos do que benefícios.
Quanto à Nicole. Bem, ninguém nega que ela tem o direito de exibir o corpo dela quando e onde ela quiser. Usar um vestido curto e mostrar a bunda na tv é um direito dela. O problema talvez seja o fato dela fazer isso sem ter a real noção do significado. O que nos liberta pode também nos escravizar. Talvez eu esteja enganado por ser homem e não ter a vivência de algumas coisas que só as mulheres têm. Mas uma mesma atitude tomada por mulheres diferentes em contextos diferentes pode significar liberdade pra uma e servidão pra outra.
O que me deixa triste de verdade é viver num mundo que dá as condições pra que essas coisas continuem acontecendo. O problema não é o Pânico na Tv, ele é a consequência do real problema.

gabriel disse...

se somente a nicole tivesse sido abusada e eu viesse aqui reclamar q vcs só defendem mulheres,seria absurdo.
acontece que nesse caso,os reporteres tb levaram uma passada de mão daquele doente, mas isso foi completamente ignorado,passa a impressão de que estupro só acontece com mulher ou só importa quando é com vcs.

Eli disse...

Meu sotaque não faz do meu português errado e nem de mim fofa. De onde vocês tiram essas coisas de tratar pessoas diferentemente por causa de sotaque?

Anônimo disse...

Ao meu ver o grande problema disso tudo foi a banalização de um ato tão corriqueiro (e era isso que deve ser protestado) até porque esse assédio não ocorre apenas com "gostosas iguais a Nicole", ocorre com crianças e com qualquer tipo de mulheres independentemente de sua beleza física e do tamanho da roupa.

Isso pra mim foi a coisa o mais baixa que esse programinha lixo já fez.

E quanto a Nicole... que me perdoem xs sexistxs, mas alguém que aceita brincar - e defender, com algo tão grave como um abuso não merece defesa.

Anônimo disse...

Enfiar a mão embaixo do vestido alheio e tentar pegar no pau dos outros agira é "arte" e "manifesto informal".

http://oglobo.globo.com/blogs/villardo/posts/2013/04/12/gerald-thomas-faz-arte-493239.asp

Natalia Matos disse...

Eu assisti à parte do programa que trata da matéria em total desolação. De cara achei mega estranho aquele grupo protestando, estrategicamente colocadas como vilãs. Daí pra frente foi um circo de mau gosto, mto nojo desse programa lixo.

Esse emílio não sei das quantas uma hora mandou " as feministas acham esse programa machista, bla bla bla". Não, não achamos, temos certeza.

E para piorar (e como sempre), a mídia pintando o feminismo da forma mais negativa possível.

Julia disse...

Mas eles não querem polêmica? Se a Nicole desse um chute no saco dele a polêmica não seria bem maior?

Anônimo disse...

Esse programa é o pior do Brasil,falo isso pq já assistir. Muitos adolescentes são fãs , aquilo ali é um show de humilhação pública, quem sofre mais são as mulheres mas tbm os homens passam por ridiculos direto e todo mundo rindo.Quanto a Nicole, acho q ela nunca vai na policia denuciar o ocorrido pois como dezenas de mulheres pelo mundo afora morre de medo de perder seu emprego, e por isso sofre calada tais abusos.Fazer o que??Ser mulher neste mundo ainda é considerado o último degrau na escala social,pois se fosse até um assassino que sofresse um abuso sexual filmado para toda a população assistir já teria um monte de entidades dos direitos humanos indo em seu socorro,lembrando é claro q um fora da lei tbm não pode sofrer tal violência,só estou chamando atenção q nenhuma ONg ou coisa do tipo se pronuncio contra a violência sexual explicita e nem no caso do estupro do BBB,por que será hein???talvez porque foi com uma mulher??Muita luta ainda temos pela frente mulheres.

aiaiai disse...


anônimo de 11:16 disse;
"A meu ver elas não só estão cientes, como aprovam,essas tais situações embaraçosas já que, 2x por semana são só peitos e..."

esse programa passa duas vezes por semana? sério?

Anônimo disse...

Concordo com o Gabriel.
O estupro praticado nos repórteres também deveria ser abordado, de modo a "fomentar" mais a ideia de igualdade que o feminismo busca.

Cátia

Anônimo disse...

Passar a mãe e constranger "subalternos" é facil. quero ver ele passar a mão no dono e diretor do programa.

Iara Sindrominha disse...

Lola,as coisas sempre são piores do que parecem...eu vi o programa e achei tudo asqueroso,mas fiquei muito,muito,muito chocada com o psicólogo Jacob e com tudo o que ele disse...do Pânico se espera qualquer coisa,mas um psicólogo ter reforçado a violência me deixou horrorizada...eu sempre falo a mesma coisa,o Pânico existe para provar a todos nós brasileiros que não existe ministério público,caso existisse o programa não teria saído do papel...e do jeito que vai ainda vamos ver o Pânico matar uma mulher ao vivo,estão sembrando o caminho faz tempo,começaram com uma tal de Academia de Paniquetes,onde as meninas eram torturadas de diversas formas,agora para fechar o círculo só falta matar mulher ao vivo!E o dia que acontecer isso,eu imagino que o programa vai ser proibido,depois de quebrada a porta,o país vai consertar a fechadura...

Anônimo disse...

E o coro dos contentes na rua, sendo incitado a dizer "EU TAMBÉM AGARRAVA"? Se isso não é apologia, nao sei o que é.

Anônimo disse...

Realmente é um show de peitos e bundas né... Ragusa

Rê_Ayla disse...

O Gerald Thomas é só um tipo de Marco Feliciano de um segmento mais "alternativo". Sempre foi. E sempre será.

Anônimo disse...

Passa domingo e reprisa na sexta.

Anônimo disse...

Lola,

Não tem como solicitar ao Conselho Federal de Psicologia uma posição sobre o discurso do psicólogo Jacob Goldberg? Quando ele afirma que "Não se pode considerar que o Gerald tenha sido vilão ou tenha agredido a Nicole", acho que o Conselho poderia e deveria agir.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Acho que a Nicole deve tomar cuidado nos próximos dias. A partir do momento que um psicólogo declara que uma mulher é irresistível, os coitadinhos dos homens não vão poder se segurar e que isso justifica tudo, imagina essa mulher (e nós todas) na academia, no supermercado, um cara chega e faz o mesmo dando essa desculpa. E a garota ainda tem que agradecer, afinal ser irresistível é bom né. O problema são as consequências dessa justificativa.
Ainda bem que ela pelo menos teve a presença de espírito de declarar que se acontecer de novo e em outra situação, ela vai reagir, porque já comecei a imaginar ela passando por isso várias vezes por dia e todo mundo considerando que é um brincadeira, uma piada...

Luiz F. disse...

O pânico é um programa patético, isso todo mundo sabe. Mas essa coisa de "as panicats são coitadinhas..." é o maior absurdo do mundo! Elas estão lá porque são totalmente burras e preguiçosas e sabem que nunca conseguirão nada na vida sem usar o corpo. Elas tem total consciência disso, e eu acho até que elas ganham muito... porra, 2 mil por mês pra ficar fazendo uma dancinha ridícula no palco? Sério que isso é mixaria? Mas algumas delas são prostitutas de luxo e usam o pânico como vitrine para o seu trabalho. Quem diz isso não sou eu, é a ex-panicat Dani Bolina que numa entrevista na Record afirmou que algumas de suas colegas de trabalho eram prostitutas. Elas ganham uma boa quantia lá, mas o pânico é mais um trabalho de divulgação.
O fato é que essas mulheres estão ganhando bem, e estão cagando e andando para o feminismo. É patético saber que algumas pessoas acham que essas mulheres são vítimas do machismo.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

"uma sociedade adulta tem que se acostumar com uma liberdade maior"

A questão é que a liberdade de um termina onde a do outro começa.
Muito cômodo para machistas em geral essa ideia de que você invadindo o espaço de alguém está simplesmente aumentando a sua liberdade, e não cerceando a do outro.
Ridículo isso.

Anônimo disse...

TV é concessão pública e está sujeita a muitas regras. Cadê aquele cara bacana do MP que está sempre atento a tudo para fazer alguma coisa em uma hora dessas?

Anônimo disse...

Prezados leitores, não pretendo de forma alguma defender a "cultura do estupro".O infeliz comentário do policial canadense que deflagrou movimentos de protesto que cunharam tal expressão, certamente não abarca o fato gerador deste crime hediondo. O estupro,a meu modo de ver,é deflagrado por mentes doentes e violentas. Mas penso que as mulheres ao se vestirem como sluts, demonstram total desconhecimento do que é ser feminina e sensual. Até porque, isto demanda conteúdo, segurança e bom senso para saber quando,onde e quanto mostrar. Uma menina que faz da sua existência uma oportunidade para arreganhar sua bunda, e balançar seu corpo numa sexualização provocativa, não está preparada para a reação de sua ação??? Come on people, se quer mostrar bunda e peito, vá em lugares onde as pessoas te conhecem e sabem que vc é uma pessoa a quem se deve respeito. Por que pra mim, mulher que sai mostrando a bunda na rua pra quem quer que seja, está querendo deixar o pinto duro de quem quer que seja. A partir do momento que ela deliberadamente se propõe a usar seu corpo pra fazer uma provocação, a nível mental e físico, ela deveria estar preparada para algum tipo de reação, nestes dois campos. Deste tipo de mulher, só três tipos de homens não vão se aproximar, os que são muito sábios, para não se colocarem como vítimas de uma provocação barata e não devolverem o desrespeito; os que são pobres, porque sabem que não tem chance; e os que tem fosfato, porque querem uma mulher de verdade.Não sei nada a respeito da pessoa deste diretor, mas adorei o que ele fez. Pra mim, ele só deu continuidade ao desrespeito que ela sempre demonstra com ela mesma, e que demonstrou tbém para com as pessoas que estavam naquele recinto e foram obrigadas a engolir seco os estímulos sexuais de ver uma seminua chacoalhante.

Carolina Lucas Paiva disse...

"nem todas mulheres são iguais, nem todas as mulheres fazem parte de nossa luta, apenas por serem mulheres, reflitam sobre isso!"

Desculpe, mas é muito contraditório ser feminista e defender dicotomia santas vs putas, como você fez aqui. E não estamos defendendo a Nicole, mas sim mostrando o problema por trás dessa situação: pessoas achando que ela mereceu a passada de mão por ser uma vadia.

E Gabriel, sim, também teve passada de mão nos homens, mas teve gente justificando essa passada de mão? Teve gente dizendo que eles pediram ou mereceram? Teve gente dizendo que eles "não deveriam se comportar como objetos"? Não, né. A questão aqui é que, quando a situação acontece com homens, o pessoal não acha justificável, nem defende a conduta do Thomas, mas quando é com mulher...

Douglas disse...

O pessoal do Pânico está rindo a toa.Conseguiram o que queriam,talvez até mais.Tenho pena da Nicole,uma retardada que se vendeu.Nojento uma mulher participando dessa sujeira toda.Acho que as feministas caíram numa cilada e foram usadas pra divulgarem todo esse show.Essas garotas que viram Panicats não tem nada de coitadas,se vendem por que querem.Emílio e Gerald estão torcendo pra esse assunto render por muito tempo,saíram no lucro.Só quem se faz de cego pra não enxergar isso.


Douglas

Pamela Marq disse...

Eu vi o trecho do programa em que o Emilio fala sobre as feministas protestando do lado de fora (o que pra mim era pura encenação) e percebi que o tempo todo a Nicole pareceu constrangida, e também senti um tom de intimidação quando o apresentador foi falar com ela, ele parecia usar um tom de "olha só a confusão que você causou". Como se o abuso já não tivesse sido absurdo o suficiente a forma como o programa tratou o assunto foi pior ainda.

Anônimo disse...

Passar a mão em homem e estupro ?

Anônimo disse...

De onde vcs tiraram que a Nicole ganha ''apenas'' 5 mil reais ?
Com eventos, pode ter certeza que ela leva para casa pelo menos uns 80 mil mensais

Verônica disse...

Pânico é mesmo um show de horrores, que sempre fico nervosa, triste, sem esperanças na vida, quando paro pra pensar em quantas pessoas, de todas as classes sociais, assistem esse lixo. E você não viu nada Lola, os quadros que eles já tiveram... Tinha um em que as panicats iam fazer esportes radicais de lingerie, junto com a Sabrina, que também ia de lingerie. Era simplesmente patético, com ocasionais abusos de caras que participavam, instrutores, etc.

Essa foi a gota d' água, eles terem defendido o Gerald e justificando com o fato de que a Nicole é gostosa, logo é normal que passem a mão nela, não me surpreendeu em nada nada, o pior de tudo foi eles terem armado essa arapuca toda fingindo que havia mulheres protestando, "feministas radicais", isso foi patéctico, assim como usar psicólogo (pfffff, eles tem um psicólogo? WTF???). Enfim, só rezando pelo cérebro dxs telespectadorxs mesmo.

yulia2 disse...

Mas penso que as mulheres ao se vestirem como sluts, demonstram total desconhecimento do que é ser feminina e sensual
_______________

culpabilizando a mulher pelo estupro..

pra variar!

''Até porque, isto demanda conteúdo, segurança e bom senso para saber quando,onde e quanto mostrar. Uma menina que faz da sua existência uma oportunidade para arreganhar sua bunda, e balançar seu corpo numa sexualização provocativa, não está preparada para a reação de sua ação??? ''


coitadinho dos esturpadores né?
vc não quis defender, mas defendeu a cultura do estupro como ninguém!

Anônimo disse...

Vi por aí um monte de gente comentando o abuso do tal Gerald Thomas como um "troco" no Pânico.
Mas ele não atacou o Pânico. Ele atacou a Nicole. E não só a Nicole, todas as mulheres com aquela desculpa pseudo-intelectualóide de mulher objeto.
Sendo Panicat ou não, ninguém tem que passar por uma agressão dessas.

Anônimo disse...

Aliás, Anônimo das 19:04, nem precisava desse papinho de "não querer defender a cultura do estupro", porque foi só o que você fez.
Mulher se dá valor vestindo o que ela quiser.

Anônimo disse...

Ninguém está dizendo que deve haver distinção, mas sim que Nicole foi vítima de um abuso(ou fingiu ser) e que isso foi banalizado pelo pânico e pela própria - viram quando ela que o Gerald fez foi brincadeira mas se fosse um estranho na rua ela teria processado?

Mas o queremos dizer é que Nicole, mulheres frutas, Sabrinas e tantas outras não estão interessadas em causas feministas afinal elas são crias do machismo e ganham dinheiro dele.

E me desculpe, mas por essas eu não luto, assim como não luto por gays evangélicos!

Anônimo disse...

Luiz F,

Claro que as panicats não são coitadinhas. Elas ganham a vida de validar o machismo, sabem disso e se orgulham disso.
O que ocorre é que o abuso feito a uma panicat, no contexto da TV Brasileira, não é "um pseudo-abuso condenado à uma dançarina prostituta" e sim como "mulheres são vadias e tem que passar a mão mesmo". Nesse caso, o problema do abuso à Nicole não foi o (pseudo)abuso por si, mas sim que aquilo foi uma "aula" de machismo, e ela uma simples cobaia de exemplo.

De fato, sob influência dessa piada, mulheres serão "um pouco mais" assediadas, não apenas panicats e outras menininhas fúteis, e sim mulheres de todas as classes e estilos.

Vamos supor que... Tu tens uma irmã, uma menina pacata, tímida, estudiosa, nerdizinha e todo o mais: Sim, ela corre risco de ser assediada por um homem aleatório que viu o sujeito fazendo isso na Nicole e achou legal.

Laura disse...

Infelizmente mais uma vez o feminismo está sendo rechaçado pela mída - que devem ter adorado, aliás.

O foco deveria ter sido na banalização do abuso e não na "pessoa Nicole", até porque a gostosona não é a única, mulheres fora do padrão também já passaram por isso e até crianças...

Portanto, essa fixação na "vítima" foi um prato cheio para xs leigxs caírem em cima do feminismo.

E sim... há mulheres que não querem e não precisam ser defendidas e a Nicole é uma delas.
Uma coisa é o bem coletivo outra bem diferente é a vitimismo coletivo. Nicole não se sente vítma do machismo e não precisa ser salva dele...

Quando nós deixarmos de lado esse sexismo generalizado e admitirmos que, mulheres podem ser preconceituosas, racistas, xenofóbas e que algumas vêem no machismo um caminho rentável e sentem-se confortáveis nele, as coisas talvez possam progredir.


Carolina Lucas Paiva disse...

Anônimo 21:46

Olha, a coisa não é tão simplista assim como você acha que é. Nós não estamos defendendo a Nicole como indivíduo somente, ok? Nós estamos criticando mais uma situação onde a cultura de estupro se mostra firme e forte em nosso país. Contraditório seria fechar os olhos para isso e só dar importância quando a cultura de estupro agride "uma das nossas".
A questão é: NÃO IMPORTA QUEM SEJA, abuso não se justifica.
Ficar de mimimi porque "ain, mas a Nicole é machista então ela merece" é pura contradição! Ou você é contra a cultura do estupro E PONTO, ou você só é contra quando lhe for conveniente.

Anônimo disse...

Agora caiu minha ficha definitivamente sobre o Geraldo Thomas: ele é hermético porque quando diz algo inteligível, é do nível que vimos. ELE É UM EMBUSTE INTELECTUAL DE QUINTA CATEGORIA.

indignado disse...

inusitado que houve uma mobilização maior no caso do suposto estupro da globo, montes de pessoas reclamando que era abuso de vulnerável, ministerio publico se posicionando. agora vemos um atentado, um estupro claro, não há duvidas que ela refuta, que ela não quer e mesmo assim ele continua.

Se for uma encenação é de no minimo mal gosto, pois não foi 'vendido' como tal. Num teatro, num filme por mais veridico que parece a cena sabemos que é ficção, mas ali não há este filtro, é real (mesmo que no fundo não seja) a imagem que mostrou, o que passa é de um estupro.

e aí cade o ministério publico? cade a pressão? é só falar que foi uma simulação e fica por isto mesmo?

Roberta disse...

Anonimo das 19:04, texto muito grande, deu uma preguiça de ler... entao pulei um monte e li a parte do "mulher q deixa o pinto de qualquer um duro tera q arcar com as consequências" e eu pulei o resto e meu dia ficou melhor.
Sua opinião eh isso, não vale a pena ser considerada

Anônimo disse...

A fala do tal psicólogo foi grotesca: uma sociedade adulta deve aprender a é a conviver com limites. Infantil é fazer o que bem entende à revelia do outro.

Anônimo disse...

Lembrei de perguntar uma coisa que, como não vejo Pânico, não sei: quem anuncia nesta porcaria? O único jeito de "sensibilizar" imbecis escrotos é o bolso.

Lillian Cardoso disse...

Tenho notado uma coisa em relação a algumas pessoas que se dizem defensores de minorias: todas defendem as minorias, desde que sejam "boas" minorias. Feministas que só defendem as mulheres decentes e batalhadoras, defensores dos direitos LGBT que só defendem os gays lindos e discretos que passeiam na Tok Stok (mas passam longe da drag aidética da periferia), defensores dos negros que acham o Joaquim Barbosa o máximo, mas passam longe do 'neguinho' pedinte no farol. Isso pra mim é um nazismo moral. Se alguém se diz defensor dos direitos das mulheres, tem que ser de TODAS as mulheres, seja as "santas", as "putas", as advogadas, as presidentas, as mães e as meretrizes. Lutar pelos direitos apenas daqueles aprovados pelo seu código moral é um tipo de preconceito sim - e perigoso por ser difícil de identificar. Pois, não basta a minoria sofrer por ser minoria, ainda sofre por ser 'imoral' - até mesmo pelos seus pares da mesma minoria.

Nesse imbróglio todo, fico enojada com a situação e principalmente com a postura do Penico. Quando o Vesgo levou um sopapo do Netinho, teve barraco e processo. Em nenhum momento tentaram jogar essa história de que "foi tudo encenado, quem apanhou foi o personagem". Mas a Nicole é 'diferente'. Ela é 'biscate'. Com ela 'tudo pode', biscates 'não são donas do próprio corpo'. Nem têm direito a 'dizer não'. Pois é, gente. Sabemos onde isso chega. Tome cultura do estupro na nossa fuça.

Anônimo disse...

Anôn 00:36

Concordo, mexer no bolso sempre ajuda!

Anônimo disse...

Fui ver a tal cena, na hora instintivamente apertei uma perna na outra como se quisesse me proteger daquilo. Se isso não foi uma violência e não sei o que mais eh. Temos que lutar pra evitar essas barbaridades porque banal isso não é mesmo.

Anônimo disse...

aff isso aqui:
http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/1262735-assedio-de-gerald-thomas-foi-contra-a-caretice-dos-dias-de-hoje.shtml

mas chocado estou eu com comentaristas da folha CONTRA o texto.

Camila F. disse...

Ainda bem que não estou sozinha quando penso que o Gerard Thomas não é o errado da história. Ele calhou de ter sido o entrevistado do dia, mas esse ato teria acontecido com qualquer outro homem/ator/diretor/seja-lá-quem-for.

Esse comportamento não me espanta de forma alguma. Primeiro porque o cara antes de enfiar a mão no vestido da Nicole ele tinha feito o mesmo com o outro entrevistador, ou seja, pelo contexto da entrevista foi somente uma brincadeira ou parte da encenação; segundo, como se horrorizar com tal atitude sendo que as mulheres que trabalham nesse programa de merda sabem que seus corpos não lhe pertencem? Tanto que me lembro de uma entrevista que rolou com o elenco do (outra porcaria de) programa Americano Jackass em que a Sabrina usava somente bíquini e convidava os caras a apalparem sua bunda, ou seja, elas concordando ou não com a cultura do estupro fora da TV, se tornam as principais responsáveis pela merda toda porque elas compactuam com o machismo que assola a sociedade ocidental quando assinam o contrato com um programa que ganha audiência através de humilhação e exploração sexual. E o mais triste de tudo é saber que sempre tem mulher na platéia do programa.

Disse várias vezes e vou repiti-las quantas vezes mais for necessária, mas enquanto as mulheres não tomarem atitude e lutar contra as próprias mulheres que se sujeitam a esse tipo de abuso, não podemos exigir que homens tenham o mesmo respeito porque na minha opinião quando essas mulheres se sujeitam a posar nua para a playboy, deixar fotos íntimas de celular "vazarem" na internet, aparecer em banheira do Gugu, BBB, e Pânico elas dão a entender que é normal ter seus corpos explorados em nome da fama.

Paula disse...

E hoje de manhã quando abro meu facebook está lá a foto do dito Gerald não sei o que e escrito: "Não quer ser tratada como objeto não se vista como tal". Cara... é de chorar.
Sempre me ensinaram a não julgar uma pessoa pelas roupas. A pessoa pode se vestir de forma humilde e ter dinheiro, ter bom coração, sei lá... não ser o que a roupa aparenta. Mas quando se trata de vestido curto, não tem outra opção: é vagabunda.
E pensar em toda a gente que assiste essa m* de programa. Quantos adolescentes assistem esse programa e saem de casa se comportando dessa forma.

Anônimo disse...

disse tudo Camila F.

Lívia Pinheiro disse...

É, nós somos umas retardadas que estamos dando atenção (= dinheiro) ao Pânico. Ficar quietas como se nada tivesse acontecido deve ser a solução então, né cabecinha de jerico?

ViniciusMendes disse...

Slut shaming lá, slut shaming aqui, slut shaming everywhere!

Marina P disse...

Ai gente, sério que tinha um psicólogo tentando justificar o que aconteceu? Esse tipo de coisa me irrita muito, muito, muito... Vou procurar saber se o CFP vai se posicionar e se tiver novidades eu conto por aqui.

Anônimo disse...

Lola, cadê o texto de hoje - 16/04? ��������

Mirella disse...

Nunca vou lutar contra mulher nenhuma.
Na verdade, nem lutar contra algum homem eu luto.
Luto contra um sistema que afeta pessoas, mais a mulheres que a homens, mais a pobres que a ricos, mais a negros que a brancos, mais a homossexuais que a heterossexuais.
Não adianta nada achar que é a Nicole, a Fulaninha ou sei lá quem que são as culpadas pelo patriarcado e que elas são um desserviço à humanidade etc etc. Elas estão ocupando o lugar que lhes foi ensinado. Como é possível lutar contra a cultura de estupro se vocês relativizam quem pode e quem não pode ser defendida? Não entendo.
Essas moças não foram empoderadas. Elas não conhecem a liberdade que podem e devem exercer sobre si. É assim que fazer meu feminismo: empoderando. Não entendo quem procura uma algoz mulher para mostrar a imparcialidade do seu feminismo. Não estou recolhendo a carteirinha de ninguém, apenas não compreendo o conceito de um feminismo que exclui e marginaliza. De que adianta marginalizar a Nicole e deixá-la à deriva? A troco de que? Ela é um produto do patriarcado, não o contrário. Foi a maneira que ela encontrou para sobreviver: se dobrando a ele. E isso me entristece DEMAIS. Tudo que queria era sentar com essas moças e conversar. "Não, você não precisa se sujeitar a isso, não precisa ter vergonha de quem é e nem de usar a sua voz. Não precisa deixar os outros dizerem a você como você deve sentir o seu abuso. Se torne dona de si, saiba dizer não, não tenha medo".
Algumas pessoas podem dizer que isso é vitimizá-la, mas paciência. Tento contestar o sistema, não a pessoa. Contesto a prostituição, não a prostituta. Contesto a objetificação, não a mulher-objeto, e assim por diante. Contesto a ação de uma mulher usar sua voz para reclamar do feminismo, mas não contesto a mulher.
Enfim, eu tive a oportunidade de sentar e ler textos sobre feminismo, tive a felicidade de pessoas contestarem o meu senso comum. Algumas pessoas não tem essa sorte. Minha tentativa de empoderamento vai para elas.

melissa. disse...

Ótimo post, Lola! Dá pra ver como eles ficaram desesperados tentando reverter essa situação com o Gerald Thomas, acabar com essa polêmica. Daí era óbvio que iriam tratar tudo como """brincadeira""" (discurso clássico dos babacas: "é só uma piada").


Só queria dizer (e não sei se alguém já disse, não li todos os comentários) que Pânico, BBB e CQC NÃO são programas jornalísticos. Na verdade, não sei porque vc vê BBB como jornalismo (não faz sentido pra mim), mas, mesmo que o Pânico e o CQC tenham "repórteres" não significa que o que eles estão fazendo é jornalismo (na verdade, eles não trabalham com notícias, nem com reportagens, e não dá pra separar bem o que é humor e o que não é, o que é verdade ou o que é mentira, não tem como chamar isso de jornalismo).

ViniciusMendes disse...

@melissa.

Os três programas são tratados pelas suas respectivas emissoras, e não pela Lola, como programas do núcleo de jornalismo.

elisa maia disse...

Acho realmente importante que vc se dê ao trabalho de fazer essa crítica ao programa. Humor de péssimo gosto que vai passando por "normal", ou por mera brincadeira qdo na verdade é reprodução de ideologia machista + preconceito puro e elitismo de GThomas. Aliás, como CQC/Caceta, infelizmente, pq os programas de humor são um oásis qdo são bons... É p desligar a TV gente, mudar de canal, e mudar de novo. Fazê-los sentir no bolso/Ibope.

Anônimo disse...

Melissa, eu não sei sobre o Pânico ou CQC, mas o BBB leva aquele ''carimbo'' de programa jornalistico. Quando acaba o episódio vc vê a marca da central de jornalismo da globo, como no Bom dia brasil ou jornal nacional.. Pra globo, BBB é jornalismo, vai entender.

E quanto aos comentários, isso aqui está de mal a pior. Se essa situação de desrespeito, em que o corpo da mulher vira praça pública, acontecesse somente com alguém nas mesmas circunstâncias q Nicole, seria tudo muito fácil, pra ser respeitada era só não virar Panicat.

Não dá pra pegar a carteirinha de feminista de ninguém, mas é muita cara de pau vir aqui dizer q feminismo é a luta por mulheres X e q mulheres como Nicole são as responsáveis pelo patriarcado..

Amanda Nogueira disse...

o foco deve ser realmente o que as empresas de comunicação estão fazem com nossas concessões públicas... regulação não é censura. é preciso que aprofundemos mais a discussão.

Anônimo disse...

é nojento ver tudo isso, podridão e a mulher sendo jogada sempre às traças e objeto de chacota, a mulher q lutou tanto pra conquistar seu lugar, agora faz de tudo pra se vender, e é nisso q dá, a tv principalmente vende a mulher como qualquer coisa barata, escrota pois isso da ibope, programas q só mostram mulheres semi nuas, depois querem exigir respeito, esse gerald é um porco nojento q quer aparecer a qualquer custo e quer ter fama às custas dos otários q assistem e dão ibope

Julia disse...

Lívia Pinheiro, ficar caladinha, quietinha, sem dar um pio é sempre a melhor solução pra nós, moliéres, não sabia não?


Anônimo disse...

Sempre que acho que a TV já está nos limites, ela se supera. Assisti uma única vez um pedaço deste programa (não aguentei assistir até o fim, se não ia literalmente entrar em pânico). Esses programas me revoltam demais, e troco de canal antes que me estresse.... E o que mais desanima, é saber que um programa destes tem grande audiência. É triste saber que é deste tipo de programa que o povo gosta.. e é triste saber que uma mulher venda sua dignidade e respeito em rede nacional por uma miséria. E mais triste saber que, talvez, usando de sua inteligência, e não de seu corpo, ela não consiga ganhar nem metade desta miséria. Em muitos casos o que conta ainda é a beleza da mulher, e não a inteligência.

Anônimo disse...

O problema não é se as mulheres que participam deste programa estão ou não cientes do abuso.. o problema é a imagem que é passada para o povo, e para a criançada que está crescendo convivendo com este tipo de coisa como sendo normal... Este é o problema!
Outra coisa.. fico me perguntando.. será que essa moça realmente ganha somente 5 mil? Se o que ela busca é fana, com certeza seria mais famosa saindo deste programa, processando os caras e começando um protesto contra este tipo de programa.. né?

Papel Re-Virado disse...

Eu estava lendo quando minha mãe invadiu (literalmente) o quarto, ligando a tv com o controle remoto e pedindo pra que eu visse o Pânico. Ela acompanhou todo o bafafá sobre o incidente do Geraldo (sim, é esse o nome dele), já que sempre discutimos o que acontece nas redes e ela queria que eu comentasse depois.

Não assisti o programa todo, não fiquei sabendo d"essas mulheres [...] aí fazendo escândalo", e não me surpreende que possa se tratar de uma armação. Não assisto o programa. Concordo que eles possam acertar em algumas piadas, e que sejam bem intencionados quando usam seu espaço para informar/criticar/denunciar os escândalos da política brasileira. Mas no geral, penso que eles têm um humor vazio, machista e apelativo, e por isso não assisto. Humor vazio é opinião minha, cada um tem seu gosto e não me incomodo com quem acha graça. Machista sim, quando fazem piadas que questionam a sexualidade de seus próprios integrantes (como o Carioca ou o Vesgo, por exemplo) ou quando utilizam a Sabrina nas matérias. Apelativo sim, pelos enfoques de câmera nas assistentes de palco (ou melhor, em partes de seus corpos). Parece que os papéis estão dados e definidos. Aos homens, com microfone na mão soltando suas piadinhas e opiniões machistas, e às mulheres, "saradas", seminuas e caladas. Me recordo vagamente da participação da esposa do Emílio em alguns programas, num passado bem distante. Certamente não foi seminua, ela estava na platéia. Será que ele aceitaria sua esposa como ajudante de palco? Será que ela aceitaria trabalhar como ajudante de palco, mesmo se aceitasse o salário de "repórter", como a Nicole? E se a oferta for maior que o salário da Sabrina?

Emílio & Cia. subestimam minha inteligência quando tentam covardemente minimizar o ocorrido. Subestimam meu senso crítico quando dizem se tratar de uma simples "brincadeirinha". E desrespeitam todo o país quando usam o que aconteceu como moeda de troca para gerar mais audiência. Nicole estava visivelmente incomodada de estar ali (me lembro de que me chamou a atenção seu pescoço vermelho, possivelmente pelo alto grau de estresse a que foi exposta) , sendo obrigada a concordar com os argumentos mesquinhos que os "chefes" proferiram.

Obrigado Lola, por não deixar isso passar em brancas nuvens. E por questionar se é realmente isso que o Brasil quer.

Francisco.

Ateu e Pacifista disse...

Fui dar uma olhada em alguns fóruns que costumo comentar, procurando alguns debates sobre os atentados em Boston e me deparei com muitas postagens compartilhadas sobre esse episódio narrado no tópico... Fui pesquisar sobre o assunto e assisti uns vídeos no Youtube.

Sobre a tal "manifestação" na porta da emissora, na minha opinião, não passou de uma grande encenação organizada pelo programa (levando em conta a artificialidade das expressões corporais e falas). Provavelmente estão tentando se aproveitar do episódio para alavancar a audiência.

Sobre o episódio em si, entre Gerald Thomas e Nicole Bahls, na minha opinião, evidentemente foi uma brincadeira infeliz e de mau gosto, e Nicole, se quisesse, provavelmente teria embasamento para processá-lo por assédio ou constrangimento.

Outra coisa que me chamou a atenção foram as reações desproporcionais que vi no Facebook, alguns chegaram ao ponto de comparar esse episódio com o estupro da turista americana ocorrido recentemente. Estavam agindo igual aos fundamentalistas religiosos.



Pegando um gancho em um trecho da postagem, que narra o ocorrido: "E chega a vez de Gerald entrar em cena. Ele autografa livros, os repórteres se aproximam, eles trocam amenidades sem graça, ele se abaixa e tenta abrir a calça do cara imitando Hulk, passa a mão nas pernas do cara imitando Nicole, e finalmente na própria Nicole."

Levando em conta os critérios usados por alguns para afirmarem que Gerald Thomas teria estuprado Nicole, será que ele também não "estuprou" os outros dois humoristas? Ou será que se utilizam um peso (acusação de estupro) e duas medidas (tratamento diferenciado) por conta do gênero?


Um pequeno auto-teste (e a resposta deve ser dada para a própria consciência): Imaginemos uma variação da mesma situação, se Nicole tivesse tentado abrir a calça ou a braguilha do Gerald Thomas para ver se ele tinha "bahls", qual seria minha reação? Eu ficaria indignado(a)? Eu acusaria Nicole de estupro? Eu diria que ela seria uma monstra comparável aos bandidos que estupraram a turista na van? Será que meu sistema ideológico não está afetando meu raciocínio imparcial e racional da questão? Será que estou me tornando um(a) "fundamentalista ideológico"?

PS: A resposta do auto-teste deve ser dada para a própria consciência...

Cora disse...


é o q o gesto simboliza, ateu e pacifista.

não vejo este programa (nunca vi nenhum trecho sequer. sério, mesmo!), portanto não sei como foram as cenas. mas eu acho grosseiro e invasivo o fato dele ter bolinado o repórter tb.

a indignação maior com o q aconteceu com a moça tem a ver com a realidade. faz parte do cotidiano do feminino ser bolinada ou agredida sexualmente por homens. é o simbolismo q incomoda, percebe? é a ideia q o gesto reforça e, de certa forma, legitima.

claro q o episódio não pode ser comparado com o estupro coletivo de ninguém. no entanto, entende-se q as pequenas agressões de cunho sexual à mulher enseje as grandes agressões à mulher. no episódio da turista e das outras mulheres q foram estupradas no rio, os homens, ou foram dispensados (no caso da brasileira) ou agredidos fisicamente (no caso da estrangeira), mas nem se cogitou a possibilidade de serem tb estuprados com aquele nível de violência e ódio. percebe a diferença entre o masculino e o feminino? entenda q não estou achando q deveria ter sido feito o mesmo com os rapazes, tá? ao contrário. o meu desejo é q nem passe pela cabeça de um homem agredir sexualmente uma mulher, da mesma forma q não passa pela cabeça dele, agredir um homem. só estou explicando pq ver aquela cena (eu só vi as fotos) de um homem tocando uma mulher enqto ela se esquiva, provoca tanto mal estar em mulheres. sempre evoca lembranças, ateu e pacifista.

e aí, ler várias e várias vezes q a moça não se dá o respeito e por isso merece, é tb difícil. o respeito à mulher é sempre condicional. talvez vc não entenda isso.

talvez se td fosse mais equânime na sociedade, a brincadeira pudesse ser vista como brincadeira mesmo.

e isso não impede q se critique outras atrações desse programa. ao q parece, td nele é detestável e grosseiro. e nem q se critique posicionamentos.

vc não está propondo um debate, apenas uma reflexão, mas gostaria de perguntar, caso vc volte: vc vê as duas situações como simétricas ou comparáveis (entre a nicole e o repórter, não sei o nome dele)?

Maria Valéria disse...

Quando digo que deveria haver censura na TV, sou criticada por pessoas que se dizem a favor da " democracia" e da " liberdade de expressão" . Nao concordo,pois essas duas premissas nao significam que você possa sair fazendo e dizendo o que bem quiser, nao.
E o argumento que mais escuto a favor desse tipo de programa apelativo " se nao ta satisfeito, muda o canal de TV" .Nao acho tao simples assim, nao, nem todos tem essa opção de mudar o canal.Escrevi sobre isso ano passado, vou achar o texto para postar aqui.

Maria Valéria disse...

Texto meu, com opinião sobre o assunto da programação de TV

http://www.comtodaaminhaalma.blogspot.com.br/2012/02/democracia-liberdade-de-expressao-poder.html

Anônimo disse...

O que eu vejo nessa torrente de comentários contrários a essa atitude do Gerald e do Pânico no Facebook e no twitter não é nenhum senso crítico muito desenvolvido. Me parece mais uma manifestação do que eu venho acompanhando entre esses "humoristas" de "piadas" polêmicas onde a crítica do público se baseia na idéia do "pode humilhar todo mundo mas não pise no meu calo". Estou cansada de ver postagens preconceituosas desses caras contra gordos, nordestinos e mulheres, e a maioria dos que criticam a piada tem as características do que foi ridicularizado nelas e vêm com comentários do tipo "gostava muito das suas piadas, mas essa não teve graça"(como se todas as outras que atingiam outras pessoas tivessem graça justamente por não atingir a ele). Diferente do que muitos devem estar pensando, existe nessas críticas muito mais hipocrisia egoísta do que solidariedade.

Ateu e Pacifista disse...

Cora, muito sensato e educado seu feedback, fiquei realmente pensando sobre o seu ponto de vista, tentando me colocar no lugar da mulher. Claro, meu ponto de vista, ainda assim, fica um tanto limitado, pois sou do sexo masculino, mas mesmo assim posso afirmar com convicção que me sensibilizo e tento fazer o que posso para entender, para me colocar no lugar.

Depois que li o teu texto, fiquei refletindo e acredito que tive um entendimento maior sobre o ponto de vista das pessoas que ficaram revoltadas com o episódio. Me coloquei no lugar e tentei entender quando você falou sobre os assédios e violências sofridas pelas mulheres. Depois de me colocar no lugar, senti uma sensação bem ruim ao lembrar do episódio, me incomodou muito mais do que antes, em outras palavras, acredito que tive uma melhor compreensão e meu nível de conscientização tenha melhorado.

Postagens como a sua, escritas com o coração, sensatas e educadas, nos fazem pensar e nos conscientizam. São muito diferentes de muitas postagens que vi no Facebook.

Ainda penso que uma acusação de estupro e compará-lo com os bandidos que estupraram a turista é totalmente desproporcional com os fatos (assédio ou constrangimento). Mas meu entendimento melhorou. Confesso que eu estava um tanto crítico com os protestos depois que li certas postagens (radicais e até violentas) no Facebook.

Deixando o Facebook de lado, digo que entendo melhor e sou totalmente solidário com os protestos sérios e revoltas. Pois os protestos sensatos podem realmente gerar conscientização nas pessoas.


Sobre sua pergunta do final: Se eu fosse um computador apenas analisando esses dados correspondentes ao ocorrido específico, talvez eu poderia observar a situação de forma equiparada. Mas, levando em conta os condicionamentos sociais, crenças, vivência, confesso que me incomodou muito mais quando assisti a cena dele tentando levantar o vestido dela do que quando ele tentou abrir a calça de um repórter e passou a mão nas pernas do outro repórter. Embora eu tenha achado tudo de péssimo gosto.


Pra finalizar, sobre a parte que você mencionou de ninguém falar que os bandidos que estupraram a turista deveriam sofrer igual castigo (deixando claro que eu também, assim como você, sou totalmente contra impor essa violência aos bandidos). Acredito que muitos tenham pensado nisso, mas se calaram pelo politicamente correto e também porque sabem o que costuma acontecer com estupradores nas prisões.


Abraço.

Anônimo disse...

Também acho que foi tudo combinado, aliás tava meio na cara isso. E acho um absurdo que mulheres se sujeitem a essas coisas, se prostituindo por tão pouco. Cinco mil, sério mesmo Nicole? Se vender, se objetificar, passar a mensagem para todos os homens que mulher é vadia e enfiar a mão na vagina é brincadeira e humor? Eu LAMENTO que foi combinado. Se fosse de verdade, quem sabe cairia a ficha dessa infeliz....

Anônimo disse...

Anon 17:45 se "todos os homens" assumem que as mulheres são "vadias" por causa do comportamento de Nicoles, eles são idiotas. Sinto te informar isso, mas se vc pensava algo diferente te enganaram.

Espero que vc esteja torcendo para que a ficha do Gerald Thomas e daqueles que viram isso como brincadeira caia também.

Cora disse...


ateu,

bacana vc ter compreendido meu ponto de vista.

o lugar social do feminino não possibilita q a brincadeira seja apenas brincadeira, não é? eu gostaria muito q as situações fossem equiparáveis, pois isso significaria uma equivalência social entre o feminino e o masculino.

não dá um misto de tristeza e decepção, o fato da maioria dos humoristas brasileiros não serem capazes de transgredir?

mas escrevo apenas pra esclarecer uma fala minha q foi mal compreendida por vc.

qdo comentei sobre os rapazes do caso da turista e das brasileiras estupradas no rio, falava dos rapazes q acompanhavam as moças e não dos bandidos.

um deles, amigo da brasileira, foi liberado junto com os demais passageiros. o namorado da turista americana foi agredido, mas acredito q nem foi cogitada a possibilidade dele tb ser estuprado. eu quis marcar a diferença entre o masculino e o feminino como alvo de violência. apesar da violência contra o casal, o ódio e o desprezo foram muito maiores contra a moça. ela chegou a ser oferecida pra outro bandido.

em muitos casos de sequestro relâmpago de casais ou assalto a casais, a mulher é estuprada.

quer dizer, mesmo q o impulso original seja apenas o assalto, se há mulher envolvida, as chances de haver violência sexual são muito grandes.

por isso violência contra mulheres, mesmo encenadas, mesmo humorísticas, causam tanto mal estar em mulheres. tem muito a ver com a realidade.

e tb pra dizer q não compreendi bem a sua fala. relendo hj, percebi q vc inverteu a situação e colocou a nicole assediando g. thomas. eu acharia igualmente violento e grosseiro, especialmente se ele exibisse td uma atitude de esquiva e aversão. não é possível mexer no corpo de alguém sem a anuência da pessoa (mesmo em situações médicas. acho imprescindível sinalizar ou avisar antes o q se vai fazer).

comentários em blogs e sites de notícias muitas vezes são de provocar mal estar mesmo. eu sempre passo mal, especialmente em portais de notícias ou blogs políticos hospedados em portais de notícias.

não vejo tv e não tenho facebook. ando antissocial demais! e as amostras q tenho do facebook são realmente nojentas. sei q vc fala de um caso em q críticas ao episódio foram duras e, provavelmente, equivocadas em alguns momentos. mas as mulheres são alvo de posts misóginos e comentários violentos absolutamente assustadores. é terrível imaginar q pessoas responsáveis por estas coisas andam livres por aí.

o ser humano é assustador.

[]

Geisse disse...

Assisti ao programa neste domingo... E juro... Senti enjoo, náuseas, calor e repudio... não consegui ver tudo... na hora em que chamaram 12 mulheres de caixa de bombom... tive o ímpeto de me retirar da frente da tv... É um programa que é a cara da ignorância brasileira.......

Wellington Conegundes da Silva disse...

Muito interessante os textos que você escreve, e não seixei de pensar ao ler sobre o Pânico, em relação a uma matéria sobre a TV brasileira, feita por um programa inglês, tendo enfoque sobre a mulher dentro do entretenimento de massa. Nesse caso acabou tendo uma entrevista de um Panicat, e como ela foi muitas vezes foi coagida sob pretexto de ser descartável, mas que de alguma forma era positivo, visto que ela sabia que por outro lado ela teria a exposição da mídia como ela desejava. Outra moça, no concurso Miss Bubum, disse que era uma questão de mostrar o corpo, para depois mostrar o conteúdo..., enfim, segue o link:http://www.youtube.com/watch?v=QM-Ujx7JET4