quarta-feira, 16 de maio de 2012

GUEST POST: MEU PAI, MEU MONSTRO

A M. me mandou a sua história, que é a história de muitas crianças que sofrem violência dos pais. Sou totalmente contra palmadinhas "pedagógicas" ou "educativas", chamem como quiser. 
Pessoas que estudam comportamento infantil sabem muito bem que educar com violência só gera mais violência. E que educar pela via do medo é o pior caminho. Mas, se dar palmadinhas inofensivas é uma forma tão maravilhosa de se educar uma criança, por que deixar que apenas os pais tenham esse privilégio? Vamos deixar @ professor@ na escola bater nos alunos também! Pô, vamos liberar para que estranh@s na rua deem tapinhas nas crianças! Afinal, faz bem, é assim que se ensina, né? Ah, mas não pode ser um tapa forte, só um tapinha, e dado com amor! Sei. 
Já tratei deste assunto diversas vezes no blog, e praticamente todos os pais e mães que comentaram foram unânimes em dizer que, nas vezes em que bateram nos filhos, foi por descontrole. Descontrole, pra mim, parece ser o oposto de amor e educação. A maioria das pessoas que deixaram comentários em posts passados da violência que sofreram alegam que isso prejudicou muito o relacionamento com os pais. Então, por que insistimos numa prática covarde? Bater em criança também é violência doméstica. E tod@s nós podemos denunciar.
Muita gente sabia da violência que M. e as outras mulheres da sua família sofriam. E ninguém fez nada.


Demorou muito tempo para eu ter coragem de compartilhar a minha história. Sou uma moça de classe média, sempre estudei em colégio particular, faço uma boa faculdade hoje. Sou filha de pais com ensino superior mas nem por isso escapei de um drama que atinge milhares de mulheres no mundo, não importando a condição social: a violência doméstica.
Quando eu era pequena apanhava do meu pai pelas simples travessuras de uma criança, tanto eu como a minha irmã sete anos mais velha. Minha mãe também apanhava nas discussões com meu pai, e ela culpava o temperamento explosivo dele, mas de certo modo era conivente com esse comportamento agressivo. Ela usava desta arma para exigir obediência da gente. 
Muitos assumem que é normal uma criança apanhar quando pequena para assim ser melhor educada. Dizem que eles mesmos apanharam quando pequenos e hoje são pessoas normais. Mas as pessoas deveriam tentar ver com olhos de criança. É terrível para uma criança ver o seu pai, uma figura que era pra te proteger, bater em você, na sua irmã e na sua mãe, e, em meio a sua revolta, ver que os outros acham tudo normal. 
Eu nunca consegui compreender o porquê de suportar esta situação, e desde criança tramava sair de casa e viver a minha vida longe daquela violência. Os anos se passaram, eu e minha irmã deixamos de ser crianças, mas nem por isso as agressões pararam. Certa vez eu tinha uns 13 anos e tomei uma surra homérica, daquelas que você tem que inventar desculpas na escola depois pra explicar os roxos. O motivo só fui saber depois da surra: "Você andou entrando em sala de bate papo no computador". Quando eu disse que não entrei, ele respondeu: "Ah, então desculpa, isso vale para você não entrar". No fim descobri que tinha sido um amigo dos meus pais que tinha usado o computador e entrado na página. 
Com o passar dos anos me tornei uma jovem estudiosa obcecada em tirar notas altas com o medo de uma nota baixa desencadear mais uma surra (meu pai era muito exigente na educação; lembro de ter apanhado certa vez por ter dificuldades em matemática). Mas também me isolava do convívio social desde nova, tinha problemas em interagir socialmente, e ser uma nerd não ajudou minha vida social. Eu sofria bullying e muitas vezes recorri à violência para me defender na escola. Eu era uma aluna de excelentes notas, mas sem amigos e com problemas de conduta. 
Aos 17 anos consegui a minha deixa para sair de casa: passei numa universidade em outra cidade e fui morar fora. Minha irmã, porém, continuou em casa e aos 25 anos, já formada, recebia toda a violência do meu pai. Ela apanhava por ter ido a um bar em dia de semana, ou por esquecer de trancar a porta de casa. A situação foi extrema, até que um dia ela fugiu de casa. Não levou nada além da roupa do corpo. Ela se libertou da violência e fez o que nenhuma de nós tivemos coragem de fazer: denunciou meu pai na Delegacia da Mulher. 
Minha mãe, por incrível que pareça, ficou do lado dele, pois a ação dele na mente dela estava correta. Ainda tive que ouvir que era um absurdo a denúncia porque agora todo mundo estava sabendo. O que minha mae tanto queria proteger era a imagem de família normal, mas nunca foi possível preservar esta imagem: os vizinhos ouviam os gritos enquanto apanhávamos, e as pessoas mais próximas viam os roxos e as marcas. Dessas pessoas não escondíamos a verdade; todas sabiam, só nada faziam.
Para evitar um escândalo, minha mãe obrigou minha irmã a retirar a denúncia. Não sei se foi a denúncia em si ou o fato de minha irmã sair de casa, só sei que após esta data meu pai parou de bater em mim ou na minha mãe. Diz ele que aprendeu a se controlar, mas pra mim aprendeu tarde demais. Não consigo confiar nele como pai e temo que em algum momento ele ainda vai voltar a explodir e descontar em mim novamente.
Estou contando esta história pois sei que existem muitas outras pessoas como eu e minha irmã que sofrem caladas a violência de um pai e ficam de mãos atadas, com medo de lutar contra isso. Os traumas causados pela violência são muito maiores que as marcas roxas no corpo. Eu sei pois hoje faço tratamento psiquiátrico e psicológico e ainda não consigo perdoar meu pai pelo que fez. Ainda assim, mesmo sabendo que não tenho culpa, tenho vergonha de assumir que sofri violência. Tenho medo dos olhares e das conversas, como se a sociedade me culpasse por ter apanhado. Quantas que já sofreram algum tipo de violência não sofrem o mesmo julgamento?

303 comentários:

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Caroline disse...

Que triste esse relato. A pessoa que existe pra te proteger, te bate. Isso me fez lembrar da minha infância. Dificilmente meus pais precisavam recorrer as palmadinhas. Somos em três filhas e já levamos palmadinhas dos nossos pais, mas nada que traumatizasse a gente. Hoje eu nem me lembro mais tanto disso e nem odeio meus pais. Minha irmã tem filho e não é violenta com ele por conta das palmadas que levou qdo era criança. Mas o que aconteceu nesse relato choca qualquer um!!

F. disse...

O mais triste é ela ainda se sentir culpada. É claro que é a culpa que impede as pessoas de reagirem muito mais que o medo e justamente pq a sociedade acha que é normal os pais baterem nos filhos. Meus pais também me bateram, eles pararam quando eu e meus irmãos crescemos. Eu perdoei, mas não esqueci, não dá pra esquecer a sensação de injustiça, medo, culpa e muito menos quem você se torna depois disso, a gente aprende a reagir com violência e tem que aprender a não ser assim tudo de novo e por conta própria quando se dá conta que isso não é certo. Não quero bater nos meus filhos se eu tiver, mas acima de tudo, quero que a sociedade comece a ver isso como inaceitável.

nina disse...

Realmente triste. E desejo de coração que você supere - como for possível. Acredito que falar nisso já seja um passo pra passar por cima da sensação de culpa que a gente aprende a ter, e que você pode ter ainda muitos bons anos pela frente pra aproveitar as coisas boas da vida, que existem. E encontrar pessoas mais gentis.

Cada vez que leio os posts aqui, da Lola ou de outras pessoas, me lembro da sorte que tenho. Sorte sim, porque mesmo com as piadinhas na rua, no trabalho, na faculdade, mesmo com o comportamento geral das pessoas com a mulher, eu tive um pai que nunca me bateu. Ele tinha outros problemas, tanto que se matou - mas eram coisas dele, nunca descontou fisicamente na gente.

E sim, eu levei palmadas - até mais, da minha mãe que não era lá muito paciente. Mas não foram dessas que deixaram marcas, a dor era mais moral que física. Não sou a favor de bater em filhos, acredito que se uma boa conversa - e bons exemplos - não forem suficientes, nada mais será.

André disse...

O cara do post não dava palmada devido a alguma indisciplina, ele espancava sem motivo. Ele não representa os pais que são a favor da palmada, assim como Solanas não representa as feministas.

Anônimo disse...

Sou contra espancamento, o que acontecia neste caso. Mas uma palmadinha após a criança já ter sido avisada que a conduta estava errada e que ficaria de castigo e ainda assim insistiu na atitude errada eu sou a favor sim.

Apanhei duas vezes na minha vida, e hoje como adulta vi que mereci, ambas as vezes. Nas demais vezes que fiz algo errado a simples conversa mais um castigo (ficar em chocolate, sem usar o computador, ser proibida de ver televisão) sempre serviram para mim, a palmada só serviu para os casos extremos, e ainda assim não foi uma 'porrada', nada que me feriu fisicamente, ou emocionalmente.

Meu medo desta 'lei contra a palmada' seja o que eu já vejo acontecendo hoje: pais permissivos que não educam os filhos, que deixam eles fazendo o que bem entendem. Para mim esse pitboys foram os jovens sem presença do pais, que faltou muito castigo e imposição de limites, e sim, um tapinha uma vez ou outra quando passaram do limite e só um corte de privilégios não serviu para corrigir.

Hoje vejo pais cheios de dedos, com pavor de traumatizar os filhos, e esquecem que ser pai é impor limites e dizer mais NÃO do que sim. E que as vezes, como último recurso, uma palmada pode sim ser usada.

Minha mãe trabalha omo professora de ensino médio e o que ela vê diariamente, em escolas públicas e estaduais, são jovens sem rédeas nenhuma. Uma vez ela encostou no braço de um aluno ele chamou a mãe na escola para dizer que a professora o tinha agredido. Outra vez ela tirou o celular de uma menina que o usava durante uma aula, a mãe ao invés de apoiar a professora ficou do lado da filha e disse que era um absurdo a professor tirar algo de alguém (mesmo que tenha devolvido no final da aula).

Anônimo disse...

"O cara do post não dava palmada devido a alguma indisciplina, ele espancava sem motivo. Ele não representa os pais que são a favor da palmada, assim como Solanas não representa as feministas."

EXATAMENTE!

Bruno S disse...

Se um adulto dá "palmadas" e outro é agressor e será processado.

Se é numa criança que seja sua filha, ele só está educando.

ógica estranha essa.

André disse...

Bruno S.
Quando um adulto faz algo errado, ele não recebe palmadas, mas recebe multa, fica obrigado a serviços comunitários, vai preso. Além disso, quando um adulto não se comporta da forma como gostaríamos, nós podemos simplesmente cortar relação com ele. Acho sua comparação pouco válida.

Camila Fernandes disse...

Bem, meus pais (felizmente) são contra palmadas. Eu me lembro mesmo de ter apanhado umas duas vezes, quando eu era pequena. Isso foi antes do meu irmão (2 anos e pouco mais novo) ter idade para "aprontar", porque ele nunca apanhou. Meus pais perceberam que não era o melhor caminho, e logo mudaram a postura. Eu não sou traumatizada, pelo contrário, reconheço o esforço dos dois em serem bons pais. Sei que apanhavam quando criança, e não reproduziram o comportamento.

Uma coisa que minha mãe costumava fazer era deixar a gente de castigo, principalmente eu, por ser mais velha. Por exemplo, na sexta série eu fiquei de recuperação em matemática. Ela reconheceu que a situação era complicada: eu tinha mudado, contrariada, do colégio que estudava desde os três anos, para um que era mais puxado; eu era uma aluna boa com dificuldade. Isso não me livrou do castigo, que foi não viajar para a cidade da minha avó, e passar o mês de férias todo estudando. Sei que isso me ajudou, eu lembro de ter fechado a prova e o trabalho de recuperação. Entretanto, três anos mais tarde, quando meu irmão (na mesma série que eu) ficou de recuperação em "três" matérias, o castigo dele foi passar um final de semana sem computador. Claro que eu, adolescente, fiquei revoltada. Tanto que até hoje eu lembro do episódio, com detalhes. Mas agora eu vejo que meus pais estavam revendo seus próprios conceitos e tentando encontrar a melhor maneira de educar a gente.

O problema é que os tais castigos não funcionavam comigo. Com uns 10 ou 11 anos eu peguei um enorme: seis meses sem sair (leia-se sem poder ir para a casa das amigas ou primos, ao clube, andar de bicileta). O motivo? Eu não queria mais ser cristã, e estava lendo uns textos sobre outra religião. Acho que minha mãe acabou percendo que isso era ridículo, porque os seis meses logo caíram pela metade. Verdade que eu devo ter sido uma criança "impossível", porque sempre estudei em colégio de padres e frequentei a igreja, daí surgi com essa para a minha mãe. Enfim, sempre achei uma punição exagerada demais para o meu "crime", e desde aí parei de levar os castigos a sério.

O que leva a não saber como educar meus filhos (que ainda não tenho, mas pretendo, e quero muito). Palmadas e castigos estão fora de cogitação, para mim. Eu gosto da ideia do diálogo, de ensinar, de mostrar sempre o paralelo entre ações x consequências. Mesmo assim, tenho medo de cair na do castigo, de novo. Educar é uma GRANDE responsabilidade.

@vbfri disse...

Alguém entrou na minha cabeça e tirou essa história de lá...
Com a diferença que meu pai não bate em pessoas do tamanho dele (minha mãe nunca apanhou).
Só crianças de 2 a 12 anos.
E de cinto.
Vou linkar esse post no meu blog.
Beijos.

Bruno S disse...

André,
em nenhum caso se prevê punição física.

Por que para a criança deveria ser permitida?

Barbara disse...

É isso aí. Lógica pra lá de estranha. Apanhei quando criança, e pelo que vivi, realmente a palmada vem do descontrole. Bater pra educar? Desculpa, hipocrisia, a pessoa quer apenas não se sentir culpada porque perdeu completamente as estribeiras. As vezes eu fazia uma coisa, e minha mãe paciente tentava corrigir. Cate seus brinquedos. Não brinque no piso molhado. Outras vezes eu fazia a mesma coisa, e apanhava, porque minha mãe estava num dia ruim.

Estou especialmente sensível com o assunto porque ontem à noite caí sem preparação num vídeo em que uma mulher enchia de tapa uma criança de 8 meses. Horrível, horrível, dá vontade de vomitar.

Eu sou uma pessoa muito nervosa e impaciente. Não sei se terei filhos, pois tenho medo de perder a cabeça e num momento de descontrole fazer coisas que abomino.

Barbara disse...

Bruno, sua comparação é extremamente válida. Se bater em adultos é errado e inaceitável, por que diabos a sociedade aceita que se batam em crianças, seres dependentes e incapazes de se defender?

Gabriele Albuquerque Silva disse...

Também não entendo porque existe permissão para bater em crianças e não em outras pessoas. Se eu vejo um adulto fazendo uma coisa extremamente errada, isso me autoriza a bater nele pra ensinar uma lição? Não sei porque seria diferente com crianças.
Apanhei algumas vezes na vida e até hoje lembro vividamente do sentimento de medo, pavor, vergonha e impotência que isso gerava em mim. Não vejo como isso me tornou uma pessoa melhor. Meus pais, ou melhor, minha mãe não me batia com tanta frequência, e mesmo assim isso me traz uma angústia muito grande. Acho até que isso pode ter tido uma influência sobre o meu jeito meio passivo de ser, na adolescência sofri muito com fobia social, medo de me relacionar com as pessoas, de saber dizer não quando me pediam algo e medo de discordar da opinião alheia. Hoje isso melhorou, mas ainda assim tenho dificuldades. Se alguém só levanta um pouco mais a voz pra mim ou me critica, quase me paralizo de medo no momento.

André disse...

Bruno S.
A legislação brasileira formalmente não permite, mas essa não é uma verdade universal. Para as crianças, as penas alternativas (multa, serviços comunitários, cadeia) podem não ser efetivas ou aplicáveis.

Lorena disse...

Pessoas, não confundam "não bater" com "não educar". NÃO é a mesma coisa. Os adolescentes mal-educados hj não o são por falta de palmada, não. Acreditem, eu conheço MUITOS adolescentes que apanharam mto e são sem limites, mal educados, etc... E outros que nunca apanharam e são educados e responsáveis. Uma coisa não tem ligação direta com a outra.

Bater não é educar. Quando um adulto bate numa criança é pq ele perdeu o controle, não porque quer educar a criança. Não é um ato premeditado "vou bater hoje, pra ensiná-lo a se comportar"... nenhum adulto bate se não tiver perdido a paciência ou o controle da situação.

Eu sou totalmente, absolutamente contra palmada. Minha mãe me bateu uma única vez, eu já era adolescente. Eu errei, naquele momento?? Sim, eu errei. Mas minha mãe não me bateu pra me fazer acertar, foi apenas pra descontar os sentimentos que ela sentia.

E eu bati num primo mais novo de quem tomava conta de vez em quando, uma vez, e foi pelo mesmo motivo. Porque perdi a paciência com algo que ele estava fazendo e, no momento, não consegui me acalmar e conversar com ele para que ele parasse. Depois que bati, me senti a pior pessoa do mundo. Porque eu SABIA que tinha batido porque me descontrolei. Daí prometi pra mim mesma que nunca mais faria isso.

Pra quem acha que palmada é a melhor educação, indico esse texto aqui: http://guiadobebe.uol.com.br/quase-10-anos-a-historia-de-uma-educacao-sem-palmadas/

Lena disse...

Sempre leio o blog da Lola, sou apaixonada por todos os posts, mas nunca postei um comentario, este é o primeiro.
Muito obrigada Lola, por toda sua lucidez e esclarecimento em tantos temas e neste em especial, sofri muitos abusos na infancia e adolescencia, assim como meus irmaos, violencia fisica e verbal, nao perdoo nunca poderei perdoar meus pais por tudo que vivi ao lado deles, há muitos anos rompi nossa relacao e acredito que bater em um filho, desde uma "leve palmadinha" até coisas mais graves é absolutamente injustificavel, desumano e cruel, um adulto deve ter responsabilidade sobre seus atos e esse tipo de descontrole só demonstra que nao poderiam de fato educar crianca alguma..., espero que um dia neste pais, este assunto seja discusssao do passado e que para todos pareca inaceitável e um crime qualquer comportamento violento e descontrolado em relacao a uma crianca ou jovem...

Vivi disse...

Nossa, que relato triste este.Toda minha solidariedade a M. Viu, pela minha experiência e pelo que observo, sei que “se abrir” e “verbalizar” as dores ajuda bastante na recuperação viu. Você já começou! Mesmo que no começo vc sinta vergonha (não deveria, sabemos!), acho que se vc começar a contar para pessoas próximas, amigos (de confiança) etc, vai aliviar sua sensação eu acho. Também quando verbalizamos, além de problema “seu” , passa a ser um problema de todas nós, da sociedade que colabora e cria homens (e mulheres em menor grau) violentos assim. Você não está sozinha não viu! Apesar de eu não ter passado pelo que vc passou e não saber sua dor, somos todas vítimas de violência doméstica, isto é, isso é um problema de todos!

Bom, só para dizer que sou radicalmente contra qq palmada. Apesar deste caso o pai parecer “extrapolar”, tb sou contra a palmada da “disciplina” , ou “educativa”como dizem. E já vejo chover argumentos de sempre: “só qndo vc tiver filho vai saber” “eu apanhei e não sou monstro/traumatizada por isso” “quero ver vc aguentar tal criança sem bater, com tal criança não adianta outro método”..etcetc...Para mim isso não é educar. Medo e educação/disciplina não podem ser sinônimos.

Camila Fernandes disse...

Mesmo sem os pais me baterem e com os castigos definitivamente não funcionando comigo, meus pais me deram uma base ética muito boa, ensinaram respeito, educação e empatia com o outro. Além de cultural, claro. Nem falo de aulas extras e colégios caros, mas lá em casa sempre teve muitos livros e nós sempre fomos muito incentivados a ler, assim como a nos envolver em atividades culturais. E isso é que fez toda a diferença na minha formação. Por que o caminho não pode ser por aí?

Lorena disse...

E para a moça do guest post, força! Conheço gente que passou pelo mesmo e sei que é preciso ajuda e muita força de vontade para superar as consequências de uma criação abusiva dos pais.

Mariana disse...

Triste relato. Por outro lado, me faz valorizar ainda mais a educação que meus pais deram a mim e ao meu irmão: jamais levamos uma palmadinha "educativa" sequer! Era sempre na base da conversa. Quando brigávamos um com o outro, por exemplo, a punição era ficarmos abraçados por não lembro quantos minutos (para mim parecia uma eternidade!). Quando ouço relatos de amig@s que acham normal porque apanharam dos pais e não tem nenhum trauma disso e, portanto, pretendem reproduzir esse tipo de ação com seus (futuros) filhos, eu fico chocada. Tento argumentar, dizendo que não é através da violência que se educa mas não sei se surte algum efeito. É triste saber que isso é uma coisa tão comum, independente de classe social.

Bruno S disse...

"A legislação brasileira formalmente não permite, mas essa não é uma verdade universal"

O que é uma "verdade universal"?

Achei que dscutíamos nossa sociedade, partindo dos pressupostos da lei brasileira.

De qualquer forma, há equivalentes para crianças nas sugestões que você deu.

multa - fica sem mesada ou sem algum presente que receberia.

serviços comunitários - fica responsável por lavar louça/ arrumar quarto /levar irmã mais nova no teatro infantil.

cadeia - depois da escola direot prá casa.

Bruna disse...

Me identifiquei muito com o post apenas com uma diferença: meu pai não me batia a ponto de deixar hematomas, roxos, arranhões, ou qualquer tipo de marcas físicas. Mas ele sempre usava a "metodologia" da palmada! Ele e minha mãe são educadores, com nível de pós-graduação e respeitados no meio profissional. Não dá para dizer que é/era falta de esclarecimento. Mesmo sem ter sido espancada ao longo da vida, eu tive a minha dignidade desrespeitada e carrego comigo até hoje traumas emocionais(tenho 35 anos). Nunca compreendi a necessidade daquilo. Eu também tinha planos de sair de casa desde quando era uma criança. Eu vivia aterrorizada e com medo de dar a resposta errada ou de desagradá-lo. Quando eu brigava com minha irmã, nós duas sempre apanhávamos porque ele dizia não querer saber quem tinha razão (cômodo não querer ter trabalho, não?). E minha adolescência foi um inferno. Se ele achasse que eu estivesse mentindo, eu apanharia mesmo dizendo a verdade. Juntamente com minha mãe, eu vivia num regime controlador e desrespeitoso dentro de casa. E sim, continuava levando as tais "palmadas" corretivas. E assim como a pessoa do post, meus pais queriam/ainda querem manter a imagem da família perfeita. Em parte conseguiram por eu nunca ter carregado marcas físicas no meu corpo, mas ao longo da minha vida adulta muitos familiares sabiam que a relação que a nossa não é saudável. Hoje moro muito longe deles e construí a minha família contra o uso da palmadas (meus filhos nunca apanharam). Acho possível que existam pessoas da minha idade que também levaram palmadas quando crianças e não possuem os mesmos traumas que eu. Entendo de onde essas pessoas vem (a pespectiva delas) para dizer que uma palmada é inofensiva. Mas pessoalmente eu acredito que a palmada tem um potencial ofensivo muito grande. É uma roleta russa: você pode ferrar com a cabeça do seu filho ou não. E se você ferrar, não tem como voltar atrás.

lala disse...

Não sou totalmente contra palmadinhas não... cheguei a levar algumas chineladas da minhã mãe, mas nunca era excessivo nem gratuito. Pais não são perfeitos... eles aprenderam assim... mas isso não é algo que não se possa mudar. Mas acho q tb não devemos banir totalmente a possibilidade de uma palmadinha (tais quais eu levei)... estou falando de palmadinhas, não de surras como a da leitora (que bom que vc está no caminho da recuperação, desejo uma vida bem melhor para vc!).
Enfim.... pode ser tb falta de conhecimento sobre a questão. Como sempre, os comentários ajudam muito a entender e modificar.

Mudando de asunto, vcs já viram essa: http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/1090713-jp-coutinho-nao-disfarca-seu-machismo-em-artigo-critica-leitora.shtml
?

Anônimo disse...

Por favor né, olha o relato e vê se isso é "palmada pedagógica". Desde quando "palmada pedagógica" deixa roxo??? Uma coisa é espancamento, violência doméstica. Outra, bem diferente, é como aconteceu algumas vezes com meu pai. Eu, fazendo uma pirraça gigantesca por alguma bobagem e ele, com um chinelo de borracha, dando uma palmada em mim sem usar toda a sua força para eu parar. Não era frequente, nem algo que deixasse marca, ou mesmo que machucasse. Isso faz dele um criminoso? Um pai ruim? Eu não acho... Ao contrário, acho que ele é o melhor pai do mundo. Quantas vezes ele não me ajudou nos estudos, após um dia todo de trabalho? Quantas vezes ele não acordou cedo para fazer meu café da manhã (minha mãe acordava depois que eu já tinha ido para o colégio)? Sempre me apoiou quando eu precisei e ainda apoia. Vc mandou muito mal nessa comparação, palmada pedagógica é uma coisa, espancamento é outra.

André disse...

Bruno S.

O termo ficou estranho, substitua por "legislação de outros países".

Achei que discutíamos o ser humano, primata cujo parente mais próximo é o chimpanzé.

Multa: criança pequena não tem essa noção de tempo e causa/consequência.

Serviços comunitários: de forma alguma eu deixaria minha filha de 5 anos ou meu filho TDAH lavar a louça.

Cadeia: o moleque tá enrolando para comer, vai atrasar todo mundo e, ao invés de lhe dar um tapa na mão quando ele largar o garfo (depois de muita conversa), eu ponho ele de castigo?

Você tem filhos? Acha que castigo é válido? Ou tem que ser só na conversa?

Bruno S disse...

Tratar criança com TDAH com palmadas.

Ótimo pai deve ser o senhor.

Renato K. Silva disse...

Eu entendo perfeitamente, só que em casa quem era descontrolada era a minha mãe e nunca batia quando corria o risco do meu pai saber, só avisava que ele não poderia saber, como eu morria de medo ele só ficou sabendo depois da separação deles e da morte dela, muito tempo depois. Mas hoje, com mais de quarenta anos, ainda percebo as sequelas emocionais que isto tudo me trouxe. Também foi bom ler algo escrito por alguém que pensa como eu, me sinto muito solitário na minha opinião porque a minha esposa, sua família e suas amigas concordam com ela, por mais que ela tenha sido espancada pela mãe quando criança, infelizmente ela diz que a mãe estava certa, do que discordo plenamente mas preciso ficar quieto se não quiser arrumar discussão. Desculpa o desabafo.

Lorena disse...

Às pessoas que defendem as "palmadas educativas", eu também tenho uma dúvida: qual é o limite? Como vamos saber se uma palmada é "educativa" ou é violenta? O peso da mão de todo mundo é igual? A força aplicada na palmada vai ser medida? Ou vão ser medidas as marcas físicas que elas deixam?

Meu avô, por ser um homem mais velho, de uma outra época, é super a favor da palmadinha educativa. Um exmeplo que ele me deu, quando eu fiz a pergunta foi "se um bebê enfia o dedo na tomada uma vez, você diz não; se ele enfia uma segunda vez, você dá um tapa na mão dele, que ele não vai mais fazer". Será mesmo que um bebê tem capacidade cognitiva de entender que um não e um tapa são a mesma coisa, devem ter o mesmo efeito "educativo"?? Será que não seria o contrário? Que ele passaria a não compreender o que significa receber um não, e só o que o deteria seriam os tapas?? E aí, quando ele crescesse, a intensidade dos tapas teria que aumentar, né?? E quem não fosse autorizado a dar tapa (a professora, por exemplo), ele não obedeceria, já que o único limite que ele conhece é o físico... Meu raciocínio é esse. E não sei se ele faz sentido pra vocês, mas pra mim parece óbvio, inclusive vendo os exemplos de adolescentes/adultos problemáticos que eu conheço... Foi tudo mais ou menos por aí.

F. disse...

Eu concordo um pouco com você André. Existe uma diferença entre pais que acreditam que estão educando ao bater nos filhos e pais que espancam quem está à sua volta do modo como foi descrito. Eu levei a tal "palmada pedagógica" (na verdade era cintada e chinelada) até os 13 anos mais ou menos e nunca tive uma única mancha roxa na pele, nem dor que durasse mais que 20 minutos. Não posso dizer que meus pais não foram bons pais, nem que faltou amor. Mas eu utilizo o mesmo argumento do BrunoS, se não há nada que justifique bater em um adulto, o que justificaria bater em uma criança? o que estamos ensinado ao fazer isso? que é permitido agir com violência. Então fica muito difícil para a sociedade estabelecer qual é o limite. Se o pai da M tivesse parado quando ela tinha 13 anos estaria tudo bem? quem vai dizer qual é a intensidade da palmada? A Nina disse que ao levar palmada dos pais sentia uma dor mais moral do que física e eu pergunto, qual o objetivo de submeter uma criança à esse sentimento? Se olharmos a sociedade com um todo e a violência que ela pratica contra as crianças, o pai da M não fica assim tão diferente do meu, do pai da Nina e de todos que levaram e que aplicaram palmadas pra educar os filhos. Bater em crianças deveria se tornar tão moralmente inaceitável quanto bater em um filho adulto, aliás, até mais.

André disse...

Bruno S.
Não que eu deva explicações a quem faz juízo tão rasteiro, mas usamos também metilfenidato, cloridrato de sertralina, oxcarbazepina, psicologia, fonoaudiologia e tratamento respiratório.

Anônimo disse...

"Pessoas, não confundam "não bater" com "não educar". NÃO é a mesma coisa. Os adolescentes mal-educados hj não o são por falta de palmada, não. Acreditem, eu conheço MUITOS adolescentes que apanharam mto e são sem limites, mal educados, etc... E outros que nunca apanharam e são educados e responsáveis. Uma coisa não tem ligação direta com a outra."

Eu concordo. Mas acho que proibir por lei aumentará a permissividade dos pais.

Imagina, seu filho está fazendo escândalo no corredor do supermercado pq você não pode comprar algo que ele quer. Você já mandou ele ficar quieto, já falou que vai deixar de castigo. A criança insiste, ai o pai/mãe da uma palmada para a criança parar, ele é denunciado e vai preso... Só vejo mais uma geração de crianças sem limites.
Já vi uma priminha dizendo para a minha tia: " se vc me bater eu conto para a policia e vc vai presa". Pais terão medo dos filhos. E filhos sem o minimo de limites.

Anônimo disse...

Why spankings, slaps, and even apparently harmless blows like pats on the hand are dangerous for a baby?

1.They teach it violence.

2.They destroy the absolute certainty of being loved that the baby needs.

3.They cause anxiety: the expectancy of the next attack.

4.They convey a lie: they pretend to be educational, but parents actually use them to vent their anger; when they strike, it's because, as children, they were struck themselves.

5.They provoke anger and a desire for revenge, which remain repressed, only to be expressed much later.

6.They program the child to accept illogical arguments (I'm hurting you for your own good) that stay stored up in their body.

7.They destroy sensitivity and compassion for others and for oneself, and hence limit the capacity to gain insight.

http://www.alice-miller.com/flyers_en.php?page=2

Lorena disse...

Anônimo,

um pai que tem medo de uma criança, por causa de uma ameaça dessas... ele não saberia educar com ou sem palmada! Sinceramente. Isso não parece absurdo pra você? Uma criança que controla os pais dessa forma não foi educada, com ou sem palmadas. Ela não respeita os pais mas não é porque não apanhou, é porque ninguém a ensinou a respeitar! Crianças não nascem sabendo.

Palmadas não impõem respeito, violência não impõe respeito nunca. Imporiam pra você ou pra mim? Óbvio que não. Então é óbvio que pra uma criança também não.

Lorena disse...

Até porque, erro meu, respeito não se impõe, se conquista.

André disse...

F.
Que fique claro que eu tenho mais perguntas que respostas. Mas eu não acho inaceitável castigos corporais em adultos. Só acho que tem que haver equilíbrio, tipo 10 chibatadas por furto mas não cortar a mão, etc.
Proibir a palmada pedagógica por causa dos espancadores equivale a proibir a conversa por causa dos pais que fazem terrorismo psicológico (que traumatiza mais que uma surra).

Lorena disse...

André, se você tem mais perguntas que respostas, leia o texto que passei: http://guiadobebe.uol.com.br/quase-10-anos-a-historia-de-uma-educacao-sem-palmadas/

Achei ele mto bom, tira mtas dúvidas, fala coisas que muitas vezes nem pensamos na hora de educar uma criança.

Anônimo disse...

"Proibir a palmada pedagógica por causa dos espancadores equivale a proibir a conversa por causa dos pais que fazem terrorismo psicológico (que traumatiza mais que uma surra)."

Mais um ponto que concordo.

Anna Louzada disse...

Há muitas formas de dar limites às crianças sem precisar bater e/ou espancar; pais que não sabem lidar com as birras e/ou artes que uma criança faz deveriam procurar ajuda psicológica, pois criança não vem com manual.
"Educar é se aborrecer!" e requer tempo, paciência e repetir muitas vezes a mesma coisa, além de FAZER além de falar.
"Bater é assumir que vc não tem COMPETÊNCIA para Educar!"
Lido com crianças e vejo diferentes situações todos os dias, e posso dizer q Sinto muito por muitas coisas que vejo, como sinto muito por este relato que li... =(

Anônimo disse...

Quando crianca lembro-me vagamente de ter tomado umas palmadas. Essas nunca me machucaram. Mas me lembro com muita clareza de todas as humilhacoes e do terror psicológico que vivi nas maos da minha mae - sempre me rebaixando, sempre xingando, sempre me culpando, sempre esfregando na minha cara o que ela tinha gasto comigo, sempre tripudiando em cima das minhas falhas e sempre ignorando as minhas vitórias.
Com meu irmao ela nao era boazinha, mas nunca chegou a ser cruel com ele como era comigo.
Eu nao apanhei como essa moca do post, mas carrego até hoje as marcas de uma mae descontraloda.
Sei como é ter esse fantasma assombrando dia e noite. Hoje também faco terapia pra tentar viver uma vida normal.

Eu só queria deixar um recado - Pensem MUITO bem antes de terem filhos. Nao entrem nessa pira da sociedade escrota que empurra a pater-/maternidade goale abaixo. Se vocês acham que nao conseguem segurar o rojao - NAO TENHAM! Isso é muito melhor e salutar do que tê-los e depois culpa-los e atormenta-los a vida toda!

Ana B.

Isabel SFF disse...

O problema da palmada pedagógica (nome absurdo por si só, mas vamos lá) é que um dia os filhos ficam maiores que os pais. E se eles aprenderam a respeitar a autoridade não por se tratar de seus pais, mas de pessoas que podem exercê-la pela violência, uma hora eles param de obedecer. E aí não tem ameaça física que dê jeito. Sem contar que isso ensina para as crianças que resolver conflitos através da violência é certo. Logo, logo ela vira um adulto violento.

Eu sei que ter filhos é mto diferente de discutir num blog como é ter filhos. É cansativo e, muitas vezes, bem irritante lidar com uma criança 24h por dia. Mas se isso parece um bom motivo pra dar uma palmada na criança, talvez quem pense isso não esteja realmente preparado pra criar um filho.

Anônimo disse...

Enquanto lia o relato deste Guest-post, me identificava com várias passagens.
Meu pai militar e minha madrasta evagélica. Morei com eles durante 10 anos e apanhei pelos mais variados motivos: não saber fazer um exercício de matemática ( meu pai me deu um tapa tão forte que meu queixo bateu na mesa). Por não fazer uma tarefa doméstica como lavar louça ou secar o chão. Era obrigado a comer determinadas comidas que eu não gostava do sabor e apanharia se nao comesse. Eu era obrigado a ir pra igreja evangélica e apanhava por não querer ir pra igreja. Sim, eu tbm apanhei por algo que não fiz, mas a surra ficou falendo para caso eu fizesse.
Também usavam o terrorismo psicológico comigo. Se eu não fosse um bom filho, seria deserdado. Se eu não estivesse feliz, poderia voltar a morar com a minha mãe biológica ( que tinha uma condição financeira pior) e que minha vida não seria um mar de rosas e que eu seria um fracassado, afinal ela não podia me dar a vida que eles me davam.
Ele nunca pagou pensão e acredito que me levou pra morar com eles pra não pagar pensão, afinal o gasto comigo ainda sim era infinitamente menor do que se ele tivesse que pagar pensão.
Seu eu soubesse dos meus direitos, teria preferido morar com ela e arrancar pensão do meu pai e da minha madrata. Minha madrasta uma vez me agarrou pelo pescoço e suas unhas me marcaram por vários dias. Tbm tive que inventar desculpas para os arranhoes.
Fui embora de casa, mas a sensaçao de roubado e enganado fica. Acredito que seja como um estupro. Fui embora da casa deles há 12 anos. Mas do nada vem as lembranças do que fizeram comigo, raiva como se eu tivesse apanhado ou ficado de castigo injustamente há 5 minutos atrás.
Em 2007 fui diagosticado com Distimia ( depressão cronica, pessoa que já está conformada e vê a vida de uma forma triste e empurra tudo com a barriga). Tomei remédios, fiz terapia... Parei o tratamento pq nao dava para concilar com trabalho e $, afinal são 100 reais só de remedio, agora quem pode fazer terapia 2 vezes por semana?...O ano passado comecei a ter ataques de pânico devido aos mesmo motivos e voltei com a medicação.
Realmente, tudo que eles faziam para o meu bem( segundo eles). Veja as sequelas que eles me deixaram para o resto da vida...
Tenho certeza que os resquícios do tratamento dado por eles me afetou na vida profissional tbm. Eu sempre tinha que acatar a decisão deles. Nunca podia questionar. Me tornei uma pessoa passiva que aceita tudo calado e abaixa a cabeça. Não tenho o perfil agressivo exigido pelo mercado devido a isso. Mais tarde em processos seletivos para empresas, dinâmicas de grupo, eu percebia que eu me submetia e acatava tudo como eu fazia com meu pai e madrasta. Eu já estava condicionado a ter esse comportamento. E aí vejo a minha vida indo para o ralo, as lembranças do passado aparecem nos momentos mais inoportunos não me deixando viver direito

F. disse...

"10 chibatadas por furto mas não cortar a mão" Isso é sério André?

Bom, não acho que se trata de proibir a palmada por causa dos espancadores, não vejo como algo tão simples, acho que a palmada em crianças (alguém menor e mais fraco que um adulto) tem que começar a ser vista como algo moralmente inaceitável por todos. Mas sei que estamos longe disso, cada vez mais a violência é festejada pelas pessoas.

Camila Fernandes disse...

Estava relendo os posts antigos e, caramba. Realmente, o que uma criança faz para merecer uma surra? Ela faz algo tão HEDIONDO assim?
Quem diz que determinada criança não dá para aguentar, tem que rever a situação. Poxa, se a criança apresenta um comportamento muito indisciplinado e desrespeitoso, tem alguma coisa bem errada aí. Alguns pais que não tem tempo para os filhos enchem a criança de presentes, para compensar. Depois a criança faz um escândalo dentro de uma loja porque quer um brinquedo e o pai/mãe diz que não faz ideia do motivo para aquele comportamento. Jura? É só um exemplo, mas vocês podem imaginar situações semelhantes. Se a criança fala um palavrão, vai dar um tapa na boca dela? Ela aprendeu em algum lugar, não foi? Vai ver com o irmão, ou na escola, com algum parente, ou até mesmo dentro da própria casa. E aí, a culpa é de quem?

Claro, há casos e casos. Imagino que uma criança com TDAH, por exemplo, deve dar o maior trabalho para a família. Mas o caso não é espancar (nunca!) e sim procurar ajuda, médica e especializada, quando é necessário; procurar o psicólogo; considerar alternativas à palmada.
(Não estou falando do filho do André, viu? Não conheço a situação dele, e imagino que tenham tomado essas medidas, já)

Marina disse...

Quase nunca comento em blog, principalmente por achar que eu nada tenho a acrescentar à discussão, mas acho que dessa vez tenho, pelo menos, minha solidariedade pra apresentar. Minha história é extremamente parecida com a sua, não vou entrar em detalhes porque não é o caso, mas a questão é que não só preciso de terapia como tenho sei lá quantas outras sequelas por causa disso. Logo que eu casei, por exemplo, quando alguma visita saia da minha casa, eu virava pro meu marido e falava: "tá tudo bem, eu fiz alguma coisa que te chateou?" por nenhuma razão a não ser que eu, por muito tempo, tinha medo que essa hora chegasse porque, em geral, eu apanhava quando as visitas iam embora. Acho que você colocou muito bem que ninguém olha do ponto de vista da criança se é uma palmada com amor ou um espancamento. A relação de poder que está em jogo é a mesma; a violência está lá de qualquer forma. A criança não pode se defender, é impotente, confia nos pais instintivamente, fica achando que mereceu mesmo. Sei lá. Só quero, na verdade, agradecer e dizer que é bom poder falar sobre essas coisas em um debate. Sou completamente contra qualquer tipo de atitude violenta na criação de crianças: de surras a gritos, de espancamentos a palmadas...

F. disse...

"Logo que eu casei, por exemplo, quando alguma visita saia da minha casa, eu virava pro meu marido e falava: "tá tudo bem, eu fiz alguma coisa que te chateou?" por nenhuma razão a não ser que eu, por muito tempo, tinha medo que essa hora chegasse porque, em geral, eu apanhava quando as visitas iam embora."
Poxa Marina, eu faço a mesma coisa, igualzinho até hoje com meu marido e nunca tinha me dado conta disso. Pra gente ver o que é que a palmada ensina na verdade.

Ághata disse...

"Proibir a palmada pedagógica por causa dos espancadores equivale a proibir a conversa por causa dos pais que fazem terrorismo psicológico (que traumatiza mais que uma surra)."

...a arte de elaborar analogias.
Comparar diálogos com tapas.
Dá vontade de sair cantando "Ah, um tapinha não dói! (Só um tapinha)" para celebrar a capacidade cognitiva humana (talento nato, obviamente).

Anônimo disse...

Durante a minha infância eu também sofri "pequenas surras" da minha mãe, mas elas sempre ocorreram como uma forma de controle por nossas brincadeiras de criança, e nunca foram constantes. Apesar de não concordar que tenha sido uma forma de educação eu compreendo porque minha mãe criou dois filhos sozinha, e por conta disto não guardo nenhum rancor, até mesmo quando ela me deu um tapa quando adolescente. Por outro lado eu tenho muito rancor, frustração, ódio mesmo, do meu pai, ele me agrediu apenas uma única vez e isto eu não perdoo nunca. Na ocasião eu namorava um rapaz que minha família não aceitava e o considerava uma má companhia, minha mãe também pensava assim, ela quem criou uma situação de 'reunião familiar' onde expôs o 'problema' ao meu pai, ele por sua vez me agrediu, me chamou de vadia, vagabunda e muitas outras coisas, fiquei por cerca de uma hora sem esboçar nenhuma reação e nem conseguir falar. O tempo se passou e eu descobri muitas coisas podres do meu pai, suas três famílias, as mentiras que contou para a minha mãe e todo o sofrimento que causou a ela quando éramos pequenos. Tudo, depois que me tornei adulta, começou a fazer sentido e hoje eu tenho tanto ódio dele que as vezes isto me toma os pensamentos e não consigo fazer mais nada. Hoje em dia moro em outra cidade e há cerca de 3 anos não falo com ele e nem o vejo e digo de coração eu gostaria que ele moresse. Tudo que somos (eu e meu irmão) são frutos do empenho de minha mãe. Mas devo concordar com as palavras de AM, quando diz que tem vergonha de assumir a violência que sofreu, eu também tenho vergonha de assumir o que o meu pai fez, o que foi para a minha família, e no meu caso isto é fruto de uma cobrança social de que as familias devam ser perfeitas. Vivo em um meio social diferente do que nasci e vejo o protagonismo dos pais relacionado ao cuidado e carinho com as filhas tratando-as como princezinhas, embora eu seja muito contrária a este sentimento de resguardo por parte dos pais com filhas eu sinto que existe um preconceito em relação a mim porque não fui uma princezinha do papai, ou mesmo que não tive pai em casa e cresci 'perdida', 'solta'. Revelar que teve um pai considerado ausente, ou um pai que foi violento é considerado uma vergonha porque parte de uma familia 'desajustada', em grande parte por conta disto parte o sentimento de defesa da família por parte das mães, a minha até hoje tenta me fazer aceitar o meu pai.

Anônimo disse...

Sou a favor do castigo físico, porém a aplicação do mesmo requer uma disciplina que a maioria das pessoas não tem.
Não é simplesmente infligir dor quando faz malcriação, mas é dar um estímulo negativo rápido, firme e limpo a respeito do malfeito.

Ághata disse...

"Meu medo desta 'lei contra a palmada' seja o que eu já vejo acontecendo hoje: pais permissivos que não educam os filhos, que deixam eles fazendo o que bem entendem."

É, né. Porque, já que os pais já são umas desgraças como educadores, proibir que eles estapeiem os moleques quando não souberem mais o que fazer, vai torná-los ainda mais indolentes.

Imagine só, criar toda uma geração sem ensinar o básico da obediência, hierarquia e monopólio de violência. Imagine só convencer a criança a não fazer algo por meio de... Diálogos.

Crianças não são racionais a esse ponto. É que nem bicho e Mulher (ah, não, espera, essas leis safadas que tiraram o jus puniendi do marido sobre a esposa...), só aprende na bordoada.

Daqui a pouco, os pirralhos não saberão e nem vão entender pérolas de sabedorias como "Manda quem pode, obedece quem tem juízo" e "Porrada para comer sabão e mais porrada para saber que sabão não se come".

Mévia disse...

Pra mim, bater em qualquer ser menor do que você é somente covardia. Não consigo pensar diferente.

"Ah mas eu estou educando." Não, você está sendo covarde.

Essa de "eu estou educando" aliás pra mim é uma puta desculpa esfarrapada pra justificar esse ato. É gente que fica sem paciência com a criança e vai pelo caminho mais primata: bate. E aí, pra não se sentir mal, usa a desculpa do "educando" pra parecer menos imbecil.

Clarissa disse...

Bom, meus pais me batiam "educativamente", nunca foi nada tão drástico como o relatado no post (aliás, muita força ai pra autora e boa sorte com a recuperação), mas me deixava extremamente triste e insatisfeita.

Meu pai quase não me batia, eu me lembro só de uns beliscões quando eu e minha irmã fazíamos muita bagunça enquanto ele dirigia. Mas minha mãe me batia com uma certa frequencia e eu penso que isso influenciou muito na relação que eu tenho com ela.

Eu ainda me lembro muito bem de algumas coisas em relação a isso: ela sempre me batia porque estava muito nervosa e perdia o controle, se eu conseguisse fugir até ela se acalmar, eu sempre ficava de castigo ao invés de apanhar. Mas o que eu mais lembro é da última vez que ela me bateu, eu já devia ter uns 14 anos e era mais alta e mais forte que ela, então eu segurei ela pelos pulsos bem forte e e mandei ela parar, ela me perguntou se eu ia bater nela e eu disse que não ia bater nela se ela não me batesse mais.

Então qual é o limite? Até qual idade você pode bater no seu filho? Porque, pra mim, com 14 anos, eu já entendia muito bem as consequencias dos meus atos e poderia até argumentar com a minha mãe.

A minha dúvida sempre foi essa, você começa a bater quando? Porque bater em bebê não faz nenhum sentido, né? E, uma vez que você começar, em que idade é apropriado parar? Quando você vai começar a respeitar seu filho como um ser minimamente consciente que consegue compreender o que está acontecendo?

Dri Caldeira disse...

Parabéns pra irmã da autora do guest post, que denunciou esse FDP. O ponto mais importante é esse: ter coragem pra denunciar. Não temer acabar com casamento ou família em que se vive. Eu pergunto: que casamento que vai acabar? Não é casamento isso, viver apanhando de marido e não é família tb, viver sendo espancada pelo pai. Vizinhos tb tem culpa, pois muitas vezes ouvem os espancamentos e nada fazem, pq não é problema deles. É criminosa a forma como as pessoas se omitem diante dos problemas dos outros.

Carol NLG disse...

Caramba, M... que coisa horrível a sua história. Desejo, de coração, que você consiga superar isso e ter uma boa vida.

Eu não fui a primeira filha, fui a 2ª, mas certamente mais complicada que a primeira. Minha mãe conta que até meus 3~4 anos, ela ainda tentou palmadas. Depois de um tempo, eu simplesmente engolia o choro, olhava pra ela e dizia "não doeu". Ela parou porque viu que teria que começar a me machucar de verdade.

Depois disso, veio a fase dos castigos. Não poder ver TV, não poder sair pra brincar, etc. O problema é que eu aprendi a ler com 3 anos, e eu ADORAVA ler. Me proibiam de ver TV, sair, etc, eu pegava um livro e ia ler. E meus pais nunca tentaram me proibir de ler, justamente porque sempre fizeram questão que eu não vinculasse a leitura a experiências ruins, pelo contrário.

Com isso, aos meus 7~8 anos, meus pais descobriram que o jeito era... conversar! E conversar de verdade. Eu fazia MIL perguntas sobre cada regra. Eles ouviam e respondiam a tudo, sem papas nas línguas. Sinceramente? Acho que deu certo. E é o que pretendo fazer com meus filhos, quando/se os tiver. Acho que palmada, de qualquer nível ou intensidade, é a incapacidade de se relacionar a outro ser humano que, SIM, tem capacidade de compreensão!

Ah, eu sou TDAH. Descobri só com mais de 20 anos. Ou seja, dá pra não bater/castigar crianças, mesmo que sejam "diferentes". É mais difícil? Claro que sim. Mas, sinceramente, ninguém disse que mater/paternidade seria simples.

Ághata disse...

Esse papo todo me deixa nostálgica.

Me lembra a vovozinha que eu conheci em uma escola.

K. entrevistando ela, peguntando se ela já tinha apelado para "Palmadinhas educativas" e outros carinhos semelhantes para educar criancinhas (essas coisinhas do capeta). E a vovozinha: "Já! Inclusive teve um que me dava muito trabalho! Toda vez eu tinha que bater mais forte nele ainda porque já não adiantava!!"
[K. me perguntou depois "Se ela viu que bater não adiantava, por que ela não parou?? Por que não pensou em outra coisa??", queria eu ter todas as respostas, me diziam que insistir em um método falho é coisa de 'psicopata'.
Haja 'psicopatas' neste mundo.]
A vovó continuou "Tão mal criado o menino que uma vez - já adolescente - eu fui dar nele de novo e ele levantou o braço se defendendo! Pode isso??".
[Yo tava proibida de me manifestar no momento. Mas, se eu pudesse, teria lhe dito "Cê teve sorte! Conheci uma adolescente que, depois de levar uma "tapa pedagógico" da mãe, decidiu mostrar que tinha aprendido direitinho a lição retribuindo com outro."]

maria disse...

Vou falar sobre palmada, hein, espancamento é outra coisa, é crime, ponto.

Educar sem qualquer tipo de palmada é possível? Claro que é. É melhor que uma palmadinha, mesmo que de vez em quando? provavelmente sim.

Mas peralá, gente, um pai ou mãe que dá uma palmada no filho não é o monstro que vocês pintam, não. Nem estamos num mundo ideal onde ninguém tem estresse, nem preocupações, contas a pagar, problemas, etc.

E criança, mesmo bem educada, é muitas vezes chata, e nem sempre o pai/mãe está, naquele momento, em condições perfeitas pra conversar, aturar pirraça, etc e as vezes vai uma palmada sim. Pode ser descontrole, como Lola fala, mas e daí, quem é que nunca se descontrola.

Mévia disse...

Maria, vc disse: "Pode ser descontrole, como Lola fala, mas e daí, quem é que nunca se descontrola."

O dia, mas o belo dia, em que todas essas pessoas que batem nos filhos porque se descontrolam também começarem a bater nas caixas de supermercado e nos chefes "porque se descontrolaram", aí sim eu aceito o argumento. Até lá, pra mim, são pessoas que sabem muito bem o que estão fazendo, que SABEM que "podem se descontrolar" em determinadas situações que a sociedade aceita. (isso inclui não só bater em criança, mas no cachorro, na esposa, etc).

Dri Caldeira disse...

Eu fui uma criança faladeira, mas era obediente. Porém, apanhei demais da minha professora da 4ª série, dona Edith. Eu levava um monte de reguada nas pernas, nos braços, ficava marcada. Minha mãe via e não falava nada, apenas que eu mereci. Mas cansei de apanhar só pq eu perguntava demais. Um dia, perto do final do ano, eu já tinha passado de ano e fiquei ajudando uma amiga que não ia bem no português. Pois o diabo da velha veio com tudo pra cima de mim com a maldita régua. Eu tirei a régua da mão dela e quebrei na perna. Ela ficou assustada, mas nem me mandou pra diretoria. Hj são os professores que apanham.

Nina Levy disse...

Não tive tempo de ler todos os comentários, mas como sou psicóloga infantil e li alguns tentando dizer que o triste relato do post não é o mesmo que defender a "palmada", quis logo comentar.

NENHUMA PALMADA EDUCA. Palmada é violência. Vamos inclusive parar de usar a palavra "palmada", porque essa palavra foi criada para amenizar o que de fato ela significa: TAPA.

Dar tapas no seu filho é a mesma violência que foi narrada no post, só muda a quantidade/intensidade. E NÃO EDUCA. Tapa (palmada) causa medo, revolta, culpa, dor, insegurança. Com tapas (palmadas) você só faz mal a seu filho.
Da tapa (palmada) é descontrole dos pais. Se vc tem vontade de estapear seu filho quando ele faz algo que vc considera errado, procure ajuda psicológica, porque vc está com problemas. Não desconte no seu filho.

Não bata no seu filho nunca. Nem uma única vez. Se controle. E se por acaso, num momento de extremo nervosismo bater (por exemplo, seu filho soltou sua mão e atravessou a rua correndo, colocando a vida em risco e vc, no momento de desespero, deu alguns tapas nele), peça desculpas, explique o motivo do seu desespero e sempre evite perder o controle.

Mais tarde eu volto para comentar melhor, mas por enquanto era isso o que queria dizer: Se vc se acha muito bacana por dar dar "palmadas educativas" no seu filho, saiba que vc está o estapeando. O agredindo. O machucando. O aterrorizando. Ele sente o mesmo medo, terror e revolta que a autora do post. Porque o gesto, o princípio, é o mesmo: bater para educar, punir, castigar. A diferença de intensidade não muda o sentimento de quem apanha. É covarde bater, independente do quanto.

Não bata no seu filh@.

Nenhum tapa é justificado. Nenhuma violência é justa.

De noite eu volto e comento mais.

Lord Anderson disse...

Minha solidariedade total a autora.

Embora não tenha sofrido diretamente violencia domestica eu a presenciei muito quando criança.

Motivados por varias "causas", mas principalmente pela ideia de que a violencia é a maneira com que homens resolvem tudo.

É triste, doeu demais, principalemte por causa daquela sensação contraditoria, de vc ter raiva e medo de quem vc a principio ama.

Isso confunde a cabeça e te deixa ainda pior.


No caso dos emus sobrinhos e das minhas sobrinhas, sempre usamos mais dialogo sim ,com direito a castigos, proibições de brincar com os amigos, perca do tempo na net e no videogame, etc.


Mas isso requer que vc seja coerente. que saiba dimensionar o castigo e que se apegue ao que diz, não ficando voltando a traz a cada momento.

E mais importante, as crianças não prestam tanta atenção ao que falamos quanto ao que fazemos.

Aquela historia de "faça oq eu digo , não faça oq eu faço), não funciona.

Se vc quer criar bons filhos vai ter que dar bom exemplos.

Mariana disse...

Violência nenhuma pode ser justifica. Seja um tapinha, seja um tapão. Não se pode achar q a educação passa pelo crivo da violência física. Isso é insano!
Palmada e espancamento é a mesma coisa sim, a diferença está na intensidade e nas marcas deixadas.
E sem contar que dependendo da forma como a violência é realizada ela pode se tornar mil vezes mais um dano psicológico do que físico.

Passe num pronto socorro, vá até a ala infantil e faça uma análise do tipo de ferimentos que chegam lá. Em sua maioria no Hospital das clínicas, são queimaduras de ponta de cigarro, castigos corporais violentos (camuflados no discurso do "ele caiu no banheiro"), braços quebrados ou deslocados, violência sexual grave (aquela impossível de esconder)...

E isso não se restringe a classes baixas, não (já q citei "hospital das clínicas"). Não nos esqueçamos que uma certa juíza no Brasil adotou uma menina para tê-la como escrava doméstica. Tivemos o caso da Isabela, que o pai preferiu tacar a filha pela janela do que se responsabilizar por qualquer ato errado que tenha cometido contra a menina. Recentemente um pai foi preso acusado de espancamento, tortura e morte de sua filha .... todos de classe média alta a rica.


Nenhum ato de violência é justificável. Sinto muito!!!!

Nina Levy disse...

Imponha limites sim, é importantíssimo. Mas não batendo. Deixe claro as regras quais são, os limites quais são. Não cumpriu as regras? Ponha de castigo, tire benefícios. Converse sempre olhando nos olhos, com calma e assertividade. Seu filho vai respeitar os limites. Dá mais trabalho, sim. Mas vc TEM que fazer isso, é sua obrigação.
Se vc bater no seu filho, ele não estará respeitando os limites, ele estará apenas com medo de vc. E ensiná-lo a ter medo é bem diferente de ensiná-lo a respeitar. Com medo vc não prepara seu filho para a vida em sociedade e seus limites, com medo vc prepara um adulto que terá problemas, muitos problemas. E eu sei que não é isso que vc quer para ele.

F. disse...

Nina Levy,

ótimos esclarecimentos.

Bizzys disse...

Eu também apanhei muito quando era criança... Do meu pai, apenas 2 vezes, porque ele faleceu enquanto eu ainda era muito pequena. Mas a minha mãe sempre bateu em mim e no meu irmão. Não era sempre, nem com muita violência, mas minha mãe era adepta dos meios de "educação" das cidades do interior: bater com chinelo, mangueira, vara... Eu lembro que ela tinha uma vara feita de um galho de pé de algodão, e deixava "no jeito" para usar sempre que eu ou meu irmão aprontássemos.

Sei que ela estava errada, mas não a culpo muito. Minha mãe e os irmãos dela também foram criados apanhando, e acha que é válido "educar" assim, mas não é. É horrível sofrer essa violência de quem deveria te proteger, e ainda tem a dor...

E o engraçado é que eu e meu irmão, quando ficamos um pouco maiores, sempre brigávamos e nos batíamos por qualquer coisa, e minha mãe nos repreendia porque um irmão não pode bater no outro - só os pais têm esse direito.

General da Real disse...

A Calem a Boca!

A Lola e todo mundo aqui os senhores "pedagogos"

Eu apanhei do meu pai e nem por isso me tornei um ser humanos menas pior

ta-chan disse...

Realmente, o general da real tem razão ele apanhou e não é "um ser humanos menas pior".

Karina disse...

Quem diz que bate pra educar e não por descontrole está tentando se justificar, não sentir culpa. Só pode. Isso não existe. Amo muito meu pai. Mas apanhei muito e sei que meu pai apenas perdia o controle. Era possível ver isso nos olhos dele, nas expressões. Tenho quase 40 anos, e me lembro perfeitamente disso. Me lembro, perfeitamente, também, de como me sentia diminuída, errada, burra, suja. Pura humilhação. Já dei palmadas em meu filho. Ele tem apenas 05 anos! E eu SEI QUE FOI DESCONTROLE. Não vou usar desculpas nem subterfúgios, porque não quero que isso aconteça NUNCA MAIS. Desculpas é tapar o sol com a peneira, é escapar da culpa e correr o risco de cometer o mesmo (enorme) erro. O paralelo que o Bruno traçou é pertinente, sim. E todas as vezes em que a Lola colocou um post sobre este assunto, todas as vezes que li matérias a respeito ou que vi ou soube de alguma criança que apanha, sinto uma infelicidade enorme. Eu não quero me esquecer da sensação que eu tive quando bati no meu pequeno. Quero remoer a culpa que senti quando bati e a humilhação que sofri quando apanhei sempre, para que nada parecido aconteça nunca mais. Essa crença de que bater educa vem de um modelo de família extremamente conservador, autoritário e violento, típico de países machistas, autoritários e violentos. Ou seja, não é uma escolha individual. Bater é só seguir a cartilha. Escolha, sim, é pensar a respeito, é não repetir erros só porque “comigo foi assim”.

Technomage disse...

Meu pai só me bateu uma ou duas vezes. Foi com aquelas chinelas havaianas moles e foi uma ou duas batidas. Depois ele sentou na minha frente, explicou porque eu apanhei e disse que meu comportamento poderia me levar a sofrer algo pior no futuro.

Já minha mãe era do interior, e quando se divorciou, me batia de vara para soltar a raiva enquanto chorava e depois fingia desmaio =/

aiaiai disse...

Putz, Karina das 14:51, posso assinar o seu comentário? É exatamente o que eu estava pensando em comentar, portanto não vou repetir.
Se tem uma coisa que eu me culpo pra caramba na relação com o meu filho são as vezes em que bati nele. Não foram muitas, mas TODAS as vezes foram momentos de descontrole e raiva. Nunca bati nele para educar. Para educar eu conversei, eu mostrei como eu fazia, eu fiz carinho, eu li, eu apresentei músicas e filmes, eu levei em viagens, eu compartilhei amigos. Bater eu só fiz para descarregar a minha impotência diante de algo que ele tinha feito e que eu não sabia como reagir.
A verdade é que a minha geração foi criada na base da porrada e do silêncio, isso era o normal para nossos pais e nossos avôs. Mas a gente tem que superar isso. Vocês querem avançar ou preferem ficar arraigados a "tradições" patriarcais e machistas?
Bater não educa, bater gera raiva, ressentimento e medo.

LisAnaHD disse...

Li apenas a introdução ao post, i.e. o que vc mesma escreveu, e concordo com tudo, LoLa. Violência de forma alguma ajuda em algo que preste. Seja violência física, verbal, emocional. E a violência praticada por pessoas passivas-agreswsivas é a mais difícil de se lidar pq é difícil provar. -- Não sei se/qdo vou ler o Guest Post, pois assunto assim me abala emocionalmente... sou muito sensível a abusos de qq tipo, particularmente qdo envolve criança. Seu blogue é "O Blogue"... para o que der e vier. Que a Deusa Minerva te abençõe; sempre.

Rebecca disse...

Eu lembro de uma professora de psicologia que tive na faculdade, que dizia exatamente que quando adultos batem em crianças, estão em um momento de descontrole.

Ela dizia que (e se tiver algum psicólogo por aí, me perdoe se eu disser alguma besteira. Tive essa aula há uns dois anos) era o momento em que o ID era mais forte e falava mais alto que o nosso Ego e Superego.

Não estou me referindo aos que espancam, e muitas vezes sentem prazer nisso, em ver o outro assustado e refem.

Dá pra entender momentos de descontrole, né? Quer dizer, determinadas situações nos dão muita raiva. Como assistir a injustiças, por exemplo. Essa é uma das coisas que mais me enfurece.

A questão é: até que ponto outras pessoas pagam pelo nosso descontrole?

Só lembro de ter levado palmada duas vezes na vida. Nenhuma delas me marcou fisicamente, mas mesmo sendo bem criança eu lembro. Acho que pelo susto, pelo inesperado, sei lá.

Nas duas ocasiões em que levei palmadas da minha mãe, eu tinha posto a integridade física de outras pessoas em risco, completamente sem noção disso. Tenho certeza que em ambas as vezes ela se descontrolou. Eu pude perceber. Sorte a minha que não foi ao ponto de me machucar de verdade.

Toda minha solidariedade a M. Parabéns pela coragem de falar sobre isso.

Livy disse...

Fiquei também triste com o relato, com a lógica absurda que passa na cabeça de muitos pais e mães. Desejo muita força para a autora do Guest Post. Por mais que pareça impossível perdoar a violência, que ela consiga superar o que viveu e ir deixando as cicatrizes fecharem. Falar sobre é já o primeiro passo. Um grande abraço, com muita coragem para enfrentar o passado.

Anônimo disse...

http://comentarios.folha.com.br/comentarios?comment=5762350&skin=folhaonline e olhem a merda nos comments.

@vbfri disse...

As pessoas não sabiam que eu apanhava do meu pai. Aliás, o consideravam um ÓTIMO pai.
Quer dizer, os vizinhos deviam saber. Os professores, não sei. Uma vez mostrei um roxo para uma professora (em forma de cinto, olha que coisa) e ela não fez nada.
Eu até gostaria MUITO de saber o que eu fiz para "merecer" uma surra, de cinto, aos DOIS anos (a primeira de várias).
Lembro das razões mais estapafúrdias. Tipo, errar a tabuada que meu pai me tomava. Dificuldade com matemática. Apanhei umas 3 vezes (surras, de cinto) até aprender, sem pestanejar, a definição de perímetro.
É. Perímetro.
Apanhei por tirar 8 numa prova em que meu pai NÃO PERCEBEU que VALIA OITO! Ou seja, tirei a nota MÁXIMA e levei uma surra.
Ah, e meu pai é de classe alta. Não é classe média-alta. É alta mesmo. De carro importado e tal. Formado em economia pela UnB.
E se você perguntar para ele, ele fala COM ORGULHO que me bateu MUITO.
Sei disso pq recentemente contei essa história para um tio meu (na verdade, o marido de uma prima do meu pai) e ele foi tirar satisfação com o meu pai.
O detalhe é que meu pai NUNCA apanhou. Meu avô, que também tem nível superior (assim como a minha avó), nunca bateu nos filhos.
Então, não foi pq ele apanhou na infância que a violência perpetuou-se em mim.
Consigo perdoar meu pai por muitos erros que ele cometeu, mas esse não consegui.
Quando meus pais se separaram, minha vida mudou para melhor.
Bater não é sinal de amor, é sinal de COVARDIA. E eu ODIAVA o meu pai por falar que doia mais nele do que em mim.
Queria que ele pedisse perdão, enfim. Mas se eu converso com ele sobre isso, ele ainda acha que estava certo e que "hoje eu estou bem, né"?
Ou seja, já que eu cresci e me tornei uma pessoa "normal", está tudo certo. Ele fez o que precisou.
Tá, sei.
Já minha mãe, quando eu era pequena, brigava com ele, mas cedia. Ela apanhou muito quando criança e por coisas que ela não fez (eram 4 filhos, se um fizesse algo, os quatro apanhavam). Mas ela tinha 21 anos quando eu nasci.
Conversando com ela, nem ela sabe explicar pq eu apanhei tanto.
Quanto à minha "normalidade"... Tive dificuldades em me relacionar com outras pessoas, principalmente homens. Fiz terapia. Tive depressão.
Bem normal.

LisAnaHD disse...

Rebecca dissse... "Até que ponto outras pessoas pagam pelo nosso descontrole?" --15:13

vidas, muitas vidas, acabam sendo despedaçadas, destroçadas, destruídas até mesmo por um par de descontrole que pessoas com poder tiveram sobre nós... e nem sempre esse descontrole implica em violência física, pois pode até mesmo ser um fofoca bem arquitetada... a fofoca é uma forma de violência decorrente da falta de controle... por trás da violência está a raiva/ira e por trás da raiva está o medo...

General da Real disse...

VB sopa de letrinhas

Seu pai é um homem branco, honrado e de Benz, pq vc usa tanta leviandade para com seu proprio pai?

vergonha...vc deveria ter apanhado mais.

Anônimo disse...

Falou o ser humano menas pior (não apaga o comentário do General que contém essa pérola não, Lola. Ele já resolve sozinho qualquer discussão, hahaha)

@vbfri disse...

Anônimo, mil abraços pra você.
E acho que a Lola deve deixar esses comentários hoje, porque o "ser humanos menas pior" já diz tudo.

@vbfri disse...

*complementando

Ainda mais num blog onde os leitores, em geral, sabem ler e escrever de forma correta.

Linda disse...

Eu não sei se já falei sobre isso aqui mas, eu também tive esse mesmo problema da violência pedagógica, mas com a minha mãe. Na minha história meu pai era o conveniente, mas raramente me batia. Minha mãe perdia o controle em diversas situações e até um dia desses usava violência pra resolver nossos conflitos.

Hoje em dia não tenho o menor afeto por ela e me sinto culpada por isso, afinal ela é minha mãe. Mas não consigo evitar de prender a respiração toda vez que é socialmente necessário abraça-la, por exemplo. Eu a respeito como ser humano e não a culpo, pois eu sei que o que ela fez foi repetir o que ela mesmo viveu. Só acho triste que, mesmo hoje em dia, ela não pare pra analisar esses comportamentos e as suas consequências.

E faço minhas as palavras da Ana: 'Pensem MUITO bem antes de terem filhos. Nao entrem nessa pira da sociedade escrota que empurra a pater-/maternidade goale abaixo. Se vocês acham que nao conseguem segurar o rojao - NAO TENHAM! Isso é muito melhor e salutar do que tê-los e depois culpa-los e atormenta-los a vida toda!'

Beatriz disse...

Acho que nós, feministas, devíamos definitivamente adotar o menas. Pq a palavra "menos" deve soar tão masculina? Como nós queremos todas a superioridade da mulher e a submissão do homem, comecemos pela língua. Adotemos "menas".

Anônimo disse...

E o General brilha mais uma vez!!! No "ser humanos menas pior" arrasa na produção de texto, no comentário acima detona (mesmo) na compreensão. O cara é ruim nas quatro posições.

Anônimo disse...

Se o General é sabido assim, imagina o restante do exército!

Majô disse...

pessoal defende aí a palmadinha educativa. é violência. não dá pra justificar, não.

eu que sou marmanja, pra lá de 30 anos, quando olho pra trás ainda lembro da única palmadinha que levei e não tenho dúvidas de que meu pai errou.

a lembrança q tenho carrega uma sensação de falta de respeito, injustiça, humilhação e mágoa por ter sofrido com uma reação exagerada de alguém que deveria estar ali para me explicar que bactérias malignas estão na lixeira e por isso eu não deveria me pendurar nela, mas não me fazer entender isso com um tapa.

tenho o "privilégio" de só ter levado uma palmadinha na vida. fico imaginando a tortura que deve ser a vida das crianças que sofrem com isso todos os dias.

General da Real disse...

Eu detono mesmo! meto a REAL em vc's com farinha, suas feminazi burra.

Santa ignorancia é a de vc's que querem dominarem o mundo tudo.

Mas eu não me esqueço, me lembrarei dessas piada de vc's e dai vamos ver quem vai rir por ultimo!

vc's são tudo umas misandrica odiadoras de homem

André disse...

Não ter filhos é uma solução definitiva para os problemas com a educação dos filhos, mas não é uma solução que se aplica para quem já os tem. Procurar ajuda psicológica também não é para qualquer brasileiro.

M disse...

Meu pai me bateu uma unica vez, levei duas palmadas aos 4 anos por ter dado uma birra. Soube que ele chorou depois e nunca mais me encostou a mão. Meu pai era filho de militar, apanhou muito quando criança.

Mas minha mãe e principalmente minha irmã mais velha (que é 20 anos mais velha) batiam em em mim e em meus irmãos sempre. Não eram grandes surras, na maioria das vezes eram chineladas e beliscões. Meu pai não podia saber, se soubesse brigaria com elas, então haviam também ameaças... Não é apenas a força bruta, é também o descontrole e os gritos. Honestamente não sei como violência pode ajudar a educar.

Anônimo disse...

"Menas" General, vc é um chato da galocha! Menas por favor

Anônimo disse...

Poxa, to vendo todo mundo falar do monstro do pai dela e concordo com tudo! Mas ninguém aqui tá olhando a corresponsabilidade da mãe. Porque ela permitiu que essas coisas acontecessem! E quando a irmã denunciou o pai, a mãe ficou do lado dele. Dava mais valor pra imagem dela do que pra integridade física e moral dos filhos e isso é um egoismo sem tamanho! Minha mãe jamais me bateu, e nem deixaria que qualquer pessoa, inclusive meu pai, encostasse a mão em mim, ou nos meus irmãos. Tudo bem que ela é mulher e mais fraca que o monstro, mas tenho certeza que teria pessoas a quem recorrer e meio de tirar as filhas dessa situação absurda e não fez! Pra mim, ela também é culpada. Ela não só escolheu continuar numa relação abusiva com o marido, como expôs suas filhas a ele e não parece ter feito nada para defendê-las. Tem uma outra leitora que fala a mesma coisa, que a mãe a via apanhar, até brigava, mas não fazia nada para efetivamente acabar com o sofrimento dos filhos.

F. disse...

Sobre o terror psicológico, ainda tem uma coisa que aconteceu comigo: depois que as palmadas pararam, minha mãe sempre dizia que o meu problema e dos meus irmãos é que a gente não tinha apanhado o suficiente, pq ela jura que não consegue se lembrar de uma única surra que tenha dado nos filhos. Não sei a qual problema ela se referia, já que sempre estudei muito, comecei a trabalhar cedo, nunca me meti em confusão nenhuma e sempre fui quietinha (até demais), mas ela só parou de me dizer essas coisas quando saí de casa.

Lorena disse...

André,

mas usar todas as possibilidades de discussão como essa para repensar os atos que se toma é, sim, possível a todo mundo.

Anônimo disse...

Fala sério, General da Real!
Parece até que é brincadeira... Poxa, cara, não dá pra te levar a sério desse jeito... kkkkkkkkkk
Além de assassinar o portugues, o que você fala não faz o menor sentido!!! Totalmente sem credibilidade, tenho muita pena de gente como você!

Beatriz disse...

Eu tenho certeza que está todo mundo brincando e isso aqui é o show de Truman, gente. Pq não é possível as coisas q eu leio. Até procurei a câmera do João Kleber hj.

Anônimo disse...

Alguém tirou o "s" dos plurais e enfiou na bunda do soldadinho aí. Tsc tsc tsc, vai ser burro na Suécia, viu...

André disse...

Lorena,
Discutir e aprender é sempre bom (aliás, ótimo link, já li uma parte). Mas acho errado propor soluções que não atendem todos os problemas como se assim fosse, e afirmar que espancamento e um tapa são a mesma coisa.

Lorena disse...

André,

eu entendo que nem tudo é simples, até porque nós aprendemos que espancar e bater (dar tapa) não é a mesma coisa, e que palmada educa, enfim... Nós crescemos aprendendo isso. E por isso não é fácil repensar esse método e tentar outro, mais racional. Mas já que a discussão existe, já que estamos todos aqui expondo os dois lados, o dos pais que batem e o dos filhos que apanham, acho que vale a pena repensar e tentar fazer diferente. Porque sei que pai nenhum em sã consciência GOSTA de bater (os que gostam existem, mas não são gente normal). Pode achar que é o melhor pro filho porque aprendeu assim, porque aprendeu que não há outro jeito. Mas se há outro jeito, se podemos fazer diferente, por que não tentar??
Acho que aquele texto é bom porque ele explica a situação pela ótica da criança, nesse caso, de um ser em formação que precisa ser educada. E quem é responsável por essa educação somos nós, adultos, pais e responsáveis. E propõe uma forma de educar baseada no que é melhor pra criança que, com certeza, não é apanhar!

Anônimo disse...

"suas feminazi burra?
querem dominarem?
vc's????
dessas piada?
vc's são tudo??"
Generalzinho, antes de dominar o mundo, tenta dominar um pouquinho as regras elementares de concordância do Português, tá?

Karina disse...

Mévia disse...

"O dia, mas o belo dia, em que todas essas pessoas que batem nos filhos porque se descontrolam também começarem a bater nas caixas de supermercado e nos chefes "porque se descontrolaram", aí sim eu aceito o argumento. Até lá, pra mim, são pessoas que sabem muito bem o que estão fazendo, que SABEM que "podem se descontrolar" em determinadas situações que a sociedade aceita."

Mévia, mais claro do que isso, impossível. Não entende quem não conegue lidar com a culpa. E não lidar com a culpa é problema de quem bate, não de quem apanha.

clara disse...

Palmada aceitável, pra mim, é aquela da brincadeira de tambor no bumbum da criança e olhe lá. Faço isso com meu bebe de 4 meses e ele morre de rir. O resto é violência. Ponha-se no lugar de uma criança apanhando, imagina se faz sentido ser agredido por quem deve te proteger. Não tem confiança que resiste. Apanhei muito qdo criada e minha relação com meus pais é fria. Não os odeio (mais), mas não tem cumplicidade. Se vc acha normal isso, só lamento pra vc. Que vida triste a sua

Anônimo disse...

Não existem palmadas educativas. Ou melhor, a educação que uma palmada ensina é que existem formas de solucionar um problema usando de força e violência.

Poucas coisas me tiram do sério, e a mais capaz disso é ver uma criança apanhar. Não importa o tamanho da surra ou da violência, ver a dor, o susto, o espanto, a compreensão da incapacidade de se defender, a impotência, nos olhos de uma criança, deveria ser suficiente para fazer um adulto entender o erro dessa ação.

Ter filhos, e educar filhos, dá trabalho, leva tempo, exige esforço, dedicação, paciência. Ser pai não é fácil, mas escolher o atalho da violência não é uma solução.

Sim, tem dias em que se chega cansado em casa, com problemas no trabalho, na vida, e ainda tem uma criança com manha ou birra, ou desobedecendo, impossível mesmo.

Não importa, não é uma solução bater, com palmadas ou com violência, na criança.

Como alguém bem lembrou acima, conhecemos adolescentes e jovens que apanharam, e são terríveis e mal educados, e os que não apanharam, e são excelentes pessoas. Não é o ensino de que força e violência podem resolver uma questão que vai fazer a diferença.

Preguiça não é desculpa para o trabalho que dá educar um filho.

Homero

General da Real disse...

Façam piada quanto quiserem, mas veremos quem vai rir por ultimo.

Anônimo disse...

último tem acento, General.

Anônimo disse...

Rir por último? O mundo não é um circo.
Mas você é definitivamente um palhaço loser. *faz o gesto de L na testa*

General da Real disse...

Vamos ver então!

Anônimo disse...

Por último não sei, mas agora quem tá rindo sou eu... o General faz a alegria da galera com o brilho dos seus comentários.

Denise disse...

Lorena,

Você pode ter aprendido que é a mesma coisa, mas eu não aprendi assim. Posso separar os dois muito be. Eu apanhei quando criança, pouco, mas apanhei. Sabe o meu trauma disso? Nenhum. Sou super amiga dos meus pais.
Eu acho muito errado querer colocar as pessoas, crianças ou não, dentro de uma única fôrma e dizer que uma solução serve para todos.
Eu não bato na minha filha. Até hoje não vi a necessidade, mas não descarto a possiblidade.
Qual é o conceito de violência? uma palmada é violência. Um castigo é violência. Palavras são também violência. Falta de carinho é violência. Como difinir, para todo mundo, a violência quando não é uma coisa obviamente aparente?
Por exemplo, tem gente que acha uma violência eu tirar minha filha a força de um lugar onde ela quer ir e não deve ou não pode. Dependendo da criança vai ser um ato de violência de tanto que a criança vai se debater. Se você fizer isso com um adulto é considerado uma violência. Imagina só, você está ali, em um lugar onde não deve, aí vem uma pessoa bem maior e forte que você e te arrasta para longe. Uma violência! Mas eu faço isso com a minha filha quando ela quer andar no meio das rosas por exemplo. Ela é muito pequena, não anda direito, não tem senso de perigo. Para cair no meio das rosas e furar o olho, basta um mal passo. E aí? Vou explicar para ela que não pode? Tudo bem, mas você já tentou dialogar com uma criança de 1 ano e meio?
De nenhuma maneira estou justificando a violência, só que devemos ter cuidado com os exageros, tanto de um lado quanto de outro.

Carolina Paiva disse...

O que funciona mesmo são os métodos Supernanny, sabe?
Ser persistente, não optar pelo caminho mais fácil (da palmada e do descontrole).
A criança está desobedecendo? Explique objetivamente, em frases curtas, o que a criança fez de errado e deixar de castigo (minutos contados de acordo com a idade da criança, deixar num cantinho da "reflexão"), e se a criança sair do castigo e começar birra, ignorar e colocar a criança novamente no canto do castigo, até que ela fique lá pelo tempo estabelecido.
Dessa forma, a criança nota que suas birras não adiantarão nada, e que os pais não vão ceder.
É importante não se estender nas explicações, nem demonstrar descontrole ou irritação.
Já testei essa técnica com meu primo e funcionou perfeitamente.
A regra é ter paciência e não desistir.
Meus pais sempre foram muito firme comigo. Quando eu era menor eu me lembro de ter levado umas poucas chineladas, mas não aprendi nada com elas.
O que funcionava comigo era a conversa e a firmeza. Não era não e não importa o que eu fizesse, meus pais não cediam.
Nas vezes em que apanhei, só me lembro do sentimento de raiva, e de ter adotado uma postura defensiva.
Quando a repreensão vinha na forma de conversa, de atitudes firmes (castigo de reflexão), aí sim a coisa funcionava. Eu pensava sobre o alcance das minhas ações e assumia minha culpa.

Anônimo disse...

General da Real disse... "Eu detono mesmo! . . . vc's são tudo umas misandrica odiadoras de homem." 16 de maio de 2012 16:32

Realmente, agora escreva
o que VOCÊ É...
ou NÃO É...

Denise disse...

Castigo não funciona para todas as crianças. A minha filha não dá a menor pelota para castigo, talvez por ser ainda muito pequena. Mas eu também não dei muita pelota para castigo quando pequena.
E métodos da Supernanny? Isso é coisa de televisão, não é realidade.

Carolina Paiva disse...

ERRATA: firmeS.

Ah, e nem sempre uma palmada deixará marcas ou traumas. Só que é ineficaz por si só. O que funciona é adotar mecanismos que façam a criança refletir sobre o seu comportamento.
No caso de crianças pequenas, o que adianta é ela saber que não terá o que quer, não adiantando a birra. Isso só se atinge com persistência.

Carolina Paiva disse...

Denise

Funciona sim, pelo menos com muita gente que eu conheço. Sem falar que é um método bem lógico. No início dos comentários tem um link sobre como educar os filhos sem palmadas. O "método supernanny" é isso. O fato de aparecer na TV não invalida a técnica, pois não foi algo criado por ela.
E quem não dá bola para castigos também não dá bola para palmadas.
Se eu não quero que meus filhos sejam violentos e irracionais, não adotarei medidas irracionais para educá-los.
Palmada não educa, apenas instiga medo.

Nina Levy disse...

Denise,

Funciona, sim. Sou psicóloga infantil e te garanto que funciona. Seja coerente, aplique o castigo previamente estabelecido sempre que as regras não forem cumpridas, não ceda. Converse, explique o motivo do castigo. Tire benefícios (p. ex: uma semana sem videogame).
Castigo só não funciona se os próprios pais não o levam a sério, tiram antes, cedem as pressões, são incoerentes (às vezes castigam por determinada coisa, outras vezes não), não conversam...

A verdade é que não há nenhum motivo para dar um tapa na criança. Castigo funciona, sim.

TODO TAPA (PALMADA) DEIXA MARCAS E TRAUMAS. TODO.

Anônimo disse...

A maioria dos que estão comentando aqui não possuem filhos, isto é, falam sem saber como funciona na prática.

Ninguém está defendendo a violência doméstica, pelo contrário, muitos aqui defendem uma correção de um filho indisciplinado, não o espancamento cruel e covarde; este, sim, deve ser punido.

Sou pai e professor (leciono em um colégio particular), vejo, diariamente, alunos, com boas condições financeiras, totalmente sem limites, que possuem pais que se voltam contra os docentes, protegendo os filhos, acobertando os desregramentos dos mesmos.

Que sociedade é essa? Liberou tudo, então?

O pátrio poder, autoridade que os pais possuem, não deve sofrer interferência do Estado e nem de ninguém.

Mas tudo bem, tenham filhos, eduquem como esses psicólogos de meia tigela gostam de educar, e o resultado, depois, contem aqui. Caso não queiram contar, acompanharei pelo noticiário policial daqui a alguns anos.

@vbfri disse...

Denise, desculpa, mas eu acho que violência só gera mais violência. Uma criança de um ano entende quando você adota uma voz mais firme (não precisa gritar, basta mudar o tom de voz).
Até animais de estimação entendem um "NÃO" falado de maneira firme.
E, aliás, acho errado arrastar a criança também.
Coloque-se no nível dela e fale "NÃO PODE". Com certeza ela entende.

Maria Adelaide disse...

Eu acho super normal bater nos filhos e filhas. Afinal ninguem gostaria de ter um bandido, funkeira, rapper, degenerada, sodomita dentro de casa. O pai tem o dever de dar umas palmadas nos filhos e filhas quando necessario.

Eu assisti o filme "O homem que não gostava de mulheres" também chamado de Millenium. São dois filmes em sequência. Eles falam sobre o esporte nacional da Suécia que é o estupro das filhas. Aquilo sim é violêencia doméstica e não o ato de corrigir os filhos e filhas.

Anônimo disse...

Tive duas filhas e eu nunca bati nelas, elas hj são mulheres muito carinhosas e amáveis, eu tb nunca apanhei, acho que se as pessoas não apanhassem na infância elas teriam uma mente mais aberta e não veriam sentido por exemplo em forças repressoras como a polícia e exército, desculpa quem pensa que palmada educam a única coisa que ela ensina é o medo e a violência através da hierarquia.

Talvez meu comentário pareça um pouco perdido e essa relação entre apanhar na infância o desejo de um regime com agente controlador ao invés de um pacificador/mediador pareça distante mas se eu for me explicar vou me estender muito.

adorei conhecer seu blog através da minha filha Lola!

Darah

Denise disse...

Puxa,

Você realmente acha que quem leva palmada quando criança é violento e irracional? Seriamente?
Aparecer na TV quer dizer que ela só mostra os casos onde o método dela dá certo.
E só palmada que é então violência? E a exposição das crianças à televisão? Aos brinquedos violentos?
E você não acha que o que é violência par um não vai ser para o outro? Por exemplo, tirar um brinquedo de uma criança como castigo pode ser mais violento e deixar mais traumas.
Eu acho que uma lei dessas faz com que as pessoas fiquem simplistas demais e não pensem que cada criança é diferente da outra e usam uma só solução para todos. Isso, por si só, é uma violência, pois ignora a individualidade da criança.

Anônimo disse...

"O pátrio poder, autoridade que os pais possuem, não deve sofrer interferência do Estado e nem de ninguém."

Uai, então o pai da moça do guest post fez certo, né? E ninguém devia reclamar...
Claro que esse pátrio poder tem limites. E o limite é o da dignidade da pessoa humana. Tenho certeza que seus alunos mal educados não o são por causa de falta de violência física, são assim porque tem pais ausentes, permissivos e que os mimam.
Eu nunca apanhei e tive pais muito exigentes, o mesmo eu faço com meus filhos e funciona perfeitamente bem.

Anônimo disse...

Maria Adeleide, eu não queria dentro de casa é uma pessoa ignorante e preconceituosa como vc!
Foi apanhando que vc ficou assim?

Denise disse...

Nina,

sem querer ser agressiva, o fato de você ser psicóloga não vai muito longe comigo não. Quero evidências de que funciona 100% das vezes. E show de TV não vale.
E castigo nem sempre funciona. E não funciona para todas as crianças. Meus pais sempre conversavam comigo e nem por isso eu obedecia quando não queria.
E desde quando castigo não é também uma violência? Só por que não é físico?
Vocês precisam rever o conceito de que todas as crianças são iguais e reagem sempre do mesmo jeito.
Enfim, nós só vamos ver o resultado desta atitude quando essas crianças virarem adultos.

Anônimo disse...

Denise

Conheço o seu tipo!

Uma vizinha aqui foi denunciada pq batia nas crianças, mas batia frequentemente de arrancar sangue das coitada, vieram os policiais e sabe o que ela disse pra eles?

Que batia nas crianças para que os policiais não baterem nelas quando forem adultas.

Francamente!

O melhor foi uma vizinha dizer pra ela que não batesse nas crianças, pq pior que bandido, elas iam virar reaças! quem sabe, policiais...

Anônimo disse...

Claro que o pai da moça não fez certo. Onde eu disse isso? Eu disse que caso o pátrio poder seja usado de forma errônea, ele deixa de ser pátrio poder e passa a ser uma violência cruel e covarde.

Em relação ao comportamento dos alunos, é claro que os pais, na maioria dos casos, são ausentes e não exercem, pois, a autoridade devida, seja por meio de palmadas educativas, seja através de outros tipos de castigo.

Advogo, sim, a favor da palmada comedida, educativa. Agradeço muito aos meus pais pelas chineladas que levei. Trauma? Nenhum. Agiram conforme a lei, dentro da normalidade, sem excessos.

@vbfri disse...

E aí isso quer dizer que uma criança merece apanhar e outra não?

A propósito, Denise, convido você a conhecer o meu blog. Fala sobre violência.

Tirar um brinquedo de uma criança como castigo NÃO é violêcnia.

Vamos ser claras aqui: existe (eu concordo) violência de vários tipos. No meu blog trato de todas. Física, moral, sexual.

Acho errado expor uma criança a qualquer tipo de violência e, tendo apanhado MUITO quando criança e SEM motivo, me faz com que eu tenha asco desse comportamento.

O choro irritante de uma criança me dá nos nervos? Sim. Dá vontade de dar uns tapas para fazer uma criança acabar com uma birra? Com certeza. É o caminho certo? Definitivamente, NÃO.

Assista Supernanny. Mostra como é bem mais fácil criar os filhos sem violência.

E isso inclui menosprezar a criança, xingá-la, chamá-la de burra. Isso tudo é violência.

Assim como tapa é violência.

Minhas irmãs que foram criadas SEM violência, são bem mais ajustadas do que eu.

Anônimo disse...

Então vc não é necessariamente a favor da palmada, é a favor de educação, formação ética e moral das crianças.
E o que as pessoas aqui estão advogando é que é possível fazer isso sem palmadas, nem nada disso. E que é melhor fazer isso sem palmadas.
Que as pessoas que defendem a necessidade da palmada como forma de educação estão equivocadas. Que há outros meios, melhores.
Você acha que não há?

Denise disse...

Querida vbfri,

Jura que Supernanny é sua referência? Então amor, a gente não nem como conversar, mesmo.

E anônimos,

só como informação, eu não converso com quem se esconde.

@vbfri disse...

E, na boa, mas você colocar a criança de castigo, num banquinho, pq ela fez uma "feiúra" NÃO é violência.
Colocar ajoelhada no minho ou no arroz, SIM.

Niemi Hyyrynen disse...

Denise

Eu fui uma criança que passou pelo método de "castigo", do tipo ser privada de algum beneficio, do tipo sair para brincar por exemplo e de ficar num canto "pensando na vida" e posso te dizer que isso não é violência.

Violência é "palmadinha", me admira muito quem defende o direito de espancar criança venha com esse papo hipócrita que tirar brinquedo de criança é violência.

No máximo que vc causa é uma frustração ou aborrecimento, te garanto que não tenho uma recordação traumática de quando a minha mãe tirou um brinquedo da minha mão pq eu estava sendo mal criada, mas das únicas vezes que o meu pai me bateu sim, eu tenho.

E posso te dizer mais, que isso é cultural, da minha família Finlandesa vc não vê ninguêm defendendo "palmada" pedagógica, mas já a minha família brasileira...

Acorda pra vida Denise, isso é mentalidade de uma cultura que há muito tempo está forjada por aqui, vc pode optar por quebrar o ciclo, mas antes tem que expandir a sua mente um pouquinho.

Denise disse...

Para os que não entenderam. Eu não estou advogando palmadas ou castigos ou qualquer outra forma de punição. O que eu sou contra é esse determinismo de dizer que uma coisa é ruim 100% das vezes com 100% das pessoas. Ou que outra funciona 100% das vezes com todas as crianças/pessoas.
Eu apanhei e não tenho nenhum trauma. Eu não bato na minha filha, nem nos meus gatos e não sou nem um pouco violenta. Cara! Eu não corto meu manjericão pois tenho pena da planta! Mas não descarto a necessidade de dar uma plamada ou outra se por ventura aparecer. Não tenho medo de birra, nem de teimosia, nem de cara feia. Não perco minha paciência na frente dela (perco longe pois ninguém é de ferro).
E tive minha filha por que quis e por que me preparei para tê-la.
Então, é possível educar sem palmada? É, mas não 100% dos casos. Castigo funciona? Sim, mas não para 100% dos casos. Tapa causa trauma? Sim, mas com certeza não para 100% dos casos.
Entendeu minha posição?

@vbfri disse...

Supernanny não é a minha referência. É uma das.

Eu VIVI a violência de uma forma bem íntima. Leia meus posts anteriores.

Você é quem acha que falar com firmeza e colocar a criança num banquinho ou tirar o brinquedo dela é mais violento do que dar palmadas.

E TODAS as pessoas que eu conheço que foram criadas SEM violência tornaram-se pessoas tranquilas, bem resolvidas. Quem eu conheço que foi criado com violência ou replica isso nos filhos ou é como eu, veementemente contra a violência.

E bater numa pessoa menor do que você, além de violência, é COVARDIA.

Afinal, até em artes marciais existem categorias de peso.

Quer bater em alguém? Bata em quem tem seu tamanho. Tem aulas de lutas em academias pra isso, sabe. Ou compra um saco de areia (desses de boxe) e bata nele.

Mas bater em uma criança de UM ANO (como você admitiu) é COVARDIA.

E não precisa ser supernanny ou psicóloga ou qualquer coisa.

Aliás, sabia que é crime BATER em QUALQUER pessoa?

Por que não seria bater em UMA CRIANÇA??

Denise disse...

Niemi fofa,

quando você tiver a vivência de filhos, vem falar alguma coisa. E eu, como já falei várias vezes, não tenho nenhum trauma das palmadas que levei. Os castigos, , os de ser privada de algo, esses eu lembro bem. E muitos deles não me ensinaram nada.
E quanto a cultura, isso é papo furado. Em toda cultura tem palmada sim, inclusive na finlandesa. Eu sei, pois minha tia é finlandesa. Ah... a arrogância de se usar outras culturas como superiores...
E mais, com você, ao que parece, nem a palmada, nem o castigo funcionaram, né? Educação mesmo você não aprendeu.

Roberto G. disse...

Eu sou gay e saí do armário depois de sofrer abuso sexual por parte do meu pai e do meu tio várias vezes.

Acredito que foi dos 8 até os 14 anos que sofri abuso sexual por parte dos dois. Minha mãe saia de casa para trabalhar a noite e os dois faziam sexo comigo e alguns outros garotos da rua.

No fim aprendi a gostar disso, hoje tenho algumas parafilias condenáveis pela sociedade e que tenho que manter segredo, mas posso dizer que apesar de toda a violência eu nunca apanhei do meu paı

Denise disse...

vbfri,

Eu não disse que bato em criança. Eu digo que outros castigos podem ser mais violentos dependendo da criança.
Leia meu post anterior.
E eu não converso com quem grita.

@vbfri disse...

A Niemi é uma fofa, uma pessoa super educada, com quem tenho tido o prazer de ter contato.
Em momento algum ela diz que a cultura brasileira é pior ou melhor do que a finlandesa.
E essa história de "quando você tiver filhos" é a maior ladainha da face do planeta.
A pessoa é violenta ou não é. Simples assim. E, você, "Denise Querida!" é.
Tenho pena da sua filha.

Anônimo disse...

Sou contra qualquer palmada,pois as crianças não são burras, com conversa e até com um castigo de ficar sem assistir tv pode ensinar e educar mas só que isso dá trabalho é muito mais facil aterrorizar com surras do que ter um dialogo diario.Aviso aos pais e mães: educar da trabalho!Por favor só entra nessa de ter filho se vc entender que vai deixar horas de descanso e lazer para educar seu filho.

@vbfri disse...

Denise, "fofa", eu não gritei. Eu usei maiúsculas apenas em algumas palavras para reforçá-las.
E você não conversa com quem grita pq prefere bater?
Peço desculpas por ter me confundido quando falei que você bate. Você falou que admitiria bater. Nisso eu errei a peço desculpas.

Niemi Hyyrynen disse...

Denise

Não preciso ser mãe para saber que palmada é violência ok? Só para constar.

E não é arrogância minha não, não quis dizer que uma cultura é "superior" a outra, eu falei que elas são diferentes, mas se sua tia é minha compatriota e bate em criança, bem o problema não é meu não...desculpa mas eu posso concordar com vc numa coisa?

Em toda cultura haverá pessoas que não absorvem os bons valores e preferem exercer a violência.

Sobre educação, eu tenho e muito o que não tenho é paciência com tipo que nem você.

@vbfri disse...

"Sobre educação, eu tenho e muito o que não tenho é paciência com tipo que nem você." <- isso!

André disse...

Concordo com a Denise. Desconfio das certezas plenas que pessoas que não tem filhos tem acerca de todos os detalhes da criação de filhos. Não são de vocês que estamos falando.

@vbfri disse...

André:

Certeza, para mim, é o seguinte: você bater em um ser menor do que você é covardia. Se não fosse, em esportes como o boxe, não existiriam categorias diferentes para pesos diferentes.

Ponto.

Para isso eu não preciso ser mãe.

Repito. Quer bater em alguém, vai fazer aulas de luta-livre na academia.

Bater em criança, em animal, é coverdia.

@vbfri disse...

*covardia

foi mal pelo erro de ortografia aí...

Anônimo disse...

Olá,
Meus pais sempre me bateram, principalmente a minha mãe - esta sim era uma descontrolada 24h.
A regra era básica ao descobrirem alguma peraltice: se mentir apanha, se falar a verdade não... Ok, era mais fácil falar a verdade mas p/minha surpresa eu apanhava, agora por ter feito a tal peraltice. Muitas vezes apanhei em dobro, afinal de nada adiantava dizer a verdade :(
Bjos,
Amanda

@vbfri disse...

Anônimo "legal"

o acento é no "a".

Câncer.

E você usar uma doença dessas para agredir uma pessoa mostra o quão gente boa você é.

Max Amaral. disse...

Niemi,

que bom que você não tem filho, ne?
Paciência e educação são pre-requisitos.
Eu acho interessante que vocês sabem tanto de filho, mas não os têm...

Anônimo disse...

Max Amaral, marido da Denise.

Ana Carolina disse...

Só um desabafo: a situação nunca descambou para a violência que a autora conta no guest post, mas lembro exatamente do dia que minha mãe parou de bater em mim.
Eu me deixava apanhar por respeito, porque ela era minha mãe, mas um dia, nos meus 19 ou 20 anos, tomei uma providência também. Se quer respeito tem de respeitar também - minha mãe avançou pra me bater e eu segurei os pulsos dela com tanta força que ficou marcado. E disse: "você não vai bater em mim, nunca mais". E não bateu mesmo. E se tentar de novo vai ser a mesma coisa.

Niemi Hyyrynen disse...

Max Amaral

Eu ainda não tenho mas quando tiver, eu terei muita educação, muita paciência com eles e principalmente muito AMOR. E vou educá-los com toda sorte de carinho e sim com disciplina mas nunca com VIOLÊNCIA.

Para eles não se tornarem certos tipos de pessoas frustradas...


E anonimo "cara legal" eu estou me recuperando muito bem! viu, obrigada por se preocupar!

Nina Levy disse...

Denise,

Não vou retribuir e ser, como você, agressiva. Porque sua agressividade é uma defesa.

Eu sinto muito, muito mesmo, por você ter sofrido violência dos seus pais.

Você, assim como eu, sabe que estapear a sua filha não educa. Tanto sabe que evita fazer isso.

Vamos imaginar uma situação: você derrubou um balde com água e sabão no chão. Seus pais para te disciplinar te deram uns tapas (palmadas). O que vc aprendeu? Que se derrubasse água com sabão no chão daria trabalho pra alguém limpar, além de ser perigoso e alguém poder cair, ou aprendeu que não podia fazer isso porque se fizesse apanharia?

Não adianta ficar agora nessa negação desenfreada para justificar seus pais. Você foi vítima do descontrole deles. Não estou dizendo que eles são monstros, acredito que sejam boas pessoas que queriam o melhor para você. Só que não sabiam o que estavam fazendo, estavam repetindo padrões que, até então, eram os únicos que eles conheciam.

Você não, você já tem mais conhecimento, nesses últimos 30 anos houveram diversos estudos comprovando o quão maléfico é para o desenvolvimento da criança a agressão física e verbal. Você não precisa repetir esse padrão. E se ficar o justificando, por mais que isso te conforte para você aceitar a punição sofrida e absolver seus pais, continuará carregando a culpa de não aprender de outra forma. Culpa essa que você não tem.

Eu ainda estou trabalhando, mais tarde te respondo melhor (inclusive, se vc achar necessário, te passo inúmeros estudos sobre o tema - tema esse que também foi da minha dissertação de mestrado).

@vbfri disse...

Ainda bem que a Lei evolui APESAR de certas pessoas...

(Código Penal Brasileiro)
Lesão Corporal

Art. 129 - Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

(...)

Violência Doméstica

§ 9º Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 3 (três) anos.

@vbfri disse...

Nina...
UAU!!! Que comentário maravilhoso!!!
Parabéns!!

André disse...

@vbfri,
A lei diz com fica a criança enquanto os pais cumprem pena por dar-lhe um tapa na bunda?

@vbfri disse...

André,
Infelizmente, muitos desses casos acabam em cestas básicas.
Mas, por mim, a criança pode ficar com qualquer pessoa que não vá abusar dela física ou psicologicamente.
De resto, assino o que a Nina escreveu.

André disse...

@vbfri
Para quem tem dinheiro talvez nem chegue no judiciário, ou vire cestas básicas. Para quem não tem dinheiro vai dar cadeia.

Denise disse...

Oh Nina,

Para quem é psicólogo, essa análise foi básica demais, não acha?
Sério que você vai tentar me analisar por um post?
Seriamente, não se dê ao trabalho. Como eu disse antes, dizer que é psicólogo, ter mestrado, doutorado, etc etc não é prova da competência de ninguém.
O que eu vejo em você é uma extrema insegurança em relação a sua profissão e ao que você defende. Você quer que as pessoas pensem como você ou se enquadrem nos seus conceitos. Se não, elas são descontroladas, tem reações extremas, são vítimas, ou simplesmente estão erradas. Não acha que vale uma revisão? Está aí um assunto para você discutir com seu analista. E para você ver como você está sensível ao assunto, eu só falei que o fato de você ser psicóloga não tem muito valor comigo. E não tem, eu não te conheço, não sei se é competente, não sei das suas inclinações na psicologia, etc. E ainda coloquei o "não querendo ser agressiva" numa tentativa de não atacar a sua sensibilidade (algo que nunca tive intenção) já que eu não sei se você é muito sensível ou não.
Como eu disse antes (pela enésima vez, para vocês verem como sou paciente), eu não defendo a palmada, ou castigo ou qualquer tipo de punição exclusivamente. Acho que cada caso é um caso, cada criança uma criança.

Denise disse...

André,

boa lembrança. Qual o trauma maior? Uma palmada, ou os pais na cadeia e vivendo em um abrigo?
humm... essa não deve ser difícil de responder...

Anônimo disse...

Denise ou Max Amaral, qualquer pessoa que leia seus comentários consegue ver o quanto você está sendo agressiva e insegura, não precisa ser psicólogo.

Mévia disse...

Denise, vc disse: "O que eu sou contra é esse determinismo de dizer que uma coisa é ruim 100% das vezes com 100% das pessoas. Ou que outra funciona 100% das vezes com todas as crianças/pessoas."

Posso estar errada, mas em qualquer lei (como a das palmadas) sempre vai ter um juiz para avaliar o caso. Se for o caso de um psicopata/sociopata mirim, ou sei lá que caso justifique a violência, com certeza terão atenuantes, ou o juiz pode encaminhar a criança para alguma instituição, etc.

O que não dá, mas o que não dá mesmo é ir contra uma lei que tem potencial para funcionar em 99,99% dos casos.

@vbfri disse...

Denise e André
Então que os pais pensem antes nos males que uma palmada pode fazer, não é mesmo?
Vocês também defendem que não há estupro dentro de um casamento? Porque até o final dos anos 80 era inconcebível mulher casada ser estuprada.
Então, a lei mudou, muito para a raiva de diversas pessoas.
Que, pelo que vejo, é a reação de vocês.
Já pensou? Aposto que na época tinham pessoas com pensamento retrógrado de "ah, o cara vai pra cadeia e QUEM vai sustentar a mulher?"
Mas hoje as pessoas se conscientizaram que uma mulher casada pode, sim, ser vítima de estupro por parte do marido.
Então, já que vocês defendem uma "palmadinha" num ser indefeso, quem sabe queiram aproveitar e, né, lutar pelo direito do marido de estuprar a mulher.
Aí a gente aproveita e faz o que os mascus querem, pegamos todos uma nave espacial para 1950.
Uma palavra define quem bate nos filhos: covarde. 7 letras. 3 sílabas. Paroxítona.

André disse...

Mévia,
É por causa do bom senso dos juízes que nunca tivemos mulheres presas por roubar um pote de margarina ou um pacote de fraldas.

F. disse...

O castigo ou a conversa pode não funcionar 100% das vezes. O tapa é ruim 100% das vezes, até que alguém aqui consiga provar que uma criança aprende apanhando.

André disse...

@vbfri,
Sim. No meu segundo comentário eu deixei bem claro que não existe estupro dentro do casamento.

Anônimo disse...

"É por causa do bom senso dos juízes que nunca tivemos mulheres presas por roubar um pote de margarina ou um pacote de fraldas"


KKK o quê? como é amigo!?

Vc não conhece nada de presidio nem de justiça pra falar uma merda dessas!!!

O tipo de crime que mais leva mulheres a prisão é o crime de Barganha! Que é o termo para pequenos furtos, até isso é um reflexo do machismo! pq as mulheres pobres que levam essa cruz da responsabilidade de tomar conta de toda família quando não tem condições, elas vão e apelam para esse tipo de crime pq o Estado lhe tirou qualquer perspectiva de dignidade!

Vc não sabe como é triste a vida dessas mulheres DENTRO E FORA da cadeia cara. cala a boca.

Rubens

@vbfri disse...

André

"
Sim. No meu segundo comentário eu deixei bem claro que não existe estupro dentro do casamento.

Ah,tá. Só podia ser um mascu mesmo.

I rest my case.

Anônimo disse...

Rubens, o André estava sendo irônico! Pelo amor de Deus...

André disse...

Rubens,
Não é barganha, é bagatela.

Mévia disse...

André,

Sugerir que é melhor cada um escolher quais leis irá seguir porque o sistema apresenta falhas é tão estúpido que eu nem vou me dar ao trabalho de iniciar uma nova frase para argumentar.

Anônimo disse...

Me chamou atenção a seguinte frase no post: "e ainda não consigo perdoar meu pai pelo que fez." AINDA.
Eu pergunto: e pra que se forçar? Acho que as pessoas superestimam o perdão. Talvez seja mais fácil aceitar que há coisas para as quais não há perdão. Isso não é guardar rancor, não é ficar remoendo, pelo contrário, ficar tentando perdoar e não conseguir é que é se prender à dor. Se é uma coisa que não se pode voltar no tempo e mudar, mesmo depois de todas as providências tomadas (sair de casa, denúncia, tratamento psiquiátrico), resta trabalhar com o que se tem, que é daqui pra frente. Às vezes uma coisa se suja tanto que não adianta lavar, tem que jogar fora.
(John)

André disse...

@vbfri,
Ah, tá. Não acompanhou todos os comentários e já que sentar na janelinha.

The book is on the table.

@vbfri disse...

Mévia, ele é troll... Não se dê o trabalho.

Falou que não existe estupro dentro de casamento...

Esquece.

Anônimo disse...

Tem pessoas dizendo aqui que só quem tem filhos pode opinar,q besteira porque todo mundo foi ou é um filho e quem é melhor pra dizer se palmada é ou não algo q educa se somos nós que sofremos com palmadas

Anônimo disse...

Acho q bater tb ñ é a solução. Pode aplicar punições como suprimir algumas diversões e entretenimentos...

Mas existem coisas pior do q uma palmada. Por exemplo, essas isntituições como colegos internos e orfanatos e outras q cuidam de criança, mandavam uma criança se ajoelhar no milho por um tempo. Ñ sei se isso ainda existe, mas q era mais cruel do q uma palmada, era. Outra coisa, alguns pais fazem q eu considero mais cruel: algumas criança tem medo de escuro, há pais q qdo o filho apronta, trancam a criança no quarto escuro e a criança grita desesperada de susto, e mantém ali por um tempo como "castigo"... O q vcs acham? Embora ñ estar agredindo,está assustando a criança...

Anônimo disse...

Ah esse André é tão tosco, defende estupro no casamento que fica dificil não advinhar que ele tava sendo ironico e não ignorante mesmo como ele costuma ser :)

É mesmo, é bagatela.Eu troquei a palavra pq fiquei nervoso.

Rubens

Mévia disse...

@vbfri,

Hahaha. Obrigada pelo esclarecimento!!! =]

Anônimo disse...

Gente, pelo amor de Deus, o André nunca falou que existe estupro dentro do casamento, ele só estava ironizando, nenhum comentário dele tem isso...
Coisa maluca!

André disse...

Mévia,
Eu não disse que podemos escolher que lei seguir. O que não muda o fato de que algumas leis "não pegam".
Eu apenas discordo da lei.

Denise disse...

Vbfri querida,

Não tenho raiva não. Só estou questionando. Isso pode, não pode?
E o que tem o estupro com a palmada?
Eu acho que você está sendo levada pelas emoções e estrapolando um pouco. Você não sabe nada das minhas (ou das do André, imagino) opiniões ou crenças. Menos, né?
Mas a questão continua. Vamos matar o doente com o tratamento? Será que é por aí?
E já que você é tão contra palmada, que outras bandeiras você levanta em realção a violência contra crianças?

Maria Valéria disse...

Discordo de quem disse que só pode opinar sobre o assunto quem tem filhos.
E o mesmo que dizer que pediatra que nao tem filho e ruim, ou que ginecologista solteira e ruim( já ouvi isso da boca de colegas medicas, juro por deus)
Nao sei qual minha opinião sobre a ' palmadinha'. nao sei mesmo, mas nao porque nao tenho filhos, mas porque as poucas vezes que levei isso dos meus pais(. E devem ter sido duas ou tres) nao me deixou seqüela.Claro, foi tapinha leve, nao espancamento.
Quanto a espancamento, violência, sou contra, especialmente porque cresci numa rua onde nosso vizinho e amigo era espancado e pisoteado pelo pai quando tirava nota baixa,A mae dele contava isso pra gente( eu e minha irmã) na maior naturalidade, e nos duas, como crianças, nada podíamos fazer.
Nao sei se naquela epoca( década de 80) já havia leis pra obrigar a denunciar.Sei que hoje,anos 2010, os únicos que sao obrigados a denunciar sao profissionais de saúde e de escola( caso suspeitem ou vejam um caso assim), caso contrario respondem por crime de omissão.entao,eu como medica sou obrigada a denunciar caso presencie um caso assim.( maus tratos físicos, sexuais, ou mesmo abandono ou negligencia)
Entao, vizinhos/ parentes nao sao obrigados a denunciar ( corrijam- me se eu estiver errada)pela lei atual.
Quanto ao guet post publicado, me da vontade de chorar,... Eu nao mereço os pais que eu tenho!!!!!! De tao bons que sempre foram pra mim .
Bjs.

Maria Valéria disse...

Ps: nao lembro quem comentou aí em cima, sobre a autora do guest post AINDA nao ter conseguido perdoar.
O fato que sempre que consegui perdoar alguém , me senti mais leve,mais feliz, como se tivesse tirado um peso das costas. E acho que e a isso que a garota do post se refere, que queria perdoar pra tirar o peso das costas.perdoar e muito bom, alivia,experiência própria.
Mas entendo que alguns casos sao difíceis pra nao dizer impossíveis, cabe a cada um saber seus limites e entender qual e seu caso.
Tem coisa( chamo de ' lista negra' )só vou perdoar na próxima encarnação.. E olha lá....

Nina Levy disse...

Denise,

Se você não percebeu, você está extremamente agressiva. Tanto comigo quanto com outros. Não precisa ser psicólogo para ver isso.

Eu não fui agressiva com você. Releia bem o que eu disse. Responda o que se esquivou de responder.

Você poderia ao menos ser coerente, porque primeiro diz que minha análise foi básica, depois pergunta como eu concluí algo por um post apenas.

Enfim. Eu não estou te analisando. Isso, analisar pela internet, não existe. Não se preocupe.

Eu apenas li o que vc escreveu. Você disse que algumas crianças, e se citou como exemplo, não obedecem apenas com castigo. (Quem disse que vc não obedeceria apenas com castigo?) Disse que seus pais te agrediam como punição. Ao mesmo tempo disse que sua filha, que seria como você e não obedeceria apenas com castigo, nunca foi por você agredida.

Está certa, mestrado, doutorado, não provam competência de ninguém. O que prova é o achismo. O que vc "acha" é que deve ter valor.

Veja bem quem tem uma postura agressiva aqui. Depois diga quem é que está insegura, na defensiva. Te garanto que não sou eu.

@vbfri disse...

Denise, em primeiro lugar, solicito que você não me chame de "querida", "fofa", ou o que seja.
Em segundo lugar, veja o meu blog.
Ele é dedicado a pessoas que sobreviveram qualquer tipo de violência.
Engraçado é que, para você, todo mundo está estrapolando ou sendo levado pelas emoções. Menos quem maltrata uma criança.
Sou contra violência física, psicológica, sexual.
Passei pelas três. E em vários aspectos de cada.
Sou contra xingamentos. Do tipo, xingar a criança de estúpida, falar que ela nunca vai ser nada na vida, etc.
Sou contra abuso sexual (contra adultos e crianças).
O que eu ainda não entendi é como uma pessoa esclarecida como você acha que uma pessoa de 70kg bater em uma de 5 é, de alguma forma, justo.
E sou contra vários programas de tv.
Além do blog, tenho um grupo de apoio no google e uma página no facebook, tudo voltado a sobreviventes.
Além disso, em homenagem a uma amiga norte-americana, contribuo para o "The Joyful Heart Foundation" e outras organizações.
Sou formada em direito e vi de perto os efeitos de violência contra as pessoas. Meu objetivo, como carreira, é trabalhar com sobreviventes de violência doméstica.

Denise disse...

Nina,

eu discordo. Não fui agressiva com você. Só falei que o fato de você ser psicóloga não vale muito para mim. Eu posso ter opinião, não posso? Será que você não está um tanto sensível demais?
E não vi contradição. Eu disse que a análise foi básica e que você iria tentar analisar por um post. No que isto é contraditório?
E onde foi que eu disse que você foi agressiva comigo?
Eu não considero a palmada que minha mãe me deu uma agressividade, então não houve agressão da parte dela.
E onde exatamente eu fui agressiva? Me mostre.

Denise disse...

Vbfri~,

dizer que por que eu não acho que palmada é traumático para todas as crianças, eu imediatamente não acho que existe estupro dentro do casamento não é estrapolação? Você tirou essa de não sei onde, então estrapolou, nào acha?
O que eu ainda não entendi é como você decide que todas as pessoas são iguais e reagem da mesma forma. O que eu venho dizendo é que esse tal trauma de palmada não existe para todos as pessoas. Simples. E que outras formas de punição consideradas "não violentas" podem ser sentidas como violentas por outras tantas pessoas. Não dá para encaixar todo mundo dentro do mesmo molde.
Uma analogia talvez interessante seja: matar é errado. Mas existem situações em que matar é aceitável. Mas ninguém pode dizer que todas as pessoas que matam são criminosas.Meu problema é com o 100%.
Quanto a você ter sofrido violências. Sinto muito mesmo. Espero que você supere isso um dia e acho muito legal o que você faz.
Quando eu perguntei sobre as bandeiras contra violência contra a criança, é porque fiquei pensando nas pessoas que acham um absurdo e uma violência a palmada, mas não veem problemas com a criança nascer de parto violento por exemplo, ou sob influência de drogas, ou ser largada em uma creche quando muito nova, ou ser mandada de volta para a familia que a abandonou ou onde sofreu violência. Não sei sua opinião,nem a estou acusando de nada, só queria saber suas bandeiras. Para mim, esses comportamentos, aceitos pela sociedade, são muito piores que uma palmada.

Anônimo disse...

Maria Valéria, o perdão é mesmo aliviante quando se consegue sinceramente, sente-se mais leve e coloca vc num patamar acima da situação ruim, prova de que a venceu e acabou.

Só aponto o fato de que isso pode não funcionar igual para todo mundo e todas as situações. Às vezes a pessoa fica presa justamente nisso, PRECISO PERDOAR, PRECISO PERDOAR.. se força, finge, mente a si mesma, sorri por fora quando ainda está ferida por dentro. Se a pessoa olha para si mesma e enxerga essas coisas, é melhor esquecer o perdão, apontar o dedo na cara do culpado e gritar "vc foi horrível mesmo, não tem perdão", dar as costas e seguir em frente.

Sou da opinião de que amor não deve ser automático nem obrigatório só pq é família (no caso, o pai), e o perdão tbm não deve ser; pode soar triste, mas acho melhor uma verdade triste do que uma mentira bonita. Laços familiares, amor, perdão, tudo isso deve acontecer pelos seus próprios méritos.
(John)

@vbfri disse...

Denise, (já tinha que estar dormindo, mas tudo bem)

Vamos lá... Tem um post da Lola, meio antigo, que não é pq eu levanto a bandeira X que não dou bola para a Y ou Z.

Sou a favor de muita coisa e contra várias outras.

Sou feminista, sou a favor de igualdade entre os gêneros. Amo gatos, tenho dois, resgatei outros dois, apoio ONGs aqui em Brasília que resgatam animais.

Sou contra parto violento e a favor da descriminalização do aborto.

Ter filhos é uma coisa extremamente complicada. Posso não ter filhos, mas acompanho de perto a criação de várias crianças dentro da minha família. Pais trabalham, tem que deixar a criança com alguém. Quem? Avó, tia, babá, creche?

Isso são pessoas com condições. Uma das minhas "sobrinhas" (filha da minha prima) foi abusada por uma babá, daquelas cheias de referências maravilhosas.

Colocaram numa creche, ela ficou doente.

De volta para casa, instalaram câmeras para monitorar a criança (e a nova babá).

Hoje ela já está em idade escolar, então acabou essa fase.

Eu trabalho para defender os direitos de quem sofreu QUALQUER tipo de violência.

Sou contra orfanatos e a favor de casas como nos EUA em que a criança fica (ao invés de ficar jogada num orfanato).

É o ideal? Não. O ideal é a criança ser feliz em casa, com um pai e uma mãe. Ou dois pais e duas mães. Mas isso também não como a vida anda, né?

Eu tive vontade de ajudar um grupo de pessoas que sinto que sofrem.

Poderia ter ajudado outras. Mas eu sou uma só. Cada um faz o que pode.

Existem milhões de comportamentos aceitos pela sociedade e que sou contra.

E você? Quais as suas bandeiras? E o que você faz para ajudar vítimas de parto violento, crianças que nascem sob influência de drogas, crianças largadas em creches quando muito novas, crianças mandadas de volta para famílias desestruturadas?

Se qualquer uma delas procurar minha ajuda, meu blog, meu grupo de apoio, receberei de braços abertos.

Agora eu gostaria de saber de você, o que você faz.

Sara disse...

Lola antes de ter filhos eu não fazia ideia do trabalho que isso me daria, e na verdade acho que bem poucas pessoas tem ideia do que seja essa tarefa verdadeiramente monumental.
Talvez pessoas que cuidem, babas, professoras e outros profissionais envolvidos com o tratamento de crianças possam fazer alguma ideia, mas nunca vão ter o envolvimento que os pais de uma criança tem que ter.
Vou falar apenas de minha experiência, porque não acredito que todas as crianças são iguais, eu pelo menos tive duas e que são até hoje muito diferentes em tudo até mesmo na aparência, embora sejam irmãs (Tb nunca fiz teste de DNA para comprovar).
No meu entendimento é absolutamente impossível não perder a paciência vez ou outra com o comportamento de uma criança, a minha mais velha até que me deu pouco trabalho, mas a mais nova muitas vezes me deixava transtornada.
Eu juro que tinha boa vontade desde o principio, e Tb fiz a opção de nunca bater, Tb achava que era covardia, optei por tentar o dialogo ou se não desse certo ir graduando castigos, mas nunca castigos físicos, pena que minhas crianças não colaboraram nem um pouco, como já contei aqui minha filha mais velha ao ser colocada de castigo começava a bater com a cabeça na parede até se ferir.
Foram raras as vezes que perdi a paciência, e bati em minhas filhas, não me orgulho disso, e em todas às vezes me senti muito mal por isso, ao ponto de ser consolada por elas mesmas.
Mas não acredito que alguém no meu lugar não agiria da mesma forma, criar filhos envolvem situações onde vc se vê no limite.
Acho que raríssimas pessoas deveriam ter filhos, eu, por exemplo, não sou uma delas, mas já que tive procurei fazer o que de melhor eu pude.
Hj que minhas filhas já estão criadas eu quero distância de crianças, acho que fiquei meio traumatizada mesmo.

Anônimo disse...

Muito triste o relato e apesar do meu pai nunca bater em mim, na minha irmã ou na minha mãe passei boa parte da minha vida sofrendo tortura psicológica. Ele nos ameaçava, humilhava, ofendia, falava mal da nossa mãe e tias pra gente, nos assustava etc. Tive problemas sérios, adoeci e perdi bons anos da minha adolescência...
Não concordo com palmadinhas para educar mas é bem verdade que não é preciso bater pra destruir alguém. :/

André disse...

Sara,
Creio que muitos pais tem uma experiência parecida com a sua. Nem por isso são monstros, violentos, preguiçosos, que merecem a cadeia.

Carolina Paiva disse...

Denise

É claro que você pode ter sua opinião. E eu posso ter a minha, certo?
Eu nunca darei tapas nos meus filhos, pois é incoerente. Não concordo com esse método porque nunca vi provas de que ele é eficaz.
E, como disse alguém aqui, é uma "roleta russa", o filho pode ficar com sequelas ou não. Eu não vou me arriscar.
Prefiro criar meus filhos com base naquilo que eu acredito.
Está errado?
Ah, e eu disse que não me baseava somente no programa de TV, mas que os métodos que ela usa são os que eu vi dar resultados na minha vida pessoal: tanto comigo quanto com meus familiares.
Se é algo que eu vi dar certo com meus próprios olhos, o lógico é eu fazer o mesmo com meus filhos.
Dar tapas é ilógico para mim, e todas as vezes em que vi alguém dar tapas foi por irritação e descontrole, e não para educar.

"Você realmente acha que quem leva palmada quando criança é violento e irracional? Seriamente?"
Eu não disse isso, eu disse que não é por tapa que se educa, pois o tapa em si é um ato irracional. Não seja simplista.

"Aparecer na TV quer dizer que ela só mostra os casos onde o método dela dá certo."
Eu não disse que os métodos são válidos porque aparecem na TV. Disse que a minha opinião não é invalidada por isso. Eu vi os métodos funcionarem certo na vida real, por isso acredito neles como o melhor método.

Cada um tem suas convicções certo? Se eu não quero bater nos meus filhos, eu não vou bater e vou dizer exatamente o porquê de achar isso errado. Entendeu?

Maria Valéria disse...

Anonimo( john)

Concordo, nao e pq e familiar, conjuge( ou ex) etc que tem que perdoar.
E concordo que tem limite pra perdão.tem umas cinco pessoas na minha ' listinha negra 'as quais sei que mão conseguirei perdoar nunca.
As mais recentes há tres anos, e a mais antiga há quinze anos.
E nem precisou ser violência física/ sexual.
Foi psicológica, o que ( as vezes) e muito pior....
Bjs-:)

Sara disse...

Só um exemplo minha filha mais nova adorava piscina, eu como boa mãe comprei vários tipos de boinha para ela, umas de perninha com cara de bichinhos outras de braço, com o intuito de protegê-la, só que ela não queria ir pra piscina com nenhuma boia, isso com menos de quatro anos de idade, eu descuidava um segundo La estava ela pulando na água sem nenhuma boia.
E u estava vendo que isso não ia acabar bem, pois minha casa tinha uma piscina, não vi outra saída se não dar um castigo nela, em uma das vezes que ela pulou na água sem boia eu a deixei afundar, não foi fácil, mas deixei-a até engolir um pouco de água, só ai a tirei da piscina, engasgada com a água que tinha engolido, o fato é que ela nunca mais pulou sem as boias que ela tinha.
Talvez muito me critiquem, mas não sei se não tivesse tomada essa atitude extrema, ela não teria se afogado, pois ela não tinha o menor medo da água, como faze-la entender que aquilo era perigoso, o mesmo acontecia com a irmã dela, que adorava enfiar os dedinhos nas tomadas, ainda bem que elas já cresceram.

Bárbara Bastos disse...

Eu acho que um grande obstáculo para termos um planeta mais pacífico é a forma como a humanidade trata suas crianças. Desde que nascem querem adestrá-las para mamarem em horários fixos, para dormirem a noite toda no berço, seus choros são ignorados e qualquer indício de vontade própria é vista como um "desrespeito à autoridade dos pais", e aí as palmadas vêm para "salvar" as crianças de virarem adultos problemáticos.

O que as pessoas precisam entender é que não existe palmada educativa e palmada exagerada, violência em qualquer grau é violência. As pessoas querem soluções fáceis para educar os filhos, e dar um tapa é mais fácil do que conversar, não precisa pensar, argumentar...

E pra quem acha que "apanhou e não tem trauma" eu recomendo fortemente fazer terapia, eu descobri que muitos problemas que eu tinha vinham daí e eu nem desconfiava.

Nina Levy disse...

Denise,

Hoje trabalhei até tarde e ainda vou tomar banho, jantar... Mas antes fiz questão de vir aqui te responder. Não porque eu esteja querendo ganhar discussão ou algo parecido, mas porque este tema é importantíssimo e esse modelo de educação de castigo físico precisa ser combatido.

Eu só vou te pedir, por favor, se desarme. Eu não estou aqui condenando nenhuma mãe por ter, em alguns momentos de descontrole, batido nos filhos. Só estou explicando que bater não apenas não resolve o problema, seja ele qual for, como deixa marcas ruins. E que os pais devem sempre tentar, de todas as formas, manter o controle.

São centenas de estudos, das mais renomadas universidades, mostrando que bater nos filhos não é bom. Comparando resultados entre grupos de adultos que sofreram castigos físicos de grupos que não sofreram. Mostrando que não há nenhuma situação em que bater se justifique. Que esse tipo de obediência que se consegue na violência não é saudável. Mas ainda assim você se fecha e repete que acredita nesse modelo. E tenta argumentar apenas debochando e desacreditando todos os que estão aqui compartilhando seus depoimentos, seus estudos, suas experiências.

Você realmente não aceita rever sua posição? Você acredita mesmo que pais devem castigar seus filhos com tapas? Você acredita mesmo que uma criança enquanto é machucada reflete sobre seus atos? Por que você não pensa um pouco antes de responder? Se desarme, faça uma reflexão.

André disse...

Nina Levy,
Se me permite um aparte, aqui houve toda sorte de agressão e generalização contra quem é contra a lei da palmada ou que acha que nem todo tapa resulta em traumas psicológicos profundos.

Bruno disse...

É lamentável ler algumas páginas de comentários, e até que ponto chega a generalização que as pessoas criam nas suas mentes para olhar o mundo de forma simplista.
Há certamente os pais que se descontrolam e espancam os filhos, há os pais do triste relato deste post, mas há outros.
Eis o meu relato: Eu e minha irmã sempre apanhamos em casa. Mas lá a coisa era diferente, sempre tivemos o diálogo, nós e nossos pais. Quando fazíamos algo errado pela primeira vez era a conversa explicando o porque daquilo ser errado, na segunda era a bronca, na terceira era o castigo físico. Minha mãe sempre foi uma pessoa equilibrada e jamais bateu em mim ou em mim irmã em descontrole emocional, sempre que apanhávamos, sabíamos porque estávamos apanhando. Minha mãe abandonou o emprego para dedicar-se completamente a nós, e sempre tinha paciência conosco, era nítido o desconforto que sentia quando tinha de nos castigar.
Mas foi assim que aprendemos o que era certo e o que era errado, o que significava o não e que não teríamos tudo que quiséssemos ao sabor de uma birra. As tomadas em casa sempre foram expostas, assim como as quinas, os produtos de limpeza e os objetos de vidro. Jamais fomos crianças-monstro e sempre nos foi claro onde podíamos ou não mexer.
Nós dois fomos os melhores da turma em nossos respectivos anos, e não por uma pressão cega, mas por saber desde cedo a dar valor às coisas certas. Por exemplo, no dia em que tirei a minha pior nota no colégio, minha mãe abraçou-me e disse-me: "você não tem a obrigação de ser perfeito sempre, não se cobre porque eu não te cobro isso".
O resultado é que nem eu nem minha irmã temos qualquer trauma, eu passei em meu primeiro vestibular e ela aponta para o mesmo caminho.
Nós sempre tivemos um lar pleno de afeto e carinho, posso até dizer que meus pais foram meus melhores amigos para quem sempre pude contar tudo. Algumas palmadas, na hora certa, e sim, com o propósito de educar, jamais puderam alterar isso.

Carolina Paiva disse...

Bruno

Bom, todas as vezes em que eu presenciei um castigo físico foi por irritação do adulto, e isso causou uma impressão negativa em mim sobre esse método.
Se sua mãe agia com calma e educou vocês com diálogo, apesar das palmadas, é óbvio que ela não é um monstro, né? Mas não é por isso que eu sou obrigada a aceitar o método das palmadas como válido.
Acontece que alguns aqui acham que se os filhos não são criados com palmadas, vão virar marginais (vide alguns comentários sobre "vamos ver no que isso vai dar", ou "vamos ver nas fichas criminais").

Denise disse...

Nina,

Eu posso dizer a mesma coisa para você. Se desarme e reveja a sua posição também.
Você me interpretou mal. Eu vou repetir o que disse mais de uma vez. Eu não acho que bater não causa traumas. Eu acredito que não cause em 100% dos casos. Existe uma diferença entre as duas posições. E existe uma diferença entre o espancamento e a palmada.
A discussão começou quando levantaram a bola de que todo mundo (e friso todo mundo) que apanhou tem trauma. E eu rebati dizendo que não é bem assim. Eu não tenho, meu marido não tem e várias pessoas que conheço também não tem. Também levantaram o argumento que a "violência" de uma palmada gera mais violência. Eu rebati que não é bem assim. Eu não sou violenta com ninguém, nunca bati na minha filha, nem meu marido é violento e nem várias das pessoas que conheço.
Você é capaz de aceitar isso? Pense bem antes de responder.
Um crítica que faço a você é que o seu linguajar que apesar de não aparentemente agressivo, acaba sendo assim. Preste atenção no que você escreveu. Você me pediu para me desarmar simplesmente por que eu estou defendendo meu ponto de vista. Isso pode ser visto como agressão pois passa a impressão de que, por eu não concordar com você, eu estou me armando. Outra. Você diz que não julga as mães ter batido nos filhos, em momento de descontrole. Na realidade você julga, tanto que diz que las foram descontroladas. Pode passar pela sua cabeça que não houve descontrole, mas que foi um castigo pensado? As vezes o bater previne situações perigosas para a criança. O relato da Sara é um bom exemplo.
Eu estou explicando que nem sempre o bater deixa marcas ruins. Não deixa, acrdite. Eu sei que isso te deixa perplexa e contraria o que você aprendeu e acredita, mas você não consegue aceitar que isso é possível? E finalmente, não seja tão condescendente, não pega bem. Se desarme, faça uma reflexão. ;)

Bruno disse...

Carolina,
Como eu já disse, não tenho nenhuma lembrança de minha mãe agindo ipulsivamente para castigar-nos, em todas as vezes que bateu em mim ou em minha irmã ela antes chegava até nós e dizia: "Já é a terceira vez que eu falo isso pra você" aí ela nos dava algumas palmadas, que jamais deixaram marcas, sempre foram leves. E logo depois disso, mais uma vez ela nos colocava no colo e explicava pela terceira vez o porque de ser errado aquilo que tínhamos feito.
Respeito plenamente o seu direito de cuidar de seus filhos como lhe convier e nao pretendo incentivá-la ou convencê-la a castigá-los fisicamente, acredito, outrossim, que para mim este método foi válido, e eu o repetirei com meus filhos.

Anônimo disse...

Poxa, triste esse post, lembrei muito da minha infancia.
Eu e meu irmao tb apanhavamos muito, mas a agressora era quase sempre minha mae.
Ela eh um pessoa totalmente descontrolada e descontava a frustacao de um casamento falido nos filhos.
Assim como a autora do post eu tinha muitos problemas para socializar e ateh hj tenho problema de auto-estima.
Triste ver que ainda tem pessoas que defendem as palmadas.

Carolina Paiva disse...

Bruno

Que bom que você respeita e não acha que meus filhos virarão marginais, que é o que geralmente falam pra mim quando eu expresso minha opinião (e minha crítica) sobre o assunto.
O meu objetivo não foi julgar mães, mas explicar o porquê que acho esse um método ruim.
O importante é ter convicção que está fazendo a coisa certa e explicar sempre o motivo da punição, inclusive dando espaço para a criança se manifestar sobre o assunto depois de tudo resolvido.

Denise disse...

Carolina,

nem todo mundo pensa assim. Minha criação tem muito em comum com a do Bruno. Muito. Tanto é que eu nem me lembro de meu pai ter me dado uma palmada, eu me lembro dos papos e das broncas.
Acho que eu falei vamos ver no que vai dar.
Mas a minha intenção foi atentar para os exageros. Não adianta proibir a palmada sob pena de reclusão, mas ao mesmo tempo não lembrar aos pais o dever da educação ou as opções. Muitos pais vão pensar que não podem mais punir os filhos. E aí eu pessoalmente acho extremamente perigoso. Uma geração inteira sem regras é muito complicado...
Eu me incomodo muito cos os exageros e do se querer que todo mundo siga apenas um modelo de comportamento.
E eu não falei o "vamos ver nas fichas criminais", diga-se de passagem.
E claro que você pode ter sua opinão e defendê-la. Deve. Mas permita isso também as outras pessoas que tem opinião contrária a sua, sem acusá-las de tomarem atitudes irracionais.

Carolina Paiva disse...

Denise

"E eu não falei o "vamos ver nas fichas criminais", diga-se de passagem."
Mas falaram isso aqui.

"E claro que você pode ter sua opinão e defendê-la. Deve. Mas permita isso também as outras pessoas que tem opinião contrária a sua, sem acusá-las de tomarem atitudes irracionais."
E eu respeito sempre. ;)
Não disse que as pessoas que dão palmadas nos filhos são irracionais.
Disse que, se acho esse um método irracional, não vou adotá-lo com meus filhos. Não quero arriscar em um método que considero ruim, e que já vi dar maus resultados (e não, não disse que todos ficam assim, mas que há possibilidades, como casos que eu já vi).
E seria ótimo se você também respeitasse a opinião alheia, não tirando de canto como "ah, isso é de televisão, não vale", sendo que eu disse que não me baseava pelos resultados na TV.

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