segunda-feira, 7 de maio de 2012

ASSÉDIO SEXUAL POR PARTE DE MÉDICOS

 Paciente denuncia Dr. Paulo, em Caxias do Sul

Não sei exatamente por que assédio ou abuso sexual da parte de médicos entrou na pauta do dia, mas na sexta uma leitora de SP me enviou essa sugestão: “Acho um tema interessante para ser explorado pois os abusos nem sempre chegam ao estupro de fato (relação de conjunção carnal) -- esse sim explorado pela mídia quando descoberto, como no caso do Abdelmassih em São Paulo, e nas fotos que as câmeras pegaram no Hospital das Clínicas com um anestesista estuprando uma mulher inconsciente. Mas passam em branco diversas condutas que vão desde toques inapropriados a comentários do médico a respeito do corpo da mulher. O número real de abusos deve ser bem assustador! Eu mesma já passei por duas situações nas quais acho que o ginecologista e o médico que realizavam exame em uma laboratório aqui em SP extrapolaram a conduta médica aceitável, e não denunciei, na época nem saberia como”.
Esta leitora recomendou uma matéria da Nova feita sobre o assunto (ok, quase nenhum@ de nós gosta da revista, o que não quer dizer que ela não pode ter reportagens bastante completas de vez em quando). A revista conta que, em poucas horas, recebeu dezenas de relatos de mulheres que ora afirmam categoricamente, ora suspeitam, que o médico com quem se consultaram agiu de modo inapropriado. Segundo a Nova, "A primeira pesquisa brasileira sobre o tema, feita pelo pneumologista Júlio Cezar Meirelles Gomes, mostra que, entre os ofensores, 20% são ginecologistas, 8,2% clínicos-gerais, 7,9% ortopedistas e 5,5% psiquiatras. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) alerta ainda que o molestador tem, na maioria das vezes, entre 40 e 60 anos, é casado e adota discurso religioso.”  Por que não estou surpresa?
Comigo nunca aconteceu nada do tipo, felizmente. Mas fico desconfortável diante de exames ginecológicos, porque é uma situação incômoda alguém ficar enfiando instrumentos na gente (sem falar que eu sempre penso em Gêmeos, Mórbida Semelhança). Devo acrescentar que os papanicolaus mais tranquilos que já fiz foram realizados em Joinville, e não por médic@s, mas por enfermeiras, e no SUS. Pra marcar consulta, tinha que passar por uma curta palestra em que as enfermeiras falavam de métodos anticoncepcionais e doenças venéreas e mostravam pra gente como seria feito o papanicolau, e os instrumentos usados no exame. Isso ajudava muito.
A Nova, baseada no que diz o Conselho de Medicina, alega que nunca é necessário que uma mulher fique completamente nua diante do médico (quando é pra se despir, deve usar aquele aventalzinho), e que o ideal é que uma enfermeira ou alguém de confiança da paciente esteja presente à consulta.
Sem entrar em paranoia (afinal, é comum médico tocar na paciente, mas acho que boa parte de nós sabe diferenciar toques de bolinações, ou palavras gentis de cantadas), se acontecer com você, e você se sentir abusada, denuncie. Primeiro, ao Conselho Regional de Medicina do seu estado. Em seguida, à delegacia. A denúncia é fundamental porque um médico que realmente assedia suas pacientes sexualmente quase nunca o faz com apenas uma mulher. Portanto, com a denúncia, você poderá estar impedindo que outras mulheres passem pelo inferno que você passou. Além do mais, quando há mais denúncias sobre o mesmo médico, elas tendem a ser levadas mais a sério. 
Pense em quantas denúncias contra o então aclamado Roger Abdelmassih, pioneiro da fertilização in vitro no Brasil, tiveram que ser feitas antes que alguém pensasse: opa, é muita gente, pode ser verdade! O número de denúncias passou de 60. Ele foi acusado de 56 estupros, condenado a 278 anos de prisão em 2010, e hoje está foragido no Líbano. É um caso revoltante. Mas casos de abusos médicos podem ser mais comuns do que se pensa. E raramente são punidos. Ainda assim, denuncie sempre. A denúncia pode ser feita online, e não pode ser anônima.
Na sexta-feira uma outra leitora me enviou a notícia de um outro caso revoltante. Tentei encontrar mais informações, mas praticamente tudo que aparece é de um só jornal, O Pioneiro, de Caxias do Sul. E as notícias vão só até novembro do ano passado.
Vamos começar com o relato de uma das vítimas do Dr. Paulo:

“Conforme o relato da vítima, que é agricultora, o médico foi indicado para o tratamento de coluna, pois ela sentia fortes dores no local. Ele é especialista em cirurgias da coluna. Ela, na ocasião, tinha 49 de idade. Narrou que o réu pediu que ela ficasse de costas e baixasse a calça e a calcinha, segurando seus braços para trás, imobilizando-a.
Depois de apalpar as costas e nádegas da paciente, o médico informou que 'teria que fazer um exame e que ela poderia sentir um pouco de dor, mas não deveria se mover nem virar-se'.
O médico colocou luva em uma das mãos e passou gel na coluna, pernas e vagina da vítima, afirmando que seria para 'amenizar a dor'. A aplicação teria deixado a paciente anestesiada topicamente nos locais da aplicação.
A seguir o médico apoiou-se na paciente, que passou a desconfiar do procedimento. Passando a sentir muita dor e sem conseguir se mover, a agricultora pediu que ele parasse, mas o réu teria dito que ele 'ainda não tinha terminado o serviço'.
O médico teria dito que estava fazendo uma inspeção na coluna da paciente, a partir da introdução de um instrumento em sua genitália. Alguns segundos depois, desconfortável, a agricultora olhou para trás e viu o médico penetrando-a.
Quando ela finalmente conseguiu se desvencilhar e virar-se, deparou-se com o homem com as calças e cueca abaixadas, com o pênis ereto.
A paciente entrou em desespero e começou a chorar, tendo o médico pedindo que ela se acalmasse, afirmando não ser 'nada que ela estava pensando e que ela não podia deixar o consultório naquele estado'.
Ainda, conforme o depoimento da vítima, o médico Paulo dos Santos Dutra teria dito que 'ela era muito nova para não ter mais relações sexuais'. A seguir deu-lhe uma água para beber, a qual ela suspeitou que tivesse outra substância, pois estranhou o gosto.
A paciente retirou-se do consultório e, imediatamente, procurou a polícia, sendo encaminhada para a Delegacia da Mulher.”

É um relato detalhado do que aconteceu numa consulta de 2009. Em março de 2010, Paulo dos Santos Dutra foi preso durante alguns dias. Já havia três queixas contra ele, mais duas de mulheres ainda indecisas se formalizavam ou não a acusação (a delegada disse que o tipo físico das vítimas era parecido. Em geral, suas vítimas eram -- são? -- mulheres simples com poucas instrução formal). Ele foi condenado por "posse sexual mediante fraude, diferente de estupro por não envolver violência ou ameaça". Hã? Tudo isso narrado pela paciente não foi estupro? 
A defesa alegou que o médico "realizou somente um exame físico, não havendo provas das alegações da paciente". E tentou argumentar que a agricultora tomava diversos remédios psiquiátricos e que "sua doença pode prejudicar sua avaliação da realidade".
A "avaliação da realidade" é que havia várias provas: o tal gel foi encontrado na calcinha da vítima, assim como resquícios de esperma. Como o médico se negou a ceder amostras do seu DNA para efeitos de comparação, uma juíza expediu mandato de segurança pra que essa amostra fosse retirada de uma escova de dentes dele. E o DNA do esperma encontrado no corpo da vítima (retirado no exame de corpo de delito) foi igual ao DNA do médico (segundo a perícia, uma escova de dentes é o melhor objeto pra se colher DNA, porque raramente é compartilhada com outras pessoas). Que outra prova é necessária?
Em novembro do ano passado, a pena foi aumentada para três anos de reclusão em regime aberto. Mas, como o médico já havia sido preso preventivamente em 2010 (por alguns dias, e em cela única, por ter diploma superior), a pena foi substituída por serviços à comunidade e pagamento de cestas básicas. Só isso. Por ter estuprado uma paciente, perdão, por tê-la possuído sexualmente mediante fraude!
O médico traumatologista continua exercendo seu ofício normalmente em Caxias do Sul. Em fevereiro do ano passado, o presidente do Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul) deu uma entrevista dizendo que a cassação do registro do Dr. Paulo pode não acontecer: “A condenação na Justiça criminal ou cível não interfere absolutamente em nada. Nossa condenação é ética. [...]. A cassação serve para abuso sexual comprovado, cirurgias inadequadas e erros grosseiros, entre outros". O julgamento do Cremers pode levar dois anos e, enquanto isso, o médico está atuando, com convênio com planos de saúde e tudo.
Termino este gigantesco post com a mensagem que uma leitora anônima enviou ao presidente do Cremers (esta leitora deixou a mensagem aqui no blog, no sábado):

“Bom dia!
O Dr Paulo dos Santos Dutra continua ativo neste conselho e clinicando na cidade, mesmo tendo sido condenado segundo provas materiais cientificamente comprovadas por estupro e abuso sexual de pacientes dentro do consultório durante uma consulta? Isto é prática comum entre os médicos deste estado? É apenas um acidente de percurso, um leve deslize moral e ético dos médicos filiados a este conselho? O senhor e os demais médicos continuam indicando e dando boas referências a quem pergunta sobre a idoneidade deste médico? Devo supor que teremos que ir à polícia consultar a ficha policial de cada médico que visitarmos para ter certeza de que não seremos molestadas no consultório? Um médico se prepara 20 anos para o exercício de uma profissão de elite mas não tem sanidade mental suficiente para manter o pênis dentro das calças quando vê uma mulher simples do 'seu tipo sexual' sozinha dentro de seu consultório e este egrégio Conselho defende o direito deste em continuar servindo a população DE PORTA FECHADA? É isto mesmo ou eu entendi errado, Presidente?
Estou enojada. Este estuprador está contaminando o Conselho que o senhor preside. Desculpe a minha petulância em perguntar, mas devo supor que são todos farinha do mesmo saco? Que não tem a menor importância um estuprozinho de vez em quando porque está dentro do previsto etica e profissionalmente falando? O que me diz, senhor Presidente?

135 comentários:

nina disse...

O que sempre me deixa triste ao ler coisas assim, é que não há limites para os horrores que as pessoas são capazes de fazer. Nem pras desculpas que se encontra pra amenizar esses horrrores.

Fernando Borges disse...

Eu fico horrorizado quando vejo casos desse tipo... O estupro já é algo completamente condenável e que ofende qualquer princípio básico de civilidade e humanidade, mas ele parece ainda mais horrível quando ocorre em situações como essa. O lugar desse Paulo é na cadeia e ele já devia ter perdido o CRM.

Anônimo disse...

depois eu reclamo da legislação penal em caso de crimes sexuais e as chiliquentas adeptas do direito penal mínimo me chamam de reaça. FURTOS SÃO MAIS LEVADOS A SÉRIO QUE ESTUPROS. isso é um absurdo!

o cara deveria ter a licença cassada sem nem mesmo esperarem o trânsito em julgado da sentença criminal. bastava que esse conselho de (anti)ética fizesse uso das provas e julgasse administrativamente o estuprador. mas ok, resolveram aguardar o fim do processo.

agora mesmo com a condenação em mãos eles se recusam a cassar o nojento, oq prova que o conselho inteiro merece ser destituído.

Teresa Silva disse...

O pior é que não dá pra contar com os conselhos de medicina em denúncias como essa. O caso Abdelmassih mesmo: foram encaminhadas centenas(!) de denúncias ao conselho de SP antes da bomba estourar na imprensa e o conselho as ignorou, alegando falta de provas. Quando isso veio à tona, um ex-conselheiro, talvez pra livrar a sua cara, publicou esse artigo, onde bate sempre na tecla na presunção de inocência:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_caso_roger_abdelmassih

Rose disse...

Bem, já que ele está livre e continua trabalhando, devemos espalhar o nome dele e o crime q cometeu. Talvez assim, sei lá, os hospitais em que ele trabalha demita-o.
O nome dele: Paulo dos Santos Dutra
O crime : estupro
continua livre e pode (talvez esteja fazendo) cometer o mesmo crime.
Deve-se responsabilizar sambem CRM, se eles não o expulsam corroboram com o crime. Mas não espero por justiça, não nesses casos.Alguém disse que estupro é um crime hediondo (mas só para a vítima.)

André disse...

Sempre que minha mulher faz exame ginecológico o médico mantém umA assistente na sala. Não sei se é obrigatório ou se apenas médicos de convênio fazem isso. Mas seria um fator de segurança para a paciente e até para o médico.
E concordo em parte com o anônimo de 11:11, as penas tem que ser maiores. Cadeia e obrigação de indenização financeira para o estuprador, formação de quadrilha para o CRM que se omitiu, etc.

Anônimo disse...

Querem uma solução simples?
Estuprou?! Corta o pinto! Não precisa prender, nem multar.. Corta o pinto do médico e deixa ele continuar trabalhando.. Vai ser legal ele passar o resto da vida arrependido de ter feito isso.

Anônimo disse...

Já ocorreu comigo, e minha mãe estava à tiracolo. Eu tinha 15 anos, era virgem e fui fazer uma ecografia mamária. Tenho os seios grandes, e a primeira coisa que o médico perguntou qnd entrou na sala era se eu tinha colocado silicone. Respondi que não e notei que ele olhava meus seios com uma expressão ávida, mas não falei nada.

Durante o procedimento, ele ficou olhando a telinha, mas enquanto passava o aparelho ele deixou o mindinho solto e ia meio que acariciando o meu seio. Minha mãe estava ali ao lado e senti que ela também ficou incomodada, mas ela também não disse nada. Ele ficou um tempão passando o aparelho, muito mais que o normal.

No final, ele pegou lenços para limpar o gel, eu fui pegar da mão dele e ele meio que tirou a minha mão e ficou limpando. Então eu afastei a mão dele e disse que limpava sozinha, mas mesmo assim ele insistiu e eu tive que afirmar mais uma vez que limparia sozinha pra ele parar.

Quando saímos, eu e minha mãe estavamos muito constrangidas. Ela me disse que tinha achado estranho, mas que ficou em dúvida se era o "jeito" do médico.

Hoje acho que se o "jeito" do médico incomodou, é porque não foi correto. Minha mãe chorou depois, dizendo que deveria ter feito algo, mas o mais difícil nessas situações é você se convencer na hora que aquilo está mesmo acontecendo, que alguém está se aproveitando de um título que confere confiança, como o de médico, e da posição vulnerável do paciente.

Bruno S disse...

Acho que a questão nem é de aumentar a pena, mas de enquadrar no tipo penal certo.

Se enquadrasse como estupro a pena teria sido maior.

Assim como a postura de lavar as mãos dos conselhos de medicina são de um corporativismo nojento.

Outro ponto que pode ser levantado é o de quais Planos de Saúde tem convênio com ele e divulgar também. Acho interessante verificar se essas empresas tem interesse em ter sua marca associada a esse tipo de crime.

Fabiola disse...

Que revoltante que o médico ainda está atuando!! Não tem como fazermos um escracho não?! Descobrir o telefone, fax, email, endereço e colar cartazes falando que no local trabalha um estuprador?!

Carol M disse...

Divulgar isso junto aos convênios pode ser uma estratégia mais eficiente.

CRM são extremamente corporativistas e servem principalmente pra ajudar a limpar a barra dos médicos do que verificar sua conduta.

E não se enganem, qq médico pode fazer ultrassom sem tocar em vc! Só o aparelho encosta no seu corpo, o médico não tem esse direito, então se acontecer, pode reclamar e fazer escândalo sem medo.

Qd leio essas coisas vejo como sou sortuda de ter uma médica maravilhosa com quem sempre pude conversar e me informar sem medo.

Juliana disse...

Uma vez estava com uma crise de bronquite e procurei o pronto atendimento do hospital do meu plano de saúde. Fui sozinha e, como de costume, o médico foi escutar o pulmão com o estetoscópio e pediu para eu erguer a blusa nas costas (nada demais, sabe quando você levanta um pouco a blusa para ele encaixar o estetoscópio, mas sem tirá-la?). Acontece que a parte de trás do meu sutiã ficou a mostra (o fecho). Levei o maior susto quando ele abriu o fecho do meu sutiã (??). O que foi mais estranho foi que ele fez isso com o maior cuidado e delicadeza, não como um "procedimento". Quando ele terminou de escutar, me afastei, fechei o sutiã e sentei de volta na cadeira.

O pior é que a crise piorou e eu voltei mais tarde naquele mesmo dia, dessa vez com minha mãe. Fomos atendidas por outro médico, mas cruzei com esse primeiro médico no corredor e ele ficou todo preocupado: "Você não melhorou?" Visivelmente preocupado, sem maldade mesmo. Aí achei melhor não falar nada.

Mas que me incomodou ele ter aberto meu sutiã, mesmo sem ter visto nada ou tocado em mim além disso, incomodou, não vou negar.

Sonado disse...

A obrigatoriedade de acompanhamento, seja de uma pessoa de confiança (mae, pai, companheir@ e ademais) realmente pode diminuir e muito os problemas, mas não acho que vá resolver. Como o citado acima, há casos que estes não saberão como reagir.
Temos de mudar as mentalidades em geral, este tipo de ocorrência não pode mais ser tolerada, de forma alguma.

Rosi Silva disse...

Passei por uma situação um tanto quanto suspeita. Quando tinha 18 anos fui encaminhada a um médico para realizar exames admissionais. Nunca tinha passado por esse tipo de consulta e tão pouco sabia o que era feito. Curiosa, perguntei para algumas amigas que já tinham passado com o tal médico. Disseram: ele vai fazer apenas algumas perguntas, assinar um papel dizendo que está com a saúde em dia para a função e só. Fui a consulta e chegando lá ele me deu um jaleco e pediu para que eu tirasse toda a roupa. Não estava de sutiã, pois a blusinha que eu vestia tinha um bojo. Não tirei ela e fiquei só de calcinha e com a blusinha. Mas não era isso que ele queria e me pediu que eu tirasse também a blusinha. Tirou o jaleco e me olhou de cima em baixo, de frente e de costas. Disse que eu tinha um pequeno desvio na coluna, mas que eu não tinha seio suficiente pra isso. Não me tocou em nenhum momento em que eu estive nua, só ainda de jaleco para auscultas. Mas, não entendi nada. O "exame" que ele realizou não passou de me olhar. Para que tirar a roupa, se tal não atrapalharia nada? Tive vergonha e a única pessoa pra quem contei riu de mim, ai sim que não iria mais tocar no assunto. Constrangida, foi assim que me senti.

Carla Moises disse...

Realmente, abusos são mais comuns do que imaginamos.
Um ano atrás, meu filho fraturou o Fêmur, ficou praticamente com o corpo inteiro engessado, só os braços que não. Em uma, das várias vezes que tiramos RaioX, o sujeito se aproveitou de mim enquanto eu debruçada, segurava meu filho de 2 anos, ele tentou uma segunda vez, daí eu o empurrei, ele não falou nada, nem eu, saí daquela sala tremendo de nervoso, meu marido não entendeu nada, só contei depois, já em casa, ele ficou morrendo de raiva e eu me arrependo muito por não ter feito um escândalo e denunciado.
Na hora do nervoso, a gente nem sabe o que fazer, às vezes é difícil até de acreditar que realmente está acontecendo.

Barbara disse...

Não é estupro mesmo, para configurar estupro é fundamental que o agente se utilize de violência ou grave ameaça. No caso, foi fraude, ou seja, o agente se utilizou de uma desculpa para ludibriar a vítima, impedindo que ela manifestasse consentimento. Mas é crime contra a liberdade sexual do mesmo jeito. Pena do estupro = 6 a 10 anos; pena da violação sexual mediante fraude = 2 a 6 anos. Além disso, o fato do agente ter violado dever inerente à profissão é agravante do crime.

Iara disse...

Esse é um assunto vital e tem sempre que vir a tona .O abuso não está só na parte fisíca, também são feitos comentários terriveis.
Não existe conselho de medicina no Brasil sério, ou no mundo, são uma máfia e fazem de tudo para se proteger .A questão do estupro tem que ser colocada na mesa e já está na hora da justiça agir em todos os casos, não só nas denúncias médicas, estupro tem que ser levado a sério, acabar com essa lenga-lenga de que é culpa da mulher ,é um crime e tem que ter punição severa .Sou totalmente a favor da castração quimíca e de cadeia perpetúa.

Barbara disse...

Outra coisa, tem que reparar que a condenação na justiça e a punição pelo conselho médico são duas coisas diferentes e independentes.

Anônimo disse...

Tocando no assunto do estupro propriamente dito, é estranho que alguns grupos aqui já citados promovam esse crime. Olha só:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/07/ex-juiz-e-preso-em-belo-horizonte-acusado-de-abuso-sexual-contra-menino-de-11-anos.htm

Os meninos também são vítimas. E a cada dia eu vejo mais casos na Imprensa a respeito...

O crescimento dos casos de violência sexual atinge não só a mulher como qualquer vulnerável... É uma bola de neve.

A exemplo do livro O caçador de Pipas, é relativamente comum usarem meninos como escravos sexuais naquela região do Afeganistão e arredores.

Em suma, os grupos acabam por cair numa incoerência grave. Assim como eles defendem uma causa violenta, há quem pratique outras sem o menor remorso...

Repensemos nossa sociedade e nossas leis para que nenhuma criança tenha que ser vítima das consequências. Nem nenhum cidadão/cidadã.


Abraços.

Bruna C.

Anônimo disse...

Nunca quis ter consulta com ginecologista homem. Agora então...
Lembrei de algo. Não sei se é útil.
Nunca fiz papa nicolau, apenas o exame mais simples. Todas as vezes, TODAS, a médica me mostrou o cotenete que ia usar pro procedimento.
No link da Nova tem uns depoimentos de médicos que penetraram a vagina com os dedos. Mais uma coisa a ficar atenta.

Lord Anderson disse...

Absurdo as varias formas e situações em que o abuso e a violencia contra mulheres.

E sempre é o caso de alguem em posição privilegiada que se aproveita de uma situação de vunerabilidade para "atacar" vitima.

Terrivel.

E patetico o corporativismo dos conselhos de medicina que fazem de tudo para proteger seus membros.

Não é diferentes de politicos e policiais corruptos que acobertam seus pares na maior cara de pau.

Sara disse...

É Lola medicos são só mais uma categoria de profissionais onde podemos encontrar de tudo o que encontramos no resto das outras categorias e da nossa sociedade, MACHISMO , e todas as suas manifestações, estupros, violencia, e desrespeito contra a mulher.
Vc mesma ja nos mostrou aqui em seus posts sobre a violencia no momento do parto, sobre professores abusadores, sobre profissionais da midia que manipulam a informação contra nós, publicitários que nos desrespeitam.
Nossa sociedade inteira ainda esta saturada de comportamentos machistas, por isso não me espanta ver uma noticia dessas sobre médicos, mesmo porque como muitas tb ja passei por constrangimentos nos consultórios.
O que espero é por punição a esses profissionais que abusam, mas duvido muito que a imprensa divulgue os desdobramentos desse caso.

Anônimo disse...

E como a gente faz pra pressionar os convênios no caso desse médico?

Bruno S disse...

Barbara,

são processos diferentes, mas não te parece esquisito que o cara já tendo codenação há dois anos por ter abusado de uma paciente durante uma consulta ainda não tenha sido julgado pelo respectivo conselho?

Eles realamente precisam repetir todo o processo que a justiça já fez? Escutar testemunhas de novo?

Interessante saber que não há possibilidade de suspender o cara enquanto dura o processo do conselho, ou no tempo de sua pena judicial.

Ana disse...

"Posse sexual mediante fraude, diferente de estupro por não envolver violência ou ameaça"

Me desculpa, mas... QUE P**** É ESSA?

Pelamor, ele penetrou a paciente sem ela querer! Desculpa, eu chamo de ESTUPRO. Se o cara te engana, te bate ou te ameaça, onde é que tá a diferença?
Me chamem de ignorante, mas eu não consigo ver onde ser abusada "mediante fraude" é diferente de ser estuprada com violência/ameaça. É ABUSO! Por que essa classificação EXISTE?
(Não, sério, alguém por favor me explica porque uma coisa não é igual à outra. Eu to tentando entender).

E, caramba, tinha esperma na calcinha dela! Fizeram DNA! Alguém tem alguma DÚVIDA do que aconteceu?? Como RAIOS o esperma dele ia parar lá se fosse só uma consulta normal?!
Não existe justificativa pra um animal desses estar trabalhando! PQP, trabalhando como MÉDICO!!! O Cremers só condena estupro provado? O que mais eles querem, uma foto? Um vídeo?!

Desculpa, eu tô espumando de raiva aqui. Em hipótese alguma eu vejo esse cara fora da cadeia e ainda por cima trabalhando como algo aceitável.

O que é preciso fazer pra que um estuprador seja tratado como criminoso? Tudo bem que as denúncias precisam ser provadas, a gente sabe que (inacreditavelmente) existem as mulheres que mentem e tudo, mas nesse caso tem DNA! E o cara tá aí, NUMA BOA. Como se uma mulher te acusando de estupro não fosse NADA DEMAIS.

Raiva. Muita, muita raiva!

Bruno S disse...

Os convêmios.

http://www.helpsaude.com/Paulo-dos-Santos-Dutra.RS

Luciana disse...

Rosi Silva

Como filha de médico e portadora de vários probleminhas desde pequena (inluindo desvios na coluna, problemas de puberdade precoce, etc) passei por vários médicos conhecidos do meu pai. Faz parte da etiqueta médica não cobrar para parentes próximos de colegas, ainda que isso esteja caindo em desuso. Meu pai sempre me acompanhava (e me acompanha) para cumprimentar o colega e conversar, e mesmo que não estivesse seria uma baita queimação fazer qualquer coisa com a filha de um colega, se eu abrisse o bico.

Digo tudo isso pra te falar que, apesar de não estar ali pra saber como o médico te olhou, pra avaliar um desvio de coluna se vê tudo, incluindo a posição das costelas e assimetria dos peitorais (os seios estão na frente, então...). Normalmente te pedem pra ficar de sutiã, então, porque ver os peitos é irrelevante. Mas você não estava de sutiã, o que foi falha da pessoa que marcou a consulta com você, que não te avisou a indumentária adequada. MAAAS o médico não pdoeria fazer um exame de desvio de coluna apropriado sem ver seu tronco. E te asseguro que os melhores médicos são aqueles que sabem o que você tem só com um olhar. Se o desvio existe, se nota através da assimetria óssea.

Você disse que ele te auscutou com o jaleco, e que mesmo quando vc estava com os peitos desnudos, n4ao te tocou. Certamente poderia ter feito cara de desculpa quando te pediu pra tirar a blusinha, explicando os motivos (a falta de sensibilidade é o PIOR dos médicos). Mas ao parecer, por mais constrangedor que tenha sido (e é) não é exatamente culpa dele.

Os médicos precisam realmente tocar os pacientes. O problema é que, de tanto ver mais do mesmo, acabam perdendo a sensibilidade com a pessoa. Uma vez, quando notei um caroço no peito, meu pai me levou num ginecologista amigo seu e esteve no consultório todo tempo, mas o cara me examinava sem o menor tato (no pun intended). Ele não estava abusando de mim, mas foi indelicado porque eu era apenas uma adolescente e é incômodo mostrar os peitos pra um total desconhecido.

Mas digo tudo isso sem tirar a razão das pessoas que sofreram abusos de profissionais de saúde, e mesmo que se sentem constrangidas. É dever do médico tratar o paciente com respeito, e mesmo eu morro de medo de ir em médicos que meu pai não conheça, por esses motivos.

Anônimo disse...

pessoas, nao adianta reclamar só aqui. vamos fazer barulho.

pessoal do RS, escreve pro zero hora, escreve pros jornais locais. manda denúncia pra globo, pra record.
escrevamos emails para os planos de saúde, vamos colocar o nome dos planos de saúde em nossas denúncias, mas principalmente do conselho de medicina do RS.
vamos reclamar do conselho do RS no conselho federal http://portal.cfm.org.br/

Anônimo disse...

brigada, bruno S. aqui os planos

Amil, Bradesco Saúde, Cassi Banco do Brasil, Geap, Golden Cross

Anônimo disse...

http://www.amil.com.br/portal/servicos/contato/fale-conosco

http://www.geap.com.br/_direx/di_ouvid.asp

http://www.goldencross.com.br/PortalGoldenWEB/pages/link.jsf?com.ocpsoft.mappingId=link

http://www.bradescosaude.com.br//FaleConosco/FaleConosco.asp

Drica Leal disse...

Lola, no caso Abdelmassih tenho quase certeza de que não só o número de denuncias pesou para que investigassem os crimes, mas também o fato de muitas pacientes dele serem ricas e famosas. Infelizmente, as coisas no Brasil são assim.

Os processos correm em segredo para preservar as vítimas, mas posso apostar que só depois que alguma paciente rica e/ou famosa de Abdelmassih o denunciou foi que iniciaram uma investigação. Ele também atendia uma cota de pacientes gratuitamente, casais que não podiam pagar por um tratamento de fertilização, não sei como era feita essa seleção para atendimento gratuito com um médico tão renomado, mas conhecendo nosso país, acho que se somente as pacientes pobres e anônimas tivessem alguma queixa contra o médico, elas não seriam levadas a sério.

Drica Leal disse...

Ah, e por falar em psiquiatras, que aparecem na pesquisa dentre os abusadores de maior frequência na classe médica, me lembrei do caso Eugenio Chipkevitch, psicoterapeuta infantil muito renomado que atendia filhos de famílias abastadas e abusava sexualmente das crianças e adolescentes sob seus cuidados, inclusive filmando os abusos.

Anônimo disse...

Demorou, médicos são uma raça arrogante e corporativista.
Acho e´ pouco

Anônimo disse...

Há certos abusos que não são tão escancarados, mas nem por isso, deixam de ser abusos. Fui ao dentista fazer um clareamento dental, sendo que ele deu início ao procedimento e o restante foi feito pela auxiliar. Ao final, o tal Dr. olhou, disse que estava ótimo e pediu que eu o acompanhasse até sua sala. Lá, começou a dizer que a higiene bucal estava ótima (aí pensei: que cara legal, o procedimento já foi feito e ele está fazendo questão de dar uma orientação... que nada...), que eu tinha dentes lindos (ops...), um sorriso lindo (ops...), aliás, que minha boca era linda (oooops), bem desenhada, que isso me deixava muito sexy... "ei seu Dr. de merda, vai pro diabo que te carregue, se eu quisesse elogios ia procurar bem longe daqui"! Era o que eu tinha vontade de dizer, mas na hora dá uma confusão na mente... Tu pensas "não deve ser o que estou pensando que é", e acaba não fazendo nem dizendo nada. Até porque, neste caso, o dentista estava "só fazendo um elogio, né não?" NÃO. Em resumo, eu deveria ter retornado após 15 dias para fazer a segunda parte do clareamento e, embora tenha pago o valor integral na primeira consulta, nunca mais voltei pra não ter que olhar na cara daquele otário.

Anônimo disse...

Moro numa cidade vizinha de Caxias do Sul, cidade onde esse monstro atua.
Imaginem a minha surpresa quando descobri que ele é cooperado em meu plano de sáude, a UNIMED.
Vou ligar para a ouvidoria hoje mesmo. Como é que eles aceitam esse tipo de profissional?

O contato do estuprador segue abaixo:
Paulo dos Santos Dutra
Rua Garibaldi, 791/302, Caxias do Sul/RS
Fone (54) 32218640

SAC UNIMED 0800 512100

Anônimo disse...

uma vez minha mae teve a impressao que o dentista tava roçando o pau duro no ombro dela durante a consulta. mas é uma situaçao tao constrangedora que a ficha demora a cair, vc nao acredita, acha que é acidente. detalhe: uma senhora de 50 anos, obesa, nada sexy. mas não era acidente. ela tentou chegar pro lado e o cara continuou. ela pediu pra ele se afastar, ele se afastou e daqui a pouco voltou a encostar. constrangedor demais. ela também abandonou o tratamento no meio, faltou a consulta seguinte e nunca mais voltou.

Anônimo disse...

Muito boa a carta!! Depois motra a resposta pra gente?

Anônimo disse...

Não sei se ter acompanhante ajuda, visse.

Fui com minha mãe e minha filha ao dermatologista.

Primeiro tive que ouvir do FDP que eu ia causar problemas psiquiatricos na minha filha por amamentá-la.

Depois, fui para ser examinada no rosto, o FDP ficou roçando o p dele nas minhas pernas.

Deu um p** puxão na minha blusa, pra ver se eu tinha acne no colo e nas costas.

FDP machista e misógino. E, mesmo tendo feito tudo isso, ele é gay.

Cão em Forma de Cão disse...

Deveriam aumentar a pena de violência sexual mediante fraude e iguala-la a de estupro. Mas de fato, não se trata de estupro, para caracterizar o estupro tem que ter violência ou grave ameaça. No entanto, a violência sexual mediante fraude não é menos pior, é tão grave quanto, e por isso deveria ter a mesma pena.

Anônimo disse...

Lola,
Vou fazer este comentário anonimamente, mas eu sei bem o que é isso.
Durante 2 anos estagiei no ministério público e, uma das atribuições de uma das promotorias na qual estagiei era justamente averiguar "erros" médicos.
Sim, tinha desde erros grosseiros mesmo até abusos sexuais. Alguns processos, quando recebíamos, era de tal "periculosidade" (por se tratar de médicos conhecidos, famosos) que ficavam guardados no cofre do promotor enquanto não estavam em análise. Era quase força policial.
Mas, justiça seja feita, vi muita coisa boa sair de lá. Condenações realmente inspiradoras.
Agora, os casos de abuso sexual foram escabrosos. Teve um de uma adolescente que tinha o útero retrovertido (acho que era isso) e o médico falou que existia uma "terapia" para isso. CLARO que envolvia ele inserir 2 dedos no canal vaginal da menina e massagear a região.
E teve um outro caso (acho que ortopedista) em que a mulher estava com uma dor na lombar e o médico foi "encaixar" a lombar dela enfiando dois dedos no ânus da coitada.
Essas foram só duas das "preciosidades" que vi por lá...

Maíra disse...

O pior de tudo isso é que é uma situação mais comum do que a maioria das pessoas imagina. Sou enfermeira e já ouvi muitas histórias escabrosas envolvendo médicos, especialmente durante procedimentos onde a paciente encontra-se desacordada. E não falo somente de estupro, mas também de extrema falta de respeito e comentários que ferem a moral da vítima. Na cidade dos meus pais, no interior de SP, um ginecologista foi processado anos atrás por abuso sexual das pacientes. Foi um caso sério, toda a cidade ficou sabendo, ele foi aparentemente "afastado" da profissão por um tempo. Não sei em detalhes o que houve, mas sei que, anos depois, ele voltou a atuar na área, inclusive fazendo parte do maior plano de saúde local, atendendo dezenas de mulheres diariamente. O CRM é um grupo que se protege, raramente um médico terá seu diploma cassado ou qualquer coisa do estilo. Infelizmente. Confesso que tenho medo e, por isso, me acostumei a procurar sempre médicas mulheres, a não ser que eu conheça e tenha extrema confiança em algum determinado médico do sexo masculino. Triste vivermos num mundo onde não podemos confiar em ninguém.

Ótimo post, Lola. Como sempre.

Jordana disse...

acho apenas que médicos deveriam ser constantemente avaliados em sua sanidade mental.

um caso que eu fiquei sabendo recentemente é de um médico recém-formado que é portador do vírus HIV e resolveu sair fazendo sexo com todo mundo, homens e mulheres, sempre insistindo para que não usassem camisinha com ele (e, logicamente, sem avisar que é soropositivo).
quando uma de suas vítimas descobriu que estava contaminada e percebeu que só fez sexo desprotegido com o tal médico, foi questioná-lo e ele respondeu algo do tipo "bem feito, quem mandou não se proteger? o azar é todo seu". lembrando, minha gente, que isso é crime previsto no Código Penal.

mas agora vem a pergunta TENSA: se ele está mesmo tão interessado em transmitir o vírus por aí, quem garante que ele não está usando seu trabalho no ambiente hospitalar para isso também? imagina o estrago que ele pode fazer com uma simples injeção... MEDO.

isa disse...

Ano passado fui fazer raio-x do torax, a sessão toda foi um constrangimento total. Eram 3 homens na sala (fiz no hospital), eu estava somente de calcinha e aquela camisola aberta atrás, um deles foi me "ajeitar" na maquina e tocou várias vezes o meu seio, senti vontade de fugir, correr, sumir. Quando acabou eu rapidamente me vesti e saí dali.

Anônimo disse...

Galera, o código penal tá em reforma. Seria uma boa hora de fazer um movimento de mulheres (e de homens que respeitam as mulheres) pra tentar aumento de penas e inclusão de crimes (ou modificação das tipificações). Anônima Beócia

ps: mas talvez a maior campanha que poderíamos fazer era a de esclarecimento da mulher sobre o machismo (qtas mulheres são vítimas dele diariamente e ainda o negam?).

Anônimo disse...

E aí? Ele vai ser absolvido por que a criança já sabe o que é sexo, já tinha ido lá várias vezes, é um garoto de programa, como no caso daquelas meninas de 12 anos? http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/07/ex-juiz-e-preso-em-belo-horizonte-acusado-de-abuso-sexual-contra-menino-de-11-anos.htm

anônima beócia

Nara - SP disse...

Lola, comigo não chegou a acontecer porque eu resolvi não fazer exame nenhum: fui ao ginecologista em Bauru, onde estudava, somente para confirmar o que eu suspeitava - infecção urinária. Na época eu usava piercing, cabelo curtos e tingidos de azuis, ou seja, tinha uma aparência meio de "louca". Pra resumir, o cara fez umas perguntas, até chegar num certo ponto em que perguntou se eu gostava de pênis (!!!). Nem lembro o que respondi, sei que depois ele começou a falar que eu TINHA que gostar, que a mulher era feita pra ficar com homem, etc. Cortei o assunto, saí correndo e atordoada, e fiquei bom tempo sem passar pela rua da clínica, morrendo de medo de cruzar com ele de novo.

Anônimo disse...

Lolinha se contorcendo no twitter por que o masculinismo saiu no estadão...

Relaxa Lola o feminismo tem muito espaço...

Anônimo disse...

Assunto super sério, e infelizmente parece mais comum do que a gente imagina.

Quando eu era mais nova estudava em uma escola publica em que havia um dentista contratado. Ele passava pelas salas ensinando a escovar dente e se o estudante quisesse ele atendia no seu consultório (que ficava dentro da escola). Mas ninguém ia, pelo menos a maioria das meninas não. Todo mundo sabia que ele bolinava as alunas que iam se consultar. Diretora, cordenador, ninguém fazia nada. Foi preciso uma professora resolver peitar a direção para ele ser afastado.

Anônimo disse...

E os homens que sofrem nos consultorios de urologia Lola?

Anônimo disse...

Artigo sobre masculinismo na BBC

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120503_militantes_direitos_homens_mv.shtml

Augusto disse...

Que coisa horrível! Eu gostaria de saber, se algum advogado puder dizer-me, se isso tudo está dentro da lei? A lei brasileira é tão branda assim com o estupro?

Maria Valéria disse...

Sou medica e gostaria de deixar aqui minha opinião.

E recomendado pelo conselho de medicina que o ginecologista( independente do sexo)atenda com uma enfermeira ou auxiliar na sala.
Nunca ouvi falar de casos de assedio sexual homossexual por ginecologistas mulheres,assim sendo, sempre fui a ginecologista mulher,e sempre fui bem tratada.somente uma foi meio fria comigo,mas já há muitos anos.como sou colega medica, entendo com mais facilidade os procedimentos.
Mas se tivesse que consultar com um ginecologista homem, nao aceitaria ser atendida sozinha com ele na sala. De jeito nenhum.exigiria a presença de uma auxiliar, quando a pessoa e leiga as vezes nem chamar acompanhante da familia basta, pq a mae/ irmã, etc podem ficar constrangidas e nao inibirem em nada a violência sexual do medico. Mas uma auxiliar ou enfermeira corta isso na hora.
Nem precisa ser ginecologista, uma vez vi um colega meu, ortopedista, atender uma garota muito bonita de 15 anos, de minissaia, queixando de dores no joelho, no que ele exigiu que a mae entrasse junto na sala e acompanhasse o exame( depois ele me disse: ta pensando que sou bobo e vou dar chance de alguém pensar que eu apalpei as pernas a menina ou algo assim?) certiissimo ele, e profissional decente normalmente se previne de acusações colocando testemunha pra acompanhar a consulta.
Quanto a introduzir dedos da vagina da paciente, o toque vaginal faz parte do exame ginecológico.a questao e: como esse toque e feito?( quem assistiu ao filme' a mão que balança o berço - filme da década de 90 vai entender que quando e abuso e desrespeito, a mulher SABE, sente, e pronto.)
Enfim, eu nao entraria no consultório de um gineco homem sem uma enfermeira presente,
Sou leiga no assunto de processo e provas, e acho denuncia de abuso( sem penetração e portanto sem esperma, sem DNA pra provas extremamente complicada)- quer dizer, a mulher pode nao ir com a cara do sujeiito e inventar por maldade, fica a palavra de um contra de outro,do mesmo jeito que alguém que nao foi com a minha cara pode abrir um processo dizendo que mandei a pessoa tomar no c** dentro do consultório, e dai??mas, quando sao varias denuncias do mesmo tipo( abuso) contra o mesmo medico, penso que os conselhos deveriam ficar atentos,uma pessoa inventar, ok, acho possível, , mas cinco, seis, dez!? Ainda mais expondo seu nome, sua intimidade? Varias pessoas nao fazem isso de graça e com certeza tem algo acontecendo qdo sao varias denuncias juntas,
Nao concordo qdo dizem que o conselho nao cassa ninguém, exemplos sao o pediatra Eugênio, o próprio abelmassih foi cassado( corrijam me se eu estiver errada), , mas esse caso do RS que vcs expuseram, se nao foi cassado, acho revoltante,!!!!
Uma medida possível, mas nao sei o quanto e feita pelos conselhos e uma interdição cautelar do medico, ate que o julgamento saia ou mais evidencias apareçam,
Minha opinião,Lola.
Beijos!!

F. disse...

Maria Valéria, isso me faz pensar em uma coisa que aconteceu comigo aos 13 anos, na minha primeira consulta com ginecologista, na verdade, eu nem tinha menstruado ainda e só fui pq estava com um carocinho na virilha. Na hora que o médico chamou meu nome minha mãe entrou comigo na sala e o médico exigiu que ela saísse, se recusou a atender com ela lá dentro e ela saiu, isso faz quase 20 anos, não sei como era na época essa questão de acompanhante para menor de idade, mas ele começou a consulta quando ela saiu. Eu fiquei em pânico, só lembro que ele olhou o caroço na virilha, mas não tocou em mim em nenhum momento, mesmo assim, as lágrimas escorriam no meu rosto de tão constrangida que eu estava em ficar lá sozinha com ele. Foi em um posto de saúde do SUS. Ele não sabia o que era e me mandou pra casa. Depois fomos em uma médica que nos tratou super bem, me examinou com minha mãe do lado e no final da consulta perguntou se eu queria conversar a sós com ela, simplesmente. Desde então eu não passo com ginecologista homem de jeito nenhum e outros médicos só se for último caso. Desculpe a sinceridade, mas uma experiência já valeu.

Maria Valéria disse...

Obs: esqueci de comentar que num fórum sobre erro medico, fui xingada por um colega quando sugeri que um gineco nao deve atender sozinho com a paciente na sala,
O colega argumentou que na falta da enfermeirA( porque faltou ao trabalho, ou Pq o colega nao tem como arcar com as despesas e pagar uma, o que fazer, cancelar todas as consultas?( ele me perguntou isso de modo irônico.ainda me acusou de incentivar as pessoas a preconceitos, estereótipos, etc.
Bom, eu se fosse gineco homem e faltasse a profissional enfermeira do dia,cancelaria sim todos os atendimentos, ou exigiria uma substituta na hora.
Se nao pudesse arcar com despesa de enfermeira/ auxiliar, simples, nao abriria consultório ou escolheria outra especialidade.
Na minha opinião, quem e correto e quer mesmo zelar por sua reputação, se previne.mas essa sou eu, tem trocemtos que pensam diferente,bjs,

Thatyane disse...

Olá Lola. Tenho 19 anos e leio teu blog desde os 17! Mas esse é o meu primeiro comentário aqui. Sou de Joinville, SC e recentemente uma paciente acusou um médico (clínico geral)de estupro dentro do PA. Isso mesmo, ela foi estuprada, na saa, dentro de um hospital público. Fez o B.O, as testemunhas viram o quanto ela saiu transtornada da sala. O médico, jura que não fez nada e se dispôs a fazer exame de DNA. Ainda não sei como ficou o desfecho desse caso, a imprensa loca não divulgou nada a mais. Eu tenho que fazer uma ultrassom transvaginal semana que vem, com um médico (homem), vou pedir pra minha mãe entrar comigo na sala, e se não puder, vou esperar até Julho para fazer com uma médica. Cuidado, nunca é demais.

Maria Valéria disse...

F.
Vc ta certa.
Qualquer paciente em o direito de exigir um acompanhante na sala,
Exceções, qdo o medico quer perguntar algo intimo, normalmente, envolvendo sexualidade, mas isso ele pode fazer antes ou depois da consulta com a acompanhante( mae)., ele examina vc na presença da mae, e pede pra ela se retirar pra falar com vc em particular, por ex.
Mas o acompanhante durante exames, e DIREITO do paciente!!EXIJAM isso.
Porem, acho Hilário, faz parte do meu exame fazer o toque da próstata em homens acima dos 40 anos.nesses casos, normalmente eles preferem que a esposa saia da sala, por vergonha...rsrs, bjs.

Elisa disse...

Lola, achei muito pertinente o tema de hoje. Já passei por algumas situações constrangedoras, mas a ultima foi a mais desagradavel. Aconteceu ha um mes, mais ou menos, e desde então, estava me preparando para te escrever sugerindo que abordasse o assunto!
Fui fazer um exame, uma biopsia de parede de bexiga, em um hospital aqui de Curitiba! O exame consiste na introdução de uma sonda pela uretra, para a coleta de material. E é feito com a paciente sedada. Eu estava bem segura em relação ao procedimento, que seria realizado pelo meu medico e pago pelo meu convenio. Mas chegando lá, estranhei a situação: estava nua, só com o avental, fui introduzida na sala de cirurgia: tinham uns 10 homens lá, todos com mais ou menos a minha idade (recem-formados, residentes, suponho). Todos me olhando mas evitando meu olhar. Ninguem falou comigo, nem sequer responderam minhas perguntas. Fui sedada praticamente contra a minha vontade (enquanto injetavam o sedativo eu perguntei se precisava mesmo ficar inconsciente e se todos aqueles homens permaneceriam lá). Evidente que não me lembro de absolutamente nada, mas não autorizei que 10 homens completamente desconhecidos assistissem enquanto tinha um objeto introduzido na minha uretra! Isso sem contar o fato de que quando entrei na sala, varios deles estavam mexendo nos seus celulares. Quem me garante que não fui fotografada, nua e desacordada? Pode parecer muito teoria da cospiração, mas quando não estamos conscientes...

Anônimo disse...

Eu nunca fui assediada por médicos mas aprendi a tomar cuidados. Um deles é que o meu marido, um ser doce mas com cara de poucos amigos do alto dos seus 1.94m entra comigo SEMPRE. É hilário ver como os médicos mal me tocam e nem por isso fui diagnosticada erroneamente ou coisa parecida.

Ficarem passando a mão na gente é abuso, amigas, SEMPRE. Não vacilem, levem um homem com vcs que tudo muda.

Maria Valéria disse...

Elisa,

Se vc foi atendida em hospital - escola, e natural que residentes da urologia( a maioria homens nessa especialidade) acompanhassem o procedimento.
Mas e INADMISSÍVEL. que ninguém tenha te explicado isso antes, muito menos que na tenham pedido seu consentimento pra isso( sim, vc podia recusar se isso te deixava constrangida) esse papo de que' porque e hospital escola vc tem que aceitar tudo- já ouvi isso de professores meus,juro por deus,- nunca me agradou.
Eu estagiei em 2010 em urologia pra aprender a fazer toque de próstata. O residente que me recebeu sempre perguntava ao paciente se tudo bem eu acompanhar a consulta e se eu também podia realizar o toque, para aprender. E assim que se faz, entendeu? Perguntando, e nao impondo.e se alguém recusava, lógico que eu nao fazia o toque.
Quanto ao celular, nao acho que eles te fotografaram nao- o que me preocupou mais e eles terem manuseado celular numa sala de procedimento cirúrgico, onde tudo, teoricamente, tem que ser estéril, e o risco de uma infecção depois?? Deus me livre. Bjs,

Anônimo disse...

Se um homem é tocado de maneira inconveniente ele reage na hora. Porque desde criança são ensinados que sair na mão com alguém pra defender a integridade do brioco não só é válido como legítimo e exatamente o que se espera deles.

Por que as mulheres são fazem o mesmo no segundo em que sente que estão sendo tocadas inapropriadamente?

Ensinem suas filhas a agredirem com destreza e técnica que casos assim diminuirão muito.

Anônimo disse...

Esse Cremers é o que há de mais fascista e atrasado no RS. Não fica atrás dos órgãos de comunicação que costuma patrocinar (Rádio Gaúcha etc.).

Anônimo disse...

Prefiro ensinar a minha filha e o meu filho a não serem tão sociopatas como vc anonimo das 20:27 !

tenha um pouco mais de discernimento e empatia pelo amor de Deus

ila fox disse...

Oi Maria Valéria,
Olha que não duvido que tiraram fotos. Faz pouco tempo que em Londrina alguns alunos filmaram uma cirurgia inusitada. Um homem tinha inserido um peixe no anus, enfim, depois as imagens foram parar na internet. Ou seja... Difícil confiar na ética de alguns profissionais!

Maria Valéria disse...

CruZ credo...ta assim o negocio, ila?? Muito triste...

F. disse...

"Ensinem suas filhas a agredirem com destreza e técnica que casos assim diminuirão muito."

Vc quis dizer ensinar a se defender?

Concordo, talvez as meninas não sejam ensinadas a se defender, nem a desconfiar, nem a se sentir no direito de reclamar qdo não gostam de algo.

Fernando Borges disse...

Nossa, realmente tem muito médico completamente insensível. Tem muita coisa que precisa ser melhorada e os médicos deveriam receber um curso de "pense em como você se sentiria se fosse com você".

Periodicamente preciso fazer exames médicos pois possuo uma doença crônica, e uma coisa muito recorrente é o constrangimento na hora do exame físico: O médico(a) pede que eu tire minhas roupas para ver se está tudo okay, e eles nunca trancam a porta ou colocam qualquer aviso de privacidade! Já perdi a conta das vezes em que entrou médico na sala, durante a consulta, mesmo eu estando sem roupa no meio do consultório. E não entravam para participar do exame, mas sim pra pegar alguma coisa ou fazer um comentário qualquer sobre um assunto N. Sabe, nem ao menos pediam desculpas nem nada.

Teve uma vez em que outros dois médicos entraram na sala e começaram a falar de uma monitoria qualquer, deixaram a porta entreaberta e eu lá, com cara de idiota.

Um constrangimento todo especial é aquele muito comum em Hospitais Universitários: você vai fazer alguma exame e chamam 10 internos ou residentes para acompanhar tudo. Não importa se você está nu e se sentindo extremamente vulnerável.

Tem um filme que fala sobre isso, chamado Um Golpe do Destino, no qual um médico descobre que tem câncer, precisa fazer diversas consultas e percebe como é tratado que nem lixo.

Claro que o tema desse post é o abuso sexual, mas tem muita coisa que é extremamente constrangedora para os pacientes e precisam ser discutidas e modificadas.

O lado positivo de tudo isso (se é que pode ser chamado assim) é que quando me formar em medicina e começar a atender, saberei me colocar melhor na situação daqueles que estarei tratando.

Adendo: Outros profisisonais da saúde também colocam pacientes em situações desagradáveis como essa.

Anônimo disse...

"Vc quis dizer ensinar a se defender?

Concordo, talvez as meninas não sejam ensinadas a se defender, nem a desconfiar, nem a se sentir no direito de reclamar qdo não gostam de algo."

Exatamente o meu ponto.

Falar em mulher devolvendo a agressão causa arrepios nos cílios politicamente corretos das pessoas, onde já se viu a princesinha do papai agindo como um brucutu.

Acontece que estamos falando de ESTUPRO, e não só isso. De todas as formas de abuso a que as mulheres são submetidas desde o dia em que respiram pela primeira vez e ganham uma mutilação de presente, a primeira de muitas: um lindo par de brincos da vovó.

As vítimas são culpadas? Lógico que não.

Agora me diga se uma mulher que foi educada de maneira coerente permitiria que um homem introduzisse os dedos em seu ânus contra a sua vontade. Ou que um médico se aproximasse demais. Ou que um dentista esfregasse o braço em seus seios ou pior, nos da sua filha, sem fazer nada ali na hora.

Quando eu falo que filha minha sabe bater, muita gente só falta me jogar pedra. Se fosse um filho, estariam todos aplaudindo de pé, porque é isso que se espera dos machos.

Pois bem, aqui em casa a revolução começou no parto. Nada de brinco, a minha colocou quando quis e quando ja era uma mocinha, 16 anos. Nada de brinquedinhos rosa, nada de panelinhas. Nada de princesinha do papai. Em casa ela jamais conheceu a violência, somos moderados até na repreensão e não acredito em palmada educativa, mas a rua, ah a rua... essa é selvagem. Então ela tinha que saber sim, desde pequena, que seu corpo é inviolável e sua dignidade também e que defender-se fisicamente é uma estratégia de sobrevivência que qualquer animal conhece, porque deveríamos ser diferentes? Só porque somos mulheres e não podemos quebrar as unhas, descer do salto ou estragar a chapinha?

Eu não vou viver pra sempre, ela tem que saber se virar em tudo. Nessa missão acho que não falhei,e caso ela própria falhe, não foi porque recebeu uma educação de taça de cristal em casa. Merdas acontecem. Mas mais merdas ainda acontecem contra quem não tem a menor ciência do que deseja, do que incomoda, do que agrada e do que avilta.

A educação das vítimas a gente não pode emendar, mas a das futuras gerações sim, para que menos relatos de horror sejam descritos em blogs como esse aqui.

Maria Valéria disse...

Anônimo.ate entendo e concordo em parte com seu ponto de vista, que mulher deveria saber se defender,
Mas pense na situação:a mulher ta lá deitada, nua, ou seminua, e o medico( homem e portanto presumidamente bem mais forte do que ela) a apalpa ou qqer coisa assim.
Vamos supor que por um momento, nessa situação vulnerável, ela consiga, deitada, seminua, se levantar e dar um chute no saco dele, pra nao dizer outra coisa,
O que vejo que tem mais chance de ocorrer aí, e do medico, bem mais forte que ela, espanca- lá, quebrar os dentes , costelas dela, feri- la com um bisturi,etc.obvio que se ele fizer isso sera preso e denunciado, mas e dai, como fica a mulher, espancada, toda quebrada, pisoteada, etc?
Nao e tao fácil assim se defender de um marmanjo nao, a nao ser que a mulher tenha curso de artes marciais, etc...
E um puta autocontrole, de responder numa situação vulnerável dessas,
Enfim, nao seu se reagir com violência nao geraria mais violência,,l...
Bjs

Aline Schmitt disse...

Ano passado consultei com o único mastologista do meu plano para fazer a retirada de um nódulo da minha mama. Removi um nódulo desses uns anos atrás; a cirurgia foi ambulatorial, super tranquila, fiquei acordada todo tempo e sai andando do centro cirúrgico. Então, conversando com ele sobre os detalhes da cirurgia, indaguei sobre a necessidade de sedação, e primeiro ele ficou reticente, mas a medida que eu fui expondo as minhas razões (a experiência anterior, os custos e riscos, etc...) ele foi ficando bem incisivo e chegou a dizer que não faria sem sedação e me comparou com uma testemunha de jeová por rejeitar a sedação. Fiquei bastante ofendida, até porque são situações totalmente diferentes, comparar a recusa de uma sedação desnecessária em um procedimento eletivo com a recusa a um procedimento necessário por motivo de crença.
Felizmente, meu procedimento era eletivo, então não precisei me submeter a cirurgia com ele e agora consegui outro médico para o procedimento, mas isso quase um ano depois. Vendo todos esses relatos, de mulheres que como eu abandonaram seus tratamentos devido a inconveniência/abuso dos médicos, fico arrependida de não ter tomado nenhuma atitude a respeito. É absurdo que tenhamos que nos sujeitar ou prejudicar nossa saúde por causa do machismo e da nossa impotência frente a todo esse corporativismo sujo.

Anônimo disse...

Maria Valéria, eu entendo sua colocação mas reafirmo uma coisa: a vulnerabilidade vem de dentro pra fora.

Então se a mulher não está sedada e incapaz de reagir por falta de controle do corpo, ela pode estar pelada com aquele maldito bico de pato enfiado em si que ela vai saber exatamente se o médico está sendo ou não inconveniente e se aquilo é aceitável. A dor física não é nada perto da dor do arrependimento de ter sido usada por um canalha e não ter feito nada sobre isso quando podia. A dor física vai embora, a da alma fica pra sempre.

Maria Valéria disse...

Ok, anônimo.entendi,dor física vai embora.beleza. E se ficar alguma seqüela da agressão? Um rosto retalhado? Um aborto espontâneo resultante de um chute que o medico der na barriga dela ( no caso de uma gravida?) dentes quebrados? Entre outras,
Vou mais além, vai saber se o cara nao e um louco e nao esta armado.( nao acho impossível)
Eu nao sei, penso diferente.
Talvez por ser filha de delegado de policia.
Diferente do que as pessoas costumam pensar, um pai que e delegado de policia nunca ensina o filho a reagir contra qualquer tipo de violência com mais violência, exatamente porque como delegado, ele sabe do que um bandido/ louco/ fdp e capaz.Meu pai diz que a gente nunca sabe o que ta passando na cabeça do outro, se o outro ta armado, etc.quanto menos violência, melhor,
Veja , que meu pai sempre me disse que se um dia eu for assaltada, seqüestrada, jamais dizer que sou filha de delegado. Porque aí o cara me mata na hora!!!
Bem, caso acontecesse uma situação dessas comigo, acho que eu tentaria criar forcas, e sair correndo do consultório do cara, mesmo tendo o especulo no meio das pernas, sairia gritando, pedindo socorro, pelada mesmo, sei lá.mas sem bater no sujeito. Mas isso e só uma suposição. A gente só sabe qdo reage a uma situação no momento que passa por ela, certo??..
Mas entendo sua posição, respeito seu jeito de pensar. Bj,

Anônimo disse...

Como que pode esse médico tá trabalhando ainda e não ter sido condenado por estupro, pqp. Ainda por cima num estado civilizado como o RS.

Anônimo disse...

Eu também só consulta ginecologista mulher.
Já fui vítima de abuso por parte de médico também, não foi estupro, mas foi uma coisa que me marcou sim, me fez sentir uma estúpida por muito tempo por não ter feito nada, culpada,um monte de sentimentos misturados. Eu era bem jovem, uns 17 anos, não estava nada bem, mas não sabia o que tinha (hoje sei, era uma crise de depressão), meu pai e minha irmã me levaram ao médico, minha irmã entrou comigo, mas ele pediu que eu fosso para a outra parte do consultório, atrás de um biombo, que eu me deitasse e ficou me fazendo umas perguntas inoportunas, eu fechei os olhos porque vivia cansada e não queria responder a nada daquilo (se tinha namorado, se transava...)num dado momento levei o maior susto porque senti a boca dele grudada na minha, me levantei, comecei a calçar os tênis e ele se desesperou, disse que eu não entendesse errado, que estava testando minhas reações (pode uma coisa dessas?). Faz anos, não fiz nada e me arrependi muito, mas eu mal conseguia ir à escola, mal conseguia viver. Claro que isso piorou ainda mais o meu quadro e a ajuda que eu precisava, que era a de um psicólogo ou psiquiatra, não tive.A crise foi superada sozinha mesmo, aos trancos e barrancos. Anos depois contei o episódio a uma psiquiatra, ela quis saber o nome dele, eu não conseguia mais lembrar.
Os dentistas também se aproveitam às vezes, como alguém bem explicou aí.
Abraços
Leila

lola aronovich disse...

Anônimo (por que não assina com seu nome?), concordo que não devemos ensinar meninas a serem princesinhas passivas. Concordo que devemos reagir. Se eu tivesse filha, sem dúvida colocaria a menina desde cedo a aprender algum tipo de arte marcial. Ainda assim, não é nada fácil. Fora isso que a Maria Valéria falou (aliás, OBRIGADA pelos comentários super embasados! Sempre gosto dos seus comentários mas neste post vc se superou), o problema maior que eu vejo é que a gente demora a entender o que tá acontecendo. Vc não vai ao médico esperando ser abusada. Não vai numa posição defensiva. Pelo contrário, confia naquele profissional, que tá numa posição de AUTORIDADE. Acho que isso é o pior. A gente não sabe direito o que tá acontecendo, qual o procedimento correto, o que pode e não pode, se ele está sendo gentil ou se tá avançando o sinal. Eu sei que iria demorar até ter certeza que um dentista tá encostando o pênis dele no meu braço de propósito. Eu odeio acusar alguém de qualquer coisa sem ter certeza.

Maria Valéria disse...

Lola, nesse ponto, por ser medica, me sinto em vantagem,porque sei ate que ponto um colega pode ou nao ir,e dificilmente um colega abusaria de mim, sabendo que sou medica, acho... Mas enfim, vai saber, tem de tudo nesse mundo!!!sei quando um medico me tratou bem ou mal, quando errou na conduta,etc. Tudo isso me põe em vantagem.
Eu faco tratamento pra depressão há um longo tempo,atualmente controlada. Meu medico e um anjo e sempre cuidou bem de mim, a consulta dura1 hora,etc.ele pergunta tudo, e faz parte da consulta em psiquiatria fazer algumas perguntas de foro intimo/ sexual.beleza.
Quando contei sobre essas perguntas a uma conhecida, ela ficou horrorizada e achou que meu medico tava me cantando!!! Quase rachei de rir....eu o conheço desde os 11 anos de idade, sempre muito bem atendida, e bem tratada.ele super correto e profissional.
Mas pra um leigo em medicina,a pessoa pode imaginar que ta sendo cantada pelo medico por causa se uma pergunta desse tipo.
Entendeu!-:)
Bjs!!!

Anônimo disse...

O Anônimo que comentou sobre o RS ser um estado civilizado deve procurar um psiquiatra urgentemente. Ou então rever seu conceito de civilizado. Racismo, xenofobia, monopólio midiático, decadência econômica, desertificação, desigualdade... se isso é civilizado, então eu não sei mais nada.

Maria Valéria disse...

Acho que o anônimo que comentou sobre RS ser um estado civilizado foi irônico...hehe!!!

Ps: nao quero falar mal do RS ate Pq mal conheço, sou paulista,, só quis dar minha opinião sobre o comentário do anônimo escreveu.-:)

Maria Valéria disse...

Interessante o link do seu texto, Lola.
Os campeões de denuncias sao os ginecos. Em segundo lugar, vem os medicos de saúde da familia.sei por que.
Sou medica de saúde da familia,em geral, o medico de familia tem que atender clinica, pediatria e ginecologia( queixas clinicas e pra Natal). Como trabalho no ramo, em postos de saúde,sei que nunca há ' staff' o suficiente pra ter uma auxiliar na sala do medico durante a consulta ginecológica.
Aqui em campinas, nao preciso fazer GO, porque tem GO na equipe. Mas em sao Paulo eu fazia,como sou mulher, nunca requisitei auxiliar na sala,( embora o conselho recomende), nunca ouvi falar de nenhum caso de denuncia de assedio homossexual.vai saber se na epoca eu fazia certo ou errado, mas enfim.
Se eu fosse homem, na minha especialidade, exigiria Sim auxiliar na sala.e se nao fosse atendido, iria procurar outra especialidade, onde eu pudesse exercer meu trabalho ser correr risco de acusações infundadas,,,, mas cada um e cada um, né...eu jamais examinaria mamas de uma paciente sozinho com ela na sala, se fosse homem, em hipótese alguma!!!

Anônimo disse...

http://portaltj.tjrj.jus.br/web/guest/home/-/noticias/visualizar/52601
Nº do processo: 0006295-83.2005.8.19.0063

Publicado no site do tj rj a condenação clínica em danos morais por ter seu médico abusado sexualmente de paciente grávida

Anônimo disse...

quinta-feira, 3 de maio de 2012
"Indignar-se apenas não basta"
Mais um caso de erro médico aconteceu durante essa semana. O fato ocorreu na última segunda feira, no hospital Infantil Santa Terezinha, Belém do Pará.
http://kantinhodaedite.blogspot.com

Anônimo disse...

off topic total: Lola, você viu o compromisso que o novo presidente da França assumiu, de ter paridade total em todos os altos escalões do governo? Para cada ministro homem, uma mulher minista, etc? Eu achei 10! Há suficientes mulheres atuando na política, o suficiente para que se escolham as mais competentes e capazes.
Ele também assinou um documento onde afirma que "manuais que contenham estereótipos seja nos textos ou nas imagens não serão permitidos nas escolas".

Anônimo disse...

anônimo das 2:05, que horrível!!!!! 50mil por aquela humilhação???? o cara deveria ser chicoteado em praça pública e ser exposto à humilhação em rede nacional, isso sim. Anônima Beócia

Maria Valéria disse...

Para o anônimo das 06:04:

Vou fazer um pouco o papel de advogado do diabo( calma, leia ate o fim antes de me linchar, rs) e depois vou dizer o que acho desse caso especifico, da operação errada.
Trabalho em posto de saúde, e nao e incomum, que eu chame o nome' fulano de tal' pra entrar no consultório e eis que entra uma pessoa completamente diferente daquela que chamei.nao, nao e homônimo do paciente que chamei, e uma pessoa com um nome completamente diferente!!!tlavez por problemas de audição, entendeu errado, etc. Sei lá.
Só que eu sou super cuidadosa na consulta, e como confiro receitas, medicação que a pessoa toma,queixas anteriores, etc, dai sempre acabei percebendo inconsistência entre os dados do prontuário e a pessoa que ali antros na minha sala, dai eu digo' fulano, nao foi vc que eu chamei!!!' e dai ok, e vc escrever o tal do ' sem efeito ' no prontuário, pegar a prontuário certo pra anotar, ou se aquele paciente nao esta marcado ora vc e sim ora outro medico, leva- lá ate a sala de supera e dizer que ele aguarde o colega chamar, que ele entrou por engano,etc... Ok. Acontece, nao e incomum, e culpa nao e minha, eu nao vou pedir cada vez que a pessoa entra na sala' me da seu rg pra eu ver se vc e vc mesmo?' que medico que faz isso?? Nem particular nao faz,Nao sou boa de gravar fisionomia, a nao ser que eu já conheça a pessoa há muito tempo.
AGORA, falando sobre este caso especifico, da cirurgia:
Acho que NAO CUSTA nada, ao adentrar o centro cirúrgico, e antes de anestesiar o paciente, o colega: conferir o prontuário,nome, etc, e ainda assim, antes de anestesiar o paciente,dizer: ' bom dia, meu nome e dr fulano de tal, eu vou operar sua mão, vou fazer isso, isso e aquilo, tudo bem?'
Sao dois minutos que vc perde fazendo isso e nao ira atrasar a cirurgia, já que o ato de anestesia e rápido e leva poucos minutos
Entao, pelo que li no caso, se os pacients eram homônimos, que importa?? Que o colega converse e de um bom dia e uma breve explicação, que examine o paciente já no centro cirúrgico e possíveis equívocos cm troca de nome, de prontuário, sao resolvidos na hora, antes que uma catástrofe aconteça,
Nao e mais fácil???
Minha humilde opinião.
-:)
Bjs

yulia2 disse...

"Ensinem suas filhas a agredirem com destreza e técnica que casos assim diminuirão muito."
_______________

e ensinar os caras a não estuprar??? ninguém vai???
pra variar tudo nas costas da mulher!!!!

Anônimo disse...

Muito complicado isso tudo... nunca passei por situação de abuso sexual, mas uma vez uma ginecologista me tratou de uma forma horrível, explico resumidamente:

Eu tava com muita dor no baixo ventre, difícil pra urinar e até pra sentar. Marquei consulta pela UNIMED, fui lá e a mulher NEM ME OLHAVA NOS OLHOS.

Só que eu tava com dor, precisava de alguma coisa pra aquilo ir embora então continuei fazendo a consulta, se estivesse boa eu teria levantado e ido embora facilmente.

Muito bem, hora do exame, ela não tinha enfermeira. Coloquei o aventalzinho maldito e na hora de deitar na mesa ginecológica, a porta do consultório estava aberta e dava de cara para um janelão imenso, com um prédio na frente. Pedi com jeito pra ela fechar a porta, a mulher respondeu super agressiva: "Não precisa não". Eu, que já tava me deitando, levantei e falei PRECISA SIM, bem firme, aí ela fechou.

Falei que estava com dor né? Pois a "médica" socou aqueles dedos em mim com uma força q me fez pular, falei "O FILHA O QUE VC TÁ FAZENDO?", meio alto mesmo, já tava perdendo a linha. Ela "to te examinando", e eu "ENTÃO EXAMINA DIREITO, AÍ NÃO É BONECO NÃO COLEGA". Aí ela tirou os dedos de mim.

No fim, a mulher tava já me falando que meu colo do útero estava estranho e que podia ser até cancer, sendo que eu tenho histórico de câncer na família. Saí do consultório chorando feito uma condenada... poucos dias depois fui fazer exames em um laboratório particular tais como colposcopia, ultrassom vaginal etc. e adivinhem?? Eu não tinha NADA DE ANORMAL, nenhuma alteração, a dor devia-se apenas a uma, como direi, noite de amor mais empolgada que acabou machucando um pouco ali embaixo e por ser uma região sensível, doía mais. Só. Curou sozinho, nem tomei remédio.

Denunciei a FOFA pra Unimed, por escrito, com aviso de recebimento mas duvido que algo tenha ou venha acontecer com ela.

Lamentável isso, uma safada dessa judia da gente e nós vamos reclamar pra quem, pro padre????

Imagino que em caso de estupro deve ser bem pior não só pelo estupro em si mas pela violencia posterior, a vítima ter que ficar provando que aconteceu uma coisa sem testemunhas e tendo que lidar com a impunidade desses vermes.

É de chorar mesmo.

Aproveitando, eu concordo com o anônimo que falou que mulher não é ensinada a se defender. É verdade. Até porque isso vem de treino mesmo, treino da vida, ser ensinada desde criança que pode fazer isso, que deve fazer isso e que não tem nada de errado em exprimir desconforto o quanto antes. De uma hora pra outra, realmente a coisa não acontece. Nossas meninas são muito mal "educadas" nesse sentido.

Anônimo disse...

A propósito, alguém me explica pra que servem os conselhos de medicina? Porque a nada que se leva a eles é dada alguma providência, minha irmã denunciou um médico que fazia abortos dentro do Hospital São Raphael, que fica na Ana Rosa, em São Paulo e se eu coloco o nome do infeliz no Google ele tá lá firme e forte ainda, a polícia também não fez nada com ele (deve ter abortado pra muita filha de político pra ser imune assim).

Anônimo disse...

e ensinar os caras a não estuprar??? ninguém vai???
pra variar tudo nas costas da mulher!!!!

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Mas e ali na hora do "vamos ver"? Na hora do pega pra capar? Se a mulher sabe um pouco de defesa pessoal, cursinho de dois meses só, já dá um trabalho pro meliante né? Sou a favor que a gente tem que fazer nossa parte também pra escapar do pior, nunca é infalível, ninguém aqui é o Jackie Chan ou o Bruce Lee, mas alguma coisinha todo mundo deveria saber.

yulia2 disse...

na hora do pega pra capar é outra história o que eu quero dizer é que é sempre o mesmo papo de sempre, sempre a mulher, sempre nas costas da mulher..... sempre a mulher tem que fazer TUDO!

Pro homem NUNCA dizem nada, ele sempre fica isento em tudo o que acontece.
mulher tem que ser vestir assim e assado, não pode andar a noite na rua, não pode isso não pode aquilo, agora vc tem que fazer kung fu, jiu jistu, vale tudo...
PQP. e quando vão ensinar pro homem NÃO ESTUPRAR, NÃO ABUSAR???
e na mira de uma arma cara, NADA DISSO ADIANTA!

Anônimo disse...

Enquanto não ensinam pros mascuzões que estuprar é coisa de gente feia e malvada, a gente desce a mão deles hauahauhaua!! IÁÁÁÁÁÁ!!!!

Anônimo disse...

Mas falando sério, é tudo nas costas da mulher mesmo, inclusive esse médico desgraçado que fez o que fez com a moça no relato do post da Lola, então já que é assim bora virar a mesa pessoal!

E nenhum desses MERDICOS aí usou arma de fogo pra coagir as pacientes, usou a própria desorientação delas e com isso a gente consegue lidar sim.

F. disse...

yulia2, concordo com você que o discurso é sempre voltado para mulher, mas penso que nesse caso, ensinar a se defender não corresponde a ensinar a não usar roupa curta, a não sair sozinha, pois o 'se defender' aí inclui não só usar a força física mas ensinar a menina desde pequena que ela pode abrir a boca pra dizer não, que ela pode ser firme, que ela não precisa aguentar calada, no caso dos médicos por exemplo. Eu aprendi isso com a vida, mas preferia ter sido ensinada mesmo. Isso não isenta a sociedade de educar seus meninos para não estuprar.

Anônimo disse...

Alguém comentou sobre o caso de médicos da UEL terem filmado a cirurgia para retirada de um peixe do paciente, parece que será investigado...

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1087350-medicos-podem-perder-licenca-por-filmarem-cirurgia-para-retirada-de-peixe.shtml

Para piorar o caso um pouco,os médicos em questão nem seriam formados ainda... triste formação...

Anônimo disse...

Estupradores, médicos, professores e dentistas abusadores também têm mãe e pai. Nenhum deles os ensinou a ter respeito pelo corpo da mulher.

Maria Valéria disse...

Desculpa, gente, mas quem filma uma cirurgia dessas( retirada de peixe do anus )pra debochar de um paciente e p divulgar na internet, na minha opinião devia ter a licença profissional cassada.
Sao permitidas fotografias e filmagens, desde que com o. CONSENTiMENTO do paciente, pra serem usadas em aulas ou congressos, o que nao parece ter sido o caso aqui.
Conselho de medicina tem a função de fiscalizar o exercício da medicina, pra quem perguntou aí em cima.
Muitas decisões que eles tomam sao corretas, outras infelizmente nao.como num julgamento, depende da cabeça do conselheiro que esta julgando.( igual dizem de cabeça de juiz, vai saber o que se passa)- mas nesse caso se fosse eu a julgadora eu cassaria a licença dessa gente.
Eu penso que muita gente ta na medicina por engano, que escolheu a profissão errada e nao acho tao difícil identificar os que devem ser cassados,tem erros e erros, mas há erros tao grosseiros que nao tem por onde justificar,
Um exemplo foi meu pai, atendido super mal por um ' amigo ' meu- colega de turma,me pai entrou na consulta sem dizer quem ele era,o parentesco comigo, etc e foi super destratado.
Ao ir embora, ele informou o ' colega' que era meu pai, ao que o referido' colega' ficou branco, gaguejou e ficou pedindo desculpas, alegando que tinha tres empregos e estava estressado.
Quer dizer, se o paciente fosse um Zé- ninguém e nao fosse meu pai, ele deixava por isso mesmo e nem se desculpava???
Vai pra Pqp.!!!!!
Meu pai nao quis denunciar, mas pediu ao plano de saúde que nunca mais queria ser atendido pelo ' dr' fulano de tal.
A coisa ta feia, amigos... Tem muito medico bom, competente,mas tem muita gente ruim que deveria ter escolhido outra profissão.ta feio mesmo a coisa.

ila fox disse...

Maria Valéria,
Triste realidade mesmo... muita gente escolhe a medicina pelo status, ou porque a família quis, ou porque é bem remunerado... enfim. Escolhem a profissão errada pelos motivos errados. :-(

Mariana. disse...

Olha, eu já sabia que existe esse corporativismo médico, mas não dá pra não ficar indignada.

Acho que o Conselho de Medicina protege tanto os médicos estupradores quanto o Vaticano protege os padres pedófilos.

E esse corporativismo não se limita a casos extremos como esse não. Eu já denunciei um médico uma vez, nada parecido com isso - felizmente -, fiz tudo certinho, fui ao CRM... e nada. Os caras que comandam lá são médicos bandidos também. Péssima fama na minha cidade. Gente sem um pingo de escrúpulo médico.
Nojo.

Anônimo disse...

"a força física mas ensinar a menina desde pequena que ela pode abrir a boca pra dizer não, que ela pode ser firme, que ela não precisa aguentar calada, no caso dos médicos por exemplo. Eu aprendi isso com a vida, mas preferia ter sido ensinada mesmo. Isso não isenta a sociedade de educar seus meninos para não estuprar."

justamente, saber se defender é uma coisa super ampla mas mulher é o "sexo frágil", aguenta cólica de menstruação todo mês dos 12 aos 50, bota filho no mundo, faz jornada dupla mas não tem boca pra mandar um filho de uma ... pessoa parar quando sente um dedinho onde acha que não devia??? Como assim né gente....

falaram de princesinha e não sei que, é bem isso mesmo, mulher é criada pra ser a donzela, a fraquinha, a resgatada pelo herói galã, mas na hora de trocar o pneu de um carro tem que depender de alguém mais "forte" (que também vai usar um macaco hidráulico)? Na hora em que é acuada com um monstro feito esses estupradores de jaleco, fica imóvel, tremendinho e não sei o que mais? Ninguém espera nada nessa vida, é porisso que a gente se prepara, é pra ter como agir se a hora chegar, vitimização prévia tem limite!!!!!!!

a vida é dura com quem é mole, isso é fato.

e é dentro de casa que se aprende essas coisas, não em uma bolha de sabão colorida cheia de pôneis rosa e Barbies. Ou então a vida vai te ensinar e aí............

André disse...

Não são só as mulheres que, em geral vezes, ficam sem reação frente a uma situação inusitada. O fato é que muito menos médicos vão criar subterfúgios para passar a mão no nosso peito, ou fazer sexo conosco. É uma questão estatística, o número de homossexuais é menor que o de heterosexuais, por conseguinte o número de psicopatas homossexuais é menor também.

Além disso, homens tendem a ser mais fortes e mais violentos, o risco de uma reação indesejada (com consequências graves para o médico) é muito maior.

Mari disse...

Namoro uma enfermeira e ela diz que é bem isso mesmo. Ela me conta que uma vez ela viu um médico mexendo numa paciente pré-operatória desacordada, mexendo como se a masturbasse. Isso na presença de mais um ou dois médicos também, e todos achavam tudo muito engraçado.

Technomage disse...

Em falar em médicos desumanos, ruim também é o contrário: Médicos "humanos" demais.

Por ter depressão e transtorno de deficit de atenção, preciso tomar antidepressivos e psicoestimulantes. E toda vez que vou na porcaria da consulta com o psiquiatra ele vem com papinho idiota de que o que eu preciso é uma namorada.
Minha vontade é dizer: "Foda-se, seu trabalho é aumentar minha medicação e não dar pitaco em minha vida."

Maria Valéria disse...

Technomage

Concordo contigo.
Sou medica e eu mesma sigo com psiquiatra. E psicologa( depressão hoje controlada, graças a deus)
Nenhum dos dois( e olha que meu medico me trata desde 11 anos de idade) NUNCA me disse, ' vc tem que fazer isso, vc tem que fazer aquilo'
A única coisa que o profissional pode fazer e te orientar, e te dar as diretrizes pra vc mesmo fazer suas escolhas.
Exceção pra quando meu psiquiatra me disse pra eu terminar uma relação que nitidamente nao tava me fazendo bem, explicou porque eu deveria terminar, os pros e contras, e no fim ele tava certo.mas isso Pq eu perguntei a ele o que ele achava que eu devia fazer, e mesmo qdo vc pergunta o medico só pode dizer ' vc tem que fazer isso' quando nitidamente percebe que vc esta numa situação que ta te fazendo mal e acabando com vc( como era o caso na epoca) mesmo nesses casos, tem que ter jeito pra falar. E esse meu medico e um anjo, por isso que desde criança passo com ele e nao quero outro.bjs
P

Cris Göttes disse...

Triste é saber que se existisse punição severa por parte dos CRM's, esses crimes aconteceriam bem menos. Se a coisa tá feia assim é porque os CRM's permitem. Eles deveriam proteger a população de """"pessoas"""" (muitas aspas nessas horas) como esses médicos do caso do post e do peixe no ânus, mas ao invés disso, protegem uns aos outros. É nojento, é desumano, é triste.

Eu me desencantei com a medicina há muitos anos. Como quase todas as mulheres, também já fui vítima de abuso sexual por parte de um médico. Hoje, procuro não ir a médicos homens, só vou em último caso, se não tiver uma médica naquela especialidade. E quando vou a um médicO, levo minha mãe comigo, e fico bem atenta à postura dele. Não tolero mais um deslize sequer, fico pronta pra quebrar o barraco mesmo, até bater se for preciso.

Sempre digo pras mulheres da família e amigas "Antes de ser médico, ele é homem, então cuidado".

Technomage disse...

Maria Valéria,

Ruim é que meu psiquiatra chegou a me tirar a ritalina(que eu inteligentemente racionei) e a psicóloga ainda teve a cara de pau de dizer que ele "queria o meu bem" pois o mais fácil pra médico é dar receita e pronto.
Minha diretora que além de ser minha tutora é também uma dessas feministas internacionais, não gostou nada disso... So he felt the wrath of the modern feminazism... Ai acho que ele parou com a palhaçada, verei dia 22.

Em última instância, pelo menos sei fazer anfetamina. Ruim que só vendem reagente em grande quantidade. O que faria eu com um litro de benzaldeido? Virar fornecedor de speed?

Anônimo disse...

maria valeria, gostei muito dos seus comentarios.

eu sou mais uma totalmente desapontada com a classe medica. nao vou a medico ha anos, só pretendo ir se estiver morrendo. quando sinto alguma dorzinha aguda, espero passar sozinha, mudo a alimentaçao, faço exercicio, ou descanso, boto agua quente. enfim, me recuso a ir a medicos.

ja vi minha mae sofrer muito pq é obesa. ja foi humilhada a ponto de sair chorando do consultorio e ficar semanas deprimida. enfim...

infelizmente, muita gente n escolha uma profissao tao bonita por vocaçao, mas por status.

Anônimo disse...

psiquiatra que diz que o problema do paciente é falta de pica/buceta merece ser denunciado pro conselho. mas o conselho n vai fazer nada mesmo, so...

Maria Valéria disse...

Anônimo das 17:52

Eu nao generalizo, tem muita gente boa, tanto no sus quanto no sistema privado.
Mas mesmo eu como medica tenho medo de nao saber direito com que colega estou passando.
Ano passado, sofri um entorse no tornozelo, inchou e ficou com hematoma.sou clinica e nao manjo muito de ortopedia,
Mas fui ao ortopedista particular,ele examinou, disse que nao era nada grave, que nem ia fazer raio x, porque como eu tava pagando do meu bolso, ia gastar demais com a chapa, e ia gastar a toa já que 99,9% de chance de nao ter quebrado(.. Caracaaaa eu fui lá justamente pra saber se quebrou e nao ora discutir se eu queria gastar , ate porque nunca me recusei a pagar nem dei calote em ninguém), mas enfim, ele disse que eu podia trabalhar e que nada serio,
E eu nao manjo tanto de ortopedia,naquele dia nem tava doendo muito e eu andava normalmente,
Nos 2 dias seguintes, comecei a mancar, levei uma bronca de um colega de trabalho, que disse que eu tava desobedecendo ordem medica, ao que respondi que nao recebi própriamente uma orientação medica naquele dia,
E eu, qdo nao gostei do atendimento, nao insisto, nao discuto, afinal, insistir em algo que já começou errado?
Como nao moro há tanto tempo em campinas, nao era tao fácil achar outro ps com ortopedista,ainda mais morando sozinha, a gente pensa se tiver que fazer gesso vai precisar de carona de amigo, nao pode ir de carro, etc.
Mas nesse dia que levei o xingo do colega consegui achar outro ortopedista, que me disse que ter um trauma de entorse e nao fazer raio x e igual ir num cardiologista sem fazer eletrocardiograma ...por sorte, o raio x estava normal, mas devido a gravidade do entorse tive que ser imobilizada.
Conclusão, o problema, que poderia ter sido resolvido em 1 semana, demorou mais de um mês pra eu resolver, fiquei 1 mês quase sem poder sair de casa nem andar 1 quadra que meu pé travava e mancava de novo.afinal, houve um atraso de 3 dias no meu tratamento.
Passei por uma terceira medica, ortopedista,que fez um exame mais detalhado e suspeitou que além de ter torcido, eu deveria ter lesão no tendao( o que foi confirmado depois)- ela e o irmão dela( o físioterapeuta) foram 2 anjos, mais ele do que ela, que naquela fase, pouco podia fazer por mim a nao ser indicar a fisioterapia,
Entao, nao e fácil mesmo.
E olha que passei em ortopedista, se fosse clinico ou outra especialidade eu ate perdoava o erro,...
Me aconselharam a denunciar/ processar o primeiro medico,mas achei que nao ia valer a pena- nao fiquei com seqüelas, meu pé ficou ótimo, ando, corro, faco tudo, dança, teatro, etc.nao acho que vale a pena esse tipo de desgaste.
Mas se eu tivesse ficado com seqüela, dai sim denunciaria!!' felizmente a única coisa ruim foram uns dias a mais de molho, mais o medo de andar, de torcer de novo, que e comum em traumas desse tipo- mas já passou!!
( isso porque o primeiro ' colega' sabia que eu era medica- imagina se ele nao soubesse)
Detalhe: ano 2000, tive um entorse no mesmo pé, em fortaleza, fui super bem atendida por um ps de ortopedia no sus, que engessou no mesmo dia, e fez tudo certinho, em 10 dias eu tava ótima....

Anônimo disse...

Até uma criança de 3 anos tem condições de expressar sua vontade com uma clareza ímpar.

http://youtu.be/xvuHrcYYaUU

Mulher que não reage ajuda o agressor e é parte da sua própria tragédia.

Anônimo disse...

"a vida é dura com quem é mole, isso é fato."

Verdade.

Anônimo disse...

"Sempre digo pras mulheres da família e amigas "Antes de ser médico, ele é homem, então cuidado"."

Besteira isso, já fui assediada por mulheres também.

Anônimo disse...

meu ginecologista é homem e nunca me senti mal com ele. ele tem uma assistente. não sei se isso é prática comum qdo o ginecologista é homem. mas acho que isso acalma um pouco qualquer desconfiança por parte da cliente. teve uma vez que eu tava lá, de perna aberta, e tava reclamando que eu tava gorda. ele, com a cara quase bem "lá", falou:"que nada, vc tá ótima!". muita gente se sentiria mal com isso. mas aí que tá. acho que tudo depende. a assistente tava lá, a gente sempre conversa, eu sempre falo mal dos homens, falo como andam sem noção... enfim, não me sinto invadida em nada porque eu converso com ele como converso com um amigo. e isso foi construído em mais de 10 anos de fidelidade minha. óbvio que ele não arriscaria uma carreira bem construída com qualquer comentário ou atitude que ele sabe que seria errado/a. e ainda digo mais: sou mulher e sei que ele ou qualquer outro amigo meu homem pode, sim, sentir tesão por mim. e eu acho isso natural. o que não é normal é a pessoa violentar outra por conta do que sentiu. por exemplo, já senti tesão por homens casados. mas tudo parou aí. senti o tesão, resolvi esse tesão na minha cabeça e pronto. o erro, acho eu, não é em sentir as coisas. é no que a gente faz qdo sente as coisas. se um dia eu souber que esse médico já sentiu tesão por mim, não vou ficar grilada pq ele sempre me respeitou.

o errado é o cara sentir alguma coisa e impor esse desejo dele sobre uma pessoa que simplesmente NÃO QUER nada com ele. isso é violência.

no entanto, uma vez fui a um endocrinologista que, sem nem me ver pelada, me invadiu. eu tava com hormônios doidos e ele perguntou se eu tava com crescimento de pelos em algum lugar diferente. eu disse que não. aí ele perguntou:"nem ao redor dos mamilos?". eu disse:"não...". ele:"coloca o avental que eu quero ver". eu fiquei mais seca e disse:"não tem pelo nenhum lá!". aí ele pediu pra eu me levantar e segurou meu queixo pra, segundo ele, ver a oleosidade da pele e se tinha algum pelo crescendo. sério, gente, me senti tão violentada. o alarme tocou totalmente. achei que ele ia me beijar. mas a consulta terminou e eu não falei nada. fiquei naquele eterno pensamento de que eu tava vendo coisa onde não tinha, que eu senti coisa de modo exagerado... mas a situação tinha me incomodado muito. depois botei na cabeça que era besteira minha e esqueci.

tempos depois fui à festa de uma amiga cuja mãe é médica. e távamos comentando de remédios, problemas de saúde e tal. aí comentei desse endócrino. a conversa foi indo e eu contei tudo. aí a mãe dela:"ih... fulaninho é metido a dar em cima de mulher desse jeito desde a universidade!". porra, sabe? desde a universidade!!!?? eu engrossei pro lado dele. e se eu tivesse cedido? será que muitas cederam e deixaram o cara apalpá-las sem necessidade?

se "nada" aconteceu, como depois provar num crm que alguma coisa aconteceu? talvez agora, com a lei considerando mais coisa como sendo estupro, tudo ficasse mais fácil. mas a corda sempre arrebenta pro lado mais fraco. pra uma cliente provar alguma coisa nesse sentido, haja coragem e provas!

Anônimo disse...

O estuprador ortopedista Paulo dos Santos Dutra, NÃO É PRESTADOR DA CASSI BANCO DO BRASIL, mas continua cooperado da UNIMED Nordeste-RS.

Anônimo disse...

Falta de consentimento e ou violência não configuram estupro? ora, então quem está inconsciente não pode sofrer estupro ou abuso sexual? as crianças então, hein?

Anônimo disse...

E nenhum desses MERDICOS aí usou arma de fogo pra coagir as pacientes, usou a própria desorientação delas e com isso a gente consegue lidar sim. 16:10

desorientação e a autoridade de que os médicos gozam no exercício da profissão. É por isso que não reagimos. A ficha não cai, senão, muito tempo depois, de que fomos abusadas.

Anônimo disse...

Maíra, qual o nome do médico, por favor?

Precisamos saber o nome desses peçonhentos, gente.

Anônimo disse...

O que fica bem claro é que o CFM, as sociedades brasileiras das diversas especialidades não nos darão informação alguma sobre a idoneidade e decência dos seus filiados e associados. Teremos que partir do princípio de que todos os médicos são abusadores em potencial, sejam ginecologistas, alergistas, ortopedistas, etc. A autoridade de um médico não pode estar acima de sua atitude dentro do consultório, sob pena de sermos mais uma vítima de abuso e estupro.

Aline Corso disse...

Lola, sou de caxias do sul.

caxias sofre muito com violência contra a mulher.

recomendo ler isso: http://ocaxiense.com.br/2012/04/126/

Anônimo disse...

Aline, que lástima. E este estuprador de consultório permanecer clinicando na mesma cidade já diz tudo, né? Mobilizem-se, mulheres caxienses!!

Anônimo disse...

EU FICO COM MEDO DE SER A PROXIMA VITIMA DESSE JEITO NÃO DA NEM DE IR NO HOSPITAL.

Anônimo disse...

Um Absurdo o que aconteçe tds os dias nos consultorios particulares e principalmente , nos Postos de saude publicos , onde a recomendação da enfermeira acompanhar os exames , portanto deveria dar preferencia maxima para ginecos Mulheres , diminuiria , os abusos , que são geralmente sutis , e alimentam as mentes e necessidades doentias destes "médicos" que se fossem corretos fariam outra especialidade e não uma em que podem fantasiar e ter um contato tão intimo assim.

Anônimo disse...

Vi essa postagem via facebook da minha filha, de 20 anos.
Sou médico há 26 anos, atuo em hospital público e consultório privado no RJ. Só queria deixar claro que NÃO SOMOS "FARINHA DO MESMO SACO" como perguntado no final do post. E não sou a favor de corporativismo nesses casos. Concordo que o CRM do RS deve punir exemplarmente o culpado, que não considero um colega de profissão. É simplesmente absurdo.

Aline Tomasuolo disse...

Pessoal o "médico/estuprador" o Dr. Paulo dos Santos Dutra atua neste hospital:
http://www.pompeia.org.br/residencia_preceptores.php

Sugiro que mandemos e-mails para o mesmo exigindo a saída imediata dele.

Anônimo disse...

SÓ GOSTARIA DE SALIENTAR QUE, ESTUPROS OU QUALQUER OUTRO TIPO DE VIOLÊNCIA SEXUAL, TAMBÉM SÃO COMETIDOS POR MULHERES (TIAS, VOVÓS...) E NÃO APENAS POR HOMENS, PRINCIPALMENTE CONTRA CRIANÇAS. A UM BOM TEMPO ATRAS ASSISTI A ENTREVISTA DE UMA PSICÓLOGA NO PROGRAMA DO JÔ, ELA HAVIA FEITO UMA PESQUISA ENTRE PRESOS QUE COMETERAM ESTUPRO, E PARA SURPRESA DA MESMA, A MAIOR PARTE DELES REVELOU JÁ TER SOFRIDO ESTUPRO NA INFÂNCIA POR VOVÓS, TIAS, MADRASTAS...
EM TEMPO, VIVEMOS NUMA SOCIEDADE QUE PREGA O SEXO SEM RESPONSABILIDADE OU RESPEITO... VIVEMOS NUMA SOCIEDADE QUE NÃO LEVA O SEXO A SÉRIO... VIVEMOS NUMA SOCIEDADE QUE NÃO SABE SE RELACIONAR SEXUALMENTE.

CR disse...

Nada que se compare a esta situaçao monstruosa, mas uma vez aqui na Itàlia (onde eu moro), na minha primeira consulta com meu médico de base (aqui somos registrados com um médico especìfico no sistema pùblico), o senhor doutor nao parava de me olhar dos pés à cabeça e no final da consulta soltou a seguinte frase: diga a todas suas amigas para se registrarem comigo. Sei que foi algo pequeno, mas eu me senti muito desrespeitada por um profissional que deveria ter minha total confiança. Os médicos abusam, muitas vezes, dessa situaçao de abertura que existe durante uma consulta para se aproveitar das pacientes. Voce fica ali se sentido incapaz de se defender, nas maos de um pilantra... é revoltante
PS: desculpa a falta de acentos :)

Anônimo disse...

Que é um absurdo assédio sexual em consultório acho que é inquestionável e uma verdadeira afronta aos direitos humanos tratar com desleixo. Qual a diferença entre estupro e manipulação sexual por fraude? Bom, manipulação sexual por fraude é quando você induz alguém a fazer sexo sem usar ameaça e violência e sem dar chance dela consentir ou não? Então quando a gente trata de um caso de um menina de 12 anos que foi induzida a fazer sexo com um senhor de 40 anos sem que ela tivesse capacidade para julgar ou consentir, poderíamos dizer então que ela poderia sim ter sido manipulada sexualmente por meio de fraude, esquecendo do fato que houve pedofilia. E porque "manipulação sexual" exclui que houve um estupro? Afinal, pra vítima, foi uma experiência menos aterradora que um estupro? Assim fica fácil de contornar a culpa e diminuir a pena sob uma definição escrota dessas.

Realmente há um abuso por parte de médicos sim, sobretudo ginecologistas, mesmo que não seja necessariamente sexual. Eu sei que é constrangedor alguns exames, mas sempre há procedimentos corretos. Eu mesmo fui à minha ginecologista e quando ela foi me examinar, ela sem me mostrar os instrumentos que manipulava nem me avisar ou dar satisfação alguma simplesmente enfiou um bico de pato (um instrumento ginecológico) na minha vagina, sendo que ela nunca tinha feito nada do tipo em mim. Aquilo me assustou muito e até recuei, senti dor e poderia ter me machucado, simplesmente me senti invadida e desprotegida, porque a impressão que dá é que qualquer ginecologista pode enfiar o que quiser na sua vagina sem dar satisfação! Eles usam da "autoridade" no consultório deles pra fazerem o que bem entenderem, seja para seu bem ou não, foda-se, parece que se esquecem que lidam com pessoas.

Outra coisa estranha que já presenciei foi uma vez que fui ao endocrinologista quando era bem adolescente, devia ter uns 15 anos. O médico era um senhor bem velhinho e eu estava acompanhada da minha mãe, daí ele foi fazer algumas verificações tipo me pesar na balança, medir minha altura, apertar algumas articulações pra ver se não sentia dor, etc. Mas quando eu estava sentada na maca na frente dele pra ele ver se sentia dores no corpo, teve um momento que ele parou as mãos bem nos meus quadris por um breve momento e ficou me olhando. Foi bem rápido, mas achei estranho ele me segurar desse jeito.

Anônimo disse...

Em uma consulta pra ver oque eu tinha na mão após me examinar o médico mandou e ficar de costas com os braços pra trás , me examinou me fez massagem no corpo inteiro,até então normal, mas logo senti algo quente e duro e passava na minha mão e na minha perna, foi muito constrangedor, mas nesse momento vc fica tão nervosa que nem tem reação e eles ficam com maior cara de pau, ficam atentas isso é frequente!!!

Anônimo disse...

Digo, com quase certeza, que hoje passei por assédio sexual por parte de um médico com qual fui realizar uma ultrassonografia transvaginal. Já havia feito esse exame antes e digo que as manobras que ele fez durante o exame não são apropriadas! O correto é inserir o transdutor na vagina para captar as imagens, porém, depois de ter feito isso, ele passou e em mais de um momento, mais que uma vez,o transdutor em meu clitóris, com movimentos repetitivos, não foi acidente, ou toque sem querer, mais que uma vez, com movimentos repetitivos, ele sabia o que estava fazendo... porém, no momento eu não consegui ter reação alguma... fiquei paralisada, orando pra que acabasse. Quando saí tive vontade de chorar e fui embora do hospital o mais rápido que pude... não sou leiga, sabia que aquilo não acontecia e essa não era a primeira transvaginal à que me submetia, mas no momento fiquei sem reação e ainda estou, não sei ainda o que vou fazer, mas com esse médico, não realizo mais um procedimento médico!

Ana

Anônimo disse...

Olha até concordo com isso tudo mais, ca pra nós.
Como tem mulheres que se sujeitam a tanto não é! Conheço colegas de monte que acham medico bonito, e uma colega de uma colega minha achou o ginicologista lindo e olha só a frase dela:

Eu só deixo ele por o dedo heim mim, pq ele é gostoso, e depois que meu filho nasce vou procurar ele para quem sabe fazer outro.

Olha só que pouca vergonha, então se ´todoas as mulheres mostrassem respeito talvez, talves os homens nos respeita-se mais.

Parem com essas materias idiotas.

Att

Marta Silva

Léty Hyuuga disse...

Marta Silva, você está comparando o incomparável.
Você pode até achar uma pouca vergonha a garota deixar o médico "meter o dedo" nela porque "ele é gostoso", mas a situação é diferente, pois essa garota passa a ideia de que o que está acontecendo ali é consentido.
Pode até ser vergonhoso acontecer isso em um consultório, mas é completamente diferente das situações de abuso relatadas, em que os "profissionais" claramente se aproveitaram da situação vulnerável das pacientes, tocando-as contra a vontade delas.
É uma coisa nojenta você vir aqui e dizer para vítimas de estupro que se mulheres mostrassem respeito, seriam respeitadas, é uma tremenda falta de solidariedade e empatia contra pessoas que já são desacreditadas diariamente.
E fala sério, você realmente acha que essa é uma matéria idiota? Isso só mostra que você vive em um mundinho encantado, e não entende bosta nenhuma do que tá falando.

Anônimo disse...

DEPOIS DE QUANTO TEMPO EU AINDA POSSO DENUNCIAR UM MÉDICO POR ASSÉDIO SEXUAL??
OBRIGADA PELO POST!

Anônimo disse...

Parabéns a reportagem , perdi meu casamento por causa de um gineco "bonzinho" hoje falo com toda certeza , Mulheres prefiram medicas nesta especialização ginecologia , não existe medico Homem , sem interesse pessoal , por mais que ele disfarse

Anônimo disse...

SOU DA PAZ, mas diante da reação do CREMERGS, quase "abonando" a conduta criminosa do médico, seria de bom alvitre - diante da impunidade - que se entrasse nessa "entidade representante de classe" e quebrasse tudo, botando prá correr a cambada que a comanda, como andou fazendo o pessoal "da pesada", quando das pesseatas de junho/2013! E mais: submetê-los a umas "carícias", prá sentirem na carne a dor que vítima sentiu! Lei de Talião, às vezes, tem ótimo "efeito terapêutico"!

Anônimo disse...

É a primeira vez que exponho isso, ainda que anonimamente. Eu ia numa ginecologista mulher mas mudei prá uma cidade que só tinha ginecologista homem pelo convênio. Pesquisei sobre ele e tive excelentes referências. Cheguei no consultório e eu estava menstruada (ainda não tinha "descido" e como antecipou eu nem sabia) e o médico disse que eu teria que voltar um outro dia. Eu pedi desculpas e quando fui me levantar (da cadeira do papa nicolau) para me vestir, ele me parou e perguntou "espera aí, o que você está sentindo mesmo"? E eu disse que era dor na região genital interna. Então ele colocou a luva e disse "você deve estar ficando tensa na hora de transar, mas eu vou te ensinar como se faz"... colocou a mão dentro de mim e ficou mexendo. Fiquei desconfortável e ele falou prá eu relaxar que era minha tensão que dava dor. O susto foi tamanho que entrei em choque, não acreditava e tentei acreditar que ele estava fazendo aquilo "profissionalmente e para me ajudar". É um filme de horror. E nesse momento eu tive um apagão na memória. Trabalho na área da saúde e já estudei casos e atendi pessoas que passaram por isso ("apagão" após um trauma), mas nunca pensei que aconteceria comigo. Atualmente só me lembro disso, mas eu não me lembrei disso por anos, tanto que retornei após a menstruação para fazer o papa nicolau e foi tudo normal (mostrou cotonete, não me tocou, etc). Isso foi em 2009. Em 2012, morando em outra cidade, um dia eu estava dormindo e acordei no meio da noite em pânico, com falta de ar, chorando, desorientada e isso tudo me veio à memória como se alguém tivesse enfiado isso em minha cabeça. Eu passei meses me indagando se aquilo tinha acontecido, se era um pesadelo. Eu sentia náuseas, raiva de mim ("como deixei acontecer"?). Mas o pior é não saber como denunciar, o medo do tiro sair pela culatra. E eu não me perdoo até hoje por não ter conseguido reagir, por ter sido tão fraca e dessa forma não ter conseguido tomar providências. Mas ao mesmo tempo penso: que prova eu tinha??? NENHUMA. Ainda mais anos depois. Desde então, eu fico digitando o nome do maldito no google prá ver se aparece alguma denúncia, reportagem, sei lá, que o tenha condenado e fico lendo relatos sobre outros casos com outros médicos. Eu ainda tenho nojo disso e minha concentração para o trabalho foi pro espaço, estou cheia de pendências... eu ia aos médicos anualmente e já faz um bom tempo que não vou. Sempre vou adiando. Eu tenho pesadelos com as pessoas me julgando (igual vejo em diversos comentários esparramados pela internet) falando que estou inventando, que a culpa é minha, que eu gostei por isso não fiz nada, etc... e eu vivo aterrorizada com essa loucura toda na minha cabeça. É um medo imenso. Antes disso minha mãe já tinha passado por uma situação com um clínico geral na qual ela foi consultar do coração e ele fez ela tirar a roupa na frente dele e a apalpou nos seios e nas pernas, encarando-a. E disse que tinha acabado a consulta; não fez mais nada. Dela me contar eu fiquei constrangida, imagina ela... imagina eu agora. Acho essa interpretação de que prá ser estupro tem que ter violência, considerando apenas a violência física é inadequada. A violência psíquica à qual estamos submetidas é o que faz os desgraçados se apropriarem do outro indevidamente. Esses monstros perversos são profissionais e sabem como não deixar marcas físicas, como manipular o paciente, sabem fazer a coisa errada. Escrevendo isso aqui consegui enxergar que minha situação foi muito mais séria do que eu conseguia dimensionar. Minhas náuseas continuam e eu não sei mais o que fazer...

Anônimo disse...

Marta Silva, a mulher mostrando respeito ou não, perversos vão abusar delas E DE OUTROS HOMENS de qualquer jeito. Você fala somente pela nossa cultura, mas quantos países totalmente diferentes, com mulheres e burcas por exemplo, o índice de abuso sexual e estupro são maiores? As pessoas aprendem frases de efeito e saem repetindo como se fossem verdades. Pesquisar a fundo ninguém faz. E quando alguém o faz, os outros não acreditam porque contrariou a "frase de efeito" que lhe enfiaram na cabeça desde pequeno. Relações de poder e vulnerabilidade podem causar uma violência psíquica absoluta e uma situação de coação totalmente sem consentimento por parte da vítima.

Anônimo disse...

Minha mulher foi fazer um exame de ultrassonografia vaginal com um médico. Eu pergunto o procedimento recomendado no momento de introduzir aquele aparelho deve ser feito pela auxiliar, para depois o médico operar o equipamento? Alguém poderia me responder?

Anônimo disse...

Quando as mulheres vão a um ginecologista certamente vão indicada por outras, isso não diz que o medico tem boa conduta ou que a amiga indicou um bom medico, minha mulher já foi vitima de assédio por um medico muito receitado por mulheres e por estes motivos pedi completamente a confiança em médicos homens, as amigas diziam que ele era mais gentil do que as medicas e por ai vai a desconfiança. Mulher que se presa e se respeita procura uma medica go masculino é só para extrema urgência.