terça-feira, 10 de abril de 2012

GUEST POST: ABORTO, ALÉM DO PRÓ-VIDA X PRÓ-ESCOLHA

Durante a semana, o aborto estará na pauta do dia. O Supremo Tribunal Federal irá decidir amanhã, depois de oito anos de espera, se mulheres grávidas de fetos anencéfalos podem abortar sem ter que entrar na justiça. Que até numa questão dessas (em que o bebê morre logo depois de nascer) existam grupos religiosos querendo forçar as mulheres a manter a gravidez até o fim mostra como ainda temos muito que caminhar na discussão. Pedi pra Amana Mattos, professora (que tive o prazer de conhecer pessoalmente em março e pude comprovar como ela é brilhante) de Psicologia da UERJ, desenvolver um comentário que ela havia deixado num outro post, e olha o que ela me entrega: não só uma reflexão fascinante sobre as limitações do discurso da individualidade, como também um convite para que pensemos, junt@s, os desafios do feminismo hoje. Espero que vocês sintam-se provocad@s por este guest post tanto quanto eu estou me sentindo. Obrigada, Amana!

Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal vai decidir sobre a legalidade do aborto para mulheres que estejam grávidas de um feto com anencefalia, sem que a mulher precise recorrer à justiça para ter acesso ao aborto. A discussão sobre esses casos, como em todos os debates sobre o aborto, recai, invariavelmente, em argumentos “pró-vida” -- que entendem que o feto é um ser que merece viver (na maioria das vezes por justificativas religiosas) –- e argumentos “pró-escolha”, que afirmam que é a mulher que tem de ter o direito de decidir se vai ou não levar a gravidez adiante. No caso da decisão do Supremo de amanhã, a discussão se dá em torno da vida de um feto que não tem chances de sobreviver após, ou mesmo antes, do parto. Sugiro a leitura deste texto para quem quiser entender melhor a questão.
A situação do feto anencéfalo aparentemente facilita a decisão, por envolver uma situação em que a mãe está carregando um nascituro que não tem condições de tornar-se um ser vivo independente após o parto (e, em muitos casos, o feto morre ainda durante a gravidez). Entretanto, mesmo nessas condições, os partidários “pró-vida” argumentam que ninguém tem o direito de interromper uma vida em curso, e que a mulher deve levar essa gravidez até o fim. Para além de convicções pessoais, os partidários dessa perspectiva querem estender sua opinião, através do Estado, a todas as mulheres do país.
A reflexão que eu gostaria de propor aqui pretende se colocar para além da oposição “pró-vida” x “pró-escolha”. Como vou argumentar, essa dicotomia está fundada em noções que podem se tornar prejudiciais para a própria luta feminista por valores que não oprimam as mulheres nem outras minorias. Para isso, é preciso pensar criticamente um conceito que é tão caro ao direito e à teoria liberal/individualista, assim como aos defensores da vida: a noção de autonomia.
Como já discuti em um outro guest post aqui no blog da Lola, as ideias de individualidade e de autonomia surgem num mundo profundamente patriarcal, machista e opressor para com as mulheres. Nos acostumamos a pensar que uma “pessoa racional”, capaz de pensar por si mesma, isto é, autônoma, é alguém que não depende de ninguém (afetiva, física e economicamente falando), sabe controlar suas emoções, argumentar razoavelmente, é madura o suficiente para fazer suas escolhas e se responsabilizar (moral e juridicamente) por elas. Isso é uma pessoa autônoma, certo? Entretanto... não é curioso que, em nossa sociedade ocidental (que, certamente, é múltipla e heterogênea, mas hegemonicamente patriarcal), aqueles que estão mais aptos a ocupar esse lugar de “pessoa autônoma” sejam os homens? E não apenas os homens, mas homens adultos, brancos, de classes econômicas superiores, letrados (leiam aqui uma discussão mais detalhada dessa questão).
Parece que, se falamos de independência e autonomia, sempre falta algo às mulheres. De fato, essa falta é disfarçada como algo positivo: em nossa sociedade, é a mulher que é sexuada, é a mulher que tem um corpo –- que se faz notar no dia a dia pelo perigo do estupro, pela menstruação, pela gravidez, pela amamentação.... Não estou dizendo que homens não têm corpos, absolutamente. Mas a socialização de meninos e meninas, desde muito pequenos, demarca diariamente que meninas precisam cuidar de seus corpos para que eles sejam atraentes, belos, agradáveis e suaves. E meninos precisam ser confiantes, agressivos e vencedores. E estas características consideradas “masculinas” se dão justamente na superação do corpo, e não na relação e na intimidade com ele. Assim, vivemos num mundo em que as mulheres têm corpos -– ou mesmo, são reduzidas a corpos que precisam se enquadrar num padrão inalcançável de perfeição. E os homens precisam ter sucesso, dinheiro, independência... precisam se desvencilhar de limitações corporais para ser alguém.
Mas voltemos à questão do aborto. Sempre me intrigou que a discussão sobre o aborto recaísse numa defesa a qualquer preço da individualidade do ser, seja da mãe, que dá o corpo para que o feto se desenvolva, que provê o alimento, o cuidado, e por isso, tem o direito de decidir; seja do feto, que mesmo ainda não existindo, tem o direito à vida, às condições materiais que lhe permitam se tornar uma pessoa no futuro. Essa aposta no argumento da individualidade do sujeito –- seja da mulher que escolhe, seja do sujeito-futuro do feto -– tem me incomodado há tempos. Foi preciso que eu lesse algumas feministas falando diretamente sobre esse problema para perceber que esse incômodo não é só meu.
O individualismo é a base do apelo aos “direitos do indivíduo”. E -– aí está a origem de meu desconforto –- a luta pelos direitos dos indivíduos sustenta tanto os argumentos “pró-vida” quanto os “pró-escolha”, dependendo de onde localizemos esses direitos: na defesa da humanidade porvir do feto, ou na defesa do livre arbítrio da mulher. O que fica de fora dessa discussão, e esse é o ponto que eu quero ressaltar aqui, é que os sujeitos (atuais ou em potência) em questão nesse debate estão sempre imbricados num sistema de relações sociais, de diferenças e de desigualdades de posições. Pensar essas relações é politizar o debate, para além da afirmação de individualidades estanques.
Sem pensarmos positivamente as relações de dependência em nossas vidas, vamos reduzir o problema do aborto -– assim como de tantas outras questões sociais –- a um problema de direitos individuais. Assim, vejam que estranha agonística, o feto surge como um intruso, um alien no corpo. E não é em qualquer corpo: é no corpo da mulher. Não é no corpo masculino, não é no corpo do religioso, nem no corpo social. É o corpo da mulher que será invadido por esse ser usurpador do futuro, da escolha, da liberdade da mulher. Assim como, na outra via, o corpo da mãe passa a ser visto, no debate sobre o aborto, como um empecilho, um obstáculo à vida e à sobrevivência do feto. Para se tornar um indivíduo, o feto precisa se desvencilhar desse corpo, sobreviver a ele, e se afirmar enquanto um ser separado. Estranha retórica para uma situação em que os limites entre os sujeitos em questão não são nada rígidos, não acham?
A pergunta que eu gostaria de fazer é: por que nossa sociedade insiste em pensar a reprodução como um problema das mulheres? Seja no que diz respeito à sedução, à evitação de uma relação sexual forçada (estupro), à contracepção, à decisão de levar ou não uma gravidez adiante, de amamentar ou não uma criança, de educar -- todos esses temas são de responsabilidade quase que exclusivamente feminina. Quando os homens são convocados a opinar, o fazem de um lugar supostamente metassituado, não implicado, responsabilizando as mulheres –- sempre as mulheres! -- pela gravidez, por provocarem a relação sexual, por serem imaturas e irracionais, por não saberem o que querem...
Da maneira como venho pensando e entendendo o problema da autonomia, o encerramento dos sujeitos numa suposta individualidade não tem nos ajudado a decidir questões importantíssimas, simplesmente porque nos recusamos a ver a complexidade e o contexto dos problemas para além da dimensão individual.
Quando discutimos sobre a possibilidade de uma mulher abortar, nós pensamos realmente nas condições que nossa sociedade oferece para que ela tenha essa criança? Como se dá o acompanhamento da gravidez, a divisão do trabalho doméstico, as relações no trabalho, ou mesmo a perspectiva de conseguir um trabalho nessas condições? Será que apenas dizer que, justamente porque a mulher passa por tudo isso, é ela que tem que ter o direito de decidir, não é pouco para o feminismo? Eu entendo perfeitamente que vivemos num mundo profundamente conservador e retrógrado, em que muitas vezes é preciso lutar por muito pouco, quase nada, diante de tantas e tantas opressões. Mas acho que é preciso olhar para além da questão individualizante. Ao contrário do que a retórica liberal quer nos fazer crer, nós não somos seres independentes. Não somos individualidades destacadas do mundo e das relações. Nós dependemos uns dos outros sempre -– ainda que minimizemos essas relações de dependência no dia a dia, ainda que elas nos incomodem tanto.
Na história do pensamento ocidental, as ideias de autonomia e de independência se construíram sobre a aniquilação e o silenciamento de muitas culturas, muitas vozes. Há uma continuidade sinistra entre o surgimento do sujeito racional, senhor de si, e a hegemonia (sempre violenta) de alguns poucos sobre muitos (povos, grupos, gêneros, espécies). Por essa razão, não acredito que a defesa de que a mulher “deve ser responsável por sua escolha” seja o melhor dos caminhos para discutirmos o aborto em nossa sociedade. Como e se serão concebidas, cuidadas, educadas as crianças de nosso mundo é um problema que concerne a tod@s, tenham ou não tenham filhos. E por mais que eu defenda que as mulheres, hoje, devem ser as primeiras a serem consultadas sobre a questão do aborto, sonho com um mundo em que essa questão não seja jogada a nós como um fardo e uma culpa que tenhamos que carregar sozinhas.

305 comentários:

«Mais antigas   ‹Antigas   201 – 305 de 305
Anônimo disse...

até porque existe um risco de vida para a mulher em seguir com essa gestação e se isso não é suficiente para que abortar nessa circunstância deixe de ser crime, então eu não sei o que mais seria necessário... homem engravidar, talvez?

toda gravidez implica risco de vida para a mulher. uma simples gripe pode matá-la a qualquer tempo. Há pouco tempo uma gestante cearense de 25 semandas, mãe de outros dois filhos morreu de gripe suína sem mais nem menos. isso porque seu sistema imunológico enfraquece para não expelir o feto.
no Ceará m

Marcelo disse...

Anonimo, isso nao é falacia,. isso é um fato. A sociedade democratica é obrigada e viver sob essas leis. mesmo que nem todos sejem de acordo com elas.

Anônimo disse...

O que voce gostaria era de viver numa ditadura ateista, pelo jeito que voce fala.

ditadura ateísta é obrigar a população a não ter religião, o que não é o caso. melodrama barato não ajuda, sabe?

Marcelo disse...

Ta foda esse tanto de anonimos. estou confuso.

Marcelo disse...

Maluco beleza...
è isso aí cara.

Inclusive se for lagalizar o aborto, porque eu nao posso vender ervas abortivas na porta da minha casa?

Só os medicos, que antes faziam na clandestinidade, vão ter seus crimes legalizados agora?

Anônimo disse...

O problema da direita ensandecida é a falta de ErvaLife para filosofar.

A Lola é distribuidora independente da ErvaLife lá na UFC, já ganha bastante grana com isso. O maridão distribui ErvaLife lá no clube de xadrez.

Cirlene Marques disse...

Parabens!! Amana... muito bem colocada a situação de forma esclarecedora e inteligente...

Marcelo disse...

Anonimo, voce é contra religiosos no senado e camara. Se a ditadura ateista impoe isso aos povo, ela impoe antes ao parlamento, querido.

Anônimo disse...

Marcelo, aproveita o ensejo e denuncie os médicos que abortaram fetos de suas parentes e amigas.

Anônimo disse...

Eu nasci graças a essa memtalidade: "O que falta nessa sociedade hipócrita é aceitar e assumir os erros. Não se 'livrar' deles." Nasci e fui criada como um 'erro' que foi necessário assumir. Passei toda a minha infânca ouvindo como eu havia mudado a vida dos meus pais: obrigando-os a se casar quando eles estavam praticamente terminando; obrigando minha mãe a adiar a faculdade; obrigando meu pai a voltar para sua cidade; obrigando-os a carregar o peso de uma criança indesejada quando tinham toda uma vida de juventude e possibilidades pela frente. Sinceramente, eu preferia ter sido abortada a ter tido a infância que eu tive. Passei quase trinta anos da minha vida pra me livrar da culpa de ter destruído a vida dos meus pais sem querer - afinal de contas, eu não pedi para nascer. Se eles tivessem me abortado até a 12a semana eu não teria passado por isso. Teria sido somente uma inconsciência, como serei quando morrer. Sou a favor da descriminalização do aborto em qualquer caso. Antes um feto inconsciente morto que uma criança consciente sofrendo sem ter pedido.

Alice

Anônimo disse...

ops: mentalidade

Alice

Anônimo disse...

Contra não, estou perguntando o que eles têm a ver com a matéria. Freira não engravida. Padre não transa (e os filhos de padre?). Mas o que mais fazem é regular a vida sexual e reprodutiva dos fiéis. Falar do reino de Deus, neca. Ficam se imiscuindo na vida privada de quem não professa o catolicismo. Rezar e curar um anencéfalo, hahaha, aí já é pedir demais, né, Marcelo? Eles têm fé pero no mucho.

Marcelo disse...

Anonimo, rezar e curar um anencefalo? de onde voce tirou isso????

Voce ta fumando erva estragada, véi.

Vamos parar de zuar e vamos ler o GUEST POST aí galera.

Anônimo disse...

o q eu acho chatão nessa história toda é a lambança de valores que tem acontecido nos 3 poderes

"todo poder emana do povo"
o povo elege pessoas, q elaboram leis, cuja eficácia é garantida pelo judiciário, bem simples, a+b+c.

agora não é mais assim

o povo elege pessoas, que deixam de elaborar certas leis, dai apela-se para o judiciário que dá um parecer e aí sim encoraja legisladores a criarem culhões para defender essa ou aquela idéia - pq o *supreeeeeemo* falou q pode, ótimo argumento de autoridade em tudo aquilo que convém.

enfim, se tal processo é necessário para que essa modalidade de aborto deixe de ser apenas "não punível" para efetivamente deixar de ser crime (as palavrinhas têm um efeito mortal no Direito), eu já me dou por satisfeita

em caso de estupro isso também deveria valer, o que evitaria a necessidade de alvará judicial para fazer o procedimento em muitas comarcas que ainda submetem as mulheres a esse absurdo no país - norte e nordeste, estou olhando diretamente para vocês e pasmem, algumas comarcas do interior de São Paulo também.

nina disse...

Nossa, achei o texto fantástico!

Mas sim, também queria que a autora tivesse dito qual ela considera ser a melhor vertente pra discussão. Porque eu mesma ainda me prendo em questões como direito de escolha - dignidade da vida da mulher, passando pelos casos de mulheres que não tem condições financeiras de criar seus filhos e questões assim. Do outro lado, outro argumento que defendo é da impossibilidade do consenso sobre o momento do surgimento da vida. Se ninguém é capaz de dizer com certeza quando a vida começa - na concepção? com o cérebro? consciência? - então toda escolha é arbitrária, baseada em posições de não consenso. Sendo assim, por que minha escolha é mais certa ou mais errada que a sua?

Enfim, passou da hora do aborto deixar de ser crime. Passou da hora da gente ter que ouvir sempre as mesmas coisas absurdas, como se a descriminalização do aborto significasse obrigatoriedade (ou incentivo) de abortar.

Sei que a discussão do momento é sobre fetos anencéfalos, mas espero que isso seja mais um passo adiante.

Anônimo disse...

O trafico de orgaos, por exemplo, pra lola, parece que nem existe.

bem lembrado. é o que querem fazer com os anencéfalos que chegam a nascer: recolher seus órgãos para transplante. bacana, né?

Marcelo, desculpe, você não sabe o que é uma cura espiritual. Não admira, com esse clero de araque materialista até a raiz do cabelo.

Anônimo disse...

"Sheakspeare", colega? Sério isso?

Anônimo disse...

Eu quero saber como o padre faz quando ele engravida uma freira.

Aborta? Reza?

eles devem ter a fórmula de uma chazinho 'milagroso' e o fruto do pecado é expelido rapidamente e enterrado no cemiterio do convento.
são hipócritas por definição. Faça o que eu falo mas não faça o que eu faço. Engraçado que a sociedade não se mobiliza quanto a esse escândalo perpétuo.

Jorge disse...

Sei lá como escreve o nome dessa bicha inglesa. Esse cara passou a vida copiando as peças de outros autores e hoje todo mundo paga pau para ele.

Inclusive a Lola que fez uma resenha sobre a Lady Macbeth que é o exemplo da feminista. Forçou o marido matar dezenas de pessoas só para saciar a fome dela por poder. Típico de feministas manipuladoras.

Anônimo disse...

Que inveja, em Jorge? O pior é que ela deve ter lido no original, hein, vei!

Anônimo disse...

Nossa, olha o vendedor da Herbalife !!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
realmente perdeu a noção...
Já viu uma foto nomeada "graças a Deus é um crocodilo, achei que fosse um vendedor da Herbalife" ?
Tá aqui ó:
http://beechamel.blogspot.com.br/2012_01_01_archive.html
Ellen

Jorge disse...

Dúvido que a Lola leu esse tal de Macbeth.

Com certeza ela clonou e traduziu alguma tese inglesa sobre o tema. Ela nem sabe ler em inglês, quanto mais ler Macbeth no pergaminho original de 1600.

Anônimo disse...

ainda se fosse spam de champignon du soleil...

Anônimo disse...

E é claro que o Jorge sabe tudo isso, escrevendo "Sheakspeare".

Anônimo disse...

Eu só estou tentando entender a questão do aborto de forma mais prática.Primeiro, quero deixar claro que sou a favor da mulher recorrer ao aborto nos casos de anencefalia.Mas, liberar o aborto em todos os casos eu acho perigoso, pois incentivaria ainda mais a gravidez não planejada. Eu acho sim, que deve existir mais campanhas educativas por parte do governo sobre métodos contraceptivos, aumento do acesso a esses recursos, além de vactomia, entre outros... tornar essas precauções cada vez mais acessíveis a quem tem poucos recursos.Eu queria saber quanto o SUS gastaria para bancar o aborto irrestrito?eu acho melhor preservar a vida evitando a gravidez indesejada.

Anônimo disse...

Alguém tem um carro para me emprestar? Estou cansada de andar a pé.

Anônimo disse...

a prova de que quem sustenta a vida do feto integralmente é o corpo da mulher, e que o feto é realmente um ser sem autonomia, um apêndice uterino é a anencefalia. O feto tão somente existe a custa do suprimento de sangue e nutrientes da MULHER via cordão umbilical. Assim que o cordão é cortado, o recem nascido cessa qualquer atividade funcional e orgânica.

Anônimo disse...

Mas, liberar o aborto em todos os casos eu acho perigoso, pois incentivaria ainda mais a gravidez não planejada.

=========

perigoso por que? quais as implicações na sua vida de gestações não planejadas mais do que já existem (80% das gestações)?

Anônimo disse...

Amigo, você tem pai? pergunta p/ele.

Marcelo disse...

Em breve uma analise completa desse guest post.

Esse blog sempre escorrega ao abordar o aborto.

Em breve uma analise tambem do outro posto onde a autora colocou uma tal resposta muito boa a um argumento pro-vida mas que eu destruo em dois tempos.

Anônimo disse...

Cristãos, vocês gostariam de ser uma criança com grave malformação ou doença congenita/hereditaria? Gostariam de ser pais de uma tal criança? Em caso negativo,
"tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas."
Mateus 7:12

Anônimo disse...

"Assim que o cordão é cortado, o recem nascido cessa qualquer atividade funcional e orgânica"

não sabia que os bebês morriam assim.

Mariana Silveira disse...

Excelente post.

Marcelo disse...

Nibguem quer ter um filho com problemas.

Toda mãe quer que seu filho seja 'perfeitinho'

Existe o termo "NASCIMENTO INDEVIDO" quem em breve vai ficar bem popular.

Os fetos com 'problemas', abaixo do peso, não planejados, do sexo nao desejado pela familia, com fenda palatina, de pai desonhecido, etc etc São as crianças de NASCIMENTO INDEVIDO.

Nada mais justo que elas não nascerem. Ja que seu nascimento acarreta sofrimento, seja pra mae, pro pai, ou ate mesmo pra si.

Renatinha disse...

Julgam as mulheres d assassinas. Impor a manutenção da gravidez anencéfala pode configurar p algumas mulheres um ato d tortura q tb é crime.

Anônimo disse...

não sabia que os bebês morriam assim.

não há comando para fazer o sangue circular. a parada cardio-respiratoria é quase instantânea. tudo que acontecia dentro do útero era por conta do corpo da mulher, inclusive os batimentos cardíacos. provavelmente. Esse fenômeno devia ser mais bem estudado p/refutar esse argumento de que o feto tem vida autônoma dentro do útero.

Julia disse...

O texto toca num ponto fundamental. Como é que no caso do aborto, junta gente na porta do congresso pela defesa da vida, enquanto diarimente crianças são exploradas, abusadas etc e ninguém está lá para protestar contra isso? Nunca vi uma manifestação contra prostituição infantil por exemplo. Outro dia, eu estava na rua e vi uma moradora de rua completamente drogada dando tapas em um bebêzinho de no máximo 1 ano que chorava muito. Aquilo me chocou profundamente. São coisas muito mais chocantes e cruéis do que abortar um feto que terá algumas horas de vida! Como é que as pessoas não enxergam isso? No meu caso, sou ainda mais radical: se a mulher for pobre, drogada, viciada, tiver um marido que bate nela ou qualquer outra coisa do tipo, ninguém se mete né? Agora se ele fica grávida, tem a noção de que não tem condições de zelar pela vida de um outro ser, e decide tirar, todo mundo vem se meter? Pois então, devia se meter depois que o bebê nasce também! Provendo escola pública gratuita, apoio psicólogico, emprego, leis mais sérias em relação a abusos físicos e psicológicos cometidos contra a mãe e o bebê e por aí vai. Se a pessoa, é pró-vida, então vamos zelar pelo VIVER! O nosso mundo tem gente saindo pelo ladrão e muitos deles não vivem de fato, só sobrevivem...

Marcelo disse...

Julia. Voce está errada.

Existe condiçoes pras crianças, sejam elas pobres etc, para terem uma vida digna. Aborto não é soluçao pra esse tipo de problema. Muito menos pras que ja nasceram.

O governo, claro, quer fazer do aborto a soluçao pra tudo. Ja que nao custa nada pro governo.

Gabi Loka disse...

Bom, eu me identifiquei com o comentario da pessoa que tambem se perdeu no caminho. Não sei se entendi tão bem aonde o texto quer chegar.

Bom, eu sou sou pró aborto - sendo bem clara. Não que eu ache que deve ser feito assim a toa, por qualquer motivo que seja. Por exemplo "ah esqueci a caminha, vou abortar!" Aí, tambem não né! Até porque aborto não é um contraceptivo.

Mas assim como todas as outras questões - educação, saúde e outras ligadas a qualidade de vida - que o governo devia oferecer, acho que deveria haver uma conscientização pró vida. Acho que a opção deve ser permitida. Mas feita com consciência.

Parece exigir muito do governo ter acesso a tudo isso, mas continua sendo minha opinião.

Alex disse...

Hoje escrevi um e-mail sobre este assunto para minha chefe:

Espero que o Supremo decida que nos casos de anencefalia não há o crime de aborto. Nos casos em que comprovado que há uma deficiência tão grande na formação do sistema nervoso a ponto de a vida do nascituro ser COMPLETAMENTE INVIÁVEL, acho que o aborto deve ser permitido.

Nos casos em que a má formação do sistema nervoso não seja tão grave a ponto de inviabilizar COMPLETAMENTE a vida do nascituro, o aborto deve continuar proibido.

A plasticidade do sistema nervoso é muito grande. Já está provado que o sistema nervoso consegue se adaptar a grandes perdas encefálicas. As regiões intactas do cérebro conseguem se adaptar pra suprir as funções da parte cerebral que de alguma forma parou de funcionar.

Se não ficar comprovada a completa inviabilidade da vida, a dúvida deve ser tomada em favor do feto.
Mas eu sou a favor da legalização do aborto. Há uma diferença entre ser a favor da legalização e ser a favor do aborto. Acho que o aborto deve ser permitido até antes da formação completa do sistema nervoso do feto.

Antes de o sistema nervoso estar completamente formado não há lá muita diferença entre um embrião humano e o de outros mamíferos.

Estando completamente formado o sistema nervoso, acho que se torna difícil defender a legalização.

Acho que não deve ser adotado nem o extremo de se permitir o aborto em qualquer momento da gestação, nem o extremo de se vedá-lo de forma absoluta.

O estado é laico e, sendo laico, deve se pautar por argumentos científicos e éticos. Os argumentos religiosos devem ficar exclusivamente para o plano individual. E o Direito Penal é um ramo do direito público.

Mas também acho muito radicais os argumentos de algumas mulheres de que o aborto deve ser completamente permitido porque a mulher deve poder fazer o que quiser com seu corpo e deve ter plena liberdade sexual, isto é, deve poder fazer sexo à vontade e se livrar quando e como bem quiser das consequências do exercício irresponsável de sua liberdade sexual.

Um feto não é um brinquedo. Não é uma coisa sem direito nenhum.

Acho que um dia a ciência vai tornar essa discussão ociosa. Um dia vão inventar o útero artificial. Um forninho para a gestação humana.


Aí a mulher que não quiser o filho vai poder simplesmente colocá-lo no aparelhinho, ainda feto, e entregá-lo ao estado antes mesmo de ele nascer.

Ela assinará um termo de renúncia aos direitos da maternidade e entregará a futura criança ao Poder Público.

Talvez esse tipo de destino seja melhor do que o de não ter a opção de viver.

Branca disse...

Julia

Por isso mesmo que é conveniente diferenciar os "pró-vida" dos que são, simplesmente ,contra a legalização geral do aborto, de forma taxativa ou temporária. Porque estes estão muito mais preocupados com a qualidade da vida desses pais, mães e crianças, de forma que um feto possa vir a nascer e ter uma vida sã, do que simplesmente "tem e esquece". Há muita gente assim. Convém aliar-se a elas, mesmo que não estejam 100% de acordo com você, porque em vários pontos sim estão.

Essa dicotomia "pró-vida" e "pró-escolha" é pra se matar. Porque termina com gente descerebrada de um lado e do outro, gritando insultos. Só falta chamar de chato, feio e bobo. As pessoas são plurais, gente, não são estereótipos.

Marcelo disse...

Cada caso de anacefalia é um caso diferente.

Acho que o governo deveria ampliar a proteçao, a ajuda, a assistencia etc. Em vez de diminuir cada vez mais.

A mulher vai ter direito aos exames complexos que devem ser feitos?

Não. O governo vai jogar as mulheres nas maos de medicos açougueiros ganaciosos.

Vinicius disse...

Sou a favor da escolha da mulher em relação ao aborto. E nem coloco isso como questão de "conscientização" para métodos contraceptivos e etc. Creio que, em todas as condições, é a escolha da mulher que deve prevalecer, simplesmente pq desviar a questão da autoridade da mulher como ser social individual para o feto é retirar o carácter de indivíduo dela. Entre um sujeito social DE FATO e um EM POTENCIAL, creio que a autoridade está nas mãos daquele que o é de fato.

Desviar a atenção para métodos contraceptivos também é limitar a autoridade individual da mulher para, ao mesmo tempo, tentar transparecer uma liberdade (a de usar ou não os métodos). Entretanto isso não é liberdade, isso é quase um controle estatal em relação aos abortos, não deixa de ser uma autoridade estatal limitando a ação da mulher enquanto indivíduo pleno.

Anônimo disse...

Anônimo disse... Eu conversava sobre isso com um amigo e ele me chamou a atenção de que normalmente o mesmo grupo que é contra o aborto é a favor da pena de morte. Já notaram? Principalmente a direita ensandecida. Na França, o aborto foi legalizado ANTES da abolição da pena de morte! Então, as pessoas conseguem viver com contradições desse tipo. Parece que está faltando empatia e sobrando hipocrisia.
Cris 11 de abril de 2012 10:32

direita ensandecida... esquerda ensandecida
La France est très française
avec ses politique intelligente
Le Brèsil est très brèsilien
faltando empatia
e sobrando hipocrisia.
LisAnda

Anônimo disse...

"não há comando para fazer o sangue circular. a parada cardio-respiratoria é quase instantânea. tudo que acontecia dentro do útero era por conta do corpo da mulher, inclusive os batimentos cardíacos. provavelmente. Esse fenômeno devia ser mais bem estudado p/refutar esse argumento de que o feto tem vida autônoma dentro do útero."

amigo, vc ainda carrega seu cordão umbilical atado a alguém? não né? então volta pra escola

Anônimo disse...

"A mulher vai ter direito aos exames complexos que devem ser feitos? "

complexidade zero, colega: ultrassom

Anônimo disse...

"Mas também acho muito radicais os argumentos de algumas mulheres de que o aborto deve ser completamente permitido porque a mulher deve poder fazer o que quiser com seu corpo e deve ter plena liberdade sexual, isto é, deve poder fazer sexo à vontade e se livrar quando e como bem quiser das consequências do exercício irresponsável de sua liberdade sexual."

Willy Wonka diz: eu não sabia que mulher fazia filho com o dedo.

Marcelo disse...

Anonimo:
"complexidade zero, colega: ultrassom"

Ultrasson nao tem a complexidade necessaria para diagnosticar anencefalia com segurança.

A ECOGRAFIA, que é um exabe nao tao barato nem simples, diagnostica, como exame complemntar a anencefalia.

Anônimo disse...

"Ultrasson nao tem a complexidade necessaria para diagnosticar anencefalia com segurança."

tem sim amiguinho, e a partir da décima primeira semana já dá pra saber

qq mulher, até as q precisam da rede pública, sabe disso

Marcelo disse...

Confirma essa sua informaçao ai, filhote.

Marcelo disse...

a minha informaçao é ex ministro da saude jose temporao na audiencia do stf dia 04, quinta feira ultima.

Anônimo disse...

Dá para detectar a partir da décima semana, e com tranquilidade a partir da décima sexta, onde não resta a menor dúvida sobre a anencefalia com o ultrassom que normalmente já se faz durante o pré-natal, seja hospital particular ou público, até porque a deformação é muito visível durante o exame. E bem antes disso a gestante já faz o exame alfafetoproteico, clínico e de sangue, que já indica haverem ou não problemas. É tudo dentro da rotina do pré-natal, não tem muito segredo nisso.

ANONIMA disse...

O Estado é laico ou, pelo menos segundo a constituição, deveria ser. Discussão do aborto de anencéfalos deveria ser totalmente afastada da questão religiosa. A criança não tem chances de vida, já está condenada antes de nascer. Então nesse caso deve-se levar em consideração apenas as implicações com relação ao corpo da mãe. É ela q importa, ela q está viva. É um ser humano e não só um receptáculo. Nunca fui mãe, nem jamáis quis engravidar, mas lembro até hj das reclamações de uma amiga minha qdo ela estava gravida, esperando o primeiro filho q ela e o marido tanto haviam planjeado. Aliás, essa minha amiga é evangélica, filha de pastor. Pela forma com a sociedade a tratava, ela as vezes me dizia q não se sentia mais uma pessoa, q ninguém a respeitava ou tratava bem por ela, mas pela barriga. Ela se sentia apenas como um útero q andava e falava, q havia perdido a identidade e a individualidade. Se alguem a tratasse diferente por conta da gravidez, lembro q ela até se irritava. Ate aquele momento eu nunca havia parado pra pensar nisso, até pq nunca me havia imaginado gravida, mas no fundo a sociedade só nos vê como isso: receptáculos de bebês. Por isso não aceitam o aborto, mesmo q pro bem da mãe, por isso discriminam mulheres q simplesmente não querem filhos e nem têm instinto maternal, como meu caso. É como se no fundo houvesse um regra velada: mulheres servem apenas pra maternidade.

Leleis disse...

http://video.google.com/videoplay?docid=-5477027628085705086#

vale a pena assistir esse documentario sobre uma mulher do agreste, gravida de anencefalo e sua luta

Anônimo disse...

Eu nasci graças a essa memtalidade: "O que falta nessa sociedade hipócrita é aceitar e assumir os erros. Não se 'livrar' deles." Nasci e fui criada como um 'erro' que foi necessário assumir. Passei toda a minha infânca ouvindo como eu havia mudado a vida dos meus pais: obrigando-os a se casar quando eles estavam praticamente terminando; obrigando minha mãe a adiar a faculdade; obrigando meu pai a voltar para sua cidade; obrigando-os a carregar o peso de uma criança indesejada quando tinham toda uma vida de juventude e possibilidades pela frente. Sinceramente, eu preferia ter sido abortada a ter tido a infância que eu tive. Passei quase trinta anos da minha vida pra me livrar da culpa de ter destruído a vida dos meus pais sem querer - afinal de contas, eu não pedi para nascer. Se eles tivessem me abortado até a 12a semana eu não teria passado por isso. Teria sido somente uma inconsciência, como serei quando morrer. Sou a favor da descriminalização do aborto em qualquer caso. Antes um feto inconsciente morto que uma criança consciente sofrendo sem ter pedido.

Alice

Túlio disse...

Eu sou a favor de todas as mulheres aqui que praticaram aborto se identifiquem e se entreguem para a polícia. Pois, querendo ou não, sabem que são criminosas. Aí sim vocês poderão buscar "lutar pelo seus ideais"...

Primeiro a responsabilidade.

Anônimo disse...

primeiro a responsabilidade dos energúmenos que dão o fora assim que sabem da gravidez que causaram.

Marcelo disse...

ANONIMA, o estado é laico, exatamente por isso as as instituiçoes religiosos e as convicçoes religiosas dos cidadãos são garantidas no processo democratico. uma convicçao reliosa nao tem mais ou manos valor do que uma não-religiosa, apesar de voce nao respeitar.

Anônimo disse...

amigo, vc ainda carrega seu cordão umbilical atado a alguém? não né? então volta pra escola


exatamente, por eu ter um cérebro que comanda minhas funções vitais, não preciso mais de cordão umbilical.

volta p/escola você, mané.

Anônimo disse...

ANONIMA, o estado é laico, exatamente por isso as as instituiçoes religiosos e as convicçoes religiosas dos cidadãos são garantidas no processo democratico.

o processo democratico está assegurado. O congresso de fantoches não vota as leis que precisamos devido a lobbies de grupos sectarios e reacionarios como a icar. O poder judiciario atende a petições individuais, não faz lei. Mas na atuação situação do 'processo democratico' que ora se vê, não resta alternativa que não acionar o judiciario no papel de legislador. satisfeito, mano velho?

Anônimo disse...

Segundo a Clarissa, católica,"O mundo e essa discussão seriam totalmente diferentes se nós mulheres fossemos realmente livres pra viver a nossa sexualidade plenamente, se sempre tivéssemos acesso aos métodos anticoncepcionais, se nossa palavra sempre fosse ouvida quando dizemos não a uma relação sem camisinha, se os homens sempre assumissem a responsabilidade pela criança, se as famílias brasileiras realmente permitissem a adoção..."

Sério. Só me restou copiar este comentário que é pra garantir que mais pessoas lerão. Onde assino, Clarissa? Ah, se todos os católicos fossem assim...

Karina.

Rê_Ayla disse...

Hoje há manifestações cristãs, pró-vida, ali na Praça dos Três Poderes. Sinceramente? Esse povo não tem compaixão e nem humanidade... Na boa, querer obrigar uma mulher a levar uma gravidez, de um feto que invariavelmente morrerá, até o fim, é o cúmulo da falta de amor ao próximo. E se dizem cristãos? hahaha Faz-me rir!!! Como disse um amigo meu: “Engraçado, parece que existem muitos adultos anencéfalos também. Talvez por isso, lutem contra o aborto em caso de anencefalia.”

Essas pessoas que se dizem cristãs e pró-vida deveriam fazer uma lobotomia compulsória de extirpação total do cérebro para ver se existe vida sem ele. Mas isso é só a minha opinião...

Rê_Ayla disse...

"E ah! Por falar em 40 anos… o Brasil está há exatamente 40 anos de distância dos países desenvolvidos nos quais as mulheres têm direitos civis plenos. Eu olho para as brasileiras que opõem a legalização do aborto e vejo a reflexão assustadora da alegoria do escravo de Platão. Eu me vejo, aos quinze anos.

Aborto não é uma questão moral de defesa do feto, é uma questão social dos direitos da mulher. A mulher, que foi considerada inferior pelos maiores pensadores da história.

De Platão a Hegel, minha amiga, você vale tanto quanto um escravo.

Malcolm X não lutou pelos direitos feministas. Martin Luther King não lutou pelos direitos homossexuais e judeus nunca fazem filmes sobre o holocausto armênio. Então, minha cara, não espere que algum homem lute por algo que, por essência, é sua batalha."

texto completo: http://malvadezas.com/2012/03/29/pra-comeco-de-conversa/

Anônimo disse...

Malcolm X não lutou pelos direitos feministas. Martin Luther King não lutou pelos direitos homossexuais e judeus nunca fazem filmes sobre o holocausto armênio. Então, minha cara, não espere que algum homem lute por algo que, por essência, é sua batalha."

como de fato.

ta duro de ouvir a ministra do supremo numa verborragia que vai dar em voto contra a proposta em pauta. ela prefere o discurso de Pilatos, já que nem a ciência nem ninguém sabe nada porque verdade absoluta num mundo mutável e dualista não existe mesmo, 'lavo minhas mãos' e que se danem todos vocês.

Anônimo disse...

LOLA,

Já que vc é a favor do aborto, vc tb é a favor da PENA DE MORTE?

Seria um bom tema pra um post seu ou guest post (contanto que vc concordasse com a ideia de quem escrevesse, pois eu gostaria de saber sua opinião).

Eu, particularmente, não tenho uma opinião formada acerca do aborto e nem da pena de morte no que se refere a serem certos ou errados, são os únicos assuntos de relevância social sobre os quais não tenho opinião formada. Mas concordo com a visão de que são moralmente a mesma coisa. Pra falar a verdade, acho até que a pena de morte é mais justificável.

Penso que quando eu tiver uma opinião sobre o aborto, terei a mesma opinião sobre a pena de morte, e vice-versa.

Anônimo disse...

retiro o que disse. graças a Deus a ministra votou a favor da proposta.

Anônimo disse...

pena de morte é cláusula pétrea. Primeiro derrube esta para depois discutirmos sobre aquela.

Anônimo disse...

Ninguém aqui é a favor do aborto, anonimo!

Marcelo disse...

O fato é que o supremo quer desciminalizar o aborto de anencefalos porque nao quer repetir o que aconteceu com a SEVERINA de Pernambuco.

Ou seja, o supremo está simplesmente atentando a sua incompetencia.

O supremo está (não é trocadilho) torando o corpo fora.

Marcelo disse...

*tirando

Anônimo disse...

Pelo contrário, o Supremo está fazendo o que o Congresso fantoche brasileiro não fez.

Anônimo disse...

Tem um texto lindo sobre o assunto, de uma amiga, católica e que tem uma filha com síndrome e que é contra criminalizar o aborto. Aqui uns trechos:

Esta semana muito se falou sobre a decisão que o STF terá que firmar hoje.

Descriminalização do aborto para grávidas de anencéfalos. Eu não consigo ver justificativa plausível em se criminalizar uma mulher que aborta. A não ser que criminalizemos também o pai. Sim, há um feto. Há uma mãe e um pai. Mas a pena é restrita à mulher. O crime é dela, a assassina é ela, a sem coração é ela... Ok, não é essa a discussão que interessa agora.

O que interessa é que não está se fazendo uma discussão sobre aborto. Está se fazendo uma discussão restrita ao aborto de fetos anencéfalos.

A verdade é que pouco se sabe sobre anencefalia e pouco se sabe sobre a maioria das alterações genéticas humanas. E, cada dia mais percebo, que continuaremos sem saber se não houver uma mudança imperiosa na forma em que os inúmeros tipos de deficiência são tratadas e encaradas socialmente.

A anencefalia não é o único caso em que mulheres desesperadas procuram o Judiciário para a prática de aborto. Ouvir de um médico que a deficiência de um filho é incompatível com a vida é algo que só sabe quem já passou.

Primeiramente, preciso dizer que não tenho nenhuma noção da dor de uma mulher que descobre que carrega em seu ventre uma criança com uma síndrome genética severa e que os médicos - em geral - dizem que não irá sobreviver... Eu só tive diagnóstico da síndrome da minha filha quando ela já estava com 1 ano e 4 meses. Minha dor foi de outra ordem...

O que leva uma mulher grávida a procurar o Poder Judiciário para pedir autorização para praticar um aborto de uma criança com deficiência? Desespero, completa falta de apoio, medo do desconhecido e de não suportar carregar seu filho nos braços por um curto espaço de tempo? Com certeza, tudo isso e muito mais.

Anônimo disse...

Continuação:

Minha filha me deu alguns presentes. Um deles é que eu ouço histórias e ajudo outras mães há alguns anos. Marília Castelo Branco, minha Lila, amiga e confidente foi uma destas mães que poderia ter abortado. Luciana Fonte, Alessandra Bastos e tantas outras também. São casos em que a justiça brasileira, em geral, autoriza o aborto. Estas mulheres tomaram o caminho contrário. Conseguiriam optar por seu direito à maternidade, à vida e - por que não? - à morte.

Às vezes, a morte chega cedo demais... e só a mãe que já enterrou um filho conhece esta dor... Mas, acredito eu, que seja reconfortante pensar, que fomos capazes do amor, que demos e recebemos tudo o que podíamos, ainda que por pouco tempo, ainda que por um dia, que por uma hora, beijamos, amamos, tocamos e sentimos aquilo que a vida nos permitiu sentir.

Sem vida, não há toque, não há beijo, não há afago.

Muitas de nossas crianças - que não possuem prognóstico diverso dos anencéfalos - estão vivas. Muitas! Outras não sobreviveram. Mas essa não é a vida??? Desde que Ana Luísa nasceu os médicos me preparam para a sua morte. E é horrível ouvir isso. A ordem da vida é que os filhos durem mais que seus pais. Mas, que bom se todos nós nos preparássemos porque acho que esta é mesmo a única certeza que temos nessa vida. Não somos eternos. Temos missões distintas, que exigem tempo distinto.

É verdade, é uma vida não sonhada. Ninguém fala: "- Pai querido, que meu filho tenha uma síndrome!" Não! Nós sonhamos com saúde, com prosperidade, com felicidade... Não desejamos morte, convulsões, dificuldades locomotoras... Ninguém sonha com isso. Mas aí, a vida te dá isso! Mas isso não vem só! Não! Isso vem acompanhado de tanta coisa boa, que eu poderia passar o dia aqui escrevendo e eu não conseguiria relatar. É um amor nunca sentido, é uma alegria em cada conquista, é um desafio entusiasta por aprendermos uma forma nova de comunicação, é uma vida que precisa ser olhada com olhos do alto. Olhos que transpassem essa vida. E nesta vida tão diferente, tão desigual, descobrimos alegrias também inusitadas, sorrisos e toques jamais esperados e, como não poderia deixar de ser, haverão as dores... mas quem não as tem???

Anônimo disse...

Mas como já disse, continuo afirmando que me acho completamente incompetente para fazer juízo de quem quer que seja quando a questão é aborto. Principalmente no Brasil. Crianças com síndromes genéticas severas exigem dedicação praticamente exclusiva. Em sua maioria, este cuidado recai sobre as mulheres. E neste caso, trabalhar torna-se quase que incompatível. E o que fazer??? Os pais, em geral, somem. Sim! Os homens, em geral, tem mais dificuldade de lidar com a dor. Eles não suportam. Acredito que podemos falar que 80% (sem medo de errar) das famílias de crianças com deficiência são chefiadas por suas mães. Pensão alimentícia neste país é uma palhaçada... Fora os pais conscientes, elas são estipuladas entre 10 e 30% (mas essa última é uma raridade) dos vencimentos do pai. Em geral, são uma piada de mau gosto! E eu gostaria de saber quanto que um homem casado gasta com seu filho. Tenho certeza que é bem mais... O benefício de prestação continuada só é concedido quando há prova de miserabilidade. Ou seja, é muita hipocrisia dizer que uma mulher que não tem com quem contar - nem com o Estado - ainda possa ser criminalizada por isso. Acredito piamente que dormir após a prática do ato de aborto - que não deixa de ser uma violência contra si própria - seja algo muito difícil. A pena já está aí... e ela é cruel!

Esta não é uma defesa do aborto. Acho que temos tantas formas responsáveis de evitar uma gravidez. Nunca vou defendê-lo. Mas acho que criminalizá-lo não ajuda em nada.

Precisamos repensar formas de apoio para estas mulheres, famílias e crianças. Quem cuidará destas mães?? Quem orientará estes pais??? Quem acolherá estas crianças??? Quem as amará verdadeiramente??? Convido a cada um que é realmente contra a prática do aborto a tomar uma iniciativa. Não levantando bandeira. Bandeira todo mundo levanta. É preciso repensar de que formas o Brasil tem tratado seus filhos com deficiência e de que formas continuaremos a tratá-los.


Ouvi esta semana inúmeras vezes a frase: "Chega de torturar as mulheres". Me perdoem, mas se acharmos que a vida exige perfeição, em breve, estaremos abortando também as crianças que possuem genes de doenças degenerativas e muitas outras. A eugenia é aceita entre nós. Sim, ela é. E silenciosamente ganha rumos cada vez maiores. Até onde iremos na busca pela felicidade? Ela também aparece entre os espinhos, mas só a vê quem enxerga com a alma.

Por menos julgamentos e mais amor!

http://palavrapraquetequero.blogspot.com.br/2012/04/vida-que-eu-nao-sonhei-sobre.html

Anônimo disse...

BRILHANTE APARTE DO MINISTRO MARCO AURELIO MELO, durante o voto do ministro Luiz Fux, para dizer que 250 mil curetagens são feitas por ano em mulheres que se autoabortaram ou foram vítimas de 'açougueiros'.

Anônimo disse...

*curetagens em hospitais públicos

Anônimo disse...

Lola, acompanho seu blog há algum tempo, às vezes concordo com você, às vezes não (acho natural, não? ;)).
Quis deixar meu ponto de vista e minha história e assinei como anônimo porque realmente não quero me identificar. Eu tive um filho com uma mal-formação severa que sobreviveu até os 7 meses de vida dentro da UTI e a minha impressão é que as pessoas tem uma visão muito romanceada do que é passar seus dias com um filho mal-formado. Não é tão bonito nem sentimental quanto parece. A família abandona mesmo - o primeiro da lista a sumir é o pai, em vários níveis, desde simplesmente não aborrecer muito e deixar a mãe cuidar da criança até tornar a vida da mãe um inferno e (finalmente!) ir embora. Em 7 meses (até que tive sorte!) conheci 1 (UM) pai que realmente se importava com a filha internada. O resto da família abandona também. Não se iludam. Talvez apareçam para uma visitinha de 15 minutos no final da semana e se você tiver sorte alguém fica lá por meia hora para você correr e tomar um banho em casa. Lembro de uma mãe que me contou, quando o filho foi internado, que a mãe dela (avó da criança) disse que sentia muito, mas claro que não ia poder ajudar daquela vez porque ela tinha viagem marcada para Bariloche. A grande revolta dessa mãe era pensar que se qualquer um dos outros netos dela, crianças saudáveis e normais, estivessem dentro de uma UTI, a avó com certeza cancelaria a viagem e ficaria ali ao lado. Mas como é o menino doente mesmo... Outra dificuldade enfrentada é o julgamento dos outros. Você já está fragilizada e ainda as pessoas desconhecidas resolvem se meter na sua vida. Você tem culpa, de alguma forma, pela tragédia que está passando, lógico. Se tivesse orado mais, comido mais, comido mesmo, se estressado menos, tomado mais ou menos vitaminas, etc, etc. Imagina eu, que sou ateia, o que ouvi. Falta Deus na minha vida, lógico. E minha paciência não estava das melhores.
Alguém perguntou se uma mãe abortaria um filho se soubesse que ele não teria chances, a minha resposta: se eu soubesse que meu filho nasceria com essa mal-formação, que passaria por 3 cirurgias inúteis, que viveria ligado em aparelhos, que precisaria fazer exames de sangue todos os dias e levaria em média 10 picadas por vez, que faria controle de dextro de 3/3 horas, que teria 13 septicemias e que no fim morreria afogado no próprio sangue que inundou seus pulmões, eu abortaria sem pensar 2 vezes.
Para quem disse que nem um animal aborta, vale lembrar que os animais abandonam ou matam os filhotes que nascem doentes.
Eu gostaria de ter feito esse texto soar um pouco menos agressivo, mas acreditem que a intenção não foi agredir ninguém. Foi só expôr friamente como éa vida quando é seu pé que o sapato aperta o calo.
E, se me permitem um conselho, para todos aqueles que são favoráveis à manutenção das gestações de fetos com graves mal-formações: tirem um tempo, talvez uma ou duas horas por semana e se proponham a cuidar de uma dessas crianças/adolescentes/adultos que dependem da MÃE 24 horas por dia, para que essa mãe possa sair, relaxar, ir ao cinema, sei lá. Lembrem-se que essas mães não tem vida.
Abraço a todos.

Anônimo disse...

Eu queria acompanhar o julgamento pela Internet mas tá complicado, cai direto, então vou seguindo pelos jornais mesmo.

Eu só queria comentar uma coisa com vcs sobre como é o aborto nesse caso de anencefalia, porque meu irmão passou com isso com a esposa dele, então eu acompanhei a história.

No caso dele não precisou de justiça, o médico atestou, fez a carta de aborto e o plano cobriu tudo, sem problemas. Mas foi assim: como o diagnóstico veio um pouco tarde, 15 pra 16 semanas (com 12 os médicos já falavam que tinha um problema mas a minha cunhada quis confirmar) e até o aborto ser feito levou um tempinho também (coisa de uma semana), já não é mais aquele fetinho pequenininho que dá pra fazer curetagem, então o nome "antecipação de parto" é bem correto porque de fato acontece um parto.

A mulher do meu irmão foi internada e o parto induzido com remédio e a mulher fica acordada o tempo todo. É como um parto qualquer de natimorto e a mãe pode escolher ver ou não o filho.

É tudo muito cruel e de verdade, acaba com a vida da mulher, do marido, dos avós... porque a gente tá falando aqui de uma gravidez que se não foi planejada, era desejada, era tão desejada que a mulher faz pré-natal, compra roupinha, escolhe nomes pra daí descobrir essa novidade terrível.

Por enquanto eles falam que não vão tentar outro filho, daí se nota que foi bem traumático.

Agora imaginem vocês obrigar uma mulher a completar NOVE MESES sabendo que é isso que vai acontecer no final? Muito cruel.

Que o Supremo atua com a razão pelo menos dessa vez.

Anônimo disse...

Vale lembrar que esta ADPF 54 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) foi proposta em 2004, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde. Há portanto
8 anos esta matéria vem se arrastando no STF e tudo leva a crer que será convertida numa súmula vinculante, para alívio de muitas mulheres que se encontram e se encontrarão nesta situação.

Anônimo disse...

Obrigada às duas anônimas pelos dois aterradores depoimentos.

Anônimo disse...

ADPF 54 petição inicial

http://academico.direito-rio.fgv.br/ccmw/images/e/e1/ADPF_54_Peti%C3%A7%C3%A3o_Inicial.pdf

Anônimo disse...

"e a minha impressão é que as pessoas tem uma visão muito romanceada do que é passar seus dias com um filho mal-formado. "

Tenho a mais completa certeza que isso que você falou é verdade. Povo acha muito lindo porque é com os outros que isso acontece, é o filho dos outros que está em uma cama, é a vida dos outros que está indo pro saco.

Anônimo disse...

"Agora imaginem vocês obrigar uma mulher a completar NOVE MESES sabendo que é isso que vai acontecer no final? Muito cruel."

E não só a mulher, mas o pai, os avós, tios, todo mundo acaba se envolvendo nesse luto de 9 meses.

Precisa ser muito doente da cabeça pra querer obrigar outras pessoas a passarem por isso. Se isso for "amor cristão", então fecho com o capeta.

Anônimo disse...

Outra dificuldade enfrentada é o julgamento dos outros. Você já está fragilizada e ainda as pessoas desconhecidas resolvem se meter na sua vida. Você tem culpa, de alguma forma, pela tragédia que está passando, lógico. Se tivesse orado mais, comido mais, comido mesmo, se estressado menos, tomado mais ou menos vitaminas, etc, etc.

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afff que horror falarem isso pra você, ô gentinha viu

Sara disse...

Depois desse comentario da anonima das 17.07hs não ha mais o que se dizer.
Todo o resto é a mais pura CRETINISSE.

Tigra disse...

Eu super concordo com o argumento de que está mais do que na hora de a nossa espécie e a nossa cultura ser responsável, de forma coletiva, pelas novas gerações. Quando foi que a geração da vida, experiência comum a todo ser humano nascido, passou a ser algo individual e isolado? Estranho mesmo. Mas, ainda assim, em um contexto cultural onde a responsabilização, culpabilização e quase punição social da mulher pelo ato conceptivo é a praxe, eu ainda acho que a pró-escolha é o único caminho se não mais justo, menos violento para conosco. Enquanto o ônus social for nossa, a escolha também deve ser. Bjos Lola, ótimo post.

Tigra disse...

Ditadura Ateísta?

Tô rindo muito aqui...


Há uma divisão entre Estado e Religião, ou pelo menos deveria haver...

do contrário não precisaríamos discutir essas obviedades... Feto morto, aborto legal, ponto.

luana disse...

Eu sei que tive vontade de aplaudir o que o relator Marco Aurélio disse, integralmente.

Quem ainda acha que aborto se tornaria método contraceptivo deveria se informar um pouco mais. Quem aponta o dedo na cara dos outros dizendo o que é pecado, deveria lembrar que o estado e a igreja DEVEM ser separados. São instâncias diferentes da vida da pessoa. E não, nunca, de forma nenhuma nenhum grupo religioso deve ditar as leis.

Acho ótimo que o STF tenha tomado a iniciativa de discutir esse assunto, quem sabe isso crie um respaldo pra pararmos com essa palhaçada de criminalizar o aborto.

yulia2 disse...

''É preciso repensar de que formas o Brasil tem tratado seus
filhos com deficiência e de que formas continuaremos a tratá-los''

minha cara, uma criança anencéfala, não é deficiente...
é bem mais do que isso.... é um vegetal! uma criança condenada a morrer,se não morreu antes vai morrer depois de nascer, mas de qualquer forma
vai morrer! pra que submeter a mãe o pai os demais parentes a isso???
em nome de que? não me venha falar em vida porque isso NÃO É VIDA.
vcs que se entitulam pró vida são profundamente egoistas e obtusos.
mentes fechadas , fanáticas que não enxergam o todo da situação!
tem uma garota, aliás a midia nunca mais falou do assunto que vivia ou vive com um capacete na cabeça! ela não fala, não anda, não se expressa não enxerga, NÃO FAZ NADA! È uma planta!. Isso é terrivel!


''Me perdoem, mas se acharmos que a vida exige perfeição, em breve,
estaremos abortando também as crianças que possuem
genes de doenças degenerativas....''

vc não sabe o que está dizendo, ninguém aqui está exigindo perfeição.Mas estamos exigindo O DIREITO HUMANO da mulher, do pai, e até dessa criança.
não me venha comparar criança anencéfala, com outras deficiencias perfeitamente
sanáveis pela medicina! por mais deficiente que seja uma criança, ela tem cérebro tem cognição. Falar é facil, não são vcs que vão passar por essa dor de ter e
depois ter que enterrar a criança, não são vcs que vão arcar com todos os custos financeiros
disso... ou quanto vc acha que a mulher pagou pelo capacete??

''Até onde iremos na busca pela felicidade?''

quanta pieguice
isso, não sejam felizes,vivam como desgraçados infelizes enterrando a criança depois de morta...
é isso que vcs pregam? fala onde é essa igreja
que eu quero passar bem longe dela!!!

como se uma anencéfala fosse feliz, se bem que ela
não tem cérebro para sentir nada mesmo....

''Por menos julgamentos e mais amor!''


isso mesmo, parem de julgar as mulheres que resolveram
abortar anencéfalos, chamando -as de assassinas se livrando de uma dor desnecessária para ela, para a familia e para a criança.

Jacy disse...

Não quero ditadura, quero Livre Arbítrio e isso nenhuma religião é capaz de me Dar!
A decisão do Supremo, não tornará obrigatório o Aborto de anencéfalos , mas me dará o direito de escolha!
"Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá!
Faz o que tu queres
Pois é tudo
Da Lei! Da Lei!
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa..."

Anônimo disse...

Acho ótimo que o STF tenha tomado a iniciativa de discutir esse assunto, quem sabe isso crie um respaldo pra pararmos com essa palhaçada de criminalizar o aborto.
==========

Ele não tomou a iniciativa, foi acionado. Postei o link da petição inicial da ADPF de 2004 aí prá cima. :)

yulia2 disse...

livre arbítrio e religião NÃO COMBINAM.

Anônimo disse...

Venho conversando sobre este assunto e é exatamente o que penso. Toda a discussão gira em torno da criminalização da mulher. O homem simplesmente diz que não quer o filho, ou "este filho não é meu", parte para outra e está tudo bem (para eles). Existem aqueles que obrigam a namorada/espoda/amante a abortar, mesmo contra a vontade. A partição do homem não discutida. A vida da mulher vale menos do que a do feto.

Anônimo disse...

Seu texto foi perfeito!!! Obrigada pela mudança de perspectiva!!!

Kalu disse...

A questão é que quem tem grana e tiver um bebê anencefalo e considerar a possibilidade do aborto, irá faze-lo clandestinamente. essa lei é só um direito para quem não tem acesso.

Daiane disse...

Apesar da Amana não ter esclarecido qual é a proposta dela, eu acredito que ela esteja falando de "justiça reprodutiva."

"Justiça reprodutiva existe quando todas as pessoas têm o poder social, político e econômico e recursos para tomar decisões ​​sobre o nosso gênero, corpo, sexualidade e família, não apenas as nossas mas da comunidade. Justiça reprodutiva visa transformar as desigualdades de poder e criar a longo prazo uma mudança sistêmica e, portanto, baseia-se na liderança das comunidades mais afetadas pela opressão reprodutiva. A estrutura reprodutiva justiça reconhece que todos os indivíduos fazem parte de famílias e comunidades e que as nossas estratégias devem levantar comunidades inteiras, a fim de apoiar os indivíduos." (reproductivejustice.org)

"Reprodutiva Justiça aborda a realidade social de desigualdade, especificamente, a desigualdade de oportunidades que temos de controlar nosso destino reprodutivo"(sistersong.net)

Embora justiça reprodutiva vise melhorar a vida em comunidade como um todo, assegurando que pessoas tenham acesso igual as escolhas reprodutivas. O fator individual ainda é um componente importante. Não há como separar o direito individual do direito ao aborto, sem ao mesmo tempo violar os direitos daquelas pessoas.

Geraldinez disse...

Grande texto. Sou o Geraldo e gostaria de compartilhar um video do grande George Carlin. Abaixo do video, transcrevi o que ele fala, para quem não quiser/poder ver o video.
Abraço!

http://www.youtube.com/watch?v=iN-ZdSCbJCo


“Tenho outra pergunta:

(sobre fetos e aborto) Por que quando são humanos é um aborto, mas quando são galinhas é uma omelete? Me diga: de repente somos melhores que as galinhas? Quando foi que superamos as galinhas em bondade? Digam seis razões pelas quais somos melhores que elas. Viram? Ninguém consegue. Sabem por que?

Porque as galinhas são decentes. Não vemos galinhas em gangues de ruas, vemos? Não vemos galinhas amarrando alguem à uma cadeira e conectando suas bolas a uma bateria de carro, vemos? Já ouviram falar de alguma galinha que chegou do trabalho e encheu a mulher de porrada?”

[...]

“Os conservadores são realmente engraçados. Se você ainda não nasceu tem o apoio deles. Fazem qualquer coisa pelos não-nascidos. Mas, depois que você nasce, você que se foda. Os consevadores pró-vida são obcecados pelo feto, da concepção até o nascimento, 9 meses depois. Depois disso não querem mais saber de você. Não querem nem mesmo ouvir falar de você. Nada. Nada de exame pré-natal, nem apoio, nem creches, nem merenda, nem vales, nem plano de saúde, nem nada. Se você é um pré-nascimento, está bem. Se você é um pré-escolar, tá fodido. Tá fodido. Conservadores tão pouco se fodendo pra você.

Até que você atinja a idade militar. Aí eles acham que você está no ponto. Justamente o que eles procuram. Os conservadores querem bebês vivos para que se tornem soldados mortos.

Pro-vida. Essa gente não é pro-vida, estão matando médicos! Que tipo de pro-vida é isso? Fariam qualquer coisa para salvar um feto mas se ele cresce e vira médico, talvez tenham que matá-lo?!

Não são pro-vida. Sabem o que eles são?

São anti-mulheres.

Simples assim.”

Anônimo disse...

Lola, parabéns pelo post.

Nao darei minha opinião sobre aborto aqui,porque já dei em outro post seu sobre o assunto.,

Pra quem perguntou aqui( nao lembro quem) : só existem 2 métodos contraceptivos cem por cento seguros: nao fazer sexo nunca mais e castracao,sou contra ambos, por razoes obvias,
( obs: laqueadura ou vasectomia nao e castraçao)

Mias uma coisa: mesmo tomando. A pílula corretamente, usando camisinha, diu, há um risco mínimo de engravidar.

Lua Ulbrich disse...

Muito boa reflexão, todos deveriam ler este seu artigo, otimo!!!

Anônimo disse...

Oi Lola querida
Sou sua leitora faz tempo, comento pouco, leio sempre.
Sou católica, e fiquei mto feliz com a vitória do bom -senso no STF.
Mtas vertentes radicais da Igreja são contra essa decisão do STF, mas acredite, tem mtos como eu.
Sem cérebro, sem vida.
Sei q vc é ateia, então digo para mim mesma, que se Deus achar errado proteger essas mães de tanta dor e desespero, que isso seja julgado por Ele lá no Paraíso.
Mas isso lá na frente, uma conversa ente quem, como eu, defende o aborto nessas condições, e Deus.
Não acho q Deus está triste com essa decisão não.
Que nenhuma mulher seja obrigada a gestar por qq motivo além de sua propria vontade.
Que nenhuma fé , religião ou maiorias interfiram no direito particular de cada mulher dispor de seu proprio corp e vida.
Acho cruel obrigar uma mulher que não quer levar a gestação à cabo ser obrigada a isso. Como seria cruel fazer alguma abortar sem qrer.
No caso de anencefalos nao acho q seja aborto. Não há vida.
Postei como anônimo pois não qro radicais me xingando.
Beijos Lola

Telma disse...

quando uma mulher sofre um aborto, ela tem o conforto de sonhar em ter outro filho. Uma gestação de anacéfalo põe o útero da mulher em risco pois o bebê não é capaz de controlar o fluxo aminiotico.
Concordo que todo o discurso (inclusive o de liberar o aborto) extremamente patriarcal e individualista. Ao dizerem "a decisão é da mulher"estão apenas aumentando a lista de coisas de mulher: menstruação, gestaçao, contrecepção, educação, aborto quando na verdade é um assunto da sociedade. É a sociedade quem colhe os frutos, é a sociedade quem se esquiva.
Acho que a legalização ou a proibição do aborto não resolve o fato de o Brasil ser o quarto país do mundo em caso de anacefalia. Outro dado nefastamente curioso: os casos aumentam em bebês nascidos na primavera. O fenomeno é tido como curioso para não assumirem o óbvio de bebês gerados durante ou após o verão sofrerem pelas carências vitaminicas da mãe que deixa de comer a fonte artificial da vitamina (farinha de trigo branca) e come a fonte natural (folhas). O próximo passo seria culpabilizar a mulher por fazer regime ou a falta de nutientes no solo?
A resposta óbvia é a segunda, mas sabemos que escolherão a primeira.

Anônimo disse...

Não acredito em Deus pos decisão própria, não tenho nada contra religiões, muitos aqui estão abordando questões religiosas, algo que não farei.
O que quero questionar é sexismo relacionado ao aborto. Muitos defendem o aborto dizendo que a mulher é um ser oprimido, e deve abortar pq o corpo é dela e lea faz o que quiser com ele, com base nisso a lei brasileira atualmente permite o aborto da mulher em caso de estupro, afinal ela não tem a obrigação de dar a luz ou arcar com o filho do estuprador, até aí tudo bem, mais a mesma lei brasileira não permite o aborto no caso DA MULHER ESTUPRAR O HOMEM, com relação a isso vc não comenta, a mulher é smepre a vítima. Muitos acham impossível uma mulher estuprar um homem, mais já fiquei sabendo de casos reais no qual isso aconteceu, mulheres que estupram muitas vezes não fazem isso por "desejo" mais simplesmente pq querem ter um filho daquele homem específico, ou pq querem dar o golpe da barriga e prender o cara. ISSO TB NÃO É ESTUPRO? Muitos dizem que não pq não há violência como ocorre quando um homem estupra uma mulher, mais às vezes pode haver, ela pode amarrar o cara, darlhe drogas para garantir o desempenho e estuprá-lo, a agonia neste caso não seria uma violência? E o pior é que como a lei não permite o aborto de mulher que estupra homem, a mulher responde pelo estupro, mais não pode abortar, o CARA VAI TER QUE ASSUMIR ESSE FILHO! Custear a vida de um filho é algo que custa muito dinheiro e esforço! Será um filho não planeja que ele não queria! Enquanto isso é visto como piada, um homem pode ser acusado de tentativa de estupro ao sequer oferecer um abraço a uma mulher....

Rosanna Andrade disse...

yulia, rigorosamente falando, usando pilula e camisinha em conjunto, ainda ha possibilidade de engravidar. Diminuida, claro.

Chutando que o indice de falha para cada metodo seja de 1% (acredito q seja realista), entao, utilizando corretamente, a chance das 2 falharem em conjunto seria de

1% x 1% = 1/10.000

Ou seja, 1 gravidez a cada 10.000 casos de uso concomitante dos 2 metodos. Imagine essa estatistica numa populacao de 200 milhoes de pessoas. Nao eh tao insignificante...

Ricardo disse...

Há uma falso dilema na questão do aborto: preservação da vida contra o assassínio.
Seria o mesmo que dizer que um general ou sargento assassina seu soldado.
Estamos entre duas mortes: uma escolha de Sofia. A mãe como única responsável pelo seu fruto deve ter o direito de decidir continuar o projeto de vida porque vivemos uma economia de guerra. Estado que financia mães? Fascista! No limite: a mãe ou o bebê.Quando o pai quer e a mãe não... já pensei nisso também quando disse que a mãe-mulher é a única responsável e usei a palavra fruto e não filho.
Penso que deveríamos proteger as mães, salvo exceção. E reconhecer a mulheres que não querem se engajar nessa função social como cidadãs, não como criminosas. Com todos os meios contraceptivos disponíveis, as mulheres que chegam a esse extremos estão tão desinformadas seria melhor ser mãe em uma segunda chance , salvo exceção.

Anônimo disse...

O que estudei na faculdade de medicina é que a vida humana começa na concepção. Ser vivo para quê matar? Ser humano é para cuidar , não para descartar...

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