quinta-feira, 12 de abril de 2012

DEPOIMENTOS SOBRE ANENCEFALIA E BEBÊS MALFORMADOS

Religiosos (todos homens) se transportam da Idade Média para os dias de hoje para protestar contra o aborto de anencéfalos.

O placar para que o Supremo Tribunal Federal legalize o aborto de anencéf
alos está favorável em 5 a 1. Hoje os ministros vão continuar votando e, se tudo der certo, o aborto de fetos sem cérebro será liberado (o que não significa, de forma alguma, que a mulher que queira seguir com a gravidez até o fim não possa fazê-lo. É direito dela. Assim como deveria ser direito de toda mulher abortar diante de uma gravidez indesejada).
Sou a favor da legalização do aborto para todos os casos, como acontece naqueles países ricos que a gente vive tentando copiar. Mas vai demorar, e não é isso que está em discussão agora. No momento trata-se apenas de algo meio medieval até, e que nem sei se consiste em aborto, exatamente. Afinal, sem cérebro não há vida (quando há morte cerebral os médicos desligam os aparelhos, se a família quiser). Então qual vida está sendo abortada no caso de um feto que não tem cérebro, e que vai “viver” apenas por alguns minutos fora do ventre da mãe? É extremamente cruel forçar mulheres a se submeterem a isso. Não dá nem pra acreditar que o Brasil ainda exija essa maldade em pleno século 21. Somos o quarto país do mundo em número de partos de fetos anencefálicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, só países muçulmanos e alguns na América Latina proíbem o aborto de fetos sem cérebro (este post super esclarecedor do ano passado explica tudo). Nesse quesito e em tantos outros relacionados ao aborto, nós estamos do lado do atraso. Obrigamos mulheres a carregar cadáveres em seus ventres! Eu fico muito indignada com as pessoas que consideram o ventre um receptáculo e que dão mais importância ao “direito à vida” de um ser sem vida que a uma mulher.
No excelente guest post da Amana publicado anteontem, ela sugeriu que a discussão sobre o aborto saia da dicotomia entre “pró-vida” (muitas aspas aí) e pró-escolha, e abranja um debate sobre a responsabilidade coletiva que é ter um filho. O post atraiu todo tipo de troll e de gente que, por algum milagre, parece ter sobrevivido à falta de cérebro. Mas também rendeu comentários importantes. Gostaria de compartilhar dois deles (ambos anônimos) com vocês.

Comentário 1
Eu só queria comentar uma coisa com vcs sobre como é o aborto nesse caso de anencefalia, porque meu irmão passou por isso com a esposa dele, então eu acompanhei a história.
No caso dele não precisou de justiça, o médico atestou, fez a carta de aborto e o plano cobriu tudo, sem problemas. Mas foi assim: como o diagnóstico veio um pouco tarde, 15 pra 16 semanas (com 12 os médicos já falavam que tinha um problema, mas a minha cunhada quis confirmar) e até o aborto ser feito levou um tempinho também (coisa de uma semana), já não é mais aquele fetinho pequenininho que dá pra fazer curetagem, então o nome "antecipação de parto" é bem correto porque de fato acontece um parto.
A mulher do meu irmão foi internada e o parto induzido com remédio, e a mulher fica acordada o tempo todo. É como um parto qualquer de natimorto e a mãe pode escolher ver ou não o filho.
É tudo muito cruel e, de verdade, acaba com a vida da mulher, do marido, dos avós... porque a gente tá falando aqui de uma gravidez que se não foi planejada, era desejada, era tão desejada que a mulher faz pré-natal, compra roupinha, escolhe nomes pra daí descobrir essa novidade terrível.
Por enquanto eles falam que não vão tentar outro filho, daí se nota que foi bem traumático.
Agora imaginem vocês obrigar uma mulher a completar NOVE MESES sabendo que é isso que vai acontecer no final? Muito cruel.
Que o Supremo atue com a razão pelo menos dessa vez. Comentário 2
Lola, acompanho seu blog há algum tempo, às vezes concordo com você, às vezes não (acho natural, não?).
Quis deixar meu ponto de vista e minha história e assinei como anônimo porque realmente não quero me identificar. Eu tive um filho com uma malformação severa que sobreviveu até os 7 meses de vida dentro da UTI, e a minha impressão é que as pessoas têm uma visão muito romanceada do que é passar seus dias com um filho malformado. Não é tão bonito nem sentimental quanto parece. A família abandona mesmo -- o primeiro da lista a sumir é o pai, em vários níveis, desde simplesmente não aborrecer muito e deixar a mãe cuidar da criança, até tornar a vida da mãe um inferno e (finalmente!) ir embora. Em 7 meses (até que tive sorte!) conheci 1 (UM) pai que realmente se importava com a filha internada. O resto da família abandona também. Não se iludam.
Talvez apareçam para uma visitinha de 15 minutos no final da semana, e se você tiver sorte alguém fica lá por meia hora para você correr e tomar um banho em casa. Lembro de uma mãe que me contou, quando o filho foi internado, que a mãe dela (avó da criança) disse que sentia muito, mas claro que não ia poder ajudar daquela vez porque ela tinha viagem marcada para Bariloche. A grande revolta dessa mãe era pensar que se qualquer um dos outros netos dela, crianças saudáveis e normais, estivessem dentro de uma UTI, a avó com certeza cancelaria a viagem e ficaria ali ao lado. Mas como é o menino doente mesmo... Outra dificuldade enfrentada é o julgamento dos outros. Você já está fragilizada e ainda as pessoas desconhecidas resolvem se meter na sua vida. Você tem culpa, de alguma forma, pela tragédia que está passando, lógico. Se tivesse orado mais, comido mais, comido menos, se estressado menos, tomado mais ou menos vitaminas etc, etc. Imagina eu, que sou ateia, o que ouvi. Falta Deus na minha vida, lógico. E minha paciência não estava das melhores.
Alguém perguntou se uma mãe abortaria um filho se soubesse que ele não teria chances. A minha resposta: se eu soubesse que meu filho nasceria com essa malformação, que passaria por 3 cirurgias inúteis, que viveria ligado em aparelhos, que precisaria fazer exames de sangue todos os dias e levaria em média 10 picadas por vez, que faria controle de dextro de 3 em 3 horas, que teria 13 septicemias e que no fim morreria afogado no próprio sangue que inundou seus pulmões, eu abortaria sem pensar duas vezes.
Para quem disse que nem um animal aborta, vale lembrar que os animais abandonam ou matam os filhotes que nascem doentes.
Eu gostaria de ter feito esse texto soar um pouco menos agressivo, mas acreditem que a intenção não foi agredir ninguém. Foi só expor friamente como é a vida quando é seu pé que o sapato aperta o calo.
E, se me permitem um conselho, para todos aqueles que são favoráveis à manutenção das gestações de fetos com graves malformações: tirem um tempo, talvez uma ou duas horas por semana, e se proponham a cuidar de uma dessas crianças/adolescentes/adultos que dependem da MÃE 24 horas por dia, para que essa mãe possa sair, relaxar, ir ao cinema, sei lá. Lembrem-se que essas mães não têm vida.
Abraço a tod@s.

316 comentários:

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Gerliani disse...

Tem um documentário feito pela Eliane Brumm e pela Débora Diniz, bom dimais, sobre a história de um casal nessa situação. É curto, foi acompanhado a gravidez e todos os trâmites de tentativa de aborto. Vale a pena, quem não conhece...Chama-se "Uma história Severina"
Aqui vai o endereço:
http://video.google.com/videoplay?docid=-5477027628085705086

Lord Anderson disse...

Desert eu não fiz a comparação para desqualifica-lo, apenas apontei o obvio que vcs usam o mesmo linguajar, falam a mesma coisa e estão sempre querendo pautar oq é feminismo.

E eu não sei onde é essa realidade em que vc vive. Na que eu vivencio e conheço, quem ta sempre sendo denegrido, ameaçada, perseguido e morto são as mulheres.

Scandella disse...

É "capicce" que se fala, rapaz.

Você me pergunta, anteriormente, se li certa mensagem sua por completo e agora diz pra Beatriz que VOCÊ não as precisa ler inteiras? Hum... Sei. Então tá.

Ana disse...

Não alimentem os trolls, minha gente...

Anônimo disse...

esse segundo comentário foi PERFEITO. fetos com mal formações detectáveis a tempo de abortar devem ser abortados. claro que se a mulher quiser ter, sofrer, se sentir uma santa, se for da crença dela, etc etc ela tem todo o direito de continuar com esse martírio.

mas seres humanos, ao contrario do q defende a igreja catolica, nao sao feitos para sofrer, nao ficam mais santos qd sofrem. minha mae cuidou de 2 pais doentes durante 16 anos e eu sei oq ela sofreu. eles DESTRUIRAM a vida dela. sofrer pq um ente querido ta doente, é oq se espera da gente, nao só pelo afeto q sentimos, como tb por uma questao de gratidao.

mas VOLUNTARIAMENTE escolher sofrer???? sabendo q aquele feto pode morrer antes ou logo depois de nascer? sabendo q se ele chegar a idade adulta, vai depender de vc PARA SEMPRE? e q qd vc morrer, ele vai ter q depender de estranhos (ou de outros parentes, q nao escolheram aquele fardo)???

isso tudo podendo interromper a gravidez sem grandes traumas??? é muito melhor, nao? PRA QUE colocar no mundo uma criatura que vai sofrer e causar sofrimento?

isso nao é eugenia. eugenia é matar um feto pq ele é negro, asiatico, branco, gordo, magro, alto, baixo, de olho azul ou rosa, mas é um feto que vai se desenvolver normalmente e ter uma vida normal e independente no futuro.

se ele nascer pra se tornal um semi-vegetal, entao ele nao precisa disso. nao é ok para os pais (para a mae ne? isso fica nas costas da mae 99% das vezes) e muito menos pro coitado do vegetal.

Anônimo disse...

Nossa, gente. Confundir feminismo com misandria é o cúmulo, né?
Por que, claro, Simone de Beauvoir, Betty Friedan, Naomi Wolf, Glória Steinem, etc, são muy misândricas, né?
O mesmo pode ser dito da revista Ms., dos blogs nacionais, como esses, né?
http://blogueirasfeministas.com/blogs-feministas/
Os internacionais também, como o Feministing, Skepchick, e o vlog Feminist Frequency, né?
Assim, só para dar um exemplo de alguns canais mais expressivos do feminismo.
#DeChorar

Lord Anderson disse...

Pois é Carolina

Mas claro que esses blos e essas autoras são "minoria". com certeza tem muito mais lideranças misandrica por ai , com planos secretos de tomar o poder e oprimir os homens.

nós, os desinformados que não sabemos....


é dose viu.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Ótimos comentários os do seu texto, Lola.
É o relato de mulheres que realmente passaram ou podem passar por isso e não de meia dúzia de homens religiosos que querem cagar regras em uma situação pela qual não tem a menor chance de passar, que deve importar no fim das contas.

yulia2 disse...

''mas queremos ter nossos direitos de pai reconhecidos em uma sociedade que insiste em denegrir a figura masculina.''


A sociedade não quer denegrir ninguém...mas venhamos e convenhamos, sua atitude
por exemplo de fugir ao questionamento que
eu te fiz anteriormente ... não está te ajudando muito.


''não há nenhum movimento querendo tirar os direitos paternos,''

isso mesmo! não existe nenhum movimento nesse sentido.
agora eu queria saber melhor que direito é esse que o desert reinvindica tanto... o de ser um pai figurativo e terceirizar os cuidados de seu filho? perguntar não ofende!
somente ele pode responder.
até agora ele não se pronunciou sobre o assunto, silencio sepulcral e constrangedor...

Anônimo disse...

As mães são uma necessidade biológica:os pais são uma invenção social. (Margaret Mead)

“Não aceitarei ser julgada por uma lei na qual meu sexo não teve participação alguma na sua criação”(Pearl Hart)

“A Natureza deu tanto poder á mulher que a Lei, por prudência, deu-lhes pouco.” (Samuel Johnson) só podia ser homem mesmo.

Marzboro disse...

Acabou de passar de goleada: 8 x 2!

A interrupção da gravidez (visto que tecnicamente não é aborto) de fetos anencéfalos está finalmente autorizada!

EdFurtado disse...

Eu sou a favor de que a mulher possa abortar sempre que quiser, porque não vejo/sinto o feto como ser humano. Bom mesmo seria se nós homens pudéssemos abortar também...sei lá, pegar a "nossa parte" de volta, olha o que aconteceu comigo:
Minha ex ficou grávida e eu me desesperei, usei camisinha, furou e ela me enganou que tinha tomado a pílula do dia seguinte na farmácia que eu fui com ela... graças a tudo que é mais sagrado ela abortou espontaneamente(\o/Epic win\o/)lá pelo 2º mês.
Sensação horrível de ter uma parte sua roubada para ser gerada na barriga de uma mulher que você passou a ter nojo, tô ligado que minha situação foi "o outro lado da moeda", mas é uma questão que eu nunca vi ninguém falar, do homem querer o aborto do seu filho.
Acho que é inaplicável querer forçar uma mulher a abortar porque o homem não quer ter um filho com ela, mas é um drama da "condição privilegiada" masculina no assunto.

Anônimo disse...

via desonesta uma conversa. Já ouviu falar em jurisprudência? eu hein!

yulia2 disse...

Sabe o que eu acho mais engraçado desse debate sobre o aborto, são esses sujeitinhos metidos a ditar regras morais para a geral. Agora vem essa nova patacoada de direitos do pai.... poque se o pai quiser , ela tem que ter o filho.. até aí, tudo OK, se não fosse para depois entregar para terceiros , QUE NÃO O PAI (LEMBRANDO QUE ELE QUIS O FILHO), cuidarem.

Mui bien muchachos... Isso não é só aqui no blog da Lola , são EM TODOS OS OUTROS BLOGS E COMUS QUE EU PARTICIPO, quando tem esse assunto eu questiono ao cabra em questão, e vc ? vai querer que ela tenha o filho, vai cria-lo? ou vai entregar para outra?

as respostas (ou não) são sempre AS MESMAS!
1-ou o cara resonde: ''ah não te interessa e bla bla bla...''
2-não responde nada, foge da pergunta sem mais.
3-isso a gente ve depois? OI?
ve depois o que? não tem essa de ver depois... ou vai criar ou não vai. se não vai , pra que exigir que ela tenha a criança? Pra pagar de papaizinho figurativo pra geral? pra conseguir 5 dias de licença paternidade na firma?

Em resumo.. os caras querem pregar o que eles NÃO tem condição de fazer se fossem eles mesmos vivendo a situação! Eu pergunto, esse tipo de pessoa tem alguma moral para pregar alguma coisa para mim? pra vc? REFLITAM!

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, é o lema deles.

Beatriz disse...

Ana, chá de chocolate? Que babado menina! Eu sou louca por chá e saio experimentando todos que acho, mas esse não conhecia. Me deixou com desejo!

ddimensoes, então, eu tb estranhei o STF estar discutindo isso e não o congresso. Eu entendi q rolou pq era um problema de interpretação da lei, já que essa questão foi levantada algumas vezes: citaram que se podia no caso de bebês normais de vítimas de estupro, não fazia sentido proibir com anencéfalos, depois falaram algumas vezes que não podia se interpretar como aborto, baseado no direito a vida, um bebê que medicamente não era considerado vivo, coisas assim. Aí dei um google rápido em STF e vi que uma das funções dele é meio que convencionar a interpretação das leis. Então acho que deve ser isso, ele convencionou q não dá para interpretar aborto nesse caso como aborto no sentido da constituição. Mas eu concordo com vc, é uma saída meio hipócrita baseada em eufemismo. De qlqr forma, só das mulheres não terem mais q passar por aquilo, já fico aliviada.

Mas é só chute/impressão. Se tiver um advogado aqui pra esclarecer vai ser mara.

Anônimo disse...

EdFurtado, possivelmente ela não engravidou coisa nenhuma. Você viu o resultado do exame na sua mão?

yulia2 disse...

Ed furtado.... sempre apelando ... tsc tsc tsc...

Beatriz disse...

Gerliani, esse doc é demais. Eu acho impossível assistir a cena do parto sem se comover.

Ana disse...

Beatriz, chá de chocolate com especiarias. Direto de Londres... Tava uma delícia. Até pimenta rosa tem no chá...

Em São Paulo tem a Loja do Chá. Lá tem um chá de caramelo que também é para morrer de amores.

E cansei de discutir aborto, sexo de anjos, Freud... Tá tudo contigo.

Estou feliz com o resultado, triste que dois votaram contra.

E eu sou da área de direito, mas terminei meu curso anos atrás. Mas uma das atribuições é interpretar as leis mesmo. Mas mais a constituição. Isso, salvo engano, foi uma decisão de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).

Como não li a peça inicial, vou CHUTAR que o preceito fundamental discutido era o direito à vida (do feto, claro). Tudo isso teve por base uma mulher que foi à justiça pedir a interrupção da gravidez por estar carregando um feto anencéfalo.

Por fim, não sei se ela conseguiu ou não (creio que não), mas parece que ela estava aqui para assistir a decisão (foi o que li por alto na imprensa).

Anônimo disse...

mas é uma questão que eu nunca vi ninguém falar, do homem querer o aborto do seu filho.

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o homem é o primeiro a sugerir o aborto depois do resultado do exame ou da notícia. Bruno goleiro que o diga. Quase sempre foge, some, evapora da vida da mulher que engravidou. Se for filho defeituoso/doente então, esquece. é o primeiro a dar no pé.

Ana disse...

A propósito, gente, a menina Vitória que foi mostrada para todo mundo como anencéfala tem ACRANIA e não ANENCEFALIA.

ACRANIA = ausência de calota craniana (osso sobre o cérebro)

ANENCEFALIA = ausência de encéfalo = ausência do cérebro

Não deve se confundir uma coisa com a outra.

Ah, todo anencéfalo tem acrania, nem todo aquele que tem acrania é anencéfalo.

Independente, o que tem acrania PODE sobreviver alguns meses ou anos, mas normalmente sem enxergar, sem ouvir, sem falar, sem ter controle de nada.

O que nasce com anencefalia MORRE em seguida (ou dentro do útero ou momentos depois, talvez horas). Normalmente no dia.

Salvo engano, quando fiz a minha pesquisa para o TCC, o máximo que um anencéfalo sobreviveu foi uma semana.

Anônimo disse...

O que interessa é que o aborto de feto anencéfalo não está mais tipificado no CP. Let's celebrate, folks!!!

Anônimo disse...

Ana, acho que não. Acrania não é nascer com o cérebro exposto? Acrania é sem calota craniana. As Vitorias são anencéfalas mesmo, ainda que não 100%.

Beatriz disse...

Ana, valeu a dica, vou nessa Casa do Chá essa semana mesmo!

E obrigada pela explicação tb menine. Discutir cansa, mas acho que agora já sossegou ;)

Alana disse...

Ainda bem que ainda tem gente com paciência pra discutir isso a sério, porque quando alguém (principalmente do sexo masculino) me vem com essas contra a legalização de (qualquer tipo de) aborto, eu só tenho vontade de pular no pescoço, e tempo suficiente pra me afastar, antes de perder a calma. Não dá mais. Esse povo saiu diretamente da idade média, mesmo... Alguém faz o favor de mandá-los de volta.

Anônimo disse...

Independente, o que tem acrania PODE sobreviver alguns meses ou anos, mas normalmente sem enxergar, sem ouvir, sem falar, sem ter controle de nada.

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que horrível, deus me livre!

Beatriz disse...

Anônimo

É acrania sim. Nem todos os caso fica exposto, em alguns tem uma membrana.
Se vc tiver curiosidade, no site do Drauzio Varella tem uma série de vídeos sobre isso feitas com um prof da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Em um deles ele explica esse caso e fala q não é anencefalia. Os próprios pais de um bebê nessas condições, que estava tendo fotos divulgadas por aí, negou que a criança fosse anencéfala.

Ana disse...

Anônimo:

Acrania é nascer sem a calota craniana e, normalmente, sem parte do cérebro.

O cérebro não fica totalmente exposto por causa da pele, mas fica solto e, normalmente, é beeeem menor do que o de uma criança normal.

Essas "Vitórias" não são anencéfalas. Elas têm algum resquício, algum pedaço de cérebro. Por isso sobrevivem (máximo de tempo que ouvi falar para acrania - 3 anos).

Anencéfalos normalmente não sobrevivem um dia.

Anônimo disse...

"uma questão que eu nunca vi ninguém falar, do homem querer o aborto do seu filho."

mas essa é a causa CLÁSSICA do aborto: o HOMEM não querer o filho

quando a mulher fica grávida existe uma enorme chance do cara sugerir o aborto, sem querer saber oq ELA quer

99% das mães solteiras são mulheres que não quiseram abortar (por motivos economicos, ou religiosos, ou pelo fato de ser crime, ou por vontade de ter o filho) e o pai SE MANDOU. pois bem, geralmente antes de se mandar ele propoe o aborto.

se for uma menina nova, vai com o pai ou a mae, quando o carinha se manda.

mas a maioria das mulheres q aborta, no entanto, nao sao as solteiras. elas vao até lá com o namorado/companheiro/ficante. o casal decide abortar.

lembrando q se a policia baixar na clinica, quem é acusada e presa é apenas a mulher. o homem que é um elemento tao ativo nessa hora, sai ileso.

aí é q tá: a responsabilidade de se prevenir é dos 2. a partir do momento q vc transa sem camisinha ou nao é vasectomizado, vc sabe q corre o risco de engravidar alguem. nao da pra colocar a culpa da gravidez na conta da mulher.

"minha namorada mentiu q tomou pilula" -> a responsabilidade nao é só dela.

Ana disse...

A Beatriz sempre falando em poucas linhas o que eu levo um texto inteiro...

Valeu, Beatriz :D

Ana disse...

Pra quem quiser ler a Petição Inicial da ADPF que foi decidida hoje, o link está aqui:

http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADPF&s1=54&processo=54

Eu pensei em ler, mas são 150 páginas e eu não estou com tempo (nem paciência).

Lord Anderson disse...

"E vou além, o feminismo aqui no Brasil, como movimento, é um erro."

claro que é um erro. certo mesmo são os estupros, a violencia domestica, a descriminação por genero, as tentativas de controlar a sexualidade feminina, o assedios que as mulheres sofrem nas ruas...

ataque a figura do homem?

aff, ai vc ta delirando mesmo e se candidatando a categoria de mascul.

e vc não fala da alienação parental que JA aconte por parte dos homens pq?

dos homens que abandonam as mulheres que engravidam, dos que acham que a culpa da gravides é toda da mulher, dos que acham que cuidar da criança é responsabilidade só da mãe.

disos tudo que acontece ontem e hoje vc não fala, fica preocupando com um futuro em que as feministas malvadas vão afastar os homens dos seus filhos.

cara isso é machismo puro.

Beatriz disse...

Meu último ficante transava sem preservativo com a ex. O dia q ele me contou, dei uma bronca daquelas (eu nunca transei sem camisinha na vida, nem sei como é). Aí ele me contou vááárias ocasiões em q ela esqueceu de tomar pílula, um, dois dias seguidos, e eu falei "cara, ela não engravidou de sorte, você sabe né?"
Gente, estão preparados para a pérola que vem a seguir? Enfim, ele respondeu "será que ela queria me sacanear?" Te sacanear meu filho? Não sabe encapar o bicho não? Não sabe de onde vêm os bebês?
Por essas e outras que sou a favor de pílula masculina. Sei q muitas feministas são tb. Aí, não rolam essas acusações.

Mas se o homem não quiser que a mulher aborte, o máximo q ele pode fazer é conversar. Defendo que a escolha é dela, sempre. 9 meses de gestação não são bolinho.
Uma vez assisti a um episódio daquele programa Grávida aos 16 em que a menina ia entregar o filho para a adoção e o pai, que queria a criança, insistiu q ela ficasse com o bebê e ele. Ela fica, muda de ideia depois e deixa ele com a criança. Mas aí ok, ele criou, reconheceu q foi ele q quis e ela escolheu consciente. Se for assim, digno.

Anônimo disse...

Bom, Beatriz, o médico é castegórico, a acrania com um resquício de substância encefálica é uma variante da anencefalia e tão mórbido quanto.

Beatriz disse...

Anônimo

O blog da Vitória: http://amadavitoriadecristo.blogspot.com.br/

Na descrição já fala que ela tem acrania.

No caso de anencefalia, o médico cita que os tempos de sobrevida podem variar (sempre muito curto), mas que a taxa de óbitos é de 100%. Todos os bebês morrem.

André disse...

EdFurtado,
Se o aborto for legalizado, mais cedo ou mais tarde essas questões terão que ser discutidas.

Beatriz disse...

Os pais da Vitória defendem o direito do bebê anencéfalo, compreensivelmente, pela experiência de vida deles. Mas note o quanto eles são confusos ao expor as questões relativas ao diagnóstico:

"A Vitória recebeu inicialmente na gestação o diagnóstico de acrania - essa palavra sempre esteve muito forte em nossa memória como a principal causa da sua malformação e é destacada no início desse blog. Fomos informados que a acrania levaria o nosso bebê a desenvolver anencefalia e morreria ao nascer. " Ela não foi diagnosticada com anencefalia. Foi alertado que ela poderia vir a desenvolver. Obviamente, ela não desenvolveu: uma criança sem cérebro não sobreviveria.
Mais pra frente: "Embora tenham tido dificuldade de confirmar a anencefalia total dela na gestação, ela foi tratada como anencéfala e fomos aconselhados fortemente a abortá-la em diversas ocasiões." O diagnóstico dela nunca foi confirmado totalmente. "...foi escrito em seu prontuário hipótese diagnóstica de anencefalia - isso certamente está arquivado no hospital. " HIPÓTESE de diagnóstico: mais uma vez, ela não foi confirmada como anencéfala.

Por fim: "Nunca concordamos que a Vitória não tivesse nada de cérebro - e esse é o motivo pelo qual não costumo dizer que ela tem anencefalia mas sim uma malformação cerebral severa. "

Embora bem intencionados e compreensivelmente comovidos pela experiência pessoal de sua filha amada, creio que esses pais foram um pouquinho irresponsáveis ao ir para Brasília querer usar de exemplo para um julgamento sobre anencefalia o caso de um bebê que claramente não tem esse problema. O que fica entendido pelo post é q foi considerado q ela pudesse ter anencefalia, mas como nunca confirmado, os pais decidiram tentar. Eles já sabiam de antemão que havia uma chance da menina ter uma sobrevida maior.

Ana disse...

Gerliani, esse vídeo é de morrer de chorar. Conheci a Débora Diniz e o trabalho dela. Li seus livros e, por um bom tempo, acompanhei a luta dela. Ela é um ser humano sensacional que falta ser enforcada e queimada em praça pública pelas coisas que fala. É uma guerreira.

EdFurtado disse...

Anonimo das 21:37, "minha namorada mentiu q tomou pilula" -> a responsabilidade nao é só dela.
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Tipo, todas as mulheres com quem eu falei sobre isso dizem a mesma coisa, mas eu não consigo captar qualquer elemento mais profundo dessa "responsabilidade compartilhada"...na minha visão eu fiz tudo que podia com meu corpo, se tivesse pílula pra homem eu tomaria, seria um mundo melhor, mas só tenho a camisinha. Aí a solução final do que eu posso fazer é abstinência ou vasectomia.
Se valeu pra alguma coisa pelo menos resolvi essa questão do aborto comigo e entendo um pouco do que sente uma mulher que está grávida e quer abortar, mas não pode porque não a deixam. Claro que pra mulher é bem pior, alteração no corpo, cobrança social pra cuidar do filho, gastos, mudança no estilo de vida, mudança da própria vida...eu fiquei mal só de pensar em ter um filho com uma pessoa escrota e nunca pretendi sequer "criar" o bebê.
Descriminalização do aborto já.

Dri Caldeira disse...

Gentes, demorei a postar meu comentário pq fiquei esperando o término da votação no Supremo e vencemos. Será? O Suds vai fornecer todos os exames necessários para que seja feito esse aborto EM TEMPO HÁBIL???? Ou veremos abortos acontecendo com 5 ou 6 meses de gestação, talvez até mais? Na Itália em 7 dias, isso mesmo SETE DIAS, entre o pedido feito pela gestante e o aborto, é o tempo que leva para se abortar um anencéfalo.É, lá na Itália, onde a Igreja influi mais do que aqui.
Com relação a discussão de ser pró-aborto ou pró-vida... ontem tuítando, discuti com uma mãe, contra o aborto, que defendeu o ponto de vista dela, de maneira tocante. Eu tuítei: qdo. quem vai ter o trabalho e o sofrimento é outro, todo mundo é a contra, mas se fosse com vcs, vcs iam ser a favor!! Então, ela me respondeu: @Dri_Caldeira sou contra e já aconteceu comigo, por isso digo isso com conhecimento de causa #afavordavida
Eu retruquei: tá, e vc viveu qto tempo com seu filho FELIZ? Vc sabendo o que iria acontecer com ele!!ou vc ficou esperando um milagre de deus?
Ela me respondeu: @Dri_Caldeira Sou uma pessoa esclarecida e não esperei milagre, apenas agi de acordo com a minha consciência. #afavordavida
@Dri_Caldeira Vivi com meu filho o tempo que me foi concedido e hoje durmo em paz com a consciência de que fiz tudo que pude por ele.
Mais uma vez argumentei: respeito profundamente sua dor de mãe e mulher, nem tenho o direito de dizer o contrário, mas acho q é um sofrimento desnecessário
Ela, delicadamente, me respondeu: @Dri_Caldeira Obrigada pela sensibilidade, mas a vida nunca é desnecessária.
Aí, eu argumentei novamente: vc tem boas lembranças do seu filho ou ficou uma frustração uma sensação de que poderia ter sido diferente?
Ela não me respondeu nada. À noite, deitada na cama, essa conversa não me saía da cabeça. Como uma pessoa ache válido viver a expectativa da morte? Por que é assim que vive a mãe de um anencéfalo, ela acorda todos os dias esperando que o pior aconteça aquela criança (o que em casos de anecéfalos, seria o melhor)quando criar uma criança pressupõe justamente o contrário!! Por razões comentadas no post do aborto do mês passado, eu sei o que é passar por essa dor. Não consigo entender a justiça, os políticos, OS RELIGIOSOS nesse país que fazem suas vontades prevalecerem por meros caprichos, pq foram criados assim... mas as mulheres, as mães dos anencéfalos, as que geraram, nutriram, pariram crianças assim, essas eu entendo. E as perdoo por amarem demais.

Anônimo disse...

pois é, Beatriz, o caso da Laura Vitoria foi bem parecido. Ela sobreviveu por um ano. Está no blog da Vitoria de Cristo. Mesmo com um mínimo de cérebro é considerado anencefalia. Em todo caso, é muito triste. Mas quem quiser se martirizar, como disse um ministro do STF, fique à vontade.

lola aronovich disse...

Dri querida, desculpe, mas acho que vc não devia ter feito perguntas desse tipo pra mulher que teve um feto anencéfalo. Eu aceito e compreendo que uma mulher queira levar a gravidez de um feto anencéfalo até o fim. Não tenho problema com isso. As pessoas têm formas diferentes de lidar com a dor, não há fórmula pronta. Entendo que alguém queira sentir que fez tudo que pôde pro bebê, que queira um tipo de desfecho, até que acredite em milagre. Não tenho nada com isso. O que não admito é que a experiência de algumas seja obrigatória pra todas. Se a lei dissesse que todas as mulheres grávids de fetos anencéfalos tivessem que abortar, eu seria contra. Então não tem como ser a favor de uma lei que proíbe mulheres de abortar. Que deixem que cada mulher decida o que é melhor pra ela, ora!

Dri Caldeira disse...

Lola, na hora eu tb me arrependi, mas a calma dela, a bondade com a qual ela me tratou, me deram confiança a continuar e me mostraram duas coisas: que a mulher é o ser vivo mais forte que caminha sobre a face da terra e que sofrimento é a coisa mais pessoal que existe. Não entrava na minha cabeça uma pessoa achar bom, válido esse tipo de coisa acontecer. Mas algumas pessoas são abençoadas e nascem com o dom da paz e da bondade. Eu não nasci assim, infelizmente.

Gil disse...

Interessante foi um promotor dizer que nenhum dos contrários ao aborto passaram por casos como esse. Então ele concluiu : Só quem sentiu a dor, sabe do que tá falando. E os ignorantes ainda acham que tem o direito de decidir sobre o corpo alheio. É contra? Não aborte, mas não obrigue outras pessoas a sofrerem por suas moralidades que não somos obrigados a engolir.

Anônimo disse...

Supremo aprova antecipação de parto de feto anencéfalo

Quando um familiar de um crente está à beira da morte, o crente reza pedindo salvação. Se vive, foi graças a Deus; se morre, foi a vontade de Deus. Como tudo é da vontade de Deus, a própria sentença foi o desejo de Deus. De outra maneira, o próprio Todo Poderoso -que nunca aparece- poderia impedir que acontecesse.

Anônimo disse...

Mas algumas pessoas são abençoadas e nascem com o dom da paz e da bondade. Eu não nasci assim, infelizmente.
Dri Caldeira

Você pode se esforçar para desenvolver tais atributos.
Paz e Bondade

Anônimo disse...

Acharia de bom tom apagar alguns comentários de trolls, eles dificultam a leitura do que é importante.
Engraçado, acabei de descobrir um blog masculinista: o reflexõesmasculinas.com.br,e é tanta ideia torta disfarçada de razão que já parei de ler, cansei! Tá me fazendo mal (e lá não vi comentários de trolls feministas - na certa, devem apagar todos em nome da liberdade de expressão deles, rs)

Ana Paula Sardá disse...

Admiro muito quem consegue levar uma gravidez complicada como essa a frente, mesmo sabendo de todos os riscos para ela e para o bebê, que na maioria dos casos sobrevive poucas horas. Há raras exceções, como o caso da Vitória, de 2 anos http://amadavitoriadecristo.blogspot.com.br/

Eu sinceramente, não teria estrutura emocional para tanto. Somente pessoas muito corajosas e determinadas conseguiriam isso, portanto, acho que a continuidade da gestação deve ser escolha da mulher, pois no final das contas, como tu mesma relatou no texto, é ela quem vai cuidar, sofrer, e passar por todas as provações que é criar um filho anencéfalo ou com grave deformação.

Não sei o que faria se fosse meu caso, mas gostaria de ter opção sobre o meu corpo e minha vida. Julgar é muito fácil, viver o problema ninguém quer.

Anônimo disse...

edfurtado, eu penso o seguinte:

1) se a mulher quer abortar, mas o homem quer o filho, ele não pode fazer nada. sorry, o corpo é dela, a vida é dela, e o risco de morte é dela. se ele quer ter filhos, que encontre uma mulher disposta a isso (ou uma barriga de aluguel)

2) se a mulher nao quer abortar mas o homem nao quer o filho (num ambiente onde ha aborto legalizado e seguro, OBVIO. ninguem pode ser obrigada a correr risco de ser presa ou fazer um aborto num açougue só pq o pai nao quer ser pai), ela tem direito a ter o filho, uma vez q ela n pode ser obrigada a abortar.

mas considero justo q ele seja eximido de responsabilidades sobre a criança, tipo como se ela tivesse feito inseminaçao artificial. se ele quiser participar da vida da criança, tem q ser integralmente pai. se ele nao quer, nao tem o minimo direito sobre a criança, e ela vai criar sozinha.

agora é claro q tudo vai depender das circunstancias. o ideal é q seja tudo documentado, pra n haver mudanças de ideia e fuga de responsabilidade posteriores ao nascimento.

tipo, vamos supor q o casal estivesse tentando engravidar. n me parece razoavel q ele mude de ideia uma vez concebido. os 2 fizeram planos, propositadamente pararam de usar proteçao e tal. seria absurdo se ele "amarelasse" e pedisse pra ela abortar ou, apos o nascimento, alegasse q nao quisesse mais: aí já era. parabens, vc é o pai (/ratinho).

mas se foi um acidente, eles estavam usando proteçao e tudo mais, eu acho justo. a mulher tem a opçao de abortar. caso nao queira, assuma o filho sozinha.

q ces acham?

Rê_Ayla disse...

faço uma sugestão a todos os pró-vida, cristãos e afiliados que estão desolados com a decisão do STF: por favor, façam uma lobotomia para retirar seu cérebro (ou a maior parte dele) e, então, verifiquem se existe vida independente sem cérebro.

Pró-vida em caso de anencefalia??? Oi??? Que vida??? Se, de fato, existir vida sem cérebro, então toda e qualquer doação de órgãos por morte cerebral deve ser cancelada e proibida... deixa o corpo lá ligado nos aparelhos e fim.

Aff... me poupem viu...

saturnreturn disse...

O tema da inveja do útero me lembrou de uma coisa: homens podem amamentar. Há um tempo saiu na imprensa sueca uma série de reportagens sobre o tema. Vou deixar os links aqui pro pessoal que quiser ver com google translate:

http://www.aftonbladet.se/wendela/barn/article11982302.ab
http://svt.se/2.3784/1.483041/man_kan_amma
http://www.etc.se/nyhet/visst-kan-m%C3%A4n-amma

É claro que o tom das reportagens suecas é super positivo, incentivando mesmo os homens a experimentarem. Daí fiz uma busca no google para ver que resultado aparecia em português e encontrei isso, que é da scientific american, mas enfim, foi publicado na sua edição brasileira:

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/bizarro_porem_verdade_machos_podem_produzir_leite.html

A abordagem é totalmente diferente, representando o caso como bizarro já de início. Me desculpem os antropólogos, mas somos mesmo atrasados!

saturnreturn disse...

Imagine um post sobre amamentação masculina no blog da Lola. Os mascu pira!!!

Anônimo disse...

Mas algumas pessoas são abençoadas e nascem com o dom da paz e da bondade. Eu não nasci assim, infelizmente.
Dri Caldeira

Não se iluda. Tem muita vaidade e muita soberba por trás dessa aparência de bondade. A bondade não alardeia. Não se ensoberbece, não procura angariar simpatia.

Essa conversa fiada de criança enviada por Deus quando tem anomalia grave é pura raiva encoberta, além de uma grave erro teológico. Deus não é criador de seres teratológicos pelo simples motivos de que Ele sim, é Bom, e a boa árvore não dá maus frutos.

É muito cômoda uma 'causa' a se dedicar em tempo integral. Ocupa todo o tempo, dá uma sensação gostosa de utilidade, e dever cumprido. Tanto é que quando a criança falece, os pais continuam a se dedicar, pois o vazio toma conta e é difícil de preencher com outra 'causa' em tempo integral.

Sou muito mais o testemunho das guestposters.

Carol M disse...

Cara, por mais que uma mulher tenha escolhido levar aquela gravidez a diante, pq isso a tornaria detentora da verdade a ponto de achar certo proibir as outras de tomarem uma decisão diferente da dela.

Num guento essas fulanas que falam "ah, mas aconteceu comigo e eu fiz X" como se fosse um exemplo pra humanidade. Aquelas que querem fazer Y não devem ser obrigadas a seguir a idéia da mulher que escolheu X oras.

Hamanndah disse...

Eu sou contra o aborto de anencéfalos, também. E não sou homem. E sou feminista, acreditem, se quiserem.

Bjs, Lola

Tauana disse...

mto bom o post, Lola! Os comentários que escolheu são ´øtimos para entender melhor do que se trata a questão.
não sei se vc pode acompanhar o pronunciamento dos votos durante a discussão (eu vi só alguns), mas foi bem interessante! Gostei inclusive de ver o voto de um dos ministros que foi contra, afinal, acho que foi a única vez que vi alguém ter argumentos para falar contra a interrupção da gravidez. Mas melhor mesmo foram as falas de quem se pronunciou a favor. Laicidade do estado, manutenção do principio fundamental da dignidade humana, diretos das mulheres a escolha e autonomia sobre seus direitos reprodutivos e sexuais...
muita coisa bacana!
Um dos ministros inclusive, traçou a história da ideia de inicio da vida para a igreja apostolica romana que, bem diferente do que eu pensava, sofreu diversas mudanças e debates drante os séculos. Desde o sec III ou IV d.C. se entendia que a vida começa com o movimento. Essa idéia foi até o seculo XVI! Um papa então determinou que a vida começava na concepção... e o ministro ainda citou um relato de um embaixador brasileiro que se encontrou com o papa Leão alguma coisa, que defendia a separação entre estado e igreja como aspecto fundamental para que houvesse liberdade regiligiosa. então mesmo pros religiosos essa não deve ser uma questão fechada! Quando se considerava que a vida começava com o movimento a interrupção da gravidez nas primeiras semanas não era condenável pela igreja!
enfim, acho ótimo que o STF tenha chegado a essa decisão, e acho ótimo que isso joga mais lenha no debate. Quem sabe isso preciona o legislativo a se movimentar mais quanto a questão, né?

Hamanndah disse...

Me perdoe, Lola, eu achei que você tinha excluído meu primeiro comentário, mas me equivoquei. Eu não cliquei em "mais recentes", por isso não o achei.

Foi mal, por essa

Camila Fernandes disse...

Quem se posiciona contra o aborto EM QUALQUER SITUAÇÃO não está pensando no bem estar de ninguém, nem da mãe, nem da criança, nem da família toda. Olha o segundo caso, em que a mãe fala sobre as cirurgias, todos os exames e a morte do bebê. Situações tão dolorosas, complicadas! Como eu, você ou qualquer outra pessoa pode dizer que foi "melhor para a criança" ter nascido? Eu nem consigo imaginar o que é passar por isso, seja no lugar do bebê ou da mãe e da família, que têm de assistir impotente a tanto sofrimento.

As pessoas tendem a julgar os outros do alto do próprio lugar, ao invés de tentar se colocar no lugar da outra pessoa. Nesse caso específico eu fico imaginando como seria se fosse comigo. Eu adoro crianças, e quero muito ter filhos. E quero que meu irmão, meus primos e meus amigos também tenham filhos! Minha família é grande e eu sempre tive muitos primos, gostaria que nossas crianças vivessem a mesma experiência. Sabe ter a casa cheia de meninos correndo, mais dois cachorros e um gato? É por aí.

Agora eu fico pensando se eu estivesse grávida, escolhendo nomes, comprando roupinhas antes mesmo de saber o sexo, fazendo planos... Eu sou do tipo que compraria o primeiro allstar para o bebê antes mesmo dele nascer, mesmo sabendo que só caberia no pezinho dele por volta de um ano, sabe? Aí eu descubro que a criança não vai sobreviver mais que, com muita "sorte", poucos dias. Mesmo que eu descobrisse isso muito cedo, imagino que eu ficar arrasada. MUITO arrasada. Depois, ainda ter que esperar a barriga crescer durante todos os meses, consciente desse fato! Eu não vejo outro nome para isso que não tortura.

E do alto da minha experiência de vida, enquanto universitária de classe média alta, jovem, solteira e sem filhos, o que eu tenho certeza é de que não faço a mínima ideia do que é passar por essa situação. Portanto, não me considero apta a interferir no direito de nenhuma mãe de ESCOLHER o caminho a tomar.

F. disse...

"se a mulher não quer abortar mas o homem não quer o filho (num ambiente onde há aborto legalizado e seguro, OBVIO. ninguém pode ser obrigada a correr risco de ser presa ou fazer um aborto num açougue só pq o pai não quer ser pai), ela tem direito a ter o filho, uma vez q ela n pode ser obrigada a abortar. mas considero justo q ele seja eximido de responsabilidades sobre a criança, tipo como se ela tivesse feito inseminação artificial. se ele quiser participar da vida da criança, tem q ser integralmente pai. se ele não quer, não tem o mínimo direito sobre a criança, e ela vai criar sozinha."

Bom, vou responder pq no final você perguntou o que as pessoas achavam disso.
Eu discordo.
1) existem formas de não engravidar uma mulher;
2) camisinha furada é uma coisa muito difícil de acontecer, a menos que a pessoa não saiba colocar direito; e se formos sinceros vamos admitir que na grande maioria dos casos o casal não usou camisinha - os dois não usaram, tanto a mulher como o homem - (não estou julgando, pode acontecer com qualquer um);
3) se por azar a camisinha furar mesmo, a mulher não pode ser obrigada, nem coagida a abortar e negar responsabilidade sobre a criança é coação;

4) e mais importante: não são os pais que tem direito sobre a criança, eles tem responsabilidades, quem tem direitos é a própria criança que é um individuo nascido, vivo, que precisa dos pais, não interessa como ela veio ao mundo.

Vaca Profana disse...

Oi Lola!
Concordo em geral com suas posições, gosto bastante do seu blog.
Mas como o João, que comentou aí em cima(ele só assinou, mas postou como anônimo), não concordo quando diz que só homens são contra o feminismo. Vejo isso se repetir em vários de seus posts. Acho que tem muitos homens sensíveis à questão, inclusive porque isso os toca também(na minha visão sobre opressão, que esta está na relação, e não só no opressor - tirei isso depois de ler o Paulo Freire), assim como muitas mulheres que são coniventes com o machismo. Acho que isso não tem muito a ver. Claro que nós mulheres sentimos mais, que é mais fácil encontrar mulheres questionando isso, mas não dá para dizer que só homens são contra a legalização do aborto...
Além do que, se o oprimido não acredita na opressao, ele não se submete a ela...Então se ainda estamos onde estamos, também é porque muitas mulheres não despertaram para a questão...

F. disse...

E gostaria de acrescentar uma coisa que sempre me preocupa. Pq em toda discussão sobre aborto, que deveria ser uma discussão sobre o direito da mulher ao próprio corpo, sempre acabamos discutindo qual será o direito do homem nessa situação? Como se a mulher conquistar o direito de decidir sobre o próprio corpo (aborto até 12 semanas de gravidez) a tornasse uma privilegiada e tornasse o homem um prejudicado.

André disse...

F.
Porque a escolha da mulher em abortar ou não afeta diretamente o homem.

F. disse...

André,

ou é pq o direito da mulher tem que ficar submetido ao do homem sempre?

André disse...

F.
Claro que não. Tanto que, exceto os trolls, não vejo nenhum comentarista ponderado dizendo que a decisão do aborto deve ser do homem. Apenas que, se houver o direito a desistir da gravidez a posteriori, esse direito deverá contemplar o homem também. Desde que ele deixe isso claro enquanto houver a possibilidade do aborto.

f disse...

Como é que o direito da mulher sobre o próprio corpo e sobre algo que até as 12 primeiras semanas faz parte de seu corpo de mais ninguém deve contemplar o homem também? Só se a mulher tivesse o poder de engravidar de um homem sem que ele tocasse nela, só se fosse o corpo dele que fosse se transformar, só se fosse a vida dele que fosse mudar. A natureza não foi igual nesta questão, então igualar o desejo do homem ao da mulher em uma coisa que só acontece no corpo dela é submeter o direito da mulher ao do homem na minha opinião.

André disse...

F.
Por ser algo que ocorre no corpo da mulher, é ela que tem que decidir se aborta ou não.
Entretanto, o mesmo direito de desistir da gravidez por considerá-la um transtorno, deveria ser estendido ao homem.
A natureza não foi igual em muitas outras coisas, e não é por isso que não podemos construir uma cultura que contorne as limitações impostas pela natureza. O próprio direito ao aborto é um exemplo.

F. disse...

André,

já dei minha opinião acima(camisinha furada é uma coisa muito difícil de acontecer, a menos que a pessoa não saiba colocar direito; e se formos sinceros vamos admitir que na grande maioria dos casos o casal não usou camisinha - os dois não usaram, tanto a mulher como o homem - (não estou julgando, pode acontecer com qualquer um);
3) se por azar a camisinha furar mesmo, a mulher não pode ser obrigada, nem coagida a abortar e negar responsabilidade sobre a criança é coação;)

e também já entendi seu ponto de vista, mas eu discordo pelos pontos que eu apresentei, gostaria mesmo é de saber a opinião da Lola a esse respeito ou seja pq o discussão sempre acaba indo pra esse lado

André disse...

F.
Eu penso que o motivo da gravidez deveria ser irrelevante, a menos que tenha sido por estupro. E que a decisão de abortar ou não deve ser sempre da mulher, porque ambas as situações envolvem risco de morte para ela. Mas gravidez indesejada não é um problema de apenas 9 meses, nem afeta apenas a mulher.

F. disse...

Afeta mais a mulher e a coação ao aborto afeta somente a mulher. Se vivêssemos numa sociedade em que gravidez indesejada só acontecesse pq a camisinha fura e qualquer mulher tivesse plena condição financeira de criar um filho sem a participação do pai e filhos não tivessem seus direitos garantidos, não seria coação, mas na sociedade é. vou dar meu exemplo pessoal: sou casada, eu e meu marido não queremos filhos nos próximos anos de jeito nenhum, usamos mais de uma forma pra evitar, eu e ele sabemos que o outro não quer filhos. Se por acaso a camisinha furasse, o anticoncepcional falhasse e tivéssemos contado o período fértil de forma errada e eu engravidasse eu não faria um aborto (pelo menos pensando friamente não). Sou a favor do aborto, mas não faria um, não consigo nem me imaginar passando por isso. Não tenho condições financeiras no momento de criar um filho sozinha, aliás nem com ele seria fácil, mas não faria um aborto. E então meu filho hipotético teria seus direitos negados, passaria privações para que o homem mantivesse seu direito? ou eu deveria submeter meu corpo e meu estado psicológico para que ele tivesse seu direito assegurado?

Eu já disse o que eu penso. O direito da criança (nascida, viva, com mais 12 semanas de gravidez) em primeiro lugar nesses casos. E o corpo da mulher só ela sabe.

Max disse...

A luta do feminismo em defesa do aborto sempre me causou estranheza, mas agora vejo que o discurso vem sendo modificado, talvez no intuito de angariar simpatias para um gesto bastante polêmico, dando a entender que não se defende o aborto em si, mas o direito da mulher escolher se deseja praticá-lo ou não, respeitando suas crenças e valores. O argumento até me parece bem plausivel e nesses casos já previstos em lei e no caso de anencefalia também concordo que obrigar uma mulher a seguir com a gestação trata-se de uma grande crueldade.
O que preocupa a mim e creio grande parte da sociedade é que esse argumento sirva de pretexto para que o aborto seja permitido em toda e qualquer situação. Há um artigo aqui nesse site ( as 10 falácias dos conservadores) que em dado momento afirma que não é verdade que os defensores do aborto queiram se utilizar dessa abertura para reinvidicar o aborto em toda situação, mas não é justamente isso que todo grupo feminista defende?
Essa sempre foi a maior bandeira feminista, como se a gravidez fosse a última coisa que coloca a mulher em desigualdade em relação ao homem? Pq sempre que esse assunto vem à tona, vejo as feministas ao lado de pessoas que se utilizam de argumentos bem pouco humanitários, do tipo: a mulher tem o direito de decidir se deseja um filho com síndrome de down ou não, a mulher tem o direito de não dar a luz uma criança que nascerá sem condições socias e será um marginal em potencial. Isso para mim parece política social e seleção de indivíduos mais capacitados feitas a partir da prática do aborto. Já pensaram nas implicações disso? Que reflexos isso teria para a sociedade. Com certeza dirão que isso não ocorre em outros países mais desenvolvidos , onde o aborto é permitido,mas nesses países há educação sxual e farta disponibilidade de métodos contraceptivos. Dessa forma o aborto talvez nem entre como opção realmente, pq as pessoas sabem das implicações de ter uma vida sexual ativa e se previnem contra gravidez indesejada. Sim, muitos abortos acontecem queira eu ou não, e de forma bem pouco higiênica para as mulheres, mas a simples liberação não significará uma melhora nesse quadro, apenas o aspecto jurídico será resolvido. Sei lá, isso na verdade parece mais uma vez que o estado assume a sua incompetncia em não conseguir atender as mulheres satisfatoriamente e dessa forma usa a liberação do aborto como paliativo. Em relação as feministas me assusta o quanto para endossar seus argumentos elas precisam smpre afirmar que o feto/embrião não tem valor ou importância, se não fosse assim muitas não chamariam aquilo que está nos ventres das mulheres de parasita, extensão do corpo feminino,etc. Para mim a vida surge na concepção e isso por causa de minhas crenças e valores, concordo que o Estado não deve legislar apensa em função do que eu creio ou que uma visão religiosa deva prevalecer sobre todas as pessoas, afinal o Estado não é religioso e nem ateu, mas neutro. Só que isso não isenta esse mesmo Estado de reconhecer o valor da vida humana mesmo dentro do útero da mulher e procurar meios de defender esses seres indefesos.O direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo é justo, mas ela não pode ter direito absoluto sobre aquela vida no seu ventre. Sei que muitos consideram que o feto/embrião não tem a menor importância, mas gostariam que refletissem que isso abre precedentes perigosos, pois daqui apouco staremos abortandos sem a menor responsabilidade.
Max

Anônimo disse...

se não fosse assim muitas não chamariam aquilo que está nos ventres das mulheres de parasita, extensão do corpo feminino,etc

========


faltou chamar de corpo estranho, totalmente de acordo com a literatura médica e com o conceito de corpo estranho. Ninguém está inventando nada. O leigo é que tem mania de romancear tudo.

Anônimo disse...

O que preocupa a mim e creio grande parte da sociedade é que esse argumento sirva de pretexto para que o aborto seja permitido em toda e qualquer situação.

Preocupa por que? Você depende de algum feto pra viver? Depende de portadores de anomalias congênitas/hereditarias? É parte interessada na gravidez de uma adolescente? Se houver ocasião em que esteja envolvido, tome a decisão conforme seu entendimento, oras.

Anônimo disse...

Isso para mim parece política social e seleção de indivíduos mais capacitados feitas a partir da prática do aborto.

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Na natureza essa seleção é feita todos os dias. Indivíduo sem as mínimas condições de sobrevivência sucumbem. É uma providência necessária para a perpetuação da espécie. Qual é o problema? por que pôr uma carga pesadíssima em cima de pais com criança com deficiência severa, além das deficiências adquiridas ao longo da vida? Interessa a quem esse melodrama?
à sociedade não é, à natureza não é.

yulia2 disse...

O direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo é justo, mas ela não pode ter direito absoluto sobre aquela vida no seu ventre
______________________

se não existe cérebro, então, não existe VIDA, se não existe vida, então não existe aborto.

André disse...

F.
No meu caso, nós também não abortaríamos, mas somos casados, conversamos sobre isso antes de casar, estava tudo combinadinho.
Como o próprio post sugere, deveria haver uma discussão além do simples aborto ou não. Antes de liberar o aborto, no minha opinião, seria necessário resolver problemas como falta de creches públicas, falta de escolas públicas de período integral e boa qualidade, criar benefícios do INSS para mães solteiras, criar um regime de casamento "comunhão parcial de filhos", estabelecer protocolos para o aborto que fossem seguros para a mulher, etc.

F. disse...

André,

não vamos chegar a lugar nenhum, mas de qualquer forma, é o que eu disse, sou casada, está tudo combinado entre meu marido e eu, e, mesmo assim, isso não garante nada. Eu poderia afirmar de coração e com sinceridade ao meu marido que faria um aborto se necessário e mesmo assim não conseguir fazer na hora H. E daí eu poderia ser coagida por ele a fazer mesmo sem querer só pq mudei de ideia sobre uma coisa que acontece no meu corpo, não no dele? Não dá pra igualar, pq se homem quiser ter o filho e a mulher abortar, ele simplesmente não vai ter o filho, não tem sequelas no corpo, nem na mente dele, não no nível que a mulher teria, pq não é no corpo dele. Seria eu que faria aborto, não seriamos nós, seria eu. Assim como nós não ficaríamos grávidos como é bonitinho dizer, seria apenas eu.

E sim, deve haver discussão sobre tudo que você falou, não antes de liberar o aborto, mas agora, já, ou melhor, ontem. Só que liberar o aborto não é pra você, nem pra mim que apesar de andar vendendo o almoço pra comer na janta ainda tenho acesso a certas coisas, é para mulheres pobres que, sem recursos, morrem ou quase morrem na mão de "açougueiros" e isso não pode esperar enquanto a gente pensa nos direitos inalienáveis masculinos.

André disse...

F.
Todos os pontos que eu coloquei estão ligados ao bem estar e segurança financeira da mãe e do filho, não acho que os "direito masculinos" tem que ser discutidos antes, veja o meu comentário ao EdFurtado. Também não estou igualando as consequências físicas do aborto para mulheres e homens.
Também fica invalidado tudo o que eu disse, se o aborto for liberado sob restrições.
O meu ponto é, se o direito ao aborto for irrestrito, então cabe o questionamento quanto aos direitos do homem em também se arrepender da gravidez a posteriori.

F. disse...

André,

como eu disse, já entendi seu ponto de vista, apenas não concordo com ele pq seus argumentos não conseguiram me convencer. Se homem se arrepender de engravidar uma mulher ele pode arcar com as responsabilidades pela criança, não dar mais bobeira e principalmente agradecer a deus por não ser ele que ficou grávido. Nisso e no mais discordamos, fazer o quê?

Abraços.

Anônimo disse...

O direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo é justo, mas ela não pode ter direito absoluto sobre aquela vida no seu ventre.
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basta uma simples constatação empírica para ver que o feto depende absolutamente do corpo da sua hospedeira. Tudo o que acontece com o corpo dela reflete no feto. Se a gestante pegar uma doença, pode até morrer e levar com ela o feto e não há quem proteja seus direitos. Se sofrer um acidente e houver chance de sobrevivência fora do útero após a morte dela, não há o que discutir na presença do corpo inerte da gestante. O que não dá é passarem por cima da vontade de quem hospeda e desenvolve o feto e determinar o que vai ser feito, porque a gestante É AFETADA EM TODOS OS CASOS e eventualmente é ela quem detém o patrio poder depois do nascimento.

É a mulher quem deveria determinar inclusive se deve engravidar ou não EM TODOS OS CASOS, e se quer permanecer fértil ou não.

Sinto muito, na proxima encarnação, nasçam mulheres.

Anônimo disse...

algum casal discute ter filhos deformados/doentes? axo que ñ.

Eliane F.C.Lima disse...

Quero perguntar a todos os homens, acima, que são contra aborto - de anencéfalo ou não -: vocês têm filhos? Mesmo que sejam bonitinhos, saudáveis? Algum? Têm? Não estou falando de teoria, bla-bla-blá. Estou falando de ter "metido a mão na massa", ter ficado acordado por horas à noite, etc, etc. Se não, tudo é conversa fiada.
Fui conferir fotos de bebês com o problema discutido. Aqui na Internet há muito material. Sugiro aos mocinhos acima que o façam. Pois bem, só de ver tais fotos, comecei a ter palpitações fortes. Tive de sair rapidamente. Sugiro aos mesmos moços que o façam e tentem, tentem com todas as forças, imaginar cuidar 24 horas dessas crianças, que precisariam desesperadamente de amor. Algum ser humano estará preparado para isso?
Não estou entrando na discussão mulher/homem. Só penso em ser humano.
Porque todo o trabalho que um casal tem - veja a extrema boa vontade que eu tenho com o pai - com um recém-nascido é recompensada com o fato de vê-lo saudável, propenso a um futuro. E em caso contrário? Entrem nos sites, meninos, façam isso pelo menos uma vez por dia, pensem neles quando estiverem trabalhando, no mínimo. Imaginem que vão voltar para casa - vejam ainda que alguém não foi trabalhar para ficar com um deles - e não vão poder assistir aquela partida de futebol. Imaginem ter nos braços um bebê com tal tipo de deformação e sofrimento. Vão lá, rapazes, vão lá.
Eliane F.C.Lima

Anônimo disse...

Mesmo tendo filhos saudáveis não é moleza, que dirá deficiente/doente/desabilitado.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Fiquei feliz com o resultado, mas acho que vai ser difícil pra fanáticos religiosos começarem a cair na real que as pessoas agora tem mais uma escolha e nessa escolha não obrigadas a seguirem os preceitos deles.

Anônimo disse...

Um recém-nascido com anencefalia geralmente é cego, surdo, inconsciente e incapaz de sentir dor. http://pt.wikipedia.org/wiki/Anencefalia
Anen

Anônimo disse...

Já pensaram nas implicações disso? Que reflexos isso teria para a sociedade.

ué, eu só consigo ver efeitos positivos. menos vegetais dependentes de instituições de caridade, menos pessoas necessitadas pq foram colocadas no mundo sem o menor amparo, menos adolescentes abandonando o colégio e tendo um futuro ruim pra poderem cuidar mal e porcamente de filhos indesejados, menos crianças crescendo sem carinho pq os pais não a desejavam... só impactos positivos.

só seriam pais pessoas que de fato quisessem ser pais, se preparassem psicologicamente e estruturalmente para serem pais. lessem a respeito, aprendessem a educar uma criança, quisessem aquela criança, amassem aquela criança.

ninguem tem que ser pai pq faz parte do 'ciclo natural' da vida. eu ainda nao sei se quero ser mae, mas se fosse, seria uma excelente mae. nao bateria nos meus filhos, nao abandonaria meus filhos, nao criaria meus filhos pra serem pessoas mal educadas, intolerantes e desrespeitosas. eles seriam um projeto de amor, respeito, educaçao, segurança, felicidade. eu daria o meu melhor. enquanto eu nao estiver pronta pra isso, nao pretendo ter filhos. e por enquanto eu nao sei se quero ter pq acho q o mundo ao redor deles, ate hoje, nao parece muito bom. imagina eu criar seres humanos incriveis pra ve-los sofrendo e sendo machucados pq os outros pais nao educaram bem os proprios filhos?

obs. essa não é a maior bandeira do meu feminismo. a maior bandeira do meu feminismo é o fim da violência sexual, seguida da equiparação economica e social (salários, cargos de chefia, representantes políticas).
aborto é importante, mas nao é minha prioridade. só nao consigo enxergar nenhum argumento contra ele q seja válido, apenas os baseados na ideia católica de que a vida per se possui mais valor que a dignidade humana. vida sem dignidade nao é vida. sofrimento não enobrece. culpa nao torna ninguem melhor. entao o aborto tem, sim, q ser permitido em qualquer situaçao.

e, sim, eu abortaria sem pensar duas vezes se descobrisse que meu filho seria deficiente. e nao seria uma lei q me impediria (espero que nunca aconteça. até pq o aborto nao é algo BANAL, ele dói, fragiliza a mulher, é como um exame ginecologico mil vezes piorado. nao quero nem pretendo passar por isso. mas se for necessario, farei. sendo ilegal ou nao)

Anônimo disse...

f,

eu sou a anonima q falou sobre o "direito do pai ao aborto". nao usei esses termos, mas basicamente foi oq eu disse:

se existe a possibilidade de aborto, a mulher engravida sem querer (e nao pq o casal estava tentando) e se recusa a abortar (q é uma pratica muito menos invasiva e com menos consequencias que o prosseguimento da gravidez e o parto), pq o pai deveria ser responsabilizado?

uma mulher q faz inseminaçao artificial nao tem amparo legal pra exigir nada do doador de esperma, certo? entao se uma mulher engravida (de um caso, parceiro, marido), ocorre uma gravidez e o cara quer pular fora, ela n pode obriga-lo a ficar com ela, nem a ser um bom pai.

ela tem a opçao de abortar! se ela quer ter um filho com o apoio de um pai bacana, q aborte aquele ali e engravide novamente de um homem q queira ser pai da proxima vez.

se o cara nao quer aquele filho e ela escolhe nao-abortar, ela deveria cria-lo sozinha nao? imagino q maioria escolheria o aborto, mas se a pessoa insiste em ter aquele filho, é uma escolha unilateral ne?

e eu acho q maioria das gravidezes indesejadas ocorre por falha mesmo, de pilula ou camisinha usada indevidamente. nao conheço ninguem q tenha engravidado pq escolheu deliberadamente correr este risco, nao usando camisinha. nao no meio social, onde as pessoas recebem educaçao sexual.

se é um acidente, nenhum dos 2 tem culpa. entao a melhor escolha é o aborto, caso um deles nao queira a criança. se a mae quer ter o filho e o pai nao quer, ela sera responsavel por ele sozinha. se o pai quer o filho e a mae nao quer, azar o dele (pq o corpo é dela).

agora se a mulher foi responsavel e o cara tirou a camisinha, ou seja, provocou aquela gravidez, ai neste caso caberia a ela a escolha mesmo. se ela quiser a criança, ele nao pode fugir, pq foi ele q causou aquilo. vai ter q colaborar na criaçao do filho q ele fez. mas eu imagino q esse caso seja mais raro, ne? a menina achar q esta fazendo sexo seguro e o babaca tirar a camisinha.

como eu disse, aborto nao é simples, nao é banal, nao é facil. mas gravidez de 9 meses, parto e criaçao de filho é bem mais complexo q isso. escolher a segunda alternativa sabendo q o parceiro nao deseja, parece burrice.

(e vou repetir pra quem nao leu meu primeiro comentario: isso tudo num ambiente onde exista aborto seguro e legalizado. do jeito como as coisas estao hoje, nao tem conversa, pq ninguem pode ser obrigada a ir em açougueiro e/ou correr o risco de ser presa)

Anônimo disse...

Eu só queria que privatizassem o sistema de saúde .
A pessoa pagando ela faz o que quiser .
Só não é justo o contribuinte ter que pagar para milhares de mulheres fazer aborto ( por mim , quer fazer faça , mas pague , por que eu e os demais contribuintes é que tem que pagar ? ) .
O contribuinte paga por cirurgia de mudança de sexo feita no SUS . Quer virar travesti ? Vira , tô nem ai , mas em hospital público ? Ai eu me importo .
Penso o mesmo sobre o aborto !!!
O governo dá camisinha ( masc / fem ) , DIU , Cirurgia laqueadura , vasectomia, e tem um povo que ainda faz filho .
No caso em questão ( anencéfalos ) não vejo problema o SUS financiar , assim como em caso de risco de vida à mãe ou estupro ( assim dá para compreender , pode acontecer com qualquer um ) .
Mas caso qualquer aborto seja legalizado , os demais casos fora esses três ,devem ser feitos em clinicas particulares, não em clinicas onde o contribuinte paga .
Tem gente por ai ( tanto homens quanto mulheres ) que parecem fábricas de bebês, tem 6 ,7 .

Drica Leal disse...

E os argumentos sobre a decisão de ter ou não ter um filho caber exclusivamente à mulher rodam, rodam, mas não saem do lugar.

Podemos até pensar se isso é justo ou não, mas pra mim é muito claro: se acontece no corpo da mulher, cabe sim a ela decidir. E digo mais: mesmo que vivêssemos numa sociedade igualitária, onde homens e mulheres se dedicassem igualmente à criação dos filhos (coisa que está muuuuito longe da realidade em que vivemos)ainda assim, A GRAVIDEZ OCORRE NO CORPO DA MULHER! É esse fato que muitos querem contrariar, sem perceber!

Independente do valor ou da concepção humana que se dê ao feto, só a mulher poderá tê-lo ou não. E para ter algum controle sobre isso, o homem teria que considerar e tratar a mulher não como um ser humano pleno, mas como mero receptáculo (opa, não foi assim durante toda a história conhecida da humanidade???), em mero instrumento de sua vontade e decisão.

Até que se invente uma forma de gerar vida fora do corpo da mulher não existirá maneira de fazer prevalecer a vontade do pai ou direito do feto sem DESUMANIZAR a mulher! Esse é o "X" da questão! É aí que entra o feminismo, para quem não entendeu ainda.

Anônimo disse...

Religião é o discurso que a humaninade usou quando todas as causas no universo eram turvas. --Sam Harris
"Religions Are Failed Sciences"
http://www.youtube.com/watch?v=vQgI4bHpAlA&feature=relmfu

Joel Pinheiro disse...

Para todos pensarem e discutirem:

http://www.adhominem.com.br/2012/04/sobre-o-aborto-do-anencefalo.html

Pelo direito à vida! disse...

Felizes os que tiveram a oportunidade de nascer perfeitos! Porque terão auxílio de vários programas sociais! Aos infelizes (anencéfalos), que "não escolheram" tal sina resta a pena de morte, e martelada por quem? Por aquela que deveria lhe proteger. É duro ouvir, sei. Mas é isso mesmo.
"-Mas... e a inclusão da pessoa com deficiência, o direito à vida, onde estão?"
Nem pensar! (É a sociedade dos valores de barro!) Quem manda ser filho do... Sim, é a idade das trevas mesmo, apenas requintada de legalidade!
Na idade média aqueles que "ousassem" nascer com alguma anomalia eram considerados filhos do diabo e deveriam ser sacrificados, lembra?
E então se o feto não atende às nossas expectativas sociais, ele é considerado "uma coisa"!?
"É a sociedade dos valores de barro."
"Ah... o sofrimento da mãe... pobrezinha, carregar um "feto" que vai morrer... um velório..." O que??? Me respondam, quem gosta de sofrer? Não se sofre porque quer ou por opção, mas é uma suscetibilidade da vida! Fosse por isso matariam-se a todos que odiamos, pra sermos "mais felizes".
Acaso um feto não é um filho? Um filho com deficiência, que anseia espontaneamente por vida? Porque se referem ao nascituro como um objeto estranho, de outro mundo? É a sociedade dos valores de barro.
Ninguém veio para a morte, esta é apenas uma fatalidade. Fosse por isso, eutanásia aos doentes terminais!
O que falta aos defensores do aborto de anencéfalos aprenderem é assumir a responsabilidade por viver, sobretudo assumindo suas responsabilidades morais antes de legais! Sejamos seres de coragem, não de covardia! É esse tipo de individualismo mesquinho que torna o mundo cada vez mais deplorável. "Importa eu". Se todos assumissem suas responsabilidades, apesar de dolorosas e contra nossa vontade, estaríamos em um mundo melhor. Não pensem que fazem diferente dos homens que abandonam seus filhos com a mãe, como vi alguém relatando acima. Àquele cedeu à sua vaidade e a grande verdade é que todos querem ceder a esta.
"- Não chore Sr. fetinho, sua morte vai ser rápida e instantânea".
Imaginem um homicida com um revólver na sua cabeça dizendo que o tiro não vai doer... Você acreditaria?
No entanto, se a resposta para a legalização é simples assim (a curta vida ou a dor da mãe [palavras do ministro]), pergunto: QUAL O SIGNIFICADO DA "LONGEVIDADE" E DA "SOBREVIDA", SE TODOS VAMOS MORRER UM DIA? ALGUM IMORTAL? Hein? Reflitamos! É esse relativismo arrogante que ameaça a existência humana e que quando o homem interpretado se vê com a própria vida nas mãos de um assassino, por exemplo, não consegue compreender o homo lúpus - esse ser ""evoluído"", que compreendeu a lógica predatória. E neste caso o homo sapiens não vai achar que é "justo" ser ceifado, claro. Ora, é a ditadura do relativismo! É a sociedade dos valores de barro.

Drica Leal disse...

Pelo direito à vida!:

Por que tão dramátic@?

Não se se você é homem ou mulher, mas, se for homem, só posso repetir o que venho dizendo em vários posts: enquanto a gravidez ocorrer no corpo da mulher, não há como pensar em direito do feto sem passar por cima da autonomia dela. Claro que é muito mais fácil sentir empatia pelo direito humano do feto inocente que pelo direito humano de uma mulher, essa egoísta, cruel e pecadora que se recusa a ter um filho só porque a sociedade acha que é obrigação dela ter.

E se for mulher, guarde esse gesto nobre, de levar uma gravidez adiante em qualquer circunstância, para si mesma. Nada de querer obrigar as outras a fazer o que você faria, afinal, quem é a favor da escolha da mulher a fazer um aborto não quer obrigar ninguém a abortar.

Anônimo disse...

LoLa, o comentário a seguir eu o recebi de uma experiente enfermeira que dá treinamento a obstretas num renomado hospital na capital de um estado brasileiro.

"Quanto ao assunto sobre os anencéfalos, eu sou super a favor da interrupção da gestação! E fico indignada de ver comentários contra essa decisão. Comentários de mulheres (mas tem de homens também), xingando a tudo e a todos por conta desse "crime"(?!)consentido, legalizado. Veja bem, eu já acompanhei muitos casos de gestação de anencéfalos.

A mulher descobria cedo a malformação, pq isso dá pra ver por volta de 10 semanas de gestação, e dá pra ver tb qd se solicita a dosagem de alfa-feto proteína, mais cedo ainda, se não me engano. Imagine só o sofrimento desta mulher, que se descobruiu carregando um feto sem a menor chance de sobrevida (vivem em média 24 a 48 horas, qd já não nascem mortos ou morrem no parto), e sendo OBRIGADA a levar a gestação a cabo!!! Vi muito isso acontecer. Enquanto outras gestantes estão ali felizes esperando um bebezinho lindo e perfeito, o dela é chamado de "monstrinho", além do quê existe a curiosidade cruel das outras mulheres e até de funcionárias da rouparia e da limpeza quererem adentrar a UTI neonatal para ver a "aberraçãozinha" a todo custo!

Acho uma tremenda hipocrisia haver tanto protesto religioso (ou não) em relação a decisão do Supremo. Queria ver se cada mulher dessas que estão se dizendo chocadas engravidassem de um anencéfalo. Será que iam estar assim criticando ferozmente quem opta por esta interrupção de gravidez?

Sou contra aborto, sempre fui, mas num caso onde a sobrevida é sabidamente impossível, por razões óbvias, asseguro-lhe que estou satisfeita com a decisão de permitir o fim desta festação. Já não era sem tempo!!!"

lola aronovich disse...

Nossa, que horror o que conta essa enfermeira, LisAnaHD! Nem tinha pensado nesse lado de que tem muita gente que quer ver uma "aberração"... Mais isso ainda, como é que pode?
Vou copiar o comentário no post mais recente pra poder tuitá-lo (é que acima de 200 comentários não dá pra direcionar diretamente pro comentário. Aliás, o blogger tá cheio de problemas pra post que passa de 200 comentários...).

Anônimo disse...

Pelo direito à vida!, vai cuidar dos seus anencéfalos! Não tem um? adota, mané de barro.

Anônimo disse...

Fosse por isso, eutanásia aos doentes terminais!

@pelo direito à vida

Muitos anseiam pela eutanásia sim, mas esse direito também lhes é negado. Vamos ter que ir à Suprema Corte um dia porque nosso congresso de barro está preocupado com seus benefícios pecuniários. Usa sua verborragia barrenta pra algo que preste. Discurso sentimentaloide de catolicU já deu. Vocês mandaram milhares pra fogueira. CALEM A BOCA.

Anônimo disse...

Creio que ninguém irá ler, mas como comentaram: http://amadavitoriadecristo.blogspot.com.br/2012/04/site-g1-publica-materia-tendenciosa.html

f disse...

Drica Leal,

obrigada por dizer isso: "Até que se invente uma forma de gerar vida fora do corpo da mulher não existirá maneira de fazer prevalecer a vontade do pai ou direito do feto sem DESUMANIZAR a mulher! Esse é o "X" da questão! É aí que entra o feminismo, para quem não entendeu ainda."

Se depois disso alguém ainda repetir os absurdos que uma "anônima" (q diz que é mulher) escreveu acima, eu nem sei mais.

Abraços

Anônimo disse...

Postei mais cedo isso (mas parece que a dona do blog apagou), pois comentaram o caso da menina Vitória. A mãe neste post esclarece algumas dúvidas, devido a uma matéria do G1. É interessante. http://amadavitoriadecristo.blogspot.com.br/2012/04/site-g1-publica-materia-tendenciosa.html

A vitória da vida sobre a morte provocada! disse...

Belo caso, o da menina Vitória!!!
A vida é a resistência à morte!
Desafio todos a lerem!!!

Cora disse...

anônimo,

ela não apagou não.

está apenas um comentário acima de sua nova postagem. Olha lá ele.

Anônimo disse...

A maoior deformação que existe é a moral, que começa com a banalização da vida!

Anônimo disse...

Assistam a este video!
http://www.youtube.com/watch?v=5ItJJrIXdb4&feature=related

Anônimo disse...

A decisão do STF dá todo o direito de future mamãs terem seus anencéfalos à vontade. Não sei qual é a celeuma. A menos que estejamos todos sofrendo de ilusão de ótica, essa menina, Vitoria de Cristo é anencéfala. Boa sorte pra ela e pros pais. Não venham entretanto vender esse peixe pra quem não quer comprar.

plantão das 8:00

Anônimo disse...

Maldito o/os médico/os que não der/em um diagnóstico de anencefalia a um feto como o da vitoria de cristo ou enganar os pais a respeito com falsas esperanças de sobrevida não vegetativa.

Até eu faria um diagnóstico de anencefalia por um ultrassom. A quem esses caras pretendem enganar?

não me engana que eu não gosto

Anônimo disse...

Lola eu sou a anônima do Comentário 1, obrigada por ter dado visibilidade ao que relatei.

Manu Gouveia disse...

Vamos falar de bons homens x canalhas. Sabemos que a imensa maioria dos homens ainda nao modifica substancialmente sua vida por causa de filho, ainda mais quando o filho eh deficiente. Quantos vc ja viu abdicanto totalmente de sua vida e profissao pra cuidar de um filho que exigira esforco integral, ainda mais qdo eh pro resto da vida? E depois, muitos deles estao inicialmente dispostos, ou seja, sao bons homens. Qdo se cansam e resolve fazer a canalhice de abandonar os filhos e a mulher, jogando nas costas dela toodas as responsabilidades e sacrificios, ja eh tarde demais, nao da mais pra ela evitar o filho e acaba sobrando pra ela. Nao acho justo obrigar a mulher a arriscar a quem sá be o cara ser, ou continuar,sendo um bom homem, ate porque, no caso em discussao, mais facil eh ela ganhar na mega sena da virada. Portanto, a escolha deve ser dela se vai ou nao assumir o risco.

Anônimo disse...

Totalmente contra. Se seu filho veio com esse problema é porque Deus tem algum propósito, temos dificuldades na vida para serem superadas! Como você teve o direito de nascer e de viver ele também tem que ter! Mesmo se for morrer no mesmo dia, ame-o com todas suas forças. Trauma maior seria você abordar e ficar com aquele peso na consciência, vai sofrer? sim mais será algo lembrado como superação!

mãe paulistana disse...

Não li todos os coments,mas li os 2 posts sobre anencefalia.

Sinceramente,creio que quem tem que dar o veredicto final,neste caso,são os pais,mas eu,de fora,jamais confortaria uma gestante a abortar,mesmo por anencefalia,pois considero uma violência sem volta,o aborto,em qualquer instancia.

Se esta mãe/gestante estiver indecisa,eu a apoiaria a levar a gestação até ao fim,pois pelo menos jamais teria de dormir com a sensação culposa por haver feito um aborto,mas essa é uma decisão extremamente pessoal,e,neste caso,amparada por lei...então,não há muito o que falar,só agir;escolhe-se:agir no calor da emoção,ou pesando os pŕos e contras da racionalidade,friamente,,para ver o que seria melhor de se suportar a longo prazo.

Sim,pois é fácil a sociedade pressionar uma mulher gestante que ela considera"fora dos padrões"para gestar até ao fim,ao aborto provocado,difícil mesmo,e,eu confesso,nunca vi;é essa mesma sociedade hipócrita e desigual parar de ficar com indignaçãozinha de sofá,levantar a bunda morta da zona de conforto,e ir apoiar verdadeiramente ás mulheres no que tange a elas serem encorajadas a ter e criar os seus bebes!


Sou mãe de 6 bbs perfeitos,mas tenho 1 irmão cadeirante que nasceu deficiente e foi abandonado por pai e parentes do mesmo;nossa mãe não teve e não tem apoio de ninguém,nem por isso desistiu do meu irmão,lutando sozinha,e ele hoje é atleta,mesmo com os membros os 4,comprometidos prá caramba!

Alguém aí atrás falou que essas mães que cuidam do deficiente não tem vida,não podem ir a um cineminha,etc,ora,mas não ter vida própria é uma coisa,não ter o apoio dos parentes,pai da criança,e comunidade é beem outra;neste caso,a mãe escolhe:ser incompetente como a própria sociedade que ela condena,e abandonar o filho ĺa na Fundação Casa,por exemplo,ou,fazer como a minha mãe,que deu a volta por cima,e,sim,apesar de muuito sofrimento,aprender a ter vida pŕopria,e amadurecer,junto com o filho!

Não estou dizendo que é certo,nem gostoso ser uma mãe abandonada,mas que é fato que acontece,e não há muito o que fazer:é viver e criar a criança!notem uma coisa,o anencéfalo vai morrer mesmo,na minha opinião,eu deixaria ele viver até o último instante de vida a que ele tivesse o direito,mas aqui muita gente se dispôs a falar de casos em que a mãe teria de cuidar sozinha,este ,definitivamente,NÃO é o caso dos relatos do post,oras,para onde vai a nossa sociedade,que só quer comodismo?

Ver pessoas precisando de nossa ajuda ,vivendo penosamente neste mundo,passar por elas sem fazer nada e virar a cara,por preguiça ou falta de interesse,gera um enorme incômodo em nossas mentes;não queremos isto,então,vamos apoiar e incentivar a que se impeça o nascimento dessas pessoas,e,se,mesmo assim,nascerem,contrariando todas as leis,a culpa será destas pessoas e,lógico,de suas mães!!Porque eu,voce,todos nṍs,temos o direito de sermos felizes,os outros,que se danem!!

Anônimo disse...

"Média de vida das crianças com a doença é de apenas algumas horas ou dias; Letícia está com 9 anos. “O mundo à minha volta pára e a coisa mais importante é a minha filha. Cada segundo com ela é tão precioso e somos tão gratos. Embora eu saiba claramente que ela vai morrer, estou tão feliz. A sala se enche de alegria ao nosso redor; alegria e paz”.
Publicado no O JORNAL ALAGOAS - 04.11.2007 (http://www.ojornal-al.com.br/04112007/cidades.php) - "Alagoas tem caso raro de anencefalia"
Autora: Yvette Moura.
Com essas palavras, Monika Jakier descreve a hora do nascimento de sua quarta filha, ocorrido em 18 de julho de 2000. Anouk não tinha os hemisférios cerebrais nem a caixa craniana que forma a abóbada da cabeça, vindo a falecer treze horasapós o parto [normal]. Esta história integra uma série de relatos emocionados encontrados em um dos muitos sites que abordam a

Contrariando todos os prognósticos médicos, a alagoana Letícia de Souza Rodrigues, 10 anos, é a anencéfala mais velha de que se tem notícia no país. A média de vida dessas crianças, em mais de 95% dos casos, é de apenas algumas horas ou dias. Segundo o cardiologista Ricardo Santos, especialista que acompanha a menina, existem crianças com até 3 anos de idade que apresentam esse mesmo problema, mas uma anencéfala com dez anos é um recorde da literatura médica.

De acordo com o médico, o próprio nome que designa a malformação genética é inadequado. A doença não consiste na ausência absoluta do cérebro, como pregam alguns, mas na ausência dos hemisférios cerebrais, podendo se apresentar em várias gradações. Na maioria dos casos, o tronco cerebral é preservado e, com ele, as condições básicas de sobrevivência. “Essas crianças têm as condições mais inferiores do cérebro, onde está o centro da alimentação, a sensibilidade da pessoa, o centro que comanda a respiração e todos os centros que comandam as funções internas do nosso organismo. Por conta disso, elas sobrevivem, se alimentam e têm sensibilidade, podendo, inclusive, sobreviver longo período”, afirma.
http://amems.org/amems/index.php?option=com_content&view=article&id=461:anencefalia&catid=96:3d-computer-graphics&Itemid=440

Anônimo disse...

Eu recentemente tive uma gravidez de anencéfalo e optei pela interrupção. Era uma gravidez desejava, por isso, a decisão foi difícil e sofrida. Até hoje guardo imagens muito fortes do parto e sinto falta do bebê que não tive. Não me arrependo, e acredito que o aborto nesse caso é uma decisão que deve caber unicamente à mulher. Se ela se sente preparada para receber um filho que irá morrer minutos após o parto, não deve ser julgada, assim como não deve, quem opta pela interrupção. Achei o comentário 2 honesto e corajoso, porque, num país em que há tanta hipocrisia como o nosso, é difícil admitir que o aborto é a única solução para tornar a vida da mãe possível, já que os "amigos", companheiros e familiares podem ser os primeiros a deixá-la desamparada. A interrupção não é a opção mais cômoda, confortável ou feliz. Não livra a mulher da dor e do sofrimento que o aborto acarreta. É uma escolha como outra, que reflete as convicções e sentimentos da mãe em relação à sua própria vida, e por isso deve ser respeitada.

Anônimo disse...

Vc está certo ,eu fiz um aborto induzido de 16 semanas de anecéfalo e só deus sabe a dor que sinto

Anônimo disse...

então pessoal li alguns dos postes..
quero dizer que sou mãe de uma criança que era portadora de anencefalia....
O amor vem de Deus e somente Deus é quem decide quem vive e quem deve deixar de viver,é ele quem concede cada embrião e se ele quer que seja assim só ele sabe o motivo. acho que cada um sabe a dor e a alegria que carrega em seu coração, cabe de cada um saber se deve continuar ou se deve interromper...
quem é mãe de verdade por mais que sofra horas, dias ou até anos faz tudo com amor pois depois que temos nossos filhos a nossa felicidade passa a ser a felicidade deles...
minha filha veio a este mundo para me dar vida, para me ensinar o amor verdadeiro, pois o amor verdadeiro tudo suporta e não mede esforços para se doar ao outro... sou contra o aborto e
acho que governo deveria sim, dar todo o apoio físico e psicológico para as mulheres que passam por uma gestação como a minha, para que assim como comigo, o que fique, não seja a dor de ter matado um filho, mas uma dor conformada, pois a protegi enquanto a vida lhe foi possível.

Anônimo disse...

Soh uma mulher sabe oq eh isso...
Eu ja passei por isso..
Um pesadelo!

Anônimo disse...

Muito boa a matéria. Sei exatamente do que se trata. Passei por isso. Não tenho dúvidas da decisão que tomei, apesar de doer tanto. Foi a decisão mais difícil da minha vida. Tempos depois, penso da mesma forma.

CIÇA disse...

Palhaço... O direito de escolha é só da mulher sim... O corpo é dela, quem sofre dores, enjôos, tonturas, e todo o desconforto de uma gravidez por 9 meses e o pior que é o parto é a mulher... Homem não tem que decidir nada. Quer um filho vai fazer em outra... Se a mulher quer abortar a decisão é só dela e ponto.

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