segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ALGUNS CONSENSOS SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, POR FAVOR?

Segunda passada, no post em que respondi ao Dedalus, ele e um outro rapaz sentiram-se injustamente acusados pelo post e pelos muitos comentários. E, perdoem-me, mas falaram muita besteira também. Tentaram justificar o estupro apelando pra vantagens genéticas, explicando que funcionou com Genghis Khan, que os golfinhos também estupram, que é pra espalhar a sementinha... Várias leitoras responderam, principalmente a Marjorie, que rebateu todos os argumentos com muita sensibilidade e paciência (muito mais do que eu). Já mais pro final, apareceu o Canis (Antônio), com uma visão rara para um homem:

Olá Lola, Li o último post e pensei até em escrever minha história de como eu me tornei um homem não machista (de verdade mesmo). Foi uma longa e dura jornada de deconstrução e reconstrução. Não vou fazer isso, prefiro comentar outras coisas. Faz muito tempo que eu entendo, ou tento entender, como se sente uma mulher, talvez por ter convivido muito com muitas delas. Não sou cabeleireiro nem maquiador nem gay; sou homem, professor e heterossexual, mas as circunstâncias me levaram a viver rodeado de mulheres. Todas as mulheres têm medo dos homens. É normal. A maioria delas tem pais violentos, irmãos violentos, namorados violentos, primos, avôs, tios etc, violentos. Todas as mulheres são inferiorizadas e sofrem por isso, é natural, são tão capazes mas nunca recebem reconhecimento. Toda mulher já sofreu algum tipo de abuso por parte de um homem, familiar, amigo ou desconhecido, e a maioria ficou calada, ou, se falou, foi culpada pelo próprio abuso. Homens batem, estupram, humilham e vivem como se fosse normal isso tudo. Quando em um dos comentários alguém falou que se sentia ofendido por ser tido como um suspeito potencial de estuprador, digo que não deveria ficar ofendido, mas envergonhado, porque para todas as mulheres, qualquer homem pode ser um violentador (até seus mais próximos são de alguma forma). Não está escrito “estuprador” em nenhuma testa, da mesma forma que não há marca que identifique um assaltante. Assim como muitos homens devem achar que qualquer rapaz vestido de "mano" é um assaltante em potencial, as mulheres olham para um homem sozinho numa rua escura e temem que ele seja um estuprador - a sensação é a mesma. Essa comparação é apenas para aproximar como se sente uma mulher em relação a isso. Pena que, no caso da mulher, não é puro preconceito. Mulheres são sempre vítimas, raramente são algozes, e quando são, têm seus motivos. Ora, por favor, nada do que é dito aqui é mentira! O mundo é assim mesmo! Homens batem e mulheres apanham. A discussão não é se todos os homens são violentos, se todos batem, se todos estupram, o que é fato é que a instituição homem/macho/machista é violenta, da mesma forma que todo rico é explorador. O problema não é pessoal, é geral. Ficar dizendo “eu não sou assim” ou “eu não faço isso” não vai mudar nada. Ser homem é ser privilegiado e ponto. Romper com isso é o mais sensato a se fazer, não tirar o corpo fora e ficar achando que só os outros têm problemas. É preciso subir o nível da discussão.

Obrigada, Antônio. Eu concordo principalmente com a parte de subir o nível da discussão. A Má cantou a lebre: quando se diz “não são todos os homens, eu não sou assim” mata-se a discussão. Porque o foco não é esse. Se dizemos que “homens estupram mulheres”, há três coisas nessa frase - homens, estupro, mulheres. No momento em que se diz “eu não faço isso”, o sujeito está jogando pra escanteio duas das coisas da frase (estupro, mulheres), e falando só de si, que é homem. Fica uma discussão falocêntrica.
A julgar pelo silêncio, parece que o consenso entre os homens é que está tudo bem. O mundo está equilibrado, não há mais desigualdade entre os sexos ou raças, e essas feministas só sabem criar uma guerra entre os sexos, porque odeiam os homens, não porque há alguma coisa errada no mundo, porque não há. Com essa atitude de recusa em enxergar a realidade, muitos homens parecem uma criança que, para não ver ou ouvir, fecha os olhos, tampa as orelhas, e começa a gritar “la la la la”.
Vamos ver se concordamos em algumas coisas, pelo menos. Primeiro ponto: mulheres são estupradas. De acordo? Precisamos discutir esse dado também? O estupro de mulheres (e crianças) acontece muito, demais, em todo o mundo. A cada dois ou três minutos (dependendo das estatísticas), uma mulher é estuprada. Segundo ponto: as mulheres não são estupradas por outras mulheres, ou por Genghis Khan, ou por golfinhos, mas por homens. Ok? Terceiro ponto: os homens que estupram não são os psicopatas sem rosto que arrastam uma mulher prum beco à noite. Não são os monstros que povoam nossa imaginação que estupram. Esses bodes expiatórios representam apenas entre 10% e 20% dos estupradores. A maior parte dos estupradores é conhecida da vítima. São homens normais, que têm namorada, esposa, mãe, irmã, filha, amiga, mas que vivem numa sociedade que prega que um homem tem direito sobre uma mulher. Uma sociedade que diz que o homem, por oferecer sua tão-valiosa companhia, merece transar com a mulher, quer ela queira, quer não. Que um homem, depois de excitado, não tem como se controlar e refletir que “talvez ela não esteja a fim”. Vivemos numa sociedade em que os homens tantas vezes nem consideram “transar à força” um estupro. Mas é. São sinônimos.
Então, o que fazer? Como mudar essa sociedade? Gostaria de saber se é um consenso, pelo menos, que queremos mudar a sociedade. Todos de acordo que uma situação dessas é péssima para as mulheres, que vivem com medo e/ou trauma do estupro, e para os homens, que são vistos como possíveis estupradores pelas mulheres? De nada adianta dizer que as mulheres são injustas por pensarem assim. Ao invés de querer modificar as vítimas, que tal mudar a mente dos agressores?
Pensem: como seria um mundo sem estupro? Como seria o relacionamento entre homens e mulheres se a ameaça do estupro desaparecesse? Num mundo com igualdade entre os sexos, o estupro teria como existir?

43 comentários:

Babs disse...

Boa pergunta Lola, eu nem consigo imaginar um mundo não definido pelos sexos. Eu bem que gostaria. Onde antes de ser mulher ou homem você seja indivíduo.

Abraço!

Anônimo disse...

"Ser homem é ser privilegiado e ponto." Pôxa que alegria encontrar
um homem que é professor de verdade!Volto aqui! Ah se vooooolto!Antonio é tudibom!!!
Senti-me orgulhosa de ter sido professora!Fatima.
P.S.: Esta segunda-feira começa MUITO BEM, Lola!

Denise disse...

Oi, Lola! Leio seu blog há uns tempos, adoro muito! por acaso vim morar em Joinville em julho desse ano, quem sabe nao te vejo por aí, né?? ehhehe olha só, há dois minutos a moça que trabalha aqui em casa veio me contar que a irma dela quase foi estuprada na frente de casa esse sábado...se livrou com gritos e dentadas, lógico que muitos estao questionando pq ela voltou sozinha do baile...tb me disse que no dia 25 estava no terminal de onibus e um senhor sentou-se ao lado delas e começou a se masturbar, ela disse que era tao velhinho que ficou com pena, eu dizendo que ela deveria ter gritado muito e chamado a polícia...sábado estava eu no Angeloni e um senhor se chegou ao meu lado e trocou duas palavras, pra minha surpresa tentou me beijar!! Isso só estou citando coisinhas de de tres, quatro dias para cá! Dá pra imaginar?! é mesmo uma façanha ser mulher e sobreviver dignamente nesse mundo! Enfim um beijao e feliz ano novo pra vc, seu maridao e sua mamy que parece ser um amor de pessoa!!
Denise

Ju R. disse...

lola,

me perdoe por fugir completamente do assunto do post, mas eu preciso perguntar uma coisa: tua mãe vende os quadros que pinta? são lindos, e devo confessar que fiquei apaixonada pelo quadro do gatinho amarelo.

ahh, quase morri vendo o sacher torte. deu vontade...

Anônimo disse...

Lola estou preparando a casa para o reveillon. Recebi um texto de uma amiga poeta onde faz um apelo para que os fogos da festa sejam daqueles tipo sem som.Aqui na praia
onde moro é uma tradição a grande queima de fogos.Minha amiga poeta defende fogos sem estouros porque os animais sofrem muito com os ruidos que surgem num repente.
De fato quando eu tinha cachorros e gatos, porque morava numa casa, notava que eles sentiam muito medo.
Fiz uma pausa e li os jornais de hoje aqui de S.C. e um deles traz
a notícia de violência sexual contra uma menina de 7 anos.
Lola não há duvida que cabe a nós mulheres lutar contra estes absurdos.Não quero envelhecer com a sensação de que me omiti quando eu poderia ter feito algo por um mundo de gente. Fatima.

Gi disse...

Adorei a carta do Antonio (é Antonio? Xará do meu pai!) e também acho que discutir o "não sou assim" não leva a nada e fica aquela coisa "sexo dos anjos" e "um purinho no meio da multidão que se confessa má". Ele diz tudo nessa carta, apesar de eu adorar o debate proposto por Camille Paglia e compreender (compartilhar também de) a visão do Dedalus sobre publicidade. Eu sou eterna vítima de homens, sempre e sempre, porque levanto a voz, questiono, não aceito migalhas e não fui ensinada a ser comportadinha com o intuito, de repente.. de ter filhos num futuro, casar e poder dividir despesas. Ainda não tive filhos por opção. Uma vez fiquei no quaaase... Agora aguento ser quase-independente.

Lola, quando me referi a um "homem pagar minhas contas" nos outros posts não foi brincadeira, nem mesmo para chocar ninguém. Falei numa boa, mas se esse homem fosse meu pai, que já morreu. ;-00 Bem, não é possível e então vou amargando meu triste destino como mulher. Triste querendo imensamente descansar, porque é muito fatigante isso tudo.

Feliz Ano Novo para você e para todos! E mais paz nesse mundo! Mais compreensão por parte dos homens, das mulhers, mais entendimento e mais diálogo entre todos! ;-)

ps: e que, sobretudo, não culpem as vítimas! Como odeio isso.. Lola, mesmo nas minhas discordâncias aqui nunca fiz esse abominável jogo, até porque sempre fui vítima dele.

Anônimo disse...

Um adendo ao que escrevi há pouco:
quando digo que "não há duvida que cabe a nós mulheres lutar contra estes absurdos", não estou, de forma alguma, excluindo a cooperação
importantíssima dos homens, porém, nesta batalha contra a violência sexual, compete a nós mulheres tomarmos a dianteira. Agora volto para a arrumação da casa e elaboração do cardápio (adoro esta parte, embora não seja eu a pilotar o fogão, compro todos os ingredientes), e depois voltarei aqui. Fatima.

L. Archilla disse...

Lola, anteontem comentei sobre um machismo velado na novela da globo, quer dar uma olhada?

http://acordeiquesonhava.blogspot.com/2008/12/ltimas-da-globo.html

Pablito disse...

Lola... sei que vou parecer repetitivo, mas tenho que falar: pra mim, essa carta do Antonio, toda argumentação dele foi destruida quando ele disse, logo no começo, "Não sou cabeleireiro nem maquiador nem gay; sou homem, professor e heterossexual". Por que isso? pra que se descupar ou provar que não é gay só pq esta defendendo as mulheres? Ninguem perguntou nada sobre suas atividades sexuais, perguntou? Então, se ele queria justificar seu posicionamento a favor das mulheres bastava expor suas idéias como fez em seguida. Me dá muita preguiça isso.. certamente ele já estava prevendo a saraivada de mensagens dizendo que ele era boiola, frutinha ou sei-la-o-que só pq estava do lado das mulheres. Claro que isso iria/vai acontecer de qualquer forma pq as pessoas costumam nivelar por baixo, pelo mais fácil pra defender suas idéias e sempre tem um pentelho (joão) que aparece com essas perolas... Fiquei triste também quando ele colocou tudo (cabelereiro/ maquiador/ gay) no mesmo saco e separou HOMEM como se os gays nãos fossem homens. Sou gay e sou MUITO homem. Nao sou cabeleriero nem maquiador, nem bailarino ou carnavalesco. Tenho uma profissão normal, frequento lugares normais, tenho amigos heteros e muita gente se espanta quando digo que sou gay, mesmo nao fazendo nenhum esforço pra esconder isso. Pra mim toda argumentação dele de "reconheço que nós homens somos errados" ficou enfraquecida quando li isso tudo... qualquer demosntração de preconceito, racismo ou misogenia DESTROI a admiração que eu poderia sentir por qualquer pessoa... por mais brilhantes e fundamentados que sejam seus argumentos.

Anônimo disse...

Pablito permita que eu lhe fale:
A)Não sei nada sobre o Antonio e nem sei nada sobre voce.
B)Seu argumento e suas palavras tocaram meu coração. Sim, você pode ser um gay e ser um homem perfeito.Um perfeito homem.
C)Gostei muito das idéias que vc expressou Pablito porque, independente de ser hetero ou homo, vivemos numa sociedade tão grosseira que é difícil se manter com saude mental. É difícil ter um nível bom de discernimento isento. As conjeturas, o raciocínio estão sempre mesclados de indisfarçados preconceitos.Parabéns pela defesa que faz da sua homossexualidade e deixando claro que "cabeleriero nem maquiador, nem bailarino ou carnavalesco" são sinônimos de gay.
D)Não creio que Antonio (xará tambem do maridão aqui de casa), tenha desejado menosprezar qualquer apoio que os gays dessem à causa do post da Lola mas, concordo com vc, não foi uma redação totalmente feliz.
E)Em contrapartida, muitos homens homossexuais tambem ficam alheios à violência sofrida por mulheres.
Há homossexuais homens,e inclusive mulheres, extremamente machistas, o que não deve ser novidade para nós, certamente. Abraço da Fatima.

lola aronovich disse...

Babs, querida, falei que o post te agradecendo saía ontem. Mas sai amanhã. É que não quis colocar dois posts no mesmo dia. O blog tá meio paradão de visitas...
Sobre a pergunta, como seria se a palavra “mulher” ou “feminina” não carregasse um monte de significados (geralmente negativos)? E o mesmo com as palavras “homem” ou “masculino” (ou “másculo”, cujo referencial nem existe pra mulher)? Claro, homens e mulheres continuariam existindo, com suas diferenças, mas sem que essas diferenças se traduzissem em superioridade ou domínio. Certamente seria um mundo bem diferente.
Continuo comendo seus bombons... Como eles são bons!


Fá, é bom ver um homem reconhecendo seu privilégio, né? E a gente tem que preguntar ao Antonio: doeu? Tira pedaço? É só reconhecer!

lola aronovich disse...

Denise, opa, vamos nos ver sim. Eu vou ao cinema (quase) toda sexta. É só marcar.
Isso tudo que vc conta dos últimos 3, 4 dias, aconteceu aqui em Joinville? Ai, ai. Acontece em todo lugar. Ah, não pode ter pena de velhinho não. Nós mulheres morremos de peninha dos homens, mas eles não têm nenhuma pena de nós. E o que vc fez com o sujeito que tentou te beijar no Angeloni? Aliás, qual Angeloni? O novo? Abração e apareça sempre, viu?


Ju R, pode fugir do assunto sem problema. Minha mãe vende, sim. Ela costuma vender mais coisas que faz de cerâmica, que ficam lindas. Mas quadros tb. Quer que eu pergunte pra ela? (acho que ela está meio sumida do blog porque minha irmã chegou hoje).
O Sacher Torte é divino...

lola aronovich disse...

Fá, concordo totalmente. Os bichinhos sofrem demais com os fogos de artifício. ODEIO fogos. Meu pobre cãozinho Hamlet, morto faz um ano, ficava traumatizado. Era muito triste ver aquilo. E, convenhamos, não tem o menor propósito fazer aquele barulhão. Entendo as luzes, mas pra que o barulho? Aqui na minha vizinhança o que mais tem é fogo que não produz luz nenhuma. É SÓ barulho. Parece tiro, inclusive.
Ai, que triste mais essa notícia. É, precisamos TODOS lutar contra a violência.


Gi, que bom que vc gostou da carta. Mas já falei pra vc em outro lugar, e insisto: o seu “triste destino como mulher” também é vc que faz. Não é preciso ter um homem pra pagar as contas pra ser feliz. Vc pode ser bem-sucedida por conta própria.
Feliz ano novo pra vc tb!

lola aronovich disse...

Fá, entendo. A dianteira na luta contra a violência contra as mulheres nós mulheres já tomamos faz tempo. Agora falta envolver os homens. Porque não dá pras mulheres acabarem com a violência. Não é só querer. Depende de quem comete a violência se conscientizar e decidir que não vai repeti-la. Como vc tá ocupada, hein, Fá? Sua casa deve ser um redemoinho nessas épocas!


Lauren, querida, fui lá olhar e deixei um comentário.

lola aronovich disse...

Pab, concordo contigo. Pra começar, por mais que eu goste do comentário do Antonio, é preciso deixar claro que muitas leitorAS têm essa mesma opinião que ele sobre o privilégio masculino, mas, como ele é homem, é por isso que está recebendo destaque (porque é uma raridade um homem reconenhecer seu privilégio). E nem por isso significa que devemos concordar com tudo que ele diz. Realmente, a parte da negação do homossexualismo não tem nada a ver com a história. Inclusive porque os gays SÃO homens. Ninguém deixa de ser homem por ser homossexual, ué. O pênis não cai nem nada. Um gay NÃO vira mulher, nem quer virar mulher. Ser gay não interfere em nada no seu sexo, apenas na sua orientação sexual. E isso de associar gays com algumas profissões-clichês... Nada a ver. Se 7 a 10% da população mundial é gay, bom, vamos só dizer que os maquiadores e cabeleireiros não chegam a 10% da população. É só fazer as contas pra perceber que há gays que são arquitetos, professores, advogados, engenheiros, etc etc etc. (não que exista algo de errado em ser cabeleireiro, é só que sugerir que todos os gays são cabeleireiros ou que todos os cabeleireiros são gays é preconceituoso). Vc, sendo gay, é tão homem quanto o Antonio ou quanto qualquer outro carinha com pênis que aparece por aqui.


Fá, muito legal sua resposta ao Pab. Concordo com tudo, e precisamos enfatizar a letra E: que muitos homens homossexuais não se manifestam contra a violência sofrida por mulheres. Acho dever de todos (homens e mulheres, héteros, homos ou bi) se manifestarem contra a misoginia. Assim como é dever de todos os héteros se manifestarem contra a homofobia. É simples. Se queremos uma sociedade melhor, queremos uma sociedade sem preconceitos, sem grupos discriminados.

BethS disse...

Lolinha, tou correndo tanto e gostaria de ler o que vc escreveru ai... mas passei pra desejar um 2009 do caramba pra você, querida, que você receba tudo o que vc precisa e merece...
beijos

Gi disse...

Lola, até acredito que sejamos nós as responsáveis (e meu namorado também acredita nisso, apesar das mil brigas entre a gente), mas existe um conjunto de fatores que muitas vezes vai contra, entende? Não sou negra, nem pobre, nem homossexual. Esse trio por si só já dificulta alguém querer "crescer" na vida já que vivemos num mundo pra lá de complicado e preconceituoso. Mas existem outras questõezinhas que inibem o sucesso de uma pessoa, ou o contrariam por assim dizer. Exemplo: fatores socio-econômicos e coisas que fazem contra a gente sem termos poder para lutar contra. Aquilo acontece de maneira rápida: como morte, pessoas más que nos pressionam a algo que poderia ter mais tempo.. Outra: relação custo-benefício, salário versus o que se consome para sobreviver. Isso nem estou contando o lazer, este é todo pago por outra pessoa e, evidentemente, depende do que a pessoa considera como tal, se ela é consumista ou não. Eu, por exemplo, não sou mas gostaria de ser. Aquilo que já te expliquei antes. Sério mesmo, sem querer ser preguiçosa e arrumar desculpa (nem quero mais isso, saravá!): o Rio é para turista, entende? Por isso estou procurando apartamento longe dessa "área turística", apesar de meu namorado, minha família e meus amigos serem todos "dela" e eu ter sido criado "nela". As coisas são pela hora da morte. E eu prefiro trabalhar em algo que eu goste ao menos um tantinho. Por isso, adoro Jornalismo (Com. que me formei), mas não para fazer matérias, reportagens. Enfim, longa história. Um dia conto! Bjs!

ps: sem contar que o fato de nascer mulher... ohhhh ajuda e atrapalha ao mesmo tempo! Para aquelas que sonham em ser dona de casa, de repente, até que é bom ou tudo está mudando e nem é tão melhor assim! ;-)))

Gi disse...

Adendinho:sou prof. particular de francês no momento e também sovrevivo da venda das coisas do meu ex-apê. Sou vendedora nata! Vendo até banana pra macaco. Não como meu namorado o faz, mas.. até que sou boa no negócio. Só não me queiram enfurnada em loja de roupas (ou só de um artigo) sob a batuta de alguém pentelho e autoritário. Aí tô fora. ;-))

Babs disse...

Pois é Lola, até quando características de gênero serão adjetivos valorativos né? "Homem" é sempre um adjetivo bom, e "mulherzinha" algo pejorativo.

Que bom que você está gostando dos bombons! Adoro dar um presente e ver, ler, quando gostam de verdade!

Anônimo disse...

Cara, todo o meu amor para o Antônio. Ele exemplifica bem como a gente tem de passar por cima dos privilégios. E tb exemplifica que o feminismo é uma coisa boa para todo mundo.

O que o Dedalus e o outro cara (esqueci o nick dele) pareciam querer fazer no outro post era, achar, a todo custo, uma justificativa para o estupro -- algo que, para mim, é simplesmente indefensável. O fato de golfinhos também o fazerem (ou todas as outras coisas citadas por eles) não muda o fato de que o estupro é um ato de violência absolutamente desnecessário, nojento e injustificável.

Os homens não conseguem controlar sua libido? Ora, que voltem para casa e se masturbem, então! É uma maneira mais que eficaz de se livrar do tesão. Precisa agredir alguém e transar à força? Não. E se alguém achar que estuprar é preferível à masturbação só porque "espalham-se as sementinhas", então nada mais tenho a dizer, porque a pessoa que diz isso é doente, desprovida de civilidade e compaixão pelos outros. O estupro só é "justificável" na cabeça de quem acha que os homens têm um direito de propriedade sobre os corpos das mulheres.

Enfim, vou parar de tagarelar.
Beijo e feliz ano novo pra vc, Lola!

Anônimo disse...

Prezadas,

Será mesmo que vocês não percebem a falsidade empírica da proposição "todos os homens são agressores"? E será que alguém quis mesmo justificar estupros? E mais, será que vocês não percebem que essa atitude maniqueista só atrapalha a causa?

Eu fico me perguntando sobre as razões dessa fixação na violência contra a mulher. No que concerne aspectos psicológicos eu percebo que a autora do blog escreve "violentamente" contra a violência. É pura denegação! Tem coelho nesse mato, pode apostar.

Eu acho que autora está querendo sublimar, canhestramente, algum outro conflito. Sei não... mas parece que a figura da mãe (antropóloga, pintora, boa cozinheira e muito bonita) destoa bastante da filha (olheiras, sobrepeso e uma pele que não está lá essas coisas). Além disso, o marido ainda faz "chifrinho" em fotos? Meu Deus! Não me admira a mobilização dos afetos da autora contra homens. Além de tudo, a tese não sai. E o dindin, vem de onde? Do estuprador em potencial ou da mãe? Ou vive de bolsa? Olha que o CNPQ tem solicitado devolução dos valores, principalmente quando envolve pós sandwiches!

E a sandice maior foi esta de fogos de artificio sem barulho, para não assustar os cães. francamente Lola: "porque no te calas?"

Taia disse...

Oi Lola! Só hj consegui passar por aqui... O post tá ótimo e os debates dos comentários tb. Fora, é claro, o "corajoso" anônimo... mas dá um desconto pra ELE, pois o coitado deve ter lido alguns manual de psicologia barata e mesmo assim continua infeliz... Então o jeito é atacar as pessoas que ele inveja por serem amadas e felizes (apesar de babacas como ele existirem). Ou ele se tocou do quanto é violento e reagiu no grito pra se sentir melhor...
Bjsss
Taia

lola aronovich disse...

BethS, sei que tá todo mundo correndo agora. Depois vc volta pra ler. Muito obrigada, e um ótimo 2009 pra vc tb, que todas(os) nós merecemos!


Gi, existem milhares de fatores que dificultam o “sucesso” (whatever that is), pra todo mundo, inclusive pros homens brancos e héteros, mas isso não significa que mulheres não possam ser independentes, sem a ajuda de homem nenhum. Na questão do salário vs. o que se consome para sobreviver, é só cortar o consumo. Quase todo mundo pode viver com menos, ainda mais a gente, que é classe média. Quando tem filhos na jogada complica. Mas pra pessoas sem filhos, dá pra “sobreviver” com muito pouco. E acho que isso gera uma sensação de independência muito grande: saber que dá pra viver com pouco. Isso significa: não gosta do emprego? Saia, mude de profissão, comece de novo. Não está feliz com a cidade onde mora? Vá para outra. Eu acho que pessoas sem filhos têm muita liberdade. Mais do que imaginam.
Eu já vivi no Rio durante 6 anos, na década de 70, e detestaria ter que viver aí agora. O mesmo com SP. Prefiro cidades menores, e com um custo de vida mais baixo.
E que legal esse seu talento pra vendedora! Considero isso um talento (que não tenho).

lola aronovich disse...

Babs, infelizmente, os bombons estão acabando. Entrando na reta final mesmo. O próximo suprimento vai chegar logo?


Marj, exatamente: o Antonio entende que feminismo pode beneficiar inclusive os homens. Que viver numa sociedade igualitária seria bom pra todos. Não consigo entender como tem gente que procura justificar o estupro. E isso de “espalhar a sementinha” é impressionante! Duvido muito que os estupradores pensem nisso. Aliás, vale a pena ressaltar: estupro tem mais a ver com poder que com sexo. É a vontade de dizer quem é quem manda, de colocar a mulher no seu devido lugar. E pra isso não é necessário “espalhar sementinha” nenhuma. Marj, feliz ano novo pra vc tb. Pode tagarelar aqui à vontade, é sempre um prazer te ler.

lola aronovich disse...

Anônimo, por que algo que me diz que vc é mulher? Fiquei com essa impressão, mas não sou boa de impressões. Vc não acha que quando alguém menciona que o estupro é normal entre outras espécies animais e que foi por causa do estupro que Genghis Khan expandiu seu império, o sujeito está tentando justificar o estupro?
As razões dessa minha fixação na violência contra a mulher? Ahn, porque essa violência existe? Eu não escreveria sobre ela se não existisse. Fui e sou muito sortuda. Sofri bem pouca dessa violência. Minhas histórias de horror estão aí pra todo mundo ler, e são fichinha perto do que outras mulheres relataram. Meu blog não fala apenas da violência contra a mulher, mas fala disso tb. É um blog feminista. Há blogs onde mulheres falam de maquiagem. Há blogs onde homens (e mulheres, às vezes) falam de estupro fazendo piadinhas. Por que não falar mais seriamente sobre um assunto que atormenta tanto a vida de todas as mulheres? Por que não incluir os homens nessa conversa? Por que esse assunto te incomoda tanto? Se tem algum “coelho nesse mato”, eu acho que ele está nessa última pergunta.
Eu sou uma pessoa bastante simples, descomplicada, sem grandes conflitos... um verdadeiro tédio. E uma otimista nata, meio boba alegre, sabe? Por isso acho tão interessante que vc esteja tentando me psicanalizar! Obrigada pelos elogios a minha mãe. Obrigada tb por chamar minha obesidade de “sobrepeso”, um eufemismo. Eu acho que minha pele tá ótima; não gosto das minhas olheiras, mas só reparo nelas em fotos, e se vc acha que avaliar uma mulher fisicamente é uma boa maneira de discutir um assunto importante (violência contra a mulher), bom, vc simplesmente não é muito original. É, eu falo de estupro porque o maridão fez chifrinho em mim numa foto! Puxa, que conclusão fantástica!
E a tese está saindo, ué. Já escrevi 5 capítulos, faltam 2. Vou defender minha tese no prazo que fixei há 3,5 anos: em junho de 2009. Eu tenho bastante dinheiro, não porque já recebi ótimos salários, mas porque vivo com uma esquação simples: gasto menos que ganho. Todo mês guardo dinheiro. Isso me permitiria viver vários anos sem precisar trabalhar. Mas, felizmente, recebo bolsa do CNPq (até junho). O maridão também é “econômico”, digamos assim, então pode se sustentar mesmo agora, que está desempregado. Eu e meus irmãos ajudamos a minha mãe financeiramente. É até divertido vc achar que minha mãe ou meu marido me sustentam... Pelo jeito vc nunca leu meu blog?
Ah, sou totalmente a favor de fogos de artifício sem barulho. Odeio fogos. Odeio barulho. E odeio violência. Por que querer me calar é tão importante pra vc? Por que esse seu ódio às mulheres que falam alto?

lola aronovich disse...

Oi, Taia! E aí, a gente tem que combinar um cinema... Sabe, fiquei com a impressão que esse anônimo é ela. Será que não? Sei lá. Mas no fundo fico feliz: se alguém se digna a escrever um comentário (mesmo anônimo) cheio de ódio pra mim, é sinal que estou tocando na ferida, não? Abração, querida.

Anônimo disse...

Lola eu tambem desconfio que o tal "anônimo psiquiatra" é mulher pois está sendo um tanto detalhista, se incomodando com a tua pele, etc e tal. De fato não é uma pessoa que leia teu blog.
Acho que vc se saiu muito bem na sua resposta, cara Lola.
Fico muito triste, se tal anta for uma mulher, pois está demonstrando uma grossura da ruim. Hahahahaha é que grossura é como colesterol,ou seja: tem da boa e da ruim...hahahaha. A minha é da boa, garanto!!! Alguem tá a fim? Fatima.

Gi disse...

Ué, mas você é geminiana; geralmente são bos vendedoras. E mal ou bem aqui no blog você é. De um outro jeito, mas é. E muito boa por sinal. ;-))

O Rio está impossível de se fazer tudo, mas quem não tem cão, caça com gato. Eu já mudei de país duas vezes e não deu certo, porque foi sem planejamento e a segunda vez fui enganada. Enfim... Hoje faria to-tal-men-te diferente. Por enquanto, preciso ficar aqui. Não posso dar a louca como sempre gostei de fazer. Agora não tem mais papai me esperando em casa. Agora sou eu e eu.

Ana disse...

É, eu luto há mais de 20 anos contra a violência doméstica em geral. Algumas vezes logro êxito - quando consigo livrar uma da morte certa na mão de alguém, escondendo em alguma fazenda de alguma irmã - às vezes não, quando elas e eles retiram a queixa, seja contra marido agressor, esposa agressora, companheiro que estupra a filha e voltam pra casa. Aquilo cria uma sensação de impunidade dentro da própria casa.

Aliás, vou procurar o link sobre a Lei Maria da Penha. Num seminário veio a numeralha que diz que muitas mulheres pararam de dar queixa pq não queriam que os companheiros fossem presos, queriam apenas "dar-lhes um susto". De susto tb se morre.

Fogos tb não são bons pra felinos...:-/

E uma das meninas aqui falou bem: se alguém nos responde agressivamente, é pq tocamos em algum ponto sensível. Sei pq já aconteceu no meu blog. Tem gente, inclusive, que nunca mais falou comigo direito.:-/

Feliz ano novo!

Ana disse...

Em tempo:
António, nunca tive medo dos homens. Sempre fui do bateu, levou, seja verbal, seja física, mesmo quando o sujeito era dois de mim e eu chegava em casa com o olho preto... e ele tb. Meu avô dizia: não começa, mas se te baterem, vai de pau, do que for. Mas eram outros tempos, hj em dia a maioria anda armada. Eu era uma, até a lei mudar e eu vender a minha.

Pra ser vc ser aceita em um grupo de homens - pelo menos os que fiz parte - tem esse lance de violência física. O pau come e come feio. Mulher era café com leite, não entrava na briga, nenhum deles encostava a mão, mas tb não participavam das decisões - eram bibelôs. Mas fosse alguém fazer fofoca e era execrado.

Outros tempos, outros grupos, vivências diferentes.

Abs!

lola aronovich disse...

Fá, eu senti um vibe meio feminino desse anônimo, mas vai saber... Bom, não importa. Espero que a pessoa possa refletir sobre o seu ódio às mulheres. Como que vc pode ser grossa?! Tirando foto de toca de coruja?


Gi, já te falei que não acredito nem um pouquinho em horóscopo? Mas obrigada por achar que eu vendo bem meu peixe.
Bom, eu não estava pensando em mudar de país. Mais de cidade mesmo, talvez de estado, ir prum lugar no Brasil mais tranquilo, com um custo de vida mais barato... Não sei. Acho que tá cheio de lugar bom pra gente morar. Mas não tenho certeza sobre Rio ou SP. Eu já morei lá, e não gostaria de voltar. Tem muita coisa boa, lógico, mas tem também o trânsito, a violência, a poluição, e o alto custo de vida. Acho que hoje em dia prefiro uma cidade com menos de 2 milhões de habitantes...

lola aronovich disse...

Ana, que bom que vc luta contra a violência doméstica. Gostaria de ver mais homens envolvidos nessa luta. E sei que dá muita raiva ver uma mulher que apanha do marido voltar pra ele. Mas também acho que não se pode culpar essas mulheres. “Culpar a vítima” é algo que não faço.
Sobre fogos, eu odeio mesmo, e são ruins pra todo mundo - cães, gatos, pássaros, bebês, idosos... O barulho é horrendo, e não sei qual é o propósito. A luz é bonita; o barulho, não. Aqui no meu bairro há vários estrondos, não apenas no reveillon ou no dia 12 de outubro (o pessoal solta muito rojão pra Nossa Senhora de Aparecida por aqui), mas durante o ano todo. E a gente nunca sabe se foi rojão ou bala. Não tenho nenhum apreço por uma “comemoração” que possa ser confundida com um símbolo da violência (bala).
E isso: “Tem gente, inclusive, que nunca mais falou comigo direito.:-/”... Vc tá falando de mim?
Sobre sentir medo dos homens, eu, pessoalmente, também não tenho medo. A menos quando estou numa rua deserta. Aí eu fico bem receosa sim. Mas eu sempre tive a sorte de me relacionar com ótimos homens, no meu dia a dia.

Gi disse...

Lola, você já falou isso e eu já te disse que horóscopo não é o estudo sério da Astrologia. Só estou explicando; não desejo convencer os outros e arratá-los para gostarem de algo. Mas é difícil pra mim não fazer comentários do tipo. ;-)) Comentei isso, mas o mapa é um estudo aprofundado demais. E eu falei só da posição do seu Sol, um pontinho minúsculo no estudo do que é um mapa astral.

Ana disse...

Não, não tou - olha a carapuça...não vá me processar;-) - teve muito mais gente indo lá e falando mais coisas. Algumas, como me xingavam, não deixei ficar no blog. Estava falando de colegas de doutorado mesmo, tem uma que agora sempre que pode, joga piada. Acho que alguma coisa incomodou profundamente àquela criatura.

Mas reparei que vc mudou o tom comigo, pelo menos no início. Se foi porque sou a sua bloggermate esquisita,se foi pq achou que odeio mulher, se foi por coisas que não tem absolutamente coia alguma a ver comigo - e geralmente é por isso - não sei. Gosto de gente esquisita, gosto de mim assim como eu sou, mulher esquisita. Mas nem todo mundo tem que gostar, senão vou ter que abrir fila pro povo me ver, com senha, etc. :-)

Ah,quer ver eu provar que vc neeeeemmm liga mais pra mim? ;-))))
Eu coloquei uma charge pra vc sobre MRI no blog e vc nem viu... (bico amuado)
:-D

Feliz ano novooooo!

Ana disse...

PS: a parada dos fogos é a seguinte. Muitas culturas têm o lance do barulho pra afastar maus espíritos. Os chineses inventaram os fogos - se não me engano - e como eles faziam e fazem muita zoada na virada deles, olha no que deu!

Imagina como não vai ser aqui na minha área. Flamengo e Ipanema não vão ter festa...ugh! É pôr algodão no ouvido das creonças..=^.^=

lola aronovich disse...

Gi, é que um comentário como “Ué, como é que pode vc ser assim ou assado, sendo que vc é do signo tal?” é realmente estranha pra quem não acredita em horóscopo ou na seriedade da astrologia. Mas não se preocupa que tem muita gente que acompanha essas coisas. Muita gente com quem vc pode comentar sobre mapa astral e signos. Comigo é que fica difícil. Pra mim essas coisas são iguais a superstições. Não acredito nadinha.


Ana, não sei se mudei o tom contigo. Se mudei, não foi conscientemente. Vc que se auto-proclamou minha “bloggermate esquisita”, não eu! Eu discordei de quase tudo que vc escreveu naquele post, mas posso dialogar tranquilamente com pessoas das quais discordo. Eu acho! Ah, a charge... É, eu fui lá no seu blog, olhei rapidíssimo, e acho que tava tão sem tempo que nem agradeci. Também, vou ficar agradecendo alguém que me chama de DOLORES?!
Ah, barulho pra afastar os maus espíritos... Mais superstição! Eu detesto barulho. Por que não atrair os bons espíritos com paz e amor? Fogos que são puro barulho são só pra deixar todo mundo tenso, e pra apavorar os bichinhos. Às vezes torço pra que cada carinha que estoure um rojão perca um dedo. Eu ouço esses estrondos que parecem bala de revólver e não tenho pensamentos pacíficos. Ano passado em Detroit o meu reveillon foi uma maravilha. Eu tava dentro de casa com o maridão, a neve lá fora, e nada de barulho. Não tinha fogos! Mas anyway, feliz ano novo!

Paula, Abiúda disse...

Acho que a intenção do Antônio ao dizer "Não sou cabeleireiro nem maquiador nem gay; sou homem, professor e heterossexual" foi a de impedir que logo de cara algum machista desqualifica-se as palavras dele.

Antônio escreveu tb para os machistas lerem então achei bem lembrado mencionar essas caracteristicas, q pra nós não fazem a menor diferença pro q ele diz mas pra quem é preconceituoso significa "tudo". ¬¬

Gi disse...

Lola, eu só falei do signo solar como um comentário normal, de um bate-papo totalmente casual, estilo "mesa de bar" sem nenhuma intensão de analisá-la (apesar do que seria facinho.. hihi) como caberia a um estudo de mapa-astral. Você que talvez, na tentativa de desqualificar através do que seria um "esoterismo bobo da minha parte", não entra na dança e diz "ai, não acredito". Nossa, nunca ninguém brincou contigo a respeito de "qual é teu signo?" Que seriedade, Lola! ;-0

Já que é assim, lá vai:

sobre acreditar ou não, aí já é uma questão de conhecimento, entende? Tudo que não conhecemos tendemos a ter medo, ou desconfiar. Eu por exemplo não acredito em algumas teorias feministas, simplesmente ou talvez porque as desconheço profundamente. Mesma coisa com a Astrologia Moderna e a Astrologia Medieval. Eu acredito que atrás de um cético existe sempre um temeroso de plantão. De qualquer forma, não desejo convencê-la da "existência" de Guido Bonatti, Abu Mashar, Ptolomeu, Vettius Valens... só pra citar alguns astrólogos medievais que ajudaram _ E MUITO! _ os "reis" da época, tudo DC, obviamente. Porque antes de Cristo os melhores "astrólogos" foram os três Reis Magos, diga-se de passagem. ;-))))

ps: para uma geminiana, você anda ranheta, hein?! hihi

Gi disse...

Ops, deve ser por causa de uma Lua em Touro, materialista. ;-))

Gi disse...

Ah, Feliz 2009! Daqui a pouco, Mercúrio retrograda e aí a comunicação vai pro brejo. ;-)))

Ana disse...

AAAAh, nem vemmmm! Eu já tinha te dito que acho Dolores a coisa mais linda, pô!E tenho trauma no apelido Lola. Divinha pq? Nâo consigo te chamar assim nem por decreto. Zangue não. Se quiser, explico, mas acho que vc já desconfiou.

E eu sou a sua bloggermate esquisita! :-D O título é meu, eu me dei e ninguém tasca!

:-DDDD

Norma Spagnuolo disse...

Lola, acabei de conhecer seu blog e adorei. Pretendo fazer um link do seu blog no meu, posso?
Hoje assisti um documentário intitulado "O outro lado de Hollywood" que fala sobre como a indústria americana de cinema tem lidado com a homossexualidade ao longo dos anos desde os anos 20.
Bom para heteros, homos, bissexuais, indecisos e até clérigos.
Os filmes, os cortes, as mensagens subliminares, enfim, muito bom. E lá pelas tantas, a Whoopie Goldberg diz que os homens estão preparados para lidar com a violência, mas não com a sexualidade (que como vimos neste post, pode ter uma manifestação bastante violenta). O mundo masculino tem algum problema com sua afetividade (com sexo ou sem sexo) e isso não é de agora.
Porquê e como, não sei...talvez um antropólogo ou sociólogo ou historiador saiba dizer.
Estupro é apenas uma das formas violência contra a mulher...existe o assédio sexual no trabalho, existe o espancamento, existe a tortura psicológica, a manipulação...
Homens gays tb podem ser bastante cruéis com mulheres porque o fato de serem gays, não faz com que deixem de ser homens.
Mas desconfio que o machismo faça mal também ao homem, pois se ele quer ser mais sensível, a mãe ou o pai ou a tia já cobram que ele tenha uma postura mais "de homem".
Dá nisso..trogloditas em série pelo mundo a fora com incentivo "de berço".
Um abraço e feliz 2009 !!

Norma Spagnuolo

Camila Rosa disse...

seu blog é muito bom, parabéns!
Você é de Joinville, né?!
Eu sou daqui também. que bom ter conhecido o seu blog.