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sábado, 30 de janeiro de 2016

GUEST POST: O LEGADO DE BROKEBACK MOUNTAIN

Ainda não tive o prazer de conhecer o Vitor na vida real. Cinéfilo, ele participa do meu tradicional bolão do Oscar há quinze anos, e é sempre um adversário à altura (você pode participar também!).
Ele escreveu este post para falar de um filme que se tornou um divisor de águas na representatividade LGBT: Brokeback Mountain. Assim como Filadélfia em 1993, Brokeback foi fundamental por trazer protagonistas gays para perto do público mainstream. E agora faz dez anos que Brokeback perdeu o Oscar de melhor filme para Crash, o que até hoje é visto como um dos grandes erros da Academia. 
Leia o texto do Vitor, que também tem um blog:

Acompanho premiações de cinema desde a infância. Especialmente o Oscar, que é a única delas, até hoje, que passa (aos trancos e barrancos) em TV aberta no Brasil. E até 2000, pouquíssima gente tinha TV por assinatura. A primeira vez que meus pais me permitiram assistir à cerimônia completa foi em 1997, quando eu tinha 11 anos. A Rede Globo de televisão só começou a transmitir depois de uma hora de evento, como de costume. De lá pra cá eu já vi muita coisa acontecer nesses eventos. Acertos, equívocos, resultados curiosos, previsíveis, surpreendentes e duvidosos. Um dos resultados que causou mais controvérsia até hoje foi o Oscar de 2006, onde Brokeback Mountain perdeu o Oscar de melhor filme para Crash.
Brokeback Mountain, no começo de 2006, tornou-se o filme mais premiado na história do cinema mundial. Ganhou o Leão de Ouro do Festival de Veneza, todos os prêmios da crítica especializada, meios de comunicação e sindicatos de artistas dos EUA, entre diversos outros prêmios. O tema do filme [veja o trailer legendado] obviamente lhe rendeu muitos opositores e resistência. Países árabes, muçulmanos e orientais proibiram sua exibição, além de outras organizações religiosas (a direita cristã, especialmente) em todo o mundo reagirem violentamente contra.
Brokeback chegou ao Oscar como favoritíssimo, mas, na semana final, pesquisas com os votantes já mostravam um crescimento em popularidade de Crash, que havia sido lançado no início de 2005, época considerada pouco adequada para filmes competirem ao Oscar. Sua distribuidora distribuiu DVDs para os votantes e montou uma agressiva campanha de marketing para colocar o filme em suas mentes. No fim das contas, Crash levou o prêmio. A repercussão foi imensa e rendeu acalorados debates.
Esse foi o primeiro ano em que eu havia visto acontecer um resultado tão inesperado, sem contar 1999, quando Shakespeare Apaixonado, A Vida é Bela, Gwyneth Paltrow e outras bobagens foram premiadas, mas, nesse caso, a premiação inteira foi desastrosa. Então eu decidi colocar aquela máxima em prática: o tempo dirá. Esperei 10 anos se passarem para rever Brokeback Mountain e Crash, avaliar qual o legado de cada um dos filmes e qual deles suportaria o desgaste do tempo. E, com mais maturidade, poder tecer comentários mais embasados (uma crítica bem bobinha que fiz na época está aqui. Francamente, não tenho vontade de escrever sobre Crash de novo). [Nota da Lola: Também escrevi sobre Crash e Brokeback Mountain na época, mas falta coragem para reler o que escrevi].

O filme
Ang Lee levou a estatueta de
melhor diretor. Foi um dos
três Oscars que Brokeback
recebeu, além de roteiro
adaptado e trilha sonora
Brokeback Mountain originou-se, na verdade. de um conto de Annie Proulx, publicado na revista The New Yorker em 1997. Larry McMurtry, romancista e roteirista vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado por Laços de Ternura em 1984, e Diana Ossana expandiram o conto para um longa metragem. O taiwanês Ang Lee, que já havia feito alguns filmes prestigiados em língua inglesa, como Razão e Sensibilidade, e do sucesso de bilheteria O Tigre e o Dragão, ficou responsável pela direção. Com um tema delicado e controverso, o filme só conseguiu ver a luz do sol de forma independente, como um baixo orçamento (o que até comprometeu a maquiagem dos atores, que não envelhecem muito convincentemente).
A história se expande num período de 20 anos, de 1963 a 1983, e conta parte da vida de Ennis Del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllenhaal), dois “cowboys” que iniciam um difícil relacionamento que, entre idas e vindas, perdura por décadas. Eles se conhecem e se envolvem emocionalmente no verão de 63, em um trabalho sazonal pastorando ovelhas em uma montanha (a tal Brokeback Mountain), e tomam caminhos opostos ao encerrar o trabalho. Ambos se casam e constituem família, mas depois de alguns anos se reencontram e passam a se rever esporadicamente, vivendo seu caso proibido.
O enredo toca em temas muito pertinentes na discussão sobre a homossexualidade, seus impactos nas vidas pessoais e sociais das pessoas. Impossível elaborar interpretações sem revelar o enredo, então deixo meu aviso de spoilers a partir daqui. 
Jack Twist sempre se entregou aos seus desejos e enfrentou riscos da forma mais anônima que podia. Já Ennis Del Mar, traumatizado desde a infância com a imagem do corpo de um gay assassinado na sua vizinhança, reprimia todos seus impulsos. Um dos sinais de como uma sexualidade abafada pode afetar toda uma vida.
Ennis era naturalmente desmotivado, sem objetivos. Sua única motivação era autocensurada. Sua vida profissional era improdutiva e medíocre, um dos motivos de seu casamento com Alma (Michelle Williams) ter falhado. Seus romances com outras mulheres e sua relação com suas duas filhas também não evoluíram devido a seu desinteresse e desânimo. Jack casa-se com Lureen Newsome (Anne Hathaway), uma amazona de família rica, e têm um filho juntos. Jack passa a ter uma vida confortável e cuidar dos negócios da família da esposa junto a ela.
Ennis sentia ciúmes de Jack apenas com outros homens. Era como se um houvesse um pacto velado entre eles onde relações com mulheres eram só uma forma de mascarar para o mundo, e até para eles mesmos, o amor que havia entre eles. Mas mesmo com a insistência de Jack, Ennis resistia à ideia de viverem juntos. Essa resistência frustrava Jack, que acabava sempre por se arriscar mais e mais ao buscar satisfazer seus desejos com outros homens, normalmente em locais de prostituição. Ao ficar sabendo da morte de Jack, Ennis logo imaginou que havia sido devido às suas escapadas.
Ennis se vê, então, sem família e perspectivas de futuro e percebe como nunca fez nada de fato da sua vida. Ao ser convidado para o casamento de sua filha mais velha Alma Jr. (Kate Mara, irmã da Rooney, que está sendo festejada por Carol), ele quase recusa o convite devido a um trabalho à toa, mas logo cai em si e confirma sua presença, reacendendo a relação. Sozinho em seu trailer semi-vazio, só lhe restam duas velhas camisas sujas, sua e de Jack, e um postal da Brokeback Mountain, para lembrá-lo de tudo que sua vida poderia ter sido e não foi. [Fim dos spoilers!]

Além da sutileza e franqueza ao lidar com o tema proposto, muitos são os outros méritos da obra. 
O filme foi uma forma de consolidar o trabalho de Lee no mercado estrangeiro, de estabelecer o jovem elenco com importantes atores dramáticos e catapultar nomes desconhecidos nos créditos técnicos. A comunidade da música country, notoriamente conservadora, tanto politica quanto socialmente, surpreendetemente contribuiu com a trilha sonora, e nomes importantes dessa indústria como Emmylou Harris, Linda Ronstadt e Willie Nelson se fizeram presentes.
Todos do elenco principal hoje são grandes nomes da indústria. Heath Ledger, australiano que já tinha feito o “clássico” adolescente 10 Coisas que Odeio em Você e A Última Ceia, veio a falecer em janeiro de 2008, antes de desfrutar o sucesso que sua interpretação em O Cavaleiro das Sombras lhe proporcionaria, incluindo um Oscar póstumo de ator coadjuvante. Jake Gyllenhaal ganhou fama de galã e fez vários filmes de sucesso. 
Anne Hathaway ganhou o Oscar por Os Miseráveis (sua cena de I Dreamed I Dream é memorável) e fez filmes populares como O Diabo Veste Prada. Michelle Williams, que casou-se com Ledger e se divorciou pouco antes de ele falecer, fez filmes como Blue Valentine e Sete Dias com Marilyn, que lhe renderam outras indicações ao Oscar, além da indicação por Brokeback.
Da equipe técnica destaca-se o argentino Gustavo Santaolalla, que despontou no mercado cinematográfico criando as trilhas incidentais, e hoje tem duas estatuetas do Oscar na sua prateleira. Já o mexicano Rodrigo Prieto, diretor de fotografia, tinha alguns créditos no mercado como 21 Gramas, Frida e 8 Mile, e tornou-se “A list” desde então, fazendo filmes como Argo e O Lobo de Wall Street posteriormente.
As cenas de afeto entre Ennis e Jack são um dos tópicos que mais renderam discussões e curiosidade. A “ousadia” nunca foi feita por outros filmes mainstream que tinham personagens ou temática LGBT, como Filadélfia, que trata direitos humanos e de um protagonista aidético, mas se esquiva de exibir demonstrações de afeto entre Tom Hanks e Antonio Banderas. Até hoje são raros os filmes que tenham sido tão francos quanto a este tipo de conteúdo. Neste aspecto, a TV americana está muito mais à frente, com seriados como Will e Grace, Queer as Folk, The L World e Looking. No Brasil, o caso é inverso, e o nosso cinema (apesar de sua notória limitação) é muito mais afeito a pioneirismos.
Brokeback Mountain, a ópera
Como legado, Brokeback Mountain deixou as infindáveis discussões sobre homoafetividade. É objeto frequente de estudos acadêmicos e rodas de discussões entre estudantes e profissionais LGBT mundo afora. É referenciado em uma imensidade de obras posteriores da cultura pop, incluindo o livro Beyond Brokeback, relatando os impactos culturais do filme. Em janeiro de 2014 estreou a adaptação para ópera do conto e filme no Teatro Real de Madrid.

Oscar
A Academia sempre foi conservadora. Os votantes da Academia são 94% de homens héteros, brancos e com idade média acima dos 60 anos, pessoas que costumam preencher o demográfico das camadas sociais mais reacionárias. Basta ver que, neste ano de 2016, assim como o ano passado, todos os concorrentes aos prêmios de atuação são brancos. Isso levou diversos artistas negros a decidirem não comparecer ao evento, entre eles Spike Lee, Will Smith e Jada Pinkett Smith.
Repercussão tão negativa, tanto na imprensa americana e internacional, quanto nas redes sociais e no próprio meio artístico, que a Academia, encabeçada por sua presidenta (negra) Cheryl Boone Isaacs, foi forçada a tomar medidas drásticas para mudar de imediato o demográfico de seus votantes, incluindo mais mulheres, pessoas de outras etnias e nacionalidades e jovens no seu corpo para os eventos futuros.
Sean Penn em Milk
O resultado desse Oscar de 2006 leva à, pelo menos, uma conclusão óbvia: todo movimento por direitos civis e de representatividade de minorias enfrenta percalços e obstáculos. Desde o fim dos anos 60 com os confrontos em Stonewall, a ascenção de Harvey Milk em São Francisco, nenhum romance centrado na temática LGBT tinha chegado tão forte à cultura mainstream. Eram sempre fitas de nicho, “de arte”, ou filmes B. Brokeback Mountain foi um confronto às normas padrões. E toda ação causa uma reação.
Até hoje os movimentos LGBT, negros e feministas sofrem com as reações conservadoras. O Brasil só veio ter um líder aos moldes de Milk hoje em dia, mais de 30 anos depois, com o deputado Jean Wyllys. Não é dificil imaginar que Wyllys é alvo de todo tipo de deslegitimação e afronta da população conservadora diariamente, que se empenha em mostrar oposição a qualquer proposta sua, só por ter partido dele, sem maiores reflexões ou debate. 
Nada que os reacionários de outrora não tenham feito também com Milk, Martin Luther King, Malcolm X, as sufragistas, líderes feministas, entre tantos outros. A história costuma se repetir. Pessoas, principalmente reacionárias, não gostam de confrontar seus próprios valores, recalques (no sentido real da palavra) e preconceitos.
O Oscar ser a última das premiações de Brokeback Mountain permitiu o fortalecimento do backlash conservador influenciar o resultado. Na privacidade do voto secreto, é mais cômodo demonstrar seu honesto desconforto, de dizer “estamos cansados de ver esse filme ganhar tantos prêmios e fingir que isso não nos incomoda”. Isso já podia ser sentido no anúncio das indicações, quando foi ignorada a canção original "A Love That Will Never Grow Old", composta por Santaolalla e Bernie Taupin, antigo parceiro de Elton John, que havia vencido todos os prêmios da temporada.
Crash era a desculpa perfeita, por ser um filme que fala sobre racismo (de forma grosseira, superficial e caricata, convenhamos -– nem todo filme bem intencionado é bom), e se passar em Los Angeles, onde a maioria dos votantes residem. Dessa forma ninguém poderia acusar a Academia de discriminação, certo? Errado...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ESTATÍSTICAS E ESTÉTICA DO OSCAR

Bom, tá mais pra estatística que pra estética, se bem que vou falar da beleza de um ator e de vestidos. E não me pergunte de onde tirei esses dados todos, pois infelizmente não anotei. Fui só lendo um monte de posts sobre a história do Oscar e depois anotei isso de cabeça. Espero que não haja muitos erros.

Viola Davis é a segunda atriz negra a ser indicada a dois Oscars, por Dúvida (de coadjuvante) e, agora, Histórias Cruzadas. A outra foi Whoopy Goldberg, indicada a melhor atriz por A Cor Púrpura e atriz coadjuvante em Ghost. Ela ganhou por Ghost.

Apenas uma vez em cada década o resultado de Melhor Diretor no Oscar é diferente daquele do Director Guild Awards, premiação do sindicato dos diretores. Este ano o Hazanavicius de O Artista ganhou o DGA, então... Então nada. Eu não ia apostar no cara no meu bolão, mas depois dessa, sei não... A última vez que o resultado não bateu foi em 2003, quando Rob Marshall ganhou o DGA por Chicago e perdeu a estatueta de diretor no Oscar para Polanski (O Pianista). Portanto... Arrasa, Haza! (não consegui evitar).

Em 76 anos, desde que a categoria de coadjuvante foi criada, sabe em quanto por cento das vezes duas atrizes concorreram pelo mesmo filme? 36%. Ou seja, é bem frequente. Gostaria de saber quantas vezes uma das duas atrizes concorrentes ganha, já que uma costuma anular a outra. Mas nem sempre. Eu tinha me esquecido completamente que em 1939, quando Hattie McDaniel levou a histórica estatueta (primeira atriz negra a ser premiada) por E o Vento Levou, Olivia de Havilland concorria na mesma categoria. Ano passado havia duas indicadas por O Vencedor, e Melissa Leo ganhou. Este é o quarto ano consecutivo em que duas atrizes são indicadas pelo mesmo filme. O que realmente me chamou a atenção é que esse feito de mais de um ator indicado pelo mesmo filme não costuma acontecer na categoria de ator coadjuvante (eu lembro de Poderoso Chefão I e II, em que três atores foram indicados). A última vez que dois atores foram indicados pelo mesmo filme foi em 1991, quando Harvey Keitel e Ben Kingsley foram lembrados por Bugsy. De lá pra cá, ou seja, nas últimas duas décadas, isso não ocorreu nenhuma vez na categoria masculina, enquanto que na feminina ocorreu em 40% do tempo. O que isso quer dizer? Não sei ao certo. Talvez isso aconteça porque há mais filmes com mulheres como coadjuvantes que como protagonistas? Uma certeza é que já passou da hora do Oscar ter uma categoria de melhor elenco (best ensemble, como há em outras premiações).

Sabe a cor mais frequente dos vestidos usados pelas atrizes indicadas aos Oscars de melhor atriz e atriz coadjuvante nos últimos 22 anos? Preto. A segunda cor mais frequente? Azul. A terceira? Branco. Vermelho só vem em quarto.
Gostou, né? Tem muito mais aqui. 47% dos vestidos vão até o chão. 42% vão até o chão e ainda têm cauda. Certo, você deve ter percebido que não sei o vocabulário pra essas coisas.
O penteado mais frequente é o cabelo liso e solto, com 34% das indicadas adotando esse tipo de penteado. Preso em cima, 30%. Cacheado, 16%.

Jessica Chastain teve que engordar pra conseguir o papel que lembra Marilyn Monroe em Histórias Cruzadas. Mesmo assim ela parece tão magrinha! E isso que ela engordou 15 pounds (isso dá o quê, 7 quilos?).
Ela e Michael Fassbander (que não teve a sorte de Jessica e não foi lembrado pro Oscar por Shame, em que ele faz um viciado em sexo) estão realmente aproveitando a onda. Fizeram montes de filmes em 2011 e já estão fazendo mais um monte este ano. A gente vai ver muito mais deles pela frente. Só que posso manifestar meu descontentamento com a beleza do Michael? (Opa, esqueci que, segundo os trolls, eu não posso ter opinião sobre os homens que eu acho atraentes! Por que não? Ora, porque sou gorda. Dãã). Então, eu me apaixonei pelo Michael em Bastardos Inglórios. Ele estava todo lindão, charmoso, parecia vindo da década de 40. Prefiro acreditar que minha atração foi por causa disso, e não por ele usar um uniforme nazista durante boa parte do filme. Ok. Mas em Shame e nas fotos atuais ele tá tão magrinho... Ainda não vi Shame. Dizem que o pênis dele aparece bastante no filme, o que não pode ser ruim.

Como todo mundo sabe, a atriz que mais ganhou Oscars, e que vai ser difícil de superar, é Katherine Hepburn. Ela enfeitou a lareira com quatro estatuetas. A que mais recebeu indicações é disparada Meryl Streep, com 17. Mas ela só ganhou duas vezes, e uma delas pra coadjuvante. Atrizes mais jovens que Meryl que já têm dois Oscars são só duas: Jodie Foster e Hilary Swank. Digo isso porque na teoria elas teriam alguma chance de alcançar Katherine.

Pra ator, o recordista em indicações (só doze) é também em premiações: Jack Nicholson. Ele ganhou três Oscars, se bem que um deles foi por coadjuvante.

De todos os nove indicados a melhor filme, o que fez mais dinheiro na bilheteria parece ter sido Histórias Cruzadas. Incrível, não? Por um lado, é uma prova de que um filme praticamente só com mulheres pode atrair público. Por outro... O filme bate na velha tecla de que negros só podem contar sua história através de um protagonista branco.

A idade média dos indicados ao Oscar de melhor ator coadjuvante deste ano é de 62 anos.

Esta é a 14a indicação pra roteiro que Woody Allen recebe, um recorde absoluto. E é sempre pra roteiro original, não? Ele já tem duas estatuetas de roteiro em casa, e uma de diretor. É a Meryl Streep dos Oscars pra roteiro.

A franquia Harry Potter nunca ganhou nenhum Oscar em nenhuma das muitas categorias a que já foi indicado (direção de arte, fotografia, efeitos visuais, figurino, trilha sonora). Esta é sua última chance, tadinho.

Adivinha quantas indicações ao Oscar John Williams já recebeu por suas trilhas sonoras? É mais fácil do que tentar adivinhar o que seria de filmes como Tubarão e ET sem a trilha do John. Ok, eu conto: 47. Sério. E mesmo com 47 indicações o recorde de pessoa mais indicada a Oscars não é dele. É do Walt Disney, que foi nomeado 59 vezes, e ganhou 26 (4 honorários). A mulher mais indicada de todos os tempos é a figurinista (estilista?) Edith Head.

Tá. Agora que você já sabe tudo isso pode participar com grande autoridade no bolão.