quinta-feira, 22 de novembro de 2018

BOLSO SEMPRE FOI CONTRA O MAIS MÉDICOS

O fascista eleito voltou a dizer que médicos cubanos são escravos da ditadura e se pintando como salvador. 
Não é muita cara de pau um medíocre que sempre se posicionou contra os direitos humanos e contra os cubanos agora se colocar como defensor de direitos humanos dos cubanos?
Óbvio que a verdade é: gesto humanitário uma pinoia! Hoje Bolso diz oferecer "asilo" aos cubanos que queiram ficar no Brasil. Mas em maio de 2016 ele apresentou uma emenda ao Ministério Público para proibir a vinda dos familiares dos cubanos ao Brasil. 
A proposta não foi acatada, e os parentes dos médicos cubanos continuaram a ter o direito de trabalhar legalmente no Brasil. 
Ou seja: Bolso mente de duas formas. Primeiro, ele se apresenta como a "Princesa Izabel" dos pobres escravos cubanos, quando ele na realidade, dois anos antes, fez uma emenda para dificultar a vida deles aqui, e segundo, ele mente ao dizer que os médicos hoje estão proibidos de trazer seus familiares. 
Como uma espécie de resposta, um médico cubano escreveu uma linda carta aberta para Bolsonaro: "Eu trabalho porque gosto da minha profissão, porque jamais vou ficar rico às custas dos pobres". 
Repdroduzo aqui um texto bastante esclarecedor da professora Iraneth Monteiro, da UFRRJ.
Respondendo a um questionamento de uma amiga sobre as condições dos cubanos no Programa Mais Médicos e das mentiras contadas pelo novo Presidente da República, resolvi escrever um textão (exige paciência) baseado em informações legais e em fontes como Abrasco e Ministérios da Saúde de Cuba e do Brasil.
O Programa Mais Médicos foi criado na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), através da LEI Nº 12.871, de 22 de outubro de 2013, visando diminuir a carência de médicos nas regiões prioritárias para o SUS, a fim de reduzir as desigualdades regionais na área da saúde, em localidades onde faltavam profissionais.
Atualmente temos no Brasil mais de 440 mil médicos com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CFM), formados apenas para serem especialistas, sem conhecimento e aprofundamento em Atenção Básica e estão concentrados nas grandes cidades e capitais brasileiras.
Cerca de 18 mil médicos atuam no Mais Médicos — destes, 45% são brasileiros e 47% são cubanos, vindos ao Brasil por meio de cooperação com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde). 
Os demais são intercambistas estrangeiros. Ainda existem 2.000 vagas ociosas no Programa.
Os médicos atuam em 2.885 municípios e são os únicos médicos em 1.575 deles. O valor pago pelo Programa a cada médico é de R$ 11.865,60 (valor já reajustado em 2018).
Todos os médicos cubanos que atuam no Mais Médicos tem mais de 10 anos de formados, todos têm residência em medicina geral e comunitária, mais de 50% uma segunda especialização e 40% têm pelo menos mestrado. Além disso, os dois mil primeiros que vieram ao Brasil já tinham participado de pelo menos uma missão de saúde no exterior.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) onde estão lotados os médicos cubanos estão localizadas em áreas de alta vulnerabilidade, como: floresta amazônica, nas aldeias indígenas, no semiárido nordestino, nos municípios do G-100, quilombolas e povos ribeirinhos, no Vale do Ribeira, Vale do Jequitinhonha e na periferia dos grandes municípios brasileiros.  Nas UBS os médicos cubanos atuam nas ações de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento em saúde.
Cuba faz cooperação com 66 países em todo o mundo. Isso começou om a brigada Henry Reeve criada em 2005 como forma de ajuda humanitária pra atender as vítimas do Furacão Katrina nos EUA. Fidel Castro chamou centenas de médicos e pediu que se organizasse a brigada. EUA negaram a ajuda. A brigada permaneceu mobilizada, pois em pouco tempo haveria a crise em Angola e terremoto no Paquistão.
Na maioria dos países que faz parceria, Cuba envia médicos e medicamentos de graça, sem cobrar dos países. 
Isso já aconteceu em Angola, no Nepal, Haiti, Congo, e outros países pobres do Mundo, com os custos arcados pelo governo cubano.
No caso do Brasil o Acordo do Governo Cubano com o Ministério da Saúde no Brasil foi firmado através da Organização Panamericana de Saúde (OPAS).
O Ministério da Saúde Pública de Cuba abre edital público com as condições salariais para contratar os médicos.  Eles são livres para se inscreverem (não é obrigatório) e assinam um contrato com o Ministério para receberem três mil reais, quando o valor era de dez mil por mês) líquidos por mês, no caso da parceria com o Brasil. Além disso, o governo cubano cobre despesas com seguros por lesão corporal, invalidez e morte e pelos deslocamentos entre Cuba e Brasil, de ida e volta, além das respectivas férias.
Os governos municipais brasileiros são responsáveis pela alimentação, roupa lavada e moradia dos médicos. Não existe qualquer impedimento legal para que os médicos cubanos tragam suas famílias enquanto estiverem no Brasil, tanto por parte do governo cubano quanto do brasileiro.
O governo cubano, após o desconto das despesas da OPAS, repassa o valor individual dos médicos e o restante do dinheiro aplica em outras missões de médicos cubanos para países na África e Ásia que não têm como pagar; em bolsas para estudantes pobres de 138 países que estudam em Cuba; e investe em pesquisas importantes na área de saúde.
Uma investigação do Ministério Público do Trabalho no Brasil afirmou, que mesmo discordando da forma como Cuba gerencia a parceria, o convênio é legal e “que, nem de longe, a situação dos cubanos no Programa Mais Médicos se assemelha a trabalho escravo”.
É importante destacar ainda que Cuba e os cubanos consideram a saúde e a educação como direitos fundamentais da humanidade, e não como bens, comércios ou negócios. Talvez por isso seja tão difícil entender como os cubanos participam com tanta responsabilidade, amor e dedicação de missões humanitárias como essa que viveram no Brasil, através do Programa Mais Médicos.
Reafirmo meu sincero agradecimento aos irmãos cubanos e lamento a forma como foram tratados pelo novo presidente da República.

23 comentários:

titia disse...

E quanto aos médicos da Unimed, presidente Bonoro, que ficam só com 30% do que os clientes do plano pagam? E os trabalhadores terceirizados? E os escravizados no campo, nas grandes propriedades dos latifundiários do agronegócio? Vai dar uma de "salvador da pátria" pra eles, ou é só pra afrontar o clubinho da outra rua mesmo?

O problema é que brasileiro tem memória curta, então esse palhaço fascista sempre vai poder posar de salvador da pátria e sempre vai ter quem acredite. Quer dizer, até o país começar a descer a ladeira. A vantagem é que dessa vez temos internet, então os bozominions nunca poderão escapar da vergonha.

Anônimo disse...

É óbvio que Bolsonaro não está preocupado com o bem estar dos médicos cubanos. O problema é que o programa é uma gambiarra que vinha sendo tratada como solução definitiva para o problema de falta de médicos em diversos locais do Brasil.

Por exemplo, conheço várias pessoas cujo sonho é ser médico mas não tem dinheiro para pagar pelo estudo. Por que não criaram um Fies ou ProUni específico para estudantes de medicina que incluísse uma cláusula de que teriam que atuar em áreas com deficiência de profissionais por um determinado período após se formarem? Por que não criar programas de valorização de profissionais que aceitem a carreira de médico em locais afastados dos grandes centros?

Anônimo disse...

Primeiramente é preciso saber se há impedimentos legais para essas medidas. Os profissionais de medicina são pessoas de classe média para quem um salário de 11 mil reais não é atraente. Mesmo que a solução proposta por você fosse implementada no ano que vem ainda levaria um tempão até que estes médicos pudessem prestar atendimento nas áreas remotas. Os médicos cubanos estão indo embora e até agora ninguém sabe o que será da população desassistida.

Anônimo disse...

14:29 Disse tudo. Esse é um dos motivos de detestar o governo do Pt, ao invés de resolverem de fato o problema, dão um jeitinho de tapar o sol com a peneira.

Karen disse...

Só vejo geral tacando pedras nos médicos do Brasil, sem levar em conta as pessimas condições de trabalho do interior e da capital tb. Já é um milagre ter médicos nas capitais pq a situação é caótica.
Esses cubanos devem ser seres iluminados pra aguentarem tanta merda. O governo deveria ter resolvido essa situação, ao invés de procurar pessoas que aceitassem trabalhar em pessimas condições.
Eu mesma desisti de fazer curso técnico em enfermagem, graças aos caos na saúde. Hospitais caindo aos pedaços, n tem remédios, n tem equipamentos pra fazer exames. Ainda tem que aguentar a ira da população, que n é atendida corretamente. Mesmo n sendo culpa dos funcionários, a ira é descontada neles. A chance de um colapso mental é grande.
Esses dias minha avó caiu e bateu a cabeça, levamos numa clínica da família e simplesmente n quiseram atender, mandaram procurar o hospital. Fomos ao hospital e n fizeram nem um curativo, nenhum exame e só passaram dipirona. Absurdo!

Anônimo disse...

R$11.000,00 não é um salário atraente? A classe média ganha R$3.000,00, 11k é um salário atraente demais!!

Anônimo disse...

Mais médicos é HORRÍVEL. já fui atendido por uma suposta médica disso e ela falava "não sei, acho ..."

Total despreparo. Será que são médicos mesmo ou técnicos em enfermagem?

Anônimo disse...

Não é o que eu acho. É o que estes médicos acham. Como os lugares são remotos os médicos estavam recusando salários muito mais altos que este. Então o salário não era interessante para trabalhar nestes lugares. Eles não quiseram ir. Acharam pouco.

Anônimo disse...

Ah, Karen, duvido que vão melhorar condições de trabalho pra qualquer trabalhador. O lema de Bolsonaro é ou tem direitos ou tem emprego. É disso a pior.

Fabiano disse...


"Primeiramente é preciso saber se há impedimentos legais para essas medidas. Os profissionais de medicina são pessoas de classe média para quem um salário de 11 mil reais não é atraente. Mesmo que a solução proposta por você fosse implementada no ano que vem ainda levaria um tempão até que estes médicos pudessem prestar atendimento nas áreas remotas. Os médicos cubanos estão indo embora e até agora ninguém sabe o que será da população desassistida"

22 de novembro de 2018 15:27

É verdade que esse é um problema complexo e não existe solução fácil. Mesmo países desenvolvidos, como o Canadá e a Austrália, têm dificuldades para cobrir o atendimento nas áreas remotas.

Mas como eu disse, a contratação de médicos cubanos foi vendida como uma solução definitiva para o problema e o governo federal (tanto Dilma quanto Temer)se acomodou desde que o programa foi implantado.

O salário inicial de 11 mil reais pode não ser atraente para a maioria dos médicos, porém uma parcela significativa, principalmente recém formados, se interessariam. Eu sou médico e fui na cara e coragem trabalhar em uma região afastada dos grandes centros na região norte antes da existência do Mais Médicos ou qualquer programa de valorização profissional.

Quanto a possibilidade de impedimentos legais ao oferecimento de crédito facilitado para estudantes de medicina em escolas privadas, com uma cláusula para trabalhar durante um período pelo SUS num local afastado após a formatura, realmente pode representar uma dificuldade. Mas, até onde eu sei, isso não aconteceu mais por falta de vontade política do que questões legais. A própria atuação de médicos estrangeiros em território nacional sem validação de diploma e inscrição no Conselho Regional de Medicina é bastante discutível do ponto de vista legal.

Tanto pela inércia dos governos federais quanto da situação criada de dependência dos profissionais estrangeiros, é que nos vemos diante dessa crise grave. Agora é buscar soluções emergenciais para reduzir o seu impacto.

Anônimo disse...

Médicos. E a opinião de quem realmente foi atendido é BOA. Acharam os médicos muito bons e atenciosos. Medicos cubanos são elogiados no mundo inteiro. Nota três para sua fanfic.

Felipe Roberto Martins disse...

...é tão fácil tirar os médicos dos pobres quando se tem plano de saúde e fica internado no Albert né...

Rafael Cherem disse...

O povo brasileiro merece ficar sem médico,fizemos a escolha de colocar um bocal na Presidência.Merecemos.

ibi disse...

Lola, querida, saiu um equívoco no texto original: a emenda apresentada foi a uma Medida Provisória* (a Medida Provisória-MP 723/2016, o texto do link esclarece).

Interessante mesmo esse texto do link, sobre as emendas: além de querer impedir o exercício de atividade remunerada por familiares das médicas e médicos cubanos, os deputados pai e filho ainda tentaram incluir na MP que o repasse do dinheiro teria de ser em conta bancária de banco nacional, sem que fosse transferido a entidade estrangeira; ou seja, o governo de Cuba, que foi quem fez o convênio, não receberia o pagamento devido ("sendo vedado o envio de recursos de qualquer natureza para governos ou instituições oficiais no exterior", estava na proposta).

As emendas não foram incluídas na MP. E a mesma coisa foi anunciada agora pelo coiso: que só seria permitido contratação individual dos profissionais. Uma maneira de prejudicar aquele país, claro, e em consequência a população, beneficiada pela assistência (de lá e de cá, que ´ótimo´, e todas as missões internacionais.


*tinha ficado Ministério Público.

Raciocinar não dói disse...

Lola, feliz com o novo Ministro da Educação?
Nunca ouvi falar nele e tirando as frases amalucadas (tipo "ditadura de 64 deveria ser comemorada") , pareceu-me um sujeito preparado. Filósofo, pós doutor, erc

Cristiane Lira disse...

Sério que você achou ele um sujeito preparado? A mim ele parece ser uma cavalgadura diplomada. Preparada sim, mas para implantar o Escola sem Partido que traduzido em português claríssimo significa escola só com o partido dele. O ministro indicado é paranóico e não está interessado em diversidade de pensamentos e visões. Chamar o pensamento esquerdista de "marxista" e "lixo" a ser varrido da educação é um posicionamento paranóico e ideológico. Aliás, para o tal ministro qualquer pensamento que divirja das crenças da cacholinha dele é "ideologia". O que mostra que poucas pessoas são tão ideológicas quanto ele.
O ministro escolhido não tem trânsito pela educação. Mozart Neves Ramos era a pessoa qualificada para isso, mas como não era um doente mental da escola sem partido, e sim uma pessoa que pensa nos problemas reais da educação, foi rejeitado. Não sabia que este ministro era um apoiador da ditadura, mas ele fez coisa pior como por exemplo falar mal do "cientificismo" na educação. Ainda não entendi o que essa cavalgadura quer dizer com isso, será que quer trocar o "cientificismo" por religiosismo, Darwin pelo criacionismo e trocar professores por pastores evangélicos nas escolas? Sei que ele falou que as escolas devem ensinar "patrotismo". Não sei porque eles acham que não há patriotismo. Eu sou muito patriota. Eu não sou brasileira, sou pernambucana. Pernambuco da URSENE é meu país. Acho tão cafona esse negócio de "patriotismo" e de adorar as cores verde e amarela da bandeira brasileira. O problema do Brasil agora é a falta de "patriotismo" não o ensino ruim. E o novo ministro ainda tem a cara de pau de falar em educação que "liberta". Sendo que "liberdade" é pensar e viver com ministro acha certo. Para esse ministro o raciocínio de pessoas que pensam diferente dele dói muito.
Ele tem um pensamento bem típico de velho (tem 75 anos) conservador inconformado com mudanças do mundo porque acha cada vez menos espaço para os valores dele.
Há pouco tempo atrás eu estava pensando que o brasileiro é conservador, mas não é bem assim. Só o núcleo duro dos apoiadores de Bolsonaro são conservadores paranoicos cafonas. 84% da população brasileira é a favor do ensino de gênero nas escolas, por exemplo. O brasileiro é menos conservador do que o bolsonarismo quer fazer parecer.

Cristiane Lira disse...

Agora foi uma escolha menos ruim do que aquele Guilherme Sei Lá o Que. Nem professor aquela coisa é.

Anônimo disse...

Nem bolso era a favor, nem o governo da época, isso fica claro nas falas dele e nos despachos secretos diplomáticos vazados. Mas sempre se desconfiou das necessidades de médicos estrangeiros, tanto que três dias depois de aberto o edital tem-se 84% das vagas já preenchidas, o que não espanta já que na última abertura tinha 1 vaga para 10 inscritos. O problema, segundo amigo, é um gargalo entre 1500 a 2000 vagas que estão em áreas remotas e infraestrutura precária.

Anônimo disse...

84% das vagas preenchidas em 3 dias........

Anônimo disse...

"Quando você vê e inscreve para um município, acha que vai trabalhar na sede. Aí, quando descobre que é um local a 100, 200 km de chão batido ou de barco, desiste da vaga", conta o secretário de Saúde de Cametá (a 650 km de Belém ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2018/11/24/medico-desiste-com-distancia-e-acesso-ruim-diz-chefe-de-secretarios-no-pa.htm

Aconselho a quem acha que a situação está resolvida a ler mais sobre o assunto, como na matéria acima

Anônimo disse...

Em 2017, o Ministério da Saúde abriu concurso para selecionar brasileiros para o Mais Médicos. Ao todo, 6.285 se inscreveram para 2.320 vagas, mas só 1.626 apareceram para trabalhar. Cerca de 30% deixaram seus postos antes de um ano de serviço.

Torcendo pra que dessa vez seja diferente e população pobre dos confins do Brasil não fiquem à deriva de novo

Anônimo disse...


Salário de 11 mil não é atraente ?

Para a maioria dos médicos não deve ser , se podem ganhar pelo menos 15 a 20 mil trabalhando em consultório particular .

11 mil por 32 horas de trabalho e 8 de estudo é mais do que EU ganho por 36 horas de trabalho SEM horas de estudo incluídas.

Sou médica do SUS , Se eu ganhasse isso tava bom !!

Falando sobre a falta de médicos , aqui em CAMPINAS , que é cidade grande, não é roça não, já faltavam profissionais desde muito antes do mais mêdicos, inclusive no posto de saúde onde trabalho , que fica numa região “ privilegiada “( central ).

Quando chegaram 3 cubanas para o meu posto , ergui as mãos para o céu , pois estava fazendo sozinha o serviço de 3 .

Como disse em outro post não tenho NADA pra falar das colegas cubanas que se mostraram muito competentes , inclusive fazendo serviços ou procedimentos que alguns brasileiros não queriam / “ não sabiam “ fazer.

Conheço gente que ficou cercando médico cubano, procurando encontrar “ erro médico “ deles pra mostrar pros coordenadores , como se eles próprios nunca tivessem errado na vida. Conheço gente que boicotou os cubanos, pois “ não eram médicos “ mas na hora de tocar serviço, de fazer trabalho pesado, aí chamavam os cubanos que milagrosamente nessas horas “ viravam médicos “ .
Sem contar que em algumas equipes, quando algo dava errado em algum caso , os primeiros a serem “ acusados “ eram os cubanos , certamente tinham sido eles, né ??

Vi muita hipocrisia nesses 4 anos , me deu nojo .

Eu sempre fui amiga / colega das meninas , não somente pra “ tocar serviço “ , mas considerava colegas de trabalho como eu ou qqer outro.

Esse ano fui chamada pra fazer hora extra numa unidade onde não havia médico havia 6 meses pra atender a população ; depois de um mês pararam de pagar as horas extras . Eu posso ficar sem o $ a mais, mas é a população ficar sem médico ?

Dai vem “ amiga “ que nunca pisou num posto de saúde, nunca me viu trabalhar , que não sabe nada de Sus (pois sempre teve plano de saúde ) , não atua na saúde, me chamar de mentirosae mau caráter pq falei que falta médico aqui .
Orra, a sua “ amiga “ não acredita em você, que trabalha e atua na área ?? Prefere acreditar em correntes do zap ?? Me poupe

Como disse em outro post inicialmente fui contra o MM e hoje me envergonho de um dia ter pensado assim .

Esse programa serviu pra fazer cair a máscara de muita gente, médico ou não médico .

E se aqui em Campinas que é cidade grande falta profissional , imagina nos rincões do país .

Maria Valeria


Anônimo disse...

Complementando com um “ textão “ que escrevi ontem pra outra pessoa:
Jjá que existe tanta polêmica e preocupação com o assunto, tenho que dizer umas coisas:

Primeiro, que apesar de apoiar o programa mais médicos , não acredito que ele deva ser a solução definitiva , pois fere um princípio do SUS, de descentralização . O que quero dizer com isso : assistência médica primária ( postos de saúde ) deve ser bancada pelos MUNICÍPIOS, e não pelo governo federal . Os municípios não melhoram as condições de trabalho nem fazem plano de carreira alegando que não tem receita pra cumprir a “ lei da responsabilidade fiscal “. Isso é balela .
Ja foi feito estudo aqui que o $ dava e sobrava pra isso, inclusive na época era um projeto a ser colocado em pauta na câmara dos vereadores. Não lembro pq não foi pra frente , na época eu era meio alheia ao que rolava aqui . Hoje as finanças da prefeitura de Campinas estão uma bagunça. N sei se da pra bancar mais isso . Ainda mais com o congelamento do teto de gastos por 20 anos, na gestão TEMER , que NINGUÉM que critica o PT questiona .
Agora , e o $$ do governo federal pra bancar o MM, vem da onde ? Pro número de profissionais e por esse salário não fere a LRF da união ? Estranho .
A responsabilidade, volto a dizer, deve ser dos municípios .

Segundo, esse papo de “ usar ideologia de esquerda pra defender minha ideias “ . Ué , o SUS por definição , e pelo modelo que copia eh de esquerda, oras. Eh copiado do NHS inglês que é público , estado controlando .
Eu não defendo sistema privado ( como nos Estados Unidos ) ou terceirização de serviços .
Faço pos graduação com coordenação do cara que é a maior autoridade em sus no Brasil . Um colega que tava “ chatiado “ por não poder fazer essa pos , qdo soube quem era o coordenador: “não gosto desse cara “. Ué , ia fazer o que lá na pos, se ele não acredita no próprio sistema pro qual trabalha e defende a privatização ? Gente , vamos ter coerência com nossas ações . O mínimo né .

Terceiro, o MM oferece um salário atrativo (maior que muitas cidades ) mas é contrato de trabalho TEMPORÁRIO, o que desestimula a adesão . Pq as prefeituras não bancam o profissional como estatutário ? Volto a frisar, isso é responsabilidade dos municípios .

Por último , trabalho escravo tem aos montes , a começar pelo Brasil : confecção de roupa “ de grife “ , lavoura de cacau pra produzir chocolate , produção de castanhas de caju ( que utiliza trabalho INFANTIL e causa lesões terríveis nas mãos das crianças ) . Então , que tal nos preocuparmos com o VERDADEIRO trabalho escravo que já ocorre no Brasil e muita gente faz vista grossa ? Faz mais sentido pra mim do que querer interferir com o que acontece em outro país e nem eu tenho conhecimento pra avaliar se é certo ou errado . O buraco em Cuba é mais embaixo, e já temos pautas suficientes pra brigar aqui .

Bjs

Maria Valéria