quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MAIS UMA PROVA DE QUE A CULTURA DO ESTUPRO SEGUE FIRME E FORTE

Hoje saiu uma pesquisa do Datafolha, feita a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 
E os resultados, mais uma vez (só eu me lembro dos 26% da pesquisa do Ipea que, dois anos atrás, concordavam com a afirmativa "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas"? Ou dos 59% dos entrevistados que afirmaram que "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros"?), são revoltantes. 
Segundo o Datafolha, 30% das 3.625 pessoas entrevistadas em 217 municípios afirmaram concordar com a frase "A mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada" (mesmo percentual para homens e mulheres). Para a frase "Mulheres que se dão ao respeito não são estupradas", 37% concordaram (42% dos homens, 32% das mulheres). 
Pessoas mais velhas, que moram em cidades pequenas, e quem têm menor índice de escolaridade são as que mais concordam com essas barbaridades. Por exemplo, 41% daqueles que têm ensino fundamental concordam. Mas, entre os que têm ensino superior, isso cai para 16% (o que ainda é um absurdo). Sinal de que o "Antes e depois da Federal" é uma calúnia nada engraçada dos reaças zueros (que certamente estão entre os que concordam que a vítima é culpada pelo próprio estupro). 
Educação ajuda a combater preconceitos. E isso que não temos aulas de gênero nem nas escolas, nem nas universidades...
Outro dado interessante da pesquisa é que 85% das mulheres no país temem sofrer algum tipo de violência sexual. 
Ou seja, é um medo que atinge a praticamente todas nós, e obviamente esse medo afeta a nossa vida, a nossa liberdade. Mesmo entre os homens, o temor se sofrer agressão sexual é de 46%. Estranho: homem adulto tem medo de ser estuprado a menos que seja preso? 
De todo modo, os números mais uma vez confirmam que cultura de estupro existe e continua firme e forte. Mais de um terço da população culpa a vítima pelo próprio crime que sofre!
Por coincidência, hoje recebi este relato da R. que se aplica bem à pesquisa. Volto no final. 

Fui estuprada na infância por duas pessoas da minha família e não posso dizer quem são elas, mesmo que eu queira mostrar que existem criminosos por trás da aparência de bons pais, líderes religiosos, gente "do bem". A minha vivência me diz que o silêncio, que pode ser imposto com ameaças ou apresentado como benefício, é algo que alimenta as ações de estupradores. 
Uma das pessoas que me estuprava na infância não morava comigo, mas estava sempre presente em ocasiões de férias, festas e feriados. E me estuprou sempre que quis. Com sete anos tentei falar. Ouvi de alguém também da família, tão adulta quanto o estuprador, que eu deveria ficar quieta e afastar-me dele, que se eu falasse iria promover uma tragédia. 
Anos depois o silêncio foi quebrado novamente. Todos então passaram a saber que ele era de fato um estuprador. Não importou. Continuei sendo levada a almoçar todos os domingos na casa dele. Até o dia que eu disse que não entraria mais lá e passei a ficar esperando no carro da família até que o almoço se encerrasse. 
Com 17 anos fiz uma denúncia anônima por telefone contra ele, informei à voz que atendeu a ligação seu nome completo, endereço e crimes. Nenhuma atitude foi tomada, nem por autoridades a quem fiz a denúncia anônima, ou pelos familiares que o protegeram até a sua morte.
O outro estuprador morava comigo, deveria cuidar de mim e me proteger -- ao menos é o que todos esperam que alguém na posição dele faça. Não me recordo dos estupros cometidos por ele. Mas lembro bem da desesperança e sentimento de vazio que me levaram a tentar o suicídio por duas vezes, na infância e na adolescência. Me recordo também de sempre me cobrar uma postura mais afetiva em relação a essa pessoa que todos me diziam que eu tinha que amar e ser grata. 
Todo mundo me diz "Não
seja sequestrada". Mas
ninguém diz a ele:
"Não sequestre"
Esses estupradores não vitimaram só a mim, vitimaram também outras meninas da família. Uma ao contar o que acontecia passou a ser tratada desde os 12 anos com forte medicação psicotrópica, rotulada como doente mental, louca... não por médicos, mas pelo próprio estuprador e por sua esposa, que se valiam da autoridade do seu papel para silenciar com mentira a voz que o denunciava. 
Outra ao falar o que acontecia foi ameaçada de morte e obrigada a escrever uma carta desmentindo o que ocorreu. Essa o estuprador e sua esposa rotularam como mentirosa.
Eu suspeitei um dia que o estuprador que todos me diziam que eu tinha que amar e ser grata havia tentado fazer algo com a minha filha, uma criança. Procurei o Conselho Tutelar, procurei um médico, procurei uma psicóloga. O Conselho ouviu minha fala e disse que não há possibilidade de ação baseada em suspeita. O médico disse que não havia prova física. A psicóloga disse que acreditava ter havido uma tentativa, mas não poderia garantir isso e orientou-me a não conversar com minha filha sobre isso pra não induzir uma narrativa.
Silenciei. Convivi por quase uma década com a suspeita. Até que recentemente eu e minhas irmãs sentamos para conversar. Quando ouvi a história de cada uma das minhas irmãs tive certeza de que o homem que deveria ter nos amado e protegido era de fato um estuprador. Eu disse então ao estuprador que ele e a mulher que sempre encobriu suas ações estavam fora da minha vida pra sempre. 
Em seguida reunimos os outros irmãos e contamos nossas histórias. Meu irmão mais novo contou então que o estuprador sempre pedia para que meus irmãos saíssem do quarto por que precisava fazer massagem em mim para uma dor de barriga. Ele então trancava a porta do quarto com chave e ficava comigo dentro desse quarto. Não tenho memória disso, mas não preciso ter pra saber da violência que ocorria no interior desse quarto. 
Procuramos eu e minhas irmãs meios de denunciar esse estuprador à justiça. Fui três vezes à Delegacia da Mulher, várias vezes ao Ministério Público, para descobrir que os crimes prescreveram, exceto a tentativa que houve com a minha filha. Ouvi coisas como fazer uma denúncia depois de tanto tempo pode soar como mentira, não há prova física, não há testemunhas, façam terapia para aprender a lidar com o que aconteceu e sigam em frente, isso só vai trazer dor a vocês.
Não posso falar o nome dos criminosos, o que faleceu não me interessa mais denunciar. Ele já não vai mais vitimar ninguém. O estuprador que está vivo e com muita saúde ameaçou a mim e as minhas irmãs com um processo de calúnia e difamação e fomos aconselhadas a silenciar novamente por que não temos como provar. 
Pesquisando alternativas de ação para romper as mordaças que nos impuseram e fazer o que entendemos ser certo no intuito de impedir que novos crimes ocorram descobri histórias semelhantes a minha. Histórias com estupradores e silêncio. Embora haja campanhas falando sobre a importância de uma vítima de estupro denunciar o criminoso, a prática se mostra incoerente em relação ao discurso. 
Na prática uma criança vítima de estupro ao denunciar é silenciada pelos adultos que não sabem lidar com a situação, tanto os familiares quanto os profissionais. Quando a vítima de estupro é uma mulher adulta, a mulher ao denunciar é silenciada por vozes e ações que transferem a culpa do agressor para ela mesma. Como se seu comportamento justificasse a ação do criminoso. 
Como medida de sobrevivência, o silêncio muitas vezes parece ser a melhor saída para lidar com as dores.  Mas isso já não faz mais sentido para mim, o que também acaba não servindo de nada, já que tentei agir e não há meios para isso.

Meu breve comentário: Estupro realmente é o crime mais impune que existe. Tudo isso que você narrou, querida R., é mais uma prova que a existência de uma cultura de estupro é real -- a incrível ocorrência com que estupros ocorrem, as tentativas de acobertar o crime, a falta de preparo dos profissionais para lidar com os inúmeros casos, as narrativas de que a culpa é da vítima ou de que é melhor deixar quieto, porque senão vai destruir a família... Tudo isso é cultura de estupro
Mas não pense que o que você decidiu fazer -- romper o silêncio -- não serviu pra nada. Você conversou com seus irmãos e irmãs sobre um passado traumático. Você tirou esqueletos do armário da família. Só falar sobre isso pode ajudar a evitar novas vítimas. É um trabalho de conscientização, e não é nada fácil, porque não são apenas as vítimas de estupro (crianças ou adultas) que são vistas como mentirosas e loucas
Feministas como eu, que denunciamos a cultura do estupro, que exigimos que o tema seja levado a sério, que queremos aulas de questões de gênero nas escolas para que a sociedade possa enfrentar essa praga social chamada violência contra a mulher, também somos tachadas de mentirosas e loucas. Apenas por insistir em trazer à tona um assunto que todo mundo sabe que existe e é comum. Mas não. Pra muita gente estupro deve ser somente tema de piada ou de vingança ("Castre! Mate! Agora ele vai virar mocinha na cadeia!").
Nós estamos fazendo a nossa parte para mudar o mundo e não vamos parar. E você, R., faz parte desse "nós".

118 comentários:

Anônimo disse...

Venho agradecer a coragem da Mulher que contou sua historia e também a Lola por publicar.
Continue Lola, seu site é de utilidade pública!
Romper o silêncio e registrar aqui pode ser a força que vai ajudar muita gente nesta triste situação a escapar e resistir...
E também para que cada vez mais fiquemos conscientes dessa cultura maldita, estampada na midia e nas falas!

Poseidon disse...

fiquem de olho na psiquiatria, muitas mulheres que sao oprimidas por pai violento terminam no hospicio, ou forçadas a ''tratamento''(drogas pesadas), esse ano eu vi uma mulher chorando no hospicio em fevereiro. a psiquiatria é financiada pelas elites globais, nao da pra bater de frente com o Estado covarde mas da pra influenciar pessoas a boicotarem a psiquiatria e esses ''remedios'' psiquiatricos, boicote é a unica solução. o mundo sempre foi comandado por covardes, quem tem o poder teme perder o poder, devemos tirar o poder dos psicopatas atraves do boicote em vez de combater de frente.

mulheres que sofrem agressão de pai violento, digo uma coisa, a vida é uma só, voce escolhe, quer ser livre ou quer se reprimir a vida inteira? denuncie mesmo, à policia. ser humano é um lixo mesmo, o fato de ser da familia nao muda nada. vamos fuder com essa humanidade covarde, essa sociedade covarde, essas elites covardes. a vida é sua, se voce lutar por sua vida poderá liderar a si mesma em vez de ser liderada por outra pessoa.

Anônimo disse...

E o Gian Gomeshi?

Anônimo disse...

Homens mortos não estupram.
Girl power

Anônimo disse...

Dois irmão homens, mesma educação, mesmo ambiente, mesmos exemplos e cultura, um estupra sem empatia alguma o outro não tem aversão a isto. Qual explicação feministas?

Anônimo disse...

A grande questão é que maníacos estupradores não se importam com pesquisas ou com a lei, então perguntar a pessoas de bem se concordam ou discordam das frases A ou B não vai mudar o cenário dessa barbárie.Muito menos passeatas e protestos.Mudem a lei e tranquem estes monstros para sempre na cadeia.
Vocês pegam um estuprador, levam ele para escolinha feminista, ensinam que estuprar e errado, aulos de ideologia de gênero, feminismo histórico e tudo mais, dai ele dai da la e...estupra de novo, qual a solução?

Anônimo disse...

Ta vamos lá, qual a metodologia desta pesquisa? Qual o tipo de pergunta foi elaborado para o entrevistado? estes 1/3 compõem mulheres também ok? Então alguém acha que uma mulher justificaria um estupro simples assim?
Por exemplo , onde eu trabalho um hotel tem um happy hour muito frequentado por funcionários de prédios comerciais anexos a este hotel, e eu vejo diariamente moças entrando em carros de carinhas que acabaram de conhecer e sumir no mundo sem destino. Dai um dia uma acaba sofrendo um violência, se me perguntarem de quem a a culpa obvio que e do estuprador, mas se me perguntarem se ela facilitou tal violência e foi descuidada, obvio que direi que sim. Dai o entrevistador vai me escrever la que eu estou "culpabilizando a vitima" Ora bolas, isto e logica não achismo.
"Háá mais ela tem o direito de entrar no carro de quem quiser, o carinha e que deveria respeita-la e tal" Siiiim, mas o outro e outro universo, se ele não empatia alguma por ela e sente prazer em machucar, ela vai fazer isto e obrigação da sociedade organizada conte-lo com leis firmes, educação e importante, sim, mas lembrem-se que empresários, politicos e muitas pessoas com curso superior tiverem excelentes educação e oportunidades e roubam, então o fator individuo e determinante sim.
E como dizem também, estatísticas e a arte de torturar os dados ate que digam o que querem que digam.

Anônimo disse...

Que relato dolorido... força, moça!!!

André disse...

13:48

Essas pessoas que passam pano para estuprador não são, definitivamente, pessoas de bem.

Anônimo disse...

André, então o mundo está cheio de pessoas mal caráter. O que mais acontece é passar o pano,tanto para o estupro quanto a pedofilia.

Cão do Mato disse...

Tipo "bandido bom é bandido morto"?

Anônimo disse...

Excelente comentário.

riscos e rabiscos disse...

A questão a meu ver é que as pessoas olham para crimes de violência sexual na infância ou não com um olhar de proteção para o agressor e desconfiança em relação as vítimas. Há mais preocupação com a possibilidade de inocência do acusado do que com a fala e o sofrimento das crianças e mulheres que contam (quando contam) o que ocorreu. É como se houvesse mais probabilidade delas estarem caluniando ou inventando histórias do que os homens a estarem agredindo. Como se ter uma narrativa dessas trouxesse algum benefício para essas vitimas... No Brasil temos uma média de vinte e cinco mil denuncias oficiais de violência infantil, somente 2.300 (arredondando pra baixo) agressores presos em todo território nacional por esses crimes.
A impunidade certamente está relacionada com a presença tão intensa dessa violência na nossa sociedade. E, por sua vez a impunidade é fruto de um contexto cultural que trata o estupro como algo aceito, não de forma escancarada. Mas como negar que a visão expressa no conceito "prenda suas cabritas que meu bode pasta solto" entre tantas outras falas e percepções incoerentes a respeito da violência sexual, traz latente a permissão social do uso violento dos corpos femininos em detrimento de sua vontade?

Anônimo disse...

Assistindo machistas chatiados com uma pesquisa que vai contra aquele papo deles de que cultura do estupro não existe.
Esse papinho classe média e limitado de happy hour com carros e "moças que acabaram de conhecer" e depois vão reclamar... como se estupro fosse sempre assim
Por mim as moças devem reclamar sim. Nessa e em outras situações, como no relato da moça, no qual muitas famílias abusam ou toleram abusos. Que prostituem suas filhas, seja na favela ou n asfalto pra virar prêmio para ricos, políticos etc

Franklin Rocha disse...

esses dados dessa pesquisa é a chamada cultura do estupro, que a maioria esmagadora da extrema direita acredita não existir aqui no Brasil essa "cultura do estupro"
Feliciano e Bolsonaro que o digam.

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Anônimo disse...

A pesquisa foi feita por feministas cheias de conflitos de interesse que ficam salivando para obter algum dado que diga q as mulheres são vítimas. É óbvio que 1/3 das pessoas não acham que estupro é culpa da vítima.

Anônimo disse...

Gente a questão e acabar com o machismo estrutural em nossa sociedade, e não se acaba com o machismo sem acabar com a própria masculinidade, ou seja com todo o conceito de homem socialmente construído como conhecemos hoje. Eu afirmo com convicção hoje que o padrão conhecido como feminino na historia humana sempre foi mais humanamente aceitável em termos de empatia, mulheres são sim muito mais empáticas e socialmente civilizadas que homens, então acredito que uma nova configuração de gênero onde existam somente mulheres com pênis e mulheres sem pênis por assim dizer e não mais homens.

Anônimo disse...

13:27,
Então vc concorda que "bandido bom é bandido morto"? Maaaaass.. esse não é o discurso do abominável Bolsonaro?

Acho que temos que verificar os direitos fundamentais do estuprador que é, no fundo, vítima de uma sociedade cruel, assim como pensa a nossa congressista Maria do Rosário.

Anônimo disse...

nossa de onde saem esses números, a cada dois seguntos 500 mulheres são estupradas, a cada 3 minutos 30 mulheres morrem, a cada hora quantas mulheres morrem abortando? E quanto pessoas morrem mais cedo por ler estes posts?

Anônimo disse...

Só para lembrar um fato básico: A relação sexual heterossexual (penetração) é sempre um estupro, pura e simplesmente.

Este é um resumo desenvolvido a partir do que eu venho dizendo em vários comentários aqui e ali, nos últimos dois anos ou mais. Como uma feminista radical, eu sempre disse que a penetração é estupro e me lembro de estar decepcionada ao descobrir que tão poucas feministas radicais ou interseccionais afirmaram isso claramente. Como você pode vê-lo de outra forma? A penetração é a forma através da qual os homens nos oprimem, da qual não temos permissão para escapar em uma construção social heteronormariva estrutural, mas, em alguns casos a penetração pode ser escolhida e livre? Isso não faz nenhum sentido, o feminismo não problematizar isto não faz sentido, e como dizer que a mulher que "gosta' de ser enforcada durante o sexo porque foi induzida a acreditar que isto e prazeroso em alguma passagem de sua vida não pode ser questionado este comportamento alto destrutivo por ser uma "escolha dela" Será que foi uma escolha dela mesmo ou ela foi programada por toda uma estrutura social para achar que sim?
Mas o ponto e que a penetração NUNCA é sexo para as mulheres. Somente os homens experimentam estuprar como algo sexual e o define como tal. Sexo para os homens é a penetração unilateral do seu pênis em uma mulher (ou qualquer outra coisa que a substitua e que simbolize o orifício feminino) quer ela pense que queira ou não - que é a definição de estupro: que ele vai fazer isso de qualquer maneira e que ele vai usá-la e tratá-la como um receptáculo, em todas as circunstâncias - não faz diferença para ele experimentar isso como sexual. Isto é, no mínimo, os homens usam as mulheres como objetos e instrumentos úteis para a penetração, e as mulheres são desumanizadas por este ato. É um ato de violência, e enquanto não tratarmos isto como tal não vamos estar realmente combatendo a cultura de estupro.

Anônimo disse...

As vezes a justiça funciona. As vezes, uma condenação nos dá a sensação de que, finalmente, aquele criminoso pagou pelo que fez.
Mas muitas vezes não.
A justiça não está do lado dessa moça, das irmãs dela.
Se você, minha cara, ainda sente a dor e se revolta com a impunidade desse verme (não entendi direito, é o seu pai? acho muito oportuno você não rotulá-lo como pai, enfim).
O direito, a lei, a justiça não abarca tudo. Há fatos tão repugnantes que nem cem anos de cadeia me fariam sentir vingada.
Eu mataria. Contrataria alguém. Minha vida já estaria marcada para sempre pela violencia que sofri, que minha filha sofreu. Acho justo e digno matar com tortura e qualquer pessoa nessa situaçaõ teria o meu apoio moral.

Alícia

Anônimo disse...

E só para ressaltar o que disse no comentário acima Se olharmos para o ato em maior detalhe, a penetração é um homem montado em uma mulher empurrando um grande membro de si mesmo em suas partes mais íntimas, muitas vezes a forçando a estar inteiramente nua, golpeando-se contra ela com todo o peso de seu corpo e quadris, balançando-a como se ele estivesse enchendo um cadáver, em seguida, usando suas entranhas como um receptáculo para seu dejeto peniano. Como que isso é uma maneira normal, civilizada, respeitosa de tratar alguém? Desculpem a imagem explícita, mas isso é o que é, e é absolutamente revoltante e violador, a mecânica sexual com homens e essencialmente um estupro, este fato foi "suavizado" pelo patriarcado com o mito do amor romântico e da estrutura machista social, como uma mulher pode realmente consistir em algo em uma sociedade estrutural machista que lhe e totalmente hostil? Pensem nisto poxa.
.O fato de a penetração provocar tantas infecções, lágrimas e verrugas atesta a falta de beneficio total no ato para mulher.
Por último, a partir de um ponto de vista estrutural, como uma classe oprimida pelos homens, nós não estamos em qualquer posição de liberdade para negociar o que os homens fazem conosco coletivamente e individualmente dentro da “gaiola hétero”. Homens, por quem estamos possuídas, colonizadas e mantidas em cativeiro, são os únicos agentes e organizadores da penetração. Homens nos dominam, precisamente por isso, não podemos optar por sair do abuso sexual perpetrado por eles; a penetração é o próprio meio através do qual os homens nos subordinam, o real propósito de sua dominação, controlar a reprodução humana.

Anônimo disse...

O fato de tantas mulheres azerem parte do grupo dos 59% e preocupante do ponto de vista feminista, mostra que temos muito o que lutar, conscientizar e emponderar. a criação de vínculos das mulheres com homens, bem como a “feminilidade” e a heterossexualidade, são reações paradoxais às violências dos homens contra elas. Como já foi argumentado em análises feministas mais profundas, compreendemos que as mulheres sofrem coletivamente da Síndrome de Estocolmo, criação de vínculos de um refém com seus captores, como resultado do seu medo constante de serem assediadas verbalmente, sexualmente e fisicamente, bem como restringidas economicamente pelos homens. Da mesma forma que captores que precisam matar ou ao menos ferir alguns reféns a fim de obter o que querem, os homens aterrorizam as mulheres para alcançarem o seu objetivo, a obtenção dos seus serviços sexuais, emocionais, domésticos e reprodutivos contínuos. Como reféns que se esforçam para acalmar seus captores a fim que de não sofram maiores violências e não sejam mortos, as mulheres se esforçam para agradar os homens, e dessa reação surge a “feminilidade”: a sua aparente subserviência, docilidade e auto-sacrifício. Dessa maneira, compreende-se que a feminilidade é um mecanismo adaptativo e um guia para as mulheres de como sobreviver aos abusos e ameaças dos homens, buscando conquistá-los. A teoria da Síndrome de Estocolmo Social aponta que esta se manifesta em todas as relações opressor-oprimido.

Embora essa análise seja emocionalmente perturbadora, ela pode proporcionar um melhor entendimento do mundo ao expor a relação entre fenômenos aparentemente díspares. Por exemplo, a teoria da Síndrome de Estocolmo pode explicar por que tantas mulheres rejeitam o próprio feminismo, que expõe os pontos de vista das mulheres e busca a libertação feminina; por que mulheres se esforçam tanto para se ligar aos homens quando seria muito mais fácil obter o que precisam de vínculos com outras mulheres; por que as mulheres amam os homens em face de sua violência contra nós, porque insistem e se relacionarem com eles sendo que são tão pouco satisfatórios as mulheres tanto sexualmente quanto emocionalmente?.

Mila disse...

Nada que a gente já não saiba. O brasileiro, é sim, um povo muito conivente com o estupro. A pesquisa só veio para confirmar o que a gente já sabia.

Embora o brasileiro diga que não; que estuprador tem que virar menininha na cadeia; que se visse um idiota desses sarrando uma menina no metrô ia bater, que acredita na castração e bolsonaro#2018, são raras as ocasiões que ele se indigna contra o estupro.

Antes, toda a vida pregressa da vítima é rapidamente analisada pelos juízes de Facebook.
- Mãe adolescente preta e favelada - óbvio que deu pq quis. Acostumada a dar para traficante. Dança funk até o chão. Já sabe o que quer com 13 anos. Mais experiente que adultas.
- Universitária bêbada na balada - C* de bêbado não tem dono. Quem mandou beber? Se estivesse em casa estudando não teria acontecido. Feminazi que deu e se arrependeu.
- Estupro corretivo de lésbica - Pelo menos vai voltar a gostar de homem. Pra que precisa se vestir como macho?
- Moça com a roupa curta demais - Estava provocando. Quem sai com roupa curta quer ser olhada. Piriguete, já deu para todo mundo.
- Empregada estuprada pelo patrão - Só quer arrasar com a vida do pai de família honrado. Quer indenização. Quer aparecer.
- Moça estuprada e vídeo vaza - Cadê o vídeo? Piranha, se deixou ser filmada!
- Menina estuprada em casa - Cadê a mãe? Mãe tem que saber que não pode deixar sozinha com o pai! Cadeia na mãe (só na mãe)!
- Menino é abusado por uma mulher - Bicha, tinha que agradecer! Eu também queria ser estuprado!
- Moça denuncia assédio no metrô - Quer conforto, anda de táxi! Como vai provar que estava sarrando nela? O metrô estava lotado. Quer aparecer. Quer indenização.
- Mulher não estuprável (coloca aqui mulher fora do padrão de beleza) é estuprada - Deveria agradecer pelo sexo grátis. Quem vai estuprar um troço desses?

Notem que são raríssimas as vezes que questionamos - sim, tô colocando mulher neste rolê também - o agressor. Ou quando o fazemos, estamos colocando na posição de monstros e doentes mentais. Gente, que doença mental é essa que atinge só homens e com tanta frequência?
Para completar, todo crime de estupro é perfeito para antifeministas aparecerem. Afinal, eles não tão nem aí para o crime e a estuprada. O importante é dizer que são anti feministas pelo simples fato delas se indignarem contra o estupro.
A gente não tá pedindo que em toda acusação só se conte com a palavra da mulher, sabemos que o estupro tem denunciação caluniosa - como todo crime tem. Só que as vítimas não tem o menor benefício da dúvida, não ganham sequer a chance de serem levadas a sério sem antes receber seu atestado de moça pura, inocente e não culpada do estupro, uma situação bem rara.
Se isso não é cultura de estupro, eu não sei mais o que é.

André disse...

14:40,

Sim, está. Espero que possam ser recuperadas.

Anônimo disse...

Sinceramente,acho a sociedade brasileira muito burra (que novidade né?). É um dos países mai violentos do mundo, pessoas são roubadas a qualquer momento e lugar, algumas são mortas na porta de casa ou até mesmo dentro de casa mas na hora que acontece o estupro,viramos uma noroega da vida, em que não acontece crimes e se acontecer é porque a vitima era muito burra ou assanhada,mas que o resto da população cheia de "moral e sensatez" não precisa se preocupar porque não vai ser atingida. Assim, voltamos para nosso paraíso das fadas enquanto lá fora o caos reina.

Maria disse...

Primeiramente é necessário separar os casos de estupros. Casos de estupro é muito sério e colocá-los todos numa panela e dizer que tudo é cultura de estupro só serve para fomentar essa luta de feministas contra o machismo e só piora a situação. Uma criança ser estuprada dentro de casa (como relatado) é crime hediondo para a grande maioria da população e ninguém dirá que uma criança foi estuprada porque mereceu. Assim como uma mulher ser estuprada à força, levada para o meio do mato com uma arma na cabeça, por algum psicopata (estilo maníaco do parque) também é altamente condenável pela população e, numa pesquisa, as pessoas não responderão que essa a mulher mereceu ser estuprada. Dizer que há uma cultura de estupro para esses dois casos é dizer que a população cultua pedófilos e psicopatas. Isso não é verdade. Felizmente, os psicopatas são geralmente presos, já os pedófilos (de dentro de casa) são muitas vezes acobertados pela própria família e uma criança não tem maturidade para denunciá-lo. Um pedófilo abusando de uma criança não deve ser colocado ao lado de casos em que uma mulher bêbada transa com cara numa festa e relata que foi estuprada.
Colocar todos os casos numa mesma panela, juntamente com violência sexual e assédio sexual, e chamar tudo isso de “cultura de estupro” induz a sociedade a pensar que levar uma mulher para o mato com uma arma na cabeça e estupra-la possui a mesma gravidade que mexer com uma mulher na rua. E esse pensamento está refletido nos resultados dessa pesquisa.

Cesc Biavati disse...

O conceito de estuprador hoje em dia é exagerado. O cara pode ser folgado e escroto, mas comparar um sujeito babaca bêbado que passa a mão numa mulher com um maníaco do parque? Exagero isso aí, mas para a lei ambos são estupradores.

Anônimo disse...

Depois de um relato terrivel como o do post e de casos de mulheres assassinadas, estupradas ou sob ameaça, amplamente divulgados na imprensa, com estatisticas, ainda vem machista aqui chorar que a pesquisa ta errada e que cultura do estupro nao existe.

vamos repetir os tristes dados que alguns vem aqui pra concordar e apoiar:

"Mulher q usa roupas provocativas ñ pode reclamar se for estuprada - 30% de brasileiros concordam"

"Mulheres que se dão ao respeito não são estupradas. 37% do total de entrevistados falaram que sim"

"Quase 70% dos estupros acontecem em ambientes domésticos, diz polícia"
http://glo.bo/1lRleJa

"Medo do estupro"
"O levantamento revelou também que 85% das mulheres entrevistadas têm medo de ser estupradas. Entre os homens, esse percentual é de 46%. O temor é mais frequente entre as adolescentes e mulheres mais jovens e entre as moradoras das regiões Norte e Nordeste do país.

Segundo a pesquisa, nove em cada dez mulheres que vivem no Nordeste afirmaram ter medo de sofrer violência sexual. No Norte, o percentual é de 87,5%.

"Além de afetar a saúde física e psíquica das vítimas diretas, o medo do estupro se coloca como um elemento permanente na vida das mulheres em geral, limitando suas decisões e seu pleno potencial de desenvolvimento e de sua liberdade", diz o estudo." (datafolha-uol)

Anônimo disse...

Minha amiga, vá se tratar.

Era eu lendo e rindo ao mesmo tempo desse comentário.

Anônimo disse...

Desde quando estuprador é "bandido", mascu... se fosse assim a imensa maioria dos homens seriam bandidos, mas "bandido" é ladrão, sequestrador, assaltante, só é estuprador no caso de um cara que estupra a "mulher de outro", porque homem não se preocupa com a vida e com o bem estar das outras pessoas pra ver estupro como crime contra a mulher estuprada, só se preocupam com status, poder e posses, propriedade privada.

Luiza Bairros disse...

Quem acha que nao ha cultura do estupro leia os comentarios da noticia do suposto estupro do bbb (digo suposto pq a moça negou). Praticamente TODOS culpando a mulher, que nao era culpado pir nenhum ângulo wue se analisasse o ocorrido (se ela transou pq queria era direito dela, se foi estuprada nada justifica).

Anônimo disse...

No quesito tratamento das mulheres, o Brasil é sem sombra de dúvida, o país mais retrógrado do ocidente.
A única diferença é que AINDA as mulheres não são obrigas a casar com o estuprador, do resto - a vergonha, a humilhação, o julgamento, o abandono familiar, social e estatal, é o mesmo.

Jane Doe

Anônimo disse...

"O conceito de estuprador hoje em dia é exagerado. O cara pode ser folgado e escroto, mas comparar um sujeito babaca bêbado que passa a mão numa mulher com um maníaco do parque? Exagero isso aí, mas para a lei ambos são estupradores. "

Exatamente seu cachaceiro! nada de ficar enchendo a cara para ter desculpas quando sair por ai sendo escroto. Ou dito de outra forma, sair por ai mostrando quem você realmente é.

Anônimo disse...

Nossa todo sexo hetero é um estupro? Sério? Só pode ter sido escrito por uma lésbica.

Anônimo disse...

Interessante o que você falou, Maria. Imagino que talvez seja melhor aprofundar mais esse conceito de cultura do estupro, a maioria das pessoas acha que quando as feministas tocam neste assunto é para ensinar estuprador a não estuprar, escolinha de reabilitação feminista etc.
Entendo a cultura do estupro tudo o que facilita e minimiza a culpa do agressor. Mila e Luiza citaram que nos casos de estupro, a vida pregressa da vítima é toda investigada. A vítima é exposta. São pesados todos os atenuantes e agravantes para avaliar se a vítima pode estar mentindo, se gostou ou até se mereceu ser estuprada. Vida sexual, cor da pele, quantidade de filhos, envolvimento ou não com drogas lícitas e ilícitas, roupa, moral, condição social, gênero musical favorito, hobbies. Olha só gente quantos critérios são estabelecidos para avaliar o estupro de uma mulher. Aos olhos da Lei o estupro de uma prostituta e de uma mãe de família são o mesmo crime, mas aos olhos da sociedade não. E isso faz parte da cultura de estupro: qual a razão de não questionarmos nada do estuprador, mas sim fazer um dossiê completo da vida da vítima. Por que somente no crime de estupro, as vítimas são tão investigadas assim?
Bem ou mal, todos nós, homens e mulheres colaboramos para a perpetuação da cultura do estupro, todos nós contribuímos para os casos de subnotificação. A vítima sente vergonha demais para denunciar porque logo depois sua vida inteira está jogada na Internet e ela acusada das coisas mais absurdas por manchar a imagem do pobre coitado.

Anna

Cão do Mato disse...

A lei atual prevê pena de 6 a 14 anos de prisão para estupro. Isso significa que, em tese, um sujeito que beija uma mulher à força pode ficar até 14 anos na cadeia. Ou, fazendo uma média, 10 anos. Sério mesmo que vocês acham que essa é uma punição justa? Não estou dizendo que beijar uma mulher à força não seja crime, mas...estupro?? Sabe o que vai acontecer quando o cara sair da cadeia? Aí vocês terão um estuprador de verdade, daqueles que encostam uma arma na cabeça de uma menina, arrastam ela para o mato e arrebentam com ela. É como eu já disse aqui algumas vezes: um monte de gente aqui é incoerente; quando tratam dos crimes "comuns", adotam um discurso todo humanista, praticamente desculpando o bandido e colocando toda a responsabilidade na "questão social". São contra a pena de morte, contra a redução da maioridade penal...mas na hora do estupro,viximaria! Falam como se o estuprador fosse um alienígena que de tempos em tempos pega seu disco voador, desembarca aqui para estuprar e depois volta para o seu planeta. O estuprado é um ser bandido como qualquer outro. Está imerso no mesmo contexto social que explica o assassino, o latrocida, o sequestrador...

Anônimo disse...

15:24 e 16:19 (que podem ou não ser a mesma pessoa).

É fácil falar que a pesquisa é fake. Mostrem seus argumentos. Provem que os brasileiros não pensam que mulheres que não se dão ao respeito ou que usem roupas curtas facilitam o estupro. Tentem dissertar um pouco mais ao invés de bater o pé como crianças mimadas. Estaremos prontas para o debate quando vocês pararem de chororô e começarem a estruturar seus argumentos.

lola aronovich disse...

Cão do Mato, impressionante como vc só fala besteira. Procure se informar pra não passar vergonha. Me avise se vc souber de um só caso em que um homem beijou uma mulher à força e pegou algum mês de cadeia (não precisa ser 14 anos, pode ser um mês). Só porque as leis para estupro ficaram mais abrangentes a partir de 2009 não quer dizer que beijo roubado dá cadeia. Suspeito que vc saiba disso e só esteja trollando.

Cesc Biavati disse...

É, mas se a mulher denunciar, pode configurar estupro sim e o sujeito pode ir em cana. Pegar 10 anos e ficar com o nome queimado e o rótulo de "estuprador" a vida inteira por simples tentativas de beijar ou passar a mão. É um exagero jurídico grave com resultados péssimos.

http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,rapaz-e-condenado-a-sete-anos-de-prisao-por-beijo-forcado-no-carnaval-de-salvador,1629063

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/homem-e-acusado-de-estupro-apos-beijar-menina-a-forca

http://www.itribuna.com.br/policial/2016/06/homem-e-preso-por-tentativa-de-estupro-de-agente-da-dengue/2186417/

Obs: Tá cheio de caso na internet. Só olhar

Anônimo disse...

Cão do mato: não acho uma punição justa não. Acho que estupradores deviam é ser mortos mesmo, especialmente no caso de pedofilia (que é a grande maioria dos casos).

Infelizmente a justiça é feita para homens, mulheres e crianças não contam.

Novidades: quem beija à força é um estuprador.

Se vc já fez isso, vc é um estuprador (pelo menos encare isso e pare de chorar em blog feminista). Mesmo que não tenha feito isso, é sintomático que esteja com pena de estuprador, pois é sinal que tem mais empatia com ele do que com as vítimas. Por que será?

Cão do Mato disse...

Lola, que eu saiba, beijo roubado é um "pouquinho" diferente de beijar à força...Beijo roubado é aquele "selinho" que você dá na mulher, de modo que ela não tenha tempo de evitar. Já beijar à força implica violência física. Quanto ao fato de, na prática, a lei não ser aplicada com o rigor previsto na teoria, isso é meio complicado. Como a punição está prevista em lei, a qualquer momento ela pode ser aplicada por algum juiz/juíza (aliás, foi justamente o fato de que a lei pode, sim, ser aplicada a qualquer momento, que levou as feministas a comemorarem quando a lei foi mudada).

Rodrigo Almeida disse...

Eu acho essa pesquisa da Folha bem fajuta, e mesmo assim, mostra q a maioria da população BR não concorda q a vitima é culpada e merecia ser estrupada, mas o jornal parece q esqueceu de salientar isso.

Charle Coimbra disse...

Esse é ingênuo, ou se faz.

Charle Coimbra disse...

Comentário ruim.

lola aronovich disse...

É, Cesc, eu não devia ter colocado nesses termos de "Me mostre um". Esqueci que tá cheio de caso no Brasil em que a pessoa é condenada a anos de prisão por roubar um pacote de biscoito do supermercado. Então existe todo tipo de maluquice jurídica. Mas é o que vcs fazem, né? Pegam UM caso e generalizam para "todo cara que beija uma mulher à força é condenado a anos por estupro", quando sabemos que até estupro dos antigos, tipo conjunção carnal, segue impune. Eu fico pasma com o esforço que vcs fazem pra desvirtuar o assunto em todo santo post sobre estupro. É sempre: mentira da vítima, mimimi de feminista, ela pediu, pobrezinho do cara que é condenado, falsa denúncia. Vale tudo pra fugir da responsabilidade, que é: o que os homens podem fazer para acabar com estupros?


Pra quem tá falando "pesquisa fajuta", aponte pq. Não é um bom argumento só dizer que é fajuta sem explicar.

donadio disse...

Lola, sem querer defender o Cão do Mato, mas a ideia de que "tudo agora é estupro" é muito disseminada - tanto na direita, que quer com isso combater a legislação, quanto em setores da esquerda, que pensam que assim intimidam estupradores.

Para ser bem claro, um elemento central do crime de estupro é "violência ou grave ameaça". Sim, se o beijo for roubado sob ameaça de faca ou revólver, ou com imobilização violenta da vítima, se caracteriza o crime de estupro. Mas existe, e é muito popular na esquerda, o mito de que "estupro é sexo sem consentimento", e esse mito ajuda a espalhar essa ideia de que a legislação é errada e as penas desproporcionais.

Cão do Mato disse...

Anon das 14:53,não diga bobagem... Quem foi que te falou que eu tenho empatia por estuprador? Eu só acho que as coisas tem que ser proporcionais. Só para você ter uma idéia, a pena mínima para estupro é maior que a pena mínima para HOMICÍDIO (culposo, mas HOMICÍDIO). Até uma promotora reconhecidamente feminista, Luiza Nagib Eluf, teceu críticas a essa lei quando ela foi aprovada. Ela considera a lei muito rigorosa, principalmente em face do novo conceito do que vem a ser "estupro" (entrando aí o caso do beijo à força, da encoxada, etc...).

donadio disse...

Para não deixar margem a dúvida, eis o que o Código Penal diz sobre estupro:

"Estupro

Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.


Encoxada, beijo roubado, passada de mão na bunda, assédio sexual no trabalho, são outros crimes ou ilegalidades, mas definitivamente não são estupro.

Rodrigo Almeida disse...

A pesquisa é fajuta pq é só ver as frases aplicadas são confusas e não deixam claro a questão, por exemplo: "Mulher q se dá o respeito, não é estrupada", oque diabos é "se dar o respeito", afinal?

E outra, eles usaram essas frases absurdas e chegaram a conclusão que 1/3 da população BR acha que a vítima tem culpa, mas não fizeram essa pergunta diretamente para os entrevistados.

Consegue ver como foi tendencioso?

Anônimo disse...

Menos Cão do Mato, bem menos.
Até parece que você não vive no Brasil onde a impunidade rola solta. Não sou especialista na área, mas tenho certeza que no julgamento, baseado nas provas e tudo o mais, juízes também apliquem proporção aos fatos. Ou seja, um sujeito que beija à força uma menina no Carnaval não vai pegar 14 anos de cadeia igual a outro que realmente estupre alguém. Aliás, alguém já explicou em post anterior que a nova Lei de Estupro até pode beneficiar o bandido, visto que antigamente ele podia puxar uma condenação por estupro e outra por atentado violento ao pudor, ao invés de só uma como atualmente.
O Judiciário é bem machista. Ainda não vi caso de algum sujeito que beijou à força uma menina e puxou 14 anos de cadeia. Mas casos de estupro de vulnerável que o sujeito saiu livre, leve e solto pq a vítima era uma prostituta de 13 anos eu já vi. Já vi também promotor pagando sermão pra menor de idade vítima de incesto com DNA provando que o bebê era do pai.

E não. Estuprador não está inserido no mesmo contexto de um ladrão, um assassino ou sequestrador. Vai ver que você concorda com a frase de certo gestor do alto escalão que acha que desemprego leva ao estupro.
Não sei pra que esse chororô que a homaiada tem com a nova lei do estupro. A nova configuração beneficia até vocês homens. Quem tem razões de se preocupar com a aplicabilidade da lei e da punição é quem pretende estuprar uma mulher. Quem não deve não teme.

Anônimo disse...

Bobagem, é, Cão do Mato?

É só ver isso que vc falou: "aquele "selinho" que você dá na mulher, de modo que ela não tenha tempo de evitar..." Ou seja, aquele toque indesejado com intuito sexual que vc acha normal. Que nojo.

E ainda usa uma mulher pra justificar toda essa misoginia.

Vendo esse tipo de comentário, fico quase que desejando uma real proporcionalidade: que um homem aleatório seja penetrado por um cabo de vassoura a cada quinze minutos, e que vc comece a ter tanto medo, nojo e asco, a ponto de que qualquer estranha te tocando te lembre dessa possibilidade, e que vc tenha medo de reagir como deveria a um "beijo roubado" por saber que a violência que poderia recair em vc por isso.

Mas quase. Não desejo isso não, porque não consigo te odiar nessa mesma proporção que vc odeia as mulheres.



Anônimo disse...

donadio:

"outro ato libidinoso" significa qualquer outra ação de cunho sexual (passar a mão, etc).

mas acho que a lei não é dura não. é suave até (pena que mesmo assim é uma farsa). quem encoxa ou passa a mão É estuprador. penetração não é requisito pra estupro e nem pra humilhar mulher e reafirmar supremacia masculina.

vamos pensar nas crianças, que são as principais atingidas. assim é que nos ensinam a viver aterrorizadas, desde pequenas submetidas a esse horror.

manter todo o sexo feminino sob medo constante, é isso que os homens fazem, conscientemente.

Anônimo disse...

Homens são todos igualmente patéticos, sempre sem empatia ou até mesmo algum tipo sincero de compaixão, sempre em uma busca obsessiva por auto compensação. Patéticos.

Anônimo disse...

Já que é pra não deixar nenhuma margem de dúvida e usarmos o conceito do Código Penal:

Até parece que vocês não sabem que os homens constrangem e se utilizam de violência ou ameaças graves em seus assédios sexuais no trabalho ou em qualquer outro lugar, nas suas encoxadas, no beijo roubado, na passada de mão, etc. etc. etc.

Aprendam a fingir melhor ou parem de fingir e digam alguma verdade uma vez na vida.

Vocês definitivamente não são bons nisso.

Maria disse...

Anna,

Não precisamos aprofundar no conceito de cultura de estupro, esse conceito não existe. Estupro é um ato sexual forçado, violento, em que a vítima sairá com hematomas e com um trauma psicológico imenso. Beijo forçado não é estupro. Passar a mão na bunda não é estupro. Mexer na rua não é estupro. E pedofilia não é estupro, esse caso deve ser tratado separadamente. Colocar estupro (ato sexual forçado) na mesma “cultura” que passar a mão na bunda vai minimizar o crime de estupro. A cultura do estupro só faz com que estupradores sejam visto da mesma maneira que um cretino de uma festa que passou a mão na bunda da menina e isso fará com que o crime de estupro seja atenuado. E, uma parcela da sociedade está enxergando tudo pela “cultura do estupro”, considerando um estupro e uma cantada na rua tudo “farinha do mesmo saco”. Na minha opinião, o estupro é o pior crime que pode ser cometido contra uma mulher. Uma mulher estuprada não pode ser tratada da mesma maneira que uma mulher que foi forçada a dar um beijo, e para a cultura do estupro ambas são vítimas do mesmo “crime”.

Anônimo disse...

Aprendam de uma vez por todas: os homens não querem mudanças, eles não gostam de muitas mudanças, não querem um mundo melhor, porque as coisas como estavam ou como estão ainda são confortáveis pra eles. Só que as coisas vão mudar, tudo muda, nada fica do mesmo jeito pra sempre. Deixem que eles permaneçam estagnados e sejam completamente ultrapassados e superados por serem tão obsoletos e caiam totalmente no esquecimento.

Anônimo disse...

O meu colega de faculdade se acha tão desejável que não é capaz de aceitar um não.Foi lá e agarrou a menina em sala de aula enquanto dizia não(mesmo nao enfaticamente,nao é nao)não queria seu beijo.Como já passei por essa experiência com um amigo que via como irmão, aquilo foi duplamente constrangedor-como se tivesse passando por toda agonia no momento.Me travou.Chegou uma queriquerida colega e lutadora que foi pra cima dele,dando cotovelada.Ficou zonzo.Ali veio a oportunidade para meu ódio e fui ajudar com os bofetes.A vítima só fazia rir.

Catarina,a grande

Anônimo disse...

"Pedofilia não é estupro" abusador pedófilo detectado com sucesso mesmo.

Assinar nome feminino não esconde sua masculinidade e sua burrice (redundância).

A cultura do estupro que você fala que não existe e ao mesmo tempo diz que existe e que vê o beijo forçado e o intercurso sexual forçado como o mesmo "crime" (entre aspas, estuprador cretino?) não vê os dois crimes como o mesmo, burrão. Como você mesmo deixou explícito, a cultura do estupro não vê abuso sexual como crime e quando reconhece que estupro é um crime, faz de tudo para estabelecer que a culpa é da mulher e não do estuprador.

Homem, cada dia mais idiota, inútil e incompetente, vocês já foram muito melhores nas táticas de projeção e inversão pra tentarem sair por cima.

Anônimo disse...

Que lindo isso, Catarina. Fez meu dia :)

Anônimo disse...

Maria:

não sei de onde vc tirou esse conceito, mas ele é incorreto.

estupro não necessariamente deixa marcas. estupro não é só quando se usa violência física. e estupro não é só penetração.

atos sexuais com menores de 14 anos SÃO SEMPRE ESTUPRO independente de qualquer coisa (inclusive a criança de 6 anos pode dizer que "consentiu" que o pai a tocasse, e ainda assim é estupro)

o cretino que passa a mão na bunda na festa é o mesmo que vai abusar da menina desacordada. não dá pra minimizar isso, se esse cara ainda não estuprou ninguém foi só por falta de oportunidade.



Anônimo disse...


Todos estupradores, machos.

Joguem todos os "Not All Men" que quiserem.

Continuem falando de várias formas diferentes:

que sua maldita cultura do estupro protetora de abusadores

não existe, é invenção das feministas para acusar homens

inocentes... Homens inocentes? hahahahaha que piada,

que estupro não é crime ou que é um crime menor

se ele não for cometido contra vocês mesmos.

Mas saibam que, eu trago a verdade comigo

e eu não estou de forma alguma brincando:

Homo rapiens, seus dias estão contados.

Anônimo disse...

Tirou da cabeça dele de mascuzão burro, otário e mentiroso moldado pela cultura do estupro que os homens criaram pra se protegerem das consequências de seus crimes milenares de violação de mulheres.

Anônimo disse...

Esse ''Maria'' deve ser um mascuzão cristão babaca perturbado cheio de inveja da ''Santa Mãe''.

Desonesto pra caralho.

Anônimo disse...

A explicacao esta na primazia do masculino e na cultura do estupro, que cada um dos irmaos assimilou a seu jeito, ambos atores do mal misogino.

Anônimo disse...

Concordo. Sao do mal e praticam maldades sem culpa nenhuma.

Anônimo disse...

Essa "Maria" é Mário. Disfarça muito mal, mascuzinho.

Anônimo disse...

Excelente comentario. Aprendi muito : cultura do estupro e real no Brasil de elites burras, escravocratas e misoginas.

Anônimo disse...

Da lhe garota! Tambem nao refresco com machista.

Anônimo disse...

Ao contrário do que vocês mascutrolls falam, isso de se considerar só a palavra da vítima para condenação não exciste. Tudo o que se alega necessita de prova.
Inclusive há situações que é muito difícil provar um estupro. Pessoas éticas sabem quando estupraram. O problema é provar.
Como uma pessoa vai provar estupro durante ato sexual previamente consentindo? Como se prova estupro marital? E como provar que um cara realmente teve a intenção de te encoxar no metrô? Dependendo do tempo que se demorar até fazer a perícia, até os laudos podem ser inconclusivos.
Isso fora as questões que regem a nossa justiça. Foi citado um exemplo de um patrão estuprando a empregada. Imagine uma pessoa pobre e sem instrução contra a palavra do "dotô". Imagine uma prostituta dizendo ter sido estuprada pelo cliente. Ir de vítima à ré é um zás trás.
Muita gente não denuncia por várias razões. Por vergonha, por falta de informação, medo, coação ou dificuldade de provar.

Anônimo disse...

Conta outra Rodrigo Almeida! O brasileiro acredita sim que a mulher tem parcela de culpa em casos de estupro. A guria estuprada pelo Laércio, povo disse que era mentira pq ela sabia o que queria. A menina do RJ tinha até vídeo mas povo insistiu que ela era acostumada a fazer orgia. Eu não consigo entender qual a mania de cês defenderem estuprador.

Anônimo disse...

É muito notório como quando se fala em estupro, estupro pago (prostituição), registros de estupros pagos ou não (pornografia, pornografia de vingança, etc.) ou realmente qualquer outra coisa que os homens veem como um direito sexual deles, se não todos quase todos os homens entram em modo de defesa e rapidamente concordam uns com os outros.

Anônimo disse...

Não concordo inteiramente com você, Maria. Acho certo que a gente veja gradações, mas jamais tratar como fenômenos isolados. É ingênuo da nossa parte dissociar objetificação, estupro, sexualização de crianças como fenômenos sem a menor relação entre si. Especificamente neste post a cultura se relaciona com a culpabilização da vítima.

Anna

Anônimo disse...

Defendem estuprador porque eles mesmos podem ser o próximo exposto como tal, e vai que se ele não defender o resto da cultura do estupro pode falhar em protegê-lo, vai que as mulheres acordam e se unem para dar um basta, resolver o problema e retribuir da forma mais devida e adequada todas as violações milenares de sua própria dignidade e integridade pessoal... nunca se pode ter certeza que não vai acontecer e ele nunca está suficientemente seguro que não.

Anônimo disse...

Mascus além de serem burros são desonestos. A gente sabe que vocês aprovam o estupro. É muita desonestidade vir aqui dar uma de santinho e falar que a pesquisa é tendenciosa. Assumam logo que vocês são parte desses brasileiros, qual a dificuldade?

Anônimo disse...

Sim, os homens veem abuso sexual como um direito que eles tem e devem seguir tendo.

Anônimo disse...

Tá certa mana. Aí eles usam a tática de suas radicais nojentas que querem mandar na vida das prostitutas e argumentos moderninhos. No fundo estão defendendo o direito masculino de objetificar o corpo masculino. Só a Lola postar algo questionando a prostituição e até os machos feministos vão se colocar a favor da prostituição e pornografia com apoio das libs. Observem que o babado é certo.

Anônimo disse...

Boa noite

infelizmente com pesar noto mulheres a destilar aqui pérolas machistas e venho dizer a todas aqui por experiência própria e em família já vi a existência de criaturas mulheres extremamente machistas, cegas para com o desequilibrio entre pessoas e circunstancias desiguais e com essa tendência a achar que feminismo é bobagem e reclamação a toa. Que já temos privilégios demais. A Lola mesma, em foto recente já mostrou a quantas anda doutrinação de direita no brasil: cada vez mais adeptos.

Paciência. há muitas gradações entre direita e esquerda, eu mesma procuro ter cautela entre ambas. Mas há algo que pra mim é essencial: as pessoas. E minimizar a dor do outro, relativizar os abusos, querer até recontar a história não vai impedir que a gente continue se importando. Porque podeira ser comigo. Poderia ser com você.

E mexeu com uma, mexeu com todas SIM (mesmo com as nossas queridas exceções, mas estaremos de braços abertos quando precisarem)

Anônimo disse...

Objetificar o corpo feminino né? Eles podem objetificar o corpo masculino à vontade, não me importo, não é problema nosso.

Anônimo disse...

O "Mario" é um mascutroll sim, nem teve coragem de voltar pra negar que não é / continuar mentindo...

Anônimo disse...

É revoltante demais saber que todas essas situações fazem parte da nossa realidade, o homem realmente é o animal mais cruel de todos.

Anônimo disse...

Uma verdade sobre os homens que as feministas sempre expuseram e os homens nunca tiveram vergonha ou muitos receios em demonstrar, mas que muitas mulheres ainda seguem se recusando a enxergar:

http://www.brasilpost.com.br/2016/09/22/camera-de-espelhos_n_12130572.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

Marcia disse...

Só para complementar o post do Donadio, aqui alguns exemplos de decisões judiciais (e não de reportagem, que juridicamente, não condena ninguém- a menos que seja de esquerda, citado pela Lava jato)

TJ-MS - Apelacao Criminal ACR 7487 MS 2009.007487-5 (TJ-MS)
Data de publicação: 30/04/2009
Ementa: APELAÇÃO CRIMINAL - ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR - PRETENDIDA DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CONTRAVENÇÃO DE IMPORTUNAÇÃO OFENSIVA AO PUDOR - BEIJO NA BOCA E PASSAR O DEDO NO ÓRGÃO GENITAL POR SOBRE A ROUPA DA VÍTIMA - POSSIBILIDADE - DIFERENÇA ENTRE ATOS QUE ATENTAM CONTRA O PUDOR E ATOS MERAMENTE REPROVÁVEIS E IMPERTINENTES - SENTENÇA REFORMADA - RECURSO PROVIDO.

Nesse caso, beijar a força e passar a mão pela genitália da vítima não foi considerado estupro.

TJ-DF - Apelação Criminal APR 20140111997463 (TJ-DF)
Data de publicação: 10/08/2015
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. DESCLASSIFICAÇÃO PARA CONTRAVENÇÃO PENAL DE PERTURBAÇÃO DA TRANQUILIDADE. CABIMENTO. ATOS LASCIVOS SUPERFICIAIS. PROVIMENTO PARCIAL. 1. Comprovado que os atos praticados pelo réu foram superficiais e breves, consistentes em tentativa de beijo na boca e beijo no pescoço, a desclassificação do delito de estupro de vulnerável para a contravenção penal de perturbação da tranquilidade é medida que se impõe. Precedentes. 2. Recurso conhecido e parcialmente provido.

Nesse caso, tentar beijar a força menor de idade não foi considerado estupro.

TJ-DF - Apelacao Criminal APR 20110310022470 DF 0002213-18.2011.8.07.0003 (TJ-DF)
Data de publicação: 09/09/2014
Ementa: APELAÇÃO CRIMINAL – ESTUPRO DE VULNERÁVEL – ABSOLVIÇÃO – PALAVRA DA VÍTIMA E DAS TESTEMUNHAS – DESCLASSIFICAÇÃO – FALTA DE INTENSIDADE DO DOLO E DA CONDUTA – ART. 65 DA LCP. I. Impossível absolver. A palavra da vítima é coerente e repetida, em consonância com os demais testemunhos. II. A conduta envolveu apenas uma tentativa de beijo na boca, devidamente rechaçada, e um toque no seio esquerdo, por cima da roupa. Não tiveram a intensidade necessária para configurar o crime do art. 217 do CP. Mister desclassificar para a contravenção do art. 65 da LCP. III. Recurso provido parcialmente.

Tentar Beijar e apalpar o seio da vítima (que é mulher) também não é estupro.


Satisfeitos? Sabemos que não. O correto era todas essas vítimas se calarem e nunca, jamais, se atreverem a denunciar ninguém.

Mas enquanto houver feminismo, não estaremos caladas.

Marcia disse...

Outra nota importante: no Brasil, é majoritária a compreensão de que mulher casada não sofre estupro do marido, por que sexo é dever do casamento e não precisa de consentimento.
E qualquer decisão em contrário, é motivo de comemoração, por que é rara.

mas né, tem cultura do estupro aqui não, nóis é tudo louca...

donadio disse...

"quem encoxa ou passa a mão É estuprador. penetração não é requisito pra estupro"

O que é requisito para estupro não é penetração, é violência ou grave ameaça. Se o sujeito recorrer a violência ou grave ameaça para encoxar ou passar a mão, então é estupro. Se for um "descuidista", então é outro crime, não estupro.

Não confunda o que você gostaria que fosse a lei com o que a lei é.

Anônimo disse...

Cultura do estupro não existe, nem patriarcado existe, nós vivemos num sistema ginocentrista matriarcal.

Anônimo disse...

Pronto. Agora os vira-latas que estão chorando sabem que podem continuar apalpando e beijando "de surpresa" a mina que estarão sendo beneficiados com decisoes judiciais. Estão felizes para abusar de mulheres agora?

Maria disse...

Pedofilia é uma doença, um transtorno psiquiátrico. Isso não quer dizer que o pedófilo não deva ser condenado. O pedófilo deve ser condenado com mais severidade que um estuprador. Considerar pedofilia um estupro comum está atenuando o crime. Pedofilia é muito mais grave que estupro.
E, estupro, por sua vez, é muito mais grave que passar a mão na bunda, que beijar forçado, que mexer na rua. Considerar um beijo forçado como um "estupro ameno" só fará com que a sociedade culpe ainda mais a vítima. Mesmo que a lei não considere tentar beijar um estupro a sociedade considera. O fato de haver denuncias de estupros de casos assim demonstra isso. E a "cultura do estupro" está ajudando cada vez mais a sociedade enxergar um beijo forçado como estupro. Essa nova visão do estupro faz com que a sociedade, principalmente os homens, fique com raiva das mulheres e condene ainda a vítima (que são mulheres).

donadio disse...

"Não precisamos aprofundar no conceito de cultura de estupro, esse conceito não existe."

É evidente que o conceito existe. O que você parece querer dizer é que ele não corresponde a nenhum fenômeno real. O que é uma tese, no mínimo, muito duvidosa.

"Estupro é um ato sexual forçado, violento, em que a vítima sairá com hematomas e com um trauma psicológico imenso."

Não. Estupro é um ato sexual forçado mediante violência ou grave ameaça. Hematomas podem ou não acontecer, e trauma psicológico (ainda mais "imenso") é uma coisa subjetiva. O fato de a vítima tocar a vida pra frente e não precisar de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico não torna um estupro menos estupro do que se a vítima tentar o suicídio.

"Beijo forçado não é estupro. Passar a mão na bunda não é estupro. Mexer na rua não é estupro."

Como os elementos constitutivos do crime de estupro são "violência ou grave ameaça" e "relação carnal ou outro ato libidinoso", e como beijo e mão na bunda são indiscutivelmente atos libidinosos, a única questão aqui é se esses atos envolvem violência ou não. Se envolvem, são estupro. Se não envolvem, não são estupro; as sentenças colocadas aí acima pela Márcia os consideraram "contravenção penal de perturbação da tranquilidade", o que na minha opinião, é brando demais (eu diria injúria real, mas feliz ou infelizmente a minha opinião tem menos peso que a dos tribunais).

"E pedofilia não é estupro, esse caso deve ser tratado separadamente."

De fato: pedofilia é uma condição inerente ao indivíduo; estupro é uma ação. O indivíduo pode ser pedófilo e jamais ter relações sexuais com ninguém, caso em que não será estuprador (não deve ser um caso muito comum, é claro). Outro pode estuprar, inclusive crianças, sem necessariamente ser pedófilo (e isso, infelizmente, é bem mais comum).

"Colocar estupro (ato sexual forçado) na mesma “cultura” que passar a mão na bunda vai minimizar o crime de estupro. A cultura do estupro só faz com que estupradores sejam visto da mesma maneira que um cretino de uma festa que passou a mão na bunda da menina e isso fará com que o crime de estupro seja atenuado."

Esse é um risco real. E isso é exatamente o conceito que você diz que "não existe", ou seja, a cultura do estupro. Como uma passada de mão na bunda "é o mesmo" que apontar um revólver para uma mulher e obrigá-la a um ato sexual, ou que se prevalecer da dependência absoluta de uma criança para ter relações sexuais com ela, nivela-se por baixo e considera-se todo mundo, do cretino de festa ao pai ou padrasto abusador ou ao estuprador do "beco escuro" como um simples imbecil, não como um criminoso perigoso - até que alguém morra, quando passamos a exigir linchamento e tortura. Mas o que a cultura do estupro faz é criar um contínuo que estimula o estupro: o imbecil que passa a mão na bunda da moça no metrô não será punido, e vai acabar acreditando que abusar de mulheres é normal - e provavelmente passará a abusar de forma cada vez mais séria, até chegar ao estupro.

donadio disse...

"Na minha opinião, o estupro é o pior crime que pode ser cometido contra uma mulher."

Desculpa, mas o pior crime que pode ser cometido contra qualquer pessoa, homem ou mulher, é o homicídio. Esse não tem volta, e sempre pode ser usado para ocultar outro crime, coisa que raramente é o caso em se tratando de estupro.

E essa frasezinha piegas, "estupro é o pior crime que pode ser cometido contra uma mulher" é parte integrante da cultura do estupro. Ela significa que a vida de uma mulher é menos importante do que a "honra" (ou que outro nome se dê) dela, pois o ato de tirar essa quimérica "honra" é mais grave que o ato de tirar a vida.

"Uma mulher estuprada não pode ser tratada da mesma maneira que uma mulher que foi forçada a dar um beijo, e para a cultura do estupro ambas são vítimas do mesmo “crime”."

É verdade, mas a questão não me parece que seja como tratar as vítimas desses crimes, mas como tratar os criminosos.

Anônimo disse...

"Essa nova visão do estupro faz com que a sociedade, principalmente os homens, fique com raiva das mulheres e condene ainda a vítima (que são mulheres)."

Pra você Maria.

Pra você os homens vão ficar chateados com as mulheres. Ah que problema!...

Eu prefiro me preocupar com a mulher que foi agredida violada sujeita a suicidio e diversos problemas psicologicos graves

Pra mim e muitas outras pessoas "essa nova visão do estupro" é se conscientizar das ações abusivas naturalizadas socialmente que depreciam a mulher e pior: faz com que ela ache normal e aceite, acredite que pode ser abusada.

Primeiro pode começar em casa, depois com um idiota de festa e finalmente virando alvo fácil de relacionamentos abusivos.

Se um dia ela for estuprada ela vai achar que a culpa é dela, ninguém vai acreditar ou apoiar. Muito menos o marido. Na policia nao atendem o judiciario e vocÊ dizem que não é nada...

Ninguém aqui vai se resignar não, lamento por você.

E parabéns ao Donadio, muitas boas colocações

Anônimo disse...

"Mas o que a cultura do estupro faz é criar um contínuo que estimula o estupro: o imbecil que passa a mão na bunda da moça no metrô não será punido, e vai acabar acreditando que abusar de mulheres é normal - e provavelmente passará a abusar de forma cada vez mais séria, até chegar ao estupro."

O imbecil que passa a mão na bunda da moça será punido por assédio! E não por estupro!
Simples.

Se você quer tratar uma passada de mão como estupro, você estará BANALIZANDO o estupro.

Se a sociedade enxergar uma passada de mão como estupro, ela INEVITAVELMENTE, vai enxergar o estupro como algo não tão grave como deve ser!

Quem nunca teve um celular roubado ou já foi roubado?
O roubo e a violência em geral já está banalizada. Já é normal para a sociedade ter um celular roubado, por exemplo.

E amigue, não queira banalizar o estupro.

Parece ser uma boa intenção. Mas como diz aquele velho ditado: de boas intenções, o inferno já está cheio.

Anônimo disse...

E ainda vou te dizer mais Maria

pra quem anda in love com o pensamento de direita, sabia que o feminismo pode ser uma alavanca de desenvolvimento economico?

Ja imaginou quantas mulheres, se receberem a educação adequada, vão sentir-se mais confiantes, encorajadas e capacitadas para competir mais no mercado de trabalho e produção intelectual?

Ah será mesmo que você imaginou isso? que não estamos falando de vitimismo mas de uma programação mental e social que tem tudo a ver com patriarcado e cultura do estupro.

Mulher não recebe o "mesmo" tratamento e educação que o homem. É educada pra ter medo de andar na rua, de se esconder, de ser alvo fácil, pra ser independente até certo ponto, porque tem que cumprir "a missão" da maternidade.

E antes que distorçam o que digo, maternidade deve ser uma opção boa e adequada pra quem quiser, tanto pra aquela que é mãe e que tenha todo o apoio pra ter essa maternidade de maneira estruturada e feliz como pra aquela que não deseja ter filhos.

Maria disse...

Obrigado pelas respostas, Donadio. Até que fim um comentário argumento o meu decentemente.

É evidente que o conceito existe. O que você parece querer dizer é que ele não corresponde a nenhum fenômeno real. O que é uma tese, no mínimo, muito duvidosa.

Sim, talvez tenha me expressado mal, o conceito existe, pois, foi criado recentemente. Mas não deveria existir.

Não. Estupro é um ato sexual forçado mediante violência ou grave ameaça. Hematomas podem ou não acontecer, e trauma psicológico (ainda mais "imenso") é uma coisa subjetiva. O fato de a vítima tocar a vida pra frente e não precisar de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico não torna um estupro menos estupro do que se a vítima tentar o suicídio.

Se houver violência no ato, haverá marcas de agressão na vítima. Se houver estupros a vítima sairá traumatizada. Não disse que ela não tocará a vida ou que precisará de psicólogo, mas haverá sequelas. Ela pode não querer demonstrar, mas ficará traumatizada, pelo menos por um tempo.

Como os elementos constitutivos do crime de estupro são "violência ou grave ameaça" e "relação carnal ou outro ato libidinoso", e como beijo e mão na bunda são indiscutivelmente atos libidinosos, a única questão aqui é se esses atos envolvem violência ou não. Se envolvem, são estupro. Se não envolvem, não são estupro; as sentenças colocadas aí acima pela Márcia os consideraram "contravenção penal de perturbação da tranquilidade", o que na minha opinião, é brando demais (eu diria injúria real, mas feliz ou infelizmente a minha opinião tem menos peso que a dos tribunais).

Esses crimes devem ser categorizados como abuso sexual. A qualificação desses atos como estupro depende muito de como a lei é interpretada pois ato libidinoso com violência é subjetivo. E, na minha opinião, isso deveria ser denunciado como abuso sexual e não como estupro.

De fato: pedofilia é uma condição inerente ao indivíduo; estupro é uma ação. O indivíduo pode ser pedófilo e jamais ter relações sexuais com ninguém, caso em que não será estuprador (não deve ser um caso muito comum, é claro). Outro pode estuprar, inclusive crianças, sem necessariamente ser pedófilo (e isso, infelizmente, é bem mais comum).

Falei sobre isso no comentário anterior. Atração sexual por criança é pedofilia, portanto estupro de criança é pedofília e quem estupra criança é pedoflico.

Maria disse...

Esse é um risco real. E isso é exatamente o conceito que você diz que "não existe", ou seja, a cultura do estupro. Como uma passada de mão na bunda "é o mesmo" que apontar um revólver para uma mulher e obrigá-la a um ato sexual, ou que se prevalecer da dependência absoluta de uma criança para ter relações sexuais com ela, nivela-se por baixo e considera-se todo mundo, do cretino de festa ao pai ou padrasto abusador ou ao estuprador do "beco escuro" como um simples imbecil, não como um criminoso perigoso - até que alguém morra, quando passamos a exigir linchamento e tortura. Mas o que a cultura do estupro faz é criar um contínuo que estimula o estupro: o imbecil que passa a mão na bunda da moça no metrô não será punido, e vai acabar acreditando que abusar de mulheres é normal - e provavelmente passará a abusar de forma cada vez mais séria, até chegar ao estupro.

Não concordo que um imbecil que passa a mão na bunda da mulher no metro seja um futuro estuprador. O cara que passa a mão na bunda cometeu um abuso sexual e deve ser penalizado por isso. O fato dele não ser penalizado por isso (é o que acontece) e ser qualificado como futuro estuprador irá distorcer o crime de estupro. A sociedade virá ele como estuprador e não terá mais critério para diferenciar um estuprador real de um cretino que passa a mão na bunda. Esse é o problema da cultura do estupro.

Desculpa, mas o pior crime que pode ser cometido contra qualquer pessoa, homem ou mulher, é o homicídio. Esse não tem volta, e sempre pode ser usado para ocultar outro crime, coisa que raramente é o caso em se tratando de estupro.

Justamente por não ter volta, o homicídio não trará sequelas para a vítima. Por isso que considero o estupro pior, pois a vítima conviverá com isso. Não estou dizendo que o crime de estupro é pior para a sociedade que o homicídio, mas sim para a vítima que continuará a viver.

É verdade, mas a questão não me parece que seja como tratar as vítimas desses crimes, mas como tratar os criminosos.

Sim, a questão é de como tratar os criminosos, mas o tratamento dos criminosos e da vítima estão relacionados.

Anônimo disse...

Ah e só pra lembrar de assuntos correlatos:

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37428515

'Como sobrevivi a duas tentativas de assassinato pelo marido e mudei as leis do Brasil'

Materia sobre Maria da Penha, inspiradora da Lei 11.340.

Anônimo disse...

E o Mário ataca novamente... tão covarde que precisa expor sua opinião assinando como mulher.

donadio disse...

"Se houver violência no ato, haverá marcas de agressão na vítima. Se houver estupros a vítima sairá traumatizada. Não disse que ela não tocará a vida ou que precisará de psicólogo, mas haverá sequelas. Ela pode não querer demonstrar, mas ficará traumatizada, pelo menos por um tempo."

Essas coisas podem acontecer, e quando acontecem podem facilitar provar que o estupro existiu. Mas elas não definem o estupro; você não examina a vítima e conclui que não houve estupro se ela não tem hematomas ou não desenvolveu uma síndrome do pânico.

"Esses crimes devem ser categorizados como abuso sexual."

O problema é que não há no Código Penal um artigo que defina e tipifique o crime de "abuso sexual". Portanto não é assim que esses crimes devem ser caracterizados, pelo menos até que o Código Penal seja modificado. Enquanto isso não acontece, é preciso categorizá-los de outra forma - ou deixá-los impunes, por que não há crime sem lei que previamente o defina.

"Falei sobre isso no comentário anterior. Atração sexual por criança é pedofilia, portanto estupro de criança é pedofília e quem estupra criança é pedoflico."

Não. A maioria dos estupradores de crianças não são pedófilos, são o que se chama de "estuprador oportunista": ele estupra não por que sente atração sexual pela criança, mas por que avalia que é fácil estuprar e sair impune. Estupro de criança, juridicamente, é "estupro de incapaz", que é um crime semelhante ao crime de estupro, porém não tem como requisito a violência ou grave ameaça.

Anônimo disse...

O mansplaining do donadio me dá muito nojo e raiva...

Anônimo disse...

a bajulação que fazem com ele também é muito repugnante.

Anônimo disse...

Pensa como estuprador, estuprador é.

Homens que pensam que a mulher é estuprada por causa da roupa que estava usando, bebida, ou do horário em que ela estava na rua, tem a mesma mentalidade de um estuprador. Eu não confio. Fujam.

Anônimo disse...

Pedofilia é cultura masculina e cultura masculina não é doença. É estratégia de dominação em massa.

Anônimo disse...

A psiquiatria acha que tem a palavra final sobre pedofilia.

A psicologia acha que tem a palavra final sobre pedofilia.

A psicanálise acha que tem a palavra final sobre pedofilia.

Mas a palavra final um dia há de ser das vítimas. Eles não esperavam que fôssemos quebrar o silêncio e produzir material a respeito.

Pedofilia não é desvio, não é doença, não é transtorno: é norma. Faz parte da cultura masculina. É um dos fundamentos da cultura do estupro.

Pedofilia é um termo inventado pelos homens para confundir o reconhecimento de estupradores de crianças pela sociedade.

De acordo com todas as instituições mencionadas acima, nem todo pedófilo é estuprador e nem todo estuprador de crianças é pedófilo.

De acordo com as vítimas, e este é um discurso tão novo quanto necessário - o discurso que os ativistas pedófilos que controlam esse conceito institucionalmente imaginavam que nunca viria à tona pela certeza da dificuldade da quebra do silêncio - pedófilo é todo homem que fetichiza a vulnerabilidade das crianças. Todo abusador sexual teve, necessariamente, de passar pela fetichização da condição de vulnerabilidade infantil para agir de acordo com essa fetichização, seja o abuso cometido apenas para mostrar seu poder ou para satisfação sexual. E todo homem que aprendeu a fetichizar crianças é um perigo para a sociedade e deveria ser dela isolado.

A pedofilia não é crime. Mas deveria ser.

(texto de Natacha Orestes)

Anônimo disse...

Nossa..
Isso é discurso de ódio!!

Anônimo disse...

Isso o quê?

Anônimo disse...

Bom texto sobre as vítimas

não importam as leis ou as regras criadas que não protegem as mulheres.
Precisamos cultivar uma resistência ao abuso com nossa consciência.

Leis podem ser aprimoradas para que se possa enquadrar as agressões de um jeito ou de outro.

Quem tiver esse conhecimento sobre projetos de legislação que aperfeiçoem a existente, ia ser legal postar aqui pra divulgação.


donadio disse...

"Quem tiver esse conhecimento sobre projetos de legislação que aperfeiçoem a existente, ia ser legal postar aqui pra divulgação."

O Votenaweb tem vários projetos de lei, tanto que aperfeiçoam como que pioram a legislação:

https://www.votenaweb.com.br/pesquisa?q=estupro

Anônimo disse...

Esse caso que relatei já pode ser considerado estupro?

Catarina,a grande

Anônimo disse...

"A sociedade virá ele como estuprador e não terá mais critério para diferenciar um estuprador real de um cretino que passa a mão na bunda"

Isso não acontece atualmente. Quem dera se o medo de se considerado um estuprador inibisse um sujeito de assediar uma mulher ou passar a mão em partes do seu corpo! A mera aproximação de atos como esses de "estupro" já criam em homens a sensação de que estamos indo longe demais nas gradações e definições sociais de estupro e abusos sexuais, essa é uma reação. Eles continuam achando que o estupro se configura meramente pela penetração sexual e não enxergam as implicações de poder.

Esse sábado eu fui assediada verbalmente por um sujeito com uma lata de lixo no lugar da boca. Tive medo até que ele me tocasse indevidamente. E isso atrás de uma delegacia, mostra perfeitamente que a cultura do estupro não implica que esse sujeito não teve medo de assediar publicamente uma mulher com receio de ser enquadrado como estuprador ou ser considerado como tal na sociedade.

Anônimo disse...

A psicologia também trabalha com casos de mulheres que são vítimas de mães abusivas, situação bastante comum em que as vítimas estão fora do interesse e da empatia das feministas.

Anônimo disse...

13:28 vc está muito desatualizado. As feministas falam muito sim do machismo da mãe (debochado pelos haters como "feminismo para se revoltar contra a mãe"). Até pq acreditamos que a primária relação feminista é mãe e filha. Volta com outra desculpinha.

Anônimo disse...

Infelizmente 1/3 dos pesquisados realmente acha. Isso é tipo 33% (1/3 não dá número exato) já encontrei esse tipo de pessoas algumas vezes.

Anônimo disse...

Lembrando que o pessoal que falou isso provavelmente falou sobre a culpa da roupa e do respeito, enquanto outros esqueceram que concordam com esse fator e foram ignorantes

Anônimo disse...

É uma pesquisa estimada. Você pega o número de estrupo, o tempo do ano (ou dia) e faz a média. Talvez não tenham ensinado isso aí onde você estuda, mas é matemática básica, então é melhor dar uma pesquisada :)

Anônimo disse...

O texto foi muito bem escrito, confesso, mas tente se atentar mais ao assunto. Pela sua visão você provavelmente sofreu com algo do tipo, já que você só enxerga um lado do assunto, o próprio medo do estrupo é um sofrimento. O sexo não envolve somente penetração, tanto o homem quanto a mulher tem outros pontos sensíveis. A penetração se feita corretamente, sem uso da força e contrariedade de algum participante, basicamente com o conhecimentos de ambos da dupla. Sexo significa que o casal confia dar sua confiança ao outro, infelizmente muitos abusam disso e é aí que surge o estrupo.

Anônimo disse...

Falou tudo. Muitos afirmam que não são machistas, mas seus próprios comentários são machistas (você colocou todos os exemplos possíveis de comentários comuns do Facebook aí. Se você é um antifeministas, você é machista. Agora se você defende o direito de voto das mulheres, o direito delas não serem estrupadas e assediadas na rua, parabéns você é feminista!

Anônimo disse...

é um discurso realista,ou você está com medo?

Anônimo disse...

E não apenas o machismo da mãe,mas com o pai,irmãos,o restante da família,amogos e conhecidos.