quarta-feira, 15 de junho de 2016

"NÃO QUERIA TER ESSE BEBÊ"

Recebi este email da B. ontem.

Lola, te conheci virtualmente hoje, na minha busca desesperada por pessoas que tenham passado a mesma coisa que estou passando, e vi o caso de uma  mulher que vivia um conflito interno se abortava ou não. Tenho vivido esse conflito.
Sou casada há 6 anos, namorei 2 anos, casei com 19 e hoje tenho 25, e meu marido 35. A minha gravidez não foi nem um pouco planejada, na verdade foi um susto enorme, um desespero, vontade de abortar desesperadamente desde o começo quando soube.
Antes de falar sobre minha gravidez para que todos entendam o motivo pelo qual penso em aborto vou falar do meu casamento...
Passei anos sendo humilhada por um homem grosso, bruto, rude. 
Nunca houve agressão física, mas as verbais por si só ferem mais que um tapa. 
Eu saí de casa uma vez quando soube de certas traições virtuais que me feriram muito na época. Voltei depois de 6 meses porque ele se disse mudado. Tem um ano que voltei para casa, e antes de engravidar eu já queria me separar definitivamente, porque via que não existia mudança. 
Passamos dias sem conversar porque ele me ignora dentro de casa, pergunto algumas coisas e ele não me responde, faz de propósito, sai de casa e não avisa pra onde vai. Quando brigamos, me joga na cara que não me ama, que sou insuportável, que está comigo por sexo. Tinha esperança que algo mudasse, mas é como se ele fosse um homem misógino ou bipolar.
E ter um filho agora pioraria tudo. Não queria ter um filho para que o pai tratasse a criança assim, ou se fosse para eu cuidar sozinha enquanto ele se diverte por aí, sem atitudes de pai.
Na minha infância cresci com minha mãe me dizendo que não fui planejada, que eu era uma desgraça na vida dela (eu tinha 11 anos quando ouvi isso pela primeira vez). 
Ela me batia e me culpava de ter acabado o relacionamento dela com meu pai, quando na verdade meu pai já a traía desde os primeiros 3 filhos que ela teve com ele (sou caçula). E ele teve filhos com duas mulheres enquanto minha mãe também estava grávida!
Então eu penso em várias situações, e não desejo esse bebê que carrego já há um mês e algumas semanas. Tenho medo de tê-lo e fazer mal a ele como minha mãe fez comigo.
Não quero ser como várias outras mulheres que se dedicam exclusivamente à família, ao marido. Não quero perder a minha liberdade, meu emprego.
E mais que isso, mesmo gestante eu não gosto dessa ideia hoje, me vejo forçada a ter o filho porque meu marido fala que devemos ter porque seria covarde abortar, mas todos os homens que são contra o aborto não são contra o abandono que eles mesmo fazem depois, né? 
Não quero trazer uma criança para sofrer, não quero ser mãe agora, não penso em ter uma família com meu marido. Na verdade pensei até em abortar e me divorciar dele porque não tem mais nada que nos faz querer ficar juntos, e as ofensas dele doem muito.
Quando descobri que estava grávida liguei para meu marido chorando como se alguém tivesse morrido, e falei pra ele que fiz exames e tudo. Ele também não ficou feliz. Ficamos uma semana em choque, e algumas vezes eu falava pra ele que não queria e ele falava que também não esperava agora mas que deveríamos assumir já que estava feito. Assim fui me acalmando.
Até que numa discussão  boba ele me jogou na cara que eu era imprestável até para me proteger, que sempre fui imprestável e que eu arcaria com essa criança sozinha. Isso foi no sábado.
E desde esse dia resolvi criar este email falso e entrar em contato com pessoas que vendem abortivos, e já consegui um contato e chás também.
Mas por hora penso nas pessoas que já sabem, os parentes e amigos, que se apaixonaram pela notícia, que vibraram, que disseram não faça isso, mas não sabem o que passo. Nas dificuldades nenhum deles estará ali comigo, ninguém vai estar comigo quando eu tiver que sair correndo de madrugada pra ir ao médico, ninguém vai estar comigo quando meu coração se despedaçar por cuidar de uma criança que não quero desde agora e ser humilhada de novo por um homem que não quero mais por perto.
É como se a criança me obrigasse a esta situação de ficar casada, de suportar tudo...
Algumas pessoas dizem que ele vai melhorar depois que o bebê nascer, mas meu pai não mudou. Homem não muda por mulher nem por filhos! 
Algumas pessoas dizem para eu esperar a criança nascer e ir morar com meu pai que ele me ajuda. De fato ele me ajudaria, mas não quero ser mãe, não quero ter esse momento agora, não é assim que pensei minha vida, quero fazer faculdade, e não quero ser mãe solteira, sabe?
E fico triste porque o aborto deveria ser uma possibilidade. No Brasil somos criminosas se fizermos isso. Me sinto culpada sabendo que posso ser pega, presa, que estou matando um indefeso, mas vou me sentir mais culpada em ter o filho e não cuidar depois, em abandoná-lo.
Fico pensando se de fato eu abortar, qual a reação das pessoas que já sabem da minha gestação. O que vou falar? "Tive um aborto espontâneo?" E o médico que já acompanha meu pré-natal, nem devo deixar me examinar mais porque pode me denunciar. Terei de falar que estou fazendo exames com outro médico. Fico com muito medo, mas eu não queria ter esse bebê.
Lola, diante de suas experiências, me ajude.

Minha resposta: Querida B., me sinto bem impotente nessas horas, porque não sei como ajudar. Pra começar não tenho experiência nisso, já que nunca engravidei (ainda bem, porque foi a decisão que tomei desde cedo), então nunca abortei. Nem conheço clínicas abortivas, gente que venda remédios, nada. Recebo inúmeros emails de mulheres pedindo ajuda para abortar, e não posso ajudar! 
Punição para aborto: a mãe, a médica,
e o pai
Nos países em que o aborto é legalizado há décadas (e o Brasil é minoria na criminalização; em 74% dos países do mundo, aborto é legal), você não estaria me enviando um email. Você estaria fazendo um aborto com bastante tranquilidade, tomando medicamentos (hoje a grande maioria dos abortos é feita com remédios, não mais através de cirurgias, o que diminui ainda mais os riscos). 
Sinto no seu email que você já tomou a decisão de abortar. Então não vou te dizer para não trilhar um pensamento determinista. Por exemplo, só porque sua mãe não teve uma gravidez desejada e te tratou mal, não quer dizer que você faria o mesmo. Ou só porque você não quer o filho agora, não quer dizer que não pode vir a querê-lo depois de nascer. Ou, como você falou, só porque você não quer um filho hoje, não quer dizer que você não pode querer ser mãe em outro momento da sua vida.
Uma coisa, porém, parece definitiva. Pelo que você descreve, o seu casamento acabou. Tendo ou não o filho, você parece já ter tomado a decisão de se separar. E você está certa: seu marido dificilmente vai mudar. 
Você já falou para familiares e amigos que está grávida, e isso pode te complicar bastante. Se você fizer um aborto, terá que falar pra eles que sofreu um aborto espontâneo. Quanto ao seu médico, por causa do sigilo médico, ele está proibido de te denunciar, se bem que tal atitude não é incomum
Querida, desejo boa sorte a você! É realmente revoltante que, passando por uma situação tão difícil, você possa ser vista como criminosa por um procedimento que é um direito da mulher em tantos países. 
E, se você tiver o filho e não o criar como manda a sociedade, você também será condenada. 
Sabe aquilo que os "pró-vida" dizem? "Não aborte, dê pra outra pessoa criar". Experimenta fazer isso e ver como as pessoas te tratam. 
Como eu disse, nunca engravidei, mas meus inimiguinhos misóginos inventaram um filho pra mim. 
Surreal: criaram um filho pra mim
Um cara que nunca vi na vida e nem sei quem é gravou um vídeo dizendo ser meu filho. Na ficção inventada por ele, eu queria abortá-lo, mas minha mãe me convenceu a tê-lo (ou seja, eu deveria ser considerada uma heroína por quem é anti-escolha). E aí eu "o abandonei" quando ele tinha 3 anos. Deixei o menino com a avó e fui ser feminista. 
Você precisa ver o que os reaças falaram sobre o vídeo. Que eu sou uma monstra. Que eu não tenho coração. Que coitadinho do rapaz, não é à toa que ele seja tão revoltado. Que eu devia ser presa. 
E se eu tivesse abortado e poupado o mundo de um misógino que faz vídeos pregando que mulheres devem ser estupradas e assassinadas? Eu também seria uma monstra. Ou seja, seja lá o que você escolher, você será condenada. Portanto, escolha o que parecer melhor pra você, não pra uma sociedade hipócrita que sempre culpa a mulher.

79 comentários:

Anônimo disse...

É por isso que mulher precisa de independência econômica. Não é pra pensar muito: homem não muda. Pra manutenção de um casamento nos moldes apresentado no relato, é a mulher que muda, se resignando, aceitando a violência, se anulando, sendo infeliz. O homem não muda, é necessário ter muita clareza sobre isso. Você deveria ter pulado fora, mas investirá preciosos recursos pessoais tendo um filho com este homem que te odeia. Por que você fará isso consigo? Ele não hesitará em abandonar você e o seu filho. Homem não hesita, abandona sem drama, sem dor na consciência e sem olhar para trás. Por que você hesita tanto em sair de um relacionamento que só te faz mal?

Anônimo disse...

Mulher não deve aceitar insulto de homem. Na primeira grosseria, abandone, sem drama. Se a mulher releva, o homem folga e as agressões só pioram. Mulher não deve ter medo de abandonar um homem. Existe muito homem no mundo pra mulher ficar suportando grosseria e agressão masculinas.

Arnaldo Krogdahl disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Minha opinião como homem.

Deveria sim abandonar o marido (o cara é um cavalo) e ter o bebê (sou contra o aborto). Ele é obrigado a pagar pensão (não tem querer nesse caso). E vc pode refazer sua vida com seu filho e sua família.

Já ouvi desabafo de uma mulher que ficou com trauma emocional profundo por causa de um aborto. O risco sempre existe.

Elizandra disse...

Prezada B. É muito difícil opinar na vida das pessoas, principalmente em um caso como o seu. Eu, infelizmente, estou em um relacionamento abusivo há 8 anos, e tenho uma filha fruto dessa relação. Acredite, não foi fácil. Hoje ela está com 6 anos, é uma criança muito madura, carinhosa, e a minha melhor amiga. Infelizmente estou há cerca de 1 ano tentando sair desse relacionamento e está muito difícil, pela situação financeira e por ter apenas ele para cuidar da criança além de mim. Mas, há cerca de 3 meses ele começou a se mostrar agressivo com ela também, e isso está me tirando o chão. Respondendo a sua pergunta, um filho NUNCA é algo ruim. Mas com toda certeza é algo muito valioso e muito trabalhoso de se ter, de criar, muitas coisas na vida para se abrir mão. Há um site que se chama ABORTO NA NUVEM. Eles te darão todo o apoio necessário e a orientação que você precisa para tomar essa decisão. E caso decida ter o seu neném, que ele venha com muita saúde e eu desejo toda a sorte e o amor do mundo pra ti.
Segue link do site: https://abortonanuvem.com/pt-br/

Anônimo disse...

Uma coisa que tem que ser feita escondido de todos e mentindo para todos.

Para se pensar.

Anônimo disse...

humm... depois de ler toda a historinha triste, não achei qualquer menção à circunstância da concepção. Foi estupro? (plausível, dada a ojeriza que ela tem do marido, não?). Foi consensual? E por que não exigiu que o cara usasse camisinha? hummm... pontos nebulosos nesse relato, não? E o peso maior na recusa da gravidez, será por não querer que a criança tenha um pai desses, ou pela perda da liberdade?
Entendem por que tem tanta gente contra o aborto? Imagina os milhões de mulheres com o mesmo drama e histórias tão ou mais tristes do que esta. Ia faltar clínica de aborto!

Anônimo disse...

Eu tive uma gravidez terrível e só não abortei por medo, medo de ser presa ou de me venderem um remédio falso e o bebe nascer com problemas enfim.Que segurança eu teria pra praticar um aborto clandestino? O pai da criqnca não me ajudou em nada e só mudou o comportamento depois que ela nasceu. Agora veja so ele vive na minha casa por que se apegou a filha. É difícil opinar nesses casos mas se o aborto fosse permitido no Brasil naquela ocasião eu teria abortado. Não aconteceu. Então eu me conformei em ser mãe e tenho me saído muito bem. Mas vou procurar terapia. É traumatizante passar por uma gravidez desamparada e ofendida como eu fui.

clarissa disse...

Querida B., aborte... Fale que foi espontâneo... Você não quer esse bebê, nem esse marido... Refaça sua vida e, no futuro, se quiser, engravide com planejamento. Filho é bom demais, tenho 2, mas tem que ter planejamento, ajuda, a gente tem que estar minimamente preparada para ser mãe... Livre-se desse traste que é teu marido, faça sua faculdade, se fortaleça... A gente nunca esquece um aborto, mas também não é obrigada a ter um filho que não quer. Bjoo

Anônimo disse...

Prxs comentaristxs:

Incitação ao crime
Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime:
Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.

Anônimo disse...

Eu tive uma filha planejada e desejada. Mas quero lhe dizer que foi muito difícil criá-la sozinha. Muito. Me separei quando ela era ainda muito pequena e o encargo de cuidá-la ficou comigo. E eu te digo com todas as letras: a maternidade arruinou minha vida profissional e social. Os anos da infância da minha filha foram os mais difíceis de toda a minha.
Acho que você já tomou uma decisão, o problema são os meios para realizá-la. Eu espero que você os encontre, porque a maternidade desejada já é dureza, imagine quando você não quer.
Toda sorte do mundo para você.
E vamos votar em mulheres feministas, é a única possibilidade de reverter esse quadro misógino no qual vivemos.

Anônimo disse...

Como mãe e como filha de pai abusivo (com a minha mãe, não comigo), te digo que o aborto é uma opção a ser considerada.

É muito difícil ter filho pequeno sozinha. Mesmo com ajuda é difícil, e esse seu marido (não é como se ele fosse misógino. Pelo seu relato ele É misógino) vai tornar esse período já tão difícil um inferno.

Homens usam filhos contra as mulheres o tempo todo. Eu vi meu pai fazer isso com a minha mãe a vida toda, ela só se separou depois que todos os filhos saíram de casa e ele quase a matou.

E só homem mesmo pra vir com esse papo "ele vai pagar pensão". A gente sabe como os homens são mesquinhos e como é difícil enfrentar justiça para conseguir umas migalhas, conheço mulheres que desistiram de tentar porque é muito humilhante.

Sem contar que pensão é o de menos, não é nada perto da responsabilidade que é realmente cuidar de uma criança.

Pela minha experiência, acredito que teu marido não vai mudar. Não espere jamais por isso, não acredite. O bebê vai te deixar mais vulnerável e mais provável é que ele se aproveite disso.

De qualquer maneira, é chato dizer isso, mas vc tem razão, a maternidade é um caminho solitário. Mesmo com um marido que tenta ser acolhedor e ajudar é difícil, a cobrança de todos é enorme, e é preciso muita força pra fazer as melhores escolhas para a criança. Mães deveriam ser acolhidas e amadas, para poder dar o melhor para seus filhos, mas a maioria dos ambientes é hostil, e é difícil ter que ficar enfrentando isso o tempo todo.

Espero que vc tome a melhor decisão para vc. Saiba que vc só poderá ser uma boa mãe se vc estiver bem, por isso, tente não negligenciar as suas necessidades para satisfazer os egos dos outros e faça o que for melhor pra vc.

Boa sorte.

Anom das 13:34. é bem feio ser fiscal de cu alheio, sabia? ser contra o aborto é ser contra essas mulheres desesperadas. ser contra o aborto é não se importar com mulheres e crianças, é odiar mulheres e odiar bebês. é achar que tem o direito de meter o bedelho na vida sexual alheia - e não, vc não tem.






Flor de Lis disse...

Já que não existe nenhum método anticoncepcional 100% seguro, (nem no período menstrual) e já que o direito à vida é relativo, aliás, até o próprio conceito de vida é relativo (segundo o qual um paramécio - unicelular - seria mais vivo que um embrião - um amontoado de células), então melhor evitar a fadiga: não fazer sexo.

Anônimo disse...

Como mãe e como filha de pai abusivo (com a minha mãe, não comigo), te digo que o aborto é uma opção a ser considerada.

É muito difícil ter filho pequeno sozinha. Mesmo com ajuda é difícil, e esse seu marido (não é como se ele fosse misógino. Pelo seu relato ele É misógino) vai tornar esse período já tão difícil um inferno.

Homens usam filhos contra as mulheres o tempo todo. Eu vi meu pai fazer isso com a minha mãe a vida toda, ela só se separou depois que todos os filhos saíram de casa e ele quase a matou.

E só homem mesmo pra vir com esse papo "ele vai pagar pensão". A gente sabe como os homens são mesquinhos e como é difícil enfrentar justiça para conseguir umas migalhas, conheço mulheres que desistiram de tentar porque é muito humilhante.

Sem contar que pensão é o de menos, não é nada perto da responsabilidade que é realmente cuidar de uma criança.

Pela minha experiência, acredito que teu marido não vai mudar. Não espere jamais por isso, não acredite. O bebê vai te deixar mais vulnerável e mais provável é que ele se aproveite disso.

De qualquer maneira, é chato dizer isso, mas vc tem razão, a maternidade é um caminho solitário. Mesmo com um marido que tenta ser acolhedor e ajudar é difícil, a cobrança de todos é enorme, e é preciso muita força pra fazer as melhores escolhas para a criança. Mães deveriam ser acolhidas e amadas, para poder dar o melhor para seus filhos, mas a maioria dos ambientes é hostil, e é difícil ter que ficar enfrentando isso o tempo todo.

Espero que vc tome a melhor decisão para vc. Saiba que vc só poderá ser uma boa mãe se vc estiver bem, por isso, tente não negligenciar as suas necessidades para satisfazer os egos dos outros e faça o que for melhor pra vc.

Boa sorte.

Anom das 13:34. é bem feio ser fiscal de cu alheio, sabia? ser contra o aborto é ser contra essas mulheres desesperadas. ser contra o aborto é não se importar com mulheres e crianças, é odiar mulheres e odiar bebês. é achar que tem o direito de meter o bedelho na vida sexual alheia - e não, vc não tem.






Anônimo disse...

Independente do que você decida a respeito da criança, acho que você deveria terminar esse casamento. Simplesmente vá embora, volte para a casa dos seus pais, se você não tem condições de se sustentar por agora. Não faz sentido permanecer junto a uma pessoa que te trata mal.

Quanto a criança, cabe a você decidir. Só decida rápido, pois quanto mais tempo passa mais arriscado é a prática do aborto (a partir da décima segunda semana de gestação o risco aumenta muito). Então, se você for optar por ele, tem que fazer essa opção logo.

Anônimo disse...

Primeiro de tudo, já dê entrada nesse divórcio o quanto antes. Depois, se realmente não quer ter o beb~e, melhor não te-lo do que tratar mal, como você mesmo disse. Ninguém merece sofrer, nem você nem a criança. Melhor seguir sua vida, com segurança das suas decisões.
Para os demais, você nao precisa dar satisfação, mas esconda o sentimento indesejado de filho e diga que foi espontâneo. assim, você não será crucificada. Aliás, é bem comum no primeiro trimestre da gravidez as mulheres terem abortos espontâneos pelos motivos mais variados, logo, não será aberração. Só não se machuque!
FORÇA!!!!!

Anônimo disse...

Não quero ser o chato da parada mas, comentários recomendando que ela faça o aborto podem sim ser interpretados como incitação a prática de crime. Goste ou não, aborto no Brasil é crime. Pode trazer problemas legais como abertura de investigação criminal, o que geraria uma polêmica desnecessária envolvendo o blog da lola.

Unknown disse...

Querida, te entendo e te apoio 100%. Nenhuma mulher devia ser mãe sem o desejo de ser. Essa obrigação legal, moral e religiosa é cruel às mulheres e os filhos. Já fiz aborto quando ainda era universitária e estava em um relacionamento sem amor. Não me arrependo do que fiz e faria outras 1000 vezes, pois o cara era um merda, teria sido absolutamente ausente e péssimo exemplo (haja vista o que se tornou depois que terminamos). Eu, por outro lado, queria terminar os estudos, viajar, me tornar profissional, enfim, viver a vida. Fiz tudo isso e mais um pouco, então conheci um homem maravilhoso e pela primeira vez, aos 35 anos, tive vontade de ser mãe. Minha pequena veio ao mundo fruto de uma relação cheia de respeito, amor e companheirismo. E te digo, nem assim é fácil a maternidade. Então, pensa em ti, independentemente do que os outros vão fazer ou dizer. Teu corpo, tua vida, teu futuro, tua decisão.
Abraço,
F.

Anônimo disse...

Pelo visto vc se casou para se livrar da sua mãe e dos abusos emocionais e caiu numa cilada. Que horror seu marido na sua própria casa te tratar assim.
Honestamente não vejo uma dúvida no seu relato, a escolha já foi feita. Você só precisa de uma validação, ou seja, você queria contar os horrores do seu casamento e da sua infância para ouvir de alguém de fora se o seu desejo de abortar é válido mesmo, se sua vida é tão desgraçada que justifique ser impossível vc ter um filho agora.
Sim toda a sua história justificaria um aborto, mas sou contra, honestamente.
Você pode sair de casa desde já. Ter essa criança não é sentença de que vc tem que viver com esse homem. Aliás não foi uma criança que t impediu de ficar com ele por tantos anos, se vc tirar essa criança agora vc vai mesmo se separar? O que fez vc ficar até hoje? Seu marido terá obrigação mesmo com vc apenas “grávida”, vc pode recorrer a justiça e ele deve enviar recursos para ajudar na sua manutenção, e depois é pensão.

Mas mesmo assim vou dar uma dica. Até o terceiro mês de gestação o risco de aborto espontâneo é muito grande, então se vc disser que perdeu para familiares e amigos isso será bastante plausível, do médico vc pode sumir e meses depois falar que ficou tão traumatizada que não teve coragem de voltar.

Sandra

Anônimo disse...

Nossa, que situação delicada...
Eu já fiz aborto quando mais nova, e é muito difícil conviver com essa culpa. Com certeza é mais fácil do que criar uma criança, mas o trabalho que você terá com a criança será "recompensado", enquanto a culpa vai existir em mim pra sempre...
Sobre o marido, acho que vc tem que colocar esse babaca pra correr... Ele vai ser obrigado a pagar pensão pra criança, e pronto. Se seu pai realmente puder te ajudar, não hesite em pedir. Ajuda é sempre bem vinda em momentos assim...
Enfim, essa é uma decisão que tem que partir SÓ de você... Tenha calma, e não pense só no agora...

Aninha disse...

Anomino das 13:34:
Foda-se como o feto foi concebido. Se ela não quer estar grávida, não importa como chegou a essa situação.

B., assino embaixo do conselho da Lola: qualquer decisão que tomar, será julgada. Então tome a que for melhor para você e siga em frente.

Anônimo disse...

Pode parecer maluquice. Não te conheço, mas eu quero te ajudar de verdade.
Sou mulher, tenho 30 anos, e estou me divorciando no momento (já estou morando sozinha). Não tenho filhos (mas já fiz dois abortos quando nova, por isso sei da sua dor). Se você quiser, separa desse traste do seu marido, e pode morar comigo até seu bebê nascer. Se você não quiser o bebê, eu registro ele como meu, e crio ele como meu. Se você quiser o seu bebê, ele será seu, obviamente.
Sei lá, sei que isso é uma maluquice... Mas me deu vontade de falar isso.
Caso você queira, entre em contato com a Lola. A Lola comenta que vc quer (pra eu ter certeza que a resposta veio de você), e eu mando o meu email pra Lola, pra ela te repassar.

Anônimo disse...

Esta criança tem o direito de se desenvolver, nascer e viver.

Cão do Mato disse...

Mas e o marido? Alguém perguntou se ele quer ser pai?

Anônimo disse...

=(

Não quero imaginar uma situação dessas. Sinto muito por seu casamento abusivo. As coisas as vezes fogem do nosso controle e de repente nos vemos em um lugar que juramos jamais descer, de humilhação, subserviência e dependência (no seu caso financeira ainda por cima).
Não vou te dar um conselho e nem julgar você. Vou confiar no seu discernimento de que a decisão que você tomou levou em conta quem você é. Se você vai se divorciar e se seu marido vai ser um babaca que só paga pensão não deve ser considerado, penso eu. Você é capaz de dar o melhor pra essa criança ou o pior por VOCÊ. Vc ser uma mãe ruim vai ser por você, e não porque o pai foi ausente, as consequencias dos atos dele vão ser em relação a paternidade dele. O mesmo vale para a sua mãe. Esteja consciente disso.

Espero que você faça o melhor, o menos doloroso. Pessoalmente sou contra o aborto.

Acho que uma família de uma mãe e um filho(a) tem tudo pra ser uma relação de muita cumplicidade e amor. voce n precisa do seu marido, largue-o.

Alícia

Anônimo disse...

E lola, ainda que vocÊ soubesse onde conseguir remédios abortivos ou endereços de clínicas para tal finalidade, seria crime divulgar aqui

Alícia

Anônimo disse...

Olá. Gostaria de fazer uma pequena reflexão: li um comentário acima falando o seguinte: "... mas o trabalho que você terá com a criança será "recompensado"..." Não entendo essa recompensa. As pessoas tem filhos achando que serão recompensadas, como se todos os filhos fossem amorosos e gratos. Tem muito filho que não tá nem aí para os pais, não seria inconsequente acreditar nessas recompensas? Afinal, gostaria de saber o que leva as pessoas a terem filho pq a maioria dos argumentos são super egoístas quando não irreais do tipo: "terei um amigo pra vida toda".

Anônimo disse...

Querida B, como mulher, não tem como não se emocionar. Também escutei tais palavras da minha mãe, que eu só "desgracei" a vida dela, entre outras coisas.
O que eu posso te falar é: pense em VOCÊ. Os parentes e amigos que vibraram com a gravidez vão sentir suas dores e terrores quando um filho de um casamento sem amor vir ao mundo?
Pense bem. E olha, cuidado com remédios da internet, tem muito 171 por aí e muita coisa que pode te fazer mal (desista dessa história de chá). Procure alguém confiável, com referências.
beijos.

titia disse...

B. há momentos na vida em que você tem que mandar os outros se lascarem. O marido, o tio, a mãe, a avó, todos os seus parentes se for preciso. Quem vai se ferrar, ser julgada, ser desprezada, ser torturada psicologicamente, ser cobrada de forma desumana pra chegar a uma perfeição que não existe é você. Quem vai se foder com uma criança na mão é você, então ninguém mais além de você tem o direito de decidir. Pelo que vejo você já decidiu fazer o aborto e pessoalmente eu te apoio na sua decisão. Também sou filha de gente abusiva e sempre desejei que minha mãe tivesse abortado. Chute esse bosta e faça o aborto. Gente que é contra o aborto, como os babacas comentando aqui, só são contra o aborto dos outros, se qualquer um deles engravidar a peguete de sábado por não ter usado camisinha garanto que vai correndo providenciar um aborto. E se não conseguir fazer a mulher abortar o embrião, abortam a criança nascida e viva que precisa deles. Sem a menor vergonha, sem a menor dor na consciência, sem o menor sentimento de culpa. Nunca ouça gente que se diz "pró-vida", nunca. Todo "pró-vida" é hipócrita, sem exceção. E digo isso porque tenho um monte de "pró-vidas" na minha família e não tem um que não seja um baita hipócrita.

Cão do Mato não importa se ele quer ser pai - e já sabemos pelo relato da B que ele não quer. Foda-se o que o homem quer, quem se ferra é a mulher então só ela tem o direito de decidir. Foda-se.O.Que.O.Homem.Quer.

De novo, vou repetir pra você não esquecer. Foda-se o que o homem quer. Fodam-se todos os homens aqui que se dizem contra o aborto (porque na hora deles pagarem pensão nenhum é contra o aborto). Foda-se como o EMBRIÃO foi concebido. Foda-se se vocês conhecem alguém que ficou com sentimento de culpa. Foda-se. Vocês não tem o direito de arbitrar sobre a vida de uma mulher apenas porque querem puni-la por fazer sexo. E também não tem o direito de arruinar a vida de uma criança obrigando-a a nascer pra ser negligenciada, abusada, psicologicamente agredida, talvez passar fome e frio, sofrer violência sexual e talvez ser assassinada (depois que nasce é que é assassinato, embora estranhamente ninguém defenda crianças nascidas). Foda-se a misoginia e a prepotência de vocês. Foda-se.

Anônimo disse...

Cão do Mato se o marido quizesse o filho vc acha que ele chamaria ela de emprestavel por ter engravidado? Acho q não! Ele mediria as palavras pra falar com ela pelo menos nesse momento, não falaria umas idiotices dessa!

Anônimo disse...

Não existe criança nenhuma.

Anônimo disse...

Você leu o texto? O cara lixoso deixou bem claro que não vai ajudar na criação do bebê. Acha que um bosta deste, que trata a mulher deste jeito, será um pai digno? E foda-se o que homem acha. Quem decide sobre o aborto é a mulher. Podem bater o pezinho a vontade que sobre isso vocês não têm controle.

Saori disse...

Tem muito homem canalha por aí, e precisamos de amplo trabalho de conscientização para as mulheres não se deixarem "levar" em casamentos destrutivos. Melhorar auto estima, dar oportunidades de trabalho decente...

O corpo é seu, a liberdade de escolher DEVE (ou deveria) ser sua.

Laura disse...

Também não teria esse filho.
Conheço uma mulher que teve um filho por pressão da família (era casada e tinha 35 anos). Acontece que tudo vira um peso (que de fato é), mas potencializado pelo desgosto que é ter uma criança não-desejada. Isso porque ela é casada e ama o marido (inclusive a minha hipótese é que a criança acabou com a harmonia que eles tinham).

O marido da autora do post é escroto e deve levar um pé mesmo. Ela vai se arrepender se tiver um filho e se amarrar pelo resto da vida a alguém tão desprezível.

Espero que você consiga tudo certinho e vá sem medo.
Saiba que as mulheres dificilmente vão admitir pessoalmente, mas tem muita criança aí colecionando traumas emocionais por não ser amada.

Anônimo disse...

Querida, pense só no que for para o SEU BEM, nada de pensar no que as pessoas vão falar.
Aproveite para pensar com o cérebro, não com o coração, antes que seja tarde demais.
Homem não muda por filho, não muda por mulher, só muda por ele mesmo.
Se não quer ser mãe, não seja!
Deve ser dificil tomar essa decisão agora, mas mais dificil ainda deve ser ter um filho indesejado, de um homem que provavelmente nem vai te ajudar.
Siga sua vida do jeito que você desejar, separa desse marido seu, vá viver sua vida, faça uma faculdade, ai quando você tiver condições de cuidar de você e de uma outra pessoa, pense em ter um filho, pq ter filho não é brincar de casinha.

Anônimo disse...

humm, que interessante. Duas ali me censuraram dizendo que não é da minha conta a circunstância da concepção do feto. Mas, se conseguirem o que almejam - a descriminalização do aborto - daí passará a ser, já que, involuntariamente, ajudarei a pagar (via impostos) os procedimentos, não? Ou seja, não são da minha conta as tretas do casal, se usaram ou não métodos contraceptivos ou os projetos de vida da mulher; no momento em que vier a gravidez, no entanto, "serei chamado". Curiosos os argumentos dessas feministas...

Anônimo disse...

15:28

nossa, se cada portal de notícia tiver q ser investigado por cada barbaridade contra os direitos humanos q os comentaristas flodam no site

Até parece q a lola corre algum risco disso, até pq, os blogs mascus q incentivam estupro e outros lixos tóxicos estão aí até hj, inimputáveis

Anônimo disse...

17:15

mas a opinião do omen NÃO IMPORTA

Anônimo disse...

Separe do seu marido e aborte, diga aos outros que foi espontâneo. Vá recomeçar sua vida, fazer sua faculdade e não fique com peso na consciência, o feto ainda não é uma criança.
Você é religiosa? Se não, não tem porque ficar traumatizada pela culpa. Mas torço que ocorra tudo da melhor forma no seu aborto.
Acredito que se fosse legalizado, você já teria feito. Eu também, se estivesse no seu lugar.

Anônimo disse...

Sou a favor do aborto. Em todos os casos. Mas como pediu conselhos : nao aborte. Sua família toda ja sabe e se estao felizes. Pq nao? Ele querendo ou nao vai ajudar com a criança SIM!!! Pensão é a unica coisa que da cadeia. Depois volte e nos conte

Anônimo disse...

Também não sei o que faria em relaçao a criança, mas em relaçao ao marido, com certeza me separaria.

Anônimo disse...

Minha mae teve uma filha de um relacionamento abusivo, e a realidade é que hoje minha irma é tudo pra gente. E o pai dela foi embora...
Nao importa quem é o pai. O que importa é se tu se sente capaz de amar essa criança. Se tu sente que não vai ser capaz, você já sabe a resposta.
E acalme-se, que toda tempestade passa, independente de tua escolha.
Camila

Anônimo disse...

Duas coisas nessa vida não tem volta: morte e maternidade.

Maternidade é tão glorificada, incentivada e imposta goela abaixo por um único motivo e objetivo: manter as mulheres mansas, de boca fechada e no seu devido lugar.

Você não abusou do(s) seu(s) filho(s)? Ótimo. Não fez menos do que sua obrigação. Agora tenha mais respeito com quem sofreu abuso, como a B., como eu, como muitos outros filhos. Parem com essa insanidade de que filhos são alguma espécie de terra prometida, bênção, cura para doença, solução para problema, o maior amor da vida e que por ele tudo vale. O maior amor que alguém deveria ter na vida é o amor próprio.
Só parem... por favor!

B. espero do fundo do coração que você consiga sair e quebrar esse ciclo de abuso. Que esse inferno tenha fim e que você encontre a paz que merece.

Jane Doe

Anônimo disse...

Também sou a favor da escolha. Mas se decidir abortar, tome o cuidado de fazer uma boa encenação pra nenhum hipócrita (inclusive seu marido) te denunciar. Se redolver ter a criança, procure apoio de grupos de mulheres, que costumam ser bem menos hipócritas com maternidade que família e amigos. Como outros disseram, independente da escolha, se separe desse cara. É uma merda morar de favor, e pelo visto seus pais são uns bostas, não vou falar pra você voltar a morar com eles. Procure repúblicas e outras modalidades de apartamento compartilhado, costumam ser mais baratos. Tente encontrar um emprego, e não vire a cara pra oportunidades de pouco prestígio, como empregada doméstica e manicure. Confira se tem.uma.biblioteca pública na sua cidade, elas costumam ter material pra estudar pra vestibular. Não desanime, meu bem, você vale mais do que essas pessoas horríveis à sua volta querem fazer crer.

Anônimo disse...

Eu abortaria até por menos que isso aí, nunca quis ter filho e tomo meus cuidados, que como sabemos não são infalíveis. Imagina numa situação que me relacionar "com o pai do meu filho" pro resto da vida é absolutamente fora de questão.

O problema é o aborto ser ilegal no Brasil. Então você não sabe se o remédio que está comprando é falso, se a clínica que está pagando é boa, se não vai sair morta de lá ou apenas com o problema resolvido.

Por outro lado, deixar pra adoção é bem fora de questão aqui. Se você fizer tudo legalmente, vai vivenciar um inferno na terra absolutamente desproporcional porque NA TEORIA é só manifestar a vontade ali na assistência social da maternidade e fazer o encaminhamento pra Vara de Infância e Juventude, passando por duas audiências. Na teoria. Na prática, é massacre.

Supondo que ela estivesse em Portugal, a coisa seria simples demais. Até dez semanas você passa por uma consulta, toma um comprimido na frente do médico ou médica e outro em casa. Dá umas cólicas, a coisa sai e você só volta se precisar de curetagem - a maioria não precisa, o corpo expulsa tudo.

Se nos EUA, provavelmente seria em clínica. Então ela iria até a clínica, tomaria uma sedação, em 20 minutos o conteúdo do útero seria esvaziado e ela sairia lá andando, acordada e com uma prescrição pra contraceptivos (lá não se compra no balcão de farmácia como aqui, precisa de receita).

Mas Brasil né? Pra que facilitar.

Noêmia Cristina disse...

Nem tem o que discutir, é claro que o aborto é a melhor opção neste caso. O filho ou filha seria a principal vítima deste casamento fracassado.

Anônimo disse...

Se está infeliz no casamento, divorcie.
Se foi agredida fisicamente, denuncie seu marido.
Se não quer engravidar, use método contraceptivo.
Se engravidou e não quer a criança, doe a um casal que queira ou ao orfanato.

Todos sabem que a finalidade última do sexo é a procriação.
Prazer é um mero aditivo para que as pessoas busquem sexo e procriem.
Negar isso é negar a natureza humana.

Todo ato tem sua consequência.
Todos sabem que sexo sem contracepção resulta em gravidez.
Seja responsável e assuma seus atos e consequência.

Você tem direito ao próprio corpo, pode fazer o que quiser com ele.
Mas a criança dentro de você tem direito à vida que você mesmo a deu.
Tirá-la do seu ventre é assassinato.

Sugestão:
Tenha seu filho, dê a ele o direito de viver, como a sua mãe deu a você.
Se for possível, fique com ele e dê a ele o lar que você nunca teve.
Ensine a essa criança respeitar ao próximo, a ser honesta, a ser caridosa...
Se fizer assim, teremos mais uma pessoa sadia na sociedade que irá influenciar positivamente as pessoas ao redor.
Você pode contribuir muito para sociedade ao orientar um filho corretamente.

Caso não o queria, doe-o a um orfanato ou a um casal que queria um filho.

Anônimo disse...

Se a criança for menina, branca e de olhos claros, essa perda do poder familiar acontece rapidinho porque nossos adotantes brasileiros héteros maravilhosos e eleitores do Bolsonaro literalmente se estapeiam por um bebê nessas condições.

Toda vez que alguém disser que ficou sei lá quantos anos na fila pra adotar uma criança, saiba: quer menina branca recém-nascida. Não falha.

Agora, se for uma criança negra e do sexo masculino, vão fazer qualquer coisa para barrar essa entrega para adoção. Vão chantagear, vão fazer terrorismo, vão tentar encontrar uma alternativa dentro da família mesmo para a criança (tios, avós) porque essas, juntamente com crianças deficientes, que tenha irmãos e que tenham vindo de lares em situação de abuso, essas encalham mesmo.

Abandonar na porta de orfanato, entregar para casal de amigos ou qualquer situação semelhante é crime.

Anônimo disse...

"Todos sabem que a finalidade última do sexo é a procriação.
Prazer é um mero aditivo para que as pessoas busquem sexo e procriem.
Negar isso é negar a natureza humana."

Também é da natureza humana matar logo após o parto quando a mãe julga não poder criar aquela criança naquele momento, fêmeas fazem isso desde sempre e aí, a natureza continua sendo um argumento pra você?

Anônimo disse...

"Mas, se conseguirem o que almejam - a descriminalização do aborto - daí passará a ser, já que, involuntariamente, ajudarei a pagar (via impostos) os procedimentos, não? "

Sim, toda mulher deverá dar satisfação a você de com quem trepou e porque trepou. Depois, se você autorizar o procedimento, ele será realizado.

Como existe gente curiosa nesse mundo, né?

Anônimo disse...

"a finalidade última do sexo é a procriação"

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK claro q não

mais um mascu q acha q sexo é por a "buceta no pinto", kkkkkkkkkkkk, isso não é sexo flor, é uma coisa extremamente sem graça e ruim de se fazer

Sexo é consentir e ter prazer com TODAS AS PARTES DOS NOSSOS CORPOS, as partes q quisermos, e ponto final

Anônimo disse...

"Também é da natureza humana matar logo após o parto quando a mãe julga não poder criar aquela criança naquele momento, fêmeas fazem isso desde sempre e aí, a natureza continua sendo um argumento pra você?"

CORROBORO

Anônimo disse...

"Todos sabem que a finalidade última do sexo é a procriação.
Prazer é um mero aditivo para que as pessoas busquem sexo e procriem.
Negar isso é negar a natureza humana."

ERRADO!

A finalidade do sexo é o prazer. Gravidez é consequência e na maioria dos casos é não-planejada. Quem faz sexo faz pra gozar, gravidez é efeito colateral.

Anônimo disse...

"Antes de falar sobre minha gravidez para que todos entendam o motivo pelo qual penso em aborto vou falar do meu casamento..."

Miga deixa eu te falar uma coisa,

Você não precisa explicar motivo pra ninguém. Você não precisa contextualizar o aborto para nenhuma outra pessoa além de você. Não precisa se justificar. Não precisa, juro.

Vejo mulheres fazendo isso o tempo todo, antes e depois e me corta o coração. Não caia nessa conversa de pró-parto, de antimulher.

Se engravidou tem que explicar como, se teve prevenção tem que explicar a razão da falha, se é casada tem que explicar o casamento, se é solteira tem que explicar não ter casado, depois que faz tem que pagar de arrependida e deusolivre se precisar fazer outro aborto, aí até quem se diz feminista vem com papo de relaxada, de isso e aquilo e o "seu corpo, suas regras" vai todinho pras cucuias.

Você cogitou abortar pela única razão necessária: a de não querer essa gravidez neste momento da sua vida.

Acabou, o resto é contigo.

Sobre seu caso, avalia bem se dá mesmo pra fazer esse aborto por: 1. pessoas já sabem, 2. aborto é crime

Sua família já sabe e pior que isso, a contraparte masculina já sabe também. Sendo pessoas de má índole, isso pode e será usado contra você. Inclusive um dos envolvidos já está usando. Pare de sair contando seus planos pra todo mundo.

Se te denunciarem, saiba que você não é obrigada a produzir nenhuma prova contra si própria pra qualquer pessoa que seja, do estranho na rua ao desembargador, não interessa. Até o terceiro mês é a coisa mais normal do mundo uma gravidez não ir pra frente, tanto que muita gente espera passar o primeiro trimestre pra começar a contar. Se não tem como provar que o feto estava vivo não tem como provar o que o aborto provocado ocorreu.

Todo mundo que fala nossa que peninha não faça isso, provavelmente vai ter dar uma banana na hora que você precisar de uma lata de leite pra dar pra criança. O feto é a coisa mais maravilhosa e sagrada do mundo até nascer, depois é cada um com seus problemas, então não liga pra eles.

O fato de o aborto ser crime no Brasil coloca você em uma posição difícil caso o primeiro problema seja superado. Como disseram, você não sabe se vai ser atendida ou se vai ser assassinada. Se está tomando o medicamento certo ou se está tomando aspirina reprensada. E esse negócio de chá, esquece, mais fácil você se envenenar do que abortar com chazinho. Além disso, esses abortos feitos nas coxas vão requerer atendimento médico posterior e aí colega, se prepara para o show de horror dos justiceiros da saúde pública. Amarram em maca, chamam polícia, deixam sangrando. Sei de uma mulher que tinha feito tratamento pra engravidar e a gravidez não vingou, ela precisou procurar ajuda emergencialmente e só foi atendida depois que ELA chamou a polícia pra denunciar omissão de socorro. E era hospital particular tá?

Talvez realmente não seja o caso de você fazer esse aborto, considerando essas duas coisas. É risco em cima de risco, especialmente por você não poder ter confiança plena na reação das pessoas que já sabem, provavelmente ficar com o rabo preso não valerá a pena. O feto nem se desenvolveu e o marido já tá tacando coisa na sua cara (como sempre, nessa hora mulher faz filho com o dedo).

De qualquer modo, espero que consiga resolver essa situação do jeito que for melhor e mais seguro para você em primeiro e único lugar.

Anônimo disse...

"A finalidade do sexo é o prazer. Gravidez é consequência e na maioria dos casos é não-planejada. Quem faz sexo faz pra gozar, gravidez é efeito colateral."

REITERO

Anônimo disse...

Posso? Posso usar o caso pra ilustrar porque mulher (nem homem, nos raríssimos casos em que é dono de casa) nenhuma deve deixar de ter algum tipo de renda própria depois de casar, se não estiver casando com o Neymar? E ainda assim, olhe lá...
Toda a força pra você, querida. Como disseram, na sua cabeça já parece claro o que você deseja fazer e você não precisa justificar sua decisão pra ninguém. Gostaria que você conseguisse encontrar e pagar uma clínica segura, na medida do possível. Você não é menos amorosa e valorosa que ninguém por causa disso, só menos hipócrita.

Anônimo disse...

Natureza humana a mãe matar o próprio filho???
Gravidez é um efeito colateral do ato sexual??

Vocês vivem num mundo de ficção, só pode ser.

Leiam o livro "The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness." do Dr Lyle H. Rossiter.


“Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.” Lenin.

donadio disse...

Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.” Lenin.

De onde sai essa frase? Tenho visto reacionários repetindo essa asneira, mas não me consta que essa frase seja de Lênin.

Em todo caso, aqui vai uma melhor:

"A coisa mais fácil do mundo é inventar uma frase, colar em cima de uma foto, divulgar na internet, e atribuir a frase a alguém que nunca a disse." Abraham Lincoln.

titia disse...

21:08 eu também não quero pagar impostos pra que frescos como você tratem câncer de próstata porque se recusam a fazer o exame, já que sua masculinidade é tão frágil que uma dedada e você aviada. Mas não tenho escolha nesse aspecto, tenho que pagar seu tratamento, então cale a sua boca podre e pague, vagabundo desocupado fiscal de xota alheia. Vá arranjar um emprego.

23:23 porque quem vai se foder com a criança é ela, ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE A B. Esse povinho super feliz com a gravidez dela vai tirar o rabo da reta quando a B. precisar de alguém pra levar o filho ao médico, de um pacote de fraldas, de uma lata de leite, de alguém que possa ficar com ele enquanto ela respira. Já que quem se fode é a mãe, sozinha, NINGUÉM tem o direito de decidir o que ela deve fazer, muito menos mascu covarde anônimo de internet que precisa desesperadamente punir mulheres por fazer sexo ou o pau não sobe.

10:40 mas claro, claro, porque nada como nascer pra sofrer abusos, negligência, violência física e psicológica nas mãos dos seus pais. Muuuuuito melhor nascer pra ter uma vida de merda do que ser abortado quando embrião que não pensa, não sente, não tem nem consciência de que existe. Muito fácil vir aqui como um anônimo cagão tentando cagar pros outros regras que você mesmo não cumpre, mas usar camisinha não quer, né? Por que você não tira seu nariz do que não lhe diz respeito?

14:03 é exatamente isso, na natureza fêmeas sem instinto maternal - inclusive as fêmeas humanas - abandonam os filhotes aos predadores e os deixam morrer. Desde sempre são as fêmeas que realmente tem a última palavra sobre uma gravidez ou não, que decidem se aceitarão a maternidade e ou não. O problema é que machistas como você tem ódio de não conseguir controlar o útero, rasgam o cu com a unha, choram, esperneiam, fazem birra, mas o fato é que VOCÊS MACHOS NÃO CONTROLAM O ÚTERO! Rasgue seu cu com a unha de ódio e depois vá tomar mingau.

titia disse...

"Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”

Mascu medroso, quem disse isso na verdade fui eu. Comentei aqui no blog que os homens machistas adoram jogar pra cima das mulheres os comportamentos e atitudes de merda deles. Por exemplo, dizem que a ex vai arruinar a vida deles por causa da separação, mas quem faz isso são eles. Dizem que a ex vai mata-los, e quem faz isso são eles. Acusam as mulheres de serem promíscuas e infiéis quando são eles que tem a piroca mais gasta que freio de fórmula um, e que mais transmitem AIDS pras parceiras por causa da galinhagem. Que elas não encaram as consequências de seus atos (no caso, reclamam que elas abortam ao invés de aceitar seu "justo castigo"), quando na verdade quem faz isso são eles (o filho pode estar morrendo de fome que eles não pagam um centavo de pensão). Faça o favor de não citar minhas ideias sem me dar o devido crédito, babaca.

Anônimo disse...

Olá,
Sei que a sua situação deve ser mesmo muito difícil, e que agora também parece que vai piorar. Meu pai é meio parecido com seu marido, ele não gosta muito de mim e da minha irmã e sempre briga com minha mãe desse jeito (achamos que ele é bipolar também, até uma psiquiatra já disse que seu comportamento não é normal). Seu marido com certeza não vai mudar ainda mais agora. Mas não se sinta culpada por seu filho, ele é algo seu e não dele (seu casamento acabou, de verdade, é horrível o relacionamento do meu pai e da minha mãe. Mas mesmo meu pai sendo assim, eu amo ele e a minha mãe sempre diz que me ama s2s2, amo minha família e quero dizer que a gravidez da minha irmã também foi indesejada, com tipo um ano de casamento... meu pai não queria, mas minha mãe quis. A escolha é sua e seu bebê pode vir com boas notícias. Ele pode ser a companhia que você tanto deseja. Nunca se culpe por isso, você pode ter uma história diferente da de sua mãe, principalmente porque só tem UM filho e seu pai pode te ajudar. Olha, sei que também não é fácil ficar sobre os comandos do pai, quando minha mãe levou eu e minha irmã para a casa de minha vó, fomos recebidos com muita felicidade, mas com tempo ela começou a reclamar. Você ainda é jovem e nunca estará sozinha, DEUS estará com você! É uma batalha a qual vai ter que decidir enfrentar ou não. Você deve dar a essa criança o direito de viver. Não se sentirá um monstro se levá-la a um centro de adoção. Pense que estará dando uma chance á ela e entregue nas mãos de Deus. Sua mãe não te abortou e sei que no fundo não se arrependeu. Quanto a faculdade, você pode fazer outra, só depende de você, a minha mãe fez, de pedagogia, durou quatro anos, mas ela conseguiu, admiro ela e sei que seu filho vai te admirar também, ela é minha maior influência, pense nos primeiro passinhos, quando ele falar mamãe e pense se realmente estará disposta a fazer isso e tente não se arrepender do que fez. Tenho 13 anos e espero que faça a escolha certa. Boa sorte, isso influenciará sua vida, lembre-se Deus tem uma história para você!) s2 Espero que tenha ajudado s2S2

titia disse...

16:14 não importa se a mãe dela não se arrependeu, o que importa é que ela desgraçou a vida da B. De que adianta deixar nascer se você vai dar uma vida de merda pro seu filho? De que adianta nascer se a pessoa não vai ter um mínimo de dignidade e cuidado? Vida não é só nascer. Como pessoa que foi fruto desse pensamento equivocado que você está espalhando, eu te garanto que é melhor que a B. aborte.

E, por favor, parem de mandar as contas pra Deus pagar. Dizer que Deus vai ajudar e depois tirar o seu da reta é fácil. Quero ver ir lá se ferrar junto com a mãe.

Anônimo disse...

Aaahn, argumentar sobre "falar mamãe" e "dar os primeiros passinhos" como recompensa pela maternidade é justamente a romantização contra a qual lutamos. Porque ele vai falar "mamãe", mas também vai te cuspir, morder e maiorzinho, pode falar que te odeia e que preferia qualquer outra mãe dependendo da psique dele e da sua criação. Ele vai dar os primeiros passinhos, mas também vai te chutar fazendo birra e quebrar utensílios e se machucar fazendo coisas que você disse a ele duas mil vezes pra não fazer. Não quero ser determinista, ser mãe pode sim ser uma experiência maravilhosa e transformadora. Mas nunca é esse passe de mágica lindo que compensa tudo pra sempre porque a criança falou "mamã". Se não houver a construção da relação afetiva bem antes disso, a mãe não vai sentir porcaria nenhuma, só cansaço e ressentimento. Enfim, espero que você consiga um aborto sem complicações, porque realmente é isso que você parece querer. Mas se por qualquer motivo você venha a ter o filho, não se iluda com a maternidade cor de rosa, mas ser mãe também não é esse martírio todo. Procure apoio de mulheres na mesma situação que você (pode ser excelente uma ou duas amigas com quem vocês possam revezar o cuidado dos bebês uma ou duas vezes por semana pra ter tempo de estudar em casa, por exemplo), cobre desses familiares/amigos que tanto estão felizes com a gravidez ajuda pra uma eventual ida ao médico com a criança, recreação, fraldas e roupas, etc, divorcie desse babaca e não importa as merdas que ele fale, não renuncie seu direito à pensão. Não vai ser fácil, pelo divórcio em si, pelo fato de não ter renda própria, você tem uns bons 5 anos cheios de trabalho pela frente (e o resto da vida, depois de estabilizada). Mas você é forte e capaz, acredite em si mesma!

Anônimo disse...

Uma vez eu encontrei um homem chorando numa sarjeta, me aproximei e perguntei: o que aconteceu, amigo? Ele respondeu: "Fui comentar merda no blog alheio e acabaram comigo." Esse homem era o anon das 14:03.

Anônimo disse...

"Natureza humana a mãe matar o próprio filho???"

SIM, vc não sabia q os humanos pertencem ao reino animal? Pois bem, nesse reino as coisas são assim

"Gravidez é um efeito colateral do ato sexual??"

SIM, absolutamente, é FATO universal, científica ou empiricamente falando, aceita

E não vou ler livro de merda nenhum recomendado por um trouxa q atribui uma frase ao autor errado, seu lixo

Julia disse...

Quando crescer quero comentar igual a Titia.
O que mais eu preciso dizer se ela já disse tudo?

Anônimo disse...

14:03, um comportamento natural não necessariamente é a norma. Logo, mesmo que 90% das mulheres tenham um instinto materno fortíssimo (e estou tirando a estatística da bunda só pra ilustrar), os 10% que sobram não necessariamente apresentam um comportamento inatural; só não estão dentro da moda da espécie (termo usado como fenômeno mais recorrente em um grupo). E de fato, abandonar um filhote indesejado tem um fator biológico tão forte que nem a socialização de "ser mãe é a melhor realização do mundo" dá conta de dizimar completamente o sentimento. Respaldado no fato que outras fêmeas de mamíferos abandonam ou mesmo comem filhotes deficientes/mais fracos/que não poderão alimentar. Significa que eu acho ok abandonar recém nascido numa lata de lixo? Não. Só que acho perfeitamente aceitável impedir que um embrião sem sistema nervoso (e logo sem consciência, sensação ou desejo nenhum - quem admite que ele "quer nascer" é você) se desenvolva a ponto de virar um feto que sente dor, se esse for o desejo da mãe.
E o fato de que sexo é o meio biológico pelo qual a raça se reproduz não significa, especialmente pra raça humana, que as pessoas façam sexo com a intenção primeira de se reproduzir (se quiser voltar agora, volte, mas foi isso que você disse no seu primeiro comentário). Tanto é que existe contraceptivo, sexo homo, idosos e pessoas inférteis que continuam transando. Como a titia disse, a maioria das pessoas faz sexo pra gozar, não pra ter filho.

cristã esquerdista disse...

Eu, no seu lugar, abortaria, sim, e mandava esse marido tomar no olho do cu. Onde já se viu dizer que só tá com vc por sexo? Sexo de cu é rola, diz a ele!

Anônimo disse...

Nunca ouvi falar que a finalidade do sexo é engravidar kkkkkkkkkkkk
E sobre o médico: é simples, só sumir, não aparecer mais em nenhuma consulta. SE ligarem perguntando pq não retornou, diga que arrumou outro médico.
Médicos tem trocentas consultas por dia, não vão sentir sua falta.
E se abortar, é simples. Fala que todo o stress decorrente de seu casamento resultou em um aborto espontêneo.
Sinceramente, você tá complicando o que já foi decidido por você mesma.
Ter filho não é um mar de rosas.

Anônimo disse...

Anon que disse que a lola n vai ser pega se explicar como fazer aberto.

Eu n disse q ela vai ser. Disse q eh crime. Se vc n comete crime só por medo de ser pego problema seu.

Alicia

Hahahaha rachei com o último comentário

Anônimo disse...

Engraçado que tem gente que acha que pensão resolve tudo. Não tem pensão que pague os cuidados e a responsabilidade que um filho requer; a atenção e dedicação que ele precisa. Ficar acordada por noites seguidas, levar aos muitos médico, dentistas, escolher escola, participar e acompanhar os estudos, a saúde, a alimentação, a preocupação em criar uma pessoa decente. Além disso conheço um monte de pai mesquinho que mente o quanto ganha para pagar menos pensão, que chora miséria e acha que um tênis novo é luxo, que acusa a mãe de estar comprando lingerie, vivendo de pensão do filho, ou sustentando outro macho com a merreca que ele paga, sei de pai que acha que porque paga pensão a mãe é uma babá e acusa a mãe de negligente o tempo todo por causa de coisas ridículas como unhas compridas por exemplo. Conheço também madrastas que detestam enteados com todas as forças e fazem de tudo para prejudicá-los sempre que podem. Conheço crianças deprimidas por não ter o pai por perto. Crianças que vivem pra lá e pra cá de mochila nas costas sem saber o que é a sensação de ter um porto seguro para chamar de seu, que vive no meio de ódios e disputas idiotas e alienação parental, sentindo culpa cada vez que um dos genitores faz algo de bom para ela, como se traísse o outro. Conheço adolescentes , vários deles, traumatizados por não serem amados pelo pai, revoltados por terem sidos rejeitados e pasme, a maioria culpa adivinha quem? Isso mesmo, a mãe. O pai ausente se torna uma espécie de divindade.
Meu conselho é que a B faça o que for melhor pra ela e só para ela. Não pense em marido imbecil nem em parentada que além de sumir nas horas difíceis ainda vai condena-lá como mãe incompetente. Para o médico não tem que dar satisfação de nada. Foda-se o médico. Muda pra outro e pronto.
Se resolver ter o bebê não conte com o bosta do pai. Saiba que seu filho vai ser filho de pai ausente e vc vai ser mãe solteira para sempre, vai sofrer preconceitos imbecis e cruéis, vão chamar seu filho de esperma alheio e você de puta sempre que tiverem a chance, e na verdade, mesmo quando não tiverem a chance eles vão chamar.
Boa sorte na sua escolha.

Anônimo disse...

Gente, aborto é crime para o estado brasileiro "laico"... vamos parar de discutir com esses trollers e ajudar a B.
1- chá não funciona
2- procure na internet "remédio para aborto", tem vários lugares onde vc consegue o cytotec. o misoprostol
3-tome o remédio, 2 de 12/12h ; vai doer pacas
4- quando sangrar, vá ao hospital..
Tem uma galera falando mal dos médicos, mas, grande parte dos médicos aka: eu e vários colegas somos a favor da escolha e seremos acolhedores.
Se não forem contigo fodam-se! não tem como dizer se o aborto foi ou não provocado até as 12 semanas.
Aja de uma vez! Cuide-se
Beijo

Anônimo disse...

"Não tem como dizer se o aborto foi ou não provocado até as 12 semanas". Sei não, velho...

Anônimo disse...

14:57 o remédio deve ser colocado no canto da bochecha e deixar dissolver. Sem um exame de sangue não tem como provar que o aborto foi provocado e a B não é obrigada a fazer isso. Em um outro post sobre aborto uma comentarista sugeriu que a moça entrasse na clínica chorando, acompanhado namorado, fingindo que queria a gravidez e estava arrasada com o aborto. A B não tem marido decente, mas talvez uma amiga possa ajudar. E é muito comum que ocorram abortos espontâneos quando a mulher sofre muito estresse e violência em casa, então o marido lixo pode ser útil uma vez na vida servindo como álibi.

Luana disse...

Tenho uma grande curiosidade:se o cara trata ela mal, pq ela transa com ele? Queria mesmo saber, pq já vi casos semelhantes na vida real. Em que momento um escroto se torna desejável? Ainda existe atração? É pelo sexo que muitas mulheres se mantém em uma situação como essa? Por favor, respondam. Não estou julgando, gostaria de apenas entender.

Anônimo disse...

"marido fala que devemos ter porque seria covarde abortar, mas todos os homens que são contra o aborto não são contra o abandono que eles mesmo fazem depois, né? "
"fui imprestável e que eu arcaria com essa criança sozinha. Isso foi no sábado."
"Nas dificuldades nenhum deles estará ali comigo, ninguém vai estar comigo quando eu tiver que sair correndo de madrugada pra ir ao médico,..."
"Algumas pessoas dizem que ele vai melhorar depois que o bebê nascer, mas meu pai não mudou. Homem não muda por mulher nem por filhos! "

Só verdades... força para ela!!

titia disse...

Luana, na maioria das vezes essas mulheres ficam por dependência emocional; além da sociedade fazer uma lavagem cerebral desde meninas pra que elas acreditem que não tem valor sem um homem, a mente delas é tão quebrada pela violência doméstica que elas não conseguem pensar em sair. Muitas, como a B, sofrem agressão e abuso desde pequenas e acabam repetindo o ciclo. Tem também as que são casadas com lixos humanos que não hesitariam em mata-las se elas se separassem, e as mulheres sabem disso. Tem as que não trabalham e se saírem de casa vão passar fome com os filhos. Tem os que matam os filhos pra se vingar da mulher, enfim, o sexo quase nunca é o motivo delas ficarem até porque machista é uma completa e retumbante merda na cama.

Luana disse...

Titia, obrigada! Eu penso que há determinados relacionamentos que não chegam ao extremo da violência física e ameaças, mas ainda assim submetem a mulher a um lugar de submissão por meio da violência verbal e manipulação psicológica. Há muitos casos de mulheres que têm total apoio da família para se livrar do TRASTE, mas eu percebo que esse apoio é inversamente proporcional ao status e condição financeira do companheiro/abusador: se o cara for um fudido, muitos familiares vão dar graças a deus se houver separação. Agora se o cara tiver dinheiro... são muitos elementos envolvidos, mesmo. Só analisando caso por caso. Mas o que prejudica as mulheres em maior escala, na minha opinião, é essa mentalidade de que elas não são ninguém se não tiverem homem. Quantas vezes eu não vi meninas jovens, bem sucedidas, independentes se amarrando em um relacionamento meia boca por insegurança? Eu percebo mais mulheres maduras dando pé na bunda de homem inútil, do que moças jovens. E permita-me discordar de que sexo não é razão de segurar pessoas em relacionamentos ruins: tanto pra homem, quanto pra mulher; o efeito da paixão no cérebro pode levar a consequências desastrosas. Só o amor-próprio cura isso.

Joana disse...

Lola, talvez esse texto ajude B.: https://medium.com/@paulareadsmail/i-went-through-an-illegal-abortion-and-five-years-later-i-can-finally-talk-about-it-2e1184916cb5#.eznaqqokr