quinta-feira, 11 de junho de 2015

AS REVISTAS FEMININAS NÃO PRECISAM MAIS SER NOSSAS INIMIGAS

Faz alguns meses Nana Queiroz, criadora do protesto #EuNãoMereçoSerEstuprada, me convidou para assinar uma coluna na revista que ela está criando (e que depende de todxs nós pra sair). Eu disse sim porque confio na Nana e sei que sua luta se alinha à minha. 
Nana é fruto da periferia de São Paulo e da escola pública. É também autora do livro Presos Que Menstruam (Editora Record), colunista do Brasil Post, e diretora executiva da Revista AzMina. Além disso, é uma fofa.
Ela escreveu este lindo guest post pra divulgar o projeto:

Eu juro que tentei fazer umas cinco dietas, juntar dinheiro pra um vestido de R$ 500 e agarrar homens com ao menos uma das dicas dadas pelas revistas femininas. Aí deu aquele estalo, momento de epifania gênio: por que, raios, eu ainda estava tentando ser a mulher ideal pregada por essas revistas se elas claramente não eram escritas pra mim?
Então eu olhei pro lado, pras mulheres mais próximas. 
A minha irmã, uma guria de rosto angelical e diva daquelas que sabe fazer olho de gato com delineador sem borrar (!), também sofria porque as revistas femininas diziam que ela estava acima do peso. Uma das minhas melhores amigas, a Aline, sequer as abria porque ela, coitada, ainda por cima era negra de "cabelo pixaim que precisava ser domado". E mesmo uma das minhas parceiras de vida mais bem sucedidas nos padrões de beleza, a Tamy, uma menina magérrima de cabelos castanhos claros compridos, não era a mina da revista: ela não ligava nem um pouco em conquistar caras porque gostava mesmo era de meninas. As revistas femininas não eram escritas pra nenhuma mulher que eu conheço!
E olha a diva do Youtube, a Luisa Marilac (se isso é estar na pior, porran!): ela é tão mulher e também ficou de fora das páginas sobre táticas esquisitas para atingir o orgasmo enquanto parece uma musa- malhada- encolhendo- a- barriga- numa- lingerie- de- 800-reais. Afinal, o orgasmo dela é tão diferente do de mulheres que nasceram com uma vagina!
Recentemente, as revistas femininas até têm tentado alimentar uma ligação mais genuína com suas leitoras, para fugir da queda vertiginosa de audiência e da chuva de críticas na internet. Mas elas sempre fazem isso apenas até metade do caminho. Passam o ano inteiro reforçando um padrão de beleza inatingível para a maior parte das mulheres para, na edição de aniversário, dizer: “Goste de si mesma!”. É um contrassenso. 
A capa da Elle com a blogueira plus size Ju Romano, por exemplo, apesar de bela, não faz parte da linha editorial costumeira da revista. Foi apenas uma edição especial. E a capa com a Ju sequer foi para as bancas: era uma capa alternativa para a versão de iPad -– quantas pessoas assinam a revista no iPad? Não acho que isso seja inclusão. Inclusão é colocar mulheres de todos os tipos físicos nas páginas da revista o tempo todo, como algo natural. Veja só, não podemos alienar todo um grupo de mulheres que serão representadas apenas em edições de aniversário! As mulheres têm que se sentir representadas na mídia e ver sua beleza chancelada o tempo todo.
Mas sabe por que essas revistas não conseguem ir além? Porque os verdadeiros clientes delas não são as leitoras, mas os anunciantes. Há algum tempo as vendas em banca não pagam mais as contas ou alimentam os lucros das grandes empresas de comunicação. Logo, na hora de escolher, elas vão optar por servir a quem, à leitora ou ao anunciante do creme anticelulite?
E é do interesse das grandes marcas que anunciam nessas revistas manter a autoconfiança das mulheres abalada para que elas busquem consolo e afirmação no consumismo, comprando seus produtos. Afinal, por que eu compraria um creme anticelulite de R$ 500 se achasse que isso não faz diferença nenhuma pois sou linda como sou? Porque gastaria tanto em uma peça de roupa se achasse que não preciso disso para ficar bonita e sei que essa marca abusa da mão de obra escrava na China ou em Bangladesh?
Aí eu me revoltei, revolta assim, tipo dia de fúria. Essas p*#¨& dessas revistas tinham arruinado a vida de todas as mulheres que eu amava! Falando em tom amigo e voz suave, elas nos fizeram achar que éramos feias porque não tínhamos as pernas da Ivete Sangalo ou a cintura da Angélica. Elas entraram na nossa casa nos dizendo que tínhamos que fazer dietas pouco saudáveis que nunca davam os resultados prometidos. Elas nos fizeram assustar uma porrada de homens com delírios de sedução que incluíam fazer barulho de motor no meio do sexo oral (até hoje estou tentando entender essa).
E, para as meninas ainda jovens, elas justificaram por que os garotos gostam tanto de passar a mão na sua bunda sem permissão -- como se isso não fosse um ato criminoso, mas uma travessura comum a todos os bons rapazes. Sem contar as chamadas de capa, que são sempre mentirosas (eu nunca encontrei os 500 looks prometidos nas edições especiais).
Mas nem tudo está perdido, cara amiga mia. O que a gente fez foi juntar um bando de minas maneiras, jornalistas e artistas talentosas aí desse nosso Brasil, essa ativista do Não Mereço Ser Estuprada que vos escreve e um bando de mulher que você já ama na internet, como a Lola e a Marilac, pra criar uma guerrilha do bem! Nossa guerrilha quer fazer a primeira revista feminina que seja pra você de verdade, AzMina -- para mulheres de A a Z. A ideia, em geral, é não te dizer que tipo de mulher você deve ser, mas te dar as ferramentas pra você decidir sozinha. 
Mas o que AzMina traz de diferente, acima de tudo, é sair desse modelo capitalista escravo dos anunciantes. Nossas clientes são as leitoras, pois são elas que pagam a maior parte da conta. Nossos anunciantes são apenas uma parte da cadeia e não a mais importante. Nós não visamos lucro, mas todo dinheiro recebido pelas nossas arrecadações é revertido em melhorar a revista e pagar nossos profissionais de maneira justa. Isso nos deixa livre de amarras para criar, por exemplo, ensaios de moda com todo tipo de beleza, matérias sobre trabalho escravo que denunciam qualquer marca, editorias para lésbicas e colunistas trans.
O projeto tem recebido muitíssimos elogios e cartas entusiasmadas, mas também algumas poucas críticas. Isso é natural. Não somos perfeitas e nem nos pretendemos ser. A ideia é crescer constantemente com as críticas e elogios do nosso Conselho Editorial de Leitoras, que serão nossas ombudswomen. Outra diferença radical.
Mas pra fazer esse jornalismo maneiro, independente, girl power e olha- eu- musa- meu- bem, a gente precisa do seu voto de confiança. Bota sua moedinha no nosso porquinho? O crowdfunding pra fazer um lance ambicioso desses é gordo, mas nós temos certeza que sua vontade de ser representada de verdade numa revista que ache que você tem um cérebro é maior ainda. Vem pro abraço?

61 comentários:

Anônimo disse...

Fui lá na página (do último link do texto) para ver como "colocar uma moedinha", e não encontrei COMO fazer isso. Alguém poderia me ajudar? (Vi as várias possibilidades de valores, na margem direita, mas não vi onde clica para ajudar.)

Anônimo disse...

Convidem a responsável pelo site Não Sou Exposição.

Nana Queiroz disse...

Oi flor, tudo bem?


Aqui vai um passo a passo bem simples:

1) Acesse http://juntos.com.vc/pt/azmina
2) Na lateral direita, clique em "Apoiar projeto" e selecione o valor que deseja doar. Todas as cotas têm recompensas! E lembre-se: mesmo que doar só um pouquinho, já faz a maior diferença!
3) Crie um login ou use o mesmo do Facebook
4) Na próxima tela, confirme se o valor que você escolheu está correto e clique em "Realizar pagamento"
5) Preencha seu cadastro, sem deixar nada em branco (é rapidinho!), e clique em "Próximo passo"
6) Escolha a forma de pagamento: boleto ou cartão de crédito
7) Pronto! Agora continue acompanhando AzMina por aqui, fique por dentro das novidades e divulgue para os amig@s!

Raven Deschain disse...

Ai que saco. Daqui a pouco começa o "ele é traveco, não mulher", "tem pinto", "piroco", "pênis = medo" e blah blah blah.

No mais, Nana.. .. coisa linda. É nóis!

Vitória disse...

Achei bem legal, eu era assinante da Capricho e só tinha merda para detonar nossa autoestima, como se livrar de celulite, estria, roupa, testes ridículos para ver se o cara gostava de vc, uma matéria dizendo para vc se aceitar e na próxima página a nova dieta para emagrecer.... mas eu comprava mesmo para ver os gatos famosos hehehe.

Mila disse...

Muito legal a iniciativa da Nana.
Ontem mesmo eu estava refletindo sobre uma daquelas matérias "Como surpreender seu gato na cama" e uma das recomendações era fazer sexo oral enquanto o namorado dirigia (gente, e a segurança nisso?). E aí pensei em outras matérias do tipo: quantas dietas mirabolantes que as celebridades fazem nós fomos ensinadas? Os looks da moda, sempre caros; dicas do que usar, como se comportar e o que fazer para atrair homem. Ou seja, o grosso das revistas não considera que as mulheres queiram se considerar um pouco mais autênticas. É como se a nossa vida girasse em torno de homem, corpo e compras.
Mas, pra não falar que tudo é ruim e é uma merda, a Naomi Wolf já ponderava sobre as revistas femininas como uma das poucas mídias que são realmente femininas e não universais. Baseado neste ponto, acho importante frisar boas tentativas. Em algumas delas, já li matérias sobre aborto, sobre mulheres que tentaram doar seus filhos para adoção (que mudou muito a minha visão sobre isso. Não é nada fácil o processo); sobre mulheres presidiárias, sobre diversão sexual feminina (clubes de strip e outros estabelecimentos voltados para mulheres).
Quando eu era adolescente, lia uma revista chamada W.I.T.C.H. que eu considerava muito legal. É claro que ela tinha alguns clichês das revistas femininas para adolescentes (horóscopo, garotos, moda, ídolos), mas trazia temas bem legais como bullying, meio ambiente, meninas que jogavam futebol, dúvidas sobre menstruação ou consultas no ginecologista. Pena que depois ela virou uma Capricho da vida e depois acabou.

Bizzys disse...

Você lia W.I.T.C.H. também, Mila? Me abraça <3 <3 <3

Eu era mega fã dessa revista, sempre tinha matérias sobre igualdade entre meninas e meninos, e os quadrinhos eram super feministas também. Pena que com o tempo a revista foi "cedendo ao mercado" e se tornando igual às outras.

Espero que a AZMina dê certo. O público feminino das revistas já vem criticando esse conteúdo seja-linda-e-agrade-uzômi há um tempo, está faltando uma revista voltada para mulheres que apresente assuntos pertinentes e contemple todas nós.

Ingrid Bezerra disse...

"O Teu machismo bate na minha Pomba e Gira"

HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAAAAAAAAAAAAA

Minha Deusa!!!! Hahaha, morri de rir e amei isso! Tem que haver uma edição especial da revista com essas imagens de brinde como adesivos! Hahahaha

Eu achava uma bosta capricho, atrevida, etc. Mas a minha mãe fez a assinatura para mim, aí eu aproveitava as imagens para fazer colagem no diário e nas agendas (uso as imagens dessas revistas até hoje nas minhas colagens).

Eu só curtia as revistas que vinham com papel de carta e adesivos de brinde (que na verdade eu compro até hoje).

Amei a ideia da revista. Vai ficar muito amor. <3

Mas pensa com carinho em haver pelo menos alguma ediçãozinha com papel de carta e adesivo?! hihihihihi. Brincadeira.

Será um sucesso!

Anônimo disse...

"Mas sabe por que essas revistas não conseguem ir além? Porque os verdadeiros clientes delas não são as leitoras, mas os anunciantes."

Os anunciantes que sao milionarios / bilionarios, nao vao querer incentivar a mulherada a nao serem atraentes, pois o objetivo desses é usar a mulher atraente na juventude e a trocar por uma mais nova quando a mesma chegar na velhice.

"Mas o que AzMina traz de diferente, acima de tudo, é sair desse modelo capitalista escravo dos anunciantes."

O fim do capitalismo é o fim da especie humana, o capitalismo é o sistema ideal para a humanidade maldosa!

Trissia disse...

Amei!
Já fiz a minha doação através do cartão de crédito.
Muita expectativa pela publicação dessa revista! Cruzando os dedos para que as meninas atinjam os 50 MIL que elas precisam para publicar o projeto.
Vamos nessa galera!
Corre lá e doa!

D Stoffel disse...

É tão ridículo as revistas postam: homem não gosta de mulher muito maquiada, não gosta de batom vermelho, nem de salto alto demais, depois vem as dicas para agradar o gato na cama!

E a capricho se superou no teste pra saber se você é feia ou não como assim?
mas agora a revista tá com essa proposta de empodere duas mulheres que pode ser bom, por falar nisso ouvi falar que a capricho vai sair de circulação.

Mas eu vou adorar uma revista feminista eu já tinha dado uma olhada na capitolina mais uma revista feminista que ótimo, pelo menos concorre com essas chatas que ficam dando receita de como agradar o macho, que mais parece revista de mulher desesperada, daí a gente vê tanta mulher com auto-estima lá em baixo e ainda fica se perguntando porquê.

Anônimo disse...

sei não do jeito que a crise tá braba melhor fazer uma página. grana ta curta gente

Juba disse...

Contribuição feita, e na torcida pra dar tudo certo!

Minha tristeza na adolescência era a minha agenda, tão nua... Eu não gostava das revistas, então não tinha muito o que colocar nelas... Não, não tinha nenhum conhecimento de feminismo e do quanto os conteúdos das revistas eram prejudiciais, só não achava graça.

Ingrid Bezerra disse...

"2) Somos de graça e cabemos no seu bolso! Somos uma revista com acesso gratuito pensada especialmente para plataformas móveis — smartphones e tablet. Com isso conseguimos alcançar e conversar com mais mulheres."

Só agora eu fui lá no site e vi que a revista é feita para smartphones, essas coisas. Espero que um dia ela passe para o papel também e seja vendida nas bancas ou pela internet.

Juba, eu também não tinha conhecimento nenhum de Feminismo quando eu tinha capricho, criativa aos montes lá em casa. Só que eu sempre achava também muito chatas essas revistas. E tudo que eu lia nas revistas automaticamente ia para a memória RAM da minha cabeça. Mas as minhas agendas ficavam tão cheias de colagens e adesivos que mal fechavam, hahaha. Pelo menos para isso essas revistas me serviram muito bem. Ainda servem porque eu tenho um hobbie com as minhas amigas de fazer um lance tipo scrapbooking.

Eu gostava nas revistas, da sessão de troca de correspondência. Eu fiz TANTOS amigos!!! Umas amigas eu tenho até hoje! Era aí que entrava o uso dos papéis de carta amor! <3 saudades <3 <3 <3

Zero disse...

pelo menos pra mim, algo muito curioso é como as mulheres "compram" produtos supostamente destinados à elas e tem aquilo como bom.

Sex and the City, por exemplo. aquilo é horrível !

mostra como se mulheres fossem totais idiotas fúteis e debiloides, totalmente dependente de homens pra viver, carentes ao extremo e totalmente alienadas.

faz como se uma trepadinha fútil fosse a razão da vida de um ser humano (essa eu até concordo, pelo que vejo das pessoas).

terminou com o 76° namorado? chora, chora, chora e vai comprar 20 pares de sapatos que ela nunca vai usar.

sinceramente, eu duvido muito que alguma mulher seja assim, tanto.

ou que seja um programa pras mulheres.

Bizzys disse...

Ah, para quem quer mais conteúdo diversificado em "revista":

A D Stoffel citou a Capitolina e também tem a Ovelha (www.ovelhamag.com) - gosto muito, tem bastante conteúdo feminista além de posts sobres séries/música/games/filmes, assuntos pouco usuais nessas revistas padrão.

pp disse...

Legal demais! Já contribuí. Mês que vem darei um pouco mais.

anon A. (radfem) disse...

Sobre essa parte:

"2) Somos de graça e cabemos no seu bolso! Somos uma revista com acesso gratuito pensada especialmente para plataformas móveis — smartphones e tablet. Com isso conseguimos alcançar e conversar com mais mulheres."

Pode ser que eu tenha pulado algo nas informações, mas de forma alguma ser para smartphones e tablets é ser acessível para mais mulheres. Espero que publiquem também de forma que um browser em um PC comum possa acessar com qualidade, se não essa revista vai ter como publico alvo apenas a classe média alta e a classe alta.

E foi mal, mas não dá para deixar passar, na parte que a guest fala sobre uma mulher trans e orgasmo, ela está querendo dizer que revistas femininas deveriam ensinar como masturbar um pênis para chegar no orgasmo, se não isso seria exclusão? Qualquer pessoa com pênis sabe muito bem como masturbar um e chegar ao orgasmo, quem não aprende o que diabos é um clitóris e acha que é normal nunca ter orgasmos na vida são mulheres não-trans e homens trans. Sobre vários ângulos, não faria sentido ter isso em uma revista feminina.

Mila disse...

Bizzys sinta-se abraçada!

A W.I.T.C.H era um bom exemplo de revista para as meninas da minha idade (na época eu tinha 10,11, 12 anos), uma alternativa às demais que focavam nos ídolos da Malhação, em dicas de como conquistar um menino ou dietas da moda para emagrecer. Eu curtia muito as matérias sobre pets (lembro de uma sobre pets que podem dar problema de conviver). Sem contar o HQ, só de não ter mulher virando inimiga da outra por causa de homem, já valia muito.

E que legal é esse fenômeno que permite às pessoas virarem suas próprias mídias. O mercado poderia prestar um pouco mais de atenção às demandas da população, e aqui estou me referindo à mulheres. Mostrar que somos plurais e temos tantas nuances que os velhos modelos pasteurizados não conseguem abarcar. Conquistar espaços feministas é fundamental.

Rê Bordosa disse...

Putz! Na minha pré-adolescência e adolescência eu era viciada nessas revistas. Tinha assinatura de "querida", "carícia", "todateen"... E com uns 14 comecei a ler "Revista nova" porque tinha muitas dicas de "safadeza", kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Olhando pra trás tinha muita porcaria mesmo, mas um conteúdo ou outro era aproveitável e até alguma coisa de útil como "o que são DSTs" e "a importância de usar camisinha". Ah! As dicas de maquiagem também me foram muito úteis. :D
Por outro lado, passei muita raiva e me frustrei horrores com aquelas "dietas da moda"... Teve uma dessas, com receitas repletas de limão e vinagre (que segundo eles ajudava a emagrecer) que quase fez um buraco no meu estômago, me deu uma gastrite da porra... E não emagreci nada. :P

Bacana saber que teremos revista feminista agora e que essa nova geração estará mais bem informada. Oba!

Anônimo disse...

Concordo com A Bordosa.
Apesar de clichês a adestradoras, havia conteúdos sobre DSTs, menstruação e sexo que eu não aprendia na escola. E naquela época sem internet e ninguém pra perguntar, foi mt útil pra mim essa parte. A gente ainda lia escondido essas partes!!!!
Acredito que hoje a Atrevida, Capricho e etc não falam nada disso.

Rê Bordosa disse...

Obs: assim como a Vitória comentou, aí em cima, minha motivação também eram os "gatos famosos". Aos 12 anos eu tinha a parede do meu quarto forrada com pôsters (aqueles que vinham no meio da revista para destacar)... Principalmente do Brad Pitt. O Brad Pitt era o papel de parede do meu quarto... Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Meu passado obscuro.

Rê Bordosa disse...

Anônimo 16:18,

Lembro que em uma dessas revistas veio até uma camisinha de brinde e as instruções de como usar. Eu tinha 12 anos. Lembro que peguei a revista, corri para o meu quarto e me tranquei lá (com medo da minha mãe perguntar o que eu tava fazendo com aquilo e fazer um escândalo achando que eu planejava transar). E morta de curiosidade abri pra ver como era a tal "camisinha" sobre a qual eu escutava rumores por aí.
:D

B. disse...

"2) Somos de graça e cabemos no seu bolso! Somos uma revista com acesso gratuito pensada especialmente para plataformas móveis — smartphones e tablet. Com isso conseguimos alcançar e conversar com mais mulheres."

Sou pobre, não tenho smartphone nem tablet. Será que rola site?

Anônimo disse...

anon A (radfem):
Concordo que é importante que a revista eletrônica seja acessível também via PC, mas em relação à questão smartphone x celular, notícia de outubro de 2014 (aqui: http://www.tecmundo.com.br/celular/64723-venda-smartphones-triplica-comparacao-celulares-comuns.htm) mostra que dos 12 milhões de aparelhos vendidos no Brasil, só 2,9 milhões são celulares convencionais.
O smartphone se popularizou bastante e, como há modelos de diversas faixas de preço, acho que o alcance da revista será bem grande nessa plataforma.
Numa observação nada científica, como ando 100% de transporte público, o que mais vejo nas mãos de pessoas, principalmente das mulheres - mesmo as que aparentam ser mais humildes - é smartphone.
O que pode não trazer a "audiência" que gostaríamos é a capacidade, inclusive financeira, de divulgação em massa da revista. Claro que o famoso "boca-a-boca" pode ajudar bastante a tornar a revista e seu conteúdo mais conhecido.
No mais, desejo sucesso a mais essa inciativa.

anon A. (radfem) disse...

E só um adendo sobre a questão no orgasmo, pensei mais e na real é pior ainda, existem muito mais mulheres que sabem como masturbar o pênis alheio do que a si mesmas...

Anyway, sobre "12 milhões de aparelhos vendidos no Brasil, só 2,9 milhões são celulares convencionais" (anon 17:33). Então, nesse exato momento a população brasileira é de 204.376.035 pessoas (no site http://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/, nem sabia que dava para ver isso em tempo real). Então a pergunta não é "smartphones são mais vendidos que celular em 2013" mas sim "da população brasileira, quem tem smartphone?".

Por exemplo, eu posso ser considerada classe média/classe média baixa, eu não tenho grana para ficar torrando em celular novo, até porque acho desperdicio de dinheiro, então o meu último celular eu comprei há uns 5 anos atrás e ainda tenho ele, boa parte das pessoas que eu convivo também tem o mesmo celular há vários anos. Em resumo, o publico que compra celulares novos com frequência é um público com grana, então a informação de vendagem não ajuda. E além de ter um smartphone, a pessoa ainda teria que poder pagar 3G para realmente se beneficiar da revista ser para portátil.

(E eu também só ando de ônibus, e não vejo esse povo com smartphones não, muita gente mesmo que tenha esconde para não ser roubado)

Anônimo disse...

Estava no curso de mkt e meu professor disse que o público alvo da revista Nova era "inseguro e desinformado sexualmente", classe média alta, com boa carreira mas não tão feliz com a família e as propagandas eram basicamente de produtos pra aumentar a auto eatima, melhorar o visual, potencializar a beleza.

Uma garota disse que achava a revista ótima e era inclusive assinante. O professor conseguiu um exemplar e começou a provar o ponto de vista dele.

Anônimo disse...

E ele disse que não era ruim. O público existe e é bem representado.

Julia disse...

Já li muita Capricho nessa vida. Quando tinha alguma matéria com meus ídolos na capa, Boybands em geral, eu comprava as outras. Eu não sabia filtrar as informações que não prestavam nessas revistas aos 13 anos.
A Capricho parou de ser vendida na banca mas continua acessível na internet, então a revista não acabou na realidade.

Kittsu disse...

Sapatacity... hahahahahahaha Boa! "as amazonas misândricas de sapatacity". Porra, dá pra fazer uma história excelente com isso.

"Enquanto isso, em booombrilândia, uma cidade que nos períodos de guerra contra o bolzonarismo foi atingida por uma BP-bomb (black power bomb) com a capacidade de 69 megatrozobas, os cidadãos andavam despreocupados com seus portentosos blackpowers. Comemorando 18 anos da vitória contra a opressão, vencida com a utilização da invenção que armou todos os cabelos de todas as idades, gêneros e etnias, ergueram os orgulhosos ocupantes daquele paraíso na terra uma homenagem a suas salvadoras: uma estátua em tamanho real das Amazonas Misândricas de Sapatacity, em tamanho real, na praça mais importante do centro da cidade. (...)"

Kittsu disse...

Uma vez minha mãe comprou pra mim umas revistinhas de boyband pra eu fazer um fã-clube com as amiguinhas. acho que era pra eu não virar lésbica. Não durei 2 dias nas atividades de fã-clube... queria mesmo era voltar pra casa e ver sailor moon e cavaleiros do zodiaco.

Vitória disse...

Querido Anon, n quer conviver com a gente? Se mate, bem simples. N vai fazer falta.
Caso contrário vai ter q engolir kkkkk Ou VC pode arrancar seus olhos, assim n vai ver feministas nunca mais.
Ótima solução!

Anônimo disse...

gente tenho uma dúvida que está me matando, um impasse.
um colega meu é casado e está saindo com outra pessoa da turma. algumas pessoas já sabem.
a esposa dele é muito querida, não sou grande amiga dela mas sempre que nos encontramos me sinto mal por saber que o meu colega sacaneia ela.
o que eu faço? tenho vontade de contar, mas como fazer isso?

por favor me ajudem, morro um pouco por dentro com essa situação.

Fabiano disse...

Ótima iniciativa.

Uma época eu comprava uma versão masculina desse tipo de revista: Men's Health.
Tem as mesmas baboseiras: dietas miraculosas que prometem secar a barriga em 4 semanas, dicas para virar o garanhão da academia, como conquistar aquela vizinha boazuda, treinos que irão te transformar num fisiculturista, roupas da moda que custam valores absurdos etc. Cheio de fotos de caras que usam esteróides, mas que juram que conseguiram aquilo tudo naturalmente. Boa parte da revista não me interessava, e sabia que aquelas dicas maravilhosas era tudo enganação. Mas como eu me interesso por exercícios, engolia o resto. Mas depois de um tempo, eu notei que estava comprando a mesma revista todos os meses. Eram as mesmas reportagens, com uma maquiagem nova a cada número. E pensava, se na edição passada eles prometeram o melhor treino existente, como é que de repente aparece outro superior na edição seguinte? Aí eu abandonei de vez essa palhaçada.

Sobre a revista que vcs estão lançando:
Vão falar alguma coisa sobre decoração? Outra coisa que eu gosto muito, mas as revistas especializadas nesse assunto sempre mostram as "tendências do mercado" que obviamente não são acessíveis a 95% da população, pouco falam de reciclagem, decorações com produtos regionais com preços justos e que valorizem as comunidades que os produzem (principalmente mulheres), meio ambiente e outras coisas que não interessa aos anunciantes dessas publicações.

Anônimo disse...

Somente vcs conseguirão que a sociedade aprove o aborto quando estivermos de tal forma evoluído que se poderá detectar se o embrião fêmea que ali se encontra tem fortes tendências a se tornar uma feminazi ridícula como vcs, o que acarretará, certamente, na súbita e incomensurável vontade dos genitores de se livrar daquilo, tal como se arranca um tumor maligno de um órgão sadio.
E temos dito.

Anônimo disse...

Anon de 19:36,
Situação difícil, mais difícil ainda por não saber dos arranjos do casal.
Está preparada para perder as amizades?
Com a possibilidade de sair como bruxa má da história?
(e ver eles terminarem bem entre eles e ruim com vc?)
Um comentário na linha elogiando o "casamento moderno/aberto" pode ser uma saída.

Anônimo disse...

obrigada, anon 20:57.

Tenho certeza de que eles tem uma relação monogâmica, inclusive eles tem um filho pequeno. Até porque, relacionamento aberto neste caso seria uma balela machista, pois com um filho tão dependente da mãe, apenas o pai teria tempo e liberdade para sair com outras pessoas, enquanto a mãe fica em casa com o filho.
Enfim, é nisso que eu penso também, como não tenho muita intimidade com a irmã, ela pode desconfiar da minha palavra. Gostei do seu conselho, de elogiar o casamento aberto, mas vai que só esse comentário já faça a casa cair...
pensei em mandar uma carta anônima, com detalhes... e também penso que eu não tenho nada a ver com isso, não quero abalar o casamento de ninguém!! por outro lado, esse meu colega está fazendo uma tremenda canalhice, inclusive porque a esposa dele é muito mais bela e inteligente que a "peguete", e se fosse eu no lugar da traída, com certeza gostaria de ser alertada.
como está difícil, eu gostaria de não saber de nada...

Donatien Alphonse François disse...

Fabiano disse...

"Cheio de fotos de caras que usam esteróides, mas que juram que conseguiram aquilo tudo naturalmente."

Essa revista nunca foi de fisiculturistas, tomar esteroides para ter um corpo de modelo de academia, que patético kkkkkkkkkkk
Revistas de musculação são focadas no treino, nutrição, suplementação, divulgação cientifica, campeonatos, entrevistas com atletas e personalidades do fisiculturismo, enfim, coisas que realmente importam para quem é desse universo.

Um bom exemplo do que eu disse é essa aqui: http://www.musculacaoefitness.com.br/desistencia-na-musculacao/

Anônimo disse...

Anon de 21:15,
Não gosta da situação, mas não tem coragem que fazer algo pela mana?
Corte relações.
Ou aceite tudo do jeito que está.

Anônimo disse...

anon. 22:07

eu tenho evitado cruzar com este colega porque não vou conseguir ser natural, ou trocar uma ideia de boa. tenho evitado mais ainda encontrar a esposa, mas a cidade é pequena, é inevitável. O que vc faria no meu lugar? O que eu posso fazer por ela? falar com ele? colocá-lo na parede? mando essa carta para ela logo? eu tenho o direito de fazer isso, ou o dever? Lola, vc poderia ajudar, dar uma luz?

Ilka disse...

Anônimo 21:15
Eu acho uma situação bem difícil. Quase sempre em um relacionamento a pessoa tende a confiar no seu par, mais que em qualquer outra pessoa, sem contar que dificilmente a pessoa quer acreditar que está sendo traída. O que você acha que ela faria com essa informação? Isso é o mais importante. Vai confrontar o cara? Perdoar? Separar por algo que você viu? Isso é que precisa ser ponderado.
Bem, eu já alertei uma amiga e não foi uma boa experiência. O namorado a traía com uma garota do meu trabalho, de imediato ela terminou o namoro, depois ele a convenceu que eu dava em cima dele, o que não era verdade. No fim das contas ela voltou para ele e parou de falar comigo. Tempos depois ela descobriu outra traição e terminou mesmo o namoro.
Hoje em dia eu penso melhor, mesmo que você tenha provas (sem provas nem adianta porque será a sua palavra contra a do namorado) é preciso pensar se isso realmente irá ajudar sua amiga em algo.
Boa Sorte!

Anônimo disse...

Tem como colaborar com doc bancário?

radscum disse...

Hahahaha dá um tempo, Lola. Como assim essa revista não é nossa inimiga? É claro que é, se não for, não vende: hipersexualização da mulher, pós-feminismo total aquelas capas tirando calcinha e a da pomba gira, pra não falar da que fetichiza lésbicas. Essa daí não é aquela do protesto #NãoMereçoSerEstuprada que mais pareceu uma manifestação do Femen? Pós-moderna gonna pos-modernar....

radscum disse...

Raven, não li o texto, não perco tempo com pós-feminismo, mas vai ter piroco também? Era de XYsperar... Só eu que nunca vi essa WITCH que vcs tão falando?
WITCH pra mim só o grupo feminista formado por Robin Morgan no fim da década de 60: http://en.wikipedia.org/wiki/Women%27s_International_Terrorist_Conspiracy_from_Hell

Priscila Boltão disse...

Pra mim a única revista feminina que merece algum crédito tem sido esta:

http://i.imgur.com/czeTgn8.jpg

As demais que eu costumava ler tinham um apelo muito vulgar e mundano na forma de representar a mulher que simplesmente me enojava.

Anônimo disse...

Eu acho mesmo, muito, que isso não é problema seu.

Juba disse...

Anon, carta anônima é o ó da canalhice. Sério. Típico de gente maldosa, que tenta plantar a suspeita e não oferece nenhum apoio.


Se for pra acreditar em marido ou em amiga, marido ganha disparado, mesmo que todas as amigas digam as mesmas coisas. A pessoa se isola delas e fica mais sozinha. É melhor dela descobrir sozinha e, se te perguntar, jure que não sabia de nada e dê todo o apoio a ela.

Anônimo disse...

http://mdemulher.abril.com.br/saude/womens-health/fuja-dos-micos

Raven Deschain disse...

Não perde tempo mas não sai daqui neh?

E me erra, amiga. Tá querendo me comer por acaso?

B. disse...

off topic:

só eu que me irrito com essa mania de algumas pessoas chamarem as mulheres de "mana", "amiguinha", "irmãzinha"? Pare quinta série.

Em vários sites feministas (não aqui), vejo "respeita a amiguinha". Já vi gente criticando pessoas a la Rachel Sheherazade e feministas dizendo "olha a sororidade, tem que respeitar a amiguinha/coleguinha"...

Affs.

Raven Deschain disse...

Não, B. Eu tb acho um saco. Pra mim é tão ruim quanto "queridinha".

Anônimo disse...

"Tenho certeza de que eles tem uma relação monogâmica, inclusive eles tem um filho pequeno. Até porque, relacionamento aberto neste caso seria uma balela machista, pois com um filho tão dependente da mãe, apenas o pai teria tempo e liberdade para sair com outras pessoas, enquanto a mãe fica em casa com o filho.
Enfim, é nisso que eu penso também, como não tenho muita intimidade com a irmã, ela pode desconfiar da minha palavra. Gostei do seu conselho, de elogiar o casamento aberto, mas vai que só esse comentário já faça a casa cair...
pensei em mandar uma carta anônima, com detalhes... e também penso que eu não tenho nada a ver com isso, não quero abalar o casamento de ninguém!! por outro lado, esse meu colega está fazendo uma tremenda canalhice, inclusive porque a esposa dele é muito mais bela e inteligente que a "peguete", e se fosse eu no lugar da traída, com certeza gostaria de ser alertada.
como está difícil, eu gostaria de não saber de nada..."

CA-RA-LHO! É sério que você não consegue enxergar a besteira que acabou de falar? Como assim machista? O que teria isso a ver com machismo?! Seria tão ruim e impossível pra ela que é exatamente ELA que tá saindo com outro cara né??? Eu acho que você não tem nada que ficar metendo o bedelho na relação alheia. Pode dar tanta merda isso ai, ela pode simplesmente alegar que você tá inventando e que acha que você tem uma queda por ele e tá tentando afastá-los... pode inventar tanta coisa pra te deixar como a megera da história, eu já perdi uma amiga por causa de uma coisa que nem era traição, mas que no fim o casal se virou contra mim...

Amanda Amada

lola aronovich disse...

Pessoas, vou destacar o comentário da anon pedindo um conselho num post de domingo, para que vcs possam responder lá. Esta é uma dúvida recorrente. Muitxs de nós já passamos por isso.

Aninha disse...

Nossa, quantas descobertas nesse post!

Eu já tinha lido o "Presos que menstruam' e - creiam-me - fui direcionada para lá a partir de um link da Marie Claire (que eu sigo no facebook). Tentei que tentei achar o link mas não consegui. Mas mesmo lendo o blog não liguei o nome à pessoa, ou seja, não liguei a Nana Gouveia. Surpreendente!

Falando nisso, o livro ainda não está disponível, né?

Bom, de qualquer forma, queria dizer que acho o projeto genial, apoio totalmente (já tinha visto no Blogueiras Feministas um tempo atrás) e até tomei a liberdade de mandar spam para os amigos (e olha que detesto isso, nunca encaminho correntes, etc)

Então, boa sorte, espero realmente que dê certo! :D

Marcia Baratto disse...

Kittsu, eu também via sailor moon e cavaleiros do zodíaco e não curtia muito revista de menina. Hoje ainda tento navegar pelas águas do mangá e animé que não sejam tão esteriotipados (sim, as sailors são guerreiras, ma poxa vida, oh padrão medíocre de beleza embutido...), vê alguma coisa nesse sentido? Se sim, passa aí, por favor?

Anônimo disse...

50.000 para uma revista puramente digital??
Ainda bem que você avisou que a idéia de fundo era contrária ao capitalismo, senão não íamos perceber.
Tá parecendo projeto cultural subsidiado pelo Governo...

Joane Farias Nogueira disse...

Ler uma revista feminina procurando infos sobre cuidados c o cabelo, corpo e etc é pedir p chorar no fim.
O q eu espero de uma revista feminista é a inclusao de todas c a mais alta humanidade.
Sou uma mulher obesa. Estou tendo problemas de saude.
Penso em fazee bariatrica.
Nao posso dizer q me aceito como sou, m cheguei em um ponto em que realmente preciso cuidar da saude.
Hj estava no salao conversando c amigas e clientes do salao, a dona é super gente fina, amigaca e tem a mesma luta q a minha: o peso a mais.
Eram 5 mulheres. Todas passamos a tarde td falando de dieta. Ok. Isso é preocupante. Mas nenhuma de nos estava realmente preocupada c a saude.
Como feminista, é meio complicado dizer q quer ficar magra , se depilar, usar salto e maquiagem e ao mesmo tempo lutar contra a imposicao. Nos nos sentimos culpadas e o que nao se simpatizam tem certeza de que estamos sendo falsas.
Queria q essa revista abordasse tudo de forma bem humana, convidativa e q deixassemos todas nos bem à vontade.
Q tivesse materias sobre beneficios da alimentacao saudavel, sem jogar na sua cara q vc esta gorda.
Entendem?
Ate pq , como a minha amiga disse hj: conheco mulheres magras q estao c as taxas todas altas e mulheres gordas q nao tem taxa alta.
Sim, é um assunto p o feminismo, pois vcs cuidaram disso de forma inclusiva.
Hj , há mulheres q engordam so p fazer a bariatrica.
E as revistas divulgam dietas e cirurgias como se fosse algo milagroso, qdo nao é.
Imagine as feministas falando sobre essas coisas, aceitacao do corpo, saude e etc
. So vejo conselhos bons.

Anônimo disse...

Pobre mesmo! Porque hoje em dia é possível comprar um tablet ou um smartphone por menos de R$ 250.

AzMina disse...

Gente,

sou uma das criadoras da revista e vi que muitas comentaristas aqui estão com dúvidas em relação ao formato da revista. Será um site me HTML 5, um formato que não fica lerdo ou desconfigurado no seu celular ou tablet. Mas pode também ser acessado pelo computador, como qualquer site. Então vai ser acessível a todo mundo que tiver Internet!

Abraços!

Ariel disse...

Sabe aquela coisa de chegar ao dentista, pegar uma revista qualquer e começar a folhear?

Revista "masculina": carro carro carro carro carro futebol umas minas loiras relógio mais minas loiras perfume (super de macho) com mais minas loiras carro e uma receita de miojo pra impressionar a namorada (sério!).

Revista "feminina": shake emagrecedor bermuda emagrecedora maquiagem emagrecedora (É SÉRIO) cortes de cabelo que emagrecem teste: você é gorda? horóscopo receitas (engordativas) dicas para agradar seu homem na cama, editorial de moda de 400 reais a brusinha tamanho 0 na modelo -1 e um texto motivacional no fim dizendo que o importante é você se aceitar plenamente.

E não, não são revistas de 1980. Tudo atualíssimo, apesar de estarem em um consultório.

É triste mas dá pra melhorar.

Ana disse...

O capitalismo tem pouco mais de dois séculos. Recente, portanto na história da humanidade. Não há motivo algum que impeça a humanidade de procurar novas formas de organização social mais justas e igualitárias.