segunda-feira, 23 de março de 2015

O ALTO PREÇO DE SER MULHER E FEMINISTA

Vi dois vídeos muito interessantes nesses últimos dias. 
Um é a palestra (aqui, com legendas em português) que Monica Lewinsky deu pra TED, "The Price of Shame" (o preço da vergonha), em que ela pergunta quem nunca cometeu um erro quando tinha 22 anos. Era a idade dela (hoje ela está com 41) quando se envolveu sexualmente com Bill Clinton, enquanto ela estagiava na Casa Branca. O caso veio à tona em janeiro de 1998, virou escândalo, e por pouco não culminou no impeachment de Bill (e até hoje tem efeitos na carreira de Hillary, presidenciável para o ano que vem). 
Já contei sobre todo esse escândalo sórdido (porque, tipo, só nos EUA um presidente quase perde o cargo por fazer sexo fora do casamento). Sempre senti pena de Monica, e fico feliz que ela tenha encontrado forças para falar. Após anos de silêncio, em 2014 ela passou a contar sua história. Ela não é nenhum ícone feminista, só pra deixar claro, sequer feminista é, que eu saiba, mas o que ela sofreu ensina muitas lições.
Imagine se tornar uma piada internacional. Imagine todo mundo te xingar, te criticar, te condenar, te ameaçar, durante meses a fio. Imagine ter seu corpo avaliado milimetricamente, e ser chamada de mocreia, baranga, baleia, mesmo sem ser gorda (e imagine o que milhões de meninas que cresceram acompanhando o caso aprenderam sobre seus corpos). Imagine todos os humoristas do planeta fazendo piadas sobre você. Ao mesmo tempo. O tempo todo. 
Monica narra que só recebeu apoio dos pais. Mais ninguém teve empatia por ela. Ela não se suicidou porque sua mãe, sempre vigilante, não permitia que ela tomasse banho de porta fechada. E isso que o que aconteceu com Monica foi em 1998, quando a internet ainda estava engatinhando. Não havia redes sociais, só email e alguns poucos sites. E mesmo assim, Monica foi vítima de todo tipo de slutshaming e, óbvio, bodyshaming (ser condenada por ter sido uma "vadia" e pela sua aparência que, embora totalmente dentro dos padrões de beleza, não foi aprovada). Ela realmente foi o primeiro alvo de cyberbullying em escala internacional. Por isso, ouvir o que ela tem a dizer hoje é muito relevante. 
O outro vídeo que vi foi uma palestra curtinha na Austrália chamada "What I Couldn't Say" (o que eu não podia dizer), de Anita Sarkeesian (aqui com legendas). Anita hoje deve ser uma das feministas mais conhecidas do mundo. Desde 2009, esta jovem americana-canadense faz excelentes vídeos falando do sexismo na cultura pop. Ela ficou mais famosa em 2012, quando cometeu o crime hediondo de pedir que suas espectadorxs contribuíssem com um total de 6 mil dólares para que ela pudesse lançar uma série de vídeos sobre machismo nos videogames. 
Por conta desse pedido, foi alvo de inúmeras ameaças. Um babaca criou um game em que o jogador tinha que espancar Anita (o rosto dela aparecia mais deformado a cada soco). Outros enviaram desenhos em que ela era estuprada por personagens de games. O único lado bom desse ódio todo é que, com a repercussão dos ataques, ela arrecadou quase US$ 160 mil. 
Ano passado Anita voltou a ser vítima de novos ataques. Quer dizer, ela nunca deixou de ser atacada, mas, por conta do famigerado GamerGate, as ameaças se intensificaram (e, pra quem duvida de como o meio dos games é misógino, é só ver o que está passando Ana Freitas por ter escrito um post sobre nerds e machismo). Diz Anita na palestra (minha tradução):
"O que eu não podia dizer é 'vão se foder'. Aos milhares de homens que fizeram de sua misoginia um jogo, em que ofensas genderizadas, ameaças de morte e estupro são armas usadas para derrubar a grande vilã que, neste caso, sou eu. Minha vida não é um jogo. Tenho sido assediada e ameaçada nos últimos três anos sem um fim à vista. E tudo por que ousei questionar o sexismo evidente e óbvio que corre solto na indústria dos games".
Anita também diz que está mais do que zangada -- está furiosa por viver numa sociedade em que ataques online são tolerados e justificados, e em que os serviços na internet não são responsabilizados pelo abuso diário que mulheres sofrem: "Estou furiosa porque esperam que eu aceite ataques online como o preço a se pagar por ser uma mulher com opiniões". 
Talvez por ser uma das feministas mais atacadas no Brasil, eu me identifico bastante com a fala da Anita. Eu também recebo ameaças há quatro anos, e sempre tive casca grossa, sempre vi isso como "ossos do ofício" por ter um blog feminista mais destacado. Porém, como muitas feministas americanas têm dito, não podemos ver este abuso como aceitável. Ele é uma forma de terrorismo. Assim como se calar não é uma opção, encarar ameaças como "normais" equivale a dizer que os misóginos ganharam. 
Eu me identifiquei mais com a parte em que Anita diz que praticamente não usa mais humor em seus vídeos, porque humor, quando vindo de uma mulher, é visto como sarcasmo e ignorância. Pois é, eu também sinto falta de poder ser irônica à vontade, sem me importar se uns energúmenos não conseguem entender ironia ou se humor pra eles é piada de estupro. Meu bloguinho era mais engraçado há alguns anos!
Lógico que, como Anita sofre ataques numa escala muitíssimo maior do que eu, as consequências em sua vida são também maiores. Visivelmente abalada, ela conta que não fala mais espontaneamente em palestras, que toma grande cuidado com as entrevistas que dá pra mídia, que rejeita a maioria dos convites para podcasts ou webshows, e que revisa várias vezes cada tuíte que manda, para que não possa ser mal interpretada, pois tudo que ela diz e faz é analisado com lupa pelos inimigos: "Todo dia eu vejo meu trabalho ser distorcido por milhares de homens determinados a me destruir e me silenciar". 
Nos dois vídeos, os comentários estão desabilitados, e creio que você consegue adivinhar porquê. Porque o YouTube atrai alguns dos piores comentaristas da internet (vá a qualquer vídeo em que eu apareça para ter uma amostra ínfima do que esses caras têm a dizer): mascus, reaças, neonazistas, preconceituosos de modo geral. 
Na vida real, felizmente, as pessoas não são assim. Por isso que "comentarista de portal de notícias" (ou da internet em geral) virou sinônimo de alguém que vai falar uma besteira odiosa muito grande. Mas é bom fincar o pé na realidade. Se a gente se basear no que lê online, vai pensar que todo mundo é contra as cotas, contra o Bolsa Família, pró-golpe militar, e a favor da pena de morte (principalmente pra Dilma). 
Vou dar um exemplo minúsculo, mas que é todo meu. Como já mostrei aqui algumas vezes, recebo doses diárias de insultos, ameaças e ódio em geral (recebo muito carinho também, não posso negar). Porém, de 2011 pra cá, já dei mais de 130 palestras presenciais em várias universidades por todo o país, e sabe quanto ódio enfrentei nelas? Isso mesmo, zero. Sou super bem recebida. 
Larissa, que conheci em Recife,
me abraça em Niterói
E isso que vez por outra leio relatos de algum mascu ou reaça que foi a uma palestra minha (os comentários acabam sendo "Ela é muito mais simpática do que eu pensava", ou -- calafrios -- "Fui lá no fim, abracei ela, e ela foi um doce comigo, claro que não falei que faço parte de um grupo que planeja seu assassinato; se eu tivesse falado, talvez ela tivesse me tratado de outro jeito". É, talvez)
Eu diria que 95% do pessoal que faz esses discursos de ódio online não tem coragem de repeti-los cara a cara, mostrando seu rosto e seu nome. Eles se valem do anonimato para serem corajosos. Tem uma palavra pra isso: covardes. É muito fácil xingar meninas e mulheres de barangas e não mostrar a sua face, que decerto deve ser linda. É fácil ameaçar mulheres de morte e de estupro, confiando na impunidade, e, se descoberto, apelar para o velho "Era só uma piada!". É fácil se unir a uma horda raivosa e repetir preconceitos sem pensar. Difícil mesmo é mudar o mundo.
Parte do auditório lotado na UFF
A palestra mais recente que dei foi nesta última quinta, na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, em Niterói. As incríveis Larissa e Mel me acompanharam na mesa para falar de cyberbullying, pornografia da vingança e objetificação. Sucesso absoluto, auditório lotado, inclusive repleto de homens. Pra minha fala, selecionei algumas das ameaças que recebo, e que são justificadas por quem as manda como 1) piadas, 2) você ataca homens, sua feminazi misândrica, então tem mais é que ser atacada mesmo, 3) pare de se vitimizar, 4) você não aceita críticas construtivas.
Larissa, eu, Mel e Yasmin, na UFF
Li algumas dessas "críticas construtivas" para o público. É importante falar, porque a vasta maioria das pessoas não têm a menor ideia do nível de ódio dessas ameaças. E elas precisam saber. Precisam ver que você é jurada de morte por combater opressões. Ser ameaçada de morte e estupro meramente por ser mulher e feminista só prova o quanto o feminismo ainda é fundamental. 

55 comentários:

B. disse...

"mas felizmente, na vida real, não é assim".

Bom, podem me chamar de pessimista, mas eu conheço gente mascu na vida real; Hlemns e MULHERES. São de carne e osso, não são só "de internet"e tampouco escondem a cara.
Tem a guria aqui que ja citei, que não contrataria mulher pq menstruam e acha que por causa da biologia devemos ganhar menos. E tem outra que se acha a palhaça, xinga todo mundo, se faz de engraçadinha, mas é a mais reaça de todas, é machista pra cacete, ama o machismo, bate palminha pra tudo o que homem diz...E o discurso dela é digno de mascu, até as palavras usadas são parecidas.

Eu tb achava que o mundo era lindo, quando eu tava na faculdade, ia nas palestras e vivia naquele mundo em que a galera era mais feminista, mais cabeça aberta, mais sem preconceitos. Saí da faculdade e a "vida real" (não sei se me fiz entender) tem MUITA gente escrota, que quer SIM ver mulher que aborta morrer. Mulheres inclusive, antes que venham me jogar a carta da "sororidade".

Jonas Klein disse...

Olá Lola.


Sabe vendo o que aconteceu com Monica, mostra o quanto as mulheres desde criança precisam ser fortalecidas psicologicamente, pois uma pessoa realmente forte psicologicamente, jamais sequer pensaria em suicídio, por causa de comentários como os que fizeram contra ela.


Quanto Anita acho que ela se não procurou um ainda, esta precisando procura ajuda psicológica, pois da par ver que este mar de criticas e ofensas pessoais, já esta afetando a estrutura psicológica dela.

No mais, eu digo nunca baixem cabeça, pois quanto mais fracos nos mostramos ser, mais os inimigos são agressivos, pessoas que são visivelmente inabaláveis diante de criticas e ameaças, são as que menos são atadas.

Boa tarde

Anônimo disse...

Admiro muito o trabalho da Anita Sarkeesian, como mulher gamer que sou é muito importante ver uma pessoa tão corajosa lutando contra o machismo no mundo da cultura pop, especialmente no mundo gamer que muitos homens juram de pés juntos ser bem mais "aberto" do que os demais.

Será mesmo?

Eu jogo online desde os meus 14...15 anos, e tudo que recebi de jogadores homens foi ódio e preconceito, você não pode ter um item considerado raro ou melhor, com certeza você não o conquistou jogando honestamente, de alguma forma você trapaceou.

Alguns vão te acusar de ter "usado" algum "nerd gordo e carente" para que ele te ajudasse a conquistar o item ou até mesmo ganhar em troca de uma foto ou de peitinhos na cam.

Outras vezes vão te acusar de aceitar facilidades de outros jogadores e depois sumir, ou então vão dizer que a culpa é sua por algum jogador estar te stalkeando, oferecendo "vantagens" em jogar com ele, tudo em troca de sexo. Não adianta você bloquear o infeliz, ele vai descobrir seu email ou seu perfil nas redes sociais e vai te perseguir até que você perca seus poucos amigos, por que ele vai fazer de tudo para que todos pensem que a vítima foi ele, pobre coitado que se "apaixonou" por uma manipuladora.

Quando não duvidarem da sua capacidade de progredir no jogo, vão te dizer que você joga mal, que atrapalha as partidas simplesmente pq é uma menina, "afinal mulheres não sabem enxergar em três dimensões" ou que "mulheres não tem tanta coordenação motora" quanto os homens.

Não importa que você tenha o level mais alto da sua guilda, ou que seu char salve o grupo e dê o hit avassalador no Boss, você só vai conquistar feitos nos jogos pq tem "sorte", nunca será fruto da sua capacidade, do contrário você é só um estorvo...

Ou pior, você é mera distração.

"-Droga, pq tem que entrou essa menina na sala? Só serve para distrair os 'brothers'" vão te dizer em aberto, na esperança de você se envergonhar e sair da sala, da sala aberta, da sala que você não tem direito de usar só pq é mulher.

Mas se alguém diz "Se você joga mal quando tem uma mulher na sala, talvez a culpa é sua, deixe ela em paz e foco no seu jogo", essa pessoa também será convidada a se retirar da sala, ou então será quickada mesmo, sem aviso prévio se algum dos machinhos mimosos tiver essa opção.

Se você for além de consumidora de jogos, for uma desenvolvedora, a sua situação não será diferente.

Terá que aceitar um salário menor, as vezes equivalente a de um estagiário homem ou de um júnior (sendo você já sênior). Além da mão de obra barata, você será vista apenas como "um peão", suas idéias vão todas pra gaveta e só vão sair de lá se algum homem resolver citá-la na reunião de briefing.

Advinha quem vai ganhar aquela promoção que você tanto almeja por causa da sua idéia? Pois é.

Também vão dizer que mulheres protagonistas não vendem jogos tão bem quanto homens (ao menos que seja um jogo de luta com mulheres de biquine, oi DOA 5, estou falando de você).

Se esquecem que o capitão Shepard, (um dos personagens mais Badass da história dos games) foi totalmente desenvolvido para ser uma....mulher. Claro que isso foi alterado de última hora, pq não ia ficar bem na capa do jogo...uma mulher.

Fora tantas outras mulheres na história dos games que tiveram suas identidades camufladas, só para não chocarem os fãs homens, (de oh meu deus) da vergonha de ter uma heroína como modelo de bravura.

Gamer revoltada.

Joane Farias Nogueira disse...

B. O pior de tudo é que elas acham que sao superiores. So um sociologo, psicologo p explicar melhor o q pressao de grupo faz com as pessoas. E so Deue sabe o qto essas meninas devem ser infelizes a ponto de terem q se encaixar nesses pensamentos por pura coercao. Se elas ficam do lado, parece haver uma chance de ser poupada da violencia de genero. O problema é , agora, vc mesma esta se infringindo isso. Me lembro d qdo eu achava q mulheres eram estupradas por causa da roupa. E e do alivio q sentia por achar q isso nunca aconteceria comigo.

Anônimo disse...

Os protestose de 15 de março mostraram que não é só na Internet que as pessoas não apoiam a Dilma. Sua impopularidade é geral, só quem é militante xiita que não quer ver.

Raven Deschain disse...

Eu concordo com a B. Ouço todos os dias, de mulheres, como mulher é irritante, hj mesmo... Uma senhora dizendo que ela não é "muito mulher", pq estávamos comentando da ex-mulher de um colega que tentou colocar fogo na casa no fim do relacionamento. Quer dizer, "ser mulher" pra algumas dessas mulheres é ser uma louca alucinada? Ser homem seria oq? Deixar o parceiro ir embora de boa? Há! Nunca vi.

Ouvi hj que as meninas que estavam de regata e vestidos eram periguetes que não sentiam frio (é, tá frio). Fora os homens nosso de cada dia. Enquanto essa mulherada for babaca, cretina e infeliz dessa maneira, não adianta querermos "educar" homem nenhum.

E anonimato, cara, isso aí é uma merda. Simplesmente não devia ser permitido. Cada conta deveria ser checada.

Muito linda essa Lewinsky.

Anônimo disse...

2) você ataca homens, sua feminazi misândrica, então tem mais é que ser atacada mesmo

E isso é mentira? A cara de pau de vcs é grande,não falta gente na net que foi atacado por uma feminista por ousar discordar dela e com provas,prints(mas é bem provável que se vcs virem alguns prints desses,tentem provar que é mentira,dizendo que é armação de mascu).
Aqui mesmo acusaram alguns homens ,com a prova incontestável da denúncia anônima.Que dirá Adrilles,acusado de ser stalker,no qual a única prova era a garantia de haver provas mas que não podiam mostrar,conveniente e sem sentido,quer ferrar alguém mas n quer provar que está falando a verdade.
No mundo onde vcs vivem,vcs podem xingar e falar qualquer merda sobre qualquer um e esperam respeito em troca.No mundo real,se você respeita os outros,merece respeito.

Ana Carolina Serrao disse...

É bizarro mesmo. Já discuti com colega de que acha que mulher que aborta é uma safada sem vergonha que merece apanhar pra aprender uma lição , ou até morrer. Gente que acha que a roupa da mulher que v provoca o estupro e muito machismo por parte de mulheres que vivem a puxar saco de homem para conseguirem benefícios. E sentem raiva de mulheres independentes e livres. É muito complicado mesmo ser "a differente"

Anônimo disse...

"É fácil se unir a uma horda raivosa e repetir preconceitos sem pensar. Difícil mesmo é mudar o mundo."

Ai Lola, que linda <3

Anônimo disse...

Jura que há mulheres machistas?
Há pobres que odeiam pobre, vários oprimidos que odeiam os próprios oprimidos e almejam tornar-se o opressor, sem se tocar disso.

Não estou dizendo que somos todas coitadinhas vítimas, eu às vezes chamo de ignorância mesmo. Pq tem vezes que passa dos limites, tipo aquela "acidgirl". Não sei o que se passa na cabeça de uma mulher que fala aquelas coisas. Ela é namorada do Edu Testosterona, dono de um dos canais mais misóginos do Brasil. Um mero fantoche dele. É aquela "cool girl", que não é como as outras mulheres. Mas sem ultrapassar os limites: não é fresca, mas tbm não é relaxada. Bebe cerveja, mas não tenta competir com os machos. Resumindo, ela é diferente, mas sabe se colocar no seu devido lugar.

E tem que ser muuuuuuuuito tapada, ela já é um caso perdido. E tem milhares de mulheres que a idolatram.
Pra essas, a minha cota de sororidade já estourou faz tempo!

Anônimo disse...

Queria ter ido a sua palestra. Estava por perto até, mas tinha aula e não podia ir. Quem sabe na próxima? Espero que apareça mais vezes na UFF.

Qt ao ciberbullying, tenho a impressão de que o ódio na internet aumentou demais nos último tempos, pelo menos no Brasil.
A falta de respeito tá enorme e não só com mulheres, mas para qualquer minoria.
Fico mais no facebook e diariamente vejo discursos de ódio contra pobres e negros e mulheres. E agora com essa onda reaça, ódio contra quem é de esquerda ou não acredita em que o pt saindo tudo vai se resolver.
Tenho uma página e inúmeras vezes fico deletando e banindo comentários e gente preconceituosa. Tá um horror.
Há um tempo fui tirar dúvidas sobre pessoas de um determinado país pq saio com uma pessoa desse lugar e queria saber de mais informações sobre. Sofri agressão verbal e humilhação além de zombaria. Tudo gratuitamente.
Vejo conhecidos a todo momento, incluindo parentes e parentes de amigos próximos, soltando mil comentários de puro ódio sem razão nenhuma.
E tipo, pra que tudo isso? As coisas tão chegando num patamar assustador de intolerância e falta de respeito e empatia com o próximo.
E se você ousar a reclamar ou se indignar, te acusam de estar se vitaminizando, de tá sendo preconceituoso contigo mesmo e de que só quer aparecer.
Tá horrível esse mundo!

Anônimo disse...

Até na FACULDADE, ta tendo uma epidemia de reaças. Hoje mesmo, estava dando a primeira aula(sim, a primeira semana foi hoje por causa de uma greve de 4 meses no passado) e pedi para todos os alunos se apresentarem e explicarem porque decidiram esta matéria optativa, ele disse que foi só pra "tapar uma janela" e que sempre preferiu pegar optativas mais técnicas, porque as matérias de humanas são sempre "doutrinação esquerdopata"(sic), nisto, já comecei a ficar esperta e pude observar, que ele ficava sempre no notebook, a aula inteira, fui para perto dele e ele não estava nem ai pra aula. Estava programando. E parece não ser coisa da faculdade, ou seja, ele se inscreve numa optativa porque precisa de carga horária mínima em humanas e não presta a mínima atenção.

Depois disto, voltei pra frente e comecei a falar da ementa e logo logo comecei a falar da recente lei do feminicídio, perguntei a um aluno aleatório sobre isto e em seguida, perguntei a ele. Para minha surpresa, mesmo completamente distraido com o trabalho dele, ele ainda conseguiu acompanhar a aula e me disse que a lei coloca a vida das mulheres acima da dos homens, que os homens são a enorme vítima de homicídios e como o "bostil"(sic - Saquei que se tratava de um mascu pelo termo) é o pior lugar para se viver, campeão em homicídios, mesmo com uma população 6 vezes menor que o segundo colocado.

Deveria ter encerrado tudo ai, mas perguntei a ele o que ele pensa do fato de mulheres ganharem menos e ele ironizou "Se eu posso contratar uma mulher pra fazer o mesmo que um homem e pagar menos, pra que vou contratar homens?", voltei normalmente a ter aula, mas fiquei pasma. Nunca havia visto um reaça deste nível pessoalmente. Só pela internet.

O motivo pelo qual existe tantos reaças foras da faculdade, é porque eles não tem conhecimento do material teórico necessário. Deveríamos instruir todos a aprenderem desde o ensino médio, assim teremos menos reaças.

Nyu-chan disse...

"É importante falar, porque a vasta maioria das pessoas não têm a menor ideia do nível de ódio dessas ameaças. E elas precisam saber. Precisam ver que você é jurada de morte por combater opressões. Ser ameaçada de morte e estupro meramente por ser mulher e feminista só prova o quanto o feminismo ainda é fundamental. "

Exatamente isso. Quando há matérias que discutem o machismo, vem uma enxurrada daquilo que foi apontado e reforçam mais ainda a questão da matéria que foi levantada. As pessoas que não acreditam que ainda exista machismo e preconceito deveria ler os comentários que além de você, Lola, todas as outras moças recebem só por falarem do machismo, sexismo e qualquer tipo de preconceito. Afinal, como eu li em algum lugar (hoje, inclusive, só não lembro onde), a internet é o local onde os indivíduos podem postar seus pensamentos mais podres, já que na vida real eles sabem que seriam rechaçados e, dependendo do que for, presos.

Ou internados, já que muitos aparentam ter problemas sérios sobre a sociedade.

Julia disse...

Jonas, seus comentários aqui são completamente desnecessários. O problema não é a fragilidade psicológica dessas mulheres, seu idiota.

Julia disse...

Quero ser amiga de todas essas feministas que atacam babacas por essa internet a fora. Tem que ter mais de nós por ai, estamos em número insuficiente.

Jonas Klein disse...

B, este relato que você fez e tão absurdo, que me deixo ate na duvida sobre veracidade dele, mas de qualquer forma vou parti do ponto de vista que você esta dizendo a verdade.


Sabe eu apelidei este tipo de mulheres que você cita, de IDIOTAS UTEIS a serviço do patriarcado, eu digo isto pois são tão idiotas quanto qualquer cara machistas, e acabam sendo super uteis a estes, soque ser machista não trás vantagem nenhuma para mulher, ate estas mulheres podem ter algum ganho defendendo patriarcado, mas quando estabelecida relação custo beneficio disto, elas saem sempre no prejuízo, e o patriarcado sempre sai no lucro, em comparação com elas e claro, pois ser machista nem pra homem e lucro.


Eu espero que estas mulheres ai que você cito nunca façam nada daquilo que elas são contra publicamente, pois provavelmente nem mãe delas vai fica do lado delas, os amigos machistas delas muito menos.

Agora este fato mostra o que movimento feminista erra ao tenta acaba com machismo por parte dos homens, sem fazer as mulheres deixarem primeiro de serem machistas, pois mulheres machistas se casam com homens machistas formam famílias machistas, e assim vai se perpetuando o patriarcado.


Eu disse e vou repetir enquanto o movimento feminista não repensas as suas estratégias, não vai atingir seus objetivos.

Anon 19:52, mais trollzinho revoltado detectado com sucesso.

Mas Lola pra publica este comentário idiota, se você sabe que isto não agrega nada para o seu blog, to achando que
Lola publica estas coisas para ver circo pega fogo aqui nos comentários.

Anônimo disse...

Anonimato é otimo.
Força as pessoas a discutirem ideias ao invés de atacar/perseguir pessoas.

Lidiany CS disse...

Lola, já cortei relações com um parente meu por que ele dizia coisas do tipo mascu em seu próprio perfil e afirmava essas coisas pessoalmente também. Ele é evangélico e teve uma criação machista por parte do pai que conta com o apoio e submissão total da mãe. Eu e minha irmã sentimos pena dele, porém não fazemos mais contato, pois ao tentar mostrar como ele estava equivocado( assim como seu pai e sua mãe) fomos vistas como pessoas ruins, somente pelo fato de sermos feministas.

Vc e a Anita são exemplos de como o ativismo online pode influenciar pessoas e mudanças na nossa cultura misógina.
Sinto uma dor no coração só de imaginar o que a Mônica deve ter passado, ainda lembro das piadas idiotas do Casseta e Planeta toda semana com o caso dela.

Raven Deschain disse...

É mesmo anon? Então me explique pq são justamente anônimos e/ou fakes que sempre atacam/perseguem pessoas na internet?

Anônimo disse...

Viu Raven?
Você foi obrigada agora a questionar a minha afirmação ao invés de atacar a minha pessoa.
Você ainda tentou distorcer o que eu disse, dando mais ênfase à palavra 'perseguição' do que a apelação para a ofensa pessoal, tão comum entre os debatedores da esquerda.

Death disse...

Estes mascus babacas (pleonasmo), só ficam valentes em grupo e de preferência em anonimato. Por isso acho importante tentar identificá-los e expôr suas idéias individualmente, é uma boa maneira de coibir o comportamento agressivo deles.

Aqui no meu trabalho tem um grupo de uns 3 infelizes desse tipo, quando as mulheres começaram a expor cada comentário isoladamente para todo o grupo de trabalho (inclusive fazendo queixas formais), os valentões vêm diminuindo bastante as piadinhas e demais abusos.

B. disse...

Ihh, Jonas, entendo o quer dizer, e queria muito que fosse mentira ou exagero meu, mas não é. Imaginem um mascu, desses que atacam a Lola. Mas é uma mulher. Já pensou?

Nos grupos feministas da internet, o que mais tem é a negação do machismo que vem das mulheres. O que mais se fala é: "não existe mulher machista, e sim a que reproduz o machismo", ou seja, meio que o machismo da mulher é inócuo, sabe?

Raven Deschain disse...

Seeeeei. Vc não me respondeu.

Além do mais, oq me impede de dizer: vai se foder, anon. Vc é um babaca. Ao invés de: vai se foder, João da Silva. Vc é um babaca.

Estou atacando e perseguindo da mesma forma não?

Só que diferente de anônimos da net, eu me identifico. Curitiba é um cu. Se procurar, me acha.

Anônimo disse...

Dolores! dolores!

Voçe naun acha mesmo que engana as pessoua todas que saben que vc tem um exerzito de fakes que saun bancadas por vc com seu salário de gente rica que vc vai toda mês e manda elas atacar os cara na internet, inclusive várias vez foram zoadas e voce secretamente por DM manda suas estagiárias (estagiotárias), vc diz que naoun tem tempo pro seu blogue, mas ten tempo para mandar suas amazonas misândricas atacarem todos na internet.

PS: Só voçe escreve "blogue" em toda blogesfera.

ass: anonimo (haha chupa essa, naun tem como saber quem sou eu)

Anônimo disse...

Diva

Poxa anônimo babaca, machista e homofóbico de 12:06

Fala pro meu ex marido, ex namorados e atual marido que meu feminismo serve pra pegar "mocinhas imaginárias". Meu caro vai pra PQP!!
Machismo é a forma mais eficaz que imbecis preconceituosos usam para fazerem menininhas terem baixo alto estima, uma grande dependência e se contentarem em com qualquer lixo misógino que aparecer pela frente tipo...vc você!

Anônimo disse...

De fato a Monica pagou um preço bem alto com essa aventura sexual, mas até hoje me pergunto porque raios uma mulher guardou o vestido usava no dia da relação e que continha vestígios de sêmen? Sem dúvida ela teve um propósito nisso. A Hillary que foi não teve nada com o caso que teve teve que escutar os detalhes do ato em pleno tribunal.
Ou seja a moça não foi tão inocente assim.

Anônimo disse...

Não sei quem disse que a carta da sororidade estourour.; estou assim também. Não adianta educar os homens se as proprias mulheres se subjugam.

Como a amiga da B, não contrata mulher porque menstura? Cuma? Ela falando isso está ganhando o que? B, pergutna pra ela e volta aqui contar pra gente, porque eu não acredito que tem mulher estupida assim no mundo. Espero que ela ainda não esteja no mercado de trabalho,e que mude de ideia depois. Cretinisse pura.

Lembro de uma colega de trabalho que sempre dizia que detesta ter chefe mulher, porque todas as detestavam. Perguntei : " se todas te detestam, de repente o problema vem de vc, não? porque eu tb tenho chefe mulheres ( trabalhamos juntas) e nunca tive problema nenhum".

Ou quando psotaram agora no Face book para os da das mulehres: mulher é heroina, aguenta sapato de salto e amiga falsa. Para todas que postaram isso ia e comentava: " serio que vc eh falsa? Achava que eramos amigas".

As vezes as pessoas falam por falar, sem refletir um minuto. So precisam de uma sacudida para repensar os conceitos de merda.

yara

Kittsu disse...

hahahaha ninguém sabe quem é o arnold nos comentários! que comédia, meu.
Agora: amazonas misândricas? Taí um nome muito supimpa. vou usar isso em algum lugar. A partir de hoje, tenho uma banda e o nome é Amazonas Misândricas.

B. disse...

Yara: nem precisei perguntar, uma outra menina perguntou e ela falou que não gostaria de contratar mulher, pq mulher menstrua, tem cólicas, o rendimento baixa, etc. Por causa das funções biológicas, ela acha que devemos ganhar menos. Pra piorar, ela é bolsonarete assumida. E evangélica radical.

E ela JÁ está no mercado de trabalho há bastante tempo, é microempresária.

Anônimo disse...

Anonima de 23 de março de 2015 22:16.

"ele disse que foi só pra "tapar uma janela" e que sempre preferiu pegar optativas mais técnicas, porque as matérias de humanas são sempre "doutrinação esquerdopata"(sic), nisto, já comecei a ficar esperta e pude observar, que ele ficava sempre no notebook, a aula inteira, fui para perto dele e ele não estava nem ai pra aula. Estava programando. E parece não ser coisa da faculdade, ou seja, ele se inscreve numa optativa porque precisa de carga horária mínima em humanas e não presta a mínima atenção."

Ué. Grande coisa, o pessoal de exatas é obrigado a fazer matéria inútil e vocês acham que ele têm que ficar prestando atenção nessa baboseira?

"logo comecei a falar da recente lei do feminicídio, perguntei a um aluno aleatório sobre isto e em seguida, perguntei a ele. Para minha surpresa, mesmo completamente distraido com o trabalho dele, ele ainda conseguiu acompanhar a aula e me disse que a lei coloca a vida das mulheres acima da dos homens, que os homens são a enorme vítima de homicídios e como o "bostil"(sic - Saquei que se tratava de um mascu pelo termo) é o pior lugar para se viver, campeão em homicídios, mesmo com uma população 6 vezes menor que o segundo colocado."

Ahh, ele é mascu, só porque sabe que este país é cheio de problemas e não dá oportunidades.

"perguntei a ele o que ele pensa do fato de mulheres ganharem menos e ele ironizou "Se eu posso contratar uma mulher pra fazer o mesmo que um homem e pagar menos, pra que vou contratar homens?""

Esse cara. Seja esse cara.

Ele mandou muito bem. E aparentemente, ele é um programador, o que mostra que ele é bem mais inteligente do que a senhora, que só dá aulas de humanas.

Luigi Paulo.

Raven Deschain disse...

Kittsu, é nóis! Eu fico na bateria.

Luiza disse...

Luigi não tem vergonha de rebater seus próprios comentários?

E o Brasil é o 11º em taxa de homicídios. E isso analisados o número comprado com 100.000 habitantes.

Antes de inventar comentários pense em como a professora saberia que ele estava progamando? Eu não lido com computadores e se visse alguém fnprogramando não saberia o que era

Anônimo disse...

Nossa, peraí! O cara não foi agressivo. Dá pra discordar sem xingar de idiota? Acho que dá.
Mariana

Anônimo disse...

Que pena que ela micro empresaria e não depende do salario do patrão... mas olha, conta para ela essa hisoria:

Mina irmã trabalhava num call center, grande mioria mulher. Ai um dia o chefe deu a louca, falou que mulher faltava para ir buscar o filho na escola, e levar no medico, e nõa sei o que. COmeou a contratar mais homens. Que faltavam por: ressaca, acidente de carro, briga na rua.

voltou a contratar mulheres.

Palhaça essa tua amiga. Deve ser o tipo que acha que homem bom é homem que "ajuda coma faxina, e até troca a fralda do bebê"

yara

B. disse...

"Palhaça essa tua amiga. Deve ser o tipo que acha que homem bom é homem que "ajuda coma faxina, e até troca a fralda do bebê"


ACERTOU. Mas ela é mais daquelas que faz tudo sozinha e se orgulha de ser uma boa mulher cristã. Ama o Bolsonaro e concorda 100% com aquela proposta dele de que mulher tem que ganhar menos pq tem licença maternidade.

E por favor, não diz que ela é minha amiga. Quero ver bem longe.

Anônimo disse...

Quem falou pra voçes que eu sou o Arnold? Bando de burras!

MAs, se eu foçe o Arnold prosessava voces por usar um nome que ele inventou e sô ia esperar a banda fazer muito shows dai tacava um adevogado encima.

Mas isso sim eu façe o Arnold é claro. Como naun sou eu naun vou fazer isso.

Anônimo disse...

Muito obrigada por ter vindo à UFF! Foi muito enriquecedor e a repercussão entre os estudantes foi a melhor possível.
Beijo,
Yas.

Mila disse...

O que a gamer revoltada diz é a mais completa verdade. O meio nerd é um dos mais machistas e misóginos que já tive o desprazer de estar.
Meu primo joga com a minha conta e com a conta dele. Ele é um jogador relativamente habilidoso e procura deixar as contas mais ou menos equilibradas em questão de itens. Mas por "alguma razão desconhecida" só a conta feminina dele é chamada de vagabunda ou coisas piores quando ele joga.

Denise Marinho disse...

Hahahah! Se for sambão eu canto! "Amazonas Misandricas"... Imagino até o figurino!

Anônimo disse...

Gosto mt desse blog. Os posts são ótimos, os comentários tbm. Adoro oq a Raven escreve, seus comentários são mt bons. Agora essa Júlia, putz!!! Que guria mais chata! Parece uma criança mimada, ofende todo mundo e jura que contribui c alguma merda. Dá até dó...

Denise Marinho disse...

Lola e meninas que são engajadas: alguma fonte onde eu possa aprender sobre sororidade?

Vendo esses comments, tô muito em duvida sobre como viver esse conceito na minha vida. Essa coisa de q mulher se odeia é realidade ainda :( há muitos anos resolvi sair dessa briga (ja q eu faço tudo "errado" mesmo, pelo menos me livro de mais um comportamento q nao faz sentido), mas... muitas vezes as outras meninas acham q podem me destratar por isso.

Como eu explico que a gente não tá num "the bachelor" o tempo todo? Que a gente pode sentar numa mesa pra tomar uns chops sem uma ter que ficar "mostrando que é melhor" q a outra?

lola aronovich disse...

Não fale mal da Julia, anon das 15:15! Adoro a Julia!

Anônimo disse...


Eu pago o preço todos os dias pelas minhas convicções, porque acredito que a homofobia, o racismo e o machismo andam juntos frutos desta sociedade patriarcal.
Mas sinceramente vamos parar de discutir com os mascus, porque eles não vão mudar, jamais vão aceitar as nossas vitórias, devemos lutar que as leis passem a nos proteger, como a lei Maria da Penha e agora a lei do que aumenta a pena do femicídio, agora devemos lutar para melhorar os salários, porque estes homens não vão mudar. Vou contar um caso que demonstra o machismo, tenho uma amiga casada com um filho, assim que o menino cresceu um pouco, ela voltou a estudar, formou- se e passou a trabalhar na área com um salário legal, todos na família a condenaram insinuando quem tinha que ter estudado era ele, sendo que ele nunca interessou- se em estudar

Anônimo disse...

Trabalho num meio exclusivamente feminino e lido com o que a B. descreveu TODO dia.

Os temas: dieta, Deus e fofoca sobre o casamento alheio. Isso quando alguma não insiste em falar mal da Dilma/PT ou de alguma moça morta por causa de aborto (claro que Deus quis, porque é pecado fazer aborto) ou por trair o marido (claro que está certo, mulher tem se dar o respeito).

A gente quer achar que só homem pode ser escroto, mas não. Muita mulher faz isso CONSCIENTEMENTE.

Anônimo disse...

Eu também quero!!

Julia disse...

Mariana, da pra discordar sem xingar mas eu não quis. Olha que legal.
O Jonas é um grande imbecil.

Julia disse...

Sei nem o que dizer.
Obrigada, Lolinha.

Anon, podia ter ficar sem essa :D

Anônimo disse...

Denise
Oi, vc tem perfil no facebook? Lá tem várias páginas feministas q tratam sobre sororidade, como a frieda explica e empodere duas mulheres. E tem grupos tbm, só dar uma procurada

Anônimo disse...

denise, vou falar de como eu vejo sororidade: " para mim é ajudar uma mulher quando preciso, nõa pensar que "essa vaca està querendo roubar seu namorado", não falar que prefere homens a mulheres, nõa falar que mulher é tudo falsa... para mim sororidade é: tratar os outros como seres humanos e nõa "detestar antes de conhecer". So isso mesmo.

Agora, tem pessoas que eu não gosto DEPOIS de conhecer. Como disse, algumas muitas pessoas não concordam comigo, mas eu não tenho sororidade com uma mulher que fala que não contrata mulheres, ou que acha mulher tem que lavar a louça enquanto o homem vê tv. Vou tentar questionar, explicar o ponto de vista. Mas se ela achar memso que homem estupra porque " a vadia pediu", aí mando a merda memso.

Sororidade sim. Tratar gente cretina como "irmã" porque a "coitada não é machista, é uma vitima do machimo", não me desce.

B. disse...

Minha visão sobre "sororidade" é a mesmíssima do anôn 13h24...incrível, tirou as palavras da minha boca.

Aliás, o que acham disso de "não existe mulher machista, e sim a que reproduz o machismo"?

Bizzys disse...

Respondendo a B:

Eu concordo com a frase "não existe mulher machista, e sim a que reproduz o machismo". Por quê? Fazendo uma analogia, você diria que um negro é racista? Existem sim negros que "não gostam de preto", que preferem se relacionar com pessoas brancas, que acham que "preto é ladrão"... E o quanto eles se beneficiam com isso? NADA. Só ajudam a reforçar um estereótipo opressor para eles mesmos.

O mesmo com as mulheres. Sim, muitas mulheres tem atitudes machistas, igual à sua conhecida, e podem até se beneficiar disso por um tempo (afinal, somos sim criadas para querer ganhar biscoitinho do patriarcado), mas na primeira escorregada, acabou: a sociedade inteira vai cair em cima dela e usá-la como exemplo de como as mulheres não devem ser. Isso, pra mim, não é benefício nenhum, mas tem gente que não enxerga e talvez não enxergue nunca.

É revoltante ver mulheres agindo contra elas mesmas, mas eu ultimamente só sinto pena. Uma hora ou outra elas vão aprender. Um exemplo que aconteceu recentemente: em uma página feminista do facebook, um cara foi exposto falando que "estuprava mesmo" e outras coisas. Várias mulheres foram avisar a namorada do cara, e o que a garota fez? Defendeu ele. Disse que ele a tratava feito princesa porque ela ~merecia~. O problema é que um dia ela vai deixar de merecer, e aí?

Eu concordo com a maior parte do que a anon das 13:24 escreveu, mas sororidade não é "tratar uma cretina feito irmã porque ela é vítima", e sim entender que essa mulher, por mais cretina que seja, é sim vítima do machismo, e se dispor a ajudá-la se um dia ela quiser/precisar. Não precisa tentar pegar pela mãozinha e ensinar o bê-a-bá do feminismo, mas é bom lembrar que a maioria de nós não nasceu feminista - a gente já foi bem cretina também, porque fomos ensinadas a ser, isso é o certo para a sociedade, é difícil ir contra.

Não querer conviver com mulheres assim, ok, eu entendo. Eu evito também. Mas usar as atitudes delas para dizer que "as mulheres é que são as mais machistas", "as mulheres são as que mais julgam", não ajuda nenhuma de nós. (Não estou dizendo que você faz isso, B, mas já vi muita gente fazendo e, sinceramente, culpar a mulher pelo machismo da sociedade pra mim é bem desonesto).

Anônimo disse...

B e Bizzys, eu sou a anônima da 13h24...

Bizzys, eu entendo sim o seu ponto de vista. Mas desculpa, tem sim mulher machista, como tem negro racista (porém, muito menos. como uma mulher pode falar que lugar de mulher é na cozinha e se beneficiar disso? Pra mim é muita cretinisse.

Claro que uma hora ou outra a casa vai cair para o lado da mulher machista, igual essa que acha o namorado estuprador "trata ela igual uma princesa", mas posso quase entender, pq ela acha nunca ai ser estuprada. Mecanismo de defesa.

Mas; ver mulher chamando a isis valdverde da vadia, pq ela pegou o coitadinho e puro cauan, que era casado com a grazi. Acho que o que me irrita não é o fato de serem machistas, mas sim o fato de serem burras mesmo. Como vc pode incriminar uma mulher por ter ficado com o cara? Caramba, é claro que e um dia ela vai passar por isso. Ou a outra no Facebook esse dias dizendo que virgens tem mais valor. Uma mulher no virgem dizendo isso. Como pode? COMO PODE?

Sororidade mil, para quem quer ser ajudada. mas não sou "soeur" coisa nenhuma com mulher que fala que não contrata mulheres. pOrque se não é reciproco, não tem sororidade.

Vamos tentar explicar, questionar e tal.. mas tudo tem limite.

yara

Anônimo disse...

ah, e essa histoira do "não é machista, é oprimida pelo machismo", é viagem. Eh igual falar: nõ gosto de preseunto, gosto de queijo. Uma coisa não impede a outra.

Eu também sou oprimida pelo machismo. Mas não acho que mulher solteira que fica com homem casado uma vadia que estragou o casamento do homem.

SO para falar: ok, essas mulhres são sim oprimidas pelos machismo, mas não impede queo resutlado é: elas são machistas SIM. E assim como tento mudar homens machistas dentro do meu possivel, tento mudar mulheres. Mas tem um limite que nem um, nem outro podem ultarapassar antes que os mande a merda. a vida fica mais leve.

yara

Anônimo disse...

Eu trabalho só com homens e lá é igualzinho.

Anônimo disse...

O machismo não precisa implicar em algum benefício para uma mulher ser considerada machista, se ela possui atitudes machistas então ela é machista, simples assim. Imbecilidade não escolhe raça, gênero e nem sexualidade, vamos parar de relevar pessoas imbecis apenas pq são mulheres.