terça-feira, 31 de março de 2015

GUEST POST: MINHA DECEPÇÃO COM A UNIVERSIDADE

A P. trabalha como servidora numa das universidades mais conceituadas do país, onde se formou. E ela não está contente, como narra neste relato:

Lola, em primeiro lugar, gostaria de dizer que nos últimos cinco anos tenho aprendido muito lendo seu blog. entendi muitas coisas, conheci outras que nem imaginava que existiam. 
Mas, em vista do que li nos últimos dias, gostaria de compartilhar minha experiência na universidade.
Sou formada em Letras por uma grande universidade pública, sonho que tinha desde que decidi me tornar professora. 
Claro que como aluna, conheci muitas falhas dentro do sistema universitário, mas hoje percebo que não sabia de muita coisa.
Há dois anos deixei de ser professora efetiva do estado, por vários motivos, como salário, falta de condições de trabalho, insegurança... Posso contar em detalhes os porquês um outro dia. Mas, enfim, passei num concurso e hoje faço parte do quadro administrativo da universidade. 
No começo, achei que minha tristeza se resumiria em abandonar a sala de aula. Infelizmente estava errada.
Acontece que percebi o nível de ignorância dos funcionários, especialmente com relação aos preconceitos dos mais variados tipos. E o pior é que a universidade contribui e ajuda para perpetuar essa ignorância.
Me deparei com ela logo de início, quando um aluno morreu durante uma festa e surgiu a discussão da polícia no campus. O que eu ouvi de frases como "universitário é tudo drogado", "se morreu é porque tava devendo" etc etc etc foi chocante. Sério, me deprimiu.
De lá pra cá, tantas coisas ocorreram que até tratamento pra depressão eu estou fazendo. Nunca pensei que a universidade pudesse ser um espaço tão preconceituoso, racista e misógino.
A última ocorreu agora, em março, nas comemorações do Dia Internacional da Mulher. Pra começar, as pessoas não sabem nada do porquê desse dia ser comemorado. Sério.
Exemplo de homenagem equivocada
e alienada
Bom, onde trabalho, há a distribuição de flores ou bombom por causa da data.  Nem adianta dizer que não concordo, mas como dizem por aqui, o que tá ruim sempre pode ser piorado. Temos uma funcionária trans e a grande discussão foi se ela devia ou não receber o bombom.
Não acreditei quando ouvi uma colega revoltada dizer "se esse homem for receber o bombom, eu não quero o meu. Eu tenho útero!"
A discussão sobre o bombom passou a uma discussão sobre identidade de gêneros, eu tentando fazer com que eles me ouvissem e pedindo pra que lessem sobre o assunto. Porque pra eles é tudo igual: gay, trans... fui hostilizada e ameaçaram inclusive o meu emprego.
Mas não acabou por aí. Essa semana me mandaram ler um livro evangélico sobre o casamento, pois ele ensina qual é o lugar da mulher. Disse que não leria esse livro de jeito nenhum e a resposta foi que sou muito feminista e talvez não sirva pra trabalhar lá. 
Acho muito triste que essas coisas aconteçam num lugar que deveria ser de aprendizagem, sem preconceitos, sem machismo. Os coletivos feministas organizados pelas alunas deveriam chegar a todas as funcionárias. 

46 comentários:

Anônimo disse...

Volto depois para comentar o post com mais tempo, mas já me solidarizo pela autora. Não trabalho em universidade e aqui também ouço todo tipo de pensamento preconceituoso, e tenho que ficar quieta para não arriscar o emprego.

O que eu queria falar agora é algo que não sei se já foi levantado... Lola, você não considera a possibilidade de comentários através do Disqus? Também não sei se é possível nesse tipo de blog, não entendo dessas coisas. Mas no Disqus fica bem mais fácil a interação entre comentaristas - evitaria esse "Anon das 21 h" etc. Não sei vocês, mas me perco legal com isso. Enfim, é só uma sugestão.
Até mais.

Anônimo disse...

E que nem todas as universidades, são progressistas, empoderadores, feministas e prafrentex como a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/03/27/interna_gerais,631781/trafico-ocupa-ufmg.shtml

Laryssa disse...

É complicado boa parte das pessoas são extremamente quadradas e ao invés de guardarem para si seus pensamentos preconceituosos acham o máximo dissemina-los.

Eu ultimamente finjo que não escuto cansei de ficar discutindo me estressando com gente assim, acaba que vc explica com toda educação que o mundo é diversificado e a pessoa só ouve o que quer e no fim vc que é a chata defensora dos oprimidos.

Paola disse...

Mas vc não é concursada? Pode ser até CLT, mas ninguém pode te mandar embora apenas por divergências de idéias não...
Vc precisa fazer algo grave, sofrer processo administrativo (para averiguação) e depois ser mandada embora por justa causa. Não é simples.
E se mesmo assim isso acontecer por um motivo pequeno, vc pode pedir reintegração de posse através da justiça, q normalmente concede.

Anônimo disse...

Quem DEIXOU as mulheres votarem e serem votadas foi o tempo, foi o desenvolvimento intelectual da epoca, quem no fim das contas lutou e assinou esses direitos foram os homens, assim como camponeses e negros tambem não podiam ser votados e quem mudou isso, veja você, foram sociedades capitalistas.
Se os homens não quisessem as mulheres não teriam conseguido nada na epoca, se colocassem o exercito na rua eles aia fazer o que? greve de sexo pra combater?
Quem idealizou o illuminismo foram homens, e foi implantado por homens, existiram inumeras grandes mulheres na historia da humanidade sem precisar de enfiar coisas religiosas no rabo ou dizer que todos os homens são porcos sexistas.

Selena disse...

O mundo é deprimente mesmo.

B. disse...

Sim, os homens foram os que nos concederam tudo, claro, claro.

"E aqui acaba minha ~resposta ao troll~~, já que acho inutil responde-los".

Bem agressivo a funcionária (colega da autora) chamando a trans de homem...

Anônimo disse...

Anonimo das 12h31.. comeu cogumlo alucionogeno novamente, é? Fica tranuilo que jaja passa.

Senão autora do texto. Obrigada por lutar por nos. E Laryssa, entendo que a vontade muitas vezes seja de calar, mas se ela não falar isso para as coelgas d etrabalho dela, vai falar onde?
Se ierem me mandar ler livro evangelico que fala que a mulher deve ser subimissa ao marido, pergunto:: " serio gente? o marido de vocês deixa vcs trabalharem? E ele bate em você? Porque na minha igreja o pastor disse que tem que deixar bater, porque ele so està ensinando a mulher a obedecer. E o marido de vocês deixa vcs usarem saia? E deixa votar? Na minha igreja tem discusséao sobre isso".. sei la, coisa do tipo. Nesses casos acho legal exagerar, assim elas revvem alguns conceitos.

yara

Mila disse...

Taí uma boa discussão. Seria uma boa integrar servidores ao ambiente de debate que temos na universidade.
Às vezes eu também canso de tentar mudar as pessoas, explicar outros pontos de vista, fazer com que elas pensem sob outro ângulo; pois eu também busco isso quando estou num debate. Mas o que fazer com gente que se recusa a considerar outro ponto de vista?

Anônimo disse...

As pessoas agora não podem mais ter opinião? É a opinião da funcionária, assim como você tem a sua você deveria respeitar a dela. Nenhuma das 2 está certa, e nem erradas. São apenas opiniões contrárias e com certeza você vai puxar a brasa pra sua sardinha. Saber conviver com opiniões diferentes pode fazer de você uma boa profissional. Eu sou a favor da causa LGBT, mas reconheço que existem pessoas que não são e é muito fácil conviver com elas numa boa, eu é que não arriscaria meu ganha pão só por discordar de alguém...

Anônimo disse...

Mila
]
" fazer com que elas pensem sob outro ângulo; pois eu também busco isso quando estou num debate. Mas o que fazer com gente que se recusa a considerar outro ponto de vista?"

Corrigindo, "Mas o que fazer com gente que se recusa a considerar o meu ponto de vista que com certeza é o certo?"

Você já parou pra pensar que as pessoas podem sim estar pensando pelo outro ângulo apresentado por você, mas que ainda assim discordem da sua ideia? Porque a sua opinião é que tem que ser a correta e não a deles? Aliás, existe opinião correta nesse caso? Acho que não, apenas opiniões diferentes que devem ser respeitadas.

D Stoffel disse...

31 DE MARÇO DE 2015 12:31
Esse homi não dá pra ser levado a sério kkk, homens não liberaram as mulheres eles não fizeram mais do que sua obrigação assim como a princesa izabel.
E é mentira as mulheres que lutaram pelo direito do voto os homens não queriam conceder de jeito algum, vá ler livros rapaz.
Greve de sexo faz me riri, homem realmente subestima as mulheres é por isso que tão ficando atrás e sendo traídos saiam do pedestal, vocês só conseguiram as coisas oprimindo e roubando o nome das mulheres na história mulheres e negros foram apagados ou reescritos.
E isso de enfiar crucifixo na bunda é do movimento femen que é liderado por um homem, eles tem a intenção de atingir a igreja.
Aff dá pena desse povo nem ao menos se interessa em saber das coisas.

B. disse...

Papinho de "temos que respeitar preconceito" aqui não, né?

D Stoffel disse...

Por isso que não tenho religião, isso de submissão jamais, não adianta ngm me falar que é sob a missão não caio nesse papo. Deus fez Eva para Adão, ele era misógino, embora eu ache que Jesus era misericordioso pois ele mostrou entender tanto homem e a mulher, mas dizem que pai e filho são um só.
Nao dá pra ser feminista nem gay cristão.

Mila disse...

Anônimo das 13h05, você entendeu errado.
1) Eu não disse que devemos empurrar nossas ideias em cima dos outros.
2) Eu não disse que só um lado está certo, muito pelo contrário.

O que eu disse é conversar, ter outras vivências, escutar o que o outro tem a dizer. Complementar informações, até pq ninguém é dono da verdade. Quando vc apresenta a sua ideia, e argumenta racionalmente (não com preconceitos, com ideias pré-concebidas, repetindo o que os outros falam). Ou você discorda que não há debate quando o outro se recusa a escutar? Debater com pessoas indispostas a ouvir só gera desgaste, nunca crescimento.

Anônimo disse...

É claro que foram eles, sua anta, já que somente eles podiam votar! Mas isso se deu através da pressão de movimentos feministas, caso contrário demoraria muito mais para acontecer. Toda mudança acontece a partir de pressões de grupos minoritários que vão crescendo a medida que suas ideias ganham mais adeptos, no final das contas a razão sempre vence, mas tudo isso só se inicia por causa de algumas poucas pessoas corajosas e a frente de seu tempo que dão a cara pra bater, e não por causa de conformistas como você.

Anônimo disse...

até imagino onde a moça trabalhe hauaahu

trabalho em uma universidade tb, nao é tão triste quanto o relato da autora. mas quando eu entrei os rapazes ficavam dando notas pras mulheres que passavam e coisas do tipoo (sem elas ouvirem) de TANTO que eu reclamei agora pararam.

Nunca me destrataram por ser feminista, ou defender os direitos lgbts mas as vezes tenho que conviver com discursos pro ditadura militar~~~

Trollesio das Dores disse...

minha maior alegria é entrar nesse blog e ver que minha vida não tem problemas, pois só mulheres, gays e negros tem problemas em suas vidas.

ainda bem que sou homem-branco, pois vem no pacote:

- ausência de problemas
- bilhões de reais
- idolatria da sociedade
- beleza extrema
- poder entrar em faculdade sem sequer saber ler
- não ser zoado por ninguém
- ser o pica da galáxia

obrigado Lola, por me mostrar que ser branco automaticamente é ser feliz.

Anônimo disse...

Melhor parte deste blog os comentários sem dúvida. Foi apagado o post da moça que não queria ter irmã?

Anônimo disse...

É, na faculdade e na vida tem dessas coisas. Minar preconceitos nossos já é um trabalho de formiguinha, imagina detonar os preconceitos dos outros.

Eu tenho uma resposta pro Trollesio: KKKKKKKKKKKKKKKKK!!

É a única resposta que esse comentário idiota merece.

Anônimo disse...

Se os homens fossem tão bonzinhos assim como dizem, então desde Atenas as mulheres iriam poder votar. Antes do voto ser consedidos as mulheres, muitas delas já estavam trabalhando (operárias,professoras,atrizes etc..) e estudando nas poucas universidades que aceitavam mulheres na época, tendo assim um certo apoio de alguns acadêmicos e dos movimentos trabalhistas. Com a popularização das sufragistas e o apoio que as mulheres deram aos seus paises na primeira guerra, os governos se sentiram pressionados pela população,predominantemente feminina, e deram o voto as mulheres.

Anônimo disse...

Porque os homens Não seriam porcos sexistas? Se dependesse da vontade de alguns, a mulher seria tratada como um animal,estuprada e morta.

Anônimo disse...

Concordo com o Anônimo das 13:02.
Para mim, em princípio, mulher trans deve ser considerada como mulher. Mas não há como se falar que está errado quem considera de modo diferente.
Até porque, em certas circunstâncias, tenho sérias dúvidas sobre isso, por exemplo, em questão de banheiros coletivos, saunas, etc.
Flor de Liz

Lu disse...

Uma vez disseram aqui no blog que homem não gosta de mulher, que homem gosta de homem (não exclusivamente em sentido homoafetivo). Vendo alguns exemplares masculinos, começo a ver que essa fala não é tão absurda assim

Anônimo disse...

Parece que certas pessoas ficam mais retardadas quando entram na universidade. Também fiquei chocada com tanta ignorancia e até com perseguições absurdas justamente por causa de ideias divergentes, com a tentativa de certos professores retardados e mimados tentarem impor suas ideias, e por aí vai.

Anônimo disse...

Eu estou fugindo um pouco do assunto e peço desculpas,mas tem um video que causou polemica por mostrar como seria um homem assediado por uma mulher e tem um montão de homem falando que adoraria ser estuprado por uma mulher e mais, que as mulheres só são estupradas por homens porque eles são imcapazes de se controlarem. É serio, eles mesmos declararam que são estupradores em potencial e que gostariam de ser estuprados!!! Acho que o futuro do mundo é ter mulheres de um lado e os homens de outro,porque se depender desses caras, quero ficar o mais longe de homens possivel!!

Anônimo disse...

Homens e mulheres não são iguais. Ainda bem, nãão quero ter a mesma escrotice de pensamento que alguns homens possuem!!

Anônimo disse...

Bom dia a todxs!
Eu estudei na USP, há 15 anos, na área de humanas.
O que percebo analisando a dinâmica do campus agora (na época eu não era feminista e não tinha muita visão crítica) é que havia um abismo sócio econômico cultural entre funcionários e alunos!
Os alunos, em sua grande maioria, de famílias de classe média ou alta, algumas vezes em contato com as idéias de grandes pensadores e em outras só curtindo as festas. E os funcionários ralando o dia todo no trabalho e com grandes dificuldades financeiras!
Não sei. ....mas acho que, naquela época, havia um certo rancor.......

Anônimo disse...

OMG, vc trabalha na USP? Pq, caceta, isso acontece lá direto!

Anônimo disse...

Sou a anônima das 7:44.
Continuando: acho que esse rancor gerou uma intolerância geral. É o que o post descreve!

Noêmia Cristina disse...

Pois é, eu também estou suspeitando que essa tal universidade é a USP! Por tudo o que tenho observado na USP, bate certinho na descrição do post!

Anônimo disse...

Anon das 7h44, podia até ser assim antes na USP, quando não havia concurso público para entrar, mas não é agora. A grande maioria dos funcionários mais novos também são alunos, ou já foram, fazem parte da classe média e não ralam nem um pouco no trabalho.

Anônimo disse...

Os que mais se comportam como porcos sexistas são exatamente os que reclamam de serem apontados como porcos sexistas.
O choro é livre. Suas palavras de ódio e de preconceito não vão alterar nada.

Anônimo disse...

Da próxima vez que ameaçarem seu emprego por causa do que vc pensa e fala, coloque o celular na mesa em modo de gravação e peça pra pessoa repetir isso.
Estágio probatório parece ser considerado como estágio purgatório.... Os mais antigos e a direção, em geral, usam e abusam desse período para promoção do assédio moral.
Falo sétimo sobre o gravador. Conheça seus direitos, estude a papelada de avaliação e coloque as cartas na mesa sempre que ameaçada,

Anônimo disse...

"Anon das 7h44, podia até ser assim antes na USP, quando não havia concurso público para entrar, mas não é agora. A grande maioria dos funcionários mais novos também são alunos, ou já foram, fazem parte da classe média e não ralam nem um pouco no trabalho."

Migs, entrei na USP quando aluna, agora que faço parte da classe mérdia e ralo pra caralho no trabalho, assim como muitos colegas meus que entraram nesses últimos concursos (também alunos ou ex-alunos).

Rolou um bafafá na USP, com direito (JUSTO!) a processo por assédio contra uma *trans. Mas isso veio de chefia e de funcionários antigos. Hoje, sei que ela está num lugar ótimo, com pessoas excelentes. Por isso a questão direcionada à autora do post.

Anônimo disse...

mila,
não perca seu tempo. se vc não concordar com tudo que acham nesse blog te taxam de machista, burra, alienada, etc.

Leo disse...

Eu trabalho na área-meio de uma Universidade Federal, e eu me sinto ainda mais decepcionado, mas não é tanto por racismo, machismo ou homofobia (felizmente, o pessoal é até bem informado em relação a isso). Eu me decepcionei com as péssimas condições de trabalho, a desvalorização da carreira, os péssimos salários, o chefe mal-humorado e ranzinza que eu tenho, o trabalho extremamente burocrático e mecanizado que eu exerço, a falta de oportunidades de crescimento dentro da carreira, os alunos e professores abusados, folgados e/ou arrogantes que eu tenho que atender, a desorganização e a bagunça entre os setores, entre vários outros problemas. Resultado: me sinto frustrado, desmotivado, cansado e estressado. Só não é pior pq eu estou estudando para outros concursos melhores, do contrário acho q já estaria em depressão.

Leo disse...

Só complementando meu post, a verdade é: se os professores sofrem dentro da universidade, os funcionários celetistas/terceirizados e os servidores técnico-administrativos sofrem muito mais ainda! Não é meu caso, mas dentro da Universidade onde eu trabalho já rolou casos horríveis de assédio moral. Tinha um diretor mesmo que era um verdadeiro ditador, TUDO o que acontecia dentro do Instituto tinha que passar pelo crivo dele! Enfim, será q dps de tudo o que eu falei, alguém ainda tem dúvida de que as Universidades são um dos piores lugares para se trabalhar dentro do Serviço Público Federal?

Anônimo disse...

não, carol, soh vc que eh burra. sei que eh vc sua poia.

Tabata disse...

Infelizmente a sociedade precisa rever seus conceitos. O respeito deve prevalecer acima de tudo.
Parabéns pelo blog, acabei de conhece-lo e estou adorando suas postagens e reflexões.

Renata Re disse...

Relato impressionante sobre o péssimo costume que o ser humano tem em pré julgar o outro, ou por ser negro ou por ser gay,a sociedade atual necessita rever seus conceitos.
Seu blog e muito interessante, matéria extraordinaria, um relato surpreendente de uma professora que teve uma experiência ruim em relação a algo que ela idealizava.

Anônimo disse...

Será que a tal funcionária lá que ñ queria que a trans ganhasse o bombom é radfem? hahahaha...

Lígia Aparecida Pinto disse...

Mas não é só na universidade não, isso acontece em todos os lugares, atuo na rede pública de saúde à 13 anos e convivo com essas atitudes decepcionantes todos os dias.
Tem pessoas que perdem a grande oportunidade de ficarem caladas, por isso ultimamente estou aderindo ao ser cego, surdo e mudo dentro deste ambiente

Ariadne Buendía disse...

Sobre essa coisa de "respeitar opinião", quando é sobre o corpo e a vida dos outros, não é opinião, é fofoca. E estamos conversados.

Anônimo disse...

Não é só na universidade, a sociedade é assim quando saímos da nossa bolha feminista, infelizmente!

Anônimo disse...

Basicamente é o caso de perguntar a sua colega crente quem é que decide quem trabalha lá. E de lembrá-la que o Estado é laico. Essa coisinha simples e bonita que a nossa sociedade esquece, né?