quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

"O QUE ACONTECEU QUANDO CONFRONTEI MEU TROLL MAIS CRUEL"

Não foi bem isso que aconteceu com a escritora feminista Lindy West

O sempre adorável Flávio leu este artigo de Lindy West no The Guardian e decidiu traduzi-lo e mandá-lo pra cá. 
Não vou incluir minhas observações porque o artigo já é longo. Vou aproveitar os comentários de vocês, refletir sobre o tema (tipo: valeria a pena eu tentar dialogar com algum dos inúmeros mascutrolls que me insultam e ameaçam? Contar pra mãe deles?), e escrever um texto sobre isso mais pra frente. Por enquanto, fiquem com a experiência da Lindy. 

Manifestante em Marcha das Vadias
Nos últimos três anos, aproximadamente, pelo menos um estranho me perseguiu diariamente para me chamar de vaca gorda (ou alguma variação disso). Eu sou escritora, mulher e feminista e escrevo sobre coisas grandes, gordas e irritantes que deixam as pessoas desconfortáveis. E porque escolhi isso como carreira, me dizem que esse constante bombardeio de abusos é simplesmente parte do meu trabalho. Dane-se. Não há nada que eu possa fazer. Aparentemente, eu estou pedindo isso.
Lindy recebendo um
importante prêmio em NY
Ser assediada na internet é uma parte tão normal e rotineira da minha vida que sempre me surpreendo quando outras pessoas acham esses abusos surpreendentes. Você está me dizendo que você não tem centenas de homens pipocando em seu cubículo na contabilidade da empresa de pequeno porte em que trabalha para informar a você que -– humm -– você é muito gorda para ser estuprada, mas que talvez eles devessem fatiar você com uma faca elétrica? Não? Só eu? Pessoas que não passam muito tempo na internet ficam invariavelmente chocadas ao descobrir a barbárie –- o ardente abandono do contrato social -– que muitos de nós enfrentamos simplesmente por fazermos o nosso trabalho.
Às vezes o ódio escorre lentamente, só uma ou duas mensagens por dia. Outras vezes, quando escrevo sobre algo particularmente controverso (feminismo, por exemplo) –- como, digamos, minha crítica ao fato de que homens se sentem no direito de ter o tempo e a atenção das mulheres ou, literalmente, qualquer coisa sobre estupro -– o assédio vem em dilúvios. Inunda minha conta no Twitter, minha página no Facebook, meu e-mail, tão rápido que eu mal consigo acompanhar (não que eu queira).
Foi em meio a um desses dilúvios dois anos atrás que meu falecido pai me contatou através do Twitter.
Na época eu estava escrevendo bastante sobre o problema da misoginia (especificamente sobre piadas de estupro) no mundo da comédia. Meu ponto central –- que foi alegremente desconstruído para se tornar um argumento “pró-censura” desde então -– era que o que dizemos afeta o mundo em que vivemos, que palavras são tanto um reflexo quanto um catalisador da maneira como nossa sociedade opera. Eu disse que, quando se fala sobre estupro, você tem que decidir qual o seu objetivo: você está tirando sarro dos estupradores? Ou das suas vítimas? Você está tornando o mundo melhor? Ou pior? Não é sobre censura, não é sobre obrigação, não é sobre impor limites à fala de ninguém -– é sobre escolhas. Quem você é? Escolha.
Na internet vc pode ser o que quiser.
É estranho que tanta gente
escolha ser estúpida
A reação raivosa dos fãs de comédia foi imediata, e intensa: “Essa gorda não tem que se preocupar com estupro”. “Ela nunca vai ter que se preocupar em ser estuprada”. “Ninguém vai querer estuprar esse bagulho gordo e nojento”. “Depósitos como essa aí me fazem querer estuprar alguém só de raiva”. E isso seguiu assim indefinidamente, até o ponto em que quase se transformou em ruído branco. Depois de mais ou menos uma semana eu estava me sentindo desgastada, mas fortalecida. Nada mais podia me atingir.
Lindy criança com seus pais
Mas aí surgiu o amável rosto de meu querido pai brilhando para mim no Twitter. Alguém –- entediado, aparentemente, com as formas habituais de perseguição e assédio -– abriu uma conta falsa no Twitter fingindo ser meu falecido pai, com uma foto dele que eu amo, roubada, com nenhuma outra intenção a não ser me ferir. O nome da conta era “PawWestDonezo”, porque o nome do meu pai era Paul West, e uma difícil luta contra o câncer de próstata 18 meses antes o tornara “donezo” (uma gíria boba para “done” [acabado]). A bio dizia “Envergonhado pai de uma idiota”. “Os outros dois filhos são OK, no entanto”. O local de origem era “Buraco sujo em Seattle”.
Lindy com seu pai Paul West
Meu pai era especial. A única coisa que ele valorizava mais do que a ironia era a gentileza. Ele era escritor e publicitário, além de ser um barítono magnífico (ele podia gravar um jingle para você e gravá-lo no mesmo dia); um tipo raro de músico que ia sem problemas dos padrões do jazz aos clássicos -- e posso afirmar que nunca conheci alguém que fosse amado por tantas pessoas, nem espero encontrar novamente. Eu o amava, tanto.
Existe um termo para esse tipo de crueldade online gratuita: chamamos isso de trolagem de internet. A trollagem é um abuso recreativo, geralmente anônimo, com o objetivo de desgastar uma pessoa, conseguir audiência ou então silenciá-la através do medo. Algumas vezes são relativamente inócuos (como fazer perguntas contrárias ao argumento só para começar uma discussão) ou infantis (como fazer piada do meu peso ou da minha inteligência). Mas, principalmente quando o sujeito é uma mulher, com frequência a boa fé é ultrapassada e os comentários se transformam em perseguição perigosa.
Com que idade você perdeu
sua compaixão?
E mesmo a perseguição “inócua”, quando vem em massa de centenas ou mesmo milhares de usuários diariamente, deixa de parecer inócua com muita rapidez. É uma tática de silenciamento. A mensagem é: você está em desvantagem numérica. A mensagem é: nós iremos parar quando você sumir. O volume e a intensidade da perseguição são imensamente maiores com mulheres negras, mulheres trans, mulheres portadoras de deficiência, mulheres gordas, trabalhadoras do sexo e outras intersecções identitárias. Quem é trolado tem impacto direto sobre quem tem poder de fala; na minha experiência, a trolagem mais feroz vem tradicionalmente de comunidades dominadas por homens brancos (comédia, videogames, ateus) cujos membros gostariam de mantê-las assim.
Eu sinto o baque o tempo todo: eu deveria mudar de carreira; eu deveria encerrar as contas nas mídias sociais; talvez eu consiga arrumar um emprego na mídia impressa em algum lugar; é exaustivo demais. Ouço a mesma ladainha de meus colegas. Claro, todos construímos uma armadura a essa altura. A trolagem na internet pode parecer um problema que só afeta um certo grupo de pessoas, mas isso só é válido se você acreditar que viver em um mundo destituído de vozes diversas -– o discurso público moldado primariamente por homens brancos, heterossexuais, não portadores de deficiência -– não afetaria profundamente a sua vida.
Sentada na frente do computador, olhando para o PawWestDonezo, eu tinha poucas, mas preciosas opções. Tudo que eu podia fazer, de fato, era ignorá-lo: apertar o botão de bloqueio e seguir em frente, sabendo que essa conta ainda vai estar lá, escondida num emaranhado de linhas de programação, ainda pondo palavras na boca de meu pai morto, ainda usando sua imagem para zombar, insultar e silenciar pessoas. Afinal, não é ilegal dar uma cotovelada nas memórias de alguém, distorcê-las e transformá-las em arma. Nem deveria ser, é claro. Mas isso não quer dizer que temos que tolerar isso sem discordar.
Repetidamente, àquelxs de nós que trabalham na internet, nos é dito “Não alimente os trolls. Não responda. É o que eles querem”. Mas isso é verdade? Ignorar os trolls vai mesmo impedí-los? Alguém pode me mostrar números concretos que provem isso? Eu já ignorei mais trolls do que “alimentei”, e minha caixa de entrada não ficou mais silenciosa por isso. Quando falo o que penso e recebo uma enxurrada de injúrias como resposta, não percebo isso como apelo por atenção –- parece mais uma exigência para que eu me cale.
E alguns trolls dizem isso abertamente. “Se não aguenta, caia fora da internet”. Essa é uma ladainha persistente que eu e minhas colegas ouvimos quando confrontamos nossos agressores. Mas por quê? Por que VOCÊ não sai da internet? Por que eu devo ter que reorganizar toda a minha vida –- e mudar de profissão, basicamente -– só porque você se borra de medo toda vez que uma mulher fala?
Meus amigos dizem, “Não leia os comentários”. Mas outro dia, por exemplo, recebi um tuite que dizia “Que a sua odiosa cabeça repouse sobre a lâmina de uma espada do ISIS”. Colegas e amigos tiveram seus números de telefone e endereços publicados na rede (uma tática de perseguição chamada de “doxing”) e viram trolls aparecerem em seus eventos públicos ou fazer ameaças de tiroteio em massa. Então, se não mantivermos um olho no que essas pessoas estão dizendo, como saberemos quando a linha foi cruzada e a força da lei deve ser aplicada? (Não que a polícia tenha ideia sobre como lidar com ameaças online -– ou tenha muito interesse em tentar).
Jezebel reclamou, Twitter rejeitou
As empresas de mídias sociais dizem “Basta reportar o abuso e seguir em frente. Nós cuidamos disso”. Então eu faço isso. Mas reportar o abuso é um processo trabalhoso e entediante que pode consumir até metade do meu dia de trabalho. De qualquer forma, a maioria das minhas denúncias é rejeitada. E sempre que um troll é bloqueado (ou mesmo suspenso), ele pode simplesmente criar uma nova conta e começar tudo de novo.
Estou ciente de que o Twitter está dentro de seu direito de permitir que sua plataforma seja usada como veículo para agressões racistas e sexistas. Mas, na posição de empresa privada -– como um comediante remoendo uma piada de estupro, ou um troll procurando um alvo para sua raiva –-, ela poderia escolher não fazê-lo. Como uma coletividade de seres humanos, poderia escolher ser melhor.
Então, quando cheguei ao caso de PawWestDonezo, eu fugi do roteiro: parei de me preocupar com o que ele queria e fiz o que me pareceu o melhor naquele dia. Tornei o caso público, online. Me coloquei na posição de vulnerabilidade. Não escondi o fato de que aquilo doía. Na manhã seguinte, dou de cara com um email:

"Oi, Lindy, eu não sei por que, nem mesmo quando, eu comecei a trolar você. Não foi por causa de sua posição em relação a piadas de estupro. Eu também não as acho engraçadas.
Acho que minha raiva de você deriva de sua felicidade consigo mesma. Isso me ofendia porque servia para realçar minha infelicidade comigo mesmo.
Eu mandei e-mails para você através de duas outras contas do Gmail apenas para fazer insultos idiotas.
Peço desculpas por isso.
Eu criei a conta de email e a do Twitter com o nome do seu pai. (Apaguei ambas.)
Não posso dizer o quanto lamento.
Foi a coisa mais baixa que já fiz. Quando você divulgou isso em seu último artigo no site Jezebel, finalmente me dei conta. Há um ser humano, alguém com vida, que respira e que está lendo essa merda. Eu estou atacando alguém que nunca me fez absolutamente nada. E por nenhuma razão.
Cansei de ser um troll.
Mais uma vez, me desculpe.
Fiz uma doação em memória de seu pai.
Desejo o melhor para você."

Ele doou 50 dólares para um instituto contra o câncer em Seattle, onde meu pai recebeu tratamento.
Esse email ainda me deixa de boca aberta cada vez que o leio. Um troll reformado? Uma admissão de fraqueza e auto-aversão? Um pedido de desculpas? Eu escrevi de volta uma vez, expressando minha surpresa e agradecendo -– e só isso. Voltei à minha rotina normal de receber emails de ódio, passar pelas mesmas opções milhões de vezes -– ignorar? Bloquear? Reportar? Enfurecer-me? -– mas a cada vez que encarava essas opções pensava rapidamente de meu troll com remorso.
No verão passado, quando um grupo de fãs de videogame começou um ataque massivo contra mulheres que fazem crítica de jogos e desenvolvedoras (se quiser saber mais, procure “GamerGate” no Google, depois feche seu laptop e jogue-o no lixo), meus pensamentos voltaram cada vez mais para ele. Me perguntava se poderia aprender algo com ele. E então eu me toquei: por que não pagar para ver?
Nós só tínhamos nos comunicado aquela vez, rapidamente, no verão de 2013, mas eu ainda tinha seu e-mail. Pedi ao popular programa de rádio This American Life para me ajudar a encontrá-lo. Eles concordaram. Eles mandaram um email para ele. Após alguns meses de angustiante silêncio, ele finalmente respondeu. “Ficarei feliz em ajudar da melhor forma possível”.
E então lá estava eu no estúdio com um telefone -– e o troll na outra ponta.
Conversamos por duas horas e meia. Ele me disse que não me odiava por causa das piadas de estupro –- isso foi só uma coincidência –- me odiava porque, simplesmente, eu não me odeio. Ouvi-lo explicar suas escolhas em suas próprias palavras, com a própria voz, foi fascinante e de partir o coração. Ele contou que, na época, ele se sentia gordo, detestado, “sem paixão” e sem propósito. Por alguma razão ele achou fácil descontar essas frustrações nas mulheres online.
Perguntei por quê. O que tornava as mulheres um alvo fácil? Por que era tão satisfatório nos ferir? Por que ele não nos enxergava automaticamente como seres humanos? Em todo o seu processo de reflexão, essa era a única coisa que ele nunca conseguiu articular -– como a raiva por uma mulher se traduzia no ódio por mulheres em geral. Por que, quando os homens se odeiam, são as mulheres que apanham.
Campanha contra cyber-
bullying: O que vc diz de mim
diz muito sobre você
Mas ele também explicou como se modificou. Ele começou a cuidar da saúde, encontrou uma nova namorada e, mais importante, voltou a estudar para se tornar professor. Ele me contou –- com toda a seriedade –- que, como voluntário em uma escola, ele agora recebia muitos abraços. “Vi como os sentimentos das crianças eram feridos por seus pares, de propósito ou não, e isso tirava-as do eixo pelo resto do dia. Elas mergulhavam a cabeça na carteira e se recusavam a conversar. Enquanto observo isso, não consigo deixar de pensar nos sentimentos que feri.” Ele disse que sentia muito.
Eu não tinha intenção de perdoá-lo, mas perdoei.
Essa história não é prescritiva. Não quer dizer que qualquer uma está obrigada a perdoar pessoas que as agridem, ou mesmo que eu planeje ser cordial e ter compaixão por cada adolescente que me diz que estou muito gorda para ser estuprada (desculpas antecipadas, meninos: eu ainda mordo). Mas, para mim, isso mudou o tom das minhas interações online -– com, por exemplo, o cara que respondeu à minha história no rádio chamando meu pai de “bichona”. 
É duro sentir-se ferido ou assustado quando se está repleto de pena. E isso, por sua vez, tornou muito mais fácil para mim continuar conversando diante de uma turba barulhenta clamando pelo meu silêncio. Continuem gritando, trolls. Eu sei o que vocês são.

29 comentários:

Carol F. disse...

Eu tinha lido o original há pouco tempo e achei muito interessante. Não há dúvida que trolls são pessoas tristes e perdidas.

Anônimo disse...

Viram o caso dos 3 universitários muçulmanos que foram assassinados a tiro nos EUA? Uma mulher de 20 anos, seu marido de 23 e a irmã que estava prestes a iniciar o curso. Eles tinham se casado em dezembro. Não viram né, ninguém viu. CNN uma linha na página inicial sobre o caso, BBC a mesma coisa, Fox news então... No Brasil o caso nunca vai chegar. E se fossem 3 jovens não muçulmanos assassinados?

Anônimo disse...

Para a mídia, as vidas de uns valem mais que a de outros. Chapel Hill shooting se quiserem ler sobre.

Ana Torres disse...

Muito interessante! Essa mulher, assim como a Lola, é linda e beleza é contagiante. Achei o máximo o ex-troll ter se tornado voluntário em uma escola e, melhor do que isso, uma pessoa melhor. Sim, vocês devem seguir com o seus trabalhos de melhorar o mundo. Isso é um dom!

Ana Torres disse...

Anônimo das 19:41 e 19:43 obrigada pela informação.

Arnold Sincero disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA !!!!!!!

Anônimo disse...

Eu particularmente só ataco homens na internet,eles reclamam bem menos.

Anônimo disse...

Ótimo artigo! Todo mundo sabe que o alvo fácil são as mulheres. Passei por uma fase como a dele, me odiando por ser gorda e descontando isso em... mulheres, claro. Porque a sociedade nos ensina que somos inferiores de tantos modos que, quando alguém se sente mal (independente de gênero), acaba descontando em nós porque sabe que também nos se sentiremos mal.

Jonas Klein disse...

Artigo longo, porem muito interessante este que Flavio traduziu.

Agora uma forma de reduzir trollagem na internet, seria invitar a publicação de qualquer coisa que seja sem antes passar por moderação, o problema que isso eu acho que jamais vai ser feito nas redes sociais.


E quando a pessoa quer manifestar certas posições, melhor seria usa um blog sem comentários, ai deixa um formulário de contato num canto, ai o máximo que pode vir algum e-mail agressivo uma vez outro, mas não aquele volume mensagens absurdas o dia todo.

Acredito que adotando estas medidas, já melhoraria muito qualidade do que se lê na internet, eu sei isso meio antipático, mas quando as pessoa não se comportam, o jeito e não dar espaço para elas cometerem os seus abusos.

Ravena disse...

Apesar do que aconteceu eu acredito que esse seja 1 caso em 1 milhão.
Pessoas desse tipo dificilmente se arrependem de serem cretinas, de fazerem mal dessa maneira. Eu fui perseguida por um stalker por quase 1 ano, que exigia que eu terminasse com meu namorado, me ameaçava com fotos íntimas que eu não possuía, invadiu todas as minhas contas e fez um inferno. Se ele se arrependesse ainda sim eu gostaria de chutar suas bolas e trancafiá-lo na cadeia, nem sempre só o arrependimento é suficiente.
Pra mim certamente não é.

D Stoffel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

os trolls não são engraçados eles gostam de perseguir as pessoas, tem um site chamado safenet que promete ajudar esses crimes de ódio

D Stoffel disse...

E a maioria dos trolls são homens, eles sempre são tão agressivos com ódio gratuito, o que me da mais raiva é que no FB tinha pages pra mostrar a cara deles denunciar seus comentários e sabe o que aconteceu, foram derrubadas, mas as que tem discurso de ódio estão em pé, é uma inversão de valores total.

Anônimo disse...

machismo é exesso de rola

Raven Deschain disse...

Que mulher linda!

Concordo com a Ravena. Até gosto de ler esses casos sobre arrependimentos, mas de perto? Nunca vi, nem comi e só ouço falar.

Muito bom mesmo o artigo. Mas não acho, Lola, que conversar com o Marcelo Martelo Marmelo Melo ou o Chris Doido de Pedra vá resolver algo - só se eles morressem -. Acho que com o Maionese (se alguém conseguisse se aproximar dele, bastante gente tentou, but... ), se conseguiria alguma coisa. Ele parecia precisar de ajuda.

Raven Deschain disse...

Jonas, surpreendentemente concordo com vc. Se eu tivesse um blog pra falar sobre as besteiras que eu gosto de falar, EU não abriria comentários nem com choque.

Porém, isso limita muito o debate. É excelente chehar aqui ou em qualquer outro blog ou site onde os comentaristas não sejam completos porcos e poder saber as opiniões das pessoas. Aprender um pouco. Interagir como gente legal. Ou mandar um troll sifudê, que ninguém é de ferro.

Raven Deschain disse...

Lola e pessoal, me desculpem pelo flood. É off topic, mas como já rolou essa discussão por aqui, queria deixar esse link. Achei interessante o ponto de vista dela, meio que se perde um pouco quando ela usa uma base de 150 dólares - haha -, mas não deixa de ser bacana.

http://divando.pop.com.br/contra-campanha-zero-makeup-jovem-faz-video-defendendo-o-uso-da-maquiagem/


"Melanie ainda diz que não acredita que o propósito da maquiagem é fazer com que todos acreditem que somos uma pessoa completamente diferente, mas valorizar nossos traços naturais e nos fazer sentir mais felizes com nós mesmos."

Anônimo disse...

Linda a moça; Faz uns 10 anos, na época do orkut, um cara criou uma conta falsa e começou a me infernizar. Me chamo Lia, a cotna dele era LIA puta, programa a 1,99.
Fiquei meses sem responder, até que um dia escrevi perguntando o porque dessa agressividade, quaml era o pb dele, etc. Ele se desculpou, criou uma conta "lia anjo" e me enviou um mail de 1 kilometro explicando um amor não correspondido. Idiota.

Mudando de assunto, vc viram no Facebook essa palhaçada de mulher gravida pondo foto delas como "prova" que são anti aborto? Tipo, uma vez gravida, sempre contra o aboro? Fico verde com isso. Não poderiamos fazer uma cotra campanha? Gravidas E pelo direito de escolha dos outros?

Eu hein, mundo de merda

Lia

Anônimo disse...

URGENTE

A porcaria da sopa Vono est►0 propagandas hyper sexistas, olhem aqui:

https://www.facebook.com/SopasVono/photos/pb.101464513303713.-2207520000.1423740207./716804308436394/?type=3&theater

VAmos la no twiter deles reclamar.. fizemos a ambev se deculpar, a Vono vai ter que também!
twiter deles: @sopaVONO
#vonomachista

Feminista Soviética disse...

Eu desenvolvi PSTD após ser perseguida por troll na internet.

Anônimo disse...

Sempre achei que trolls são pessoas essencialmente infantis, e esse post prova que há um pouco de verdade nisso. Todo mundo que está insatisfeito com alguma coisa ou consigo mesmo até pode ter seu momento de culpar o mundo, mas aí se acalma, respira fundo, reflete e trata de resolver os problemas, inclusive mudando o que não acha ok em si. Ficar gritando, culpando o mundo e descontando nos outros o tempo todo (até pelas idiotices que você mesmo faz) é coisa de criança egocêntrica e imatura, sem nenhuma noção de realidade e que se acha perfeita. E esses trolls perturbados e birrentos certamente não tem nenhuma noção da realidade.

Anônimo disse...

Oi Lola, vc pode fazer um posto falando do absurdo que é o dia do orgulho hetero? Parece que reativaram o projeto na câmara:

http://noticias.r7.com/brasil/cunha-desarquiva-polemico-projeto-de-lei-que-cria-o-dia-do-orgulho-heterossexual-11022015

Anônimo disse...


Olá Lola eu gostei do texto queria fazer algumas observações

a) Não acredito que um troll possa regenerar- se, eles são racistas, machistas e homofóbicos, pregam violência, linda história mas é rara.

b) O projeto do orgulho hetero vai ser votado, vai passar sabe por quê vivemos tempos tenebrosos ,na política brasileira, a bancada conservadora está fortalecida, até a aberração do estatuto do nascituro vai ser votado.

Mila disse...

A cada vez que pessoas com privilégios reclamam das que buscam direitos (a quem eles chamam de politicamente incorretos, geração mimimi), sinto que estamos no caminho certo. Afinal, mexer com privilégios incomoda.

Julia disse...

Esse Eduardo Cunha é um verdadeiro troll. Sabe aqueles imbecis desgraçados infelizes escórias da humanidade que vemos na internet e que escrevem atrocidades para irritar os outros?
Pois bem, um deles agora é presidente da câmara dos deputados.

Anônimo disse...

O gamergate não tem nada a ver com isso da forma que foi descrito.Mas tudo bem, só louco vai esperar honestidade desse pessoal.

Anônimo disse...

Não acho tão raro trolls se regenerarem. Eu já fui uma (na adolescência), e conheço gente que foi.

O que aconteceu conosco é que crescemos, levamos uns tabefes da vida e aprendemos a ser mais tolerantes. Claro que muitos trolls não mudam, o mundo está cheio de gente maluca, mas MUITA gente é troll só por idiotice mesmo.

Anônima disse...

Também acho raro um troll se regenerar. Ainda bem que acontece com alguns poucos. A vida te da lições, mas não são todos que conseguem aprender. Concordo com a Raven que não consigo imaginar o Chris ou o Marcelo escrevendo um post se desculpando. Alguém citou a campanha da internet contra o aborto. Achei absurdo! Já estive gravida e fui convidada a colocar fotos minhas defendendo a campanha. Minha vontade foi colocar a foto e defender o direito de escolha da mulher!

Julia disse...

Pois coloque anônima 11:22!
Também pediram pra Gabriela Moura e olha o que ela fez

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1000865386590447&set=a.217711681572492.62044.100000009863972&type=1

E depois ainda arrasou mais

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1069766396374292&set=a.191706340846973.56345.100000228261485&type=1