terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

GUEST POST: "MEU PAI É O HOMEM MAIS MACHISTA QUE CONHEÇO"

Recebi este email da C.:

Meu nome é C., tenho 18 anos e comecei a acompanhar o blog recentemente. E sendo sincera, só tenho a agradecer! O blog me ajudou a ver muitas coisas e refletir acerca de muitos assuntos e me fez entender melhor o feminismo. Aliás, me fez descobrir que eu sou feminista. Lendo alguns posts eu me dei conta de que sou feminista desde os meus nove ou dez anos e nunca tinha me dado conta disso.
Meu desabafo: consigo contar nos dedos quantas pessoas não fazem careta quando digo que não gosto do meu pai, ou quando assino meu nome usando só o sobrenome da minha mãe. É fácil contar nos dedos por que na verdade não é preciso nem contar, já que todos fazem careta para isso. A maioria acha que é brincadeira e dá um sorriso amarelo e aqueles que realmente levam a sério acham que eu sou louca ou ingrata.
A verdade é que o meu próprio pai acha isso. Meu pai. O homem mais machista, preconceituoso e grosseiro que já conheci.
Ele sabe perfeitamente como segurar um garfo e o jeito certo de servir vinho, mas jamais usa as palavras ''por favor'' e ''desculpe''. Ele não sabe pedir, só mandar. Também não tem humildade suficiente para se desculpar com os outros.
Meus pais se separaram quando eu era muito nova e até hoje eu me sinto imensamente grata por isso, outro motivo pelo qual as pessoas me olham torto, já que para alguns, divórcio é errado e uma família só funciona perfeitamente com a figura de um pai e uma mãe.
Outro motivo pelo qual eu me sinto extremamente agradecida é por ter sido criada pela minha mãe e por ter morado com ela minha vida toda. Apesar disso, quando eu era criança meu pai me visitava com alguma frequência e pelo pouco que eu lembro, nossa relação era boa.
O problema foi eu ter crescido. Meu pai sempre foi intolerante, do tipo que não gosta de ser contestado. Para ele, sua opinião é a única certa e tudo tem que ser feito do seu jeito. E eu sempre fui de contestar, nunca abaixei a cabeça para o que ele dizia.
Algumas discussões ele provoca de propósito e sempre na frente de outras pessoas. Ele sente prazer em me atacar, em me provocar, em me diminuir, e faz questão de mostrar que é ele quem sempre dá a palavra final, claro. Se eu entro na briga, ele fica furioso, se eu ignoro, ele também se irrita. E se eu digo ''ok, ok, já chega, não vamos brigar'' ele fica ainda mais irritado e normalmente grita (ele pode gritar, sempre, mas não tolera que gritem com ele), que ''quem diz quando já chega é ele''. 
Meu pai (tenho nojo de chamar ele assim, chamo-o pelo nome, sempre) parece se vangloriar de mostrar para todos como ele é grosseiro e rude com a própria filha e faz questão de me humilhar em público sempre que pode ou sempre que tem a sua autoridade questionada.
No começo desse ano eu comecei a trabalhar na mesma empresa que ele e em um certo dia, estávamos terminando de almoçar no refeitório, junto com mais outras três pessoas e ele começou com seus comentários irônicos e sarcásticos querendo me provocar. 
Eu logo de cara cortei o assunto dando uma resposta atravessada, que ele obviamente não gostou e rebateu dizendo que eu ''andava com saudades do peso da mão dele'' (coisa que ele adora dizer, sendo que eu não me lembro de ele ter me batido uma vez sequer, apesar das ameaças frequentes).
Além de ser o homem mais machista que conheço, ele é tão ignorante sobre o mundo ao redor que acha bonito se vangloriar disso. Um dia uma colega de trabalho contou sobre uma discussão que ela teve com o marido. Meu pai, depois de ouvir o relato, disse que se uma mulher dissesse para ele o que ela disse ao marido ele ''metia a mão na cara sem dó nem piedade''.
Desculpe, ter orgulho da sua
estupidez não é uma virtude
Mas ele não tem só orgulho do seu machismo, não sente só orgulho em dizer que ''mulher só atrapalha a vida dos homens''. Ele também se orgulha da sua homofobia e racismo. Enche a boca para chamar os homossexuais de ''anormais'' e fazer algum comentário maldoso.
Meu pai diz que não é racista e diz abominar o racismo, mas um dia me disse no refeitório da empresa, na frente de duas pessoas negras, que eu havia feito um ''servicinho de negão''. Também zombou da religião de um dos colegas de trabalho na frente dele.
Meu pai tem uma visão distorcida da realidade. Na visão dele, ele é o ser perfeito, tudo tem que ser do jeito que ele quer, ele é mais inteligente do que todos, a opinião dele é a única que importa, todos devem fazer o que ele manda, ele pode cagar na cabeça de todos e o mundo gira ao redor do umbigo dele.
Meu pai me chamou de vagabunda, vadia, me humilhou, fez o possível para me diminuir na frente dos outros e para me sentir mal. Meu pai me ensinou o significado de ódio. E o que mais me incomoda é que mesmo que eu siga em frente, nunca vou esquecer isso, ainda vou carregar o sobrenome do filho da p*ta e ainda vou me lembrar de cada uma das coisas terríveis que ele me fez passar. E o pior de tudo, é que ele não vai mudar e nem se arrepender disso, porque na visão dele ele sempre fez tudo certo e como gosta de dizer ''ele vai dormir todo dia de consciência limpa...''.

Meus comentários: Querida C., infelizmente, só porque alguém é da família não quer dizer que é uma pessoa boa. Às vezes, por causa da proximidade, somos capazes de influenciar essa pessoa. Muitas vezes, não. Creio que quase todo mundo tem algum parente preconceituoso. 
Eu admiro muito e até certo ponto invejo (uma inveja do bem) quem tem uma família unida e quem se dá bem com todos. Não é exatamente a minha realidade. O que eu posso fazer, como adulta, independente e autônoma, é me afastar de familiares que não me fazem falta. 
Eu e meu amado pai
Espero que quem ler o seu relato não venha com as teorias malucas de sempre, aquelas de "feminista odeia o pai". Eu sou feminista desde criança e sempre amei meu pai e tive um relacionamento maravilhoso com ele nos nossos 25 anos de convívio. E até hoje, quase 22 anos após sua morte, a saudade aperta. 
Pra ser franca, conheço mais feministas que adoram seus pais que feministas que odeiam seus pais. Mas há de tudo, lógico. Só o relacionamento com o pai ou a mãe não é determinante para fazer alguém ser ou não feminista.
Mas certamente a visão de esquerda e pró-igualdade do meu amado pai teve muita influência por eu ser como sou.

65 comentários:

Anônimo disse...

Eu roubei o sobrenome do meu pai. Ele, todo orgulhoso do nome italiano, dando valor à família extensa que qualquer coisa. Fui lá, cortei os laços com ele, recusei ser filha. E roubei o nome. Assino artigo com ele. Não tou nem aí. Ele que queria me criar pra ser racista, que já me humilhou tantas vezes, não é mais dono do nome dele. Eu vou ser conhecida como L*** e ele não vai ser ninguém. Ele adorava gritar: "você é sangue ruim, como a sua mãe! Voce nao é L***!!" Já pensei em pegar o nome de solteira da minha avó, também, mudar o nome mesmo. Mas era mais simples ressignificar e tomar pra mim algo que sempre foi usado contra minha pessoa. De amarra vira poder.

Sabe por que chamo meu pai de "pai"? Porque esqueci a pronúncia do nome dele. E ele me humilhava dizendo que não queria ser meu pai, que eu era uma desgraça, que eu não era pura como a família dele exigia. Agora toma essa, papai. (Ps: morei com ele até os 18 anos. Na mesma casa. E mesmo assim eu escolhi esquecê-lo, desapropriá-lo e usar mesmo o que ele nunca quis me dar.)

Anônimo disse...

Meu pai é visto como o "pai maravilhoso" pela minha família mas não concordo, essa visão é pq ele me "sustentou" pagando a pensão que era a obrigação dele. Ele maltratava muito a minha mãe, traia até com a vizinha e nos deixava passando fome mesmo ganhando muitíssimo bem. Eu tenho uma doença genética que fez minha infância ser quase toda no hospital, minha mãe tinha que implorar pra ele comprar meus remédios.
Ela separou dele quando eu tinha 6 anos, um ato de coragem que eu admiro até hoje. Ele sempre pagou pensão mas nunca esteve presente, e nunca me deixou ter o mesmo padrão de vida dele. Minhas primas (muito amigas minhas) estudavam em escola particular, tinham festa de 15 anos e eu n tive isso, é como ser excluída... A pensão que ele pagava não era ruim, mas mostrava que ele não se preocupava comigo, minha mãe tinha que fazer das tripas coração pra pagar o plano de saúde e comprar meus remédios e ele nunca ajudou com nada extra (quando eu estava na faculdade ajudou algumas vezes, mas n ajudou quando eu mais precisei).
Ele casou outra vez e teve uma filha, eu amo minha irmã e espero que ela nunca passe o desprezo que eu passei. Meu pai marcava de vir me buscar pra ficar com ele e me deixava esperando, esquecia de mim, eu ficava muito decepcionada e triste :/ ele nunca esteve presente na minha vida, nem sabe quem eu sou.
Eu cresci e ele continuou pagando a pensão, entrei na faculdade e me casei. Ele não foi ao meu casamento, preferiu ir trabalhar, não foi a minha festinha e n conhece meu marido até hoje.
Veio no estado que eu moro e só soube disso pq a mulher dele me contou, disse que ia ligar pra marcar de me ver e n ligou. Ele faz isso pq eu n correspondi as expectativas profissionais que ele tinha pra mim, n que ele se preocupe comigo, ele só quer mostrar para os outros.
Voltei no estado que ele e minha mãe moram, eu fiquei na casa dela e ele n foi me ver, eu n podia sair pq recebi mais de 80 visitas rs, n iria decepcionar quem realmente queria a minha companhia. A mulher dele levou minha irmã para me ver, super constrangida com a atitude do marido.
Ele me ignora, faz isso comigo, e ainda tem coragem de sair espalhando na família que eu n telefono pra ele. Ele NUNCA me telefonou, só minha madrasta liga.
Ele espera que eu sempre seja a garotinha que vai implorar e correr atrás dele... Tenho muita mágoa do meu pai.

D Stoffel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
D Stoffel disse...

Vixe minha história com o meu tbm não é das melhores, os "homens da minha vida" não foram bons, nem namorados nem pai ,nem avôs.
avo por parte de pai batia na minha avô e parte de mãe traia minha avô com o interior todo e ela fazia nada claro...
pai bebado depressivo e agressivo, minha mãe teve que expulsar ele de casa, infelizmente ele já morreu eu gostava dele apesar de tudo.
e namorados é o mesmo de sempre galinhas e não estavam nem aí pra mim.
Eu entendo perfeitamente tudo isso muito homem não gosta de mulher, só diz que é hetero pra cumprir papel social, gostam mais de possuir,quantos homens não ficam com meninas só pra depois as esculhambar com os amigos, há homens que estupram e ainda jogam o vídeo na internet. mas respeitar e amar tá difícil...
Não vejo muita mudança nos homens de antes pros de agora a única é que agora eles odeiam feministas.

Lucas Pin disse...

DISCLAIMER!!:: Eu posso estar falando besteira, então por favor me corrijam se eu estiver errado. Não quero de forma alguma ser o dono da verdade, são só observações pessoais.

Eu noto que o abandono de um pai afeta muito mais uma mulher do que um homem. Minha mãe, a mãe de alguns amigos e também algumas amigas minhas foram abandonadas pelo pai quando crianças/adolescentes, e me parece que este abandono cria feridas psicológicas muito profundas. Alguns amigos foram abandonados pelo pai, mas mesmo assim não noto neles essa amargura e esta mágoa quando toca-se nesse assunto. Minha questão é: Será que a falta da figura paterna afeta muito mais a mulher? Se sim, porque?

Esta é apenas uma observação pessoal, e inclusive uma pergunta e não uma afirmação, então por favor, sem hostilidade.

Anônimo disse...

Bom, eu sou o segundo anônimo e o abandono emocional do meu pai me afetou muito. Nunca sentei no colo do meu pai, nunca recebi carinho, nada.
Sempre senti falta de uma figura paterna, sou uma pessoa meio infantilizada e sinto uma enorme necessidade de apoio, cuidados e carinho do meu marido e associo isso a falta que meu pai me fez.

Anônimo disse...

Se ela odeia tanto o pai,por que foi trabalhar no mesmo lugar que ele?É masoquista?
É assim mesmo que funciona,as pessoas endeusam pai e mãe,como se eles fossem perfeitos e se o filho reclamar de qualquer coisa é um fdp ingrato.

Anônimo disse...

Talvez fosse a única oportunidade para a moça de um emprego bom.

Anônimo disse...

Infelizmente compartilho de uma realidade similar com a autora do texto. Meu pai não é grosso "na cara" como o pai dela,mas é grosso daquele modo de que é cheio de sorrisos com todos, mas fala mal de todos pelas costas e nunca tem coragem de falar mal de ninguém (nem fazer uma crítica ou algo assim) na cara, para não """se expor"". Ele e minha mãe finalmente se divorciaram, depois de anos de enrolação,mas infelizmente ainda tenho que morar na mesma casa que ele. Se meus pais tivessem se separado quando eu era mais nova,eu teria uma relação melhor com ele do que tenho agora.

Anônimo disse...

off topic
Assistam ao Douglas falando como espancou a namorada até ela desmaiar. E digam pra gente se ele MERECE ficar nesse programa.

http://entretenimento.r7.com/blogs/te-dou-um-dado/espancador-de-mulher-na-minha-tv-nao-to-sussa/2015/02/03/

Anônimo disse...

Eu não acho que a falta do pai afeta mais mulheres não. Sempre pensei que afeta mais os meninos e associo isso porque o pai seria um "modelo" a ser seguido. Mas acho isso uma besteira sem tamanho. Não sou apegada as pessoas assim. Meu pai nunca foi ruim mas não tenho muito contato com ele, e isso não me faz falta.

ps: sou mulher.

Raquel X disse...

C., não se sinta culpada por não gostar de seu pai. Pelo seu relato ele faz de tudo para que você e qualquer pessoa tenha uma boa relação com ele. É o tipo de 'pai tóxico' que em vez de amar e proteger o filho acaba se tornando algoz e expondo o filho ao mais variado tipo de relações degradantes. Há algum tempo li no New York Times um texo sobre Pais Tóxicos, era o relato de uma mulher já adulta que cortou totalmente a relação com os pais dela, pois era uma relação que mais causava danos psicológicos do que bem estar e conforto emocional.
Se afasta, ignora ele. E lembre que ofensas raciais são crime, se alguém se indispuser contra ele pode gravar o que ele diz e fazer uma queixa-crime.
Ameaçar bater e humilhar você também pode se enquadrar na lei Maria da Penha.
Querida C., fica bem, busque estar com as pessoas que te amam e te respeitam, e ignore que não age assim contigo, mesmo que seja seu genitor.

C. disse...

Olá! Aqui é a C. do guest post.
Eu entendo que talvez tenha ficado confuso pra algumas pessoas o motivo de eu ter ido trabalhar na mesma empresa que o meu pai. Não foi por masoquismo. Foi porque eu moro no interior do RS e seria difícil, se não praticamente impossível conseguir algum tipo de estágio na minha área. Na verdade o principal motivo nem foi esse, foi mais porque minha mãe achou que seria uma boa ideia, que o canalha em questão merecia uma ''segunda chance'' e que eu deveria tentar ''me dar bem'' com ele. Obviamente que isso não funcionou NEM UM POUCO.
Ainda não larguei o estágio, não posso me dar esse luxo já que eu ajudo minha mãe com as despesas, porém, já comecei a procurar emprego em outro lugar, mesmo que não seja na minha área.
Entendo que ficou confuso mesmo, mas eu acabei escrevendo o guest post muito rápido, botei pra fora tudo que eu sentia e acabei deixando algumas lacunas.
Lola, quero agradecer pela atenção e por tudo que você faz. Você é incrível.

Anônimo disse...

Acho que o melhor pra autora do relato seria trabalar em outro lugar. Não fique perto do seu pai, ele não é boa pessoa e envenena seus dias.

Anônimo disse...

Se afaste desse cara Guest!
É a melhor coisa que vc vai fazer por vc mesma!

Seu pai é uma pessoa ruim e não vai mudar. Mas vc não é obrigada a aturar ou aceitar isso.

Se afaste! O máximo possível. Não pq manter pessoas ruins na nossa vida, sejam quem forem.

Se cuida.

Alice

Tuany Fraga disse...

Querida C.,

Eu entendo perfeitamente o seu relato e senti meu coração apertar em muitos poucos que você citou.
No Natal do ano passado resolvi me divorciar dos meus pais (no meu caso, a coisa existe com a mãe também).
Como a Lola comentou, não é porque é da família que devemos amar.
Por que você quer uma pessoa dessas do seu lado? Pra te fazer sentir mal? Afaste-se. Divorcie-se. Deixe de almoçar com ele.
Dói esse afastamento? Dói muito. Mas, quando você perceber que a dor é causada por saudade de tudo aquilo que você não teve (amor, carinho, respeito, compreensão), ameniza.
Muita força pra você.
Obrigada por compartilhar isso conosco.

Anônimo disse...

Ah, não precisa necessariamente sair do emprego, ainda mais se esse emprego te sustenta e vai ser bom pro seu futuro. Não se prejudique por causa do escroto.

Mas se afaste emocionalmente, almoce com outras pessoas, em outro horário, inventa uma desculpa que não pode ir naquele horário. Ou vá sozinha mesmo.

Não tente proximidade e nem aprovação dele. Pq não vc vai ter.

Esse tipo de gente como ele tem prazer em humilhar as pessoas. Ele é tão merda que só se sente bem humilhando os outros. É doentio.

Então se afaste, não queira que el ete ame, te aprove, que ele tenha uma relação de cuidado com vc. Não espere isso.

Vc pode ter ótimos amigos, sua mãe e companheiro. Não precisa dele.

Alice

J. disse...

Que relato triste. Repetindo o que todo mundo disse: se afasta desse cara, C.!

Jonas Klein disse...

Ola Lola, e a moça que escreveu relato acima.

Olha guaria eu acho que você não vai se ofender com que eu vou dizer, mas caso se ofenda peso desculpas desde já.

Sinceramente mas que lixo de pai que você tem, sabe que eu acredito que teu pai seja, um Gay enrustido, por que um heterossexual já mais diz essa frase "mulher só atrapalha a vida dos homens" isso e tipico comentário de sujeito que ta doido para sair dando a bunda adoidado por ai, mas não tem coragem de fazer ou admitir que ja faz isso, fica de mimimi por ai.

OBS: eu não sou homofóbico, e sei que tem muito Gay por ai, que tem um extremo respeito com as mulheres.

Outra coisa o teu "pai" e o tipico sujeito que gosta de fala grosso e ofende quem ele sabe que não pode luta com ele de igual para igual, mas ele nunca levantaria a voz, que dirá mão para uma mulher como a Crys Cyborg, pois caso faça isso ele sabe bem que vai acontecer com ele, se fizer isso.

Outra coisa teu "pai" ele pelo jeito gosta de posa de "machão" e "corajoso" com mulher, mas e só outro homem chama ele pro pau, que ele já se molha as calças e pode pela mãe dele, e olha que eu sei do que estou falando, pois cara como teu "pai" eu conheço muitos por ai, por isso sei como eles são de verdade.

Alem disso tudo isso, essa coisa que te boto no mundo, tem sorte que misoginia ainda não crime no Brasil (mas já deveria ser), por que se essa republicazinha de quinta categoria aqui, fosse um pais decente, uma declaração como esta "mulher só atrapalha a vida dos homens".

Já seria o suficiente para por o lixo na cadeia por muitos anos.

Por fim eu sinto muito por você, e te desejo muita paz e sucesso na sua vida.

Anônimo disse...

Meus pais se separaram quando eu tinha 1 ano de idade. Ele largou minha mãe sozinha pra criar 3 filhos,humilhava minha mãe, além disso, era alcoólatra me fazia passar vergonha. Quando eu digo que a morte dele me trouxe alívio ninguém acredita. Ser pai não é só fazer uma criança...

Anônimo disse...

C.

Será que seu pai é SÓ isso,ele não tem outros aspectos admiráveis ou ao menos toleráveis,olhe para você e seus defeitos,vc não se resume a eles e seu pai provavelmente também não, olhe outros aspectos, digo isso porque minha relação com meu pai só funciona porque percebi que ele é melhor como amigo que como pai.

aproveitando a deixa sobre familia,questiono: somos mais tolerantes com amigos do que com familiares, porque seráW.

Lucas,

Também acho o impacto da ausencia masculina maior para as mulheres, curioso isso.

Anônimo disse...

Meus pais se separaram quando eu e minha irmã gêmea tínhamos 1 ano de idade. Meu pai também é bem machista e conservador e minha mãe sempre foi uma mulher mais sensata, por isso a relação não durou nada.

Eu tive tudo pra crescer com ódio do meu pai, porque ele foi super ausente e sempre sacaneou a minha mãe. Ela acabou desenvolvendo muita raiva dele e eles hoje sequer se cumprimentam. Cresci ouvindo um falar mal do outro. E cresci em meio a discussões sobre pensão, sobre visitas, responsabilidades, sobre coisas que devem ser tratadas somente entre adultos.

Meu pai se casou 5 vezes, teve dez filhos e com quase todas as mulheres a relação virou isso: brigas por pensão, acusações, etc. Quase todas: a mulher atual é trinta anos mais nova que ele e não tem nem o segundo grau completo, veio de uma família super pobre e bastante machista. Eles se carasam porque ela engravidou e pra família dela era inadmissível que ela fosse mãe solteira. Ela acabou sendo a isca perfeita pra ele: uma mulher submissa, sem muita cultura e que não teria o apoio da família caso quisesse se separar. E ela é uma mulher perfeita pros padrões machistas dele. Ela é completamente submissa, dependente, não reclama, não sai, não tem amigos, passa o dia inteiro arrumando a casa, prepara e serve todas as refeições dele e aguenta tudo calada - inclusive eventuais traições do meu pai.

Mesmo sabendo de tudo isso do meu pai, eu não sinto ódio ou raiva dele. Eu sinto pena. Pena de ver que uma pessoa que teve tantas oportunidades de se tornar uma pessoa melhor mas não aproveitou nenhuma.

Apesar desse jeito dele, preciso ser justa: ele consegue discutir comigo tranquilamente. Ele se posiciona, me acha muito moderninha e diz que na época dele as coisas eram diferentes. Mas ele nunca me ofendeu por eu pensar de uma maneira diferente da dele. E eu nunca consegui fazê-lo pensar de outra forma.

Nós nos vemos muito pouco, acho que uma vez a cada três meses, sei lá. Temos uma relação amistosa. Não morro de amor por ele, mas o respeito. E ele idem. Tomo umas cervejinhas com ele, contamos piadas, rimos e pronto. Não temos uma relação de pai e filha, nunca tivemos. Mas temos uma relação de duas pessoas que pensam muito diferente mas que conseguem conviver em paz.

Sobre a ausência do pai afetar mais as mulheres: eu não acho que tenha a ver com gênero. Acho que cada pessoa reage de alguma forma - há pessoas mais sensíveis a isso que outras. Minha irmã gêmea, por exemplo, já foi um pouco revoltada. Tudo mudou quando meu pai teve câncer e mais do que os outros 8 filhos, nós duas é que demos assistência. Mesmo depois de tudo, quem levava ele às sessões de quimioterapia era minha gêmea. E ele pôde se tratar de forma digna porque é meu dependente no meu plano de saúde. Hoje felizmente ele está curado e essa fase da vida dele fez a gente se aproximar um pouco mais. Na verdade, fez a gente deixar de lado qualquer sentimento ruim, se aceitar, etc.

Eu entendo que em alguns casos nem isso é possível, como é o caso da autora do relato. Então, nessas horas o melhor mesmo é se afastar. Ninguém precisa conviver com alguém só porque têm laços de sangue. Isso não significa nada.



Anônimo disse...

Minha simpatia e apoio pra C. completamente. Eu a entendo porque meu pai também foi assim, era muito jovem e imaturo e acabou reproduzindo o péssimo modelo que os meus avós deram porque ele estava perdido e não sabia mais o que fazer. Ninguém gostava de ficar junto com ele. Felizmente meu velho viu que tinha algo errado ali e mudou bem rápido. Hoje ele não é nem de longe o péssimo pai que já foi e todos os filhos o amam mais. Eu cortei relações com um bocado de parentes que me faziam mal, C. vá em frente e corte as suas também porque isso é muito libertador e faz um bem danado.

Death disse...

Moça do Guest Post

Olha seu pai não é a melhor das pessoas para se conviver isso parece bem claro, mas o que tu pode fazer é ignorá-lo pois mudar esse comportamento dele será um pouco improvável.

Se a sua única boa opção de emprego é trabalhar com ele então o trate apenas como colega de trabalho, tenta não equalizar o "pai" e se imponha para que ele não equalize o "filha" enquanto estiver contigo no ambiente de serviço. Isso é importante para ele não tomar certas liberdades.

Do mais, as ameaças mesmo que veladas que ele faz são cabíveis de denúncia.

E tenha um pouco de calma, logo tu consegue sua independência financeira e some da frente desse infeliz.

Foi assim comigo, meu pai não perde em nada pro seu e pra piorar quando eu me assumi lésbica pra ele, passou a me perseguir mais, dizendo coisas horríveis como "um dia algum homem ainda vai te corrigir" corrigir = estuprar.

Foco nos seus objetivos e menos em quem te atrapalha.

Jonas Klein disse...

Anonima das 12:41.

Voce diz que "Nunca sentei no colo do meu pai, nunca recebi carinho, nada.
Sempre senti falta de uma figura paterna, sou uma pessoa meio infantilizada e sinto uma enorme necessidade de apoio, cuidados e carinho do meu marido e associo isso a falta que meu pai me fez"

Acredito que você por ter sido abandonada emocionalmente pelo seu pai, você adquiriu uma doença psicológica chamada dependência emocional, e por isso que você e assim com seu marido, eu sugiro a você que procure psicologo para tratar essa ferida psicológica que esta abeta em você...


Lucas pin.

De uma lida neste artigo aqui

http://www.papodehomem.com.br/ela-nao-sabe-se-relacionar-porque-nao-teve-pai-id-28

Ele foi escrito pole psicologo Dr Frederico Mattos, acho que ler este artigo vai responder por total ou quase isso, a sua duvida com relação falta que figura paterna faz as mulheres.

Boa tarde

Denise Marinho disse...

Amapô que escreveu o texto: deixe esse homem para trás na sua vida! Saia dessa empresa!
O mundo é grande, tem 7 bilhões de pessoas nele e muita gente boa!
Parenti, serpenti!

Anônimo disse...

Meu pai é um verdadeiro feministo. Vivia falando por aí que filha dele tinha mais é que namorar 5 ao mesmo tempo, qualquer coisa cultural que eu quisesse fazer (incluindo intercâmbio, escola de idiomas no Brasil mesmo, curso de artes, curso de qualquer troço) ele pagava sem eu ter que pedir duas vezes. Reclamava que eu me vestia como uma senhora porque não gostava e de fato nunca gostei de coisa apertada, barriga de fora, shorts, coisas assim.

No dia em que ele descobriu que eu estava fazendo sexo com meu namorado, a coisa mudou completamente.

Fiquei em cárcere privado, com direito a tirarem todos os telefones da casa, tomei surras diariamente dele e da minha mãe (essa sim uma machista declarada), me humilhou na escola em que eu estudava contando pra professores, diretores e o cacete o que eu tinha feito (o que até me serviu porque eu estava transtornada demais para estudar e acabaria repetindo de ano, aí os professores e a direção literalmente resolveram me passar de ano até porque sempre tive um histórico de boa aluna na vida) e me obrigou a mudar de cidade e ir morar com a minha avó.

Meu namoro não terminou, a gente se encontrava escondido na cidade em que fui viver (com a ajuda de muitas pessoas, diga-se) e admito que até rolou uma vingancinha minha. Em um dia que fui, NA MARRA, visitar meus pais e eles saíram para fazer qualquer coisa, chamei o namorado ĺa e a gente transou super gostoso na cama deles. Adorei ter feito isso.

Com 18 anos fui obrigada a voltar a morar com eles e o inferno só acabou do velho e bom jeito de sempre, arrumando um emprego e mandando geral se fuder. Foi o que fiz e não me arrependo de nada.

Já tenho 40 anos e isso tudo faz muito tempo, mas desde aquela época que meus pais morreram pra mim. Principalmente meu pai. Minha mãe, machista, pelo menos era sincera.

Anônimo disse...

O machismo é natural entre os grandes primatas (chimpazes, orangotangos, humanos e gorilas)!

B. disse...

"Já tenho 40 anos e isso tudo faz muito tempo, mas desde aquela época que meus pais morreram pra mim. Principalmente meu pai. Minha mãe, machista, pelo menos era sincera."

Ihhh, aí vão dizer que não existe mulher machista, que são todas cooptadas pelo patriarcado. Aí vão te dizer que as surras que tu levou dela não eram coisas do machismo e sim uma mera reprodução...Sempre me dói ver esses relatos e lembrar de algumas vertentes que dizem isso...


Bom, sobre o assunto do post:

eu acho meu pai meio chato. Pronto falei. Ele é extremamente pão-duro (mas tem dindim) e quando meus pais se separaram, nosso padrão de vida caiu muito, só agora estamos dando um jeito pois agora trabalhamos e eu sinceramente não gosto nem de receber "agrados" do meu pai, pq me sinto "bancada", sabe, ou "sanguessuga" como fazia questão de chamar a mim e a minha mãe.

Anônimo disse...

Concordo Jonas, eu sou dependente emocional do meu marido e da minha mãe. A dependência não é daquele tipo de apanhar calada e tal, nosso relacionamento é bem igualitário e tranquilo, mas eu sou muito dependente de "carinho e afeto".
Ele é um homem naturalmente afetuoso e eu tb sou assim, já me prejudiquei em outros relacionamentos por essa dependência.
Fiz terapia por bastante tempo (além disso desenvolvi transtornos alimentares), a psicóloga me deu alta mas eu ainda tenho algumas coisas muito mal resolvidas.

Livia Siqueira disse...

Moça,

Vc tem 18 anos, certo? Ao longo dos 18 vc pode mudar de nome (e excluir o sobrenome do seu pai). Mas isso só é válido enquanto vc tiver essa idade, ok? Fez 19, acabou a oportunidade.

Anônimo disse...

No meu caso quando digo que meu pai não ajudou com nada extra me refiro a remédios, acreditem remédios.
A minha doença me fazia tomar transfusões de sangue toda semana, e depois quando eu fiz uma cirurgia e me "curei" fiquei com a imunidade um lixo! Tinha que tomar remédios e vacinas caras, desenvolvi outras doenças em consequência da primeira e minha mãe gastou demais comigo. Ela falava que o salário e a pensão não davam conta e ele ignorava. Minha mãe chegou a desistir do meu tratamento, precisei tomar uma batelada de injeções por uns 20 dias e custava muito caro. Só conseguimos pq um conhecido pagou as injeções e minha mãe devolveu o dinheiro em prestações.
Isso é ridículo, quando lembro disso eu não consigo acreditar que alguém que fez tão pouco por mim hoje em dia cobra tanto.

Anônimo disse...

~Capitu

Guest, li seu relato e reconheci nele um homem muito semelhante ao meu ex-marido, pai dos meus dois filhos.

Sim, a cultura da sociedade patriarcal é machista, mas o caso dele parece ir um pouco além - seu pai é um agressor verbal. Ele 'cruza' a linha dos 'defeitos' como preconceito, homofobia, machismo, etc para entrar no campo de agredir verbalmente em busca de controle e se relacionar com projeções daqueles que ele encara como meras 'extensões' de si mesmo.

Lidar com uma pessoa assim é muito complicado, até porque é improvavel que ele mude. Mas uma coisa eu sei: A pior coisa que você pode fazer é discutir com ele, se justificar, porque se você fizer isso você 'valida' as definições dele sobre você. Ele não vai entender sua argumentação como uma tentativa de chegar a um ponto racional, mas sim como um sinal de que ele pode 'ganhar'. O que fazer então? Quando ele atacar você com palavras, ironias, definições de que você é isso ou aquilo, encare os ataques como o que eles realmente são - irracionais. E aja com incredulidade. Responda: "O quê?", "O que foi que você disse?", "Isso é o que você diz". E se afaste dele quando ele estiver se comportando de uma forma inadequada. Outra coisa fundamental é não 'esquecer' ofensas - se ele te ofender, se ofenda e saia de perto, e não volte até receber um pedido de desculpas.

Raven Deschain disse...

Lucas, acho que não. É que na nossa sociedade, meninos são ensinados a não demonstrar sentimentos. Acho q afeta igual.

Sobre o post, concordo com quem diz que vc não deve se sentir culpada. Ele parece ser o tipo de pessoa que ninguém gosta. Pq vc é filha é obrigada a aturar? Nem a pau. Essa obrigatoriedade de endeusar pai e mãe tem que acabar.

Adna Rosa disse...

Meu pai é bem parecido com o seu, moça do Guest. A diferença é que com os outros, ele é o cara! Mas em casa, batia e humilhava minha mãe e eu, mas é como o rapaz ai de cima disse, bate em mulher qdo chega um homem pra peitar, ele vaza! Digo isso pq ele batia em nós duas e sumia uns 2 dias e eu sei que estava era fugindo de um possível flagrante policial. Ele parou de bater na minha mãe quando fomos na polícia e fizemos um boletim de ocorrência, e parou de bater em mim quando eu o peitei e o tirei da minha vida.
Infelizmente, pela falta que eu sentia da figura paterna e pelas boas lembranças que tinha dele da minha infância, nos reconciliamos. Digo infelizmente pq logo depois brigamos novamente e desta vez não quero mais te-lo na minha vida.
Já ouvi do meu pai que sou puta e vagabunda também, isso é muito triste. Mas acho que o que mais me entristece não é minha mãe estar com ele até hoje, é meu irmão (hoje adolescente) ter visto TUDO e ainda defende-lo! Isso sim dói, e dói muito.
Mas tem uma coisa que agradeço ao meu pai, todo o sofrimento que ele causou a mim e minha mãe me ensinou o que não quero nunca mais na minha vida, identifico um relacionamento abusivo de longe, e corro deles!

Hell disse...

Meu pai e eu sempre tivemos nossas diferenças. Ele era muito mais velho, tinha vindo do interior, era caminhoneiro, religioso, ou seja, temos prato cheio para o machismo. Eu sempre o odiei, ele me humilhava, já expulsou amiga da minha casa porque "ela tinha filho" e, claro, seria uma péssima influência para mim.
Com o passar do tempo, fui vendo que a mente dele não ia mudar, tinha sido moldada daquela forma e já estava velhinho demais para enxergar de outra maneira e tentei conviver de forma pacífica.
Enfim, eu tenho certeza que, apesar da criação que tive, nunca deixei de questionar as imposições, as regras de "como mulher deve ser".
Inclusive, escrevi hoje sobre uma música que fala exatamente sobre opressão à mulher e regras de como a sociedade impõe que sejamos. Acho que cabe como uma luva ao seu post. Tá aí: http://agridossie.blogspot.com.br/2015/02/musica-da-janela.html

julia disse...

Olha, eu tb tenho muita mágoa do meu pai. Ele me abandonou a infância e adolescência inteira, jogava na minha cara uma miséria de pensão (começou com 60 reais quando eu tinha 10 anos e terminou em 125 quando eu tinha 18), me dava patadas, tinha vergonha de mim porque eu era pobre, feia, favelada. Depois que me casei com um homem rico, que tem UMA FAMÍLIA, que melhorei muito em aparência e educação ele vem atrás! Gente, ele nunca me ligou em nenhum aniversário, me ligava de 6 em 6 meses só pra falar algo relacionado à pensão e depois que me casei me liga TODA SEMANA, me cobra visita, VEM ME VISITAR SEM AUTORIZAÇÃO(moro em outra cidade), fica me deixando comentário no facebook dizendo estar orgulhoso... Vai à merda!! Eu nunca ligo pra ele, atendo por educação mesmo. Vai entender a pessoa. Ficou magoadinho pq escolhi meus sogros para serem padrinhos de uma filha minha e outras pessoas para serem padrinhos das outras(tenho 3 filhas). Mas eu quero que ele fique triste meeesmo! Vou me formar daqui um ano e não vou convidá-lo!! E ainda vou postar foto no face

Anônimo disse...

Não sei quem é meu pai, não sei seu nome, como era fisicamente falando.
Sinto um enorme buraco na minha vida por conta disso.
Qd pequena perguntei algumas vezes dele e minha mãe, subestimando minha idade, dizia uma lorota qualquer achando que acreditaria. Mas o incomodo dela era tão grande ao responder,que até hoje já crescida, não tenho coragem de perguntar o que aconteceu.
Na escola meus colegas sentiam pena e desconfio que até hoje os mais chegados tb sentem pena qd conto.
Pra ficar mais complicado, toda vez que me olho no espelho vejo traços físicos que minha mãe e nem a família dela tem.
Vejo um rosto desconhecido em mim.
Isso dói.

Raven Deschain disse...

Hell, que linda análise dessa música. Eu não conhecia. Bacana mesmo.

Eli disse...

Engraçado que essa semana fui na psicóloga e na avaliação ela perguntou sobre os meus pais. Com relação a minha mãe eu respondi "às vezes eu odeio ela" e ao meu pai "Eu odeio ele". Complicado quando seus pais são tóxicos, mas de fora parece que eles são perfeitos. Por exemplo: a minha mãe era do tipo que me batia porque ela simplesmente estava estressada e precisava descontar em alguém, e eu era a pessoa perfeita pra isso. Hoje em dia ela não me bate mais, mas ela grita na minha cara. Se ela percebe que ela brigou à toa (dificilmente isso acontece) ou que eu estou super chateada com ela, ela vira um doce, parece outra pessoa. E daí eu continuo nessa relação tóxica, na qual na maior parte do tempo eu me sinto de mãos atadas. Pelo menos a C. tem sorte que o pai dela não fica dando um de bonzinho e confundindo ela.

Anônimo disse...

"Ihhh, aí vão dizer que não existe mulher machista, que são todas cooptadas pelo patriarcado. Aí vão te dizer que as surras que tu levou dela não eram coisas do machismo e sim uma mera reprodução...Sempre me dói ver esses relatos e lembrar de algumas vertentes que dizem isso..."

Pois é, muito fácil dizer que "é preciso acolher as irmãs" quando não é você quem tá apanhando.

Anônimo disse...

Um forte vínculo não resolvido.
São como paixões que acabam e se transformam imediatamente em ódio. As mutuas ofensas, desfazendo um do outro, são a prova da grande mágoa por não corresponderem ao que cada um projetou no outro. O conteúdo, aqui, parece ser o que menos importa. Enquanto não aceitarem a diferença do outro, estarão presos pelo ódio.

a. Carlos

Anônimo disse...

Quando um pai ou mãe não é aquilo que gostaríamos que fosse e a relação se revela tóxica, independente de quando começou esse intoxicamento, a melhor solução é aquela que qualquer pessoa de bom discernimento indica para um envolvimento romântico falido: largar e seguir em frente.

Isso de "é meu pai/mãe, então eu TENHO QUE" é uma imposição social da cabeça que você pode optar por acreditar e determinar sua vida ou não. E muito desse "TENHO QUE" vem, basicamente, da sua relação de vaidade para com os outros, de uma aparência que se quer manter para evitar críticas, comentários e julgamentos seja dos próprios pais ou da sociedade altamente opinativa a seu redor.

Se não fosse pelos outros, se não fosse pela vaidade e usando apenas do próprio julgamento de seus sentimentos negativos em relação a esse ambiente familiar tóxico, a pessoa seria mandada à merda sem a menor dor de consciência.

Pai e mãe são funções com prazo. O papel é perdura indefinidamente; a função, em tese, não e observe que não precisa ser o pai ou mãe biológicos para que essa função seja exercida, não raros são os casos de irmãos ou irmãs que assumem esse posto. Tios, avós, outros adultos ou nem tão adultos assim. E essa função acaba no momento em que a pessoa adquire as condições para ser um autônomo pensante que possa caminhar em direção ao próprio sustento, coisa que a sociedade ocidental atual empurra indefinidamente para o futuro, gerando situações como as de quem tem 25, 30, até 40 anos e ainda mora com os pais, em uma adolescência interminável e funções paternais/maternais intermináveis também, mas de forma plenamente artificial. Na minha geração, por exemplo, isso só seria reservado às pessoas doentes ou fisicamente/intelectualmente incapazes de gerir a si mesmas; hoje em dia é o padrão e os pais que decidem empurrar os filhos do ninho, ainda que este tenha asas mais que saudáveis, praticamente são vistos como criminosos sem coração. Pelos filhos inclusive, que vão postergando a própria independência econômica e moral e preferem chorar as mazelas da falta de conforto a fazerem por si mesmos, como verdadeiros adultos.

Artificial ou não, a função é o que é. A criança precisa de cuidado, alguém precisa cuidar dela. Quando ninguém é mais criança ou legalmente impedido de exercer todas as atividades no campo civil, o que perdura é o papel, que muitas vezes é o verdadeiro gerador de conflitos. Se existe um papel de pai, então também existe um papel de filho e quem não veste os personagens desse teatro pode, e geralmente arruma, grandes resistências para si. Sou pai, tenho que, sou mãe, tenho que, sou filha, tenho que (tudo independente de sentimentos verdadeiros). Mas não vestir o papel e reconhecer que as funções acabam é imprescindível para o amadurecimento psicológico, emocional e social do indivíduo e evita, por exemplo, que uma relação tóxica seja mantida quando na prática sequer amizade existe, quanto mais carinho.

Sou mulher e tenho que, sou homem e tenho que, sou marido e tenho que, sou esposa e tenho que. Tudo coisa sem sentimento e as pessoas ainda ficam admiradas quando se frustram pelo papel não combinar com o script que imaginam pra si, em vez de escreverem o próprio roteiro e mandarem o papel às favas. E paga-se o preço. Não adianta culpar os outros pelas asneiras que se comete em nome desses outros. Não adianta criticar o pai e dar um jeito de estar sempre ali como um alvo disponível, brigando, teimando, fazendo birra em vez de simplesmente voar para longe, formar seu ninho e sua própria família. Isso não é adulto e quem não é adulto, tratado como criança será. Pelos seus pares e pela vida.

Toda mágoa é a falta de correspondência entre a expectativa do seu mimo e a realidade das coisas. Toda decepção é a visita da verdade para quem esperou dos outros o que só poderia ter esperado de si próprio.

Papai não é o que você queria? Trate-o como adulto, trate-se como adulto, deixe-o ir embora e vá embora também. Não é complicado. Viver na toxidade da deterioração dos papéis é infinitamente pior.

B. disse...

"Pois é, muito fácil dizer que "é preciso acolher as irmãs" quando não é você quem tá apanhando."

THIS!

(PS: eu gostaria de escrever um guest post sobre esse assunto, se tivesse eloquencia e escrevesse bem, mas não saberia me expressar)

Mary Janne disse...

Lola,
Faz um post sobre isso, por favor! Sai o agressor e fica o stalker...

http://televisao.uol.com.br/bbb/bbb15/critica/mauricio-stycer/2015/02/04/eliminacao-de-douglas-resolve-um-problema-para-a-globo-que-omitiu-agressao.htm#fotoNav=16

http://televisao.uol.com.br/bbb/bbb15/noticias/redacao/2015/02/03/douglas-diz-ter-batido-em-ex-dei-um-soco-so-e-ela-desmaiou.htm

Hell disse...

Obrigada, Raven Deschain!

Somos massacradas por essa cultura de imposição que quer ditar tudo o que devemos ser e pensar, né.

Acho difícil culpar diretamente nossos pais... são séculos de ditadura, vivemos em uma cultura machista terrível.

A música é isso. E foi escrita por um homem com uma sensibilidade incrível, né. Raro, muito raro encontrar homens feministas por aí, rs.

Por fim, se acho difícil mudar nossos pais, acredito que possamos fazer com nossos filhos para começar a mudança de agora. Acho que é por aí...

lu disse...

caracules anonimo de 4 de fevereiro de 2015 09:04, que soco na cara! acho que vou guardar pra ler de vez de quando...

lu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Não assisto Big Brother e não sei nada sobre o tal Douglas, mas pelo que vi em revistas o "soco" na namorada foi um revide, não é "violência de gênero". Outra participante disse ter quebrado uma garrafa na cabeça do ex porque ele levantou a voz para ela e nada se diz sobre isso...

Anônimo disse...

Moça,
Compreendendo muito do seu relato. Fui criada por um c**** (é assim que me refiro a ele, em meus escritos) misógino. Misógino. Aprendi com ele o que não ser, de que tenho asco, e tb aprendi a reconhecer detalhadamente traços e rastros de misoginia. Hoje cortei totalmente o contato. E ele não tem mais ninguém para falar mal de mim, e manipular, porque não tenho contatos em comum com ele.
Uma parte do que escreveu sobressaiu ainda mais para mim: ele te coloca no papel de "filha" (segundo a visão dele: aquele ser que DEVERÁ, pela vida toda, engolir - ele ignora todas as vezes que vc o enfrentou, comporta-se como se não houvessem exixtido - TODA a escrotidão que ele cagar na vida, todos os dias, sempre que ELE desejar), tal como ocorreu comigo até eu cortar totalmente o contato.
Li muitos livros para tentar lidar com isso (minha mãe faleceu cedo, não tive ninguém que me apoiasse na infância e na adolescência, daí as consequências continuam fortes na vida adulta). Dois desses livros: autora Susan Forward, "Pais Tóxicos", "Homens que odeiam as mulheres" (tvz não tenha escrito os títulos exatos, mas é fácil achar).
Ao que me parece, além de machista, seu progenitor tb é narcisista. Vale a pena uma introspecção, vc entender o que vc quer, tendo em vista que ele vai tentar te tratar assim (= jamais te enxergará como pessoa e não será capaz de ter uma relação adulto-adulto com vc) até seus cem anos.
Eu não costumo falar pra quase ninguém sobre essa questão, pq evito contar coisas muito íntimas, a não ser para umx ou outrx que tem noção da realidade, que esteja abertx a ouvir e em quem eu confie.
Um forte abraço, e saiba que não estamos sozinhas nesse tipo de experiência.

Anônimo disse...

Complemento: o que "a.carlos" escreveu aí em cima não tem absolutamente NADA a ver. "Paixão" e termos afins só se aplicam às relações entre adultos, com exceção óbvia de você, ao "adultecer", ter uma relação, diferente de todas as outras relações com adultos, com aquelx que teve poder sobre vc na infância e na adolescência. Se essa pessoa te proporcionou um ambiente e uma relação básica tóxicos, é bastante improvável que sua relação com essa pessoa mude - a não ser que haja desejo genuíno da pessoa (raramente há, daí aquela "improbabilidade").

Anônimo disse...

Esqueceu os bonobos? Tão próximos dos humanos quanto os chimpanzés comuns e tão machistas, só que não! Vai estudar vai!

Michelle disse...

Querida infelizmente é uma situação compartilhada por muitos jovens e na maioria das vezes os problemáticos são sempre os pais.

A maioria deles recebeu ensinamentos machistas e estão tentando repassar aquilo que aprenderam(Não justificando).

Eu já passei por algo bem pior,pois diferente de sua mãe a minha não teve coragem e nem condições de se separar.

Cresci assistindo as longas surras que ele dava nela todos os dias,escutando as humilhações e traições(com as próprias amigas).E o desabafo amargo de arrependimento pois os meus avós tentaram de todas as formas impedi-lá mas ela não quis escutar e pagou caro por isso.

Meu avô que amo também não foi o melhor homem do mundo,apesar de nunca ter batido na minha avó,ele a traía todo tempo e gastava o dinheiro das compras sustentando amantas e bebia muito.

Como você vê há realidades bem piores do que a sua.

É melhor não ter nenhum exemplo e criar o seu,do que conviver com um exemplo errado.

Isso ocorreu por 20 anos e ainda acontece,estou lutando para sair dessa situação e tirar a minha mãe dela.

Ao contrário de muitos eu não parei de estudar por isso,nunca destratei ninguém,não sou grossa e ignorante e aprendi que independente do exemplo você pode seguir a sua vida e ser quem você quiser.

Sempre escuto a velha frase "educação vem de berço" e claro sempre rebato.

Cabe a nós jovens de hoje não permitimos que esse tipo de atitude passe adiante,somos responsáveis pela geração futura,então influencie de forma positiva.

Não fazendo apologia de religião,mas eu só conseguir seguir em frente graças a Deus,optei por ser cristã e isso mudou a minha vida,foi orando e confiando em Deus que não me transformei em meu pai.

Anônimo disse...

C. Eu desejo que vc encontre muito amor nesse mundo. E que essa experiência com o seu pai, seja algo ruim dentro de uma vida significativa e cheia de afeto. Continue na empresa até vc conseguir ou achar uma oportunidade melhor. Esse pai já lhe roubou muitas possibilidades, tente ser forte para que ele não lhe roube mais futuro. Sua história me emocionou muito, e eu só consigo pensar em como posso contribuir para um mundo mais confortável para as diferenças de todas nós. Boa sorte, Carolina

Anônimo disse...

Também sofri violência física e psicológica de meu pai desde pequenininha. Não gosto de conversar com ele, abraçá-lo nem de ficar no mesmo ambiente. Pra piorar, ele mastiga com a boca (lotada) aberta e fazendo bastante barulho, é nojento, não dá! Não tenho laços afetivos, não faço questão dele. Ele exige perdão, a família exige perdão. Mas estou num processo psicológico de "divórcio". Só desejo que ele seja bem-sucedido, nunca mais me peça dinheiro e nem me dê dor de cabeça, não quero segurar mais rojão dele, quero ficar em paz e tocar minha vida.

Anônimo disse...

Também tenho mesmo problema com meu pai, machista e do signo de leão. Só que minha mãe, sei lá mãe de quem ela é realmente. Concorda com tudo oque ele fala, totalmente dependente dele. Nunca ouvi uma palavra de conforto da minha mãe.
Eu sou uma pessoa independente financeiramente e psicologicamente. Faz 2 anos que separei do meu ex-marido e tenho uma filha de 12 anos, marido que nunca foi aceito por meu pais. Após separação meu ex-marido se tornou maravilhoso, pq meus pais têm tanta vergonha de ter uma filha separada que preferem que eu mantivesse um casamento falido.
Hj sou casada novamente com um marido que amo muito e eles também não aceitam, quero ter um filho com ele, mais tenho tanto medo do que meus pais irão falar ou fazer com essa criança.
Tive uma briga feia neste final de semana com meu pai, irei me afastar um pouco. Além disso tudo minha mãe está passando por um câncer de mama e fica muito mais complicado.

Anônimo disse...

Acho que cada um encara o problema de for a diferente.. Meu pai e machista..eu trabalha com ele sai..o abuso foi tão grande que meu nome tive q dar para ele financiar un carro.. Eu morava com ele, era menor..depois comecei fazer facu e como morava c ele os abusos continuavam.. Eu achava que ia ser ma filha por n fazer as coisas...ficava dividida.. Mais eu vi que o errado ele... Machista controlador..dai comecei ser mesmo a ovelha negra no qual levei nome... Meu pai apronto muito ate c minha mae.. Só falto bate.. Isso se já n Fez e eu n soube... Ele acha dono do mundo... Hj sou casada trabalho na MSM firma.. Só que tenho controlo... Sou sadia.. Não me deixei envenenar...pq ele precisou e precisa de mim ate hj.. Ele e desequilibrado e precisa de tratamento ... Porem ele n quer..ai e problema dele.. Minha mae n separou pq tem medo de trabalha e se sustenta... Dai e problema dela tbm.. O meu problema hj e minha casa.. Temos firma familiar ele n muda..porem n pego p mim.. Se ele e infeliz problemático problema dele..ele e meu pai e vou cuida dele pq e meu dever.. Minha parte eu faço. Agora se me prejudicar em algo eu me Afasto.. Hj ele e ciente w chantagem emocional não funciona.. Eu sigo minha vida.. Se p ele n ta bom eleanda eu embora c todos os direitos..e a porta da minha vida tbm ta aberta p sai.. Acho q tem problema c os pais deve fazer tratamento.. Se ama se cuida.. E fazer sua parte.. P n ter nda para falarem no dia de amanha

AdrieleAps1 Vaz disse...

Eu não acho sou mulher tenho a ausência do meu pai e não importo sempre gostei mais da companhia de mulheres em casa

Anônimo disse...

Nossa é tão complicado lidar com certas situações, amo meu pai , nunca deixou faltar nada , mais em compensação me privou de muitas coisa , por não gostar ou por não achar certo , e sinto que isso me prejudicou , hoje sou casada , faço coisas que jamais meu pai aceitaria ou deixaria eu fazer ,fiz uma tatuagem e ele me critica muito por isso , nos últimos meses fiz outra tatuagem , fiz pq gosto e acho bonito , mais tem um porém, me sinto muito culpada e medo , pq sei que ele vai falar horrores , não queria me sentir assim , até pq eu gosto ,é uma situação muito ruim , fico com esse sentimento de culpa e de medo , imagina quando ele souber ...Nossa o sermão vai ser enorme. Respeito muito o meu pai , mais não queria ter esse sentimento...

lu disse...

Oi, me identifiquei bastante com sua história, eu comecei a lê e as lágrimas começaram a cair. No meu caso, meu pai é uma pessoa boa e de coração bom...mais a sociedade o trnsformou, lembro-me de quando era pequena o carinho que ele tinha comigoe com meus irmão... Enfim crescemos e daí por diante começaram as ameassas, os palavrões, xingamento...ao altoritariedade... Tudo junto e misturado...muito do que VC narrou em sua história aconteceu comigo e acontece até hoje, vivi reprimida em meu próprio lá, pq ainda não tenho conduções de me sustentar ser independente, luto pra que esse futuro esteja próximo. Que fique claro que eu gosto, amo meu pai, mais as atitudes dele junto a me, me ferrem, me machcão eu fico pensando será que só eu passo por isso. Me pergunto, por que de eu merecer tudo isso, será que é uma aprendizagem pro futuro. Eu só sei de uma coisa, que eu só vou um dia fica sossegada, tranquila, sem estresses e sem sofrimento quando eu de uma vez por todas eu me libertar do meu pai financeiramente, porque eu acho que a partir daí ele talvez possa na distância me tratar r me respeitar da forma que eu mereço e que uma filha e um pai devem ter.

Desabafo mesmo... Aqui eu me sentir a vontade. E ainda acho, que isso é uma das coisas melhores coisas pra gente que passar por esse tipo de situacoes no contidiano, desabafo pra não me sentir ainda mais pior.

Anônimo disse...

Querida "C" li o seu relato e creio que isso não me comova pois há pessoas horríveis nesse mundo de alma sebosa. O problema do seu pai é que ele é um ser narcisista ao extremo. E para esse tipo de ser não há cura apenas DEUS PODE MUDA LO. Mas compreendo sua dor. Siga em frente forte e não tenha vergonha de dizer o que sente. Fica com Deus. Bjs

Ana Paula disse...

Entendo perfeitamente o seu lado, meu pai tem esse perfil também porém com menos grosseria. Aliás ele nunca me tratou com grosseria e nunca gritou comigo mas também nunca me deu carinho e atenção. Eu fui criada só pela minha mãe desde que nasci e na infância tinha contato com ele esporadicamente, ele se casou com outra mulher e teve mais dois filhos. Eu ia lá passar os domingos com ele mas ele era do tipo que saia com os amigos e me deixava com a esposa dele, daí já pra ter uma noção de como ele é. Até que um dia minha mãe discutiu com ele e ele simplesmente cortou relações e parou de me buscar pra passar os fins de semana na casa dele (tem base um negocio desse? como se eu tivesse culpa) na época eu só tinha 9 anos e até os 18 anos nós simplesmente não tínhamos mais contato mesmo morando na mesma cidade. A briga maior do dois era por causa da pensão alimentícia (pra vocês verem o "amor de pai", briga pra não dar alimentos pro próprio filho) meu pai nunca pagava certo e quando minha mãe entrou com uma ação pra descontar do salário dele, esse homem quis morrer! ele dizia para os conhecidos que eu não precisava disso pq minha mãe trabalhava e tinha condições e que ela queria tomar dinheiro dele, sendo que a quantia que ele pagava era quase nada pois além dele ser pobre, ele tinha mais dois filhos! minha mãe trabalhava em dois empregos pra poder me sustentar, passamos por muitas dificuldades. Aos 18 voltei a ter contato com ele quando reencontrei meu irmão por acaso e ele me convidou pra visitá-los, aí tentei deixar as magoas de lado e fui. Mas gente é difícil viu? Hoje tenho 23 anos e vejo que perdi muito tempo sem o contato dele e por culpa dele mesmo pois eu era criança e não tinha feito nada para me afastar, e também não culpo minha mãe pois ela só fez o que era certo, cobrar a responsabilidade dele. É difícil ir lá sabe, eu faço um esforço muito grande pra ir e é mais pelos meus irmãos que são pessoas maravilhosas do que pelo meu pai. Hoje vejo que meu pai também não dá a mínima pra esses meus irmãos e que caso se separasse da mãe deles, com certeza ele ia cortar relações com eles também... O que me incomoda mais é a frieza dele, esse "fingir" que se importa é o que me dá uma raiva por dentro. As vezes eu preferia nem ter voltado a ter contato com ele, pois a falta dele não interferiu em nada na minha vida. Teve outras pessoas que substituiu essa ausência dele, tipo o meu avô e os meus tios, irmãos da minha mãe, que sempre me trataram com muito carinho e como se eu fosse uma filha mesmo. As pessoas falam pra deixar essa mágoa de lado e ir vivendo o agora junto com o ele mas não é tão fácil assim, só quem passa por isso mesmo pra entender. Hoje tento fazer minha parte, vou lá e visito, passo o dia com ele. Ele não mudou nada pois não liga pra mim nem pra saber se eu tô viva.. fazer o quê né? Tem pessoas que nunca vão se importar, quem sabe um dia quando ele estiver mais velho e sozinho aí talvez ele perceba que o que ele fez foi só afastar quem poderia ter o prazer de estar junto dele.

Anônimo disse...

Depois de estar em relação com o meu amante por cinco anos, ele terminou comigo, e eu fiz todo o possível para trazê-lo de volta, mas tudo foi em vão, eu o queria de volta tanto por causa do amor que tenho por ele, eu implorei a ele com tudo, fiz promessas, mas ele recusou. mas um dia eu expliquei o meu problema com alguém on-line e ela sugeriu que eu deveria antes entrar em contato com um lançador de magias que poderia me ajudar a lançar um feitiço para trazê-lo de volta, mas eu sou o tipo que nunca acreditou no amor feitiço, eu não tinha escolha a não ser experimentá-lo, eu enviei o lançador de magias, e ele me disse que não havia problema que tudo ficará bem antes de três dias, que o meu ex vai voltar para mim antes de três dias, ele me disse tudo que eu preciso para fornecer para lançar o feitiço, e surpreendentemente, no segundo dia, foi cerca de 4h. Meu ex me chamou, eu estava tão surpreso, eu respondeu à chamada e tudo que ele disse foi que ele estava tão triste por tudo o que aconteceu, que ele queria que eu voltasse para ele, que ele me ama tanto. Eu estava tão feliz e foi até ele, foi assim que começaram a viver juntos e felizes novamente. Desde então, fiz promessa de que qualquer um que eu sei que tem um problema de relacionamento, gostaria de ser de ajuda para tal pessoa, referindo-se a ele ou ela para o único lançador de magias real e poderoso que me ajudou com o meu próprio problema e que é diferente do todos os falsos lá fora. Qualquer um poderia precisar da ajuda do lançador de magias, seu e-mail: dregbosolutioncenter@gmail.com você pode enviar-lhe se você precisa de sua ajuda em seu relacionamento ou qualquer coisa.

Anônimo disse...

Me identifiquei bastante com você, meu pai é idêntico o seu, super machista, e só comigo pois sou mulher, e tenho um irmão homem que é tratado que nem gente só por ser homem, eu tenho 20 anos e nunca recebi um feliz aniversario do meu próprio pai, se é que eu possa chamar ele assim, além de ser ignorante é agressivo, bebe e quer bater em mim e em minha mãe, eu tenho um namorado a dois anos, meu pai não deixa eu sair sem levar meu irmão, porque na cabeça dele de minhoca eu serei uma biscate se isso acontecer, eu já ouvi palavras da piores que qualquer pessoa não esperava receber de um pai, do tipo biscate, puta, prostituta, galinha, e poxa vida eu sei que eu sou uma filha boa, nunca me envolvi com nada errado, e nunca fui biscate, eu prefiro mil vezes levar um surra do que ter que ouvir coisas que eu não sou! eu não posso discordar com ele se não sou agredida, mais eu não me importo que ele me bata, o problema é que ele bate em minha mãe e isso eu nunca vou admitir, minha mãe é a mulher mais guerreira por suportar aquele ogro, que sempre xinga ela com os mesmo nomes que me xinga, hoje ela está com uma doença, que eu acho que progrediu de tanto desgosto, ela tem o olhar triste, todos que olha pra ela vê isso, minha mãe mudou muito a aparência devido ao sofrimento dela, e isso me dói profundamente, eu queria muito que ela se separasse dele, mais acho que ela tem medo ou pena, ele é um zé ninguém, não tem condições financeiras de se manter sozinho ainda é assim ignorante com nós que ajudamos ele a sobreviver, já vi cenas horríveis desde a minha infância, varias vezes ele ameaçando eu minha mãe e meu irmão de morte, já vi ele colocar a faca no pescoço da minha mãe, e já vi ele me observando tomando banho pela fechadura, eu odeio ele, sei que é meu pai, sei que é pecado mais eu o odeio, e pior que não ter um pai, é ter um pai desses, onde sempre minhas amigas são melhores que eu, inclusive ele passava a mão em uma das minha amigas, ela me contou, então fui tirar satisfações, e desde então eu não tenho nenhuma amiga, unica pessoa que me faz feliz é meu namorado, mais ele também não esta suportando a situação que eu estou vivendo, e o pior de tudo eu tenho medo dele, não dele exatamente, medo de ele agredir minha mãe, que não merece todo esse sofrimento, eu vivo minha vida presa e infeliz com 20 anos não posso tomar as decisões que eu quero pra minha vida, nem sair um pouquinho pra me distrair,eu me sinto pior que presidiário, a unica solução seria eu casar e sair de casa mais não queria deixar minha mãe nas mãos desse monstro, só queria dormir e acordar e ver que tudo isso na minha vida não passou de um pesadelo, mas sei que isso nunca vai acontecer infelizmente