sábado, 31 de janeiro de 2015

GUEST POST: "FICA CALADINHA", UM HINO À CULTURA DO ESTUPRO

A Flávia me enviou este relato:

Sou estudante e tenho 17 anos. Fui à festa de formatura de um colégio particular. Minha irmã era uma das formandas. Lá tocaram a música "Fica Caladinha", de uma banda chamada Bonde do Tigrão. De todas as pessoas que estavam ao nosso redor na pista de dança, só nós duas nos incomodamos com a letra. A maior parte dos que estavam lá sabiam até a coreografia, na verdade.
A letra dessa música é tão absurda que me chocou. Por isso, montei esse texto, com depoimentos de vítimas de agressão sexual (tirados de vários sites, com os links abaixo), como forma de protesto à cultura do estupro presente na música. 
Mãos para o alto novinha 
“Senti muito medo, nunca senti tanto medo na vida. Eu tentava sair de baixo dele de todas as formas, tentava dar joelhada, mas ele era muito pesado, minhas pernas estavam presas. Eu estava toda presa. Já chorava. Ele disse inúmeras vezes: tu não vai sair daqui, tu não vai sair daqui!".
Porque hoje tu tá presa
"Eu chorava, eu apanhava, eu tentava gritar. Ele me batia muito. (…) Eu já me perguntei isso, por que eu não tive força pra reagir. Eu estava presa naquilo ali".
Mãos para o alto novinha! 
Por quê?
“Meu colega, sobre mim, na minha cama, me segurando pelo pescoço e me asfixiando. Me lembrei da luta para escapar daí e de como a cada tentativa de sair dessa relação sexual não consensual -– e com preservativo –-, ele me batia mais.”
Porque hoje tu tá presa
E agora eu vou falar dos seus direitos.
“Ele [professor do jardim de infância] me levou ao escritório dele por 'mau comportamento'. Ele me sentou na mesa dele (…) e... me machucou.”
Tu tem o direito de sentar.
De quicar, de rebolar.
“Ela me levou junto com minhas primas até onde eles moravam, e novamente fui abusada. Eles abusavam e eu deixava, calada”.
Você também tem o direito de ficar caladinha.
“Pedia que eu guardasse segredo. (…) Em uma das noites malditas, esse pervertido foi mais além: introduziu seu pênis em meu ânus, aumentando mais ainda minha repulsa, minha revolta e o nojo que sentia de mim mesma (…) ele só respondia: 'Cala boca, não fale isso, eles vão descobrir'.”
Fica caladinha.
“O medo e a vergonha me calaram”.
Fica, fica caladinha
"Shhhh...”. "Eu tinha dois anos.”
Fica, fica caladinha.
Fica, fica caladinha.
E agora desce...
Desce aí novinha...
Desce aí novinha.
Estes são trechos de depoimentos reais. Todos eles foram escritos por vítimas de estupro, que cansaram de permanecer caladas e gritaram suas histórias para o mundo. Elas, munidas de coragem, não “ficaram caladinhas”.
E todos os dias, a violência que elas sofreram é reforçada por músicas como esta. 
Diga não à cultura do estupro!  

100 comentários:

Patty Kirsche disse...

Credo, que horror de letra... Esses caras dessa banda são uns nojentos mesmo... Ugh.

Pentacúspide disse...

Não sei o que esta gente quis cantar na música, a mim não me pareceu um ode à violação. Mas uma coisa eu sei, o método que usaste para desconstruir a letra pode ser usado na oração pai nosso e conseguias obter o mesmo resultado: apoiar a tua tese.
PS: nem sabia que existia este grupo, mas como se diz: publicidade negativa é também publicidade. A porcaria da música deles acabou de obter mais uma visualização no youtube por tua causa.

Anônimo disse...

Lembrando que novinha = criança. Acho que o MP pode fazer alguma coisa sobre isso, não?

Anônimo disse...

Tu disse que apenas DUAS ficaram incomodadas com a letra... essas musicas existem, porque tem aceitação da maioria dos homens e das mulheres!

Anônimo disse...

ué,até então vocês aqui viviam defendendo Valeska Popozuda e essa de "funk é feminista"...agora não é mais??? agora é "cultura do estupro"? Semopre foi,vocês é que inistiam nessa merda!

Mais uma vez,o feminismo piriguete leva na cara e reconhece que pregar vadiagem só acirra machismo.

Victor disse...

Boa tarde, Lola. Há muito tempo ouço falar seu nome, afinal participei das comunidades ditas masculinistas lá pelos meados de 2005, enquanto Nessahan Alita ainda vivia, mas tenho que admitir que nunca li um texto seu.
Minha namorada se diz feminista e é leitora (recente) sua, ela diz que você não é radical e que é inclusive criticada pela "ala radical" do feminismo. Enfim, o fato é que, ela me fez superar certos preconceitos que eu tinha em relação a você. Ainda sim, vendo seus textos por cima, vejo que fala muito sobre "cultura do estupro", "direitos das mulheres", "desigualdade de gênero" e que questiona a legitimidade de um movimento pelos direitos dos homens (veja bem, não estou, de forma alguma, defendendo o masculinismo, estou falando de movimento pelos direitos dos homens (que, em minha opinião é outro lado de um absurdo, mas divago)). Portanto, antes de começar a ler seus textos, para me certificar de que não estarei perdendo tempo lendo velhos chavões vomitados pelo(a)s representantes dos movimentos sociais, neste caso o feminista, presentes nas universidades públicas (ambiente com o qual estou plenamente familiarizado), gostaria, honestamente, de saber suas opiniões acerca do(a)s seguintes temas/questões:
- Como você define "cultura do estupro"? Você acha coerente o uso dessa expressão no Brasil onde mulheres podem andar por aí seminuas, onde estupradores são mortos na cadeia ou linchados na rua?
- A lei realmente não assegura direitos iguais para homens e mulheres? Quais, por exemplo?
- Você acredita ser ético utilizar o poder de coerção estatal para forçar qualquer tipo de políticas diferenciadas para as mulheres? Aliás, você acha ético a própria existência de um "ministério de políticas para as mulheres"?
- Você acredita em "femicídio"? Se sim, por que o assassinato de uma mulher deve ser mais penalizado do que o de um homem?
- Você apoia o cerceamento à liberdade de expressão?
e por fim
- Você concorda que a Lei M. da Penha é uma lei sexista? Tal lei exibe claramente em suas linhas a expressão "para as mulheres" restringindo assim o seu escopo de ação para abarcar somente as mulheres, enquanto isso existe uma porção de homens e meninos que sofrem desse tipo de violência (destaque-se, não somente física).

Bom, por agora são somente esses pontos de vista seus que eu gostaria de conhecer. O espaço do blog é seu, você tem todo o direito de me censurar ou ignorar, e isso seria o suficiente para mim, pois me mostraria que você é somente uma máquina de cuspir ideologias a qual não devo dar credibilidade. No entanto, ouvindo o que ouvi sobre você, acredito que receberei respostas no mínimo educadas.
Saudações.
Victor.

lola aronovich disse...

Victor, viajo hoje pra Buenos Aires e volto no domingo ou segunda (dia 8), e aí vou estar super atarefada com os preparativos das aulas. Então não vou ter tempo mesmo de responder as suas perguntas. Além do mais, parece prepotente da sua parte querer meu certificado antes de ler um texto meu. Mas todas as respostas às suas perguntas estão no meu blog, vc só tem que procurar. E entenda que nem eu nem qualquer ativista te deve alguma coisa. A responsabilidade em vc se educar é sua.
Pelo teor das suas perguntas, vc ainda é um mascu. Converse com a sua namorada feminista. Espero que ela possa te iluminar em algumas coisas.
Agora, se alguém quiser te responder...
(Entenda também que este texto sobre a música é um guest post, ou seja, não foi escrito por mim).

djsombra disse...

eu acho um absurdo o que fazem com as mulheres no mundo árabe, estou a fim de financiar mulheres corajosas como vcs para protestarem e mudarem a cultura de estupro e opressão das mulheres no oriente médio... voluntarias bastam me mandar email cristianoeerp2@gmail.com

Victor disse...

Aliásss... (perdão pelo spam de comentários!)

"Agora, se alguém quiser te responder..."

Que ninguém se dê ao trabalho, eu só queria mesmo saber a sua opinião. Mas lerei o blog.

Att.

Candida Silva disse...

Sem palavras, inciativa excelente da jovem. Essa musica deve ser proibida! É medonha, sofri abuso sexual e escapei de ser vitima de estupro, isso é medonho!

Anônimo disse...

Cadê a minha via de demissão da raça humana, que eu tô pedindo desde ontem...? Beleza, né, eles podem cantar o que qualquer um vê que parece uma descrição de estupro, agora se eu chegar lá e dizer que eles tem mentalidade de estuprador a macharada (e a mascuzada tbm, aliás um já fez isso antes) vai subir nas tamancas, se descabelar, me chamar de louca, de odiadora de homens, de misândrica... e olha como eu me precupo com a opinião desses seres rastejantezzzzzzzzzz...

lola aronovich disse...

Que coincidência, djsombra! Ontem mesmo no Twitter a gente tava falando das mulheres no mundo árabe. Tipo assim, dá uma olhada neste exército marxista composto por mulheres. Elas estão kicking ass dos fundamentalistas! Mas quem sabe elas aceitem a sua ajuda também. Não custa tentar.

Anônimo disse...

Djsombra, existem feministas árabes se você não sabe, e elas estão lá lutando contra toda essa opressão. As pessoas desse lado do mundo podem até não ser muito informados disso, afinal a mídia mundial geralmente detesta falar de mudanças e gente que vai contra o status quo, mas pode ficar tranquilo que as mulheres do mundo árabes estão bem representadas por lá.

Anônimo disse...

Mais contradições, n são vcs q defendem funk?

Anônimo disse...

Victor, vou responder pq tenho uma paciência de Jó.
Cultura do estupro: Moça é violentada desacreditada por todos, questionada em todos os mínimos detalhes, humilhada em delegacias e hospitais em nome da "presunção de inocência" do estuprador.
Você nunca viu pessoas questionando uma vítima de violência sexual? E até achando bom e merecido. É só ver os comentários de grandes portais quando um estupro é noticiado, lembra do new hit?
Entendo que vivemos numa cultura do estupro quando a sociedade escolhe a dedo quem são as vítimas e quem são as "vadias que arrependeram'.

Jonas Klein disse...

Ola Lolo.

Mais uma vez o brasil mostra o quanto e prodigo em produzir lixo musical, e estes merdas ainda querem que digam que eles fazem e musica e que eles são cantores, fala serio.

E quando eu digo que toda mulher deveria passar por um rigoroso treinamento de defesa pessoal e anda armada, ainda tem gente que tem a cara de pau de discorda, vamos encara realidade se começasse a pipoca na mídia todo o dia casos de estupradores que foram mortos, pelas vitimas (ou familiares) quando tentaram (ou apos dependendo da situação) abusa delas, tenho certeza que diruiria muito os casos de estupro.

Eu sei que talvez sonhe um pouco absurdo que disse, mas o Brasil e o pais do salve se quem poder, logo ou você se defende por seus próprios meios como poder ou se ferra, lamentavelmente.

Por fim se na letra desta "musica" tem algum tipo de apologia ao crime, nesse caso vale sim apena procura a policia e fazer uma denuncia.

Boa tarde

Vivian S. disse...

Lola, acho apressado chamar o Exército Curdo de Exército marxista. Os curdos são um exército sem Estado há um puta tempo, e as mulheres são fundamentais pra luta de autodeterminação do povo curdo não é de hoje.
Djsombra, deixe de ser imperialista colonizador travestido de humanitario querendo salvar mulheres árabes. Elas não são passivas e organizam sua própria resistência. Se quiser ajudar, preste solidariedade e procure se informar sobre as feministas árabes. Como se nao fosse um absurdo o que fazem com as mukheres nesse país, agora quer mandar missão civilizadora do ocidente pra "salvar" a mulheres árabes? Tenha o bom senso!

Anônimo disse...

Anon das 16:22, já que hoje eu tenho tempo pra jogar fora: uma coisa é uma funkeira, nessa sociedade machista em que mulher é considerada objeto pra uso e passível de descarte, dizer que "a p**ra da buc** é minha e eu dou pra quem quiser" ou um funkeiro dizer "Se eu posso as mina também pode". Outra bem diferente é um babaca com mentalidade criminosa chegar numa sociedade em que a vítima de uma violência sexual já é desacreditada e julgada no lugar do bandido e dizer "Eu vou te estuprar e cala a boca porque vc não tem direito ao seu corpo". Entendeu?

Victor disse...

Estou mandando de novo pois acho que não foi. se já foi por favor apague.

Caro "Anônimo".
Agradeço a sua boa vontade em responder, mas como disse acima, só me interessava a resposta da Lola, que ela se negou a dar.

Mas comento seu ponto de vista:

"Cultura do estupro: Moça é violentada desacreditada por todos, questionada em todos os mínimos detalhes, humilhada em delegacias e hospitais em nome da 'presunção de inocência' do estuprador."

Vamos lá.
Entendo isso, e isso acontece realmente, é fato.

Mas primeiro definamos cultura:
"Cultura (do latim colere, que significa cultivar) é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é 'todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade'" (Wikipedia).

É realmente possível afirmar que existe uma cultura de estupro no brasil? Faz parte do hábito e dos costumes brasileiros celebrar ou tolerar o estupro? Como afirmei no comentário anterior, estupradores são mortos na cadeia, linchados na rua. Além disso, estupro é considerado crime hediondo pela lei brasileira. Tem certeza que podemos afirmar que há uma cultura do estupro por aqui?
Você concorda comigo que há sim uma cultura de estupro na índia ou em alguns países muçulmanos? Concorda comigo que é BEM diferente do que ocorre aqui no Brasil?

Então o que é que temos aqui? De verdade? Temos desrespeito às leis e ineficiência do aparato estatal que promete segurança mas não cumpre, que promete punição e não proporciona. Temos leis feitas para proteger ou isentar as autoridades ou os ricos influentes de punições, esses normalmente saem ilesos de qualquer denúncia.

Cultura da impunidade?
Será que vale a pena lutar contra esse inimigo invisível chamado "cultura do estupro"? Não seria menos antipático, mais eficiente e mais coerente lutar contra a cultura da impunidade (essa sim reina no Brasil) e espalhar nas mulheres e nas famílias (ou seja, em cada cidadão) uma mentalidade de "conheça seus direitos e exerça-os", fazer com que cada membro da sociedade exija que as autoridades cumpram sua a função, em vez de criar um espantalho chamado cultura do estupro e choramingar por aí com catazes na mão e peitos de fora? Se você vai à delegacia fazer a denúncia e o delegado resolve perguntar "o que você estava fazendo na rua a essa hora" não é questão de botá-lo em seu lugar e dizer "não te importa, não preciso te dizer isso"? Isso não só acabaria com esse problema por você citado, anônimo, mas acabaria com vários outros indiretamente.

É questão de botar a cabeça pra pensar

...
Perdão, eu desconhecia essa caso do New hit, de qualquer forma, pela breve pesquisa que fiz já pude perceber que isso cai exatamente no que falei acima. Os elementos aí arrumaram alguma forma de se safar, seja com grana, seja com influência ou seja pela morosidade do processo jurídico no Brasil. A lei existe, estupro é crime, hediondo. Por que a lei não está sendo cumprida? O diabo está nos detalhes, mas esses dão trabalho demais pra conhecer né, é mais facil culpar a "cultura do estupro".

...
Ps. Lola, eu não tinha nada sólido pessoal contra você até então, mas censurar meu comentário não foi nada honesto da sua parte. Será que os "mascus" estavam realmente certos sobre você?

Att.

Anônimo disse...

Árabe não é sinônimo de muçulmano, sras e srs comentaristas. Há feministas persas, afegãs, turcas e curdas também. E curdos não são árabes.

Anônimo disse...

Que comentário a Lola censurou? Se vc mandou e o conentário não foi então o erro deve ter sido aí, ela não tá lendo as mensagens antes de publicar, só está apagando (quando necessário) depois que já foram.

Victor disse...

Engraçadíssimo que agora não está mais moderado, kkk.
Saquei a sua tática, meu deus.

Anônimo disse...

Não está moderando pq ela vai viajar, sempre libera os comentários quando viaja. Sou o anônimo que te respondeu.
O estuprador só é linchado quando a vítima se adequa nas características que a sociedade espera de uma "vítima real". Você acha que as pessoas iam linchar um estuprador de prostitutas? Pergunto isso num exemplo mais extremo, mas não linchariam um cara que estuprou uma menina que bebeu demais (ou que o próprio colocou roupinol na bebida dela).
Deixo claro que não sou a favor de linchamentos.
O caso da New Hit é emblemático e cabe perfeitamente nesse caso. As garotas estavam num show e foram pegar os autógrafos dos artistas no ônibus onde foram estupradas (comprovado pela polícia). As meninas foram linchadas moralmente, a maioria da população colocou a culpa nelas e elas foram acusadas de "golpe".
Aconteceram algumas manifestações a favor do grupo: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/grupos-a-favor-e-contra-musicos-da-banda-new-hit-fazem-protesto-no-iguatemi/
As meninas tiveram a vida destruída, acuadas na própria cidade.

Anônimo disse...

A população não fica ao lado das vítimas nesse caso por várias razões:
1. As "vadiazinhas" estavam fazendo o que na rua essa hora?
2. Se elas entraram no ônibus é pq estavam procurando.
3. Elas só querem aparecer as custas de um grupo "famoso".
4. Nem virgens deviam ser.... e por aí vai.

A cultura de justificar estupros existe SIM, o famoso estupro corretivo.

Conheço uma pessoa que tem um primo preso por estuprar uma deficiente intelectual, estupro coletivo. Esse conhecido meu (e a família toda) acha um absurdo o primo estar preso por n considerar o que aconteceu como um estupro. Dois caras levaram a deficiente para uma festa e ela tinha concordado em transar com os dois, todos que estavam na festa "comeram" a garota.
Meu conhecido não considera estupro pq já que a vadia ia dar pra dois pq n dar para o resto? Vc não imagina como essa opinião é comum...

lola aronovich disse...

Eu e o maridão fomos viajar mas não deu certo. Não nos deixaram embarcar no aeroporto de Buenos Aires, falaram que nossos RGs estavam velhos, tinham mais de 10 anos, e que há muitos casos de brasileiros que chegam em Buenos Aires com o RG velho e os argentinos não deixam entrar. Então só com RG recente ou passaporte válido (e o nosso perdeu a validade ano passado e não deu tempo de renovar). Ainda vamos tentar renovar o RG na segunda, mas não sei de quanto será o preju, quantos dias e dinheiro perderemos. Estou bem chateada. Eu poderia ir, porque tenho carteira de identidade e passaporte argentinos (de 35 anos atrás), mas o maridão, não. Chuif.
Minha vontade é desistir da viagem, pedir ressarcimento total, e ir pra praia passar uns dias. Mas o contrato com a Decolar não prevê isso. O hotel já tá correndo.
Enfim, vamos ver se dá pra ir na segunda. Só conseguiremos falar com alguém da Decolar amanhã cedo mesmo.
Os comentários estão sem moderação. Se vcs se comportarem, ficam assim. Quando viajo libero, mas desde minha viagem pra Maceió a Samantha, uma leitora querida, vem cuidando da moderação. Ela checa e apaga comentários abusivo.
A Lidiany falou pra adotar o Disquus. Vamos ver se me animo...
Torçam pra que a gente não perca muito dinheiro nessa confusão toda!

Anônimo disse...

Eu amooo dançar essa música!!

Victor disse...

Quando viajo libero, mas desde minha viagem pra Maceió a Samantha, uma leitora querida, vem cuidando da moderação. Ela checa e apaga comentários abusivo.

Então pergunte à Samantha por quê ela bloqueou meu comentário e fale para liberar, pois esse tipo de coisa é muito feia e te faz perder credibilidade. E eu sei que ele FOI bloqueado.

Victor disse...

"Pergunto isso num exemplo mais extremo, mas não linchariam um cara que estuprou uma menina que bebeu demais (ou que o próprio colocou roupinol na bebida dela)."

Isso é o que você diz, é altamente subjetivo e não é parâmetro para nada. Os linchamentos populares acontecem de forma imprevisível por motivos variados.

É fato que a maioria das pessoas no Brasil não é favorável ao estupro, vide a lambança do IPEA que foi depois corrigida e foi muito criticada pois se utilizou de uma metodologia metodologia altamente questionável. Serviu apenas para causar furôr (se é que não foi essa a intenção).

Como falei não conhecia o caso "New hit" mas não se pode usar casos isolados para justificar que se crie uma abstração que diz que todo um país apoia uma "cultura do estupro".
Dizer que vivemos numa cultura da impunidade, cultura da corrupção pode até ser (vide o jeitinho brasileiro), agora cultura do estupro? Isso é apelo emocional pra angariar mentes incautas e preguiçosas à causa feminista.

Anônimo disse...

Novo troll na área? Cara chato!!!!

outro anônimo disse...

Ok, já vimos que vc não quer se educar lendo outros posts do blog sobre isso, prefere esperar respostas prontas. Passar bem.

Anônimo disse...

Não é troll, é preguiça mesmo. Só pesquisar no google "(assunto tal) escrevalolaescreva".

Victor disse...

Olha os haters aí chegando, kkk.

Eu já falei que vou ler o blog. Mas qualquer um consegue sintetizar uma opinião em poucas palavras, acho pouco provável que uma professora universitária não consiga. Mas ela escolheu não responder, está no seu direito.

Mas eu quero realmente saber se é ela que está apagando meus comentários ou se é algum problema no Blog pois mais um que já tinha sido publicado acaba de sumir. Aí não dá né, porque "calar não é uma opção".

Anônimo disse...

Qual comentário que foi publicado e acabaram de apagar? Porque eu to aqui na página atualizando e nenhum foi apagado. Se comentários estivessem sendo apagados mesmo acho que a Samantha já teria se pronunciado e explicado o motivo, afinal ela estaria online agora mesmo lendo tudo, inclusive essas acusações.

Anônimo disse...

Política da Lola é sempre apagar comentários com esse tipo de link.

Anônimo disse...

É cara, acho que sua internet aí é que está com problema, ou vc não tá fazendo o captcha direito, ou está fazendo drama a toa.

Anônimo disse...

"Ui, nossa, estão apagando meus comentários, censura, exijo explicações!!11!1!"

Chama a polícia da internet pra te fazer justiça, que tal?

Raven Deschain disse...

Ow sua anta burra chata do caralho chamado Victor. Vá ler as porras de comentários pq o seu ta lá, idiota!

Anon, pelo amor de dels para de responder esse cretino e vem aqui em casa tomar um café. Credo.

Cruzes, como esse tipo de post me irrita. Pq daí vc diz: funk é uma bosta. E tem como resposta: vc está sendo preconceituosa. Bom, estou mesmo. Funk é uma bosta. Esse negócio de funk empoderador é uma bobagem, já que no fim das contas, continuamos sendo piranhas.

Boa viagem, Lola. Boa sorte aí com a renovação dos rgs.

Raven Deschain disse...

E nem a Lola nem ninguém aqui é obrigado a te dar resposta nenhuma, cara. Não parimos esse tipo de coisa pra ficar educando.

lola aronovich disse...

Pronto. Agora começaram a xingar a Samantha e incluir link pra página mascu. Esses comentários OBVIAMENTE são deletados ou não aprovados (agora que tive que voltar com a moderação de comentários).
Victor, nenhum comentário seu até agora foi deletado. Deixa de se achar o cara mais importante do pedaço, vai.
Tem todo jeito de mais um mascutroll carente.

Anônimo disse...

Na minha opinião o funk vulgariza e ainda erotiza as meninas, incentiva crianças ao sexo.
Esta letra somente incentiva os estupros, mas sempre vai ter um mascu falando que as feministas exageram

Anônimo disse...

Não existe nenhuma lei, nem no Brasil e nem na Argentina, que fale disso de 10 anos do RG. Cabe processo e danos morais.

Anônimo disse...

Essa música é tóxica...

Anônimo disse...

Ainnnnnnnnnnnn que bunitinho, ÓMI reclamando de silenciamento =^^= kawaii desu

Anônimo disse...

Pra ÓMI encontrar pornografia, ele desce ao mais profundo abismo da deep web, escala a mais alta montanha da clear web. Em sacanagem, todos são experts nos mecanismos de busca.

Mas pra pesquisar sobre UM tem feminista, é mulher que tem a obrigação de esclarecer a eles.

Aí desaprende a usar o Google.

Essa gente só quer encher o saco e não deve ser levada a sério. MULHER NENHUMA TEM A OBRIGAÇÃO DE FAZER O SERVIÇO DE VAGABUNDOS DESINFORMADOS.

Victor disse...

Que link? Não postei link nenhum, estava off.
Não vou perder tempo respondendo a essa Raven. Antes de debater é preciso ter, no mínimo, educação, e a ela falta.

Lola, o comentário que postei, enquanto a moderação ainda estava ativa, foi mais ou menos o seguinte:

(E vou até enviar duas vezes para ter certeza que chegue).

Não estou procurando "certificado" nenhum. Apenas queria uma síntese da suas opiniões para saber onde estou me enfiando. Como falei, você não é obrigada a responder, seria apenas um gesto de cortesia.

Também, em relação a "nenhuma ativista me deve alguma coisa", falei que isso depende, já que com quem faz uma afirmação no campo do debate reside o ônus da prova. Ativistas dos movimentos sociais atuais são cheias de "porquê sim", aí não vale né.

Agora, concordo plenamente com você, a obrigação de me educar é minha e só minha.

Finalmente me defendi sobre você me taxar de "mascu". Você nem me conhece, não sabe o que penso. Apenas usou um ad-hominem para forçar uma conclusão precipitada em relação à minha personalidade e descreditar quaisquer argumentos, inviabilizando o debate.
Você taxa toda e qualquer pessoa que defende as pautas que eu citei de "mascu"? Conheço mulheres que pensam da mesma forma. Elas são "mascu" inrustidas?

(E eu entendi muito bem que esse era um guest post, não vim comentar o teor do texto.)

Foi isso. Já vi que o ambiente aqui não é muito propício para ideias contrastantes, parece que serve mais para proselitismo ideológico. Ainda sim dedicarei algum tempo para fazer essa verificação. Mas dificilmente passarei por aqui de novo visto o baixo nível de receptividade por parte dos interlocutores.

Tudo de bom aí na sua jornada!

Jonas Klein disse...

Anonima das 16:50.

Calma ai você de certa forma generalizou, ao dizer que as pessoas dividem a culpa do estupro com a vitima ou apontam apenas o comportamento da vitima como culpado pelo estupro, a sociedade de modo geral não assim, tenha mais cuidado com o que diz.



Victor, em parte eu concordo contigo, mas e importante que você tenha em mente que embora grande maioria das pessoas, não tolere o estupro, se você começar ler o que as pessoas dizem na internet, vai perceber que uma considerável parte das pessoas embora condene o estupro, tem péssimo abito de dividir de forma direta ou indireta culpa do estupro com a vitima, dizendo uma variação disso:

"e o estuprador merece ser condenado, mas olha o que a vitima fez..........." e aqui seque um monte de balela normalmente, na tentativa de dividir parte da culpa com vitima.

E em se tratando de estupro não existe argumento cabível para dividir culpa com a vitima. Ate porque estupro e diferente de um assassinato, pois pode acontecer de uma pessoa matar outra por legitima defesa, mas existe estupro por legitima defesa? claro que não.

E aqui se nos somarmos os lixos que acham o estupro algo, algo justiçável ou de alguma forma, dividem a culpa do estupro com vitima, dependendo comportamento dela, ai sim eu me arrisco dizer que um pouco + ou - da metade da população brasileira, de certa forma entra na cultura do estupro.

Por fim continue lendo, o este blog, e os comentário que com tempo ira compreender algumas coisa que pelo visto não compreende ainda.

Boa noite

lubisco disse...

Pensei em responder Vitor, mas tenho uma preguiça diante de tanta verborreia ultra eloquente de quem aprendeu a enfileirar palavras bonitas sem concatenar um argumento convincente. Vou dormir

Anônimo disse...

Ai Lola, que pena voce ter perdido a viagem :(

Ninguem te avisou sobre os documentos?

Anonimo das 21:06, nao sei se eh exatamente uma lei, mas depois da criacao do Mercosul que permitiu viagens apenas com carteira de identidade, que existe esta regra sim. Ha uns 5 anos mais ou menos fui pra Argentina com alguns amigos e tivemos 2 tipos de problemas.

Primeiro foi esse negocio da identidade ter mais de 10 anos. A minha sorte foi minha mania de colecionar carimbos no passaporte senao nao teria embarcado, pq minha identidade era de quando eu tinha 15 anos. Eramos 8 pessoas e 2 ficaram pra tras, nao conseguiram o dinheiro da passagem, hotel, nada de volta.

Segundo problema, quando voce entra na Argentina apenas com a identidade eles te dao um papel que voce tem que entregar caso saia do pais e retorne. No meu caso, o grupo tinha comprado uma excursao para visitar Montevideu saindo de Buenos Aires e voltando no mesmo dia. Pois bem, 1 rapaz esqueceu este papel no hotel e nao pode embarcar para Montevideu. E quase perdemos a balsa porque achavamos que nao precisavamos passar na imigracao, mas eh necessario fazer todo o processo de saida e entrada novamente.

Eu tb achava que era mais simples viajar para a Argentina.

Maria Lia.

Victor disse...

@lubisco: Belo hit’n run, continue assim (quieto) que você vai mais longe!
@Jonas:
“Uma considerável parte das pessoas embora condene o estupro, tem péssimo abito de dividir de forma direta ou indireta culpa do estupro com a vitima
...
em se tratando de estupro não existe argumento cabível para dividir culpa com a vitima.”
Concordo com você em ambas as afirmações, isso realmente acontece, como eu havia dito lá em cima. Mas isso não se caracterizaria como puro moralismo? Pessoas falando mal de outras pessoas? É realmente necessário taxar isso como“cultura do estupro”? É bem forte, não? Vide minha comparação com a índia e países muçulmanos lá em cima. E tem outro fator: esse tipo de pessoa influencia no processo de aplicação da lei? Se sim então temos o problema que eu expus acima, se não, são irrelevantes (ao menos do ponto de vista de políticas públicas).
Alguém dizer que a garota “foi estuprada por que deu moral” é a mesma coisa que dizer que alguém “foi morto porque reagiu [ao assalto]”, ambas são afirmações absurdas, ambas são afirmações que culpabilizam a vítima, nem por isso temos uma “cultura do latrocínio” a ser combatida, simplesmente tomamos isso como baboseira e tocamos nossas vidas. E eu não estou inventando, EXISTEM pessoas que dizem isso, os próprios agentes do governo às vezes dão uma bola fora assim. Colocando nestes termos a cultura da não-reação é tão disseminada quanto a cultura da opressão sexual da mulher (que costumam chamar de machismo), e essas sim são as “culturas” a serem questionadas, no campo do debate e da ação, sem a intervenção do estado.
“E aqui se nos somarmos os lixos que acham o estupro algo, algo justiçável ou de alguma forma, dividem a culpa do estupro com vitima, dependendo comportamento dela, ai sim eu me arrisco dizer que um pouco + ou - da metade da população brasileira, de certa forma entra na cultura do estupro.”
Você não pode simplesmente somar os dois tipos pois são categorias de atores diferentes. Se os primeiros são os moralistas, “a grande maioria que não tolera o estupro mas tem péssimo abito de dividir de forma direta ou indireta culpa”, os outros que “acham o estupro uma coisa justificável”, estes últimos sim são os “estupradores em potencial”, estes são crimonosos. E são uma minoria, como você mesmo acabou admitindo.

Eu irei ler o blog sim, apesar de todo o ostracismo, pretendo conhecê-lo melhor, sem voltar à sessão de comentários por motivos óbvios.
Apesar de nossa visão oposta fico feliz que, mesmo neste espaço, ainda há um outro que saiba divergir sem agredir.

Encerro por aqui minha participação nesse blog. 

Anônimo disse...

Deixa ver... o cara fala demais, é verborrágico, posta link pra fórum mascu, exige explicações bem mastigadinhas, reclama como se tivesse o direito de que todxs devem ouvi-lo e prestar atenção nele quando chega, repete sempre as mesmas coisas... altas possibilidades de ser mais um troll.

Julia disse...

Tu preferia que ficasse caladinha? Como as pessoas que dançam e cantam essa musica que ela é problemática se ninguém fala nada?

Raven Deschain disse...

Não quero debater com vc, seu babaca. Só quero que vc vá pra casa do caralho encher o saco lá. Não sou obrigada a ter paciência nem educação com gente cretina e burra.

Julia disse...

Você é burro, hein? Funk é um gênero musical porra. Cada letra traz uma mensagem e a dessa musica propaga a cultura do estupro.

BURRO

Julia disse...

Eu tenho pena da sua namorada. E avisa pra ela que ela precisa ler mais sobre feminismo. Se ela fosse radical não estaria com um babaca como você.

Julia disse...

E esse mansplaining do novo mascu na área?

Quem não sabe o que é mansplaining lê o comentário do Victor das 18:46.
É isso.


A gente se livra de um e aparece outroooooooooo!
Por que, minha deusaaaaaaaaaa.
POR QUE????????????

Anônimo disse...

estamos diante de uma geração perdida. A contracultura metida a revolucionária, dos anos 60 pra cá, e responsavel por isto. O que queriam? plantar ovos de serpentes, e verem chocar gatinho fofinhos.
A nossa juventude, mata, se droga, banaliza o sexo, não tem respeito pelos mais velhos e nenhum senso de limite moral. Saiam um pouco de sua "ilhotas acadêmicas" e verão do que eu estou falando.
Ontem me mandaram um video, de alguns jovens matando outro, e rindo, filmando com o celular, um linguajar tosco:
Pode pá, MÕ caô, zera esse FDP"
Porque eles filmavam ? para se exibirem, simples assim, sem plateia sem o "IBOPE"
Antes os jovens caiam no crime, por questões sociais, para "levantar um dinheiro" ou por não gostarem de trabalhar mesmo> Hoje eles entram no crime pela "ostentação" tudo se resume a isto, uma horda de jovens sem limite algum, escravos do EGO, e vindos de famílias cada vez mais desestruturadas, e quanto mais eles barbarizam, mas se tornam notáveis diante dos seus iguais.

E o que vendem como ideias, nossos educadores de hoje? Legalizem o aborto,legalizem as drogas, maconha e natural,a humanidade sempre se drogou, crime e puramente social,Moral e coisa de burguês, crime e revolução, latrocinio e redistribuição de renda, policia e treinada para matar pobres, a guerra de classes deve ser lavada as ultimas consequências, a questão racial tem que ser revanchista"

O que esperavam em um cenário destes?
Inversão total de valores, obvio.
Vejam isto:

https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfp1/v/t1.0-9/10941137_959738227371292_2612569196704380042_n.png?oh=1e156fb30a14d0ce1992db8a682b8975&oe=5555FA5A&__gda__=1433055187_f29fa206e15f3f109670baa981cc07ae

Ana disse...

Desculpa Lola, mas vou ter que descordar dessa postagem. Adoro funk e acho muito difícil gostar de um estilo de música que denigre e oprime as mulheres - o que é verdade. Mas eu não acredito que seja esse o caso. A letra da música é claramente fetichista - o cantor está narrando um situação sexual de fantasia com a parceira. Sendo assim, dá pra considerar até que é libertadora, porque ela reconhece o desejo sexual da mulher e o seu direito à fantasias. Aliás, várias músicas do Bonde do Tigrão brincam com essas fantasias sexuais.

Paula disse...

Victor, boa leitura de domingo:

http://www.papodehomem.com.br/feminismo/

Anônimo disse...

Estão chocadas com as letras atuais, pois antigamente nos bailinhos tocava uma linda canção (inclusive o conjunto era brasileiro, mas cantavam em ingles), todos dançavam de rostinho colado ao ritmo dessa musica q fez muito sucesso.
Aqui vai letra q é bem curtinha ...

Havia um lugar onde morei
E uma garota tão jovem e faceira
Eu vi muitas coisas em minha vida
Algumas delas, jamais esquecerei
Em toda parte que eu vá

Eu fui mandado para a prisão
Por Ter assassinado minha esposa
Porque ela estava saindo com outro
Eu perdi a cabeça e atirei nela

Esta foi minha história no passado
E eu vou me reformar
Eu estou pagando por meu erro
E jamais serei o mesmo homem novamente

meigo não é, o tempo muda mas o machismo continua firme e forte...

Renata disse...

Pare o mundo, eu quero descer.

Anônimo disse...

"Anonimo das 21:06, nao sei se eh exatamente uma lei, mas depois da criacao do Mercosul que permitiu viagens apenas com carteira de identidade, que existe esta regra sim. Ha uns 5 anos mais ou menos fui pra Argentina com alguns amigos e tivemos 2 tipos de problemas. "

Já existe jurisprudência (decisões de tribunais) no sentido de confirmar que é inexigível a coisa dos 10 anos do RG se o documento em si não tiver validade expressa, gravada no próprio. Pelo Direito, você só é obrigado ou obrigada a fazer o que a lei determina, o que escapar disso é constrangimento ilegal. Cabe danos morais.

Anônimo disse...

Funkeiro e igual pombo. Não sabe cantar, não e bonito, não presta pra nada,passa doença...

Jonas Klein disse...

Victor.


Eu sei você não vai mais comentar aqui, mas só para não deixar sem resposta as perguntas que você fez.

"Concordo com você em ambas as afirmações, isso realmente acontece, como eu havia dito lá em cima. Mas isso não se caracterizaria como puro moralismo?"

Se eu entendi bem sentido da sua pergunta, a minha resposte e sim, o moralismo estremado, ele e uma das bases da cultura do estupro. Eu me considero uma pessoa moralista, só que sou uma pessoa moderada, essa e a diferença.

"É realmente necessário taxar isso como“cultura do estupro”? É bem forte, não?"

Eu penso que enquanto houver um considerável volume de pessoas, que acham que um estupro e algo de alguma forma justificável ou pessoas que conseguem, encontra alguma razão para dividir a culpa de um estupro com a vitima, acho que não é exagero dizer que existe uma cultura do estupro no brasil, mesmo que maioria das pessoas, não pense da forma que descrevi acima.


Dica, se algum dia você voltar comentar neste ou qualquer outro blog feminista, tenha muito cuidado com o que for dizer, pois qualquer frase mal construída pode fazer você ser alvo de duras criticas, e também aqui você deve dependendo que for dizer, explicar o quer dizer o que não quer dizer também, caso contra você pode acabar sendo duramente criticado.



Lola quanto a colocar o sistema do Disqus acho essa ideia brilhante, mas não se tecnicamente viável ou permitido no Blogspot, pois não me lembro de algum dia ter visto um blog no blogspot, com Disqus, e veja se essa não vai apagar os comentário já postados aqui, no portal Terra colocaram Disqus e os comentários postados antes do Disqus ser adotado sumiram, o que acontecesse aqui, eu acho que seria bem ruim para o seu blog.




Anônimo disse...

Vocês sabem que discriminar o funk é uma forma bem pouco refinada de racismo e apartheid social, né?

Vocês sabem que o "povo intelectual" do rock não presta atenção nas letras (ou nem sabe inglês, Google pra quê) e não se dão conta de "apologia às drogas e ao sexo" que permeiam o negócio desde sempre né?

E você aí, que gosta de jazz, dá uma googladinha no que o povo andava cantando de 1920 a 1940... drogas, drogas, drogas, sexo, sexo, sexo.

Mas bom é pagar de intelectual sem ser.

Anônimo disse...

As resposta estão mesmo TODAS aqui no blog. Galera quer tudo mastigado, eu hein. Filho, vai na aba de pesquisa que você vai achar tudinho, ta.

Anônimo disse...

"Vocês sabem que discriminar o funk é uma forma bem pouco refinada de racismo e apartheid social, né?"

Ninguém discrimina o funk, mas sim o que o funk se tornou hoje. Ou vc acha que não devemos notar que letra que fazem culto a sexo entre menores,objetificação feminina, ostentação capitalista de marcas como sendo o sentido da vida, apologia ao crime,banalização da vida, seja algo prejudicial a formação moral da juventude?

Anônimo disse...

Por isso que eu gosto quando as funkeiras racham os machos. kkkkk
https://www.youtube.com/watch?v=Jy7i97bHH_Q

Anônimo disse...

Ana disse...
Desculpa Lola, mas vou ter que descordar dessa postagem. Adoro funk e acho muito difícil gostar de um estilo de música que denigre e oprime as mulheres - o que é verdade. Mas eu não acredito que seja esse o caso. A letra da música é claramente fetichista - o cantor está narrando um situação sexual de fantasia com a parceira. Sendo assim, dá pra considerar até que é libertadora, porque ela reconhece o desejo sexual da mulher e o seu direito à fantasias. Aliás, várias músicas do Bonde do Tigrão brincam com essas fantasias sexuais.
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Parece que a mentalidade é esta: é funk, então só pode estar falando merda sem nenhum tipo de sutileza ou complexidade.

Anônimo disse...

"As resposta estão mesmo TODAS aqui no blog. Galera quer tudo mastigado, eu hein. Filho, vai na aba de pesquisa que você vai achar tudinho, ta."

É só mais um vagabundo querendo que alguma mulher faça o serviço dele, por ele. Ignorem.

Anônimo disse...

"Ou vc acha que não devemos notar que letra que fazem culto a sexo entre menores,objetificação feminina, ostentação capitalista de marcas como sendo o sentido da vida, apologia ao crime,banalização da vida, seja algo prejudicial a formação moral da juventude?"

Eu posso dar, de cabeça, uns 50 exemplos de músicas "cabeça", cult, de gente fina e educada que fala sobre tudo isso. Mas não vou. Google.

Lia disse...

Eu gosto de funk, e gosto desta música. Já usei com fins fetichistas (que é a interpretação que eu dei).

Eu não vejo contexto de abuso, mas de fetiche mesmo, nesta letra. E perto das letras de funk em geral, esta ainda é "leve". Mas não gostaria que mulheres lembrassem de abuso por conta de algo que uso para entretenimento.

Porém, se alguma mulher (e pelo jeito são várias) se sente mal por que lembra de abusos que sofreu, sou a favor de que se tome providências.

Meu gosto ou preferência não vem acima do sofrimento dos outros.

Essas mulheres tem meu apoio.

Anônimo disse...

Lia, excelente ponto de vista.
Eu não gosto de funk, e nunca vou me desculpar por isso. Não me sinto discriminando ninguém, acho q estaria me fazendo de surda e cega se eu relevasse os absurdos q esse gênero traz. Em outras palavras, estaria fazendo a mesma coisa q os mascus fazem em relação á cultura do estupro.Fingem q não existe, que é exagero.

Anônimo disse...

Esse victor é tão mala que me fez ter saudade do cláudio e do thomas toddynho...

Anônimo disse...

Anon 1 de fevereiro de 2015 11:24,
Isso me lembrou uma amiga que odiava funk carioca por causa da sua misoginia mas curtia escutar em alto e bom som "Velhas Virgens". Quando perguntei qual a diferença entre eles, ela se revoltou, rs.


Funkeiros são escória mas Sandy e Junior cantando "Maria Chiquinha" era bonitinho e o Dinho dos Mamonas era o sonho molhado de 8 entre 10 mocinhas dos anos 90.

Rock era música de negro ( e pobre) até Elvis se tornar Rei e símbolo sexual. Aliás, banda de rock te lembra de brancos cabeludos de classe média?
Quantos roqueiros negros existem? E roqueirAs?

Jazz também foi durante muito tempo música de marginal. Curiosamente, depois de receber o selinho de qualidade dos brancos, virou coisa fina.

Hoje em dia, no Brasil, pagode, funk carioca e axé ainda são estilos de música fortemente discriminados. Ainda são mais socialmente relacionados aos negros e pobres.

São pontos a se pensar...

Patela

Anônimo disse...

Lola, por favor, poe trigger warning!
:*

Anônimo disse...

O Vitor pode ter sido chato. Pode ter defendido ideias toscas.
Mas não ofendeu ninguém. As respostas da Raven foram completamente desnecessaárias.
As pessoas daqui precisam ouvir mais o próprio discurso e primar mais pela tolerância.

Anônimo disse...

Patela, na época em que o Dinho era o sonho das meninas, a banheira do Gugu passava no meio da tarde, pra qualquer criança ver.

Acho que evoluímos um pouco (pra melhor), né?

Usar acusação de preconceito pra legitimar qualquer coisa não dá.

Anônimo disse...

Patela:

Arrasou no comentário, acho muito importante pensar em tudo isso mesmo. Por esses e outros motivos que me sentia um tanto ofendida quando alguém me taxava de "roqueira que ouve heavy metal", sendo que esse gênero/estilo/sei lá tem um conteúdo misógino enorme, fora os berros e grunhidos irritantes. E ninguém pode falar nada, porque afinal, essa é a galera "entendida", intelectual. Em outras palavras, brancos.

Annie Hall disse...

O machismo existe no funk, no rock, no pop, no jazz, creio que até na música clássica, por uma simples razão: o mundo é machista, as sociedades são machistas - umas mais, outras menos, a depender da época e das circunstâncias. Lutamos contra isso, às vezes melhora, às vezes piora, mas é uma realidade inegável, que precisa ser reconhecida. Mas por favor, comparar o funk que se escuta no Brasil hoje em dia com rock e jazz? Menos, muito menos! Comparar a riqueza melódica, as harmonias, as letras (quando o machismo não se faz presente), o virtuosismo e a capacidade técnica de muitos dos instrumentistas, com as "obras de arte" de nossos funkeiros, e dizer que tudo se equivale porque no rock e no jazz também há machismo? Neste ponto de vista o funk é um lixo sim, com ou sem machismo, não acrescenta absolutamente nada, ao contrário. Já sei, vão dizer "ninguém aqui disse que são gêneros que se equivalem, mimimi", mas no fim das contas, isto ficou implícito porque começaram a criticar quem gosta de rock ou jazz mas não presta atenção ao machismo destes gêneros. Como disse, o machismo infelizmente existe, mas quem escuta rock ou jazz, ou música clássica, ou o funk de verdade (alô James Brown!) com espírito mimimanente crítico estará exposto a muito mais riqueza cultural do que quem escuta estes funks atualmente, visto que uma boa parte (eu disse, uma boa parte, não a totalidade)acha que a vida é basicamente o que está posto ali, nada mais.

Anônimo disse...

O que mais incomoda, o que mais choca é esse tipo de música fazer sucesso, vender shows, e em uma formatura ninguem se incomodar, esse termo que usam "novinhas" é nojento, tenho pena de quem é pai na favela.

Anônimo disse...

Não não, não vem com essa não. Samba e rap, são gêneros de origem afro, e tem uma riqueza de melodia e conteúdo criativo fantástica, reegae e black, musicalmente, o funk brasileiro e podre, e culturalmente destrutivo.

Trícia disse...

Que NOJO! Nojo, nojo, nojo! Essa podridão de Bonde do Tigrão ainda existe? Céus, eles conseguiram se superar! NOJO ad eternum!

Anônimo disse...

Anon das 08:01, quanto rancor

Anônimo disse...

Me deu um estalo agora. É estranho que uma grande parte dos consumidores desse tpo de musica é mulher. Um monte de "novinha" se sente representada. Digo isso porque na minha escola tem um monte dessas.

Raven Deschain disse...

Pois é. Há muito machismo no rock sim. Tanto que esse é o tema do meu tcc: machismo e racismo no rock moderno. Mas rock, jazz, reggae, rap pelo menos tem a decência de serem (em sua maioria), bem tocados e bem cantados. Não dá pra comparar com funk brasileiro aonde nem afinação os cantores tem. Pelo contrário, quanto mais tosco melhor.


Anon, não prego tolerância nenhuma. Então vai cagar vc tb.

Raven Deschain disse...

Desnecessário é vc vir bancar o pai de mascu indefeso.

Anônimo disse...

"Anon 1 de fevereiro de 2015 11:24,
Isso me lembrou uma amiga que odiava funk carioca por causa da sua misoginia mas curtia escutar em alto e bom som "Velhas Virgens". Quando perguntei qual a diferença entre eles, ela se revoltou, rs.


Funkeiros são escória mas Sandy e Junior cantando "Maria Chiquinha" era bonitinho e o Dinho dos Mamonas era o sonho molhado de 8 entre 10 mocinhas dos anos 90.

Rock era música de negro ( e pobre) até Elvis se tornar Rei e símbolo sexual. Aliás, banda de rock te lembra de brancos cabeludos de classe média?
Quantos roqueiros negros existem? E roqueirAs?

Jazz também foi durante muito tempo música de marginal. Curiosamente, depois de receber o selinho de qualidade dos brancos, virou coisa fina.

Hoje em dia, no Brasil, pagode, funk carioca e axé ainda são estilos de música fortemente discriminados. Ainda são mais socialmente relacionados aos negros e pobres.

São pontos a se pensar...

Patela "

Excelente comentário. Note que para o funk ser aceito, é necessário embranquecê-lo também. Seja no embranquecimento literal dos frontmen/ frontwomen ou no deslocamento para casas de alto padrão.

Anônimo disse...

Bacana, super rigor com outras ideologias, mas toda a permissividade à agressão verbal gratuita, ofensas e palavrões.

Show de coerência.

Anônimo disse...

Anon 2 de fevereiro de 2015 07:24,

Falei do Dinho pq ele era o "gatinho" dos Mamonas. Tinha muita menina de "família" (detesto esse termo) doida pra pegar ele. Não era malvisto isso, pelo menos não lembro.
Ele era boca suja e falava umas nojeiras, mas era um branco bonito. Se ele fosse negro com essa mesma personalidade, será que a banda seria tolerada pelos pais das "princesinhas"?

Aliás: o funk carioca já existia nessa época: Claudinho e Buchecha estavam na moda e as letra não eram besterentas - explicitamente, não, pelo q lembre.

Eu também desprezava funk e funkeiros até poucos anos atrás. Faz um tempo que estou procurando ser mente aberta sobre isso, ainda mais ao aprender sobre o racismo estrutural de sociedades como a nossa.

Patela

Anônimo disse...

Elvis chocou por causa dos movimentos pélvicos provocativos e "indecentes". E o ritmo dele já era dos músicos negros há tempos.
Até 30 anos atrás rock era"barulho", era "imoral" e demoníaco pros pais/conservadores.

Muito tempo atrás, samba não era cultura, era musiqueta de preto pobre.

Jazz era barulho malfeito de maloqueiros nos anos 30 nos EUA. Se pesquisarem, verão que isso é referenciado inclusive em desenhos animados infantis da época.

O "corta-jaca" da nossa Maestrina Chiquinha Gonzaga foi um escândalo para a alta sociedade carioca, afinal ela estava tocando um ritmo de ralé em um local fino.

Saindo da música e indo para o teatro: Shakespeare, hoje uma coisa tão fina e culta, era uma apresentação feita pro povão quando surgiu. Era coisa de ralé.

Sinceramente, não acho coicidência que tudo isso aí em cima somente passou a ser cultura depois que brancos, especialmente os de classe alta, passaram a aprovar.

Patela.

Anônimo disse...

Uma cantora do Japão adotou o estilo funk carioca. Ela foi no Rio cantar com a Deise Tigrona.

Tem um video no youtube, Adivinhem qual das duas foi alvo de elogio nos coments?


E tem um grupo de pagode japonês que faz questão de (tentar) cantar em português - provável que se viraram no google tradutor.
Sabe que tipo de comentário tinha ali? "Ai, que lindoos" " São muito melhores do que os pagodeiros brasileiros".


Patela.

Anônimo disse...

Enquanto o mimimi do racismo ganha força, estou esperando uma música de funk ter uma letra como Stairway to Heaven.

Anônimo disse...

Ah, Patela, vi algumas letras da Tigarah (a tal funkeira japonesa) e elas dão de 10 no nosso funk.

M.I.A. é outra que usou o funk por muito tempo e tem letras bem interessantes. E não é branca.

Raven Deschain disse...

Oi Patela. Entendo oq vc quer dizer e concordo contigo. Mas com aval de branco ou sem aval de branco, vou continuar achando que funk é barulho sem coerência.

Quanto ao Elvis, esse assunto é cheio de mamilos. Nunca consegui enxergar essa brancura toda nele. Me sinto a louca. Pra mim ele tem cor de cappuccino. Nem de longe branco como um Johnny Cash ou um Hank Williams, por exemplo. Mas é indiscutível que a polêmica que ele causava era por causa do rebolado. Bem tímido se compararmos com quadradinho de 8.

B. disse...

"Esse negócio de funk empoderador é uma bobagem, já que no fim das contas, continuamos sendo piranhas. " (Raven)


Tirou as palavras da minha boca!

Anônimo disse...

Fora a falta de sororidade de ficar chamando "as inimigas" de "recalcadas" enquanto as cantoras são "poderosas".

Aliás, isso é bem difundido também no pop (até mesmo o celebrado embuste "feminista" Beyoncé canta essas merdas vez ou outra).

Anônimo disse...

Reclame não, o lixo do funk é a expressão da cultura da periferia e dos excluidos, tudo que vocês esquerdalhada adoram.
Vocês plantaram agora que aguentem haha

Anônimo disse...

'Lembrando que novinha = criança. Acho que o MP pode fazer alguma coisa sobre isso, não?'

Não idiota, novinha = adolescente, lembrando que esquerdistas são os primeiros a ser contra os valores tradicionais e os primeiros a incentivar a 'sexualidade' dos adolescentes.

Anônimo disse...

" incentivar a 'sexualidade' "
HAHAHAHAHAHAHAHA

mascutroll pateta.

Anônimo disse...

E o mascutroll pateta, com idade mental abaixo de 12 anos, defende o que chama de "valores tradicionais", E aparece aqui comemorando o que ele chama de ataque aos "valores tradicionais".

Além de tudo é BURRO.

F****-se seu tradicionalismo, a tfp e todos os direitinhas de merda.

A QUESTÃO aqui é a MULHER como SER HUMANO, livre, numa cultura patriarcal, numa sociedade que a violenta e que a trata como objeto - inclusive quando ela afirma a própria liberdade e autonomia.
Seus valorezinhos putrefados fazem parte - estão no MESMÍSSIMO LADO - da cultura do estupro expressa nessa letra criminosa.

Então, com base nessa mentalidadezinha de cocô, vai tentar abusar de uma adolescente de 12 anos, vai, pra você tomar na cara o que merece.