segunda-feira, 19 de maio de 2014

OBRIGADA, MAS DISPENSO SEU SOBRENOME, MARIDO

Eu não entendo nada desses cerimoniais, então nem posso dizer com certeza que fui madrinha de casamento (no civil é madrinha?) de um casal amigo, uns sete anos atrás. 
Eu e o maridão chegamos lá, no cartório marcado em Joinville, e, depois de enfrentar uma fila, fomos testemunhas que Rodrigo e Clarice queriam mesmo ficar juntos por toda a eternidade, ou algo assim. O que me chamou a atenção é que, na hora de assinar toda a papelada, vi que Rodrigo é que iria adotar o sobrenome de Clarice, e não o oposto, como geralmente acontece. Não foi nada combinado com a feministona aqui -- só descobri na hora.
Claro que fiquei muito feliz que, no único casamento em que fui madrinha, houve uma inversão desses estereótipos de gênero! Porque gente, vamos admitir: pegar sobrenome do marido é uma tradição patriarcal, que sinaliza propriedade. Existe algo mais cafona que ser apresentados como Sr. e Sra. (Nome completo do marido)? É algo tão coluna social... Uma invisibilidade total da mulher. 
Não é a única tradição patriarcal do casamento, decerto. Isso do noivo pedir a mão da noiva pro pai, do pai levar a filha pro altar e entregá-la ao noivo -- suponho que todos esses cerimoniais façam parte da mesma cartilha: a de que uma mulher deve ficar sob a tutela do pai, e depois do marido. Nos EUA, as mulheres precisavam adotar o sobrenome do marido se quisessem ter alguns direitos básicos, como os de serem donas de propriedade, dirigir e votar.
Ah, mas já ouvi alguns caras americanos dizendo, essa não é uma tradição machista, já que a mulher sempre fica com o sobrenome do pai mesmo, e não da mãe. Sim, mas há um abismo de diferença entre ficar com o sobrenome do pai e com o do marido. O pai ajudou a te fazer. E também, aqui no Brasil, a pessoa fica com os dois sobrenomes, não?
Nunca passou pela minha cabeça pegar qualquer um dos dois sobrenomes do Silvinho (Cunha Pereira), que são meio comuns demais, com todo o respeito. Já ele adoraria ficar com meu sobrenome por parte de pai, Aronovich. Porque é um nome russo (ucraniano, pra ser mais exata) e os enxadristas russos são os melhores do mundo. Lembro de uma vez em que Silvio e eu fomos jogar um torneio em Buenos Aires e, só por causa do meu lindo Aronovich, me colocaram com um rating altíssimo. Nem preciso dizer que a ilusão de que eu seria uma campeã russa não durou muito... 
Só sei que o maridão adoraria se chamar Silvio Aronovich! Mas é besteira, é vaidade, dá um trabalhão trocar de sobrenome em todos os documentos. E, além disso, aqui no Brasil não se pode substituir sobrenome, apenas incluir. Logo, ele viraria Silvio Cunha Pereira Aronovich. Ok, dependendo do estado, pode-se suprimir um dos sobrenomes originais. Com sorte, o maridão viraria Silvio Cunha Aronovich. 
Tá, mas você acha que, se ele incluísse meu Aronovich, isso seria indicativo de algum poder que eu tenho sobre ele? Claro que não. Seria só por causa do xadrez mesmo. E não vamos cair em falsas simetrias -– mulher ficar com o sobrenome do marido é o padrão, é o esperado, é o peso da tradição patriarcal. Homem ficar com o sobrenome da mulher é escolha. 
Com a mudança dos tempos, essa escolha vem se tornando cada vez mais comum. Hoje 25% dos homens brasileiros já adotam o sobrenome da mulher ao casar. Nada mau, hein? Um em cada quatro carinhas está dizendo, em alto e bom tom, f*ck tradition. Ou, pelo menos, “o sobrenome dela é mais bonito que o meu”. 
Se bem que o que acontece na maior parte dos casos é que o marido inclui o sobrenome da esposa, e a esposa inclui o sobrenome do marido. Ainda assim, é uma enorme mudança cultural. Até 2002, um marido pegar o sobrenome da esposa não era uma opção (era preciso uma autorização judicial). Foi nesse ano em que o Código Civil mudou e se tornou mais igualitário. 
Mas olha só a rapidez com que alguns costumes mudam: em 2002, só 9% dos maridos incluíam o sobrenome da esposa. Dez anos depois, esse índice já subiu pra 25%. Em cartórios de algumas cidades, como os de Marília, SP, o aumento do número de homens que adotam o sobrenome da esposa cresceu 302% em uma década.
Óbvio que o machismo ainda é gigantesco, e os homens que fogem da tradição enfrentam piadinhas e cobranças. Nesta boa reportagem do G1, um dos entrevistados brincou que não poderia usar “o nome de outro homem” (referindo-se ao sobrenome paterno da esposa). Um aposentado resumiu bem como se sente perdido no meio de papéis menos fixos de gênero: “Está errado. A mulher tem que adotar o sobrenome do homem. Mas está tudo tão mudado hoje em dia que a gente nem sabe mais o que fazer”. 
Pra ver como isso é patriarcal, é só ver que, na Argentina, ainda se usa o “de”. O nome da minha mãe, por exemplo, é Nelida Maria Aguero de Aronovich (nome do meu pai). A mulher é do marido! (por incrível que pareça, na maioria dos países islâmicos a mulher mantém seu sobrenome ao casar, sem adotar o do marido). No Japão, as mulheres são obrigadas a pegar o sobrenome do marido para fazerem parte da mesma casa. 
Nos países em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido, varia bastante, mas em geral cada um pode escolher individualmente se adota ou não o sobrenome do parceirx, e tem os mesmos direitos das pessoas em casamentos héteros (como deveria ser). 
Os Estados Unidos, país conservador que é, não aceitam insubordinações. Um exemplo é o de Hillary Clinton. Ela manteve seu sobrenome, Rodham, até quando seu marido Bill era governador de Arkansas. Mas foi muito criticada por isso -- os eleitores acharam que ela não mudar seu nome pra Clinton era sinal de que ela não estava comprometida com o marido. Em parte, Bill perdeu a reeleição para governador porque seu adversário atacou a independência de Hillary. O adversário se referia a sua esposa como "Sra. Frank White", e reforçava o "Hillary Rodham". Calcula-se que isso custou a Bill 6% dos votos. E hoje mais americanos acreditam que “mulheres que mantém o sobrenome de solteira são menos comprometidas” (10% acham isso!) do que na década de 80. 
Casamento de Hillary e Bill, em 1975
Desde a campanha de 2008, em que Hillary disputava a candidatura democrata com Obama, ela simplesmente passou a se identificar como Hillary Clinton. Bem diferente de quando ela se casou e continuou se chamando Hillary Rodham: "esse nome mostrava que eu ainda era eu", contou ela numa biografia. 
Hillary não está sozinha: até 2007, quando ela era senadora, cinco das sete senadoras americanas assinavam apenas o sobrenome do marido. Só Hillary e uma outra mantinham o sobrenome original junto ao do marido.
Mais de 70% das mulheres americanas responderam numa pesquisa de 2009 que elas concordam que uma mulher deve mudar seu nome ao casar. Metade dos entrevistados acha que deveria haver uma lei forçando as esposas a adotar o sobrenome do marido. Mas nem precisa de lei: 95% das americanas pega o nome do marido (inclusive a forte e independente Michelle Obama). 
Nos EUA 1% das mulheres juntam com um hífen o sobrenome original com o do marido. Tipo: durante os vinte anos em que a atriz Robin Wright foi casada com Sean Penn, ela assinou Robin Wright-Penn. Sinceramente, acho isso ridículo, principalmente entre mulheres famosas. Porque, quando o casamento acaba (e ele acaba em 50% dos casos), a pessoa terá que mudar de nome de novo. 
Mas já vi até feminista americana juntar seu nome com hífen ao do marido ao casar. Não quero ditar regras, mas parece uma desrespeito com o combate de feministas históricas como a sufragista Lucy Stone, que no século 19 teve que lutar na justiça pelo direito de manter seu sobrenome. 
Logicamente, hoje a maior parte das mulheres ocidentais que adotam o sobrenome do marido não pensa que são sua propriedade. Pensa que é um gesto simbólico de se tornar um só, ou parte de um time. Sei. Se não houvesse machismo nessa tradição, os homens também ficariam com o sobrenome da esposa. E não sofreriam piadinhas e pressão das famílias.  
Sei que muita mulher faz isso pra ceder aos pais, principalmente aos pais do marido. Um casal de amigos meus não fazia questão que ela adotasse o sobrenome dele. Era indiferente. Mas as famílias pressionaram, e ela pegou o sobrenome do marido. Arrependeu-se amargamente ao lidar com a burocracia toda: teve que fazer novo RG, CPF, passaporte, carteira de motorista, título de eleitora, cadastros bancários... 
Conheço também mulheres que adotaram o sobrenome do marido antes de se tornarem feministas. Hoje elas não fariam. E já ouvi de uma feminista que respeito que ela pegou o sobrenome do marido porque achava o dela muito comum e feio. Também acho super estranho manter o nome do marido após um divórcio. 
Mas enfim. Cada uma faz o que quer, e não é meu papel criticar escolhas individuais. Nem a pau que vou chegar pruma feminista e gritar: “Traidora da causa! Você pegou o sobrenome do marido! Cadê sua carteirinha feminista pra eu cassá-la?!” Mas não adianta negar: é uma tradição patriarcal. Então, como feminista que sou, gostaria que essa tradição ultrapassada deixasse de existir.

126 comentários:

Raven~ disse...

Ah Lola. Eu trocaria tranquilamente o meu Bueno pelo Zacaluzne do meu bofe. Huashua

Mas tenho 5 nomes então daria na mesma shit.

donadio disse...

"Também acho super estranho manter o nome do marido após um divórcio."

Um caso de certa repercussão, no Brasil, é o da jornalista Nina Chavs. Chaves era o sobrenome do marido dela, mas era também o sobrenome pelo qual o trabalho dela era conhecido: ela assinava seus trabalhos como "Nina Chaves". Aí eles se separaram, e o ex-marido, numa atitude extremamente "adulta e madura", exigiu que ela parasse de usar o nome dele.

E ela de fato parou: passou a ser Nina Chavs, em vez de Nina Chaves...

Ana Carolina disse...

Lembro-me de uma professora contando que quando foi se casar, a sogra a pressionou para colocar o nome do marido. Ela respondeu: "mas é lógico, se ele colocar meu sobrenome também". Nenhum dos dois mudou de nome.

Mas acho um resquício do machismo extremo que no casamento civil haja um campo para preencher como a noiva passou a se chamar. Só ela muda?

Não pretendo mudar de nome caso um dia me case, sempre vinculei meu nome à minha identidade - e não vou mudá-la pelo casamento. Mas o único argumento favorável que acho até simpático (apesar de eu não concordar com ele ao ponto de mudar de ideia) é de mudar o sobrenome para formar um nome de família, que os filhos terão também. Mas daí os dois mudam de nome, não só a noiva.

Anônimo disse...

Eu não peguei o sobrenome do meu marido e fui e ainda sou extremamente criticada pela família dele, o pai dele, então, machista que é, me considera a escória das esposas. Quando fiquei grávida chegou a perguntar se pelo menos o bebê teria o sobrenome deles, com o maior tom de sarcasmo. Vendo o machismo que existe na família dele, ergo as mãos ao Céu e agradeço por não ter cedido às pressões e mantido meu nome, ainda que sofra constantemente preconceito e comentários maldosos dos pais dele. Acho ótimo me distinguir e mostrar que, embora casada, tenho minha família de origem e permaneço sendo eu mesma.

Anônimo disse...

Pegar o sobrenome do outro pode ter mil motivos... Como o que você citou em relação ao seu marido, ou achar o outro sobrenome mais interessante. Mas em geral é só herança do patriarcalismo mesmo... Conheço uma mulher que mudou o nome, divorciou, e manteve o sobrenome do ex depois de casar de novo -- sem saco pra papelada. Eu não mudo o meu. Eu sou a Sra. eu mesma.

Caio Roque disse...

Boa Lola! Mandou bem!
#dispensoomachismo

Anônimo disse...

Muito bom post Lola...traduziu o que eu penso sobre o tema. Também acho totalmente machista e desnecessário.
Interessante que o número dos homens que adotam o sobrenome da esposa está aumentando.

Nanda

Patrick disse...

Quando nos casamos, eu e Juliana optamos por continuar com os nomes de solteiro, dada a trabalheira que seria mudar tudo. Mas um casal de amigos, que pretendia cada um adotar o sobrenome do outro, teve que desistir porque a reação da família do rapaz foi absurdamente negativa, coisa do pai dele ameaçar não mais lhe dirigir a palavra se isso fosse feito. Tiveram que ir ao cartório, acho que no período de proclama, pra desfazer a intenção de trocar sobrenomes e acabaram optando por ficar com os mesmos nomes de solteiro.

Natália Alves disse...

Engraçado esse post bem hj Lola, que fui na prefeitura arrumar os papeis do casamento e optei por adotar o sobrenome do meu noivo. Conversamos muito sobre isso e nunca houve pressao do lado dele, disse inclusive que se sentiu honrado de eu ter a iniciativa (aqui na Belgia a lei proibe homens e mulheres de mudarem de nome, foi a lei brasileira que me deu essa brecha). Foi iniciativa minha, sei do trabalho, mas a gente sempre casa pensando ser pra sempre. A par disso, confesso que foi um pouco por interesse também. Gosto do sobrenome dele e quando vc mora fora, facilita muito a vida ter um sobrenome local, evita em muitos casos que seu curriculo va parar na lata de lixo sem ao menos ser folheado, eu sei disso e ele tb sabe. Mas o mais interessante é que na prefeitura tinha uma suposta lei brasileira falando do acrescimo do "de" como sendo obrigtório, coisa que existe me parece que em Portugal. precisei mostrar a cópia da nossa lei pra provar que não era assim e agora está tudo certo, como eu queria e escolhi, o nome dele acrescido ao meu. E os filhos espero que possam ter os dois nomes tb. até o momento o governo belga proíbe que o filho adote o nome da mãe.

D Stoffel disse...

Não quero me casar meu ex queria morar junto e eu não quis ainda bem pq deu tudo errado depois, Então não pretendo ficar pensando nisso, me lembro que as meninas quando jovens ficam colocando o nome do namorado ou paquera no final só pra brincar, mas eu nunca quis casar, mas se fosse o caso adotaria se fosse um sobrenome que eu achasse legal e que ficasse bem com o meu nome, pra mim é indiferente já que não vou casar. As mulheres se não gostar do nome do parceiro ou se o dela for mais agradável que o dele podem trocar o sobrenome, nenhuma mulher tem que ser obrigada a carregar o nome do marido se ela não gostar.

Nane disse...

Eu tenho uma raiva imensa de mim mesma por ter cedido às pressões familiares e ter adotado o sobrenome do meu marido. Eu já era feminista, mas não era forte o suficiente.É algo que me incomoda tanto que morro de vontade de tirar o sobrenome, ainda que dê muito trabalho. Alguém sabe me dizer se isso é possível?

Anônimo disse...

Sou uma pessoa que detesta complicações; e também detesto vestido, salto, maquiagem, fotos, ou seja, toda essa palhaçada do casamento tradicional eu não suporto. Já deixei bem claro pra minha família que se eu algum dia me casar formalmente, podem esquecer toda essa papagaida. Primeiro: nada de casar na igreja. Igreja parece que tem uma habilidade especial de ferrar relacionamentos se você não fizer tudo do jeitinho que eles acham certo. Segundo: nada de vestido e superprodução. Vai ser ir no cartório e assinar os papéis, e se eu estiver de jeans e camiseta no dia, dane-se. Por último, nada de festa de arromba. Acho festas formais um negócio chato pra burro. Foi uma festa de debutante (abominável) pra não repetir mais. Ah, e como eu mais do que tudo detesto complicações, nada de agonia pra mudar documento pq um mané qualquer acha que mulher tem que adotar sobrenome do marido. Se bem que com essa lista de exigências e a minha falta de deslumbre com o casamento é capaz que os machistas saiam correndo de primeira, haha!

Elaine disse...


Eu e meu marido nem chegamos a fazer disso uma discussão. Quando decidimos nos casar ele me perguntou se eu acrescentaria o sobrenome dele ao meu[também acho o meu muito comum e sem graça], e eu disse que não por causa da burocracia, de ter de trocar todos os documentos etc. e tal. Tudo bem para ele, parou aí. Dias antes do casamento no cartório meu sogro perguntou se eu iria ficar com os dois sobrenomes do meu marido ou só acrescentaria um. Ele ficou espantado quando eu disse que não trocaria, porque para ele "a mulher tem que ter o nome do marido". Ele não ficou nada satisfeito, claro, mas a decisão era minha, então eu continuo com meu nome comum e sem graça, rs.

Debora disse...

Eu não gostava do meu nome antigamente achava feio, mas hoje não ligo pelo menos não é aqueles horriveis que a gente vê por aí, e tbm sei que é dificil mudar, eu já quis ter o sobrenome do meu avô que achava bonito, o meu é muito comum no Brasil, as vezes dá vontade de mudar mas não sei se vou casar, Se meu marido quisesse trocar de sobrenome comigo acharia legal tbm.

Helen Pinho disse...

pessoalmente não curto nem um pouco isso de mudar de nome, primeiro pq o nome é parte da tua identidade, mas principalmente pela significado historico e social da coisa toda. acho tão mais fácil cada um fica com o seu. mas enfim cada um com seu cada qual como dizia meu avô.

fico chocada de ver, que infelizmente tem muita gente apegada de maneira nada legal com essas tradições. já presenciei uma conversa de dois casais, um já casado e outro que estava pra casar, onde as mulheres deixaram claro que não queriam mudar de nome e os homens não abriram mão do "direito". cara é assim que começa um casamento? com desrespeito a sua individualidade? bizarro.

fui chamada uma vez, sabe-se lá deus porque, para organizar a entrada do casamento religioso de um parente. na hora do ensaio da saída foi uma confusão: qual era o lado que a noiva saia?? vou saber! nem sabia que tinha lado. daí era opinião de tudo que é lado (menos eu que fiquei apenas chocada, mas o pior estava por vir ...) até o momento que a noiva profere: é te tal lado (não lembro) pois significa a SUBMISSÃO DA NOIVA AO MARIDO. pai me mata porfavor, e nem me venha querendo dizer que submissão na bíblia não é submissão negativa, ou que era a noiva, então se ela é machista merece. affeee cada coisa que se passa na vida.

Anônimo disse...

Minha família tb nao fez alarde quando resolvi não trocar de nome. Meus sogros também não, apenas ficaram surpresos mas não me encheram, acabaram me apoiando por causa da burocracia que ia ser mudar tudo e etc.
(Fora que o sobrenome do meu marido é feio gente, nunca que eu mudaria hauahau)

Anônimo disse...

Socorro!!!!! Pesquisa da semana no blog de Regina Navarro, no UOL: uma mulher pode ser feminina e autônoma?

http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/05/19/uma-mulher-pode-ser-feminina-e-autonoma-o-que-e-uma-mulher-feminina/

What porra? E as respostas, os comentários? A autora desse blog e dessa pergunta cretina se diz educadora sexual! Só se for piada ou estudo sociológico. Não pode ser sério.

Janaina disse...

"Não quero ditar regras, mas parece uma desrespeito com o combate de feministas históricas"
Uai, mas e se ela gostar do sobrenome do marido? Não pode achar bonito a junção? Acho que cada caso é um caso, pra sair generalizando assim.

Sandra disse...

Lola, estou num dilema há muito tempo. Meu noivo é estrangeiro e temos muita vontade de ter filhos. Eu gostaria que meus filhos tivessem o mesmo sobrenome que eu, por isso penso em adotar o sobrenome do meu futuro marido.

Vamos nos casar e vou mudar para o país dele, só que acontece o seguinte: houve uma pesquisa no país do meu noivo e constataram que pessoas com sobrenomes "estrangeiros" têm menos chances de serem chamadas para entrevistas de emprego do que pessoas naturais de lá, com os sobrenomes típicos do país. Eu fiquei sem saber se acrescento o sobrenome do meu marido por causa disso também, pra ser mais fácil me integrar à sociedade de lá.

Eu sinceramente não sei o que eu faço. Estou completamente perdida, alguém poderia me ajudar? Esse assunto não sai da minha cabeça e não sei como resolver. Se eu resolver adotar o sobrenome do meu futuro marido por livre e espontânea vontade, devido às razões citadas acima, serei menos feminista por isso?

beijos e obrigada!

Talita disse...

Sempre digo que se um dia casar continuarei com meu nome do jeito que ele é.
Só conheço uma mulher que pensou em não adotar o sobrenome do marido (porque ela já tinha um nome muito comprido), mas como ele achou ruim (Segundo ele, 'atestado de corno antes de casar' o.O) ela acabou adotando.

Esses dias fiquei pensando muito nessas questões: Meu tio, irmão da minha mãe, vai fazer uma festa de 70 anos e trouxe os convites (por sorte eu não estava em casa!). Como meus irmãos namoram ele fez convites separados para eles, para que as namoradas se sentissem incluídas, já que o nome do meu pai & família não as incluiria. Tudo estava muito bom até eu ler os convites, os do meus irmãos estavam "Fulano e namorada" (ok, meu tio nem conhece as namoradas e tudo bem ter ficado com preguiça de pegar o telefone pra confirmar esse dado), mas quando li o convite do meu pai não me conformei, está assim: "[Nome do meu pai], esposa e filha", ESPOSA E FILHA? Quase tive um piripaque, na hora perguntei pra minha mãe: o tio não sabe o meu nome? e pior, ele não sabe nem o seu? Como assim??? Custa convidar direito?
(Meu irmão mais novo achou minha revolta uma frescura já que provavelmente meu tio nem pensou em nada disso quando escreveu... também acho que ele não pensou, mas penso que ele deveria pensar!)

Como li outro dia no twitter: temos que avisar esse pessoal de que é legal aqui no século XXI, eles podem vir pra cá também... rs

Ana disse...

Eu adotei o nome do meu marido e me arrependo muito, mas só percebi que isso era patriarcado muito tempo depois.

Domenica disse...

Eu sempre gostei muito dos meus sobrenomes, e certamente se eu me casar não os mudarei de forma alguma. Na minha casa nunca foi discutido esse tipo de coisa (até porque nunca tive um relacionamento que tivesse sequer indício de virar algo mais sério rs) mas acho que eles me conhecem o suficiente pra saberem que eu não vou trocar meu nome. E se eu for casar espero que a família do marido não seja retrógrada de se ofender com uma decisão que deve caber somente ao casal.

Elaine Pinto disse...

Nunca sequer cogitei a possibilidade de mudar meu sobrenome. Nunca. E olha que meu sobrenome não é bonito, pelo contrário: sofri um bocado de bullying na escola por causa dele. Não vejo o menor sentido em fazer isso e passar por toda a aporrinhação de trocar os documentos todos. Aliás, nem recomendaria que meu companheiro fizesse o mesmo - embora ele brinque dizendo que, se eu tivesse um sobrenome mais bonito, ele ficaria com o meu.

Anônimo disse...

Sandra disse...
Lola, estou num dilema há muito tempo. Meu noivo é estrangeiro e temos muita vontade de ter filhos. Eu gostaria que meus filhos tivessem o mesmo sobrenome que eu, por isso penso em adotar o sobrenome do meu futuro marido.



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Por que seus filhos não podem ter o seu sobrenome? Vejo muitas mulheres dizendo isso, q querem trocar pra que não tenham nome diferente dos filhos, não entendo como não pensam em colocar seu sobrenome nos filhos como homens fazem há séculos..

Teresa Silva RJ disse...

Quem é supercriticada é a Marta Suplicy por ainda usar o nome do ex-marido. Perguntada a respeito no Roda Viva, ela alegou que manteve o nome por que casou jovem e construiu carreira se apresentando com o nome de casada. Disse que seria complicado mudá-lo em livros publicados, títulos em universidades e tais. E o Suplicy, gente boa que é, nunca se incomodou, ao contrário do Chaves citado acima.

Anônimo disse...

Poxa, pra as meninas casando com estrangeiros, nao acho problema nenhum adotar o nome. Eh conveniente pra elas, nao tem nada a ver com elas se submeterem ao marido. Ficando pelo brasil, nao se tem nada a perder mantendo seu nome original, mas indo pra outro pais, pode-se perder chances de emprego como as mesmas comentaram.

Anônimo disse...

Eu casei com 20 anos (há cinco anos) e eu já era uma feminista, obviamente sem a formação que tenho hoje, mas já questionava muitas imposições e situações machistas.
Realizaríamos a cerimônia do casamento civil no salão de festas e por isso tínhamos que deixar tudo encaminhado no cartório com antecedência, eu NUNCA tinha pensado na questão de incluir ou não o nome do marido até o momento em que a escrivã do cartório me questionou se eu incluiria o nome dele (eu não havia sofrido pressão de lado algum, nem tínhamos comentado nada sobre isso, esta questão estava totalmente esquecida), e me lembro nitidamente que olhei para meu noivo e para meu pai e disse que sim que queria, o que me fez tomar esta decisão foi pensar: quando eu tiver filhos eles terão o mesmíssimo sobrenome que eu. (? loucuraaaa)
Porém, logo após o casamento me arrependi profundamente e verdadeiramente desta decisão, não quero carregar este sobrenome. Todas as pessoas próximas a mim sabem do meu arrependimento, inclusive meu marido que já disse que poderíamos inclusive nos divorciar apenas legalmente para que eu não precise utilizar o sobrenome dele... Talvez haja algum outro meio de resolver isso, mas pelas minhas pesquisas não achei.
Até hoje não troquei meus documentos e nem utilizo o sobrenome dele na minha assinatura, e-mail ou rede social, continuo utilizando apenas meu sobrenome de família, e pretendo fazer assim para sempre. Porém a questão dos documentos terei que resolver, pois me formei este ano e no diploma o que vai é o nome presente na última certidão expedida (no meu caso, a de matrimônio).
Além do que no dia da minha formatura fui chamada pelo meu nome completo (com o dele) e muitos amigos e familiares presentes na colação disseram que não sabiam que eu havia adotado o sobrenome dele, a única coisa que não foi perfeita na minha formatura foi ser chamada por um nome que não me identifica.

Menin@s pensem muitooooo antes de decidir colocar o sobrenome do marido.

Anônimo disse...

Não somos casados oficialmente, então cada um com seu sobrenome. Mas quando nossa filha nasceu, decidimos dar à cria um nome francês, e como opções de sobrenome, tínhamos os meus, e o Pereira do marido. Ele permitiu que eu escolhesse, mas chegou a dizer que poderíamos usar apenas o Schmitt do meu pai, pra que ficasse mais bonito, super de boa. Como tenho uma relação péssima com meu papi soberano, julguei que ele não merecia isso. Minha filha tem o sobrenome da avó e do pai.

Helen Pinho disse...

venham pra o século XXI hahaha muito bom!

Talita é bem engraçado isso de "ele nem pensou", tipo é uma desculpa muito fácil pra manter tudo sempre igual. pode até ser, mas não desqualifica tua revolta.

na minha formatura nos convites de família segui a lógica de colocar o nome da minha tia ou do meu tio seguido de: família, e não do nome do "homem da família" em todos os convites. chamei o nome da tio ou tia de sangue, que é a pessoa mais importante para mim.

Anônimo disse...

Sempre afirmei que não colocaria nome de marido porque não sou terreno pra passar de dono pra dono... como o post disse meu pai ainda ajudou a me conceber... mas colocar o nome do marido ahhhh pelo amor né...
Minha sogra quando escutou isso só faltou me crucificar... mas como assim cadê o sinal de respeito e companheirismo com o marido????
Respondi: Está nas contas e problemas que divido com ele, mas o nome é MEU!!!!!

Anônimo disse...

Meu sobrenome é Lima e o do meu noivo, Azevedo. Nós queríamos ter o mesmo sobrenome, Azevedo-Lima, hifenizado e descobrimos que em nenhum estado brasileiro essa mudança seria possível. E mais: que se eu quisesse eu poderia suprimir meu "sobrenome do meio" e adicionar o dele, mas que ele não poderia mexer no nome completo dele (3 nomes) se quisesse adicionar o meu. Procurei legislação sobre o tema e não encontrei embasamento para isso em nenhum lugar! Pretendemos entrar com uma ação judicial pelo Azevedo-Lima.

Sara disse...

Tb concordo, assumir o nome do marido é uma tradição bem machista.
Mas espero q as garotas de hje em dia tenham costumes diferentes das da minha época, qdo eu era bem novinha adorava ficar escrevendo meu nome com o sobrenome do garotinho q estava namorando no momento, achava tão romântico kkkk, hje percebo o significado desse costume.
Espero q minhas filhas não sigam essa tradição patriarcal, alias casamento pra mim já é em si uma instituição falida.
Se um dia me separar mesmo q tenha muito trabalho, vou querer meu nome de solteira de volta, pode não ser muito chique como o sobrenome suiço q carrego, mas ainda assim quero meu nominho bem brasileiro de volta.

Anônimo disse...

Acho ridiculo e ultrapassado adotar o sobrenome.
Pras que vão se casar com estrangeiros, voces não precisam adotar o nome, é só colocar o de vcs nas crianças, como a Angelina Jolie fez.
Pra mim mulheres que se casam com estrangeiros e adotam os sobrenomes , em sua maioria é pra aparecer.

Aline Couto disse...

Planejava casar com meu ex e, apesar de não sermos tradicionais nem nada, uma vez ele brincou sobre eu me tornar "Senhora Aragão" (sobrenome dele, que acho bonito inclusive). Tranquilamente disse que não planejava trocar de sobrenome. Ele perguntou meio ofendido por quê, e eu disse que já tinha dois sobrenomes, não estava precisando de outro... Terminamos o relacionamento e ficou por isso mesmo.

Mas, por causa disso, na época, pesquisei sobre casamento e soube dessa mudança de que agora o homem poderia trocar o sobrenome também. Fiquei positivamente surpreendida. :)

Conheço um caso de dois autores na minha área em que ela usava o sobrenome dele, marido, e eles publicaram livros juntos. O casamento acabou e cada um foi pro seu lado. Ela continua publicando, agora sem o sobrenome dele, e só quem fica sabendo da história percebe que é a mesma pessoa que publicava anteriormente com outro sobrenome. :P Pra mim isso é um dos motivos práticos para não trocar nem a pau meu sobrenome. Já pensou? Além do trabalho que dá, ainda aguentar isso?

Acho que só trocaria meu sobrenome se meu marido tivesse algum Sagan, Einstein ou Darth Vader como sobrenome. LOL

lola aronovich disse...

Pessoas queridas, reitero o que falei: cada caso é um caso, e não critico pessoas individualmente. Assim como eu jamais criticaria o maridão se ele quisesse pegar meu sobrenome pra ele ficar com mais cara de enxadrista russo, também não critico a mulher, mesmo que feminista, que não gosta do próprio sobrenome e prefere o do marido. Ou do pessoal (mulheres ou homens) que moram no exterior e, se ficassem com o sobrenome do cônjuge, seriam menos discriminados. Não critico mesmo! O que eu critico é o sistema. Pegar sobrenome do marido é uma tradição machista (suponho que quanto a isso não há discussão, certo?) e, como feministas, temos que criticar uma tradição machista. E cabe aos jovens de hoje derrubar, mesmo que seja aos poucos, essa tradição. Uma das saídas é cada um pegar o sobrenome do outro, aí me parece bastante igual. Ou ficar com os sobrenomes como estão. E, no caso de filhos, ele pega um sobrenome de cada um. Na realidade, acho que todo mundo deveria escolher apenas um nome e sobrenome, algo "artístico", sabe? Porque é difícil lembrar de dois. Eu sempre gostei de Lola Aronovich (meu nome completo é Dolores Aronovich Aguero), mas ficaria numa boa com Lola Aguero.

Aline Couto disse...

Ah, só pra esclarecer meu comentário: não foi porque eu não quis trocar de sobrenome que o relacionamento terminou! Heheheh Foi por outros motivos e muito depois disso.

Respeito quem queira incluir o sobrenome do marido ao se casar, acho que cada caso é um caso.

Talita disse...

"Talita é bem engraçado isso de "ele nem pensou", tipo é uma desculpa muito fácil pra manter tudo sempre igual. pode até ser, mas não desqualifica tua revolta."
Também penso assim Helen, o "ele não pensou" é parente do "Nossa, mas vcs estão implicando com uma coisa tão boba!"

Pras meninas que vão pra outros países, se minha opinião importa aqui vai: Eu acho que colocaria o sobrenome do marido sim, por pura praticidade, da mesma forma que muita gente não coloca pra não ficar trocando documento etc, etc, acho que não tem porque ser discriminada, como uma delas falou, correr o risco de ter seus currículos jogados fora e tal...

Mariane disse...

Trocar o nome por um que é menos comum é pura vaidade, mas o que mudará na vida de alguém? Absolutamente nada, além do trabalho da porra que vai dar para mudar toda a documentação. Se algum dia me casar, não vou querer sobrenome de marido (quatro nomes pra mim é muito) por mais bonito que seja.

Meu nome é super comum e simples: Mariane Lilian da Silva (Se pudesse eu tiraria só o "da"), mas eu o amo, afinal é meu nome, é minha identidade e pretendo ficar com ele pelo resto dos meus dias! =)

Anônimo disse...

Sou feminista e optei por mudar o meu nome ao me casar, acrescentei o do meu marido. Confesso que já me senti mal por causa disso, se eu me chamasse Aronovich não o teria feito, com certeza, mas eu fiz como a moça aí que disse que foi 'meio por interesse' e por coincidência eu também sou casada com um belga. A história do meu nome seria longa, mas é um nome comum demais, nunca gostei e aproveitei a ocasião (e a brecha, como disse a Natália) pra mudar. Meu marido não é machista, isso não significa nada pra ele, faz tempo que somos casados, mas nunca perguntei o que achava disso. Eu tenho amigas que sofreram muita pressão para usar o nome do marido, não mudaram e já me disseram que acha ridículo esse negócio de mudar ou de acrescentar, mas elas têm um nome de família lindo, assim como você, Lola. Não escondo que ainda hoje me sinto meio usurpadora e às vezes, quando alguém diz 'que bonito' eu me vejo justificando 'ah, é o nome do meu marido'. Mas enfim, a vida é complicada, esse deslize não faz de mim menos feminista.
Leila

Julia disse...

Concordo plenamente.
E não entendo como mulheres cedem a essa pressão de mudar o nome. Elas não tem nem preguiça?
Tem que refazer todos os documentos. Interessante que numa reportagem sobre o tema em que se falava sobre o aumento do número de homens que adotam o nome da esposa um advogado aconselhou algo do tipo: - As pessoas deveriam simplesmente manter seus nomes porque a mudança dá muito trabalho


Bom, quando só as mulheres PRECISAVAM fazê-la ninguém lembrava disso!


Anônimo disse...

Minha tia quando casou colocou o nome do marido. Logo vieram os filhos e ganharam o nome do pai. Eventualmente ela se separou e voltou a ter o nome de solteira. Foi a maior complicação, até porque, na certidão de nascimento dos meninos consta o nome dela como era qdo casada (que ela não usava mais). Toda hora tinha que apresentar uma papelada doida pra provar que ela era a mae de verdade. Nome, salvo em alguns casos práticos especiais, devia ser cada um com o seu. E nos filhos o nome de cada um dos pais sempre que for possível.

Anônimo disse...

Lola, em alguns locais eles permitem sim a mulher anular completamente seu sobrenome! Uma colega minha é casada com um taiwanês (moram aqui no Brasil, casaram aqui mesmo) e ela chamava (vou dar um exemplo pra não botar o nome completo da garota aqui né) "Ângela Barros Araújo" e agora ela se chama apenas "Ângela Chien".

Ela falou que o pai dela ficou muito chateado, também pudera né? Sua filha vai lá e exclui os dois sobrenomes da família... Fiquei boquiaberta.

E outro dia eu li que na Inglaterra alguns casais mais jovens estão optando por criar um sobrenome novo, juntando seus sobrenomes, exemplo Martin + Green = Mareen ou Gretin sei lá, dei um exemplo pobre rsrsrs
Mas achei bacana, porque assim eles começam uma nova família. O foda é que se os filhos seguirem a mesma linha de raciocínio no final os sobrenomes se perdem. =P

Carol NLG disse...

Eu sempre achei que não colocaria o sobrenome do marido. Sempre pensei na complicação de alterar os documentos.

Quando estávamos no cartório dando entrada na documentação, o sujeito perguntou: "vão trocar de nome?" (ponto pela pergunta pros dois!). Eu disse que não. O marido disse que eu falasse por mim mesma, mas que ele ia colocar meu sobrenome. Achei lindo e acabei decidindo colocar o dele também. Ficamos os dois (primeiro nome) (sobrenome dele) (meu sobrenome). E nossos filhos terão a mesma composição de nomes.

Minha família adorou. Aliás, até brinco que o marido criou problemas pro restante da família, já que agora todo mundo espera que os noivos façam a mesma coisa.

Anônimo disse...

isso aí é hipocrisia,só vai trocar um padrão pelo outro.
é melhor cada um continuar com o próprio nome e sobrenome.

Julia disse...

A situação nos EUA (e em países anglo-saxões de maneira geral) é bem mais ridícula.
Pra começar as pessoas só tem um sobrenome, o do pai.

A mulher pare @ filh@ e não tem nem direito de colocar o sobrenome nel@!

Ter mais de um sobrenome por aquelas bandas é exótico. Tem que colocar esse hifenzinho, que eu acho meio ridículo, enfim.

Acho que isso explica porque tantas mulheres nesses países continuam pegando o nome do marido.
Pra família ter um nome só.

Mas eu conheço uma americana e uma inglesa que mantiveram os sobrenomes delas.

E com as mulheres casando mais tarde e tendo uma carreira antes do casamento vai aumentar a tendência de manter o sobrenome original por fins práticos.
Assim espero.

Julia disse...

Eu penso que quando se vive em outro país e a vida pode ser facilitada por você ter um nome local vale a pena adotar o sobrenome do marido sim.


Se fosse comigo eu tentaria manter um dos meus sobrenomes e acrescentaria o do marido. Não sei se um sobrenome brasileiro ainda atrapalharia mas seria muito estranho não ter mais nenhum dos meus sobrenomes :(


Anon, muitos países estrangeiros proíbem a adoção do nome da mãe. Não sei se é porque as pessoas só podem ter 1 sobrenome, não sei se é por machismo descarado.. Depende ou são as duas coisas.

Na França por exemplo, há apenas alguns anos se permitiu registrar as crianças com os dois nomes, mas dá um trabalho horroroso!
Não é fácil assim.

Patty Kirsche disse...

Eu acho que é evidentemente patriarcal. Pelo menos aqui no Brasil a gente usa dois nomes de família, ainda que um na frente do outro. Acho que o conflito lá nos EUA fica no fato de que eles curtem chamar as pessoas pelo nome de família. Aí qdo coloca aquele hífen, o nome de família vai ficando grandão. Se a mulher usar dois separados, eles não vão saber Ms. qual deles chamar... rs

Um ex meu falou uma vez em pegar um dos meus nomes de família, o de meu pai, porque é germânico e ninguém faz a menor ideia de como pronunciar ou escrever. Aqui no Brasil as pessoas valorizam nomes de idiomas diferentes, enquanto nos EUA o pessoal começa a escrever de modo que consigam pronunciar em inglês.

De qualquer forma, se a mulher quiser usar o nome do homem porque acha bonito, não vejo nada demais. O problema é achar que precisa adotar o nome dele pra dar sensação de pertencimento.

Flavio Moreira disse...

Incrível como a gente nem pensa sobre como certas coisas influenciam a vida inteira da gente.
Quando eu nasci minha mãe era 'desquitada' (nasci na década de 60 e a lei do divórcio no Brasil é de 77), usou o nome de solteira no meu registro de nascimento (Souza).
Quando eu cheguei à idade de trabalhar (comecei aos 15, com CTPS), antes de fazer meus documentos, conversamos com um advogado que aconselhou a que mudássemos a minha certidão, porque mudar todos os documentos da minha mãe - que a essa altura já estava 'viúva' seria muito complicado, e eu troquei o 'Souza', que era da minha mãe, por um 'Santos', que era do marido - mas que não era meu pai.
Nunca pensei sobre isso, mas na minha assinatura, o 'Santos' é sempre abreviado, rs.
Ou seja, minha mãe nunca pôde voltar a usar o sobrenome de solteira, mesmo não mantendo mais nenhum vínculo afetivo com o ex-marido.
Só agora 'liguei os pontos' - obrigado, Lola; mais uma vez a gente sai esclarecido sobre as artimanhas do patriarcado e de como ele afeta nossa vida.

Anônimo disse...

Meu Lattes já tem lá como eu devo ser citada, e tá lá, meu sobrenome de nascença, do qual eu tenho o maior orgulho.

Vou explicar o porquê do orgulho: eu não tenho orgulho de ser parte da minha família paterna, um bando de racistas que se acham europeus. Eu me identifico muito com a minha mãe, que não tem mais o sobrenome do meu pai.

Mas eu roubei o sobrenome do meu pai e ressignifiquei ele. Agora é meu. Só meu. Até esqueço que existe uma família longe de mim que tem o mesmo nome que eu. Até esqueço que esse nome veio de alguém. Pra mim eu sou a única no mundo que tem esse nome, porque eu nasci com ele e vou ficar com ele.

Eu queria ter o sobrenome da minha avó materna, que tinha uma família linda antes de casar. Mas não deu, né.

Anônimo disse...

Acho interessante lembrar que muitas mulheres, que são autoras de livros e artigos acadêmicos, optam por ligar seu sobrenome ao do marido com hífen para não que não mude a entrada do sobrenome nas referências bibliográficas,afim de evitar confusões (como não reconhecer mais a mesma autora em trabalhos futuros). Por exemplo, se Fulana Silva adota o sobrenome Souza, do marido, sua entrada que era SILVA, F. passa a ser SILVA-SOUZA, F. Fica mais fácil de identificar que são a mesma pessoa, mas que houve a adoção de um sobrenome. Se não fizesse isso, a entrada ficaria SOUZA, F. S., desaparecendo o sobrenome pelo qual ela já era conhecida na academia.

Não pretendo me casar, mas, se o fizer, não vou adotar sobrenome... preguiça...

Anônimo disse...

tive problemas com o CNPq por causa do nome da minha mãe. Ela teve que retornar com o nome de solteira. Mas, meus documentos todos estão com o nome antigo…..ou seja, um inferno!!! Para quem não tem nada a ver com a mudança de nome.

Anônimo disse...

Só adoto o nome do marido se for um sobrenome estrangeiro.

Da Silva, não quero mesmo!!!

Ana Grauna disse...


No Japão, um 2o filho, ao se casar com uma primogênita cujo sobrenome esteja em extinção, adota o nome da esposa. É uma prática comum, reconhecida e muito prática.

Nane disse...

Bom Júlia, eu expliquei que no meu caso cedi às pressões porque não fui forte o suficiente. Era muito jovem, e meu marido junto com minha família e a família dele me criticando e pressionando. Não agüentei e sucumbi... Infelizmente!

Nadia disse...

Eu também acho um grande atraso esse negócio de pegar sobrenome do marido.
Já ouvi várias histórias de sogras chocadas com a decisão da noiva não pegar o nome do filho delas.
Mas o que não dá é para dar importância para pessoas que não estão no relacionamento e querem que vc faça de determinada maneira.
Outra coisa nessa linha é o sobrenome dos filhos que não tem o sobrenome da mãe. Um outro absurdo.
Acho que cada um é a soma de seus pais e deveriam ser como nos nomes espanhois que sempre são conhecidos pela dupla, como Garcia Marquez, por exemplo. Mais justo ao meu ver.

Priscila disse...

Eu não casei legalmente, apenas juntamos nossos trapos. Não pretendo me casar na igreja pq não acredito em deus. Não acho que seja hora de casarmos no civil pq a família espera que façamos festa e prefiro viajar hehehehe.
Mas nunca pensei em colocar o nome dele. Adoro meus dois sobrenomes e fico ainda brava com minha avó de ter tirado um sobrenome lindo, cheio de histórias pq ela achou que ficaria "repetitivo" - se ela tivesse deixado, minha mãe tbm deixaria.
Um tio meu teve 3 meninas e uma das minhas primas teve duas meninas. Ela as registou com o sobrenome dela por último, para continuar a "linhagem" hehehehe. Achei essa ideia magnífica e fiquei realmente sentida em não ter pensado nisso antes (eu nem imaginava que isso fosse possível).

Anônimo disse...

Adotei o nome do marido por achar bonito (e odiar o último sobrenome, ainda bem q deixaram eu tirar o ultimo e não o da minha mãe).
Mas atentei ele pra colocar o meu e ele neeeem tchum. :(

Sobre casamento, como tínhamos a opção de casar em casa, realizamos uma festa pra 50 pessoas, só família. Fizemos maior parte dos pratos em casa (encomendamos só os doces e as carnes), alugamos algumas coisas e o que saiu mais caro foram as flores(quase a metade dos gastos).
Td planejado e encomendado em um mês só.
Dá pra fazer algo bonito e íntimo sem ter muito trabalho e/ou gastar muito.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Em cidade pequena a coisa é pior. Tenho uma amiga que mudou de nome sem ser questionada. Acho que já esperam que a mulher acrescente outro sobrenome, então a coisa foi feita de um jeito que ela disse que ficou sem graça de questionar no meio da cerimônia, o que o juiz já dava como certo, que ficou por isso mesmo.

Anônimo disse...

Eu casei há dois anos e nem passou pela minha cabeça mudar meu nome. Olha que tenho um Ferreira, super comum, e podia trocar num sobrenome bem menos freqüente. Além da trabalheira do inferno que é trocar todos os seus documentos, acho muito esquisito adotar o sobrenome de uma família que não é a minha. Eu, adulta, criada desde o nascimento por uma família, por que motivo adotaria um sobrenome de uma família que não é a minha?? Não me entendam mal, eu não tenho nada contra a família do meu marido, na verdade sequer sou muito apegada com a minha própria família, mas não considero de jeito nenhum que faço parte da família dele. Sou parente por afinidade, se a gente se separar acaba por aí. Nós dois constituímos uma terceira família, não somos apêndice da família dele.

Aliás, estou aqui dando graças a Deus depois de ler alguns comentários: porque meus sogros são ótimos. Ninguém questionou nem por um momento o fato de eu não adotar o sobrenome deles.

Igor disse...

Nossa quanta opressão a mulher ter o sobrenome do marido!
com certeza minha se sente escravizada por ter o sobrenome do meu pai...
kkkkkk é besteira demais!

E n podia faltar a hipocrisia:
mulher com sobrenome do marido=opressão.
homem com sobrenome da mulher= revolução,modernidade.

ThiagoE disse...

Além de toda a herança patriarcal os sobrenomes carregam também outras questões.
Algumas pessoas julgam alguns sobrenomes "mais bonitos" e são na verdade referências a elitismo, estrangeirismos, etc... Causas nem um pouco nobres para motivar a alteração do nome.

Anônimo disse...

@Natalia: Eu sou brasileira e o meu marido e alemao. A lei alema permite que os filhos de mae brasileira recebam o seu sobrenome se o nome da mae nao for alterado apos o casamento (valendo acrescentar ou nao o sobrenome do marido alemao).

Ou seja, para que os meus filhos pudessem ter o meu sobrenome e o sobrenome do meu marido, eu tive que manter o meu nome de solteira e acrescentar o sobrenome do meu marido. Talvez exista a mesma brecha na lei belga?

@Sandra: Essa e uma questao complicada. No meu caso, como eu (brasileira) e meu marido (alemao) moramos nos EUA, onde e "tudo junto misturado" em questao de etinicidades e nomes, fica um pouco mais facil.

Dependendo de onde voce more, pode ser que o unico nome a ser usado no dia a dia seja o ultimo sobrenome (que poderia ser o seu ou o do seu marido). Ou seja, os seus filhos poderiam ter o seu sobrenome mas usar na pratica - e quando convier - so o sobrenome do seu marido.

No meu caso, eu SEMPRE assino e me identifico om pelo menos um dos meus sobrenomes brasileiros antes do sobrenome alemao - e dane-se o mundo! Quem nao quiser ao menos conversar comigo que nao converse - gente com mentalidade assim eu quero que passe longe mesmo.

Ainda nao tenho filhos, mas nao tem como saber como os filhotes futuros vao querer usar os sobrenomes que vao herdar (3 no total, 2 meus e 1 do meu marido), mas pelo menos terao opcoes! ;)

Anônimo disse...

Eu tenho um sobrenome comum, por isso adotei o do meu marido. Eu já sabia da trabalheira que dá porque trabalhei em um cartório, e sabia também que era opcional, que ele poderia adotar o meu, etc. Se eu tiver filhos, direi a eles que só adotem o sobrenome caso seja interessante, pois dá muito trabalho! E hoje em dia nem faz mais sentido esse tipo de coisa, é até breguinha.
Mas meu marido ficaria triste se eu não tivesse seguido a tradição. Ele gosta dessas coisas, tanto que ele quis casar, fazer festa, coisas que eu achava caras demais para querer. Pelo menos não tive que lidar com ele pedindo minha mão pra minha mãe, nem um macho da família me levando ao altar.
E pensando nisso, colocarei os dois sobrenomes nos filhos, afinal se eu fiquei barriguda um ano eles tem que levar meu nome!

Renata disse...

Me dá raiva saber que, por mais que se tenha o sobrenome da mãe, na verdade, o sobrenome é do avô!
Nojo disso.
Eu só tenho o sobrenome do meu pai mas gostaria de ter o da minha mãe também, pq porra, ela que fez tudo por mim, ele não fez praticamente nada. Ter o sobrenome dele me dá um certo asco.
Aí lembro que o sobrenome dela é do pai dela que era um BAITA BABACA e fico desanimada.

Aff. Queria zerar essa porra e inventar um sobrenome pra mim!

Mena disse...

Casei e nem cogitei adotar o nome do marido, nunca vi sentido nisso...

Kathe disse...

Uma amiga casou e adicionou os 2 sobrenomes do marido. Dois!! Ela ficou com 4 sobrenomes. Foi curioso no cartório ver os padrinhos/madrinhas levantando a sobrancelha quando isto foi dito...

Lola, no Chile o nome da mãe é que vai por último e não do pai... acho que tem outros países latinos que é assim também mas nunca pesquisei o porquê.

Mas se pararmos pra pensar, levamos "o sobrenome da mãe" em partes, porque nossa mãe herdou o sobrenome do pai e do avô materno, então.......

Valéria Fernandes disse...

Eu não cogitei em mudar meu nome. Se meu marido viesse com o papo de “sou menos amado se você não pegar meu sobrenome”, acho que acabava antes de começar. Meu nome faz parte da minha identidade e há, sim, toda a carga patriarcal da mudança. Como Lola bem frisou, não há simetria neste caso, ainda que seja “fofo” quando um sujeito adota o nome da esposa, ou, o que eu acho realmente mais bonito, quando ambos fazem um mix de seus nomes. Ainda assim, fico com o que a Júlia disse: pra que tanto trabalho??? E se o casamento terminar, mais trabalho! Daí, acho muito corajoso quando uma mulher se separa e retoma seu nome mesmo ao custo de ter que refazer seu nome profissional. Conheço pelo menos uma pessoa que fez isso, e, bem, seu “nome de casada” era bem mais pomposo, mas ela retomou o “Silva” e seguiu em frente.

Minha mãe nunca mudou de nome, não que ela não quisesse, mas ela queria, lá em 1975, remontar o nome dela como bem entendesse usando o nome do meu pai. Queria abrir mão do “Silva”, que ele também tem, e pegar o “Santos” do meu pai. O sujeito ou sujeita do cartório informou-lhe que isso não seria possível, pois o “Santos” era da mãe do meu pai. Logo, se ela quisesse mudar, teria que ficar somente como Fulana “da Silva”. Mamãe não aceitou abrir mão do seu “Fernandes” e, bem, meu irmão e eu temos o sobrenome igual ao da minha mãe. Concordo com o raciocínio que o “nome do pai” ainda vá lá, porque ajudou a fazer, mas, ainda assim, é patriarcal.

Anos atrás, e não sei se mudou, não sei mesmo, na França os filhos só podiam ter o sobrenome do pai. Idem para os países islâmicos ou, pelo menos, a maioria deles. Será difícil perceber o quanto o status das mulheres é baixo, ou assim era, quando essas leis foram montadas? E, bem, antes do Código Napoleônico, pelo menos para quem tinha sobrenome, claro, não era incomum que as mulheres mantivessem seus nomes de família/linhagem e que uns filhos tivessem o nome do pai e outros o da mãe e isso não representar problema algum. Normatização jurídica geralmente significa imposição de uma lógica patriarcal no Ocidente e isso é mais recente do que muita gente imagina.

Enfim, meu marido e eu desprezamos o “Silva” e colocamos só nossos nomes do meio em nossa filha, se houver outra criança, talvez invertamos a ordem. O mais importante é que vou ensiná-la todo o significado dessas coisinhas que ninguém parece se importar até que alguém se sinta menos amado ou desrespeitado nas suas boas tradições. Como escrevi lá em cima, não mudei de nome, minha mãe ficou de bico quando lhe disse por quais motivos não o faria (*Logo ela!*). A única outra pessoa que me perguntou foi meu cunhado. Não sei o que ele pensou, mas nunca me importei com a opinião alheia para coisas que considero certas de verdade. No entanto, parece regra na minha família e entre as amigas de infância. Não raro, elas respondem que não se importam com seus (sobre)nomes, mas que seus maridos se importariam muito se elas não adotasse o (sobre)nome deles. Só tenho a lamentar.

Lembro da cara de desespero e desânimo de uma querida amiga quando seu casamento parecia ter ido para as cucuias, ela com um monte de documentos na mão, profundamente magoada e querendo esquecer que teria que mudar todos eles, porque, bem, não queria lembrar do ex. Eles reataram, espero que, pelo menos, ela tenha repensado essa história de mudança de nome, mas duvido muito... Duvido mesmo!

P.S.: Às vezes, brinco com meu marido dizendo que até poderia ter mudado de nome se ele tivesse um (sobre)nome mais glamuroso. No que ele responde que valeria o mesmo para ele. ^_^ Trocar "Fernandes" por "Rodrigues" não "agrega valor" algum, ou vice versa. :D

Denise disse...

Sandra,

eu moro na Austrália e aqui também já ouvi muito essa história de discriminação de empresas quanto ao sobrenome. Aqui o preconceito é maior contra nomes asiáticos e indianos, mas acontece também contra outras nacionalidades. Curioso é que outro dia me disseram que o sobrenome “Silva” era discriminado pois é um sobrenome indiano. Só que é brasileiro também, né? No fundo eu acho isso uma enorme bobeira. O que adianta mudar o sobrenome no currículo se todo seu histórico de vida (formação escolar, experiência profissional) é no Brasil? De cara o recrutador vai ver que vc é estrangeira de qualquer jeito! Fora que discriminação por discriminação, dizem que rola também pelo bairro que vc mora, por ser mulher, pelo seu sotaque, etc etc etc, não tem jeito, quem quer discriminar vai fazer de uma forma ou de outra! Eu não mudei o sobrenome, nenhum dos meus amigos mudaram, e todos conseguimos empregos nas nossas áreas de atuação.

Eu sofro bastante aqui por ter 4 sobrenomes, algo até comum no Brasil, mas aqui não é (o comum é ter nome + middle name (tipo um segundo nome) + 1 sobrenome, o do pai). Sempre tenho problema pra comprovar identidade, tirar documentos, fora as inúmeras piadas que fazem com meu sobrenome, um deles impronunciável em língua inglesa. Uma vez fizeram piada até quando eu fiz uma cirurgia, em plena sala de cirurgia os médicos e enfermeiros ficaram brincando que meu sobrenome era tão grande que tiveram que colocar em mim 2 pulseiras de identificação do hospital pra caber tudo (o que era verdade). rs Eu não vejo isso como preconceito, acho que é estranheza mesmo, e levo numa boa.

Não acho machismo vc querer adotar o nome do seu marido e se vc acha que isso vai facilitar sua vida no estrangeiro, faça, mas também não acho que isso seja necessário...

Maria Valéria disse...

Eu nao colocaria sobrenome de marido porque meu nome ja e grande : Maria Valéria, mais o sobrenome da mãe e do pai.
Eu nao me sentiria bem em tirar nenhum dos meus sobrenomes, nem gostaria de acrescentar outro pra deixar meu nome mais comprido do que ja e.
...
Eu nao quero ter filhos, foi minha escolha.
Mas se tivesse, ia ter um sobrenome só e pronto, porque acho muito complicado ter um nome comprido que nem o meu....rsrsr !!! Ia querer que meu filho ou filha tivesse um nome curtinho e fácil de escrever e de lembrar e pronto.
Beijos.

Anônimo disse...

Palhaçada

Anônimo disse...

Como diz um ditado popular;“Dois galo no mesmo terreiro um será galinha “.

Anônimo disse...

eu tenho nome e dois sobrenomes incomuns, então a vida toda foi uó explicar pros outros como escreve e tals. (aliás, ainda é. telemarketing, te odeio por mais isso). ah, os dois sobrenomes são um da mãe e outro do pai.
já o marido sofre com o contrário: tem 1001 homônimos por aí, já q por algum motivo, a sogra só o registrou com o sobrenome do marido.
quando casamos, ele ñ encanou q eu ñ acrescentasse o sobrenome dele, pq além do meu ~trauma~, tinha a burocracia, mas mesmo sem dizer com todas as letras q se sentiria menos homem (wtf), ñ quis por o meu pra diferenciar o dele.
(hj acho q reagiria diferente, já q com a convivência, percebi mais traços machistas/preconceituosos nele; ñ sei se são causa pra divórcio, a essa altura, mas muitas vezes, dão briga)
mas, na hora da cerimônia, ñ sei se ficou mais chocada minha sogra ou minha mãe: "como assim essa criatura ñ vai mudar de nome?"
bom, já tava combinado, e assim ficou.

agora, a ordem dos sobrenomes de filho é outro perrengue... tenho uma filha, de outro relacionamento, e o dito cujo quis pq quis registrá-la "à maneira espanhola" - prenome, sobrenome do pai, sobrenome da mãe - e no Brasil ao menos o costume ñ é esse, ñ sei se existe lei específica, mas foi necessário conversar com o tabelião e tals - numa 6a feira, com trocentos casamentos pra ele celebrar - pra q fosse liberado.
na época meu pai ficou todo feliz, q a menina tava com o sobrenome dele...

Anônimo disse...

Esse é um assunto que me incomoda MUITO.

Julia, eu moro na França, e colocar o nome da mãe nas crianças não é nada complciado, é só decalrar, da mesma maneira que se colocasse o sobrenome do pai. Essa lei passou em 2006 e muita gente nem sabe que é possivel. Se as pessoas falam que é complicado, é para desestimular as pessoas a fazerem isso, porque a lei é a mesma para homens e mumheres. ( mas por padrão, é o nome do homem).

Outra coisa RIDICULA na França: você não escolhe pegar o nome do marido, ele é automatico. A cosntituição fala que é uma escolha, mas acreditem: eu tenho que andar com a copia da constituição na carteira, senão a administração não acreditam em mim.

Eu tive que brigar com deus e o mundo para que nos meus documentos franceses não aparacesse o nome dele, e consegui! Mas mesmo não tendo o nome dele da minha carta de identidade, varias coisas ainda chegam com o nome de "sr e sra joao da silva". PODRE!!!!
E alias, meu marido nunca a chou ruim, e sempre me apoiou.

E a francesada não se toca que é machista pra caramba isso. E quando eu falo que meus filhos terao meu nome também, eles ficam "que besteira, nome não muda nada", ai eu sempre repondo: " se é besterira, deixa colocar so o meu então". Ai todo mundo muda de ideia.

Acho isso ridiculo. E alias, moro na França, não mudei o sobrenome porcaria nenhuma e cá estou eu, muitissimo bem trabalhando na minha area.


Lia

Anônimo disse...

Quero adicionar o nome da família materna do meu noivo ao meu sobrenome quando nos casarmos...Antes eu não queria, mas mudei de idéia e agora quero porque meu nome é muito comum e o dele é mais diferente...rsrsrsrs...Ele apóia...Só falta ver a reação do pai dele quando ver isso!!kkkkkkkkkk...Agora de filhos tá uma briga desde agora porque meu noivo acha um absurdo só colocar o nome dos avós paternos ou maternos de ambas as partes na criança e quer que quando a gente tenha um filho ele tenha meus dois sobrenomes + dois sobrenomes dele...Por um lado acho legal não suprimir o nome de ninguém mas por outro acho um exagero!!

Valéria Fernandes disse...

Ou seja, pelo depoimento da Lia, não mudou nadinha na França... Não é importante, até a gente querer inverter ou burlar a regra... Sei... sei...

Anônimo disse...

Lola novamente generalizando..... depende da cultura. Na Itália a mulher fica com seu proprio sobrenome (apenas 1), e os filhos levam apenas o sobrenome do pai. Como sou de origem italiana, adotei esta prática na minha família.
Mas DE FORMA ALGUMA faço qualquer julgamento de valor em mulheres que adotam o sobrenome do marido, como foi feito no post. Isso é uma demonstração de amor para muitas pessoas, a intenção de formar uma família, a base da sociedade. Adotar o sobrenome da mulher, se não me engano, é uma prática da Espanha. Novamente, depende do tempo que vivemos, e da cultura. Não levar isso em consideração é tapar os olhos para o mais importante.

Anônimo disse...

Eu mudei de nome aos 13 anos de idade, pois meu pai biológico não dava a mínima, então o meu pai que me criou (marido da minha mãe) me "adotou" no papel.

Meu avô materno tinha duas esposas. Ele registrou minha mãe, mas ela não tem oficialmente o sobrenome dele. E quando eu fui no juiz pra trocar meu nome, eu pude escolher qual dos sobrenomes do meu pai eu queria. Peguei o da mãe dele, "Carvalho", por uma questão mística, da árvore ser sagrada pro povo celta, etc. Em resumo, acabei ficando com os sobrenomes das duas avós.

donadio disse...

"E os filhos espero que possam ter os dois nomes tb. até o momento o governo belga proíbe que o filho adote o nome da mãe."

Você pode registrar na embaixada/consulado. Ali vale a legislação brasileira, e, mais ainda, seu/sua filho/a terá nacionalidade brasileira.

Anônimo disse...

Coisa de sem bolas adotar o nome da mulher.
Coisa de sem bolas ter uma mulher que não adota o seu nome.

Rafaela disse...

Adorei o post, Lola! Porém esse história da mudança de sobrenome é só a ponta do iceberg. Acredito que o feminismo também deveria desconstruir essa obrigatoriedade moral do casamento. Para duas pessoas estarem juntas, só basta isso: que se gostem e que queiram. Não precisamos de convenções.

Anônimo disse...

O palhaço das 10h06 só prova o quão machisa é pegar o nome do marido.

E tem coisas que tem que ir com jeitinho, mas nesse caso, prefiro a abordagem direta. Familia enchendo o saco? Entro com os dois pés:

- E porque vocês acham que o sobrenome dele é mais importante que o meu?

Ai pegue a pipoca e assista eles rebolarem para dar as explicações mais estapafúrdias.. a boa noticia é que se em muitos assuntos é dificil fazer as pessoas mudarem de ideia, esse assunto é bem facil.

Tipo, é dificil falar para um homem imaginar caso ele fique gravido, mas é facil nessa historia perguntar: " e porque você néao pega meu nome, ja que é tão romantico?"... sinceramente, acho que ja consegui trazer algumas pessoas para o nosso lado! rsrsrs

Lia

Anônimo disse...

Eu vou casar em breve, não adotarei de forma alguma o sobrenome do meu noivo, nem ele o meu. Amo meu sobrenome e sei que é machista a mulher adotar o sobrenome do marido. A minha mãe, casada com meu pai em 1988 não adotou o sobrenome do meu pai, e sempre tive isso como exemplo. E quanto a querer que os meus filhos tenham meu sobrenome: Os nossos filhos provavelmente terão o meu sobrenome por último, pois meu sobrenome é mais incomum que o do meu noivo. As pessoas falam tanto do patriarcalismo de se adotar o sobrenome do marido, mas não pensam no patriarcalismo de se dar o sobrenome do filho como Fulano Sobrenomemãe sobrenomepai.

Abraços!

Anônimo disse...

Se eu fosse adotar um sobrenome da "parte boa" da minha família, eu teria o nome de solteira da minha avó materna. Meu avô materno é um escrotossauro de marca maior, filho de uma família "tradicional" da cidade, e se eu não pensasse o nome dele como "o nome da minha mãe", eu jamais iria aceitar.
O meu bisavô era um ótimo homem, trabalhador, cheio de caráter. Eu teria o maior orgulho de usar o nome dele.

Claro que "voltar" três gerações do nome é no mínimo um trabalho ingrato. Fica só na ideação.

donadio disse...

"na Inglaterra alguns casais mais jovens estão optando por criar um sobrenome novo, juntando seus sobrenomes, exemplo Martin + Green = Mareen ou Gretin sei lá"

Daí virão os futuros Elainardos Castrilvas e as futuras Eduelas Cardousas...

Thais disse...

Eu acho bonito quando os dois adotam o nome um do outro, quase um símbolo da nova família que está se formando.
Tipo, a mulher é Joana Almeida e o marido Vinícius Pereira.
Depois do casamento, ela fica Joana Almeida Pereira e ele Vinícius Almeida Pereira. Os filhos, Almeida Pereira. Não resolve todo o problema, pois o sobrenome principal da mulher ainda é o do pai na maioria dos casos, mas hoje eu acho que os pais podem até escolher dar para os filhos apenas os sobrenomes da mãe.
Eu não pretendo mudar meu nome quando casar, mas gostaria de transmitir o sobrenome da minha avó materna para o filho, por exemplo (o que geralmente não acontece!)

Anônimo disse...

Tenho um amigo que entrou na justiça pra adotar o nome da mãe, depois de quase 30 anos de vida.

A família da mãe se recusou a dar o sobrenome pra ele quando ele nasceu, porque ele era filho de um relacionamento indesejado. Ao mesmo tempo, ele foi criado por essa família, então a recusa sempre marcou ele.

Aí tá aí, um filho lutando pra ter o nome da mãe.

Anônimo disse...

Depois de muitos anos de casada e alguns anos no facebook, só agora coloquei lá meu nome completo, com o nome dele. Ele ficou feliz e eu me acostumei!

donadio disse...

"Lola, no Chile o nome da mãe é que vai por último e não do pai..."

Em todos os países de língua espanhola, ao que eu saiba. Mas aí o que passa adiante é o primeiro sobrenome.

Fica assim:

María Lopez García se casa com Juan Dieguez Miranda, passa a se chamar María Lopez de Dieguez, e a filha deles fica sendo Juana Dieguez Lopez. Os nomes das avós, García e Miranda, caem fora, como aqui.

Weber disse...

Não sei se já comentaram aqui, mas hoje em dia, na maioria dos estados, vc só pode adicionar o sobrenome do marido ou esposa, mas não é possível trocar o seu sobrenome pelo do cônjuge, como era antigamente. Acho que isso está facilitando a ideia na cabeça das pessoas de não mudarem nada. Se vc não quer um nome enorme à la D. Pedro, ficam todos como sempre foram rsssss. O que também colabora pra esse pensamento é toda a burocracia de mudar os documentos. Além de qualquer conscuência feminista, vejo esses fatores que descrevi acima "ajudando" muito na questão da não-mudança do nome. Minhas amigas casadas não modificaram.

Roxy Carmichael disse...

achei pertinente a discussão, mas um outro tema surgiu no subtexto de muitos comentários, que me pareceu digno de nota: sobrenome glamuroso é sobrenome estrangeiro (e estrangeiro do norte)? concordamos todas que patriarcalismo é realmente muito ruim, mas eurocentrismo é ok?
a minha mãe pegou o sobrenome do meu pai porque o dela remetia MUITO ao catolicismo e ela achava maior baixo astral essa referencia. Levo o sobrenome do meu pai, e por ultimo o da minha mãe (o outro que não o católico). Acho legal que o dela venha por ultimo, isso não é muito comum no brasil. utilizo o dela, porque me identifico mais com ela. usaria o do meu pai se fosse o contrário. não critico quem tá pra casar u casou com um cara que ficaria bolado com isso de a mulher não adotar sobrenome dele, mas eu definitivamente não poderia me relacionar com alguém tão apegado assim à tradição.

Julia disse...


E lendo mais comentários de pessoas que moram fora, mudei de ideia. Mesmo se casar com um gringo vou manter meu nome. Aqui as pessoas não acham chique nome estrangeiro? Então lá fora o nome chique seria o meu. Poderiam me discriminar por qualquer outro motivo mesmo.


Anna disse...

Carx Lola, nas linguas eslavas os sobrenomes terminados em -vich e -vna são chamados de PATRONÍMICO. As linguas eslavas são reconhecidamente machistas, já que o patronímico nada mais é que uma derivação do nome do pai. Ou seja, não se é Olga, Catarina etc e sim Olga filha de Piotr, Catarina filha de Fiodor, etc. Machismo puro, o patronimico é a prova que a mulher, pelo menos as eslavas, nao sao reconhecidas como gente por si só, só é reconhecida enquanto parente de um homem.

E o pior de tudo, o seu "sobrenome" significa, literalmente, FILHO de Aron, já que FILHA de Aron seria Aranovna. Acho bastante irônico a senhora ser feminista e adotar um patronímico (que é machista por si só) que é reservado aos homens.

Marcia Baratto disse...

Eu mantive o meu nome, mas confesso que rolou uma crise de identidade no casório.

Meu marido é nordestino e, por tradição, tem três sobrenomes (um da avó paterna, outro da mãe e o último do pai). Veja bem, o nome dele tem referência a duas mulheres da família, embora o paterno seja o último.

E a minha tradição patriarcal de dar nomes, como é que é? Apenas o nome do pai.

Aí fiquei assim: não adoto o nome dele e conservo a identidade nominal que tenho até aqui, cujo nome é formada pela tradição patriarcal italiana que excluí a mulher e é super eurocêntrica (merda de nome, né não?); ou me rendo a tradição patriarcal brasileira e junto o nome dele (só o último sobrenome, do pai) ao meu. Nhé, não vi vantagem em trocar uma nome patriarcal por outro e fiquei com o meu. Mas também não me senti 'empoderada' não me rendendo a tradição, já que conservei o nome do meu pai.

No fim das contas, fiquei mesmo foi com vontade de juntar o sobrenome da minha mãe ao meu.

Mas e a preguiça de começar todos os procedimentos? Aff...

Raven~ disse...

Ah Julia. Eu discordo num ponto. Meu pai se chama Fulano Tal. O jênio foi lá e me deu 5 nomes. 5! Nome, prenome e 3 sobrenomes. Pq ele acha o DELE simples demais. Eu odeio. O do meu filho coloquei Fulano Tal tb. Nada de um monte de coisa. Concidentemente - ou não - sei lá, =D uso o do meu pai. E o meu filho tb. Mas concordo que usar SO o nome do pai é tosco mesmo.

Raven~ disse...

Isso de tirarem nome infelizmente é bem comu. Cadê o sobrenome africano lindo que eu deveria ter? Foi trocado por sobrenomes espanhóis e portugueses.

Anônimo disse...

Kathe, ouvi certa vez que a adoção do nome das mulheres na América espanhola se deu por conta da conquista, em que a herança seguia uma linhagem matrilinear, assim os esponhóis decidiram acrescentar o nome das esposas. Algum historiador da área de plantão?

Raven, tb tenho 5 nomes, na msm estrutura do seu, mas isso foi por conta da minha mãe, que trabalhou na Receita Federal e viu um monte de treta ocorrendo por conta de homônimos, aí ela não quis o msm pras filhas.
E tb pq ela achava o nome dela mt simples.
Eu tirei o último nome (q não gostava) e adotei do meu marido, que é simples, brasileiro, mas acho bonito (e ainda consegui me livrar de um "de").

Lembro uma vez de ter conhecido uma professora, primeiro pelo nome que era Fulana do Fulano, aí sempre achava q do Fulano era o marido dela, até q qnd a conheci pessoalmente e ela explicou q era sobrenome. Rsrs

Julia disse...

Eu acho 4 sobrenomes muita coisa.
Dois sobrenomes são suficientes mas se a pessoa for registrada com dois prenomes (ex: Maria Antônia) já fica comprido demais.

Se eu tiver filhos eu colocarei só o sobrenome que veio da minha mãe porque gosto mais. É o sobrenome que uso quando preciso abreviar.
Eu posso fazer isso, não?

Anônimo disse...

Não. Não é. Apenas com o divórcio volta-se ao nome de solteira.

Anônimo disse...

Cara Anna, você é uma ignorante. O patronimico é uma tradição eslava, mas ele não está em voga tal como outrora em todos os países eslavos, sendo mais comum na Rússia atualmente. Verifique como exemplo os sobrenomes sérvios que normalmente terminam em ich. Embora as origens desses sobrenome fossem os patronimios hoje em dia eles São transmitidos aos filhos como simples sobrenome, tal como no nosso país.

Ah, para seu governo as línguas eslavas admitem matronimicos também.

Erres Errantes disse...

Meus dois sobrenomes são feios e comuns, mas mesmo que me relacionasse com um homem com sobrenome pomposo, ainda assim eu ia querer mantê-los forever. Tenho uma carreira acadêmica e ficaria complicado mudar de sobrenome, por causa de eventuais citações de meus trabalhos em referências bibliográficas.

Metamorfose Ambulante disse...

Lola, muita gente não sabe. Não sei se é o seu caso. Mas a Yoko Ono era/é uma baita ativista feminista. A grande fama/lenda machista de que ela manipulou o John Lennon e destruiu os Beatles acabou obscurecendo muito de sua incrível carreira e ativismo. O fato é que ela quando se casou com o Lennon, só aceitou usar o sobrenome dele se ele também usasse o dela. Ela virou Yoko Ono Lennon e ele John Ono Lennon. :) E o que eu acho mais legal é que mesmo dps da mudança, ela continuou sendo a Yoko Ono apenas. Ngm se refere a ela como Yoko Lennon. :P O que não foi o caso da Linda Eastman, que depois que se casou com o Paul, infelizmente virou Linda McCartney e só. Yoko Ono samba na cara dos bitoumaníacos machistas :D

Melissa Ramos disse...

Esse negócio de adotar um sobrenome "mais bonito", na maioria das vezes tem a ver com o velho complexo de vira- lata que boa parte dos brasileiros têm... quanto mais da "zoropas" melhor.
Quando me casei, cheguei a dizer no cartório que iria adotar o sobrenome do marido, mas passei a noite em claro, incomodada por abrir mão de quem eu sou. No dia seguinte, corremos lá e desfizemos a intenção. Mantive o nome de solteira e fiquei ótima.
Quando meu filho nasceu é que eu soube o que é machismo. Meu sogro manifestou todo o desapontamento por saber que meu filho também iria carregar meu sobrenome! Fiquei com vontade de dar uma voadora nele, mas ainda estava com os pontos da cesareana, rsrsrs

Helen Pinho disse...

poxa Melissa merecia mesmo uma voadora, tu passa nove meses grávida e o sujeito tem a cara de pau de achar desapontador o filho ter teu sobrenome?!

é uma cara de pau pra pouco óleo de peroba.

Anônimo disse...

Namorei uma criatura que dizia que só casaria comigo se eu adotasse o sobrenome dele... Nada contra o sobrenome, era bonito, mas acho que mudar o nome é mudar sua própria identidade. Meu nome representa quem eu sou e a meu ver mudá-lo seria uma violência muito grande. Felizmente o namoro com o idiota que exigia isso acabou. Minha mãe não adotou o sobrenome do meu pai, se eu me casar um dia seguirei a tendência e espero passar adiante pras minhas filhas caso eu venha a tê-las

marii disse...

Anna, as coisas não são bem assim. Os nomes na Rússia são compostos de primeiro nome + patronímico + sobrenome. Os homens também tem patronímico! Não são só as filhas que "pertencem" ao pai, os filhos também. E é possível fazer um matronímico, embora não tão comum.
Existe muito sobrenome que termina com -vich, em geral eles surgem de nomes religiosos e muitas vezes são de famílias judaicas. Aronovich significa filho de Aarão e própria Lola já falou que os avós dela eram judeus. Eu sou judia também e uma parte da minha família tem o sobrenome Abramovich, ou seja, filho de Abraão.

Outra coisa, em russo as generalizações de animais são feitas pelo feminino. Por exemplo, "eu vi um cachorro na rua". Eu não sei o sexo do animal, mas em português se fala cachorro, a forma masculina. Em russo, se fala cadela. Não sei como funciona com outras línguas eslavas, mas imagino que siga a mesma lógica.

Marina Luz disse...

http://transdinamica.blogspot.co.at/2014/05/amor-nos-tempos-do-whatsapp.html

tata disse...

Ai Lola, vida que muda! Eu sempre tive questionamentos feministas, mas antes de entender o que de fato era o feminismo não sabia me defender. Hoje me posiciono, tenho opinião, falo alto mesmo. Infelizmente meu casamento foi antes disso, tenho o sobrenome do marido. Nunca havíamos conversado sobre o nome, na hora de assinar os papéis quando disse que não queria mudar meu nome, ele me pressionou muito e ficou muito bravo! Boba que eu era e com vergonha das pessoas olhando cedi ao desejo dele. Tá feito! Me arrependo muito, se tivesse a postura que tenho hoje, não teria mudado!

Anônimo disse...

Nunca pensei em
Colocar o sobrenome do meu marido. Ele não se incomodou.
Minha mãe, casada há uns 35 anos, também não colocou.

EneidaMelo disse...

Me incomodou esse complexo de vira-lata com sobrenomes que indicam o fato de sermos brasileiros. Quanto mais estrangeiro melhor. Foi bom ler comentários que corroboraram essa minha visão.

Luciana Molina disse...

Muito legal ver esse tema tratado aqui! Já tive uma discussão feia com um namorado por causa disso porque ele não entendia minha resistência em adotar o sobrenome dele. Quando eu dizia "Ok, adote o meu", ele se ofendia! O namoro acabou, no final das contas.

Camila Bezerra disse...

Se não desse tanto trabalho trocar de nome, eu e meu marido teríamos ambos abandonado os nossos e colocado Skywalker... seria maneiro. Decidimos que seria uma bobagem trocar de nome (tanto ele quanto eu) ao casar, dá tanto trabalho... além disso, pereira, silva, bezerra, gomes, rodrigues... é tão comum que não dá nem pra ostentar. Acho lindo quando por romantismo ambos mudam o nome, mas um só? Não faz sentido.

Anônimo disse...

Meu pai pegou o sobrenome da mãe dele, e eu peguei só o do meu pai, então eu tenho o sobrenome da minha avó, e devo confessar que não curti muito porque sofri alguns bulling na infância, se não fosse um transtorno doido eu pegaria o da minha mãe. Mas fazer o que? todo mundo me conhece por esse nome e sobrenome.

Marcelo C. disse...

Acho importante também colocar o papel dos homens na questão. Afinal, eu não gostaria muito que minha companheira fizesse questão de ter meu sobrenome. Nós não nos casamos, então os nomes permanecem os mesmos. Meu irmão casou e minha cunhada não quis mudar de nome. Mas não sei a opinião dele sobre o assunto. Acho que os homens podem também dizer: obrigado, mas não quero que você mude seu nome, esposa!

Anônimo disse...

´´ viver em 2014 é bom ``, pode ser bom pra você, o que não significa que é bom para os outros, pra mim é péssimo. Esse negócio de sobrenome pra mim tinha que ser o seguinte: ou os dois pegam o sobrenome um do outro, ou ninguém pega o sobrenome de ninguém, isso do marido pegar o sobrenome da mulher é uma tentativa de implantar uma sociedade matriarcal, dá a impressão que a família da mulher é mais importante que a do homem, acho errado isso. E só um aviso para as feministas; existem mulheres que pegam o sobrenome do marido porquê querem, e não porquê são obrigadas. Paulo.

gabi ga disse...

Eu to casada ah 7 ano nao levo o sobrenome do meu marido. Sera que o cartório aruma .sera que eu tenho direito da coisas ?

Belle disse...

Oi Lola!
Uma curiosidade que me lembrei ao ler (só hoje) esse seu post: no livro Precisamos falar sobre o Kevin, Eva não altera seu nome ao se casar com Franklin, e quando ela está grávida discutem sobre isso, até chegarem a uma "conclusão" meio provocativa: que se for menina pega o sobrenome dele e menino o dela. Por isso que o primogênito, que depois protagoniza toda uma tragédia, chama-se Kevin Katchadourian, como a mãe.

Por essa e outras simbologias que amo tanto esse livro que discute feminismo, maternidade, patriarcado (entre muitas outras coisas) de uma forma tão diferente. Aliás, engraçado você comentar essa coisa dos norte-americanos, porque durante toda a história, ela renega a própria cultura para se sentir superior (o que me faz lembrar de posts sobre síndrome de vira-lata nos brasileiros).

Mas acho que se você nasce num país imperialista (o mais mais de todos) pode renegar né??

Se você ainda não leu, recomendo muito! Fiquei meio viciada nesse livro ano passado.

Bjs!

Anônimo disse...

Tem coisas que eu acho nada haver. Existe machismo? Sim, mas sabe... ah, pegar sobrenome é isso e aquilo. Olhem por outro lado também! As vezes acho besteira. (Se o sobrenome do seu marido fosse mais "chique" talvez vc pegaria?)

Anônimo disse...

Quanto atraso isso de discutir sobrenome... Cada um com o seu e pronto!

Anônimo disse...

É tão absurdo e um infinito atraso adotar sobrenome do marido que não tenho nem como mensurar. Não adotei e jamais adotaria, logicamente o meu marido concorda em número e gênero comigo, do contrário não estariamos casados... E quanto aos filhos, adotei o da minha mãe, pois no meu caso o meu pai foi ausente. E ainda que tivesse sido presente eu não adoraria, pois a junção do sobrenome do meu pai com o do meu esposo daria um nome que facilmente seria alvo de rimas indesejáveis. Logo nos tratamos de evitar um futuro aborrecimento para os nosso filhos. Tem que se atentar a tudo isso, do contrário, sofrem os filhos e todos nós.
E para finalizar, assumam quem vcs são, suas origens, sua autenticidade, isso sim é viver!

Lívia Andrade disse...

É uma decisão importante a ser tomada adotar ou não adotar o sobrenome eis a questão?
Brincadeiras a parte, apesar de saber de toda a trabalheira ainda sim quero adotar o sobrenome do meu futuro esposo, não teve nenhuma pressão da parte dele foi decisão minha mesmo.

karine disse...

finalmente alguém escreveu oq penso sobre isso, não casso a carteirinha de feminista, mas dá muito aperto no coração qdo vejo mulher feminista adquirindo sobrenome pq acha bonitinho

Anônimo disse...

Meu sogro é super machista com sobrenomes (além de outras coisas). Ele diz que ter uma filha é como matar um sobrenome, pois quando ela se casa, pega o sobrenome do marido e não passa para os filhos o sobrenome do avô, como o ultimo sobrenome. Para ele, ter filho homem é melhor, porque alem da esposa adotar o sobrenome dele, os filhos vão ter e criar uma geração, com o nome do avô machista. E além disso ele acha que é descendente de judeu só porque tem nome de planta (Oliveira), super comum aqui no Brasil. Essa questão de passar o sobrenome pra frente e fazer ele "sobreviver" tem muito de ego, sim. Muitos homens mais velhos possuem essa ideia de que são o patriarca da familia e que seu nome funciona como uma espécie de posse, de ligação à veia principal, que é ele, claro. Não quero carregar um nome de uma descendência que não é minha só para sustentar o ego de alguém. Já até imagino a decepçao da familia dele quando descobrirem que não vou querer adotar o sobrenome deles. Meu noivo até ja brincou falando que eu seria a Sr(a) Oliveira. Por que adotar o nome de um machista enquanto posso adotar o nome de minha vó indigena e nordestina, que diz muito mais a respeito de quem sou?

Solange Ferreira disse...

Quanta revolta nessas palavras!!:o

Egberto Barbosa disse...

No meu caso é diferente. Meu nome é Egberto Barbosa.Fui casado 12 anos com Roxana onde adotou Roxana Maria Filetti Barbosa.Divorciei-me e casei com Maria José Siqueira França leme Barbosa.Estamos casados há 28 anos e muito felizes.
Qdo me divorciei de Roxana, ela pediu para continuar com meu sobrenome devido a documentos, que ficaria mais fácil.Deixei, mas achei que com o tempo ela tiraria,Não o fez; entramos em contato com ela e solcitamos que ela o fizesse, pois como nome é personalizado e eu autorizei na época tem que partir dela tirar.Ela não tira.Sei que não tem ligação nenhuma comigo, é apenas um nome que não pertence mais a mim, é personalizado, mas mesmo assim não vejo como ela continuar, Foi morar com um homem; daí pensei ..vai tirar .mesmo assim,não tirou Consultei um advogado, ele disse, que como eu autorizei na época, ela tem que querer tirar, tem que partir dela.Acho um absurdo, Se soubesse que não ia querer tirar nunca mais, juro que não teria permitido no di
vórcio continuar, Agora terei que entrar com um processo, pagar caro e mesmo assim não sei se consigo

Deisy Luanna disse...

Você sabe se é possível que, após o casamento e alteração do sobrenome os cônjuges mudem de opinião e possam retirar os sobrenomes um do outro e voltar a ter o nome de solteiro?
Meu nome era assim
> DEISY LUANA DE SOUZA SILVA <
Ai case e ficou assim
> DEISY LUANA 'NOBERTO' DE SOUZA SILVA <
O sobrenome do meu esposo ficou no meio e quem ver diz q a gente é primo, mais não somos, gostaria de tirar e deixar com o nome de solteira.... Até porq o nome do meu esposo é
> LÁZARO NOBERTO SILVA <
E como eu ja tenho 'Silva' no Final e ele também tava tudo certo....
MAIS NÃO EU TINHA QUE COMPLICAR COLOQUEI NA CABEÇA Q TINHA Q TER O SOBRE NOME DELE E OLHA NO Q DEU...

Grata,

Anônimo disse...

Eu não quis pegar o sobrenome do meu marido por dois motivos: praticidade e por não gostar muito do sobrenome dele. Li em alguns comentários anteriores que para algumas pessoas, a mulher pegar o sobrenome é sinal de comprometimento dela com o casamento. Peraí, gente! Então é só a mulher que se compromete? Nada contra quem pega, mas...não é isso que faz um casamento! O nome é só um detalhe...o importante é o amor, companheirismo...Minha sogra tirou o sobrenome de solteira dela e ficou só com o do marido. Eles não tiveram um casamento feliz e estão separados.
Um sobrenome não faz uma família!