sexta-feira, 30 de maio de 2014

NEM TODO HOMEM ODEIA MULHER. MAS TODO HOMEM SE BENEFICIA DO SEXISMO

A Daniela traduziu este artigo de Laurie Penny, que antecede em vários meses o massacre de Santa Barbara.

Isso vai machucar. Nos últimos meses foi quase impossível abrir um jornal ou ligar a TV sem encontrar uma história sobre alguma garota menor de idade que foi estuprada, alguma política que foi assediada ou outra mulher trans que foi assassinada. Mas enquanto mulheres, garotas e um número crescente de aliados masculinos começaram a se manifestar contra o sexismo e a injustiça, uma coisa curiosa começou a acontecer: pessoas estão reclamando que falar de preconceito é uma forma própria de preconceito.
Hoje em dia, antes de falarmos de misoginia, as mulheres são cada vez mais questionadas a modificar sua linguagem para não machucar os sentimentos masculinos. Não diga “Homens oprimem mulheres" -– isso é sexismo, um sexismo tão ruim como o que qualquer outra mulher tem que lidar, talvez pior. Em vez disso, diga: “Alguns homens oprimem as mulheres”. O que quer que você faça, não generalize. Isso é coisa que homens fazem. Não todos os homens -– só alguns.
Esse tipo de discussão semântica é uma maneira muito eficiente de fazer as mulheres se calarem. Afinal de contas, a maioria de nós aprendeu que ser uma boa menina é colocar o sentimento de todos os outros na frente do seu. Nós não devemos dizer o que sentimos se há alguma chance de chatear alguém ou, pior, fazer alguém ficar com raiva. Então suprima seu discurso com desculpas, advertências e sons tranquilizantes. Nós reafirmamos a nossos amigos e homens que amamos que “você não é um desses homens que odeia mulheres”.
O que nós não dizemos é: é claro que não é todo homem que odeia mulheres. Mas a cultura odeia mulheres, então os homens que crescem em uma cultura sexista têm a tendência de fazer e falar coisas sexistas, mutas vezes sem a intenção. Nós estamos julgando você por quem você é, mas isso não quer dizer que você tem que mudar seu comportamento. O que você sente pelas mulheres no seu coração é de menor importância imediata do que como você trata mulheres cotidianamente.
Você pode ser o homem mais gentil e doce do mundo e ainda assim se beneficiar do sexismo. É assim que a opressão funciona. Milhares de pessoas que por um lado são decentes aceitam um sistema injusto porque desse jeito o transtorno é menor. 
A resposta apropriada quando alguém exige uma mudança nesse sistema injusto é ouvir, em vez de virar as costas ou gritar, como uma criança faria, porque não é culpa dela. E não é sua culpa. Eu tenho certeza que você é adorável. Mas isso não quer dizer que você não tem responsabilidade de fazer alguma coisa a respeito disso.
Sem evocar estereótipos maçantes de gênero sobre capacidade de realizar multitarefas, nós todos podemos concordar que é relativamente fácil armazenar mais de uma ideia no cérebro humano. O cérebro é um órgão grande, complexo, mais ou menos do tamanho e do peso de uma couve-flor bem feia e podre -– e ele tem espaço para muito lixo, tramas de TV e até o número dx ex que você não deveria ligar depois de seis doses de vodka. Se ele não pudesse armazenar grandes ideias estruturais e, ao mesmo tempo, algumas pessoais, nós nunca teríamos descido das árvores e construídos coisas como cidades e cineplexes.
Então não deveria ser tão difícil explicar para o homem médio que mesmo que você, indivíduo, cuidando da sua vida, comendo cereais e jogando BioShock2, não odeie ou machuque as mulheres, homens como um grupo -- homens como uma estrutura -- certamente o fazem. Eu não acredito que a maioria dos homens seja tão estúpida para não entender essa diferença, e se não entendem, precisamos intensificar nossos esforços para impedir que eles comandem quase que a totalidade dos governos globais.
De alguma forma ainda é difícil falar com homens sobre sexismo sem encontrar uma parede de resistência que faz sombra a uma indiscutível hostilidade, até violência. Raiva é uma resposta completamente apropriada ao entender que você está envolvido em um sistema que oprime as mulheres –- mas a solução não é dirigir essa raiva às mulheres. A solução não é calar o debate nos acusando de “sexismo às avessas” [ou a ridícula acusação de "misandria"], como se de alguma maneira isso fosse equilibrar o problema e evitasse que você se sentisse tão desconfortável.
Sexismo deve ser desconfortável. É doloroso e enfurecedor estar no lado receptor de ataque misóginos e também doloroso assistir eles acontecendo sabendo que você está implicado nisso, mesmo sem ter escolhido. Você deve mesmo reagir quando é avisado que um grupo do qual você faz parte está ativamente ferrando com a vida de outros seres humanos, da mesma forma que você deve reagir quando um médico bate um martelinho em seu joelho para testar seus reflexos. Se ele não se mexe, algo está terrivelmente errado.
Dizer que “todo homem está envolvido na cultura do sexismo” -– todo homem, não somente alguns homens -– pode parecer uma acusação. Na verdade é um desafio. Você, homem individual, com seus sonhos e desejos individuais, não pediu para nascer em um mundo onde ser um garoto lhe daria vantagens sociais e sexuais sobre as mulheres. 
Você não quer viver em um mundo onde garotinhas são estupradas e depois são acusadas em uma corte de terem provocados seus estupradores; onde o trabalho das mulheres é mal remunerado ou não remunerado; onde nós somos chamadas de putas ou vadias por exigir igualdade sexual. Você não escolheu isso. O que você pode escolher, agora, é o que vem a seguir.
Você pode escolher, como homem, a ajudar a criar um mundo mais justo para mulheres -– e para homens também. Você pode escolher a combater a misoginia e a violência sexual onde quer que você a encontre. Você pode escolher se arriscar e gastar sua energia apoiando mulheres, promovendo mulheres, tratando as mulheres da sua vida como verdadeiramente iguais. 
Você pode escolher se levantar e dizer não -- e, todo dia, mais homens e garotos estão fazendo essa escolha. A pergunta é: você vai ser um deles?

122 comentários:

Anônimo disse...

discurso bonito... pena que a parte de que querem igualdade para todos é mais uma falácia

Anônimo disse...

;-)

Daniela disse...

que falácia anônimo covarde?
vc acha que a não violência contra as mulheres é um privilégio?
foda-se a sua opinião, vamos continuar lutando.. durma com essa!!

Anônimo disse...

Eu ainda não conheci nenhum homem que não fosse Machista e/ou Sexista... tá certo que estou numa cidade pequena mas aqui mesmo dos que convivem comigo, nenhum é... muitos se esforçam... realmente se esforçam...
Ainda existe a confusão que odiar mulher é ser um estuprador, e estuprador só é estuprador se penetrar, de resto é assédio desrespeito ou qquer outra coisa...Cantada é normal é elogio,e etc..Vc pode até ter um trabalho e se formar mas nunca ousar ganhar mais que um homem, afinal vc vai pedir licença maternidade, se ausentar do trabalho e homens n tem esse direito... é isso que eu escuto dia após dia...
A igualdade, a equidade está muito distante... sinto por talvez nem estar aqui para vê-la...

Anônimo disse...

Feminismo que pede ajudinha dozommi....to fora.
Meu feminismo e empoderador, reconhece que o inimigo e o patriarcado, mas acima de tudo sabe que são seus agentes, e não pretende "dormir com o inimigo"
O feminismo que acredito, quer a equidade das mulheres na sociedade, e nai espera participação de agentes opressores, para que depois digam que tiveram participação em nossas conquistas tao caras e custosas.
E acima de tudo, o feminismo em que acredito não prega "iuzomismo" e não fica mendigado seus atenção fálica falida ;)

Paulo disse...

Discurso mais hipócrita,vocês vivem dizendo para os homens se virarem com os próprios problemas,como ser obrigado a se alistar.Que o feminismo luta pelas mulheres.
Mas os problemas femininos,o mundo inteiro tem que ajudar,esperem sentadas,minha ajuda não vão ter mesmo!kkkkkkkkk

Bruna Benevenutti disse...

Aaaaaaaafff, sabem porque os homens não tem direito à licença paternindade Anônimos???Por causa do machismo, não do feminismo.
E caramba, vc está há nove meses carregando uma criança, passando por mudanças no seu corpo o tempo todo, noites sem dormir, visitas ao médicx, exames, vômitos, parto,amamentação, e ainda fica aí se achando o sofredor pq não fica em casa depois que o bebê nasce??? Igualdade não é justiça. E o que vc fez nesses nove meses? Colocou a criança lá dentro e a sua vida continuou normalmente.

É mais do que justa essa licença, que não é uma "regalia" da mãe, é um direito da criança ter a mãe perto dela depois do nascimento. E muitos pais se ficassem em casa só iam incomodar, e ficar vendo futebol. Defendo a licença paternidade, mas duvido que todos esses caras reclamando da licença queriam realmente esse tempo pra cuidar da criança.

E cantada não é elogio, aprenda de uma vez.
E eu ouso ganhar mais que quem eu quiser, ter licença maternidade não me impede disso.

lola aronovich disse...

Boa sorte em mudar o mundo sem contar com a colaboração de 50% da população, feminista anon das 12:51.
Feminismo segregacionista, tô fora.


Paulo, pode ter certeza que a gente não espera absolutamente nada de um cara como vc.

Chato como o feminismo segregacionista se parece com mascus do tipo MGTOW (Men Going Their Own Way), que pregam separação total entre homens e mulheres.

Anônimo disse...

Lola, a portaria nº415 do Min. da Saúde, que trata do aborto no sitema único de saúde, foi revogada: http://www.viomundo.com.br/politica/revogacao-de-portaria-vai-na-na-contramao-dos-direitos-humanos-das-mulheres-brasileiras.html

Portaria 415: http://www.brasilsus.com.br/legislacoes/sas/123925-415.html

Anônimo disse...

A minha resposta? Não. Porque eu não vejo essa "igualdade" toda.

Na questão da violência doméstica, há pesquisas mostrando que homens são agredidos pelas esposas. Eles são assassinados pela esposa ou a mando dela. Ainda que seja "apenas" 6% do total, em números absolutos ainda é maior que os 40% de das mulheres assassinadas. Querem ajudar as mulheres, mas continuam a ignorar o homem vitimado.

Montam todo um esquema para atender as vítimas, mas separam quem merece atendimento usando o gênero como critério: homens não são atendidos. Não serão.

O papel dos homens no combate à violência? "Parar de bater", como se todos os homens fossem agressores (mesmo os que participam da campanha do laço branco). E isso não é um desafio. É uma acusação preconceituosa. É a mesma coisa que achar que é desafio falar que todos os jogadores de futebol cheiram cocaína, na esperança de que eles larguem o vício. É claro que existem jogadores que realmente usaram essa droga. Mas e quem não usa? E quem é contra as drogas? Merece receber o rótulo de drogado, sendo jogado no mesmo saco que aqueles que usam a droga?

É esse o problema. Vocês falam de todos os homens, como se fossem os piores monstros do universo, como se aquele mendigo negro e louco cuja única companheira é uma garrafa de cachaça tivesse tanto poder social quanto o Barack Obama e que todos os homens, do mendigo ao Obama, e todos os caras no meio deles, tivessem cometido todos os feminicídios, todos os estupros, todas as agressões, todas as cantadas (que são praticamente estupros verbais) e todos os problemas que vocês sofrem. Mas não querem que o cara que escute isso se sinta ofendido.

Infelizmente (para vocês) os homens são seres humanos e tem sentimentos. E é óbvio que um cara comum vai se sentir ofendido ao ser igualado a um estuprador. Querer que ele direcione a raiva pra outro lugar sendo que foi você quem o ofendeu, você quem o chamou de estuprador? Quer que ele diga "sim, eu sou mesmo um estuprador nojento" (mesmo que ele nunca tenha estuprado ninguém e nem tenha a intenção de fazer isso) e lute para que mulheres - apenas mulheres - sejam imunes a esse delito? Não acha que está exigindo um pouquinho demais, não?

Anônimo disse...

Não vejo problemas em homens participarem de debates feministas, ou em brancos participarem de debates raciais. O que não podem é liderar esses movimentos.

A questão é que os grupos oprimidos frequentemente precisam dialogar com os grupos dominadores para conseguirem progressos. Em um país como o nosso, a maioria dos legisladores é branca, hétero e homem. Então os oprimidos, se quiserem mudar alguma coisa pelas vias democráticas, fazem um desfavor a si mesmos ao rebaterem ódio com mais ódio.

Pro anônimo das 12:32, é muito difícil encontrar um homem que não seja machista porque a imensa maioria dos homens são educados assim. Por mais que atinjam o "esclarecimento" em idade adulta, sempre há um resquício de educação machista. É necessário disposição pra mudar e "controlar" o machismo enraizado em nós mesmos.

Marina disse...

Tô com a Lola..tbm naum fecho com feminismo segregacionista!
E gente..uma coisa q ando percebendo de uns tempos pra cá no blog..Tem sempre um ou dois (ou vários) mascus que fazem comentários já batidos e debatidos incansavelmente..Sugiro pararmos de responder 823759785 a mesma coisa..Se o cara ainda pensa que o feminismo "vive dizendo para os homens se virarem com os próprios problemas,como ser obrigado a se alistar", como o Paulo disse, é pq ele naum quer verdadeiramente compreender o feminismo.Nunca é demais dizer, não alimentem os trolls!

Anônimo disse...

@Bruna
No dia que uma entidade feminista abrir um abrigo pra homens que apanharam da esposa, você terá o seu ponto.

Entidades feministas lutam para que a licença paternidade seja aumentada para que o marido tenha tempo de ajudar a esposa. E só.

Na prática, o feminismo institucional (o de ongs, entidades do governo, autoridades, partidos, etc) se mostra como o que o anon das 12h51 disse. E é esse o feminismo que atinge a todos, porque é esse o "braço do feminismo" que tem o poder de editar e fazer valer leis e políticas públicas. Talvez menos do que outros setores da economia ou sociedade, mas esse poder existe sim.

lola aronovich disse...

Sim, anon das 13:30, estou sabendo que a portaria foi revogada. Tuitei sobre isso (antes da notícia ser dada pela grande mídia) ontem, no pouquíssimo tempo livre que tive. Agora estou tentando encontrar tempo pra escrever sobre esse retrocesso, mas não tá fácil. Farei o possível pra falar sobre isso amanhã, nem que seja um post não muito longo. Mas é final de semestre, e... bom, nem preciso dizer.

Anônimo disse...

Um entre três? mais não era um entre quatro? já vi em outros lugares um entre cinco...acho que ta na hora de coeçar a discutir essas estatísticas.

Anônimo disse...

Existem diferenças biológicas, e elas não são minha culpa, no sexo, por exemplo, é comum que a mulher sinta dor ao ser penetrada, principalmente nas primeiras vezes.

É biológico, não cultural,os genitais femininos são naturamente sensíveis. já um homem, se levar uma pancada no pênis, ele não sente muita dor

Anônimo disse...

"Entidades feministas lutam para que a licença paternidade seja aumentada para que o marido tenha tempo de ajudar a esposa. E só."
Da onde tu tirou essa conclusão? Muito pelo contrário, feministas no geral adorariam que o homem tivesse licença paternidade também para assumir o seu papel como pai, o que na regra, não é feito. O pai brinca com a criança, "ajuda" a cuidar, mas a educação mesmo recai sobre a mãe. Seria muito benéfico para todas as crianças serem criadas pelos seus pais e mães em pé de igualdade, com as mesmas responsabilidades e que pudessem ver uma pai como uma referência presente de fato. Pouco se vê um pai que faça as mesmas tarefas e na mesma quantidade que a mãe e isso é uma pena para o desenvolvimento desse filho.

"Na prática, o feminismo institucional (o de ongs, entidades do governo, autoridades, partidos, etc) se mostra como o que o anon das 12h51 disse. E é esse o feminismo que atinge a todos, porque é esse o "braço do feminismo" que tem o poder de editar e fazer valer leis e políticas públicas. Talvez menos do que outros setores da economia ou sociedade, mas esse poder existe sim."
Por favor, se você vai utilizar um argumento como esse, exemplifique, traga fatos que mostrem isso. O feminismo ativista representado por coletivos, ongs e etc. promove ações em prol das mulheres sim, mas como tentar diminuir a violência doméstica e sexual seria ruim para os homens? Ou incentivar relacionamentos saudáveis, ensinar sobre contraceptivos e DSTs? Buscar equiparação de salários, de oportunidades e tratamento, onde isso afeta os homens? Ou o que tu realmente quer dizer é que não quer abrir mão de ter mais direitos que as mulheres?

D Stoffel disse...

Aham agora os homens que são espancados pelas mulheres temos que ter pena deles, e pq julgam a lei maria da penha? iuzomi o machismo não resolveu os seus problemas que culpa nós temos? , se a maioria dos juizes advogados políticos são homens e machistas e sabem dessa possível violência e ao seu ver não fazem "nada", nós mulheres que somos a minoria vamos lutar pelo seus direitos me poupa.
Infelizmente não temos o apoio de homens no feminismo a maioria é machista enquanto continuar assim vai ser assim, e iuzomismo vai continuar.

Marina disse...

"Já um homem, se levar uma pancada no pênis, ele não sente muita dor"

HUAHUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAHUAHUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAHUAHUAHUAHAUHAUAHUAHUAHAHUAHUAHUAHAUHAUAHUAHUAHA

Ai esses mascus.....

D Stoffel disse...

Existem diferenças biológicas, e elas não são minha culpa, no sexo, por exemplo, é comum que a mulher sinta dor ao ser penetrada, principalmente nas primeiras vezes.

É biológico, não cultural,os genitais femininos são naturamente sensíveis. já um homem, se levar uma pancada no pênis, ele não sente muita dor

R=Se o homem levar uma pancada nas bolas sente sim,e caso ele resolva liberar a porta dos fundos tbm.

Anônimo disse...

Quando um homem tenta defender as mulheres, normalmente é chamado de "mangina" que seja lá o que for essa palavra bizarra!
deve ser algo como gay, pq os mascus tão tão criativos que tem que inventar um nome pra gay a cada ano.
Uma vez eu vi uma feminista falando que homem não podia participar mas eu discordo, eu acho que os homens também tem suas dúvidas eles também tem um padrão a ser seguido pelo machismo, o feminismo quebra isso, mas eu acho que eles iriam preferir ser humanistas já que o feminismo é voltado mais para mulheres.

Anônimo disse...

Hahahahahahahahahahahahahaha. Esse das 14:24 é bastante engraçado, hein. Todo homem que já vi levar pancada no pênis AJOELHOU de dor.

André disse...

"Esse tipo de discussão semântica é uma maneira muito eficiente de fazer as mulheres se calarem."

Algumas discussões semânticas parecem ter o único objetivo de interditar o debate, mas algumas podem ser apenas uma questão de alertar para o uso dos termos corretos. Assim como nem todos que chamam a atenção para que se use homossexualidade e não homossexualismo estão querendo calar o outro.

"Nós estamos julgando você por quem você é, mas isso não quer dizer que você tem que mudar seu comportamento."

Como chamamento a alguma coisa esse trecho ficou bem ruim.

"E não é sua culpa. Eu tenho certeza que você é adorável. ... O cérebro é um órgão grande, complexo, mais ou menos do tamanho e do peso de uma couve-flor bem feia e podre -– e ele tem espaço para muito lixo, tramas de TV e até o número dx ex que você não deveria ligar depois de seis doses de vodka. ... Eu não acredito que a maioria dos homens seja tão estúpida para não entender essa diferença, e se não entendem, precisamos intensificar nossos esforços para impedir que eles comandem quase que a totalidade dos governos globais."

Usar sarcasmo, em geral, não ajuda.

Eduardo Nobre disse...

O texto é mais do que claro. Quando se diz: "Homens oprimem as mulheres", não está afirmando que todos os homens fazem isso, ou que a maioria faz isso, mas que a Classe "homens" oprime a Classe "mulheres". (Tirem os homens do governo agora, porque se não entendemos isso, não podemos governar nada).

Se você está na Classe opressora (homens), pode não oprimir, mas desfruta de todos os privilégios gerados pela opressão da outra Classe. E se você não lutar para mudar isso, está passivamente concordando com essa opressão.

Quem pode fazer o bem e não faz, é pior do que aquele que faz o mal.

Anônimo disse...

A triste realidade que tenho percebido e visto: ou o machista aprende a respeitar ou leva galho, leva muito chifre. Aliás, pelo que me parece, isso sempre foi assim.

Eduardo Nobre disse...

"Existem diferenças biológicas, e elas não são minha culpa, no sexo, por exemplo, é comum que a mulher sinta dor ao ser penetrada, principalmente nas primeiras vezes.

É biológico, não cultural,os genitais femininos são naturamente sensíveis. já um homem, se levar uma pancada no pênis, ele não sente muita dor"

Que porcaria é essa?

"já um homem, se levar uma pancada no pênis, ele não sente muita dor"

Alguém entendeu alguma coisa?

Anônimo disse...

Afee, é sério que esse povo ainda não entendeu?

"Na questão da violência doméstica, há pesquisas mostrando que homens são agredidos pelas esposas. Eles são assassinados pela esposa ou a mando dela. Ainda que seja "apenas" 6% do total, em números absolutos ainda é maior que os 40% de das mulheres assassinadas." Filho, de onde você tirou que 6% é mais que 40%? De onde você tirou que homens morrem mais que mulheres por causa de ex-parceirxs? Não, filhote, não. Homens morrem assassinados por outros homens, e não raramente por motivos estúpidos. Basta verificar os dados oficiais. Não tem nem comparação quantas mulheres morrem por culpa de ex do que homens. E a lei contra violência doméstica vale pros dois sexos, mas homem agredido pela mulher não procura polícia nem delegacia pra não virar motivo de piada. Quem faz piada de homem agredido? Machismo. O problema é que vocês não querem se levantar contra o machismo, não querem dar o primeiro passo, preferem se calar pra não virar piada em vez de mostrar à sociedade que isso de engraçado não tem nada. Aí só resta sentar e chorar mesmo.

Pros choraminguentos que não querem ser obrigados a prestar serviço militar, por que vocês não se organizam e combatem o alistamento obrigatório, hein? Sabe, vocês são adultos com plena capacidade civil, e adultxs não ficam esperando que alguém resolva as coisas pra elxs. Adults vão à luta pelo que querem e resolvem seus problemas. Fala sério, pô, as mulheres já tem os próprios problemas pra resolver e vocês ainda querem que elas resolvam SEUS problemas? Qual é, homens são eternas criancinhas que querem que alguém chegue e derrube a solução do problema no colo? Não, fofinhos, não é assim que funciona. As mulheres só podem estudar, tabalhar e não depender de marido abusador hoje porque muitas foram à luta pra conseguir esses direitos, não ficaram esperando alguém resolver os problemas pra elas, nenhum homem deu esses direitos de graça pra elas, foi tudo conquistado na base da luta. Que tal vocês crescerem um pouco?

D Stoffel disse...

É tudo criado através do que a sociedade machista quer ou não quer
o machismo dita a vida das mulheres
dita: moda, comportamento, finanças, relacionamentos.
Quantas vezes as mulheres ouvem não dos pais só por serem mulheres.
A nossa vida é toda em torno do que o machista/homem e mulher vai pensar.
É desanimador e temos que virar logo independentes pra assim poder ter um pouco de liberdade.
A minha vida vai ser isso me tornar logo independente pois esse modo machista nunca mais vai ser meu jeito de pensar.


angel de luz disse...

Se tiver algum homem que não é machistas ele é Sueco ou holandês.
Pelo menos é o que vejo.
Fica a dica pras feministas.
Pq nesse Brasilsão só dá os Mc Catra da vida.

Mini disse...

Anonimo das 14:24,primeiramente, homens não sentem dor qnd são atingidos no pênis?? WTF?

Segundo, as explicações biológicas são confundidas com questões culturais há muito tempo.

Já viu a história do nascimento do vibrador? Ele foi inventado por médicos ginecologistas para "curar" a histeria das mulheres. Ele era inicialmente utilizado dentro da clínica, até as mulheres atingirem o orgasmo e assim, ficarem bem novamente.

Se doesse realmente na penetração, nenhuma mulher se masturbava. E as ocasionais dores vêm justamente do quão tensa a mulher está.

Anônimo disse...

Desde que os homens não tentem se apropriar do protagonismo feminino, sou ok com a COLABORAÇÃO deles para uma sociedade menos machista. Ainda acredito que o foco deve ser as mulheres e que a elas que devemos falar, já que é na ala feminina que se encontra as maiores resistências para a destituição do patriarcado (basicamente porque "convém" ser "mulherzinha" às vezes).

Anônimo disse...

A feminista é sempre vista como mal amada, infeliz.
deve ser melhor ser machista e submissa e fingir ter um sorriso no rosto pra agradar o patriarcado.




Anônimo disse...

O QUE EU QUIS DIZER É: num contato sexual, é normal que a vagina sinta dor, enquanto o pênis não.
E se com "bolas" a garota quis dizer testículos, eles não doem no contato sexual, claro que se alguém bater ele vai doer um pouco, mais não vai REALMENTE machucar, depois de alguns segundos passa.

Luís

Fernanda disse...

Que texto FODA!!!!

Nossa, ganhei o dia! Quanta lucidez!

Flavio Moreira disse...

@Anônimo 30 de maio de 2014 13:33
(resposta em duas partes)

Não, não me sinto ofendido quando leio aqui ou em qualquer outro blog feminista que homens são estupradores porque tenho capacidade cognitiva suficiente para entender que essa acusação não se dirige à minha pessoa especificamente, mas ao que o meu gênero representa como um todo dentro do que chamamos hoje de sociedade.
A acusação é procedente porque a sociedade é machista, dominada por homens e que, apesar de nosso gênero também sofrer sofrer violência, não está dentro do escopo do feminismo lutar pela proteção dos homens - essa prerrogativa é nossa e somos nós que precisamos discutir, de maneira organizada e coerente, qual a nossa participação tanto no papel de opressores quanto de vítimas de um sistema que nos força a acreditar que:
1. Mulheres são seres inferiores e não merecem respeito
2. Homens não podem ser "fracos", nem ter sentimentos; têm que ser "machos" e resolver tudo "na porrada" (literal ou figurativamente)
3. Um homem negro dirigindo um carro de luxo é motorista de rico ou ladrão de carros
E muitas outras coisas que poderiam ser enumeradas aqui, mas creio ser desnecessário.
Não podemos desmerecer as lutas do feminismo só porque existem outras formas e outros grupos sofrendo opressão. A luta contra uma opressão não anula a luta contra outras; se complementam.
E não é difícil (nem crime) reconhecer que, como homens, temos privilégios de que as mulheres não desfrutam. Como homens brancos, temos privilégios que homens não-brancos (não só negros) e mulheres de qualquer cor não têm. Como homens brancos e héteros, gozamos de privilégios que pessoas LGBT não gozam. Como homens, héteros, brancos e de classe média, temos privilégios que todas as pessoas de classes inferiores à nossa não possuem.
Então, se vamos discutir os problemas que homens de diferentes etnias, classes sociais e orientações sexuais têm, que isso seja feito em um lugar específico para isso.
Este é um blog feminista, que discute as questões que afligem as mulheres de um ponto de vista que é totalmente pertinente à realidade vivida por mulheres diuturnamente e da qual não temos a mais pálida ideia sobre como esses problemas as fazem se sentir pela mesma razão que você coloca em relação aos homens: não somos mulheres e não temos como saber como esses problemas as afetam emocional e psicologicamente. O que não nos exime da necessidade e possibilidade de ter empatia pelo que elas sofrem e reconhecer que, direta ou indiretamente, sejamos ou não estupradores em potencial, temos nossa parcela de responsabilidade nessa situação. Nosso protagonismo está em fazermos a nossa parte, em nosso próprio espaço de discussão, no esforço de transformar a sociedade em algo mais justo para todas as pessoas, independente de gênero, orientação sexual, etnia, ou classe social.
Mas você já percebeu que não existem locais em que esses problemas sejam discutidos de maneira madura, equilibrada (ainda que discordante) e civilizadamente? Tirando o "Papo de Homem", não encontrei ainda um espaço de discussão inteligente entre homens sobre os problemas que nos afetam diretamente, inclusive o papel que o machismo exerce na vida das mulheres.
Será que é porque não temos absolutamente nenhum problema e a opressão e violência que você diz que sofremos é só uma ilusão sua? Ou porque somos de fato tão egoístas e auto-centrados que não consideramos que o que afeta um de nós afeta todos nós, de alguma forma?

Flavio Moreira disse...

(continuando)
As mulheres, muito antes de nós, compreenderam a necessidade de se organizar em torno dos debates e das discussões das questões relevantes do feminismo porque, entre outras coisas, perceberam que nós não sairíamos voluntariamente da nossa posição de conforto para brigar pelos direitos delas, que nem enxergávamos como diretos.
E veja que uso "nós" na minha argumentação não porque eu seja um machista de carteirinha e que se encaixa no conceito (equivocado, como a própria Lola já deixou claro) de que todo homem é um estuprador em potencial, mas porque o machismo está de fato enraizado até o osso do que somos como seres sociais e, mesmo sendo esclarecidos e buscando a compreensão, não estamos livres de exercermos machismo involuntário em alguns momentos de nossa vida.
Então, pelo menos neste espaço, a discussão não gira ao nosso redor. Somos objetos de discussão, sim, criticados, avaliados e até julgados, muita vez de maneira pesada e agressiva, mas não injustificada, porque representantes do nosso gênero dão péssimos exemplos todos os dias daquilo que as feministas reclamam.
E aí, vamos nos unir para a construção de uma sociedade um pouco melhor ou vamos continuar forçando a barra numa falsa simetria que não acrescenta nada?

Anônimo disse...

" Hahahahahahahahahahahahahaha. Esse das 14:24 é bastante engraçado, hein. Todo homem que já vi levar pancada no pênis AJOELHOU de dor."

creio que pênis é meio insensível

Anônimo disse...

off topic:

pra quem acha que elitismo e classicismo não existem no brasil:

https://twitter.com/aminhaempregada

Anônimo disse...

Luís, não é normal sentir dor na penetração. Sexo é pra ser prazeroso, sentir dor não é normal.
Se nas primeiras vezes dói é porque muitas mulheres ficam tensas por serem inexperientes. Não estar lubrificada também pode causar dor. É preciso falar com meninas sobre isso também. Não é suficiente o pênis estar ereto pra ocorrer a relação sexual, a vagina também tem que estar preparada pra receber o pênis. Muitas vezes se esquece disso, resultado de machismo também em que o prazer somente do homem é o que conta.

E é também preciso falar que sexo não é só penetração e que ela não é compulsória.

Anônimo disse...

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/05/manifestantes-realizam-marcha-das-vadias-em-sao-paulo.html

https://scontent-b-gru.xx.fbcdn.net/hphotos-frc3/t1.0-9/q71/s720x720/10364081_543527622422521_9160830142135311440_n.jpg

Se os homens que apoiam recebem isso fica difícil né?
Quer me convencer que o fato de eu não ter nada a ver com isso é pura semântica e quer que eu apoie a luta de vocês, mas os que fazem isso recebem xingamentos.
Aí eu pergunto, quem quer ser igual a esses otários que beijam os pés de quem os açoita?

A única imagem passada é que as feministas não concordam entre si, são um movimento desorganizado em que cada vertente tem idéias diferentes, umas clamam "feministos" e "esquerdomachos" enquanto outras fazem textos como esse do post. Concordem entre si, decidam o que vocês querem e aí sim venham encher o saco, a sociedade é só uma pra agradar todas as pessoas divergentes.

Pra mim o homem "feministo" é um otário ou talvez um masoquista, mas eu não!

André disse...

Flavio Moreira,

Achei seu texto um pouco condescendente, é certo ser condescendente com as mulheres apenas por serem mulheres?

vivian disse...

Uau Lola.

Chorei com este texto. Ok, algumas partes sarcásticas demais pro meu gosto, mas adorei as explicações e tal.

Lindo, lindo!

Obrigada por compartilhar!

Vamo que vamo!

Livia Siqueira disse...

Luís,

Se a mulher sente dor com a penetração, vc não está fazendo o seu trabalho direito. #fikadica

Anônimo disse...

Já começou o mimimi dos caras reclamando que os homens também são agredidos pelas esposas. Sim são, mas em beeeem menor número.
E meninas não são criadas para acharem que tem direito a espancar o marido...
A agressão por parte das mulheres não impede homens de sair de casa, medo de deixar os filhos, falta de dinheiro e outros problemas absurdos, a dimensão do problema quando é com a gente, não dá pra comparar. É o mesmo que dizer que tem que ter uma lei de racismo contra brancos, pq muitos negros também assaltam e batem em brancos. Tipo, absurdo, parem de se fazer de coitados.

Flavio Moreira disse...

André, explique-me por que o meu comentário foi condescendente?
Se você me apontar os problemas no meu texto, posso argumentar e mudar algum ponto de vista.
Mas relendo meu comentário, não vi nenhum tipo de condescendência.

Anônimo disse...

CALMA LÁ!!!!

Homem pode ditar tudo, menos a moda. Quem dita a moda são mulheres magras, brancas e vaidosas, e gays. Sim, são mulheres brancas e magras e gays que fazem isso, e isso se espalha para a mídia em geral, criando os padrões de beleza.

Sempre foi assim. Imagina lá na Idade Média, com um monte de batalhas e problemas pra resolver, um homem criando moda. Eram as senhoras que ficavam contratando grandes alfaiates gays, dando prestígio pra eles, se matando para entrar naqueles corpetes, reparando no cabelo e na roupa da outra.

Já viram aquela famosa frase: mulher não se veste pra homem, se veste pra outras mulheres? Homem nem se toca que a mulher pintou o cabelo ou fez as unhas. São vocês que tem paranóia com isso.

Aí sim, vocês e os gays espalham a moda e definem o que é bonito ou não. Ficam reparando no cabelo da outra.

Se homem ditasse a moda na passarela não iria ter aquelas magrelas, mas só Mulher Melancia, Viviane Araújo, gatas no estilo Panicat.

Anônimo disse...

Se doí pela garota ser inexperiente, então é normal que doa na primeira penetração sim, porque se é a primeira ela vai ser inexperiente.
A genitália feminina ser externa torna ela mais sensível enquanto a masculina não é tão sensível.

Igor Pedras disse...

Pois é... toda hora que algum homem se defende falando em "nem todos os homens são assim" eles estão apenas "lavando as mãos" e tirando toda a sua responsabilidade. Pensando bem, também é uma maneira de dizer: a sociedade não é doente, só aquele homem que é.

Anônimo disse...

ATÉ O FACEBOOK É MACHISTA TEM UMA PÁGINA COM MAIS DE 1 MILHÃO DE IDIOTAS CHAMADA ORGULHO DE SER HÉTERO, DA QUAL DENUNCIAM E NUNCA SAÍ DO AR, COMO SE FOSSE DIFÍCIL SER HÉTERO E ORGULHO DE SER BRANCO.
MAS TEM PÁGINAS FEMINISTAS QUE ESTÃO SENDO DERRUBADAS.
E ISSO É UMA PENA EU NÃO GOSTO + DO FACEBOOK SÓ QUEM TEM VOZ LÁ É O HOMEM/BRANCO.

Sara disse...

Infelizmente Lolinha poucos homens vão responder favoravelmente a sua pergunta final, o ser humano em geral é egoísta, embora esse sistema prejudique tb aos homens, é inegável q, a nós mulheres prejudica muito mais.
Sinceramente a luta é nossa, são bem vindos aqueles poucos q percebem a injustiça, mas não tenho ilusões quanto a isso, nem espero nada.
É muito raro ver alguma manifestação de solidariedade masculina, fico até surpresa qdo vejo alguma.

Anônimo disse...

Eduardo Nobre disse...

E se você não lutar para mudar isso, está passivamente concordando com essa opressão.


É mais ou menos o mesmo que culpar o povo estadunidense por ter aceitado a guerra do seu governo contra o Iraque passivamente, em vez de culpar os poucos governantes que fizeram a maracutaia.

Não cola mesmo.

Fora algumas poucas excessões, é uma reação que se auto alimentada:
Elas não lutam por nós, nós não lutamos por elas.

Ficou bem claro nos outros comentários para cima.

Vê se acorda para cuidar dos seus interesses porque elas nunca moveriam um dedo para te ajudar.

André disse...

Flávio Moreira,

"Somos objetos de discussão, sim, criticados, avaliados e até julgados, muita vez de maneira pesada e agressiva, mas não injustificada, porque representantes do nosso gênero dão péssimos exemplos todos os dias daquilo que as feministas reclamam."

Anônimo disse...

Paulo e quem disse que queremos ajuda do mundo e ajuda sua? Queremos é respeito e você querendo ou não estamos conquistando espaço. De gente como você só esperamos que morda a própria a própria língua só fala besteira sem nexo. Ajuda é? Me dar uma ajudinha desapareã ta?

Anônimo disse...

Anon das 14:24

Eu não senti dor nas minhas primeiras vezes.

Já senti dor com homens brutais que não sabiam preparar, tocar e fazer com uma mulher. E DUVIDO que tenha sido por "sensibilidade" minha.

Sexo não dói. Se dói, tem algo errado. Até se o homem "Liberar a porta dos fundos", como disse a menina, ele não deveria sentir dor se fosse bem feito e bem preparado.

Anônimo disse...

Porque esse ser começou a falar da sensibilidade do órgão sexual feminino?

O que ele está tentando justificar?

Anônimo disse...

Não precisa ajudar. Homem não atrapalhando já está fazendo muito.

Anônimo disse...

"O QUE EU QUIS DIZER É: num contato sexual, é normal que a vagina sinta dor,"

Não é não, colega.

Anônimo disse...

Não falei nada demais, apenas falei que existem diferenças biológicas e dei como exemplo órgão sexual feminino ser mais sensível que o masculino, visto a sensibilidade da vagina ao contato, enquanto os genitais masculino não são sensíveis a dor.

Anna Milani disse...

ô mascús kiridinhos [sóqnão!], feministas esperam a ajuda de HOMENS e não de escrotos que nem merecem ser considerados seres humanos.

Ninguém precisa de vocês aqui, são vocês que parecem ter tara em discutir com feminista e invadir blogs que vocês podem vomitar suas ideias doentias à vontade, porque ninguém aqui vai ir para o lado negro da força [ Uma ofensa sem tamanho ao Darth Vader].

A verdade é uma só: Homem mascu é MUITO difícil mudar. Não tento mudar esses cocôs de dinossauro porque meu tempo é precioso e não ia adiantar nada. O que eu quero mudar é a bosta do patriarcado que caga regra.

Eles são burros. Não querem entender e não vão entender. Ou nem tão burros, já que dizem que o feminismo não quer igualdade... Desculpe, mas quem acredita nessa verdadeira FALÁCIA é um ignóbil que não conhece o verdadeiro feminismo. Eles sabem que o feminismo quer igualdade... Mas para não perder seus privilégios de machucar, mandar, culpar e ridicularizar mulher, eles dizem que é o contrário do machismo. Aí as pessoas nem ao menos conhecem o feminismo e saem dizendo que é um movimento de opressão aozomi chorão.

Anna Milani disse...

Anon 12:51

Então isso que você busca não é feminismo. É femismo. Por mais que os machistas digam o contrário, feminismo não é anti-homem. É anti-patriarcado. É anti-opressor [Para mim é, mas não posso falar por todas as feministas].
E sabe... Nem todo homem é opressor. O post inteiro foi sobre nem todos os homens serem iguais, e vocÊ não entendeu?

Se prega a supremacia da mulher está tão errada quanto o machismo.

Meu ponto de vista é esse.

Anônimo disse...

"Você não quer viver em um mundo onde garotinhas são estupradas e depois são acusadas em uma corte de terem provocados seus estupradores; onde o trabalho das mulheres é mal remunerado ou não remunerado; onde nós somos chamadas de putas ou vadias por exigir igualdade sexual"

Prefiro viver nesse mundo aí do que viver em um em que eu posso ir pra cadeia por transar com prostitutas ou ser obrigado a sustentar bastardos.

Anônimo disse...

"enquanto os genitais masculino não são sensíveis a dor."

bate uma com lixa d'água pra gente assistir

Anônimo disse...

"Porque esse ser começou a falar da sensibilidade do órgão sexual feminino?

O que ele está tentando justificar?"

Que nenhum assunto é pequeno demais para um troll.

Anônimo disse...

Anna Milani

"Femismo" não existe. Igual "misandria", "heterofobia" e "racismo ao contrário".

Apesar de eu não concordar com isso, entendo que algumas companheiras sintam raiva ou reservas quanto aos homens. Não posso condená-las por isso. E os homens também deveriam entender. É uma situação complicada.

E alguns espaços feministas devem sim, pra evitar constrangimentos, ser apenas para mulheres. Talvez pra primeiros planejamentos quanto à ação, troca de experiências, e por aí vai. Só pra evitar que nossas irmãs se sintam constrangidas com alguns assuntos.
Fora isso, a participação (digo de novo, participação, e não deliberação) deve ser de todos sim.

Anônimo disse...

"Prefiro viver nesse mundo aí do que viver em um em que eu posso ir pra cadeia por transar com prostitutas ou ser obrigado a sustentar bastardos."

fazer sexo com prostitutas não é crime e existe exame de DNA, qual é mesmo a sua reclamação?

Anônimo disse...

"enquanto os genitais masculino não são sensíveis a dor"

Posso fazer um teste dando um chute no seu saco?

Maria Fernanda Lamim disse...

gente, eu to até agora tentando entender de onde surgiram os assuntos "pênis sem dor" e pelo"homens não estavam moda na Idade Média pq estavam ocupados em batalhas"(wtf )????! O.o
de resto, ótimo texto.

Flavio Moreira disse...

André, não entendi (sério, não estou sendo irônico): por que você acha que esse trecho do meu comentário foi condescendente com as mulheres? Nós, como "classe" (os homens) não vimos dando através dos tempos péssimos exemplos de como tratar mulheres? De novo, se você acha que eu estou cometendo uma generalização, pense novamente: falo como um grupo historicamente privilegiado (os homens), através do papel que representam e do poder que tomaram para si, agiram e agem constantemente. Isso quer dizer que são todos assim ou que não devemos combater isso? Não creio.

Luiza Original disse...

Não é normal sentir dor, não. Obviamente é um cara que não entende porra nenhuma de buceta.

Feminista capitalista disse...

''mesmo que você, indivíduo, cuidando da sua vida, comendo cereais e jogando BioShock2, não odeie ou machuque as mulheres, homens como um grupo -- homens como uma estrutura -- certamente o fazem. Eu não acredito que a maioria dos homens seja tão estúpida para não entender essa diferença''

ESSE TRECHO e o da parede de resistência/hostilidade resumem TUDO, texto mais que PERFEITO!!!

Concordo 100% com que essa mulher escreveu sem mudar uma vírugla!!!

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Paulo 12:52

A diferença é que vocês fazem questão de glorificar o militarismo e vê-lo como ótimo, ao passo que a maioria de nós feministas sinceramente O DETESTA.

Mais crucial ainda é fato de que,como um todo, homens oprimem as mulheres, mas mulheres não oprimem os homens.

Essa é uma sociedade onde o poder é uma constante masculina e criada pelos homens pra ser assim com INJUSTIÇA DE GÊNERO.

Deu pra entender ou nem desenhando?

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Boa Lola! kkkkkkkkkk morri de rir com a resposta que vc deu na radfem fodona.

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OK Anônimo da biologia, existe uma razão BIOLÓGICA para a qual não nos importemos com homens vítimas da 'violência doméstica'

PRIMEIRO, ela não é tão comum quanto o contrário.

SEGUNDO, tapinhas e chineladas não equivalem a espancamentos e ASSASSINATOS.

capiche?


NÃO VAMOS colocar os homens na nossa frente, a SOCIEDADE inteira já faz isso.

IUZOMI?

Q se f****!

Não é assim que vcs estão fazendo pros problemas ''femininos''?

(que na verdade são problemas ESTRUTURAIS de TODA uma sociedade como diz o texto)

Feminista capitalista disse...

Gente, acho que está havendo erros de interpretação nos comentários, pelo que entendi o texto não convoca os homens pra liderarem o feminismo ou entrarem pra um grupo feminista, os convoca apenas a refletir e ABANDONAR de vez todo o machismo e misogina,tornando-se assim feministas.


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Ah sim anônimo 14:24, agora a culpa é da biologia,tudo é muito natural e nós devemos apenas nos aquietar e aceitarmos a 'natureza' né?

Já sabe onde enfiar o seu determinismo biológico né??

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''as feministas não concordam entre si, são um movimento desorganizado em que cada vertente tem idéias diferentes, umas clamam "feministos" e "esquerdomachos" enquanto outras fazem textos como esse do post. Concordem entre si, decidam o que vocês querem e aí sim venham encher o saco, a sociedade é só uma pra agradar todas as pessoas divergentes.''

Sim,somos milhões e somos plurais,agora quem está enchendo o saco aqui é você cara.

Quem você pensa que é pra dizer quando devemos ou não nos expressarmos?
O dono de toda a sociedade?

Quem disse que precisamos do seu consentimento?

Anônimo disse...

"SEGUNDO, tapinhas e chineladas não equivalem a espancamentos e ASSASSINATOS. "

A não ser que sejam tapinhas ou chinelas em mulheres né? ai as feministas falariam que um homem que bate também mata.
Não to nem ai se vocês não lutam pelos homens, agora dizer que caso reais de violência não tem importância quando as vitimas são homens? creio que MUITAS feministas vão discordar de você.
E OUTRA, razão BIOLÓGICA ? não seria cultural? vc falou que tinha uma razão biológica paras feministas não se importarem (mó baboseira), mas nos exemplos citou duas coisas culturais.

Homem-

Anônimo disse...

André, também não entendi e, assim como o Flávio, gostaria de entender o seu ponto.

Anônimo disse...

Ninguém respondeu sobre as estatísticas, são 1 em cada 3, 1 em cada 5, uma em cada 4?

Anônimo disse...

Anon 16:55, homem feministo é o que não é feminista de verdade. O que se diz feminista mas na primeira oportunidade demonstra o seu machismo.
Enfim, é o machista que se disfarça de feminista.

Anna Milani disse...

Anon 20:54

É, eu sei. Já tive meus momentos de "femismo" [é como chamam]. Aí eu lembro que sou rodeada de homens muito legais. Que não são esses opressores babacas.

Não condeno-a, mas a ideia de não querer ajuda masculina [Não dos mascus, esses qualquer feminista dispensa] é burrice, já que os hômi tem ajuda das muié cega no machismo. Se uma mulher "feminista" como a anon pensa assim, bom, eu sugiro procurar um psiquiatra. Só posso dizer que só parece que todos eles são mascus pela quantidade de babaca que se vê por aí e tão poucos apoiando o feminismo.

Acho que (Quase) toda ajuda é bem vinda. Generalizar assim e querer viver em pé de guerra com o sexo oposto deve ser tão triste quanto ser um mascu.

Anônimo disse...

lola aronovich disse...
Boa sorte em mudar o mundo sem contar com a colaboração de 50% da população, feminista anon das 12:51.
Feminismo segregacionista, tô fora.
__________________________________

Lola homem heterossexual não pode participar, porque nos oprimiu durante séculos. A pose de feministo deles é apenas um engodo. Se aceitarmos ajuda desses XY, eles irão nos jogar na cara, no futuro, que, se conseguimos alguma coisa, eles têm algum mérito no processo. Mérito? Eles? Os que nos oprimiram desde sempre?
E outra: meu objetivo não é odiar homem. DESDE QUE FIQUEM DE FORA DA MINHA LUTA. Não quero ouvir que só consegui conquistar algo na sociedade porque eles me ajudaram depois.o gênero que sempre foi conhecido como masculino oprimiu o gênero que sempre foi conhecido como feminino. É irônico e humilhante aceitarmos a sua ajuda.

Anônimo disse...

Manjadorzão o amigo que acha que é normal a mulher sentir dor na vagina durante o sexo heim? Ou quem sabe é um estuprador.

Anônimo disse...

"ainnn... uzomi também apanha das mulhé"
"ainnn... uzomi também são injustiçado"
"ain... por que ninguém luta pelos zomi"

Outra situação envolvendo mimizentos desocupados:

Grupo de direito dos animais resgata cachorrinhos e gatinhos de rua - "ain... ninguém resgata as criancinha de rua"

Grupo do direito das crianças ajudam crianças e adolescentes em situação de risco - "ain... ninguém luta pelos velhinhos no asilo"

E por aí vai...

A verdade é a seguinte - gente mimizenta que """"""se preocupa""""" (aspas ad infinitum) com uzomi violentados, com as criancinhas ou os velhinhos não fazem nada por ninguém - NEM POR ELES MESMOS!!!

Querem mudar as coisas? Tirem seus traseiros miseráveis sofá e vão fazer algo de útil!!! Parem imediatamente de criticar quem JÁ faz algo para tornar esse mundo maldito num lugar um pouquinho melhor!!


Jane Doe

Anônimo disse...

"Feministos" são uma verdadeira praga moderna, mais uma tentativa do patriarcado de se apoderar, na marra é claro, dos poucos espaços feministas existentes e transformar uma luta justa em mais um holofote para UZÓMI.

É bem fácil identificar um feministo com um teste rapidinho:

Se durante a discussão o ómi que se apresenta companheiraço das feministas e super moderninho argumentar que a. ele não é assim, b. nem todo homem é assim, c. com homens também é assim: feministo.

André disse...

Flávio Moreira e anônimo 00:57,

Julgar alguém de forma pesada e agressiva apenas baseado em gênero é algo que, normalmente, as feministas não fazem e lutam para que não seja feito. Ao ser condescendente com as feministas (mesmo que sejam radfems) nesse ponto você diminui todas elas, e por algo que elas não pediram.

Raven~ disse...

Eduardo, eu entendi que é normal o cu dele doer quando ele dá. É isso mesmo?

Anônimo disse...

Um amigo de infância do meu namorado é o maior machista que já conheci. Qualquer mulher que ele se refere é uma puta, uma louca, uma aproveitadora... Mesmo a minha paciência budista chegou em um limite e rompi contatos com este amigo e porque eu resolvi romper, óbvio, ganhei a pecha de vaca que quer afastar os amigos do namorado. Meu namorado veio com a pérola: porque você tem o direito de ter opiniões fortes pré-feminismo e ele não tem direito de ter opiniões contra o feminismo?
Ou seja, você pode ser feminista mas isso não pode ultrapassar o discurso. Como diz o texto: seja feminista, mas seja uma boa menina..

Ta-chan disse...

"angel de luz disse...

Se tiver algum homem que não é machistas ele é Sueco ou holandês.
Pelo menos é o que vejo.
Fica a dica pras feministas.
Pq nesse Brasilsão só dá os Mc Catra da vida."


Gente, desculpa falar disso, mas tem dias que essa caixa de comentários fica TÃO tosca e classe media sofre!
Simplesmente vergonha de uma pessoa que publica um troço desses.

Anônimo disse...

Caro -Homem acho que você não entendeu. Vá no IML e peça pra ver mulheres espancadas pelo marido e maridos espancados pela esposa. Se você achar um marido disposto a denunciar a mulher, a diferença entre as duas vítimas vai ser muito grande. E a mulher espancada pelo marido vai estar bem pior - se ainda estiver viva, claro. E além da diferença na força física, mulheres vitimadas pelo marido em geral não tem emprego, não podem se sustentar sozinhas, os vagabundos que as surram ameaçam matar os filhos (e tem homem que mata mesmo o filho pra se vingar da mulher), a família dela não apoia se ela quiser fugir, a polícia não faz nada até a mulher ser morta. Ou seja, essa história de "homem também apanha" é uma completa falsa simetria. Homem em geral não depende da mulher, não precisa se preocupar com os filhos, a família não o pressiona pra ficar com a agressora e botar panos quentes. Ah, e não esqueça que se o homem agredido resolver reagir, ele provavelmente terá mais força física que a mulher. Então, entendeu agora? Não quer dizer que agressão aos maridos não é grave, mas a violência de homens contra mulheres é bem mais comum e perigosa, além de ser tacitamente apoiada e até estimulada pela sociedade. O contrário não, em geral o homem agredido pode sair de casa quando quiser e pronto.

Ao mané que tá falando dos genitais femininos: não, não é normal sentir dor no sexo. A dor só ocorre se a mulher estiver tensa, não estiver excitada ou se o parceiro sexual for um bruto idiota que confunde pênis com britadeira. O pênis é sensível à dor tanto quanto é ao prazer; chutar o saco de um cara manda ele pro chão tão rápido quanto se ele tivesse levado um tiro. Faça o teste, peça pra alguém dar um chute bem dado no seu saco, melhor ainda se for com um daqueles sapatos que se usa pra jogar boliche. Depois volta aqui e nos conta como foi, ok? Sobre ser externo ou interno, os genitais masculinos são externos, fofo. Seu pênis e seus testículos estão do lado de fora do seu corpo, você não percebeu isso? Os genitais femininos são meio a meio: clitóris e vulva são externos, vagina, útero e ovários são internos. Aliás, a maior parte do clitóris é interno também, fica escondido na cavidade abdominal. No entanto, ser externo ou interno não interfere na sensibilidade; é a presença de terminações nervosas que faz isso. Então, colega, você perdeu o seu diploma.

Ah, e pra terminar eu digo e reafirmo que os homens não são criancinhas. Eles podem e devem aprender a resolver seus problemas sozinhos. Entendam, vocês não serão os bebezinhos da mamãe pra sempre. Todo mundo tem que crescer, e parte do crescimento é justamente se tornar cada vez mais capaz de resolver os próprios problemas sozinho. Entenderam, rapazes?

Anônimo 30 de maio de 2014 20:16 disse...

"fazer sexo com prostitutas não é crime"

Você já ouviu falar da Suécia?

"e existe exame de DNA, qual é mesmo a sua reclamação?"

E daí? Mesmo que o cara prove que o filho não é dele, o juiz pode obrigá-lo a sustentar o guri.

Paulo Vitor Lima Bonifácio disse...

Uma pergunta Lola, qual é a maneira certa de um homem que está interessado em uma mulher chegar nela já que cantada não pode, mesmo se for uma cantada educada e não essas de ´´pedreiro``? Eu acho que os homens tem o mesmo direito de tomar a iniciativa que as mulheres não é?

Luiza Original disse...

"Eu acho que os homens tem o mesmo direito de tomar a iniciativa que as mulheres não é? "

Como se fosse a normal social que o homem ficasse na mesa com os amigos dando risinhos esperando a mulher chegar nele.

Cresce, cara.

Luiza Original disse...

"Você já ouviu falar da Suécia?"

Você percebeu que estamos todos falando do nosso país, né?

Anônimo disse...

Crítica construtivas há feministas que pensam como essa que escreveu o texto. Não relativize suas palavras quando elas forem preconceituosas contra todos os homens(a autora admite isso várias e várias vezes no texto).
Não faça generalizações por estar tomada por um "sentimento" e depois se sinta perseguida porque puxaram sua orelha.
Esse papo de "Não encare nossa injustiça de uma maneira ruim, veja isso como um desafio e jamais reclame das merdas que dissermos por estarmos irritadas, lembre que no fim, a culpa é sua e não minha,porque você é um privilegiado fdp" isso é muito,muito hipócrita. Além de infantil.

Anônimo disse...

"Um amigo de infância do meu namorado é o maior machista que já conheci. Qualquer mulher que ele se refere é uma puta, uma louca, uma aproveitadora... "
31 de maio de 2014 09:09

Algumas feministas acham que tem o direito de generalizar os homens como opressores, estupradores, agressores...

Agora se alguns homens generalizam as mulheres aí é errado, machismo, misoginia...

Como o homem se sente quando algumas mulheres generalizam? Do mesmo modo que você se sentiu e fez perder sua "paciência budista" é chato né, dá uma revolta uma vontade de se afastar né? Assim homens se sentem com essas mulheres que generalizam, mas aí novamente o homem que se afasta por ser desrespeitado é rotulado de machista por não aceitar passivamente ser desrespeitado ou por não aceitar ser cobrado de igualdades de comportamentos que não tem.

Para mim toda generalização é burra seja feita por homem ou mulher.

PS: Sua atitude foi certa é só se afastar de quem não respeita (homem e mulher )para que não se perca a razão.

A mulher pode ser feminista mas só não pode ultrapassar o respeito, quem quer respeito tem que respeitar quem quer igualdade tem que respeitar igualdades individuais, não é apenas dizer homem pode mulher pode (justo e direito); Mas respeitar direitos e igualdades individuais, não cobrando de homens responsabilidades e igualdades de comportamentos que não tem porque outros homens tem.

Anônimo disse...

"fazer sexo com prostitutas não é crime"

Você já ouviu falar da Suécia?


Você mora na Suécia ou no Brasil? No Brasil, não é crime ser prostituta(o) ou fazer sexo consensual com essa pessoa com ou sem retribuição econômica.

"e existe exame de DNA, qual é mesmo a sua reclamação?"

E daí? Mesmo que o cara prove que o filho não é dele, o juiz pode obrigá-lo a sustentar o guri.


No Brasil não. Informe-se.

Mas o que esperar de um "homem" que acha que é normal haver dor para a mulher nas relações sexuais?

Anônimo disse...

Só se for pancada nos testículos. O pênis tem pouca sensibilidade, exceto em baixo da glande.

Raven~ disse...

Se é a primeira ela é inexperiente. Huashuahsuahsuahsua sabe de nada, inocente. Quando transei pela primeira vez já tinha gozado muito mais doq vc.

Raven~ disse...

Q diabos é uma cantada educada?

Anônimo 30 de maio de 2014 20:16 disse...

"Você percebeu que estamos todos falando do nosso país, né?!"

Você sabe que o modelo sueco é o sonho das feministas, né?

lola aronovich disse...

Mascus são divertidos. Inventam mil e uma notícias sobre a Suécia e espalham como se fossem verdades. Minha preferida é aquela sobre a lei sueca que obriga os homens a fazerem xixi sentados.
A Suécia tem um dos melhores indicadores sociais do mundo, mas... pros mascus é o inferno na Terra. E tudo porque (inventam eles) a lei sueca é misândrica e obriga homens a mijar sentados, algo muito emasculador. Prioridades, né?

Luiza Original disse...

"Você sabe que o modelo sueco é o sonho das feministas, né?"

Sim, eu sei. Também quero.

Mas enquanto não for, você sabe que estamos no Brasil, né?

Anônimo disse...

Pela lógica do texto e dos comentários que li, homens tem que se juntar na luta das mulheres mas mulheres não podem fazer o mesmo por eles? Ah, mulheres são oprimidas. Então todas as mulheres que eu vejo indo trabalhar às 5h da manhã, ganham seu dinheiro, dirigem seus carros, tem nível de escolaridade maior que a dos homens, estão fazendo isso obrigadas.

Homens não podem pedir ajuda das mulheres para falar sobre seus problemas porque eles já tem tudo e tem que se virar. É isso que eu não gosto no "patriarcado" que as pessoas falam. Dizer que isso acontece por causa do patriarcado não é o mesmo que culpabilização da vítima? É muita hipocrisia para um texto só. Um homem agredido pela companheira não está no controle da situação, leiam esse artigo. Ah, e em alguns casos, a violência doméstica é mútua, ou seja, ambos, marido e mulher, tanto agridem quanto são agredidos, aqui .

Feministas já atrapalharam reuniões que discutiam assuntos no ponto de vista masculino, aqui e aqui.
Fora que já agrediram um grupo de pessoas em uma igreja, aqui .

Estas feministas não deveriam representar o movimento, mas também não deixam de ser feministas por terem feito isso.
E mais de uma vez já pessoas que se declaram feministas ou "social justice warriors" diminuírem a experiência que um homem teve simplesmente por ser homem. Já leram esse blog aqui? Ou os estereótipos de gênero que algumas pessoas perpetuam quando alguém discorda delas: aqui, aqui .

e mesmo que não sejam feministas ou SJW (muitas pessoas usam o anonimato), é algo para qual as pessoas tem que chamar a atenção.

Ninguém está falando que mais mulheres agridem ou estupram homens do que o contrário, porém dizer que 98% desses crimes é sempre perpetrado por homens é generalizar demais, não é toa que homens quando vítimas não procuram ou não conseguem ajuda. E quando é perpetrado por uma mulher: "nem todas as mulheres são assim", bom, nem todos os homens também. Não deveríamos ter medo dos homens e sim tentar deter e punir os criminosos, como também prevenir esses crimes através de melhoras nos serviços de segurança pública em geral e de investigação. O feminismo ganha muita atenção e se ele é pela igualdade dos gêneros deveria sim falar sobre os problemas dos homens, mas já vi que na prática (de um modo geral) não é assim. (estou me referindo à sociedade ocidental, porque há países onde mulheres são oprimidas mas não é o caso de onde vivemos, há sexismo contra a mulher e não opressão)

MrDissidiaFan disse...

Também sou a favor de combater o machismo, mas não gostei de usar personagens de desenho animado(Fred e Vilma) pra uma campanha anti-violência contra a mulher.

Primeiro que o Fred não é do mal. Segundo que crianças que assistem os Flintstones vão sim aprender que a violência doméstica é errada, mas vão ter a impressão errada do Fred Flintstone.

Mas fora isso, concordo em todo que o artigo diz. Parabéns pra essa mulher.

Anônimo disse...

"e se não entendem, precisamos intensificar nossos esforços para impedir que eles comandem quase que a totalidade dos governos globais."
Citation needed. Falando novamente da sociedade ocidental, as mulheres votam, mulheres são metade da população, logo, tanto homens quanto mulheres elegeram seus governantes - a maioria homem; se mostrarem uma pesquisa que aponta que as mulheres foram forçadas a votarem neles então retiro o que disse.
Se querem mais representação na política, mais mulheres candidatas são necessárias e mais pessoas votando nelas também. Mas, por favor, não votem em uma mulher só por ela ser mulher, precisamos de políticos bons, tanto homens quanto mulheres.

Anônimo disse...

"Não quer dizer que agressão aos maridos não é grave, mas a violência de homens contra mulheres é bem mais comum e perigosa, além de ser tacitamente apoiada e até estimulada pela sociedade."
Bom, temos exemplos explícitos de como a violência contra a mulher é repudiada na sociedade, como nas próprias imagens usadas no post que também mostram homens contra esse tipo de violência.
exemplo
exemplo
O tal vídeo lançado nos EUA para que homens não fossem parte do problema, enfim, pessoas famosas que utilizam de sua fama para tratar publicamente desse tipo de assunto. Pode procurar outros na internet. E para todo homem que eu ouvi falar que mulher merece apanhar (nenhum, a propósito) vai ter bem mais dizendo o contrário e a defendendo; meus irmãos, meu pai, amigos, homens na rua, etc. Outro dia um grupo de homens espancou outro no trem porque ele passou a mão em uma mulher. O cara que fez isso estava certo? claro que não, mas a ação do grupo (apesar de extremamente violenta e desnecessária) ilustra o que quero dizer.

Anônimo disse...

De novo a lenda do tarado do coletivo que foi espancado pelos passageiros... essa mascuzada deve acreditar em Papai Noel também.

Letícia Penteado disse...

Anon da 01:56:
Não é ajuda. É conseguir que eles façam a sua parte.
Assim como deve acontecer nos lares de todas as mulheres que têm homens como parceiros. Não se trata de ajuda, não se trata de humilhação, não se trata de ironia.
Tratar mulheres com dignidade não é ajuda. O homem fazer a parte que lhe cabe não é ajuda.
Por exemplo, estou vendo cada vez mais mulheres falando da coletivização dos cuidados com es filhes em nome da sororidade. E concordo que podemos nos ajudar mais (sem exigir que as mulheres que optaram por não ter filhes o façam). Mas às vezes as coisas são postas de uma forma que fica meio ridícula. Porque a pessoa sai conclamando todas as mulheres a se juntarem para maternar as crianças... IUZÓMI? Cadê? Vamos continuar sobrecarregando mulheres ao invés de exigir que os homens FAÇAM A SUA PARTE? Que super libertador isso...
Outra, se nós conseguirmos acabar com o machismo, se o feminismo vencer, não vai ter nenhum babaca falando que foi "graças auzómi". Por quê? Porque isso é coisa do machismo. Se o babaca fala isso, é porque ainda tem muito machismo para ser desconstruído. E para isso estaremos nós, lá, para dar a real para a galera.
Você acha que hoje em dia se tem a noção do "branco libertador dos negros" porque o racismo acabou? E você acha que o movimento negro simplesmente está lá, sentado só olhando isso? Não! Está brigando para que o ensino da História inclua a realidade do que ocorreu.
Você está preocupada com o que eles vão falar? Sério mesmo? Acha que eles não vão falar de qualquer jeito? Não vão se apropriar das nossas vitórias? Claro que vão! Enquanto houver machismo, vai ter macho querendo cantar de galo.
E nós estaremos lá, para expor os delírios deles. Neste meio tempo, que legalizem o aborto, que parem de oprimir sistematicamente as mulheres, ainda que aos poucos, mesmo que o preço - momentâneo -seja que homens coroem-se com os louros dessas conquistas. A gente vai mostrando aqui a hipocrisia da coisa e ficando feliz pelas conquistas que na verdade são nossas, porque para mim o que importa antes de tudo é o bem-estar das minhas irmãs. O reconhecimento virá depois. E eu faço parte do movimento que luta para que ambos aconteçam. E você?

Anônimo disse...

Ai ai, parece que não adianta explicar, eles fazem questão de não entender. Filhotinho das 22:55sabe por que tem tanta gente se manifestando contra a violência de gênero? Porque ela ainda é comum. Ainda é a regra, esses que lutam contra ela são a exceção. Procure nos dados oficiais daqui quantas mulheres são mortas pelos companheiros. Quantas são espancadas mas voltam atrás com a denúncia pq o Estado não dá apoio à mulher que precisa se esconder. Veja quantos homens que levaram ordem de restrição continuam agredindo as vítimas, pq a polícia não faz nada até a mulher ser morta. Pare de falar como se a sociedade em peso fosse contra e violência de gênero fosse coisa de um ou outro criminoso. Homens como esses que defenderam a mulher no metrô são também exceção, não regra. Quando presenciam um abuso no ônibus, principalmente aqui no Brasil, a maioria das pessoas se cala e finge que não é com ela. E quando a mulher reage ainda a chamam de histérica, louca. Pesquise, por favor, você já é grandinho e eu não vou fazer seu dever de casa pra você.

vivian disse...

Anônimo das 17:52

Sério só vim responder por que seu comentário foi de má fé total.
- Sapato de salto e perfumes foi criado por um homem, Luis XIV. Só uma pesquisa básica mostra o quanto homens já usaram rendinhas e babadinhos. <3 <3 < (Só amor por esse período histórico).
- Segundo consta, parece que foi um homem que inventou a primeira revista de moda e essa coisa de moda para cada estação:
“A figura do primeiro-ministro de Luis XIV, Jean-Baptiste Colbert, foi responsável pela criação de um dos primeiros jornais de moda, o Mercure Galant, que trazia informações das roupas francesas e ainda instituiu o conceito de rotatividade de coleções por estação, que é mantido até hoje.”
A lição de hoje é: pesquise antes de escrever invencionices aprendidas com pessoas que nada sabem na internet.
Grata.

Anônimo disse...

é impressão minha ou tem pessoas aqui que não sabem ter uma discussão de verdade e já vão partindo para insultos ou generalizações quando não concordam com algo? Quer dizer, argumentos servem para esse tipo de coisa.

donadio disse...

"Você sabe que o modelo sueco é o sonho das feministas, né?"

Só se elas forem feministas muito burrinhas, porque o "modelo sueco" é uma bosta.

A começar pela legislação ridícula que permite a prostituição, mas proíbe usar o serviço de prostitutas - como se compra e venda não fossem uma única operação, e fosse possível criminalizar uma sem criminalizar a outra.

Aliás eu gostaria de saber como é que o Estado sueco faz para provar que alguém comprou os serviços de uma prostituta. Por que, a não ser que eles instalem câmaras escondidas nos quartos das prostitutas, acho que eles têm de se basear em mera opinião. Eu sei que, se eu fosse sueco, contrataria uma prostituta para bater papo, durante duas horas, sobre Sartre e a essência do existencialismo, e filmaria toda a pervertida sessão. Só para depois processar o Estado por danos morais.

Aqui está uma boa crítica, feminista, de esquerda, e quiçás até "marxista cultural", da legislação anti-prostituição na Suécia: http://www.permanentrevolution.net/entry/1556

A autora é Helen Ward, sanitarista e pequisadora inglesa.

Enquanto isso, o "wage gap" da Suécia vai muitíssimo bem, obrigado: http://www.thelocal.se/20121107/44276

Mas por falar em Estado sueco e a maneira como ele obtém provas contra as pessoas que acusa, está nas livrarias um pequeno mas excelente livrinho do jornalista sueco Hannes Råstam, entitulado "O caso Thomas Quick", que demonstra em definitivo, para quem quiser ver, como "coisas que só acontecem no Brasil" acontecem na Suécia.

vivian disse...

Anônimx das 01:56:

Esse teu raciocínio só tem uma falha:
“porque [classe homem] nos oprimiu durante séculos”

Ok a classe, mas não ok o sujeito enquanto indivíduo ser automaticamente culpado por todas as cagadas de seus antecessores, como se ele não pudesse repensar isso. Não faz sentido pegar a classe toda “homens” e tirar da conversa. É como ignorar o papel dos brancos no racismo, ou querer que eles sumam. Do ponto de vista prático, simplesmente não funciona. Pode ser seu grande desejo ou algo assim, mas não vivemos em uma sociedade segregada, de modo que propostas de cunho segregacionista possuem abrangência muito mais limitada.
Homens estão numa estrutura que o beneficia? Sim. Esta estrutura prejudica mulheres? Sim. Eles podem ser perpetuadores dessa cultura? Sim. Mas eles podem pensar sobre esta cultura e se reposicionar? Sim também! A cultura já mudou MUITO de 50 anos pra cá. Vai mudar mais ainda. Da mesma forma, os homens que nascerem no próximo século nascerão numa nova cultura, na qual mulheres viverão em mais (porem ainda não plena, creio eu) igualdade e terão isso como normal. O ser humano tem capacidade transformadora a cada geração que passa, e o momento histórico que vivemos é prova disso.

Outra coisa, que preocupação estranha essa de não querer ouvir que homens “ajudaram”. Se empodera, guria. Qualquer contribuição de algum homem não é ajuda, eles fazem o que tem que ser feito numa sociedade desigual. ISSO não é ajuda, é o mínimo! Repense este fato! Ninguém pode cobrar coisa alguma por fazer o mínimo que deveria ser feito, tenha isso em mente. E mesmo que digam, foda-se. Se as minorias vão se preocupar com o que a classe dominante pensa, vai ter mesmo alguma mudança?

vivian disse...

Anônimx das 01:56:
Esse teu raciocínio só tem uma falha:
“porque nos oprimiu durante séculos”
Não. Um homem que nasceu nesse século tem no máximo quantos anos? ESTE homem não oprimiu nenhuma mulher durante séculos, e de forma alguma deve pagar o preço por todos seus antepassados que o fizeram. Você está propondo uma injustiça das grandes. Não faz sentido pegar a classe toda “homens” e tirar da conversa. É como ignorar o papel dos brancos no racismo, ou querer que eles sumam. Do ponto de vista prático, simplesmente não funciona. Pode ser seu grande desejo ou algo assim, mas não vivemos em uma sociedade segregada, de modo que propostas de cunho segregacionista possuem abrangência muito mais limitada.
Homens estão numa estrutura que o beneficia? Sim. Esta estrutura prejudica mulheres? Sim. Eles podem ser perpetuadores dessa cultura? Sim. Mas eles podem pensar sobre esta cultura e se reposicionar? Sim também! A cultura já mudou MUITO de 50 anos pra cá. Vai mudar mais ainda. Da mesma forma, os homens que nascerem no próximo século nascerão numa nova cultura, na qual mulheres viverão em mais (porem ainda não plena, creio eu) igualdade. O ser humano tem capacidade transformadora a cada geração que passa, e o momento histórico que vivemos é prova disso.
Outra coisa, que preocupação estranha essa de não querer ouvir que homens “ajudaram”. Se empodera, guria. Qualquer contribuição de algum homem não é ajuda, eles fazem o que tem que ser feito numa sociedade desigual. ISSO não é ajuda, é o mínimo! Repense este fato! Ninguém pode cobrar coisa alguma por fazer o mínimo que deveria ser feito, tenha isso em mente. E mesmo que digam, foda-se. Se as minorias vão se preocupar com o que a classe dominante pensa, vai ter mesmo alguma mudança?

Anônimo disse...

anon das 09:53. Ninguém pediu para você "fazer meu dever de casa". Eu comentei algo que eu presenciei ou alguém da família ou conhecido também. Não quero generalizar dizendo que todos os indivíduos são contra ou não praticam essa violência mas que a sociedade faz essas campanhas exatamente porque é contra e ela acontece porque esses indivíduos a praticam; não disse que temos que fingir que não acontece e deixar pra lá.
E sobre as pessoas não se manifestarem quando ocorre um abuso ou outro crime (mesmo que eu já tenha presenciado o contrário e outros conhecidos também) acredito que é pelo medo de tomar um tiro ou ser morto, já que por motivos bem menores as pessoas são mortas na rua hoje em dia.

E ser cidadão não é exigir que seus direitos sejam atendidos? Com o aumento dos meios de divulgação e através de propagandas como essas é que a população corre atrás de seus direitos. Nossos serviços de segurança pública não são perfeitos mas se para todo crime (relacionado à gênero, como estamos falando) mulheres não recebessem apoio, em nenhum caso, não haveria aumento no número de denúncias
(2011) "O serviço de denúncia Ligue 180, específico para receber queixas de violência doméstica contra a mulher, registrou alta de 112% de janeiro a julho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado"
"Para o governo, o crescimento da busca pelo serviço "reflete um maior acesso da população a meios de comunicação, vontade de se manifestar acerca do fenômeno da violência de gênero, ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres e ao empoderamento da população feminina local"." link

E só para constar, o comentário das 21:16 é meu também.Se quiser ver os links, a escolha é sua.

Anônimo disse...

Carinha das 11:52 você tá fazendo questão de não entender de novo. Se a maior parte da sociedade não fosse conivente (não denuncia, a família orienta a mulher a não denunciar, não há abrigos suficientes pra mulheres que precisam fugir de homens violentos, a polícia não faz nada se a mulher não for assassinada pq não há leis específicas pra violação de ordens restritivas, o ditado estúpido e ainda seguido "Em briga de marido e mulher não se mete a colher"), não haveriam tantas campanhas contra a violência de gênero. Há tantas campanhas justamente porque a sociedade em sua maioria é conivente com a violência contra mulher, e essas campanhas visam mudar isso. Quantas vezes mais eu tenho que explicar? É só procurar os números, pelamor! Ah, e essa história de medo de tomar um tiro é inválida nos casos de abusos em ônibus. Quem abusa em ônibus é covarde, não carrega nem faquinha de manteiga quanto mais pistola. Nesse blog tá cheio de depoimento de mulher que sofreu abuso no ônibus e como as pessoas ao redor reagiram, esse heroísmo que você ama não existe pra maioria dos casos. E não adianta denunciar a primeira vez e não prosseguir com o processo; há aumento de processos e PRISÕES junto com o de denúncias? Porque muitas mulheres não prosseguem com o processo devido à estrutura de atendimento à vítima ser muito falha. Quando mais criminosos forem presos devido às denúncias aí sim as coisas vão estar funcionando.

Anônimo disse...

anon das 14:53. Eu fiz o comentário do tal heroísmo porque, como eu disse eu já presenciei isso mais de uma vez, é uma experiência pessoal assim como os depoimentos que você comentou, ao meu ver nada o torna inválido (até porque estou tentando ao máximo não generalizar e também porque nunca disse que esse tipo de coisa não ocorre e que não existem indivíduos que apoiam). E sobre o medo de levar um tiro ser inválida em casos de abuso no ônibus, não dá para ter certeza, muitos podem estar desarmados mas outros não. Sobre o número de prisões estar acompanhando o número de denúncias eu vou procurar por conta própria, já que você discorda do meu argumento mas não trás nenhum link para contribuir no comentário.
link
link
Estou procurando mais, no entanto você também pode fazer sua parte.

Anônimo disse...

Então, carinha das 18:12, você finalmente entendeu que a sociedade em peso NÃO reprova a violência contra a mulher? Que a apoia e inclusive a estimula, principalmente através da educação dos homens e da falta de apoio à vítima? Ótimo. Pois é isso que eu queria que você entendesse e pronto. Ah, e não adianta tentar encher seu comentário de links pra tentar me convencer de que a sociedade na verdade ama a mulher e não admite abusos ou violência contra elas. Eu conheço essa realidade há tempos e na minha própria carne. Se as coisas fossem assim mesmo, não haveria gente tentando mudar isso, né?

Anônimo disse...

@Anon das 10h48
E por isso a violência doméstica contra homens é certo e não merece ser combatida. É isso mesmo?

Só para te lembrar que o marido disposto a denunciar a esposa provavelmente está correndo sério risco de morte. Ou sofreu algum tipo de mutilação. Até porque um cara para enfrentar todas as dificuldades de entrar com uma denúncia, só mesmo para salvar a própria pele.

E nem sempre a mulher é dona de casa. A própria Maria da Penha era farmacêutica. E ocorrem vários casos onde a vítima é dependente emocionalmente da pessoa que agride, tanto em um caso como em outro. Em especial se tratando de casal com filhos. Por exemplo, o cara sabe que se sair de casa, nunca mais vai poder ver os filhos. Ou você acha que todos os homens odeiam os filhos (melhor: as filhas, porque com homem, de acordo com o que você diz, "é muito mais leve"). E no caso do cara, existe também a pressão familiar, a polícia faz nada até ele ser morto e se ele fugir, ainda pode ser preso por falta de pagamento de PA e/ou por abandono de incapaz. E se ele reagir à agressão, quem vai pra cadeia é ele.

E esse tipo de agressão é bem mais comum do que você imagina, como é mostrado aqui. E não é só no Brasil, isso acontece em outros países também, como o Reino Unido, por exemplo. Entretanto, o problema é muito menos estudado do que a violência doméstica contra mulheres, sendo que entidades feministas brasileiras costumam ser ativamente contra o combate à violência doméstica contra homens.

Não que o problema de violência doméstica contra as mulheres não seja sério ou seja simétrico ao da violência doméstica contra homens. Cada qual tem as suas particularidades. Mas não acha que está na hora de parar de subestimar o problema da violência doméstica contra homens?

Anônimo disse...

É muito fácil de entender. O fato de você ser feminista não quer dizer que você compreende o mundo melhor. O pergunta que não quer calar é; Porque eu deveria? Cite um único grupo na História da humanidade onde o suposto "privilegiado" simplesmente decidiu em favor do "oprimido". Nunca! Mulheres em situações favoráveis estão cagando pra quem está abaixo, nada leva a crer que se fosse ao contrário haveria alguma espécie de compaixão.

Anônimo disse...

"Não falei nada demais, apenas falei que existem diferenças biológicas e dei como exemplo órgão sexual feminino ser mais sensível que o masculino, visto a sensibilidade da vagina ao contato, enquanto os genitais masculino não são sensíveis a dor."

Meu querido, essas "diferenças biológicas" que você acredita na verdade não existem, são somente falácias! É só uma desculpa pra machistinha meter a piroca numa buceta seca

Anônimo disse...

"A verdade é uma só: Homem mascu é MUITO difícil mudar. Não tento mudar esses cocôs de dinossauro porque meu tempo é precioso e não ia adiantar nada. O que eu quero mudar é a bosta do patriarcado que caga regra."

É verdade colega, é muito difícil mesmo, mas tem que continuar tentando porque eles são maioria, e de que adianta criar um filho/a consciente, se ele/a estará em contato o tempo inteiro com esses merdas. Afinal, não são os mascus que mantem o machismo? Se a gente tem feministas "oficialmente" no Brasil desde 1960, os filhos dessas feministas são a sociedade de hoje e continuamos no machismo...

Rodrigo disse...

HUm..Analisando o meu comportamento eu trato as mulheres melhor do que eu trato os homens. Nunca agredi ninguém homem ou mulher, e no ambiente de trabalho espero conhecer a pessoa pra julgar sua capacidade posteriormente. Eu achei um pouco vaga a parte do texto que explicava o que eu poderia fazer. Li com a intenção de "ok, vamos ver como eu posso ajudar", mas não tinha nada concreto. ("diga nao"?) aí tinha um link nas ultimas linhas que levava a um outro texto que continha a seguinte frase "sim, homens estupram, homens matam, homens são pedófilos, homens são serial killers " OK. e as mulheres não fazem essas coisas? não existem mulheres pedófilas, assassinas, loucas que cortam o pinto do marido quando descobrem uma traição? Será que a bandeira levantada -ódio de homens contra mulheres- não é muito específica? Não acho que o ódio tenha gênero. As pessoas são odiosas como espécie mesmo. E não tenho dados nesse sentido, mas acredito que se tivesse a violência masculina seria mais direcionada a outros homens do que às mulheres. Então o problema ao meu ver não é a misoginia, é a violência. Acho que homens manifestam mais a violencia por conta da testosterona, mas não é só contra as mulheres é contra homens e mulheres. Eu não consegui ver como eu posso ajudar e provavelmente não vou lembrar de voltar aqui pra ver a resposta, mas fica a sugestão de um texto sobre isso.

José Silvério disse...

"Você, homem individual, com seus sonhos e desejos individuais, não pediu para nascer em um mundo onde ser um garoto lhe daria vantagens sociais e sexuais sobre as mulheres".

Isso foi verdade a 100 anos atrás, sinceramente, gostaria que desenhassem que "vantagens sexuais sobre as mulheres" são essas!

Humberto Napoleão disse...

Oi, pessoas, queria dizer que sou feminista e homem, agora vamos ao ponto: bem, queria dizer com todo o respeito que SEXISMO OPRIME O HOMEM SIM. Eu digo que sou feminista não só para lutar contra à opressão da sociedade contra a mulher, mas também contra o menino que não pode brincar de Barbie

Anônimo disse...

Vocês ainda acreditam nesses papos de "nem todo homem..."?