terça-feira, 27 de maio de 2014

GUEST POST: ATÉ A ÓPERA É GORDOFÓBICA

Um assunto muito interessante que nunca tratei no blog, até porque não entendo nada do assunto: a gordofobia na ópera. A jovem e antenada Amanda é quem escreveu:

Meu nome é Amanda, tenho 15 anos e sou de Fortaleza. Já faz um bom tempo que me apaixonei pela ópera e não posso passar um dia sem escutar pelo menos uma ariazinha. Mas algo nesse mundo de arte tão rica vem me incomodando como feminista.
Sabe-se bem que quando se fala em ópera, as pessoas geralmente pensam numa mulher gordinha, vestida de viking e cantando agudos estratosféricos. Mas ultimamente, parece que as gordinhas vem perdendo seu poder nas grandes casas de ópera.
Deborah Voight antes e
depois da cirurgia (que
também afetou sua voz)
Certo dia, visitando um blog com notícias do gênero, me deparei com um post bem interessante que falava sobre as cantoras de ópera que estão acima do peso. O post se baseava em uma notícia que chocou os operísticos. A soprano Deborah Voight havia sido excluída da produção de Ariadne auf Naxos por estar muito acima do peso e só voltou a cantar no Royal Opera House depois que se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago, o que afetou sua voz, que ficou um pouco mais fraca. 
Isso aconteceu em 2004. Muitos fãs ficaram indignados, afinal, não havia grandes relatos na ópera de uma soprano ser demitida por estar gordinha, isso não havia acontecido.
As gordinhas sempre foram estrelas no palco e os fãs pouco se importavam com o peso das cantoras e sim com seu talento. Algo raro hoje. Mas percebe-se que ultimamente as cantoras de ópera estão cada vez mais magras, mais adequadas ao padrão de beleza da nossa infeliz sociedade.
E Deborah não foi a única. Daniella Dessì, que tem um histórico de sucesso em grandes casas de ópera, foi bastante criticada pelo diretor Franco Zefirelli, que não gostou da ideia de tê-la na sua produção de La Traviata. De acordo com o diretor, sua Violetta (personagem principal da peça) era jovem e feita para jovens. Para ele, a cantora estava gorda e velha demais para interpretar a personagem. 
Depois de ouvir tais ofensas, a cantora abandonou La Traviata e seu marido, que também cantaria, fez o mesmo. E ela declarou publicamente que ficou magoada com as palavras de Zefirelli, dizendo: “"Não se canta com o corpo. Canta-se com a voz".
Anna Netrebko, outra cantora, que na época se adequava aos padrões de beleza e era comparada a uma modelo, falou do caso da cantora, e disse que “não é verossímil que uma Traviata de 100 quilos emocione e te faça chorar”. O interessante é que Deborah tinha 65 quilos e 1,70 m.
Além disso, Montserrat Caballé foi uma das maiores Traviatas da história da ópera e com certeza pesava mais do que 100 quilos. 
Inclusive, Caballé é uma das cantoras mais comentadas quando o assunto é gordofobia na ópera. Afinal, ela era obesa e foi uma das melhores cantoras do século XX. E Netrebko, que soltou tamanho preconceito em uma frase, está também ficando cada vez mais gordinha.
Como Caballé, existiram várias outras cantoras gordas, lindas e talentosas. Com certeza muitas das cantoras da atualidade são talentosas, mas vemos que elas são bem mais magras e photoshopadas do que as cantoras antigas.
Infelizmente, parece que a gordofobia, já existente no cinema, no teatro e na música popular, está atingindo também a ópera.
Para os fãs, esse ainda é um assunto polêmico, mas entristece muito ver as pessoas pensarem que uma mulher gorda não é capaz de atuar, não é capaz de emocionar um público e levá-lo às lágrimas. Afinal, ser gordo ou gorda é motivo de piada. Como uma piada pode emocionar atuando e cantando?
Isso não vale apenas para a ópera, mas para qualquer outra forma de arte onde a pessoa aparece em público.
Pelo visto, essa gordofobia não para por aí e devem existir muitas outras cantoras não tão famosas que foram expulsas de produções por causa do seu peso.
Maria Callas quando gorda
A ópera entrará em crise e acabará por causa disso, como dizem alguns? Não. Mas muitos talentos serão perdidos por puro preconceito.
Ficaria muito feliz se você pudesse postar isso no seu blog. É um assunto diferente, é verdade, mas merece reflexão!

37 comentários:

Anônimo disse...

Recém li matéria sobre o mesmo assunto http://time.com/110272/fat-shaming-tara-erraught/ e ela foi DEFENDIDA pelas colegas!

Alessandro Bruno disse...

Só não concordo com a última frase do texto, não há nada de diferente com esse assunto, é o mesmo preconceito de sempre que está chegando cada vez em mais lugares.

Julia disse...

OFF TOPIC
Desculpa fugir do tema mas alguém teria uma sugestão de livro infantil com temática/personagem feminista?

Flavio Moreira disse...

Incrível como os tempos mudam. Todas as grandes cantoras (e alguns dos grande cantores, também), eram gordos. As grandes estrelas, Montserrat Caballet, Marilyn Horn, Joan Sutherland, Jessie Normam, por exemplo, eram gordinhas. Pavarotti era enorme, mas ninguém critica seu tamanho, certo? A ópera sempre aceitou todo tipo de físico porque o mais importante sempre foi a música, a arte e a técnica dos cantores, sua capacidade de interpretação. E mesmo entre as que não foram gordas, não se encaixariam naquilo que, parece, hoje domina a ideia de beleza feminina. Netrebko não é magra. Natalie Dessay é magra, mas não é alta e loira. Sumi Jo é magra, mas é asiática e tem compleição física muito diferente das ocidentais. Também existiram cantoras magras, como Elisabeth Schwartzkopf, mas uma das melhores intérpretes de Strauss foi Kirsten Flagstad, que não era magra. Gundula Janowitz também não.
Não se mede o talento de uma pessoa pelo seu físico - a não ser que ela seja fisculturista, certo? - e em música o que importa (ou deveria, diante da nova leva de críticos gordofóbicos que estão surgindo) é o talento. Aliás, crítico de ópera que use argumentos toscos e rasos para avaliar uma cantora é que não tem talento, não entende de música.
Há, entretanto, uma discussão antiga sobre o chamado "physique du rôle", que seria qual o tipo físico adequado para determinado papel em ópera. A mais famosa veio à tona quando Jessie Norman gravou "Carmen", de Bizet, com Seiji Ozawa e a Orquestra Nacional da França em 1989, porque a personagem era uma espanhola sedutora que enfeitiçava os homens e causava inveja às mulheres. Jessie Norman gravou a ópera sem encená-la porque, "obviamente", não tinha o tipo físico correto, já que tem quase dois metros de altura e é gorda, mas sua interpretação é excepcional (foi feito um documentário que está disponível em DVD). Mesmo não tendo o "physique du rôle" da personagem, ela decidiu fazer uma gravação, porque ela adorava a ópera.
Interessante que a mesma crítica não é feita com tanta intensidade em relação ao uso de "black face" para interpretar personagens negros, como Otelo, das óperas homônimas de Rossini e Verdi.
Lamentável perceber que até na ópera os padrões de beleza estão se impondo, em detrimento da arte.

nadiaschenker disse...

No rock, posso comparar ao caso das irmãs Wilson. Ann e Nancy Wilson, duas lindas irmãs, são de uma banda chamada Heart, cuja história se iniciou ainda nos anos 1970. Nos fim dos anos 1980 e nos anos 1990, Ann, a vocalista, ficou gorda. Nancy, guitarrista, ficou no padrão de beleza da moda. De tanta pressão que sofreram dos produtores e do resto da banda (vejam que elas eram líderes da banda e sofreram pressão dos demais membros...afff...), resolveram largar a gravadora,os produtores. Ann passou muito tempo escondida, sem se apresentar, com vergonha, ressentida. Até que aos poucos foi vencendo o problema. Hj ela parece bem resolvida com a questão e fala sobre ela. Bem, Ann, pra mim, é a melhor cantora de rock de todos os tempos. Simplesmente a amo!!! Cabe ressaltar também que as garotas, nos idos dos anos 1970 também sofreram com o machismo, claro, já que lideravam uma banda de rock. Em quase todas as entrevistas eram questionadas sobre serem ou não lésbicas (eram irmãs).

Marcia Baratto disse...

Hum... Julia, eu procuro fugir do esteriótipo quando presenteio meus sobrinhos. A caçula (hoje com 6 anos), gosta de história de monstros, então eu dou este tipo de história.
Gosto muito da coleção laço verde, que tem meninas vivendo vários tipos de aventura.
E um clássico que repito sempre com meninos ou meninas: o menino do dedo verde -que trata da história de um menino que não 'quer virar homem', pois o pai é belicista e ele pacifista.
Acho as histórias da Ruth Rocha legais para meninas, dê uma olhada.

Falando do post: é um problema essa história da gordofobia chegando a ópera... Mais um lugar para a aparência ser mais importante que o talento? Aff...

Ana Carolina disse...

É triste ler isso. Lembro, quando fazia terapia, de dizer que tinha ido à ópera (gosto bastante mas não ao ponto de estar inteirada das minúcias da cena)e ficado encantada proque não importava que o papel fosse de uma jovenzinha, era uma mulher madura e gordinha que representava magistralmente. Enfim.

Já escrevi e apaguei o mesmo e-mail para a Lola, sobre gordofobia, umas três ou quatro vezes. Mas vou tomar coragem, escrever e enviar, quem sabe mais alguém se identifica e sirva para isso também...

Anônimo disse...

Júlia dá uma olhada no blog parabeatriz...A autora é mãe e feminista e está sempre indicando livros para crianças com este viés.

Anônimo disse...

Site é parabeatriz.com

Anônimo disse...

Isso me lembra umas conversas que eu tinha com um amigo meu... Ele me dizia que muitos grandes cantores e cantoras eram/são gordos, e gostava especialmente de citar o Tim Maia, e eu respondia "Mas não é só uma questão de beleza, é de saúde também. Quer apostar que quando o Tim Maia morrer vai ser devido ao peso dele?" Nem preciso dizer que ganhei a aposta.

@dddrocha disse...

Essa mocinha escreve muito bem, fiquei mega antenada com o mundo da ópera agora rsrs. Pena que foi através da gordofobia.
E cara, adoro a música que a Montserrat Caballé canta com o Freddie Mercury <3 - acho que é uma das mais lindas do mundo;

Beatriz Alencar disse...

Amanda, eu tenho 17 anos e também gosto de Ópera *-------* sabe quais são ás chances de se achar outro adolescente fã de música clássica hoje em dia!? Casa comigo!? kkkkkk

Marianna Viana disse...

Arte é para a alma, não para os olhos. Alguém acha Guernica de Picasso algo REALMENTE bonito, esteticamente agradável, de se ver? Alguém duvida da maestria do pintor ou da genialidade de Guernica? Quem solta esse tipo de sandice, dizendo que uma Traviata de 100 quilos não emociona, simplesmente, não é artista.

Jadilson Rodrigues disse...

Não tinha ainda me tocado para esse aspecto, mas é vergonhoso suprimir a arte por causa da gordofobia ou de outras manifestações do preconceito!
Todas as sopranos citadas são magníficas, e saindo um pouco da ópera, para dar um exemplo, a principal artista do mundo, Adele, atualmente é gorda, e não faz questão alguma de se "adequar" a esses padrões escrotos, que matam pessoas e nos fará com certeza perder a chance de ouvir vozes divinas!
Além disso fiquei triste com as declarações da Netrebko, soprano que eu admiro muito, lutemos para que não aconteça com ela e outras quando saírem do "padrão" não sejam jogadas para escanteio, pois o talento tem que vencer o preconceito sempre!

Anônimo disse...

Admito que não entendo nada de ópera e nem mesmo gosto de música clássica, acho incrivelmente irritante-todos os fãs sintam-se à vontade pra me tacar pedras. Mas mesmo sem gostar de ópera posso dizer que uma boneca ou boneco de silicone, com a cara sem expressão por causa de plástica, voz manipulada por algum programa furreca de computador e capacidade de interpretação que se resume a ficar parado sob um holofote fazendo cara de "Eu sou lindx, joguem-se aos meus pés e me reverenciem, barangxs" não emocionam ninguém. Vai por mim seu diretor, se seu objetivo é emocionar as pessoas, você está fazendo isso muito, muito errado.

Ass: Entendeuouprecisodesenhar

Verô! disse...

Muito interessante o post. Eu também sou uma fã entusiasmada da música erudita e faz tempo que percebi que cada vez mais o físico das cantoras líricas importa nas grandes produções, as vezes em detrimento do talento. Você mesmo mencionou a Netrebko, ela é boa, mas não é brilhante, acho que muito do sucesso dela se deve à beleza.

Claro que há cantoras belíssimas, magras e super talentosas, como a mezzo soprano Elina Garanca que é fantástica. Mas na minha opinião a melhor mezzo da atualidade é a Cecilia Bartoli que está acima do peso - nos padrões atuais, né? Eu não gosto dessa frase "acima do peso".

Parece que passou o tempo das grandes divas da ópera que eram divas não pelo tipo físico, mas pelo talento fenomenal! A Montserrat Caballé que você citou, mas também a Kiri Te Kanawa e Joan Sutherland não seriam convidadas para um desfile de moda, mas são gênios da música erudita, cantoras com um talento indescritível.

Lembremos do caso de Tara Erraught, uma jovem e brilhante cantora que foi trucidada pelos jornais ingleses por estar "acima do peso", isso depois dela interpretar com brilhantismo Octavian da ópera de Strauss "Der Rosenkavalier"

Triste, perde a música erudita, perde a ópera, perde a humanidade.

Patrick disse...

Júlia, a Companhia das Letras publicou algumas edições de Píppi Meialonga no Brasil.

Anônimo disse...

Lola, peço um conselho:
Sou casado há 10 anos e temos um filho.
O problema é que minha esposa é a típica feminista de ocasião, na verdade ela é machista, só que invoca o feminismo quando lhe convém.
Ela trabalha fora, mas gasta 100% do que ganha consigo mesma. Eventualmente compra roupas para mim e para meu filho, no entanto, já que somos um casal, acho que até isso deveria ser discutido e decidido pelos dois e, 99% dessas roupas que ela compra são desnecessárias.
Quando falo sobre dinheiro, já que pago todas as despesas domésticas sozinhas, ela diz que sou o homem e este é meu papel.
O problema é que a visão dela de papeis é distorcida sabe?
Porque ela fala do meu "papel" e, sendo assim, obviamente ela teria o papel dela de mulher certo? Que seria cuidar da casa, cozinhar etc.
O problema é que ela não faz nada, não cozinha, não cuida das roupas (ela coloca na máquina de lavar mas é só; não prega botão, não costura), não limpa a casa (quem limpa é uma diarista que vai apenas uma vez por semana e passa a roupa).
O fato é que ela não me ajuda com nada e quando reclamo ela diz que eu também não a ajudo com as coisas de casa, o problema é que não tem o que ajudar, já que ela não faz nada.
Por ela eu pagaria 100% das despesas domésticas e ainda faria os serviços domésticos e isso me recuso, porque acho injustiça.
Nem o carro, que ela também usa todo dia, abastece, se eu não abastecer, a gente fica sem andar, porque a bicha é tão cara de pau que quando entra na reserva ela reclama.
Enfim, como lidar? Confesso que estou pensando seriamente em me separar.

あようみ disse...

"E Netrebko, que soltou tamanho preconceito em uma frase, está também ficando cada vez mais gordinha."

desnecessário heim hahahahaha

poxa, bom post!
nem imaginava que ser gorda ou gordo é um problema na ópera, imagem completamente errada mesmo

fumantes e gordos são os fudidos da vez, dá pra ser abertamente preconceituoso com eles e ter um monte de gente dando tapinha nas costas pela sua *ahem* "preocupação com a saúde alheia"

MUUUITA preocupação
mingana q eu adoro kiridã

a mesma do povo q implica com a segurança das moças de saia curta

Anônimo disse...

"Enfim, como lidar? Confesso que estou pensando seriamente em me separar."

esqueceu de contar que na verdade seu nome é Samara e vc morreu com 14 anos.

Anônimo disse...

Anônimo das 13:33

A sua esposa não é nem um pouco feminista.

Musicista Feminista disse...

Julia,
eu quando era criança gostava muito da Pipi Meialonga, de um escritora sueca, a Astrid Lindgren.
É sobre uma menina que mora sozinha, o pai dela é um pirata e a mãe uma sereia.
É uma coleção de livros, do tipo "gênero aventura para crianças". A histórias giram em torno das aventuras da menina pelo mundo, como se ela fosse um "Jack Sparrow".
O interessante do livro, é que por ser uma protagonista menina, foge absurdamente dos tradicionais "temas de menina".
Acho que serve como ótimo exemplo feminista, dar a uma menina um livro sobre outra menina que sai por aí de barco explorando os mares do Sul...

Anônimo disse...

Anônimo das 13:33, separe-se!

Anônimo disse...

"esqueceu de contar que na verdade seu nome é Samara e vc morreu com 14 anos."

Por acaso estou te pedindo para acreditar?
Não acredita?!?! Azar o seu.

Anônimo disse...

"Não acredita?!?! Azar o seu."

se a história fosse verdade, o azar seria seu

**~~pense nisso~~**

Maria disse...

Eu acho que a questão do fisic du role é importante sim, porque ópera não é apenas música, é teatro também.

Sempre me incomodou que a escrava etíope Aída fosse representada por uma mulher branca. Sendo magra já seria uma impropriedade, mas uma escrava do antigo Egito gorda, fica muito fora de questão. Vi um vídeo da Aída com cantores negros interpretando os egípcios, e fiquei feliz.

Há papéis que podem ser desempenhados com maestria pelas mulheres gordas. A Carmen pede uma mulher voluptuosa, seios fartos. Há personagens que podem ser feitos por qualquer biotipo. Mas outros, como o da Aída, acho que não. E não seria coisa que se resolvesse com maquiagem, como a Turandot.

Bem, é claro que o fisic du role não é o mais importante, mas que ajuda na composição do espetáculo, ajuda sim.

Tenho uma jovem amiga que estuda canto lírico, e diz que o professor manda que a aluna engorde ou emagreça um pouco, dependendo da música que irá cantar.

Raven~ disse...

Tenho preconceito com fumantes mesmo. Sou obrigada a ter um zé roela bafejando fumaça na minha cara? Eu não saio peidando na cara de ngm. A saúde de quem fume que se dane, mas vai fumar pra lá.

Que post ótimo. Não entendi nada. Huashua mas ela escreve mto bem. :)

Raven~ disse...

Julia, não digo feminista. Mas dá qualquer livro do Rick Riordan. Principalmente dos irmãos Kane. Tem personagens femininas ótimas e são todos crianças.

Sarah disse...

Também gosto muito de ópera e acompanho mais o Royal Opera House de Londres. É interessante perceber que em muitas montagens eles não tem muita exigência de biotipo magro. Já vi uma cantora maravilhosa Liudmyla Monastyrska, que é bem gordinha. Além de haver mulheres bem mais velhas e fora do "padrão de beleza" e todas com vozes excepcionais!

Verô! disse...

Maria, interessante sua colocação, mas eu não acho que o Physique du Rôle seja tão importante assim para a ópera, acho que no caso da ópera o mais importante é a adequação do timbre e da extensão vocal. Papéis de moças mais jovem geralmente pedem uma soprano, uma mulher mais madura geralmente pede uma mezzo-soprano e para papéis de jovens rapazes cai bem uma contralto (exemplo, a grande Marijana Mijanovic que muitas vezes representa papéis masculinos). Já vi montagens belíssimas que atentaram justamente para isso que eu estou falando, me vem à lembrança uma bela montagem da Cavalleria Rusticana com cantores com idade discordante da descrição dos personagens mas que mesmo assim brilharam por terem vozes perfeitamente adequadas aos papéis. Ópera é interpretação, mas como fundamentalmente peças musicais a música deve ser o elemento principal.

Claro que isso o que estou dizendo é muito pessoal, para mim o físico dos cantores não é importante para eles representarem bem o personagem numa ópera.

Anônimo disse...

O azar é meu mesmo.
Sou eu que sofro.
Mas me enganei pensando que poderia obter algum tipo de conselho aqui num ambiente de mulheres esclarecidas.

Anônimo disse...

Sobre o marido q relatou conflito com a esposa: que ridículo o comentário desacreditando, já escrevi aqui diversas vezes, até dei um tempo, pois sempre diziam que eu não era mulher e sou, é chato. Vcs precisam entender que existe gente de todo jeito! A história dele pode até ser fictícia mas representa com certeza muitos casais por aí! O conselho que dou é: dialogue mais e seja claro, escreva que fica mais fácil dela reler quando estiver calma, sem ser na hora da briga. Considerando os talentos dela(e a falta deles) diga diretamente como vc acha que as coisas podem melhorar, sem querer a perfeição, mas em qual atividade doméstica (e com que frequência) vc espera q ela se envolva mais, qual conta fixa (ex:condomínio) vc acha que ela deve pagar, etc. Os dois precisam ceder e tentar tudo antes de pensar em divórcio. Vc lavar uma louça quando ela estiver de unhas feitas, o que custa? Pra ter diarista uma vez na semana apenas, se ela trabalha o dia todo, é cansativo, vc tem que assumir algo, por exemplo, lavar a louça, fiscalizar o filho, e ela faz o restante e vc tem q valorizar, bem como ela tem q valorizar o fato de vc pagar todas as contas.

Anônimo disse...

Tenho preconceito com fumantes mesmo. Sou obrigada a ter um zé roela bafejando fumaça na minha cara? Eu não saio peidando na cara de ngm. A saúde de quem fume que se dane, mas vai fumar pra lá.

Você fala isso para os donos de automóveis também?

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2013/09/23/poluicao-mata-mais-que-transito-e-cancer-em-sao-paulo-mostra-estudo.htm

não?

http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-05-28/poluicao-mata-mais-que-falta-de-saneamento.html

não????

http://www.ecocidades.com/2011/02/24/%E2%80%9Ca-poluicao-mata-mais-em-sao-paulo-que-aids-e-tuberculose-somadas%E2%80%9D/

nããããão?

Entendi.

Anônimo disse...

Pro Marido-Samara

Ainda tá pensando em largar? Nossa como você é bonzinho, quer casar comigo? Também preciso de um besta pra pagar minhas contas.

Larga, pega a guarda do filho e ela que pague pensão. É o conselho que qualquer feminista daria se o marido que fosse o folgado da história e ela, a mulher, quem sustentasse a casa sozinha e ainda tivesse que fazer os serviços domésticos.

Julia disse...

Marcia, Anon, Patrick, Musicista e Raven, obrigada pelas dicas!

Acho que vou de Píppi Meialonga.
Já tinha ouvido falar da personagem mas nunca li nenhum dos livros.

Quando minha priminha acabar de ler vou pedir emprestado :D

Julia disse...

Anon casado, converse com sua esposa e proponha um casamento mais colaborativo tanto da parte dela quanto da sua.

Ela tem que contribuir com as despesas.
Não é papel dela cuidar da casa sozinha nem seu sustentar a casa sozinho se os dois trabalham fora.

Se não der certo a conversa, separe-se.

Só não vi onde sua esposa é feminista.

Anônimo disse...

Anônimo de 27/05 17:04...

"Anônimo disse...
Isso me lembra umas conversas que eu tinha com um amigo meu... Ele me dizia que muitos grandes cantores e cantoras eram/são gordos, e gostava especialmente de citar o Tim Maia, e eu respondia "Mas não é só uma questão de beleza, é de saúde também. Quer apostar que quando o Tim Maia morrer vai ser devido ao peso dele?" Nem preciso dizer que ganhei a aposta."

Meu querido (ou querida), apesar de ser comovente a sua preocupação com a saúde alheia (?), o foco não é nos "males da obesidade", e sim na forma como as pessoas obesas (às vezes nem isso! Basta um sobrepeso "antiestético") são discriminadas.

Os produtores/diretores/críticos de jornal, acreditem, estão se lixando pra saúde das cantoras que demitem ou desmerecem. Aliás, por acaso Tim Maia foi afastado de shows e apresentações de TV por estar "gordo demais"?

A propósito, é interessante como a "preocupação com a saúde" não se estendia a nomes como Luciano Pavarotti. É realmente adorável como esse pessoal se preocupa tanto com a saúde feminina... #ironia (só pra deixar claro)