quarta-feira, 26 de março de 2014

PRECONCEITOS QUE VEM À TONA

Diego me enviou este email, que eu respondo abaixo.

Oi Lola, sempre leio teu blog. Não tudo pois muitas coisas me deixam doentes de revolta e impotência e acabo não conseguindo ler os posts completos, mas pelo menos grande parte eu leio.
Nos últimos 4 anos eu estudei Letras depois de sair da área extremamente machista de engenharia, e eis que me deparo com mulheres pensantes, gays, e pessoas mais "alternativas" ou diferentes do sendo comum que define o "normal".
Durante este tempo, eu fui desconstruindo meu machismo, deixando de ver as mulheres com estigma de inferior que sempre lhes é dado, vendo-as como iguais. Não que antes não as visse de tal forma, mas eu sempre tinha uma piadinha machista na ponta da língua para poder depreciar as mulheres.
Igualmente pensava sobre homossexuais. Não os achava inferiores e nunca fui contra união homoafetiva, mas sempre tinha uma piada pronta e ria de quem era homossexual, como se fosse algo cômico, algo que incita a comédia. Tanto é que minha namorada, há alguns anos, pediu para eu ver um filme com ela e eu me neguei a ver, pois os personagens principais eram homossexuais. Mesmo ela falando que o filme era bom, eu disse que não queria ficar vendo coisa de gay. Nunca fui um mascu, mas acredito que tinha acessos de machismo.
Hoje em dia, sou bem melhor do que eu era e em grande parte essa mudança se deve ao teu blog, de quando uma amiga minha postava coisas que me chamavam atenção ou minha namorada me falava de coisas daqui. Acho que você faz um ótimo trabalho de informar as pessoas e é sempre bom tentar informar os homens, já que somos, em grande parte, os perpetuadores do machismo.
Mas eis que eu, bem informado e instruído, conhecedor dos problemas do machismo e de como ele ajuda a atrasar a sociedade e a vida das pessoas, hoje, enquanto voltava para casa, fui fechado no trânsito por uma mulher, e, no momento de raiva, o primeiro insulto que me veio à mente foi um insulto que demonstrasse que sua inaptidão no volante era causada pelo fato de ela ser uma mulher. Isso foi um banho de água gelada na minha autoestima de pessoa racional e justa.
Enfim, escrevo este e-mail, e peço desculpas pelo tamanho, para agradecer o teu trabalho diário em prol das causas feministas e para lembrar que, apesar de haver muito machismo no mundo e muitas pessoas machistas, estas pessoas ainda têm salvação. Não posso dizer que estou completamente salvo do machismo, pois isto foi/é uma construção social que veio desde o primeiro contato humano, mas posso afirmar facilmente que grande parte dele, em mim, foi suprimido e que vou continuar tentando destruí-lo.

Minha resposta: Obrigada pelo carinho, Diego! Não pense que você está sozinho: muitxs feministas se veem com pensamentos machistas de vez em quando. Acontece! Até porque nossa exposição à sociedade machista é muito maior que ao feminismo. Fomos criadxs e vivemos nessa sociedade. Internalizamos preconceitos. E esses preconceitos muitas vezes vem à tona. 
Até parece que eu, só por me assumir feminista desde os oito aninhos de idade, não tive ideias machistas minha vida inteira! Um dos exemplos mais gritantes pra mim foi quando Mike Tyson foi condenado por estuprar a Miss América Negra, em 1992. Ser feminista não me livrou te ter o mesmo pensamento do senso comum. 
Como tanta gente, eu também pensei: que estupro, que nada! Essa daí quer chamar a atenção! Ela subiu até o quarto de hotel dele de madrugada e não sabia o que ia acontecer?! É claro que ela queria! Ela só se arrependeu depois! E agora o pobre boxeador terá sua vida destruída! (tá, pobre boxeador é exagero, porque eu já não gostava do Tyson -- ele já tinha uma vasta reputação de bater em mulher). 
Quer dizer, eu era praticamente um mascu! Que vergonha revelar que eu realmente pensei todas essas coisas naquele caso de estupro... Felizmente, eu não devo ter falado essas idiotices pra muita gente. Foi bem antes da internet. Só fui mudar de ideia quando vi um documentário, alguns anos depois, com a versão da vítima, Desiree Washington. Aí lhe dei total razão e fiquei feliz que Tyson tenha sido punido e passado anos (só três) na cadeia. E, claro, arrependida de ter culpado a vítima! (não encontro aquele documentário de jeito nenhum, mas aqui tem um de 2004 em que Tyson diz que não a estuprou, mas que "deveria tê-lo estuprada). 
Nosso machismo, racismo, homofobia, gordofobia, transfobia etc pode aparecer a qualquer momento. E em situações de estresse, esses preconceitos costumam vir à tona. Conhece o caso do ator de Seinfeld que interpretava o Kramer? Em 2006, Michael Richards estava fazendo um show de stand up quando foi provocado por um espectador negro. Em vez de ignorar ou responder com ofensas "genéricas", Richards o chamou de "nigger" e gritou: "50 anos atrás você seria pendurado de cabeça pra baixo com um garfo no seu c*!", referindo-se a linchamentos de negros por membros da Ku Klux Klan.
Nos dias seguintes, teve que pedir desculpas publicamente, envergonhado. Segundo Richards, ele não era racista, nunca tinha se imaginado racista, mas num momento tenso, qual a ofensa imediata que lhe veio à mente pra xingar um negro? Ué, insultos racistas! Por isso aquela campanha do "onde você guarda o seu racismo?" é tão boa! Porque a maior parte de nós "esconde" nosso racismo, ou tem vergonha (e deveria ter mesmo!) de mostrá-lo. 
As pessoas escrotas o exibem sem pudor algum. Por isso que ninguém perguntaria a um Danilo Gentili onde ele guarda seu racismo. Ele não guarda. E tem fãs que o celebram por ser abertamente preconceituoso, como se isso exigisse coragem. Como se por ser preconceituoso o cara deixaria de ter um programa de TV só pra ele! 
Mas vamos nos ater a pessoas bacanas, não aos palhacinhos que só querem destruir e ver o circo pegar fogo. A gente precisa ver onde esconde nossos preconceitos, para saber quando eles correm o risco de virem à tona. Eu nunca xinguei gay de viado, lésbica de sapatão, negro de macaco, mulher de vadia, gorda de balofa, transexual de traveco, e por aí vai.  
A verdade é que essas palavras não fazem parte do meu vocabulário, então fica mais difícil usá-las. Mas ter pensamentos preconceituosos? Muitas vezes. Talvez ajude a não manifestar nossos preconceitos internalizados se passarmos a ver gays, lésbicas, negros, mulheres, gordas, travestis, apenas como pessoas. Sem reduzi-las a uma de suas múltiplas identidades. 
E, pra terminar, sempre lembro do que uma aluna lésbica contou numa das aulas. Ela foi xingada na rua. Por qualquer motivo, um cara gritou pra ela: "Sua sapata!" E ela respondeu, na lata, com o mesmo tom de voz: "Seu hétero!"

58 comentários:

Anônimo disse...

Lola, não tem nada a ver com o texto, mas queria te fazer uma pergunta q vem me intrigando bastante. O que vc acha feministas que se autodenominam misândricas? Não digo as q falam brincando, mas as que falam sério mesmo. Ao q parece, elas ressignificaram o termo, não significando exatamente pregar a morte e o espancamento de homens, etc. Falam de odiar homens como uma espécie de defesa. Ficam afirmando q misandria é linda, é positiva, etc. e eu ousei discordar e fui execrada. Eu bem perplexa, o que vc acha disso?

Anônimo disse...

É por isso que no guest da menina que tem um namorado racista eu falei que acho que todo mundo pode mudar, porque pode mesmo. Quem é virtuoso 100% do tempo, nas atitudes e também nos pensamentos, que atire a primeira pedra.

dantezcoman disse...

Essa anedota do final me lembrou de uma história que acho que foi a Jen Peeples, do fantástico programa americano "The Atheist Experience", contou, que quando pessoas diziam que alguma coisa era "muito gay" perto dela, ela dizia "é, mas felizmente não é reprodutor".

Achei genial. E já usei uma vez ou outra. Obviamente, precisa ser explicado.

Talita disse...

"Talvez ajude a não manifestar nossos preconceitos internalizados se passarmos a ver gays, lésbicas, negros, mulheres, gordas, travestis, apenas como pessoas. Sem reduzi-las a uma de suas múltiplas identidades. "

Nossa Lola, isso parece ser tãaaao simples, ainda mais pra quem quer lutar contra o preconceito (que é o meu caso e deve ser o caso da maioria esmagadora dos leitores daqui), mas na verdade é bem difícil, né? Acho que é importante, como você escreveu, lembrarmos sempre que guardamos muitos preconceitos e é mais importante ainda lutarmos diariamente pra que eles continuem beeem guardadinhos, naquele espaço onde colocamos as coisas que não queremos admitir nem pra gente mesmo, e combater para que eles diminuam. É uma luta, mas vale super a pena quando nos vemos reagindo bem diante de uma situação em que antes recorríamos a textos preconceituosos que nem nossos eram.

Nane disse...

É um exercício constante. Estar alerta para não reproduzir atos e pensamentos machistas ou preconceituosos.

Anônimo disse...

"Não posso dizer que estou completamente salvo do machismo, pois isto foi/é uma construção social que veio desde o primeiro contato humano..." Li essa parte e lembrei rapidinho de uma coisa que meus parentes falaram final de semana que me incomodou muito. Eu estou grávida de 6 meses de um menino, e como feminista já venho a um tempo pensando na melhor forma de criar meu filho para que ele não seja machista. Daí estava domingo na casa da minha vó, e ele ganhou uma sandália dos vingadores e a madrinha dele soltou: "bem de macho, pq aqui não tem essa coisa de feminismo, nós somos machistas e gostamos mesmo." E todo mundo concordou, eu acho que fiquei roxa na hora, todo mundo sabe que eu sou feminista, não escondo de ninguém, bem como meu companheiro e nós ficamos sem fala, foi surreal...agora que li essa frase do Diego pensei..."como que eu vou conseguir criar bem meu filho, se vão ser 2 contra 10, tudo que eu falar que é errado vão falar que é certo pro menino?" - e fiquei preocupada, confesso....

Camila B.

Musicista Feminista disse...

O Tyson teve o seu tempo de cadeia reduzido por "bom comportamento". Tipo, como se não arranjar encrenca na cadeia diminuísse o trauma da vítima e amenizasse o que ele fez.

RavenClaw~ disse...

Tá. Pera. Até esqueci o que eu ia comentar. Leio toooodos os comentários sempre (azar o meu, apesar de sempre ter gente boa) e o primejro comentário já foi publicado em um post lá atrás. Juro! Palavra por palavra. E a Lola respondeu ow chato duca! Oo

Gente doida. Enfim: Eu era praticamente um mascu! Huashuahsu Eu tb. =( q vergonha.

Anônimo disse...

Será que um dia você vai se arrepender de ter duvidado da veracidade do testemunho de estupro que a Dylan sofreu?

Maria Fernanda Lamim disse...

Camila b., te entendo! Tb to esperando um menino e ja percebi algumas discordancias....tipo qd eu falei que pretendia dar bonecas para o meu filho, acho importante que os meninos tb "brinquem de cuidar", ja escutei "ah, mas vc nao vai querer qie o seu filho vire gay!". Falei que o enxoval ia ser amarelo, e so me deram roupinhas azuis...enfim.
Acho o seguinte: a influencia mais importante sempre sera a dos pais. Meus pais me deram uma educacao feminista e de esquerda, me ensinaram a nao ter preconceitos e o resultado e que qd eu ouvia coisas machistas/ racistas/ homofobicas de outros parentes (avos, tios, primos etc), sabia que estava errado (e muitas vezes questionava). A base de valores fica, pode apostar ;) e nisso que estou confiando para a educacao de Arthur :)

Maria Fernanda Lamim disse...

E sobre o post, acho que e isso mesmo. Temos que sempre olhar pra nos mesmos e desconstruir os preconceitos. Todo mundo tem algum. O problema e nao repensa-los. Parabens ao moco do texto :)

Igor Pedras disse...

Alguém conhece um texto falando sobre o "golpe da barriga" sob uma perspectiva feminista? Tá difícil de encontrar um...

Rodrigo disse...

Musicista feminista: Diminuir o tempo na cadeia realmente não diminui o sofrimento da vítima. Assim como aumentar também não diminui o sofrimento, alimenta o sentimento de vingança, mas não conforta. A função primordial das prisões na nossa sociedade é reabilitar os prisioneiros para a vida aqui fora, e com certeza não é o tempo de cadeia que faria ele repensar seu comportamento, mas sim seriam a obrigação de estudar a história do feminismo e realizar trabalhos sociais em centros de apoio a quem sofreu abuso sexual. Pensar na prisão como punição, vingança da vítima, nos faz mais próximos da lei de talião e da dinâmica " eu tenho o poder, você vai sofrer" que é o cerne da cultura de estupro do que de uma solução para essa relação de poder que vivemos. E mais uma vez realimentamos a cultura da força...

Nane disse...

Camila, eu tenho três rapazes e é muito difícil contornar tudo para eles não aceitarem os privilégios de macho! Mas não desanime, porque mesmo sendo difícil, vale muito a pena. Te desejo sucesso e felicidade!

Anônimo disse...

RavenClaw, primeiro: Sou autora do primeiro comentário, não sou um cara, não sou chato, sou FEMINISTA tbm. Vc pra ver algum problema na minha pergunta, no mínimo, deve ser uma misândrica, o q já explica tamanha intolerância contida no seu comentário. Segundo: não postei de novo, e não entendi o que aconteceu. E vc, q é tão observadora, deveria ter percebido q esse texto da Lola postado hj já foi postado uns dias atrás, ou seja, o blog da Lola está com algum problema. Sem contar q o comentário tem data: 12 de março, o q só confirma o q eu falei. Engraçado q comentário do "Cara chato" vc lembra, do post da Lola não. Vá entender.

Anônimo disse...

Curiosidade, a prefeitura de São Paulo abriu edital para contratação de auditores fiscais. São 80 vagas, 4 para deficientes, 16 para afrodescendentes, sendo 8 para homens e 8 para mulheres. isso é certo? devemos diferenciar cotas de afrodescendentes por sexo?

MonaLisa disse...

Vocês viram essa???

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/03/26/botao-do-panico-vai-combater-violencia-contra-mulher-no-pa.htm

Para combater a violencia contra a mulher, agora no ES as mulheres terão um cinto com um botão do pânico, que é só a mulher apertar e a conversa começa a ser gravada e a guarda é acionada, rastreando o local por GPS.

Ana Nazaré disse...

Sensacional ! Está enraizado mesmo, é assim mesmo, acredito que está profundamente ligado aos nossos grandessíssimos papéis sociais...

Anônimo disse...

Rodrigo, cadeia também serve pra tirar um ser perigoso das ruas.
Deixar essa gente solta é o mesmo que colocar o resto da população em um risco ainda maior do que a gente já vive no dia a dia.

lola aronovich disse...

Ahn, anon das 16:29, chamar feminista de misândrica faz com que eu pense que vc seja um mascu. Ela só te chamou de chato.
Este post foi publicado por alguns minutos no dia 12 de março. Ele estava agendado praquele dia, mas não estava pronto (nem revisado, nem com os links, nem com as imagens), e eu esqueci dele, e ele foi automaticamente publicado. Assim que eu vi, o tirei do blog, e hoje o publiquei pronto. Acontece algumas vezes por distração minha (eu esqueço que o post estava agendado).
Acho que sua pergunta sobre misandria foi respondida nos comentários de algum outro post, mas não tenho a menor ideia qual.

Anônimo disse...

Lola, não sou mascu, e o problema não é ela me chamar de "chato", o problema é pq ela me chamou de "chato" por causa de uma simples pergunta sobre misandria. Não vejo pq ela fazer isso, senão pq é uma feminista misândrica. E vc não está entendendo, Lola, chamar de misândrica, pra elas, não é ofensa. Segundo elas, é pura e simplesmente o q elas são. Pra elas, a misandria é linda, errado é quem vê algo de errado na misandria. Elas não pregam a morte e o espancamento de homens, elas meio q ressignificaram o termo (coisa q eu já falei em outro post, debatendo com uma pessoa q respondeu a essa pergunta do dia 12, mas pelo, visto, vc não leu), mas percebo q são intolerantes com homens no geral, não fazendo diferenciação entre misóginos e homens q estão tentando desconstruir o machismo. E são completamente intolerantes tbm com mulheres q ousam discordar delas. E não estou falando de um grupo sem representativa, conforme vc falou. Num dos maiores grupo sobre feminismo do facebook, com 1.200 membros, a maioria é misândrica. Pra vc ter uma ideia, quando cheguei lá pela primeira vez e vi q elas estavam achando um absurdo quem via a misandria como algo negativo, questionei o pq, e a resposta foi: pq a misandria seria algo negativo? Então, quando eu falei q ela se trata de uma misãndrica, quis dizer q acho ela se enquadra nessa categoria de feministas, não quis dizer q ela sai por aí pregando a morte e espancamento de homens. Só achei intolerante e arrogante ela me chamar de "chatoduca" por causa disso. Geralmente, lá é q não toleram quando ouso questionar a misandria e me destratam. Sinceramente, não esperava por isso aqui no seu blog por causa de uma simples pergunta como essa. Me sentia mais acolhida aqui por achar q, por ter um posicionamento mais parecido com o meu, vcs seriam mais tolerantes. Tenho horror a arrogância e a falta de educação, e detesto quando me tratam dessa forma apenas por eu ter uma dúvida. Não sou mascu e fiquei bastante triste e ofendida com o seu comentário, vc poderia ter respondido isso de outra forma.

Anônimo disse...

Todos nós podemos ajudar a construir um mundo melhor, educando nossxs filhxs. Realmente, vamos ter que enfrentar o mundo. Por isso devemos primeiramente ser exemplo de vida, pois crianças são péssimas para escutar e obedecer, mas excelentes para imitar.

Mas realmente é um saco você ensinar uma coisa, tentar passar seus valores, deixar um pedacinho de você nx filhote, e vir um monte de gente se metendo.

Às vezes tenho vontade de me mudar para beeeeem longe da parentada.

RavenClaw~ disse...

Ah Lola nem publique minha resposta pro Anon lá, por favor. Não tenho paciência pra isso... ¬¬

Anônimo disse...

Até imagino o que um homem fala para uma mulher no trânsito: "tinha que ser uma mulher" "presta atenção sua puta" " devia pilotar fogão". Já ouvi muito isso e olha que nem tenho carro sou apenas uma ciclista. E esses animais não consideram que xingamento seja agressão. Já teve homem que até quis me bater o motivo? Não tinha ciclovia e o jeito foi eu passar entre os carros " porra caralho vai atrapalhar em outro lugar" se eu não me afasto teria apanhado e os outros homens pouco se importaram, se aquele animal tivesse me matado iam dar entrevista e esculhambar o cara . E porque não se manifestaram antes? Porque também queriam que eu não estivesse ali atrapalhando o transito que segundo os homens a cidade é deles, as ruas são deles . Falta educação e respeito . Se eu optar andar de ônibus eu faria parte da matéria do fantástico naqueles casos de abuso sexual no metrô e ônibus. Eu fui violentada dentro de um metrô, a luz do dia e não foi uma encoxada foi estupro mesmo. Fui levada para o banco de traz e o cara me colocou de costas para ele, levantou minha saia e muito viram ele me violentando ali e eu chorando, arma nas minhas costa e olhares em de: "se vira problema teu" "não vou me arriscar por uma mulher" " quem mandou vir de sainha".

Nane disse...

Fiquei curiosa. Qual é esse grupo no facebook que manifesta misandria?

Love Gótic- De volta. disse...

Eu tenho tanto nojo desse Danilo gentalha que me dá náuseas o nome dele. "quantas bananas para esquecer" . Eu diria a ele : Várias porradas na cara pra te fazer engolir as bananas. Nós vivemos numa sociedade ordinária com homens ordinários. Mulher se dirige é maltratada, se pega metrô é violentada, se anda a pé é atropelada pela maioria homens ou arrastada a um matagal e assassinada. Tem que inventar asas pra gente agora? Não! tem é que respeitar, dar valor. Os países muçulmanos tratam as mulheres como seres irracionais e aqui no Brasil nos tratam como propriedades particulares: acabou o namoro? Mata e joga fora. Terminou o casamento? Mata e joga fora. Ta num ônibus lotado? estupra e joga fora. Se eu matar uns pestes desses? Me trancam e jogam a chave fora. Eu não tenho direito de ir e vir, nem de beber nos bares que eu gosto, não tenho direito de ser lésbica, não tenho direito de ser feminista que um bando de machista me lincham na internet. A raça humana tem que evoluir, os homens tem que evoluir o mundo não é deles, mulheres não são deles. Sou minha e não de quem quiser com dizia Renato Russo. Vamos fazer uma auto análise crítica e mudar os conceitos para abolir preconceitos.

lica disse...

Camila B.

Comece excluindo ela da função de madrinha.

Que puta falta de respeito e consideração, pra dizer o minimo!!

Anônimo disse...

Anônimo da pergunta sobre misandria... volta nos comentários de alguns posts (no máximo duas semanas) e vc vai achar a respota da lola pra sua pergunta.

Eu tb achei que vc estivesse repetindo a mesma pergunta que foi feita recentemente. Mas como foi explicado, houve essa pré publicação por causa do agendamento.

Vamos relevar as falhas, o que tu não curtiu no comentário da colega e volta uns posts um pouquinho que tu vai sanar suas duvidas sobre misandria e todos ficam felizes.

Júlia disse...

Anônima contra a misandria.

Porque mulheres que taxam a si mesmas "misândricas" te incomodam tanto? Homens não deveriam ganhar um cookie por serem decentes o suficiente por combaterem a misoginia, deveria ser um dever masculino consertar o sistema patriarcal no qual ainda estamos inseridos.

Como você mesma disse, essas "misândricas" não pregam a violência e abuso contra homens, não os oprimem nem nada, apenas querem distância. Não pode?

Já mulheres são abusadas e mortas todos os dias ao redor do mundo por serem mulheres.

Não entendo porque quando um cachorro morde um ser humano, e essa pessoa fica traumatizada ao ponto de não querer mais chegar perto dos bichinhos, as pessoas entendem e não ficam jogando seus bichinhos de estimação em quem não quer, mas apartir do momento que uma mulher diz desgostar de homens por razões mil, elas ainda são obrigadas a aturar homens goela a baixo sem nenhuma empatia até mesmo de outras mulheres. Precaução nunca é demais.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Nao tenho paciencia na segunda chance.Primiro digo,cara tu é racista homofobico/misogino porra desse jeito tal e tal.
Segunda vez mando pastar logo no caso de namorados.

Anônimo disse...

Apesar de ter uma séria desconfiança da 'seriedade' dessa pergunta sobre 'golpe da barriga', me proponho a esboçar alguma coisa.

Pensando no termo 'golpe da barriga' do ponto de vista financeiro, a ideia de que isso existe é muito machista e viajada. Primeiro que o esforço dispendido pra de cuidar de um filho é infinitas vezes maior do que o esforço de depositar dinheiro no banco. Ser pai é muito mais do que doar o esperma e pagar mesada. Mas muitos homens se restringem só a isso e ainda reclamam... Queria ver trocar fralda, levar na escola, fazer mamadeira, ensinar valores, acordar de madrugada pra levar no médico e assim vai. Mas o cara que tem que pagar pensão é o ‘coitadinho’ e ‘enganado’.
Segundo ponto: o valor da pensão, na maioria das vezes , é bem longe da metade do que a mulher gasta com o filho. Então, olhando friamente como um ‘investimento’, a grande maioria das mães saem no prejuízo.

Mas ok... você pode estar pensando em mulheres que engravidam de jogadores de futebol e que a pensão da criança é grande. Bom, a criança é filha do cara, o filho tem direito (legalmente) de ter uma vida minimamente próxima a que ela teria se morasse com o pai. Ao meu ver isso é também um dever moral. Pergunte ao pai que reclama de pagar pensão, se ele quer assumir a guarda principal da criança? Difícil, hein... e isso é bem machista também.
Outro ponto machista dessa história.. esse negócio de ‘golpe da barriga’ coloca as coisas como se o homem fosse um babacão que não sabe como evitar uma gravidez e que é seduzido pela mulher mau caráter que quer dar um golpe. Tudo bem que tem muito mais contraceptivo feminino que masculino, mas isso não os exime da responsabilidade de prevenir.

Além do mais, a palavra ‘golpe’ pressupõe que o cara tenha sido enganado, que a gravidez tenha sido arquitetada. Então sei lá, a mulher fica fértil só uns 5 dias no mês, tem que transar nesta data, furar uma camisinha e torcer pra que engravide, pra ter que enfrentar uma gravidez e cuidar de um filho pro resto da vida em troca de pensão pra criança... sério que isso existe??? Acho meio surreal.

Bom... era só um esboço, mas teria mais o que falar ainda.

Ana Carolina disse...

Ao anon de 16:37:

Foda é ler isso num blog de esquerda, viu?

Uma das funções da pena (e que, infelizmente, no nosso sistema carcerário deixa muito a desejar) é a de RESSOCIALIZAÇÃO. Isso mesmo, pegar aquela PESSOA e reinseri-la na sociedade. São poucos, pouquíssimos, os indivíduos antissociais que realmente devem ser retirados da sociedade - e mesmo para esses o tratamento psiquiátrico deve ser humanizado, não simplesmente trancá-los e jogar a chave fora.

Hugo disse...

Eu não me lembro realmente disso, mas os meus pais vez por outra fazem piada com um evento que ocorreu na minha infância: alguém tocou a campainha e eu, com uns nove anos, fui ver pelo olho mágico quem era, antes mesmo de meus pais arrumarem ânimo de se levantarem do sofá. Eu voltei correndo e falei que eram "duas pessoas e um negro". Eles riram e disseram que negro é gente, então eu tentei consertar a frase: "duas pessoas normais e uma escura"!

Embora minha atitude fosse certamente racista, eu não tinha noção de nada na época... Pena que muita gente cresce e continua com a mentalidade de uma criancinha de nove anos.

Hugo disse...

"Musicista feminista: Diminuir o tempo na cadeia realmente não diminui o sofrimento da vítima. Assim como aumentar também não diminui o sofrimento, alimenta o sentimento de vingança, mas não conforta. A função primordial das prisões na nossa sociedade é reabilitar os prisioneiros para a vida aqui fora, e com certeza não é o tempo de cadeia que faria ele repensar seu comportamento, mas sim seriam a obrigação de estudar a história do feminismo e realizar trabalhos sociais em centros de apoio a quem sofreu abuso sexual. Pensar na prisão como punição, vingança da vítima, nos faz mais próximos da lei de talião e da dinâmica 'eu tenho o poder, você vai sofrer' que é o cerne da cultura de estupro do que de uma solução para essa relação de poder que vivemos. E mais uma vez realimentamos a cultura da força..."

Provavelmente vão dizer que eu sou um reaça ou algo assim, mas tenho que responder: a intenção da prisão é punir. Aulas sobre feminismo são importantes, especialmente para o público jovem que talvez ainda não esteja afundado até o pescoço nos ensinamentos do sistema patriarcal em que vivemos, mas achar que isso vai magicamente tornar um estuprador ou um canalha que bate na esposa uma pessoa respeitável é loucura.

Punição faz parte da justiça. Talvez não torne um criminoso uma pessoa melhor, mas pelo menos vai fazê-lo pensar duas vezes antes de cometer outro crime. Se uma pessoa inflinge sofrimento à alguém, mereçe sofrer, de preferência em medida proporcional ao sofrimento que causou. Claro, após um julgamento justo.

Anônimo disse...

Ela ja respondeu a sua "dúvida" sobre misandria, vc ja debateu, como vc mesma falou, em outro post.
Ela te chamou de chata pq vc , de novo, ta saindo do tema do post sobre o qual todos estavam discutindo, pra fazer propaganda desse grupo "com muita representatividade" e querendo que todo mundo esteja a fim! get over it!

Anônimo disse...

"A função primordial das prisões na nossa sociedade é reabilitar os prisioneiros para a vida aqui fora"

Não. A função primordial é APARTAR o indivíduo do convívio social.

Anna Milani disse...

Acho que todo mundo já falou ou fez alguma coisa preconceituosa. Eu, por exemplo, quando via as notícias na TV, dizia que todo cearense, baiano e nordestino era estuprador, o que não é verdade.
Eu também tinha essa mania de culpar a vítima que era assediada e estuprada, até que um belo dia, um filho do Cão veio com graça pra mim no ônibus e eu me toquei que a culpa era desses nojentos, não de quem sofre a agressão, ela não estava 'procurando'. Eu era racista em algumas frases, que em um acesso de raiva, por exemplo quando a fila não andava, e a pessoa era negra, eu logo pensava 'tinha que ser preto'.

E graças à Deus que eu melhorei em tudo isso. O que muita gente deveria fazer, repensar os atos. Repensar essas piadas que só tem graça pra outros preconceituosos.

Tô feliz de saber que alguns homens [e mulheres, talvez, o que não falta é mulher machista] estão mudando pra melhor. A humanidade ainda tem salvação.

Julia disse...

Camila, ela é madrinha de quem? Do seu filho? Ainda dá tempo de trocar essa madrinha aí..

Julia disse...

Anon 16:29, não sei se é mulher, não sei se é feminista mas com certeza é chatx pra kct. To com pena das feministas misândricas terem que aturar você enchendo o saco delas.

Julia disse...

Anon 17:59, além de chata você é fresca, né? Fala aí pra gente quantas vezes você já foi encher o saco das feministas misândricas. E passa o endereço do grupo no Facebook. Quero prestar minha solidariedade a elas por aturarem sua chatice.

Anônimo disse...

Ana Carolina, eu sou a anônima de 16:37 e quer queira, quer não, eu me identifico com a esquerda, porém, não concordo com tudo.

Anônimo disse...

Julia, veja bem. Existem vários motivos pelos quais as feministas misândricas me incomodam. Primeiro: elas ressignificaram o termo. Ok. Quem sabe disso? A sociedade, em geral, já é extremamente ignorante com relação ao feminismo, vc acha q a maior parte das pessoas sabe disso? A Lola, q é feminista há séculos, q tem um blog sobre feminismo não sabia. Mesmo após eu ter explicado, ela não entendeu bem o q eu quis dizer com "feminista misândrica", tanto que ela concluiu, quando eu classifiquei a menina dessa forma, q era uma ofensa suprema e q eu era um mascu por causa disso. Vc acha q pessoa q não se interessa pelo assunto, quando ouvir de uma feminista q a "misandria é linda" vai pensar o q? Vc acha q elas vão procurar direitinho saber o q significa antes de sair por ai repetindo? E pior, pra uma pessoa mal intencionada, q quer nos silenciar, isso seria um prato cheio, não?
Segundo: Não vejo como ódio, seja lá qual for a circunstância, pode ser positivo. Como eu já disse, ódio cega, envenena, nos faz fazer coisas irracionais. Alimentar ódio é algo q nunca deve ser feito, ódio é consequência de alguma situação desagradável/traumatizante pela qual passamos. Temos q caminhar no sentido de nos livrarmos do ódio, pra q possamos agir com lucidez. Esse negócio de ficar dizendo q ódio é lindo, não ajuda em absolutamente nada, pelo contrário. Pude ver, na prática, os efeitos disso. Essas feministas são altamente intolerantes, a ponto de não se poder discordar educadamente sem receber em troca um festival de grosserias. Se um homem q aparentemente quer ajudar e aprender comete um equívoco, então...nossa! Ele é equiparado a um mascu e esculhambado. Isso não é ruim não só pq não é polido, mas pq atrapalha completamente o feminismo. A misandria, quando restrita à esfera pessoal diz respeito apenas à própria pessoa. Então, se a mulher não quer ter contato com homens ninguém tem nada com isso, é uma escolha dela. No entanto, quando isso passa a interferir na militância é prejudicial. Nem todas as mulheres optaram por não se relacionar com homens, então afastá-los pura e simplesmente pode ser uma solução pras misândricas, mas não é pras mulheres q escolheram continuar se relacionando com homens e nem é bom pro feminismo em geral. Não se modifica a sociedade mudando apenas 50% dela. O feminismo, pra ser bem-sucedido, precisa ser difundido. E não se faz isso adotando esse tipo de postura de "tolerância zero" contra pessoas q querem aprender, mas q cometem equívocos. Se ninguém é perfeito, pq esperar perfeição de um homem feminista (e segundo elas, homem não pode ser feminista, apenas pró-feminista, etc., o q discordo)? Isso me parece mais uma desculpa pra descontar toda a raiva q elas tem em cima deles. E não lembro de ter dito q eles mereciam uma estrela por conta disso. Terceiro: É completamente problemático q um movimento ligado aos direitos humanos afirme q um termo q todos conhecem como discurso de ódio seja algo positivo. Vai contra tudo o que pregamos.
Concluindo: Ninguém quer obrigar as feministas misândricas a se relacionarem com homens contra a vontade delas, pelo contrário, acho q elas tem todo o direito de fazer essa escolha. O q não pode acontecer é elas deixarem isso interferir na militância. Se isso acontece, isso não passa a dizer respeito somente a elas, e deve ser debatido. Um dos principais entraves que encontro quando debato feminismo com as pessoas é o fato de muitos ainda terem essa ideia de q o feminismo significa ódio aos homens. Há um blacklash nesse sentido, e muitos caem nessa. Usar esse termo "misandria" só ajuda a confundir as pessoas q inocentemente acreditam nessa história e dá munição aos q praticam o blacklash. Então, quando proponho esse debate, estou preocupada, primordialmente, com o feminismo, sobretudo pq esse tipo de postura muitas vezes impede o feminismo de chegar àquelas mulheres q estão em situação de extrema vulnerabilidade e precisam de nós.

Anônimo disse...

Anônimo das 21:36, eu não fiz a pergunta novamente, foi um erro do blog da Lola. Não tenho absolutamente nada a ver com o fato de a pergunta ter aparecido novamente, e nem pretendia reacender a discussão. Eu toquei no assunto novamente apenas pra explicar a situação pra Lola, q me chamou de mascu pq eu disse q menina parecia se enquadrar na categoria das misândricas. Fui explicar pra ela q misândrica não era exatamente o q ela achava q era. Então, nada a ver a sua colocação, não fui q criei a confusão e pretendi trazer o assunto à tona novamente. E agora respondi a Julia q iniciou novamente um debate com o tema. Analise os fatos antes de me acusar de qualquer coisa.

E Julia, chata e mal educada é vc, q me agrediu a troco de nada, antes mesmo de ler a minha justificativa do pq desse debate sobre as misândricas.

Pablito Matraga disse...

Existe reaçofobia também ou esta é uma fobia válida?

Júlia disse...

Ai, perdão Lola por disvirtuar o assunto do post.

Anônina contra a misandria, vamos lá.

Entendo a parte sobre a intolerância, mas ei, cansa ser mulher. Você sai na rua e é julgada, comida com os olhos, obrigada a ouvir nojeiras de homens que se julgam no direito de te tratar assim, xingada, tem seu espaço invadido, e no geral menos direitos que pessoas do sexo masculino... você chega em casa procurando um lugar /feminista/ pra discussão e pra justamente extravasar essa raiva, e ainda tem que aturar um pouco mais disso na internet? Faz qualquer um perder a cabeça.

Sinceramente me incomoda muito mais ver o feminismo ser vendido como "sexy" e liberal do que como algo mais agressivo e radical. Talvez seja simplismente aqui onde nossas visões sobre o feminismo divergem. Mas duvido que opressão acabe com o oprimido sendo educado e pedindo "por favorzinho", algo que aliás mulheres fazem desde sempre.

Você acha ódio um problema, eu também. Por isso uma forma mais "reta" do feminismo é melhor. Pra aniquilar o ódio que homens sentem, agem e propagam contra mulheres. Misandria alguma chegará a doer tanto quanto a arraigada misoginia.

Outra coisa, o feminismo será sempre recebido com má fé e preconceito mesmo mudando sua interface, pois ele desconstroe e desafia normas sociais arcaicas e tem como sua maioria adepta, mulheres.

L. G. Alves disse...

Todos possuem preconceitos. Até mesmo os gays. Meu ex-amigo gay é racista. Faz piadas com negros e não gosta de gente feia ou gorda. E já li que travestis e trans possuem preconceitos também e ofendem. Então é questão de analisar a si mesmo e procurar melhorar. Não digo se livrar de tudo, que acho até impossível, mas tentar melhorar.

Feminazi Satânica disse...

Camila B


Espero que vc leia esse comentário. É o seguinte: VC É A MÃE DELE. Vc e seu companheiro tem o monopólio na tutela do seu filho. Não interessa se a família quer que seja assim ou assado, a palavra final é de vcs dois!

Vc vai ter que se impor e os parentes vão ter que entender o tipo de criação que vc quer dar a ele, e se eles desrespeitarem isso, corte relações MESMO! O filho é seu e é vc que manda.

Um dia eu vou querer ter filhos e eu e meu marido queremos criá-lo sem religião, mas minha família é muito católica. Eu já avisei a todo mundo que ninguém vai ter permissão para falar de Deus para ele, e se não respeitarem, não vão poder ter acesso ao meu filho. Simples assim.

Esse povo porco preconceituoso cria os filhos deles como querem. Pq não podemos fazer o mesmo?

Abraços.

Kittsu disse...

"Misandria alguma chegará a doer tanto quanto a arraigada misoginia"
Discordo e discordo dessa distorção que estão fazendo sobre o termo. Se é "prejudicial ao movimento" eu nao pensei muito a respeito - me dá preguicinha ficar pensando em como deixar de agir pra não pisar em calinhos alheios de quem está mais que acostumado a pisar nos outros - mas com certeza é desonesto. Igualzinho, sem tirar nem pôr, àquela maluquice daqueles malucos (rs) que distinguem os machistas dos misóginos dos sei lá o quê. Imagina um grupo tentando convencer de que racismo não é detestável e ninguém nem quer a morte dos chineses, apenas querem eles bem longe porquê o mundo está ruim do jeito que está por causa deles (!!!)
Nada contra expressar suas frustrações do dia-a-dia, todo mundo tem... mas quando você não só coloca na sua cabeça que 50% da humanidade é o inimigo, mas também prega isso como uma verdade absoluta, impassivel de discussão e justificada às vezes por motivos até meio duvidosos, tem algo errado.
E acho que pior do que desonestidade na hora de dar nome aos bois, é convencer os outros de que detestar é certo...

Anônimo disse...

Gente, ao ler o blog da Letícia (cem homens), tomei a liberdade de divulgar aqui, para que mais pessoas possam participar desse projeto, um projeto que visa o envio de cartas direcionadas à meninas a margem da sociedade, com a finalidade de transformar a realidade dessas meninas. Por meio de palavras de apoio,e a troca de histórias como forma de superação. Quem é que desconhece o quanto esta parcela da sociedade é carente, e em muitos sentidos, infelizmente. Como achei essa ideia maravilhosa, repasso o link para que mais pessoas possam participar, espero que seja muitas.
o link do texto (http://www.cemhomens.com/2014/03/projeto-cartas-para-o-futuro/),

Cristiane

Ana Carolina disse...

À anon das 16:37 e 22:32:

Pois é, mas releia o comentário e veja se não é um discurso reação clássico.

Ideologia nenhuma é um pacote fechado que você tem de levar tudo e concordar com tudo, mas sério mesmo, tem alguns raciocínios que são uma antítese muito grande de todo o resto.

Anônimo disse...

"Misandria alguma chegará a doer tanto quanto a arraigada misoginia"

Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
Friedrich Nietzsche

Anônimo disse...

Quando o numero de homens estuprados chegar ha 10% do número de mulheres,ai você pode vir aqui falar em misandria, a violência do oprimido e reação, diferente da diferença do opressor.
E sim, hoje culturalmente metade da raça humana, e inimiga das mulheres.

Hugo disse...

Júlia, acorda. Você vai querer imitar o que os outros fazem de pior? Um erro não justifica outro, um ódio não é melhor que outro ódio.

Anônimo disse...

Gente, obrigada pelos comentários...explicando um pouco, ela vai ser madrinha só por ser mesmo, pq ele não será batizado, só se ele quiser. Eu e meu marido não temos religião apesar de não sermos ateus,e eu não quero impor a ele isso já cedo, a família é catolissíssssssiiiima, mas não reclamaram até agora. Além de tudo, ela é esposa do meu pai e vai acabar tendo contato com ele quer eu goste ou não, pq meu pai respeita minhas decisões e já é doente pelo neto. Enfim, eu já entendi que vou ter que me impor, e muito, se eu quiser criar o Benjamin do jeito que eu sonho, talvez seja uma luta, talvez as pessoas finalmente entendam e parem de gralhar na minha orelha. Mas obrigada pelos conselhos ;)

Camila B.

Anônimo disse...

Eu tenho preconceito contra nordestinos. Me policio todo o tempo pra não falar besteira, pois moro na Zona Leste de SP que tem uma alta concentração de população nordestina ou descendente.

E o pior é que sou uma mulher negra... Me sinto mal por ter esse tipo de preconceito...

Anônimo disse...

"Gente, obrigada pelos comentários...explicando um pouco, ela vai ser madrinha só por ser mesmo,"

Mas precisa meeeeesmo ser madrinha? Precisa meeeeesmo dar esse poder a uma pessoa assim? Se a criança nem mesmo será batizada, não vejo sentido nisso tudo (claro, minha opinião, você pode e deve fazer o que bem entende).

Anônimo disse...

"Uma das funções da pena (e que, infelizmente, no nosso sistema carcerário deixa muito a desejar) é a de RESSOCIALIZAÇÃO. Isso mesmo, pegar aquela PESSOA e reinseri-la na sociedade. São poucos, pouquíssimos, os indivíduos antissociais que realmente devem ser retirados da sociedade"
Ana Carolina, onde você conseguiu essa informação?

Óia, os criminosos que conheço não têm recuperação. Um ou outro que cometeram crimes mais beeem leves talvez tenham, mas, a maioria, não.

Mas, vem cá. Grande parte dos criminosos que são liberados das cadeias fazem o que quando são soltos? Procuram ajuda? Vão trabalhar ou estudar? Se tornam voluntários em ONGs ou afins? Não. Cometem crimes de novo.

Se dentro da cadeia é uma bosta, pq o cidadão faz merda de novo pra voltar pra lá?

Iaiá disse...

Querido chato da misandria (vou chamar de chato pq estou convencida de que é mascu), deixa eu fazer um favor aqui:

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2014/03/nao-gosto-de-criancas-e-vou-ser-tia.html

Comentário de 12 DE MARÇO DE 2014 23:45.

Taí, você já fez sua pergunta, ela já foi respondida, vá encher o saco de outra galera, por favor.