quarta-feira, 12 de março de 2014

"NÃO GOSTO DE CRIANÇAS E VOU SER TIA"

A C. me enviou essas dúvidas.

Sou leitora do seu blog há bons anos, gosto muito, abriu meus olhos pra muitas coisas. Obrigada! De coração.
Lola, é apenas um pequeno desabafo, já que não há ninguém com quem eu possa comentar isso sem passar por um verdadeiro tribunal do meu caráter. 
Tenho 30 anos, meu irmão 40. Vou ser tia, em breve. E não estou nem um pouco feliz, pelo contrário, estou achando que o mundo precisa é de menos gente. Eu não quero ter filhos desde os 14 anos, por opção política, ambiental, filosofia de vida... Também não gosto de crianças, bebês e afins.
Minha cunhada, irmão, mãe, sabem disso. Todos. Quando vieram dar a "feliz notícia" ela, a cunhada, trouxe um presente, que deu pro meu irmão: aquelas coisas de casal, que acho que deveria ter ficado entre eles, mas me fez abrir a caixa, ver os sapatinhos, e ler o exame dela. Agora minha mãe fica toda hora: "Você vai pegar meu neto no colo?", "Você vai brincar?" 
Olha, é bobagem diante das mazelas do mundo e do que as mulheres passam por aí, mas eu me senti invadida por ela e pela situação criada. Se eu abrir a boca pra dizer com todas as letras "não gosto de crianças", vão me jogar na lata do lixo. Minha mãe tem meu irmão como filho dileto, nunca admitiu isso, só meu irmão percebeu e admitiu há muitos anos. 
Eu e meu irmão ficamos anos sem nos falar por causa da cunhada, que no início do namoro deles veio me dar ordens, brigamos e eu virei a cara pra ele. Minha mãe jogou a culpa em mim, dizendo que eu era "ciumentinha", e sacralizou os dois. Só voltei a falar com eles porque a vida me deu uma boa rasteira e eles me deram suporte emocional, não posso ser ingrata, pedi desculpas, e foram verdadeiras. Mas ela, a cunhada, continua mandona, e adora dar "sugestões" do que fazer com meu dinheiro, com meu tempo livre... Ela é espírita ortodoxa e meu irmão, que era e é católico, abraçou isso e virou um machistão, insuportável. 
Esse sobrinho  já está sendo um saco. Estou sendo pressionada a amar crianças, que eu nunca gostei -- de verdade, Lola. E sou professora, só gosto dos meus alunos, quando acaba o ano, a missão está cumprida. Veja, dizem que sou uma das pessoas mais carinhosas que tem na escola. E sou mesmo. Mas fica ali. É como eu escolhi me relacionar com eles. 
Agora estou sendo pressionada a aceitar essa felicidade que não é minha, a aceitar parentes, e amar alguém que sei q não vou amar, mas também nem odiar, apenas será indiferente. Eu não quero participar da vida dela, simples. Quero ser neutra. Deixa o bebê que vai nascer em paz, sem minha presença; mas não, sinto uma puta pressão social de que "Ah, você é tia, tem que visitar, tem que falar no Facebook, espalhar pra todo mundo".
E vai ser pior quando trazerem a criança pra cá. Não vou querer pegar e ficar perto porque eu não gosto e prevejo relações estremecidas OU eu engolindo um milhão de sapos. É muito chato porque, infelizmente Lola, tem mulheres que acham que estão acima das outras só porque serão mães, é o caso da minha cunhada. 
Minha mãe, durante os longos anos em que eu e meu irmão estivemos brigados, fez a minha caveira com a vizinhança, e um monte de gente acha que eu sou uma egoísta mimada. Meu irmão não reencanará mais, porque já espiou todos os carmas, e eu vou reencarnar muuuuitas vezes porque pequei e peco muito. Ainda bem que não acredito nisso, mas me ofende. Agora o caldo entornará de vez. Solução: ganhar na loteria e fugir. O que você acha, Lola? 

Minha resposta: Me identifiquei com o seu email, C., porque eu já fui assim. Talvez seja uma defesa que muitas mulheres que escolhem não ter filhos usam. Porque, como você sabe tão bem, a gente é cobradíssima pra ter filho. Então eu, durante muito tempo, dizia (e acreditava) que não gostava de crianças. Mas a verdade é que eu não tinha nenhum contato com crianças, e também não tinha vontade. Mas você não acha chato ficar batendo no peito e orgulhosamente falando "Não gosto de criança!"? 
E, assim como você (imagino), eu fiz Pedagogia sem gostar de criança. Dei poucas aulas pra criança, quase todas no estágio, algumas substituindo professoras na escola de inglês, e, salvo exceções, me dei muito bem com elas. Aí, no mestrado, fiquei amiga da Ju, que na época tinha um filho de 6 anos, o Jimmy. E me apaixonei pelo Jimmy. A gente conversava muito, ele me usava como trampolim e escorregador, eu ensinei pôquer pra ele, ele viciou. 
Ano passado eu conheci a Juh, filha da Kah. Juh não tinha nem 4 anos completos, e foi amor à primeira vista. Ainda não ensinei pôquer pra ela, mas já peguei muita praia com a menina. E claramente eu tenho muita autoridade com crianças, como pode ser visto neste vídeo. Elas me respeitam.
Continuo sem querer ter filho, mas nunca mais disse que não gosto de criança. Como não gostar? Elas são tão fofinhas, tão divertidas, tão inteligentes! Certo, continuo achando bebês meio feiosos e sem graça (mas já vi alguns lindinhos!), e nunca pus um bebê no colo (não me sinto confortável com isso, tenho medo que eu deixe cair e ele quebre), nem troquei uma fralda, e pretendo levar isso até o túmulo. E sim, meu coração não bate apressado quando eu vejo uma criancinha, diferentemente do que acontece quando um gato ou cão ou esquilinho (bons tempos) passam na minha frente. Mas isso não quer dizer que eu não goste delas.
Mas, eu sei. Pra gente que não quer ter filhos, é um suplício ficar numa roda com grávida. Porque sempre, sempre vai chegar um ponto da conversa em que alguém vai te encarar e fazer a fatídica pergunta: "E o seu?" E aí você tem que explicar, sem ser deselegante, que você não quer ter filhos, nunca quis, nunca vai querer. E o pessoal não acredita! (hoje acho que isso está mudando, aos poucos. Tem muito casal sem filho, o número de filhos diminuiu um monte, e a idade em que as mulheres têm filho aumentou. Mas leva tempo pra cultura assimilar essas mudanças).
Uma coisa que a gente precisa entender é que as pessoas têm prioridades diferentes. E acho totalmente normal que quem tem um bebê ache esse bebê o ser mais importante do universo. Tem que respeitar e ser delicada. Eu sei que exageram! Até hoje me lembro de um vizinho querido que levou o vídeo do parto do seu primeiro bebê pra eu assistir junto, porque ele tinha filmado tudo. Querido, com toda a admiração, eu sei que esse é o momento mais especial da sua vida, mas... eu não quero ver duas horas de câmera tremida registrando o parto do seu filho!
E eu sempre lembro do protagonista adulto de Um Grande Garoto, que vai se encontrar com um casal muito amigo seu que quer contar tudo que acontece no dia a dia do filho deles. E o protagonista pensando: "O que há pra contar? Ele tem TRÊS ANOS!" (mas até aí, a Juh também tinha, e o dia dela era emocionante. Quer dizer, não é que ela se formava em Harvard, mas e o dia em que ela abriu o berreiro numa doceria e quase foi expulsa? Seus pais não vão mais lá, têm vergonha).
Tente se colocar no lugar deles. Imagine que alguém vai na sua casa e não dá nenhuma atenção pra algo que pra você é muito relevante. É ruim, não é?
Então eu diria pra manter uma mente aberta, sem preconceitos. Esqueça isso de "não gosta de crianças". Você trabalha com crianças e é carinhosa com elas -- desculpe te decepcionar, mas você gosta sim. Gosta do seu modo, e quem disse que existe um modo correto? Você não vai ter que morar com seu irmão e cunhada (ainda bem!), só terá que visitá-los de vez em quando. 
Vá e estabeleça seus limites. Eles vão conseguir sobreviver se você não pegar o bebê no colo. Seja gentil, seja uma boa ouvinte, e entenda que aquilo é importante pra eles. 
E, se você chegar num ponto que não aguenta mais, encerre as visitas, porque você não é obrigada. Mas tente. E fique zen.

197 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o post... Eu nunca gostei muito de crianças e na vdd não sou muito fã ainda. MAs desde que nasceu meu sobrinho passei a ser menos critica, ele é filho da minha irmã mais nova, e bem ele é lindo. Ela sempre respeitou o fato que eu não morria de amores e que tb não desejo pra um pra mim, mas ele tem sido criado (pelos pais e por tds da onde eu moro)pra obedecer e respeitar e ele está me vendo como amiguinha dele. Odeio o fato de acharem que ser mãe é a missão feminina... Tenho ódio mortal disso e pra completar tb sou madrasta então imagina eu sou "mãe substituta" de uma criança de apesar de gostar não esta sendo criada nos mesmos conjuntos de valores que eu fui...
Crianças não são anjinhos (embora muitos adorem pensar que seus filhos são melhores e etc...) são seres humanos em formação...
Td mundo quer um mundo melhor para seu filho mas que tipo de filho esta deixando aí???? Sugiro pra nossa colega a participar ensinando essa criança a ser um ser humano mais digno e decente e se for garoto que aprenda a respeitar as mulheres...

Anônimo disse...

Ai lola, entendi naum. Uma coisa é naum querer ter filhos,ok, normal.Outra coisa é dizer que não vai amar seu sobrinho, q.vai ser indiferente.Não entendo isso.

Helen Pinho disse...

eu já disse: não gosto de criança. não digo mais. entendo que crianças são pessoas (em miniatura), não dá pra colocar num bolo só e retular: não gosto. assim como acho rídículo dizer, não sou amiga de mulher/homem. tu pode conhecer uma é amar. como qualquer pessoa que pode vir a fazer parte da tua vida.

Elaine Telles disse...

Bom, aqui vai a opinião de uma tia que não pretende ter filhos. Eu sempre me deu bem com minha irmã e cunhado, isso fez diferença. Não ligava pra crianças, não gostava de carregar e nem sentia meu útero pulsar a cada bebê visto. Com minha sobrinha foi tudo diferente. Minha irmã trabalhava então o bebê ficava na casa da minha mãe. Nunca cuidei, de trocar fralda nem nada. Mas ficava junto, e ela foi cresçendo e me apeguei a ela e ela a mim. Mesmo que eu não seja de pegar no colo, gosto muito dela e ela de mim. Então, em resumo, se vc se relaciona bem com irmão e cunhado, vai gostar do sobrinho. Mesmo que não goste de criança, daquela criança gostará. Mas não é regra.

Anônimo disse...

É estranho colocar em outra pessoa a obrigação de amar incondicionalmente alguém. Tem pessoas em que simplesmente "o santo não bate". É por isso que tem tantas famílias frustradas e depressão pós parto: pela obrigação de amar os outros.
Muitas pessoas fazem coisas pra parentes por obrigação, e não porque querem. Mas se sentem na obrigação de gostar dos outros.
É por isso que em reuniões de família e datas comemorativas tem tanta falsidade, pela obrigação de gostar dos outros, e um se sente mal porque não vai com a cara do tio ou sobrinho. E os outros falam mal, mas tem o mesmo problema...

Anônimo disse...

Sinceramente não entendo quem "não gosta de criança", sinto um certo adultismo nisso.

A criança, assim como qualquer um, é uma pessoa e merece respeito como todo mundo. Não merece ser ignorada.

Outro ponto que muito me estranhou no relato é que parece, para a autora, é que o sobrinho não é um indivíduo, mas um incomodo fadado a ser criança para sempre.

A criança é um ser por ela mesma, não um pet dos pais, tratá-la mal ou com indiferença será não será um problema só para eles.

Não quero ter filhos, mas ainda assim ouvir esse "não gosto de criança" me remete muito a "não gosto de deficientes", "não gosto de mulheres", "não gosto de negros".

Flavio Moreira disse...

Lola, acho que você disse tudo o que eu poderia dizer, de um modo mais delicado.
Acho radical a moça do post dizer que não gosta de crianças, sendo que ela gosta dos aluninhos ela. Quem não gosta minimamente de criança não consegue nem mesmo trabalhar com elas. E, convenhamos, um grupo de crianças cheio de energia pode ser um estorvo e tanto! Eu gosto bastante de crianças, inclusive de bebês - pego no colo sem o menor problema - mas nem sempre tenho paciência com os maiorezinhos que quando estão de mau humor podem fazer uma pirraça daquelas de deixar qualquer monge budista nervoso (rs). Mas até com isso a gente aprende a lidar.
Agora, aguentar essa cunhada é que não deve ser fácil mesmo. Porém, como você disse, manter a cordialidade dever surtir efeito e manter as pessoas dentro dos limites que a autora impuser seá bem mais saudável do que simplesmente brigar.
Não tenho grande contato com um dos meus irmãos e sua esposa, mas tenho uma relação de amizade bem bacana com os meus sobrinhos.
Uma coisa boa de ser tio ou tia é que, dependendo da relação que é construída, a gente vira um pouco "cúmplice" da criança e acaba ajudando a ser uma alternativa confiável quando ela não consegue se abrir com os pais. Às vezes a conversa com a tia ou o tio que são mais companheiros ajudam a criança a ter mais auto-confiança, por exemplo.
Desejo que a autora se dê bem com a criança que está vindo e possa ajudá-la a ser uma pessoa bacana.

Roxy Carmichael disse...

poxa lola, concordo em gênero, número e grau. a posição das mães defendidas com tanto afinco, muitas vezes descamba em cobrança e nos faz com que tenhamos que adotar uma posição igualmente intransigente, sem ficar em cima do muro. mas acho que se sofre bem menos quando a "indiferença" transcende o discurso e começa a fazer parte do cotidiano da mulher que não quer ter filhos. é muito comum ouvir: não amo nem odeio crianças, mas isso não é sempre verdade, se assim fosse, rolaria menos dor de cabeça com o assunto.

a questão é: ok não ser louca por criança, ok não querer ter filhos e super ok assumir isso. o que acho desnecessário é o gasto de energia com esse bata no peito e diga "eu odeio criança"! desnecessário menos porque fere a moral alheia e mais porque ódio nunca é legal, e no fim das contas, embora não queiramos ser mães e estejamos muito seguras dessa decisão, essa armadura é pesada de se sustentar. a armadura do: crianças são um saco, o mundo tá uma merda, mães e pais são insuportáveis etc.

voto pelo respeito, pela empatia mutua. e é super difícil dizer que não vai amar alguém que vc sequer conhece. entendo todo o contexto da cunhada pentelha, do irmão bundão, mas a criança que vai vir é um outro indivíduo, independente. pode ser que vc ame do seu jeito, pode ser que vc nao morra de amores, como poderia acontecer com qualquer pessoa, adulta ou criança.

eu tb não vou ter filhos, morro de preguiça desse papo de maternidade, não tenho lá muito jeito com crianças, mas fui percebendo que elas são de fato interessantíssimas: tem um cérebro fresquinho que captam milhões de coisas por segundo, uma memória igualmente fresquinha que lhes permite fazer um milhão de associações. vc fala algo pra eles hj, amanhã eles lembram e associam com outra coisa. vc como professora deve saber melhor que eu. percebi que quando encontrava adultos e crianças, cumprimento só os adultos e entendi que isso era uma super falta de educação minha. são indivíduos! não quero acordar 3 da manhã com choro de criança e nao vejo menor egoísmo nisso. mas tratar crianças com gentileza entendo como um aspecto natural da civilidade que pauta minha relação com indivíduos de diferentes idades, genero, raça, credo, etc.

melhor conselho ever: fique zen!

Anônimo disse...

Cara, super entendo a menina do post. Meu irmao teve filho ha 3 meses e minha mae fica mandando foto dizendo como ele 'e lindo (nao 'e) e falando que eu pre-ci-so ir visitar "meu sobrinho" (eu moro em outro pais, nem fodendo que vou pagar passagem de aviao e perder meus preciosos dias de ferias pra visitar um bebe. Meus pais fingem que se conformaram com o fato de que nao vou ter filhos, mas, de vez em quando, soltam uma frase ou outra que irritam.
Quando ele nasceu, meus pais ficavam mandando email com cada passo: eles estao indo pra maternidade, ela foi pra sala de parto, o bebe nasceu. E eu me pergunto: E eu com isso? Tenho a mesma sensacao de que sou indiferente a esse bebe, especialmente por morar muito longe. Tb nao coloquei foto em Facebook, nem comemorei ou mesmo comuniquei a nenhum amigo. A noticia nao 'e minha e, francamente, nao muda nada a minha vida.

Drica Leal disse...

Post complicado... Posso falar pela minha experiência, somente:

Nunca fui de me derreter por crianças, bebês, de achar bonitinhos e tal. Mas também não chegava a ter aversão. Sou a caçula na minha família nuclear, com uma boa diferença de idade entre meus irmãs mais velhos, nunca tive um convívio intenso com primos mais novos, então não convivi com crianças em casa. Fui tia com 11 anos, e apesar de adorar minha sobrinha por ser minha sobrinha, continuava a não me derreter por crianças. Na adolescência, foram chegando outros sobrinhos, fui gostando mais, mas ainda sem convívio intenso.

Já adulta, observando os filhos dos outros, tendo amigas e amigos que tem filhos, etc,sabe o que descobri? Que o não gostar de crianças, no meu caso, tinha muito mais a ver com os pais da criança do que com as mesmas. Pais muito cheios de frecura com os filhos, ou muito permissivos, criam um bloqueio em mim com relação às crianças, e dessas, eu quero distância, antipatizo até. Mas pais que me deixam à vontade com seus pequenos, que deixam que as crianças e eu fiquemos à vontade para estabelecermos os nossos contatos, ah, acabo me dando muito bem com as crianças nesse contexto. E elas me adoram!

Toda vez que não gostei de uma criança foi por conta dos pais dela, como pude reparar. Os pais muitas vezes esquecem que seus filhos terão que lidar com outros adultos, que são de personalidades diferentes, que não tem obrigação de aturar birra, bagunça, gritos, etc. Os pais legais que conheço fazem com que suas crianças entendam que os demais adultos não são extensões dos pais delas. Elas aprendem a se relacionar com esses outros adultos de uma outra forma, sem achar que eles tem que aturar coisas que só os pais aturariam. E assim cria-se o respeito, a tolerância, as amizades. É crucial que os pais deixem que as crianças aprendam os limites dos outros adultos e permita que cada adulto estabeleça seus limites com as crianças com as quais convivem, sem frescuras. O convívio entre pessoas com filhos e sem seria muito melhor assim.

Nívea disse...

Em primeiro lugar, me identifico em muitos pontos com essa moça e com você, Lola: até os 30 anos jurava que não seria mãe e dizia não gostar de crianças.
Minha identificação com a leitora termina aí.
Minha vida mudou, fui mãe aos 39, conheci verdadeiramente uma criança, passei a entendê-las e hoje, desculpe-me o clichê, sou a mãe mais feliz e apaixonada do mundo.
Já a leitora pareceu-me uma garota mimada, que se julga e necessita ser o centro do mundo. Querida, quando o bebê nascer, ninguém vai nem lembrar da sua existência. Relaxe! E tente não externar muito seu ciúme do pequeno. Vai ser ridículo!

Anônimo disse...

Olha eu não sou assim uma grande fã de crianças. Assim como quase todo mundo acho elas engraçadas e bonitinhas, mas eu DETESTO é criança sem limite. E isso nem culpa delas é, mas quem esta ao redor sofre os efeitos adversos.

Meu sobrinho nasceu há alguns meses e é adorável. Sei lá... dá uma chance prx pequenx.

O que pode dificultar as coisas é os pais da criança. E concordo com uma coisa - nada mais irritante do que estar ao redor de alguém que acha que merece ser beijado nos pés, adorado e sacralizado por ter reproduzido...


Jane Doe

Elaine Pinto disse...

Eu gosto de crianças, só não quero ser mãe. Gosto de conversar com elas e saber um pouco de suas perspectivas, sempre muito peculiares. Ser tia foi algo que eu gostei imensamente. Me mudei para um outro estado e os vejo muito raramente, sinto muitas saudades deles.

Esses guest posts são muito difíceis de opinar, porque a gente não conhece a pessoa e só fica sabendo uma partezinha bem pequenininha, um recorte mesmo. Mas a impressão que tive é que o "não gosto de crianças" da autora me pareceu mais um escudo para toda essa cobrança que sofremos para ter filhos. Eu entendo. É chato pacas mesmo.

Quando a criança é ainda uma ideia muito abstrata fica difícil dizer: "nossa, vou amar/odiar meu sobrinho" ou algo do tipo. Só penso que: se você consegue desenvolver uma relação de carinho com os seus alunos, acho que nada impede que você desenvolva o mesmo tipo de relacionamento com seu sobrinho. Beijão!

Eli disse...

Eu acho q o problema da C. é realmente com a família. A mãe pelo jeito n gosta dela, ela tem inveja do irmão por causa disso, n gosta da cunhada tbm. C. já tentou terapia? Eu passo por algo parecido (problemas de relacionamento na família) e a terapia tá me ajudando.

No meu caso eu tenho um sobrinho de pouco mais de um ano, filho do meu meio irmão por parte de pai. Esse irmão eu nunca tive muito contato e pra piorar sempre existiu uma pressão da minha mãe pra eu dar netos pra ela (eu sou a única esperança dela). Por causa disso tudo eu n vejo esse meu sobrinho com amor, eu n vou visitar, vi umas poucas vezes, mas n to interessada. Mas qndo alguma amiga fica grávida eu dou apoio e quero ir visitar. No fim o problema n é a criança/bebê, mas as pessoas q os rodeiam.

Bela disse...

Ai, cara, não entendo essa menina... quer dizer, a parte de não ter filhos super entendo, tb não quero, e sei o quanto é chato ter que ouvir as pessoas dizendo que é só uma fase , que um dia ainda vou querer e blá blá... chato mesmo toda essa cobrança em cima das mulheres. Mas gente, a garota vai ser tia e não mãe, juro q não entendi tanto mimimi... e qual a necessidade de afirmar que não vai amar o sobrinho?! vc pode amar uma criança (ainda mais sendo o filho de um irmão que pelo q eu entendi ela gosta e a ajudou apesar de desavenças no passado)sem q isso implique vai querer ter filhos no futuro!! acho que a moça está fazendo com que um acontecimento de alegria para a familia gire em torno dela!!

Anônimo disse...

Drica e Nívea disseram tudo. O problema não é a criança, é essa família chata dela, e ela claro, q vinda dessa família chata, é mais chata ainda. Com certeza é uma garota mimada, e se irrita por não ser o centro das atenções.

Eu também achava um saco família, não pensava em filhos. Mas tratava a todos cordialmente. A vida é uma caixa de surpresas, e ela mesma disse que teve que abaixar a bola, e o irmão e a cunhada a ajudaram.

Ela se esquece que já foi criança. E que a criança será um adulto. Antes de conhecer a criança, ela já diz que não vai gostar. Não sabe que a criança será um indivíduo, terá personalidade.

Julgar alguém por pré conceitos (mulher, negro, idoso, criança). Aff.., essa menina precisa crescer isso sim.

Lola, vc é uma benção por ter tanta paciência.

lola aronovich disse...

Pessoas queridas, por favor, parem de chamar a C. de chata e mimada. Não foi essa impressão que eu tive quando li seu relato. Como eu disse, eu me identifiquei, porque já passei pelo que ela está passando agora. E ela mostrou ter muita maturidade, já que refletiu. No mesmo dia da minha resposta, ela me mandou outro email. ESTE AQUI:

"Oie Lola! Tudo bom?

Obrigada pela sua mensagem!! Q legal, foi uma grata surpresa ^_^

Enquanto eu estava tomando uma ducha agora há pouco, fiquei pensando no q vc escreveu pra mim. Faz uma meia hora q li sua resposta... Vc tem razão... Tenho q abrir a mente e ficar zen. Me lembrei q eles não morarão aqui, só vou morar com a minha mãe mesmo... Acho que eu estava me antecipando, ou ficando muito irritada com as cobranças, me lembrando do passado de brigas - e q isso pode voltar - ou tudo junto e mais um pouco (correu ontem à noite, na vizinhança q era eu q estava grávida ¬¬ ). E faz sentido, pode ser uma defesa também...
Realmente o q eu acho muito bacana na molecada é a questão da inteligencia. Elas me deixam no chinelo; e eu adoro isso, rs. Q bonitinho, com 6 anos vc ensinou poker, eu nem sei jogar truco, ahhaah. A inteligencia, o raciocínio, a curiosidade pura, as perguntas, é realmente muito bacana, eu gosto. É, deve ser meu jeito de gostar das cças. Diferente do q é imposto a nós mulheres, mas é meu jeitão. Mas como a gente é cobrada... Eu nem fico perto da minha mãe qdo ela fala com os outros, pois os outros me cobram... não basta esse, tem q ter o da filha mulher... Socorro...
Tb não curto bbs, eu gosto mesmo é de filhotes de outros bichos, são tão fofinhos. Nunca fui afeita em fazer visitas a recém nascidos... Todo mundo enfiado na casa da mulher, q acabou de parir, pegando no bb... não isso não é pra mim...
Vou deixar rolar, qdo o assunto vir a tona vou sair de perto, não sou tão cabeça dura.

Obrigada pelas palavras Lola! De verdade! Vc é muito bacana!
Um grande abraço".


Os comentários de vcs estão muito bacanas. Mandem mais!

Maria Fernanda Lamim disse...

Olha, posso dar um pitaco? Me parece que o que incomoda a autora nao e o sobrinho em si, mas a "patrulha" da familia "ah, mas vc teeem que gostar de criancas etc". Hm, se for isso, lamento dizer, mas essa patrulha existe sobre qq assunto e em qq circunstancia. Estou gravida de 6 meses, sempre quis ter um filho. Mas e UM mesmo, filho unico. Vcs nao tem nocao: to escutando 1 milhao de vezes ao dia "ah, mas vc nao vai dar um irmaozinho pra ele? Vai ficar mimado! Como vc pode saber que nao vai ter outro filho? Vc nao e Deus". (como se eu nao tivesse o menor controle sobre a minha capacidade reprodutiva, ne. E isso que meu filho ainda nem nasceu!!! Enfim, se vc quer ter um filho te patrulham,sevquer ter 3 tb, se nao quer nenhum tb....familia tem um lado muito bom,.mas t tb essa chatice... faz parte, rs. Concordo com a Lola: o lance e se manter zen e agir com fair play ;)

Anônimo disse...

Eu também não quero ter filhos no entanto ADORO crianças, que são INDIVÍDUOS e não adultos em miniatura, não tem nada faltando nelas.
Também sou tia há 4 anos 11 meses e 21 dias e amo de paixão. Até então nunca tinha segurado um bebê. Participo ativamente da vida do pequeno, inclusive intervindo quando percebo algum discurso torto rondando ele, eu não tinha ideia de como a pré-escola pode ser sexista.
Mas o melhor de tudo, é como o Flávio disse, ser tio-tia nos permite uma relação de outro nível, a cumplicidade é muito bacana e eu me amarro em vê-lo aprendendo comigo.
Sabe, quando um casal engravida é uma viagem mt doida, a vida passa a ser outra coisa, e tipo, me parece que eles tem o direito de expressar sua felicidade, e isso inclui mostrar sapatinho, ultrassom... (dvd de parto não, é demais).
Imagine, você ficar exultante com um acontecimento na sua vida e ter que ficar moderando sua alegria por que fulano ou cicrano não lida bem com a situação??!!
Ninguém tem direito a dizer que se e quando uma mulher tem que ter filho. Eu não deixo que ninguém faça isso comigo. Por outro lado me parece inconcebível querer regular a felicidade alheia.

Julia disse...

Mas ser tia pra quem não quer filhos é ficar só com a parte boa! Você visita, vê as fofurices do bebê depois vai embora.

Eu não sei se quero ter filhos, provavelmente quero. Eu mudo de ideia quanto a isso. Hoje eu diria que quero. Eu gosto de bebês, mas sei que dão muito trabalho. Tenho uma prima de 9 anos e outra que fez 1. Gosto muito delas mas não temos muitas afinidades. Eu não sei lidar com crianças e elas, assim, não vão muito com a minha cara. Mas eu não tenho nada contra.

Só não gosto de criança chata, chiliquenta.. aí não dá.

Patty Kirsche disse...

Olha, eu também tive o meu tempo de "odeio" criança na adolescência. Mas, ao longo do ativismo feminista, precisei entender o lado das mães e seus desafios. Hoje eu sei que proibir a entrada de crianças muitas vezes significa proibir a entrada de mulheres. Fora que muitas amigas minhas têm filhos/as. Evitei bastante ir a chás de bebês do mesmo jeito que evito até hoje ir a chás de cozinha. Mas não tem como simplesmente ignorar a presença de crianças o tempo inteiro, principalmente porque elas gostam da gente a priori. Uma vez passei uns dias na casa duma amiga que tem 3 crianças. A menor tinha 3 anos e nunca havia me visto. Quando eu saí do quarto, ela estava na sala brincando e não teve nenhum medo de mim. Depois ela foi me levar papel com desenho representando eu e ela com corações... Crianças são muito afetuosas. E, falo por experiência própria, a gente sempre se lembra de coisas da infância. Por isso não é legal destratá-las.

Anônimo disse...

Anônimo das 13h49, eu não entendo quem não entende os sentimentos das pessoas. E sobretudo quem faz voltas, vira do avesso e de ponta a cabeça algo que leu para fazer encaixar no seu julgamento.

Essa criança mal existe e a família da C. já exige que ela a ame. Mas, principalmente, que ela a ame por obrigação religiosa, por uma convenção, por uso da força, por constrangimento, por humilhação, por pressão. Os familiares da C. não se esforçam nem um pouco em serem solidários aos sentimentos dela. Eles sabem qual é a posição dela sobre o assunto e querem o tempo todo forçar uma situação pelo constrangimento. E ainda querem escolher a forma que ela deve demonstrar esse amor.

É muito comum por parte de religiosos quererem ver o mundo como a medida de si. Alteridade é um conceito inexistente diante do moralismo religioso. É pedir muito que a C. "goste" do futuro sobrinho? É, porque é imperativo. Porque sabem como ela é e não respeitam, não respeitam o tempo dela.

Achei a resposta da Lola meio deslocada do que foi relatado pela C. Porque passa por cima da experiência familiar dela, dos familiares que exigem um amor que são incapazes de demonstrar ao apontarem o dedo para dizer: pecadora, incapaz de repetir o milagre da Mãe que trouxe o Salvador. Mas, concordo com a conclusão, com as sugestões que foram muito assertivas.

E não seria muito mais assertivo da parte do irmão em simplesmente dizer: "C. eu e sua cunhada vamos ter um bebê. Você vai ser tia." e respeitar o espaço dela? Possivelmente se respeitassem seu espaço ela poderia se torna amiga da/o sobrinha/o, quem sabe?

Penso que não é o caso de que C. não goste de crianças exatamente, ela lida bem com sua profissão e com seus estudantes, pelo que foi apontando. Imagino que o que a incomoda na verdade é essa exigência da sociedade, que faz parte do pacote "marketeiro" do cidadão de bem, de que as pessoas devem ser extremamente efusivas, babonas quando se trata de crianças, que por sua vez acabam muito mimadas com pais que acham que eles e seus filhos estão acima de todos. Crianças "são seres humanos em formação" como disse a anônima das 13h46, que por sinal fez um ótimo comentário.

Anônimo disse...

Olha, me desculpem mas a frase "Não gosto de crianças" é tão preconceituosa quanto a frase "Não gosto de negros/homossexuais/muçulmanos/judeus/ateus/etc".
Não querer ter filhos é algo totalmente normal, uma decisão individual, que deve ser respeitada. Agora dizer que gosta de uma parcela considerável da humanidade não pode ter um nome diferente de preconceito.

Thalita disse...

Eu tentaria desvincular o máximo possível os sentimentos e brigas passados com irmão, cunhada e mãe para acolher esse sobrinho da melhor forma. Ele nem nasceu, poxa! Não dá pra saber como vai ser. Só vivendo mesmo. Não se prive disso. Ser tia é o máximo (eu não sei como é, mas meu irmão e minha cunhada, que não querem filhos, se derretem pelo meu filho, é uma loucura). E, se vc conseguir estabelecer um relacionamento bacana com o sobrinho, pode até dar um contraponto à criação machista que parece que ele vai receber. Essa missão já é importante o suficiente, vai :)

Anônimo disse...

Entendo o que a C. está passando porque passo por algo mais ou menos parecido.

Eu não odeio crianças, só não sei lidar com elas. Tenho pouca paciência, me canso rápido, quero fazer as minhas coisas e crianças demandam atenção. Já estou na casa dos 30 e sem um pingo de vontade de ser mãe. Ser mãe implica uma renúncia de vida da qual não estou preparada.

O meu caso é com uma afilhada de batismo. No catolicismo, a madrinha (que sou eu) tem como função formar aquela criança para que tenha uma boa vida cristã.
Por compreender muito bem esse papel dentro da igreja que sempre recusei ser madrinha de qualquer criança.

Aí um dia um amigo meu da igreja teve uma filha e ele mais a mãe ficaram uns 4 meses no meu pé pra ser madrinha. Não adiantou nada eu dizer que não levava jeito com crianças, que minha vida é corrida e mal tenho tempo para mim. Eles disseram que bastava eu batizar, só isso. Então eu fui e batizei, mesmo não concordando muito.

Hj ela está com 7 anos e é uma menina excelente, não é tola, é inteligente e bem consciente pra idade, um verdadeiro orgulho. E ela gosta muito de conversar comigo. Eu gosto dela, mas continuo não tendo jeito. É algo meu mesmo.

Só comecei a sair com ela quando ela tinha uns 5 anos. Antes disso, eu mal a visitava porque não sabia como lidar com uma criança tão pequena, o que falar, como agir. Agora que ela está grandinha já saio na maior facilidade.

Levo no cinema, parquinho, compras, entupo de guloseimas, aconselho na medida do possível, mas não me sinto totalmente à vontade.

Um dia eu soube que os pais dela comentaram que achavam que eu deveria dar mais atenção à ela. Na hora me chateei, porque eu já tinha avisado como era difícil pra mim, e eles aceitaram mesmo assim. Agora já vieram com essa? Pois bem, tratei de não ligar mais e faço o que posso, dentro dos meus limites. Eles não se queixam diretamente pra mim porque já sabem qual será a resposta.

Brenda - Belém/PA

Julia disse...

Minha irmã não quer ter filhos (ela tem certeza disso), maaaass se um dia ela tiver, eu vou super amar minha/meu sobrinhx. Vou ser muito coruja!!
Mas lendo os comentários lembrei que já sou tia! Eu tinha esquecido! Pera que eu explico. Ela é filha de um irmão mais velho por parte de pai, com quem convivo muito pouco. Ela nasceu qd eu tinha 8 e eu fiquei muito feliz e contei pra todo mundo na escola que eu era tia. Achava o máximo

sara disse...

Imagine, você ficar exultante com um acontecimento na sua vida e ter que ficar moderando sua alegria por que fulano ou cicrano não lida bem com a situação??!!

o problema não é esse,eles podem ficar felizes o quanto quiserem,mas geralmente e como no caso dela,querem exigir que todo mundo ache uma gravidez,um bebê a coisa mais linda e importante do mundo.
já estão exigindo que ela visite,ame,adore o filho deles,isso é absurdo demais.

eu também n tenho vontade nenhuma de ter filho e tem crianças que eu gosto e outras não,como disseram são seres humanos em formação e tem umas bem nojentinhas,chatas e eu não ficar babando em cima deles só por serem crianças.
isso eu n entendo mesmo,tanta babação em cima deles ,adoram tudo que fazem,se um deles soltar um peido,todo mundo fica "ai que bonitinho,que fofo!",os olhos brilham com coisas normais que todo mundo faz.

minha prima teve um filho,eu fui visitar para conhecer,passou um tempo,minha mãe veio dizer que eu tinha que ver de novo,eu perguntei pq e era só pq ele engordou! e dai?!

Claudia disse...

Ai Lola, desculpa mas a C. eh mimada e chatinha sim. Concordo com todos os anonimos acima que disseram que o problema dela nao eh com criancas, afinal se fosse ela nao seria professora. O irmao sempre foi o preferido e agora com um bebe ela nao tera atencao nenhuma mesmo. Minha sugestao pra ela eh que procure uma terapia.

Carla Fonseca disse...

Ai, eu lembro quando minha cunhada ficou grávida, e depois a outra cunhada... Eu tinha me separado a pouco tempo e as pessoas me olhavam como se eu fosse muito coitadinha por "não poder" ter o meu.
Cobranças a parte, eu acho q vc vai gostar de ser tia. Eu acho q qdo a gente é tia a criança já gosta da gente naturalmente, talvez pq os pais ensinem, daí não tem como não retribuir. Qdo ele/ela nascer vai ser uma relação diferente da q vc tem com outras crianças, acredite. Além do mais, crianças tem muito mais respeito pelas nossas vontades do que adultos. Se vc não quiser pegar ou brincar tenho certeza q seu sobrinho(a) vai ficar de boa com isso. Só tente explicar pro seu irmão que não é q vc não goste do filho dele, é q vc não gosta de pegar crianças em geral.

Juliana disse...

Ai, Lola eu não vou resistir, essa moça é chata pra poha sim, aliás parece que é mal de família hehehe
O grande problema de ser indiferente não é o fato de ser uma criança, e sim por ser um novo membro entrando na familia. Ela será tia, serão parentes não dá pra ser indiferente disso. Ela não tem que conviver com a cunhada? Então com o bebê será inevitável.
Certo, ela não curte crianças, mas acho muita choradeira (não que ela não tenha o direito do mimimi) pra pouca coisa. O filho será do irmão dela e da cunhada chata, o post dá a impressão de que ela está inconformada, revoltadinha...

Amanda disse...

Crianças são seres humanos, não são um brinquedo ou a miniatura de uma pessoa... quando o sobrinho se tornar adulto talvez ela goste dele?mas e o tempo que vai ter perdido por ter determinado que não iria gostar dele pelo simples fato de ser uma criança? sei lá, eu acho que ninguém tem q impor que ela seja aquelas tias super presentes, que leva pra passear e etc e tal, mas não é meio forte dizer que não irá amá-lo? assim, como uma imposição a si mesma, sem se permitir sequer conhecer o sobrinho? se meu irmão tivesse esse posicionamento em relação a um filho meu, eu ficaria muito magoada.

Laura disse...

Deve ser difícil ter que ouvir esse papo de "mãe: missão feminina" o tempo inteiro, assim como é chato para mim, que quero aumentar a família, ouvir o tempo inteiro que dois já está bom, pra que mais, o mundo já está muito cheio, você se acha melhor porque é mãe (gente, acho que é uma minoria tipo 0,1% de mães muito bobas que acham isso, sabe, na moral, ser mãe é legal, mas ser doutora, pescadora, e etc deve ser tão legal quanto, cada um na sua viagem de vida!), vai dar trabalho, ter filhos é muito caro, não vai aguentar o tranco etc.

Sempre que os outros se metem na nossa vida, nas nossas escolhas, na nossa sexualidade e no nosso útero, medem a nossa vida e felicidade com suas próprias réguas é chato, inapropriado, e INACEITÁVEL!

Queria aproveitar para lembrar alguns aqui, com o maior amor no coração e intenção sincera de chamar para uma reflexão que considero válida dentro de um contexto de luta, que acho mais ético - para aqueles que realmente não suportam os pequenos - ponderar ao falar das crianças, poie elas não são coisas ou sub-pessoas que a gente pode odiar, nao querer conviver, ignorar ou só gostar das comportadas, inteligentes e quietinhas. Gente, é o mesmo que dizer que só gosta de mulheres engraçadas e delicadas, mas quando estão na TPM, quando são questionadoras, melosas, etc não dá pra aguentar. Como assim?
As crianças são seres completos, como já disseram por aqui, e cabe a nós amá-las e respeitá-las também em seus momentos mais difíceis, pois assim como nós elas sentem raiva, mau-humor, tédio e etc, porém ainda estão aprendendo a lidar com estes sentimentos. (muitos adultos ainda não aprenderam...)Eles não são robozinhos com botões d liga e desliga que os pais dão ordens e eles prontamente obedecem (isso é utopia),eles tem vontades próprias, cada um tem uma personalidade, as vezes é mais fácil lidar com uns do que com outros (normal, como nas relações entre adultos), eles não são incômodos na vida de ninguém, a sociedade é que foi feita sob medida para adultos (homens, héteros, brancos, sem necessidades especiais, etc...) e os exclui daquilo que é considerado "bom", "inteligente", "importante".

Aqui na minha cidade os anúncios de aluguel de casa muitas vezes incluem "não aceitamos crianças". A justificativa é que fazem muito barulho. Como assim, seria bem aceito também colocar: "nao aceitamos negros", "não aceitamos mulheres", "não aceitamos idosos".

Na nossa sociedade falar abertamente que odeia negros é crime, é racismo, é uma atitude inaceitável. Se falar que odeia mulheres é misoginia, é inaceitável. Mas falar que odeia crianças é ok, cada um tem o direito de gosta ou não do que quiser, e a pessoa merece tolerância de todos e ter o seu tempo respeitado até que consiga amar essa categoria tão "blegh" de pessoas?

A luta não pode ficar só onde me oprime, de que adianta lutar pelos meus direitos e f**-se posso odiar e ignorar quem eu quiser a meu bel prazer?? Acho que falta maturidade neste pensamento (não estou dizendo que é o caso da autora do guest, mas é uma visão meio geral dos debates que vejo em fóruns feministas). Acho que se confunde o sentimento de revolta contra a sociedade machista que quer meter o bedelho no nosso útero sempre (mae ou não) e volta-se esse ódio que deveria ser contra o patriarcado em cima daqueles que realmente não tem culpa disso, e geralmente são só afeto em forma de gente.

É isso, falou bonitas! Abraços

Anônimo disse...

Será que dizer que não gosta de crianças é necessariamente preconceito? Pq uma coisa é dizer que não gosta de negros ou homossexuais: eu entendo que isso é absurdo, e acho que realmente não há por que desgostar de todos antes de conhecê-los porque existem negros e gays de todos os jeitos e personalidades.

Mas eu, realmente, não gosto de crianças: elas requerem cuidados, atenção, dedicação que eu não quero dispender. Sei que devem existir crianças super agradáveis, mas a verdade é que eu prefiro abdicar de conhecê-las pq eu sei de tudo o que envolve o contato com elas: a linguagem é diferente, o jeito de se expressar, os interesses, o jeito como vêem o mundo.

O que vcs acham, é preconceito? Mesmo se for uma ideia pré-concebida, somente o fato de não gostar delas já é errado, ou eu só estarei sendo incoerente com os meus ideais de igualdade se esse sentimento se refletir no modo como eu as trato?

Só algumas questoes que eu pensei depois de ler o texto e me sentir meio que como o pessoal que eu tanto critico.... :/

Natalia

Juliana disse...

Eu não sou muito fã de crianças também.
Mas convivendo com crianças é que nem quando a gente convive com adultos, há crianças que a gente gosta e outras não.
Eu entendo em certo ponto a autora, muita gente que tem filho fica insuportável, mostrando como o filho é inteligente e incrível, e você só pensa consigo é uma criança normal.
Fora também essa cobrança de que mulheres automaticamente viram cuidadoras de criança, como se todas as mulheres tivessem instinto maternal, não que as mães aprendessem a amar seus filhos.
Apesar de não ter muita vontade de ter filhos, eu vou ser tia, e tou muito feliz com isso, já gosto da guria q nem nasceu ainda.
Eu fico mais receosa com essa inundação de rosa q a guria vai receber sem muita opção de cor, e todas essas baboseiras de que isso não é coisa de menina, e por aí vai.
Mas enfim, a moça do post, geralmente quando a gente conhece alguém desde que nasceu a probabilidade de a gente amar a pessoa é maior.

Ana Carolina disse...

Olha, C, você não projeta sobre seu sobrinho a situação mal-resolvida que tem com sua família? Claro, tou afirmando isso baseando-me unicamente no seu relato, mas seu "não gostar" me parece muito mais relacionado à situação do que àquela pessoa em si (que nem nasceu e nem pode dar opinião). Até porque uma criança é uma pessoa - e soa ridículo dizer por prevenção que não gosta de TODAS as crianças.

Claro que obrigar alguém a ter sentimentos por alguém é impossível, mas tente não jogar em cima de outra pessoa que não tem nada a ver com a história problemas preexistentes com seu irmão, cunhada e mãe. Até procure ajuda profissional se for o caso.

Sara disse...

Laura ,o seu comentário só mostra a adoração cega que as pessoas tem por crianças,
se vc conhecer um adulto chato,nojento,homofóbico,vc vai gostar,vai se obrigar a conviver com a pessoa?acho que n.
Então ,pq com crianças tem que ser diferente? Já dá pra ver um pouco da personalidade deles e como serão quando crescer.
Eu tenho uma prima de uns 7 anos,a garota já é interesseira nessa idade,se recebe visita,ela pergunta se vc trouxe algo pra ela,se a resposta foi não,ela te ignora,se a resposta for sim,ela fica cheia de alegria pro seu lado e n tem nada a ver com os pais,pq eles n são assim.
Eu n maltrato ela mas n tento conviver .

Anônimo disse...

Olha Natalia, na minha opinião é preconceito sim. Por que as crianças também não são uma massa uniforme de pessoas (apesar da escola querer isso), elas são diversas em personalidades, gostos, história como todos nós somos.

Imagina a sua frase sendo dita a respeito de nordestinos: "Sei que devem existir nordestinos super agradáveis, mas a verdade é que eu prefiro abdicar de conhecê-los pq eu sei de tudo o que envolve o contato com elas: a linguagem é diferente, o jeito de se expressar, os interesses, o jeito como vêem o mundo". Percebeu como soa preconceituoso?

Elaine Telles disse...

Acho que as pessoas se sentem muito atingidas quando alguém fala que não gosta de crianças. Parece um insulto, algo pessoal, até contra as crianças dessa pessoa. E não é. Queria que as pessoas aqui entendessem isso. Não gostar não significa maltratar, intimidar, xingar, oprimir. Signfica não pegar no colo, agarrar, passar o dia inteiro brincando, e não querer filhos. E só. Acho bem imaturo da parte das pessoas chamar a dona do guest post de infanil, chata.

Bizzys disse...

Eu entendo um pouco a C. Não quero ter filhos e já tive a minha fase de dizer que "detesto crianças". Na verdade, não detesto, acho até fofas e bonitinhas, mas só quando elas estão sendo fofas e bonitinhas - quando começam a chorar, fazer birra, gritar, vomitar, fazer cocô e xixi... Hahahah saio correndo! Não sei carregar bebês e nem falar com crianças daquele jeitinho meloso que as pessoas falam. Podem dizer que é frescura, mas não pretendo ser mãe e nem ter o trabalho de lidar com crianças.

A C. também não precisa ceder às pressões da família, mimar e cuidar do sobrinho... Ela não é obrigada, é dever dos pais cuidar da criança e de mais ninguém. Mas acho que ela pode gostar dele com o tempo, se conhecê-lo melhor. Mas, novamente, é escolha dela. Sou completamente contra esse negócio de aturar alguém porque "é parente", como alguém disse aí nos comentários, é por isso que existem tantos relacionamentos/famílias infelizes.

Anônimo disse...

Concordo com você Natália, não acho preconceito não gostar de crianças, é um direito, desde que você não as maltrate qual é o problema de não querer conviver com elas?

Assim como você eu me abstenho do convívio com crianças, simples assim, não acho graça nelas, são chatas, tediosas, até a voz é irritante. Simplesmente as ignoro.

Elaine Telles disse...

Também achei desnecessário dizer que é "ciuminho" do irmão. Gente, ninguém ia ficar feliz de ser rejeitada, ver a própria mãe falando mal de você, ter que ouvir um monte de merda, e ser só elogio pro irmão. Afinal mãe não deveria ser uma leona protetora e orgulhosa dos filhos? O relato das mulheres que não queriam e depois que tiveram, se apaixonaram indicam que a relação mãe filho é perfeita. E não é. E isso é doloroso, e começa na infância e vai até a vida adulta. E fica mal resolvido.

Anônimo disse...

Lendo o relato tb fiquei com a impressão de que ela está revoltada com o fato de o irmão e a cunhada terem resolvido ter um filho... pq né, se ela não gosta de crianças, como ousam trazer uma pra perto dela, ter que conviver e tal, como ousam querer ter filhos sabendo que ela não gosta de crianças, ó, céus!! sei lá, moça, relaxa aí, não é como se vc fosse ter q trocar fraldas e perder noites de sono, o filho não é teu... vc não pode ficar feliz pelo fato de o seu irmão estar se sentindo realizado por ter um filho? não é o seu sonho, mas é o dele, este momento NÃO É SOBRE VOCÊ.

Caroles disse...

Ai Lola, pra mim não gostar de criança é tipo não gostar de cachorro: como?? hahaha Mas enfim, respeito todo mundo, só não entendo.

Anônimo disse...

Concordo com você Natália, não acho preconceito não gostar de crianças, é um direito, desde que você não as maltrate qual é o problema de não querer conviver com elas?

Assim como você eu me abstenho do convívio com crianças, simples assim, não acho graça nelas, são chatas, tediosas, até a voz é irritante. Simplesmente as ignoro.


-------------------


Concordo com você Natália, não acho preconceito não gostar de MULHERES, é um direito, desde que você não as maltrate qual é o problema de não querer conviver com elas?

Assim como você eu me abstenho do convívio com MULHERES, simples assim, não acho graça nelas, são chatas, tediosas, até a voz é irritante. Simplesmente as ignoro.

Anônimo disse...

aNON 17:29, tudo o que consegui entender é que a família, que sempre a esculacha, o irmão e cunhada chatos vão ter um filho e querem que ela incorpore o papel da tia babona, que chora com sapatinho, beija barriga, conta os minutos pro bebe nascer, que está louca pra ser a próxima mãe, senod que ela não é dessa natureza. Não que estão tendo um filho e que ela está incomodada.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

O meu gostar de crianças não é diferente do meu gostar de pessoas em geral: algumas eu gosto, algumas me são indiferentes e outras eu não gosto.
Desconfio que a maioria das pessoas é assim, apesar de não declararem. Acho que não dá pra gostar de 100% das crianças do mundo, é muita gente.
Mas acho que a autora do texto precisa parar de se preocupar tanto com o que pensam dela. Coloque sua opinião e pronto, de forma tranquila, sem brigar, não se obrigue a fazer o que você não quer, nós mulheres temos que aprender que a gente não tá no mundo pra agradar todo mundo o tempo todo.
Parece que estão colocando tanta pressão em cima de vc pra que banque a tia coruja, que você está com antipatia da situação e está transferindo a raiva pra alguém que ainda nem nasceu, que talvez você vá gostar ou não.

Anônimo disse...

Isso soa frustração.


Adriana A.

Anônimo disse...

Gente, a equivalência é a seguinte: a pessoa não quer ter filhos, ponto. Algo que vc pode escolher, que não quer ter. Para mim, a equivalência é esta: ------
Concordo com você Natália, não acho preconceito não gostar de gato, é um direito, desde que você não os maltrate qual é o problema de não querer conviver com eles?

Assim como você eu me abstenho do convívio com gatos, simples assim, não acho graça neles, são chatos, tediosos, até a voz é irritante. Simplesmente as ignoro.
------------------------
OU Concordo com você Natália, não acho preconceito não gostar de plantas, é um direito, desde que você não as maltrate qual é o problema de não querer conviver com elas?

Assim como você eu me abstenho do convívio com plantas, simples assim, não acho graça nelas, são chatas, tediosas, até a voz é irritante. Simplesmente as ignoro.

Anônimo disse...

"Não gostar não significa maltratar, intimidar, xingar, oprimir."
Agora faz de conta que vc está falando de negros ao invés de crianças.

Ô Anônimo das 17:47, CRIANÇAS SÃO GENTE. Não são plantas. Não são gatos. E vc não é tão estúpido assim, né?

Adultismo é um problema SÉRIO. É graças a essas ideias absurdas de que criança tem que ser assim ou assado que tem aí um monte de gente traumatizada e neurótica que não sabe lidar consigo mesma e com os outros. Como já disseram, crianças não são humanos "em formação". São humanos, ponto. Vcs não conseguem se lembrar da merda que era qdo eram crianças, não? Como se suas vontades não valessem, como se suas ideias não tivessem importância, como se vcs nunca soubessem do que estavam falando, mesmo que estivessem falando de si próprios? E de gente insuportável que te olhava com cara de nojo por vcs simplesmente existirem?

Com relação à autora do post, tá na cara que está transferindo os problemas que têm com o resto da família para o sobrinho, a única pessoa que não a está cobrando de nada. Bom parar para refletir sobre isso.

Eu tbm sou tia e não quero ter filhos. De jeito nenhum. Aliás, não conheço ninguém que queira menos ter filhos que eu. Só que eu sempre curti crianças. E, como moro longe, sempre que vou visitar fico bem próxima, paparicando meu sobrinho. Ajuda o fato de que tenho uma relação ótima com meu irmão. Então imaginem a chateação das cobranças. "Ah, mas vc leva tanto jeito! Vc gosta tanto! O Hugo vai crescer sem primos?" E é um verdadeiro porre, não nego. Aliás, um puta porre do caralho. Mas tbm não é culpa do meu sobrinho e não começou qdo meu sobrinho nasceu.

Zrs disse...

Sério que tem um monte de gente aqui crucificando a guria? Gente, se tem até mãe que não gosta da cria.

Penso que no caso dela, esse não gostar tem mais a ver com fato de ser constantemente bombardeada com o discurso pró-filho, então, creio que ela já deve estar sentindo a pressão maior que virá com o nascimento da criança.

Link de um blog com desabafos de mães, vide comentários:
http://domingodechuva.blogspot.com.br/2013/01/odeio-ser-mae.html

Anônimo disse...

Uma coisa é não querer ter filhos e sentir-se pressionada! Outra coisa é ter ceretza que não vai gostar de alguém que nem se conhece!! Acho que a mãe e cunhada da autora tem razão, parece ser uma pessoa ciumenta, egoísta e mimada!!

Elaine Telles disse...

Anon 18:10 É fácil tirar frase fora do contexto né? Vc leu tudo? Eu disse que não gostar de criança para mim NAO É : "Não gostar não significa maltratar, intimidar, xingar, oprimir." Para MIM, NAO GOSTAR DE CRIANÇA SIGNIFICA: não pegar no colo, agarrar, passar o dia inteiro brincando, e não querer filhos". E só. Triste que as pessoas entendem o que elas querem, não o que está escrito. Acho que eu tenho o direito de escolher se quero filhos, não?

Anônimo disse...

odiar crianças: não.
detestar pais que deixam seus filhos agir em locais públicos como agem na sala de suas casas: sim.
meu espaço deve ser respeitado pelos pais e, sendo o filho dependente dos pais e incapaz de discernir o que é seu espaço e o que é o espaço do outro, é o pai que deve orientá-lo e criar um limite para sua atuação e uso de lugares públicos.
Se eu não vou cuspir e babar na sua mesa, não venha cuspir e babar na minha. simples assim.
isso é odiar crianças?

Zrs disse...

Em tempo, já viram os vídeos para o Café Filosófico da Sayão?

Boa reflexão sobre como os filhos hoje são vistos pela sociedade, ou porque são desejados na atualidade.

Recomendo as duas palestras.

https://www.youtube.com/watch?v=QXEOpLYJGIA

https://www.youtube.com/watch?v=IuGJ06mtdOM

Patty Kirsche disse...

Eu não acho que não gostar de crianças seja como não gostar de gays. Crianças são pessoas sem autonomia, de certa forma vistas socialmente como propriedade dos pais, talvez até como animais domésticos, tanto que muitas vezes os pais batem. Crianças são pessoas em desenvolvimento, que ainda não entenderam as regras do jogo; precisam receber educação e seu comportamento depende muito da criação. Não é qualquer pessoa que sabe lidar com animais. Eu mesma acho cães muito fofos, mas não sei lidar quando eles sobem no meu colo.

Anônimo disse...

As pessoas precisam entender uma coisa: não gostar ou não cair de amores por alguém não significa odiar e querer que morra ou desejar toda sorte de coisas negativas. O tal do "não gosto de crianças" aqui está muito bem contextualizado e explicado. É muita falta de vontade e de preguiça, bater os olhos nessa frase e já estrebuchar "ai que horror!" sem ao menos tentar entender o que está por trás dela e concluir: "compreendo o que você está dizendo, mas acho que não é o termo mais adequado". Eu tendo a crer que o que a C. e muitas de nós significam com o "não gosto de crianças" não é o fato de desgostar de crianças. Acredito que muitas quando usam o termo querem dizer que não gostam da forma irracional que os adultos têm lidado com as crianças. Não gostam da exigência de tê-las. Não gostam da recriminação que recebem quando dizem que a maternidade não é a razão da sua vida. Não gostam de serem consideradas incapaz de decidir por isso pelo Estado e pela classe médica. Não gostam da prepotência da maioria dos que têm filhos. E das consequências de tudo isso no comportamento das crianças. Essa forma pasteurizada do gostar de crianças e ter crianças, como cartão de visitas, é um dos caros clichês do sistema patriarcal. Eu tenho respeito por crianças. Mas eu não quero ter filhos e nem vou me comportar feito uma apresentadora de programa infantil diante dos filhos dos outros. E com licença, isso não me faz pior que ninguém e nem desvia o meu caráter.

Anônimo disse...

Lola, realmente não dá para dizer que a C é mimada so pelo post (e a segunda resposta dela me pareceu bem mais equilibrada), mas no post em si tem um certo cheiro de ressentimento. Ex: ela ficou chateada pq a cunhada mostrou o presentinho que fez pro marido e ela se sentiu invadida. Sei lá, eu sou mãe e não sou muito afeita a esse tipo de coisa mas reconheço que muita gente gosta. Acho que a C não devia levar isso pro lado pessoal. Provavelmente a mulher so estava feliz e orgulhosa do que fez e queria partilhar. Não acho que seja uma mensagem cifrada "olha como eu tenho útero e vc não". Ela pode nao gostar, achar brega, mas se sentir invadida é meio demais. O presente não é sobre ela. Acho que quem está tranquilo com as próprias escolhas não precisa ficar tão na defensiva. A cobrança é chata mesmo mas sempre existe. Solteiras sao cobradas pra casar, casadas sao cobradas pra ter filhos, mães sao cobradas pelo irmão etc. Nunca acaba. Me pareceu que ela tem uma coisa mal resolvida com o irmão (muito mais que com o sobrinho que nem existe) então talvez fosse legal lidar diretamente com isso. Ele ajudou ela num momento de necessidade mesmo estando brigados, portanto não pode ser má pessoa. O melhor é ter paciência, principalmente com a mae / avó. Avós sao loucos. Meu pai, por exemplo, que nunca foi de criança é louco pela neta. Acho que tem a ver com o fato de estar velho e enxergar naquela pessoinha um pedaço dele que vai continuar circulando pela terra qdo ele se for. E olha que ele é ateu, não tem nada de religioso nisso não. Enfim, se eu pudesse dar uma sugestão para a C é ter paciência, não levar tudo pro lado pessoal e repensar a relação com o irmão. Gostar ou não do sobrinho é algo que vai rolar naturalmente qdo ele nascer. Gabi

Anônimo disse...

Acredito que muitas mulheres que afirmam que não gostam de crianças só falam isso como um mecanismo de defesa mesmo. Eu falei muito isso quando era mais nova, porque eu dizia que não queria ter filhos e todo mundo ficava falando "você vai querer um dia, isso é natural da mulher" e outros blablabla que simplesmente ignoravam a minha opinião. E eu falava isso sem ter nada contra crianças, falava porque não aguentava mais ser pressionada a delirar por elas, sabe?

Inclusive, desde essa época, eu já pensava que esse delírio coletivo por bebês e crianças é sintoma de como as pessoas as vêem como objetos dos pais e "coisinhas bonitinhas", sabe? O que é uma merda, só esse delírio já demonstra a posição das crianças na sociedade.

Me arrependo de ter dito um dia "não gosto de crianças", porque é meio babaca não gostar de pessoas simplesmente pela idade delas, né? Mas acho que ninguém quer dizer que realmente não gosta delas, quer é afastar de si essa pressão de ser mãe e cuidadora.

(As pessoas acham que só porque você tem útero, você sabe trocar fralda, entreter crianças, fazer dormir e afins e nem perguntam se você quer cuidar, assumem que é sua função, mesmo você não sendo mãe ou tia. Vejo isso ocorrer e é chato.)

Enfim, crianças são gente. Merecem ser respeitadas, ouvidas, tratadas como sujeitos. Não tenho muito jeito com bebês, apenas.

Janaina disse...

Concordo com a Ana Carolina, parece que a autora está manifestando na criança toda a situação que viveu com sua familia, em especial a cunhada. Não gostar de crianças é um direito dela, mas ela coloca a situação como um drama, um enorme "oh, como o mundo ousa trazer uma criança para meu convivio?!". Além disto, a autora diz que "esse sobrinho já está sendo um saco", demonstrando assim uma total má vontade, e nenhuma desejo de se abrir pra novas experiencias.
Dá pra ser tia sem ficar ao lado da criança o tempo todo, e acho que um pouco menos de vitimismo aí faria bem pra autora .

Marina P disse...

Lendo o guest post eu fiquei pensando que a criança será um novo membro da família que, um dia, será adolescente e depois adulto. Entendo quem diz que não tem prazer ao estar com crianças, que não vai ter, que não acha divertido brincar, cuidar e passar tempo com elas, ok.... mas aí algumas pessoas vão muito além disso e começam a entrar num raciocínio que me parece meio higienista de vez em quando de não querer ter crianças por perto (crianças são pessoas e nem sempre a gente tem como escolher não estar perto de pessoas), de não querer nem ouvir crianças brincando em locais públicos, etc. Acho estranho esse raciocínio, pra mim é a mesma coisa que dizer "não gosto de idosos, não tenho paciência, não conseguiria ter afeto por uma pessoa idosa da minha família". Tá certo que criança sem limites é dose, mas adulto sem limites também é e nem por isso a gente tem como evitar conviver com adultos nos espaços que frequentamos e em nossa família.

Existem várias formas de gostar e nem sempre gostar quer dizer ser condescendente e absolutamente maníacx por tudo que se relaciona à infância. Não é porque a ideia de alguém sobre as crianças diverge dessa noção romanceada da infância e das crianças que essa pessoa odeia crianças. Eu não coaduno com a visão que a maior parte da sociedade tem das crianças, mas dizer que se odeia um grupo humano em função da fase de desenvolvimento em que os membros desse grupo se encontram é algo meio estranho. As crianças não são todas iguais simplesmente por serem crianças, apesar de existirem cuidados de que todas elas precisam igualmente.

Acho ok que uma pessoa não esteja muito empolgada com a ideia de ter uma criança por perto, mas tentar se manter aberta e ser pelo menos um pouco acolhedora com uma nova pessoa que passa a fazer parte da família é algo que não parece ser pedir demais. Não precisa aceitar a chatice da cunhada, da mãe, da sociedade que acha que toda mulher deve ser mãe e que deveríamos nos derreter por fraldas e sapatinhos. Conviver em família e em sociedade significa, muitas vezes, conviver com aqueles com quem a gente não lida bem, inclusive com crianças.

Amanda disse...

Olha, também acho nada a ver esses comentários querendo comparar não gostar de crianças com não gostar de gatos ou plantas... gente, sério pelo amor né!! Acho que crianças não deixam de ser uma parte da sociedade que tem seus direitos muitas vezes negados e que não tem sua opinião levada em conta... e não é contra isso que a maioria de nós lutamos? então, qual a relevância de se opor tão radicalmente a este grupo?? o que é tudo bem, é não querer ter filhos, óbvio, quanto a isso não tem nem o que discutir... mas essa necessidade de alguns em afirmar que odeiam crianças, sei não, bem sem sentido..
Claro que muitos estão argumentando que tem total direito de não gostar de crianças contanto que não as maltratem... ok, tem ,da mesma forma como muitos argumentam que não gostam de gays ou de negros mas não os tratam mal por isso (quem nunca ouviu este argumento? essas pessoas não são igualmente racistas e homofóbicas?)... delimitar e se orgulhar de não gostar de um grupo de pessoas significa que vc não está nem aí pra elas... não as trata mal, mas jamais lutaria pelos seus direitos ou seria empático com o sofrimento destes...

Anônimo disse...

Estamos comparando crianças com animais e plantas??? Juro que fiquei chocada. Isso é preconceito pesado.
Não querer ter filhos deve ser tratado como uma opção individual, não ser encantado por crianças é normal. Agora não gostar, esteriotipar, se negar a conviver com um extenso grupo de seres humanos baseado em ideias pré-concebidas de com são seus componentes só pode ser chamado de preconceito.
Alguém comentou que os pais se sentem ofendidos quando alguém diz que não gosta de crianças, mas é claro que eles se sentem. Ora, nós não nos sentimos ofendidas quando alguém diz que "Não gosta de mulheres"? É a mesma coisa.

Anônimo disse...

Desculpa aí mas não entendi o drama. Eu também sou tia, eu também não dou a mínima para crianças, eu também não quero ser mãe e chegando nos 40, espero nunca ser (meu marido também é fã da ideia). E nunca tive problemas com isso. Não sou tia presente, "esqueço" aniversários, não dou lembrancinha de natal e tá tudo bem. Sério, tá tudo bem! O filho não é meu, tenho nada a ver com isso. Acho que a única diferença é que eu não faço ativismo algum sobre a minha preferência em ficar longe dos rebentos e seus pais babões. Quis circo, toma aí então. Na próxima, fica de boca fechada.

Anônimo disse...

"Não quero ter filhos, mas ainda assim ouvir esse "não gosto de criança" me remete muito a "não gosto de deficientes", "não gosto de mulheres", "não gosto de negros"."

NINGUÉM é obrigado a gostar de crianças, mulheres, deficientes, negros, gays, brancos, asiáticos, comedores de carne, comedores de legumes ou seja lá o que for. GOSTAR é um ato interno. Respeitar, porém, é outro papo. É bom não confundir as coisas.

Renata disse...

Quando um dos meus irmão teve filho, ele ficava me enchendo o saco pra pegar no colo e talz, mesmo sabendo que não sou chegada em criança. A esposa dele, então! O tempo todo me pentelhando pra pegar o guri, pra brincar com ele. Ela chegou a jogar ele em cima de mim quando eu tava dormindo no sofá. O ódio foi grande e rolou briga depois.

Minha mãe volta e meia fica me mandando foto do guri dizendo "não é fofo?", "não é lindo??" e eu nunca respondo, porque eu não vejo NADA demais. Não acho fofo, meu coração não derrete, não sinto absolutamente nada.

Não tenho vontade de pegar no colo, nem de brincar, nem de 'conversar', nada. -Da mesma forma, não tenho vontade de conversar com a maioria das pessoas que conheço, nem de abraça-las, nem nada assim.-

Se for pra ficar perto, que esteja quieto. Se começar a chorar, gritar, correr, eu vou embora.

Criança ainda não tem noção de limites. Elas ficam colocando as mãozinhas em tudo, encostando na gente o tempo todo e eu ODEIO ser tocada (só se eu der o primeiro passo ou se eu permitir).

Depois de uma determinada idade eu já consigo conviver melhor (lá pelos 10, 11 anos).

Laura disse...

Olá, Sara!


Se eu conhecer um adulto nojento e homofóbico como você fala, não vou me obrigar a conviver com ele, mas também não vou achar por causa dele que absolutamente todos os adultos são nojentos e homofóbicos e passar a odiar a esta categoria de pessoa.
Aliás, meu pai é um exemplar destes (tem um "humor" machista, racista e homofóbico), e mesmo assim, tolero o que considero seus defeitos - tento discutir sobre esses assuntos para ampliar os horizontes deste homem antigo - e o amo, assim como sei que ele tolera o que considera os meus defeitos e me ama.

Adoração cega foi sacanagem hehuheue poxa, eu achei que argumentei tão direitinho...
Sabia que os mascus também dizem que homens feministas, ou "manginas", tem adoração cega por mulheres?

Acho que com as crianças acontece um pouco daquilo que os mascus fazem com as mulheres, chamando todas de vadias interesseiras, e dizendo que o feminismo não precisa existir porque as mulheres já tem todos os direitos, inclusive privilégios sobre os homens, que vivemos em uma sociedade bucetista, etc...


mas valeu aí a conversa, Sara! Ficou a reflexão... eu devo adorar cegamente mesmo as crianças, mas isso não é defeito, é?



-------------------
outros pensamentos para o debate
-------------------

Criança não é idolatrada como alguns acham não... na verdade o trivial e senso comum é este ódio e preconceito contra elas... que muitos amigos (sem filhos) do casal se privem da companhia do novo bebê/criança, que a criança nao seja ouvida, não seja considerada um ser integral, respeitada em seus sentimentos, que suas idéias sejam ridicularizadas, que suas conquistas sejam banalizadas, que suas opiniões sejam deslegitimadas constantemente.... e bater é uma opção válida para a educação em nossa sociedade... quem acha que bater em criança está certo, acha também que esposas insubmissas devem apanhar até aprender?


--------------------------------

E outra, a mãe, longe de ser endeusada, e especialmente nos meios feministas, é considerada um ser mais "burrinho" por ter caído na conversa do patriarcado e sido enganada para servir de encubadora... Para o resto da sociedade, a mãe que não trabalha é considerada também uma frustrada por não ter uma carreira profissional de sucesso, e a mãe que trabalha é menosprezada por "não cuidar integralmente' do filho, e muitas vezes é excluída de debates simplesmente por sua escolha/condição de ser mãe. Talvez a atitude de algumas mães de endeusar a maternidade (com a qual não compartilho e acho desnecessária) seja apenas uma maneira de se afirmar no meio da opressão que a mãe sofre também.

--------------------------


e esse negócio de que mulher nasceu pra ser mãe, que é a sua missão no mundo, aqui em casa é balela pois o marido meu tem muito mais daquilo que convencionalmente se chama "instinto maternal" do que eu. Quem dera ele tivesse uma licença paternidade digna, assim, com certeza quem trabalharia fora seria eu, e ele seria o cuidador. Ter afinidade com o universo infantil não é característica inata das mulheres, e inclusive muitos pais amorosos e presentes sofrem preconceitos dos amigos por estar fazendo papel de "mulher", ao invés de se limitar ao papel de macho provedor autoritário ditador.
----------

Foi mal a extensão do comentário, mas este assunto muito me motiva e interessa! Me considero feminista e sou mãe, e às vezes as duas coisas parecem incompatíveis em alguns ambientes... e nem são!

Abraços

Anônimo disse...

para a Anônima das 18:10

É ISSOOOOOO!!!!!!!!!!! VALEU A LUCIDEZ!!!

\o/ \o/ \o/

como pode haver tanto ódio e intolerância (bravamente justificada, ainda por cima) em um espaço que luta contra o ódio e a intolerância??

Ana disse...

Olha,não gostar de criança é IGUAL a não gostar de velho, por exemplo. Velho dá trabalho, não lembram das coisas, repetem histórias, às vezes precisam ajuda para as coisas mais básicas. Vocês querem morrer cedo? Ou quem sabe já nascer adultos?
Crianças, velhos, doentes, todos são GENTE, são indivíduos completos e devem ser tratados com respeito e empatia.
Repensem um pouquinho, vocês, que "não gostam de criança".

Anônimo disse...

Eu acho que "odiar criança" é um preconceito, mas não é como os outros, porque aquele indivíduo deixará de ser uma criança um dia.

Agora, não dá pra deixar de ser negro, de ser homossexual. Só dá pra deixar de ser mulher, mas aí é outra história, né, rs.

Jana disse...

Lola, acho que te interessa bastante essa pesquisa sobre as redes de ódio no Facebook!
http://www.sul21.com.br/jornal/facebook-um-mapa-das-redes-de-odio/

abraços
Jana

Anônimo disse...

Em nenhum momento disse que acho crianças irritantes, eu simplesmente nao tenho como dedicar a elas o que elas precisam de mim: atenção, cuidados dedicação. Ter um contato ou relacionamento com alguem pra não viver isso plenamente não faz muito o meu estilo. E Eu não fui agressiva nem ofendi as crianças dizendo que sao irritantes.

Não maltratar, não xingar e ignorar é diferente de respeitar e ser educado como com qualquer outra pessoa, adulto ou adolescente ou idoso.

Natalia

Crl disse...

Eu sou alguém q não quer ter filhos, não tenho lá esse jeito com crianças e me canso rápido dasbrincadeiras, e mesmo assim não digo q não gosto d crianças, pq entendo q cada uma e um indivíduo único e completo, boa parte me tira a paciência, mas não e por isso q imediatamente eu me privo de contato com, sei lá, um quarto da humanidade.

Crl disse...

Mesmo não levando muito jeito, eu me abro a qualquer criança q queira me conhecer, como faria com qualquer um, pergunto a idade, o q gosta, o q ela acha do mundo, e não, isso não demanda trabalho a mais da minha parte, não é porque fui amigável com uma criança que terei que educa—la, vesti—la, virar sua responsável.

Crl disse...

E mesmo sendo simpática com elas e, de modo geral elas me amarem, eu nunca peguei um bebê no colo, pq assim que algum se anima, os pais ou o próprio bebê pedem, eu já digo que nunca segurei e não sei segurar.

Crl disse...

O problema ,Natalia, é que você deve respeito e educação a qualquer ser humano, qualquer ser vivo, ao menos em primeiro momento.
E dar isso a crianças não vai te dar qualquer obrigação, você pode ser gentil, conversar, brincar e depois ir embora, fazer outra coisa.Eu vivo fazendo isso, eu brinco por uma hora e depois digo que vou ficar com os adultos, e só, não é porque peguei um bebê no colo(só exemplo) que tenho que trocar suas fraldas, mas tenho sim que ter respeito por ele.

Crl disse...

E para mim dizer que não gosta de crianças é sim preconceito, só parece que não é talvez porque toda criança um dia será adulta, então parece que não estamos realmente privando—a de seus direitos

sara disse...

tudo bem Laura mas eu não disse que todas as crianças são umas pestes,só algumas.
mas o contrário acontece sempre,o povo inteiro achando que todas as crianças são maravilhosas,anjinhos,puros,como eu disse,o olho chega a brilhar e a baba escorre kkkk e esperam que todos sejam do mesmo jeito,que a gente se derreta até com um arroto de um bebê ou de uma criança.
e se vc fala que n gosta de criança,n se dá bem com elas,te olham como se fosse um monstro,isso é adoração cega mesmo kkkkk

luana disse...

acho muita ignorância,as pessoas achando que somos obrigados a gostar de qualquer um.
somos obrigados a respeitar e só,eu não me dou bem com crianças,também não me tento me aproximar delas e raramente alguma tenta conversar ou brincar comigo quando acontece eu falo com eles normal e acabou.
mas sem toda a frescura que eu vejo em relação a eles,uma verdadeira adoração,as pessoas ficam fascinadas,eu queria entender qual é a graça,porque eu não vejo nenhuma.

Anônimo disse...

Eu acho que a gente tem que levar nossas situações familiares com leveza. Eu tive minha fase de não gostar de crianças, até perceber que crianças são incríveis, o meu problema é o medo de lidar com elas. Também sou tia e apesar de estar muito longe de minha irmã e não conviver, fiz questão de ir na casa dela quando meu sobrinho nasceu, não que ele seja a coisa mais linda do universo, mas ele é a maior alegria da minha irmã e eu acho importante estar junto da família nesses momentos.
Um filho muda a vida dos pais e de todos que estão próximos, dai é decisão sua se afastar ou se mostrar solidária a alegria deles, deixar claro que você não leva jeito pra cuidar (e ninguém que ama o filho vai deixa-lo com alguém que não tá afim), mas que entende que aquela "coisinha" é parente também.

Anônimo disse...

Crl, eu não falto com o respeito às crianças nem com a educação, eu simplesmente não aprecio a convivência com elas.

Foi isso que eu disse: não gostar nao quer dizer que eu vou sair atacando qualquer uma, eu simplesmente evito. Assim como eu não entro em templos se eu não simpatizo com a religiao. Entendeu?

Natalia

Sara disse...

Tb pertenço ao time dos q não gostam de crianças, odeio q alguém q tenha uma me visite, e não visito ninguém tb.que tenha alguma, tenho TOC e em casa q tenha alguma criança não consigo tomar sequer um copo de agua, me embrulha o estomago.
Sempre fui assim, mesmo quando tinha filhas pequenas, não ia a casa de ninguém para q elas não incomodassem quem quer q seja.
Frequentava lugares onde elas pudessem se sentir bem (que tivesse brinquedos, parques)enfim lugares apropriados pra elas.
Jamais fui dessas mães q mimam e superprotegem, mas tentei ser o melhor q eu pude.
Não tenho a aversão q a moça do post tem, pois até gosto de algumas crianças, por ex. tenho muitos sobrinhos e sobrinhas, gosto muito de alguns e de outros quero distância, mas mesmo com as q gosto não quero contato físico, mas gosto de conversar com elas, as vezes elas nos surpreendem.
Digo pra todas as pessoas q são minhas amigas o q penso, não sou hipócrita, procuro manter distância onde quer q eu vá de ter contato com crianças, embora eu goste de animais, tb detesto ter contato direto com eles, a não ser os q eu crio, meus periquitos q beijo até na boca, isso quando não tomo umas bicadas.
Acho q as pessoas deviam se respeitar, ninguem é obrigado a suportar seus filhos ou animais, em espaços públicos, e cuidar de seus próprios filhos para q não incomodem outras pessoas é obrigação de quem decide tê-los.

Anônimo disse...

NOS DIAS DE HOJE...

"Eu não acho que não gostar de crianças seja como não gostar de gays. Crianças são pessoas sem autonomia, de certa forma vistas socialmente como propriedade dos pais, talvez até como animais domésticos, tanto que muitas vezes os pais batem. Crianças são pessoas em desenvolvimento, que ainda não entenderam as regras do jogo; precisam receber educação e seu comportamento depende muito da criação."

---------------------
NO INÍCIO DO SÉCULO PASSADO....

Eu não acho que não gostar de MULHERES seja PRECONCEITO. MULHERES são pessoas sem autonomia, de certa forma vistas socialmente como propriedade dos MARIDOS, talvez até como animais domésticos, tanto que muitas vezes os MARIDOS batem. MULHERES são pessoas em desenvolvimento, que ainda não entenderam as regras do jogo; precisam receber educação e seu comportamento depende muito da criação.

Roxy Carmichael disse...

tem muita gente reclamando aqui de ideias pre-concebidas sobre crianças. acho justo. mas dizer que criança é puro afeto não seria uma ideia pré-concebida não? querem exigir respeito por crianças ao mesmo tempo em que chamam a autora do post de frustrada, mimada, infantil (ué, os infantes não são puro afeto? quando foi que infantil virou insulto que não entendi?)

algumas questões que gostaria de levantar: crianças são indivíduos, que devem ter direitos (e deveres), no entanto estão sim em formação, tanto que existe um estatuto específico pra elas. essas pessoas que defendem que crianças são indivíduos completos topariam que elas recebessem as mesmas punições que os adultos, por delitos cometidos?

não conhecia o termo adultismo, mas acho que vai na linha do especismo. acho importante que se lute por direitos, mas isso nem sempre é simples, acho que aparecem ideias distorcidas, como por exemplo quando as pessoas se mobilizaram pelos cachorrinhos fofinhos que iam ser usados pela ciência e são completamente indiferentes a uma pessoa que sofre a maior das violências imagináveis: a exclusão/marginalização social.

mas voltando pro adultismo que eu acho que entendi o conceito, que a ideia/opinião do adulto não deve prevalecer sobre a ideia da criança, e gostaria de contrapor com o link que alguem aí colou da interessantissima palestra da sayão. essa ideia de adultismo não se chocaria com a ideia de autoridade que me parece beeeem importante, ou seja que os pais saibam exercê-la, não na via da punição, mas na via da responsabilidade de cuidar, prover e também de orientar a criança, nem que pra isso tenha sim de dizer não.

por ultimo, entendo que crianças nem sempre serão legais e que elas são autonomas, nem tudo é culpa dos pais bundões, ou seja, elas as crianças tem uma personalidade que pode ser considerada temperamental de vez em quando. mas assim, se eu to num restaurante caríssimo, depois de uma semana estressante, jantando e tomando um vinho pra relaxar, e uma criança do lado abre o berreiro por infinitos minutos, devo ser compreensiva e paciente? mas se ascendo um cigarro, vem um batalhão de garçons exigir que eu apague? isso não é uma provocação. apenas gostaria de saber como fica o "seu direito termina quando começa o do outro" nesse caso?
àqueles que reclamam de ser fumantes passivos eu pergunto:
vocês vivem no campo? ou respiram fumaça tóxica de carro, ônibus e caminhao todo santo dia?

Kittsu disse...

A autora do texto se mostrou de um egocentrismo e falta de maturidade absurdos. Ora, ter filho é um acontecimento incrivel pra esse casal e não diz respeito a você por um segundo sequer. Claro que eles vão querer envolver nessa história, mas não por você ser o umbigo do mundo e eles terem a necessidade de atropelar seus (e só seus) sentimentos. Se eles estão te envolvendo dessa maneira porquê você é importante para eles e eles estão ansiosos pela sua aprovação. Provavelmente a sua opinião é importante pra eles porque é natural querer que pessoas próximas fiquem felizes pelas nossas conquistas, e o contrário disso causa um sentimento de rejeição e insignificância muito grande. É muito maldoso apresentar um grande acontecimento em nossas vidas e receber um "meh. nem gosto. e os MEUS sentimentos?". Imagina acontecendo isso com sua aprovação em uma faculdade concorrida, ou ter sido chamada pra o emprego dos seus sonhos, e falarem pra você "mas isso vai atrapalhar a MINHA vida! eu nem queria que você tivesse conseguido isso porquê EU não gosto! EU EU EU EU EU! não é o MEU sonho conseguir isso então eu não tenho que ficar feliz por você!".
Você pode se sentir incomodada com cobranças sem noção, mas ficar de paranóia porquê PODE VIR a ocorrer uma cobrança ou achar que tudo o que acontece é pra te cobrar, a ponto de gerar um sentimento tão profundo contra quem sequer existe, é completamente descabido. procure tratamento psicológico.

Anônimo disse...

Lola, queria fazer uma pergunta q nada tem a ver com texto. Responda se puder, não sei se aqui é o espaço adequado. O que vc acha das feministas que se dizem misandricas? Não digo as que falam de brincadeira, mas as que falam sério. Ao que me parece, elas ressignificaram o termo, não significando, portanto, que vão sair batendo e matando homens. Elas falam de ódio aos homens como uma espécie de defesa. Dizem q misandria é linda, extremamente positiva etc. Ousei discordar, pois acho o uso do termo extremamente prejudicial para o feminismo e fui execrada. Qual é o seu posicionamento sobre o assunto?

Anônimo disse...

De acordo com o que estão falando é preconceito dizer que gosta mais de gente da sua idade. Não gostar não é querer tirar o direito dos outros, gostar é simplesmente preferir. Eu gosto mais de pessoas da minha idade, prefiro me aproximar e tentar uma amizade com mulheres quando chego em um lugar novo, gosto mais de pessoas sem religião. É só isso, gostar.

e acho inclusive que você pode até não gostar de mulheres, de negros, de gays: é só respeitar.

Anônimo disse...

Muito interessante o fórum que alguém postou onde mães confessam que detestam "ser mães". Importante notar que nenhuma diz que odeia o filho, a criança que pariu, mas sim o "ser mãe". Isso porque foi idealizado pela sociedade (e pelos comerciais de margarina e sabão em pó) um tipo específico de mãe perfeita. Um padrão que é impossível de ser seguido, pois cada um é de um jeito. Cada mãe tem sua personalidade, e cada filho também.
Quem vira mãe não se torna um ser perfeito e maravilhoso no instante em que pari. Quem dera fosse assim... o aprendizado da maternagem é todo na base da pancadaria (filosófica e mental, claro). É como quando você entra na graduação: no primeiro semestre você não faz idéia do que os professores estão falando. Ao final de quatro anos já consegue se expressar minimamente sobre certos assuntos... Mas é só depois de muita prática profissional e/ou mestrados e doutorados que a coisa naturaliza pra você. Ser mãe não é parir um ser, ser mãe é um processo longo e contínuo de aprendizado e evolução que vai até o fim da vida (assim como todos os aprendizados, ninguém aqui está dizendo que ser mãe é algo engrandecedor por si só. Muitas geram filhos mas nunca se tornam mães.)

O sistema patriarcal tem um padrão machista para as mulheres, e muitas acreditam nele e o reproduzem voluntariamente, mesmo que isso as torne infelizes.
O sistema também tem um padrão para mães, e muitas o seguem, mesmo não se identificando com ele.

Agora, "não gostar de certas mães" porque são assim assado, "não gostar de crianças" por isso e aquilo... sei lá, acho que o foco de revolta está nas pessoas e "categorias" erradas.

Anônimo disse...

Crl, brincar com crianças por uma hora agora ta incluído no pacote de respeito e educação que a gnt deve a todo mundo?

Marina P disse...

Roxy, fiquei pensando no cenário que você sugeriu, do restaurante... acho que eu ficaria bem incomodada com o comportamento dos pais caso esses não estivessem se esforçando para lidar da melhor forma possível com o choro da criança mas por outro lado penso que o fato do restaurante ser caro e ser hora de jantar, portanto noite, não é impedimento para levar uma criança a um restaurante. Acho naturalque crianças chorem eventualmente, inclusive por minutos em algumas situações. Não acho agradável e o choro me incomoda, mas são crianças, ainda estão aprendendo a se comportar e a lidar com diferentes situações e locais. Como disse antes, me irrito mais com pais sem noção que acham lindo a criança dar chilique e não fazem nada a respeito mas sei que muitas vezes os pais estão sim fazendo algo a respeito e nem por isso a criança para de chorar imediatamente. Faz parte.

Tenho uma amiga que nunca leva o filho dela a ambientes onde ela acredita que ele pode incomodar e percebo que, com isso, a criança está crescendo sem aprender a se compodtar em diferentes espaços e a socializar. Costumamos ir em grupo de amigos a restaurantes todas as sextas e muitos de nós levam seus filhos (eu não tenho filhos). Aos poucos as crianças vão aprendendo a lidar com regras em espaços diferentes e a conviver com outras pessoas. De vez em quando alguma delas chora por algum motivo, os pais acalmam a criança ou a repreendem, o choro passa e assim vamos vivendo. Muitas pessoas olham torto, mas muitas pessoas levam numa boa e tentam ser compreensivas. Acho complicado tentar definir quais são os espaços em que as criancas deveriam ou não deveriam ir. Uma vez fui com uma sobrinha de 5 anos a um museu em Curitiba e ela ia me oerguntando sobre os quadros, falando coisas engraçadas, animada, enfim, uma criança educada interagindo de forma que euconsidero adequada com as obras de arte e o espaço. Teve gente que veio me pedir pra que eu a fizesse se calar e muitos ficaram olhando feio... minha sobrinha não gritou, correu nem foi desagradável. Ela só agiu como uma criança de 5anos.

Eu entendo que tem gente sem noção e tal, mas a princípio há liberdade para escolher como frequentaresses espaços e as pessoas têm diferentes ideias sobre como educar crianças.... É um debate intressantemas sempre muito polêmico e sei que muitxs não concordam com meu ponto de vista.

Helena Bera disse...

Entendo o desabafo e que essa pressão em cima das mulheres seja absurda, desnecessária. Afinal, se somos mulheres parece que inclui no pacote a maternidade, todo o seu processo e também a postura delicada, amável, doce.
Tenho 22 anos e não consigo contar as infinitas vezes que me perguntaram quando eu casaria ou, se nunca daria o gosto dos meus pais de terem 'netinhos'. E sem julgamentos, só penso que esse entrave que ela diz ter com relação às crianças pode vir muito desse pavor que ela tem em possivelmente ceder, já que não pretende ser mãe ou mesmo conviver com crianças na sua vida privada. Mas essa afirmação, essa coisa de bater no peito "não gosto de crianças!" me soa tão agressiva e impassível, como as que ouvimos (infelizmente) ainda hoje contra as pessoas que não gostam simplesmente de homossexuais, negros, nordestinos, idosos... todos com a justificativa vã de "não gosto deles! não é preconceito". E essa ação gera a repulsa, a indiferença, a raiva, o ódio e assim por diante.
Rola muita chatice em relação as crianças, essa super-ultra-valorização da fofice e graça angelical delas, quando na verdade deveriamos compreender a inteligência e capacidade de discernimento que eles tem muitas vezes mais aguçadas que nós, adultos. De qualquer forma, as crianças são a renovação.
Afinal, estamos aqui, milhares e milhares de pessoas lutando, cada qual a seu modo, por um mudo menos machista, menos preconceituoso, menos elitista, menos branco... pra quê? Isso não será passado a ngm, não vai prevalecer esses anos e anos de luta? que nós também herdamos? Talvez soe piegas o que eu tô falando, mas vive-se de pieguice também.
Acho muito unilateral essa repulsão à crianças, poxa...Tá faltando muito amor, na moral, na boca, no dia-a-dia das pessoas. Mais doce, mais empatia, mais senso de coletividade, de irmandade. Essa coisa de colocar "nãos" nas frases para gerar uma auto-afirmação, uma sensação de segurança, fortaleza... acho que no fundo no fundo, vai gerar mesmo é muita infelicidade, amargura...

Feminazi Satânica disse...

Eu confesso que hoje em dia quando começam a me pressionar para ter filhos eu solto logo "não gosto de crianças", só assim para não encherem. Se eu digo que não quero ter filhos, vão me falar que vou mudar de ideia, sempre menosprezando a minha decisão. A verdade é que eu até gosto de crianças, mas não gosto de conviver com elas. Exigem muito tempo, trabalho e paciência, que eu não tenho.

E senti uma histeria coletiva com a afirmação da autora de não gostar de crianças. Me pergunto até que ponto isso é revolta com o "adultismo" ou indignação por uma mulher ousar dizer isso. Já vi homens falando a mesma coisa e as pessoas sendo muito mais tolerantes com eles.

lola aronovich disse...

Anon das 23:45, eu não conheço feminista que se diz misândrica. Pode ser que existam, mas eu não conheço. Algumas pessoas já tentaram me explicar que o ódio é um sentimento legítimo e importante, um combustível pra luta, mas eu não consigo concordar com isso. Acho que o ódio não leva a nada. Eu entendo que uma mulher que tenha sofrido violência doméstica/física/sexual sinta ódio pelo seu algoz e por pessoas que de alguma forma viram e não fizeram nada, e também de pessoas que tentam culpá-la pela violência sofrida. Entendo que ela fique traumatizada. Mas pra superar essa violência, a meu ver, eventualmente deve-se superar o ódio. E não consigo entender como estender esse ódio a todo um grupo (enorme) de pessoas. Eu acho ódio péssimo para uma pessoa sentir, porque é um veneno, que te corrói por dentro e não traz nada de bom. Pra mim, é inconcebível que um movimento (ou uma corrente de um movimento) se diga movida pelo ódio. Se de fato existem feministas misândricas, é um grupo minúsculo e sem a menor representatividade.

Anônimo disse...

Já que estão substituindo tanto o "não gostar de crianças" por não gostar de mulheres , substitui por homens: alguns homens ofendem mulheres dando cantadas na rua e por isso muitas mulheres não querem contato com homens desconhecidos na rua, mesmo sem saber se eles são machistas ou nao. É a mesma coisa, vc teve algumas experiências ruins e por isso evita, não gosta. Não quer dizer nada além disso, vc so não gosta, mesmo antes de conhecer, mesmo sabendo que cada um é um e tem sua personalidade.

Roxy Carmichael disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Ah eu sou suspeita para falar, pois sou pedagoga, então faço delas minha profissão. Acho que tudo bem não gostar de crianças, mas devemos lembrar que elas e os idosos são as maiores desta sociedade patriarcal e adultizada. Elas estão entre os seres humanos que mais sofrem abuso, violência e assassinatos independente do gênero. Uma coisa é você não querer ter filhos, outra é cobrar essas postura dos outros. Entendo, o que você diz, e sei que não gostar , não significa que você é uma bruxa que maltrata crianças, porém elas existem e como qualquer ser humano (ou ser vivente) merece ter seus direitos respeitados. A convivência com a diversidade é que nos faz evoluir.

Beatriz Correa disse...

Sei lá gente, eu acho - SÓ ACHO - que muito do que o pessoal fala aí de "não gostar de crianças" pode muito bem ser substituído por "eu não tenho boa convivência com crianças", ou por "não gosto de lidar com crianças" e tal...

SÓ LEMBRANDO que lidar com crianças, conviver com elas NÃO É DE JEITO NENHUM IGUAL A CONVIVER COM ADULTOS, sejam eles homens, mulheres, negros, brancos, héteros, gays, trans*, e por aí vai.
Conviver com uma criança É MESMO complicado, afinal ainda estão começando a aprender sobre um mundo que os adultos dominam e conhecem há mais tempo... Têm muita gente que não tem paciência pra lidar com crianças.
Esse "não gostar" soa conclusivo demais. Meio complicado dizer que você não gosta de TODAS as pessoas sem uma personalidade 100% formada.

Anônimo disse...

E se trocarmos por idoso ?

Marina P disse...

Roxy, eu acho sim que os fumantes não deveriam ser segregados da forma como acontece (digo isso há anos e todo mundo me acha maluca) e também acho que você tem difereito de olhar torto e de reclamar! Quando eu expliquei as situações vividas por mim só estava mostrando como é o outro lado. A verdade é que eu sou a favor da gente ter bastante liberdade e poder fazer o que quiser e em casos em que alguém se sinta incomodado, tentar lidar com isso de forma razoável, na base de acordos, combinados, etc. Agora, o que parece razoável pra uma não parece razoável pra outra pessoa e muitas vezes é impossível chegar num acordo. No caso, as pessoas costumam recorrer às leis e diz a lei que não se pode fumar em certos lugares mas não há proibição de permanecer num reaturante com uma criança que chora. Mesma coisa sobre os horários em que se pode fazer mais barulho (confesso que não sei exatamente quais são eles). Eu, como alguém que vira a madrugada trabalhando muitas vezes acordo mais tarde enquanto os vizinhos estão com som alto, tipo 7 horas da manhã. Geralmente uma conversa resolve, mas quando não resolve e eles estão dentro da lei, eu aprendo a tolerar. Essa discussão me lembra a de gostos musicais em que alguém diz que não gosta de x estilo musical e tem direito a não ouví-lo mas o vizinho houve a música daquele estilo o dia todo. Se o volume está dentro do permitido por lei e uma conversa razoável nao resolveu, a pessoa incomodada precisa lidar com isso. Na minha vida pessoal eu busco o tempo todo resolver as coisas de forma razoável, mas às vezes as opiniões divergem de tal maneira que resta seguir as orientações e regras dos locais.

Acho que a gente pensa mais parecido do que pode parecer escevendo assim através de comentários e provavelmente você não me incomodaria com seu cigarro e nem eu te incomodaria com a minha sobrinha na vida rea, mas tem muita gente que é incapaz de chegar a um acordo, a um meio termo e aí, sinceramente, eu exerço a minha liberdade e os meus direitos até onde eu posso, mesmo que incomode.

Anônimo disse...

Também não conhecia, e fiquei simplesmente perplexa de ver um grupo do facebook chamado de "Jovens Feministas", que tem aproximadamente 1000 membros, tomado por diversas mulheres se afirmando misandricas (não sei se vc costuma acessar o fb). Só o fato de eu discordar delas, educadamente, fez com que elas afirmassem, de forma raivosa, que eu estava deslegitimando a luta delas e q eu não tinha o direito sequer de expressar minha opinião pq isso significava uma violencia contra elas. Espero q esse grupo seja realmente bem pequeno e sem representatividade. Mas fico mais tranquila com o seu posicionamento, q é semelhante ao meu. Obrigada pela resposta.

Natascha Fox disse...

A pressão para se ter filhos é realmente chata mesmo. Eu sempre adorei crianças e bêbes, sou daquelas melosas mesmo que ficam com o bebê no braço por horas, mas nunca quis ter filhos meus. Nunca tive o desejo de criar um filho, de colocar mais uma criança no mundo, de ser mãe. E isso desde meus 15 anos e é um saco ter de ouvir que só digo isso porque sou jovem. Mas acho que, como muitos disseram, devemos ter cuidado ao nos referir as crianças de forma geral. Acredito que "Odeio" é uma expressão que não deveria ser usada em relação a crianças ou a animais. "Não convivo bem", "Não sei lidar", "Não acho graça", "Aquela criança histérica é um saco" etc seriam mais apropriadas. É aquilo de se policiar com a linguagem, como nós sempre fazemos. E se você realmente ODEIA, acho que é um problema porque ódio sempre se desenvolve em algum tipo de violência, nem sempre física. O mundo desconsidera muito o direito das crianças, que inclusive sofrem violências tão terríveis quanto muitos adultos. São uma minoria desrespeitada, digamos assim. Não sei, essa ojeriza sem razão, generalizada, como se todas fossem iguais, soa como preconceito mesmo. E tem aquilo né gente, muita gente não gosta de gato, até conviver com um. Depois nunca mais quer ficar sem o romrom do felino.

Náy disse...

Concordo com a Laura.Sou mãe e não sou endeusada por ninguém por conta disso.Muito pelo contrário,me sinto até discriminada muitas vezes.Também não vejo essa beleza toda na maternidade não, tanto que compreendo e apoio quem não quer ter filhos.Quanto as crianças, onde elas são idolatras, que não vejo?Pelo menos no meu círculo social, elas chegam a ser até hostilizadas.Sei que há crianças insuportáveis(assim como muitos adultos),mas muitas são adoráveis(assim como muitos adultos também).Portanto, não dá para generalizar.Quanto a autora, também acho que ela está transferindo os problemas que ela tem com a família para o bb, que ainda nem nasceu.

Anônimo disse...

Kittsu, meus parabéns pelo comentário sensato!

Maria Fernanda Lamim disse...

A anonima das 18:10 disse uma coisa interessante: como ela "tem jeito" com o sobrinho, ficam cobrando que ela tenha filhos. Quando meus pais se casram na Igreja, eu ajusei a decorar e organizar toda a cerimonia. Fiz isso pq sempre fui muito amiga da minha mae e sabia que era o sonho dela, mas eu mesma jamais me casaria, nunca quis morar com nonguem e nao sou crista. Mas olha ate hj, 10 anos depois, eu ainda ouco: "ah, vc diz que nao quer casar mas ajudou tanto no da sua mae...no fundo vc quer sim!"
Impressionante como a maioria das pessoas respeita pouco as decisoes das mulheres..a patrulha ta sempre pronta a "atacar"! Rsrs
E sobre nao gostar de criancas, eu acho o seguinte: vc nao e obrigado a conviver com elas na sua casa, mas precisa sim respeita-las no espaco publico. Elas tem o mesmo direito que vc. Entendo quem se chateia com pais que nao dao limites e naoretiram a crianca de um ambiente qd ela chora muito, por exemplo. Mas acho sim preconceituoso quem olha feio a simples presenca delas.
Eu por exemplo detesto idosos, serio. Nao tenho a menor paciencia pra lentidao deles, pra mania de contar a mesma coisa 1000 vezes, pro conservadorismo...por isso nao convido nenhum pra minha casa. Mas jamais vou reclamar qd tossem alto em lugares publicos, ou se tem prioridafe em filas e transporte publico (isso e necessario) ou se estiverem andando devahar na calcada a minha frente, por exemplo. Eles tem o mesmo direito ao espaco publico que eu tenho, mesmo qd nao tem autonomia (e muitos naotem).
E concordo com quem disse queo comportamento mais fifindido e o preconceito contra criancas, nao a "adoracao" por elas. Especialmente no Brasil.

Maria Fernanda Lamim disse...

Ops, comportamento mais "difundido", nao "fifindido" (maldito teclado de celular, hehehe)

Leila disse...

Eu vejo uma intolerância muito grande em alguns comentários. Comparar uma criança saudável a um "fumante inveterado", não me parece adequado, nem civilizado. Lembro de uma blogueira que contou a viagem que fez para a Itália ou Portugal, não lembro,com a mãe idosa. Era um sonho dela. Bom, havia uma igreja, um museu, algo assim onde se devia subir por uma escada estreita. Quando as pessoas estavam subindo, as que estavam no alto e queriam descer deviam esperar. O que aconteceu foi que a mãe dela, que usava bengala e se locomovia com lerdeza, foi xingada por uma moça da fila que queria descer rapidamente.
Olha, gente, isso me parece uma situação muito análoga.As diferentes etapas da vida apresentam limitações, particularidades, e não é por isso que devemos "amá-las", mas faz parte do pacote, e um mínimo de empatia me parece realmente... o mínimo.
Eu tenho uma doença crônica que me faz andar com dificuldade, e sei bem o quanto é difícil encarar a impaciência e muitas vezes a hostilidade aberta das pessoas. Então, compreendo que a vida é assim. Num mundo ideal, as pessoas deveriam ser tolerantes com as diferenças, mesmo com aquelas que podem não ser agradáveis para todos.

Anônimo disse...

"NINGUÉM é obrigado a gostar de crianças, mulheres, deficientes, negros, gays, brancos, asiáticos, comedores de carne, comedores de legumes ou seja lá o que for. GOSTAR é um ato interno. Respeitar, porém, é outro papo. É bom não confundir as coisas."

Só se for no seu universo paralelo, né Anonimo das 20:07, pq respeitar é um paliativo mínimo para quem ainda não conseguiu suplantar seu próprio preconceito. Mas esse "não gostar" de um determinado tipo de pessoas, baseando-se puramente em idéias preconcebidas, invariavelmente culmina em algum grau de discriminação.

Alexandre de Araujo Bastos disse...

Acho que você vai acabar se dando bem com seu sobrinho pois, além de já ter experiência em entreter crianças, pela sua descrição familiar ele será a pessoa menos chata.

Anônimo disse...

Nossa, desculpa,mas o que pareceu é que a autora é sim, mimada e egoísta. Parece que tá rejeitando o sobrinho porque o irmão é o preferido da mãe e o neném vai piorar isso...

Não precisa gostar de criança pra ficar feliz com a felicidade do seu irmão...

Acho que um psicologo vai bem aí...

Relicário disse...

Assim como tudo nesta curta vida não há como generalizar, criança não é algo que tenha sempre o mesmo sabor ou aspecto ou comportamento,que absurdo, é tão preconceituoso quanto não gostar de negros, gordos, homossexuais ou mulheres, vc até pode não querer ter filhos e não gostar de algumas crianças, ou de alguns comportamentos delas, mas definitivamente não são todas iguais, cada uma é um universo.

Marina P disse...

Relendo meu ultimo comentario vi que assassinei a língua portuguesa algumas vezes. "Houve" em vez de "ouve" foi foda! Confesso que rola uma certa preguiça de revisar o que escrevi e digito mal, mas depois do "houve" tudo será revisado.

Anônimo disse...

Querem comparar uma criança berrando com um fumante?
A criança irrita mas n prejudica a saúde dos outros,tem que ter area só pra fumantes sim,se quer destruir a própria saúde que faça mas n tem direito de acabar com a dos outros,já ouviram falar de fumante passivo? Só a fumaça do cigarro já faz um estrago,eu pq ex nem consigo respirar direito perto de fumaça de cigarro.

Anônimo disse...

Ah va, um monte de gente comparando não gostar de criança com "não gostar de negros/homossexuais/mulheres".

Parece argumento de mascu. Porque criança é diferente sim. Ainda estão em formação, e demandam atenção integral. Eh uma etapa da vida, mas que tem as suas particularidades sim, e negar isso é tapar o sol com a peneira.

Ou vcs vão falar que não se incomodam de fazer um vôo de 10 horas com uma criança do lado? ( que vai chorar, espernear, cantar musiquinhas enquanto você dorme? ) ah, ta bom.

donadio disse...

Urgente a criação do MLTT - Movimento de Libertação das Tias e Tios...

Infelizmente, a gente tem direito de não querer ter filhos, mas não de não querer ter sobrinhos. Não tem escapatória, é uma decisão que pertence a outra(s) pessoa(s). Gostar dos sobrinhos, lógico, é diferente; mas convém esperar que nasçam e ponham as garrinhas de fora pra decidir se a gente gosta deles ou não...

Afinal todos nós já fomos crianças; as pessoas que "não gostam de crianças" no abstrato não gostavam de si mesmas? Ou não gostam do seu próprio passado? Cadê o Freud, quando a gente precisa dele?

Acho que a coisa descambou para a maluquice: gente dizendo coisas sobre crianças ("desde que você não as maltrate") que jamais diria sobre negros, nordestinos, velhos (velhos! imagina dizer que "desde que você não os maltrate qual é o problema de não querer conviver com eles"), judeus, católicos, gays, etc., etc., etc., porque o preconceito é evidente...

E quanto à autora do post, parece que ela gosta de crianças - afinal é professora e se dá bem com os aluninhos - e que de quem ela não gosta é do irmão, da mãe e da cunhada. Que não são crianças, né?

Anônimo disse...

Impressão minha ou está havendo uma cagação de regra na caixa de comentários?
Por via das dúvidas vou colocar aqui o significado de gostar e respeitar. Muita gente dirá "uai, mas vai recorrer ao dicionário?". Mas tô vendo que é preciso, pois estão sendo muito injustxs com a moça do post.

Significado de Gostar

v.t. Achar saboroso: gostar de laranja.
Sentir prazer em: gostar de sair.
Ter afeição ou amizade por; amar: gostar de alguém.
Ter como bom; aprovar: gostar de uma sugestão.
Ter inclinação por: gostar de matemática.

Significado de Respeitar

v.t.d. Demonstrar ou possuir respeito por outras coisas e/ou pessoas; considerar importante: os alunos respeitam o professor.
Expressar subordinação por; ser obediente; cumprir: respeitada as regras.
Ter receio de; demonstrar medo por; recear: respeitava o cavalo selvagem.
Levar em consideração: respeitava as opiniões dos colegas.
Não prejudicar; poupar: respeitavas as tradições medievais.
Demonstrar zelo por; não causar perturbação: respeitar o silêncio de certos lugares.
Ser tolerante; suportar: respeitar conselhos.
v.t.i. Pertencer ao âmbito de; concernir: estas declarações respeitam ao réu.
Estar no caminho de; apontar: o trajeto respeitava ao sul.
v.pron. Demonstrar a consideração necessária à sua própria honra (dignidade); reverenciar-se: o diretor não sabe se respeitar.
(Etm. do latim: respectare)

Menos, gente, tem uma galerinha que tá crucificando a moça do post inutilmente. Não gostar de criança não é preconceito, afinal.

Marcela

Marina P disse...

Marcela, eu concordo com você até certo ponto. Problema é que tem gente dizendo que respeitar é não xingar e não maltratar, quando é muito mais do que isso. Concordo com alguém que falou aí que respeito não inclui brincar com a criança, trocar fraldas, querer passar um monte de tempo perto, etc. Verdade, não inclui mesmo! Mas inclui passar algum tempo na companhia de crianças em situações de interação social. Agora, o mundo tá cheio de gente que se acha não-preconceituosa com x ou y simplesmente porque não agride x ou y. Tem muita gente que diz que não tem preconceito nenhum de homosssexual, mas que não gosta da "afetação" do ciclano. Tem muita gente que diz que não tem preconceito de idoso mas fala que não gosta de gente velha que anda devagar. Temos direito a ter e expressar nossas preferências e de nos rodearmos de pessoas com as quais nos sentimos bem e nos identificamos, minimizando o contato com quem nos desagrada, mas quando esse contato acontece seja por estarmos em um espaço compartilhado ou em função de outras relações que mantemos (como em família quando outros membros têm filhos) acho que o mínimo que se pode fazer é ser tolerante, não agir de forma egoísta, lembrar que as pessoas são diferentes, ser educado, etc. Não conseguir pelo menos entender que num vôo longo uma criança pode chorar em vários momentos e vai fazer brincadeiras, etc. ou se sentir invadida como disse a autora do guest post pela forma como a cunhada falou sobre a gravidez, levando , foto do ultrassom numa caixinha, com cartão e afins, isso me parece bastante intolerante. A pessoa tem direito de sentir o que sente e de fazer essas coisas, mas não deixa de ser intolerante/preconceituosa por causa disso, assim como não se deixa de ser preconceituosx só por não sair por aí fazendo cara feia para idosos que andam devagar e "atrapalham" quem está com pressa. Ok, as pessoas podem não se sentir muito confortáveis e até irritadas com essas coisas e não tolerar alguma coisa é perfeitamente legal na imensa maioria das situações, mas esperar que sejam diferentes me parece uma expectativa irreal e mesmo egoísta, o que não quer dizer, por isso, que quem faz isso é necessariaments uma pessoa ruim... só que poderia fazer alguns ajustes nessa área, só isso. Não quer brincar, pegar no colo ou ter muito contato? Tudo bem, seu direito. Mas se exasperar com a existência e comportamentos adequados à idade de uma criança e/ou ignorar sua presença ainda que sem ser desagradável pode soar sim desrespeitoso em diversas situações.

Roxy Carmichael disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

O problema realmente esta na generalizaçao. Soa preconceituoso mesmo.AMas acho que a autora do post reclama pq se sente obrigada a gostar/conviver com o sobrinho por uma convençao social/familiar e isso, de fato, eh muito chato! Ninguem merece gostar de ninguem a força, ainda mais sem nem conhecer o bebe... Numa situaçao de pressao a gente tende a se auto proteger ja afirmando que nao gosta e nem gostara do sobrinho. Mas, poxa, ela eh professora e parece que nao pensa em deixar de ser, entao ela convive ate bem melhor que muitas outras pessoas com crianças, ne? Gostaria de saber o desenrolar dessa historia alguns meses depois dela conviver com o sobrinho. Acho que ela vai, ao menos, se acostumar com o inocente.

Anônimo disse...

A Nay colocou todos os pingos nos "is"
Náy disse...
Concordo com a Laura.Sou mãe e não sou endeusada por ninguém por conta disso.Muito pelo contrário,me sinto até discriminada muitas vezes.Também não vejo essa beleza toda na maternidade não, tanto que compreendo e apoio quem não quer ter filhos.Quanto as crianças, onde elas são idolatras, que não vejo?Pelo menos no meu círculo social, elas chegam a ser até hostilizadas.Sei que há crianças insuportáveis(assim como muitos adultos),mas muitas são adoráveis(assim como muitos adultos também).Portanto, não dá para generalizar.Quanto a autora, também acho que ela está transferindo os problemas que ela tem com a família para o bb, que ainda nem nasceu.

Eu:
O que vejo é que as pessoas acham que mães são malucas, mulheres que perderam a auto estima, não são realizadas (aqui mesmo nos comentários de um outro post uma pessoa garantiu que consegue ver nos olhos de todas as mães uma angustia que elas tentam esconder)
crianças são todas insuportáveis e por ai vai.

Eu não sou o tipo de pessoa que fica de "hem hem hem" com toda criança, tem aquelas que eu gosto e aquelas que eu "tolero" como acontece com toda pessoa. Vejo que hj em dia as pessoas estão cada vez mais críticas com as crianças, eu me lembro de minha infância, eu não queria ser paparicada, mas com certeza odiava ser tratava igual um estorvo uma anta.

Sem mais.

Izabel

Anônimo disse...

A Feminazi Satânica

Os homens tmbm são julgados quando falam que NAO GOSTAM de crianças, mas são menos julgados ao falarem que NAO QUEREM TER filhos

Iaiá disse...

Marcela,

Continuando a consulta ao dicionário...

Significado de Preconceito
s.m. 1 qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico
1.1 idéia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão
2 atitude, sentimento ou parecer insensato, esp. de natureza hostil, assumido em conseqüência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.

Roxy Carmichael disse...

exclui meu comentário pq li os comentários de marina p e concordei em gênero, número e grau. muito ponderada e esclarecida!

Anônimo disse...

Ana disse...
Olha,não gostar de criança é IGUAL a não gostar de velho, por exemplo. Velho dá trabalho, não lembram das coisas, repetem histórias, às vezes precisam ajuda para as coisas mais básicas. Vocês querem morrer cedo? Ou quem sabe já nascer adultos?
Crianças, velhos, doentes, todos são GENTE, são indivíduos completos e devem ser tratados com respeito e empatia.
Repensem um pouquinho, vocês, que "não gostam de criança".

12 de março de 2014 20:24

Exatamente!

Brenda - Belém/PA disse...

Em posts anteriores foi feita uma relação entre não gostar/ter jeito com crianças, reportando para os idosos. Concordo em parte.

Muita gente diz que idoso "volta a ser criança", mas não é totalmente verdade. Talvez voltem a ser crianças naquela fase final em que ficam muito dependentes e requerem cuidados constantes.

Agora lidar com idoso não é a mesma coisa que lidar com criança. Pelo menos na nossa sociedade é normal que você repreenda uma criança publicamente (e de maneira razoável)quando ela não se comporta. Vc é parabenizado por isso. Agora faça a mesma coisa com um idoso, mesmo que ele esteja cosnciente do que fez.

Falo isso por experiência própria, pois lido com a minha vó de 90 anos, e ela tem um gênio dificílimo desde a idade adulta, que só piorou com a velhice. Só pra vcs terem idéia, ela nem dá trabalho, tem até bastante autonomia, mas os filhos dela jogam a responsabilidade uns nos outros justamente por causa deste gênio. Se eu for contar é assunto que não acaba mais.

Eu como neta, e com muita pena dela, tento estar próxima na medida do possível, mas nem sempre é fácil pra mim também. E isso não acontece só comigo. Conheço inúmeros casos de gente que lida com pessoas idosas dificílimas, não é fácil. É bem pior do que lidar com criança.

Brenda - Belém/PA disse...

Os comentários do link repassado anteriormente são impressionantes, chega a dar medo!

http://domingodechuva.blogspot.com.br/2013/01/odeio-ser-mae.html

Anônimo disse...

Eu odiava ser criança. Nunca gostei de me sentir inferior, de não ter poder de escolha pra tantos aspectos que me afetavam, odiava "não poder" entender coisas por elas não serem claras pra mim... Hoje, adulta, eu amo crianças, tenho uma irmã pequena (que também não foi escolha minha) mas que trato como uma filha. É quase um soco na cara ouvir pessoas falando que "não gostam de criança", pois era por pessoas assim que eu não gostava de ser quem era quando pequena. Trato as crianças com o maior respeito possível, mas isso vem com um amor muito incontrolável por aquele ser tão frágil, tão inocente, tão vulnerável. Crianças não tem maldade absolutamente nenhuma, só exigem paciência.

Anônimo disse...

Tenho 21 anos e, por mais que digam "ainda eh muito cedo pra saber", ja sei que nao quero ter filhos.
Nao faco disso uma escolha definitiva, mas, vendo minha vida a longo prazo, nao gostaria de abdicar da minha liberdade de pessoa sem filhos e do prazer da convivencia com meu parceiro. Desde muito nova, nunca tive muita habilidade com bebes como, sei la, minha irma. Enquanto via/vejo adultos fazendo caras bobas e vozes bizarras pra entreter uma crianca de 5 anos, fico imaginando que aquela crianca de alguma forma sente que esta sendo subestimada. Ela quer ser mimada, paparicada, abracada, mas nao quer ser vista como "menos", nem sentir que ha um abismo entre ela e "o mundo dos adultos".

Dito isto, quase ja cai na ladainha de dizer "odeio criancas", quando na verdade tive pouco contato com elas. Mas como vou saber que as odeio? Por nao suportar o choro de uma crianca no restaurante ou nao me imaginar trocando fralda? Poxa, entre tantas alegrias que uma crianca pode oferecer, voce vai se focar apenas nas partes chatas?

Claro que se tem o direito de gostar ou nao disso ou daquilo, assim como se tem o direito a preferir ou nao o contato com criancas. Mas ultimamente me tem parecido que algumas pessoas, jovens principalmente, sentem quase orgulho de dizer que odeiam criancas. Tem crianca que eh um porre mesmo, e da pra escolher ficar longe delas.
Mas dai olhar com desgosto pra criancas na rua, no restaurante, seja onde for, como ja vi amigos meus fazerem, ja parte pro exagero.

Sera que essas pessoas nao lembram como foi um dia ser crianca? Ser vista/tratada como menos? Ser subestimada, ter suas ideias e assuntos menosprezados porque "eh so uma crianca"? Sentir que ha um abismo entre ela e o tal "mundo dos adultos"?

Meu pai, muitas vezes atarefado e cansado da luta diaria durante o emprego, falou algumas vezes "aproveita bastante sua infancia, porque eh a melhor fase da sua vida". Ele disse isso se referindo ao fato de que criancas nao precisam se preocupar com nada, so em brincar e crescer. Mas hoje posso ter tambem outra visao pra essa frase: meu pai elevou minha perspectiva quanto a ser crianca. Ele me fez querer ser crianca o maximo que eu pudesse e nao ser adulta. Ao inves de dizer coisas do tipo "quando voce crescer voce vai entender" ou "quando voce for gente grande...". Ele me fez sentir tao importante em minha condicao de crianca quanto ele era em sua condicao de adulto.

E ele estava certo: somos ambos seres humanos.

donadio disse...

Marcela, obrigado pela pesquisa no dicionário.

Mas o problema é que "não gostar", pelo menos no caso de grupos grandes e inorgânicos de pessoas, não é exatamente o contrário de "gostar".

Me explico. Quantas vezes alguém já disse "gosto de homossexuais", por exemplo? E em que situações esse seria um comentário que não provoca, no mínimo, estranheza? Agora, acho que nem todo mundo que nunca disse "eu gosto de homossexuais" diria (mesmo suprimindo a simples polidez ou a "correção política") que "não gosta de homossexuais".

Por que a maioria das pessoas - pelo menos as sensatas, suponho - desgosta de indivíduos, ou no máximo de comunidades estruturadas, não de generalizações.

Se alguém for me apresentar um conhecido judeu, por exemplo... eu não parto do pressuposto de que não vou gostar dele por que é judeu. Mas também não parto do pressuposto de que vou gostar, ou de que tenho de gostar, só por que ele é judeu e eu não quero ser antissemita. Eu preciso conhecer a peça, e aí, conhecendo, eu posso achar uma pessoa fantástica, inteligente, divertida, com a qual é possível ter uma conversa criativa e estimulante. Ou posso achar um chato de galochas. Como seria o caso se o sujeito fosse gentio em vez de judeu, aliás.

Então, eu não "gosto de judeus"... mas também não "não gosto de judeus", se é que dá para entender isso. Gosto de indivíduos; de alguns indivíduos judeus inclusive. Não gosto de outros indivíduos, alguns deles judeus, inclusive.

Da mesma forma com crianças. O que incomoda não é o fato de que as pessoas não gostem de todas as crianças - ninguém ao que eu saiba gosta - mas o fato de que algumas pessoas parecem se fechar à possibilidade de que o contato com uma criança possa ser uma experiência construtiva.

Às vezes não vai mesmo ser - existem crianças chatas, como existem homossexuais chatos, judeus chatos, negros chatos, torcedores do Botafogo chatos - mas às vezes pode ser.

E sim, eu sei que, apesar de ser a mesma coisa, também é diferente. Crianças não são pequenos adultos, são pessoas de um tipo completamente diferente - assim como mulheres não são homens sem pênis, judeus não são católicos que ainda não se converteram, torcedores do Palmeiras não são torcedores do Grêmio que ainda não perceberam o fato indiscutível de que só o Grêmio tem um hino composto pelo Lupicínio Rodrigues... - e, sim, conversar ou interagir com crianças demanda uma disposição diferente. Que nem todo mundo tem. Mas que não é inata nem instintiva, mas pode ser aprendida (e a melhor maneira de aprender é na maldita prática).

RavenClaw~ disse...

Eu gosto de crianças. Gosto di meu irmão e cunhada. Fiquei feliz quando eles engravidaram. Eu não não Não! gosto do meu sobrinho.


E aí? Sou obrigada? Ou sou mimada tb?

RavenClaw~ disse...

"Crianças não tem maldade absolutamente nenhuma."

Pera: Alô, Polícia? Quero denunciar uma pessao extremamente zoeira.



HAHAHAHAHAHAHA ¬¬

Anônimo disse...

Lendo os comentários: ainda não decidi se é má fé, problemas com interpretação de texto, ou sei lá o que... Não é a primeira, nem será última vez. Dá uma vontade louca de xingar quase todo mundo.
Enfim, existem duas características nos comentários em geral deste post e nos demais:

1 - Os que comentam o post e os problemas apresentados por ele. Análise do caso.

2- Aqueles que extrapolam a questão proposta pela autora do post e discutem aspectos conceituais do problema na sociedade.

O ponto 1 sem dúvida é o mais problemático. Porque as pessoas começam a preencher lacunas do que leram com seus preconceitos e tentando imaginar, supor alguma coisa que não está escrito ali a respeito do indivíduo. Bem como eliminam pontos centrais do argumento e deságuam todo tipo de preconceito para "defender" crianças. Os comentários que criticam... Não! Alto lá, eles não criticam, eles são maledicentes e violentos, ninguém está disposto a superar a questão e sim apontar o dedo, menosprezar e bater no peito: venci, sou uma humana iluminada, sou melhor que a maluca do post, meu nome é ódio!

Toda a questão da C. não é com as crianças, nem com a criança que vai chegar na família dela. Ela está preocupada é com a relação da família. Ela não quer cortar ou abafar a felicidade de ninguém. O que a deixa irritada é que todos da família, e agora todos vocês, exigem e recriminam o fato de que para ela tanto faz! Dela ser obrigada a ficar feliz com a gravidez. E ela teme que isso abale a relação da família que já não é das melhores. A mãe dela fica o tempo inteiro instigando: "Você vai pegar meu neto no colo?", "Você vai brincar?". Não é ela que fica marcando posição! Ela está sofrendo a pressão quieta, por isso procurou ajuda aqui! Ela tem o direito de ser indiferente a gravidez de alguém! Ninguém (mãe, irmão, cunhada ou vocês) tem o direito de se sentir ofendido por que isso é um dado irrelevante na vida dela. Isso não quer dizer que ela quer que eles não fiquem feliz com a gravidez. São coisas completamente diferentes!

"Agora estou sendo pressionada a aceitar essa felicidade que não é minha, a aceitar parentes, e amar alguém que sei q não vou amar, mas também nem odiar, apenas será indiferente. Eu não quero participar da vida dela, simples."

Parem de ficar fazendo esse exercício de trocar crianças, por judeus, por mulheres, por negros, para poder ofender a autora do post. Vocês não estão ajudando.

Sim, usar o termo "não gosto de crianças" é ruim, não deve ser usado, foi mal escolhido e está sendo mal interpretado. O termo no contexto do que foi falado no post não significa literalmente não gostar de crianças, negros, mulheres, pobres, etc. A autora do post mencionou que se dá bem com os alunos dela e que na escola as pessoas reconhecem isso. Não é uma questão de gostar ou não gostar de crianças. Pelo que eu li, acho que a C. gosta de crianças, tem empatia pelo outro que uma criança representa, entende seus sentimentos, respeita seus direitos, etc. Pelamor, vocês estão lendo apenas uma frase e baseando todo um julgamento descabido à autora do post sem reflexão.

Letícia Penteado disse...

MarinaP e Laura me representam!!! <3 Obrigada, mulheres!
Só um detalhe, que eu considero importante: sim, pessoas, o GOSTAR fica na esfera do sentir e não escolhemos o que sentimos. Já o FALAR fica na esfera da AÇÃO e nós escolhemos o que falamos.
Então goste ou desgoste de crianças (o que eu acho tão ilógico e irracional e merecedor de ser analisado quanto gostar ou desgostar de qualquer classe de pessoas sem conhecer um a um cada um dos indivíduos contidos nela), pense na forma como fala disso.
Dizer "não gosto de crianças" ou dizer "odeio crianças" é discurso de ódio. Se você é criança e ouve isso fica com medo, fica com raiva, fica se sentindo constrangido. Assim como você se sente sendo gay e escutando alguém dizer que não gosta de gays, ou sendo negro e escutando alguém dizer que não gosta de negros. É uma demonstração DESNECESSÁRIA de hostilidade. É DESRESPEITOSO. (Para as pessoas que acham que tudo bem não gostar desde que não haja desrespeito, portanto, é desrespeito FALAR que não gosta, assim, desse jeito.)
Não reprima o sentimento, mas contenha a ação. Quer falar? Então guarde para os ambientes em que você acharia apropriado alguém falar isso em relação a negros ou homossexuais, por exemplo. Porque esse é o nível de agressividade dessa fala para quem a recebe. Há formas muito menos violentas de expressar o conteúdo desejado pela autora do guestpost, como já foi colocado por diverses comentadores.
E, desculpem, mas preciso dizer isto: ouvir uma professora falar que não gosta de crianças é como ouvir um obstetra falando que não gosta de mulheres, ou um enfermeiro falando que não gosta de gente doente, ou um cuidador falando que não gosta de idosos, ou um tratador falando que não gosta de animais... é muito chocante. Dá muito a sensação da raposa cuidando do galinheiro. Mesmo que vocês não estejam falando no sentido X ou Y, o que fica é a linguagem violenta mesmo. Como eu disse, considere como você se sentiria sendo uma criança e ouvindo isso.

Anônimo disse...

A anônima que perguntou sobre as feministas que se dizem misândricas, só conheço uma que se declara assim. É preciso coragem. É um assunto tabu. Mulheres não devem desgostar de homens. Esses demonstram desprezo e ódio por mulheres de muitas formas, mas mulheres não podem desgostar de homens.
É feio, é malvisto.
E o desgostar é sim uma estratégia de defesa, é somente querer ficar longe ou não confiar em homens. Mas não pode. Percebam que várias aqui deram exemplos de grupos em que as pessoas têm direito de não gostar, mas tem de respeitar: negros, gays, mulheres, crianças. Todos minorias. Mas de homem ninguém falou.
Ué, não pode? Por que

Letícia Penteado disse...

Anônimo das 19h42, ninguém fala do n gostar de homens pq, quando imaginamos essas falas racistas e machistas, logo as imaginamos na boca de um... homem branco cis e heterossexual.

Marina P disse...

Raven, não acho que seja mimada nem acredito que é obrigada a gostar do seu sobrinho. Eu também desgosto de algumas crianças que conheço e simpatizo muito pouco por criancas com determinados tipos de comportamento ou personalidade. Acho isso normal, porque você está falando de uma criança específica e não de todas as crianças enquanto grupo humano. Eu não gosto de um sobrinho que é grosseiro, prepotente e já maltratou um dos meus cachorros e acho que esses meus sentimentos têm muito sentido!

Roxy, também gosto muito do teu posicionamento em relação a vários temas. Eu já lia seus comentários antes de começar a comentar aqui e varios deles me ajudaram ajudar de ideia sobre um monte de coisas.

Letícia, você tocou em pontos que acho muito interessantes! Eu, pessoalmente, tenho uma dificuldade imensa para lidar com pessoas de uma determinada religião e nem por isso acho justo sair por aí dizendo que não gosto de pessoas dessa religião. Ah, e muitas vezes tenho noção de como esse meu preconceito pode descambar pra intolerância, porque eu tendo a generalizar algumas coisas e aí sou injusta com a diversidade de pessoas que adotam essa religião. Enfim.... a gente debate e vai notando as próprias contradições, né? E eu tenho tantas... essas conversas aqui nos comentários me ajudam muito a questionar tudo.

Anônimo disse...

Eu pensava assim. Cresci vendo as outras meninas sonhando com filhos, pegando bebês no colo e eu nunca entendi isso, nunca quis para mim.
Ai, por acaso, fui trabalhar num berçário. Quando eu entendi que o emprego era num berçario meu maior medo foi não conseguir cuidar dos bebês. Eu precisava do emprego, o salário era bom, a equipe parecia legal, ou seja, me joguei. E descobri que gosto sim de crianças.
Não sou como a maioria das mulheres, que baba a cada vez que encontra um bebê, que faz coisas bobas e tal, mas gosto de brincar com eles, vê-los descobrindo coisas e ver que são muito inteligentes. São, na maioria das vezes, pessoas que ainda não foram estragadas.
Depois desse emprego passei a querer ter filhos, algo que durante toda a minha vida eu pensei que jamais desejaria. Quero ter a chance de educar uma criança com os valores que eu considero corretos, quero vê-la crescer. Apesar de já ser casada, de ter a família esperando que tenhamos filhos (como se o casamento e a vida adulta devessem ser apenas para isso, ter e criar filhos), ainda não estamos prontos. Para ser sincera, ainda não sabemos nem quando estaremos. Somos dois adultos felizes, que querem ser pais e entendem que ter um filho exige muita responsabilidade, que ver outros casais tendo filhos não torna ninguém apto a nada.
Para a autora: entendo o que sente. Tente se afastar um pouco, para ser poupada. Mas dê uma chance à criança.Acho que se conseguir ignorar a pressão, vai gostar da criança a sua maneira. Sem aqueles exageros, aquelas demosntrações exageradas, mas vai gostar e poderá ser a tia legal, que foge do padrão e faz coisas interessantes. Seu irmão e cunhada, apesar de serem intrometidos, parecem pessoas legais. Essa coisa de família se metendo onde não é chamada é cultural, as pessoas pensam que ter laços familiares lhe garante o direito de dar palpites e invadir a vida alheia. Se você se afastar um pouco eles se sentirão menos a vontade para isso.
O mais triste disso tudo é que se a autora fosse homem, ninguém estaria esperando que ela fosse louca por crianças e ela poderia acompanhar e curtir (ou não) à maneira dela.

Julia disse...

Falar sobre criança aqui sempre rende. Lembro de outro post sobre criança que teve tanto comentário que deu até preguiça de ler.

Maaas, só queria chamar a atenção pro termo "histérica ou histeria" que algumas pessoas usaram. Esse termo é tão machista! Apesar de estarem aqui se referindo a crianças é um termo cuja a origem se refere a mulheres. E é discriminatório.
Assim como o verbo "denegrir" são termos que deveríamos abandonar.

Só uma observação.

Anônimo disse...

Anônimo das 19:42, uma coisa é não gostar. A mulher pode ter lá seus motivos pra odiar todos os homens do mundo, pode ter sofrido um trauma, sei lá. O que é TOTALMENTE diferente de dizer que o ódio é uma coisa positiva, linda e maravilhosa. É isso q essas mulheres fazem, atrelam o feminismo delas à misandria e ficam afirmando q isso é positivo. Se combato todos os tipos de ódio e preconceito, pq diabos vou considerar q isso é uma coisa positiva só pq é uma feminista q está fazendo? Não considero o ódio positivo em nenhuma esfera da minha vida, e tampouco vou considerá-lo positivo dentro de um movimento social. O ódio pra mim é consequência de algum fato desagradável q ocorreu em nossa vida, jamais algo a ser alimentado, tido algo positivo, pq de fato não é. O ódio cega, envenena, nos faz fazer coisas irracionais e é totalmente incoerente q um movimento social atrelado aos direitos humanos se baseie em ódio. Pude verificar, de perto, o que esse tipo de comportamento gera, já q essas feministas misândricas foram as mais intolerantes e agressivas com quem já debati. E olha que procurei dar minha opinião da forma mais mansa e respeitosa possível, pois vi q a situação estava complicada. Fui simplesmente apedrejada e isso serviu pra reforçar a minha opinião de que ódio não ajuda em absolutamente nada, muito pelo contrário.

Erres Errantes disse...

Ai que frescura.
A autora do post tem trinta anos, é uma mulher adulta e não precisa viver colada no irmão, na cunhada e no sobrinho.
Ela será tia, mas isso não quer dizer que ela tem que se tornar uma espécie de sub-mãe do sobrinho. Quem vai criar a criança é o irmão e a cunhada, a autora do post não tem nada a ver com isso.
Tenho dois sobrinhos, hoje já adolescentes, e eu nem sei se quando me veem me reconhecem como tia, de tão pequena que é a nossa convivência.

Anônimo disse...

1 - Sempre achei chocante ouvir/ler comentários do tipo "odeio crianças". Para mim soa como renegar uma parte de si mesmo ou dizer que odeia aquela criança que um dia foi. Fico pensando se essas pessoas foram boazinhas ou travessas quando crianças (kkkk). Como bem disse alguém aí, "cadê Freud quando se precisa dele". Também soa estranho falar delas como se não fizessem parte do sistema. Apenas os adultos fazem o mundo funcionar?(como naquelas pesquisas que destacam somente a população economicamente ativa).
Agora, quando dizem "para que filhos? o mundo já está cheio!", aí eu acho engraçado. Ora, o planeta não é um elevador. Sinto muito, mas nós, adultos, "não vamos ficar para semente".
2 - Tenho 32 anos, 7 sobrinhos e não quero ter filhos. Meu relógio biológico nem treme quando vejo uma grávida, mas de vez em quando me ocorre que a minha vida está entediante por ser centrada apenas em mim e nas coisas que eu busco. Não quero fazer parte da tal geração individualista, incapaz de se identificar com os demais e menos ainda de se doar para outro ser humano. Por mais que eu deteste algumas facetas da maternidade, não acho positivo para meu desenvolvimento como ser humano querer passar incólume pelo contato com crianças. Definitivamente, não quero ser uma adulta intocável.

Anônimo disse...

Bom, se elas se declaram misândricas elas devem ter um motivo. Como disse, a misandria tem que ser justificada. E bem justificada. A misoginia não. É estrutural, não precisa de desculpa. Mas imagine o quanto elas já tiveram que ouvir por disso, a reação agressiva deve ser por causa disso.

Anônimo disse...

Eu também não gostaVA de crianças, e ainda não quero ter filhos, até ter sido tia. Nenhuma criança gostava de mim também, elas me viam e choravam de mim, e eu não tinha paciência.
Mas minha sobrinha me fez ter vontade de ter paciência. Talvez um dia eu tenha filhos porque eu mudo muito de ideias sobre tudo, mas a convivência com a minha sobrinha me fez gostar só dela, não de crianças no geral (estranho né?)
Quando ela nasceu eu pensei: e se ela não gostar de mim? Sou a tia e a madrinha dela, e ela não vai gostar de mim. Vou ter que esperar ela crescer, meu irmão (outro tio dela) é bem mais legal que eu. Mas no fim das contas ela sorri toda vez que me vê e quando ela dá tapinhas na minha cara enquanto ri e mim (só tem um ano, nem sabe o que faz) eu acho tudo muito louco. :)
Se permita gostar dela.

Lígia

julie disse...

Eu diria para autora tentar entender esses sentimentos, afinal não deve ser fácil ser tão cobrada. Acho legal que ela aceita e admite o que pensa e sente. Interessante essa discussão sobre maternidade, estou chegando aos 30, sou casada e minhas amigas começaram a me cobrar quando serei mãe. Ainda não consegui pensar em razões que me motivem a ser mãe, mas ao mesmo tempo tenho medo de perder uma boa experiência de vida se não for.Alguém mais se sente assim?

Letícia Penteado disse...

Obrigada, anônimo das 20h25.

Luana disse...

Comovida com seu sofrimento . SÓ q nunca. Minha filha, se não gosta de criança, fale em alto e bom som pra todos ouvirem... vc não é obrigada a participar da vida dessa criatura. Quem tá te pressionando nesse caso são os adultos da tua vida, não o bb q ainda nem nasceu e vc já condenando. Se toca, tá? E pode ter certeza q ela não vai precisar de vc pra nada. Vc não é tão importante qto pensa. Acho q se algumas pessoas tivessem essa presença de espírito, muitos problemas deixariam de existir. Abraços .

Tatiana disse...

Esse é de longe o guest post mais egoísta que já vi nesse blog. Uma coisa é não gostar de crianças e não querer ter filhos por qualquer motivo que seja. Outra coisa BEM diferente é se sentir ofendida porque OUTRA PESSOA resolveu ter filhos. Me desculpa, mas não consigo sentir empatia pela autora desse post, Lola. Além da falta de respeito com a felicidade do irmão e da cunhada, ela ainda comenta que o irmão "abraçou o espiritismo e virou machistão", como se uma coisa fosse relacionada à outra - um completo preconceito religioso aí.

Anônimo disse...

Os velhos e as crianças são as pessoas mais vulneráveis no nosso sistema. Não conheço pesquisas, mas arrisco dizer que são os dois grupos que sofrem mais violência no mundo. Ignorá-los, para mim, é mais uma forma de violência, é não admitir que sejam seres completos com tantos direitos quanto a população adulta e ativa economicamente, como alguém aí já falou. As crianças são usadas apenas como consumidoras pela publicidade, e muitos pais sucumbem facilmente ao apelo consumista, mas porque são pessoas igualmente consumistas, que compram para si coisas inúteis, sem preocupação com o futuro do planeta. Digo isso porque depois de ter um filho, aprendi como as crianças são abertas aos conceitos de preservação, aprendem rápido e interferem diretamente nos hábitos da família. Meu filho é extremamente econômico e antenado para o desperdício: luz, água, triagem do lixo, etc.
O que deveríamos fazer, enquanto feministas, não é ignorar, ou pior "não gostar" de crianças, mas lutar, como sociedade, para que as crianças sejam cada vez mais capazes de fazer o que as gerações anteriores não fizeram: respeitar seus semelhantes e o planeta em que vivemos.
Ninguém é obrigado a ter filhos, mas ignorar o futuro da nossa sociedade, é, no mínimo, muito egoísta.
Quanto aos velhos, é uma outra longa história. Mas devíamos também refletir sobre isso.
Nunca vi um post sobre mulheres mais velhas. Seria legal, Lola, que essas mulheres pudessem ter voz no feminismo também. Você nunca recebeu mensagens de mulheres mais velhas? Há toda uma problemática específica e que deveria interessar a todxs, pois é o nosso futuro.

Paula disse...

"Crianças não tem maldade absolutamente nenhuma, só exigem paciência."

maior mentira contada pela humanidade! Criancas podem ser tao crueis quanto adultos...

tem desde aquelas que praticam o bullying na escola (como eu sofria aos 4 anos) até as criancas que maltratam animais...

eu mesma já vi um menino de uns 5 anos chutando um cachorro na rua do nada... dei-lhe um esporro e a mäe brigou comigo (f*da-se)

como ja falaram aqui a exaustao, criancas säo pessoas e cada uma tem a sua personalidade... umas säo boas e outras säo más...

Aline disse...

Olha eu tampouco gosto de crianças - sempre achei meio cansativo aquela situação do cara mostrar a foto da filhinha e todas as mulheres ao redor falarem "que fofiiiiiinha" e eu lá.... Bom, aprendi que deve-se ser um pouquinho hipócrita, nao precisa falar "que fofiiiiiiinha" mas pode-se elogiar corretamente (que é isso o que querem) sem precisar fingir que vc esta babando.Tenho 35 anos, sem filhos, nao quero te-los e já me criticaram muito, dizendo que vou apodrecer sozinha (ao que respondo que se preciso de um enfermeiro na velhice contratarei um nao que eu parirei um - essa concepção de filhos como investimento pro futuro é foda)
Enfim, mas eu nao fico dizendo que nao quero filhos, apenas nao todo no assunto se me falam "vc tem que correr teu relógio ta passando " eu digo "pois eeeee....." Pronto. Nao dou mais conversa
Tenho 3 sobrinhos de 3,6,10 anos. Sinceramente? Nao tenho muita paciência, brinco com eles, saio com a maiorzinha que já da pra conversar como gente e podemos ir ao cinema, museus, e é gostoso. Mas quando tenho que ir na casa do meu irmão e agüentar aquela criancarada toda, eu me controlo, sou educada, mas no fundo do meu coração to achando aquilo tudo uma chatice.
Já me achei um monstro por isso, mas hoje em dia já me aceito. Acho que tia tem que estar aí participando sim, mas nao precisa virar debiloide a ponto de ficar babando por qq coisinha que a criancinha faz.
Crianças sao chatas, egocêntricas (nao egoístas) o que é natural, cagam, babam, querem atenção e vc nao pode conversar com outros adultos, é uma fase, que graças a deus passam depois vem uma bem pior, a adolescência, mas que também passa,
Eu so acho que vc nao tem que ficar falando pro seu irmão que odeia crianças nao quer saber dos filhos dele. Faça como eu, nao fale nada. Nao precisa se jogar no chão (como faz a irmã da minha cunhada) e baba, e adora tudo aquilo. Vc pode ser o tipo da tia mais contida que quando sao maiorzinhos vc leva pro cinema, museu, conversa como gente,,,, nao precisa falar que acha crianças chatas, pra que por fogo no palheiro?

donadio disse...

"Os comentários do link repassado anteriormente são impressionantes, chega a dar medo!"

De fato.

Eu entendo que a maternidade é uma mudança muito séria (e pesada) na vida de uma pessoa, e que muita gente acaba passando por ela sem ter realmente avaliado se era isso que queria, e muitas vezes pelos motivos errados (para agradar o parceiro, para agradar a família, por que é o que todo mundo faz, por que a religião manda, sei lá). Ou até por simples acaso ou descuido...

Mas o que acontece não pode ser desacontecido. Imagino que a enorme maioria das pessoas que perdeu uma perna, ou um olho, ou uma das mãos, preferia que isso não tivesse acontecido. Mas se aconteceu, é preciso seguir em frente, ficar sonhando como seria bom se não tivesse acontecido só pode reforçar a infelicidade.

(Aliás, às vezes me parece que tem gente que acha mais legal ser infeliz - e com isso se colocar numa postura de eterno credor do mundo - do que simplesmente viver a vida da melhor maneira possível...)

Theprix sp disse...

Tenho 4 sobrinhos, mas nunca em nenhum deles troquei fraldas. Nunca levei ao cinema, nunca cuidei deles pros meus irmaos. Não tenho fotos deles no meu face (apesar de ter mtas fotos com eles), entre outras coisas basicas que vejo q mtas pessoas fazem com seus sobrinhos. Eu tbm não vou ter filhos. Não quero deixar de fazer algo q gosto ou deixar de comprar algo pra mim, por causa de criança. É isso o que acontece em toda a vida das pessoas que tem filho. Pode parecer egoísta tbm, mas é a minha opinião. Mas em contrapartida, meus sobrinhos (me adoram. Sempre perguntam de mim, ligam em casa pra falar comigo (que ganhou alguma coisa ou o que fizeram na creche ou na escola) e qdo vao na minha casa, sabem já sabem q nao gosto de bagunça no meu quarto (na vdd eles nem entram la)e qdo vou na casa deles, querem me mostrar tudo. Dou uma certa atençao... mas eles sabem o meu jeito. Eles tem 4, 8,10 e 14 anos. Cada um trato de um jeito devido as diferenças de idade, mas do meu jeito. Sem maltratar nem nada, apenas do meu jeito. E sinto mto carinho da parte deles por mim, pq sou sincera, assim como eles!Assim, acho que a C. não deveria ficar tão preocupada. Na vdd a pressão vem dos adultos, das outras pessoas, mas a criança vai gostar de você... não tem jeito e vcs vão se entender....bjs

Aline disse...

Excelente o comentário da thephrix-Sp, ela explicou de um jeito muito melhor o que eu tb penso: a pressão vem dos adultos. Com os meus sobrinhos eles também me aceitaram o jeito que sou. Mais contida, claro que preferem a outra tia que se joga no chão com eles, baba, brinca de comidinha de lama, etc, mas eu nao posso fingir uma coisa que nao sou.
Acho que vc nao tem que ficar falando "odeio crianças" simplesmente fica na tua, quando mostrarem fotos fala "parabéns" pronto nao precisa babar nem ficar dizendo odeeeeio que é pior as pessoas caem mais em cima.
A minha cunhada sim queria que eu trocasse fraldas, "participasse" e tentei deixar claro que isso eu nao faço, nao sao meus filhos. Por isso raramente vou na casa deles. Mas quando eles vem na minha ou na casa da vovó, é tudo de bom, brincamos, conto histórinhas, passeamos. É gostoso. O saco como falou muito bem thephrix sao os adultos.
Abraços.

Anônimo disse...

Sério mesmo que tem gente aqui querendo cagar regra no GOSTAR alheio? Tomem vergonha.

Eu NÃO GOSTO de crianças
Eu NÃO GOSTO de idosos
Eu NÃO GOSTO de vegetarianos
Eu NÃO GOSTO de torcedores fanáticos, seja de futebol ou de religião
Eu NÃO GOSTO da minha vizinha

Mas RESPEITO, INQUESTIONAVELMENTE, todas essas pessoas porque essa é a minha ÚNICA obrigação civil.

Se não gostou disso, tudo bem. Você tem esse direito.

Letícia Penteado disse...

Theprix disse: "Não quero deixar de fazer algo q gosto ou deixar de comprar algo pra mim, por causa de criança. É isso o que acontece em toda a vida das pessoas que tem filho. Pode parecer egoísta tbm, mas é a minha opinião."
Não acho que é egoísta! Egoísta seria se não quisesse deixar de fazer algo que gosta ou de comprar algo para si por causa de criança E MESMO ASSIM FOSSE EM FRENTE E AS TIVESSE, e daí ou se ressentisse delas por ter que deixar de fazer algo que gosta ou de comprar algo para si por conta delas, ou fizesse o que gosta ou comprasse algo para si a despeito de isso prejudicá-las. Isso seria egoísmo.
Você, na verdade, está sendo coerente e responsável. Entende que criança não é boneca, não é brinquedo. Que não é justo criar (como mãe ou pai ou cuidador primário) uma pessoa que tem demandas se não se está disposte a atender essas demandas.
Não vejo absolutamente nada de reprovável nessa sua opinião, pelo contrário, é uma mostra de autoconhecimento e respeito a si mesma e às crianças. Muita lucidez, na minha opinião.

donadio disse...

"Eu NÃO GOSTO de idosos"

E como vai ser daqui a alguns anos? Vai odiar a si mesmo, vai se suicidar, vai simplesmente se permitir ser incoerente (tipo, "sou a favor da Reforma Agrária, menos nas terras do vovô, claro")?

"Eu NÃO GOSTO de vegetarianos""

A troco? o que que você tem a ver com o que os outros comem?

Theprix sp disse...

Aline, é bem isso mesmo que comentou e concordo tbm. Leticia Penteado, obrigada! e é vdd... com os 4 sobrinhos que tenho, vejo muito bem a responsa que é. E tenho mais certeza que não é pra mim essa vida. E o papel de tia estou fazendo do meu jeito. Minha familia me respeita. bjs

Julia disse...

Julie, eu me sinto assim também. Eu não acho gravidez e ser mãe uma coisa horrível como algumas parecem achar. Li os comentários do link Odeio ser mãe e não empatizei com muitas. Me pareceu, em alguns casos, apenas egoísmo e futilidade. E em outros depressão pós-parto.

Não deve ser fácil nem pra elas nem pras crianças.

Anônimo disse...

A troco? o que que você tem a ver com o que os outros comem?

O mesmo que alguém tem a ver com os gostos alheios..............ninguém merece esses fiscais da vida alheia, viu!

A gente pode gostar ou desgostar do que quiser. Gostem vocês ou não.

Letícia Penteado disse...

Anônimo defensor do gostar, como eu já disse, o buraco é mais embaixo. Repito:
"sim, pessoas, o GOSTAR fica na esfera do sentir e não escolhemos o que sentimos. Já o FALAR fica na esfera da AÇÃO e nós escolhemos o que falamos.
Então goste ou desgoste de crianças (o que eu acho tão ilógico e irracional e merecedor de ser analisado quanto gostar ou desgostar de qualquer classe de pessoas sem conhecer um a um cada um dos indivíduos contidos nela), pense na forma como fala disso.
Dizer "não gosto de crianças" ou dizer "odeio crianças" é discurso de ódio. Se você é criança e ouve isso fica com medo, fica com raiva, fica se sentindo constrangido. Assim como você se sente sendo gay e escutando alguém dizer que não gosta de gays, ou sendo negro e escutando alguém dizer que não gosta de negros. É uma demonstração DESNECESSÁRIA de hostilidade. É DESRESPEITOSO. (Para as pessoas que acham que tudo bem não gostar desde que não haja desrespeito, portanto, é desrespeito FALAR que não gosta, assim, desse jeito.)"
Sim, respeito é fundamental. Ouvir que alguém não gosta de você por princípio, sem que haja nada que você pessoalmente tenha feito para justificar esse não gostar é, no mínimo, assustador. É uma agressão e é, portanto, desrespeitoso, como qualquer pessoa que já passou por isso deveria saber.

Anônimo disse...

Leticia Penteado, você salvou os comentários, Não consigo entender como mulheres que se dizem feministas estão aí batendo no peito dizendo que odeiam crianças e isso é problema delas. Ora, então o mesmo poderia valer para homens que odeiam mulheres e nós teríamos que ficar quietas, não é? Criança não é um adulto miniatura, não é um ser genérico, é um ser humano! No mínimo, uma pessoa que não gosta - que odeia TODAS as crianças - mão gosta de uma grande parte sua. Porque todos carregamos nossa criança interior. Surreal, esse guest post, Menina mimada "sofrendo" por conta da pressão familiar. Ela não gosta de criança e é incapaz também de dividir a alegria do irmão? Eu posso não querer ter filhos, cachorros, o que for, mas se alguém que eu amo está passando por um momento muito feliz, o natural é que se fique feliz pelo outro.

Giovanna

Anônimo disse...

Mais uma que não gosta de crianças aqui.

Nunca bati, não tive filhos por opção, nunca fui dessas de pegar no colinho e tudo mais mas destratar, nunca. Agora dizer que eu gosto é mentira. Elas me irritam desde sempre.

E também não gosto de cachorro. Não chuto, não maltrato, já ajudei até a castrar alguns (mesmo porque é menos cachorro na rua), nunca teria em casa e a presença deles me incomoda, não é medo, é não gostar pura e simplesmente. Agora gato, eu adoro, embora também não tenha em casa.

E aí, qual o problema de não gostar de criança e de bichos de estimação? Nos meus 58 anos de vida não vi nenhum, mas se alguém quiser me elucidar a esse respeito, fiquem à vontade.

Não me incomodo nadinha que não gostem de velhos, até porque eu como uma boa idosa sei que somos uns bichinhos chatos também e sou da turminha que acha que gostar é um ato seu, interior sobre o qual ninguém tem o direito de apontar o dedo. Seja lá o que for, vale para mulheres e homens, coisas ou animais, filosofias, políticas etc. Acho caretão regular o bem querer dos outros, que cada um cuide bem do seu.

Respeitando, apoiando políticas públicas em favor de crianças e jovens, idosos, deficientes ou qualquer coisa aí que vocês usaram de exemplo exagerado, bichos também, não discriminando na hora de dar trabalho e outras coisas que entram no desrespeito, tá ótimo porque é só isso que se espera. O resto é da esfera íntima de cada um e ninguém tem nada a ver com isso.

Anita.

Aline disse...

Vamos ver... Nao é que muitas mulheres odeiam crianças, ou simplesmente nao gostamos daquele serzinho em especial, Letícia, mas é tudo o que elas representam (nos dias de hoje com os pais permissivos que tem filhos porque TODO MUNDO tem e depois exige que a professora os eduque, coisa que deveria ser tarefa dos pais): birras, choros, exigências.
Acho que a questão nao é que nao gostamos de crianças, é que nao gostamos de 3 coisas que envolvem crianças:
1. Uma suposta obrigação de que todas devemos ser mães (e muitas simplesmente nao nos sentimos preparadas ou simplesmente nao queremos, entao resulta que transmitimos na imagem da "criança" o desabafo que queremos dizer ao mundo "deixe-nos em paz"
2 a obrigação de que toda mulher deseja cuidar de crianças, e muitas simplesmente a igual que muitos homens nao temos muita paciência, e nao queremos, nao é que nao gostamos de um serzinho em especial, nao gostamos dessa obrigação que se nos impõem
3. Como as crianças estao se comportando hoje em dia por culpa de uma educação permissiva de muitos pais, que como disse antes, nem deviam ser pais mas sao por sei lá o que é deixam essas crianças a mãos de babás, outras pessoas estranhas, querem que a escola os eduquem, nao estao nem aí pros filhos criando verdadeiros pestinhas.
Já fui professora e me dava muita pena dos mais pestes, eram os mais largados pelos seus pais, essas crianças estao sofrendo um ódio disfarçado de "nao tenho tempo" dos próprios pais, se nao tem tempo porque tem filhos? Desculpe, acho super egoísta gente que tem filhos e sabe de antemão que nao poderá dar a mínima atenção a eles, mas tem que perpetuar a semente.
ISSO EU ACHO UM PUTA EGOÍSMO,

Anônimo disse...

Sou a autora do post e do e-mail de resposta q a Lola postou nos coments. De antemão agradeço a tod@s q aqui fizeram seus apontamentos. Qdo a Lola escreveu q ia publicar e eu concordei, fiz um voto pra mim mesma q não ia responder aos comentários, iria apenas ponderar sobre o q vcs iriam contribuir. Entretanto, vejo q com o tamanho da causação, penso q é justo tb escrever.
Não gostar, como já foi discutido acima, não significa odiar, ter aversão,como alguns entenderam por extensão. Não odeio cças, apenas não quero ficar ali junto, não gosto do universo infantil e o q é relacionado, especialmente o universo da primeira infância. Eu as respeito e as ouço bastante, entendo-as como gente em formação, igual mas ao mesmo tempo diferente. Mas isso não significa q eu as maltrate, agrida, seja omissa, enfim: não. Se é uma posição preconceituosa, eu não sei, vou pensar, pois não tinha matutado sobre isso antes; por isso o debate é importante. Vou pensar sobre isso.
Vários me disseram q não é sobre mim. Sim, penso isso, antes mesmo de escrever pra Lola tb, e justamente por não ser sobre mim q não quero ser incluída a força nisso. Se é egocentrismo as avessas, a pensar tb. Vejam: não acho legal ver cartão de pré-natal e exames pessoais da minha cunhada, é dela, não é meu. Não é - definitivamente - sobre mim. Quero ser neutra, nem existir nesse papo...
Antes q me mandem de novo pro psicologo, hhehehe - acho engraçado pq tem aqueles q mandam com ironia (aqueles q mandam por dica eu entendo e respeito muito), adianto q fiz anos, anos a fio de terapia. Não sou histérica. Parei pq quis ou a tal da alta, depende de quem olha e da escola q segue. Uma das conclusões: "sua familia vai mal e quem denuncia é vc." Verdade, mas eles não quiseram ir pro psicologo comigo... depois continuei e parei por outras razões.
Alguem disse que qdo se está muito contente com conquistas e se é indiferente é muito triste: concordo e o exemplo q foi dado - da universidade e do curso concorrido - aconteceu comigo, recentemente. Como fui recebida? "Não fez mais q a obrigação. É universidade pública, então pague X e Y contas." De minha mãe e de cunhada, via recados de minha mãe. Eu realmente lamento a vinda desta cça pra essa familia...minha cunhada e irmão disseram q vão bater... Eu apanhava até do meu irmão, então...
Tenho uma colega de trabalho q planeja filho como se planejasse a compra de um carro ou de apto - claro q é um impressão minha e o universo dela é bem mais complexo - mas esse cartão de visitas e a prepotencia de quem tem filhos - como já bem disseram aí acima - é algo irritante, muito irritante. Já me falaram vááááárias vezes q eu só seria uma profa. completa qdo eu tivesse os meus filhos. Vejam as pérolas... Mãe de aluno não me ver como uma pessoa com um pouco de autoridade no assunto de educação pq não tenho filhos... Tipo: requisito pra pedagog@, ser mãe, ter diploma... WTF???
Simples, apenas e apenas, não quero fazer parte disso. Mas como a Lola alertou e muitas de vcs, com relatos pessoais e teorizações eu tenho q ser flexível com a cça q crescerá, pois não sei o q será do futuro. Nisso vcs tem razão.
No mais sei lá... acho q a infancia - e o seu universo - é idealizada demais no mundo em que vivemos. A infancia - do jeito q a conhecemos é algo contruído, não é inato... Me lembro agora de Badinter e Caligaris: o mito da amor materno e de como a infância é colocada em um pedestal, com cças sendo consideradas verdadeiros anjos - ou "coisas", metas conquistadas, quase fetichizados...
A única pessoa q discordo frontalmente é aquela q diz "quis circo da proxima vez não abre a boca"... sem comentários pro seu comentário...
Outra: adoro cachorro - e tenho, mas odeio ir no Shopping, restaurante, etc, e ver as pessoas com eles lá, pra pensar. Mas comparar o incomparavel é complicado.
Do mais, sei lá, vou deixar rolar... como havia prometido a mim mesma...

Anônimo disse...

A autora do post - novamente - pois havia perdido o link de comentários de vcs. O anonimo das 17:44 disse muito do que penso e interpretou legal as coisas. Até escreveu algo q eu esqueci. Eu não falo sobre o assunto em casa, no trabalho, com colegas de trabalho, por aí, vim dizer aqui. E concordo, o termo "não gostar" precisa ser trocado, pq não é o q eu sinto em sua exatidão.
Obrigada!

Anônimo disse...

Crianças não são "indivíduos por si só", são seres humanos com mentalidade, maturidade, corpo, incompletos, em desenvolvimento.

Não dá pra comparar não gostar de crianças com não gostar de mulheres/negros/gays porque ser mulher/negro/gay é uma condição, uma característica imutável do nascimento a morte, enquanto infância é uma fase da vida, de desenvolvimento, que passa.

Eu me identifico com a autora do guest pois estou passando por uma situação parecida. Meu noivo tem um sobrinho insuportável e vive me pressionando, dizendo que eu tenho que brincar com ele, passar tempo com ele, trazer ele pra dormir na nossa casa, sendo que o moleque é totalmente mal educado, mimado, desobediente,irritante, insuportável. Mas quem disse que eu posso dizer algo contra ele? É apenas uma criança!

Aliás, quem foi que disse que, só porque temos um parente, somos obrigados a gostar e conviver com ele?

Anônimo disse...

Tem um povinho muito maluco aqui.

Se eu posso falar que gosto de crianças e sobre isso nenhuma análise é exigida, porque eu não posso falar que não gosto de crianças sem dar todo um rol de explicações e receber acusações de preconceito e outras bobagens que escreveram como argumentação?

Regular o gosto alheio é muito século passado gente... vamos fazer um update aí que a coisa tá feia!

"Já me falaram vááááárias vezes q eu só seria uma profa. completa qdo eu tivesse os meus filhos. Vejam as pérolas... Mãe de aluno não me ver como uma pessoa com um pouco de autoridade no assunto de educação pq não tenho filhos... Tipo: requisito pra pedagog@, ser mãe, ter diploma... WTF???"

É quase como dizer que homem não pode ser ginecologista porque não tem aparelho reprodutor feminino. Ou que uma mulher não pode ser urologista por razões semelhantes. Ou que todo psicólogo tem que ser necessariamente um desequilibrado, pra entender o desequilíbrio alheio. Tenha dó né? Eu morro e não leio de tudo.

"NINGUÉM é obrigado a gostar de crianças, mulheres, deficientes, negros, gays, brancos, asiáticos, comedores de carne, comedores de legumes ou seja lá o que for. GOSTAR é um ato interno. Respeitar, porém, é outro papo. É bom não confundir as coisas."

Concordo integralmente e a confusão entre gostar/respeitar ficou bem clara nos comentários. Mas as pessoas projetam demais. Só faltou alguém bancar o Baby da Família Dinossauros e berrar "Precisa me amar, precisa me amar!". Sinto muito, Cinderelas, precisa não. Respeito é o suficiente.

Anônimo disse...

A única pessoa q discordo frontalmente é aquela q diz "quis circo da proxima vez não abre a boca"... sem comentários pro seu comentário...

então foi esse o comentário que te atingiu?

interessante.............

Letícia Penteado disse...

menos Badinter e mais Bell Hooks. Por favor.

Maria Valéria disse...

Eu sou do time que nao morre de amores por crianças,não: nao quero pegar no colo. Nao quero dar beijinho , nao quero ficar fazendo gracinhas pra elas. Nao quis ser mãe nem quero ser.

Porém, gosto muito dos filhos das minhas amigas.Minha irmã nao tem filhos,entao tambem nao sou tia,mas se fosse, meu " sobrinho " seria muito bem - vindo.
Amo o filho da minha melhor amiga e a filha de uma amiga da família se afeiçoou a mim( nao sei por que, rs, ja que nunca tive jeito com crianças ): quer que eu leia histórias pra ela,me conta coisas, etc...eu acho essa menina uma graça, e com ela e o filho da melhor amiga consigo ter proximidade,com outras crianças não.

Para a autora do guest post : eu acho que você está com uma postura meio defensiva, de que " nao vai amar seu sobrinho " . Como você ja sabe que nao vai ama - lo se ele nem nasceu e você nem o conhece ? Talvez seja a pressão da família pra que você pegue no colo, de banho, beijinho , etc, que esteja atrapalhando um pouco.

Minha sugestão : espere a criança nascer , e se permita conhece - la, sem forçar a barra pra fazer o que nao quer.Nao precisa pegar no colo,dar presente, beijinho. Etc...
Mas conheça,!!!
De repente você pode amar essa criança ( ou nao ).
Mas so conhecendo você ira saber.nao fique se torturando antes.
Boa sorte.
Beijos :)

Letícia Penteado disse...

O problema, Anita, não é não gostar. É FALAR por aí que não gosta, como se isso não fosse um desrespeito com as crianças e mães e pais. Como se não fosse agressivo e ofensivo e desnecessário. Como se não fosse destratar.
Se você não se ofende quando alguém declara não gostar de uma classe de pessoas de que você participa, que bom para você (que bom mesmo, não estou sendo irônica). Mas por favor considere por um segundo se o fato de isso ser verdade para você torna isso necessariamente verdade para outrem. É um exercício de empatia.
Criança não é bicho, é gente. Ela entende palavras e gestos e olhares numa profundidade que é desconhecida pelo bicho. Se você olha para um gato e diz “não gosto de gatos” ele vai cagar e andar para você. Se você olha para uma criança e diz “não gosto de crianças” ela vai sentir. Seja medo, raiva, revolta, o que for. Ela vai sentir. E por que esse sentimento dela é desimportante, irrelevante, insignificante? Porque ela não é adulta? Ela é uma pessoa. Um ser humano.

Letícia Penteado disse...

Aline, eu te entendo – e como te entendo!
Mas você percebe que, ao usar a frase “não gosto de criança” e afins (“crianças me irritam”, ou “crianças me dão nos nervos” ou “criança é um saco”, etc. e generalizações que não admitiríamos para outros grupos), transferimos para a criança uma bronca que deveria ser voltada ao adulto? Que oprimimos a criança para nos vingar da opressão que sofremos do adulto? Que agredimos a criança para atingir o adulto? Não são as crianças que impões que as mulheres tenham filhos ou saibam cuidar deles ou cuidem deles, etc. SÃO OS ADULTOS (e sequer são todos eles! Acho super chato quando alguém trata a minha escolha de ter filhos como um desrespeito à escolha dela de não tê-los. Creio que a recíproca seja verdadeira.)
Enfim, então para quê agredir as crianças? Porque isso é sim uma agressão verbal, um desrespeito. É só nos colocarmos no lugar delas para comprovar isso. Elas não são adultas, mas são pessoas.
Agora, quando você diz “Desculpe, acho super egoísta gente que tem filhos e sabe de antemão que nao poderá dar a mínima atenção a eles, mas tem que perpetuar a semente.
ISSO EU ACHO UM PUTA EGOÍSMO,” eu concordo em gênero, número e grau. Só discordo da forma de manifestar esse sentimento, se é fazendo generalizações desse tipo. =)

Letícia Penteado disse...

À autora do post: existe sim muita idealização da infância – e da maternidade também. E essa idealização anda de mãos dadas com a demonização, seja por reação, seja por frustração quando a realidade não corresponde às expectativas impossíveis criadas pela idealização. Quem perde com isso, infelizmente, são... as crianças. E os futuros adultos que elas serão. Põe a Badinter de lado um pouco, dá uma olhada na Bell Hooks. E na Alice Miller. Por favor leia Alice Miller. A criança que você um dia foi e a filha e irmã que você ainda é – essa que passa na facul mas ainda ouve bosta, por exemplo – merecem que você leia Alice Miller. Recomendo “O Drama da Criança Bem-Dotada” ou, em inglês, “The Drama of the Gifted Child” (dica: ignore o resumo do começo, ela incluiu nas edições mais novas, mas é confuso. O livro em si é curtíssimo, dá para ler mesmo sendo mega ocupada.) Investe que vale a pena, te garanto que pode te ajudar até mais do que a terapia que você fez. Para mim, foi divino.
Sobre a questão do cachorro no shopping, comparando o incomparável, acho legal lembrar que, primeiro, shopping não é lugar de cachorro (ou, pelo menos, não costuma ser). Mas é lugar de gente. E criança também é gente. Segundo, assim como cachorro tem dono, criança tem mãe. Mãe que poderia ser privada do convívio social quando essa criança fosse. Logo, não sinto (eu, pessoalmente) que essa exclusão deva ser algo defendido dentro do feminismo, embora entenda o porquê de as pessoas se sentirem assim. Eu mesma já fui uma pessoa que “não gostava de crianças”.
Agradeço pela sua disposição em rever a forma como expressa seus sentimentos. E a grandeza com que se manifestou aqui. Não é algo comum, infelizmente. Assim como a empatia.
Espero que você fique bem. E torço para que sua família te surpreenda positivamente quando o bebê nascer.
Um abraço,
Letícia

Letícia Penteado disse...


Anônimo das 03:33, nenhuma análise é exigida quando você fala que gosta de crianças porque essa generalização, ao contrário da generalização oposta “eu não gosto de crianças’, NÃO OFENDE nem desrespeita ninguém. Achei que isso seria óbvio, mas, enfim.
"GOSTAR é um ato interno. Respeitar, porém, é outro papo. É bom não confundir as coisas."
Pois é. Mas essa confusão quem faz são as pessoas que acham que não gostar de uma classe de pessoas e bradar por aí que não se gosta dessa classe de pessoas têm o mesmo efeito e são a mesma coisa. Basta um mínimo de empatia para perceber que isso não é verdade. Que essa FALA é desrespeitosa. A FALA. Porque o sentimento não é um ato de vontade, mas a FALA é. De novo, para que fique bem claro: goste, não goste, analise, não analise, o problema é seu. Venha aqui expressar-se dessa forma e o problema passa a ser de todos os seus interlocutores. Se eu considero que você fala algo machista, eu vou apontar isso na sua fala, assim como apontaria racismo, elitismo, homofobia, transfobia, etc. E, claro, adultismo.

Anônimo disse...

Concordo plenamente, anon. 13/3 17h44.
Cagação de regra geral e julgamentos descabidos sobre a autora do post.
Coisa que uma boa leitura com menos preconceitos evitaria.
"Mimada/o" é quem não saiu um milímetro de sua posição confortável para compreender, com empatia, a situação de C.
Thata

Anônimo disse...

C., sua individualidade é constantemente desrespeitada, principalmente por sua mãe - que fortalece o desrespeito por parte da cunhada (td bem, eles não são pessoas 100% "más", obviamente, mas, tão evidente quanto isso: não sabem respeitar você, desejam que represente um papel no qual você não se encaixa).
Só sugestão: há possibilidade de vc deixar de morar com sua mãe? Daí vc não seria tão pressionada a exercer o papel de bode expiatório do grupo familiar, e se livraria das recriminações tão maldosas, que tomam tempo demais de vida.
Boa sorte aí! Abraços,
Thata

Anônimo disse...

Deixa eu pensar.
Sim, é mimada mesmo e acha que o mundo gira em torno de seu umbigo.
Você não gosta de crianças e acha o máximo dizer isso para todo mundo, né?
Se eu disse que não gosto de negros, ou que não gosto de homossexuais, ou que não gosto de mulheres, serei crucificado.
Mas vc acha o máximo dizer que não gosta de crianças...

Eita lógica maneira...

Wellington disse...

Falando sério: você acha que o mundo gira em torno de você? Pelo o que eu li você não fala com maldade, mas você trata como se sua participação fosse indispensável.
É normal se sentir insegura nesse momento mas esse seu sentimento extremo de "não gosto de crianças" deveria ser melhor avaliado. Como Lola disse, você gosta das crianças do seu modo
Para finalizar: tenho onze sobrinhos e a ausência de um tio não fez falta nenhuma para eles. Tenho um relacionamento com três deles e é mais uma amizade do que algo familiar. Portanto não se preocupe tanto, sua vida só vai realmente mudar se você quiser. Diferente da do seu irmão que vai ganhar uma responsabilidade muito grande, quem vai carregar o peso é ele e não você.

Fernanda disse...

Ja que tem pessoas que nao querem comparar "Nao gosto de criancas" com "Nao gosto de mulheres" ou "Nao gosto de negros"...E se trocarmos a frase "Nao gosto de criancas" para "Nao gosto de idosos"? Sera que achariam isso ok?

Anônimo disse...

Fernanda, se você der uma lida em todos os comentários verá que não, "não gosto de idosos" também não é ok.

LoLa........ disse...

Lola, comigo a situação é contrária. Tenho um irmão, que também é 10 anos mais velho e mora com a minha mãe. Quando a namorada dele engravidou, foram todos morar juntos, e eu, que então vivia sozinha, participei de todos os preparativos da gestação, sacrifiquei guardados e memorabilia pra que eles pudessem se acomodar no meu antigo quarto. E hoje, por desentendimentos infantis, não posso sequer pegar minha sobrinha no colo. Não pretendo ter filhos, porque se os tivesse eu gostaria de ser uma mãe presente nos primeiros anos de vida deles; e pra isso eu precisaria ter estabilidade financeira, o que em nossa sociedade é complicadíssimo. Sofremos a pressão social, como se nosso papel fosse procriar, mas não temos como equilibrar a maternidade com independência (creio que seja mais uma manobra do patriarcado pra nos manter submissas). Não gostar de crianças é algo que não cabe na minha cabeça, porque desde menininha eu adorava cuidar dos menores que eu. Aos 8 anos, já trocava fraldas com maestria. Tudo bem, é uma opção da moça não querer participar, mas será que ela não está se fechando demais? Ah, o desfecho da história com meu irmão: fiquei sem emprego, voltei pra faculdade e pra casa da minha mãe. Vivo de "bicos" e moramos todos debaixo do mesmo teto, em uma situação estranhíssima. Realmente, existe uma supervalorização da maternidade, ao ponto de a minha mãe ter deixado o quarto dela pra que meu irmão pudesse ocupá-lo, junto com a "família" dele, ela se mudou pro meu, e eu fui pros fundos da casa...e tudo se justifica com "é pelo bebê que fazemos isso"!

Taíse Keitielle disse...

Respeito todas as opiniões aqui escritas, estamos no século 21 onde temos liberdade de expressão e até mesmo um direito que a Lei maior, Constituição nos garante, então vem minha opinião, não acho um absurdo alguém falar que não gosta de crianças, eu não gosto de animais, especialmente cachorro, mas isso foi devido a uma situação no passado que me deixou com trauma de cachorro e vamos dizer raiva, um não gostar, pois fui perseguida por um cachorro enorme e mordida e arranhada, até antes eu gostava de cachorro nada contra mas depois disse passei a ter muito medo até dos pequininhos e trauma, e depois de grande a não gostar deles, e ao contrario disso de crianças eu AMOOOOOOOOOOO MUITÍSSIMO, meu sonho é um dia ser mãe, para mim é a melhor coisa que Deus criou, apesar que muitas vezes para se ter um bebe você sente dor, parto normal, e cessário, posteriormente, e eu sendo uma pessoa que odeia dor que faço de tudo para não sentir, estou capaz de me sacrificar essa dor só pelo fato de ter um nenem, parto, não tenho ainda pois sou muito nova, e não tenho ainda uma estrutura economica muito boa para ter um filho ainda e tbm estou cursando faculdade, mas para mim eu preferia receber um diagnóstico de alguma doenças, câncer por exemplo, do que a noticia de não poder ser mãe, parece um absurdo, talvéz até seje, para vocês mas para mim não é, sei do que falo, e será eu que receberei as consequências do que digo, por isso o não do porque se importar muito com a vida dos outros, afinal, cada uma tem a sua, muitos me falam q é um absurdo, enfim, não me interessa, só sei que amoooo crianças e meu SONHO mesmo é ser mãe, porque pra muitas que querem ter um bb e não podem dever ser um sonho e uma dor imensa, um dia se Deus quiser serei mãe, eu amo os filhos dos outros, até mesmo parece que sou eu a mãe daquela criança, amo as crianças, qualquer q seja incondicionalmente, sem ao menos conhecê-la, só basta ser criança, assim como eu não gosto de cachorro, animais, tem gente que não gosta de crianças, elas devem achar um absurdo eu não gostar de animais, tem um monte de explicações o porque gosta de animais e eu tbm de crianças, tbm acho estranho quem diz que não gosta de crianças, mas enfim estamos num mundo de diversidades onde cada um tem gostos e preferencias diferente, e devemos respeitar, gostar ninguém é obrigado mas a respeitar sim, lembrando que criança não é animal, não estou menosprezando- os mas estou falando um fato real pois a raça humana é dotada de direitos assim como os animais mas tbm de capacidade mental, tudo bem que tem seres humanos horríveis piores que animais mas no geral somos nos que regemos a terra. Cada pessoa tem uma explicação sobre o porque dos seus medos, traumas, raivas e "não gostos", vamos assim dizer. Eu não gosto de cachorro, jamais criaria um, moro na casa da minha tia e lá tem uma, mas nem por isso eu fico falando toda hora que não gosto de cachorros que odeio cachorros e que "gostaria de matar um" kkkkkkkkkkk (brincadeira), pois isso é ruim para sua imagem como pessoa, e chato para quem é dono desse cachorro, mesmo não gostando eu sou humana e me preocupo se ele tem água, se ele comeu, isso não quer dizer que gosto de cachorros pois eu não gosto; tbm não iria gostar se alguém chegasse na minha casa e eu mãe de um bb ou criança, alguém falasse "não gosto de criança, ou, "odeio bebes" affs, te juro eu mataria essa pessoa, então o que devemos fazer diante disso e como seres racionais, respeitar e se colocar no seu lugar, saber falar, aonde falar, com quem falar e falar na hora certa, seria horrível chegar em uma casa onde tem um cachorro e falar do nada " odeio cachorro", se não coube o assunto pra que falar? Se não gosto e não quero q o cachorro pule em mim, diga eu não gosto q pule em mim, tenho medo, trauma, numa boa so assim ninguem sai machucado, nem como monstro ou ignorante da mesma forma com crianças. Aqui foi a minha opinião.

Niklaus Mikaelson disse...

vc eata certissima na sua colocação , axho q criança é igual peido a gente só atura o nosso

Anônimo disse...

Também não gosto de crianças e passei pela mesmíssima situação quando minha irmã engravidou da minha sobrinha. Hoje a menina está com 3 anos e não sinto absolutamente nada por ela. E ainda tenho que ficar dando cortes na família que insiste em ficar contando as coisas que a criança faz como se fossem interessantes. Acho que se a garota morresse eu iria ao enterro só por respeito à minha irmã, mas ia ser como ir ao velório de uma desconhecida.

Fernanda disse...

Anonimo das 14:09 Sim, mas eu quis reiterar.

Rhay. disse...

Bem, li o texto duas vezes e pelo que vi há contradições sim. Trabalhar com criança e dizer que não gosta delas soa parecido com um médico que diz que gosta de ser médico mas não se importa se as pessoas vivem ou morrem. A questão de ser mãe e isso ser encarado como uma missão ou obrigação como algumas dizem envolve pontos presentes na evolução do ser humano, preservação da espécie, etc, enfim, pontos evolutivos que não cabem ser detalhados, mas que ajudam a perceber a origem dessa idéia. Outra questão é enfatizar que o fato do irmão ter virado espírita o "transformou" em machista, como se o espiritismo ou qualquer religião em si mudasse alguém contra a vontade da pessoa e se você não acredita, não deveria se ofender tanto quando mencionam a doutrina. Talvez a questão toda tenha um cunho muito mais familiar do que necessariamente o fato de dizer que não gosta de criança, se não quer participar nem conviver, se afaste, não vá no batizado, no chá de bebê, mande presentes via correio, assuma a escolha de bater no peito e dizer que não gosta nem que é obrigada a conviver, porém se decidir se abrir um pouco que seja, vá com calma, tente mostrar valores a criança para que ela se torne uma pessoa melhor. E mães não acham que são melhores só por serem mães, mas indiscutivelmente muitas adquirem muitos valores e aprendem muitas coisas, adquirem muitas experiências que as que não são mães não experimentam.

LaLÔ disse...

Ninguém é obrigado a gostar de crianças ou animais.As pessoas devem ser respeitadas em suas escolhas sem quaisquer imposições.Isso não significa que devemos destratar estes e agir com grosseria. Engraçado que a leitora C diz não gostar de crianças, sendo que trabalha justamente com este público.Isso é extremamente contráditório.Se ela realmente não gostasse de crianças jamais trabalharia com elas.Acho que a leitora quer atenção ou está com ciúmes.Até prevejo o que vai acontecer no futuro vc vai acabar adorando seu(sua) sobrinho(a) e vai esquecer esta idéia que não parece autêntica, do contrário vc está usando uma MÁSCARA.(cuidado as crianças percebem quando não são queridas) e caso este sentimento seja genuíno repense e comece a lecionar para adultos ou mude de profissão.

Anônimo disse...

Tenho dezessete anos. Assim como a autora do texto, decidi que não iria ter filhos aos quatorze anos de idade. A minha decisão veio de uma forma forte e decisiva, eu já cheguei a ser uma pessoa que tinha vontade de ter centenas de filhos e pegava muito em bebês todas as vezes que os via. Com o tempo, criei em mim uma necessidade de afastamento das crianças e dos bebês, pois pela sociedade são muito protegidos, e é muito fácil acabar em uma situação errada próximo a eles. Tenho agonia, pois muitas crianças chamam a atenção dos outros sem precisar demonstrar o mínimo de mérito e quando crescerem, vão sofrer esse mesmo incômodo. Quando casar, penso em dedicar minha vida à minha esposa e espero o mesmo dela, então, não espero dividir esse espaço com crianças. Não penso que sou egoísta, pois se as crianças crescerem, elas sofrerão esse mesmo tipo de coisa. Eu sinto que estou livrando o meu filho do mal da realidade. Por muitos momentos, fico pensando na minha mulher e ler coisas como essas enchem mais a minha esperança na vida. Assim como elas, não me derreto por crianças, tampouco por bebês, mas sou assim com filhotes de outros animais. Se eu for tio, espero fazer com que o meu sobrinho seja esperto desde cedo, sempre tentando ter conversas fora do contexto infantil. Não vou reservá-lo à chupeta ou à bola; tentaria mostrar conhecimentos mais avançados e enigmas, como o cubo mágico, falando sempre em tom sério com ele, como se fôssemos dois adultos cavalheiros. Acolher-lo-ei com amor, mas à minha forma. Apenas não penso em dividir a obseção que a minha esposa teria por mim com as crianças, como fazem maioria das mulheres. Essas crianças, no fundo, iriam querer o mesmo. São pequenos adultos em formação.

Anônimo disse...

Adoreeeiiii, tenho pesquisado muito para ver se só eu nesse mundo odeio ser madrinha e não tenho achado nada... no meu drama particular é o seguinte: Eu era amiga de uma pessoa, mas com o tempo vi que essa pessoa era muito inferior a mim em suas ações, sempre criando intrigas, joguinhos e tal para conseguir o que queria. Comecei a me afastar com o intuito de tirar ela de minha vida!!! Eis que a pessoa fica gravida (Pqp)e adivinha para qm ela informou que seria madrinha? Isso mesmo: informou! Não pediu, não perguntou se eu queria, nada!

E eu como bem trouxa, aceitei, pq todos me diziam que essa cruz não se nega.

No meu aceite começou o meu inferno, cobranças! Eu fui obrigada a acompanhar o crescimento da barriga, me fez ir ate na ultrasson, me fez dar cano no serviço para ir!!!! tive q estar presente em tdo, ela queria que eu fosse ate ver nascer isso as 4 da manha, obvio que disse não!

Hoje a criança tem 2 anos, eu moro longe e dependo do meu noivo(que diga-se de passagem a odeia), para me levar. é um verdadeiro inferno em minha vida, as cobranças, os joguinhos para eu dar presentes caros (o que nunca cai), estar presente qnd eu estou mega ocupada, agora me perguntem se ela se dá ao trabalho de trazer a criança ate mim? ela nunca veio em minha casa!!! NUNCA

Estou quase surtando já, eu não amo a criança tampouco a odeio, meu sentimento é de indiferença, não to nem ai, como conseguir gostar de alguém se tem uma pertubada te cobrando tudo? Não deixa eu aprender a gostar....

É horrivel, até penso em casar e morar em outro pais para perder o contato, pq sei q vai piorar e esse assunto já virou uma bola de neve imensa que não se dá mais pra chegar e dizer: olha, não quero mais ser madrinha, eu nao gosto e nem desgosto da criança, mas faz um favor: suma da minha vida e me devolva a paz

Ser forçada a algo é horrivel

Unknown disse...

Bem não vejo nenhum problema você não ter afinidade com crianças e com tudo que venham com elas, embora você esteja certa sobre a pressão e padrões culturais que são impostos por nossa sociedade.
Também não curto o comportamento que as pessoas têm perante as crianças, as vezes agindo feito retardados é difícil mesmo viver fora dos padrões sociais, mas mesmo assim penso que a melhor opção é é sermos nós mesmos sempre.
Nasceu o sobrinho do meu marido sábado, não fomos ver ainda,vou essa semana ainda, muito para me eximir de qualquer cobrança social futura, mas é só isso.Temos que respeitar o nosso jeito de ser, como respeitar o jeito das outras pessoas que querem viver nos padrões, mas elas também estão fadadas a respeitar a nossa maneira gostando ou não, assim são as relações humanas.

Anônimo disse...

Me senti aliviada de ler alguns comentários aqui e o texto. Eu também não gosto de crianças e o pior é que tenho sobrinhos e daí as pessoas ficam rindo de tudo que eles fazem e me mostrando aquilo. Se a criança fala A ou se ela se movimenta, tudo é motivo de paparicar. Ainda mais as vós dessas crianças que são minha mãe e minha sogra luxam elas muiiiitooo e em consequência acabam ficando aquelas crianças mimadas que se acham o centro do universo. Me sinto incomodada por conviver com isso e ter que fazer de conta de que é gosto; pois ai de mim se mostrasse que não sinto nada por eles. É muito difícil isso... Quando vejo um cachorro eu tenho sentimento, mas quando vejo uma criança não. Existem algumas exceções de crianças que conseguem me cativar pelo que elas são e não por apenas serem crianças.

Anônimo disse...

"Não sou obrigado a gostar de criança". Socialmente vc não é obrigado a gostar de criança, porém biologicamente o ser humano e os animais são compelidos a dar proteção a recém nascidos simplesmente por acha-los adoráveis(Anão vou citar fontes procurem no Google schollar e em periódicos). Vez ou outra tem um animal defeituoso, este não tem o senso de proteção para com os pequenos ou suas crias estes são os animais sociopatas, que por transtorno biológico repele e ate mata as suas crias ou de outros. Com os seres humanos não é diferente, eles só não arrancam as crias da proteção dos pais por causa dos preceitos sociais, o senso de ser um animal sociável é maior que a sociopatia biológica. Um ser vivo tenta preservar ao máximo a existência de sua, a maioria dos mamíferos aposta na quantidade, a reprodução em massa. Porque ? Porque vivemos em um ambiente hostil e com patógenos hostis nos atacando a todo momento. Na historia da terra a ciência sabe que teve pelo menos 5 extinções em massa sem do que uma delas a poucos mil anos atrás o ser humano estava presente, e por pouco não foi extinto, sobraram apenas poucos exemplares, mas foi o suficiente para dão continuidade a especie, para que eu vc e ele pudessem existir e nos somos o legado daquele resquício de povo, tudo de grandioso que eles fizeram naquela época remota foi esquecido, o que realmente ficou de valor foi a gente. Agora minha opinião, acho puro egoismo vc falar"não quero ter filhos por questões politicas, sociais e filosóficas". Quem pensa assim eu desejo boa sorte em viver no mundo de fantasia que criou para si mesmo no hoje, e tenho pena quando for viver no mundo real de amanhã. Ter filhos não é opção, ter filhos é mais que uma obrigação, vc deve isso aos milhares que sucumbirão ao percurso brutal da evolução. Vc deve isso a eles !E mais já esta mais do que na hora de sermos vistos como homens, mulheres negros, brancos e etc. Nos somos uma unidade e devemos ser vistor por nos mesmos como tal. Agora peço encarecidamente, sei que vc é uma força da natureza, vc é poderoso, inteligente, vc sei que vc é uma força infinita e incalculável no universo, pena que isso é somente o que eu penso de mim mesmo, o que eu penso de mim mesmo. Na verdade nos somos frágeis como uma centelha de neve que vai ser destruída em um simples e fraco raio de sol, diferença é que a centelha é unica , mas a gente é diferente igual ao mesmo tempo, nunca vai ter outro igual a vc ou a eu ou a ele, mas nos seremos lembrados em outras lembranças, nos rostos serão lembrados em outros rostos e nossas atitudes em pequenos atos, ate mesmo como o simples ato de embalar um filho para dormir.

Anônimo disse...

Drica, enquanto lia seu comentario parecia que eu mesma tinha escrito. Não morro de amores por crianças, mas às vezes gosto de ter elas por perto. O problema realmente são os pais. Lembro de uma vez que fui obrigada a ver uma criança dançar dança do ventre por 40 minutos porque os pais achavam lindo. Pararam um churrasco, trocaram a música, chamaram a atenção de todos que estavam conversando para isso. Não preciso falar que depois disso arrumei uma desculpa e fui embora feliz para uma lanchonete. O problema são mesmo os pais, e não a criança.

Anônimo disse...

Sou tia- avó e também não curto crianças, não maltrato, não destrato, e muito menos fico babando com qualquer coisinha.Trato criança como mini adultos e realmente isto é por causa dos pais,que criam crianças com vontades e sem respeito aos adultos, tenho 40 anos e NUNCA quis ter filhos.Algumas acho até fofas, mas mantenho distancia.

Rhay. disse...

Acho que gostar ou não gostar é uma escolha da pessoa. E como qualquer escolha ela vai ter que arcar com o que vier decorrente destas escolhas. O irmão e a cunhada podem não gostar, é verdade mas todo mundo vai ter que respeitar, da mesma forma como a pessoa que optou por ser indiferente vai ter que respeitar o casal e o filho. Acho que o fato dela trabalhar em escola com crianças não quer dizer nada, ela pode ser carinhosa mas ver sua função e trabalho com crianças como um negócio, o que paga suas contas sem que isso necessite de um envolvimento emocional e/ou pessoal.

Anônimo disse...

Tenho que dizer que depois de ler esse post e os comentários finalmente me entendi. Sempre achei que não gostasse de crianças, mas agora vejo que eu não gosto é dos adultos quando o foco é criança. Eu considero a criança como uma pessoa em formação, a trato como eu trataria qualquer outra pessoa, lógico tendo consciência que pela idade ela ainda não tem ainda uma base de raciocínio, pois ainda esta aprendendo muito, afinal tudo é novo pra ela, o corpo dela, assim como o cérebro, caráter e tudo mais ainda está tudo em formação. Mas odeio que as pessoas usem isso para meio que criar um escudo, uma barreira protetora em torno da criança, tipo você tem que levar tudo como "ah, paciência, ela é criança, tadinha não fez com maldade ^^ foi sem querer que ela te viu e veio correndo com o carrinho de compras em sua direção ou que fica chutando o banco da frente onde você está sentado depois de perceber que isso te incomoda". Muitos adultos têm a visão de que você é obrigada a achar que todo bebê é fofo, você tem que achar tudo interessante e ficar babando junto, você tem que dar atenção pra criança a hora que ela quer e o quanto ela quer dane-se a sua vontade, você não deve se importar de cuidar momentaneamente da criança para os pais terem um fôlego "coitados, estão cansados, cuida você que tá tranquila no seu canto". Isso me deixa frustrada ao máximo, e é por isso que eu NÃO SUPORTO os adultos ao redor de crianças (me refiro à maioria dos adultos, claro que tem suas exceções, nada é um bloco padrão e homogêneo). A criança é uma pessoa em formação, ou seja, ela é uma pessoa como qualquer outra (lógico que tendo sempre em mente que ela ainda não tem conhecimento e raciocínio ainda para certos assuntos) então eu tenho o direito de não gostar de algo que ela faça ou de não achar ela fofa ou de não ficar tentando agradar o tempo todo ou até mesmo de não gostar daquela criança em especifico, porque sabe de uma coisa, eu também sou uma pessoa.

Anônimo disse...

Só complementando meu comentário anterior (das 13h13):
A maioria dos adultos (não são todos), agem como se devêssemos tratar a criança como se ela fosse uma pessoa especial. Ninguém é especial, ninguém é melhor ou pior do que ninguém, a diferença no caso da criança são os cuidados que ela requer e suas limitações enquanto criança, que são diferentes dos cuidados e limitações que os adultos requerem e têm. Mas é só isso, ela é uma pessoa em formação, mas continua sendo uma pessoa como qualquer outra, pois ela ser criança não a torna especial ou mais importante (nem menos) do que ninguém.

JL208 disse...

Eu procurei esse post após não me sentir "eufórica" com a gravidez da minha irmã. Pra resumir, ela engravidou do namorado, ou seja, mora com nossos pais ainda e eu também, portanto, moramos juntas. O que deixa a situação um pouco pior é que ela é minha irmã mais nova e "apenas" estava namorando mas agora o "namorado" dela (por quem não tenho muita simpatia) é pai do meu sobrinho e já (por motivos óbvios) se considera "da família" e frequenta nossa casa nos momentos que quer . Pra deixar a situação pior ainda: ela, o pai da criança e a criança provavelmente irão morar no quintal de casa com toda o patrocínio dos avós corujas. E sim, quando se fala em gravidez (pode ser a circunstancia que for) , as pessoas parecem que ficam meio abobalhadas... como se uma "magia da Disney" estivesse acontecendo. Gravidez não é algo anormal, é algo normal e não há nada de especial em nenhuma gestação.

vicente santos disse...

FALARAM MERDA MUITA GENTE NÃO GOSTA PQ ELAS SÃO BIRRENTAS E CHATAS QUERER COMPARAR CRIANÇA CHATA E BIRRENTA COM CONDIÇÕES FISICAS E RELIGIOES ORIENTAÇÕES É FALAR MERDA NGM AQUI É OBRIGADO A GOSTAR DE GENTE CHATA