sábado, 16 de novembro de 2013

GUEST POST: PRINCESAS DIFERENTES NUMA SÉRIE DE TV

Ísis me enviou este post sobre uma série de TV que eu não conheço, mas que parece muito interessante.

Quando li seu texto sobre garotas e princesas fiquei muito instigada, entrei em discussões sobre o assunto e sobre a maneira com que isso reflete no comportamento futuro de uma mulher. Mas, assistindo a uma série chamada Once Upon a Time (veja trailer legendado), tive um insight. Como nunca tinha parado pra perceber? Estou no 13º episódio da segunda temporada, e apesar de sempre me surpreender com o feminismo em tudo naquela série, só agora vi o tanto que ela é, na verdade, feminista, e girando sempre ao redor de princesas.
Explico. O que acontece é que a série conta a história de personagens de contos de fada que são amaldiçoados e mandados para uma terra sem finais felizes, a realidade. A protagonista é uma mulher forte e decidida, Emma, que assume o cargo de xerife da cidade, uma posição de poder pela qual ela luta bastante, o que eu logo achei o máximo.
A série sempre faz um paralelo entre o conto de fadas e a vida dos personagens amaldiçoados e agora sem memória, na realidade. Branca de Neve dá um show e sai da passividade tão comumente mostrada nos filmes e desenhos, e inclusive salva o príncipe, usa calças, e rouba, caça e usa armas. Ainda que houvesse uma inovação nela impondo sua vontade, nunca antes tinha visto uma série que de fato mostrasse em atitudes a autossuficiência feminina em uma era medieval.
Em Once Upon a Time, a passividade quase não acontece. Emma não demonstra dependência e nem buscar um casamento como forma de ter sentido na vida; ela luta pelo que quer e é uma personagem muito forte. 
Quando somos apresentados à Bela, ela é usada como moeda de troca em um acordo real com Rumpelstilskin e seu pai. Homens querem decidir o futuro de Bela, mas quando o noivo a empurra de lado, mostrando ao vilão que ela não irá com ele, ela se impõe e diz que o futuro é dela e que ela vai sim, para salvar a família. 
Chapeuzinho Vermelho tem uma vovozinha armada guardando a porta de casa para lutar contra o ataque do lobo, que mata inúmeros homens por noite no vilarejo, mas quem decide ir atrás dele para matá-lo e poder viver a vida que quer ter e não simplesmente ficar presa por medo de um lobo? Chapeuzinho Vermelho armada junto com sua amiga Branca de Neve. 
Achei engraçado que me surpreendi demais quando as duas estavam no quarto discutindo sobre o lobo e quantos caçadores ele já tinha matado, e as duas, numa amostra de cumplicidade feminina incrível, levantam-se e decidem lutar juntas. Acho que é o costume em ver sempre homens indo à luta nessas situações. E no final a ajuda vem da vovozinha armada pra selar o episódio, que teria spoiler aqui pela criatividade da autora, mas aproveito pra dizer: assistam, vale muito a pena!
Amizade e companheirismo entre as mulheres são muito ressaltados, fora que os cargos de poder (prefeita e xerife) são ocupados por mulheres. A série está fazendo um trabalho sensacional em usar uma coisa tão apelativa para garotas e mulheres como forma de mostrar um novo panorama do que uma mulher pode ser. 
Emma, a xerife, abandona seu filho para a adoção porque não se sente preparada para ser mãe, mas quando encontra uma moça que todos julgam incapaz de ter um filho, ela diz a ela que toda mulher que queira ser mãe deveria ter esse direito garantido, mostrando que tanto para um lado quanto para o outro, a mulher deve ter voz e decisão. 
Só achei ruim um episódio até agora, no quesito machismo: quando Branca de Neve é tachada de vadia para a cidade inteira por ter sido amante do príncipe encantado, enquanto ele saía imune. Fora esse episódio de slut shaming vergonhoso, é incrível como Once quebra vários estereótipos.
Tem muito essa coisa do bonding feminino, de juntarem-se na amizade. Branca de Neve oferece sua própria casa a Emma quando mal a conhece, e ela precisa de um abrigo. As duas se aconselham sobre seus problemas e quando a cidade toda se volta contra Branca, quem fica ao lado dela é sempre a Emma. Quando Chapeuzinho tem seu grande segredo revelado, Branca fica ao lado dela e a ajuda o tempo inteiro, sempre sendo compreensiva e nunca julgando a amiga, ajudando nas mudanças que ela passa. 
Chapéu, por sua vez, ajuda Branca quando ela vai resgatar o Príncipe, o que é outra coisa muito legal em Once: as mulheres salvam os homens com tanta frequência quanto os homens as salvam. Fora que em muitos episódios mulheres salvam mulheres também, mesmo quando tem algum homem por perto.
Na segunda temporada somos apresentados a Mulan e Bela Adormecida, ambas apaixonadas pelo mesmo príncipe, mas ainda assim, tornam-se amigas e companheiras de luta ao invés de lutarem por algo infrutífero. Mulan a protege e ajuda a passar pelas empreitadas e aventuras com as outras princesas, que enfrentam gigantes e uma floresta perigosa sem a ajuda de nenhum homem. 
Bela Adormecida ainda é uma personagem bastante comum de princesa mais passiva, mas ainda assim enfrenta isso e vai à luta de sua própria maneira. É muto diferente ver uma mulher na cama com o Príncipe Encantado sem mostrar vergonha quando os dois são surpreendidos, e ainda se dispor a lutar quando chamam o herói. Ainda me resta um pouco de esperança que as coisas comecem a mudar.
Espero ver mais séries que me surpreendam tão positivamente, que com exceção do episódio em que Branca de Neve é chamada de tramp [vagabunda], não usa nenhuma palavra que denota crítica à sexualidade feminina (corrijam-me se estiver errada, mas não lembro ter visto nem mesmo um bitch, vadia) e mostra mulheres fortes e capazes, com voz ativa e papéis tão não convencionais. 
Assistam Once Upon a Time. Espero que se surpreendam tanto quanto eu. Que ser princesa possa abranger matar dragões, carregar armas e sair sozinha na floresta pra lutar. Que a gente veja mais séries que tragam papéis em um rumo muito diferente das princesas passivas e quietas que esperam por ter seus futuros decididos.

51 comentários:

Dandara Lequi disse...

Adorei a resenha! Nunca tinha ouvido falar dessa série, mas vou procura-la com certeza. Amei a iniciativa!

AninhaSimplicio disse...

Confesso que me surpreendi e muito com a série. Logo quando comecei, pensei que seria uma série boba, mas no decorrer da estória fui me rendendo. Além das mulheres serem personagens fortes, numa época em que dificilmente são retratadas assim, o que me prendeu mesmo foi o emaranhado com todas as personagens, de como cada história é unida à outra conseguindo fazer tanto sentido. A 3a temporada que foi lançada esse ano, e que ainda não tive o prazer de assistir se passará na Terra do Nunca, e as mulheres de mãos dadas embarcarão de mãos dadas, por um bem comum. Quem ainda não teve a oportunidade, assista.

nina disse...

Eu adoro essa série. E a última aparição de Mulan, que mostra sutilmente uma reviravolta no sentimento que ela tinha pelo príncipe? Não falo mais pra não estragar pra quem ainda não viu. Mas sim, fora uma ou outra escorregada - comum pro mundo que a gente vive - acho fantástico como as princesas da série são mostradas.

Fernanda disse...

Eu A-D-O-R-O essa série e como ela é construída. Adorei também o episódio da chapeuzinho vermelho, e a forma como eles ligam as histórias realmente é ótima, como disse a Aninha. Assistam a terceira temporada que mais verdades vão aparecendo.

Marina disse...

Ai, Lola, quanto spoiler ):

Beatriz Correa disse...

Sou HIPER FÃ da série, que está na terceira temporada. Recomento fortemente!!
Lógico que a série tem seus estereótipos, mas é tão raro de se ver que realmente não dá pra pensar em Once Upon a Time em uma série que não seja feminista, igualitária.
Espero que tenha a chance de assistir Lola, vc não vai se arrepender! :D

Yanna disse...

Sou fã de OUAT e é isso mesmo: suas personagens femininas são bem escritas, como pessoas, e melhor ainda: são variadas. Não que haja algo errado com mulheres que se apresentem de um jeito tipicamente masculino, mas o feminino pode acabar ainda mais marginalizado se elas forem o que a gente tomar como referência de personagem mulher "forte", como geralmente acontece. OUAT não faz isso; de Belle a Emma, todas são "fortes".
Tenho, porém, uma ressalva das grandes: racismo. Toda personagem não-branca da série até agora foi ou vilão ou personagem secundário, inclusive a Mulan. (Os episódios em que ela apareceu foram, na ordem: sobre Philip e Aurora, sobre Belle e sobre Neal, com algumas cenas próprias aqui e ali, mas nunca todo sobre ela.) A Floresta Encantada é um paraíso branco, aparentemente.

Eva disse...

Princesa Emma te dedico sua linda <3

Mas minha paixão é a Chapéu *-*

Insana disse...

Gostei, vou procurar saber mais da serie...
Bjs
Insana

Beatriz Alencar disse...

Ironicamente, a série é feita pela ABC: O Canal de televisão da Disney, a mesma empresa que criou o esteriotipo de garota princesa. Isso mostra como a Disney desde os anos 90, vem tentado mudar essa ideia de que princesa tem que ser delicada e passiva. Isso porque os estúdios Disney sempre foram mais focados nas garotas. Os filmes de Branca de Neve, Cinderela e Aurora foram feitos entre 1937 á 1959; Numa época em que era pregado pela mídia que as garotas tinham que ser passivas e delicadas, e as meninas tinham como sonho casar com um cara ideal. Obviamente essas tres princesas são o retrato perfeito dessa época.

Mas aí veio a segunda e terceira onda do feminismo; E no final dos anos 80, embora como hoje, ainda existia muito machismo, Essa visão de casar com um príncipe encantado já parecia antiquada.
As princesas dessa época,representam bem isso:
Ariel é rebelde e pouco passiva, tão determinada que inicialmente é ela que salva o príncipe não ao contrário. Embora depois ela caia no esteriotipo de princesa apaixonada que é salva pelo seu principe e casa com ele no fim; A falta de passividade de Ariel, e ela tendo outro sonho na vida além do casamento, deu uma nova cara as princesas em 1989.
Depois tivemos Bela em 1991, que é intelectual e no fim salva o príncipe. Jasmine em 1992, que diferente das outras não queria se casar, Pocahontas em 95, que salva seu povo e abre mão de seu amor para cuidar de sua aldeia e Mulan em 98, a mais feminista de todas, que é literalmente uma guerreira.

Então, a Disney tem tentado mudar esse esteriotipo de princesa passiva á um bom tempo; As princesas mais recentes, Rapunzel e Merida, são bem feministas e a empresa lançou um video recente mostrando garotas surfistas, atletas e dizendo que ''todas elas são princesas''; Isso significa que a Disney é feminista? Claro que não. A Disney é uma empresa de entreternimento, e como toda empresa ela tem que se adaptar aos novos tempos. Então, se as garotas não são mais passivas, as princesas também não podem ser, e essa série é um exemplo perfeito disso.

Juliana disse...

Unce upon a time é uma série que tem todos os elementos que eu gosto, fantasia,personagens femininas, magia, adoro essas coisas só que fui com tanta sede ao pote, baixei tudo de uma vez e quando fui ver broxei total.
O que me afastou mais foi exatamente a parte da magia, as roupas, o lúdico, talvez os efeitos especiais...achei tudo muito vergonha alheia, bobo até.Tanto na parte "atual" quanto no mundo da fantasia, a repaginada nos personagens não me convenceu. De cara detestei a protagonista,achei ela bem inssossa, lembro que gostei do garotinho, e só dele.
Torci o nariz para a Prefeita, detesto esse esteriotipo de vilã super maquiada e sexualizada parecia que ela tinha saído deuma novela mexicana... e a Branca de Neve parecia um duende, ai, ai gente desculpa, mas larguei mesmo. Não durei uns cinco episódios,depois descobri que os roteiristas da série eram os mesmo de Lost, aí entendi tudo!
Ok, minha contribuição para o post foi pobre, mas gostaria de recomendar a minisserie histórica The White Queen, é curtinha,de tirar o folego,e flerta um tiquinho com a magia, o tema é a Guerra das Rosas, e a disputa pelo poder na Inglaterra. A história foca nas mulheres das Casas York, Lancaster, e Tudor.
Considero The White Queen uma obra prima, e depois dela me sinto orfã...só do fato de não ter comprado a lenda negra do Ricardo III já me ganhou s2

lica disse...

Eu li que na suécia fizerem o seguinte indicador: o filme tem que ter ao menos duas personagens mulheres, com nome e que conversam entre si sobre outro assunto que não seja homem. Poucos filmes passaram...

Camila disse...

Eu achei a primeira temporada de Once Upon a Time perfeita, uma das melhores que eu vi. A segunda deu uma piorada boa e a terceira, infelizmente, tá uma porcaria completa. Mas sobre o slut shaming da Branca de Neve na 1 temporada, eu não achei que foi machista não, achei que o seriado mostrou como aquilo era injusto, e irônico até. Branca de Neve tinha salvado todas aquelas pessoas mais de uma vez, e agora todos se voltavam contra ela. Achei que eles quiseram criar um paralelo com outras "adúlteras" sofridas da literatura, tem um momento em que ela ou o príncipe estão até lendo Anna Karenina.

L. G. Alves disse...

Vi esta série por alguns minutos para saber se eu gostaria ou não. Deu um tédio danado. Eu prefiro a série American Horror Story ou a Grimm.

Ms.Minna disse...

Juliana: pensava que so eu tinha achado a série OUAT uma porcaria. Como vc eu fui toda entusiasmada assistir a série: gosto de histórias onde a mulher nao fica choramingando e luta. Mas aí igualzinha a vc me desanimei os personagens parecem todos modelinhos (agora que vc falou que é do mesmo do LOST tb entendi porque nao consegui assistir nem 3 capítulos de LOST aquilo parecia desfile de modelos.) ok todas as séries todo mundo é bonitinho, so que aquilo é um pouco demais,
Logo de cara eu tampouco gostei da protagonista. Peguei tanto ódio dela que nao aguentei assistir a um episódio que ela ta deitada na cama de botas, ok peguei mania mesmo... A branca de Neves é toda chatinha, sinceramente nao da

Se querem uma série onde tem uma protagonista forte e mais humana, eu recomendo a excelente série "homeland" além de ser uma série com intrigas, a protagonista é uma mulher que vai lá atras do que ela acredita mesmo que ninguém acredita nela e é vista como uma louca.
E os personagens sao mais críveis.

Jenhy disse...

Para mim a melhor sêrie que é totalmente feminista é THE L WORD já terminou mas tá disponivel para baixar. Trata do dia-dia de 5 amigas todas lésbicas. E retrata tudo da vida, relacionamentos, filhos, familia duma mulher. A sêrie ê tão legal que tem um personagem homem que se intitula lésbica para entrar no mundo feminino. Ótima, incrível .

Danielle Oliveira disse...

Eu realmente adoro como esta serie é construída.... Acompanho ela desde o inicio e sempre achei perfeito a maneira como as princesas passivas foram "reconstruídas" para serem donas de suas próprias histórias.... Talvez a Branca de Neve seja o maior exemplo, mas as outras que vão aparecendo ao longo da trama mostram-se todas donas de uma grande personalidade...
A personagem da Emma dispensa comentários já que nas 3 temporadas ela mostra e reforça a ideia de que não é preciso um homem para salvá-la ou para que ela possa ser feliz (acho isto otimo)...
Mas pra além disto, acho que o principal diferencial deste enredo é o fato de que vilões não são tão maus assim e mocinhos não são de tudo bom.... Quer dizer, eles são mais humanizados... A Rainha má teve toda uma trajetória para acabar assim, a Branca de Neve teve que fazer escolhas não tão boas para que pudesse sobreviver.... Enfim, todo mundo é um conjunto de boas e más ações que vão fazer com que ocasionalmente se tornem herois e vilões....

Gostei muito de ver este guest sobre uma série tão boa =D

blogdomaurosilva disse...

vc ja assistiu xena, a princesa guerreira?

BigMouth disse...

Imagina quando você assistir "The Fall", Lola. Aliás, o serial killer de The Fall é o lenhador de OUaT. Um motivo a mais para assistir à série.

talita disse...

amo essa série! tô gostando da temporada nova de american horror story também que apesar da protagonistas serem todas mulheres e haver menções a ligação delas com o feminismo em mais de um episódio (sufragistas, queima dos sutiãs...) fico em dúvida se pode ou não ser considerada feminista.

Fernanda disse...

Que post legal! Eu AMO séries! Sou viciadona! Hehehehehe!

Gostei muito da descrição da série, apesar de não curtir muito essas coisas de fantasia... mas vocês falaram tão bem (a maioria) que me deu vontade de ver.

Ms. Minna, eu vejo Homeland, gosto um bocado. Mas não a vejo como uma série feminista não.

Pra dizer a verdade, feminista MESMO tem sido Masters of Sex. Fiquei surpresa de ser uma produção Showtime, pensava que so a HBO seria capaz dessa ousadia. A série foi desenvolvida por uma mulher _ alguma duvida? _ o que, em si, ja é um avanço num mundo ainda muito masculino (o audiovisual). Baseia-se no livro Masters of Sex: The Life and Times of William Masters and Virginia Johnson, the Couple Who Taught America How to Love. Ta começando agora, mas olha, é muito muito bom. Eu assisto uma baciada de séries e posso dizer que fui surpreendida pela qualidade desta, sobretudo na abordagem do tema. Vejam!

nina disse...

Também gosto de Grimm, mas OUAT tem sido mais interessante em termos de enredo. Não tô dizendo que é a melhor série do mundo, só comparando as duas. Particularmente acho muito legal quando fazem releituras de contos de fadas.

E eu acho Homeland super estimada...

Beatriz disse...

Não acho que OUAT seja uma série inovadora na representação das mulheres, nem que quebre paradigmas femininos do cinema e da televisão. Concordo com o comentário anterior da Beatriz Alencar: a série apenas atualiza as personagens dos contos de fada, como se se esforçasse em dizer, "no século XXI as mulheres podem ser fortes, independentes e poderosas!".
Na série, as personagens femininas são, de fato, autônomas e ocupam certos espaços masculinos, mas elas estão inseridas em um esquema narrativo maniqueísta e raso, cheio de esteriótipos. Os únicos personagens que escapam dessa lógica - logo, os mais interessantes - são masculinos, como Rumplestiltskin e agora, na terceira temporada (sofrível, infelizmente), Peter Pan.

Cética disse...

Vixi,acho essa série um porre,até tentei assistir mas não dá,entretanto,se pras meninas que gostam ela passa essa mensagem positiva sobre sororidade,tá ótimo!!

Poderia colocar essa série na mesma categoria daquela 2 Broke Girls (não consegui assistir 15 minutos) mas só por retratar a amizade entre duas mulheres que enfrentam todas as dificuldades juntas,tá valendo.

Pra quem citou Xena,essa sim era uma série porreta e com cunho feminista,adorava.

Anônimo disse...

Vcs feministas esquerdistas anti-imperialistas deveriam parar de assistir essas coisas produzidas pela mídia manipuladora do grande satã do norte.E sim passar a assistir as novelas revolucionárias venezuelanas.
Alis ta passando uma ótima, "O presidente e o passarinho"
E sobre um presidente socialista muito maduro, que fala com pássaros, ve fantasmas camaradas,antecipa o natal para novembro por decreto, manda o exercito invadir lojas de departamentos e shoppings e seus partidários promoverem saques, um sucesso.

Juliana disse...

Cética eu tbm concordo sobre esse aspecto de 2Broke Girls:são duas amigas batalhadoras e independentes. Eu acho o humor bem trash, mas larguei por causa de um detalhe: as recorrentes piadinhas sobre estupro. Não dá, quase todo episódio tem alguma do tipo. Vez ou outra eu não aceitaria, mas deixaria passar, agora recorrente sinto muito.
Eu acho super positivo séries que tenham personagens femininas fortes, mas me incomoda a rapida conclusão de que por causa disso série tal é feminista. Como se pra ser feminista basta saber pensar,meio que subestima todas as mulheres.
O importante é ver como as mulheres são representadas,sempre vai ter alguma série que mesmo conservadora tem ótimos exemplos de "mulheres fortes" como Good Wife, por exemplo.
Ou mesmo em séries como Arrow, inspirada em um quadrinho, ainda que não seja feminista, os criadores acreditam nas suas mulheres, não é a toa que a Felicity é mais queridinha dos fãs. Engraçado que estamos acostumados a ver séries/filmes de heróis com fanservice para os "omi", mas em Arrow o fanservice é claramente para as garotas, vide os cartazes promocionais para a 2t, onde os atores tiraram a camisa, todo site que eu via a notícia,os meninos reclamavam que queriam "direitos iguais": que as mulheres da série tbm tirassem a roupa, mas sqn rolou XD.

Fernanda disse...

Nina, eu também acho Homeland superestimada. Na verdade, ela foi ovacionada na primeira temporada, que eu realmente achei um arraso, super ousada, mostrando a inteligência americana torturando preso politico. E a trama era realmente muito interessante. Mas o grande mal temido por todas as séries abateu Homeland: a novidade sendo passageira, a segunda temporada não conseguiu se sustentar.

Uma série que é engraçadinha e cujas protagonistas são duas mulheres (que são amigas, mas muita gente quis compreender que elas são lésbicas e ai a série também virou mais ou menos uma referência para o publico gay) é Rizzoli and Isles. Eh bonitinha, tem uma tramazinha policial, mas apesar de amar séries, quando é assim mais superficial, eu acabo desistindo.

Concordo demais com a Beatriz, a profundidade e compelxidade dos conflitos e dos personagens é que determinam a qualidade da série. Vide Mad Men, que eu considero SUPER feminista (basta ter escolhido a personagem da Peggy para ser protagonista junto com Don Draper). Agora, é como alguém falou: Mad Men retrata a sociedade daquela época, a visão daquelas pessoas e suas relações; isso não significa tomar partido, assumir aquela postura para si.

Para mim, o personagem mais feminista da historia das séries é a Janice Soprano.

Fernanda disse...

SPOILERS ABAIXO!

Yay, post sobre séries!!
Não sei se eu diria que OUaT é feminista, mas representa mulheres de uma maneira muito melhor que a maioria das séries por aí. A primeira temporada de OUaT é excelente, a segunda foi sofrível e a terceira está bem boa.

Discordo profundamente de quem disse que só personagens masculinos são aprofundados na série, até porque OUaT tem mais protagonistas mulheres que homens em número e relevância. A maioria dos personagens da série tem conflitos tridimensionais, a releitura da maioria dos contos foi feita de uma maneira muito cuidadosa e mais realista. Gosto muito também da questão que essa ideia bem x mal ou bonzinhos x malvados é frequentemente desconstruída. Falando um pouquinho da Regina, ela foi desde a infância manipulada e psicologicamente abusada pela mãe (com um pai omisso do lado) a ponto de achar que o poder é a única maneira de se conseguir as coisas e repetir as atrocidades da mãe. E agora se vê uma tentativa de reabilitação por parte da personagem, principalmente alavancada pelo medo de perder o filho que ela adotou.
A Emma cresceu como uma criança abandonada e depois também foi abandonada pelo namorado grávida, então se acostumou a viver solitária e criou barreiras emocionais contra sentimentos e relacionamentos, até reencontrar o filho que ela deu pra adoção e a mulher que depois se revela mãe dela, e aos poucos ela vai se apegando a essa família, conceito que ela nunca conheceu.
Na segunda e terceira temporadas temos alguns momentos em que meio que se retrocede alguns conceitos legais da série, como a força da Snow White fica meio abalada depois que ela mata a Cora (mãe da Regina) e a tentativa de juntar Emma e Neal (o namorado que a abandonou) novamente. Mas a terceira temporada tem outras coisas legais, como um pirata que era um soldado e se rebelou contra seu rei e é claro, a inclusão de um personagem bissexual, que apesar de alguns acharem clichê terem escolhido a Mulan (que teoricamente, é menos ~feminina~), eu achei importante terem feito isso, principalmente depois das reclamações dos homofóbicos haha Outra coisa legal é que isso aconteceu porque os fãs pediram, existe um ship (um casal pra quem se torce) que é da Emma e Regina e esse ship tem muuuitos fãs (eu inclusa) e aí os fãs viram uma oportunidade de se quebrar um pouquinho a heteronormatividade. Os produtores não chegaram a juntar as protagonistas, mas inseriram uma paixão da Mulan pela Aurora que ainda não foi muito explorada, espero que isso seja criativamente lidado na série.

No tumblr tem várias avaliações da série por uma ótica feminista e um site que tem reviews muito boas de OUaT é nerdygirlnotes.com (só que é em inglês)

Enfim, a série é muito legal, mas obviamente o gosto é do freguês, então só assistindo pra saber!

(Fernanda F.)

Ms.Minna disse...

Mas eu nao disse que homeland é uma série feminista, eu falei que gosto da protagonista que é uma mulher normal, que como muitas também gostaria de se apaixonar (e logo por quem!) que tem as sacadas, super inteligente e é visto como uma louca coitadinha, mas é ela quem tem as sacadas e a coragem. O que é ser uma série feminista? Que todas as mulheres sejam top models e independentes? Como o OUAT?

Pegar e transformar todas as personagens femininas em super fortes poderosas nao seria muito condizente com a realidade, assim como transformar todos os homens em fracotes. Eu, pelo menos lá no OUAT nao me senti nada identificada, peguei mania contra a protagonista que põe os pés com a botona em cima da cama (sim, tenho um pouco de TOC e isso pra mim é o cúmulo) todos os personagens femininos parecem terem saído de uma revista de top models. Sei lá, é como aquele filme da sharom stone cowboy, parece assim "ok vamos fazer os personagens femininos feministas e fortes, DESDE E QUE elas sejam todas top models, super poderosas e independentes." Sei lá perde a graça. No homeland, a mocinha é uma mulher normal (pros padrões hollywoodianos claro, mas é normal, nao é uma super modelo) inteligente, e principalmente, ela ACREDITA numa coisa e vai atras, independente de que todos a chamem de louca. Ela ate vacila, porque ao contrario dessas séries ditas "feministas" ela é uma mulher normal com as suas dúvidas tb.... Mas ela logo volta e vai atras do que acredita.

É por isso que acho um seriao.

Ms.Minna disse...

Anônimo 10:21 da mesmo um novelas bem triste porque é verdade.

Anônimo disse...

"Vcs feministas esquerdistas anti-imperialistas deveriam parar de assistir essas coisas produzidas pela mídia manipuladora do grande satã do norte.E sim passar a assistir as novelas revolucionárias venezuelanas.
Alis ta passando uma ótima, "O presidente e o passarinho"
E sobre um presidente socialista muito maduro, que fala com pássaros, ve fantasmas camaradas,antecipa o natal para novembro por decreto, manda o exercito invadir lojas de departamentos e shoppings e seus partidários promoverem saques, um sucesso."
Neste caso eu até concordo em parte. Ainda tem o consumismo alimentar, que também é consumismo capitalista. A indústria alimentar com produtos ricos em gordura, frituras e a própria pecuária por exemplo são exploração capitalista, são cheios de consumo supéfluo, a indústria dos excessos de alimentos, incluindo os de laticínios e origem animal também é capitalista e muito consumista.

BigMouth disse...

Poxa, Lola, nem levou em consideração minha recomendação do "The Fall". Será que é porque já assistiu?

http://www.imdb.com/title/tt2294189/?ref_=nv_sr_1

lola aronovich disse...

Desculpa, BigMouth, vou anotar sua dica também, THE FALL. Quando vc falou, confundi com The Killing, algo assim (vi 3 episódios dela e não gostei). Então já são 5 as séries que me indicaram esses dias:
- ONCE UPON A TIME
- THE WHITE QUEEN
- BATES MOTEL
- MASTERS OF SEX
- THE FALL
Eu vou recomendar uma também: tô amando a terceira temporada de AMERICAN HORROR STORY, sobre as bruxas. Personagens femininas fortes e completos, atrizes fantásticas, diálogos afiados, uma delícia.
Ah, e também estou vendo PARKS AND RECREATION, que alguma de vcs indicou por aqui, e gostando pacas. Muito fofinho!
Obrigada, queridxs! Se não fossem vcs, eu não via nadinha.

@dddrocha disse...

Tudo que faltava pra começar a assistir logo.
Adorei a resenha!

Sara Marinho disse...

Quando paro para pensar nos filmes e desenhos de criança famosos, percebo que realmente sempre tive uma tendência meio feminista, mas é algo muito simples e comum entre meninas: Não queremos ser bonecas de porcelana, queremos ser a heroína que salva o mundo, não ficar chorando enquanto o príncipe não chega...
Quando mais nova eu tinha mania de assistir os clássicos milhares de vezes, mas de fato, os que eu mais assistia eram A pequena Sereia e Mulan...
E quanto a desenhos, eu amava Sakura Kard captors, Inuyasha -apesar de ter o nome do personagem masculino, que de fato salvava a protagonista Kagome o tempo todo, esta era uma personagem muito forte, que não se submetia a vontade de homem algum e Kikyou, sua encarnação passada, era mais foda ainda (Kikyou abriria mão do sacerdócio para se unir a Inuyasha, mas com isso eliminaria um mal do mundo fazendo com que a jóia das doze almas deixasse de existir, se uniria a quem amava e se livraria na verdade do que considerava um martírio, a solteirice eterna - a que sua irmã acabou "condenada" com a morte de Kikyou, pois assumiu sua função de sacerdotiza).
Mas era difícil encontrar um desenho que fugisse de apresentar um referencial de mulher que procurar um amor, ou cuja felicidade de consolida com um amor, com o encontro do príncipe encantado...Na verdade, só me recordo de As meninas Super Poderosas...Todos os outros desenhos traziam no mínimo fortes sugestões de romances para as mulheres de destaque (desenhos japoneses muitas vezes deixam essas coisas só sugeridas, não ocorrendo relacionamento algum), acho que é algo que ainda precisa ser inserido na indústria infantil, nos não precisamos buscar príncipe algum para salvar o mundo, ou depois de salvar o mundo...

Fernanda disse...

Gente, eu fui criada pela Xuxa. Sou a prova viva que milagres existem.

Lola, você vai PIRAR em Masters of Sex. Simplesmente uma personagem feminina abre O segundo sexo e lê um trecho pra dois panacões. Tem ideia?

Eu tô em estado de êxtase!

<3 <3 <3

Liss Spinardi disse...

Muito legal esse post, achei que eu era a unica pessoa que via a série como super feminista. Em julho eu também escrevi um post sobre a série no meu blog: http://liss-spinardi.blogspot.nl/2013/07/once-upon-time-uma-linda-e-prazerosa.html

To achando a terceira temporada menos legal, mas tá só no comecinho e eu ainda tenho esperanças de que vai melhorar...

dre disse...

E também agora na terceira temporada tem um episódio que, pelo menos na minha interpretação, aponta que ela é apaixonada pela Bela Adormecida. Achei o máximo porque todas as histórias de princesas são heteronormativas e sempre pensamos na homossexualidade masculina na Idade Média como se não houvessem mulheres lésbicas também. Gosto bastante desse seriado por subverter esses contos de fadas.

Bruna Mastrella disse...

Pode até retratar mulheres mais empoderadas, mas OUAT é bem fraca, na minha opinião. Roteiro inconsistente, atuações somente regulares, não achei nada demais. Assim como a BigMouth, achei a série The Fall a mais absolutamente feminista deste ano. A protagonista faz discursos incisivos sobre liberdade e luta pelo fim de estereótipos. Num episódio, por exemplo, a protagonista, após ser depreciada moralmente POR UM HOMEM por ter feito sexo casual com um homem casado (fato que ela claramente desconhecia antes da relação), faz um discurso belo e forte sobre liberdade sexual. Ela questiona o boçal do porquê este fato é tão repulsivo para nós mulheres e tão socialmente aceito, e até incentivado, para eles! Afinal, nós todos não gostamos de sexo? Não somos, em tese, livres? E daí se ela não se apegou afetivamente ao cara? É muito amor, gente! Quase chorei ao ver essa cena, sério :)

A história, inclusive, retrata a mente de um psicopata misógino. Embora não haja novidade alguma nisso, o seriado dedica bom tempo em traçar o perfil do cara. É fascinante como a protagonista mostra o ódio que tantos homens sentem por mulheres. No caso, o cara, por diversos outros problemas, canaliza suas frustrações em cima de mulheres bem sucedidas, sexualmente livres e satisfeitas. Pra mim, qualquer seriado que não trate mulheres como adereços ou seres imbecis que só existem pra pedir ajuda ou pra ser par romântico, conquista meu coração. Homeland e Breaking Bad, por exemplo, não são explicitamente feminista, mas tratam suas personagens com respeito. Todas são essenciais para a trama, são inteligentes, intuitivas, erram, voltam atrás, mas são bem humanas, multidimensionais.

Isabel disse...

Eu assisto Once Upon a Time, mas confesso que é meu guilty pleasure. A produção da série deve ter um orçamento baixíssimo, pq o CGI é sisível ( e aaté muitos dos cenários são em CG), alguns figurinos (como das fadas) são ridículos. A primeira temporada eu considero muito boa, mas ela tem uma história que poderia ter fechado. As personagens femininas são realmente fortes e há cumplicidade. A trama às vezes fica meio boba, parece que tudo gira em torno de "father" ou "mother issues". Além disso, a Rainha Má na 1ª temporada é mais clichê da mulher que usa a sexualidade pra conseguir as coisas, como se isso fosse algo de vilã. Depois isso muda. Infelizmente a 3ª temporada (com o Peter Pan como vilão) está bem chatinha. Mas, como falei, é guilty pleasure.
The White Queen é uma produção bem feita, prejudicada por um roteiro novelão e atuações canastras. O pior de todos é Max Irons (filho de Jeremy Irons) que interpreta o Rei Edward. Embora a série cubra anos e anos de história, ninguém nunca envelhece. E a protagonista forte, Rainha Elisabeth, é retratada como uma bruxa, que só consegue o que quer por meio de magias negras. Literalmente. Embora seja uma série histórica, eles usam a magia como um elemento forte na trama e real.Acho que isso é influência de Game of Thrones, que por sua vez é inspirado pela própria Guerra das Rosas. Fico com GoT, que pelo menos não se propõe ser histórico.
The Fall é muito boa e realmente bastante feminista. O único alerta é que o final é meio aberto, sem deixar claro se vai ter sequência ou não. Mas mesmo assim, vale a pena. São só cinco episódios.
Homeland é muito problemática. Só vi a 1ª temporada ainda. Realmente a protagonista é uma mulher normal, forte, interessante e a trama desperta interesse por conta dela. Mas a série é extremamente racista, retratando árabes e muçulmanos de forma estereotipada e infantil. O que esperar já que se trata de uma série americana de caça aos terroristas, não é? Mesmo um protagonista americano, se converteu ao Islã e por isso ficou malvado! É irritante. Mas é bem escrita e prende a atenção: provavelmente seguirei com ela.
Lola, queria saber se precisa ver as 2 primeiras temporadas pra entender a 3ª de American Horror Story. Depois de Glee, não queria ver mais nada de Ryan Murphy, mas os comentários sobre a terceira temporada me chamaram a atenção.
E assistirei Master of Sex! (Meu deus, como eu vejo séries!)

B. disse...

Falando em séries, qual a opinião de vocês sobre Big Bang Theory?

Mena disse...

Isabel, pode assistir American Horror Story sem ver as outras temporadas. Cada temporada tem uma história fechada.

Isabel disse...

Obrigada, Mena.
B, na minha opinião Big Bang Theory é reprovável em diversos aspectos. Ridiculariza os próprios personagens, esperando que o público ria DELES, não com eles; tira sarro das personagens mulheres, apelando pra sua vida sexual (Penny) ou falta de (Amy); representa de forma absurda a prática das ciências (sou das humanas; e, pior de tudo, caracteriza um personagem como autista (Sheldon), sem jamais admitir que ele o é, apenas para zombar livremente de suas ações. Acho tudo de péssimo gosto e nada engraçado...

Anônimo disse...

So um comentario sobre esse paragafo:

"Só achei ruim um episódio até agora, no quesito machismo: quando Branca de Neve é tachada de vadia para a cidade inteira por ter sido amante do príncipe encantado, enquanto ele saía imune. Fora esse episódio de slut shaming vergonhoso, é incrível como Once quebra vários estereótipos."

Isso ocorre na "nossa realidade", se bem me lembro. Entendo como se fosse uma critica direta.

Alice Gabriella disse...

Só discordo quanto ao episódio ao que a guest se referiu como contendo slut shaming, na verdade, os produtores não colocaram isso como algo normal e cotidiano, colocaram sim que o quanto isso é nocivo e como as pessoas são MAIS que isso. Já que apesar de ter tido um caso com um homem casado, a personagem não deixa que isso a defina, pelo contrário, ela consegue mostrar que isso não era importante ao final do episódio.

Anônimo disse...

Poxa gente... Que tristeza em ver que mesmo na própria resenha não existe nada conciso acerca da Regina, a Rainha Má! Sinceramente é APENAS por ela que eu assisto a série. Ela pode ser sexualidade e maquiada SIM, mas ela não é menos forte, menos poderosa, menos feminista que as outras! A mulher vepiveu um casamento FORÇADO com um rei, ela MARA ele, MATA o pai, 'MATA' a mãe, em busca de LIBERDADE, e para perseguir o que é importante para ela. Poca, a Regina é a personificação da libertação nessa série. E concordo com quem escreveu que os vilões não são de todo mais. Não, a Regina é meramente HUMANA, alguém que sofre, se vinga, joga baixo, tem pensamentos maldosos, quem nunca? Até o próprio fato de ela usar a beleza física da como manipulação nos seus planos demonstra o que ela foi ensinada a fazer em um mundo machista, o que as mortes 'como ela' ( muito bonitas) são ensinadas a fazer no nosso mundo, inclusive. E, ela também é capaz de amar, ela é mãe, e nesse ponto, a série deixa a desejar, pois na minha opinião a série produz uma idéia incrivelmente negativa e escrota sobre adoção. Enfim... Eu não suporto a Emma, Neil, Smow, Charming, bella, mulan, aurora ( alguém mais teve a sensação que a MULAN estava apaixonada pela aurora?) enfim.... Eu precisava falar dela. Eu assisto OUT exclusivamente por causa da Rainha Má.

Anônimo disse...

Gente... O corretor do cel acabou com meu post acima! O.O mas acho que dá para entender né?

yuna . disse...

Acompanho a serie desde da estreia e me divirto muito com ela.
Realmente é muito legal ver personagens femininas tomando as rédeas do mundo e lutando por suas causas.
Mas não acho ela tão revolucionaria não. Ela tem umas coisas bem tradicionais no meio desse girl power.
Na serie fica reforçando o tempo todo a ideia que só existe um verdadeiro amor na sua vida.
De nenhuma maneira isso pode ser uma mensagem positiva pra uma garota. Existem varios amores pelo mundo. E quando seu namorado terminar com você ou algum garoto que você ama não corresponder isso tem milhoes de opções por ai. Você não precisa ficar vidrada nesse cara e não aproveitar o resto da vida. Não acho boa essa mensagem.

Além de reforça o tempo todo o conceito de família tradicional. A personagem principal desde que começou a serie não esteve interessada nem em ficar/conhecer melhor nenhum dos vários personagens que eram interessados nela. Ela parecia assexuada. Mas quando volta a historia o pai do filho dela, você descobre que ela sempre esteve apaixonada por ele e faziam mais de 5 anos que eles não se viam. Ele já tinha outra namorada, não quis voltar com ela. Mas ai quando ele quase morreu e viu que tinha outro cara afim dela, capitão gancho. Estar afim dela novamente.

É verdade que as mocinhas são muito girl power, mas elas também tem uma sexualidade bem tradicional só querem qualquer coisa com o amor da sua vida, não se envolvem com vários caras, são mocinhas castas assim dizendo. ahsuahs
A unica personagem que se envolveu com varios caras foi a rainha má, que é uma vilã por acaso.

Acho que tem um certa veia bem tradicional em once upon a time. De reforçar essa ideia que a familia tradicional deve ser preservada a qualquer custo.
Que você só deve se entregar ao amo da sua vida e enquanto ele não aparecer não vá ser safadinha dando pra todo mundo.

Tenho outra amiga que assiste a serie comigo e tem a mesma sensação.

Adoro a serie mas não deixo de vê isso!

beijo lolaaa!<3

Carol disse...

Na minha opinião, o episódio em que a Mary Margaret (Branca de Neve) é chamada de vagabunda por ter se relacionado com o David (Príncipe) é justamente uma crítica velada ao fato das mulheres sempre serem as punidas, as culpadas se um relacionamento não dá certo. A Mary Margaret foi taxada de vagabunda e hostilizada pela cidade porque David não se decidia com quem queria ficar, e mesmo assim a culpa recaiu totalmente sobre ela. Ela até fala isso pra ele, não? Além de que o fato da protagonista que é do lado do "bem" ser taxada de vagabunda já muda a perspectiva. Não é a vilã que é chamada de vagabunda como forma de aumentar seu demonismo, rs (o que acontece muito nas novelas brasileiras). A minha interpretação do caso da Mary Margaret é justamente a de mostrar que a culpa sempre recai na mulher, por mais correta que ela seja, ninguém questiona quando um casamento vai mal, se a culpa é do homem. A culpa só pode ser de uma "destruidora de lares". Enfim, ótima resenha, mas acho que a parte da Mary Margaret foi mal interpretada.

Gabriela disse...

Oi lola.

A série era boa na 1ª temporada.
mas na 2ª e 3ª veio a heteronormatividade excessiva, patriarquismo, cultura do estupro(rape Culture;)
E até mesmo piadas de estupro(assista o episódio 9 da temporada 2)
eles poderiam ter feito algo melhor
mas ficou só nisso mesmo. tá parecendo contos de fadas da disney (só que pior)
por isso nem gasto mais meu tempo assistindo.

Clena disse...

Amiga, tenho quase certeza de que Mulan não é apaixonada por Philippe, e sim Aurora :)