quarta-feira, 16 de outubro de 2013

LEITOR CHATEADO PORQUE "FEMINISMO É UM MOVIMENTO DAS MULHERES"

O A. me enviou um email bravo no final de abril:

"Eu e minha esposa costumamos sempre ler seus posts. Acho muito interessante e já aprendi muitas coisas. Nem sempre concordo com você, mas sempre é informativo.
Resolvi escrever para expressar uma insatisfação e uma profunda tristeza que venho sentindo não com relação ao feminismo propriamente, mas às feministas de um modo geral. Algumas feministas, inclusive nos comentários do seu blog, escrevem como se todos fossemos monstros machistas, estupradores em potencial. Isto me entristece profundamente. Por ter nascido com o sexo masculino sou um ser desprezível, não posso ser um ser humano decente?
Então, no dia 13/04, eu e minha esposa fomos a SP ao Encontro Feminista, organizado por alguns grupos que têm páginas feministas no Facebook. Com o decorrer do evento, observando as diversas falas, sempre de mulheres, pude perceber que o discurso é sempre voltado às mulheres, que as diversas propostas de ação e tomada de atitude diziam respeito ao que as mulheres devem fazer, a como as mulheres devem se comportar.
Eu sei que a presença no evento era majoritariamente de mulheres, mas me senti excluído e fiquei pensando, 'Tudo bem, é preciso que as mulheres tenham consciência, que se envolvam, mas e os homens? Eles devem ficar de fora do processo, eles não devem mudar seu comportamento, eles não devem educar seus filhos de modo diferente? O que estou fazendo aqui então?'. No intervalo falei para minha esposa, 'Acho que o feminismo não é um movimento pelas mulheres, é um movimento das mulheres!'.
Sei que estou me alongando, mas antes de continuar, deixe-me falar um pouco sobre mim. Sou sociólogo; nunca, de fato, estudei o feminismo ou li nada escrito por feministas, mas sei por formação que toda diferença entre os sexos e os gêneros é uma construção social. Além de estudar há dez anos leciono no ensino superior, sempre em minhas aulas trato de discutir os nossos diversos preconceitos, procuro instigar uma percepção crítica por parte dos alunos, enfim, eu acredito, de verdade, que contribuo para tornar algumas pessoas um pouco melhores com relação a estas questões.
No momento, eu, que sempre falei que sou feminista, inclusive em todas as turmas que dei aula, acho que vou abdicar do rótulo. Vou deixar isso para as mulheres. Vou continuar minha luta por uma sociedade menos racista, menos classista, menos homofóbica, enfim, mais igualitária, mas penso em não falar mais da opressão que sofrem as mulheres. Afinal sou um monstro estuprador em potencial, meu sexo me define.
Agora, o que mais me entristeceu no evento feminista em São Paulo foi a mesa de discussão da qual 'participei' após as palestras iniciais. Logo no início, a moça que organizou o debate pediu, muito delicada e educadamente, devo confessar (aliás, ela era muito articulada, inteligente e respeitosa com as manifestações diversas), que os homens presentes, éramos três, evitassem se manifestar porque, afinal, 'era um evento feminista e as mulheres são oprimidas e ensinadas a não se posicionarem e exporem suas posições em sociedade em que os homens são criados para serem protagonistas'. 
Tudo bem, fiquei ressentido e quieto, ouvi e me calei. Mas, para piorar, ao final, quando todxs já rumavam para a saída, pensei ter ouvido uma das participantes comentar com a moça que organiza a mesa que, nas próximas discussões, 'Seria legal restringir a participação ao público feminino'.
Confesso que na hora pensei que eu devia estar chateado e que devia ter entendido mal, ou imaginado, que a participante tivesse dito aquilo. Para minha surpresa, logo depois minha esposa, sem que eu tenha lhe dito o que ouvira, se disse espantada por ter escutado exatamente o mesmo.
Enfim Lola, fiquei, estou, muito chateado. Não posso ser homem e lutar pela igualdade entre homens e mulheres, não posso participar ou me manifestar sobre o tema. Eu realmente fiquei bem magoado.
Só resolvi escrever hoje porque acabo de ler, há pouco, este guest post em que a autora afirma, mais de uma vez, que todos, ou melhor, 99,99% dos homens, são machistas depravados, aproveitadores e violentadores à espreita de uma oportunidade.
Que m*rda, o que foi que eu fiz? Sou homem e portanto sou lixo? Devo me incluir entre os que denominam as feministas de feminazi? Poxa, vocês não afirmam sempre que o feminismo não é um movimento contra os homens, que é um movimento pela igualdade?
Desculpe Lola, eu acredito que você não veja as coisas deste modo, mas eu precisava desabafar com alguém além de minha esposa."

Minha resposta: Vc deve saber que há inúmeras feministas que discordam entre si, que o feminismo é muito plural. Eu só posso falar por mim. É impossível, na minha visão, mudar o mundo sem os homens. Eu acredito em homem feminista, creio que é perfeitamente possível e aceitável que homens sejam feministas, e de jeito nenhum barraria os homens de qualquer espaço feminista. Minha única restrição é que homens feministas não devem ser líderes no feminismo. Seria como se eu me juntasse a algum movimento negro ou LGBT e assumisse uma posição de liderança. 
Seria estranho, já que sou branca e hétero. Mas creio que todos os movimentos precisam de simpatizantes. Só que o protagonismo deve ser das mulheres no feminismo, dos negros nos movimentos negros, dxs LGBT nos movimentos LGBT, dxs trans nos movimentos trans, e por aí vai. 
Tem uma frase que vi em algum blog americano e com a qual concordo muito: os homens, em vez de buscarem uma posição de destaque no feminismo, devem usar a posição de destaque que têm no mundo para lutar pelos direitos das mulheres.
Sobre o encontro em SP, não estou envolvida. Tuitei o convite para o encontro e o artigo da TPM sobre ele, e falei um pouquinho por email com duas organizadoras. Em fevereiro, uma delas entrou em contato comigo porque elas estavam começando a pensar no evento e já estavam sendo criticadas porque haveria homens nas mesas, na proposta inicial. Eu respondi que não via problema algum em ter alguns homens palestrando num evento feminista (ainda mais porque os homens que iriam palestrar seriam homens trans!).
Conversamos um pouco sobre isso e ela passou minha opinião à organização do evento. Quando vi os nomes no final de março, vi que não haveria homens palestrando (não sei porquê), mas achei muito bons os temas, muito inclusivos, porque celebravam a interseccionalidade, e contemplavam negras, lésbicas, e trans. 
Talvez, prum próximo encontro, possa haver um tema como "homens no feminismo", ou "como trazer mais homens para a luta das mulheres", ou "como o machismo também afeta os homens", ou "como eu, homem, me descobri feminista", ou "o que os homens fazem pelo feminismo".
A inclusão de homens no feminismo varia muito de grupo pra grupo. Faço parte do grupo de Blogueiras Feministas, que tem mais de 800 membros. Lembro que tivemos uma discussão, no começo, sobre se aceitaríamos ou não homens feministas. A maioria das participantes presentes naquela época disse que sim, deveríamos aceitar. E temos homens no grupo, sempre tivemos (não sei quantos).
Sei que no orkut havia, ou há, duas comunidades grandes de feminismo (nunca fiz parte, até porque nunca frequentei muito o orkut). Uma parece ser bem mais radical que a outra. Essa mais radical proíbe a participação de homens, a outra não. Pelo que sei, era uma comunidade só que se partiu no meio por conta dessa discussão. 
Entendo que alguns espaços unicamente femininos possam ser necessários. Por exemplo, quando é um grupo menos político, mais "acolhedor", um grupo de apoio para compartilhar experiências pessoais sobre estupro. Nesse caso, as participantes sentem-se melhor falando só com mulheres. Assim como há grupos de homens que discutem a violência doméstica e são só de homens. Ou o Men Can Stop Rape, que é (quase) só de homens. 
Mas em grupos abertos, mais políticos, não gosto dessa divisão. Não me lembro de ter dado alguma palestra na minha vida só pra mulheres. E acho que o número de leitores homens no meu blog deve ser de uns 35%, ou até 40%. É muita gente. Infelizmente, creio que 95% dos trolls também são homens...
Como não me canso de repetir, não tenho nada contra homens, muito pelo contrário. Mas tenho contra um certo modelo de masculinidade (e de feminilidade também, mas acredito que o modelo de masculinidade é mais danoso ao mundo).
Respire fundo e tente não levar pelo lado pessoal. Aceite que, assim como há muitos tipos de homens e de mulheres, também há muitos tipos de feminismos.

Enfim, tudo isso acima foi o que te respondi na época, A. Mas agora, depois de reler seu email, tive a nítida impressão que vc foi chorão demais, e eu, suave demais com vc. Me dei conta disso quando pensei no título para este post, que até pode ser injusto, mas você disse isso. E, desculpe te decepcionar, mas o feminismo é sim um movimento de mulheres e pelas mulheres. Não só de e pelas mulheres, mas principalmente. Como eu já disse várias vezes, acho que não dá pra ser feminista, hoje, sem lutar também contra outras opressões. Assim como um movimento negro, por exemplo, que lutar apenas contra o racismo, esquivando-se de lutar também contra o machismo e a homofobia, será incompleto, pois deixará de apontar fatores interligados com o racismo. 
Putz, mas veja a extensão do seu mimimi, A. Você critica a raiva que a autora de um guest post expressou ao ser estuprada por um amigo. Ela havia passado por isso há poucos dias. Todos seus outros amigos que estavam na festa viram e não fizeram nada. Você não acha o ódio dela naquele momento nem um pouco justificável? Tudo tem que ser sobre vc, sobre os seus sentimentos? 
Aí vc critica uma participante daquele encontro de abril por ter sugerido, em privado, para uma das organizadoras, que o evento fosse só para mulheres. Por que o que ela falou em particular deve ser representativo de todas as feministas? Ela não pode dar sua opinião? Pelo jeito não, porque corre-se o risco de um homem ouvi-la, ficar muito chateado, e dizer que não aceita ser tratado como lixo.
Até agora, em 2013, fui palestrante em 40 eventos feministas, entre mesas redondas, debates, palestras, encontros etc, em três regiões do país, em quase 20 cidades. Em nenhum desses eventos falei só para mulheres, nem houve qualquer pedido para que homens não se manifestassem. Quase sempre, na parte de perguntas do público, algum participante falava, ou perguntava, sobre homens no feminismo. 
Talvez todos esses homens tenham a humildade para aceitar que são privilegiados, e que habitam um mundo em que eles têm muito, muito espaço. Eles entendem que, com todo esse espaço à disposição, não precisam ocupar mais um -- o protagonismo no feminismo, que cabe às mulheres.

179 comentários:

Anônimo disse...

mas e oszomi ?? tadinho duzomi !

Anônimo disse...

E necessário espaços destinados as mulheres sim, a sociedade patriarcal sempre nos relegou a margem do debate, e muitas mulheres se sentem desconfortáveis com presenças masculinas em debates feministas.
Se realmente acredita que o feminismo luta por igualdade, você deve entender isto, e entender a divida histórica que os homens tem para com as mulheres.

Anônimo disse...

Se o sexismo é ruim para homens e mulheres, por que só focar isso nas mulheres?

Por que não um movimento contra o sexismo, de homens e mulheres, questionando o papel de ambos na sociedade, buscando a igualdade de ambos e realmente os vendo como iquais além de seus gêneros?

Enquanto formos só nós no nosso mundinho, lutando pelos nossos direitos, nunca teremos realmente o fim do sexismo.

Precisamos andar de mãos dadas, reconhecendo nossos privilégios, mas sem apontar o dedo e sem fazer olimpíadas da opressão.

Quando você chama um homem de chorão, grita MALE TEARS, você não está sendo nada diferente de quem te chama de feminazi.

Precisamos de compreensão mutua. Não precisamos de aliados. Precisamos de pessoas que entendam que esse é um problema de todos nós.

E enquanto dividimos o mundo em homens e mulheres, sem nos mesclar, nunca teremos igualdade.

Thays disse...

Concordo plenamente com a segunda resposta da Lola. E digo mais: bem vindo ao nosso mundo. Você foi "escanteado" em um evento feminista, pois bem, mulheres o são em qualquer outro espaço.
Acho que os homens devem sim participar do feminismo, e ta aí um bom jeito de construir empatia com a causa pra poder verdadeiramente participar dela. Você se sentiu assim em um evento, nós nos sentimos assim todos os dias. Não to dizendo que os homens têm que participar do feminismo pra serem subjugados ou qualquer coisa assim. To dizendo que homens têm que se acostumar a não serem os protagonistas nesse espaço. Ele acolhe vocês, mas não é pra vocês. Pratique a alteridade.

Anônimo disse...

iuzomi?

hahahaha

June disse...

Lola, desculpa, mas ao meu ver o A. está certo! Vire a situação, qnd é um homem chamando as feministas de feminazi, dizendo q nenhuma mulher presta pq ele n consegue uma namorada, que qm ama homem são os gays pq mulher gosta msm é de dinheiro, dói, né? Imagina como ele deve estar se sentindo com uma generalização vindo de um grupo que, supostamente, deveria lutar pela igualdade? Lembrando que TODA generalização é estúpida. Eu já sofri muito machismo na minha vida, já fui abusada por um desconhecido em um dos locais mais movimentados da cidade onde vivo (muitos viram). Mas, se por um lado, minha mãe ignorou totalmente o meu pedido de ajuda, do outro, MEU PAI foi qm ficou do meu lado até eu fingir, pra mim mesma e para o mundo, que tudo estava bem. Percebe? Por mais que seja a minha raiva por esse sujeito que me danificou de maneiras que eu n quero admitir nem pra mim mesma, n posso dizer que todos os homens não prestam, tem que ficar aquém, numa posição de meros "ajudantes" nesse grupo. Da mesma maneira que tem homens nocivos à sociedade, há mulheres tanto quanto, novamente, o que vejo aqui é muitas pessoas colocando um dos gênero no pedestal em detrimento dos outros (seja no feminismo ou no masculinismo, perdão, mas é oq eu observo através dos comentários e posts em diversas páginas sobre o assunto). Já até imagino o quanto de haters estou atraindo por esse comentário, mas só queria desabafar. Não é só vc, e as páginas do facebook, é o feminismo que vejo ao meu redor, sendo pregado na universidade que frequento, por exemplo, que defende que só a mulher é capaz de liderar a sociedade até chegar na grande utopia igualitária que vocês tanto esperam... É por essas e outras que, apesar de lutar pelo objetivo mais básico do feminismo, igualdade , me mantenho fora desse conjunto.

Miguel Rodriguez disse...

Oi Lola e cara A., gostei muito desse post porque traz um debate fundamental no meio feminista.
Sou homem e defendo as causas feministas e os direitos feministas nos espaços que atuo.
Lendo os post parei para pensar como nossa sociedade está estruturada e discordo do A. em alguns pontos que acho que ele deveria refletir melhor.
Eu acredito que todos nós homens nos tornamos machistas sim, afinal nascemos numa sociedade machista que nos cria e nos passa concepções patriarcais do mundo. O que podemos fazer é lutar a cada dia para diminuir esse machismo, que nos foi introjetado. Acho que cabe aos homens que já tem essa consciência tentar repassar isso aos seus pares.
Quanto ao evento feminista, você esperava o que de um evento feminista? As mulheres são caladas todos os dias e de todas as formas, por seus pais, professores, patrões, maridos, etc. A gramática também as coloca em segundo plano. Acho que num evento feminista a prioridade deve ser as mulheres, o que não exclui ter espaços para falar de homens no feminismo. Mas não acho que devamos ser o central. Acho que deve-se falar para o público do qual se está debatendo, construindo.
Quanto as restrição das falas no debate, acho neste caso específico pareceu desnecessário, mas na maioria dos espaço o que notamos é que a maioria das falas são masculinas, que sempre estão nos espaços de fala pública.
Quanto a não participação de homens em espaços feministas. Penso ser importante que em alguns espaços as mulheres estejam auto organizadas para se fortalecerem politicamente e também compartilharem as opressões que sofrem. As mulheres em nossa sociedade não são criadas para falar em público, por exemplo, então acho que é bem mais fácil para algumas companheiras compartilharem e formularem entre elas mesma antes de estarem em público.
O que penso que não deve ocorrer é a inexistência de espaços mistos. Se existe um espaço só de mulheres, deve haver espaço de interseção, ou seja, um espaço misto para que possamos tentar construir uma sociedade feminista e com outros valores. Fazendo com que os homens também compreendam essa questão.
No mais não acho que o professor A. deva se entristecer ou ficar chateada com as feministas, já tem conservadores e trolls demais fazendo isso. Devemos procurar compreender, ler, se inteirar e construir a luta junto com elas.

"Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede."

Maria Valéria disse...

Lola, raramente discordo de uma resposta sua a um guest post, mas nesse vou discordar de alguns pontos,
Nao acho que o autor esta de mimimi,
Ele tem razão que a educação dos filhos compete aos pais,e acho ainda que a a educação sexual dos meninos acaba ficando mais a cargo do pai do que do filho,
Toda vez que escuto uma mulher ser xingada de vagabunda,vadia rodada, ou que vejo uma mulher ser agarrada a força em baladas, penso " esse cara aprendeu isso com o pai dele", se aprendeu com os amigos, nao teve um pai presente o suficiente para ensinar o contrario.
Entao,quando você tem UM homem que pensa diferente, que e exceção, e que pode ate ser um agente multiplicador com os amigos machistas dele , ensinando os conceitos certos, ( nao sei se me fiz entender aqui) , por que nao escuta-lo?
Concordo que nenhum homem deva assumir uma posição de liderança nesses movimentos,mas escuta- lo so iria acrescentar, e no futuro ele pode trazer ate outros homens para participarem e abrirem a cabeça,
Entendi o que ele quis dizer,Lola.
Me perdoe se eu disse algo equivocado, mas concordo que se so mulheres puderem participar, e quem deveria mudar ( homens ) nao puder nem falar ( veja, ele nao estava lá pra falar as asneiras que os trolls machistas comentam aqui , se entendi bem) o mundo nao vai mudar nunca!!
Beijo, querida ;))

Paula disse...

"IUZOMI?" até aqui?!

Anônimo disse...

Lola sei la, as vezes adoro seus textos e respostas, as vezes te acho estranha, vc tava indo tao bem na resposta para o rapaz e do nada vc vira e fala: seu mimimi!

Sei la, acho tao desrespeitoso isso. Com essa postura a gente mais e mais afasta da causa quem deveria abraça-la de verdade. Um abraço.

Sandy disse...

Isso me fez lembrar de um dia em que um rapaz fez um vídeo explicando para as pessoas o que era o feminismo,postou em um grupo no Facebook(que não era feminista)e várias mulheres o lincharam por isso. E achei que elas "pesaram a mão" na hora de colocar seus argumentos, sendo que o cara fez na intenção de querer ajudar.
Sempre achei curioso o fato de muitas feministas serem contra os homens dentro da luta feminista. Concordo com o ponto de não ter cabimento a existência de lideranças masculinas no feminismo, mas, em minha singela opinião, se os homens não forem incluídos a causa, talvez nunca iremos chegar à lugar algum.
Afinal de contas, é movimento que modifica a forma de pensar. De que nos adianta mudar apenas a forma de pensar das mulheres criadas pelo machismo e que convivem em uma sociedade assim, se os homens não forem incluídos e entenderem o que estamos falando?
Vamos, então, ficar gritando aos quatro cantos apenas para as mulheres? É algo compreensível, mas que não faz sentido ou que não traz resultados.
Se queremos igualdade, temos, sim, que incluir os homens à nossa causa. De alguma maneira.

Li disse...

Em partes o autor tem razão sim. Tenho sentido parte significativa das feministas com uma postura super agressiva contra tudo que não é espelho (até contra a Lola, contra outras feministas e etc).

Acho que um ou outro grupo liderado por homem pode ser positivo. Os homens podem complementar a visão de mundo que nós mulheres temos. Talvez as ações ficassem mais abrangentes e em alguns segmentos da sociedade, mais assertivos.

Helen Pinho disse...

Interessante, é uma discussão bastante presente atualmente, se eu pudesse falar algo para o autor do post diria:

1) leia sobre feminismo!
tod@s deveriam ler/estudar sobre o movimento, é muito esclarecer, reconfortante e minimiza as chances de sair dizendo bobagens por aí.

2) se tu é a favor da igualdade e consequentemente a favor do feminismo, nenhuma atitude de terceiros justifica tu deixar de ser feminista.
primeiro que não acredito em ex-feminista, na minha opinião era um(a) machista disfarçado de feminista. podemos concordar e discordar de pessoas, mas isso não muda lá no fundo no que acreditamos, pelo que lutamos em construir.

3) quando falamos "dos homens", "do machismo", "do patriarcado" não estamos falando de cada ser do sexo masculino da terra, mas do grupo em geral que tem atitudes que caracterizam esse grupo. essa parte é difícil de explicar, mas por exemplo se vou falar a favor das cotas digo algo em torno de "nós somo racista, por isso ..." veja não estou me excluindo de "nós" apesar de particularmente não ter atitudes racistas ou lutar para nunca tê-las, mas sou uma brasileira branca, privilegiada e isso me coloca no grupo sim de racistas.

é mais ou menos isso, tenho que sair, depois volto :)

MCarolina disse...

Eu fui lendo o guest post e ficando profundamente irritada com o mimimi sem fim e fiquei bem surpresa com a primeira resposta. Achei que ia ser só isso mesmo, ainda bem que depois você percebeu, Lola.
Guest poster, em vez de ficar se achando o último injustiçado da terra, aproveite a experiência de, pela primeira vez na vida, ter se sentido discriminado por causa de seu gênero. Acharam sua presença estranha? Estava em um ambiente com quase só pessoas de outro gênero pouco interessadas no que você tinha a dizer?? Bem vindo ao mundo da maioria das mulheres no planeta terra. Chato né? Pois é.
Ah, e se você nunca leu sobre feminismo queria falar o que lá??

Diego disse...

A nossa sociedade diz que a criação dos filhos é um papel da mulher e impõe que os sentimentos maternos são maiores e mais profundos que os paternos. Entende-se que o laço criado durante a gravidez é algo forte, mas todos subestimam o homem emocionalmente. A poda emocional que a maioria dos homens sofre é brutal, pois os sentimentos podem ser entendidos como a alma do ser humano. As mulheres são algozes quando se negam a enxergar as consequências disso, e são vítimas ao mesmo tempo, pois querendo ou não, elas foram ensinadas pelo patriarcado que assim deve ser. Eu entendo que o feminismo deve ser protagonizado por mulheres, entendo que as mulheres possuem diversas reivindicações e que são afetadas pelo machismo diariamente, mas os homens também são.
Eu entendi o ponto de vista do A. e concordo que o feminismo é um movimento plural, como a Lola falou, só que tenho achado difícil encontrar um lugar onde homens também podem ter reivindicações e não são tratados o tempo inteiro como algozes. "Ah, mas homens já têm privilégios demais. Ainda querem fazer reivindicações?!" Pensei que o feminismo fosse sobre igualdade.

Lais disse...

meeeu, não é assim que funciona... como assim o cara vai lá no movimento feminista e sai perguntando "mas e os homens??" ahh, muito mimimi. Olha. É normal que quando a gente tá na posição de privilégio, se não entende mto do assunto (feminismo, racismo, homofobia, o que for), numa discussão sobre esse assunto vc sente que você está sendo atacado e acusado de ser pessoalmente responsável por todo o mal. É óbvio que não é o caso. Mas pô, vc vai num grupo de mulheres discutindo sobre como elas estão sendo oprimidas pelos homens e quer que elas sejam fofinhas e meigas e te tratem com carinho e amor? Não é assim! não estou dizendo que homens não têm que fazer parte do feminismo, claro que sim, quanto mais homens feministas melhor. Mas vc tem que entender que vc está na posição de privilégio. Vc nunca sofreu o preconceito que está sendo discutido. Então se querem fechar o grupo para mulheres, porra, deixa as meninas em paz e vai vc explicar pros seus amigos homens machistas (mesmo q vc seja feminista, certamente vc tem amigos homens que não o são) pq o feminismo é legal e pq sexismo é tosco, entende? Antes de começar a ler sobre racismo eu me sentia suuuper desconfortável de conversar com negros sobre racismo, parece que é culpa minha, sei lá o quê. Mas depois de ler bastante sobre o assunto eu percebi que não é isso, e que depois de anos de história quem sou eu pra reclamar de um negro que ache que todos os brancos são racistas? Não dá pra evitar nem culpar esse tipo de reação. Eu converso sobre racismo com amigos negros hoje em dia sem me sentir acusada, pq eu entendo o que eles estão falando, e meu, se eles não me quiserem na discussão, paciência, eu entendo 100% que por mais que eu leia sobre racismo eu nunca vou ser vítima de racismo e que eles podem querer trocar experiência com quem entende de fato por experiência, sabe. O melhor que eu tenho a fazer é protestar quando um amigo branco faz piadinha racista, ou fala merda racista, e assim vai. Se vc está na posição de privilégio, use essa posição para influenciar outras pessoas na mesma posição, isso é mais importante do que ficar reclamando de não encontrar espaço entre os oprimidos. Tipo esse vídeo: http://www.upworthy.com/one-easy-thing-all-white-people-could-do-that-would-make-the-world-a-better-place-5

Lia disse...

Não acho que o rapaz tenha feito mimimi nem muito menos. Ele pegou a frase da moça que estava traumatizada por um estupro, certo, mas mesmo no discurso de feministas que nunca foram estupradas a idéia de que o homem ê o grande bicho papão é unânime.

Acho que a união faz a força e essa atitude de repulsa aos homens só faz com que eles percam o tesao por serem feministas. Conheço alguns que eram feministas e com o tempo se desencantaram com o movimento. Eu mesma me desencantei com o movimento porque acaba sendo um discurso mais de ódio e de medo aos homens do que de união, paz e amor.

Eu nao acho que as feministas tem que defender negros, glst.... Cada um tem o seu movimento, nem que obrigatoriamente para ser feministas temos que ser comunistas.

Uma coisa é defender a igualdade de gêneros, que todos independente de sermos homens ou mulheres possamos ter acesso à educação, emprego, opiniao, podermos nos vestir como quisermos sem medo da violência ou de abusos verbais. Possamos ter a opção de escolher sermos mães ou nao, e que os homens tb dividam as tarefas domesticas 50-50 etc

Agora com essa atitude agressiva de muitas feministas os homens que é metade da população em vez de aliados começam a se possicionar contra, montando blogues como "o homenismo" etc. Acho que nao é inteligente por o "inimigo" contra o Objetivo.

A primeira resposta, lola a sua primeira resposta foi mais inteligente, coerente e justa. A segunda parece como se falasse desde a amargura.

Por ultimo eu concordo que deve-se deixar as mulheres o protagonismo do feminismo, lógico. Mas que os homens possam contribuir eu nao vejo nenhum mal nisso,a o contrario,

Anônimo disse...

nossa, realmente é muito chocante que o feminismo seja um movimento de mulheres. Esse guest post abriu meus olhos, viu?


[sarcasmo mode: off]

Anônimo disse...

Iuzoomi? Iuzoomi?
Senti um white saviour complex desse leitor.
"SOU HOMI BRANCO CISHET E LUTO CONTRA HOMOFOBIA E RACISMO, ME DIGO FEMINISTA. ME DÊEM UM BISCOITO. AH, MAS ESSAS MALCOMIDAS NÃO CONFIAM NUZOMI PORQUE ELES ESTUPRAM E NÃO EXISTE UM RÓTULO DE ESTUPRADOR NA TESTA DELES, ESTÃO ME DISCRIMINANDO, NUM BRINCO MAIS DE SER FEMINISTA"

Anônimo disse...

Cara, isso nem é o pior. Acredita que o movimento gay é pelos gays e o movimento negro é pelos negros? Isso me deixa muitíssimo revoltada.

Rodrigo Antonio Toso disse...

Resumindo o tom do e-mail: "Sou homem. Como assim alguém ousa não estar interessado no que tenho a dizer? Como assim não estou tendo o meu devido papel de destaque? Como assim o mundo não gira em torno do meu umbigo? :-(".

Anônimo disse...

Clap, clap, clap. Lola.

Adorei a resposta que deu a este mimizento. Nada mais a acrescentar!

Tbm vi um pouco de homexplicanismo da parte dele.

Anônimo disse...

Lola, um homem falar qualquer coisa sobre feminismo é meio como pisar em ovos, mas mesmo assim, vou pôr minha cara a tapa. Um grupo feminista que não concorda com o diálogo e a inclusão, enfim, em ser "educativo", não perde muitas chances? Concordo plenamente quando você diz que as lideranças devem ser ocupadas por mulheres, mas isso significa sequer ouvir ou considerar o que um homem possa trazer para um debate feminista? Desculpe se falei besteiras, mas ainda estou conhecendo o feminismo e me interessando muito por todos os debates que trazem.

João Paulo

Gabriela disse...

Tadinho!

MonaLisa disse...

O cara diz que nunca leu nada sobre feminismo e ainda quer apitar em palestra feminista???

Ah vai pra PQP!!!

Não adianta fazer chantagenzinha não dizendo que se mulher não fizer o que vc quer, tu volta pro machismo. Aqui somos feministas e não machistas!!!

Anônimo disse...

punhf, vai chorar na cama que lugar quente.

Fábio Henrique disse...

Se o feminismo e um movimento igualitário, porque o prefixo femini ??

Fábio Henrique disse...

"Ele acolhe vocês, mas não é pra vocês"
-
Ui (^~^) acabou meu mundo, rsrsrs

Anônimo disse...

Nossa, amigo, mas quanto mimimi!

E tudo por que? Porque não é protagonista num movimento de e para mulheres? Lamento, você não entendeu NADA de feminismo se está magoadinho por não ser privilegiado.

Você também não entendeu que o feminismo NÃO CLASSIFICA todos os homens como potenciais estupradores. NÃO CLASSIFICA! Mas você não pode exigir que uma vítima de estupro seja solidária com o seu gênero. É tanta insensibilidade da sua parte que é irônico demais você se dizer feminista.

Na real mesmo, você está bancando o privilegiado oprimido, por achar que feminismo deve te incluir nas pautas e na liderança. Assim como um movimento contra o racismo não deve ser capitaneado por um branco. Acho que não é uma conta difícil de fazer.

Discordo que homens não possam participar do feminismo. Existem pautas que deveriam ser voltadas para mulheres, como menstruação, menopausa, estupro. Mas excluir os homens, não. O feminismo busca igualdade de direitos entre os gêneros.

Só que A.... na boa, repense seu lugar no mundo, leia textos feministas (que vc disse que não costuma ler) e participe mais do movimento antes de reclamar que vc não é protagonista. Porque não, querido, você não pode ser protagonista num movimento que é para e de mulheres.

Anônimo disse...

Se o feminismo e igualitário, porque não poderia ter uma liderança masculina,gay ou trans ?

Ana Carolina disse...

Iuzôôômi???? :'(

MonaLisa disse...

Engraçado que esses homens brancos nunca se atrevem a querer pitar no movimento negro ou gay. Mas em movimento feminista ai sim UZÒMI querem se impor.

Aff

Anônimo disse...

O protagonismo tanto do movimento feminista quanto dos demais, precisa ser plural tb! Kd a igualdade, gente?
Não, eu não me sentiria bem se fosse excluida de um movimento negro por não ser negra. Esse tipo de pensamento só causa mais briga, mais panelinha! Lola, não sei quantos relatos existem sobre o seu pai no blog, mas os poucos que li, entendi que vc tem mt orgulho dele e que ele n era machista. Sabe o que isso me leva a acreditar? Que ele foi um importante protagonista do feminismo na sua vida (pelo menos na sua juventude). Muitos comportamentos feministas que tenho hoje foram causados pela boa influencia de homens (antigos namorados e amigos).

lica disse...

Ótimo comentário o das 11:10!

Anônimo disse...

tadinho duzomi, tão oprimidos.....

MISANTHROPE FREEZING MOON disse...

se voces pararem pra pensar vão ver que grande parte da humanidade tem sociopatia. não tem soluçõa pra essa merda de humanidade não, voces ficam aí com movimentos humanitaristas porque voces acreditam na bosta do ser humano, eu ja não acredito nessa merda.

Anônimo disse...

Existe feminista que gosta de homem, sexualmente falando ??

Rose disse...

Uma amiga me disse uma vez: quer saber se o cara que diz ser feminista é mesmo feminista? Discorde dele em público três vezes seguidas e observe os argumentos dele. Se encontrar frases como "mas eu não sou assim", "você não entendeu, deixa eu te explicar de forma que você entenda", "depois não reclama quando(ou se) for agredida/ofendida", "e as minhas necessidades não são urgentes também?". Há uma grande chance desse ser apenas um machista tentando agradar algumas mulheres usando o feminismo.
A impressão que eu tenho é que o moço do texto não é feminista, ele é, no máximo, aquele cara que se diz feminista do tipo que diz "eu não sou machista, tenho até esposa feminista bla bla bla.. (vejam que ele deixou de ser feminista quando supostamente foi ignorado e se sentiu ofendido por TODAS AS FEMINISTAS do mundo num único evento restrito não terem pedido a magnânima opinião dele)

Helen Pinho disse...

Sério Fábio? me diga porque diabos não poderia ter o prefixo "femini" e ser igualitário?

É UM NOME DE UM MOVIMENTO FEMININO. QUE LUTA PELA IGUALDADE DAS MULHERES !!!!!!!!!!!!!!!!!

*igualdade não é superioridade, caso não consiga entender. igualdade das mulheres no mundo.

Anônimo disse...

Primeiro texto da Lola que eu não concordo (:

Não foi levada em conta a boa intenção do moço, nem como o feminismo poderia crescer com os homens lutando em prol da igualdade das mulheres.

Lendo a resposta da Lola percebe-se um foco em como o homem foi "chorão" mas nenhum foco em como, até o momento do desentendimento da palestra, ele tentava ajudar o movimento.

Poxa, foi um desencorajamento de uma ajuda válida!

Como num comentário aqui: "Quando você chama um homem de chorão, grita MALE TEARS, você não está sendo nada diferente de quem te chama de feminazi."

Novas Descobertas disse...

A, acredito que você possa ter se sentido deslocado de alguma forma, pois era um dos poucos homens no evento, então você deve sentiu isolado assim como mulheres se sentem isoladas e deslocadas no mundo machista e na maioria dos lugares que frequentam.
Sempre que lutamos por direitos é assim, tanto negros, como mulheres, direitos das crianças, etc. Quem luta sempre pensa que está só no mundo em algum momento, pois estamos contra um sistema opressor de todas as formas.
Acho valido discutir isso sem perder o foco no feminismo. Eu sei que demora pra encontrar um lugar no mundo e que vc as vezes só quer ajudar, então que tal tentar incentivar outras mulheres a participarem ou encontrar outra forma de se manifestar, ou então tentar se manifestar nesses encontros mesmo, é um direito que todos temos, se manifestar. Agora imagine se tivesse uma mesa com 50% de cada lado, não haveria luta feminista e sim uma discussão paritária, eu sei que não foi sobre isso que você quis dizer mas já é tão difícil reunir mulheres, então você deveria mesmo apoiar.
E quanto ao que as organizadoras falaram no final, isso faz parte de problemas organizacionais mesmo, todos os movimentos passam por momentos onde decisões são tomadas, erros são cometidos e acertos também, e se estiver errado vai dar com os burros na água, isso acontece em todos os movimentos sociais.

Lilly Martins disse...

Desculpa... Mas li um monte de male tears. Você já tem espaço na sociedade pra falar da opressão que as mulheres sofrem! Porque você quer tomar o lugar num espaço onde mulheres podem discutir seus problemas sem serem tachadas de histéricas ou exageradas? Esse papo de IUZOMI é meio irritante, pelo menos pra mim.

E sobre o sexismo ser ruim pra ambos os gêneros, vou deixar uma frase sobre...
"If sexism is a gun, men hold it. And sometimes it recoils and hits them and that HURTS… but not as much as getting hit with the bullet."

Gabriel disse...

Então, apesar de acompanhar muita coisa de feminismo nunca fui à um encontro relacionado ao tema. Mas acho que se fosse entenderia que ali seria um espaço dedicado mais as mulheres falarem. É mais uma questão de empatia. Esses encontros não são meros encontros acadêmicos ou bate papos, muitas vezes são o momento das mulheres discutirem coisas que não conseguem discutir em nenhum outro espaço. São questões pessoais, testemunhos, histórias chocantes.

Se fosse em um encontro entenderia que muitas mulheres teriam dificuldade de compartilhar algumas coisas na presença de homens. Falar de um caso de assédio sexual ou mesmo relatar uma experiência como o aborto (sendo que a maioria das pessoas contrárias são homens)seria complicado.

Se me pedissem para apenas escutar, ou até mesmo que pedissem para eu me retirar eu compreenderia. Pode ser frustrante, mas entenderia. No máximo, caso eu achasse que a decisão foi arbitrária ou feita de maneira grosseira ou desrespeitosa poderia ficar chateado, mas não sairia de lá falando: "Olha só! Esse tal de feminismo é uma fraude". Poderia cortar relações com aquele grupo ou aquela pessoa, no máximo.

Pelo seu relato eu tive a nítida sensação que você acha que está fazendo um FAVOR em ser feminista ou se importar com questões de gênero. Ai em um determinado contexto um determinado grupo te impõe uma restrição você vai e diz: "Ah, é assim? Não brinco mais". Se as questões feministas fossem realmente importantes para você, você não abandonaria elas por ter ficado com pura e simples birrinha de uma ou outra feminista.

Se fosse realmente importante para você, você usaria os espaços que tem para falar de feminismo. Imagina você em sala de aula levantando questões de gênero. Você é o professor! Quer protagonismo maior?

Helen Pinho disse...

Diego o feminismo luta por igualdade e para o fim dos papéis de gênero, tanto feminino quanto masculino. Mas realmente o feminismo não tem espaço para reivindicações masculinas, veja bem não é que achamos que os homens não tem problemas e lutas, acontece que como um movimento em prol da mulheres temos como prioridade lutar por elas, e isso consome todos os nossos esforços. Precisamos avançar muito para ter fôlego para lutar por reivindicações dos homens - e mesmo assim pode ser que nunca aconteça, tendo em vista ser um movimento em prol das mulheres.

Quando lutamos pelas mulheres, não estamos lutando contra os homens, pois buscamos IGUALDADE não superioridade. Ou seja nossas ações não prejudicam os homens, a menos aqueles que veem seus privilégios como algo que pertence só a eles e que não pode virar um direito de tod@s (mas daí a visão de "prejudicar" já tá distorcida).

Anônimo disse...

Também achei que o cara foi meio "chorão" demais. Mas , da maneira que a coisa foi exposta neste post, as mulheres, que sempre se queixam do "Clube do Bolinha" , criaram o "Clube da Luluzinha". Tudo bem, é direito de cada qual fazer o seu clubinho, mas daí a demonizar todo e qualquer homem , já entra algum grau de psicopatia.

Helen Pinho disse...

A Aline Valek tem um FAQ ótimo sobre o feminismo, vale a pena a visita, mas aqui vou copiar só uma que vem a calhar:

"Homens podem ser feministas?
Sim. O pau não cai, se é esse o seu medo (aliás, pau nem é requisito para ser homem, sabia?). Inclusive, homens feministas fodem bem melhor (faz uma visitinha no tópico 10). Mas a primeira lição que o homem feminista aprende é: ouça as mulheres e respeite o seu espaço. Achar que pode dizer às mulheres como elas devem atuar no feminismo é um tanto machista. Quer ser feminista? Ótimo. Em vez de ficar chorando para ter espaço entre as feministas, você pode usar os espaços masculinos que você já frequenta para combater o machismo e ensinar a mais homens sobre como o feminismo é foda."

@dddrocha disse...

Para o autor:

A., bem vindo ao nosso mundo.

Cara, a vida é uma merda pras mulheres. Você não pode desvalorizar o movimento feminista por um evento. As pessoas pensam diferente, mas o objetivo é o mesmo.

Anônimo disse...

What about teh menz?
http://weirdward.wordpress.com/2012/12/05/time-for-a-timely-quote-or-no-more-what-about-teh-menz/

André disse...

O cara resvala no mimimi, mas não me parece que ele tenha reclamado de falta de protagonismo, isso fica claro no questionamento que ele fez: "Eles devem ficar de fora do processo, eles não devem mudar seu comportamento, eles não devem educar seus filhos de modo diferente?"

Lex disse...

Quanto ao post, creio que MCarolina (16 de outubro de 2013 12:21) resumiu bem.

Quero contribuir aqui só pondo em pauta que seria bem interessante orientações a homens ignorantes compreender/apoiar o feminismo. Ouso até poderia ter matérias ou posts dizendo coisas para ao menos atenuar o machismo.

Sou feminista. Ainda peco no machismo, claro. Me sinto no dever de tentar evangelizar homens contra o machismo, mas a experiência me mostram o quanto é difícil isso, e mais difícil é achar textos que tenham um tom didático e atenuado o suficiente pra ser um bom "1o passo" para o machismo abandonar seus costumes.

Penso em escrever algo mas, respeitando o não-explicanismo, creio que seria melhor uma mulher o fazer.

Kittsu disse...

Não gostei dessa segunda parte da resposta. Dizer que a mágoa que alguém sentiu ao ser claramente excluido é um "mimimi sem importância" só por causa de sua cor, sexo ou condição social é terrivel. Ora, essa pessoa pode pertencer ao que se conhece como "classe privilegiada", mas isso os transforma em robôs sem sentimentos? eles deixam de ser gente para serem um enorme símbolo da opressão, sem alma e sem consciência?
Essa discurso de "você não tem direito de se sentir mal porquê você é/não é/ XYZ" é terrivel, exclui completamente a existência de um ser humano passivel de sentimentos por trás do símbolo que ele carrega - símbolo esse com o qual ele já nasceu e não pôde escolher, oras bolas!

Achei péssimo minimizar uma pessoa desta forma. Excluir nao é e nunca será a resposta, ainda mais personalizando dessa forma.

Anônimo disse...

Eu achei a primeira parte da resposta muito boa, mas na segunda a Lola deu uma escorregada com sua agressividade. Aliás, senti que a primeira parte da resposta foi mais verdadeira e coerente com o que a Lola pensa realmente, e a segunda parte foi mais uma forma de agradar as feministas mais radicais.

Desculpe, mas é difícil atrair mais simpatizantes para o Feminismo com essa postura, usando termos como "chorão", "mimimi", independente de vocês pensarem realmente isso. É preciso inteligência, pois o feminismo é basicamente um movimento político.

paula disse...

"2) se tu é a favor da igualdade e consequentemente a favor do feminismo, nenhuma atitude de terceiros justifica tu deixar de ser feminista.
primeiro que não acredito em ex-feminista, na minha opinião era um(a) machista disfarçado de feminista. podemos concordar e discordar de pessoas, mas isso não muda lá no fundo no que acreditamos, pelo que lutamos em construir."


isso seria verdade,senão houvesse regras para ser feminista,várias vezes tiraram minha carteirinha imaginária de feminista porque eu não concordo 100% com outras feministas.

agora só digo que sou contra o machismo e ponto.

Fernanda disse...

Eu particularmente não sou contra a presença de homens, e concordo que eles são fundamentais - como coadjuvantes - na nossa luta. Mas acabei de ler um artigo sobre o North East Feminist Gathering, um evento feminista fechado para mulheres que aconteceu semana passada, aqui no nordeste da Inglaterra, e lá falava exatamente sobre isso:
“someone commented to me that 'the confidence and safety we feel in women-only spaces is how men feel everywhere, every day. Men don’t understand that, and many women don’t understand that until they experience it.' As a journalist I tried really hard to find something to criticise, but I couldn’t; the warmth, humour, and security of NEFG was, to quote one of last year’s participants, 'an oasis in the desert of patriarchy'". - See more at: http://www.feministtimes.com/index.php/a-weekend-in-the-activist-garden-at-nefg13/#sthash.XoF4Po0O.BIScUJbi.dpuf
(Alguém comentou comigo que 'a confiança e segurança que sentimos em espaços exclusivamente femininos é o que os homens sentem em todos os lugares, todos os dias. Homens não entendem isso, assim como muitas mulheres não entendem, até que el@s vivenciem isso'. Como jornalista, tentei fortemente encontrar uma forma de criticar, mas não consegui; o calor, humor e a segurança do NEFG era, como disse uma participante da última edição do evento, 'um oásis no deserto do patriarcado'".)

Thaís B disse...

Acho excelente que homens se interessem pelo feminismo, mas como assim você achou ruim falar só dos problemas das mulheres??? É a mesma coisa que ir à um evento de movimento negro querendo falar sobre os problemas de brancos.
Não pô, a sociedade já dá tanta atenção e protagonismo para os homens, qual o problema em ter um movimento que se foca na mulher? Isso não quer dizer que toda feminista odeia o sexo masculino, acha que todo homem é estuprador e insensível, muito menos que a vida dele é um mar de rosas! Todo mundo vai sofrer algum preconceito, ninguém está imune, mas custa deixar pelo menos UM movimento em que os problemas, vidas, experiências, tec seja nosso e não seu???
Desculpa, mas para mim isso tá no mesmo nível de reclamação de "se é pela igualdade de gênero porque chama feminismo e não humanismo ou igualitarismo?"

Anônimo disse...

Eu passei por uma situação parecida com a do autor do e-mail. Fui assistir uma palestra sobre racismo e foi muito desconfortável. Eu não fui para dar minha opinião ou participar ativamente. Fui só assistir. Entrei muda e sai calada e mesmo assim fui hostilizada. Muita gente olhando feio uma moça se levantou e usou eu e uma outra mulher como exemplo, se referindo a gente como essas branquinhas.

Entendi que deve ser assim que quem é discriminado racialmente se sente e todo mundo ali já tinha passado (e ainda passava) por isso. Para muitas pessoas no autitório eu representava " o inimigo". Foi desconfortável, mas não desqualifica todo o movimento negro. O objetivo, no final das contas, não é me agradar, mas algo muito mais sério.

Só que honestamente eu não repetiria a experiência. Apoio a causa, tento agir da melhor maneira que posso, mas sem me envolver ativamente. Acho que é o único modo de não invadir o espaço alheio.

Anônimo disse...

Eu discordo de quem diz "ah, mas não podia ser tão dura com ele, a gente precisa de aliados"

O feminismo não chegaria a lugar nenhum se ficasse procurando atenção masculina, a licença e a aprovação deles pra determinar suas causas e espaços.

Sei que pode ter parecido frustrante pra ele, mas sim, o feminismo é protagonizado por mulheres.

Pra quem diz que grupos com liderança masculina seriam úteis: sim, seriam, grupos feministas feitos por homens e para homens, como aquele movimento "don't be that guy" (contra o estupro e o abuso sexual), e outros grupos feitos pra conscientizar homens a respeito da violência doméstica ou os direitos a licença paternidade. Eles são super úteis e libertam tanto homens quanto mulheres - e, por lidarem com discurso masculino, é legal que os palestrantes e professores sejam homens. E pronto.

Já um movimento que trata de causas feministas não poderia ter um líder homem - isso indicaria uma postura paternalista, com um líder que não conhece na pele e no dia a dia as questões que as mulheres trariam.

Queremos igualdade? Sim. O movimento negro e o movimento LGBT também - e eles não estão correndo atrás de representantes brancos ou héteros pra validar o argumento deles. Os simpatizantes são importantes, mas não podem ser líderes.

E quem quer verdadeiramente mostrar apoio deve reconhecer o momento de dar voz e valor para os depoimentos que receber dos protagonistas. Isso se chama notar o próprio privilégio, e é essencial pra qualquer um que se diga feminista.

[Ah sim, e privilégio se nota, se reconhece, mas jamais se anula. Por mais que o cara seja bonzinho e engajado, o privilégio sempre vai estar lá, pra ser percebido. E nunca irá embora.]

Helen Pinho disse...

paula não entendo como alguém pode "tirar sua carteirinha imaginária de feminista" de ti. não entendo como alguém que faz isso, pode ser levada a sério por ti.

espero que tu continue sempre lutando contra o machismo e que o feminismo volte a germinar em ti, bem forte, pra ninguém poder arrancá-lo :)

Patty Kirsche disse...

Eu adoro homens feministas! Não há nada melhor do que se relacionar com um homem que entende a opressão sofrida pelas mulheres diariamente. Sinto que a maioria dos homens heterossexuais tem muita dificuldade de sentir empatia pelas mulheres.

Anônimo disse...

Achei o autor do guest post mimizento. Homens podem fazer parte do movimento feminista, mas, não podem ser protagonistas. Não é porque sua esposa te escuta e leva suas opiniões em consideração, que as outras mulheres tem que fazer o mesmo. "Abandonar" o movimento feminista (que pelo jeito você nunca fez parte) é direito seu, mas, se você começar a pensar que pode começar a desrespeitar mulheres por causa disso, aconselho a senhora sua esposa a lhe dar um belo pé na bunda.

Helen Pinho disse...

Nossa que legal Fernanda. Eu amo homens feministas hahahhaa sério! Meu namorado é e isso é ótimo, e tenho certeza que ele não se importaria e compreenderia ter eventos feministas só para mulheres, isso não exclui os homens do movimento, é apenas um espaço para nós, como nesse caso que tu citou.

Anônimo disse...

E a propósito, vocês já imaginaram quantas vezes um grupo feminista se reuniu e teve que suportar Mansplaining? É CLARO que vão existir militantes desconfiadxs. CLARO.

Não venha com essa de "mas eu sou tão legal! :~" - se você tivesse todas as boas intenções do mundo e tivesse sido ENXOTADO da sala, tratado mal, eu poderia até me simpatizar, dizendo "ah, foi chato mesmo, mas veja o lado delas..."

Mas pelo visto toda a sua vontade era de exercer um bom e velho mansplaining: "mas eu sou legal! eu não sou estuprador! o feminismo não era sobre igualdade? mimimi!"; e nem mesmo te expulsaram nem nada - você só ficou ofendidinho por não ter ganhado um prêmio pelo teu incrível feminismo!
Então não tenho dó MESMO.

Anônimo disse...

"Fui assistir uma palestra sobre racismo e foi muito desconfortável. Eu não fui para dar minha opinião ou participar ativamente. Fui só assistir. Entrei muda e sai calada e mesmo assim fui hostilizada. Muita gente olhando feio uma moça se levantou e usou eu e uma outra mulher como exemplo, se referindo a gente como essas branquinhas"
__________________________________
O que você sofreu foi RACISMO, não sentido histórico de conceito, mas no sentido de segregação e pré conceito mesmo.

Anônimo disse...

Olá. E u sou um homem, e faço parte da escoria da raça humana, sou um estuprador em potencial, apesar de abominar o ato, e nunca ter pensado em estuprar ninguém, não tenho sentimentos, e sim utilidade, e peço desculpas pelo fato de ser do genero natural opressor masculino.

Anônimo disse...

Me desculpa mas a impressão que ficou, principalmente com os comentários finais do "A" é a mesma da segunda resposta da Lola. Do tipo, fui "destratado"(o que nem aconteceu, ele só foi lembrado de que aquele espaço não era para o seu próprio protagonismo, afinal as organizadoras não sabem o que se passa na cabeça de quem está lá) será que vale a pena lutar pela igualdade das mulheres? Tipo, oi?! Qual é seu objetivo afinal? A Igualdade ou o reconhecimento pessoal (olha um homem bom!)? Vc está lá por que? Para ser aplaudido por ser feminista/ lutar pela igualdade das mulheres? Me desculpa mas isso não é mérito...
Não entendi o mimimi como reforço ao falso padrão de masculinidade, mas sim essa necessidade de reconhecimento.

True disse...

Acho incrível como vocês colocam o sexismo de uma forma que parece que ele apenas beneficia os homens em detrimento das mulheres, e chamam isso de machismo. Como se as mulheres não tivessem se beneficiado e os homens até hoje são afetados negativamente pelo sexismo.

Elaine Pinto disse...

Desculpe, muito mimimi. O próprio reconhece que nunca leu nada de Feminismo e quer julgar todo o movimento baseado em uma experiência ruim. Ah, vá.

Anônimo disse...

Já foi tarde!

ma1w disse...

Apesar de todo o mimimi, ele não parece estar querendo protagonismo no movimento feminista. O que ele reclama é ter voz, participação. Acho que é isso o que diferencia um ativista de um simpatizante. Como já citaram, existem outras formas de um homem atuar.

Anônimo disse...

Fui eu que escrevi para a Lola...

Minha intenção não era reivindicar protagonismo algum no feminismo. Acreditem ou não, eu em nenhum momento tive desejo de falar durante o evento, não estudo o assunto.
Minha reclamação é quanto ao clima de hostilidade em relação aos homens. Como se o fato de ser homem me definisse como monstro adormecido pronto a cometer todo tipo de ato criminoso contra as mulheres.
Se é mimimi não sei. Mas para mim o problema não são os homens e sim os valores e padrões da nossa sociedade.

Anônimo disse...

a proxima que comentar e sapatão.
( ͡° ͜ʖ ͡°)

Tom Vasques disse...

Amei esse post! O cara se sentiu exatamente como as mulheres se sentem sendo tratadas a séculos! Deveria ter usado a experiência pra se tornar ainda mais feminista, ao invés de ficar reclamando. Mas provavelmente como homem ser tratado dessa forma era novo pra ele.

Anônimo disse...

"Quando você chama um homem de chorão, grita MALE TEARS, você não está sendo nada diferente de quem te chama de feminazi."


Aham... pq chamar um homem de chorão é uma ofensa muito grande... já chamar uma mulher de chorona, isso não é ofensa né, somos todas assim, pra sociedade somos nós que sempre choramos mesmo...

Há uma diferença muito grande entre ser machista e falar que homem não pode chorar e dizer que uma pessoa reclama de barriga cheia!

ana ferraz. disse...

as mulheres são sempre oprimidas em TODOS os locais da esfera pública. No transporte, no trabalho, em outras ocasiões sociais. Num espaço delas, para discutir os problemas delas, é todo o direito de escolher se querem ou não a participação masculina. Talvez seu papai e mamãe ensinaram que seu piupiu tinha sempre protagonismo no mundo, daí por isso essa birrinha. Aprenda, nem tudo gira em torno de você, omi,

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Dessa vez vou concordar com você até a metade do texto, Lola. Na sua primeira resposta.
Me coloquei no lugar do A. E se nós que somos brancas estivéssemos em um evento sobre racismo e ouvíssemos alguém comentando que achava que a reunião deveria ser somente para pessoas negras?
Num caso assim eu também ficaria chateada. Iria me perguntar se pelo fato de ser branca eu já sou instantaneamente rotulada como racista, enfim.
Sobre essa história de homens não poderem falar no tal evento. Na minha opinião é um caminho errado.
As mulheres é que devem ser incentivadas a falar e a enfrentar o homem no debate. E não simplesmente proibir a fala deles, porque nesse caso também, a mulher só se acostuma a falar se tiver essa prerrogativa. Enfim.
Não concordei com ele em tudo, mas não tiro a razão dele nos pontos principais.

Bizzys disse...

Para quem está dizendo que as feministas estão espantando os homens e que o movimento precisa de aliados: os homens fariam um "favor" muito maior ao feminismo se, ao invés de impor sua presença em espaços femininos e ficar querendo ganhar medalhas de Honra ao Mérito Feminista, eles aproveitassem o privilégio que tem e tentassem conscientizar outros homens sobre o quanto o machismo é nocivo.

Feminismo Sem Demagogia disse...

Ola anônimo,

Eu sou a Verinha, uma das idealizadoras do evento que você reclama.

O Evento contaria com homens trans na mesa mas não foi possível por que a página moça você é machista que estaria compondo a mesa acabou desistindo de participar porproblemas particulares dos moderadores.

O espaço do encontro tinha intuito de falar para as mulheres e sobre as mulheres e você estar lá ouvindo sobre isso é importante, porque é desta forma que você conhece as opressões das mulheres e entende aonde esta sendo machista e como poderá desconstruir isso.

Existem milhares de espaços para homens e para mulheres são muito poucos, sim a prioridade em um evento feminista sempre serão as mulheres, suas lutas e seu empoderamento.

Quanto a homens em espaços mistos o que poderia ocorrer seria um grupo com homens feministas a parte discutindo sobre desconstrução do machismo, o que seria muito positivo,mas vc se chatear de estar entre as mulheres ouvindo falar sobre elas acho no minimo problemático para um homem que se diz feminista.

Anônimo disse...

Sou homem e feminista e apoio tudo o que o A. disse. Não porque já passei por situação semelhante, mas pois a sua simples narrativa já me deixou também muito indignado. Porém, o que mais me irritou no texto não foi esta ou aquela atitude narrada, e sim a sua resposta. Estava correndo tudo ótimo, como sempre, até que começou a humilhação e baboseira desnecessárias.
Sinceramente Lola, achei seu discurso falho e muito infeliz; primeiro que se baseia enormemente em ofender e ridicularizar o autor (chorão, mimimi), em vez de convencer através de bons argumentos. Em segundo lugar, você fica o tempo todo distorcendo e aumentando o que foi dito, além de vitimizar as mulheres do texto, a fim de convencer pela empatia, como se A. fosse o vilão da história!!
A moral da história é: você que é homem, já tava na hora de ser oprimido um pouquinho pra aprender e entender como é que é! Na próxima vez que falarem a máxima "O sonho do oprimido é ser opressor.", não terei nem como contra-argumentar... Pensei que lutávamos por igualdade, e não por vingança generalizada.
E quando a moça do outro post é citada, então? Tenta justificar a generalição da moça devido ao que ela passou. Até aí, tudo bem. O problema é que existe uma tremenda diferença entre 'justificável' e 'passível de crítica'. Isto é, a generalização dela é ABSOLUTAMENTE errada, mas eu compreendo PERFEITAMENTE porque ela disse aquilo. O que aconteceu com ela, em nenhum momento, torna sua ação correta, apenas perdoável. Acho que nem preciso exemplificar o que isto significa, né? Tudo é passível de crítica!
A pior parte é quando você usa a tática suja de inversão: arranja qualquer desculpa para desviar o foco da crítica inicial. No texto, isto se traduz pela passagem onde ele critica a moça pelo que ela disse em privado! Mais uma vez, tudo é passível de crítica! No entanto, aparentemente, ele não pode fazê-lo pois é homem e cheio de privilégios e a coitadinha da mulher está de novo sendo oprimida por esses homens cruéis! Ou seja, tem-se início a Guerra dos Oprimidos. "Quem é o mais lascado? Aproveite sua chance e compense a opressão sofrida descontando nos opressores!". O mais engraçado de quem usa essa 'inversão no discurso' é não perceber como é tão contraditório! Ou seja, A não pode expor sua opinião quanto a moça que falou em privado, mas ela tem total direito de censurar os homens em uma reunião aberta. Não importa se você fala em aberto ou em particular, se você age como escrota, eu tenho todo direito de te achar escrota! A única diferença é que quando se fala em particular, menos pessoas tem a oportunidade de perceber que você é escrota!
Por fim, para ilustrar como esse isolamento é ridículo, vou dar o seguinte exemplo. Da próxima vez que tiver jogo de futebol, vou chamar todos meus amigos para assisti-lo. Mas, quando o jogo começar, avisarei que só homens podem palpitar, afinal, é inegável como esse tipo de programação é voltado para a gente, e as mulheres só estão tentando tomar nosso espaço, quando já tem tanta novela dedicada só para elas =/

Feminismo Sem Demagogia disse...

Clima de hostilidade contra os homens? Não é clima de hostilidade, falar das opressões que somos vitimas todos os dias há séculos é hostilidade para vc? Sinceramente? Vc precisa URGENTEMENTE desconstruir seu machismo.

O problemas não foi o encontro, o problema é vc se sentir mal em um espaço que não falam para você, onde vc é espectador como milhares de mulheres são a vida toda, ao redor do mundo, espectadoras.

Por que vc não pode um unico dia em um unico espaço ser espectador?

Thayssa Martins disse...

Embora alguns dos questionamentos do rapaz sejam legítimos, como o a respeito do envolvimento dos homens com o feminismo e na criação de filhos, acho que sua postura "umbiguista" tem que ser apontada sim. O tom desse e-mail foi muito "e eu? e eeeeeu?", choroso mesmo, o que fica claro em trechos como o em que ele fala que não vai mais se declarar feminista nem defender mais nossas pautas em sala de aula, birrento. A Lola não tem que passar a mão na cabeça dele não, ele já foi mimado por, adivinhem só, a mamãe sociedade machista e patriarcal, que o faz acreditar que um lugar de destaque em um movimento de emancipação de mulheres é direito inalienável.
Olhem só, vejo muitas feministas reclamando diariamente de male tears, mas nunca vi um exemplo tão rasgado como esse, sinceramente.
Acho que a resposta da Lola foi completa, mas vou reiterar o que considero essencial:
1) Todo movimento de emancipação tem que ser conduzido pelo grupo que está buscando sua emancipação, logo, no feminismo, o protagonismo será das mulheres. Aceitamos o apoio dos homens e precisamos dele, mas, nesse espaço, vocês têm que se contentar em ficar à sombra. Se você fica incomodado com a ideia de ficar à sombra de uma mulher em qualquer espaço, volte 10 casas e continue a tentar aprender a ser feminista.
2) Algumas mulheres sofreram violências e traumas na mão de homens e esperam se sentir seguras, entre mulheres, em espaços feministas, até para desabafar sobre o que houve. Elas podem não querer a sua presença. Lide com isso. NÃO É SOBRE VOCÊ, PORRA.
Aliás, 3), não tente transformar isso em algo sobre você. É repulsivo. Nós estamos aqui porque a sociedade é sobre vocês, homens. O feminismo é sobre a gente, sim. Se quer mesmo participar, pode começar pondo a mão na consciência e parando com esse insuportável "e eu?"

Roxy Carmichael disse...

"Eu nao acho que as feministas tem que defender negros, glst."
lia, 13:20

entendi. prum argumento desse desviar pra acusação de que negras tão querendo fragmentar o movimento feminista é um pulo. porque assim, como sabemos, só existe a diferença de gênero. o grupo das mulheres é homogêneo, a raça de forma alguma é um elemento que torna as coisas mais complexas, classe social também não faz a menor diferença! somos todas mulheres e temos os mesmíssimos problemas! patroa loira dos olhos azuis com um filhote e empregada doméstica negra com seis filhos tem exatamente os mesmos problemas. uma coisa não tem nada a ver com a outra, de forma que cada um luta por si e deus contra todos. porque que um jovem negro tenha 127% a mais de chance de ser assassinado que um jovem branco, sinceramente, eu não acho que eu que sou mulher tenha que me envolver nisso. porque não existem como sabemos mulheres negras que são mães, irmãs ou namoradas desses jovens assassinados.
achei que tivesse escutado isso em algum lugar. jurei que era o capitalismo individualista colonialista eurocêntrico e sua falácia da meritocracia, não imaginava que viria de gente que se diz feminista.

no mais, eu acho um ABSURDO que homens sejam barrados em encontros feministas. na academia esse tipo de censura tá rolando, já tive amigo que se interessou em fazer uma matéria de gênero e foi "aconselhado" pela professora a desistir da ideia.

Anônimo disse...

A., você deve estar lendo os comentários, então queria te falar uma coisa, não deixa ninguém tirar sua carteirinha imaginária de feminista não (o mesmo vale pra paula das 15:50).

Se aquele espaço não te agradou, não volte mais lá. Você provavelmente não agradou naquele espaço também.

Eu acho que sua reivindicação não foi absurda, nem achei que você tava chorando muito até chegar a parte: "Vou continuar minha luta por uma sociedade menos racista, menos classista, menos homofóbica, enfim, mais igualitária, mas penso em não falar mais da opressão que sofrem as mulheres."

Po, cara, você, como sociólogo, sabe muito bem que a opressão de gênero existe, tanto que você costumava ter discursos contra ela em sua sala de aula. Agora você vai parar com essa atitude porque meia dúzias de feministas não queriam você em determinado evento?

Mas, beleza, todo mundo tem direito a um mimimi de vez em quando. E eu tenho esperança de que sua cabeça deve ter esfriado e você voltou a abordar esse tema importante nas suas aulas.

E, talvez você nem tenha percebido, mas você, apesar de dizer que não quer, já tem um lugar de protagonista no feminismo. Como professor, garanto que foi causa de mudança de mentalidade das pessoas que estudaram contigo.

É isso que você tem que fazer mesmo, você está no caminho certo. Tenta abrir a mente de quem você pode.

Eu diria pra você compreender que algumas mulheres podem ter um pé atrás em relação a todos os homens. Mas, se você não quiser, beleza, mete o pé, o feminismo é plural, crie o seu próprio.

Sara disse...

poverello

Anônimo disse...

Anônimo, recomendo você pesquisar sobre o ativismo masculino. Não me refiro aos mascus, mas aos estudos de masculinidades e direitos de "homens e meninos". Tem material sobre isso no facebook.

Anônimo disse...

Anonimo das 19:38.

Vai com o seu homexplicanismo para o seu mundo opressor. Aqui, neste espaço feminista, vc não se cria não. Tá entendendo ou quer que eu desenhe?

É cada zomi que me aparece.

Graciema disse...

Esse é um tema com que eu me debato muito. Ao mesmo tempo em que creio essenciais espaços de fala apenas feminina, e espaços apenas femininos, pela minha própria experiência (grupo de gestantes foi meu pezinho no feminismo, e ODEIE de coração a suposição generalizada de que eu tenha a obrigação de explicar meu feminismo, creio ser importante ter diálogo, e espaços de dialogo, com os homens também. Acho que toda feminista tem, na verdade, com os homens presentes na sua vida. Ao contrário das acusações de man-haters, nós temos irmãos, pais, amigos, companheiros, filhos...

Mas esses espaços não são necessariamente os de fala feminina. E nem para todas, tem gente que tem vontade e paciencia de explicar, e gente que não, é simples.

Sobre a raiva, não é legal, reconfortante ou bacana se tornar alvo da raiva alheia. Já senti isso na pele em relação ao movimento negro, mas encarei o fato de como ser símbolo ali (branca e loira), não como agressão pessoal. E sim, foi desconfortavel.

Mas somos humanas todas, e sentimentos raiva. Pelo que vi ao longo desses anos, a raiva é muito, mas muito comum, principalmente no inicio. Temos uma vida inteira de agressões para se enraivecer. Temos um condicionamento de meninas boazinhas que condena a raiva feminina pra nos livrar dele.

Raiva é uma força poderosa, se bem usada, e a meu ver deve ser parte constituinte de nós, pq raiva é uma reação a agressão. É boa, se bem usada, e não reprimida. E no processo de raiva, sim, gente que não merece acaba levando pedradas no caminho.

Vitória disse...

Quando Rosiska Darcy de Oliveira escreveu Reengenharia do Tempo apontou um problema dos feminismos de segunda geração que até hoje vejo poucas feministas discutindo. Basicamente é o seguinte: quando nossas antecessoras começaram a discutir a situação da mulher no mercado de trabalho e excluíram os homens da discussão, de certa forma contribuíram para a assim chamada dupla jornada de trabalho, e pq? Pq lutaram para que nós tivéssemos entrada nesse mercado, mas não discutiram como a sociedade se estruturaria com isso. Com os homens fora da discussão pouco foi planejado no sentido de que quem ficaria com as tarefas domésticas, como elas seriam divididas, se seriam divididas ou não, e a necessidade de fazer as mudanças necessárias no interior das famílias. E essa é uma questão séria ainda nos dias atuais. O afastamento dos homens do feminismo os deixou ignorantes em relação às nossas pautas. Ora, como vamos mudar o lugar das mulheres na sociedade sem elucidar os homens sobre esses problemas e tentar manter um diálogo para eles colaborem também?

Agora entendo as críticas da Lola. Dentro da academia, em círculos de palestras, debates, mesas redondas, etc, é muito comum ver homens simpáticos à causa que não conseguem se desvencilhar do "homexplicanismo". Homens, muitas vezes inteligentes, que já estão acostumados em serem o centro das atenções, que não se conformam em não estarem em uma posição de destaque. Eu não faria a mesma coisa que a moça do relato do A fez, de sugerir que homens não mais participassem das discussões, mas entendo as razões que a levaram a propor isso.

Vc A., que é professor universitário, que com certeza é inteligente, faça um exercício de autocrítica: vc nunca viu homens com essas manias? Será que vc nunca agiu dessa forma, mesmo que inconsciente?

Feminismo Sem Demagogia disse...

Vou fazer um ultimo comentários aqui:

Durante a parte do evento em que o microfone estava aberto, um unico homem levantou se e fez uma fala, o Patrick, do grupo maças podres. Engraçado que em nenhum momento ele lançou nenhuma nota dizendo que sentiu se assim tão preterido no evento, deve ser por que ele não foi.

O Patrick foi lá na frente, fez uma fala e todas ouvimos ele com atenção e respeito.

Homens feministas participaram do evento não apenas como espectadores, quando foi dado oportunidade,aquele que quis pode expressar se.

Logo esta critica ao evento é infundado e sem nexo nenhum.

O problema, REPITO, não foi o formato do evento, já que ele incentivou a presença de homens desde o começo, o problema MOÇO, É QUE QUE VC É MACHISTA.

Amanda disse...

Fiquei chocada com a resposta da Lola.Mimimi?Difícil lutar por respeito se não respeitamos os outros.Um homem faz uma observação e é tratado dessa forma?Educação pssou longe.
Esse tipo de feminista eu não quer ser mesmo.

Anônimo disse...

Tenho pena de sua esposa, A. Felizmente as mulheres estão acordando, e no coletivo feminista universitário o qual participo, já estamos desconstruindo a ideia de que a heterossexualidade é imutável e aprendendo a amarmos umas as outras.

Anônimo disse...

"Feminismo sem demagogia Glaucia Casante os homens não tem voz ativa mesmo em encontros de mulheres, os encontros feministas mistos servem para educação dos homens e a esta educação vem do ouvir,algo que eles nunca fazem."
-
Comentário feito hoje sobre o tema no Facebook. Pleo que eu entendo a parte do feminismo que se destina aos homens, resume-se em doutrina-los e domestica-los.

Anônimo disse...

iuzome, e o sofrimendo dozome, what about the menz? ainda veio querendo dar carteirada ADMITINDO QUE NUNCA LEU NADA ESCRITO POR MULHERES FEMINISTAS. vaza, mimizento.

Anônimo disse...

Eu acho que as feministas tem que defender sim os outros grupos que ficam à margem da sociedade. Eu como negro também acho que devemos aderir à causa feminista e LGBT. Se eu acho injusto me discriminarem por ser negro, qual o fundamento que eu tenho para não defender os semelhantes que sofrem preconceito por causa do gênero, da orientação sexual ou então os portadores de necessidades especiais? Quando penso em uma sociedade igualitária penso em igualdade para todos, não apenas aos meus pares.

Anônimo disse...

Para mim, quem está de mimimi são vcs. Ao invés de terem um discurso agregador, vcs estão segregando cada vez mais. Proibir homens de participar do debate? Vários comentários aqui são peçonhentos e julgam o rapaz por coisas que se quer estão escritas. Eu sou feminista, mas antes de ser feminista sou um ser pensante e não me deixo cegar totalmente por radicalismo ou me deixo levar por hordas de zumbis que pouco refletem antes de escrever.
O feminismo é uma luta de todos, pois busca igualdade.
Concordo quanto à questão da liderança, mas discordo de todo resto.
Faltou empatia, reflexão e senso de humanidade.

Renata disse...

Não achei que eles estivesse de "mimimi" e achei a segunda resposta da Lola muito agressiva.

Várias pessoas comentaram coisas como "Tadinho, ele sentiu pela primeira e única vez como as mulheres se sentem o tempo todo há séculos".
Então a graça foi dar o troco? É isso?

Ficou bem óbvio que ele não queria liderança nem nada assim. Só queria se expressar e lutar pela igualdade.
O cara não tem direito a ter uma opinião e se expressar simplesmente porque é homem? Que m*rda de feminismo é esse?

*A., se você estiver lendo esses comentários, cara, não deixe ninguém confiscar sua carteirinha imaginária, não, hehe. Se não curtiu aquele espaço, não volte. Existem outros espaços feministas que acolhem todo mundo muito bem.

Leio o blogue há alguns anos e volta e meia fico surpresa com algumas coisas e essa foi uma delas.

Vou dar um tempo nas visitas porque parece que o negócio tá ficando sem rumo por aqui.

Anônimo disse...

Não aguento mais uzómi querendo aparecer em tudo. E não aguento mais esse papinho de "uzómi também sofrem com o machismo, as feministas tem que ajudar uzómi". Pior que esse papinho está vindo de várias feministas. Chega, gente.

Anônimo disse...

"Por fim, para ilustrar como esse isolamento é ridículo, vou dar o seguinte exemplo. Da próxima vez que tiver jogo de futebol, vou chamar todos meus amigos para assisti-lo. Mas, quando o jogo começar, avisarei que só homens podem palpitar, afinal, é inegável como esse tipo de programação é voltado para a gente, e as mulheres só estão tentando tomar nosso espaço, quando já tem tanta novela dedicada só para elas =/" Deixa eu te contar, isso ja acontece e não apenas no mundo do futebol/esportes de ""macho"" no geral, mas em diversos outros lugares. Games, comunidades de musica, bares, paginas de humor, nos cursos de exatas e etc... Mas é claro que vc estava tão preocupado com a opressão das feminazis misandricas que esqueceu de exercitar a empatia e a observação. Premio bocó pra vc

Maria Cristina disse...

Primeiramente, boa noite Lola e demais.

Leio o blog a um bom tempo mas nunca comentei e só o farei porque sinto muita necessidade.
Sempre pensei que as pessoas que acessam o blog (exceto os trolls)eram igualitárias e de mente aberta e exatamente por isso ver a segunda resposta da Lola e alguns comentários me deixou com lágrimas nos olhos.

Que tipo de comentários são esses? "Bom pra vc aprender como as mulheres se sentem", pelo amor de Deus! Combater opressão com mais opressão? O feminismo deveria ser um movimente de igualdade, de inclusão! Deveria estar bem longe de excluir os homens! Se um quiser falar, que seja permitido, ué.

A moça que disse que os homens não deveriam participar estava errada, isso nem deveria ter discussão. Se ela faz parte de um movimento igualitário, deveria ser inclusiva e não segregacionista! E lamentável o seguinte comentário do Feminismo Sem Demagogia:" o problema MOÇO, É QUE QUE VC É MACHISTA.", é fantástico como em menos 100 linhas uma pessoa já consegue ter um (pre)conceito em relação a outra.

Sobre a generalização do Guest é até compreensível mas está longe de ser justificado. Eu sou uma mulher negra e infelizmente já tive que ouvir comentários MUITO constrangedores. O mais recente foi assim, uma senhora da minha rua tinha sido assaltada por um homem negro e ao contar os fatos para mim e aos demais vizinhos, ela (ainda muito afobada) soltou um "mas também, era preto e todo preto é ladrão". O que ela disse foi errado e injustificável, mas até compreensível.

Na questão dos privilégios acredito que ambos tem (ex: mulheres - alistamento opcional, homens- salários maiores), embora eu ache que nós mulheres temos bem menos. Na minha opinião, a luta deveria ser para que TODOS os privilégios de TODOS os grupos deixassem de ser privilégios e virassem a regra.

Quanto ao fato de um homem (cis ou trans) protagonizar o movimento feminista, não vejo razão para me opor. O feminismo precisa de ALIADOS, de ATIVISTAS e não apenas de SIMPATIZANTES. E se é um movimento por igualdade, por que não? Não é calando alguém que você vai ter direito de falar.

Pra finalizar, me assustei com a segunda resposta da Lola. Ela sempre me apareceu uma mulher muito sensata e justa e por isso achei até estranho o que ela disse (até conferi se estava na URL certa!!!)

Fiquem a vontade para discordar de meu comentário, mas dispenso comentários do tipo "moça vc é machista", afinal eu não sou e discussões não devem ser na base de ofensas e sim na de ARGUMENTOS.

ma1w disse...

Verinha,

O clima de hostilidade não está nas ideias, mas no tom. O mesmo tom agressivo que você está utilizando agora e sequer se dá conta disso. Olha bem para o que você está falando. Se a pessoa é simpatizante da causa, mas não concorda com algo é imediatamente taxada de machista? Putz!

Anônimo disse...

Concordo totalmente! Faço das suas palavras minhas.

Peterson Bombado disse...

Eu fico chateado com minha esposa porque ela faz questão de trabalhar fora para provar não sei o que lá para si mesma.

Ela ganha salário mínimo. E temos que contratar uma empregada doméstica que ganha salário mínimo.

Ou seja o que ela ganha lá fora, eu pago para a empregada aqui dentro. Só para ela não ficar com auto estima baixa.

Isso não tem sentido. Só faz sentido a mulher trabalhar fora para ganhar muito mais do que uma empregada doméstica. Só assim a tercerização do serviço doméstico faz sentido, quando você empurra o serviço para uma pessoa mais pobre do que você.

eledhwen disse...

ao não se comentar também sobre os temas que ele citou no lugar de se criar um aliado, um simpatizante você está criando pessoas que passam a discordar sobre o movimento, claro que existem espaços que devem ser destinados apenas a mulheres mesmo, mas não se cria uma sociedade só de mulheres, essas mulheres querem namorar, algumas casar, se não existe espaço pra instrução e inclusão dos homens dentro do feminismo de alguma forma você contribui pra que homens permaneçam machistas. Deve-se instruir a mulher a não se sentir culpada pelas coisas, mas deve-se instruir o homem a não atacar e mais ainda a defender as mulheres em situações dessas e acho que isso não está sendo levando em conta.

Anônimo disse...

Nossa, o texto e a caixa de comentários estão do gosto do mascus. Nunca vi tanto radicalismo junto. Parabéns a todas as envolvidas.

Priscilla Franco disse...

Não acho que devemos tratar homens com luvas de pelica, por medo que eles "fujam" ou se sintam desencorajados. Se esses episódios tão pontuais fizeram o cara se questionar como feminista é porque nunca houve convicção. Enquanto lia o desabafo do moço tive a nítida impressão de que ele queria um tapinha nas costas e um "parabéns" por apoiar a nossa causa. "Obrigada por abdicar da sua posição de superioridade para nos defender, pobres feministas indefesas." Não, nós não precisamos dele, ou de qualquer outro homem que abrace a causa por puro ego, pra ser reconhecido como um grande altruísta. Precisamos de pessoas que entendam a nossa luta e estejam dispostas a abraçá-las pelo bem comum. Independente do gênero.

Anônimo disse...

Na verdade, o movimento pode e tem o direito total de ser "exclusivo". Como também ninguém é obrigado a aceitar ou se simpatizar ao movimento. Eu leio sobre feminismo, critico e apoio algumas idéias com pessoas próximas (uma amiga, que posso falar sobre tudo). Porém nunca saio por aí dizendo que sou "feminista". Nem ousaria ir a algum evento, simplesmente porque me sentiria inadequado.

Eu já fui em uma palestra, acompanhando um amigo, do movimento negro. E confesso que havia coisas muito erradas no discurso. Uma espécie de vingança misturada com ressentimento. O que, novamente, compreensível. Não é um movimento a meu respeito, é um movimento a respeito da luta negra na sociedade. Perdoável, mas não justificável. Assim que penso...

Mas a grande ironia de tudo isto é que ninguém consegue se livrar dos construtos a respeito de gênero. Se discute a igualdade, critica que diferenças não existem e são intrinsecamente culturais. Mas ao se deparar em um situação de diferença, recorremos a esses mesmos construtos culturais.

Ou o papo nunca foi sobre igualdade desde o principio. É sobre diferenças e a diferença deve ser tratada com diferença. O que é justo.. Mas o discurso de igualdade ou nivelamento se torna hipócrita. Mas é o feminismo que deve resolver suas hipocrisias, não homens, nem uma ou outra mulher em particular. A comunidade que fará seu consenso.

Outro ponto é o preconceito quando um homem revela sua fragilidade: "mimimi". Oh se isso não é machismo. Oh se muitos não passam por uma vida traumática por não pode expressar tristeza, insegurança, medo. O privilegio do homem é o que chamo de "armadilhas do poder". O preço a desumanização. Se homens é geralmente causa de crimes bárbaros, analise a vida dele. Vítimas do machismo, talvez? Há pesquisas que correlaciona sociopatia, violência sexual com uma vida infantil conturbada entre homens. Vítimas de violência, sexual também. Nesse caso não é nem perdoável, nem justificável. Mas me faz pensar em que muitos garotos vão enfrentar problemas sérios em sua infância e talvez isto o torne em monstros quando grandes. Infelizmente.

Mas enfim, o feminismo que deve resolver seus machismos. Não os "homens" (observe as aspas), nem o bunda mole (literalmente) que lhe mandou a carta.

Anônimo disse...

Estou muito assustada com alguns comentários aqui! Pessoas achando "bem feito" o cara ter passado por isso pra saber como as mulheres sofrem. Isso é sério? É tipo uma vingancinha pessoal? Calar as vozes das mulheres não pode, mas fazer isso de vez em quando com os homens, que inclusive podem contribuir pra propagar as nossas demandas, tudo bem? Acho que a ideia é não calar a voz de ninguém! Entendo, apesar de não concordar, com a organizadora do evento,longe de mim julgar esta atitude.
Também achei horrível chamarem o cara de machista por causa do texto. Acho que ao invés de todos esses ataques, seria muito mais produtivo tentar fazê-lo entender o por que de estar errado, mas acho que isso dá muito mais trabalho do que ofender! Enfim, é tanta desgraça que estou até desacreditada.

Maria Luiza disse...

As pessoas tem que entender, devem entender, que alguns assuntos não são sobre elas.

Eu conheço vários homens feministas e nenhum deles nunca me acusou de querer falar só sobre mulheres dentro do movimento. Sabe pq? Vou contar mas é segredo, tá?

O MOVIMENTO FEMINISTA É SOBRE MULHERES.

"Ah, sua feminazi egoísta, má, frígida, descontrolada, os homens tb sofrem com o machismo, foi uma feminista legalzuda que me disse"

Jura??? Então aqui vai outro segredo e também dica fantástica:

Se os homens sofrem com o machismo PARE DE SER MACHISTA.

Eu sei que o machismo tb atinge os homens, mas:

1 - O machismo que os homens sofrem não tira eles do papel de opressor.
2 - O machismo que os homens sofrem prejudica as mulheres.

Então, por mais que seja lindo quando o movimento negro tem a participação de brancos, quando o movimento LGBT tem a participação de heteros e quando o movimento feminista tem a participação de homens, tenha EMPATIA e CONSCIÊNCIA que vc como homem, branco e hetero, nesses casos, não é o protagonista.

Se isso te deixar muito deprimido, pega um livro qualquer de história, pode ser do telecurso, e veja que durante toda história da humanidade quem esteve por cima da carne seca foi vc. E alegre-se, pois mesmo assim, mesmo com toda essa merda, nós só queremos igualdade de direitos, justiça e dignidade.

Homens, sejam bem vindos ao movimento feminista, mas ele não é sobre vocês. Segura o choro e vem pra luta.

Anônimo disse...

O problema, REPITO, não foi o formato do evento, já que ele incentivou a presença de homens desde o começo, o problema MOÇO, É QUE QUE VC É MACHISTA.


a coisa tá feia,agora porque o cara sentiu certa hostilidade ,ele é machista?
vcs querem tanto respeito mas n respeitam os outros, a tal empatia que vcs adoram falar,só serve para quem serve aos seus interesses.

adoram desqualificar os outros com esse "argumento" incrível de quem n tem argumento "mimimi".

mais um com a carteirinha imaginária feminista confiscada.

Anônimo disse...

Meu problema com o texto é isso:

"a coisa tá feia,agora porque o cara sentiu certa hostilidade ,ele é machista?"

É realmente hostilidade você ouvir uma pessoa aleatória sugerir num evento feminista que alguma palestra devia ser exclusiva para mulheres? Sério. Uma sugestão, no meio de um monte de gente... isso é realmente hostilidade? Ou é realmente só um cara querendo reclamar????

Eli disse...

Assunto polêmico Lola, mas eu quase chorei com a sua 2ª resposta, porque eu realmente achei que a 1ª estava muito suave.

Eu tenho tido mais contato com feminismos radicais, com os quais eu concordo. Então tudo o que eu vou falar aqui é a minha opinião, circundada por várias opiniões e ideias que já ouvi.

Li alguns comentários e muitas pessoas se perguntam "cadê a igualdade?". Eu sempre ouvi que o feminismo é um movimento que busca igualdade, mas igualdade ao quê? As mulheres querem ter os mesmos direitos de oprimir indivíduos que os homens tem? As mulheres querem que os homens também sejam tão oprimidos quanto elas são? Eu não enxergo uma luz no fim do túnel. Se pensarmos que antes vivíamos em uma sociedade matriarcal, é ingênuo acreditar que algum dia existirá igualdade.

Eu agora entendo o feminismo como um movimento que tem o intuito de acabar com a opressão da qual as mulheres sofrem, libertá-las. Sinceramente eu não acho que seja muito diferente de outros grupos como negros e homossexuais, porque todos estes trabalham com grupos oprimidos e marginalizados.

Então se você quer libertar essa mulher você tem que lhe dar voz e espaço. Mas se você ao contrário dá isso exatamente ao grupo privilegiado (homem branco hétero) qual o sentido de haver o feminismo?

Eu não acredito em homem feminista, justamente porque ele não sofre o que sofremos, não possui as nossas experiências e não sabe o que é ser oprimido (e isso não é uma competição de opressão porque ele simplesmente nunca sofreu opressão instucionalizada pra reclamar. Em oposição eu acredito em aliado, do mesmo modo que eu sou uma aliada de negros e homossexuais justamente porque eu sou uma mulher branca e hétero e entendo o meu lugar.

E sim eu vou gritar com todos os meus pulmões MALE TEARS!!!!!!!!!!!

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Ás vezes tenho a impressão que é muita energia gasta explicando e debatendo coisas com mascus e brigando e ridicularizando quem diz estar do nosso lado. Uma inversão total. Um gasto de energia.
Já li textos criticando a ideia da feminista perfeita, esse texto me fez pensar na ideia do feminista perfeito e se o cara expressa uma dúvida, um descontentamento por um segundo, é tão apedrejado quanto ou mais que um texto de um mascu seria.
Só acho que não é por aí.


Anônimo disse...

"É realmente hostilidade você ouvir uma pessoa aleatória sugerir num evento feminista que alguma palestra devia ser exclusiva para mulheres? Sério. Uma sugestão, no meio de um monte de gente... isso é realmente hostilidade? Ou é realmente só um cara querendo reclamar????"

dependendo de como falaram com ele,do tom q usaram pode ser hostilidade sim,vc estava lá pra ver?
mesmo q vc ache q é esse irritante 'mimimi" ,isso n significa q o cara seja machista,acho q um machista nem chegaria perto de um evento feminista,então,a coisa tá feia mesmo.
é assim q funciona as coisas ,concordem comigo ou calem a boca e se achar algo errado é "mimimi".

Rafael disse...

Quando eu comecei a ler o blog da Lola, pensava como e tive reações parecidas com as do autor do post. É só ler mais sobre o feminismo que passa.

jacmila disse...

Desta x concordo com tudim q a dona lola escreveu.

No geral mulher q se assume feminista no trabalho ganha antipatia duzomi e também - isso é triste d+ - das muié.

Incomoda. As questões feministas incomodam, as pluralidades incomodam.

Numa reunião de trabalho, o assunto era prostituição. Eu disse: "todos ozomi são favoráveis à prostituição"

Os 2 zomi presentes ficaram ca la di nhos.

Quem cala consente.

jacmila disse...

É...tadinho duzomi
morrendo de peninha deles

MCarolina disse...

Eu tive que voltar porque a maioria das pessoas que comentou falhou em perceber o quanto o ocorrido foi interessante e educativo para o guest poster. E ele, mesmo sendo sociólogo, ficou com o orgulho tão ferido que não aproveitou.
Pela primeira vez ele se sentiu oprimido e excluído por seu gênero. É algo parecido com o workshop Olhos Azuis (sei que muita gente aqui já viu e conhece)em relação ao racismo. A diferença é que lá as pessoas participam voluntariamente (e algumas aparentemente se arrependem), mas mesmo assim elas acabam sendo obrigadas a sentir como é ser subestimado só por ser quem você é. Acho que é uma experiência muito enriquecedora, embora não confortável, claro. E quando vem naturalmente, sem a intenção, como no caso do evento feminista, é mais enriquecedora ainda. Acho que também cabem aí jovens brancos de classe média e classe média alta brasileiros que vão para os EUA e Europa e são taxados de hispânicos, de não-brancos. Desculpem, mas eu acho que faz bem para quem sempre só ouviu falar, ou só leu sobre como é ser minoria (não numérica) passar por isso. Não estou dizendo passar por racismo, constrangimento etc. Mas ser visto pelos outros de uma maneira diferente do que você vê. Não ter o espaço que você acha que merece só por ter nascido "certo". Saber que existe um mundo além do seu micro universo.

Paula disse...

presente para o A.

http://www.youtube.com/watch?v=td1PbsV6B80

http://www.youtube.com/watch?v=KTvSfeCRxe8

é assim que homem participa do feminismo ;)

Sara Marinho disse...

Minhas amigas feministas são todas pela participação masculina no feminismo ("um homem feminista, é uma delícia" - uma das palavras de ordem, não gosto de que seja por demais gritada, para não focar em participação de homens nos espaços feministas, mas é sempre bom, rende muitas risadas e todas as feministas com quem convivo concordam, que um homem feminista, é uma delícia). Acreditamos, eu e essas feministas, que é incoerente um feminismo construído só por mulheres, nos somos só metade da sociedade, não dá para mudar sem a outra metade.
Mas eu entendo quem prefere espaços só de mulheres, não concordo, mas entendo.
Nos somos ensinadas a vida inteira a não pertencer ao espaço público, me sentir reprimida pela presença masculina não está condicionado ao caráter dos homens presentes, percebi isso claramente no começo do meu feminismo.
Participo de um núcleo de extensão da minha faculdade, quando entrei, eramos seis alunos nesse grupo, 3 homens, 3 mulheres, as mulheres eram evidentemente as que menos falavam,apesar de ninguém ser machista (assim, machista todo mundo é, os resquícios nunca se vão totalmente, então, todos reconhecíamos ali a existência do machismo e a necessidade de combatê-lo, tanto os homens como as mulheres), devido a alguns acasos, uma vez tivemos uma reunião só com a meninas do grupo, nos falamos, a gente nunca falava muito, quando nos reunimos só nós 3, a reunião prosseguiu normalmente, não ficamos praticamente em silêncio, como era de costume. Por que quando os rapazes estavam na reunião nós falávamos pouco? Não é que os meninos não permitissem que falássemos, são inúmeras questões, somos ensinadas a permanecer num ambiente doméstico, e mesmo quando quebramos isso, permanece em nosso inconsciente, tendemos a ser mais inseguras, portanto, evitamos falar em público. Mais do que nós precisamos entender o autor, que se sente injustiçado, ele precisa entender, o quanto nós somos injustiçadas, pela sociedade inteira, todo o tempo. Somos ensinadas a viver com medo, medo de estupro, medo de nossos corpos, de nossa sexualidade, de nossa voz, de nossa inteligência. Moça de família não faz revolução, cuida dos filhos. Mesmo quando optamos por não sermos moças de família, em qualquer sentido, a opressão não nos deixa, pois nos foi imposta desde sempre, se o autor sabe disso, devia tentar fazer o exercício de entender o quanto espaços só de mulheres podem ser importantes para as mulheres. Discordemos de um feminismo só de mulheres, mas entendamos quem pensa assim. Elas tem muito mais motivo para se sentir injustiçadas do que um homem, ele foi excluído, acredito que injustamente, de alguns espaços feministas, nós somos excluídas diariamente de espaços de destaque político, posições de poder, de ser respeitadas por nossos atos e falas e não por nossos corpos e comportamentos sexuais, etc. O autor quer desistir do feminismo por algumas poucas injustiças, consegue imaginar porque algumas de nós gostariam de excluir os homens?A injustiça para nós é todo dia, de todos os lados, e ainda que existam muitas mulheres machistas, quem mais nos oprime são homens, são eles que nos batem, estupram, nos perseguem, nos fazem ter medo, não nos levam a sério só por sermos mulheres, etc. São todos assim? É claro que não! Mas o homem médio é sim muito machista, apanhando de fato e simbolicamente todos os dias, durante 20, 30, 40 80 anos, é evidente que muitas mulheres que perceberam o machismo da sociedade em que estão inseridas não queiram muito contato e muita discussão com aqueles que julgam que sabem de tudo e as oprimem diariamente. Todos os homens fazem isso?Não, do mesmo modo que nem todas as feministas desejam excluir os homens do feminismo, mas você associou isso a maioria delas, sendo que passou por algumas poucas, ainda que doloridas, injustiças. O exercício de entender o outro precisa ser muito mais intenso do seu lado, o sofrimento é muito menor.

João Paulo disse...

Lola, perdão cortar a discussão com um assunto offtopic, mas você viu que coisa nojenta e "anti-cristã"?
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/118038/Direitos-Humanos-aprova-projeto-que-permite-igreja-proibir-presen%C3%A7a-de-gays.htm?acid=846777&ls-acm0=10

Relicário disse...

Faz algum tempo que parei de vir aqui, notei que com o tempo os posts tem ficado cada vez mais agressivos, colocando aquela pessoa em evidencia de maneira totalmente vexatória. Eu pessoalmente não gosto de agressividade, não suporto julgamentos tipo inquisição virtual, onde alguém expõe sua opinião é linchado...eu não me sinto representada pelos comentários de ódio...as discussões aqui já foram mais inteligentes, infelizmente Lola, tenho feito a minha parte, crio dois filhos de forma totalmente igual a minha filha, as obrigações, os conceitos são os mesmos, tenho minimizado o machismo que encontro pela frente, levo comigo as noções de igualdade e pratico todos os dias, mas me desculpe esse discurso de exclusão é chatinho e não acredito nele, unir forças me parece bem mais inteligente.

Anna disse...

Primeiro lugar, aos comentaristas que reclamam que estão querendo ''tirar a carteirinha de feminista'' do A., como fazer isso com alguém que diz isso:

No momento, eu, que sempre falei que sou feminista, inclusive em todas as turmas que dei aula, acho que vou abdicar do rótulo. Vou deixar isso para as mulheres. Vou continuar minha luta por uma sociedade menos racista, menos classista, menos homofóbica, enfim, mais igualitária, mas penso em não falar mais da opressão que sofrem as mulheres

Só se for carteirinha imaginária..

Eu sou do grupo que acha que Lola foi calma. As pessoas estão tão sedentes por homens se identificando feminista que vem aqui reclamar de Lola ter falado em mimimi (comparando com gente falando ”feminazi” sério?) enquanto isso o A. veio reclamar de como uma vítima de estupro se manifestou.. Sinceramente! Se bem me lembro daquele post, a menina foi estuprada desacordada, todo mundo viu e não fez nada, o garoto pediu apoio no facebook e como sempre teve aquele linchamento aqui : oooh mas como você ousa beber além da conta? Se toca.. Ela reclamou porque tinha sido estuprada uma semana antes de escrever aquilo!

Se você nunca nem leu sobre o feminismo, ia querer falar o quê? Uma pessoa branca por ex que nunca leu sobre como o racismo opera no Brasil, que só visita uns blogues aqui e ali, vai querer falar o que numa evento sobre o assunto? Mulheres são excluídas de tantos espaços, é tão grande o clube do bolinha que eu não vejo sentido no seu mimimi. Ele se sentiu de fora mas o que acontece depois que ele e as mulheres saíram do evento? A ~opressão aos homens~ continuou?

Tem gente que quer que as mulheres resolvam tudo.. é muito comum ouvirmos pessoas falarem pras mulheres resolverem o machismo já que "reclamam tanto e não fazem nada". Ai quando tomam a iniciativa de criar um evento vem um homem reclamar de não ter espaço suficiente, de não falarem de seus problemas num evento feminista? Sem comentários...

André disse...

Anna,
Tem razão, se o cara tivesse tanta empatia assim com os sofrimentos das mulheres teria reclamado dos "exageros" de uma vítima recém estuprada. Mas em momento algum ele reclamou de não poder falar no evento feminista que ele citou.

gwy disse...

Impressionante a tentativa de rebaixar o feminismo dizendo que se ele lutasse por igualdade daria voz também aos homens, sendo que os homens já são cheios de privilégios.
Esse discurso tá ficando bem frequente, imagino que haja uma mobilização nestas páginas infames masculinistas/homenistas no sentido de tentar diminuir o movimento.

renpmelo disse...

Lola, a sua segunda resposta foi bem deprimente.

'Ge ;3 disse...

Eu odeio quando vejo sexism
o no feminismo , sempre acreditei q nossa luta n têm espaço pra sexismo.
Tenho amigos feministas , lutei muito pra ensinar a eles q o feminismo é bom pra todo mundo , e graças ao destino hj eles lutam ao meu lado.
Quanto à mulher ter sido a séculos excluída de lugares onde só homens eram permitidos e hj querer fazer o mesmo é retrocesso , eu sei q as vezes da vontade de fazer isso , mas o nosso movimento é bastante odiado já e em vez de excluir pessoas a gnt deveria somar , chamar pra luta , pq uma sociedade melhor n se faz só com mulheres , n se pode excluir o homem , se o que a gnt almeja é q eles sejam melhores , devemos deixa-los participar do movimento e não , nunca , exclui-los . Obviamente que se forem protagonistas vai descaracterizar o movimento q é ,principalmente, em prol de mulheres , por explicitamente sermos nós quem sofre mais com o machismo . Quem sabe um dia quando mulheres chegarem ao patamar de ''respeito social'' que os homens têm não lutemos todos lado a lado pra melhorar a sociedade . Só minha opinião . Amemos todxs .

Vladimir Yuri disse...

Nunca falo,mas vim aqui só pra concordar integralmente com a Anna.
Sem adicionar mais nada.

Tamara Rangel de Lacerda disse...

(1)
Nossa! Não sei se fiquei mais de cara com o conteúdo do e-mail que o leitor mandou para Lola ou com a resposta que Lola ofereceu, a qual eu esperava muito mais. Não, não falo em radicalismo e muito menos em combater o cara, jamais! Mas faltou muito expor as contradições da fala dele, o que ajudaria de fato até a ele entender o processo que está passando!

Primeiro destaco aqui que a fala dele me parece individualista demais... Cheguei a pensar que ele queria despertar a pena das feministas ao se defender um "estuprador e violentador", falando que não é machista. Calma ai! Na sociedade patriarcal que vivemos NINGUÉM tá imune a reprodução do machismo. E por mais pró-feministas que os homens sejam, eles são a figura que expressa o machismo, vai deixar de ser assim quando conseguirmos romper com essa estrutura da sociedade como um todo e alcançarmos a libertação da mulher. A LIBERTAÇÃO SE NÃO DARÁ SOMENTE INDIVIDUALMENTE OU ENTRE UM CASAL, A LIBERTAÇÃO SÓ SERÁ LIBERTAÇÃO QD TODAS MULHERES ESTIVEREM LIVRES EM NOSSA SOCIEDADE.

Quero apontar algumas contradições no e-mail do companheiro:

Ele diz "Sou sociólogo; nunca, de fato, estudei o feminismo ou li nada escrito por feministas" e logo depois disse que sempre se colocou como Feminista! Poxa! Pera ai! Feminismo não é só um RÓTULO, como vc mesmo colocou! Feminismo tem histórico, tem recorte, tem estudo! Vc como um sociólogo poderia buscar entender isso antes de se colocar como um "Feminista"!
É muito comum, entre homens em mulheres, rolar essa dúvida e frustração sobre o pq os homens são se encaixam como sujeitos dos espaços feministas, mas basta estudar um pouquinho mais sobre a estrutura patriarcal de nossa sociedade, entender a opressão contra as mulheres, para entender seu lugar no feminismo. O protagonismo precisa ser das mulheres pq nós somos as sujeitas em questão! Os homens ao aceitar o feminismo e se somar a luta precisam assumir e entender seu papel de privilégios na sociedade, abrindo mão deles! Os homens sempre tiveram acesso a todos espaços políticos e públicos, ao poder da voz, e no feminismo eles vão precisar abrir mão desse privilégio para que as mulheres que estão a vários passos atrás possam ter espaço. NÃO É SUBVERTER VALORES, mas p atingirmos a igualdade precisamos do acesso das mulheres à essas esferas que vcs naturalmente já tem acesso.

Outro ponto:
"acho que vou abdicar do rótulo. Vou deixar isso para as mulheres. Vou continuar minha luta por uma sociedade menos racista, menos classista, menos homofóbica, enfim, mais igualitária, mas penso em não falar mais da opressão que sofrem as mulheres."

Você quer lutar por uma sociedade igualitária e livre de opressões se restringindo a falar da luta feminista?! Tudo me leva a crer que a deficiência que ocasiona em suas angustias é a falta de estudo! A opressão contra a mulher é a base das outras opressões de gênero! Inclusive, a opressão contra as mulheres surge quando surge a primeira propriedade privada, antes mesmo de existir opressão entre homens e entre classes!!!! Estuda "a origem da família, da propriedade privada e do Estado" de Engels pra ter essa base.
Estuda também o processo histórico feminista na luta de classes, há importantes autoras lutadoras feminsitas como: Clara zetkin, Rosa Luzemburgo, Simone d Bovoir, ALexandra Kolontai... Lê os materiais da SOF (Sempre Viva organização feminista) do Brasil, fácil de encontrar na internet...
Enfim, não é falta de opção!

Tamara Rangel de Lacerda disse...

(2)
É preciso perceber que o Feminismo não é simplesmente um rótulo, ele é um fator contínuo de descontrução e construção dentro de nós e na sociedade como um todo. É sim difícil para os homens abrir mão das condições de privilégio que a sociedade dá. Mas é ainda mais difícil estar na condição de mulheres nesta sociedade, pois o machismo é cruel tbm com os homens mas é MUITO CRUEL com as mulheres!! Todos os dias mulheres são violentadas e são mortas por violência machista!

Não é difícil perceber, estudando o Feminismo, que de fato ele não é homogêneo. E eu percebo q dentro disso existem dois pontos cruciais Feminismo da Auto-Libertação x Feminismo Classista! Este último eixo pensa o feminismo com um processo de libertação e transformação social! Compreende-se q dentro deste modelo de sociedade nunca atingiremos a liberdade das mulheres, é preciso mudar a estrutura social como um todo, avançando para esta revolução junto com práticas feministas. Não é libertar UMA mulher ou ME libertar, é libertar TODAS! Não adianta fica aqui se lamentando, se achando um não-monstro enquanto milhares de homens ainda agem como monstros.

Outra fala "Que m*rda, o que foi que eu fiz? Sou homem e portanto sou lixo?"
Companheiro, sim, você nasceu homem e por isso nasceu com privilégios! Imagina uma mulher que sofre violencia machista como deve se perguntar "o que eu fiz? devo ser oprimida pq sou mulher" Consegue fazer uma balança entre esses dois pontos?

Por último, quero fazer uma crítica séria a Lola. A auto-organização das mulheres é um principio do Feminismo! Ou seja, o Feminismo nasce da necessidade das mulheres e da auto-organização destas! Pode não ser a sua experiÊncia, mas a auto-organização é um espaço de despertar das companheiras, é onde buscamos forças entre nós ao nos reconhecer como sujeitas iguais que sofrem da mesma opressão e que precisam se fortalecer juntas. Não é espaço menos nem mais POLÍTICO que os espaços mistos, como vc colcou! Espaço auto-organizado é espaço político sim e de extrema importancia para forjar as mulheres p os demais espaços públicos e mistos! E os espaços mistos são importantes para estarmos trabalhando o protagonismo das mulheres e a formação para os homens que se colocam em luta ao nosso lado! São dois espaços de extrema importancia para a luta feminista! E os homens precisam ceder e reconhecer a importancia tambem dos espaços só de mulheres, como tbm precisam ter a mesma responsabilidade em estar se formando. Para que não saiam por ai se colocando como coitadinhos do feminismo e querendo desviar o foco pra si!

“ninguém é sujeito da autonomia de ninguém”

Abraços!

Tamara Rangel de Lacerda disse...

Olha, A. e Lola, esta postagem aqui foi feita por um Homem do Blogueiras Feministas e é muito bem acertada! Talvez ela ajude e responda algumas questões colocadas aqui!

http://blogueirasfeministas.com/2013/04/homens-pro-feministas-aliados-nao-protagonistas/

Maria Valéria disse...

Eu vou fazer coro com as pessoas que nao gostam de posts agressivos,e o post que melhor 'me representa nesse sentindo e o da Relicário.(10:28 de hoje)
alguém comentou ai em cima , que o cara e professor,que deveria se informar e que as palestras NAO ERAM SOBRE ELE, e que muita mulher violentada antes tem receio de se expor em palestras onde homens estejam presentes.ate ai, tudo bem concordo com essa parte do comentário,
A questão e : como isso foi dito ou explicado para ele? Será que ele sabe de tudo isso, será que ele tem idéia ou noção de tudo isso? Talvez ele nao tenha, exatamente por nao ser mulher.
Mas ele pode aprender ...quem de dispôs a conversar com ele e explicar essas coisas sem lincha- lo??
Eu era radicalmente contra cotas e hoje sou a favor..Certamente,nao foi ouvindo que eu estava de " mimimi " , que era era " classe media sofre" ou outras agressões do tipo que mudei de opinião.Mudei de opinião lendo textos inteligentes e bem articulados, com argumentos convincentes e ate conversando com pessoas que me explicaram o que um negro sofre hoje no Brasil ( o racismo aqui e bem velado e nem eu tinha me dado conta!) , e que eu nao perderia " minha vaga " para ninguém pois minha família poderia ter pago uma faculdade particular...o post sobre privilégios da Lola de poucos dias atras tambem de um bom exemplo de texto elucidativo,convincente e sem ser agressivo.
Nao sou casada , nao tenho filhos , mas se tivesse adoraria que meu marido participasse de uma palestra feminista e levantasse a mão pra fazer algumas perguntas,para aprender se o que ele está ensinando aos nossos filhos e correto ou nao,
Agressão so afasta as pessoas, Lola, minha opinião.


renpmelo disse...

Eu acho perfeitamente possível ser Feminista e não ter lido nenhum livro sobre Feminismo. A Lola deve concordar comigo, já que ela é feminista desde os 8 anos de idade.

Algumas feministas realmente têm uma visão muito elitista/academicista sobre Feminismo.

André disse...

renpmelo,

De modo geral concordo com você, mas o cara é professor universitário de sociologia, se diz feminista e nunca leu nada escrito por feministas? Eu que sou engenheiro e não sou feminista já li.

Unknown disse...

Que me perdoe o A., mas ele foi extremamente egocêntrico e chorão. Acredito que se ele quer mesmo ser um homem feminista e/ou compreender o feminismo, deveria estar mais ciente dos contextos onde ocorrem a opressão e também aqueles onde ocorrem o (suposto) "revanchismo" do oprimido (no caso, da oprimida). Inclusive, na minha opinião, isto é obrigação dele enquanto sociólogo e enquanto educador.
Faz-me lembrar da velha crítica rasa de alguns que dizem que o racismo é igual dos dois lados, do branco e do negro.
Não acho que as "feminazis" estão certas nem que se deve passar a mão pelas suas cabeças, mas generalizar uma situação particular (e pior, tomar todo um movimento que é heterogêneo por uma fração de integrantes) e sobretudo tomar uma crítica contextualizada como algo pessoal é um pouquinho demais.

Alice Gaarder disse...

Alguém dá Mingau para o Fábio pra ele parar de postar essas besteiras!!!

Anônimo disse...

Sou homem e sou machista por criação nessa sociedade fudida que é a nossa. Evito ser machista, mas a desinformação sobre como ser menos machista atrelada com o nosso conhecimento de mundo e nossa criação faz com que seja realmente difícil não ser machista.

Daí beleza, eu sou um monstro às vezes, nos olhos de algumas feministas, mas eu, e muitos homens, tentamos ser melhor. Se a gente tiver oportunidade de se informar melhor, todo mundo ganha. E um ótimo lugar para se aprender é em aulas ou palestras, já que sentar para ler demanda tempo e as pessoas geralmente tem preguiça.

Levando em consideração que quem mais ativamente perpetua o machismo são os homens e somos nós quem somos mais ignorantes neste assunto, acredito que seja imperativo que as feministas tentem deixar de nos odiar tanto e tentem instruir-nos. Claro que isso é muito dificil, pois nós, homens, somos, sinceramente, um bando de imbecis, mas tem que ter paciência com a gente.

D.

Sara disse...

nossa qta franqueza e perspicácia Anon 17.37 hs , já é alguma coisa de positivo.

Anônimo disse...

Nossa Lola, você me passou um susto. Li o e-mail do rapaz, morrendo de preguiça do mimimi, vi a primeira resposta, de boa vontade e ingênua. Mas aí li a segunda resposta, polida, na minha opinião, mas que chega direto ao ponto.
Morri mesmo de preguiça do discurso do rapaz, pois, é o mesmo de sempre de pessoas em situação de privilégio para com grupos não privilegiados, e que costumam se reunir. "Ah, porque eu não posso participar de todas as reuniões, porque não posso ir em todas as palestras, me manifestar." Como se o monopólio da palavra não fosse da pessoa em situação de privilégio. Ah, pára.
Típico pensamento de quem se coloca como centro, acho que ele não tem consciência disso.
No que diz respeito ao feminismo, eu não sou contra à restrição de homens em alguns espaços de discussão, articulação, etc. Não acho que isso é importante só em grupos de ajuda e apoio não. Acho que em vários formatos, deve existir um momento que estejam só mulheres, para poderem debater de forma mais aberta e igual, e para que o protagonismo seja nosso naquele momento. Não se trata de que os homens não participem nunca de espaços feministas. Só não tem que participar de todos, ora. Nem entendo essa sanha. Como eu disse, é bem logicazinha de quem se pensa o centro.
E olha só, o cara ta confundindo as coisas. Queremos homens no feminismo sim. Mas parece que do jeito que o mimimi dele se apresenta ele ta esperando que as pessoas estendam tapetinho vermelho pros homens no feminismo. Aí não, né. As protagonistas são as mulheres, repito.
Não acredito que é necessário debater com alguém tão interessado (SQN) na luta, porque algumas mulheres anseiam por espaços em que estejamos apenas nós, mas acho que um exemplo calha. Já tive o desprazer de participar de reuniões e assembléias, sobre temáticas gerais (não eram de movimento feminista), que envolviam homens e mulheres, e, o espaço de fala das mulheres, quando existia, era muito difícil. Pautas femininas que tinham ligação com o que era tratado, eram ignoradas e minimizadas. Os homens sempre tiveram espaço privilegiado, e inclusive ficava claro que através da reação deles, os assuntos eram validados ou não. Isso de homens que muita gente que conheço considera bacana. A questão nem é se eles são legais ou não, é que da maneira como funciona o patriarcado, o espaço de fala é primazia dos homens, o que eles dizem vale mais, é mais considerado. Então, faz muito sentido que nestes espaços, mulheres desejem que homens não estejam presentes, não?
Não dá pra entender a pessoa ter possibilidade de ser protagonista de várias lutas, onde não existe uma sobreposição/hierarquização direta, mas aonde ela existe, as pessoas fazem absoluta questão de ir. Aliás, dá pra entender sim, e não é pro bem não.

domingosjornal disse...

@D.
Claro que isso é muito dificil, pois nós, homens, somos, sinceramente, um bando de imbecis, mas tem que ter paciência com a gente.

Não sei se isso é realmente falta de autoestima ou uma misandria desmedida, mas é fato que esse comentário foi extremamente infeliz. Mas falar que os homens (como um todo) são imbecis? Cara, fale por você.

OK, concordo que os homens sejam ignorantes com relação ao machismo que espalham e que seja desejável que as mulheres dentro do feminismo adotassem um discurso mais didático, embora seja perfeitamente compreensível que o tom seja completamente o oposto.

Além disso, as informações estão aí para serem consultadas. É bom ter alguém para direcionar os estudos, é verdade. Mas qualquer pessoa com dois neurônios funcionais pode consultar os materiais e tirar as conclusões por si só.

E eu garanto que não são todas as pessoas que teriam interesse o bastante para estudar sobre a sociedade. Nem homens, nem mulheres. E é bem por isso mesmo que uma pesquisa feita ainda em 2006 aponta que 46% do eleitorado se define como de "direita".

donadio disse...

"se voces pararem pra pensar vão ver que grande parte da humanidade tem sociopatia. não tem soluçõa pra essa merda de humanidade não, voces ficam aí com movimentos humanitaristas porque voces acreditam na bosta do ser humano, eu ja não acredito nessa merda."

E você vem aqui repetidamente para tentar nos salvar, exatamente por quê, se não acredita em nós e nós somos uma bosta?

Seja coerente: não acredita em gente? Não fale com gente.

Capitã Amélica disse...

inacreditável ele se sentir tãããão escurraçado uma vez que nem disseram nada diretamente pra ele, ele ouviu uma conversa alheia!

não foi como se chegassem e dissessem "ei docinho, vá trocar um pneuzinho*, vai, e deixa que as mulheres aqui resolvem". /*sexismo intencional

nem chega perto das agressões diretas que sofremos em espaços públicos.

A., nos poupe!

donadio disse...

Nunca vi ninguém ter problemas com "espaços só para mulheres" quando esses espaços são para discutir corte-e-costura, maquiagem, culinária, ou puericultura... a questão só surge quando os assuntos a serem discutidos são "importantes"?

donadio disse...

"Existe feminista que gosta de homem, sexualmente falando ??"

A grande maioria das que eu conheço pessoalmente, por quê?

domingosjornal disse...

Com relação a homens no feminismo, mesmo sendo um homem, eu sou contra. Afinal, o feminismo é uma luta de mulheres para libertar as mulheres das amarras do machismo.

E penso que o feminismo deva ser um espaço exclusivamente feminino, sem que os homens tenham direito à militância ou voz. No máximo simpatizantes e olhe lá. Se o discurso não for sobre os homens e o movimento também não for, não tem porque eles serem aceitos como participantes, certo?

Acredito que várias feministas mulheres, inclusive algumas entre as que se pronunciaram a favor dos homens feministas, se sentiriam felizes se todos os homens fossem removidos.

Embora isso não tire dos homens a responsabilidade de lutar por justiça social. Não como feministas, mas sim como cidadãos conscientes e com um mínimo de empatia.

Helen Pinho disse...

nossa domingosjornal tu captou exatamente a essência do movimento feminista. vamos adiante removendo homens (seja lá o que isso seja).

HAHAUHAUAAUHAUHAUH

IRONIA SUA LINDA DAI-ME PACIÊNCIA!

donadio disse...

"E não aguento mais esse papinho de "uzómi também sofrem com o machismo, as feministas tem que ajudar uzómi"."

Bom, se o feminismo não nos ajudar, nós estamos ferrados, por que nós obviamente não somos capazes de nos ajudar a nós mesmos. O privilégio masculino nos impede de ver o quanto o sexismo dificulta e empobrece nossas próprias vidas.

Mas é evidente que essa "ajuda" é necessariamente um subproduto, e até mesmo que se o movimento feminista se centrar em "ajudar os homens", não vai conseguir ajudar nem homens, nem mulheres.

domingosjornal disse...

Bom, se o feminismo não nos ajudar, nós estamos ferrados

Pois é. O feminismo não é sobre nós. Conforme-se.

E não espere que o feminismo nos ajude. Ele NÃO vai. Qualquer benefício que teremos será efeito indireto da luta delas.

por que nós obviamente não somos capazes de nos ajudar a nós mesmos.

Na verdade somos capazes SIM. E somos capazes de ajudar o feminismo mesmo não militando por ele, bastando usar o espaço que temos para promover a igualdade. Basta haver organização política com esse fim (e não a reafirmação do machismo, como acontece no "masculinismo").

donadio disse...

"Numa reunião de trabalho, o assunto era prostituição. Eu disse: "todos ozomi são favoráveis à prostituição"

Os 2 zomi presentes ficaram ca la di nhos.

Quem cala consente.
"

Consente em quê? Em que eles dois são favoráveis à prostituição? Pode ser. Ou pode ser que eles não achassem que valesse a pena debater o tema. Em todo caso, não acredito que esses dois tenham mandato para falar em nome de todos os outros.

Eu mesmo provavelmente ficaria calado, a não ser que fosse para questionar que diabos significa "ser favorável à prostituição". Deve ser algo parecido com "ser favorável ao aborto", eu suponho. Ninguém, ou muito pouca gente, realmente é. Todo mundo que acha que não tem que trancafiar alguém na cadeia por causa de uma coisa ou de outra, por outro lado, pode ser dito "favorável".

donadio disse...

"Da próxima vez que tiver jogo de futebol, vou chamar todos meus amigos para assisti-lo. Mas, quando o jogo começar, avisarei que só homens podem palpitar, afinal, é inegável como esse tipo de programação é voltado para a gente, e as mulheres só estão tentando tomar nosso espaço, quando já tem tanta novela dedicada só para elas"

Oi... que tal uma comparação menos despropositada? Quem sabe uma discussão sobre, por exemplo, câncer de próstata, ou impotência, ou o que fazer em caso de adultério feminino - uma dessas coisas das quais a maioria de nós homens têm medo (medo de verdade, não um receio teórico)? Quem sabe seria possível entender por que nem todos nós nos sentiríamos à vontade de falar sobre essas coisas na presença de mulheres? Independente de esse desconforto ser justificável ou não?

domingosjornal disse...

@jacmila
Numa reunião de trabalho, o assunto era prostituição. Eu disse: "todos ozomi são favoráveis à prostituição"

Os 2 zomi presentes ficaram ca la di nhos.

Quem cala consente.


E você? Não é?

Só lembrando que a prostituição é uma profissão. E imagino que uma das bandeiras do feminismo seja justamente a de promover a dignidade das mulheres que estão no mundo da prostituição, tendo em vista que uma parte (significativa) tem condições de trabalho semelhante a escravidão.

Além do mais, ser contra a prostituição não quer dizer que essa pessoa esteja a favor do feminismo. Muitas vezes é justamente o contrário. Um exemplo? Os sanctos são contra a prostituição e mesmo assim pregam um discurso de ódio contra as mulheres.

Anônimo disse...

É duro ser homem branco e heterossexual. Eu me sinto muito injustiçado quando as feministas me tratam dessa forma preconceituosa. snif.

donadio disse...

Ah, e eu acho que o A. deveria aderir ao movimento pelos direitos dos animais. Lá não tem esse tipo de problema, nunca vai ser o caso de os animais dizerem que o movimento é deles, que os humanos já têm todo espaço do mundo, etc. Lá quem quiser ser herói, cavaleiro de branco, palmatória do mundo, "humansplainer", etc., é dono do campo e da bola.

Renata K.V. disse...

Lola, sinceramente, não concordo com a ideia de que o feminismo se refere apenas a mulheres.Sou formada em História e em minha área houve uma mudança da História das mulheres para a História de gênero. Não se trata apenas de uma mudança de nome, mas sim de concepção. Uma sociedade machista não aprisiona apenas a mulher em um modelo de feminilidade, mas também aprisiona o homem. Todos são vítimas do sexismo. Homens e mulheres são pressionados a moldar seus gostos, sua personalidade de acordo com esses modelos.
Por isso, não acho que a colocação de A seja apenas mimimi. Também não vejo porque não poderia haver lideranças plurais, com homens, mulheres e trans, no feminismo.

Feminista capitalista disse...

Nossa, vou ter que discordar mais uma vez da maioria dos comentários por aqui,já que a minha linha de raciocínio é mais semelhante a da Laurinha e a da Maria Cristina principalmente.

Confesso que gostei da resposta da Lola ,na parte em que ela diz que o feminismo é muito plural e a atitude de algumas não pode representar todo o movimento,até porque ele nunca foi homogêneo,mas daí cheguei na segunda parte da resposta e me assustei com a agressividade um tanto descabida da Lola, que geralmente é tão empática e leva tanto em consideração os sentimentos alheios; não me levem a mal, eu ADORO a agressividade da Lola e geralmente sou a primeira a estimulá-la; acho agressividade uma coisa muito necessária no feminismo,pois como construiremos um mundo mais justo,feliz e pacifico se não sentirmos MUITA RAIVA das injustiças que perambulam por aí?
Mas assim como acho a agressividade necessária, também acho a virtude da paciência muito necessária e em certos momentos bem mais adequada do que a agressividade,como transformarmos os homens em seres humanos melhores e mais compreensivos,mais feministas se nunca tivermos paciência?

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É a seguinte história, adoro a agressividade feminista da Lola, mas a adoro quando ela é direcionada contra a misoginia, contra os mascus do inferno, contra os machistinhas do caralho, contra os irônicos do cacete e contra os debochados mimadinhos no melhor estilo Rafinha Bastos/Danilo Gentilli propagadores de preconceitos, agora quando ela começa a ser direcionada contra a qualquer homem que simplesmente parece ter dúvidas genuínas,principalmente contra um que se identifica como feminista e quer também acabar com o machismo e a opressão, isso me assusta, pois me causa a impressão de que nós, as injustiçadas, agora passamos a cometer a injustiça, e é preciso cuidado, o EMPODERAMENTO feminino em todas as esferas da vida se faz muito necessário, mas temos que ter cautela,pois o poder mexe com a cabeça do ser humano.

E francamente não achei o discurso do homem esse mimimi todo,ele não me pareceu provocativo,pareceu-me apenas abismado, que nas entrelinhas o mandaram calar a boca e ficar quieto apenas por ser homem e me pareceu ter dúvidas genuínas; em nenhum momento o vi afirmar ou sugerir que ele deveria ter destaque dentro do feminismo, ou que os homens deveriam ter o protagonismo do movimento,ou que todas as reuniões deveriam ser abertas aos homens e atrair principalmente o público masculino, não vi nada disso, acho que as palavaras acabaram sendo tiradas do contexto, onde ele se encontrava chateado e isso gerou uma agressividade da Lolinha que acabou por desencadear uma onda de agressividade nos comentários.
Acontece que como sou muito teimosa e não digo ‘A’ ao invés de ‘B’ só porque todos disseram ‘A’,eu não tenho medo de contestar o que se passou.
E francamente, me coloquei no lugar dele e tenho certeza de que se fosse ele eu faria O MESMO!

Feminista capitalista disse...

Simplesmente porque antes de ser feminista,simpatizante,apoiador,desconstruidor de gênero ou qualquer outro rótulo, ele é HUMANO e não pode ser destituído de sua humanidade. Por Exemplo:
Se eu fosse a uma reunião de algum grupo afro, animada para tentar aniquilar qualquer resquício de sentimento racista em mim,para poder falar contra o racismo,criticar os padrões de beleza eurocentrista, falar sobre como a ditadura do cabelo liso também me incomoda e chateia a auto-estima,e como odeio a discriminação as afro-religiões perpetuada pelo cristianismo e de repente todas as pessoas no recinto me tratassem mal,e 30 de 30 pessoas lá dentro me olhassem feio,como uma espécie de demônio e discursassem indiretamente contra mim só porque sou “branca do zóio claro” eu seria bem capaz de ir embora no meio da reunião, virar as costas e provavelmente nunca mais querer voltar a um ambiente que me hostilizou só por não ter a pele negra, pouco me importaria que existisse gente sofrendo racismo nesse momento, ou que a ditadura do liso seguisse firme e forte, ia tentar combater o racismo sozinha,a minha maneira,fazendo o possível o e impossível,mas não retornaria a este grupo afro não,porque aí já não se trata de lutar pelo mundo, sou feminista, não sou a mulher maravilha, se trataria de me proteger e defender a mim mesma, isso se chama instinto de defesa e auto-preservação;todo ser humano tem.



Eu concordo com a Lola que dentro dos feminismos por aí,devam existir grupos restritos as mulheres, como por exemplo aqueles que falam sobre violência sexual e violência contra a mulher, por razões ÓBVIAS, mas não acho que o feminismo possa se fechar aos homens e que eles não tenham relevância dentro do movimento,até porque o machismo os atinge bastante, como o anônimo ali em cima disse, os homens sofrem uma poda emocional quase que desumanizadora, e o papel do feminismo também é lutar contra isso, caso contrário não poderemos destruir de vez os papéis de gênero.

Mas,só pra constar acho meio irônico e até de mal gosto que o feminismo apele para que os homens sejam também feministas, se declarem como tal, tenham atitudes pró-feministas e uma mentalidade feminista e ao MESMO TEMPO os mande calar a boca,como é que eles vão aprender alguma coisa assim? Como vão passar por uma mudança de mentalidade se não puderem questionar absolutamente nada a quem entende melhor do assunto? Aí fica difícil.
Como a Vitória disse ali em cima, no passado as feministas lutaram pela inserção da mulher nas escolas e no mercado de trabalho,achando que a independência financeira iria resolver todas as questões da mulher, e hoje ainda temos muita repressão sexual, muito ideal de príncipe encantado e casamento e o pior de tudo jornada dupla/tripla pras mulheres que continuam a ser donas de casa,mesmo com emprego e uma carreira, simplesmente porque não houve inclusão masculina, ou seja, as mulheres evoluíram, mas os homens não, mantiveram seus privilégios e continuaram a enxergar as tarefas domésticas como papel da mulher e continuaram com a opressão,porque não foram educados a refletir e a repensarem o seu papel diante da sociedade.

E acho extremamente danoso que o feminismo busque resolver todos os problemas no grito e querer bater de frente com os homens 100% do tempo, é óbvio que não temos concessões a fazer,muito menos temos que negociar nada pois SÃO NOSSOS direitos,mas temos que educar e reeducar os homens, não só eles, a sociedade inteira,pois essa é nossa luta e se batermos de frente,mesmo quando desnecessário, eu sinto muito... mas vamos perder.

Feminista capitalista disse...

Simplesmente porque essa sociedade AINDA é patriarcal, o mundo ainda é muito machista e misógino,os homens ainda são a maioria política,ainda detém o protagonismo desse mundo e como diz o ditado : A corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

O oprimido jamais pode sonhar em se tornar o opressor, essa tática jamais dará certo, por uma simples razão: o escravizador NUNCA vai querer trocar de lugar com o escravo, isso é simples de ver. NO ENTANTO, ele pode ser cutucado e incomodado até enxergar que a escravização é desumana,desleal e cruel, e que um ‘escravo’ é um ser humano de carne e ossso igualzinho a ele, que NÃO MERECE passar por isso, e que poderia muito bem ser ele no outro lado da moeda,dependendo do acaso.
Apelar pra empatia,funciona! Desde que não deixemos de insistir nela.

É claro que o protagonismo do feminismo deve ser sempre a mulher, porque no sistema de gêneros patriarcal,nós obviamente somos as maiores prejudicadas e oprimidas, ainda que os homens enfrentem um machismo danoso e opressivo,diferenciado do das mulheres,para nós essa carga chega a ser dupla,até mesmo tripla, pois alem desse machismo todo enfretamos a MISOGINIA e a cultura de estupro propagada por ela, e isso os homens de fato nunca saberão como é e nunca enfrentaram.
Daí a razão de o feminismo,que é sim a luta das mulheres,pois foi iniciada por nós,manter o seu nome, nunca esquecer suas origens e razão de ser, somos de fato “O 2º sexo’’.

No entanto eu discordo, que não deva haver lideranças masculinas (embora o PROTAGONISMO, evidentemente tenha que ser feminina) ou grupos feministas para homens, e que um pouco da atenção também deva ser deslocada aos homens, primeiro porque penso que os homens também sofrem bastante com o machismo,embora não tanto quanto as mulheres, e nesse caso seria ótimo que eles aprendessem por iniciativa própria a desconstruir e enfrentar esse machismo, sem ter que depender integralmente do nosso “ombro amigo” ,penso que a imagem também de um homem feminista ajudaria outros homens a se identificarem com o movimento feminista e a se tornarem também feministas, e esse saldo seria positivo.

Segundo, existem certos tipos de machismos que servem pra prejudicar ao homem mas não prejudicam a mulher, como por exemplo a cobrança pelo modelo de masculinidade,que eu concordo com a Lola é bem mais nocivo que o modelo de feminilidade,além do heroísmo e a poda emocional referida pelo anônimo lá de cima.
Como as mulheres falarão com absoluta propriedade sobre esses assuntos,se não passamos por esse tipo específico de machismo,embora passemos por muitos outros?
Em terceiro e último, bom é bem raro, mas e se um homem conseguir ser mais feminista e engajado que 99% das mulheres? Será que nem assim ele terá embasamento pra ser um feminista de destaque? Já vi muitos homens condenando o machismo de certas mulheres,e inclusive a misoginia, e eu penso comigo mesma : “Se um homem realmente feminista montar um grupo de debate pró-feminista e de destruição dos moldes de gêneros,então ele deveria se anular e passar o controle e liderança do grupo que ELE criou a uma mulher, só porque ele tem pênis? Como assim? Isso não seria uma maneira de sexismo as avessas?’’

No mais acho extremamente importante que homens tenham voz e vez dentro do feminismo até para que eles sejam corrigidos e imediatamente repreendidos cada vez que disserem alguma bobagem de cunho machista, e assim possam se tocar e ir enxergando o quanto a linha de pensamento deles é misógina e escrota, mas se eles forem silenciados,nunca serão trazidos para a reflexão.

Feminista capitalista disse...

E acredito que a Lola seja uma das primeiras a defender esse principio visto que toda vez que surge um guest post sobre violência sexual e estupro ela publica alguns comentários insuportáveis de mascutrolls que inclusive chegam a duvidar da veracidade dos posts.


E me perdoem a comparação um tanto esdrúxula e que muitos vão odiar, mas a própria Lola pensou em fechar o blog e se cansou,não apenas pela estafa, mas principalmente por causa do dito ‘fogo-amigo’ de algumas feministas radicais que só sabem emanar gritos e agressividade, e isso de fato, é muito desestimulante e frustrante ,porque o companheiro, que se diz feminista e que quer ser um feminista não poderia também ficar um pouco ressentido com essa grosseria e ataque por parte de algumas feministas? Ele também é humano, tem sentimentos.

Se eu tivesse um grupinho feminista, uma mesa de debate,ou até mesmo um bloguinho humilde e feminista (meu sonho... mas mal arranjo tempo pra comentar aqui) eu jamais toleraria que um homem viesse cantar de galo ou fazer mansplaining,até porque ODEIO muito isso,coisa que de fato eles adoram,por seus privilégios; mas por outro lado JAMAIS mandaria um homem calar a boca ou acharia admissível ele ser intimado a não se manifestar só porque não pertence ao sexo feminino, até porque isso é o que a sociedade fez a vida toda, desde sempre com as mulheres, e eu não quero que a história se repita,pois sei o quanto é ruim, não quero que o jogo da opressão vire, que os homens paguem com o próprio sangue o ódio que as mulheres enfrentaram, quero simplesmente que a opressão SUMA DE VEZ, e que os homens sejam agentes colaboradores disso, porque senão fica mais difícil ainda pra nós.

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Quanto ao A, o que eu tenho a dizer é que cara, compreendo a sua dor, no seu lugar também teria me chateado, MAS, você precisa entender que não é pessoal,é social e histórico, o problema que nós feministas temos não é com você enquanto humano,individuo, mas sim com você enquanto homem exercendo o seu papel de opressor que a sociedade reservou pra você antes mesmo de você existir.
O nosso problema é com os homens enquanto grupo, e não com cada um deles enquanto pessoa,entende?

O meu problema é com o grupo dos homens, porque eles são TREINADOS desde a infância para serem os grandes opressores dessa vida, é aí que mora o privilégio masculino, eles são oprimidos, mas por eles mesmos apenas, ao contrário das mulheres que são oprimidas por si mesmas e PRINCIPALMENTE pelos homens.

Feminista capitalista disse...

Vou te explicar melhor, quando as feministas falam sobre os homens serem ruins e estupradores em potencial, elas não estão falando DE VOCÊ, mas elas estão falando dos homens no geral, tal qual a sociedade os pinta e PARA QUE VOCÊ possa se tocar das pequenas sutilezas da vida, e ver que sim, vivemos num mundo onde muitas injustiças foram cometidas contra as mulheres pelos padrões de gênero e que eles de fato propagaram a cultura de estupro na qual você está inserido hoje e que treina os homens para que eles de fato sejam,de muitas maneiras, estupradores em potencial.


VEJA BEM, eu não estou dizendo que você é ruim porque é homem, que os homens são bichos-papões por natureza, ao contrário dos machistas e mascus NÃO acredito nisso.


Sei que tirando as diferenças anatômicas entre os genitais, homens e mulheres nascem iguais, sei que os homens nascem tão ‘femininos’ quanto as mulheres, de acordo com as definições de ‘feminino’ da sociedade em que vivemos e igualmente as mulheres nascem tão ‘masculinas’ quanto os homens.
Eu SEI que os bebes do sexo masculino nascem tão chorões,necessitados de proteção e afeto, tão emotivos,frágeis, sensíveis,desconfiados e inseguros quanto os bebes do sexo feminino, sei que eles nascem tão bondosos quanto elas e com exatamente a mesma capacidade de empatia e justiça que tem as mulheres. Assim como sei que os bebes do sexo feminino nascem tão egoístas, birrentos, agressivas,escandalosas e violentas quanto os bebes do sexo masculino, com a mesma capacidade de fazer maldades inclusive.

ACONTECE que em se tratando de pessoas adultas e conscientes não dá pra tratar a questão do homem x mulher como iguais perante a sociedade, não mesmo, pois embora tenham nascido iguais, com certeza não permaneceram assim por muito tempo, é só uma questão de tempo até que os dois tenham aprendido a falar e os papéis de gênero tenham entrado em ação e sido forçado violenta e sistematicamente contra eles em todo o canto,para que trilhassem caminhos bem diferentes e aí surgem os conceitos de SEXOS OPOSTOS, e nós como atores sociais que aprendemos por imitação acabamos aprendendo a nos enxergar como femininos ou masculinos e a nos enquadrar um dos papéis, uma das expectativas da sociedade que recai sobre nós antes mesmo do nosso nascimento com disse a Lola.


Embora os homens tenham um coração tão puro quanto o das mulheres e sejam tão bondosos e meigos como nós somos, isso não aparece na prática, e isso não se apresenta de maneira equilibrada desde a infância,quando aprendemos que somos MENINOS OU MENINAS e que o mundo é assim.

Na prática todas essas bobagens que você ouve sobre mulheres serem dóceis, mais tenras,empáticas terem o coração mole acabam tendo a sua parcela de veracidade, pois desde os dois anos de idade somos treinadas pra sermos mulheres (ou homens)


De maneira que aquele garotinho que nasceu tão bonzinho quanto qualquer menina vai aprender desde cedo a pensar primeiro em si, a ser egoísta, a ser forte, a não demonstrar sentimentos, a não ter fraquezas, a tomar como modelo os super-heróis que dominam o mundo e salvam o dia, a não chorar jamais “Porque é coisa de maricas”, a dizer enfático “Eu quero’’,a brincar de lutinha, a resolver conflitos na base do tapa,a gritar, que eles são mais fortes e mais poderosos que as meninas.

De modo que eles se transformem de fato nos maiores opressores e estupradores em potencial quando se tornarem adultos.

Feminista capitalista disse...

Ao passo que as mulheres são educadas para a rejeição ao sexo, para a meiguice, para ouvir, para desabafar, para a passividade, para jamais serem grossas (nem quando necessário) para se enxergarem como menos capazes de certas atividades, para chorarem por qualquer coisa, para serem inseguras e jamais terem o ego tão inabalável quanto o dos homens,para dizerem sim, para obedecerem,serem “comportadas”,para se comoverem e serem prestativas, pra odiarem o próprio corpo e para serem muito auto-conscientes a respeito da própria aparência.

Todo esse constructo deixa as mulheres desconfortáveis e numa posição BEM VULNERÁVEL dentro do nosso mundo, uma posição fácil para serem oprimidas, ao passo que os homens tem o olhar (e a cabeça) treinados para a opressão, e isso é culpa da sociedade, mas o fato de ser culpa da sociedade não muda a realidade do que temos pra hoje.

E até que isso mude por completo e a sociedade leve em consideração apenas as diferenças genuínas e biológicas entre os sexos irão se passar décadas,muitos séculos e provavelmente milênios, certamente não será no nosso tempo e até lá NÃO podemos varrer a cultura de estupro e a imagem do homem enquanto opressor para debaixo do tapete,senão o problema não muda.


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Entenda, nós mulheres não temos medo do homem pelo seu porte físico,nós temos medo e desconforto perante homens pela sua mentalidade, pelo que eles pensam, e principalmente pela maneira que eles são levados a enxergar a mulher pela sociedade:
Como reprodutoras em série, como coadjuvantes,como seres inferiores de cérebro subdesenvolvido ,como meros pedaços de carne e como objetos de conquista,como verdadeiras bonecas infláveis, desprovidas de sentimentos,vontade própria e opiniões. É ISSO que nos sufoca, é isso que nos tira o ânimo e é isso que serve de base pra toda uma cultura de estupro.


Você diz que não oprime ninguém,que não tem culpa de ser homem (e de fato não tem) e que é um cara legal,bonzinho.

Não quero deslegitimar nenhuma fala alheia,nem por ninguém na berlinda, mas se você é do tipo que acredita que gosta e precisa mais de sexo porque é homem, se você acha que tal mulher ‘é fácil’ por usar uma saia curta ou deixar claro a sua intenção de fazer sexo, provocando um homem, enfim se você acha que um homem é esquisito por rebolar ou ser emotivo demais, ou cuidar das unhas,ao passo que você também acha esquisito uma mulher de roupas largas que não cuida dos cabelos....

ENTÃO PARABÉNS,pois você está exercendo perfeitamente o seu papel de opressor para o qual você foi treinado a vida toda.

Eu sei que as mulheres também são agentes opressoras, mas é com uma intensidade e força diferente, por exemplo: por mais humilhante e horrível que seja escutar uma mulher dizer que você merece ser estuprada pela maneira que se veste ou por fazer isso e aquilo MUITO PIOR e ainda mais humilhante é você de fato, ser estuprada por um homem,coisa que mulher não faz... percebeu?

Feminista capitalista disse...

Outra coisa,você diz que abomina o estupro, não duvido, só que TODOS os homens praticamente dizem isso,no entanto o que muitas vezes um homem considera como sexo de qualidade não passou de um estupro.


Por isso compreenda, quando as mulheres falam dos homens como estupradores em potencial,não é de você que elas estão falando, nem especialmente pra você, mas é TAMBÉM pra você e pra todas nós, pra desconstruirmos a marteladas toda essa nojenta cultura do estupro, coisa que não irá acontecer, se varrermos o problema pra debaixo do tapete ao invés de falarmos abertamente sobre ele,por pior que seja a ferida.

Nossa metodologia pode parecer questionável para os leigos,mas temos fé, e sabemos que ela mudará o mundo,sabemos que é efetiva,e que isso é responsabilidade DE TODOS e TODOS tem que se conscientizar,sem exceção.

Ah, e não entendi porque o senhor não falará mais sobre opressão de gênero em sala de aula, porque não?
O fato de você ter topado com a grosseria de algumas feministas mais radicais, não muda em nada a história do mundo, não apaga o que se passou e nem muda o fato de que vivemos em um planeta onde homens desgraçaram em inúmeras oportunidades a vida das mulheres e ainda continuam a oprimi-las, antes mudasse alguma coisa.


Francamente também não vejo razão para você deixar de se ver como feminista, se alguma feminista vier aqui e rasgar minha carteirinha de feminista,paciência.... eu simplesmente cuspo na carteirinha de feminista dela e sapateio ela na lama, e assim segue a humanidade...


Elas dizendo que são feministas do lado de lá e eu dizendo que sou feminista do lado de cá....


Enfim, me desculpem pela sopa de palavras e espero não ter ofendido ninguém, mas como fiquei indignada precisava falar...

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E gente, desculpa desviar do assunto,mas só pra encerrar, que diabos é esse comentário do Peterson bombadão totalmente fora de contexto e do assunto?? Eu hein ,isso sim é um mimimi lazarento, fui a única que notou? Porque ele não volta pras cavernas,pega uma bomba e se explode de vez?

Em pleno 2013 o cara reclamando da esposa trabalhar fora, cretino, tenha a SANTA PACIÊNCIA com uma coisa dessas. Demência explicita
Ah,meu c*!

renpmelo disse...

Cláp!Cláp!Cláp!

Feminista Capitalista, bati palmas literalmente para o seu comentário.

Parabéns pela lucidez.

Anônimo disse...

As feministas estão afastando cada vez mais pessoas do movimento e se isolando cada vez mais. O que mais tem são grupos cada vez mais fechados de feministas que pensam igual em tudo, falam sempre as mesmas coisas, fazem sempre as mesmas coisas e até estão ficando com a mesma cara como se fossem bonecos fabricados em série. Dizem que toleram diferenças, mas não vejo respeitá-las. Fazem comentários venenosos, preconceituosos e generalistas a qualquer pessoa, incluindo mulheres que não seguem completamente toda cartilha feminista e que não seguem o seu conceito dentro da ótica feminista do que é liberdade feminina. Quando são questionadas agem de forma agressiva, sempre repetendo as mesmas palavras, as mesmas frases, frustrações pessoais. Desse jeito vão ficar cada vez mais isoladas e presas na própria caricatura.

Anônimo disse...

FEMINISMO SEM DEMAGOGIA:

Fui banida desse grupo por expor minha opinião sobre o funk (não acho o funk feminista e foi isso!),e fui banida dele no Facebook! Uma pessoa como Verinha Dias é totalmente desqualificada para estar aqui,opinando em qualquer coisa,visto que "detona" qualquer um que dela discordar! Para vocês verem,ela já foi logo chamando o rapaz de MACHISTA!!!!

Esse grupo dela é totalmente sem noção e ela,a líder-mor dos sem-noção!

PS: estou comentando anonimamente pois sou uma "comentadora" conhecida aqui e também conheço a tal de Verinha! Portanto,quero a minha identidade preservada!

Feminista capitalista disse...

renpmelo

Muito obrigada por ler! :))

Ontem fiquei com tanta preguiça de escrever tudo isso que achei que ninguém fosse acabar lendo a minha resposta que mais parece um texto,kkkk, mas mediante ao que se passou não aguentei ficar calada.

Paula disse...

o texto foi otimo, FC... parabens!

e eu tb fui expulsa do grupo Feminismo Sem Demagogia... o assunto era cotas e o debate sobre o conceito de divida historica.. discordei da moderadora e levei um ban, e isso pq eu so ataquei ideias, nunca pessoas...

Anônimo disse...

Paula:

Ataquei as ideias também! Mas... e aí???

Paula disse...

e ai que trata-se de um grupo autoritario, que nao admite discussao de ideias e considera qualquer discordancia como trollagem...
a critica foi ao grupo, eu me identifiquei com o seu depoimento (alias, o funk nao eh feminista nem aqui nem no Iemen!!)

Julia disse...

Renata K.V., e como funciona agora essa "História do gênero"?

É pra contar a história dos homens também?
Me desculpa a minha ignorância, não sou da área mas sempre me pareceu como leiga que a história sempre foi contada da perspectiva masculina.
To enganada? To louca, gente?

Aí decidiram aí na sua faculdade que ter "História das Mulheres" era sexismo, injustiça, o que exatamente?

Tristeza ver que há feminista que defendem que não vê nenhum problema em homem liderar o movimento feminista.
Além de bobas estão sendo ridículas, sinceramente, me envergonham.

Julia disse...

"Mas,só pra constar acho meio irônico e até de mal gosto que o feminismo apele para que os homens sejam também feministas, se declarem como tal, tenham atitudes pró-feministas e uma mentalidade feminista e ao MESMO TEMPO os mande calar a boca,como é que eles vão aprender alguma coisa assim?"

OUVINDO.

Será que é tão difícil assim para homens não serem o centro das atenções? Eles não tem que apitar nada, apenas ouvir, refletir, e mudar de comportamento se forem machistas.

Quando eu comecei a ler sobre feminismo eu era contra a descriminalização do aborto, por exemplo. Óbvio que eu tinha meus próprios argumentos idiotas para isso. Mas li tantos argumentos bons a favor, ouvi tanta gente falando sobre o assunto que refleti, vi que estava errada, sendo pouco empática, machista e babaca.

Mudei de opinião.
Funcionou comigo funciona com eles também.


"e se batermos de frente,mesmo quando desnecessário, eu sinto muito... mas vamos perder. "

Não vamos, bater de frente funciona. Apelar para a empatia não tem essa eficácia toda. Além do que você invariavelmente vai ser acusada de vitimismo.

Mulheres são muito fortes, temos simplesmente que reconhecer essa força, principalmente quando estamos unidas por uma mesma causa. Mulheres já aceitam muita coisa caladas, foram acostumadas a submissão e a passividade. Se mais mulheres batessem de frente ajudaria a causa de todas.

Imagina se mais mulheres reagissem agressivamente a cantadas, por exemplo? Ajudaria muitas outras mulheres, mesmo aquelas que não tem coragem de fazer o mesmo. É como uma bola de neve, uma coisa leva a outra. A ação efetiva de uma mulher ajuda muito todas as outras.

Tatcher's widower disse...

Ô raiva da peste dos homens... relaxem meus amores, o cabra querendo ajudar e vocês metendo o pau nele? O que nos falta é amor. Precisamos nos amar e esquecer tudo isso.


1000 beijos a todas vocês

Feminista capitalista disse...

Ok Julia, mas aí você descontextualizou o que eu disse né? desconsiderando o comentário como um todo e lendo apenas parte dele.

Em primeiro lugar não disse que os homens não precisam ouvir, pelo contrário disse sim que eles precisam ouvir, só que isso não significa que eles devam ser 100% silenciados, igual as mulheres foram no passado, e que não precisemos de paciência e que as dúvidas deles devam ser sempre respondidas com um ‘Cale essa boca’ ‘Para com Mimimi’ ,feminismo pra mim serve pra esclarecer e não pra ditar.

Segundo, eu não disse que o feminismo é algo dos homens, que eles devam ser o centro das atenções ou que eles devem vir em primeiro lugar,inclusive dentro do feminismo, nada disso, eu disse que é claro que a mulher deve ser sempre a protagonista e a razão de existir do feminismo e isso é indiscutível,até porque no sistema de gêneros o sexo feminino é evidentemente o mais prejudicado. Só que ao meu ver,o feminismo não é a valorização da mulher através da desvalorização do homem, nem a sede da mulher dominadora impingindo aos homens tudo que eles nos impuseram até agora; e sim um movimento contra a opressão de gênero e contra principalmente,os papéis de gênero. E isso contempla também os homens, é óbvio que só as mulheres enfrentam a misoginia, e que somos as maiores prejudicadas,de longe, com o machismo, SÓ QUE os homens também acabam sendo afetados negativamente pelo machismo e prejudicados por ele, como eu disse, certos tipos de machismo SÓ eles enfrentam, como a cobrança desumana pelo modelo de masculinidade, e como certos tipos de coisa só acontecem com eles, eu defendo que eles tenham sim um espaço dentro do feminismo, pra ajudar a combater a sociedade machista e opressora, eu disse UM espaço , e não o espaço como todo, nem o protagonismo ou sequer a maioria dele.
Afinal como os homens contribuirão e acelerarão a destruição do patriarcado se eles não enxergarem como o patriarcado também é péssimo pra eles?
Por isso o feminismo também contempla a eles, e nós que temos esse conhecimento podemos fazer eles enxergarem isso.

Só que se a gente agir como se os homens fossem seres malditos por natureza e uma causa perdida, então é como se estivéssemos lutando por nada, pois os homens ao invés de ajudarem vão apenas atrapalhar mais ainda achando que feminismo é um movimento que serve pra mandar o homem calar a boca e obedecer e pra tirar o homem do poder e colocar a mulher lá, pra ela perpetuar contra ele todas as injustiças que foram perpetuadas contra ela no passado, quem é que quer isso afinal?
Definitivamente não é o meu tipo de feminismo.


Terceiro eu não disse de maneira alguma que não deve haver agressividade no feminismo, pelo contrário, ela é necessária sim,e eu a defendo, mas ela é necessária sendo direcionada contra o alvo certo, e não a esmo por aí, e assim como ela se faz muito necessária em certos momentos, em outros a virtude da paciência é tão necessária quanto.Afinal não estou aqui pra ofender ninguém,nem atacar, apenas contra-atacar me defendendo e exigindo os meus direitos.



Feminista capitalista disse...

O seu exemplo foi descabido, pois uma mulher mandar um cara que mexei com ela no meio da rua tomar no.... e ir se f.... é uma agressividade bem justificada e uma coisa bem legitima já que ela estava sendo oprimida.
Diferente de soltar os cachorros pra cima de um feminista que RECONHECE que basicamente uns 97% das diferenças entre gêneros por aí foram INVENTADAS pela sociedade (coisa que 99% dos homens não reconhece, eles simplesmente acham que o cérebro deles nasceu programado pra gostar de futebol e o das mulheres programado pra gostar de tarefas doméstica e novelas) só porque ele teve uma dúvida e se sentiu mal tratado por algumas feministas.
Não entendo qual a dificuldade com isso, visto que já vi vários mascus e espíritos de porco por aqui no blog ano passado dizendo pras feministas que era horrível e ofensivo considerar todos os homens como estupradores em potencial. E sabe o que elas fizeram?

Simplesmente tiveram a paciência de explicar pra eles tintim por tintim o porque dessa experessão e o que era a cultura de estupro,justamente pra eles com quem não tem conversa e que não estavam dispostos a entender de qualquer maneira e por isso é mais pratico mandá-los a merda logo.

Acho no mínimo curiosa e irônica essa postura de algumas de agirem como gatinhas manhosas e patinhos tranqüilos diante dos misóginos mais folgados e filhos da puta, e de repente mudarem pra dobermann raivoso e violento quando se trata de um homem feminista com algumas dúvidas simples de serem explicadas e quando ele já está fragilizado. É esse o ideal de empoderamento delas?

Prefiro fazer o contrário, mandar tomar no cu quem merece ir tomar no rabo, e ser paciente e compreensiva com merece minha compreensão, me parece mais eficiente, pois chutar cachorro morto é fácil.


E sim, ainda que a mulher seja a maior oprimida pelos papéis de gênero patriarcais, eles também são nocivos aos homens, se você acha que os homens só tem inúmeras vantagens nele e nenhum ônus ,então talvez seja a hora de usar menos os livros,e fazer mais uso da observação do dia a dia e senso prático.

Só que o sistema é tão cretino que ele é feito pra oprimir também o opressor,só que sem que o opressor perceba que ele também se dá mal,por aí você vê como ele é traiçoeiro.

E continuo achando que o escravizador jamais será o escravo, isso pra mim é dar murro em ponto de faca,ou você trocaria a sua bela mansão por um barraquinho na favela?
Eu não trocaria nunca! Sou feminista ,não sou boba, posso sim desejar que essas pessoas deixem de ter um barraquinho e consigam algo melhor, que não sejam mais oprimidas e exploradas,que se empoderem e que a pobreza seja totalmente aniquilada, mas meu ideal de justiça não é eu trocar de lugar com elas,rsrsrs.
Da mesma forma que uma pessoa caucasiana pode detestar o racismo e nem por isso vai se dispor a ir lá e vivenciar o racismo na pele de uma pessoa negra.

É preciso tomar cuidado com o poder, pois ele subiu a cabeça dos homens e gerou todas as injustiças que foram propagadas contra o feminino em nossa sociedade,se bobear ele sobe também a cabeça das mulheres.

Julia disse...

"Afinal como os homens contribuirão e acelerarão a destruição do patriarcado se eles não enxergarem como o patriarcado também é péssimo pra eles?
Por isso o feminismo também contempla a eles, e nós que temos esse conhecimento podemos fazer eles enxergarem isso."

Acontece que muitos não estão interessados. E os que tem consciência de que o patriarcado traz algumas desvantagens podem achar que vale a pena mantê-lo pois as vantagens podem ser muito maiores.

Tenho visto muitas feministas falarem de como o patriarcado é ruim para os homens, mas e todas as vantagens que eles possuem nesse mesmo sistema? Porque fingir que não existem nessa hora? Se fosse tão prejudicial a eles como é pra nós porque eles fariam tanto esforço para mantê-lo?

Os homens que resolverem ficar do nosso lado o farão porque é o justo, é o correto a se fazer. Para esses não precisamos explicar que o feminismo é uma movimento de mulheres, que nós buscamos igualdade e que nós não os odiamos por serem homens.

Os que não quiserem entender, não há exercício de empatia que vá resolver. E se formos depender disso, não sairemos do lugar.


É por isso que comentários sobre "como não conseguiremos nada sem o apoio dos homens" me assustam. Feministas conseguiram muitas coisas sem o apoio dos homens. Pra mim é o mesmo que dizer que somos incapazes de conquistar coisas por nós mesmas, que não temos poder nenhum. Isso é mentira.


E eu não quero trocar de lugar com o opressor. Não tenho a menor vocação pra isso. Quero apenas o que é meu por direito sem ter que pedir por favor.

Fernanda disse...

Heh, tem mais é que se sentir incomodado mesmo. Desde quando homem consegue provar dentro de um movimento que não possui segundas intenções? Ninguem me convence que pré-adolescente com hormonios a flor da pele e procurando namorada pode ser feminista ou mesmo homens solteiros que são verdadeiros parias sociais, se fingindo de frageis. Isso vai contra a própria natureza pregada pelo movimento que mostra com dados comportamentos pré estabelecidos dentro de um ambiente machista.

Homem feminista é piada de mal gosto. Como alguem que luta pelo direito das mulheres, eu não apoio sequer a presença deles.

Laura Martello disse...

Sobre a afirmação de que os homens devem participar do feminismo porém não em posição de liderança e de que de jeito nenhum barraria os homens de qualquer espaço feminista:
O feminismo pra mim não deve ser um movimento que tenha lideranças, é um movimento horizontal em que todas devem ter a mesma oportunidade de voz e protagonismo, já que lutamos contra todas as formas de hierarquia. Me diga, Lola, quem são as "lideranças" das blogueiras feministas?? Faz sentido reproduzirmos essas estruturas?
Tendo isso em vista, o argumento de que homens podem participar do movimento feminista mas não podem ser lideranças fica falho, já que a ideia é que todas tenhamos a mesma voz e, ao mesmo tempo, nossa prioridade são as questões das mulheres, que são invisibilizadas e apagadas em outros espaços.
Nossa prioridade é compartilhar experiências entre mulheres, formar vínculos de solidariedade e articular nossa luta política a partir de nossas perspectivas.
Me incomoda muito, Lola, falar em espaços mais ou menos "abertos" ou "políticos" (vc mesma reconheceu q não gosta dessa divisão). Quer dizer que espaços em que se compartilham questões como abuso sexual, assédio, aborto, violência e outras questões segregadas pelo patriarcado como privadas, são menos "abertos" ou "políticos"? Isso não seria desconsiderar a importância do "privado é político" e voltar a separar duas instâncias, só que agora, dentro do movimento?
A experiência da violência sexual e do machismo é o que acontece no cotidiano de nossas vidas e se um espaço feminista não for pra falar sobre nossas vidas, pra que serve?
Todos dos diversos espaços feministas em que estive até hoje foram espaços em que houveram compartilhamento dessas experiências, que são pessoais E políticas, é nisso que está a nossa força. E se queremos que esses espaços sejam horizontais, pra mim não faz sentido a inserção dos homens cisgênero nele, pois trazem a perspectiva do lugar de privilégio, que é do que queremos nos afastar ao pensar a política feminista. E ainda inibem as trocas entre mulheres. Muitas vezes vi relatos de violências de feministas nesses espaços de namorados ou maridos que se dizem feministas. E se o cara tivesse lá, como ela faria pra compartilhar e buscar apoio pra essa situação?
Temos poucos espaços na sociedade entre mulheres e acho que deveríamos ampliar essa prática cada vez mais.
Sou super favorável à criação de espaços de coalizão, que incluam apoiadores, mas não acho que encontros feministas sejam espaços em que temos que dedicar nosso tempo a educar os homens. Aliás, não acho que esse seja o nosso papel e não acho que a legitimidade do nosso movimento dependa dessa disponibilidade e vontade de educar os homens. Eles podem muito bem e devem buscar se educar, e nós dedicar nosso tempo em fortalecer as mulheres. O exemplo do cara equivocado que foi no encontro feminista é sintomático, pois ele se dizia favorável à causa feminista, mas mesmo sendo professor nunca leu nada das feministas ou sobre feminismo. Isso mostra a disposição para entender a perspectiva e o posicionamento das mulheres e lutar contra o machismo.
Os pouquíssimos homens que eu conheci ao longo desses anos que mais leram e/ou ouviram feministas dão muita importância aos espaços específicos e fazem questão de não estar nesses espaços (quase todos gays, devo ressaltar) e apoiam a partir do questionamento de seus privilégios, mudança de atitude e propagação do antimachismo nos diversos espaços da sociedade.
Por outro lado, eu já vi homens que foram autores de diversos abusos contra ex-companheiras proporem atividades para homens sobre feminismo em espaços de coalizão antimachista, e terem que ser impedidos pelas feministas para que não acontecesse tal absurdo. Já vi o estuprador de uma amiga (ex-amigo dela) numa marcha do 8 de março pagando de feminista, tendo que ser organizada uma estratégia coletiva na hora pra expulsar ele de lá.

Laura Martello disse...

Se pensarmos que a maioria dos abusos e violências é cometido e perpetrado pelos próprios companheiros e/ou familiares, amigos e conhecidos, isso fica mais complexo. As feministas também passam por isso.
E pra quem fala que precisamos dos homens e de seu apoio eu digo que quase nunca houve esse apoio e que as nossas conquistas foram fruto da ação dos movimentos feministas que historicamente (para quem não leu sobre o assunto) foram constituídos por mulheres. Somos capazes de conquistar as mudanças por nós mesmas.
Acredito que a demanda pela inclusão de homens cisgênero nos espaços feministas vem principalmente de mulheres que nunca participaram de espaços ou movimentos específicos para mulheres e por isso ainda não puderam sentir a importância disso. E também essa posição é muito recorrentemente defendidas por feministas que fazem ativismos exclusivamente através da internet e da academia e nunca viveram as dificuldades da militância nos espaços mistos dos diversos movimentos.
Eu, por exemplo já estive durante muito tempo em grupos de diversidade sexual e cansei de ser invisibilizada e deslegitimada pelos homens gays (justo quem a gte esperava q tinha mais chance de estar afastado da masculinidade hegemônica).
O mesmo acontece em todos os espaços predominantemente masculinos de articulação política mista “de esquerda”.
Daí eu decidi investir minhas forças e vontades em grupos em que eu não tivesse que ficar disputando toda hora a voz, e que tenham mais afinidades com a minha realidade.
Mesmo formando um grupo feminista que incialmente não restringia a participação de homens cisgênero, os que se aproximaram e participaram por um tempo logo perderam o interesse e foram atuar em suas prioridades, que aparentemente não são o fim do machismo. Simplesmente porque mobiliza pouco suas experiências, diz pouco de suas vidas, pois eles não sofrem as opressões e violências todos os dias. O privilégio dos homens, assim como o privilégio de brancos, heteros, etc, tenta se fazer invisível para se manter, e apenas o apontamento da outra perspectiva, de quem sofre a opressão é capaz de desvelar o privilégio. Para isso precisamos nos juntar para nos conhecer, nos ouvir, pensar juntas, ficar amigas e ter confiança, e constituir conjuntamente nossos entendimentos da realidade que vivemos e estratégias de ação para enfrentar o cisheteropatriarcado.
Hoje constituo grupos e espaços feministas sem a participação de homens cisgênero e acho que esse distanciamento nos permite uma troca muito mais frutífera em termos de pensar criticamente as estruturas de privilégio, dominação e opressão, e organizar coletivamente nossas ações políticas feministas.
Minha prioridade é construir feminismos a partir das perspectivas subalternas de pessoas oprimidas pelo cisheteropatriarcado: MULHERES (cis e trans – para uma boa explicação disso ver http://kk2011.confabulando.org/index.php/Main/WhippingGirlFAQPerguntasFrequentesSobreCissexualCisgeneroEPrivilegioCis), TRANS* - incluindo homens trans, trans não binárixs, genderqueers - e LÉSBICAS (para quem não sabe, algumas lésbicas não se identificam como mulheres, para as héteros que ainda não leram as feministas lésbicas e querem conhecer a importânicia que elas têm para a crítica feminista ver Monique Wittig - O pensamento heterosexual e Adrienne Rich - Heterosexualidade Compulsória e Existência Lésbica)
Compartilhar experiências, construir vínculos de solidariedade entre nós como forma prioritária da política feminista. E como diz Audre Lorde, feminista negra lésbica (leitura muito importante pra quem quer se atentar às diferenças e desigualdades e não apenas mascarar a realidade afirmando que há igualdade onde há dominação) "as ferramentas do meste nunca irão desmantelar a casa do mestre". Portanto, que esses vínculos entre feministas sejam horizontais e não hierárquicos, sem "lideranças" ou vozes que tenham mais importância que outras.

Marceleza disse...

Sempre achei que feminismo fosse um movimento que lutasse pela equidade de direitos em questões de gênero e identidade... mas lendo seu texto percebo que realmente estava enganado... Nesse caso também deixarei de meu considerar feminista... uma vez que meu humanismo não permite conceitos preconceituosos e sexistas...

Anônimo disse...

Mas só pra constar na cabeça de todos=
Feminismo é um NOME de um movimento! Se uma pessoa é a favor da igualdade,não significa e NUNCA significará que ela é feminista!
Ser a favor de igualdade não é aprovar aborto
Ser a favor de igualdade não é criticar religiões com filosofias diferentes
Ser a favor de igualdade não é dizer "não preciso de homem"
Ser a favor de igualdade não é dizer "moçxs"
Ser a favor de igualdade não é sair sem roupas na rua! (Se o homem anda sem camisa,proteste para ele vesti-la,não para você sair sem roupa também,afinal o conceito de pudor de algumas pessoas é DIFERENTE do SEU,então deve respeita-lo)
Ser a favor de igualdade não é participar de um MOVIMENTO(e nada mais)
Ser a favor de igualdade não é só ser mulher
Ser a favor de igualdade não é dizer que vive sofrendo abuso quando na verdade não reage a assédios(Sim! Bilhões de mulheres quando são agarradas por cafajestes só dão uma risadinha sem graça e não agride)
Ser a favor de igualdade não é ser a favor de uso de drogas,palavrão e safadeza para mulheres (nem homens devem fazer isto,proteste para o pessoal parar de ser promiscuo! Isto vocês não fazem né?)

Cleyton Camargo disse...

Concordo completamente com vc...

otacio.com disse...

Dessa forma, o feminismo acaba sendo visto como uma vingança da parte das mulheres.